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BALCONISTA S/A - Edição 27

O ano de 2020 foi e continua sendo um ano que mudou o mundo. E para nós, desse setor que mantém o país rodando, não foi diferente. Esta é uma edição especial porque entrevistamos vários balconistas, de todas as regiões do Brasil, usando a tecnologia que todo mundo precisou aprender a mexer: as videochamadas. Seja na voz da Solange, do Elicesar, do Santiago ou do Ailton, esta revista quer entender, por meio do olhar de quem vive atrás do balcão, o percurso e os aprendizados desse período. Boa leitura!

O ano de 2020 foi e continua sendo um ano que mudou o mundo. E para nós, desse setor que mantém o país rodando, não foi diferente. Esta é uma edição especial porque entrevistamos vários balconistas, de todas as regiões do Brasil, usando a tecnologia que todo mundo precisou aprender a mexer: as videochamadas. Seja na voz da Solange, do Elicesar, do Santiago ou do Ailton, esta revista quer entender, por meio do olhar de quem vive atrás do balcão, o percurso e os aprendizados desse período. Boa leitura!

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UM PROJETO DE:

Balconistas na pandemia

Motor Alfa Romeo V6 “Busso”

Os melhores Placa preta

As dificuldades e os

aprendizados de 2020

O motor apelidado em homenagem

ao seu criador ajudou a ganhar três

campeonatos Euroturismo

Uma coletânea com os cinco

carros mais icônicos da Seção

1


ANUNCIO ABRE

2

3



DIRETOR DE PLANEJAMENTO:

FABIO LOMBARDI

14

Os placa

preta mais

icônicos

A seção mais

querida da

revista elege

seu TOP 5

DIRETOR DE CRIAÇÃO:

GABRIEL CRUZ

CONSULTOR EDITORIAL:

CLAUDIO MILAN

DIRETOR DE ARTE:

PABLO NORONHA DE VIVO

EDITOR-CHEFE:

VINÍCIUS BOPPRÊ

JORNALISTAS:

HENRIQUE RIBOLDI

JULIA MACIEL

REDATOR:

MARCELO POSSATO

EQUIPE DE ARTE:

JOÃO AMATO

PEDRO GUILHERME

VICTOR ROLIM

FOTÓGRAFO:

VITOR SARDEIRO

VINÍCIUS BOPPRÊ

EQUIPE SK:

CEO:

GERSON PRADO

28

V6 Busso da

Alfa Romeo

34

Balconistas na

De

pandemia

06Vargas a Lula:

12

Wiki peças

COORDENADORA DE MARKETING:

MICHELE AVEIRO

A história do motor que bateu

os alemães no DTM

4

Conversamos via chamadas de vídeo

com profissionais de todo o Brasil

Presidentes que incentivaram a

indústria

Parte indispensável do

motor: pistão

5



INDÚSTRIA

AUTOMOTIVA

No Brasil são emplacados em

média 8.110 carros por dia. No

mês de agosto deste ano foram

emplacados 173.008 veículos e

no ano de 2019 foram emplacados

2,78 milhões no total. Segundo

IBGE, no Brasil, há 54.715.488

automóveis. São números grandes

e o mercado automotivo no país

é fértil, mas para chegar no

patamar atual diversos governos

precisaram incentivar a indústria

e criar um setor que até então não

existia em solo brasileiro.

usada em todos automóveis e

também peças em solo brasileiro.

Vargas também foi

responsável pela criação da

Vale do Rio Doce, atual Vale,

importante mineradora do país, e

Petrobrás, que é a maior e mais

relevante empresa brasileira. Além

disso, foi ele quem sistematizou a

Consolidação das Leis Trabalhistas

(CLT), que se mostrou necessária

devido às relações de trabalho

que vinham se formando.

Na década de 20 surge a Rio-

Petrópolis, primeira rodovia

asfaltada, inaugurada pelo

presidente Washington Luís, que

tinha como lema “governar é abrir

estradas”, configurando assim um

primeiro incentivo à aquisição de

veículos. A primeira companhia a

criar um escritório no Brasil foi

a Ford, em 1919, seguida pela

General Motors, em 1925. Ambas

empresas eram sedeadas na

capital paulista.

De Vargas a Lula: Presidentes incentivaram a indústria:

a primeira estrada, o nascimento da indústria

e os primeiros fabricantes em solo brasileiro

O nascimento da indústria

automotiva, entretanto, ocorreu

no governo de Getúlio Vargas e

de Juscelino Kubitschek. Getúlio

tomou medidas como a proibição

de importação de veículos

montados e alta taxação de

peças. O governo de Getúlio foi

importante não só na indústria

automobilística, mas também

na instalação, mas também

na instalação da Companhia

Siderúrgica Nacional (CSN), que

permitiu a produção de chapas

e barras de ferro e aço, matéria

6

7



Fernando Collor, caracterizou

JUSCELINO

Juscelino Kubitschek deu

condições para que as indústria

desenvolvessem qualquer

tecnologia estrangeira por

aqui mesmo. O primeiro

carro fabricado inteiramente

no país foi da Romi, uma

indústria de tornos mecânicos

e equipamentos agrícolas,

que conseguiu licenciamento

da Isetta para fabricar seu

minicarro. Em 1956, surge

a Romi-Isetta com um motor

parecido com o de uma moto.

Neste mesmo ano a FNM

e Vemag lançaram carros

nacionais, que eram cópias

de modelos mais econômicos

europeus e norte-americanos.

Kubitschek criou também o

Grupo Executivo da Indústria

Automobilística (GEIA),

que visava tornar possível

iniciativas de produção de

automóveis nacionais.

Eleito, Juscelino criou o Plano

de Metas, que era formado

por 30 metas de expansão

para o crescimento do Brasil

e envolvia a implementação

de diversas indústrias. Para

a indústria automobilística a

meta inicial era produzir 100

mil veículos em 1960, com 95%

de nacionalização. O resultado,

no entanto, foi superior.

Em 1960, foram produzidos

133.041 automóveis com 93%

de nacionalização em peso e

87% em receita.

No período da ditadura militar

houve atitudes importantes

que contribuíram para a

industrialização do país.

Inicialmente, a intenção era dar

continuidade ao trabalho que

Vargas e Kubitschek começaram

e neste período o Brasil

experimentou grande crescimento

econômico. Foi nessa época que

a usina hidrelétrica de Itaipu

e a ponte Rio-Niterói foram

construídas, mas o endividamento

público também crescia

Juscelino tinha como uma das

suas bases para desenvolver a

indústria o capital estrangeiro, o

que endividou o Brasil, mas com a

reforma tributária e a criação dos

fundos de poupança compulsória

como PIS, PASEP e FGTS, o país

vivenciou o “milagre brasileiro”,

que permitiu melhores taxas de

a ascensão de um pensamento

neoliberal ao poder e, com

a Nova Política de Indústria

e Comércio Exterior (PICE),

mudou a prioridade do plano

industrial de expansão de

capacidade produtiva e de

substituição de importação

para o estímulo à competição

e a busca da competitividade

como objetivos empresariais.

Isso afetou diretamente o

setor automobilístico, já que

antes exisitiam restrições de

importação e taxações proibitivas

para carros importados.

Na PICE de Collor, divulgado em

junho de 1990, originalmente

tinha duas linhas de ação: uma

política de competitividade e

uma política de concorrência. A

primeira era destinada a apoiar

empresas em seus esforços para

aumentar eficiência e leválas

a promover transformações

que estivessem de acordo com

a terceira revolução industrial

e tecnológica. Já a segunda era

constituída de dois pilares, que

eram a abertura comercial e

incentivo a competição nacional

e desestímulo às práticas de

monopólio.

Foto: Ubirajara Dettimar/Agência Brasil)

exportação.

8

9



Anos depois, no governo de Lula,

o crédito foi incentivado, junto

de aumentos da massa salarial,

o que beneficiou a indústria

10LULA

automobilística e permitiu um

crescimento de 5% às montadoras,

em 2011. As Diretrizes de

Política Industrial, Tecnológica

e de Comércio Exterior (PITCE)

do governo lula foi publicado em

novembro de 2003 e era dividido

em três frentes: linhas de ações

horizontais, opções estratégicas

e atividades portadoras de

futuro - cada uma com setores e

metas prioritárias.

As linhas de ações horizontais

abrangiam a inovação e

desenvolvimento tecnológico,

inserção externa, modernização

industrial e melhoria do ambiente

institucional e ampliação da

capacidade e escala produtiva. As

opções estratégicas abarcavam

os fármacos, semicondutores,

softwares, bens de capital e

medicamentos, enquanto as

atividades portadoras de futura

contemplavam a biotecnologia,

nanotecnologia, biomassa,

energias renováveis e atividades

relativas ao protocolo de Quioto.

Cada um dos eixos e metas tinham

suas medidas correspondentes,

como promoção de legislações que

criassem um ambiente inovador

e competitivo, financiamento de

pesquisas pelo BNDES, incentivo

ao conhecimento por meio da

ampliação de bolsas de pesquisa,

entre outras.

O atual governo prioriza

a exportação de produtos

primários e, de 2018 até

2019, houve uma queda de

1,1% na produção industrial

brasileira, interrompendo dois

anos positivos seguidos. Sobre

o assunto, Fausto Augusto

Junior, diretor técnico do Dieese

(Departamento Intersindical

de Estatística e Estudos

Socioeconômicos), diz: “se a

gente não mudar vamos ter um

país que se transforma numa

grande fazenda. A pauta da

indústria transcende o setor,

tem a ver com a lógica de

desenvolvimento do país”.

Foto: Ricardo Stuckert/Agência Brasil)

Sempre à frente com

disposição e profissionalismo

ANUNCIO

26 de novembro

Dia do Balconista

de Autopeças

Agradecemos a você balconista, que com muito empenho se mantém atualizado das novidades e tendências do mercado

de autopeças oferecendo a melhor opção ao cliente. Conte com a qualidade dos Filtros Originais MANN-FILTER e esteja

sempre à frente para atender desde veículos importados até veículos da frota nacional circulante além de Filtros Originais

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MANN-FILTER Brasil

11



História

Finalidade

WIKIPEÇAS

O

pistão é parte essencial do carro

e indispensável do motor. Sem ele,

o carro nem se moveria. Ficaria

parado e o motor não passaria de

um bloco de metal sem grande

utilidade. Os motores nem sempre

tiveram um pistão. Difícil imaginar

algo que possa ser chamado de

motor sem essa peça, né?

A primeira máquina que tinha partes

móveis e usava um pistão foi uma evolução

daquela de Savery. Inventada por Thomas

Newcomen, em 1712, o motor a vapor

de Newcomen ou pistão de Newcomen

aproveitava a pressão atmosférica e foi o

primeiro dispositivo capaz de usar vapor

e transformá-lo em trabalho mecânico.

Este trabalho, que é a força realizada que

Sua finalidade é comprimir a mistura

de ar e combustível para queima e

transferir a energia gerada pelo gás

que se expande para o virabrequim. É o

pistão que inicia o trabalho mecânico,

entrega torque e aceleração ao veículo.

produz movimento, era mais eficiente do

ISTÃO

que o sistema que usava o vácuo. Depois

veio Cugnot que, com outro motor a vapor,

em 1769, foi o primeiro a transformar

o trabalho de um pistão em movimento

rotativo. Era um veículo, destinado

Material

Os pistões antigos eram feitos de

ferro fundido e com o passar dos anos

principalmente à carga de canhões, que

foram feitos estanhados e niquelados.

podia carregar até 4 toneladas em uma

A metalurgia rudimentar da época não

velocidade de 4 km/h. Já em 1816, Robert

permitia pistões melhores e era esse

Stirling inventou o motor Stirling, que

atrito somado a temperaturas elevadas

também funcionava com um pistão. Sua

que levavam às constantes explosões

inovação foi a segurança em relação aos

nos motores. Atualmente, a cabeça

anteriores. No ano de 1867, Nicolaus Otto

do pistão pode chegar a 300°C e por

inventa um motor atmosférico e alguns

isso é fabricado em alumínio ou liga

anos depois, com a ajuda de outros dois

de alumínio, que é mais leve e dissipa

Antes dele

inventores, o motor 4 tempos.

melhor o calor.

O pistão está intrinsicamente totalmente ligado a uma

máquina, geralmente uma bomba ou um motor, logo, é

impossível falar de um sem falar da outra. Não se tem

registros de muitas máquinas que funcionavam sem um.

O inglês Thomas Savery patenteou o que seria o começo

de um motor a vapor em 1968, sua máquina usava o

vácuo, gerado pelo aquecimento e resfriamento de

vapor, para sugar a água de minas para fora delas.

12

13



S MELHORES

PLACA PRETA DO

BALCONISTA S/A

Uma coletânea com os cinco placa preta mais

icônicos que já apareceram na revista. e foi

(Foi bem difícil escolher só 5, viu?)

14

15



MAVERICK 74

Modelo - Maverick

Série - GT

Marca – Ford

Proprietário: José Rogério

Ano - 1974

País - Brasil

Motor – V8 302 5.0

Cor – Amarelo

Anos de produção – 1973 a 1979

Versões: Luxo, Super Luxo e GT

Potência: 199 cv

Vel. Máxima: 200 Km/h

O dono desta máquina desejada por tantos é o

Maverick gosta de sair com ele sempre que pode.

metroviário José Rogério, que teve dois Mavericks

“Tem gente que deixa o carro o quanto mais

antes de conseguir colocar as mãos no seu GT

imaculado possível. Eu não. Sempre quando tenho

74. O primeiro foi aos 24 anos que na época era

oportunidade de sair com ele eu dou uma volta. Eu

apelidado de geladeira por ter uma cor azul-bebê.

trabalho muito de fim de semana e de madrugada,

A geladeira dava trabalho, tinha uma estrutura

então é perfeito para andar com ele pelas ruas,

ruim e sempre que chovia era preciso deixá-lo no

já que elas estão mais vazias. Aí dá para curtir o

sol e colocar toalhas, mas nem por isso abandonou

barulho do motor. Pego estrada com ele, já fui até

o sonho de ter um carro como aquele.

Peruíbe (SP) com esse Maverick”, conta.

No Brasil, o Maverick foi apresentado no Salão

“O carro está à venda? Sempre tem alguém que vê

de Automóvel de 1972, mas foi só em 1973 que

o carro e me pergunta isso (risos). Às vezes vou na

o primeiro saiu de uma linha de montagem e foi

loja de um amigo e depois que deixo o carro lá vem

fabricado de 73 a 79. José Rogério é diferente

gente perguntando por três dias se está a venda

dos colecionadores que deixam o carro como peça

e o preço. Eu não venderia. Realizei um sonho de

16

de museu para ser apenas admirado, o dono do

botar ele na estrada”.

17



PUBLIEDITORIAL

MANN-FILTER

LANÇA 150 NOVOS FILTROS EM 2020

Apesar de um primeiro semestre desafiador em virtude da crise mundial, empresa disponibiliza

novos modelos para atender aplicações do mercado.

A MANN-FILTER, uma das marcas

do grupo MANN+HUMMEL a maior

fabricante do mundo em soluções

de filtragem, lançou em 2020,

cerca de 150 novos filtros. Entre as

aplicações estão novos itens para

as linhas: leve, pesada, agricultura,

construção e industrial.

Apesar da crise que se instalou em

todo o mundo no primeiro semestre

deste ano, este período se mostrou

uma oportunidade para rever

projetos e acelerar a liberação de

novos produtos.

Segundo Fabio Moura, Diretor de

Vendas e Marketing para o mercado

de reposição da MANN+HUMMEL,

“Este período de quarentena foi o

momento de rever as estratégias

traçadas e colocar o plano em

prática para tornar nossos projetos

mais ágeis a fim de melhorar cada

vez mais a cobertura da frota de

veículos e equipamentos fora de

estrada. Com isso oferecemos filtros

com a qualidade de equipamento

original para atender as exigentes

demandas de nossos clientes. ”

Os lançamentos chegam para

completar o portfólio de produtos

e trazer soluções inovadoras em

sistemas de filtragem para atender

as demandas mais exigentes

das modernas motorizações de

veículos leves e equipamentos

para o serviço pesado.

Os elementos filtrantes da

linha leve vieram para atender

aplicações em veículos importados

como Audi; BMW; Porsche e Volvo.

Além dos veículos nacionais de até

5 anos: GM Onix; Renault Kwid,

Captur, Sandero e Logan; Fiat Argo,

Cronos E Siena.

Os destaques seguem para a

linha de Pick-ups, veículos leves

comerciais e também filtros de

cabine com destaque para a nova

linha de filtros originais Frecious

Plus considerada a evolução para

filtros de cabine.

Além disso, retém partículas

finas, partículas em suspensão e

evita a entrada de gases nocivos

para dentro da cabine do veículo.

Também impede o crescimento

de bactérias e fungos, elevando

a qualidade do ar no interior do

carro e ajudando no combate das

principais doenças respiratórias.

Já os filtros para as linhas pesada

e agricultura complementam o

portfólio de produtos para atender

as principais aplicações do mercado

e trazem soluções inovadoras

para filtros do ar-condicionado,

ajudando a proteger a saúde dos

operadores durante a aplicação de

defensivos agrícolas durantes as

safras.

POWERED BY:

18

19



OPALA 78

Fábio Baltazar é um entusiastas

de carros antigos. Era dono de

um Opala Comodoro 1983, mas

estava mesmo em busca de um

modelo mais antigo. O entusiasta

por carros antigos já tinha um

Opala Comodoro 1983, mas estava

O carro foi apresentado no dia

23 de novembro de 1968. A GM

queria lançar um carro totalmente

brasileiro, que fosse do gosto do

consumidor nacional. A montadora

então trabalhou num projeto que

combinava os alemães Opel Rekord

Placa Preta, com a ajuda do Opala

Clube ABC. Ainda assim o dono

busca alguns detalhes, como os

frisos, mas as peças são caras.

Fábio diz que só vende o carro se

for por uma oferta muito boa e que

Modelo - Opala

Série - Luxo

Marca – Chevrolet

Proprietário: Fábio Baltazar

Ano - 1978

País - Brasil

Motor – 6 cilindros 250 4.1

Cor – Creme

Anos de produção – 1968 a 1992

Versões: Standard, Luxo, Gran

Luxo, SS, Caravan, Comodoro,

Diplomata e Caravan Comodoro

Potência: 140 cv

Vel. Máxima: 174 Km/h

a procura de um espécime mais

C e Opel Commodore A, com o

não teria outro placa preta porque

antigo. Foi um amigo que viu,

Chevrolet Impala. Nascendo um

dá muito trabalho, a não ser que

num grupo de Facebook, o Opala

carro muito admirado, o Opala, que

fosse para ter o Caravan porque aí

de Luxo, 1978. Parecia em boas

foi fabricado de 68 a 92.

teria onde dormir caso a esposa o

condições e o preço estava bem

colocasse pra fora.

interessante. Fábio foi atrás.

O processo de restauração foi

“Liguei pro vendedor, negociei,

minucioso e trabalhoso porque

comprei, paguei, e só fui ver

as peças pro carro são difíceis

efetivamente o carro no dia

de encontrar. O dono fez todo o

seguinte”

processo para transformá-lo em

20

21



CHARGER

R/T

3Ricardo Orsetti, responsável pelo

setor de compras da Domínio Auto

Peças, é o dono deste maravilhoso

carro. Ele já teve outros antigos:

um Chevette e um Impala 61. A

paixão pelo modelo foi influência

do pai, que teve dois ou três

modelos do carro e sempre dizia

que iria comprar um.

Ele se deparou com alguns donos

de modelos diferentes ao longo

do caminho e não conseguia ter o

seu, mas insistiu e depois de tanto

procurar, encontrou Charger R/T.

Foi ver o carro na Mooca e depois

que comprou quase não mexeu

nele.

O carro foi produzido

pela Chrysler, montadora norte-

Modelo – Charger R/T

Série - Luxo

Marca – Dodge

Proprietário: Ricardo Orsetti

Ano - 1973

País - Brasil

Vel. Máxima: 180 Km/h

americana, que em 1967 assumiu

as operações da Simca no Brasil.

O objetivo era fazer um carro com

alma esportiva e conforto para

bater de frente com o Opala SS,

Maverick GT e o Galaxie.

“Eu vou a encontros de Dodge

Charger do Mopar Clube Brasil. Eu

acabo levando ele em eventos em

Jundiaí. O mais longe que eu andei

na estrada com ele foi até Águas de

Motor – V8 318 5.2

Cor – Branco Gelo

Anos de produção – 1970 a 1980

Versões: Charger, Charger R/T,

Charger R/T LS

Potência: 215 cv

Lindóia (aproximadamente 190 km).”

Ricardo é do tipo de pessoa

que gosta de colocar o carro pra

funcionar e percorrer longas

distâncias com ele, não deixa o

carro empoeirando na garagem

e diz que o carro é do pai, na

verdade. A admiração pelo Charger

R/T atravessa gerações, passando

pelo seu pai, por ele e agora pelo

seu filho pequeno.

22

23



CORVETTE

STINGRAY 350

Modelo – Corvette Stingray 350

Série - Stingray

Marca – Chevrolet

Proprietário: Guilherme Fernandes

Ano - 1976

País – Estados Unidos

Motor – V8 289 5.7

Cor – Chocolate

Anos de produção –

1969 a 1976

Potência: 180 cv

Vel. Máxima: 190 Km/h

24

4

Gulherme Fernandes, diretor

de finanças e dono de um

Corvette cor chocolate, teve

sua paixão despertada pelo

modelo quando ainda era

menino. Tinha 14 anos e vivia

nos Estados Unidos quando

conheceu um amigo da família

que colecionava Corvettes.

A coleção começou

a crescer e, como

não tinha mais espaço na casa

dele, começou a estacionar

na garagem da minha casa.

Aí pra se apaixonar

foi fácil

O superesportivo com mais de

60 anos de idade, que está

atualmente na oitava geração, é o

veículo que está a mais tempo em

produção no mercado automotivo.

Ele foi apresentado como carro

conceito no Motorama, uma feira

norte-americana antiga, mas

ninguém imaginava que ele se

tornaria tão popular e bateria os

europeus que, na época, eram os

preferidos.

O dono do carro não tem

medo de usá-lo, vai duas vezes

por semana ao trabalho com ele e

ainda pega estrada com comboios.

Ele pretende deixar o carro pro

filho e, assim que o rapaz tiver

idade para guiar, vai deixá-lo

pegar e dirigir o carro.

25



MUSTANG

FASTBACK 289

Modelo – Mustang Fastback 289 Motor – V8 289 4.7

Série – L-82

Cor – Dark Moss Green

Marca – Ford

Anos de produção – 1964 a 1973

Proprietário: Marco Coelho

Potência – 228 cv

Ano - 1967

Vel. Máxima – 207 Km/h

País – Estados unidos

Marco Coelho, dentista de 44 Como a maioria, a paixão de Marco

anos, procurou o carro durante começou ainda criança quando

aproximadamente 10 anos e ganhou um Mustang da Matchbox

acredita ter visto todos que tinham

no mercado até encontrar o que

pôde chamar de seu nas mãos de um

coronel da polícia militar. Conta que a

procura valeu a pena porque, mesmo

tendo demorado tanto, encontrou

o modelo em perfeitas condições e

não precisou mexer em nada.

e colocou na cabeça que queria ter

aquele carro. O proprietário desta

lenda norte-americana também é

apaixonado por filmes e isso faz

com que goste mais ainda do carro

que tem. A cor do seu Mustang

Fastback é da mesma cor do que

foi usado no filme Bullit, de 1968.

Eu sou louco por esse

filme. Quero um dia

comprar um Dodge Charger, o outro

carro envolvido na perseguição, e

fazer a dupla perfeita.”

O dono desta máquina aproveita

os fins de semana para dirigila

com um grupo de amigos que

fazem parte de um clube de carros

antigos, geralmente viagens

curtas, de 150 km, ida e volta

para buscar algum lugar legal para

tomar um café da manhã.

26

27



MOTOR

Alfa Romeo

V6 “Busso”

Poucas empresas têm têm reputação como

a Alfa Romeo. Esta montadora italiana se

destaca como uma empresa que sempre

colocou uma dose adicional de paixão em

seus veículos. O Busso V6 saiu em 1979 e

foi introduzido no Alfa 6. Inicialmente, era

um 2.5 (158cv), mas depois variou de 2.0 a

3.2. Os carros da Alfa Romeo ficaram muito

famosos devido a esse motor, que hoje é

cultuado por muitos. Este motor leva esse

apelido em homenagem ao seu criador.

1975

O V6 “Busso” é o motor de concepção e

produção 100% Alfa Romeo mais recente.

Seu estudo, experimentação e construção

aconteceram na fábrica da Alfa em Arese

e foi encerrada em 2005. Este motor teve

muitas variantes entre 1979, ano em que

foi aplicado, na versão 2.5 do sedã Alfa 6,

e 2005. O motor se mostrou eficiente para

diversos modelos e os primeiros estudos

datam de 1968, quando começou a rodar

o primeiro protótipo do motor desenhado

por Giuseppe.

1984

O motor também está presente no Alfa 90

de 1984 e no 75 2.5 V6 de 1985. Neste

período surgiu a versão 3.0 de 192 cv, que era

destinado à versão top de linha do Alfa 75, que

foi produzido até 1991. O Alfa 75 levava este

nome em comemoração ao aniversário de 75

anos de produção da montadora.

1980

Em 1980 surge o Alfetta GTV6 2.5, que graças ao menor peso

comparado ao Alfa 6, acelerava de 0 a 100 km/h em 8 segundos

com um motor de 162 cv. A velocidade máxima era de 220 km/h,

mas a fabricante declarava apenas 205 km/h e com este carro o

elaborado motor V6 Busso ajudou a ganhar três Campeonatos

Euroturismo.

1987

A revolução aconteceu com o Alfa 164 de 1987,

devido à tração dianteira, o V6 Busso é colocado

transversalmente e não longitudinalmente com

bastantes modificações, mas mantendo a essência.

Com este novo layout o V6 Alfa continua sua jornada

mesmo após a Fiat Auto se tornar proprietária da Alfa

Romeo e o motor se fez presente em carros como o

Lancia Thema, Thesis e até no Fiat Croma. Ao longo

do tempo surgiu a versão 2.0 Turbo, com potência

variando entre 200 e 215 cv, e a versão 3.0.

28

29



1992

Em 1992 surge o Alfa 155, um compacto que foi

produzido até 1997. Mas é em 1993 que o motor

Busso expressa seu potencial derrotando os carros

alemães no DTM, uma categoria de corrida de carros

de turismo que era baseado na Alemanha, o que

contribuiu para consagrar o motor no mundo do

automobilismo mundial.

UM POUCO SOBRE GIUSEPPE BUSSO

Giuseppe Busso nasceu em 27 de abril de 1913 em Torino e estudou engenharia na Universidade Politécnica

de Torino. Começou sua carreira em 1937, ano em que trabalhou na divisão técnica de motores aeronáuticos

da Fiat e posteriormente foi para a divisão de locomotivas da mesma empresa, onde trabalhou até 1939, ano

em que foi recrutado por Wilfredo Ricart, chefe de projetos especiais da Alfa Romeo.

No cargo novo, a tarefa do engenheiro era criar motores de corrida para a marca, mas a Segunda Grande

Guerra interrompeu seu trabalho e quando esta acabou seu cargo tinha sido ocupado por Gioacchino Colombo.

Quando começou a trabalhar para a Alfa, colombo recebeu um convite de Enzo Ferrari para desenvolver um

motor V12 para o modelo 125 S, mas isso significaria redução de salario, já que a Ferrari estava começando.

Colombo decidiu trabalhar no motor nas horas vagas e recomendou Busso para ser o supervisor.

2001

A primeira ideia de Giuseppe foi o motor DOHC de quatro cilindros em linha 1.9 usado no Alfa Romeo 1900,

que foi desenvolvido a partir de sua experiência prévia com aeronaves, mas mesmo que o motor fosse

bom não foi o melhor trabalho do engenheiro que em 1970, alguns anos antes de sua aposentadoria,

desenvolveu o seu motor V6.

A máxima de produção ocorre em 2001 quando

a versão 3.2 foi apresentada para o Alfa Romeo

156 e 147 GTA, que foram fabricados até 2005,

ano que marca o encerramento de produção

dos motores Busso. O motor, que tinha 250 cv

e fazia o 147 GTA chegar a 250 km/h, colocou

estes modelos entre os mais potentes com

tração dianteira.

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31



FATOS E

BOATOS

O conversível é um estilo de automóvel que desperta o

interesse de muitos apaixonados por carros pelo mundo

inteiro. Sua essência luxuosa e ao mesmo tempo aventureira

costuma atrair olhares por onde passa. Descubra abaixo

alguns fatos e boatos sobre ele:

F A T O S

Gera mais

potência

Se o carro comum, de motor com 4

cilindros, tiver cada um a capacidade

de meio litro, o total vai ser de 2

litros, configurando assim um carro

“2.0”. Em um motor de combustão

interna mais cilindros significa mais

explosões acontecendo, ou seja, mais

energia gerada e é isso que torna o

motor em “V” diferenciado. Com esses

cilindros extras um carro V8 como o

Maverick GT pode chegar a 4.950 cm³

de cilindrada, ou seja, um “4.9”.

Gasta mais

combustível

Geralmente esse motor é muito forte e como consequência desses litros extras que ele é capaz de receber nos cilindros o

motor vai realmente consumir mais combustível. O que também acontece é os donos desse carro pisarem com um pouco mais

de vontade no acelerador por causa do ronco bonito do motor.

B O A T O S

O formato em V

gera mais potência

Os motores de 4 cilindros estão dispostos “em

linha” diferente dos motores em “V”, sejam V6

ou V8, que têm metade dos cilindros de um lado

e a outra metade do outro, juntos na base em

um ângulo entre 60° e 180° o que dá o formato

de V. A configuração do motor em si não afeta

a potência do carro, o que acontece na verdade

é que o motor em “V” permite a disposição de

mais cilindros do que o motor “em linha”.

O motor é diferente

Fora a disposição e a capacidade, não é. Ao contrário do que

alguns pensam, o funcionamento é o mesmo, ainda é um motor

4 tempos. Na admissão, com o pistão no topo, a válvula de

admissão se abre e o pistão desce para permitir que o cilindro

se encha de ar e gasolina. Feito isso começa a compressão, a

válvula de entrada se fecha para o pistão subir e comprimir essa

mistura. Assim que o pistão atinge seu ponto máximo a vela

de ignição solta uma faísca e começa a combustão. A explosão

gerada emite gases e a energia cinética gerada por eles empurra

o pistão para baixo. Depois disso o pistão sobe novamente e a

válvula de exaustão é aberta e os gases resultantes da queima

são expelidos. A válvula de saída se fecha e a de entrada se abre

e o processo reinicia

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34

35



Segundo IBGE, 37,9% das 3,4

milhões de empresas brasileiras em

funcionamento no país perceberam

um impacto pequeno ou inexistente

devido a pandemia na segunda

quinzena de agosto. Outros 33,5%

relataram efeito negativo e 28,6%

efeito positivo. Em agosto 47,5%

das empresas do ramo automotivo

perceberam efeito positivo decorrente

da pandemia, 28,5% efeito pequeno

ou inexistente e 23,9% negativo

Empresas pequenas, com até 49

funcionários sentiram mais o impacto

– 33,7% das empresas sentiram

efeitos negativos – do que grandes

companhias com 50 a 500 funcionários,

por exemplo, que registraram quedas

pequenas – 22,8% sentiram efeitos

negativos.

2020

NO BALCÃO

Balconistas do Brasil inteiro falam da

pandemia e dos desafios para ao longo de

um ano que mudou o mundo

Os dados fazem parte da última

pesquisa Pulso Empresa: Impacto da

Covid-19, da segunda quinzena de

agosto. Na primeira publicação o IBGE

mostrou que 1,3 milhão de empresas

brasileiras tinham encerrado ou

suspendido suas atividades nas

primeiras duas semanas de junho

e que deste total 522 mil foram

motivados pela pandemia.

Os dados fazem parte da pesquisa

Pulso Empresa: Impacto da Covid-19,

que foi lançado em julho e é publicada

quinzenalmente. Na primeira

publicação o IBGE mostrou que 1,3

milhão de empresas brasileiras

tinham encerrado ou suspendido suas

atividades nas primeiras duas semanas

de junho e que deste total 522 mil

foram motivados pela pandemia.

Por conta disso tudo, o Balconista

S/A decidiu trazer experiências de

balconistas de diferentes estados

para falar sobre a vivência de

cada um sobre este período, o que

estão fazendo para se manterem

funcionando e o que esperam do

futuro.

Nome: Solange

Idade: 40 anos

Tempo de Balcão: 10 anos

Estado: São Paulo

Cidade: Mairiporã

Loja: Solecar

Como você começou

a trabalhar no ramo?

Nunca imaginei que trabalharia

com o universo automotivo. Já trabalhei

como recepcionista e vendendo

mármores, mas sempre tive o desejo

de ter meu próprio negócio. No começo

a ideia era fazer algo voltado para o

público feminino, mas conversando com

meu marido, que é mecânico, cheguei

a ideia de trabalhar no ramo porque

tinha potencial.

Como foi o começo?

Tive que estudar muito,

fazendo cursos e palestras. A gente

começou com uma loja pequenininha,

eu não tinha clientes. Meu primeiro

cliente foi minha própria oficina.

Como a pandemia afetou você?

Antes da pandemia a gente

tinha 10 funcionários, mas tive que

reduzir para seis.

O que mudou do começo da pandemia

até o momento?

No começo eu fiquei assustada.

Em abril e maio a gente sofreu uma

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37



queda de 40% nos rendimentos e

nesse momento tive que dar férias

para alguns funcionários.

“Depois do período todo de férias

eu acabei tendo que demitir alguns,

infelizmente.

No começo de junho e julho

as coisas melhoraram e os

rendimentos voltaram para 80% do

que era gerado antes.

Como foi a adaptação, as pessoas

respeitaram o uso de máscaras e

álcool em gel?

A gente colocou álcool em

gel no balcão e só podia entrar

de máscara, mas algumas pessoas

apareciam para comprar sem

máscara, então disponibilizamos

máscaras descartáveis.

Você acha que é possível tirar

algo de bom do que estamos

vivendo?

A incerteza e a insegurança

me preocupam, mas acredito que

isso veio para a gente dar um

pouco mais de valor às pequenas

coisas e aos detalhes na vida

profissional e pessoal. Serve para

pensar um pouco mais na gente, na

família e no próximo. Acredito que

as pessoas vão mudar pra melhor,

elas vão voltar com mais garra e

mais força pra vencer.

Nome: Elicesar José da Silva

Idade: 47 anos

Tempo de Balcão: 32 anos

Estado: Goiás

Cidade: Goiânia

Loja: Só Eletro Injeção

Como você começou

a trabalhar no ramo?

Comecei no ramo em 1986.

Minha primeira experiência foi quando

abri uma loja de auto peças com minha

família, mas dos que começaram só eu

segui.

Como foi o começo?

Tive que estudar e consultar

muito catálogo até definir no que eu ia

me especializar: injeção, carburação e

elétrica.

Como a pandemia afetou você?

Eu estou presente em todas as

plataformas. Já fiz vendas até para o

Uruguai, Chile. Me surpreendi com as

vendas feitas nestas plataformas. As

vendas aumentaram, nunca vendi tanto

quanto nesses últimos 3 meses.

Os correios não fecharam. Fui atender melhor

e com mais qualidade nas plataformas. Enchi

com mais variedade e mais itens

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39



O que mudou do começo da

pandemia até o momento?

Nos primeiros 15 dias de

pandemia eu dei férias para minha

equipe e permaneci sozinho. Eu

ia na empresa duas vezes por dia:

uma para separar as mercadorias

para serem despachadas e outra

para despachar as mercadorias.

A inadimplência aumentou e eu

tive que reduzir as vendas no

atacado, então parei de vender pros

canseira e comecei a fazer acordos.

Quem não podia me pagar porque

o movimento estava fraco ganhava

um desconto no valor total, mas o

pagamento da dívida era a vista

Eu não fechei nenhum dia, precisei

desligar duas pessoas da equipe

pra não complicar lá na frente, mas

consegui manter um vendedor e

contratei um menor aprendiz

Como foi a adaptação, as pessoas

respeitaram o uso de máscaras e

álcool em gel?

Na loja não é permitido

entrar sem máscara e no balcão

tem álcool em gel. As pessoas no

geral respeitam, mas sempre tem

uns que não entendem.

que sem ela não tinha como. Ele

mandou eu enfiar a peça naquele

lugar que eu não preciso nem falar.

Complicado.

Ele disse ainda que ia me processar

porque eu estava me recusando a

vender pra ele e que eu estava

infringindo uma lei, mas ele

também estava.

Sua família foi

afetada de alguma forma?

Eu perdi uma tia de 62

anos. Presenciei o que eu nunca

imaginei. A gente vê aqueles filmes

no cinema em que as pessoas são

enterradas em sacos plásticos.

Horrível. Nós somos nove irmãos e

no funeral liberaram só 10 pessoas

através de sorteio e não podia

ficar perto do caixão. O funeral

aconteceu dentro do carro. Não

podia sair.

Nome: Santiago Segalla

Idade: 31 anos

Tempo de Balcão: 10 anos

Estado: Mato Grosso

Cidade: Cuiabá

Loja: Segalla Auto Peças

Como você começou

a trabalhar no ramo?

Meu irmão trabalhou cinco

anos em outra auto peças e surgiu o

interesse de abrir a própria. Aí, em

2009, ele me chamou para ser sócio.

Como foi o começo?

No começo meu irmão era

vendedor e eu era entregador,

conforme a loja foi ficando conhecida

e ganhando clientela eu passei para

vendas e contratamos pessoas para

ajudar. O ramo é muito técnico, é preciso

estudar os catálogos e visitar oficinas

para entender o funcionamento dos

carros, das peças que vende e onde vai

cada coisa.

Aconteceu algum caso durante

a pandemia que te chamou

atenção?

Um dia um cliente veio

comprar uma peça que só eu tinha,

mas ele estava sem máscara e eu

não vendi pra ele. Ele ficou bravo,

começou a contar e esfregar o

dinheiro na nossa cara.

Aí eu disse que se ele entrasse

de máscara ele seria atendido na

maior boa vontade do mundo, mas

O ramo é muito técnico, é preciso estudar os

catálogos e visitar oficinas para entender o

funcionamento dos carros, das peças que vende

e onde vai cada coisa.

40

41



Como a pandemia afetou você?

Aqui no Mato Grosso,

no interior principalmente, a

pandemia quase não afetou.

Teve um fechamento na primeira

Nome: Anderson

Idade: 40 anos

Tempo de Balcão: 20 anos

Estado: Pará

Cidade: Belém

Loja: Casseb

semana, mas a gente trabalhou

com a loja fechada. Ficamos quatro

dias com entrega ou retirada. A

gente aproveitou o momento para

fazer a conferência do estoque e

na semana seguinte tudo voltou ao

Como você começou

a trabalhar no ramo?

Comecei com 20 anos no estoque e hoje

estou na gerência. Faço compra, venda,

troca, tudo que precisar.

normal.

Nesse período as vendas cresceram,

as pessoas não estão comprando

carros novos então elas optam por

reparar o delas ou trocar por um

seminovo mais novo que o que eles

já tem.

O que te fez querer entrar no ramo?

Eu fiz curso de mecânico diesel e

sempre tive interesse por essa área.

Quando eu tinha nove ou dez anos meu

pai tinha um barco de pesca e eu sempre

estava lá com ele. Ele comprou um motor

industrial e foi transformado num motor

A gente ficou sem nenhum vendedor

marítimo.

porque na mesma semana todos

pegaram o Covid-19. Então eu e

meu irmão fomos para o balcão e

instalamos um sistema de home

office.

Como a pandemia afetou a loja?

A loja está sempre cheia, mas

durante a pandemia ficou mais cheia

ainda.

Tem alguma coisa que te

preocupa?

A falta de mercadoria e a alta dos

preços. É necessário ir atrás de

fornecedores diferentes porque

algumas peças estão muito caras

e se tornam inviáveis de serem

colocadas no balcão.

e se havia álcool em gel no balcão.

No início era preciso chamar a

atenção de alguns clientes, mas

as pessoas passaram a respeitar

as normas mais rápido do que eu

imaginava.

Você acha que é possível tirar

algo de bom do que estamos

Qual foi a maior dificuldade?

A maior dificuldade foi ter ficado

afastado durante quatro dias da empresa

porque estava sentindo muita dor, e

também o rodízio adotado na empresa.

Eu trabalhava uma semana no período da

manhã e na outra no período da tarde,

mas tinham clientes que queriam ser

atendidos por mim.

de máscaras e o álcool em gel dentro

da loja. Mas na fila na fila do lado de

fora as pessoas não querem saber de

distanciamento.

Como foi a adaptação, as pessoas

respeitaram o uso de máscaras e

álcool em gel?

Fiscais passavam para checar se as

pessoas estavam usando máscaras

vivendo?

O ser humano vai se cuidar

mais na alimentação e do que ele

usufrui para que daqui quatro ou

cinco anos a gente não viva uma

pandemia dessa de novo.

Como foi a adaptação, as pessoas

respeitaram o uso de máscaras e

álcool em gel?

Para a segurança de todos

adotamos as medidas necessárias de

distanciamento, marcações no chão, uso

Você acha que é possível tirar algo de

bom do que estamos vivendo?

O ser humano vai redobrar o

cuidado em casa, no carro e no trabalho.

Mesmo que não pegue a Covid-19 a falta

de higiene pode levar a outras doenças.

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Nome: João Sílvio Machado

Idade: 44 anos

Tempo de Balcão: 30 anos

Estado: Porto Alegre

Cidade: Lagoa Vermelha

Loja: Ferri Auto Peças

Como você começou

a trabalhar no ramo?

Comecei a trabalhar na loja que

trabalho hoje com 14 anos.

Como foi o começo?

Eu sempre gostei de mexer com

carro, era uma coisa que eu gostava de

fazer. Começou com uma curiosidade

e aprendi no dia a dia. Quando entrei

tinha pessoas com muito conhecimento

A pandemia impactou as vendas

negativamente?

A venda se manteve e até

aumentou um pouquinho, não teve

muita queda não.

pra colocar a máscara e passar álcool

em gel. Sem máscara não entra.

Qual tem sido a maior dificuldade?

A nossa maior dificuldade está

sendo receber mercadoria, os atacados

estão entregando pouco, tá faltando

muita coisa. Às vezes tem que fazer

três ou quatro pedidos pra vir um, mas

pelo menos está vindo.

Você acha que é possível tirar algo

de bom do que estamos vivendo?

Eu acredito que vai valorizar

mais o círculo de amizades e o contato

com as pessoas.

O que você espera do futuro?

A esperança é que tudo volte

a funcionar em harmonia e que as

pessoas sejam mais humanas, as

pessoas tem que aprender a ser mais

humanas.

O que mudou do começo da pandemia

até o momento?

No início teve uma queda e todo

mundo se assustou. Fechamos as lojas

e durante uma semana ficou totalmente

fechado as coisas por aqui. Depois

começamos a voltar devagarinho, com

a porta fechada, com restrições e hoje

estamos praticamente normalizados.

Como foi a adaptação, as pessoas

respeitaram o uso de máscaras e

álcool em gel?

No início, o pessoal, até por

não ter conhecimento, não queria

usar máscara nem álcool em gel. Mas

chegando aqui a gente chama atenção

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Nome: Ailton

Idade: 36 anos

Tempo de Balcão: 10 anos

Estado: Bahia

Cidade: Salvador

Loja: Delmar Auto Peças

Como você começou

a trabalhar no ramo?

Eu comecei por um acaso.

Eu não tinha nenhuma pretensão

de entrar no ramo de auto peças, foi

praticamente meu primeiro emprego.

Foi em 2003 quando eu entrei numa

empresa na parte de limpeza, aí o

rapaz me olhou, gostou de mim e disse

que ia me colocar como ajudante de

estoquista e com menos de dois anos

de estoquista eu já estava no balcão

Como foi o começo?

No início eu pegava os

catálogos, que pareciam uma bíblia,

levava pra casa e ficava estudando.

Mas isso você vai pegando no dia a dia.

O que mudou do começo da pandemia

até o momento?

Os dois primeiros meses foram

puxados, foi um baque forte, ali no mês

de abril teve uma redução de venda

drástica e a gente ficou até assustado.

Depois começou a dar uma estancada e

depois foi melhorando, na verdade. A

gente já tinha um serviço de delivery

com cinco motos, mas agora temos

oito e mais dois carros pra atender a

demanda.

As lojas tiveram que fechar, só podia

funcionar quem tinha delivery e

praticamente a única loja que tinha era

a que eu trabalho. Deve ter sido difícil,

a gente precisou se adaptar ao maior

volume e contratar mais gente, mas

já estávamos acostumado com esse

sistema.

Como foi a adaptação às normas da

pandemia?

A gente afere a temperatura,

mantém a distância do caixa e entre os

clientes, colocamos álcool em gel, foi

feito todo um protocolo de segurança

para zelar pela nossa segurança e

também pela do cliente.

O que esta sendo mais difícil?

Pra mim o mais difícil é atender

a demanda. São 15 pessoas falando

com você no WhatsApp perguntando da

peça, onde tá e se já saiu. O cansaço

é grande, mas de qualquer forma eu

levanto as mãos pro céu porque a

gente está vendendo.

Você acha que é possível tirar algo

de bom do que estamos vivendo?

Eu acho que pra tudo de ruim

tem um lado bom. O mais importante

é a valorização da vida e o amor o

próximo. Essa doença é pra qualquer

um, pode ser rico, pode ser pobre,

preto ou branco.

E outra coisa é a família. Às vezes as

pessoas moram na mesma casa, mas

são quase estranhas umas pras outras

e nessa quarentena as pessoas se

aproximaram mais dentro de casa, pai

com filho, mãe com filho, pai com filha,

mãe com filha e irmãos.

46

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OU

Para que serve?

Ele tem como função converter os gases nocivos

provenientes da combustão do motor em gases inofensivos,

visando reduzir a poluição e dano à saúde dos seres

humanos, animais e plantas. Os gases nocivos são os

hidrocarbonetos, em forma de gasolina não queimada, o

monóxido de carbono, formado pela combustão da gasolina,

e os óxidos de nitrogênio, que se formam quando o calor do

motor força o nitrogênio do ar a se unir com o oxigênio.

Como ele funciona?

O catalisador é feito de aço inoxidável para

suportar as altas temperaturas e dentro dele há um

núcleo cerâmico ou metálico poroso em forma de colmeia

- revestido por uma manta expansiva - cheio de metais

nobres como platina, ródio, paládio e molibdênio,

responsáveis por converter os gases nocivos em dióxido

de carbono água e nitrogênio.

C

O

N

V

E

N

C

I

O

N

A

I

S

Mais próximo do câmbio

Capa em aço inox

Mais barato

Mais comum

Tecnologia de aplicação dos metais

preciosos e do substrato cerâmico

aperfeiçoado

Conversor mais próximo

do motor

Início das reações

químicas acelerado

Vem junto do cano

coletor do motor

Capa em aço inox

M

A

N

I

F

O

L

D

Tecnologia mais antiga

Não é compatível com

todos os modelos

CATALISADOR

CONVENCIONAL

Fica embaixo do carro

CATALISADOR

MANIFOLD

48

49



SAIDEIRA

PIPOCA

1 - LOWRIDERS – A ARTE NOS CARROS

O filme conta a história de Danny, um jovem artista de rua de

East Los Angeles que está preso entre a obsessão do pai por

carros rebaixados, os problemas de seu irmão ex-criminoso

e sua necessidade de se expressar. Assim, ele vai usar seu

talento artístico para grafitar os capôs dos carros do pai para

ajudar o irmão a vencer uma competição de “lowriders”.

É comum que durante os momentos difíceis da nossa vida recorramos ás mais

diversas manifestações artísticas para aliviar a tensão e relaxar. Pensando em arte,

mas sem deixar de lado a nossa paixão por carros, nós separamos algumas dicas de

filmes, livros e aplicativos de design automotivo.

PRATELEIRA

Segredos do Design Automotivo

Escrito por Fernando Morita, um dos nomes promissores do design automotivo brasileiro, o livro,

que revela os aprendizados de Fernando em sua trajetória profissional,contribui para quem é

amante do design automobilístico e até para quem quer se especializar. Sendo o desenho uma

ferramenta essencial do designer, por representar sua arte, o livro apresenta diversos deles, que

mostram −entre outros detalhes− as diferenças das características dos carros, ao longo dos anos,

em suas respectivas épocas.

2 - RESTAURADORES DE RUST VALLEY

A série documental produzida pela Netflix aborda, em 3

temporadas, a história do colecionador Mike Hall e o seu

amigo Avery Shoaf em busca de carros clássicos para serem

restaurados, porém, não tem dinheiro para isso. A série traz

personagens legais e peças levemente planejadas dentro

da garagem. Talvez seu o diferencial seja o espírito genuíno

e engraçado de Mike, bem como as histórias divertidas e

restaurações impecáveis ao longo das temporadas.

3 - MIDAS DO FERRO-VELHO

A série original da Netflix tem o enredo centrado em uma loja

personalizada que basicamente tenta transformar cobre em

ouro. Em cada episódio, os proprietários da Gotham Garage

compram um carro de apenas US $ 1.000 e, através de várias

negociações, aquisições e personalizações, esperam vendê-lo

com um valor de seis dígitos. Os altos e baixos desse precário

modelo de negócios acabam dando origem a situações bem

inusitadas e divertidas.

ABC do Rendering Automotivo

O rendering é um dos mais poderosos meios de representação do profissional de design

automotivo e de produto. Nesta edição do ABC do Rendering Automotivo o leitor conta com um

passo a passo dos fundamentos do desenho à mão livre, mostrando o melhor das técnicas de

representação do design automotivo feitas por designers brasileiros. Com mais de 200 imagens

de sketches e renderings manuais e digitais, esta é, sem dúvida, uma referência essencial para

designers.

DOWNLOAD

1 - TUNING BRASIL 3D

Os aplicativos de tuning, ou melhor, personalização de carros, estão se tornando

cada vez mais comuns entre os amantes por design de automóveis. Um deles é

o Tuning Brasil 3D que, além de permitir as mais diversas personalizações nos

modelos automotivos brasileiros, ainda permite visualizar o carro em três ângulos

diferentes, o que deixa o aplicativo ainda mais sensacional. Disponível apenas para

Android.

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Fusca: O carro mais popular do mundo

Falando em design, não poderíamos deixar de fora o modelo mais popular do mundo, que ao longo

dos anos, foi passando por várias transformações em seu design! “Fusca: o carro mais popular

do mundo” O Fusca existe há décadas e continua emocionando as pessoas por onde quer que

passe. No livro, Richard Copping, conta a trajetória do Fusca em mais de sessenta anos de história,

desde a Segunda Guerra até a retomada da fabricação no Brasil dos anos 1990. O livro, que

possui centenas de imagens dos mais variados modelos, traça um retrato um retrato abrangente e

indispensável para todos os fãs do Fusca e do automobilismo em geral.

2 - 3D Tuning

3D Tuning é um simulador que oferece uma enorme variedade de carros diferentes

para personalizar e guardar em sua garagem. Neste aplicativo, o jogador irá

encontrar grandes marcas internacionais e seus principais modelos, podendo

selecionar partes específicas dos veículos para alterar as cores e o design de suas

peças. Disponível para os sistemas IOS e Android.

3 - CAR BUILDER

Já imaginou ter um carro totalmente personalizado do jeito que você queria? Pois

bem, para começar, é preciso ter em mente como seria o design desse carro, e nisso,

o Car Builder te ajuda. Nele, é possível escolher o modelo, a cor, as rodas, aerofólio,

escapamento. No final até rola um test-drive! O aplicativo está disponível apenas

para sistema IOS.



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