*Fevereiro/2020 Referência Industrial

jota.2016

ECONOMIA - CNI estima que o crescimento do PIB industrial brasileiro para 2020 seja superior a 2,5%

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SUMÁRIO

INDUSTRIAL

48

2020

28

44

40

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Alca Máquinas 07

AWK Máquinas 19

Contraco 63

DRV Ferramentas 09

Engecass 27

Feicon 39

Fezer 55

Formóbile 11

Linck 05

Máquinas Águia 67

Máquinas Dudi 47

Mendes Máquinas 02

Metalcava 51

Mill Indústrias 21

Mill Indústrias 61

Mill Indústrias 68

MSM Química 13

Omil 44

Prêmio REFERÊNCIA 65

Vantec 17

SUMÁRIO

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Coluna Flavio C. Geraldo

14 Notas

18 Aplicação

20 Frases

22 Entrevista

26 Coluna Abimci Paulo Pupo

28 Principal Tradição e qualidade

34 Especial Abpm 50 anos

40 Economia

44 Marcenaria

48 Inovação

52 Mercado

56 Madeira Tratada

58 Artigo

64 Agenda

66 Espaço Aberto

04

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EDITORIAL

O ANO

DA VIRADA

NA CAPA

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

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ECONOMIA - CNI estima que o crescimento do PIB industrial brasileiro para 2020 seja superior a 2,5%

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O

empresariado, assim como a bolsa

de valores, está otimista com o Brasil

de 2020. Após as aprovações das

reformas pelo congresso e a retomada

da economia, impulsionada pela

diminuição da taxa de desemprego, o país vive

um novo cenário após anos de desalento. Ciente

disto, a REFERÊNCIA INDUSTRIAL traz uma reportagem

especial sobre a estimativa da CNI sobre

o PIB brasileiro deste ano, que promete crescer

cerca de 2,8%, o maior desde o começo da crise

econômica. Na editoria de Mercado, também

abordamos o crescimento das importações do setor

de máquinas industriais no Brasil. Além disso,

trazemos reportagens exclusivas nas editorias de

Marcenaria e Madeira Tratada, assim como novidades

do setor. Tenha uma ótima leitura!

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ANO XXII - EDIÇÃO 215 - FEVEREIRO 2020

Ano XXII • N°215 • Fevereiro 2020

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Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

06

THE YEAR OF THE

TURNAROUND

B

usinessmen and businesswomen,

as well as the Stock Exchange, are

optimistic about Brazil in 2020. After

congressional reform approvals

and economic recovery, driven by a

decrease in the unemployment rate, the Country

is experiencing a new scenario after years of

disappointments. Aware of this, REFERÊNCIA

Industrial offers a special report on the National

Confederation of Industry´s (CNI) estimate of Brazilian

GDP for this year, which promises to grow

about 2.8%, the highest since the beginning of the

economic crisis. In the Market Section (Mercado),

we also address the growth of imports by the Brazilian

Industrial Machinery Sector. Also, we have

exclusive stories in the Woodworking (Marcenaria)

and Treated Wood (Madeira Tratada) Sections, as

well as news from the Sector.

Pleasant reading!

referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

Redação / Writing

jornalismo@revistareferencia.com.br

Colunista / Columnist

Flavio C. Geraldo

Paulo Pupo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski e Fabiano Mendes / Supervisão

Crislaine Briatori Ferreira, Gabriel Santos Ferreira

criacao@revistareferencia.com.br

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

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AND HOW ÁGUA BOA, STATE OF MATO GROSSO,

PREPARES ITSELF TO MEET THE NEEDS

OF THE CONSUMER MARKET

MUNDO DE OPORTUNIDADES- Brasil está no topo do mercado de painéis em MDF e MDP

CARTAS

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

VERSATILIDADE

DA TECA

CONHEÇA O POTENCIAL DA MADEIRA E COMO A

CIDADE DE ÁGUA BOA (MT) SE PREPARA PARA ATENDER

O MERCADO CONSUMIDOR

THE VERSATILITY

OF TEAK

CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 214 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE DEZEMBRO DE 2019

BATE-PAPO

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXI • N°214 • Dezembro 2019

MERCADO

Por Napoleão Melo -

Curitiba (PR)

Por Sarah Cardoso -

Goiânia (GO)

Excelente entrevista com a pesquisadora

Fernanda De Negri! Continuem trazendo a

opinião e conhecimento de especialistas que

possam auxiliar no desenvolvimento do país.

Digo há anos que o

mercado de painéis

de madeira é um dos

mais promissores dos

próximos anos e agora a

matéria da REFERÊNCIA

INDUSTRIAL só

comprova minha análise.

Com a recuperação da

economia, 2020 será o

ano desse segmento na

indústria de madeira.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

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MARCENARIA

Por Matheus Ogliari -

Itajaí (SC)

SUSTENTABILIDADE

Por Jorge Abreu - São Paulo (SP)

Pretendo abrir minha

marcenaria em breve

e a reportagem de

vocês me ajudou muito.

As ferramentas serão

fundamentais para o

começo de uma atividade

que, além de hobby,

me ajudará a diversificar

minha renda. Obrigado!

As prefeituras brasileiras precisam aprender

muito com o Executivo de Victoria, no Canadá.

Que ótima iniciativa dos parklets na cidade! Um

projeto simples, barato e extremamente positivo

para a ocupação dos espaços públicos. Parabéns

pela reportagem!

08

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

jornalismo@revistareferencia.com.br

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BASTIDORES

BASTIDORES

PARCERIA

O DIRETOR COMERCIAL DA REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, FÁBIO

MACHADO OFICIALIZANDO A PARCERIA PARA 2020 COM DIEGO VIEIRA,

LILIANE CORDEIRO E BRUNA RAFAELA DA DRV COMÉRCIO DE FERRAMENTAS

Foto: REFERÊNCIA

ASSOCIADA

O DIRETOR COMERCIAL DA REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL,

FÁBIO MACHADO RECEBEU O CERTIFICADO DAS MÃOS DOS

DIRETORES SÍLVIO JOSÉ DE LIMA E ÉLCIO LANA, DA ABPM

(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PRESERVADORES DE MADEIRA), PELA

PARTICIPAÇÃO DA REVISTA REFERÊNCIA COMO ASSOCIADA NA

COMEMORAÇÃO DOS 50 ANOS DA ENTIDADE

Foto: Marcos Mancinni

ALTA

SAÍDA DE DÓLARES

Em um ano marcado pela forte

volatilidade do câmbio, a

saída de dólares da economia

brasileira superou o ingresso

em US$ 44,77 bilhões em 2019,

divulgou o BC (Banco Central).

Essa é a maior retirada líquida

de divisas desde o início da

série histórica, em 1982. O

recorde anterior de retiradas

líquidas tinha sido registrado

em 1999, quando o fluxo cambial

– diferença entre as entradas

e saídas de dólares – tinha

ficado negativo em US$ 16,18

bilhões. Naquele ano, o Brasil

tinha abandonado a política de

bandas cambiais e permitido a

livre flutuação do dólar, quando

a cotação passou pela primeira

vez a barreira dos R$ 2.

BAIXA

TAXA DE DESEMPREGO

A taxa de desocupação no país

fechou o ano de 2019 em 11,2%,

segundo a Pnad Contínua (Pesquisa

Nacional por Amostra de Domicílios

Contínua), do Ibge (Instituto Brasileiro

de Geografia e Estatística).

O estudo, divulgado no fim de dezembro,

considera desocupadas as

pessoas que estão sem emprego,

mas que buscaram efetivamente

um trabalho nos 30 dias anteriores à

coleta dos dados. O levantamento

aponta que 11,9 milhões de pessoas

compõem a população desocupada.

Segundo o Ibge, a taxa de desocupação

caiu 0,7 ponto percentual no

trimestre de junho a agosto, que

ficou em 11,8% e foi inferior 0,4 ponto

percentual em relação ao mesmo

trimestre de 2018, de 11,6%.

10 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


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COLUNA

O INÍCIO DE UMA NOVA DÉCADA

CARDÁPIO DE OPORTUNIDADES PODERÁ FAVORECER AS EMPRESAS

Flavio C. Geraldo

FG4 MAD - Consultoria em Madeira

Contato: flavio@fg4mad.com.br

OS REFLEXOS DE IMPORTANTES

DECISÕES TOMADAS NA ESFERA

GOVERNAMENTAL EM 2019, EM ESPECIAL

QUANTO À REFORMA DA PREVIDÊNCIA,

ALIADAS ÀS PERSPECTIVAS DA REFORMA

TRIBUTÁRIA E ADMINISTRATIVA,

ATESTAM QUE SER OTIMISTA NÃO É UM

ATO DE INOCÊNCIA NESTE MOMENTO

Tem sido com frequência que nos deparamos

com cenas similares às do famoso desenho animado

que se chamava “Lippy e Hardy”, muito

conhecido também pelo nome em inglês: “Lippy

the Lyon e Hardy Har Har”.

Tratavam-se das aventuras de um leão, chamado Lippy,

que vestia um colete e usava um cartola toda amassada,

que juntamente com uma hiena, chamada Hardy,

que usava uma gravatinha borboleta e um chapeuzinho

todo surrado, formava, a inseparável dupla caracterizada

por comportamentos completamente opostos. O Lyon

era muito otimista, sempre sorrindo, olhando para cima

e com grandes ideias para ficar milionário, vivia dizendo

para o Hardy ficar calmo que tudo daria certo. Já o Hardy,

sempre pessimista diante de qualquer ideia do Lippy,

olhava para baixo e não sorria nunca, vivia dizendo que

nada daria certo. Eram famosos seus bordões, que mais

pareciam gemidos, dizendo: “Eu sei que não vai dar certo...

Oh dia, oh céus, oh azar...”.

Sob o olhar do Lippy, podemos dizer que iniciamos

esta nova década com boas perspectivas. As expectativas

de investimentos na infraestrutura, destacando o setor de

Foto: divulgação

transporte ferroviário, representam uma real oportunidade

para os produtores de dormentes de madeira tratada,

afinal, é do conhecimento da maioria que investimentos

na infraestrutura reduzem custos logísticos. Neste ano de

2020 estão previstos investimentos de R$ 20 bilhões em

ferrovias e até 2022 são aguardados investimentos da ordem

de R$ 23,7 bi incluindo a construção da Ferrogrão.

Tudo isto aponta para oportunidades no mercado de

postes e cruzetas roliças de eucalipto tratado, logicamente,

considerando adequações do setor de tratamento de

madeiras, em especial no tocante à qualidade. Nestes

dois setores mencionados são enormes as perspectivas

de investimentos vindos de fora, baseados em programas

de concessões ou privatizações. Afinal, os investidores

podem contar com maior segurança, amparados pelas

reformas já realizadas e em curso.

Já no setor da construção o cenário não parece ser

diferente; segundo dados do Sinduscon (SP), já em 2019

a atividade econômica da construção civil fechou em alta,

perto dos 2,0%. E para 2020 a projeção de crescimento

do PIB (Produto Interno Bruto) pode chegar aos 3,0%.

Mesmo considerando ser esta uma visão macro de crescimento

do setor, a mesma indica claramente uma enorme

janela de oportunidade para a madeira tratada. Estruturas

industrializadas de cobertura e perspectivas cada vez

maiores na adoção de construções modulares com a utilização

do sistema construtivo wood frame já são uma realidade,

amparadas por normas técnicas que oferecem uma

sólida retaguarda para a consolidação desses mercados

cada vez mais crescentes.

No médio e longo prazo as perspectivas da adoção

de sistemas base Mlcc (Madeira Lamelada Colada

Cruzada), muito conhecida também como CLT (Cross

Laminated Timber), já é uma realidade em vários países.

Finalmente, quanto ao agronegócio, vale mencionar que,

baseados no prognóstico de safra, a projeção de crescimento

do PIB (Produto Interno Bruto) do setor para este

ano, conforme revisão realizada pelo Ipea (Instituto de

Pesquisa Econômica Aplicada) vai de 3,2% a 3,7%, o que

não é pouco. Como sabemos, os resultados desse setor

refletem no desempenho do segmento da preservação

de madeiras, que vem dando sustentação ao mercado da

madeira tratada há muitos anos.

De qualquer forma, não deixa de ser uma oportunidade

para a busca de caminhos mais criativos,visando a

maior consolidação desse mercado. E assim, o leão Lippy

pode continuar animando o seu inseparável companheiro

Hardy, que agora tem motivos de sobra para mudar o seu

tradicional refrão de que nada vai dar certo e de que não

sairá vivo daqui.

12 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


NOTAS

INFLAÇÃO

NO PAÍS

A inflação oficial, medida pelo Ipca (Índice Nacional de

Preços ao Consumidor Amplo), fechou o ano de 2019 em

4,31%. A taxa é superior aos 3,75% observados em 2018,

segundo dados divulgados no começo do mês de janeiro

pelo Ibge (Instituto Brasileiro Geografia e Estatística). A taxa

também ficou acima do centro da meta de inflação, estipulada

pelo Conselho Monetário Nacional para 2019: 4,25%.

Em dezembro, o Ipca ficou em 1,15%, acima do 0,51% de

novembro e do 0,15% de dezembro do ano anterior. Esse é

o maior resultado para o mês desde 2002 (2,10%).

Foto: divulgação

FUNDO DE GARANTIA

Desde janeiro, os empregadores não precisam mais pagar

a multa adicional de 10% do Fgts (Fundo de Garantia do

Tempo de Serviço) em demissões sem justa causa. A taxa foi

extinta pela lei que instituiu o saque-aniversário e aumentou

o saque imediato do Fgts, sancionada pelo presidente

Jair Bolsonaro. A multa extra aumentava, de 40% para 50%

sobre o valor depositado no Fgts do trabalhador, a indenização

paga pelas empresas nas dispensas sem justa causa.

O complemento, no entanto, não ia para o empregado. Os

10% adicionais iam para a conta única do Tesouro Nacional,

de onde era repassado ao Fgts, gerido por representantes

dos trabalhadores, dos empregadores e do governo. Criada

em junho de 2001 para cobrir os rombos no Fgts deixados

pelos Planos Verão (1989) e Collor 1 (1990), a multa adicional

de 10% deveria ter sido extinta em junho de 2012, quando a

última parcela dos débitos gerados pelos planos econômicos

foi quitada. No entanto, a extinção dependia da edição

de uma medida provisória e da aprovação do congresso

nacional.

Foto: divulgação

FIMMA 2020

Faltando tempo para a 15ª Fimma Brasil grandes

marcas já confirmaram presença como expositoras;

diversos nomes poderão ser encontrados na feira e

atenderão as mais diversas necessidades da indústria

moveleira nacional. A Fimma Brasil concentra em 58

mil m 2 (metros quadrados) de área as mais esperadas

soluções para o fortalecimento do setor moveleiro e

de toda sua cadeia produtiva, por meio de produtos e

serviços que transformam a indústria mundial. A feira

aponta os caminhos para o sucesso das empresas e

lança tendências para o mercado em diferentes áreas

especializadas, uma combinação ideal para quem

tem em sua origem o compromisso com a evolução.

O evento acontece de 24 a 27 de agosto, em Bento

Gonçalves (RS).

Foto: divulgação

14 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


IMPOSTO

DE RENDA

Foto: divulgação

ATIVIDADE

INDUSTRIAL

A atividade industrial em novembro de 2019 foi

mais intensa do que o comum para o mês. O índice

da produção, que foi de 50,9 pontos, não costuma

se situar acima dos 50 pontos em novembro. Desde

2010, início da série histórica, essa é a terceira vez

que isso ocorre. As informações são da Sondagem

Industrial, divulgada pela CNI (Confederação Nacional

da Indústria). Os indicadores variam de zero

a 100 pontos. Quando estão acima dos 50 pontos,

mostram aumento da produção e do emprego. O

índice de número de empregados alcançou, pela

primeira vez, 50 pontos em novembro, sinalizando

estabilidade frente a outubro. De acordo com a

Sondagem, o crescimento da produção e a estabilidade

do emprego não são comuns na passagem de

outubro para novembro.

A inflação oficial pelo Ipca (Índice Nacional de Preços ao

Consumidor Amplo) de 4,31% no ano passado fez a defasagem

na tabela do Irpf (Imposto de Renda Pessoa Física)

ultrapassar 100% pela primeira vez na história. Segundo

cálculos divulgados hoje (10) pelo Sindifisco Nacional (Sindicato

Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal), a

diferença entre o Ipca acumulado de 1996 a 2019 e a correção

da tabela no mesmo período chega a 103,87%. Segundo

o sindicato, o número de pessoas isentas passaria de 10

milhões para 20 milhões, caso a correção fosse feita. Atualmente,

não precisa declarar Imposto de Renda quem ganha

até R$ 1.903,98 por mês. A defasagem acima de 100% indica

que a faixa de isenção deveria mais do que dobrar para

compensar as perdas com a inflação nos últimos 23 anos. Segundo

o Sindifisco Nacional, os contribuintes que recebem

até R$ 3.881,65 por mês deveriam estar isentos do Irpf.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

FERIADOS DO ANO

Os feriados e pontos facultativos nacionais de 2020

podem fazer com que a indústria do Paraná deixe de

faturar até R$ 4,57 bilhões ao longo do ano. A estimativa,

feita pela Fiep (Federação das Indústrias do Paraná),

leva em conta a previsão do PIB Industrial total do estado,

o número de folgas que cairão em dias de semana

e também as possibilidades de emendas com fins de

semana. Para este ano, tomando como base o Valor da

Transformação Industrial medido pelo Ibge, a Fiep estima

que o PIB Industrial paranaense seja próximo de R$

88,7 bilhões, resultando em aproximadamente R$ 352

milhões por dia útil. Como serão dez feriados nacionais

em dias de semana – sem contar feriados estaduais

e municipais –, as perdas alcançariam R$ 3,52 bilhões no ano. “Um único dia corresponde a praticamente 5% da produção

mensal de uma indústria”, afirma o presidente da Fiep, Carlos Valter Martins Pedro. “Portanto, quando essa empresa tem um

dia a menos de atividade, está deixando de produzir e, consequentemente, de faturar e até de gerar impostos”, completa.

FEVEREIRO 2020 15


NOTAS

CONFIANÇA

EMPRESARIAL

O Índice de Confiança Empresarial, medido

pela FGV (Fundação Getulio Vargas), subiu 1,5

ponto em dezembro de 2019, para 97,1 pontos.

Este é o maior nível do índice desde janeiro,

fechando o ano com um saldo acumulado positivo

em 1,2 ponto, em uma escala de zero a

200 pontos. O levantamento mede a confiança

dos empresários de quatro setores: indústria,

serviços, comércio e construção. Segundo a coordenadora

das Sondagens da FGV/Ibre, Viviane Seda Bittencourt, o ano de 2019 terminou com um resultado positivo para

a confiança empresarial. “A percepção dos empresários sobre a situação atual dos negócios avançou para o maior patamar

desde 2014, mas ainda abaixo dos níveis considerados “normais”, afirmou. Em dezembro, houve melhora na confiança de

todos os setores que compõem o Índice de Confiança Empresarial. A confiança da indústria subiu 3,2 pontos no mês e fechou

o ano crescendo, em média, 1,5 ponto no quarto trimestre em relação ao trimestre anterior.

Foto: divulgação

MOVELSUL 2020

Para a edição da Movelsul 2020, o Sindmóveis trará novidades

para os visitantes: as rodadas de negócios com compradores

estrangeiros sempre estiveram em destaque e vinham

sendo apoiadas pela Apex-Brasil, por meio do projeto Brazilian

Furniture. Entretanto, um novo formato para as rodadas

de negócios internacionais foi definido pelo Sindmóveis para

2020, com base no modelo de outras grandes feiras mundiais

do segmento. Sendo assim, a estratégia da Movelsul

Brasil será trazer, com recursos próprios, 100 importadores

dos mercados-alvo de interesse para os expositores da feira.

Eles terão agenda livre dentro da Movelsul Brasil, para que

usufruam de seu tempo negociando com a empresa que

melhor lhes interessar. A feira acontece de 16 a 19 de março,

em Bento Gonçalves (RS).

Foto: divulgação

Foto: divulgação

DÓLAR COMERCIAL

Nem só de boas notícias a economia brasileira viveu o

primeiro ano de governo de Jair Bolsonaro. A moeda

americana terminou com uma alta de 3,5% em 2019.

Mesmo assim, no último pregão do ano, o dólar comercial

fechou em queda de 1%, cotado a R$ 4,0098.

Com isso, a moeda norte-americana acompanhou a

tendência de um ano de fortes turbulências no mercado

de câmbio, que chegou a registrar uma desvalorização

do real de quase 10%. No fim de novembro, a

cotação do dólar atingiu recorde histórico, fechando

a R$ 4,24. O dólar turismo, que é aquele comprado

quando alguém faz uma viagem internacional, fechou

o ano sendo vendido a R$ 4,18, sem incluir taxas como

o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).

16 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


APLICAÇÃO

CASE

DE IPHONE

Foto: divulgação

O conceito da tecnologia sustentável já é realidade

na Wood Stuck. A empresa francesa

lançou em 2019 uma linha de

cases de madeira para o smartphone

da Apple, o conhecido iPhone.

Cada case de madeira é uma peça

única, cortada à mão, com veias

indomáveis e surpreendentes. Seus

produtos priorizam os valores ecológicos e

sociais, sem esquecer da alta qualidade e da finalização

impecável. Um verniz protetor é aplicado de forma

artesanal em cada capa protetora, garantindo um envelhecimento

ideal da madeira e, assim, preservando a sensação natural do objeto. O estojo

de madeira de mogno é proveniente de florestas tropicais e sua árvore

preciosa possui uma cor marrom-avermelhada suave. A Wood Stuck afirma

que escolheu o mogno pela sua durabilidade já reconhecida por tribos do

Caribe, que o utilizam em suas embarcações e casas há mais de 1400 anos.

MADEIRA

NA CABEÇA

Duas modas voltaram a cair no gosto do consumidor e se

unem em um só produto: o novo boné da Auswear,

com aba de madeira Teca. Esse chapéu possui um

design especial e mantém o tecido e a aba juntos.

A parte de madeira é feita de compensado

de três camadas, tornando-o flexível e resistente

ao ambiente externo. O tamanho do chapéu

pode ser facilmente ajustado com a fivela de

couro fixada pela fivela de latão. A Teca, utilizada

pela empresa da Letônia, é uma madeira tropical do

sudeste da Ásia, principalmente Índia, Sri Lanka, Indonésia,

Malásia, Tailândia, Mianmar e Bangladesh. Ela é reconhecida

por sua durabilidade e resistência à água e é usada na construção

de barcos e construções externas. A madeira de Teca fresada

também possui um cheiro semelhante ao couro. Cada boné custa

cerca de R$ 200.

Foto: divulgação

18 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


OS MELHORES LAYOUTS

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SERRA FITA GEMINADA

COM OU SEM 3º CORTE INTEGRADO

SFGA 250 - SFGA 350 - SFGA 500

SERRAS DE FITA

HORIZONTAL

K250 - K350 - K450 e KMASTER

(esteira dupla ou simples)

UNITIZADOR STEP FEEDER

TRANSPORTE E UNITIZAÇÃO DE TORAS

DESGRADEADORES E DESEMPACOTADORES

DE PACOTES E GRADES

GRADEADORES E

EMPACOTADORES

REFILADORES DE

TÁBUAS E COSTANEIRAS

RA600 - 800 - 1000 - 1100

1300 com serras fixas e móveis

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QUALIDADE

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FRASES

“O BRASIL TEM UM GRANDE MERCADO E NÓS, DA INDÚSTRIA,

ESTAMOS SEMPRE DISPOSTOS A EXPLORAR CADA VEZ MELHOR E DE

FORMA MAIS EFETIVA ESSE MERCADO. A INDÚSTRIA DO PARANÁ É

FORTE, DIVERSIFICADA, COM INDÚSTRIAS EM TODO O ESTADO, E A NOSSA

ESPERANÇA É BASTANTE BOA COM AS AÇÕES DO NOVO GOVERNO. ISSO

TEM SE REFLETIDO EM OTIMISMO PARA INVESTIMENTOS, RENOVAÇÃO DE

EQUIPAMENTOS E PROCESSOS PRODUTIVOS MAIS EFICAZES”

CARLOS VALTER MARTINS PEDRO, PRESIDENTE DA FIEP, SOBRE O

OTIMISMO DA INDÚSTRIA PARA A ECONOMIA BRASILEIRA EM 2020

“SÓ

VAMOS

DIMINUIR A

DESIGUALDADE

QUANDO

“QUALQUER REDUÇÃO [DE TAXAS], NO BANCO CENTRAL,

TIVERMOS

IMPLICA EM REDUÇÃO TANTO NO NOSSO CHEQUE ESPECIAL

UMA POLÍTICA

QUANTO NO ROTATIVO DO CARTÃO, DO CDC E NO CRÉDITO

SUSTENTÁVEL

IMOBILIÁRIO. ISSO PORQUE O CUSTO DE FINANCIAMENTO

DE GERAÇÃO DE

DEPENDE DA SELIC. QUANTO MENOR A TAXA SELIC, MENOR

EMPREGO, REDUZINDO

O CUSTO DE FINANCIAMENTO [OFERECIDO] NO BANCO.

AS RESTRIÇÕES AO

POR CONSEQUÊNCIA, NÓS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL,

COMÉRCIO EXTERIOR

VAMOS REPASSAR PARTE DISSO PARA OS CLIENTES E

E RESGATANDO OS

PARA A SOCIEDADE. JÁ GANHAMOS MAIS DE 1 MILHÃO

INSTRUMENTOS DE

DE CLIENTES NESSES ÚLTIMOS SEIS MESES, DESDE QUE

CRÉDITO PARA AS EMPRESAS.

COMEÇAMOS A REDUZIR OS JUROS”.

QUANDO SE PENSA NESSAS

PEDRO GUIMARÃES, PRESIDENTE DA CAIXA ECONÔMICA

QUESTÕES DE POBREZA E DE

FEDERAL, SOBRE O CRÉDITO IMOBILIÁRIO

DESIGUALDADE, AS MEDIDAS

MUITO VOLTADAS PARA O CURTO

PRAZO PODEM SER PREJUDICIAIS

NO LONGO PRAZO. SE O GOVERNO

ACHA QUE ESTÁ MELHORANDO OS

“NOSSA INTENÇÃO É QUE

ÍNDICES DE EMPREGO, AO APOSTAR EM

POSSAMOS TRABALHAR EM

DETERMINADOS SETORES OU EMPRESAS,

CONJUNTO COM O SENADO E QUE

COMO FOI FEITO NO PASSADO, ESTARÁ

CONSIGAMOS NO INÍCIO DO ANO,

APENAS ADIANDO A SOLUÇÃO DE UM

CONVERSANDO COM A EQUIPE

PROBLEMA.”

ECONÔMICA, TER UMA PROPOSTA

QUE RESOLVA A QUESTÃO

TRIBUTÁRIA. NÃO PODEMOS FUGIR

DESSE DEBATE”

MARCOS LISBOA,

PRESIDENTE DO

INSPER

Foto: divulgação

RODRIGO MAIA, PRESIDENTE

DA CÂMARA, SOBRE AS

NEGOCIAÇÕES NO CONGRESSO

DA REFORMA TRIBUTÁRIA

20 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


ENTREVISTA

GRANDES

NEGOCIAÇÕES

MAJOR

NEGOTIATIONS

O

ministro das Relações Exteriores, embaixador

Ernesto Araújo, está dedicado a reverter a baixa

integração do Brasil no mundo. Em entrevista

à Agência CNI de Notícias, republicada pela

REFERÊNCIA INDUSTRIAL, o embaixador fala

sobre a importância da relação do Brasil com os demais países

do Brics, Rússia, Índia, China e África Sul, dos planos para

os EUA (Estados Unidos da América) e da aproximação com

o Oriente Médio e a África. Para o Mercosul, a estratégia é

garantir o bloco como uma área de livre comércio. “Não se

pode ter um Mercosul como um queijo suíço, com lugares

onde haja buracos, barreiras entre os sócios”, defende o embaixador.

Além disso, afirma Araújo, o Brasil não pode abrir

mão de uma integração com outros mercados. Confira a entrevista:

ENTREVISTA

The Minister of Foreign Affairs, Ambassador Ernesto

Araújo, is dedicated to reversing Brazil’s low level of integration

into the world scene. In an interview with the

CNI news agency, reprinted by REFERÊNCIA Industrial,

the Ambassador talks about the importance of Brazil’s

relationship with the other Brics countries, Russia, India, China

and South Africa, plans for the United States, and the rapprochement

with the Middle East and Africa. For the Mercosur, the strategy

is to secure the Bloc as an area of free trade. “You can’t have

a Mercosur like Swiss cheese, with places where there are holes,

barriers between partners,” says the Ambassador. Aa well, Araújo

says, Brazil cannot give up an integration with other markets.

Check out the interview:

ERNESTO ARAÚJO

CARGO: MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES

Foto: Agência Brasil

FUNCTION: MINISTER OF EXTERNAL AFFAIRS

22 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


QUAL É A ESTRATÉGIA DO BRASIL PARA O BRI-

CS E AS POSSIBILIDADES DE GANHOS PARA O

PAÍS NESTE GRUPO?

A Cúpula dos Brics já é uma tradição, o Brasil tem

interesse tanto bilateralmente quanto no conjunto. O

conjunto do Brics tem tido um desafio de encontrar

um interesse comum entre esses cinco países, que têm

visões diferentes. E nós temos conseguido encontrar

temas que crie uma plataforma comum. Neste ano, na

presidência brasileira, vamos tratar de inovação, ciência

e tecnologia e cooperação para o combate ao crime

organizado. Do ponto de vista econômico, queremos

aumentar a participação do Novo Banco de Desenvolvimento

(banco do Brics) em projetos brasileiros. O Brics

também uma ocasião de encontro do empresariado.

Além da Cúpula, temos o Fórum Empresarial dos Brics,

o que sempre gera conhecimento e negócios de uma

maneira diferenciada. O relacionamento do Brasil com

esses países vai além da Cúpula. O Brics se soma à pauta

bilateral que o Brasil já tem com Rússia, Índia, China e

África do Sul

OLHANDO PARA OUTROS MERCADOS RELE-

VANTES PARA A INDÚSTRIA, QUAL DEVE SER A

AGENDA COM OS ESTADOS UNIDOS NESSA JA-

NELA DE UM ANO QUE TEMOS ATÉ AS ELEIÇÕES

AMERICANAS?

Há várias medidas sobre a mesa no curto prazo, sem

esquecer um acordo mais amplo no longo prazo. Os

presidentes já disseram que querem e isso leva mais

tempo para negociar. Mas não significa que a gente

espere um acordo de livre comércio ou um acordo mais

amplo. Têm questões regulatórias e de facilitação de comércio

que estão avançando. Há o acordo de reconhecimento

mútuo do operador econômico autorizado, o

Global Entry, que facilita a entrada e a saída de viajantes

frequentes, principalmente em negócios.

QUE RESULTADOS DEVEMOS ESPERAR COM O

FIM DA PRESIDÊNCIA BRASILEIRA NO MERCOSUL

NO FIM DO ANO? O ACORDO DE FACILITAÇÃO DE

COMÉRCIO PODE SER UMA ENTREGA?

O acordo de facilitação de comércio está fase final

de negociação e deve eliminar algumas taxas que existem

entre o comércio do bloco e cortaria burocracia que

ainda existe. Também queremos avançar um pouco na

questão da simplificação dos Mercosul e procurar prosseguir

nessa agenda de dinamização do bloco, assim

como de consolidar o comércio intrazona. Temos que

ver qual é a nova atitude que o governo da Argentina

trará.

O QUE O BRASIL NÃO PODE ABRIR MÃO DEN-

TRO DO MERCOSUL?

De três princípios básicos. O de livre comércio dentro

do bloco, essa é a alma do Mercosul. Não se pode

ter um Mercosul como um queijo suíço, com lugares

WHAT IS BRAZIL’S STRATEGY AS TO THE BRICS,

AND WHAT ARE THE POSSIBILITIES FOR GAINS FOR

THE COUNTRY BY BEING PART OF THIS GROUP?

The Brics Summit has become a tradition, Brazil has an

interest both bilaterally and as a whole. The Brics have had

a challenge of finding a common interest amongst the five

countries, which each have different views. And we have

managed to find themes that create a common platform.

This year, during the Brazilian presidency, we will deal with

innovation, science and technology, and cooperation to

combat organized crime. From an economic point of view,

we want to increase the participation of the New Development

Bank (Brics Bank) in Brazilian projects. The Brics

meeting is also an occasion to meet business people. In

addition to the Summit, we have the BRICS Business Forum,

which always generates knowledge and business in a differentiated

way. Brazil’s relationship with these countries is

beyond the Summit. BRICS makes up part of Brazil’s bilateral

agenda with Russia, India, China, and South Africa

LOOKING AT OTHER MARKETS RELEVANT TO THE

INDUSTRY, WHAT SHOULD THE AGENDA BE WITH

THE UNITED STATES IN THIS ONE-YEAR WINDOW

THAT WE HAVE UNTIL THE AMERICAN ELECTIONS?

There are several measures on the table in the short

run, not forgetting a broader agreement in the long run.

The presidents have already said they want this, but it takes

more time to negotiate. But that doesn’t mean we expect

a free trade agreement or a broader agreement. There are

regulatory and trade facilitation issues that are going forward.

There is the mutual recognition agreement of the authorized

economic operator, Global Entry, which facilitates

the entry and exit of frequent travelers, especially business

travelers.

WHAT RESULTS SHOULD WE EXPECT WITH THE

END OF THE BRAZILIAN PRESIDENCY IN MERCOSUR

AT THE END OF THE YEAR? CAN THE TRADE FACILI-

TATION AGREEMENT BE NEGOTIATED?

The Trade Facilitation Agreement is in the final phase

of negotiation and should eliminate some duties that exist

between for the trade between Blocs and cut the red tape

that still exists. We also want to make some progress on the

O PRESIDENTE PRETENDE

VISITAR PAÍSES EUROPEUS,

ÁSIA E NOVAMENTE OS PAÍSES

ÁRABES. ESTAMOS MUITO

ENTUSIASMADOS COM OS

RESULTADOS QUE TÊM VINDO

FEVEREIRO 2020 23


24 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


FEVEREIRO 2020 25


COLUNA ABIMCI

SALDO POSITIVO

E AS OPORTUNIDADES DE 2020

2020 SERÁ DE MUITO TRABALHO, ARTICULAÇÃO E ESCOLHAS DE ROTA PARA CADA UMA DAS

EMPRESAS ASSOCIADAS

Paulo Pupo

Superintendente da Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

A ABIMCI TEM

ESTABELECIDO O DIÁLOGO

INTERNACIONAL E ATUADO NO

MERCADO NACIONAL PARA

MELHORAR A COMPETITIVIDADE DA

INDÚSTRIA BRASILEIRA

Ao revisar os resultados comerciais de 2019

do setor industrial madeireiro, percebemos

que poderia ter sido um ano melhor. Mas

entre tantos desafios enfrentados e as dificuldades

comerciais internas e mundiais,

podemos afirmar que a maioria dos produtos de madeira

manteve o volume exportado quando comparados a

2018, ainda que em alguns segmentos de produtos, isso

não tenha refletido em aumento dos valores. Mas o Brasil

permanece entre os principais players mundiais de produtos

de madeira e tem oportunidades para avançar.

Para que essas oportunidades se transformem em negócios

para as empresas do setor, uma série de ações faz

parte da rotina das atividades da Abimci, que, como entidade

representativa desse segmento, tem estabelecido o

diálogo internacional e atuado no mercado nacional para

melhorar a competitividade da indústria brasileira.

Obviamente, alguns impactos negativos que afetam

o setor fogem do alcance de qualquer instituição ou empresa,

caso do descompasso entre a oferta e a demanda

em certos países consumidores, além da imprevisibilidade

das guerras comerciais e da indefinição das taxações que

estão sendo sugeridas para produtos madeireiros, em

Foto: divulgação

especial entre EUA (Estados Unidos da América) e China.

Ainda assim, em certas situações a Abimci busca atuar

para que os interesses do setor sejam defendidos. Um

exemplo disso é o processo de alinhamento com o Ministério

das Relações Exteriores para definir o posicionamento

do setor em função das mudanças do sistema de cotas

para produtos madeireiros exportados pelo Brasil para

a União Europeia e Reino Unido. Com a saída do Reino

Unido da União Europeia (o chamado Brexit), os novos

volumes e percentuais das cotas existentes serão reavaliados

e poderão sofrer alterações em cada segmento de

produto.

No cenário nacional, o setor enfrentou a reação tímida

dos números da economia, mas avalia de forma otimista

alguns avanços do governo para a melhoria do ambiente

de negócios, com medidas de incentivo ao crescimento

da economia e do consumo, bem como, algumas medidas

de desburocratização, a revisão das NR´S, a reavaliação

do e-Social e Bloco K, eliminação da multa dos

10% do Fgts entre outras. Essas medidas, somadas ao

aumento da confiança do empresariado e do consumidor,

indicam um ano mais próspero para o país e, com isso,

oportunidades de negócios para todo o setor madeireiro.

Dessa forma, as expectativas são positivas, com a projeção

de crescimento e retomada da economia em 2020

conforme dados divulgados pelo Ibge e do aumento da

confiança tanto do empresariado e do consumidor para

com as ações que estão sendo tomadas pelo governo

para a melhoria do ambiente de negócios. A Cbic (Câmara

Brasileira da Indústria da Construção) anunciou que a

construção civil pode crescer 3% este ano, o que possibilitaria

a geração de 150 a 200 mil empregos formais até

dezembro. O segmento é um dos principais nichos para

os produtos de madeira no Brasil. A projeção baseia-se

no atual cenário de juros baixos e inflação controlada no

país. A possibilidade real de negócios no mercado doméstico

pode impactar de forma positiva o setor madeireiro.

Atrelado a isso, a iminência da aprovação da norma

para o sistema construtivo wood frame também significa

um novo impulso para o consumo de produtos de madeira

na construção civil.

Certamente, 2020 será de muito trabalho, articulação

e escolhas de rota para cada uma das empresas associadas.

Iniciamos um novo ano com expectativas promissoras,

mas certos de que novos desafios já começam a surgir.

A associação e a força que o associativismo carregam

farão a diferença nas conquistas futuras e no cenário que

teremos para retratar ao final deste ano.

26 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


PRINCIPAL

28 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


TRADIÇÃO

E QUALIDADE

Fotos: divulgação

EMPRESA CATARINENSE,

LÍDER NOS MERCADOS DE

SECAGEM DE MADEIRAS

COM CALDEIRAS E ESTUFAS,

UNIU EXPERIÊNCIAS DE

TRÊS DÉCADAS PARA

REVOLUCIONAR MERCADO

FLORESTAL

TRADITION

AND QUALITY

A COMPANY FROM THE STATE OF

SANTA CATARINA, A LEADER IN THE

WOOD DRYING MARKET OFFERING

BOILERS AND KILNS, HAS BROUGHT

TOGETHER A THREE-DECADE-LONG

EXPERIENCE TO REVOLUTIONIZE THE

FOREST PRODUCT MARKET

FEVEREIRO 2020 29


PRINCIPAL

O

disputado segmento de máquinas para o

ramo madeireiro foi um dos poucos na indústria

nacional que sobreviveu firme e forte

durante os anos da crise econômica no Brasil.

Enquanto muitas empresas desorganizadas e

sem sólidos pilares fecharam suas portas, outras aproveitaram

a oportunidade no caos para se estabelecer como

grandes players, reconhecidos por sua tradição e qualidade.

Neste cenário, a Engecass – Tecnologia em Equipamentos

foi uma das responsáveis por revolucionar o mercado

de caldeiras e estufas para madeira. Criada há 25 anos, a

companhia conta hoje com uma moderna estrutura em sua

sede, na cidade de Rio do Sul (SC), a 190 km (quilômetros)

da capital Florianópolis (SC).

Hoje a Engecass trabalha principalmente na área de

geração de energia e vapor para processos industriais,

onde se destacam as caldeiras, tanto flamotubulares quanto

aquatubulares, além das estufas de secagem de madeira.

Fundada pelo engenheiro Paulo Roberto da Cass, a organização

produz toda a mercadoria disponível em seu mix com

o cuidado em priorizar durabilidade, segurança e inovação

a cada processo industrial de seus clientes.

“Nosso trabalho começou muito antes do surgimento da

Engecass. Antes de criar minha própria companhia, tive uma

experiência de 11 anos ao exercer diversas funções em uma

empresa de fabricação de caldeiras, estufas e secadores de

madeira. Essa companhia saiu do mercado e então decidi

iniciar minhas atividades com a Engecass em 1995”, conta

Paulo Roberto, fundador e diretor da empresa desde então.

The disputed segment of machines for the forest

product market is one of the few on the

domestic industry scene that has remained

firm and strong during the years of the recent

economic crisis in Brazil. While many disorganized

companies without a solid base have closed their

doors, others took the opportunity in the chaos to establish

themselves as well-placed players recognized for

their tradition and quality.

In this scenario falls Engecass – Tecnologia em

Equipamentos as one of the companies responsible for

revolutionizing the market for boilers and kilns for wood.

Created twenty-five years ago, the Company now has a

modern structure with its headquarters in the city of Rio

do Sul, 190 kilometers from the State of Santa Catarina

capital, Florianópolis. Today, Engecass works mainly in

the area of power and steam generation for industrial

processes, where boilers stand out, both fire-tube and

water-tube, in addition to wood drying kilns. Founded by

Engineer Paulo Roberto da Cass, the Company manufactures

all the products available in its product-mix with

the care of prioritizing durability, safety, and innovation

for each customers industrial process.

“Our work began long before the emergence of

Engecass. Before creating my own company, I had eleven

years of experience in performing various roles in

a boiler, kiln, and wood dryer manufacturing company.

This company left the market, so then, I decided to start

my own business with Engecass in 1995,” says Paulo Roberto,

Founder and Managing Director of the Company.

30 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


FEVEREIRO 2020 31


32 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


FEVEREIRO 2020 33


ESPECIAL

Fotos: Marcos Mancinni

ABPM COMEMORA

50 ANOS

EM ENCONTRO COM ASSOCIADOS

34 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


AAbpm (Associação Brasileira de Preservadores

de Madeira) completou, em 2019, 50 anos

de história. Para comemorar a importante

marca, a entidade organizou, no dia 12 de dezembro,

um evento com os associados para

discutir as perspectivas para os próximos anos. Palestrantes

renomados envolvidos na cadeia produtiva da madeira participaram

do encontro realizado em São Pedro (SP).

Para Gonzalo Lopez, presidente da Abpm, os 50 anos

da Associação se resumem à luta, desafios e inúmeras

conquistas. Ao longo dessa história, ele destacou a organização

de encontros técnicos e de um evento internacional

– o Wood Protection – em parceria com FG4 Mad e

Malinovski, publicações de anais, workshops, entre outros.

“Nosso objetivo sempre foi nos aproximar dos mercados

regionais, discutir dificuldades, caminhos, tudo isso para

difundir a utilização de madeira tratada. Também temos

continuamente incentivado a correta utilização da madeira

tratada em novos segmentos. Temos que fazer o mercado

conhecer os benefícios. Para isso, precisamos levar esse

conhecimento aos diferentes públicos”, afirmou.

Como um marco dos 50 anos, Lopez destacou a nova

sede da Associação, com uma recepção conjunta entre

Abpm, o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas), Núcleo

da Madeira e SBS. Além disso, ele citou a importante ação

para inclusão da atividade de indústria de preservação de

madeira no Cnae (Cadastro Nacional de Atividades Econômicas),

com criação de subclasses específicas, e o trabalho

para derrubar uma “fake news” que circula pelo país com

relação à contaminação de pessoas com a madeira tratada,

o que incluiu uma publicação especial no portal de notícias

G1, da Globo, na editoria “Fato ou Fake”.

“Também criamos a comissão de madeira tratada na

construção civil, com Guilherme Stamato, estamos com

uma demanda para registro de ingredientes ativos no Ibama,

temos participado ativamente na revisão e criação de

normas, etc. Mas ainda temos muito mais para fazer, como

fortalecer continuamente a correta utilização de madeira

tratada. Para isso, vamos fazer reuniões técnicas com diferentes

mercados, discutindo questões como disciplinamento

fiscal, para trazer clareza às condições de comércio, garantindo

qualidade. Outra frente de trabalho será fortalecer

e ampliar o programa Qualitrat”, garantiu.

Joseane Knop, da Dash7, empresa responsável pela

Comunicação e Marketing da instituição, também fez um

balanço do ano no encontro, destacando que a gestão do

facebook da Abpm teve um panorama muito positivo e

que os boletins on-line trabalharam a comunicação direta

da Associação com o mercado, com informações do que

está acontecendo no setor.

“Em 2019, lançamos um novo site, discutimos assuntos

variados, falando sobre o panorama do setor em 2019, novos

associados, os 50 anos da Abpm, movimentações do

setor na construção civil, uso da madeira tratada nas mais

diversas formas, entre outros temas. Acredito que não estamos

aqui somente para fazer negócios, mas para celebrar e

nos conectar. A vida é feita de pessoas e a publicidade e a

comunicação têm a ver com esclarecer todo esse conteúdo

para melhorar a vida das pessoas”, comentou.

Quem também marcou presença no encontro da Abpm

foi o ex-presidente Aldo Gandolfi, um dos fundadores da

Associação. Para ele, o saldo dos 50 anos da entidade é

bastante positivo. “Fizemos muita coisa. São 50 anos de

sobrevivência. Não foi um caminho fácil, mas conseguimos

boas interlocuções com o governo e profissionais de modo

geral. Fico emocionado de poder estar aqui comemorando

essa marca. Pensei em todos os presentes nesse evento

durante 50 anos”, salientou.

Para a associada Maíra Venturoli, diretora da Venturoli,

eventos como o organizado pela Abpm são muito importantes,

porque fortalecem as empresas. Ela afirmou que

esses espaços servem para discutir as preocupações, as

coisas que afligem o setor e o que pode ser feito para melhorar

o dia a dia.

“Além disso, a troca de conhecimento é fundamental,

porque vemos a realidade de outras usinas no Brasil e

sabemos que não estamos sozinhos, que nossas dores também

são as dores dos outros. Aqui, podemos ter excelente

conteúdo, como ter a presença, por exemplo, de Paulo

Pupo, que está no cenário internacional e que conhece o

que acontece em outros países e em outros Estados. Tudo

isso nos ajuda a planejar os próximos passos”, ressaltou.

Eudes Ribeiro, gerente da Seap, reforçou que a Abpm

é uma entidade muito importante para o setor, pois representa

e dá suporte. “A Associação é fundamental para o

setor, com profissionais e diretoria altamente capacitados.

Ao longo do tempo, a Abpm veio acumulando experiência,

o que para o setor é essencial, trabalhando com normas,

reuniões, workshops. É uma associação bastante atuante e

que faz a diferença para o setor de madeira tratada”, disse.

De acordo com Leonardo Puppi Bernardi, diretor-presidente

da TWBrazil, a Associação representa as empresas

em nível nacional, já que muitas empresas ficam limitadas

ao seu raio de atuação. Porém, ele ressaltou que, quando

se amplia o mercado, é importante ter uma bandeira como

a da Associação para garantir qualidade homogênea em

todos os Estados.

“Muitas questões que temos no nosso dia a dia são

realidade de todas as empresas, então estar associado a

uma entidade tão atuante nos ajuda a fortalecer essa luta,

que é uma luta de todo setor. O evento garantiu ainda mais

isso, com excelentes palestrantes que trouxeram muita informação

técnica e relevante para que possamos tomar as

decisões nos próximos meses e anos. Esse encontro orienta

nossas decisões em investimentos e de mercado e acaba

impactando na criação de uma infraestrutura de produção

de madeira tratada que pode perdurar por anos. O nível é

cada vez melhor”, garante Leonardo.

Outro associado que esteve presente foi Raimundo

Santana, diretor da STWood. Na avaliação dele, o evento

foi bastante produtivo e serviu para mostrar que a cadeia

da madeira tratada está sendo desenvolvida e vem crescendo.

“É muito vantajoso ter um evento como esse, porque

acabamos conhecendo outras pessoas que têm as mesmas

dificuldades, e isso acaba ajudando as empresas a superar

obstáculos. Quem trata madeira tem que se unir. Nosso

concorrente não somos nós mesmos, mas, sim, outros ma-

FEVEREIRO 2020 35


FEVEREIRO 2020 37


38 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


ECONOMIA

40 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


EM

CRESCIMENTO

Fotos: divulgação

ESTIMATIVA DA CNI (CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA) É

QUE O PIB INDUSTRIAL BRASILEIRO CRESÇA 2,8% EM 2020

FEVEREIRO 2020 41


ECONOMIA

Aeconomia brasileira consolidará o processo

de retomada do crescimento em 2020, com

aumento de 2,5%, depois de expansão de

1,2% neste ano. A projeção foi divulgada

pela CNI (Confederação Nacional da Indústria),

no Informe Conjuntural Economia Brasileira.

Segundo a entidade, o PIB (Produto Interno Bruto, soma

de todos os bens e serviços produzidos no país) será puxado

pela expansão do PIB industrial. A estimativa é que

o setor cresça 2,8%, de acordo com a CNI.

Para a confederação, a atividade econômica também

será impulsionada pelo aumento dos investimentos em

6,5%, em 2020. Para este ano, a previsão é que o PIB industrial

cresça 0,7% e os investimentos, 2,8%. A previsão

para o consumo das famílias é de alta de 1,9%, em 2019,

e 2,2%, em 2020.

Segundo o estudo, a aceleração na economia na

segunda metade deste ano é sinal de que haverá crescimento

mais sólido nos próximos 12 meses. De acordo

com a CNI, os dados mais recentes indicam aumento do

consumo, em consequência da queda da taxa básica de

juros, a Selic, e da paulatina recuperação do mercado de

trabalho.

“A garantia de que esse crescimento [econômico]

vai se materializar é a continuidade das mudanças na

economia, que vai gerar melhor ambiente de negócios

e mais segurança para as empresas investirem mais,

contratarem mais”, disse o gerente executivo de Política

Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.

O presidente da CNI, Robson Andrade, afirmou que

todas as políticas públicas, como a liberação dos saques

do Fgts (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), ajudam

na recuperação da economia. “A redução da taxa

Selic, isso ajuda também, maior disponibilização de

recursos para a sociedade, um programa de construção,

tudo isso gera uma recuperação segura, mas lenta”,

acredita.

REFORMAS

Para a confederação, as reformas implementadas em

2019, sobretudo a da Previdência, têm contribuído para

um ambiente mais propício ao aumento do investimento,

da produção e do consumo. Entretanto, a entidade

defende “maior celeridade e ambição na agenda pró-

-competitividade, com foco na reforma tributária”. Outra

A ATIVIDADE

ECONÔMICA

TAMBÉM SERÁ IMPULSIONADA

PELO AUMENTO DOS

INVESTIMENTOS EM 6,5%

42 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


MARCENARIA

44 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


PARA DECOLAR

NO MERCADO

DESDE A PRODUÇÃO ATÉ O FATURAMENTO, DICAS SIMPLES PODEM

IMPULSIONAR SEU EMPREENDIMENTO

Fotos: divulgação

FEVEREIRO 2020 45


MARCENARIA

O

principal alicerce de uma empresa é a

qualidade de seu produto, mas até que

uma venda seja concluída, diversos fatores

devem ser observados para conquistar

o cliente. Quando um empreendedor

investe também no formato de entrega, apresentação,

maquinário, local de produção e outros aspectos, o

caminho até a efetivação da venda pode se tornar uma

referência no serviço e um sinônimo de avanço dentro

do mercado. Para aplicar esse processo em sua marcenaria,

trazemos algumas dicas para o seu negócio cair

de vez no gosto dos consumidores:

ESTRATÉGIA DE SERVIÇOS

O marceneiro deve sempre lembrar que o cartão

de visitas da empresa é ele mesmo, por isso, seu

modo de apresentação e também argumentação nas

vendas devem ser muito desenvolvidos. Neste caso,

é importante cuidar da aparência e trajes, implementado

um uniforme de trabalho ou jaleco, que dão ar

de profissionalismo ao local. Além disso, demonstrar

conhecimento, dominar o assunto e não exitar na hora

de tirar as dúvidas do cliente são pontos positivos que

demonstram a pró-atividade do prestador.

ORIENTE SEU CLIENTE

É essencial que o marceneiro lembre-se que o

cliente, muitas vezes, não terá conhecimento na área

e precisará de ajuda para esclarecer dúvidas que, em

alguns casos, podem até parecer óbvias para quem

atua no ramo. A dica então é ter paciência para explicar

todos os detalhes do serviço, materiais e processos

utilizados, isso dará segurança para o comprador e

passará credibilidade sobre o seu produto. Além disso,

faça indicações e recomende o melhor caminho para

a execução de um material. É importante lembrar que,

se o produto final for melhor do que o esperado, seu

cliente pode abrir portas para novas vendas.

46 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


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- Conjunto de polias preensoras da

entrada para estiramento da lâmina;

- Sistema eletrônico de controle do servo

motor da mais alta tecnologia;

- Sistema de monitoramento de velocidade

e comprimento da capa por encoder;

- Melhor aproveitamento de capa

cortando retalhos de até 90mm.

FEVEREIRO 2020 47


INOVAÇÃO

48 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


SUSTENTABILIDADE É

INVESTIMENTO RENTÁVEL PARA INDÚSTRIA

ESTUDO REALIZADO NA PUC (PR) CONFIRMA INFLUÊNCIA DE

27% DAS PRÁTICAS SOCIOAMBIENTAIS NOS INDICADORES DE

DESEMPENHO DAS EMPRESAS

Fotos: divulgação

FEVEREIRO 2020 49


INOVAÇÃO

S

ustentabilidade é um tema cada vez mais

presente no mercado e está entrando na

realidade das empresas. Mas práticas sustentáveis

não são sinônimo de custos para

a companhia: são, na verdade, um investimento

com retorno financeiro, especialmente no

setor de manufatura.

Este cenário é explicado na pesquisa “Relações

entre práticas ambientais e sociais e o desempenho

de empresas de manufatura”, de Érica Tessaro de

Jesus, desenvolvida no mestrado do Programa de

Pós-graduação em Engenharia de Produção e Sistemas

da PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do

Paraná).

“O desempenho ambiental é uma tendência à

qual as empresas precisam se adaptar para permanecer

competitivas”, destaca Érica. Ela aponta que a

sustentabilidade tem potencial para ser mais que um

custo, mas também um investimento rentável.

A pesquisa observou o cenário de 165 empresas

de manufatura de alto desempenho de 18 países,

incluindo EUA (Estados Unidos da América), Brasil,

Japão, China, Alemanha, Finlândia, Reino Unido e

Coreia do Sul. As empresas analisadas têm pelo menos

100 funcionários e estão nos setores de máquinas-ferramenta,

eletrônicos e automotivo. Os dados

obtidos foram analisados para mensurar a relação

entre práticas ambientais e sociais e o desempenho

das empresas.

O levantamento mostrou ainda que as práticas

adotadas pelas empresas que mais tiveram impacto

em seu desempenho foram voltadas às áreas de

saúde e segurança, ética e treinamento e desenvolvimento

dos colaboradores. “As relações entre

práticas ambientais e sociais e o desempenho podem

PRÁTICAS

SUSTENTÁVEIS NÃO

SÃO SINÔNIMO DE CUSTOS

PARA A COMPANHIA: SÃO, NA

VERDADE, UM INVESTIMENTO

COM RETORNO FINANCEIRO,

ESPECIALMENTE NO SETOR DE

MANUFATURA

50 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


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MERCADO

52 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


SETOR

Fotos: divulgação

DE MAQUINAS

DIRETORIA DA ABIMAQ ANALISA QUE BOA PARTE DO

CRESCIMENTO DAS IMPORTAÇÕES SÃO EM FUNÇÃO DAS

ALTERAÇÕES LEGAIS DECORRENTES DO REPETRO SPED

FEVEREIRO 2020 53


MERCADO

Adiretoria da Abimaq (Associação Brasileira

de Máquinas e Equipamentos) divulgou

os mais recentes dados conjunturais

da indústria de máquinas e equipamentos.

O destaque ficou para o cenário de

forte expansão das importações com crescimento

de 21%, no ano de 2019. Os destaques ficam para o

setor de componentes, que saltou de US$ 3,6 bilhões

para US$ 5,1 bilhões, e o setor de mineração, cuja

importação passou de US$ 200 milhões para US$ 860

milhões.

Boa parte do crescimento das importações é em

função das alterações legais decorrentes do Repetro

Sped, que proporcionaram mudanças na propriedade

dos equipamentos de pesquisa e exploração de

petróleo e gás natural de subsidiárias localizadas no

exterior para empresas sediadas no Brasil.

As importações de máquinas e equipamentos de

origem chinesa tiveram forte aumento 63,3%, na passagem

de setembro para outubro de 2019. No ano, o

destaque continua sendo os EUA (Estados Unidos da

América), que mantiveram a primeira posição entre

as principais origens de máquinas e equipamentos,

registrando no período um aumento de 46% em relação

ao ano anterior.

Já as exportações, que em 2018 tiveram papel

fundamental para melhora das vendas, este ano

foram freadas por um cenário mundial em desaceleração.

A queda foi registrada, tanto em relação ao

mês anterior (-11%), como sobre outubro de 2018

(- 21,1%).

De acordo com a diretoria da Abimaq, ainda que

o câmbio, ao redor de R$/US$ 4 tenha proporcionado

melhora nos retornos financeiros dos exportadores

de máquinas e equipamentos, o cenário internacional

em desaceleração vem inviabilizando o aumento das

vendas, principalmente nos países da América do Latina,

alguns da Europa e na China.

A América Latina, que no passado superou a marca

de 50% das aquisições do setor, neste ano teve sua

participação deteriorada por conta da retração das

atividades, em diversos dos seus países. Na Argenti-

54 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


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MADEIRA TRATADA

DE VOLTA

Fotos: divulgação

ÀS ORIGENS

PEQUENO MUNICÍPIO

CATARINENSE REVITALIZA

PONTES DO MUNICÍPIO

COM MADEIRA TRATADA

PARA AUMENTAR

RESISTÊNCIA DE

TRAVESSIAS DA REGIÃO

56 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


Após anos de investimentos em travessias

de concreto e até mesmo de

ferro, as pontes de madeira caíram

novamente no gosto dos brasileiros.

Mais eficientes, econômicas,

duráveis e charmosas, elas têm sido

cada vez mais usadas pela iniciativa privada e

também por administrações públicas por todo o

país, com o objetivo de otimizar tempo e dinheiro.

Como um dos materiais mais utilizados pela

construção civil, as estruturas que a utilizavam

passaram por um processo de deterioração e

substituição – muito em razão do uso de madeiras

sem tratamento adequado -, cedendo lugar

às estruturas com outras matérias-primas. Mas

com o desenvolvimento de diversas tecnologias

construtivas, além da disseminação da informação

da indústria florestal, os problemas começaram

a ser corrigidos e, em muitos casos, eliminados

pelos profissionais do ramo.

“Além do valor muito abaixo comparado às

outras concorrentes, as pontes de madeira também

possuem uma durabilidade média bem semelhante

quando comparadas com travessias de

concreto, por exemplo, além de poder aguentar

uma carga similar. Sem contar o caráter estético,

que tem sido olhado com mais carinho pelos

gestores”, afirma o professor Dionísio Teixeira,

especialista em engenharia da madeira.

Os novos sistemas construtivos combinam

técnicas trazidas de outros países, como Canadá

e Suécia, e a matéria-prima originária de reflorestamento

no Brasil é especialmente tratada para

enfrentar condições locais de umidade e ataque

de insetos e de fungos. Outra vantagem também

resgatada e confirmada pelos pesquisadores brasileiros

é o baixo custo dessas construções. Elas

podem ser construídas por um valor cerca de

quatro a cinco vezes menor.

Essa simples conta matemática foi feita pela

prefeitura de Salete, no norte de Santa Catarina.

A Secretaria de Obras do município tem

realizado, desde o começo da gestão, em 2017,

diversas reformas em pontes interditadas do município.

Recentemente, foi a vez da comunidade

de Santa Margarida receber uma nova ponte de

madeira.

Com cerca de 7m (metros) de comprimento

por 3m de largura, a construção erguida a partir

da madeira eucalipto servirá para melhorar o

deslocamento de moradores e também no escoamento

da produção agrícola da cidade, conhecida

por seu cultivo de tabaco e de grãos.

COM CERCA DE 7M

DE COMPRIMENTO

POR 3M DE LARGURA, A

CONSTRUÇÃO SERVIRÁ PARA

MELHORAR O DESLOCAMENTO

DE MORADORES E O

ESCOAMENTO DA PRODUÇÃO

AGRÍCOLA

“Somos um pequeno município de pouco

mais de sete mil habitantes, então precisamos

de muita responsabilidade fiscal. As pontes de

madeira surgiram para atender as demandas

e melhorar os acesso pelo interior, a um preço

acessível ao nosso orçamento”, explicou o secretário

de obras, João Kniess.

O projeto de revitalização e construção de

novas pontes em madeira tratada já atendeu

cerca de 22 locais no município de Salete, dentre

estradas gerais, áreas urbanas e acesso a propriedades

agrícolas. “Tudo a seu tempo, mas a ideia

é expandir não apenas para pontes, mas também

para paradas de ônibus, lixeiras e demais utilitários

que possam se beneficiar desse material tão

rico que é a madeira”, acrescentou Kniess.

FEVEREIRO 2020 57


ARTIGO

EFICIÊNCIA

DA COLAGEM DE MADEIRA TRATADA

DE EUCALYPTUS CLOEZIANA F.

MUELL PARA PRODUÇÃO DE MLC

(MADEIRA LAMINADA COLADA)

Fotos: divulgação

ADAIR JOSÉ REGAZZI

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

FABRICIO GOMES GONÇALVES

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

GEANINE COSTA GAVA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

PEDRO GUTEMBERG DE ALCÂNTARA SEGUNDINHO

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

VINÍCIUS PEIXOTO TINTI

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

SABRINA DARÉ ALVES

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

58 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


RESUMO

O

s setores da construção civil, indústria

moveleira, indústria de papel e celulose

buscam novas alternativas para uma

utilização mais racional da madeira que

possam diminuir as limitações de seu

uso, a exemplo da produção dos painéis reconstituídos

dessa matéria-prima, como compensados,

aglomerados de partículas, sarrafos, MLC (Madeira

Laminada Colada), entre outros.

No presente trabalho buscou-se avaliar a eficiência

da colagem em taliscas de madeira de Eucalyptus

cloeziana preservadas quimicamente com CCA (Arseniato

de Cobre Cromatado). Foram utilizados seis

adesivos (MUF: melamina-ureia-formaldeído; PVA:

poliacetato de polivinila; RF: resorcinol-formaldeído;

TF: tanino-formaldeído; UF: ureia-formaldeído; PUR:

poliuretano à base de mamona) e foram realizadas

avaliações da interface madeira-adesivo por meio

de fotomicrografias, da resistência ao cisalhamento,

da porcentagem de falhas na madeira e mensuração

FEVEREIRO 2020 59


60 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


FEVEREIRO 2020 61


62 referenciaindustrial.com.br FEVEREIRO 2020


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ESPAÇO ABERTO

O BRASIL

PRECISA DE MENOS BUROCRACIA

E

nquanto muitos evocam o princípio da reciprocidade

e da soberania nacional no caso

da polêmica isenção de vistos para cidadãos

americanos, canadenses, australianos e japoneses

que visitam o Brasil, milhares de oportunidades

de emprego e geração de renda são transferidos

do nosso país para outras nações mais inovadoras.

Pelos padrões internacionais, somos um dos países mais

fechados do mundo para turismo, comércio exterior e

negócios em geral, seja por adotar barreiras protecionistas

ou pela burocracia desmedida.

Em 2018, a Organização Mundial do Turismo contabilizou

1,4 bilhão de viagens internacionais, mas apenas

6,6 milhões vieram para o Brasil. Estagnados desde

2014, representamos apenas 0,47% do turismo internacional,

perdendo para a Argentina a histórica hegemonia

na América do Sul.

Aliás, somados os visitantes dos EUA (Estados Unidos

da América), Canadá, Austrália e Japão, não chegamos

a 700 mil turistas. Não bastasse isso, o Banco Central

relatou que, em 2018, os brasileiros gastaram US$

18,263 bilhões em suas viagens ao exterior, enquanto

que os estrangeiros deixaram US$ 5,917 bilhões por aqui

no mesmo período. O déficit se repete há 15 anos e a

tendência é piorar.

Os viajantes estrangeiros que aterrissam por aqui

não estão interessados apenas em lazer, pois também visitam

nossas cidades para realizar negócios ou participar

de eventos. E no campo do comércio exterior, representamos

mísero 1,2% do montante global, figurando em

153º lugar em termos de abertura comercial (Fundação

EM 2018, A

ORGANIZAÇÃO MUNDIAL

DO TURISMO CONTABILIZOU 1,4

BILHÃO DE VIAGENS

INTERNACIONAIS, MAS APENAS

6,6 MILHÕES VIERAM PARA O

BRASIL

POR

DARIO LUIZ DIAS

PAIXÃO

DOUTOR EM GESTÃO

DO TURISMO, É

COORDENADOR-GERAL

DA PÓS-GRADUAÇÃO

DA UP (UNIVERSIDADE

POSITIVO).

Heritage) e 108º para o dinamismo no ambiente de negócios

(Fórum Econômico Mundial).

Some-se ao complexo ambiente brasileiro, pouco

favorável aos negócios, a constante diminuição de investimentos

em infraestrutura e marketing internacional,

a incansável veiculação da violência urbana na mídia

global e a falta de parcerias comerciais relevantes. Isso

explica parte do medo ou da falta de interesse por parte

dos visitantes em potencial.

Seguindo o exemplo de outros países, o governo

federal fez um teste ao dispensar o visto para cidadãos

dos quatro países que viessem às Olimpíadas, por serem

considerados turistas de alto poder aquisitivo e de

baixo risco migratório. O êxito não foi desprezível e, no

ano passado, com a adoção do e-visa houve aumento

de 35% no interesse pelo nosso país, embora ainda não

observados integralmente nas estatísticas de fluxos turísticos.

Essa atividade responde por 9% dos empregos do

mundo (Wttc), portanto, precisamos reagir à interminável

crise econômica e à frustração das oportunidades

desperdiçadas na Copa 2014 e na Rio 2016. A isenção

unilateral do visto indica que desejamos estreitar laços e

realizar negócios.

Ainda que pequeno, é um primeiro gesto de hospitalidade,

ferramenta poderosa e estratégica, capaz de

apresentar soluções criativas às mutações da sociedade,

especialmente quando observada sob o prisma do mercado

e aliada às novas tecnologias. Muito em breve, o

Big Data e a Inteligência Artificial aposentarão vistos,

carimbos e passaportes.

Portanto, busquemos uma aproximação mais pragmática

e humanitária com outros países, pois, como diria

o escritor americano Henry Longfellow, “o que de melhor

existe nos grandes poetas de todos os países não é

o nacionalismo e sim o universalismo”.

Foto: divulgação

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