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Jornal das Oficinas 188

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jornaldasoficinas.com | JORNAL INDEPENDENTE DA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS LIGEIROS E PESADOS | DIRETOR | João Vieira

188

C

JULHO/AGosto 2021

PERIODICIDADE | MENSAL

ANO XVI | 3 EUROS CM

M

Y

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MY

CY

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PME EXCELÊNCIA AFTERMARKET 2020

UMA DISTINÇÃO

EM TEMPOS especiais

PÁG: 06

Nuno Garoupa

PÁG. 54

Ocupa o lugar de Business

Development Manager da GiPA, sendo

responsável pelo desenvolvimento do

negócio em Portugal

Joan Alcaraz

PÀG. 46

O diretor geral da TAB Espanha

revela que a marca conseguiu

criar em Portugal uma imagem de

produto de qualidade

Auto Três Emes

PÁG. 88

Com a realização da iniciativa

“Pequenos Pros” que contou com o

apoio da Impoeste, a Auto Três Emes

volta a inovar

Certificação RVCC

PÁG. 64

O processo RVCC - Reconhecimento,

Validação e Certificação de

Competências tem tido uma

excelente aceitação

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Editorial

188 Julho/Agosto

2021

Folha de serviço ......................................................................... 04

DESTAQUE

PME Excelência Aftermarket 2020 ..................... 06

OPINIÃO

Estelle Pereira, Roady .......................................................... 28

CAMPANHAS

VISU Aftermarket ..................................................................... 30

Power On ............................................................................................ 34

ENTREVISTAS

Antonieta Loureiro, Osram .............................................. 38

José Carvalho, Romafe ...................................................... 42

Joan Alcaraz, TAB ..................................................................... 46

António Mateus/Vítor Maia, Bendix ...................... 50

Nuno Garoupa, GiPA ............................................................... 54

Rui Mesquita, RM OIL ............................................................ 58

OFICINA DO MÊS

Bordalos Car ................................................................................... 62

FORMAÇÃO

Certificação RVCC ................................................................... 64

NOTÍCIAS

Empresas ........................................................................................... 68

Produto ................................................................................................ 80

Repintura ............................................................................................ 92

PRODUTO

Escovas limpa-vidros traseiras STC .................... 79

Betumes Evercoat ................................................................... 90

EMPRESA

Auto Três Emes ........................................................................... 88

CONSTRUIR

RELAÇÕES

Um dos erros que regularmente se vê no setor das oficinas independentes é a publicidade

que fazem, especificamente na imprensa local, de campanhas com ofertas que visam

atrair novos clientes. A maioria destas oficinas raramente avaliarão a eficácia de tais

campanhas ou analisarão o tipo de clientes que estão a atrair.

Quando promovem campanhas com ofertas dirigidas ao mercado em geral, não pensam

sobre como um cliente existente se poderá sentir se vir uma oferta que nunca lhe

foi oferecida. Todos já vivemos a experiência do nosso operador de telecomunicações oferecer condições

muito melhores a novos clientes do que a nós, que já somos cliente há vários anos. Esta forma

de marketing não funciona no setor das oficinas independentes, pois não conduz a uma fidelização a

longo prazo e faz com que estes potenciais novos clientes saltem de oficina em oficina.

Não vale a pena tentar atrair um grande número de novos clientes e prestar-lhes um serviço abaixo do

convencional, baseado num preço barato que pode causar graves danos à reputação da empresa. Poucas

oficinas compreendem o potencial dos clientes que já existem na sua base de dados. São eles que

tendem a comprar mais, são menos sensíveis ao preço e é menos provável que apresentem reclamações.

Para cativar e fidelizar estes clientes estabelecidos, a oficina tem de concentrar-se noutra forma de

comunicação, tendo como ponto de partida a sua própria base de dados e os clientes que esta inclui.

Deve começar por estabelecer uma ligação emocional ativa e interagir regularmente com os clientes

existentes. Só assim conseguirá aumentar a confiança e a fidelização que cria com eles.

Relembrar simplesmente os clientes de quando expira a inspeção periódica obrigatória dos seus veículos

é o mínimo que qualquer oficina independente deveria fazer. Relembrá-los de campanhas específicas,

tais como revisões de inverno ou do estado do veículo, se estiverem a planear viagens longas,

reforçará a ideia de que se preocupa com eles e os irá manter em segurança.

Ao fazer esta comunicação através de notícias de histórias de sucesso na empresa, tais como: organização

de eventos com fins beneméritos, realização de ações de formação ou a introdução de novos produtos

e serviços, irá reforçar a imagem da oficina junto dos seus clientes e criar relações a longo prazo com

eles. Esta estratégia irá ajudá-lo a criar constantemente um pequeno afluxo de novos clientes, através

de recomendações, em vez de publicitar campanhas com ofertas para obter novos clientes. Também

melhorará muito as hipóteses de prestar e exceder o elevado nível de serviço que esperam, porque não

será inundado por uma elevada quantidade de novos clientes que correm a aderir às ofertas.

Os seus clientes existentes tornar-se-ão os melhores embaixadores da oficina. Eles são o recurso mais

importante das organizações, juntamente com o pessoal. Sem eles, a empresa não pode existir. Para sobreviver,

prosperar e, possivelmente, expandir o negócio, o proprietário de uma oficina deve continuar

a receber novos clientes, mas, mais importante ainda, nunca deve negligenciar os clientes existentes ou

tomá-los como garantidos.

JOÃO VIEIRA | Diretor

DIRETOR JOÃO VIEIRA joao.vieira@apcomunicacao.com // DIRETOR COMERCIAL MÁRIO CARMO mario.carmo@apcomunicacao.com // GESTOR DE CLIENTES PAULO FRANCO paulo.franco@apcomunicacao.com

WEBMASTER ANTÓNIO VALENTE // ARTE HÉLIO FALCÃO // SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS E CONTABILIDADE financeiro@apcomunicacao.com // PERIODICIDADE Mensal // ASSINATURAS assinaturas@apcomunicacao.com

SEDE DA REDAÇÃO Bela Vista Office Estrada de Paço de Arcos, 66 2735 - 336 Cacém // TEL. +351 219 288 052 // GPS 38º45’51.12”N - 9º18’22.61”W // © Copyright Nos termos legais em vigor, é totalmente interdita

a utilização ou a reprodução desta publicação, no seu todo ou em parte, sem a autorização prévia e por escrito do JORNAL DAS OFICINAS // IMPRESSÃO LISGRÁFICA - IMPRESSÃO E ARTES GRÁFICAS, S.A. Estrada Consiglieri

Pedroso, 90 2730 - 053 Barcarena Tel. 214 345 400 // N.º DE REGISTO NA ERC 124.782 // DEPÓSITO LEGAL n.º: 201.608/03 TIRAGEM 10.000 exemplares

www.apcomunicacao.com

EDIÇÃO AP COMUNICAÇÃO // PROPRIEDADE JOÃO VIEIRA // SEDE PROPRIETÁRIO/EDITOR Bela Vista Office Estrada de Paço de Arcos, 66 2735 - 336 Cacém // GERÊNCIA João Vieira - Publicações Unipessoal, Lda.

PRINCIPAL ACIONISTA João Vieira (100% TEL. +351 219 288 052 // EMAIL geral@apcomunicacao.com // Consulte o Estatuto Editorial no site www.jornaldasoficinas.com

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto 2021 3


FOLHA

DE SERVIÇO

IPSIS

VERBIS

JOAN ALCARAZ

DIRETOR GERAL TAB ESPANHA

“TUDO AFETA O NEGÓCIO

DIÁRIO E TUDO TERÁ UM

IMPACTO DIRETO NO NEGÓCIO

FUTURO, PELO QUE A MELHOR

FORMA DE ESTAR PREPARADO

PARA TAL É ESTAR ATENTO

E TENTAR TER A MÁXIMA

INFORMAÇÃO POSSÍVEL”

NUNO ROSA GAROUPA,

BUSINESS DEVELOPMENT MANAGER

GIPA PORTUGAL

“VAMOS TER DE CRIAR

MECANISMOS INTERNOS

PARA PREVER OU ANTECIPAR A

PRÓXIMA CRISE E AJUSTAR AS

NOSSAS ESTRUTURAS PARA

PODER SER COMPETITIVOS

E DAR RESPOSTAS ÀS

NECESSIDADES QUE O NOSSO

CLIENTE FINAL NECESSITA”

“JO HISTÓRICO”

NOVA SEÇÃO SITE JO

JO Histórico” é o nome da nova seção do site do Jornal das Oficinas, que nasce com o propósito de

disponibilizar alguns dos melhores artigos publicados pelo jornal ao longo dos seus quinze anos de

vida. Regularmente publicaremos artigos que vale a pena (re)ler, por permanecerem atuais e, de

alguma maneira, ajudarem a compreender o presente. Os artigos serão publicados no website e newsletters

do Jornal das Oficinas, assim como nas redes sociais, de modo a poderem ser partilhados e lidos por

um maior número de profissionais.

Com esta iniciativa, pretendemos reforçar o valor da comunicação e realçar que a história do aftermarket

em Portugal também é feita dos acontecimentos e reportagens publicados ao longo da última década e

meia, nas páginas do Jornal das Oficinas. Durante quinze anos de vida foram muitos os acontecimentos

que marcaram a história do JO. Na impossibilidade de falarmos de todos, iremos destacar aqueles que

consideramos os mais representativos do percurso percorrido pelo jornal. Acreditamos que a sua leitura

pode contribuir para abrir-nos algumas luzes sobre o tempo presente.

SEMÁFORO

JOSÉ CARVALHO,

RESPONSÁVEL SETOR AUTOMÓVEL

ROMAFE

“TIVEMOS DE CRIAR FORMAS

DE OPERAR E NOVAS

ABORDAGENS A UM MERCADO

QUE NÃO CONHECÍAMOS

TÃO BEM, MAS ESTAMOS

PREPARADOS PARA LIDAR

COM DESAFIOS, SEMPRE

GARANTINDO O CUMPRIMENTO

DOS INTERESSES DOS

CLIENTES”

Economia portuguesa em queda

A economia portuguesa foi a que mais

caiu no primeiro trimestre deste ano, ao

recuar 3,3% face ao trimestre anterior,

divulgou o Eurostat. Nos primeiros três

meses deste ano, a economia da UE caiu

0,1% em cadeia. No primeiro trimestre, a

economia da Zona Euro contraiu-se 0,3%

face aos últimos três meses de 2020. Esta

contração ocorre depois de o PIB da Zona

Euro ter caído 0,6% no quarto trimestre,

depois de uma forte recuperação no terceiro

trimestre do ano passado. Um sinal

de alerta para as empresas conterem

custos e continuarem resilientes.

Venda de usados a crescer

As vendas de usados online B2C continuam

a ver um crescimento saudável

em relação ao desafiante ano de 2020,

marcado pela Covid-19, com as vendas de

veículos usados em Maio de 2021 35,2%

acima do mesmo mês do ano passado e

5,2% acima dos níveis do mês passado.

Este forte crescimento nas vendas de

veículos usados online significa que as

vendas acumuladas em Maio de 2021

estão agora 40% acima de 2020 e 24%

acima do mesmo período em 2019. O desafio

que os retalhistas enfrentam agora

é conseguir obter o stock adequado.

Avaliação satisfatória MVBER

A Comissão Europeia acaba de publicar

o seu relatório de avaliação sobre o

MVBER - Regulamento de isenção por

categoria aplicável ao setor automóvel,

que entrou em vigor em 2010. O relatório

indica que os fabricantes de automóveis

não podem impedir os seus fornecedores

de peças originais de fornecerem

também as suas peças para o mercado

IAM e considera que este objetivo foi

parcialmente alcançado. Espera-se agora

a decisão final da Comissão Europeia,

no sentido de renovar o regulamento na

sua forma atual, garantindo o acesso dos

fabricantes de peças sobressalentes ao

mercado pós-venda.

4 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


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Destaque

PME EXCELÊNCIA AFTERMARKET 2020

“SELO”

DE NOTORIEDADE

E CREDIBILIDADE!


APESAR DE UM ANO EXTREMAMENTE DIFÍCIL, ESTES TEMPOS CONTURBADOS CONTRIBUEM PARA UM

SENTIMENTO DE SATISFAÇÃO REDOBRADA QUANDO AS EMPRESAS SÃO RECONHECIDAS COM O ESTATUTO

PME EXCELÊNCIA 2020. NO SETOR AFTERMARKET, UM GRUPO EXCECIONAL DE 42 EMPRESAS RECEBEU

ESTA DISTINÇÃO E O JORNAL DAS OFICINAS FOI AO TERRENO OUVIR O SEU TESTEMUNHO

À semelhança dos anos anteriores, o Jornal das

Oficinas publica um artigo de destaque dedicado

às PME Excelência Aftermarket. Fomos ouvir os

principais players e este ano desafiámo-los a refletir

sobre a importância desta distinção num ano

difícil como foi 2020. Estamos perante empresas

que são referência no desempenho económico,

financeiro e de gestão, por via do esforço para se

manterem competitivas no contexto económico

exigente de um mercado em transformação, com

notório crescimento e, ao mesmo tempo, consolidação

de resultados. Empresas que têm mantido

altos padrões competitivos e que refletem a ousadia

dos empresários e a clara aposta na inovação.

O setor aftermarket possui PME dinâmicas, financeiramente

sólidas, que se afirmam pelas estratégias

de inovação e capacidade de se reinventarem e

adaptarem à nova realidade que a pandemia trouxe.

Como nota prévia, é essencial salientar que o aftermarket

acabou por não ser tão atingido pelos

efeitos da crise como outros da economia nacional,

fruto da ação decisiva das associações do sector

que pugnaram pela distinção de “serviço essencial”

pelo decreto que regulamentou a aplicação logo do

primeiro estado de emergência, numa época em

que a incerteza era mais que muita. Por isso, os

efeitos da crise não foram necessariamente negativos

para a generalidade das empresas PME Excelência

Aftermarket contactadas pelo JO. Contudo,

exigiram uma enorme capacidade de adaptação da

sua oferta, o que exigiu um esforço adicional na

adaptação e resposta às necessidades do mercado,

perante um cenário altamente volátil e nunca antes

vivido. Seja para conseguir atingir resultados

financeiros satisfatórios, mas também para a reorganização

e aumento da eficiência e da produtividade

interna.

A pandemia que se iniciou em 2020 embargou

muitos negócios, dada a incerteza do futuro, mas

também veio, em definitivo, acelerar os processos

nas organizações, principalmente ao nível da digitalização

e transformação digital. A digitalização

será crucial para criar uma melhor experiência

do cliente. Internamente, também permitirá melhorias

radicais na qualidade e simplicidade dos

processos empresariais, permitindo que os funcionários

sejam ainda mais eficazes e libertem a sua

atenção para melhor apoiar os clientes ou gerar

mais inovação.

Os grandes desafios do futuro para as empresas,

passam pela permanente adaptação e acompanhamento

da constante evolução tecnológica, da mudança

drástica dos hábitos de consumo, das rotinas

de trabalho, e da forçosa necessidade de as empresas

serem mais eficientes que nunca, para conseguirem

fazer face a todas estas mudanças. A mudança das

expetativas e comportamentos dos clientes exigem

novas ofertas de serviços e a rápida expansão do software

tem impacto nas necessidades de serviço e requer

know-how técnico, que deve ser desenvolvido

e utilizado no terreno já hoje em dia.

Não podemos negar que está a acontecer uma

transformação, e as empresas podem aproveitá-la

como uma oportunidade. Devem começar por estar

fortemente ligadas aos seus clientes e atentas

à evolução das suas necessidades e depois inovar

continuamente como fornecedoras de serviços de

valor acrescentado. O aspeto humano dos serviços

e as transformações da cadeia de fornecimento são

cruciais.

Um conjunto de novas premissas condicionará

as empresas no futuro. Teremos organizações diferentes

do que temos hoje, onde serão especialmente

valorizados os processos de inovação, onde

os níveis de especialização superiores serão determinantes.

O reforço de competências e de processos

de inovação, a capacidade de adaptar e reciclar

profissões, determinará uma grande exigência às

pessoas nas empresas. Portanto, as melhores empresas

serão aquelas que vencerem a batalha da

competitividade e se prepararem em tempo para o

futuro. Em suma, serão aquelas que valorizarem os

recursos humanos, tornando-se clara a importância

do conhecimento, das competências reunidas

na equipa e a definição de construção de perfis capazes

de acolher as alterações produzidas por incorporação

de novas tecnologias e da crescente digitalização

da economia. A qualificação fará parte

da resposta das empresas que terão de ter ativo, em

permanência, um processo de formação que promovam

um património de conhecimento que fará

a diferença. O sucesso das PME’s passa indubitavelmente

pela qualificação do seu capital humano,

sendo o conhecimento um mecanismo promotor

de produtividade e do crescimento económico.

Ainda assim, mesmo o diploma de um curso superior,

nem sempre é suficiente num mercado de trabalho

cada vez mais competitivo. É importante investir

na reciclagem, atualização e aperfeiçoamento

de conhecimento ao longo da vida. As empresas

precisam de trabalhadores alinhados com as novas

tendências dos mercados e permanentemente atualizados.

As tendências dos mercados e a competitividade

da economia apontam cada vez mais para o

reforço do desenvolvimento de competências comportamentais,

pelo que na lista das competências

mais valorizadas pelas empresas estão: o conhecimento

técnico na área da formação, a capacidade de

trabalhar em equipa, a capacidade de comunicação,

a literacia digital, a liderança, a capacidade de resolução

de problemas e conflitos, a ética laboral e a

flexibilidade e adaptação a novas situações.

As empresas, o IAPMEI e a pandemia

O IAPMEI foi desde o início da pandemia, um

aliado junto das empresas. Foram vários os apoios

oferecidos para quem estava a passar por uma situação

económica mais fragilizada. Numa primeira

fase, foram lançados apoios relacionados com o reforço

de tesouraria e capitalização para fazer face às

quebras ou à cessação temporária de atividade em

algumas empresas e medidas de apoio à recuperação

da atividade, continuidade do emprego. Foram

disponibilizadas linhas de crédito, regimes de lay

off, apoio aos trabalhadores independentes, das

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto 2021 7


PME EXCELÊNCIA

RECLAMAÇÕES

AFTERMARKET

NAS OFICINAS

2020

TODOS OS DESAFIOS E EXPETATIVAS PARA O CRESCIMENTO DA ATIVIDADE

DAS PME’S E DA ECONOMIA NO SEU TODO, EXIGEM UMA ATENÇÃO ESPECIAL

PARA A DISPONIBILIZAÇÃO DE MÃO DE OBRA QUALIFICADA

moratórias de crédito e também das

medidas fiscais que vieram permitir

algum diferimento no cumprimento

das obrigações fiscais das empresas.

Para além destes apoios, o IAPMEI

desenvolveu dois programas de apoio,

um na primeira fase da pandemia, e

outro, na segunda fase. O Programa

ADAPTAR visou o apoio às empresas

para ajustar as suas condições de

laboração às novas exigências colocadas

pela pandemia, já o Programa

APOIAR teve como objetivo contribuir

para uma melhoria da situação

de tesouraria das micro, pequenas,

médias empresas, e empresas com

250 trabalhadores ou mais, sob a forma

de subsídio a fundo perdido, para

apoio a empresas dos setores particularmente

afetados pelas medidas

excecionais aprovadas no contexto da

pandemia COVID-19.

Um ano e quatro meses depois do

aparecimento do Covid-19, o IAP-

MEI tem bem saliente que o caminho

ainda é longo e que terá um papel

importante no Plano de Recuperação

e resiliência das empresas. Para isso,

a Agência para a Competitividade e

Inovação prepara-se para criar agendas

para a Inovação Empresarial,

que visam apoiar “iniciativas de con-

CRITÉRIOS DE SELEÇÃO

ESTATUTO PME EXCELÊNCIA 2021

O estatuto PME Excelência é atribuído pelo

IAPMEI em parceria com um conjunto de

bancos parceiros e as Sociedades de Garantia

Mútua. Trata-se de um selo de reputação

que permite às empresas relacionaremse

com a sua envolvente - fornecedores,

clientes, sistema financeiro e autoridades

nacionais e regionais - numa base de

confiança facilitadora do desenvolvimento

dos seus negócios. As PME Excelência

são selecionadas pelo IAPMEI a partir

do universo das PME Líder, num justo

reconhecimento do seu mérito e do seu

contributo para os resultados da economia.

Critérios de seleção

As PME Excelência são selecionadas, pelo

IAPMEI e com base no universo das PME Líder

à data de 15 de outubro de 2021, devendo

as empresas cumprir, cumulativamente, os

seguintes critérios:

I // Autonomia Financeira (Capitais Próprios/

Ativo) ........................................................... ≥ 37,50%

II // Rendibilidade Líquida do Capital Próprio

(Res.Líq/Cap.Próprio)) .................... ≥12,50%

III // Dívida Financeira Líquida / EBITDA

(NetDebt/EBITDA)) ................................ ≤ 2,50

IV // EBITDA / Ativo) ................................. ≥ 10,00%

V // EBITDA / Volume de Negócios ....... ≥ 7,50%

VI // Crescimento do Volume de Negócios (

de 2018 para 2019) .................................... ≥ 0

VII // Notação de risco atribuída pelas

Sociedades de Garantia Mútua ........ ≤ 5

Não é necessária a apresentação de candidatura

ao Estatuto PME Excelência, uma vez que as

empresas são selecionadas pelo IAPMEI e pelo

Turismo de Portugal a partir do universo PME

Líder.

Calendarização associada ao

estatuto PME Excelência 2021

a) 15 setembro 2021: data a partir da qual as

empresas devem ter o Estatuto PME Líder

atualizado para efeitos de acesso a linhas

de crédito (pode ser definida outra data

com Bancos e SGM).

b) 15 outubro 2021: data limite para

apresentação de candidaturas ao Estatuto

PME Líder e PME Excelência 2021.

c) 31.dezembro.2022: data de suspensão do

Estatuto PME Líder 2021.

sórcios completos que implementem

agendas transformadoras de setores,

fileiras ou cadeias de valor, com impacto

estrutural na nossa economia e

no acesso ao mercado com novos produtos

ou serviços”, criar ainda uma

“Missão Interface que visa a renovação

e alargamento da rede de suporte

e articulação entre o sistema nacional

científico e tecnológico e o tecido produtivo”.

Na área da Transição Climática,

vão apostar na “Descarbonização

da indústria, através da promoção e

do apoio financeiro à indústria nacional

para uma atuação pluridimensional

no plano ambiental” e ainda,

no que se refere à Transição Digital

“irá participar em medidas que irão

a contribuir para reforçar a digitalização

do tecido empresarial de modo

a recuperar o seu atraso face ao processo

de transição digital em curso

e apoiar as empresas no reforço das

competências digitais dos seus trabalhadores,

na modernização dos seus

modelos de negócio, bem como os

seus processos de produção”, explicou

o Presidente do IAPMEI.

Mas todos estes desafios e expetativas

para o crescimento da atividade

das PME’s e da economia no seu

todo, exigem uma atenção especial

8 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


para a disponibilização de mão de

obra qualificada que constitui hoje

uma das principais preocupações e

potencial constrangimento, objetivo

para o qual as empresas têm também

de contribuir de forma ativa, quer

diretamente, quer através das suas

Associações.

A importância

do estatuto PME Excelência

O IAPMEI implementou há 12 anos

o estatuto designado por PME Excelência.

Esta distinção é atribuída

anualmente empresas com melhores

perfis de risco com base em standards

de desempenho objetivos. As PME

que apresentem os melhores desempenhos

são anualmente distinguidas

com o estatuto de PME Excelência.

São várias as empresas que lutam e

se empenham diariamente para que

lhes seja atribuído o estatuto de PME

Excelência. Para além de ser uma certificação

de estatuto, proporciona às

empresas vários benefícios, melhores

condições em produtos financeiros

junto da banca, nomeadamente

na obtenção de melhores spreads e

comissões em novas operações de

crédito; acedem mais facilmente a

linhas de financiamento especiais; os

quadros das PME Excelência conseguem

acesso em condições especiais

a formação; e as PME’s que contraem

seguros de crédito beneficiam

de condições vantajosas. O reforço

da reputação e visibilidade das empresas

facilita as suas relações com

o mercado. O reconhecimento é um

fator de diferenciação e uma garantia

da solidez e idoneidade das empresas,

contribuindo decisivamente para um

maior e melhor acesso das empresas

ao financiamento que necessitam.

Este tipo de reconhecimentos tem

também uma grande importância no

âmbito da motivação, da difusão de

melhores práticas e da mobilização.

Ao obter este estatuto, as empresas

reconhecidas assumem também a

responsabilidade de serem exemplos

para as demais e afirmarem-se como

modelos e agentes mobilizadores.

Para as empesas se certificarem, devem

preencher formulários eletrónicos,

no site do IAPMEI, onde são recolhidas

as informações necessárias à

determinação do estatuto e submeterem-nos

juntamente com uma declaração

de responsabilidade da veracidade

da informação prestada. Daqui

resulta a atribuição de um estatuto

de micro, pequena ou média empresa

que faz efeito de forma imediata. Este

estatuto é imediatamente passível de

visualização online por parte da empresa

que se certifica e também por

parte de qualquer entidade obrigada

a exigir a comprovação do estatuto

de micro, de pequena ou de média

empresa para efeitos de procedimentos

administrativos, sendo esta visualização

suficiente (e necessária) como

prova. Para se manter certificada sem

interrupções ao longo do tempo, a

empresa tem que proceder a operações

de manutenção da certificação,

preenchendo e submetendo os respetivos

formulários de certificação. l

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PME EXCELÊNCIA

RECLAMAÇÕES

AFTERMARKET

NAS OFICINAS

2020

ALIDATA

A DIGITALIZAÇÃO

PROVOU SER

DIFERENCIAL NA

CAPACIDADE DAS

EMPRESAS SE

ADAPTAREM A

CENÁRIOS COMO O

QUE VIVEMOS

Fernando Amaral

CEO Alidata

Com 37 anos de existência, a Alidata

é uma das mais antigas softwarehouses

portuguesas, com uma forte

aposta no apoio direto ao cliente

e um serviço de excelência. Está na

Alidata

vanguarda da oferta de soluções de

gestão integradas que permitem ajudar

a melhorar, controlar e fomentar

os negócios das empresas, mas também

oferece um vasto leque de serviços

complementares, o que coloca

a empresa numa posição ímpar na

oferta de soluções globais de TI para

empresas.

Para Fernando Amaral, CEO da Alidata

“É um orgulho e altamente gratificante,

para toda a equipa Alidata,

ser distinguida com o estatuto PME

Excelência 2020 e ver, desta forma,

reconhecido o trabalho feito ao longo

do ano mais desafiador para a gestão

que já vivemos, trazido pela pandemia.

Um resultado apenas possível

com uma estratégia vencedora e sustentada,

que nos permite resultados

amplamente satisfatórios para todos

os stakeholders. Trata-se também de

ver reconhecida a gestão feita e o trabalho

quotidiano dos nossos colaboradores,

que se empenham todos os

dias no desenvolvimento de projetos

exigentes nos mais diversos setores

de atividade.”

“O principal ensinamento que a

pandemia nos trouxe é que temos

que estar preparados para o inesperado.

A digitalização e transformação

digital provaram ser diferenciais

na capacidade de as empresas

se adaptarem a cenários como o que

vivemos. As mais bem preparadas

sentiram menos o impacto da pandemia.

Para nós, o grande desafio e

ensinamento residiu na capacidade

de responder na velocidade a que o

mercado e as circunstâncias exigiram

e ainda exigem. E aí, consideramos

que passámos com distinção,

antecipando tendências e oferecendo

ao mercado soluções state of the

art em todos os mercados onde estamos

presentes”, refere Fernando

Amaral.

Auto Acessórios Formigosa

AUTO ACESSÓRIOS

FORMIGOSA

O ANO DE 2021 VAI

SER MUITO POSITIVO,

O VOLUME DE

VENDAS É BASTANTE

SUPERIOR AO QUE

TIVEMOS NOS

ÚLTIMOS 10 ANOS

Marco Gandra

e Pedro Gandra

administradores AUTO

Acessórios FORMIGOSA

A Auto Acessórios Formigosa nasceu

em 1982 e dedicou-se desde a sua

10 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


génese à comercialização de material

para a reparação automóvel. Ao longo

dos anos, a empresa foi conquistando

vários prémios e distinções. Se em

2019 tinham sido distinguidos como

PME Líder, em 2020 chegou a distinção

de PME Excelência. Para Marco

Gandra e Pedro Gandra, administradores

da empresa, este reconhecimento

teve um ‘sabor’ especial “Recebemos

esta distinção num ano muito

difícil e atípico, por isso é um orgulho

receber o estatuto PME Excelência.

Esta distinção é a prova como as estratégias

utilizadas resultaram, veio

na altura certa”, afirmaram.

Para a Auto Acerssórios Formigosa

todos os anos são desafiantes, no entanto,

o ano de 2020 obrigou os dois

irmãos, a reformular estratégias e a

alterar a perspetiva do negócio. Se

durante 38 anos o foco sempre foi o

mercado dos acessórios automóvel,

no último ano, a pandemia alteroulhes

as voltas e viraram-se para a

comercialização de acessórios de higienização.

Pedro Gandra explicou

ao Jornal das Oficinas como se deu

Auto Delta

esta necessidade: “Quando a pandemia

chegou, nós estávamos lançadíssimos,

tínhamos números que nunca

tínhamos atingido antes, foi preciso

pensar, criar novas estratégias e revezar

equipas. Pensámos, testámos

e começámos a vender aparelhos de

higienização. Éramos e somos uma

empresa de acessórios para automóveis,

mas tínhamos que sobreviver.

Comprámos 200 máquinas para ver

qual era a sua aceitação no mercado,

certificámos o produto e passados

uns dias vendemos tudo. Tivemos a

certeza, nessa atura, que o caminho

era por aqui, vendemos mais de 200

mil euros só deste tipo de material”.

Os tempos mudaram, e para os dois

irmãos 2020 nunca mais será esquecido.

“O ano de 2021 vai ser muito

positivo, o volume de vendas é bastante

superior ao que tivemos nos

últimos 10 anos”, no entanto, para

Marco Gandra e Pedro Gandra existe

uma inquietação “O único receio que

temos neste momento é que nos falte

a matéria prima e não consigamos

ter material para entrega, por isso

temos reforçado bastante o stock. Se

mantivermos este nível de stocks, vamos

ter um ano muito positivo”.

AUTO DELTA

O INÍCIO DE 2021,

APESAR DE UM NOVO

CONFINAMENTO,

AUGURA-NOS MUITO

BOAS PERSPETIVAS

PARA UM ANO DE

ATIVA RECUPERAÇÃO

Tiago Domingos

diretor Comunicação

AUTO Delta

Para a Auto Delta, o estatuto PME

Excelência Aftermarket 2020 é um

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PME EXCELÊNCIA

RECLAMAÇÕES

AFTERMARKET

NAS OFICINAS

2020

Autozitânia

motivo de orgulho para todos os elementos

da equipa que, cada qual à

sua maneira, contribuem para que

esta distinção seja uma realidade ano

após ano. Tiago Domingos, diretor de

comunicação, realça “o facto de ser um

galardão muito importante quando falamos

da construção da reputação da

empresa no nosso mercado, ao nível

financeiro, mas também para a sociedade

em geral. Especialmente relevante

é a atribuição referente a um 2020

marcado pela pandemia, reflexo de

que, mesmo em condições complicadas,

conseguimos colocar em prática a

nossa filosofia de negócio que nos tem

acompanhado desde sempre.”

Embora o setor automóvel não tenha

sido atingido pelos efeitos da pandemia

como outros da economia nacional,

a Auto Delta não é imune à crise

que poderá ser ainda maior se as ferramentas

decisivas não foram disponibilizadas

às empresas e famílias de

forma a “dar a volta” a um momento

em que, de forma geral, ainda estamos

longe dos números de 2019. De

uma forma global, a pandemia permitiu

confirmar que a presença física

no local de trabalho, apesar de muito

importante, por vezes poderá não ser

obrigatória devido ao alto grau de digitalização

que a Auto Delta já tem

implementada na organização

Os grandes desafios para o futuro da

Auto Delta são os grandes desafios

para todos os players do Aftermarket

nacional, sendo que, na opinião de

Tiago Domingos “devemos abraçar

um mercado em grande mutação, seja

a montante ou a jusante. Do lado dos

fornecedores e fabricantes automóveis

teremos de prestar uma atenção redobrada

às movimentações e evoluções

tecnológicas que não se ficarão apenas

pela alteração dos motores a combustão

para motores elétricos. Olhando

para os nossos clientes e parceiros, a

mudança também é assinalável, não só

pela eventual concentração de empresas

e aparecimento de outros players,

mas também pela própria evolução de

um mercado que cada vez mais está

em ebulição, surgindo regularmente

concorrentes com outras condições e

capacidade, fruto muitas vezes da sua

completa desmaterialização, apostando

unicamente em lojas online de fácil

utilização, com menos custos e uma

maior agilidade de processos.”

AUTOZITÂNIA

2021 SERÁ SEMPRE

UM ANO DE

RECUPERAÇÃO E DE

APROXIMAÇÃO A

VALORES DE 2019

Ricardo Venâncio

administrador AUTOZITÂNIA

A Autozitânia tem sido distinguida nos

últimos anos com o estatuto de PME

Excelência, mas 2020 ficará seguramente

na memória de todos pelos enormes

desafios com que se viu confrontada,

pelo que esta distinção é ainda mais

gratificante. Foi um ano altamente

imprevisível, tendo a faturação oscilado

entre mínimos e máximos históricos.

“Acabou por ser pior do que o expetável

na medida em que, com a forte recuperação

sentida no 3º trimestre acreditámos

que seria possível terminar acima

de 2019, contudo o agravar da pandemia

no 4º trimestre não nos permitiu

alcançar esse objetivo”, referiu Ricardo

Venâncio, administrador Autozitânia.

Para esta empresa, a pandemia trouxe

muito ensinamentos e destaca como

um dos maiores a capacidade de lidar

com a incerteza numa base diária. “As

mudanças na gestão, estratégia comercial

e prestação de serviço também

ocorreram de forma a adaptarmos-mos

da melhor forma a esta nova realidade.

Considerando que grande parte

do trabalho que efetuamos decorre a

nível operacional e logístico, a gestão

e a prestação de serviços tiveram uma

atenção “especial”, que nos permitiu

ultrapassar os momentos mais complicados

da melhor forma”, enfatizou

Ricardo Venâncio.

Existem múltiplos desafios para o futuro

do Grupo Autozitânia, em diversas

áreas, e para enfrentar esses desafios

“vamos continuar a implementar

a estratégia que definimos, desenvolvendo

o nosso negócio em parceria

com os nossos clientes, de forma a

que consigamos ser cada vez mais, um

parceiro de referência e global para

os nossos clientes, acrescentado valor

para toda a cadeia de distribuição e a

todos que trabalhem connosco”, acrescentou

este responsável. Na perspetiva

do grupo Autozitânia, 2021 terá de ser

melhor que 2020, apesar do arranque

em falso nos primeiros meses do ano,

motivado por novo confinamento. A

direção acredita que, mesmo existindo

o risco de agravamento da situação

pandémica provocado pelo levantamento

das restrições sanitárias, 2021

será sempre um ano de recuperação e

de aproximação a valores de 2019.

DIAMANTINO PERPÉTUA

& FILHOS

ULTRAPASSÁMOS

COM MÉRITO, NÃO

SÓ A CONJUNTURA

ADVERSA, COMO

OS IMPACTOS A

ELA ASSOCIADOS,

OS QUAIS FORAM

PRATICAMENTE

RESIDUAIS

Filipe Pinheiro

e Hugo Perpétua

administradores Diamantino

Perpétua & Filhos

O estatuto PME Excelência é uma

Diamantino Perpétua & Filhos

12 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


chancela há muito ambicionada

pela Diamantino Perpétua & Filhos,

Lda. Ser atribuída pela primeira vez

e no ano de 2020, caracterizado por

uma conjuntura económica e social

tão adversa, enche de orgulho toda a

equipa e responsabiliza para continuar

a fazer mais e melhor. Apesar

do impacto da pandemia e a crise a

ela associada fazer antever enormes

dificuldades “a verdade é que passado

um ano podemos afirmar, que

fruto da resiliência, espírito de equipa

e união de todos os colaboradores

da Diamantino Perpétua & Filhos,

ultrapassámos com mérito, não só

a conjuntura adversa, como os impactos

a ela associados, os quais foram

praticamente residuais”, afirma

Hugo Perpétua, gerente da empresa.

Para este responsável, “o grande

ensinamento da pandemia, foi

mostrar-nos, mais uma vez, que perante

fatores que não controlamos,

deveremos manter firme os nossos

objetivos, não abdicar dos desafios

a que nos propormos. Para isso é

vital a perceção imediata do posicionamento

de todos os players de

mercado, particularmente clientes

e fornecedores, antecipando e prevendo

quer as suas necessidades,

quer eventuais dificuldades”. Os

principais desafios da Diamantino

Perpétua & Filhos, passam pela

manutenção da sua identidade que

caracteriza, no fundo, o crescimento

que tem exibido ao longo dos seus

mais de 20 anos de existência. Pretende

continuar com grande vitalidade

no mercado exportador, que

representa cerca de 70% do volume

de negócios, assente num crescimento,

enquanto Grupo DP, nos

principais mercados onde opera,

uma contínua melhoria de processos

internos e uma firme aposta na

formação e capacitação de todos os

colaboradores.

A consolidação da empresa no

mercado, quer pela antiguidade,

quer pelo reconhecimento dos seus

clientes em matéria de qualidade,

aliada à forte especialização

e conhecimento técnico dos colaboradores

na marca “Scania” faz

crer que cada ano pode ser sempre

melhor que o anterior. Tem sido

assim nos últimos anos, pelo que

os responsáveis da empresa acreditam

que 2021 não será diferente.

A recente distinção como PME Excelência,

responsabiliza a Diamantino

Perpétua & Filhos no futuro

por continuar a manter esse estatuto,

o que por si só já justificará

o desafio e ambição com que opera

neste mercado, cada vez mais competitivo.

GULOSIPEÇAS

INVESTIR NA

FORMAÇÃO, APOSTAR

NA QUALIDADE,

DIVERSIDADE DE

STOCKS, NA IMAGEM,

DISTRIBUIÇÃO E

SEGURANÇA, SÃO AS

NOSSAS APOSTAS

Jorge CARVALhosa

e Filipe Perre

gerentes Gulosipeças

A Gulosipeças é uma empresa especializada

na distribuição de peças e

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PME EXCELÊNCIA

RECLAMAÇÕES

AFTERMARKET

NAS OFICINAS

2020

Gulosipeças

LTintas

acessórios para automóveis que atua

no mercado há 13 anos. Localizada

no distrito de Viana do Castelo,

parte da sua ação é sustentada em

parcerias sólidas com os seus fornecedores

e clientes. Ser distinguida

com o estatuto de “PME Excelência

2020”, é sem dúvida motivo de grande

orgulho para a empresa, que tem

como principal objetivo a fidelização

e satisfação dos clientes.

Para Jorge Carvalhosa, sócio-gerente

da Gulosipeças “Toda a crise representa

um grande desafio para as empresas,

conseguir atingir resultados

positivos num ano cheio de restrições

impostas pela pandemia foi sem dúvida

desafiante. Diferenciarmo-nos

no mercado só foi possível com o empenho

de toda equipa, com o apoio

dos nossos clientes, dos parceiros,

dos fornecedores e em especial do

Grupo Create. Esta distinção faz-nos

acreditar no futuro e é nesse sentido

que trabalhamos, sempre atentos às

exigências do sector que continua a

estar em evolução permanente.”

2020 perspetivava ser um ano de boa

recuperação do mercado, assim o ditava

o primeiro trimestre, mas com

a pandemia surgiu a crise para o negócio.

“Felizmente o nosso sector foi

um dos que não esteve parado e isso

foi fundamental para nós. Restrições

a nível europeu, atrasos nas encomendas,

fábricas encerradas, falta de

matéria-prima foram os principais

obstáculos. Com o mercado estagnado,

2020 foi sem dúvida um grande

desafio, superado com o apoio dos

nossos clientes e fornecedores”, ressalvou

Jorge Carvalhosa.

A Gulosipeças perspetiva crescer e

para que isso seja possível está continuamente

atenta aos seus clientes

e às suas necessidades. “O cliente

tem que crescer connosco. Investir

na formação, apostar na qualidade,

diversidade de stocks, na imagem,

na distribuição, na segurança, são

algumas das nossas apostas. Sem

qualquer apoio em tempo de pandemia

é efetivamente esta proximidade

que mantemos com os nossos

clientes que nos permite continuar

e é para isso que vamos continuar a

trabalhar”, explica este responsável.

“O grande desafio para o futuro é

manter a mesma dinâmica quando

vemos o constante aumento de preço

da matéria-prima e por sua vez a sua

escassez, o que vai criar na verdade

os maiores desafios para atingir os

objetivos que pretendemos para este

ano”, conclui Jorge Carvalhosa.

LTINTAS

ESTE ANO

RECEBEMOS O

ESTATUTO PME

EXCELÊNCIA DE UMA

FORMA VITORIOSA

DEVIDO A TUDO O QUE

ENFRENTÁMOS

Bruno Pereira

administrador LTintas

A LTintas apostou no mercado da

repintura automóvel há cerca de 43

anos, e desde sempre que a empresa

se preocupou em ser reconhecida

pela variedade de soluções de pintura

e pela excelência do serviço de

aconselhamento e assistência técnica.

Atualmente as tintas decorativas

e a repintura automóvel são o foco do

negócio e o chavão que os leva a conquistar

mais uma distinção PME Excelência.

Para Bruno Pereira, administrador

da empresa, esta distinção

tem um ‘sabor diferente’ dos anteriores

reconhecimentos. “Foi um ano

em que tivemos que lutar muito para

conseguir atingir os nossos objetivos.

Já tínhamos vindo a ser distinguidos

como PME Líder e em alguns anos

PME Excelência, mas este ano recebemos

este reconhecimento de uma

forma vitoriosa devido a tudo o que

enfrentámos. Vimo-nos obrigados a

adaptar-nos à situação e a apostar

noutras direções que não estávamos

tão focados para compensar a quebra

que houve na repintura automóvel”.

Para fazer face à crise pandémica,

a empresa viu-se obrigada, a apostar

na proteção individual, segundo

Bruno Pereira, “ foi a única forma

que encontrámos para nos ajudar

a compensar a quebra na repintura

e na colisão”. Mas as novidades não

ficaram por aqui, a empresa aproveitou

a pandemia para apostar ainda

num novo centro de logística. “Precisávamos

de expandir o nosso portfólio

e ter tudo centralizado. Prevemos

que as novas instalações estejam

operacionais entre setembro e outubro”,

revelou Bruno Pereira.

Segundo este responsável, a pandemia

trouxe à empresa uma nova

maneira de trabalhar. “O Covid mudou

a nossa maneira de pensar em

termos de logística, inicialmente

quando isto começou, tivemos que

repensar numa nova forma de continuar

a vender, pois os nossos comerciais

não podiam continuar a visitar

‘a casa’ dos clientes. Isto levou-nos

a aumentar os nossos custos logísticos,

ou seja, passámos a utilizar as

transportadoras para que o tempo de

entrega não fosse alterado e substituímos

as ditas vendas comerciais

tradicionais, por campanhas, formações

online, reuniões

MCD GARCIA / RUGEMPEÇAS

CONSEGUIR TER

ACESSO A PRODUTOS

PREMIUM A PREÇOS

ACEITÁVEIS É UM DOS

PRINCIPAIS RECEIOS

PARA O FUTURO

Roberto Angelino e Joana

Angelino, administradores

MCD Garcia e Rugempeças

14 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


MCD Garcia / Rugempeças

Com longa experiência no mercado

de peças aftermarket, as empresas

MCD Garcia e Rugempeças foram

mais uma vez distinguidas com o

estatuto PME Excelência 2020. A

distinção foi recebida com satisfação,

como enalteceu Joana Angelino,

administradora da Rugempeças:

“Representa uma grande

evolução da nossa parte, principalmente

num ano tão difícil como foi

2020, com o mercado muito instável.

É o resultado de muito trabalho,

de querer estar um passo à

frente da concorrência, não somos

o distribuidor com material mais

barato, mas tudo o que temos é de

qualidade”, explicou.

O efeito da crise no negócio ainda

se faz sentir, no entanto, para Joana

Angelino nem tudo foi mau “A pandemia

despertou-nos a ideia de que

temos que apostar em mais serviços

e precisamos de mais comerciais na

rua para continuarmos a crescer. Os

tempos continuam incertos, havendo

dias em que vendemos muito e

outros em que vendemos pouco”.

No futuro, a falta de matéria prima

de qualidade deixa a administradora

apreensiva: “Conseguirmos ter

acesso a produtos premium de qualidade

a preços aceitáveis é um dos

meus principais receios para o futuro.

As fábricas não estão a produzir

com a mesma rapidez com que produziam

anteriormente à pandemia.

E se não houver fabrico regular não

temos peças para fornecer às oficinas”,

referiu Joana Angelino. Ainda

assim, entre medos e receios, o ano

de 2021 “Vai conseguir ultrapassar

o de 2020, as coisas estão a correr

bem, continuamos a trabalhar e os

valores já se estão a refletir”, concluiu

a administradora.

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em competição e rally

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PME EXCELÊNCIA

RECLAMAÇÕES

AFTERMARKET

NAS OFICINAS

2020

MCS PEÇAS AUTO

CONSEGUIMOS

ADAPTAR-NOS

RAPIDAMENTE A UMA

NOVA REALIDADE

E ESTA MUDANÇA

REPENTINA TEVE

IMPACTO IMEDIATO

NA GESTÃO E

ESTRATÉGIA

COMERCIAL DA

EMPRESA

PAULO Cardoso e Conceição

MOTA, gerentes MCS Peças

Auto

A MCS inaugurou a sua primeira loja

no centro de Lisboa, em 2002. Primando

sempre pela qualidade e pelo

dinamismo, tornou-se um dos principais

fornecedores de peças auto da

região de Lisboa. Ao longo dos anos,

a área de abrangência comercial foi

alargando, abarcando vários concelhos

do distrito de Lisboa. Em 2013,

realizou-se a abertura da sua segunda

loja, desta vez, em Camarate.

Em 2019 foi distinguida como PME

Excelência e em 2020 repete a proeza.

Para Paulo Cardoso, gerente da

MCS “A empresa ser distinguida

MCS Peças Auto

com o estatuto PME Excelência num

ano difícil e atípico como foi 2020,

representa recebermos um selo de

mérito, reconhecimento e confiança,

o que pela sua importância vai permitir

continuarmos a diferenciarnos

de outras, nas nossas relações

com o mercado. Para além do mais,

podemos beneficiar de maiores e melhores

condições de financiamento

ou aquisição de produtos e serviços,

com os quais podemos continuar a

dar uma resposta de excelência aos

nossos clientes.” Os efeitos da crise

para o negócio da MCS foram impactantes,

pois sofreu uma quebra

bastante expressiva na atividade e no

crescimento da empresa. “Tivemos

que lidar com alguns problemas de

liquidez dos nossos clientes, contudo

conseguimos manter alguma sustentabilidade

financeira e preservar

todos os postos de trabalho. Temos

consciência que a pandemia teve um

impacto muito pior noutros setores

de atividade económica”, refere Paulo

Cardoso.

A MCS conseguiu adaptar-se rapidamente

a uma nova realidade e esta

mudança repentina teve impacto imediato

na gestão e estratégia comercial

da empresa, que apresenta como

principais fatores diferenciadores a

equipa dinâmica e de confiança que

tem, com disponibilidade e conhecimento

das diferentes áreas da reparação

automóvel, e o elevado stock em

cada uma das duas lojas que possui

na área de Lisboa. Mantendo sempre

uma relação de confiança e amizade

com os clientes e fornecedores, oferece,

assim, os melhores produtos num

curto espaço de tempo. Para Paulo

Cardoso, os grandes desafios para o

futuro da empresa são “o crescimento

através da captação de novos clientes

e o aumento dos níveis de competitividade

para sermos melhores que os

nossos concorrentes”.

MOTA & PIMENTA

PASSÁMOS A FAZER

UMA MELHOR GESTÃO

DOS NOSSOS STOCKS

E TORNÁMO-NOS

MAIS CONSCIENTES,

EFICIENTES E UNIDOS

Margarida MOTA e Alexandra

MOTA, administradoras Mota

& Pimenta

A Mota & Pimenta surgiu em 1978

e desde sempre que se dedicou ao

comércio e importação de materiais

para a manutenção e repintura automóvel.

Ano após anos têm somado

prémios e distinções. Em 2020

voltaram a ser reconhecidos como

PME Excelência. Margarida Mota,

administradora da empresa revelou

ao Jornal das Oficinas, qual o segredo

para atingir tal distinção “PME

Excelência significa rigor, crescimento,

estabilidade, sustentabilidade e

solidez. Para nós, sermos reconhecidos

como tal, é muito importante,

principalmente num ano de crise

como este, o que significa que mantivemos

o rumo e não nos deixámos

abalar. São 43 anos em que seguimos

sempre os mesmos valores e deram

frutos”.

Para esta responsável, 2020 foi um

ano atípico e nem sempre estiveram

confiantes “Tivemos receio do que

poderia acontecer à empresa ao nível

económico, era algo desconhecido,

nunca antes vivido. Comecei a ver

as vendas a descer, tive que adaptar

e começar a revezar as equipas, pus

travão a fundo nos stocks e a certa altura

senti que estava com mais receio

do que aquilo que estava a viver, pois

os resultados estavam a ser melhores

do que eu esperava. No verão do

ano passado, o negócio recuperou, os

emigrantes em vez de virem de avião

começaram a vir de carro, e deu-nos

aqui alguma solidez”, explicou Margarida

Mota.

Para a administradora ainda não é

hora de baixar os braços, pois o mercado

mudou e como consequência

também os gostos dos consumidores

mudaram. O aumento de preço

dos materiais e o aparecimento de

marcas lowcost deixam Margarida

Mota inquieta com o futuro “Neste

momento, a minha preocupação

depreende-se com os preços dos

materiais, que estão a aumentar de

uma forma descontrolada. O que é

Mota & Pimenta

16 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


PME EXCELÊNCIA

AFTERMARKET

2020

que a oficina vai fazer? Está na altura

da oficina também começar a

fazer contas, não podem ser sempre

os fornecedores a fazê-lo. A oficina

por norma, diz que a pintura não dá

dinheiro, mas só não dá lucro se não

for bem gerida, porque a pintura tem

margens boas. Para além deste problema,

é também o aparecimento das

marcas lowcost, com este aumento

de preços generalizados os clientes

começam a pensar em procurar marcas

brancas para um menor custo

na ida à oficina”. Ainda assim, após

todos os receios e medos, a Mota &

Pimenta, revelou ao JO que nem

tudo foi mau. A pandemia trouxelhes

uma nova visão para o negócio

que certamente irá permanecer e fazer-se

notar. “Passámos a fazer uma

melhor gestão dos nossos stocks, os

nossos comerciais passaram a otimizar

as rotas, tornámo-nos mais conscientes,

eficientes e unidos”, concluiu

Margarida Mota.

MOTORBUS

VAMOS MUDAR-

-NOS EM 2022

PARA INSTALAÇÕES

MAIORES, MAIS

MODERNAS E COM

CAPACIDADE PARA

DAR APOIO À NOSSA

LOJA DE LISBOA

Pedro Lebre

administrador Motorbus

Desde há 25 anos que a Motorbus

se dedica à comercialização de peças

para viaturas pesadas multimarca.

Os três pilares que a caraterizam:

Dedicação, Qualidade e Profissionalismo,

voltaram a dar frutos, e em

2020 foi-lhe concedida novamente a

distinção de PME Excelência. Num

ano pandémico como o que vivemos,

Pedro Lebre, administrador da

empresa, revelou que a pandemia

“Forçou-nos a fazer um upgrade no

nosso negócio. Fizemos algumas alterações

internas, refinámos o nosso

serviço, apostámos na consolidação

dos clientes mais importantes, como

consequência aumentámos a nossa

faturação, os camiões nunca pararam

e tudo isto proporcionou-nos

uma evolução consolidada”. As boas

notícias não ficam por aqui: os tempos

mais conturbados fizeram com

que a Motorbus consolidasse uma

nova gestão e estratégia comercial

“Reforçámos a parte de backoffice

como solução à não possibilidade

de visitas comerciais e reforçámos o

nosso serviço com uma capacidade

de resposta muito mais acentuada

para os nossos clientes, apostando

em campanhas de marketing digital

e reuniões online”, explicou Pedro

Lebre.

Sandia Stand

Motorbus

Ao longos dos últimos 10 anos, a

Motorbus tem vindo a crescer de ano

para ano, e 2020 para além de ter ficado

carimbado como ano de pandemia,

ficou também registado como a

altura em que decidiram dar o passo

que já há muito ambicionavam, começando

a trabalhar no projeto que

irá aumentar a capacidade logística

da empresa “Vamos mudar o nosso

centro logístico, pois o espaço onde

nos encontramos já começa a ser

pequeno. Precisamos de aumentar

a nossa área de armazenagem e este

foi o momento certo, fizemos um

investimento grande, vamos mudarnos

em 2022 para umas instalações

maiores, mais modernas e com capacidade

para dar apoio à nossa loja

de Lisboa”. Para a Motorbus, 2020

não podia ter corrido melhor e para

2021 “prevemos crescer na ordem de

dois dígitos”, almeja Pedro Lebre.

online, etc.”, explicou. Para a LTintas

o ano de 2021 não vai ser o que esperavam:

“ O ano de 2021 começou

com um abrandamento nas nossas

vendas, até março, no entanto, temos

vindo a sentir um aumento na

repintura e estamos a recuperar aos

poucos”, concluiu o administrador.

SANDIA STAND

TENTAMOS

FAZER FACE AOS

PROBLEMAS QUE NOS

SURGEM MANTENDO

A CALMA, APOIANDO

OS NOSSOS CLIENTES

E DANDO CONFIANÇA

ÀS NOSSAS EQUIPAS

Fernanda Miguel,

administradora Sandia

Stand

Desde 1989 a Sandia Stand está na

dianteira da comercialização e distribuição

de peças e acessórios para

automóveis no Sul de Portugal, primando

por uma imagem de dinamismo

e elevadas taxas de crescimento.

A empresa valoriza a proximidade ao

cliente, de modo a conseguir prestar

um serviço mais eficiente, tendo

recentemente inaugurado novos armazéns

em Évora e Portimão. A sua

reputação como empresa que preza

a integridade e respeito para com os

seus clientes, é reforçada pelos produtos

premium que comercializa.

Continuar o caminho que até agora

tem seguido, sempre atenta às melhorias

que se podem fazer para que

os clientes consigam ser melhor servidos

naquilo que é a sua parceria,

faz parte da estratégia da empresa

que é acionista da Create Business.

O estatuto PME Excelência 2020

representa uma compensação emocional,

depois de um ano difícil, que

a empresa conseguiu ultrapassar de

cabeça erguida e mais fortes, com a

18 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


PME EXCELÊNCIA

AFTERMARKET

2020

ajuda de toda a equipa.

“Toda a situação da pandemia foi tão

imprevista que estaríamos a mentir se

disséssemos que esperávamos alguma

coisa. Como muitos, navegámos à

vista e tentámos fazer face aos problemas

que nos iam surgindo, mantendo

a calma, apoiando os nossos clientes

e dando confiança às nossas equipas.

Em abril pensámos que ia ser muito

pior e em dezembro pensámos que

podia ter sido bem pior”, sublinha

Fernanda Miguel, administradora da

Sandia Stand.

Para esta responsável “o sucesso fazse

antecipando o futuro e resolvendo,

com destreza, os problemas do presente

e no momento. Por isso estamos

atentos e estudamos os possíveis

cenários do futuro com regularidade.

Esta é a nossa forma de estar no negócio,

e a perspetiva que temos de

olhar para ele é a de que tudo está em

constante mudança, mais ou menos

cíclica. Por isso, umas vezes devemos

acompanhar a mudança e outras importa

antecipá-la e fazê-la acontecer”.

O valor acrescentado que a Sandia

Stand dá aos clientes é inigualável, o

que a torna em muito mais do que um

simples fornecedor de peças. Estar

perto do cliente possibilita identificar

com maior precisão os requisitos esperados

e exigidos por este, permitindo

uma contínua melhoria na oferta

de produtos e serviços.

SOARAUTO

NÃO PODEMOS

PARAR DE

OLHAR PARA O

INVESTIMENTO, SÓ

ASSIM A EMPRESA

TERÁ MARGEM DE

SEGURANÇA PARA

PODER ENFRENTAR

TEMPOS MAIS

DIFÍCEIS

Renato Soares e José Soares,

gerentes Soarauto

Soarauto

No mercado de comercialização de

peças e acessórios para automóveis

desde 1983, a Soarauto tem hoje 10

lojas e mais de 44 mil referências em

stock, que englobam toda a generalidade

de peças aftermarket. Este ano,

receber o estatuto PME Excelência

2020 teve um sabor especial para a

Soarauto, que considera a distinção

uma vitória para a empresa e principalmente

para todos os colaboradores,

pelo esforço, compreensão e resiliência

demonstrada em 2020.

Relativamente ao impacto da pandemia

na atividade da empresa, Renato

Soares, gerente, afirma que “os efeitos

foram menores do que esperávamos,

de qualquer modo o impacto na

economia ainda se poderá vir a sentir

durante este ano, por isso temos

estado atentos aos sinais de mercado.

A pandemia apenas confirmou

a teoria do constante investimento

na empresa, não podemos parar de

olhar para o investimento, só assim

a empresa terá margem de segurança

para poder enfrentar tempos mais

difíceis. Em 2020 não paramos de

investir, novos mercados, mais colaboradores,

mais stock, mais recursos,

sempre para se traduzir num melhor

serviço ao cliente.”

O desafio da Soarauto é continuar

com o seu bom serviço ao cliente,

disponibilidade de produto e soluções

de informação e formação de

modo a prolongar o máximo possível

a vida e o valor dos reparadores

independentes. Enquanto empresa

dinâmica que é, a Soarauto investe

continuamente no crescimento do

portefólio de marcas e de novos tipos

de produtos, integrando essencialmente

marcas premium, mas

também alternativas, a pedido do

mercado. A manter o ritmo atual,

2021 será um ano mais interessante

que 2020. A empresa continua a

diversificar o negócio, quer seja em

produtos, como em áreas geográficas.

Está a começar a dinamizar o

conceito oficinal Nexus Auto e procura

aumentar o número de clientes

ativos, diminuindo o risco de

Vieira & Freitas

negócio, de modo a continuar a ser

uma empresa com sucesso, economicamente

rentável e competitiva,

na busca constante pelas estratégias

que alicercem a forte sustentação

operacional no mercado e a diferenciação

da concorrência.

VIEIRA & FREITAS

O GRANDE DESAFIO

DA NOSSA EMPRESA

É O MESMO DE TODO

O AFTERMARKET

E TEM A VER COM

A EVOLUÇÃO DA

MOBILIDADE

PAULO Torres e Albano Melo,

Vieira & Freitas

Com 40 anos de atividade no comércio

de peças auto, a Vieira & Freitas

tem somado prémios e distinções

ano após ano. Em 2020 voltaram a

ser reconhecidos como PME Excelência,

sendo a décima vez que consegue

atingir este estatuto. Para a

Vieira & Freitas o efeito da crise no

negócio foi obviamente mau e alguns

objetivos tiveram de ser refor-

20 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


PME EXCELÊNCIA

AFTERMARKET

2020

mulados, enquanto alguns projetos

estão a andar mais lentamente. Por

outro lado, a pandemia trouxe um

aumento de conhecimentos, principalmente

na forma de trabalhar, tendo

melhorado o sistema e a cultura

informática dos seus colaboradores e

parceiros em geral.

Para Paulo Torres, administrador da

Vieira & Freitas “O grande desafio da

nossa empresa é o mesmo de todo o

aftermarket e tem a ver com o acompanhamento

de toda a evolução da

mobilidade, nomeadamente os novos

veículos “verdes” elétricos, hidrogénio

ou outros, e com a capacidade

que o aftermarket irá ter para conseguir

adaptar-se e reparar no futuro

esses veículos”. Para este responsável

“O ano de 2021 irá certamente ser

melhor que o 2020, embora neste

momento esteja instalada uma grande

crise de falta de componentes e

matérias primas, que estão a parar

algumas indústrias e a fazer disparar

os preços. Acreditamos que com

o caminhar para a normalidade, esta

situação será ultrapassada em breve”.

A PANDEMIA EMBARGOU MUITOS

NEGÓCIOS, DADA A INCERTEZA

DO FUTURO, MAS TAMBÉM VEIO

ACELERAR OS PROCESSOS

NAS ORGANIZAÇÕES,

PRINCIPALMENTE AO NÍVEL DA

DIGITALIZAÇÃO E TRANSFORMAÇÃO

DIGITAL

PME EXCELÊNCIA

AFTERMARKET 2020

A.J. Monteiro, Lda.

Matosinhos

Alidata - Soluções Informáticas, Lda.

Leiria

António Sérgio Mendes - Rep. Automóveis, Lda.

Guimarães

Atwoo Car Cosmetics, Lda.

Batalha

Auto Comercial Maria Rosa, Lda.

Paredes

Auto Delta - Com. Peças, Acessó. e Auto. Lda.

Leiria

Auto Rina - Reparação de Automóveis, Lda.

Lamego

AutoSalir - Pneus, Lda.

Loulé

Autozitânia - Acessórios e Sobressalentes, S.A.

Odivelas

C.R.P.B. Produtos Ramo Automóvel, Soc. Unip., Lda.

Caminha

Canfer - Peças e Acessórios Auto, Lda.

Mafra

Caralmada - Centro de Manutenção de Veículos, Lda.

Almada

Carlos Manuel Machado Silva, Lda.

Caldas da Rainha

Comercialpeças - Mário de Almeida & Martins, Lda.

Matosinhos

Corauto - Pintura e Técnica Automóvel, Lda.

Loures

Dadicauto - Comércio e Reparação Automóveis, Lda.

Lagoa

Diamantino Perpétua & Filhos, Lda.

Leiria

Eirizcar - Reparações Auto, Lda.

Baião

ELPS, Lda.

Funchal

Europe Rubber Tree - Tires, Lda.

Lisboa

F.L.S. Motor - Reparações Auto, Unipessoal Lda.

Gondomar

Fluxoimpor, Lda.

Porto

Gandra & Filhos, Lda. - (Auto Acessórios Formigosa)

Valença

Gulosipeças - Peças e Acessórios Auto, Lda.

Viana do Castelo

J. Alves - Oficinas Auto, Lda. Santo Tirso

J. Soares & Rodrigues, Lda. - (Soarauto) Braga

Loja de Tintas - Comércio de Tintas, Lda.

Almada

M.C.D.Garcia, Lda.

Sintra

MCS - Peças e Acessó. Auto e Camiões, Unip. Lda.

Loures

Mota & Pimenta, Lda.

Vila Nova de Famalicão

Motorbest Algarve, Lda.

Olhão

Motorbus - Reparações e Peças Auto, Lda.

Vila Nova de Gaia

Peçasram - Comércio de Peças e Acessórios, Lda.

Funchal

Placauto - Chapas Matrícula e Acessó. Auto, S.A.

Sintra

Pneusmir, Lda.

Mira

Rugempeças, Lda.

Sintra

Samiparts - Comércio de Peças Auto, Lda.

Pombal

Sandia Stand - Acessórios Auto, Lda.

Portimão

Vales & Vales - Acessórios Auto, Unipessoal Lda.

Matosinhos

Vicauto - Peças para Viaturas Pesadas, Lda.

Viseu

Vieira & Freitas, Lda.

Braga

Vitor & Carlos Teixeira 2, Lda.

Braga

22 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


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Leiria: Rua da Fontainhas, nº 77 - Andrinos | 2416 - 905 Leiria | Tel.: 244 830 070 - Fax: 244 813 047 | email: geral@autodelta.pt

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PME EXCELÊNCIA

AFTERMARKET

2020

FRANCISCO SÁ, PRESIDENTE DO IAPMEI

“PME’S

REVELARAM

NOTÁVEL

CAPACIDADE DE

ADAPTAÇÃO E

RECONVERSÃO”

A CRISE RESULTANTE DA COVID 19 GEROU

IMPACTOS MUITO DIFERENCIADOS EM FUNÇÃO

DE MÚLTIPLAS VARIÁVEIS DE ANÁLISE.

AINDA ASSIM, FRANCISCO SÁ, PRESIDENTE

DO IAPMEI, RECONHECE QUE A REAÇÃO DE

MUITAS PME REVELOU O MELHOR DO ESPÍRITO

EMPREENDEDOR, CRIATIVO E RESILIENTE DOS

EMPRESÁRIOS

Em 2020, apesar dos desafios colocados

pela pandemia, pela conjuntura económica

desfavorável em alguns setores de atividade

e pela contínua exigência dos critérios de

seleção, há 2.865 empresas a conquistar o estatuto

PME Excelência. Destas, 601 são empresas

de média dimensão, 2.084 são de pequena dimensão

e 180 são microempresas. Em conjunto,

as PME Excelência são responsáveis por 92.657

postos de trabalho e por um volume de negócios

superior a 11 mil milhões de euros.

A maioria das PME Excelência que se destacaram

pelos melhores desempenhos económico-financeiros

e de gestão, desenvolvem a sua

atividade nos setores do Comércio (28%), da

Indústria (23,4%), e ainda no setor do Turismo

(17,9%). Com maior proeminência dos terri-

tórios litorais e do Norte do país, as regiões de

maior densidade empresarial alcançam o maior

número de empresas distinguidas. Em 2020, é

ainda de assinalar o facto de o Porto (601) ultrapassar

Lisboa (576) como o distrito com mais

PME Excelência, seguidos de Braga (283) e

Aveiro (282).

Numa entrevista concebida ao Jornal das Oficinas,

Francisco Sá fez um balanço económico-financeiro

de 2020, bem como do papel

desempenhado por parte da Agência para a

Competitividade e Inovação nas empresas.

Que impacto teve a pandemia no desempenho

das PME’s?

A informação que temos, a partir do contacto

direto com as empresas no terreno, sugere-nos

um retrato com diferentes matizes. Na realidade

a crise resultante da COVID 19 gerou impactos

muito diferenciados em função de múltiplas

variáveis de análise. Seja por via dos setores de

atividade, dimensão ou mesmo por via da capacidade

de adaptação, da flexibilidade e da situação

- mais ou menos robusta - de partida.

Ainda assim, é-nos grato reconhecer que a reação

de muitas PME revelou o melhor do espírito

empreendedor, criativo e resiliente dos empresários

e que, em simultâneo, traduziu algumas

das melhores características das PME: a sua flexibilidade

e a capacidade de uma reação muito

rápida às alterações do contexto em que se realizam

os negócios. Temos conhecimento de casos

muito interessantes reveladores de uma notável

capacidade de adaptação e mesmo de reconver-

24 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


PME EXCELÊNCIA

AFTERMARKET

2020

A PREOCUPAÇÃO DO IAPMEI TEM SIDO A DE APROFUNDAR O CONHECIMENTO

E A REALIDADE DAS EMPRESAS E DE DISPONIBILIZAR INSTRUMENTOS

DE POLÍTICA PÚBLICA QUE SEJAM ADEQUADAS ÀS NECESSIDADES DOS

EMPREENDEDORES E DOS EMPRESÁRIOS

são, ainda que parcial, da sua atividade. Esta atitude

foi muito importante não apenas para evitar a

destruição de valor, mas também para identificar

oportunidades e caminhos para uma rápida saída

desta situação.

Reconhecemos também que, apesar de todas as

medidas extraordinárias de apoio que têm sido

disponibilizadas, muitas PME enfrentam desafios

exigentes para regressarem ao patamar pré pandemia

da sua atividade. Estamos particularmente

atentos a estas situações e a trabalhar ativamente

com o Governo para evitar maior destruição de valor.

Considera que as PME estão a conseguir reagir

bem à crise? Os apoios do Estado têm sido suficientes?

Sim, de uma forma geral podemos dizer que sim.

Mas, há que reconhecer que, apesar de todas as

medidas extraordinárias de apoio que têm sido

disponibilizadas e neste particular é importante

destacar o enorme esforço financeiro que foi feito

- muitas PME, em particular as dos setores que

viram a sua atividade legalmente condicionada,

enfrentaram desafios porventura demasiado exigentes

para a sua condição e recursos, encontrando-se,

neste momento numa posição de alguma

fragilidade e com dificuldades em retomar a sua

atividade normal. Como disse, estamos atentos a

estas situações.

Quais os apoios previstos para as PME que se

encontram em situação económica mais difícil?

Ao longo do último ano, desde que a crise sanitária

teve início, foram lançados vários mecanismos de

apoio que tiveram como objetivo mitigar os efeitos

causados pela pandemia. Numa primeira fase

apoios relacionados com o reforço de tesouraria e

capitalização para fazer face às quebras ou à cessação

temporária de atividade em algumas empresas

e medidas de apoio à recuperação da atividade e

continuidade do emprego, como linhas de crédito,

os regimes de lay off, do apoio aos trabalhadores

independentes, das moratórias de crédito e também

das medidas fiscais que vieram permitir algum

diferimento no cumprimento das obrigações

fiscais das empresas, para além da introdução do

Programa ADAPTAR que visou o apoio às empresas

para ajustar as suas condições de laboração às

novas exigências colocadas pela pandemia.

Na 2ª fase da pandemia foi lançado o Programa

APOIAR cujo objetivo é contribuir para uma melhoria

da situação de tesouraria das micro, pequenas,

médias empresas, e empresas com 250 trabalhadores

ou mais, com volume de negócios não

superior a 50 milhões de euros, sob a forma de subsídio

a fundo perdido, para apoio a empresas dos

setores particularmente afetados pelas medidas

excecionais aprovadas no contexto da pandemia

COVID-19. O Plano de Recuperação e Resiliência

(PRR) contempla um conjunto de iniciativas que

se inserem em três principais domínios: resiliência,

transição climática e transição digital para as

quais está previsto um valor global que ascende a

praticamente 2,5 mil milhões de euros.

O aproveitamento destas oportunidades por parte

das empresas far-se-á através de investimentos

em qualificação de recursos humanos e em incorporação

de tecnologias digitais. Para tirar partido

das oportunidades vertidas no PRR no que toca

ao digital, as empresas deverão possuir uma estratégia

clara de abordagem à sua transição digital,

identificando as áreas onde precisam de apostar e

investir com o apoio dos fundos europeus do PRR

ou Portugal 2030.

Qual o contributo do IAPMEI para ajudar os empresários

a ultrapassar esta situação difícil?

A preocupação do IAPMEI tem sido a de aprofundar

o conhecimento e a realidade das empresas

e de disponibilizar instrumentos de política

pública que sejam adequadas às necessidades dos

empreendedores e dos empresários e, que acompanhem

todo o ciclo de vida das empresas. Ao longo

do último ano o IAPMEI reforçou e orientou os

serviços de apoio a diversos níveis. Desde logo, em

matéria de capacidade de operacionalização e de

prestação de informação às empresas e disponibilizou

toda a sua rede descentralizada para apoio e

resposta aos empresários que atravessam momentos

de grande dificuldade e incerteza no negócio,

mas também na gestão e apropriação da informação

associada às circunstâncias excecionais que

atravessamos.

Neste momento mantém-se o objetivo de apoiar

as estratégias empresariais de recuperação, ajustamento

e consolidação da atividade, algumas das

quais já orientadas para resposta aos desafios pós

covid’19. Face à dimensão dos impactos é sempre

possível, à posteriori, admitir que poderia ter sido

feito mais e melhor. Ainda assim parece-nos justo

reconhecer que a pronta intervenção pública e as

medidas de mitigação dos impactos da pandemia

contribuíram de forma muito significativa para

evitar uma maior destruição de valor e de emprego.

Em 2021 quais estão a ser as principais apostas

do IAPMEI para apoiar as PME?

O IAPMEI terá um papel relevante em várias

componentes de investimento previstas no Plano

de Recuperação e Resiliência (PRR). Na dimensão

resiliência estão previstas medidas como a criação

de agendas para a Inovação Empresarial, que visa

o apoio a iniciativas de consórcios completos que

implementem agendas transformadoras de setores,

fileiras ou cadeias de valor, com impacto estrutural

na nossa economia e no acesso ao mercado

com novos produtos ou serviços. Por outro lado, a

Missão Interface, visa a renovação e alargamento

da rede de suporte e articulação entre o sistema

nacional científico e tecnológico e o tecido produtivo.

Estas medida comportam um orçamento

global de 1 116 milhões de euros. Já na área da

transição climática, o PRR integra um conjunto

26 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


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de iniciativas, lideradas pelo IAP-

MEI, com vista à Descarbonização

da indústria, através da promoção

e do apoio financeiro à indústria

nacional para uma atuação pluridimensional

no plano ambiental,

com um orçamento previsto de 715

milhões de euros.

No que se refere à transição digital,

para a qual está previsto um orçamento

de 650 milhões de euros, o

IAPMEI irá participar em medidas

que irãoa contribuir para reforçar a

digitalização do tecido empresarial

de modo a recuperar o seu atraso

face ao processo de transição digital

em curso e apoiar as empresas

no reforço das competências digitais

dos seus trabalhadores, na

modernização dos seus modelos de

negócio, bem como os seus processos

de produção, incluindo a desmaterialização

dos fluxos de trabalho,

na criação de novos canais

digitais de comercialização de produtos

e serviços, na incorporação

de tecnologias digitais disruptivas

nas propostas de valor das empresas

e no estimulo ao empreendedorismo

de base digital.

Estas ações preveem a requalificação

de 36 mil trabalhadores, o

apoio a 30 mil PME, a constituição

de 10 aceleradoras digitais e o acesso

a formação teórica e consultoria

vocacionadas para a Indústria 4.0,

bem como a emissão de 3 mil vouchers

destinados a startups.

Que vantagens tem uma empresa

com o Estatuto PME Excelência?

O estatuto PME Excelência foi lançado

pelo IAPMEI com o objetivo

de distinguir empresas com perfis

de desempenho superiores, conferindo-lhes

notoriedade e criando-

-lhes condições otimizadas de financiamento

para desenvolverem

as suas estratégias de crescimento

e de reforço da sua base competitiva.

As PME Excelência são selecionadas

pelo IAPMEI a partir do

universo das PME Líder, num justo

reconhecimento do seu mérito e

do seu contributo para os resultados

da economia.

Trata-se de um selo de reputação

que permite às empresas relacionarem-se

com a sua envolvente

- fornecedores, clientes, sistema financeiro

e autoridades nacionais e

regionais - numa base de confiança

facilitadora do desenvolvimento

dos seus negócios. Para empresas

exportadoras e com ambição internacional,

o estatuto PME Excelência

é particularmente relevante,

constituindo um fator de diferenciação

e uma garantia da solidez e

idoneidade das empresas. l

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Julho/Agosto 2021 27


OPINIÃO

ESTELLE PEREIRA, ADMINISTRADORA DO ROADY EM PORTUGAL

MODERNIDADE ASSOCIADA

À MOBILIDADE

É UM DOS EIXOS CENTRAIS DO ROADY, A INSÍGNIA AUTOMÓVEL DO GRUPO OS MOSQUETEIROS, E QUE

CADA VEZ MAIS É UM TEMA BASTANTE PRÓXIMO DA REALIDADE DE TODOS OS PORTUGUESES. O MERCADO

AUTOMÓVEL COMO O CONHECÍAMOS JÁ NÃO EXISTE, ENCONTRANDO-SE EM CONSTANTE TRANSFORMAÇÃO,

NUMA ÚNICA DIREÇÃO: A MOBILIDADE CADA VEZ MAIS SUSTENTÁVEL

A

utilização de veículos

elétricos tem vindo a crescer,

registando um aumento de

85% em 2020, face ao ano anterior.

Sendo esta a tendência de futuro,

no Roady estamos a preparar as

nossas equipas para este mercado

em transformação, privilegiando

desenvolver a nossa capacidade

de adaptação e resposta, que cada

vez deve ser mais rápida e onde

a digitalização cumpre um papel

fundamental, na transparência e

agilidade, cada vez mais valorizadas

pelo consumidor.

O Roady disponibiliza, neste

momento, 34 centros-auto de norte

a sul do país, estando prevista

mais uma abertura ainda para este

ano. Alinhados com os objetivos

fixados pelo governo, de atingir

40% de mobilidade elétrica até

2030 e a neutralidade carbónica em

2050, pautamo-nos pela oferta de

serviços e produtos onde os preços

baixos, a rapidez, a conveniência e a

qualidade são privilegiadas.

Desde sempre apostamos na

formação dos nossos técnicos e na

evolução do conceito de loja para

que a experiência diária dos nossos

clientes seja cada vez mais positiva.

Para além de todos os esforços que

reunimos para melhorar os nossos

serviços, somos desafiados, dia

após dia, a acompanhar e adaptarnos

às novas exigências dos nossos

consumidores, motivadas pela

evolução tecnológica.

A mobilidade é, para nós, muito

mais do que a deslocação do “ponto

A ao ponto B”. A mobilidade,

numa lógica de sustentabilidade,

começa no momento da escolha do

veículo e tem continuidade através

da manutenção cuidada e regular

para garantir a segurança, acima

de tudo. Por isso, disponibilizamos

um serviço completo, reunindo

no mesmo espaço uma loja e uma

oficina multimarca com equipas

técnicas especializadas.

Sabemos que as soluções mais

sustentáveis são uma preocupação

universal. Para além de produtos e

serviços adaptados a essa realidade,

abraçamos projetos que vão no

sentido de aproveitar o que é nosso,

de forma sustentável. “Trotinetar

Portugal” é precisamente um

desses exemplos – um convite aos

portugueses para conhecerem o

que de melhor temos no nosso país,

de trotinete elétrica. Em 2020,

oferecemos trotinetes às autarquias

de várias cidades, proporcionando

novas experiências aos locais e

a quem as visita. Promovemos

o país, cuidamos do ambiente e

incentivamos algo que é essencial

para todos nós neste momento: a

oportunidade de viajar por circuitos

alternativos e de conviver,

mas sempre com a máxima

segurança. E o nosso

objetivo é continuar a

“trotinetar” por Portugal.

Hoje, sentimos que

o Roady tem um

papel ainda mais

fundamental no dia a

dia dos portugueses.

Proporcionamos um

serviço completo que

acompanha tendências e

que corresponde a todas

as novas necessidades

dos consumidores.

Somos opções de

mobilidade,

somos serviços facilitadores do dia

a dia stressante e agitado, somos

promotores de viagens seguras…

tudo isto, numa altura em que todos

precisamos de viver e desfrutar de

bons momentos. l

A MOBILIDADE, NUMA LÓGICA

DE SUSTENTABILIDADE, COMEÇA NO

MOMENTO DA ESCOLHA DO VEÍCULO E TEM

CONTINUIDADE ATRAVÉS DA MANUTENÇÃO

CUIDADA E REGULAR PARA GARANTIR

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s alterações técnicas e tecnológicas que estão

a acontecer no nosso setor, a transformação

dos modelos de negócio, a pressão da transformação

digital e as alterações de hábitos de

consumo, obrigam as empresas a uma adaptação

quase constante, e, esta só é possível com

pessoas capacitadas e motivadas para o efeito.

Infelizmente, em Portugal, ainda existem empresários

que consideram a formação dos seus

colaboradores um luxo dispensável. Felizmente,

tal tem vindo a mudar na última década,

por força do grau de exigência do negócio, mas

também pela entrada no mercado de trabalho

de uma geração que está mais instruída, ávida

de conhecimento e informação, mais sensível

aos temas da gestão e muito mais recetiva ao

meio envolvente digital.

O Passado da Formação

Profissional em Portugal

Sem querer mexer muito no passado, convém

contextualizar que Portugal passou um período

de grande abundância de dinheiro para formação

profissional aquando da adesão à CEE

(Comunidade Económica Europeia) e em que

todos ganhavam dinheiro com a formação,

mesmo que a mesma carecesse de objetividade

e/ou de qualidade. Como tal, banalizou-se

e desvalorizou-se um dos maiores ativos para

a capacitação das pessoas no nosso país. Esta

desvalorização chegou às Escolas e às Escolas

Profissionais, onde se instalou um novo paradigma,

de que ter uma profissão era um sinal de

menor capacidade intelectual do que ter uma

licenciatura. Desenvolvemos por isso uma geração

de doutores e engenheiros, que por o serem,

consideravam que qualquer trabalho fora de

uma secretária era uma despromoção. Criámos,

assim, um fosso profissional para as empresas

que ainda hoje não está ultrapassado.

Educação e Formação

Muitas vezes a educação e a formação são vistas

de forma separada. Em Portugal, talvez por

razões históricas, a educação é da responsabilidade

do ministério da educação e a formação é

da responsabilidade do ministério do emprego

e formação profissional. No entanto, em países

como a Alemanha, a educação e formação são

vistas numa perspetiva alinhada (normalmente

um só ministério tutela educação e formação) e,

mesmo todos os organismos europeus que tutelam

a formação, fazem-no de forma integrada

com a educação. Algo que também nos separa

do modelo alemão é a forma de desenvolvimento

das profissões e dos cursos profissionais. Na

Alemanha, as empresas informam as Câmaras

de Comércio suas associadas sobre quais as

necessidades em termos de profissões, e estas

informam o Governo. Referimos o modelo alemão

devido aos seus sucessivos governos assumirem

que a formação é um dos pilares da sua

economia. Em Portugal, o sentido de desenvolvimento

das profissões é muitas vezes o oposto.

Os Governos desenvolvem profissões e cursos,

que muitas vezes estão desfasados das necessidades

do mercado de emprego ou mesmo da

realidade atual e futura das empresas. Algo deveria

mudar neste ponto, a bem do desenvolvimento

dos jovens, das pessoas, das empresas

e do país. Tendo em conta que já assistimos a

técnicos competentes das instituições dos Governos

a entenderem esta problemática, seria

interessante iniciar um processo disruptivo do

tradicional. De qualquer forma, conforme nos

mostra o Quadro I, temos conseguido melhorar

em todas as faixas etárias a aprendizagem

ao longo da vida. Apesar do estudo em causa

ter 5 anos, deve-nos preocupar que nos grupos

etários de 35 a 54 anos, apenas 50% (generalizando)

das pessoas, tenham participado em

atividades de aprendizagem ao longo da vida.

A Educação e a União Europeia

A Comissão Europeia delineou um “Espaço

Europeu da Educação” que possui seis dimensões:

qualidade da educação e da formação,

inclusão, transições ecológica e digital, professores

e formadores, ensino superior e dimensão

geopolítica. A União Europeia tem vários organismos

que tutelam a educação e a formação,

mas podemos mencionar especificamente dois:

CEDEFOP – Centro Europeu para o Desenvolvimento

da Formação - e a ETF – Fundação

Europeia para a Formação. Apesar de existirem

todos estes organismos para “pensarem” a Educação

e a Formação, está claro que a responsabilidade

das políticas de implementação, pertencem

a cada estado-membro. Isto é dizer que

para algo mudar em Portugal relativamente a

este assunto, terá de ser Portugal a fazê-lo porque

não existirão diretivas comunitárias para o

efeito.

A Capacitação

das Pessoas nas Empresas

Todos os dias os empresários comentam a dificuldade

em encontrar pessoas qualificadas

para a grande maioria das funções, e isto, não

é uma característica única do nosso setor. Tal,

levou a que as empresas tenham decidido desenvolver

as suas próprias estratégias de formação

dos seus colaboradores, assumindo o risco

de os poderem perder para um concorrente. A

verdade é que tal dinâmica, também leva a que

o empresário considere o desenvolvimento e a

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto 2021 31


QUADRO I // Proporção de pessoas de 18 a 64 anos que

participaram em atividades de aprendizagem

ao longo da vida (%). Fonte: INE

Ensino básico

Ensino

Básico

Ensino

secundário

Ensino

superior

1º ciclo

2º ciclo

3º ciclo

18,1

7,6

30.9

20,6

48,1

37,2

63,2

55,1

72,6

65,0

37,6

25,4

44,9

19,9

Portugal 50,2

30,9

Estudante

45,8

27,7

52,9

31,8

56,1

36,0

50,0

30,4

48,4

31,8

Conhecimento Habilidade Atitude

2007 2016

Empregado

98,1 55,6

96,9 32,2

Desempregado Outros inativos

30,6 11,7

24,4 6,1

QUADRO II // Para as coisas acontecerem, a atitude

de “querer fazer” é essencial.

Fonte: Sistema de Gestão Integrada

Competência

Saber Saber fazer Querer fazer

Grupo etário

18-24 80,7 60,8

25-34 60,2 40,2

35-44 53,9 28,5

45-54 43,0 22,0

55-64 28,6 10,8

Treinamento teórico Treinamento prático Depende do profissional

51,5

31,1

49,0

30,7

implementação de uma política de recursos humanos na

empresa. Responder às questões: Como captar talento?

Como desenvolver talento? Como reter este mesmo talento

na minha empresa? São desafios de um gestor de qualquer

empresa, independentemente da sua dimensão.

A formação em empresas é hoje encarada com grande seriedade

pela maioria das partes envolvidas (empresários,

formandos, formadores, entidades formativas, entidades

certificadoras da formação). Mas quando pretendemos

capacitar pessoas e motivar pessoas, somente formação, já

não chega. Muito menos quando a mesma é usada como

um “castigo” em algumas empresas. Quando a pessoa não

sabe ou não quer saber, é enviada para uma sessão de formação

e o problema passou para o formador.

Qualquer sessão de formação deve ser precedida de um

diagnóstico. Qual o objetivo do promotor? Quem é o grupo-alvo?

Qual o sentimento atual do grupo-alvo perante a

empresa e perante o tema a tratar? Depois de esclarecidos

estes pontos, deverá ser desenhada uma solução formativa

customizada. Devem ser muito bem geridas as expectativas

de todos os intervenientes relativamente à sessão. Não se

alteram comportamentos de meses, anos ou décadas, com

uma sessão de um dia de trabalho em sala.

Quando estamos em presença de formação mais “técnica”,

temos de ter em conta que por vezes o formando até sabe

como se faz, mas não sabe fazer. Confuso? Explico: Se eu

assistir a 20 cirurgias do apendicite, já sei como se faz, mas

tal não me capacita para fazer eu mesmo uma… É aqui que

entra a necessidade do treinamento e do field coaching

(treinador de campo). Muitas vezes em sala, os formandos

ficam muito entusiasmados com aquilo que aprendem, mas

depois não conseguem transpor para a realidade das suas

organizações, e, o potencial ganho da formação perdesse.

A empresa perde e a pessoa fica normalmente frustrada

porque sabe, mas não consegue fazer. Resultado: potencial

desmotivação em regressar a uma sessão de formação.

A Motivação das Pessoas nas Empresas

A empresa pode ter as pessoas capacitadas (sabem como se

faz e sabem fazer), mas estas não estarem suficientemente

motivadas para “quererem fazer”. Conforme nos mostra o

Quadro II, para as coisas acontecerem, a atitude de “querer

fazer” é essencial. Os gestores mais céticos, podem já considerar

que, quando uma pessoa não quer fazer, é por mera

teimosia ou para marcar a sua posição na empresa ou no

grupo. Mas antes de entrarmos no campo mais negativo,

sugerimos que considerem 3 hipóteses: medo de errar, falta

de autonomia e desmotivação. O medo de errar pode ser

por falta de autoconfiança da pessoa, ou por uma cultura

de empresa em que o erro é brutalmente punido. A autonomia

é uma questão de delegação. Se a chefia delega definindo

os objetivos, os limites da delegação e que o erro faz

parte do processo de aprendizagem, então este obstáculo

está ultrapassado. A motivação é intrínseca a cada pessoa

e como tal, será necessário ouvir o que motiva e desmotiva

cada pessoa da equipa.

32 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


O trabalho nas Empresas 4.0

Existe uma nova geração que valoriza muito a sua independência.

Trabalhar em casa ou ao ar livre, sem horário fixo,

com projetos, em substituição de trabalhos repetitivos, e,

com uma remuneração indexada ao sucesso, é o sonho de

muitos. O teletrabalho forçado pela pandemia, veio potenciar

e acelerar esta forma de trabalho. O conceito chamado

ROWE – Results Only Work Environment (ambiente de

trabalho em que só interessam os resultados) representado

no Quadro III, mostra-nos a diferença de um ambiente de

trabalho tradicional e um ambiente ROWE.

Quadro III // Diferença de um ambiente de trabalho

tradicional e um ambiente ROWE

Os Players da Formação

Algumas empresas, procuram nas universidades, as Escolas

de Gestão ou de Executivos para capacitar os seus colaboradores.

Em algumas destas empresas, a participação

em sessões de formação contínua dos seus colaboradores,

faz parte do seu processo de desenvolvimento humano e

profissional. Como tal, passou a ser recorrente as pessoas

estarem em formação. E, é absolutamente compreensível.

Outras, procuram empresas especializadas em formação e

na sua área de negócio. O que parece claro para a grande

maioria dos players do nosso setor, é que as empresas

necessitam de assumir um papel social de capacitação do

setor, a fim do mesmo conseguir ultrapassar os mega desafios

que têm pela frente. Seria uma imensa injustiça não

mencionar três instituições, que muito têm feito ao longo

de décadas pela formação no nosso setor: ATEC, CEPRA e

DUAL. Estas instituições têm formado muitos jovens para

o setor, com um ecossistema muitas vezes difícil. Associações

do setor, como a ACAP, através da sua divisão DPAI,

tem dado um forte impulso à formação de qualidade dos

players do aftermarket nos últimos anos estando, por isso,

também de parabéns pela iniciativa e empenho. As outras

associações do nosso setor como a ANECRA e a ARAN,

seguramente irão incrementar o seu papel junto do setor

relativamente à capacitação do mesmo.

Não esqueçam!

Quando o único futuro que reconhecemos é a incerteza,

então devemos estar preparados para qualquer futuro. l

Dário Afonso, diretor da ACM

Cultura Típica

de Trabalho

Cultura de direito

Concentre-se em horários

e folgas

Conversas subjetivas

Foco individual

O tempo é a moeda

do trabalho

Liberdade sem

responsabilidade

Gerentes dizem “Todas

as mãos no convés”

Flexibilidade de gestão

(baseada em permissão)

Sem resultados?

Chega de teletrabalho

Sistema

ROWE

Cultura de oportunidade

Foco no trabalho

Conversas objetivas

Foco na equipa / organização

Resultados como moeda

de trabalho

Responsabilidade primeiro

Os coaches de resultados

promovem “Todos no ponto”

100% autónomo

e responsável

Sem resultados?

Sem emprego

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto 2021 33


CAMPANHA 2021

GUIA DE ASSISTÊNCIA

A VEÍCULOS ELÉTRICOS E HÍBRIDOS

INSPEÇÕES PERIÓDICAS:

O QUE MUDA?

A INSPEÇÃO OBRIGATÓRIA AOS AUTOMÓVEIS NÃO DISTINGUIU DURANTE MUITOS ANOS VEÍCULOS DE MOTORES

A COMBUSTÃO DE CARROS MOVIDOS A ENERGIA ELÉTRICA OU COM ESTA COMO APOIO, COMO É O CASO DOS

HÍBRIDOS. NO ENTANTO, NO FIM DO ANO PASSADO, ISSO MUDOU, COM A INTRODUÇÃO DE UM ANEXO

(O ANEXO X) COM DISPOSIÇÕES ESPECÍFICAS PARA CARROS ELÉTRICOS E HÍBRIDOS


PATROCINADOR >

A

inspeção periódica visa confirmar a manutenção

das boas condições de funcionamento

e de segurança dos veículos,

de acordo com as suas características originais,

ou as resultantes de transformação autorizada.

Com base na deliberação nº 723/2020 do Conselho

Diretivo do IMT (Instituto de Mobilidade

e Transportes), os veículos elétrico e híbridos

passam a estar sujeitos na inspeção periódica à

verificação de alguns itens específicos.

A lei introduziu, assim, um anexo (o Anexo X)

com disposições específicas para veículos híbridos

e elétricos, classificando as deficiências

observadas pelos inspetores neste género de

automóveis. De acordo com a legislação, os inspetores

dos centros IPO passaram a verificar os

componentes relacionados com o sistema das

baterias, os circuitos elétricos de alta tensão, os

cabos de massa e o sistema de carregamento,

entre outros. O Anexo X identifica precisamente

esses pontos, incluindo o estado das baterias.

Para que este seja analisado, o inspetor deverá

verificar se as mesmas estão deterioradas ou

com deficiência de estanquicidade.

A necessidade de encontrar pontos específicos

de inspeção está relacionada com o facto de

haver cada vez mais carros elétricos ou eletrificados

em circulação, cujas características são

muito díspares dos seus congéneres apoiados em

motores de combustão. E, se o sistema é distinto,

também as falhas que colocam em causa a segurança

do veículo são diferentes.

Periodicidade das inspeções periódicas

No caso dos ligeiros de passageiros, a primeira

inspeção periódica ocorre quatro anos após a data

da primeira matrícula e, em seguida, de dois em

dois anos, até perfazerem oito anos. A partir daí,

a ida a um centro terá de ser anual. Todos os veículos

devem ser apresentados às respetivas inspeções

até ao dia e mês do registo da matrícula.

A inspeção pode ser feita durante os 3 meses que

antecedem essa data.

Os veículos vão chumbar na inspeção se tiverem:

l Mais de cinco defeitos leves (Tipo 1);

l Um ou mais defeitos graves (Tipo 2) ou muito

graves (Tipo 3);

l Quando não tiverem sido corrigidos os defeitos

anotados na ficha da inspeção anterior.

l Equipamento de travagem;

l Direção;

l Visibilidade;

l Equipamento de iluminação e componentes do

sistema elétrico;

l Eixos, rodas, pneumáticos, suspensão;

l Quadro e acessórios do quadro;

l Equipamentos diversos;

l Emissões (veículos híbridos);

l Controlos suplementares para veículos de transporte

de passageiros das categorias M2 e M3.

O que muda na inspeção

de carros elétricos e híbridos?

Com o aumento do número de carros elétricos e híbridos

em Portugal, o Instituto da Mobilidade e dos

Transportes definiu vários pontos que devem ser

analisados nestes veículos na hora da inspeção. A

nova regulamentação para veículos elétricos e híbridos

entrou em vigor no dia 1 de novembro de 2020

e trouxe vários pontos a analisar. Além das baterias,

a caixa onde estas se encontram também é alvo de

uma observação, sendo verificado se a mesma está

danificada, se a sua fixação foi comprometida ou se

o sistema de arejamento tem algum tipo de obstrução.

No caso dos circuitos elétricos de alta tensão, o

documento obriga a uma verificação da cablagem e

das ligações para perceber se estas estão deteriora-

das ou se revelam uma deficiente fixação. Paralelamente,

devem ser verificados todos os cabos

de massa e todos os equipamentos elétricos/eletrónicos

presentes no circuito de alta tensão.

Por fim, passam também a ser analisados os dispositivos

de segurança como o anti-arranque. Já

no caso do sistema de carregamento, deve ser revista

a proteção da tomada, a tomada e os cabos

de carregamento – qualquer fissura ou rasgo poderá

implicar o registo de uma anomalia.

Anomalias de diferentes gravidades

O documento que passou a integrar as regras da

Inspeção não só refere o que deve ser analisado

neste género de automóveis, como clarifica o que

se trata de uma deficiência de gravidade baixa,

média ou elevada, dividindo-as por Tipo 1, Tipo

2 e Tipo 3, respetivamente. Por exemplo, nas baterias,

enquanto uma caixa danificada representa

uma deficiência do Tipo 1, todas as restantes

anomalias relacionadas são do Tipo 2.

De referir que nas restantes secções, relacionadas

com os circuitos elétricos de alta tensão, com

os equipamentos elétricos e eletrónicos de alta

tensão, com os dispositivos de segurança, com

o sistema de carregamento ou com os cabos de

carregamento, há anomalias dos tipos 1 e 2, não

existindo nenhuma do Tipo 3. Seja qual for a

Pontos de inspeção aplicáveis

aos veículos elétricos

l Identificação do veículo;

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto 2021 35


anomalia num carro híbrido ou elétrico relacionada

com o seu sistema de alimentação será sempre de

baixa ou de média gravidade, não existindo nenhuma

que seja considerada muito grave.

As tipologias das deficiências vão determinar os passos

a seguir. Por exemplo, quando o veículo é reprovado

com deficiências do Tipo 1, é possível circular

com o automóvel sem quaisquer condicionalismos.

No entanto, há um prazo de 30 dias para fazer todas

as reparações antes de voltar ao centro de inspeção.

Mesmo que o número de anomalias do Tipo

1 não justifique o chumbo (menos de cinco), convém

sempre tratar da sua reparação, já que a repetição

da mesma anomalia numa inspeção futura transformar-se-á

numa deficiência de Tipo 2.

Se o veículo for reprovado com deficiências Tipo 2,

deixa de poder transportar passageiros ou carga até

que seja aprovado numa nova inspeção. Esta deverá

realizar-se até 30 dias depois, apresentando reparadas

todas as anomalias identificadas. No caso dos itens

analisados nos automóveis elétricos e híbridos, não há

nenhum que possa constituir uma deficiência do Tipo

3. No entanto, caso exista alguma destas noutro sistema

do automóvel, como na travagem, apenas é permitida

a circulação do veículo até ao local de reparação

e posterior regresso ao centro de inspeção (que deve

também ser feito no prazo máximo de 30 dias). l

Quadro

A LEI N.º 723/2020, REFERENTE ÀS INSPEÇÕES PERIÓDICAS OBRIGATÓRIAS, INTRODUZIU NO FINAL DE 2020 O ANEXO X COM DISPOSIÇÕES ESPECÍFICAS

PARA VEÍCULOS HÍBRIDOS E ELÉTRICOS, CLASSIFICANDO AS DEFICIÊNCIAS OBSERVADAS PELOS INSPETORES NESTE GÉNERO DE AUTOMÓVEIS.

Descrição da deficiência

Baterias de tração e suas caixas

Bateria deterioradas

Baterias com deficiência de estanquicidade

Caixa deteriorada

Caixa muito deteriorada

Caixa com má fixação

Sistema de arejamento da caixa de baterias obstruído

Tipo deficiência

1 2 3

X

X

X

X

X

X

Circuitos elétricos de alta tensão

Cablagem e ligações com alguma deterioração

Cablagem e ligações com deficiente proteção ou deterioração importante

Cablagem e ligações com fixação defeituosa

Cablagem e ligações com fixação defeituosa afetando a segurança

X

X

X

X

Cabos de massa

Deterioração

Deterioração importante

X

X

Ligação de massa

Não conforme a regulamentação

X

Equipamentos elétricos e eletrónicos diversos do circuito de alta tensão

Deterioração

Deterioração importante

Fixação defeituosa afetando a segurança

Proteção defeituosa afetando a segurança

X

X

X

X

Dispositivos de segurança

Dispositivo anti -arranque (cabo de carregamento ligado) inoperacional

Outros dispositivos de segurança inoperacionais

X

X

Sistema de carregamento

Proteção da tomada de carregamento deteriorada

Proteção da tomada de carregamento exterior — ausência

Tomada de carregamento — deteriorada

Tomada de carregamento — deterioração importante ou inoperacional

X

X

X

X

Cabo de carregamento

Deterioração

Deterioração importante

X

X

36 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


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Veja o vídeo

entrevista


ANTONIETA LOUREIRO, MANAGING DIRECTOR DA OSRAM

VAMOS FOCALIZAR-NOS

EM PRODUTOS DE VALOR

ACRESCENTADO

A OSRAM CELEBROU NO PASSADO DIA 25 DE ABRIL, O SEU 90º ANIVERSÁRIO EM PORTUGAL,

UMA BONITA DATA E COMO TODAS AS EMPRESAS COM ESTA IDADE REPLETA DE HISTÓRIAS E MARCOS

IMPORTANTES. EM ENTREVISTA AO JO, ANTONIETA LOUREIRO, MANAGING DIRECTOR DA OSRAM, ASSINALA O

NOTÁVEL PERCURSO DA EMPRESA E FAZ UMA ANTEVISÃO DO FUTURO DA ILUMINAÇÃO AUTOMÓVEL

Desde que começou a atividade como Empresa

Nacional de Aparelhagem Elétrica

(ENAE) a produzir lâmpadas com a marca

LUMIAR, até aos dias de hoje, a OSRAM em

Portugal passou por inúmeras mudanças, acompanhando

a evolução natural dos tempos, mas

mantendo sempre a sua identidade afirmada por

uma longa tradição em inovação e qualidade, na

área da iluminação artificial em todas as suas vertentes.

Desde o início da atividade em 1931, que a

OSRAM sempre teve uma área de negócios Automóvel.

Nessa altura a lâmpada mais popular era

a famosa OSRAM Bilux a lâmpada de duplo filamento

que hoje conhecemos como H4.

Como marcos mais importantes do percurso da

empresa em Portugal, de salientar na década de

90 a construção de uma nova sede, moderna e

sofisticada que funcionava com escritório e armazém

num espaço continuo. Depois mais tarde em

2003 quando a empresa passou a ter uma logística

europeia, a mudança para um escritório na

zona comercial de Carnaxide, onde ainda hoje se

encontra. Em 2016 com a alienação do negócio de

iluminação geral a OSRAM focaliza-se e identifica-se

cada vez mais com o mercado automóvel.

Em Portugal adapta a sua equipa a esta situação

dedicando colaboradores apenas a este mercado,

nas vertentes OEM e IAM. A nível internacional a

OSRAM é uma empresa com sede em Munique e

uma história com mais de 110 anos. Tem aproximadamente

23.500 funcionários em todo o mundo

e gerou uma receita de mais de € 3.5 biliões.

Como é constituída a oferta atual da Osram

para o aftermarket?

Atualmente temos 3 grandes famílias de produtos:

Produtos de Tecnologia Tradicional cerca de

800 referências e 6 promocionais; Produtos de

Tecnologia LED com 120 referências; e Produtos

que vão além da iluminação designados de “Cuidado

e Equipamento Automóvel”, com cerca de

30 referências e iremos lançar em breve mais 15.

Como fazem a gestão de stock?

Fazemos forecasts trimestrais para garantir uma

gestão de stocks mais adequada a cada um dos

mercados onde operamos. Portugal é fornecido

por um dos armazéns centrais que temos para

a Europa e esse fato muitas vezes é uma grande

vantagem para nós já que somos abastecidos por

um armazém com capacidade para fornecer toda

a Europa Ocidental.

Quais as linhas de produto que elegeram como

principais para o mercado português?

Todas as nossas gamas de valor acrescentado,

onde a NIGHT BREAKER é seguramente uma

referência no mercado pelas suas características

de performance, seja em halogéneo ou em xénon,

oferecendo a nossa famosa XENARC NI-

GHT BREAKER LASER até mais 200% de luz

comparativamente aos requisitos mínimos ECE

R98. Da nova gama de Cuidado e Equipamento

Automóvel vamos focalizar-nos em produtos de

valor acrescentado e onde queremos implementar-nos

como uma referência.

Como está organizada a vossa rede de distribuição?

Trabalhamos com alguns dos maiores e mais

prestigiados distribuidores de Portugal. Temos

neste momento parcerias que existem há mais

de 25 anos, num total de 12 distribuidores nacionais

Que apoio tem dado a Osram aos seus clientes?

Nós fazemos questão de estar em contacto permanente

com os nossos clientes e por isso conhecemos

bem a forma como eles trabalham a nossa

marca. Por isso tentamos ser proativos e fornecer-lhes

as ferramentas que melhor fomentem

vendas junto dos clientes deles. Muitas vezes

desenvolvemos programas e apoio customizado

à medida de cada cliente. Como ponto de partida

eu diria que temos uma comunicação mensal

regular onde informamos das últimas novidades

assim como as campanhas mensais de produto.

A OSRAM tem diversificado a oferta com o

lançamento de novos produtos. Qual o objetivo

desta estratégia?

Até há pouco tempo a marca OSRAM era uma

marca de “mono-produto”, ou seja, é associada

apenas a lâmpadas. Neste momento uma das

nossas estratégias para aumentar a notoriedade

da nossa marca é diversificar os produtos que comercializamos

com a marca OSRAM como por

exemplo a nossa linha de produtos para o Cuidado

e Equipamento Automóvel como a gama

de Cuidado da Bateria, composta por práticos

carregadores e arrancadores, ou a de Cuidado

dos Pneus, com compressores e selantes, estes

com qualidade de equipamento original, entre

outras.

A tecnologia LED está a tornar-se no novo

padrão na área das luzes auto. Qual tem sido a

procura destas luzes no aftermarket?

O LED é uma realidade no que diz respeito ao

primeiro equipamento, dando origem a um novo

design de faróis. Já para o aftermarket e apesar

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto 2021 39


ANTONIETA

LOUREIRO

O COMPROMISSO DA OSRAM COM A INOVAÇÃO CONSTANTE

CENTRA-SE NO DESENVOLVIMENTO DE SOLUÇÕES DE ILUMINAÇÃO

AUTOMÓVEL DE QUALIDADE QUE MELHORAM A VISIBILIDADE

DO CONDUTOR E A DE TODOS OS UTILIZADORES DA ESTRADA

de haver uma grande procura, o

facto de não haver uma norma ECE

tem limitado a procura. Na Alemanha

desenvolvemos juntamente

com as entidades, a 1ª lâmpada

legal LED H7 e pensamos que será

um grande passo nesta tecnologia

no que diz respeito à sua presença

no aftermarket.

O desenvolvimento tecnológico

dos automóveis exige sistemas de

iluminação cada vez mais evoluídos,

sofisticados e eficientes. Como está

a OSRAM a acompanhar o desenvolvimento

da indústria automóvel e do

aftermarket?

Ao nível do primeiro equipamento,

trabalhamos em parceria com

muitas marcas bem conhecidas do

mercado português em dois pilares:

qualidade e inovação.

Quais as vantagens de ser um

fornecedor de 1º equipamento?

Para além das vantagens clássicas

associadas à produção industrial eu

adicionaria o facto de um fornecedor

de primeiro equipamento tem

sempre que se manter na vanguarda

da inovação.

Inovação essa que pode em muitos

casos ser extensível ao negócio

de aftermarket contribuindo desta

forma para o sucesso do negócio

total.

Quais as principais ameaças e

desafios que se colocam à Osram

nos próximos anos?

Sem dúvida que a Ledificação que

temos vindo a assistir ao nível do

primeiro equipamento nos cria algumas

ameaças em termos do nosso

negócio e aftermarket tal como o

conhecemos hoje.

Mas também nos cria o desafio de

tentarmos colmatar esse facto com

a introdução de novas linhas de

produtos e novas áreas de negócios.

E é esse o caminho que vamos seguir!

Quais são as expectativas da

Osram para 2021?

Os primeiros meses do ano dão-nos

uma expectativa positiva. Mas tenho

que referir que a retoma do negócio

para os níveis antes da pandemia

ainda não está atingida. Nós

temos a felicidade de estar a introduzir

novas linhas de produtos

no nosso portfólio e por enquanto

com sucesso. Por isso quase que me

atrevia a dizer que as nossas expectativas

para 2021 são boas! l

DIVERSIFICAÇÃO

DO PORTEFÓLIO DE PRODUTOS

A diversificação do portfólio de produtos surge naturalmente no percurso da OSRAM, com o lançamento da linha

de produtos de “Cuidado e Equipamento Automóvel” originalmente resultante da aquisição da RING em 2018.

Esta nova categoria centra-se na segurança, facilidade de uso e manutenção flexível do veículo. Os objetivos

principais são aumentar a presença e notoriedade da marca no setor e possibilitar aos clientes novas oportunidades

de negócio de valor acrescentado e crescimento em parceria com a OSRAM.

40 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


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Entrevista

JOSÉ CARVALHO, RESPONSÁVEL SETOR AUTOMÓVEL ROMAFE

QUEREMOS SER UM PLAYER

DE REFERÊNCIA NO SETOR

AUTOMÓVEL

NO ANO DE CELEBRAÇÃO DO 75º ANIVERSÁRIO DA ROMAFE, JOSÉ CARVALHO, RESPONSÁVEL

PELO SETOR AUTOMÓVEL, ASSINALA O NOTÁVEL PERCURSO DA EMPRESA E DESTACA

O RECENTE INVESTIMENTO NUMA NOVA EQUIPA, EM NOVAS MARCAS E NUM NOVO ARMAZÉM,

TUDO A PENSAR NA ÁREA AUTOMÓVEL, ONDE PRETENDE SER UM PLAYER DE REFERÊNCIA

Tudo começou em 1945, quando Alfredo Pinto

França fundou a Romafe, num pequeno

e modesto apartamento no centro histórico

da cidade do Porto, com o objetivo de comercializar

uma ampla gama de produtos, onde já se incluía um

pequeno stock de rolamentos. Em 1967, Fernando

Figueiredo França assume os destinos da Romafe,

com apenas 19 anos, após a morte de seu pai, Alfredo

Pinto França. Tomando uma decisão difícil, Fernando

França decide que o futuro da Romafe passa

pela especialização. No seguimento da sua estratégia,

a Romafe torna-se distribuidor SKF, uma marca

de nível mundial no fabrico de rolamentos. Em

definitivo, rolamentos e Romafe fundem-se, num

caminho que virá até aos nossos dias. Sempre com o

objetivo de crescimento em mente, a Romafe muda

de instalações, mantendo-se no centro da cidade do

Porto, onde ocupa vários espaços. Chegar a todo o

País, foi o passo seguinte. A criação das filiais em

Guimarães, Viseu, Mirandela e Lisboa e o desenvolvimento

de uma equipa de vendas distribuída por

todo o território, tornou a Romafe uma empresa de

carater nacional.

Atualmente a administração da Romafe tem à

frente a neta do fundador, Mónica França, que

juntamente com José Vaz e José Carvalho, constituem

o Conselho de Administração, que gere uma

equipa com 52 colaboradores distribuídos pela

sede no Porto e filiais, contando ainda com gestores

de conta espalhados pelo país.

Que balanço faz dos 75 anos de vida da Romafe?

O balanço é extremamente positivo. É difícil en-

contrar palavras que resumam bem este percurso e

que lhe façam jus, mas foi um percurso cheio de lições

e vitórias. O início da história da Romafe deu-

-se num pequeno apartamento, na baixa do Porto,

com 3 funcionários e, atualmente, empregamos

dezenas de colaboradores distribuídos por todo o

território nacional. Penso que isso espelha bem a

evolução da empresa. O percurso da Romafe contou

com 3 gerações da mesma família. A primeira

fundou a empresa, muito voltada para a manutenção

industrial. A segunda geração focou-se na

especialização da empresa na área dos rolamentos.

E a terceira é responsável por uma mudança de paradigma,

em que não somos apenas uma empresa

que comercializa produtos, mas sim que oferece

soluções e serviços à medida de cada cliente.

Este ano a Romafe tornou-se sócia da Dipart. Qual

o objetivo deste acordo?

O objetivo deste acordo, é o de garantir que os nossos

clientes têm as melhores marcas e as melhores

condições comerciais do mercado. Desta forma

conseguimos corrigir algumas assimetrias que se

vinham a notar no mesmo.

Recentemente investiram numa nova equipa, em

novas marcas e num novo armazém, tudo a pensar

na área automóvel. Qual o objetivo desta aposta

no aftermarket automóvel?

Sabemos que este é um setor com muita atividade

e que requer muita especialização. O novo armazém

foi fundamental para que pudéssemos manter

a nossa imagem de marca e o stock necessário para

satisfazer os nossos clientes. Também foi necessário

ter uma equipa formada e conhecedora do

setor, capaz de satisfazer as necessidades do mercado.

Por fim, a parceria com as marcas cumpre

o objetivo de termos um portefólio de produtos e

soluções de qualidade e que encaixem com o que

o mercado nos solicita. O objetivo passa por sermos

um player de relevo no setor Automóvel e com

quem os nossos clientes possam contar para os

mais variados problemas.

Quais os meios que estão envolvidos neste novo

projeto a nível de instalações e recursos humanos?

Para o setor automóvel contamos um armazém dedicado,

com cerca de 2.000 m2. Quanto a recursos

humanos, contamos com um gestor de produto

dedicado à lubrificação e ainda 5 gestores de conta

dedicados aos nossos clientes.

Continuam a vender apenas para o retalho?

Algo de que não abdicamos é da cadeia de distribuição,

pois acreditamos que cada membro acrescenta

valor ao serviço prestado. Como tal, a Romafe

apenas vende ao retalho.

Já pode fazer um balanço do desempenho do novo

departamento auto?

Como é evidente, a pandemia atrasou o crescimento

que esperávamos atingir. Atualmente, estamos

numa rota de claro crescimento e expansão, que

ainda serão maiores com a introdução da parceria

com a Valeo. Ao longo deste ano e de forma consolidada

em 2022, contamos que o setor automóvel

42 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


Veja o vídeo

PROCURAMOS, ACIMA DE TUDO, INOVAR, IDENTIFICANDO NOVAS

OPORTUNIDADES QUE SE TRADUZAM NUMA MAIS VALIA PARA OS NOSSOS

CLIENTES. É ESTE FATOR QUE NOS MOVE, A FAZER MAIS E MELHOR


JOSÉ CARVALHO

A ROMAFE É UMA EMPRESA RECONHECIDA NO MERCADO PELO SEU RIGOR

COM A QUALIDADE DOS PRODUTOS COMERCIALIZADOS E SERVIÇOS QUE

DISPÕE E QUE PROCURA CRIAR E MANTER RELAÇÕES DURADOURAS COM

PARCEIROS E CLIENTES

represente uma grande percentagem

de vendas da Romafe.

Que apoio estão a dar aos vossos

parceiros de revenda a nível de

formação técnica, marketing ou

campanhas?

Temos como boa prática ajudar os

nossos parceiros a manterem-se a

par das alterações do mercado, bem

como receber conhecimento sobre

novas práticas e soluções. Como tal,

sempre que necessário fornecemos

formação na área.

Também criamos conteúdo na área

de marketing, bem como campanhas

para ajudar os nossos clientes a chegar

ao consumidor final.

Qual é o vosso compromisso com os

clientes?

Nós vemos os nossos clientes como

parceiros de negócio e, por isso,

apenas apresentamos soluções que

tragam benefício mútuo. Pretendemos

que o cliente percecione valor e

um real benefício em estar ligado à

Romafe. Trabalhamos para criar relações

de longo prazo, com base em

princípios éticos fundamentais.

Como está organizada a vossa rede

de distribuição? Quantos pontos de

venda dispõem atualmente?

A nossa sede no Porto funciona, também,

como ponto de venda. Além

disso, temos pontos de venda em Guimarães,

Mirandela, Viseu e Lisboa.

Assim, conseguimos ser um ponto de

proximidade, tal como fazer chegar os

nossos produtos de uma forma mais

eficaz.

Como tem sido o desempenho da

Romafe Lisboa?

A nosso ponto de venda em Lisboa

desempenha um papel importante

por ser um polo logístico fundamental,

pois permite que estejamos mais

próximos dos nossos clientes no sul

do país, o que permite fazer-lhes chegar

os produtos de uma forma mais

rápida.

Como é constituída a oferta atual da

Romafe para o aftermarket automóvel?

Quantas marcas e gamas de

produto possuem?

Na área dos rolamentos, contamos

com as marcas SKF e NTN-SNR.

Para as soluções de sistemas de travagem,

temos parceria com a TRW.

A UFI e a CORTECO são as nossas

parceiras na área da filtragem e vedação.

Para os lubrificantes, os nossos

clientes podem contar com a ROWE.

E, mais recentemente, introduzimos

a parceria com a Valeo para a comercialização

de embraiagens e kit de

escovas.

Tencionam adicionar mais marcas

aftermarket ao vosso portfólio de

produtos?

Neste momento, o objetivo passa por

consolidar as marcas que já representamos,

bem como continuar a introduzir

a nova parceria com a Valeo,

junto dos nossos clientes e no mercado.

Mais do que adicionar marcas, é

importante ir de encontro às necessidades

de cada cliente e criar parceria

que acrescentem valor.

A Romafe iniciou a comercialização

dos lubrificantes Rowe para veículos

automóveis. Como caracteriza

esta gama de lubrificantes e que

objetivos pretende alcançar a nível

de vendas?

Sim, a Romafe é distribuidora exclusiva

ibérica dos lubrificantes Rowe,

uma marca alemã, presente em 80

países e que é reconhecida por desenvolver

e testar os seus produtos

de forma criteriosa, para que os mesmos

obedeçam aos mais altos padrões

de qualidade. A empresa está

em constante evolução e adaptação

às necessidades do mercado, de uma

forma rigorosa e tendo em mente as

questões ambientais.

E relativamente à marca SKF? Há

quanto tempo comercializam esta

marca e qual a sua importância para

as vendas da Romafe?

A parceria com a SKF prolonga-se

há algumas décadas, inicialmente no

setor Industrial. Foi, em parte, a SKF

a introduzir-nos ao setor automóvel.

A marca continua a ter um peso importante,

mas, atualmente, a Romafe

dispõe de um grande leque de soluções

de produtos.

Quais as principais funcionalidades

da vossa plataforma B2B?

Todo o software e plataformas disponíveis

para os nossos clientes foram

desenvolvidas “in house” pela nossa

equipa de IT. A nossa área de cliente

é personalizada, em que o mesmo

tem acesso às campanhas realizadas,

gere as suas compras e encomendas,

bem como pode consultar estatísticas

que daí advêm. Têm também acesso

ao TecDoc, onde podem pesquisar

com base na referência, matrícula e

características do veículo.

Que ensinamentos trouxe a pandemia

para a vossa organização?

O que mudou no funcionamento da

Romafe?

A pandemia veio mostrar como é importante

manter relações próximas e

de confiança. São nestes momentos

em que é fundamental entreajuda e

compreensão. É necessário manter

uma perspetiva pragmática e racional,

não desistindo da nossa estratégia,

nem dos nossos valores. Aos

poucos, temos voltado a estabelecer

o contacto com clientes e parceiros

de negócios.

Tendo em conta a sua experiência no

setor da distribuição de peças, que

análise faz deste mercado e como

antevê o seu futuro?

Temos observado o mercado a tentar

adaptar-se às alterações que têm vindo

a ocorrer e que ainda continuarão.

Na minha opinião, existem dois

desafios para o futuro.

O primeiro refere-se à questão da

propriedade. Atualmente, os consumidores

começam a dar mais importância

à comodidade, à facilidade

de acesso a um serviço e não tanto à

propriedade de um bem, neste caso

o automóvel. Depois, outro desafio

será a transição dos veículos a combustão

para o elétrico, alteração essa

a que o aftermarket terá de se adaptar.

Como foi o desempenho da Romafe

em 2020 e quais as perspetivas

para este ano?

A pandemia frustrou as nossas expectativas

para 2020, por isso não podemos

dizer que tenha sido um ano positivo.

Aliás, o ano transato foi um dos

dois anos da história da empresa em

que não se verificou um crescimento.

Este ano, principalmente a partir de

março, notamos um maior movimento

do mercado, bem como uma maior

confiança. Temos conseguido atingir

números interessantes em vendas,

mas ainda não atingimos os valores

que ambicionamos. l

44 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


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entrevista

JOAN ALCARAZ, DIRETOR GERAL TAB ESPANHA

APOSTAMOS NA

NANOTECNOLOGIA,

PARA CONSEGUIR

A MÁXIMA EFICIÊNCIA


DIANTE DE UM MERCADO QUE NÃO TEM DÚVIDAS EM CLASSIFICAR COMO MUITO AGRESSIVO

EM TERMOS DE PREÇO, JOAN ALCARAZ REVELA QUE EM MAIS DE 20 ANOS PRESENTES NO NOSSO PAÍS,

A MARCA CONSEGUIU CRIAR UMA IMAGEM DE PRODUTO DE QUALIDADE, COM NÍVEIS DE FIDELIDADE

DA PARTE DOS CLIENTES QUE O DEIXA OTIMISTA NO QUE TOCA AOS PLANOS DE FUTURO

Fundada na Eslovénia há mais de 350 anos (1665),

com as minas de chumbo que ainda hoje mantém,

a TAB é reconhecida mundialmente no mercado

das baterias e das energias renováveis. Atualmente,

conta com duas fábricas no país de origem e outra

na Macedónia, onde fabricam por ano um total

de 6 milhões de baterias de arranque e 2.800.000

elementos de tração e estacionárias. Contam com

1.350 colaboradores e estão presentes nos cinco

continentes. O Jornal das Oficinas falou com Joan

Alcaraz, diretor-geral da TAB Espanha, criada em

2005, que é a delegação responsável por atender os

mercados de Espanha, Portugal, Magreb e América

Latina, com instalações em Madrid, Barcelona,

Sevilha, San Sebastian e La Corunha.

Como é constituída atualmente a gama de baterias

TAB?

Na TAB disponibilizamos baterias de automoção

de cálcio-cálcio, gamas para veículos com sistema

Start&Stop, tanto em EFB como em AGM, e

tanto para ligeiros como para pesados, além de

uma gama completa de baterias para motos, moto

4, barcos e caravanas. A nossa divisão industrial

compreende ainda baterias de tração para empilhadores

e estacionárias para uma infinidade de

aplicações como UPS, energia solar, VRLA, etc.

Quais são as principais caraterísticas das baterias

TAB e o que as diferencia da concorrência?

A extensa gama e qualidade baseada em tecnologia

de ponta. As nossas baterias são produzidas com

recurso à nanotecnologia, potenciando claramente

as prestações. O maior exemplo disso é a gama 5G

Nanotech, com um programa de extensão de garantia

de até 7 anos, único no mercado.

Que peso ocupam as baterias TAB com sistema

Start&Stop no mercado?

O crescimento de ambas as gamas durante os últimos

anos no aftermarket tem sido exponencial e,

especialmente durante 2020, houve uma explosão

das mesmas. A nossa previsão é que, em breve, as

gamas para veículos com sistema Start&Stop, ultrapassem

as baterias tradicionais, passando a ser

a maioria no mercado.

Quem são os vossos principais clientes no aftermarket?

Distribuidores nacionais e regionais, de acordo

com o local. Temos clientes com vários pontos de

venda, trabalhando em todo o território português

e outros com apenas um ponto, concentrado

em mercados locais, a combinação de ambos

garante-nos uma proximidade com o cliente final

que é fundamental.

E no que toca ao primeiro equipamento, que marcas

estão a fornecer atualmente?

No ramo automotive estamos presentes tanto no

grupo Volkswagen como na Volvo Trucks, ao passo

que no ramo industrial fornecemos a Massey Fergusson

e a Ingersoll Rand (Thermo King).

Que apoio dão aos vossos distribuidores e às

oficinas dos seus clientes?

Formação técnica, assessoria técnica, campanhas

e incentivos. A formação é fundamental para nós.

No período de 2018-2019, formamos mais de

1.500 oficinas na Península Ibérica, 325 delas em

Portugal. Responsabilizamo-nos pela personalização

dos nossos distribuidores, com letreiros, expositores,

equipamentos de trabalho, etc. e também

os integramos no nosso programa de fidelização,

o que, quando não houver mais pandemia, inclui

viagens à fábrica para conhecer a TAB por dentro.

Acreditamos que reforçar os laços com os nossos

clientes é a melhor forma de garantir o êxito de negócios

futuros.

Como está a TAB Espanha a reagir à pandemia de

Covid-19?

Tivemos que nos adaptar, como toda a gente.

Esta situação obriga a otimizar recursos, a agilizar

serviço e a melhorar a relação com os clientes

no ambiente instável. Sentimo-nos satisfeitos

do resultado atingido até agora, acreditamos que

qualquer situação de mudança implica também

uma oportunidade e na TAB estamos decididos a

aproveitá-la.

Que papel acredita terem as novas tecnologias,

em concreto a internet e as redes sociais na comunicação

da empresa com os seus clientes?

O papel da comunicação e das novas tecnologias

que a compõem é fundamental. O modo de chegar

não só ao profissional como também ao cliente

final mudou radicalmente nos últimos tempos.

A venda na internet é apenas um dos muitos aspetos

que fazem parte da era digital na qual nos

devemos movimentar; os webinars, a comunicação

com os distribuidores, as jornadas virtuais

de todos os tipos, campanhas vinculadas a ações

comerciais via web, etc. são ferramentas que já fazem

parte do nosso dia a dia.

Recentemente remodelámos a nossa página na

internet e o feedback foi muito gratificante. Os

comentários dos nossos clientes foram, em geral,

de satisfação pela melhoria no acesso à informação,

a versatilidade de possibilidades e a facilidade

de acesso. É um processo que ainda não está

terminado, mas que já começa a dar frutos. A

venda online de peças de reposição para oficinas

não é o nosso canal principal. O nosso cliente natural

é o distribuidor e a bateria concentra uma

percentagem muito alta das suas vendas em muito

poucos modelos de altíssima rotação, pelo que

as compras online, falando de oficinas, acontece a

níveis inferiores às de outros produtos.

No que diz respeito à gestão de stocks, conseguem

ter sempre disponíveis as referências

solicitadas?

A disponibilidade de stock é um dos pontos fortes

da TAB. O facto de dispormos do maior armazém

exclusivamente de baterias em Espanha, e a reposição

diária do nosso stock a partir das fábricas de

produção, permite-nos não só providenciar um

altíssimo nível de serviço aos nossos clientes, mas

também garantir «a frescura» do produto. A bateria

é um produto vivo, de maneira que é essencial

reduzir ao máximo o tempo entre a produção

e a instalação no veículo e, nesse caso, a melhor

opção possível é a TAB.

Como se prepararam na TAB Espanha para as mudanças

que estão a acontecer no aftermarket?

As alterações são constantes e cada vez mais rápidas.

Isso obriga-nos a estar permanentemente

atentos ao que acontece à nossa volta, tanto os movimentos

dos outros fabricantes, como aos dos distribuidores,

fusões, aquisições, mudanças de grupo,

novas aberturas, etc. Tudo afeta o negócio diário e

tudo terá um impacto direto no negócio futuro, pelo

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto 2021 47


JOAN ALCARAZ

PORTUGAL TEM UM POTENCIAL ESPECIALMENTE IMPORTANTE NO

SEGMENTO DAS BATERIAS E A NOSSA APOSTA NAS ENERGIAS RENOVÁVEIS,

COM A AMPLIAÇÃO DO NOSSO CATÁLOGO COM BATERIAS DE IÕES DE LÍTIO

EM VÁRIAS GAMAS, ABRE-NOS UM LEQUE GRANDE DE POSSIBILIDADES

que a melhor forma de estar preparado

para tal é estar atento e tentar ter a

máxima informação possível.

A que desafios técnicos devem responder

as novas baterias, tendo em

vista a utilização nos veículos mais

modernos?

O fabricante do veículo equipa, cada

vez mais, um maior número de componentes

para conseguir melhores

prestações, não só técnicas, mas também

de conforto, que maioritariamente

recaem sobre o equipamento

elétrico do veículo e, portanto, sobre

a bateria. Isso implica um maior

esforço para conseguir responder a

essas exigências crescentes sem aumentar

nem o volume, nem o peso,

nem – o mais difícil – o preço. É por

isso que na TAB apostamos na nanotecnologia,

para conseguir a máxima

eficiência com o menor custo adicional

possível.

Que desafios tem a TAB Espanha

pela frente?

As alterações na distribuição. Espa-

nha e Portugal continuam a ser mercados

muito mais atomizados do que

o resto da Europa. A concentração,

apesar de ir avançando, ainda está a

chegar e quando isso acontecer provocará

alterações profundas na distribuição.

Por outro lado, quanto ao

produto, estamos imersos numa mudança

de tecnologias nos automóveis

com múltiplos desenlaces possíveis:

a eletrificação, o car sharing, as novas

regulamentações na circulação…

são tudo questões que marcarão os

próximos tempos no nosso mercado.

Quais são as perspetivas de vendas

para 2021?

Somos otimistas por definição. Acreditamos

que a pandemia, com todas

as dificuldades e dissabores que

nos trouxe, também representou

um esforço redobrado na melhoria

de muitos âmbitos da empresa. Em

2020, apesar de tudo, alcançámos os

nossos objetivos e, para já, em 2021,

estamos acima do esperado, pelo que

a previsão é que este ano, uma vez

mais, avancemos na consolidação da

nossa presença no nosso mercado. l

22 ANOS DE PRESENÇA NO MERCADO LUSO

ESTAMOS CONTENTES, MAS NÃO É SUFICIENTE

A

TAB entrou em Portugal antes mesmo de

existir a TAB Espanha, em 1999, altura

em que iniciaram a distribuição das

baterias através de clientes diretos. Até ao

momento, Joan Alcaraz, diretor-geral da empresa

espanhola admite que estão “contentes, mas não é

suficiente”, até porque “há sempre espaço para fazer

acordos com novos distribuidores, mas respeitando

sempre as parcerias que temos com aqueles com

quem trabalhamos há vários anos”. Não sendo

um fabricante de distribuição massiva, preferem

trabalhar lado a lado com os distribuidores,

desenvolvendo projetos em conjunto, ações locais

e traçando planos a médio prazo, o que lhes tem

trazido, afirma, “benefícios mútuos”.

O diretor-geral afirma que este é “um mercado

maduro, mas dependente de uma remodelação

que está para chegar. A presença de grupos

internacionais de compras é ainda minoritária, mas

o interesse destes em mudar a situação é evidente,

pelo que a estrutura do mercado português pode

alterar-se de forma significativa nos próximos

anos. Na nossa opinião, o tecido empresarial das

lojas de peças tenderá a reduzir-se, focando-se em

maiores organizações com menos pontos de venda

e maior capacidade de fornecimento quando à

disponibilidade”. Perante alterações progressivas

que afetam todos os países da Europa, Portugal

incluído, como a erupção de plataformas de venda

direta online, a crescente atividade dos fabricantes

de veículos na venda de peças de substituição, os

movimentos entre grupos de trading para captar

os distribuidores com maior potencial, haverá

“um impacto sobre o comércio de baterias no

aftermarket difícil de prognosticar, num futuro

cheio de oportunidades. Escolher as alianças

corretas, apostar nos fornecedores adequados e

depositar a confiança nas empresas e, sobretudo,

nas pessoas idóneas, serão as melhores ferramentas

para enfrentar esse futuro com garantias de êxito.

Na TAB estamos preparados!” garante.

Em 2020, as vendas no mercado luso representaram

3,2% da faturação global da TAB Espanha, que

integra um total de 18 países. Tendo em conta esse

facto, para o responsável, a participação portuguesa

no volume de negócio é “notável”. Na sua opinião,

“Portugal tem um potencial especialmente

importante no segmento das baterias e a nossa

aposta nas energias renováveis, com a ampliação

do nosso catálogo com baterias de iões de lítio

em várias gamas, abre-nos um leque grande de

possibilidades”. Alcaraz vai mais longe e explica que

“para lá do mercado doméstico, as exportações para

países como Angola, Moçambique e Cabo Verde,

além dos arquipélagos da Madeira e dos Açores,

abrem portas de crescimento relevantes”.

48 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


entrevista

ANTÓNIO MATEUS, DIRETOR GERAL TMD FRICTION PORTUGAL

VÍTOR MAIA, FORMADOR CONTRATADO PELA TMD FRICTION PORTUGAL

VAMOS RESSUSCITAR

A MARCA BENDIX

EM PORTUGAL!

Veja o vídeo


A

TMD Friction (fabricante das marcas Textar,

Don, Mintex e Pagid) ficou recentemente

com a licença exclusiva da fabricação

e comercialização da Bendix na Europa e

estabeleceu como objetivo ‘ressuscitar’ a marca no

nosso país. E o responsável da empresa no nosso

país não hesitou, pois “se já fabricamos e comercializamos

outras marcas, porque não comercializar

mais uma? Através dela vamos poder crescer e engrossar

os volumes de negócio, isto é extremamente

positivo para a nossa atividade”, sublinha.

Apesar de a Bendix ter saído do mercado luso há 15

anos, é ainda uma marca reconhecida nas oficinas,

assegura António Mateus, explicando que “se considerarmos

que a maioria dos mecânicos trabalha

há mais de 15 anos, esses não se esqueceram”, já os

mais novos podem “não ter o nome tão enraizado,

mas rapidamente vamos conquistá-los também,

vão ficar com o nome da marca na cabeça”, garante.

A marca reentra no mercado com mil e setecentas

referências de pastilhas e outras tantas de discos

de travão, o que cobre 98% do mercado europeu.

Algo natural, explica o responsável, “porque se

fabricamos a Mintex - que é a marca com mais

referências que há no mercado na Europa - e se

fabricamos Textar, Don e Pagid, mal seria se não

conseguíssemos a mesma coisa com a Bendix”. A

qualidade do produto “é qualidade premium, fabricada

nas mesmas fábricas que a Textar, com as

mesmas máquinas e o mesmo controle de qualidade”,

adianta desde logo e esclarecendo que a diferença

estará na distribuição, “muito mais soft, mas

mais sólida e mais verticalizada” do que a da Textar.

A TMD Friction Portugal promete entrar com

a gama completa da Bendix, ressalvando que “lançar

uma marca demora o seu tempo e nós quisemos

ser muito rápidos, talvez mais rápidos do que

o resto da Europa” e, por isso, preveem-se alguns

“constrangimentos a nível da capacidade de fornecimento

imediato”, que deverão estar completamente

resolvidos dentro de três ou quatro meses.

“A nível da distribuição, para já, a ideia passa por

ter dois ou três distribuidores. A seu tempo avaliaremos

a necessidade de introduzir um terceiro

membro, caso os dois primeiros não cumpram

CERCA DE 15 ANOS DEPOIS

DE TER DESAPARECIDO

DO MERCADO PORTUGUÊS,

A RENOMADA MARCA

DE PRODUTOS DE TRAVAGEM

ESTÁ DE REGRESSO AO NOSSO

PAÍS, SOB A ÉGIDE DA TMD

FRICTION. ANTÓNIO MATEUS,

DIRETOR GERAL DA TMD

FRICTION PORTUGAL, EXPLICA

AS RAZÕES PARA RETOMAR A

COMERCIALIZAÇÃO DA BENDIX

E OS OBJETIVOS QUE

PRETENDE ATINGIR

minimamente os objetivos traçados”, afirma. As

encomendas das várias marcas vêm todas do armazém

central da Alemanha, localizado entre

Leverkusen e Essen, e o tempo médio de entrega,

em tempos ditos normais, seria de semana e meia:

“Gostava de dizer que as encomendas feitas entre

segunda, terça e quarta, saem na sexta-feira e estão

cá na quarta feira da semana seguinte, mas não é

verdade, porque com a pandemia o tempo médio

de entrega não está a ser rigorosamente cumprido.

Depois, há um falhanço monumental ao nível da

Europa e dos países asiáticos nas matérias-primas

para a produção.”

António Mateus está consciente de que neste processo

pode, eventualmente, ocorrer a «canibalização»

parcial das restantes marcas do grupo, por

parte da recém-chegada Bendix: “Há sempre esse

perigo. Mas como eu costumo dizer, há espaço e,

em cada cem de venda, mesmo que se perca vinte,

ganha-se oitenta.

Entrar no mercado

Neste momento, está tudo a postos para o lançamento

da marca, desde merchandising, a material

de decoração dos pontos de venda, assim como já

está feito o posicionamento do produto em termos

de preço e de apoio de marketing. “Estamos preparados

para atacar o mercado já. Temos alguns

constrangimentos relativamente à capacidade de

produção neste momento, mas a culpa não é nossa.

O que é que eu vou fazer? Tarde ou cedo ficará

ultrapassado”, diz, adiantando que procurarão

desde logo apostar no aumento do nível de notoriedade

da marca através de publicidade nos meios

de comunicação próprios do setor, participação em

eventos e formação técnica, pois “estamos cá para

ajudar os clientes”. A internet e as redes sociais são

também canais relevantes de comunicação que a

empresa pretende utilizar.

Para a entrada no mercado são fundamentais,

para António Mateus, o apoio técnico e as ações de

apresentação de produto e formação técnica junto

das oficinas, que estarão a cargo de Vítor Maia,

responsável Técnico e da Formação da TMD Friction

Portugal.

Vítor Maia, diz-nos que o processo será semelhante

ao já realizado com a Textar há vários anos, “apresentações

técnicas assentes em questões que vão

muito além dos discos e pastilhas ou fluidos de

travões. Metade do tempo da formação é a falar de

eletrónica em sistemas de travagem e de sistemas

como o ADAS, que tanta influência irão ter na travagem.

Se os clientes gostarem da formação que assistiram,

guardam o nome da marca na memória”.

O argumento forte para que as oficinas adquiram

produtos de travagem da Bendix é, sobretudo, “a

rentabilidade, que é um ponto chave para mim”,

afirma António Mateus, que acrescenta que “o nosso

produto garantir-lhes-á apoio não só de marke-

O ARGUMENTO FortE PARA QUE AS OFICINAS ADQUIRAM PRODUTOS

DE TRAVAGEM DA BENDIX É, SOBRETUDO, A RENTABILIDADE, QUE

É UM PONTO CHAVE PARA O RELANÇAMENTO DA MARCA NO MERCADO

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto 2021 51


ANTÓNIO MATEUS

E VÍTOR MAIA

PARA O RELANÇAMENTO DA MARCA BENDIX NO MERCADO NACIONAL,

SÃO FUNDAMENTAIS O APOIO TÉCNICO E AS AÇÕES DE FORMAÇÃO QUE JÁ

COMEÇARAM A SER REALIZADOS JUNTO DOS DISTRIBUIDORES E OFICINAS

ting, mas também técnico especializado

e eu não sei se haverá muitos

concorrentes que possam oferecer

algo parecido”.

Para já, o responsável tem expetativas

elevadas para a Bendix e apesar

de estar a começar, aponta para um

volume de negócio que em “velocidade

de cruzeiro” – daqui a cerca de

ano e meio - atinja “entre um milhão

e dois milhões de euros, e estou convencido

de que não é muito difícil

de o atingir. O grande desafio passa,

essencialmente, por enfrentar as

“ameaças normais - esperemos que

o mercado das matérias-primas, os

grandes vendedores no sudoeste asiático,

consigam resolver os seus problemas

e fornecer-nos corretamente,

e que a repartição entre OEM, OES e

IAM seja equitativa, à volta de 33 a

35% para cada uma das três áreas de

negócio. É isso que tem sido a nossa

grande vantagem, portanto, se conseguirmos

que se mantenha assim,

que não haja muitas insolvências, o

mercado vai funcionando como até

agora”, afirma António Mateus.

Por outro lado, segundo Vítor Maia,

não faltam desafios técnicos. A partir

de 2025, todas as marcas têm que

homologar as pastilhas de travão

através da AMECA (Automotive Manufacturers

Equipment Compliance

Agency) e, “no caso da Textar, 96%

das pastilhas já estão homologadas

com um símbolo que são três pétalas

de flor na caixa que significa classe N,

a mais alta a nível ambiental (Aqueles

que atendem à classificação mais

alta “N” contêm menos de 0,5% de

cobre e nenhum amianto, chumbo,

mercúrio, cádmio ou antimônio).

Este é um grande desafio que alguns

fabricantes vão ter. Para além disso,

também os carros elétricos serão um

desafio, pois o consumo de pastilhas

forçosamente vai ser inferior”.

No entanto, tendo em conta que a

partir de 2024 entra a obrigatoriedade

de todos os carros equiparem com

o sistema ADAS, haverá muitas vezes

que o carro é travado sem que haja

a operação do condutor, o que, no

entender do responsável, provocará

“um consumo maior de pastilhas

e discos de travão. Nesta oscilação

de consumo dos carros elétricos, há

milhentas outras coisas que vão fazer

compensar”, garante, adiantando

que uma coisa é certa, venha o que

vier, a TMD Friction será sempre um

grande especialista em fricção para

equipamentos de travagem. l

UM MERCADO ESTAGNADO

Para António Mateus, o mercado dos produtos de

travagem “tem estado mais ou menos estagnado

ao longo dos últimos 4/5 anos, não tem havido

grandes oscilações, inclusivamente a participação

do primeiro equipamento ou do aftermarket têm

mantido a sua relação mais ou menos igual”. Obviamente,

também a TMD Friction Portugal sentiu

os efeitos da crise pandémica, com o mercado “a

sofrer um decréscimo fortíssimo em abril/maio do

ano passado”. Este ano, o negócio “tem-se mantido

linear, o que me leva a crer que não vamos sentir,

em termos de resultados, grande impacto da

pandemia, face ao ano passado. Estará ao mesmo

nível do ano 2019. E se a tendência for mantida, até

final do ano, considero que são valores muito bons,

e garantem-nos a mesma excelente posição de

market share de 2019.

António Mateus ainda não está certo sobre o peso

que o comércio online de peças poderá ter na faturação

global da empresa, todavia, a TMD Friction

Portugal está “a preparar-se para isso. Prevejo que

à semelhança do que aconteceu nos países ditos

desenvolvidos, haja uma curva de consumo boa e

depois decresça razoavelmente. Sei que muita gente

que experimenta o online volta atrás, sobretudo

no apoio que a distribuição e os fabricantes dão aos

consumidores nos diversos países, o que no online

é mais complicado. O produto é mais barato, isso

está fora de questão, mas o apoio comercial e de

marketing não existe. Logo, é um mercado que tendencialmente

deve ficar naquele volume residual e

dali não passa. Nada do outro mundo”, vaticina.

Na sua opinião, não tardará muito até que se dê

a entrada de grandes grupos internacionais em

Portugal. “Não tenho dúvida nenhuma que irá haver

uma concentração ao nível dos grandes, com uma

de duas coisas: ou a vinda direta de grandes grupos

internacionais para Portugal, ou a compra de alguns

distribuidores nacionais para o grupo. Isso vai

obrigar a uma ginástica muito grande da parte dos

fabricantes, porque todos sabemos o elevado grau

de exigência em termos de condições que esses

grupos fazem, mas por outro lado, também é bom

para nós, porque não há assim tantas marcas com

quem eles possam negociar,

portanto, vamos estar

em pé de igualdade com

as principais marcas e na

corrida com elas”, explica.

“Quem tiver unhas é

que vai tocar guitarra”,

conclui.

52 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


entrevista

NUNO ROSA GAROUPA,

BUSINESS DEVELOPMENT MANAGER

GIPA PORTUGAL

A UTILIZAÇÃO

DE PEÇas PEÇAS MAIS

ECONÓMICas

ECONÓMICAS

É UMA

REALIDADE!


NUNO GAROUPA OCUPA O LUGAR DE BUSINESS DEVELOPMENT MANAGER DA GIPA DESDE SETEMBRO DE

2020, SENDO RESPONSÁVEL PELO DESENVOLVIMENTO DO NEGÓCIO EM PORTUGAL, PARA ALÉM DE PRESTAR

APOIO A FERNANDO LÓPEZ, CEO MUNDIAL DA EMPRESA. A VIVER EM MADRID, UTILIZA O KNOW HOW DE MAIS

DE 25 DE EXPERIÊNCIA NO SETOR AUTOMÓVEL PARA DESENVOLVER O NEGÓCIO DA GIPA A NÍVEL IBÉRICO,

APROVEITANDO AS SINERGIAS DE TODA A EQUIPA ESPECIALIZADA DE ESPANHA

Embora responsável pelo desenvolvimento do

mercado Ibérico, a prioridade imediata de

Nuno Garoupa é colocar o mercado Português

em “Cruise Control”. Começou a sua vida

profissional no setor automóvel como rececionista

de oficina num Concessionário Peugeot, o que lhe

deu um interessante know how bastante em relação

à venda de serviços e à relação com os técnicos

da oficina. Após aumentar a faturação e melhorar

os índices de satisfação cliente, rapidamente passou

para adjunto do Responsável Pós-venda. Com

apenas 26 anos, passou para Gestor da rede de

Sub-Concessionários Nissan, onde era responsável

pelas vendas de automóveis novos e de peças. Em

seguida fez uma breve incursão no setor industrial

num importador de empilhadores, onde foi Responsável

Pós-venda, de duas marcas que representava,

a Clark e Cesab.

Após vários convites, aceitou voltar outra vez para

os automóveis e desta vez para a Mazda Motor de

Portugal, com a função de Area Manager, responsável

de vendas de automóveis e peças. Após ter

feito as 3 zonas disponíveis, foi convidado internamente

para assumir as frotas da Mazda e manter

os Concessionários mais importantes. Após 10

anos de Mazda, resolveu conhecer o mundo dos

pneus, tendo trabalhado na Neoparts, como Sales

Manager da área automóvel (pneus, jantes, acessórios

e consumíveis de oficinas). Passou pela Seat

Portugal, outra vez como Area Manager, mas foi

apanhado pela crise financeira de 2012, que o levou

a abrir a sua própria empresa, pois o mercado

não tinha trabalho para si.

Desta feita, criou e desenvolveu a MBML SOLU-

TIONS, que basicamente oferecia soluções para

as oficinas tendo como base o motor do carro. Foi

buscar em exclusividade para Portugal duas marcas

distintas, a MOTORcheckUP e a BARDAHL.

Com estas marcas conseguiu criar o seu mercado,

vendendo para Concessionários, Redes de Oficinas

(mecânica e pneus), grandes empresas de frotas,

etc. Quando surgiu a oportunidade de abraçar o

projeto da GiPA não hesitou, vendeu a MBML SO-

LUTIONS e fez as malas para Madrid.

Para Nuno Garoupa, a prioridade é manter e fidelizar

os atuais clientes, através de um plano suportado

por um bom levantamento de necessidades e

oportunidades. Em seguida será garantir a esses

mesmos clientes um serviço de excelência, superando

as suas expetativas diariamente. “Não sou

apologista de quantidade, mas sim de qualidade. A

quantidade é uma questão de preço, enquanto que

a qualidade dá mais trabalho, e não é para todos.

Um bom parceiro, é rentável e irá recomendar-nos

a outros grandes clientes”, refere.

GiPA – 34 anos a servir o aftermarket

A GiPA é uma empresa internacional e independente,

que trabalha unicamente o pós-venda automóvel,

moto, comerciais e pesados. Está presente

em mais de 30 países e tem 34 anos de experiência.

Embora seja uma empresa francesa, está presente

nos mercados mais importantes do mundo, designadamente

Europa, Ásia, Japão, Argentina, México

e Brasil.

Realiza dois grandes estudos, os ATO e os Ad-Hoc.

O ATO (Aftermarket Trends Observatory) consiste

em dois grandes estudos anuais (Condutores e

Canais). No estudo de Condutores é analisado o

perfil e o comportamento dos automobilistas responsáveis

pela manutenção dos veículos. No de

Canais, analisa-se o perfil e o comportamento dos

profissionais da reparação, Concessionários, Oficinas

Independentes, Especialistas em Pneus, Nova

Distribuição (Auto Centros e Serviços Rápidos),

Oficinas de Chapa e Pintura, Casas de Peças.

Também dentro do programa ATO, a GiPA irá

fornecer mais uma série de serviços aos seus parceiros,

numa base trimestral, o Aftermarket Pulse.

Aqui vai medir o pulso ao mercado, ou seja, medir

a velocidade de recuperação da atividade durante

2021, o que permitirá medir os novos cenários que

vão surgindo no mercado. Pontualmente serão dados

vários Insights e no último trimestre irá atuali-

zar a ferramenta de previsão da atividade a 3 anos,

o SDP+. Neste instrumento, os clientes podem

ter a previsão por família de produot ou por canal,

pois os resultados não são iguais para todos os

canais ou famílias. Através desta solução poderão

realizar orçamentos, planos de ação, marketing ou

até serem apoiados na discussão anual de objetivos

com os distribuidores ou com a sede.

Os Estudos Ad-Hoc são encomendados pelos parceiros

e realizados à medida dos mesmos. Os que

a GiPA realiza com mais frequência são: Imagem

& Notoriedade, Quotas de Mercado, Satisfação

Cliente, Auditorias Qualidade, Cliente Mistério,

TCO, Preços, Lead Time e Leads. Neste momento

está a lançar uma nova ferramenta o MAP (Monitoring

Advertising & Promotions), que consiste

numa base de dados das campanhas e promoções

nacionais em Portugal.

Qualquer empresa do aftermarket pode aceder aos

serviços da GiPA, que tem dois tipos de envolvimento:

o de parceiro ATO, que paga apenas uma

vez por ano uma avença e terá direito a um vasto

leque de estudos e serviços. Ou o parceiro Ad-Hoc,

que pontualmente encomenda estudos de mercado

à medida das suas necessidades.

Neste momento decorre uma grande operação de

campo para o grande estudo de condutores. As entrevistas

são feitas pessoalmente, no entanto e por

causa do confinamento de Janeiro a Março, o estudo

está atrasado e só será apresentado em julho, em

anos anteriores era em Abril. Para total garantia da

qualidade dos inquéritos, em Portugal e em todos

os países onde a GiPA está presente, todas as empresas

de campo que realizam os inquéritos são da

sua responsabilidade, e não sub-contrata esses serviços.

Através dos inquéritos realizados ao mercado

e através do know how de mais de mais de 34 anos, a

A QUANTIDADE É UMA QUESTÃO DE PREÇO,

ENQUANTO QUE A QUALIDADE DÁ MAIS

TRABALHO, E NÃO É PARA toDOS. UM BOM

PARCEIRO É RENTÁVEL E IRÁ RECOMENDAR-NOS

A OUTROS GRANDES CLIENTES

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto 2021 55


NUNO ROSA

GAROUPA

PARQUE CIRCULANTE EM PORTUGAL

ESTÁ A CRESCER

Uma coisa é o parque automóvel e a outra será o

parque circulante. Como o próprio nome indica

o parque automóvel são os veículos existentes

em Portugal, enquanto que o parque circulante

são os veículos que circulam e irão efetivamente

trazer negócio para os nossos parceiros. Desta

forma e embora em 2020 se tenha vendido

menos 35% automóveis, o parque circulante é

de 4,5 milhões e está a crescer, pois os abates

de 13.521 Km e em 2020 irá ser claramente

inferior. Portugal continua a manter uma boa

utilização do automóvel, ao contrário de outros

países europeus, e é um dos países com maior

quilometragem por automóvel por ano, o que é

bom para o mercado de reposição.

O aumento de idade dos veículos está a ser um

fator positivo para o mercado de reparação

das oficinas independentes, mas quanto mais

GiPA mede, analisa e identifica as tendências

de mercado. Ou seja, não tira

apenas uma fotografia, mas faz o filme

do setor da pós-venda.

Dos estudos mais requisitados pelos

clientes destaca-se o BIM (Brand Intelligence

Monitor), que é a melhor

ferramenta para entender e medir

a saúde e uma marca no mercado

(condutores ou canais) e considera

os seguintes dados: Conhecimento

espontâneo (Awareness spontaneous),

posição e imagem; Distribuição

Numérica e Volume e Quota de

Mercado. As Monografias são estudos

específicos de produto ou canal,

enquanto que as fichas de marketing

são pequenos estudos só de produtos

à escolha do parceiro.

Os objetivos da GIPA para 2021 em

Portugal será crescer 5-7 novos clientes/empresas.

“Em anos de crise, ganhamos

sempre mais parceiros do

que perdemos. Hoje em dia, as margens

são cada vez mais pequenas e o

mercado cada vez mais competitivo,

logo os poucos euros que uma empresa

ganha têm que ser muito bem

investidos e no que realmente faz a

diferença. Para oferecer o melhor serviço

aos nossos clientes trabalhamos

com fabricantes de automóveis, lubrificantes,

pneus, peças, redes de oficinas,

gestoras de frota, etc., e a grande

maioria são os líderes do mercado”,

sublinha Nuno Garoupa. l

PORTUGAL CONTINUA A MANTER

UMA BOA UTILIZAÇÃO DO AUTOMÓVEL,

AO CONTRÁRIO DE OUTROS PAÍSES EUROPEUS,

E É UM DOS PAÍSES COM MAIOR QUILOMETRAGEM

POR AUTOMÓVEL POR ANO, O QUE É BOM PARA

O MERCADO DE REPOSIÇÃO

são claramente inferiores às vendas dos carros

novos mais as importações. Este ano a GiPA

realizou um webinar extra no início do ano, com

os seus parceiros, pois verificou que o parque

circulante sofreu, sofre e vai sofrer uma grande

alteração na sua composição.

A idade média do parque circulante tem vindo

a crescer e anda perto dos 12 anos. Neste momento

a quota de mercado para veículos com

mais de 10 anos é de 56%. A quilometragem

anual média, por incrível que pareça é superior

em Portugal do que em Espanha. Em 2019 era

idade tiverem os veículos mais os clientes irão

pensar quando tiverem grandes reparações

para fazer. Pois os euros que este tipo de

clientes trás para as oficinas não são muitos,

visto preferirem mais produtos low cost ou

em campanhas/promoções. O mercado não

está polarizado, mas será sempre importante

saber qual a sua situação atual e qual a sua

tendência, pois para cada tipo de cliente existe

um plano específico. Já não é possível tratar

todos por igual. Daí algumas empresas terem

resultados diferentes de outras.

PANDEMIA TROUXE INCERTEZAS AO PÓS-VENDA

O primeiro trimestre 2021, foi muito atípico,

assim como foi todo o ano de 2020, no entanto

devido ao confinamento nacional houve uma

queda notória na atividade do setor. Na Europa os

movimentos são muito diferentes, depende como

estão a decorrer as terceiras vagas da pandemia e

as medidas que cada país implementou.

A pandemia, veio trazer ainda mais incertezas ao

pós-venda, pois se já estava quase tudo a mudar,

com ela veio acelerar tudo. Algumas grandes

empresas estão já a mudar o seu modelo de

negócio, porque antes da pandemia, solicitaram

vários estudos de mercado para analisarem e

estudarem a viabilidade de realizar as alterações.

Outras estão neste momento a realizar as suas alterações

no modelo de negócio, ajustando os seus

departamentos. Ainda temos muitas outras que

estão completamente à deriva e a sofrer. Para as

empresas que estão sempre à frente do mercado,

as pioneiras, o impacto é mínimo e algumas até

crescem nesta altura.

O dinamismo durante a pandemia foi fundamental

para não perder o comboio. Algumas

empresas criaram serviços adicionais e ajustaram

o seu negócio, oficinas independentes aderiram

a redes oficinais e outras estão neste momento a

pensar nessa opção. As próprias redes de oficinas

têm cada vez mais concorrência, logo têm que

prestar um serviço ainda melhor para poderem

cativar mais oficinas. Neste momento, existem só

em Portugal 56 redes de oficinas, distribuídas por

Mecânica, Serviços Rápidos, Auto Centros, Especialistas

de Pneus, Chapa & Pintura, Especialistas

de Vidros, Elétricos, etc.

O uso do carro diminuiu muito com os confinamentos,

como era de esperar, logo o número de

entradas nas oficinas foi menor. Por outro lado,

o valor por entrada subiu, pois muitas oficinas

aproveitavam que o veículo fizesse a inspeção e

faziam também a revisão anual. Esta prática já

era realizada por algumas oficinas e agora quase

todas aproveitaram.

Algumas oficinas têm reclamado o atraso na

entrega de peças e problemas de disponibilidade

das mesmas, devido a quebras de produção

dos fabricantes. Esta situação, além de alguma

quebra de stock pontual é também originado pela

diminuição de pessoal para realizar as entregas,

como também pelo ajuste que algumas casas de

peças estão a realizar, pois com uma diminuição

de faturação algumas rotas já não fazem sentido

realizar mais de uma entrega por dia.

AINDA TEMOS MUITAS EMPRESAS QUE ESTÃO COMPLETAMENTE À DERIVA E A SOFRER,

MAS PARA AQUELAS QUE ESTÃO SEMPRE À FRENTE DO MERCADO, AS PIONEIRAS, O IMPACTO DA PANDEMIA

É MÍNIMO E ALGUMAS ATÉ CRESCEM NESTA ALTURA

56 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


TENDÊNCIA DO MERCADO PÓS-VENDA

EM PORTUGAL

Após um 2020 completamente atípico e com um

início de 2021 condicionado pelo confinamento

do primeiro trimestre, o mercado pós-venda em

Portugal enfrenta muita turbulência, ou seja, vão

continuar a fechar mais negócios do que abrir e

também vamos continuar a ver aquisições, fusões,

parcerias, etc... Esta tendência depende muito do

tipo de canal IAM ou OES, e do tipo de família de

operação (Manutenção, Mecânica, Pneus, Chapa &

Pintura), pois cada cenário destes tem diferentes

projeções. Ou seja, algumas famílias estão em

queda, como é o caso da Chapa & Pintura, e outras

a crescer como os Pneus. A informação, formação,

equipamento, especialização e diversificação serão

áreas essenciais a trabalhar para garantirmos o

nosso futuro no setor.

Em relação a 2019, vamos passar a ter mais teletrabalho,

mais vídeo calls, mais formações on-line,

necessidade de saber o que as empresas que são a

referência do mercado estão a fazer. Vamos ter de

criar mecanismos internos para prever ou antecipar a

próxima crise. Voltar a ajustar as nossas estruturas e

até o modelo de negócio para poder ser competitivos

e dar respostas às necessidades

que o nosso cliente final necessita. Com a grande

queda de matrículas de 2020, a estrutura do parque

circulante mudou, está a mudar e vai continuar a

mudar e a sua idade vai aumentar.

No mercado da distribuição de peças existe um

serviço que pode ser melhorado, pois nem todos

os distribuidores têm uma cobertura verdadeiramente

nacional, logo a concentração e a entrada de

grupos internacionais no nosso mercado irá ser uma

realidade. A distribuição ficou ainda mais importante

quando as oficinas começaram a fazer muito menos

stock, pois existe muita oferta. Os que não estavam

a cometer loucuras ou exageros nas entregas

multidiárias, estão neste momento numa melhor

posição. Muitos distribuidores continuam focados na

faturação, mas esquecem-se da rentabilidade. Essa

análise deverá ser feita cliente a cliente, de 3 em 3

meses, caso não seja possível mensal. Pois as oficinas

VAMOS TER DE CRIAR MECANISMOS INTERNOS

PARA PREVER OU ANTECIPAR A PRÓXIMA CRISE E

AJUSTAR AS NOSSAS ESTRUTURAS PARA PODER SER

COMPETITIVOS E DAR RESPOSTAS ÀS NECESSIDADES

QUE O NOSSO CLIENTE FINAL NECESSITA

no geral têm no mínimo 3 fornecedores.

Estamos no tempo da hibridização do parque circulante.

Existem 3 vezes mais híbridos do que elétricos.

Enquanto o custo do fabrico das baterias não baixar,

o preço de venda dos veículos 100% elétricos irá

continuar alto. Mas o mercado está sempre a evoluir,

e ainda recentemente uma marca anunciou um

híbrido Plug-In com uma autonomia em 100%

elétrico de 125 Km. Se verificarmos mais evoluções

desta natureza, muito dificilmente os híbridos irão

desaparecer tão depressa. Claro que o mercado vai

mudar muito, mas as empresas mais atentas às

tendências já estão a mudar o modelo de negócio e a

apostar em novos produtos ou serviços.

Outra das mudanças que está a ocorrer é a transformação

dos hábitos de compra do consumidor, que

tendem para fórmulas de mobilidade compartilhada

e aquisição de veículos em renting. É uma

realidade que está a ganhar cada vez mais clientes

particulares, no entanto as manutenções têm que

continuar a ser feitas. Claro que estes operadores irão

selecionar duas a três redes de oficinas para que os

seus clientes façam as manutenções ou reparações,

especialmente as que tiverem uma cobertura

nacional ou ibérica.

MERCADO OFICINAL EM CONVULSÃO

Em 2020 existiam 5.200 oficinas multimarca

independentes, que representam 60% dos

reparadores em Portugal. Nos últimos anos têm

fechado claramente mais oficinas do que abrem,

no entanto, a tendência é para uma diminuição

muito acentuada assim que o parque de híbridos

for superior a 40%. Destas 5.200 oficinas independentes,

mais de 1.200 já pertencem a redes

oficinais. Até ao início de Abril existiam 56 redes

de oficinas em Portugal e quase todos os meses

aparece uma nova. É uma tendência que ainda vai

continuar pelo menos por mais uns anos. Como o

mercado pós-venda está a mudar muito, só com as

sinergias de uma rede bem organizada é que irão

garantir a sua fatia do queijo. Como pontos fortes,

as redes de oficinas oferecem aos seus membros:

apoio técnico, formação, marketing e comunicação

(nacional e local), central de compras (equipamentos,

lubrificantes, consumíveis de oficina,

peças, etc...), acompanhamento jurídico, acordos

de frotas, imagem de marca, acesso a informação

técnica de todas as marcas, gestores de zona,

digitalização, programas de gestão, etc...

Relativamente às oficinas autorizados, em 2020

existiam 1.100 oficinas autorizadas de marca e a

sua quota é de 12%, estando a perder quota para

as oficinas independentes.

Em 2020 existiam 1.700 oficinas especialistas em

pneus e o seu peso no universo da reparação era

de 22%. Este canal da reparação tem também

vários pontos fortes, tais como, os clientes no

mínimo cada dois anos vão visitar uma oficina de

pneus para mudar de pneus e aqueles que já estão

a diversificar a atividade já recebem os clientes

todos os anos. Algumas redes estão bem informadas

e organizadas, estudam bem o mercado e

implementam as medidas ou ações necessárias,

enquanto que outras estão completamente

paradas no tempo.

Relativamente às oficinas de colisão, é um dos

mais antigos setores e necessita de grandes e

profundas alterações, pois o seu negócio tem

vindo a decrescer e tudo indica que irá manter

essa tendência. A diminuição do uso do carro, que

temos assistido nestes dois anos, mais todas as

atuais ajudas à condução, não ajudam em nada

este setor. Trata-se de um canal que vai necessitar

de se reinventar, pois as suas atuais 500 oficinas

têm poucos pontos fortes, um deles é que muitas

oficinas ainda não têm máquinas de calibração do

sistema ADAS.

Os critérios mais apreciados pelos condutores para

escolherem uma oficina vão mudando conforme

as circunstâncias, mas os mais comuns são o preço

(campanha e promoções), confiança, qualidade

e localização. Um dos pontos fortes das oficinas

multimarca independentes é poderem realizar

mais campanhas criativas, pois não necessitam de

pedir autorizações nem aprovações a ninguém, e

assim conseguem ter preços mais competitivos.

Mas para aumentarem a rentabilidade, devem

começar a vender outros serviços para além

da manutenção e reparação, designadamente:

lavagens, seguros, rodar pneus, recolha e entrega

de viaturas em casa do cliente ou na empresa,

aluguer de carros (Rent-a-Car), venda de carros

usados, aluguer de bicicletas elétricas, crédito,

carregamento de carros elétricos, etc...

Relativamente aos retalhistas de peças, em 2020,

existiam cerca de 1.000 empresas desta área, um

número demasiado elevado para os reparadores

que temos, mas uma das poucas coisas boas das

crises é que ajuda a “limpar” os operadores que

andaram a estragar mercado, a praticar preços

muito baixos e que agora ou já fecharam ou estão

na iminência de o fazer. O número razoável de

retalhistas andará por volta de metade dos atuais.

DADOS DO AFTERMARKET

PORTUGAL EM MARÇO 2021

Oficinas de marca ......................................................................... 1100

Oficinas independentes .................................................. 5200

Oficinas de colisão ........................................................................ 500

Oficinas de pneus ........................................................................ 1700

Retalhistas de peças ............................................................ 1000

DESPESA MÉDIA DOS CONDUTORES A DIMINUIR

O investimento médio anual dos condutores

portugueses em oficinas está nos 359 €, valor

esse que tem estado a diminuir. Com o aumento

da competitividade os preços baixam, muitos

clientes estão a realizar as manutenções anuais

em alguns reparadores substituindo apenas óleo

e filtro, quando uma manutenção anual é muito

mais que isso. Este valor varia conforme os canais,

pois para cada operador os desafios e oportunidades

são completamente distintos e não existe

uma receita geral. Mas pode-se sempre realizar

um estudo de mercado para ir mais ao detalhe de

uma marca, produto ou canal.

Como o parque circulante está a crescer e temos

cada vez mais veículos com mais idade, à medida

que o parque circulante está a envelhecer a

utilização de componentes mais económico é

uma realidade, pois um veículo que está na fase

final da sua vida, a maioria dos automobilistas,

antes de realizar um grande investimento nestes

veículos, irá pensar várias vezes no preço e se tiver

que realizar a reparação irá procurar alternativas

mais económicas.

No geral, durante os primeiros dois a três anos de

vida das viatura novas, os condutores optam por

fazer as revisões na marca e depois vão experimentar

as oficinas independentes. As oficinas de

marca não conseguem fidelizar os seus clientes

porque não prestam um serviço de grande qualidade

para os preços que praticam e por também

pressionarem o cliente com uma série de peças,

produtos e serviços que na grande maioria dos

casos não são bem aceites pelos clientes.

COMO O PARQUE CIRCULANTE

ESTÁ A CRESCER E TEMOS

CADA VEZ MAIS VEÍCULOS

COM MAIS IDADE,

À MEDIDA QUE O PARQUE

CIRCULANTE ESTÁ

A ENVELHECER A UTILIZAÇÃO

DE COMPONENTES MAIS

ECONÓMICO É UMA

REALIDADE

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto 2021 57


entrevista

RUI MESQUITA, GERENTE DA RM OIL

A ALMA DESTA EMPRESA

assenta NAS PESSOas

E NAS RELAÇÕES ENTRE ELAS

Veja o vídeo


A RM OIL É O REPRESENTANTE EXCLUSIVO DOS LUBRIFICANTES OLIPES PARA O NORTE E PORTUGAL

E TEM COMO OBJETIVO COLOCAR A MARCA ENTRE AS CINCO PRINCIPAIS DO MERCADO.

RUI MESQUITA ACREDITA QUE A CONFIANÇA É A BASE DE TUDO E QUE SÓ ASSIM SE CONSTROEM

BOAS RELAÇÕES E SE CRIA UMA MARCA COM FUTURO

A

RM OIL iniciou a sua atividade no ano de

2008, como empresa especializada na comercialização

de produtos petrolíferos,

energéticos e lubrificantes de alta qualidade e tecnologia,

cuja missão é satisfazer de forma duradoura

as necessidades dos seus parceiros de negócio.

Na vida da empresa destacam-se três marcos importantes.

O primeiro foi ter conhecido a marca

Olipes, que comercializa há 11 anos e nunca mais

parou, o segundo foi em 2018 onde surgiu um compromisso

mais efetivo entre as duas empresas com a

assinatura de um contrato, onde desta forma, a RM

OIL ficou com a responsabilidade do desenvolvimento

da marca no norte do país. O terceiro marco

tem a ver com a concretização de um objetivo e projeto

que vinha sendo anunciado já há algum tempo

e que foi a construção de raiz do novo armazém.

O novo espaço logístico teve como objetivo aumentar

a área de armazenagem, o portefólio de

marcas e produtos comercializados e continuar a

aposta na proximidade aos clientes. Este projeto

foi uma mudança muito significativa nos negócios

da RM OIL, já que melhorou o atendimento à rede

de clientes como um todo. Os concessionários, as

oficinas auto, os transportadores, o setor agrícola

e obras públicas bem como toda a indústria metalomecânica

e mineira já podem planear de forma

muito mais eficiente os seus pedidos onde as

entregas são feitas, no máximo, em 48h. Esta mudança

faz parte de uma estratégia que a empresa

está a desenvolver na área onde atua no norte do

país para se tornar num futuro próximo uma referência

nas cinco principais marcas premium de

lubrificantes em Portugal.

Rui Moreira faz um balanço positivo dos treze

anos de vida da empresa, embora reconheça que

foi um caminho difícil de fazer. “Sabia que iria sair

de uma zona de conforto que era o de comercializar

uma marca ou marcas de lubrificantes com

bastante expressão no mercado nacional e mundial

que todos conhecem e onde praticamente é o

fator preço que vai definir a venda, para algo mais

arrojado como o desafio de representar, trabalhar

e comercializar uma marca nada conhecida no setor

auto em Portugal. Este desafio fez-me vestir a

camisola da marca para a ver crescer e fazer o seu

percurso com naturalidade, com o objetivo de a

curto prazo, estar a ocupar o lugar que lhe pertence

entre as marcas premium presentes no mercado”.

Com as novas instalações a funcionar em pleno, a

RM OIL vai até ao final do ano voltar a investir

e agora nos recursos humanos, para criar a equipa

que deve assumir um compromisso vencedor.

Mais do que gestor de clientes serão consultores

com experiência para conhecer e perceber as suas

necessidades e aconselhar a melhor solução e o que

é de facto melhor para o cliente.

A RM OIL tem a responsabilidade do desenvolvimento,

representação e comercialização da marca

Olipes em 6 distritos: Viana do Castelo, Braga,

Vila Real, Bragança, Porto, e Aveiro, e detém a

exclusividade desta marca de lubrificantes nestas

regiões. Na restante atividade da empresa, abrange

todo o território nacional e ilhas.

A RM OIL lançou o seu site com uma loja online.

Quais as principais funcionalidades desta nova

plataforma?

A loja online está focada em fornecer os nossos

produtos e dar toda a informação necessária que

consideramos fundamental como forma de aproximação

aos clientes e mais adaptada às necessidades

atuais dos utilizadores, tornando-se um imperativo

evidente para quem pretende servir cada

vez melhor. Na RM OIL, não existe a tecnologia só

pela tecnologia, tem de estar ao serviço do cliente

e pensada para tornar a experiência mais prática e

intuitiva, com aquilo que o cliente valoriza numa

plataforma online, como por exemplo o guia de

lubrificação que ajuda o utilizador a encontrar o

lubrificante exato e adequado a utilizar no seu veículo

Valorizamos muito as ferramentas digitais e

a tecnologia, mas não deixamos de estar presentes

cara a cara, olhos nos olhos, com os nossos clientes.

Qual o ponto de situação do embandeiramento

de oficinas, dinamizada pela RM OIL em colaboração

com a Olipes?

Foi um projeto lançado em Portugal pela iniciativa

da RM OIL com a aceitação sem reservas da

Olipes onde é pré-selecionada a oficina que esteja

alinhada com a filosofia da nossa marca e que defenda

um modelo onde prevalece a qualidade dos

produtos e serviços que oferecem aos seu clientes.

Não se trata de uma questão de dimensão, mas

de honestidade e confiança. Este projeto, que se

iniciou em 2018, já tem neste momento quase 30

oficinas que dispõem da imagem Olipes e o obje-

tivo é continuar a embandeirar mais oficinas.

Que mais valias este programa proporciona às

oficinas?

A imagem é fundamental, e o objetivo da RM OIL

é criar confiança no produto Olipes, sendo uma

ferramenta de valorização das oficinas que as torna

parceiras da marca valorizando a relação de trabalhar

diretamente com uma marca de prestígio e

com exclusividade. A alma desta empresa assenta

nas pessoas e nas relações entre elas. O meu compromisso

é o de estar sempre ao lado dos nossos

clientes, em todos os momentos. Só assim se cria

uma marca com futuro porque aqueles que aderem

ao Programa Partner Olipes sentem-se parte da

marca e de facto fazem parte dela. Este programa é

o núcleo da estratégia da expansão da marca.

Que tipo de apoio a RM Oil presta a estas oficinas?

Nós temos a nossa própria frota que garantimos

qualquer entrega em qualquer lugar que nos solicitem,

na nossa área de atuação em 48h. Recorremos

se necessário a parceiros externos que nos

asseguram um serviço de igual qualidade e rapidez

de entrega. Em termos de assessoria técnica, é uma

área que tem sido muito desenvolvida onde proporcionamos

informação privilegiada e personalizada,

formações técnicas contínuas, dinamizadas

para as oficinas ministradas pelo departamento

técnico da Olipes (SAT) representado em Portugal

pelo Eng. Paulo Varela. As formações técnicas são

uma ferramenta de valorização das oficinas que

queremos promover ainda mais no futuro, assistência

técnica presencial e online e com o complemento

do serviço de laboratório para análise de

óleos em uso. Estas são algumas das vantagens de

trabalhar diretamente com uma marca que pode

disponibilizar informação sempre atualizada e relevante

para a atividade das oficinas.

Que ações de formação já foram realizadas pela

RM Oil e qual tem sido a recetividade?

No passado recente a RM OIL com a Olipes efetuou

duas jornadas formativas sobre “Tendências de Lubrificação

Automóvel 2020-2025”, promovidas e

organizadas pela RM OIL, que contaram com um

excelente acolhimento por parte dos profissionais

do setor. A primeira delas teve lugar no Hotel Porto

Expo de Leça da Palmeira e contou com a partici-

COM AS NOVAS INSTALAÇÕES A FUNCIONAR EM PLENO, A RM OIL VAI ATÉ

AO FINAL DO ANO VOLTAR A INVESTIR E AGORA NOS RECURSOS HUMANOS,

PARA CRIAR A EQUIPA QUE DEVE ASSUMIR UM COMPROMISSO VENCEDOR

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto 2021 59


RUI MESQUITA

pação de 32 profissionais das oficinas

mais destacadas da zona norte do país,

que puderam conhecer em primeira

mão as alterações que se aproximam

e que transformarão o mundo da reparação

e da manutenção automóvel

e, logicamente, todos os aspetos relativos

à lubrificação do automóvel. As

normativas ambientais que entrarão

em vigor a curto prazo, os novos motores

híbridos, o motor elétrico, etc.,

são os principais fatores que estão a

provocar uma rápida transformação

tecnológica das massas e lubrificantes

que o mercado já começa a exigir. Durante

o tempo da formação dedicado à

palestra/colóquio, ficou a manifesto a

inquietação dos profissionais do setor

relativamente a estes aspetos. A segunda

formação foi a vez dos alunos de

mecânica e eletrónica do Instituto de

Emprego e Formação Profissional, que

participaram na jornada de formação,

nas instalações da Toyota Caetano em

Braga. Embora o curso tenha sido

apresentado com o mesmo título, tinha

um enfoque mais educativo, devido

aos diferentes perfis dos assistentes.

Quem são os vossos principais

clientes?

Os concessionários, as oficinas auto,

os transportadores, o setor agrícola e

obras públicas bem como toda a indústria

metalomecânica e mineira,

que neste momento é trabalhada de

uma forma mais residual e que brevemente

vai ser um dos setores muito

importantes a ser desenvolvido pela

RM OIL. Não está no meu objetivo a

curto prazo o retalho, quero continuar

como até aqui a trabalhar e a desenvolver

a marca por nós próprios e a vender

diretamente aos clientes finais

Qual é o vosso compromisso com

os clientes?

É total, é como um casamento, é

para a vida... É a palavra que caracteriza

quem faz parte da RM OIL e

acima de tudo confiança, pois é com

ela que as relações se constroem e se

alimentam, porque a confiança leva

ao respeito e o respeito leva à transparência

e à lealdade. Tudo isto leva-

-nos ao compromisso que temos com

o sucesso dos nossos clientes. A RM

OIL tem uma voz própria que fala a

língua dos seus clientes.

Como está a RM Oil a reagir à pandemia

do Covid 19?

A RM OIL vê esta situação com alguma

preocupação, pois o seu impacto

foi brutal e sem precedentes, não só

para a indústria petrolífera, como

para a economia nacional. Foram

impostas medidas de confinamento,

restrições de circulação o que originou

menos carros a circular e menos

idas às oficinas para manutenções.

Perante esta realidade temos mantido

a serenidade possível e merecido

a confiança nos nossos parceiros de

negócio, nomeadamente o apoio incondicional

da Olipes por parte do

seu administrador Fernando Díaz,

que tem dado o apoio que nos permite

encarar o futuro com confiança.

Penso que se conseguirmos ultrapassar

esta crise, iremos manter a nossa

competitividade e crescimento.

A RM Oil tem estado presente como

expositor nos salões do aftermarket.

Que retorno teve deste investimento

e que balanço faz da participação

da empresa nestes eventos?

Uma empresa com as aspirações como

as da RM OIL, tem de se dar a conhecer

e as feiras são o palco ideal para

nos apresentarmos aos profissionais

do setor. Foi e tem sido muito positivo

estar presente nestes eventos nomeadamente

na última edição da Expo-

Mecânica. Estivemos presentes com

um stand personalizado de acordo

com a imagem de marca das duas entidades

e no qual os visitantes tiveram

a oportunidade de privar connosco e

conhecer as novidades dos lubrificantes

Olipes a serem apresentadas nesse

ano, e é aí que mostramos realmente

quem somos e o retorno superou as

expectativas.

Que desafios se vão colocar ao

futuro da comercialização de lubrificantes

em Portugal?

Não é possível prever, pois o que está

acontecer hoje, na semana seguinte

é uma incógnita, pois irá ter basicamente

a ver com o início e com a

velocidade da retoma da economia.

Atualmente os preços das bases de

lubrificantes estão com grandes aumentos

e prevê-se que continuem

a aumentar até setembro, o que vai

exigir adaptações a novas realidades

devido também às alterações de hábitos

de consumo que entretanto estão

a ocorrer na sociedade. A eletrificação

dos automóveis já é um facto

e vai afetar evidentemente o fabrico

de lubrificantes, especialmente os de

motor. Por outro lado, o lubrificante

irá cada vez mais ser um produto

considerado específico, de maior tecnologia

e qualidade por imposição

das OEMs, devido aos novos motores

que estão a evoluir em paralelo com

as exigências ambientais derivadas

da normativa Euro 6.

Quais são as perspetivas de volume

de faturação para 2021?

Vamos ficar acima de 2020 garantido.

Apesar dos tempos que vivemos

e contrariando a conjuntura nacional

e internacional conseguimos manter

uma estabilidade financeira boa com

uma rigorosa gestão, com um projeto

bem estruturado, com o cumprimento

dos objetivos propostos, prazos de

pagamento a clientes e fornecedores,

um melhor planeamento do “mix” de

produtos vendidos e incluindo todo o

investimento que foi feito na construção

do novo espaço. Sim, vai ser um

ano positivo para nós RM OIL. l

PARCERIA RM OIL / OLIPES

“A RM OIL É A CARA

DA OLIPES E A

OLIPES A CARA

DA RM OIL”

A RM OIL comercializa os lubrificantes

Olipes em exclusivo para a zona norte do

país há 11 anos. Para Rui Mesquita a opção

por esta marca foi uma escolha acertada:

“Sempre pensei de forma diferente e a minha

experiência comercial e técnica no setor dos

lubrificantes com passagem pela Castrol

Portuguesa na época, moldaram a minha estratégia

que passava por “poder trabalhar um

dia uma marca de lubrificantes de qualidade,

com alguma exclusividade e que pudesse

acreditar no meu projeto” onde acabei por

conhecer o Eng. Fernando Díaz hoje administrador

da Olipes onde houve logo uma grande

proximidade e uma partilha de ponto de

vista “ por fazer um trabalho sustentado, sem

pressões comerciais e focados no longo prazo.

Existe essencialmente uma grande relação

de confiança estabelecida entre a RM OIL e a

Olipes que nos permitiu chegar até aqui”.

A RM OIL é hoje uma empresa de referência

no setor dos lubrificantes no norte de Portugal

onde representa e distribui em exclusivo

a marca Olipes. “A RM OIL é a cara da Olipes e

a Olipes a cara da RM OIL, somos um só, não

dois”, afirma Rui Mesquita.

Conforme refere este responsável “A Olipes

tem um posicionamento muito bem definido,

com uma ampla gama de referências. Trata-se

de um produtor de lubrificantes que fabrica

os seus próprios produtos, que os testa e controla

a qualidade. Trata-se de uma marca de

topo com produtos de muita qualidade que

podemos comparar às marcas premium, mas

com um posicionamento mais competitivo

aliado a um serviço de excelência garantido

pelo departamento técnico da Olipes.

Para este ano está previsto reforçar a

imagem da marca junto das oficinas com

campanhas promocionais, com presença em

feiras nacionais sempre que for possível, patrocínios,

merchandising, a continuação em

força do embandeiramento das oficinas com

o logotipo da marca e todas as ferramentas

e suporte necessários para desenvolver e

rentabilizar os negócios.

O feedback dos clientes em relação aos

lubrificantes Olipes tem sido muito positivo.

Quem já os conhece e utiliza refere que são

produtos de grande qualidade com uma

relação preço/qualidade de excelência,

aliado a um serviço e atendimento premium

garantido pela RM OIL.

60 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


NA BORDALOS CAR A QUALIDADE DO ATENDIMENTO,

A COMPETÊNCIA TÉCNICA, A RAPIDEZ DE ENTREGA E A EXCELÊNCIA

DO SERVIÇO, FAZEM A DIFERENÇA


Oficina

do Mês

A OFICINA DO MÊS É PATROCINADA POR TOTAL ROC (RAPID OIL CHANGE)

BORDALOS CAR

A NOSSA MISSÃO É ESTAR

SEMPRE NA LINHA DA FRENTE

A BORDALOS CAR É UMA CONSEQUÊNCIA DA VISÃO QUE OS SEUS FUNDADORES, AMADEU BORDALO

E DIOGO BORDALO TÊM PARA O NEGÓCIO DE SERVIÇOS DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA NO SETOR AUTOMÓVEL.

TRATA-SE DE UM BCS AMPLO E MODERNO, QUE OFERECE UM SERVIÇO DE EXCELÊNCIA A TODOS QUE O VISITAM

O

Bosch Car Service Bordalos Car é estrategicamente

muito importante para a Servidiesel.

A relação direta com o consumidor final,

permite-lhe ter acesso a informação valiosa sobre

o comportamento dos automobilistas, a nível das

suas necessidades, conseguindo assim evoluir na

qualidade dos serviços prestados. “Com a abertura

do Bordalos Car estamos a ganhar quota de mercado

quer nos clientes particulares, quer nas empresas

que nos procuram cada vez mais para fazer

a manutenção das frotas e até ajudar na sua gestão.

Graças ao nosso sistema CRM, o chefe de oficina,

Ricardo Chícharo, consegue programar as datas

das revisões e inspeções técnicas dos veículos das

frotas dos nossos clientes, sendo um serviço muito

apreciado pelas empresas”, revela Diogo Bordalo.

Inaugurada há 5 anos, a Bordalos Car tem vindo a

melhorar as instalações com uma área de 600 m2

e a renovar os equipamentos oficinais. Sendo um

BCS, o equipamento principal da oficina é da marca

Bosch, nomeadamente os aparelhos de diagnóstico,

máquinas de A/C, ripómetro para testar travões e

amortecedores, máquina de montagem de pneus,

equilibragem de rodas e alinhador de direções, entre

outros. A nível de instalações, acaba de inaugurar

um novo espaço exclusivo para os clientes, com

mesas de trabalho, ligação Wifi, televisão, bebidas e

uma zona para as crianças, com brinquedos e jogos.

Tudo a pensar no conforto e bem estar do cliente

enquanto aguarda a entrega da sua viatura.

Relativamente ao posicionamento da Bordalos Car

no grupo Servidiesel, Diogo Bordalo esclarece que

“A Servidiesel continua a concentrar-se no negócio

Bosch Diesel Center e a Bordalos Car, empresa

que pertence à Servidiesel, concentra-se no Bosch

Car Service. São negócios diferentes com clientes

diferentes. A sua separação física, ajuda em muito

à transparência dos pontos fortes e fracos de cada

área de negócio. Por outro lado, temos responsáveis

pelo Bosch Diesel Center e pelo Bosch Car

Service, o que nos permite ter estratégias diferenciadas

para dois negócios diferentes. Na Bordalos

Car prestamos serviços que antes não fazíamos e

hoje basicamente seguimos o slogan da Bosch: Fazemos

tudo pelo seu automóvel”.

Os Recursos Humanos são sempre um grande

desafio, mas felizmente a Bordalos Car tem uma

equipa jovem e estável, comandada por um experiente

chefe de oficina que também acompanha

a receção ao cliente. “Para nós é importante que

o chefe de oficina fale com o cliente na altura da

entrega do veículo, pois assim consegue passar a

mensagem direta ao mecânico. Se houver um rececionista

pelo meio, a mensagem não consegue

passar na totalidade”, diz Diogo Bordalo.

BORDALOS CAR

Gerente Diogo Bordalo

Morada Estrada Nac. Nº9 Km.17 -

Sítio da Galega – Ral 2710-458 Sintra

Telefone 219 233 598

E-mail geral@servidiesel.pt

Site www.servidiesel.pt

Sempre a evoluir

Desde que abriu as portas ao público, a Bordalos Car

tem vindo sempre a evoluir e a adaptar-se às exigências

do mercado. Recentemente adquiriu uma máquina

para mudança de óleo das caixas automáticas

e até ao final do ano está prevista a instalação de

uma zona dedicada exclusivamente à assistência a

veículos elétricos e híbridos. “Temos acompanhado

as tendências do mercado e sabemos que os veículos

elétricos vão ser o futuro. Vai ser um virar de página

para a Bordalos Car, porque a nível de ferramentas,

equipamentos e formação dos técnicos é tudo novo.

Mas estamos prontos a avançar com todos os serviços

para veículos elétricos e desmistificar os receios

que ainda existem relativamente a estas viaturas”,

afirma Diogo Bordalo.

Sendo um Bosch Car Service, a Bordalos Car tem

acesso a todas as formações técnicas que a marca

realiza, e os técnicos mantêm-se atualizados relativamente

às novas tecnologias e motorizações que

equipam os veículos mais recentes. “Uma das vantagens

de fazermos parte da rede BCS é podermos

ter acesso a informação e formação técnica disponibilizada

pela marca, que este ano celebra o 100º

aniversário e é reconhecida como uma rede de excelência.

É aqui que a Bordalos Car quer estar como

empresa, porque a excelência é um objetivo que nós

queremos sempre atingir”, assegura Diogo Bordalo.

Apesar de 2020 ter sido um ano atípico, não conseguindo

atingir os objetivos, para 2021 as expetativas

são diferentes e Diogo Bordalo espera conseguir

voltar aos valores de 2019 e até ultrapassá-los.

Independente dos resultados, este responsável

afirma que “A nossa missão é fazermos sempre

melhor, ter os clientes satisfeitos e estarmos preparados

para os desafios futuros, não recear a mudança

e acompanharmos a evolução dos veículos e

do mercado. Eu e a minha irmã somos a 2ª geração

da empresa e queremos muito continuar com este

projeto construído pelos meus pais e prepará-lo

para os desafios dos próximos anos”. l

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto 2021 63


O RVCC É UM PROCESSO GRATUITO, FLEXÍVEL E ADAPTADO À EXPERIÊNCIA

DE CADA PESSOA. PERMITE, NUM CURTO ESPAÇO DE TEMPO, RECONHECER

AS COMPETÊNCIAS QUE CADA INDIVÍDUO DESENVOLVEU AO LONGO DA SUA

VIDA E TRADUZIR ESSAS COMPETÊNCIAS NUM CERTIFICADO ESCOLAR OU

PROFISSIONAL, ESCLARECE CARMEN RUIVO, DO CEPRA


formação

CEPRA APOSTA EM CERTIFICAÇÃO GRATUITA RVCC

RECONHECER O “saBER

FAZER” DO TRABALHADOR

O PROCESSO RVCC - RECONHECIMENTO, VALIDAÇÃO E CERTIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS

TEM TIDO UMA EXCELENTE ACEITAÇÃO POR PARTE DOS PROFISSIONAIS E DAS EMPRESAS. O CEPRA

JÁ CERTIFICOU MAIS DE 2000 PROFISSIONAIS E JÁ ESTABELECEU PROTOCOLOS DE CERTIFICAÇÃO

COM DEZENAS DE EMPRESAS, QUE PRETENDEM CERTIFICAR OS SEUS COLABORADORES

Distinguido por muitos como uma ‘mais valia’

para a valorização profissional do setor

da reparação automóvel, serviços e indústrias

conexas, o CEPRA já certificou mais de 2000

profissionais (desde 2006) e já estabeleceu protocolos

de certificação com dezenas de empresas, que

pretendem certificar os seus colaboradores. Como

para a frente é que é o caminho, o CEPRA, está

sempre um passo à frente no que toca às certificações

profissionais. Para isso, o Centro Qualifica do

CEPRA é responsável pelos Processos de Reconhecimento,

Validação e Certificação de Competências

(RVCC).

Carmen Ruivo, Coordenadora do Centro, desvenda

como funciona esta certificação: “O RVCC

destina-se a quem pretende obter uma certificação

escolar (6º ano, 9º ano ou 12º ano) e Processos

de Reconhecimento, Validação e Certificação

de Competências Profissionais, para quem trabalha

do Setor da Reparação Automóvel e pretende

obter uma Certificação Profissional que comprove

as suas competências. É um processo gratuito,

flexível e adaptado à experiência de cada pessoa.

Permite, num curto espaço de tempo, reconhecer

as competências que cada indivíduo desenvolveu

ao longo da sua vida e traduzir essas competências

num Certificado Escolar ou Profissional”.

Processo rápido e gratuito

Para além de ser um processo rápido (cerca de 3

meses), permite o acesso gratuito à formação, a

melhoria da situação profissional dos candidatos,

a progressão na carreira e um aumento da auto

estima, autoconfiança e autonomia dos trabalhadores.

Para as empresas é uma forma de terem

colaboradores certificados e de obterem um diagnóstico

de necessidades de formação adequado às

necessidades específicas de cada colaborador. Este

diagnóstico de necessidades de formação pode ser

um input para o Plano de Formação Interna dos

trabalhadores. Todo o processo pode ser contabilizado

em termos de horas de formação anual obrigatória,

previstas no Código do Trabalho.

Para lecionar estas certificações, o Centro Qualifica

do CEPRA, dispõe de uma equipa de técnicos que

apoiam os candidatos na construção do seu Portefólio

e na avaliação e certificação das competências.

Atualmente o Processo pode ser realizado presencialmente,

na Sede ou na Delegação do CEPRA, ou

em sessões à distância para quem o prefira. Apenas

a prova prática é realizada obrigatoriamente numa

sessão presencial, nas instalações da Sede (Loures)

ou Delegação (Maia).

Questionada sobre qual o objetivo desta certificação,

Carmen explicou ao JO que reconhecer as

aprendizagens que os profissionais do setor automóvel

realizaram ao longo da sua vida profissional

e atribuir-lhes uma Certificação, que é válida em

Portugal e na Europa, de acordo com o Sistema

Nacional de Certificação, é o principal objetivo. O

RVCC foi feito para profissionais das áreas de Eletricista

de Automóveis, Pintor/a de Veículos, Mecânico/a

de Automóveis Ligeiros, Mecânico/a de

Serviços Rápidos, Reparador/a de Carroçarias, Reparador/a

de Motociclos, Técnico de Receção/Orçamentação

de oficina e Técnico/a de Mecatrónica

Automóvel. Todos os profissionais que exerçam

funções nas oito saídas profissionais referidas, podem

obter a sua Certificação Profissional. Como?

“Após construírem um Portefólio Profissional, que

é uma recolha/compilação de comprovativos da

sua experiência de trabalho (Currículo, certificados

de formação, contratos de trabalho, etc), são

entrevistados por um formador e realizam uma

prova prática.

No final recebem um Certificado que pode conter

uma Certificação Total ou uma Certificação Parcial.

Nos casos em que a certificação seja parcial,

recebem também um Plano Pessoal de Qualificação

com a indicação da formação que terão de

frequentar para obterem a Certificação Total”, explicou

Carmen Ruivo.

Por que é importante ter uma certificação?

A Certificação de Pessoas reconhece o “saber fazer”

do trabalhador para uma área específica de

conhecimento. Este é um importante passo para o

desenvolvimento profissional e pessoal, ampliando

as oportunidades no mercado de trabalho. Se

tem ou conhece alguém que tenha reconhecida experiência

profissional em determinada área, mas

não possui nenhuma certificação, o CEPRA pode

ajudar na obtenção de um reconhecimento público

da sua competência. No processo de Certificação,

o candidato realiza provas escritas e práticas, de

avaliação do desempenho profissional para comprovar

sua competência na atividade que exerce.

A solicitação de inscrição pode ser feita pela Internet,

no site do CEPRA em www.cepra.pt l

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto 2021 65


Cetrus equipa oficina Irmãos Leite, SA

QUALIDADE,

ESTÉTICA E

DURABILIDADE

O

s Irmãos Leite são uma empresa familiar

que tem vindo a crescer progressivamente

de forma sustentada

e segura sem nunca perder o seu

rumo. Criada há 23 anos por Anabela

Leite, José Manuel Leite e Domingos Leite, a Irmãos

Leite tem integrado gradualmente colaboradores totalizando

à data de hoje cerca de 60 elementos que seguem

escrupulosamente a filosofia e linha traçada focada na

satisfação dos seus clientes. Para tal, oferece uma atitude

de proximidade na qual toda a estrutura, incluindo a administração,

está no terreno diariamente disponível a ouvir

A Irmãos Leite, SA, concessionário das marcas Skoda, Seat, Hyundai, Kia e Volvo, acaba de inaugurar novas instalações em Vila Real

onde se destaca a ampla oficina totalmente equipada pela Cetrus, uma escolha baseada em três princípios fundamentais: qualidade,

estética e durabilidade

os clientes de forma a proporcionar a melhor experiência

possível criando uma relação de empatia com impacto

direto na sua satisfação e fidelização. No passado mês de

junho inaugurou novas instalações integradas que vieram

criar um espaço distinto, moderno e confortável para as

suas equipas.


PUBLIREPORTAGEM

um departamento de Marketing e Digital que incorpora,

a data de hoje, três elementos que têm vindo a

desenvolver um trabalho extraordinário. Destaco, não

só o desenvolvimento e publicitação da nossa marca

própria associada a todas as marcas representadas,

como também a dinamização das redes sociais e implementação

de ferramentas de proximidade (Whatsapp,

chat’s, concessionário digital) que permitem

que, apesar de uma conjuntura social que inviabiliza

a proximidade, os nossos clientes se sintam acompanhados

e acarinhados.

nome dos Irmãos Leite e potenciando a projeção da

empresa para desafios e projetos futuros.

A estratégia delineada para os próximos anos está intimamente

ligada aos fortes investimentos efetuados

nas estruturas físicas que irão renovar por completo

a imagem e dignificar ainda mais todas as marcas representadas.

Este enorme esforço financeiro é a base

para o crescimento futuro sendo que, numa primeira

fase, a empresa estará focada na recuperação desse

investimento e, numa segunda fase, poderá pensar

em projetos e planos futuros.

No meio onde se insere a sua área de influência, a grande

fatia dos clientes são particulares “o que nos obriga a

um trabalho de formiga e ao desenvolvimento de um

trabalho mais minucioso potenciado pelo nosso departamento

de CRM e que permite que pró ativamente

se potencie contactos com todos os nossos clientes”,

refere Sílvio Neves, diretor geral da empresa.

FORMAÇÃO CONSTANTE

Uma das grandes virtudes de ser representante oficial

de diversas marcas é a constante adequação e atualização

em termos de formação técnica e comportamental.

No âmbito formativo, as equipas, ao longo

do ano, frequentam milhares de horas de formação

presencial e on line que representam um forte investimento

e capacitam a estrutura para que possa estar

perfeitamente à vontade para intervencionar de

forma adequada todos os modelos das marcas que

representa assim como estar perfeitamente integrada

com a rápida evolução tecnológica constantemente

presente no nosso setor.

Para o diretor geral da Irmãos Leite, SA, a internet e

redes sociais “são um tema fundamental para nós

destacando a aposta nos últimos anos na criação de

FALTA DE PROFISSIONAIS

Tal como acontece com outras empresas do setor automóvel,

a Irmãos Leite, SA, tem tido grandes dificuldades

em encontrar bons técnicos. “Infelizmente, é

cada vez mais penoso encontrar recursos válidos nas

várias áreas técnicas (Mecânicos, Chapeiros e Pintores).

É uma dificuldade que se denota a nível nacional mas

que tem um impacto ainda mais dramático no interior.

Existe uma incapacidade tremenda de colocar recursos

no mercado do trabalho demonstrando que algo

a montante está errado no que diz respeito ao ensino.

Os nossos jovens querem todos, pressionados pela

nossa sociedade, tirar um Curso superior. É um desejo

legitimo, todavia, não é menos legitimo envergar por

um curso técnico profissional que pode potenciar uma

integração garantida no mercado de trabalho tendo

como pilar fundamental a vontade e capacidade do

formando. É uma questão que nos preocupa e que nos

obriga a apostar em formação interna e incorporação

desses formandos”, refere Sílvio Neves

DESAFIO TECNOLÓGICO SUPERADO

Relativamente à assistência a veículos híbridos e elétricos,

a Irmãos Leite, SA, está totalmente capacitada

para os poder intervencionar. “Já possuímos dois técnicos

com certificação completa para intervenção em

veículos elétricos, incluindo, substituição de baterias

ou módulos de baterias. A restante equipa tem no seu

plano de carreira esta certificação, visto que estamos

certos que, mais tarde ou mais cedo, todos os nossos

elementos terão de estar capacitados e preparados

para esta nova realidade”, refere Sílvio Neves.

“A evolução tecnológica está sempre presente no setor

automóvel. É um facto que entramos numa espiral tecnológica

que nos trazem dúvidas e certezas. Dúvidas

quanto a saber qual será a tecnologia de futuro, eletrificação

ou hidrogénio. Certezas quanto ao caminho traçado

de zelar pelo nosso planeta e envergar por um caminho

crescente de redução de emissões. Felizmente,

contamos com os parceiros perfeitos nesse caminho

visto que todas as marcas por nós representadas estão

na vanguarda da tecnologia e capacitam nos para que

estejamos preparados para o futuro”, acrescenta.

O investimento nas novas instalações aumenta exponencialmente

a capacidade produtiva e demonstra

claramente que a Irmãos Leite tem margem e potencial

de crescimento. Para isso vai manter as suas

equipas focadas de forma a manter os valores que

permitam continuar no caminho de crescimento

demonstrado ao longo dos últimos anos elevando o

PARCERIA DE CONFIANÇA

Dentro das empresas consultadas para o concurso da

construção de raiz da nova oficina, a Cetrus foi a empresa

que claramente se destacou não só pela oferta

técnica como também pela capacidade comercial.

Sílvio Neves realça o apoio prestado pela CETRUS no

desenvolvimento do layout da oficina e na escolha dos

equipamentos: “Após termos identificado em conjunto

as nossas necessidades, o nosso espaço e as nossas

ideias, apresentaram num curto espaço de tempo

layout’s com várias opções, inclusivamente projeções

em 3D dos layout’s que permitiram de forma mais criteriosa

e assertiva corrigir e afinar as nossas escolhas”.

A pretensão da empresa foi criar várias ilhas de áreas

de trabalho claramente demarcadas nomeadamente

duas baias para veículos elétricos, uma linha para serviços

rápidos, uma linha para serviços mais pesados,

uma linha para veículos comerciais, baias de pneus

e alinhamento e baias livres adaptadas e moduláveis

para o futuro. Elevadores de tesoura alternam com

elevadores de duas colunas de forma a manter a versatilidade

de serviços a realizar e foi colocado um mobiliário

de bancada de trabalho com as torres de óleo

integradas, que criou uma envolvência fantástica nos

postos de trabalho.

No processo final de instalação e testes dos equipamentos,

foi promovido pela Cetrus uma formação in

situ para os vários equipamentos, que foi fundamental

para criar conforto nas equipas e potenciar a correta e

total exploração das ferramentas colocadas ao dispor.

O diretor geral destaca ainda o profissionalismo, capacidade

técnica e comercial das equipas da Cetrus, que

considera ser uma empresa claramente dimensionada

para projetos de envergadura e com um Know How

muito vincado que tranquiliza o investidor.


NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE-SE DE A A Z

Empresas

CONVERSAS SOBRE O AFTERMARKET COM PHILIPPE COLPRON

“A COLABORAÇÃO SERÁ A CHAVE PARA O SUCESSO”

A

ZF organizou um evento online com jornalistas,

denominado “Conversas sobre o aftermarket”,

tendo como interlocutor Philippe

Colpron, diretor de divisão aftermarket da ZF, que

revelou os planos do fabricante para o futuro. Este

responsável começou por apresentar a ZF, que adquiriu

a WABCO Holdings Inc. em 29 de maio de 2020,

e conta agora com 160 mil colaboradores em todo o

mundo, com aproximadamente 260 localizações em

41 países. Em 2019, as duas empresas, então independentes,

atingiram vendas de 36,5 mil milhões de euros

(ZF) e 3,4 mil milhões de dólares (WABCO). Para Philippe

Colpron o aftermarket está a viver uma época de

grandes mudanças e transformações, e apesar da tecnologia

estar sempre a evoluir, considera que o mercado

pós-venda tem capacidade para se reestruturar e

ultrapassar os desafios.

De acordo com Colpron, a mudança de comportamens

e expectativas dos clientes, bem como a crescente

importância dos clientes de frotas, exigem novas ofertas

de serviços. A rápida expansão do software tem impacto

nas necessidades de serviço e requer know-how

técnico, que deve ser desenvolvido e utilizado no terreno

já hoje em dia. Relativamente às competência e

ferramentas que as oficinas devem ter para serem bem

sucedidas no mercado pós-venda da próxima geração,

Philippe Colpron assinala que a transformação das

organizações deve começar por estarem fortemente

ligadas aos seus clientes e atentas à evolução das suas

necessidades e depois inovar para oferecer um valor

acrescido e único nos serviços, assim como explorar

continuamente novos tipos de parcerias, pois estamos

a entrar numa nova era em que a colaboração será a

chave para o sucesso.

Para Philippe Colpron “É efetivamente verdade que o

conteúdo tecnológico dentro dos veículos está a crescer

rapidamente, não só em termos de complexidade, mas

também em termos de acesso aos dados. Precisamos

de apoiar as oficinas através do acesso à informação,

formação, apoio online, e com diagnóstico ou soluções

de software. Isto também significa que os mecânicos

precisam de ser capazes de adquirir novos tipos de

peças com a mesma rapidez e conveniência que a experiência

com componentes mais tradicionais. Com

esta rápida evolução da tecnologia, podemos antecipar

uma mudança da procura. Veremos uma erosão de

volume para alguns produtos ou serviços tradicionais,

enquanto precisamos de estar preparados para novas

tecnologias. Por exemplo, veículos totalmente elétricos

não requerem as mesmas rotinas de mudança de filtro,

enquanto veículos híbridos elétricos contêm os produtos

necessários num sistema de dupla transmissão,

utilizando tanto componentes convencionais como

componentes de transmissão elétrica.

Apoiar a mecânica e as oficinas através desta evolução

é um ponto chave para a ZF Aftermarket oferecendo,

por exemplo, um conjunto abrangente de

informação técnica necessária acompanhada com as

formações e ferramentas online relevantes. Philippe

Colpron também acredita que a colaboração em diferentes

campos de especialização se tornará cada vez

mais importante para enfrentar esta complexidade

crescente. Estabelecer os contactos certos e permitir

a colaboração criativa entre empresas pode impulsionar

a inovação empresarial e facilitar a adaptação

face às mudanças que se avizinham na indústria.

68 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


PATROCINA CAMPEONATO DE PORTUGAL

DE NOVAS ENERGIAS 2021

bilstein group | O “Campeonato de Portugal de Novas Energias 2021” segue o que já tinha

sido começado em 2019 com a “Taça de Portugal de Novas Energias” e vai disputar, através de

quatro etapas, provas na modalidade de regularidade com veículos totalmente descarbonizados.

Aberta a participantes nacionais e estrangeiros, a prova é uma iniciativa da Federação

Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK) que, com os olhos postos no futuro, pretende,

assim, inovar e criar condições para uma sociedade sustentável. Orientada pelas denominadas

“energias limpas”, com preocupações ambientais e ecológicas, este campeonato é inteiramente

dedicado a veículos de estrada normais, sendo admitidos apenas veículos BEV (battery electric

vehicle). Este é o primeiro ano que a FPAK promove esta iniciativa a nível nacional e internacional

com a criação de um campeonato composto por 4 provas. Em 2021, o bilstein group

decidiu marcar presença nesta iniciativa apoiando a dupla Rodolfo Serrano e Andreia Serrano

e o seu Tesla Model 3 branco. O veículo da competição tem as marcas do bilstein group: febi,

SWAG e Blue Print em destaque, assinalando a associação do grupo a este evento. O bilstein

group está atento às novas tendências de mercado com particular foco nos veículos elétricos e

componentes associados.

GAMA E REPUTAÇÃO

QUALIDADE E CONFIABILIDADE

A BENDIX ESTÁ

AINDA MELHOR

Reconhecida pelos resultados no setor dos travões, desde 1924,

a Bendix é agora apoiada pela TMD Friction - um fabricante líder

mundial de equipamento original para o segmento da fricção.

Isto representa uma maior garantia de qualidade, maior cobertura

de veículos e uma maior gama de produtos.

Tenha agora uma opção de travagem de qualidade superior.

A MARCA DE JULHO NA AUTO RECTO

AC Rolcar Novo mês, nova marca em destaque. O mês de Julho é o mês da AC Rolcar na Auto

Recto. O ponto forte desta marca são os elevadores de vidro e a Auto Recto tem mais de 250

elevadores diferentes desta marca à disposição dos clientes. Os elevadores de vidro que a Auto

Recto disponibiliza tanto são direitos, esquerdos, traseiros, dianteiros e variam também nas

marcas, podendo dar para Renault, Peugeot, Iveco, Ford, Citroen, Honda, VW, Toyota, Mercedes,

Opel, Hyundai, Skoda, etc. A AC Rolcar é uma empresa líder na produção e distribuição no

mercado aftermarket a nível internacional. Presente em 40 países, projeta, fabrica e distribui

elevadores de vidro elétricos e manuais. O seu catálogo de produtos cresce e atualiza-se dia a

dia, com mais de 2.900 elevadores de vidro projetados e testados.

Mais informações em

www.bendix-braking.com

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Disponível on-line e na versão de aplicativo, o sistema de

catálogo baseado na web foi desenvolvido usando dados

de catálogo atualizados e oferece opções de pesquisa

fáceis de usar.

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NOTÍCIAS

EMPRESAS

PAULO SANTOS

É O NOVO DIRETOR

DE MARKETING E VENDAS

DA REDEINNOV

A

RedeInnov integra na sua de Marketing e Vendas, permitindo

equipa central Paulo Santos uma maior dinamização da sua rede

para desempenhar as funções de membros e adaptação a um futuro

de Diretor de Marketing e Vendas. que se continua a adivinhar repleto de

Tendo em conta o crescimento sustentado

nos últimos anos, a RedeInnov uma extensa experiência no After-

desafios. Paulo Santos, que conta com

continua a sua aposta de investimento market nacional e com reconhecidos

na sua estrutura de apoio ao desenvolvimento

do negócio dos seus mem-

direção de Marketing e Vendas da Re-

sucessos, será agora responsável pela

bros. Esta contratação visa acrescentar

capacidade de reposta nas áreas vado entusiasmo e

deInnov, desafio que encara com ele-

motivação.

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TITANIUM.

A EXPERIÊNCIA DA FIAMM

AO SERVIÇO DO SEU AUTOMÓVEL.

A FIAMM é a escolha de qualidade para o equipamento original

dos fabricantes de automóveis mais importantes do mundo:

a partir dessa experiência nasce um produto 100% italiano,

que garante a máxima fiabilidade, mesmo no mercado de

Aftermarket. As baterias da linha TITANIUM garantem alta potência

para as necessidades de energia dos carros mais modernos, não

precisam de manutenção e permitem uma fácil verificação do

nível de carga graças ao sistema Check Control (Olho Mágico).

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RENOVA PORTAL DA INTERNET RMI ONLINE

TecAlliance | A empresaestá a oferecer às oficinas acesso direto aos dados de reparação e

manutenção completos e conformes com as indicações dos fabricantes da TecRMI, através do

portal da Internet RMI Online. O portal renovado oferece dados técnicos para todos os atuais

fabricantes de veículos nas áreas de reparação, mecânica, manutenção e diagnóstico para

veículos de passageiros e veículos privados. O RMI Online foi desenvolvido especificamente para

satisfazer os requisitos das oficinas. Apoia todo o processo da oficina com data intelligence –

desde o agendamento do serviço com o cliente à preparação, aceitação do veículo, diagnóstico,

reparação e devolução do veículo. A base de dados TecRMI inclui os tempos de trabalho com

base nas indicações dos fabricantes, as indicações das peças sobresselentes e ferramentas

especiais necessárias, informação sobre os componentes elétricos e muito mais. O RMI Online foi

criado a partir de experiência prática para facilitar as operações diárias das oficinas, que assim

podem fazer um melhor planeamento dos recursos, trabalhar de forma mais eficiente, poupar

em tempo e em custos, e apresentar uma oferta valiosa aos seus clientes.

GAMA E REPUTAÇÃO

QUALIDADE E CONFIABILIDADE

A BENDIX ESTÁ

AINDA MELHOR

Reconhecida pelos resultados no setor dos travões, desde 1924,

a Bendix é agora apoiada pela TMD Friction - um fabricante líder

mundial de equipamento original para o segmento da fricção.

Isto representa uma maior garantia de qualidade, maior cobertura

de veículos e uma maior gama de produtos.

Tenha agora uma opção de travagem de qualidade superior.

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RETOMA FORMAÇÕES PARA AS OFICINAS

ADERENTES

RecOficial | organizou mais uma sessão formativa sobre Diagnóstico do Inversor de Controlo

dos Motores Elétricos, para as oficinas aderentes da marca. Um dos elementos mais importantes

a nível de funcionamento e controlo do grupo motopropulsor dos veículos híbridos, híbridos

Plug-In e 100% Elétricos é o conjunto conversor-inversor. Como tal, esta sessão formativa foi

dedicada à interpretação de todos os parâmetros controlados pelo inversor para que todos os

profissionais RecOficial estejam preparados para efetuar um correto diagnóstico no sistema de

tração destes veículos. Esta formação faz parte do plano de formação exclusivo para as oficinas

RecOficial que, no ano de 2021, contempla oito formações online. As sessões formativas online

e onlive permitem que as oficinas aderentes ao projeto RecOficial (em Espanha e em Portugal),

ainda que num contexto pandémico, continuem a adquirir conhecimentos e competências

técnicas para poder intervencionar qualquer tipo de veículo, seja convencional, híbrido ou 100%

elétrico.

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NOTÍCIAS

EMPRESAS

LANÇA PRODUTOS

GESTÃO TÉRMICA MAHLE

Create | não foge à tradição de apresenta novidades frescas todos

os meses. Por isso, com o início do Verão, os seus clientes poderão

desfrutar de uma gama completa de produtos de gestão térmica

da Mahle. Esta gama é composta por mais de 2.500 referências que

inclui compressores, condensadores, evaporadores e outras peças de

ar condicionado. A aplicabilidade desta gama estende-se para mais

de 52.000 aplicações para veículos comerciais e 116.000 aplicações

para veículos de turismo. Assim, a Create continua a incrementar o

seu leque de soluções para os melhores profissionais.

DIESEL TECHNIC ULTRAPASSOU

10.000 INSCRITOS NO YOUTUBE

O

canal

do YouTube do Diesel Technic

Group atrai cada vez mais visitantes entusiasmados.

Mais de 10.000 inscritos

acompanham os últimos desenvolvimentos do

fornecedor de peças automotivas e acessórios.

Nesta ocasião, os Parts Specialists oferecem

uma visão dos bastidores. No canal da empresa

no YouTube há, principalmente, vídeos de

oficina dos Parts Specialists, nos quais os espectadores

recebem dicas e sugestões práticas

regularmente para o melhor suporte possível

na vida cotidiana da oficina. Especialmente,

os dois Parts Specialists Lars e Kevin compartilham

nos vídeos sua experiência com outros

mecânicos. Serviço e manutenção, sistema de

combustível, sistema de compressor de ar e sistema

de iluminação são apenas alguns dos tópicos

que os Parts Specialists abordam em seus

vídeos de oficina. Ao fazer isso, ambos analisam

diferentes padrões de erro, pois podem

ocorrer com frequência no quotidiano da oficina,

e explicam como identificar rapidamente

as possíveis causas do erro. Além disso, os dois

apresentam as peças de reposição necessárias

em cada caso e fazem a demonstração da troca

correta no veículo.

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REELEITO PARA A DIREÇÃO DA FIGIEFA

Joaquim Candeias | Joaquim Candeias, presidente da Divisão do

Pós-venda Independente da ACAP e diretor geral do bilstein group, foi

reeleito para a direção da FIGIEFA em eleições muito concorridas entre várias

Associações candidatas ao lugar Esta reeleição traduz o reconhecimento, a

nível europeu, do trabalho de Joaquim Candeias em defesa do IAM. A FIGIEFA

é uma Federação europeia composta por Associações de 19 países, atuando

como interlocutor político do Pós-venda Independente, em Bruxelas. Representa

os interesses de mais de 30.000 empresas (grossistas e retalhistas

independentes, revendedores de peças auto e oficinas de reparação), e cerca

de 355.000 postos de trabalho. Os principais objetivos da FIGIEFA passam

pela manutenção da concorrência no pós-venda e pela promoção da liberdade

de escolha do consumidor.

COMEMORA 50 ANOS DE PATROCÍNIO DESPORTIVO

DOGA | comemora 50 anos de patrocínio desportivo e quis partilhar com os clientes numa exposição na sua sede, uma

seleção de imagens, guardada no arquivo, das competições em que a DOGA esteve presente oferecendo o seu apoio. A

história da DOGA no patrocínio ao desporto automóvel começou nos anos 70 e até hoje, cinco décadas depois, continua a

apoiar diversas equipas. Neste meio século, muitas coisas mudaram e no mundo das competições desportivas também,

mas os valores que definem o desporto automóvel continuam fortes e inalterados. Esforço, disciplina e honestidade são

elementos básicos neste mundo que exige empenho e entusiasmo, e graças a isso a DOGA conseguiu ser respeitada, as

amizades cresceram, colaborou em equipa e desenvolveu aquele maravilhoso espírito de melhoria. Sempre na perspetiva

de ajudar e apoiar, os desportos motorizados patrocinados pela DOGA vão desde os ralis de terra, asfalto, velocidade ou

circuitos clássicos, Dakar, raids, autocross, motociclismo, karts e até viagens de ajuda humanitária que fazem parte da

história e do futuro do DOGA.

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www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto I 2021 73


NOTÍCIAS

EMPRESAS

DINAMIZA AÇÃO DE FORMAÇÃO

COM PARCEIROS AD

TEXA | realizou em conjunto com o Grupo Autozitânia, nas

instalações da Bragalis, uma ação de formação comercial através

dos parceiros AD, Grupo Soarauto e PeçasLímia. A ação formativa

destinou-se a profissionais do setor do aftermarket automóvel e

visou a apresentação do extenso Portefólio da Marca e respetivos

produtos. A TEXA é líder mundial em design, industrialização e

fabrico de instrumentos de diagnóstico multimarcas, estando os

seus produtos presentes em mais de 12.000 oficinas espalhadas

pela Península Ibérica. Tem uma rede de distribuição capilar, com

cerca de 730 colaboradores, dos quais cerca de 600 na sede em

Treviso, Itália, onde todos os produtos da gama são concebidos e

fabricados. As novas instalações da TEXA têm 30.000 m² cobertos

numa área de mais de 100.000 m² e representam um verdadeiro

monumento contra a realocação e despersonalização do trabalho,

com modernas estações de trabalho e centros de reuniões ligados à

filosofia tradicional e arquitetura local.

ZF UNE FORÇAS COM GOODYEAR PARA

SOLUÇÕES DE GESTÃO DE FROTAS

A

ZF

anunciou que celebrou um acordo de

longo prazo com a Goodyear, reunindo

as soluções avançadas de gestão de frotas

(FMS) da ZF, com marca Transics, e o portefólio

de pneus de alto desempenho e soluções de

mobilidade da Goodyear. Inicialmente, a ZF e a

Goodyear oferecerão às frotas europeias de veículos

comerciais um conjunto integrado de aplicações

de gestão de frotas e pneus que oferecem

apoio a frotas mistas e multimarcas. Através de

uma solução interoperável e flexível, baseada

numa única caixa telemática, TX-TRAILER-

PULSETM, as frotas podem ter acesso aos serviços

e apoio de ambas as empresas, incluindo

os dados de pneus Goodyear e pleno acesso às

soluções de gestão de frotas da marca Transics

da ZF. A colaboração da ZF com a Goodyear

aproveita a experiência e os vastos recursos de

dois líderes da indústria que partilham a convicção

partilhada de oferecer às frotas e aos construtores

europeus os benefícios de uma solução

de gestão de frotas completa.

rodape_Nelson_Tripa.pdf 5 14/06/2021 09:23

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REVELA NOVO VÍDEO CORPORATIVO

PCC | A empresa de Famalicão, especialista em equipamento para oficinas automóveis, apresentou o seu novo vídeo corporativo. Esta apresentação,

destaca a qualidade dos serviços prestados pela empresa e a sua capacidade de desenvolver soluções adaptadas às necessidades específicas

de cada cliente. O empenho e o trabalho dedicados aos seus clientes reforçam o lema da PCC “O nosso desafio é o seu sucesso”, também bem

visível neste vídeo. Fundada em 1999, com sede em Famalicão, estende o seu âmbito de atuação a todo o território nacional, ilhas incluídas, com

o objetivo de identificar e encontrar os melhores parceiros internacionais que ofereçam produtos de vanguarda. Esta oferta distinta é um fator de

diferenciação para todos os clientes, que reconhecem na PCC um serviço de excelência. Ao longo de mais de 20 anos, a PCC tem vindo a edificar

uma estratégia de crescimento sólido e sustentado, suportado pela eficiência das suas operações e o desenvolvimento do seu capital humano.

Poderá visualizar o vídeo corporativo em www.youtube.com/watch?v=Z_O2_0Qaj9g

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SUCESSO DA CAMPANHA EL RECAMBIAZO

El Recambiazo | A campanha, que a ASER promoveu este ano em Portugal,

terminou no passado dia 31 de maio e teve um enorme sucesso, tendo alcançado

números recorde. Este ano, que assinala o 5º aniversário do nascimento da Central

de Serviços ASER, foram 5 os distribuidores que desenvolveram a campanha em

Portugal. As oficinas clientes da Humberpeças (com lojas no Porto, Fiães, Alfena,

Vila Nova de Gaia, Vale de Cambra, Sta. Maria da Feira e São João da Madeira),

NPeças (com instalações em Camarate, Trajouce e Montijo), Samiparts (com

lojas na Flandres, Ansião, Soure e Leiria), Celparts (com lojas no Britelo e Vilar de

Viando) e Mpeças (localizada em Basto), beneficiaram este ano com as vantagens

desta campanha. Todas conseguiram ganhar um dos mais de 8.000 prémios que

foram sorteados, avaliados em mais de 60.000 €. Mais de 2.000 guias de remessa

registados em Portugal e mais de 1.200 prémios distribuídos, incluindo vários

carregadores de bateria e boosters do fabricante francês GYS, ferramentas KS tools,

luvas de trabalho ou sabonete Maco para lavagem de mãos. Mais um ano que o

Recambiazo da ASER voltou a ser um sucesso em Portugal.

INAUGURA DUAS OFICINAS NO CENTRO DO PORTO

Midas | Um mês após relançar a marca em Portugal, com a abertura de uma oficina no Carregado – Campera

Outlet Shopping, a MIDAS continua a investir no alargamento rápido da sua rede, chegando agora à cidade do

Porto. No passado dia 17 de maio de 2021, a marca sob gestão do Grupo Salvador Caetano, fez a inauguração da

primeira oficina no coração da cidade do Porto, em frente ao Coliseu, na Rua Passos Manuel. A 31 de maio de 2021,

na mesma cidade, abre a segunda oficina na Rua da Constituição junto à Praça do Marquês de Pombal, dando

assim continuidade ao projeto iniciado em outubro de 2020. Como forma de celebrar a abertura das novas oficinas,

durante os primeiros meses, a MIDAS oferece aos seus clientes 20% de desconto em determinados serviços e um

diagnóstico completo. Com 65 anos de experiência no serviço multimarca, a MIDAS tem um compromisso claro,

cuidar de cada um dos seus clientes, todos os dias e de forma continuada.

cetrus_joficinas.pdf 1 21/06/21 17:05

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NOTÍCIAS

EMPRESAS

PUBLIREPORTAGEM

ACONDICIONAMENTO DE

RESÍDUOS INDUSTRIAIS

No decorrer das várias atividades indústrias, vão surgindo

diferentes dificuldades e questões na forma adequada como

devem ser armazenados os resíduos que são produzidos, de

acordo com as diferentes tipologias, a quantidade produzida e o espaço

disponível dentro do estabelecimento para que estejam guardados em

segurança.

Que tipos de embalagens posso utilizar?

Idealmente, todos os resíduos devem ser acondicionados em

embalagens apropriadas às características dos mesmos de modo a

garantir que a segurança de dos trabalhados e do ambiente estão

salvaguardados. Habitualmente são utilizados Tambores de 200 litros,

sejam metálicos ou de plástico, para acondicionar a maioria dos

resíduos. Sempre que o Produtor tem pequenas quantidades de um

resíduo (ou por ser mais fácil a sua gestão), são usadas barricas de

60 litros ou de 100 litros. Quando são produzidas quantidades mais

consideráveis (ou quando o resíduo é volumoso), normalmente são

usados Contentores de 1000 litros ou Bigbags, de modo a ser mais fácil

a sua gestão, acondicionamento e transporte.

ALECARPEÇAS ACRESCENTA

MARCA ERA AO SEU

PORTFÓLIO

A

Alecarpeças já tem disponível a gama de produtos da marca ERA, reconhecido

especialista em material elétrico. A ERA nasceu em 1983 em

Montaclieri, perto de Turim, desenvolvendo, desde então, a sua actividade

no aftermarket. Ao longo da sua história foi alargando a sua oferta e atualmente

distribui os seus produtos em mais de 70 países. A missão da ERA é proporcionar

a mais ampla gama de produtos elétricos e eletrónicos garantindo máxima

qualidade e confiança. Qualidade - Detalhe – Precisão, estas são as três características

que definem a ERA: Qualidade dos seus produtos. Detalhe na escolha da

oferta e informação técnica. Precisão na disponibilidade e no serviço pós-venda.

As famílias de Produtos ERA incluem: Sensores; Sondas Lambda; Interruptores;

Bobines Ignição; Comutadores; Luzes e Limpa-Vidros; Motores Limpa Vidros;

Bombas Limpa Vidros; Corpos Borboleta; Válvulas EGR; Ventiladores Motor;

Relés e Bombas Combustível.

Como acondicionar as embalagens

para os resíduos?

De modo a facilitar a sua gestão, sugerimos que todas as embalagens que

contêm resíduos sólidos sejam colocadas em cima de paletes de madeira,

preferencialmente em locais de fácil acesso para que momento da

recolha seja tudo mais rápido e sem transtorno para o funcionamento da

oficina. No que diz respeito aos resíduos líquidos, estes devem estar sobre

bacia de retenção de modo a garantir a segurança em caso de derrame.

É fundamental o uso de embalagens apropriadas e certificadas para a

gestão dos resíduos das oficinas de modo a garantir a segurança de todos

e o cumprimento das exigências legais.

Redwaste

- O seu Fornecedor de Soluções Ambientais

DE VOLTA ÀS FORMAÇÕES PRESENCIAIS

Grup Eina | realizou em conjunto com a Autozitânia e Bragalis, as suas primeiras ações de formação técnica

presencial em Portugal, nomeadamente no norte do país, através dos parceiros AD, Gaiafor e Realauto. A

ação de formação destinou-se a profissionais de mecânica automóvel e contemplou a aprendizagem na

manipulação de multímetro e osciloscópio em sensores e atuadores, com prática simulada em veículo, no

caso BMW E90. O Grup Eina conta com mais de 15 anos de experiência no setor do Aftermarket automóvel,

disponibilizando soluções de cariz técnico e formativo de qualidade aos profissionais do setor. A nível global o

Grup Eina possui uma equipa de 143 pessoas, divididas pelos diferentes departamentos e sucursais, nos vários

países europeus onde está presente. Portugal é a mais recente expansão do grupo que conta com uma equipa

de 6 pessoas totalmente dedicada à atividade no nosso país, tendo à disposição todos os recursos técnicos já

desenvolvidos para outros mercados.

76 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


ASSOCIAÇÃO

NACIONAL

DO RAMO

AUTOMÓVEL

novidades

profi sional

após-venda

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ASSOCIAÇÃO

NACIONAL

DO RAMO

AUTOMÓVEL

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NOTÍCIAS

EMPRESAS

GENUINE 5W30 DX1

Lubrificante 100% sintético com propriedades de economia de combustível, recomendado

para veículos híbridos, a gás (GLP/GNC), gasolina ou diesel sem filtro de partículas,

e em especial para os motores a gasolina turbo alimentados do Grupo General Motors.

Este é um lubrificante de alto rendimento no mercado atual de lubrificantes ECO. Ecológicos

porque ajudam na redução de emissões de CO2, e económicos porque ajudam na economia

de combustível, permitindo valores acima dos 2% em comparação com um lubrificante convencional.

As suas boas propriedades de emulsão para combater a diluição de água e/ou combustível,

assim como a capacidade anti corrosão e oxidação garantem o bom rendimento nos

veículos híbridos. O seu elevado poder de limpeza do motor (detergência) e proteção especial

anti desgaste nos rolamentos e pistões assegura uma vida útil do motor mais alargada. O Genuine

5W30 Permite intervalos de muda mais alargados, trabalhando sob uma ampla gama

de condições operacionais.

OTIMIZA PLATAFORMA “TEKNIWIKI”

NGK SPARK PLUG | o especialista em sensores e ignição, lançou

uma nova e otimizada versão da sua plataforma de informações técnicas

online “TekniWiki”. Criada especialmente para os profissionais oficinais,

professores, centros educativos e qualquer pessoa com um interesse geral

na tecnologia de ignição e sensores, o portal de Internet aberto oferece

uma ampla gama de conteúdos técnicos sobre os produtos da empresa.

Lançado originalmente em 2016, “TekniWiki” melhorou a experiência

para os clientes e fãs de NGK SPARK PLUG na região da EMEA. Desde a

sua introdução, “TekniWiki” tem sido constantemente melhorado, dando

aos utilizadores a oportunidade de aceder a uma popular plataforma

de e-learning da empresa, onde é possível encontrar vídeos técnicos e

descarregar informações técnicas. Com uma nova aparência, o “TekniWiki”

atualizado oferece um uso otimizado e mais acessível desde qualquer

dispositivo. As alterações no design permitem um percurso ao cliente

mais intuitivo, os utilizadores só precisam de um, a dois cliques, para

chegar à informação desejada.

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Onde quer que esteja,

temos a peça que procura.

Fazemos entregas em todo o país.

tel.: 210 430 900

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Produto

NOVO CATÁLOGO DE ESCOVAS LIMPA-VIDROS TRASEIRAS STC

STC TEM 285 REFERÊNCIAS

PARA 35 MARCAS VEÍCULOS

A STC REUNIU, NUM ÚNICO CATÁLOGO, EM FORMATO PDF, TODA A SUA OFERTA EM MATÉRIA

DE ESCOVAS LIMPA-VIDROS TRASEIRAS. A EMPRESA DE BARCELONA DISPONIBILIZA AGORA

UM TOTAL DE 285, DISTRIBUÍDAS POR 35 MARCAS DE VEÍCULOS, COBRINDO NADA MENOS

DO QUE 497 MODELOS DE AUTOMÓVEIS.

A

STC, recorde-se, já tinha lançado, em

2019, um catálogo onde reunia todas as

escovas limpa-vidros traseiras. Agora que

a gama aumentou, decidiu atualizar todas essas

informações e apresentá-las de forma mais ordenada,

que podem ser facilmente acedidas através

de um catálogo em PDF, disponível para download

no seu site www.stcstc.com

Com os lançamentos de novembro de 2020 (64

novas referências) e janeiro de 2021 (92 novas referências),

a sua gama aumentou em 156 referências,

atingindo hoje um total de 285. Aplicam-se a

35 marcas diferentes, num total de 497 modelos de

veículos. Uma ampla oferta que não para de crescer.

Através desta prática ferramenta, é possível

encontrar a marca e o modelo exatos do veículo,

incluindo o ano de aplicação, sendo exibido o comprimento

da escova limpa-vidros traseira e a referência

da STC.

Com o lançamento do novo catálogo, a STC confirma

o seu compromisso com um componente de

alta rotatividade, já que a recomendação técnica é

substituí-lo uma vez por ano. Os limpa-vidros traseiros

são um elemento chave para a segurança no

trânsito e as escovas limpa vidros traseiras da STC

permitem que os condutores tenham a visibilidade

ideal em qualquer situação climática, seja chuva,

neve, granizo ou gelo. As escovas são fabricadas

com materiais de longa duração e passam por controles

de qualidade muito rígidos.

A STC celebrou recentemente o seu 20º aniversário

e tem crescido junto com seus distribuidores, trabalhando

incessantemente para estar na vanguarda

do desenvolvimento e da qualidade. A empresa está

muito atenta às necessidades exigidas pelo setor,

pelo que os seus produtos mantêm um elevado padrão

de qualidade, disponibilidade imediata e uma

constante atualização da gama com a criação de novas

peças de reposição que o setor exige, com uma

taxa de lançamento de mais de 4.000 referências

por ano. A STC não para de crescer e, como diz o seu

slogan, quer continuar a ser “o melhor caminho”. l

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto 2021 79


NOTÍCIAS // PEÇAS E EQUIPAMENTOS À MEDIDA DE CADA NEGÓCIO

Produto

BOSCH LANÇA EQUIPAMENTO “DAS 3000” PARA CALIBRAÇÃO ADAS

SOLUÇÃO RÁPIDA E EFICIENTE

Os sistemas de assistência à condução, ADAS,

estão a tornar-se um equipamento cada vez

mais comum em veículos novos, cumprindo

diversas funções de aviso, assistência e até agindo

de forma autónoma para evitar acidentes de trânsito.

Esses sistemas atuam de acordo com as informações

recolhidas por diferentes sensores que monitorizam

o ambiente do veículo: câmaras de vídeo,

radares de média e longa distância, ultrassom e, o

último a chegar, o LIDAR. No entanto, para que

esses sensores funcionem com a maior precisão

possível, precisam estar perfeitamente calibrados o

tempo todo. A Bosch fabrica esses sensores e equipamentos

de calibração adequados para a oficina.

Os sensores do radar e da câmara requerem uma

manutenção regular e devem ser reajustados e calibrados,

por exemplo, após um acidente ou após a

troca do vidro dianteiro se o veículo possuir uma

câmara. Da mesma forma, quando for realizada

uma modificação no veículo que afete a sua altura

ou geometria, como por exemplo, uma mudança na

altura dos pneus ou no amortecimento, esta operação

também deve ser realizada.

Para a calibração estática das câmaras e radares do

sistema ADAS, o equipamento Bosch DAS 3000 é

uma solução rápida e eficiente para a oficina, uma

vez que permite o correto funcionamento dos sistemas

de manutenção de faixa de rodagem, travagem

automática de emergência ou reconhecimento de

sinais de trânsito, entre outros. Trata-se de equipamento

multimarcas, ou seja, permite a calibração

de câmaras e radares de diferentes marcas de

veículos, e tem também a vantagem de poder ser

manuseado por um único operador. O posicionamento

prévio do equipamento em relação ao veículo

é realizado de forma rápida e intuitiva, uma

vez que as medições digitais são feitas por câmaras

que gravam os painéis de alinhamento ao vivo, localizando

a sua posição e calculando as distâncias

existentes através do software. Além disso, o software

DAS 3000 orienta o utilizador em todas as

etapas do processo.

80 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


ADICIONA CORREIAS DE CORRIDA

AOS CATÁLOGOS ONLINE

GATES | adicionou, pela primeira vez, as correias de corrida RPM aos seus catálogos

online. A adição reflete o aumento da procura de correias de desempenho, adequadas

para ambientes de competição exigentes e extremos, tanto nos EUA como na região EMEA.

O aumento do número de participantes numa vasta gama de desportos motorizados,

tais como competição todo-o-terreno, corridas de carros de corrida e eventos para o dia

de corrida, também está a impulsionar maiores oportunidades de vendas. Os detalhes

completos sobre as correias de distribuição e as correias de transmissão RPM para aplicações

em desportos motorizados de competição estão agora acessíveis aos distribuidores e

instaladores através do GatesAutoCat (gatesautocat.com) e da TecDoc. Ao contrário das

correias de distribuição fabricadas de acordo com as especificações de equipamento original

standard, as correias de distribuição de RPM são concebidas especificamente para dar

resposta às exigências mais rigorosas dos motores utilizados em condições de competição

e corrida. A construção superior da correia proporciona a força adicional necessária para os

ambientes de corrida.

APRESENTA MOBIL SUPER 3000 FORMULA OV 0W-20

MOOVE LUBRIGRUPO | apresenta o Mobil Super 3000 Formula OV 0W-20, um lubrificante de

motor recomendado para os novos veículos movidos a diesel e gasolina, onde um grau de viscosidade

SAE 0W-20 é exigido. Este lubrificante foi especialmente formulado para atender à aprovação Opel

OV 040 1547, mas evoluiu para incluir também a aprovação MB 229.71 e as recomendações da Jaguar

Land Rover STJLT.03.5006, assim como a norma ACEA C5. O Mobil Super 3000 Formula OV 0W-20 foi

igualmente projetado para: potenciar a economia de combustível; proteger as emissões após os sistemas

de tratamento; melhorar a limpeza do motor e prevenir a criação de lamas; melhorar a proteção contra as

altas temperaturas e o desgaste; e melhorar o desempenho no arranque a frio. A Lubrigrupo é desde 2011

o Distribuidor Autorizado de lubrificantes Mobil em Portugal e em 2018 foi adquirida a 100% pela Cosan,

fazendo agora parte do grupo Moove, que é um dos maiores parceiros de venda, distribuição e marketing

da ExxonMobil em todo o mundo. É um grupo extramente sólido, em claro crescimento e expansão.

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NOVO REGLOSCOPE PRO JÁ ESTÁ DISPONÍVEL

VALEO | já tem disponível no mercado o novo Regloscope PRO. Adaptado para todos

os veículos ligeiros e pesados e para todas as tecnologias de iluminação (Halogénio, Xenon,

LED e Matrix LED), o Regloscope PRO emite um relatório ilustrado de testes antes e depois,

destaca as configurações perigosas versus as configurações ideais. Não há necessidade

de usar uma zona plana, graças à função Flex Set exclusiva com módulos de laser para

alinhamento de rodas. Principais características do Regloscope PRO da Valeo: Medição

precisa de corte, lateral e intensidade de luz com câmara; Medição precisa com câmara;

Assistência de posicionamento da máquina e alinhamento a laser; Ecrã de toque de 5 “7 a

cores com caneta; Conexão WiFi (interface web para relatórios didáticos); Impressora térmica

embutida (ticket) e Mastro de 1,80 m.


Notícias

Produto

REFORÇA GAMA DE ILUMINAÇÃO

NOVO FLUIDO PARA TRANSMISSÕES autoMÁticas

MAGNETI MARELLI Parts & SERVICES | lança novidades na sua gama de

iluminação, com o objetivo de manter a linha atualizada e trazer as tecnologias mais recentes

para o mercado da reposição de iluminação. A empresa estendeu a sua linha de iluminação

em 136 referências, entre pilotos, projetores e várias partes, como ECUs, refletores e luzes de

pisca. Nas novidades, é possível encontrar 22 projetores, entre os quais estão os projetores

Matrix LED e Laser LED para o Audi A5 FL (B9 PA), 94 luzes, entre as quais encontramos as

luzes Full LED com indicador dinâmico para o A6 MY18 (C8) ou o GOLF VIII (380). Além disso

também, também se preparam para lançar quatro unidades de controle, vários refletores e

luzes indicadoras e luzes de nevoeiro. Todas as referências já estão visíveis na plataforma de

consulta TecDoc com as referências cruzadas e aplicações correspondentes, disponíveis para

todos os clientes de peças da Magneti Marelli.

FUCHS | anuncia a introdução do novo fluido para Transmissões Automáticas TITAN ATF 6400. Fluido

ATF de Performance Premium com viscosidade reduzida especialmente formulado para transmissões

automáticas de veículos de fabricantes Japoneses e Americanos. O foco contínuo na eficiência no

consumo de combustível dá origem a novos equipamentos e especificações mais apertadas. Isto leva a

transmissões automáticas com engrenagens com elevados rácios, requisitos de atrito mais sofisticados

e fluidos lubrificantes com baixa viscosidade. Todos estes fatores devem conjugar-se para garantir

ótima performance da transmissão. O TITAN ATF 6400 foi especialmente desenvolvido para proporcionar

performance eficiente e aumento na eficiência do combustível em transmissões automáticas modernas

de fabricantes Japoneses, Americanos e Europeus, que requeiram um produto com viscosidade reduzida

e que cumpram as especificações DEXRON VI e MERCON LV. O TITAN ATF 6400 cumpre com os requisitos

da General Motors e proporciona proteção para os veículos da marca a partir de 2006.Pode melhorar a

performance de veículos antigos da General Motors que requeiram especificação DEXRON, bem como,

para transmissões GM em modelos de outros fabricantes (por exemplo: BMW). O TITAN ATF 6400 é

também aprovado para a especificação FORD MERCON LV e é recomendado para veículos que requerem

um ATF de baixa viscosidade.

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CAMPANHA MÁQUINAS A/C ECOTECHNICS

LUSILECTRA | lançou uma nova campanha promocional para as máquinas de A/C automóvel da Ecotechnics. Esta

campanha tem como pontos fortes o preço atrativo dos equipamentos e a possibilidade de compra do produto via crédito,

com prestações mensais atrativas. As máquinas de A/C Ecotechnics são automáticas, recuperam, reciclam e carregam os

sistemas de ar condicionado automóvel e são compatíveis com os diferentes tipos de gases refrigerantes. O modelo Flag

é uma máquina totalmente automática para recuperação, reciclagem e carga do Ar Condicionado com o Gás Refrigerante

R134a ou 1234yf, assim como o modelo Next Pro. Esta inovadora máquina de A/C auto realiza a deteção de fugas através

da injeção automática do líquido contrastante. Para além disso, a Next Pro da Ecotechnics é fácil de utilizar, graças ao seu

ecrã tátil de 5” polegadas, conseguindo desta forma responder às exigências e requisitos mais específicos das oficinas

automóvel.

AUMENTA PORTFÓLIO COM BORG BECK

KRAUTLI PORTUGAL | continua a expandir o seu portfólio, desta

vez, como Distribuidor Oficial da marca BORG & BECK, um fornecedor

estabelecido a nível mundial de componentes automóveis de qualidade

superior para o mercado pós-venda de veículos, com mais de 100 anos

de história de excelência em engenharia e património de equipamento

original. Assim sendo, a Krautli passa a disponibilizar uma nova gama de

embraiagens da BORG & BECK com uma cobertura completa de +1.800

referências que inclui Kits tradicionais “2-IN-1” e “3-IN1”, Kits completos

de embraiagem “3-IN1+CSC”, e os exclusivos kits de conversão de volantes

BI-MASSA para MONO-MASSA, incluindo também toda a gama hidráulica

de embraiagem. Todos as embraiagens são fabricadas com base na mais

recente tecnologia e passam por rigorosos testes para assegurar uma

qualidade superior, fiabilidade e longa duração.

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Notícias

Produto

OFERECE GAMA COMPLETA DE FILTROS

BLUE PRINT | dá destaque à sua vasta gama de filtros com uma nova

campanha de marketing. A marca oferece uma cobertura superior a 90% de

todos os veículos de passageiros e LCVs nas estradas europeias, lançados a partir

do ano 2000 e uma extensa gama com mais de 2750 componentes de filtragem.

Uma equipa dedicada de especialistas identifica constantemente novas

referências OE com recurso a informação OEM totalmente licenciada. Isto garante

que, com a Blue Print, a oficina terá sempre os filtros certos, para as aplicações

certas, no momento certo. Adicionalmente, a Blue Print assenta a sua reputação,

de forma firme, na qualidade dos produtos fornecidos no aftermarket automóvel.

Todos os filtros Blue Print são pensados e fabricados para cumprirem os padrões

do equipamento original. Testes destrutivos e não destrutivos regulares garantem

o fornecimento contínuo de produtos de qualidade.

PANOS DE LIMPEZA AMIGOS DO AMBIENTE

MEWA | Com o sistema de panos de limpeza da MEWA, uma oficina pode tornar-se mais amiga do clima

a curto prazo, já que deixa de produzir resíduos perigosos de panos descartáveis, cuja produção emite CO2. A

empresa alemã MEWA oferece panos de limpeza absorventes de qualidade com um sistema de partilha. Também

no sharing têxtil vale a máxima: evitar desperdícios e partilhar coisas. Ou seja, os panos de limpeza não são

vendidos, mas alugados no âmbito de um sistema de serviço completo. Quem escolher a MEWA como parceira,

recebe a quantidade necessária de panos de limpeza entregues diretamente no local de utilização. Além disso,

o motorista de serviço da MEWA traz consigo um ou mais contentores de segurança SaCon, que servem para o

armazenamento e o transporte seguros e em conformidade com a lei dos panos usados. À hora combinada, o

motorista de serviço recolhe os panos para lavagem. Naturalmente traz consigo uma carga de panos frescos e

higienicamente limpos. Este sistema circular é altamente sustentável porque evita imensos quilos de resíduos

prejudiciais para o ambiente e porque cada pano de limpeza pode ser lavado até 50 vezes. Também nas

instalações da MEWA, o pano de limpeza é submetido a um processo de lavagem e secagem totalmente amigo

do ambiente.

MGM_meia_baixo_2021_JO.pdf MGM_meia_baixo_2021.pdf 1 125/06/2021 22/06/202116:58

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Elévateur encastré à 2 vérins électrohydraulique

à bras réglables

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mit 4-2-Fach Teleskop-Hebearmen

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2050

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Three-phase motor

REPARAÇÃO E MANUTENÇÃO DE ELEVADORES

Moteur triphasé

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47


REFORÇA GAMA DE PRODUTOS NGK/NTK

A. VIEIRA | anunciou o aumento de portefólio da marca NG/NTK com a

introdução de bobinas e cabos de vela da NGK, para além das velas ignição/

incandescência que já faziam parte da gama e também os sensores gestão

de motor, sondas lambdas e medidores de massa de ar da NTK. Têm assim a

gama completa de uma marca importante e fornecedora OE como é o caso da

NGK|NTK. Recentemente foram lançadas seis novas velas de ignição, que cobrem

mais de 670.000 veículos até 2023. Cada uma das velas de ignição padrão e de

metal duplo provém do negócio de OE do especialista em ignição e sensores,

oferecendo a reconhecida qualidade e desempenho da empresa. As novas velas

são projetadas especificamente para cobrir uma ampla variedade de modelos de

veículos de alto volume de vendas da Honda, Ford, Mitsubishi, Suzuki e Subaru.

CHAMPION OEM SPECIFIC 5W-30 C3 LL III

CUMPRE TODOS REQUISITOS

Em resposta à procura da redução de emissões, os fabricantes automóveis reagiram

com a redução das dimensões dos motores para reduzir o consumo de combustível

e começaram a incluir dispositivos de pós-tratamento do escape como filtros

de partículas de gasolina (GPF) e filtros de partículas diesel (DPF) para minimizar as

emissões de partículas nocivas. Os subprodutos destas tendências são o aumento da

temperatura e da pressão do motor, o que provoca um aumento da pré-ignição a baixa

velocidade (LSPI), e a necessidade de proteger devidamente os novos dispositivos de

pós-tratamento do escape. Para dar mais proteção aos novos motores, a Champion Lubricants

lançou um inovador óleo de motor, o OEM SPECIFIC 5W30 C3 LL III. Este

óleo é uma atualização do atual OEM SPECIFIC 5W30 LL III, e o que torna este óleo

de motor tão inovador é a sua combinação exclusiva de especificações, incluindo a nova

API SP e a aprovação MB 229.52, além da ACEA C3, VW 504.00/507.00 (aprovação

oficial) e BMW LONGLIFE-04 (aprovação oficial).

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Notícias

Produto

PUBLIREPORTAGEM

Nós damos uma mãozinha

Não fazemos

manutenção automóvel,

mas fazemos a manutenção

da sua terminologia!

CATALISADOR

SEMPRE LIMPO

Com a utilização normal e com o passar do tempo, o catalisador vai-se

deteriorando e vai perdendo eficácia, o que aumenta os gases de escape na

atmosfera e afeta o comportamento do motor. A LIQUI MOLY tem uma solução

completa para veículos a gasolina, com duas opções de utilização, garantindo um

funcionamento perfeito do catalisador, o que resulta em emissões poluentes mais

baixas, garantindo uma maior proteção ambiental e uma maior vida útil deste

componente.

O Catalytic System Cleaner (Ref. 8931) da LIQUI MOLY protege o catalisador dos

motores a gasolina contra entupimento de fuligem e também limpa as válvulas e

a câmara de combustão. Este aditivo não se adiciona ao depósito de combustível.

Deve ser aplicado com uma bomba pulverizadora (Ref. 3316) através do sistema de

aspiração. Este é um processo eficaz, com efeito imediato, que deve ser feito numa

oficina por um profissional.

Já para uma utilização mais simples e com um objetivo mais preventivo, com um

efeito ao longo de 2000 km, a LIQUI MOLY disponibiliza o aditivo Catalytic-System

Clean (Ref. 7110). Adiciona-se diretamente ao depósito de gasolina a qualquer

momento, impedindo que o catalisador entupa devido à fuligem. Ao mesmo tempo,

limpa o sistema de injeção e a câmara de combustão. O melhorador da combustão

tem um efeito direto, o que resulta na redução imediata das emissões de gases

poluentes. O aditivo foi testado para turbo e catalisador.

TRADUÇÃO E DOCUMENTAÇÃO TÉCNICA

Criamos e traduzimos manuais técnicos à melhor

relação qualidade/preço do mercado. Temos

profissionais especializados em várias áreas

da indústria e uma tecnologia que nos permite

criar projetos à medida de cada cliente.

CONHEÇA O PROGRAMA PARCEIRO JABA

Através da identificação e alinhamento de todas

as traduções antigas do parceiro JABA, é criada

uma base de dados que permite detetar todas

as repetições em novos projetos e baixar

consideravelmente o valor final do documento,

mantendo a terminilogia e o estilo

de comunicação já existentes. Um programa

criado a pensar em si!

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Vila Nova de Gaia | Telf: 227 729 455/6/7/8 | Fax: 227 729 459

Mail: portugal@jaba-translations.pt | Web: jaba-translations.pt


AUMENTA GAMA

DE AMORTECEDORES

EUROMAIS | No seguimento da sua estratégia

de diversificação a Euromais passou a disponibilizar

uma gama completa de amortecedores das marcas

Sachs, Al-KO, KYB, Japko e brevemente acrescentará

a Monroe. Depois de ter aumentado em mais de

70%, o número de referências disponíveis, em todos

os seus produtos, a Euromais oferece agora uma

variedade de marcas, por família de produto, que lhe

permite posicionar-se como um operador global de

aftermarket. Com linhas completas, de várias marcas,

em travagem, filtros, distribuição, embraiagem,

máquinas elétricas, suspensão e direção, baterias e

lubrificantes, oferece hoje as soluções que as oficinas

precisam para poderem prestar serviços aos seus

clientes.

MOTUL APRESENTA

HIGH-TORQUE DCTF

PARA CAIXAS AUTOMÁTICAS

A

Motul lançou no mercado o HIGH-TORQUE DCTF, um novo produto que completa a sua gama

de lubrificantes para caixas de velocidades automáticas. Este lubrificante 100% sintético de alto

rendimento é especialmente concebido para carros de corrida, carros preparados e carros desportivos

de alta potência equipados com uma transmissão de dupla embraiagem (DCT) de alto desempenho. A

nova fórmula proporciona um nível de fricção adequado para motores de alta potência e para transferir a

potência máxima para as rodas com uma sensação de passagem suave e sem interrupção do binário entre

mudanças. Este novo lubrificante 100% sintético de alto desempenho com tecnologia ESTER é concebido

especialmente para carros de corrida, carros preparados e carros desportivos de alta potência equipados

com uma transmissão de dupla embraiagem (DCT) de alto desempenho. É também adequado para uma

vasta gama de veículos de alto rendimento equipados com caixas de velocidades DCT com dupla embraiagem

(DCT molhada).

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COR PERFEITA

À PRIMEIRA:

ESTÁ NO NOSSO ADN.

BASE BICAMADA STANDOBLUE :

IMPULSIONA A CONFIANÇA E A

QUALIDADE

Competência em cores, know-how tecnológico e a necessidade

de corresponder aos mais altos padrões fazem parte do nosso

ADN. À medida que a escolha de cores, efeitos e tonalidades

disponíveis se torna cada vez mais ampla, nós continuamos a

desenvolver o sistema bicamada Standoblue. A Standox ajuda

a sua oficina a alcançar excelentes resultados, seja para as

reparações do dia a dia ou para os desafios mais exigentes.

Desde a rápida correspondência de cores até à obtenção da

fórmula com a máxima precisão de cor na tinta aplicada, pode

contar com a qualidade da Base Bicamada Standoblue. É parte

de um sistema completo que fornece todos os componentes

necessários para os acabamentos mais exigentes de hoje.

© 2020 Axalta Coating Systems. All rights reserved.


epintura

AUTO TRÊS EMES / IMPOESTE

“PEQUENOS PROS” SÃO

O NOSSO FUTURO

Veja o vídeo


AUTO TRÊS EMES É UMA OFICINA QUE SE DISTINGUE PELA DIVERSIDADE DE SERVIÇOS QUE OFERECE E PELA

GESTÃO EXEMPLAR. COM A REALIZAÇÃO DA INICIATIVA “PEQUENOS PROS” QUE CONTOU COM O APOIO DA

IMPOESTE, VOLTA A INOVAR E DAR IMPORTÂNCIA AO QUE REALMENTE IMPORTA: AS NOSSAS CRIANÇAS

Fundada pelos atuais sócios-gerentes Miguel

Martins, Márcio Rodrigues e Filipa Martins,

a Auto Três Emes é uma oficina de referência

a nível da diversidade dos serviços que oferece e

das mais valias que cria para os seus clientes.

Para a direção da Auto Três Emes, a comunicação é

um fator essencial para o sucesso da empresa e por

isso decidiu apostar na contratação de uma profissional

com formação na área dos recursos humanos,

comunicação e marketing. Assim, desde há

dois anos que Irma Carvalho é responsável, entre

outros eventos, dos Dias da Mulher e da Criança e

algumas ações de solidariedade.

A realização de um evento com crianças há muito

que estava pensado e estruturado, mas a pandemia

obrigou a adiar a data para este mês de junho.

Durante um dia, várias crianças tiveram oportunidade

de conhecer e experimentar as diversas

profissões que existem numa oficina. Denominado

“Pequenos Pros”, o evento teve como principais objetivos

mostrar ao grupo de futuros adultos o trabalho

que se realiza numa oficina e sensibilizá-los

para a importância das profissões de pintores, bate

chapas e mecânicos.

“Pretendemos realizar um evento dinâmico, onde

as crianças pudessem visitar os vários locais dentro

da oficina e inclusive experimentar pintar uma

porta de um automóvel”, começou por referir Irma

Carvalho. “Sabemos que são profissões que infelizmente

têm vindo a desaparecer. A passagem de

testemunho de pais para filhos tem-se perdido e

atualmente faltam bons profissionais. O nosso papel,

enquanto empresa responsável, é dar a conhecer

este mundo aos mais jovens para que possam

saber como funciona uma oficina e quem sabe, no

futuro, seguirem esta profissão”, acrescentou.

Evento gratificante e inédito

No evento “Pequenos Pros” participaram crianças

institucionalizadas da Fundação Champagnat

– Casa da Criança de Tires. “Proporcionamos um

dia diferente para estas crianças, filhos de reclusas

da prisão de Tires, que infelizmente não têm tido

uma vida fácil. A ideia foi mostrar-lhes o que se faz

dentro de uma oficina e os vários tipos de profissões

que existem, desde os mecânicos aos pintores

e bate chapas”, referiu Irma Cravalho. Além das

crianças da Fundação Champagnat, participaram

também crianças associadas aos clientes, amigos

e seguidores das redes sociais da Auto Três Emes.

Para Irma Carvalho, o balanço da iniciativa superou

as expetativas, pois não esperava tanta recetividade

por parte das crianças: “Ficaram todos

muito entusiasmados com coisas que assumimos

como normais, como ver a parte de baixo de um

carro, ligar uma luz ou pintar um painel de carroçaria.

Foi muito engraçado ver a reação deles e

o interesse que demonstraram em todas as seções

da oficina.”

No final da visita aos vários departamentos da

oficina, os “Pequenos Pros” deram largas à sua

imaginação para reproduzirem em desenhos a sua

experiência. O resultado foi surpreendente, com a

apresentação de desenhos muito imaginativos que

à sua maneira retratam cenas e atividades que se

desenvolvem no dia a dia de uma oficina.

Impoeste apoia iniciativa

A Impoeste foi um apoiante incondicional da iniciativa

“Pequenos Pros” desde a primeira hora,

conforme referiu Luís Santos, diretor geral da Impoeste:

“A Auto Três Emes, para além de ser uma

oficina de topo e dos primeiros aderentes ao pro-

grama 360º SCAN, promove atividades que marcam

a diferença e esta iniciativa dedicada às crianças

é merecedora de todo o nosso apoio. Considero

uma iniciativa fantástica, pois traz à oficina um

grupo de crianças que representam os futuros profissionais

e utilizadores dos seus serviços. Os desenhos

feitos pelas crianças são muito interessantes e

criativos e por isso decidimos fazer esta exposição,

que representa bem o espírito da iniciativa. Estamos

muito orgulhosos de nos associarmos à Auto

Três Emes neste evento.”

“São estas ações que acabam por reforçar aquilo

que é o papel das profissões e a sua importância

no mundo atual. Se temos falta de profissionais de

chapa, pintura e mecânica, este tipo de iniciativas

dignifica e trazem interesse extra à profissão, e podem

ajudar a colmatar essa falta”, concluiu Luis

Santos.

Mário Torcato, gestor de projetos de crescimento

da Impoeste, enalteceu o propósito da iniciativa:

“Fazer ações com crianças é muito gratificante,

pois elas são o futuro. Este evento em que participaram

vai ficar registado e não vão esquecer. São

estas iniciativas que fazem a diferença e permitem

às empresas distinguirem-se das restantes. A Auto

Três Emes está por isso de parabéns pelo contributo

na divulgação das profissões ligadas à oficina,

junto de um público tão jovem, mas que um dia

vão ser os futuros profissionais do setor.” l

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto 2021 89


Veja o vídeo


Repintura

BETUMES EVERCOAT

PREPARAÇÃO INCOMPARÁVEL

DE SUPERFÍCIES!

OS BETUMES LEVES DA EVERCOAT PROMETEM LEVAR À OFICINA MAIS EFICIÊNCIA, PROPORCIONANDO UMA

PREPARAÇÃO DE SUPERFÍCIES INCOMPARÁVEL. O JORNAL DAS OFICINAS ESTEVE NA INDASA ACADEMY

A ASSISTIR À DEMONSTRAÇÃO DA APLICAÇÃO DESTES PRODUTOS REALIZADA POR HUMBERTO PLÁCIDO,

RESPONSÁVEL DO DEPARTAMENTO TÉCNICO DA INDASA

A

indústria de reparação e colisão automóvel

tem vindo a tornar-se progressivamente

mais complexa, como tal, a decisão estratégica

de encontrar um parceiro de negócio capaz

de disponibilizar produtos especializados e altamente

inovadores, vão de encontro os objetivos de

crescimento da INDASA. Com a experiência técnica

concertada da INDASA e da ITW Evercoat,

esta cooperação agrega a experiência de fabrico

e produção da INDASA de abrasivos flexíveis de

alto desempenho, com os 65 anos de história da

Evercoat como pioneira em materiais de reparação

inovadores para a indústria da repintura.

Com a gama de betumes Evercoat, a INDASA garante

uma redução dos custos de mão de obra, que

é a maior fatia no custo total da reparação. Com

os tempos de secagem bastante reduzidos, sem a

necessidade de recorrer a secagem forçada, e uma

maior facilidade na lixagem, consegue-se uma

maior rapidez na lixagem e redução significativa

do consumo de abrasivos. “São betumes sem abatimentos

e com um nível de porosidade muito baixo,

garantindo assim uma base sólida e que vai ajudar

a rentabilizar tudo aquilo que vai ser aplicado em

cima do betume, nomeadamente o primário”, diz

Humberto Plácido, responsável do departamento

técnico da INDASA.

Relativamente ao processo de utilização e aplicação

dos betumes Evercoat, este responsável afirma

que “pouco muda, apenas a forma de mistura,

pois estamos a falar de betumes mais líquidos, aos

quais é necessário adicionar uma base para fazer a

mistura, a que chamamos de Mixing Board. Conseguimos

desta forma um trabalho mais limpo, de

fácil manuseamento, e onde não haverá desperdícios.

Aumenta também a eficiência de um processo

que é bastante moroso, com a redução do tempo de

secagem e de lixagem”.

Gama abrangente e especializada

A Evercoat tem um portfólio com mais de 250 referências,

de forma a ter resposta para várias indústrias

e para diferentes mercados. Em termos de

segmentação de mercado, para Portugal a gama

de produtos está distribuída por 4 linhas, para um

total de 18 artigos, que inclui uma gama de betumes

leves, produtos utilizados em cerca de 90% na

reparação diária, e betumes de enchimento aprovados

para vários tipos de substratos. São produtos

que contêm a tecnologia patenteada Ecoresin, que

confere ao betume características autonivelantes e

também a tecnologia de alteração de cor desenvolvida

pela Evercoat, o betume vai mudando de cor à

medida que vai secando, muda de rosa para verde

acizentado quando está seco, aumentando assim a

eficiência do trabalho do profissional.

A linha Ultra Premium, onde está inserido o Rage

Optex com tecnologia EcoResin, considerado por

muitos o melhor betume para lixar, o Metal Glaze

Optex, Optex Super Build e 440 Express. Estamos

a falar de betumes poliéster de baixa densidade

compostos com esferas de vidro e plástico, mais

líquidos, que garantem uma maior facilidade na

lixagem. Na linha Premium temos o Rage Ultra,

Metal Glaze Ultra, Poly Flex, Fiber Tech, Slick

Sand e 440 Express. A linha performance é composta

pelo EZ Ultra Lite, Easy Sand, Rage Gold,

Everglass e 440 Express. Existe também uma linha

de produtos especializados, de apoio à aplicação

de betumes, onde estão inseridos os endurecedores,

as espátulas flexíveis, o Mixing Board e o 440

Express, assim como o aplicador do 440 Express.

Os betumes leves de acabamento, direcionados

para serem utilizados como última aplicação de

betume, também estão indicados para pequenas

reparações, Smart Repairs. A gama dispõe ainda

de um betume flexível desenvolvido para reparação

de plásticos. Existe também uma gama de betumes

de fibras, que utilizam fibras de filamento

curto e filamento longo, reforçados com kevlar,

de forma a garantir poder estrutural à superfície,

assim como uma boa ligação entre extremidades.

Para além disso, está disponível uma gama de betumes

pistolável, muito utilizados em operações

de restauro, com guia de lixagem incorporado

e com a possibilidade de poder receber pintura

aquosa, sem haver a necessidade de aplicação de

primário.

Por fim, o 440 Express, um produto patenteado,

monocomponente, de aplicação manual, para ser

aplicado no final da lixagem do betume e antes da

aplicação do primário, de forma a selar a superfície

e ajudar a reduzir o consumo do primário. l

PROCESSO DE APLICAÇÃO BETUME EVERCOAT

1 Os betumes Evercoat são mais

líquidos, sendo necessário uma base,

denominada Mixing Board, para fazer

a mistura

2 A aplicação do betume faz-se

normalmente e o tempo de secagem é

muito curto, não havendo necessidade

de recorrer a secagem forçada

3 O betume Evercoat vai mudando

de cor à medida que vai secando,

passando de rosa para verde

acinzentado quando está seco

4 Depois de seco, o betume Evercoat é

muito fácil de lixar, conseguindo-se

uma maior rapidez na lixagem e uma

redução do consumo de abrasivos

5 No final da lixagem aplica-se o

produto 440 Express, de forma a

selar a superfície e ajudar a reduzir o

consumo do primário

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto 2021 91


NOTÍCIAS // A ÁREA MAIS COLORIDA DO AFTERMARKET

repintura

INQUÉRITO CONSUMIDORES SOBRE PREFERÊNCIAS DE CORES PARA AUTOMÓVEIS DA AXALTA

COR É FatOR DETERMINANTE

NAS DECISÕES DE COMPRA DE VEÍCULOS

Há 68 anos que a Axalta elabora e publica o

Relatório de Popularidade de Cores anual, o

guia de cores para automóveis, que se baseia

nas vendas dos fabricantes de equipamento original

(OEM). O Inquérito aos Consumidores sobre

Preferências de Cores para Automóveis da Axalta

baseia-se nessa experiência e liderança em cores,

oferecendo novas perspetivas e conhecimento dos

consumidores de automóveis em termos de relevância

de cores e tintas. No inquérito realizado este ano

2021, mais de 4000 participantes com idades compreendidas

entre os 25 e os 60 anos em quatro dos

principais países produtores de veículos – China,

Alemanha, México e Estados Unidos – afirmaram

que a cor é um fator determinante em 88% das decisões

de compra de veículos.

O inquérito analisou as cores que os consumidores

pretendiam ter nos respetivos veículos para compreender

as possíveis tendências futuras. Embora os

consumidores possam preferir ou desejar uma variedade

de cores, as preferências individuais revelaram

diferenças entre os países. Além disso, o inquérito

explorou as preferências em termos de acabamentos

de tintas e efeitos de tintas. Os acabamentos de

alto brilho foram claramente preferidos por todos os

mercados entrevistados. As preferências de efeitos

de tintas nos mercados entrevistados não foram tão

semelhantes como os resultados das preferências

dos acabamentos de tintas. Os efeitos lisos foram

a escolha preferida dos entrevistados nos Estados

Unidos e na China, ao passo que os entrevistados na

Alemanha optaram por efeitos perolados.

A nova dinâmica nas preferências de cores entre

os países e os tipos de veículos são analisados para

permitir uma melhor previsão dos futuros modelos.

O desenvolvimento de cores novas e únicas

que respondem às necessidades das preferências

dos consumidores é um fator fundamental para

compreender as tendências do mercado. É um

facto que as cores mais arrojadas estão a tornar-

-se cada vez mais populares com os consumidores.

A preferência pelos vermelhos e azuis está

claramente a aumentar e é possível que iremos ver

mais cores na estrada com efeitos brilhantes num

futuro não muito distante

92 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com


STANDOX

RENOVA PARCERIA

COM FST LISBOA

Presente neste projeto desde 2015, a Robbialac - Standox

contribuiu para a apresentação dos mais recentes protótipos

de automóveis elétricos da equipa FST Lisboa do

Instituto Superior Técnico. “Nós últimos anos, temos trabalhado

arduamente em conjunto, a nossa experiência aliada à dedicação

e empenho destes jovens permite que ano após ano seja

apresentado um veículo diferente capaz de se destacar das restantes

equipas”, refere Luís Alves, gestor de negócio de repintura

automóvel da Robbialac. O FS10 exigiu um longo processo de

preparação, numa primeira fase dos moldes onde foi aplicado o

Primário Aparelho COV System U7540 que concedeu uma óptima

propriedade de enchimento e proporcionou uma excelente

resistência do acabamento RAL 9005 da gama Standofleet que

foi aplicado. Numa segunda fase, as peças foram preparadas

com o Diluente de Limpeza Antiestático Plásticos 6500 e com o

Desengordurante TB50 6700, posteriormente foi aplicado Selante

Fibra de Carbono U2080 da gama Standofleet Industry

produto de enchimento à base de poliuretano especialmente

desenvolvido para a fibra de carbono que apresenta uma boa

capacidade de tapa poros e proporcionando uma boa dureza e

resistência após a secagem.

APRESENTA MOONWALK DA NEXA AUTOCOLOR

Impoeste | A Impoeste, distribuidor das tintas Nexa Autocolor em Portugal, apresentou aos seus clientes

nas instalações do CEPRA a nova máquina de mistura automática de tintas MoonWalk. A apresentação decorreu

no interior de uma carrinha de demonstração e foi realizada por um responsável da Nexa Autocolor que explicou

as vantagens e mais valia do equipamento aos profissionais presentes. Essa solução, projetada para se adaptar

facilmente à seção de mistura de qualquer tipo de oficina de colisão é tão robusta, acessível e fácil de usar

que, definitivamente, mudará os processos no setor da repintura automóvel, permitindo que os profissionais

sejam mais produtivos e, assim, aumentem as receitas da oficina, otimizando o consumo de materiais. A nova

máquina de mistura automática economiza tempo nas operações de mistura de tinta, tornando o ambiente de

trabalho mais limpo, mais seguro e mais atraente. Luís Santos, diretor geral da Impoeste, destaca as vantagens

do equipamento: “A Moonwalk otimiza o consumo de tinta, oferecendo, com precisão, a quantidade necessária

de produto em cada trabalho, sem gotas, e garantindo uma combinação perfeita de cores. A Impoeste oferece

consultoria personalizada para oficinas de chapa e pintura que desejem aprender mais sobre as vantagens do

MoonWalk e estamos confiantes que será um sucesso, principalmente junto das grandes oficinas que procuram

cada vez mais rentabilizar o processo de pintura com economia de produto e diminuição dos tempos de

operação”.

SISTEMA ULTRA PERFORMANCE ENERGY

Cromax | Os pintores podem confiar no revolucionário

Sistema Ultra Performance Energy da Cromax para as

reparações de VEs. Oferece tempos de processamento mais

rápidos, excelentes resultados e redução do consumo de

energia devido a uma temperatura de secagem mais baixa.

A reparação de VEs, BEVs e PHEVs requer não só precauções

de segurança específicas, como também considerações

de aplicação e produtos especiais. Durante a reparação de

VEs, os pintores devem ter uma abordagem que prioriza a

segurança antes de realizarem qualquer parte da reparação.

Em primeiro lugar, e muito importante, a bateria deve

ser desligada para que não seja possível ligar acidentalmente

a eletricidade durante a reparação. No entanto, as

considerações especiais não ficam por aqui. Um desafio

adicional com os VE prende-se com a realização de uma

reparação muito produtiva e excecional que os pintores

associam à Cromax, mas efetuada com uma secagem a

baixas temperaturas devido à natureza sensível das baterias

e componentes elétricos. Isto é ainda mais complexo, uma

vez que os fabricantes de automóveis têm os seus próprios

limites máximos de temperatura que devem ser cumpridos.

A Cromax aconselha sempre os pintores a familiarizem-se

com as recomendações específicas dos fabricantes no início

das reparações. Em particular, o Verniz Ultra Performance

Energy CC6750, que se baseia numa tecnologia de resina

única e patenteada, foi formulado para oferecer uma

secagem rápida a baixas temperaturas: 30 a 55 minutos a

20 °C e 10 a 15 minutos entre 40 °C e 45°C.

www.jornaldasoficinas.com Julho/Agosto 2021 93


Repintura

NOVO CARRO DE FERRAMENTAS

zaphiro | Sabe-se que a ordem e a limpeza são essenciais para obter os

melhores resultados em qualquer trabalho. Por isso, a ZAPHIRO apresenta o seu

novo carrinho para trabalhos de repintura que, além de aumentar a qualidade

das reparações e a eficiência da oficina, economiza tempo e dinheiro. Incorpora os

suportes, bandejas, gavetas e cabides necessários para alojar todas as ferramentas

necessárias para uma reparação típica de pintura: lixas, fitas, sprays, bem como ferramentas

como lixadeiras e um aspirador de até 45 litros, suficientes para a maioria

das operações lixar. Apesar de seu tamanho pequeno, o novo carro da ZAPHIRO

pode acomodar um aspirador de pó de 45 litros na parte inferior e está equipado

com quatro rodas giratórias para facilitar seu movimento. O novo carro junta-se a

outros produtos para a mesma área de ferramentas e equipamentos apresentados

recentemente, como a nova linha de porta-peças e carrinhos de mascaramento.

FORMAÇÃO CEPRA REALIZADA

POR TÉCNICOS INDASA

Cepra | Os técnicos da INDASA Gonçalo Rodrigues, Humberto Plácido e Ricardo

Mourinha, realizaram nos meses de maio e junho diversas ações de formação no

CEPRA, que contaram com 40 formandos no total e enquadravam-se na faixa etária

dos 16-30 anos. O objetivo primordial desta atividade foi dinamizar a parceria que

a INDASA detém com o CEPRA. Sendo este um centro de formação que se enquadra

no mercado pós-venda e que oferece todas as condições para o sucesso destas

ações, a INDASA considera importante apostar na formação e amostra da sua gama

de produtos a quem os utiliza diariamente. Através desta dinamização, os técnicos

da INDASA apresentaram o sistema Ultravent. Uma solução única desenvolvida

pela INDASA, que através da sua capacidade de extração elimina o empapamento

e consequentemente proporciona um ambiente de trabalho limpo e seguro. Com o

Sistema Ultravent foi feita a apresentação da atualização linha Plus-Line Ultravent

e do Programa Process to Profit em que a INDASA oferece soluções inovadoras às

oficinas e otimiza a sua rentabilidade. Para finalizar foi apresentado o sistema de

polimento Autogloss para um acabamento de alta performance.

CAR REPAIR SYSTEM LANÇA

NOVO PROCESSO POLIMENTO

A

Car

Repair System lançou um novo processo de polimento denominado “Polishing

System”. O novo conceito de formulação aumenta a eficiência do processo

de polimento e otimiza a experiência do profissional de forma fácil e

rápida nas etapas a serem executadas. Este sistema tem um caráter multifuncional

no composto abrasivo que irá aprimorar a abordagem da limpeza e os resultados,

oferecendo um ótimo desempenho com baixo impacto ambiental. Um processo de

polimento com um único produto em 2 etapas oferece ótimos resultados com corte

muito rápido e grande facilidade de aplicação para o operador. O Sistema inclui uma

embalagem de 1 Kg Diamond Plus, um polimento de emulsão com micro partículas

abrasivas de corte rápido indicado especialmente para verniz e acabamentos de última

geração, incluindo os novos sistemas de secagem rápida ao ar. O Nano Flash Protect

é ideal para uma proteção extra, oferecendo uma camada protetora rápida para qualquer

superfície do veículo, graças às suas nanopartículas que repelem a água, poeira e

poluentes ambientais, o que permite uma maior duração da superfície tratada.

94 Julho/Agosto I 2021 www.jornaldasoficinas.com

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