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gabriela butcher


Cartado editorMirian Toméeditor@canalbioenergia.com.br20 BIOCOMBUSTÍVEIS NO TOCANTINSCerca de 50 milhões foram investidos no Estado até fevereiro deste ano emnovas usinas de biodiesel e etanol, com geração de 450 empregos diretos.são domingosjosé cruz/abr10 MECANIZAÇÃOColheita mecanizada da cana-deaçúcaravança por força dediferentes legislações. Impactossociais, como o desemprego,causam preocupação.12 FEICANAGovernador de São Paulo criticaexpansão das lavouras e cobra dosusineiros mais pesquisa em aumento daprodutividade.usina camenCom as turbinas aquecidasOano parece que está começando agora, apóso carnaval, como é tradição neste Brasil tãofesteiro. Os eventos sinalizam que as turbinasdos negócios já estão se aquecendo. A Feicana,por exemplo, reuniu mês passado, emAraçatuba, grandes empresas que expuseramseus produtos e tecnologias. Mais umademonstração da força e pujança do setor deprodução de açúcar, etanol e biodiesel.Nesta edição, o CANAL destaca umareportagem sobre as pragas que atacam oscanaviais, mostrando que a expansão da culturada cana-de-açúcar nas novas fronteiras deprodução precisa estar acompanhada decuidados redobrados com a sanidade daslavouras. Mostramos também o desafio impostoao setor sucroalcooleiro: mecanizar a colheita dacana-de-açúcar de forma acelerada para atenderàs legislações ambientais dos Estados e dogoverno federal. E o que fazer com a mão-deobratrabalhadora? Essa questão precisa serrespondida com responsabilidade e sensatezpelos agentes envolvidos neste processo.Entre outros assuntos de interesse do leitor,destacamos ainda o interesse de investidores domercado financeiro pela produção de etanol eum estudo detalhado sobre a viabilidade esustentabilidade da produção do biocombustívelem várias regiões brasileiras.Boa leitura e até a próxima edição!antônio scarpinetti28 COGERAÇÃOAneel recebe sugestões para aproposta de regulamentação doescoamento da energia produzida apartir da biomassa.24 ESTUDO SOBRE O ETANOLConcluída a terceira fase do estudosobre o potencial do etanol. Otrabalho analisa cenários deexpansão em grande escala para aprodução sustentável.Assine o CANAL, o Jornal da Bioenergia - Tel. 62.3093-4082 assinaturas@canalbioenergia.com.brO CANAL é uma publicação mensal de circulação nacional e está disponível nainternet no endereço: www.canalbioenergia.com.br e no www.sifaeg.com.brCANAL, o Jornal da Bioenergia, é uma publicação daMAC Editora e Jornalismo Ltda. - CNPJ 05.751.593/0001-41DIRETOR EXECUTIVO: Joel Fragadiretor@canalbioenergia.com.brDIRETORA ADMINISTRATIVA: Ângela Almeidaadministracao@canalbioenergia.com.brDIRETOR COMERCIAL: César Rezendecomercial@canalbioenergia.com.brEXECUTIVA DE ATENDIMENTO: Beth Ramoscomercial@canalbioenergia.com.brOPEC: Fernanda Oianoopec@canalbioenergia.com.brDIRETORA EDITORIAL: Mirian Tomé DRT-GO - 629editor@canalbioenergia.com.brEDITOR: Evandro Bittencourt DRT-GO - 00694redacao@canalbioenergia.com.brREPORTAGEM: Evandro Bittencourt,Mirian Tomé e Rhudy CrysthianDESIGNERS: Pauliana Caetano e Fábio Aparecidoarte@canalbioenergia.com.brBanco de Imagens: Clic Digital Photo - www.clicdigital.com.br,Studio 95/Museu da Imagem (62) 3095-5789, UNICA - União daAgroindústria Canavieira de São Paulo - www.unica.com.br,SIFAEG - Sindicato da Indústria de Fabricação de Álcool do Estado deGoiás - www.sifaeg.com.br, Canal On Linewww.canalbioenergia.com.br REDAÇÃO: Av. T-63, 984 - Conj. 215Ed. Monte Líbano Center, Goiânia - GO- Cep 74 230-100 - Fone (62)3093 4082 - Fax (62) 3093 4084 www.canalbioenergia.com.br -email: canal@canalbioenergia.com.br TIRAGEM: 15.000 exemplaresIMPRESSÃO: Ellite Gráfica – ellitegrafica2003@yahoo.com.brCANAL, o Jornal da Bioenergia não se responsabiliza pelos conceitose opiniões emitidos nas reportagens e artigos assinados. Elesrepresentam, literalmente, a opinião de seus autores. É autorizada areprodução das matérias, desde que citada a fonte.


ENTREVISTA - Francisco Barreto, presidente da BionasaAposta no biodieselEMPREENDEDORES BRASILEIROS E BRITÂNICOS ESTÃO CONSTRUINDO EM GOIÁS A MAIORUSINA DE BIODIESEL DO MUNDO, BASE PARA UMA FUTURA OLEOQUÍMICAEvandro BittencourtFrancisco Barreto é presidenteda Bionasa Combustível NaturalS.A, uma empresa daJaraguá Participações queatua também no segmento de tabacoe produtos adoçantes. A usinaassociou-se à companhia britânicaTrading Emission PLC (TEP) para aconstrução de um complexo industrialde produção de biodiesel emPorangatu, no interior de Goiás, dimensionadopara ser o maior domundo, afirma Barreto. Em entrevistaexclusiva ao CANAL ele detalhao empreendimento e expõe suasopiniões sobre o Programa Nacionalde Produção e Uso do Biodiesel.Quando a unidade da Bionasa começaa operar?O começo da operação está projetadopara setembro deste ano. Aindústria tem a capacidade para200 mil toneladas/ano em suaprimeira etapa. Na segunda etapa,prevista para setembro de2010, a produção aumenta mais200 mil toneladas, tornando-se amaior unidade industrial do mundode produção de biodiesel.Quais matérias-primas serão utilizadasna produção?Vamos trabalhar com o pinhãomansoe o dendê, mas não numprimeiro momento. Inicialmentevamos trabalhar com girassol euma pequena parte de soja. Estamosfazendo uma grande plantaçãode pinhão-manso no Norte deGoiás, onde há uma quantidademuito grande de áreas degradadase que se prestam bastante aoplantio do pinhão-manso, dado asua adaptabilidade à região.Quais fatores foram decisivos parainstalar a indústria na região?Tem muito a ver com logística ecom os 2 milhões de hectares degradados,abandonados ou subutilizadosem uma região que tambémabrange o Sul do Tocantins eo Nordeste de Goiás. Uma indústriadessa magnitude deixará na4 CANALregião mais de 650 milhões de reais/anoem riqueza gerada pelaagricultura. A indústria está secomprometendo em fazer a comprada produção dos agricultores.O Norte de Goiás precisava de umapoio industrial e a instalação teveincentivo fiscal, dentre outros,pelo governo do Estado. Nós avaliamose achamos que a região érealmente boa para esse propósito.Do ponto de vista da logística,a indústria se localiza entre a Belém-Brasíliae a Ferrovia NorteSul. Acho que o Crescimento doPaís em direção ao Norte é umaconseqüência natural.E a decisão pela produção de biodiesel,como se deu?Temos informações de especialistaseuropeus em energia de quehaverá uma queda muito grandenas reservas de petróleo a partir de2015. Com isso, tanto o etanol comoo biodiesel terão uma ascensãonatural junto aos mercados internoe externo. E esse nosso projetoé de longo prazo. É gigantescopara Goiás e para o Brasil.Quantos empregos diretos e indiretosserão gerados?Após o início da segunda etapateremos aproximadamente 300empregos diretos e mais de 20 milempregos indiretos na região, incluindoos agricultores familiares.A nossa empresa apóia o agricultorfamiliar in loco. Ajudamos napreparação da terra e no cultivodo pinhão-manso, que é a únicacultura que poderá trazer lucro aesses agricultores.Quantos hectares já estão plantadose qual será a área total?Nós teremos plantados este ano 2mil hectares em função de umaadesão baseada na confiabilidade.Fizemos um trabalho de convencimentoe conquista de credibilidadejunto aos produtores. Apartir de 2008 também pretendemosplantar entre 7 a 10 mil hectaresem assentamentos, que totalizam198 mil hectares. Queremosalcançar até 2010, no mínimo,50 mil hectares junto aos assentados.Este é um capítulo dahistória importante para a RegiãoNorte e para os assentados, paraassegurar essa renda necessáriaaos pequenos agricultores, mastambém precisamos de ajuda governamental.Temos uma responsabilidademuito séria com a sustentabilidadesócio-ambiental naregião. Temos muita contribuiçãodo município, mas precisamos doapoio do Estado e do Governo Federal,via Pronaf, para ajudar, basicamente,na preparação do solopara o plantio.E a obtenção de crédito para oplantio do pinhão-manso?divulgaçãoNossa decisão tem muito a ver comlogística e com os 2 milhões de hectaresdegradados, abandonados ou subutilizadosem uma região que também abrange o Suldo Tocantins e o Nordeste de GoiásDepende de uma ação política parao Pronaf aceitar e desenvolverprogramas de financiamento queainda não existem. Vamos discutirjunto com os representantes doPronaf, no governo federal, paraviabilizar esse processo.E quais são as perspectivas em relaçãoao girassol?O girassol é uma oleaginosa fantástica,tem 40% de óleo, maisque o dobro da soja. Não tem sentidotrabalharmos com a soja, poiso girassol é a única oleaginosa comestívelque pode ser usada naprodução de biodiesel sem prejuízopara a cadeia alimentar. Issoporque temos 60 milhões de hectaresde terras degradadas e pron-


tas para o plantio. Temos 11 milhõesde hectares de terras própriaspara a safrinha e o girassol temas características adequadas paraesse tipo de cultivo, que está sendoexplorado por poucos agricultoresno Brasil e não causa prejuízoa ninguém, pois a terra não éutilizada nesse período. A safrinhaé própria para o girassol, que resistemuito mais à seca.O Programa de Produção e Uso doBiodiesel está em fase inicial.Existe necessidade de ajustes?A regulamentação do biodieseltem alguns equívocos. Trata-se deum projeto de grande repercussãodo ponto de vista social, pois integraa sociedade ao lucro, ao resultadoobtido com a produção.Quando fizeram a regulamentação,transferiram toda a responsabilidadedo Estado para o setorprivado, além de nos penalizarcom muitos impostos. Dizer queexiste incentivo fiscal é umagrande balela, pois trata-se deum incentivo para promoveraquilo que o Estado não promoveu,a agricultura familiar, quepassou a ser uma responsabilidadedo empresário. Além disso, estamossubordinados a uma burocraciaenorme e anacrônica, quevem de 500 anos atrás.E quanto aos porcentuais de adiçãode biodiesel ao diesel?Acho que até 10% de mistura épouco, não melhora o clima, nãoresolve nada. O B 100 é aplicávelem qualquer motor. Ele poderiaser utilizado no transporte públicoe nas máquinas agrícolas, porexemplo. Isso valorizaria o segmentoeconômico que é a indústriade biodiesel. Fala-se que nãoexiste pesquisa, mas parece queQuando fizeram a regulamentação,transferiram toda a responsabilidade doEstado para o setor privado, além de nospenalizar com muitos impostos.não querem que exista. Deveriahaver uma política para reduzir osefeitos sobre o clima e não simplesmentelançar o programa deprodução do biodiesel. Ele precisater um cunho sócio-ambiental.Qual é a situação do segmento deprodução de biodiesel em relação àobtenção de crédito?O crédito do Governo é supercomplicado.Ele pede 180% de garantia,uma aberração, coisa de quemnão quer emprestar mesmo, poisnão quer correr riscos.A Bionasa está usando só recursospróprios?Estamos usando só recursos próprios,pois gasta-se muita energia,tempo e dinheiro para conseguircrédito. Só emprestam dinheiropara áreas consolidadas, como apetroquímica e de papel e celulose,por exemplo.O senhor atua na indústria do tabaco.Por que apostar no biodiesel?Sim, na indústria do tabaco produzimoscharutos e cigarrilhas de altaqualidade e exportamos para 52países. Estamos também apostandona produção de bioenergia comoum todo e no biodiesel, comoum primeiro trabalho. Posteriormentevamos investir na geraçãobásica de biodiesel, como esmagadorase, num terceiro momento,em produtos da oleoquímica, poiso Brasil importa U$ 4 bilhões dessesprodutos. Podemos fazer toda acadeia produtiva de oleoquímicosbaseada na indústria de biodiesel.Estamos fazendo uma indústria deprimeira geração, muito bem feitae estudada. Foram dois anos paraelaborar todo o projeto, não foi deforma imediatista.Que produtos originários da oleoquímicadevem ser produzidos?Aditivos, a partir da glicerina, plásticosduros, química fina, para aárea medicamentosa, e uma sériede outros produtos. Estamos agoradesenvolvendo esses projetos.A Bionasa tem algum parceiro internacional?Qual a tecnologiautilizada e em que fase está amontagem da indústria?Sim, a Trading Emissions PLC (TEP),um dos maiores fundos ingleses naárea de energia limpa. A tecnologiaé italiana, os equipamentossão produzidos pela Dedini e já estãosendo descarregados na indústria.O processo de montagem devecomeçar ainda em abril.Há uma crítica em relação ao porcentualinicial obrigatório de adiçãodo biodiesel ao diesel. Nestemomento, ele poderia ser maior ?Existem diferentes pensamentos emrelação a isso. Muitas empresas, justamentepor falta de incentivo governamental,têm dificuldades. Colocarammuito dinheiro na industrializaçãoe se esqueceram da originação.Paralelamente, houve uma corrida àsoleaginosas para a alimentação humanae um problema sério de capitalde giro para essas empresas fabricareme fornecerem o biodiesel. Atualmente,existem cerca de 46 indústriasprontas. As mais profissionais estãoproduzindo e entregando, masnão na sua total capacidade. São industriaiscompetentes, tradicionais.Alguns deles atuam na área de originaçãoe estão entregando algumacoisa, mas a situação é peculiar, poisos preços de compra nos leilões nãocobrem o custo de produção.O senhor interpreta isso como umdescaso por parte do governo ?Não existe uma posição do Estadobrasileiro na área de agroindústriaem relação a esse processo,que foi provocado pelo próprioEstado. Isso traz um certo desânimo.Enquanto isso, os EUA utilizao milho, pouco eficiente para aprodução de álcool e dá altossubsídios. Nós só queremos compensaçãode custo na hora dacompra, em função do estouro dopreço das oleaginosas que originamo óleo básico para produzir obiodiesel. Isso é o mínimo que oEstado brasileiro pode fazer.E a posição do presidente Lula sobreessas questões?Ele está isolado dessas discussõespelo seu estaff. Ele não sabe o queestá acontecendo. As informaçõesque foram passadas a ele são deque a produção do biodiesel é viável,é um bom negócio e que dariacondições de sobrevivência nocampo, para o pequeno produtor,mas existem outros fundamentosmicro e macroeconômicos dentrodo programa que não foram observados,pois o Estado brasileironão pensa a médio e longo prazo.Era de se esperar que haveria essasdistorções.CANAL 5


PANORAMAParceria para realizar projeto do alcooldutoA Petrobras aprovou acriação de uma empresatripartite com os sóciosprivados Mitsui&Co.LTD eCarmargo Correa S/A para arealização das fases do projetoconceitual e básico doalcoolduto que será construídoentre Senador Canedo (GO) ePaulínia (SP). O projeto, cujaexecução ficará sob aresponsabilidade da Petrobras,inclui ainda um segundo trechoque interligará a HidroviaTietê-Paraná ao Terminal dePaulínia. O alcoolduto é partedo Corredor de Exportação deEtanol que começa no Terminalde Senador Canedo, em Goiás,passa por Uberaba, em MinasGerais, Ribeirão Preto, Paulíniae Guararema, em São Paulo.Do Terminal de Guararema, oduto segue para o Terminal deSão Sebastião, no Litoral Nortede São Paulo e para o Terminalda Ilha D'Água, no Rio deJaneiro, através do polidutoOSRIO, já existente, que passaráa ser exclusivo para etanol.No seu tronco principal,entre Paulínia e Guararema, oalcoolduto terá a capacidade deescoar até 12 milhões de metroscúbicos de etanol por ano, sendocerca de 4 milhões peloTerminal da Ilha D'Água e,aproximadamente, 8 milhõespelo Terminal de São Sebastião.A Petrobras colocará essealcoolduto à disposição domercado, na forma de umserviço de transporte,possibilitando assim a chegadaeficiente do etanol aos portos deexportação.Embrapa Cerrados pesquisa pinhão-mansoA Embrapa Cerrados inicioupesquisa para avaliar o potencialdo pinhão- manso (Jatrophacurcas L.) para produção debiodiesel. Foram plantadas 1600mudas, divididas em duas áreascom condições de fertilidade dosolo distintas. As sementes foramfornecidas pela Embrapa Algodão(Campina Grande - PB), EmbrapaMeio Norte (Teresina - PI),Embrapa Agropecuária Oeste(Dourados - MS), Embrapa Semi-Árido (Petrolina - PE) eUniversidade de Lavras. Paragarantir acessos de diferentesregiões, também foi feita coleta deBraskem produzirá aditivo ‘verde‘sementes em propriedades dePorangatu (GO), Arinos eParacatu (MG). Os pesquisadorespretendem avaliar condições desolo, clima e exigênciasnutricionais da espécie para que ocultivo do pinhão-manso possadar o retorno esperado naprodução de biodiesel.A empresa Braskem investiráR$ 95,5 milhões no Pólo Industrialde Camaçari para converter a atualprodução de MTBE (aditivo dagasolina), em ETBE, um produtoambientalmente mais correto, poisusa etanol proveniente de cana-deaçúcarem sua preparação. Osprincipais mercados para o ETBEproduzido pela Braskem já foram prédefinidoscomo os países da Europa eo Japão, que elegeram o produto comoo biocombustível que vai elevar aoctanagem da sua gasolina.maradona neto/secomRio Verde ganha curso de energia renovávelO Centro Federal deEducação Tecnológica (Cefet)de Rio Verde (GO) oferece,180 vagas para o curso deespecialização lato sensu embiocombustíveis. A duraçãoserá de um ano com cargahorária total de 360 horas. Oprocesso seletivo terá provasde conhecimentos específicose avaliação curricular. Alémde profissionais do Cefet-RV,as aulas serão ministradas pordocentes da Universidade deBrasília (UnB) e doMinistério de Ciência eTecnologia (MCT). Maisinformações: departamentode química do Cefet-RV,telefone (64) 3620-5644 .unicaBahia terá novo porto para açúcar e álcoolA Bahia vai ganhar maisestrutura para escoamento deetanol e açúcar com a implantaçãodo Porto Sul, um novo ComplexoPortuário a ser construído emIlhéus. A unidade deverá solucionaro atual gargalo existente nas demaisinstalações portuárias instaladas emSalvador, Aratu e em Ilhéus. A áreaonde será construída o novo porto eo Pólo Industrial de Serviços ficalocalizada na Rodovia Ilhéus-divulgaçãoItacaré. Com o novo porto, o Estadose integrará melhor aos grandeseixos territoriais dedesenvolvimento da produçãosucroalcooleira no País.6 CANAL


CANA-DE-AÇÚCARFEIRAEmbraer expõeavião a álcoolOIpanema, primeiro avião certificado paraoperar com álcool hidratado no mun-avião foi projetado por engenheiros do ITA. Omas vendidos, nove são movidos a álcool. Odo, esteve em exposição na Feicana/FeiBio Ipanema a álcool teve seu projeto e certificação(Feira de Negócios de Energia) 2008, mêscusteados pela Embraer, que começou apassado, em Araçatuba. O EMB-202 é fabricadoprojetá-lo em 2002 e teve a conclusão da cerronáutica),pela Embraer (Empresa Brasileira de Aetificação,tanto do motor a álcool, quanto dae tem uma capacidade de carga aeronave, em 2005. No mesmo ano, a Embraerútil de 950 litros e autonomia de 610 km no começou a produção comercial do EMB-202A.regime de 65% da potência máxima contínuaHoje são 43 aeronaves Ipanema a álcool e 150a 6.000 pés de altitude. O preço da aero-conversões vendidas em três safras.nave é R$ 642.000,00.O Ipanema é bastante utilizado em aplicaçõesEntre as vantagens do avião a álcool destacam-sede defensivos agrícolas como maturadoro custo operacional menor (preço do de cana-de-açúcar, fungicidas, inseticidas,álcool automotivo mais baixo que a gasolina fertilizantes (sólidos e líqüidos), em lavouras,de aviação (AvGas), aumento da potência do pastagens e reflorestamento, como tambémmotor em 7% (ao nível do mar) em relação ao para semeaduras. De acordo com o departamentoAvGas e utilização de um combustível renovávelcomercial da Embraer, o avião tambéme mais produtivo. Hoje, de cada dez Ipane-pode ser usado no combate a vetores de doençasem áreas urbanas e rurais, repovoamentode alevinos em rios, lagos e represas e nocombate a incêndios florestais, entre diversasoutras aplicações.Tocantinsincentiva plantioOCentro Agrotecnológico de Palmas estáincentivando a produção de etanolno Tocantins a partir da produção de mudasde cana-de-açúcar. A formação docanteiro para a multiplicação das mudasestá sendo realizada pelos técnicos da Secretariada Agricultura, Pecuária e Abastecimento(Seagro).O canteiro de mudas terá duas finalidadesdistintas. A intenção imediata é plantar 7alqueires para atender a demanda de umamini-destilaria de álcool, chamada M3 doTocantins. A M3 está prevista para iniciar aconstrução ainda no primeiro semestre de2008. Ao longo de três anos as mudas serãomultiplicadas para 120 alqueires e repassadaspara a mini-destilaria reiniciar a multiplicaçãodo plantio da cana.A segunda finalidade do canteiro é forneceraos produtores rurais do Estado mudasforrageiras para alimentação bovina. Paralelamentea este projeto, a Seagro e a UniversidadeFederal do Tocantins (UFT) firmaramparceria para iniciar a implantação de umaunidade demonstrativa de mudas de cana.A Seagro está disponibilizando a multiplicaçãodas mudas, os insumos e toda parteagrícola voltada para o cultivo de mudas,inclusive a irrigação.fotos: divulgação8 CANAL


FEICANA 2008ZoneamentoAgroecológicoGOVERNO VAI APRESENTAR PROPOSTAS QUE RESSALTAM APLUVIOSIDADE E A DECLIVIDADE DAS ÁREAS DE PRODUÇÃORhudy CrysthianDe Araçatuba, São PauloDepois de muita discussão o governofederal finalmente definiu um prazopara a entrega de uma proposta aosetor sucroalcooleiro no que se refereàs diretrizes que irão regulamentar o zoneamentoagroecológico no País. Entre as principaismedidas estão a atenção aos índices pluviométricosde cada região produtora de canade-açúcare o respeito à declividade da área,que deve ficar nos 12% para induzir a uma maiormecanização do setor, ou entre 12% e 17%.De acordo com o secretário de Produção eAgroenergia do Ministério da Agricultura, Pecuáriae Abastecimento (MAPA), Manoel VicenteBertone, o governo está preocupado, principalmente,em não aumentar as barreiras para os biocombustíveisno Brasil. "Nossa intenção é incentivara produção e não criar problemas", disseo representante do órgão no último dia doSimpósio Internacional Datagro/Udop, realizadodurante a Feira de Negócios do Setor de Energia(Feicana/FeiBio) em Araçatuba, interior paulista.Bertone disse também que reuniões com ossecretários de Agricultura dos Estados brasileirosjá foram feitas para orientar esses estudos,inclusive com algumas conclusões. Para tranqüilizaros produtores e usineiros, o secretáriogarantiu que esse zoneamento não será feitoGovernador José Serra fez críticas ao setor,enquanto Nastari destacou pré-certificaçãoem regiões onde não existe logística para o escoamentoda produção. "A cana vai seguir paraonde a logística indicar", justifica. Ele defendeainda a não utilização da Amazônia paraevitar maiores discussões sobre o tema e nãoatrapalhar futuras negociações mercadológicasdevido às críticas externas sobre a utilizaçãode áreas verdes protegidas na região paraa produção de cana.O diretor do Departamento de Licenciamentoe Avaliação Ambiental do Ministério doMeio Ambiente, Volney Zanardi Junior, é maiscrítico em relação ao tema. Ele afirma que enquantoo zoneamento for para licenciamentodo setor não irá contribuir como norteadordessas políticas. "Precisamos definir melhornossas políticas florestais", avalia.fotos: safra eventosDESCONFORTOEm se tratando de expansão do setor, ogovernador de São Paulo, José Serra, queparticipou da abertura da Feicana/FeiBio,cobrou dos usineiros mais pesquisas noaumento da produtividade da cana-deaçúcarpara frear a expansão de canaviaisno Estado. "Os usineiros precisam contribuirmais, porque não é possível que o setornão junte forças para isso e venha pedirao governo, que já faz muito", disseSerra. No discurso, ele lembrou ainda queSão Paulo tem a menor alíquota do ImpostoSobre Circulação de Mercadorias eServiços (ICMS) do País, de 12%.Ele afastou a hipótese de que as críticasaos usineiros fossem uma ameaça de punição,com uma possível mudança na alíquotado ICMS sobre o álcool. Mesmo assim,as citações do governador causaramum desconforto entre os presentes. O presidenteda União da Indústria de Canade-Açúcar(Unica), Marcos Sawaya Jank,rebateu as críticas de Serra e disse que ogovernador está equivocado em cobraressas ações do setor sucroalcooleiro.DIVULGAÇÃOJá o presidente da Datagro, Plínio MárioNastari, reclama que o mundo não conheceo esforço que o Brasil faz para resolverquestões de zoneamento e licenciamentoambiental. "Nós deveríamos divulgarmelhor o que fazemos no exterior",diz. Para ele, esses dois fatores são umaespécie de pré-certificação para o setor.A falta de divulgação sobre esses assuntosé também a principal crítica dopresidente da União dos Produtores de Bioenergia(Udop), José Carlos Toledo, noque se refere à imagem do Brasil no exterior,em se tratando de produção de cana."Precisamos saber como passar para omundo que no Brasil não existirá monocultura,caso se aumente a produção decana", defende. Para tanto, ele acreditaque o País precisa de mais entrosamentoentre empresas e governos.CANAL 9


COLHEITA MECANIZADAUma revolução aceleradaDE ACORDO COMA LEI FEDERAL, ATÉ2020, 100% DAÁREA DE CANA-DE-AÇÚCAR DEVEDEIXAR DE SERQUEIMADA ANTESDA COLHEITAJuliana Barros CostaPor forças de diferentes legislações, a colheita dacana-de-açúcar no Brasil está migrando do padrãomanual para o mecânico. O Projeto de Lei1712/07 do deputado federal Fernando de Fabiano(DEM-BA), em tramitação na Câmara Federal,prevê o fim da colheita manual da cana-de-açúcar ematé dez anos, além de propor maior rigor na avaliaçãode novos empreendimentos canavieiros. Há apenasuma exceção da Lei por caráter tecnológico: a colheitamecanizada pode ser realizada em terrenos com declividademáxima de 12%. Nas áreas com declividade superiora essa, o prazo para se adequarem ao novo métodode colheita foi estendido até 2031.De acordo com a Lei Federal, até 2020, 100% da áreade cana deve deixar de ser queimada antes da colheita.Com isso, a cana passa a ser colhida mecanicamente,tornando praticamente inviável a colheita manualcrua, na qual o desgaste físico do trabalhador é muitomaior se comparado ao da cana queimada. Hoje, o cicloda cana é superior a cinco anos (em alguns casos chegaa oito), portanto é preciso prazo para fazer a rotação decultura e o novo plantio, já apropriado à mecanização.MÃO-DE-OBRAMas a grande questão é saber o que fazer com amão-de-obra trabalhadora, já que optar pela colheitamecanizada significa a substituição de 100 trabalhadorespor colhedora. E não restam dúvidas de que o usodas máquinas é mais eficaz, já que um trabalhador braçalcolhe em média 7 toneladas por dia e a máquinacolhedora tem a capacidade para atingir 800 toneladaspor dia ou mais.Goiás aprovou em 2006 uma lei que estabelece prazopara que a colheita seja gradativamente mecanizada(veja quadro e matéria correlata). Hoje o setor empregauma mão-de-obra rural não qualificada e, porisso é necessário tempo para capacitá-la e realocá-la,já que a mecanização está ocorrendo em todo o País.Questão ambientalApesar de a mecanização ser uma opção favorávelaos produtores de cana-de-açúcar,muitos ambientalistas se preocupam com onúmero de desempregados, já que o aumentodo desemprego diminui a qualidade social doPaís. Segundo o jornalista e ambientalistaWashington Novaes, a vantagem de se optarpela colheita mecanizada é que reduz a poluiçãoatmosférica. "Seria interessante uma açãodo governo, como por exemplo, a criação decooperativas desses trabalhadores. Afinal, esserecrutamento requer infra-estrutura e geraônus para o poder público", acrescenta.A questão ambiental foca-se no fato deque a opção pela colheita manual exige que aárea do plantio seja queimada antes da colheita.O motivo de se queimar a cana-deaçúcaré a limpeza do canavial, a fim de facilitaro corte, permitindo assim o aumento daeficiência da operação.Mas a queima das plantações pode trazerconseqüências como a perda de matéria-bruta,maiores prejuízos como, por exemplo, atrasode cortes, aumento de risco na deteriorizaçãoda cana, favorecimento da infestação de microorganismosnos colmos das plantas, maiordificuldade da purificação e conservação decaldos, destruição dos inimigos naturaisde pragas da cana-de-açúcar, da matériaorgânica e da micro e/ou macrofauna, poluição atmosférica, além dos riscosde incêndios em áreas de preservação. Segundodados do Ministério do Trabalho e Emprego,desde o ano de 2006 o (MTE) exige dos empregadoresdo setor sucroalcooleiro do Estado deSão Paulo o registro formal de todos os trabalhadorese o fim da remuneração por produtividade,ou seja, o que mais colhe, tem o maiorsalário.A Lei Estadual nº 11.241, que está em vigordesde o ano de 2002, proíbe a queima da canade-açúcarcomo método de despalhamento antesda colheita, isso, sem dúvida, contribui parainibir a contratação de trabalhadores e a substituiçãopela colheita mecanizada.unica10 CANAL


divulgaçãoINVESTIMENTOSA empresa que investe hoje na colheitamecanizada chega a gastar até R$ 2 milhões.Atualmente, uma colhedora custa emtorno de R$ 750 a 850 mil. Sua capacidadeoperacional é de alta produtividade, da ordemde 90.000 t/ano, tornando assim a colheitade cana picada inviável para muitosagricultores (fornecedores).Em janeiro do ano passado, o Grupo Cosan,maior companhia sucroalcooleira doPaís, assinou um protocolo de cooperaçãoagroambiental com a Secretaria do MeioAmbiente de São Paulo para se adiantar àsexigências do governo do Estado e anteciparo fim das queimadas nos canaviais.Com 17 usinas próprias e produção de 40milhões de toneladas de cana, o índice demecanização da Cosan atinge 30%. A produçãoaproximada de uma máquina colhedoraé de 500 a 550 t/dia. O Grupo contacom 31 colhedoras que operam 22 horaspor dia no período da safra e emprega cercade 40 mil trabalhadores, dos quais vintemil são utilizados no corte da cana.Goiás, Minas e São PauloO QUE DIZ A LEISÃO PAULOEm setembro de 2002, foi promulgada aLei nº 11.241, que estipula umcronograma gradativo de extinção daqueima da cana-de-açúcar, iniciado nasafra 2002, e determinando que talprática deve ser totalmente banida nesteEstado até o ano de 2021 em áreasmecanizáveis, e até 2031 em áreas nãomecanizáveis. Em junho de 2007, foiassinado um protocolo de cooperaçãoentre o governo do Estado e a União daAgroindústria de São Paulo - Unica -denominado Protocolo Agroambiental,que visa à antecipação da eliminação daqueima no Estado de SP.GOIÁSEm novembro de 2006 foi aprovada aLei de nº 15.834, que estabelece que osplantadores de cana-de-açúcar que,Cortadores de cana perderão empregosifaegEm Goiás, hoje o quinto maior Estado canavieirodo País, há 19 usinas em funcionamento,10 em fase de construção e mais de60 pedidos de incentivo fiscal para instalação,dos quais 37 já aprovados, segundo informaçãodo Sindicato da Indústria de Fabricaçãode Álcool do Estado de Goiás (Sifaeg).No Estado, apesar da lei estadual começar avigorar no próximo ano, exigindo uma colheitamecanizada de 10% da área de plantio,algumas companhias já se anteciparam,tais como Jalles Machado (90%), Goiasa(70%), Santa Helena (50%) e Goianésia(15%), entre outras.Minas Gerais, terceiro maior produtor decana do País, possui 24 usinas de açúcar e álcool,tendo 39 novos projetos aprovados parainstalação no Estado. Em São Paulo existem165 usinas, sendo que 13 delas iniciam amoagem em 2008. Praticamente todas asunidades instaladas possuem parte de sua canacolhida mecanicamente. Atualmente, ototal de área mecanizada no Estado de SãoPaulo corresponde a 50%.Segundo o Centro de Tecnologia Canavieira(CTC), no Estado de São Paulo o custodo corte é, em média, 25% menor quando acana crua é colhida mecanicamente e cercade 40% menor quando a cana queimada écolhida mecanicamente, se comparada aocorte manual. Em junho do ano passado, ogoverno estadual assinou um protocolo deintenções com a União da Indústria de Cana-de-Açúcar(Unica), antecipando a metade substituição da queima da cana na lavourapara facilitar o corte manual pela colheitamecanizada. O Programa deBenchmarking do CTC indica apenas 3 unidadesde um total de 92 que ainda não adotamesta prática, mas informa que todas asunidades irão adotar a colheita mecanizada.Atualmente, segundo a Unica, calcula-seque a colheita mecanizada seja de, aproximadamente,50% em todo o País, sendoque cerca de 500 mil trabalhadores aindacortam a cana no facão. O Brasil empregaentre 800 mil a 1 milhão de trabalhadoresno corte de cana. As novas vagas criadaspela colheita mecanizada são estimadas em30 mil, portanto, a maioria dos cortadoresde cana jamais terá acesso às vagas. A Unicareconhece que optar pela colheita mecanizadagera problemas graves como odesemprego e precariza a condição de vidados trabalhadores. E apesar do problemaainda não ser um fato, por conta da grandeexpansão dos canaviais, futuramente oavanço da mecanização no País deverá provocarconseqüências negativas de forte impactosocial.utilizem como método de pré-colheitaa queima da palha em áreasmecanizáveis, são obrigados a reduziremgradativamente o uso do fogo.MINAS GERAISPor meio do Decreto nº 39.792/98, queregulamenta a Lei Estadual nº 10.312/98,é permitida a queima de formacontrolada, com autorização prévia doórgão competente.CANAL 11


CANA-DE-AÇÚCARNovas variedadesEm parceria com o Instituto Agronômico deCampinas, o Grupo Jalles Machado realizou nomês passado um Dia de Campo em Goianésia,Goiás, com o objetivo de estimular os investimentosem pesquisas e discutir estratégias de manejoe desenvolvimento de variedades de cana adaptadaspara o Cerrado. O evento recebeu mais de 31empresas do setor e seis instituições de pesquisa. AJalles avalia 25 variedades com a intenção de conseguirplantas adaptadas para condições de climae solo do Cerrado.Goiás conta com uma área plantada de 300 milhectares de cana e pode chegar a 700 mil em 2010.Para o gerente agrícola da Jalles Machado, RogérioAugusto Bremm Soares, se o Estado tiver variedadesadaptadas, as chances de crescimento sãoainda maiores.Segundo o secretário estadual de Agriculturadaquele Estado, Leonardo Veloso, essas variedadesanalisadas vêm ao encontro das novas tecnologiasque o mercado da cana exige para que o resultadoseja mais aperfeiçoado. "Temos que estar àfrente de todas as transformações que possamocorrer no setor de agronegócio", justifica. Para otitular do Sindicato dos Fabricantes de Álcool deGoiás (Sifaeg), André Rocha os levantamentosrealizados para conseguir plantas adaptadas paradeterminadas condições de solo e clima representamum ganho significativo para a cultura.Ele afirma que medidas como essas fazem comque a produção estadual ganhe cada vez mais emprodutividade por hectare. Goiás possui hoje produtividadesuperior a 100 toneladas por hectare eciclo de até oito anos, o que, segundo ele, possibilitamenor custo para o produtor e maior produçãona mesma terra.joão fariaBIOGÁSKit qualidadeAEmbrapa Suínos e Aves desenvolveuo Kit Biogás, um equipamentopara auxiliar a identificar a qualidadedo biogás produzido nas propriedadesrurais. O kit foi desenvolvido em parceriacom a empresa Alfakit, de Santa Catarina,pelo pesquisador Aírton Kunz.No caso da suinocultura, o biodigestorutiliza os dejetos dos animais para produzirum combustível renovável paraformar calor ou energia elétrica. Dessemodo, o produtor dá destinação adequadaaos dejetos animais, reduzindoos impactos ambientais e os custos napropriedade. Para Aírton Kunz é muitoimportante a utilização do kit paracontrolar a qualidade do biogás e incentivaro uso do biodigestor e outrosprocessos anaeróbios para o mercadointernacional de créditos de carbono.No Brasil, o primeiro ciclo do biogásaconteceu nos anos 80.A partir do Protocolo de Kyoto, noentanto, que, em fevereiro de 2005 regulamentouo comércio de créditos decarbono, os biodigestores voltaram aser utilizados.12 CANAL


OPINIÃOA tributação federal do biodieselNão há qualquerregra específicapara uma empresaque produzabiodiesel quanto asua inclusão noSuper SimplesMuito se discute sobre osincentivos fiscais oferecidosao produtor de biodiesel,contudo, pouco se fala sobre alegislação tributária federal vigente.Uma primeira situação interessanteé o fato do biodiesel não sofrer, ainda,a tributação da CIDE, aquela instituídapara melhorar as estradas dopaís e responsável por aproximadamente25% do preço da gasolina e12% do preço do óleo diesel. Igualsorte mereceu a industrialização dobiodiesel quanto ao IPI eis que estácontemplado com alíquota 0 (zero),fato repetido quanto ao imposto deexportação.Quanto ao imposto de renda e acontribuição social sobre o lucro líquido,não há nada de muito especialem relação ao biodiesel. O IRPJpoderá ser pago mediante lucro realou presumido. A base de cálculo nolucro presumido (faturamento atéR$ 24 milhões) será apurada a razãode 8% da receita, sendo que a alíquotaserá de 15%, acrescida de10% de adicional se houver lucrosuperior a R$ 240 mil/ano.No caso de opção pelo lucro real, aalíquota e seu adicional também sãode 15% e 10% respectivamente. Já aCSLL, escolhido o lucro presumido, abase de cálculo (montante sobre oqual incide o tributo) será de 12% dareceita, restando a ambas as modalidades(lucro presumido ou lucro real),a alíquota de 9% para se apurar ovalor a pagar aos cofres da União.Não há qualquer regra específica parauma empresa que produza biodieselquanto a sua inclusão no SuperSimples, todavia, haverá o óbice naturaldo limite de faturamento cujoteto nacional é de R$ 2,4 milhões eno Estado de Goiás foi fixado em R$1,8 milhões, além de outras vedaçõesconstantes da lei que faz com que talempreendimento não se encaixe nascaracterísticas principais dos investidoresdeste segmento.Até então nota-se que o legisladorestava atuando com parcimôniaincomum, contudo, ao se analisar asregras do PIS e da Cofins, volta-se arealidade das peripécias legislativase tributárias. Não que algumas exceçõesnão sejam úteis e mesmo corretas,o que se questiona é a complexidadede compreensão, já no começodesta atividade, com tendência apiorar, conforme as exceções começarema brotar. A regra geral é deque a Cofins e o PIS incidirão umaúnica vez com a venda do biodiesel,centrando esta cobrança na receitabruta auferida pelo produtor em patamaresde 6,15 % para ao PIS/Pasepe 28,32 % à Cofins. Não obstante,a legislação trouxe uma faculdadeinerente a forma de cálculo dotributo, sendo que ao PIS restou reservadoalíquota de R$ 120,14 pormetro cúbico de biodiesel, enquantoque a Cofins ficou com alíquotade R$ 553,19 também por metro cúbico.Esta forma especial de apuraçãodeve ser objeto de opção do empresárioaté o final de cada ano, valendopara todo o ano seguinte.Este valor a ser pago pelo metrocúbico comercializado não é absoluto,eis que foi criado um coeficientegeral de redução das alíquotas, estipuladoinicialmente em 0,6763 fazendocom que as alíquotas doPIS/Pasep e Cofins sejam respectivamenteR$ 38,89 e R$ 179,07 pormetro cúbico, o que torna, visto opreço médio de R$ 1.800,00/m 3 debiodiesel (R$ 1,80 por litro), esta aopção mais benéfica, ressalvandoque a redução pode ser ainda maior,se o biodiesel for fabricado a partirde mamona ou fruto, caroço ouamêndoa de palma produzidos nasRegiões Norte e Nordeste e ou se asmatérias primas forem adquiridasde agricultor familiar enquadradono Pronaf. Convém ressalvar que oprodutor de biodiesel para fazer jusao coeficiente mais benéfico precisarádeter o selo "Combustível Social",o qual é concedido pelo Ministériodo Desenvolvimento Agrário(MDA), sendo conquistado medianteregularidade no SICAF e promoçãoda inclusão social dos agricultoresfamiliares, nos termos das instruçõesnormativas do MDA.Fabiano dos Reis Taino,advogado em Goiânia, sócio daHoffmann Advogados Associados S/S,Mestrando em Direito pela UniversidadeCatólica de Goiás, MBA em Direito daEconomia da Empresa pelaFGV/Empreza, Especialização em DireitoTributário pelo IGDT/UCG.arquivo pessoal/divulgação14 CANAL


PRAGASPrevenção reduz perdasCUIDADOSDEVEM SERREDOBRADOSNAS REGIÕES DEFRONTEIRA,ONDE SE DÁ AIMPLANTAÇÃODE NOVOSCULTIVOS DECANAEvandro BittencourtAexpansão da cultura da cana-de-açúcarnas novas fronteiras de produção canavieiraprecisa estar acompanhada de cuidadosredobrados com a sanidade das lavouras,mas nem sempre isso acontece. Felizmente, amaior parte das doenças que afetam os cultivos écontrolada geneticamente, por meio de variedadesresistentes, principalmente nas áreas onde se dá aimplantação de novas lavouras, evitando-se, assim,a introdução de doenças.Algumas variedades, no entanto, são mais suscetíveisa pragas. Elas requerem um cuidado maior. Hádoenças comuns nas áreas tradicionais de cultivoque ainda não se manifestaram nas novas áreas deexpansão, com destaque para os Estados de Goiás,Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.Segundo o pesquisador Sizuo Matsuoka, diretor dePesquisa e Desenvolvimento da Canavialis, issoocorre porque nessas áreas as lavouras ainda se encontramem processo de expansão. Futuramente, noentanto, é previsível a ocorrência de problemas."Quanto maior a área e o tempo de plantio maioresserão as chances das doenças se desenvolverem."Apesar do notável avanço no melhoramento genéticodas plantas, o mercado de inseticidas na culturada cana movimenta em torno de US$ 140 milhõespor ano no Brasil. "De 2004 até hoje, essemercado cresceu mais de 100%, compara Ademarde Geroni Jr, gerente de Cultivos Cana-de-Açúcarda Basf. Segundo o executivo, os produtos destinadosao controle dos cupins são os grandes direcionadoresdesse mercado (ver matéria correlata).CARVÃOEntre as doenças consideradas importantes paraa cultura da cana-de-açúcar destaca-se o carvão,provocado por fungo do gênero Ustilago, que secaracteriza por inutilizar os colmos, deixando-os emcondições inadequadas para serem industrializados.A planta é mais vulnerável à doença em seu estágioinicial, até os sete meses de vida. "O problema é queos esporos ficam na soca e as plantas se infectamnovamente ao rebrotarem." A prevalência dessa doençaé considerada pequena em áreas tradicionaisde cultivo da cana-de-açúcar, pois existe uma sériede variedades resistentes. As menos resistentes, noentanto, começam a apresentar o problema.O pesquisador Sizuo Matsuoka alerta aos produtoresde regiões de fronteira que não se descuidemda doença. Além de São Paulo, está presente no Paraná,Minas Gerais, Goiás e Maranhão. "É precisoatentar para as variedades que estão tendo problemasem São Paulo, por exemplo, mas nem sempre hácritério para introduzir variedades em novas áreas."No caso do carvão, embora todas as variedadesdisponíveis tenham um certo nível de resistência, aocorrência da doença, em maior severidade ou nãodepende da interação da variedade com o ambiente.Quanto menos fértil for o solo, por exemplo,maior será o dano provocado pela doença. O potencialde perdas é variável, mas dependendo da variedadee da severidade da infestação, a perda de produçãopode ser de 50%. Pode ainda ser necessárioantecipar a renovação do canavial, o que tambémconstitui uma perda significativa. Uma vez constatadaa presença da praga no canavial é possíveladotar uma estratégia de controle capaz de minimizaros danos, embora não haja um método que sejasatisfatoriamente eficaz e econômico, pois osfungos formam milhões de esporos que se espalhamcom o vento. Esse controle, segundo o pesquisador,consiste na inspeção linha por linha e planta porplanta para eliminar as doentes, mas se torna inviáveldiante das dimensões dos canaviais e da capacidadede disseminação dos esporos.A prevenção passa pela redução da infestação dadoença nas mudas e pela formação de viveiros demudas, onde se torna viável fazer o arranquio dasplantas doentes. O sinal mais visível da praga é aformação de um chicote no ponteiro daplanta (foto à direita), que não cresce mais.


Mosaico é transmitido por pulgãoCausada por um vírus, esta doença, como onome indica, forma uma espécie de mosaico nafolha da cana. São manchas verde claras, misturadascom verde mais escuro, resultantes deuma deficiência de formação de clorofila. Apropagação se dá pela própria cana, quando elajá está infectada ou via inseto transmissor, opulgão, explica o pesquisador Sizuo Matsuoka.A principal medida preventiva contra a doençaconsiste na escolha das plantas. Existem variedadescom diferentes graus de resistência."Temos desde a completa imunidade até as maissuscetíveis, são diferentes gradações, pois a resistênciaa doenças em cana é quantitativa enão qualitativa."O pulgão que transmite o mosaico não tema cana como hospedeira e sim outras plantas,como a batata, algodão, capim e algumas gramíneas."O pulgão alado, quando voa, picauma planta doente, voa novamente, pica aplanta sadia e transmite o vírus. O mesmoocorre com o sorgo e o milho. Embora existaum outro tipo de pulgão que habita as lavourasde cana, não é esse que transmite a doença",explica o pesquisador.O controle do mosaico, além da escolha de variedadesresistentes, deve ser feito o quanto antes,até os sete meses de idade da planta, com oarranquio das mudas doentes ainda no viveiro. "Épreciso fazer várias inspeções e, à medida que adoença vai aparecendo, as plantas doentes devemser eliminadas".O controle do pulgão, segundo o pesquisador,não é economicamente viável. Nas variedadesmais suscetíveis, as perdas decorrentes da infestaçãocom o mosaico dourado numa lavourapodem chegar a 30%. Essas perdas já foram minimizadascom a eliminação das variedadesmais vulneráveis, que poderiam apresentar perdasde até 70% no programa de melhoramento.Provocada por fungo, o carvão faz com que a folha da cana assuma o aspecto de um chicoteA estratégia de controle mais adequada é preventiva.A partir de mudas sadias e resistentes,deve-se fazer um viveiro para evitar plantas doentesno campo, pois elas se tornam fontes deinóculo. "Em áreas novas, onde se está introduzindomateriais, é possível fazer isso, antes que adoença se espalhe, mas na maioria dos casos issonão está sendo feito", adverte Sizuo Matsuoka.A doença ainda não está disseminada emáreas de cultivo nas novas fronteiras, emborapossa ser detectada em algumas plantas, explicaSizuo Matsuoka.fotos: sizuo matsuokaO mosaico encontracondições mais adequadaspara se propagar emregiões de cultivo decana onde as temperaturassão mais amenas


Ferrugem temampla disseminaçãoA ferrugem comum ou ferrugemmarrom é outra doença fúngica deimportância econômica para a culturada cana-de-açúcar e tem estreitarelação com o ambiente, encontrandona alta umidade e temperatura amenaas condições ideais para se manifestar.Afeta, principalmente, as plantasmais jovens, entre 3 e 7 meses.O controle da praga se dá, principalmente,mediante a utilização devariedades resistentes. Caso a variedadetenha alguma suscetibilidade,mas seja viável para o plantio, deveser feito um manejo que considere aidade, de modo que, quando a plantaestiver com 3 a 6 meses, estejaum pouco fora da época mais favorávelà doença.A ferrugem comum ou marrom,explica Sizuo Matsuoka, é causadapelo fungo Puccinia melanocephala,se dissemina pelo ar e ataca as folhasdas plantas, o que impossibilita evitara presença do agente causador dadoença em áreas de lavoura. Nessecaso, não há estratégias de controlealém de evitar variedades suscetíveis.A ferrugem está disseminada emtodo o País e já é comum mesmo nasáreas novas. "O esporo está no ar e,por isso, onde houver cana ela vai estarpresente. A intensidade da pragadepende basicamente das condiçõesclimáticas. Onde for mais quente emais seco, a prevalência será menor eonde for mais úmido e a temperaturamais amena, será mais severa.Como a doença danifica a folha, aplanta tem a fotossíntese prejudicadae seu crescimento é reduzido. Com isso,as perdas podem chegar a até30% nas lavouras cultivadas com variedadesmais suscetíveis.Broca da cana e fungos causam grandes prejuízosA broca da cana é considerada uma praga especialmenteséria, capaz de resultar em grandesprejuízos. Trata-se de uma borboleta, (Diatreasaccharalis), que perfura o colmo da cana, atacando-a,chegando a matar o meristema apical,causando o que se chama de coração morto, devidoao dano que causa ao ponteiro da cana. Ese não mata o colmo, ao perfurá-lo a broca permitea entrada de dois tipos de fungos que tambémcausam danos à parte onde se alojam. Sãoeles o da podridão vermelha (Coletotrichum falcatum)e o Fuzarium moniliforme. Existem algumascultivares que atraem mais a broca do queoutras, mas não há variedades resistentes.O controle biológico é muito empregado. Trata-seda utilização de uma pequena vespa (Cotesiaflavipes), inimiga natural da broca. As usinascriam e reproduzem essas vespas em laboratórioe as liberam no campo. Os insetos procurama larva da broca no interior do colmo e fazema postura do ovo na larva. Desses ovos saema larva da vespa, que se alimenta da larva dabroca. Para isso, é necessário liberar milhares devespas no canavial. Dependendo da região, épreciso criar e liberar continuamente esses insetos.O controle químico pode ser uma opção,mas é pouco utilizado por questões ambientais eeconômicas. No desespero, em locais que têmmuita broca, utiliza-se esse recurso.O diretor de Pesquisa e Desenvolvimento daCanavialis alerta que, nos novos cultivos, está sepreocupando, simplesmente, em implantar as lavouras,sem maiores cuidados com a ameaça quea praga representa. "É preciso começar o empreendimentojá com o laboratório de produção devespas e ir liberando continuamente. Na épocado Proálcool, tínhamos a Planalçúcar e a Cooperçúcartrabalhando ativamente nisso. As usinasmontaram seus laboratórios e fizeram umbom trabalho. Mas em seguida veio a crise, muitoslaboratórios de usinas foram fechados e asnovas unidades que foram implantadas nemchegaram a investir nesses laboratórios."SegundoSizuo Matsuoka existem algumas empresasque produzem e vendem os insetos, mas a demandaé muito maior do que a oferta.A broca e a ação conjunta dos fungos podemfotos: setor agrícola/jalles machado sa.determinar grandes perdas. Nas variedades de hoje,temos áreas que apresentam de 30% a 40% debroca, mas em algumas pequenas áreas a infestaçãopode chegar a um nível altíssimo, enquantona época em que o controle era bem feito a infestaçãolimitava-se a 2% ou 3%." Em relação aocontrole da broca, a melhor perspectiva, segundoo pesquisador, é o desenvolvimento de uma plantatransgênica, com o gene de resistência à broca,tecnologia que possibilitaria um controle efetivo." A Canavialis realiza pesquisas utilizando atransgenia, em parceria com a Monsanto, paradesenvolver plantas resistentes, a exemplo domilho BT, que é resistente à lagarta. É esse mesmogene que estamos introduzindo na cana."Sizuo Matsuoka acredita que ainda serão necessáriosde 5 a 6 anos para que se possa lançarcomercialmente uma variedade com essas características.Em função dos estágios da pesquisa eda importância econômica da praga, ele acreditaque a planta resistente à broca pode vir a sera primeira planta de cana transgênica a serlançada comercialmente.18 CANAL


Nematóides emsolos arenososOs nematóides impões maiores perdas àslavouras estabelecidas em solos mais arenosos,embora existam algumas espéciesque também ocorrem em solos argilosos. Apraga é combatida com nematicidas colocadosno sulco de plantio, mas a estratégiamais recomendada, segundo Sizuo Matsuoka,pesquisador da Cavavialis é fazeradubação verde e colocar matéria orgânicano fundo do sulco. No caso das usinassurcoalcooleiras, a matéria orgânica demaior disponibilidade é a torta de filtro.Algumas usinas fazem a decomposiçãodo bagaço, depositando essa matéria orgânicano fundo do sulco. A matéria orgânicaproduz no solo o ácido húmico, quefavorece o desenvolvimento de outrasbactérias e fungos antagônicos ao nematóide,diminuindo a população da praga,além de beneficiar a planta, proporcionandomaior vigor ao sistema radicular.Existem algumas variedades mais tolerantes,mas como há várias espécies de nematóides,torna-se difícil saber qual vaipredominar. O melhor recurso é, nos solosmais fracos, tentar aplicar a matéria orgânicana maior área possível, recomenda SizuoMatsuoka.Outras pragas de importância econômicaOs cupins são sempre um problema para osprodutores de cana, assim como a broca gigante,uma praga que atemoriza os produtores,embora seja mais restrita à região Nordeste doPaís. O Migdolus fryanus, besouro da famíliaCerambycidae, é também uma praga de importânciaeconômica. Em sua fase larval come araiz da cana, levando a planta à morte.O Migdolus está mais presente nas regiões deAssis e Pontal do Paranapanema (SP). Em relaçãoao cupins, os que mais preocupam são ossubterrâneos, que comem a raiz e o colmo porbaixo. Esses insetos estão mais disseminados,principalmente, em solos arenosos. Seu combateé feito com o uso de inseticidas no sulco deplantio, geralmente de forma preventiva. Os insetosrepresentam uma ameaça em diferentesfases da planta, pois à medida que a cana cresceele come o colmo por dentro. Embora o seuataque não se dê muito acima do solo, acabaenfraquecendo muito a planta, acarretando ummaior sofrimento à lavoura a cada estiagem.INSETOSEntre os insetos, a principal praga da culturada cana é o cupim, por causar maiores danos aoSizuo Matsuoka alerta para a necessidadedo controle preventivo da broca da canacanavial, afirma Ademar de Geroni Jr, gerentede Cultivos Cana-de-Açúcar da Basf. "Em seguidadestacam-se a broca, cigarrinha, formiga e oSphenophorus". Esta praga, considerada o bicudoda cana-de-açúcar, afeta com severidade oscanaviais no Estado de São Paulo. "As larvasdesse inseto destroem o rizoma da planta, causandoprejuízos da ordem de 30 toneladas decana por hectare, além de reduzir a longevidadedo canavial." A broca gigante(Telchin licus) chega a medir 4centímetros ou mais, e é tambémprovocada por um borboleta.Era considerada confinadana Região Nordeste, mas foi recentementeconstatada na regiãode Piracicaba e causaum dano muito grande,pois também come ocolmo por dentro, apartir do solo. SegundoMatsuoka, elaocorre em manchas echega causar perdas de40 a 50% na produçãonas áreas mais infestadas.foto: sizuo matsuoka/canavialis


TOCANTINSBioenergiagera emprego e rendabiotinsESTUDOS INDICAMQUE O ESTADO TEMGRANDE POTENCIALPARA A PRODUÇÃO DEBIOCOMBUSTÍVEIS,GERANDO EMPREGOPARA AGRICULTORESFAMILIARESGeórgya Laranjeira CorrêaAperspectiva para o setor da agroenergiano Tocantins é positiva. Até fevereirodeste ano, foram investidos R$ 50 milhõese gerados mais de 450 empregosdiretos e cerca de 1500 indiretos com plantaçõesde pinhão-manso e cana iniciadas em2007. Com uma área de seis milhões de hectaresde pastagens degradadas, logística favorável, oTocantins está atraindo investidores do Brasil edo exterior. O Estado possui quatro novos grandesempreendimentos, sendo duas usinas de biodieselque estão em funcionamento, e duasdestilarias de álcool que estão em processo deinstalação até o final de 2008.A oleaginosa que está mais em evidência porgerar emprego no campo, é o pinhão-manso. OTocantins vive a corrida pela cultura, principalmenteagora que foi regulamentada a produção,venda de sementes, mudas e comercialização daJatropha curcas L, nome científico do pinhãomanso.A produção está mudando a vida demuitas famílias tocantinenses. Antes mesmo danormatização editada pelo Ministério da Agricultura,Pecuária e Abastecimento (Mapa), pormeio de Instrução Normativa nº 4, de 14 de janeirode 2008, já tinha gente acreditando e cultivandoda planta. A determinação do governofederal é resultado de muitas reivindicações dosprodutores, o que atualmente está contribuindopara a aceleração dos investimentos em muitasregiões do País, inclusive no Tocantins. Pesquisadoresda Embrapa acreditam que o pinhãomansotem potencial vantagem em relação àsoutras oleaginosas, principalmente quando setrata da durabilidade, qualidade e rentabilidade.O Tocantins caminha a passos largos para difundira cultura, os produtores de pinhão-mansorealizam dias de campo e firmam parceriaspúblico-privadas. No Estado, a cultura começoua menos de cinco anos e os pesquisadores estãoinvestindo em estudos. O que motivou e despertouo interesse dos investidores foram àsvantagens econômicas e a logística. O economista,empresário e maior produtor de pinhãomansodo Tocantins, Obeid Binzagr, investiu,sem medo, R$ 3 milhões na parte agrícola. Hojepossui uma área de 3.100 hectares de pinhão-manso.Binzagr afirma que governo estadualmostrou-se pioneiro quanto ao apoio aoprojeto de cultivo do pinhão-manso, devido àsaída do engessamento do Ministério do DesenvolvimentoAgrário, que tentou forçar a produçãode mamona em escala nacional. "A regulamentaçãocontribui para que o Tocantins tenhaum dos maiores plantios particulares do mundo.Com essa regulamentação, buscaremos maisinvestimentos estrangeiros corporativos de empresasou fundos com projetos afins e que, atéentão, aguardavam a normalização para fecharo negócio”, disse Binzagr.20 CANAL


O maior plantio está localizado na FazendaBacaba, próximo à cidade de Caseara,que fica a aproximadamente 270quilômetros da capital Tocantinense. Desdeo ano passado, foram inseridas no projetodo pinhão-manso 300 famílias deagricultores familiares, circunvizinhos dafazenda, localizados nas cidades de Casearae Marianópolis, Divinópolis, Pium, Paraísoe outros. A fazenda possui 150 funcionáriose emprega indiretamente 450pessoas. O objetivo é chegar a 7 mil hectaresde área plantada até 2010, com ageração de 700 empregos. Quanto aosempregos indiretos, não se tem um dadoexato, mas acredita-se que afetará positivamentea economia dos municípios,além do efeito multiplicador da compra evenda de insumos e peças agrícolas.O governo do Tocantins, através da Secretariade Agricultura Pecuária e Abastecimento(Seagro) e do Instituto de DesenvolvimentoRural do Estado Tocantins (Ruraltins), confirma que o cultivo do pinhãomansoestá gerando renda e aumentando aoferta de empregos para os agricultores familiares.Esses órgãos garantem assistênciatécnica e extensão rural aos agricultores,devido à cultura ser nova e ainda não disporde muito estudo. O Ruraltins tambémrealiza inspeção constantemente, para detectare controlar possíveis pragas quepossam atacar a cultura.incaperEtanol e biodiesel mudam cenário no interiorA Companhia Produtora de Biodiesel doTocantins localizada na cidade de Paraíso, recéminaugurada e tida como a primeira S/Ado município, possui uma capacidade de produçãode 8 milhões de litros/ano. Tem porprincipal matéria-prima, o pinhão-manso,plantado no Tocantins. Com poucos meses defuncionamento a indústria já investiu R$ 6milhões na compra de maquinários importados.A indústria tem 20 funcionários. Para asfuturas unidades, nos municípios de Alvoradae Araguaína, a previsão é gerar mais 40empregos diretos até 2010. É o que garante odiretor Presidente da Biotins, EduardoBundyra que firmou um contrato de comprada matéria-prima produzida pelos agricultoresfamiliares da região por dez anos, podendoprorrogar por mais três.Além da Biotins, o Estado dispõe de mais umgrande empreendimento em biodiesel, a BrasilEcodiesel, localizada no município de Porto Nacional.Com tecnologia da Tecbio, do pesquisadore engenheiro químico, Expedito Parente, aindústria tem uma capacidade de produção de120 milhões de litros/ano. A companhia investiucerca de R$ 20 milhões nesta unidade.Além do biodiesel, mais duas usinas de álcoolestão prestes a serem inaugurados esteano. Uma na cidade de Wanderlandia, ondeforam investidos R$ 6 milhões. Para esta lavoura,foram contratados 35 funcionários diretose gerados 50 empregos indiretos, sabendoque estes números aumentam para100 durante a safra. A previsão até 2009 étriplicar o número de empregos. A usina começaa funcionar agora em 2008, com umacapacidade de produção de 30 mil litros pordia. Serão contratados mais 20 funcionáriospara a área industrial, explica o diretor dadestilaria, Marcos José de Teles.Na cidade de Gurupi a produção de etanolcaminha acelerada, os investimentos da parteagrícola e industrial chegam a R$ 15 milhões.Até maio deste ano os recursos podem subirpara R$ 20 milhões. A capacidade de produçãoé de 2 milhões de toneladas por ano até 2013.A produção agrícola gira em torno de 1100hectares de área plantada de cana. A projeçãoaté 2008 é chegar a 1600 de hectares.Foram gerados 80 empregos e durante a safraesses números aumentam para 200, semcontar os 600 empregos indiretos. A Usinavai produzir álcool hidratado, álcool anidro eaçúcar. A perspectiva do projeto é que até2010 estejam funcionando também o projetode cogeração de energia, a partir do aproveitamentodo bagaço de cana-de-açúcar.PESQUISASDevido à corrida pela cultura no Estado, a Seagrodispõe de plantios de pinhão-manso e canano Centro Agrotecnológico de Palmas. São doishectares de pinhão com mais de um ano e oitovariedades de cana numa área de sete hectares.Ambos foram projetados para fins de pesquisa daSecretaria de Agricultura e Abastecimento e UniversidadeFederal Tocantins. O objetivo do plantioé aprofundar o estudo sobre as culturas émostrar que o Tocantins tem potencial.Segundo o coordenador de Agroenergia daSeagro, Luís Vieira, o Estado possui pastagensdegradadas, disponibilidade de água, luminosidadee logística favorável. Para ele, esses e outrosfatores atraem novos investidores. "O investimentoem biocombustível no Tocantins é aprincipal fonte de geração de emprego", disse.Quanto aos investimentos da mamona no Estado,Vieira afirma que as perspectivas de produtividadenão foram atingidas. Os produtorestambém não aderiram ao plantio do girassol,pois é uma planta nobre e mais indicada para aagricultura empresarial. Os investimentos estãoconcentrados no pinhão-manso. Por ser rústicae tolerante à seca, a planta é adaptável e nãoconcorre com a produção de alimentos.Do Tocantins, especial para o CANAL50 milhõesde reais foram investidos no Estadodo Tocantins, até fevereiro, comgeração de 450 empregos diretosCANAL 21


GESTÃOA nova face daenergia verdeOS PERSONAGENS DA NOVA ONDA DE EXPANSÃO DESSE SETOR SÃO INVESTIDORES ACOSTUMADOSAO ESPECULATIVO MUNDO DO MERCADO FINANCEIRO E DISPOSTOS A CORRER RISCOSRhudy CrysthianAndre´ Castello Branco, daconsultoria KPMG InternacionalNem André Biagi (SantaElisa), Eduardo Farias(Grupo Farias), RubensOmetto (Cosan) ou NelsonMarinelli (São Martinho). Osnovos investidores do setor sucroalcooleironem de longe se parecemcom os usineiros mais tradicionaisdo Brasil. Os novos ‘reis‘ da cana sãoempresários do setor financeiro eempresas internacionais e avisam:entraram no setor com força total evieram para ficar.Os personagens da nova onda deexpansão desse setor são investidoresacostumados ao especulativomundo do mercado financeiro edispostos a correr riscos para abocanharfortunas. Entre os especuladoresque injetaram dólares noBrasil e compraram usinas estãosócios de administradoras de ativosamericanos, fundos de investimentosingleses, bancos e, quemdiria? até Bill Gates, da Microsoft,já resolveu investir em etanol nosEstados Unidos.Muitos destes 'novatos' já aplicamem etanol derivado do milhoem seu país de origem, como ohúngaro George Soros, famoso pelassuas atividades como especulador,ou ainda o indiano VinodKhosla, que se aventurou no arriscadonegócio do etanol nos EstadosUnidos. Apesar de cada um teruma estratégia particular de atuação;uns preferem comprar usinasprontas, outros se associam a produtoreslocais e há ainda aquelesque optam por novos projetos, mastodos têm uma característica emcomum: estão de olho no promissormundo do combustível verde.Para o sócio da consultoria KPMGInternacional, André CastelloBranco, essa nova classe de investidoresse caracteriza por pessoasdivulgaçãoligadas a fundos de investimentosinternacionais, principalmente."São investidores que buscam setoresem franco crescimento, queprecisam de capital e enxergam noBrasil essa possibilidade", destaca.Ele afirma que a maioria dos investidoresprocura fazer aplicaçõesem álcool, como o caso do recenteinvestimento da Comanche CleanEnergy, que resolveu mesclar suasoperações em 2007. A empresa,com sede no exterior e formadapor investidores institucionaisamericanos e ingleses, estreou noBrasil ano passado com a comprade uma unidade de biodiesel e duasdestilarias de álcool.Nessa primeira leva, a empresacaptou US$ 85 milhões no exteriore deve buscar mais recursos paraampliar as unidades e construirum pólo de biocombustível noMaranhão.Castello afirma que esses aplicadorestêm capital e não estão debrincadeira. A Clean Energy noBrasil, por exemplo, afirma estarconstruindo uma ponte para trazerdinheiro externo para o mercadode biocombustível no Brasil comunidades das mais modernas já vistas,com o objetivo de ganhar emeficiência e reduzir custos.Capital externoO número de transações nosetor de bioenergia no Paíssaltou de cinco em 2004 para23 no ano passado. No mesmoperíodo comparativo, somenteas aplicações estrangeirasno Brasil pularam de 2para 16. Esses investidorespreferem investimentos localizadosna chamada ‘novafronteira‘ devido às boas perspectivas.André Castello acreditaque em 2008 o setor demonstraráuma performancesimilar ao ano passado.O Brasil é hoje o segundoPaís que recebe maior númerode investimentos estrangeirosde forma geral,não apenas no setor sucroalcooleiro.Segundo estimativadivulgada pela Conferênciadas Nações Unidassobre Comércio e Desenvolvimento,o volume líquidode investimento direto recebidopelo Brasil deve quasedobrar (alta de 99,3%) emrelação ao ano passado echegar a US$ 37,4 bilhões.22 CANAL


Atraindo estrangeirosSegundo uma projeção de mercado,estima-se que o setor deaçúcar e álcool deve receber aplicaçõesda ordem de US$ 20 bilhõesem novas unidades para ospróximos cinco anos. Aliadas aofator financeiro, o sócio da consultoriaKPMG Internacional, AndréCastello Branco, garante queo País também possui as melhorescondições para atuar na exportaçãodesses produtos. O que chamaainda mais a atenção de investidoresestrangeiros.São pessoas que pretendemcomprar o controle de alguma usinaou atuar como sócias minoritárias."Existe ainda aquele perfil deinvestidor que prefere trabalharcom o que é chamado no mercadode investimentos de 'green field',começar do zero", explica.Para o advogado João Luiz deMorais Erse, head da área societáriae internacional do Henares AdvogadosAssociados, escritório especializadoem direito empresarial,o principal motivo que atrai essepúblico ao Brasil é o contínuoaumento do barril de petróleo nosúltimos três anos. Ele destacatambém a promessa do aumentoda porcentagem da adição de etanolà gasolina nos próximos doisanos como fator positivo para estecenário.O advogado garante que essesfatores, aliados à tecnologia empesquisa e extração do etanol desenvolvidano Brasil também chamama atenção de empresas que,a princípio, não são da área. Comoa Cargill, produtora de rações, e aBunge fabricante de alimentos efertilizantes. Essa última, porexemplo, anunciou em setembrodo ano passado o fechamento doprocesso de aquisição da AgroindustrialSanta Juliana, uma usinade produção de açúcar e etanol,do grupo Tenório, em Minas Gerais.Na ocasião do anúncio, oChairman e CEO da companhia,Alberto Weisser, afirmou que amedida será um importante passona estratégia da Bunge, para tornar-seum player global e integradono setor de açúcar e etanol derivadosde cana-de-açúcar.MERCADOMorais conta que já existemcerca de cinco fundos de investimentosem etanol e crédito decarbono na Bolsa de Valores deLondres para atender a esse público.Ele afirma que os administradorese investidores desses fundosnão podem ser vistos como novatosno setor, apesar de serem."Eles vêm muito preparados e dispostosa brigar para impor suapresença no mercado nacional",diz. O advogado afirma ver combons olhos a entrada de recursosestrangeiros no setor de biocombustívelbrasileiro por um simplesmotivo: são investimentos e, nessecaso, não importa a nacionalidade."Essa enxurrada de aplicaçõesaltera também o cenáriomercadológico interno. Se a ofertaaumenta, os preços diminuem",argumenta.TRANSAÇÕES NO SETOR SUCROALCOOLEIRO NO BRASIL - 2007ALVO ESTADO MUNICIPIO COMPRADORPetribu Paulista SP Sebastianópolis do Sul Noble GroupTavares de Melo RN, PB Louis Dreyfusse MS (2)Destilaria Paranapanema SP Presidente Prudente Biofuel ASUsaciga PR Cidade Gaúcha Clean Energy Brazil (CEB)Usina Boa Vista GO Quirinópolis Mitsubishi CorporationSanta Luiza SP Motuca Etanol Participações(holding formada porSão Martinho, Cosan eSanta Cruz S.A.)Agroindustrial Tabu PA Alcotra BioenergyUsina Andrade SP Pitangueiras Grupo Tereos(Açúcar Guarani)Cosan SP Diversos InvestorsUnialco (participação SP São Paulo (headquarters) Acionistasmajoritáriosdos minoritários)Alcídia SP Teodoro Sampaio ETH Bioenergia (Odebrecht)Cosan SP Diversos Wellington ManagementVale do Rosário/Santa Elisa SP Diversos Santelisa.ValeAçúcar Guarani SP Diversos Ventoria LimitedDedini Agro SP Diversos Abengoa BioenergiaUsina Conquista SP Pontal do Paranapanema ETH Bioenergia (Odebrecht)do PontalAgroindustrial MG Juliana BungeSanta Juliana(Grupo Tenório)Cepar MG São Sebastião do Paraíso Infinity Bio-EnergyIbirálcool BA Ibirálcool Infinity Bio-EnergyAgromar *Aquisição RN Não divulgado Infinity Bio-Energyde uma usina no RNque será desmontadae remontada no MSETH Bioenergia (Odebrecht) RN Não divulgado Sojitz CorporationParaguaçu - Paralcool SP Paraguaçu Paulista Nova AméricaFonte: KPMGProfissionalismo é a palavra chaveO advogado João Luiz de MoraisErse, do Henares Advogados Associados,destaca o profissionalismodos novos investidores. "Mesmosendo pessoas que não conhecema fundo os trabalhos dentrode uma usina, esses investidoresestão munidos de informações esuporte técnicos invejáveis", argumenta.Ele afirma que são gestoresmuito bem preparados, com estudosaprofundados do setor.DIFICULDADESO que chama a atenção de Moraisno tratamento profissionaldado ao assunto pelos estrangeirostambém pode ser um entravepara os brasileiros. "Há um choquede gestão muito forte a princípio.As diferenças culturais entre o investidorestrangeiro e o nacionalficam evidentes logo nas primeirastentativas de fusões e aquisições",relata. Morais reclama que amaneira arcaica do brasileiro degerir o negócio pode atrapalhar, eaté impedir o andamento dastransações. Ele não vê nenhumasolução a curto prazo, a não ser aprofissionalização dos usineirosbrasileiros para atender a níveismais elevados de excelência dessesinvestidores externos.Profissionais ou não, estrangeirosou nacionais, o que os especialistasdestacam é que o montantede dinheiro injetado no País porcausa dos biocombustíveis, aindanão mensurado, pode trazer benefíciospara ambas as partes envolvidas.Se indiano, húngaro, inglêsou americano o que importa é queum setor que já foi símbolo deatraso começa a atrair a atençãodo mundo para o Brasil.CANAL 23


PLANEJAMENTOCGEE conclui minuciosoestudo sobre EtanolTRABALHO ANALISACENÁRIOS DEEXPANSÃO EM GRANDEESCALA DA PRODUÇÃOSUSTENTÁVEL DEETANOL NO PAÍSEstudo sobre área entre Maranhão,Piauí e Tocantinscomprova que o País podeexpandir produção de canade forma sustentável. A terceirafase do estudo sobre o potencialdo etanol de cana-de-açúcar parao País foi concluída em dezembrode 2007. Conduzido pelo Centrode Gestão e Estudos Estratégicos -CGEE e pela Universidade Estadualde Campinas - Unicamp, essa terceirafase contou ainda com a participaçãodo Centro de TecnologiaCanavieira - CTC. O trabalho analisacenários de expansão em grandeescala da produção sustentávelde etanol combustível no País, queatendam também à demanda emexpansão do mercado externo.Além disso, examina quais seriamos impactos econômicos, sociaise ambientais decorrentes da expansão;a disponibilidade de terrase de recursos humanos; e as condiçõesnaturais e tecnológicas parafazer face a esse desafio. O estudofoi realizado no âmbito do contratode gestão entre o CGEE e a União,supervisionado pelo Ministériode Ciência e Tecnologia (MCT).Em 2005, o CGEE encomendouum estudo prospectivo ao NúcleoInterdisciplinar de PlanejamentoEnergético - NIPE/Unicamp, intitulado"Estudo sobre as Possibilidadese Impactos da Produção deGrandes Quantidades de Etanol Visandoà Substituição Parcial daGasolina do Mundo". O professorRogério Cerqueira Leite, da Unicamp,liderava o projeto, cujo objetivogeral era oferecer subsídiospara políticas públicas voltadas àexpansão sustentável da produçãode etanol no País, para abastecer oscrescentes mercados interno e externo.Na primeira fase, a equipeenvolvida consolidou informaçõessobre o mercado atual, os paísesprodutores de etanol, a disponibilidadede recursos naturais para aexpansão da produção, a tecnologiaatual da cultura da cana noBrasil; a infra-estrutura já existentee a necessária para o incrementona produção e a exportação deetanol; e os impactos sociais, ambientaise econômicos dessa expansão."Os resultados da primeirafase, concluída em dezembro de2005, utilizaram o conceito de 'usinapadrão' para a produção de etanol",explica Marcelo Poppe - queocupou a secretaria do DesenvolvimentoEnergético do Ministériodas Minas e Energia (2001-2003) ecoordena esse e outros projetos daárea de energia dentro do CGEE.Na segunda fase, concluída emmarço de 2007, o trabalho do grupode pesquisadores concentrou-seno levantamento e consolidação dedados relacionados à melhoria dastecnologias já estabelecidas no cultivoda cana e na fase industrial daprodução de álcool.A terceira fase contemplou os seguintestemas: potencial de produçãoe aptidão agrícola; marco regulatório;sustentabilidade; mercadoeuropeu; colheita mecanizada e geraçãode energia. No final de 2007,em Brasília, em uma oficina de trabalho,o estudo foi apresentado aum grupo de especialistas e validadopor eles.Aptidão e potencial agrícolaO levantamento dos solos paraidentificar os elementos básicosque levassem a uma classificaçãodas terras quanto ao uso agrícolafoi a finalidade de dois dos seteobjetivos específicos da terceira fase.Buscou-se identificar áreas compotencial produtivo para a canade-açúcar.A região escolhida parao estudo de caso - chamada deárea A10 pelos pesquisadores -compreende partes dos Estados doMaranhão, Tocantins e Piauí. Essaárea apresenta clima de savana,com estação seca que sucede aschuvas de verão. As temperaturasnão baixam a menos de 18º.O Cerrado é o principal bioma eas chapadas dominam a cena,apresentando desníveis de mais de100 metros entre o seu topo e asua base. O estudo detalhou aspectosde solos (qualidades físicas,químicas e morfológicas), climas erelevos favoráveis; e analisou asdisponibilidades hídricas conferidaspelos principais rios da região.A aptidão agrícola de todos os relevosfoi examinada - um total de9 milhões de hectares.As conclusões surpreendem:excluindo todas as áreas de proteçãoambiental, as terras indígenase os rios, o Centro de TecnologiaCanavieira avaliou que29% das terras são boas para lavouracanavieira. Há ainda, áreasocupadas com pastagens plantadas,em particular no alto daschapadas."A ocupação dos 2,7 milhões dehectares de chapada pela canade-açúcarda área A10 é viávelem 60% do seu território", garanteIvo Bellinaso, do CTC. "Seu déficithídrico é parcial e exige apenasirrigação de "salvamento" noperíodo crítico da seca. É necessárioadotar métodos de colheita dacana sem queima", explicou. Tendoem vista uma usina modelo de2 milhões de toneladas, a áreaA10 pode comportar até 54 dessasunidades, cada uma das quaiscom área de atuação de 30 milhectares. Bellinaso explica que ametodologia indicada à região seriaa que mantém no solo pós-colheitaparte da palha da cana. Ométodo, em uma região de evaporaçãomuito alta, contribui paraa manutenção da umidade domaterial orgânico do solo e evitaa erosão. Contudo, uma das principaisdeficiências das chapadasestá na rede viária, frisa o especialista."Caso haja o acesso àsferrovias de Carajás e Norte-Sul,próximas da região", observa, "oescoamento da produção poderiaacontecer pelo porto de Itaqui, noMaranhão". 24 CANAL


Estudo subsidiará marco regulatórioO segundo objetivo do estudo, sob a liderançado pesquisador Sergio Bajay, do Nipe/Unicamp,foi fornecer subsídios paraevolução do marco regulatório do álcoolcombustível e realizado em quatro etapas -dentre elas, o levantamento de leis e regulamentossobre o álcool no País e no exteriore o diagnóstico de mudanças possíveis nalegislação e regulação do álcool combustível.Para chegar ao diagnóstico, foram realizadasconsultas a 41 pessoas ligadas àquestão do álcool. A pesquisa qualitativaapresentou aos gestores e formadores deopinião diversas opções de legislação para oálcool combustível. Em pauta estava: o papeldo Estado em temas como estoque regulador,abastecimento interno versus exportações,transferência de tecnologia nacionalpara outros países e a especificação daqualidade do álcool combustível.Os entrevistados, em sua maioria, responderamcontra a intervenção estatal no setor.Para eles, a iniciativa só se justificaria comoúltima opção para evitar o desabastecimentointerno. É o que explica Maria AlessandraAgarussi, uma das pesquisadoras vinculadaà Universidade Estadual de Campinas - Unicamp."A intervenção seria bem diversa daque se deu nos tempos do Instituto do Açúcare do Álcool - IAA, de caráter mais diretivo",detalha. Já a importância da criaçãode um marco regulatório mais eficiente parao setor sucroalcooleiro no País foi consensual.Entre os vários resultados, umaunanimidade: todos os 41 consultados afirmaramser importante a transferência detecnologia brasileira para outros países. Essatecnologia é vista como um instrumentoque poderia atuar como fator de aceleraçãodo processo de consolidação do etanol comocommodity internacional.SUSTENTABILIDADEO quarto objetivo dessa terceira fasedesenvolveu estudos sobre aspectos específicosligados à sustentabilidade socioeconômicae ambiental, levando em contaa expansão da cultura da cana-de-açúcare a produção e uso do etanol. Esse objetivo,conduzido por Manoel Regis Leal e GilbertoDe Martino Jannuzzi, ambos pesquisadoresdo Nipe/Unicamp, foi dividido em26 CANALtrês etapas: estudos específicos baseadosem dados da literatura, com a finalidadede definir indicadores de sustentabilidadepara o etanol; análise SWOT - ferramentapara análises de cenários - do panoramaproposto; construção da matriz de impactoambiental.Prevendo-se uma ocupação futura, odetalhamento da sustentabilidade foifeito para o caso concreto da área A10."Queríamos verificar a expansão do plantioda cana-de-açúcar na região do pontode vista, principalmente, da segurançaalimentar", comenta Rogério César deAraújo, da Universidade Federal do Ceará- UFC. Detentora de uma média de Índicede Desenvolvimento Humano de Município- IDHM de 0,629, abaixo da médianacional (de 0,764), a área A10 dispunha,em 2004, de um PIB de R$ 3,3 bilhões e57,39% da sua população formada porpobres. Caso venha a ser implantado, oProjeto Etanol promoverá profundastransformações, com o potencial de criaçãode um a dez clusters de usinas nospróximos dezoito anos.O estudo estima que essas futurasunidades gerariam 225 mil vagas em2015, entre postos de trabalhos diretos eindiretos, e até 750 mil em 2025. A análisedo Nipe/Unicamp sobre a sustentabilidadepartiu dos critérios preconizadospela Organização das Nações Unidas paraa Agricultura e Alimentação - FAO-ONU, ou seja, pretende que o desenvolvimentorural da região deve permitir a satisfaçãodas necessidades humanas dasgerações presentes e futuras e que suaimplantação não seja ambientalmentedegradadora. Mais: o projeto deve sertecnicamente apropriado, economicamenteviável e socialmente aceitável. Paraa população local, os impactos dessaprovável expansão do cultivo de canade-açúcarseriam perceptíveis na reduçãodo êxodo rural, aumento da urbanização,aumento da oferta de emprego e da demandapor moradias, alimentos, infra-estruturae serviços básicos. "A região tambémpassaria a ser beneficiada por maioresinvestimentos em saúde e educação",defende César.stock.xchngSegurança alimentarComo garantir a segurança alimentar nesse contexto?"A resposta está na implantação de políticaspúblicas que reduzam os riscos", confia o pesquisador.Entre elas, "políticas de ordenamento territorial,começando por uma zona agroecológica para ocultivo da cana e com penalidades para o uso debosques, água e outros", continua. A lista de sugestõescompreende, ainda, políticas tecnológicas queexplorem matérias-primas da região, permitindoaos pequenos agricultores o seu acesso ao mercado;um marco regulatório para o uso de biocombustíveise seu comércio; melhores relações contratuaisentre os atores da cadeia produtiva, incluindoa inserção da agricultura familiar.UNIÃO EUROPÉIAO quinto objetivo do estudo analisou as políticasde fomento e produção de biocombustíveisna União Européia - UE, futuro mercado consumidorimportante, focando na produção e noconsumo de etanol. Também detalhou quais asreais oportunidades do país e as barreiras que podemser impostas, caso o Brasil se consolide comofornecedor de etanol para o Mercado Europeu.Na região, há uma política de fomento afontes renováveis de energia, principalmente biocombustíveispara transportes. Essa parte do estudofoi realizada pelo pesquisador Arnaldo Walter,do Nipe, e pelo professor Francisco Rosillo-Calle, do Imperial College, na Inglaterra. A metada UE é substituir 5,75% da energia consumidapor outras fontes até 2010, e ao menos 10% em2020. Será essa orientação uma real oportunidadepara o etanol brasileiro? "A partir de 2008, aEuropa contará com uma capacidade de produçãode etanol de 5 bilhões de litros, que equivalemàs metas de consumo estimadas para 2012",afirma Walter. Em tese, portanto, a UE poderiaser auto-suficiente em etanol, comprometendoas aspirações brasileiras. Também a sua políticade tarifas diferenciadas, favorecendo alguns paísesem desenvolvimento, não contempla o Brasil.Walter, no entanto, ressalta que, no curto prazo,um dos principais problemas para a produçãoeuropéia é o alto custo de seu etanol de primeirageração. "Ele é o triplo do custo do etanol àbase de cana-de-açúcar, produzido no Brasil, oque nos dá a vantagem competitiva". Assim,apesar de todo o esforço atual, as perspectivasde a UE alcançar a meta de produzir 5,75% deseu consumo de energia nos próximos anos sãoremotas, acredita o pesquisador. Ele calcula queo potencial de importação do etanol pela Europaem 2010 seria de cerca de 5,6 Gigalitros - Gl(5,6 x 109 litros) de etanol anidro. Seu cálculoparte da premissa de que, nessa data, 40% dademanda européia serão atendidas por importações.Em 2020, o mercado para etanol importadopoderia chegar a 8,1 Gl de etanol de anidro -30% da demanda.Com esses cenários em vista, as recomendaçõesde longo prazo desses dois especialistas passampela diversificação da exportação brasileira,para outras regiões do planeta cujos mercados seencontram em franco desenvolvimento devidoaos marcos regulatórios estabelecidos. Além disso,sugerem o investimento brasileiro, por exemplo,também na exportação de biodiesel e de biocombustíveisde segunda geração.


Colheitas mais produtivasO estudo do CGEE abordou, ainda, no seu sextoobjetivo específico, entre outros temas, novastecnologias para a colheita da cana-de-açúcar,como as alternativas para a recuperação da palhaainda no campo. Além disso, analisou preliminarmenteo potencial de uso da técnica deplantio direto e o uso de equipamentos para acolheita com declividade acima de 12%.Encomendado aos professores Oscar Braunbeck,Terezinha Cardoso e Efraim Albrecht, todosdo Nipe/Unicamp, a diretriz do trabalho foi levantaropções para recuperação da palha (separaçãoda palha no campo e colheita integral com separaçãona indústria). Fez parte da diretriz, ainda,analisar a colheita com controle de tráfego versusa mecanização convencional na sustentabilidadeda agricultura canavieira. O levantamento tambémabordou o tema sobre o controle de tráfegodos equipamentos agrícolas, de forma a reduzir opisoteio e a conseqüente compactação do solo.Hoje, 50% do terreno do plantio de cana são pisoteadospelos equipamentos. Também a eliminaçãodas queimadas e o plantio direto no solo, sema necessidade do arado, e a colheita em terrenosem declive com recursos de tração e direção mereceramdetalhamento e sugestões técnicas porparte dos especialistas do Nipe/Unicamp.PRODUÇÃO DE ELETRICIDADEPor fim, foi feito um levantamento prospectivodo potencial técnico e econômico da produçãode eletricidade com biomassa residual da cana-de-açúcar,por Arnaldo Walter e Adriano Ensinas,também da Unicamp. Esse era o sétimo eúltimo objetivo específico do estudo. "É precisoque a indústria encontre uma solução eficientepara a utilização da palha da cana-de-açúcar",defende o professor Walter. Segundo o levantamentodo CGEE, há importantes opções tecnológicasa serem investigadas para o uso da palhada cana, por meio do processo de gaseificação."A gaseificação é um método que permite a produçãode biocombustíveis líquidos de maneiratão ou mais eficiente que a hidrólise".Hoje, a tecnologia dominante produz álcoolpela fermentação do sumo da cana. As tecnologiasde segunda geração, em desenvolvimentoem todo o mundo, são a hidrólise bioquímica -ácida ou enzimática - de resíduos, no caso da cana,principalmente o bagaço. Essas tecnologiasde segunda geração visam quebrar a celulose -componente dos resíduos agrícolas - em açúcarespara depois transformá-los, por fermentação,em etanol. No caso da biomassa gaseificada, atese é de que se possa obter, com a queima incompletada palha, também gás combustívelque, injetado numa turbina, produziria eletricidade.Concomitantemente, poderia gerar um gásde síntese (syngas), que é composto de monóxidode carbono e de hidrogênio. Esse processo,conhecido como tecnologia Fischer-Tropsch, eramuito usado pelos alemães na Segunda Guerracomo alternativa de fonte de combustível. O resultadoé um combustível líquido. Pelos cálculosdo estudo, de uma tonelada de palha de canapoderiam ser obtidos, em tese, 34% de combustívellíquido e 23% de eletricidade. O resto seriaperda de calor durante o processo.O levantamento do CGEE mostra, no entanto,que nem a hidrólise bioquímica nem a gaseificaçãosão tecnologias com retorno comercial nomomento. Walter defende que a gaseificação épromissora. "Há uma janela de oportunidade parao aproveitamento do potencial da palha decana, apesar de os resultados efetivos ainda seremruins", acredita.(CANAL com Centro de Gestão e Estudos Estratégicos)sifaegCANAL 27


COGERAÇÃOEnergia da biomassaANEEL DISCUTE PROPOSTAS PARA REGULAMENTAR O SETORNo dia 18 de fevereiro passado aAgência Nacional de Energia Elétrica(Aneel) recebeu de associações industriaise empresas concessionáriasvárias sugestões para a proposta que deverá regulamentaro escoamento da energia a ser produzidapor usinas de biomassa e pequenas centraishidrelétricas, especialmente nos Estadosde Goiás e Mato Grosso do Sul. O leilão paracontratação de energia à base do bagaço decana deve ser realizado no dia 30 de abril.O diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman afirmouque para garantir a inclusão de novas geraçõesem 2009 é urgente que o aspecto institucionalde como se dará coleta de energia nasnovas usinas esteja resolvido. Kelman explicouque a área técnica da agência reguladora vai sedebruçar sobre as sugestões apresentadas naaudiência e verificar o mérito e a viabilidadelegal de cada alternativa, para subsidiar a direçãono processo de decisão. As entidades querepresentam o setor sucroalcooleiro queremque a negociação referente à coleta da energianão ocorra de forma individualizada entre osagentes envolvidos. As distribuidoras seriamresponsáveis pela manutenção das redes paraJerson Kelman, diretor geral da Aneelque o problema de conexão fosse resolvido deforma sistêmica. O assessor da presidência daUnica, União da Agroindustria Canavieira, OnorioKitayama , ressalta que o leilão de energia dereserva tem pouco tempo para acontecer e épreciso dar uma segurança ao investidor de queele vendendo, teria condições de entregar oproduto no prazo combinado.elza fiúza/abrReforço do sistemaO diretor-geral da Agência Nacionalde Energia Elétrica (Aneel), Jerson Kelman,destaca a importância estratégicaque a geração a partir do bagaço de canaterá para o País. "Esse sistema é muitoimportante para que tenhamos um2009, 2010 e 2011 com mais tranqüilidadeno equilíbrio entre oferta e demanda",afirmou.Ele diz que o bagaço de cana semprefoi visto como um "entulho", com ascaldeiras das usinas direcionadas paraqueimar e desaparecer com os resíduos.Entretanto, com caldeiras mais modernaspode-se com a queima do bagaçoobter o vapor capaz de acionar turbinasque geram energia elétrica. Em novasusinas, no Mato Grosso do Sul e Goiás,significam a possibilidade de acréscimode geração em um prazo curto, num períodode entressafra", explica.O assessor da presidência da União daIndústria de Cana de Açúcar (Unica), OnórioKitayama, informa que com a tecnologiade gaseificação do bagaço, as usinaspoderão, nos próximos anos, gerar até300 quilowatts por tonelada de cana,"três vezes mais que a geração na tecnologiaatual". Kitayama também ressaltouque a energia de biomassa tem geraçãosazonal que coincide com o período demenor capacidade da hidroeletricidade.


EMPRESAS E MERCADOSMáquina para corte de canaA BRN - Logistics & Tradinglocalizada na cidade de Araras-SP lançano Brasil a exclusiva máquina para corteda cana-de-açúcar. O modelo CaneThumper possui um sistema de barra decorte duplo exclusivo e patenteado(Bidux ), desenvolvido na Alemanhaespecificamente para operar no corte dacana queimada ou crua. A maquinapassou por testes de campo na África doSul. Entre as vantagens da máquinaestão: operação em cana crua e queimada,corte de cana para plantio, baixoconsumo de combustível e não requermão-de-obra especializada.Fermentec realiza cursos parao setor sucroalcooleiroA Fermentec, consultoria especializadaem fermentação alcoólica com sede emPiracicaba (SP), promove de 25 a 28 demarço os cursos Capacitação de Líderespara o Processo de Açúcar e Álcool,Trabalhando com a Levedura eFermentando com Alta Eficiência.Informações sobre conteúdo,investimento e inscrições podem serobtidas pelo telefone (19) 2105 6100 oupelo e-mail cursos@fermentec.com.br.fotos: divulgaçãoMotor cummins movido abiodiesel é premiado nos EUAA Cummins Inc. foi uma das premiadas naedição 2008 do "Eye on Biodiesel InnovationAward", reconhecimento anual concedido peloNational Biodiesel Bord, a associação dasindústrias americanas ligadas à cadeia dobiodiesel. A premiação é conferida paraempresas, governos, universidades e pessoasque contribuíram para o desenvolvimento eaperfeiçoamento do segmento no ano anterior.O anúncio oficial dos vencedores aconteceudurante a conferência anual do setor,realizada em Orlando.Massey Ferguson lança linhainédita de implementosLíder no mercado de tratores há 47 anos ecom forte atuação em colheitadeiras, a MasseyFerguson lança uma nova categoria deprodutos. Entre os lançamentos, uma sériecompleta de plantadoras e semeadoras de 2 a 30linhas de plantio e dois modelos de plataformasde milho com variações de 4 a 12 linhas decolheita. "A nova linha expande nossa oferta,mantendo a tradição da marca de atender àsmais diversas culturas e diferentes tamanhosde propriedades no Brasil e exterior, além deoferecer ao produtor rural soluções completasdo plantio à colheita", diz Fábio Piltcher, diretorde marketing da Massey Ferguson.nilson konradCotril Motors realiza rallyA Cotril Motors realizou o 4º Mit Aventurano mês passado, unindo esportividade, turismo,passeio e diversão. O rally de regularidade foi deGoiânia a Caldas Novas, com tempo total de setehoras de prova. Foram 60 competidores divididosem três categorias: graduados, turismo econvidados. O rally permitiu a participação detodos os tipos de carros da Mitsubishi, sem quefossem necessárias adaptações nos veículos.Depois de um dia de aventura, a Cotril Motorspreparou ainda muita adrenalina. Os "mitaventureiros" curtiram também atividades eesportes radicais no Mit Adrenalina. Pensandonas questões sociais, a Cotril optou por pedircestas básicas aos participantes e parceiros aoinvés de cobrar taxas de inscrição.As cestasforam entregues à Fundação Jaime Câmarapara serem doadas.LB apresenta sua mais novaferramenta de comunicaçãoO site da LB Fabricação e Montagem foitotalmente reformulado. Ele traz, além da novaidentidade visual com uma logomarca criadaseguindo os parâmetros de uma empresadesenvolvimentista, todas as informaçõesrelevantes sobre a LB, desde a história,profissionais, passando pelos produtos e serviços eum link de notícias sobre a empresa e tambémsobre o setor.A empresa, que cresceu 30% no anopassado, espera dobrar este número em 2008 epara isso utiliza ferramentas como o site paramostrar seu desenvolvimento.A empresaespecializada em manutenção e montagem deplantas industriais dará início à fabricação deequipamentos caldeirados.Através do novo site,os clientes e interessados poderão conhecer umsistema inovador de trabalho adotado pela LB, osprojetos Turnkey, e também ter um acesso maisrápido à empresa, tirando dúvidas, solicitandoorçamentos, serviços, materiais ou visitas técnicas.(www.lbindustrial.com.br)30 CANAL

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