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Revista Top100 - 2022

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E D I Ç Ã O<br />

<strong>2022</strong><br />

Os<br />

Maiores<br />

Distribuidores<br />

do Aftermarket em Portugal<br />

n.º8 | Ano: <strong>2022</strong> | Periodicidade: Anual | €20<br />

UMA EDIÇÃO


Top<br />

100<br />

DIRETOR<br />

João Vieira<br />

joao.vieira@apcomunicacao.com<br />

DIRETOR COMERCIAL<br />

Mário Carmo<br />

mario.carmo@apcomunicacao.com<br />

GESTOR DE CLIENTES<br />

Paulo Franco<br />

paulo.franco@apcomunicacao.com<br />

JORNALISTA<br />

Joana Mendes<br />

joana.mendes@apcomunicacao.com<br />

Tempos<br />

desafiantes<br />

WEBMASTER<br />

António Valente<br />

ARTE<br />

Hélio Falcão<br />

SERVIÇOS ADMINISTRATIVOS<br />

E CONTABILIDADE<br />

financeiro@apcomunicacao.com<br />

PERIODICIDADE<br />

Anual<br />

SEDE DA REDAÇÃO<br />

Bela Vista Office<br />

Estrada de Paço de Arcos, 66<br />

2735 - 336 Cacém<br />

Tel. +351 219 288 052<br />

GPS 38º45’51.12”N - 9º18’22.61”W<br />

© Copyright Nos termos legais em vigor,<br />

é totalmente interdita a utilização ou a reprodução<br />

desta publicação, no todo ou em<br />

parte, sem a autorização prévia e por escrito<br />

da <strong>Revista</strong> TOP 100<br />

IMPRESSÃO<br />

Lisgráfica – Impressão e Artes Gráficas, S.A.<br />

Rua Consiglieri Pedroso, n.º 90, Casal<br />

de Sta. Leopoldina, 2730 - 053 Barcarena<br />

Tel: 214 345 444 | Fax: 214 345 494<br />

N.º de Registo na ERC: 127197<br />

Depósito Legal n.º: 201.608/03<br />

EDIÇÃO<br />

AP COMUNICAÇÃO<br />

www.apcomunicacao.com<br />

Propriedade // João Vieira<br />

Email // geral@apcomunicacao.com<br />

Consulte o Estatuto Editorial no site:<br />

www.jornaldasoficinas.com<br />

Antes do surto da pandemia da COVID-19, o negócio da distribuição de peças em<br />

Portugal desfrutava de uma década de margens elevadas e de um crescimento constante<br />

num ambiente estável. Agora o setor deve preparar-se para a mudança em várias<br />

frentes. Muitas tendências ameaçam abrandar o crescimento e reduzir as margens de<br />

lucro na próxima década. As arquiteturas de veículos estão a mudar para transmissões<br />

elétricas que requerem menos manutenção. As pessoas estão a conduzir menos. A<br />

tecnologia de assistência ao condutor irá reduzir colisões e portanto a necessidade de peças de substituição.<br />

Embora os negócios estejam a recuperar da pandemia e cresçam tanto para empresas do mercado pós-<br />

-venda independente e de fabricantes de equipamento original e revendedores autorizados, a transformação<br />

contínua do mercado e a crescente concorrência deixam as empresas numa encruzilhada.<br />

Em 2021, apesar dos desafios colocados pela pandemia que ainda condicionou muitas atividades, o aftermarket<br />

conseguiu reagir e afirmar-se como um setor dinâmico, demonstrando possuir bons níveis de<br />

gestão, contribuindo para uma maior estabilidade do mercado. Os cem maiores distribuidores de peças<br />

para ligeiros faturaram em 2021 quase 1.065 milhões de euros, crescendo 13,8% sobre 2020 e 8% sobre<br />

2019. São dados sem dúvida positivos e encorajadores para o sector, no entanto, o aumento do volume<br />

de negócios não implica necessariamente um aumento da atividade e da rentabilidade das empresas.<br />

Para <strong>2022</strong>, apesar da atual incerteza, espera-se que o setor encerre o ano com um crescimento no volume<br />

de negócios, em grande parte devido à inflação. Os fornecedores de peças automóveis são afetados por<br />

muitos aspetos diferentes, tais como pressões inflacionárias e tensões na cadeia de fornecimento devido<br />

a questões geopolíticas. Para além de um quadro regulamentar incerto, existe uma falta de oferta devido<br />

à escassez de certos componentes, à escalada dos preços das matérias-primas, aos custos energéticos e<br />

logísticos, o que cria um clima de incerteza que leva os consumidores a adiar a sua decisão de comprar<br />

um veículo novo. Hoje temos uma frota com mais de 13 anos em média, que afeta a segurança rodoviária<br />

e o ambiente devido às suas emissões.<br />

Falando dos desafios dos próximos tempos, um dos principais que as empresas enfrentam atualmente<br />

é a falta de mão de obra especializada, nomeadamente nas áreas da mecatrónica e repintura. Com o<br />

aumento da procura, encontrar profissionais especializados mantém-se uma grande dificuldade para<br />

muitas empresas, e é muito provável que assim continue a ser num futuro próximo. É também determinante<br />

a formação de elevada qualidade de empresários e gestores para a reorganização e melhoria das<br />

capacidades de gestão das suas empresas.<br />

Não há dúvida de que os desafios estão a aumentar, mas o aftermarket é um setor que, como um todo,<br />

sai sempre mais forte das crises. Enfrentar as contrariedades, às vezes, são os momentos mais ricos da<br />

nossa vida e onde fazemos mais progressos.<br />

Num setor com tantas mudanças, não podemos nunca esquecer que a única realidade que não muda<br />

é que as empresas vivem de clientes e negócios. Pela nossa parte, continuaremos a contribuir para o<br />

desenvolvimento do setor, quer com a realização dos nossos eventos de âmbito nacional, dos quais a<br />

Gala TOP 100 é o expoente máximo, quer com a edição das nossas publicações em papel e em formato<br />

online, onde estamos presentes diariamente nos sites e redes sociais. Com imparcialidade, proximidade e<br />

diferenciação vamos continuar no caminho da inovação e adaptação a novos formatos de comunicação<br />

e ser uma voz ativa em defesa do setor.<br />

<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

03


Top<br />

100<br />

ÍNDICE<br />

06 Reportagem<br />

VIII GALA TOP 100<br />

35 Os maiores distribuidores<br />

de peças para ligeiros<br />

102 Os maiores distribuidores<br />

de peças para pesados<br />

134 Os maiores distribuidores<br />

de equipamentos<br />

164 Os maiores distribuidores<br />

de repintura<br />

198 Os maiores distribuidores<br />

de pneus<br />

Mercado<br />

44 Peças para ligeiros<br />

106 Peças para pesados<br />

138 Equipamentos<br />

168 Repintura<br />

203 Pneus<br />

76<br />

Estudo “The European<br />

Aftermarket in 2030”<br />

O estudo “The European Aftermarket in<br />

2030” pretende identificar os desafios<br />

que a indústria automóvel enfrenta até<br />

2030 e as respostas que as empresas<br />

devem considerar para serem sustentáveis<br />

durante a próxima década<br />

118<br />

Vencer a dinâmica<br />

do pós-venda<br />

O pós-venda automóvel está a tornar-<br />

-se um setor cada vez mais complexo,<br />

desafiado pela digitalização e pelas novas<br />

tecnologias dos veículos, quer seja em<br />

motopropulsores ou sistemas avançados<br />

de assistência ao condutor<br />

184<br />

Cibersegurança<br />

nos automóveis<br />

A cibersegurança está a tornar-se numa<br />

nova dimensão de qualidade para os automóveis<br />

e o software e os componentes<br />

elétricos/eletrónicos (E/E) estão, e<br />

continuarão a estar, entre as inovações<br />

fundamentais nos veículos modernos<br />

98<br />

Caracterização<br />

do mercado oficinal<br />

Nas tabelas publicadas neste artigo indicamos<br />

o parque automóvel e o número<br />

de Oficinas IAM existentes atualmente<br />

em Portugal. Em 31/12/2021 estavam<br />

matriculados em Portugal 6.845.912<br />

automóveis ligeiros<br />

148<br />

Acesso a dados<br />

do veículo<br />

A indústria automóvel acredita que o<br />

principal objetivo do quadro regulamentar<br />

europeu para o acesso e partilha de dados<br />

de bordo dos veículos deve ser a criação<br />

de um ecossistema no qual os clientes<br />

beneficiem de serviços inovadores<br />

210<br />

Neutralidade climática<br />

até 2050<br />

A CLEPA (European Association of Automotive<br />

Suppliers) está convencida de que<br />

o caminho para a neutralidade climática<br />

é através de um ambiente tecnológico<br />

aberto que equilibre os objetivos ambientais,<br />

sociais bem como económicos<br />

04 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


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MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

VIII GALA TOP 100<br />

Uma noite especial!<br />

PATROCINADORES <strong>2022</strong>


O Jornal das Oficinas escolheu a Quinta de São Luiz, em Coimbra, para a oitava edição<br />

da Gala TOP 100, cerimónia que premiou no dia 21 de outubro, os melhores dos melhores<br />

do aftermarket em Portugal. Uma noite especial de muitas emoções e surpresas para os mais<br />

de 150 convidados presentes neste evento único no panorama do aftermarket nacional<br />

®


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

A<br />

Quinta de São Luiz vestiu-se a rigor<br />

para receber a fileira do aftermarket<br />

nacional numa noite memorável<br />

para o setor. Uma a uma foram 30<br />

as empresas premiadas a subir ao<br />

palco na oitava edição da Gala TOP 100, evento de<br />

referência no panorama do aftermarket nacional<br />

no plano empresarial, cujos objetivos principais são<br />

reconhecer o trabalho de excelência dos distribuidores<br />

e oficinas de reparação, fomentar a competitividade<br />

partilhando informações e melhorar a<br />

imagem do setor para a sociedade.<br />

Num espaço envolvente cheio de charme e glamour,<br />

a organização recebeu os 150 convidados,<br />

com um welcome drink, ao final da tarde. Quando<br />

a noite começou, deu-se início à apresentação da<br />

GALA TOP 100, por Joana Mendes, Jornalista<br />

da AP Comunicação.<br />

João Vieira, Diretor do Jornal das Oficinas, fez<br />

o discurso de boas vindas onde destacou a importância<br />

da atribuição destes troféus às melhores<br />

empresas do setor, assinalando o facto desta<br />

Gala coincidir com a edição Nº 200 do Jornal<br />

das Oficinas, um marco muito significativo, numa<br />

altura em que a sociedade consome cada vez mais<br />

informação online e as dificuldades impostas às<br />

publicações impressas não param de aumentar. “É<br />

difícil descrever o que estas 200 edições representam<br />

em termos de trabalho, esforço e dedicação.<br />

Olhando para trás, recuando ao ano 2005, parece<br />

que foi ontem, de tal forma o tempo passou rápido.<br />

Chegámos ao número 200 graças à confiança dos<br />

leitores, à parceria com inúmeras casas de peças<br />

que distribuem o jornal aos seus clientes e, principalmente,<br />

à confiança de empresas e entidades<br />

que investem recursos publicitários no Jornal das<br />

Oficinas, sem os quais seria impossível manter<br />

durante dezassete anos, este órgão de imprensa<br />

especializada, como publicação mensal ininterrupta”,<br />

referiu João Vieira.<br />

Com a realização de diversos eventos ao longo<br />

dos últimos anos, dos quais a Gala TOP 100 é o<br />

expoente máximo, o Jornal das Oficinas tornou-se<br />

mais do que apenas um meio de comunicação,<br />

sendo hoje em dia uma plataforma multifacetada,<br />

aberta a novas ideias e projetos.<br />

“Para 2023 estamos a preparar duas grandes iniciativas.<br />

Uma delas já começou. Trata-se da 5ª<br />

edição da Competição Melhor Mecatrónico. Esta<br />

iniciativa vai decorrer durante os próximos meses e<br />

culminará com a Grande Final no salão expoME-<br />

CÂNICA em abril de 2023. Vamos também lançar<br />

a campanha anual E-Mobility. Uma campanha<br />

que vai ser editada ao longo das 11 edições do<br />

Jornal das Oficinas impresso e digital, nos site e<br />

newsletter, nas redes sociais, no blogue E-mobility,<br />

podcasts e através de outras iniciativas ao longo de<br />

todo o ano de 2023”, acrescentou o diretor. Logo<br />

se seguida, foi a vez de Nuno Garoupa, Business<br />

Development Manager da GIPA, apresentar os<br />

dados mais recentes da atividade aftermarket em<br />

Portugal e perspetivar o seu desenvolvimento para<br />

os próximos tempos.<br />

Após a apresentação deste estudo, deu-se início ao<br />

momento alto do evento: a cerimónia da entrega<br />

dos Troféus TOP 100 aos melhores distribuidores<br />

aftermarket. Tal como dita a tradição, foram entregues<br />

quinze troféus às empresas do pódio das<br />

cinco categorias consideradas: Distribuidores de<br />

Peças Ligeiros, Distribuidores de Peças Pesados,<br />

Distribuidores de Equipamentos, Distribuidores<br />

de Repintura e Distribuidores de Pneus.<br />

Este ano, como novidade, foram também incluídas<br />

as melhores oficinas, tendo sido atribuídos quinze<br />

troféus às oficinas do pódio das cinco categorias<br />

consideradas: Oficinas em rede, Oficinas Independentes<br />

Ligeiros, Oficinas de Pesados, Oficinas de<br />

Colisão e Oficinas de Pneus. No total foram entregues<br />

trinta troféus aos melhores de cada categoria,<br />

seguindo sempre os mesmos critérios.<br />

Relembramos que todos os troféus que foram entregues<br />

às empresas que integraram os quadros de<br />

honra da TOP100, basearam-se em dados, exclusivamente,<br />

quantitativos, referentes aos resultados<br />

de 2021 em termos de Crescimento do Volume<br />

num espaço<br />

envolvente e<br />

cheio de charme,<br />

a organização<br />

recebeu os 150<br />

convidados para<br />

a VIII gala top 100,<br />

um evento único<br />

no panorama do<br />

aftermarket<br />

nacional<br />

de Negócios; Rentabilidade dos Capitais Próprios;<br />

Produtividade Real; Valor Acrescentado Bruto;<br />

Autonomia Financeira e Geração de Emprego.<br />

Armindo Romão homenageado<br />

com Prémio Carreira<br />

Esta edição da Gala TOP 100 foi ainda aproveitada<br />

para homenagear uma personalidade do setor<br />

com o Prémio Carreira, o qual foi entregue a<br />

Armindo Romão, fundador da Auto Delta, como<br />

reconhecimento público pelo grande contributo<br />

que deu para o desenvolvimento do aftermarket<br />

em Portugal. O Prémio Carreira, que será entregue<br />

a partir de agora em todas as galas TOP 100, tem<br />

como objetivo reconhece e premiar uma personalidade<br />

do aftermarket que se tenha destacado pelo<br />

desenvolvimento e promoção do setor em prol de<br />

toda a comunidade e que possa servir de inspiração<br />

para a nova geração de empresários do pós-venda<br />

automóvel. Armindo Romão, fundador da Auto<br />

Delta, foi o justo vencedor do Prémio Carreira<br />

<strong>2022</strong>, tendo protagonizado um dos grandes momentos<br />

da Gala.<br />

Uma noite para relembrar<br />

A oitava edição da Gala TOP 100 foi um grande<br />

sucesso, conseguindo superar as melhores expetativas.<br />

Viu-se que os participantes valorizaram<br />

todos os momentos do evento, com destaque para<br />

a cerimónia de entrega dos troféus aos melhores<br />

distribuidores e melhores oficinas, assim como a<br />

atribuição do Prémio Carreira a Armindo Romão,<br />

fundador da Auto Delta, e ainda o animado jantar<br />

servido na magnífica sala principal da Quinta<br />

de São Luiz. De registar a presença de diversos<br />

responsáveis de marcas e empresas espanholas,<br />

que com a sua vinda prestigiaram ainda mais este<br />

evento que já tem um âmbito ibérico e se afirma<br />

como o grande acontecimento social do aftermarket.<br />

“É muito gratificante ver o nosso trabalho<br />

reconhecido pelos principais players do setor e<br />

uma motivação para fazermos mais e melhor”,<br />

referiu João Vieira.<br />

De referir que a Gala TOP 100 esteve também em<br />

grande nas redes sociais, onde registou um elevado<br />

número de visualizações e partilhas, quer no<br />

facebook, quer nas outras redes, designadamente<br />

no Instagram e LinkedIn.<br />

E foi num ambiente de confraternização e networking<br />

que terminou mais uma Gala TOP 100,<br />

estando a organização a preparar já a próxima<br />

edição que decorrerá no mês de outubro de 2023<br />

e que pretendemos que seja ainda melhor e com<br />

mais novidades.<br />

PATROCINADORES <strong>2022</strong>


®<br />

Armindo Romão foi o justo vencedor do Prémio<br />

Carreira <strong>2022</strong>, pelo seu percurso ímpar e enorme<br />

dedicação ao aftermarket em Portugal. Na foto<br />

acompanhado pela esposa Catarina Luísa e o filho<br />

Marcelo Silva<br />

Prémio Carreira <strong>2022</strong> | Armindo Romão, fundador da Auto Delta<br />

Armindo Romão foi o justo vencedor do Prémio Carreira <strong>2022</strong>, tendo protagonizado um dos grandes momentos da Gala<br />

Este ano, a Gala TOP 100 apresentou como<br />

novidade a atribuição do Prémio Carreira.<br />

Com esta iniciativa pretendemos homenagear<br />

e reconhecer o trabalho desenvolvido por<br />

uma personalidade do aftermarket no<br />

desenvolvimento e promoção do setor em prol<br />

de toda a comunidade e que possa servir de<br />

inspiração para a nova geração de empresários<br />

do pós-venda automóvel. Armindo Romão foi o<br />

justo vencedor do Prémio Carreira <strong>2022</strong>, pelo<br />

seu percurso ímpar e enorme dedicação ao<br />

aftermarket em Portugal.<br />

Nasceu em 1946 e com 13 anos de idade<br />

começou a trabalhar no setor de peças e<br />

acessórios para automóveis. Juntamente com a<br />

sua esposa, Catarina Luísa, fundou a Auto Delta.<br />

Sendo ambos os únicos funcionários, as jornadas<br />

de trabalho eram bastante longas, muitas vezes<br />

acabando depois da meia-noite. A primeira venda<br />

foi um vidro de farol de um Mercedes 220/8 para<br />

o cliente Manuel Marques Nogueira de Pombal.<br />

Em 1985 dá início à atividade importadora com<br />

aposta exclusiva na importação e distribuição de<br />

peças e acessórios para automóveis.<br />

Em 1995 a empresa muda para as atuais<br />

instalações, então com 2.300 m 2 , um marco na<br />

atividade do aftermarket nacional devido à sua<br />

capacidade de armazenamento, equipamento<br />

e a aposta numa grande diversidade de gamas<br />

de produto. Foi o sócio fundador das empresas<br />

Prontauto e Metrocar e teve participação activa<br />

na M.A.E. e Multipartes. Em 2007 faz uma aposta<br />

pioneira no aftermarket com a abertura de uma<br />

loja online e em 2011 abre instalações de Castelo<br />

Branco com 2.400 m 2 .<br />

As instalações de Leiria são alvo de um processo<br />

contínuo de alargamento, fruto do crescimento<br />

da empresa e da aposta em gamas de produto<br />

para as quais o mercado necessita de resposta.<br />

Atualmente conta com cerca de 10.400 m 2 , bem<br />

como umas novas instalações com cerca de<br />

10.700 m 2 em fase de conclusão. Em 2019 adere<br />

ao grupo de distribuição CGA, líder na Península<br />

Ibérica e consequente dinamização das redes<br />

oficinais CGA Car Service e Multi Oficina Service.<br />

Como desde muito novo trabalhou na área e<br />

sempre se sentiu motivado, as peças representam<br />

muito para Armindo Romão. Adicionalmente,<br />

sempre foi um fã da tecnologia e do desporto<br />

automóvel e, como sempre teve interesse em<br />

atualizar-se pelas mais diversas evoluções, ainda<br />

hoje as peças são tudo para si.<br />

Ótimo motivador de equipas, bem como um<br />

excelente relações públicas na relação tanto com<br />

os clientes como com os fornecedores, Armindo<br />

Romão sempre contou com a ajuda inestimável<br />

da sua mulher Catarina Luísa, desde a fundação<br />

da empresa, acabando por ser essencial para<br />

um correto equilíbrio entre a vida pessoal e<br />

profissional.<br />

Atualmente conta com uma equipa de 110<br />

colaboradores, muitos deles formados na<br />

empresa e cujo trabalho é uma das principais<br />

razões do seu sucesso. De facto, a Auto Delta é<br />

mesmo a empresa do distrito de Leiria mais vezes<br />

galardoada com o prémio PME Excelência.<br />

Com mais de 120.000 referências em stock e<br />

uma gama de produtos abrangente e capaz de<br />

responder a qualquer desafio que o mercado lhe<br />

coloca, a Auto Delta deve a Armindo Romão e<br />

Catarina Luísa a visão, o empenho e o trabalho de<br />

uma vida, que permite ser uma empresa sólida<br />

virada para o futuro e assente em marcas de<br />

qualidade inquestionável, outra das âncoras do<br />

sucesso desta empresa.


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®<br />

MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

Patrocinadores voltam a apoiar a Gala<br />

A realização da Gala TOP 100 e a evolução que ela<br />

tem tido ao longo dos anos, só tem sido possível<br />

graças ao apoio de patrocinadores e parceiros, que<br />

têm reconhecido a importância deste evento que já<br />

se tornou numa tradição no panorama do aftermarket<br />

nacional. Como tal, após a entrega dos troféus, não<br />

quisemos deixar de fazer referência aos nossos<br />

patrocinadores e em formato de agradecimento a:<br />

Corteco; Mann Filter; Diesel Technic; SKF; Trustauto,<br />

RPL Quality; UFI Filters, Pro4Matic; Tech One; Original<br />

Birth; TAB batteries, Repsol e Philips.<br />

Foi assim que os patrocinadores subiram ao palco<br />

para receber uma placa comemorativa da sua<br />

participação na VIII Gala.<br />

PATROCINADORES <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

1<br />

1 – Mário Carmo do Jornal das Oficinas, Nuno Durão da Pro4Matic, Filipe Bandeira e Paulo<br />

Santos da AB Tyres<br />

2 – Carla Cruz e Diogo Fonseca, da Revisauto<br />

Center<br />

2<br />

3<br />

3– Anabela Bárbara<br />

e José Bárbara da<br />

KROFTools<br />

4 – Patrícia Bordalo<br />

e Diogo Bordalo, da<br />

Servidiesel<br />

4<br />

5<br />

5– Guillermo de Llera da IF4, Walter Lamego, Maria Clara Coutinho e José Faria<br />

da M Coutinho Colisão<br />

PATROCINADORES <strong>2022</strong>


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®<br />

MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

1 2 3<br />

1 – Bruno Costa e Mónica<br />

Santa-Cruz Grau da NRF<br />

2– Jorge Zózimo da T Academy e João<br />

Vieira do Jornal das Oficinas<br />

3 – Cláudia Lopes e Rui Lopes da Escape<br />

Forte<br />

4<br />

4 – Paulo Franco do Jornal das Oficinas<br />

5<br />

6<br />

5– Bruno Pereira da LTintas<br />

6 – Cesare Garzetti, Nuno Durão e Paulo Vale da Pro4Matic<br />

PATROCINADORES <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

1<br />

1 – Joana Silva e Manuel Silva da Autoflex<br />

2 – Manuel Carvalho da Carparauto<br />

2<br />

3 – Antes do jantar os convidados asssitiram à entrega<br />

dos Troféus TOP 100 às empresas vencedoras nos<br />

respetivos setores de atividade. No total foram<br />

distribuídos trinta troféus tendo sido premiados os três<br />

primeiros classificados de cada categoria:<br />

3<br />

Distribuidores de Peças Ligeiros<br />

Distribuidores de Peças Pesados<br />

Distribuidores de Equipamentos<br />

Distribuidores de Repintura<br />

Distribuidores de Pneus<br />

Oficinas de Rede<br />

Oficinas Independentes Ligeiros<br />

Oficinas de Pesados<br />

Oficinas de Colisão<br />

Oficinas de Pneus<br />

5<br />

4<br />

4 – Paulo Pinto da MF Pinto<br />

5– Letícia Borsato da Newonedrive, Vanessa<br />

Carvalho da SKF, Nuno Costa da Onedrive e<br />

Gabriela Proença da Civiparts<br />

PATROCINADORES <strong>2022</strong>


®<br />

6<br />

7<br />

6 – Ricardo Candeias, Filipa<br />

Pereira e Joaquim Candeias, do<br />

bilstein group<br />

8<br />

7 - Alexandre Costa e Daniel Costa<br />

da MagnautoRino<br />

8– Hélder Pereira da Mann Filter e João Casinhas da Osram<br />

9– Miguel Sousa da Gocarmat<br />

9


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

1<br />

1 – Filipe Bandeira e Paulo Santos da AB Tyres<br />

2– Maria Prieto Garcia da Lumileds/Philips e Albano Melo da Vieira & Freitas<br />

3 – Armindo Romão da Auto Delta, Vasco Mesquita e Paulo Pinto da Schaeffler<br />

3<br />

4– Walter Lamego, Maria<br />

Clara Coutinho e José Faria<br />

da M Coutinho Colisão<br />

2<br />

4<br />

A VIII Gala TOP 100 decoreu na Quinta de São Luiz, em Coimbra, e proporcionou agradáveis<br />

momentos de convívio e confraternização entre todos os convidados<br />

PATROCINADORES <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

1<br />

1 – Sónia Rodrigues e Cátia Santos da Kikai, Mário Carmo<br />

e Paulo Franco do Jornal das Oficinas<br />

2<br />

3<br />

2 – Álvaro Magalhães e Agostinho Matos<br />

da Centrocor<br />

3 – Nuno Costa da Onedrive<br />

4 – Paulo Costa e Bernardo Mendonça<br />

da Repsol<br />

4<br />

PATROCINADORES <strong>2022</strong>


®<br />

5<br />

5 – José Carvalho, Carlos Costa<br />

e Ricardo Monteiro da Romafe<br />

João Vieira , diretor do Jornal das Oficinas,<br />

destacou no discurso de boas vindas a<br />

importância da atribuição dos Troféus TOP<br />

100, como forma de incentivar a excelência e<br />

reconhecer as empresas que se destacaram<br />

nos rácios económico-financeiros mais<br />

importantes<br />

6<br />

6 – João Vieira do Jornal das Oficinas, Tiago Domingos<br />

e Marcelo Silva da Auto Delta


®<br />

MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

1 – Jorge Esteves, Lurdes Rodrigues, Giselle Carvalho e Paulo Martins da Tech One<br />

2 – Laura Matos e Márcio Maurício da Prismanil<br />

3 – Rui Lopes da RPL Quality<br />

3<br />

2<br />

1<br />

5<br />

4 – Mário Carmo do Jornal das Oficinas<br />

4<br />

5 – Carlos Abade e Rosa Malta da Neocom<br />

6 – Artur Fidalgo e João Fidalgo da Arfil Trucks<br />

6<br />

Os participantes mostraram-se muito<br />

satisfeitos com o desenrolar da cerimónia<br />

e pelos momentos de confraternização<br />

de networking vividos num ambiente<br />

descontraído e cheio de charme e elegância<br />

PATROCINADORES <strong>2022</strong>


Novos Lubrificantes Repsol<br />

Na vanguarda da inovação<br />

Na Repsol entendemos a inovação como uma forma de nos adaptarmos às<br />

novas necessidades energéticas. Por isso reinventámos os nossos<br />

lubrificantes, elevando-os a um novo nível de inovação e sustentabilidade,<br />

testados na mais alta competição.<br />

Novas gamas para facilitar a escolha do produto ideal para o seu veículo<br />

Embalagens mais sustentáveis produzidas com materiais reciclados<br />

Fórmulas melhoradas para um melhor rendimento do motor<br />

Descubra-os aqui!


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

1 – José Luis Bravo da ASER e João Vieira do Jornal das Oficinas<br />

1<br />

2<br />

2 – Joana Oliveira da Mourauto<br />

3 – Carlos Jorge Gonçalves e Carlos Gonçalves<br />

da Filourém<br />

3<br />

4– Jorge Menezes e Flávio Menino<br />

da Autozitânia/Bragalis<br />

4<br />

PATROCINADORES <strong>2022</strong>


®<br />

5<br />

6<br />

8<br />

5– Filipe Pinheiro e Joel<br />

Monteiro da Diamantino<br />

Perpétua e Filhos<br />

6– Vanessa Carvalho da SKF<br />

7<br />

7 – José Boavida da Corteco<br />

8 – Letícia Borsato da Newonedrive<br />

A realização da Gala TOP 100 pelo oitavo ano consecutivo<br />

responde em absoluto à nossa maneira de estar no mercado e à<br />

forma como acrescentamos valor ao aftermarket


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

1<br />

1 – Tiago Domingos, Armindo Romão, Catarina Luisa<br />

e Marcelo Silva da Auto Delta<br />

2<br />

2– Paulo Cézanne e André Pinheiro<br />

da Fuchs<br />

3 – Rui Miguel Chorado da Dispnal<br />

4 – Joana Mendes do Jornal das<br />

Oficinas<br />

4<br />

3<br />

PATROCINADORES <strong>2022</strong>


®<br />

5– Cláudia Lopes e Rui Lopes da Escape Forte,<br />

Luís Aniceto da S. José Pneus, Filipe Bandeira de<br />

Paulo Santos da AB Tyres, Luís Martins, Alexandre<br />

Costa e Daniel Costa da MagnautoRino<br />

6<br />

5<br />

6– Yolanda Jareño da AUTOPOS<br />

7<br />

7 – Carlos Silva da Krautli<br />

8<br />

8 – Vanessa Carvalho da SKF com Carlos Jorge Gonçalves<br />

e Carlos Gonçalves da Filourém


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

1 2<br />

3<br />

1 – João Patrício da ANECRA<br />

2 – José Luis Bravo, Paula Soares<br />

Aranalde e Mario Romero da ASER<br />

3 – Hospedeiras<br />

4<br />

5<br />

4 – Amílcar Nascimento da Exide<br />

5 – Nuno Wherause e Paulo Santos da RedeInnov<br />

PATROCINADORES <strong>2022</strong>


O mesmo vale para as suas lâmpadas.<br />

Mude-as em pares.<br />

Duas novas lâmpadas dianteiras fornecem mais luz na estrada do que<br />

apenas uma. Para a sua segurança, mude-as sempre em conjunto:<br />

veja melhor e conduza com confiança.<br />

philips.com/change-in-pairs


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

1<br />

1 - José Miguel Magalhães e Pedro Ferreira da Quimirégua<br />

2 – Hospedeiras<br />

3 – Luis Aniceto da S. José Pneus<br />

2<br />

4 - Rosa Malta da Neocom, Patrícia Bordalo<br />

e Diogo Bordalo da Servidiesel, Nuno<br />

Paquete da Bombóleo e Paulo Pinto<br />

da MF Pinto<br />

3<br />

4<br />

PATROCINADORES <strong>2022</strong>


®<br />

5<br />

5 – Joel Lebre da Motorbus<br />

A noite da Gala TOP 100 voltou a ser<br />

memorável, juntando muitas personalidades<br />

do aftermarket nacional mas também<br />

espanhol, que com a sua presença<br />

valorizaram a Gala e deram-lhe uma<br />

visibilidade acrescida<br />

6<br />

6 – João Cruz da Mecânica sobre Rodas


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

1<br />

1 – Javier Romero da Brembo e João Vieira do Jornal das Oficinas<br />

2<br />

2– Nuno Paquete da Bombóleo<br />

3 – Rui Lopes da RPL Quality<br />

3<br />

4<br />

A VIII Gala TOP 100 começou com<br />

um welcome drink ao final da tarde. Quando a noite<br />

começou deu-se início à entrega dos Troféus TOP<br />

100<br />

PATROCINADORES <strong>2022</strong>


®<br />

4<br />

5<br />

6<br />

7<br />

4 – José Alberto da Bragalis,<br />

Flávio Menino e Jorge Menezes da<br />

Autozitânia/Bragalis<br />

5 – Guillermo de Llera da IF4<br />

6 – Letícia Borsato da Newonedrive<br />

e Gabriela Proença da Civiparts<br />

7 – Maria Marcelina Martins e Manuel Guedes Martins da MGM


®<br />

MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

1 – Nuno Garoupa da GIPA<br />

2 – Gabriela Proença da Civiparts<br />

2<br />

1<br />

3<br />

3 – Joana Mendes e João Vieira do Jornal das Oficinas<br />

4 – Sadhna Monteiro e Cláudio Delicado da Liqui Moly<br />

4<br />

5<br />

5 – Vitor Maia e António Mateus da TMD<br />

PATROCINADORES <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

DISTRIBUIDORES PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

Os 100 Maiores Distribuidores de Peças para Ligeiros faturaram em 2021 quase 1.065 milhões<br />

de Euros, crescendo 13,8% sobre 2020 e 8% sobre 2019. Aumentou em 2,9% o número de<br />

trabalhadores que totalizaram 4.693. A produtividade aumentou para 227 mil euros por trabalhador<br />

Os efeitos da pandemia no setor pós-<br />

-venda foram bastante menos graves<br />

do que se previa. O ano de 2021 foi<br />

altamente imprevisível, tendo a faturação<br />

das empresas oscilado entre<br />

mínimos e máximos históricos. Quem conseguiu<br />

resistir e manter o negócio nos períodos de confinamento<br />

saiu reforçado. Em momentos como este,<br />

é fulcral ter flexibilidade e agilidade financeira,<br />

aplicar uma liderança que proteja todos e, ainda<br />

mais importante, é preciso um propósito que nos<br />

faça superar todos os desafios com motivação. A<br />

gestão do negócio muito rigorosa e atempada,<br />

permite que as empresas consigam ter alguma<br />

tranquilidade em momentos de grande incerteza.<br />

Apesar dos condicionalismos provocados pelo rescaldo<br />

da pandemia, o exercício de 2021 para os<br />

distribuidores de peças para veículos ligeiros, não<br />

foi tão preocupante como se esperava. A situação<br />

financeira manteve valores excelentes:<br />

• Os lucros tiveram aumento de 24,5%<br />

• Autonomia Financeira diminuiu para 45,3%,<br />

pelo elevado aumento dos Ativos, sendo ainda<br />

excelente resultado<br />

• As Rentabilidades médias tiveram valores (excelentes)<br />

de 3,9% das Vendas e 10,2% dos Capitais<br />

• A incidência do VAB é de 17%, um valor pequeno<br />

como corresponde à atividade comercial.<br />

SOFRAPA lidera em Volume de Negócios, Exportação<br />

e Emprego, mas CENTRAUTO dispõe dos<br />

Maiores Ativos e Capitais, sendo também a maior<br />

geradora de Resultados e VAB.<br />

<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

35


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

TOP 100<br />

MAIORES DISTRIBUIDORES PEÇAS LIGEIROS<br />

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2021 VOL. NEG. 2020 ATIVO 2021 RES. LIQ. 2021 CAP. PROP. 2021 VAB 2021 Nº TRAB. 2021<br />

1 SOFRAPA AUTOMÓVEIS, S.A LISBOA 74.471 68.151 45.000 895 8.458 8.818 327<br />

2 M. COUTINHO, S.A PORTO 56.006 47.876 20.661 818 7.769 4.314 128<br />

3 CREATE BUSINESS, S.A. LISBOA 52.941 44.552 15.264 438 3.641 1.890 22<br />

4 CENTRAUTO, LDA. AVEIRO 48.846 41.962 87.515 8.479 64.112 14.423 146<br />

5 AUTOZITÂNIA, S.A LISBOA 42.344 35.162 32.237 2.522 21.258 7.065 97<br />

6 EUROMAIS, LDA. COIMBRA 41.859 38.373 21.274 743 2.606 3.230 43<br />

7 J.P.L.R 1 UNIPESSOAL, LDA. AVEIRO 37.177 33.193 33.630 2.294 14.938 8.004 269<br />

8 VAUNER TRADING, S.A PORTO 36.729 35.246 31.492 762 18.051 5.998 152<br />

9 AUTO DELTA, LDA. LEIRIA 33.866 28.947 26.328 2.857 20.024 7.015 107<br />

10 NEWONEDRIVE, S.A. SETÚBAL 32.035 28.672 24.793 1.211 8.622 5.739 93<br />

11 BOMBÓLEO, LDA LISBOA 27.473 19.046 15.012 718 3.995 3.417 76<br />

12 TRW AUTOMOTIVE PORTUGAL, LDA. LISBOA 25.895 22.980 11.624 161 4.453 2.488 54<br />

13 KRAUTLI PORTUGAL LDA. LISBOA 20.426 19.762 12.221 312 4.392 3.356 77<br />

14 CAETANO PARTS, LDA. PORTO 20.193 20.106 12.666 108 2.961 3.839 77<br />

15 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S.A. LISBOA 19.120 16.506 13.544 1.088 7.578 2.527 34<br />

16 EUROPEÇAS, S.A LISBOA 17.928 16.631 12.442 209 4.979 3.585 105<br />

17 SOULIMA, S.A. LISBOA 17.861 15.588 10.813 128 3.908 2.652 91<br />

18 FIMAG, LDA. BRAGA 16.874 14.534 15.109 1.081 10.839 2.969 67<br />

19 BRAGALIS, S.A. BRAGA 16.588 14.178 9.785 515 4.251 2.177 43<br />

20 NORPARTS, LDA. LISBOA 14.268 12.236 7.731 95 2.106 1.820 63<br />

21 ARSIPEÇAS AUTO, LDA. AVEIRO 13.576 11.304 10.694 406 2.696 1.911 59<br />

22 M.F. PINTO, S.A. LISBOA 13.112 9.407 10.264 823 4.151 2.267 40<br />

23 LEIRILIS, S.A. LEIRIA 13.023 11.431 10.844 10 4.984 2.341 79<br />

24 VIEIRA & FREITAS, LDA. BRAGA 12.925 11.103 11.392 1.096 9.655 2.876 41<br />

25 3.0 INNOVATIVE AFTERMARKET, S.A. (REDEINNOV) PORTO 12.738 5.410 3.403 144 791 557 10<br />

26 ROMAFE, S.A. PORTO 11.495 10.028 14.456 359 12.706 2.583 55<br />

27 IBEROTURBO, LDA. LISBOA 11.052 8.241 5.652 514 2.762 1.108 14<br />

28 ALECARPEÇAS, LDA. LISBOA 10.864 9.317 5.711 609 3.471 2.122 53<br />

29 HUMBERPEÇAS, LDA. AVEIRO 10.245 8.965 7.345 226 1.639 1.747 62<br />

30 A. VIEIRA, S.A. BRAGA 10.231 10.086 9.203 408 5.491 2.201 60<br />

31 SANDIA STAND, LDA. FARO 10.231 10.075 9.537 808 7.036 2.672 69<br />

32 ISUVOL, LDA. SANTARÉM 10.161 8.738 9.222 407 4.092 2.068 69<br />

33 INOVPEÇAS,S.A. PORTO 10.095 8.541 7.264 154 2.325 1.966 90<br />

34 RODAPEÇAS, S.A LEIRIA 9.647 8.383 5.854 201 2.450 2.121 89<br />

35 AUTO SILVA ACESSÓRIOS, S.A. PORTO 8.743 8.936 8.384 31 5.760 1.567 50<br />

36 CARDOSO & MAIA, S.A. PORTO 8.370 8.673 12.422 -99 5.692 2.384 101<br />

37 J. SOARES & RODRIGUES, LDA. (SOARAUTO) BRAGA 7.439 6.470 5.075 382 2.200 1.693 50<br />

38 ADELINO PEDRO, LDA. (APL EXPRESSO) AÇORES 6.250 5.383 4.470 -95 2.102 982 37<br />

39 AUTO RECTO, LDA. PORTO 5.844 5.177 6.754 500 5.544 1.395 27<br />

40 MONDEGOPEÇAS, LDA. COIMBRA 5.812 4.482 3.963 118 1.996 1.296 50<br />

41 INFINIAUTO, LDA. PORTO 5.684 4.628 8.317 545 6.763 1.412 28<br />

42 TURBOMAX, LDA. SETÚBAL 5.163 4.485 11.012 122 2.579 1.134 30<br />

43 GAIAFOR, LDA. PORTO 5.151 4.401 2.640 320 1.337 1.231 37<br />

44 AUTOPEÇAS CAB, LDA. SETÚBAL 5.047 4.935 3.519 82 2.591 1.385 55<br />

45 ATLANTIC PARTS, S.A. LISBOA 4.976 5.213 4.093 -251 1.984 314 20<br />

46 PEÇASRAM, LDA. MADEIRA 4.971 4.544 4.242 632 3.260 1.766 44<br />

47 AUTO TORRE DA MARINHA, LDA. SETÚBAL 4.906 4.797 3.989 179 2.287 1.232 31<br />

48 PAULO & DANIELA, LDA. (PD AUTO) BRAGA 4.798 4.235 4.084 109 1.545 1.066 39<br />

49 LUBRINORDESTE, LDA. VILA REAL 4.796 4.375 3.012 98 935 1.018 36<br />

50 MANUEL PEREIRA DE SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) PORTO 4.739 4.087 7.627 812 6.962 1.883 32<br />

36 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2021 VOL. NEG. 2020 ATIVO 2021 RES. LIQ. 2021 CAP. PROP. 2021 VAB 2021 Nº TRAB. 2021<br />

51 PHAARMPEÇAS, LDA. VISEU 4.475 4.012 2.448 166 1.107 1.073 41<br />

52 TISOAUTO, LDA. PORTO 4.420 3.370 2.568 36 925 746 47<br />

53 JOSÉ MANUEL RODRIGUES FORTUNATO, LDA. C. BRANCO 4.379 3.495 3.161 435 1.871 1.145 28<br />

54 DAVASA AUTOMOCIÓN, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL LISBOA 4.319 3.992 102.339 -44 -1.350 1.028 25<br />

55 HOJER ELECTROMECÂNICA, LDA. SANTARÉM 4.249 3.742 4.047 97 1.795 732 35<br />

56 GLOBESCALA, LDA. LISBOA 4.178 3.654 6.455 314 2.109 873 12<br />

57 JAPOPEÇAS, LDA AVEIRO 4.159 4.146 4.815 539 4.370 1.087 17<br />

58 RUI & PAULO ALMEIDA, LDA. (RPA) LISBOA 4.106 3.902 3.947 -17 649 1.028 45<br />

59 CYR - COMÉRCIO IBÉRICO ROLAMENOS, LDA. LISBOA 3.947 3.553 4.081 160 1.494 1.090 32<br />

60 NIPOCAR, LDA. PORTO 3.907 3.609 5.488 365 4.013 1.217 30<br />

61 R3D, LDA. C. BRANCO 3.799 3.391 3.826 315 2.441 967 36<br />

62 MAIORPEÇAS, LDA SANTARÉM 3.763 3.453 2.555 104 1.595 679 24<br />

63 FILOURÉM, LDA. SANTARÉM 3.703 3.467 2.463 60 1.237 665 19<br />

64 BARCELPEÇAS, LDA BRAGA 3.689 3.315 3.010 232 2.422 755 30<br />

65 MENAPEÇAS, S.A. LISBOA 3.544 3.328 4.039 26 3.467 813 37<br />

66 GRANMOTOR, LDA. LISBOA 3.520 3.757 1.846 35 794 763 26<br />

67 VALES & VALES, LDA. PORTO 3.486 2.945 2.147 129 1.001 801 30<br />

68 CARLOS MANUEL MACHADO SILVA, LDA LEIRIA 3.451 3.120 2.915 331 2.543 757 16<br />

69 MACOS, LDA. PORTO 3.395 3.086 4.639 460 4.156 1.023 21<br />

70 RODEÇA, LDA AVEIRO 3.271 2.977 1.813 37 905 641 34<br />

71 POLIBATERIAS, LDA. SETÚBAL 3.170 2.956 1.789 131 1.269 638 8<br />

72 FRANCECAR, LDA. VISEU 3.161 3.003 2.206 76 1.890 604 20<br />

73 AUTO PEÇAS GAFANHA DA NAZARÉ, LDA. AVEIRO 3.160 3.267 3.183 2 735 632 27<br />

74 MCS, LDA LISBOA 3.043 2.884 2.575 166 1.339 749 23<br />

75 2M1J - SOLUÇÕES AUTO, LDA. LISBOA 3.039 2.260 1.455 26 239 498 25<br />

76 OLIVEIRA MOREIRA & AZEVEDO,LDA AVEIRO 3.033 2.435 1.865 159 841 645 18<br />

77 AUTO FORNECEDORA, LDA. PORTO 2.940 3.090 3.207 -99 2.622 497 16<br />

78 X-ACTION, LDA. COIMBRA 2.940 2.728 1.543 16 540 580 24<br />

79 FLUXOIMPOR, LDA. PORTO 2.856 2.750 2.522 167 1.888 702 18<br />

80 ELPS, LDA. MADEIRA 2.837 2.599 3.167 78 1.087 515 17<br />

81 AUTOAVAL, LDA COIMBRA 2.815 2.266 1.168 167 551 615 15<br />

82 AUTOZITÂNIA II, S.A. LISBOA 2.809 3.403 2.549 316 2.099 928 18<br />

83 GULOSIPEÇAS, LDA. V. DO CASTELO 2.809 2.361 2.361 130 752 689 21<br />

84 AÇORPEÇAS, LDA. P. DELGADA 2.787 2.773 3.107 364 2.893 862 24<br />

85 ORCOPEÇAS, LDA. SANTARÉM 2.786 2.518 1.887 56 1.287 627 21<br />

86 SÁ GOMES, S.A. (AUTO ESFERA) BRAGA 2.761 2.519 3.569 26 1.572 521 22<br />

87 MOTORMÁQUINA, LDA. LISBOA 2.759 2.170 3.783 300 3.233 763 14<br />

88 AUTO POP, LDA. MADEIRA 2.746 1.905 3.499 35 1.585 596 23<br />

89 GANDRA & FILHOS LDA. (AUTO FORMIGOSA) V. DO CASTELO 2.712 2.408 2.678 15 836 431 21<br />

90 NEOCOM, LDA. AVEIRO 2.560 2.734 3.049 91 2.867 1.130 22<br />

91 P. P. T. - PEÇAS AUTO DE BRAGA, LDA. BRAGA 2.558 2.476 1.155 44 404 596 19<br />

92 R.P.L. CLIMA, LDA. FARO 2.549 2.303 2.435 293 1.535 708 10<br />

93 SIMPORAL, LDA. LISBOA 2.537 2.214 1.660 168 1.000 847 18<br />

94 COSIMPOR, S.A. VISEU 2.445 2.172 2.602 40 198 289 10<br />

95 M.C.D. GARCIA, LDA LISBOA 2.441 2.164 1.658 167 1.300 517 20<br />

96 M.A.E. PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. SANTARÉM 2.426 2.332 1.970 170 1.440 696 16<br />

97 DINGIPEÇAS, LDA. LEIRIA 2.384 2.404 1.255 -82 405 479 22<br />

98 RUGEMPEÇAS, LDA LISBOA 2.317 2.177 1.317 114 1.161 452 24<br />

99 VISELDIESEL, LDA. VISEU 2.301 2.418 1.366 -60 207 328 12<br />

100 SAMIPARTS, LDA. LEIRIA 2.253 2.256 1.861 116 1.047 542 18<br />

<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

37


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

TOP 100<br />

EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIOS - DISTRIBUIDORES PEÇAS LIGEIROS<br />

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG.<br />

2021<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. 21/20<br />

VOL. NEG.<br />

2020<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. (20/19)<br />

VOL. NEG. 2019<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. (19/18)<br />

1 3.0 INNOVATIVE AFTERMARKET, S.A. (REDEINNOV) PORTO 12 738 135,5 5 410 -4,1 5 639 24,21 4 540<br />

2 BOMBÓLEO, LDA LISBOA 27 473 44,2 19 046 -8,7 20 862 3,50 20 157<br />

3 AUTO POP, LDA. MADEIRA 2 746 44,1 1 905 -20,4 2 393 -2,92 2 465<br />

4 M.F. PINTO, S.A. LISBOA 13 112 39,4 9 407 -1,1 9 510 18,92 7 997<br />

5 2M1J - SOLUÇÕES AUTO, LDA. LISBOA 3 039 34,5 2 260 -8,2 2 463 8,41 2 272<br />

6 IBEROTURBO, LDA. LISBOA 11 052 34,1 8 241 -0,8 8 308 -1,63 8 446<br />

7 TISOAUTO, LDA. PORTO 4 420 31,2 3 370 -4,4 3 525 5,22 3 350<br />

8 MONDEGOPEÇAS, LDA. COIMBRA 5 812 29,7 4 482 6,1 4 223 13,74 3 713<br />

9 MOTORMÁQUINA, LDA. LISBOA 2 759 27,1 2 170 -21,3 2 756 9,37 2 520<br />

10 JOSÉ MANUEL RODRIGUES FORTUNATO, LDA. C. BRANCO 4 379 25,3 3 495 6,0 3 297 28,19 2 572<br />

11 OLIVEIRA MOREIRA & AZEVEDO, LDA. AVEIRO 3 033 24,6 2 435 0,0 2 434 18,56 2 053<br />

12 AUTOAVAL, LDA COIMBRA 2 815 24,2 2 266 16,1 1 952 28,08 1 524<br />

13 INFINIAUTO, LDA. PORTO 5 684 22,8 4 628 7,3 4 312 11,13 3 880<br />

14 AUTOZITÂNIA, S.A LISBOA 42 344 20,4 35 162 -5,5 37 213 6,77 34 853<br />

15 ARSIPEÇAS, LDA. AVEIRO 13 576 20,1 11 304 2,1 11 072 10,85 9 988<br />

16 GULOSIPEÇAS, LDA. V. DO CASTELO 2 809 19,0 2 361 -13,2 2 720 8,80 2 500<br />

17 CREATE BUSINESS, S.A. LISBOA 52 941 18,8 44 552 -8,0 48 427 12,95 42 875<br />

18 VALES & VALES, LDA. PORTO 3 486 18,4 2 945 2,8 2 866 20,78 2 373<br />

19 INOVPEÇAS, S.A. PORTO 10 095 18,2 8 541 10,2 7 748 29,37 5 989<br />

20 GAIAFOR, LDA. PORTO 5 151 17,0 4 401 -6,3 4 697 17,48 3 998<br />

21 BRAGALIS, S.A. BRAGA 16 588 17,0 14 178 3,9 13 643 2,04 13 370<br />

22 AUTO DELTA, LDA. LEIRIA 33 866 17,0 28 947 3,9 27 852 11,98 24 872<br />

23 M. COUTINHO, S.A PORTO 56 006 17,0 47 876 -7,4 51 705 12,01 46 161<br />

24 NORPARTS, LDA. LISBOA 14 268 16,6 12 236 -7,0 13 157 12,58 11 687<br />

25 ALECARPEÇAS, LDA. LISBOA 10 864 16,6 9 317 14,2 8 161 12,99 7 223<br />

26 VIEIRA & FREITAS, LDA. BRAGA 12 925 16,4 11 103 2,9 10 788 6,96 10 086<br />

27 CENTRAUTO, LDA. AVEIRO 48 846 16,4 41 962 -3,5 43 498 3,54 42 010<br />

28 ISUVOL, LDA. SANTARÉM 10 161 16,3 8 738 -2,5 8 962 14,50 7 827<br />

29 ADELINO PEDRO, LDA. (APL EXPRESSO) AÇORES 6 250 16,1 5 383 -9,6 5 957 10,11 5 410<br />

30 FIMAG, LDA. BRAGA 16 874 16,1 14 534 1,6 14 300 8,33 13 201<br />

31 MANUEL PEREIRA SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) PORTO 4 739 16,0 4 087 3,7 3 943 9,96 3 586<br />

32 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S.A. LISBOA 19 120 15,8 16 506 -2,3 16 895 4,97 16 095<br />

33 TURBOMAX, LDA. SETÚBAL 5 163 15,1 4 485 1,4 4 424 20,74 3 664<br />

34 RODAPEÇAS, S.A LEIRIA 9 647 15,1 8 383 -4,9 8 814 6,04 8 312<br />

35 J. SOARES & RODRIGUES, LDA. (SOARAUTO) BRAGA 7 439 15,0 6 470 -1,4 6 559 3,16 6 358<br />

36 ROMAFE, S.A. PORTO 11 495 14,6 10 028 -11,5 11 334 0,91 11 232<br />

37 SIMPORAL, LDA. LISBOA 2 537 14,6 2 214 8,9 2 033 -4,01 2 118<br />

38 SOULIMA, S.A. LISBOA 17 861 14,6 15 588 2,9 15 153 4,75 14 466<br />

39 GLOBESCALA, LDA. LISBOA 4 178 14,3 3 654 -18,7 4 496 9,93 4 090<br />

40 HUMBERPEÇAS, LDA. AVEIRO 10 245 14,3 8 965 -4,0 9 339 14,06 8 188<br />

41 LEIRILIS, S.A. LEIRIA 13 023 13,9 11 431 -8,9 12 551 1,54 12 361<br />

42 HOJER ELECTROMECÂNICA, LDA. SANTARÉM 4 249 13,5 3 742 4,1 3 596 2,04 3 524<br />

43 PAULO & DANIELA, LDA. (PD AUTO) BRAGA 4 798 13,3 4 235 2,9 4 116 3,81 3 965<br />

44 AUTO RECTO, LDA. PORTO 5 844 12,9 5 177 0,6 5 148 4,53 4 925<br />

45 M.C.D. GARCIA, LDA LISBOA 2 441 12,8 2 164 -2,1 2 211 1,28 2 183<br />

46 TRW AUTOMOTIVE PORTUGAL, LDA. LISBOA 25 895 12,7 22 980 -15,3 27 116 -2,73 27 877<br />

47 GANDRA & FILHOS, LDA. (AUTO FORMIGOSA) V. DO CASTELO 2 712 12,6 2 408 -2,4 2 466 14,27 2 158<br />

48 COSIMPOR, S.A. VISEU 2 445 12,6 2 172 -6,6 2 326 - -<br />

49 R3D, LDA. C. BRANCO 3 799 12,0 3 391 -8,2 3 694 -7,81 4 007<br />

50 J.P.L.R 1 UNIPESSOAL, LDA. AVEIRO 37 177 12,0 33 193 2,8 32 296 8,55 29 752<br />

VOL. NEG.<br />

2018<br />

38 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG.<br />

2021<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. 21/20<br />

VOL. NEG.<br />

2020<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. (20/19)<br />

VOL. NEG. 2019<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. (19/18)<br />

51 NEWONEDRIVE, S.A. SETÚBAL 32 035 11,7 28 672 -12,8 32 895 230,70 9 947<br />

52 PHAARMPEÇAS, LDA. VISEU 4 475 11,5 4 012 4,5 3 839 9,87 3 494<br />

53 BARCELPEÇAS, LDA BRAGA 3 689 11,3 3 315 4,6 3 169 6,84 2 966<br />

54 CYR - COMÉRCIO IBÉRICO ROLAMENOS, LDA. LISBOA 3 947 11,1 3 553 11,5 3 186 13,87 2 798<br />

55 R.P.L. CLIMA, LDA. FARO 2 549 10,7 2 303 4,9 2 196 2,91 2 134<br />

56 ORCOPEÇAS, LDA. SANTARÉM 2 786 10,6 2 518 -0,7 2 535 6,78 2 374<br />

57 CARLOS MANUEL MACHADO SILVA, LDA. LEIRIA 3 451 10,6 3 120 -0,2 3 126 12,81 2 771<br />

58 MACOS, LDA. PORTO 3 395 10,0 3 086 -7,0 3 318 1,69 3 263<br />

59 RODEÇA, LDA AVEIRO 3 271 9,9 2 977 2,6 2 901 22,92 2 360<br />

60 LUBRINORDESTE, LDA. VILA REAL 4 796 9,6 4 375 -1,8 4 454 2,58 4 342<br />

61 SÁ GOMES, S.A. (AUTO ESFERA) BRAGA 2 761 9,6 2 519 -9,5 2 783 -0,22 2 789<br />

62 PEÇASRAM, LDA. MADEIRA 4 971 9,4 4 544 2,6 4 427 9,66 4 037<br />

63 SOFRAPA AUTOMOVÉIS, S.A LISBOA 74 471 9,3 68 151 -9,5 75 305 5,93 71 089<br />

64 ELPS, LDA. MADEIRA 2 837 9,2 2 599 -8,7 2 846 6,11 2 682<br />

65 EUROMAIS, LDA. COIMBRA 41 859 9,1 38 373 2,1 37 566 -3,53 38 939<br />

66 MAIORPEÇAS, LDA SANTARÉM 3 763 9,0 3 453 -0,3 3 464 11,63 3 103<br />

67 NIPOCAR, LDA. PORTO 3 907 8,3 3 609 13,8 3 172 4,58 3 033<br />

68 EUROPEÇAS, S.A LISBOA 17 928 7,8 16 631 -1,0 16 799 8,32 15 509<br />

69 X-ACTION, LDA. COIMBRA 2 940 7,8 2 728 -9,7 3 022 2,58 2 946<br />

70 POLIBATERIAS, LDA. SETÚBAL 3 170 7,2 2 956 10,3 2 679 -7,20 2 887<br />

71 FILOURÉM, LDA. SANTARÉM 3 703 6,8 3 467 -0,7 3 491 2,86 3 394<br />

72 MENAPEÇAS, S.A. LISBOA 3 544 6,5 3 328 10,0 3 025 -6,06 3 220<br />

73 RUGEMPEÇAS, LDA LISBOA 2 317 6,4 2 177 -12,0 2 475 8,79 2 275<br />

74 MCS, LDA LISBOA 3 043 5,5 2 884 -3,9 3 002 6,68 2 814<br />

75 FRANCECAR, LDA. VISEU 3 161 5,3 3 003 2,7 2 923 0,48 2 909<br />

76 DAVASA AUTOMOCIÓN, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL LISBOA 4 319 5,2 3 992 -6,5 4 622 35,16 4 406<br />

77 RUI & PAULO ALMEIDA, LDA. (RPA) LISBOA 4 106 5,2 3 902 -6,5 4 175 35,16 3 089<br />

78 VAUNER TRADING, S.A. PORTO 36 729 4,2 35 246 -8,8 38 656 -1,61 39 288<br />

79 M.A.E - PEÇAS PARA AUTOMÓVEIS, LDA. SANTARÉM 2 426 4,0 2 332 12,4 2 075 - -<br />

80 FLUXOIMPOR, LDA. PORTO 2 856 3,9 2 750 -3,8 2 859 - -<br />

81 KRAUTLI PORTUGAL, LDA. LISBOA 20 426 3,4 19 762 -9,5 21 832 6,61 20 479<br />

82 P. P. T. - PEÇAS AUTO DE BRAGA, LDA. BRAGA 2 558 3,3 2 476 -0,8 2 495 3,36 2 414<br />

83 AUTO TORRE DA MARINHA, LDA. SETÚBAL 4 906 2,3 4 797 -1,1 4 849 8,75 4 459<br />

84 AUTOPEÇAS CAB, LDA. SETÚBAL 5 047 2,3 4 935 -4,2 5 153 8,12 4 766<br />

85 SANDIA STAND, LDA. FARO 10 231 1,5 10 075 -11,2 11 352 9,25 10 391<br />

86 A. VIEIRA, S.A BRAGA 10 231 1,4 10 086 -4,1 10 521 -0,35 10 558<br />

87 AÇORPEÇAS, LDA. P,DELGADA 2 787 0,5 2 773 3,5 2 678 -2,23 2 739<br />

88 CAETANO PARTS, LDA. PORTO 20 193 0,4 20 106 -14,9 23 614 -6,43 25 237<br />

89 JAPOPEÇAS, LDA AVEIRO 4 159 0,3 4 146 6,3 3 902 -1,19 3 949<br />

90 SAMIPARTS, LDA. LEIRIA 2.253 -0,1 2.256 -18,7 2.775 1,54 2.733<br />

91 DINGIPEÇAS, LDA. LEIRIA 2 384 -0,8 2 404 -5,7 2 550 18,60 2 150<br />

92 AUTO SILVA ACESSÓRIOS, S.A. PORTO 8 743 -2,2 8 936 -14,0 10 396 -1,96 10 604<br />

93 AUTO PEÇAS GAFANHA DA NAZARÉ, LDA. AVEIRO 3 160 -3,3 3 267 -5,9 3 470 4,58 3 318<br />

94 CARDOSO & MAIA, S.A. PORTO 8 370 -3,5 8 673 -21,3 11 018 -13,46 12 732<br />

95 ATLANTIC PARTS, S.A. LISBOA 4 976 -4,5 5 213 -19,0 6 439 -23,55 8 423<br />

96 VISELDIESEL, LDA. VISEU 2 301 -4,8 2 418 -20,5 3 040 -2,03 3 103<br />

97 AUTO FORNECEDORA, LDA. PORTO 2 940 -4,9 3 090 -8,4 3 374 -7,56 3 650<br />

98 GRANMOTOR, LDA. LISBOA 3 520 -6,3 3 757 -9,6 4 158 0,85 4 123<br />

99 NEOCOM, LDA. AVEIRO 2 560 -6,4 2 734 5,4 2 593 47,75 1 755<br />

100 AUTOZITÂNIA II, S.A. LISBOA 2 809 -17,5 3 403 7,9 3 155 1,84 3 098<br />

VOL. NEG.<br />

2018<br />

<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

39


MERCADO<br />

Top<br />

100


Os melhores por critérios<br />

A eleição dos melhores distribuidores por critérios, é uma iniciativa que pretende premiar as<br />

empresas dos vários setores de Distribuição (Peças Ligeiros, Peças Pesados, Equipamentos,<br />

Repintura e Pneus), que mais se destacaram no último ano. A análise qualitativa obedece a<br />

seis critérios previamente definidos que explicamos nestas páginas<br />

As análises e a escolha das Melhores<br />

Empresas incide sobre os “Distribuidores<br />

de Peças para Veículos<br />

Ligeiros”, “Distribuidores de Peças<br />

para Pesados”, “Distribuidores de<br />

Equipamentos Oficinais”, “Distribuidores de Repintura”<br />

e “Distribuidores de Pneus”. Os dados<br />

apresentados correspondem aos publicados na<br />

informação IES relativa ao exercício de 2021 que<br />

as empresas entregaram na AT – Autoridade Tributária.<br />

Neste Estudo realizado pela IF4, não se<br />

incluem atividades de empresas que são realizadas<br />

por unidades especializadas de empresas com outra<br />

atividade, em particular: Auto Industrial Peças<br />

(Integrada no Grupo Auto Industrial); Gamobar<br />

Peças (Integrada no Grupo Caetano Parts); e Santogal<br />

Peças (Integrada na Santogal N).<br />

Análise por critérios<br />

Para eleger as empresas dos Quadros de Honra,<br />

a <strong>Revista</strong> TOP 100 utilizou um conjunto de indicadores<br />

e rácios económico-financeiros. Estes<br />

rácios permitem fazer um retrato das principais<br />

empresas e setores de atividade. Esta apresentação<br />

dos termos técnicos utilizados permite que o leitor<br />

fique a saber o que significam, como se calculam e<br />

se interpretam os indicadores e rácios utilizados. É<br />

este conjunto de dados e indicadores que permite<br />

traçar um retrato qualitativo da realidade dos distribuidores<br />

de peças, equipamentos e repintura.<br />

Os rácios e os indicadores que fazem o retrato<br />

económico e financeiro das empresas e a avaliação<br />

da sua performance servem de base à escolha das<br />

melhores empresas. Os critérios de seleção das<br />

empresas estão baseados em dados exclusivamente<br />

quantitativos referente aos resultados de 2021 em<br />

termos de:<br />

• Valor Acrescentado Bruto (VAB)<br />

• Crescimento do Volume de Negócios<br />

• Autonomia Financeira<br />

• Produtividade Real<br />

• Rentabilidade dos Capitais Próprios<br />

• Geração de Emprego<br />

A opção por este grupo de critérios radica no facto<br />

de, em conjunto, permitir avaliar a contribuição<br />

das empresas para a economia, verificar o seu dinamismo,<br />

medir a sua rentabilidade e compreender<br />

o equilíbrio financeiro, que são condições necessárias<br />

para garantir o futuro e a sustentabilidade<br />

do negócio.<br />

Valor Acrescentado Bruto (VAB)<br />

Para medir a contribuição das empresas para a economia<br />

usa-se o VAB – Valor Acrescentado Bruto, a<br />

melhor medida do contributo das empresas para a<br />

economia, que junta todos os fatores de produção:<br />

trabalho (despesas de pessoal), capital (amortizações),<br />

excelência da gestão (resultados). É calculado<br />

mediante a soma das vendas e das prestações de<br />

serviços, trabalhos para a própria empresa, variação<br />

de produção, subsídios destinados à exploração e<br />

receitas suplementares, menos consumos intermédios<br />

e os fornecimentos e serviços externos.<br />

Crescimento do Volume de Negócios<br />

Para medir o dinamismo recorremos ao Crescimento<br />

de Vendas verificado no último exercício.<br />

Num mercado estável e concorrencial, ganhar<br />

quota de mercado é um símbolo de excelência. Este<br />

é um critério essencial para avaliar o dinamismo e<br />

a eficácia da empresa, em tempo de crise. Valores<br />

positivos indicam crescimento das vendas, dinamismo<br />

empresarial e conquista de novos clientes<br />

ou quotas de mercado.<br />

Autonomia Financeira<br />

O equilíbrio financeiro é testado através do indicador<br />

de Autonomia Financeira, que permite<br />

ver qual a percentagem do ativo financiado pelos<br />

capitais próprios, sem recurso a entidades financeiras<br />

ou fornecedores. É um indicador do equilíbrio<br />

financeiro da empresa, já que mede o grau de<br />

financiamento do ativo pelos capitais próprios.<br />

Calculada pelo quociente entre os capitais próprios<br />

e o ativo total líquido. Indica o peso dos capitais<br />

próprios no financiamento da empresa e complementa<br />

o rácio de endividamento.<br />

Produtividade Real<br />

A Produtividade Real é o indicador mais utilizado<br />

para medir a eficiência da empresa, medindo<br />

o valor da contribuição de cada trabalhador<br />

para o volume de negócios da empresa. Mede a<br />

eficiência da empresa na utilização dos seus recursos<br />

humanos, representando os valores mais<br />

elevados e maior produtividade. Comparações<br />

entre a produtividade de empresas de diferentes<br />

sectores devem ser feitas com cuidado, tal como<br />

comparações de produtividade entre sectores de<br />

atividade diferentes. Por exemplo, uma indústria<br />

de capital intensivo terá, em condições normais,<br />

uma produtividade do trabalho superior a uma<br />

de mão-de-obra intensiva.<br />

Rentabilidade dos Capitais Próprios<br />

A Rentabilidade dos Capitais mede a retribuição<br />

da empresa aos seus acionistas. Assumindo que os<br />

capitais próprios da entidade representam a sua<br />

situação patrimonial líquida, isto é, o seu valor<br />

contabilístico, pode-se considerar a rendibilidade<br />

do capital próprio como sendo a rendibilidade da<br />

entidade. O cálculo é efetuado pela divisão dos<br />

resultados líquidos pelo valor dos capitais próprios<br />

da entidade.<br />

Geração e Emprego<br />

A Geração de Emprego é uma boa forma de medir<br />

o compromisso da empresa com a sociedade. Um<br />

indicador que dá sinais para a expansão futura da<br />

empresa. Em tempo de crise, a manutenção do<br />

emprego já pode ser considerado um resultado<br />

ambicioso, face à onda de encerramentos e dispensas<br />

de pessoal. O dado indicado refere-se ao<br />

número de funcionários ao serviço da empresa em<br />

31 de dezembro de 2020 e serve para o cálculo da<br />

produtividade do trabalho.<br />

Critérios são acumulativos<br />

A destacar que estes seis critérios não são eliminativos,<br />

mas acumulativos: uma empresa que<br />

obtenha boa pontuação em quatro ou cinco critérios<br />

e fraca em um ou dois critérios, poderá ser<br />

considerada excelente. Por exemplo, uma empresa<br />

que cria valor acrescentado, mantém uma correta<br />

estrutura financeira, elevada produtividade e<br />

rentabilidade, pode crescer pouco e não gerar emprego,<br />

mas se as pontuações o permitirem, pode<br />

estar no Quadro de Honra. De referir ainda que<br />

utilizamos dois critérios eliminativos: não entram<br />

no cálculo para o Quadro de Honra, as empresas<br />

que não crescem ou que obtiveram Resultados<br />

Negativos (prejuízos) no último exercício.<br />

Para o setor de distribuidores de peças para ligeiros,<br />

foram apuradas 88 empresas, tendo sido<br />

eliminadas as que apresentaram resultados negativos.<br />

É pontuada com 88 pontos a empresa<br />

líder em cada critério e com 1 ponto a empresa<br />

que ocupa o lugar 88 e logicamente com valores<br />

intermédios, de modo decrescente, as empresas<br />

situadas entre os lugares 2 e 88 de cada critério.<br />

Somando a pontuação obtida em cada critério<br />

obtém-se a pontuação total, que permite definir<br />

o ranking das 10 melhores empresas. Para os<br />

outros quatro setores (Pesados, Equipamentos,<br />

Repintura e Pneus), foi seguido o mesmo método<br />

de cálculo.<br />

<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

41


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

paulo pinto da MF pinto, recebe<br />

do patrocinador Hélder Pereira<br />

da Mann Filter, o troféu 3º<br />

classificado<br />

PAULO PINTO DA MF PINTO<br />

recebeu O TROFÉU 3º<br />

classiFICADO DA CATEGORIA<br />

DISTRIBUIDORES DE PEÇas<br />

para VEÍCULOS LIGEIROS<br />

Quadro de Honra<br />

Nº EMPRESA<br />

1 CENTRAUTO<br />

2 AUTOZITÂNIA<br />

3 M.F. PINTO<br />

4 BOMBÓLEO<br />

5 VIEIRA & FREITAS<br />

6 SOUSA DOS RADIADORES<br />

7 ALECARPEÇAS<br />

8 FIMAG<br />

9 AUTO DELTA<br />

10 FERDINAND BILSTEIN<br />

FLÁVIO MENINO DA auTOZITÂNIA<br />

recebeu O TROFÉU 2º<br />

classiFICADO DA CATEGORIA<br />

DISTRIBUIDORES DE PEÇas PARA<br />

VEÍCULOS LIGEIROS LIGEIROS


TOP 10 POR CRITÉRIOS<br />

Nº EMPRESA CRESCIMENTO<br />

VOLUME NEGÓCIOS<br />

1 3.0 INNOVATIVE AFTERMARKET, S.A. (REDEINNOV) 135,5<br />

2 BOMBÓLEO, LDA 44,2<br />

3 AUTO POP, LDA 44,1<br />

4 M.F. PINTO, S.A. 39,4<br />

5 2M1J - SOLUÇÕES AUTO, LDA. 34,5<br />

6 IBEROTURBO, LDA. 34,1<br />

7 TISOAUTO, LDA. 31,2<br />

8 MONDEGOPEÇAS, LDA. 29,7<br />

9 MOTORMÁQUINA, LDA. 27,1<br />

10 JOSÉ MANUEL RODRIGUES FORTUNATO, LDA. 25,3<br />

Nº EMPRESA RENTABILIDADE<br />

CAPITAL PRÓPRIO<br />

1 AUTOAVAL, LDA 30,3<br />

2 EUROMAIS, LDA. 28,5<br />

3 GAIAFOR, LDA. 23,9<br />

4 JOSÉ MANUEL RODRIGUES FORTUNATO, LDA. 23,2<br />

5 COSIMPOR, S.A. 20,2<br />

6 M.F. PINTO, S.A. 19,8<br />

7 PEÇASRAM, LDA. 19,4<br />

8 R.P.L. CLIMA, LDA. 19,1<br />

9 OLIVEIRA MOREIRA & AZEVEDO, LDA 18,9<br />

10 IBEROTURBO, LDA. 18,6<br />

Nº EMPRESA PRODUTIVIDADE<br />

REAL<br />

1 CENTRAUTO, LDA. 98,8<br />

2 CREATE BUSINESS, S.A. 85,9<br />

3 POLIBATERIAS, LDA. 79,8<br />

4 IBEROTURBO, LDA. 79,1<br />

5 EUROMAIS, LDA. 75,1<br />

6 FERDINAND BILSTEIN PORTUGAL, S.A. 74,3<br />

7 AUTOZITÂNIA, S.A 72,8<br />

8 GLOBESCALA, LDA. 72,8<br />

9 R.P.L. CLIMA, LDA. 70,8<br />

10 VIEIRA & FREITAS, LDA. 70,1<br />

Nº EMPRESA VALOR ACRESCENTADO<br />

BRUTO (VAB)<br />

1 CENTRAUTO, LDA. 14.423<br />

2 SOFRAPA AUTOMOVÉIS, S.A 8.818<br />

3 J.P.L.R 1 UNIPESSOAL, LDA. 8.004<br />

4 AUTOZITÂNIA, S.A 7.065<br />

5 AUTO DELTA, LDA. 7.015<br />

6 VAUNER TRADING, S.A 5.998<br />

7 NEWONEDRIVE, S.A. 5.739<br />

8 M. COUTINHO, S.A 4.314<br />

9 CAETANO PARTS, LDA. 3.839<br />

10 EUROPEÇAS, S.A 3.585<br />

Nº EMPRESA AUTONOMIA<br />

FINANCEIRA<br />

1 AÇORPEÇAS, LDA. 93,1<br />

2 MANUEL PEREIRA SOUSA, LDA. (SOUSA DOS RADIADORES) 91,3<br />

3 JAPOPEÇAS, LDA 90,8<br />

4 MACOS, LDA. 89,6<br />

5 RUGEMPEÇAS, LDA. 88,2<br />

6 ROMAFE, S.A. 87,9<br />

7 CARLOS MANUEL MACHADO SILVA, LDA. 87,2<br />

8 MENAPEÇAS, S.A. 85,8<br />

9 FRANCECAR, LDA. 85,7<br />

10 MOTORMÁQUINA, LDA. 85,5<br />

Nº EMPRESA GERAÇÃO<br />

EMPREGO<br />

1 BOMBÓLEO, LDA 17<br />

2 J.P.L.R 1 UNIPESSOAL, LDA. 16<br />

3 INOVPEÇAS,S.A. 15<br />

4 MONDEGOPEÇAS, LDA. 14<br />

5 FIMAG, LDA. 12<br />

6 M. COUTINHO PEÇAS, S.A 10<br />

7 CENTRAUTO, LDA. 6<br />

8 RODAPEÇAS, S.A 6<br />

9 ISUVOL, LDA. 6<br />

10 M.F. PINTO, S.A. 6<br />

<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

43


POSIÇÃO RANKING 5º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €42.344.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

100<br />

PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

AUTOZITÂNIA<br />

Apresentar uma proposta de valor com imensas mais valias é o propósito<br />

diário da Autozitânia para com os seus clientes. Para isso, a empresa tem<br />

feito uma forte aposta numa das suas maiores estratégias: aumentar o portfólio de<br />

marcas, produtos e de gamas. Esta estratégia de crescimento, levou a empresa a<br />

apostar num novo centro logístico em Leiria que acabou por ser um 2 em 1 para<br />

a empresa. Para além de aumentar a capacidade de armazenamento reforçou<br />

“a nossa presença e negócio no mercado da zona de Leiria e da Região Centro<br />

de Portugal, aumentando a proximidade com os nossos parceiros desta zona<br />

e região”, revelou Ricardo Venâncio, Administrador da Autozitânia. Crescer<br />

faz parte do ADN da empresa, e há cerca de um ano, integravam a Bragalis<br />

no seu negócio já com um propósito bem vincado “esta integração faz parte<br />

de um processo contínuo, que vai permitir tornar-nos mais fortes e com maior<br />

cobertura a nível nacional”. Segundo o Administrador, esta integração “tem<br />

ocorrido de uma forma muito positiva, dentro das perspetivas segundo o nosso<br />

planeamento”. A AD Parts, o maior grupo aftermarket da Península Ibérica,<br />

continua a ser uma das maiores apostas do grupo Autozitânia, “Além da exclusividade<br />

da marca AD Premium Private Brand, a oferta alargada a nível de<br />

serviços é um suporte essencial para os nossos parceiros, desde a formação até<br />

ao apoio técnico especializado”, explicou o administrador. Com o aumento da<br />

inflação a nível geral e a diminuição do rendimento disponível das famílias,<br />

Ricardo Venâncio prevê que os próximos tempos não sejam fáceis “poderemos<br />

ter uma acentuada diminuição do consumo de peças automóvel, pois o cliente<br />

final poderá começar a optar por prolongar no tempo as manutenções do seu<br />

veículo, ou adiar a aquisição de produtos e peças”. Para fazer face a estas dificuldades<br />

“vamos continuar a apoiar os nossos clientes ajudando-os a melhorar<br />

e a fazer crescer o negócio, em áreas cada vez mais essenciais como a formação,<br />

o apoio técnico, marketing e comunicação, entre outros”, garantiu. Com os<br />

olhos postos no futuro, a empresa já se está a preparar para a nova realidade<br />

‘eletrificada’. Ricardo Venâncio está convicto que “todos os operadores do<br />

mercado devem preparar-se para uma nova realidade, com menos entradas de<br />

veículos em oficinas. Neste momento, estamos a preparar-nos para essa nova<br />

realidade, seja a nível de veículos elétricos ou das novas tecnologias incorporadas<br />

nos veículos mais recentes”. No entanto, o administrador está convicto que “as<br />

oficinas que tiverem “melhores ferramentas e condições para trabalhar em novas<br />

tecnologias estarão mais preparadas para enfrentar este desafio”. Apesar das<br />

contrariedades do mercado, Ricardo Venâncio não poderia estar mais positivo<br />

“As nossas expetativas até final do ano são muito otimistas, e vamos continuar<br />

a crescer de forma sustentada”, conclui.<br />

Administradores Francisco Neves e Ricardo Venâncio<br />

Morada Av.ª das Acácias, Lote AE 2/3, Arroja, 1685 - 654 Famões<br />

Telefone 214 789 100 EMAIL vendas.odivelas@autozitania.pt SITE www.autozitania.pt<br />

44 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 9º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €33.866.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

100<br />

PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

AUTO DELTA<br />

Auto Delta disponibiliza uma das gamas mais completa do Aftermarket<br />

A nacional, e oferece um excelente apoio pós-venda, o que permite aos seus<br />

parceiros fazer a diferença dentro do seu raio de acção geográfico. Marcelo Silva,<br />

Diretor Executivo, defende que nem sempre quantidade é sinónimo de sucesso, o<br />

importante é ter qualidade “Hoje em dia há diversas marcas que oferecem uma<br />

gama de produtos bastante alargada e com qualidade inquestionável que permitem<br />

a qualquer distribuidor ou retalhista confiar e apostar sem necessariamente<br />

aumentar o número de marcas disponibilizadas”. Para fazer face às milhares de<br />

referências existentes, e para seguir o seu ADN de resposta rápida, contrariando<br />

o problema da escassez de produtos, a Auto Delta apostou recentemente na construção<br />

de novas instalações “A verdade é que os nossos parceiros confiam no nosso<br />

stock e na nossa capacidade de resposta, e à Auto Delta e sua equipa, cabe adaptar<br />

o espaço de armazenamento, sabendo que este é um mercado volátil”, revelou<br />

Marcelo Silva. Ter os seus clientes satisfeitos e com as peças certas, é o principal<br />

objetivo da Auto Delta. Assim, num ano com uma situação económica exigente,<br />

a empresa apostou ainda mais nos seus recursos humanos. Marcelo Silva, acredita<br />

que este mercado é constituído essencialmente por “pessoas e não só por peças”,<br />

e por isso foi feita uma maior aposta na equipa de compras, no call center, na<br />

equipa comercial e no sector pós-venda. A dinamização das redes oficinais CGA<br />

Car Service e Multi Service Oficina também tem contribuído para o crescimento<br />

da Auto Delta. Marcelo Silva, revelou à TOP100 que até ao momento a rede tem<br />

cumprido todos os objetivos definidos apresentando “um crescimento sustentado<br />

através da adesão de empresas de reparação com qualidade” e que os pedidos<br />

de adesão não têm parado “a verdade é que os pedidos de adesão continuam a<br />

surgir, o que nos deixa muito satisfeitos não só pelo trabalho desenvolvido, mas pela<br />

confirmação da boa aposta que foi feita”, afirmou. Questionado sobre o futuro<br />

das peças reconstruídas, Marcelo Silva diz que “A consciencialização ambiental<br />

dos consumidores, associada a normalmente estarmos a falar de produtos mais<br />

económicos, poderá levar a um maior protagonismo das peças reconstruídas”. No<br />

entanto, nem tudo é tão fácil quanto parece: “esta solução não poderá ser alargada<br />

a um número muito grande de gamas de produtos pelas razões óbvias, acabando<br />

por ser um produto específico e desenvolvido principalmente por especialistas”,<br />

explicou o Diretor Executivo. Apesar do futuro ser incerto, para Marcelo Silva<br />

restam poucas dúvidas do que tem que continuar a ser feito para que a Auto Delta<br />

continue a ser uma empresa de referência neste setor “Temos que continuar a<br />

disponibilizar soluções de qualidade num mercado cada vez mais competitivo e<br />

com soluções tecnológicas que há alguns anos apenas existiriam apenas na nossa<br />

imaginação”, concluiu.<br />

Administradores Armindo Romão e Catarina Luísa<br />

mORADA Rua da Fontinha, 77, Andrinos, 2416 – 905 Leiria<br />

Telefone 244 830 070 EMAIL geral@autodelta.pt SITE www.autodelta.pt<br />

46 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


®<br />

CAR SERVICE<br />

Leiria: Rua da Fontainhas, nº 77 - Andrinos | 2416 - 905 Leiria | Tel.: 244 830 070 - Fax: 244 813 047 | email: geral@autodelta.pt<br />

Castelo Branco: Zona Industrial - Rua T, Lote49 | 6001-997 Castelo Branco I Tel.: 272 349 580 | Fax: 272 349 589 | email: geral.cb@autodelta.pt


POSIÇÃO RANKING 10º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €32.035.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

100<br />

PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

NEWONEDRIVE<br />

Newonedrive é a entidade jurídica que tem sob a sua alçada a fusão da<br />

A Civiparts, AS Parts e OneDrive, as três operações de Aftermarket do<br />

Grupo Nors. Partilham recursos nas áreas da Gestão de Marketing, Gestão de<br />

Stocks e Gestão de Operações, com vantagens de eficácia, agilidade e serviço<br />

ao cliente. Isabel Basto, COO do Aftermarket da Nors em Portugal, explicou<br />

que com esta fusão foi possível reforçar a aposta na digitalização dos processos,<br />

otimização da cadeia logística, maior eficiência, colaboração e a melhoria da<br />

rentabilidade. Sendo este o caminho para um posicionamento global a nível<br />

do setor, potenciando uma presença sustentável e capaz de garantir uma experiência<br />

cada vez melhor aos seus clientes. A Newonedrive é ainda membro do<br />

GAUI - Groupauto International - permitindo-lhe, dessa forma, beneficiar de<br />

acesso às principais marcas de aftermarket e a uma melhor disponibilidade de<br />

oferta, “sendo que o GAUI nos pode trazer o acesso a ferramentas de elevado<br />

desenvolvimento tecnológico bem como de instrumentos de fidelização”, refere<br />

Isabel Basto. Possui 4 instalações: Porto, Leiria, Lisboa e Seixal, onde tem as<br />

três “marcas”: AS Parts; Civiparts e OneDrive. Conta com 197 colaboradores<br />

e dispõe de um leque alargado de oferta nas gamas de lubrificantes, travagem,<br />

motor, filtragem, embraiagens, direção e suspensão, material elétrico, transmissão,<br />

ignição, carroçaria e iluminação, quer para ligeiros como para pesados.<br />

Neste momento disponibiliza mais de 81 mil referências e tem um catálogo<br />

com mais de 282 mil artigos. A empresa tem-se esforçado para acompanhar<br />

o crescimento do parque de automóveis híbridos e elétricos, e nesse sentido,<br />

reforçou o investimento em material eletrónico: “Este ano colocamos mais<br />

de 230 novas referências de eletrónica. E tencionamos continuar a aumentar<br />

ainda mais a nossa oferta. Também temos aumentado a oferta em material<br />

não eletrónico, como por exemplo material de direção, suspensão, filtros de<br />

habitáculo, entre outros componentes”, conta Isabel Basto. Tendo em conta<br />

que é cada vez mais difícil fidelizar clientes, a COO considera que “atualmente,<br />

as empresas para fidelizarem clientes têm de ser de confiança e têm de ser<br />

relevantes, isto é, o cliente tem que olhar para a nossa empresa com confiança<br />

e como sendo relevante para o desenvolvimento do seu negócio. Os melhores<br />

instrumentos de fidelização que possuímos são os nossos três conceitos de redes,<br />

no caso dos ligeiros TOPCAR e Carwin, e nos pesados, a TOP TRUCK”.<br />

Para o futuro, a responsável entende que “os nossos desafios são os do mercado<br />

e são nestes que colocamos foco na estratégia que definimos, a curto prazo até<br />

cinco anos: a digitalização, a consolidação da indústria, a sustentabilidade, os<br />

veículos conectados, a crescente importância da gestão de frotas e entrada de<br />

novos players”.<br />

COO Aftermarket Grupo Nors Isabel Basto<br />

mORADA Rua Conde de Covilhã, 1637 4100-189 Porto<br />

Telefone 228 348 790 EMAIL civiparts@civiparts.com / geral@asparts.pt / geral@onedrive.pt / SITEciviparts.com / asparts.pt / onedrive.pt<br />

48 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


O SEU PARCEIRO NA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO AUTOMÓVEL<br />

A INTEGRAÇÃO DO ATENDIMENTO<br />

ESPECIALIZADO, SERVIÇO LOGÍSTICO<br />

E CATÁLOGO ONLINE NUM SÓ CANAL.<br />

onedrive.pt


POSIÇÃO RANKING 11º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €27.473.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

100<br />

PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

BOMBÓLEO<br />

Nascida como uma pequena empresa familiar na área da reparação diesel em<br />

1959 e volvidos que são 63 anos, a Bombóleo cresceu exponencialmente<br />

na vertente comercial, nomeadamente no setor aftermaket, sustentando o seu<br />

crescimento na sua génese e experiência, marcadamente técnicas, e na confiança<br />

e fidelização dos seus clientes. Nos dias de hoje, num cenário de ressaca pós pandemia<br />

e em plena crise económica provocada pelo atual conflito armado, vê como<br />

principal resposta a estes desafios o investimento sustentado, contínuo e transversal<br />

em Produto de Proximidade, em Inovação Técnica e Tecnológica e na Formação<br />

de Recursos Humanos (internos e do cliente). A ilustrar esta aposta, <strong>2022</strong> foi um<br />

ano de forte investimento, quer no aumento do stock aftermarket, quer com a<br />

abertura das novas instalações do Seixal, passando pela certificação pela DGERT<br />

enquanto entidade formadora no âmbito da sua Academia de formação profissional.<br />

“A Training Academy é um projeto que em termos pessoais me dá muito prazer,<br />

porque está diretamente relacionado com o ADN que a Bombóleo tem desde a<br />

sua fundação em 1959, que é o de apresentar soluções completas e fiáveis para<br />

os desafios tecnológicos de cada época, e nos dias de hoje, em que tanto falamos<br />

da eletrificação dos veículos automóveis, poder proporcionar aos nossos clientes e<br />

parceiros um conceito global de produto e serviço de A a Z (fornecimento, instalação<br />

de equipamento e formação teórica e prática) no que diz respeito à manutenção<br />

e reparação de híbridos e elétricos, é dar-lhes as ferramentas, a confiança e o estímulo<br />

em termos de inovação técnica, que precisam para terem a porta aberta ao<br />

futuro e poderem dar continuidade ao seu negócio”, refere Paulo Marques, diretor<br />

geral da Bombóleo. Na senda desta aposta em inovação tecnológica há também<br />

um forte reconhecimento do papel do Marketing e Comunicação Digital e das<br />

Tecnologias de informação como forte instrumento de gestão e controlo, o que<br />

conduziu à melhoria do sistema informático do Grupo como forma de potenciar<br />

tempo e recursos. “Após mais de 60 anos no mercado de peças auto, não podemos<br />

ficar indiferentes a este apelo de mudança e de desapego ás velhas estruturas que a<br />

pandemia nos trouxe, e se há valores que permanecem imutáveis para nós, como<br />

sejam a confiança de clientes e trabalhadores, outros há que é necessário instaurar,<br />

como sejam a modernização e informatização de procedimentos e processos, a<br />

flexibilização e polivalência de funções, a dinamização e assertividade da formação<br />

de forma a inovar e consolidar conhecimentos”, sublinha o administrador. No advento<br />

de uma era globalizante como a que vivemos, e de forte concorrência entre<br />

grandes players, o que distingue a Bombóleo desde sempre é a humanização do<br />

negócio, é conhecer o seu cliente, as suas mais valias, mas também os seus desafios<br />

e constrangimentos e encontrar, ou criar, soluções e ferramentas que o ajudem a<br />

potencializar e criar valor, individualizando-se.<br />

Diretor geral Paulo Marques<br />

Morada Rua Sebastião e Silva, 28 Zona Industrial de Massamá 2745-838 Queluz<br />

Telefone 214 389 600 / 09 EMAIL bomboleo@bomboleo.com SITE www.bomboleo.com<br />

50 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 13º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €20.426.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

100<br />

PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

KRAUTLI<br />

cada ano que passa, a Krautli aprimora a oferta e <strong>2022</strong> não foi exceção. Esta<br />

A «one stop shop», como se apresenta, introduziu este ano novos produtos para<br />

novas necessidades, como é o caso da gama Blaupunkt para carregamento de<br />

veículos elétricos, as wallboxes ou cabos sobressalentes. A Krautli é agora também<br />

distribuidora para o setor automóvel dos lubrificantes Lukoil e acolhe a linha de<br />

embraiagens da Borg & Beck que vem complementar a oferta de que já dispunham.<br />

Outra das novidades é o conceito N!Shop, dirigido aos retalhistas de peças e todos<br />

os “que tenham capacidade de empreendedorismo e vontade de crescer no negócio<br />

do comércio de peças”, convida o administrador da Krautli Portugal. José Pires<br />

esclarece que o projeto “tem como principal objetivo profissionalizar as oficinas<br />

e aumentar as suas competências através do acesso às diferentes ferramentas e<br />

serviço que terá à sua disposição”. O responsável afirma que esta é uma rede de<br />

lojas de peças única em Portugal, que consegue disponibilizar tudo o que de mais<br />

atual existe em termos de informação técnica, aquisição de peças e formação, sob<br />

a insígnia Nexus, que atualmente é o maior grupo de compras do mundo. Em<br />

rescaldo da pandemia, José Pires considera que um dos grandes ensinamentos<br />

que esta crise trouxe foi que há algo que nunca muda: “a mudança, que é permanente”.<br />

Depois de «navegar à vista» nos primeiros meses, a empresa foi obrigada<br />

a ajustar-se à nova realidade e comprovou que há “um overservice prestado nos<br />

serviços associados à logística e que causa custos enormes e desnecessários para as<br />

empresas”. A Krautli reforçou armazéns antes das falhas de stock se começarem<br />

a sentir e tem, assim, conseguido manter a taxa de serviço, contrariamente ao<br />

panorama atual. Já a crise dos semicondutores é algo que deixa o aftermarket em<br />

alerta e José Pires lembra que haverá implicações no parque automóvel, cada vez<br />

mais envelhecido. Com os fabricantes de automóveis mais ativos no mercado de<br />

pós-venda, o diretor da Krautli Portugal nota que a distribuição vai estar ainda<br />

mais «misturada», mas tem a certeza que o sucesso caberá a quem “se preparar<br />

melhor, quem fornecer o que os clientes (retalho e oficinas) realmente precisem”,<br />

até porque “a fidelização dos clientes vai passar muito mais por isso do que pelos<br />

preços, que é o fator mais considerado hoje e que não faz sentido”, comenta. A<br />

seu ver, as plataformas online B2C são um canal de distribuição “a observar”,<br />

que tem crescido, especialmente nos produtos não cativos. E numa altura em<br />

que o setor teme perdas de faturação nas oficinas com a entrada dos veículos<br />

elétricos no mercado, José Pires mantém a calma, declarando que “não é líquido<br />

que haja perda de faturação só porque os veículos elétricos necessitam de menos<br />

manutenção” e lembrando que a evolução será consideravelmente lenta, além de<br />

que “haverá também novos serviços que irão ser prestados e que serão geradores<br />

de receita importantes no futuro”, aponta.<br />

Administradores Markus Krautli e José Pires<br />

Morada Parque Marinhas de D. Ana, Armazém 4 2629 - 001 Póvoa de Sta. Iria<br />

Telefone 219 535 600 EMAIL contact@krautli.pt SITE www.krautli.pt<br />

52 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 15º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €19.120.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

100<br />

PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

bilstein group<br />

bilstein group é um dos principais especialistas mundiais no aftermarket,<br />

O oferecendo soluções de reparação para veículos ligeiros e pesados. Atualmente,<br />

disponibiliza cerca 62.000 artigos diferentes, distribuídos pelas suas marcas<br />

de produto: febi, SWAG e Blue Print. “O desenvolvimento das marcas e das<br />

linhas de produto do bilstein group está sempre em constante desenvolvimento<br />

e ao ritmo das necessidades do mercado”, refere Joaquim Candeias, diretor<br />

geral. Este ano a empresa reforçou a sua aposta na sustentabilidade. Como a<br />

“proteção do ambiente significa a proteção do negócio” é importante para o<br />

bilstein group, dar continuidade, de ano para ano, ao que iniciaram em 2004<br />

na temática da sustentabilidade. Este ano, foi na ‘casa mãe’ que deram mais<br />

um passo sustentável com a “introdução de ‘plástico verde’ na área logística na<br />

Alemanha, que fez com que desde o início de <strong>2022</strong> se tenha utilizado apenas<br />

material de embalamento que consiste em até 50% de plástico reciclado”,<br />

comentou o diretor geral. Mas as novidades sustentáveis não ficam por aqui, o<br />

novo centro logístico em Gelsenkirchen, na Alemanha, “não é apenas de última<br />

geração, do ponto de vista técnico, mas também em termos de sustentabilidade:<br />

o edifício cumpre a norma KfW 55, o que significa que requer menos 45% de<br />

energia primária do que um edifício comparável”, confirmou Joaquim Candeias.<br />

O parque automóvel está a tornar-se gradualmente elétrico e o bilstein group<br />

está a acompanhar esta mudança, dispondo já de uma oferta de milhares de<br />

peças para veículos híbridos, elétricos e de energia alternativa. “Atualmente,<br />

temos mais de 400 veículos e mais de 1 550 variantes de elétricos e híbridos<br />

catalogados no partsfinder & TecDoc. No total, oferecemos neste momento mais<br />

de 6 000 artigos nas nossas marcas febi, SWAG e/ou Blue Print com aplicação<br />

em veículos elétricos e híbridos. O nosso trabalho de pesquisa é contínuo, com<br />

mais de 1 000 cruzamentos com aplicações em veículos comerciais previstos<br />

até ao final de <strong>2022</strong>”, assinala o diretor geral. Para o bilstein group, o foco foi e<br />

será sempre garantir níveis de stock elevados, produtos de qualidade elevada,<br />

entregas rápidas e atempadas, oferecer ferramentas simplificadas de identificação<br />

de peças, apoio técnico e comercial constante e uma equipa técnica de apoio no<br />

pós-venda. “As soluções que oferecemos aos nossos clientes estão em construção<br />

constante e carecem sempre de uma enorme capacidade de adaptação às necessidades<br />

do mercado. Acreditamos que desta forma conseguimos estar virados<br />

para o mercado, oferecendo sempre soluções melhores todos os dias” referiu<br />

Joaquim Candeias, que acrescentou “<strong>2022</strong> tem sido um ano muito positivo para<br />

o bilstein group onde registamos um crescimento a dois dígitos considerável e<br />

esperamos chegar ao final do ano nesta linha e com oportunidades crescentes<br />

de trazer desenvolvimento e market share às nossas marcas”.<br />

diretor geral Joaquim Candeias<br />

Morada Estrada do Jerumelo, n.° 863 2665-494 Venda do Pinheiro<br />

Telefone 219 663 720 EMAIL vendas@bilsteingroup.com SITE www.bilsteingroup.com<br />

54 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


O Caminho para a Sustentabilidade<br />

O Contributo do bilstein group para um IAM mais Ecológico<br />

Como grupo de empresas familiares de dimensão média, o bilstein group levou sempre a sério a sua responsabilidade<br />

social e ecológica. Para nós, no entanto, a sustentabilidade é mais do que uma obrigação rígida: queremos alinhar<br />

todas as nossas ações com isto ao longo dos próximos anos. A sustentabilidade desempenhará um papel em todas<br />

as decisões operacionais relevantes porque, como empresa familiar, sabemos que apenas processos de negócios<br />

sustentáveis têm futuro.<br />

Para saber mais sobre o nosso caminho para a sustentabilidade, pode encontrar mais informações em:<br />

bilsteingroup.com/pt/sustentabilidade/


POSIÇÃO RANKING 22º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €13.112.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

100<br />

PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

MF PINTO<br />

MF Pinto iniciou <strong>2022</strong> focada em fazer crescer as suas nove gamas de produtos,<br />

os Sistemas de injeção Diesel, Turbocompressores e equipamentos<br />

A<br />

para reparação, Alternadores e motores de Arranque, Suspensões pneumáticas,<br />

EGR s, Compressores de AC, sistemas de travagem, Aditivos e filtros de habitáculo.<br />

Para crescer, “ou se aumenta a gama de produtos ou se procura novos<br />

mercados, nós procuramos fazer os dois”, revelou Jorge Costa, Diretor Geral<br />

da MF Pinto. Foi com base nesta “aposta de crescimento”, que a empresa tem<br />

vindo a diversificar o seu portfólio. Lançaram no final de 2021 a sua marca<br />

própria de filtros de habitáculo Siaria que se encontra atualmente em fase de<br />

“consolidação” e oficializaram ainda a comercialização da Stanadyne, marca<br />

que já trabalhavam de uma forma não oficial, há mais de 10 anos. Sempre com<br />

os olhos postos no futuro, foi a pensar na expansão de novos produtos que a MF<br />

Pinto, remodelou em 2020 as instalações na Abrunheira, contando agora com<br />

2.000 m2 de capacidade de armazenamento e uma melhoria do serviço prestado.<br />

Para 2023, a empresa prepara-se para lançar uma nova gama de produtos na<br />

área dos lubrificantes. Aposta esta, que segundo Jorge Costa “é a altura certa”.<br />

Embora esteja ciente que com a escalada de preços de que o mercado está a ser<br />

alvo, a redução do “poder de compra das famílias” vai alterar-se e a procura de<br />

“marcas mais baratas”, será inevitável. Uma parte importante das vendas da<br />

MF Pinto continua a ser para o estrangeiro. “Acreditamos que é por aqui que<br />

podemos crescer, sendo que já reforçámos este ano a equipa de exportação com<br />

a entrada de mais colaboradores. Exportamos neste momento para vinte e sete<br />

países de uma forma regular e o objetivo é continuar a crescer sustentadamente<br />

e a ganhar quota de mercado em Portugal, reforçando igualmente a nossa aposta<br />

de vários anos no negócio internacional”, assegura Jorge Costa. Como parar é<br />

morrer, apesar do período inconstante, desde há três anos, que a empresa iniciou<br />

uma estratégia de diversificação de gamas que não dependam do tipo de motor,<br />

para compensar eventuais perdas de faturação que os veículos elétricos possam<br />

originar. Jorge Costa garantiu “Estamos atentos a essa transição e encaramo-la<br />

como um desafio, e não tanto como um problema”. Com base nesta aposta<br />

“Acrescentámos por exemplo algumas gamas de produtos que não dependem<br />

do tipo de motor, como a Bendix (travagem) e a Siaria (filtros de habitáculo)”.<br />

Continuar a apostar nos canais digitais, acompanhar a eletrificação e reforçar<br />

a aposta na exportação são os principais objetivos da empresa para o presente<br />

ano. O primeiro semestre de <strong>2022</strong> foi um bom ano para a MF Pinto, “crescemos<br />

dois dígitos e pretendemos fechar o ano nesta linha”, revelou.<br />

diretor geral Jorge Costa Pinto<br />

Morada Sintra Business Park Edifício 5 armazém D Zona Industrial da Abrunheira 2710-089 Sintra<br />

Telefone 214 251 740 EMAIL info@mfpinto.com SITE www.mfpinto.com<br />

56 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


Diesel Injection Turbo Aftermarket<br />

MADRID / SEVILHA<br />

RÉUNION<br />

www.mfpinto.com<br />

Abrunheira (Sede): Sintra Business Park, Zona Industrial da Abrunheira | Edifício 5, Armazém D | 2710-089 Sintra<br />

Telefone: +351 21 4251740 /48 | Email: info@mfpinto.com<br />

Maia: Centro de Negócios da Maia, Rua Albino José Domingues, 611 – Sector IV, Z.I.da Maia | 4470-557 Moreira – Maia<br />

Telefone: +351 22 9436090 /98 | Email: infoporto@mfpinto.com


POSIÇÃO RANKING 28º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €10.864.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

100<br />

PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

ALECARPEÇAS<br />

Com um crescimento no primeiro semestre de <strong>2022</strong> na ordem dos dois dígitos,<br />

a AleCarPeças não descarta a ideia de continuar a aumentar o seu portfólio<br />

de marcas. Pedro Rodrigues, Administrador da AleCarPeças, revelou à TOP100<br />

“temos a consciência que nos faltam algumas linhas de produtos para tornar<br />

a nossa oferta mais global e completa. Estamos a trabalhar na análise dessas<br />

gamas para que entrem na oferta em breve”. Com os olhos postos no futuro,<br />

<strong>2022</strong> foi o ano escolhido pela empresa para lançar não um, mas dois projetos<br />

novos. Em outubro foi o lançamento do projeto de venda de equipamento de<br />

diagnóstico e software técnico que Pedro Rodrigues tanto ambicionou, “este<br />

projeto enquadra-se na diversificação da nossa oferta, garantindo mais soluções<br />

de elevada qualidade aos nossos parceiros. O diagnóstico e informação<br />

técnica são áreas fundamentais para o futuro da reparação no aftermarket,<br />

sendo imprescindível estarmos presentes nesta área de negócio”. A segunda<br />

aposta da AlecarPeças, incidiu na criação de uma nova aplicação que permite<br />

aos utilizadores terem acesso ao vasto portfólio da empresa, tudo à distância<br />

de um clique “O uso de smartphones e a mobilidade são fatores cada vez mais<br />

relevantes para os nossos clientes e assim, lançamos este formato que pretende<br />

dar resposta a esta tendência”, acrescentou Pedro Rodrigues. Numa altura em<br />

que a concorrência é cada vez maior e que a idade do parque automóvel continua<br />

a aumentar, o administrador apresenta-se receoso, referindo à TOP100<br />

que “embora atualmente estejamos a beneficiar do fator da idade do parque<br />

automóvel, a médio prazo esta situação não é benéfica, pois sem carros novos o<br />

parque automóvel torna-se “inviável” para o nosso negócio”. Para fazer face a esta<br />

problemática, a AleCarPeças garantiu estar atenta à evolução e às soluções que<br />

os seus parceiros disponibilizam para o aftermarket, nomeadamente investindo<br />

no setor dos elétricos “O impacto real dos carros elétricos ao nível do negócio<br />

ainda não se verifica e deverá ter um impacto progressivo no volume de negócio<br />

nos próximos anos”. Para Pedro Rodrigues, os desafios não ficarão por aqui, “o<br />

mercado está a sofrer alterações relevantes que “mexem” com a sua estrutura,<br />

resultando na alteração da relação de forças de players de relevo”, e só as empresas<br />

que continuem a fidelizar os seus clientes vão vingar. Os desafios do futuro são<br />

“constantes e permanentes”, entende Pedro Rodrigues, que considera que “a<br />

evolução é muito rápida e contínua, mas temos de manter o desempenho que<br />

o mercado nos tem reconhecido”. Como tal, o atual administrador pretende<br />

continuar a caminhar para este futuro incerto com base naqueles que considera<br />

ser os seus pontos fortes e indestrutíveis “pelo serviço, pelo profissionalismo de<br />

toda a equipa, pela disponibilidade de stock, pela oferta de produtos e soluções<br />

de qualidade superior”, concluiu.<br />

Administrador Pedro Rodrigues<br />

Morada Estrada de Manique, 1610, Armazém 2/3, 2645 - 550 Alcabideche<br />

Telefone 214 602 465 EMAIL geral@alecarpecas.pt SITE www.alecarpecas.pt<br />

58 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 30º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €10.231,00<br />

Empresa<br />

Top<br />

100<br />

PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

A. VIEIRA<br />

dois anos de completar meio século, a A. Vieira é hoje uma empresa sólida<br />

no comércio (grosso e retalho) de peças e acessórios para automóveis,<br />

A<br />

incluindo lubrificantes e ferramentas. Tem cinco lojas/armazéns e ainda outras<br />

duas lojas associadas nos distritos do Porto e Braga, com uma rede de<br />

vendedores que já cobre todo o país. Com 60 colaboradores, a A. Vieira tem<br />

em stock 30 mil referências para garantir a total satisfação do cliente com o<br />

serviço, registando um volume de negócios anual acima dos 10 milhões de<br />

euros. É uma das empresas líderes do setor, premiada com várias distinções<br />

de boa gestão. A aposta, segundo o administrador, José Branco, passa cada<br />

vez mais, fruto da integração na Temot, “por marcas premium, sem descurar<br />

as mais acessíveis para assegurar uma maior oferta ao mercado”, que nota<br />

agora serem mais procuradas face à escalada de preços que se sente. Com o<br />

custo logístico da entrega das peças nas oficinas a aumentar, o responsável é da<br />

opinião de que ao distribuidor pode compensar suportar este custo, desde que<br />

as margens não sejam afetadas. Garante que a empresa está atenta a “novas<br />

oportunidades de mercado e é provável a inserção de novas marcas e linhas de<br />

produto”, o que está a levar a um ajuste do espaço disponível em armazém.<br />

Também a plataforma B2B foi recentemente renovada para “uma solução mais<br />

eficiente, rápida e com soluções mais abrangentes para os clientes”. No que<br />

toca à atualidade, José Branco considera que a escassez de matérias-primas está<br />

diretamente ligada ao conflito bélico e à gestão da pandemia e, numa altura em<br />

que há pouca oferta de automóveis novos, entende que isso poderá beneficiar o<br />

setor do pós-venda, pelo menos quando os veículos têm até uma idade de vinte<br />

anos. Sobre a possível quebra de negócio que poderá advir com a chegada dos<br />

carros elétricos, o administrador refere a necessidade de se “reinventar e aceitar<br />

os novos desafios que virão. Temos que estar atentos às novas oportunidades de<br />

negócios”, diz. Já sobre as peças reconstruídas, José Branco é da opinião que<br />

poderão ter maior evidência do que até então, sem, no entanto, se tornarem<br />

protagonistas no mercado. José Branco – que gere, a par de António Vieira Anjo,<br />

a empresa – explica que o aftermarket em geral enfrenta atualmente, além dos<br />

desafios da digitalização, a entrada dos veículos elétricos e a concentração do<br />

negócio de peças. Ainda assim, é da opinião que o «agrupamento de players»<br />

não se verifica no nosso país, nem prevê que aconteça “tão cedo”. Contudo, acha<br />

“será com menos players dado que o mercado se irá encarregar de filtrar”. Na<br />

A. Vieira, o desempenho do primeiro semestre de <strong>2022</strong> foi “positivo, dentro do<br />

planeado, com um crescimento sustentável” e o administrador antevê acabar o<br />

ano da mesma forma, com uma promessa: “seriedade, parceria e compromisso<br />

é o que os clientes podem esperar da nossa parte”.<br />

Administradores José Branco e António Anjo<br />

Morada Av. D. Miguel, 250, Zona Industrial de Baguim do Monte, 4435 – 678 Rio Tinto<br />

Telefones 229 773 410/1/2/3 EMAIL avieira@avieirasa.pt SITE www.avieirasa.pt<br />

60 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 34º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €9.647.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

100<br />

PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

RODAPEÇAS<br />

Rodapeças segue o seu percurso, como uma referência nacional em soluções<br />

A para as oficinas auto. Esta empresa a caminho do seu 35º Aniversário, tem<br />

hoje 7 lojas ao longo do centro-litoral do país e, quase 100 colaboradores na<br />

sua equipa. Ao longo de mais de três décadas muito aconteceu no mercado de<br />

peças automóvel e a Rodapeças sempre tentou estar à altura para dar respostas<br />

aos seus clientes. O alargamento das gamas de produtos (peças novas e usadas)<br />

foi o primeiro passo. A abertura de novas lojas foi uma forma da Rodapeças<br />

estar mais perto dos seus clientes. A introdução da marca Pador no mercado,<br />

gerou exclusividade num mercado saturado, com um produto de qualidade a<br />

preço acessível. O lançamento de um programa de fidelização para oficinas<br />

auto com o nome de Pador Auto Service – que já conta com 65 aderentes<br />

-foi a forma que a Rodapeças encontrou para dar suporte ao negócio dos seus<br />

parceiros de negócio. Não existindo dúvidas no impacto do digital nas oficinas<br />

auto, foi criada a solução digital Pador Tech Solutions. Num ecossistema em<br />

que mobilidade descarbonizada é cada vez mais relevante no pós-venda, as peças<br />

reutilizáveis que fazem parte da história da Rodapeças, serão críticas para o<br />

futuro da mesma. A economia circular terá um impacto muito grande no setor<br />

automóvel nas próximas décadas e a Rodapeças reconhece o seu papel nesta<br />

área da sustentabilidade ambiental. Por esta razão, desenvolveu a ecoRDP, que<br />

é a primeira marca de peças reutilizáveis de qualidade premium, em Portugal.<br />

O lançamento da loja OnLine Rodapeças, confere a esta, a entrada no mundo<br />

digital das peças auto. É uma oferta disruptiva, focada em peças reutilizáveis e<br />

produtos da marca Pador. Esta loja é uma montra para o mundo, dos produtos<br />

diferenciadores da Rodapeças. A loja online está aberta ao cliente final, mas há<br />

uma área reservada para profissionais, de forma a salvaguardar o negócio destes.<br />

A Rodapeças assume-se como um fornecedor global de soluções aos seus clientes,<br />

pela versatilidade dos produtos e soluções que coloca ao seu dispor. O modelo<br />

de negócio da Rodapeças distingue-se pela proximidade com os seus clientes<br />

e pela forma como percebe as suas necessidades e aquilo que eles valorizam.<br />

Num setor em constante mudança, a formação das pessoas é um fator crítico<br />

de sucesso dos negócios. É por esta razão que foi criada a Pador Academy. A<br />

formação tem sido um pilar muito importante no relacionamento da Rodapeças<br />

com os clientes e parceiros e, ao longo dos últimos anos tem desenvolvido ações<br />

de formação de grande qualidade nas áreas técnicas e empresarial. Face aos<br />

constrangimentos mais recentes, a Rodapeças tem apostado em reforçar o stock<br />

de algumas linhas de produto. Para a empresa, os desafios do aftermarket são<br />

vistos como grandes oportunidades e maneiras de ir ao encontro das necessidades<br />

dos clientes, criando uma relação de entreajuda.<br />

Administradores Sandra Rosa, Pedro Rosa e Manuel Vicente<br />

Morada Rua da Tojeira, nº6, Cabeço 3105-056 Carriço (Pombal)<br />

Telefone 236 959 360 EMAIL geral@rodapecas.com SITE www.rodapecas.com<br />

62 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


SOARAUTO: POSIÇÃO RANKING 37º VOL. DE NEGÓCIOS EM 2021 €7.439.000<br />

PEÇASLIMIA: VOL. DE NEGÓCIOS EM 2021 €2.063.682<br />

Empresa<br />

Top<br />

100<br />

PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

SOARAUTO - peçaslimia<br />

Soarauto está no mercado há 39 anos dedicada à comercialização de<br />

A peças e acessórios para automóveis. Experientes no setor aftermarket,<br />

o stock contínuo e alargado, sempre foi uma aposta certeira para a empresa<br />

que pretende estar o mais perto possível dos seus clientes, fornecendo-lhes um<br />

serviço rápido e consistente. Enquanto empresa dinâmica que é, a Soarauto<br />

investe continuamente no crescimento do portfólio de marcas e de novos<br />

tipos de produtos, integrando essencialmente marcas premium, mas também<br />

alternativas, a pedido do mercado. Para fazer face a este crescimento exigido<br />

pelo mercado, a empresa investiu num novo armazém de 1.100m2 em Braga,<br />

para melhoria na receção e expedição de material, quer para as lojas próprias<br />

quer para clientes. Com 12 lojas e mais de 46.000 referências em stock, na<br />

Soarauto trabalham 75 pessoas, dispõe de 51 viaturas na distribuição e possuem<br />

cerca de 680 clientes ativos mensalmente. Para continuar a crescer, a empresa<br />

aposta na descentralização. Exemplo disso, é a abertura da loja de Almada. A<br />

operação na capital, teve início em agosto de 2020, e segundo Renato Soares,<br />

administrador da empresa, as expetativas foram ultrapassadas “Estamos muitos<br />

satisfeitos com a aposta na loja de Almada, o sucesso está a ser fruto da boa<br />

equipa conseguida. Pela nossa análise o potencial é enorme”, revelou. Para<br />

aumentar o número de clientes ativos, e continuar a ser um parceiro preferencial<br />

para os profissionais oficinais das áreas geográficas onde estão presentes, a<br />

Soarauto juntou-se ao programa oficinal da AD Parts em Portugal, onde faz<br />

parte o AD360 (catálogos eletrónicos e informação técnica), base de dados<br />

de avarias, formação técnica certificada, call center de apoio técnico, serviço<br />

de reparações de unidades eletrónicas, campanhas exclusivas, entre outras<br />

vantagens comerciais e voltou a realizar várias ações de formação, em conjunto<br />

com as marcas que fornecem. Face aos possíveis desafios que o futuro lhes<br />

colocará, a empresa afirma que “o desafio será continuar a ser uma empresa<br />

em constante crescimento de negócio e empregabilidade, continuar a ser um<br />

parceiro preferencial para os profissionais oficinais das áreas geográficas onde<br />

estamos presentes”, explicou Renato Soares que já se prepara para a diminuição<br />

do poder de compra das famílias. Baixar os braços não é opção, por<br />

isso diversificar o negócio, quer seja em produtos, como em áreas geográficas<br />

é o fio condutor da Soarauto. Dinamizar o conceito oficinal AD - Programa<br />

Millennium e procurar aumentar o número de clientes ativos, diminuindo<br />

o risco de negócio, de modo a continuar a ser uma empresa com sucesso,<br />

economicamente rentável e competitiva, na busca constante pelas estratégias<br />

que alicercem a forte sustentação operacional no mercado e a diferenciação<br />

da concorrência, são os objetivos da empresa para os próximos anos.<br />

Administrador Renato Soares<br />

Morada Rua Carlos Magalhães, 61 a 65 Cabanas – Dume 4700-048 Braga<br />

Telefone 253 607 290 EMAIL geral@soarauto.com SITE www.soarauto.com<br />

64 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


Distribuidor oficial:<br />

V U T O M O T I V E<br />

PONTOS DE VENDA<br />

SOARAUTO:<br />

BRAGA |<br />

VIEIRA DO MINHO |<br />

AMARES |<br />

PÓVOA DE LANHOSO |<br />

ARCOS DE VALDEVEZ |<br />

FERREIROS (BRAGA) |<br />

TAIPAS |<br />

VIANA DO CASTELO |<br />

PONTE DE LIMA |<br />

GUARDA |<br />

ALMADA |<br />

REDE DE<br />

REPRESENTAÇÃO<br />

PETRONAS<br />

A Petronas<br />

tem a responsabilidade<br />

de pesquisar, desenvolver,<br />

fabricar e comercializar<br />

a nível global lubrificantes<br />

certificados e que cumprem<br />

os mais elevados<br />

padrões de qualidade.<br />

De forma natural<br />

as marcas<br />

SOARAUTO e PETRONAS<br />

tornam-se parceiras<br />

desde 2014.<br />

Actualmente a SOARAUTO conta<br />

no nosso país com 9 Distritos de<br />

representação da<br />

marca PETRONAS.<br />

Faça parte da nossa rede de distribuição PETRONAS<br />

e usufrua de inúmeras vantagens para o seu negócio!<br />

SOARAUTO - J. Soares & Rodrigues, Lda<br />

www.soarauto.com | geral@soarauto.com


POSIÇÃO RANKING 51º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €4.475.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

100<br />

PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

PHAARMPEÇAS<br />

Com início de atividade em julho de 1996, a Phaarmpeças começou a<br />

laborar com um só funcionário, o fundador, num espaço de 100 m2.<br />

Com o sucesso alcançado ao longo dos anos, a empresa de Viseu tem hoje<br />

um espaço físico de 1200 m2. O objetivo principal da Phaarmpeças é ter um<br />

serviço de entrega direta e proporcionar um apoio técnico regular aos clientes,<br />

pelo que desenvolve a atividade no sentido de proporcionar sempre material<br />

de qualidade elevada, aliado ao bom atendimento, exigindo a si própria a<br />

máxima seriedade. O administrador, Carlos Coelho, não podia estar mais<br />

satisfeito e faz desta forma um balanço dos 26 anos de atividade da empresa,<br />

obviamente com muito trabalho, sacrifício e bastantes dificuldades financeiras<br />

por ter começado praticamente do zero. Destaca como momentos marcantes<br />

quando, um ano depois de iniciar a atividade, “fui da garagem onde comecei<br />

para a primeira loja comercial, a abertura da primeira filial em Tondela. E<br />

obviamente é muito gratificante quando no TOP 100 chegamos a n.º 1 no<br />

distrito de Viseu… isto porque nenhuma outra empresa começou num nível<br />

tão baixo como eu (nós). Foram 1.000 contos (5.000€) emprestados para iniciar<br />

o negócio e tinha apenas dinheiro para garantir a despesas da minha família<br />

para três meses, portanto tem sido uma grande aventura”. Quanto a produtos,<br />

a Phaarmpeças “tem uma variedade muito ampla de todos os produtos desde<br />

o o’ringue até peças de valor muito elevado, com todas as marcas premium<br />

e as de qualidade média, porque o nosso mercado tem clientes para os dois<br />

níveis”, refere.<br />

Como marcas mais importantes do seu portefólio de produtos, encontramos a<br />

TRW, o Grupo Schaefler com a LUK, INA e FAG e ainda a Valvoline, mas a<br />

ideia é acrescentar novas referências e marcas que vão trazer valor acrescentado<br />

ao negócio. No que diz respeito à digitalização, Carlos Coelho admite que ainda<br />

há “muito trabalho pela frente”, e dispõe de um portal B2B que está em pleno<br />

desenvolvimento. E o que é o que os clientes mais valorizam na Phaarmpeças?<br />

“Felizmente ainda há clientes que valorizam o pacote completo! No entanto,<br />

o mercado está muito agressivo com os preços, temos tentado ajustar-nos. Naturalmente<br />

que com os serviços que temos disponíveis, não quero ser o rei dos<br />

melhores preços, mas sim o rei do melhor serviço, do melhor apoio ao cliente,<br />

pois tem sido isso que nos tem feito crescer e que nos coloca sempre como os<br />

melhores em vários aspetos”, diz Carlos Coelho, que acredita que a entrada<br />

das marcas de automóveis no negócio do aftermarket não tem afetado este tipo<br />

de empresas, “sinceramente não, até porque eles não têm sabido entrar. Nas<br />

origens é fácil vender, no aftermarket é preciso ter «arte»”. Atenta e ativa às<br />

mudanças do aftermarket, a Phaarrmpeças continua a fazer o seu trabalho de<br />

adaptação para não ficar para trás, sempre assente na qualidade do serviço e<br />

dos produtos comercializados.<br />

Administrador Carlos Coelho<br />

Morada Avenida Tenente-Coronel Silva Simões, nº 129 3515-150 Abraveses (Viseu)<br />

Telefone: 232 410 270 EMAIL: geral@phaarmpecas.pt SITE: www.phaarmpecas.pt<br />

66 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 57º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €4.159.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

100<br />

PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

JAPOPEÇAS<br />

Japopeças distingue-se como uma empresa “Original no Aftermarket”<br />

A não fosse a oferta atual da empresa composta por estes dois ramos. Dentro<br />

do segmento aftermarket “temos uma cobertura total no asiático e parcial<br />

no Europeu no que a mecânica diz respeito, representadas por marcas tais<br />

como: Aisin, KYB, Ashika, Kavo, Exedy, FBK, NKS Parts, entre outras”, já<br />

no segmento original “a oferta é composta exclusivamente por marcas asiáticas<br />

tais como: Toyota, Mitsubishi, Nissan, Hyundai, Kia, Isuzu e Mazda”, revela<br />

Luís Almeida, diretor geral da Japopeças. Crescer e estar sempre atento ao<br />

mercado é a atual filosofia de Luís Almeida, para isso, continuar a apostar em<br />

novas linhas de produto torna-se essencial para o crescimento da empresa que<br />

tem desenvolvido um trabalho personalizado com as marcas de primeiro equipamento,<br />

no último ano. Para o diretor geral, ‘parar é morrer’, assim garante<br />

“nunca fechamos a porta a novas oportunidades, marcas ou linhas de produtos<br />

desde que as mesmas assegurem a qualidade das existentes e que acrescentem<br />

valor pela sua diferenciação”. Marcar a diferença sem nunca esquecer os seus<br />

valores, é outro dos objetivos da empresa, para isso, a Japopeças prepara-se<br />

para fazer uma alteração total à sua plataforma online, com o objetivo, de<br />

proporcionar aos seus clientes e fornecedores uma melhor experiência. Segundo<br />

Luís Almeida, a plataforma atual terá novas funcionalidades “procuraremos<br />

melhorar a experiência do utilizador no catálogo online desde a identificação<br />

de material até à execução da encomenda. Procuraremos também aprimorar a<br />

área de devoluções e garantias, e a área administrativa, entre outras funcionalidades<br />

que tornem a experiência do utilizador mais interativa e automatizada”.<br />

Não esqueçamos que no último ano a empresa tem consolidado a sua imagem<br />

corporativa, lançada em março de 2020, sob o lema “A aparência muda com<br />

o tempo, a essência permanece”. Porque nos princípios e valores “queremos<br />

manter o que sempre fomos”, acrescentou Luís Almeida. No mercado há cerca<br />

de 36 anos, a Japopeças acredita que “stock disponível, rapidez de resposta,<br />

agilidade e capacidade de adaptação constante” são os segredos para fazer face<br />

ao atual contexto de inflação em que vivemos. No entanto, os tempos estão a<br />

mudar, o mercado por via de aquisições e/ou fusões, de formação de grupos e<br />

redes tanto de retalho como oficinas têm vindo a acrescentar competitividade<br />

à empresa, ainda assim, Luís Almeida revelou que convivem com naturalidade<br />

com este “estado da arte” preferindo destacar os desafios relacionados com o<br />

fim anunciado dos veículos a combustão que mudarão o paradigma do mercado.<br />

A Japopeças tem vindo a adaptar-se a esta nova realidade apostando no<br />

crescimento dos elétricos, HEV e PHEV. Luís Almeida prevê que o ano de <strong>2022</strong><br />

encerre igualando o desempenho do ano anterior.<br />

Diretor geral Luís Almeida<br />

Morada Rua Manuel Pais Vieira Júnior, 139, Zona Industrial das Travessas, 3700 – 309 São João da Madeira<br />

Telefones 256 203 080 EMAIL geral@japopecas.pt SITE www.japopecas.pt<br />

68 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 63º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €3.703.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

100<br />

PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

Filourém<br />

com “ORGULHO” que a Filourém carateriza estas duas décadas de existência,<br />

É apesar da longa caminhada, entre obstáculos e sacrifícios, “temos orgulho no<br />

nosso trajeto, de não querermos subir a todo o custo e de nos mantermos fiéis aos<br />

nossos valores”, referiu Carlos Gonçalves, diretor geral da empresa. Com um armazém<br />

em fase de construção, este responsável sabe que ‘a sorte dá muito trabalho’<br />

por isso, tendo em conta a conjuntura atual, decidiu dar mais um passo na história<br />

da Filourém e aumentar a capacidade de stock com dois novos espaços internos,<br />

aumentando a área útil de armazenamento e oferecendo melhores condições de<br />

trabalho aos colaboradores. Com um portfólio constituído por muitas marcas, tais<br />

como Japko, Original Birth, Febi, Mahle, Bremsi, Topran, entre outras, <strong>2022</strong> foi<br />

o ano escolhido para apostar em novas marcas, designadamente a SKF, Dayco,<br />

Bendix, Gauss, Valeo, FTE e 3RG. Segundo Carlos Gonçalves “Queremos ter<br />

diferentes alternativas para a mesma referência, seja para colmatar ruturas de<br />

stock de uma determinada marca, seja para ter diversas opções ao nível da relação<br />

preço/qualidade”. Mesmo com as dificuldades dos últimos tempos, o setor<br />

do aftermarket tem sabido adaptar-se às circunstâncias e continua dinâmico e<br />

enérgico, por isso “Ter produto deixa-nos muito satisfeitos, e podermos oferecer<br />

três ou quatro soluções diferentes de forma a satisfazer o nosso cliente é essencial”.<br />

Exigência combina com persistência e é nestes parâmetros que a Filourém se<br />

tem focado para crescer de dia para dia e para fidelizar os seus clientes. Exemplo<br />

disso, é a aposta que fizeram na sua plataforma online “clara, rápida e eficiente”<br />

que permite a todos os visitantes ter acesso, em tempo real, às referências que<br />

dispõem. A estratégia de relacionamento com os clientes passa pela proximidade,<br />

conforme frisou Carlos Gonçalves “As empresas, as instituições, as escolas não são<br />

só números, são formadas por pessoas. É fundamental uma comunicação sincera,<br />

transparente e consistente. Mesmo em situações mais delicadas somos frontais e<br />

tentamos melhorar”. Com os olhos postos no futuro, Carlos Gonçalves sabe que<br />

“os desafios são muitos e variados” mas garante ter o negócio sob controlo “os<br />

últimos dois anos foram tão impactantes quanto inesperados, tivemos e temos<br />

que nos adaptar. Essencialmente queremos continuar a crescer, dando uma boa<br />

resposta diária a todos os nossos clientes e cimentando a nossa empresa como um<br />

player competitivo, dinâmico e próximo de todos os agentes”, revelou. A Filourém<br />

tem o objetivo de crescer 15% este ano. Um objetivo ambicioso que pode ser<br />

um combustível importante no trabalho diário da empresa, sem que isso a desvie<br />

dos seus valores. No entanto “o crescimento que gostaríamos de observar na<br />

nossa empresa, não se mede apenas nas “vendas”, mas também no aumento das<br />

nossas infraestruturas, otimização dos processos internos e melhoria nos recursos<br />

humanos”, refere o responsável.<br />

Diretor geral Carlos Gonçalves<br />

mORADA Rua do Ribeirinho, n.° 90, Apartado 158, 2494 - 909 Ourém<br />

Telefones 249 541 244 EMAIL geral@filourem.com SITE www.filourem.com<br />

70 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


NO VI<br />

DA DES22<br />

´


POSIÇÃO RANKING 71º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €3.170.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

100<br />

PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

POLIBATERIAS<br />

25 anos não se fazem todos os dias e na impossibilidade de os comemorar<br />

“em grande” devido a terem sido celebrados numa altura de confinamento,<br />

a Polibaterias quis deixar a sua marca registada num livro “No mesmo pode<br />

conhecer-se a história da Polibaterias, dos seus colaboradores, das marcas que<br />

representa, de várias peripécias, momentos bons, outros mais difíceis, mas também<br />

decisivos e marcantes na vida da mesma”, divulgou Nuno Guerra, diretor geral da<br />

Polibaterias. Cada negócio tem a sua história e a da Polibaterias é daquelas que não<br />

passa despercebida. Começou por ser um negócio local e regional, e hoje detém<br />

a representação de marcas como a Fiamm e Eurocell. Para além das baterias de<br />

arranque, em que é especialista e onde disponibiliza uma vasta gama de baterias,<br />

com produtos exclusivos no mercado que outros distribuidores/importadores<br />

não comercializam, também procura dar resposta a outras vertentes da área dos<br />

acumuladores, onde se incluem as Baterias Industriais (Estacionárias - Agm, Vrla,<br />

Gel, Deep Cycle e também Baterias de Tração – Tubulares, Monoblocos, Agm,<br />

Gel) para as mais diversas aplicações: Ups, centrais telefónicas, cadeiras de rodas<br />

motorizadas, carros e troleys de golfe, scooters elétricas, máquinas elevadoras e<br />

lavadoras, varredouras, etc.. Para completar a gama de produtos, distribui os<br />

aparelhos de teste e análise de baterias, carregadores e Boosters/Arrancadores<br />

para baterias do fabricante italiano Electromem. Sempre atenta às tendências<br />

atuais e futuras, a Polibaterias tem vindo a consolidar a sua gama Eurocell e mais<br />

recentemente, renovou o “look” da Xtreme, a sua gama premium. Nuno Guerra,<br />

acredita que “o crescimento de uma empresa, nem sempre está associado a um<br />

aumento de disponibilidade de produtos ou marcas”, assim, considera que para<br />

continuar a crescer a médio prazo, tem que continuar a apostar nas baterias<br />

convencionais de chumbo ácido “prevemos que estas baterias mantenham o seu<br />

domínio no mercado, em virtude do elevado envelhecimento do parque automóvel,<br />

mas também pela baixa adoção por parte dos condutores portugueses de veículos<br />

elétricos e híbridos”. Ainda assim, o atual diretor sabe que esta perspetiva pode<br />

mudar, por isso, deixa uma garantia “Os veículos elétricos têm realmente uma<br />

menor necessidade de manutenção. No entanto, os motores de combustão não<br />

têm os dias contados”, salientando “O mercado dos veículos elétricos apresenta<br />

ainda uma possibilidade de grande desenvolvimento ao nível das baterias e das<br />

tecnologias, sejam lítio ou hidrogénio. Iremos continuar atentos a estes desenvolvimentos<br />

e continuar a aposta na formação e em produtos inovadores”. Apesar<br />

da inflação na zona Euro estar a chegar aos 9% e os custos de produção de<br />

baterias terem subido drasticamente, Nuno Guerra revelou que a Polibaterias<br />

está “a conseguir atingir os objetivos, pelo que, esperamos conseguir terminar o<br />

ano <strong>2022</strong> com o sucesso pretendido”.<br />

Diretor geral Nuno Guerra<br />

Morada Rua Quinta das Rosas, n.° 13, Zona Industrial do Casal do Marco, 2840 - 131 Aldeia de Paio Pires (Seixal)<br />

Telefones 212 240 931 / 212 699 223 EMAIL geral@polibaterias.com SITE www.polibaterias.com<br />

72 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


A nossa energia.<br />

Desde 1996.<br />

Obrigado a todos os que<br />

nos acompanharam neste<br />

percurso de sucesso<br />

/polibaterias<br />

www.polibaterias.com


POSIÇÃO RANKING 90º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 € 2.560.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

100<br />

PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

NEOCOM<br />

Situada no distrito de Aveiro, mais precisamente na zona de Taboeira, a<br />

Neocom é uma empresa ligada ao comércio de peças para ligeiros, que conta<br />

com mais de 20 anos de história. Oferece uma vasta gama de produtos, sendo<br />

que a sua grande especialidade são as caixas de direção, as bombas de direção,<br />

os motores de arranque, os alternadores, os compressores de ar-condicionado,<br />

as pinças de travão, as juntas homocinéticas, os veios longitudinais e as transmissões.<br />

Contudo, apesar de se focar nas peças reconstruídas, oferece também<br />

a possibilidade de todos os clientes obterem peças novas. Atualmente, tendo em<br />

conta o seu crescimento a nível nacional, a Neocom conta com três filiais, sendo<br />

elas em Braga, em Lisboa e no Porto. As filiais visam agilizar as encomendas<br />

dos seus mais de 3.000 clientes, para que estes tenham um serviço ainda mais<br />

completo e da forma mais célere possível, para que a par da Neocom alcancem<br />

também o sucesso. O que diferencia a Neocom das restantes empresas é o<br />

direcionamento das suas vendas, uma vez que esta apenas vende a retalhistas,<br />

para que estes não sejam prejudicados. Assim sendo, percebemos a grande<br />

consciencialização por parte do seu diretor geral, Carlos Abade, que tem em<br />

atenção todos os membros que fazem parte deste mercado, criando relações<br />

fortes e duradouras com todos eles. Um dos muitos pilares de sucesso da Neocom<br />

é a sua equipa de trabalho, contando atualmente com mais de 25 funcionários,<br />

que primam pelo rigor e qualidade de todas as atividades desenvolvidas, desde a<br />

reparação das peças até à sua entrega no retalhista, sendo funcionários altamente<br />

qualificados para este tipo de trabalho. No que diz respeito à proximidade com<br />

o cliente, a Neocom está muito atenta, uma vez que a grande maioria das suas<br />

encomendas são estabelecidas através de contacto telefónico, podendo assim ouvir<br />

cuidadosamente quais as suas necessidades e orientar o cliente para a melhor<br />

compra a fazer. Abordando o futuro da empresa, são reveladas novidades que<br />

mostram a constante evolução da Neocom. Em primeiro lugar, destaque para<br />

a prestigiada marca JTEKT, que é fabricante em peças de 1º equipamento e<br />

da qual a Neocom é distribuidora. Seguidamente, a entrada para a plataforma<br />

TecDoc, considerada o catálogo europeu de referência utilizado no aftermarket,<br />

onde são raras as empresas portuguesas que marcam presença. Em terceiro lugar,<br />

outra das novidades, mas também um grande desafio, será a inclusão de famílias<br />

de novos produtos no catálogo, para que seja possível oferecer mais variedade<br />

de peças aos clientes. Por fim, é ainda de salientar a inovação das ferramentas<br />

digitais, uma vez que o website da empresa está a ser modernizado, para oferecer<br />

uma melhor experiência digital na procura das peças.<br />

Gerentes Carlos Abade e Rosa Malta<br />

Morada Rua da Taboeira, Armazém n.° 1, Zona Industrial da Taboeira 3800 - 266 Aveiro<br />

Telefone 234 302 150 EMAIL neocomaveiro@neocom.pt SITE www.neocom.pt<br />

74 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

ESTUDO “THE EUROPEAN AFTERMARKET IN 2030”<br />

Onde competir? e como ganhar?<br />

O estudo “The European Aftermarket in 2030”, encomendado pela CLEPA (European<br />

Association of Automotive Suppliers) e realizado pelo Boston Consulting Group e pela Wolk,<br />

pretende identificar os desafios que a indústria automóvel enfrenta até 2030 e as respostas<br />

que as empresas devem considerar<br />

76 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


Foram realizadas mais de 30 entrevistas<br />

com executivos de todo o espectro do<br />

mercado pós-venda para identificar 13<br />

tendências que irão moldar o mercado<br />

pós-venda europeu durante a próxima<br />

década e desenvolver respostas estratégicas. Para<br />

além das entrevistas aos executivos, foram também<br />

realizadas entrevistas a mais de 600 oficinas em<br />

toda a Europa.<br />

O processo identificou múltiplas mudanças no<br />

horizonte do negócio das peças do mercado pós-<br />

-venda europeu e as respostas estratégicas que as<br />

empresas devem considerar à medida que lidam<br />

com a consolidação a nível grossista, das frotas e<br />

das companhias de seguros encaminhando proativamente<br />

os clientes para oficinas preferenciais,<br />

uma batalha regulamentar relacionada com os<br />

dados e um enorme crescimento no negócio das<br />

peças de marca própria.<br />

Ambiente competitivo<br />

A concorrência no negócio europeu de peças<br />

automóvel do mercado pós-venda ocorre entre<br />

dois canais: o canal autorizado e o mercado pós-<br />

-venda independente ou IAM (ver Figura 1). O<br />

canal autorizado inclui fabricantes de automóveis,<br />

ou fabricantes de equipamento original, e as<br />

suas oficinas de reparação afiliadas, normalmente<br />

concessionários. Os fabricantes de automóveis trabalham<br />

com fornecedores de Tier1 para produzir<br />

peças distribuídas através da rede de vendas dos<br />

fabricantes de equipamento original que são depois<br />

utilizadas para reparações e manutenção por<br />

oficinas autorizadas.<br />

O mercado pós-venda independente é composto<br />

por reparadores sem vínculos contratuais com um<br />

<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

77


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

Nos últimos 10<br />

anos, a IDADE<br />

média da froTA<br />

de automóveis<br />

de pASSAGEIRos<br />

AUMENTou. O veículo<br />

médio na Europa<br />

oCIDENTAL tem 11<br />

anos; na Europa<br />

Central e Oriental é<br />

AINDA mais velho<br />

fabricante de veículos. Fornecem peças e serviços<br />

de múltiplas marcas. Os fornecedores neste mercado<br />

dependem dos distribuidores grossistas para<br />

entregar as peças às oficinas. Os grossistas também<br />

fornecem apoio de marketing e formação às oficinas.<br />

A maioria dos distribuidores fazem parte<br />

de organizações que funcionam principalmente<br />

como grupos de compra, referidos como grupos<br />

comerciais internacionais (ITG). Permitem que os<br />

distribuidores se agrupem para negociar descontos<br />

de compra por volume junto dos fornecedores.<br />

Os intermediários têm uma presença crescente<br />

no mercado pós-venda, ligando os intervenientes<br />

ao longo da cadeia de valor através do encaminhamento<br />

dos negócios. Incluem agregadores de<br />

serviços que utilizam o contacto online e outros<br />

meios para canalizar os clientes para oficinas de<br />

reparação. Os proprietários de frotas e companhias<br />

de seguros também direcionam os clientes<br />

para as oficinas parceiras. Os canais autorizados e<br />

independentes vendem ambos bens de seis grandes<br />

categorias de produtos. Existem itens de desgaste<br />

como pastilhas dos travões, filtros e velas de ignição.<br />

Os pneus constituem o seu próprio segmento.<br />

Outras peças são itens que são tipicamente<br />

substituídos devido a colisões e incluem painéis de<br />

carroçaria, para choques, vidros e faróis. Outra<br />

categoria são os componentes do grupo motopropulsor,<br />

incluindo peças para o motor, transmissão<br />

e suspensão. Os dois últimos segmentos são a eletrónica,<br />

tais como baterias, sensores e atuadores e<br />

acessórios e consumíveis, como unidades de navegação<br />

e entretenimento e aquecimento auxiliar.<br />

TENDÊNCIAS QUE IRÃO TRANSFORMAR<br />

O MERCADO<br />

As tendências que irão determinar a dimensão e<br />

a natureza competitiva do negócio de peças automóvel<br />

do mercado pós-venda durante a próxima<br />

década enquadra-se em quatro grandes categorias<br />

(ver Figura 2).<br />

MUDANÇA DOS AMBIENTES<br />

MACROECONÓMICOS E REGULAMENTARES<br />

Tendência 1<br />

O parque automóvel<br />

está a envelhecer e a<br />

crescer lentamente<br />

Nos últimos 10 anos, a idade média da frota de<br />

automóveis de passageiros aumentou. O veículo<br />

FIGURA 1 - Mercado pós-venda separado em canais AUTorizados e independentes<br />

OEM/Tier1 Distribuidores Oficinas Clientes<br />

Intermediários<br />

Intermediários<br />

Canal<br />

autorizado<br />

Fabricantes<br />

de veículos<br />

Rede de vendas<br />

e distribuição<br />

dos fabricantes<br />

de equipamento original<br />

Reparadores<br />

autorizados<br />

Oficinas de marca única<br />

Oficinas multimarcas<br />

Seguradoras<br />

Grupos de clientes<br />

Particulares<br />

Canal<br />

independente<br />

Fornecedores<br />

de automóveis<br />

Fabricantes de peças<br />

Grupos<br />

de compra<br />

Distribuidores<br />

independentes<br />

Distribuidores<br />

Aquisição interna de<br />

grandes cadeias de<br />

reparação<br />

Reparadores<br />

independentes<br />

Independente<br />

(franquia e não)<br />

Ocicinas Especializadas<br />

Centros automóvel<br />

Montagens rápidas<br />

Revendedores online<br />

Empresas<br />

de leasing<br />

Clubes automóvel<br />

Portais de<br />

encaminhamento<br />

Empresas<br />

Frotas<br />

Distribuidores e oficinas<br />

online<br />

Outros retalhos (por ex.,<br />

estações de serviço)<br />

Fonte: BCG<br />

80 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


Está na hora de ir<br />

do comum<br />

para além<br />

Uma exclusiva solução tecnológica para veículos elétricos.<br />

O Brembo Beyond EV Kit inclui um disco de travão com revestimento<br />

especial em combinação com uma pastilha de travão específica, isenta de cobre,<br />

que funcionam em harmonia, para evitar corrosão e reduzir o ruído.<br />

Montado segundo as especificações de qualidade OE inigualável da Brembo,<br />

terá a tranquilidade de saber que os seus travões funcionam na perfeição e estão<br />

protegidos contra a ferrugem em qualquer condição meteorológica,<br />

e em qualquer estilo de condução, até e para além de 100 000 km.<br />

Concebido especificamente para os principais fabricantes de automóveis<br />

do mundo e para condutores que vão sempre além do comum.<br />

Específico para veículos elétricos<br />

Resistência superior<br />

Qualidade OE da Brembo<br />

Anti-corrosão<br />

bremboparts.com


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

Menos vendas de<br />

veículos novos<br />

e a crescente<br />

idade média dos<br />

automóveis<br />

favorecem o<br />

mercado pós-venda<br />

independente,<br />

permitindo-lhe<br />

ganhar 2 pontos<br />

percentuais de<br />

quota de mercado<br />

em 2021 face ao<br />

canal autorizado<br />

médio na Europa Ocidental tem 11 anos; na Europa<br />

Central e Oriental é ainda mais velho. Isto tem um<br />

efeito substancial no mercado da reparação, uma<br />

vez que os veículos mais antigos são mais propensos<br />

de necessitar de manutenção e peças de substituição.<br />

A idade da frota também muda o mix de negócios<br />

entre os canais de abastecimento autorizados e independentes.<br />

Os proprietários tendem a levar os seus<br />

veículos a oficinas de reparação autorizadas quando<br />

ainda estão sob garantia ou relativamente novos.<br />

Mas à medida que os seus automóveis envelhecem,<br />

são mais propensos a ir a uma oficina independente<br />

oferecendo soluções rentáveis. Isto é especialmente<br />

verdade para o segundo e terceiro proprietários. Na<br />

Europa Ocidental, a quota de veículos com mais<br />

de oito anos - conhecida como automóveis do segmento<br />

3—aumentou de 50% em 2011 para 65%<br />

em 2020. A indústria espera que continue, com a<br />

quota do segmento 3 a chegar aos 75% até 2030.<br />

A tendência é ainda mais pronunciada nos países<br />

da Europa Central e Oriental onde o rendimento<br />

disponível baixo limita a compra de novos veículos.<br />

O parque automóvel ou o número de veículos de<br />

passageiros e veículos comerciais ligeiros em uso na<br />

Europa, cresceu a uma taxa anual de 1,6% entre<br />

2011 e 2020, proporcionando um dos principais<br />

condutores de expansão no mercado pós-venda.<br />

Mas com a crescente saturação, especialmente<br />

nas economias da Europa Ocidental, a taxa cairá<br />

para menos de 1% entre 2020 e 2025 e ainda mais<br />

lento na última metade da década.<br />

Tendência 2<br />

A COVID-19 está a acelerar<br />

as mudanças<br />

Choques como recessões económicas e a pandemia<br />

da COVID-19 aceleram a mudança global<br />

no mercado pós-venda. As preocupações laborais<br />

e a recessão resultante da pandemia reduziram a<br />

compra de automóveis novos, envelhecendo ainda<br />

mais a frota existente. O negócio de mercado pós-<br />

-venda sentiu menos efeito. Sofreu um declínio<br />

de 50% durante os confinamentos de março e<br />

abril do ano 2020, mas recuperou rapidamente,<br />

terminando 2020 com uma redução de apenas de<br />

cerca de 7%. A maioria dos mercados recuperou a<br />

níveis pré-pandémicos em 2021. Mas o ambiente<br />

competitivo mudou.<br />

FIGURA 2 - 13 tendências moldam o mercado pós-venda europeu até 2030<br />

Macroeconomia e regulação<br />

Comportamento do cliente<br />

1<br />

Parque automóvel em ligeiro<br />

crescimento e envelhecimento<br />

8<br />

Quilometragem<br />

moderadamente decrescente<br />

2<br />

3<br />

Queda da COVID-19 em 2020,<br />

recuperação em 2021<br />

Importância crescente da<br />

regulamentação<br />

9<br />

Aumento do poder dos<br />

protagonistas de frotas e<br />

seguradoras<br />

Tecnologia<br />

Cadeia de valor<br />

e concorrência<br />

4<br />

5<br />

6<br />

7<br />

O aumento da complexidade<br />

faz subir os preços das peças<br />

A eletrificação diminui a<br />

necessidade de manutenção<br />

O aumento da conectividade<br />

permite o acesso remoto ao<br />

automóvel<br />

O aumento da automatização<br />

(ADAS) reduz a taxa de colisão<br />

Impacto no mercado pós-venda: Muito positivo Neutro Muito negativo<br />

10 Os fabricantes de equipamento<br />

original empurram para<br />

os segmentos 2 e 3<br />

11<br />

Mais marcas privadas e linhas<br />

de valor<br />

12<br />

Pressões de consolidação<br />

todos os participantes no<br />

mercado<br />

Aumento dos serviços digitais<br />

13<br />

e o comércio eletrónico<br />

Fonte: BCG<br />

82 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

O custo das peçAS<br />

de substituição<br />

está a aumentar<br />

à medida que os<br />

componentes<br />

existentes se<br />

tornam mais<br />

complexos e mais<br />

veículos vêm<br />

EQUIpados com noVA<br />

TECNologia como os<br />

sensores<br />

Menos vendas de veículos novos e a crescente idade<br />

média dos automóveis favorecem o mercado pós-<br />

-venda independente, permitindo-lhe ganhar 2<br />

pontos percentuais de quota de mercado em 2021<br />

face ao canal autorizado. Além disso, a pressão<br />

financeira sentida pelas empresas devido à redução<br />

das vendas durante a pandemia da COVID-19 irá<br />

provavelmente acelerar a consolidação da indústria<br />

em toda a cadeia de valor. Os protagonistas<br />

do comércio eletrónico também ganharam quota<br />

como clientes finais limitaram o contacto humano,<br />

mas devem utilizar os seus ganhos para construir<br />

escala suficiente para competir a longo prazo no<br />

mercado.<br />

Tendência 3<br />

Está em curso uma<br />

batalha regulamentar<br />

O mercado pós-venda está a dirigir-se para<br />

uma repetição do combate entre os dois canais<br />

há uma década sobre as práticas empresariais<br />

e regulamentos. Essa batalha tinha terminado,<br />

obrigando os consumidores a utilizar oficinas<br />

autorizadas através de restrições de garantia. Agora<br />

a batalha está na tecnologia. O Regulamento<br />

relativo à Isenção por Categoria para o Setor<br />

Automóvel da União Europeia de 2010 (MVBER)<br />

permitiu aos fabricantes de automóveis vincular<br />

contratualmente os revendedores de automóveis<br />

a uma única marca. Mas o regulamento também<br />

proibia os fabricantes de forçar os clientes a utilizar<br />

oficinas de reparação autorizadas, ameaçando<br />

a perda da garantia, aplicando condições<br />

desproporcionadas para reparações relacionadas<br />

com a garantia ou evitar os seus fornecedores<br />

de Tier1 de venderem peças sobressalentes no<br />

mercado pós-venda independente. Além disso,<br />

os fabricantes de automóveis devem fornecer<br />

documentação técnica suficiente e outras<br />

informações para permitir aos mercados pósvenda<br />

independentes a realização de reparações.<br />

O atual MVBER expira em 2023. Foi lançado<br />

um processo de revisão no ano passado, mas não<br />

é claro se ou como esta legislação significativa será<br />

renovada. Um setor crítico do regulamento potencial<br />

gira em torno das regras de acesso e utilização<br />

de dados a bordo. A obtenção de acesso exclusivo<br />

ou preferencial daria aos fabricantes de automóveis<br />

uma vantagem competitiva decisiva. Alavancariam<br />

os dados para a manutenção preventiva e serviços<br />

de diagnóstico remoto, um ganho para o canal<br />

autorizado.<br />

TECNOLOGIA<br />

MUDA A ARQUITETURA DOS VEÍCULOS<br />

A luta em desenvolvimento sobre dados é apenas<br />

uma das múltiplas formas de como a tecnologia<br />

vai mudar o negócio de peças automóvel do mercado<br />

pós-venda<br />

Tendência 4<br />

Preços mais elevados<br />

para as peças<br />

O custo das peças de substituição está a aumentar<br />

à medida que os componentes existentes se tornam<br />

mais complexos e mais veículos vêm equipados<br />

com nova tecnologia como os sensores. Os sistemas<br />

e as peças também estão cada vez mais interligados.<br />

Isto requer interfaces adicionais e aumenta a<br />

complexidade dos serviços de reparação, o que faz<br />

subir os custos de mão-de-obra a nível de oficina.<br />

Mesmo tendo em conta o aumento da comoditização<br />

de produtos como a eletrónica de base,<br />

a tendência histórica de 1% a 3% dos aumentos<br />

dos preços anuais vão continuar, com os preços<br />

em algumas categorias a crescerem ainda mais<br />

rapidamente à medida que as inovações criam um<br />

aumento de custo. A mudança para iluminação<br />

LED está a criar aumentos dos preços anuais de<br />

5% a 10% no segmento da iluminação.<br />

Tendência 5<br />

A eletrificação necessita de<br />

menos peças de substituição<br />

Os veículos eletrificados, incluindo híbridos,<br />

constituem cerca de 1% do parque automóvel<br />

europeu, mas isso está prestes a crescer com o<br />

regulamento ambiental e a proliferação de novas<br />

ofertas dos fabricantes de automóveis. Isto tem<br />

implicações importantes para o negócio de peças<br />

do mercado pós-venda, porque os veículos elétricos<br />

requerem menos manutenção e menos componentes<br />

de substituição. No final da década, cerca de 20%<br />

da frota de veículos europeia serão veículos elétricos,<br />

incluindo todas as formas de híbridos e automóveis<br />

elétricos a bateria. Cerca de 6% dos veículos em<br />

funcionamento serão veículos elétricos a bateria<br />

(BEV), com percentagens mais elevadas em nações<br />

com maior PIB per capita. O Pacto Ecológico da UE<br />

poderia acelerar a entrada esperada dos EV.<br />

Os veículos elétricos a bateria geram cerca de<br />

20% menos gastos com peças do mercado pós-<br />

-venda do que automóveis de combustível fóssil<br />

comparáveis. No entanto, o declínio é distribuído<br />

de forma desigual entre categorias de produtos.<br />

A redução mais significativa -50% é nos custos<br />

de manutenção devido a menos componentes do<br />

motor num BEV. As substituições como as velas<br />

de ignição e os injetores de combustível tornam-se<br />

obsoletas. Outras, como as pastilhas dos travões,<br />

têm uma vida útil mais longa num veículo elétrico<br />

graças aos sistemas de travagem regenerativa.<br />

O consumo dos pneus, no entanto, é maior do<br />

que num veículo de combustão interna porque<br />

o aumento do peso e da aceleração de um BEV<br />

desgastam mais os pneus. As peças de colisão e<br />

substituição não são substancialmente afetadas<br />

pela eletrificação. Os veículos híbridos plug-in e<br />

híbridos elétricos verão diminuições menores nas<br />

despesas de manutenção e peças porque ainda contêm<br />

um motor a combustão. Não haverá alterações<br />

significativas nos veículos de combustão interna<br />

mild hybrids concebidos para terem um pequeno<br />

impulso elétrico para a eficiência de combustível.<br />

Tendência 6<br />

A conectividade dos veículos<br />

irá mudar o negócio<br />

Até 2030, cerca de 50% do parque automóvel<br />

terá conectividade básica ou avançada que inclui<br />

a transmissão de dados direta, processamento e<br />

comunicação com partes externas. Isto proporcio-<br />

84 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

85


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MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

Os veículos<br />

eletrificados,<br />

incluindo híbridos,<br />

constituem cerca<br />

de 1% do parque<br />

automóvel europeu,<br />

mas isso está<br />

prestes a crescer<br />

com o regulamento<br />

ambiental e a<br />

proliferação de<br />

novas ofertas dos<br />

fabricantes de<br />

automóveis<br />

nará oportunidades para diagnósticos remotos e<br />

serviços de manutenção preventiva. Os fabricantes<br />

de automóveis estão na posição ideal para beneficiar<br />

destas tendências graças ao seu acesso direto aos<br />

dados. Preveem um futuro em que os seus automóveis<br />

assinalarão uma necessidade de substituição<br />

antes da falha, propondo um agendamento no<br />

reparador autorizado. Isto confere aos fabricantes<br />

de equipamento original e ao canal de reparação<br />

autorizado uma vantagem sobre os independentes<br />

na conquista de clientes. Além disso, a conectividade<br />

apresenta uma crescente oportunidade de negócio<br />

para os protagonistas ao longo da cadeia de valor.<br />

Os fabricantes de equipamento original e os fornecedores<br />

de Tier1 podem utilizar dados como o<br />

comportamento do condutor ou o estado de desgaste<br />

de peças, para uma abordagem de inovação<br />

mais focalizada e a redução dos custos através da<br />

otimização da qualidade e da garantia.<br />

A tecnologia de segurança conhecida como Sistemas<br />

Avançados de Assistência ao Condutor, ou<br />

ADAS, deverá reduzir as taxas de colisão em 10%<br />

a 20% a partir dos níveis de 2019. Os veículos<br />

equipados com ADAS constituirão mais de 50%<br />

dos veículos em funcionamento até 2030. Estes<br />

sistemas reduzirão a procura de peças de colisão,<br />

tais como peças de carroçaria, vidro e faróis. Mas<br />

não vão alterar o consumo de peças de manutenção<br />

típicas, tais como pastilhas dos travões, filtros<br />

e outros itens de desgaste.<br />

O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR<br />

REDUZ A PROCURA<br />

Tendência 8<br />

As pessoas estão a conduzir<br />

menos quilómetros,<br />

reduzindo a procura de<br />

peças de substituição.<br />

Tendência 7<br />

A tecnologia de segurança<br />

irá reduzir a procura de<br />

peças de substituição<br />

A quilometragem diminuiu a um ritmo constante<br />

de cerca de 0,6% por ano desde 2000. Espera-se<br />

que esta tendência se mantenha, pois o comércio<br />

eletrónico e serviços online crescem e mais pessoas<br />

trabalham a partir de casa. A COVID-19 acelerou<br />

o trabalho à distância e as compras online, contribuindo<br />

para o declínio dos quilómetros percorridos.<br />

88 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


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MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

Até 2030, cerca<br />

de 50% do parque<br />

automóvel terá<br />

conectividade<br />

bÁSica ou avançada<br />

que inclui a<br />

transmissão de<br />

dados direta,<br />

processamento e<br />

comunicaÇÃo com<br />

partes externas<br />

Tendência 9<br />

As frotas e as seguradoras<br />

controlarão uma quota<br />

maior do parque automóvel<br />

Os proprietários de frotas, os operadores de leasing<br />

e de serviços de partilha de automóveis, encaminharão<br />

os veículos para oficinas que concordam em<br />

negociar preços. Atualmente, um grande número<br />

de frotas escolhe redes de reparação autorizadas<br />

devido aos seus conhecimentos tecnológicos na<br />

marca específica do veículo e a integração eficiente<br />

do serviço. Mas as considerações relativas ao custo<br />

total de propriedade favorecem naturalmente o<br />

preço mais baixo do canal do mercado pós-venda<br />

independente. Isto proporciona oportunidades para<br />

as redes de oficinas independentes mais extensas e<br />

profissionalizadas que podem fornecer processos integrados<br />

e cobertura suprarregional suficiente para<br />

satisfazer as expectativas dos operadores de frotas.<br />

Os protagonistas a montante na cadeia de valor<br />

também podem celebrar acordos de cooperação<br />

em que as frotas e as companhias de seguros conduzem<br />

o trabalho para oficinas de reparação afiliadas.<br />

Acordos semelhantes dirigiriam o trabalho para<br />

grupos de oficinas específicos que são fornecidos<br />

por um distribuidor para manter o controlo dos<br />

fluxos de clientes.<br />

A COMPETIÇÃO IRÁ TRANSFORMAR<br />

A CADEIA DE VALOR<br />

Os fabricantes de automóveis estabelecidos estão<br />

à procura de lucros adicionais à medida que enfrentam<br />

o aumento da concorrência da Tesla e<br />

dos novos participantes. Ao mesmo tempo, devem<br />

investir fortemente no desenvolvimento de veículos<br />

elétricos e autónomos, ao mesmo tempo que<br />

cumprem os novos objetivos de emissões.<br />

Tendência 10<br />

Os fabricantes de<br />

automóveis estão a<br />

procurar abranger mais do<br />

mercado pós-venda<br />

Uma entrada mais profunda no mercado pós-<br />

-venda pode gerar receitas e lucros adicionais.<br />

90 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

Os proprietários<br />

de frotas, os<br />

operadores<br />

de leasing e de<br />

serviços de partilha<br />

de automóveis,<br />

encaminharão<br />

os veículos para<br />

oficinas que<br />

concordem em<br />

negociar preços<br />

O canal de reparação autorizado dos fabricantes<br />

de equipamento original captura uma quota<br />

muito elevada de peças e serviços para veículos<br />

com quatro anos ou menos. Veem espaço para o<br />

crescimento capturando mais negócios do grande<br />

grupo de proprietários de automóveis mais antigos.<br />

Há três estratégias para o alcançar.<br />

O aumento da complexidade dos veículos permite<br />

aos fabricantes de automóveis ganhar clientes<br />

porque são vistos como uma maior fonte de conhecimento<br />

dos seus próprios sistemas de veículos<br />

envolvendo ADAS, eletrificação, atualizações de<br />

software, e outras tecnologias.<br />

Os fabricantes de automóveis também podem<br />

melhorar a fidelização de clientes, fornecendo<br />

serviços adicionais e uma interação perfeita com<br />

os consumidores. Isto incluiria o diagnóstico remoto,<br />

serviços baseados em dados e investimento<br />

no reforço das relações com os clientes.<br />

Os fabricantes de automóveis podem construir ou<br />

investir no negócio automóvel do mercado pós-<br />

-venda independente, para ter acesso aos veículos<br />

com mais de 4 anos (segmentos 2 e 3).<br />

Enquanto a evolução da tecnologia impulsiona a<br />

primeira estratégia, abordando as outras etapas requer<br />

mais iniciativa e investimento. Os fabricantes<br />

de equipamento original de luxo e fabricantes de<br />

automóveis de volume irão provavelmente adotar<br />

abordagens estratégicas diferentes. Os veículos de<br />

luxo têm menos clientes sensíveis ao preço e mais<br />

fiéis, estando melhor posicionados para alavancar<br />

fluxos de lucro de tecnologia como a conectividade<br />

ou as funções ADAS. Por conseguinte, estão<br />

concentrados nas duas primeiras iniciativas. Os<br />

fabricantes de automóveis de volume, têm como<br />

alvo o mercado pós-venda independente de para<br />

chegar ao maior número possível de consumidores.<br />

Especificamente, como os fabricantes de equipamento<br />

original, estão a procurar criar modelos de<br />

negócio verticalmente integrados.<br />

Tendência 11<br />

As ofertas de peças de marca<br />

própria estão a crescer<br />

Isto é impulsionado pela procura dos consumidores<br />

e pelas expetativas de lucro dos distribuidores grossistas<br />

altamente profissionais e cotados em bolsa.<br />

A pressão sobre os fornecedores para produzirem<br />

mercadorias de marca própria para distribuidores<br />

aumentará. Espera-se que as peças de marca pró-<br />

92 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


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original constituem as bases da nossa gama de produtos.<br />

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MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

Os agregadores<br />

de serviços<br />

TOrnaram-se<br />

dos agentes de<br />

mudança mais<br />

proeminentes<br />

na indústria e<br />

controlam uma<br />

quota crescente<br />

dos serviços do<br />

mercado pós-venda<br />

pria detenham uma quota de 20% a 30% do mercado<br />

até 2025. Os fornecedores de Tier1 terão de<br />

desenvolver respostas estratégicas para defender os<br />

seus negócios com produtos de marca ou premium.<br />

Ainda assim, existem grandes diferenças na quota<br />

de marcas próprias entre os produtos no mercado<br />

europeu. Peças e produtos de colisão relevantes para<br />

a segurança com visibilidade de marca elevada,<br />

como os pneus têm uma quota de marca própria.<br />

As peças de manutenção comuns ou acessórios já<br />

têm uma quota de marca própria de até 50%.<br />

Tendência 12<br />

A concorrência está a criar<br />

pressões de consolidação<br />

para todos os participantes<br />

do mercado<br />

A LKQ, por exemplo, construiu uma presença<br />

internacional ao completar mais de 200 aquisições,<br />

incluindo a compra das rivais Rhiag Group<br />

e Stahlgruber. A integração horizontal e vertical<br />

dos distribuidores criou um conjunto robusto de<br />

protagonistas verticalmente integrados ganhando<br />

uma maior quota no espaço do mercado pós-venda<br />

independente. Consolidação adicional e um maior<br />

enfoque na integração das empresas adquiridas<br />

através das geografias continuará. Por sua vez, os<br />

grandes protagonistas que se apercebem de sinergias<br />

irá aumentar a pressão sobre os concorrentes<br />

para construir a escala suficiente para competir. A<br />

dimensão acrescida dos distribuidores também significa<br />

que deixarão de depender do apoio dos seus<br />

Grupos Comerciais Internacionais. Os grandes<br />

distribuidores terão o poder de compra necessário<br />

para tomar as próprias decisões do fornecedor e<br />

da carteira e para negociar os descontos. Muitos<br />

podem querer traçar as suas estratégias individuais<br />

e evitar partilhar os seus preços atrativos com potenciais<br />

concorrentes.<br />

Noutros locais, as oficinas de reparação autorizadas<br />

estão a passar pela sua própria onda de consolidação.<br />

Espera-se que as oficinas independentes sigam<br />

o exemplo. Os clientes comerciais exigentes como<br />

as frotas e a crescente necessidade de investimento<br />

em novos tipos de reparações - veículos elétricos e<br />

ADAS - aumentam a escala necessária para competir<br />

eficazmente, especialmente nos centros urbanos.<br />

94 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


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MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

O aumento da<br />

complexidade dos<br />

veículos permite<br />

aos fabricantes de<br />

automóveis ganhar<br />

clientes porque<br />

são vistos como<br />

uma maior fonte<br />

de conhecimento<br />

dos seus próprios<br />

sistemas<br />

de veículos<br />

envolvendo ADAS<br />

Tendência 13<br />

Os serviços digitais e o<br />

comércio eletrónico estão<br />

a transformar a indústria<br />

Os protagonistas incluem empresas como os vendedores<br />

de peças online Autodoc e kfzteile24 e<br />

empresas como WhoCanFixMyCar.com, o que<br />

permite aos consumidores programar agendamentos<br />

em oficinas locais. Estas empresas dividem-se<br />

em dois grupos, os comerciantes eletrónicos<br />

e agregadores de serviços. Estes concorrentes<br />

de base digital estão a crescer e desafiam cada vez<br />

mais os operadores estabelecidos da indústria.<br />

As empresas de comércio eletrónico têm uma<br />

quota de mercado de 5% a 10% que se espera<br />

que duplique, no mínimo, até 2030. As lojas online<br />

muitas vezes contornam os distribuidores para<br />

obter a aquisição de acordos com os fornecedores.<br />

Enquanto os fornecedores de Tier1 estavam<br />

anteriormente relutantes em celebrar contratos<br />

com comerciantes eletrónicos, que podem mudar<br />

com a pressão dos lucros. Além disso, mesmo os<br />

protagonistas do comércio eletrónico orientados<br />

para o B2C têm uma quota substancial de<br />

clientes de oficinas que encomendam peças com<br />

contas particulares. Ambos estes fatores fazem do<br />

comércio eletrónico uma oportunidade relevante,<br />

bem como uma ameaça para os distribuidores.<br />

Os agregadores de serviços tornaram-se dos<br />

agentes de mudança mais proeminentes na indústria<br />

e controlam uma quota crescente dos<br />

serviços do mercado pós-venda. Esta quota irá<br />

crescer ainda mais até 2030, com os agregadores<br />

de serviços a ganharem quota, mas também a<br />

terem de superar alguns desafios para realizar<br />

este potencial de crescimento. Existem dois modelos<br />

de negócio principais para agregadores de<br />

serviços. Empresas como a Auteon fornecem<br />

uma comparação das peças de substituição e<br />

software de encomenda para oficinas. Isso aumenta<br />

a concorrência de preços para os distribuidores.<br />

Outros como a WhoCanFixMyCar.<br />

com canalizam clientes para a mecânica. Estas<br />

plataformas de encaminhamento requerem uma<br />

grande base de clientes e um número suficiente<br />

de oficinas afiliadas para criar o alcance e tráfego<br />

necessários ao funcionamento de forma rentável.<br />

Essas plataformas devem desenvolver capacidades<br />

de diagnóstico, incluindo reconhecer as<br />

necessidades de reparação e peças durante o<br />

agendamento de uma marcação e integração<br />

de TI para atrair frotas. As parcerias com distribuidores<br />

parecem ser um caminho lógico para<br />

abordar estas questões.<br />

96 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

Caracterização do mercado<br />

Oficinal em Portugal<br />

Nas tabelas publicadas nestas páginas indicamos o parque automóvel e o número de Oficinas IAM<br />

existentes atualmente em Portugal. O Parque publicado corresponde aos dados divulgados pela<br />

Autoridade de Supervisão de Seguros, www.asf.pt incluindo todo tipo de veículos motorizados sujeitos<br />

a obrigatoriedade de seguro, representando o Parque de Ligeiros 82,7% do total<br />

Em 31/12/2021 estavam matriculados<br />

em Portugal 6.845.912 automóveis<br />

ligeiros, 2,4% mais que no ano anterior<br />

e 15,3% mais que 5 anos antes,<br />

podendo concluir-se que apesar das<br />

crises (financeira, pandemia,..), o parque cresce<br />

entre 2,5 e 3% ao ano.<br />

As percentagens publicadas do número de Oficinas<br />

IAM foram obtidas das Bases de Dados da<br />

IFQUATRO, que classifica as Oficinas IAM em 4<br />

canais: dois generalistas (Redes e Independentes)<br />

e dois especialistas (Pneus e Colisão):<br />

l 4.560 Oficinas Mecânicas Independentes<br />

l 1.218 Oficinas Generalistas em Rede<br />

l 790 Especialistas em Colisão<br />

l 1.722 Especialistas em Pneus<br />

As 4.560 Oficinas Independentes constituem o<br />

Canal principal da Reparação e Manutenção<br />

Automóvel, com cerca de 40% do mercado.<br />

As 1.218 Oficinas em Rede continuam o seu<br />

crescimento, mostrando significativa dinâmica<br />

com redes em crescimento, redes em reestruturação<br />

e novas redes. Em total somam já 20%<br />

do mercado.<br />

Os especialistas de Pneus em Portugal têm o<br />

recorde em quota de mercado: instalam cerca<br />

de 7 de cada 10 Pneus mudados. Existem 1.722<br />

especialistas, incluindo os que integram Redes<br />

e os que realizam também atividade comercial.<br />

O Canal Especialistas em Chapa e Pintura continua<br />

sendo o que enfrenta maiores dificuldades,<br />

pela queda da sinistralidade e pela influência no<br />

controlo de preços pelas companhias seguradoras,<br />

para além da concorrência das Oficinas<br />

Autorizadas.<br />

Os Retalhistas foram calculados a partir de informação<br />

da empresa RATIUS incluindo todas<br />

as empresas que exercem atividade com o CAE<br />

45320 e faturaram mais de 50 mil € em 2021.<br />

QUADRO I – Distribuição de Oficinas por distrito em percentagem (%)<br />

Distrito Parque Automóvel 2021 Total Oficinas Mecânica Independentes Oficinas em rede Oficinas de colisão Oficinas de pneus Retalhistas de peças<br />

Aveiro 615.016 7,4% 6,6 8,5 5,9 7,5 7,2<br />

Beja 127.469 1,5% 1,7 0,8 2,9 2,1 1,5<br />

Braga 688.602 8,3% 7,7 8,2 7,7 8,2 7,8<br />

Bragança 132.319 1,6% 1,5 1,9 1,5 1,9 1,5<br />

Castelo Branco 163.979 2,0% 2,3 1,9 1,3 1,9 2,1<br />

Coimbra 378.053 4,6% 4 5,3 4,8 6,6 5,8<br />

Évora 129.168 1,6% 2 1,1 1,8 2 1,4<br />

Faro 406.065 4,9% 5,7 4,3 3,9 3,7 4,1<br />

Guarda 153.471 1,9% 2,1 2 1,9 1,9 1,6<br />

Leiria 458.605 5,5% 6,5 5,9 7,7 6,4 6,2<br />

Lisboa 1.659.349 20,0% 21,8 16,7 22,2 19,4 18,3<br />

Portalegre 89.636 1,1% 1,4 0,8 1,4 1 0,8<br />

Porto 1.240.812 15,0% 14,4 17,6 15,3 15,8 17,6<br />

Santarém 385.094 4,7% 4,4 5,8 4,7 4,1 4,8<br />

Setúbal 562.389 6,8% 6,1 6,1 5,6 6 6,6<br />

Viana do Castelo 217.041 2,6% 1,9 2,9 3,9 2,4 1,9<br />

Vila Real 179.461 2,2% 1,9 2,5 2,5 2,1 2,1<br />

Viseu 346.744 4,2% 3,3 3,8 3,5 4,8 3,7<br />

Açores 171.183 2,1% 1,2 2,1 1,1 1,1 2,7<br />

Madeira 172.785 2,1% 3,5 1,1 1,5 1,2 2,3<br />

T0TAIS 4560 1218 790 1722 2950<br />

98 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


QUADRO II – Matrículas de Veículos Automóveis em Portugal (Por tipo de Veículo)(%)<br />

Ligeiros de<br />

Passageiros<br />

Ligeiros de<br />

Mercadorias **<br />

Total Mercado<br />

Ligeiros<br />

Pesados de<br />

Mercadorias<br />

Autocarros<br />

Total Mercado<br />

Veículos Automóveis<br />

Anos<br />

Unid. % Var. Unid. % Var. Unid. % Var. Unid. % Var. Unid. % Var. Unid. % Var.<br />

2000 295 490 -0,7 115 040 12,5 410 530 2,6 7 424 5,0 927 42,2 418 881 2,7<br />

2001 260 316 -11,9 93 578 -18,7 353 894 -13,8 6 698 -9,8 874 -5,7 361 466 -13,7<br />

2002 228 574 -12,2 76 813 -17,9 305 387 -13,7 4 742 -36,1 694 -25,1 310 823 -14,0<br />

2003 192 305 -15,9 66 555 -13,4 258 860 -15,2 3 736 -21,2 558 -19,6 263 154 -15,3<br />

2004 200 168 4,1 68 707 3,2 268 875 3,9 4 679 25,2 641 14,9 274 195 4,2<br />

2005 206 399 3,1 66 727 -2,9 273 126 1,6 4 616 -1,3 728 13,6 278 470 1,6<br />

2006 194 607 -5,7 64 582 -3,2 259 189 -5,1 5 406 17,1 579 -20,5 265 174 -4,8<br />

2007 201 700 3,6 68 537 6,1 270 237 4,3 5 644 4,4 725 25,2 276 606 4,3<br />

2008 213 294 5,7 55 499 -19,0 268 793 -0,5 5 536 -1,9 798 10,1 275 127 -0,5<br />

2009 160 947 -24,5 38 972 -29,8 199 919 -25,6 3 213 -42,0 628 -21,3 203 760 -25,9<br />

2010 223 464 38,8 45 734 17,4 269 198 34,7 3 130 -2,6 491 -21,8 272 819 33,9<br />

2011 153 486 -31,3 34 963 -23,6 188 449 -30,0 2 665 -14,9 330 -32,8 191 444 -29,8<br />

2012 95 309 -37,9 16 011 -54,2 111 320 -40,9 1 892 -29,0 223 -32,4 113 435 -40,7<br />

2013 105 921 11,1 18 202 13,7 124 123 11,5 2 392 26,4 174 -22,0 126 689 11,7<br />

2014 142 826 34,8 26 166 43,8 168 992 36,1 3 126 30,7 239 37,4 172 357 36,0<br />

2015 178 503 25,0 30 858 17,9 209 361 23,9 4 039 29,2 254 6,3 213 654 24,0<br />

2016 207 330 16,1 34 890 13,1 242 220 15,7 4 824 19,4 354 39,4 247 398 15,8<br />

2017 222 129 7,1 38 523 10,4 260 652 7,6 5 372 11,4 361 2,0 266 385 7,7<br />

2018 228 327 2,8 39 282 2,0 267 609 2,7 5 133 -4,4 510 41,3 273 252 2,6<br />

2019 223 799 -2,0 38 454 -2,1 262 253 -2,0 4 974 -3,1 601 17,8 267 828 -2,0<br />

2020 145 417 -35,0 27 578 -28,3 172 995 -34,0 3 585 -27,9 412 -31,4 176 992 -33,9<br />

2021 146 637 0,8 28 790 4,4 175 427 1,4 4 264 18,9 586 42,2 180 277 1,9<br />

QUADRO III - Parque e Densidade Automóvel em Portugal (Em 31-12-21)<br />

Distritos<br />

Ligeiros de<br />

Passageiros<br />

Ligeiros de<br />

Mercadorias<br />

Total de<br />

Ligeiros<br />

Pesados de<br />

Mercadorias<br />

Pesados de<br />

Passageiros<br />

Total de Veículos<br />

Automóveis<br />

Ciclomotores Motociclos Quadriciclos e Triciclos<br />

Habitantes por:<br />

Ligeiro<br />

Passageiros<br />

Aveiro 360 233 86 072 446 305 9 717 772 456 795 33 438 23 637 2 904 1,9 1,5<br />

Beja 67 195 22 300 89 495 1 158 152 90 805 5 064 4 816 742 2,1 1,6<br />

Braga 417 648 106 262 523 910 8 589 1 461 533 960 23 030 28 016 2 776 2,0 1,6<br />

Bragança 52 972 22 074 75 046 1 685 232 76 962 3 361 4 372 1 030 2,4 1,6<br />

Castelo Branco 81 103 24 487 105 590 2 321 349 108 259 5 528 5 580 1 017 2,2 1,7<br />

Coimbra 208 301 48 208 256 509 5 365 843 262 717 19 945 17 221 2 176 1,9 1,5<br />

Évora 74 779 19 740 94 519 1 599 393 96 510 4 546 4 583 712 2,0 1,6<br />

Faro 273 908 56 295 330 203 4 043 971 335 216 16 013 21 955 1 804 1,6 1,3<br />

Guarda 67 994 21 435 89 429 2 691 166 92 285 5 314 5 239 1 202 2,1 1,6<br />

Leiria 254 590 72 694 327 284 12 319 636 340 238 20 519 17 314 2 332 1,8 1,3<br />

Lisboa 1 380 586 216 166 1 596 752 37 023 4 238 1 638 014 21 584 83 761 4 900 1,6 1,4<br />

Portalegre 49 992 14 209 64 201 2 068 85 66 354 3 251 3 295 595 2,1 1,6<br />

Porto 872 042 171 608 1 043 650 17 262 2 513 1 063 425 33 944 54 397 3 877 2,0 1,7<br />

Santarém 207 483 57 133 264 617 7 626 444 272 686 16 382 13 005 2 040 2,1 1,6<br />

Setúbal 424 829 64 136 488 965 5 787 1 098 495 850 10 170 27 361 2 213 2,0 1,7<br />

V. do Castelo 120 285 26 889 147 175 2 856 560 150 591 9 111 9 376 1 446 1,9 1,5<br />

Vila Real 89 632 26 545 116 177 2 206 446 118 829 5 893 6 919 1 494 2,1 1,6<br />

Viseu 170 076 46 623 216 699 6 459 694 223 851 17 580 13 223 2 372 2,1 1,6<br />

Continente 5 173 649 1 102 876 6 276 525 130 773 16 051 6 423 348 254 672 344 070 35 633 1,9 1,5<br />

Açores 111 456 30 381 141 838 2 006 452 144 296 1 214 6 757 1 214 2,2 1,7<br />

Madeira 124 895 16 743 141 637 2 221 797 144 656 2 114 12 173 653 2,0 1,8<br />

Total 5 410 000 1 150 000 6 560 000 135 000 17 300 6 712 300 258 000 363 000 37 500 1,9 1,5<br />

Fonte: ACAP<br />

Veículo<br />

Automóvel<br />

Fonte: ACAP<br />

<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

99


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

QUADRO IV – NÚMERO DE OFICINAS INDEPENDENTES PERTENCENTES A REDES POR DISTRITO (2021)<br />

REDE<br />

TIPO DE REDE<br />

Nº OFICINAS<br />

AVEIRO<br />

BEJA<br />

BRAGA<br />

BRAGANÇA<br />

CASTELO BRANCO<br />

COIMBRA<br />

EVORA<br />

FARO<br />

GUARDA<br />

LEIRIA<br />

LISBOA<br />

PORTALEGRE<br />

PORTO<br />

SANTAREM<br />

SETUBAL<br />

VIANA DO CASTELO<br />

VILA REAL<br />

VISEU<br />

AÇORES<br />

MADEIRA<br />

Bosch Car Service Marca peças (BOSCH) 158 13 1 17 6 2 3 2 5 4 9 34 2 31 9 9 1 3 3 0 1<br />

Eurorepar Marca Auto (PSA) 156 9 1 5 2 4 3 3 10 7 8 26 3 27 11 15 3 6 10 0 0<br />

T4C - TecForCar<br />

Distribuidor<br />

(CREATE BUSINESS)<br />

117 13 2 17 0 2 8 1 4 4 6 13 0 16 8 0 6 4 0 11 2<br />

A Oficina<br />

Distribuidor<br />

(CREATE BUSINESS)<br />

103 11 1 7 3 2 6 0 3 0 6 10 2 14 10 6 6 1 3 7 4<br />

TOPCAR Grupo Auto (NORS) 101 3 1 10 1 1 3 0 4 3 3 24 0 23 1 10 6 3 2 1 0<br />

CGA Car Service<br />

Distribuidor<br />

(AUTO DELTA)<br />

98 9 0 8 2 5 18 0 1 1 14 2 0 10 6 7 3 3 5 2 0<br />

M FORCE Serviços Rápidos 80 2 1 1 0 0 3 1 3 0 0 42 0 18 1 7 0 0 1 0 0<br />

ACC - Auto Check Center<br />

Distribuidor<br />

(CREATE BUSINESS)<br />

77 19 1 0 4 1 8 1 4 0 5 4 0 10 9 3 0 1 2 4 4<br />

Red Service Distribuidor (LEIRILIS) 52 2 0 7 0 1 6 0 3 1 8 5 0 7 5 2 0 2 2 0 1<br />

Motrio Marca Auto (RENAULT) 46 5 1 8 1 0 0 1 1 0 0 7 1 17 2 1 1 0 0 0 0<br />

Checkstar<br />

Marca Peças<br />

(MAGNETTI MARELLI)<br />

41 9 0 3 0 0 2 0 0 2 1 3 0 7 1 3 1 1 6 0 2<br />

Rino<br />

Grupo Auto<br />

(M. COUTINHO)<br />

40 2 0 2 1 0 1 1 7 1 2 2 2 9 2 1 2 1 3 1 0<br />

Roady Auto Centro 35 3 1 0 0 2 1 1 1 1 4 6 0 5 2 3 1 2 1 0 0<br />

RecOficial Service<br />

Distribuidor<br />

(ATLANTIC PARTS)<br />

30 1 0 10 3 1 0 1 0 0 3 0 0 5 2 0 2 1 1 0 0<br />

Norauto Auto Centro 26 1 0 2 0 0 1 1 3 0 1 7 0 4 1 4 1 0 0 0 0<br />

SPG Oficinas<br />

Distribuidor<br />

(AUTOZITÂNIA)<br />

21 0 0 2 0 2 0 0 0 0 0 4 0 3 0 0 2 1 7 0 0<br />

MIDAS Serviços Rápidos 14 1 0 0 0 0 0 0 1 0 1 3 0 5 0 2 0 1 0 0 0<br />

Feu Vert Auto Centro 14 1 0 1 0 0 1 0 2 0 1 4 0 2 1 1 0 0 0 0 0<br />

Drive Repair<br />

Distribuidor<br />

(AUTOZITANIA)<br />

9 0 0 0 0 0 0 0 0 0 0 8 0 1 0 0 0 0 0 0 0<br />

TOTAIS 1218 104 10 100 23 23 64 13 52 24 72 204 10 214 71 74 35 30 46 26 14<br />

QUADRO V - Matrículas de Veículos Automóveis Ligeiros em Portugal (Por meses)<br />

2017<br />

% Var.<br />

17/16<br />

2018<br />

% Var.<br />

18/17<br />

2019<br />

Mês<br />

Mensal Acum. Mensal Acum. Mensal Acum. Mensal Acum. Mensal Acum. Mensal Acum. Mensal Acum. Mensal Acum. Mensal Acum. Mensal Acum.<br />

JAN 15 028 15 028 7,8 7,8 14.509 14 509 -3,5 -3,5 15.684 15 684 8,1 8,1 14.423 14 423 -8,0 -8,0 10.029 10 029 -30,5 -30,5<br />

FEV 18 861 33 889 4,6 6,0 20.812 35 321 10,3 4,2 18.861 34 545 -9,4 -2,2 20.263 34 686 7,4 0,4 8.311 18 340 -59,0 -47,1<br />

MAR 25 980 59 869 -1,8 2,5 27.908 63 229 7,4 5,6 24.900 59 445 -10,8 -6,0 10.596 45 282 -57,4 -23,8 12.699 31 039 19,8 -31,5<br />

ABR 18 830 78 699 17,8 5,8 21.481 84 710 14,1 7,6 21.121 80 566 -1,7 -4,9 2.749 48 031 -87,0 -40,4 14.809 45 848 438,7 -4,5<br />

MAI 23 653 102 352 13,4 7,4 23.634 108 344 -0,1 5,9 22.724 103 290 -3,9 -4,7 5.741 53 772 -74,7 -47,9 16.661 62 509 190,2 16,2<br />

JUN 24 834 127 186 6,3 7,2 26.217 134 561 5,6 5,8 25.305 128 595 -3,5 -4,4 11.076 64 848 -56,2 -49,6 18.936 81 445 71,0 25,6<br />

JUL 17 572 144 758 12,4 7,8 19.987 154 548 13,7 6,8 18.436 147 031 -7,8 -4,9 15.209 80 057 -17,5 -45,6 12.323 93 768 -19,0 17,1<br />

AGO 11 937 156 695 11,5 8,1 15.361 169 909 28,7 8,4 12.435 159 466 -19,0 -6,1 12.417 92 474 -0,1 -42,0 7.971 101 739 -35,8 10,0<br />

SET 14 857 171 552 6,4 7,9 12.786 182 695 -13,9 6,5 14.558 174 024 13,9 -4,7 13.186 105 660 -9,4 -39,3 10.786 112 525 -18,2 6,5<br />

OUT 15 898 187 450 6,5 7,8 13.951 196 646 -12,2 4,9 15.649 189 673 12,2 -3,5 13.679 119 339 -12,6 -37,1 10.576 123 101 -22,7 3,2<br />

NOV 17 626 205 076 6,9 7,7 15.500 212 146 -12,1 3,4 16.400 206 073 5,8 -2,9 11.826 131 165 -27,9 -36,4 10.928 134 029 -7,6 2,2<br />

DEZ 17 053 222 129 0,4 7,1 16.181 228 327 -5,1 2,8 17.726 223 799 9,5 -2,0 14.252 145 417 -19,6 -35,0 12.608 146 637 -11,5 0,8<br />

% Var.<br />

19/18<br />

2020<br />

% Var.<br />

20/19<br />

2021<br />

% Var.<br />

21/20<br />

Fonte: ACAP<br />

100 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

25<br />

DISTRIBUIDORES PEÇAS<br />

PARA PESADOS<br />

Os 25 Maiores distribuidores de Peças para Pesados faturaram em 2021, 146 milhões de<br />

Euros, mais 11,5% que no ano anterior, ultrapassando em 8% o valor de 2019. Empregam 577<br />

trabalhadores (-3,5%), aumentando a produtividade média para 259 mil Euros por trabalhador<br />

o<br />

setor dos transportes é fundamental<br />

para a economia do país, onde o<br />

transporte rodoviário tem um papel<br />

determinante. A maior prioridade dos<br />

distribuidores de peças para pesados<br />

foi garantir que as frotas continuavam em movimento,<br />

sem paragens inesperadas e com uma assistência<br />

rápida. O setor dos pesados não sentiu tanto como o<br />

dos veículos ligeiros os efeitos da pandemia, porque<br />

as mercadorias continuaram a circular.<br />

O mercado de distribuição de peças aftermarket<br />

para Pesados continua a ser muito competitivo,<br />

com players importantes e crescimentos acima da<br />

média o que dá um sinal de extrema vitalidade<br />

do sector, embora as peças originais ocupem sem<br />

dúvida um espaço muito importante e vão continuar<br />

a ter preponderância.<br />

A maior especialização e conhecimento técnico,<br />

associadas ao continuo investimento em novas tecnologias,<br />

no domínio do digital, em detrimento do<br />

negócio mais tradicional, passará a ser determinante<br />

neste sector.<br />

O aumento da mobilidade profissional que proporciona<br />

a logística necessária para servir as pessoas<br />

em suas casas, tem mantido o negócio em níveis<br />

muito razoáveis.<br />

- O valor exportado aumentou 50 %, significando<br />

12.8% do total faturado<br />

- Autonomia Financeira: 51% dos Ativos financiados<br />

por Capitais Próprios<br />

- Queda dos Resultados Líquidos, mantendo Rentabilidades<br />

elevadas: 3,6% das Vendas e 8,3% dos<br />

Capitais<br />

102 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


TOP 25 – MAIORES DISTRIBUIDORES PEÇAS PESADOS<br />

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2021 VOL. NEG. 2020 ATIVO 2021 RES. LIQ. 2021 CAP. PROP. 2021 VAB 2021 Nº TRAB. 2021<br />

1 MOTORBUS, LDA. PORTO 27 980 17 575 18 918 2 377 9 365 4 330 35<br />

2 HBC II, LDA. LEIRIA 16 672 13 609 11 653 1 071 7 057 3 744 77<br />

3 CIVIPARTS, S.A LISBOA 15 457 20 246 14 325 -2 461 3 161 888 66<br />

4 EUROPART PORTUGAL, S.A. PORTO 10 214 8 878 6 377 -6 2 273 1 591 39<br />

5 D. COSTA, S.A. (COPEROL) LISBOA 8 896 7 864 9 040 267 3 758 2 173 76<br />

6 RECAMBIOS BARREIRO, LDA. LISBOA 8 417 7 273 3 966 68 2 482 1 144 29<br />

7 NASACAR, LDA. LISBOA 8 199 7 262 9 783 503 4 547 1 872 26<br />

8 SGP - GLOBAL PARTS, LDA. LISBOA 5 638 5 554 4 901 195 1 450 1 000 23<br />

9 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. LEIRIA 5 364 4 734 4 054 356 2 837 1 995 46<br />

10 SUSPARTES, LDA. SETÚBAL 4 100 2 765 1 854 107 1 126 400 9<br />

11 VICAUTO, LDA. VISEU 3 355 2 875 2 980 369 2 070 806 10<br />

12 VIA PESADOS, LDA. V. DO CASTELO 3 342 3 144 2 118 90 931 634 15<br />

13 VISOPARTS, LDA. VISEU 3 002 2 603 3 199 324 1 733 836 11<br />

14 TECNIAMPER, LDA. LISBOA 2 827 3 019 5 951 33 4 756 578 15<br />

15 ECOPARTES, LDA. LEIRIA 2 641 2 057 1 895 209 1 389 651 11<br />

16 POVOA HIDRÁULICA, LDA. PORTO 2 384 1 996 2 418 42 1 536 598 16<br />

17 DMS - TRUCKS, LDA. LEIRIA 2 333 1 943 4 516 523 4 123 1 241 15<br />

18 GLOBAL PARTS SUL, LDA. SETÚBAL 2 124 1 824 1 102 51 299 369 10<br />

19 POLICALÇO, LDA. PORTO 2 047 1 728 2 620 36 635 365 12<br />

20 LEIRIPESADOS, LDA. LEIRIA 1 702 1 662 1 261 73 425 374 9<br />

21 COMERCIALPEÇAS - MÁRIO ALMEIDA & MARTINS, LDA. PORTO 1 687 1 426 2 262 250 1 532 552 9<br />

22 VOLPEÇAS , LDA COIMBRA 1 467 1 000 1 465 40 1 057 244 7<br />

23 PROPESADOS, LDA. COIMBRA 1 254 1 160 1 432 77 828 387 8<br />

24 ALMEFA, LDA. SETÚBAL 1 011 954 2 444 21 1 415 214 7<br />

25 GOLIPE, LDA. LISBOA 953 855 1 088 19 669 163 6<br />

TOP 25<br />

EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIO DISTRIBUIDORES PEÇAS PESADOS<br />

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG.<br />

2021<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. 21/20<br />

VOL. NEG.<br />

2020<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. (20/19)<br />

VOL. NEG. 2019<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. (19/18)<br />

1 MOTORBUS, LDA. PORTO 27 980 59,2 17 575 23,4 14 243 21,67 11 706<br />

2 SUSPARTES, LDA. SETÚBAL 4 100 48,3 2 765 16,3 2 377 -24,75 3 159<br />

3 VOLPEÇAS, LDA COIMBRA 1 467 46,7 1 000 -4,1 1 043 22,71 850<br />

4 ECOPARTES, LDA. LEIRIA 2 641 28,4 2 057 11,1 1 852 -4,04 1 930<br />

5 HBC II, LDA. LEIRIA 16 672 22,5 13 609 7,0 12 718 8,46 11 726<br />

6 DMS TRUCKS, LDA. LEIRIA 2 333 20,1 1 943 -7,7 2 104 -9,35 2 321<br />

7 POVOA HIDRÁULICA, LDA. PORTO 2 384 19,4 1 996 -2,6 2 049 - -<br />

8 POLICALÇO, LDA. PORTO 2 047 18,5 1 728 8,3 1 595 1,92 1 565<br />

9 COMERCIALPEÇAS, LDA. PORTO 1 687 18,3 1 426 -7,4 1 540 7,69 1 430<br />

10 VICAUTO, LDA. VISEU 3 355 16,7 2 875 11,9 2 570 11,55 2 304<br />

11 GLOBAL PARTS SUL, LDA. SETÚBAL 2 124 16,4 1 824 -4,4 1 908 6,18 1 797<br />

12 RECAMBIOS BARREIRO, LDA. LISBOA 8 417 15,7 7 273 6,5 6 827 18,88 5 743<br />

13 VISOPARTS, LDA. VISEU 3 002 15,3 2 603 -10,2 2 900 14,08 2 542<br />

14 EUROPART PORTUGAL, S.A. PORTO 10 214 15,0 8 878 -12,3 10 124 -5,75 10 742<br />

15 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. LEIRIA 5 364 13,3 4 734 0,0 4 732 -0,23 4 743<br />

16 D. COSTA, S.A. (COPEROL) LISBOA 8 896 13,1 7 864 -0,1 7 871 0,18 7 857<br />

17 NASACAR, LDA. LISBOA 8 199 12,9 7 262 -15,3 8 570 -9,98 9 520<br />

18 GOLIPE, LDA. LISBOA 953 11,5 855 -19,8 1 066 -2,65 1 095<br />

19 PROPESADOS LDA. COIMBRA 1 254 8,1 1 160 -11,2 1 306 -3,62 1 355<br />

20 VIA PESADOS, LDA. V. DO CASTELO 3 342 6,3 3 144 13,0 2 782 -3,64 2 887<br />

21 ALMEFA, LDA. SETÚBAL 1 011 6,0 954 -1,4 968 -21,36 1 231<br />

22 LEIRIPESADOS, LDA. LEIRIA 1 702 2,4 1 662 16,4 1 428 -10,69 1 599<br />

23 SGP-GLOBAL PARTS, LDA. LISBOA 5 638 1,5 5 554 0,1 5 551 15,21 4 818<br />

24 TECNIAMPER, LDA. LISBOA 2 827 -6,4 3 019 -20,2 3 781 -4,35 3 953<br />

25 CIVIPARTS, S.A LISBOA 15 457 -23,7 20 246 -24,0 26 651 -4,21 27 823<br />

VOL. NEG.<br />

2018<br />

<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

103


MERCADO<br />

Top<br />

25<br />

JOANA MENDES, JORNALISTA DO<br />

JORNAL DAS OFICINAS E LUÍS RIBEIRO,<br />

da DIESEL TECHNIC , ANUNCIAM OS<br />

VENCEDORES DO QUADRO DE HONRA de<br />

distribuidores PEÇAS PARA pesados<br />

Joel lebre, da motorbus,<br />

recebe do patrocinador luís<br />

ribeiro, da diesel technic, o<br />

troféu 1º classificado<br />

Quadro de Honra<br />

Nº EMPRESA<br />

1 MOTORBUS<br />

2 HBC II<br />

3 DMS TRUCKS<br />

4 VICAUTO<br />

5 DIAMANTINO PERPÉTUA<br />

6 VISOPARTS<br />

7 COMERCIALPEÇAS<br />

8 ECOPARTES<br />

9 NASACAR<br />

10 SUSPARTES<br />

Joel Lebre, administrador<br />

da motorbus, recebeu o<br />

troféu 1º classificado na<br />

categoria de distribuidores<br />

de peças para veículos<br />

pesados


TOP 10<br />

DISTRIBUIDORES PEÇAS PESADOS POR CRITÉRIOs<br />

Nº EMPRESA CRESCIMENTO<br />

VOLUME NEGÓCIOS<br />

1 MOTORBUS, LDA. 59,2<br />

2 SUSPARTES, LDA. 48,3<br />

3 VOLPEÇAS, LDA 46,7<br />

4 ECOPARTES, LDA. 28,4<br />

5 HBC II, LDA. 22,5<br />

6 DMS TRUCKS, LDA. 20,1<br />

7 POVOA HIDRÁULICA, LDA. 19,4<br />

8 POLICALÇO, LDA. 18,5<br />

9 COMERCIALPEÇAS, LDA. 18,3<br />

10 VICAUTO, LDA. 16,7<br />

Nº EMPRESA RENTABILIDADE<br />

CAPITAL PRÓPRIO<br />

1 MOTORBUS, LDA. 25,4<br />

2 VISOPARTS, LDA. 18,7<br />

3 VICAUTO, LDA. 17,8<br />

4 LEIRIPESADOS, LDA. 17,2<br />

5 GLOBAL PARTS SUL, LDA. 17,1<br />

6 COMERCIALPEÇAS, LDA. 16,3<br />

7 HBC II, LDA. 15,2<br />

8 ECOPARTES, LDA. 15,0<br />

9 SGP-GLOBAL PARTS, LDA. 13,4<br />

10 DMS TRUCKS, LDA. 12,7<br />

Nº EMPRESA PRODUTIVIDADE<br />

REAL<br />

1 MOTORBUS, LDA. 44,4<br />

2 DMS TRUCKS, LDA. 43,5<br />

3 VICAUTO, LDA. 43,4<br />

4 VISOPARTS , LDA. 42,3<br />

5 NASACAR, LDA. 41,6<br />

6 COMERCIALPEÇAS - MÁRIO ALMEIDA & MARTINS, LDA. 39,4<br />

7 ECOPARTES, LDA. 37,4<br />

8 HBC II, LDA. 36,9<br />

9 PROPESADOS, LDA. 34,9<br />

10 SUSPARTES, LDA. 30,6<br />

Nº EMPRESA VALOR ACRESCENTADO<br />

BRUTO (VAB)<br />

1 MOTORBUS, LDA. 4 330<br />

2 HBC II, LDA. 3 744<br />

3 D. COSTA, S.A. (COPEROL) 2 173<br />

4 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 1 995<br />

5 NASACAR, LDA. 1 872<br />

6 DMS TRUCKS, LDA. 1 241<br />

7 RECAMBIOS BARREIRO, LDA. 1 144<br />

8 SGP-GLOBAL PARTS, LDA. 1 000<br />

9 VISOPARTS, LDA. 836<br />

10 VICAUTO, LDA. 806<br />

Nº EMPRESA AUTONOMIA<br />

FINANCEIRA<br />

1 DMS TRUCKS, LDA. 91,3<br />

2 ECOPARTES 73,3<br />

3 VOLPEÇAS, LDA. 72,2<br />

4 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 70,0<br />

5 VICAUTO, LDA. 69,5<br />

6 COMERCIALPEÇAS - MÁRIO ALMEIDA & MARTINS, LDA. 67,7<br />

7 PÓVOA HIDRÁULICA, LDA. 63,5<br />

8 RECAMBIOS BARREIRO, LDA. 62,6<br />

9 GOLIPE, LDA. 61,5<br />

10 SUSPARTES, LDA. 60,7<br />

Nº EMPRESA GERAÇÃO<br />

EMPREGO<br />

1 HBC II, LDA. 9<br />

2 D. COSTA-, S.A. (COPEROL) 7<br />

3 MOTORBUS, LDA. 5<br />

4 DIAMANTINO PERPÉTUA & FILHOS, LDA. 2<br />

5 SGP-GLOBAL PARTS, LDA. 2<br />

6 DMS TRUCKS, LDA. 1<br />

7 VISOPARTS, LDA. 1<br />

8 COMERCIALPEÇAS - MÁRIO ALMEIDA & MARTINS, LDA. 1<br />

9 NASACAR, LDA. 1<br />

10 VOLPEÇAS, LDA 1<br />

<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

105


POSIÇÃO RANKING 1º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €27.980.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

PEÇAS PARA PESADOS<br />

MOTORBUS<br />

Há 26 anos a laborar no comércio de peças para veículos pesados, a Motorbus<br />

tem no seu ADN a capacidade de ‘arriscar’. É com base nesta estratégia, que<br />

possuem atualmente cerca de 45.000 referências em stock e em 2021 decidiram<br />

abrir a sua filial de Leiria. Com um crescimento previsto, para o presente ano,<br />

na ordem dos dois dígitos, Pedro Lebre, administrador da empresa, destaca o<br />

desempenho da sua mais recente aposta, a loja de Leiria “fazia e faz todo o<br />

sentido complementarmos a oferta com uma loja na zona de Leiria, não só para<br />

melhor cobertura do território nacional em termos logísticos, mas também para<br />

dar maior apoio a todos os clientes que já tínhamos na zona”, referiu. Com<br />

o crescimento desta filial e com a consolidação das lojas de Lisboa e Porto,<br />

o administrador sabe que, devido às mudanças de que o mercado tem sido<br />

alvo, é necessário continuar sempre a apostar em mais e melhor, neste sentido,<br />

acrescentaram ao seu vasto portfólio, a marca Gates “É mais um complemento<br />

da nossa gama de refrigeração em virtude da procura existente”, explicou Pedro<br />

Lebre. A rapidez de entrega é um dos pontos que quer melhorar cada vez<br />

mais, daí a aposta grande no aumento de peças em stock, na abertura da nova<br />

loja em Leiria e da duplicação da área de armazenagem na loja de Lisboa.<br />

Continuar a investir num serviço rápido, eficaz e ser reconhecido como player<br />

internacional de peso, são os principais objetivos da Motorbus. Com base nesta<br />

internacionalização, a empresa esteve presente, pela primeira vez, na Motortec<br />

Madrid, um mercado importante para a Motorbus, que segundo o administrador<br />

correspondeu às expetativas “podemos considerar um sucesso, não só a nível de<br />

novos contactos como também como consolidação dos clientes já existentes”.<br />

Tendo em conta o aumento dos preços médios das peças aftermarket para veículos<br />

pesados, Pedro Lebre está consciente de que “poderá haver uma pequena<br />

retração e/ou uma procura maior de produtos lowcost”, no entanto é algo para<br />

o qual já têm um ‘plano B’ “é uma situação para qual nos estamos a preparar<br />

há mais de uma ano”, revelou. Como ‘plano A’ para o seu negócio, e como<br />

parceiros de negócios das oficinas, destaca como essenciais para o crescimento,<br />

uma maior aposta no serviço e acompanhamento do cliente, aumento de stock<br />

e o aumento das formações. Para um futuro próximo, são os veículos elétricos<br />

que têm tomado mais a sua atenção “As viaturas elétricas são a maior mudança<br />

que a distribuição de peças para veículos pesados vai enfrentar. Neste momento<br />

a Motorbus já tem clientes com viaturas elétricas e continuam a apostar no<br />

nosso serviço”, afirmou Pedro Lebre. É com base nestas estratégias que o atual<br />

administrador revelou à TOP100 que prevê continuar a crescer “O desempenho<br />

da empresa continua a ser positivo e em crescendo, em linha com o que se tem<br />

passado nos anos anteriores”, concluiu.<br />

Administradores Óscar Pereira, Joel Lebre e Pedro Lebre<br />

Morada Rua Monte de Além, Nº 70 -90 4410-268 Canela (Vila Nova de Gaia)<br />

Telefone 227 300 230 EMAIL motorbus@motorbus.pt SITE www.motorbus.pt<br />

106 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 2º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €16.672.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

PEÇAS PARA PESADOS<br />

HBC II<br />

Fundada nos anos 80 pelo Sr. Hermínio Batalha Cordeiro, como um pequeno<br />

negócio de venda de camiões e peças na Batalha, a HBC II tem obtido um<br />

crescimento constante do seu volume de negócios, aumentando de forma significativa<br />

a sua presença e importância no aftermarket de pesados. A acompanhar o<br />

crescimento do volume de negócios, cresce também o número de colaboradores:<br />

atualmente 80, contando com 7 lojas abertas ao público e um armazém central.<br />

As instalações da Batalha contam com uma área superior a 40.000 m² e mais<br />

de 19.000 artigos em stock. Esta dinâmica coloca a empresa num patamar de<br />

elevada relevância no aftermarket de pesados em Portugal, permitido garantir<br />

uma oferta competitiva, através dos principais fabricantes de peças e um constante<br />

acompanhamento da evolução do mercado. Com a matriz de oferta de produto<br />

correto ao preço justo, a aposta em duas linhas distintas revela-se uma estratégia<br />

vencedora. Por um lado produto premium de fabricantes OE e por outro a oferta<br />

de marca própria garantindo um equilíbrio entre qualidade e preço. Para além<br />

da venda de peças de aftermarket, duas áreas adicionais fazem parte do negócio<br />

da empresa: A reconstrução de componentes e uma oficina integrada na rede<br />

All Trucks (Bosch / Knorr Bremse / ZF). Historicamente associada à Scania, a<br />

HBC II tem vindo a diversificar as marcas, com a grande fatia de aftermarket a<br />

situar-se nos veículos entre os seis e os 20 anos. Depois da sede na Batalha, a HBC<br />

II ao longo dos anos abriu lojas em Pombal, Ovar, Vialonga, Ermesinde e Rio<br />

Maior. “No final do ano passado mudamos de instalações de Ovar para a zona<br />

industrial de Albergaria para um pavilhão de 2000 m, já este ano abrimos uma<br />

nova loja no parque industrial do Seixal “localizações muito importantes. Noutras<br />

zonas temos uma equipa de vendas externa que nos permite servir o mercado<br />

praticamente da mesma forma e com a mesma qualidade de serviço”, refere<br />

João Cordeiro, filho do fundador e atual administrador da empresa. Segundo<br />

este responsável, a HBC II tem caminhado em dois sentidos: Por um lado, com<br />

a aposta na marca própria TTP (Truck & Trailer Parts), lançada em 2005 “que<br />

oferece uma excelente relação qualidade/preço”; por outro, a distribuição das<br />

marcas premium, “aproveitando o know-how e a disponibilidade de formações<br />

que nos podem fornecer e que nos permitem estar sempre muito atualizados”,<br />

explica. A empresa entrou no Grupo TEMOT Internacional, uma mais-valia,<br />

em especial pelo “networking que existe entre as empresas e pessoas de todo o<br />

mundo”, permitindo trabalhar com alguns fornecedores preferenciais do grupo<br />

e podendo complementar algumas gamas de produto. A HBC II foi reconhecida<br />

no ano passado pela TEMOT com o prémio de Shareholder do ano na categoria<br />

de veículos comerciais, “um reconhecimento que nos deixa cheios de orgulho”,<br />

sublinha o administrador.<br />

Administrador João Cordeiro Morada Rua Principal nº 54 Pinheiros 2440-321 Batalha<br />

Telefone 244 769 410 EMAIL batalha@hbc.pt SITE www.hbc.pt<br />

108 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 4º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €10.214.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

100<br />

PEÇAS PARA LIGEIROS<br />

Europart<br />

celebrar 25 anos de presença em Portugal, a Europart conta com cerca de<br />

A meio milhão de referências no seu portfólio e faz parte do Grupo Europart,<br />

presente em 28 países há 75 anos. A empresa tem vindo a investir no seu armazém<br />

central em Werl, na Alemanha, onde conta já com 7.500 novos produtos da<br />

sua marca própria, a Europart Premium. Trabalhar com a Europart significa<br />

“Competência técnica assegurada pelo know-how dos colaboradores e pela<br />

plataforma digital EWOS, disponibilidade dos produtos acima da média graças<br />

à dimensão do grupo e formação gratuita a clientes nas principais gamas de<br />

artigos para veículos pesados e oficinas”, afirma Heitor Manuel Santos, Administrador<br />

da Europart Portugal. Se a empresa tivesse que descrever os últimos<br />

anos, seria “investimento”. Não só em novos produtos e marcas como também,<br />

em serem cada vez mais sustentáveis. A sustentabilidade é atualmente a grande<br />

prioridade do Grupo Europart a nível global. Mais recentemente, juntaram-<br />

-se à empresa Dinamarquesa, Green Energy com quem desenvolveram uma<br />

parceria com soluções e qualidade técnica que visa acentuar a necessidade de<br />

fontes de energia alternativas e mais verdes “sendo a fonte solar algo em que<br />

um país como o nosso pode e deve apostar mais também ao nível rodoviário”,<br />

explica Heitor Manuel Santos. Mas as novidades não ficam por aqui. A empresa,<br />

juntamente com as baterias Varta, realizou um acordo com o objetivo<br />

de reaproveitar baterias usadas e claro, reduzir a pegada de carbono. A área<br />

digital também tem sido objeto de investimento para o Grupo Europart. Para<br />

o administrador, “o mercado Português tem enfrentado positivamente o desafio<br />

tecnológico, sobretudo com a entrada de novas pessoas e técnicos com maior<br />

qualificação na vertente tecnológica”, no entanto ainda não é o suficiente,<br />

fazendo referência às novas necessidades do parque automóvel “Atualmente,<br />

todos os veículos, ligeiros ou pesados, são fabricados sempre com mais softwares<br />

e tecnologias de informação, sendo vital o upgrade permanente das oficinas,<br />

quer ao nível da formação dos seus técnicos, quer ao nível dos equipamentos<br />

de diagnóstico à disposição”, sublinha. Para este responsável, “Face a toda a<br />

gama de desafios que surgiram desde 2020, uma colaboração mais próxima<br />

entre todos os protagonistas do negócio – fabricantes, distribuidores e clientes<br />

finais, é hoje mais fundamental que nunca”. Apesar da diminuição das margens<br />

comerciais do negócio, do aumento dos custos e da escassez de matérias primas,<br />

Heitor Santos, perspetiva que “<strong>2022</strong> possa vir a ser o melhor ano de vendas da<br />

empresa em Portugal”, acrescentando “É um mercado historicamente muito<br />

concorrido, mas que nos últimos 5-10 anos adquiriu um nível de profissionalização<br />

que antes não existia, ganhando em primeiro lugar com esta nova realidade<br />

os clientes de peças para pesados”, conclui.<br />

Administrador: Heitor Manuel Santos<br />

Morada: Rua Antiga Fábrica São Paulo, 7 Área Industrial da Carambancha, 2580-508 Carregado<br />

Telefone: 263 860 110SITE: www.europart.net/pt<br />

110 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


Sou um herói da oficina,<br />

porque graças ao EWOS 3.0 tenho<br />

sempre ao meu alcance os dados<br />

corretos para cada reparação.<br />

Beneficie também do EWOS 3.0 – a versão nova e<br />

melhorada do reputado sistema online para oficinas da<br />

EUROPART, agora disponível em Portugal.<br />

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ewospt@europart.net<br />

EUROPART Portugal, S.A. Carregado - Aveleda - Leiria - Venda do Pinheiro - Évora


POSIÇÃO RANKING 9º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €5.364.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

PEÇAS PARA PESADOS<br />

Diamantino Perpétua<br />

No mercado há 25 anos, dedicados ao comércio de peças novas, usadas e<br />

recondicionadas para camiões Scania, o último ano, para a Diamantino<br />

Perpetua & Filhos, Lda foi de “crescimento” e “internacionalização”. Com<br />

mais de 30.000 peças referenciadas e com um tempo de resposta quase sempre<br />

imediato, o último ano foi de crescimento “Continuamos a crescer em todos<br />

os mercados, desde o nacional, ao intra e extracomunitário, sendo que neste<br />

contexto o mercado de exportação continua a assumir uma importância determinante,<br />

responsável por mais de 2/3 do nosso volume de negócios”, afirmou a<br />

administração. Aliado a este crescimento nacional e internacional, esteve sempre<br />

a equipa da Diamantino Perpétua & Filhos, a elevada capacidade de stock e as<br />

plataformas digitais. Por se distinguirem como uma empresa internacional, em<br />

que a quota de exportação se situa nos 70% do volume de negócios, fornecer<br />

formação adequada aos seus colaboradores, para fazerem face às necessidades<br />

do mercado, tornou-se num dos principais focos da empresa “o investimento<br />

que fazemos de forma continua na formação, disponibilização de ferramentas<br />

e assessoria dos nossos colaboradores acaba por ser enormemente compensado<br />

na fidelização dos clientes”, revelaram. Com o futuro dos veículos pesados cada<br />

vez mais desafiante do ponto de vista tecnológico e a sofrer alterações diárias,<br />

em que “a tecnologia adotada na construção de um veículo está em constante<br />

mutação e levada a índices sempre crescentes, constituindo um desafio constante<br />

às oficinas”, a Diamantino Perpétua quer manter-se na linha da frente por<br />

muitos mais anos. No entanto, sabe que para estar sempre um passo à frente,<br />

“torna-se imperioso um esforço de capacitação para os desafios do presente<br />

e do futuro, que passarão por oferecer novos serviços ao cliente”. Para isso, a<br />

administração revelou estar certa que o melhor ainda está por vir e desvendou<br />

algumas apostas futuras “A componente elétrica será determinante no futuro,<br />

assim como toda a sua monotorização, pelo que para além do fenómeno do<br />

aparecimento de uma nova especialização neste sector, as atuais oficinas terão<br />

de inovar, capacitar os seus colaboradores, investir e preparar-se para uma<br />

realidade totalmente diferente”. Convictos de que o mercado “terá sempre<br />

potencial de crescimento”, a administração da Diamantino Perpétua & Filhos<br />

admite que “O sector da distribuição e particularmente o do mercado dos<br />

transportes de mercadorias, com a cada vez maior globalização, continuará<br />

a puxar pelo mercado de peças aftermarket, pelo que as oportunidades se<br />

manterão sempre “ao virar da esquina”. Importa nos momentos decisivos estar<br />

preparado e alerta para todas as novas realidades. A assunção permanente<br />

de que nada será como dantes, é desde logo uma vantagem para tornar as<br />

dificuldades em oportunidades”.<br />

Administradores Hugo Perpétua e Filipe Pinheiro<br />

mORADA Zona Industrial Casal Cego, Rua José Silva Nico, Apartado 113, Marrazes, 2416 – 902 Leiria<br />

Telefone 244 856 117 EMAIL geral@diamantino.eu SITE www.diamantino.eu<br />

112 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 11º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €3.355.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

PEÇAS PARA PESADOS<br />

VICAUTO<br />

Presente no mercado há 30 anos, a Vicauto conta, atualmente, com uma<br />

equipa de onze colaboradores e dispõe de amplas instalações, com 1.000<br />

m2 de área coberta, de modo a poder prestar o melhor serviço aos clientes. A<br />

cultura da empresa distingue-se por trabalhar, maioritariamente, com fabricantes<br />

de primeiro equipamento, sendo todas as marcas reconhecidas pelos clientes.<br />

Segundo Ricardo Almeida, diretor comercial, no ano de <strong>2022</strong>, a Vicauto, Peças<br />

para Viaturas Pesadas, Lda. “pretende destacar a sua qualidade de fornecedor<br />

global de marcas de primeiro equipamento”. Nesse sentido a empresa promove<br />

mensalmente uma marca premium junto dos seus clientes. O extenso portfólio<br />

inclui produtos para sistemas elétricos, motor, embraiagem, sistemas de travagem,<br />

sistemas de refrigeração e suspensão/direção, abrangendo, assim, a totalidade<br />

de componentes para camiões, reboques e autocarros. A empresa assume agora<br />

uma nova rede de oficinas para veículos pesados que vai tentar dinamizar.<br />

Chama-se ADR Service e é fruto do acordo com o grossista espanhol ADR 98.<br />

“Para enfrentar o futuro é necessário contar com o apoio de um projeto que<br />

ofereça garantias e seriedade, além do máximo de assessoria e apoio técnico”,<br />

explica. É assim que nasce este projeto, que é a rede de oficinas para o veículo<br />

industrial ADR Service, à qual a Vicauto pertence. Ricardo Almeida faz o balanço<br />

da integração no Grupo ADR 98, afirmando que “tem sido muito positivo e<br />

fez-nos crer que realmente tomamos a decisão certa, as mais-valias são as de<br />

estar presente num grupo muito profissional, especialista em pesados e que nos<br />

ajudou a cimentar a nossa posição como fornecedores globais de marcas de 1.º<br />

equipamento”. Recentemente, com dois novos fabricantes a completar a gama<br />

das peças de motor, a Vicauto mostra-se sempre disponível “para aumentar quer<br />

as linhas de produtos, quer novas marcas que se enquadrem no portefólio que<br />

temos”. A empresa assume uma estratégia de proximidade no relacionamento<br />

com os clientes, “para além de nossos clientes, muitos deles já são também<br />

nossos amigos e para isso contamos com uma equipa de 3 pessoas no balcão e<br />

um comercial no acompanhamento às oficinas”, afirma o responsável. Sobre<br />

o impacto das devoluções na empresa, Ricardo Almeida garante que têm “tentado<br />

sensibilizar clientes e comerciais para a correta identificação das peças de<br />

forma a que as devoluções e o impacto que elas têm seja o menor possível”. A<br />

Vicauto acredita que, relativamente à manutenção dos canais de distribuição<br />

tradicionais – Fabricantes, Distribuidores, Retalhistas e oficinas – “a tendência<br />

será cada vez a de deixar de existir o retalhista, que é um interveniente que,<br />

a meu ver, tem tendência a desaparecer. Os fabricantes vão tentar encontrar<br />

distribuidores capazes de chegar às oficinas e ao cliente final, no sector dos<br />

pesados isso praticamente já acontece”, conclui Ricardo Almeida.<br />

Administradores Carlos Alberto e João Manuel<br />

mORADA Zona Empresarial do Campo, Lote 47-49 3515-342 Viseu<br />

Telefone 232 451 197 EMAIL geral@vicauto.pt SITE www.vicauto.com<br />

114 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 13º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €3.002.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

PEÇAS PARA PESADOS<br />

VISOPARTS<br />

Com 18 anos de existência, a Visoparts é uma referência no setor da distribuição<br />

de peças para pesados a nível nacional. É uma empresa certificada<br />

e caraterizada por um forte dinamismo e elevado rigor com a qualidade. Conta<br />

com mais de mil clientes ativos e orgulha-se de conhecer o dia-a-dia de cada<br />

um desses clientes, com quem colabora para um crescimento recíproco. Em<br />

novembro de 2021, deu um passo há muito desejado: a Visoparts mudou de<br />

instalações. Com cerca de 2.100 metros quadrados de área total e 1.700 metros<br />

quadrados de armazenagem, o novo edifício apresenta uma imagem mais<br />

moderna e até futurista. José Oliveira, administrador da empresa, refere que as<br />

novas instalações “permitem uma resposta mais rápida e eficaz aos pedidos das<br />

empresas que nos contactam”. As instalações antigas já estavam ultrapassadas<br />

e eram uma limitação para as necessidades diárias e para crescimento da empresa,<br />

explica. Estas novas instalações trouxeram ainda uma sala de formação:<br />

“Estamos a aumentar a capacidade de formação para os nossos funcionários<br />

e também para os nossos clientes, e que é uma mais-valia reconhecida por<br />

todos”. Atualmente, a empresa disponibiliza aos clientes um portefólio com 42<br />

famílias de produtos para as várias frentes: camiões, semirreboques e furgões.<br />

Para José Oliveira, o segredo para o sucesso e o modo como conseguiram atingir<br />

números de faturação recorde em 2021, passa por satisfazer diferentes tipos<br />

de clientes, desde empresas familiares até às grandes empresas multinacionais.<br />

José Oliveira acrescenta que a empresa tem “todas as soluções para o sector de<br />

pesados, e se existir alguma que não tenhamos, procuramos para ter”. A missão,<br />

para o administrador passa por “sermos capazes de fornecer os produtos para<br />

a manutenção e reparação, prestando assim um serviço eficiente na análise<br />

de soluções, assistência técnica e qualidade/preço”. “Estamos rodeados de<br />

parceiros e colaboradores de excelência para garantir o melhor serviço para os<br />

nossos clientes”, refere José Oliveira. O futuro é incerto, mas para a Visoparts,<br />

o ano que está quase a terminar foi repleto de novidades. A empresa reforçou<br />

a aposta no digital, à distância de um clique, os clientes podem consultar referências,<br />

produtos, solicitar orçamentos e ainda, contactar a empresa mais<br />

rapidamente. O administrador acredita que a sua filosofia de vida também se<br />

adequa bastante ao negócio: “Não compramos só por comprar e não vendemos<br />

só por vender. Ou seja, temos de vender e servir o nosso cliente com produtos<br />

de qualidade”, conclui.<br />

Administradores José Carlos Oliveira e Olga Oliveira<br />

Morada Parque Industrial Coimbrões, Estrada Principal, 3500 – 618 Viseu<br />

Telefone 232 471 427 EMAIL geral@visoparts.com SITE www.visoparts.com<br />

116 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

VENCER A DINÂMICA DO PÓS-VENDA<br />

Soluções<br />

integradas e digitais<br />

O pós-venda automóvel está a tornar-se um setor cada vez mais complexo, desafiado<br />

pela digitalização e pelas novas tecnologias dos veículos, quer seja em motopropulsores,<br />

sistemas avançados de assistência ao condutor, novos modelos de propriedade dos<br />

veículos e o aparecimento de players que disponibilizam novos serviços.


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

A pressão sobre<br />

fornecedores<br />

para produzirem<br />

produtos de<br />

marca própria<br />

para grossistas<br />

irá aumentar.<br />

Espera-se que as<br />

peças de marca<br />

própria tenham<br />

uma participação de<br />

mercado de 20 % a<br />

30% até 2025<br />

O<br />

estudo “The European Aftermarket<br />

in 2030”, prevê um menor<br />

crescimento do negócio dos serviços<br />

nos próximos anos, principalmente<br />

devido ao menor custo de<br />

manutenção dos veículos elétricos e o aumento<br />

da segurança devido à crescente disseminação de<br />

sistemas de assistência ao condutor que reduzirão<br />

a taxa de acidentes entre 10% a 20% até 2023.<br />

Espera-se que o mercado aftermarket desacelere<br />

para uma taxa de crescimento de 1% e que o<br />

canal autorizado cresça a uma taxa de cerca de<br />

3,5% no período 2025 – 2030, ficando com cerca<br />

de 40% do mercado da reparação.<br />

Uma análise do processo desencadeado por um<br />

cliente que procura uma reparação demonstra<br />

que existem três pontos críticos de controlo que<br />

determinam a dinâmica do mercado pós-venda<br />

(ver Figura 1). As novas soluções focadas na<br />

digitalização e serviços para melhorar a competitividade<br />

das oficinas é determinante do seu<br />

sucesso durante os próximos anos. Dadas as<br />

mudanças tecnológicas e a digitalização em<br />

toda a cadeia de valor, as empresas têm de<br />

adaptar a forma como abordam estes pontos<br />

de controlo.<br />

Cliente final escolhe a oficina<br />

Onde os veículos são intervencionados é cada vez<br />

mais influenciado pelo cliente digital direcionados<br />

por plataformas agregadoras, bem como por avisos<br />

da conectividade da necessidade de manutenção.<br />

Os fabricantes de automóveis estão melhor<br />

posicionados para utilizar estas alavancas para<br />

aumentar a quota de mercado através do acesso<br />

direto aos dados que proporciona uma interação<br />

com o cliente perfeita. Além disso, mais clientes<br />

estão a ser controlados por frotas e companhias de<br />

seguros, que utilizam acordos com protagonistas<br />

no mercado pós-venda para encaminhar veículos<br />

para oficinas pré-determinadas. Isto requer que<br />

os protagonistas procurem alianças comerciais.<br />

Oferece também uma oportunidade para o mercado<br />

pós-venda independente para alavancar a<br />

sua vantagem de custos. Em geral, menos clientes<br />

decidirão espontaneamente qual a oficina a visitar<br />

com base na proximidade geográfica.<br />

120 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


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dos Na nossos ASER valores; trabalhamos comunicando por e para com os total nossos transparência, sócios. E contribuindo fazemo-lo no para cumprimento o acréscimo<br />

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Somos de pessoas valor e ao inovação serviço e de impulsionando pessoas e apostamos o empreendedorismo na proximidade,<br />

Somos sempre pessoas atentos ao serviço às suas de pessoas necessidades e apostamos atuais e na de proximidade,<br />

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sempre atentos às suas necessidades atuais e de futuro.<br />

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MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

FIGURA 1 - Os pontos de controlo que determinam a dinâmica do mercado pós-venda são críticos para a decisão<br />

sobre os fluxos de dinheiro<br />

1<br />

Automóvel indica<br />

erro/acidente automóvel<br />

2<br />

O cliente final seleciona<br />

os trabalhos<br />

A<br />

3<br />

Chegada do automóvel<br />

à oficina<br />

4<br />

Oficina diagnostica<br />

automóvel<br />

A Ponto de Controlo<br />

Cliente final escolhe a oficina<br />

Principais alavancas<br />

• Fidelização de clientes e visibilidade da marca<br />

• Plataformas de encaminhamento<br />

• Cooperação comercial<br />

• Diagnósticos remotos<br />

9<br />

O cliente recebe<br />

o automóvel<br />

8<br />

Oficina repara<br />

o automóvel<br />

7<br />

Fornecimento para<br />

a oficina<br />

5<br />

Encomenda de peças<br />

ao distribuidor<br />

B<br />

B Ponto de Controlo<br />

As oficinas escolhem peças e distribuidores<br />

Principais alavancas<br />

• Oferta de produtos, preço e contratos<br />

• Programa informático da oficina<br />

• Formação técnica e serviços<br />

• Comércio eletrónico e cooperação<br />

de plataformas<br />

6<br />

Encomenda de peças<br />

ao fornecedor<br />

C<br />

C Ponto de Controlo<br />

Distribuidor escolhe fornecedores<br />

Principais alavancas<br />

• Preço e nível de serviço do fornecedor<br />

• Relação do fornecedor com distribuidor<br />

• Peças cativas e inovação<br />

• Sair de oficinas/clientes finais<br />

Cliente final Oficina Distribuidor Tier1<br />

Fonte: BCG<br />

122 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


PADRÕES INTER­<br />

NACIONAIS, RAÍZES<br />

ALEMÃS E MÁXIMA<br />

PRECISÃO.<br />

Três motivos pelos quais os clientes confiam na nossa tecnologia de travagem.<br />

ATE – Desenvolvido na Alemanha.<br />

ate-brakes.com<br />

Brakethrough Technology<br />

Uma marca da Continental.


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

Embora o canal<br />

autorizado<br />

beneficie de<br />

tecnologias novas<br />

e mais complexas,<br />

o mercado<br />

independente pode<br />

manter-se firme<br />

através da maior<br />

profissionalização<br />

e digitalização<br />

e também pelo<br />

aumento da idade<br />

média do parque<br />

As oficinas escolhem peças<br />

e distribuidores<br />

A escolha de uma oficina de reparação do distribuidor<br />

é determinada pela oferta e preço do<br />

produto, bem como dos serviços adicionais tais<br />

como formação e integração no panorama informático<br />

de oficinas cada vez mais digitalizadas.<br />

Considerações como a disponibilidade do produto,<br />

serviço e logística são ainda mais importantes<br />

do que apenas o preço ao escolher um distribuidor<br />

(ver Figura 2). Os distribuidores reforçaram a<br />

sua posição neste ponto de controlo ao criar uma<br />

carteira de serviços adaptados às necessidades das<br />

oficinas. Os fornecedores, pelo contrário, têm<br />

dificuldades de acesso direto às oficinas graças<br />

às competências que os distribuidores têm em se<br />

posicionarem como intermediários. As plataformas<br />

de serviços e ofertas de comércio eletrónico<br />

apresentam uma forma para os protagonistas<br />

não tradicionais para obter acesso ao ponto de<br />

controlo.<br />

Distribuidor escolhe fornecedores<br />

Os fornecedores devem gerir cuidadosamente as<br />

relações com distribuidores cada vez maiores e<br />

poderosos. Podem destacar-se com peças cativas,<br />

as que apenas estão disponíveis de um OEM ou<br />

fornecedor Tier1, bem como com serviços adicionais<br />

como a oferta de serviços de gestão logística.<br />

Combinados com parcerias estratégicas, estes<br />

serviços podem ajudar a proteger o preço de<br />

componentes premium de um afluxo de marcas<br />

privadas no mercado pós-venda.<br />

Rumo à digitalização<br />

e soluções integradas<br />

Para identificar os campos de ação estratégica<br />

mais centrais para cada tipo de protagonista do<br />

mercado pós-venda, publicamos a Figura 3.<br />

Como as empresas do mercado pós-venda estão a<br />

tornar-se mais ligadas, é essencial os protagonistas<br />

estarem informados sobre as suas próprias estra-<br />

124 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


www.alfaeparts.com<br />

Tech-driven<br />

electronics<br />

O NASCIMENTO DE UM NOVO LÍDER<br />

Um novo conceito de componentes<br />

elétricos e eletrónicos para veículos<br />

Qualidade,<br />

gama e<br />

serviço


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

FIGURA 2 - Importância dos fatores na decisão sobre a escolha de fornecedores por oficinas independentes<br />

Classificado de 1 (muito pouco importante) a 10 (muito importante)<br />

Preços<br />

Disponibilidade<br />

do produto<br />

Logística<br />

Disponibilidade, entregas<br />

e serviços com melhor<br />

classificação - salientar<br />

a necessidade de processos<br />

eficientes<br />

Portfólio<br />

de marcas<br />

Serviço Técnico<br />

Nível de preços importante<br />

e não o fator de decisão mais<br />

importante para as oficinas<br />

Pessoa<br />

de contacto<br />

de vendas<br />

Ofertas de<br />

informática<br />

Serviço<br />

(por ex., garantia)<br />

Distribuidores que parecem<br />

não ser capazes de alavancar<br />

as ofertas de informática<br />

ao grau pretendido para<br />

convencer os clientes<br />

Fonte: Wolk/BCG<br />

126 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


Trabalho árduo facilitado.<br />

Os vídeos de serviço Watch and Work.<br />

Os vídeos de serviço Watch and Work facilitam o trabalho árduo. Pois<br />

fornecem conselhos práticos aos mecânicos para os ajudar na realização de<br />

trabalhos complexos no acionamento por correia. Profissionais, práticos e<br />

relativos a tipos de motor específicos. Sempre disponíveis no nosso canal<br />

YouTube ou em www.continental-ep.com/waw.<br />

ContiTech Antriebssysteme GmbH<br />

www.continental-engineparts.com


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

No final da década,<br />

cerca de 20% da<br />

frota automóvel<br />

europeia será<br />

composta<br />

por veículos<br />

eletrificados.<br />

Cerca de 6% dos<br />

veículos em<br />

operação serão<br />

veículos elétricos<br />

a bateria, os quais<br />

geram cerca de 20%<br />

menos gastos com<br />

peças<br />

tégias, bem como sobre as das empresas acima e<br />

abaixo do fluxo de valores. Os protagonistas no<br />

mercado pós-venda estão a mostrar uma maior<br />

vontade de continuar com parcerias à medida<br />

que se formam alianças e a indústria avança para<br />

uma maior integração vertical.<br />

Oficinas - Melhorar a eficiência<br />

e planeamento<br />

As oficinas devem melhorar a eficiência interna<br />

e o planeamento através de mais digitalização,<br />

incluindo sistemas avançados de gestão de revendedores<br />

e processos das oficinas. Devem preparar os<br />

funcionários e a sua oficina física para reparações<br />

relacionadas com a eletrificação e o ADAS. As<br />

oficinas de reparação também precisam de olhar<br />

para a forma como se aproximam dos clientes.<br />

Com o aumento da direção digital do cliente, as<br />

oficinas devem ligar-se digitalmente aos clientes<br />

através de parcerias ou de um sistema exclusivo,<br />

tal como a adesão a um conceito de oficina. O<br />

número crescente de clientes controlados por frotas<br />

e companhias de seguros requer que as oficinas<br />

integrem esses protagonistas no seu programa<br />

informático. Proporcionar cobertura suficiente<br />

aos clientes comerciais é vital, pois procurarão<br />

parceiros de âmbito nacional, com os quais possam<br />

celebrar acordos. O aumento de volume também<br />

permite oportunidades adicionais para financiar<br />

investimentos em equipamento novos e serviços.<br />

Distribuidores - Agregadores<br />

de serviços, frotas e seguradoras<br />

Três diretivas estratégicas dominam as implicações<br />

para os distribuidores, tais como agregadores de<br />

serviços, frotas e seguradoras. Querem construir<br />

escala e criar integração através de parcerias. Estes<br />

modelos de plataforma devem ter tamanho suficiente<br />

e uma integração perfeita nos programas<br />

informáticos. Esta plataforma holística impulsionaria<br />

os diagnósticos remotos para desencadear<br />

imediatamente encomendas de peças da oficina<br />

ao distribuidor e agendar uma marcação para o<br />

cliente final. Além disso, os distribuidores devem<br />

128 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


Os profissionais adoram a<br />

LIQUI MOLY<br />

Os produtos da imagem são meramente<br />

ilustrativos<br />

da ampla<br />

gama disponível.<br />

MOTORÖLE<br />

Há anos que os leitores das principais revistas alemãs de automóveis elegem a LIQUI MOLY<br />

como a melhor marca de lubrificantes e a número dois na categoria de produtos de cuidado<br />

automóvel. Aproveite a popularidade da marca para o seu próprio negócio e beneficie da nossa<br />

ampla gama ADDITIVE<br />

de produtos e soluções para oficinas.<br />

Tudo do mesmo fornecedor, para clientes totalmente satisfeitos.<br />

AUTOPFLEGE<br />

Ausgabe 2/<strong>2022</strong><br />

Ausgabe 2/<strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

FIGURA 3 - Detalhes das implicações estratégicas para cada tipo de protagonista do mercado pós-venda<br />

Oficinas<br />

Rever as relações do<br />

cliente e iniciativas<br />

de marketing<br />

Reforçar para<br />

competir no futuro<br />

Melhorar os<br />

processos internos<br />

(informática)<br />

e o planeamento<br />

Capturar função<br />

ativa nos<br />

processos digitais<br />

com parceiros<br />

selecionados<br />

Preparar<br />

funcionários/<br />

equipamentos<br />

para reparações<br />

novas e complexas<br />

Distribuidores<br />

Investir em escala<br />

com iniciativas<br />

de clientes<br />

Desenvolver<br />

o conceito<br />

de plataforma<br />

holística<br />

Encontrar parcerias<br />

para melhorar<br />

a experiência e<br />

o fluxo de clientes<br />

Procurar parceiros<br />

para solução<br />

de diagnóstico<br />

(remoto)<br />

Avaliar as<br />

implicações<br />

da mudança<br />

de reparações<br />

Grossistas<br />

Estabelecer<br />

parcerias<br />

estratégicas para<br />

orientar o cliente<br />

final<br />

Rever a frequência<br />

de entrega usando<br />

a análise de dados<br />

Criar conceito de<br />

plataforma digital<br />

incl. comércio<br />

eletrónico<br />

Conduzir ativamente<br />

a consolidação e<br />

elevar as sinergias<br />

Avaliar a oferta de<br />

recondicionamento<br />

Tier1<br />

Reforçar o ponto de<br />

controlo da oficina<br />

(e do cliente final)<br />

Avaliar o<br />

fornecimento<br />

direto a oficinas/<br />

protagonistas do<br />

comércio eletrónico<br />

Posição no<br />

crescente mercado<br />

de componentes EV<br />

Contrariar o poder<br />

de compra dos<br />

distribuidores<br />

Ganhar papel para<br />

OEM em tecnologias<br />

de software/dados<br />

OEM<br />

Reforçar a relação<br />

cliente/fidelização<br />

Desenvolver<br />

proativamente<br />

modelos de negócio<br />

de EV e software<br />

Avaliar a oferta<br />

de diagnóstico<br />

remoto para IAM<br />

Rever a estrutura/<br />

estratégia interna<br />

para o mercado<br />

pós-venda<br />

Avaliar caso<br />

de investimento<br />

para IAM<br />

Fonte: BCG<br />

130 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


O fluxo de dados criado<br />

pela digitalização dos<br />

automóveis e processos de<br />

pós-venda irá desempenhar<br />

um papel cada vez mais<br />

importante num ecossistema<br />

em que clientes e peças serão<br />

canalizados automaticamente<br />

para as oficinas<br />

MÁXIMO DESEMPENHO<br />

TOTAL TRANQUILIDADE<br />

A BENDIX ESTÁ<br />

AINDA MELHOR<br />

avaliar as implicações da alteração dos tipos de reparação causadas pelo aumento<br />

da complexidade técnica da eletrificação e da assistência automatizada<br />

ao condutor nos seus negócios.<br />

Grossistas – Facilitadores centrais<br />

e parceiros de negócio<br />

Os grossistas estão bem posicionados para serem facilitadores centrais e<br />

parceiros no espaço do mercado pós-venda. Para alavancar esta posição,<br />

devem encontrar formas de direcionar os clientes finais, oferecendo serviços<br />

adicionais, tais como centros de atendimento para frotas ou ao investir e criar<br />

parcerias com plataformas de monitorização. A concorrência intensificada<br />

entre os distribuidores consolidados exige que os protagonistas melhorem a<br />

sua eficiência interna em logística e realizem sinergias. É fundamental para<br />

os grossistas criar um conceito de plataforma digital que possa competir<br />

com os protagonistas do comércio eletrónico que também servem oficinas<br />

e cada vez mais adquirem peças diretamente dos fornecedores. Avaliar a<br />

ameaça dos novos players no mercado e formular uma resposta estratégica<br />

permite que os grossistas passem a ser participantes com um conjunto de<br />

valores crescentes. A oferta de produtos reconstruídos permite aos grossistas<br />

ganharem mais quota e controlo do negócio de mercado pós-venda, aumentando<br />

a sua alavancagem em negociações e melhoria do acesso ao mercado.<br />

Reconhecida pelos resultados no setor dos travões,<br />

desde 1924, a Bendix é agora apoiada pela TMD Friction -<br />

um fabricante líder mundial de equipamento original<br />

para o segmento da fricção. Isto representa uma maior<br />

garantia de qualidade, maior cobertura de veículos e<br />

uma gama maior.<br />

Há melhores travões do que estes?<br />

Fabricantes de automóveis e oficinas autorizadas<br />

O canal autorizado está na posição mais forte para ganhar quota adicional de<br />

negócios com base nas tendências do mercado. Mas os fabricantes de equipamento<br />

original e as oficinas autorizadas devem tirar partido da sua atual relação<br />

com os clientes, bem como de reparações novas e complexas para penetrar nos<br />

segmentos de automóveis mais antigos do mercado pós-venda. Ao reforçar a<br />

fidelização de clientes através de medidas específicas, tais como serviços baseados<br />

em subscrições e utilizando proativamente as suas vantagens técnicas com novas<br />

tecnologias, tais como veículos eletrificados e ADAS, o canal autorizado pode<br />

posicionar-se como especialista técnico de confiança. Devido ao seu acesso aos<br />

dados e aos seus conhecimentos técnicos, os fabricantes de automóveis poderão<br />

fornecer aos protagonistas do mercado pós-venda independente algum acesso de<br />

diagnóstico remoto. A crescente necessidade de gerir ativamente operações do<br />

mercado pós-venda, bem como a mudança da dinâmica competitiva exige que<br />

os fabricantes de equipamento original revejam a sua estrutura interna e a sua<br />

estratégia no mercado pós-venda. Um investimento num negócio do mercado<br />

pós-venda independente pode revelar-se um caminho a receitas mais elevadas<br />

e contribuições para lucros dos fabricantes de automóveis.<br />

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MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

Criar as bases para a digitalização<br />

O crescimento do negócio de peças do mercado<br />

pós-venda europeu continuará mas vai começar<br />

a abrandar na segunda metade da década.<br />

Embora continuem a surgir canais de comércio<br />

eletrónico de peças, os distribuidores continuarão<br />

a ser o principal modo de distribuição no canal<br />

independente. Os fornecedores devem estar<br />

atentos à sua posição no mercado e encontrar<br />

formas de alavancar peças cativas, construir<br />

uma carteira de produtos competitiva e<br />

desenvolver serviços de valor acrescentado para<br />

distribuidores e oficinas para se destacarem da<br />

concorrência (Ver figura 4).<br />

À medida que o mercado abranda após 2025,<br />

a indústria irá confrontar questões como a<br />

consolidação e novos protagonistas na digitalização<br />

do mercado pós-venda. Um mercado pósvenda<br />

mais eficiente surgirá no final da década,<br />

possibilitado pela digitalização e integração ao longo<br />

da cadeia de valor. Os clientes serão cada vez mais<br />

orientados para as oficinas de reparação por frotas,<br />

seguradoras, agregadores de serviços e diagnóstico<br />

remoto. Os negócios gerados pelas colisões<br />

começarão a diminuir à medida que mais veículos<br />

forem equipados com sistemas de segurança<br />

avançados. Para acompanhar esta transformação,<br />

e o aumento da eletrificação dos veículos, as<br />

oficinas terão de dominar novos tipos de reparações<br />

e digitalizar as suas operações. Os distribuidores<br />

profissionalizados e consolidados sentirão a pressão<br />

para reduzir os custos logísticos e utilizar análises<br />

avançadas para melhorar a eficiência.<br />

FIGURA 4 - Visão do mercado pós-venda em 2030<br />

Aumentar as<br />

interações digitais<br />

do cliente<br />

Manutenção<br />

preventiva e<br />

diagnóstico remoto<br />

Mais reparações<br />

EV e importância<br />

do software<br />

Digitalização<br />

crescente e<br />

encomenda online<br />

de oficinas<br />

Frotas e seguradoras<br />

dirigem o fluxo<br />

crescente de clientes<br />

Os sistemas ADAS<br />

reduzem as taxas de<br />

colisão<br />

Menos entregas por<br />

parte dos distribuidores<br />

devido ao aumento dos<br />

custos<br />

132 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


Os fornecedores irão enfrentar desafios<br />

crescentes por parte dos clientes com maior<br />

poder de compra e terão menos pontos de<br />

acesso direto às oficinas, mas também terão<br />

novas oportunidades para chegar aos clientes<br />

através de novos protagonistas, tais como<br />

revendedores de peças online As empresas<br />

devem agir agora para se prepararem para a<br />

transformação da indústria a fim de assegurar<br />

a sua posição no que continuará a ser um<br />

mercado grande e atrativo.<br />

MÁXIMO DESEMPENHO<br />

TOTAL TRANQUILIDADE<br />

A BENDIX ESTÁ<br />

AINDA MELHOR<br />

Fornecedores<br />

de peças abertas<br />

ao fornecimento<br />

direto a clientes finais,<br />

oficinas e operadores<br />

de comércio eletrónico<br />

Reconhecida pelos resultados no setor dos travões,<br />

desde 1924, a Bendix é agora apoiada pela TMD Friction -<br />

um fabricante líder mundial de equipamento original<br />

para o segmento da fricção. Isto representa uma maior<br />

garantia de qualidade, maior cobertura de veículos e<br />

uma gama maior.<br />

Há melhores travões do que estes?<br />

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MERCADO<br />

Top<br />

25<br />

DISTRIBUIDORES EQUIPAMENTOS<br />

Os 25 Maiores Distribuidores de Equipamentos para Oficinas faturaram em 2021 quase<br />

110 milhões de €, mais 10% que em 2020, superando o valor de 2019. Tem mantido o Emprego,<br />

que foi de 650 trabalhadores, pelo que a produtividade aumentou para 169 mil € por trabalhador<br />

Nos anos da pandemia houve uma<br />

redução substancial do número<br />

pedidos de equipamentos e de solicitações<br />

de serviços de manutenção<br />

preventiva por parte das oficinas.<br />

Neste momento, a situação encontra-se praticamente<br />

normalizada, embora ainda se possa sentir,<br />

por parte de algumas empresas, algum receio do<br />

futuro e a necessidade de adiarem intenções de investimento<br />

ao nível da aquisição de equipamentos<br />

A “revolução elétrica”, a tendência de concentração<br />

do mercado, o comércio online, o esmagamento<br />

das margens de comercialização, a rápida e<br />

constante evolução tecnológica, serão porventura,<br />

entre outros, alguns dos maiores desafios para o<br />

negócio de comércio de ferramentas e equipamentos<br />

para oficinas automóvel. A forte concorrência<br />

do setor, com a presença de cada vez mais players<br />

é outra das maiores ameaças.<br />

Neste preciso momento a maior ameaça é a inflação<br />

dos preços que está a ocorrer devido ao aumento<br />

do preço dos transportes e das matérias-primas.<br />

Isto pode levar ao abrandamento das vendas. No<br />

geral, a situação financeira dos distribuidores de<br />

equipamentos em 2021 melhorou, com o aumento<br />

das vendas.<br />

• Os lucros adicionados quase triplicaram<br />

• A incidência do Valor Acrescentado é de 20%<br />

do Volume de Negócios<br />

• Autonomia Financeira estabilizou em 52,4%, o<br />

que é um excelente resultado<br />

• As Rentabilidades médias aumentaram, mas<br />

mantém valores inferiores ao dos outros setores:<br />

2,7% das Vendas e 5% dos Capitais<br />

• As Exportações caíram 7,7 % diminuindo seu<br />

peso para 7% da Faturação<br />

134 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


TOP 25 – MAIORES DISTRIBUIDORES EQUIPAMENTOS<br />

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2021 VOL. NEG. 2020 ATIVO 2021 RES. LIQ. 2021 CAP. PROP. 2021 VAB 2021 Nº TRAB. 2021<br />

1 LUSAVOUGA, S.A. LISBOA 25 257 22 762 28 223 946 14 150 4 318 115<br />

2 BOLAS, LDA. ÉVORA 11 847 9 978 11 719 721 10 265 2 736 60<br />

3 LUSAVEIRO, S.A. AVEIRO 11 380 10 348 10 852 182 4 319 1 619 37<br />

4 LUSILECTRA S.A. PORTO 11 258 10 310 11 869 72 5 935 2 441 67<br />

5 RUBETE, S.A. PORTO 5 133 4 634 4 111 -279 590 1 281 57<br />

6 KROFTOOLS, LDA. BRAGA 5 015 3 670 5 441 391 1 537 1 195 16<br />

7 COMETIL, S.A. LISBOA 4 492 4 602 5 772 108 4 186 1 119 27<br />

8 CETRUS, LDA. BRAGA 4 162 3 964 5 950 16 1 750 1 679 49<br />

9 CORCET, LDA. PORTO 4 067 3 234 4 365 313 3 087 1 320 24<br />

10 INTERMACO, LDA. AVEIRO 4 057 3 752 2 581 13 1 793 997 34<br />

11 FERROL 2, S.A. LEIRIA 3 464 2 667 2 432 34 587 434 10<br />

12 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. LISBOA 2 441 2 541 3 928 -193 2 544 439 16<br />

13 PROXIRA, LDA LISBOA 2 111 1 735 1129 117 390 462 15<br />

14 HÉLDER MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. LEIRIA 2 049 1 750 1 936 36 265 510 16<br />

15 MGM, LDA. PORTO 1 989 1 489 1 343 54 765 587 22<br />

16 ALTARODA, S.A. PAREDES 1 921 1 793 2 048 171 1 700 580 15<br />

17 FORWINNERS, LDA. AVEIRO 1 692 1 323 1 220 147 457 404 4<br />

18 HISPANOR, LDA. BRAGA 1 655 1 665 1 011 196 676 581 12<br />

19 IMPACTO, LDA. PORTO 1 550 1 242 1 503 3 1 391 315 8<br />

20 GONÇALTEAM, LDA. SETÚBAL 1 334 1 180 2 149 72 870 450 11<br />

21 TECNIVERCA, LDA. LISBOA 1 325 1 369 1 540 -136 1 079 200 14<br />

22 DOMINGOS & MORGADO 2, LDA. PORTO 1 299 1 195 1 283 -19 218 287 12<br />

23 CONVERSA DE MÃOS, LDA. PORTO 1 061 881 834 75 398 293 11<br />

24 MEGANOR, LDA. BRAGANÇA 1 049 967 929 47 465 337 12<br />

25 PINTO DA COSTA & COSTA, LDA. BRAGA 1 041 775 757 40 599 245 8<br />

TOP 25<br />

EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIO DISTRIBUIDORES EQUIPAMENTOS<br />

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG.<br />

2021<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. 21/20<br />

VOL. NEG.<br />

2020<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. (20/19)<br />

VOL. NEG. 2019<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. (19/18)<br />

1 KROFTOOLS, LDA. BRAGA 5 015 36,6 3 670 7,3 3 419 21,67 2 810<br />

2 PINTO DA COSTA & COSTA, LDA. BRAGA 1 041 34,3 775 -26,3 1 051 -14,48 1 229<br />

3 MGM, LDA. PORTO 1 989 33,6 1 489 -4,9 1 565 12,67 1 389<br />

4 FERROL 2, S.A. LEIRIA 3 464 29,9 2 667 -23,0 3 464 15,24 3 006<br />

5 FORWINNERS, LDA. AVEIRO 1 692 27,9 1 323 19,7 1 105 8,23 1 021<br />

6 CORCET, LDA. PORTO 4 067 25,8 3 234 25,5 2 577 10,51 2 332<br />

7 IMPACTO, LDA. PORTO 1 550 24,8 1 242 -16,6 1 489 10,38 1 349<br />

8 PROXIRA, LDA LISBOA 2 111 21,7 1 735 27,1 1365 - -<br />

9 CONVERSA DE MÃOS, LDA. PORTO 1 061 20,4 881 -21,6 1 124 -1,58 1 142<br />

10 BOLAS, LDA. ÉVORA 11 847 18,7 9 978 -6,8 10 701 2,13 10 478<br />

11 HÉLDER MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. LEIRIA 2 049 17,1 1 750 -16,9 2 107 5,99 1 988<br />

12 GONÇALTEAM, LDA. SETÚBAL 1 334 13,1 1 180 -29,3 1 670 -7,79 1 811<br />

13 LUSAVOUGA, S.A. LISBOA 25 257 11,0 22 762 6,1 21 447 -5,19 22 621<br />

14 RUBETE, S.A. PORTO 5 133 10,8 4 634 -13,1 5 334 -2,50 5 471<br />

15 LUSAVEIRO, S.A. AVEIRO 11 380 10,0 10 348 3,8 9 969 -4,44 10 432<br />

16 LUSILECTRA, S.A. PORTO 11 258 9,2 10 310 -28,9 14 497 11,16 13 041<br />

17 DOMINGOS & MORGADO 2, LDA. PORTO 1 299 8,7 1 195 -30,3 1 715 -10,16 1 909<br />

18 MEGANOR, LDA. BRAGANÇA 1 049 8,5 967 27,6 758 - -<br />

19 INTERMACO, LDA. AVEIRO 4 057 8,1 3 752 -11,3 4 229 1,73 4 157<br />

20 ALTARODA, S.A. PAREDES 1 921 7,1 1 793 8,3 1 656 18,79 1 394<br />

21 CETRUS, LDA. BRAGA 4 162 5,0 3 964 -12,1 4 508 -7,66 4 882<br />

22 HISPANOR, LDA. BRAGA 1 655 -0,6 1 665 -9,1 1 831 34,73 1 359<br />

23 COMETIL, S.A. LISBOA 4 492 -2,4 4 602 -15,9 5 475 -4,77 5 749<br />

24 TECNIVERCA, LDA. LISBOA 1 325 -3,2 1 369 -15,0 1 610 3,14 1 561<br />

25 FONSECA, MATOS & FERREIRA, LDA. LISBOA 2 441 -3,9 2 541 -35,9 3 965 - -<br />

VOL. NEG.<br />

2018<br />

<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

135


MERCADO<br />

Top<br />

25<br />

josé bárbara, diretor geral da<br />

kroftools, recebeu o troféu<br />

de 1º classificado na categoria<br />

equipamentos<br />

vando santos, da bolas,<br />

recebeu o troféu de 2º<br />

classificado na categoria<br />

equipamentos<br />

Quadro de Honra<br />

Nº EMPRESA<br />

1 KROFTOOLS<br />

2 BOLAS<br />

3 CORCET<br />

4 LUSAVOUGA<br />

5 ALTARODA<br />

6 HISPANOR<br />

7 FORWINNERS<br />

8 MGM<br />

9 PINTO DA COSTA & COSTA<br />

10 LUSAVEIRO<br />

JOSÉ BOAVIDA, DA CORTECO,<br />

patrocinador DA GALA top<br />

100, ANUNCIA OS VENCEDORES<br />

DO QUADRO DE HONRA DA<br />

categoria EQUIPAMENTOS


TOP 10<br />

DISTRIBUIDORES equipamentos POR CRITÉRIOS<br />

Nº EMPRESA CRESCIMENTO<br />

VOLUME NEGÓCIOS<br />

1 KROFTOOLS, LDA. 36,6<br />

2 PINTO DA COSTA & COSTA, LDA. 34,3<br />

3 MGM, LDA. 33,6<br />

4 FERROL 2, S.A. 29,9<br />

5 FORWINNERS, LDA. 27,9<br />

6 CORCET, LDA 25,8<br />

7 IMPACTO, LDA. 24,8<br />

8 PROXIRA, LDA 21,7<br />

9 CONVERSA DE MÃOS, LDA. 20,4<br />

10 BOLAS, LDA. 18,7<br />

Nº EMPRESA RENTABILIDADE<br />

CAPITAL PRÓPRIO<br />

1 FORWINNERS, LDA. 32,2<br />

2 PROXIRA, LDA 30,0<br />

3 HISPANOR, LDA. 29,0<br />

4 KROFTOOLS, LDA. 25,4<br />

5 CONVERSA DE MÃOS, LDA. 18,8<br />

6 HÉLDER MÁQUINAS E FERRAMENTAS, LDA. 13,6<br />

7 CORCET, LDA 10,1<br />

8 MEGANOR, LDA. 10,1<br />

9 ALTARODA, S.A. 10,1<br />

10 GONÇALTEAM, LDA. 8,3<br />

Nº EMPRESA PRODUTIVIDADE<br />

REAL<br />

1 FORWINNERS, LDA. 101,0<br />

2 KROFTOOLS, LDA. 74,7<br />

3 CORCET, LDA 55,0<br />

4 HISPANOR, LDA. 48,4<br />

5 BOLAS, LDA. 45,6<br />

6 LUSAVEIRO, S.A. 43,8<br />

7 FERROL 2, S.A. 43,4<br />

8 COMETIL, S.A. 41,4<br />

9 GONÇALTEAM, LDA. 40,9<br />

10 IMPACTO, LDA. 39,4<br />

Nº EMPRESA VALOR ACRESCENTADO<br />

BRUTO (VAB)<br />

1 LUSAVOUGA, S.A. 4 318<br />

2 BOLAS, LDA. 2 736<br />

3 LUSILECTRA, S.A. 2 441<br />

4 CETRUS, LDA. 1 679<br />

5 LUSAVEIRO, S.A. 1 619<br />

6 CORCET, LDA 1 320<br />

7 KROFTOOLS, LDA. 1 195<br />

8 COMETIL, S.A. 1 119<br />

9 INTERMACO, LDA. 997<br />

10 MGM, LDA. 587<br />

Nº EMPRESA AUTONOMIA<br />

FINANCEIRA<br />

1 IMPACTO, LDA. 92,5<br />

2 BOLAS, LDA. 87,6<br />

3 ALTARODA, S.A. 83,0<br />

4 PINTO DA COSTA & COSTA, LDA. 79,1<br />

5 COMETIL, S.A. 72,5<br />

6 CORCET, LDA 70,7<br />

7 INTERMACO, LDA. 69,5<br />

8 HISPANOR, LDA. 66,9<br />

9 MGM, LDA. 57,0<br />

10 LUSAVOUGA, S.A. 50,1<br />

Nº EMPRESA GERAÇÃO<br />

EMPREGO<br />

1 LUSAVOUGA, S.A. 11<br />

2 CETRUS, LDA. 5<br />

3 PROXIRA, LDA 4<br />

4 LUSILECTRA, S.A. 3<br />

5 ALTARODA, S.A. 1<br />

6 CONVERSA DE MÃOS, LDA. 1<br />

7 PINTO DA COSTA & COSTA, LDA. 1<br />

8 KROFTOOLS, LDA. 0<br />

9 LUSAVEIRO, S.A. 0<br />

10 INTERMACO, LDA. 0<br />

<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

137


POSIÇÃO RANKING 4º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €11.258.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

EQUIPAMENTOS<br />

LUSILECTRA<br />

Lusilectra, empresa pertencente ao Grupo Salvador Caetano, apresenta uma<br />

A ampla gama de equipamentos e ferramentas para as oficinas, com cerca de<br />

5.000 referências, capaz de equipar “chave na mão” qualquer tipo de oficina<br />

(serviços rápidos, mecânica, chapa e pintura, pneus). Sempre com uma visão<br />

dinâmica e com perspetivas de futuro alargadas, a empresa faz questão de estar<br />

presente no maior número de mercados existentes. Atualmente, encontram-se<br />

em Portugal e Espanha, onde desenvolvem as suas quatro áreas de negócio:<br />

Acessórios Especiais Automóvel, Equipamentos para Oficinas, Centros de Inspeção<br />

e Ferramentas Profissionais. Para além da expansão territorial, expandir<br />

o seu portfólio para um maior número de referências, faz parte da estratégia da<br />

empresa. Em <strong>2022</strong>, a Lusilectra apostou num leque de produtos para Serviços<br />

de Pneus da Hofmann. António Garrido, administrador da empresa, afirma<br />

não poder estar mais satisfeito com o desempenho desta aposta “A marca tem<br />

tido um bom desempenho tendo em conta a qualidade e ampla gama das suas<br />

linhas de produtos”. Estar sempre um passo à frente na vertente tecnológica,<br />

mais do que uma escolha, tornou-se numa necessidade para a Lusilectra. António<br />

Garrido revelou que o facto de estarem “inseridos no Grupo Salvador Caetano,<br />

permite-nos acompanhar de mais perto toda a evolução tecnológica do setor<br />

automóvel, fazendo com que estejamos mais atentos à inovação”. Atualmente,<br />

toda a gestão de stocks da empresa é “suportada por um software dedicado<br />

e apoiado na experiência de profissionais qualificados que conhecem bem o<br />

setor”, acrescentou. Ainda que o ‘digital’ seja uma componente imprescindível<br />

para a empresa, o ‘presencial’ tem muito significado para a Lusilectra, que não<br />

dispensa um serviço pós-venda ‘cara a cara’, sempre a pensar nas necessidades<br />

do cliente. O serviço de assistência programada que disponibilizam é exemplo<br />

disso “As principais vantagens deste serviço prende-se com a melhor gestão dos<br />

equipamentos dos nossos clientes, deixando-os mais tranquilos quanto à sua<br />

manutenção, garantindo a longevidade e o bom funcionamento dos mesmos”.<br />

A evoluir a olhos vistos, a empresa cresceu nas vendas face aos últimos dois anos,<br />

chegando mesmo a atingir os níveis de 2019. Para continuar a crescer, para<br />

além de desejar que “a guerra termine, por todas as implicações que isso tem<br />

em termos sociais e económicos”, a Lusilectra tem apostado na maximização<br />

dos stocks e estabelecido acordos com os seus principais fornecedores de forma<br />

a minimizar ao máximo o impacto junto dos clientes, otimizando a gestão de<br />

projetos, aconselhamento e acompanhamento comercial, assistência técnica,<br />

formação teórica e prática, elaboração de layouts, contratos de assistência e<br />

manutenção, máquinas de substituição, soluções “chave na mão” e possibilidade<br />

de leasings, rentings e alugueres.<br />

Administrador: António Garrido<br />

Morada Rua Eng. Ferreira Dias, 953/993 – 4100-247 Porto<br />

Telefone 226 198 750 EMAIL lusilectra@lusilectra.pt SITE www.lusilectra.pt<br />

138 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 6º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €5.015.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

EQUIPAMENTOS<br />

KROFTOOLS<br />

KROFtools tem no seu ADN qualidade, fiabilidade e inovação, caraterísticas<br />

A que considera imprescindíveis e que a tem levado ao sucesso nos últimos<br />

33 anos. Conta atualmente com uma gama com cerca de 2.500 referências e<br />

perspetiva continuar a adicionar novos produtos ao seu portfólio “é uma prática<br />

recorrente da nossa marca, pois vamos lançando vários ao longo do ano, e a par<br />

disso, também aprimoramos os modelos já existentes”, referiu José Bárbara, Diretor<br />

Geral da empresa. Os produtos KROFtools mais procurados pelas oficinas estão<br />

ligados à elevação, às ferramentas específicas e manuais, assim, a empresa, tem<br />

previsto até ao final do ano, apostar em “elevadores para camiões ficando com<br />

um leque mais completo a nível de elevação”. Mas as novidades não ficam por<br />

aqui, também a gama de pneumáticos e de ferramentas elétricas vai crescer com<br />

novas referências “vamos lançar um jogo pneumático para extrair injetores, com<br />

um sistema muito mais rápido e eficiente do que os tradicionais extratores que<br />

são de pancada ou hidráulicos e a nível de ferramenta elétrica, vamos lançar as<br />

gambiarras com carregamento via wireless”, revelou. Com a gama de produtos a<br />

crescer de ano para ano e com a falta generalizada de matérias primas, tornou-se<br />

essencial para a KROFtools, mais espaço. José Bárbara, pôs mãos à obra e projetou<br />

as novas instalações para fazer face às atuais exigências do ramo automóvel, no<br />

entanto, a pandemia trocou-lhe as voltas. Tal como o mercado “exigente” e “em<br />

constante mudança”, o Diretor Geral dividiu em cinco armazéns o stock que lhe<br />

permitissem continuar a dar resposta a todos os que os procuram, sem nunca pôr<br />

em causa a qualidade que os distingue. De forma a colmatar a necessidade dos<br />

clientes, dispõe de uma especializada Equipa Técnica presente na zona Norte<br />

e outra na zona Sul do país, para que possa quase de imediato solucionar as<br />

questões que vão surgindo. A nível do digital o ano anterior foi sem dúvida um<br />

ano de desenvolvimento para a KROFtools “Reformulámos a imagem do nosso<br />

site, criamos um Blog, onde disponibilizamos conteúdo regularmente, dinamizámos<br />

ainda mais as nossas Newsletters e reforçamos a nossa presença nas redes<br />

sociais. No entanto, este ano continuamos a nossa aposta, e avançamos para um<br />

programa de projeção 3D de oficinas mecânicas”, revela o responsável. Tornar a<br />

KROFtools numa empresa internacionalmente conhecida sempre foi a ambição<br />

de José Bárbara. Hoje, exportam para mais de 16 países, no entanto, a abertura<br />

para novos mercados faz parte da estratégia de expansão da empresa. Para além<br />

de todo o trabalho desenvolvido diariamente, foi a pensar nesta expansão que<br />

marcaram presença na Automechanika. A crescer a olhos vistos, José Bárbara<br />

desvendou os números do presente ano “O primeiro semestre foi de crescimento<br />

onde desenvolvemos novos mercados na Europa e até ao final de <strong>2022</strong> prevemos<br />

um aumento de dois dígitos face ao ano passado”.<br />

Administrador José Bárbara<br />

Morada Rua da Devesa, nº 8 - 4755-307 Barcelos - Braga<br />

Telefone 253 200 250 EMAIL geral@kroftools.com SITE www.kroftools.com/pt<br />

140 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


WHEREVER WE GO, WE GO TOGETHER<br />

33<br />

ANOS<br />

LÍDER!<br />

NO<br />

MERCADO<br />

EQUIPAMENTOS PARA OFICINA<br />

FERRAMENTA AUTOMÓVEL<br />

WWW.KROFTOOLS.COM


POSIÇÃO RANKING 7º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €4.492.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

EQUIPAMENTOS<br />

COMETIL<br />

Num período de apreensão e incertezas quanto ao futuro do pós-venda<br />

automóvel, a Cometil continua a valer-se da versatilidade como imagem<br />

de marca e fator essencial para o sucesso do negócio. Tem uma atividade<br />

transversal, cobrindo todas as áreas de negócio na indústria da manutenção,<br />

podendo projetar soluções tanto para uma empresa de serviços rápidos, como<br />

desenhar um projeto «chave na mão» para uma oficina OEM que representa<br />

um fabricante de veículos automóveis. Para tal, confia nos fabricantes Hunter,<br />

BlitzRotary, Hazet, Vigor, Buttler, Cemb, Waeco, Omer e AHS. Pedro de Jesus,<br />

administrador, explica que não há segredos, “apenas o respeito pelo cliente que<br />

nos dá a sua preferência, temos que ter competência para lhe propor as melhores<br />

soluções e para o tornar capaz de as rentabilizar”. A Cometil começa por<br />

identificar as necessidades do cliente, incluindo sempre a formação contínua,<br />

com os clientes a valorizarem, segundo o responsável, “equipamentos que lhes<br />

permitam superar os desafios que os veículos atuais criam na atividade oficinal;<br />

as homologações OEM; a segurança de quem os utiliza e a fiabilidade em<br />

conjunto com a assistência pós-venda”. O administrador refere que o grande<br />

foco da empresa está em “conhecer, estudar, projetar, formar e criar resultados<br />

no negócio do cliente”. Tem alargado a venda de várias famílias de produtos,<br />

como sistemas de elevação, mobiliário oficinal, frenómetros e teste de suspensões<br />

e prevê continuar a fazê-lo, apresentando como novidade a solução criada pela<br />

Hunter para a calibração dos sistemas ADAS e seguir com a divulgação do sistema<br />

Quick Check Inspection, da mesma marca. Os produtos mais procurados<br />

pelos clientes são as máquinas de verificação e ajuste da geometria dos ângulos<br />

da direção e suspensão, também da Hunter. Atualmente, o principal veículo de<br />

comunicação da empresa é a página na internet, onde podem ser encontrados<br />

os produtos disponíveis e onde são divulgados os eventos em que participam,<br />

o plano anual de formação, ações comerciais e novos produtos. Pedro de Jesus<br />

considera que ainda é muito prematuro para definir com exatidão como será<br />

o automóvel daqui a 10 anos, mas defende que este irá “continuar a necessitar<br />

de manutenção” e terá “problemas para solucionar”, pelo que está certo de<br />

que as “oportunidades de negócio vão surgir”. O caminho para o sucesso, no<br />

futuro, só depende, a seu ver, de cada uma das empresas, pois “as oportunidades<br />

e ameaças são criadas por nós, só temos que estar preparados para nos<br />

readaptarmos”. O responsável conclui ainda que “movidos a energia elétrica<br />

ou a combustíveis fósseis, os veículos continuarão a ser utilizados, no entanto,<br />

o cenário de mudança via exigir agilidade, visão e capacidade de adaptação à<br />

nova realidade, a todas as organizações que operam nesta indústria. A melhor<br />

definição para o futuro é a palavra mudança!”, finaliza.<br />

Administrador Pedro de Jesus<br />

Morada Rua Cidade de Amesterdão, 4 Parque Industrial do Arneiro, 2660 - 456 S. Julião do Tojal (Loures)<br />

Telefone 219 379 550 EMAIL geral@cometil.pt SITE www.cometil.pt<br />

142 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 8º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €4.162.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

EQUIPAMENTOS<br />

CETRUS<br />

operar no mercado dos equipamentos para oficinas de automóveis há já<br />

A 30 anos, a Cetrus é uma das referências do setor. O grande objetivo desta<br />

empresa passa por criar soluções inovadoras de qualidade, a preços competitivos,<br />

sempre à procura de oportunidades de negócio. A verdade é que a<br />

Cetrus já instalou mais de 2.500 oficinas automóvel em Portugal, um número<br />

de enorme responsabilidade. Talvez por isso, o administrador da empresa,<br />

Jorge Costa, agradeça e enalteça o trabalho de toda a equipa ao longo destas<br />

três décadas de atividade, reforçando sempre uma ética coerente e honesta com<br />

cada cliente. A empresa representa atualmente mais de 30 marcas, sendo as<br />

mais relevantes a Nova Verta, Spanesi, Space, Power System, Piusi, Ecodora,<br />

IRT, Drestet ou a Boxo. Mas como não há amor como o primeiro, a Nova<br />

Verta teve desde sempre uma relevância fulcral nesta empresa, até pelo facto<br />

de ter sido a primeira a juntar-se à Cetrus. A génese da empresa provém do<br />

setor industrial, por isso é que a Cetrus presta sempre muita atenção ao projeto,<br />

fator primordial na evolução de qualquer obra. Atualmente, e apesar de já<br />

ter dentro de portas a capacidade e know-how para execução de projetos 3D,<br />

aumentou a capacidade da equipa e, atualmente, faz apresentações, vídeos e<br />

até visitas virtuais à futura oficina, dando uma perspetiva quase real ao cliente<br />

de como vai ficar o seu espaço. Para o administrador, a proximidade com o<br />

cliente apresenta-se muitas vezes como um autêntico fator para o sucesso: “O<br />

conceito de «chave na mão» é muito mais do que ser fornecedor global. Na<br />

verdade, temos colaborado com os nossos clientes desde o projeto e conceção<br />

da oficina, bem antes da colocação da primeira pedra. Com isto, estudamos o<br />

melhor layout e definem-se os melhores fluxos da oficina, considerando sempre<br />

os fatores ambientais”, refere o administrador.<br />

Já na área da mecânica, a Cetrus tem apostado muito na produção de mobiliário<br />

oficinal personalizado. Jorge Costa refere que o mobiliário oficinal da Cetrus é<br />

totalmente personalizável, pois o desenho e fabrico é realizado internamente.<br />

Desta forma, podem “desenvolver soluções à medida e de acordo com a real<br />

necessidade do cliente. Destacamos a possibilidade de mudança de cor, mudança<br />

de profundidade dos móveis e as soluções de distribuição de lubrificantes, tudo<br />

mais valias apenas possível com a linha de mobiliário para oficinas Cetrus”. Em<br />

relação ao futuro do setor, Jorge Costa é da opinião que se avizinham tempos<br />

difíceis para a área da chapa e pintura: “o mercado reage bem à evolução, até<br />

porque cada vez mais os jovens têm uma vertente extremamente tecnológica e,<br />

portanto, a evolução dos equipamentos acompanha também a evolução do automóvel.<br />

Parece-me que o problema poderá estar nos próximos anos, em tarefas<br />

menos tecnológicas, como o trabalho de chapa e pintura”, finalizou.<br />

Administrador Jorge Costa<br />

Morada Rua dos Queimados, 59 4760-056 Vila Nova de Gaia<br />

Telefone 252 308 600 EMAIL cetrus @cetrus.pt SITE www.cetrus.pt<br />

144 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


A CETRUS celebra 30 anos a<br />

atuar no mercado português<br />

e internacional de<br />

equipamentos para<br />

reparação automóvel e<br />

indústria em geral, sendo<br />

atualmente, uma referência<br />

incontornável para quem<br />

procura equipar este tipo de<br />

unidades.<br />

ASSISTÊNCIA TÉCNICA<br />

A assistência técnica é<br />

constituída por uma equipa<br />

altamente qualificada e dotada<br />

com os materiais e acessórios<br />

necessários a uma<br />

assistência eficaz.<br />

Detemos duas instalações de<br />

assistência técnica<br />

situadas em Vila Nova de<br />

Famalicão e em Setúbal<br />

que asseguram todo o apoio<br />

especializado no<br />

território nacional.<br />

CONSULTORIA E DESIGN<br />

DO LAYOUT DA INSTALAÇÃO<br />

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funcione e que o layout esteja<br />

projetado para cumprir os mais<br />

recentes requisitos estruturais<br />

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projetistas e arquitetos para<br />

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VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €1.989.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

EQUIPAMENTOS<br />

MGM<br />

MGM, desde há 22 anos que se dedica à comercialização e assistência técnica<br />

A de equipamentos de oficinas automóvel, mais concretamente na montagem<br />

e reparação de elevadores para viaturas, compressores de ar e máquinas de lavar<br />

de alta pressão, entre outros equipamentos de oficina auto e respetivos acessórios.<br />

Manuel Guedes Martins, administrador da empresa, garante que por mais anos<br />

que passem, a marca MGM “é aquilo que esperam de nós”. Sempre preocupado<br />

em ter a melhor qualidade possível aos melhores preços, o administrador revelou<br />

que “o preço é muito importante para o valor da marca, pois uma das suas funções<br />

é transmitir uma mensagem de qualidade e, assim, poder influenciar o conceito<br />

que a nossa marca ocupa na mente do consumidor-alvo”. É com base nesta estratégia<br />

que a MGM se tem debatido diariamente para manter os preços a que<br />

habituou os seus clientes. Com a enorme desregulação que se vive no mercado,<br />

devido à pandemia e à Guerra na Ucrânia, a empresa “tem feito um grande<br />

esforço para tentar manter os preços praticados anteriormente, em relação aos<br />

respetivos clientes, fazendo pequenos ajustes pontuais em alguns produtos e valores<br />

de deslocação”, no entanto, Manuel Guedes Martins, não sabe até quando vai<br />

conseguir manter esta estratégia: “Investir em stock, sempre foi a nossa grande<br />

aposta, agora mais do que nunca porque de uma semana para a outra os preços<br />

sofrem alterações”, esclareceu. A MGM presta um serviço de assistência técnica<br />

24h a tudo o que comercializa, prestado por técnicos altamente qualificados. Ao<br />

nível das manutenções preventivas dos equipamentos, o cliente é informado por<br />

escrito dessa mesma necessidade, procurando também indagar o interesse, por<br />

parte do mesmo, em manter essa mesma relação comercial. Sempre atenta às<br />

novidades e ao mercado cada vez mais competitivo é nas redes sociais e no website<br />

da empresa, que afirmam haver “novas oportunidades de negócio” para fazer face<br />

ao eventual decréscimo nas vendas. Olhando para o futuro, o responsável é da<br />

opinião de que a massificação ao nível da comercialização de veículos elétricos,<br />

no nosso país, ainda vai demorar algum tempo até ser completamente concretizada,<br />

e “o cenário atual não irá mudar muito pois as oficinas continuarão a ser<br />

solicitadas para a manutenção preventiva e curativa. Pese embora o facto de o<br />

carro ser elétrico, o mesmo continuará a exigir um sistema cada vez mais sofisticado<br />

de suspensão, com necessidade de alinhamento e revisão”. Ainda assim,<br />

Manuel Guedes Martins, acredita que estas “novas oportunidades de negócio”<br />

vão passar pela “transição tecnológica (e não são só os carros eletrificados)”. Para<br />

isso, encontram-se já a apostar na formação tecnológica dos seus colaboradores<br />

e pensam já em adquirir “equipamentos mais modernos”.<br />

Administrador Manuel Guedes Martins<br />

Morada Rua do Agro, n.° 150, 4410 - 089 Serzedo - Vila Nova de Gaia<br />

Telefones 227 642 722 / 914 068 071 EMAIL geral@mgm.com.pt SITE www.mgm.com.pt<br />

146 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

ACESSO A DADOS DO VEÍCULO<br />

Princípio justo<br />

e não discriminatório<br />

Este artigo apresenta a opinião da Associação Europeia de Fabricantes<br />

de Automóveis (ACEA) sobre um quadro regulamentar europeu para o acesso e partilha<br />

de dados de bordo dos veículos


AUTO RECTO<br />

REFERÊNCIA<br />

NO SECTOR<br />

ELÉCTRICO<br />

A AUTO RECTO é uma empresa que se dedica ao comércio,<br />

grosso e retalho, de peças e acessórios para automóveis. Tem<br />

duas lojas físicas, situadas em Ermesinde e em Viseu, mas<br />

colabora com transportadores que fazem entregas em todo o<br />

país.<br />

Dentro deste ramo, a firma é especializada em material<br />

Dentro deste ramo, a firma é especializada em material<br />

eléctrico, sendo, neste momento, uma das empresas líderes de<br />

mercado no sector em Portugal.


TRABALHAMOS COM AS MELHORES<br />

MARCAS DO SECTOR AUTOMÓVEL<br />

autorecto autorecto www.autorecto.com


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

A<br />

indústria automóvel acredita que<br />

o principal objetivo deste quadro<br />

regulamentar deve ser a criação de<br />

um ecossistema no qual os clientes<br />

beneficiem de serviços inovadores<br />

que melhorem a sua experiência de condução,<br />

garantindo ao mesmo tempo a sua segurança e<br />

proteção acima de todas as outras preocupações.<br />

Este ecossistema deve, portanto, assegurar que os<br />

fornecedores de serviços a um veículo conectado<br />

possam utilizar os dados do veículo necessários<br />

para fornecer os serviços que os clientes desejam e<br />

necessitam, preservando ao mesmo tempo a escolha<br />

do cliente sobre os dados que são partilhados,<br />

com quem e para que fins.<br />

Para o efeito, a indústria recomenda que este quadro<br />

seja articulado em torno de um princípio de<br />

acesso justo e não discriminatório que funcionará<br />

como a sua pedra angular. Segundo este princípio,<br />

os prestadores de serviços a um veículo conectado<br />

seriam autorizados a aceder aos dados e aos recursos<br />

que os fabricantes utilizam para oferecer<br />

serviços aos seus clientes e que os seus clientes<br />

concordaram em partilhar. Para permitir o princípio<br />

de acesso justo, razoável e não discriminatório<br />

aos recursos e aos dados de bordo dos veículos, os<br />

fabricantes de veículos sugerem recomendações<br />

políticas adicionais e específicas que poderiam ser<br />

implementadas no próximo regulamento. As recomendações<br />

da indústria estão agrupadas em dois<br />

grupos: acesso aos dados no veículo e acesso aos<br />

recursos do veículo. As recomendações relativas ao<br />

acesso aos dados de bordo dos veículos garantirão<br />

transparência e previsibilidade para todas as partes<br />

interessadas ativas nos mercados a jusante:<br />

• O catálogo de dados disponíveis publicado por<br />

cada fabricante fornecerá uma visão clara e precisa<br />

dos dados de bordo dos veículos que podem ser<br />

licenciados aos prestadores de serviços para prestar<br />

o serviço que o seu cliente solicitou.<br />

• A definição de um quadro comum para a descrição<br />

dos dados dos veículos numa norma aberta<br />

simplificará a partilha de dados e facilitará as atividades<br />

necessárias para a sua correta partilha e utilização<br />

por todos os protagonistas do ecossistema.<br />

• Dentro do quadro comum, o estabelecimento<br />

152 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

o mercado digital, assegurando que estes últimos<br />

possam expressar as suas necessidades relativamente<br />

à gama e características dos dados entregues<br />

ao mercado.<br />

• A publicação de diretrizes de normalização do<br />

Acordo de Nível de Serviço promoverá o desenvolvimento<br />

de uma terminologia comum para partilhar<br />

a definição dos dados e casos de utilização e<br />

um entendimento comum dos conjuntos de dados<br />

e API’s fornecidos pelos fabricantes.<br />

de conjuntos de dados comuns assegurará que os<br />

prestadores de serviços possam fornecer serviços<br />

aos seus clientes através de diferentes marcas e<br />

modelos de veículos.<br />

• Finalmente, a promulgação de um princípio de<br />

não monitorização dos fluxos de dados proporcionará<br />

confiança adicional, garantindo a todas as<br />

partes relevantes que os fabricantes não monitorizam<br />

a utilização comercial dos dados.<br />

• O início de um fórum estruturado para discutir<br />

os dados disponíveis proporcionará aos fabricantes<br />

e aos requerentes de acesso aos dados a oportunidade<br />

de ajudar a moldar a economia de dados e<br />

As recomendações da indústria relativamente ao<br />

acesso aos recursos dos veículos assegurarão que<br />

todos os agentes do mercado estejam equipados<br />

com as mesmas ferramentas para oferecer serviços<br />

Recomendações propostas<br />

A ACEA e os seus membros oferecem-se<br />

para partilhar a sua experiência nestes<br />

desenvolvimentos promissores do<br />

mercado e para manter um diálogo<br />

construtivo com os serviços da Comissão<br />

a fim de alcançar uma abordagem<br />

equilibrada nos resultados da política.<br />

Para o efeito, propõe que os seguintes<br />

princípios e recomendações políticas<br />

sejam consagrados no direito europeu:<br />

ACESSO JUSTO E NÃO DISCRIMINATÓRIO<br />

Para assegurar uma concorrência justa<br />

e sem distorções no mercado, devem<br />

existir condições equitativas entre<br />

fabricantes de veículos e prestadores<br />

de serviços de terceiros ativos no<br />

mesmo mercado relevante. Para o<br />

efeito, o próximo regulamento poderá<br />

determinar que os fabricantes forneçam<br />

um acesso Equitativo, Razoável e Não<br />

Discriminatório (FRAND) a recursos<br />

e dados de bordo dos veículos. Uma<br />

possível definição do que se entende<br />

sob este conceito FRAND poderia ser<br />

que os termos de licenciamento sejam<br />

negociados de boa-fé, permitindo o<br />

acesso a tecnologias essenciais e/ou<br />

dados em troca de uma recompensa<br />

justa, nos mesmos termos ou em termos<br />

semelhantes aos determinados com<br />

outros licenciados.<br />

Para implementar este princípio de uma<br />

forma clara e concreta, a Comissão<br />

poderia consagrar os seguintes<br />

requisitos no próximo regulamento<br />

sobre o acesso aos dados de bordo dos<br />

veículos:<br />

• Os terceiros têm acesso aos mesmos<br />

dados gerados pelos veículos que os<br />

fabricantes utilizam para oferecer os<br />

seus serviços de apoio ao cliente. Os<br />

dados serão da mesma qualidade e<br />

acessíveis na frequência implementada<br />

e utilizada nos serviços de apoio ao<br />

cliente dos fabricantes.<br />

• A terceiros é dado acesso aos mesmos<br />

recursos, ao mesmo tempo e na<br />

mesma medida que é concedido ao<br />

próprio fabricante para fornecer os<br />

seus serviços ligados, mas apenas<br />

quando é seguro fazê-lo.<br />

Por “Recursos” entende-se uma função<br />

do Veículo concebido pelo fabricante do<br />

produto. Estes são tornados acessíveis<br />

a terceiros que podem interagir com<br />

eles a partir de um serviço ligado. Isto<br />

inclui, por exemplo, a possibilidade de<br />

exibir mensagens num visor, ativando<br />

uma função como o sistema de préaquecimento<br />

ou abrindo a bagageira<br />

remotamente.<br />

ESCOLHA DO CLIENTE, PROTEÇÃO<br />

DE DADOS E PRIVACIDADE<br />

Uma grande parte dos dados é<br />

qualificada como dados pessoais. Os<br />

fabricantes acreditam que é essencial<br />

proporcionar transparência e preservar a<br />

escolha do cliente sobre quais os dados<br />

que são partilhados, com quem e para<br />

que fins. Isto é necessário para manter a<br />

confiança dos clientes e permitir a todas<br />

as partes interessadas no ecossistema<br />

cumprirem as suas respetivas<br />

154 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


A Força do Líder<br />

DIREÇÃO, SUSPENSÃO e CAUCHO METAL<br />

DESENVOLVIMENTO · PRECISÃO · FIABILIDADE · DURABILIDADE · SEGURANÇA<br />

GAMA, QUALIDADE e SERVIÇO<br />

Braços de suspensão<br />

Barras estabilizadoras<br />

Rótulas de direção, suspensão e axiais<br />

Silentblocks<br />

Suportes de motor, amortecimento e transmissão<br />

Outras partes do chassis<br />

O maior fabricante mundial<br />

de peças de direção e suspensão de reposição<br />

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MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

de acesso escrito para todos os prestadores de serviços<br />

relevantes garantirá que todos os participantes<br />

no mercado tenham acesso às mesmas capacidades<br />

de oferecer serviços competitivos aos seus clientes,<br />

respeitando as condições de segurança, proteção<br />

de dados e privacidade e homologação.<br />

ligados inovadores e competitivos aos utilizadores<br />

de veículos:<br />

• A publicação de diretrizes para a implantação de<br />

aplicações de terceiros garantirá que os prestadores<br />

de serviços possam oferecer os meios para os seus<br />

clientes implantarem aplicações nos seus veículos<br />

de uma forma segura e protegida.<br />

• A promulgação de um princípio de igual direito<br />

A ACEA e os seus membros acreditam que estas<br />

recomendações assegurarão que todos os protagonistas<br />

no mercado que procuram prestar serviços<br />

a veículos ligados entre si estejam equipados com<br />

as mesmas ferramentas e tenham acesso a contributos<br />

equivalentes. Isto permitir-lhes-á competir<br />

de forma justa e equitativa e continuar a inovar<br />

de forma a alargar a escolha do consumidor, reforçar<br />

a economia europeia de dados e beneficiar<br />

a sociedade em geral.<br />

A Associação salienta três importantes advertências<br />

quando se fala de acesso e partilha de dados:<br />

• Um veículo é um dispositivo e uma ferramenta<br />

para transportar pessoas e mercadorias. Não pode<br />

ser comparado com uma plataforma de software,<br />

um computador ou um smartphone. A segurança<br />

e a cibersegurança do veículo e dos seus ocupantes<br />

e mercadorias são primordiais.<br />

obrigações ao abrigo da legislação<br />

relevante sobre privacidade (incluindo o<br />

RGPD).<br />

A partilha de dados de bordo dos<br />

veículos é limitada pelas regras de<br />

privacidade e proteção de dados.<br />

A partilha de dados deve, portanto,<br />

basear-se em termos e condições<br />

claros e em avisos de privacidade que<br />

assegurem que os consumidores saibam<br />

quais os dados que partilham e com<br />

quem, em plena conformidade com<br />

estas regras. Os clientes devem dar<br />

permissão a terceiros para acederem aos<br />

seus dados e acreditamos firmemente<br />

que devem permanecer no controlo da<br />

partilha de dados a todo o momento.<br />

Para que os clientes possam exercer<br />

os seus direitos, os meios de gestão do<br />

consentimento devem ser centralizados,<br />

coerentes e fáceis de compreender e<br />

de utilizar (ao contrário, por exemplo,<br />

das faixas de cookies do website). Por<br />

conseguinte, um processamento de<br />

dados e uma gestão de consentimento<br />

por parte do fabricante, de ponta a<br />

ponta, é a única opção viável.<br />

Os princípios da utilização legítima dos<br />

dados e da minimização dos dados<br />

declaram que os dados recolhidos e<br />

tratados não devem ser conservados ou<br />

posteriormente utilizados, a menos que<br />

seja essencial, por razões que foram<br />

claramente declaradas de antemão<br />

para apoiar a privacidade dos dados.<br />

Isto impede os fabricantes de transferir<br />

dados sem uma utilização clara para os<br />

mesmos.<br />

MEIOS DE ACESSO<br />

Os métodos através dos quais os dados<br />

de bordo dos veículos serão acedidos<br />

não devem ser regulamentados.<br />

Os fabricantes de veículos já utilizam<br />

o modelo de Veículo Conectado e<br />

acreditam que a escolha da tecnologia<br />

utilizada para aceder aos dados se<br />

baseia nas melhores práticas da<br />

indústria, sustentadas pelos princípios<br />

fundamentais de segurança e proteção<br />

do condutor. Acreditamos que o modelo<br />

de Veículo Alargado ISO satisfaz<br />

o princípio de FRAND. O Veículo<br />

Conectado possibilita o acesso aos<br />

dados do veículo através de uma série<br />

de interfaces que podem ser utilizadas<br />

dependendo da finalidade para a qual o<br />

acesso é procurado:<br />

A interface de diagnóstico a bordo (OBD)<br />

para controlo de emissões reguladas,<br />

diagnóstico, reparação e manutenção.<br />

Interface de comunicação ad hoc sob<br />

a responsabilidade do fabricante do<br />

veículo (por exemplo, aplicações no<br />

domínio dos sistemas cooperativos de<br />

transporte inteligente).<br />

InterfACE Web para todos os outros<br />

serviços de terceiros (por ex.,<br />

suporte de diagnóstico remoto).<br />

O cliente determina se deseja partilhar<br />

os seus dados pessoais. Cada fabricante<br />

de veículos determina que tecnologia<br />

será utilizada para tornar esses dados<br />

disponíveis a terceiros numa base<br />

não discriminatória. Além disso, os<br />

fabricantes podem inovar e mudar para<br />

tecnologias orientadas para o futuro, se<br />

for necessário, tendo em mente o cliente.<br />

Não se recomenda que a legislação<br />

prescreva uma tecnologia específica,<br />

dada a necessidade de inovação<br />

contínua na Europa. Ao aplicar este<br />

princípio, o regulador evitaria fazer as<br />

escolhas tecnológicas que normalmente<br />

são melhores feitas pelos operadores<br />

económicos.<br />

156 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

a competitividade da indústria.<br />

• Uma grande parte dos dados são dados pessoais.<br />

A ACAE valoriza a escolha do cliente e considera<br />

essencial proporcionar transparência e preservar a<br />

escolha do cliente sobre que dados são partilhados,<br />

com quem, e para que fins. Para que os clientes<br />

possam exercer os seus direitos, os meios de gestão<br />

do consentimento devem ser centralizados,<br />

consistentes e fáceis de compreender e de utilizar.<br />

• O mercado de dados é um ecossistema relativamente<br />

novo para a indústria. Este é um mercado<br />

altamente competitivo no qual os fabricantes de<br />

veículos europeus não só competem ativamente<br />

uns contra os outros e contra fabricantes não europeus,<br />

mas também com um número crescente<br />

de prestadores de serviços, incluindo grandes<br />

protagonistas internacionais. O mercado deve ser<br />

avaliado tendo em conta esta concorrência e com<br />

vista a preservar e promover o poder inovador e<br />

Alcançar objetivos societais<br />

Hoje, os clientes de veículos querem utilizar os seus<br />

serviços de valor acrescentado no seu smartphone e<br />

integrá-los nos seus veículos. Os casos de utilização<br />

de troca de dados de veículos podem aumentar<br />

o conforto e conveniência dos clientes, melhorar<br />

produtos e serviços e contribuir para alcançar<br />

objetivos societais, como melhorar a segurança<br />

rodoviária, reduzir o consumo de combustível e<br />

facilitar a gestão de tráfego e estacionamento. Este<br />

desenvolvimento está a gerar exigências crescentes<br />

por parte de terceiros para o acesso e utilização<br />

de dados nos veículos. Muitos desses casos de utilização<br />

já são utilizados pelos clientes.<br />

Os fornecedores de serviços podem<br />

aceder aos dados do veículo através<br />

da mesma interface de veículo alargada<br />

através da qual o fabricante, agindo<br />

como fornecedor de serviços, acede<br />

a esses dados. Os fabricantes podem<br />

também fornecer acesso aos dados de<br />

bordo dos veículos através dos mercados<br />

que gerem, os quais asseguram a<br />

privacidade dos dados aos clientes<br />

através da gestão de consentimento e<br />

do tratamento de dados com base em<br />

casos de utilização de ponta a ponta.<br />

Os fabricantes podem também tornar<br />

os dados acessíveis aos mercados de<br />

dados, incluindo os Servidores Neutros,<br />

que:<br />

• Estão ligados a uma das interfaces do<br />

Veículo Conectado, conforme acordado<br />

com o fabricante.<br />

• Implementar sistemas de<br />

cibersegurança de ponta.<br />

• Cumprir toda a legislação relevante<br />

sobre proteção de dados e privacidade.<br />

Outras<br />

Interfaces<br />

ExVe rFMS, etc.<br />

Os dados disponibilizados aos mercados<br />

de dados são da mesma qualidade que<br />

os dados disponíveis na interface do<br />

fabricante e são entregues sem atrasos<br />

injustificados.<br />

Modelo de Veículo Conectado<br />

Veículo<br />

Conectado<br />

(ExVe)<br />

Interface<br />

de serviços<br />

Web<br />

• Fornecer a terceiros o acesso aos<br />

dados no veículo que possuem.<br />

• Não são operados nem financiados<br />

pelos fabricantes de veículos.<br />

Interfaces<br />

críticas<br />

de tempo<br />

Interface<br />

OBD<br />

158 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


Cada bateria<br />

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C – Exide:<br />

In<br />

C riando o futuro – o caminho da Exide:<br />

Su s t<br />

Criando futuro - o caminho da Exide<br />

Inovação Confiabilidade Su s tentabilidade<br />

Inovação Confiabilidade Sustentabilidade Alta Performance<br />

Alta Performance<br />

exidegroup.com


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

O objetivo de um veículo é transportar pessoas e<br />

mercadorias em segurança. Não é uma plataforma<br />

de software, cujo objetivo principal é gerar, partilhar<br />

e receber dados, e não deve ser comparada a<br />

computadores pessoais ou smartphones. Por essa<br />

razão, os membros da ACEA disponibilizam os dados<br />

gerados pelo veículo para serviços de terceiros<br />

de uma forma que vai ao encontro das escolhas de<br />

utilização do cliente, garantindo ao mesmo tempo<br />

a proteção dos seus dados pessoais, que não põe<br />

em risco a segurança e a cibersegurança do veículo<br />

e dos seus ocupantes e não prejudica a responsabilidade<br />

ou os direitos de propriedade intelectual<br />

do fabricante do veículo.<br />

Os fabricantes de veículos mostram-no com resultados<br />

tangíveis em toda a cadeia de valor automóvel<br />

e não só, seja no segmento B2B, B2G ou<br />

B2C. Os fabricantes de veículos também partilham<br />

dados para proteger peões e ciclistas. Por exemplo,<br />

os fabricantes partilham dados para fins de<br />

reparação e manutenção, cobertura de seguros à<br />

medida, planeamento da mobilidade e gestão do<br />

tráfego, segurança rodoviária (por ex., o ecossistema<br />

de Dados para a Segurança Rodoviária com<br />

as autoridades rodoviárias dos estados membros e<br />

prestadores de serviços).<br />

O mercado evoluiu e cresceu, e o surgimento de<br />

mercados pós-venda de dados que oferecem ofertas<br />

novas e inovadoras a um número crescente de<br />

protagonistas ilustra que este negócio está a florescer.<br />

Os fabricantes de veículos disponibilizam<br />

os dados gerados pelos veículos a terceiros, em<br />

conformidade com os seguintes princípios básicos:<br />

Acesso aos dados do veículo<br />

Um regulamento sobre o acesso<br />

aos dados de bordo dos veículos<br />

deve basear-se numa compreensão<br />

clara e precisa do funcionamento de<br />

um veículo, de como os dados são<br />

gerados e como são disponibilizados<br />

para acesso numa interface do<br />

veículo, independentemente do nível<br />

C<br />

Veículo Conectado (ExVe)<br />

A<br />

B<br />

C<br />

Níveis de dados<br />

de dados considerado. Os pontos de<br />

dados disponíveis diferem consoante<br />

o fabricante do veículo e o nível de<br />

equipamento de cada veículo do cliente.<br />

Tendo isto em mente, o esquema<br />

seguinte descreve abordagens para<br />

permitir o acesso a dados relevantes,<br />

dependendo dos pedidos de terceiros.<br />

Servidor<br />

OEM<br />

Index<br />

A Dados disponíveis em interface ExVe<br />

B Dados acessíveis via interface ExVe, mas que<br />

ainda não foram transferidos para esta interface<br />

C Dados gerados por aplicações de terceiros<br />

B<br />

Interface<br />

Web<br />

a<br />

Servidor(es)<br />

neutro(s)<br />

Prestador<br />

de serviços<br />

de terceiros<br />

Descrição dos níveis de dados:<br />

NÍVEL A<br />

DADOS DISPONÍVEIS<br />

Os dados no veículo estão disponíveis<br />

no backend do fabricante do veículo<br />

(OEM) através da interface do Veículo<br />

Conectado selecionado pelo fabricante.<br />

NÍVEL B<br />

DADOS ACESSÍVEIS<br />

Os dados de nível B são dados que<br />

podem ser tornados acessíveis através<br />

de uma interface de Veículo Conectado,<br />

mas que ainda não foram transferidos<br />

para esta interface.<br />

NÍVEL C<br />

DADOS GERADOS POR APLICAÇÕES<br />

Dados que são gerados por aplicações<br />

alojadas na unidade de controlo<br />

eletrónico de um veículo (unidade de<br />

controlo do motor). Estas aplicações<br />

podem ser utilizadas para agregar e<br />

processar dados a bordo.<br />

160 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

• Escolha do cliente<br />

• Privacidade e proteção de dados<br />

• Segurança, proteção e responsabilidade<br />

• Concorrência leal<br />

• Interoperabilidade<br />

• Retorno do investimento<br />

No contexto da próxima legislação sobre o acesso<br />

aos dados nos veículos, a ACEA sugere que<br />

a Comissão Europeia se limite a estabelecer os<br />

princípios básicos de acordo com os quais os dados<br />

devem ser disponibilizados. Cada fabricante deve<br />

permanecer livre de adotar a sua própria estratégia<br />

de participação na economia digital europeia.<br />

Devem assim continuar a poder definir que dados<br />

devem ser gerados pelos veículos que fabricam e<br />

colocam no mercado, com base nas suas próprias<br />

considerações económicas e técnicas, e garantir<br />

que o acesso aos dados significa que não porão<br />

em risco a segurança dos veículos que colocam no<br />

mercado - o que é crucial para a responsabilidade<br />

do fabricante - e protege a privacidade dos seus<br />

clientes e dos dados dos seus clientes.<br />

Os fabricantes, enquanto prestadores de dados<br />

neste contexto, encontram-se no extremo inferior<br />

das cadeias de valor, enquanto que os prestadores<br />

de serviços encontram-se no extremo superior. Os<br />

prestadores de serviços beneficiam atualmente de<br />

um potencial comercial mais elevado devido à<br />

sua posição na cadeia de valor, enquanto os fabricantes<br />

se encontram numa posição comercial<br />

mais vulnerável devido à sua atividade principal de<br />

margem tradicionalmente baixa (ou seja, a venda<br />

de veículos) e a um menor potencial comercial<br />

de serviços.<br />

Os fabricantes não podem ser considerados empresas<br />

dominantes no seu mercado primário, nem<br />

os dados dos veículos ligados entre si podem ser<br />

assimilados a uma “instalação essencial” ao abrigo<br />

da lei da concorrência. Além disso, os fabricantes<br />

estão sujeitos a fortes incentivos que os levam naturalmente<br />

a partilhar os seus dados com outros<br />

protagonistas no mercado que provavelmente lhes<br />

trarão o conhecimento que pode faltar-lhes hoje<br />

em dia. Sabem e reconhecem que a adoção de uma<br />

política agressivamente restritiva em matéria de<br />

partilha de dados significará provavelmente que<br />

serão penalizados pelo mercado.<br />

Um regulamento que não considere todos os pontos<br />

atrás assinalados, tem o potencial de causar<br />

grandes efeitos adversos para a indústria automóvel<br />

europeia. Esta medida restringiria notavelmente<br />

a escolha do modelo económico por parte dos<br />

fabricantes, limitando assim fortemente os seus<br />

incentivos ao investimento, comprometendo assim<br />

a dinâmica da inovação numa altura em que o<br />

mercado automóvel está a mudar e o mercado<br />

de dados e serviços relacionados está a emergir. O<br />

princípio da proporcionalidade da UE deve, portanto,<br />

prevalecer. Isto implica que a legislação deve<br />

estabelecer um equilíbrio justo entre as exigências<br />

dos fabricantes de veículos e as necessidades de<br />

outras partes interessadas.<br />

Este princípio complementa o princípio da não discriminação<br />

e sugere igualmente que os fabricantes<br />

de veículos não devem ser obrigados a disponibilizar<br />

dados que não possuem ou que eles próprios<br />

não utilizam. Significa também que os dados do<br />

veículo em questão não devem ser normalizados,<br />

uma vez que isso imporia um enorme encargo<br />

técnico e financeiro aos fabricantes sem ser indispensável<br />

para um operador independente. Pelo<br />

contrário, recomenda-se a definição de um quadro<br />

comum para a descrição dos dados dos veículos.<br />

A ACEA concorfda que o objetivo do regulamento<br />

deve ser o de estimular a concorrência leal nos<br />

mercados a jusante sem dissuadir ou impedir a<br />

concorrência entre fabricantes de veículos. Seria<br />

justo alargar os princípios básicos da legislação<br />

da UE que atualmente regem o acesso físico às<br />

informações de reparação e manutenção (RMI)<br />

à partilha de dados de bordo dos veículos. Os<br />

fabricantes de veículos estão hoje envolvidos na<br />

partilha de dados com muitas partes, tais como<br />

fornecedores, agências e operadores rodoviários,<br />

oficinas de reparação, seguradoras, gestores de<br />

frotas, prestadores de mobilidade.<br />

162 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

25<br />

DISTRIBUIDORES de REPINTURA<br />

Os 25 maiores Distribuidores deste setor faturaram 76 milhões de Euros e empregam<br />

423 trabalhadores, tendo uma produtividade média de 180 mil Euros por trabalhador<br />

O<br />

mercado de repintura automóvel<br />

em Portugal, é naturalmente afetado<br />

pela diminuição de sinistros,<br />

resultante da evolução dos automóveis<br />

e do controlo de velocidade por<br />

partes das autoridades, assim como pela evolução<br />

tecnológica das tintas, sendo necessário menos<br />

quantidade para se obter a mesma performance.<br />

O decréscimo em volume do mercado de repintura<br />

automóvel já decorre há vários anos, principalmente<br />

originado pelas características das novas<br />

tecnologias dos produtos, pela quase ausência das<br />

“pinturas gerais” e pela crescente melhoria das<br />

competências dos profissionais.<br />

Uma das soluções para o previsível decréscimo<br />

do mercado da repintura automóvel será a diversificação<br />

do negócio. No futuro, os distribuidores<br />

de tintas automóvel terão de fazer os ajustamentos<br />

estratégicos que se revelem necessários para<br />

manterem a sustentabilidade das suas empresas.<br />

Novos tipos de reparação também vão crescendo,<br />

tais como o restauro de viaturas clássicas ou<br />

os recondicionamentos. Sempre que existe uma<br />

transformação, existe uma adaptação. O exercício<br />

de 2021 para os distribuidores de repintura<br />

confirmou alguma recuperação<br />

• Aumento da faturação de 2,7%<br />

• Excelentes Resultados Líquidos mantendo valores<br />

elevados das Rentabilidades: 6,1% das Vendas<br />

e 9,6% dos Capitais<br />

• O emprego cresceu em 19 trabalhadores<br />

• É o sector com maior incidência do VAB sobre<br />

o total do Negócio: 26%<br />

164 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


TOP 25 – MAIORES DISTRIBUIDORES REPINTURA<br />

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG. 2021 VOL. NEG. 2020 ATIVO 2021 RES. LIQ. 2021 CAP. PROP. 2021 VAB 2021 Nº TRAB. 2021<br />

1 LTINTAS, LDA. SETÚBAL 7 301 6 404 5 132 697 2 907 1 675 28<br />

2 CARSISTEMA PORTUGAL, S.A. COIMBRA 6 740 6 547 6 716 839 3 163 1 592 9<br />

3 AUTOFLEX, LDA AVEIRO 6 524 5 709 7 588 757 7 111 1 700 27<br />

4 PORTEPIM, S.A. COIMBRA 5 882 5 644 7 891 458 6 096 1 250 7<br />

5 IMPOESTE, S.A. LISBOA 4 725 4 517 6 959 -125 1 334 895 33<br />

6 QUIMIRÉGUA, LDA. VILA REAL 4 603 4 366 6 504 309 4 144 947 26<br />

7 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) LISBOA 4 288 4 284 4 794 419 3 989 1 289 25<br />

8 A. CLEMENTE, LDA (TINTAS SILACA ) PORTO 3 621 3 663 4 883 7 2 417 948 48<br />

9 COTEQ, S.A. BRAGA 3 435 3 105 2 863 223 2 344 837 22<br />

10 CENTROCOR, LDA PORTO 3 250 2 826 4 003 252 3 035 922 23<br />

11 ASB - ÁLVARO DE SOUSA BORREGO, S.A LISBOA 3 002 2 745 3 210 21 436 767 22<br />

12 ROBERLO PORTUGAL, LDA. AVEIRO 2 890 2 497 1 446 -19 428 603 15<br />

13 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS, LDA. LISBOA 2 696 2 238 1 630 38 323 528 19<br />

14 MOTA & PIMENTA, LDA. BRAGA 2 622 2 270 2 425 174 1 060 946 17<br />

15 SOTINAR, LDA. COIMBRA 2 195 2 102 1 332 83 591 507 12<br />

16 SOTINAR LISBOA, LDA. LISBOA 2 112 2 211 1 215 27 598 481 12<br />

17 SODICOR, S.A. LEIRIA 2 080 2 057 2 716 80 1 037 618 23<br />

18 LOVISTIN, LDA. VISEU 2 066 1 806 2 650 32 1 514 440 14<br />

19 FANLAC, LDA LISBOA 1 988 1 804 2 393 17 484 513 18<br />

20 SOTINAR PORTO, LDA. PORTO 1 909 1 767 1 441 118 1 053 530 11<br />

21 SOTINAR FEIRA, LDA. AVEIRO 1 686 1 463 928 117 817 117 7<br />

22 SOTINAR DOIS, LDA. AVEIRO 1 575 1 447 1 916 153 1 805 153 9<br />

23 ANTÓNIO SANTOS SOUSA, LDA. (MOZELTINTAS) AVEIRO 1 186 1 142 1 643 52 986 379 13<br />

24 GRAVITYPAINT, LDA. LISBOA 1 170 1 206 753 -17 162 -17 8<br />

25 SOLEDADE & FILHOS, LDA. AÇORES 1 083 924 2 030 17 1 015 354 13<br />

TOP 25<br />

EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIO DISTRIBUIDORES REPINTURA<br />

Nº EMPRESA DISTRITO VOL. NEG.<br />

2021<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. 21/20<br />

VOL. NEG.<br />

2020<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. (20/19)<br />

VOL. NEG. 2019<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. (19/18)<br />

1 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS, LDA. LISBOA 2 696 20,5 2 238 20,5 2 213 -<br />

2 SOLEDADE & FILHOS, LDA. AÇORES 1 083 17,2 924 17,2 1 163 - -<br />

3 ROBERLO PORTUGAL, LDA. AVEIRO 2 890 15,7 2 497 -2,1 2 551 6,83 2 388<br />

4 MOTA & PIMENTA, LDA. BRAGA 2 622 15,5 2 270 -3,5 2 353 6,33 2 213<br />

5 SOTINAR FEIRA, LDA. AVEIRO 1 686 15,2 1 463 4,4 1 401 1,60 1 379<br />

6 CENTROCOR, LDA PORTO 3 250 15,0 2 826 0,4 2 814 0,00 2 814<br />

7 LOVISTIN, LDA. VISEU 2 066 14,4 1 806 -6,4 1 930 -5,53 2 043<br />

8 AUTOFLEX, LDA AVEIRO 6 524 14,3 5 709 6,1 5 380 2,79 5 234<br />

9 LTINTAS, LDA. SETÚBAL 7 301 14,0 6 404 36,0 4 710 -0,36 4 727<br />

10 COTEQ, S.A. BRAGA 3 435 10,6 3 105 6,1 2 927 -0,37 2 938<br />

11 FANLAC, LDA LISBOA 1 988 10,2 1 804 8,0 1 671 7,88 1 549<br />

12 ASB - ÁLVARO DE SOUSA BORREGO, S.A. LISBOA 3 002 9,4 2 745 -12,2 3 125 5,22 2 970<br />

13 SOTINAR DOIS, LDA. AVEIRO 1 575 8,8 1 447 -11,6 1 637 -2,15 1 673<br />

14 SOTINAR PORTO, LDA. PORTO 1 909 8,0 1 767 -7,1 1 902 -0,21 1 906<br />

15 QUIMIRÉGUA, LDA. VILA REAL 4 603 5,4 4 366 -5,1 4 600 6,53 4 318<br />

16 IMPOESTE, S.A. LISBOA 4 725 4,6 4 517 -33,3 6 769 -7,73 7 336<br />

17 SOTINAR, LDA. COIMBRA 2 195 4,4 2 102 -4,9 2 210 12,81 1 959<br />

18 PORTEPIM, S.A. COIMBRA 5 882 4,2 5 644 -7,8 6 124 -0,54 6 157<br />

19 ANTÓNIO DOS SANTOS SOUSA, LDA. (MOZELTINTAS) AVEIRO 1 186 3,9 1 142 3,9 1 354,0 - -<br />

20 CARSISTEMA PORTUGAL, S.A. COIMBRA 6 740 2,9 6 547 -8,7 7 172 3,96 6 899<br />

21 SODICOR, S.A. LEIRIA 2 080 1,1 2 057 -1,0 2 078 -2,81 2 138<br />

22 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) LISBOA 4 288 0,1 4 284 0,4 4 268 4,89 4 069<br />

23 A. CLEMENTE, LDA. (TINTAS SILACA ) PORTO 3 621 -1,1 3 663 10,5 3 314 -1,89 3 378<br />

24 GRAVITYPAINT, LDA. LISBOA 1 170 -3,0 1 206 0,2 1 204 - -<br />

25 SOTINAR LISBOA, LDA. LISBOA 2 112 -4,5 2 211 2,0 2 167 -1,50 2 200<br />

VOL. NEG.<br />

2018<br />

<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

165


MERCADO<br />

Top<br />

25<br />

joana silva , autoflex, recebeu<br />

o troféu 1º classificado da<br />

categoria distribuidores de<br />

repintura<br />

agostinho matos,<br />

centrocor, recebeu o<br />

troféu 2º classificado da<br />

categoria distribuidores de<br />

repintura<br />

Quadro de Honra<br />

Nº<br />

1 AUTOFLEX<br />

2 CENTROCOR<br />

3 LTINTAS<br />

4 CARSISTEMA PORTUGAL<br />

5 COTEQ<br />

6 ACRILAC<br />

7 MOTA & PIMENTA<br />

8 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS<br />

9 SOTINAR PORTO<br />

10 QUIMIRÉGUA<br />

bruno pereira, LTINTas,<br />

recebeu o troféu 3º<br />

classificado da categoria<br />

distribuidores de repintura


TOP 10<br />

DISTRIBUIDORES DE repintura - POR CRITÉRIOS<br />

Nº EMPRESA CRESCIMENTO<br />

VOLUME NEGÓCIOS<br />

1 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS, LDA. 20,5<br />

2 SOLEDADE & FILHOS, LDA. 17,2<br />

3 MOTA & PIMENTA, LDA. 15,5<br />

4 SOTINAR FEIRA, LDA. 15,2<br />

5 CENTROCOR, LDA 15,0<br />

6 LOVISTIN, LDA. 14,4<br />

7 AUTOFLEX, LDA 14,3<br />

8 LTINTAS, LDA. 14,0<br />

9 COTEQ, S.A. 10,6<br />

10 FANLAC, LDA 10,2<br />

Nº EMPRESA RENTABILIDADE<br />

CAPITAL PRÓPRIO<br />

1 CARSISTEMA PORTUGAL, S.A. 26,5<br />

2 LTINTAS, LDA. 24,0<br />

3 MOTA & PIMENTA, LDA. 16,4<br />

4 SOTINAR FEIRA, LDA. 14,3<br />

5 SOTINAR, LDA. 14,0<br />

6 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS, LDA 11,8<br />

7 SOTINAR PORTO, LDA. 11,2<br />

8 AUTOFLEX, LDA 10,6<br />

9 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 10,5<br />

10 COTEQ, S.A. 9,5<br />

Nº EMPRESA PRODUTIVIDADE<br />

REAL<br />

1 PORTEPIM, S.A. 178,6<br />

2 CARSISTEMA PORTUGAL, S.A. 176,9<br />

3 AUTOFLEX, LDA 63,0<br />

4 LTINTAS, LDA. 59,8<br />

5 MOTA & PIMENTA, LDA. 55,6<br />

6 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 51,6<br />

7 SOTINAR PORTO, LDA. 48,2<br />

8 SOTINAR, LDA. 42,3<br />

9 CENTROCOR, LDA 40,1<br />

10 COTEQ, S.A. 38,0<br />

Nº EMPRESA VALOR ACRESCENTADO<br />

BRUTO (VAB)<br />

1 AUTOFLEX, LDA 1 700<br />

2 LTINTAS, LDA. 1 675<br />

3 CARSISTEMA PORTUGAL, S.A. 1 592<br />

4 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 1 289<br />

5 PORTEPIM, S.A. 1 250<br />

6 A. CLEMENTE, LDA (TINTAS SILACA ) 948<br />

7 QUIMIRÉGUA, LDA. 947<br />

8 MOTA & PIMENTA, LDA. 946<br />

9 CENTROCOR, LDA 922<br />

10 COTEQ, S.A. 837<br />

Nº EMPRESA AUTONOMIA<br />

FINANCEIRA<br />

1 SOTINAR DOIS, LDA. 94,2<br />

2 AUTOFLEX, LDA. 93,7<br />

3 SOTINAR FEIRA, LDA. 88,0<br />

4 MÁRIO DOS SANTOS & FILHOS, LDA. (ACRILAC ) 83,2<br />

5 COTEQ, S.A. 81,9<br />

6 PORTEPIM, S.A. 77,3<br />

7 CENTROCOR, LDA 75,8<br />

8 SOTINAR PORTO, LDA. 73,1<br />

9 QUIMIRÉGUA, LDA. 63,7<br />

10 ANTÓNIO DOS SANTOS SOUSA, LDA (MOZELTINTAS) 60,0<br />

Nº EMPRESA GERAÇÃO<br />

EMPREGO<br />

1 CENTROCOR, LDA 3<br />

2 JOSÉ ANTÓNIO COTRIM DOS REIS, LDA. 3<br />

3 FANLAC, LDA 3<br />

4 QUIMIRÉGUA, LDA. 2<br />

5 LOVISTIN, LDA. 2<br />

6 ASB - ÁLVARO DE SOUSA BORREGO, S.A. 2<br />

7 AUTOFLEX, LDA 1<br />

8 SOTINAR PORTO, LDA. 1<br />

9 SOTINAR DOIS, LDA. 1<br />

10 ANTÓNIO DOS SANTOS SOUSA, LDA. (MOZELTINTAS) 1<br />

<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

167


POSIÇÃO RANKING 1º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €7.301.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

REPINTURA<br />

LTINTAS<br />

á já quatro décadas que a LTintas surgiu no mercado e desde sempre se<br />

H tem dedicado à repintura automóvel. O crescimento que tem evidenciado<br />

ao longo de quatro décadas culminou em maio de <strong>2022</strong> com a inauguração<br />

do grande centro LTintas de Santa Marta de Corroios. Neste local, com<br />

cerca de 2.000 m2 de área coberta, labora o armazém, a loja de venda ao<br />

público e o centro de formação. Afetos à nova estrutura estão trabalhar quatro<br />

pessoas, duas no balcão de atendimento ao público e outras duas na parte<br />

logística de entrega de produto aos clientes. Bruno Pereira, diretor geral da<br />

LTintas, afirma que o negócio da repintura está em pleno desenvolvimento<br />

pois “estamos acima do ano passado a nível das vendas e estamos confiantes<br />

de que o mercado vai continuar a crescer. Os aumentos constantes de tintas,<br />

consumíveis e energia estão a criar dificuldades nas oficinas de repintura,<br />

mas a LTintas está atenta e sempre disponível para apoiar as oficinas, quer<br />

com a oferta de produtos mais económicos, quer com sistemas e gestão mais<br />

evoluídos e eficazes”. Como modelo de negócio, a LTintas é um verdadeiro<br />

distribuidor de produtos, equipamentos e acessórios para a repintura automóvel:<br />

“Atualmente temos 5 lojas, onde vendemos diretamente ao público<br />

os produtos para a repintura automóvel, e o departamento das vendas foi<br />

reforçado com três equipas comerciais especializadas na repintura automóvel,<br />

que visitam e vendem diretamente nas oficinas dos clientes nas regiões<br />

de Setúbal, Évora e Beja”, referem os mesmos responsáveis. O slogan da<br />

empresa – “Temos experiência, garantimos soluções!” – transmite a maneira<br />

da LTintas estar no mercado, sendo que a experiência permite garantir que<br />

nenhum cliente fique sem o aconselhamento ou solução indicada para a sua<br />

necessidade. A loja online - loja.ltintas.pt, disponibiliza boa parte da oferta<br />

de produtos e equipamentos da área da repintura automóvel e da proteção<br />

individual para compra online. A Spies Hecker é o principal parceiro, do<br />

qual têm a oferta de todos os produtos da gama das tintas para a repintura<br />

automóvel, tintas para pequena e média indústria, vernizes, primários,<br />

betumes, endurecedores e diluentes. Por outro lado, a oferta de produtos e<br />

acessórios na área de abrasivos, polimento, mascaramento, chapa e proteção<br />

pessoal passa pela gama dos parceiros 3M e Indasa, ao passo que os equipamentos<br />

para repintura automóvel, como lixadeiras, aspiradores, polidoras<br />

e respetivos acessórios, são das marcas Festool e Indasa. Já as pistolas de<br />

pintura, manómetros e filtros para pintura são das marcas SATA e Sagola,<br />

tudo que o diz respeito a vernizes, primários, aparelhos em Spray são Spray<br />

Max e Motip e outros produtos auxiliares e equipamentos são U-Pol, Finixa<br />

e Cromauto. A LT tintas tem ainda disponíveis cabinas de pintura, zonas<br />

de preparação e filtros.<br />

Diretor GERAL Bruno Pereira<br />

Morada Rua Joaquim Pires Jorge, nº3, Parque Industrial do Feijó - 2810-083 Almada<br />

Telefone 212 588 200 EMAIL geral@ltintas.pt SITE www.ltintas.pt<br />

168 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


TEMOS EXPERIÊNCIA,<br />

GARANTIMOS SOLUÇÕES


POSIÇÃO RANKING 3º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €6.524.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

REPINTURA<br />

Autoflex<br />

Autoflex procura estar sempre na vanguarda no rápido domínio dos novos<br />

A produtos que são lançados, especialmente aqueles que apresentam evoluções<br />

tecnológicas que possibilitam uma maior eficácia e rentabilidade oficinal. É com<br />

base neste mote que a empresa se rege há mais de 38 anos. Com um portfólio<br />

que conta com centenas de referências, na área das tintas, equipamentos e<br />

consumíveis, que integra marcas como Spies Hecker, Syrox, Kensay, Spraymax,<br />

Indasa, 3M, Festool e Sata, a Autoflex sabe que não é a quantidade que importa,<br />

mas sim a qualidade. Assim, não descura na formação que fornece à sua<br />

equipa técnica e comercial, conforme revela Joana Silva, Diretora Comercial da<br />

Autoflex “No Centro de Formação “Autoflex” localizado em Fiães, no Centro<br />

de Formação “Spies Hecker” localizado em Mem Martins e/ou nas próprias<br />

oficinas dos nossos clientes, o apoio técnico e comercial que é facultado pelas<br />

nossas equipas, é uma realidade permanente”. Contrariamente aos comentários<br />

que se ouvem sobre o futuro incerto da Repintura Automóvel em Portugal,<br />

Joana Silva, embora esteja ciente do decréscimo de que este mercado tem sido<br />

alvo, mantém o otimismo em relaççao aos próximos tempos. A atual Diretora<br />

Comercial acredita que o “mercado irá continuar a evoluir, o que constitui<br />

um desafio de permanente atualização e melhoria para as principais marcas<br />

mundiais”. Para isso, encontra na digitalização o segredo para o futuro da Repintura<br />

Automóvel “é já uma ferramenta fundamental nas oficinas de reparação<br />

automóvel, enquanto fator contributivo na obtenção de conhecimento, fluidez<br />

de processos e de uma mais precisa medição da rentabilidade do seu negócio”,<br />

refere. Assim, no último ano a Autoflex não poderia deixar de estar também<br />

no pelotão da frente e tem focado a sua estratégia de negócio cada vez mais<br />

no digital. É o caso do Phoenix Cloud, “toda a gestão de cor é feita de forma<br />

digital com a leitura de cor através de um espectrofotómetro com WiFi e acesso<br />

à informação técnica e KPI de gestão a partir de qualquer dispositivo móvel”.<br />

Outra das áreas em que a Autoflex tem apostado é na integração dos softwares<br />

de gestão oficinal com o software de cor Phoenix, que permite aos gestores<br />

controlar stocks e custos obra a obra de uma forma automatizada e sem erros.<br />

Ainda assim, nem tudo se resume a tecnologia e o fator humano continua a<br />

ter uma elevada importância neste setor. Segundo a diretora comercial, talvez<br />

este seja um dos motivos que mais a preocupa para o futuro do negócio “Na<br />

nossa opinião, estamos a falar de profissões muito técnicas e importantes para a<br />

economia nacional, esta questão deveria merecer uma maior atenção por parte<br />

das entidades oficiais”. Com base na sua estratégia de proximidade e de foco<br />

com o cliente, a Autoflex apresentou um terceiro trimestre positivo e conta ter<br />

um ligeiro crescimento anual.<br />

Administradores Manuel Alves da Silva e António Alves da Silva<br />

Morada Av. Zona Industrial, 80, Zona Industrial de Monte Grande 4505-222 Fiães VFR<br />

Telefones 256 910 330 EMAIL autoflex@autoflex.pt SITE www.autoflex.pt<br />

170 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 5º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €4.725.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

REPINTURA<br />

Impoeste<br />

Impoeste é uma empresa especializada em tintas e equipamento e reforçou,<br />

A em <strong>2022</strong>, a aplicação da solução 360º Scan que havia arrancado em 2020<br />

nas oficinas de automóveis. De acordo com o diretor geral da empresa, Luís<br />

Santos, esta solução tem por objetivo tornar os processos oficinais de gestão<br />

e produção contabilizáveis e facilmente ajustáveis às oficinas para que estas<br />

consigam angariar mais lucros. Como se sabe, a Impoeste é uma espécie de<br />

«incubadora» de soluções e ferramentas destinadas a empresas que queiram<br />

singrar e vencer os vários desafios que se lhes colocam atualmente, com todo<br />

os aumentos de preços das matérias primas ou a guerra na Ucrânia. Este programa<br />

de apoio à gestão abrange a área da carroçaria, apoio à produção de<br />

pintura e chapa, às áreas de receção, orçamentos e controlo de qualidade, ou<br />

seja, toda a gestão da oficina.<br />

A Impoeste acredita que não existe no mercado um software tão completo como<br />

este e que, no fundo, é de fácil utilização e aplicação, focando-se precisamente<br />

em alcançar resultados. Todavia, a empresa continua a apostar nas soluções<br />

que já tinha, principalmente ao nível da gestão e atualização de cor, como o<br />

espectrofotómetro ou até as aplicações dedicadas, que são ferramentas cada<br />

vez mais importantes nas oficinas. Sendo uma empresa especializada em tintas<br />

e pintura, reforça a ideia de que falta mão de obra especializada de pintores<br />

de automóveis “um problema que se vai arrastando e que ninguém consegue<br />

resolver”. Luís Santos falou ainda da parceria com a PPG, sendo distribuidor<br />

exclusivo das tintas Nexa Autocolor, fazendo um balanço positivo. “A Nexa<br />

Autocolor é uma marca de renome internacional na tecnologia de ponta.<br />

Temos essencialmente focada a atenção no desenvolvimento de produtos<br />

que encurtem o ciclo de produção, que é a tendência”. O foco agora são<br />

“os produtos aceleradores de processo, especialmente o primário de secagem<br />

UV, que possibilita tempos de cura impressionantes: em 15 ou 20 segundos<br />

está pronto a lixar”, rematou. Para além de referir que a crise provocada pela<br />

Covid-19 ainda é um problema, porque não se conseguiu “diversificar”, Luís<br />

Santos diz que o mercado da repintura em Portugal regrediu 15 anos, porque<br />

“estamos a utilizar produtos que já tinham sido postos de parte tecnicamente e<br />

que foram «repescados» por pressão de preço – voltamos a confundir o preço<br />

baixo com o económico e sobretudo com o rentável”. Quanto aos desafios<br />

que o mercado da repintura vai sofrer, Luís Santos volta a reforçar ideias<br />

sobre as quais já tem falado: “a forte apetência que os grandes fabricantes<br />

têm pela venda direta vai, cada vez mais, pela via da faturação OEM ou<br />

pelo investimento, fazer com que os distribuidores sejam comprimidos em<br />

espaço de mercado e em margem. Felizmente, “está a ser um ano de elevado<br />

crescimento (recuperação) para a Impoeste, e mantemos o nosso otimismo<br />

para bons resultados no final do ano”.<br />

Diretor geral Luís Santos<br />

Morada Avenida Carlos Lopes, 202560-239 Torres Vedras<br />

Telefones 261 337 250 EMAIL geral@impoeste.pt SITE www.impoeste.pt<br />

172 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


CHEGOU<br />

O SIMPLEX DA OFICINA<br />

O 360º SCAN É UM PROGRAMA INOVADOR DESENVOLVIDO PELA IMPOESTE,<br />

PARA QUE A SUA OFICINA ALCANCE A MÁXIMA PRODUTIVIDADE E RENTABILIDADE!<br />

GESTÃO<br />

OFICINAL<br />

INTEGRADA<br />

FACILIDADE DE IMPLEMENTAÇÃO<br />

REDUÇÃO DE DESPERDÍCIOS<br />

OPTIMIZAÇÃO DE STOCKS<br />

REDUÇÃO DE CUSTOS<br />

AUMENTO DA PRODUTIVIDADE<br />

AUMENTO DE RENTABILIDADE


POSIÇÃO RANKING 6º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €4.603.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

REPINTURA<br />

QUIMIRéGUA<br />

Inserida no Grupo Quimidouro, a Quimirégua é mais um caso de longevidade<br />

e sucesso no panorama nacional da repintura automóvel. Já lá vão mais de três<br />

décadas de trabalho na área e sempre com níveis de qualidade elevados. Armando<br />

Musqueira, administrador da empresa, fala um pouco sobre as razões do sucesso,<br />

sem esquecer a gama de produtos que a empresa oferece, até porque é por ela que<br />

o sucesso acontece. “A oferta de produtos da Quimirégua é bastante abrangente<br />

e diversificada. Mantemos sempre um portefólio de gama Premium e também<br />

um leque de soluções de uma linha mais competitiva em termos de preço para<br />

assim conseguirmos estar presentes em todos os segmentos de mercado”, afirma<br />

Armando Musqueira. Em relação ao futuro e ao consumo energético eficiente e<br />

reduzido, o responsável acredita que “há cada vez mais uma consciencialização<br />

climática presente em todas as nossas práticas, assim sendo, tentamos sempre ir<br />

ao encontro ao objetivo comum de reduzir a nossa pegada de carbono, procurando<br />

soluções mais eficientes para nós, como para os nossos clientes. Através<br />

do nosso parceiro Spies Hecker, temos vindo a introduzir produtos com elevada<br />

performance, em especial a linha Speed-Tec, que irá permitir uma redução dos<br />

consumos energéticos entre outras valências aos nossos clientes”, explica. Atualmente,<br />

a Quimirégua oferece planos de fornecimento que se fundamentam na<br />

questão da rentabilidade dos seus próprios clientes, procurando, assim, aumentar<br />

a eficiência das suas oficinas. Quanto às ferramentas digitais e à importância que<br />

assumem no dia-a-dia da empresa, Armando Musqueira, diz que “os tempos<br />

mudam e a globalização não abranda. Estamos de momento a planear a ativação<br />

de vários canais de comunicação com os nossos clientes. Estamos mais ativamente<br />

a trabalhar no nosso website, onde já disponibilizamos o acesso a cada cliente às<br />

suas notas de encomenda”. Apesar do sucesso, a Quimirégua tem preocupações<br />

em relação ao futuro: “A falta de profissionais é uma das maiores preocupações<br />

do setor, assim como o alto nível de inflação que estamos agora a sofrer, que vem<br />

cortar solidez económica a várias empresas. Há sempre a preocupação de que o<br />

setor se possa tornar menos rentável, mas acreditamos que vamos sair vitoriosos”,<br />

conclui o administrador, que identifica ainda algumas alterações críticas que procuram<br />

acompanhar e dar solução, nomeadamente a necessidade de ter produtos<br />

de uma gama mais competitiva a nível de preço. É uma empresa com cerca de<br />

700 clientes ativos e conta com uma equipa de 23 colaboradores. Tem a exclusividade<br />

da marca Spies Hecker para os distritos de Vila Real e Bragança. Sobre o<br />

futuro da repintura automóvel, a Quimirégua tem “vindo a diversificar o nosso<br />

portefólio de produtos para pudermos cada vez mais ser parceiros dos nossos<br />

clientes e ter praticamente a totalidade de produtos para o mercado oficinal”,<br />

afirma Armando Musqueira.<br />

Administradores Armando Musqueira e José Manuel Magalhães<br />

Morada Rua Teixeira Lopes, 460, 4460 – 833 Custóias MTS<br />

Telefone 229 619 470 EMAIL quimiregua@mail.telepac.pt SITE www.quimidouro.pt<br />

174 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 9º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €3.435.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

REPINTURA<br />

COTEQ<br />

Coteq disponibiliza uma ampla gama de produtos ligados à repintura automóvel.<br />

Desde os produtos de pintura, aos mais diversos consumíveis de<br />

A<br />

várias marcas, destacam-se as marcas 3M, Norton, Indasa, Menzerna, Paleta e<br />

equipamentos de marcas como a Sata, Anest Iwata, Sagola, Drester e Rupes.<br />

Garantir a satisfação de todos os seus clientes, desde o cliente direto até ao consumidor<br />

final, é a prioridade principal da empresa. Para isso, disponibilizam aos<br />

seus clientes, uma completa gama de produtos e sistemas de cor, desde o programa<br />

de gestão de cor (offline ou online), espectrofotómetro, catálogos, apoio à linha do<br />

serviço de cor na Coteq ou através do laboratório das marcas de tinta “O apoio<br />

dado aos nossos clientes é diário e sempre muito próximo. Não disponibilizamos<br />

apenas as ferramentas de gestão de cor (software e hardware), mas também os<br />

apoiamos de perto e ajudamos a resolver os problemas, quando o devido uso das<br />

ferramentas se torna insuficiente”, revelou Gil Oliveira, administrador da empresa.<br />

Com base nesta proximidade, a rentabilidade do negócio dos seus clientes é tão<br />

importante quanto a sua, para isso, disponibilizam “Equipamentos mais eficientes,<br />

desde pistolas de pintura a máquinas de lixar, de polir, sistemas de aspiração, bem<br />

como produtos de secagem rápida e de secagem ao ar”. Também as formações<br />

e o apoio técnico fazem parte do apoio que disponibilizam. Num mercado em<br />

contante evolução e mudança, Gil Oliveira, adverte para a falta de profissionais<br />

competentes para esta área de negócio e adverte que para tal situação se alterar,<br />

é necessário uma “constante oferta formativa e disponibilidade para ensinar esta<br />

arte. Havendo muita procura de pintores, não será difícil colocar no mercado<br />

de trabalho aqueles que estiverem mais bem preparados para isso”, mas deixa<br />

uma constatação clara “Apesar de haver escassez de mão de obra na repintura<br />

automóvel, não quer dizer que as oficinas não tenham que continuar a evoluir e<br />

que os meios não necessitem de ser atualizados”, explicou. Devido às adaptações<br />

deste setor, os processos de pintura e de acabamento têm sofrido algumas mudanças.<br />

Ainda assim, Gil Oliveira acredita que estas alterações não são de agora<br />

“As mudanças nos processos de pintura existem desde sempre e vão continuar a<br />

existir sempre. Quer seja por motivos ambientais, quer por motivos de aumento<br />

de rentabilidade, quer por motivos de dar resposta a cada vez maior diversidade<br />

de cores com efeitos especiais, que requerem novos produtos e novas técnicas de<br />

aplicação”, para o administrador a resposta a esta alteração é clara e é nela que<br />

têm andado a trabalhar “Para além de produtos para o mercado de repintura<br />

automóvel, a Coteq tem produtos para a pintura industrial, construção civil e<br />

mais recentemente também para a pintura de mobiliário”. É com base nesta<br />

estratégia, que a Coteq apresenta um balanço positivo para o presente ano e<br />

conta ultrapassar os valores do ano transato.<br />

Administrador Manuel Oliveira<br />

Morada Rua do Mazagão, n.° 78, Aveleda, 4705 - 074 Braga<br />

Telefone 253 670 663 EMAIL geral@coteq.pt SITE www.coteq.pt<br />

176 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 10º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €3.250.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

REPINTURA<br />

CENTROCOR<br />

Celebra quatro décadas desde a fundação, mantendo as ideias e ambições originais,<br />

com um crescimento sustentado ano após ano. Faturou 3,25 milhões<br />

de euros em 2021 e, para fazer face ao premente desafio da falta de espaço para<br />

stock, vai abrir em breve as novas instalações, com 4.000 m2 cobertos e 6.000<br />

m2 descobertos, que contemplarão uma grande área de exposição, bem como<br />

um centro de formação, interligando as várias áreas de negócio. Reconhecida<br />

como especialista na área da repintura automóvel, nos últimos anos a empresa<br />

tem diversificado o negócio, considerando-se hoje “um fornecedor global para<br />

as oficinas”. O portefólio de ferramentas e equipamentos permite já “fornecer<br />

qualquer tipo de solução para as oficinas automóveis, excluindo lubrificantes e<br />

peças automóveis”, com milhares de referências de produtos em stock, nas áreas de<br />

colisão, mecânica e detalhe automóvel. O diretor geral, Álvaro Magalhães, conta<br />

que a grande maioria dos produtos que comercializam são premium e destacam-se<br />

no mercado pela “qualidade e garantias no pós-venda”, com o preço a traduzir-<br />

-se “numa relação preço/rentabilidade acima da média”. A Vision Refinish é a<br />

marca própria da empresa e possui um vasto leque de artigos, como abrasivos,<br />

desengordurantes, diluentes, produtos de limpeza e mascaramento. O serviço<br />

pós-venda assenta sobretudo na assistência na parte da pintura e técnica, sendo<br />

um parceiro de negócios que dá suporte aos seus clientes no desenvolvimento do<br />

próprio negócio”. Os serviços de assistência programada fazem parte das soluções<br />

que a Centrocor oferece aos clientes, o que permite “aumentar consideravelmente<br />

a fiabilidade e segurança dos equipamentos que as oficinas usam no seu dia-a-dia”.<br />

Devido à pandemia e à guerra na Ucrânia, a empresa sentiu a necessidade de<br />

otimizar os processos de gestão de stock, antecipando as necessidades que possam<br />

surgir, paralelamente à otimização das entregas e visitas a clientes, bem como a<br />

digitalização de processos para um desempenho mais eficaz. Atualmente, os clientes<br />

utilizam cada vez mais a plataforma B2B, onde é possível pesquisar um produto<br />

por nome ou por tarefa, encontrando descrições detalhadas, métodos de aplicações<br />

e vídeos dos produtos. Álvaro Magalhães considera que as oficinas vão continuar<br />

a ser uma das principais áreas do setor automóvel, antevendo que a evolução<br />

passará por adquirir novos equipamentos e pela digitalização, acompanhando a<br />

tendência do mercado global, com a prestação de serviços de proximidade como<br />

a assistência técnica e a formação. O diretor da Centrocor entende que o futuro<br />

trará a “obrigatoriedade de reaprendizagem de competências” e necessidade de<br />

as empresas procurarem “formas de se superarem a si mesmas diariamente e<br />

procurar constantemente formas de se diferenciarem no mercado”.<br />

Diretor Geral Álvaro Magalhães<br />

Morada Av. S. Mamede, 237, 4560 – 800 S. Mamede Recezinhos (Penafiel)<br />

Telefone 255 730 000 EMAIL geral@centrocor.pt SITE www.centrocor.pt<br />

178 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 14º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €2.622.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

REPINTURA<br />

MOTA & PIMENTA<br />

Mota & Pimenta dispõe de uma vasta gama de produtos para o automóvel,<br />

A que vai desde a preparação, a repintura e o polimento. Representa marcas<br />

europeias e americanas com as quais trabalha há vários anos, algumas com<br />

30 anos de parceria. Estas relações tão duradouras são a chave da imagem<br />

de qualidade que tem no mercado fidelizando cada vez mais os seus clientes.<br />

Privilegia a venda direta com os seus clientes e para além de comercializar<br />

tintas e todos os auxiliares, fornece também equipamentos, pistolas de pintura<br />

e vestuário de proteção. Não esquecendo o foco no automóvel, conta ainda com<br />

uma vasta linha de produtos de embelezamento, desde massas de polir, boinas<br />

e panos microfibras. Para fazer face aos ajustes do mercado que “está virado<br />

para produtos mais eficientes e sem necessidade de recorrer a estufas”, a Mota<br />

& Pimenta tem investido no seu sistema de gestão de cor “atualizado numa<br />

base diária, permitindo ao cliente estar sempre a par das novas formulações e<br />

produtos”. Virgílio Mota, administrador da Mota & Pimenta, acredita que “Esta<br />

atualização diária faz com que a rentabilidade e eficiência dos nossos clientes<br />

seja permanente e ao mesmo tempo também nos liberta de algum trabalho<br />

no apoio técnico”, revelou. Atualmente o mercado está virado para produtos<br />

mais eficientes e sem necessidade de recorrer a estufas, no caso dos vernizes<br />

por exemplo. “Essa solução existe na nossa oferta já há mais de quatro anos,<br />

sendo que atualmente se torna mais procurada pelas questões energéticas fruto<br />

da guerra na Ucrânia. O constante desenvolvimento dos nossos produtos faz<br />

ter uma visão mais “clean” do futuro”, refere o responsável. Relativamente à<br />

falta de profissionais de repintura automóvel, Virgílio Mota considera que se<br />

deve “à opção dos sucessivos governos de acabar com o ensino profissional.<br />

Se a aposta governamental fosse mais no ensino profissional, o número de<br />

profissionais aumentaria e resolvíamos este problema que está a afetar todo o<br />

mercado da repintura automóvel”. Para Virgílio Mota o futuro é incerto e “A<br />

grande incógnita hoje em dia é tentar saber o que se vai passar a médio e longo<br />

prazo uma vez que as constantes mutações e alterações de todo o panorama<br />

mundial faz com que o desafio seja diário”, no entanto, baixar os braços não<br />

faz parte do seu ADN. Os desafios futuros não o assustam “Os próximos tempos<br />

não serão fáceis nem estáveis. Continuaremos a dar o nosso melhor e a apoiar<br />

os nossos clientes para juntos ultrapassarmos os tempos mais difíceis que se<br />

avizinham”, garantiu. O primeiro semestre do ano não foi aquilo que a Mota &<br />

Pimenta esperava, no entanto, “com toda a instabilidade mundial e toda a crise<br />

económico social, penso que o saldo acaba por ser positivo, dando-nos força e<br />

motivação para que o segundo semestre supere o primeiro acabando por fechar<br />

o ano de uma forma positiva”, concluiu Virgílio Mota.<br />

Administradores Virgílio Mota e Margarida Mota<br />

Morada Parque Industrial de Fages, Lote 4| - 4770-464 Vila Nova de Famalicão<br />

Telefone 252 323 909 EMAIL margaridamota@motapimenta.com SITE www.motapimenta.com<br />

180 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


SOMOS COR,<br />

SOMOS BRILHO,<br />

SOMOS O CUIDADO DO SEU CARRO.<br />

Parque Industrial de Fages Lote 4 - 4770-464 Requião | T: 252 323 909<br />

www.motapimenta.com | online@motapimenta.com


POSIÇÃO RANKING 24º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €1.170.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

25<br />

REPINTURA<br />

GRAVITYPAINT<br />

GravityPaint nasceu há cinco anos, de um sonho e de uma oportunidade<br />

A de fazer diferente no mercado da pintura. Fiéis ao modelo de negócio que<br />

idealizaram e em que acreditam desde o primeiro dia, são capazes, segundo<br />

o diretor geral, Mário Ferreira, de “ombrear no mercado com qualquer empresa<br />

concorrente”. Este modelo assenta na inovação de processos de pintura,<br />

numa logística rápida, num regular acompanhamento técnico dos clientes, na<br />

criação de serviços diferenciadores no mercado (GravityRent – Aluguer de<br />

Equipamentos e GravityAssist – Assistência Técnica) e na criação de parcerias<br />

estratégicas com clientes e fornecedores. Atualmente, dispõe, de acordo com<br />

o responsável, de “uma das mais completas e competitivas gamas de produtos<br />

do mercado nacional”, com duas ou mais alternativas/marcas de qualidade<br />

premium para cada «família» de produtos (Abrasivos, Vernizes, Primários,<br />

Betumes, Esmaltes, Polimento, CarCare, Equipamentos, Mascaramento,<br />

Sprays Técnicos, etc). A empresa é parceira de fornecedores como a Finixa,<br />

Festool, BASF, Rupes, Sia Abrasives, Bosch, Flex Tools, Cromauto, Scholl,<br />

Sagola e a Anest Iwata, o que lhes traz “satisfação, orgulho e uma grande<br />

responsabilidade”, dado o historial e posicionamento premium no mercado<br />

internacional destas marcas. Abril de <strong>2022</strong> marca a inauguração da loja de<br />

Torres Vedras, um espaço com cerca de 200 m2 e “imensas soluções para<br />

todos os setores de pintura”. Nos próximos dois anos, a GravityPaint prevê<br />

abrir mais uma loja nos arredores de Lisboa e outra em Sintra. Após dois<br />

anos sem realizar os eventos «Open House», devido à pandemia, <strong>2022</strong> ficou<br />

marcado pela retoma do mesmo na Venda do Pinheiro, “com uma grande<br />

jornada de networking e convívio, troca de opiniões e ideias que fortalecem a<br />

nossa relação com os clientes”. Estiveram presentes todos os fornecedores da<br />

GravityPaint, com stands e equipas técnicas para demonstração de produtos<br />

e equipamentos. Em tempos de constante evolução digital, a empresa utiliza<br />

as principais redes sociais de forma muito ativa, estando previsto, até ao final<br />

do ano, a apresentação ao mercado nacional e internacional do novo site e<br />

a loja online. Para Mário Ferreira, a digitalização da secção de pintura é um<br />

dos principais desafios das oficinas de colisão, pelo que a GravityPaint vai<br />

colocando ao dispor dos clientes várias ferramentas, desde o espectrofotómetro,<br />

à atualização do software de cores online e ao minuto, a utilização de APP no<br />

telemóvel para a verificação de códigos de cor e a consulta de fichas técnicas e<br />

de segurança dos produtos que utiliza. Apesar de ser previsível o decréscimo<br />

do mercado da pintura, o responsável acredita que este “continuará a ser um<br />

mercado bastante ativo e próspero nos próximos 8/10 anos”. E Mário Ferreira<br />

não termina sem deixar “um enorme agradecimento aos nossos colaboradores,<br />

clientes, fornecedores e parceiros de negócio por acreditarem em nós e no<br />

nosso projeto, pois sem eles nada disto seria possível!”.<br />

Diretor geral Mário Rui Ferreira<br />

Morada Rua da Bica, nº 17 - Núcleo Empresarial da Venda do Pinheiro II - Armazém AF 2665-608 Venda do Pinheiro<br />

Telefone 261 092 574 EMAIL mario.ferreira@gravitypaint.pt SITE www.gravitypaint.pt<br />

182 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100


CIBERSEGURANÇA NOS AUTOMÓVEIS<br />

Nova dimensão<br />

de qualidade<br />

A cibersegurança está a tornar-se numa nova dimensão de qualidade para os automóveis<br />

e o software e os componentes elétricos/eletrónicos (E/E) estão, e continuarão a estar,<br />

entre as inovações fundamentais nos veículos modernos. Prevê-se que o mercado cresça<br />

de 238 mil milhões de dólares em 2020, para 469 mil milhões de dólares em 2030,<br />

correspondendo a um crescimento anual de mais de 7 por cento ao ano


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

De modo a<br />

alcançar-se<br />

a excelência<br />

em termos de<br />

cibersegurança,<br />

serão necessários<br />

novos processos,<br />

novas competências<br />

e novas práticas<br />

de trabalho ao<br />

longo da cadeia de<br />

valor da indústria<br />

automóvel<br />

O<br />

acesso ilícito a automóveis conectados<br />

por parte de piratas informáticos<br />

fez manchetes ao longo<br />

dos últimos anos e as preocupações<br />

acerca da cibersegurança dos<br />

veículos modernos tornaram-se reais. Recentemente,<br />

os reguladores começaram a trabalhar<br />

na definição dos requisitos mínimos de cibersegurança<br />

para novos automóveis.<br />

O regulamento WP.291 da UNECE relativa a<br />

cibersegurança e a atualizações de software está<br />

no horizonte e irá desencadear uma mudança de<br />

paradigma na indústria automóvel nos países membros<br />

da UNECE. Outros países, como os EUA e a<br />

China, publicaram boas práticas e orientações, mas<br />

regulamentações ainda não. No entanto, dada a influência<br />

da UNECE, espera-se uma ampla adoção<br />

da sua regulamentação por todo o mundo.<br />

Com estes primeiros programas regulamentares<br />

para a cibersegurança e atualizações de software<br />

no setor automóvel, a entidade reguladora<br />

exigirá que os fabricantes de equipamento<br />

original de automóveis - os responsáveis pela<br />

homologação de veículos - demonstrem práticas<br />

de gestão do ciber-risco adequadas ao longo do<br />

desenvolvimento, produção e pós-produção dos<br />

seus veículos, incluindo a capacidade de corrigir<br />

problemas de segurança do software após<br />

a venda de veículos e de forma remota. Neste<br />

contexto, e com base na investigação e análise<br />

da McKinsey, fazemos uma perspetiva sobre três<br />

questões essenciais para a indústria automóvel:<br />

• Quais são as tendências e fatores específicos de<br />

cibersegurança na indústria automóvel e porque<br />

é que isto é uma mudança de paradigma para<br />

a indústria?<br />

• Como é que estes fatores vão afetar as cadeias<br />

de valor há muito estabelecidas da indústria<br />

automóvel?<br />

• Como é que os protagonistas no seio da indústria<br />

e fora dela podem preparar-se e posicionar-se<br />

para os futuros desenvolvimentos do mercado e<br />

para o crescimento antecipado do segmento?<br />

A potência do motor, o consumo de combustível,<br />

o conforto de condução e a precisão do chassis e<br />

186 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


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MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

O forte crescimento<br />

do mercado irá<br />

criar muitas novas<br />

oportunidades<br />

de negócio para<br />

os fornecedores,<br />

empresas de<br />

informática<br />

consolidadas,<br />

empresas<br />

especialistas em<br />

nichos, start-ups e<br />

muitas outras<br />

da carroçaria de um automóvel são apenas algumas<br />

das dimensões que definem a qualidade de<br />

um automóvel. Com cada vez mais funções essenciais<br />

dos veículos ativadas por software executado<br />

em chips de hardware especializado, a segurança<br />

desses componentes – cibersegurança – irá<br />

tornar-se ainda uma outra dimensão de qualidade<br />

na indústria automóvel, da mesma forma que a<br />

segurança física é atualmente uma preocupação<br />

importante e um parâmetro de qualidade.<br />

Esta medição da qualidade é fundamentada por<br />

atividades regulamentares que impõem padrões<br />

mínimos para a gestão dos riscos de cibersegurança<br />

e que exigem que os OEM tenham a<br />

capacidade de resolver problemas de segurança<br />

através de atualizações de software. A cibersegurança<br />

irá tornar-se inegociável para a indústria.<br />

De modo a alcançar-se a excelência em termos<br />

de cibersegurança, serão necessários novos processos,<br />

novas competências e novas práticas de<br />

trabalho ao longo da cadeia de valor da indústria<br />

automóvel. Isto inclui identificar ciber-riscos,<br />

conceber arquiteturas seguras de software e<br />

hardware e desenvolver e testar código e chips<br />

seguros, garantindo que os problemas podem<br />

ser resolvidos, mesmo anos mais tarde, através<br />

de atualizações de software.<br />

A crescente necessidade de cibersegurança irá<br />

desencadear investimentos ao longo dos próximos<br />

anos. Espera-se que o mercado cresça de 4,9<br />

mil milhões de dólares, em 2020, para 9,7 mil<br />

milhões de dólares, em 2030, com o negócio do<br />

software a representar metade do mercado em<br />

2030. O forte crescimento do mercado irá criar<br />

muitas novas oportunidades de negócio para os<br />

fornecedores, empresas de informática consolidadas,<br />

empresas especialistas em nichos, start-<br />

-ups e muitas outras, especialmente no mercado<br />

de desenvolvimento de software e de serviços.<br />

Ao mesmo tempo, a dinâmica do mercado em<br />

crescimento também irão colocar desafios aos<br />

atuais líderes de mercado.<br />

Impacto e custos da<br />

cibersegurança<br />

Ao longo dos últimos anos, os automóveis modernos<br />

tornaram-se centros de dados sobre rodas.<br />

Comparar as linhas de código dos modernos<br />

automóveis conectados com as dos aviões e computadores<br />

dá-nos uma ideia dos desafios que se<br />

colocam para tornar estes veículos seguros. Os<br />

automóveis atuais têm até 150 unidades de controlo<br />

do motor e cerca de 100 milhões de linhas<br />

de código. Até 2030, muitos observadores preveem<br />

que os mesmos tenham aproximadamente<br />

300 milhões de linhas de código de software.<br />

Para colocar isto em perspetiva, um avião de<br />

passageiros tem cerca de 15 milhões de linhas<br />

de código, um moderno avião de combate cerca<br />

de 25 milhões e um sistema operativo de um<br />

computador de comercialização em massa perto<br />

de 40 milhões.<br />

Esta abundância de código de software complexo<br />

é o resultado quer do legado da conceção de<br />

sistemas eletrónicos de formas<br />

específicas nos últimos 35 anos, quer dos crescentes<br />

requisitos e da maior complexidade dos<br />

sistemas nos automóveis conectados e autónomos.<br />

Este volume de código cria uma ampla<br />

oportunidade para os ciberataques, não só no<br />

próprio automóvel, mas também em todos os<br />

componentes do ecossistema do mesmo (p. ex.,<br />

backend, infraestrutura).<br />

Qual é o papel da UNECE na regulamentação<br />

da cibersegurança automóvel?<br />

O Fórum Mundial para a Harmonização<br />

das Regulamentações Aplicáveis<br />

a Veículos (WP.29) é um fórum<br />

regulamentar a nível mundial que faz<br />

parte da estrutura institucional da<br />

Comissão Económica das Nações<br />

Unidas para a Europa (UNECE).<br />

Estabelece instrumentos regulamentares<br />

respeitantes aos veículos a motor e ao<br />

equipamento destes em mais de 60<br />

mercados à escala global, com base<br />

em três acordos das Nações Unidas<br />

adotados em 1958, 1997 e 1998.<br />

Atualmente a UNECE está a elaborar<br />

uma proposta para dois novos<br />

regulamentos das Nações Unidas.<br />

O primeiro regulamento é acerca<br />

de uniformizar normas relativas à<br />

aprovação de veículos no que respeita<br />

à cibersegurança e aos sistemas de<br />

gestão de cibersegurança. O segundo<br />

regulamento é acerca dos processos de<br />

atualização de software de veículos e de<br />

sistemas de gestão de atualizações de<br />

software. Logo que esta proposta seja<br />

aceite pela UNECE e os regulamentos<br />

sejam adotados pelos respetivos países<br />

membros, será solicitado aos OEM que<br />

implementem práticas e capacidades<br />

específicas em termos de cibersegurança<br />

e de atualização de software para as<br />

homologações de veículos, tornando<br />

efetivamente a cibersegurança num<br />

componente inegociável dos futuros<br />

veículos.<br />

188 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


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300 mil KM de testagem em estrada<br />

por cada pastilha desenvolvida<br />

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11 terabytes de dados recolhidos<br />

pela R&D, por ano<br />

Estes são alguns dos motivos<br />

por que a Textar tem o voto de<br />

confiança de fabricantes de<br />

veículos, distribuidores<br />

e oficinas de todo o mundo.


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

Crescimento impulsionado pelo sofware<br />

O crescimento do mercado ligado<br />

à cibersegurança é impulsionado<br />

em grande medida pelo software,<br />

que se está a tornar um elemento<br />

diferenciador fundamental. O software<br />

está a impulsionar a inovação nas quatro<br />

categorias ACES (Veículos Autónomos;<br />

Veículos Conectados, Veículos Elétricos e<br />

Mobilidade Partilhada):<br />

Veículos Autónomos<br />

Os automóveis autónomos, que foram<br />

assunto de fantasia durante muito<br />

tempo, estão a tornar-se realidade. As<br />

empresas líderes já percorreram milhões<br />

de quilómetros em estradas públicas<br />

com eles, mas até agora sempre sob o<br />

olhar cuidadoso de um humano atrás<br />

do volante. A taxa de desativação dos<br />

testes no terreno, isto é, a frequência<br />

com que o condutor humano precisa<br />

de assumir o controlo, está a diminuir<br />

rapidamente, colocando os automóveis<br />

totalmente autónomos ao alcance<br />

dentro de poucos anos. Embora o<br />

automóvel autónomo proporcione<br />

enormes vantagens, apresenta o risco<br />

de os hackers interferirem na direção ou<br />

na travagem. Tais incidentes poderão<br />

fomentar o medo em relação aos<br />

automóveis autónomos e colocar toda a<br />

tecnologia em risco.<br />

Veículos Conectados<br />

Os automóveis estão a tornar-se cada<br />

vez mais conectados. Atualmente, os<br />

serviços permitidos pela conectividade<br />

vão desde o envio de endereços de<br />

destino para o veículo, até à receção<br />

em tempo real de informações de<br />

trânsito e ao estacionamento do<br />

veículo remotamente através de uma<br />

aplicação para smartphone. No entanto,<br />

a conectividade dos automóveis é<br />

um potencial vetor de ataque para os<br />

hackers comprometerem uma frota<br />

inteira de automóveis, o que é o pior<br />

pesadelo de qualquer OEM.<br />

Veículos Elétricos<br />

O surgimento dos automóveis elétricos<br />

teve início há vários anos e estão a<br />

ganhar cada vez mais força à medida<br />

que a sua autonomia aumenta e o preço<br />

diminui. Desafiados por muitas start-ups,<br />

quase todos os OEM atuais embarcaram<br />

na aventura de incluir automóveis<br />

elétricos nas respetivas carteiras de<br />

produtos. O automóvel elétrico por si só<br />

não é mais suscetível à sabotagem do<br />

que um automóvel convencional, mas os<br />

ataques à infraestrutura de carregamento<br />

podem ter graves consequências, desde<br />

falhas de energia a incêndios.<br />

Mobilidade Partilhada<br />

Possibilitados pela conectividade,<br />

tornaram-se viáveis novos modelos de<br />

negócio para o transporte, tais como a<br />

partilha de automóveis e de boleias. A<br />

tendência na mobilidade está a mudar da<br />

posse dos automóveis para as soluções<br />

de automóveis partilhados, o que está<br />

a provocar um aumento significativo da<br />

utilização dos veículos. Esta tendência<br />

exige a proteção total dos dados dos<br />

utilizadores, uma violação de dados<br />

sensíveis pode estimular a desconfiança<br />

massiva do modelo de negócio.<br />

Um olhar mais profundo para o<br />

automóvel conectado revela três tipos de<br />

software que irão impulsionar a inovação<br />

nesta área:<br />

• Serviços a bordo dos veículos: Todo<br />

o software no interior do veículo que<br />

funciona em unidades de controlo<br />

eletrónico (ECU) ou unidades de<br />

controlo de domínio (DCU) no interior<br />

do automóvel<br />

• Serviços de backend de OEM: Serviços<br />

de cloud para o veículo e para o<br />

utilizador<br />

• Serviços de infraestruturas e de<br />

terceiros: Ligações de software entre<br />

o veículo e a infraestrutura,<br />

p. ex., de combustível/carregamento,<br />

estacionamento, seguros.<br />

Enquanto a indústria está a investir em<br />

inovações nestes tipos de software para<br />

melhorar a experiência dos clientes<br />

e aumentar o valor dos automóveis<br />

modernos, os fabricantes também<br />

têm de integrar a cibersegurança<br />

desde o início, para evitar a criação<br />

de plataformas digitais e de veículos<br />

suscetíveis a ciberataques.<br />

190 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


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MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

Ao contrário do<br />

que acontece<br />

noutros setores,<br />

a cibersegurança<br />

permaneceu<br />

até agora sem<br />

regulamentação no<br />

setor automóvel,<br />

mas isto agora<br />

está a mudar com<br />

o surgimento das<br />

regulamentações<br />

unece WP.29<br />

O ciber-risco dos automóveis conectados tornou-<br />

-se evidente ao longo dos últimos anos, à medida<br />

que os investigadores de segurança revelaram<br />

várias vulnerabilidades técnicas. Nestes cenários,<br />

os “atacantes” não estavam a explorar as vulnerabilidades<br />

com más intenções, mas sim a disponibilizar<br />

informações aos OEM para os ajudar<br />

a resolver esses problemas antes que atacantes<br />

mal-intencionados provocassem danos reais.<br />

Após ficarem a par das vulnerabilidades, os OEM<br />

resolveram esses problemas e disponibilizaram<br />

atualizações de software. Mas, dependendo do<br />

modelo do automóvel afetado, da arquitetura<br />

E/E do mesmo e da capacidade do OEM em disponibilizar<br />

atualizações de software remotamente,<br />

algumas atualizações de software exigiam idas<br />

aos concessionários, resultando em custos muito<br />

mais elevados para os fabricantes de automóveis.<br />

Garantia de acesso ao mercado<br />

e a homologação<br />

Ao contrário do que acontece noutros setores,<br />

tais como os serviços financeiros, de energia e<br />

de telecomunicações, a cibersegurança permaneceu<br />

até agora sem regulamentação no setor<br />

automóvel, mas isto agora está a mudar com o<br />

surgimento das regulamentações UNECE WP.29<br />

sobre cibersegurança e atualizações de software.<br />

De acordo com este enquadramento, os OEM<br />

de países membros da UNECE terão de apresentar<br />

provas de suficientes práticas de gestão de<br />

ciber-risco ao longo de todo o processo, isto é,<br />

desde o desenvolvimento do veículo, passando<br />

pela produção e até à pós-produção. Isto inclui<br />

a capacidade comprovada de implementar remotamente<br />

correções de segurança do software,<br />

mesmo após a venda do veículo.<br />

Outros países, como a China e os EUA, não<br />

publicaram até agora regulamentações similares,<br />

mas apenas orientações e boas práticas. Esperamos<br />

que a nova regulamentação da UNECE<br />

se torne numa norma efetiva, mesmo para além<br />

dos respetivos membros. Olhando para o volume<br />

do atual mercado de automóveis de passageiros<br />

apenas nos dez maiores países cuja regulamentação<br />

deriva da UNECE WP.29, as novas regulamentações<br />

irão afetar provavelmente mais de 20<br />

milhões de veículos vendidos em todo o mundo.<br />

Isto não inclui sequer os veículos comerciais ou<br />

qualquer outro tipo de veículo motorizado regulamentado<br />

ao abrigo da UNECE WP.29.<br />

192 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


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MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

Indústria automóvel repensa a cibersegurança<br />

Conseguir a cibersegurança de<br />

forma correta exige esforços de<br />

múltiplas entidades ao longo da<br />

cadeia de valor, para todo o ciclo<br />

de vida digital dos veículos<br />

modernos. Em última instância,<br />

os OEM são responsáveis pela<br />

homologação dos respetivos veículos<br />

e por demonstrarem que<br />

respeitam as regulamentações e<br />

os requisitos legais obrigatórios.<br />

Contudo, uma vez que os OEM<br />

obtêm uma grande parte dos<br />

componentes dos respetivos<br />

veículos a partir de fornecedores<br />

e fabricantes de semicondutores,<br />

também será solicitado aos respetivos<br />

parceiros da cadeia de valor<br />

que se encontram a montante que<br />

sigam e implementem as práticas<br />

mais avançadas para mitigarem<br />

os riscos de cibersegurança e<br />

produzirem veículos que sejam<br />

seguros pela sua conceção.<br />

Estes parceiros têm de apresentar<br />

provas de que respeitam os<br />

regulamentos de forma a apoiar o<br />

processo de homologação,<br />

o que é responsabilidade do<br />

OEM. Olhando para os atuais<br />

projetos de regulamentos da<br />

UNECE WP.29 sobre cibersegurança<br />

e atualizações de software,<br />

torna-se evidente que a cadeia de<br />

valor é afetada transversalmente<br />

em quatro áreas (ver Quadro I):<br />

de segurança e que quaisquer<br />

ciber-riscos são adequadamente<br />

mitigados. Embora, em última<br />

instância, os OEM sejam responsáveis<br />

pela cibersegurança,<br />

todos os participantes na cadeia<br />

de valor têm de contribuir.<br />

Deteção e resposta<br />

Os fabricantes de veículos têm de<br />

ser capazes de detetar vulnerabilidades<br />

técnicas e problemas de<br />

QUADRO I - A regulamentação UNECE está dividida em 4 áreas concretas<br />

de cibersegurança e abrange todo o ciclo de vida do veículo<br />

Ciclo de vida da<br />

cibersegurança<br />

Ciclo de vida de automóveis conectados<br />

Desenvolvimento Produção Pós-produção<br />

Gerir<br />

ciber-riscos<br />

dos veículos<br />

Assegurar<br />

os veículos<br />

na conceção<br />

segurança (p. ex., ciberataques)<br />

nos respetivos veículos e nos<br />

componentes dos ecossistemas<br />

adjacentes (p. ex., nos serviços<br />

de backend ou de terceiros) que<br />

possam ter impacto na proteção<br />

ou segurança dos veículos.<br />

Identificar e gerir ciber-riscos para determinados tipos de veículos em toda a cadeia<br />

de fornecimento<br />

Assegurar o teste de segurança dos sistemas<br />

Reagir a ciber-ameaças e vulnerabilidades novas e em desenvolvimento<br />

Atualizações seguras e<br />

fiáveis<br />

Os protagonistas da indústria<br />

automóvel têm de ser capazes<br />

de dar resposta a qualquer<br />

evento de segurança detetado<br />

e disponibilizar atualizações de<br />

software para resolver problemas<br />

de segurança. Para o fazer, têm<br />

de identificar sistematicamente<br />

veículos-alvo para atualizações<br />

e garantir que as atualizações de<br />

software não danificam sistemas<br />

certificados relevantes para a segurança<br />

e que são compatíveis<br />

com a configuração do veículo.<br />

Garantir a segurança na fase de conceção de detalhes, testar a informação e recolher<br />

provas ao longo de toda a cadeia de fornecimento<br />

Gestão de ciber-risco<br />

Os protagonistas da indústria automóvel<br />

têm de garantir a gestão<br />

do ciber-risco ao longo de todo o<br />

processo e identificar ciber-riscos<br />

relevantes nos respetivos tipos<br />

de veículos (e nos componentes<br />

dos ecossistemas adjacentes que<br />

possam ter impacto na proteção<br />

ou segurança do veículo) e garantir<br />

que implementam medidas<br />

para mitigar tais riscos. Isto inclui<br />

reagir a ameaças em desenvolvimento.<br />

Detetar e dar<br />

resposta a<br />

incidentes de<br />

segurança<br />

Analisar ciber-ameaças e criar um plano de<br />

tratamento de riscos<br />

Integrar a segurança na conceção do sistema e<br />

prever vulnerabilidades conhecidas em componentes<br />

(re)utilizados de HW/ SW - Hardware / Software<br />

Testar a segurança dos componentes de HW/SW (p.<br />

ex., com verificações de vulnerabilidade, testes de<br />

penetração, análise de código)<br />

Proteger a integridade dos componentes<br />

de HW/SW de fornecedores<br />

(p. ex., com cláusulas contratuais)<br />

Proteger o acesso ao ambiente de<br />

produção (p. ex., servidores de software<br />

e o processo de flashing) e às<br />

unidades recebidas dos fornecedores<br />

Monitorizar e dar resposta<br />

a ciberataques nos veículos<br />

e respetivos ecossistemas<br />

Segurança na conceção<br />

Os OEM têm de desenvolver<br />

veículos seguros desde o início,<br />

adotando as práticas mais avançadas<br />

na engenharia de hardware<br />

e software e garantindo que os<br />

tipos de veículos (e os componentes<br />

dos ecossistemas adjacentes<br />

que possam ter impacto<br />

na proteção ou segurança do veículo)<br />

são concebidos, produzidos<br />

e testados quanto a problemas<br />

Disponibilizar<br />

atualizações<br />

de software<br />

seguras<br />

e fiáveis<br />

Garantir a rastreabilidade total das versões de software e da configuração dos veículos<br />

ao longo do ciclo de vida dos veículos (software/configuração inicial e atualizado)<br />

Identificar veículos-alvo para<br />

atualizações e avaliar o impacto<br />

nos sistemas certificados<br />

e a compatibilidade com a<br />

configuração dos veículos<br />

Disponibilizar atualizações<br />

de software sem afetar o impacto<br />

da segurança e fiabilidade<br />

Fonte: UNECE WP.29 e McKinsey<br />

194 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


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MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

Novas normas elevam fasquia da cibersegurança<br />

Atualmente, apenas existem normas<br />

e orientações limitadas quanto aos<br />

procedimentos técnicos específicos para<br />

assegurar o hardware e o software nos<br />

veículos, p. ex., normas para encriptação<br />

de hardware ou para a comunicação<br />

segura das ECU.<br />

Embora os regulamentos UNECE WP.29<br />

sobre cibersegurança e atualizações<br />

de software estabeleçam uma<br />

estrutura organizacional e requisitos<br />

mínimos que têm impacto em todos os<br />

intervenientes da indústria automóvel<br />

ao longo da cadeia de valor, os<br />

mesmos não proporcionam qualquer<br />

orientação detalhada sobre práticas<br />

operacionais. No entanto, as novas<br />

normas que brevemente vão entrar<br />

em vigor estabelecem claros requisitos<br />

organizacionais, processuais e técnicos<br />

ao longo de todo o ciclo de vida dos<br />

veículos, desde o desenvolvimento à<br />

produção e pós-venda.<br />

Estas normas irão permitir que a indústria<br />

implemente práticas de cibersegurança<br />

comuns específicas para o<br />

desenvolvimento e produção de veículos.<br />

Também permitirão uma avaliação<br />

do cumprimento dessas práticas e a<br />

certificação por terceiros, que podem<br />

ser usadas entre os intervenientes da<br />

indústria para demonstrar o cumprimento<br />

das normas, por exemplo, nos contratos<br />

entre OEM e fornecedores. A certificação<br />

independente das práticas de segurança<br />

irá criar um mercado crescente para<br />

as empresas de auditoria, inspeção e<br />

certificação. Os especialistas jurídicos<br />

também encaram isto como a base<br />

para a resolução de disputas legais e de<br />

problemas de responsabilidade em caso<br />

de incidentes de veículos relacionados<br />

com cibersegurança.<br />

Novas competências e talentos<br />

Novas capacidades e requisitos de<br />

cibersegurança ao longo do ciclo de<br />

desenvolvimento irão exigir, em muitos<br />

casos, uma atualização e reciclagem<br />

significativas das competências da<br />

atual força de trabalho. O aumento dos<br />

requisitos de competências também é<br />

refletido no mercado, no qual vemos<br />

uma variedade de novos produtos e<br />

serviços que exigem, todos eles, novas<br />

competências. Mas, mesmo para além<br />

das atividades acima mencionadas,<br />

muitas outras áreas exigem uma<br />

requalificação. Por exemplo:<br />

— A aquisição de componentes de<br />

segurança exige uma abordagem<br />

mais colaborativa comparativamente<br />

à aquisição de peças mecânicas,<br />

como, por exemplo, chassis, grupos<br />

motopropulsores ou baterias, para<br />

as quais podem ser detalhadas<br />

antecipadamente especificações<br />

exatas. Embora as especificações<br />

para os componentes de segurança<br />

possam ser estabelecidas na fase de<br />

conceção, podem prever-se ajustes<br />

durante todo o ciclo de desenvolvimento.<br />

Devido à elevada complexidade<br />

da cibersegurança, a avaliação de<br />

fornecedores, especialmente quanto às<br />

respetivas capacidades, irá tornar-se<br />

muito mais difícil comparativamente<br />

à aquisição de peças físicas ou de<br />

software normal.<br />

— A gestão de projeto tem de assumir<br />

seriamente a segurança na conceção e<br />

contar que atividades e peças relevantes<br />

relacionadas com a cibersegurança<br />

façam parte do projeto.<br />

— Os concessionários, como linha<br />

da frente para os clientes da indústria<br />

automóvel, terão de falar de questões<br />

da cibersegurança e têm de ser capazes<br />

de prestar assistência nas atividades<br />

de manutenção relacionadas com a<br />

cibersegurança, tais como a instalação<br />

de atualizações de software quando<br />

as atualizações remotas não estão<br />

disponíveis.<br />

— As equipas de comunicação<br />

com os clientes terão de transmitir<br />

e comunicar assuntos relacionados<br />

com a cibersegurança, tal como<br />

abordar os receios do público quanto<br />

à vulnerabilidade dos automóveis a<br />

ciberataques ou dirigir a difícil tarefa de<br />

manter a comunicação externa no caso<br />

de um incidente de cibersegurança.<br />

196 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


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MERCADO<br />

Top<br />

17<br />

DISTRIBUIDORES DE PNEUS<br />

As 17 empresas incluídas na listagem, faturaram 171 milhões de €, com crescimento<br />

superior a 12%. A produtividade elevou até 609 mil € por trabalhador, em consequência do não<br />

crescimento do volume de emprego<br />

Incluímos nesta Edição os Distribuidores de<br />

Pneus que têm atividade importadora de<br />

marcas, mesmo que a dimensão não seja<br />

muito elevada. Não se incluem (ao contrário<br />

da opção seguida para a Distribuição de<br />

Peças), os Distribuidores que utilizam marcas de<br />

outros importadores. Alguma empresa de maior<br />

dimensão, como a TIRESUR, não foi incluída<br />

por não dispormos do seu IES.<br />

Para a generalidade dos distribuidores de pneus, o<br />

impacto da pandemia acabou por ser muito menor<br />

que o esperado inicialmente, mas o setor debate-se<br />

com a falta de produto, o que está a criar alguma<br />

instabilidade no mercado, colocando sérios desafios<br />

a fabricantes e distribuidores.<br />

Apesar de nos últimos anos os fabricantes tentarem<br />

diminuir a força dos distribuidores, neste momento<br />

e no futuro a distribuição está a ganhar uma importância<br />

cada vez mais significativa na cadeia de<br />

valor. Quando comparando com os fabricantes, os<br />

distribuidores são mais competitivos, conseguem<br />

ser mais flexíveis e eficazes em todo o processo de<br />

distribuição, garantem um melhor nível de serviço<br />

e têm uma oferta de stock mais completa e global,<br />

além de oferecerem ao cliente um atendimento<br />

personalizado e de proximidade.<br />

Atualmente, o papel do distribuidor é fundamental<br />

para evitar a escassez de produto e a rutura da<br />

cadeia de fornecimento. A manter-se o cenário<br />

atual tona-se evidente que o papel da distribuição<br />

grossista de pneus sai reforçado e, sobretudo, mais<br />

valorizado pelo setor automóvel.<br />

• A Autonomia Financeira é de 40,6% dos Ativos<br />

financiados pelos Capitais Próprios, um valor elevado<br />

para um setor comercial<br />

• As rentabilidades médias de 2,9% do Volume<br />

de Negócios e 9,8% dos Capitais, são valores excelentes<br />

198 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


TOP 17<br />

MAIORES DISTRIBUIDORES DE PNEUS<br />

Nº EMPRESA CONCELHO VOL. NEG. 2021 VOL. NEG. 2020 ATIVO 2021 RES. LIQ. 2021 CAP. PROP. 2021 VAB 2021 Nº TRAB. 2021<br />

1 SÃO JOSÉ PNEUS, LDA CANTANHEDE 63 575 44 772 44 095 5 994 33 549 10 070 67<br />

2 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. V. N. POIARES 40 363 31 398 33 775 1 109 12 423 2 769 54<br />

3 DISPNAL PNEUS, S.A. PENAFIEL 29 147 24 518 18 448 1 161 15 885 2 798 40<br />

4 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL V. F. DE XIRA 25 094 17 998 13 727 421 958 1 308 19<br />

5 R.S. CONTRERAS, LDA. OEIRAS 13 177 10 896 6 568 428 3 074 1 204 24<br />

6 TIRSO PNEUS, LDA. SANTO TIRSO 12 157 11 684 7 581 313 1 322 825 11<br />

7 PNEUS CRUZEIRO, LDA. P. DO LANHOSO 10 941 8 712 9 047 356 3 279 1 030 19<br />

8 AGUESPORT, LDA. ÁGUEDA 9 905 8 958 12 510 215 4 168 1 101 32<br />

9 EUROPE RUBBER TREE TYRES LISBOA 9 447 9 176 6 296 183 3 668 647 14<br />

10 TUGA PNEUS, UNIPESSOAL, LDA. PORTO 3 601 2 546 2 221 30 280 255 8<br />

11 PRISMANIL GUIMARÃES 3 397 2 636 1 751 229 689 523 6<br />

12 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) BEJA 3 364 3 039 2 948 245 1 876 670 22<br />

13 RECAMBIOS FRAIN MAIA 2 797 2 494 1 220 155 248 367 5<br />

14 RODRIGUES E FILHOS (RODRIGUES TYRES) BRAGA 2 665 1 861 3 484 44 1 210 348 15<br />

15 PNEURAMA, LDA. PAREDES 2 487 1 971 2 436 111 962 301 5<br />

16 PSI PNEUS COIMBRA 1 655 1 801 1 883 10 680 151 3<br />

17 MINHO TYRES V. DO CASTELO 878 - 901 -39 5 29 4<br />

TOP 17<br />

EVOLUÇÃO VOLUME NEGÓCIOS DISTRIBUIDORES DE PNEUS<br />

Nº EMPRESA CONCELHO VOL. NEG.<br />

2021<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. 21/20<br />

VOL. NEG.<br />

2020<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. (20/19)<br />

VOL. NEG. 2019<br />

CRESC. VOL.<br />

NEG. (19/18)<br />

1 RODRIGUES E FILHOS (RODRIGUES TYRES) BRAGA 2 665 43,2 1 861 82,3 1 021 - -<br />

2 SÃO JOSÉ PNEUS, LDA. CANTANHEDE 63 575 42,0 44 772 25,1 35 794 -3,6 37 118<br />

3 TUGA PNEUS, UNIPESSOAL, LDA. PORTO 3 601 41,4 2 546 -11,0 2 862 2,1 2802<br />

4 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL V. F. DE XIRA 25 094 39,4 17 998 -2,6 18 479 17,3 15 759<br />

5 PRISMANIL GUIMARÃES 3 397 28,9 2 636 36,0 1 938 - -<br />

6 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. V. N. POIARES 40 363 28,6 31 398 17,6 26 708 2,4 26 080<br />

7 PNEURAMA, LDA. PAREDES 2 487 26,2 1 971 -16,7 2 366 22,1 1937<br />

8 PNEUS CRUZEIRO, LDA. P. DO LANHOSO 10 941 25,6 8 712 -9,5 9 626 -3,7 9 997<br />

9 R.S. CONTRERAS, LDA. OEIRAS 13 177 20,9 10 896 -1,8 11 100 15,6 9 605<br />

10 DISPNAL PNEUS, S.A. PENAFIEL 29 147 18,9 24 518 8,6 22 568 10,1 20 490<br />

11 RECAMBIOS FRAIN MAIA 2 797 12,1 2 494 22,6 2 035 - -<br />

12 DANIEL MESTRE, LDA. (EASYPNEUS) BEJA 3 364 10,7 3 039 2,7 2960 - -<br />

13 AGUESPORT, LDA. ÁGUEDA 9 905 10,6 8 958 -55,8 20 276 47,0 13 789<br />

14 TIRSO PNEUS, LDA. SANTO TIRSO 12 157 4,0 11 684 -16,3 13 956 -9,6 15 431<br />

15 EUROPE RUBBER TREE TYRES LISBOA 9 447 3,0 9 176 6,9 8 580 - -<br />

16 PSI PNEUS COIMBRA 1 655 -8,1 1 801 334,0 415 - -<br />

17 MINHO TYRES V. DO CASTELO 878 - - - 1 179 -27 1619<br />

VOL. NEG.<br />

2018<br />

<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

199


MERCADO<br />

Top<br />

17<br />

RUI LOPES, DA RPL CLIMA,<br />

PATROCINADOR, ANUNCIA VENCEDORES<br />

DO QUADRO DE HONRA DISTRIBUIDORES<br />

DE PNEUS<br />

CUSTÓDIO SOUSA, DA<br />

PRISMANIL, RECEBE DO<br />

PATROCINADOR RUI LOPES,<br />

RPL QUALITY, O TROFÉU 2º<br />

CLASSIFICADO DA CATEGORIA<br />

DISTRIBUIDOR DE PNEUS<br />

Quadro de Honra<br />

Nº EMPRESA<br />

1 SÃO JOSÉ PNEUS, LDA<br />

2 PRISMANIL<br />

3 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL<br />

4 DISPNAL PNEUS, S.A.<br />

5 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A.<br />

6 R.S. CONTRERAS, LDA.<br />

7 PNEUS CRUZEIRO, LDA.<br />

8 DANIEL MESTRE (EASYPNEUS)<br />

9 RECAMBIOS FRAIN<br />

10 AGUESPORT, LDA.<br />

LUÍS ANICETO, DA SÃO<br />

JOSÉ PNEUS, RECEBE DO<br />

PATROCINADOR RUI LOPES,<br />

RPL CLIMA, O TROFÉU 1º<br />

CLASSIFICADO DA CATEGORIA<br />

DISTRIBUIDORES DE PNEUS


TOP 10<br />

DISTRIBUIDORES DE PNEUS - POR CRITÉRIOs<br />

Nº EMPRESA CRESCIMENTO<br />

VOLUME NEGÓCIOS<br />

1 RODRIGUES E FILHOS (RODRIGUES TYRES) 43,2<br />

2 SÃO JOSÉ PNEUS, LDA. 42,0<br />

3 TUGA PNEUS, UNIPESSOAL, LDA. 41,4<br />

4 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL 39,4<br />

5 PRISMANIL 28,9<br />

6 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 28,6<br />

7 PNEURAMA, LDA. 26,2<br />

8 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 25,6<br />

9 R.S. CONTRERAS, LDA. 20,9<br />

10 DISPNAL PNEUS, S.A. 18,9<br />

Nº EMPRESA RENTABILIDADE<br />

CAPITAL PRÓPRIO<br />

1 RECAMBIOS FRAIN 62,5<br />

2 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL 43,9<br />

3 PRISMANIL 33,2<br />

4 TIRSO PNEUS, LDA. 23,7<br />

5 SÃO JOSÉ PNEUS, LDA. 17,9<br />

6 R.S. CONTRERAS, LDA. 13,9<br />

7 DANIEL MESTRE 13,1<br />

8 PNEURAMA, LDA. 11,5<br />

9 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 10,9<br />

10 TUGA PNEUS, UNIPESSOAL, LDA. 10,7<br />

Nº EMPRESA PRODUTIVIDADE<br />

REAL<br />

1 SÃO JOSÉ PNEUS, LDA. 150,3<br />

2 PRISMANIL 87,2<br />

3 TIRSO PNEUS, LDA. 75,0<br />

4 RECAMBIOS FRAIN 73,4<br />

5 DISPNAL PNEUS, S.A. 70,0<br />

6 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL 68,8<br />

7 PNEURAMA, LDA. 60,2<br />

8 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 54,2<br />

9 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 51,3<br />

10 PSI PNEUS 50,3<br />

Nº EMPRESA VALOR ACRESCENTADO<br />

BRUTO (VAB)<br />

1 SÃO JOSÉ PNEUS, LDA. 10 070<br />

2 DISPNAL PNEUS, S.A. 2 798<br />

3 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 2 769<br />

4 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL 1 308<br />

5 R.S. CONTRERAS, LDA. 1 204<br />

6 AGUESPORT, LDA. 1 101<br />

7 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 1 030<br />

8 TIRSO PNEUS, LDA. 825<br />

9 DANIEL MESTRE (EASYPNEUS) 670<br />

10 EUROPE RUBBER TREE TYRES 647<br />

Nº EMPRESA AUTONOMIA<br />

FINANCEIRA<br />

1 DISPNAL PNEUS, S.A. 86,1<br />

2 SÃO JOSÉ PNEUS, LDA 76,1<br />

3 DANIEL MESTRE (EASYPNEUS) 63,6<br />

4 EUROPE RUBBER TREE TYRES 58,3<br />

5 R.S. CONTRERAS, LDA. 46,8<br />

6 PNEURAMA, LDA. 39,5<br />

7 PRISMANIL 39,3<br />

8 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 36,8<br />

9 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 36,2<br />

10 PSI PNEUS 36,1<br />

Nº EMPRESA GERAÇÃO<br />

EMPREGO<br />

1 AGUESPORT, LDA. 7<br />

2 DANIEL MESTRE (EASYPNEUS) 7<br />

3 ALVES BANDEIRA TYRES, S.A. 6<br />

4 SÃO JOSÉ PNEU, LDA. 5<br />

5 NEX TYRES, S.L. - SUCURSAL EM PORTUGAL 3<br />

6 PNEUS CRUZEIRO, LDA. 2<br />

7 PRISMANIL 1<br />

8 DISPNAL PNEUS, S.A. 0<br />

9 R.S. CONTRERAS, LDA. 0<br />

10 RODRIGUES E FILHOS (RODRIGUES TYRES) 0<br />

<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

201


POSIÇÃO RANKING 2º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €40.363<br />

Empresa<br />

Top<br />

17<br />

Pneus<br />

AB TYRES<br />

uma das maiores empresas do setor da distribuição de pneus em Portugal<br />

É e tem acumulado resultados positivos, mesmo em tempos difíceis, como os<br />

que atravessamos. Filipe Bandeira, administrador da AB Tyres explica que o<br />

sucesso da empresa é alicerçado na relação de confiança e proximidade estabelecida<br />

com os clientes, porque acredita “que esta é a forma correta de estar no<br />

mercado: lado a lado com os clientes”. Atualmente, a AB Tyres comercializa<br />

23 marcas de pneus, com um stock superior a 100 mil unidades. A mais recente<br />

adição ao grupo é a Ceat, distribuída em exclusivo desde julho. Por outro lado,<br />

a Falken assume uma posição de destaque, tendo criado com a AB Tyres a<br />

rede de parceiros AB Partner | Falken, atualmente com mais de 170 parceiros<br />

distribuídos de norte a sul de Portugal e representando 25% a 30% das vendas<br />

da AB Tyres. O Programa AB Partner oferece aos parceiros Falken um conjunto<br />

de vantagem exclusivas, como níveis de preços especiais, rappéis anuais, proteção<br />

geográfica, formações e eventos de relacionamento, ofertas e campanhas exclusivas,<br />

apoio na comunicação, entre outros. Sem procurar novas marcas, Filipe<br />

Bandeira admite que a AB Tyres se mantém atenta a novas oportunidades, até<br />

noutros segmentos fora do atual portefólio. O administrador releva que o facto<br />

de a empresa estar inserida no Grupo Alves Bandeira, “onde temos um total<br />

de mais de 15.000 clientes empresa ativos, permite-nos criar sinergias e cross-<br />

-selling entre os vários negócios e temos conseguido aumentar, ano após ano, o<br />

número de clientes com frotas de pesados”. Neste segmento, está a ser estudado<br />

um sistema de gestão de frotas para ajudar os parceiros a antecipar qualquer<br />

necessidade relacionada com a gestão das viaturas. A empresa conta com uma<br />

equipa profissional e dedicada e investiu num novo programa de fidelização<br />

para abranger todos os clientes, assim como em formação e informação, seja<br />

on-line ou presencial, junto dos parceiros. Além dos acessórios, comercializam<br />

também baterias e lubrificantes de marca própria e, desde 2021, foi lançado o<br />

negócio de peças, complementando a proposta de valor. Um dos mais recentes<br />

projetos é o programa de fidelização Pontos AB da Alves Bandeira, cujos clientes<br />

podem comprar pneus on-line a preços competitivos e realizar a sua montagem<br />

em exclusivo nos parceiros. Paralelamente, existe ainda o Clube AB Tyres, que<br />

premeia diariamente os clientes mais fidelizados com campanhas, descontos,<br />

merchandising, viagens e muito mais, sob o lema «Um clube para todos». Já<br />

permitiu à empresa “crescer cerca de 50% em número de clientes e fidelizar e<br />

potenciar as vendas dos parceiros atuais”, afirma Filipe Bandeira. Outro projeto<br />

na calha é a criação um ecossistema de gestão e encomendas integrado, onde<br />

todos os clientes poderão adquirir pneus, lubrificantes, baterias, peças entre<br />

outros produtos, a preços exclusivos e especiais.<br />

Administrador Filipe Bandeira<br />

Morada Zona Industrial da Pedrulha, Lote 12 – Mealhada – 3050-183 Casal Comba<br />

Telefone 231 244 209 EMAIL apoio@abtyres.pt SITE www.abtyres.pt<br />

202 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 3º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €29.147.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

17<br />

Pneus<br />

DISPNAL<br />

Dedicada à venda de pneus, jantes de camião e câmaras de ar desde julho de<br />

1999, a Dispnal Pneus “quer consolidar o negócio, ser modelo de gestão e<br />

competências para empresas situadas no mesmo ramo de atividade e melhorar<br />

continuamente os resultados, garantindo assim, o crescimento e a evolução da<br />

empresa”. Quem o diz é Rui Chorado, administrador, que destaca a gama alargada<br />

de produtos da empresa, a par do conceito moderno de distribuição e da<br />

logística de dimensão ibérica, no sentido de “satisfazer os clientes, ser honesto,<br />

agir dentro do espírito ético, comprometer-se perante os clientes, inovar sempre<br />

e apoiar o seu crescimento”. A Dispnal procura ter disponíveis os produtos certos<br />

para cada cliente, tanto regionalmente como economicamente. As principais<br />

marcas importadas são a Toyo (que fornecem para várias competições automóveis),<br />

Petlas, Nankang e Rodmarch, bem como, a Michelin, Continental,<br />

Goodyear/Dunlop, Pirelli e Bridgestone, com o aumento de portefólio a ser<br />

analisado com o objetivo de enriquecer a oferta e não “ser apenas mais uma”.<br />

Segundo o administrador, o desempenho da Dispnal Iberia SL tem sido “bastante<br />

positivo” com o crescimento a manter-se com os valores previstos. Para Rui<br />

Chorado, os mercados português e espanhol têm “cada um os seus conceitos e<br />

caraterísticas e nenhum é fácil, com a exigência das entregas cada vez maior”.<br />

Só a nível da tecnologia utilizam a mesma, evoluindo em simultâneo nos dois<br />

países, “um imenso desafio que tem sido ultrapassado pouco a pouco”, conta.<br />

Contudo, mesmo com o aumento dos contactos online, o administrador entende<br />

como essencial o contacto presencial para “tirar dúvidas, informações e definir<br />

estratégias para nos adaptarmos ao movimento constante do mercado”. Relativamente<br />

ao aumento de preço dos contentores e da matéria-prima, que está<br />

a obrigar à redução das margens do negócio, Rui Chorado entende é preciso<br />

fazer “um estudo profundo no dia a dia para adaptação aos fornecedores aos<br />

preços de custo/preço final, para que o mercado possa absorver os pneus a um<br />

preço justo”. O papel do distribuidor é, a seu ver, “cada vez mais importante<br />

pois, como intermediário, temos cada vez mais de ter espaço de armazenamento,<br />

ter uma boa força de vendas, temos que criar um processo de encomendas fácil<br />

no B2B e apostar em boas parcerias nos transportes, para poder satisfazer as<br />

necessidades dos clientes”. O administrador acredita que durante os próximos<br />

anos o negócio de pneus em Portugal poderá evoluir, dependendo da retoma:<br />

“Temos de estar adaptados, pois com o mercado aberto a concorrência e as<br />

vendas online vão aumentar”. Por outro lado, “temos de desenvolver soluções<br />

para otimizar os processos, estando preparados. Cada vez mais os clientes são<br />

exigentes e tem a necessidade de um distribuidor que lhes garanta a entrega<br />

num curto espaço de tempo após a encomenda”, finaliza.<br />

Administrador Rui Chorado<br />

Morada Zona Industrial de Baltar, Lote B3 - 4585-013 Baltar - Paredes<br />

Telefone 255 617 480 EMAIL dispnal@dispnal.pt SITE www.dispnal.pt<br />

204 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


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VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €25.094.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

17<br />

Pneus<br />

NEX TYRES<br />

Sempre com o foco numa cultura de proximidade com o cliente, a Nex Tyres<br />

é um dos maiores operadores em território nacional, comercializando 25<br />

marcas de pneus, 13 das quais em exclusivo, para o segmento de ligeiros, pesados,<br />

motociclos, agricultura e industriais. Recentemente, a Nex Tyres Portugal<br />

abriu uma nova plataforma logística no Pinhal Novo totalmente dedicada aos<br />

segmentos de pneus para pesados, agricultura e industrial. Aldo Machado,<br />

country manager da Nex Tyres Portugal, refere que, “com este novo armazém,<br />

triplica a área de stock deste tipo de pneus e reforça a sua presença num mercado<br />

cada vez mais competitivo e exigente. Com uma área coberta de 7.000 m2, o<br />

novo armazém permite alojar 10.000 pneus de pesados e 6.500 pneus agrícolas<br />

e industriais. Atualmente, a empresa tem três profissionais alocados à operação<br />

no armazém de Pinhal Novo, os quais garantem entregas em 24h, tendo capacidade<br />

para realizar mais de 200 entregas diárias. Em Portugal, a Nex Tyres<br />

apresenta agora uma área total de armazenamento de 13.000 m2 distribuídos<br />

por três plataformas (Pinhal Novo, Póvoa de Santa Iria e Vila Nova de Gaia).<br />

A nível ibérico, a área total situa-se nos 52.000 m2. O conceito de negócio da<br />

Nex Tyres diferencia-se pela força comercial presente de forma permanente<br />

no mercado, pela dedicação ao cliente, proximidade e a continuidade das suas<br />

soluções a nível comercial, transformando esta segurança numa parceria de valor<br />

acrescentado. “Se o reforço da nossa capacidade de armazenagem em Portugal<br />

é importantíssimo para assegurar elevados níveis de qualidade e celeridade nas<br />

entregas, tudo isso tornou-se necessário pela confiança depositada em nós pelos<br />

nossos clientes ao longo dos 6 anos de existência da Nex Portugal”, explica Aldo<br />

Machado. As Redes oficinais CarExpert e KSC têm sido uma mais valia para<br />

o desenvolvimento e crescimento da empresa em Portugal, estando atualmente<br />

numa tentativa de estabilização, devido ao processo de (re)conhecimento das<br />

marcas Kleber e Avon no nosso mercado. Neste momento, as duas redes apresentam<br />

cerca de 60 membros com compras regulares e cumprindo com os objetivos<br />

propostos, contando que este ano se consigam captar mais 10% de novos parceiros<br />

para prosseguir com a expansão das mesmas a nível de cobertura geográfica.<br />

Para <strong>2022</strong>, as previsões em termos de investimento público na construção civil<br />

dão bons indicadores de que o mercado das máquinas industriais será mais<br />

dinâmico, assim como na área agrícola, que deverá manter o crescimento que<br />

tem registado nos últimos anos. Com a nova plataforma dedicada do Pinhal<br />

Novo, a Nex consegue disponibilizar um melhor serviço ao cliente das áreas<br />

industrial e agrícola, onde tinha um stock limitado, e onde muitos dos pneus<br />

eram disponibilizados através das plataformas em Espanha. Agora consegue<br />

abastecer os setores agrícola e industrial em 24 horas.<br />

country manager Aldo Machado<br />

Morada Parque logístico Marinhas de D. Ana - Arm. 4 - 2625-090 Póvoa de Santa Iria<br />

Telefone 219 540 500 EMAIL geral@nextyres.pt SITE www.nextyres.pt<br />

206 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


POSIÇÃO RANKING 15º<br />

VOLUME DE NEGÓCIOS EM 2021 €2.487.000<br />

Empresa<br />

Top<br />

17<br />

Pneus<br />

PNEURAMA<br />

Pneurama é uma empresa portuguesa dedicada à importação de pneus para<br />

A o mercado português, com cerca de 65.000 pneus em stock. A sua principal<br />

atividade é operar no mercado grossista servindo retalhistas em todo território<br />

Português. Surgiu em 1987, pelo seu atual proprietário José Azevedo da Mota e<br />

nunca mais pôs travão ao seu crescimento. Atualmente, as suas linhas de produto<br />

estão nos segmentos de Turismo, Comercial, 4x4, Camião Médio, Industrial<br />

(Pneus Empilhador) e Câmaras de Ar. Este ano, o investimento focou-se sobre os<br />

mercados de Camião, Agrícola e OTR. Conhecidos por serem representantes de<br />

pneus para ‘todas as carteiras’, possuem, como marca de bandeira, a Lassa Tyre,<br />

fabricada na Turquia pela BRISA, grupo Bridgestone e Sabanci, representada nas<br />

categorias de Turismo, Comercial, 4x4, Camião Médio, Agrícola e OTR. Ainda<br />

no segmento de qualidade, destacam a CST. No segmento Budget, a Saferich é<br />

a marca mais económica que comercializam, também ela para o segmento de<br />

Turismo, Comercial e 4x4. Para além destas categorias, a Pneurama aposta no<br />

segmento industrial com a marca Emerald, especialista em Pneus de Empilhador.<br />

A sua atividade comercial, ao longo dos anos, teve sempre como base um elevado<br />

sentido de ética, procurando constantemente relações de longo prazo com ambos<br />

fornecedores e clientes, sempre sob o lema “Construindo Relações Fortes”. Esta<br />

estratégia, desenvolvida em mais de 20 anos de história, resultou numa imagem de<br />

forte credibilidade nacional e internacional “A nossa postura no mercado tem-nos<br />

recompensado com relações comerciais de longa duração”, referiu José Azevedo<br />

da Mota, administrador da Pneurama. Com o mercado de pneus cada vez mais<br />

digital, a empresa começou desde cedo a apostar na digitalização “consideramos<br />

o processo de digitalização do negócio como a nossa maior prioridade. Por um<br />

lado, para desenvolver a comunicação das nossas marcas junto do consumidor<br />

final, por outro lado para ser uma ferramenta de trabalho dos nossos clientes<br />

na área reservada”, explicou. Até ao final do ano, a empresa pretende lançar o<br />

seu novo website, com uma área reservada para os seus clientes. Para além da<br />

digitalização, também a sustentabilidade é uma das suas principais preocupações,<br />

assim, desde a sua criação que manteve uma política comercial de Grossista “só<br />

vendemos a casas de pneus especializadas, com quem mantemos relações fortes<br />

e duradouras, sendo este um dos pilares de sucesso da Pneurama”, explicou José<br />

Azevedo da Mota. Os desafios futuros não assustam este responsável, que em<br />

2021 investiu nas atuais instalações, com cerca de 3.000 metros quadrados, para<br />

“continuar o nosso crescimento no mercado de modo sustentado e o crescimento<br />

do portfólio de produtos que oferecemos aos nossos clientes. As oportunidades de<br />

mercado têm surgido sempre que novos clientes entendem o valor de trabalhar<br />

com a Pneurama”.<br />

Administrador José Azevedo da Mota<br />

Morada Rua Dr. Mota Pinto, 158 4585-228 Gandra – Paredes<br />

Telefone 22 415 00 08 EMAIL geral@pneurama.pt SITE www.pneurama.pt<br />

208 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100


NEUTRALIDADE CLIMÁTICA ATÉ 2050<br />

Objetivos ambientais,<br />

sociais e económicos<br />

Este artigo é uma contribuição da CLEPA (European Association of Automotive Suppliers)<br />

para o debate sobre a neutralidade climática até 2050, a posição do setor sobre<br />

a legislação relevante e sugestões para o caminho a seguir


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

A<br />

indústria de fornecedores do setor<br />

automóvel apoia o Acordo de Paris<br />

e o objetivo ainda mais ambicioso<br />

da neutralidade climática. Como<br />

líderes mundiais em mobilidade<br />

sustentável, fornece as soluções para alcançar os<br />

ambiciosos objetivos no setor. Está convencida<br />

de que o caminho para a neutralidade climática<br />

é através de um ambiente tecnológico aberto<br />

que equilibre os objetivos ambientais, sociais bem<br />

como económicos. Será necessário continuar a<br />

desenvolver a política climática e os seus elementos<br />

individuais num quadro coerente que garanta a<br />

neutralidade climática ao menor custo para a sociedade<br />

a partir do status quo até 2030 e medidas<br />

adequadas até 2050.<br />

no emprego numa altura em que são necessários<br />

recursos escassos para combater a crise da CO-<br />

VID-19. Em vez disso, a interação e os encargos<br />

cumulativos resultantes da agenda legislativa devem<br />

ser analisados e limitados.<br />

Princípios para o desenvolvimento<br />

futuro da combinação de políticas:<br />

O Pacto Ecológico é uma oportunidade para alinhar<br />

as políticas climáticas e integrar o que são<br />

atualmente regulamentos estritamente sectoriais.<br />

Um preço robusto do CO 2 pode melhorar a sua<br />

eficácia e eficiência através da internalização das<br />

externalidades climáticas e fornecer sinais claros<br />

de preços para o investimento e os consumidores.<br />

Os regulamentos atuais<br />

estão fragmentados e não são<br />

suficientemente eficientes:<br />

Atingir a neutralidade climática aumentando simplesmente<br />

o nível de ambição dos regulamentos<br />

existentes isoladamente cria custos elevados para<br />

a sociedade. Essa abordagem pode perturbar as<br />

receitas e a capacidade de investir na inovação e<br />

A mobilidade neutra para o clima<br />

exige abertura tecnológica<br />

na abordagem política e na<br />

implementação de regulamentação:<br />

Precisamos de todas as opções tecnológicas para<br />

alcançar a neutralidade climática - desde veículos<br />

elétricos a bateria (BEV), a veículos elétricos<br />

com células de combustível (FCEV), bem como<br />

212 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

QUADRO I – OBJETIVOS CO2 para VEÍCULOS LIGEIROS E COMERCIAIS LIGEIROS<br />

OBJETIVOS DE CO 2<br />

RECOMENDAÇÕES FUNDAMENTAIS<br />

Deixar o objetivo de 2025 inalterado<br />

O nível de ambição 2030 deve estar totalmente<br />

em sincronia com os objetivos da AFIR<br />

Demasiado cedo para estabelecer uma meta<br />

a longo prazo para 2035; esperar até 2028,<br />

juntamente com uma forte revisão<br />

Descarbonização da frota que<br />

já se encontra na estrada<br />

Diretiva das Energias Renováveis<br />

(RED) e Diretiva da Tributação<br />

Energética (ETD)<br />

Incentivos para tornar a mobilidade com<br />

emissões zero acessível a todos<br />

(Políticas fiscais, incentivos à compra)<br />

Veículos com emissões zero e<br />

objetivos de redução de CO 2<br />

Regulação de CO 2 para automóveis<br />

e vans<br />

Todas as 5 peças do puzzle<br />

“Fit for 55” estão fortemente<br />

interligadas<br />

Nenhuma deve ser vista<br />

como isolada<br />

Se faltar uma peça do puzzle,<br />

todo o puzzle se desfaz!<br />

Objetivos ambiciosos<br />

de CO 2 não são possíveis<br />

se as outras 4 peças não forem<br />

igualmente ambiciosas<br />

Infraestruturas públicas:<br />

Pontos de carregamento elétrico<br />

Estações de abastecimento de<br />

hidrogénio<br />

Regulamento relativo a Infraestruturas<br />

dos Combustíveis Alternativos (AFIR)<br />

A regulação de CO 2 e AFIR deve ser vista como um pacote<br />

interligado<br />

Os objetivos de CO 2 têm de ser acompanhadas por objetivos<br />

igualmente ambiciosos, obrigatórios para pontos de carregamento<br />

e estações de hidrogénio em todos os 27 estados membros da UE<br />

RECOMENDAÇÕES FUNDAMENTAIS DA AFIR<br />

- Alternative Fuels Infrastructure Regulation<br />

Capacidade de carga por veículo<br />

elétrico a bateria (BEV)<br />

Capacidade de carga por veículo<br />

elétrico híbrido plug-in (PHEV)<br />

PROPOSTA<br />

DA COMISSÃO<br />

1 kW<br />

0,66 kW<br />

NECESSÁRIA<br />

NA REALIDADE<br />

3 kW<br />

2 kW<br />

Pontos de carregamento e estações de<br />

abastecimento em casa e no trabalho<br />

(Diretiva relativa ao desempenho<br />

energético dos edifícios)<br />

Total de pontos de carregamento<br />

3,9 milhões<br />

7 milhões<br />

Fonte: ACEA<br />

motores de combustão interna (ICE) eficientes, incluindo<br />

veículos híbridos e veículos híbridos plug-in<br />

(PHEV). Desfossilizar a energia e os combustíveis<br />

para satisfazer a procura de uma frota neutra para<br />

o clima deve ser uma prioridade.<br />

Uma proibição do motor<br />

de combustão seria<br />

contraproducente e<br />

desnecessária:<br />

O CLEPA apoia políticas que permitam e acelerem<br />

a eletrificação, mas a proibição do motor de<br />

combustão não só é potencialmente muito prejudicial<br />

para a indústria, para os seus funcionários<br />

e para os consumidores, como também seria<br />

contraproducente para a redução das emissões.<br />

Ao eliminar opções de baixo teor de carbono acessíveis<br />

para os consumidores e empresas para as<br />

quais a eletrificação não proporciona a utilidade<br />

necessária ou a relação custo-eficácia, deixará na<br />

estrada veículos mais velhos e com maior emissão.<br />

O investimento na eficiência dos motores será ainda<br />

mais desincentivado e o forte progresso técnico<br />

dos últimos anos será abandonado. A proibição<br />

também não é necessária uma vez que a combustão<br />

interna neutra para o clima com combustíveis<br />

renováveis e de baixo carbono é viável e pode<br />

reduzir as emissões não só de veículos novos mas<br />

também da frota existente. Esta tecnologia pode<br />

reduzir as emissões durante o período de transição<br />

e pode ajudar casos específicos de utilização em<br />

que os grupos motopropulsores elétricos não são<br />

a solução ideal.<br />

As emissões well-to-wheel<br />

e do ciclo de vida devem ser<br />

consideradas nas políticas<br />

climáticas:<br />

Para incentivar as tecnologias com o menor impacto<br />

de carbono para toda a cadeia de valor,<br />

as emissões dos veículos deveriam idealmente ser<br />

reguladas com base no ciclo de vida, com emissões<br />

214 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


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MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

O transporte de<br />

mercadorias exigirá<br />

uma variedade<br />

de tecnologias<br />

do grupo<br />

motopropulsor,<br />

desde camiões<br />

elétricos a<br />

bateria e células<br />

de combustível<br />

e motores de<br />

combustão<br />

alimentados por<br />

energias renováveis<br />

e combustíveis<br />

com baixo teor de<br />

carbono<br />

well-to-wheel como primeiro passo. O preço do<br />

carbono deve complementar as normas de emissão<br />

dos veículos para tirar partido da maior eficiência<br />

e eficácia dessa abordagem e, por conseguinte, dos<br />

cortes mais profundos nas emissões agregadas que<br />

podem ser alcançados.<br />

Um esquema de crédito voluntário como primeiro<br />

passo:<br />

É encorajador que a Comissão considere um<br />

mecanismo de responsabilização por combustíveis<br />

renováveis sustentáveis nas normas de emissão<br />

de veículos, incluindo um mecanismo de crédito<br />

voluntário.<br />

Completado por objetivos<br />

ambiciosos:<br />

Esta abordagem deve ser complementada por<br />

normas ambiciosas mas realistas de emissão de<br />

CO 2, juntamente com objetivos adequados para as<br />

energias renováveis, combustíveis renováveis e com<br />

baixo teor de carbono e a implantação de infraestruturas<br />

de carregamento e reabastecimento. A<br />

redução de emissões alcançada por estes combustíveis<br />

representaria um primeiro passo importante<br />

para a integração do regulamento climático e para<br />

uma abordagem well-to-wheel ou do ciclo de vida.<br />

Frota Neutra para o Clima<br />

Desfossilização<br />

Tecnologia<br />

Zero energias<br />

renováveis<br />

e combustíveis<br />

com baixo teor<br />

de carbono<br />

Frota<br />

Neutra para<br />

o Clima<br />

EV<br />

FCEV<br />

ICE<br />

PHEV<br />

216 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


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MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

É realista<br />

esperar veículos<br />

com um motor<br />

de combustão<br />

interna nas<br />

ESTRADAS até 2050<br />

e posteriormente.<br />

Combustíveis<br />

renováveis e<br />

com baixo teor<br />

de carbono são<br />

essenciais para<br />

ALIMENTAR a frota<br />

no caminho para<br />

a neutralidade<br />

CLIMÁTICA<br />

TRANSPORTE CLIMÁTICO<br />

NEUTRO EM 2050<br />

Complementando a eletromobilidade, é realista<br />

esperar veículos com um motor de combustão<br />

interna nas estradas até 2050 e posteriormente.<br />

Uma energia renovável suficiente, bem como<br />

combustíveis renováveis e com baixo teor de<br />

carbono, são essenciais para alimentar a frota<br />

no caminho para a neutralidade climática. O<br />

transporte de mercadorias exigirá uma variedade<br />

de tecnologias do grupo motopropulsor Atingir<br />

uma mobilidade neutra do ponto de vista climático<br />

é viável, mas representa um desafio substancial<br />

para a sociedade e a indústria. Cenários<br />

fundamentalmente diferentes e caminhos para<br />

lá chegar foram analisados em detalhe e estão<br />

disponíveis. A conceção de políticas climáticas<br />

para os próximos anos influenciarão fortemente<br />

o facto de o objetivo ser alcançado na realidade,<br />

determinar o impacto na competitividade<br />

e emprego, decidir como a mobilidade futura<br />

será moldada e como a inovação irá contribuir.<br />

Os cenários sugerem que os veículos híbridos<br />

plug-in e veículos elétricos a bateria e com células,<br />

(PHEV, FCEV e BEV), desempenhará um papel<br />

importante em cada mobilidade, em função das<br />

necessidades, para uma mobilidade mais curta<br />

e distâncias mais longas. O transporte de mercadorias<br />

exigirá uma variedade de tecnologias do<br />

grupo motopropulsor, desde camiões elétricos,<br />

possivelmente servidos por catenárias, a bateria<br />

e células de combustível e motores de combustão<br />

interna alimentados por energias renováveis e<br />

combustíveis com baixo teor de carbono, dependendo<br />

das suas necessidades específicas.<br />

Complementando a eletromobilidade, é realista<br />

esperar veículos com um motor de combustão<br />

interna nas estradas até 2050 e posteriormente.<br />

Suficiente energia renovável, bem como combustíveis<br />

renováveis e com baixo teor de carbono<br />

são essenciais para alimentar a frota no caminho<br />

para a neutralidade climática.<br />

O ATUAL QUADRO REGULAMENTAR<br />

Sem a utilização de combustíveis renováveis e de<br />

baixo carbono, as emissões de CO 2 aumentariam<br />

nos próximos anos e depois diminuiriam, enquanto<br />

que com eles, as emissões de CO 2 diminuiriam<br />

imediatamente. A atual regulamentação em matéria<br />

de mobilidade, energia e falta de previsibilidade<br />

a longo prazo e estabilidade, estão limitadas<br />

a setores específicos e não a objetivos abrangentes<br />

e não respeita o princípio da abertura tecnológica.<br />

Eficácia e eficiência da combinação de políticas<br />

sofrem como consequência conforme ilustrado<br />

nos exemplos.<br />

O EU Climate Target Plan (CTP) da UE reforça<br />

a lógica “do depósito às rodas” (tank-to-wheel) da<br />

Comissão Europeia nas suas políticas relacionadas<br />

com os transportes. De acordo com esta lógica,<br />

Avaliação do ciclo de vida (LCA)<br />

Avaliação do ciclo de vida (LCA) inclui:<br />

do poço ao<br />

depósito<br />

fabrico<br />

do depósito<br />

à condução<br />

fim de vida<br />

Produção<br />

de energia e<br />

combustível<br />

Produção<br />

de veículos<br />

Utilização<br />

de veículos<br />

Reciclagem<br />

218 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

A CLEPA está<br />

convencida de<br />

que o melhor<br />

CAminho PAra a<br />

neutralidade<br />

climática é através<br />

de um ambiente<br />

tecnológico aberto<br />

que equilibre<br />

os objetivos<br />

ambientais,<br />

sociais bem como<br />

EConómicos<br />

os fornecedores de combustível são considerados<br />

responsáveis por emissões de combustíveis de<br />

transporte das fontes de energia originais (“poço”<br />

–“well”) para “depósito”-“tank” do veículo. Os<br />

fabricantes de automóveis, por outro lado, são responsabilizados<br />

pelas emissões diretas do veículo,<br />

ou seja, do “depósito” para a “roda”.<br />

Normas de emissão de CO 2 mais ambiciosas de,<br />

por exemplo, 50% até 2030 face a 2021, como<br />

prioritizado pela Comissão na avaliação de impacto<br />

(IA) que acompanha o CTP, significaria que<br />

a quota dos veículos elétricos (BEV e FCEV) e<br />

híbridos plug-in, a frota automóvel europeia teria<br />

de aumentar para mais de 60% até 2030. Isto<br />

desencorajaria quaisquer esforços para continuar<br />

a aumentar a eficiência do motor de combustão<br />

interna e para investir em combustíveis renováveis<br />

e com baixo teor de carbono.<br />

Aumentar o nível de ambição dos regulamentos<br />

atuais levariam a um sistema mais complexo e menos<br />

eficiente. Mesmo com a mais ambiciosa rampa<br />

da mobilidade elétrica, o tempo necessário para<br />

a renovação da frota significa que dois terços dos<br />

veículos na estrada em 2030 continuará a depender<br />

de ICE. De acordo com os cálculos da CLEPA,<br />

sem combustíveis renováveis e com baixo teor de<br />

carbono, incluindo os combustíveis eletrónicos, o<br />

objetivo orçamental de CO 2 (a quantidade máxima<br />

de CO 2 permitida a emitir por transporte antes<br />

de 2050) fixado no CTP seria excedido. Com a<br />

utilização de combustíveis renováveis, o objetivo<br />

orçamental de CO 2 poderia ser alcançado ou superado.<br />

Isto significa em termos concretos que<br />

sem a utilização de combustíveis renováveis e com<br />

baixo teor de carbono, as emissões de CO 2 aumentariam<br />

nos próximos anos e depois diminuiriam,<br />

enquanto que com eles, o CO 2 diminuiriam imediatamente.<br />

Do mesmo modo, um estudo realizado<br />

pela DENA, a agência alemã de energia, chega<br />

à conclusão de que os e-fuels são necessário para<br />

cumprir os objetivos climáticos da UE no sector<br />

dos transportes.<br />

Existe um potencial significativo para ganhos de<br />

eficiência que não estão disponíveis enquanto as<br />

políticas e os regulamentos permanecem limitados.<br />

PRINCÍPIOS PARA O DESENVOLVIMENTO<br />

FUTURO DA COMBINAÇÃO DE POLÍTICAS<br />

A CLEPA está convencida de que o melhor caminho<br />

para a neutralidade climática é através de<br />

um ambiente tecnológico aberto que equilibre os<br />

objetivos ambientais, sociais bem como económicos.<br />

De acordo com o princípio da abertura<br />

tecnológica, a regulamentação deve estabelecer<br />

objetivos, assegurar uma concorrência justa no<br />

mercado e deixar que o máximo de soluções eficientes<br />

prevaleça. As regras de tecnologia específica<br />

só se justificam para remover os obstáculos da<br />

concorrência justa e deve terminar uma vez que<br />

isto seja alcançado.<br />

Concretamente, normas de emissão de CO 2 cada<br />

Princípios fundamentais para uma transição bem-sucedida<br />

Abertura<br />

tECnológica<br />

Melhorar a<br />

eficácia e eficiência<br />

das políticas<br />

Manter a certeza<br />

do planeamento<br />

220 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


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MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

Para incentivar as<br />

tecnologias com o<br />

menor impacto de<br />

carbono para toda<br />

a cadeia de valor,<br />

as emissões dos<br />

veículos deveriam<br />

idealmente ser<br />

reguladas com<br />

base no ciclo de<br />

vida, com emissões<br />

well-to-wheel como<br />

primeiro passo<br />

vez mais ambiciosa, num regulamento cujo âmbito<br />

é limitado a emissões do depósito à roda, não<br />

conseguirá estimular mais ganhos de eficiência<br />

nos veículos elétricos ou de motor de combustão<br />

interna e forçar estes últimos fora do mercado.<br />

A gama completa das tecnologias de grupo motopropulsor<br />

eficientes e combustíveis renováveis<br />

e de baixo carbono serão necessários, para que<br />

a tecnologia certa possa ser escolhida em função<br />

do caso de utilização: ICE altamente eficientes<br />

alimentados por hidrogénio ou combustível renovável<br />

sustentável, veículos elétricos (BEV e FCEV),<br />

híbridos e PHEV. Os combustíveis renováveis e<br />

com baixo teor de carbono têm de ser implantados,<br />

incluindo biocombustíveis avançados e combustíveis<br />

eletrónicos.<br />

A CLEPA rejeita firmemente a sugestão de uma<br />

proibição do motor de combustão interna. Uma<br />

proibição seria também contraproducente, uma<br />

vez que eliminaria opções acessíveis de baixo carbono<br />

para aqueles consumidores e empresas para<br />

as quais a eletrificação não fornece a utilidade<br />

necessária ou relação custo-eficácia, deixando assim<br />

veículos mais velhos e com maior emissão na<br />

estrada. Um investimento adicional na eficiência<br />

dos motores seria desincentivado e o forte progresso<br />

técnico dos últimos anos será abandonado.<br />

Uma proibição não é necessária como combustão<br />

interna neutra para o clima com combustíveis renováveis<br />

e baixo teor de carbono é uma opção<br />

viável para os novos veículos e a frota existente. A<br />

viabilidade foi destacada nos estudos e é apoiada<br />

pela FuelsEurope, a associação de empresas que<br />

conduzem operações de refinaria na UE, na sua<br />

proposta de fase de combustíveis fósseis até 2050.<br />

Melhorar a eficácia<br />

e eficiência das políticas<br />

Um requisito fundamental para a combinação<br />

de políticas climáticas é a eficácia, que atinge a<br />

redução de emissões necessária e eficiência, ou seja,<br />

em o custo mais baixo possível para a sociedade.<br />

Para além do custo financeiro direto da redução<br />

de emissões, é importante ter em conta o impacto<br />

sobre competitividade industrial, inovação e emprego.<br />

Isto é particularmente relevante no contexto<br />

222 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


QUADRO II - O CAMINHO PARA A NEUTRALIDADE DE CARBONO<br />

2019 2020 2021 2025<br />

Os objetivos atuais de CO 2 para<br />

2025 (-15% para automóveis<br />

e Vans) e 2030 (-37,5% para<br />

automóveis; -31% para<br />

carrinhas) foram estabelecidos<br />

ao abrigo do Regulamento<br />

2019/631 há apenas dois anos<br />

O investimento da indústria automóvel em<br />

automóveis elétricos está a ultrapassar em muito<br />

o investimento em infraestruturas:<br />

• As vendas na UE de automóveis com carga elétrica<br />

cresceram mais de seis vezes entre 2017 e 2020<br />

• O número de pontos de carregamento só duplicou<br />

durante o mesmo período (para 200.000)<br />

A Comissão Europeia publicou<br />

uma proposta de revisão<br />

do Regulamento 2019/631,<br />

como parte do pacote “Fit for<br />

55” (apenas dois anos após<br />

a adoção do Regulamento)<br />

A ACEA congratula-se com a proposta<br />

de deixar os objetivos de 2025 inalterados<br />

• qualquer alteração na mesma não<br />

deixaria tempo suficiente para o mercado<br />

se adaptar, devido ao desenvolvimento<br />

do veículo e ciclos de produção<br />

2030<br />

2028<br />

O objetivo de -55% de CO 2 para automóveis<br />

(em comparação com a linha de base<br />

de 2021) é muito desafiante<br />

Só seria possível com uma rampa maciça<br />

de infraestruturas para atingir um total<br />

de cerca de 7 milhões de carregadores<br />

(3 kW / BEV e 2 kW / PHEV)<br />

Apontando apenas para 3,9 milhões de<br />

carregadores (1 kW / BEV e 0,66 kW /<br />

PHEV), a atual proposta da AFIR fica muito<br />

aquém deste nível de ambição. O seu rigor<br />

deve ser superior!<br />

O objetivo de -50% para Vans é também<br />

extremamente exigente, limitando-se a ser<br />

irrealista, especialmente em conjunto com<br />

outras medidas como a alteração<br />

da inclinação da curva limite<br />

Um objetivo ambicioso para 2030 irá<br />

acelerar a transformação estrutural<br />

da cadeia de valor automóvel<br />

• Exigirá uma gestão cuidadosa da mão<br />

de obra e um plano de “Transição Justa”<br />

para a requalificação<br />

A derrogação existente para os fabricantes<br />

de pequenos volumes no Regulamento<br />

2019/631 deve ser mantida, uma vez que<br />

estes veículos representam apenas 0,2%<br />

da frota total<br />

A ACEA apela a uma revisão intercalar<br />

muito mais forte, com uma salvaguarda<br />

clara de que haverá infraestruturas<br />

suficientes (ligação à AFIR e EPBD)<br />

2028 seria a melhor altura para<br />

estabelecer um objetivo a longo prazo<br />

2035 2050<br />

Deve ser estabelecido um objetivo de 2035 como parte da revisão de 2028.<br />

É demasiado cedo hoje para fixar a 100% um objetivo de redução de CO 2<br />

que é essencialmente uma proibição do motor de combustão interna<br />

- numa altura em que ainda há demasiadas questões em aberto:<br />

• Como se desenvolverá a implementação de infraestruturas e a aceitação<br />

por parte dos consumidores nos próximos anos?<br />

• Que tipo de tecnologias revolucionárias irão chegar ao mercado entre agora<br />

e 2035?<br />

Os fabricantes de veículos a motor estão<br />

totalmente empenhados em reduzir as<br />

emissões de CO 2 para zero, apoiando o<br />

objetivo da Europa de atingir a neutralidade<br />

climática até 2050<br />

Fonte: ACEA<br />

da ambiciosa agenda legislativa destacada no Pacto<br />

Ecológico, onde não só cada política individual e<br />

a iniciativa legislativa requer uma cuidadosa calibração<br />

do custo e do benefício, mas também a<br />

interação e os encargos cumulativos resultantes da<br />

agenda legislativa deve ser analisada e limitada.<br />

A regulamentação deve concentrar-se na desfossilização<br />

do transporte ao longo de toda a cadeia de<br />

valor. Concretamente, a abordagem sectorial da<br />

atual política climática conduziu a regulamentos<br />

muito específicos para vários setores. Os custos de<br />

redução de CO 2 são muito diferentes para cada<br />

setor. Um investimento num setor com elevado<br />

custo de redução de emissões consegue menos do<br />

que num setor com menor custo de redução de<br />

emissões. A alocação do investimento é atualmente<br />

decidido pela combinação de políticas, não pelo<br />

mercado e não pela eficácia do investimento. A eficácia<br />

sofre, sem uma garantia para a eficácia. Criação<br />

de ligações numa abordagem transectorial, por<br />

exemplo através de um sistema de limitação e comércio,<br />

pode ajudar a internalizar externalidades<br />

climáticas e proporcionar sinais de preços claros<br />

para o investimento e os consumidores.<br />

Do ponto de vista da CLEPA, uma eficaz e rentável<br />

desfossilização do setor do transporte requer<br />

uma mudança de paradigma regulamentar. Em<br />

vez de regular separadamente a energia, os veículos<br />

e os combustíveis, a regulamentação deve<br />

concentrar-se na desfossilização do transporte ao<br />

longo de toda a cadeira de valor. A CLEPA solicita,<br />

portanto, a introdução de uma abordagem do<br />

poço às rodas (well-to-wheel) que pode ser mais<br />

desenvolvida para uma metodologia de ciclo de<br />

vida. Isto permitiria comparar as opções de mobilidade<br />

de acordo com o seu impacto climático.<br />

Como primeiro passo, as reduções de emissões<br />

em termos de combustíveis/energia devem ser<br />

reconhecidas ao determinar a conformidade com<br />

as normas de emissões de CO 2, por exemplo, através<br />

da introdução de um mecanismo de crédito<br />

voluntário tal como considerado pela Comissão<br />

Europeia. Onde os fabricantes de veículos investem<br />

em combustíveis renováveis e com baixo teor<br />

de carbono adicionais, esse investimento deve ser<br />

reconhecido no contexto do objetivo da frota de<br />

<strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong><br />

223


MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

Precisamos de<br />

todas as opções<br />

tecnológicas<br />

para alcançar<br />

a neutralidade<br />

climática - desde<br />

veículos elétricos<br />

a bateria (BEV), a<br />

veículos elétricos<br />

com células de<br />

combustível (FCEV),<br />

bem como motores<br />

de combustão<br />

interna (ICE)<br />

eficientes<br />

CO 2, deve ser limitado à energia fóssil substituída<br />

e deve ser adicionalmente aos objetivos em REDII<br />

(evitando assim a dupla contagem) complementada<br />

por normas de emissão de CO 2 ambiciosas, mas<br />

realistas. Isto incentivaria o aumento do mercado<br />

dos combustíveis renováveis e com baixo teor de<br />

carbono. Para aproximar-se de uma abordagem de<br />

ciclo de vida, como um sistema de crédito poderia<br />

no futuro ser alargado a outras partes da cadeia<br />

de valor, como o fabrico, a fim de incentivar a a<br />

adoção de outras opções com baixo teor de carbono,<br />

como componentes de aço verde ou leve.<br />

Manter a certeza do planeamento<br />

Os setores da energia e dos transportes adotam<br />

uma perspetiva a longo prazo dos investimentos<br />

e a indústria automóvel desenvolve produtos<br />

para ciclos plurianuais de fabrico. O ambiente<br />

da regulamentação tem um impacto direto nos<br />

investimentos e planeamento de produtos. As mudanças<br />

requerem tempo adequado para evitar que<br />

os investimentos na Europa sejam eliminados.<br />

A sobrevivência económica de muitas empresas na<br />

indústria já está ameaçada devido ao impacto da<br />

crise sanitária e económica. As atuais normas de<br />

emissões de CO 2 para 2025/30 foram adotadas em<br />

2019 e desencadearam decisões de investimento e<br />

estratégias de produto. Estas decisões podem ser<br />

invalidadas pela revisão sem uma garantia de que<br />

os investimentos podem ser recuperados. E isto,<br />

numa situação em que a sobrevivência económica<br />

de muitas empresas na nossa indústria já está<br />

ameaçada devido ao impacto da crise sanitária e<br />

económica, bem como da transição dispendiosa<br />

em curso para a descarbonização e digitalização.<br />

CONSIDERAÇÕES SOBRE NORMAS DE<br />

EMISSÕES DE CO 2 MAIS ESTRITAS<br />

Múltiplos fatores podem influenciar o desempenho<br />

contra os alvos: O preço das baterias e o<br />

fornecimento de matérias-primas, a construção<br />

de infraestruturas de tarifação, bem como futuros<br />

incentivos fiscais, esquemas de apoio e a confiança<br />

global dos consumidores são incertos. Pontos de<br />

carregamento no mínimo de 60 milhões privados e<br />

6 milhões públicos serão necessários até 2030. Os<br />

objetivos para os veículos de passageiros para 2025<br />

e 2030 preveem uma redução de emissões de 15%<br />

e 37,5% respetivamente em relação à linha de base<br />

de 2020 e para carrinhas, aplica-se um objetivo de<br />

31% em 2030. Estes objetivos contribuirão para a<br />

realização de obrigações do Acordo de Paris e irá<br />

impulsionar a transformação para uma mobilidade<br />

neutra para o clima, mas também representam um<br />

desafio substancial para a indústria automóvel.<br />

No entanto, múltiplos fatores podem influenciar o<br />

desempenho contra os alvos: O preço de baterias e<br />

fornecimento de matérias primas, a acumulação de<br />

infraestruturas de carregamento, bem como futuros<br />

incentivos fiscais, regimes de apoio e em geral a<br />

Redução das Emissões de CO 2 em veículos ligeiros<br />

2021<br />

2025<br />

2030<br />

-15%<br />

-37,5%<br />

224 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


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MERCADO<br />

Top<br />

100<br />

Em vez de regular<br />

separadamente a<br />

energia, os veículos<br />

e os combustíveis,<br />

a regulamentação<br />

deve concentrar-se<br />

na desfossilização<br />

do transporte ao<br />

longo de toda a<br />

cadeira de valor<br />

confiança dos consumidores é incerta, assim como<br />

as hipóteses para o sucesso da implantação de BEV.<br />

O enfoque exclusivo nas tecnologias que fornecem<br />

zero emissões de tubo de escape é mal orientado.<br />

Portanto não surpreende que a avaliação de impacto<br />

da Comissão Europeia para o regulamento do<br />

objetivo de CO 2 pós-2020 previu apenas reduções<br />

de CO 2 relativamente pequenas, em geral, no setor<br />

dos transportes, mesmo com objetivos agressivos<br />

do depósito às rodas. Alcançando ao mesmo tempo<br />

uma redução das emissões de carbono dos transportes<br />

de 3,2 pontos percentuais até 2030, um<br />

objetivo de redução do tubo de escape de 50%<br />

exigiria 60% de veículos elétricos (BEV e PHEV)<br />

na frota (a partir de 40%). Como consequência,<br />

pontos de carregamento no mínimo de 60 milhões<br />

privados e 6 milhões de pontos de cobrança pública<br />

seriam necessário e a procura de capacidade de<br />

bateria subirá de 194 GWh para 320 GWh. Não é<br />

claro, como a Comissão pretende assegurar a disponibilidade<br />

de infraestruturas de carregamento<br />

e outras condições mantendo ao mesmo tempo a<br />

mobilidade acessível.<br />

50% de redução de CO 2 até 2030 com base em meios de eletrificação<br />

Veículos<br />

Infraestrutura de<br />

carregamento<br />

Capacidade<br />

da bateria<br />

40% de aumento<br />

EV - PHEV<br />

60 milhões privados<br />

6 milhões públicos<br />

Aumento<br />

para 320 GWh<br />

(de 194 GWh)<br />

226 <strong>Top100</strong> Aftermarket <strong>2022</strong>


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