Jornal das Oficinas 176/177

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LUBRIFICANTES

ESPECIAIS

ADITIVOS

& SPRAYS HOLANDA - DESDE 1906

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jornaldasoficinas.com | JORNAL INDEPENDENTE DA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS LIGEIROS E PESADOS | DIRETOR | João Vieira

176/177

C

JulhO/Agosto 2020Y

PERIODICIDADE | MENSAL

ANO XV | 3 EUROS CM

M

Logo ohne Slogan.pdf 1 19/12/19

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MY

CY

CMY

K

AFTERMARKET PÓS-confinamento

SINAIS DE ESPERANÇAPÁG. 6

atualidade

PÁG. 14

A contrafação é um crime que

prejudica a economia e coloca em

perigo a segurança do consumidor

autozitânia

PÁG. 22

A integração da empresa liderada por

Francisco Neves e Ricardo Venâncio

na AD Parts (re)animou o mercado

Líder Mundial em

Suspensão pneumática

Engenharia

Inovadora

®

entrevista

PÁG. 26

Fernando Díaz, diretor-geral adjunto

da OLIPES, explica porque vai a marca

de lubrificantes investir em Portugal

técnica & serviço

PÁG. 52

Reparar danos sofridos nos painéis

exteriores do veículo é das operações

mais frequentes do bate-chapas

Centro de pesquisa e

desenvolvimento

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Readapt Portugal, Lda

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site www.jornaldasoficinas.com

O TÉCNICO

DO FUTURO

A

revolução elétrica é uma prioridade para quase todos os principais fabricantes de automóveis.

Em conjunto com as opções híbridas, a gasolina e Diesel, a maioria dos fabricantes irá disponibilizar

um veículo totalmente elétrico nos próximos cinco anos. Adicionalmente, os fabricantes de

automóveis estão focados no avanço da utilização da tecnologia dos veículos conectados. O derradeiro

objetivo é o futuro autónomo dos veículos, com vista a permitir que estes comuniquem

com os seus condutores, com outros veículos e com as infraestruturas rodoviárias.

Todas estas alterações irão, inevitavelmente, afetar os profissionais das oficinas à medida que as novas tecnologias

e as novas abordagens sejam implementadas. Anteriormente, as qualidades mais importantes para uma

carreira bem sucedida nas oficinas eram as competências mecânicas e os conhecimentos. Mas a realidade mudou.

E à medida que as regras mudam, as oficinas têm de adotar novas formas de trabalhar, assegurando que os

técnicos dispõem de formações abrangentes e atraindo, simultaneamente, um conjunto de talentos com aptidões

diferentes relativamente aos anteriores profissionais do mercado do pós-venda.

Os conhecimentos sobre híbridos e eletrificação terão o dobro da importância dentro de poucos anos, exigindo

que os profissionais das oficinas tenham um leque de competências

mais vasto do que nunca. O avanço rumo à eletrificação significa que

técnicos e profissionais de oficina vão precisar de obter qualificações

adicionais para trabalharem em veículos híbridos e elétricos,

bem como um conjunto de competências mais amplo. Apesar da

aparente lacuna de competências nestas áreas, existem inúmeros

profissionais e técnicos que compreendem a importância dos veículos

elétricos e híbridos e estão muito interessados em obter as

qualificações necessárias para trabalhar nos mesmos.

As competências necessárias para prestar um serviço eficaz a este

parque automóvel em crescimento implicam que disponham de um

conjunto de competências que ultrapassa em muito o conhecimento

de mecânica pura. À medida que os veículos do futuro se tornam mais

complexos, a necessidade de explicações claras e simples dos trabalhos

realizados irá aumentar. Na verdade, a tecnologia na oficina

poderá vir a moldar as competências do profissional de

oficina do futuro mais do que qualquer outro fator.

O profissional de oficina do futuro será um dos técnicos

melhor qualificados na indústria automóvel, com

conhecimentos de mecânica, conhecimentos especializados

sobre veículos elétricos e sólidas capacidades

de apresentação. Desenvolver as competências necessárias

para ser bem sucedido será um desafio,

mas os técnicos devem aproveitar esta oportunidade

com entusiasmo. l

JOÃO VIEIRA | Diretor

www.jornaldasoficinas.com Junho I 2020 3


FOLHA

DE SERVIÇO

IPSIS

VERBIS

RICARDO CARVALHO, CONSULTOR

SÉNIOR DA CITNOW EM PORTUGAL

O MOMENTO QUE VIVEMOS

NÃO PODE (NEM DEVE) SER

TEMPO DE PENSAR EM

VENDAS OU LUCRO

RICARDO VENÂNCIO,

ADMINISTRADOR DA AUTOZITÂNIA

A AD PARTS SURGE COMO

UM GRANDE DESAFIO E

REPRESENTA UMA ‘PEDRADA

NO CHARCO’. É UM PROJETO

COMPLETAMENTE DIFERENTE

E QUE NOS MOTIVA MUITO

JO REALIZA INQUÉRITO

SOBRE DIGITALIZAÇÃO

O

Jornal das Oficinas, em parceria com a Alidata, está a realizar um inquérito para avaliar o nível de

digitalização e processo de transformação digital das empresas do aftermarket em Portugal. Há

bastante tempo que o Jornal das Oficinas vem chamando a atenção para a importância da transformação

digital nas organizações do setor, através de artigos e debates com especialistas. Sempre reforçámos

a necessidade de as empresas estarem preparadas para o futuro e do quanto algumas precisam

de uma mudança radical para se diferenciarem no mercado. O momento ímpar que vivemos reforçou

a necessidade de as empresas serem ágeis e flexíveis, o que é potenciado pela tecnologia. O digital tem

vindo a alterar as empresas e os seus processos. Das vendas ao apoio ao cliente, da investigação e desenvolvimento

à administração, área administrativa, financeira, compras e marketing, entre outras. Ao responder

a este inquérito, está a contribuir para todos ficarmos a conhecer melhor o nível de digitalização

das empresas do aftermarket e o que é necessário fazer para que a transformação digital das organizações

seja uma realidade. Para responder a este inquérito, basta visitar o site www.jornaldasoficinas.com.

SEMÁFORO

FERNANDO DÍAZ, DIRETOR-GERAL

ADJUNTO DA OLIPES

O POSICIONAMENTO

DA OLIPES EM PORTUGAL

ASSENTA NUMA ESTRATÉGIA

ENQUADRADA NO

PROGRAMA PARTNER,

QUE ORIENTA OS

DISTRIBUIDORES

NO CAMINHO A SEGUIR

Componentes em queda

Segundo a AFIA, as exportações de

componentes para automóveis, em abril,

“derraparam” 76% em relação a igual

mês de 2019. Foi a maior quebra mensal

alguma vez registada, o que nos leva a

atribuir o nosso Semáforo Vermelho, de

lamento. Já em março, as exportações

caíram 26%, interrompendo o arranque

positivo de 2020.

Usados na Europa

As vendas de veículos usados na Europa

recuperaram para níveis próximos dos

de 2019, na última semana de maio. A

procura pelos Diesel caiu 29% e os preços

mantiveram-se estáveis. Mas Portugal

é o mercado que mais cresce na Europa,

segundo o relatório do Observatório

INDICATA. Aqui fica, por isso, o nosso

Semáforo Laranja, de expectativa.

Combustíveis do futuro

Em 2025, as “refinarias do futuro”

vão produzir uma nova geração de

combustíveis limpos, com menos 90%

de emissões. A transição energética

para uma economia europeia menos

descarbonizada já está em marcha

e ninguém quer ficar para trás. Nem

mesmo as petrolíferas, o que é merecedor

do nosso Semáforo Verde, de aplauso.

4 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


destaque

AFTERMARKET PÓS-CONFINAMENTO

SINAIS DE

ESPERANÇA

SEGUNDO O ESTUDO REALIZADO PELA CONSULTORA

ROLAND BERGER, APESAR DO NEGÓCIO DO IAM VIR

A ENFRENTAR PROBLEMAS TANTO DO LADO DA OFERTA

COMO DO LADO DA PROCURA, O IMPACTO DA CRISE

NO PÓS-VENDA INDEPENDENTE SERÁ MENOR DO QUE

NO RESTO DA INDÚSTRIA AUTOMÓVEL por João Vieira


Os resultados do estudo, denominado “Covid-19:

A oportunidade do aftermarket

Independente (IAM)”, trazem sinais de

esperança para as empresas do pós-venda automóvel,

nomeadamente oficinas, retalhistas e distribuidores

de peças. Para além das repercussões

diretas imediatas, que já se notam, importa conhecer

o contexto que iremos enfrentar depois de

tudo voltar à normalidade «pré-vírus». A cadeia de

fornecimento está, de acordo com a Roland Berger,

muito mais exposta do lado OEM, composto

por estruturas altamente integradas e, por conseguinte,

muito expostas a uma possível paragem

de algum interveniente na cadeia. O mercado do

IAM, embora também sofra alguns destes problemas

de fornecimento, uma vez ultrapassada a crise

sanitária, atingirá mais facilmente a normalidade.

Atualmente, apenas 20% dos automóveis tem cinco

anos ou menos. E são estes veículos que ainda

procuram os canais das marcas. É, por isso, que,

embora também venha a ser um período complicado

para o pós-venda IAM, o canal independente

seja o que menos vai sofrer e irá recuperar a normalidade

antes da pandemia.

Relativamente à procura, tal como explica o estudo,

a venda de automóveis está muito exposta ao consumidor,

que tende a adiar a compra de um veículo em

tempos de recessão económica. Contudo, olhando

para o negócio do IAM, a Roland Berger acredita

que, dado que a compra de veículos novos será adiada,

o volume de reparações efetuadas aumentará

num parque automóvel cada vez mais antigo.

Fatores que influenciam o negócio

Segundo a consultora, são quatro os fatores que

influenciam o negócio de pós-venda: número de

veículos, que são a matéria-prima do setor; quilómetros

percorridos, que se traduzem em operações

de manutenção; idade do parque automóvel, que

se revela determinante tanto na quota por canais

(o das marcas ganha até ao quarto ano, após o qual

o negócio fica cada vez mais sob a alçada do IAM),

como no dinheiro gerado (menos rentabilidade

quanto mais antigos e desvalorizados); capacidade

de poder de compra das famílias.

Tendo em conta os fatores que influenciam o funcionamento

do mercado, verificar-se-á uma redução

do negócio de pós-venda IAM durante o período

de queda, no qual ainda nos encontramos,

OS TRÊS CENÁRIOS POSSÍVEIS

Relativamente ao que se pode esperar para 2020, e inclusivamente

2021, a Roland Berger prevê três cenários possíveis (“V”,” U”, e “L”,

assim denominados pela forma que as curvas apresentam em cada

caso). Em todos eles, o pós-venda IAM “resiste” melhor à crise do

que o resto da indústria automóvel. Pormenorizando cada uma das

hipóteses, a Roland Berger elimina das possibilidades o cenário em

forma de “V”, o modelo que previa uma descida drástica que, ao tocar

no fundo, seria sucedido de uma recuperação igualmente fulgurante:

“Já não é possível”, afirmam. Nesta hipótese, as vendas de veículos

contrair-se-iam entre 15 e 20% em 2020, atingindo a estabilização

e, inclusivamente, crescendo 2% em 2021. O pós-venda cairia até 5%

em 2020, estabilizando-se ou crescendo 5% em 2021.

O modelo “U” prevê uma queda drástica, seguida de um vale antes

de atingir novamente o aumento que devolveria o mercado ao seu

estado inicial. Assim, neste cenário, que os especialistas apontam

como sendo o mais provável, os registos de matrículas cairiam entre

20 e 25% em 2020, com uma descida menos acentuada, de entre 5

e 10% em 2021. O pós-venda contrair-se-ia entre 5 e 10% em 2020,

atingindo a estabilidade ou diminuindo 5% em 2021.

Já a hipótese ”L”, prevê uma depressão prolongada depois da queda

verificada durante os primeiros meses da crise. Segundo este modelo,

as vendas de veículos cairiam entre 30 e 38% em 2020, somando a

estas quedas mais outra de entre 20 e 25% em 2021. O pós-venda

cairia entre 10 e 15% em 2020 e entre 5 e 10% em 2021.

PREVÊ-SE QUE O AFTERMARKET SE MANTENHA RELATIVAMENTE RESILIENTE, QUANDO COMPARADO

COM A INDÚSTRIA automóVEL EM GERAL, APESAR DO CRESCIMENTO NEGATIVO

PERSPETIVA GERAL DO CENÁRIO

Situação a 1 de abril de 2020 – Vista completa do mercado aftermarket

pouco provável

FORMA EM V:

Recuperação rápida

FORMA EM U:

Tratamento atrasado

FORMA EM L:

Recessão/depressão profunda

A previsão do volume de vendas no T1/2020 e no

início do T2/2020 é quase zero, devido à redução

da confiança dos clientes

Crescimento rápido e recuperação no final do

T2/2020 Crescimento total no T4/2020, com a recuperação a

ocorrer em 2021

O comércio global recupera rapidamente e as

cadeias de fornecimento automóvel posteriormente

estabilizam

Declínio significativo nas vendas no T1/2020 até ao

início do T3/2020, devido ao declínio quase total da

procura, escassez de componentes e implicações na

cadeia de fornecimento

O comércio global estabiliza no T4/2020, incluindo

as cadeias de fornecimento automóveis

Perturbações nas cadeias de fornecimento e na

produção, combinadas com mercados financeiros

turbulentos e perturbados resultam em vendas

extremamente fracas ao longo de 2020

Não é possível um crescimento total em 2020,

devido ao impacto contínuo da Covid-19 na procura

e nas cadeias de fornecimento globais

Embora o comércio global possa estabilizar mais

cedo, o impacto macroeconómico da recessão/

depressão poderá ser sentido do lado da oferta e da

procura durante um período prolongado

2020 2021 2020 2021 2020 2021

(15-20%) 0-2% (20-25%) (5-10%) (30-38%) (20-25%)

(0-5%) 0-5% (5-10%) (0-5%) (10-15%) (5-10%)

Com base no modelo Covid-19 específico para o mercado aftermarket

Crescimento previsto da produção comparado com 2019 (os números a vermelho entre parêntesis indicam declínio) – Produção de veículos

Crescimento previsto do mercado comparado com 2019 (os números a vermelho entre parêntesis indicam declínio) – Aftermarket GVA

Fonte: Roland Berger

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto I 2020 7


DESTAQUE

seguindo-se a recuperação, tendo de esperar pela

retoma de confiança dos automobilistas, para alcançar

os volumes de faturação existentes no período

pré-Covid-19.

O aumento da quilometragem média, devido à

preferência pelo veículo próprio em vez do transporte

público, como consequência do receio de um

possível contágio, somado a uma idade mais elevada

do parque automóvel, terá como resultado um

aumento da procura de manutenção e reparações.

Deste modo, prevê-se que os fornecedores de peças

para reparações críticas (transmissões, embraiagens,

motor) e consumíveis (filtros, óleos, travões)

enfrentem um impacto menor do que os fornecedores

de acessórios.

Segundo a Roland Berger, durantes este período

de pós-confinamento, o parque automóvel permanecerá

constante no seu volume, aumentando

a proporção de veículos mais antigos, o que poderá

aumentar a procura quando se recuperar a

normalidade. Outra coisa será a rentabilidade das

operações realizadas, uma vez que a maioria das

reparações “não críticas” serão evitadas ou adiadas

e os investimentos em produtos não essenciais interrompidos.

Momentos chaves da crise sanitária

Para a Roland Berger, no decorrer desta crise sanitária

surgem três momentos chave: maio, os meses

de verão e dezembro. A consultora prevê que,

no mês de dezembro, tenhamos recuperado uma

certa normalidade, que chegará, definitivamente,

com o início de 2021. Relativamente aos possíveis

cenários, mais do que saber quando chegará a normalidade,

o que realmente importa é ver até onde

irá a queda. Para isso, é fundamental recuperar a

atividade do setor o quanto antes. E, nesse sentido,

muitas entidades e empresas estão a trabalhar intensamente

para superar os prejuízos provocados

pela crise.

Antes de se verificar qual é o contexto que enfrentamos,

é importante saber, também, que parte do

negócio se perdeu durante este período. O prolongamento

do prazo para a realização das inspeções

periódicas obrigatórias, deixou centenas de milhares

de veículos sem inspeção. Ao todo, ficaram por

fazer cerca de 640 mil inspeções, o que representa

uma quebra de faturação enorme, quer para os

AQUISIÇÕES, FUSÕES E INTEGRAÇÕES

Para a Roland Berger, depois de ultrapassada a crise do novo

coronavírus, uma das alterações mais drásticas no pós-venda IAM

na Europa estará relacionada com a estrutura do mercado. Embora,

atualmente, o impacto na tesouraria das empresas a curto prazo

seja inevitável, a situação atual favorecerá as empresas com uma

sólida situação financeira e que estejam preparadas para intervir

no momento adequado. É, por isso, que a Roland Berger prevê a

existência de um “pico” de aquisições, fusões e integrações durante o

período 2021/2022.

Será mais necessário do que nunca manter a competitividade através

de operações mais eficientes e estratégias corretas de preços. Os clientes

irão pedir soluções à medida, pelo que será importante a oficina

dispor de informação suficiente para responder às suas necessidades.

As marcas de automóveis tratarão de aumentar ainda mais a sua

participação no negócio do IAM, pretendendo mudar as regras do

jogo. O estudo prevê que a proximidade à oficina seja algo que todos

automobilistas vão procurar cada vez mais, incluindo aqueles que, até

agora, não mantinham uma grande relação com os reparadores.

APÓS UM PICO DE NEGÓCIOS EM 2016-2017, É POSSÍVEL PREVER OUTRO PICO EM 2021 E 2022,

COMO RESULtado DA CRISE

NEGÓCIOS POR ANO NA EUROPA PARA GROSSISTAS IAM, 2005-2019

Hipóteses preliminares

PREVÊ-SE

UMA ONDA DE

TRANSAÇÕES NOS

PRÓXIMOS ANOS

> Após apenas duas semanas

de confinamento seletivo

imposto em toda a Europa,

começam já a surgir os

primeiros sinais de graves

riscos de falência

2

1111

22

6

7

5

9

13

15

5

6

Indicativo

> Prevê-se que este facto tenha

um “efeito dominó” nos

intervenientes associados

da cadeia de valor, que

são incapazes de aguentar C

o impacto da falência de

M

clientes, induzida pelo fluxo

de caixa e estrangulamentos

Y

da procura

> As empresas sob este MY

risco têm de estar, cada

CY

vez mais, preparadas para

assumir essas transações

CMY

“forçadas”, enquanto as

empresas financeiramente

K

mais robustas têm de estar

preparadas para avançar no

momento certo

CM

2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 2021 2022

Fonte: Mergermarket Roland Berger

8 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


centros de inspeção técnica, quer para as oficinas

que preparam os veículos previamente.

Embora seja verdade que a maioria desses veículos

visitarão as oficinas antes de se dirigirem à inspeção,

foi gerada uma retenção da procura em operações

de manutenção e revisões, que obriga o setor

a rever as suas previsões irremediavelmente em

baixa. Apesar da procura acumulada, os aumentos

lógicos da atividade não conseguirão compensar

estas quedas. Para mais, quando, além disso, se

tem em conta que o confinamento coincidiu com

a Páscoa, uma época tradicionalmente forte para

as oficinas. Contudo, depois de fazer a contagem

dos danos, as previsões não são tão negativas como

seria de esperar num primeiro momento. Em primeiro

lugar, porque a utilização do veículo privado

vai aumentar devido ao medo de exposição ao

risco de contágio. Isto implicará um aumento significativo

da quilometragem, que acontecerá num

parque automóvel que tem, em média, mais de 12

anos e que irá prolongar-se, seguramente, durante

os meses de verão, para os quais se espera um

pico do turismo nacional. Prevê-se um aumento

das visitas às oficinas nos meses de junho e julho,

chegando até meados de agosto. Fatores que irão

ajudar a que, no final deste ano, comecemos a ver

essa subida do cenário em forma de “U”.

Por canais, segundo ainda a consultora Roland

Berger, as previsões refletem que, no conjunto do

PODE O “PATINHO FEIO” IAM EMERGIR COMO UM “CISNE

BRANCO” DA INDÚSTRIA AUTOMÓVEL GRAÇAS À SUA

RELEVANTE RESILIÊNCIA EM GERAL?

HIPÓTESES DA COVID-19 PARA O IAM AUTOMÓVEL

I - RESILIÊNCIA DO DESEMPENHO: APÓS O IMPACTO INICIAL NA PROCURA A CURTO PRAZO,

O IAM, ESTIMULADO PELO PARQUE AUTOMÓVEL MAIS ANTIGO, FOI PROTEGIDO DO EFEITO SÚBITO

DA PERDA NAS VENDAS DE AUTOMÓVEIS NOVOS EM CRISES SEMELHANTES, HISTORICAMENTE

II - ALTERAÇÃO ESTRUTURAL: AS ALTERAÇÕES ESTRUTURAIS EM CURSO NO IAM NA

EUROPA SERÃO, SIGNIFICATIVAMENTE, ACELERADAS – PROPORCIONANDO OPORTUNIDADES

AOS INTERVENIENTES DO MERCADO DO PÓS-VENDA MAIS ATENTOS E FINANCEIRAMENTE

SÓLIDOS, DE MODO A OBTEREM MAIS ACESSO AO MERCADO E DEFINIREM AS NOVAS REGRAS DO

JOGO

III - REDEFINIÇÃO DA CADEIA DE FORNECIMENTO: O GLOCAL IRÁ TORNAR-SE NO

NOVO GLOBAL, COM OS INTERVENIENTES DO AFTERMARKET A ACEDEREM ÀS INSTALAÇÕES

DE PRODUÇÃO DAS SUAS DIVISÕES OE MAIS PREPARADAS PARA SATISFAZER AGILMENTE AS

ENCOMENDAS

IV - TRANSFORMAÇÃO DIGITAL: A DIGITALIZAÇÃO IRÁ SUPERAR-SE RAPIDAMENTE,

PASSANDO DE UM ESTADO “FUTURO” A UMA REALIDADE NA REALIZAÇÃO DE NEGÓCIOS, TANTO

EM TERMOS DE ACESSO A CLIENTES COMO GARANTINDO UMA CADEIA DE FORNECIMENTO

VEDADA

Fonte: Roland Bergerw

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www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto I 2020 9


DESTAQUE

EMBORA O IAM VENHA A ENFRENTAR EFEITOS NA OFERTA/PROCURA, O IMPACTO SERÁ MENOR DO

QUE NA INDÚSTRIA AUTOMÓVEL EM GERAL

EXPOSIÇÃO AOS EFEITOS DA OFERTA E DA PROCURA – SETOR AUTOMÓVEL VS IAM

Situação a 1 de abril de 2020

EXPOSIÇÃO A EFEITOS

DA OFERTA

EXPOSIÇÃO A EFEITOS

DA PROCURA

RISCO

GLOBAL

Setor

AUTOMÓVEL

> As cadeias de fornecimento globais altamente integradas tornam a

indústria automóvel vulnerável a impactos na oferta

> Elevada exposição à procura do consumidor, à medida que a compra de

automóvel tende a ser adiada em períodos de recessão económica

> O crescimento da indústria depende, fortemente, da procura chinesa

IAM

> A estrutura do fornecedor está exposta a risco de colapso em recessão

económica, devido a quebras nas estruturas de fornecedores de níveis

Tier-2 e Tier-3

> O acesso a peças fundamentais necessárias para a manutenção da

gama de produtos pode tornar-se, progressivamente, mais difícil se

as cadeias de fornecimento não tiverem sido altamente integradas

ou tiverem sido organizadas globalmente, resultando este último em

dificuldades na obtenção de peças, no caso de restrições de transporte

> A capacidade de abastecimento interno será uma vantagem

fundamental para os intervenientes do mercado do pós-venda, dada

a probabilidade de as capacidades das fábricas estarem livres para a

produção de peças do mercado do pós-venda

> Adiamento da compra de automóvel durante recessões económicas, a utilização

de veículos mais antigos irá aumentar, impulsionando o volume de reparações

> O aumento da quilometragem e da idade do parque automóvel (dada a

preferência pelo veículo próprio em detrimento do transporte público, devido ao

receio da infeção viral) irá impulsionar o aumento da procura de manutenção/

reparação do mercado do pós-venda

> Prevê-se que os fornecedores de peças para reparações críticas (como, por

exemplo, transmissão e motor) enfrentem um impacto menor do que os

fornecedores de peças de acessórios

> A curto prazo, os grossistas de peças geraram um aumento artificial da procura

para formarem stocks de reserva, mitigando o risco da quebra da cadeia de

fornecimento. Contudo, posteriormente, a procura caiu até 50% em países em

confinamento

Fonte: Roland Berger

Exposição muito elevada

Exposição muito reduzida

ano, será mais fácil recuperar a área da mecânica,

porque as manutenções foram adiadas. Quanto à

carroçaria, contudo, os trabalhos de chapa que não

foram feitos já não irão realizar-se.

Queda DAS vendas aftermarket

Um dos efeitos mais imediatos no início da crise

provocada pela pandemia foi a paragem na venda

de veículos novos. Uma paragem que será difícil de

reativar e que terá consequências para o pós-venda,

não tanto agora, mas mais à frente. De facto,

os automóveis não vendidos terão a sua incidência

no pós-venda num período de entre quatro e cinco

anos, quando os registos de matrículas que deviam

passar ao intervalo de idade seguinte não o fizerem.

No período 2024-2030, haverá, por isso, menos

veículos com entre quatro e nove anos. Uma

descida com a qual o setor deverá lidar.

Contudo, convém destacar que, a partir de 2021,

começam a chegar ao intervalo de entre quatro e 10

anos os veículos vendidos nos períodos de aumento

de registos de matrículas após a crise: 2015, 2016,

2017, 2018 e 2019, todos com mais de 240 mil unidades

vendidas. Uma boa notícia, tendo em conta

que vimos de vários anos de “escassez” no intervalo

de idade mais interessante para o IAM devido às

quebras de vendas durante a crise (2009 a 2014).

Outros ASPETOS que AFETAM o negócio

Conhecido o impacto desta crise sobre o parque

automóvel - em número de veículos, estrutura por

idades e previsão da evolução por tipo de motorização

-, analisado o mais do que provável aumento

na quilometragem do veículo privado, revela-se

fundamental aprofundar outros aspetos que afetam,

crucialmente, o negócio de pós-venda. E,

neste sentido, ter-se-á de começar pela capacidade

de despesa das famílias. Porque embora seja certo

que as oficinas assistirão ao aumento das suas

operações nos meses posteriores ao levantamento

do confinamento, também é verdade que o nível

de aquisição dos utilizadores será, sensivelmente,

menor, para não falar da confiança e, portanto, da

contração do consumo.

De acordo com o relatório da Roland Berger, prevê-se

um aumento nas taxas de desemprego de

cerca de 1,6% nos países desenvolvidos, com quedas

do PIB que podem chegar aos 22% durante o

segundo trimestre de 2020. Em Portugal, no final

deste ano, poderá ter-se acumulado uma descida

do PIB de entre 7 e 10%, o que terá impacto na

capacidade de despesa das famílias e, portanto, no

consumo. As oficinas, evidentemente, irão sentir

esta crise. Tanto mais, que a reparação e manutenção

de veículos não é propriamente considerada

uma prioridade por muitas famílias.

Esta situação de recessão económica e de dificuldades

terá repercussões, quase seguramente, nas

taxas de desemprego e no rendimento por lar, o

que antecipa um panorama que já conhecemos

10 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


da crise de 2008, com as seguintes consequências:

menor utilização do veículo, menos gastos

na sua manutenção, maior sensibilidade ao fator

preço em qualquer operação que venha a realizar-

-se. Dependendo de quanto maior ou menor seja a

profundidade da recessão económica, assim será,

também, afetado o pós-venda em Portugal.

Procura diminui, oferta AUMENTA

Esta crise irá gerar um efeito bem conhecido, causado

por uma diminuição lógica da procura, acompanhada

por um aumento da oferta: a pressão

sobre as margens. O preço voltará a ganhar importância,

sendo cada vez mais importante gerar valor

nos serviços de um mercado que não está particularmente

saudável em termos de rentabilidade.

Será perigoso voltar às “guerras” de preços vividas

anteriormente, pelo que alguns especialistas do setor

assinalam a importância do desenvolvimento

de iniciativas que procurem acrescentar valor aos

serviços de pós-venda.

As oficinas não podem colocar todos os esforços

em poupar custos e gastar menos. Será importante

dedicarem uma parte do esforço no impulsionamento

das vendas para fazer com que os clientes

voltem à oficina para fazerem a manutenção dos

seus veículos. E, também, trabalhar o marketing,

com promoções e campanhas para os automobilistas

visitarem as oficinas. Escusado será referir a

importância da gestão e da maximização de todos

os processos durante os próximos meses, tentando

ganhar eficiência e, portanto, rentabilidade.

Ofensiva das marcas

Importa destacar, também, os planos mais do que

prováveis das marcas no negócio do pós-venda.

Uma situação que será provocada pela descida

acentuada das vendas, bem como pela perda de

muitos milhares de veículos que deveriam ter

entrado, como novos, no intervalo de zero a cinco

anos. Com estas perdas de negócio nos seus canais

habituais, é de esperar que pretendam aumentar a

sua presença onde o mercado do IAM é mais forte.

Uma oportunidade para a oficina independente

multimarca, já que as ofensivas na venda de peças

de substituição poderão, de algum modo, proporcionar-lhes

algumas oportunidades e, simultaneamente,

uma ameaça, porque quererão começar a

competir onde antes não o faziam. O relatório da

Roland Berger chama a atenção para esta situação,

afirmando, categoricamente, que os intervenientes

do OEM irão tratar de aumentar ainda mais a sua

participação no negócio do IAM.

Otimismo cauteloso para o futuro

O que se pode esperar é um curto período de crise

(as estimativas mais pessimistas apontam a normalização

para o primeiro trimestre de 2021), que

irá, naturalmente, afetar preços e margens. Neste

sentido, será, também, importante verificar como

o canal das marcas irá entrar na concorrência. O

parque automóvel só irá sofrer alterações significativas

que afetam a oficina independente a curto

prazo. Entretanto, a idade média continuará a aumentar

no próximo ano, com estes veículos particulares

a percorrerem mais quilómetros durante

os meses posteriores ao Estado de Emergência

(com especial destaque durante o verão, época em

que se prevê um aumento do turismo nacional).

UM DOS IMPACTOS PREVISTOS MAIS PRONUNCIADO NO IAM É A ACELERAÇÃO NAS ALTERAÇÕES

ESTRUTURAIS DO MERCADO NA EUROPA

TENDÊNCIAS DO IAM PRÉ-COVID-19 E IMPACTO DOS ATUAIS DESENVOLVIMENTOS

Hipóteses preliminares

Tendências fundamentais do IAM

ESTRUTURA DO MERCADO

> O aumento da consolidação e integração (vertical e horizontal) está a impulsionar a redução e a transferência dos lucros

> Aumento da relevância dos intermediários e perda de relevância de intervenientes selecionados

> Relevância crescente da gestão do ciclo de vida e otimização do TCO

Desaceleração

Impacto da Covid-19

Aceleração

NECESSIDADES DOS INTERVENIENTES

> Necessidade de manter a competitividade através de operações “lean” e definição estratégica de preços

> Aumento da necessidade de aceder a dados relevantes dos clientes para gerar soluções personalizadas

> Necessidade de conhecimentos especializados e técnicos para manter-se atualizado

Desaceleração

Aceleração

PANORAMA DOS CONCORRENTES

> Aumento da penetração dos OEM no IAM com novas “regras do jogo”

> Tal como os ocidentais visam o crescente mercado asiático, os intervenientes asiáticos estão a entrar na UE e nos EUA

> Os grandes intervenientes estão a deslocar-se para segmentos de elevado valor acrescentado

> Os intervenientes estão a focar-se, cada vez mais, no estabelecimento de contacto direto com as oficinas

> Apesar de várias iniciativas, ainda não existe nenhum modelo “vencedor” de comércio eletrónico autónomo por parte dos fornecedores

Desaceleração

Aceleração

TECNOLOGIA

> Os componentes elétricos/eletrónicos impulsionam o futuro crescimento do mercado do pós-venda

> É necessária uma estratégia diferenciada de produtos regional, que considere a maturidade regional, a estrutura do parque automóvel

e a sensibilidade preço/qualidade

> O volume do parque de automóveis elétricos ainda é subcrítico, mas demonstra uma importante preparação para o sucesso

Pode deslocar-se em ambas as direções, dependendo das prioridades

definidas pelos governos regionais da UE acerca das metas de CO 2

Fonte: Roland Berger

Desaceleração

Aceleração

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto I 2020 11


DESTAQUE

Algo que afetará, positivamente,

um pós-venda, que, apesar de registar

um aumento lógico do seu

negócio depois de terminado o confinamento,

especialmente durante

os meses de junho, julho e agosto,

verá a sua atividade condicionada

até final deste ano, devido à queda

da capacidade de compra das famílias

e à perda de confiança.

As empresas devem equilibrar,

cuidadosamente, a gravidade das

respetivas medidas entre as necessidades

financeiras a curto prazo e

o impacto que estas possam ter no

negócio a médio prazo, devendo

monitorizar, constantemente, o estado

da sua cadeia de fornecimento

para gerir melhor a oferta e a procura.

Neste contexto, as empresas

podem identificar novas formas de

colaboração/cooperação com concorrentes

e outros intervenientes

na cadeia de valor para partilhar

custos e definir novos fluxos de receita.

A dificuldade financeira geral e a

avaliação em baixa de algumas empresas

irão impulsionar a consolidação,

que, por sua vez, terá um duplo

impacto: as oficinas e fornecedores

mais afetados ficarão à defesa, tornando-se

alvos de reestruturação

para credores e investidores estratégicos,

enquanto as empresas com

balanços sólidos deverão colocar-se

na ofensiva, impulsionando a consolidação

e selecionando ativos em

áreas de elevado crescimento. Além

disso, as empresas, tanto no canal

OE como no IAM, têm de garantir

que estão preparadas para potenciais

movimentações dos concorrentes,

para que não sejam expulsas do mercado,

com especial atenção para as

soluções digitais que possam surgir

como resposta a algumas necessidades

que apareçam no setor. l

EMBORA A GRAVIDADE E A DURAÇÃO DA

CRISE DA COVID-19 PERMANEÇAM INCERTAS,

SÃO EVIDENTES ALGUMAS CONCLUSÕES E

DINÂMICAS

CONSIDERAÇÕES ESTRATÉGICAS PARA O IAM

Hipóteses preliminares

> AS EMPRESAS TÊM DE EQUILIBRAR, CUIDADOSAMENTE, A GRAVIDADE DAS

RESPETIVAS MEDIDAS ENTRE AS NECESSIDADES FINANCEIRAS A CURTO PRAZO E

O IMPACTO DEFORMADOR NO NEGÓCIO A MÉDIO PRAZO

> AS EMPRESAS TAMBÉM TÊM DE MONITORIZAR, CONSTANTEMENTE, A SAÚDE DA

SUA CADEIA DE FORNECIMENTO PARA GERIR MELHOR A OFERTA E A PROCURA

> AS EMPRESAS TÊM TAMBÉM DE IDENTIFICAR NOVAS FORMAS DE COLABORAÇÃO/

COOPERAÇÃO COM CONCORRENTES E OUTROS INTERVENIENTES NA CADEIA DE

VALOR PARA PARTILHAR CUSTOS E DEFINIR NOVOS FLUXOS DE RECEITA

> AS AVALIAÇÕES MAIS REDUZIDAS E PERTURBAÇÃO FINANCEIRA EM GERAL IRÃO

IMPULSIONAR A CONSOLIDAÇÃO, QUE, POR SUA VEZ, TERÁ UM DUPLO IMPACTO

AS OFICINAS E FORNECEDORES MAIS AFETADOS FICARÃO À DEFESA, TORNANDO-

SE ALVOS DE REESTRUTURAÇÃO PARA CREDORES, INVESTIDORES ESTRATÉGICOS

E PE

AS EMPRESAS COM BALANÇOS SÓLIDOS DEVERÃO COLOCAR-SE NA OFENSIVA,

IMPULSIONANDO A CONSOLIDAÇÃO E SELECIONANDO ATIVOS EM ÁREAS DE

ELEVADO CRESCIMENTO

> AS EMPRESAS, TANTO NO CANAL OE COMO NO IAM, TÊM DE GARANTIR QUE

ESTÃO PREPARADAS PARA POTENCIAIS MOVIMENTAÇÕES PERTURBADORAS DOS

CONCORRENTES, PARA QUE NÃO SEJAM EXPULSAS DO MERCADO

> OS INTERVENIENTES TAMBÉM TÊM DE PREPARAR-SE PARA UM CRESCIMENTO

EFICIENTE AO NÍVEL DOS CUSTOS, QUE SEJA “LEAN” E DIGITAL

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Fonte: Roland Berger


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atualidade

CONTRAFAÇÃO DE PEÇAS

PRÁTICA ILEGAL

A CONTRAFAÇÃO É UM CRIME QUE PREJUDICA, EM PRIMEIRA INSTÂNCIA, A ECONOMIA DO PAÍS. NESTE

“JOGO” ILEGAL, EM QUE AS PEÇAS FALSIFICADAS PODEM ATÉ PASSAR POR VERDADEIRAS, OS “PIRATAS”

TERÃO PESADAS CONSEQUÊNCIAS SE FOREM “AGARRADOS”. ATÉ POR ESTAREM A COLOCAR EM PERIGO

A SEGURANÇA DOS CONDUTORES. ESTARÁ O PÓS-VENDA AUTOMÓVEL SUFICIENTEMENTE MUNIDO DE

“ARMAS” PARA COMBATER ESTA PRÁTICA FRAUDULENTA? por Bruno Castanheira

A

contrafação é um crime que está previsto

no Código de Processo Penal. E é, atualmente,

dos maiores desafios à economia do

país (e da Europa). Combater o ilícito criminal da

contrafação, a imitação e o uso ilegal de marca tornou-se,

por isso, premente. Estima-se que o valor

global atual da contrafação represente entre 5 e 7%

do comércio mundial. Do ponto de vista financeiro,

a contrafação de produtos origina, anualmente,

um prejuízo avaliado em cerca de 450 mil milhões

de euros, colocando em perigo mais de 200

mil postos de trabalho em todo o mundo, metade

dos quais na Europa. Por outro lado, o comércio

de produtos contrafeitos pode colocar seriamente

em perigo a segurança dos consumidores, como é

o caso das peças para automóveis.

As sanções para quem viola os direitos de propriedade

intelectual e conexos de outros são pesadas

(e específicas). Nunca, como nos últimos tempos,

se analisou, de forma tão pormenorizada, os prejuízos

que esta prática ilegal tem na economia dos

países. Nos últimos anos, o Instituto de Propriedade

Intelectual da União Europeia (EUIPO) tem

vindo a monitorizar o custo económico da contrafação

em setores reconhecidamente vulneráveis a

violações dos direitos de propriedade intelectual.

Seguir o rasto

O Jornal das Oficinas procurou apurar de que forma

a contrafação de peças afeta o pós-venda automóvel

nacional. Mas nem todos os players por nós contactados

(e foram muitos...) estiveram disponíveis para

comentar a forma como este crime prejudica o seu

14 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


negócio. Mas houve quem fizesse ouvir a sua voz. Foi

o caso da Brembo. “A pirataria de produtos ou a ocorrência

da falsificação de peças de veículos no mercado

de reposição é um problema conhecido, mas sério,

que afeta diferentes tipos de artigos. A compra

de peças não originais traduz a não existência de

garantia de conformidade de acordo com os padrões

de fabrico e não assegura garantia de desempenho”,

revela fonte da marca italiana. Que acrescenta: “No

entanto, no caso dos componentes de travagem, este

problema assume uma dimensão especificamente

nova e angustiante, pois diz respeito a um elemento

de segurança ativa dos veículos do qual depende

a vida do condutor (e passageiros) que viajam em

veículos equipados com peças falsificadas. Uma peça

de travagem não original pode evidenciar limites importantes

de desempenho nas condições mais díspares

ou, simplesmente, um declínio significativo nos

níveis de desempenho ao longo do tempo”. De acordo

ainda com a marca italiana, “várias empresas na China,

Taiwan, Hong Kong, Macau, Tailândia e Sudeste

Asiático fabricam componentes de travagem com o

logótipo da Brembo e colocam-nos à venda na Internet

a preços de dumping”.

Para mitigar este problema, é de extrema importância

identificar e bloquear a distribuição de peças

falsificadas. Nesse sentido, a Brembo gasta cerca de

300 mil euros por ano em atividades antifalsificação

online/offline. A empresa fez, aliás, uma task force

que procura artigos suspeitos, trabalhando em conjunto

com as autoridades alfandegárias e policiais.

Essa task force consiste em duas pessoas, localizadas

na sede da empresa, em Itália, e numa agência externa

especializada em atividades relacionadas com

a contrafação, que atuam em países específicos. “É

uma tarefa extremamente difícil para os investigadores,

pois não é fácil capturar os infratores e a situação

legal de alguns países oferece ‘saída’ aos falsificadores.

Em alguns casos, as investigações estendem-se

até oficinas de quintal ou lojas de peças na China ou

nas Filipinas”, revela a Brembo. Que afirma mesmo

que, desde que a task force foi criada, conseguiu remover

80 mil produtos falsificados em mais de 100

plataformas em todo o mundo. Em feiras e mercados,

por exemplo, colaboradores especialmente treinados

espalham-se para identificar os infratores no

local e levá-los à justiça. “A Brembo foi pioneira em

garantir a autenticidade dos seus produtos através de

um método especial. Quando começámos a receber

os primeiros sintomas deste fenómeno, procurámos,

desde logo, um especialista que conhecesse o problema

para que, juntos, definíssemos um caminho

que incluísse a monitorização de alguns canais (web,

distribuição, fronteiras). Do ponto de vista técnico,

focámo-nos, fortemente, no aspeto visual (por exemplo,

no logótipo) dos componentes”.

Já Mónica Violante, responsável ibérica de marketing

da OSRAM, afirma que, “de um modo geral, a

contrafação, para além de criar enorme instabilidade

e descrédito no mercado das peças para automóveis,

fomenta a concorrência desleal no aftermarket e defrauda,

acima de tudo, os consumidores, porque põe

em causa a segurança de quem adquire lâmpadas

contrafeitas”. Segundo refere, “as falsificações, regra

Medidas de combate

E no caso da Brembo, que medidas estão a ser tomageral,

não estão à altura do desempenho prometido,

falham prematuramente com frequência e colocam

em perigo os utilizadores da estrada, ao encandear

os condutores que se aproximam”. E vai mais longe:

“Mesmo que, por fora as lâmpadas pareçam as

mesmas, existem grandes diferenças de qualidade.

A contrafação é, portanto, para nós, um tema muito

importante, porque o nosso produto está associado

à segurança e a nossa comunicação está intrinsecamente

relacionada com a qualidade”.

Falsificações, há muitas

A falsificação de travões Brembo está a multiplicar-se

em número e variedade. Embora um produto falso

seja um produto falso, a marca italiana tem vindo a

observar vários graus de falsificação. Simplificando,

a Brembo identificou três categorias diferentes de

componentes de travagem que falham no teste de

originalidade: falsificações; semi-falsificações; super

falsificações. Por mais diferentes que sejam, estes três

tipos de falsificações têm algo muito importante em

comum (com que a Brembo nunca deixará de preocupar-se),

ou seja, todos colocam em risco a vida do

condutor, dos passageiros e dos outros utilizadores

da estrada.

Passemos, então, à descrição dos três grupos identificados

pela Brembo. Falsificados: “Constituem

a categoria mais óbvia e clássica de peças falsas da

Brembo, abrangendo todos os produtos de imitação

(pinças, discos, pastilhas), que são mais ou menos

semelhantes aos originais. Tais falsificações são, geralmente,

cópias grosseiras e muito fáceis de detetar

por um especialista. Outras vezes, porém, podem

enganar bastante, pois replicam a aparência exterior

dos componentes. Mas parecer um produto original

Brembo genuíno do lado de fora não significa integrar

a tecnologia por dentro ou oferecer os mesmos

padrões de desempenho. A compra de pinças, discos

ou pastilhas Brembo não originais traduz a ausência

de garantia de conformidade com os padrões de fabrico

e não assegura garantia de desempenho. Um

componente de travagem não original pode exibir

limites importantes de desempenho nas condições

mais díspares ou, simplesmente, um declínio significativo

nos níveis de desempenho ao longo do tempo”.

Agora, os semi-falsificados: “Sistema de travagem

Brembo onde alguns componentes originais (geralmente

a pinça) são embalados juntos e vendidos

com outros componentes que não são da Brembo.

A marca italiana sempre se opôs a estas práticas,

acreditando, firmemente, que o desempenho de um

sistema de travagem é determinado não apenas pela

qualidade, mas, também, pela perfeita integração de

cada um dos seus componentes. Qualquer sistema

de travagem Brembo, incluindo kits de atualização,

é projetado para um veículo específico. Mesmo que

um kit semi-falso seja apenas parcialmente falso, é

na mesma 100% perigoso e não é confiável do ponto

de vista de desempenho e segurança”.

Por fim, os super-falsificados: “Este tipo de falsificação

não imita um produto existente, mas apropria-se

ilegalmente da marca comercial Brembo. É o caso

das capas de plástico (ou, mais raramente, de alumínio)

para as pinças que, supostamente, melhoram a

aparência. Embora surjam cada vez mais capas falsas

da Brembo no mercado, não há absolutamente

nenhuma conexão com um produto original, uma

vez que a Brembo não produz - nem nunca produziu

– capas de travão. O principal risco de falha na

travagem ao usar-se essas capas será causado pelo

superaquecimento da pinça, devido à demora no arrefecimento”.

A OSRAM encara o tema da contração de forma

proativa. E pela vasta experiência que detém nesta

matéria que tantos danos a todos causa, tem vindo

a desenvolver diferentes medidas para combater as

falsificações. De acordo com Mónica Violante, “estas

medidas passam, não só, por uma codificação específica

dos nossos produtos, que nos permite rastreá-

-los, como, também, pelo desenvolvimento de ferramentas

que permitam ao consumidor assegurar-se

que adquiriu um produto original OSRAM, como é o

caso do Programa Confiança OSRAM”. E explica: “O

Programa Confiança OSRAM, que nasceu para garantir

que os condutores não tenham de sofrer com

as falhas prematuras da lâmpada ou luzes de farol

fracas, permite verificar a autenticidade das lâmpadas

automóvel de Xénon. Como novidade este ano,

as lâmpadas de halogéneo em Duobox. Utilizando

uma simples verificação de segurança em duas

etapas, os clientes podem confirmar, facilmente, se a

lâmpada que compraram é uma original da OSRAM

e foi fabricada de acordo com os padrões internacionais

de qualidade e segurança”.

De acordo com a responsável ibérica de marketing,

“Basta aceder ao site do Programa Confiança OS-

RAM (www.osram.pt/trust), através do smartphone

ou computador, introduzir o código de sete dígitos

apresentado na etiqueta de segurança e, em seguida,

clicar no botão ‘Verificar’. Se os dados da lâmpada

apresentados forem idênticos aos da lâmpada adquirida,

o consumidor pode ter a certeza de que comprou

um produto OSRAM original. Através deste

programa, conseguimos monitorizar, com precisão,

os resultados e dar ao cliente final a confiança de que

está a utilizar uma peça de substituição original”.

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto I 2020 15


ATUALIDADE

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UFI FILTERS

MANUFACTURER

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das pela marca para minorizar este problema? “Para

garantir a máxima proteção e segurança dos consumidores,

a Brembo, de há anos a esta parte, utiliza

a mesma abordagem inovadora, que é a marca registada

de seus produtos, com o serviço que presta

aos clientes. A Brembo, foi de facto, pioneira a disponibilizar

um serviço para assegurar a originalidade

dos produtos adquiridos”, revela fonte do fabricante

italiano. Que acrescenta: “Para uma experiência de

compra mais segura, todos os produtos originais da

Brembo (exceto os componentes standard) dispõem

de um sistema anti-falsificação na forma de cartão

raspável, holograma ou código QR para garantir a

autenticidade da compra. O que significa que o comprador

pode rastrear o produto na Internet usando o

seu código exclusivo para verificar, de imediato, se se

trata de um artigo original genuíno”.

De acordo com a Brembo, podem ser encontradas

duas diferentes medidas anti-falsificação em diversos

tipos de produtos que fabrica. “Para produtos

de elevado desempenho, pode ser encontrada dentro

da embalagem uma superfície raspável. A gama

Brembo High Performance apresenta componentes

concebidos para melhorar a capacidade de travagem

do automóvel em termos de desempenho, aparência

e conforto. Nesta gama de produtos, a garantia de

originalidade é assegurada por uma raspadinha anti-

-falsificação. O cartão pode ser encontrado dentro da

caixa selada, juntamente com as instruções do produto.

Basta apenas raspar a zona prateada da parte

posterior do cartão para se ter acesso a um código de

seis dígitos, que o cliente coloca no site www.original.

brembo.com para verificar se o componente é um original

genuíno”. Agora, a segunda medida anti-contrafação:

“Para discos e pastilhas destinados ao aftermarket,

existe um holograma da marca comercial

Brembo (apenas para discos) e um código QR para

verificar a autenticidade do produto. A linha Brembo

Aftermarket apresenta peças de reposição idênticas

ou equivalentes ao original, garantindo excelente

níveis de desempenho, confiabilidade, durabilidade

e conforto em todas as condições de travagem. Para

discos e pastilhas Brembo Aftermarket, a garantia de

originalidade é assegurada por um código QR, que

permite verificar se a peça é genuína”.

As variáveis ​em jogo e as habilidades profissionais

necessárias para fabricar ou mesmo para montar um

sistema de travagem, são extremamente complexas

e avançadas. Por isso, a Brembo recomenda que se

preste a máxima atenção à qualidade e originalidade

de todos os componentes do sistema de travagem

utilizados ​no veículo, seja em caso de reparação ou

de adaptação. O cartão anti-falsificação para peças

Brembo High Performance é uma das medidas adotadas

para combater a contrafação. “Para este tipo de

produtos, recomendamos apenas a compra a revendedores

autorizados. Para saber se um revendedor

está autorizado ou não, basta consultar a Lista Oficial

de Distribuidores no nosso site. Para verificar a

compra, basta digitar o número do cartão, o tipo de

componente e o país da compra no site. Ao inserir

informações adicionais, como o endereço de email

e o modelo de automóvel ou moto no qual a peça

será instalada, é possível descarregar um certificado

de autenticidade em formato PDF. Pode até ser feito

diretamente na loja em que foi comprado, pois o

site está otimizado para dispositivos móveis”, refere

a Brembo.

Agora, o holograma anti-falsificação e o código QR

para peças Brembo Aftermarket. “Para este tipo de

produtos, a rede de distribuição da Brembo é a opção

de compra recomendada. As características de origem

de Brembo permitem verificar facilmente se o

mecânico tem uma peça genuína nas mãos. É importante

que a caixa esteja intacta e não evidencie sinais

de violação. Para pastilhas de travão, o código QR é

impresso no adesivo que fecha a caixa, enquanto para

os discos pode ser encontrado na etiqueta do produto,

juntamente com um holograma Brembo” explica

o fabricante italiano. E conclui: “Naturalmente, todos

os discos e pastilhas Brembo são marcados com

um código, com o logótipo Brembo e ostentam a

marcação ECE R90. As pastilhas são adicionalmente

marcadas com um código WVA, enquanto os discos

têm um valor mínimo de espessura expresso em

Min Th. Um bom indicador de falsificações também

é o preço. Se for significativamente abaixo de 15% do

preço normal de mercado, o consumidor deve desconfiar

da empresa à qual está a comprar. Descontos

extraordinários de 50% ou mais não se configuram

com produtos originais Brembo. E os componentes

de elevado desempenho estão disponíveis apenas

como kit. As pinças de travão, por exemplo, não fa-

A CONTRAFAÇÃO DE PRODUTOS ORIGINA, ANUALMENTE, UM

PREJUÍZO DE 450 MIL MILHÕES DE EUROS, COLOCANDO EM

PERIGO MAIS DE 200 MIL POSTOS DE TRABALHO NO MUNDO

16 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


zem parte do portefólio de produtos da Brembo de

forma isolada”.

Exemplo da UFI

A UFI Filters, empresa líder em filtragem e gestão

térmica, afirma estar sempre na linha da frente no

combate à venda de peças sobressalentes contrafeitas,

tanto nos canais tradicionais como no comércio

eletrónico. Graças ao registo das suas marcas e patentes

a nível internacional e à implementação de

tecnologias patenteadas, a UFI Filters evitou, nos

últimos dois anos, um potencial volume de negócios

de quase cinco milhões de euros proveniente de

mercadorias ilegais. No comunicado de imprensa

difundido a 17 de abril de 2020, é referido que “este

importante resultado foi alcançado graças às atividades

de proteção da marca e produto supervisionadas

pela Divisão Jurídica e pelo Departamento de Propriedade

Intelectual da UFI Filters, que, juntamente

com a CONVEY, empresa líder em serviços de inteligência

na Internet e proteção de marca, com sede

em Turim, permitiu o bloqueio de quase 2,5 milhões

de transações ilegais na Internet”. No mesmo documento,

pode ler-se que “existem 6.125 ofertas identificadas,

comunicadas e definitivamente eliminadas

de 19 portais online diferentes. A remoção completa

deste volume de anúncios ilegais das plataformas

de comércio eletrónico permitiu evitar a colocação

no mercado de peças sobressalentes de produtos de

qualidade, significativamente, inferior, em comparação

com os originais desenvolvidos pela UFI”.

A UFI Filters também delineou uma estratégia preventiva.

O principal objetivo é eliminar fontes de

abastecimento de produtos contrafeitos, impedindo

a sua distribuição no mercado de produtos originais.

principalmente anúncios comerciais publicados em

plataformas de comércio eletrónico de origem turca

ou chinesa, mas, também, internacionais. Estas ações

protegem quer o mercado de mercadorias originais,

quer os clientes do mercado de pós-venda e os consumidores

finais. “Desde 1972 que a UFI Filters está

empenhada em proteger os seus produtos e os sinais

de identificação a eles associados, através do registo

de marcas e patentes nos principais mercados mundiais

e através da proteção aduaneira, ou seja, através

do registo dos ativos de Propriedade Intelectual do

grupo junto das autoridades alfandegárias de cada

país. Até à data, a UFI há depositou 233 títulos, entre

patentes e modelos de utilidade”, dá conta a nota

de imprensa de 17 de abril deste ano. Foi este o ponto

de partida que permitiu ao grupo colaborar com a

CONVEY nas atividades de inteligência na Internet

e na proteção de produtos nas principais plataformas

internacionais de comércio eletrónico. Além disso,

no canal tradicional, a UFI Filters presta um serviço

direto à sua rede de distribuição, com sessões de formação

que visam ensinar os profissionais a distinguir

um produto original de um contrafeito. Em particular,

os produtos mais copiados no mercado, como as

famílias “ONE” e “H2O”, além dos filtros de alta separação

da água, fruto da tecnologia exclusiva UFI.

As ações da UFI Filters, destinadas a impedir a utilização

indevida da marca e a violação das suas patentes

tecnológicas, são ainda reforçadas pela aposição

de rótulos na embalagem dos produtos em mercados

com maior risco, como os do Extremo Oriente. Estes

rótulos dispõem de códigos QR e são produzidos

com técnicas de impressão que dificultam muito a

cópia. Em breve, está medida será implementada,

também, no mercado europeu. Eduardo Martí, diretor-geral

de UFI Filters Ibérica, refere que “a atenção

do Grupo UFI Filters no combate à contrafação de

peças sobressalentes é constante, como demonstram

os números do balanço de dois anos de atividade com

a CONVEY”. Segundo refere, “evitámos um potencial

volume de negócios de mercadorias ilegais verdadeiramente

significativo, que poderia ter prejudicado

tanto o setor como os veículos em circulação. Por

isso, estamos orgulhosos por renovar a nossa parceria

com a CONVEY”. E conclui: “A fim de proteger

o mercado, convidamos os nossos distribuidores,

mas, também, os fabricantes de peças sobressalentes

e mecânicos a confiarem apenas na rede oficial de

vendas, a terem cuidado com preços excessivamente

vantajosos e a comunicarem prontamente se pensarem

ter identificado mercadorias potencialmente

contrafeitas”. l

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AUTOMÓVEL: PODEM AS FERRAMENTAS DIGITAIS

AJUDAR UM SETOR COM QUEBRAS DE 80%?

PORTUGAL (E O MUNDO) ENFRENTAM UMA DAS MAIS DESAFIANTES CRISES, NÃO SÓ DO PONTO DE VISTA

SOCIAL, MAS, TAMBÉM, ECONÓMICO. ALÉM DOS ENORMES E INCONTORNÁVEIS DESAFIOS NA ÁREA DA

SAÚDE, A COVID-19 TROUXE CONSIGO QUEBRAS NA ECONOMIA, QUE SE MANIFESTAM, COM MAIOR OU

MENOR EXPRESSÃO, NOS SETORES MAIS DÍSPARES

Se olharmos para o setor

automóvel – que, em 2019,

representou mais de 20% nas

receitas fiscais do Estado e que

regista, agora, quebras na ordem dos

80% –, percebemos que estamos

perante um cenário que nos colocará,

no futuro, enormes desafios. Neste

momento, o setor automóvel

encontra-se muito condicionado,

desde a produção até à

comercialização ou reparação de

veículos. Se, no campo da produção,

com o encerramento das unidades

envolvimento do consumidor em

todo o processo, oferecendo-lhe uma

experiência “interativa” e uma

jornada valorosa.

Também nos processos de

manutenção ou reparação em

oficina, o técnico consegue gravar um

vídeo de diagnóstico identificando as

necessidades de intervenção,

partilhando, de seguida e em

escassos minutos, esse relatório de

vídeo e o respetivo orçamento com o

proprietário do veículo, que pode, à

distância e em segurança, visualizar

levantadas. É fundamental que a

segurança de colaboradores e clientes

seja assegurada agora, mas, também,

nas próximas semanas e meses. É

crucial que retiremos ensinamentos

de toda esta realidade, pois o país, o

mundo, a sociedade e a economia

terão de encontrar novas

formas para, no futuro,

responder a novos surtos e

a novos desafios.

O momento que vivemos

não pode (nem deve) ser

tempo de pensar em

escolas, dos hipermercados, dos

concessionários ou das oficinas,

respondendo às necessidades do

consumidor. É esse o nosso dever. E

não terá sido exatamente para isso

que se inventou a tecnologia? l

É CRUCIAL QUE RETIREMOS ENSINAMENTOS DESTA

REALIDADE, POIS O PAÍS, O MUNDO, A SOCIEDADE E A

ECONOMIA TERÃO DE ENCONTRAR NOVAS FORMAS PARA

RESPONDER A NOVOS SURTOS E A NOVOS DESAFIOS

fabris, será mais difícil encontrar

alternativas, nas áreas de venda e

reparação de veículos é possível, à

distância e em segurança, “abrir a

porta” de concessionários e oficinas

aos consumidores. E, aqui, as

ferramentas digitais assumem um

papel fundamental. Hoje, através de

um conjunto de plataformas de

vídeo, os consumidores têm a

possibilidade de receber vídeos

personalizados, relevantes e

orientados para as suas necessidades

de informação, quer se encontrem no

processo de procura ou de compra.

Este novo modelo relacional e

comunicacional oferece

transparência, confiança e o

o vídeo e aprovar o orçamento. Mais

do que o fator comodidade – uma vez

que o cliente tem acesso a um

relatório de vídeo no seu

computador, tablet ou smartphone –,

a aplicação promove, ainda, uma

transparência total e facilita, agora, a

continuidade destes processos,

eliminando ou reduzindo, quase na

totalidade, o contacto presencial.

Este serviço tem, ainda, duas

vantagens extra associadas: permite

que o setor continue, ainda que de

uma forma reduzida, a trabalhar;

evita a aglomeração de pessoas nos

concessionários e oficinas, numa

altura em que o Estado de

Emergência e as restrições foram

vendas ou lucro.

Será

importante,

contudo,

termos

consciência de

que a

sobrevivência de

todos os setores e

da economia, de

uma forma global,

depende de cada um

de nós e das soluções

que permitam que, em

plena pandemia e

isolamento social, possamos,

ainda que apenas

digitalmente, abrir as portas das

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto I 2020 19


Observatório

CONCEITOS DE MOBILIDADE

BOSCH REVOLUCIONA

NAVEGAÇÃO

Conduzir numa cidade desconhecida

e movimentada pode

tornar-se uma grande dor de

cabeça. Basta, para isso, que o sistema

de condução teime em falhar,

precisamente, quando mais dele

precisávamos. Ora, o novo dispositivo

MEMS, da Bosch (SMI230), promete

acabar de vez com estas situações

exasperantes. O sensor anuncia

elevada precisão e uma capacidade

de registar, constantemente, alterações

na direção e velocidade do veículo,

além de avaliar informações e

de transmiti-las ao sistema de navegação.

Aqui, as informações são

combinadas com os dados posicionais

do sistema global de navegação

por satélite (GNSS) e usadas para

navegação.

Uma interrupção repentina no sinal

do GPS – devido, por exemplo, a um

túnel ou vale - faz com que o novo

sensor da Bosch intervenha. “Quando

o sistema de navegação está ‘perdido’,

os sensores semicondutores da

Bosch garantem que o veículo não

FABRICANTE PRETENDE

REVOLUCIONAR

SISTEMAS DE

NAVEGAÇÃO ATRAVÉS

DA CRIAÇÃO DE UM

INOVADOR CHIP

SEMICONDUTOR,

DESIGNADO MEMS,

QUE AJUDA A RETRATAR,

DE FORMA REAL

E INTERRUPTA,

OS MOVIMENTOS

DO VEÍCULO

por Jorge Flores

se perde», sublinha Jens Fabrowsky,

membro do conselho de gestão executiva

da divisão Bosch Automotive

Electronics. Refira-se que o constante

aparecimento de dados confiáveis

sobre os movimentos dos veículos faz

com que o conhecido efeito flip book

do ecrã do sistema de navegação faça

parte do passado. Graças à combinação

da posição do GPS e às informações

do sensor, a seta de navegação

no visor já não dá saltos irrealistas

nem muda, repentinamente, a orientação

no seu caminho de um ponto

para outro. Segundo Fabrowsky, a

explicação é simples: “Os semicondutores

são essenciais para a mobilidade

moderna e, atualmente, é impossível

imaginar os automóveis sem

eles”. A Bosch iniciou, recentemente,

a produção do SMI230 e os primeiros

clientes já estão a receber o sensor

como equipamento padrão.

Fluidez de movimentos

O sensor recorre a uma tecnologia

na forma de chip, sendo esse o

grande segredo. De acordo com a

Bosch, para “manter fluido o movimento

da seta no mapa de navegação”.

Com o intuito de gerar dados

de elevada precisão sobre o movimento

do veículo, a Bosch “reúne

dois desses minúsculos sensores extremamente

sensíveis - um para a

aceleração do veículo, outro para a

taxa de guinadas - num único compartimento”,

explica o fabricante

em comunicado. E acrescenta: “A

força do SMI230 está nessa combinação.

Além disso, a dupla de

sensores alcança um extraordinário

grau de precisão e pode detetar,

rapidamente, alterações repentinas

no movimento do veículo”.

Segundo Jens Fabrowsky, “a Bosch

detém uma experiência abrangente,

inigualável em todo o mundo, no desenvolvimento

e fabrico de semicondutores

para aplicações automóveis.

Isso ajuda-nos a desenvolver novas

funções para os automóveis e faz com

que melhoraremos, constantemente,

os próprios chips”. l

20 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


empresas


AUTOZITÂNIA

UMA “PEDRADA

NO CHARCO”

A INTEGRAÇÃO DA AUTOZITÂNIA NA AD PARTS ACONTECEU

EM MEADOS DE MARÇO, EM PLENO ESTADO DE EMERGÊNCIA

DEVIDO À PANDEMIA DE COVID-19. APESAR DO TIMING NADA

FAVORÁVEL, A ADMINISTRAÇÃO NÃO HESITOU EM CONCRETIZAR

ESTE ACORDO, QUE REPRESENTA UMA “PEDRADA NO CHARCO”

AO NÍVEL DA DISTRIBUIÇÃO DE PEÇAS EM PORTUGAL por João Vieira

A

AD Parts é o principal grupo de distribuição

independente de peças aftermarket

para automóveis na Península Ibérica,

cujos 27 membros, onde se inclui a Autozitânia,

atingiram um volume de negócios acumulado no

ano fiscal de 2019 de 800 milhões de euros. O grupo

dispõe de mais de 530 pontos de venda, mais

de 550.000 m 2 de instalações e mais de 5.000

colaboradores. São números impressionantes que

espelham bem a dimensão e a importância que

este grupo tem no mercado ibérico da distribuição

de peças auto.

“A AD Parts é a referência do mercado ibérico.

Quando surgiu o convite para integrarmos o grupo,

não demorámos muito tempo a decidir”, começa

por referir Ricardo Venâncio, administrador

da Autozitânia. “A AD está em Portugal há mais de

20 anos. Vamos pegar nesse legado e desenvolver

a marca para o futuro. Como é sabido, a Autozitânia

era membro da Temot International, onde

sempre fomos bem tratados e estávamos perfeitamente

enquadrados, na nossa zona de conforto. A

AD Parts surge como um grande desafio e representa

uma ‘pedrada no charco’. É um projeto completamente

diferente e que nos motiva muito. Vamos

ficar melhor preparados para servir os nossos

clientes e ajudá-los a servir, de forma mais eficaz,

as oficinas. Pretendemos continuar o nosso crescimento

de forma sustentada e acreditamos que estar

associado à AD Parts é uma enorme mais-valia

para a Autozitânia”, acrescenta Ricardo Venâncio.

O objetivo da associação à AD Parts passa, assim,

por assegurar todo um conjunto de sinergias que

permitam consolidar a posição da Autozitânia no

mercado nacional, tornando-a ainda mais competitiva

e fazendo que esteja melhor preparada para

responder aos enormes desafios que o mercado

apresenta. Um dos focos da Autozitânia sempre

foi a prestação de um serviço de excelência e esta

associação permite elevar ainda mais o nível de

serviço junto dos clientes, nas mais variadas áreas

fundamentais para o sucesso no mercado.

JORGE MENEZES

NOVO DIRETOR

COMERCIAL

No meio de todo este processo, a administração da

Autozitânia reconheceu que a responsabilidade para com

a AD Parts e para com este novo projeto é de tal ordem,

que sentiu a necessidade de arranjar uma pessoa que seja

100% responsável pelo seu desenvolvimento, tendo, por

isso, contratado Jorge Menezes, um profissional com grande

experiência do mercado de pós-venda, nas vertentes

fabricante e distribuidor. Para além das suas funções de

diretor comercial da empresa, será o responsável pelo

desenvolvimento de todo o projeto AD pela Autozitânia em

Portugal.

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto I 2020 23


AUTOZITÂNIA

A AUTOZITÂNIA VAI MANTER O CONCEITO DRIVE REPAIR,

LANÇADO RECENTEMENTE, MAS IRÁ AVANÇAR COM AS

REDES AD, ELITE, PREMIUM E EXPERT SERVICE CAR

Novo fôlego em Portugal

Relativamente à estrutura da AD existente em

Portugal, Ricardo Venâncio refere: “Não comprámos

a AD Logistics nem a Sonicel. Comprámos,

isso sim, uma quota na AD Parts, que era

anteriormente da AD Logistics. Relativamente à

estrutura que existia, não temos nada a ver. Somos

uma empresa presente há 35 anos no mercado

e temos responsabilidades para com os nossos

clientes, que, no fundo, fizeram esta casa. E

é com eles que vamos continuar a traçar o nosso

caminho. Com a integração na AD Parts, há novos

inputs que temos de aproveitar e, por isso, vamos

remodelar o nosso ADN, mas mantendo sempre

os nossos princípios basilares”.

A rede de distribuição da AD Parts em Portugal

será, pois, construída de raiz. Serão aproveitados

os pontos de venda da Autozitânia já existentes e

será redesenhada uma rede de parceiros para fazer

a distribuição dos produtos e serviços AD em todo

o território nacional.

Os produtos de marca própria AD são uma das

grandes bandeiras da AD Parts. “Todas as peças

que vêm dentro das caixas AD são de qualidade

premium. Já incluímos alguns produtos no nosso

portefólio, nomeadamente óleos, químicos e

baterias. A pouco e pouco, vamos juntar outros,

como discos e pastilhas de travão, escovas limpa

vidros, motores de arranque, alternadores e

AUTOZITÂNIA

Administradores Francisco Neves e

Ricardo Venâncio

Sede Av.ª das Acácias, Lote AE 2/3, Arroja,

1685 – 654 Famões (Odivelas)

Telefone 214 789 100

Email vendas.odivelas@autozitania.pt

Site www.autozitania.pt

lâmpadas. Fruto do trabalho feito anteriormente,

a marca AD é amplamente conhecida e a sua

qualidade é reconhecida no mercado. Por isso,

não duvidamos que terá uma boa recetividade

por parte das oficinas”, explica Ricardo Venâncio.

Que acrescenta: “Vamos ter stock pleno de todos

os produtos AD. É a nossa maneira de trabalhar

com todas as marcas que comercializamos. Com a

AD, não será diferente. A distribuição dos produtos

AD aproveita toda a logística que existe a nível

de armazém e lojas”.

Novas redes nos planos

Relativamente às redes que estão ligadas à AD

Parts em Espanha, Ricardo Venâncio afirma que,

a seu tempo, serão, também, implementadas no

nosso país, assim como o programa de formação

Millennium. Devido à situação de isolamento

social em vigor, ainda não foi possível a administração

da Autozitânia deslocar-se à sede da AD

Parts, em Girona, para perceber como tudo funciona

e conhecer o Grupo Eina, responsável pelo

programa de formação Millennium. Mas logo que

for possível, a implementação das redes será uma

realidade. Para tal, “vamos ter de reestruturar a

empresa a nível interno, com a abertura de novos

departamentos. Vai ser um processo complexo,

pois vamos manter o conceito de rede Drive Re-

24 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


pair, que lançámos recentemente, e avançar com

novos conceitos, como as redes AD, Elite, Premium

e Expert Service Car, já existentes em Espanha.

Não vamos conseguir implementar todas ao

mesmo tempo, mas iremos escolher as que melhor

se adaptem ao nosso mercado”, esclarece Ricardo

Venâncio.

Para o administrador da Autozitânia, a concentração

do negócio da distribuição em grandes players

é uma tendência que vai continuar. “A concentração

traz vantagens, pois quando se concentra o negócio

e há mais volume de vendas, existe sempre

uma melhoria das condições para os parceiros e

um conjunto de sinergias que se podem aproveitar.

Por outro lado, vamos concorrer com estruturas

muito fortes, que nos obrigam a um grande

esforço para nos mantermos competitivos. Quem

acompanha o mercado, tem visto, nos últimos

anos, grandes players da distribuição nacional

desaparecerem, porque não conseguiram acompanhar

a evolução do mercado. É este o perigo:

as empresas não conseguirem adaptar-se às exigências

do mercado”, preconiza Ricardo Venâncio.

Expectativa pós-Covid-19

Relativamente ao momento atual que a Autozitânia

está a viver, Ricardo Venâncio afirma: “Tivemos

uma queda muito acentuada, de cerca de

50%, nos meses de março e abril, relativamente

à faturação normal da empresa neste período.

Obviamente que o objetivo que tínhamos traçado

no início do ano é completamente inalcançável.

É incrível como num período de apenas 15 dias

a realidade se altera completamente. Tivemos de

adaptar-nos a um novo normal e tenho a expectativa

de que, no final deste ano ou início do próximo,

consigamos recuperar para valores de 2019.

Paulatinamente, temos vindo a recuperar e espero

que os meses de verão, que costumam ser fortes,

possam trazer alguma retoma. Mas o impacto dos

dois meses de confinamento vai ser muito difícil

recuperar, prevendo-se, para este ano, um decréscimo

de 20% na faturação da empresa. l

GRUPO EINA

REFERÊNCIA EM

FORMAÇÃO TÉCNICA

A AD Parts adquiriu uma parte substancial do capital do

Grupo Eina, entidade focada na formação e uma referência

a nível mundial na área formativa. O grupo desenvolve para

os parceiros AD o programa Millennium, que nasceu há mais

de 20 anos e envolve um conjunto de regalias, desde um

vasto conjunto de formações presenciais ou à distância até

apoio técnico por telefone e online. Aliado a uma poderosa

base de dados dinâmica, os cursos permitem o acesso ao

conhecimento de milhares de viaturas.

O Grupo Eina adquire veículos novos três anos após a sua

introdução no mercado. Estas viaturas são totalmente

“desmanchadas” e reintegradas de novo, com possibilidade

de emissão de erros aquando das formações. O call center,

gerido pelo Grupo Eina, dispõe de cerca de 50 técnicos,

acreditados e certificados pelas marcas, respondendo

às necessidades dos mercados espanhol e português.

Paralelamente, os parceiros podem aceder a uma

plataforma, onde colocam as dúvidas e recebem respostas

com soluções e diagramas. Os parceiros podem ainda criar

um site dedicado, que é integrado num poderoso localizador

de oficinas a nível nacional, exponenciando a sua visibilidade

e potenciando o aumento da carteira dos clientes.

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entrevista

FERNANDO DÍAZ

DIRETOR-GERAL ADJUNTO DA OLIPES

CHEGOU O MOMENTO DE

APOSTAR FORTEMENTE

EM PORTUGAL


APÓS 24 ANOS DE TRAJETÓRIA INDUSTRIAL, COM UM MODELO CONSOLIDADO EM 47 PAÍSES E UMA

PROJEÇÃO DE CRESCIMENTO SUSTENTADO (E SUSTENTÁVEL), 2019 FOI UM ANO DE POSICIONAMENTO

ESTRATÉGICO PARA A EXPANSÃO DA MARCA OLIPES A NÍVEL GLOBAL. AGORA, EM 2020, APESAR DA

CONJUNTURA MENOS FAVORÁVEL, FERNANDO DÍAZ, DIRETOR-GERAL ADJUNTO DA MARCA, ASSEGURA

QUE “CHEGOU O MOMENTO DE APOSTAR FORTEMENTE EM PORTUGAL”. E TECE RASGADOS ELOGIOS A FRANCISCO

PESSOA (CEO DA MAJESFRAPE), RUI MESQUITA (GERENTE DA RM OIL) E, PRINCIPALMENTE, FERNANDO SANTOS

(ADMINISTRADOR DA FJS LUBRIFICANTES), OS GRANDES RESPONSÁVEIS PELA IMPLEMENTAÇÃO DA OLIPES

NO NOSSO PAÍS por Bruno Castanheira

O

posicionamento da OLIPES em Portugal

assenta numa estratégia enquadrada no

Programa Partner da empresa, que orienta

os distribuidores no caminho a seguir para estabelecer

a marca, de forma sólida e contínua, entre

as cinco marcas de lubrificantes mais reconhecidas

pelos profissionais. Mas um projeto desta

magnitude não pode ser abordado sem o parceiro

estratégico certo. Este parceiro dá pelo nome de

FJS Lubrificantes, que viu, desde logo, o potencial

da marca e do modelo de negócio que a OLIPES

defende. Em entrevista concedida ao Jornal das

Oficinas, Fernando Díaz, diretor-geral adjunto da

OLIPES, revela a estratégia que está em curso para

Portugal, as iniciativas previstas para o nosso país

e as ações de responsabilidade social que fazem

parte do património genético da empresa.

Como foi o ano de 2019 para a OLIPES em

Portugal?

Após 24 anos de trajetória industrial, com um modelo

consolidado em 47 países e uma projeção de

crescimento sustentado e sustentável, 2019 foi um

ano de posicionamento estratégico para a expansão

da marca OLIPES a nível global. Portugal sempre

foi o nosso mercado natural e chegou o momento

de apostar fortemente nele, principalmente devido

à concorrência de diferentes fatores. O primeiro, diz

respeito a um cenário económico em clara recuperação

e politicamente estável do país. O segundo,

tem a ver com uma viragem no setor do aftermarket

ibérico, alinhado com a transformação europeia do

setor. O terceiro, mais importante, prende-se com

os parceiros estratégicos capazes de proporcionar o

conhecimento e a capacidade logística e financeira

necessárias para estabelecer uma relação vencedora.

Em Portugal, existem três pessoas chave que

tornaram possível a nossa implementação, sem as

quais não teríamos conseguido concretizar os nossos

planos: Francisco Pessoa (CEO da Majesfrape),

Rui Mesquita (gerente da RM OIL) e, claro, Fernando

Santos (administrador da FJS Lubrificantes).

Podemos dizer que houve um antes e um depois

de ter conhecido cada um destes três parceiros

estratégicos para a OLIPES em Portugal, que são,

diga-se em abono da verdade, excelentes profissionais.

Não nos podemos esquecer, também, de todas

as indústrias e oficinas que utilizam, diariamente,

os nossos produtos, que se identificam com a marca

OLIPES e que recebem formação contínua, aconselhamento,

qualidade, fiabilidade, confiança e

rentabilidade para os seus negócios e para todos os

pontos de venda que defendem a nossa marca como

sendo sua. Todos fazem, aliás, parte da nossa família

empresarial.

Qual é o plano de expansão da OLIPES

em Portugal?

O posicionamento da marca em Portugal assenta

numa estratégia enquadrada no Programa Partner

da empresa, que orienta os distribuidores no caminho

a seguir para estabelecer a OLIPES, de forma

sólida e contínua, entre as cinco marcas de lubrificantes

mais reconhecidas pelos profissionais. Para

isso, o primeiro ponto partilhado por todos os nossos

parceiros diz respeito ao conceito de negócio

da OLIPES, que não se baseia apenas no produto,

no qual se sabe que oferecemos um elevado nível

de qualidade, mesmo acima das expectativas do

cliente, mas gira, também, em torno dos valores

que os consumidores associam à marca, ao serviço

e à filosofia da empresa, bem como das relações

pessoais e profissionais, diferenciando-nos da concorrência.

Quando falamos de OLIPES, não estamos

a falar de um fornecedor de lubrificantes standard,

mas sim de um parceiro, como gostamos de

ser conhecidos, que fornece valor a todos os níveis.

Talvez seja esta a razão pela qual os clientes nos

descrevem como “O lubrificante dos profissionais”.

Não para profissionais, mas dos profissionais.

Porque aqueles que aderem ao Programa Partner

sentem-se parte da marca. E, de facto, fazem parte

dela. Este programa é o núcleo da nossa estratégia

de expansão internacional e os resultados, desde a

sua implementação nos diferentes países, têm excedido

as nossas previsões mais otimistas.

A existência de um novo distribuidor contribui

para esta estratégia, certo?

Correto. Um projeto desta magnitude não pode ser

abordado sem o parceiro estratégico certo. E este

parceiro dá pelo nome de FJS Lubrificantes, que

viu, desde logo, o potencial da marca e do modelo

de negócio que defendemos. Por isso, está, agora,

a liderar fortemente um projeto que não teria sido

possível de levar a cabo sem a FJS Lubrificantes. A

figura de Fernando Santos, administrador da FJS,

é uma peça chave na expansão da marca OLIPES

em Portugal. Fortemente envolvido com o projeto,

Fernando Santos, com a sua personalidade dinâmica,

empreendedora e profissional, está a dar um

forte impulso à marca.

E quanto à campanha de reclames de oficinas?

O que está planeado ou em curso?

A OLIPES pretende ter um ponto de venda especia-

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto I 2020 27


FERNANDO DÍAZ

O POSICIONAMENTO DA OLIPES EM PORTUGAL ASSENTA

NUMA ESTRATÉGIA ENQUADRADA NO PROGRAMA PARTNER,

QUE ORIENTA OS DISTRIBUIDORES NO CAMINHO A SEGUIR

lizado em cada zona do país, para cobrir os seus 18

distritos. E, pelo menos, uma oficina rotulada e recomendada

em cada um dos seus 308 municípios,

que incluem as suas quase 4.000 freguesias. Nem

todas as oficinas são candidatas a portador de um

reclame. Este projeto, lançado em Portugal por Rui

Mesquita (gerente da RM OIL), pré-seleciona apenas

as oficinas que estão alinhadas com a filosofia

da nossa marca e que defendem um modelo onde

prevalece a qualidade dos produtos e serviços que

oferecem aos clientes. Não se trata de uma questão

de dimensão, mas de honestidade e confiança.

Que iniciativas irá a OLIPES promover

no mercado português?

A OLIPES reinveste até 75% dos seus lucros no

ambiente que os gera, pelo que, como é fácil de

imaginar, a sua penetração nos mercados em que

está presente é quase exponencial, com um crescimento

homólogo consolidado de dois dígitos.

Este modelo de negócio “Win-Win” tem sido um

dos pontos fortes que tem permitido a associação

da OLIPES à FJS Lubrificantes, uma empresa

particularmente ativa, com mais de 20 anos de

experiência, que oferece um serviço completo ao

setor do aftermarket. Graças à capacidade de armazenamento

da FJS Lubrificantes, à gestão e à

distribuição dos nossos produtos, com os seus armazéns

no centro do país e a sua própria frota de

camiões e veículos de carga, podemos oferecer aos

distribuidores, pontos de venda e oficinas, entregas

“porta a porta” em tempo recorde e com todas

as garantias, em mais de 2.500 referências. A atitude

empreendedora da FJS Lubrificantes e a sua

vasta experiência na distribuição e comercialização

de marcas premium, juntamente com o carácter

único e diferenciador da OLIPES e das suas redes

de distribuição, resultaram numa equipa poderosa,

que garante o serviço integral e a qualidade que

as oficinas em Portugal exigem. Podemos dizer que

a nossa rede de distribuição portuguesa aceitou,

com entusiasmo, o desafio de posicionar a OLI-

PES como “marca líder em lubrificantes em todo o

território português” e, naturalmente, vai ter todo

o peso da nossa marca, com o embandeiramento

dos pontos de venda e oficinas, com campanhas

promocionais, com presença em feiras nacionais,

patrocínios, formação, merchandising e todas as

ferramentas e suporte necessários para desenvolver

e rentabilizar os seus negócios.

De que forma a crise do novo coronavírus

afetou o negócio de OLIPES?

Ninguém estava preparado para uma pandemia

como a gerada pelo novo coronavírus, devido às

consequências sanitárias, emocionais, familiares,

sociais e económicas que isso implica. A OLIPES

tem a “sorte” de estar presente em 47 países e em

75 setores de mercado diferentes, pelo que as crises

afetam-na a nível global, de uma forma muito diferente

das empresas com atividade local. Os nossos

planos de contingência incluem medidas protetoras

para o nosso canal de distribuição e seus clientes,

tais como formação, instalações logísticas, informação

atualizada e aconselhamento gratuito. E, claro,

com a garantia total de fornecimento dos nossos

produtos. Esta política de colaboração e apoio tem-

-se refletido no Guia de Otimização Económica da

Oficina, lançado recentemente, para orientar os

proprietários e gestores de oficinas a lidar com a

situação e a preparar-se para o futuro. Para efeitos

práticos, na sua sede, em Madrid (Espanha), foram

imediatamente tomadas as medidas necessárias

para proteger o pessoal e manter a produção (teletrabalho

para o pessoal administrativo e técnico-comercial;

divisão dos turnos em laboratórios e instalações

de fabrico). Por outro lado, um planeamento

correto permitiu garantir um abastecimento sem

interrupção às mais de 80 marcas de distribuição

e líderes para as quais a OLIPES fabrica e acondiciona

os seus produtos, tanto a partir de Espanha

como de outras fábricas com as quais temos acordos

de fabrico e embalamento, situadas em França,

Suíça, Bélgica ou Holanda, entre outros países. Devemos,

também, salientar o trabalho de solidariedade

realizado com os mais necessitados. A OLIPES

direciona, pelo menos, 10% dos seus lucros a ações

de Responsabilidade Social Corporativa. E é nestes

momentos que mais apoia a sociedade. Há apenas

três anos, a Fundación Abriendo Caminos, de

ajuda à infância, inaugurou, graças à contribuição

económica da OLIPES, uma escola nos Camarões

com três pavilhões e uma capacidade para 675 alunos.

Além disso, a OLIPES, os seus colaboradores

e o canal de distribuição de que dispõe, colaboram

em projetos locais de formação e cuidados a jovens

em risco de exclusão social e respetivas famílias nos

países em que está presente. A solidariedade está no

nosso ADN. É por isso que estamos agora a atribuir

mais recursos a estas ações, porque temos de ajudar

quando mais é necessário.

Que mensagem de esperança gostaria de deixar,

numa altura em que são mais as dúvidas do que

as certezas no setor dos lubrificantes?

Planifique, organize o seu trabalho, procure rentabilidade

em cada ação do seu negócio. Consolide

as suas contas, envolva os seus fornecedores de

confiança, digitalize e transforme o seu negócio,

escute os clientes e evolua. Podemos ajudá-lo neste

processo, mas, sobretudo, cuide de si, leve a sério

as medidas de segurança e proteja os seus colaboradores,

família e clientes. Todos juntos, vamos ultrapassar

isto. l

28 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


ECOFORCE.

FAZ UMA CONDUÇÃO SUSTENTÁVEL,

PENSA NO TEU FUTURO.

Um coração verde bate dentro dos automóveis mais evoluídos. O conceito

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energéticas dos automóveis mais modernos. Os sistemas Start&Stop e Brake Energy

presentes em automóveis micro-híbridos exigem um uso muito intenso da bateria:

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Oficina

do Mês

A OFICINA DO MÊS É PATROCINADA POR TOTAL ROC (RAPID OIL CHANGE)

MÁRIO & PAIVA

A IMAGEM É FUNDAMENTAL

FUNDADA EM OUTUBRO DE 2019, A MÁRIO & PAIVA É UMA OFICINA RECENTE. MAS O SEU GERENTE,

MÁRIO PAIVA, TEM UMA LONGA EXPERIÊNCIA DE VIDA LIGADA AOS AUTOMÓVEIS, SETOR ONDE

O PAI E O IRMÃO SEMPRE TRABALHARAM por João Vieira

Mário Paiva recorda o tempo em que o pai,

funcionário num conhecido concessionário,

conduzia os mais recentes modelos

lançados pela marca. O gosto pelos automóveis

ficou e, em setembro de 2008, abriu um stand de

vendas em Ílhavo. Passados 11 anos, em outubro

de 2019, investiu na aquisição da atual oficina, que

nasceu para dar assistência aos veículos dos clientes

e a outros externos que necessitassem de serviços

de manutenção e reparação.

A localização da oficina beneficiará com a criação

de uma nova zona industrial em Ílhavo, que vai

surgir nas traseiras do edifício e que irá dar outra

visibilidade às instalações. Por isso, Mário Paiva

não descura a imagem da oficina, que, desde o início,

se apresenta como um ROC (Rapid Oil Change)

da Total. “Antes de abrir a oficina, pesquisei no

mercado e solicitei a uma empresa revendedora

de lubrificantes que me apresentasse uma proposta

de parceria com uma marca premium. Surgiu o

conceito de oficinas ROC da Total, que se enquadrava

no que pretendia, pois, para além de marcar

a diferença relativamente às outras oficinas da zona,

oferece uma gama de produtos de elevada qualidade”,

refere Mário Paiva.

Apenas marcas premium

As peças montadas nos veículos que visitam as instalações

são todas de marcas premium, pois Mário

Paiva não abdica da qualidade máxima do material.

“As peças premium bem aplicadas não causam

problemas. E apesar de serem mais caras, o cliente

não se importa de pagá-las, pois sabe que o seu veí-

culo fica em perfeitas condições técnicas e de segurança”,

explica Mário Paiva.

Atualmente, a oficina de Ílhavo conta com dois mecânicos

que asseguram uma média de cinco folhas

de obra por dia. Mas pretende aumentar o número

de colaboradores, pois tem uma secção de repintura

totalmente equipada que está prestes a arrancar.

A nível de clientes, para além dos particulares, conta

já com algumas empresas da zona, com quem fez

acordos, oferecendo condições vantajosas de descontos

em peças e mão de obra.

Aposta na formação

Mário Paiva tem plena consciência da rápida evolução

tecnológica dos veículos e da necessidade de

manter atualizados os mecânicos que trabalham na

sua oficina. Por isso, a formação é uma prioridade.

MÁRIO & PAIVA

Gerente Mário Paiva

Morada Rua Vasco da Gama, 75, R/C Dto.,

3830 - 225 Ílhavo

Telefone 234 198 875

Email geral@paivacar.com

Site www.paivacar.com

“Está nos planos de desenvolvimento da empresa a

criação de uma sala de formação, que será utilizada

para os nossos mecânicos, mas, também, para

outros profissionais de oficinas locais que queiram

valorizar-se e aumentar os seus conhecimentos. O

objetivo é estabelecer parcerias com associações

do setor e outras entidades, de modo a criar um calendário

de ações de formação”, adianta o gerente.

Com o arranque da zona industrial contígua às instalações,

Mário Paiva acredita que a sua oficina

tem grande potencial de crescimento. Como tal, vai

continuar a apostar na melhoria da imagem e dos

equipamentos, assim como dos recursos humanos.

“Considero que somos uma equipa e que o projeto

só tem sucesso se rumarmos todos na mesma direção.

Existem regras bem definidas, mas trabalhamos

todos para o mesmo objetivo. Se for preciso

ajudar nalgum trabalho de reparação, estou cá para

apoiar”, assegura Mário Paiva.

Para fidelizar os clientes, no dia da inauguração

o gerente ofereceu descontos a todos os que estiveram

presentes. E durante o ano, faz campanhas

pontuais, que comunica através das redes sociais,

por SMS e por email para a base de dados dos muitos

contactos de que dispõe. Para Mário Paiva, um

dos grandes desafios que a oficina vai ter de enfrentar

no futuro é a valorização da mão de obra. “Com

as margens das peças a baixar, o custo da mão de

obra tem, obrigatoriamente, de aumentar para que

a oficina possa ser sustentável e rentável. Para isso,

vamos apostar na formação e manter uma equipa

jovem e dinâmica, com interesse em acompanhar a

evolução tecnológica dos veículos”, conclui. l

30 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


O CONCEITO ROC, DA TOTAL, ENQUADRAVA-SE NAQUILO

QUE MÁRIO PAIVA PRETENDIA PARA MARCAR A DIFERENÇA

QUANDO DEDICIU ABRIR A SUA OFICINA EM ÍLHAVO


NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE-SE DE A A Z

Empresas

MOTORTEC MADRID

FEIRA SERÁ REALIZADA DE 27 A 30 DE ABRIL DE 2022

A

Feira Motortec Madrid será realizada de 27 a 30 de abril de 2022, na sua

localização habitual da IFEMA e passará a celebrar-se nos anos pares. A

organização adiou a data – prevista para março de 2021 – para se enquadrar

melhor no calendário internacional de feiras do aftermarket, que sofreu

bastantes alterações devido à pandemia do Covid-19. Da mesma forma, garantiu

que a decisão de adiar o evento foi tomada depois de consultar os expositores e

associações do setor, nomeadamente a Ancera e Sernauto. Apesar de ter sido

adiada para 2022, a organização irá lançar, durante este período de transição,

diversas ações conjuntas com as várias associações setoriais, que incluem reuniões,

workshops e fóruns onde abordarão tópicos de maior interesse para as

empresas aftermaket, fabricantes e oficinas. A Motortec Madrid 2022 irá dar

destaque à gestão e formação das oficinas, além de dar visibilidade à capacidade

inovadora desse importante segmento económico, incluindo as novas tecnologias

de propulsão de veículos, a conectividade, novos sistemas de assistência à

condução e processo de digitalização das oficinas. Além disso, terá um espaço

para análise e reflexão para enfrentar os desafios do futuro da nova mobilidade.

A feira será realizada de acordo com as medidas de segurança e higiene e de

acordo com as instruções das autoridades de saúde e das principais organizações

internacionais, de modo a oferecer espaços e ambientes seguros e saudáveis durante

a realização do evento.

32 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


NOVO EQUIPAMENTO DE

REPARAÇÃO DE INJETORES

LD AUTO | A empresa do Leiridiesel Group afirma ser uma

organização que dispõe de um serviço diferenciado, mantendo

o seu investimento em novas tecnologias de reparação de

componentes de veículos ligeiros, pesados e industriais. Neste

sentido, a LD Auto apresentou a sua mais recente aposta:

um novo equipamento de última geração para reparação de

injetores Siemens/VDO e Continental. “Este era um serviço

muito solicitado pelos clientes e que, até aqui, não estava

disponível no mercado. A LD Auto é, agora, reparadora oficial

deste tipo de injetores, conseguindo realizar um serviço com

garantia e dentro dos requisitos exigidos pelo construtor”,

pode ler-se no comunicado enviado pela empresa à nossa

redação.

35.º ANIVERSÁRIO

CELEBRADO EM MAIO

Inforap | Celebrou no dia 27 de maio 35 anos

de atividade, sendo uma das empresas de TI mais

experientes de Portugal. Mais de três décadas é sempre

um marco importante para qualquer empresa, sendo

particularmente significativo para uma organização

de tecnologias de informação. A Inforap é uma

empresa de tecnologias de informação especializada

no desenvolvimento de software de gestão e na

prestação de serviços de engenharia de sistemas.

Dispõe de soluções verticais para alguns setores de

atividade, nomeadamente indústria transformadora,

comércio grossista e retalhista, distribuição e reparação

automóvel, distribuição de peças e acessórios.

SOLUÇÕES PARA DIAGNÓSTICO

AUTOMÓVEL

Gonçalteam | A parceria que estabeleceu com a

LAUNCH, marca da qual é representante oficial em Portugal,

permite à Gonçalteam apresentar as melhores soluções para

diagnóstico automóvel. O Diagnosis, nova solução da LAUNCH

na área do diagnóstico automóvel, já se encontra, assim,

disponível na Gonçalteam. A empresa liderada por António

Gonçalves tem, aliás, a maior oferta do mercado em produtos,

serviços, garantia pós-venda e proximidade com as oficinas de

mecânica. Mais informações, podem ser obtidas na página de

Facebook da Gonçalteam. Sendo certo que a marca LAUNCH

veio enriquecer, há vários meses, o portefólio desta empresa

especialista em equipamentos oficinais, que aposta, também,

bastante na marca HPA/FAIP.

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www.jornaldasoficinas.com Junho I 2020 33


Notícias

Empresas

NOV0 SERVIÇO EXCLUSIVO

WEBINAR “REAÇÃO Das OFICINAS À COVID-19”

Jornal das Oficinas | Em parceria com a Divisão do Pós-venda Automóvel

Independente da ACAP, o Jornal das Oficinas realizou, no passado mês de junho, um Webinar com

o tema “Reação das Oficinas à Covid-19”, cujo objetivo foi informar os profissionais sobre o impacto

da crise motivada pela pandemia de Covid-19 no setor das oficinas e como estão a reagir aos

novos desafios nesta fase de pós-confinamento. Para esclarecer dúvidas relativamente aos muitos

assuntos que preocupam os profissionais do setor, contámos com a participação de três membros

da Comissão Especializada de Serviços de Mobilidade da DPAI/ACAP: Madalena Bustorff, da

Midas; Sandra Melo, da ContiService; António Costa, da Auto Furtado. De referir que esta comissão

está integrada na Divisão do Pós-venda Automóvel Independente da ACAP e foi constituída em

setembro de 2016. Conta, atualmente, com 15 membros, maioritariamente representantes de

redes organizadas, mas, também, tem representadas as oficinas independentes não integradas

em redes. Todos os representantes falaram em nome da comissão e responderam às questões

colocadas por João Vieira, diretor do Jornal das oficinas, que foi o moderador do Webinar.

MS Motorservice | Desenvolveu um novo sistema de configuração que permite reunir 12

variantes de bombas de óleo como peças de reposição para os motores MAN D08. Para além das

vantagens na construção das bombas, as oficinas beneficiam, sobretudo, de um sistema de pedido

altamente simplificado. As bombas estão disponíveis sob a marca BF no mercado de pós-venda. Em

caso de necessidade, era até agora preciso encomendar cada componente individual, como a caixa

da bomba, parafusos das rodas dentadas, discos, dispositivos de travamento do parafuso, arruelas

de mola, porcas sextavadas, luvas de acoplamento e retentores circulares dessas bombas de óleo,

em separado com seu próprio código de artigo. Graças ao novo sistema de configuração, basta agora

escolher uma de entre três bombas com os respetivos códigos de artigo.

PARCERIA COM ENSINO acaDÉMICO

TIPS 4Y | A colaboração entre o ensino académico e as empresas tecnológicas nunca foi tão

estratégico. A Escola Superior de Tecnologia de Setúbal é um excelente exemplo. A TIPS 4Y formalizou

um protocolo de colaboração com a Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, integrada no Instituto

Politécnico de Setúbal, disponibilizando aos alunos ferramentas digitais inovadoras na área automóvel.

O CEO da TIPS 4Y, Pedro Barros, já realizou diversas ações de esclarecimento nas instalações da

ESTSetúbal, onde partilhou a sua experiência como empresário, bem como dados e tendências do

mercado automóvel, aproximando os alunos da realidade empresarial. Esta parceria dirige-se aos

alunos do Curso Técnico Superior Profissional em Tecnologia e Gestão Automóvel. Os alunos têm acesso

gratuito e realizam exercícios práticos na plataforma digital de Orçamentação e Informação Técnica da

TIPS 4Y, empresa reconhecida por criar o melhor conhecimento sobre a identidade automóvel e por

oferecer soluções inovadoras.

REDE DA LEIRILIS APRESENTA NOVOS MEMBROS

RedService | A expansão continua, contando com a entrada de mais duas oficinas

na rede: Beiratop, em Castelo Branco, e Pintauto, em Fafe. Estas oficinas dispõem dos

equipamentos e tecnologias mais avançados, capazes de poder atender qualquer tipo de

viatura. Além dos serviços de mecânica geral e serviços rápidos, estão, também, preparadas

para realizar serviço de pneus, chapa e pintura. O objetivo da rede é continuar a crescer

juntamente com os parceiros, criando uma estrutura de confiança que disponibiliza os serviços

e ferramentas procuradas pelos clientes. Recorde-se que a RedService, rede da Leirilis, tem

por base um modelo de negócio caracterizado pelo empreendedorismo, competência técnica,

peças e serviços de alta qualidade, organização oficinal eficiente e ferramentas de fidelização e

angariação de clientes.

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34 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com

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Notícias

Empresas

PROGRAMA DE INJETORES VDO RECONSTRUÍDOS

Servidiesel | A empresa especialista em sistema Diesel e turbos, anunciou a realização de mais

um marco importante na sua constante evolução tecnológica. Uma vez mais, inovou e foi a primeira

empresa especialista em Diesel no nosso país autorizada a oferecer um serviço oficial VDO de teste e

reconstrução total dos injetores inteligentes (“Smart injectors”), que são aplicados em vários motores

dos fabricantes PSA e VW. O equipamento está homologado pelo fabricante de sistemas Diesel VDO

e permite realizar a reconstrução de injetores com qualidade de fábrica, com custos bastante mais

reduzidos. A Servidiesel desenvolveu, ao longo destes últimos meses, um programa de reconstruídos

de elevada qualidade em termos de gama e stock, a fim de servir prontamente os seus clientes.

CAMPANHA DE COMUNICAÇÃO CONJUNTA

AUTOzitânia e AD PARTS | As duas empresas lançaram uma campanha de

comunicação, denominada “Termine o confinamento do seu automóvel”, onde anunciam

procedimentos de segurança adotados pelas oficinas parceiras. Para demonstrar aos

consumidores que as oficinas parceiras garantem a segurança de todos os clientes e

colaboradores, a Autozitânia e a AD Parts lançaram a campanha de comunicação “Termine o

confinamento do seu automóvel”. Esta campanha de comunicação tem como objetivo transmitir

aos consumidores confiança na visita às oficinas parceiras, demonstrando os procedimentos

preventivos realizados nas oficinas para garantir a segurança, a higiene e a proteção de clientes

e veículos intervencionados. Além da divulgação e promoção de vídeo da campanha “Termine o

confinamento do seu automóvel”, com a demonstração de todos os procedimentos de receção,

tratamento e entrega dos veículos por parte das oficinas parceiras, estas terão, também,

disponível material de apoio nas suas instalações para comunicar com os clientes.

Publireportagem

MINUTO VERDE VALORPNEU

SABE QUAIS AS VANTAGENS DA RECAUCHUTAGEM?

C

om o objetivo de promover a atividade de

recauchutagem, a Valorpneu, enquanto

entidade gestora de pneus usados em Portugal,

lançou, no mês de junho, um microsite (https://

recauchutagem.valorpneu.pt/) dedicado à recauchutagem,

onde explica o que é o processo da recauchutagem, as

vantagens da utilização de pneus recauchutados vs pneus

novos, os números da recauchutagem em Portugal e ainda

apresenta a rede de recauchutadores aderentes à Valorpneu

e um vídeo promocional com informações e dados que vão

certamente surpreender os seus visualizadores. Apesar de ser

uma atividade em Portugal com cerca de 70 anos,

fortemente implantada no mercado, particularmente no

domínio dos pneus pesados, com circuitos comerciais e

logísticos muito bem implementados, existe ainda algum

desconhecimento e estigmas em torno dos pneus

recauchutados e das vantagens na sua utilização. Para além

de contribuir para a redução dos consumos de recursos

naturais (petróleo e seus derivados, borracha natural), a

recauchutagem é um processo que garante a extensão do

ciclo de vida do pneu, contribuindo para a Economia Circular

e respondendo às exigências de uma sociedade com maior

responsabilidade ambiental. Atualmente, a rede de

recauchutadores aderente à Valorpneu é constituída por 21

empresas, sendo que 17 se encontram no continente, duas

nos Açores e duas na Madeira.

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36 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


1.º ANIVERSÁRIO DO ARMAZÉM DA MAIA

AleCarPeças | Um ano passa depressa e este último não foi exceção. No dia 20

de maio, fez um ano que a AleCarPeças abriu o armazém da Maia. Este é um projeto que

foi pensado para garantir uma cobertura adequada do país, assegurando um serviço

de excelência a todos os parceiros da AleCarPeças. Foi um ano cheio de emoções, de

muito trabalho e de grande sucesso, alicerçado no empenho e profissionalismo de

uma equipa que, desde o primeiro dia, tem sido extraordinária, constituída por André

Duarte, Ruben Leite, Fábio Ferreira, Tiago Magalhães, Tiago Silva, Miguel Martins e José

Longo. A empresa festejou este aniversário de forma reservada mas com a promessa de,

assim que possível, partilhar esta alegria com todos os que têm contribuído para esta

caminhada. Apesar dos tempos de alguma incerteza que vivemos, a AleCarPeças reforça

o compromisso de serviço e qualidade que a tem caracterizado nos quase 40 anos de

existência, com a convicção de estar preparada para o futuro.

AQUISIÇÃO DO GRUPO METALCAUCHO

BBB Industries | A Metalcaucho, fornecedora líder europeia de peças de reposição em borracha e

metal para o setor automóvel, mudou de propriedade. A BBB Industries, líder da indústria de remanufatura

no mercado de reposição automóvel, anunciou que adquiriu as participações do Grupo Metalcaucho, mais

conhecido como “Metalcaucho”. A transação abrange a totalidade dos negócios. Sediada em Barcelona,

Espanha, a Metalcaucho é um fornecedor europeu de pós-venda líder no segmento de produtos de borracha

e metal, com um catálogo que inclui mais de 22.000 referências e vendas em mais de 64 países. Sob a

propriedade da Abac Solution, o fundo, juntamente com a equipa de gestão, executou uma transformação

radical dos negócios, resultando no desenvolvimento de produtos líderes do setor. Combinado com os altos

níveis de serviço ao cliente e produtos de alta qualidade da companhia, a Metalcaucho é, atualmente, um

fornecedor líder de produtos de borracha e metal e está posicionada para um crescimento contínuo na

Europa e noutras regiões ao redor do mundo.

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www.jornaldasoficinas.com Junho I 2020 37


produto

A M.E.A.T. FOI CRIADA EM 1945 E, NO INÍCIO DOS ANOS 50, INICIOU

A PRODUÇÃO DAS PRIMEIRAS PEÇAS DE REPARAÇÃO DE CARBURADOR.

EM 1985, A D.O.RI.A., EMPRESA DE PRODUÇÃO DE FILTROS DE

COMBUSTÍVEL, FOI INCORPORADA. É ESTA A ORIGEM DA MEAT & DORIA


MEAT & DORIA

SOLUÇÕES ELÉTRICAS

DOTADA DE UMA VASTA GAMA DE PRODUTOS, EM ÁREAS DIVERSAS DO AFTERMARKET, A MEAT & DORIA

APOSTOU FORTE, NOS ÚLTIMOS ANOS, NO SEGMENTO DOS COMPONENTES ELÉTRICOS DE CONFORTO

E CONTROLO. EM PORTUGAL, A PARCERIA COM A VIEIRA & FREITAS CONTA JÁ COM 20 ANOS

por

Jorge Flores

Parceria da Vieira & Freitas há já duas décadas,

a Meat & Doria dispõe de uma multiplicidade

de produtos em catálogo, embora,

nos últimos anos, tenha centrado atenções na

gama de componentes elétricos na área do conforto

e controlo. Contudo, para melhor entendermos

a origem da marca italiana, é preciso recuar até à

década de 40 e separar os dois nomes. A M.E.A.T.

foi criada em 1945 e, no início dos anos 50, iniciou

a produção das primeiras peças de reparação

de carburador. Em 1985, a D.O.RI.A., empresa de

produção de filtros de combustível, foi incorporada.

A partir desse momento, a empresa desenvolveu-se

em duas direções (carburação e filtros),

envolvendo hoje, peças de reparação para injeção

de combustível, com a mais-valia da produção

avançada de filtros. Foi o arranque de uma nova

fase de sucesso.

Parceria com 20 anos

No final dos anos 90, com a ambição de tornar-

-se numa empresa de referência no setor das peças

elétricas, criou a gama geral Meat & Doria special

parts, tendo, ao mesmo tempo, aumentando a sua

gama de material. Mais tarde, já em 2010, o grupo

lança as primeiras peças de gestão de motor e

válvulas EGR, com a colaboração mais próxima

de fornecedores e fabricantes de veículos, consolidando,

cada vez mais, os seus negócios em vários

países, através do estabelecimento de acordos de

distribuição com empresas de referência no mercado.

Nesse mesmo ano de 2000, era também es-

tabelecida, em Portugal, a parceria com a Vieira &

Freitas Lda. Destes 20 anos de relação, de resto,

nasceu “uma das melhor sucedidas parcerias da

marca na Europa”, garante fonte da empresa sediada

em Braga.

Hoje, estão no mercado nacional mais de 20 mil

referências de elevada qualidade, desde turbocompressores

a “simples” anilhas de injetores. A gama

da Meat & Doria gama passa por admissão, bobines,

gestão de motor, sensores de todos os tipos.

Além desta oferta, nos últimos anos, o grupo apostou

forte na sua gama elétrica de conforto e controlo,

nomeadamente comutadores, interruptores

e fechos de porta e vidros, aumentando, uma vez

mais, a sua oferta e aliando, de forma crescente, a

qualidade às necessidades do mercado. l

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto I 2020 39


Mundo

EMPRESAS

Automóvel

DOGA PARTS

QUALIDADE ORIGINAL,

EXPERIÊNCIA E

COMPROMISSO

COM A INAUGURAÇÃO DE UM NOVO ARMAZÉM, PERTO

DE BARCELONA, A DOGA PARTS AUMENTOU A SUA

CAPACIDADE DE ARMAZENAMENTO, TORNOU-SE

MAIS EFICIENTE NA RAPIDEZ DE ENTREGA

DE ENCOMENDAS AOS CLIENTES E OTIMIZOU

O DESENVOLVIMENTO DE NOVAS LINHAS

DE PRODUTO

por

João Vieira


A

Doga é uma empresa familiar que foi fundada

em Barcelona, no ano de 1958. Projeta

e fabrica equipamentos para limpa

para-brisa, depósitos, ventiladores elétricos, molas

pneumáticas, elevadores de vidros e motores elétricos,

além de componentes metálicos. Atualmente,

dispõe de três unidades de produção em Espanha

(Abrera, Navarra e Martorell), além de um centro

técnico localizado em Abrera. Globalmente, tem

fábricas na China, Itália, Tanger, Índia, EUA, Brasil

e México. Exporta os seus produtos para mais

de 70 países e está presente em vários mercados,

nomeadamente de veículos ligeiros, industriais,

pesados e autocarros, máquinas agrícolas, barcos

e motociclos.

Relativamente à Doga Parts, é a divisão de pós-

-venda do Grupo Doga e comercializa produtos

sob esta mesma marca para o mercado de pós-venda

global. Iniciou atividade sob o nome de Abrinsa,

em 1998, como uma empresa local. Em meados

do ano 2000, mudou-se para instalações novas e

maiores. A pouco e pouco, passou de uma empresa

Tempos de pandemia

Em meados de março, a atividade comercial começou

a diminuir, forçando a administração a

apresentar um ERTE (programa de ajuda financeira)

para toda a sua força de trabalho de forma

intermitente. Dessa forma, a empresa permaneem

novas linhas de produto e aumentar a eficiência

para melhorar o atendimento ao cliente. A empresa

fez um grande investimento neste projeto,

construindo um armazém industrial com mais de

5.000 m 2 ”, acrescenta.

O armazém está localizado na nova área industrial

na cidade de Castellolí, ao lado de uma das principais

vias de comunicação da região e a 30 minutos

de Barcelona. A estrutura de armazenamento e picking

é totalmente nova e dimensionada para a atividade

atual da empresa, permitindo-a crescer em

novas famílias de produto. A nível de conectividade,

foram utilizadas as mais recentes tecnologias para

as áreas de armazém e escritórios, o que facilita a

interação num armazém altamente informatizado.

Portefólio completo

Atualmente, a Doga Parts comercializa toda a

gama de equipamentos de limpa para-brisas (escovas,

braços, motores e acessórios), depósitos,

ventiladores elétricos, molas pneumáticas com

uma gama específica para turismo e uma gama

série de valores, missões e objetivos que definem a

cultura organizacional da empresa, a qual é transmitida

a todos os colaboradores, clientes e fornecedores.

O que a diferencia na essência é a procura

constante pela excelência no atendimento. “Os

clientes valorizam a transparência e a honestidade

no relacionamento, além da nossa obsessão pela

melhoria contínua dos processos, cumprimento

de compromissos e proximidade da equipa para

responder às suas necessidades. Ninguém consegue

prever o que o futuro nos reserva, mas o que

sabemos é que, na Doga Parts, queremos continuar

a trabalhar com paixão, cuidando de todos os

detalhes. Este é o nosso desafio pessoal,” assegura

Roger Palacín.

local para começar a exportar globalmente. No início

de 2013, decidiu rumar a novas infraestruturas,

com 2.500 m 2 de área, tornando-se a marca, definitivamente,

na Doga. As exportações começaram

a ter a mesma importância do mercado nacional.

Com uma evolução e um crescimento constantes,

no início deste ano mudou novamente de instalações.

Hoje, a exportação supera a expressão que

tem o mercado nacional.

Capacidade reforçada

Em meados de 2017, as antigas instalações da

Doga Parts, localizadas em Esparreguera, começaram

a acusar problemas de falta de espaço para

armazenamento e, consequentemente, de operação.

“Tínhamos cerca de 3.800 m 2 , divididos em

quatro áreas, que permaneciam em quatro níveis

diferentes, o que dificultava a operação. O pouco

espaço de armazenamento impediu-nos de crescer

como queríamos em novas linhas de produto”, explica

Roger Palacín, diretor de marketing. “O novo

armazém permite ter maior stock de peças, crescer

universal para a indústria, elevadores de vidros

para veículos ligeiros e pesados, motores elétricos.

A empresa aproveita a experiência acumulada de

mais de 60 anos enquanto fabricante de primeiro

equipamento da Doga. Para a marca, a qualidade

do produto é inquestionável, mas o compromisso

com o cliente é essencial, entendendo que as relações

com os clientes devem estar longe de serem

meras transações comerciais. A marca pretende

ser um verdadeiro parceiro para os clientes e o objetivo

é oferecer o melhor serviço desde todos os

departamentos.

O lema da Doga Parts é “Qualidade original, experiência

e compromisso”. Qualidade original,

porque os seus produtos são projetados para primeiro

equipamento. Experiência, porque aproveita

todo o background de fabricante para oferecê-lo

ao mercado de pós-venda. Compromisso, porque

quer ter relacionamentos duradouros e de qualidade

com os clientes. Ao longo dos anos, a equipa da

Doga Parts desenvolveu a sua própria identidade.

Sendo uma equipa jovem e dinâmica, partilha uma

ceu operacional durante toda a crise. No início de

junho, o mercado começou a evidenciar sinais de

adaptação a um “novo” normal e a atividade estava

a aumentar. Desde o início da pandemia que a

administração e o departamento de recursos humanos

monitorizaram a crise, atualizando toda a

informação. A empresa preparou manuais de boas

práticas para o uso de espaços partilhados, a fim

de garantir a segurança de todos os seus colaboradores

em todos os momentos. Além disso, o teletrabalho

foi possibilitado a todos os colaboradores

que precisassem de conciliar a vida profissional e

familiar nesses tempos difíceis.

“Durante a crise, a maioria dos colaboradores esteve

em regime de teletrabalho nas suas residências,

reajustando-se a nível organizacional em tempo

recorde, sem que nenhuma diferença fosse notada

pelos clientes. No final de abril, aproveitámos a

crise para mudar todo o stock das instalações antigas

para as novas, de modo a que o cliente não percebesse

nenhuma diferença na gestão diária dos

seus pedidos. Numa situação normal, sem pandewww.jornaldasoficinas.com

Julho/Agosto I 2020 41


Doga PARTS

mia, esta operação ter-nos-ia custado muito mais”,

refere Roger Palacín.

Durante o Estado de Emergência, a Doga Parts colaborou

na luta contra o novo coronavírus através

do fornecimento de motores elétricos para o fabrico

de ventiladores. “Foi uma iniciativa totalmente

altruísta da parte da nossa divisão de engenharia,

que, imediatamente, passou a colaborar com diferentes

empresas envolvidas na construção de

ventiladores. Durante este período, fornecemos os

motores para as empresas dedicadas a essa atividade

de forma totalmente gratuita”, esclarece Roger

Palacín. “No período de pós-confinamento que

atravessamos, é essencial que os clientes saibam o

quanto são importantes para a empresa e temos de

dar prioridade aos seus interesses para manter a

sua confiança e lealdade no futuro. Por isso, a primeira

coisa que fizemos foi perguntar aos clientes

o que eles necessitam. Queremos saber como se

estão a preparar para o ‘novo normal’. A pandemia

obrigou muitos a mudar os seus hábitos mais

simples. Foi criado um novo cenário, que implica

mudanças em todos os aspetos das nossas vidas e

que inclui os clientes e as suas preocupações, que

também são nossas”, acrescenta.

Neste sentido, a empresa tentou encontrar ma-

DOGA NO MERCADO PORTUGUÊS

“TEMOS UMA META AMBICIOSA PARA PORTUGAL”,

ALICIA MORILLAS, DIRETORA DE EXPORTAÇÃO

presença da Doga no mercado português existe

desde o início da marca. É verdade que essa

A

presença tem-se focado e expandindo,

tornando-se conhecida não apenas pelo fabrico de sistemas

limpa para-brisas OEM para autocarros, máquinas agrícolas,

veículos pesados, industriais e algumas séries de veículos

desportivos, mas, também, para o portefólio de turismo

que a Doga Parts, divisão do Grupo Doga, especializada no

mercado de reposição, oferece a esse setor. Falamos

principalmente dos elevadores de vidros, molas

pneumáticas e universais, escovas e ventiladores elétricos.

Qual a importância do mercado português

para a Doga Parts?

Desde o início do projeto Doga Parts que o mercado

português tem sido (e é) um objetivo a desenvolver. Aos

poucos, temos incorporado importantes parceiros que nos

fizeram ganhar presença em todo o território nacional.

Atualmente, Portugal faz parte do nosso programa de

internacionalização, focado no desenvolvimento devido

ao seu grande potencial. Este programa de internacionalização fez

com que deixássemos de integrar o mercado português na área

de vendas da ibéria, introduzindo-o na área de exportação. Desta

forma, acreditamos que podemos potenciá-lo de acordo com a

nossa política de crescimento internacional.

Quais as linhas de produto que vendem, atualmente,

em Portugal?

A Doga Parts dispõe de quatro linhas de produto que compõem

a oferta de turismo: escovas limpa para-brisas, elevadores de

vidros, molas específicas e universais e ventiladores elétricos,

além da gama para veículos industriais. Atualmente, as

quatro linhas de produto estão ativas em todo o país, sendo

comercializadas por diferentes distribuidores especializados em

cada uma delas e cuja cobertura é nacional. Hoje, a Doga Parts

comercializa todos os seus produtos em Portugal, em maior

ou menor escala. E continuamos a trabalhar para melhorar

algumas das nossas linhas que, estamos seguros, podem ter

maior aceitação no mercado devido à elevada procura e à falta de

especialização. Este último fator é muito importante, pois a Doga

A PRESENÇA DA DOGA NO MERCADO PORTUGUÊS, QUE EXISTE DESDE

O INÍCIO DA MARCA, TEM-SE FOCADO E EXPANDINDO, TORNANDO-SE

CONHECIDA PELO FABRICO DE COMPONENTES PARA DIVERSOS VEÍCULOS

neiras de ajudá-los, desenvolvendo novas políticas

flexíveis de vendas e cobrança, tentando adaptá-

-las a cada uma das suas necessidades. Sabendo

que o serviço e a entrega rápida das encomendas

são muito importantes no setor, a empresa também

melhorou estes aspetos. “Em momentos como

estes que estamos a viver, cada interação com os

clientes é uma oportunidade de demonstrar os

nossos princípios e valores, sendo fiéis à nossa

marca e ao nosso propósito. É isso que queremos

transmitir-lhes, para estar perto deles nestes tempos

difíceis”, frisa Roger Palacín.

Questionado sobre o futuro do aftermarket pós

Covid-19, Roger Palacín afirma que “os cenários

podem ser muito variados. Já vivemos outras crises,

mas nunca experimentámos uma crise derivada

de uma pandemia. O que é certo, é que todas as

grandes crises são sempre acompanhadas de novas

oportunidades e mudanças, que podem abrir ou

fechar portas. Apenas os mais preparados permanecerão

e o futuro exigirá muito mais”. l

42 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


Parts apresenta-se como especialista nas linhas de produto de

que dispõe. E é isso que queremos transmitir aos nossos parceiros.

Queremos dar valor acrescentado, não apenas por sermos

fabricantes, mas, também, por termos elevado conhecimento

das nossas gamas de produto, pela nossa capacidade de resposta

e pelo serviço e qualidade do nosso programa, com gamas de

produto constantemente atualizadas e adaptadas à evolução do

parque automóvel em cada país. Temos uma equipa de recursos

humanos que trabalha, constantemente, em cada uma dessas

gamas, de modo a oferecer as atualizações mais recentes, além

de termos todas as informações disponíveis em plataformas

online, como o TecDoc. Não nos podemos esquecer que as nossas

famílias de produto são complexas de gerir, especialmente para

os clientes. E esse serviço ajuda-os muito no desenvolvimento dos

negócios.

Como está estabelecida a vossa rede de distribuidores

em Portugal?

Historicamente, Portugal é um país com uma grande experiência

de importação e com um sistema de distribuição baseado em

grandes players. Esse sistema de distribuição evoluiu ao longo

dos anos, com os distribuidores a criarem redes de oficinas e lojas

próprias, o que nos levou a adaptar a oferta a esta nova realidade.

Alguns distribuidores colaboram com grupos de compras em

Espanha, com os quais já mantemos um relacionamento próximo

há vários anos. Atualmente, como resultado dos nossos acordos

globais com esses grupos de compras espanhóis, podemos integrálos

na nossa rede de distribuição atual. Aos poucos, estamos a

construir uma rede de distribuição que se baseia na especialização,

onde os parceiros atuais e futuros partilham a nossa metodologia

de trabalho para que a distribuição em Portugal da marca

Doga tenha uma estrutura clara, cuja base seja trabalhar com

distribuidores que procuram o mesmo do que nós. Atualmente,

trabalham apenas uma das nossas famílias de produto, seja pelo

seu perfil de distribuição ou especialização. Mas a nossa intenção

é aumentar a presença da marca, potenciando a estrutura que

criámos ao longo dos anos e desenvolvendo a marca globalmente.

Continuamos na mesma linha de não querer atomizar a marca com

muitos distribuidores, mas com colaborações de confiança, para

que, juntos, possamos desenvolver a marca Doga. A nossa intenção

é adaptarmo-nos à evolução da distribuição de peças aftermarket

em Portugal, colaborando com parceiros especializados nas nossas

gamas de produtos e alcançando o reconhecimento da marca

graças a essas parcerias.

Como avalia o desempenho da marca no nosso país

nos últimos anos?

Podemos dizer que a evolução é muito satisfatória nos últimos

anos. Ganhámos presença e notoriedade graças às colaborações

com os clientes. Temos uma meta ambiciosa para Portugal, porque

acreditamos no projeto e acreditamos no potencial do país e na

capacidade de desenvolvimento dos nossos produtos. Estamos

convencidos de que a recetividade das nossas linhas de produto é

muito boa e, trabalhando duro, podemos obter melhores resultados.

Quais são os objetivos da Doga Parts para Portugal?

A Doga Parts tem um objetivo comum a todos os mercados

presentes e futuros. Uma vez que estamos presentes, devemos

ganhar notoriedade, algo que é alcançado ao longo do tempo,

demonstrando a nossa capacidade de trabalho, serviço e

proximidade junto do distribuidor e dos seus clientes, embora seja

verdade que Portugal tem uma importância especial, porque é um

mercado que estamos a desenvolver há algum tempo. Os nossos

objetivos para 2020/2021 passam por aumentar a presença da

nossa linha de elevadores de vidros, alcançando uma distribuição

abrangente em todo o território, iniciar a distribuição das molas

universais, cuja gama incorporámos recentemente, e finalmente,

encontrar distribuidores para a linha de ventiladores elétricos, que

atualizamos, melhorando a oferta e o serviço. Por tudo isso, as

novas instalações são uma grande ajuda, pois temos uma grande

capacidade de armazenamento que nos permitirá responder

rapidamente, melhorando os prazos de entrega. l

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www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto I 2020 43


NOTÍCIAS // PEÇAS E EQUIPAMENTOS À MEDIDA DE CADA NEGÓCIO

Produto

TEXA

APRESENTA AXONE NEMO 2

AXONE NEMO 2, a nova versão do famoso monitor de diagnóstico da

TEXA, um best-seller histórico com mais de 15.000 exemplares vendidos

em todo o mundo, apresenta-se mais rápida e poderosa, garantindo

intervenções completas e precisas. O AXONE NEMO 2 dispõe de um

ecrã de 12” com uma resolução de 2160 x 1440, protegido por vidro Gorilla

Glass, perfeitamente visível, mesmo submetido a luz solar intensa. Conta com

sistema operativo Windows 10 Enterprise, que funciona com um processador

Intel Pentium Quad Core N5000, com 8 GB de RAM DDR4 e 250 GB SSD

PCle de armazenamento. A conectividade é garantida por um avançado sistema

wi-fi de canal duplo e um módulo de Bluetooth 4.2. Outros recursos a

destacar são a existência de duas câmaras, uma frontal de 2 megapixéis e uma

traseira de 13 megapixéis, com flash e focagem automática, úteis para elaborar

relatórios detalhados para os clientes ou enviar fotos para obter assistência

técnica. Graças ao seu poderoso hardware e software IDC5, o AXONE NEMO

2 é muito rápido, sendo capaz de melhorar ainda mais as excelentes prestações

que caracterizaram a geração anterior. Dada a crescente presença da eletrónica

nos veículos, a sua elevada velocidade de cálculo representa uma ajuda muito

importante para o técnico da reparação.

44 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


NOVO GERADOR DE OZONO SANITIZER

PCC | Devido ao contexto atual, a desinfeção irá, possivelmente, tornar-se na manutenção mais comum

num veículo. Oficinas de reparação automóvel, empresas de aluguer de viaturas, empresas de transporte,

centros de lavagem automóvel e estações de serviço, devem, necessariamente, oferecer este processo aos

clientes. Perante um panorama caracterizado por muitos equipamentos improvisados, a PCC oferece uma

linha altamente profissional, expressamente desenvolvida para o mercado automóvel. O SANITIZER consiste

num equipamento repleto de recursos e funções exclusivas para eliminar bactérias e vírus. Atualmente, o

SNT-O3 é o único gerador de ozono existente para veículos no mercado, garantindo a qualidade correta do ar

antes da entrega do veículo, protegendo, assim, os seus proprietários e os profissionais da oficina.

FÓRMULAS COM APROVAÇÃO RENAULT

Wolf Lubricants | Apesar das condições difíceis a nível global, a Wolf Lubricants

continua a inovar para encontrar os produtos certos para os seus clientes. Hoje, tornou-se

num dos primeiros produtores independentes a lançar os óleos de motor com aprovação

RN17 para os veículos Renault. Criadas em 2018, as normas RN17 são uma consolidação

e revisão das especificações de fluidos RN0700, RN0710 e RN0720, fornecendo aos

distribuidores e oficinas, de igual modo, soluções únicas e simples. É neste âmbito que a

Wolf Lubricants pode oferecer dois produtos inovadores: 65635 OFFICIALTECH 0W20 C5

RFE (com aprovação RN17 FE) e 65637 OFFICIALTECH 5W30 C3 RN (com aprovação RN17).

Estas adições mais recentes à gama abrangente da Wolf Lubricants são a prova de que a

marca acompanha de perto o mercado dos lubrificantes, identificando e satisfazendo as

necessidades dos clientes à medida que estas se desenvolvem.

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www.jornaldasoficinas.com Junho I 2020 45


Notícias

Produto

FIAMM

NOVA GAMA DE BATERIAS POWERCUBE AGM

As novidades relacionadas com o desenvolvimento tecnológico dos veículos

comerciais mais recentes, determinaram um aumento da necessidade

energética dos mesmos, uma tendência crescente nos últimos anos. A

acumulação e conservação de energia tornaram-se tópicos urgentes. No que diz

respeito às baterias de arranque, esta necessidade gerou um aumento importante

relativamente aos requisitos de funcionalidade, duração e fiabilidade do produto.

O resultado dos esforços contínuos da divisão de pesquisa e desenvolvimento

de produtos da FIAMM deu origem à produção dos acumuladores powerCUBE

AGM. O elevado desempenho da powerCUBE AGM deve-se, de facto, ao sistema

AGM (Absorbent Glass Material). Esta nova e diferente tecnologia, comparada

àquela que é encontrada nas baterias tradicionais, aproveita o princípio da recombinação

de gás, um sistema simples mas que requer uma grande precisão

construtiva e seleções precisas dos componentes. Há muitos benefícios como a

redução da autodescarga, alta resistência a vibrações, duração superior aos ciclos

de carga/descarga e superior potência de arranque. Além disso, as baterias

powerCUBE AGM são totalmente seladas e isentas de manutenção.

FILTROS DA MARCA WIX

Autozitânia | A Autozitânia aumentou a sua

gama de produtos com a chegada dos filtros WIX,

dando continuidade à sua estratégia de aumento

de portefólio, com filtros de qualidade reconhecida

ao melhor preço. Os filtros da marca WIX abrangem

cerca de 97% do parque automóvel europeu e contam

com cerca de 16.000 referências disponíveis, tendo

como compromisso a fiabilidade e proteção confiável

em toda a sua vida útil recomendada. A inovar

desde 1939, a WIX Filters disponibiliza produtos de

qualidade ao melhor preço para o aftermarket, com o

selo de garantia da MANN+HUMMEL, sendo sujeitos

a elevados testes laboratoriais e cumprindo todas as

normas e especificações em vigor.

PORTEFÓLIO REFORÇADO

Krautli portugal | Com o tempo quente, a KRAUTLI

Portugal preparou a época de verão, reforçando o seu portefólio

de peças e sistemas na gama de ar condicionado e climatização.

A empresa oferece, agora, uma gama atualizada de produtos

químicos e ferramentas das marcas ERRECOM e EA CLIMA. O produto

estrela da ERRECOM é o nebulizador ultrassónico Atom Machine,

desenvolvido para pulverizar um líquido onde os vapores resultantes

são distribuídos pelo veículo de modo a higienizar e desodorizar

quer o cockpit quer o sistema de ar condicionado. Trata-se de uma

solução eficaz e económica de higienização e desodorização. Além

disso, oferece vários componentes para reparação de compressores

da EA CLIMA, incluindo polias de embraiagem para compressores de

ar condicionado, bobinas eletromagnéticas, válvulas de controlo e

resistências de ventilador, entre muitos outros componentes.

AIR CONDITIONER CLEANER

SPANJAARD | A marca distribuída em Portugal

pela ADIR-Viseu lançou no mercado um novo produto

para limpeza e esterilização (bactericida e fungicida)

do ar condicionado com aroma fresco a limpo e

bastante duradouro. A aplicação do produto é bastante

fácil. A saber:

1. Ligue o ar condicionado da viatura no máximo;

2. Localize o filtro do habitáculo;

3. Agite sempre antes de usar;

4. Aplique a espuma antibatérias e antifungos;

5. Deslique o motor da viatura após cinco minutos;

6. O veículo está limpo e desinfetado.

O vídeo de aplicação do produto pode ser visto no

canal de YouTube da Spanjaard.

46 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


NOVA GAMA DE PINÇAS DE TRAVÃO

AUTO Recto | Ao todo, são nada menos do que 217 novas referências de stock inicial. Trata-se de

uma nova linha de produtos da Elstock, uma marca exclusiva da Auto Recto em Portugal. A empresa passa,

agora, a incluir na sua oferta pinças de travão, linha de produto que é disponibilizada pela primeira vez. A

empresa sediada em Ermesinde considera aliás, que se trata de “uma gama que vale a pena investir de forma

complementar, já que a firma é especialista de referência no ramo elétrico em Portugal”. A adição de novas

referências é feita de acordo com diferentes critérios de seleção, sendo a qualidade do produto um fator

determinante para o investimento realizado.

PRODUÇÃO DE PASTILHAS SEM COBRE

Comline | A marca britânica reafirmou o seu compromisso de produzir pastilhas

sem cobre com o anúncio da classificação “N” da Automotive Aftermarket Supplier

Association (AASA). Esta classificação confirma as pastilhas de travão da Comline como

contendo menos de 0,5% de cobre em peso e permite que a marca use o ícone AASA

LeafMarkTM ‘N’ na promoção da sua ampla gama de pastilhas de travão de todas as

marcas. O trabalho da Comline em direção à erradicação do cobre das formulações de

pastilhas de travão, data de 2016 após os estudos ambientais realizados na Califórnia

e no estado de Washington. Grupos e reguladores nessas regiões demonstraram,

claramente, que o desgaste das pastilhas de travão tradicionais fazia com que o cobre

e outros materiais fossem despejados nas estradas, consequentemente poluindo

riachos, rios e o ecossistema marinho em geral. A certificação ‘N’ classificada no AASA

LeafMarkTM defende o compromisso contínuo da Comline em produzir pastilhas de

travão sem cobre.

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www.jornaldasoficinas.com Junho I 2020 47


Notícias

Produto

www.nelsontripa.pt

NOVO PROGRAMA DE BOMBas DE COMBUSTÍVEL

Delphi Technologies | Com mais de 80 anos de experiência de equipamento original

em sistemas de injeção de combustível, o seu novo programa de gestão de combustível incorpora

bombas e módulos de combustível multimarca, incluindo o último em conceção destes produtos.

Disponibilizando ao aftermarket uma nova solução integral concebida em função das necessidades

dos clientes, as oficinas independentes podem oferecer uma reparação de sistemas de combustível

profissional e com qualidade de equipamento original, independentemente do veículo. Ao combinar

o melhor de ambos os fatores, uma grande experiência de equipamento original e umas soluções

inovadoras de aftermarket, agora a Delphi pode atender a todas as necessidades dos clientes

relativas a produtos, testes e formação com uma única solução integral.

FLUIDO PARA TRANSMISSÕES MERCEDES-BENZ

FUCHS | A empresa anunciou o lançamento do novo fluido de performance premium para

transmissões automáticas, designado TITAN ATF 9134 FE. Este novo fluido foi especialmente

desenvolvido para transmissões automáticas de nove velocidades da Mercedes-Benz da série 725.0

(9G-Tronic ou NAG III) e proporciona economia de combustível inovadora. Com a utilização do TITAN

ATF 9134 FE, é conseguido o máximo conforto na condução com uma dinâmica melhorada devido

a mudanças de velocidade rápidas. A nova geração de transmissões automáticas da Mercedes-Benz

alcançou economias de combustível na ordem dos 6,5% em comparação com o modelo antecessor

7G-Tronic Plus. A chave para esta economia de combustível é a utilização de duas bombas de óleo

para fornecimento de óleo, bem como a redução adicional das perdas por atrito na transmissão,

que é conseguida devido à baixa viscosidade do óleo.

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Rua Fernando Vicente - Armazém 15 - 2560-677 Torres Vedras

48 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com

Telefone: +351 261 335 050 - E-mail: geral@nelsontripa.pt

GPS - N39.094609 - W009.251526


Passo a Passo

Colaboração

Centro ZARAGOZA

www.centro-zaragoza.com

1

Preparação da

máquina de rebitar

e dos rebites

REBITAGEM DE UM REBITE FLOW FORM

NESTE PASSO A PASSO, VAMOS DESCREVER O PROCESSO DE REBITAGEM DE UM REBITE FLOW FORM. TRATA-SE DE UM TIPO

DE REBITE QUE TAMBÉM É UTILIZADO NA REPARAÇÃO DE CARROÇARIAS DE ALUMÍNIO, O QUAL REQUER QUE SEJA REALIZADA,

PREVIAMENTE, UMA PERFURAÇÃO DE AMBAS AS CHAPAS A UNIR, PARA, EM SEGUIDA, CRAVAR O REBITE

2

5 8

9

Colocação das ferramentas para

extrair rebites e ajuste da máquina

de rebitar

Colocação das ferramentas para

perfuração, ajuste e alargamento

Colocação do rebite

Estampagem do rebite Flow Form

3 6 10

Extração do rebite autoperfurante

antigo

Realização do orifício

4 7

Colocação e ajuste das ferramentas

para aplanamento da superfície da aba

Colocação das ferramentas

para cravar o rebite Flow Form

Vista final do rebite (zonas dianteira e traseira)

50 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


Classificados

09mod_APMariaPia_vw_2016.pdf 2 17/07/19 11:55

AUTO PEÇAS MARIA PIA, LDA

“Com 25 anos de experiência”

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Especializados nas marcas VW, SKODA, SEAT, AUDI e em peças para VW Carocha

Tel.: 213 964 690 | 213 964 837 | Fax: 213 971487

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Técnica

&Serviço

REPARAÇÃO DE PAINÉIS DE CARROÇARIA

PROVA PERICIAL

REPARAR OS DANOS SOFRIDOS NOS PAINÉIS EXTERIORES DO VEÍCULO É, SEM DÚVIDA,

UMA DAS OPERAÇÕES MAIS FREQUENTES DO BATE-CHAPA. DIVERSOS FATORES, COMO O TAMANHO,

O TIPO E A FORMA DOS DANOS OU A LOCALIZAÇÃO DOS MESMOS, PODEM, CONTUDO, DIFICULTAR,

EM GRANDE MEDIDA, A SUA REPARAÇÃO

A

habilidade e a experiência do

profissional assumem um

papel crucial para se conseguir

um bom acabamento estético

e, simultaneamente, um tempo de

reparação produtivo. O design dos

veículos surpreende-nos continuamente.

A combinação de linhas curvas

e arestas pronunciadas em cada

modelo faz-se com esmero para não

deixar indiferentes os utilizadores e

os amantes dos motores. Estes designs,

para além de procurarem um

objetivo estético, têm como missão

melhorar a rigidez de cada uma das

peças que compõem o exterior do

veículo, contribuindo para manter a

aerodinâmica durante a deslocação

deste.

Perante pancadas pequenas e médias,

os painéis exteriores acabam

por sofrer deformações permanentes

ou mossas não pretendidas pelos

clientes e exigem a destreza do

técnico de chapa para a sua eliminação.

Em função do tipo de danos

provocados, do tamanho e das linhas

da peça, será possível a sua reparação

ou, porventura, seja conveniente

optar pela substituição da peça. Na

atualidade, dada a situação ambiental,

a recuperação de peças através da

sua reparação é uma opção a ter sempre

em conta, porque contribui para

a sustentabilidade ambiental. Pequenas

ações como esta vão contribuindo

para a concretização de objetivos

maiores. No momento de analisar a

peça sinistrada e decidir se a mesma

deve ser substituída ou reparada, o

técnico deve ter em conta diferentes

aspetos, tais como:

• A dimensão, a forma dos danos e

a possibilidade de se recuperar a

linha original da peça;

A funcionalidade e a importância da

peça na carroçaria;

• O acesso à zona de trabalho segundo

as ferramentas de reparação

disponíveis;

• O aspeto económico entre as duas

opções: substituição ou reparação;

Contributo para a sustentabilidade.

Não obstante, a solução adotada deverá

ajustar-se sempre ao duplo re-

52 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


Colaboração Centro ZARAGOZA

www.centro-zaragoza.com

quisito de manter a estética original

do veículo e a segurança do mesmo.

Batimento ou martelagem

Costuma ser a técnica mais rápida

para remover uma mossa e restabelecer

a forma original da superfície da

peça. É necessário dispor de acesso

aos danos por ambos os lados da superfície

e permite remover múltiplos

tipos e tamanhos de danos. Consiste

em bater na deformação com ferramentas

manuais, como martelos

ou alavancas. A operação consiste

em bater na zona convexa com um

martelo e na zona côncava coloca-se

o tais ou encontrador como apoio,

marcando a linha de base.

A habilidade e experiência do bate-

-chapa são primordiais para se recuperar

a forma da chapa de modo

eficiente e conseguir-se um bom

acabamento no qual a aplicação de

massa seja mínima. Deformações

complexas podem requerer o trabalho

de bate-chapas com uma grande

experiência ou destreza. Como ferramentas

de impacto, são utilizados

diferentes tipos de martelos, colheres

ou alavancas. E, como ferramentas

de apoio, os tais ou encontradores.

Todas elas com diferentes formas

para uma melhor adaptação ao tipo

de impacto e à forma da superfície

trabalhada.

Dispor de um jogo diversificado de

ferramentas facilita e reduz o tempo

de trabalho do bate-chapa. É importante

a escolha adequada dos martelos

e dos tais de acordo com a curva-

A ELIMINAÇÃO DE DEFORMAÇÕES ATRAVÉS DOS DISPOSITIVOS

DE TRAÇÃO EXTERIOR REDUZ OS TEMPOS DE TRABALHO, AO EVITAR

A DESMONTAGEM DE ACESSÓRIOS OU OUTRAS PEÇAS

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QUALIDADE XTREME

MAIS VELOCIDADE

MAIS ECONOMIA

DE ENERGIA

FORA DE SÉRIE ! O NOVO VERNIZ

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Adicionámos algo novo e inovador ao sistema Xtreme.

O verniz VOC-Xtreme-Plus K9600 estabelece um novo

nível de qualidade... e muito mais. Em primeiro lugar,

inclui excelentes propriedades de processamento, como

a aplicação flexível em 1,5 ou em 2 demãos, boa

capacidade de enchimento e excelente estabilidade vertical,

que proporcionam um acabamento perfeito. Em segundo,

mais eficiência, graças à secagem excecionalmente rápida

e ao baixo consumo de energia a 40 ° C ou 20 ° C, o que

pode reduzir significativamente os custos operacionais. Isto

é realmente um desempenho fora de série.

© 2020 Axalta Coating Systems. All rights reserved.

NOVO

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto I 2020 53


REPARAÇÃO

DE PAINÉIS DE

CARROÇARIA

A HABILIDADE E A PRECISÃO DO PROFISSIONAL, EM CONJUNTO COM

A FERRAMENTA ADEQUada, PERMITE OBTER REParaçÕES DE QUALIDADE

tura da chapa que deve ser trabalhada. Um trabalho

excessivo na zona danificada pode complicar a reparação

e criar irregularidades e novas imperfeições

na superfície. O processo de trabalho consta de três

fases. A saber:

1.ª - Restabelecimento “grosseiro” da superfície por

martelagem até se recuperar a forma aproximada e

a curvatura original da chapa;

2.ª - Verificação do estado da superfície através de

marcação (lixamento em cruz) de traços de controlo

com lima de bate-chapa. Caso sejam detetadas

pequenas imperfeições, deverão ser revistas de

novo através de martelagem para as corrigir. Será

novamente realizada uma verificação de marcação

para confirmar um bom acabamento na zona trabalhada;

3.ª - Lixagem em torno da zona trabalhada para

se obter uma transição perfeita para as superfícies

adjacentes, de tal forma que o pintor possa conseguir,

posteriormente, um bom acabamento.

Ferramentas de tração

Quando o acesso pela zona interior das peças não

existe, é limitado ou implica a desmontagem de

peças, guarnições ou acessórios que aumentam os

tempos de trabalho, pode ser utilizada a técnica de

remoção de mossas através de ferramentas de tração

exterior. Este sistema de trabalho consiste em

ancorar uma ferramenta (soldadura, adesivo) nas

zonas profundas do lado exterior do dano e aplicar,

através dela, esforços de tração à superfície até eliminar

a depressão provocada pela mossa.

Os equipamentos de soldadura por resistência elétrica

para a remoção de mossas são uma das ferramentas

fundamentais na oficina. A potência destes

equipamentos ronda os 3.000 amperes, suficiente

para soldar as pequenas ferramentas metálicas

(anilhas, parafusos, estrelas, pontas, rebites) à

superfície da chapa. A ferramenta de tração (martelo

de inércia ou variantes deste) é ligada a estas

pequenas ferramentas e, através do conjunto, aplica-se

o esforço de tração para o exterior a fim de

remover a mossa. A soldadura implica o lixamento

da pintura, visto que é necessário soldar a ferramenta

à chapa, mas permite eliminar danos de diferente

tamanho e complexidade. As ferramentas

soldadas são retiradas facilmente, realizando uma

rotação sobre si mesmas.

Estes equipamentos incorporam vários tipos de

elétrodos: os específicos para soldar as ferramentas

de estiramento e outros de ponta arredondada

de cobre e grafite para realizar os trabalhos de recolha

da chapa quando há estiramento do material.

A oficina, dependendo do respetivo volume de

trabalho, pode optar por dispor de um único equipamento

de soldadura multifunções com potência

para remoção de mossas da chapa e, também, para

a união de peças de chapa à carroçaria em torno

dos 6.500 amperes, para além de contar com um

ou vários equipamentos mais pequenos e específicos

para as tarefas de remoção de mossas e em

torno dos 3.000 amperes.

Também existem no mercado máquinas de soldar

destinadas a danos pequenos, tipo granizo ou semelhantes,

nos quais se solda a ponta de um elétrodo

que, posteriormente, é deslocado para trás

extraindo a depressão do dano. Outras ferramentas

servem-se de materiais que se colam através de

adesivo e que não deterioram a pintura do veículo,

sendo utilizadas para a extração no caso de pequenos

danos, visto que apenas permitem realizar pequenas

ações de tração. O material colado retira-se

54 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


Nós damos uma mãozinha

através da aplicação de produtos adequados para eliminar o

adesivo, sem danificar a pintura.

A RECUPERAÇÃO

DE PEÇas atraVÉS DA SUA

REPARAÇÃO CONTRIBUI

PARA A SUSTENTABILIDADE

DO AMBIENTE

Varetas metálicas

O sistema de pontas, alavancas ou varetas metálicas é utilizado

para reparar pequenos danos produzidos principalmente

por impactos de granizo, sem danificar a pintura original do

veículo. Os danos reparáveis não devem apresentar um estiramento

da chapa excessivo. Este processo de reparação exige

habilidade e experiência no próprio processo de trabalho, sendo

os trabalhos executados por técnicos especializados.

O método é fundamentado na aplicação de ligeiras pressões

ou impulsos em redor do dano (face interna do dano) através

das pontas das varetas até que seja conseguida a recuperação

da forma. Este sistema exige o acesso pelo lado interno

da chapa deformada, pelo que, neste caso, é necessário realizar

a desmontagem de guarnições e peças que impeçam o

acesso. O equipamento é constituído por um jogo de varetas

produzidas com aços especiais, com diferentes comprimentos

e pontas (redondas, finas pontiagudas). Também é necessária

uma fonte luminosa fluorescente que permita a visualização

do estado e o acompanhamento do dano.

Para a obtenção de qualidade nos processos de reparação de

peças verifica-se a influência, fundamentalmente, de alguns

aspetos, como a complexidade dos danos, o conjunto de ferramentas

disponível na oficina e a experiência e habilidade do

técnico bate-chapa. l

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manutenção automóvel,

mas fazemos a manutenção

da sua terminologia!

TRADUÇÃO E DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA

Criamos e traduzimos manuais técnicos à melhor

relação qualidade/preço do mercado. Temos

profissionais especializados em várias áreas

da indústria e uma tecnologia que nos permite

criar projetos à medida de cada cliente.

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as traduções antigas do parceiro JABA, é criada

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I 2020 55


epintura

ÁLVARO DE SOUSA BORREGO

ASB ON THE ROAD

FAZ AGORA UM ANO QUE A ÁLVARO DE SOUSA BORREGO LANÇOU O “ASB ON THE ROAD”, UM SERVIÇO

CRIADO PARA SATISFAZER AS NECESSIDADES DOS CLIENTES A NÍVEL DE FORMAÇÃO E ASSISTÊNCIA TÉCNICA.

O BALANÇO NÃO PODIA SER MAIS POSITIVO por João Vieira


A

aposta neste serviço sobre rodas prende-se

com a crescente procura de formação direcionada,

essencialmente, às questões

com as quais as oficinas se deparam todos os dias.

Com este novo serviço, a ASB está apta a responder

localmente e de uma forma mais célere às necessidades

dos clientes. Quando António Cardoso,

colaborador da ASB, apresentou, há cerca de dois

anos, o projeto “ASB on the road”, teve, desde logo,

todo o apoio da administração da empresa para

avançar. “No início, foi necessário desenvolver o

lay-out que permitisse instalar todo o equipamento

adequado às ações de formação e demonstração

que iriamos realizar. Falámos com os nossos principais

fornecedores, 3M e Spies Hecker, que apoiaram

o projeto desde a primeira hora. Atualmente,

dispomos de duas carrinhas totalmente equipadas

com consumíveis 3M para as ações de formação e

demonstração”, disse António Cardoso.

O serviço “ASB on the road” permite dar resposta

quase imediata aos pedidos das oficinas, quer a nível

de formação especializada, quer de assistência

técnica ou consultoria. “Temos três técnicos certificados

com o CCB, que estão habilitados a dar

formação on-job, não sendo necessário os clientes

terem de deslocar-se para fora do local de trabalho”,

refere António Cardoso. Para além das ações

e formação on-job, as carrinhas “ASB on the road”

estão equipadas com todos os consumíveis utilizados

na repintura de veículos, desde lixas a produtos

de reparação e tratamento. Sempre que são

lançados novos produtos, são realizadas demonstrações

em vários clientes, não só para apresentar

as novidades, mas, também, para recolher opiniões

em relação às características e desempenho dos

novos produtos. “O que mais gostamos de fazer e

aquilo que o cliente necessita bastante é a implementação

de um sistema completo de pintura, que

inclui a lixagem, o mascaramento e o acabamento.

E a carrinha permite apresentar, com detalhe, todo

o processo”, explica António Cardoso.

Com várias visitas diárias a diferentes clientes, o

balanço de um ano de atividade do serviço “ASB on

the road” é muito positivo. Mesmo durante a fase

de confinamento provocada pela pandemia de Covid-19,

a atividade das carrinhas manteve-se regular,

com muitos pedidos de assistência e formação

por parte das oficinas.

Imagem fortalecida

Para Ana Luísa Ribeiro, responsável de marketing,

“o projeto ‘ASB on the road’ foi um desafio muito

interessante, pois conseguimos concretizar o lema

de ‘estar no lugar certo, à hora certa e no momento

certo’. O cliente pede e nós respondemos o mais

rápido possível e da forma mais eficiente. Trata-se

de duas carrinhas que estão totalmente equipadas

e existem técnicos certificados sempre disponíveis

para dar formação e assistência técnica personalizada,

onde for preciso”. Uma das vantagens deste

ÁLVARO DE SOUSA BORREGO

Administradores Álvaro de Sousa e

Fernanda do Carmo Santos

Sede Av.ª General Roçadas, n.° 70 A/C, 1199 -

012 Lisboa

Telefone 218 153 516

Fax 218 153 534

Email geral@asborrego.pt

Site www.asborrego.pt

serviço é facto de o cliente não necessitar de sair

das suas instalações para ter formação técnica especializada,

pois os técnicos da ASB vão dar essa

formação diretamente na casa do cliente, com todas

as medidas de segurança exigidas pelo distanciamento

social recomendado pela DGS.

“O sucesso deste projeto resulta, em grande parte,

do apoio prestado pela 3M, que disponibiliza

todos os consumíveis de lixagem e polimento,

assim como da Spies Hecker, que fornece toda a

informação necessária para a oficina rentabilizar

ao máximo o seu trabalho de repintura”, acrescenta

Ana Luísa Ribeiro. O serviço “ASB on the road”

é, de resto, muito valorizado pelos clientes, como

dá conta José Pontes, da oficina J. Pontes, em Famões.

“Para mim, trata-se de uma grande iniciativa.

O técnico desloca-se às nossas instalações para

dar formação e divulgar novos produtos. Esta ação

ajuda a disciplinar o comprador, pois, muitas vezes,

esquecemos que existem produtos específicos

para determinado trabalho, que podem rentabilizar

os nossos serviços. Há muitos anos que defendo

este tipo de serviço, que permite transmitir

conhecimentos aos profissionais sobre novas tecnologias

e novos produtos. Até porque a maioria

das vezes não temos tempo para nos deslocarmos

a ações de formação e ficamos desatualizados. Precisamos

de alguém que nos visite para ficarmos a

par das novidades”.

Futuro ambicioso

O futuro do serviço “ASB on the road” revela-se

promissor, pois há cada vez mais oficinas de colisão

a solicitá-lo. “Vamos continuar a desenvolver

o ‘ASB on the road’ com mais viaturas e recursos

humanos, pois o mercado necessita deste tipo de

serviço”, frisa Álvaro de Sousa, administrador da

ASB. “O nosso grande objetivo é ajudar os profissionais

com produtos e equipamentos adequados,

de forma a alcançarem resultados de qualidade e

rentáveis. Trabalhamos, há mais de 40 anos, com a

marca de tintas Spies Hecker e com os consumíveis

3M, que oferecem todas as garantias de qualidade.

Orgulhamo-nos de cumprir com a promessa

de responder, com a máxima rapidez e eficiência,

a todos os pedidos. Conseguimos alcançar este resultado

uma vez que contamos com uma equipa

de profissionais que trabalha todos os dias neste

sentido. Organização e planeamento são aspetos

fundamentais para este resultado”, acrescenta. E

conclui: “Precisamos de estar atentos à evolução

da repintura automóvel e acompanhá-la. Sabemos

que as marcas que representamos estão a apostar,

cada vez mais, no desenvolvimento de produtos e

sistemas que permitem a rentabilização do tempo

com vista à eficiência energética e à otimização das

ferramentas digitais. A evolução tecnológica é o

desafio que vai ditar o futuro do mercado da repintura

automóvel”. l

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto I 2020 57


epintura

GRAVITYPAINT

MUNDO MUDOU

DE CORES

O ANO DE 2020 COMEÇOU DA MELHOR MANEIRA PARA A GRAVITYPAINT. MAS, ENTRETANTO,

O MUNDO “MUDOU DE CORES”, COM A PANDEMIA PROVOCADA PELA COVID-19, E A EMPRESA

TEVE DE REAJUSTAR O SEU FOCO DE VENDAS PARA SUPERAR A CRISE por Jorge Flores

O

balanço dos primeiros quatro meses da atividade

da GravityPaint em 2020 divide-se

em “duas fases completamente distintas”,

reconhece Mário Rui Ferreira, sócio-gerente da

empresa. Duas cores antagonicamente opostas,

no fundo, a descrever o mercado antes e durante

a pandemia de Covid-19. “Em janeiro, fevereiro e

nas duas primeiras semanas de março, íamos com

uma dinâmica muito positiva, registando um crescimento

interessante face a igual período do ano

passado. Na segunda metade de março e no mês

de abril, houve uma quebra abrupta nas vendas de

produtos e equipamentos, ligeiramente compensada

pela procura de máscaras, luvas, fatos e gel

desinfetante, entre outros artigos, por parte dos

atuais e de novos clientes”, salienta o responsável

ao Jornal das Oficinas. “Confesso que, perante este

cenário, tivemos de reajustar todo o nosso planeamento

comercial e de investimento idealizado para

os próximos meses”, acrescenta.

Na atividade da empresa, a marca Finixa continua

a ter um papel principal nos “diferentes mercados

em que estamos inseridos”, afirma Mário Rui Ferreira.

“É um parceiro fantástico, que merece todo

o nosso empenho, dedicação e agradecimento pelo

voto de confiança que deram ao projeto que a GravityPaint

tinha para o mercado nacional”, frisa. “A

gama de produtos é extremamente ampla e tem

uma excelente relação preço/qualidade/fiabilidade.

A sua aceitação tem sido muito, muito positiva

por parte dos profissionais com quem trabalhamos

diariamente. Destaco o novo sistema de lixagem

SharpWhite e os novos produtos com tecnologia

UV”, acrescenta o responsável ao nosso jornal.

ADN diferente

A criação de uma rede de distribuição no norte do

país continua a fazer “parte do planeamento comercial

para 2020”, garante Mário Rui Ferreira. “Apesar

de já termos quatro clientes para iniciar o projeto,

decidimos, em conjunto, que iremos aguardar por

tempos mais estáveis, no que diz respeito à situação

sanitária do país”, explica o sócio-gerente. “De um

modo geral, considero que o mercado da repintura

automóvel tem excelentes profissionais, com um

nível de exigência bastante elevado em relação aos

produtos e equipamentos utilizados. O conceito

Smart Repair e o Detalhe Automóvel têm vindo a

GRAVITYPAINT

Sócio-gerente Mário Rui Ferreira

Sede Rua da Bica, 17, Núcleo Empresarial da

Venda do Pinheiro II, Armazém AF, 2665 - 608

Venda do Pinheiro

Telefone 261 092 574

Email geral@gravitypaint.pt

Site www.gravitypaint.pt

crescer nos últimos anos e estão cada vez a captar

mais clientes”, acrescenta Mário Rui Ferreira.

No entanto, além da crise provocada pelo novo

coronavírus, o mercado da repintura sofre de um

outro problema: a falta de mão de obra especializada.

“A esmagadora maioria dos profissionais de

repintura tem mais de 50/55 anos, e, brevemente,

retirar-se-ão da atividade. E ao contrário do que

acontece na mecânica, na mecatrónica e na eletricidade,

o número de novos profissionais no setor

da repintura é muito baixo”, avisa. “Questiono se

tem sido feito o suficiente para captar o interesse

dos jovens nesta profissão. Será que, a nível governamental,

houve uma interpretação séria para

esta situação e foi traçado um projeto de formação?

Existem centros capacitados e equipados para

formação no setor da colisão e que se encontram

fechados há anos... Acho que este assunto merece

uma reflexão profunda e uma resposta rápida por

parte das entidades competentes”, diz.

A GravityPaint sempre assumiu ter um “ADN diferente

e inovador no mercado”. Mário Rui Ferreira

explica o motivo: “Desde o início que apostamos

em marcas premium, de forma a podermos apresentar

as melhores soluções aos clientes; marcamos

presença nos principais eventos do setor;

organizamos os nossos próprios eventos com fornecedores

e clientes; participamos em formações

regularmente, entre outras atividades. Acreditamos

que é este o nosso caminho e tudo continuaremos

a fazer para merecer a confiança dos nossos

parceiros”, remata o responsável da empresa. l

58 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


A CRIAÇÃO DE UMA REDE DE DISTRIBUIÇÃO NO NORTE

DO PAÍS CONTINUA A FAZER PARTE DO PLANEAMENTO

COMERCIAL PARA 2020, DIZ MÁRIO RUI FERREIRA (À DTA.)


NOTÍCIAS // A ÁREA MAIS COLORIDA DO AFTERMARKET

repintura

CROMAX

AJUDA A VOLtar AO TRABALHO

medida que algumas das ordens para ficar em

À casa são levantadas cautelosamente na Europa,

as oficinas estão a começar a voltar ao trabalho. Com

muitos governos a recomendarem às pessoas que evitem

utilizar os transportes públicos, o uso de veículos

privados vai aumentar num futuro próximo, o que

pode significar mais trabalho para as oficinas. Mas

numa altura de distanciamento social, isto coloca vários

desafios. A Cromax tem a produtividade no seu

cerne, pelo que as oficinas estão bem preparadas para

enfrentar esses desafios. “A combinação de carros a

serem reparados e as medidas de distanciamento social

significa que as oficinas precisam de trabalhar de

forma mais inteligente, principalmente quando não

têm uma equipa de colaboradores completa. Mas

graças ao nosso foco na produtividade e inovação, nos

últimos dois anos introduzimos várias ferramentas e

sistemas de poupança de tempo, material e energia

que visam apoiar as nossas oficinas e que se adaptam

na perfeição a alguns dos desafios que as oficinas estão

a enfrentar atualmente à medida que começam

a retomar uma certa normalidade,” afirmou Thomas

Cool, training & technical service leader da Cromax

na Europa, Médio Oriente e África (EMEA).

60 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com


SOLUÇÕES DE PROTEÇÃO

BASF Coatings Portugal | Através das equipas das suas marcas, R-M

e Glasurit, a empresa disponibiliza um leque alargado de soluções para proteção de

colaboradores e oficinas, bem como de desinfeção de espaços e viaturas. A proteção

das pessoas é uma preocupação basilar da BASF, pelo que as máscaras FFP2, o

álcool gel e as viseiras são parte essencial do seu portefólio de produtos, que são

complementados com a oferta de luvas, creme para mãos e óculos de proteção

individual RODIM. A BASF dispõe, também, de um desinfetante sem álcool ou lixívia

que permite a correta higienização do interior das viaturas, sem danificar as superfícies

plásticas. Quem pretender uma desinfeção mais profunda, pode optar por uma das

diferentes soluções de tratamento do ar através de ozono atualmente disponíveis.

CHAVE IDENTIFICAÇÃO DE CORES

MaxMeyer | O retorno à atividade na fase de desconfinamento apresenta numerosos desafios para

as oficinas de colisão. Entre eles, a melhoria de sua produtividade, fator fundamental na rentabilidade de

cada negócio. Precisamente para obter reparações mais eficientes e lucrativas para os negócios de chapa e

pintura, a MaxMeyer dispõe de ferramentas de cores como o espectrofotómetro RapidMatch GO e o software

PaintManager XI, que melhoram a produtividade nas oficinas do dia a dia. Um dos maiores desafios no retoque

de veículos é o da correspondência correta de cores. E é essencial identificar a cor exata para obter operações

eficientes, evitar repetições e favorecer a produtividade da empresa, fatores críticos para as oficinas de colisão

e que se torna mais relevante após a paragem provocada pela Covid-19. Nesse sentido, para ajudar as oficinas

de chapa e pintura a melhorar os seus processos, a MaxMeyer oferece aos profissionais de repintura de veículos

uma gama abrangente de ferramentas projetadas para dar resposta às necessidades dos pintores.

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© 2020 Axalta Coating Systems. All rights reserved.

Com estratégias mais inteligentes,

é possível terminar sempre em

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Uma reparação padrão demora apenas 71 minutos, portanto, as

pequenas reparações tornam-se uma opção lucrativa de negócio.

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poupar nos custos de energia secando a base bicamada Hi-TEC e

o verniz Speed-TEC a baixas temperaturas – 40 °C ou até mesmo

20 °C. E, graças à nova tecnologia da Axalta, o verniz Permasolid ®

Speed-TEC 8810 também triunfa no que diz respeito às propriedades

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www.jornaldasoficinas.com Junho I 2020 61


Notícias

Repintura

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Colad apresentou dois novos produtos de limpeza de interiores de viaturas

de atuação rápida, com uma nova fórmula para uma solução de

limpeza e secagem rápidas. São produtos de limpeza à base de álcool

eficazes e fáceis de utilizar, anunciadas como a melhor solução de secagem

rápida para uma limpeza eficaz de todas as superfícies interiores dos veículos.

Podem ser utilizados para limpar todas as superfícies que são tocadas pelas

mãos. Exemplos: capot, tampa da bagageira, portas, puxadores, barras de tejadilho,

tetos de abrir. A versão standard pode ser utilizada em todas as superfícies

e é extremamente adequada para utilização em couro e tecido. Garante

uma limpeza rápida, sem manchas e não deixa resíduos. Dá aos técnicos de

bate-chapa e pintores o veículo mais limpo antes de iniciarem as reparações e

entrega ao proprietário o veículo reparado mais limpo possível.

NOVO SPRAY HIGIENIZANTE PARA OFICINAS

ZAPHIRO | O especialista espanhol em produtos e equipamentos non paint para o

pós-venda automóvel dá resposta às necessidades de segurança, higiene e proteção das

oficinas espanholas com o novo spray higienizante ZAPHIRO. Este novo produto contém uma

formulação hidroalcoólica especial, de acordo com as recomendações da OMS para combater

o novo coronavírus, que pode ser aplicada de forma fácil e rápida em várias superfícies. O

novo spray higienizante é adequado para qualquer tipo de superfície, desde mãos ou roupas

a dispositivos eletrónicos, teclados, telefones, ferramentas, móveis e interruptores elétricos.

Também é recomendado para os elementos mais expostos no interior dos veículos na oficina,

como volante, alavanca de velocidades, botões, manípulos, painéis, cintos de segurança,

bancos, plásticos e têxteis. Com base numa solução hidroalcoólica de 70% especialmente

formulada para obter a máxima eficiência, o ZAPHIRO Sanitizing Spray não contém silicones.

IMAGEM DA EQUIPA MERCEDES-AMG PETRONAS

Spies Hecker | Com a temporada de 2020 de Fórmula 1 suspensa, a Spies Hecker

aproveita a oportunidade para analisar em profundidade a imagem da equipa e o trabalho que

é necessário para aplicá-la. A equipa Formula One Mercedes-AMG Petronas é a atual Campeã

Mundial de Construtores de Fórmula 1 da FIA, tendo conseguido um recorde depois de obter um

título pela sexta vez consecutiva no final da temporada de 2019. Os seus monolugares de corrida

são conhecidos pela aparência elegante nas icónicas imagens prateadas que são apresentadas

todas as temporadas. À primeira vista, a principal diferença na imagem de 2020 é a adição de

cor de vinho, especificamente nas extremidades das asas das placas frontais e traseiras, tampa

do motor e, sobretudo, na estrutura tubular em arco. Este toque de cor deve-se ao novo parceiro

principal da equipa Formula One Mercedes-AMG Petronas, a INEOS, uma vez que a cor de vinho

é a cor da sua divisão de desporto, que inclui o Tour de France e as equipas da America Cup.

62 Julho/Agosto I 2020 www.jornaldasoficinas.com

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