Revista Top100 - 2022
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E D I Ç Ã O<br />
<strong>2022</strong><br />
Os<br />
Maiores<br />
Distribuidores<br />
do Aftermarket em Portugal<br />
n.º8 | Ano: <strong>2022</strong> | Periodicidade: Anual | €20<br />
UMA EDIÇÃO
Top<br />
100<br />
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da <strong>Revista</strong> TOP 100<br />
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Propriedade // João Vieira<br />
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Consulte o Estatuto Editorial no site:<br />
www.jornaldasoficinas.com<br />
Antes do surto da pandemia da COVID-19, o negócio da distribuição de peças em<br />
Portugal desfrutava de uma década de margens elevadas e de um crescimento constante<br />
num ambiente estável. Agora o setor deve preparar-se para a mudança em várias<br />
frentes. Muitas tendências ameaçam abrandar o crescimento e reduzir as margens de<br />
lucro na próxima década. As arquiteturas de veículos estão a mudar para transmissões<br />
elétricas que requerem menos manutenção. As pessoas estão a conduzir menos. A<br />
tecnologia de assistência ao condutor irá reduzir colisões e portanto a necessidade de peças de substituição.<br />
Embora os negócios estejam a recuperar da pandemia e cresçam tanto para empresas do mercado pós-<br />
-venda independente e de fabricantes de equipamento original e revendedores autorizados, a transformação<br />
contínua do mercado e a crescente concorrência deixam as empresas numa encruzilhada.<br />
Em 2021, apesar dos desafios colocados pela pandemia que ainda condicionou muitas atividades, o aftermarket<br />
conseguiu reagir e afirmar-se como um setor dinâmico, demonstrando possuir bons níveis de<br />
gestão, contribuindo para uma maior estabilidade do mercado. Os cem maiores distribuidores de peças<br />
para ligeiros faturaram em 2021 quase 1.065 milhões de euros, crescendo 13,8% sobre 2020 e 8% sobre<br />
2019. São dados sem dúvida positivos e encorajadores para o sector, no entanto, o aumento do volume<br />
de negócios não implica necessariamente um aumento da atividade e da rentabilidade das empresas.<br />
Para <strong>2022</strong>, apesar da atual incerteza, espera-se que o setor encerre o ano com um crescimento no volume<br />
de negócios, em grande parte devido à inflação. Os fornecedores de peças automóveis são afetados por<br />
muitos aspetos diferentes, tais como pressões inflacionárias e tensões na cadeia de fornecimento devido<br />
a questões geopolíticas. Para além de um quadro regulamentar incerto, existe uma falta de oferta devido<br />
à escassez de certos componentes, à escalada dos preços das matérias-primas, aos custos energéticos e<br />
logísticos, o que cria um clima de incerteza que leva os consumidores a adiar a sua decisão de comprar<br />
um veículo novo. Hoje temos uma frota com mais de 13 anos em média, que afeta a segurança rodoviária<br />
e o ambiente devido às suas emissões.<br />
Falando dos desafios dos próximos tempos, um dos principais que as empresas enfrentam atualmente<br />
é a falta de mão de obra especializada, nomeadamente nas áreas da mecatrónica e repintura. Com o<br />
aumento da procura, encontrar profissionais especializados mantém-se uma grande dificuldade para<br />
muitas empresas, e é muito provável que assim continue a ser num futuro próximo. É também determinante<br />
a formação de elevada qualidade de empresários e gestores para a reorganização e melhoria das<br />
capacidades de gestão das suas empresas.<br />
Não há dúvida de que os desafios estão a aumentar, mas o aftermarket é um setor que, como um todo,<br />
sai sempre mais forte das crises. Enfrentar as contrariedades, às vezes, são os momentos mais ricos da<br />
nossa vida e onde fazemos mais progressos.<br />
Num setor com tantas mudanças, não podemos nunca esquecer que a única realidade que não muda<br />
é que as empresas vivem de clientes e negócios. Pela nossa parte, continuaremos a contribuir para o<br />
desenvolvimento do setor, quer com a realização dos nossos eventos de âmbito nacional, dos quais a<br />
Gala TOP 100 é o expoente máximo, quer com a edição das nossas publicações em papel e em formato<br />
online, onde estamos presentes diariamente nos sites e redes sociais. Com imparcialidade, proximidade e<br />
diferenciação vamos continuar no caminho da inovação e adaptação a novos formatos de comunicação<br />
e ser uma voz ativa em defesa do setor.<br />
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
03
Top<br />
100<br />
ÍNDICE<br />
06 Reportagem<br />
VIII GALA TOP 100<br />
35 Os maiores distribuidores<br />
de peças para ligeiros<br />
102 Os maiores distribuidores<br />
de peças para pesados<br />
134 Os maiores distribuidores<br />
de equipamentos<br />
164 Os maiores distribuidores<br />
de repintura<br />
198 Os maiores distribuidores<br />
de pneus<br />
Mercado<br />
44 Peças para ligeiros<br />
106 Peças para pesados<br />
138 Equipamentos<br />
168 Repintura<br />
203 Pneus<br />
76<br />
Estudo “The European<br />
Aftermarket in 2030”<br />
O estudo “The European Aftermarket in<br />
2030” pretende identificar os desafios<br />
que a indústria automóvel enfrenta até<br />
2030 e as respostas que as empresas<br />
devem considerar para serem sustentáveis<br />
durante a próxima década<br />
118<br />
Vencer a dinâmica<br />
do pós-venda<br />
O pós-venda automóvel está a tornar-<br />
-se um setor cada vez mais complexo,<br />
desafiado pela digitalização e pelas novas<br />
tecnologias dos veículos, quer seja em<br />
motopropulsores ou sistemas avançados<br />
de assistência ao condutor<br />
184<br />
Cibersegurança<br />
nos automóveis<br />
A cibersegurança está a tornar-se numa<br />
nova dimensão de qualidade para os automóveis<br />
e o software e os componentes<br />
elétricos/eletrónicos (E/E) estão, e<br />
continuarão a estar, entre as inovações<br />
fundamentais nos veículos modernos<br />
98<br />
Caracterização<br />
do mercado oficinal<br />
Nas tabelas publicadas neste artigo indicamos<br />
o parque automóvel e o número<br />
de Oficinas IAM existentes atualmente<br />
em Portugal. Em 31/12/2021 estavam<br />
matriculados em Portugal 6.845.912<br />
automóveis ligeiros<br />
148<br />
Acesso a dados<br />
do veículo<br />
A indústria automóvel acredita que o<br />
principal objetivo do quadro regulamentar<br />
europeu para o acesso e partilha de dados<br />
de bordo dos veículos deve ser a criação<br />
de um ecossistema no qual os clientes<br />
beneficiem de serviços inovadores<br />
210<br />
Neutralidade climática<br />
até 2050<br />
A CLEPA (European Association of Automotive<br />
Suppliers) está convencida de que<br />
o caminho para a neutralidade climática<br />
é através de um ambiente tecnológico<br />
aberto que equilibre os objetivos ambientais,<br />
sociais bem como económicos<br />
04 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
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MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
VIII GALA TOP 100<br />
Uma noite especial!<br />
PATROCINADORES <strong>2022</strong>
O Jornal das Oficinas escolheu a Quinta de São Luiz, em Coimbra, para a oitava edição<br />
da Gala TOP 100, cerimónia que premiou no dia 21 de outubro, os melhores dos melhores<br />
do aftermarket em Portugal. Uma noite especial de muitas emoções e surpresas para os mais<br />
de 150 convidados presentes neste evento único no panorama do aftermarket nacional<br />
®
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
A<br />
Quinta de São Luiz vestiu-se a rigor<br />
para receber a fileira do aftermarket<br />
nacional numa noite memorável<br />
para o setor. Uma a uma foram 30<br />
as empresas premiadas a subir ao<br />
palco na oitava edição da Gala TOP 100, evento de<br />
referência no panorama do aftermarket nacional<br />
no plano empresarial, cujos objetivos principais são<br />
reconhecer o trabalho de excelência dos distribuidores<br />
e oficinas de reparação, fomentar a competitividade<br />
partilhando informações e melhorar a<br />
imagem do setor para a sociedade.<br />
Num espaço envolvente cheio de charme e glamour,<br />
a organização recebeu os 150 convidados,<br />
com um welcome drink, ao final da tarde. Quando<br />
a noite começou, deu-se início à apresentação da<br />
GALA TOP 100, por Joana Mendes, Jornalista<br />
da AP Comunicação.<br />
João Vieira, Diretor do Jornal das Oficinas, fez<br />
o discurso de boas vindas onde destacou a importância<br />
da atribuição destes troféus às melhores<br />
empresas do setor, assinalando o facto desta<br />
Gala coincidir com a edição Nº 200 do Jornal<br />
das Oficinas, um marco muito significativo, numa<br />
altura em que a sociedade consome cada vez mais<br />
informação online e as dificuldades impostas às<br />
publicações impressas não param de aumentar. “É<br />
difícil descrever o que estas 200 edições representam<br />
em termos de trabalho, esforço e dedicação.<br />
Olhando para trás, recuando ao ano 2005, parece<br />
que foi ontem, de tal forma o tempo passou rápido.<br />
Chegámos ao número 200 graças à confiança dos<br />
leitores, à parceria com inúmeras casas de peças<br />
que distribuem o jornal aos seus clientes e, principalmente,<br />
à confiança de empresas e entidades<br />
que investem recursos publicitários no Jornal das<br />
Oficinas, sem os quais seria impossível manter<br />
durante dezassete anos, este órgão de imprensa<br />
especializada, como publicação mensal ininterrupta”,<br />
referiu João Vieira.<br />
Com a realização de diversos eventos ao longo<br />
dos últimos anos, dos quais a Gala TOP 100 é o<br />
expoente máximo, o Jornal das Oficinas tornou-se<br />
mais do que apenas um meio de comunicação,<br />
sendo hoje em dia uma plataforma multifacetada,<br />
aberta a novas ideias e projetos.<br />
“Para 2023 estamos a preparar duas grandes iniciativas.<br />
Uma delas já começou. Trata-se da 5ª<br />
edição da Competição Melhor Mecatrónico. Esta<br />
iniciativa vai decorrer durante os próximos meses e<br />
culminará com a Grande Final no salão expoME-<br />
CÂNICA em abril de 2023. Vamos também lançar<br />
a campanha anual E-Mobility. Uma campanha<br />
que vai ser editada ao longo das 11 edições do<br />
Jornal das Oficinas impresso e digital, nos site e<br />
newsletter, nas redes sociais, no blogue E-mobility,<br />
podcasts e através de outras iniciativas ao longo de<br />
todo o ano de 2023”, acrescentou o diretor. Logo<br />
se seguida, foi a vez de Nuno Garoupa, Business<br />
Development Manager da GIPA, apresentar os<br />
dados mais recentes da atividade aftermarket em<br />
Portugal e perspetivar o seu desenvolvimento para<br />
os próximos tempos.<br />
Após a apresentação deste estudo, deu-se início ao<br />
momento alto do evento: a cerimónia da entrega<br />
dos Troféus TOP 100 aos melhores distribuidores<br />
aftermarket. Tal como dita a tradição, foram entregues<br />
quinze troféus às empresas do pódio das<br />
cinco categorias consideradas: Distribuidores de<br />
Peças Ligeiros, Distribuidores de Peças Pesados,<br />
Distribuidores de Equipamentos, Distribuidores<br />
de Repintura e Distribuidores de Pneus.<br />
Este ano, como novidade, foram também incluídas<br />
as melhores oficinas, tendo sido atribuídos quinze<br />
troféus às oficinas do pódio das cinco categorias<br />
consideradas: Oficinas em rede, Oficinas Independentes<br />
Ligeiros, Oficinas de Pesados, Oficinas de<br />
Colisão e Oficinas de Pneus. No total foram entregues<br />
trinta troféus aos melhores de cada categoria,<br />
seguindo sempre os mesmos critérios.<br />
Relembramos que todos os troféus que foram entregues<br />
às empresas que integraram os quadros de<br />
honra da TOP100, basearam-se em dados, exclusivamente,<br />
quantitativos, referentes aos resultados<br />
de 2021 em termos de Crescimento do Volume<br />
num espaço<br />
envolvente e<br />
cheio de charme,<br />
a organização<br />
recebeu os 150<br />
convidados para<br />
a VIII gala top 100,<br />
um evento único<br />
no panorama do<br />
aftermarket<br />
nacional<br />
de Negócios; Rentabilidade dos Capitais Próprios;<br />
Produtividade Real; Valor Acrescentado Bruto;<br />
Autonomia Financeira e Geração de Emprego.<br />
Armindo Romão homenageado<br />
com Prémio Carreira<br />
Esta edição da Gala TOP 100 foi ainda aproveitada<br />
para homenagear uma personalidade do setor<br />
com o Prémio Carreira, o qual foi entregue a<br />
Armindo Romão, fundador da Auto Delta, como<br />
reconhecimento público pelo grande contributo<br />
que deu para o desenvolvimento do aftermarket<br />
em Portugal. O Prémio Carreira, que será entregue<br />
a partir de agora em todas as galas TOP 100, tem<br />
como objetivo reconhece e premiar uma personalidade<br />
do aftermarket que se tenha destacado pelo<br />
desenvolvimento e promoção do setor em prol de<br />
toda a comunidade e que possa servir de inspiração<br />
para a nova geração de empresários do pós-venda<br />
automóvel. Armindo Romão, fundador da Auto<br />
Delta, foi o justo vencedor do Prémio Carreira<br />
<strong>2022</strong>, tendo protagonizado um dos grandes momentos<br />
da Gala.<br />
Uma noite para relembrar<br />
A oitava edição da Gala TOP 100 foi um grande<br />
sucesso, conseguindo superar as melhores expetativas.<br />
Viu-se que os participantes valorizaram<br />
todos os momentos do evento, com destaque para<br />
a cerimónia de entrega dos troféus aos melhores<br />
distribuidores e melhores oficinas, assim como a<br />
atribuição do Prémio Carreira a Armindo Romão,<br />
fundador da Auto Delta, e ainda o animado jantar<br />
servido na magnífica sala principal da Quinta<br />
de São Luiz. De registar a presença de diversos<br />
responsáveis de marcas e empresas espanholas,<br />
que com a sua vinda prestigiaram ainda mais este<br />
evento que já tem um âmbito ibérico e se afirma<br />
como o grande acontecimento social do aftermarket.<br />
“É muito gratificante ver o nosso trabalho<br />
reconhecido pelos principais players do setor e<br />
uma motivação para fazermos mais e melhor”,<br />
referiu João Vieira.<br />
De referir que a Gala TOP 100 esteve também em<br />
grande nas redes sociais, onde registou um elevado<br />
número de visualizações e partilhas, quer no<br />
facebook, quer nas outras redes, designadamente<br />
no Instagram e LinkedIn.<br />
E foi num ambiente de confraternização e networking<br />
que terminou mais uma Gala TOP 100,<br />
estando a organização a preparar já a próxima<br />
edição que decorrerá no mês de outubro de 2023<br />
e que pretendemos que seja ainda melhor e com<br />
mais novidades.<br />
PATROCINADORES <strong>2022</strong>
®<br />
Armindo Romão foi o justo vencedor do Prémio<br />
Carreira <strong>2022</strong>, pelo seu percurso ímpar e enorme<br />
dedicação ao aftermarket em Portugal. Na foto<br />
acompanhado pela esposa Catarina Luísa e o filho<br />
Marcelo Silva<br />
Prémio Carreira <strong>2022</strong> | Armindo Romão, fundador da Auto Delta<br />
Armindo Romão foi o justo vencedor do Prémio Carreira <strong>2022</strong>, tendo protagonizado um dos grandes momentos da Gala<br />
Este ano, a Gala TOP 100 apresentou como<br />
novidade a atribuição do Prémio Carreira.<br />
Com esta iniciativa pretendemos homenagear<br />
e reconhecer o trabalho desenvolvido por<br />
uma personalidade do aftermarket no<br />
desenvolvimento e promoção do setor em prol<br />
de toda a comunidade e que possa servir de<br />
inspiração para a nova geração de empresários<br />
do pós-venda automóvel. Armindo Romão foi o<br />
justo vencedor do Prémio Carreira <strong>2022</strong>, pelo<br />
seu percurso ímpar e enorme dedicação ao<br />
aftermarket em Portugal.<br />
Nasceu em 1946 e com 13 anos de idade<br />
começou a trabalhar no setor de peças e<br />
acessórios para automóveis. Juntamente com a<br />
sua esposa, Catarina Luísa, fundou a Auto Delta.<br />
Sendo ambos os únicos funcionários, as jornadas<br />
de trabalho eram bastante longas, muitas vezes<br />
acabando depois da meia-noite. A primeira venda<br />
foi um vidro de farol de um Mercedes 220/8 para<br />
o cliente Manuel Marques Nogueira de Pombal.<br />
Em 1985 dá início à atividade importadora com<br />
aposta exclusiva na importação e distribuição de<br />
peças e acessórios para automóveis.<br />
Em 1995 a empresa muda para as atuais<br />
instalações, então com 2.300 m 2 , um marco na<br />
atividade do aftermarket nacional devido à sua<br />
capacidade de armazenamento, equipamento<br />
e a aposta numa grande diversidade de gamas<br />
de produto. Foi o sócio fundador das empresas<br />
Prontauto e Metrocar e teve participação activa<br />
na M.A.E. e Multipartes. Em 2007 faz uma aposta<br />
pioneira no aftermarket com a abertura de uma<br />
loja online e em 2011 abre instalações de Castelo<br />
Branco com 2.400 m 2 .<br />
As instalações de Leiria são alvo de um processo<br />
contínuo de alargamento, fruto do crescimento<br />
da empresa e da aposta em gamas de produto<br />
para as quais o mercado necessita de resposta.<br />
Atualmente conta com cerca de 10.400 m 2 , bem<br />
como umas novas instalações com cerca de<br />
10.700 m 2 em fase de conclusão. Em 2019 adere<br />
ao grupo de distribuição CGA, líder na Península<br />
Ibérica e consequente dinamização das redes<br />
oficinais CGA Car Service e Multi Oficina Service.<br />
Como desde muito novo trabalhou na área e<br />
sempre se sentiu motivado, as peças representam<br />
muito para Armindo Romão. Adicionalmente,<br />
sempre foi um fã da tecnologia e do desporto<br />
automóvel e, como sempre teve interesse em<br />
atualizar-se pelas mais diversas evoluções, ainda<br />
hoje as peças são tudo para si.<br />
Ótimo motivador de equipas, bem como um<br />
excelente relações públicas na relação tanto com<br />
os clientes como com os fornecedores, Armindo<br />
Romão sempre contou com a ajuda inestimável<br />
da sua mulher Catarina Luísa, desde a fundação<br />
da empresa, acabando por ser essencial para<br />
um correto equilíbrio entre a vida pessoal e<br />
profissional.<br />
Atualmente conta com uma equipa de 110<br />
colaboradores, muitos deles formados na<br />
empresa e cujo trabalho é uma das principais<br />
razões do seu sucesso. De facto, a Auto Delta é<br />
mesmo a empresa do distrito de Leiria mais vezes<br />
galardoada com o prémio PME Excelência.<br />
Com mais de 120.000 referências em stock e<br />
uma gama de produtos abrangente e capaz de<br />
responder a qualquer desafio que o mercado lhe<br />
coloca, a Auto Delta deve a Armindo Romão e<br />
Catarina Luísa a visão, o empenho e o trabalho de<br />
uma vida, que permite ser uma empresa sólida<br />
virada para o futuro e assente em marcas de<br />
qualidade inquestionável, outra das âncoras do<br />
sucesso desta empresa.
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MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
Patrocinadores voltam a apoiar a Gala<br />
A realização da Gala TOP 100 e a evolução que ela<br />
tem tido ao longo dos anos, só tem sido possível<br />
graças ao apoio de patrocinadores e parceiros, que<br />
têm reconhecido a importância deste evento que já<br />
se tornou numa tradição no panorama do aftermarket<br />
nacional. Como tal, após a entrega dos troféus, não<br />
quisemos deixar de fazer referência aos nossos<br />
patrocinadores e em formato de agradecimento a:<br />
Corteco; Mann Filter; Diesel Technic; SKF; Trustauto,<br />
RPL Quality; UFI Filters, Pro4Matic; Tech One; Original<br />
Birth; TAB batteries, Repsol e Philips.<br />
Foi assim que os patrocinadores subiram ao palco<br />
para receber uma placa comemorativa da sua<br />
participação na VIII Gala.<br />
PATROCINADORES <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
1<br />
1 – Mário Carmo do Jornal das Oficinas, Nuno Durão da Pro4Matic, Filipe Bandeira e Paulo<br />
Santos da AB Tyres<br />
2 – Carla Cruz e Diogo Fonseca, da Revisauto<br />
Center<br />
2<br />
3<br />
3– Anabela Bárbara<br />
e José Bárbara da<br />
KROFTools<br />
4 – Patrícia Bordalo<br />
e Diogo Bordalo, da<br />
Servidiesel<br />
4<br />
5<br />
5– Guillermo de Llera da IF4, Walter Lamego, Maria Clara Coutinho e José Faria<br />
da M Coutinho Colisão<br />
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MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
1 2 3<br />
1 – Bruno Costa e Mónica<br />
Santa-Cruz Grau da NRF<br />
2– Jorge Zózimo da T Academy e João<br />
Vieira do Jornal das Oficinas<br />
3 – Cláudia Lopes e Rui Lopes da Escape<br />
Forte<br />
4<br />
4 – Paulo Franco do Jornal das Oficinas<br />
5<br />
6<br />
5– Bruno Pereira da LTintas<br />
6 – Cesare Garzetti, Nuno Durão e Paulo Vale da Pro4Matic<br />
PATROCINADORES <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
1<br />
1 – Joana Silva e Manuel Silva da Autoflex<br />
2 – Manuel Carvalho da Carparauto<br />
2<br />
3 – Antes do jantar os convidados asssitiram à entrega<br />
dos Troféus TOP 100 às empresas vencedoras nos<br />
respetivos setores de atividade. No total foram<br />
distribuídos trinta troféus tendo sido premiados os três<br />
primeiros classificados de cada categoria:<br />
3<br />
Distribuidores de Peças Ligeiros<br />
Distribuidores de Peças Pesados<br />
Distribuidores de Equipamentos<br />
Distribuidores de Repintura<br />
Distribuidores de Pneus<br />
Oficinas de Rede<br />
Oficinas Independentes Ligeiros<br />
Oficinas de Pesados<br />
Oficinas de Colisão<br />
Oficinas de Pneus<br />
5<br />
4<br />
4 – Paulo Pinto da MF Pinto<br />
5– Letícia Borsato da Newonedrive, Vanessa<br />
Carvalho da SKF, Nuno Costa da Onedrive e<br />
Gabriela Proença da Civiparts<br />
PATROCINADORES <strong>2022</strong>
®<br />
6<br />
7<br />
6 – Ricardo Candeias, Filipa<br />
Pereira e Joaquim Candeias, do<br />
bilstein group<br />
8<br />
7 - Alexandre Costa e Daniel Costa<br />
da MagnautoRino<br />
8– Hélder Pereira da Mann Filter e João Casinhas da Osram<br />
9– Miguel Sousa da Gocarmat<br />
9
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
1<br />
1 – Filipe Bandeira e Paulo Santos da AB Tyres<br />
2– Maria Prieto Garcia da Lumileds/Philips e Albano Melo da Vieira & Freitas<br />
3 – Armindo Romão da Auto Delta, Vasco Mesquita e Paulo Pinto da Schaeffler<br />
3<br />
4– Walter Lamego, Maria<br />
Clara Coutinho e José Faria<br />
da M Coutinho Colisão<br />
2<br />
4<br />
A VIII Gala TOP 100 decoreu na Quinta de São Luiz, em Coimbra, e proporcionou agradáveis<br />
momentos de convívio e confraternização entre todos os convidados<br />
PATROCINADORES <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
1<br />
1 – Sónia Rodrigues e Cátia Santos da Kikai, Mário Carmo<br />
e Paulo Franco do Jornal das Oficinas<br />
2<br />
3<br />
2 – Álvaro Magalhães e Agostinho Matos<br />
da Centrocor<br />
3 – Nuno Costa da Onedrive<br />
4 – Paulo Costa e Bernardo Mendonça<br />
da Repsol<br />
4<br />
PATROCINADORES <strong>2022</strong>
®<br />
5<br />
5 – José Carvalho, Carlos Costa<br />
e Ricardo Monteiro da Romafe<br />
João Vieira , diretor do Jornal das Oficinas,<br />
destacou no discurso de boas vindas a<br />
importância da atribuição dos Troféus TOP<br />
100, como forma de incentivar a excelência e<br />
reconhecer as empresas que se destacaram<br />
nos rácios económico-financeiros mais<br />
importantes<br />
6<br />
6 – João Vieira do Jornal das Oficinas, Tiago Domingos<br />
e Marcelo Silva da Auto Delta
®<br />
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
1 – Jorge Esteves, Lurdes Rodrigues, Giselle Carvalho e Paulo Martins da Tech One<br />
2 – Laura Matos e Márcio Maurício da Prismanil<br />
3 – Rui Lopes da RPL Quality<br />
3<br />
2<br />
1<br />
5<br />
4 – Mário Carmo do Jornal das Oficinas<br />
4<br />
5 – Carlos Abade e Rosa Malta da Neocom<br />
6 – Artur Fidalgo e João Fidalgo da Arfil Trucks<br />
6<br />
Os participantes mostraram-se muito<br />
satisfeitos com o desenrolar da cerimónia<br />
e pelos momentos de confraternização<br />
de networking vividos num ambiente<br />
descontraído e cheio de charme e elegância<br />
PATROCINADORES <strong>2022</strong>
Novos Lubrificantes Repsol<br />
Na vanguarda da inovação<br />
Na Repsol entendemos a inovação como uma forma de nos adaptarmos às<br />
novas necessidades energéticas. Por isso reinventámos os nossos<br />
lubrificantes, elevando-os a um novo nível de inovação e sustentabilidade,<br />
testados na mais alta competição.<br />
Novas gamas para facilitar a escolha do produto ideal para o seu veículo<br />
Embalagens mais sustentáveis produzidas com materiais reciclados<br />
Fórmulas melhoradas para um melhor rendimento do motor<br />
Descubra-os aqui!
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
1 – José Luis Bravo da ASER e João Vieira do Jornal das Oficinas<br />
1<br />
2<br />
2 – Joana Oliveira da Mourauto<br />
3 – Carlos Jorge Gonçalves e Carlos Gonçalves<br />
da Filourém<br />
3<br />
4– Jorge Menezes e Flávio Menino<br />
da Autozitânia/Bragalis<br />
4<br />
PATROCINADORES <strong>2022</strong>
®<br />
5<br />
6<br />
8<br />
5– Filipe Pinheiro e Joel<br />
Monteiro da Diamantino<br />
Perpétua e Filhos<br />
6– Vanessa Carvalho da SKF<br />
7<br />
7 – José Boavida da Corteco<br />
8 – Letícia Borsato da Newonedrive<br />
A realização da Gala TOP 100 pelo oitavo ano consecutivo<br />
responde em absoluto à nossa maneira de estar no mercado e à<br />
forma como acrescentamos valor ao aftermarket
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
1<br />
1 – Tiago Domingos, Armindo Romão, Catarina Luisa<br />
e Marcelo Silva da Auto Delta<br />
2<br />
2– Paulo Cézanne e André Pinheiro<br />
da Fuchs<br />
3 – Rui Miguel Chorado da Dispnal<br />
4 – Joana Mendes do Jornal das<br />
Oficinas<br />
4<br />
3<br />
PATROCINADORES <strong>2022</strong>
®<br />
5– Cláudia Lopes e Rui Lopes da Escape Forte,<br />
Luís Aniceto da S. José Pneus, Filipe Bandeira de<br />
Paulo Santos da AB Tyres, Luís Martins, Alexandre<br />
Costa e Daniel Costa da MagnautoRino<br />
6<br />
5<br />
6– Yolanda Jareño da AUTOPOS<br />
7<br />
7 – Carlos Silva da Krautli<br />
8<br />
8 – Vanessa Carvalho da SKF com Carlos Jorge Gonçalves<br />
e Carlos Gonçalves da Filourém
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
1 2<br />
3<br />
1 – João Patrício da ANECRA<br />
2 – José Luis Bravo, Paula Soares<br />
Aranalde e Mario Romero da ASER<br />
3 – Hospedeiras<br />
4<br />
5<br />
4 – Amílcar Nascimento da Exide<br />
5 – Nuno Wherause e Paulo Santos da RedeInnov<br />
PATROCINADORES <strong>2022</strong>
O mesmo vale para as suas lâmpadas.<br />
Mude-as em pares.<br />
Duas novas lâmpadas dianteiras fornecem mais luz na estrada do que<br />
apenas uma. Para a sua segurança, mude-as sempre em conjunto:<br />
veja melhor e conduza com confiança.<br />
philips.com/change-in-pairs
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
1<br />
1 - José Miguel Magalhães e Pedro Ferreira da Quimirégua<br />
2 – Hospedeiras<br />
3 – Luis Aniceto da S. José Pneus<br />
2<br />
4 - Rosa Malta da Neocom, Patrícia Bordalo<br />
e Diogo Bordalo da Servidiesel, Nuno<br />
Paquete da Bombóleo e Paulo Pinto<br />
da MF Pinto<br />
3<br />
4<br />
PATROCINADORES <strong>2022</strong>
®<br />
5<br />
5 – Joel Lebre da Motorbus<br />
A noite da Gala TOP 100 voltou a ser<br />
memorável, juntando muitas personalidades<br />
do aftermarket nacional mas também<br />
espanhol, que com a sua presença<br />
valorizaram a Gala e deram-lhe uma<br />
visibilidade acrescida<br />
6<br />
6 – João Cruz da Mecânica sobre Rodas
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
1<br />
1 – Javier Romero da Brembo e João Vieira do Jornal das Oficinas<br />
2<br />
2– Nuno Paquete da Bombóleo<br />
3 – Rui Lopes da RPL Quality<br />
3<br />
4<br />
A VIII Gala TOP 100 começou com<br />
um welcome drink ao final da tarde. Quando a noite<br />
começou deu-se início à entrega dos Troféus TOP<br />
100<br />
PATROCINADORES <strong>2022</strong>
®<br />
4<br />
5<br />
6<br />
7<br />
4 – José Alberto da Bragalis,<br />
Flávio Menino e Jorge Menezes da<br />
Autozitânia/Bragalis<br />
5 – Guillermo de Llera da IF4<br />
6 – Letícia Borsato da Newonedrive<br />
e Gabriela Proença da Civiparts<br />
7 – Maria Marcelina Martins e Manuel Guedes Martins da MGM
®<br />
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
1 – Nuno Garoupa da GIPA<br />
2 – Gabriela Proença da Civiparts<br />
2<br />
1<br />
3<br />
3 – Joana Mendes e João Vieira do Jornal das Oficinas<br />
4 – Sadhna Monteiro e Cláudio Delicado da Liqui Moly<br />
4<br />
5<br />
5 – Vitor Maia e António Mateus da TMD<br />
PATROCINADORES <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
DISTRIBUIDORES PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
Os 100 Maiores Distribuidores de Peças para Ligeiros faturaram em 2021 quase 1.065 milhões<br />
de Euros, crescendo 13,8% sobre 2020 e 8% sobre 2019. Aumentou em 2,9% o número de<br />
trabalhadores que totalizaram 4.693. A produtividade aumentou para 227 mil euros por trabalhador<br />
Os efeitos da pandemia no setor pós-<br />
-venda foram bastante menos graves<br />
do que se previa. O ano de 2021 foi<br />
altamente imprevisível, tendo a faturação<br />
das empresas oscilado entre<br />
mínimos e máximos históricos. Quem conseguiu<br />
resistir e manter o negócio nos períodos de confinamento<br />
saiu reforçado. Em momentos como este,<br />
é fulcral ter flexibilidade e agilidade financeira,<br />
aplicar uma liderança que proteja todos e, ainda<br />
mais importante, é preciso um propósito que nos<br />
faça superar todos os desafios com motivação. A<br />
gestão do negócio muito rigorosa e atempada,<br />
permite que as empresas consigam ter alguma<br />
tranquilidade em momentos de grande incerteza.<br />
Apesar dos condicionalismos provocados pelo rescaldo<br />
da pandemia, o exercício de 2021 para os<br />
distribuidores de peças para veículos ligeiros, não<br />
foi tão preocupante como se esperava. A situação<br />
financeira manteve valores excelentes:<br />
• Os lucros tiveram aumento de 24,5%<br />
• Autonomia Financeira diminuiu para 45,3%,<br />
pelo elevado aumento dos Ativos, sendo ainda<br />
excelente resultado<br />
• As Rentabilidades médias tiveram valores (excelentes)<br />
de 3,9% das Vendas e 10,2% dos Capitais<br />
• A incidência do VAB é de 17%, um valor pequeno<br />
como corresponde à atividade comercial.<br />
SOFRAPA lidera em Volume de Negócios, Exportação<br />
e Emprego, mas CENTRAUTO dispõe dos<br />
Maiores Ativos e Capitais, sendo também a maior<br />
geradora de Resultados e VAB.<br />
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
35
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
TOP 100<br />
MAIORES DISTRIBUIDORES PEÇAS LIGEIROS<br />
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2021 VOL. NEG. 2020 ATIVO 2021 RES. LIQ. 2021 CAP. PROP. 2021 VAB 2021 Nº TRAB. 2021<br />
1 SOFRAPA AUTOMÓVEIS, S.A LISBOA 74.471 68.151 45.000 895 8.458 8.818 327<br />
2 M. COUTINHO, S.A PORTO 56.006 47.876 20.661 818 7.769 4.314 128<br />
3 CREATE BUSINESS, S.A. LISBOA 52.941 44.552 15.264 438 3.641 1.890 22<br />
4 CENTRAUTO, LDA. AVEIRO 48.846 41.962 87.515 8.479 64.112 14.423 146<br />
5 AUTOZITÂNIA, S.A LISBOA 42.344 35.162 32.237 2.522 21.258 7.065 97<br />
6 EUROMAIS, LDA. COIMBRA 41.859 38.373 21.274 743 2.606 3.230 43<br />
7 J.P.L.R 1 UNIPESSOAL, LDA. AVEIRO 37.177 33.193 33.630 2.294 14.938 8.004 269<br />
8 VAUNER TRADING, S.A PORTO 36.729 35.246 31.492 762 18.051 5.998 152<br />
9 AUTO DELTA, LDA. LEIRIA 33.866 28.947 26.328 2.857 20.024 7.015 107<br />
10 NEWONEDRIVE, S.A. SETÚBAL 32.035 28.672 24.793 1.211 8.622 5.739 93<br />
11 BOMBÓLEO, LDA LISBOA 27.473 19.046 15.012 718 3.995 3.417 76<br />
12 TRW AUTOMOTIVE PORTUGAL, LDA. LISBOA 25.895 22.980 11.624 161 4.453 2.488 54<br />
13 KRAUTLI PORTUGAL LDA. LISBOA 20.426 19.762 12.221 312 4.392 3.356 77<br />
14 CAETANO PARTS, LDA. PORTO 20.193 20.106 12.666 108 2.961 3.839 77<br />
15 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S.A. LISBOA 19.120 16.506 13.544 1.088 7.578 2.527 34<br />
16 EUROPEÇAS, S.A LISBOA 17.928 16.631 12.442 209 4.979 3.585 105<br />
17 SOULIMA, S.A. LISBOA 17.861 15.588 10.813 128 3.908 2.652 91<br />
18 FIMAG, LDA. BRAGA 16.874 14.534 15.109 1.081 10.839 2.969 67<br />
19 BRAGALIS, S.A. BRAGA 16.588 14.178 9.785 515 4.251 2.177 43<br />
20 NORPARTS, LDA. LISBOA 14.268 12.236 7.731 95 2.106 1.820 63<br />
21 ARSIPEÇAS AUTO, LDA. AVEIRO 13.576 11.304 10.694 406 2.696 1.911 59<br />
22 M.F. PINTO, S.A. LISBOA 13.112 9.407 10.264 823 4.151 2.267 40<br />
23 LEIRILIS, S.A. LEIRIA 13.023 11.431 10.844 10 4.984 2.341 79<br />
24 VIEIRA & FREITAS, LDA. BRAGA 12.925 11.103 11.392 1.096 9.655 2.876 41<br />
25 3.0 INNOVATIVE AFTERMARKET, S.A. (REDEINNOV) PORTO 12.738 5.410 3.403 144 791 557 10<br />
26 ROMAFE, S.A. PORTO 11.495 10.028 14.456 359 12.706 2.583 55<br />
27 IBEROTURBO, LDA. LISBOA 11.052 8.241 5.652 514 2.762 1.108 14<br />
28 ALECARPEÇAS, LDA. LISBOA 10.864 9.317 5.711 609 3.471 2.122 53<br />
29 HUMBERPEÇAS, LDA. AVEIRO 10.245 8.965 7.345 226 1.639 1.747 62<br />
30 A. VIEIRA, S.A. BRAGA 10.231 10.086 9.203 408 5.491 2.201 60<br />
31 SANDIA STAND, LDA. FARO 10.231 10.075 9.537 808 7.036 2.672 69<br />
32 ISUVOL, LDA. SANTARÉM 10.161 8.738 9.222 407 4.092 2.068 69<br />
33 INOVPEÇAS,S.A. PORTO 10.095 8.541 7.264 154 2.325 1.966 90<br />
34 RODAPEÇAS, S.A LEIRIA 9.647 8.383 5.854 201 2.450 2.121 89<br />
35 AUTO SILVA ACESSÓRIOS, S.A. PORTO 8.743 8.936 8.384 31 5.760 1.567 50<br />
36 CARDOSO & MAIA, S.A. PORTO 8.370 8.673 12.422 -99 5.692 2.384 101<br />
37 J. SOARES & RODRIGUES, LDA. (SOARAUTO) BRAGA 7.439 6.470 5.075 382 2.200 1.693 50<br />
38 ADELINO PEDRO, LDA. (APL EXPRESSO) AÇORES 6.250 5.383 4.470 -95 2.102 982 37<br />
39 AUTO RECTO, LDA. PORTO 5.844 5.177 6.754 500 5.544 1.395 27<br />
40 MONDEGOPEÇAS, LDA. COIMBRA 5.812 4.482 3.963 118 1.996 1.296 50<br />
41 INFINIAUTO, LDA. PORTO 5.684 4.628 8.317 545 6.763 1.412 28<br />
42 TURBOMAX, LDA. SETÚBAL 5.163 4.485 11.012 122 2.579 1.134 30<br />
43 GAIAFOR, LDA. PORTO 5.151 4.401 2.640 320 1.337 1.231 37<br />
44 AUTOPEÇAS CAB, LDA. SETÚBAL 5.047 4.935 3.519 82 2.591 1.385 55<br />
45 ATLANTIC PARTS, S.A. LISBOA 4.976 5.213 4.093 -251 1.984 314 20<br />
46 PEÇASRAM, LDA. MADEIRA 4.971 4.544 4.242 632 3.260 1.766 44<br />
47 AUTO TORRE DA MARINHA, LDA. SETÚBAL 4.906 4.797 3.989 179 2.287 1.232 31<br />
48 PAULO & DANIELA, LDA. (PD AUTO) BRAGA 4.798 4.235 4.084 109 1.545 1.066 39<br />
49 LUBRINORDESTE, LDA. VILA REAL 4.796 4.375 3.012 98 935 1.018 36<br />
50 MANUEL PEREIRA DE SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) PORTO 4.739 4.087 7.627 812 6.962 1.883 32<br />
36 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2021 VOL. NEG. 2020 ATIVO 2021 RES. LIQ. 2021 CAP. PROP. 2021 VAB 2021 Nº TRAB. 2021<br />
51 PHAARMPEÇAS, LDA. VISEU 4.475 4.012 2.448 166 1.107 1.073 41<br />
52 TISOAUTO, LDA. PORTO 4.420 3.370 2.568 36 925 746 47<br />
53 JOSÉ MANUEL RODRIGUES FORTUNATO, LDA. C. BRANCO 4.379 3.495 3.161 435 1.871 1.145 28<br />
54 DAVASA AUTOMOCIÓN, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL LISBOA 4.319 3.992 102.339 -44 -1.350 1.028 25<br />
55 HOJER ELECTROMECÂNICA, LDA. SANTARÉM 4.249 3.742 4.047 97 1.795 732 35<br />
56 GLOBESCALA, LDA. LISBOA 4.178 3.654 6.455 314 2.109 873 12<br />
57 JAPOPEÇAS, LDA AVEIRO 4.159 4.146 4.815 539 4.370 1.087 17<br />
58 RUI & PAULO ALMEIDA, LDA. (RPA) LISBOA 4.106 3.902 3.947 -17 649 1.028 45<br />
59 CYR - COMÉRCIO IBÉRICO ROLAMENOS, LDA. LISBOA 3.947 3.553 4.081 160 1.494 1.090 32<br />
60 NIPOCAR, LDA. PORTO 3.907 3.609 5.488 365 4.013 1.217 30<br />
61 R3D, LDA. C. BRANCO 3.799 3.391 3.826 315 2.441 967 36<br />
62 MAIORPEÇAS, LDA SANTARÉM 3.763 3.453 2.555 104 1.595 679 24<br />
63 FILOURÉM, LDA. SANTARÉM 3.703 3.467 2.463 60 1.237 665 19<br />
64 BARCELPEÇAS, LDA BRAGA 3.689 3.315 3.010 232 2.422 755 30<br />
65 MENAPEÇAS, S.A. LISBOA 3.544 3.328 4.039 26 3.467 813 37<br />
66 GRANMOTOR, LDA. LISBOA 3.520 3.757 1.846 35 794 763 26<br />
67 VALES & VALES, LDA. PORTO 3.486 2.945 2.147 129 1.001 801 30<br />
68 CARLOS MANUEL MACHADO SILVA, LDA LEIRIA 3.451 3.120 2.915 331 2.543 757 16<br />
69 MACOS, LDA. PORTO 3.395 3.086 4.639 460 4.156 1.023 21<br />
70 RODEÇA, LDA AVEIRO 3.271 2.977 1.813 37 905 641 34<br />
71 POLIBATERIAS, LDA. SETÚBAL 3.170 2.956 1.789 131 1.269 638 8<br />
72 FRANCECAR, LDA. VISEU 3.161 3.003 2.206 76 1.890 604 20<br />
73 AUTO PEÇAS GAFANHA DA NAZARÉ, LDA. AVEIRO 3.160 3.267 3.183 2 735 632 27<br />
74 MCS, LDA LISBOA 3.043 2.884 2.575 166 1.339 749 23<br />
75 2M1J - SOLUÇÕES AUTO, LDA. LISBOA 3.039 2.260 1.455 26 239 498 25<br />
76 OLIVEIRA MOREIRA & AZEVEDO,LDA AVEIRO 3.033 2.435 1.865 159 841 645 18<br />
77 AUTO FORNECEDORA, LDA. PORTO 2.940 3.090 3.207 -99 2.622 497 16<br />
78 X-ACTION, LDA. COIMBRA 2.940 2.728 1.543 16 540 580 24<br />
79 FLUXOIMPOR, LDA. PORTO 2.856 2.750 2.522 167 1.888 702 18<br />
80 ELPS, LDA. MADEIRA 2.837 2.599 3.167 78 1.087 515 17<br />
81 AUTOAVAL, LDA COIMBRA 2.815 2.266 1.168 167 551 615 15<br />
82 AUTOZITÂNIA II, S.A. LISBOA 2.809 3.403 2.549 316 2.099 928 18<br />
83 GULOSIPEÇAS, LDA. V. DO CASTELO 2.809 2.361 2.361 130 752 689 21<br />
84 AÇORPEÇAS, LDA. P. DELGADA 2.787 2.773 3.107 364 2.893 862 24<br />
85 ORCOPEÇAS, LDA. SANTARÉM 2.786 2.518 1.887 56 1.287 627 21<br />
86 SÁ GOMES, S.A. (AUTO ESFERA) BRAGA 2.761 2.519 3.569 26 1.572 521 22<br />
87 MOTORMÁQUINA, LDA. LISBOA 2.759 2.170 3.783 300 3.233 763 14<br />
88 AUTO POP, LDA. MADEIRA 2.746 1.905 3.499 35 1.585 596 23<br />
89 GANDRA & FILHOS LDA. (AUTO FORMIGOSA) V. DO CASTELO 2.712 2.408 2.678 15 836 431 21<br />
90 NEOCOM, LDA. AVEIRO 2.560 2.734 3.049 91 2.867 1.130 22<br />
91 P. P. T. - PEÇAS AUTO DE BRAGA, LDA. BRAGA 2.558 2.476 1.155 44 404 596 19<br />
92 R.P.L. CLIMA, LDA. FARO 2.549 2.303 2.435 293 1.535 708 10<br />
93 SIMPORAL, LDA. LISBOA 2.537 2.214 1.660 168 1.000 847 18<br />
94 COSIMPOR, S.A. VISEU 2.445 2.172 2.602 40 198 289 10<br />
95 M.C.D. GARCIA, LDA LISBOA 2.441 2.164 1.658 167 1.300 517 20<br />
96 M.A.E. PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. SANTARÉM 2.426 2.332 1.970 170 1.440 696 16<br />
97 DINGIPEÇAS, LDA. LEIRIA 2.384 2.404 1.255 -82 405 479 22<br />
98 RUGEMPEÇAS, LDA LISBOA 2.317 2.177 1.317 114 1.161 452 24<br />
99 VISELDIESEL, LDA. VISEU 2.301 2.418 1.366 -60 207 328 12<br />
100 SAMIPARTS, LDA. LEIRIA 2.253 2.256 1.861 116 1.047 542 18<br />
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
37
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
TOP 100<br />
EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIOS - DISTRIBUIDORES PEÇAS LIGEIROS<br />
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG.<br />
2021<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. 21/20<br />
VOL. NEG.<br />
2020<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. (20/19)<br />
VOL. NEG. 2019<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. (19/18)<br />
1 3.0 INNOVATIVE AFTERMARKET, S.A. (REDEINNOV) PORTO 12 738 135,5 5 410 -4,1 5 639 24,21 4 540<br />
2 BOMBÓLEO, LDA LISBOA 27 473 44,2 19 046 -8,7 20 862 3,50 20 157<br />
3 AUTO POP, LDA. MADEIRA 2 746 44,1 1 905 -20,4 2 393 -2,92 2 465<br />
4 M.F. PINTO, S.A. LISBOA 13 112 39,4 9 407 -1,1 9 510 18,92 7 997<br />
5 2M1J - SOLUÇÕES AUTO, LDA. LISBOA 3 039 34,5 2 260 -8,2 2 463 8,41 2 272<br />
6 IBEROTURBO, LDA. LISBOA 11 052 34,1 8 241 -0,8 8 308 -1,63 8 446<br />
7 TISOAUTO, LDA. PORTO 4 420 31,2 3 370 -4,4 3 525 5,22 3 350<br />
8 MONDEGOPEÇAS, LDA. COIMBRA 5 812 29,7 4 482 6,1 4 223 13,74 3 713<br />
9 MOTORMÁQUINA, LDA. LISBOA 2 759 27,1 2 170 -21,3 2 756 9,37 2 520<br />
10 JOSÉ MANUEL RODRIGUES FORTUNATO, LDA. C. BRANCO 4 379 25,3 3 495 6,0 3 297 28,19 2 572<br />
11 OLIVEIRA MOREIRA & AZEVEDO, LDA. AVEIRO 3 033 24,6 2 435 0,0 2 434 18,56 2 053<br />
12 AUTOAVAL, LDA COIMBRA 2 815 24,2 2 266 16,1 1 952 28,08 1 524<br />
13 INFINIAUTO, LDA. PORTO 5 684 22,8 4 628 7,3 4 312 11,13 3 880<br />
14 AUTOZITÂNIA, S.A LISBOA 42 344 20,4 35 162 -5,5 37 213 6,77 34 853<br />
15 ARSIPEÇAS, LDA. AVEIRO 13 576 20,1 11 304 2,1 11 072 10,85 9 988<br />
16 GULOSIPEÇAS, LDA. V. DO CASTELO 2 809 19,0 2 361 -13,2 2 720 8,80 2 500<br />
17 CREATE BUSINESS, S.A. LISBOA 52 941 18,8 44 552 -8,0 48 427 12,95 42 875<br />
18 VALES & VALES, LDA. PORTO 3 486 18,4 2 945 2,8 2 866 20,78 2 373<br />
19 INOVPEÇAS, S.A. PORTO 10 095 18,2 8 541 10,2 7 748 29,37 5 989<br />
20 GAIAFOR, LDA. PORTO 5 151 17,0 4 401 -6,3 4 697 17,48 3 998<br />
21 BRAGALIS, S.A. BRAGA 16 588 17,0 14 178 3,9 13 643 2,04 13 370<br />
22 AUTO DELTA, LDA. LEIRIA 33 866 17,0 28 947 3,9 27 852 11,98 24 872<br />
23 M. COUTINHO, S.A PORTO 56 006 17,0 47 876 -7,4 51 705 12,01 46 161<br />
24 NORPARTS, LDA. LISBOA 14 268 16,6 12 236 -7,0 13 157 12,58 11 687<br />
25 ALECARPEÇAS, LDA. LISBOA 10 864 16,6 9 317 14,2 8 161 12,99 7 223<br />
26 VIEIRA & FREITAS, LDA. BRAGA 12 925 16,4 11 103 2,9 10 788 6,96 10 086<br />
27 CENTRAUTO, LDA. AVEIRO 48 846 16,4 41 962 -3,5 43 498 3,54 42 010<br />
28 ISUVOL, LDA. SANTARÉM 10 161 16,3 8 738 -2,5 8 962 14,50 7 827<br />
29 ADELINO PEDRO, LDA. (APL EXPRESSO) AÇORES 6 250 16,1 5 383 -9,6 5 957 10,11 5 410<br />
30 FIMAG, LDA. BRAGA 16 874 16,1 14 534 1,6 14 300 8,33 13 201<br />
31 MANUEL PEREIRA SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) PORTO 4 739 16,0 4 087 3,7 3 943 9,96 3 586<br />
32 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S.A. LISBOA 19 120 15,8 16 506 -2,3 16 895 4,97 16 095<br />
33 TURBOMAX, LDA. SETÚBAL 5 163 15,1 4 485 1,4 4 424 20,74 3 664<br />
34 RODAPEÇAS, S.A LEIRIA 9 647 15,1 8 383 -4,9 8 814 6,04 8 312<br />
35 J. SOARES & RODRIGUES, LDA. (SOARAUTO) BRAGA 7 439 15,0 6 470 -1,4 6 559 3,16 6 358<br />
36 ROMAFE, S.A. PORTO 11 495 14,6 10 028 -11,5 11 334 0,91 11 232<br />
37 SIMPORAL, LDA. LISBOA 2 537 14,6 2 214 8,9 2 033 -4,01 2 118<br />
38 SOULIMA, S.A. LISBOA 17 861 14,6 15 588 2,9 15 153 4,75 14 466<br />
39 GLOBESCALA, LDA. LISBOA 4 178 14,3 3 654 -18,7 4 496 9,93 4 090<br />
40 HUMBERPEÇAS, LDA. AVEIRO 10 245 14,3 8 965 -4,0 9 339 14,06 8 188<br />
41 LEIRILIS, S.A. LEIRIA 13 023 13,9 11 431 -8,9 12 551 1,54 12 361<br />
42 HOJER ELECTROMECÂNICA, LDA. SANTARÉM 4 249 13,5 3 742 4,1 3 596 2,04 3 524<br />
43 PAULO & DANIELA, LDA. (PD AUTO) BRAGA 4 798 13,3 4 235 2,9 4 116 3,81 3 965<br />
44 AUTO RECTO, LDA. PORTO 5 844 12,9 5 177 0,6 5 148 4,53 4 925<br />
45 M.C.D. GARCIA, LDA LISBOA 2 441 12,8 2 164 -2,1 2 211 1,28 2 183<br />
46 TRW AUTOMOTIVE PORTUGAL, LDA. LISBOA 25 895 12,7 22 980 -15,3 27 116 -2,73 27 877<br />
47 GANDRA & FILHOS, LDA. (AUTO FORMIGOSA) V. DO CASTELO 2 712 12,6 2 408 -2,4 2 466 14,27 2 158<br />
48 COSIMPOR, S.A. VISEU 2 445 12,6 2 172 -6,6 2 326 - -<br />
49 R3D, LDA. C. BRANCO 3 799 12,0 3 391 -8,2 3 694 -7,81 4 007<br />
50 J.P.L.R 1 UNIPESSOAL, LDA. AVEIRO 37 177 12,0 33 193 2,8 32 296 8,55 29 752<br />
VOL. NEG.<br />
2018<br />
38 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG.<br />
2021<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. 21/20<br />
VOL. NEG.<br />
2020<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. (20/19)<br />
VOL. NEG. 2019<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. (19/18)<br />
51 NEWONEDRIVE, S.A. SETÚBAL 32 035 11,7 28 672 -12,8 32 895 230,70 9 947<br />
52 PHAARMPEÇAS, LDA. VISEU 4 475 11,5 4 012 4,5 3 839 9,87 3 494<br />
53 BARCELPEÇAS, LDA BRAGA 3 689 11,3 3 315 4,6 3 169 6,84 2 966<br />
54 CYR - COMÉRCIO IBÉRICO ROLAMENOS, LDA. LISBOA 3 947 11,1 3 553 11,5 3 186 13,87 2 798<br />
55 R.P.L. CLIMA, LDA. FARO 2 549 10,7 2 303 4,9 2 196 2,91 2 134<br />
56 ORCOPEÇAS, LDA. SANTARÉM 2 786 10,6 2 518 -0,7 2 535 6,78 2 374<br />
57 CARLOS MANUEL MACHADO SILVA, LDA. LEIRIA 3 451 10,6 3 120 -0,2 3 126 12,81 2 771<br />
58 MACOS, LDA. PORTO 3 395 10,0 3 086 -7,0 3 318 1,69 3 263<br />
59 RODEÇA, LDA AVEIRO 3 271 9,9 2 977 2,6 2 901 22,92 2 360<br />
60 LUBRINORDESTE, LDA. VILA REAL 4 796 9,6 4 375 -1,8 4 454 2,58 4 342<br />
61 SÁ GOMES, S.A. (AUTO ESFERA) BRAGA 2 761 9,6 2 519 -9,5 2 783 -0,22 2 789<br />
62 PEÇASRAM, LDA. MADEIRA 4 971 9,4 4 544 2,6 4 427 9,66 4 037<br />
63 SOFRAPA AUTOMOVÉIS, S.A LISBOA 74 471 9,3 68 151 -9,5 75 305 5,93 71 089<br />
64 ELPS, LDA. MADEIRA 2 837 9,2 2 599 -8,7 2 846 6,11 2 682<br />
65 EUROMAIS, LDA. COIMBRA 41 859 9,1 38 373 2,1 37 566 -3,53 38 939<br />
66 MAIORPEÇAS, LDA SANTARÉM 3 763 9,0 3 453 -0,3 3 464 11,63 3 103<br />
67 NIPOCAR, LDA. PORTO 3 907 8,3 3 609 13,8 3 172 4,58 3 033<br />
68 EUROPEÇAS, S.A LISBOA 17 928 7,8 16 631 -1,0 16 799 8,32 15 509<br />
69 X-ACTION, LDA. COIMBRA 2 940 7,8 2 728 -9,7 3 022 2,58 2 946<br />
70 POLIBATERIAS, LDA. SETÚBAL 3 170 7,2 2 956 10,3 2 679 -7,20 2 887<br />
71 FILOURÉM, LDA. SANTARÉM 3 703 6,8 3 467 -0,7 3 491 2,86 3 394<br />
72 MENAPEÇAS, S.A. LISBOA 3 544 6,5 3 328 10,0 3 025 -6,06 3 220<br />
73 RUGEMPEÇAS, LDA LISBOA 2 317 6,4 2 177 -12,0 2 475 8,79 2 275<br />
74 MCS, LDA LISBOA 3 043 5,5 2 884 -3,9 3 002 6,68 2 814<br />
75 FRANCECAR, LDA. VISEU 3 161 5,3 3 003 2,7 2 923 0,48 2 909<br />
76 DAVASA AUTOMOCIÓN, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL LISBOA 4 319 5,2 3 992 -6,5 4 622 35,16 4 406<br />
77 RUI & PAULO ALMEIDA, LDA. (RPA) LISBOA 4 106 5,2 3 902 -6,5 4 175 35,16 3 089<br />
78 VAUNER TRADING, S.A. PORTO 36 729 4,2 35 246 -8,8 38 656 -1,61 39 288<br />
79 M.A.E - PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. SANTARÉM 2 426 4,0 2 332 12,4 2 075 - -<br />
80 FLUXOIMPOR, LDA. PORTO 2 856 3,9 2 750 -3,8 2 859 - -<br />
81 KRAUTLI PORTUGAL, LDA. LISBOA 20 426 3,4 19 762 -9,5 21 832 6,61 20 479<br />
82 P. P. T. - PEÇAS AUTO DE BRAGA, LDA. BRAGA 2 558 3,3 2 476 -0,8 2 495 3,36 2 414<br />
83 AUTO TORRE DA MARINHA, LDA. SETÚBAL 4 906 2,3 4 797 -1,1 4 849 8,75 4 459<br />
84 AUTOPEÇAS CAB, LDA. SETÚBAL 5 047 2,3 4 935 -4,2 5 153 8,12 4 766<br />
85 SANDIA STAND, LDA. FARO 10 231 1,5 10 075 -11,2 11 352 9,25 10 391<br />
86 A. VIEIRA, S.A BRAGA 10 231 1,4 10 086 -4,1 10 521 -0,35 10 558<br />
87 AÇORPEÇAS, LDA. P,DELGADA 2 787 0,5 2 773 3,5 2 678 -2,23 2 739<br />
88 CAETANO PARTS, LDA. PORTO 20 193 0,4 20 106 -14,9 23 614 -6,43 25 237<br />
89 JAPOPEÇAS, LDA AVEIRO 4 159 0,3 4 146 6,3 3 902 -1,19 3 949<br />
90 SAMIPARTS, LDA. LEIRIA 2.253 -0,1 2.256 -18,7 2.775 1,54 2.733<br />
91 DINGIPEÇAS, LDA. LEIRIA 2 384 -0,8 2 404 -5,7 2 550 18,60 2 150<br />
92 AUTO SILVA ACESSÓRIOS, S.A. PORTO 8 743 -2,2 8 936 -14,0 10 396 -1,96 10 604<br />
93 AUTO PEÇAS GAFANHA DA NAZARÉ, LDA. AVEIRO 3 160 -3,3 3 267 -5,9 3 470 4,58 3 318<br />
94 CARDOSO & MAIA, S.A. PORTO 8 370 -3,5 8 673 -21,3 11 018 -13,46 12 732<br />
95 ATLANTIC PARTS, S.A. LISBOA 4 976 -4,5 5 213 -19,0 6 439 -23,55 8 423<br />
96 VISELDIESEL, LDA. VISEU 2 301 -4,8 2 418 -20,5 3 040 -2,03 3 103<br />
97 AUTO FORNECEDORA, LDA. PORTO 2 940 -4,9 3 090 -8,4 3 374 -7,56 3 650<br />
98 GRANMOTOR, LDA. LISBOA 3 520 -6,3 3 757 -9,6 4 158 0,85 4 123<br />
99 NEOCOM, LDA. AVEIRO 2 560 -6,4 2 734 5,4 2 593 47,75 1 755<br />
100 AUTOZITÂNIA II, S.A. LISBOA 2 809 -17,5 3 403 7,9 3 155 1,84 3 098<br />
VOL. NEG.<br />
2018<br />
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
39
MERCADO<br />
Top<br />
100
Os melhores por critérios<br />
A eleição dos melhores distribuidores por critérios, é uma iniciativa que pretende premiar as<br />
empresas dos vários setores de Distribuição (Peças Ligeiros, Peças Pesados, Equipamentos,<br />
Repintura e Pneus), que mais se destacaram no último ano. A análise qualitativa obedece a<br />
seis critérios previamente definidos que explicamos nestas páginas<br />
As análises e a escolha das Melhores<br />
Empresas incide sobre os “Distribuidores<br />
de Peças para Veículos<br />
Ligeiros”, “Distribuidores de Peças<br />
para Pesados”, “Distribuidores de<br />
Equipamentos Oficinais”, “Distribuidores de Repintura”<br />
e “Distribuidores de Pneus”. Os dados<br />
apresentados correspondem aos publicados na<br />
informação IES relativa ao exercício de 2021 que<br />
as empresas entregaram na AT – Autoridade Tributária.<br />
Neste Estudo realizado pela IF4, não se<br />
incluem atividades de empresas que são realizadas<br />
por unidades especializadas de empresas com outra<br />
atividade, em particular: Auto Industrial Peças<br />
(Integrada no Grupo Auto Industrial); Gamobar<br />
Peças (Integrada no Grupo Caetano Parts); e Santogal<br />
Peças (Integrada na Santogal N).<br />
Análise por critérios<br />
Para eleger as empresas dos Quadros de Honra,<br />
a <strong>Revista</strong> TOP 100 utilizou um conjunto de indicadores<br />
e rácios económico-financeiros. Estes<br />
rácios permitem fazer um retrato das principais<br />
empresas e setores de atividade. Esta apresentação<br />
dos termos técnicos utilizados permite que o leitor<br />
fique a saber o que significam, como se calculam e<br />
se interpretam os indicadores e rácios utilizados. É<br />
este conjunto de dados e indicadores que permite<br />
traçar um retrato qualitativo da realidade dos distribuidores<br />
de peças, equipamentos e repintura.<br />
Os rácios e os indicadores que fazem o retrato<br />
económico e financeiro das empresas e a avaliação<br />
da sua performance servem de base à escolha das<br />
melhores empresas. Os critérios de seleção das<br />
empresas estão baseados em dados exclusivamente<br />
quantitativos referente aos resultados de 2021 em<br />
termos de:<br />
• Valor Acrescentado Bruto (VAB)<br />
• Crescimento do Volume de Negócios<br />
• Autonomia Financeira<br />
• Produtividade Real<br />
• Rentabilidade dos Capitais Próprios<br />
• Geração de Emprego<br />
A opção por este grupo de critérios radica no facto<br />
de, em conjunto, permitir avaliar a contribuição<br />
das empresas para a economia, verificar o seu dinamismo,<br />
medir a sua rentabilidade e compreender<br />
o equilíbrio financeiro, que são condições necessárias<br />
para garantir o futuro e a sustentabilidade<br />
do negócio.<br />
Valor Acrescentado Bruto (VAB)<br />
Para medir a contribuição das empresas para a economia<br />
usa-se o VAB – Valor Acrescentado Bruto, a<br />
melhor medida do contributo das empresas para a<br />
economia, que junta todos os fatores de produção:<br />
trabalho (despesas de pessoal), capital (amortizações),<br />
excelência da gestão (resultados). É calculado<br />
mediante a soma das vendas e das prestações de<br />
serviços, trabalhos para a própria empresa, variação<br />
de produção, subsídios destinados à exploração e<br />
receitas suplementares, menos consumos intermédios<br />
e os fornecimentos e serviços externos.<br />
Crescimento do Volume de Negócios<br />
Para medir o dinamismo recorremos ao Crescimento<br />
de Vendas verificado no último exercício.<br />
Num mercado estável e concorrencial, ganhar<br />
quota de mercado é um símbolo de excelência. Este<br />
é um critério essencial para avaliar o dinamismo e<br />
a eficácia da empresa, em tempo de crise. Valores<br />
positivos indicam crescimento das vendas, dinamismo<br />
empresarial e conquista de novos clientes<br />
ou quotas de mercado.<br />
Autonomia Financeira<br />
O equilíbrio financeiro é testado através do indicador<br />
de Autonomia Financeira, que permite<br />
ver qual a percentagem do ativo financiado pelos<br />
capitais próprios, sem recurso a entidades financeiras<br />
ou fornecedores. É um indicador do equilíbrio<br />
financeiro da empresa, já que mede o grau de<br />
financiamento do ativo pelos capitais próprios.<br />
Calculada pelo quociente entre os capitais próprios<br />
e o ativo total líquido. Indica o peso dos capitais<br />
próprios no financiamento da empresa e complementa<br />
o rácio de endividamento.<br />
Produtividade Real<br />
A Produtividade Real é o indicador mais utilizado<br />
para medir a eficiência da empresa, medindo<br />
o valor da contribuição de cada trabalhador<br />
para o volume de negócios da empresa. Mede a<br />
eficiência da empresa na utilização dos seus recursos<br />
humanos, representando os valores mais<br />
elevados e maior produtividade. Comparações<br />
entre a produtividade de empresas de diferentes<br />
sectores devem ser feitas com cuidado, tal como<br />
comparações de produtividade entre sectores de<br />
atividade diferentes. Por exemplo, uma indústria<br />
de capital intensivo terá, em condições normais,<br />
uma produtividade do trabalho superior a uma<br />
de mão-de-obra intensiva.<br />
Rentabilidade dos Capitais Próprios<br />
A Rentabilidade dos Capitais mede a retribuição<br />
da empresa aos seus acionistas. Assumindo que os<br />
capitais próprios da entidade representam a sua<br />
situação patrimonial líquida, isto é, o seu valor<br />
contabilístico, pode-se considerar a rendibilidade<br />
do capital próprio como sendo a rendibilidade da<br />
entidade. O cálculo é efetuado pela divisão dos<br />
resultados líquidos pelo valor dos capitais próprios<br />
da entidade.<br />
Geração e Emprego<br />
A Geração de Emprego é uma boa forma de medir<br />
o compromisso da empresa com a sociedade. Um<br />
indicador que dá sinais para a expansão futura da<br />
empresa. Em tempo de crise, a manutenção do<br />
emprego já pode ser considerado um resultado<br />
ambicioso, face à onda de encerramentos e dispensas<br />
de pessoal. O dado indicado refere-se ao<br />
número de funcionários ao serviço da empresa em<br />
31 de dezembro de 2020 e serve para o cálculo da<br />
produtividade do trabalho.<br />
Critérios são acumulativos<br />
A destacar que estes seis critérios não são eliminativos,<br />
mas acumulativos: uma empresa que<br />
obtenha boa pontuação em quatro ou cinco critérios<br />
e fraca em um ou dois critérios, poderá ser<br />
considerada excelente. Por exemplo, uma empresa<br />
que cria valor acrescentado, mantém uma correta<br />
estrutura financeira, elevada produtividade e<br />
rentabilidade, pode crescer pouco e não gerar emprego,<br />
mas se as pontuações o permitirem, pode<br />
estar no Quadro de Honra. De referir ainda que<br />
utilizamos dois critérios eliminativos: não entram<br />
no cálculo para o Quadro de Honra, as empresas<br />
que não crescem ou que obtiveram Resultados<br />
Negativos (prejuízos) no último exercício.<br />
Para o setor de distribuidores de peças para ligeiros,<br />
foram apuradas 88 empresas, tendo sido<br />
eliminadas as que apresentaram resultados negativos.<br />
É pontuada com 88 pontos a empresa<br />
líder em cada critério e com 1 ponto a empresa<br />
que ocupa o lugar 88 e logicamente com valores<br />
intermédios, de modo decrescente, as empresas<br />
situadas entre os lugares 2 e 88 de cada critério.<br />
Somando a pontuação obtida em cada critério<br />
obtém-se a pontuação total, que permite definir<br />
o ranking das 10 melhores empresas. Para os<br />
outros quatro setores (Pesados, Equipamentos,<br />
Repintura e Pneus), foi seguido o mesmo método<br />
de cálculo.<br />
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
41
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
paulo pinto da MF pinto, recebe<br />
do patrocinador Hélder Pereira<br />
da Mann Filter, o troféu 3º<br />
classificado<br />
PAULO PINTO DA MF PINTO<br />
recebeu O TROFÉU 3º<br />
classiFICADO DA CATEGORIA<br />
DISTRIBUIDORES DE PEÇas<br />
para VEÍCULOS LIGEIROS<br />
Quadro de Honra<br />
Nº EMPRESA<br />
1 CENTRAUTO<br />
2 AUTOZITÂNIA<br />
3 M.F. PINTO<br />
4 BOMBÓLEO<br />
5 VIEIRA & FREITAS<br />
6 SOUSA DOS RADIADORES<br />
7 ALECARPEÇAS<br />
8 FIMAG<br />
9 AUTO DELTA<br />
10 FERDINAND BILSTEIN<br />
FLÁVIO MENINO DA auTOZITÂNIA<br />
recebeu O TROFÉU 2º<br />
classiFICADO DA CATEGORIA<br />
DISTRIBUIDORES DE PEÇas PARA<br />
VEÍCULOS LIGEIROS LIGEIROS
TOP 10 POR CRITÉRIOS<br />
Nº EMPRESA CRESCIMENTO<br />
VOLUME NEGÓCIOS<br />
1 3.0 INNOVATIVE AFTERMARKET, S.A. (REDEINNOV) 135,5<br />
2 BOMBÓLEO, LDA 44,2<br />
3 AUTO POP, LDA 44,1<br />
4 M.F. PINTO, S.A. 39,4<br />
5 2M1J - SOLUÇÕES AUTO, LDA. 34,5<br />
6 IBEROTURBO, LDA. 34,1<br />
7 TISOAUTO, LDA. 31,2<br />
8 MONDEGOPEÇAS, LDA. 29,7<br />
9 MOTORMÁQUINA, LDA. 27,1<br />
10 JOSÉ MANUEL RODRIGUES FORTUNATO, LDA. 25,3<br />
Nº EMPRESA RENTABILIDADE<br />
CAPITAL PRÓPRIO<br />
1 AUTOAVAL, LDA 30,3<br />
2 EUROMAIS, LDA. 28,5<br />
3 GAIAFOR, LDA. 23,9<br />
4 JOSÉ MANUEL RODRIGUES FORTUNATO, LDA. 23,2<br />
5 COSIMPOR, S.A. 20,2<br />
6 M.F. PINTO, S.A. 19,8<br />
7 PEÇASRAM, LDA. 19,4<br />
8 R.P.L. CLIMA, LDA. 19,1<br />
9 OLIVEIRA MOREIRA & AZEVEDO, LDA 18,9<br />
10 IBEROTURBO, LDA. 18,6<br />
Nº EMPRESA PRODUTIVIDADE<br />
REAL<br />
1 CENTRAUTO, LDA. 98,8<br />
2 CREATE BUSINESS, S.A. 85,9<br />
3 POLIBATERIAS, LDA. 79,8<br />
4 IBEROTURBO, LDA. 79,1<br />
5 EUROMAIS, LDA. 75,1<br />
6 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S.A. 74,3<br />
7 AUTOZITÂNIA, S.A 72,8<br />
8 GLOBESCALA, LDA. 72,8<br />
9 R.P.L. CLIMA, LDA. 70,8<br />
10 VIEIRA & FREITAS, LDA. 70,1<br />
Nº EMPRESA VALOR ACRESCENTADO<br />
BRUTO (VAB)<br />
1 CENTRAUTO, LDA. 14.423<br />
2 SOFRAPA AUTOMOVÉIS, S.A 8.818<br />
3 J.P.L.R 1 UNIPESSOAL, LDA. 8.004<br />
4 AUTOZITÂNIA, S.A 7.065<br />
5 AUTO DELTA, LDA. 7.015<br />
6 VAUNER TRADING, S.A 5.998<br />
7 NEWONEDRIVE, S.A. 5.739<br />
8 M. COUTINHO, S.A 4.314<br />
9 CAETANO PARTS, LDA. 3.839<br />
10 EUROPEÇAS, S.A 3.585<br />
Nº EMPRESA AUTONOMIA<br />
FINANCEIRA<br />
1 AÇORPEÇAS, LDA. 93,1<br />
2 MANUEL PEREIRA SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) 91,3<br />
3 JAPOPEÇAS, LDA 90,8<br />
4 MACOS, LDA. 89,6<br />
5 RUGEMPEÇAS, LDA. 88,2<br />
6 ROMAFE, S.A. 87,9<br />
7 CARLOS MANUEL MACHADO SILVA, LDA. 87,2<br />
8 MENAPEÇAS, S.A. 85,8<br />
9 FRANCECAR, LDA. 85,7<br />
10 MOTORMÁQUINA, LDA. 85,5<br />
Nº EMPRESA GERAÇÃO<br />
EMPREGO<br />
1 BOMBÓLEO, LDA 17<br />
2 J.P.L.R 1 UNIPESSOAL, LDA. 16<br />
3 INOVPEÇAS,S.A. 15<br />
4 MONDEGOPEÇAS, LDA. 14<br />
5 FIMAG, LDA. 12<br />
6 M. COUTINHO PEÇAS, S.A 10<br />
7 CENTRAUTO, LDA. 6<br />
8 RODAPEÇAS, S.A 6<br />
9 ISUVOL, LDA. 6<br />
10 M.F. PINTO, S.A. 6<br />
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
43
POSIÇÃO RANKING 5º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €42.344.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
100<br />
PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
AUTOZITÂNIA<br />
Apresentar uma proposta de valor com imensas mais valias é o propósito<br />
diário da Autozitânia para com os seus clientes. Para isso, a empresa tem<br />
feito uma forte aposta numa das suas maiores estratégias: aumentar o portfólio de<br />
marcas, produtos e de gamas. Esta estratégia de crescimento, levou a empresa a<br />
apostar num novo centro logístico em Leiria que acabou por ser um 2 em 1 para<br />
a empresa. Para além de aumentar a capacidade de armazenamento reforçou<br />
“a nossa presença e negócio no mercado da zona de Leiria e da Região Centro<br />
de Portugal, aumentando a proximidade com os nossos parceiros desta zona<br />
e região”, revelou Ricardo Venâncio, Administrador da Autozitânia. Crescer<br />
faz parte do ADN da empresa, e há cerca de um ano, integravam a Bragalis<br />
no seu negócio já com um propósito bem vincado “esta integração faz parte<br />
de um processo contínuo, que vai permitir tornar-nos mais fortes e com maior<br />
cobertura a nível nacional”. Segundo o Administrador, esta integração “tem<br />
ocorrido de uma forma muito positiva, dentro das perspetivas segundo o nosso<br />
planeamento”. A AD Parts, o maior grupo aftermarket da Península Ibérica,<br />
continua a ser uma das maiores apostas do grupo Autozitânia, “Além da exclusividade<br />
da marca AD Premium Private Brand, a oferta alargada a nível de<br />
serviços é um suporte essencial para os nossos parceiros, desde a formação até<br />
ao apoio técnico especializado”, explicou o administrador. Com o aumento da<br />
inflação a nível geral e a diminuição do rendimento disponível das famílias,<br />
Ricardo Venâncio prevê que os próximos tempos não sejam fáceis “poderemos<br />
ter uma acentuada diminuição do consumo de peças automóvel, pois o cliente<br />
final poderá começar a optar por prolongar no tempo as manutenções do seu<br />
veículo, ou adiar a aquisição de produtos e peças”. Para fazer face a estas dificuldades<br />
“vamos continuar a apoiar os nossos clientes ajudando-os a melhorar<br />
e a fazer crescer o negócio, em áreas cada vez mais essenciais como a formação,<br />
o apoio técnico, marketing e comunicação, entre outros”, garantiu. Com os<br />
olhos postos no futuro, a empresa já se está a preparar para a nova realidade<br />
‘eletrificada’. Ricardo Venâncio está convicto que “todos os operadores do<br />
mercado devem preparar-se para uma nova realidade, com menos entradas de<br />
veículos em oficinas. Neste momento, estamos a preparar-nos para essa nova<br />
realidade, seja a nível de veículos elétricos ou das novas tecnologias incorporadas<br />
nos veículos mais recentes”. No entanto, o administrador está convicto que “as<br />
oficinas que tiverem “melhores ferramentas e condições para trabalhar em novas<br />
tecnologias estarão mais preparadas para enfrentar este desafio”. Apesar das<br />
contrariedades do mercado, Ricardo Venâncio não poderia estar mais positivo<br />
“As nossas expetativas até final do ano são muito otimistas, e vamos continuar<br />
a crescer de forma sustentada”, conclui.<br />
Administradores Francisco Neves e Ricardo Venâncio<br />
Morada Av.ª das Acácias, Lote AE 2/3, Arroja, 1685 - 654 Famões<br />
Telefone 214 789 100 EMAIL vendas.odivelas@autozitania.pt SITE www.autozitania.pt<br />
44 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 9º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €33.866.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
100<br />
PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
AUTO DELTA<br />
Auto Delta disponibiliza uma das gamas mais completa do Aftermarket<br />
A nacional, e oferece um excelente apoio pós-venda, o que permite aos seus<br />
parceiros fazer a diferença dentro do seu raio de acção geográfico. Marcelo Silva,<br />
Diretor Executivo, defende que nem sempre quantidade é sinónimo de sucesso, o<br />
importante é ter qualidade “Hoje em dia há diversas marcas que oferecem uma<br />
gama de produtos bastante alargada e com qualidade inquestionável que permitem<br />
a qualquer distribuidor ou retalhista confiar e apostar sem necessariamente<br />
aumentar o número de marcas disponibilizadas”. Para fazer face às milhares de<br />
referências existentes, e para seguir o seu ADN de resposta rápida, contrariando<br />
o problema da escassez de produtos, a Auto Delta apostou recentemente na construção<br />
de novas instalações “A verdade é que os nossos parceiros confiam no nosso<br />
stock e na nossa capacidade de resposta, e à Auto Delta e sua equipa, cabe adaptar<br />
o espaço de armazenamento, sabendo que este é um mercado volátil”, revelou<br />
Marcelo Silva. Ter os seus clientes satisfeitos e com as peças certas, é o principal<br />
objetivo da Auto Delta. Assim, num ano com uma situação económica exigente,<br />
a empresa apostou ainda mais nos seus recursos humanos. Marcelo Silva, acredita<br />
que este mercado é constituído essencialmente por “pessoas e não só por peças”,<br />
e por isso foi feita uma maior aposta na equipa de compras, no call center, na<br />
equipa comercial e no sector pós-venda. A dinamização das redes oficinais CGA<br />
Car Service e Multi Service Oficina também tem contribuído para o crescimento<br />
da Auto Delta. Marcelo Silva, revelou à TOP100 que até ao momento a rede tem<br />
cumprido todos os objetivos definidos apresentando “um crescimento sustentado<br />
através da adesão de empresas de reparação com qualidade” e que os pedidos<br />
de adesão não têm parado “a verdade é que os pedidos de adesão continuam a<br />
surgir, o que nos deixa muito satisfeitos não só pelo trabalho desenvolvido, mas pela<br />
confirmação da boa aposta que foi feita”, afirmou. Questionado sobre o futuro<br />
das peças reconstruídas, Marcelo Silva diz que “A consciencialização ambiental<br />
dos consumidores, associada a normalmente estarmos a falar de produtos mais<br />
económicos, poderá levar a um maior protagonismo das peças reconstruídas”. No<br />
entanto, nem tudo é tão fácil quanto parece: “esta solução não poderá ser alargada<br />
a um número muito grande de gamas de produtos pelas razões óbvias, acabando<br />
por ser um produto específico e desenvolvido principalmente por especialistas”,<br />
explicou o Diretor Executivo. Apesar do futuro ser incerto, para Marcelo Silva<br />
restam poucas dúvidas do que tem que continuar a ser feito para que a Auto Delta<br />
continue a ser uma empresa de referência neste setor “Temos que continuar a<br />
disponibilizar soluções de qualidade num mercado cada vez mais competitivo e<br />
com soluções tecnológicas que há alguns anos apenas existiriam apenas na nossa<br />
imaginação”, concluiu.<br />
Administradores Armindo Romão e Catarina Luísa<br />
mORADA Rua da Fontinha, 77, Andrinos, 2416 – 905 Leiria<br />
Telefone 244 830 070 EMAIL geral@autodelta.pt SITE www.autodelta.pt<br />
46 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
®<br />
CAR SERVICE<br />
Leiria: Rua da Fontainhas, nº 77 - Andrinos | 2416 - 905 Leiria | Tel.: 244 830 070 - Fax: 244 813 047 | email: geral@autodelta.pt<br />
Castelo Branco: Zona Industrial - Rua T, Lote49 | 6001-997 Castelo Branco I Tel.: 272 349 580 | Fax: 272 349 589 | email: geral.cb@autodelta.pt
POSIÇÃO RANKING 10º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €32.035.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
100<br />
PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
NEWONEDRIVE<br />
Newonedrive é a entidade jurídica que tem sob a sua alçada a fusão da<br />
A Civiparts, AS Parts e OneDrive, as três operações de Aftermarket do<br />
Grupo Nors. Partilham recursos nas áreas da Gestão de Marketing, Gestão de<br />
Stocks e Gestão de Operações, com vantagens de eficácia, agilidade e serviço<br />
ao cliente. Isabel Basto, COO do Aftermarket da Nors em Portugal, explicou<br />
que com esta fusão foi possível reforçar a aposta na digitalização dos processos,<br />
otimização da cadeia logística, maior eficiência, colaboração e a melhoria da<br />
rentabilidade. Sendo este o caminho para um posicionamento global a nível<br />
do setor, potenciando uma presença sustentável e capaz de garantir uma experiência<br />
cada vez melhor aos seus clientes. A Newonedrive é ainda membro do<br />
GAUI - Groupauto International - permitindo-lhe, dessa forma, beneficiar de<br />
acesso às principais marcas de aftermarket e a uma melhor disponibilidade de<br />
oferta, “sendo que o GAUI nos pode trazer o acesso a ferramentas de elevado<br />
desenvolvimento tecnológico bem como de instrumentos de fidelização”, refere<br />
Isabel Basto. Possui 4 instalações: Porto, Leiria, Lisboa e Seixal, onde tem as<br />
três “marcas”: AS Parts; Civiparts e OneDrive. Conta com 197 colaboradores<br />
e dispõe de um leque alargado de oferta nas gamas de lubrificantes, travagem,<br />
motor, filtragem, embraiagens, direção e suspensão, material elétrico, transmissão,<br />
ignição, carroçaria e iluminação, quer para ligeiros como para pesados.<br />
Neste momento disponibiliza mais de 81 mil referências e tem um catálogo<br />
com mais de 282 mil artigos. A empresa tem-se esforçado para acompanhar<br />
o crescimento do parque de automóveis híbridos e elétricos, e nesse sentido,<br />
reforçou o investimento em material eletrónico: “Este ano colocamos mais<br />
de 230 novas referências de eletrónica. E tencionamos continuar a aumentar<br />
ainda mais a nossa oferta. Também temos aumentado a oferta em material<br />
não eletrónico, como por exemplo material de direção, suspensão, filtros de<br />
habitáculo, entre outros componentes”, conta Isabel Basto. Tendo em conta<br />
que é cada vez mais difícil fidelizar clientes, a COO considera que “atualmente,<br />
as empresas para fidelizarem clientes têm de ser de confiança e têm de ser<br />
relevantes, isto é, o cliente tem que olhar para a nossa empresa com confiança<br />
e como sendo relevante para o desenvolvimento do seu negócio. Os melhores<br />
instrumentos de fidelização que possuímos são os nossos três conceitos de redes,<br />
no caso dos ligeiros TOPCAR e Carwin, e nos pesados, a TOP TRUCK”.<br />
Para o futuro, a responsável entende que “os nossos desafios são os do mercado<br />
e são nestes que colocamos foco na estratégia que definimos, a curto prazo até<br />
cinco anos: a digitalização, a consolidação da indústria, a sustentabilidade, os<br />
veículos conectados, a crescente importância da gestão de frotas e entrada de<br />
novos players”.<br />
COO Aftermarket Grupo Nors Isabel Basto<br />
mORADA Rua Conde de Covilhã, 1637 4100-189 Porto<br />
Telefone 228 348 790 EMAIL civiparts@civiparts.com / geral@asparts.pt / geral@onedrive.pt / SITEciviparts.com / asparts.pt / onedrive.pt<br />
48 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
O SEU PARCEIRO NA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO AUTOMÓVEL<br />
A INTEGRAÇÃO DO ATENDIMENTO<br />
ESPECIALIZADO, SERVIÇO LOGÍSTICO<br />
E CATÁLOGO ONLINE NUM SÓ CANAL.<br />
onedrive.pt
POSIÇÃO RANKING 11º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €27.473.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
100<br />
PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
BOMBÓLEO<br />
Nascida como uma pequena empresa familiar na área da reparação diesel em<br />
1959 e volvidos que são 63 anos, a Bombóleo cresceu exponencialmente<br />
na vertente comercial, nomeadamente no setor aftermaket, sustentando o seu<br />
crescimento na sua génese e experiência, marcadamente técnicas, e na confiança<br />
e fidelização dos seus clientes. Nos dias de hoje, num cenário de ressaca pós pandemia<br />
e em plena crise económica provocada pelo atual conflito armado, vê como<br />
principal resposta a estes desafios o investimento sustentado, contínuo e transversal<br />
em Produto de Proximidade, em Inovação Técnica e Tecnológica e na Formação<br />
de Recursos Humanos (internos e do cliente). A ilustrar esta aposta, <strong>2022</strong> foi um<br />
ano de forte investimento, quer no aumento do stock aftermarket, quer com a<br />
abertura das novas instalações do Seixal, passando pela certificação pela DGERT<br />
enquanto entidade formadora no âmbito da sua Academia de formação profissional.<br />
“A Training Academy é um projeto que em termos pessoais me dá muito prazer,<br />
porque está diretamente relacionado com o ADN que a Bombóleo tem desde a<br />
sua fundação em 1959, que é o de apresentar soluções completas e fiáveis para<br />
os desafios tecnológicos de cada época, e nos dias de hoje, em que tanto falamos<br />
da eletrificação dos veículos automóveis, poder proporcionar aos nossos clientes e<br />
parceiros um conceito global de produto e serviço de A a Z (fornecimento, instalação<br />
de equipamento e formação teórica e prática) no que diz respeito à manutenção<br />
e reparação de híbridos e elétricos, é dar-lhes as ferramentas, a confiança e o estímulo<br />
em termos de inovação técnica, que precisam para terem a porta aberta ao<br />
futuro e poderem dar continuidade ao seu negócio”, refere Paulo Marques, diretor<br />
geral da Bombóleo. Na senda desta aposta em inovação tecnológica há também<br />
um forte reconhecimento do papel do Marketing e Comunicação Digital e das<br />
Tecnologias de informação como forte instrumento de gestão e controlo, o que<br />
conduziu à melhoria do sistema informático do Grupo como forma de potenciar<br />
tempo e recursos. “Após mais de 60 anos no mercado de peças auto, não podemos<br />
ficar indiferentes a este apelo de mudança e de desapego ás velhas estruturas que a<br />
pandemia nos trouxe, e se há valores que permanecem imutáveis para nós, como<br />
sejam a confiança de clientes e trabalhadores, outros há que é necessário instaurar,<br />
como sejam a modernização e informatização de procedimentos e processos, a<br />
flexibilização e polivalência de funções, a dinamização e assertividade da formação<br />
de forma a inovar e consolidar conhecimentos”, sublinha o administrador. No advento<br />
de uma era globalizante como a que vivemos, e de forte concorrência entre<br />
grandes players, o que distingue a Bombóleo desde sempre é a humanização do<br />
negócio, é conhecer o seu cliente, as suas mais valias, mas também os seus desafios<br />
e constrangimentos e encontrar, ou criar, soluções e ferramentas que o ajudem a<br />
potencializar e criar valor, individualizando-se.<br />
Diretor geral Paulo Marques<br />
Morada Rua Sebastião e Silva, 28 Zona Industrial de Massamá 2745-838 Queluz<br />
Telefone 214 389 600 / 09 EMAIL bomboleo@bomboleo.com SITE www.bomboleo.com<br />
50 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 13º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €20.426.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
100<br />
PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
KRAUTLI<br />
cada ano que passa, a Krautli aprimora a oferta e <strong>2022</strong> não foi exceção. Esta<br />
A «one stop shop», como se apresenta, introduziu este ano novos produtos para<br />
novas necessidades, como é o caso da gama Blaupunkt para carregamento de<br />
veículos elétricos, as wallboxes ou cabos sobressalentes. A Krautli é agora também<br />
distribuidora para o setor automóvel dos lubrificantes Lukoil e acolhe a linha de<br />
embraiagens da Borg & Beck que vem complementar a oferta de que já dispunham.<br />
Outra das novidades é o conceito N!Shop, dirigido aos retalhistas de peças e todos<br />
os “que tenham capacidade de empreendedorismo e vontade de crescer no negócio<br />
do comércio de peças”, convida o administrador da Krautli Portugal. José Pires<br />
esclarece que o projeto “tem como principal objetivo profissionalizar as oficinas<br />
e aumentar as suas competências através do acesso às diferentes ferramentas e<br />
serviço que terá à sua disposição”. O responsável afirma que esta é uma rede de<br />
lojas de peças única em Portugal, que consegue disponibilizar tudo o que de mais<br />
atual existe em termos de informação técnica, aquisição de peças e formação, sob<br />
a insígnia Nexus, que atualmente é o maior grupo de compras do mundo. Em<br />
rescaldo da pandemia, José Pires considera que um dos grandes ensinamentos<br />
que esta crise trouxe foi que há algo que nunca muda: “a mudança, que é permanente”.<br />
Depois de «navegar à vista» nos primeiros meses, a empresa foi obrigada<br />
a ajustar-se à nova realidade e comprovou que há “um overservice prestado nos<br />
serviços associados à logística e que causa custos enormes e desnecessários para as<br />
empresas”. A Krautli reforçou armazéns antes das falhas de stock se começarem<br />
a sentir e tem, assim, conseguido manter a taxa de serviço, contrariamente ao<br />
panorama atual. Já a crise dos semicondutores é algo que deixa o aftermarket em<br />
alerta e José Pires lembra que haverá implicações no parque automóvel, cada vez<br />
mais envelhecido. Com os fabricantes de automóveis mais ativos no mercado de<br />
pós-venda, o diretor da Krautli Portugal nota que a distribuição vai estar ainda<br />
mais «misturada», mas tem a certeza que o sucesso caberá a quem “se preparar<br />
melhor, quem fornecer o que os clientes (retalho e oficinas) realmente precisem”,<br />
até porque “a fidelização dos clientes vai passar muito mais por isso do que pelos<br />
preços, que é o fator mais considerado hoje e que não faz sentido”, comenta. A<br />
seu ver, as plataformas online B2C são um canal de distribuição “a observar”,<br />
que tem crescido, especialmente nos produtos não cativos. E numa altura em<br />
que o setor teme perdas de faturação nas oficinas com a entrada dos veículos<br />
elétricos no mercado, José Pires mantém a calma, declarando que “não é líquido<br />
que haja perda de faturação só porque os veículos elétricos necessitam de menos<br />
manutenção” e lembrando que a evolução será consideravelmente lenta, além de<br />
que “haverá também novos serviços que irão ser prestados e que serão geradores<br />
de receita importantes no futuro”, aponta.<br />
Administradores Markus Krautli e José Pires<br />
Morada Parque Marinhas de D. Ana, Armazém 4 2629 - 001 Póvoa de Sta. Iria<br />
Telefone 219 535 600 EMAIL contact@krautli.pt SITE www.krautli.pt<br />
52 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 15º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €19.120.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
100<br />
PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
bilstein group<br />
bilstein group é um dos principais especialistas mundiais no aftermarket,<br />
O oferecendo soluções de reparação para veículos ligeiros e pesados. Atualmente,<br />
disponibiliza cerca 62.000 artigos diferentes, distribuídos pelas suas marcas<br />
de produto: febi, SWAG e Blue Print. “O desenvolvimento das marcas e das<br />
linhas de produto do bilstein group está sempre em constante desenvolvimento<br />
e ao ritmo das necessidades do mercado”, refere Joaquim Candeias, diretor<br />
geral. Este ano a empresa reforçou a sua aposta na sustentabilidade. Como a<br />
“proteção do ambiente significa a proteção do negócio” é importante para o<br />
bilstein group, dar continuidade, de ano para ano, ao que iniciaram em 2004<br />
na temática da sustentabilidade. Este ano, foi na ‘casa mãe’ que deram mais<br />
um passo sustentável com a “introdução de ‘plástico verde’ na área logística na<br />
Alemanha, que fez com que desde o início de <strong>2022</strong> se tenha utilizado apenas<br />
material de embalamento que consiste em até 50% de plástico reciclado”,<br />
comentou o diretor geral. Mas as novidades sustentáveis não ficam por aqui, o<br />
novo centro logístico em Gelsenkirchen, na Alemanha, “não é apenas de última<br />
geração, do ponto de vista técnico, mas também em termos de sustentabilidade:<br />
o edifício cumpre a norma KfW 55, o que significa que requer menos 45% de<br />
energia primária do que um edifício comparável”, confirmou Joaquim Candeias.<br />
O parque automóvel está a tornar-se gradualmente elétrico e o bilstein group<br />
está a acompanhar esta mudança, dispondo já de uma oferta de milhares de<br />
peças para veículos híbridos, elétricos e de energia alternativa. “Atualmente,<br />
temos mais de 400 veículos e mais de 1 550 variantes de elétricos e híbridos<br />
catalogados no partsfinder & TecDoc. No total, oferecemos neste momento mais<br />
de 6 000 artigos nas nossas marcas febi, SWAG e/ou Blue Print com aplicação<br />
em veículos elétricos e híbridos. O nosso trabalho de pesquisa é contínuo, com<br />
mais de 1 000 cruzamentos com aplicações em veículos comerciais previstos<br />
até ao final de <strong>2022</strong>”, assinala o diretor geral. Para o bilstein group, o foco foi e<br />
será sempre garantir níveis de stock elevados, produtos de qualidade elevada,<br />
entregas rápidas e atempadas, oferecer ferramentas simplificadas de identificação<br />
de peças, apoio técnico e comercial constante e uma equipa técnica de apoio no<br />
pós-venda. “As soluções que oferecemos aos nossos clientes estão em construção<br />
constante e carecem sempre de uma enorme capacidade de adaptação às necessidades<br />
do mercado. Acreditamos que desta forma conseguimos estar virados<br />
para o mercado, oferecendo sempre soluções melhores todos os dias” referiu<br />
Joaquim Candeias, que acrescentou “<strong>2022</strong> tem sido um ano muito positivo para<br />
o bilstein group onde registamos um crescimento a dois dígitos considerável e<br />
esperamos chegar ao final do ano nesta linha e com oportunidades crescentes<br />
de trazer desenvolvimento e market share às nossas marcas”.<br />
diretor geral Joaquim Candeias<br />
Morada Estrada do Jerumelo, n.° 863 2665-494 Venda do Pinheiro<br />
Telefone 219 663 720 EMAIL vendas@bilsteingroup.com SITE www.bilsteingroup.com<br />
54 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
O Caminho para a Sustentabilidade<br />
O Contributo do bilstein group para um IAM mais Ecológico<br />
Como grupo de empresas familiares de dimensão média, o bilstein group levou sempre a sério a sua responsabilidade<br />
social e ecológica. Para nós, no entanto, a sustentabilidade é mais do que uma obrigação rígida: queremos alinhar<br />
todas as nossas ações com isto ao longo dos próximos anos. A sustentabilidade desempenhará um papel em todas<br />
as decisões operacionais relevantes porque, como empresa familiar, sabemos que apenas processos de negócios<br />
sustentáveis têm futuro.<br />
Para saber mais sobre o nosso caminho para a sustentabilidade, pode encontrar mais informações em:<br />
bilsteingroup.com/pt/sustentabilidade/
POSIÇÃO RANKING 22º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €13.112.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
100<br />
PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
MF PINTO<br />
MF Pinto iniciou <strong>2022</strong> focada em fazer crescer as suas nove gamas de produtos,<br />
os Sistemas de injeção Diesel, Turbocompressores e equipamentos<br />
A<br />
para reparação, Alternadores e motores de Arranque, Suspensões pneumáticas,<br />
EGR s, Compressores de AC, sistemas de travagem, Aditivos e filtros de habitáculo.<br />
Para crescer, “ou se aumenta a gama de produtos ou se procura novos<br />
mercados, nós procuramos fazer os dois”, revelou Jorge Costa, Diretor Geral<br />
da MF Pinto. Foi com base nesta “aposta de crescimento”, que a empresa tem<br />
vindo a diversificar o seu portfólio. Lançaram no final de 2021 a sua marca<br />
própria de filtros de habitáculo Siaria que se encontra atualmente em fase de<br />
“consolidação” e oficializaram ainda a comercialização da Stanadyne, marca<br />
que já trabalhavam de uma forma não oficial, há mais de 10 anos. Sempre com<br />
os olhos postos no futuro, foi a pensar na expansão de novos produtos que a MF<br />
Pinto, remodelou em 2020 as instalações na Abrunheira, contando agora com<br />
2.000 m2 de capacidade de armazenamento e uma melhoria do serviço prestado.<br />
Para 2023, a empresa prepara-se para lançar uma nova gama de produtos na<br />
área dos lubrificantes. Aposta esta, que segundo Jorge Costa “é a altura certa”.<br />
Embora esteja ciente que com a escalada de preços de que o mercado está a ser<br />
alvo, a redução do “poder de compra das famílias” vai alterar-se e a procura de<br />
“marcas mais baratas”, será inevitável. Uma parte importante das vendas da<br />
MF Pinto continua a ser para o estrangeiro. “Acreditamos que é por aqui que<br />
podemos crescer, sendo que já reforçámos este ano a equipa de exportação com<br />
a entrada de mais colaboradores. Exportamos neste momento para vinte e sete<br />
países de uma forma regular e o objetivo é continuar a crescer sustentadamente<br />
e a ganhar quota de mercado em Portugal, reforçando igualmente a nossa aposta<br />
de vários anos no negócio internacional”, assegura Jorge Costa. Como parar é<br />
morrer, apesar do período inconstante, desde há três anos, que a empresa iniciou<br />
uma estratégia de diversificação de gamas que não dependam do tipo de motor,<br />
para compensar eventuais perdas de faturação que os veículos elétricos possam<br />
originar. Jorge Costa garantiu “Estamos atentos a essa transição e encaramo-la<br />
como um desafio, e não tanto como um problema”. Com base nesta aposta<br />
“Acrescentámos por exemplo algumas gamas de produtos que não dependem<br />
do tipo de motor, como a Bendix (travagem) e a Siaria (filtros de habitáculo)”.<br />
Continuar a apostar nos canais digitais, acompanhar a eletrificação e reforçar<br />
a aposta na exportação são os principais objetivos da empresa para o presente<br />
ano. O primeiro semestre de <strong>2022</strong> foi um bom ano para a MF Pinto, “crescemos<br />
dois dígitos e pretendemos fechar o ano nesta linha”, revelou.<br />
diretor geral Jorge Costa Pinto<br />
Morada Sintra Business Park Edifício 5 armazém D Zona Industrial da Abrunheira 2710-089 Sintra<br />
Telefone 214 251 740 EMAIL info@mfpinto.com SITE www.mfpinto.com<br />
56 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
Diesel Injection Turbo Aftermarket<br />
MADRID / SEVILHA<br />
RÉUNION<br />
www.mfpinto.com<br />
Abrunheira (Sede): Sintra Business Park, Zona Industrial da Abrunheira | Edifício 5, Armazém D | 2710-089 Sintra<br />
Telefone: +351 21 4251740 /48 | Email: info@mfpinto.com<br />
Maia: Centro de Negócios da Maia, Rua Albino José Domingues, 611 – Sector IV, Z.I.da Maia | 4470-557 Moreira – Maia<br />
Telefone: +351 22 9436090 /98 | Email: infoporto@mfpinto.com
POSIÇÃO RANKING 28º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €10.864.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
100<br />
PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
ALECARPEÇAS<br />
Com um crescimento no primeiro semestre de <strong>2022</strong> na ordem dos dois dígitos,<br />
a AleCarPeças não descarta a ideia de continuar a aumentar o seu portfólio<br />
de marcas. Pedro Rodrigues, Administrador da AleCarPeças, revelou à TOP100<br />
“temos a consciência que nos faltam algumas linhas de produtos para tornar<br />
a nossa oferta mais global e completa. Estamos a trabalhar na análise dessas<br />
gamas para que entrem na oferta em breve”. Com os olhos postos no futuro,<br />
<strong>2022</strong> foi o ano escolhido pela empresa para lançar não um, mas dois projetos<br />
novos. Em outubro foi o lançamento do projeto de venda de equipamento de<br />
diagnóstico e software técnico que Pedro Rodrigues tanto ambicionou, “este<br />
projeto enquadra-se na diversificação da nossa oferta, garantindo mais soluções<br />
de elevada qualidade aos nossos parceiros. O diagnóstico e informação<br />
técnica são áreas fundamentais para o futuro da reparação no aftermarket,<br />
sendo imprescindível estarmos presentes nesta área de negócio”. A segunda<br />
aposta da AlecarPeças, incidiu na criação de uma nova aplicação que permite<br />
aos utilizadores terem acesso ao vasto portfólio da empresa, tudo à distância<br />
de um clique “O uso de smartphones e a mobilidade são fatores cada vez mais<br />
relevantes para os nossos clientes e assim, lançamos este formato que pretende<br />
dar resposta a esta tendência”, acrescentou Pedro Rodrigues. Numa altura em<br />
que a concorrência é cada vez maior e que a idade do parque automóvel continua<br />
a aumentar, o administrador apresenta-se receoso, referindo à TOP100<br />
que “embora atualmente estejamos a beneficiar do fator da idade do parque<br />
automóvel, a médio prazo esta situação não é benéfica, pois sem carros novos o<br />
parque automóvel torna-se “inviável” para o nosso negócio”. Para fazer face a esta<br />
problemática, a AleCarPeças garantiu estar atenta à evolução e às soluções que<br />
os seus parceiros disponibilizam para o aftermarket, nomeadamente investindo<br />
no setor dos elétricos “O impacto real dos carros elétricos ao nível do negócio<br />
ainda não se verifica e deverá ter um impacto progressivo no volume de negócio<br />
nos próximos anos”. Para Pedro Rodrigues, os desafios não ficarão por aqui, “o<br />
mercado está a sofrer alterações relevantes que “mexem” com a sua estrutura,<br />
resultando na alteração da relação de forças de players de relevo”, e só as empresas<br />
que continuem a fidelizar os seus clientes vão vingar. Os desafios do futuro são<br />
“constantes e permanentes”, entende Pedro Rodrigues, que considera que “a<br />
evolução é muito rápida e contínua, mas temos de manter o desempenho que<br />
o mercado nos tem reconhecido”. Como tal, o atual administrador pretende<br />
continuar a caminhar para este futuro incerto com base naqueles que considera<br />
ser os seus pontos fortes e indestrutíveis “pelo serviço, pelo profissionalismo de<br />
toda a equipa, pela disponibilidade de stock, pela oferta de produtos e soluções<br />
de qualidade superior”, concluiu.<br />
Administrador Pedro Rodrigues<br />
Morada Estrada de Manique, 1610, Armazém 2/3, 2645 - 550 Alcabideche<br />
Telefone 214 602 465 EMAIL geral@alecarpecas.pt SITE www.alecarpecas.pt<br />
58 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 30º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €10.231,00<br />
Empresa<br />
Top<br />
100<br />
PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
A. VIEIRA<br />
dois anos de completar meio século, a A. Vieira é hoje uma empresa sólida<br />
no comércio (grosso e retalho) de peças e acessórios para automóveis,<br />
A<br />
incluindo lubrificantes e ferramentas. Tem cinco lojas/armazéns e ainda outras<br />
duas lojas associadas nos distritos do Porto e Braga, com uma rede de<br />
vendedores que já cobre todo o país. Com 60 colaboradores, a A. Vieira tem<br />
em stock 30 mil referências para garantir a total satisfação do cliente com o<br />
serviço, registando um volume de negócios anual acima dos 10 milhões de<br />
euros. É uma das empresas líderes do setor, premiada com várias distinções<br />
de boa gestão. A aposta, segundo o administrador, José Branco, passa cada<br />
vez mais, fruto da integração na Temot, “por marcas premium, sem descurar<br />
as mais acessíveis para assegurar uma maior oferta ao mercado”, que nota<br />
agora serem mais procuradas face à escalada de preços que se sente. Com o<br />
custo logístico da entrega das peças nas oficinas a aumentar, o responsável é da<br />
opinião de que ao distribuidor pode compensar suportar este custo, desde que<br />
as margens não sejam afetadas. Garante que a empresa está atenta a “novas<br />
oportunidades de mercado e é provável a inserção de novas marcas e linhas de<br />
produto”, o que está a levar a um ajuste do espaço disponível em armazém.<br />
Também a plataforma B2B foi recentemente renovada para “uma solução mais<br />
eficiente, rápida e com soluções mais abrangentes para os clientes”. No que<br />
toca à atualidade, José Branco considera que a escassez de matérias-primas está<br />
diretamente ligada ao conflito bélico e à gestão da pandemia e, numa altura em<br />
que há pouca oferta de automóveis novos, entende que isso poderá beneficiar o<br />
setor do pós-venda, pelo menos quando os veículos têm até uma idade de vinte<br />
anos. Sobre a possível quebra de negócio que poderá advir com a chegada dos<br />
carros elétricos, o administrador refere a necessidade de se “reinventar e aceitar<br />
os novos desafios que virão. Temos que estar atentos às novas oportunidades de<br />
negócios”, diz. Já sobre as peças reconstruídas, José Branco é da opinião que<br />
poderão ter maior evidência do que até então, sem, no entanto, se tornarem<br />
protagonistas no mercado. José Branco – que gere, a par de António Vieira Anjo,<br />
a empresa – explica que o aftermarket em geral enfrenta atualmente, além dos<br />
desafios da digitalização, a entrada dos veículos elétricos e a concentração do<br />
negócio de peças. Ainda assim, é da opinião que o «agrupamento de players»<br />
não se verifica no nosso país, nem prevê que aconteça “tão cedo”. Contudo, acha<br />
“será com menos players dado que o mercado se irá encarregar de filtrar”. Na<br />
A. Vieira, o desempenho do primeiro semestre de <strong>2022</strong> foi “positivo, dentro do<br />
planeado, com um crescimento sustentável” e o administrador antevê acabar o<br />
ano da mesma forma, com uma promessa: “seriedade, parceria e compromisso<br />
é o que os clientes podem esperar da nossa parte”.<br />
Administradores José Branco e António Anjo<br />
Morada Av. D. Miguel, 250, Zona Industrial de Baguim do Monte, 4435 – 678 Rio Tinto<br />
Telefones 229 773 410/1/2/3 EMAIL avieira@avieirasa.pt SITE www.avieirasa.pt<br />
60 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 34º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €9.647.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
100<br />
PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
RODAPEÇAS<br />
Rodapeças segue o seu percurso, como uma referência nacional em soluções<br />
A para as oficinas auto. Esta empresa a caminho do seu 35º Aniversário, tem<br />
hoje 7 lojas ao longo do centro-litoral do país e, quase 100 colaboradores na<br />
sua equipa. Ao longo de mais de três décadas muito aconteceu no mercado de<br />
peças automóvel e a Rodapeças sempre tentou estar à altura para dar respostas<br />
aos seus clientes. O alargamento das gamas de produtos (peças novas e usadas)<br />
foi o primeiro passo. A abertura de novas lojas foi uma forma da Rodapeças<br />
estar mais perto dos seus clientes. A introdução da marca Pador no mercado,<br />
gerou exclusividade num mercado saturado, com um produto de qualidade a<br />
preço acessível. O lançamento de um programa de fidelização para oficinas<br />
auto com o nome de Pador Auto Service – que já conta com 65 aderentes<br />
-foi a forma que a Rodapeças encontrou para dar suporte ao negócio dos seus<br />
parceiros de negócio. Não existindo dúvidas no impacto do digital nas oficinas<br />
auto, foi criada a solução digital Pador Tech Solutions. Num ecossistema em<br />
que mobilidade descarbonizada é cada vez mais relevante no pós-venda, as peças<br />
reutilizáveis que fazem parte da história da Rodapeças, serão críticas para o<br />
futuro da mesma. A economia circular terá um impacto muito grande no setor<br />
automóvel nas próximas décadas e a Rodapeças reconhece o seu papel nesta<br />
área da sustentabilidade ambiental. Por esta razão, desenvolveu a ecoRDP, que<br />
é a primeira marca de peças reutilizáveis de qualidade premium, em Portugal.<br />
O lançamento da loja OnLine Rodapeças, confere a esta, a entrada no mundo<br />
digital das peças auto. É uma oferta disruptiva, focada em peças reutilizáveis e<br />
produtos da marca Pador. Esta loja é uma montra para o mundo, dos produtos<br />
diferenciadores da Rodapeças. A loja online está aberta ao cliente final, mas há<br />
uma área reservada para profissionais, de forma a salvaguardar o negócio destes.<br />
A Rodapeças assume-se como um fornecedor global de soluções aos seus clientes,<br />
pela versatilidade dos produtos e soluções que coloca ao seu dispor. O modelo<br />
de negócio da Rodapeças distingue-se pela proximidade com os seus clientes<br />
e pela forma como percebe as suas necessidades e aquilo que eles valorizam.<br />
Num setor em constante mudança, a formação das pessoas é um fator crítico<br />
de sucesso dos negócios. É por esta razão que foi criada a Pador Academy. A<br />
formação tem sido um pilar muito importante no relacionamento da Rodapeças<br />
com os clientes e parceiros e, ao longo dos últimos anos tem desenvolvido ações<br />
de formação de grande qualidade nas áreas técnicas e empresarial. Face aos<br />
constrangimentos mais recentes, a Rodapeças tem apostado em reforçar o stock<br />
de algumas linhas de produto. Para a empresa, os desafios do aftermarket são<br />
vistos como grandes oportunidades e maneiras de ir ao encontro das necessidades<br />
dos clientes, criando uma relação de entreajuda.<br />
Administradores Sandra Rosa, Pedro Rosa e Manuel Vicente<br />
Morada Rua da Tojeira, nº6, Cabeço 3105-056 Carriço (Pombal)<br />
Telefone 236 959 360 EMAIL geral@rodapecas.com SITE www.rodapecas.com<br />
62 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
SOARAUTO: POSIÇÃO RANKING 37º VOL. DE NEGÓCIOS EM 2021 €7.439.000<br />
PEÇASLIMIA: VOL. DE NEGÓCIOS EM 2021 €2.063.682<br />
Empresa<br />
Top<br />
100<br />
PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
SOARAUTO - peçaslimia<br />
Soarauto está no mercado há 39 anos dedicada à comercialização de<br />
A peças e acessórios para automóveis. Experientes no setor aftermarket,<br />
o stock contínuo e alargado, sempre foi uma aposta certeira para a empresa<br />
que pretende estar o mais perto possível dos seus clientes, fornecendo-lhes um<br />
serviço rápido e consistente. Enquanto empresa dinâmica que é, a Soarauto<br />
investe continuamente no crescimento do portfólio de marcas e de novos<br />
tipos de produtos, integrando essencialmente marcas premium, mas também<br />
alternativas, a pedido do mercado. Para fazer face a este crescimento exigido<br />
pelo mercado, a empresa investiu num novo armazém de 1.100m2 em Braga,<br />
para melhoria na receção e expedição de material, quer para as lojas próprias<br />
quer para clientes. Com 12 lojas e mais de 46.000 referências em stock, na<br />
Soarauto trabalham 75 pessoas, dispõe de 51 viaturas na distribuição e possuem<br />
cerca de 680 clientes ativos mensalmente. Para continuar a crescer, a empresa<br />
aposta na descentralização. Exemplo disso, é a abertura da loja de Almada. A<br />
operação na capital, teve início em agosto de 2020, e segundo Renato Soares,<br />
administrador da empresa, as expetativas foram ultrapassadas “Estamos muitos<br />
satisfeitos com a aposta na loja de Almada, o sucesso está a ser fruto da boa<br />
equipa conseguida. Pela nossa análise o potencial é enorme”, revelou. Para<br />
aumentar o número de clientes ativos, e continuar a ser um parceiro preferencial<br />
para os profissionais oficinais das áreas geográficas onde estão presentes, a<br />
Soarauto juntou-se ao programa oficinal da AD Parts em Portugal, onde faz<br />
parte o AD360 (catálogos eletrónicos e informação técnica), base de dados<br />
de avarias, formação técnica certificada, call center de apoio técnico, serviço<br />
de reparações de unidades eletrónicas, campanhas exclusivas, entre outras<br />
vantagens comerciais e voltou a realizar várias ações de formação, em conjunto<br />
com as marcas que fornecem. Face aos possíveis desafios que o futuro lhes<br />
colocará, a empresa afirma que “o desafio será continuar a ser uma empresa<br />
em constante crescimento de negócio e empregabilidade, continuar a ser um<br />
parceiro preferencial para os profissionais oficinais das áreas geográficas onde<br />
estamos presentes”, explicou Renato Soares que já se prepara para a diminuição<br />
do poder de compra das famílias. Baixar os braços não é opção, por<br />
isso diversificar o negócio, quer seja em produtos, como em áreas geográficas<br />
é o fio condutor da Soarauto. Dinamizar o conceito oficinal AD - Programa<br />
Millennium e procurar aumentar o número de clientes ativos, diminuindo<br />
o risco de negócio, de modo a continuar a ser uma empresa com sucesso,<br />
economicamente rentável e competitiva, na busca constante pelas estratégias<br />
que alicercem a forte sustentação operacional no mercado e a diferenciação<br />
da concorrência, são os objetivos da empresa para os próximos anos.<br />
Administrador Renato Soares<br />
Morada Rua Carlos Magalhães, 61 a 65 Cabanas – Dume 4700-048 Braga<br />
Telefone 253 607 290 EMAIL geral@soarauto.com SITE www.soarauto.com<br />
64 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
Distribuidor oficial:<br />
V U T O M O T I V E<br />
PONTOS DE VENDA<br />
SOARAUTO:<br />
BRAGA |<br />
VIEIRA DO MINHO |<br />
AMARES |<br />
PÓVOA DE LANHOSO |<br />
ARCOS DE VALDEVEZ |<br />
FERREIROS (BRAGA) |<br />
TAIPAS |<br />
VIANA DO CASTELO |<br />
PONTE DE LIMA |<br />
GUARDA |<br />
ALMADA |<br />
REDE DE<br />
REPRESENTAÇÃO<br />
PETRONAS<br />
A Petronas<br />
tem a responsabilidade<br />
de pesquisar, desenvolver,<br />
fabricar e comercializar<br />
a nível global lubrificantes<br />
certificados e que cumprem<br />
os mais elevados<br />
padrões de qualidade.<br />
De forma natural<br />
as marcas<br />
SOARAUTO e PETRONAS<br />
tornam-se parceiras<br />
desde 2014.<br />
Actualmente a SOARAUTO conta<br />
no nosso país com 9 Distritos de<br />
representação da<br />
marca PETRONAS.<br />
Faça parte da nossa rede de distribuição PETRONAS<br />
e usufrua de inúmeras vantagens para o seu negócio!<br />
SOARAUTO - J. Soares & Rodrigues, Lda<br />
www.soarauto.com | geral@soarauto.com
POSIÇÃO RANKING 51º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €4.475.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
100<br />
PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
PHAARMPEÇAS<br />
Com início de atividade em julho de 1996, a Phaarmpeças começou a<br />
laborar com um só funcionário, o fundador, num espaço de 100 m2.<br />
Com o sucesso alcançado ao longo dos anos, a empresa de Viseu tem hoje<br />
um espaço físico de 1200 m2. O objetivo principal da Phaarmpeças é ter um<br />
serviço de entrega direta e proporcionar um apoio técnico regular aos clientes,<br />
pelo que desenvolve a atividade no sentido de proporcionar sempre material<br />
de qualidade elevada, aliado ao bom atendimento, exigindo a si própria a<br />
máxima seriedade. O administrador, Carlos Coelho, não podia estar mais<br />
satisfeito e faz desta forma um balanço dos 26 anos de atividade da empresa,<br />
obviamente com muito trabalho, sacrifício e bastantes dificuldades financeiras<br />
por ter começado praticamente do zero. Destaca como momentos marcantes<br />
quando, um ano depois de iniciar a atividade, “fui da garagem onde comecei<br />
para a primeira loja comercial, a abertura da primeira filial em Tondela. E<br />
obviamente é muito gratificante quando no TOP 100 chegamos a n.º 1 no<br />
distrito de Viseu… isto porque nenhuma outra empresa começou num nível<br />
tão baixo como eu (nós). Foram 1.000 contos (5.000€) emprestados para iniciar<br />
o negócio e tinha apenas dinheiro para garantir a despesas da minha família<br />
para três meses, portanto tem sido uma grande aventura”. Quanto a produtos,<br />
a Phaarmpeças “tem uma variedade muito ampla de todos os produtos desde<br />
o o’ringue até peças de valor muito elevado, com todas as marcas premium<br />
e as de qualidade média, porque o nosso mercado tem clientes para os dois<br />
níveis”, refere.<br />
Como marcas mais importantes do seu portefólio de produtos, encontramos a<br />
TRW, o Grupo Schaefler com a LUK, INA e FAG e ainda a Valvoline, mas a<br />
ideia é acrescentar novas referências e marcas que vão trazer valor acrescentado<br />
ao negócio. No que diz respeito à digitalização, Carlos Coelho admite que ainda<br />
há “muito trabalho pela frente”, e dispõe de um portal B2B que está em pleno<br />
desenvolvimento. E o que é o que os clientes mais valorizam na Phaarmpeças?<br />
“Felizmente ainda há clientes que valorizam o pacote completo! No entanto,<br />
o mercado está muito agressivo com os preços, temos tentado ajustar-nos. Naturalmente<br />
que com os serviços que temos disponíveis, não quero ser o rei dos<br />
melhores preços, mas sim o rei do melhor serviço, do melhor apoio ao cliente,<br />
pois tem sido isso que nos tem feito crescer e que nos coloca sempre como os<br />
melhores em vários aspetos”, diz Carlos Coelho, que acredita que a entrada<br />
das marcas de automóveis no negócio do aftermarket não tem afetado este tipo<br />
de empresas, “sinceramente não, até porque eles não têm sabido entrar. Nas<br />
origens é fácil vender, no aftermarket é preciso ter «arte»”. Atenta e ativa às<br />
mudanças do aftermarket, a Phaarrmpeças continua a fazer o seu trabalho de<br />
adaptação para não ficar para trás, sempre assente na qualidade do serviço e<br />
dos produtos comercializados.<br />
Administrador Carlos Coelho<br />
Morada Avenida Tenente-Coronel Silva Simões, nº 129 3515-150 Abraveses (Viseu)<br />
Telefone: 232 410 270 EMAIL: geral@phaarmpecas.pt SITE: www.phaarmpecas.pt<br />
66 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 57º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €4.159.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
100<br />
PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
JAPOPEÇAS<br />
Japopeças distingue-se como uma empresa “Original no Aftermarket”<br />
A não fosse a oferta atual da empresa composta por estes dois ramos. Dentro<br />
do segmento aftermarket “temos uma cobertura total no asiático e parcial<br />
no Europeu no que a mecânica diz respeito, representadas por marcas tais<br />
como: Aisin, KYB, Ashika, Kavo, Exedy, FBK, NKS Parts, entre outras”, já<br />
no segmento original “a oferta é composta exclusivamente por marcas asiáticas<br />
tais como: Toyota, Mitsubishi, Nissan, Hyundai, Kia, Isuzu e Mazda”, revela<br />
Luís Almeida, diretor geral da Japopeças. Crescer e estar sempre atento ao<br />
mercado é a atual filosofia de Luís Almeida, para isso, continuar a apostar em<br />
novas linhas de produto torna-se essencial para o crescimento da empresa que<br />
tem desenvolvido um trabalho personalizado com as marcas de primeiro equipamento,<br />
no último ano. Para o diretor geral, ‘parar é morrer’, assim garante<br />
“nunca fechamos a porta a novas oportunidades, marcas ou linhas de produtos<br />
desde que as mesmas assegurem a qualidade das existentes e que acrescentem<br />
valor pela sua diferenciação”. Marcar a diferença sem nunca esquecer os seus<br />
valores, é outro dos objetivos da empresa, para isso, a Japopeças prepara-se<br />
para fazer uma alteração total à sua plataforma online, com o objetivo, de<br />
proporcionar aos seus clientes e fornecedores uma melhor experiência. Segundo<br />
Luís Almeida, a plataforma atual terá novas funcionalidades “procuraremos<br />
melhorar a experiência do utilizador no catálogo online desde a identificação<br />
de material até à execução da encomenda. Procuraremos também aprimorar a<br />
área de devoluções e garantias, e a área administrativa, entre outras funcionalidades<br />
que tornem a experiência do utilizador mais interativa e automatizada”.<br />
Não esqueçamos que no último ano a empresa tem consolidado a sua imagem<br />
corporativa, lançada em março de 2020, sob o lema “A aparência muda com<br />
o tempo, a essência permanece”. Porque nos princípios e valores “queremos<br />
manter o que sempre fomos”, acrescentou Luís Almeida. No mercado há cerca<br />
de 36 anos, a Japopeças acredita que “stock disponível, rapidez de resposta,<br />
agilidade e capacidade de adaptação constante” são os segredos para fazer face<br />
ao atual contexto de inflação em que vivemos. No entanto, os tempos estão a<br />
mudar, o mercado por via de aquisições e/ou fusões, de formação de grupos e<br />
redes tanto de retalho como oficinas têm vindo a acrescentar competitividade<br />
à empresa, ainda assim, Luís Almeida revelou que convivem com naturalidade<br />
com este “estado da arte” preferindo destacar os desafios relacionados com o<br />
fim anunciado dos veículos a combustão que mudarão o paradigma do mercado.<br />
A Japopeças tem vindo a adaptar-se a esta nova realidade apostando no<br />
crescimento dos elétricos, HEV e PHEV. Luís Almeida prevê que o ano de <strong>2022</strong><br />
encerre igualando o desempenho do ano anterior.<br />
Diretor geral Luís Almeida<br />
Morada Rua Manuel Pais Vieira Júnior, 139, Zona Industrial das Travessas, 3700 – 309 São João da Madeira<br />
Telefones 256 203 080 EMAIL geral@japopecas.pt SITE www.japopecas.pt<br />
68 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 63º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €3.703.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
100<br />
PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
Filourém<br />
com “ORGULHO” que a Filourém carateriza estas duas décadas de existência,<br />
É apesar da longa caminhada, entre obstáculos e sacrifícios, “temos orgulho no<br />
nosso trajeto, de não querermos subir a todo o custo e de nos mantermos fiéis aos<br />
nossos valores”, referiu Carlos Gonçalves, diretor geral da empresa. Com um armazém<br />
em fase de construção, este responsável sabe que ‘a sorte dá muito trabalho’<br />
por isso, tendo em conta a conjuntura atual, decidiu dar mais um passo na história<br />
da Filourém e aumentar a capacidade de stock com dois novos espaços internos,<br />
aumentando a área útil de armazenamento e oferecendo melhores condições de<br />
trabalho aos colaboradores. Com um portfólio constituído por muitas marcas, tais<br />
como Japko, Original Birth, Febi, Mahle, Bremsi, Topran, entre outras, <strong>2022</strong> foi<br />
o ano escolhido para apostar em novas marcas, designadamente a SKF, Dayco,<br />
Bendix, Gauss, Valeo, FTE e 3RG. Segundo Carlos Gonçalves “Queremos ter<br />
diferentes alternativas para a mesma referência, seja para colmatar ruturas de<br />
stock de uma determinada marca, seja para ter diversas opções ao nível da relação<br />
preço/qualidade”. Mesmo com as dificuldades dos últimos tempos, o setor<br />
do aftermarket tem sabido adaptar-se às circunstâncias e continua dinâmico e<br />
enérgico, por isso “Ter produto deixa-nos muito satisfeitos, e podermos oferecer<br />
três ou quatro soluções diferentes de forma a satisfazer o nosso cliente é essencial”.<br />
Exigência combina com persistência e é nestes parâmetros que a Filourém se<br />
tem focado para crescer de dia para dia e para fidelizar os seus clientes. Exemplo<br />
disso, é a aposta que fizeram na sua plataforma online “clara, rápida e eficiente”<br />
que permite a todos os visitantes ter acesso, em tempo real, às referências que<br />
dispõem. A estratégia de relacionamento com os clientes passa pela proximidade,<br />
conforme frisou Carlos Gonçalves “As empresas, as instituições, as escolas não são<br />
só números, são formadas por pessoas. É fundamental uma comunicação sincera,<br />
transparente e consistente. Mesmo em situações mais delicadas somos frontais e<br />
tentamos melhorar”. Com os olhos postos no futuro, Carlos Gonçalves sabe que<br />
“os desafios são muitos e variados” mas garante ter o negócio sob controlo “os<br />
últimos dois anos foram tão impactantes quanto inesperados, tivemos e temos<br />
que nos adaptar. Essencialmente queremos continuar a crescer, dando uma boa<br />
resposta diária a todos os nossos clientes e cimentando a nossa empresa como um<br />
player competitivo, dinâmico e próximo de todos os agentes”, revelou. A Filourém<br />
tem o objetivo de crescer 15% este ano. Um objetivo ambicioso que pode ser<br />
um combustível importante no trabalho diário da empresa, sem que isso a desvie<br />
dos seus valores. No entanto “o crescimento que gostaríamos de observar na<br />
nossa empresa, não se mede apenas nas “vendas”, mas também no aumento das<br />
nossas infraestruturas, otimização dos processos internos e melhoria nos recursos<br />
humanos”, refere o responsável.<br />
Diretor geral Carlos Gonçalves<br />
mORADA Rua do Ribeirinho, n.° 90, Apartado 158, 2494 - 909 Ourém<br />
Telefones 249 541 244 EMAIL geral@filourem.com SITE www.filourem.com<br />
70 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
NO VI<br />
DA DES22<br />
´
POSIÇÃO RANKING 71º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €3.170.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
100<br />
PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
POLIBATERIAS<br />
25 anos não se fazem todos os dias e na impossibilidade de os comemorar<br />
“em grande” devido a terem sido celebrados numa altura de confinamento,<br />
a Polibaterias quis deixar a sua marca registada num livro “No mesmo pode<br />
conhecer-se a história da Polibaterias, dos seus colaboradores, das marcas que<br />
representa, de várias peripécias, momentos bons, outros mais difíceis, mas também<br />
decisivos e marcantes na vida da mesma”, divulgou Nuno Guerra, diretor geral da<br />
Polibaterias. Cada negócio tem a sua história e a da Polibaterias é daquelas que não<br />
passa despercebida. Começou por ser um negócio local e regional, e hoje detém<br />
a representação de marcas como a Fiamm e Eurocell. Para além das baterias de<br />
arranque, em que é especialista e onde disponibiliza uma vasta gama de baterias,<br />
com produtos exclusivos no mercado que outros distribuidores/importadores<br />
não comercializam, também procura dar resposta a outras vertentes da área dos<br />
acumuladores, onde se incluem as Baterias Industriais (Estacionárias - Agm, Vrla,<br />
Gel, Deep Cycle e também Baterias de Tração – Tubulares, Monoblocos, Agm,<br />
Gel) para as mais diversas aplicações: Ups, centrais telefónicas, cadeiras de rodas<br />
motorizadas, carros e troleys de golfe, scooters elétricas, máquinas elevadoras e<br />
lavadoras, varredouras, etc.. Para completar a gama de produtos, distribui os<br />
aparelhos de teste e análise de baterias, carregadores e Boosters/Arrancadores<br />
para baterias do fabricante italiano Electromem. Sempre atenta às tendências<br />
atuais e futuras, a Polibaterias tem vindo a consolidar a sua gama Eurocell e mais<br />
recentemente, renovou o “look” da Xtreme, a sua gama premium. Nuno Guerra,<br />
acredita que “o crescimento de uma empresa, nem sempre está associado a um<br />
aumento de disponibilidade de produtos ou marcas”, assim, considera que para<br />
continuar a crescer a médio prazo, tem que continuar a apostar nas baterias<br />
convencionais de chumbo ácido “prevemos que estas baterias mantenham o seu<br />
domínio no mercado, em virtude do elevado envelhecimento do parque automóvel,<br />
mas também pela baixa adoção por parte dos condutores portugueses de veículos<br />
elétricos e híbridos”. Ainda assim, o atual diretor sabe que esta perspetiva pode<br />
mudar, por isso, deixa uma garantia “Os veículos elétricos têm realmente uma<br />
menor necessidade de manutenção. No entanto, os motores de combustão não<br />
têm os dias contados”, salientando “O mercado dos veículos elétricos apresenta<br />
ainda uma possibilidade de grande desenvolvimento ao nível das baterias e das<br />
tecnologias, sejam lítio ou hidrogénio. Iremos continuar atentos a estes desenvolvimentos<br />
e continuar a aposta na formação e em produtos inovadores”. Apesar<br />
da inflação na zona Euro estar a chegar aos 9% e os custos de produção de<br />
baterias terem subido drasticamente, Nuno Guerra revelou que a Polibaterias<br />
está “a conseguir atingir os objetivos, pelo que, esperamos conseguir terminar o<br />
ano <strong>2022</strong> com o sucesso pretendido”.<br />
Diretor geral Nuno Guerra<br />
Morada Rua Quinta das Rosas, n.° 13, Zona Industrial do Casal do Marco, 2840 - 131 Aldeia de Paio Pires (Seixal)<br />
Telefones 212 240 931 / 212 699 223 EMAIL geral@polibaterias.com SITE www.polibaterias.com<br />
72 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
A nossa energia.<br />
Desde 1996.<br />
Obrigado a todos os que<br />
nos acompanharam neste<br />
percurso de sucesso<br />
/polibaterias<br />
www.polibaterias.com
POSIÇÃO RANKING 90º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 € 2.560.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
100<br />
PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
NEOCOM<br />
Situada no distrito de Aveiro, mais precisamente na zona de Taboeira, a<br />
Neocom é uma empresa ligada ao comércio de peças para ligeiros, que conta<br />
com mais de 20 anos de história. Oferece uma vasta gama de produtos, sendo<br />
que a sua grande especialidade são as caixas de direção, as bombas de direção,<br />
os motores de arranque, os alternadores, os compressores de ar-condicionado,<br />
as pinças de travão, as juntas homocinéticas, os veios longitudinais e as transmissões.<br />
Contudo, apesar de se focar nas peças reconstruídas, oferece também<br />
a possibilidade de todos os clientes obterem peças novas. Atualmente, tendo em<br />
conta o seu crescimento a nível nacional, a Neocom conta com três filiais, sendo<br />
elas em Braga, em Lisboa e no Porto. As filiais visam agilizar as encomendas<br />
dos seus mais de 3.000 clientes, para que estes tenham um serviço ainda mais<br />
completo e da forma mais célere possível, para que a par da Neocom alcancem<br />
também o sucesso. O que diferencia a Neocom das restantes empresas é o<br />
direcionamento das suas vendas, uma vez que esta apenas vende a retalhistas,<br />
para que estes não sejam prejudicados. Assim sendo, percebemos a grande<br />
consciencialização por parte do seu diretor geral, Carlos Abade, que tem em<br />
atenção todos os membros que fazem parte deste mercado, criando relações<br />
fortes e duradouras com todos eles. Um dos muitos pilares de sucesso da Neocom<br />
é a sua equipa de trabalho, contando atualmente com mais de 25 funcionários,<br />
que primam pelo rigor e qualidade de todas as atividades desenvolvidas, desde a<br />
reparação das peças até à sua entrega no retalhista, sendo funcionários altamente<br />
qualificados para este tipo de trabalho. No que diz respeito à proximidade com<br />
o cliente, a Neocom está muito atenta, uma vez que a grande maioria das suas<br />
encomendas são estabelecidas através de contacto telefónico, podendo assim ouvir<br />
cuidadosamente quais as suas necessidades e orientar o cliente para a melhor<br />
compra a fazer. Abordando o futuro da empresa, são reveladas novidades que<br />
mostram a constante evolução da Neocom. Em primeiro lugar, destaque para<br />
a prestigiada marca JTEKT, que é fabricante em peças de 1º equipamento e<br />
da qual a Neocom é distribuidora. Seguidamente, a entrada para a plataforma<br />
TecDoc, considerada o catálogo europeu de referência utilizado no aftermarket,<br />
onde são raras as empresas portuguesas que marcam presença. Em terceiro lugar,<br />
outra das novidades, mas também um grande desafio, será a inclusão de famílias<br />
de novos produtos no catálogo, para que seja possível oferecer mais variedade<br />
de peças aos clientes. Por fim, é ainda de salientar a inovação das ferramentas<br />
digitais, uma vez que o website da empresa está a ser modernizado, para oferecer<br />
uma melhor experiência digital na procura das peças.<br />
Gerentes Carlos Abade e Rosa Malta<br />
Morada Rua da Taboeira, Armazém n.° 1, Zona Industrial da Taboeira 3800 - 266 Aveiro<br />
Telefone 234 302 150 EMAIL neocomaveiro@neocom.pt SITE www.neocom.pt<br />
74 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
ESTUDO “THE EUROPEAN AFTERMARKET IN 2030”<br />
Onde competir? e como ganhar?<br />
O estudo “The European Aftermarket in 2030”, encomendado pela CLEPA (European<br />
Association of Automotive Suppliers) e realizado pelo Boston Consulting Group e pela Wolk,<br />
pretende identificar os desafios que a indústria automóvel enfrenta até 2030 e as respostas<br />
que as empresas devem considerar<br />
76 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
Foram realizadas mais de 30 entrevistas<br />
com executivos de todo o espectro do<br />
mercado pós-venda para identificar 13<br />
tendências que irão moldar o mercado<br />
pós-venda europeu durante a próxima<br />
década e desenvolver respostas estratégicas. Para<br />
além das entrevistas aos executivos, foram também<br />
realizadas entrevistas a mais de 600 oficinas em<br />
toda a Europa.<br />
O processo identificou múltiplas mudanças no<br />
horizonte do negócio das peças do mercado pós-<br />
-venda europeu e as respostas estratégicas que as<br />
empresas devem considerar à medida que lidam<br />
com a consolidação a nível grossista, das frotas e<br />
das companhias de seguros encaminhando proativamente<br />
os clientes para oficinas preferenciais,<br />
uma batalha regulamentar relacionada com os<br />
dados e um enorme crescimento no negócio das<br />
peças de marca própria.<br />
Ambiente competitivo<br />
A concorrência no negócio europeu de peças<br />
automóvel do mercado pós-venda ocorre entre<br />
dois canais: o canal autorizado e o mercado pós-<br />
-venda independente ou IAM (ver Figura 1). O<br />
canal autorizado inclui fabricantes de automóveis,<br />
ou fabricantes de equipamento original, e as<br />
suas oficinas de reparação afiliadas, normalmente<br />
concessionários. Os fabricantes de automóveis trabalham<br />
com fornecedores de Tier1 para produzir<br />
peças distribuídas através da rede de vendas dos<br />
fabricantes de equipamento original que são depois<br />
utilizadas para reparações e manutenção por<br />
oficinas autorizadas.<br />
O mercado pós-venda independente é composto<br />
por reparadores sem vínculos contratuais com um<br />
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
77
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
Nos últimos 10<br />
anos, a IDADE<br />
média da froTA<br />
de automóveis<br />
de pASSAGEIRos<br />
AUMENTou. O veículo<br />
médio na Europa<br />
oCIDENTAL tem 11<br />
anos; na Europa<br />
Central e Oriental é<br />
AINDA mais velho<br />
fabricante de veículos. Fornecem peças e serviços<br />
de múltiplas marcas. Os fornecedores neste mercado<br />
dependem dos distribuidores grossistas para<br />
entregar as peças às oficinas. Os grossistas também<br />
fornecem apoio de marketing e formação às oficinas.<br />
A maioria dos distribuidores fazem parte<br />
de organizações que funcionam principalmente<br />
como grupos de compra, referidos como grupos<br />
comerciais internacionais (ITG). Permitem que os<br />
distribuidores se agrupem para negociar descontos<br />
de compra por volume junto dos fornecedores.<br />
Os intermediários têm uma presença crescente<br />
no mercado pós-venda, ligando os intervenientes<br />
ao longo da cadeia de valor através do encaminhamento<br />
dos negócios. Incluem agregadores de<br />
serviços que utilizam o contacto online e outros<br />
meios para canalizar os clientes para oficinas de<br />
reparação. Os proprietários de frotas e companhias<br />
de seguros também direcionam os clientes<br />
para as oficinas parceiras. Os canais autorizados e<br />
independentes vendem ambos bens de seis grandes<br />
categorias de produtos. Existem itens de desgaste<br />
como pastilhas dos travões, filtros e velas de ignição.<br />
Os pneus constituem o seu próprio segmento.<br />
Outras peças são itens que são tipicamente<br />
substituídos devido a colisões e incluem painéis de<br />
carroçaria, para choques, vidros e faróis. Outra<br />
categoria são os componentes do grupo motopropulsor,<br />
incluindo peças para o motor, transmissão<br />
e suspensão. Os dois últimos segmentos são a eletrónica,<br />
tais como baterias, sensores e atuadores e<br />
acessórios e consumíveis, como unidades de navegação<br />
e entretenimento e aquecimento auxiliar.<br />
TENDÊNCIAS QUE IRÃO TRANSFORMAR<br />
O MERCADO<br />
As tendências que irão determinar a dimensão e<br />
a natureza competitiva do negócio de peças automóvel<br />
do mercado pós-venda durante a próxima<br />
década enquadra-se em quatro grandes categorias<br />
(ver Figura 2).<br />
MUDANÇA DOS AMBIENTES<br />
MACROECONÓMICOS E REGULAMENTARES<br />
Tendência 1<br />
O parque automóvel<br />
está a envelhecer e a<br />
crescer lentamente<br />
Nos últimos 10 anos, a idade média da frota de<br />
automóveis de passageiros aumentou. O veículo<br />
FIGURA 1 - Mercado pós-venda separado em canais AUTorizados e independentes<br />
OEM/Tier1 Distribuidores Oficinas Clientes<br />
Intermediários<br />
Intermediários<br />
Canal<br />
autorizado<br />
Fabricantes<br />
de veículos<br />
Rede de vendas<br />
e distribuição<br />
dos fabricantes<br />
de equipamento original<br />
Reparadores<br />
autorizados<br />
Oficinas de marca única<br />
Oficinas multimarcas<br />
Seguradoras<br />
Grupos de clientes<br />
Particulares<br />
Canal<br />
independente<br />
Fornecedores<br />
de automóveis<br />
Fabricantes de peças<br />
Grupos<br />
de compra<br />
Distribuidores<br />
independentes<br />
Distribuidores<br />
Aquisição interna de<br />
grandes cadeias de<br />
reparação<br />
Reparadores<br />
independentes<br />
Independente<br />
(franquia e não)<br />
Ocicinas Especializadas<br />
Centros automóvel<br />
Montagens rápidas<br />
Revendedores online<br />
Empresas<br />
de leasing<br />
Clubes automóvel<br />
Portais de<br />
encaminhamento<br />
Empresas<br />
Frotas<br />
Distribuidores e oficinas<br />
online<br />
Outros retalhos (por ex.,<br />
estações de serviço)<br />
Fonte: BCG<br />
80 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
Está na hora de ir<br />
do comum<br />
para além<br />
Uma exclusiva solução tecnológica para veículos elétricos.<br />
O Brembo Beyond EV Kit inclui um disco de travão com revestimento<br />
especial em combinação com uma pastilha de travão específica, isenta de cobre,<br />
que funcionam em harmonia, para evitar corrosão e reduzir o ruído.<br />
Montado segundo as especificações de qualidade OE inigualável da Brembo,<br />
terá a tranquilidade de saber que os seus travões funcionam na perfeição e estão<br />
protegidos contra a ferrugem em qualquer condição meteorológica,<br />
e em qualquer estilo de condução, até e para além de 100 000 km.<br />
Concebido especificamente para os principais fabricantes de automóveis<br />
do mundo e para condutores que vão sempre além do comum.<br />
Específico para veículos elétricos<br />
Resistência superior<br />
Qualidade OE da Brembo<br />
Anti-corrosão<br />
bremboparts.com
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
Menos vendas de<br />
veículos novos<br />
e a crescente<br />
idade média dos<br />
automóveis<br />
favorecem o<br />
mercado pós-venda<br />
independente,<br />
permitindo-lhe<br />
ganhar 2 pontos<br />
percentuais de<br />
quota de mercado<br />
em 2021 face ao<br />
canal autorizado<br />
médio na Europa Ocidental tem 11 anos; na Europa<br />
Central e Oriental é ainda mais velho. Isto tem um<br />
efeito substancial no mercado da reparação, uma<br />
vez que os veículos mais antigos são mais propensos<br />
de necessitar de manutenção e peças de substituição.<br />
A idade da frota também muda o mix de negócios<br />
entre os canais de abastecimento autorizados e independentes.<br />
Os proprietários tendem a levar os seus<br />
veículos a oficinas de reparação autorizadas quando<br />
ainda estão sob garantia ou relativamente novos.<br />
Mas à medida que os seus automóveis envelhecem,<br />
são mais propensos a ir a uma oficina independente<br />
oferecendo soluções rentáveis. Isto é especialmente<br />
verdade para o segundo e terceiro proprietários. Na<br />
Europa Ocidental, a quota de veículos com mais<br />
de oito anos - conhecida como automóveis do segmento<br />
3—aumentou de 50% em 2011 para 65%<br />
em 2020. A indústria espera que continue, com a<br />
quota do segmento 3 a chegar aos 75% até 2030.<br />
A tendência é ainda mais pronunciada nos países<br />
da Europa Central e Oriental onde o rendimento<br />
disponível baixo limita a compra de novos veículos.<br />
O parque automóvel ou o número de veículos de<br />
passageiros e veículos comerciais ligeiros em uso na<br />
Europa, cresceu a uma taxa anual de 1,6% entre<br />
2011 e 2020, proporcionando um dos principais<br />
condutores de expansão no mercado pós-venda.<br />
Mas com a crescente saturação, especialmente<br />
nas economias da Europa Ocidental, a taxa cairá<br />
para menos de 1% entre 2020 e 2025 e ainda mais<br />
lento na última metade da década.<br />
Tendência 2<br />
A COVID-19 está a acelerar<br />
as mudanças<br />
Choques como recessões económicas e a pandemia<br />
da COVID-19 aceleram a mudança global<br />
no mercado pós-venda. As preocupações laborais<br />
e a recessão resultante da pandemia reduziram a<br />
compra de automóveis novos, envelhecendo ainda<br />
mais a frota existente. O negócio de mercado pós-<br />
-venda sentiu menos efeito. Sofreu um declínio<br />
de 50% durante os confinamentos de março e<br />
abril do ano 2020, mas recuperou rapidamente,<br />
terminando 2020 com uma redução de apenas de<br />
cerca de 7%. A maioria dos mercados recuperou a<br />
níveis pré-pandémicos em 2021. Mas o ambiente<br />
competitivo mudou.<br />
FIGURA 2 - 13 tendências moldam o mercado pós-venda europeu até 2030<br />
Macroeconomia e regulação<br />
Comportamento do cliente<br />
1<br />
Parque automóvel em ligeiro<br />
crescimento e envelhecimento<br />
8<br />
Quilometragem<br />
moderadamente decrescente<br />
2<br />
3<br />
Queda da COVID-19 em 2020,<br />
recuperação em 2021<br />
Importância crescente da<br />
regulamentação<br />
9<br />
Aumento do poder dos<br />
protagonistas de frotas e<br />
seguradoras<br />
Tecnologia<br />
Cadeia de valor<br />
e concorrência<br />
4<br />
5<br />
6<br />
7<br />
O aumento da complexidade<br />
faz subir os preços das peças<br />
A eletrificação diminui a<br />
necessidade de manutenção<br />
O aumento da conectividade<br />
permite o acesso remoto ao<br />
automóvel<br />
O aumento da automatização<br />
(ADAS) reduz a taxa de colisão<br />
Impacto no mercado pós-venda: Muito positivo Neutro Muito negativo<br />
10 Os fabricantes de equipamento<br />
original empurram para<br />
os segmentos 2 e 3<br />
11<br />
Mais marcas privadas e linhas<br />
de valor<br />
12<br />
Pressões de consolidação<br />
todos os participantes no<br />
mercado<br />
Aumento dos serviços digitais<br />
13<br />
e o comércio eletrónico<br />
Fonte: BCG<br />
82 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
O custo das peçAS<br />
de substituição<br />
está a aumentar<br />
à medida que os<br />
componentes<br />
existentes se<br />
tornam mais<br />
complexos e mais<br />
veículos vêm<br />
EQUIpados com noVA<br />
TECNologia como os<br />
sensores<br />
Menos vendas de veículos novos e a crescente idade<br />
média dos automóveis favorecem o mercado pós-<br />
-venda independente, permitindo-lhe ganhar 2<br />
pontos percentuais de quota de mercado em 2021<br />
face ao canal autorizado. Além disso, a pressão<br />
financeira sentida pelas empresas devido à redução<br />
das vendas durante a pandemia da COVID-19 irá<br />
provavelmente acelerar a consolidação da indústria<br />
em toda a cadeia de valor. Os protagonistas<br />
do comércio eletrónico também ganharam quota<br />
como clientes finais limitaram o contacto humano,<br />
mas devem utilizar os seus ganhos para construir<br />
escala suficiente para competir a longo prazo no<br />
mercado.<br />
Tendência 3<br />
Está em curso uma<br />
batalha regulamentar<br />
O mercado pós-venda está a dirigir-se para<br />
uma repetição do combate entre os dois canais<br />
há uma década sobre as práticas empresariais<br />
e regulamentos. Essa batalha tinha terminado,<br />
obrigando os consumidores a utilizar oficinas<br />
autorizadas através de restrições de garantia. Agora<br />
a batalha está na tecnologia. O Regulamento<br />
relativo à Isenção por Categoria para o Setor<br />
Automóvel da União Europeia de 2010 (MVBER)<br />
permitiu aos fabricantes de automóveis vincular<br />
contratualmente os revendedores de automóveis<br />
a uma única marca. Mas o regulamento também<br />
proibia os fabricantes de forçar os clientes a utilizar<br />
oficinas de reparação autorizadas, ameaçando<br />
a perda da garantia, aplicando condições<br />
desproporcionadas para reparações relacionadas<br />
com a garantia ou evitar os seus fornecedores<br />
de Tier1 de venderem peças sobressalentes no<br />
mercado pós-venda independente. Além disso,<br />
os fabricantes de automóveis devem fornecer<br />
documentação técnica suficiente e outras<br />
informações para permitir aos mercados pósvenda<br />
independentes a realização de reparações.<br />
O atual MVBER expira em 2023. Foi lançado<br />
um processo de revisão no ano passado, mas não<br />
é claro se ou como esta legislação significativa será<br />
renovada. Um setor crítico do regulamento potencial<br />
gira em torno das regras de acesso e utilização<br />
de dados a bordo. A obtenção de acesso exclusivo<br />
ou preferencial daria aos fabricantes de automóveis<br />
uma vantagem competitiva decisiva. Alavancariam<br />
os dados para a manutenção preventiva e serviços<br />
de diagnóstico remoto, um ganho para o canal<br />
autorizado.<br />
TECNOLOGIA<br />
MUDA A ARQUITETURA DOS VEÍCULOS<br />
A luta em desenvolvimento sobre dados é apenas<br />
uma das múltiplas formas de como a tecnologia<br />
vai mudar o negócio de peças automóvel do mercado<br />
pós-venda<br />
Tendência 4<br />
Preços mais elevados<br />
para as peças<br />
O custo das peças de substituição está a aumentar<br />
à medida que os componentes existentes se tornam<br />
mais complexos e mais veículos vêm equipados<br />
com nova tecnologia como os sensores. Os sistemas<br />
e as peças também estão cada vez mais interligados.<br />
Isto requer interfaces adicionais e aumenta a<br />
complexidade dos serviços de reparação, o que faz<br />
subir os custos de mão-de-obra a nível de oficina.<br />
Mesmo tendo em conta o aumento da comoditização<br />
de produtos como a eletrónica de base,<br />
a tendência histórica de 1% a 3% dos aumentos<br />
dos preços anuais vão continuar, com os preços<br />
em algumas categorias a crescerem ainda mais<br />
rapidamente à medida que as inovações criam um<br />
aumento de custo. A mudança para iluminação<br />
LED está a criar aumentos dos preços anuais de<br />
5% a 10% no segmento da iluminação.<br />
Tendência 5<br />
A eletrificação necessita de<br />
menos peças de substituição<br />
Os veículos eletrificados, incluindo híbridos,<br />
constituem cerca de 1% do parque automóvel<br />
europeu, mas isso está prestes a crescer com o<br />
regulamento ambiental e a proliferação de novas<br />
ofertas dos fabricantes de automóveis. Isto tem<br />
implicações importantes para o negócio de peças<br />
do mercado pós-venda, porque os veículos elétricos<br />
requerem menos manutenção e menos componentes<br />
de substituição. No final da década, cerca de 20%<br />
da frota de veículos europeia serão veículos elétricos,<br />
incluindo todas as formas de híbridos e automóveis<br />
elétricos a bateria. Cerca de 6% dos veículos em<br />
funcionamento serão veículos elétricos a bateria<br />
(BEV), com percentagens mais elevadas em nações<br />
com maior PIB per capita. O Pacto Ecológico da UE<br />
poderia acelerar a entrada esperada dos EV.<br />
Os veículos elétricos a bateria geram cerca de<br />
20% menos gastos com peças do mercado pós-<br />
-venda do que automóveis de combustível fóssil<br />
comparáveis. No entanto, o declínio é distribuído<br />
de forma desigual entre categorias de produtos.<br />
A redução mais significativa -50% é nos custos<br />
de manutenção devido a menos componentes do<br />
motor num BEV. As substituições como as velas<br />
de ignição e os injetores de combustível tornam-se<br />
obsoletas. Outras, como as pastilhas dos travões,<br />
têm uma vida útil mais longa num veículo elétrico<br />
graças aos sistemas de travagem regenerativa.<br />
O consumo dos pneus, no entanto, é maior do<br />
que num veículo de combustão interna porque<br />
o aumento do peso e da aceleração de um BEV<br />
desgastam mais os pneus. As peças de colisão e<br />
substituição não são substancialmente afetadas<br />
pela eletrificação. Os veículos híbridos plug-in e<br />
híbridos elétricos verão diminuições menores nas<br />
despesas de manutenção e peças porque ainda contêm<br />
um motor a combustão. Não haverá alterações<br />
significativas nos veículos de combustão interna<br />
mild hybrids concebidos para terem um pequeno<br />
impulso elétrico para a eficiência de combustível.<br />
Tendência 6<br />
A conectividade dos veículos<br />
irá mudar o negócio<br />
Até 2030, cerca de 50% do parque automóvel<br />
terá conectividade básica ou avançada que inclui<br />
a transmissão de dados direta, processamento e<br />
comunicação com partes externas. Isto proporcio-<br />
84 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
85
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MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
Os veículos<br />
eletrificados,<br />
incluindo híbridos,<br />
constituem cerca<br />
de 1% do parque<br />
automóvel europeu,<br />
mas isso está<br />
prestes a crescer<br />
com o regulamento<br />
ambiental e a<br />
proliferação de<br />
novas ofertas dos<br />
fabricantes de<br />
automóveis<br />
nará oportunidades para diagnósticos remotos e<br />
serviços de manutenção preventiva. Os fabricantes<br />
de automóveis estão na posição ideal para beneficiar<br />
destas tendências graças ao seu acesso direto aos<br />
dados. Preveem um futuro em que os seus automóveis<br />
assinalarão uma necessidade de substituição<br />
antes da falha, propondo um agendamento no<br />
reparador autorizado. Isto confere aos fabricantes<br />
de equipamento original e ao canal de reparação<br />
autorizado uma vantagem sobre os independentes<br />
na conquista de clientes. Além disso, a conectividade<br />
apresenta uma crescente oportunidade de negócio<br />
para os protagonistas ao longo da cadeia de valor.<br />
Os fabricantes de equipamento original e os fornecedores<br />
de Tier1 podem utilizar dados como o<br />
comportamento do condutor ou o estado de desgaste<br />
de peças, para uma abordagem de inovação<br />
mais focalizada e a redução dos custos através da<br />
otimização da qualidade e da garantia.<br />
A tecnologia de segurança conhecida como Sistemas<br />
Avançados de Assistência ao Condutor, ou<br />
ADAS, deverá reduzir as taxas de colisão em 10%<br />
a 20% a partir dos níveis de 2019. Os veículos<br />
equipados com ADAS constituirão mais de 50%<br />
dos veículos em funcionamento até 2030. Estes<br />
sistemas reduzirão a procura de peças de colisão,<br />
tais como peças de carroçaria, vidro e faróis. Mas<br />
não vão alterar o consumo de peças de manutenção<br />
típicas, tais como pastilhas dos travões, filtros<br />
e outros itens de desgaste.<br />
O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR<br />
REDUZ A PROCURA<br />
Tendência 8<br />
As pessoas estão a conduzir<br />
menos quilómetros,<br />
reduzindo a procura de<br />
peças de substituição.<br />
Tendência 7<br />
A tecnologia de segurança<br />
irá reduzir a procura de<br />
peças de substituição<br />
A quilometragem diminuiu a um ritmo constante<br />
de cerca de 0,6% por ano desde 2000. Espera-se<br />
que esta tendência se mantenha, pois o comércio<br />
eletrónico e serviços online crescem e mais pessoas<br />
trabalham a partir de casa. A COVID-19 acelerou<br />
o trabalho à distância e as compras online, contribuindo<br />
para o declínio dos quilómetros percorridos.<br />
88 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
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MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
Até 2030, cerca<br />
de 50% do parque<br />
automóvel terá<br />
conectividade<br />
bÁSica ou avançada<br />
que inclui a<br />
transmissão de<br />
dados direta,<br />
processamento e<br />
comunicaÇÃo com<br />
partes externas<br />
Tendência 9<br />
As frotas e as seguradoras<br />
controlarão uma quota<br />
maior do parque automóvel<br />
Os proprietários de frotas, os operadores de leasing<br />
e de serviços de partilha de automóveis, encaminharão<br />
os veículos para oficinas que concordam em<br />
negociar preços. Atualmente, um grande número<br />
de frotas escolhe redes de reparação autorizadas<br />
devido aos seus conhecimentos tecnológicos na<br />
marca específica do veículo e a integração eficiente<br />
do serviço. Mas as considerações relativas ao custo<br />
total de propriedade favorecem naturalmente o<br />
preço mais baixo do canal do mercado pós-venda<br />
independente. Isto proporciona oportunidades para<br />
as redes de oficinas independentes mais extensas e<br />
profissionalizadas que podem fornecer processos integrados<br />
e cobertura suprarregional suficiente para<br />
satisfazer as expectativas dos operadores de frotas.<br />
Os protagonistas a montante na cadeia de valor<br />
também podem celebrar acordos de cooperação<br />
em que as frotas e as companhias de seguros conduzem<br />
o trabalho para oficinas de reparação afiliadas.<br />
Acordos semelhantes dirigiriam o trabalho para<br />
grupos de oficinas específicos que são fornecidos<br />
por um distribuidor para manter o controlo dos<br />
fluxos de clientes.<br />
A COMPETIÇÃO IRÁ TRANSFORMAR<br />
A CADEIA DE VALOR<br />
Os fabricantes de automóveis estabelecidos estão<br />
à procura de lucros adicionais à medida que enfrentam<br />
o aumento da concorrência da Tesla e<br />
dos novos participantes. Ao mesmo tempo, devem<br />
investir fortemente no desenvolvimento de veículos<br />
elétricos e autónomos, ao mesmo tempo que<br />
cumprem os novos objetivos de emissões.<br />
Tendência 10<br />
Os fabricantes de<br />
automóveis estão a<br />
procurar abranger mais do<br />
mercado pós-venda<br />
Uma entrada mais profunda no mercado pós-<br />
-venda pode gerar receitas e lucros adicionais.<br />
90 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
Os proprietários<br />
de frotas, os<br />
operadores<br />
de leasing e de<br />
serviços de partilha<br />
de automóveis,<br />
encaminharão<br />
os veículos para<br />
oficinas que<br />
concordem em<br />
negociar preços<br />
O canal de reparação autorizado dos fabricantes<br />
de equipamento original captura uma quota<br />
muito elevada de peças e serviços para veículos<br />
com quatro anos ou menos. Veem espaço para o<br />
crescimento capturando mais negócios do grande<br />
grupo de proprietários de automóveis mais antigos.<br />
Há três estratégias para o alcançar.<br />
O aumento da complexidade dos veículos permite<br />
aos fabricantes de automóveis ganhar clientes<br />
porque são vistos como uma maior fonte de conhecimento<br />
dos seus próprios sistemas de veículos<br />
envolvendo ADAS, eletrificação, atualizações de<br />
software, e outras tecnologias.<br />
Os fabricantes de automóveis também podem<br />
melhorar a fidelização de clientes, fornecendo<br />
serviços adicionais e uma interação perfeita com<br />
os consumidores. Isto incluiria o diagnóstico remoto,<br />
serviços baseados em dados e investimento<br />
no reforço das relações com os clientes.<br />
Os fabricantes de automóveis podem construir ou<br />
investir no negócio automóvel do mercado pós-<br />
-venda independente, para ter acesso aos veículos<br />
com mais de 4 anos (segmentos 2 e 3).<br />
Enquanto a evolução da tecnologia impulsiona a<br />
primeira estratégia, abordando as outras etapas requer<br />
mais iniciativa e investimento. Os fabricantes<br />
de equipamento original de luxo e fabricantes de<br />
automóveis de volume irão provavelmente adotar<br />
abordagens estratégicas diferentes. Os veículos de<br />
luxo têm menos clientes sensíveis ao preço e mais<br />
fiéis, estando melhor posicionados para alavancar<br />
fluxos de lucro de tecnologia como a conectividade<br />
ou as funções ADAS. Por conseguinte, estão<br />
concentrados nas duas primeiras iniciativas. Os<br />
fabricantes de automóveis de volume, têm como<br />
alvo o mercado pós-venda independente de para<br />
chegar ao maior número possível de consumidores.<br />
Especificamente, como os fabricantes de equipamento<br />
original, estão a procurar criar modelos de<br />
negócio verticalmente integrados.<br />
Tendência 11<br />
As ofertas de peças de marca<br />
própria estão a crescer<br />
Isto é impulsionado pela procura dos consumidores<br />
e pelas expetativas de lucro dos distribuidores grossistas<br />
altamente profissionais e cotados em bolsa.<br />
A pressão sobre os fornecedores para produzirem<br />
mercadorias de marca própria para distribuidores<br />
aumentará. Espera-se que as peças de marca pró-<br />
92 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
Impulsionados pela tecnologia<br />
A liderança pioneira e a inovação de equipamento<br />
original constituem as bases da nossa gama de produtos.<br />
A nossa solução integral para o Aftermarket inclui<br />
diagnósticos de qualidade de equipamento original,<br />
assistência técnica e formação, que proporciona aos<br />
veículos uma vida útil mais limpa, eficiente e duradoura.<br />
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MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
Os agregadores<br />
de serviços<br />
TOrnaram-se<br />
dos agentes de<br />
mudança mais<br />
proeminentes<br />
na indústria e<br />
controlam uma<br />
quota crescente<br />
dos serviços do<br />
mercado pós-venda<br />
pria detenham uma quota de 20% a 30% do mercado<br />
até 2025. Os fornecedores de Tier1 terão de<br />
desenvolver respostas estratégicas para defender os<br />
seus negócios com produtos de marca ou premium.<br />
Ainda assim, existem grandes diferenças na quota<br />
de marcas próprias entre os produtos no mercado<br />
europeu. Peças e produtos de colisão relevantes para<br />
a segurança com visibilidade de marca elevada,<br />
como os pneus têm uma quota de marca própria.<br />
As peças de manutenção comuns ou acessórios já<br />
têm uma quota de marca própria de até 50%.<br />
Tendência 12<br />
A concorrência está a criar<br />
pressões de consolidação<br />
para todos os participantes<br />
do mercado<br />
A LKQ, por exemplo, construiu uma presença<br />
internacional ao completar mais de 200 aquisições,<br />
incluindo a compra das rivais Rhiag Group<br />
e Stahlgruber. A integração horizontal e vertical<br />
dos distribuidores criou um conjunto robusto de<br />
protagonistas verticalmente integrados ganhando<br />
uma maior quota no espaço do mercado pós-venda<br />
independente. Consolidação adicional e um maior<br />
enfoque na integração das empresas adquiridas<br />
através das geografias continuará. Por sua vez, os<br />
grandes protagonistas que se apercebem de sinergias<br />
irá aumentar a pressão sobre os concorrentes<br />
para construir a escala suficiente para competir. A<br />
dimensão acrescida dos distribuidores também significa<br />
que deixarão de depender do apoio dos seus<br />
Grupos Comerciais Internacionais. Os grandes<br />
distribuidores terão o poder de compra necessário<br />
para tomar as próprias decisões do fornecedor e<br />
da carteira e para negociar os descontos. Muitos<br />
podem querer traçar as suas estratégias individuais<br />
e evitar partilhar os seus preços atrativos com potenciais<br />
concorrentes.<br />
Noutros locais, as oficinas de reparação autorizadas<br />
estão a passar pela sua própria onda de consolidação.<br />
Espera-se que as oficinas independentes sigam<br />
o exemplo. Os clientes comerciais exigentes como<br />
as frotas e a crescente necessidade de investimento<br />
em novos tipos de reparações - veículos elétricos e<br />
ADAS - aumentam a escala necessária para competir<br />
eficazmente, especialmente nos centros urbanos.<br />
94 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
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MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
O aumento da<br />
complexidade dos<br />
veículos permite<br />
aos fabricantes de<br />
automóveis ganhar<br />
clientes porque<br />
são vistos como<br />
uma maior fonte<br />
de conhecimento<br />
dos seus próprios<br />
sistemas<br />
de veículos<br />
envolvendo ADAS<br />
Tendência 13<br />
Os serviços digitais e o<br />
comércio eletrónico estão<br />
a transformar a indústria<br />
Os protagonistas incluem empresas como os vendedores<br />
de peças online Autodoc e kfzteile24 e<br />
empresas como WhoCanFixMyCar.com, o que<br />
permite aos consumidores programar agendamentos<br />
em oficinas locais. Estas empresas dividem-se<br />
em dois grupos, os comerciantes eletrónicos<br />
e agregadores de serviços. Estes concorrentes<br />
de base digital estão a crescer e desafiam cada vez<br />
mais os operadores estabelecidos da indústria.<br />
As empresas de comércio eletrónico têm uma<br />
quota de mercado de 5% a 10% que se espera<br />
que duplique, no mínimo, até 2030. As lojas online<br />
muitas vezes contornam os distribuidores para<br />
obter a aquisição de acordos com os fornecedores.<br />
Enquanto os fornecedores de Tier1 estavam<br />
anteriormente relutantes em celebrar contratos<br />
com comerciantes eletrónicos, que podem mudar<br />
com a pressão dos lucros. Além disso, mesmo os<br />
protagonistas do comércio eletrónico orientados<br />
para o B2C têm uma quota substancial de<br />
clientes de oficinas que encomendam peças com<br />
contas particulares. Ambos estes fatores fazem do<br />
comércio eletrónico uma oportunidade relevante,<br />
bem como uma ameaça para os distribuidores.<br />
Os agregadores de serviços tornaram-se dos<br />
agentes de mudança mais proeminentes na indústria<br />
e controlam uma quota crescente dos<br />
serviços do mercado pós-venda. Esta quota irá<br />
crescer ainda mais até 2030, com os agregadores<br />
de serviços a ganharem quota, mas também a<br />
terem de superar alguns desafios para realizar<br />
este potencial de crescimento. Existem dois modelos<br />
de negócio principais para agregadores de<br />
serviços. Empresas como a Auteon fornecem<br />
uma comparação das peças de substituição e<br />
software de encomenda para oficinas. Isso aumenta<br />
a concorrência de preços para os distribuidores.<br />
Outros como a WhoCanFixMyCar.<br />
com canalizam clientes para a mecânica. Estas<br />
plataformas de encaminhamento requerem uma<br />
grande base de clientes e um número suficiente<br />
de oficinas afiliadas para criar o alcance e tráfego<br />
necessários ao funcionamento de forma rentável.<br />
Essas plataformas devem desenvolver capacidades<br />
de diagnóstico, incluindo reconhecer as<br />
necessidades de reparação e peças durante o<br />
agendamento de uma marcação e integração<br />
de TI para atrair frotas. As parcerias com distribuidores<br />
parecem ser um caminho lógico para<br />
abordar estas questões.<br />
96 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
Caracterização do mercado<br />
Oficinal em Portugal<br />
Nas tabelas publicadas nestas páginas indicamos o parque automóvel e o número de Oficinas IAM<br />
existentes atualmente em Portugal. O Parque publicado corresponde aos dados divulgados pela<br />
Autoridade de Supervisão de Seguros, www.asf.pt incluindo todo tipo de veículos motorizados sujeitos<br />
a obrigatoriedade de seguro, representando o Parque de Ligeiros 82,7% do total<br />
Em 31/12/2021 estavam matriculados<br />
em Portugal 6.845.912 automóveis<br />
ligeiros, 2,4% mais que no ano anterior<br />
e 15,3% mais que 5 anos antes,<br />
podendo concluir-se que apesar das<br />
crises (financeira, pandemia,..), o parque cresce<br />
entre 2,5 e 3% ao ano.<br />
As percentagens publicadas do número de Oficinas<br />
IAM foram obtidas das Bases de Dados da<br />
IFQUATRO, que classifica as Oficinas IAM em 4<br />
canais: dois generalistas (Redes e Independentes)<br />
e dois especialistas (Pneus e Colisão):<br />
l 4.560 Oficinas Mecânicas Independentes<br />
l 1.218 Oficinas Generalistas em Rede<br />
l 790 Especialistas em Colisão<br />
l 1.722 Especialistas em Pneus<br />
As 4.560 Oficinas Independentes constituem o<br />
Canal principal da Reparação e Manutenção<br />
Automóvel, com cerca de 40% do mercado.<br />
As 1.218 Oficinas em Rede continuam o seu<br />
crescimento, mostrando significativa dinâmica<br />
com redes em crescimento, redes em reestruturação<br />
e novas redes. Em total somam já 20%<br />
do mercado.<br />
Os especialistas de Pneus em Portugal têm o<br />
recorde em quota de mercado: instalam cerca<br />
de 7 de cada 10 Pneus mudados. Existem 1.722<br />
especialistas, incluindo os que integram Redes<br />
e os que realizam também atividade comercial.<br />
O Canal Especialistas em Chapa e Pintura continua<br />
sendo o que enfrenta maiores dificuldades,<br />
pela queda da sinistralidade e pela influência no<br />
controlo de preços pelas companhias seguradoras,<br />
para além da concorrência das Oficinas<br />
Autorizadas.<br />
Os Retalhistas foram calculados a partir de informação<br />
da empresa RATIUS incluindo todas<br />
as empresas que exercem atividade com o CAE<br />
45320 e faturaram mais de 50 mil € em 2021.<br />
QUADRO I – Distribuição de Oficinas por distrito em percentagem (%)<br />
Distrito Parque Automóvel 2021 Total Oficinas Mecânica Independentes Oficinas em rede Oficinas de colisão Oficinas de pneus Retalhistas de peças<br />
Aveiro 615.016 7,4% 6,6 8,5 5,9 7,5 7,2<br />
Beja 127.469 1,5% 1,7 0,8 2,9 2,1 1,5<br />
Braga 688.602 8,3% 7,7 8,2 7,7 8,2 7,8<br />
Bragança 132.319 1,6% 1,5 1,9 1,5 1,9 1,5<br />
Castelo Branco 163.979 2,0% 2,3 1,9 1,3 1,9 2,1<br />
Coimbra 378.053 4,6% 4 5,3 4,8 6,6 5,8<br />
Évora 129.168 1,6% 2 1,1 1,8 2 1,4<br />
Faro 406.065 4,9% 5,7 4,3 3,9 3,7 4,1<br />
Guarda 153.471 1,9% 2,1 2 1,9 1,9 1,6<br />
Leiria 458.605 5,5% 6,5 5,9 7,7 6,4 6,2<br />
Lisboa 1.659.349 20,0% 21,8 16,7 22,2 19,4 18,3<br />
Portalegre 89.636 1,1% 1,4 0,8 1,4 1 0,8<br />
Porto 1.240.812 15,0% 14,4 17,6 15,3 15,8 17,6<br />
Santarém 385.094 4,7% 4,4 5,8 4,7 4,1 4,8<br />
Setúbal 562.389 6,8% 6,1 6,1 5,6 6 6,6<br />
Viana do Castelo 217.041 2,6% 1,9 2,9 3,9 2,4 1,9<br />
Vila Real 179.461 2,2% 1,9 2,5 2,5 2,1 2,1<br />
Viseu 346.744 4,2% 3,3 3,8 3,5 4,8 3,7<br />
Açores 171.183 2,1% 1,2 2,1 1,1 1,1 2,7<br />
Madeira 172.785 2,1% 3,5 1,1 1,5 1,2 2,3<br />
T0TAIS 4560 1218 790 1722 2950<br />
98 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
QUADRO II – Matrículas de Veículos Automóveis em Portugal (Por tipo de Veículo)(%)<br />
Ligeiros de<br />
Passageiros<br />
Ligeiros de<br />
Mercadorias **<br />
Total Mercado<br />
Ligeiros<br />
Pesados de<br />
Mercadorias<br />
Autocarros<br />
Total Mercado<br />
Veículos Automóveis<br />
Anos<br />
Unid. % Var. Unid. % Var. Unid. % Var. Unid. % Var. Unid. % Var. Unid. % Var.<br />
2000 295 490 -0,7 115 040 12,5 410 530 2,6 7 424 5,0 927 42,2 418 881 2,7<br />
2001 260 316 -11,9 93 578 -18,7 353 894 -13,8 6 698 -9,8 874 -5,7 361 466 -13,7<br />
2002 228 574 -12,2 76 813 -17,9 305 387 -13,7 4 742 -36,1 694 -25,1 310 823 -14,0<br />
2003 192 305 -15,9 66 555 -13,4 258 860 -15,2 3 736 -21,2 558 -19,6 263 154 -15,3<br />
2004 200 168 4,1 68 707 3,2 268 875 3,9 4 679 25,2 641 14,9 274 195 4,2<br />
2005 206 399 3,1 66 727 -2,9 273 126 1,6 4 616 -1,3 728 13,6 278 470 1,6<br />
2006 194 607 -5,7 64 582 -3,2 259 189 -5,1 5 406 17,1 579 -20,5 265 174 -4,8<br />
2007 201 700 3,6 68 537 6,1 270 237 4,3 5 644 4,4 725 25,2 276 606 4,3<br />
2008 213 294 5,7 55 499 -19,0 268 793 -0,5 5 536 -1,9 798 10,1 275 127 -0,5<br />
2009 160 947 -24,5 38 972 -29,8 199 919 -25,6 3 213 -42,0 628 -21,3 203 760 -25,9<br />
2010 223 464 38,8 45 734 17,4 269 198 34,7 3 130 -2,6 491 -21,8 272 819 33,9<br />
2011 153 486 -31,3 34 963 -23,6 188 449 -30,0 2 665 -14,9 330 -32,8 191 444 -29,8<br />
2012 95 309 -37,9 16 011 -54,2 111 320 -40,9 1 892 -29,0 223 -32,4 113 435 -40,7<br />
2013 105 921 11,1 18 202 13,7 124 123 11,5 2 392 26,4 174 -22,0 126 689 11,7<br />
2014 142 826 34,8 26 166 43,8 168 992 36,1 3 126 30,7 239 37,4 172 357 36,0<br />
2015 178 503 25,0 30 858 17,9 209 361 23,9 4 039 29,2 254 6,3 213 654 24,0<br />
2016 207 330 16,1 34 890 13,1 242 220 15,7 4 824 19,4 354 39,4 247 398 15,8<br />
2017 222 129 7,1 38 523 10,4 260 652 7,6 5 372 11,4 361 2,0 266 385 7,7<br />
2018 228 327 2,8 39 282 2,0 267 609 2,7 5 133 -4,4 510 41,3 273 252 2,6<br />
2019 223 799 -2,0 38 454 -2,1 262 253 -2,0 4 974 -3,1 601 17,8 267 828 -2,0<br />
2020 145 417 -35,0 27 578 -28,3 172 995 -34,0 3 585 -27,9 412 -31,4 176 992 -33,9<br />
2021 146 637 0,8 28 790 4,4 175 427 1,4 4 264 18,9 586 42,2 180 277 1,9<br />
QUADRO III - Parque e Densidade Automóvel em Portugal (Em 31-12-21)<br />
Distritos<br />
Ligeiros de<br />
Passageiros<br />
Ligeiros de<br />
Mercadorias<br />
Total de<br />
Ligeiros<br />
Pesados de<br />
Mercadorias<br />
Pesados de<br />
Passageiros<br />
Total de Veículos<br />
Automóveis<br />
Ciclomotores Motociclos Quadriciclos e Triciclos<br />
Habitantes por:<br />
Ligeiro<br />
Passageiros<br />
Aveiro 360 233 86 072 446 305 9 717 772 456 795 33 438 23 637 2 904 1,9 1,5<br />
Beja 67 195 22 300 89 495 1 158 152 90 805 5 064 4 816 742 2,1 1,6<br />
Braga 417 648 106 262 523 910 8 589 1 461 533 960 23 030 28 016 2 776 2,0 1,6<br />
Bragança 52 972 22 074 75 046 1 685 232 76 962 3 361 4 372 1 030 2,4 1,6<br />
Castelo Branco 81 103 24 487 105 590 2 321 349 108 259 5 528 5 580 1 017 2,2 1,7<br />
Coimbra 208 301 48 208 256 509 5 365 843 262 717 19 945 17 221 2 176 1,9 1,5<br />
Évora 74 779 19 740 94 519 1 599 393 96 510 4 546 4 583 712 2,0 1,6<br />
Faro 273 908 56 295 330 203 4 043 971 335 216 16 013 21 955 1 804 1,6 1,3<br />
Guarda 67 994 21 435 89 429 2 691 166 92 285 5 314 5 239 1 202 2,1 1,6<br />
Leiria 254 590 72 694 327 284 12 319 636 340 238 20 519 17 314 2 332 1,8 1,3<br />
Lisboa 1 380 586 216 166 1 596 752 37 023 4 238 1 638 014 21 584 83 761 4 900 1,6 1,4<br />
Portalegre 49 992 14 209 64 201 2 068 85 66 354 3 251 3 295 595 2,1 1,6<br />
Porto 872 042 171 608 1 043 650 17 262 2 513 1 063 425 33 944 54 397 3 877 2,0 1,7<br />
Santarém 207 483 57 133 264 617 7 626 444 272 686 16 382 13 005 2 040 2,1 1,6<br />
Setúbal 424 829 64 136 488 965 5 787 1 098 495 850 10 170 27 361 2 213 2,0 1,7<br />
V. do Castelo 120 285 26 889 147 175 2 856 560 150 591 9 111 9 376 1 446 1,9 1,5<br />
Vila Real 89 632 26 545 116 177 2 206 446 118 829 5 893 6 919 1 494 2,1 1,6<br />
Viseu 170 076 46 623 216 699 6 459 694 223 851 17 580 13 223 2 372 2,1 1,6<br />
Continente 5 173 649 1 102 876 6 276 525 130 773 16 051 6 423 348 254 672 344 070 35 633 1,9 1,5<br />
Açores 111 456 30 381 141 838 2 006 452 144 296 1 214 6 757 1 214 2,2 1,7<br />
Madeira 124 895 16 743 141 637 2 221 797 144 656 2 114 12 173 653 2,0 1,8<br />
Total 5 410 000 1 150 000 6 560 000 135 000 17 300 6 712 300 258 000 363 000 37 500 1,9 1,5<br />
Fonte: ACAP<br />
Veículo<br />
Automóvel<br />
Fonte: ACAP<br />
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
99
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
QUADRO IV – NÚMERO DE OFICINAS INDEPENDENTES PERTENCENTES A REDES POR DISTRITO (2021)<br />
REDE<br />
TIPO DE REDE<br />
Nº OFICINAS<br />
AVEIRO<br />
BEJA<br />
BRAGA<br />
BRAGANÇA<br />
CASTELO BRANCO<br />
COIMBRA<br />
EVORA<br />
FARO<br />
GUARDA<br />
LEIRIA<br />
LISBOA<br />
PORTALEGRE<br />
PORTO<br />
SANTAREM<br />
SETUBAL<br />
VIANA DO CASTELO<br />
VILA REAL<br />
VISEU<br />
AÇORES<br />
MADEIRA<br />
Bosch Car Service Marca peças (BOSCH) 158 13 1 17 6 2 3 2 5 4 9 34 2 31 9 9 1 3 3 0 1<br />
Eurorepar Marca Auto (PSA) 156 9 1 5 2 4 3 3 10 7 8 26 3 27 11 15 3 6 10 0 0<br />
T4C - TecForCar<br />
Distribuidor<br />
(CREATE BUSINESS)<br />
117 13 2 17 0 2 8 1 4 4 6 13 0 16 8 0 6 4 0 11 2<br />
A Oficina<br />
Distribuidor<br />
(CREATE BUSINESS)<br />
103 11 1 7 3 2 6 0 3 0 6 10 2 14 10 6 6 1 3 7 4<br />
TOPCAR Grupo Auto (NORS) 101 3 1 10 1 1 3 0 4 3 3 24 0 23 1 10 6 3 2 1 0<br />
CGA Car Service<br />
Distribuidor<br />
(AUTO DELTA)<br />
98 9 0 8 2 5 18 0 1 1 14 2 0 10 6 7 3 3 5 2 0<br />
M FORCE Serviços Rápidos 80 2 1 1 0 0 3 1 3 0 0 42 0 18 1 7 0 0 1 0 0<br />
ACC - Auto Check Center<br />
Distribuidor<br />
(CREATE BUSINESS)<br />
77 19 1 0 4 1 8 1 4 0 5 4 0 10 9 3 0 1 2 4 4<br />
Red Service Distribuidor (LEIRILIS) 52 2 0 7 0 1 6 0 3 1 8 5 0 7 5 2 0 2 2 0 1<br />
Motrio Marca Auto (RENAULT) 46 5 1 8 1 0 0 1 1 0 0 7 1 17 2 1 1 0 0 0 0<br />
Checkstar<br />
Marca Peças<br />
(MAGNETTI MARELLI)<br />
41 9 0 3 0 0 2 0 0 2 1 3 0 7 1 3 1 1 6 0 2<br />
Rino<br />
Grupo Auto<br />
(M. COUTINHO)<br />
40 2 0 2 1 0 1 1 7 1 2 2 2 9 2 1 2 1 3 1 0<br />
Roady Auto Centro 35 3 1 0 0 2 1 1 1 1 4 6 0 5 2 3 1 2 1 0 0<br />
RecOficial Service<br />
Distribuidor<br />
(ATLANTIC PARTS)<br />
30 1 0 10 3 1 0 1 0 0 3 0 0 5 2 0 2 1 1 0 0<br />
Norauto Auto Centro 26 1 0 2 0 0 1 1 3 0 1 7 0 4 1 4 1 0 0 0 0<br />
SPG Oficinas<br />
Distribuidor<br />
(AUTOZITÂNIA)<br />
21 0 0 2 0 2 0 0 0 0 0 4 0 3 0 0 2 1 7 0 0<br />
MIDAS Serviços Rápidos 14 1 0 0 0 0 0 0 1 0 1 3 0 5 0 2 0 1 0 0 0<br />
Feu Vert Auto Centro 14 1 0 1 0 0 1 0 2 0 1 4 0 2 1 1 0 0 0 0 0<br />
Drive Repair<br />
Distribuidor<br />
(AUTOZITANIA)<br />
9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 0 1 0 0 0 0 0 0 0<br />
TOTAIS 1218 104 10 100 23 23 64 13 52 24 72 204 10 214 71 74 35 30 46 26 14<br />
QUADRO V - Matrículas de Veículos Automóveis Ligeiros em Portugal (Por meses)<br />
2017<br />
% Var.<br />
17/16<br />
2018<br />
% Var.<br />
18/17<br />
2019<br />
Mês<br />
Mensal Acum. Mensal Acum. Mensal Acum. Mensal Acum. Mensal Acum. Mensal Acum. Mensal Acum. Mensal Acum. Mensal Acum. Mensal Acum.<br />
JAN 15 028 15 028 7,8 7,8 14.509 14 509 -3,5 -3,5 15.684 15 684 8,1 8,1 14.423 14 423 -8,0 -8,0 10.029 10 029 -30,5 -30,5<br />
FEV 18 861 33 889 4,6 6,0 20.812 35 321 10,3 4,2 18.861 34 545 -9,4 -2,2 20.263 34 686 7,4 0,4 8.311 18 340 -59,0 -47,1<br />
MAR 25 980 59 869 -1,8 2,5 27.908 63 229 7,4 5,6 24.900 59 445 -10,8 -6,0 10.596 45 282 -57,4 -23,8 12.699 31 039 19,8 -31,5<br />
ABR 18 830 78 699 17,8 5,8 21.481 84 710 14,1 7,6 21.121 80 566 -1,7 -4,9 2.749 48 031 -87,0 -40,4 14.809 45 848 438,7 -4,5<br />
MAI 23 653 102 352 13,4 7,4 23.634 108 344 -0,1 5,9 22.724 103 290 -3,9 -4,7 5.741 53 772 -74,7 -47,9 16.661 62 509 190,2 16,2<br />
JUN 24 834 127 186 6,3 7,2 26.217 134 561 5,6 5,8 25.305 128 595 -3,5 -4,4 11.076 64 848 -56,2 -49,6 18.936 81 445 71,0 25,6<br />
JUL 17 572 144 758 12,4 7,8 19.987 154 548 13,7 6,8 18.436 147 031 -7,8 -4,9 15.209 80 057 -17,5 -45,6 12.323 93 768 -19,0 17,1<br />
AGO 11 937 156 695 11,5 8,1 15.361 169 909 28,7 8,4 12.435 159 466 -19,0 -6,1 12.417 92 474 -0,1 -42,0 7.971 101 739 -35,8 10,0<br />
SET 14 857 171 552 6,4 7,9 12.786 182 695 -13,9 6,5 14.558 174 024 13,9 -4,7 13.186 105 660 -9,4 -39,3 10.786 112 525 -18,2 6,5<br />
OUT 15 898 187 450 6,5 7,8 13.951 196 646 -12,2 4,9 15.649 189 673 12,2 -3,5 13.679 119 339 -12,6 -37,1 10.576 123 101 -22,7 3,2<br />
NOV 17 626 205 076 6,9 7,7 15.500 212 146 -12,1 3,4 16.400 206 073 5,8 -2,9 11.826 131 165 -27,9 -36,4 10.928 134 029 -7,6 2,2<br />
DEZ 17 053 222 129 0,4 7,1 16.181 228 327 -5,1 2,8 17.726 223 799 9,5 -2,0 14.252 145 417 -19,6 -35,0 12.608 146 637 -11,5 0,8<br />
% Var.<br />
19/18<br />
2020<br />
% Var.<br />
20/19<br />
2021<br />
% Var.<br />
21/20<br />
Fonte: ACAP<br />
100 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
25<br />
DISTRIBUIDORES PEÇAS<br />
PARA PESADOS<br />
Os 25 Maiores distribuidores de Peças para Pesados faturaram em 2021, 146 milhões de<br />
Euros, mais 11,5% que no ano anterior, ultrapassando em 8% o valor de 2019. Empregam 577<br />
trabalhadores (-3,5%), aumentando a produtividade média para 259 mil Euros por trabalhador<br />
o<br />
setor dos transportes é fundamental<br />
para a economia do país, onde o<br />
transporte rodoviário tem um papel<br />
determinante. A maior prioridade dos<br />
distribuidores de peças para pesados<br />
foi garantir que as frotas continuavam em movimento,<br />
sem paragens inesperadas e com uma assistência<br />
rápida. O setor dos pesados não sentiu tanto como o<br />
dos veículos ligeiros os efeitos da pandemia, porque<br />
as mercadorias continuaram a circular.<br />
O mercado de distribuição de peças aftermarket<br />
para Pesados continua a ser muito competitivo,<br />
com players importantes e crescimentos acima da<br />
média o que dá um sinal de extrema vitalidade<br />
do sector, embora as peças originais ocupem sem<br />
dúvida um espaço muito importante e vão continuar<br />
a ter preponderância.<br />
A maior especialização e conhecimento técnico,<br />
associadas ao continuo investimento em novas tecnologias,<br />
no domínio do digital, em detrimento do<br />
negócio mais tradicional, passará a ser determinante<br />
neste sector.<br />
O aumento da mobilidade profissional que proporciona<br />
a logística necessária para servir as pessoas<br />
em suas casas, tem mantido o negócio em níveis<br />
muito razoáveis.<br />
- O valor exportado aumentou 50 %, significando<br />
12.8% do total faturado<br />
- Autonomia Financeira: 51% dos Ativos financiados<br />
por Capitais Próprios<br />
- Queda dos Resultados Líquidos, mantendo Rentabilidades<br />
elevadas: 3,6% das Vendas e 8,3% dos<br />
Capitais<br />
102 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
TOP 25 – MAIORES DISTRIBUIDORES PEÇAS PESADOS<br />
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2021 VOL. NEG. 2020 ATIVO 2021 RES. LIQ. 2021 CAP. PROP. 2021 VAB 2021 Nº TRAB. 2021<br />
1 MOTORBUS, LDA. PORTO 27 980 17 575 18 918 2 377 9 365 4 330 35<br />
2 HBC II, LDA. LEIRIA 16 672 13 609 11 653 1 071 7 057 3 744 77<br />
3 CIVIPARTS, S.A LISBOA 15 457 20 246 14 325 -2 461 3 161 888 66<br />
4 EUROPART PORTUGAL, S.A. PORTO 10 214 8 878 6 377 -6 2 273 1 591 39<br />
5 D. COSTA, S.A. (COPEROL) LISBOA 8 896 7 864 9 040 267 3 758 2 173 76<br />
6 RECAMBIOS BARREIRO, LDA. LISBOA 8 417 7 273 3 966 68 2 482 1 144 29<br />
7 NASACAR, LDA. LISBOA 8 199 7 262 9 783 503 4 547 1 872 26<br />
8 SGP - GLOBAL PARTS, LDA. LISBOA 5 638 5 554 4 901 195 1 450 1 000 23<br />
9 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. LEIRIA 5 364 4 734 4 054 356 2 837 1 995 46<br />
10 SUSPARTES, LDA. SETÚBAL 4 100 2 765 1 854 107 1 126 400 9<br />
11 VICAUTO, LDA. VISEU 3 355 2 875 2 980 369 2 070 806 10<br />
12 VIA PESADOS, LDA. V. DO CASTELO 3 342 3 144 2 118 90 931 634 15<br />
13 VISOPARTS, LDA. VISEU 3 002 2 603 3 199 324 1 733 836 11<br />
14 TECNIAMPER, LDA. LISBOA 2 827 3 019 5 951 33 4 756 578 15<br />
15 ECOPARTES, LDA. LEIRIA 2 641 2 057 1 895 209 1 389 651 11<br />
16 POVOA HIDRÁULICA, LDA. PORTO 2 384 1 996 2 418 42 1 536 598 16<br />
17 DMS - TRUCKS, LDA. LEIRIA 2 333 1 943 4 516 523 4 123 1 241 15<br />
18 GLOBAL PARTS SUL, LDA. SETÚBAL 2 124 1 824 1 102 51 299 369 10<br />
19 POLICALÇO, LDA. PORTO 2 047 1 728 2 620 36 635 365 12<br />
20 LEIRIPESADOS, LDA. LEIRIA 1 702 1 662 1 261 73 425 374 9<br />
21 COMERCIALPEÇAS - MÁRIO ALMEIDA & MARTINS, LDA. PORTO 1 687 1 426 2 262 250 1 532 552 9<br />
22 VOLPEÇAS , LDA COIMBRA 1 467 1 000 1 465 40 1 057 244 7<br />
23 PROPESADOS, LDA. COIMBRA 1 254 1 160 1 432 77 828 387 8<br />
24 ALMEFA, LDA. SETÚBAL 1 011 954 2 444 21 1 415 214 7<br />
25 GOLIPE, LDA. LISBOA 953 855 1 088 19 669 163 6<br />
TOP 25<br />
EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIO DISTRIBUIDORES PEÇAS PESADOS<br />
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG.<br />
2021<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. 21/20<br />
VOL. NEG.<br />
2020<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. (20/19)<br />
VOL. NEG. 2019<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. (19/18)<br />
1 MOTORBUS, LDA. PORTO 27 980 59,2 17 575 23,4 14 243 21,67 11 706<br />
2 SUSPARTES, LDA. SETÚBAL 4 100 48,3 2 765 16,3 2 377 -24,75 3 159<br />
3 VOLPEÇAS, LDA COIMBRA 1 467 46,7 1 000 -4,1 1 043 22,71 850<br />
4 ECOPARTES, LDA. LEIRIA 2 641 28,4 2 057 11,1 1 852 -4,04 1 930<br />
5 HBC II, LDA. LEIRIA 16 672 22,5 13 609 7,0 12 718 8,46 11 726<br />
6 DMS TRUCKS, LDA. LEIRIA 2 333 20,1 1 943 -7,7 2 104 -9,35 2 321<br />
7 POVOA HIDRÁULICA, LDA. PORTO 2 384 19,4 1 996 -2,6 2 049 - -<br />
8 POLICALÇO, LDA. PORTO 2 047 18,5 1 728 8,3 1 595 1,92 1 565<br />
9 COMERCIALPEÇAS, LDA. PORTO 1 687 18,3 1 426 -7,4 1 540 7,69 1 430<br />
10 VICAUTO, LDA. VISEU 3 355 16,7 2 875 11,9 2 570 11,55 2 304<br />
11 GLOBAL PARTS SUL, LDA. SETÚBAL 2 124 16,4 1 824 -4,4 1 908 6,18 1 797<br />
12 RECAMBIOS BARREIRO, LDA. LISBOA 8 417 15,7 7 273 6,5 6 827 18,88 5 743<br />
13 VISOPARTS, LDA. VISEU 3 002 15,3 2 603 -10,2 2 900 14,08 2 542<br />
14 EUROPART PORTUGAL, S.A. PORTO 10 214 15,0 8 878 -12,3 10 124 -5,75 10 742<br />
15 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. LEIRIA 5 364 13,3 4 734 0,0 4 732 -0,23 4 743<br />
16 D. COSTA, S.A. (COPEROL) LISBOA 8 896 13,1 7 864 -0,1 7 871 0,18 7 857<br />
17 NASACAR, LDA. LISBOA 8 199 12,9 7 262 -15,3 8 570 -9,98 9 520<br />
18 GOLIPE, LDA. LISBOA 953 11,5 855 -19,8 1 066 -2,65 1 095<br />
19 PROPESADOS LDA. COIMBRA 1 254 8,1 1 160 -11,2 1 306 -3,62 1 355<br />
20 VIA PESADOS, LDA. V. DO CASTELO 3 342 6,3 3 144 13,0 2 782 -3,64 2 887<br />
21 ALMEFA, LDA. SETÚBAL 1 011 6,0 954 -1,4 968 -21,36 1 231<br />
22 LEIRIPESADOS, LDA. LEIRIA 1 702 2,4 1 662 16,4 1 428 -10,69 1 599<br />
23 SGP-GLOBAL PARTS, LDA. LISBOA 5 638 1,5 5 554 0,1 5 551 15,21 4 818<br />
24 TECNIAMPER, LDA. LISBOA 2 827 -6,4 3 019 -20,2 3 781 -4,35 3 953<br />
25 CIVIPARTS, S.A LISBOA 15 457 -23,7 20 246 -24,0 26 651 -4,21 27 823<br />
VOL. NEG.<br />
2018<br />
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
103
MERCADO<br />
Top<br />
25<br />
JOANA MENDES, JORNALISTA DO<br />
JORNAL DAS OFICINAS E LUÍS RIBEIRO,<br />
da DIESEL TECHNIC , ANUNCIAM OS<br />
VENCEDORES DO QUADRO DE HONRA de<br />
distribuidores PEÇAS PARA pesados<br />
Joel lebre, da motorbus,<br />
recebe do patrocinador luís<br />
ribeiro, da diesel technic, o<br />
troféu 1º classificado<br />
Quadro de Honra<br />
Nº EMPRESA<br />
1 MOTORBUS<br />
2 HBC II<br />
3 DMS TRUCKS<br />
4 VICAUTO<br />
5 DIAMANTINO PERPÉTUA<br />
6 VISOPARTS<br />
7 COMERCIALPEÇAS<br />
8 ECOPARTES<br />
9 NASACAR<br />
10 SUSPARTES<br />
Joel Lebre, administrador<br />
da motorbus, recebeu o<br />
troféu 1º classificado na<br />
categoria de distribuidores<br />
de peças para veículos<br />
pesados
TOP 10<br />
DISTRIBUIDORES PEÇAS PESADOS POR CRITÉRIOs<br />
Nº EMPRESA CRESCIMENTO<br />
VOLUME NEGÓCIOS<br />
1 MOTORBUS, LDA. 59,2<br />
2 SUSPARTES, LDA. 48,3<br />
3 VOLPEÇAS, LDA 46,7<br />
4 ECOPARTES, LDA. 28,4<br />
5 HBC II, LDA. 22,5<br />
6 DMS TRUCKS, LDA. 20,1<br />
7 POVOA HIDRÁULICA, LDA. 19,4<br />
8 POLICALÇO, LDA. 18,5<br />
9 COMERCIALPEÇAS, LDA. 18,3<br />
10 VICAUTO, LDA. 16,7<br />
Nº EMPRESA RENTABILIDADE<br />
CAPITAL PRÓPRIO<br />
1 MOTORBUS, LDA. 25,4<br />
2 VISOPARTS, LDA. 18,7<br />
3 VICAUTO, LDA. 17,8<br />
4 LEIRIPESADOS, LDA. 17,2<br />
5 GLOBAL PARTS SUL, LDA. 17,1<br />
6 COMERCIALPEÇAS, LDA. 16,3<br />
7 HBC II, LDA. 15,2<br />
8 ECOPARTES, LDA. 15,0<br />
9 SGP-GLOBAL PARTS, LDA. 13,4<br />
10 DMS TRUCKS, LDA. 12,7<br />
Nº EMPRESA PRODUTIVIDADE<br />
REAL<br />
1 MOTORBUS, LDA. 44,4<br />
2 DMS TRUCKS, LDA. 43,5<br />
3 VICAUTO, LDA. 43,4<br />
4 VISOPARTS , LDA. 42,3<br />
5 NASACAR, LDA. 41,6<br />
6 COMERCIALPEÇAS - MÁRIO ALMEIDA & MARTINS, LDA. 39,4<br />
7 ECOPARTES, LDA. 37,4<br />
8 HBC II, LDA. 36,9<br />
9 PROPESADOS, LDA. 34,9<br />
10 SUSPARTES, LDA. 30,6<br />
Nº EMPRESA VALOR ACRESCENTADO<br />
BRUTO (VAB)<br />
1 MOTORBUS, LDA. 4 330<br />
2 HBC II, LDA. 3 744<br />
3 D. COSTA, S.A. (COPEROL) 2 173<br />
4 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 1 995<br />
5 NASACAR, LDA. 1 872<br />
6 DMS TRUCKS, LDA. 1 241<br />
7 RECAMBIOS BARREIRO, LDA. 1 144<br />
8 SGP-GLOBAL PARTS, LDA. 1 000<br />
9 VISOPARTS, LDA. 836<br />
10 VICAUTO, LDA. 806<br />
Nº EMPRESA AUTONOMIA<br />
FINANCEIRA<br />
1 DMS TRUCKS, LDA. 91,3<br />
2 ECOPARTES 73,3<br />
3 VOLPEÇAS, LDA. 72,2<br />
4 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 70,0<br />
5 VICAUTO, LDA. 69,5<br />
6 COMERCIALPEÇAS - MÁRIO ALMEIDA & MARTINS, LDA. 67,7<br />
7 PÓVOA HIDRÁULICA, LDA. 63,5<br />
8 RECAMBIOS BARREIRO, LDA. 62,6<br />
9 GOLIPE, LDA. 61,5<br />
10 SUSPARTES, LDA. 60,7<br />
Nº EMPRESA GERAÇÃO<br />
EMPREGO<br />
1 HBC II, LDA. 9<br />
2 D. COSTA-, S.A. (COPEROL) 7<br />
3 MOTORBUS, LDA. 5<br />
4 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 2<br />
5 SGP-GLOBAL PARTS, LDA. 2<br />
6 DMS TRUCKS, LDA. 1<br />
7 VISOPARTS, LDA. 1<br />
8 COMERCIALPEÇAS - MÁRIO ALMEIDA & MARTINS, LDA. 1<br />
9 NASACAR, LDA. 1<br />
10 VOLPEÇAS, LDA 1<br />
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
105
POSIÇÃO RANKING 1º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €27.980.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
25<br />
PEÇAS PARA PESADOS<br />
MOTORBUS<br />
Há 26 anos a laborar no comércio de peças para veículos pesados, a Motorbus<br />
tem no seu ADN a capacidade de ‘arriscar’. É com base nesta estratégia, que<br />
possuem atualmente cerca de 45.000 referências em stock e em 2021 decidiram<br />
abrir a sua filial de Leiria. Com um crescimento previsto, para o presente ano,<br />
na ordem dos dois dígitos, Pedro Lebre, administrador da empresa, destaca o<br />
desempenho da sua mais recente aposta, a loja de Leiria “fazia e faz todo o<br />
sentido complementarmos a oferta com uma loja na zona de Leiria, não só para<br />
melhor cobertura do território nacional em termos logísticos, mas também para<br />
dar maior apoio a todos os clientes que já tínhamos na zona”, referiu. Com<br />
o crescimento desta filial e com a consolidação das lojas de Lisboa e Porto,<br />
o administrador sabe que, devido às mudanças de que o mercado tem sido<br />
alvo, é necessário continuar sempre a apostar em mais e melhor, neste sentido,<br />
acrescentaram ao seu vasto portfólio, a marca Gates “É mais um complemento<br />
da nossa gama de refrigeração em virtude da procura existente”, explicou Pedro<br />
Lebre. A rapidez de entrega é um dos pontos que quer melhorar cada vez<br />
mais, daí a aposta grande no aumento de peças em stock, na abertura da nova<br />
loja em Leiria e da duplicação da área de armazenagem na loja de Lisboa.<br />
Continuar a investir num serviço rápido, eficaz e ser reconhecido como player<br />
internacional de peso, são os principais objetivos da Motorbus. Com base nesta<br />
internacionalização, a empresa esteve presente, pela primeira vez, na Motortec<br />
Madrid, um mercado importante para a Motorbus, que segundo o administrador<br />
correspondeu às expetativas “podemos considerar um sucesso, não só a nível de<br />
novos contactos como também como consolidação dos clientes já existentes”.<br />
Tendo em conta o aumento dos preços médios das peças aftermarket para veículos<br />
pesados, Pedro Lebre está consciente de que “poderá haver uma pequena<br />
retração e/ou uma procura maior de produtos lowcost”, no entanto é algo para<br />
o qual já têm um ‘plano B’ “é uma situação para qual nos estamos a preparar<br />
há mais de uma ano”, revelou. Como ‘plano A’ para o seu negócio, e como<br />
parceiros de negócios das oficinas, destaca como essenciais para o crescimento,<br />
uma maior aposta no serviço e acompanhamento do cliente, aumento de stock<br />
e o aumento das formações. Para um futuro próximo, são os veículos elétricos<br />
que têm tomado mais a sua atenção “As viaturas elétricas são a maior mudança<br />
que a distribuição de peças para veículos pesados vai enfrentar. Neste momento<br />
a Motorbus já tem clientes com viaturas elétricas e continuam a apostar no<br />
nosso serviço”, afirmou Pedro Lebre. É com base nestas estratégias que o atual<br />
administrador revelou à TOP100 que prevê continuar a crescer “O desempenho<br />
da empresa continua a ser positivo e em crescendo, em linha com o que se tem<br />
passado nos anos anteriores”, concluiu.<br />
Administradores Óscar Pereira, Joel Lebre e Pedro Lebre<br />
Morada Rua Monte de Além, Nº 70 -90 4410-268 Canela (Vila Nova de Gaia)<br />
Telefone 227 300 230 EMAIL motorbus@motorbus.pt SITE www.motorbus.pt<br />
106 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 2º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €16.672.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
25<br />
PEÇAS PARA PESADOS<br />
HBC II<br />
Fundada nos anos 80 pelo Sr. Hermínio Batalha Cordeiro, como um pequeno<br />
negócio de venda de camiões e peças na Batalha, a HBC II tem obtido um<br />
crescimento constante do seu volume de negócios, aumentando de forma significativa<br />
a sua presença e importância no aftermarket de pesados. A acompanhar o<br />
crescimento do volume de negócios, cresce também o número de colaboradores:<br />
atualmente 80, contando com 7 lojas abertas ao público e um armazém central.<br />
As instalações da Batalha contam com uma área superior a 40.000 m² e mais<br />
de 19.000 artigos em stock. Esta dinâmica coloca a empresa num patamar de<br />
elevada relevância no aftermarket de pesados em Portugal, permitido garantir<br />
uma oferta competitiva, através dos principais fabricantes de peças e um constante<br />
acompanhamento da evolução do mercado. Com a matriz de oferta de produto<br />
correto ao preço justo, a aposta em duas linhas distintas revela-se uma estratégia<br />
vencedora. Por um lado produto premium de fabricantes OE e por outro a oferta<br />
de marca própria garantindo um equilíbrio entre qualidade e preço. Para além<br />
da venda de peças de aftermarket, duas áreas adicionais fazem parte do negócio<br />
da empresa: A reconstrução de componentes e uma oficina integrada na rede<br />
All Trucks (Bosch / Knorr Bremse / ZF). Historicamente associada à Scania, a<br />
HBC II tem vindo a diversificar as marcas, com a grande fatia de aftermarket a<br />
situar-se nos veículos entre os seis e os 20 anos. Depois da sede na Batalha, a HBC<br />
II ao longo dos anos abriu lojas em Pombal, Ovar, Vialonga, Ermesinde e Rio<br />
Maior. “No final do ano passado mudamos de instalações de Ovar para a zona<br />
industrial de Albergaria para um pavilhão de 2000 m, já este ano abrimos uma<br />
nova loja no parque industrial do Seixal “localizações muito importantes. Noutras<br />
zonas temos uma equipa de vendas externa que nos permite servir o mercado<br />
praticamente da mesma forma e com a mesma qualidade de serviço”, refere<br />
João Cordeiro, filho do fundador e atual administrador da empresa. Segundo<br />
este responsável, a HBC II tem caminhado em dois sentidos: Por um lado, com<br />
a aposta na marca própria TTP (Truck & Trailer Parts), lançada em 2005 “que<br />
oferece uma excelente relação qualidade/preço”; por outro, a distribuição das<br />
marcas premium, “aproveitando o know-how e a disponibilidade de formações<br />
que nos podem fornecer e que nos permitem estar sempre muito atualizados”,<br />
explica. A empresa entrou no Grupo TEMOT Internacional, uma mais-valia,<br />
em especial pelo “networking que existe entre as empresas e pessoas de todo o<br />
mundo”, permitindo trabalhar com alguns fornecedores preferenciais do grupo<br />
e podendo complementar algumas gamas de produto. A HBC II foi reconhecida<br />
no ano passado pela TEMOT com o prémio de Shareholder do ano na categoria<br />
de veículos comerciais, “um reconhecimento que nos deixa cheios de orgulho”,<br />
sublinha o administrador.<br />
Administrador João Cordeiro Morada Rua Principal nº 54 Pinheiros 2440-321 Batalha<br />
Telefone 244 769 410 EMAIL batalha@hbc.pt SITE www.hbc.pt<br />
108 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 4º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €10.214.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
100<br />
PEÇAS PARA LIGEIROS<br />
Europart<br />
celebrar 25 anos de presença em Portugal, a Europart conta com cerca de<br />
A meio milhão de referências no seu portfólio e faz parte do Grupo Europart,<br />
presente em 28 países há 75 anos. A empresa tem vindo a investir no seu armazém<br />
central em Werl, na Alemanha, onde conta já com 7.500 novos produtos da<br />
sua marca própria, a Europart Premium. Trabalhar com a Europart significa<br />
“Competência técnica assegurada pelo know-how dos colaboradores e pela<br />
plataforma digital EWOS, disponibilidade dos produtos acima da média graças<br />
à dimensão do grupo e formação gratuita a clientes nas principais gamas de<br />
artigos para veículos pesados e oficinas”, afirma Heitor Manuel Santos, Administrador<br />
da Europart Portugal. Se a empresa tivesse que descrever os últimos<br />
anos, seria “investimento”. Não só em novos produtos e marcas como também,<br />
em serem cada vez mais sustentáveis. A sustentabilidade é atualmente a grande<br />
prioridade do Grupo Europart a nível global. Mais recentemente, juntaram-<br />
-se à empresa Dinamarquesa, Green Energy com quem desenvolveram uma<br />
parceria com soluções e qualidade técnica que visa acentuar a necessidade de<br />
fontes de energia alternativas e mais verdes “sendo a fonte solar algo em que<br />
um país como o nosso pode e deve apostar mais também ao nível rodoviário”,<br />
explica Heitor Manuel Santos. Mas as novidades não ficam por aqui. A empresa,<br />
juntamente com as baterias Varta, realizou um acordo com o objetivo<br />
de reaproveitar baterias usadas e claro, reduzir a pegada de carbono. A área<br />
digital também tem sido objeto de investimento para o Grupo Europart. Para<br />
o administrador, “o mercado Português tem enfrentado positivamente o desafio<br />
tecnológico, sobretudo com a entrada de novas pessoas e técnicos com maior<br />
qualificação na vertente tecnológica”, no entanto ainda não é o suficiente,<br />
fazendo referência às novas necessidades do parque automóvel “Atualmente,<br />
todos os veículos, ligeiros ou pesados, são fabricados sempre com mais softwares<br />
e tecnologias de informação, sendo vital o upgrade permanente das oficinas,<br />
quer ao nível da formação dos seus técnicos, quer ao nível dos equipamentos<br />
de diagnóstico à disposição”, sublinha. Para este responsável, “Face a toda a<br />
gama de desafios que surgiram desde 2020, uma colaboração mais próxima<br />
entre todos os protagonistas do negócio – fabricantes, distribuidores e clientes<br />
finais, é hoje mais fundamental que nunca”. Apesar da diminuição das margens<br />
comerciais do negócio, do aumento dos custos e da escassez de matérias primas,<br />
Heitor Santos, perspetiva que “<strong>2022</strong> possa vir a ser o melhor ano de vendas da<br />
empresa em Portugal”, acrescentando “É um mercado historicamente muito<br />
concorrido, mas que nos últimos 5-10 anos adquiriu um nível de profissionalização<br />
que antes não existia, ganhando em primeiro lugar com esta nova realidade<br />
os clientes de peças para pesados”, conclui.<br />
Administrador: Heitor Manuel Santos<br />
Morada: Rua Antiga Fábrica São Paulo, 7 Área Industrial da Carambancha, 2580-508 Carregado<br />
Telefone: 263 860 110SITE: www.europart.net/pt<br />
110 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
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POSIÇÃO RANKING 9º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €5.364.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
25<br />
PEÇAS PARA PESADOS<br />
Diamantino Perpétua<br />
No mercado há 25 anos, dedicados ao comércio de peças novas, usadas e<br />
recondicionadas para camiões Scania, o último ano, para a Diamantino<br />
Perpetua & Filhos, Lda foi de “crescimento” e “internacionalização”. Com<br />
mais de 30.000 peças referenciadas e com um tempo de resposta quase sempre<br />
imediato, o último ano foi de crescimento “Continuamos a crescer em todos<br />
os mercados, desde o nacional, ao intra e extracomunitário, sendo que neste<br />
contexto o mercado de exportação continua a assumir uma importância determinante,<br />
responsável por mais de 2/3 do nosso volume de negócios”, afirmou a<br />
administração. Aliado a este crescimento nacional e internacional, esteve sempre<br />
a equipa da Diamantino Perpétua & Filhos, a elevada capacidade de stock e as<br />
plataformas digitais. Por se distinguirem como uma empresa internacional, em<br />
que a quota de exportação se situa nos 70% do volume de negócios, fornecer<br />
formação adequada aos seus colaboradores, para fazerem face às necessidades<br />
do mercado, tornou-se num dos principais focos da empresa “o investimento<br />
que fazemos de forma continua na formação, disponibilização de ferramentas<br />
e assessoria dos nossos colaboradores acaba por ser enormemente compensado<br />
na fidelização dos clientes”, revelaram. Com o futuro dos veículos pesados cada<br />
vez mais desafiante do ponto de vista tecnológico e a sofrer alterações diárias,<br />
em que “a tecnologia adotada na construção de um veículo está em constante<br />
mutação e levada a índices sempre crescentes, constituindo um desafio constante<br />
às oficinas”, a Diamantino Perpétua quer manter-se na linha da frente por<br />
muitos mais anos. No entanto, sabe que para estar sempre um passo à frente,<br />
“torna-se imperioso um esforço de capacitação para os desafios do presente<br />
e do futuro, que passarão por oferecer novos serviços ao cliente”. Para isso, a<br />
administração revelou estar certa que o melhor ainda está por vir e desvendou<br />
algumas apostas futuras “A componente elétrica será determinante no futuro,<br />
assim como toda a sua monotorização, pelo que para além do fenómeno do<br />
aparecimento de uma nova especialização neste sector, as atuais oficinas terão<br />
de inovar, capacitar os seus colaboradores, investir e preparar-se para uma<br />
realidade totalmente diferente”. Convictos de que o mercado “terá sempre<br />
potencial de crescimento”, a administração da Diamantino Perpétua & Filhos<br />
admite que “O sector da distribuição e particularmente o do mercado dos<br />
transportes de mercadorias, com a cada vez maior globalização, continuará<br />
a puxar pelo mercado de peças aftermarket, pelo que as oportunidades se<br />
manterão sempre “ao virar da esquina”. Importa nos momentos decisivos estar<br />
preparado e alerta para todas as novas realidades. A assunção permanente<br />
de que nada será como dantes, é desde logo uma vantagem para tornar as<br />
dificuldades em oportunidades”.<br />
Administradores Hugo Perpétua e Filipe Pinheiro<br />
mORADA Zona Industrial Casal Cego, Rua José Silva Nico, Apartado 113, Marrazes, 2416 – 902 Leiria<br />
Telefone 244 856 117 EMAIL geral@diamantino.eu SITE www.diamantino.eu<br />
112 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 11º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €3.355.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
25<br />
PEÇAS PARA PESADOS<br />
VICAUTO<br />
Presente no mercado há 30 anos, a Vicauto conta, atualmente, com uma<br />
equipa de onze colaboradores e dispõe de amplas instalações, com 1.000<br />
m2 de área coberta, de modo a poder prestar o melhor serviço aos clientes. A<br />
cultura da empresa distingue-se por trabalhar, maioritariamente, com fabricantes<br />
de primeiro equipamento, sendo todas as marcas reconhecidas pelos clientes.<br />
Segundo Ricardo Almeida, diretor comercial, no ano de <strong>2022</strong>, a Vicauto, Peças<br />
para Viaturas Pesadas, Lda. “pretende destacar a sua qualidade de fornecedor<br />
global de marcas de primeiro equipamento”. Nesse sentido a empresa promove<br />
mensalmente uma marca premium junto dos seus clientes. O extenso portfólio<br />
inclui produtos para sistemas elétricos, motor, embraiagem, sistemas de travagem,<br />
sistemas de refrigeração e suspensão/direção, abrangendo, assim, a totalidade<br />
de componentes para camiões, reboques e autocarros. A empresa assume agora<br />
uma nova rede de oficinas para veículos pesados que vai tentar dinamizar.<br />
Chama-se ADR Service e é fruto do acordo com o grossista espanhol ADR 98.<br />
“Para enfrentar o futuro é necessário contar com o apoio de um projeto que<br />
ofereça garantias e seriedade, além do máximo de assessoria e apoio técnico”,<br />
explica. É assim que nasce este projeto, que é a rede de oficinas para o veículo<br />
industrial ADR Service, à qual a Vicauto pertence. Ricardo Almeida faz o balanço<br />
da integração no Grupo ADR 98, afirmando que “tem sido muito positivo e<br />
fez-nos crer que realmente tomamos a decisão certa, as mais-valias são as de<br />
estar presente num grupo muito profissional, especialista em pesados e que nos<br />
ajudou a cimentar a nossa posição como fornecedores globais de marcas de 1.º<br />
equipamento”. Recentemente, com dois novos fabricantes a completar a gama<br />
das peças de motor, a Vicauto mostra-se sempre disponível “para aumentar quer<br />
as linhas de produtos, quer novas marcas que se enquadrem no portefólio que<br />
temos”. A empresa assume uma estratégia de proximidade no relacionamento<br />
com os clientes, “para além de nossos clientes, muitos deles já são também<br />
nossos amigos e para isso contamos com uma equipa de 3 pessoas no balcão e<br />
um comercial no acompanhamento às oficinas”, afirma o responsável. Sobre<br />
o impacto das devoluções na empresa, Ricardo Almeida garante que têm “tentado<br />
sensibilizar clientes e comerciais para a correta identificação das peças de<br />
forma a que as devoluções e o impacto que elas têm seja o menor possível”. A<br />
Vicauto acredita que, relativamente à manutenção dos canais de distribuição<br />
tradicionais – Fabricantes, Distribuidores, Retalhistas e oficinas – “a tendência<br />
será cada vez a de deixar de existir o retalhista, que é um interveniente que,<br />
a meu ver, tem tendência a desaparecer. Os fabricantes vão tentar encontrar<br />
distribuidores capazes de chegar às oficinas e ao cliente final, no sector dos<br />
pesados isso praticamente já acontece”, conclui Ricardo Almeida.<br />
Administradores Carlos Alberto e João Manuel<br />
mORADA Zona Empresarial do Campo, Lote 47-49 3515-342 Viseu<br />
Telefone 232 451 197 EMAIL geral@vicauto.pt SITE www.vicauto.com<br />
114 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 13º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €3.002.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
25<br />
PEÇAS PARA PESADOS<br />
VISOPARTS<br />
Com 18 anos de existência, a Visoparts é uma referência no setor da distribuição<br />
de peças para pesados a nível nacional. É uma empresa certificada<br />
e caraterizada por um forte dinamismo e elevado rigor com a qualidade. Conta<br />
com mais de mil clientes ativos e orgulha-se de conhecer o dia-a-dia de cada<br />
um desses clientes, com quem colabora para um crescimento recíproco. Em<br />
novembro de 2021, deu um passo há muito desejado: a Visoparts mudou de<br />
instalações. Com cerca de 2.100 metros quadrados de área total e 1.700 metros<br />
quadrados de armazenagem, o novo edifício apresenta uma imagem mais<br />
moderna e até futurista. José Oliveira, administrador da empresa, refere que as<br />
novas instalações “permitem uma resposta mais rápida e eficaz aos pedidos das<br />
empresas que nos contactam”. As instalações antigas já estavam ultrapassadas<br />
e eram uma limitação para as necessidades diárias e para crescimento da empresa,<br />
explica. Estas novas instalações trouxeram ainda uma sala de formação:<br />
“Estamos a aumentar a capacidade de formação para os nossos funcionários<br />
e também para os nossos clientes, e que é uma mais-valia reconhecida por<br />
todos”. Atualmente, a empresa disponibiliza aos clientes um portefólio com 42<br />
famílias de produtos para as várias frentes: camiões, semirreboques e furgões.<br />
Para José Oliveira, o segredo para o sucesso e o modo como conseguiram atingir<br />
números de faturação recorde em 2021, passa por satisfazer diferentes tipos<br />
de clientes, desde empresas familiares até às grandes empresas multinacionais.<br />
José Oliveira acrescenta que a empresa tem “todas as soluções para o sector de<br />
pesados, e se existir alguma que não tenhamos, procuramos para ter”. A missão,<br />
para o administrador passa por “sermos capazes de fornecer os produtos para<br />
a manutenção e reparação, prestando assim um serviço eficiente na análise<br />
de soluções, assistência técnica e qualidade/preço”. “Estamos rodeados de<br />
parceiros e colaboradores de excelência para garantir o melhor serviço para os<br />
nossos clientes”, refere José Oliveira. O futuro é incerto, mas para a Visoparts,<br />
o ano que está quase a terminar foi repleto de novidades. A empresa reforçou<br />
a aposta no digital, à distância de um clique, os clientes podem consultar referências,<br />
produtos, solicitar orçamentos e ainda, contactar a empresa mais<br />
rapidamente. O administrador acredita que a sua filosofia de vida também se<br />
adequa bastante ao negócio: “Não compramos só por comprar e não vendemos<br />
só por vender. Ou seja, temos de vender e servir o nosso cliente com produtos<br />
de qualidade”, conclui.<br />
Administradores José Carlos Oliveira e Olga Oliveira<br />
Morada Parque Industrial Coimbrões, Estrada Principal, 3500 – 618 Viseu<br />
Telefone 232 471 427 EMAIL geral@visoparts.com SITE www.visoparts.com<br />
116 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
VENCER A DINÂMICA DO PÓS-VENDA<br />
Soluções<br />
integradas e digitais<br />
O pós-venda automóvel está a tornar-se um setor cada vez mais complexo, desafiado<br />
pela digitalização e pelas novas tecnologias dos veículos, quer seja em motopropulsores,<br />
sistemas avançados de assistência ao condutor, novos modelos de propriedade dos<br />
veículos e o aparecimento de players que disponibilizam novos serviços.
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
A pressão sobre<br />
fornecedores<br />
para produzirem<br />
produtos de<br />
marca própria<br />
para grossistas<br />
irá aumentar.<br />
Espera-se que as<br />
peças de marca<br />
própria tenham<br />
uma participação de<br />
mercado de 20 % a<br />
30% até 2025<br />
O<br />
estudo “The European Aftermarket<br />
in 2030”, prevê um menor<br />
crescimento do negócio dos serviços<br />
nos próximos anos, principalmente<br />
devido ao menor custo de<br />
manutenção dos veículos elétricos e o aumento<br />
da segurança devido à crescente disseminação de<br />
sistemas de assistência ao condutor que reduzirão<br />
a taxa de acidentes entre 10% a 20% até 2023.<br />
Espera-se que o mercado aftermarket desacelere<br />
para uma taxa de crescimento de 1% e que o<br />
canal autorizado cresça a uma taxa de cerca de<br />
3,5% no período 2025 – 2030, ficando com cerca<br />
de 40% do mercado da reparação.<br />
Uma análise do processo desencadeado por um<br />
cliente que procura uma reparação demonstra<br />
que existem três pontos críticos de controlo que<br />
determinam a dinâmica do mercado pós-venda<br />
(ver Figura 1). As novas soluções focadas na<br />
digitalização e serviços para melhorar a competitividade<br />
das oficinas é determinante do seu<br />
sucesso durante os próximos anos. Dadas as<br />
mudanças tecnológicas e a digitalização em<br />
toda a cadeia de valor, as empresas têm de<br />
adaptar a forma como abordam estes pontos<br />
de controlo.<br />
Cliente final escolhe a oficina<br />
Onde os veículos são intervencionados é cada vez<br />
mais influenciado pelo cliente digital direcionados<br />
por plataformas agregadoras, bem como por avisos<br />
da conectividade da necessidade de manutenção.<br />
Os fabricantes de automóveis estão melhor<br />
posicionados para utilizar estas alavancas para<br />
aumentar a quota de mercado através do acesso<br />
direto aos dados que proporciona uma interação<br />
com o cliente perfeita. Além disso, mais clientes<br />
estão a ser controlados por frotas e companhias de<br />
seguros, que utilizam acordos com protagonistas<br />
no mercado pós-venda para encaminhar veículos<br />
para oficinas pré-determinadas. Isto requer que<br />
os protagonistas procurem alianças comerciais.<br />
Oferece também uma oportunidade para o mercado<br />
pós-venda independente para alavancar a<br />
sua vantagem de custos. Em geral, menos clientes<br />
decidirão espontaneamente qual a oficina a visitar<br />
com base na proximidade geográfica.<br />
120 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
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A SUA CENTRAL DE SERVIÇOS<br />
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MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
FIGURA 1 - Os pontos de controlo que determinam a dinâmica do mercado pós-venda são críticos para a decisão<br />
sobre os fluxos de dinheiro<br />
1<br />
Automóvel indica<br />
erro/acidente automóvel<br />
2<br />
O cliente final seleciona<br />
os trabalhos<br />
A<br />
3<br />
Chegada do automóvel<br />
à oficina<br />
4<br />
Oficina diagnostica<br />
automóvel<br />
A Ponto de Controlo<br />
Cliente final escolhe a oficina<br />
Principais alavancas<br />
• Fidelização de clientes e visibilidade da marca<br />
• Plataformas de encaminhamento<br />
• Cooperação comercial<br />
• Diagnósticos remotos<br />
9<br />
O cliente recebe<br />
o automóvel<br />
8<br />
Oficina repara<br />
o automóvel<br />
7<br />
Fornecimento para<br />
a oficina<br />
5<br />
Encomenda de peças<br />
ao distribuidor<br />
B<br />
B Ponto de Controlo<br />
As oficinas escolhem peças e distribuidores<br />
Principais alavancas<br />
• Oferta de produtos, preço e contratos<br />
• Programa informático da oficina<br />
• Formação técnica e serviços<br />
• Comércio eletrónico e cooperação<br />
de plataformas<br />
6<br />
Encomenda de peças<br />
ao fornecedor<br />
C<br />
C Ponto de Controlo<br />
Distribuidor escolhe fornecedores<br />
Principais alavancas<br />
• Preço e nível de serviço do fornecedor<br />
• Relação do fornecedor com distribuidor<br />
• Peças cativas e inovação<br />
• Sair de oficinas/clientes finais<br />
Cliente final Oficina Distribuidor Tier1<br />
Fonte: BCG<br />
122 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
PADRÕES INTER<br />
NACIONAIS, RAÍZES<br />
ALEMÃS E MÁXIMA<br />
PRECISÃO.<br />
Três motivos pelos quais os clientes confiam na nossa tecnologia de travagem.<br />
ATE – Desenvolvido na Alemanha.<br />
ate-brakes.com<br />
Brakethrough Technology<br />
Uma marca da Continental.
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
Embora o canal<br />
autorizado<br />
beneficie de<br />
tecnologias novas<br />
e mais complexas,<br />
o mercado<br />
independente pode<br />
manter-se firme<br />
através da maior<br />
profissionalização<br />
e digitalização<br />
e também pelo<br />
aumento da idade<br />
média do parque<br />
As oficinas escolhem peças<br />
e distribuidores<br />
A escolha de uma oficina de reparação do distribuidor<br />
é determinada pela oferta e preço do<br />
produto, bem como dos serviços adicionais tais<br />
como formação e integração no panorama informático<br />
de oficinas cada vez mais digitalizadas.<br />
Considerações como a disponibilidade do produto,<br />
serviço e logística são ainda mais importantes<br />
do que apenas o preço ao escolher um distribuidor<br />
(ver Figura 2). Os distribuidores reforçaram a<br />
sua posição neste ponto de controlo ao criar uma<br />
carteira de serviços adaptados às necessidades das<br />
oficinas. Os fornecedores, pelo contrário, têm<br />
dificuldades de acesso direto às oficinas graças<br />
às competências que os distribuidores têm em se<br />
posicionarem como intermediários. As plataformas<br />
de serviços e ofertas de comércio eletrónico<br />
apresentam uma forma para os protagonistas<br />
não tradicionais para obter acesso ao ponto de<br />
controlo.<br />
Distribuidor escolhe fornecedores<br />
Os fornecedores devem gerir cuidadosamente as<br />
relações com distribuidores cada vez maiores e<br />
poderosos. Podem destacar-se com peças cativas,<br />
as que apenas estão disponíveis de um OEM ou<br />
fornecedor Tier1, bem como com serviços adicionais<br />
como a oferta de serviços de gestão logística.<br />
Combinados com parcerias estratégicas, estes<br />
serviços podem ajudar a proteger o preço de<br />
componentes premium de um afluxo de marcas<br />
privadas no mercado pós-venda.<br />
Rumo à digitalização<br />
e soluções integradas<br />
Para identificar os campos de ação estratégica<br />
mais centrais para cada tipo de protagonista do<br />
mercado pós-venda, publicamos a Figura 3.<br />
Como as empresas do mercado pós-venda estão a<br />
tornar-se mais ligadas, é essencial os protagonistas<br />
estarem informados sobre as suas próprias estra-<br />
124 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
www.alfaeparts.com<br />
Tech-driven<br />
electronics<br />
O NASCIMENTO DE UM NOVO LÍDER<br />
Um novo conceito de componentes<br />
elétricos e eletrónicos para veículos<br />
Qualidade,<br />
gama e<br />
serviço
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
FIGURA 2 - Importância dos fatores na decisão sobre a escolha de fornecedores por oficinas independentes<br />
Classificado de 1 (muito pouco importante) a 10 (muito importante)<br />
Preços<br />
Disponibilidade<br />
do produto<br />
Logística<br />
Disponibilidade, entregas<br />
e serviços com melhor<br />
classificação - salientar<br />
a necessidade de processos<br />
eficientes<br />
Portfólio<br />
de marcas<br />
Serviço Técnico<br />
Nível de preços importante<br />
e não o fator de decisão mais<br />
importante para as oficinas<br />
Pessoa<br />
de contacto<br />
de vendas<br />
Ofertas de<br />
informática<br />
Serviço<br />
(por ex., garantia)<br />
Distribuidores que parecem<br />
não ser capazes de alavancar<br />
as ofertas de informática<br />
ao grau pretendido para<br />
convencer os clientes<br />
Fonte: Wolk/BCG<br />
126 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
Trabalho árduo facilitado.<br />
Os vídeos de serviço Watch and Work.<br />
Os vídeos de serviço Watch and Work facilitam o trabalho árduo. Pois<br />
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MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
No final da década,<br />
cerca de 20% da<br />
frota automóvel<br />
europeia será<br />
composta<br />
por veículos<br />
eletrificados.<br />
Cerca de 6% dos<br />
veículos em<br />
operação serão<br />
veículos elétricos<br />
a bateria, os quais<br />
geram cerca de 20%<br />
menos gastos com<br />
peças<br />
tégias, bem como sobre as das empresas acima e<br />
abaixo do fluxo de valores. Os protagonistas no<br />
mercado pós-venda estão a mostrar uma maior<br />
vontade de continuar com parcerias à medida<br />
que se formam alianças e a indústria avança para<br />
uma maior integração vertical.<br />
Oficinas - Melhorar a eficiência<br />
e planeamento<br />
As oficinas devem melhorar a eficiência interna<br />
e o planeamento através de mais digitalização,<br />
incluindo sistemas avançados de gestão de revendedores<br />
e processos das oficinas. Devem preparar os<br />
funcionários e a sua oficina física para reparações<br />
relacionadas com a eletrificação e o ADAS. As<br />
oficinas de reparação também precisam de olhar<br />
para a forma como se aproximam dos clientes.<br />
Com o aumento da direção digital do cliente, as<br />
oficinas devem ligar-se digitalmente aos clientes<br />
através de parcerias ou de um sistema exclusivo,<br />
tal como a adesão a um conceito de oficina. O<br />
número crescente de clientes controlados por frotas<br />
e companhias de seguros requer que as oficinas<br />
integrem esses protagonistas no seu programa<br />
informático. Proporcionar cobertura suficiente<br />
aos clientes comerciais é vital, pois procurarão<br />
parceiros de âmbito nacional, com os quais possam<br />
celebrar acordos. O aumento de volume também<br />
permite oportunidades adicionais para financiar<br />
investimentos em equipamento novos e serviços.<br />
Distribuidores - Agregadores<br />
de serviços, frotas e seguradoras<br />
Três diretivas estratégicas dominam as implicações<br />
para os distribuidores, tais como agregadores de<br />
serviços, frotas e seguradoras. Querem construir<br />
escala e criar integração através de parcerias. Estes<br />
modelos de plataforma devem ter tamanho suficiente<br />
e uma integração perfeita nos programas<br />
informáticos. Esta plataforma holística impulsionaria<br />
os diagnósticos remotos para desencadear<br />
imediatamente encomendas de peças da oficina<br />
ao distribuidor e agendar uma marcação para o<br />
cliente final. Além disso, os distribuidores devem<br />
128 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
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AUTOPFLEGE<br />
Ausgabe 2/<strong>2022</strong><br />
Ausgabe 2/<strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
FIGURA 3 - Detalhes das implicações estratégicas para cada tipo de protagonista do mercado pós-venda<br />
Oficinas<br />
Rever as relações do<br />
cliente e iniciativas<br />
de marketing<br />
Reforçar para<br />
competir no futuro<br />
Melhorar os<br />
processos internos<br />
(informática)<br />
e o planeamento<br />
Capturar função<br />
ativa nos<br />
processos digitais<br />
com parceiros<br />
selecionados<br />
Preparar<br />
funcionários/<br />
equipamentos<br />
para reparações<br />
novas e complexas<br />
Distribuidores<br />
Investir em escala<br />
com iniciativas<br />
de clientes<br />
Desenvolver<br />
o conceito<br />
de plataforma<br />
holística<br />
Encontrar parcerias<br />
para melhorar<br />
a experiência e<br />
o fluxo de clientes<br />
Procurar parceiros<br />
para solução<br />
de diagnóstico<br />
(remoto)<br />
Avaliar as<br />
implicações<br />
da mudança<br />
de reparações<br />
Grossistas<br />
Estabelecer<br />
parcerias<br />
estratégicas para<br />
orientar o cliente<br />
final<br />
Rever a frequência<br />
de entrega usando<br />
a análise de dados<br />
Criar conceito de<br />
plataforma digital<br />
incl. comércio<br />
eletrónico<br />
Conduzir ativamente<br />
a consolidação e<br />
elevar as sinergias<br />
Avaliar a oferta de<br />
recondicionamento<br />
Tier1<br />
Reforçar o ponto de<br />
controlo da oficina<br />
(e do cliente final)<br />
Avaliar o<br />
fornecimento<br />
direto a oficinas/<br />
protagonistas do<br />
comércio eletrónico<br />
Posição no<br />
crescente mercado<br />
de componentes EV<br />
Contrariar o poder<br />
de compra dos<br />
distribuidores<br />
Ganhar papel para<br />
OEM em tecnologias<br />
de software/dados<br />
OEM<br />
Reforçar a relação<br />
cliente/fidelização<br />
Desenvolver<br />
proativamente<br />
modelos de negócio<br />
de EV e software<br />
Avaliar a oferta<br />
de diagnóstico<br />
remoto para IAM<br />
Rever a estrutura/<br />
estratégia interna<br />
para o mercado<br />
pós-venda<br />
Avaliar caso<br />
de investimento<br />
para IAM<br />
Fonte: BCG<br />
130 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
O fluxo de dados criado<br />
pela digitalização dos<br />
automóveis e processos de<br />
pós-venda irá desempenhar<br />
um papel cada vez mais<br />
importante num ecossistema<br />
em que clientes e peças serão<br />
canalizados automaticamente<br />
para as oficinas<br />
MÁXIMO DESEMPENHO<br />
TOTAL TRANQUILIDADE<br />
A BENDIX ESTÁ<br />
AINDA MELHOR<br />
avaliar as implicações da alteração dos tipos de reparação causadas pelo aumento<br />
da complexidade técnica da eletrificação e da assistência automatizada<br />
ao condutor nos seus negócios.<br />
Grossistas – Facilitadores centrais<br />
e parceiros de negócio<br />
Os grossistas estão bem posicionados para serem facilitadores centrais e<br />
parceiros no espaço do mercado pós-venda. Para alavancar esta posição,<br />
devem encontrar formas de direcionar os clientes finais, oferecendo serviços<br />
adicionais, tais como centros de atendimento para frotas ou ao investir e criar<br />
parcerias com plataformas de monitorização. A concorrência intensificada<br />
entre os distribuidores consolidados exige que os protagonistas melhorem a<br />
sua eficiência interna em logística e realizem sinergias. É fundamental para<br />
os grossistas criar um conceito de plataforma digital que possa competir<br />
com os protagonistas do comércio eletrónico que também servem oficinas<br />
e cada vez mais adquirem peças diretamente dos fornecedores. Avaliar a<br />
ameaça dos novos players no mercado e formular uma resposta estratégica<br />
permite que os grossistas passem a ser participantes com um conjunto de<br />
valores crescentes. A oferta de produtos reconstruídos permite aos grossistas<br />
ganharem mais quota e controlo do negócio de mercado pós-venda, aumentando<br />
a sua alavancagem em negociações e melhoria do acesso ao mercado.<br />
Reconhecida pelos resultados no setor dos travões,<br />
desde 1924, a Bendix é agora apoiada pela TMD Friction -<br />
um fabricante líder mundial de equipamento original<br />
para o segmento da fricção. Isto representa uma maior<br />
garantia de qualidade, maior cobertura de veículos e<br />
uma gama maior.<br />
Há melhores travões do que estes?<br />
Fabricantes de automóveis e oficinas autorizadas<br />
O canal autorizado está na posição mais forte para ganhar quota adicional de<br />
negócios com base nas tendências do mercado. Mas os fabricantes de equipamento<br />
original e as oficinas autorizadas devem tirar partido da sua atual relação<br />
com os clientes, bem como de reparações novas e complexas para penetrar nos<br />
segmentos de automóveis mais antigos do mercado pós-venda. Ao reforçar a<br />
fidelização de clientes através de medidas específicas, tais como serviços baseados<br />
em subscrições e utilizando proativamente as suas vantagens técnicas com novas<br />
tecnologias, tais como veículos eletrificados e ADAS, o canal autorizado pode<br />
posicionar-se como especialista técnico de confiança. Devido ao seu acesso aos<br />
dados e aos seus conhecimentos técnicos, os fabricantes de automóveis poderão<br />
fornecer aos protagonistas do mercado pós-venda independente algum acesso de<br />
diagnóstico remoto. A crescente necessidade de gerir ativamente operações do<br />
mercado pós-venda, bem como a mudança da dinâmica competitiva exige que<br />
os fabricantes de equipamento original revejam a sua estrutura interna e a sua<br />
estratégia no mercado pós-venda. Um investimento num negócio do mercado<br />
pós-venda independente pode revelar-se um caminho a receitas mais elevadas<br />
e contribuições para lucros dos fabricantes de automóveis.<br />
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MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
Criar as bases para a digitalização<br />
O crescimento do negócio de peças do mercado<br />
pós-venda europeu continuará mas vai começar<br />
a abrandar na segunda metade da década.<br />
Embora continuem a surgir canais de comércio<br />
eletrónico de peças, os distribuidores continuarão<br />
a ser o principal modo de distribuição no canal<br />
independente. Os fornecedores devem estar<br />
atentos à sua posição no mercado e encontrar<br />
formas de alavancar peças cativas, construir<br />
uma carteira de produtos competitiva e<br />
desenvolver serviços de valor acrescentado para<br />
distribuidores e oficinas para se destacarem da<br />
concorrência (Ver figura 4).<br />
À medida que o mercado abranda após 2025,<br />
a indústria irá confrontar questões como a<br />
consolidação e novos protagonistas na digitalização<br />
do mercado pós-venda. Um mercado pósvenda<br />
mais eficiente surgirá no final da década,<br />
possibilitado pela digitalização e integração ao longo<br />
da cadeia de valor. Os clientes serão cada vez mais<br />
orientados para as oficinas de reparação por frotas,<br />
seguradoras, agregadores de serviços e diagnóstico<br />
remoto. Os negócios gerados pelas colisões<br />
começarão a diminuir à medida que mais veículos<br />
forem equipados com sistemas de segurança<br />
avançados. Para acompanhar esta transformação,<br />
e o aumento da eletrificação dos veículos, as<br />
oficinas terão de dominar novos tipos de reparações<br />
e digitalizar as suas operações. Os distribuidores<br />
profissionalizados e consolidados sentirão a pressão<br />
para reduzir os custos logísticos e utilizar análises<br />
avançadas para melhorar a eficiência.<br />
FIGURA 4 - Visão do mercado pós-venda em 2030<br />
Aumentar as<br />
interações digitais<br />
do cliente<br />
Manutenção<br />
preventiva e<br />
diagnóstico remoto<br />
Mais reparações<br />
EV e importância<br />
do software<br />
Digitalização<br />
crescente e<br />
encomenda online<br />
de oficinas<br />
Frotas e seguradoras<br />
dirigem o fluxo<br />
crescente de clientes<br />
Os sistemas ADAS<br />
reduzem as taxas de<br />
colisão<br />
Menos entregas por<br />
parte dos distribuidores<br />
devido ao aumento dos<br />
custos<br />
132 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
Os fornecedores irão enfrentar desafios<br />
crescentes por parte dos clientes com maior<br />
poder de compra e terão menos pontos de<br />
acesso direto às oficinas, mas também terão<br />
novas oportunidades para chegar aos clientes<br />
através de novos protagonistas, tais como<br />
revendedores de peças online As empresas<br />
devem agir agora para se prepararem para a<br />
transformação da indústria a fim de assegurar<br />
a sua posição no que continuará a ser um<br />
mercado grande e atrativo.<br />
MÁXIMO DESEMPENHO<br />
TOTAL TRANQUILIDADE<br />
A BENDIX ESTÁ<br />
AINDA MELHOR<br />
Fornecedores<br />
de peças abertas<br />
ao fornecimento<br />
direto a clientes finais,<br />
oficinas e operadores<br />
de comércio eletrónico<br />
Reconhecida pelos resultados no setor dos travões,<br />
desde 1924, a Bendix é agora apoiada pela TMD Friction -<br />
um fabricante líder mundial de equipamento original<br />
para o segmento da fricção. Isto representa uma maior<br />
garantia de qualidade, maior cobertura de veículos e<br />
uma gama maior.<br />
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MERCADO<br />
Top<br />
25<br />
DISTRIBUIDORES EQUIPAMENTOS<br />
Os 25 Maiores Distribuidores de Equipamentos para Oficinas faturaram em 2021 quase<br />
110 milhões de €, mais 10% que em 2020, superando o valor de 2019. Tem mantido o Emprego,<br />
que foi de 650 trabalhadores, pelo que a produtividade aumentou para 169 mil € por trabalhador<br />
Nos anos da pandemia houve uma<br />
redução substancial do número<br />
pedidos de equipamentos e de solicitações<br />
de serviços de manutenção<br />
preventiva por parte das oficinas.<br />
Neste momento, a situação encontra-se praticamente<br />
normalizada, embora ainda se possa sentir,<br />
por parte de algumas empresas, algum receio do<br />
futuro e a necessidade de adiarem intenções de investimento<br />
ao nível da aquisição de equipamentos<br />
A “revolução elétrica”, a tendência de concentração<br />
do mercado, o comércio online, o esmagamento<br />
das margens de comercialização, a rápida e<br />
constante evolução tecnológica, serão porventura,<br />
entre outros, alguns dos maiores desafios para o<br />
negócio de comércio de ferramentas e equipamentos<br />
para oficinas automóvel. A forte concorrência<br />
do setor, com a presença de cada vez mais players<br />
é outra das maiores ameaças.<br />
Neste preciso momento a maior ameaça é a inflação<br />
dos preços que está a ocorrer devido ao aumento<br />
do preço dos transportes e das matérias-primas.<br />
Isto pode levar ao abrandamento das vendas. No<br />
geral, a situação financeira dos distribuidores de<br />
equipamentos em 2021 melhorou, com o aumento<br />
das vendas.<br />
• Os lucros adicionados quase triplicaram<br />
• A incidência do Valor Acrescentado é de 20%<br />
do Volume de Negócios<br />
• Autonomia Financeira estabilizou em 52,4%, o<br />
que é um excelente resultado<br />
• As Rentabilidades médias aumentaram, mas<br />
mantém valores inferiores ao dos outros setores:<br />
2,7% das Vendas e 5% dos Capitais<br />
• As Exportações caíram 7,7 % diminuindo seu<br />
peso para 7% da Faturação<br />
134 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
TOP 25 – MAIORES DISTRIBUIDORES EQUIPAMENTOS<br />
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2021 VOL. NEG. 2020 ATIVO 2021 RES. LIQ. 2021 CAP. PROP. 2021 VAB 2021 Nº TRAB. 2021<br />
1 LUSAVOUGA, S.A. LISBOA 25 257 22 762 28 223 946 14 150 4 318 115<br />
2 BOLAS, LDA. ÉVORA 11 847 9 978 11 719 721 10 265 2 736 60<br />
3 LUSAVEIRO, S.A. AVEIRO 11 380 10 348 10 852 182 4 319 1 619 37<br />
4 LUSILECTRA S.A. PORTO 11 258 10 310 11 869 72 5 935 2 441 67<br />
5 RUBETE, S.A. PORTO 5 133 4 634 4 111 -279 590 1 281 57<br />
6 KROFTOOLS, LDA. BRAGA 5 015 3 670 5 441 391 1 537 1 195 16<br />
7 COMETIL, S.A. LISBOA 4 492 4 602 5 772 108 4 186 1 119 27<br />
8 CETRUS, LDA. BRAGA 4 162 3 964 5 950 16 1 750 1 679 49<br />
9 CORCET, LDA. PORTO 4 067 3 234 4 365 313 3 087 1 320 24<br />
10 INTERMACO, LDA. AVEIRO 4 057 3 752 2 581 13 1 793 997 34<br />
11 FERROL 2, S.A. LEIRIA 3 464 2 667 2 432 34 587 434 10<br />
12 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. LISBOA 2 441 2 541 3 928 -193 2 544 439 16<br />
13 PROXIRA, LDA LISBOA 2 111 1 735 1129 117 390 462 15<br />
14 HÉLDER MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. LEIRIA 2 049 1 750 1 936 36 265 510 16<br />
15 MGM, LDA. PORTO 1 989 1 489 1 343 54 765 587 22<br />
16 ALTARODA, S.A. PAREDES 1 921 1 793 2 048 171 1 700 580 15<br />
17 FORWINNERS, LDA. AVEIRO 1 692 1 323 1 220 147 457 404 4<br />
18 HISPANOR, LDA. BRAGA 1 655 1 665 1 011 196 676 581 12<br />
19 IMPACTO, LDA. PORTO 1 550 1 242 1 503 3 1 391 315 8<br />
20 GONÇALTEAM, LDA. SETÚBAL 1 334 1 180 2 149 72 870 450 11<br />
21 TECNIVERCA, LDA. LISBOA 1 325 1 369 1 540 -136 1 079 200 14<br />
22 DOMINGOS & MORGADO 2, LDA. PORTO 1 299 1 195 1 283 -19 218 287 12<br />
23 CONVERSA DE MÃOS, LDA. PORTO 1 061 881 834 75 398 293 11<br />
24 MEGANOR, LDA. BRAGANÇA 1 049 967 929 47 465 337 12<br />
25 PINTO DA COSTA & COSTA, LDA. BRAGA 1 041 775 757 40 599 245 8<br />
TOP 25<br />
EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIO DISTRIBUIDORES EQUIPAMENTOS<br />
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG.<br />
2021<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. 21/20<br />
VOL. NEG.<br />
2020<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. (20/19)<br />
VOL. NEG. 2019<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. (19/18)<br />
1 KROFTOOLS, LDA. BRAGA 5 015 36,6 3 670 7,3 3 419 21,67 2 810<br />
2 PINTO DA COSTA & COSTA, LDA. BRAGA 1 041 34,3 775 -26,3 1 051 -14,48 1 229<br />
3 MGM, LDA. PORTO 1 989 33,6 1 489 -4,9 1 565 12,67 1 389<br />
4 FERROL 2, S.A. LEIRIA 3 464 29,9 2 667 -23,0 3 464 15,24 3 006<br />
5 FORWINNERS, LDA. AVEIRO 1 692 27,9 1 323 19,7 1 105 8,23 1 021<br />
6 CORCET, LDA. PORTO 4 067 25,8 3 234 25,5 2 577 10,51 2 332<br />
7 IMPACTO, LDA. PORTO 1 550 24,8 1 242 -16,6 1 489 10,38 1 349<br />
8 PROXIRA, LDA LISBOA 2 111 21,7 1 735 27,1 1365 - -<br />
9 CONVERSA DE MÃOS, LDA. PORTO 1 061 20,4 881 -21,6 1 124 -1,58 1 142<br />
10 BOLAS, LDA. ÉVORA 11 847 18,7 9 978 -6,8 10 701 2,13 10 478<br />
11 HÉLDER MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. LEIRIA 2 049 17,1 1 750 -16,9 2 107 5,99 1 988<br />
12 GONÇALTEAM, LDA. SETÚBAL 1 334 13,1 1 180 -29,3 1 670 -7,79 1 811<br />
13 LUSAVOUGA, S.A. LISBOA 25 257 11,0 22 762 6,1 21 447 -5,19 22 621<br />
14 RUBETE, S.A. PORTO 5 133 10,8 4 634 -13,1 5 334 -2,50 5 471<br />
15 LUSAVEIRO, S.A. AVEIRO 11 380 10,0 10 348 3,8 9 969 -4,44 10 432<br />
16 LUSILECTRA, S.A. PORTO 11 258 9,2 10 310 -28,9 14 497 11,16 13 041<br />
17 DOMINGOS & MORGADO 2, LDA. PORTO 1 299 8,7 1 195 -30,3 1 715 -10,16 1 909<br />
18 MEGANOR, LDA. BRAGANÇA 1 049 8,5 967 27,6 758 - -<br />
19 INTERMACO, LDA. AVEIRO 4 057 8,1 3 752 -11,3 4 229 1,73 4 157<br />
20 ALTARODA, S.A. PAREDES 1 921 7,1 1 793 8,3 1 656 18,79 1 394<br />
21 CETRUS, LDA. BRAGA 4 162 5,0 3 964 -12,1 4 508 -7,66 4 882<br />
22 HISPANOR, LDA. BRAGA 1 655 -0,6 1 665 -9,1 1 831 34,73 1 359<br />
23 COMETIL, S.A. LISBOA 4 492 -2,4 4 602 -15,9 5 475 -4,77 5 749<br />
24 TECNIVERCA, LDA. LISBOA 1 325 -3,2 1 369 -15,0 1 610 3,14 1 561<br />
25 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. LISBOA 2 441 -3,9 2 541 -35,9 3 965 - -<br />
VOL. NEG.<br />
2018<br />
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
135
MERCADO<br />
Top<br />
25<br />
josé bárbara, diretor geral da<br />
kroftools, recebeu o troféu<br />
de 1º classificado na categoria<br />
equipamentos<br />
vando santos, da bolas,<br />
recebeu o troféu de 2º<br />
classificado na categoria<br />
equipamentos<br />
Quadro de Honra<br />
Nº EMPRESA<br />
1 KROFTOOLS<br />
2 BOLAS<br />
3 CORCET<br />
4 LUSAVOUGA<br />
5 ALTARODA<br />
6 HISPANOR<br />
7 FORWINNERS<br />
8 MGM<br />
9 PINTO DA COSTA & COSTA<br />
10 LUSAVEIRO<br />
JOSÉ BOAVIDA, DA CORTECO,<br />
patrocinador DA GALA top<br />
100, ANUNCIA OS VENCEDORES<br />
DO QUADRO DE HONRA DA<br />
categoria EQUIPAMENTOS
TOP 10<br />
DISTRIBUIDORES equipamentos POR CRITÉRIOS<br />
Nº EMPRESA CRESCIMENTO<br />
VOLUME NEGÓCIOS<br />
1 KROFTOOLS, LDA. 36,6<br />
2 PINTO DA COSTA & COSTA, LDA. 34,3<br />
3 MGM, LDA. 33,6<br />
4 FERROL 2, S.A. 29,9<br />
5 FORWINNERS, LDA. 27,9<br />
6 CORCET, LDA 25,8<br />
7 IMPACTO, LDA. 24,8<br />
8 PROXIRA, LDA 21,7<br />
9 CONVERSA DE MÃOS, LDA. 20,4<br />
10 BOLAS, LDA. 18,7<br />
Nº EMPRESA RENTABILIDADE<br />
CAPITAL PRÓPRIO<br />
1 FORWINNERS, LDA. 32,2<br />
2 PROXIRA, LDA 30,0<br />
3 HISPANOR, LDA. 29,0<br />
4 KROFTOOLS, LDA. 25,4<br />
5 CONVERSA DE MÃOS, LDA. 18,8<br />
6 HÉLDER MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. 13,6<br />
7 CORCET, LDA 10,1<br />
8 MEGANOR, LDA. 10,1<br />
9 ALTARODA, S.A. 10,1<br />
10 GONÇALTEAM, LDA. 8,3<br />
Nº EMPRESA PRODUTIVIDADE<br />
REAL<br />
1 FORWINNERS, LDA. 101,0<br />
2 KROFTOOLS, LDA. 74,7<br />
3 CORCET, LDA 55,0<br />
4 HISPANOR, LDA. 48,4<br />
5 BOLAS, LDA. 45,6<br />
6 LUSAVEIRO, S.A. 43,8<br />
7 FERROL 2, S.A. 43,4<br />
8 COMETIL, S.A. 41,4<br />
9 GONÇALTEAM, LDA. 40,9<br />
10 IMPACTO, LDA. 39,4<br />
Nº EMPRESA VALOR ACRESCENTADO<br />
BRUTO (VAB)<br />
1 LUSAVOUGA, S.A. 4 318<br />
2 BOLAS, LDA. 2 736<br />
3 LUSILECTRA, S.A. 2 441<br />
4 CETRUS, LDA. 1 679<br />
5 LUSAVEIRO, S.A. 1 619<br />
6 CORCET, LDA 1 320<br />
7 KROFTOOLS, LDA. 1 195<br />
8 COMETIL, S.A. 1 119<br />
9 INTERMACO, LDA. 997<br />
10 MGM, LDA. 587<br />
Nº EMPRESA AUTONOMIA<br />
FINANCEIRA<br />
1 IMPACTO, LDA. 92,5<br />
2 BOLAS, LDA. 87,6<br />
3 ALTARODA, S.A. 83,0<br />
4 PINTO DA COSTA & COSTA, LDA. 79,1<br />
5 COMETIL, S.A. 72,5<br />
6 CORCET, LDA 70,7<br />
7 INTERMACO, LDA. 69,5<br />
8 HISPANOR, LDA. 66,9<br />
9 MGM, LDA. 57,0<br />
10 LUSAVOUGA, S.A. 50,1<br />
Nº EMPRESA GERAÇÃO<br />
EMPREGO<br />
1 LUSAVOUGA, S.A. 11<br />
2 CETRUS, LDA. 5<br />
3 PROXIRA, LDA 4<br />
4 LUSILECTRA, S.A. 3<br />
5 ALTARODA, S.A. 1<br />
6 CONVERSA DE MÃOS, LDA. 1<br />
7 PINTO DA COSTA & COSTA, LDA. 1<br />
8 KROFTOOLS, LDA. 0<br />
9 LUSAVEIRO, S.A. 0<br />
10 INTERMACO, LDA. 0<br />
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
137
POSIÇÃO RANKING 4º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €11.258.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
25<br />
EQUIPAMENTOS<br />
LUSILECTRA<br />
Lusilectra, empresa pertencente ao Grupo Salvador Caetano, apresenta uma<br />
A ampla gama de equipamentos e ferramentas para as oficinas, com cerca de<br />
5.000 referências, capaz de equipar “chave na mão” qualquer tipo de oficina<br />
(serviços rápidos, mecânica, chapa e pintura, pneus). Sempre com uma visão<br />
dinâmica e com perspetivas de futuro alargadas, a empresa faz questão de estar<br />
presente no maior número de mercados existentes. Atualmente, encontram-se<br />
em Portugal e Espanha, onde desenvolvem as suas quatro áreas de negócio:<br />
Acessórios Especiais Automóvel, Equipamentos para Oficinas, Centros de Inspeção<br />
e Ferramentas Profissionais. Para além da expansão territorial, expandir<br />
o seu portfólio para um maior número de referências, faz parte da estratégia da<br />
empresa. Em <strong>2022</strong>, a Lusilectra apostou num leque de produtos para Serviços<br />
de Pneus da Hofmann. António Garrido, administrador da empresa, afirma<br />
não poder estar mais satisfeito com o desempenho desta aposta “A marca tem<br />
tido um bom desempenho tendo em conta a qualidade e ampla gama das suas<br />
linhas de produtos”. Estar sempre um passo à frente na vertente tecnológica,<br />
mais do que uma escolha, tornou-se numa necessidade para a Lusilectra. António<br />
Garrido revelou que o facto de estarem “inseridos no Grupo Salvador Caetano,<br />
permite-nos acompanhar de mais perto toda a evolução tecnológica do setor<br />
automóvel, fazendo com que estejamos mais atentos à inovação”. Atualmente,<br />
toda a gestão de stocks da empresa é “suportada por um software dedicado<br />
e apoiado na experiência de profissionais qualificados que conhecem bem o<br />
setor”, acrescentou. Ainda que o ‘digital’ seja uma componente imprescindível<br />
para a empresa, o ‘presencial’ tem muito significado para a Lusilectra, que não<br />
dispensa um serviço pós-venda ‘cara a cara’, sempre a pensar nas necessidades<br />
do cliente. O serviço de assistência programada que disponibilizam é exemplo<br />
disso “As principais vantagens deste serviço prende-se com a melhor gestão dos<br />
equipamentos dos nossos clientes, deixando-os mais tranquilos quanto à sua<br />
manutenção, garantindo a longevidade e o bom funcionamento dos mesmos”.<br />
A evoluir a olhos vistos, a empresa cresceu nas vendas face aos últimos dois anos,<br />
chegando mesmo a atingir os níveis de 2019. Para continuar a crescer, para<br />
além de desejar que “a guerra termine, por todas as implicações que isso tem<br />
em termos sociais e económicos”, a Lusilectra tem apostado na maximização<br />
dos stocks e estabelecido acordos com os seus principais fornecedores de forma<br />
a minimizar ao máximo o impacto junto dos clientes, otimizando a gestão de<br />
projetos, aconselhamento e acompanhamento comercial, assistência técnica,<br />
formação teórica e prática, elaboração de layouts, contratos de assistência e<br />
manutenção, máquinas de substituição, soluções “chave na mão” e possibilidade<br />
de leasings, rentings e alugueres.<br />
Administrador: António Garrido<br />
Morada Rua Eng. Ferreira Dias, 953/993 – 4100-247 Porto<br />
Telefone 226 198 750 EMAIL lusilectra@lusilectra.pt SITE www.lusilectra.pt<br />
138 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 6º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €5.015.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
25<br />
EQUIPAMENTOS<br />
KROFTOOLS<br />
KROFtools tem no seu ADN qualidade, fiabilidade e inovação, caraterísticas<br />
A que considera imprescindíveis e que a tem levado ao sucesso nos últimos<br />
33 anos. Conta atualmente com uma gama com cerca de 2.500 referências e<br />
perspetiva continuar a adicionar novos produtos ao seu portfólio “é uma prática<br />
recorrente da nossa marca, pois vamos lançando vários ao longo do ano, e a par<br />
disso, também aprimoramos os modelos já existentes”, referiu José Bárbara, Diretor<br />
Geral da empresa. Os produtos KROFtools mais procurados pelas oficinas estão<br />
ligados à elevação, às ferramentas específicas e manuais, assim, a empresa, tem<br />
previsto até ao final do ano, apostar em “elevadores para camiões ficando com<br />
um leque mais completo a nível de elevação”. Mas as novidades não ficam por<br />
aqui, também a gama de pneumáticos e de ferramentas elétricas vai crescer com<br />
novas referências “vamos lançar um jogo pneumático para extrair injetores, com<br />
um sistema muito mais rápido e eficiente do que os tradicionais extratores que<br />
são de pancada ou hidráulicos e a nível de ferramenta elétrica, vamos lançar as<br />
gambiarras com carregamento via wireless”, revelou. Com a gama de produtos a<br />
crescer de ano para ano e com a falta generalizada de matérias primas, tornou-se<br />
essencial para a KROFtools, mais espaço. José Bárbara, pôs mãos à obra e projetou<br />
as novas instalações para fazer face às atuais exigências do ramo automóvel, no<br />
entanto, a pandemia trocou-lhe as voltas. Tal como o mercado “exigente” e “em<br />
constante mudança”, o Diretor Geral dividiu em cinco armazéns o stock que lhe<br />
permitissem continuar a dar resposta a todos os que os procuram, sem nunca pôr<br />
em causa a qualidade que os distingue. De forma a colmatar a necessidade dos<br />
clientes, dispõe de uma especializada Equipa Técnica presente na zona Norte<br />
e outra na zona Sul do país, para que possa quase de imediato solucionar as<br />
questões que vão surgindo. A nível do digital o ano anterior foi sem dúvida um<br />
ano de desenvolvimento para a KROFtools “Reformulámos a imagem do nosso<br />
site, criamos um Blog, onde disponibilizamos conteúdo regularmente, dinamizámos<br />
ainda mais as nossas Newsletters e reforçamos a nossa presença nas redes<br />
sociais. No entanto, este ano continuamos a nossa aposta, e avançamos para um<br />
programa de projeção 3D de oficinas mecânicas”, revela o responsável. Tornar a<br />
KROFtools numa empresa internacionalmente conhecida sempre foi a ambição<br />
de José Bárbara. Hoje, exportam para mais de 16 países, no entanto, a abertura<br />
para novos mercados faz parte da estratégia de expansão da empresa. Para além<br />
de todo o trabalho desenvolvido diariamente, foi a pensar nesta expansão que<br />
marcaram presença na Automechanika. A crescer a olhos vistos, José Bárbara<br />
desvendou os números do presente ano “O primeiro semestre foi de crescimento<br />
onde desenvolvemos novos mercados na Europa e até ao final de <strong>2022</strong> prevemos<br />
um aumento de dois dígitos face ao ano passado”.<br />
Administrador José Bárbara<br />
Morada Rua da Devesa, nº 8 - 4755-307 Barcelos - Braga<br />
Telefone 253 200 250 EMAIL geral@kroftools.com SITE www.kroftools.com/pt<br />
140 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
WHEREVER WE GO, WE GO TOGETHER<br />
33<br />
ANOS<br />
LÍDER!<br />
NO<br />
MERCADO<br />
EQUIPAMENTOS PARA OFICINA<br />
FERRAMENTA AUTOMÓVEL<br />
WWW.KROFTOOLS.COM
POSIÇÃO RANKING 7º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €4.492.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
25<br />
EQUIPAMENTOS<br />
COMETIL<br />
Num período de apreensão e incertezas quanto ao futuro do pós-venda<br />
automóvel, a Cometil continua a valer-se da versatilidade como imagem<br />
de marca e fator essencial para o sucesso do negócio. Tem uma atividade<br />
transversal, cobrindo todas as áreas de negócio na indústria da manutenção,<br />
podendo projetar soluções tanto para uma empresa de serviços rápidos, como<br />
desenhar um projeto «chave na mão» para uma oficina OEM que representa<br />
um fabricante de veículos automóveis. Para tal, confia nos fabricantes Hunter,<br />
BlitzRotary, Hazet, Vigor, Buttler, Cemb, Waeco, Omer e AHS. Pedro de Jesus,<br />
administrador, explica que não há segredos, “apenas o respeito pelo cliente que<br />
nos dá a sua preferência, temos que ter competência para lhe propor as melhores<br />
soluções e para o tornar capaz de as rentabilizar”. A Cometil começa por<br />
identificar as necessidades do cliente, incluindo sempre a formação contínua,<br />
com os clientes a valorizarem, segundo o responsável, “equipamentos que lhes<br />
permitam superar os desafios que os veículos atuais criam na atividade oficinal;<br />
as homologações OEM; a segurança de quem os utiliza e a fiabilidade em<br />
conjunto com a assistência pós-venda”. O administrador refere que o grande<br />
foco da empresa está em “conhecer, estudar, projetar, formar e criar resultados<br />
no negócio do cliente”. Tem alargado a venda de várias famílias de produtos,<br />
como sistemas de elevação, mobiliário oficinal, frenómetros e teste de suspensões<br />
e prevê continuar a fazê-lo, apresentando como novidade a solução criada pela<br />
Hunter para a calibração dos sistemas ADAS e seguir com a divulgação do sistema<br />
Quick Check Inspection, da mesma marca. Os produtos mais procurados<br />
pelos clientes são as máquinas de verificação e ajuste da geometria dos ângulos<br />
da direção e suspensão, também da Hunter. Atualmente, o principal veículo de<br />
comunicação da empresa é a página na internet, onde podem ser encontrados<br />
os produtos disponíveis e onde são divulgados os eventos em que participam,<br />
o plano anual de formação, ações comerciais e novos produtos. Pedro de Jesus<br />
considera que ainda é muito prematuro para definir com exatidão como será<br />
o automóvel daqui a 10 anos, mas defende que este irá “continuar a necessitar<br />
de manutenção” e terá “problemas para solucionar”, pelo que está certo de<br />
que as “oportunidades de negócio vão surgir”. O caminho para o sucesso, no<br />
futuro, só depende, a seu ver, de cada uma das empresas, pois “as oportunidades<br />
e ameaças são criadas por nós, só temos que estar preparados para nos<br />
readaptarmos”. O responsável conclui ainda que “movidos a energia elétrica<br />
ou a combustíveis fósseis, os veículos continuarão a ser utilizados, no entanto,<br />
o cenário de mudança via exigir agilidade, visão e capacidade de adaptação à<br />
nova realidade, a todas as organizações que operam nesta indústria. A melhor<br />
definição para o futuro é a palavra mudança!”, finaliza.<br />
Administrador Pedro de Jesus<br />
Morada Rua Cidade de Amesterdão, 4 Parque Industrial do Arneiro, 2660 - 456 S. Julião do Tojal (Loures)<br />
Telefone 219 379 550 EMAIL geral@cometil.pt SITE www.cometil.pt<br />
142 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 8º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €4.162.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
25<br />
EQUIPAMENTOS<br />
CETRUS<br />
operar no mercado dos equipamentos para oficinas de automóveis há já<br />
A 30 anos, a Cetrus é uma das referências do setor. O grande objetivo desta<br />
empresa passa por criar soluções inovadoras de qualidade, a preços competitivos,<br />
sempre à procura de oportunidades de negócio. A verdade é que a<br />
Cetrus já instalou mais de 2.500 oficinas automóvel em Portugal, um número<br />
de enorme responsabilidade. Talvez por isso, o administrador da empresa,<br />
Jorge Costa, agradeça e enalteça o trabalho de toda a equipa ao longo destas<br />
três décadas de atividade, reforçando sempre uma ética coerente e honesta com<br />
cada cliente. A empresa representa atualmente mais de 30 marcas, sendo as<br />
mais relevantes a Nova Verta, Spanesi, Space, Power System, Piusi, Ecodora,<br />
IRT, Drestet ou a Boxo. Mas como não há amor como o primeiro, a Nova<br />
Verta teve desde sempre uma relevância fulcral nesta empresa, até pelo facto<br />
de ter sido a primeira a juntar-se à Cetrus. A génese da empresa provém do<br />
setor industrial, por isso é que a Cetrus presta sempre muita atenção ao projeto,<br />
fator primordial na evolução de qualquer obra. Atualmente, e apesar de já<br />
ter dentro de portas a capacidade e know-how para execução de projetos 3D,<br />
aumentou a capacidade da equipa e, atualmente, faz apresentações, vídeos e<br />
até visitas virtuais à futura oficina, dando uma perspetiva quase real ao cliente<br />
de como vai ficar o seu espaço. Para o administrador, a proximidade com o<br />
cliente apresenta-se muitas vezes como um autêntico fator para o sucesso: “O<br />
conceito de «chave na mão» é muito mais do que ser fornecedor global. Na<br />
verdade, temos colaborado com os nossos clientes desde o projeto e conceção<br />
da oficina, bem antes da colocação da primeira pedra. Com isto, estudamos o<br />
melhor layout e definem-se os melhores fluxos da oficina, considerando sempre<br />
os fatores ambientais”, refere o administrador.<br />
Já na área da mecânica, a Cetrus tem apostado muito na produção de mobiliário<br />
oficinal personalizado. Jorge Costa refere que o mobiliário oficinal da Cetrus é<br />
totalmente personalizável, pois o desenho e fabrico é realizado internamente.<br />
Desta forma, podem “desenvolver soluções à medida e de acordo com a real<br />
necessidade do cliente. Destacamos a possibilidade de mudança de cor, mudança<br />
de profundidade dos móveis e as soluções de distribuição de lubrificantes, tudo<br />
mais valias apenas possível com a linha de mobiliário para oficinas Cetrus”. Em<br />
relação ao futuro do setor, Jorge Costa é da opinião que se avizinham tempos<br />
difíceis para a área da chapa e pintura: “o mercado reage bem à evolução, até<br />
porque cada vez mais os jovens têm uma vertente extremamente tecnológica e,<br />
portanto, a evolução dos equipamentos acompanha também a evolução do automóvel.<br />
Parece-me que o problema poderá estar nos próximos anos, em tarefas<br />
menos tecnológicas, como o trabalho de chapa e pintura”, finalizou.<br />
Administrador Jorge Costa<br />
Morada Rua dos Queimados, 59 4760-056 Vila Nova de Gaia<br />
Telefone 252 308 600 EMAIL cetrus @cetrus.pt SITE www.cetrus.pt<br />
144 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
A CETRUS celebra 30 anos a<br />
atuar no mercado português<br />
e internacional de<br />
equipamentos para<br />
reparação automóvel e<br />
indústria em geral, sendo<br />
atualmente, uma referência<br />
incontornável para quem<br />
procura equipar este tipo de<br />
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necessários a uma<br />
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que asseguram todo o apoio<br />
especializado no<br />
território nacional.<br />
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Empresa<br />
Top<br />
25<br />
EQUIPAMENTOS<br />
MGM<br />
MGM, desde há 22 anos que se dedica à comercialização e assistência técnica<br />
A de equipamentos de oficinas automóvel, mais concretamente na montagem<br />
e reparação de elevadores para viaturas, compressores de ar e máquinas de lavar<br />
de alta pressão, entre outros equipamentos de oficina auto e respetivos acessórios.<br />
Manuel Guedes Martins, administrador da empresa, garante que por mais anos<br />
que passem, a marca MGM “é aquilo que esperam de nós”. Sempre preocupado<br />
em ter a melhor qualidade possível aos melhores preços, o administrador revelou<br />
que “o preço é muito importante para o valor da marca, pois uma das suas funções<br />
é transmitir uma mensagem de qualidade e, assim, poder influenciar o conceito<br />
que a nossa marca ocupa na mente do consumidor-alvo”. É com base nesta estratégia<br />
que a MGM se tem debatido diariamente para manter os preços a que<br />
habituou os seus clientes. Com a enorme desregulação que se vive no mercado,<br />
devido à pandemia e à Guerra na Ucrânia, a empresa “tem feito um grande<br />
esforço para tentar manter os preços praticados anteriormente, em relação aos<br />
respetivos clientes, fazendo pequenos ajustes pontuais em alguns produtos e valores<br />
de deslocação”, no entanto, Manuel Guedes Martins, não sabe até quando vai<br />
conseguir manter esta estratégia: “Investir em stock, sempre foi a nossa grande<br />
aposta, agora mais do que nunca porque de uma semana para a outra os preços<br />
sofrem alterações”, esclareceu. A MGM presta um serviço de assistência técnica<br />
24h a tudo o que comercializa, prestado por técnicos altamente qualificados. Ao<br />
nível das manutenções preventivas dos equipamentos, o cliente é informado por<br />
escrito dessa mesma necessidade, procurando também indagar o interesse, por<br />
parte do mesmo, em manter essa mesma relação comercial. Sempre atenta às<br />
novidades e ao mercado cada vez mais competitivo é nas redes sociais e no website<br />
da empresa, que afirmam haver “novas oportunidades de negócio” para fazer face<br />
ao eventual decréscimo nas vendas. Olhando para o futuro, o responsável é da<br />
opinião de que a massificação ao nível da comercialização de veículos elétricos,<br />
no nosso país, ainda vai demorar algum tempo até ser completamente concretizada,<br />
e “o cenário atual não irá mudar muito pois as oficinas continuarão a ser<br />
solicitadas para a manutenção preventiva e curativa. Pese embora o facto de o<br />
carro ser elétrico, o mesmo continuará a exigir um sistema cada vez mais sofisticado<br />
de suspensão, com necessidade de alinhamento e revisão”. Ainda assim,<br />
Manuel Guedes Martins, acredita que estas “novas oportunidades de negócio”<br />
vão passar pela “transição tecnológica (e não são só os carros eletrificados)”. Para<br />
isso, encontram-se já a apostar na formação tecnológica dos seus colaboradores<br />
e pensam já em adquirir “equipamentos mais modernos”.<br />
Administrador Manuel Guedes Martins<br />
Morada Rua do Agro, n.° 150, 4410 - 089 Serzedo - Vila Nova de Gaia<br />
Telefones 227 642 722 / 914 068 071 EMAIL geral@mgm.com.pt SITE www.mgm.com.pt<br />
146 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
ACESSO A DADOS DO VEÍCULO<br />
Princípio justo<br />
e não discriminatório<br />
Este artigo apresenta a opinião da Associação Europeia de Fabricantes<br />
de Automóveis (ACEA) sobre um quadro regulamentar europeu para o acesso e partilha<br />
de dados de bordo dos veículos
AUTO RECTO<br />
REFERÊNCIA<br />
NO SECTOR<br />
ELÉCTRICO<br />
A AUTO RECTO é uma empresa que se dedica ao comércio,<br />
grosso e retalho, de peças e acessórios para automóveis. Tem<br />
duas lojas físicas, situadas em Ermesinde e em Viseu, mas<br />
colabora com transportadores que fazem entregas em todo o<br />
país.<br />
Dentro deste ramo, a firma é especializada em material<br />
Dentro deste ramo, a firma é especializada em material<br />
eléctrico, sendo, neste momento, uma das empresas líderes de<br />
mercado no sector em Portugal.
TRABALHAMOS COM AS MELHORES<br />
MARCAS DO SECTOR AUTOMÓVEL<br />
autorecto autorecto www.autorecto.com
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
A<br />
indústria automóvel acredita que<br />
o principal objetivo deste quadro<br />
regulamentar deve ser a criação de<br />
um ecossistema no qual os clientes<br />
beneficiem de serviços inovadores<br />
que melhorem a sua experiência de condução,<br />
garantindo ao mesmo tempo a sua segurança e<br />
proteção acima de todas as outras preocupações.<br />
Este ecossistema deve, portanto, assegurar que os<br />
fornecedores de serviços a um veículo conectado<br />
possam utilizar os dados do veículo necessários<br />
para fornecer os serviços que os clientes desejam e<br />
necessitam, preservando ao mesmo tempo a escolha<br />
do cliente sobre os dados que são partilhados,<br />
com quem e para que fins.<br />
Para o efeito, a indústria recomenda que este quadro<br />
seja articulado em torno de um princípio de<br />
acesso justo e não discriminatório que funcionará<br />
como a sua pedra angular. Segundo este princípio,<br />
os prestadores de serviços a um veículo conectado<br />
seriam autorizados a aceder aos dados e aos recursos<br />
que os fabricantes utilizam para oferecer<br />
serviços aos seus clientes e que os seus clientes<br />
concordaram em partilhar. Para permitir o princípio<br />
de acesso justo, razoável e não discriminatório<br />
aos recursos e aos dados de bordo dos veículos, os<br />
fabricantes de veículos sugerem recomendações<br />
políticas adicionais e específicas que poderiam ser<br />
implementadas no próximo regulamento. As recomendações<br />
da indústria estão agrupadas em dois<br />
grupos: acesso aos dados no veículo e acesso aos<br />
recursos do veículo. As recomendações relativas ao<br />
acesso aos dados de bordo dos veículos garantirão<br />
transparência e previsibilidade para todas as partes<br />
interessadas ativas nos mercados a jusante:<br />
• O catálogo de dados disponíveis publicado por<br />
cada fabricante fornecerá uma visão clara e precisa<br />
dos dados de bordo dos veículos que podem ser<br />
licenciados aos prestadores de serviços para prestar<br />
o serviço que o seu cliente solicitou.<br />
• A definição de um quadro comum para a descrição<br />
dos dados dos veículos numa norma aberta<br />
simplificará a partilha de dados e facilitará as atividades<br />
necessárias para a sua correta partilha e utilização<br />
por todos os protagonistas do ecossistema.<br />
• Dentro do quadro comum, o estabelecimento<br />
152 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
o mercado digital, assegurando que estes últimos<br />
possam expressar as suas necessidades relativamente<br />
à gama e características dos dados entregues<br />
ao mercado.<br />
• A publicação de diretrizes de normalização do<br />
Acordo de Nível de Serviço promoverá o desenvolvimento<br />
de uma terminologia comum para partilhar<br />
a definição dos dados e casos de utilização e<br />
um entendimento comum dos conjuntos de dados<br />
e API’s fornecidos pelos fabricantes.<br />
de conjuntos de dados comuns assegurará que os<br />
prestadores de serviços possam fornecer serviços<br />
aos seus clientes através de diferentes marcas e<br />
modelos de veículos.<br />
• Finalmente, a promulgação de um princípio de<br />
não monitorização dos fluxos de dados proporcionará<br />
confiança adicional, garantindo a todas as<br />
partes relevantes que os fabricantes não monitorizam<br />
a utilização comercial dos dados.<br />
• O início de um fórum estruturado para discutir<br />
os dados disponíveis proporcionará aos fabricantes<br />
e aos requerentes de acesso aos dados a oportunidade<br />
de ajudar a moldar a economia de dados e<br />
As recomendações da indústria relativamente ao<br />
acesso aos recursos dos veículos assegurarão que<br />
todos os agentes do mercado estejam equipados<br />
com as mesmas ferramentas para oferecer serviços<br />
Recomendações propostas<br />
A ACEA e os seus membros oferecem-se<br />
para partilhar a sua experiência nestes<br />
desenvolvimentos promissores do<br />
mercado e para manter um diálogo<br />
construtivo com os serviços da Comissão<br />
a fim de alcançar uma abordagem<br />
equilibrada nos resultados da política.<br />
Para o efeito, propõe que os seguintes<br />
princípios e recomendações políticas<br />
sejam consagrados no direito europeu:<br />
ACESSO JUSTO E NÃO DISCRIMINATÓRIO<br />
Para assegurar uma concorrência justa<br />
e sem distorções no mercado, devem<br />
existir condições equitativas entre<br />
fabricantes de veículos e prestadores<br />
de serviços de terceiros ativos no<br />
mesmo mercado relevante. Para o<br />
efeito, o próximo regulamento poderá<br />
determinar que os fabricantes forneçam<br />
um acesso Equitativo, Razoável e Não<br />
Discriminatório (FRAND) a recursos<br />
e dados de bordo dos veículos. Uma<br />
possível definição do que se entende<br />
sob este conceito FRAND poderia ser<br />
que os termos de licenciamento sejam<br />
negociados de boa-fé, permitindo o<br />
acesso a tecnologias essenciais e/ou<br />
dados em troca de uma recompensa<br />
justa, nos mesmos termos ou em termos<br />
semelhantes aos determinados com<br />
outros licenciados.<br />
Para implementar este princípio de uma<br />
forma clara e concreta, a Comissão<br />
poderia consagrar os seguintes<br />
requisitos no próximo regulamento<br />
sobre o acesso aos dados de bordo dos<br />
veículos:<br />
• Os terceiros têm acesso aos mesmos<br />
dados gerados pelos veículos que os<br />
fabricantes utilizam para oferecer os<br />
seus serviços de apoio ao cliente. Os<br />
dados serão da mesma qualidade e<br />
acessíveis na frequência implementada<br />
e utilizada nos serviços de apoio ao<br />
cliente dos fabricantes.<br />
• A terceiros é dado acesso aos mesmos<br />
recursos, ao mesmo tempo e na<br />
mesma medida que é concedido ao<br />
próprio fabricante para fornecer os<br />
seus serviços ligados, mas apenas<br />
quando é seguro fazê-lo.<br />
Por “Recursos” entende-se uma função<br />
do Veículo concebido pelo fabricante do<br />
produto. Estes são tornados acessíveis<br />
a terceiros que podem interagir com<br />
eles a partir de um serviço ligado. Isto<br />
inclui, por exemplo, a possibilidade de<br />
exibir mensagens num visor, ativando<br />
uma função como o sistema de préaquecimento<br />
ou abrindo a bagageira<br />
remotamente.<br />
ESCOLHA DO CLIENTE, PROTEÇÃO<br />
DE DADOS E PRIVACIDADE<br />
Uma grande parte dos dados é<br />
qualificada como dados pessoais. Os<br />
fabricantes acreditam que é essencial<br />
proporcionar transparência e preservar a<br />
escolha do cliente sobre quais os dados<br />
que são partilhados, com quem e para<br />
que fins. Isto é necessário para manter a<br />
confiança dos clientes e permitir a todas<br />
as partes interessadas no ecossistema<br />
cumprirem as suas respetivas<br />
154 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
A Força do Líder<br />
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MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
de acesso escrito para todos os prestadores de serviços<br />
relevantes garantirá que todos os participantes<br />
no mercado tenham acesso às mesmas capacidades<br />
de oferecer serviços competitivos aos seus clientes,<br />
respeitando as condições de segurança, proteção<br />
de dados e privacidade e homologação.<br />
ligados inovadores e competitivos aos utilizadores<br />
de veículos:<br />
• A publicação de diretrizes para a implantação de<br />
aplicações de terceiros garantirá que os prestadores<br />
de serviços possam oferecer os meios para os seus<br />
clientes implantarem aplicações nos seus veículos<br />
de uma forma segura e protegida.<br />
• A promulgação de um princípio de igual direito<br />
A ACEA e os seus membros acreditam que estas<br />
recomendações assegurarão que todos os protagonistas<br />
no mercado que procuram prestar serviços<br />
a veículos ligados entre si estejam equipados com<br />
as mesmas ferramentas e tenham acesso a contributos<br />
equivalentes. Isto permitir-lhes-á competir<br />
de forma justa e equitativa e continuar a inovar<br />
de forma a alargar a escolha do consumidor, reforçar<br />
a economia europeia de dados e beneficiar<br />
a sociedade em geral.<br />
A Associação salienta três importantes advertências<br />
quando se fala de acesso e partilha de dados:<br />
• Um veículo é um dispositivo e uma ferramenta<br />
para transportar pessoas e mercadorias. Não pode<br />
ser comparado com uma plataforma de software,<br />
um computador ou um smartphone. A segurança<br />
e a cibersegurança do veículo e dos seus ocupantes<br />
e mercadorias são primordiais.<br />
obrigações ao abrigo da legislação<br />
relevante sobre privacidade (incluindo o<br />
RGPD).<br />
A partilha de dados de bordo dos<br />
veículos é limitada pelas regras de<br />
privacidade e proteção de dados.<br />
A partilha de dados deve, portanto,<br />
basear-se em termos e condições<br />
claros e em avisos de privacidade que<br />
assegurem que os consumidores saibam<br />
quais os dados que partilham e com<br />
quem, em plena conformidade com<br />
estas regras. Os clientes devem dar<br />
permissão a terceiros para acederem aos<br />
seus dados e acreditamos firmemente<br />
que devem permanecer no controlo da<br />
partilha de dados a todo o momento.<br />
Para que os clientes possam exercer<br />
os seus direitos, os meios de gestão do<br />
consentimento devem ser centralizados,<br />
coerentes e fáceis de compreender e<br />
de utilizar (ao contrário, por exemplo,<br />
das faixas de cookies do website). Por<br />
conseguinte, um processamento de<br />
dados e uma gestão de consentimento<br />
por parte do fabricante, de ponta a<br />
ponta, é a única opção viável.<br />
Os princípios da utilização legítima dos<br />
dados e da minimização dos dados<br />
declaram que os dados recolhidos e<br />
tratados não devem ser conservados ou<br />
posteriormente utilizados, a menos que<br />
seja essencial, por razões que foram<br />
claramente declaradas de antemão<br />
para apoiar a privacidade dos dados.<br />
Isto impede os fabricantes de transferir<br />
dados sem uma utilização clara para os<br />
mesmos.<br />
MEIOS DE ACESSO<br />
Os métodos através dos quais os dados<br />
de bordo dos veículos serão acedidos<br />
não devem ser regulamentados.<br />
Os fabricantes de veículos já utilizam<br />
o modelo de Veículo Conectado e<br />
acreditam que a escolha da tecnologia<br />
utilizada para aceder aos dados se<br />
baseia nas melhores práticas da<br />
indústria, sustentadas pelos princípios<br />
fundamentais de segurança e proteção<br />
do condutor. Acreditamos que o modelo<br />
de Veículo Alargado ISO satisfaz<br />
o princípio de FRAND. O Veículo<br />
Conectado possibilita o acesso aos<br />
dados do veículo através de uma série<br />
de interfaces que podem ser utilizadas<br />
dependendo da finalidade para a qual o<br />
acesso é procurado:<br />
A interface de diagnóstico a bordo (OBD)<br />
para controlo de emissões reguladas,<br />
diagnóstico, reparação e manutenção.<br />
Interface de comunicação ad hoc sob<br />
a responsabilidade do fabricante do<br />
veículo (por exemplo, aplicações no<br />
domínio dos sistemas cooperativos de<br />
transporte inteligente).<br />
InterfACE Web para todos os outros<br />
serviços de terceiros (por ex.,<br />
suporte de diagnóstico remoto).<br />
O cliente determina se deseja partilhar<br />
os seus dados pessoais. Cada fabricante<br />
de veículos determina que tecnologia<br />
será utilizada para tornar esses dados<br />
disponíveis a terceiros numa base<br />
não discriminatória. Além disso, os<br />
fabricantes podem inovar e mudar para<br />
tecnologias orientadas para o futuro, se<br />
for necessário, tendo em mente o cliente.<br />
Não se recomenda que a legislação<br />
prescreva uma tecnologia específica,<br />
dada a necessidade de inovação<br />
contínua na Europa. Ao aplicar este<br />
princípio, o regulador evitaria fazer as<br />
escolhas tecnológicas que normalmente<br />
são melhores feitas pelos operadores<br />
económicos.<br />
156 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
a competitividade da indústria.<br />
• Uma grande parte dos dados são dados pessoais.<br />
A ACAE valoriza a escolha do cliente e considera<br />
essencial proporcionar transparência e preservar a<br />
escolha do cliente sobre que dados são partilhados,<br />
com quem, e para que fins. Para que os clientes<br />
possam exercer os seus direitos, os meios de gestão<br />
do consentimento devem ser centralizados,<br />
consistentes e fáceis de compreender e de utilizar.<br />
• O mercado de dados é um ecossistema relativamente<br />
novo para a indústria. Este é um mercado<br />
altamente competitivo no qual os fabricantes de<br />
veículos europeus não só competem ativamente<br />
uns contra os outros e contra fabricantes não europeus,<br />
mas também com um número crescente<br />
de prestadores de serviços, incluindo grandes<br />
protagonistas internacionais. O mercado deve ser<br />
avaliado tendo em conta esta concorrência e com<br />
vista a preservar e promover o poder inovador e<br />
Alcançar objetivos societais<br />
Hoje, os clientes de veículos querem utilizar os seus<br />
serviços de valor acrescentado no seu smartphone e<br />
integrá-los nos seus veículos. Os casos de utilização<br />
de troca de dados de veículos podem aumentar<br />
o conforto e conveniência dos clientes, melhorar<br />
produtos e serviços e contribuir para alcançar<br />
objetivos societais, como melhorar a segurança<br />
rodoviária, reduzir o consumo de combustível e<br />
facilitar a gestão de tráfego e estacionamento. Este<br />
desenvolvimento está a gerar exigências crescentes<br />
por parte de terceiros para o acesso e utilização<br />
de dados nos veículos. Muitos desses casos de utilização<br />
já são utilizados pelos clientes.<br />
Os fornecedores de serviços podem<br />
aceder aos dados do veículo através<br />
da mesma interface de veículo alargada<br />
através da qual o fabricante, agindo<br />
como fornecedor de serviços, acede<br />
a esses dados. Os fabricantes podem<br />
também fornecer acesso aos dados de<br />
bordo dos veículos através dos mercados<br />
que gerem, os quais asseguram a<br />
privacidade dos dados aos clientes<br />
através da gestão de consentimento e<br />
do tratamento de dados com base em<br />
casos de utilização de ponta a ponta.<br />
Os fabricantes podem também tornar<br />
os dados acessíveis aos mercados de<br />
dados, incluindo os Servidores Neutros,<br />
que:<br />
• Estão ligados a uma das interfaces do<br />
Veículo Conectado, conforme acordado<br />
com o fabricante.<br />
• Implementar sistemas de<br />
cibersegurança de ponta.<br />
• Cumprir toda a legislação relevante<br />
sobre proteção de dados e privacidade.<br />
Outras<br />
Interfaces<br />
ExVe rFMS, etc.<br />
Os dados disponibilizados aos mercados<br />
de dados são da mesma qualidade que<br />
os dados disponíveis na interface do<br />
fabricante e são entregues sem atrasos<br />
injustificados.<br />
Modelo de Veículo Conectado<br />
Veículo<br />
Conectado<br />
(ExVe)<br />
Interface<br />
de serviços<br />
Web<br />
• Fornecer a terceiros o acesso aos<br />
dados no veículo que possuem.<br />
• Não são operados nem financiados<br />
pelos fabricantes de veículos.<br />
Interfaces<br />
críticas<br />
de tempo<br />
Interface<br />
OBD<br />
158 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
Cada bateria<br />
afirma ser a<br />
melhor do<br />
mercado.<br />
provam<br />
isso<br />
As nossas<br />
.<br />
baterias<br />
provam<br />
isso<br />
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necessário.<br />
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necessário.<br />
C – Exide:<br />
In<br />
C riando o futuro – o caminho da Exide:<br />
Su s t<br />
Criando futuro - o caminho da Exide<br />
Inovação Confiabilidade Su s tentabilidade<br />
Inovação Confiabilidade Sustentabilidade Alta Performance<br />
Alta Performance<br />
exidegroup.com
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
O objetivo de um veículo é transportar pessoas e<br />
mercadorias em segurança. Não é uma plataforma<br />
de software, cujo objetivo principal é gerar, partilhar<br />
e receber dados, e não deve ser comparada a<br />
computadores pessoais ou smartphones. Por essa<br />
razão, os membros da ACEA disponibilizam os dados<br />
gerados pelo veículo para serviços de terceiros<br />
de uma forma que vai ao encontro das escolhas de<br />
utilização do cliente, garantindo ao mesmo tempo<br />
a proteção dos seus dados pessoais, que não põe<br />
em risco a segurança e a cibersegurança do veículo<br />
e dos seus ocupantes e não prejudica a responsabilidade<br />
ou os direitos de propriedade intelectual<br />
do fabricante do veículo.<br />
Os fabricantes de veículos mostram-no com resultados<br />
tangíveis em toda a cadeia de valor automóvel<br />
e não só, seja no segmento B2B, B2G ou<br />
B2C. Os fabricantes de veículos também partilham<br />
dados para proteger peões e ciclistas. Por exemplo,<br />
os fabricantes partilham dados para fins de<br />
reparação e manutenção, cobertura de seguros à<br />
medida, planeamento da mobilidade e gestão do<br />
tráfego, segurança rodoviária (por ex., o ecossistema<br />
de Dados para a Segurança Rodoviária com<br />
as autoridades rodoviárias dos estados membros e<br />
prestadores de serviços).<br />
O mercado evoluiu e cresceu, e o surgimento de<br />
mercados pós-venda de dados que oferecem ofertas<br />
novas e inovadoras a um número crescente de<br />
protagonistas ilustra que este negócio está a florescer.<br />
Os fabricantes de veículos disponibilizam<br />
os dados gerados pelos veículos a terceiros, em<br />
conformidade com os seguintes princípios básicos:<br />
Acesso aos dados do veículo<br />
Um regulamento sobre o acesso<br />
aos dados de bordo dos veículos<br />
deve basear-se numa compreensão<br />
clara e precisa do funcionamento de<br />
um veículo, de como os dados são<br />
gerados e como são disponibilizados<br />
para acesso numa interface do<br />
veículo, independentemente do nível<br />
C<br />
Veículo Conectado (ExVe)<br />
A<br />
B<br />
C<br />
Níveis de dados<br />
de dados considerado. Os pontos de<br />
dados disponíveis diferem consoante<br />
o fabricante do veículo e o nível de<br />
equipamento de cada veículo do cliente.<br />
Tendo isto em mente, o esquema<br />
seguinte descreve abordagens para<br />
permitir o acesso a dados relevantes,<br />
dependendo dos pedidos de terceiros.<br />
Servidor<br />
OEM<br />
Index<br />
A Dados disponíveis em interface ExVe<br />
B Dados acessíveis via interface ExVe, mas que<br />
ainda não foram transferidos para esta interface<br />
C Dados gerados por aplicações de terceiros<br />
B<br />
Interface<br />
Web<br />
a<br />
Servidor(es)<br />
neutro(s)<br />
Prestador<br />
de serviços<br />
de terceiros<br />
Descrição dos níveis de dados:<br />
NÍVEL A<br />
DADOS DISPONÍVEIS<br />
Os dados no veículo estão disponíveis<br />
no backend do fabricante do veículo<br />
(OEM) através da interface do Veículo<br />
Conectado selecionado pelo fabricante.<br />
NÍVEL B<br />
DADOS ACESSÍVEIS<br />
Os dados de nível B são dados que<br />
podem ser tornados acessíveis através<br />
de uma interface de Veículo Conectado,<br />
mas que ainda não foram transferidos<br />
para esta interface.<br />
NÍVEL C<br />
DADOS GERADOS POR APLICAÇÕES<br />
Dados que são gerados por aplicações<br />
alojadas na unidade de controlo<br />
eletrónico de um veículo (unidade de<br />
controlo do motor). Estas aplicações<br />
podem ser utilizadas para agregar e<br />
processar dados a bordo.<br />
160 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
• Escolha do cliente<br />
• Privacidade e proteção de dados<br />
• Segurança, proteção e responsabilidade<br />
• Concorrência leal<br />
• Interoperabilidade<br />
• Retorno do investimento<br />
No contexto da próxima legislação sobre o acesso<br />
aos dados nos veículos, a ACEA sugere que<br />
a Comissão Europeia se limite a estabelecer os<br />
princípios básicos de acordo com os quais os dados<br />
devem ser disponibilizados. Cada fabricante deve<br />
permanecer livre de adotar a sua própria estratégia<br />
de participação na economia digital europeia.<br />
Devem assim continuar a poder definir que dados<br />
devem ser gerados pelos veículos que fabricam e<br />
colocam no mercado, com base nas suas próprias<br />
considerações económicas e técnicas, e garantir<br />
que o acesso aos dados significa que não porão<br />
em risco a segurança dos veículos que colocam no<br />
mercado - o que é crucial para a responsabilidade<br />
do fabricante - e protege a privacidade dos seus<br />
clientes e dos dados dos seus clientes.<br />
Os fabricantes, enquanto prestadores de dados<br />
neste contexto, encontram-se no extremo inferior<br />
das cadeias de valor, enquanto que os prestadores<br />
de serviços encontram-se no extremo superior. Os<br />
prestadores de serviços beneficiam atualmente de<br />
um potencial comercial mais elevado devido à<br />
sua posição na cadeia de valor, enquanto os fabricantes<br />
se encontram numa posição comercial<br />
mais vulnerável devido à sua atividade principal de<br />
margem tradicionalmente baixa (ou seja, a venda<br />
de veículos) e a um menor potencial comercial<br />
de serviços.<br />
Os fabricantes não podem ser considerados empresas<br />
dominantes no seu mercado primário, nem<br />
os dados dos veículos ligados entre si podem ser<br />
assimilados a uma “instalação essencial” ao abrigo<br />
da lei da concorrência. Além disso, os fabricantes<br />
estão sujeitos a fortes incentivos que os levam naturalmente<br />
a partilhar os seus dados com outros<br />
protagonistas no mercado que provavelmente lhes<br />
trarão o conhecimento que pode faltar-lhes hoje<br />
em dia. Sabem e reconhecem que a adoção de uma<br />
política agressivamente restritiva em matéria de<br />
partilha de dados significará provavelmente que<br />
serão penalizados pelo mercado.<br />
Um regulamento que não considere todos os pontos<br />
atrás assinalados, tem o potencial de causar<br />
grandes efeitos adversos para a indústria automóvel<br />
europeia. Esta medida restringiria notavelmente<br />
a escolha do modelo económico por parte dos<br />
fabricantes, limitando assim fortemente os seus<br />
incentivos ao investimento, comprometendo assim<br />
a dinâmica da inovação numa altura em que o<br />
mercado automóvel está a mudar e o mercado<br />
de dados e serviços relacionados está a emergir. O<br />
princípio da proporcionalidade da UE deve, portanto,<br />
prevalecer. Isto implica que a legislação deve<br />
estabelecer um equilíbrio justo entre as exigências<br />
dos fabricantes de veículos e as necessidades de<br />
outras partes interessadas.<br />
Este princípio complementa o princípio da não discriminação<br />
e sugere igualmente que os fabricantes<br />
de veículos não devem ser obrigados a disponibilizar<br />
dados que não possuem ou que eles próprios<br />
não utilizam. Significa também que os dados do<br />
veículo em questão não devem ser normalizados,<br />
uma vez que isso imporia um enorme encargo<br />
técnico e financeiro aos fabricantes sem ser indispensável<br />
para um operador independente. Pelo<br />
contrário, recomenda-se a definição de um quadro<br />
comum para a descrição dos dados dos veículos.<br />
A ACEA concorfda que o objetivo do regulamento<br />
deve ser o de estimular a concorrência leal nos<br />
mercados a jusante sem dissuadir ou impedir a<br />
concorrência entre fabricantes de veículos. Seria<br />
justo alargar os princípios básicos da legislação<br />
da UE que atualmente regem o acesso físico às<br />
informações de reparação e manutenção (RMI)<br />
à partilha de dados de bordo dos veículos. Os<br />
fabricantes de veículos estão hoje envolvidos na<br />
partilha de dados com muitas partes, tais como<br />
fornecedores, agências e operadores rodoviários,<br />
oficinas de reparação, seguradoras, gestores de<br />
frotas, prestadores de mobilidade.<br />
162 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
25<br />
DISTRIBUIDORES de REPINTURA<br />
Os 25 maiores Distribuidores deste setor faturaram 76 milhões de Euros e empregam<br />
423 trabalhadores, tendo uma produtividade média de 180 mil Euros por trabalhador<br />
O<br />
mercado de repintura automóvel<br />
em Portugal, é naturalmente afetado<br />
pela diminuição de sinistros,<br />
resultante da evolução dos automóveis<br />
e do controlo de velocidade por<br />
partes das autoridades, assim como pela evolução<br />
tecnológica das tintas, sendo necessário menos<br />
quantidade para se obter a mesma performance.<br />
O decréscimo em volume do mercado de repintura<br />
automóvel já decorre há vários anos, principalmente<br />
originado pelas características das novas<br />
tecnologias dos produtos, pela quase ausência das<br />
“pinturas gerais” e pela crescente melhoria das<br />
competências dos profissionais.<br />
Uma das soluções para o previsível decréscimo<br />
do mercado da repintura automóvel será a diversificação<br />
do negócio. No futuro, os distribuidores<br />
de tintas automóvel terão de fazer os ajustamentos<br />
estratégicos que se revelem necessários para<br />
manterem a sustentabilidade das suas empresas.<br />
Novos tipos de reparação também vão crescendo,<br />
tais como o restauro de viaturas clássicas ou<br />
os recondicionamentos. Sempre que existe uma<br />
transformação, existe uma adaptação. O exercício<br />
de 2021 para os distribuidores de repintura<br />
confirmou alguma recuperação<br />
• Aumento da faturação de 2,7%<br />
• Excelentes Resultados Líquidos mantendo valores<br />
elevados das Rentabilidades: 6,1% das Vendas<br />
e 9,6% dos Capitais<br />
• O emprego cresceu em 19 trabalhadores<br />
• É o sector com maior incidência do VAB sobre<br />
o total do Negócio: 26%<br />
164 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
TOP 25 – MAIORES DISTRIBUIDORES REPINTURA<br />
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2021 VOL. NEG. 2020 ATIVO 2021 RES. LIQ. 2021 CAP. PROP. 2021 VAB 2021 Nº TRAB. 2021<br />
1 LTINTAS, LDA. SETÚBAL 7 301 6 404 5 132 697 2 907 1 675 28<br />
2 CARSISTEMA PORTUGAL, S.A. COIMBRA 6 740 6 547 6 716 839 3 163 1 592 9<br />
3 AUTOFLEX, LDA AVEIRO 6 524 5 709 7 588 757 7 111 1 700 27<br />
4 PORTEPIM, S.A. COIMBRA 5 882 5 644 7 891 458 6 096 1 250 7<br />
5 IMPOESTE, S.A. LISBOA 4 725 4 517 6 959 -125 1 334 895 33<br />
6 QUIMIRÉGUA, LDA. VILA REAL 4 603 4 366 6 504 309 4 144 947 26<br />
7 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) LISBOA 4 288 4 284 4 794 419 3 989 1 289 25<br />
8 A. CLEMENTE, LDA (TINTAS SILACA ) PORTO 3 621 3 663 4 883 7 2 417 948 48<br />
9 COTEQ, S.A. BRAGA 3 435 3 105 2 863 223 2 344 837 22<br />
10 CENTROCOR, LDA PORTO 3 250 2 826 4 003 252 3 035 922 23<br />
11 ASB - ÁLVARO DE SOUSA BORREGO, S.A LISBOA 3 002 2 745 3 210 21 436 767 22<br />
12 ROBERLO PORTUGAL, LDA. AVEIRO 2 890 2 497 1 446 -19 428 603 15<br />
13 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS, LDA. LISBOA 2 696 2 238 1 630 38 323 528 19<br />
14 MOTA & PIMENTA, LDA. BRAGA 2 622 2 270 2 425 174 1 060 946 17<br />
15 SOTINAR, LDA. COIMBRA 2 195 2 102 1 332 83 591 507 12<br />
16 SOTINAR LISBOA, LDA. LISBOA 2 112 2 211 1 215 27 598 481 12<br />
17 SODICOR, S.A. LEIRIA 2 080 2 057 2 716 80 1 037 618 23<br />
18 LOVISTIN, LDA. VISEU 2 066 1 806 2 650 32 1 514 440 14<br />
19 FANLAC, LDA LISBOA 1 988 1 804 2 393 17 484 513 18<br />
20 SOTINAR PORTO, LDA. PORTO 1 909 1 767 1 441 118 1 053 530 11<br />
21 SOTINAR FEIRA, LDA. AVEIRO 1 686 1 463 928 117 817 117 7<br />
22 SOTINAR DOIS, LDA. AVEIRO 1 575 1 447 1 916 153 1 805 153 9<br />
23 ANTÓNIO SANTOS SOUSA, LDA. (MOZELTINTAS) AVEIRO 1 186 1 142 1 643 52 986 379 13<br />
24 GRAVITYPAINT, LDA. LISBOA 1 170 1 206 753 -17 162 -17 8<br />
25 SOLEDADE & FILHOS, LDA. AÇORES 1 083 924 2 030 17 1 015 354 13<br />
TOP 25<br />
EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIO DISTRIBUIDORES REPINTURA<br />
Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG.<br />
2021<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. 21/20<br />
VOL. NEG.<br />
2020<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. (20/19)<br />
VOL. NEG. 2019<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. (19/18)<br />
1 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS, LDA. LISBOA 2 696 20,5 2 238 20,5 2 213 -<br />
2 SOLEDADE & FILHOS, LDA. AÇORES 1 083 17,2 924 17,2 1 163 - -<br />
3 ROBERLO PORTUGAL, LDA. AVEIRO 2 890 15,7 2 497 -2,1 2 551 6,83 2 388<br />
4 MOTA & PIMENTA, LDA. BRAGA 2 622 15,5 2 270 -3,5 2 353 6,33 2 213<br />
5 SOTINAR FEIRA, LDA. AVEIRO 1 686 15,2 1 463 4,4 1 401 1,60 1 379<br />
6 CENTROCOR, LDA PORTO 3 250 15,0 2 826 0,4 2 814 0,00 2 814<br />
7 LOVISTIN, LDA. VISEU 2 066 14,4 1 806 -6,4 1 930 -5,53 2 043<br />
8 AUTOFLEX, LDA AVEIRO 6 524 14,3 5 709 6,1 5 380 2,79 5 234<br />
9 LTINTAS, LDA. SETÚBAL 7 301 14,0 6 404 36,0 4 710 -0,36 4 727<br />
10 COTEQ, S.A. BRAGA 3 435 10,6 3 105 6,1 2 927 -0,37 2 938<br />
11 FANLAC, LDA LISBOA 1 988 10,2 1 804 8,0 1 671 7,88 1 549<br />
12 ASB - ÁLVARO DE SOUSA BORREGO, S.A. LISBOA 3 002 9,4 2 745 -12,2 3 125 5,22 2 970<br />
13 SOTINAR DOIS, LDA. AVEIRO 1 575 8,8 1 447 -11,6 1 637 -2,15 1 673<br />
14 SOTINAR PORTO, LDA. PORTO 1 909 8,0 1 767 -7,1 1 902 -0,21 1 906<br />
15 QUIMIRÉGUA, LDA. VILA REAL 4 603 5,4 4 366 -5,1 4 600 6,53 4 318<br />
16 IMPOESTE, S.A. LISBOA 4 725 4,6 4 517 -33,3 6 769 -7,73 7 336<br />
17 SOTINAR, LDA. COIMBRA 2 195 4,4 2 102 -4,9 2 210 12,81 1 959<br />
18 PORTEPIM, S.A. COIMBRA 5 882 4,2 5 644 -7,8 6 124 -0,54 6 157<br />
19 ANTÓNIO DOS SANTOS SOUSA, LDA. (MOZELTINTAS) AVEIRO 1 186 3,9 1 142 3,9 1 354,0 - -<br />
20 CARSISTEMA PORTUGAL, S.A. COIMBRA 6 740 2,9 6 547 -8,7 7 172 3,96 6 899<br />
21 SODICOR, S.A. LEIRIA 2 080 1,1 2 057 -1,0 2 078 -2,81 2 138<br />
22 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) LISBOA 4 288 0,1 4 284 0,4 4 268 4,89 4 069<br />
23 A. CLEMENTE, LDA. (TINTAS SILACA ) PORTO 3 621 -1,1 3 663 10,5 3 314 -1,89 3 378<br />
24 GRAVITYPAINT, LDA. LISBOA 1 170 -3,0 1 206 0,2 1 204 - -<br />
25 SOTINAR LISBOA, LDA. LISBOA 2 112 -4,5 2 211 2,0 2 167 -1,50 2 200<br />
VOL. NEG.<br />
2018<br />
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
165
MERCADO<br />
Top<br />
25<br />
joana silva , autoflex, recebeu<br />
o troféu 1º classificado da<br />
categoria distribuidores de<br />
repintura<br />
agostinho matos,<br />
centrocor, recebeu o<br />
troféu 2º classificado da<br />
categoria distribuidores de<br />
repintura<br />
Quadro de Honra<br />
Nº<br />
1 AUTOFLEX<br />
2 CENTROCOR<br />
3 LTINTAS<br />
4 CARSISTEMA PORTUGAL<br />
5 COTEQ<br />
6 ACRILAC<br />
7 MOTA & PIMENTA<br />
8 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS<br />
9 SOTINAR PORTO<br />
10 QUIMIRÉGUA<br />
bruno pereira, LTINTas,<br />
recebeu o troféu 3º<br />
classificado da categoria<br />
distribuidores de repintura
TOP 10<br />
DISTRIBUIDORES DE repintura - POR CRITÉRIOS<br />
Nº EMPRESA CRESCIMENTO<br />
VOLUME NEGÓCIOS<br />
1 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS, LDA. 20,5<br />
2 SOLEDADE & FILHOS, LDA. 17,2<br />
3 MOTA & PIMENTA, LDA. 15,5<br />
4 SOTINAR FEIRA, LDA. 15,2<br />
5 CENTROCOR, LDA 15,0<br />
6 LOVISTIN, LDA. 14,4<br />
7 AUTOFLEX, LDA 14,3<br />
8 LTINTAS, LDA. 14,0<br />
9 COTEQ, S.A. 10,6<br />
10 FANLAC, LDA 10,2<br />
Nº EMPRESA RENTABILIDADE<br />
CAPITAL PRÓPRIO<br />
1 CARSISTEMA PORTUGAL, S.A. 26,5<br />
2 LTINTAS, LDA. 24,0<br />
3 MOTA & PIMENTA, LDA. 16,4<br />
4 SOTINAR FEIRA, LDA. 14,3<br />
5 SOTINAR, LDA. 14,0<br />
6 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS, LDA 11,8<br />
7 SOTINAR PORTO, LDA. 11,2<br />
8 AUTOFLEX, LDA 10,6<br />
9 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 10,5<br />
10 COTEQ, S.A. 9,5<br />
Nº EMPRESA PRODUTIVIDADE<br />
REAL<br />
1 PORTEPIM, S.A. 178,6<br />
2 CARSISTEMA PORTUGAL, S.A. 176,9<br />
3 AUTOFLEX, LDA 63,0<br />
4 LTINTAS, LDA. 59,8<br />
5 MOTA & PIMENTA, LDA. 55,6<br />
6 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 51,6<br />
7 SOTINAR PORTO, LDA. 48,2<br />
8 SOTINAR, LDA. 42,3<br />
9 CENTROCOR, LDA 40,1<br />
10 COTEQ, S.A. 38,0<br />
Nº EMPRESA VALOR ACRESCENTADO<br />
BRUTO (VAB)<br />
1 AUTOFLEX, LDA 1 700<br />
2 LTINTAS, LDA. 1 675<br />
3 CARSISTEMA PORTUGAL, S.A. 1 592<br />
4 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 1 289<br />
5 PORTEPIM, S.A. 1 250<br />
6 A. CLEMENTE, LDA (TINTAS SILACA ) 948<br />
7 QUIMIRÉGUA, LDA. 947<br />
8 MOTA & PIMENTA, LDA. 946<br />
9 CENTROCOR, LDA 922<br />
10 COTEQ, S.A. 837<br />
Nº EMPRESA AUTONOMIA<br />
FINANCEIRA<br />
1 SOTINAR DOIS, LDA. 94,2<br />
2 AUTOFLEX, LDA. 93,7<br />
3 SOTINAR FEIRA, LDA. 88,0<br />
4 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 83,2<br />
5 COTEQ, S.A. 81,9<br />
6 PORTEPIM, S.A. 77,3<br />
7 CENTROCOR, LDA 75,8<br />
8 SOTINAR PORTO, LDA. 73,1<br />
9 QUIMIRÉGUA, LDA. 63,7<br />
10 ANTÓNIO DOS SANTOS SOUSA, LDA (MOZELTINTAS) 60,0<br />
Nº EMPRESA GERAÇÃO<br />
EMPREGO<br />
1 CENTROCOR, LDA 3<br />
2 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS, LDA. 3<br />
3 FANLAC, LDA 3<br />
4 QUIMIRÉGUA, LDA. 2<br />
5 LOVISTIN, LDA. 2<br />
6 ASB - ÁLVARO DE SOUSA BORREGO, S.A. 2<br />
7 AUTOFLEX, LDA 1<br />
8 SOTINAR PORTO, LDA. 1<br />
9 SOTINAR DOIS, LDA. 1<br />
10 ANTÓNIO DOS SANTOS SOUSA, LDA. (MOZELTINTAS) 1<br />
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
167
POSIÇÃO RANKING 1º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €7.301.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
25<br />
REPINTURA<br />
LTINTAS<br />
á já quatro décadas que a LTintas surgiu no mercado e desde sempre se<br />
H tem dedicado à repintura automóvel. O crescimento que tem evidenciado<br />
ao longo de quatro décadas culminou em maio de <strong>2022</strong> com a inauguração<br />
do grande centro LTintas de Santa Marta de Corroios. Neste local, com<br />
cerca de 2.000 m2 de área coberta, labora o armazém, a loja de venda ao<br />
público e o centro de formação. Afetos à nova estrutura estão trabalhar quatro<br />
pessoas, duas no balcão de atendimento ao público e outras duas na parte<br />
logística de entrega de produto aos clientes. Bruno Pereira, diretor geral da<br />
LTintas, afirma que o negócio da repintura está em pleno desenvolvimento<br />
pois “estamos acima do ano passado a nível das vendas e estamos confiantes<br />
de que o mercado vai continuar a crescer. Os aumentos constantes de tintas,<br />
consumíveis e energia estão a criar dificuldades nas oficinas de repintura,<br />
mas a LTintas está atenta e sempre disponível para apoiar as oficinas, quer<br />
com a oferta de produtos mais económicos, quer com sistemas e gestão mais<br />
evoluídos e eficazes”. Como modelo de negócio, a LTintas é um verdadeiro<br />
distribuidor de produtos, equipamentos e acessórios para a repintura automóvel:<br />
“Atualmente temos 5 lojas, onde vendemos diretamente ao público<br />
os produtos para a repintura automóvel, e o departamento das vendas foi<br />
reforçado com três equipas comerciais especializadas na repintura automóvel,<br />
que visitam e vendem diretamente nas oficinas dos clientes nas regiões<br />
de Setúbal, Évora e Beja”, referem os mesmos responsáveis. O slogan da<br />
empresa – “Temos experiência, garantimos soluções!” – transmite a maneira<br />
da LTintas estar no mercado, sendo que a experiência permite garantir que<br />
nenhum cliente fique sem o aconselhamento ou solução indicada para a sua<br />
necessidade. A loja online - loja.ltintas.pt, disponibiliza boa parte da oferta<br />
de produtos e equipamentos da área da repintura automóvel e da proteção<br />
individual para compra online. A Spies Hecker é o principal parceiro, do<br />
qual têm a oferta de todos os produtos da gama das tintas para a repintura<br />
automóvel, tintas para pequena e média indústria, vernizes, primários,<br />
betumes, endurecedores e diluentes. Por outro lado, a oferta de produtos e<br />
acessórios na área de abrasivos, polimento, mascaramento, chapa e proteção<br />
pessoal passa pela gama dos parceiros 3M e Indasa, ao passo que os equipamentos<br />
para repintura automóvel, como lixadeiras, aspiradores, polidoras<br />
e respetivos acessórios, são das marcas Festool e Indasa. Já as pistolas de<br />
pintura, manómetros e filtros para pintura são das marcas SATA e Sagola,<br />
tudo que o diz respeito a vernizes, primários, aparelhos em Spray são Spray<br />
Max e Motip e outros produtos auxiliares e equipamentos são U-Pol, Finixa<br />
e Cromauto. A LT tintas tem ainda disponíveis cabinas de pintura, zonas<br />
de preparação e filtros.<br />
Diretor GERAL Bruno Pereira<br />
Morada Rua Joaquim Pires Jorge, nº3, Parque Industrial do Feijó - 2810-083 Almada<br />
Telefone 212 588 200 EMAIL geral@ltintas.pt SITE www.ltintas.pt<br />
168 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
TEMOS EXPERIÊNCIA,<br />
GARANTIMOS SOLUÇÕES
POSIÇÃO RANKING 3º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €6.524.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
25<br />
REPINTURA<br />
Autoflex<br />
Autoflex procura estar sempre na vanguarda no rápido domínio dos novos<br />
A produtos que são lançados, especialmente aqueles que apresentam evoluções<br />
tecnológicas que possibilitam uma maior eficácia e rentabilidade oficinal. É com<br />
base neste mote que a empresa se rege há mais de 38 anos. Com um portfólio<br />
que conta com centenas de referências, na área das tintas, equipamentos e<br />
consumíveis, que integra marcas como Spies Hecker, Syrox, Kensay, Spraymax,<br />
Indasa, 3M, Festool e Sata, a Autoflex sabe que não é a quantidade que importa,<br />
mas sim a qualidade. Assim, não descura na formação que fornece à sua<br />
equipa técnica e comercial, conforme revela Joana Silva, Diretora Comercial da<br />
Autoflex “No Centro de Formação “Autoflex” localizado em Fiães, no Centro<br />
de Formação “Spies Hecker” localizado em Mem Martins e/ou nas próprias<br />
oficinas dos nossos clientes, o apoio técnico e comercial que é facultado pelas<br />
nossas equipas, é uma realidade permanente”. Contrariamente aos comentários<br />
que se ouvem sobre o futuro incerto da Repintura Automóvel em Portugal,<br />
Joana Silva, embora esteja ciente do decréscimo de que este mercado tem sido<br />
alvo, mantém o otimismo em relaççao aos próximos tempos. A atual Diretora<br />
Comercial acredita que o “mercado irá continuar a evoluir, o que constitui<br />
um desafio de permanente atualização e melhoria para as principais marcas<br />
mundiais”. Para isso, encontra na digitalização o segredo para o futuro da Repintura<br />
Automóvel “é já uma ferramenta fundamental nas oficinas de reparação<br />
automóvel, enquanto fator contributivo na obtenção de conhecimento, fluidez<br />
de processos e de uma mais precisa medição da rentabilidade do seu negócio”,<br />
refere. Assim, no último ano a Autoflex não poderia deixar de estar também<br />
no pelotão da frente e tem focado a sua estratégia de negócio cada vez mais<br />
no digital. É o caso do Phoenix Cloud, “toda a gestão de cor é feita de forma<br />
digital com a leitura de cor através de um espectrofotómetro com WiFi e acesso<br />
à informação técnica e KPI de gestão a partir de qualquer dispositivo móvel”.<br />
Outra das áreas em que a Autoflex tem apostado é na integração dos softwares<br />
de gestão oficinal com o software de cor Phoenix, que permite aos gestores<br />
controlar stocks e custos obra a obra de uma forma automatizada e sem erros.<br />
Ainda assim, nem tudo se resume a tecnologia e o fator humano continua a<br />
ter uma elevada importância neste setor. Segundo a diretora comercial, talvez<br />
este seja um dos motivos que mais a preocupa para o futuro do negócio “Na<br />
nossa opinião, estamos a falar de profissões muito técnicas e importantes para a<br />
economia nacional, esta questão deveria merecer uma maior atenção por parte<br />
das entidades oficiais”. Com base na sua estratégia de proximidade e de foco<br />
com o cliente, a Autoflex apresentou um terceiro trimestre positivo e conta ter<br />
um ligeiro crescimento anual.<br />
Administradores Manuel Alves da Silva e António Alves da Silva<br />
Morada Av. Zona Industrial, 80, Zona Industrial de Monte Grande 4505-222 Fiães VFR<br />
Telefones 256 910 330 EMAIL autoflex@autoflex.pt SITE www.autoflex.pt<br />
170 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 5º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €4.725.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
25<br />
REPINTURA<br />
Impoeste<br />
Impoeste é uma empresa especializada em tintas e equipamento e reforçou,<br />
A em <strong>2022</strong>, a aplicação da solução 360º Scan que havia arrancado em 2020<br />
nas oficinas de automóveis. De acordo com o diretor geral da empresa, Luís<br />
Santos, esta solução tem por objetivo tornar os processos oficinais de gestão<br />
e produção contabilizáveis e facilmente ajustáveis às oficinas para que estas<br />
consigam angariar mais lucros. Como se sabe, a Impoeste é uma espécie de<br />
«incubadora» de soluções e ferramentas destinadas a empresas que queiram<br />
singrar e vencer os vários desafios que se lhes colocam atualmente, com todo<br />
os aumentos de preços das matérias primas ou a guerra na Ucrânia. Este programa<br />
de apoio à gestão abrange a área da carroçaria, apoio à produção de<br />
pintura e chapa, às áreas de receção, orçamentos e controlo de qualidade, ou<br />
seja, toda a gestão da oficina.<br />
A Impoeste acredita que não existe no mercado um software tão completo como<br />
este e que, no fundo, é de fácil utilização e aplicação, focando-se precisamente<br />
em alcançar resultados. Todavia, a empresa continua a apostar nas soluções<br />
que já tinha, principalmente ao nível da gestão e atualização de cor, como o<br />
espectrofotómetro ou até as aplicações dedicadas, que são ferramentas cada<br />
vez mais importantes nas oficinas. Sendo uma empresa especializada em tintas<br />
e pintura, reforça a ideia de que falta mão de obra especializada de pintores<br />
de automóveis “um problema que se vai arrastando e que ninguém consegue<br />
resolver”. Luís Santos falou ainda da parceria com a PPG, sendo distribuidor<br />
exclusivo das tintas Nexa Autocolor, fazendo um balanço positivo. “A Nexa<br />
Autocolor é uma marca de renome internacional na tecnologia de ponta.<br />
Temos essencialmente focada a atenção no desenvolvimento de produtos<br />
que encurtem o ciclo de produção, que é a tendência”. O foco agora são<br />
“os produtos aceleradores de processo, especialmente o primário de secagem<br />
UV, que possibilita tempos de cura impressionantes: em 15 ou 20 segundos<br />
está pronto a lixar”, rematou. Para além de referir que a crise provocada pela<br />
Covid-19 ainda é um problema, porque não se conseguiu “diversificar”, Luís<br />
Santos diz que o mercado da repintura em Portugal regrediu 15 anos, porque<br />
“estamos a utilizar produtos que já tinham sido postos de parte tecnicamente e<br />
que foram «repescados» por pressão de preço – voltamos a confundir o preço<br />
baixo com o económico e sobretudo com o rentável”. Quanto aos desafios<br />
que o mercado da repintura vai sofrer, Luís Santos volta a reforçar ideias<br />
sobre as quais já tem falado: “a forte apetência que os grandes fabricantes<br />
têm pela venda direta vai, cada vez mais, pela via da faturação OEM ou<br />
pelo investimento, fazer com que os distribuidores sejam comprimidos em<br />
espaço de mercado e em margem. Felizmente, “está a ser um ano de elevado<br />
crescimento (recuperação) para a Impoeste, e mantemos o nosso otimismo<br />
para bons resultados no final do ano”.<br />
Diretor geral Luís Santos<br />
Morada Avenida Carlos Lopes, 202560-239 Torres Vedras<br />
Telefones 261 337 250 EMAIL geral@impoeste.pt SITE www.impoeste.pt<br />
172 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
CHEGOU<br />
O SIMPLEX DA OFICINA<br />
O 360º SCAN É UM PROGRAMA INOVADOR DESENVOLVIDO PELA IMPOESTE,<br />
PARA QUE A SUA OFICINA ALCANCE A MÁXIMA PRODUTIVIDADE E RENTABILIDADE!<br />
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AUMENTO DE RENTABILIDADE
POSIÇÃO RANKING 6º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €4.603.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
25<br />
REPINTURA<br />
QUIMIRéGUA<br />
Inserida no Grupo Quimidouro, a Quimirégua é mais um caso de longevidade<br />
e sucesso no panorama nacional da repintura automóvel. Já lá vão mais de três<br />
décadas de trabalho na área e sempre com níveis de qualidade elevados. Armando<br />
Musqueira, administrador da empresa, fala um pouco sobre as razões do sucesso,<br />
sem esquecer a gama de produtos que a empresa oferece, até porque é por ela que<br />
o sucesso acontece. “A oferta de produtos da Quimirégua é bastante abrangente<br />
e diversificada. Mantemos sempre um portefólio de gama Premium e também<br />
um leque de soluções de uma linha mais competitiva em termos de preço para<br />
assim conseguirmos estar presentes em todos os segmentos de mercado”, afirma<br />
Armando Musqueira. Em relação ao futuro e ao consumo energético eficiente e<br />
reduzido, o responsável acredita que “há cada vez mais uma consciencialização<br />
climática presente em todas as nossas práticas, assim sendo, tentamos sempre ir<br />
ao encontro ao objetivo comum de reduzir a nossa pegada de carbono, procurando<br />
soluções mais eficientes para nós, como para os nossos clientes. Através<br />
do nosso parceiro Spies Hecker, temos vindo a introduzir produtos com elevada<br />
performance, em especial a linha Speed-Tec, que irá permitir uma redução dos<br />
consumos energéticos entre outras valências aos nossos clientes”, explica. Atualmente,<br />
a Quimirégua oferece planos de fornecimento que se fundamentam na<br />
questão da rentabilidade dos seus próprios clientes, procurando, assim, aumentar<br />
a eficiência das suas oficinas. Quanto às ferramentas digitais e à importância que<br />
assumem no dia-a-dia da empresa, Armando Musqueira, diz que “os tempos<br />
mudam e a globalização não abranda. Estamos de momento a planear a ativação<br />
de vários canais de comunicação com os nossos clientes. Estamos mais ativamente<br />
a trabalhar no nosso website, onde já disponibilizamos o acesso a cada cliente às<br />
suas notas de encomenda”. Apesar do sucesso, a Quimirégua tem preocupações<br />
em relação ao futuro: “A falta de profissionais é uma das maiores preocupações<br />
do setor, assim como o alto nível de inflação que estamos agora a sofrer, que vem<br />
cortar solidez económica a várias empresas. Há sempre a preocupação de que o<br />
setor se possa tornar menos rentável, mas acreditamos que vamos sair vitoriosos”,<br />
conclui o administrador, que identifica ainda algumas alterações críticas que procuram<br />
acompanhar e dar solução, nomeadamente a necessidade de ter produtos<br />
de uma gama mais competitiva a nível de preço. É uma empresa com cerca de<br />
700 clientes ativos e conta com uma equipa de 23 colaboradores. Tem a exclusividade<br />
da marca Spies Hecker para os distritos de Vila Real e Bragança. Sobre o<br />
futuro da repintura automóvel, a Quimirégua tem “vindo a diversificar o nosso<br />
portefólio de produtos para pudermos cada vez mais ser parceiros dos nossos<br />
clientes e ter praticamente a totalidade de produtos para o mercado oficinal”,<br />
afirma Armando Musqueira.<br />
Administradores Armando Musqueira e José Manuel Magalhães<br />
Morada Rua Teixeira Lopes, 460, 4460 – 833 Custóias MTS<br />
Telefone 229 619 470 EMAIL quimiregua@mail.telepac.pt SITE www.quimidouro.pt<br />
174 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 9º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €3.435.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
25<br />
REPINTURA<br />
COTEQ<br />
Coteq disponibiliza uma ampla gama de produtos ligados à repintura automóvel.<br />
Desde os produtos de pintura, aos mais diversos consumíveis de<br />
A<br />
várias marcas, destacam-se as marcas 3M, Norton, Indasa, Menzerna, Paleta e<br />
equipamentos de marcas como a Sata, Anest Iwata, Sagola, Drester e Rupes.<br />
Garantir a satisfação de todos os seus clientes, desde o cliente direto até ao consumidor<br />
final, é a prioridade principal da empresa. Para isso, disponibilizam aos<br />
seus clientes, uma completa gama de produtos e sistemas de cor, desde o programa<br />
de gestão de cor (offline ou online), espectrofotómetro, catálogos, apoio à linha do<br />
serviço de cor na Coteq ou através do laboratório das marcas de tinta “O apoio<br />
dado aos nossos clientes é diário e sempre muito próximo. Não disponibilizamos<br />
apenas as ferramentas de gestão de cor (software e hardware), mas também os<br />
apoiamos de perto e ajudamos a resolver os problemas, quando o devido uso das<br />
ferramentas se torna insuficiente”, revelou Gil Oliveira, administrador da empresa.<br />
Com base nesta proximidade, a rentabilidade do negócio dos seus clientes é tão<br />
importante quanto a sua, para isso, disponibilizam “Equipamentos mais eficientes,<br />
desde pistolas de pintura a máquinas de lixar, de polir, sistemas de aspiração, bem<br />
como produtos de secagem rápida e de secagem ao ar”. Também as formações<br />
e o apoio técnico fazem parte do apoio que disponibilizam. Num mercado em<br />
contante evolução e mudança, Gil Oliveira, adverte para a falta de profissionais<br />
competentes para esta área de negócio e adverte que para tal situação se alterar,<br />
é necessário uma “constante oferta formativa e disponibilidade para ensinar esta<br />
arte. Havendo muita procura de pintores, não será difícil colocar no mercado<br />
de trabalho aqueles que estiverem mais bem preparados para isso”, mas deixa<br />
uma constatação clara “Apesar de haver escassez de mão de obra na repintura<br />
automóvel, não quer dizer que as oficinas não tenham que continuar a evoluir e<br />
que os meios não necessitem de ser atualizados”, explicou. Devido às adaptações<br />
deste setor, os processos de pintura e de acabamento têm sofrido algumas mudanças.<br />
Ainda assim, Gil Oliveira acredita que estas alterações não são de agora<br />
“As mudanças nos processos de pintura existem desde sempre e vão continuar a<br />
existir sempre. Quer seja por motivos ambientais, quer por motivos de aumento<br />
de rentabilidade, quer por motivos de dar resposta a cada vez maior diversidade<br />
de cores com efeitos especiais, que requerem novos produtos e novas técnicas de<br />
aplicação”, para o administrador a resposta a esta alteração é clara e é nela que<br />
têm andado a trabalhar “Para além de produtos para o mercado de repintura<br />
automóvel, a Coteq tem produtos para a pintura industrial, construção civil e<br />
mais recentemente também para a pintura de mobiliário”. É com base nesta<br />
estratégia, que a Coteq apresenta um balanço positivo para o presente ano e<br />
conta ultrapassar os valores do ano transato.<br />
Administrador Manuel Oliveira<br />
Morada Rua do Mazagão, n.° 78, Aveleda, 4705 - 074 Braga<br />
Telefone 253 670 663 EMAIL geral@coteq.pt SITE www.coteq.pt<br />
176 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 10º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €3.250.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
25<br />
REPINTURA<br />
CENTROCOR<br />
Celebra quatro décadas desde a fundação, mantendo as ideias e ambições originais,<br />
com um crescimento sustentado ano após ano. Faturou 3,25 milhões<br />
de euros em 2021 e, para fazer face ao premente desafio da falta de espaço para<br />
stock, vai abrir em breve as novas instalações, com 4.000 m2 cobertos e 6.000<br />
m2 descobertos, que contemplarão uma grande área de exposição, bem como<br />
um centro de formação, interligando as várias áreas de negócio. Reconhecida<br />
como especialista na área da repintura automóvel, nos últimos anos a empresa<br />
tem diversificado o negócio, considerando-se hoje “um fornecedor global para<br />
as oficinas”. O portefólio de ferramentas e equipamentos permite já “fornecer<br />
qualquer tipo de solução para as oficinas automóveis, excluindo lubrificantes e<br />
peças automóveis”, com milhares de referências de produtos em stock, nas áreas de<br />
colisão, mecânica e detalhe automóvel. O diretor geral, Álvaro Magalhães, conta<br />
que a grande maioria dos produtos que comercializam são premium e destacam-se<br />
no mercado pela “qualidade e garantias no pós-venda”, com o preço a traduzir-<br />
-se “numa relação preço/rentabilidade acima da média”. A Vision Refinish é a<br />
marca própria da empresa e possui um vasto leque de artigos, como abrasivos,<br />
desengordurantes, diluentes, produtos de limpeza e mascaramento. O serviço<br />
pós-venda assenta sobretudo na assistência na parte da pintura e técnica, sendo<br />
um parceiro de negócios que dá suporte aos seus clientes no desenvolvimento do<br />
próprio negócio”. Os serviços de assistência programada fazem parte das soluções<br />
que a Centrocor oferece aos clientes, o que permite “aumentar consideravelmente<br />
a fiabilidade e segurança dos equipamentos que as oficinas usam no seu dia-a-dia”.<br />
Devido à pandemia e à guerra na Ucrânia, a empresa sentiu a necessidade de<br />
otimizar os processos de gestão de stock, antecipando as necessidades que possam<br />
surgir, paralelamente à otimização das entregas e visitas a clientes, bem como a<br />
digitalização de processos para um desempenho mais eficaz. Atualmente, os clientes<br />
utilizam cada vez mais a plataforma B2B, onde é possível pesquisar um produto<br />
por nome ou por tarefa, encontrando descrições detalhadas, métodos de aplicações<br />
e vídeos dos produtos. Álvaro Magalhães considera que as oficinas vão continuar<br />
a ser uma das principais áreas do setor automóvel, antevendo que a evolução<br />
passará por adquirir novos equipamentos e pela digitalização, acompanhando a<br />
tendência do mercado global, com a prestação de serviços de proximidade como<br />
a assistência técnica e a formação. O diretor da Centrocor entende que o futuro<br />
trará a “obrigatoriedade de reaprendizagem de competências” e necessidade de<br />
as empresas procurarem “formas de se superarem a si mesmas diariamente e<br />
procurar constantemente formas de se diferenciarem no mercado”.<br />
Diretor Geral Álvaro Magalhães<br />
Morada Av. S. Mamede, 237, 4560 – 800 S. Mamede Recezinhos (Penafiel)<br />
Telefone 255 730 000 EMAIL geral@centrocor.pt SITE www.centrocor.pt<br />
178 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 14º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €2.622.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
25<br />
REPINTURA<br />
MOTA & PIMENTA<br />
Mota & Pimenta dispõe de uma vasta gama de produtos para o automóvel,<br />
A que vai desde a preparação, a repintura e o polimento. Representa marcas<br />
europeias e americanas com as quais trabalha há vários anos, algumas com<br />
30 anos de parceria. Estas relações tão duradouras são a chave da imagem<br />
de qualidade que tem no mercado fidelizando cada vez mais os seus clientes.<br />
Privilegia a venda direta com os seus clientes e para além de comercializar<br />
tintas e todos os auxiliares, fornece também equipamentos, pistolas de pintura<br />
e vestuário de proteção. Não esquecendo o foco no automóvel, conta ainda com<br />
uma vasta linha de produtos de embelezamento, desde massas de polir, boinas<br />
e panos microfibras. Para fazer face aos ajustes do mercado que “está virado<br />
para produtos mais eficientes e sem necessidade de recorrer a estufas”, a Mota<br />
& Pimenta tem investido no seu sistema de gestão de cor “atualizado numa<br />
base diária, permitindo ao cliente estar sempre a par das novas formulações e<br />
produtos”. Virgílio Mota, administrador da Mota & Pimenta, acredita que “Esta<br />
atualização diária faz com que a rentabilidade e eficiência dos nossos clientes<br />
seja permanente e ao mesmo tempo também nos liberta de algum trabalho<br />
no apoio técnico”, revelou. Atualmente o mercado está virado para produtos<br />
mais eficientes e sem necessidade de recorrer a estufas, no caso dos vernizes<br />
por exemplo. “Essa solução existe na nossa oferta já há mais de quatro anos,<br />
sendo que atualmente se torna mais procurada pelas questões energéticas fruto<br />
da guerra na Ucrânia. O constante desenvolvimento dos nossos produtos faz<br />
ter uma visão mais “clean” do futuro”, refere o responsável. Relativamente à<br />
falta de profissionais de repintura automóvel, Virgílio Mota considera que se<br />
deve “à opção dos sucessivos governos de acabar com o ensino profissional.<br />
Se a aposta governamental fosse mais no ensino profissional, o número de<br />
profissionais aumentaria e resolvíamos este problema que está a afetar todo o<br />
mercado da repintura automóvel”. Para Virgílio Mota o futuro é incerto e “A<br />
grande incógnita hoje em dia é tentar saber o que se vai passar a médio e longo<br />
prazo uma vez que as constantes mutações e alterações de todo o panorama<br />
mundial faz com que o desafio seja diário”, no entanto, baixar os braços não<br />
faz parte do seu ADN. Os desafios futuros não o assustam “Os próximos tempos<br />
não serão fáceis nem estáveis. Continuaremos a dar o nosso melhor e a apoiar<br />
os nossos clientes para juntos ultrapassarmos os tempos mais difíceis que se<br />
avizinham”, garantiu. O primeiro semestre do ano não foi aquilo que a Mota &<br />
Pimenta esperava, no entanto, “com toda a instabilidade mundial e toda a crise<br />
económico social, penso que o saldo acaba por ser positivo, dando-nos força e<br />
motivação para que o segundo semestre supere o primeiro acabando por fechar<br />
o ano de uma forma positiva”, concluiu Virgílio Mota.<br />
Administradores Virgílio Mota e Margarida Mota<br />
Morada Parque Industrial de Fages, Lote 4| - 4770-464 Vila Nova de Famalicão<br />
Telefone 252 323 909 EMAIL margaridamota@motapimenta.com SITE www.motapimenta.com<br />
180 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
SOMOS COR,<br />
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SOMOS O CUIDADO DO SEU CARRO.<br />
Parque Industrial de Fages Lote 4 - 4770-464 Requião | T: 252 323 909<br />
www.motapimenta.com | online@motapimenta.com
POSIÇÃO RANKING 24º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €1.170.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
25<br />
REPINTURA<br />
GRAVITYPAINT<br />
GravityPaint nasceu há cinco anos, de um sonho e de uma oportunidade<br />
A de fazer diferente no mercado da pintura. Fiéis ao modelo de negócio que<br />
idealizaram e em que acreditam desde o primeiro dia, são capazes, segundo<br />
o diretor geral, Mário Ferreira, de “ombrear no mercado com qualquer empresa<br />
concorrente”. Este modelo assenta na inovação de processos de pintura,<br />
numa logística rápida, num regular acompanhamento técnico dos clientes, na<br />
criação de serviços diferenciadores no mercado (GravityRent – Aluguer de<br />
Equipamentos e GravityAssist – Assistência Técnica) e na criação de parcerias<br />
estratégicas com clientes e fornecedores. Atualmente, dispõe, de acordo com<br />
o responsável, de “uma das mais completas e competitivas gamas de produtos<br />
do mercado nacional”, com duas ou mais alternativas/marcas de qualidade<br />
premium para cada «família» de produtos (Abrasivos, Vernizes, Primários,<br />
Betumes, Esmaltes, Polimento, CarCare, Equipamentos, Mascaramento,<br />
Sprays Técnicos, etc). A empresa é parceira de fornecedores como a Finixa,<br />
Festool, BASF, Rupes, Sia Abrasives, Bosch, Flex Tools, Cromauto, Scholl,<br />
Sagola e a Anest Iwata, o que lhes traz “satisfação, orgulho e uma grande<br />
responsabilidade”, dado o historial e posicionamento premium no mercado<br />
internacional destas marcas. Abril de <strong>2022</strong> marca a inauguração da loja de<br />
Torres Vedras, um espaço com cerca de 200 m2 e “imensas soluções para<br />
todos os setores de pintura”. Nos próximos dois anos, a GravityPaint prevê<br />
abrir mais uma loja nos arredores de Lisboa e outra em Sintra. Após dois<br />
anos sem realizar os eventos «Open House», devido à pandemia, <strong>2022</strong> ficou<br />
marcado pela retoma do mesmo na Venda do Pinheiro, “com uma grande<br />
jornada de networking e convívio, troca de opiniões e ideias que fortalecem a<br />
nossa relação com os clientes”. Estiveram presentes todos os fornecedores da<br />
GravityPaint, com stands e equipas técnicas para demonstração de produtos<br />
e equipamentos. Em tempos de constante evolução digital, a empresa utiliza<br />
as principais redes sociais de forma muito ativa, estando previsto, até ao final<br />
do ano, a apresentação ao mercado nacional e internacional do novo site e<br />
a loja online. Para Mário Ferreira, a digitalização da secção de pintura é um<br />
dos principais desafios das oficinas de colisão, pelo que a GravityPaint vai<br />
colocando ao dispor dos clientes várias ferramentas, desde o espectrofotómetro,<br />
à atualização do software de cores online e ao minuto, a utilização de APP no<br />
telemóvel para a verificação de códigos de cor e a consulta de fichas técnicas e<br />
de segurança dos produtos que utiliza. Apesar de ser previsível o decréscimo<br />
do mercado da pintura, o responsável acredita que este “continuará a ser um<br />
mercado bastante ativo e próspero nos próximos 8/10 anos”. E Mário Ferreira<br />
não termina sem deixar “um enorme agradecimento aos nossos colaboradores,<br />
clientes, fornecedores e parceiros de negócio por acreditarem em nós e no<br />
nosso projeto, pois sem eles nada disto seria possível!”.<br />
Diretor geral Mário Rui Ferreira<br />
Morada Rua da Bica, nº 17 - Núcleo Empresarial da Venda do Pinheiro II - Armazém AF 2665-608 Venda do Pinheiro<br />
Telefone 261 092 574 EMAIL mario.ferreira@gravitypaint.pt SITE www.gravitypaint.pt<br />
182 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100
CIBERSEGURANÇA NOS AUTOMÓVEIS<br />
Nova dimensão<br />
de qualidade<br />
A cibersegurança está a tornar-se numa nova dimensão de qualidade para os automóveis<br />
e o software e os componentes elétricos/eletrónicos (E/E) estão, e continuarão a estar,<br />
entre as inovações fundamentais nos veículos modernos. Prevê-se que o mercado cresça<br />
de 238 mil milhões de dólares em 2020, para 469 mil milhões de dólares em 2030,<br />
correspondendo a um crescimento anual de mais de 7 por cento ao ano
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
De modo a<br />
alcançar-se<br />
a excelência<br />
em termos de<br />
cibersegurança,<br />
serão necessários<br />
novos processos,<br />
novas competências<br />
e novas práticas<br />
de trabalho ao<br />
longo da cadeia de<br />
valor da indústria<br />
automóvel<br />
O<br />
acesso ilícito a automóveis conectados<br />
por parte de piratas informáticos<br />
fez manchetes ao longo<br />
dos últimos anos e as preocupações<br />
acerca da cibersegurança dos<br />
veículos modernos tornaram-se reais. Recentemente,<br />
os reguladores começaram a trabalhar<br />
na definição dos requisitos mínimos de cibersegurança<br />
para novos automóveis.<br />
O regulamento WP.291 da UNECE relativa a<br />
cibersegurança e a atualizações de software está<br />
no horizonte e irá desencadear uma mudança de<br />
paradigma na indústria automóvel nos países membros<br />
da UNECE. Outros países, como os EUA e a<br />
China, publicaram boas práticas e orientações, mas<br />
regulamentações ainda não. No entanto, dada a influência<br />
da UNECE, espera-se uma ampla adoção<br />
da sua regulamentação por todo o mundo.<br />
Com estes primeiros programas regulamentares<br />
para a cibersegurança e atualizações de software<br />
no setor automóvel, a entidade reguladora<br />
exigirá que os fabricantes de equipamento<br />
original de automóveis - os responsáveis pela<br />
homologação de veículos - demonstrem práticas<br />
de gestão do ciber-risco adequadas ao longo do<br />
desenvolvimento, produção e pós-produção dos<br />
seus veículos, incluindo a capacidade de corrigir<br />
problemas de segurança do software após<br />
a venda de veículos e de forma remota. Neste<br />
contexto, e com base na investigação e análise<br />
da McKinsey, fazemos uma perspetiva sobre três<br />
questões essenciais para a indústria automóvel:<br />
• Quais são as tendências e fatores específicos de<br />
cibersegurança na indústria automóvel e porque<br />
é que isto é uma mudança de paradigma para<br />
a indústria?<br />
• Como é que estes fatores vão afetar as cadeias<br />
de valor há muito estabelecidas da indústria<br />
automóvel?<br />
• Como é que os protagonistas no seio da indústria<br />
e fora dela podem preparar-se e posicionar-se<br />
para os futuros desenvolvimentos do mercado e<br />
para o crescimento antecipado do segmento?<br />
A potência do motor, o consumo de combustível,<br />
o conforto de condução e a precisão do chassis e<br />
186 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
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MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
O forte crescimento<br />
do mercado irá<br />
criar muitas novas<br />
oportunidades<br />
de negócio para<br />
os fornecedores,<br />
empresas de<br />
informática<br />
consolidadas,<br />
empresas<br />
especialistas em<br />
nichos, start-ups e<br />
muitas outras<br />
da carroçaria de um automóvel são apenas algumas<br />
das dimensões que definem a qualidade de<br />
um automóvel. Com cada vez mais funções essenciais<br />
dos veículos ativadas por software executado<br />
em chips de hardware especializado, a segurança<br />
desses componentes – cibersegurança – irá<br />
tornar-se ainda uma outra dimensão de qualidade<br />
na indústria automóvel, da mesma forma que a<br />
segurança física é atualmente uma preocupação<br />
importante e um parâmetro de qualidade.<br />
Esta medição da qualidade é fundamentada por<br />
atividades regulamentares que impõem padrões<br />
mínimos para a gestão dos riscos de cibersegurança<br />
e que exigem que os OEM tenham a<br />
capacidade de resolver problemas de segurança<br />
através de atualizações de software. A cibersegurança<br />
irá tornar-se inegociável para a indústria.<br />
De modo a alcançar-se a excelência em termos<br />
de cibersegurança, serão necessários novos processos,<br />
novas competências e novas práticas de<br />
trabalho ao longo da cadeia de valor da indústria<br />
automóvel. Isto inclui identificar ciber-riscos,<br />
conceber arquiteturas seguras de software e<br />
hardware e desenvolver e testar código e chips<br />
seguros, garantindo que os problemas podem<br />
ser resolvidos, mesmo anos mais tarde, através<br />
de atualizações de software.<br />
A crescente necessidade de cibersegurança irá<br />
desencadear investimentos ao longo dos próximos<br />
anos. Espera-se que o mercado cresça de 4,9<br />
mil milhões de dólares, em 2020, para 9,7 mil<br />
milhões de dólares, em 2030, com o negócio do<br />
software a representar metade do mercado em<br />
2030. O forte crescimento do mercado irá criar<br />
muitas novas oportunidades de negócio para os<br />
fornecedores, empresas de informática consolidadas,<br />
empresas especialistas em nichos, start-<br />
-ups e muitas outras, especialmente no mercado<br />
de desenvolvimento de software e de serviços.<br />
Ao mesmo tempo, a dinâmica do mercado em<br />
crescimento também irão colocar desafios aos<br />
atuais líderes de mercado.<br />
Impacto e custos da<br />
cibersegurança<br />
Ao longo dos últimos anos, os automóveis modernos<br />
tornaram-se centros de dados sobre rodas.<br />
Comparar as linhas de código dos modernos<br />
automóveis conectados com as dos aviões e computadores<br />
dá-nos uma ideia dos desafios que se<br />
colocam para tornar estes veículos seguros. Os<br />
automóveis atuais têm até 150 unidades de controlo<br />
do motor e cerca de 100 milhões de linhas<br />
de código. Até 2030, muitos observadores preveem<br />
que os mesmos tenham aproximadamente<br />
300 milhões de linhas de código de software.<br />
Para colocar isto em perspetiva, um avião de<br />
passageiros tem cerca de 15 milhões de linhas<br />
de código, um moderno avião de combate cerca<br />
de 25 milhões e um sistema operativo de um<br />
computador de comercialização em massa perto<br />
de 40 milhões.<br />
Esta abundância de código de software complexo<br />
é o resultado quer do legado da conceção de<br />
sistemas eletrónicos de formas<br />
específicas nos últimos 35 anos, quer dos crescentes<br />
requisitos e da maior complexidade dos<br />
sistemas nos automóveis conectados e autónomos.<br />
Este volume de código cria uma ampla<br />
oportunidade para os ciberataques, não só no<br />
próprio automóvel, mas também em todos os<br />
componentes do ecossistema do mesmo (p. ex.,<br />
backend, infraestrutura).<br />
Qual é o papel da UNECE na regulamentação<br />
da cibersegurança automóvel?<br />
O Fórum Mundial para a Harmonização<br />
das Regulamentações Aplicáveis<br />
a Veículos (WP.29) é um fórum<br />
regulamentar a nível mundial que faz<br />
parte da estrutura institucional da<br />
Comissão Económica das Nações<br />
Unidas para a Europa (UNECE).<br />
Estabelece instrumentos regulamentares<br />
respeitantes aos veículos a motor e ao<br />
equipamento destes em mais de 60<br />
mercados à escala global, com base<br />
em três acordos das Nações Unidas<br />
adotados em 1958, 1997 e 1998.<br />
Atualmente a UNECE está a elaborar<br />
uma proposta para dois novos<br />
regulamentos das Nações Unidas.<br />
O primeiro regulamento é acerca<br />
de uniformizar normas relativas à<br />
aprovação de veículos no que respeita<br />
à cibersegurança e aos sistemas de<br />
gestão de cibersegurança. O segundo<br />
regulamento é acerca dos processos de<br />
atualização de software de veículos e de<br />
sistemas de gestão de atualizações de<br />
software. Logo que esta proposta seja<br />
aceite pela UNECE e os regulamentos<br />
sejam adotados pelos respetivos países<br />
membros, será solicitado aos OEM que<br />
implementem práticas e capacidades<br />
específicas em termos de cibersegurança<br />
e de atualização de software para as<br />
homologações de veículos, tornando<br />
efetivamente a cibersegurança num<br />
componente inegociável dos futuros<br />
veículos.<br />
188 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
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por que a Textar tem o voto de<br />
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veículos, distribuidores<br />
e oficinas de todo o mundo.
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
Crescimento impulsionado pelo sofware<br />
O crescimento do mercado ligado<br />
à cibersegurança é impulsionado<br />
em grande medida pelo software,<br />
que se está a tornar um elemento<br />
diferenciador fundamental. O software<br />
está a impulsionar a inovação nas quatro<br />
categorias ACES (Veículos Autónomos;<br />
Veículos Conectados, Veículos Elétricos e<br />
Mobilidade Partilhada):<br />
Veículos Autónomos<br />
Os automóveis autónomos, que foram<br />
assunto de fantasia durante muito<br />
tempo, estão a tornar-se realidade. As<br />
empresas líderes já percorreram milhões<br />
de quilómetros em estradas públicas<br />
com eles, mas até agora sempre sob o<br />
olhar cuidadoso de um humano atrás<br />
do volante. A taxa de desativação dos<br />
testes no terreno, isto é, a frequência<br />
com que o condutor humano precisa<br />
de assumir o controlo, está a diminuir<br />
rapidamente, colocando os automóveis<br />
totalmente autónomos ao alcance<br />
dentro de poucos anos. Embora o<br />
automóvel autónomo proporcione<br />
enormes vantagens, apresenta o risco<br />
de os hackers interferirem na direção ou<br />
na travagem. Tais incidentes poderão<br />
fomentar o medo em relação aos<br />
automóveis autónomos e colocar toda a<br />
tecnologia em risco.<br />
Veículos Conectados<br />
Os automóveis estão a tornar-se cada<br />
vez mais conectados. Atualmente, os<br />
serviços permitidos pela conectividade<br />
vão desde o envio de endereços de<br />
destino para o veículo, até à receção<br />
em tempo real de informações de<br />
trânsito e ao estacionamento do<br />
veículo remotamente através de uma<br />
aplicação para smartphone. No entanto,<br />
a conectividade dos automóveis é<br />
um potencial vetor de ataque para os<br />
hackers comprometerem uma frota<br />
inteira de automóveis, o que é o pior<br />
pesadelo de qualquer OEM.<br />
Veículos Elétricos<br />
O surgimento dos automóveis elétricos<br />
teve início há vários anos e estão a<br />
ganhar cada vez mais força à medida<br />
que a sua autonomia aumenta e o preço<br />
diminui. Desafiados por muitas start-ups,<br />
quase todos os OEM atuais embarcaram<br />
na aventura de incluir automóveis<br />
elétricos nas respetivas carteiras de<br />
produtos. O automóvel elétrico por si só<br />
não é mais suscetível à sabotagem do<br />
que um automóvel convencional, mas os<br />
ataques à infraestrutura de carregamento<br />
podem ter graves consequências, desde<br />
falhas de energia a incêndios.<br />
Mobilidade Partilhada<br />
Possibilitados pela conectividade,<br />
tornaram-se viáveis novos modelos de<br />
negócio para o transporte, tais como a<br />
partilha de automóveis e de boleias. A<br />
tendência na mobilidade está a mudar da<br />
posse dos automóveis para as soluções<br />
de automóveis partilhados, o que está<br />
a provocar um aumento significativo da<br />
utilização dos veículos. Esta tendência<br />
exige a proteção total dos dados dos<br />
utilizadores, uma violação de dados<br />
sensíveis pode estimular a desconfiança<br />
massiva do modelo de negócio.<br />
Um olhar mais profundo para o<br />
automóvel conectado revela três tipos de<br />
software que irão impulsionar a inovação<br />
nesta área:<br />
• Serviços a bordo dos veículos: Todo<br />
o software no interior do veículo que<br />
funciona em unidades de controlo<br />
eletrónico (ECU) ou unidades de<br />
controlo de domínio (DCU) no interior<br />
do automóvel<br />
• Serviços de backend de OEM: Serviços<br />
de cloud para o veículo e para o<br />
utilizador<br />
• Serviços de infraestruturas e de<br />
terceiros: Ligações de software entre<br />
o veículo e a infraestrutura,<br />
p. ex., de combustível/carregamento,<br />
estacionamento, seguros.<br />
Enquanto a indústria está a investir em<br />
inovações nestes tipos de software para<br />
melhorar a experiência dos clientes<br />
e aumentar o valor dos automóveis<br />
modernos, os fabricantes também<br />
têm de integrar a cibersegurança<br />
desde o início, para evitar a criação<br />
de plataformas digitais e de veículos<br />
suscetíveis a ciberataques.<br />
190 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
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MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
Ao contrário do<br />
que acontece<br />
noutros setores,<br />
a cibersegurança<br />
permaneceu<br />
até agora sem<br />
regulamentação no<br />
setor automóvel,<br />
mas isto agora<br />
está a mudar com<br />
o surgimento das<br />
regulamentações<br />
unece WP.29<br />
O ciber-risco dos automóveis conectados tornou-<br />
-se evidente ao longo dos últimos anos, à medida<br />
que os investigadores de segurança revelaram<br />
várias vulnerabilidades técnicas. Nestes cenários,<br />
os “atacantes” não estavam a explorar as vulnerabilidades<br />
com más intenções, mas sim a disponibilizar<br />
informações aos OEM para os ajudar<br />
a resolver esses problemas antes que atacantes<br />
mal-intencionados provocassem danos reais.<br />
Após ficarem a par das vulnerabilidades, os OEM<br />
resolveram esses problemas e disponibilizaram<br />
atualizações de software. Mas, dependendo do<br />
modelo do automóvel afetado, da arquitetura<br />
E/E do mesmo e da capacidade do OEM em disponibilizar<br />
atualizações de software remotamente,<br />
algumas atualizações de software exigiam idas<br />
aos concessionários, resultando em custos muito<br />
mais elevados para os fabricantes de automóveis.<br />
Garantia de acesso ao mercado<br />
e a homologação<br />
Ao contrário do que acontece noutros setores,<br />
tais como os serviços financeiros, de energia e<br />
de telecomunicações, a cibersegurança permaneceu<br />
até agora sem regulamentação no setor<br />
automóvel, mas isto agora está a mudar com o<br />
surgimento das regulamentações UNECE WP.29<br />
sobre cibersegurança e atualizações de software.<br />
De acordo com este enquadramento, os OEM<br />
de países membros da UNECE terão de apresentar<br />
provas de suficientes práticas de gestão de<br />
ciber-risco ao longo de todo o processo, isto é,<br />
desde o desenvolvimento do veículo, passando<br />
pela produção e até à pós-produção. Isto inclui<br />
a capacidade comprovada de implementar remotamente<br />
correções de segurança do software,<br />
mesmo após a venda do veículo.<br />
Outros países, como a China e os EUA, não<br />
publicaram até agora regulamentações similares,<br />
mas apenas orientações e boas práticas. Esperamos<br />
que a nova regulamentação da UNECE<br />
se torne numa norma efetiva, mesmo para além<br />
dos respetivos membros. Olhando para o volume<br />
do atual mercado de automóveis de passageiros<br />
apenas nos dez maiores países cuja regulamentação<br />
deriva da UNECE WP.29, as novas regulamentações<br />
irão afetar provavelmente mais de 20<br />
milhões de veículos vendidos em todo o mundo.<br />
Isto não inclui sequer os veículos comerciais ou<br />
qualquer outro tipo de veículo motorizado regulamentado<br />
ao abrigo da UNECE WP.29.<br />
192 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
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Top<br />
100<br />
Indústria automóvel repensa a cibersegurança<br />
Conseguir a cibersegurança de<br />
forma correta exige esforços de<br />
múltiplas entidades ao longo da<br />
cadeia de valor, para todo o ciclo<br />
de vida digital dos veículos<br />
modernos. Em última instância,<br />
os OEM são responsáveis pela<br />
homologação dos respetivos veículos<br />
e por demonstrarem que<br />
respeitam as regulamentações e<br />
os requisitos legais obrigatórios.<br />
Contudo, uma vez que os OEM<br />
obtêm uma grande parte dos<br />
componentes dos respetivos<br />
veículos a partir de fornecedores<br />
e fabricantes de semicondutores,<br />
também será solicitado aos respetivos<br />
parceiros da cadeia de valor<br />
que se encontram a montante que<br />
sigam e implementem as práticas<br />
mais avançadas para mitigarem<br />
os riscos de cibersegurança e<br />
produzirem veículos que sejam<br />
seguros pela sua conceção.<br />
Estes parceiros têm de apresentar<br />
provas de que respeitam os<br />
regulamentos de forma a apoiar o<br />
processo de homologação,<br />
o que é responsabilidade do<br />
OEM. Olhando para os atuais<br />
projetos de regulamentos da<br />
UNECE WP.29 sobre cibersegurança<br />
e atualizações de software,<br />
torna-se evidente que a cadeia de<br />
valor é afetada transversalmente<br />
em quatro áreas (ver Quadro I):<br />
de segurança e que quaisquer<br />
ciber-riscos são adequadamente<br />
mitigados. Embora, em última<br />
instância, os OEM sejam responsáveis<br />
pela cibersegurança,<br />
todos os participantes na cadeia<br />
de valor têm de contribuir.<br />
Deteção e resposta<br />
Os fabricantes de veículos têm de<br />
ser capazes de detetar vulnerabilidades<br />
técnicas e problemas de<br />
QUADRO I - A regulamentação UNECE está dividida em 4 áreas concretas<br />
de cibersegurança e abrange todo o ciclo de vida do veículo<br />
Ciclo de vida da<br />
cibersegurança<br />
Ciclo de vida de automóveis conectados<br />
Desenvolvimento Produção Pós-produção<br />
Gerir<br />
ciber-riscos<br />
dos veículos<br />
Assegurar<br />
os veículos<br />
na conceção<br />
segurança (p. ex., ciberataques)<br />
nos respetivos veículos e nos<br />
componentes dos ecossistemas<br />
adjacentes (p. ex., nos serviços<br />
de backend ou de terceiros) que<br />
possam ter impacto na proteção<br />
ou segurança dos veículos.<br />
Identificar e gerir ciber-riscos para determinados tipos de veículos em toda a cadeia<br />
de fornecimento<br />
Assegurar o teste de segurança dos sistemas<br />
Reagir a ciber-ameaças e vulnerabilidades novas e em desenvolvimento<br />
Atualizações seguras e<br />
fiáveis<br />
Os protagonistas da indústria<br />
automóvel têm de ser capazes<br />
de dar resposta a qualquer<br />
evento de segurança detetado<br />
e disponibilizar atualizações de<br />
software para resolver problemas<br />
de segurança. Para o fazer, têm<br />
de identificar sistematicamente<br />
veículos-alvo para atualizações<br />
e garantir que as atualizações de<br />
software não danificam sistemas<br />
certificados relevantes para a segurança<br />
e que são compatíveis<br />
com a configuração do veículo.<br />
Garantir a segurança na fase de conceção de detalhes, testar a informação e recolher<br />
provas ao longo de toda a cadeia de fornecimento<br />
Gestão de ciber-risco<br />
Os protagonistas da indústria automóvel<br />
têm de garantir a gestão<br />
do ciber-risco ao longo de todo o<br />
processo e identificar ciber-riscos<br />
relevantes nos respetivos tipos<br />
de veículos (e nos componentes<br />
dos ecossistemas adjacentes que<br />
possam ter impacto na proteção<br />
ou segurança do veículo) e garantir<br />
que implementam medidas<br />
para mitigar tais riscos. Isto inclui<br />
reagir a ameaças em desenvolvimento.<br />
Detetar e dar<br />
resposta a<br />
incidentes de<br />
segurança<br />
Analisar ciber-ameaças e criar um plano de<br />
tratamento de riscos<br />
Integrar a segurança na conceção do sistema e<br />
prever vulnerabilidades conhecidas em componentes<br />
(re)utilizados de HW/ SW - Hardware / Software<br />
Testar a segurança dos componentes de HW/SW (p.<br />
ex., com verificações de vulnerabilidade, testes de<br />
penetração, análise de código)<br />
Proteger a integridade dos componentes<br />
de HW/SW de fornecedores<br />
(p. ex., com cláusulas contratuais)<br />
Proteger o acesso ao ambiente de<br />
produção (p. ex., servidores de software<br />
e o processo de flashing) e às<br />
unidades recebidas dos fornecedores<br />
Monitorizar e dar resposta<br />
a ciberataques nos veículos<br />
e respetivos ecossistemas<br />
Segurança na conceção<br />
Os OEM têm de desenvolver<br />
veículos seguros desde o início,<br />
adotando as práticas mais avançadas<br />
na engenharia de hardware<br />
e software e garantindo que os<br />
tipos de veículos (e os componentes<br />
dos ecossistemas adjacentes<br />
que possam ter impacto<br />
na proteção ou segurança do veículo)<br />
são concebidos, produzidos<br />
e testados quanto a problemas<br />
Disponibilizar<br />
atualizações<br />
de software<br />
seguras<br />
e fiáveis<br />
Garantir a rastreabilidade total das versões de software e da configuração dos veículos<br />
ao longo do ciclo de vida dos veículos (software/configuração inicial e atualizado)<br />
Identificar veículos-alvo para<br />
atualizações e avaliar o impacto<br />
nos sistemas certificados<br />
e a compatibilidade com a<br />
configuração dos veículos<br />
Disponibilizar atualizações<br />
de software sem afetar o impacto<br />
da segurança e fiabilidade<br />
Fonte: UNECE WP.29 e McKinsey<br />
194 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
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e embraiagem<br />
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Kits de<br />
suspensão<br />
Rolamentos de roda, sensores, kit de disco<br />
de travão com rolamento<br />
Juntas homocinéticas
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
Novas normas elevam fasquia da cibersegurança<br />
Atualmente, apenas existem normas<br />
e orientações limitadas quanto aos<br />
procedimentos técnicos específicos para<br />
assegurar o hardware e o software nos<br />
veículos, p. ex., normas para encriptação<br />
de hardware ou para a comunicação<br />
segura das ECU.<br />
Embora os regulamentos UNECE WP.29<br />
sobre cibersegurança e atualizações<br />
de software estabeleçam uma<br />
estrutura organizacional e requisitos<br />
mínimos que têm impacto em todos os<br />
intervenientes da indústria automóvel<br />
ao longo da cadeia de valor, os<br />
mesmos não proporcionam qualquer<br />
orientação detalhada sobre práticas<br />
operacionais. No entanto, as novas<br />
normas que brevemente vão entrar<br />
em vigor estabelecem claros requisitos<br />
organizacionais, processuais e técnicos<br />
ao longo de todo o ciclo de vida dos<br />
veículos, desde o desenvolvimento à<br />
produção e pós-venda.<br />
Estas normas irão permitir que a indústria<br />
implemente práticas de cibersegurança<br />
comuns específicas para o<br />
desenvolvimento e produção de veículos.<br />
Também permitirão uma avaliação<br />
do cumprimento dessas práticas e a<br />
certificação por terceiros, que podem<br />
ser usadas entre os intervenientes da<br />
indústria para demonstrar o cumprimento<br />
das normas, por exemplo, nos contratos<br />
entre OEM e fornecedores. A certificação<br />
independente das práticas de segurança<br />
irá criar um mercado crescente para<br />
as empresas de auditoria, inspeção e<br />
certificação. Os especialistas jurídicos<br />
também encaram isto como a base<br />
para a resolução de disputas legais e de<br />
problemas de responsabilidade em caso<br />
de incidentes de veículos relacionados<br />
com cibersegurança.<br />
Novas competências e talentos<br />
Novas capacidades e requisitos de<br />
cibersegurança ao longo do ciclo de<br />
desenvolvimento irão exigir, em muitos<br />
casos, uma atualização e reciclagem<br />
significativas das competências da<br />
atual força de trabalho. O aumento dos<br />
requisitos de competências também é<br />
refletido no mercado, no qual vemos<br />
uma variedade de novos produtos e<br />
serviços que exigem, todos eles, novas<br />
competências. Mas, mesmo para além<br />
das atividades acima mencionadas,<br />
muitas outras áreas exigem uma<br />
requalificação. Por exemplo:<br />
— A aquisição de componentes de<br />
segurança exige uma abordagem<br />
mais colaborativa comparativamente<br />
à aquisição de peças mecânicas,<br />
como, por exemplo, chassis, grupos<br />
motopropulsores ou baterias, para<br />
as quais podem ser detalhadas<br />
antecipadamente especificações<br />
exatas. Embora as especificações<br />
para os componentes de segurança<br />
possam ser estabelecidas na fase de<br />
conceção, podem prever-se ajustes<br />
durante todo o ciclo de desenvolvimento.<br />
Devido à elevada complexidade<br />
da cibersegurança, a avaliação de<br />
fornecedores, especialmente quanto às<br />
respetivas capacidades, irá tornar-se<br />
muito mais difícil comparativamente<br />
à aquisição de peças físicas ou de<br />
software normal.<br />
— A gestão de projeto tem de assumir<br />
seriamente a segurança na conceção e<br />
contar que atividades e peças relevantes<br />
relacionadas com a cibersegurança<br />
façam parte do projeto.<br />
— Os concessionários, como linha<br />
da frente para os clientes da indústria<br />
automóvel, terão de falar de questões<br />
da cibersegurança e têm de ser capazes<br />
de prestar assistência nas atividades<br />
de manutenção relacionadas com a<br />
cibersegurança, tais como a instalação<br />
de atualizações de software quando<br />
as atualizações remotas não estão<br />
disponíveis.<br />
— As equipas de comunicação<br />
com os clientes terão de transmitir<br />
e comunicar assuntos relacionados<br />
com a cibersegurança, tal como<br />
abordar os receios do público quanto<br />
à vulnerabilidade dos automóveis a<br />
ciberataques ou dirigir a difícil tarefa de<br />
manter a comunicação externa no caso<br />
de um incidente de cibersegurança.<br />
196 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
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MERCADO<br />
Top<br />
17<br />
DISTRIBUIDORES DE PNEUS<br />
As 17 empresas incluídas na listagem, faturaram 171 milhões de €, com crescimento<br />
superior a 12%. A produtividade elevou até 609 mil € por trabalhador, em consequência do não<br />
crescimento do volume de emprego<br />
Incluímos nesta Edição os Distribuidores de<br />
Pneus que têm atividade importadora de<br />
marcas, mesmo que a dimensão não seja<br />
muito elevada. Não se incluem (ao contrário<br />
da opção seguida para a Distribuição de<br />
Peças), os Distribuidores que utilizam marcas de<br />
outros importadores. Alguma empresa de maior<br />
dimensão, como a TIRESUR, não foi incluída<br />
por não dispormos do seu IES.<br />
Para a generalidade dos distribuidores de pneus, o<br />
impacto da pandemia acabou por ser muito menor<br />
que o esperado inicialmente, mas o setor debate-se<br />
com a falta de produto, o que está a criar alguma<br />
instabilidade no mercado, colocando sérios desafios<br />
a fabricantes e distribuidores.<br />
Apesar de nos últimos anos os fabricantes tentarem<br />
diminuir a força dos distribuidores, neste momento<br />
e no futuro a distribuição está a ganhar uma importância<br />
cada vez mais significativa na cadeia de<br />
valor. Quando comparando com os fabricantes, os<br />
distribuidores são mais competitivos, conseguem<br />
ser mais flexíveis e eficazes em todo o processo de<br />
distribuição, garantem um melhor nível de serviço<br />
e têm uma oferta de stock mais completa e global,<br />
além de oferecerem ao cliente um atendimento<br />
personalizado e de proximidade.<br />
Atualmente, o papel do distribuidor é fundamental<br />
para evitar a escassez de produto e a rutura da<br />
cadeia de fornecimento. A manter-se o cenário<br />
atual tona-se evidente que o papel da distribuição<br />
grossista de pneus sai reforçado e, sobretudo, mais<br />
valorizado pelo setor automóvel.<br />
• A Autonomia Financeira é de 40,6% dos Ativos<br />
financiados pelos Capitais Próprios, um valor elevado<br />
para um setor comercial<br />
• As rentabilidades médias de 2,9% do Volume<br />
de Negócios e 9,8% dos Capitais, são valores excelentes<br />
198 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
TOP 17<br />
MAIORES DISTRIBUIDORES DE PNEUS<br />
Nº EMPRESA CONCELHO VOL. NEG. 2021 VOL. NEG. 2020 ATIVO 2021 RES. LIQ. 2021 CAP. PROP. 2021 VAB 2021 Nº TRAB. 2021<br />
1 SÃO JOSÉ PNEUS, LDA CANTANHEDE 63 575 44 772 44 095 5 994 33 549 10 070 67<br />
2 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. V. N. POIARES 40 363 31 398 33 775 1 109 12 423 2 769 54<br />
3 DISPNAL PNEUS, S.A. PENAFIEL 29 147 24 518 18 448 1 161 15 885 2 798 40<br />
4 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL V. F. DE XIRA 25 094 17 998 13 727 421 958 1 308 19<br />
5 R.S. CONTRERAS, LDA. OEIRAS 13 177 10 896 6 568 428 3 074 1 204 24<br />
6 TIRSO PNEUS, LDA. SANTO TIRSO 12 157 11 684 7 581 313 1 322 825 11<br />
7 PNEUS CRUZEIRO, LDA. P. DO LANHOSO 10 941 8 712 9 047 356 3 279 1 030 19<br />
8 AGUESPORT, LDA. ÁGUEDA 9 905 8 958 12 510 215 4 168 1 101 32<br />
9 EUROPE RUBBER TREE TYRES LISBOA 9 447 9 176 6 296 183 3 668 647 14<br />
10 TUGA PNEUS, UNIPESSOAL, LDA. PORTO 3 601 2 546 2 221 30 280 255 8<br />
11 PRISMANIL GUIMARÃES 3 397 2 636 1 751 229 689 523 6<br />
12 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) BEJA 3 364 3 039 2 948 245 1 876 670 22<br />
13 RECAMBIOS FRAIN MAIA 2 797 2 494 1 220 155 248 367 5<br />
14 RODRIGUES E FILHOS (RODRIGUES TYRES) BRAGA 2 665 1 861 3 484 44 1 210 348 15<br />
15 PNEURAMA, LDA. PAREDES 2 487 1 971 2 436 111 962 301 5<br />
16 PSI PNEUS COIMBRA 1 655 1 801 1 883 10 680 151 3<br />
17 MINHO TYRES V. DO CASTELO 878 - 901 -39 5 29 4<br />
TOP 17<br />
EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIOS DISTRIBUIDORES DE PNEUS<br />
Nº EMPRESA CONCELHO VOL. NEG.<br />
2021<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. 21/20<br />
VOL. NEG.<br />
2020<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. (20/19)<br />
VOL. NEG. 2019<br />
CRESC. VOL.<br />
NEG. (19/18)<br />
1 RODRIGUES E FILHOS (RODRIGUES TYRES) BRAGA 2 665 43,2 1 861 82,3 1 021 - -<br />
2 SÃO JOSÉ PNEUS, LDA. CANTANHEDE 63 575 42,0 44 772 25,1 35 794 -3,6 37 118<br />
3 TUGA PNEUS, UNIPESSOAL, LDA. PORTO 3 601 41,4 2 546 -11,0 2 862 2,1 2802<br />
4 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL V. F. DE XIRA 25 094 39,4 17 998 -2,6 18 479 17,3 15 759<br />
5 PRISMANIL GUIMARÃES 3 397 28,9 2 636 36,0 1 938 - -<br />
6 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. V. N. POIARES 40 363 28,6 31 398 17,6 26 708 2,4 26 080<br />
7 PNEURAMA, LDA. PAREDES 2 487 26,2 1 971 -16,7 2 366 22,1 1937<br />
8 PNEUS CRUZEIRO, LDA. P. DO LANHOSO 10 941 25,6 8 712 -9,5 9 626 -3,7 9 997<br />
9 R.S. CONTRERAS, LDA. OEIRAS 13 177 20,9 10 896 -1,8 11 100 15,6 9 605<br />
10 DISPNAL PNEUS, S.A. PENAFIEL 29 147 18,9 24 518 8,6 22 568 10,1 20 490<br />
11 RECAMBIOS FRAIN MAIA 2 797 12,1 2 494 22,6 2 035 - -<br />
12 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) BEJA 3 364 10,7 3 039 2,7 2960 - -<br />
13 AGUESPORT, LDA. ÁGUEDA 9 905 10,6 8 958 -55,8 20 276 47,0 13 789<br />
14 TIRSO PNEUS, LDA. SANTO TIRSO 12 157 4,0 11 684 -16,3 13 956 -9,6 15 431<br />
15 EUROPE RUBBER TREE TYRES LISBOA 9 447 3,0 9 176 6,9 8 580 - -<br />
16 PSI PNEUS COIMBRA 1 655 -8,1 1 801 334,0 415 - -<br />
17 MINHO TYRES V. DO CASTELO 878 - - - 1 179 -27 1619<br />
VOL. NEG.<br />
2018<br />
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
199
MERCADO<br />
Top<br />
17<br />
RUI LOPES, DA RPL CLIMA,<br />
PATROCINADOR, ANUNCIA VENCEDORES<br />
DO QUADRO DE HONRA DISTRIBUIDORES<br />
DE PNEUS<br />
CUSTÓDIO SOUSA, DA<br />
PRISMANIL, RECEBE DO<br />
PATROCINADOR RUI LOPES,<br />
RPL QUALITY, O TROFÉU 2º<br />
CLASSIFICADO DA CATEGORIA<br />
DISTRIBUIDOR DE PNEUS<br />
Quadro de Honra<br />
Nº EMPRESA<br />
1 SÃO JOSÉ PNEUS, LDA<br />
2 PRISMANIL<br />
3 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL<br />
4 DISPNAL PNEUS, S.A.<br />
5 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A.<br />
6 R.S. CONTRERAS, LDA.<br />
7 PNEUS CRUZEIRO, LDA.<br />
8 DANIEL MESTRE (EASYPNEUS)<br />
9 RECAMBIOS FRAIN<br />
10 AGUESPORT, LDA.<br />
LUÍS ANICETO, DA SÃO<br />
JOSÉ PNEUS, RECEBE DO<br />
PATROCINADOR RUI LOPES,<br />
RPL CLIMA, O TROFÉU 1º<br />
CLASSIFICADO DA CATEGORIA<br />
DISTRIBUIDORES DE PNEUS
TOP 10<br />
DISTRIBUIDORES DE PNEUS - POR CRITÉRIOs<br />
Nº EMPRESA CRESCIMENTO<br />
VOLUME NEGÓCIOS<br />
1 RODRIGUES E FILHOS (RODRIGUES TYRES) 43,2<br />
2 SÃO JOSÉ PNEUS, LDA. 42,0<br />
3 TUGA PNEUS, UNIPESSOAL, LDA. 41,4<br />
4 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL 39,4<br />
5 PRISMANIL 28,9<br />
6 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 28,6<br />
7 PNEURAMA, LDA. 26,2<br />
8 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 25,6<br />
9 R.S. CONTRERAS, LDA. 20,9<br />
10 DISPNAL PNEUS, S.A. 18,9<br />
Nº EMPRESA RENTABILIDADE<br />
CAPITAL PRÓPRIO<br />
1 RECAMBIOS FRAIN 62,5<br />
2 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL 43,9<br />
3 PRISMANIL 33,2<br />
4 TIRSO PNEUS, LDA. 23,7<br />
5 SÃO JOSÉ PNEUS, LDA. 17,9<br />
6 R.S. CONTRERAS, LDA. 13,9<br />
7 DANIEL MESTRE 13,1<br />
8 PNEURAMA, LDA. 11,5<br />
9 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 10,9<br />
10 TUGA PNEUS, UNIPESSOAL, LDA. 10,7<br />
Nº EMPRESA PRODUTIVIDADE<br />
REAL<br />
1 SÃO JOSÉ PNEUS, LDA. 150,3<br />
2 PRISMANIL 87,2<br />
3 TIRSO PNEUS, LDA. 75,0<br />
4 RECAMBIOS FRAIN 73,4<br />
5 DISPNAL PNEUS, S.A. 70,0<br />
6 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL 68,8<br />
7 PNEURAMA, LDA. 60,2<br />
8 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 54,2<br />
9 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 51,3<br />
10 PSI PNEUS 50,3<br />
Nº EMPRESA VALOR ACRESCENTADO<br />
BRUTO (VAB)<br />
1 SÃO JOSÉ PNEUS, LDA. 10 070<br />
2 DISPNAL PNEUS, S.A. 2 798<br />
3 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 2 769<br />
4 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL 1 308<br />
5 R.S. CONTRERAS, LDA. 1 204<br />
6 AGUESPORT, LDA. 1 101<br />
7 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 1 030<br />
8 TIRSO PNEUS, LDA. 825<br />
9 DANIEL MESTRE (EASYPNEUS) 670<br />
10 EUROPE RUBBER TREE TYRES 647<br />
Nº EMPRESA AUTONOMIA<br />
FINANCEIRA<br />
1 DISPNAL PNEUS, S.A. 86,1<br />
2 SÃO JOSÉ PNEUS, LDA 76,1<br />
3 DANIEL MESTRE (EASYPNEUS) 63,6<br />
4 EUROPE RUBBER TREE TYRES 58,3<br />
5 R.S. CONTRERAS, LDA. 46,8<br />
6 PNEURAMA, LDA. 39,5<br />
7 PRISMANIL 39,3<br />
8 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 36,8<br />
9 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 36,2<br />
10 PSI PNEUS 36,1<br />
Nº EMPRESA GERAÇÃO<br />
EMPREGO<br />
1 AGUESPORT, LDA. 7<br />
2 DANIEL MESTRE (EASYPNEUS) 7<br />
3 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 6<br />
4 SÃO JOSÉ PNEU, LDA. 5<br />
5 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL 3<br />
6 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 2<br />
7 PRISMANIL 1<br />
8 DISPNAL PNEUS, S.A. 0<br />
9 R.S. CONTRERAS, LDA. 0<br />
10 RODRIGUES E FILHOS (RODRIGUES TYRES) 0<br />
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
201
POSIÇÃO RANKING 2º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €40.363<br />
Empresa<br />
Top<br />
17<br />
Pneus<br />
AB TYRES<br />
uma das maiores empresas do setor da distribuição de pneus em Portugal<br />
É e tem acumulado resultados positivos, mesmo em tempos difíceis, como os<br />
que atravessamos. Filipe Bandeira, administrador da AB Tyres explica que o<br />
sucesso da empresa é alicerçado na relação de confiança e proximidade estabelecida<br />
com os clientes, porque acredita “que esta é a forma correta de estar no<br />
mercado: lado a lado com os clientes”. Atualmente, a AB Tyres comercializa<br />
23 marcas de pneus, com um stock superior a 100 mil unidades. A mais recente<br />
adição ao grupo é a Ceat, distribuída em exclusivo desde julho. Por outro lado,<br />
a Falken assume uma posição de destaque, tendo criado com a AB Tyres a<br />
rede de parceiros AB Partner | Falken, atualmente com mais de 170 parceiros<br />
distribuídos de norte a sul de Portugal e representando 25% a 30% das vendas<br />
da AB Tyres. O Programa AB Partner oferece aos parceiros Falken um conjunto<br />
de vantagem exclusivas, como níveis de preços especiais, rappéis anuais, proteção<br />
geográfica, formações e eventos de relacionamento, ofertas e campanhas exclusivas,<br />
apoio na comunicação, entre outros. Sem procurar novas marcas, Filipe<br />
Bandeira admite que a AB Tyres se mantém atenta a novas oportunidades, até<br />
noutros segmentos fora do atual portefólio. O administrador releva que o facto<br />
de a empresa estar inserida no Grupo Alves Bandeira, “onde temos um total<br />
de mais de 15.000 clientes empresa ativos, permite-nos criar sinergias e cross-<br />
-selling entre os vários negócios e temos conseguido aumentar, ano após ano, o<br />
número de clientes com frotas de pesados”. Neste segmento, está a ser estudado<br />
um sistema de gestão de frotas para ajudar os parceiros a antecipar qualquer<br />
necessidade relacionada com a gestão das viaturas. A empresa conta com uma<br />
equipa profissional e dedicada e investiu num novo programa de fidelização<br />
para abranger todos os clientes, assim como em formação e informação, seja<br />
on-line ou presencial, junto dos parceiros. Além dos acessórios, comercializam<br />
também baterias e lubrificantes de marca própria e, desde 2021, foi lançado o<br />
negócio de peças, complementando a proposta de valor. Um dos mais recentes<br />
projetos é o programa de fidelização Pontos AB da Alves Bandeira, cujos clientes<br />
podem comprar pneus on-line a preços competitivos e realizar a sua montagem<br />
em exclusivo nos parceiros. Paralelamente, existe ainda o Clube AB Tyres, que<br />
premeia diariamente os clientes mais fidelizados com campanhas, descontos,<br />
merchandising, viagens e muito mais, sob o lema «Um clube para todos». Já<br />
permitiu à empresa “crescer cerca de 50% em número de clientes e fidelizar e<br />
potenciar as vendas dos parceiros atuais”, afirma Filipe Bandeira. Outro projeto<br />
na calha é a criação um ecossistema de gestão e encomendas integrado, onde<br />
todos os clientes poderão adquirir pneus, lubrificantes, baterias, peças entre<br />
outros produtos, a preços exclusivos e especiais.<br />
Administrador Filipe Bandeira<br />
Morada Zona Industrial da Pedrulha, Lote 12 – Mealhada – 3050-183 Casal Comba<br />
Telefone 231 244 209 EMAIL apoio@abtyres.pt SITE www.abtyres.pt<br />
202 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 3º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €29.147.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
17<br />
Pneus<br />
DISPNAL<br />
Dedicada à venda de pneus, jantes de camião e câmaras de ar desde julho de<br />
1999, a Dispnal Pneus “quer consolidar o negócio, ser modelo de gestão e<br />
competências para empresas situadas no mesmo ramo de atividade e melhorar<br />
continuamente os resultados, garantindo assim, o crescimento e a evolução da<br />
empresa”. Quem o diz é Rui Chorado, administrador, que destaca a gama alargada<br />
de produtos da empresa, a par do conceito moderno de distribuição e da<br />
logística de dimensão ibérica, no sentido de “satisfazer os clientes, ser honesto,<br />
agir dentro do espírito ético, comprometer-se perante os clientes, inovar sempre<br />
e apoiar o seu crescimento”. A Dispnal procura ter disponíveis os produtos certos<br />
para cada cliente, tanto regionalmente como economicamente. As principais<br />
marcas importadas são a Toyo (que fornecem para várias competições automóveis),<br />
Petlas, Nankang e Rodmarch, bem como, a Michelin, Continental,<br />
Goodyear/Dunlop, Pirelli e Bridgestone, com o aumento de portefólio a ser<br />
analisado com o objetivo de enriquecer a oferta e não “ser apenas mais uma”.<br />
Segundo o administrador, o desempenho da Dispnal Iberia SL tem sido “bastante<br />
positivo” com o crescimento a manter-se com os valores previstos. Para Rui<br />
Chorado, os mercados português e espanhol têm “cada um os seus conceitos e<br />
caraterísticas e nenhum é fácil, com a exigência das entregas cada vez maior”.<br />
Só a nível da tecnologia utilizam a mesma, evoluindo em simultâneo nos dois<br />
países, “um imenso desafio que tem sido ultrapassado pouco a pouco”, conta.<br />
Contudo, mesmo com o aumento dos contactos online, o administrador entende<br />
como essencial o contacto presencial para “tirar dúvidas, informações e definir<br />
estratégias para nos adaptarmos ao movimento constante do mercado”. Relativamente<br />
ao aumento de preço dos contentores e da matéria-prima, que está<br />
a obrigar à redução das margens do negócio, Rui Chorado entende é preciso<br />
fazer “um estudo profundo no dia a dia para adaptação aos fornecedores aos<br />
preços de custo/preço final, para que o mercado possa absorver os pneus a um<br />
preço justo”. O papel do distribuidor é, a seu ver, “cada vez mais importante<br />
pois, como intermediário, temos cada vez mais de ter espaço de armazenamento,<br />
ter uma boa força de vendas, temos que criar um processo de encomendas fácil<br />
no B2B e apostar em boas parcerias nos transportes, para poder satisfazer as<br />
necessidades dos clientes”. O administrador acredita que durante os próximos<br />
anos o negócio de pneus em Portugal poderá evoluir, dependendo da retoma:<br />
“Temos de estar adaptados, pois com o mercado aberto a concorrência e as<br />
vendas online vão aumentar”. Por outro lado, “temos de desenvolver soluções<br />
para otimizar os processos, estando preparados. Cada vez mais os clientes são<br />
exigentes e tem a necessidade de um distribuidor que lhes garanta a entrega<br />
num curto espaço de tempo após a encomenda”, finaliza.<br />
Administrador Rui Chorado<br />
Morada Zona Industrial de Baltar, Lote B3 - 4585-013 Baltar - Paredes<br />
Telefone 255 617 480 EMAIL dispnal@dispnal.pt SITE www.dispnal.pt<br />
204 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
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VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €25.094.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
17<br />
Pneus<br />
NEX TYRES<br />
Sempre com o foco numa cultura de proximidade com o cliente, a Nex Tyres<br />
é um dos maiores operadores em território nacional, comercializando 25<br />
marcas de pneus, 13 das quais em exclusivo, para o segmento de ligeiros, pesados,<br />
motociclos, agricultura e industriais. Recentemente, a Nex Tyres Portugal<br />
abriu uma nova plataforma logística no Pinhal Novo totalmente dedicada aos<br />
segmentos de pneus para pesados, agricultura e industrial. Aldo Machado,<br />
country manager da Nex Tyres Portugal, refere que, “com este novo armazém,<br />
triplica a área de stock deste tipo de pneus e reforça a sua presença num mercado<br />
cada vez mais competitivo e exigente. Com uma área coberta de 7.000 m2, o<br />
novo armazém permite alojar 10.000 pneus de pesados e 6.500 pneus agrícolas<br />
e industriais. Atualmente, a empresa tem três profissionais alocados à operação<br />
no armazém de Pinhal Novo, os quais garantem entregas em 24h, tendo capacidade<br />
para realizar mais de 200 entregas diárias. Em Portugal, a Nex Tyres<br />
apresenta agora uma área total de armazenamento de 13.000 m2 distribuídos<br />
por três plataformas (Pinhal Novo, Póvoa de Santa Iria e Vila Nova de Gaia).<br />
A nível ibérico, a área total situa-se nos 52.000 m2. O conceito de negócio da<br />
Nex Tyres diferencia-se pela força comercial presente de forma permanente<br />
no mercado, pela dedicação ao cliente, proximidade e a continuidade das suas<br />
soluções a nível comercial, transformando esta segurança numa parceria de valor<br />
acrescentado. “Se o reforço da nossa capacidade de armazenagem em Portugal<br />
é importantíssimo para assegurar elevados níveis de qualidade e celeridade nas<br />
entregas, tudo isso tornou-se necessário pela confiança depositada em nós pelos<br />
nossos clientes ao longo dos 6 anos de existência da Nex Portugal”, explica Aldo<br />
Machado. As Redes oficinais CarExpert e KSC têm sido uma mais valia para<br />
o desenvolvimento e crescimento da empresa em Portugal, estando atualmente<br />
numa tentativa de estabilização, devido ao processo de (re)conhecimento das<br />
marcas Kleber e Avon no nosso mercado. Neste momento, as duas redes apresentam<br />
cerca de 60 membros com compras regulares e cumprindo com os objetivos<br />
propostos, contando que este ano se consigam captar mais 10% de novos parceiros<br />
para prosseguir com a expansão das mesmas a nível de cobertura geográfica.<br />
Para <strong>2022</strong>, as previsões em termos de investimento público na construção civil<br />
dão bons indicadores de que o mercado das máquinas industriais será mais<br />
dinâmico, assim como na área agrícola, que deverá manter o crescimento que<br />
tem registado nos últimos anos. Com a nova plataforma dedicada do Pinhal<br />
Novo, a Nex consegue disponibilizar um melhor serviço ao cliente das áreas<br />
industrial e agrícola, onde tinha um stock limitado, e onde muitos dos pneus<br />
eram disponibilizados através das plataformas em Espanha. Agora consegue<br />
abastecer os setores agrícola e industrial em 24 horas.<br />
country manager Aldo Machado<br />
Morada Parque logístico Marinhas de D. Ana - Arm. 4 - 2625-090 Póvoa de Santa Iria<br />
Telefone 219 540 500 EMAIL geral@nextyres.pt SITE www.nextyres.pt<br />
206 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
POSIÇÃO RANKING 15º<br />
VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €2.487.000<br />
Empresa<br />
Top<br />
17<br />
Pneus<br />
PNEURAMA<br />
Pneurama é uma empresa portuguesa dedicada à importação de pneus para<br />
A o mercado português, com cerca de 65.000 pneus em stock. A sua principal<br />
atividade é operar no mercado grossista servindo retalhistas em todo território<br />
Português. Surgiu em 1987, pelo seu atual proprietário José Azevedo da Mota e<br />
nunca mais pôs travão ao seu crescimento. Atualmente, as suas linhas de produto<br />
estão nos segmentos de Turismo, Comercial, 4x4, Camião Médio, Industrial<br />
(Pneus Empilhador) e Câmaras de Ar. Este ano, o investimento focou-se sobre os<br />
mercados de Camião, Agrícola e OTR. Conhecidos por serem representantes de<br />
pneus para ‘todas as carteiras’, possuem, como marca de bandeira, a Lassa Tyre,<br />
fabricada na Turquia pela BRISA, grupo Bridgestone e Sabanci, representada nas<br />
categorias de Turismo, Comercial, 4x4, Camião Médio, Agrícola e OTR. Ainda<br />
no segmento de qualidade, destacam a CST. No segmento Budget, a Saferich é<br />
a marca mais económica que comercializam, também ela para o segmento de<br />
Turismo, Comercial e 4x4. Para além destas categorias, a Pneurama aposta no<br />
segmento industrial com a marca Emerald, especialista em Pneus de Empilhador.<br />
A sua atividade comercial, ao longo dos anos, teve sempre como base um elevado<br />
sentido de ética, procurando constantemente relações de longo prazo com ambos<br />
fornecedores e clientes, sempre sob o lema “Construindo Relações Fortes”. Esta<br />
estratégia, desenvolvida em mais de 20 anos de história, resultou numa imagem de<br />
forte credibilidade nacional e internacional “A nossa postura no mercado tem-nos<br />
recompensado com relações comerciais de longa duração”, referiu José Azevedo<br />
da Mota, administrador da Pneurama. Com o mercado de pneus cada vez mais<br />
digital, a empresa começou desde cedo a apostar na digitalização “consideramos<br />
o processo de digitalização do negócio como a nossa maior prioridade. Por um<br />
lado, para desenvolver a comunicação das nossas marcas junto do consumidor<br />
final, por outro lado para ser uma ferramenta de trabalho dos nossos clientes<br />
na área reservada”, explicou. Até ao final do ano, a empresa pretende lançar o<br />
seu novo website, com uma área reservada para os seus clientes. Para além da<br />
digitalização, também a sustentabilidade é uma das suas principais preocupações,<br />
assim, desde a sua criação que manteve uma política comercial de Grossista “só<br />
vendemos a casas de pneus especializadas, com quem mantemos relações fortes<br />
e duradouras, sendo este um dos pilares de sucesso da Pneurama”, explicou José<br />
Azevedo da Mota. Os desafios futuros não assustam este responsável, que em<br />
2021 investiu nas atuais instalações, com cerca de 3.000 metros quadrados, para<br />
“continuar o nosso crescimento no mercado de modo sustentado e o crescimento<br />
do portfólio de produtos que oferecemos aos nossos clientes. As oportunidades de<br />
mercado têm surgido sempre que novos clientes entendem o valor de trabalhar<br />
com a Pneurama”.<br />
Administrador José Azevedo da Mota<br />
Morada Rua Dr. Mota Pinto, 158 4585-228 Gandra – Paredes<br />
Telefone 22 415 00 08 EMAIL geral@pneurama.pt SITE www.pneurama.pt<br />
208 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100
NEUTRALIDADE CLIMÁTICA ATÉ 2050<br />
Objetivos ambientais,<br />
sociais e económicos<br />
Este artigo é uma contribuição da CLEPA (European Association of Automotive Suppliers)<br />
para o debate sobre a neutralidade climática até 2050, a posição do setor sobre<br />
a legislação relevante e sugestões para o caminho a seguir
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
A<br />
indústria de fornecedores do setor<br />
automóvel apoia o Acordo de Paris<br />
e o objetivo ainda mais ambicioso<br />
da neutralidade climática. Como<br />
líderes mundiais em mobilidade<br />
sustentável, fornece as soluções para alcançar os<br />
ambiciosos objetivos no setor. Está convencida<br />
de que o caminho para a neutralidade climática<br />
é através de um ambiente tecnológico aberto<br />
que equilibre os objetivos ambientais, sociais bem<br />
como económicos. Será necessário continuar a<br />
desenvolver a política climática e os seus elementos<br />
individuais num quadro coerente que garanta a<br />
neutralidade climática ao menor custo para a sociedade<br />
a partir do status quo até 2030 e medidas<br />
adequadas até 2050.<br />
no emprego numa altura em que são necessários<br />
recursos escassos para combater a crise da CO-<br />
VID-19. Em vez disso, a interação e os encargos<br />
cumulativos resultantes da agenda legislativa devem<br />
ser analisados e limitados.<br />
Princípios para o desenvolvimento<br />
futuro da combinação de políticas:<br />
O Pacto Ecológico é uma oportunidade para alinhar<br />
as políticas climáticas e integrar o que são<br />
atualmente regulamentos estritamente sectoriais.<br />
Um preço robusto do CO 2 pode melhorar a sua<br />
eficácia e eficiência através da internalização das<br />
externalidades climáticas e fornecer sinais claros<br />
de preços para o investimento e os consumidores.<br />
Os regulamentos atuais<br />
estão fragmentados e não são<br />
suficientemente eficientes:<br />
Atingir a neutralidade climática aumentando simplesmente<br />
o nível de ambição dos regulamentos<br />
existentes isoladamente cria custos elevados para<br />
a sociedade. Essa abordagem pode perturbar as<br />
receitas e a capacidade de investir na inovação e<br />
A mobilidade neutra para o clima<br />
exige abertura tecnológica<br />
na abordagem política e na<br />
implementação de regulamentação:<br />
Precisamos de todas as opções tecnológicas para<br />
alcançar a neutralidade climática - desde veículos<br />
elétricos a bateria (BEV), a veículos elétricos<br />
com células de combustível (FCEV), bem como<br />
212 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
QUADRO I – OBJETIVOS CO2 para VEÍCULOS LIGEIROS E COMERCIAIS LIGEIROS<br />
OBJETIVOS DE CO 2<br />
RECOMENDAÇÕES FUNDAMENTAIS<br />
Deixar o objetivo de 2025 inalterado<br />
O nível de ambição 2030 deve estar totalmente<br />
em sincronia com os objetivos da AFIR<br />
Demasiado cedo para estabelecer uma meta<br />
a longo prazo para 2035; esperar até 2028,<br />
juntamente com uma forte revisão<br />
Descarbonização da frota que<br />
já se encontra na estrada<br />
Diretiva das Energias Renováveis<br />
(RED) e Diretiva da Tributação<br />
Energética (ETD)<br />
Incentivos para tornar a mobilidade com<br />
emissões zero acessível a todos<br />
(Políticas fiscais, incentivos à compra)<br />
Veículos com emissões zero e<br />
objetivos de redução de CO 2<br />
Regulação de CO 2 para automóveis<br />
e vans<br />
Todas as 5 peças do puzzle<br />
“Fit for 55” estão fortemente<br />
interligadas<br />
Nenhuma deve ser vista<br />
como isolada<br />
Se faltar uma peça do puzzle,<br />
todo o puzzle se desfaz!<br />
Objetivos ambiciosos<br />
de CO 2 não são possíveis<br />
se as outras 4 peças não forem<br />
igualmente ambiciosas<br />
Infraestruturas públicas:<br />
Pontos de carregamento elétrico<br />
Estações de abastecimento de<br />
hidrogénio<br />
Regulamento relativo a Infraestruturas<br />
dos Combustíveis Alternativos (AFIR)<br />
A regulação de CO 2 e AFIR deve ser vista como um pacote<br />
interligado<br />
Os objetivos de CO 2 têm de ser acompanhadas por objetivos<br />
igualmente ambiciosos, obrigatórios para pontos de carregamento<br />
e estações de hidrogénio em todos os 27 estados membros da UE<br />
RECOMENDAÇÕES FUNDAMENTAIS DA AFIR<br />
- Alternative Fuels Infrastructure Regulation<br />
Capacidade de carga por veículo<br />
elétrico a bateria (BEV)<br />
Capacidade de carga por veículo<br />
elétrico híbrido plug-in (PHEV)<br />
PROPOSTA<br />
DA COMISSÃO<br />
1 kW<br />
0,66 kW<br />
NECESSÁRIA<br />
NA REALIDADE<br />
3 kW<br />
2 kW<br />
Pontos de carregamento e estações de<br />
abastecimento em casa e no trabalho<br />
(Diretiva relativa ao desempenho<br />
energético dos edifícios)<br />
Total de pontos de carregamento<br />
3,9 milhões<br />
7 milhões<br />
Fonte: ACEA<br />
motores de combustão interna (ICE) eficientes, incluindo<br />
veículos híbridos e veículos híbridos plug-in<br />
(PHEV). Desfossilizar a energia e os combustíveis<br />
para satisfazer a procura de uma frota neutra para<br />
o clima deve ser uma prioridade.<br />
Uma proibição do motor<br />
de combustão seria<br />
contraproducente e<br />
desnecessária:<br />
O CLEPA apoia políticas que permitam e acelerem<br />
a eletrificação, mas a proibição do motor de<br />
combustão não só é potencialmente muito prejudicial<br />
para a indústria, para os seus funcionários<br />
e para os consumidores, como também seria<br />
contraproducente para a redução das emissões.<br />
Ao eliminar opções de baixo teor de carbono acessíveis<br />
para os consumidores e empresas para as<br />
quais a eletrificação não proporciona a utilidade<br />
necessária ou a relação custo-eficácia, deixará na<br />
estrada veículos mais velhos e com maior emissão.<br />
O investimento na eficiência dos motores será ainda<br />
mais desincentivado e o forte progresso técnico<br />
dos últimos anos será abandonado. A proibição<br />
também não é necessária uma vez que a combustão<br />
interna neutra para o clima com combustíveis<br />
renováveis e de baixo carbono é viável e pode<br />
reduzir as emissões não só de veículos novos mas<br />
também da frota existente. Esta tecnologia pode<br />
reduzir as emissões durante o período de transição<br />
e pode ajudar casos específicos de utilização em<br />
que os grupos motopropulsores elétricos não são<br />
a solução ideal.<br />
As emissões well-to-wheel<br />
e do ciclo de vida devem ser<br />
consideradas nas políticas<br />
climáticas:<br />
Para incentivar as tecnologias com o menor impacto<br />
de carbono para toda a cadeia de valor,<br />
as emissões dos veículos deveriam idealmente ser<br />
reguladas com base no ciclo de vida, com emissões<br />
214 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
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MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
O transporte de<br />
mercadorias exigirá<br />
uma variedade<br />
de tecnologias<br />
do grupo<br />
motopropulsor,<br />
desde camiões<br />
elétricos a<br />
bateria e células<br />
de combustível<br />
e motores de<br />
combustão<br />
alimentados por<br />
energias renováveis<br />
e combustíveis<br />
com baixo teor de<br />
carbono<br />
well-to-wheel como primeiro passo. O preço do<br />
carbono deve complementar as normas de emissão<br />
dos veículos para tirar partido da maior eficiência<br />
e eficácia dessa abordagem e, por conseguinte, dos<br />
cortes mais profundos nas emissões agregadas que<br />
podem ser alcançados.<br />
Um esquema de crédito voluntário como primeiro<br />
passo:<br />
É encorajador que a Comissão considere um<br />
mecanismo de responsabilização por combustíveis<br />
renováveis sustentáveis nas normas de emissão<br />
de veículos, incluindo um mecanismo de crédito<br />
voluntário.<br />
Completado por objetivos<br />
ambiciosos:<br />
Esta abordagem deve ser complementada por<br />
normas ambiciosas mas realistas de emissão de<br />
CO 2, juntamente com objetivos adequados para as<br />
energias renováveis, combustíveis renováveis e com<br />
baixo teor de carbono e a implantação de infraestruturas<br />
de carregamento e reabastecimento. A<br />
redução de emissões alcançada por estes combustíveis<br />
representaria um primeiro passo importante<br />
para a integração do regulamento climático e para<br />
uma abordagem well-to-wheel ou do ciclo de vida.<br />
Frota Neutra para o Clima<br />
Desfossilização<br />
Tecnologia<br />
Zero energias<br />
renováveis<br />
e combustíveis<br />
com baixo teor<br />
de carbono<br />
Frota<br />
Neutra para<br />
o Clima<br />
EV<br />
FCEV<br />
ICE<br />
PHEV<br />
216 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
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MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
É realista<br />
esperar veículos<br />
com um motor<br />
de combustão<br />
interna nas<br />
ESTRADAS até 2050<br />
e posteriormente.<br />
Combustíveis<br />
renováveis e<br />
com baixo teor<br />
de carbono são<br />
essenciais para<br />
ALIMENTAR a frota<br />
no caminho para<br />
a neutralidade<br />
CLIMÁTICA<br />
TRANSPORTE CLIMÁTICO<br />
NEUTRO EM 2050<br />
Complementando a eletromobilidade, é realista<br />
esperar veículos com um motor de combustão<br />
interna nas estradas até 2050 e posteriormente.<br />
Uma energia renovável suficiente, bem como<br />
combustíveis renováveis e com baixo teor de<br />
carbono, são essenciais para alimentar a frota<br />
no caminho para a neutralidade climática. O<br />
transporte de mercadorias exigirá uma variedade<br />
de tecnologias do grupo motopropulsor Atingir<br />
uma mobilidade neutra do ponto de vista climático<br />
é viável, mas representa um desafio substancial<br />
para a sociedade e a indústria. Cenários<br />
fundamentalmente diferentes e caminhos para<br />
lá chegar foram analisados em detalhe e estão<br />
disponíveis. A conceção de políticas climáticas<br />
para os próximos anos influenciarão fortemente<br />
o facto de o objetivo ser alcançado na realidade,<br />
determinar o impacto na competitividade<br />
e emprego, decidir como a mobilidade futura<br />
será moldada e como a inovação irá contribuir.<br />
Os cenários sugerem que os veículos híbridos<br />
plug-in e veículos elétricos a bateria e com células,<br />
(PHEV, FCEV e BEV), desempenhará um papel<br />
importante em cada mobilidade, em função das<br />
necessidades, para uma mobilidade mais curta<br />
e distâncias mais longas. O transporte de mercadorias<br />
exigirá uma variedade de tecnologias do<br />
grupo motopropulsor, desde camiões elétricos,<br />
possivelmente servidos por catenárias, a bateria<br />
e células de combustível e motores de combustão<br />
interna alimentados por energias renováveis e<br />
combustíveis com baixo teor de carbono, dependendo<br />
das suas necessidades específicas.<br />
Complementando a eletromobilidade, é realista<br />
esperar veículos com um motor de combustão<br />
interna nas estradas até 2050 e posteriormente.<br />
Suficiente energia renovável, bem como combustíveis<br />
renováveis e com baixo teor de carbono<br />
são essenciais para alimentar a frota no caminho<br />
para a neutralidade climática.<br />
O ATUAL QUADRO REGULAMENTAR<br />
Sem a utilização de combustíveis renováveis e de<br />
baixo carbono, as emissões de CO 2 aumentariam<br />
nos próximos anos e depois diminuiriam, enquanto<br />
que com eles, as emissões de CO 2 diminuiriam<br />
imediatamente. A atual regulamentação em matéria<br />
de mobilidade, energia e falta de previsibilidade<br />
a longo prazo e estabilidade, estão limitadas<br />
a setores específicos e não a objetivos abrangentes<br />
e não respeita o princípio da abertura tecnológica.<br />
Eficácia e eficiência da combinação de políticas<br />
sofrem como consequência conforme ilustrado<br />
nos exemplos.<br />
O EU Climate Target Plan (CTP) da UE reforça<br />
a lógica “do depósito às rodas” (tank-to-wheel) da<br />
Comissão Europeia nas suas políticas relacionadas<br />
com os transportes. De acordo com esta lógica,<br />
Avaliação do ciclo de vida (LCA)<br />
Avaliação do ciclo de vida (LCA) inclui:<br />
do poço ao<br />
depósito<br />
fabrico<br />
do depósito<br />
à condução<br />
fim de vida<br />
Produção<br />
de energia e<br />
combustível<br />
Produção<br />
de veículos<br />
Utilização<br />
de veículos<br />
Reciclagem<br />
218 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
A CLEPA está<br />
convencida de<br />
que o melhor<br />
CAminho PAra a<br />
neutralidade<br />
climática é através<br />
de um ambiente<br />
tecnológico aberto<br />
que equilibre<br />
os objetivos<br />
ambientais,<br />
sociais bem como<br />
EConómicos<br />
os fornecedores de combustível são considerados<br />
responsáveis por emissões de combustíveis de<br />
transporte das fontes de energia originais (“poço”<br />
–“well”) para “depósito”-“tank” do veículo. Os<br />
fabricantes de automóveis, por outro lado, são responsabilizados<br />
pelas emissões diretas do veículo,<br />
ou seja, do “depósito” para a “roda”.<br />
Normas de emissão de CO 2 mais ambiciosas de,<br />
por exemplo, 50% até 2030 face a 2021, como<br />
prioritizado pela Comissão na avaliação de impacto<br />
(IA) que acompanha o CTP, significaria que<br />
a quota dos veículos elétricos (BEV e FCEV) e<br />
híbridos plug-in, a frota automóvel europeia teria<br />
de aumentar para mais de 60% até 2030. Isto<br />
desencorajaria quaisquer esforços para continuar<br />
a aumentar a eficiência do motor de combustão<br />
interna e para investir em combustíveis renováveis<br />
e com baixo teor de carbono.<br />
Aumentar o nível de ambição dos regulamentos<br />
atuais levariam a um sistema mais complexo e menos<br />
eficiente. Mesmo com a mais ambiciosa rampa<br />
da mobilidade elétrica, o tempo necessário para<br />
a renovação da frota significa que dois terços dos<br />
veículos na estrada em 2030 continuará a depender<br />
de ICE. De acordo com os cálculos da CLEPA,<br />
sem combustíveis renováveis e com baixo teor de<br />
carbono, incluindo os combustíveis eletrónicos, o<br />
objetivo orçamental de CO 2 (a quantidade máxima<br />
de CO 2 permitida a emitir por transporte antes<br />
de 2050) fixado no CTP seria excedido. Com a<br />
utilização de combustíveis renováveis, o objetivo<br />
orçamental de CO 2 poderia ser alcançado ou superado.<br />
Isto significa em termos concretos que<br />
sem a utilização de combustíveis renováveis e com<br />
baixo teor de carbono, as emissões de CO 2 aumentariam<br />
nos próximos anos e depois diminuiriam,<br />
enquanto que com eles, o CO 2 diminuiriam imediatamente.<br />
Do mesmo modo, um estudo realizado<br />
pela DENA, a agência alemã de energia, chega<br />
à conclusão de que os e-fuels são necessário para<br />
cumprir os objetivos climáticos da UE no sector<br />
dos transportes.<br />
Existe um potencial significativo para ganhos de<br />
eficiência que não estão disponíveis enquanto as<br />
políticas e os regulamentos permanecem limitados.<br />
PRINCÍPIOS PARA O DESENVOLVIMENTO<br />
FUTURO DA COMBINAÇÃO DE POLÍTICAS<br />
A CLEPA está convencida de que o melhor caminho<br />
para a neutralidade climática é através de<br />
um ambiente tecnológico aberto que equilibre os<br />
objetivos ambientais, sociais bem como económicos.<br />
De acordo com o princípio da abertura<br />
tecnológica, a regulamentação deve estabelecer<br />
objetivos, assegurar uma concorrência justa no<br />
mercado e deixar que o máximo de soluções eficientes<br />
prevaleça. As regras de tecnologia específica<br />
só se justificam para remover os obstáculos da<br />
concorrência justa e deve terminar uma vez que<br />
isto seja alcançado.<br />
Concretamente, normas de emissão de CO 2 cada<br />
Princípios fundamentais para uma transição bem-sucedida<br />
Abertura<br />
tECnológica<br />
Melhorar a<br />
eficácia e eficiência<br />
das políticas<br />
Manter a certeza<br />
do planeamento<br />
220 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
SABE O QUE ESTÁ NA BASE<br />
DE UM FUTURO MAIS<br />
SUSTENTÁVEL?<br />
A BORRACHA RECICLADA.<br />
A reutilização dos pneus usados está na base do piso de parques infantis,<br />
do isolamento de estúdios de som, dos relvados sintéticos e do pavimento<br />
de estradas.<br />
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MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
Para incentivar as<br />
tecnologias com o<br />
menor impacto de<br />
carbono para toda<br />
a cadeia de valor,<br />
as emissões dos<br />
veículos deveriam<br />
idealmente ser<br />
reguladas com<br />
base no ciclo de<br />
vida, com emissões<br />
well-to-wheel como<br />
primeiro passo<br />
vez mais ambiciosa, num regulamento cujo âmbito<br />
é limitado a emissões do depósito à roda, não<br />
conseguirá estimular mais ganhos de eficiência<br />
nos veículos elétricos ou de motor de combustão<br />
interna e forçar estes últimos fora do mercado.<br />
A gama completa das tecnologias de grupo motopropulsor<br />
eficientes e combustíveis renováveis<br />
e de baixo carbono serão necessários, para que<br />
a tecnologia certa possa ser escolhida em função<br />
do caso de utilização: ICE altamente eficientes<br />
alimentados por hidrogénio ou combustível renovável<br />
sustentável, veículos elétricos (BEV e FCEV),<br />
híbridos e PHEV. Os combustíveis renováveis e<br />
com baixo teor de carbono têm de ser implantados,<br />
incluindo biocombustíveis avançados e combustíveis<br />
eletrónicos.<br />
A CLEPA rejeita firmemente a sugestão de uma<br />
proibição do motor de combustão interna. Uma<br />
proibição seria também contraproducente, uma<br />
vez que eliminaria opções acessíveis de baixo carbono<br />
para aqueles consumidores e empresas para<br />
as quais a eletrificação não fornece a utilidade<br />
necessária ou relação custo-eficácia, deixando assim<br />
veículos mais velhos e com maior emissão na<br />
estrada. Um investimento adicional na eficiência<br />
dos motores seria desincentivado e o forte progresso<br />
técnico dos últimos anos será abandonado.<br />
Uma proibição não é necessária como combustão<br />
interna neutra para o clima com combustíveis renováveis<br />
e baixo teor de carbono é uma opção<br />
viável para os novos veículos e a frota existente. A<br />
viabilidade foi destacada nos estudos e é apoiada<br />
pela FuelsEurope, a associação de empresas que<br />
conduzem operações de refinaria na UE, na sua<br />
proposta de fase de combustíveis fósseis até 2050.<br />
Melhorar a eficácia<br />
e eficiência das políticas<br />
Um requisito fundamental para a combinação<br />
de políticas climáticas é a eficácia, que atinge a<br />
redução de emissões necessária e eficiência, ou seja,<br />
em o custo mais baixo possível para a sociedade.<br />
Para além do custo financeiro direto da redução<br />
de emissões, é importante ter em conta o impacto<br />
sobre competitividade industrial, inovação e emprego.<br />
Isto é particularmente relevante no contexto<br />
222 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
QUADRO II - O CAMINHO PARA A NEUTRALIDADE DE CARBONO<br />
2019 2020 2021 2025<br />
Os objetivos atuais de CO 2 para<br />
2025 (-15% para automóveis<br />
e Vans) e 2030 (-37,5% para<br />
automóveis; -31% para<br />
carrinhas) foram estabelecidos<br />
ao abrigo do Regulamento<br />
2019/631 há apenas dois anos<br />
O investimento da indústria automóvel em<br />
automóveis elétricos está a ultrapassar em muito<br />
o investimento em infraestruturas:<br />
• As vendas na UE de automóveis com carga elétrica<br />
cresceram mais de seis vezes entre 2017 e 2020<br />
• O número de pontos de carregamento só duplicou<br />
durante o mesmo período (para 200.000)<br />
A Comissão Europeia publicou<br />
uma proposta de revisão<br />
do Regulamento 2019/631,<br />
como parte do pacote “Fit for<br />
55” (apenas dois anos após<br />
a adoção do Regulamento)<br />
A ACEA congratula-se com a proposta<br />
de deixar os objetivos de 2025 inalterados<br />
• qualquer alteração na mesma não<br />
deixaria tempo suficiente para o mercado<br />
se adaptar, devido ao desenvolvimento<br />
do veículo e ciclos de produção<br />
2030<br />
2028<br />
O objetivo de -55% de CO 2 para automóveis<br />
(em comparação com a linha de base<br />
de 2021) é muito desafiante<br />
Só seria possível com uma rampa maciça<br />
de infraestruturas para atingir um total<br />
de cerca de 7 milhões de carregadores<br />
(3 kW / BEV e 2 kW / PHEV)<br />
Apontando apenas para 3,9 milhões de<br />
carregadores (1 kW / BEV e 0,66 kW /<br />
PHEV), a atual proposta da AFIR fica muito<br />
aquém deste nível de ambição. O seu rigor<br />
deve ser superior!<br />
O objetivo de -50% para Vans é também<br />
extremamente exigente, limitando-se a ser<br />
irrealista, especialmente em conjunto com<br />
outras medidas como a alteração<br />
da inclinação da curva limite<br />
Um objetivo ambicioso para 2030 irá<br />
acelerar a transformação estrutural<br />
da cadeia de valor automóvel<br />
• Exigirá uma gestão cuidadosa da mão<br />
de obra e um plano de “Transição Justa”<br />
para a requalificação<br />
A derrogação existente para os fabricantes<br />
de pequenos volumes no Regulamento<br />
2019/631 deve ser mantida, uma vez que<br />
estes veículos representam apenas 0,2%<br />
da frota total<br />
A ACEA apela a uma revisão intercalar<br />
muito mais forte, com uma salvaguarda<br />
clara de que haverá infraestruturas<br />
suficientes (ligação à AFIR e EPBD)<br />
2028 seria a melhor altura para<br />
estabelecer um objetivo a longo prazo<br />
2035 2050<br />
Deve ser estabelecido um objetivo de 2035 como parte da revisão de 2028.<br />
É demasiado cedo hoje para fixar a 100% um objetivo de redução de CO 2<br />
que é essencialmente uma proibição do motor de combustão interna<br />
- numa altura em que ainda há demasiadas questões em aberto:<br />
• Como se desenvolverá a implementação de infraestruturas e a aceitação<br />
por parte dos consumidores nos próximos anos?<br />
• Que tipo de tecnologias revolucionárias irão chegar ao mercado entre agora<br />
e 2035?<br />
Os fabricantes de veículos a motor estão<br />
totalmente empenhados em reduzir as<br />
emissões de CO 2 para zero, apoiando o<br />
objetivo da Europa de atingir a neutralidade<br />
climática até 2050<br />
Fonte: ACEA<br />
da ambiciosa agenda legislativa destacada no Pacto<br />
Ecológico, onde não só cada política individual e<br />
a iniciativa legislativa requer uma cuidadosa calibração<br />
do custo e do benefício, mas também a<br />
interação e os encargos cumulativos resultantes da<br />
agenda legislativa deve ser analisada e limitada.<br />
A regulamentação deve concentrar-se na desfossilização<br />
do transporte ao longo de toda a cadeia de<br />
valor. Concretamente, a abordagem sectorial da<br />
atual política climática conduziu a regulamentos<br />
muito específicos para vários setores. Os custos de<br />
redução de CO 2 são muito diferentes para cada<br />
setor. Um investimento num setor com elevado<br />
custo de redução de emissões consegue menos do<br />
que num setor com menor custo de redução de<br />
emissões. A alocação do investimento é atualmente<br />
decidido pela combinação de políticas, não pelo<br />
mercado e não pela eficácia do investimento. A eficácia<br />
sofre, sem uma garantia para a eficácia. Criação<br />
de ligações numa abordagem transectorial, por<br />
exemplo através de um sistema de limitação e comércio,<br />
pode ajudar a internalizar externalidades<br />
climáticas e proporcionar sinais de preços claros<br />
para o investimento e os consumidores.<br />
Do ponto de vista da CLEPA, uma eficaz e rentável<br />
desfossilização do setor do transporte requer<br />
uma mudança de paradigma regulamentar. Em<br />
vez de regular separadamente a energia, os veículos<br />
e os combustíveis, a regulamentação deve<br />
concentrar-se na desfossilização do transporte ao<br />
longo de toda a cadeira de valor. A CLEPA solicita,<br />
portanto, a introdução de uma abordagem do<br />
poço às rodas (well-to-wheel) que pode ser mais<br />
desenvolvida para uma metodologia de ciclo de<br />
vida. Isto permitiria comparar as opções de mobilidade<br />
de acordo com o seu impacto climático.<br />
Como primeiro passo, as reduções de emissões<br />
em termos de combustíveis/energia devem ser<br />
reconhecidas ao determinar a conformidade com<br />
as normas de emissões de CO 2, por exemplo, através<br />
da introdução de um mecanismo de crédito<br />
voluntário tal como considerado pela Comissão<br />
Europeia. Onde os fabricantes de veículos investem<br />
em combustíveis renováveis e com baixo teor<br />
de carbono adicionais, esse investimento deve ser<br />
reconhecido no contexto do objetivo da frota de<br />
<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />
223
MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
Precisamos de<br />
todas as opções<br />
tecnológicas<br />
para alcançar<br />
a neutralidade<br />
climática - desde<br />
veículos elétricos<br />
a bateria (BEV), a<br />
veículos elétricos<br />
com células de<br />
combustível (FCEV),<br />
bem como motores<br />
de combustão<br />
interna (ICE)<br />
eficientes<br />
CO 2, deve ser limitado à energia fóssil substituída<br />
e deve ser adicionalmente aos objetivos em REDII<br />
(evitando assim a dupla contagem) complementada<br />
por normas de emissão de CO 2 ambiciosas, mas<br />
realistas. Isto incentivaria o aumento do mercado<br />
dos combustíveis renováveis e com baixo teor de<br />
carbono. Para aproximar-se de uma abordagem de<br />
ciclo de vida, como um sistema de crédito poderia<br />
no futuro ser alargado a outras partes da cadeia<br />
de valor, como o fabrico, a fim de incentivar a a<br />
adoção de outras opções com baixo teor de carbono,<br />
como componentes de aço verde ou leve.<br />
Manter a certeza do planeamento<br />
Os setores da energia e dos transportes adotam<br />
uma perspetiva a longo prazo dos investimentos<br />
e a indústria automóvel desenvolve produtos<br />
para ciclos plurianuais de fabrico. O ambiente<br />
da regulamentação tem um impacto direto nos<br />
investimentos e planeamento de produtos. As mudanças<br />
requerem tempo adequado para evitar que<br />
os investimentos na Europa sejam eliminados.<br />
A sobrevivência económica de muitas empresas na<br />
indústria já está ameaçada devido ao impacto da<br />
crise sanitária e económica. As atuais normas de<br />
emissões de CO 2 para 2025/30 foram adotadas em<br />
2019 e desencadearam decisões de investimento e<br />
estratégias de produto. Estas decisões podem ser<br />
invalidadas pela revisão sem uma garantia de que<br />
os investimentos podem ser recuperados. E isto,<br />
numa situação em que a sobrevivência económica<br />
de muitas empresas na nossa indústria já está<br />
ameaçada devido ao impacto da crise sanitária e<br />
económica, bem como da transição dispendiosa<br />
em curso para a descarbonização e digitalização.<br />
CONSIDERAÇÕES SOBRE NORMAS DE<br />
EMISSÕES DE CO 2 MAIS ESTRITAS<br />
Múltiplos fatores podem influenciar o desempenho<br />
contra os alvos: O preço das baterias e o<br />
fornecimento de matérias-primas, a construção<br />
de infraestruturas de tarifação, bem como futuros<br />
incentivos fiscais, esquemas de apoio e a confiança<br />
global dos consumidores são incertos. Pontos de<br />
carregamento no mínimo de 60 milhões privados e<br />
6 milhões públicos serão necessários até 2030. Os<br />
objetivos para os veículos de passageiros para 2025<br />
e 2030 preveem uma redução de emissões de 15%<br />
e 37,5% respetivamente em relação à linha de base<br />
de 2020 e para carrinhas, aplica-se um objetivo de<br />
31% em 2030. Estes objetivos contribuirão para a<br />
realização de obrigações do Acordo de Paris e irá<br />
impulsionar a transformação para uma mobilidade<br />
neutra para o clima, mas também representam um<br />
desafio substancial para a indústria automóvel.<br />
No entanto, múltiplos fatores podem influenciar o<br />
desempenho contra os alvos: O preço de baterias e<br />
fornecimento de matérias primas, a acumulação de<br />
infraestruturas de carregamento, bem como futuros<br />
incentivos fiscais, regimes de apoio e em geral a<br />
Redução das Emissões de CO 2 em veículos ligeiros<br />
2021<br />
2025<br />
2030<br />
-15%<br />
-37,5%<br />
224 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>
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MERCADO<br />
Top<br />
100<br />
Em vez de regular<br />
separadamente a<br />
energia, os veículos<br />
e os combustíveis,<br />
a regulamentação<br />
deve concentrar-se<br />
na desfossilização<br />
do transporte ao<br />
longo de toda a<br />
cadeira de valor<br />
confiança dos consumidores é incerta, assim como<br />
as hipóteses para o sucesso da implantação de BEV.<br />
O enfoque exclusivo nas tecnologias que fornecem<br />
zero emissões de tubo de escape é mal orientado.<br />
Portanto não surpreende que a avaliação de impacto<br />
da Comissão Europeia para o regulamento do<br />
objetivo de CO 2 pós-2020 previu apenas reduções<br />
de CO 2 relativamente pequenas, em geral, no setor<br />
dos transportes, mesmo com objetivos agressivos<br />
do depósito às rodas. Alcançando ao mesmo tempo<br />
uma redução das emissões de carbono dos transportes<br />
de 3,2 pontos percentuais até 2030, um<br />
objetivo de redução do tubo de escape de 50%<br />
exigiria 60% de veículos elétricos (BEV e PHEV)<br />
na frota (a partir de 40%). Como consequência,<br />
pontos de carregamento no mínimo de 60 milhões<br />
privados e 6 milhões de pontos de cobrança pública<br />
seriam necessário e a procura de capacidade de<br />
bateria subirá de 194 GWh para 320 GWh. Não é<br />
claro, como a Comissão pretende assegurar a disponibilidade<br />
de infraestruturas de carregamento<br />
e outras condições mantendo ao mesmo tempo a<br />
mobilidade acessível.<br />
50% de redução de CO 2 até 2030 com base em meios de eletrificação<br />
Veículos<br />
Infraestrutura de<br />
carregamento<br />
Capacidade<br />
da bateria<br />
40% de aumento<br />
EV - PHEV<br />
60 milhões privados<br />
6 milhões públicos<br />
Aumento<br />
para 320 GWh<br />
(de 194 GWh)<br />
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