JUNHO 2016

araujomota

Propriedade e administração:

Centro Lusitano de Zurique

Birmensdorferstrasse 48

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Directora: Sandra Ferreira CC nº 28 | Ano: XXII | N.º: 218 | Junho 2016 | Mensal | Gratuito

Tel.: 044 241 52 60

Fax: 044 241 53 59

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Einsiedeln

A festa mais portuguesa da Suíça

Pág. 3

Editorial Actualidade

Acordo Ortográfico

“agora vão ter de contar

os tostões para uma vida

digna.../...”

Pág. 25

Fisco já não pode vender

casas de família...

Pág. 26

Presidente Marcelo

Rebelo de Sousa e o

Acordo Ortográfico...


2 Lusitano de Zurique Publicidade

Junho 2016

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Vamos contar uma história 079 647 01 46

Consulado Geral de Portugal em Zurique

Zeltweg 13 - 8032 Zurique

Tel. Geral: 044 200 30 40

Serviços de ensino: 044 200 30 55

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08:30 às 14:30 horas

Embaixada de Portugal

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Secção consular: 031 351 17 73

Serviçoa sociais: 031 351 17 42

Serviços de ensino: 031 352 73 49

Serviços municipais de informação para

imigrantes - Zurique (Welcome Desk)

Stadthausquai 17 - Postfach 8022 Zurique

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Polícia 117

Bombeiros 118

Ambulância 144

Intoxicações 145

Rega 1414

Pág. 3

Directora: Sandra Ferreira CC nº 28 | Ano: XXII | N.º: 217 | Maio 2016 | Mensal | Gratuito

Editorial

1 de Maio

Dia da Mãe e o Dia do

Trabalhador

Pág. 15

Direito

Informação útil sobre a

rescisão de Contratos de

Trabalho

Pág. 20

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O Centro Lusitano de Zurique esteve presente no

Kinderumzug

2016

Opinião

Novos Tempos, Velhos

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Missão Católica de Língua Portuguesa – ZH

Katholische Mission der Portugiesischsprechenden

Fellenbergstrasse 291, Postfach 217 - 8047 Zürich

Tel.: 044 242 06 40 7 044 242 06 45 - Email: mclp.zh@gmail.com

Horário de atendimento:

- segunda a sexta-feira das 8h às 13h00 e das 13h30 às 17h

Ler na página 26 e 27


Junho 2016

Editorial

Lusitano de Zurique

3

Desmoronar das caixas de pensões

Uma das grandes preocupação de todos os emigrantes é chegar à meia idade e saber

que pode gozar da sua reforma de forma digna e despreocupada, depois de uma vida

a trabalhar. E a comunidade portuguesa não se pode ter queixado muitos nas ultimas

décadas, Desmoronar pois das caixas pensões de que pensões levam para o seu repouso merecido, tem sido suficiente

para se fazer vida em Portugal (se tivermos em conta as reformas em Portugal). Mas

como diz um bom ditado português „Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades“.

Uma das grandes preocupação de todos os emigrantes é chegar à meia idade e saber que pode

Os seja, a geração de emigrantes mais recente, para alem de não fazer da reforma a sua

gozar da sua reforma de forma digna e despreocupada, depois de uma vida a trabalhar. E a

principal comunidade preocupação, portuguesa não também se pode ter não queixado pensa muitos um dia nas ultimas gozar décadas, desse tempo pois as em pensões terras lusas,

mas que levam sim ficar para pela o seu Suíça. repouso merecido, tem sido suficiente para se fazer vida em Portugal (se

tivermos em conta as reformas em Portugal). Mas como diz um bom ditado português „Mudam-se

Pois os tempos, bem, para mudam-se estes as a vontades“. preocupação Os seja, devia a geração ser redobrada de emigrantes em mais comparação recente, para aos alem primeiros.

de não fazer da reforma a sua principal preocupação, também não pensa um dia gozar desse

Segundo a União de sindicatos Suíços, as caixas de pensão estão a sofrer um enorme

tempo em terras lusas, mas sim ficar pela Suíça.

desmantelamento Pois bem, para estes a das preocupação pensões devia de reforma. ser redobrada Segundo em comparação os mesmos, aos primeiros. hoje quem tiver 50

anos Segundo tem a de União contar de sindicatos com pensões Suíços, as muito caixas mais de pensão baixas estão do a que sofrer aquilo um enorme que se pensava. Isto

significa desmantelamento que para das aquelas pensões pessoas de reforma. que Segundo trabalharam os mesmos, toda hoje a vida quem e tiver agora 50 anos vão tem ter de contar

os contar tostões com pensões para uma muito vida mais digna, baixas o do que vai aquilo levar que a se que pensava. muitos Isto fiquem significa que socialmente para isolados

digna, pois o que não vai vão levar conseguir a que muitos pagar fiquem o socialmente nível de vida isolados na Suíça. pois não vão conseguir pagar o

aquelas pessoas que trabalharam toda a vida e agora vão ter de contar os tostões para uma vida

nível de vida na Suíça.

A única solução para esta situação é o aumento das pensões de reforma e como tal foi

lançada A única solução uma iniciativa para esta situação nacional é o que aumento irá a das votos pensões em Setembro. de reforma e Trata-se como tal foi da lançada iniciativa AHVuma

iniciativa nacional que irá a votos em Setembro. Trata-se da iniciativa AHV-AVSplus, que tem

-AVSplus, que tem como objectivo aumentar as reformas em 10%. Assim uma pessoa

como objectivo aumentar as reformas em 10%. Assim uma pessoa com a reforma mínima actual

com de 1160 a reforma francos recebia mínima um actual suplemento de 1160 de 116 francos francos. No recebia caso da um reforma suplemento máxima actual de 116 de francos.

No 2320 caso francos, da reforma um suplemento máxima de 232 actual francos de e 2320 348 francos francos, na reforma um suplemento máxima actual de para 232 francos e

348 casais. francos Quanto na ao reforma financiamento máxima da AHV-AVSplus actual para ainda casais. existem Quanto poucas propostas, ao financiamento sendo uma da AHV-

-AVSplus delas a aplicação ainda de existem um imposto poucas nacional propostas, sobre heranças. sendo uma delas a aplicação de um imposto

nacional sobre as heranças.

Aumentos previstos com a Iniciativa AHV-AVSplus:

Exemplo:

Agregado familiar último salário Reforma AHV-AVS Suplemento

(sem 13º mês)

Trabalhador da construção Fr. 4800 Fr. 3480 Fr. 348

e florista (60%) 2 filhos Fr. 2400

Horticultor e empregada Fr. 4000 Fr. 3200 Fr. 320

de mesa (40%) 2 filhos Fr. 1600

Sandra Ferreira - Directora

Cartão de Identidade de Colaborador das Comunidades nº 28

lusitanozurique@gmail.com

“agora vão ter de contar

os tostões para uma vida

digna.../...”

Padeiro Fr. 4500 Fr. 1780 Fr. 178

Enfermeira (80%) Fr. 5000 Fr. 2050 Fr. 205

solteira, 1 filho

Capataz, chegou à Fr. 6300 Fr. 1620 Fr. 162

Suíça há 30 anos

Ficha técnica

Propriedade

Centro Lusitano de Zurique

8004 Zürich

Publicidade

Email: info@cldz.ch

Administração

Centro Lusitano de Zurique

Directora

4 Sandra Ferreira - CC nº28

lusitanozurique@gmail.com

Sub-director

4 Armindo Alves - CC nº31

alves.armindo@kronschnabl.ch

Outras fontes:

Redacção e Colaboração

4 Cristina Fernandes Alves CC nº32

4 Maria José Bernardo CC nº29

4 Pedro Nabais CC nº 30

4 Joana Araújo CC nº27

4 Jorge Rodrigues CC nº33

4 Daniel Bohren

4 Zuila Messmer

4 Domingos Pereira

4 Carmindo de Carvalho

4 Euclides Cavaco

4 Carlos Ademar

4 Jo Soares

Nota: Os textos publicados, são da exclusiva responsabilidade dos seus

autores e não representam necessáriamente as opiniões do Lusitano de Zurique.

Publicidade:

mribatejo@hotmail.com

Tel.: 076 379 67 27

Edição, composição e paginação

Manuel Araújo -Jornalista 4365

Braga – Portugal

araujo@manuelaraujo.pt

Tel.:(+351) 912 410 333

Impressão: DM Braga

Tiragem: 2000 exemplares

Periodicidade: Mensal

Distribuição gratuita

Esta publicação não adopta

Nem respeita o (des)Acordo

Ortográfico


4 Lusitano de Zurique Comunidade

Junho 2016

O VIII Festival de Folclore dos Amigos de

Locarno realizou-se a 7 Maio 2016!

Maria dos Santos

O centro Scolastico Lavertezzo,

em Riazzino, vestiu

as cores da bandeira portuguesa

para receber os seus

convidados e amigos, conhecidos

e desconhecidos, para

com eles festejar todo um

acontecimento folclórico!

O Ticino é conhecido como

uma região solarenga, mas

neste dias o sol brilhou só e

apenas, embora intensamente,

no coração daqueles que

assistiram às comemorações

de mais um festival.

Este serão ficou marcado

pela primeira actuação, em

casa, dos Amigos de Locarno,

como membros efectivos da

Federação de Folclore e Etnografia

na Suíça.

Cada um dos elementos respirava

alegria e os sorrisos

foram uma presença plena

de uma mais-valia. Naturalmente,

as danças e os cantares

arrancaram da sala fortes

aplausos.

O presidente Manuel Vicente

fez questão de reconstruir a

cerimónia da entrada do seu

grupo na F.P.F.E.S.. Acompanhado

pelos elementos da

Federação, mostrou a faixa

e o diploma do grupo. Os

aplausos foram muitos e as

emoções também!

Foi um passo gigantesco e de

muita responsabilidade, mas

que não temem, pois são defensores

genuínos da cultura

folclorista, estando abertos

ao diálogo e a novas façanhas,

sempre na tentativa de

melhorar ainda mais o grupo!

Além disto, Lausanne esteve

presente com o Rancho “os

Amigos do Minho” que, para

além de ter inúmeras actuações

dentro e fora da Suíça,

mostrou-se um rancho bem

empenhado em promover a

nossa cultura. Gente jovem e

bem enraizada nas danças e

nos cantares!

Também o rancho de Lugano,

o mais jovem deste serão,

nos deliciou com uma dança

pouco habitual, mas muito

real, em homenagem ao Vinho

do Porto! Tantas foram

as saudades de Portugal!

A substituir o rancho convidado

de Hinwill, esteve o

Rancho da Casa do Benfica de

Genebra que, desde 1994, actua

por toda a Suíça e além-

-fronteiras. Este rancho,

membro efectivo da F.P.F.E.S,

faz uma notória diferença,

pois representa o Ribatejo.

A sala esmerou-se em aplausos,

quando nos deleitaram

com o fandango! Os Amigos

de Locarno agradecem a preciosa

actuação e deslocação

ao festival! O som esteve ao

cuidado de Ases do Ritmo e

foram eles os grandes animadores

desta noite dançante!

Quero agradecer, em nome

dos Amigos de Locarno, a todos

os que, de uma forma directa

e indirecta, prestaram

a sua ajuda. Nada se constrói

apenas com duas mãos, pois

a união e o trabalho colectivo

são a melhor prestação de

cada dia!

Findo com a nossa cultura

que, pela sua grandiosidade

e autenticidade, deve ser

transmitida aos mais jovens.

Nós, como grupos, temos

o dever moral e cultural de

assim o fazer, se desejamos

que a nossa cultura perdure

no tempo.

A nossa vida folclórica é a

nossa glória. Muito obrigada

pela presença, participação e

interesses mútuos. Incluindo

o Senhor Norman Gobiy, conselheiro

do Cantão do Ticino

e chefe do departamento

da Instituição * Rienhante

dell carnavele de la citá de

Locarno*

Foi para todos um prazer

enorme a sua presença

Somos os Amigos de Locar


Junho 2016

Associativismo

Lusitano de Zurique

5

Despedida

Maria José

O membro da Direcção do Centro

Lusitano de Zurique está de regresso

ao país natal, Portugal.

Joaquim Violante vai regressar

a casa este mês e o Centro Lusitano

de Zurique como não podia

deixar de ser, pelo contributo que

sempre nos deu, fez-lhe uma pequena

despedida num jantar com

os colegas da Direcção.

Queremos nesta pequena nota

agradecer ao Sr. Joaquim pela

pessoa imparcial que sempre foi.

Que continue assim.

Muito obrigada também pela

amizade que sempre nos dedicou.

Preciso

COLABORADORA

Bar/Buffet do Centro Lusitano de Zurique

Contacto: Tlm. 077 403 72 55

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20 anos depois, sentimo-nos em casa na Suíça, graças aos

clientes que confiaram em nós, para os acompanharmos

na vida fora de Portugal. Hoje, passadas duas décadas,

temos ainda mais experiência para receber e apoiar todos

os clientes, oferecendo-lhes o conforto de terem um banco

que os conhece desde sempre.

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6 Lusitano de Zurique Comunidades

Junho 2016

Arminda

Macedo

“o CLZ já teve sem

dúvida muitas

“presidentes””


Junho 2016

Comunidades

Lusitano de Zurique

7

Einsiedeln, foi o nosso ponto de encontro. Arminda Macedo é uma portuguesa,

residente em Zurique e com fortes laços afectivos e profissionais ao C.LZ.

Mulher decidida, com um sorriso rasgado e possuidora, de uma enorme simpatia,

trocou alguns pontos de vista, numa breve cavaqueira comigo.

Vamos então descortinar, a mulher que se esconde por detrás de uma elegância

intuitiva, de quem sabe o seu valor.

Maria dos Santos

C.L. Como te defines, no papel

de mulher e mãe?

Dou o máximo de mim em

cada papel. Acho que sou

uma mulher e mãe dedicada,

compreensiva e carinhosa.

C.L. Do que nunca prescindirias

no teu dia-a-dia?

Da minha família, pois é o pilar

da minha vida.

C.L. A criminalidade tem aumentado,

num gráfico assustador.

Continuas a fazer a

tua vida como antes, ou tomas

precauções no teu dia-

-a-dia?

Não tomo qualquer precaução

adicional de qualquer

maneira hoje em dia todo o

cuidado é pouco.

C.L. Regressar às origens, faz

parte dos teus planos?

Como já passei por essa experiência,

isso já não está

propriamente nos meus planos

a curto prazo. Sinto-me

bem com o estatuto de portuguesa

residente no estrangeiro.

C.L. Einsiedeln é de facto um

lugar especial, para todos.

Que significa para ti desfilar

e dançar a nossa cultura,

nesta cidade de peregrinação?

O Rancho faz muitas saídas

durante o ano, nos mais diversos

lugares e eventos mas

realmente em Einsiedeln é

especial. Para mim tem um

cheirinho à nossa terra natal.

A nossa fé, as grandes

merendas e a alegria que se

sente no ar. Tudo isso faz de

Einsiedeln um evento único.

C.L. Não existe registo de

que o Cento Lusitano tivesse

uma presidente. Gostarias

de ver uma senhora no comando

desta associação?

Adorava. De qualquer forma

como disse a nossa amiga

Susana, por de trás de um

grande homem, há sempre

uma grande mulher... Visto

as coisas dessa maneira, o

CLZ já teve sem dúvida muitas

“presidentes”.

C.L. O Rancho é o teu grande

elo de ligação, ao Centro

Lusitano. Que projecto gostarias

que o vosso grupo realizasse?

Sim, o rancho é o meu elo

de ligação com o CLZ desde

1989, ano em que foi fundado

e ano em que eu comecei a

fazer parte, assim como também

o futebol jovem, onde

o meu filho faz parte desde

da fundação da secção de

juniores. Aí também dou um

ajudinha na administração e

acompanho praticamente todos

os jogos.

Quanto ao projecto que eu

gostaria que se realizasse no

Rancho, acabou de ser concretizado.

Temos um excelente

grupo infantil de que

nos orgulhamos muito.

C.L. O C.L.Z. é um pioneiro

em actividades culturais.

tens na gaveta um projecto

inovador como proposta?

É difícil sugerir algo de novo,

o CLZ já faz mesmo muito,

mas talvez mais actividades

culturais com os sócios, para

manter, ainda mais, os nossos

jovens ligados à nossa

cultura.

C.L. Como consegues conciliar

a vida profissional, familiar

e associativa?

Como diz o ditado, quem

anda por gosto não cansa. É

mesmo assim: adoro a minha

família, gosto muito do meu

trabalho e desfruto dos convívios

que a nossa associação

nos proporciona ao longo do

ano. Claro que isso também

significa trabalho. Mas distribuído

por todos não custa

nada. Por isso, não é assim

tão difícil arranjar tempo

para tudo.

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C.L. Como valorizas o empenho

do actual presidente

Armindo Alves em manter a

cultura portuguesa e suíça,

quase em paralelo?

Acho fantástico. É assim que

tem de ser. Somos portugueses

de origem, mas temos

que nos adaptar o mais possível

ao nosso país de residência.

Todo o esforço é necessário

para nos sentirmos mais

integrados e para podermos

evoluir a nível pessoal e profissional.

“Somos portugueses de origem, mas temos que

nos adaptar o mais possível ao nosso país de residência.

Todo o esforço é necessário para nos

sentirmos mais integrados e para podermos

evoluir a nível pessoal e profissional”

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Birmensdorferstrasse, 55 – 8004 Zürich

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8 Lusitano de Zurique Comunidade

Junho 2016

25 ° Peregrinação a Einsiedeln

Maria dos Santos

Como já vem sido habitual,

o C.L.Z. tem a seu

cargo as celebrações da

parte cultural de uma das

mais emblemáticas festas

portuguesas.

O céu ameaçou alguma chuva,

mas foram poucas as gotas

que caíram e os festejos,

decorreram sobre uma abóbada

celeste algo cinzenta.

A concentração realizou-se

no passado dia quinze de

Maio em Einsiedeln. A Missa

toda ela em língua portuguesa,

foi presenciada por inúmeros

portugueses.

O Rancho Folclórico de Luzerna,

teve a seu cargo a guarda

do andor de Nossa Senhora

de Fátima, sob o olhar atento

de todos os que são fiéis a

esta concentração religiosa.

O Rancho Folclórico do Centro

Lusitano Zurique, também

desfilou após a missa ter terminado,

desde o Santuário,

até a sala do teatro cultural

desta primorosa cidade.

Aqui o presidente Armindo

Alves com a sua equipa, esperava

todos os convidados

e interessados a assistir a


Junho 2016

Comunidade

Lusitano de Zurique

9

uma tarde cultural, onde

a dança e a música tomaram

relevância.

O Rancho do C.L.Z. foi o primeiro

em actuar, com o beneficio

de arrancar aplausos e

cânticos, mas foram os mais

pequeninos que conseguiram

enfeitiçar os presentes.

No entanto o grupo de adultos,

soube e muito bem enlevar

o colectivo a uma ovação

merecida.

Para quebrar o ritmo folclórico,

tivemos em palco, Luís

Carlos, que com as suas baladas

e juventude fez o encanto

da platéia.

O Rancho Folclórico de Lucerna

subiu ao palco para expor,

as suas danças de Norte a Sul

de Portugal.

Fantástico com sempre os

seus elementos adultos e

infantis, fizeram um retrato

das nossas raízes folclóricas.

A tarde cultural prosseguiu, e

foi a voz profunda de Carlos

Santos e as suas bailarinas,

que pôs toda a sala em pé-

-de-dança.

Muito divertido, pode este

artista da Comunidade vangloriar-se

pelo conseguido

em palco! Teve como "bailarinas"

especiais, Armindo Alves

e Jorge Martins, que catalogaram

a tarde de quinze de

Maio, como inesquecível.

Ases do Ritmo tiveram o privilégio

de encerar esta edição

do vigésimo quinto aniversário,

com as suas músicas

sempre arrebatadoras de um

pé-de-dança.

Parabéns a quem pôs todo

este espectáculo ao dispor

da comunidade portuguesa e

a quem se deslocou ao município,

para aplaudir mais um

evento do Centro Lusitano de

Zurique.


10 Lusitano de Zurique Comunidade

Junho 2016

Festa intercultural de Arbon

Sandra Ferreira

Pelo quinto ano

consecutivo as

cores portuguesas

fizeram parte

da septuagésima

festa das Cultuas

em Arbon.

Foi no passado dia 24 de

Maio, que as margens

do lago “Bodensee“ se

encheram de cores e sabores

das varias nacionalidades

existentes na região.

Entre os cerca de 20

países que aqui se fizeram

representar esteve

também Portugal, representado

pela Comissão

de pais de Arbon.

Carlos Almeida, presidente

da comissão de

pais, fala com orgulho

que o leva a participar

nesta festa há já cinco

anos. “Nós inscreve-mo-

-nos pois é uma alegria

divulgar a nossa cultura e

gastronomia“. Apesar da

comunidade portuguesa

não ser muito grande

nesta região, com cerca

de 300 portugueses, foram

muitos aqueles que

aproveitaram a ocasião

para comer uma típica

feijoada e apreciar um

bom bolinho de bacalhau.

“Nos últimos três

anos já passaram por cá

mais de 2500 pessoas“,

afirma Carlos Almeida.

Apesar de todos os anos

a Comissão de pais de

Arbon ter uma especialidade

gastronomia para

apresentar, são os aperitivos

com os pastéis e

os bolinhos de bacalhau

ou os pastéis de nata os

mais procurados e apreciados.

Para representar um

pouco da nossa cultura

estiveram presentes os

bombos „Os Lusitanos“

de Liechtenstein, e mais

tarde o Rancho folclórico

da mesma região.


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Junho 2016

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11

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temos o talento que poucos têm, temos os

melhores do mundo dentro e fora do campo,

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competência, temos experiência e temos tudo

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Neuchâtel: Avenue du Premier - Mars 6, 2000 Neuchâtel

0041 32 723 59 60: de 2ª a 6ª, das 9h às 13h e das 14h às 18h

e sábados, das 9h às 13h

Sion: Avenue Tourbillon, 40, 1950 Sion

0041 27 327 28 90: 2ª a 6ª, das 9h às 13h e das 14h às 18h

e sábados, das 9h às 13h

Zürich: Seebahnstrasse 143, 8003 Zürich

0041 43 960 0404: 2ª a 6ª, das 9h às 13h e das 14h às 18h

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12 Lusitano de Zurique Comunidade

Junho 2016

匀 愀 渀 琀 漀 猀

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渀 漀 䌀 攀 渀 琀 爀 漀 䰀 甀 猀 椀 琀 愀 渀 漀

匀 섀 䈀 䄀 䐀 伀 Ⰰ ㈀ 㔀 䨀 唀 一 䠀 伀


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最 爀 愀 琀 甀 椀 琀 漀 瀀 愀 爀 愀 漀 猀 猀 挀 椀 漀 猀 ⸀ 一 漀 猀 挀 椀 漀 猀 Ⰰ 瀀 愀 最 愀 洀

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圀 圀 圀 ⸀ 䌀 䰀 䐀 娀 ⸀ 䌀 䠀


Junho 2016

Cultura

Lusitano de Zurique

13

Teatro AtrapalhArte de Coimbra

na Suíça

A AtrapalhArte partilha desde 2012 a

nobre arte do teatro com instituições

que vão desde escolas a municípios,

de freguesias a festas populares. Desenvolve

actividades teatrais com carácter

lúdico e cultural, fazendo pela

comédia, a abordagem de textos apresentados

como referência no universo

literário actual e destinadas a públicos

de todas as idades.

Todos os seus espectáculos, para além

da sua interactividade e a comédia, têm

como público-alvo os mais novos e as

famílias em geral.

Um pouco de norte a sul de Portugal,

chegamos a perto de 120 000 alunos

por ano lectivo, professores e auxiliares

educativos, o que nos últimos quatro

anos equivale a um universo de 500

000 pessoas. Todas as suas produções

assentam em obras que fazem parte do

Plano Nacional de Leitura (PNL) e que

integram o currículo lectivo dos alunos.

A cada ano que passa veem-se enraizando

cada vez mais no meio escolar,

pois a qualidade tem vindo a aumentar,

uma vez que a exigência a que estão sujeitos

também vai sendo superior. Um

trabalho sério que tem vindo a dar bons

frutos.

Neste momento, e volvidos quatro anos

de existência, querem dar um passo em

frente e evoluir, como é natural!

O desafio a que se propõem, passa pela

apresentação de um espetáculo de teatro,

desta vez, dirigido ao público geral.

Querem ainda, nesta nova fase e etapa

da companhia, contar com um nome

forte do teatro nacional.

Trata-se da peça: " Do céu caiu um Anjinho"

de Fernando Gomes. Uma comédia

musical de enganos, romântica e muito

divertida. Uma paródia à tradicional comédia

à portuguesa.

Com o sentido de se divulgar ainda

mais, a AtrapalhArte trás os seus espectáculos

ate à Suíça, nas duas primeiras

semanas de Setembro. O seu programa

será divulgado na edição do próximo

mês.


14 Lusitano de Zurique Opinião

Junho 2016

Escravos, do deixa andar quem se

anda a governar…

Sempre que acontece uma desgraça de grandes proporções, verifico que ficamos sempre perplexos,

ou indignados. No caso da perplexidade é um estado de dúvida, de ausência de reacção perante este

impacto com a novidade da tragédia, um sentimento. No caso da indignação é uma forma de acção

à tragédia ou, como acontece muitas vezes, uma forma de manifestação, de revolta, contra os

intervenientes nessa mesma desgraça.

Recordo-me quando foi divulgada a tragédia que aconteceu em França no final de mês de Março, e

depois de conhecer-se os factos, aqui no seio da comunidade, a indignação manifestou-se de forma

Domingos Pereira revoltosa, a qual mereceu a minha atenção. A perplexão de alguns manifestantes de opinião, e a sua

posição de revolta nos meios de comunicação social contra os envolvidos na desgraça posso dizer que

foi tiro no próprio pé.

Foi o caso de proprietários de empresas do ramo de transportes (passageiros e mercadorias) que vieram apelidar os prestadores

de serviços (transportes em carrinhas) “de piratas da estrada, e muitas outras coisas que advém desta actividade. Porem, estes

senhores se esqueceram de referir que a sua actividade, hoje legal, teve as suas origens neste sistema de economia paralela, as

carrinhas.

Portanto, este não é um fenómeno novo, já tem décadas e não só na Suíça. Quem é que nunca os/as viu á porta de casa, nas

estradas, junto ás associações, estações de serviço? E mesmo a concorrência legalizada, nunca as/os viram em serviço? Claro

que sim! Porquê não intervieram, porquê não os denunciam? Porquê tanta demagogia?

Bem, no fundo somos todos culpados que estas e outras coisas aconteçam, porque somo escravos, do deixa andar quem se anda

a governar…

A necessidade

Sabemos que a oferta de transportes adequados, não satisfaz a necessidade dos portugueses na diáspora, seja no local de

onde são provenientes, (aqui não existem) seja onde trabalham, em que muitas vezes são zonas remotas com uma rede de

transportes reduzida. Depois existe o factor comodismo, e o mais importante de todos, o financeiro.

E a TAP (Transportadora Aérea Portuguesa) não é opção para muitas famílias a residir e trabalhar na Suíça. Os preços das passagens

são muitas vezes exorbitantes, para quem deseja visitar até á terra natal. A TAP e seus parceiros, praticam uma política

de especulação de preços das passagens entre a suíça e Portugal, duplicam e muitas vezes triplicam os preços em períodos de

férias escolares e períodos festivos. Porquê?

Porquê a TAP vai laçar a partir do 11 de Junho voos dos Estados Unidos (Boston e Nova Iorque) directos, ao preço de 700 Euros,

e pratica preços elevados dentro da Europa?

Será que não somos todos portugueses? Isto não é novo e, como foi referido em cima, esta necessidade de alguns, se tornou

uma actividade lucrativa para muitos. Como diz o povo, a necessidade aguça o engenho. E quem se lixa é o mexilhão.

Pedido de desculpas

Na edição de Fevereiro da revista Lusitano, no texto - estado das coisas - referi que o Sr. Deputado Carlos Gonçalves tinha

vindo à suíça “(…) para mobilizar a comunidade portuguesa de Genebra a apoiar os seus conterrâneos escritos nas listas do

partido de extrema-direita Suíça deste Cantão. (…).

Desejo aqui e desta forma, repor a verdade assim como, publicamente pedir desculpa aos leitores, ao Senhor deputado

Carlos Gonçalves por esta falsa afirmação. O Sr. Deputado esteve em Genebra, mas não com a pessoa referida. Veio sim,

apoiar e candidatos de um outro partido totalmente distinto ao referido e na região de Lausanne.


Junho 2016

Comunidade

Lusitano de Zurique

15

XVII festival da A.C.R.P. Wetzikon

Maria dos Santos

Trinta Abril 2016, foi a data

escolhida para as celebrações

do XVII festival da A.C.R.P.

Wetzikon.

A sala, decorada com um

extraordinário requinte primaveril,

acolheu convidados,

amigos, sócios e familiares,

surpresos por tamanha alegria

folclórica.

Foi por volta das 21 horas que

se deu início ao desfile, com

o rancho vindo de Portugal,

Cantares do Minho. Seguiu-

-se o rancho de Sierre e os

amigos de Locarno. O desfile

terminou com o rancho da

casa.

Os folcloristas de Wetzikon

foram, sem dúvida, os protagonistas

do serão, com

um festival que primou pela

organização e qualidade cultural!

O rancho de Sierre subiu ao

palco com confiança e convictos

da sua prestação, pese

o facto de que, por motivos

diversos, muitos dos seus

elementos não puderam estar

presentes. Brilharam e

encantaram o público, sob o

olhar atento do seu presidente,

Luis Martins!

Por fim, os Amigos de Locarno

preparavam-se para invadir o

palco. Seria um serão marcante

na sua história pois,

após dois anos como aderentes

da F.P.F.E.S, tornar-se-iam

enfim membros efectivos,

numa cerimónia presenciada

pelo presidente da Federação,

Florêncio Carneiro!

As emoções foram muitas

e bem transparentes, para

quem de folclore entende!

Os padrinhos, Rancho de

Wetzikon, tiveram um papel

determinante, bem como a

Federação e o rancho de Sierre,

pois a troca de ideias e

conselhos mútuos definiu o

que é hoje o rancho dos Amigos

de Locarno!

Terminada esta cerimónia,

gratificante em gestos e palavras,

os Amigos de Locarno

recomeçaram a dança com

uma Chula, que os imortalizou

como membros efetivos

da Federação.

Este grupo reluziu alegria,

jóia de viver e de dançar, estando

apto dar continuidade

à nossa cultura popular!

Por último, seria a vez do

grupo Etnográfico de Danças

e Cantares do Minho entrar

em palco. Um aplauso que

encheu a sala, para um grupo

que tem viajado por quase

todo o mundo. Eles que

estiveram presentes nas comemorações

dos 450 anos

da chegada dos Portuguesas

ao Brasil! Este mesmo rancho

está filiado na Federação do

Folclore Português, no Inatel

e na Federação Portuguesa

das Colectividades de Cultura

e Recreio. Os seus trajes, danças

e cantares, iluminaram a

noite e foram, para todos os

presentes, uma honra poderem

dançar o famoso vira

geral, com estes genuínos

dançarinos!

O Palco estava ao completo,

com a presença de quem dá

a cara à cultura portuguesa

e destacamos a pessoa do Sr.

Pinto, bem como o extraordinário

folclorista Engenheiro

Camilo, que transbordava de

alegria!

Os estandartes puseram o

colorido ao enceramento do

festival, para receberem as

lembranças e respectivas fitas.

Eduardo Miranda, num

gesto de gratidão, ofereceu

os Espigueiros. O nosso sincero

obrigado.

Os Mega Show actuaram até

às 2 horas da madrugada,

eles que são o grupo mais

recente da moda, com uma

carreira de apenas alguns

meses. No entanto, arrasam

sempre que actuam, não tendo

sido esta noite diferente!

A simpatia, a postura humilde

e o poder de comunicação

musical fazem deles uns perfeitos

mestres!

Queremos também agradecer

ao Sr. Sergio da Fonseca a

sua presença e apoio, com a

rádio Folclore.

Ao Talho Ramos, na pessoa

do Sr. Manuel Azevedo Ramos,

que tem sido incansável

para com o Rancho de

Wetzikon.

A todos os que tomaram conta

da cozinha: os pratos servidos

estavam um delícia e o

caldo verde a terminar a refeição,

aqueceu a alma de todos,

principalmente dos que

tiveram preguiça em dançar!

Sem excepção, um grande

bem haja a todos, pois sem

vocês nada disto seria realizável!

Em nome do presidente

Paulo Barros, quero agradecer

a todos que foram incansáveis

e me deram apoio.

Em Especial ao Sr. Ramos que

tem sido incansável, para

com o rancho de Wetzikon!

Enfim a Turnhalle da Berufsschule

tem mais uma gratificante

história para contar! A

história que é de todos nós!


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Junho 2016

Saúde

Lusitano de Zurique

17

A criança e seus medos

Zuila Messmer (*)

O medo é um estado emocional

que ativa sinais de alerta

do corpo diante dos perigos.

O medo faz parte da natureza

humana e está presente em

qualquer criança saudável, influenciando

em seu amadurecimento

afetivo.

As figuras como, monstros,

bruxas, fantasmas fazem parte

do imaginário infantil e

são elementos presentes nas

histórias que eles escutam,

nos filmes que assistem e nas

brincadeiras infantis. Esse universo

infantil é fundamental

para estimular sua criatividade,

suas estruturas cognitivas

e ensiná- las a ter medo, a ter

precauções.

As crianças precisam entender

que, ao subir na janela, podem

cair, se pulam na piscina, no

rio, sem saber nadar, correm

riscos, e coisas desse tipo. Esses

são os medos verdadeiros

que precisam até ser ensinados,

pois estão presentes no

cotidiano da criança. Nesse

contexto, o medo é uma atitude

de auto-proteção.

O medo é uma emoção que

apresenta formas diferente

em cada fase da vida infantil.

Até os 18 meses de vida é comum

a criança ter receio de

barulho intenso, luz forte, pessoas

estranhas e de ambientes

novos.

A partir daí, até os 3 anos e

meio surge os pensamentos

assustadores que envolvem

monstros e fantasmas, sentem

medo de mascarados (Papai

noel por exemplo). A imaginação

fértil da criança acaba por

criar o medo de ficarem sozinhas,

passam a querer dormir

com os pais ou com alguém

com quem sintam-se seguros.

Temem ficar na escola e coisa

que estão fora de sua rotina.

Depois dos 6 anos a criança

sente medo de coisas reais - de

ladrão, de violência, de médicos,

dentistas, de acidentes

consigo mesma ou com as pessoas

que ama. Inicia o receio

da morte e os questionamentos

sobre esse tema.

Algumas vezes o medo que

surge nas crianças provém de

receios que existem nos adultos

que dela cuidam (pais,

avós, familiares...), outros se

instalam a partir da falta de

proteção adequada (especialmente

nos primeiros anos

de vida), dos sentimentos de

baixa auto-estima, de desvalorização,

de insegurança e de

rejeição. Nesse último contexto

o tema torna-se bastante

complexo.

Determinadas patologias que

surgem na adolescência e na

vida adulta originam-se da

forma não saudável de lidar

com o medo na infância. Como

exemplo temos: o transtorno

de ansiedade, depressão, fobias

específicas, fobia social,

transtorno de personalidade

e outras mais preocupantes e

complexas.

No decorrer de cada fase, o

que se espera é que a criança

aprenda a dominar seus medos

e não se deixe dominar

por eles. Ajudá-la nessa difícil

tarefa é o papel dos adultos

que as cercam.

Como reagir e ajudar a criança

diante o medo

Nos primeiros anos de vida,

ajude a criança a sentir-se segura.

A presença da mãe, do

pai ou de quem cuida dela é imprescindível.

Quando a criança,

mesmo pequenina, surge com

um medo, procure saber a origem

dessa emoção, jamais ignore.

Ela deve ser ouvida!

A compreensão demonstrada

por alguém que é importante

na vida dela, à ajudará a aprender

a lidar com seus temores. A

criança incompreendida, pode

surgir nela um sentimento que

vai dificultar suas atividades

no seu dia-a-dia, e ai se transformar

em um medo patológico.

Converse com ela para entendê-la.

Ajude a criança a lidar

com o sentimento. Questione

e a estimule a enfrentar o

medo irreal (fantasma...), mas

não gaste tempo demais falando

sobre o assunto para evitar

que fique ansiosa. Fale a verdade

sobre os medos reais (os

medos amigos), a fim de que

ela construa noções de perigo

e saiba que, escadas, piscinas...

representam riscos.

Faça a apresentação formal

das pessoas desconhecidas

para que a criança tenha consciência

que, aquele estranho

tem autorização para se aproximar.

É verdade que nem sempre

isso funciona de imediato,

é preciso ter paciência, dar

tempo a criança para aceitar e

adaptar-se com ela.

Ofereça objetos transicionais

(ursos, bonecas...), eles reduzem

a ansiedade e fazem com

que as crianças se sintam mais

seguras, principalmente quando

estão sozinhas. Na hora de

dormir é importante que os tenham

consigo, ter algo familiar

nesse momento os ajudarão a

enfrentar os temores.

Atenção: Avalie a intensidade

do medo e fique atenta para o

limite da normalidade. Jamais

use o medo da criança como

meio de poder sobre ela ou na

tentativa de mantê-lo comportado.

Os primeiros anos de escola

podem ser difíceis. Se surgir

algum comportamento estranho

ou um medo aparentemente

inexplicável, verifique

o que está acontecendo, converse

com a criança e a professora.

Em tempos de “bulling” é

imprescindível estar presente

na vida escolar de seu filho.

Se à ajuda dos pais, não resolver

o problema do medo na

criança, procure ajuda profissional.

Um psicológico certamente

mostrará o caminho.

(*) Autora escreve em português do Brasil


18 Lusitano de Zurique Comunidade

Junho 2016

inauguração

Maria José

Lucy Gonçalves tem novo espaço

aberto onde recebe e embeleza as

suas clientes. Fomos visitá-la e falar

com ela no dia da inauguração.

Lusitano de Zurique - Como te sentes

neste espaço tão agradável que

hoje inauguras?

Lucy Gonçalves - Sinto me muito feliz

, sinto que as clientes se sentem

bem quando aqui estão pois este

local é espaçoso e agradável. Senti

necessidade de fazer assim uma

inauguração e mostrar ao público

que realmente eu segui em frente e

que não vou parar. Senti que vai ser

aqui que vou evoluir que vou crescer

neste ramo e o mais importante

é sentir que as pessoas que me

acompanharam e que fazem parte

da minha vida confiam em mim e

no meu trabalho. Estou super-feliz

e vou agarrar este trabalho a 100%.

LZ - Fizeste novas Formações e especializaste-te

em Unhas de Gel,

sentiste essa necessidade?

- Sim senti que tinha que fazer algo

mais e então comecei pelas Unhas

de Gel, obtive o Diploma e isso é

claro, é uma mais-valia para dar a

conhecer o meu trabalho, mas não

paro por aqui, com o tempo quero

fazer mais formações pois o mundo

da estética engloba muita coisa.

LZ - As tuas clientes continuam fies

aos teus serviços?

- Sim fico muito feliz em sentir que

tenho a fidelidade das minhas clientes

desde que comecei a trabalhar

como esteticista, portanto desde

2009. E o meu objectivo é conquistar

ainda mais clientes e dar a conhecer

o meu trabalho.

Venham visitar-me aguardo a vossa

visita.

LZ - Obrigada Lucy o Lusitano deseja–te

as maiores felicidades.


Junho 2016

Comunidade

Lusitano de Zurique

19

Festa

Solidária

Maria José

Como já nos habituaram

estas Senhoras continuam

a fazer solidariedade gratuita

com o evento organizado

no dia 7 de Maio, que

tem por lema e “Quando

Deus quer e Maria, passa

na frente tudo é possível”.

A nossa fé e maior que

qualquer montanha. É com

muito orgulho que me dirijo

a vocês comunidade

para vos dizer que o objectivo

foi concretizado mais

uma vez com a vossa preciosa

ajuda.

Obrigada ao Grupo Coral

Drei Konig, Vozes do Alentejo,

Rancho do Centro

Lusitano de Zurique, Agrupamento

de Escuteiros de

Zurique, Marco & Bruno

Karaok de Luzerna, Lúcia

Palpita, Ricardo, Joel, Sr.

Saraiva, Sr. Constantino e

a todos os voluntários que

arregaçaram as mangas

e estiveram com as Caminheiras

de Maria em mais

esta acção solidária. O Ruizito

tem mais um mês de

Terapia graças a todos.

Queremos agradecer a todos

os locais onde estiveram

as caixas de recolha

e a quem nos comprou as

rifas e a quem nos ajudou

a vendê-las.

Em nome do Rui e das Caminheiras

de Maria um

muito Obrigada e contamos

com vocês.

Em Outubro regressaremos

com mais uma Acção

Solidária para dar pernas a

quem não as tem. Uma senhora

de 46 anos que ficou

viúva há um ano com três

filhos.

Contamos com a vossa colaboração.

Festa Nacional dos

amigos e militantes

do PCP na Suíça

A 15 de Maio, e pela trigésima

quarta vez, que os comunistas

realizaram este convívio, nas

magnificas paisagens Valeres-

-sous-Rances, onde compareceram

duas centenas de militantes

e amigos do PCP na

Suíça. João Frazão, membro

da comissão política do comité

central veio propositadamente

de Portugal para estar presente

neste dia de confraternização,

onde não pode faltar a musica

e cozinha portuguesa, jogos,

debates.

Sidónio Candeias, membro do

Organismo de Direcção Nacional,

na sua intervenção, referiu

um conjunto de questões,

como, a tributação aplicada

aos pensionistas quando regressam

a Portugal, a perda de

identidade das novas gerações,

o desmantelamento do Ensino

da Língua Portuguesa, as dificuldades

e deficiência nas repartições

públicas na Suíça.

A situação política, social, financeira

em Portugal e na

Europa, foram abordadas por

João Frazão. Salientado que,

“este governo – não é um governo

com três pilares, - é sim,

formado por um só, pelo Partido

Socialista, com um programa,

com um orçamento desse

mesmo partido.” Acrescentando

ainda, “que já foi possível

alcançar um aumento para os

pensionistas e será possível fazer

melhor, o PCP saberá honrar

a confiança que o povo e os

trabalhadores nele depositaram.”

João Frazão apelou ainda

á participação na festa do

Avante (que se realiza a 2,3,4

de Setembro), á participação

no trabalho unitário realizado

nas associações, á participação

cívica e á militância no PCP.

Durante a tarde, o membro do

Comité Central do PCP, reuniu-

-se com os membros do Conselho

das Comunidades Portuguesas

(CCP). Tendo ainda no

dia anterior passado por Zurique,

nas instalações da Radio

Lora (Espaço Português), visitou

a Associação Portuguesa

de Zurique, Centro Lusitano de

Zurique, nos quais teve um contacto

próximo com os trabalhadores

portugueses.


20 Lusitano de Zurique Actualidade

Junho 2016

Em Tempos de Poder Difuso

Carlos Ademar (*)

mcademar@gmail.com

Talvez não valha a pena perder muito

tempo com o passado. Digo sempre isto,

mas regresso sempre à História. Na verdade,

eu acredito que ela só tem préstimo

para melhor percebermos o presente

e acautelarmos o futuro. Não é pouco,

mas nada de novo. Sabemos, de saber

feito, que o passado não pode ser removido.

O que está feito, feito está. Se mal

ou bem, colhemos as consequências em

conformidade. Resta-nos conhecê-lo o

melhor possível e ter a inteligência para

aprender com ele. Certo das vantagens

desta serventia, permito-me abordar

brevemente, à luz da História, a preocupação

crescente com os dias de indefinição

que correm e o futuro imediato, que

ameaça ser aziago.

Tudo pesado, comparando essa realidade

com a actual, com algum exagero e não

isento de salpicos de ironia, podemos até

dizer que éramos felizes e não sabíamos.

Hoje o poder no mundo é difuso. Ninguém

pode dizer que sabe quem manda verdadeiramente.

Hoje os maiores países bem

podem tentar dar ordens a certos grupos

violentíssimos, que semeiam o ódio e a

morte por esse mundo e nada acontece

a não ser o alargar do espectro do ódio e

da morte, por vezes mesmo nesses países

que tinham a aura de intocáveis, de imperadores

venerados.

da no charco, turvando de tal forma as

águas até aí claras do capital, que nunca

mais este se recompôs a não ser quando

se deu a queda do Muro de Berlim e o desmoronamento

da URSS. Com a esquerda

a organizar-se em torno dos sindicatos,

que cresciam, e dos partidos que se multiplicavam

- primeiro comunistas, depois

socialistas de cariz pluralista e social-democratas

-, a exploração capitalista continuou,

claro, mas gradualmente foram

introduzidas regras que em muito beneficiaram

os trabalhadores do Ocidente. Esta

tendência teve evidente crescimento no

pós-2ª Guerra Mundial, quando o comunismo

saiu reforçado, principalmente nos

países que haviam sido ocupados pelos

nazis. Por parte do patronato e do poder

político tradicional havia o receio de que,

ao não cederem nos direitos e nos salários,

os partidos comunistas do Ocidente

crescessem ao ponto de poderem vir a

integrar governos, em países onde o domínio

dos EUA era forte, em muitos casos

incontestado. Com isso ganhou o operariado,

que, podemos dizer, nos anos 70 ou

80, em países avançados como a França

e a Alemanha Federal, eram já considerados

pequeno-burgueses, integrantes de

uma classe média baixa, estatuto social a

que nunca puderam almejar – não sendo

sequer expectável umas décadas antes.

Há uns anos sentíamos um certo equilíbrio

no mundo. Sabíamos ou antevíamos

de onde vinha o poder. De onde emanavam

as grandes directrizes orientadoras

do concerto ou desconcerto das nações.

Havia a confrontação de blocos que se

reflectia pelos vários continentes de

forma quase sempre sangrenta, muitas

vezes bárbara, mas entre os dois líderes

dos dois blocos, além dos períodos

de maior agressividade verbal, arrufos

de quem sabia que jamais poderia partir

para o confronto directo, imperava a

era da «coexistência pacífica.» Os EUA ou

a URSS falavam e algo se alterava num

qualquer ponto do mundo. Podíamos não

gostar, porque nos sentíamos menorizados,

mas se algum destes países impunha

uma acção ou omissão na sua esfera de

influência, a ordem era invariavelmente

cumprida.

Na verdade, com o desenvolvimento da

Revolução Industrial e a inerente exploração

desenfreada da mão-de-obra

operária, não tardou que surgisse quem

com isso se preocupasse. Em meados do

século XIX, surgiu o Manifesto do Partido

Comunista que representou uma pedra-

Quando o muro de Berlim foi derrubado

e se desintegrou o bloco de Leste, a ideia

de esquerda abanou e ressentiu-se. Mesmo

a esquerda que não se identificava

com a URSS se retraiu. A direita, finalmente,

via as águas clarear e não perdeu

tempo, ocupando o espaço deixado livre.

Daí ao retrocesso civilizacional foi um

salto curto. A esquerda europeia que ao

longo dos anos foi alternando no poder

com uma direita democrata-cristã, parece

ter perdido o rumo. Mesmo esta direita

tradicional perdeu o pendor humanista

que a caracterizava, mostrando as garras

que até ali, por estratégia, se mantiveram

quase sempre recolhidas. Os cuidados

necessários para evitar o engrossar das

fileiras comunistas haviam perdido o significado.

O adversário de sempre parecia

ter desaparecido.

As grandes empresas e as multinacionais,

que sempre alinharam nesta estratégia,

sentiram que era tempo de recuperarem

o investimento feito ao longo de décadas,

daí terem tomado conta da regulação do

comércio mundial, que levou à globalização

selvagem em que vivemos. Em poucos

anos puseram em concorrência directa

o operariado do Ocidente, cuja luta de

séculos o levou a atingir um patamar de

dignidade no trabalho, com o operariado

asiático, por exemplo, que de uma forma

geral continua a desconhecer conceitos


Junho 2016

Actualidade

Lusitano de Zurique

21

como horários, segurança social e no trabalho,

férias, salários condignos, etc.. O

resultado é conhecido: a deslocalização

maciça das unidades fabris para esses

paraísos do capitalismo selvagem, onde

as multinacionais, com um sorriso rasgado,

foram encontrar as condições que

existiam na Europa nos alvores da Revolução

Industrial. Acresce a vantagem de

poderem colocar, sem grandes entraves,

os produtos no Ocidente, onde se encontram

os maiores índices de poder de compra,

a preços quase iguais aos praticados

quando os custos de produção eram os

impostos por um quadro laboral de dignidade

para os trabalhadores e para a sociedade

que os alberga.

E tudo isto é permitido porque o poder

político está perfeitamente conluiado

com o poder económico e financeiro. Sim,

medi a palavra conluiado. É disso que se

trata, porque não acredito em almoços

grátis. O poder político cedeu às exigências

do poder económico e este compensa,

não os povos, não os trabalhadores

que ficaram no desemprego, não os países

que viram as suas economias ruírem,

mas, claro, a classe política que tudo permitiu

à troca de apoios para se tentarem

perpetuar no poder, regalias pessoais ou

para os grupos/partidos a que pertencem,

num desprezo total e absoluto pelos

seus povos, que, cegos por uma comunicação

social que embriaga ao cumprir os

ditames dos grupos económicos a que

pertence, continuam cantando e rindo e

votando em quem tanto os prejudicou e

prejudica.

Afinal quem manda? Poucos saberão responder

com propriedade. Os povos não

são senhores dos seus destinos porque

entre Estrasburgo, Bruxelas, Berlim, Davos

ou, talvez Genebra, onde se situa a

sede da Organização Mundial do Comércio,

alguém há-de estar a tratar do nosso

futuro. E nós deixamos, pelo que o nosso

futuro, no mínimo, será algo frio e sem

graça, enquanto o deles, se tudo continuar

como até aqui, será risonho, com o

sol ameno e a aragem da ventura de feição.

É curioso verificar uma polarização do

espectro partidário, com o evidente apagamento

dos partidos colocados mais ao

centro, aqueles que mantiveram o equilíbrio

e foram capazes de criar riqueza

sem deixar de olhar pelos direitos dos

trabalhadores. Foi este «centrão», mais

à esquerda ou mais à direita, que criou a

CEE, uma verdadeira revolução social na

Europa, capaz de estacar uma torrente

secular de guerras no continente e elevar

os padrões de vida dos seus cidadãos.

Hoje chama-se União Europeia, mas também

ela está em crise, talvez mesmo e

não por acaso, em vias de extinção. Enquanto

isto, emergem as tais franjas

mais extremistas de um e do outro lado,

com mais evidência para os movimentos

da extrema-direita, dadas as posturas e

discursos ameaçadores que exibem, que

julgávamos perdidos num qualquer fio da

malha da História.

Recuando a esses fios, a essa malha, a esses

tempos e esses discursos, bem como

ao que os sustentavam, conclui-se que

nos trouxeram a miséria, a ignomínia face

ao que homens foram capazes de fazer a

outros homens, além dos muitos milhões

de mortos entre militares e civis. Um traço

grosso e bem negro na História da Humanidade.

O que então aconteceu foi um

verdadeiro trauma para todos os homens

de bem, trauma que devia ainda estar

bem dentro do prazo de validade, face ao

impacto que causou. Lamentavelmente,

pelo alarido com que se fazem ouvir

certas vozes e tão poucas a denunciá-las,

parece que esse prazo se finou. Parece

que esse trauma foi varrido dos espíritos;

parece faltar capacidade para espicaçar

as consciências. Talvez falte História a

muita dessa gente, de um lado e do outro,

para que a notícia se espalhe, para

que o despertar das consciências se dê

e se multiplique. Para que esses tempos

não possam voltar; para que os homens e

as mulheres de hoje possam dizer a quem

faz esses discursos que este não é o seu

tempo, que eles pertencem ao passado, a

um passado a que não queremos regressar.

Porém, não podemos assobiar para o

lado quando os ouvimos, porque nenhum

homem de bem pode dizer: «Não sou judeu,

comunista, preto, cigano, mexicano,

sírio, isto não é comigo.» Qualquer discurso

xenófobo ou racista tem de provocar

algum tipo de desconforto a um homem

de bem. Eles, os que os fazem e os

que os sofrem, por razões diferentes têm

de sentir que não estão sozinhos.

Em termos da política que procura resolver

os problemas, é tempo de as esquerdas

se unirem. Ainda que não pensem o

mesmo em todos os aspectos, é preciso

que procurem o que as une e apostem

nisso. Só assim parece possível inverter

esta cavalgada desenfreada do capitalismo

selvagem, que jamais parará se não

for obrigado a fazê-lo. Por isso desejo

que a experiência que está a dar frutos

em Portugal continue, se cimente, progrida;

que os líderes dos vários partidos

que integram a coligação tenham a inteligência

para vencer as dificuldades que

serão inúmeras, pensando apenas no que

tem de os manter unidos: o afastamento

do poder da extrema-direita que nos

governou durante quatro anos, com os

custos de todos conhecidos. Que a experiência

portuguesa possa servir de exemplo

a outros países que se debatem com

dificuldades semelhantes e que alastre.

Pode passar por aqui a solução. Unir as

esquerdas tradicionalmente desavindas

em nome de um bem maior: a defesa das

conquistas civilizacionais que tanto sofrimento

e morte causaram - se tivermos

em linha de conta tudo quanto foi feito

desde as primeiras reacções operárias à

exploração desumana introduzida pela

Revolução Industrial.

(*) Mestre em História Contemporânea,

escritor e professor na Escola

da Polícia Judiciária


22 Lusitano de Zurique Publicidade

Junho 2016

https://www.facebook.com/transportes.fernandes

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Junho 2016

Desporto

Lusitano de Zurique

23

Texto e imagem de

JO SOARES

Os Quinas de Zurique

Paulo Ferreira

Lusitano de Zurique - Apresente-se!

Paulo Ferreira - Sou Paulo Ferreira, o presidente

do Grupo desportivo Quinas ZH

LZ - Paulo, como nasceu o Quinas?

- O Quinas nasceu com uma iniciativa de

um grupo de amigos que se juntavam ao

domingo de manhã para jogar à bola e conviver,

mas o grupo quis mais e assim a 15

de Março de 2010 formamos o GD Quinas.

LZ - Fale-nos um pouco do GD Quinas actualmente…

- O Quinas actualmente entra em torneios

de futsal e futebol de 7 desde há cinco

anos. Temos conseguido bons lugares

mas ainda não conseguimos ganhar, mas

estámos a trabalhar para isso e fazemos

convívio entre o grupo porque é constituído

por família e amigos.

LZ - Como surgiu esta iniciativa de festejar

o dia da mãe?

- A iniciativa surgiu há pouco tempo e ainda

bem, porque é uma maneira de agradecer

às mães por todo o trabalho e ajuda em

todas as iniciativas que nos têm dado.

LZ - O Quinas comemoram estas datas especiais?

- Comemoramos o dia da mãe e fazemos

um churrasco entre o grupo no final de

Junho, início de Julho. Iremos começar a

comemorar de maneira especial o nosso

aniversário de fundação.

LZ - Que mensagem deixa a quem apelidou

ser da “família” Quinas?

- A mensagem que deixo é que o grupo

tem crescido cada vez mais e espero que

assim continue a crescer ainda mais, mas

sempre com os pés bem assentes no chão

e com cabeça. Além de crescer, o objectivo

prioritário do grupo são os torneios.

Miguel Pereira “Bispo”

Lusitano Zurique - Miguel, como surgiu a

sua ligação ao Quinas?

- A minha ligação surgiu com um convite do

presidente Paulo Ferreira para me juntar à

equipa técnica como treinador-adjunto.

LZ- Como começou a sua função de treinador

principal no Quinas?

Passado uns tempos o treinador desistiu

por motivos profissionais, aí assumiu

o comando técnico juntamente

com o outro treinador-adjunto.

LZ - Há quanto tempo assumiu o cargo?

- Estámos em Maio... assumi mais ou menos

há sete a oito meses.

LZ - Que avaliação faz do Quinas?

- O Quinas apesar de ser um grupo pequeno

tem uma boa estrutura, aplicada e trabalhadora

para que tudo corra pelo melhor

no dia-a-dia.

LZ - Que avaliação desportiva faz?

- A nível desportivo para ser um clube que

poucos jogadores têm formação e poucos

jogaram federados, é um bom clube com

jogadores empenhados e esforçados, com

treino à Quarta e Domingo fazem sempre

questão de estar presentes.

LZ - Que mensagem deixa aos seus jogadores

e à família Quinas?

- Aos meus jogadores espero que este ano

corra melhor que o ano passado, fomos

às finais mas não conseguimos ganhar,

mas os troféus futuramente irão aparecer.

Já a família Quinas espero que o grupo continue

unido e a ser nos próprios trabalhando

para o grupo crescer, pois somos uma família

unida a remar todos para o mesmo lado.

CALENDÁRIO

DESPORTIVO

Quinta 17.06.2016

20:15 FC Volketswil - Centro

Lusitano Zurich (Veteranos)

Sábado 18.06.2016

13:00 Centro Lusitano Zurich a -

FC Altstetten ZH A (Juniores C1)

13:30 Centro Lusitano Zurich A -

FC Adliswil C (Juniores E1)

14:30 Centro Lusitano Zurich B -

FC Schlieren D (Juniores E2)

16:00 Centro Lusitano Zurich - FC

Einsiedeln B (Juniores B Masculino)

Domingo 19.05.2016

12:00 FC Mezopotamya 1 - Centro

Lusitano Zurich 1 (Seniores)

14:00 Centro Lusitano Zurich -

FFC Südost Zürich (Juniores A

Feminino)

16:00 Centro Lusitano Zurich - FC

Galatasaray (Juniores A Masculino)


24 Lusitano de Zurique Recantos helvéticos

Junho 2016

Lago subterrâneo

de St. Leonard

Maria dos Santos

O destino, desta vez,

levou-me até ao Valais!

A paisagem ainda meia

invernal, com alguma

neve que encobria as

belas montanhas que

avistava, não me intimidaram!

A temperatura e o sol

prometiam um dia perfeito,

para as visitas

que se tinha delineado.

Em primeiro lugar,

deliciei-me com o Lago

de St. Leonard. Parei

no parque, ainda vazio

e dirigi-me ao maior

lago subterrâneo da

europa, onde me deleitei

com uma atmosfera

romântica e de impressionantes

detalhes, um

recanto escondido pela

água durante biliões de

anos!

O guia que nos acompanhava

no barco teve

a delicadeza e a amabilidade

de nos deixar

ouvir o cântico do silêncio,

nos 300 metros que

percorremos, na visita

ao lago!

Na água límpida avistava-se

alguns peixes

que, sem medo, se

aproximavam, nadando

elegantemente! O reflexo

das luzes empregadas

nas rochas sobre

o lago, levaram os

visitantes a um inspiro

profundo.

Faltam as palavras para

descrever a imensidão

desta beleza natural.

A acústica deste

lago subterrâneo é tão

especial, que fazem regularmente

concertos,

onde os barcos levam

os artistas e o público

a uma sintonia perfeita

entre o Homem e a Natureza.

Fantástico, único

e indescriível!

De regresso à * terra*,

trocam-se as botas,

sendo próximo destino

Botyre. Encontro um

estacionamento mesmo

em frente a um museu!

Se eu lhes disser

que existe um museu

que conta a história dos

vários canais de água,

vocês acreditam?

Como esta região da

Suiça é a mais quente,

os nossos antepassado

tiveram a necessidade

de construir muitos canais

que serviam e servem

ainda, não só para

a regas, mas também

para fornecer água aos

seus habitantes!

Depois de atravessar

uma gruta, eis uma vista

extraordinária sobre

o Rhône e a cidade de

Sion, majestosa nos

confins dos Alpes, com

as suas imensas vinhas,

que resplandeciam sob

um céu azul e um intenso

sol!

Absorta em toda esta

beleza mas não querendo

que o tempo voe

depressa demais, dirijo-me

com o Post- Auto

à conquista do segundo

canal de água, Lentine!

Encontro-me a 776

metros e as águas deslizam

sobre as pedras,

o alumínio ou a terra,

num percurso de 4 Km.

Este canal foi construido

em 1862 pela comuna

de Sion e o percurso

convida a uma paragem

para uma boa merenda.

O cheiro da mãe

natureza, as vinhas e a

água a correr são o quadro

perfeito para repôr

energias. Surge-me o

pensamento que não

existe nada mais belo

do que a possibilidade

do que, simplesmente,

viver. Saboreando

a vida de uma forma

saudável, com amor

próprio e gratidão pela

possibilidade de cada

dia.

Se gosta de passeios ao

ar livre, reserve 3 horas

para o canal de Clavau e

2 horas para o de Lentine.

Acredite que merece

todos os minutos.

Regresso ao ponto de

partida, para poder finalizar

o meu dia com

a visita ao museu, para

saber um pouco mais

sobre os canais! Ali,

encontro-me com o

árduo trabalho que foi

feito, sem a tecnologia

atual. Um trabalho

bem feito, que perdura

até aos dias de hoje. É

interessante verificar

que somos muitos os

que por ali se passeiam,

num hino de respeito a

quem construiu estes

canais, característicos

da história do Valais.


Junho 2016

Actualidade

Lusitano de Zurique

25

D.R.

Fisco já não pode vender casas de família

A nova lei que protege a casa de morada de família de processos de execução fiscal entrou

em vigor na última semana de Maio, evitando ainda despejos de imóveis cuja execução

está já em curso.

Lusa

“As alterações introduzidas pela presente lei têm aplicação

imediata em todos os processos de execução fiscal que se

encontrem pendentes à data da sua entrada em vigor”, lê-se

na Lei publicada ontem em Diário da república e que altera o

Código de Procedimento e de Processo Tributário e a Lei Geral

Tributária.

O diploma – que não trava a execução da habitação por parte

dos bancos – permite à Autoridade Tributária e Aduaneira

(AT) penhorar uma habitação própria a permanente do devedor,

mas o Estado fica impedido de proceder à sua venda,

podendo os devedores permanecer na habitação enquanto a

dívida permanecer.

A partir de 24 de Maio, vai ser protegida a habitação própria

e permanente até 574 mil euros de valor patrimonial, ficando

apenas de fora os imóveis aos quais se aplica a taxa máxima

do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de

Imóveis (IMT).

“Não há lugar à realização da venda de imóvel destinado exclusivamente

a habitação própria e permanente do devedor

ou do seu agregado familiar, quando o mesmo esteja efectivamente

afecto a esse fim”, determina o diploma, ressalvando

que esta proibição não se aplica “aos imóveis cujo valor tributável

se enquadre, no momento da penhora, na taxa máxima

(…) em sede de imposto sobre as transmissões onerosas de

imóveis”.

Estando protegida a habitação própria e permanente, o Fisco

só pode executar a dívida do contribuinte através de outros

bens do devedor, seguindo uma ordem estabelecida na própria

lei para o pagamento da divida fiscal e que, quando chega

aos imóveis, já passou pela penhora de salários, depósitos

bancários, créditos e penhora de outros bens.

O PS, Bloco de Esquerda, PCP, PEV e PAN aprovaram no início

de Janeiro vários diplomas sobre processos de execução fiscal

apresentados pelas bancadas socialista, do Bloco de Esquerda

e do PCP, que tiveram os votos contra do PSD e do CDS-PP.

A protecção da casa de família no âmbito de processos de execução

fiscal foi um dos temas abordados nos programas eleitorais

do PS, Bloco de Esquerda e do PCP.


26 Lusitano de Zurique Língua Portuguesa

Junho 2016

Marcelo Rebelo de Sousa e o Acordo

Ortográfico de 1990

Francisco Miguel Valada (*)

Há algumas semanas, soube

que Marcelo Rebelo de Sousa,

pouco depois de ter tomado

posse como Presidente da

República, decidira reabrir o

debate sobre o Acordo Ortográfico

de 1990 (doravante,

AO90). De facto, a confirmar-

-se tal informação, tratar-se-

-ia de atitude, além de merecedora

de várias ovações de

pé, em absoluta harmonia

com um episódio que não

passara despercebido a quem

sobre esta matéria se tem

debruçado e pronunciado durante

os últimos anos: dias

antes da tomada de posse,

em artigo publicado no Expresso,

Rebelo de Sousa não

adoptara o AO90. Entretanto,

durante os últimos dias, notícias

na comunicação social

têm confirmado essa vontade

de o Presidente da República

reavaliar o ponto da situação

ortográfica.

Contudo, neste contexto,

“reabrir o debate” não será a

opção mais feliz, pois existe

um prefixo a mais. Salvo

iniciativas pontuais (uns colóquios

aqui, umas audições

ali, umas audiências acolá), o

debate sobre o AO90 nunca

foi aberto, por isso, é um erro

mencionar-se uma reabertura.

Aquilo que houve foi uma imposição.

Aliás, a consequência

imediata da escassez de

sessões de esclarecimento e

da abundância de propaganda

é uma maior permeabilidade

de leitores de português

europeu em relação a

opiniões, digamos, peculiares.

Por exemplo, há quem

afirme publicamente que «se

disser Egito escreve sem ‘p’,

mas se disser Egipto escreve

com ‘p’» ([i])»; há quem divulgue

a ideia de a “dupla grafia”

ser “recorrente na história da

língua portuguesa” e apresente

exemplos tão sui generis

como “regime”/“regímen”,

“areia”/“arena”,

“imprimido”/“impresso” ou

“olho”/“óculo” ([ii]); há igualmente

quem escreva “agora

‘facto’ é igual a fato (de

roupa)” ([iii]). Convém ter

bastante cautela com estas

opiniões e só um debate esclarecedor

dará a possibilidade

de explicar o que está em

causa — além de permitir aos

autores destas opiniões virem

a terreiro defender-se ou

retractar-se.

Convém igualmente que haja,

por fim, um órgão de soberania

a pôr os pontos nos ii

em relação a esta matéria

e a tomar uma atitude responsável,

sendo muito provavelmente

o Presidente da

República o mais indicado,

porque se sente obrigado a

praticar algo que não prega,

isto é, adopta uma grafia para

inglês ver. Depois da confidência

de Cavaco Silva (com

a agravante de ter culpas no

cartório) – «Todos os meus

discursos saem com o acordo

ortográfico mas eu, quando

estou a escrever em casa,

tenho alguma dificuldade e

mantenho aquilo que aprendi

na escola» ([iv]) temos agora

Rebelo de Sousa a afirmar: “o

Presidente da República, nos

documentos oficiais, tem de

seguir o Acordo Ortográfico.

Mas o cidadão Marcelo Rebelo

de Sousa escrevia tal como

escrevem os moçambicanos,

que não é de acordo com o

Acordo Ortográfico” ([v]).

Na peça da RTP ([vi]), é perceptível

que esta afirmação

de Rebelo de Sousa provocou

o riso de um dos interlocutores.

Não percebi a piada. Isto

é, o riso foi perceptível, mas a

piada não foi: porque existe

uma relação entre perceptível

e perceber, porque perceptível

é aquilo que pode ser percebido

e percebido é o que se

percebeu e perceber é ter a

percepção (de algo). O mesmo

acontece com o que pode ser

recebido, pois pode receber-

-se e receber é dar recepção.

O mesmo acontece com concebido,

conceber e concepção.

Por isso existe aquele ‘p’,

de -pç-, em concepção, per-


Junho 2016

Actualidade

Lusitano de Zurique

27

cepção e recepção ([vii]). Por

isso e não só: também permite

que se evite a vulgarização

de desastres, como a recente

tradução portuguesa «a recessão

de luz sobre os painéis

solares» do original francês

«la réception de la lumière sur

les panneaux solaires» ([viii]).

Vindo ‘perceptível’ a talhe de

foice, recorde-se que, com

o AO90, no Brasil, a grafia

de ‘perceptível’ mantém-se

‘perceptível’. Contudo, com o

AO90, em Portugal, a grafia

de ‘perceptível’ passa a ‘percetível’.

Há quem lhe chame

“unificação ortográfica” ([ix])

ou “ortografia comum” ([x]).

Como é sabido, a Assembleia

da República não tem percebido

– ou não tem querido perceber:

nesta matéria, como

noutras, a doutrina diverge –

nem as provas apresentadas

sobre quer a supremacia dos

defeitos do AO90 em relação

às suas hipotéticas virtudes,

quer as gritantes diferenças

entre a quimera de um acordo

ortográfico em abstracto

______________________________

([i]) Público, 17/11/2011

(http://bit.ly/1SVsgAi).

([ii]) Público, 7/1/2010

(http://bit.ly/1Nn88GU) e 15/7/2005

(http://bit.ly/1WfTep8).

([iii]) Sol, 10/2/2012

(http://bit.ly/1WhnNLg).

([iv]) Agência Lusa, 22/6/2016

(http://bit.ly/1NmtyUs).

([v]) Agência Lusa, 4/5/2016

(http://bit.ly/23wDnBl).

([vi]) RTP, 3/5/2016

(http://bit.ly/1OhEz4x)

([vii]) Verifique-se o quadro

e o desastre AO90 em concreto,

nem que os seus actos

e omissões em relação a esta

matéria podem ser apresentados

como um excelente

exemplo de assimetria entre

a vontade do eleitor e a atitude

do eleito.

O Governo, pela voz do primeiro-ministro,

não toma

“a iniciativa de desfazer o

acordo ortográfico” ([xi]) e,

garante o ministro dos Negócios

Estrangeiros, “aguarda

serenamente” a ratificação

do acordo ortográfico pelos

restantes membros da CPLP.

Isto é, “aguarda serenamente”

que outros tomem iniciativas,

em vez de se preocupar

com as vítimas portuguesas

que o desastre vai produzindo.

Como, por exemplo, no

Diário da República da passada

quarta-feira, com o Instituto

Superior de Ciências Sociais

e Políticas, da Universidade

de Lisboa, a determinar

o seguinte, nos “parâmetros

preferenciais” para a contratação

de um professor associado:

«Ser titular do grau

apresentado entre 11:19 e 11:44:

http://bit.ly/1TtWar3.

([viii]) Agência Lusa, 15/11/2014

(apud Aventar, 19/11/2014:

http://bit.ly/1STLgyW).

([ix]) Aventar, 24/10/2014

(http://bit.ly/1rBnAox).

([x]) Público, 15/3/2015

(http://bit.ly/1WfTep8).

([xi]) Público, 28/1/2016

(http://bit.ly/1rBnLQL).

([xii]) Diário da República, 2.ª série

— N.º 86 — 4 de Maio de 2016,

p. 14203.

de Doutor em Estratégia ou

História dos Fatos Sociais»

([xii]). Exactamente: História

dos Fatos.

Aguardando serenamente

que outros ratifiquem aquilo

que, atempadamente, membros

da comunidade científica

portuguesa recomendaram

que não fosse ratificado por

Portugal ([xiii]), o ministro

dos Negócios Estrangeiros

vai permitindo que, no Diário

da República, além de continuarem

a adoptar grafias

inadmissíveis em português

europeu, também deturpem

a língua inglesa, com «questões

relacionadas com fatores

[sic] humanos» recentemente

traduzido da seguinte

forma: «human fator issues»

([xiv]). Fator issues? Efectivamente:

fator issues. Esperemos

que nenhum inglês veja.

([xiii] ) Convém ler (aliás, convinha

que tivessem sido lidos há

muito tempo) os pareceres da

Associação Portuguesa de Linguística

e do Departamento de

Linguística Geral e Românica da

Faculdade de Letras da Universidade

de Lisboa, incluídos na

documentação compilada por

António Emiliano, com as consultas

realizadas em 2005 pelo

Instituto Camões sobre o Acordo

Ortográfico da Língua Portuguesa

de 1990 [dossier que contém

Seria extremamente importante

que a louvável iniciativa

do Presidente da República

produzisse resultados palpáveis,

ou seja, que a Assembleia

da República e o Governo

abandonassem a gestão

desta matéria nos termos

actuais, prestando atenção

aos pareceres emitidos pela

comunidade científica e à

vontade manifestada por diversos

sectores da sociedade.

Caso contrário, existe sempre

aquela alternativa que não

nos agrada, mas da qual não

devemos abrir mão, em caso

de urgência: os representantes

devolverem a palavra aos

representados, através de um

referendo ([xv]). Esperemos

que não seja necessário. Esperemos

que Rebelo de Sousa

resolva.

in | LusoProductions/Público

(*) Francisco Miguel Valada (Porto,

1972), intérprete de conferência junto

das instituições da União Europeia, é

licenciado em Tradução (I. P. Leiria) e

pós-graduado em Interpretação de

Conferência (U. Minho). Foi professor

assistente no I. P. Leiria e intérprete

residente no Tribunal de Justiça

da União Europeia. É autor do livro

Demanda, Deriva, Desastre – Os três

dês do Acordo Ortográfico (Textiverso,

2009) e de artigos em publicações

científicas e na imprensa.

todos os pedidos de parecer enviados

a diversas instituições e

todas as respostas recebidas] e

alojada quer na página de António

Emiliano (http://bit.ly/1O5dwyp),

quer na Biblioteca do Desacordo

Ortográfico, organizada por João

Roque Dias (http://bit.ly/1YeeYim).

([xiv]) Diário da República, 2.ª série

— N.º 88 — 6 de Maio de 2016,

p. 14439.

([xv]) https://referendoao90.wordpress.

com/documentos-para-recolha-de-assinaturas/

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CRISTINA BARROS

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28 Lusitano de Zurique Vamos contar uma história

Junho 2016

Vamos contar uma história

Os pais de crianças dos 2 aos 6 anos estão convidados a

participar no mundo fantástico das histórias infantis.

Juntos vamos divertir-nos muito...

Entrada

livre!

Sábado

dias

25.06.2016

Das 15.30 às 17:30h

Vamos fazer trabalhos manuais

Cantar e brincar...

Animadoras:

Sandra Alves

Ana Matos

Para confirmar a participação

envie um SMS para o número

079 6470146 e indique o nome

e a idade da criança.

Centro Lusitano de Zurique

Birmensdorferstr, 48

8004 Zürich

Preciso

COLABORADORA

Bar/Buffet do Centro Lusitano de Zurique

Contacto: Tlm. 077 403 72 55

• Contabilidade

• Ordenados

• Faturação

• Abertura, GmbH, AG

• Elaboração de estatutos

• Ata de constituição

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Junho 2016

Opinião

Lusitano de Zurique

29

OS MALEFÍCIOS DO TABACO

Carlos Matos Gomes (*)

As imagens chocantes nos

maços de tabaco são a nova

moda contra os malefícios

do tabaco. Na realidade, os

pulmões negros, os rostos

cadavéricos, os esgares moribundos

deviam alertar-nos

para o sistema, esse sim

chocante que produz aquelas

imagens. Aquelas são as

imagens da lei do lucro que

rege a sociedade que as estampa

nos maços do tabaco.

Em vez de pulmões a desfazerem-se

como esfregões,

de cadáveres adiados, o sistema

devia, mas não pode,

claro, publicar fotografias de

Wall Street, da City, dos arranha-céus

de Pequim. Isto

porque todas as grandes

tabaqueiras oficiais estão

cotadas nas grandes bolsas

e todas as que promovem o

tabaco contrafeito e de contrabando

estão associadas a

grandes fortunas na China,

por exemplo.

As fotografias chocantes fazem

parte da luta pela hegemonia

entre o império instalado,

os Estados Unidos e satélites

europeus, e os impérios

emergentes dos BRICS.

As fotografias chocantes são

parte do processo de globalização,

que é um heterónimo

para referir a fase actual do

capitalismo.

É evidente que o tabaco é

causa de elevado número de

mortes, muitas vezes acompanhadas

de sofrimento

atroz, mas nunca o sistema,

isto é, os impérios, estiveram

preocupados com as mortes

que as suas acções provocavam,

quando estava em causa

o domínio de uma região,

ou o lucro das empresas. Os

impérios ibéricos nunca se

preocuparam com as mortes

que as suas doenças provocaram

nas populações índias da

América do Sul, o sarampo,

entre outros, que dizimaram

povos inteiros, nunca estiveram

preocupados com os

sofrimentos da escravatura.

O império britânico até desencadeou

uma guerra para

impor o consumo do ópio na

China. O império americano

nunca se preocupou com as

mortes causadas pelo lançamento

de desfolhantes sobre

as florestas do Vietname.

As imagens chocantes que

uma parte do mundo está a

colocar nos maços de tabaco

vendidos aos seus cidadãos

não têm a ver com a moral.

Têm a ver com a recomposição

de “áreas de negócio” nos

países economicamente desenvolvidos

do Ocidente. Na

Rússia, China, ou na Índia, na

América Latina ou em África

as populações podem continuar

a fumar à vontade sem

imagens chocantes a perturbá-los.

Ainda não atingiram a

fase em que os “malefícios do

tabaco”, um magnífico monólogo

de Tchekhov, impõem a

transferência do seu comércio

para outros ramos do negócio.

A sua morte ainda não

interfere com a economia

dos seus países.

As imagens chocantes querem

dizer que, no Ocidente, a

morte pelo tabaco deixou de

ser lucrativa, que perdeu (em

economês) competitividade

e atractividade, relativamente

a outros sectores. A aliança

dos governos e dos sectores

privados que deu origem

a esta campanha de choque

surge porque a morte pelo

tabaco se tornou demasiado

cara quer para as companhias

privadas de seguros de saúde

quer para os sistemas públicos.

Os doentes de cancro

causado pelo tabaco são dos

mais caros e como o cancro

do pulmão é hoje em dia praticamente

incurável, não promove

o lucro das farmacêuticas.

Só prejuízo! Estamos perante

o mesmo problema que

a massificação do uso do automóvel

causou, com as mortes

e os feridos a diminuírem

os lucros das companhias de

seguros, e que conduziram à

obrigatoriedade do cinto de

segurança, dos airbags e de

outros sistemas de segurança

passiva nos automóveis,

com os quais os fabricantes

jamais se haviam preocupado.

Estamos perante o mesmo

problema do HIV até ser

encontrado o sistema de

equilíbrio de divisão do lucro

entre farmacêuticas, seguradores

e sistemas públicos de

segurança social.

As imagens chocantes foram,

para já, a resposta encontrada

para os problemas de

ainda não ter sido viabilizado

um tratamento para as doenças

causadas pelo tabaco que

satisfaça simultaneamente

os interesses das farmacêuticas

e dos seguros. Um sistema

que faça repicar os sinos

das grandes Bolsas. Logo que

seja encontrada a mezinha

que dê lucro às tabaqueiras

e às seguradoras as imagens

chocantes desaparecerão,

como desapareceram as imagens

dos doentes com SIDA.

Como antigo grande fumador,

entendo que todas as

campanhas valem a pena,

mesmo que libertem uma

só pessoa, mas não acredito

que esta consiga êxitos significativos.

Já agora, podiam

construir maços de tabaco

com sistema de segredo e

segurança, ou de abertura

retardada… mas era mais

cara que imprimir umas fotos,

claro. Penso que a limitação

dos locais de fumo, as

restrições à sua venda, a carga

fiscal, a censura social, o

controlo dos capitais provenientes

do tráfico de tabaco

e outras drogas são medidas

paliativas mais eficazes que

as fotos a que nos habituaremos

rapidamente, como nos

habitámos e já esquecemos

do menino morto numa praia

da Grécia, ou o outro a arder

com napalm no Vietname.

(*) Coronel de Cavalaria. Condecorado

com as medalhas de Cruz de

Guerra de 1ª e de 2ª Classe. Pertenceu

à primeira Comissão Coordenadora

do Movimento dos Capitães na

Guiné. Foi membro da Assembleia

do MFA. É escritor.


30 Lusitano de Zurique Culinária

Junho 2016

Bacalhau à Gomes de Sá

Ingredientes:

para 4 pessoas)

Chefe Manuel Pereira (*)

Boas

Férias!

500 gr de bacalhau;

500 gr de batatas ;

2 cebolas ;

1 dente de alho ;

1 folha de louro ;

2 ovos cozidos ;

1,5 dl de azeite ;

azeitonas pretas ;

Salsa, sal e pimenta q.b.

Confecção:

Demolhe o bacalhau, coloque-o num tacho e escalde-o com água a ferver. Tape e abafe o recipiente

com um cobertor e deixe ficar assim durante 20 minutos. Escorra o bacalhau, retire-lhe

as peles e as espinhas e desfaça-o em lascas. Ponha estas num recipiente fundo, cubra-as com

leite bem quente e deixe ficar de infusão durante 1.30 a 3 horas.

Entretanto, corte as cebolas e o dente de alho ás rodelas e leve a alourar ligeiramente com um

pouco de azeite. Junte as batatas, que foram cozidas com a pele, e depois peladas e cortadas às

rodelas. Junte o bacalhau escorrido. Mexa tudo ligeiramente, mas sem deixar refogar.

Tempere com sal e pimenta. Deite imediatamente num tabuleiro de barro e leve a forno bem

quente durante 10 minutos. Sirva no prato em que foi ao forno, polvilhado com salsa picada e

enfeitado com rodelas de ovo cozido e azeitonas pretas.

Borrego à Camponês

Ingredientes

1,5 Kg de borrego;

Um limão;

Meia dúzia de dentes de alho;

1 folha de louro;

1 colher (chá) de colorau;

Coentros;

Sal;

Pimenta e piripíri;

Azeite.

Confecção:

Corte a carne e tempere com o sal pisado, os dentes de alho e a folha de louro. Ponha num tacho azeite suficiente para a fritura

e quando estiver bem quente aloure a carne de ambos os lados. Adicione depois um pouco de água e deixe cozer com o tacho

tapado. Tempere no fim da cozedura com a pimenta, o colorau e o piripíri. Antes de servir misture os coentros picados e sumo

do limão. Serve-se com esparregado.

(*) — “Restaurante Churrasqueira” das Termas de Caldelas - Amares


Junho 2016

Plantas medicinais

Lusitano de Zurique

31

PLANTAS MEDICINAIS

in http://goo.gl/RTgOnh

ARRUDA (Ruta graveoleons): Usada

popularmente contra gases, nelvralgias

e como vermífugo; além de combater

piolhos e coceiras. Seu princípio, a rutina,

ajuda a aumentar a resistência de vasos

capilares sanguíneos. Indicada especialmente

nos reumatismos, nevralgias,

verminoses e problemas respiratórios,

sua inalação abre os brônquios. É emenagoga,

antiespasmódica e estimulante.

Deve ser usada com muita cautela.

ARTEMISIA (Artemísia vulgaris):

Também conhecida como losna-brava.

Suas folhas são usadas como repelentes

de insetos. Planta com ação estimulante

sobre o útero, deve ser evitada por mulheres

grávidas, por ser emenagoga. O

chá ajuda a combater problemas de ovários,

ciclo menstrual irregular, lombrigas

e anemia. Não deve ser consumida em

excesso.

ASSA PEIXE (Vernonia polyanthes

Less, Bohemeria caudata): A infusão das

folhas é usada em casos de gripes, tosse

persistente e bronquite, aliviando dores

no peito e nas costas. A infusão das folhas

e das raízes tem efeito diurético e

ajuda a eliminar cálculos renais.

AVEIA (Avena sativa): Combate a astenia

e hemorróidas, acalma dores reumáticas,

dá brilho aos cabelos, estimula a

energia física e aumenta a capacidade

de concentração. Auxilia em casos de

arterioscleroses atuando contra o ácido

úrico. Constitui um excelente alimento

para diabéticos e hipertensos.

AVENCA (Adiantum capillus veneris):

Tem ação protetora sobre peles

sensíveis e age contra queda de cabelos.

Combate males respiratórios como

bronquite e tosse com catarro.

Bardana (Arctium lappa) B

BABOSA (Aloe vera): Tem propriedades

laxantes. A polpa é poderoso tônico para

os cabelos, cicatrizante, repelente, tônico

estomacal, ajuda a liviar queimaduras

erisipelas e inflamações.

BARBATIMÃO (Stryphnodendron

barbatiman): Rica em tanino. Usa-se externamente

reduzida a pó e aplicado sobre

úlceras, impingens e hérnias. Como

tônica, a planta é usada em cozinhando-

-se a casca para combater hemorragias

uterinas, catarro vaginal e diarréias.

BARDANA (Arctium lappa): Suas folhas

são indicadas principalmente para a

pele e como antibiótico, é ainda diurética,

combate a diabetes, tem propriedades

antiinflamatórias, bactericidas,

depurativas e cicatrizantes, além de agir

no couro cabeludo tratando as dermatites

descamantes.Popularmente é usada

também contra reumatismo, furúnculos,

cálculos da bexiga e biliar, prisão de ventre,

anemia, artrite, gastrite e hemorróidas.

BERINJELA (Solanum melongena):

Estudos estão mostrando que o consumo

da berinjela contribui para a redução

dos altos níveis de colesterol e triglicérides

no sangue, auxilia na redução da

glicose (beneficiando diabéticos) e no

bom funcionamento do intestino. Recentemente,

o Instituto de Nutrição da

Universidade Federal do Rio de Janeiro,

após estudo com um grupo de voluntários,

concluiu que a farinha de berinjela

(berinjela em pó) ajuda a emagrecer, favorecendo

a queima de gorduras, auxilia

na redução dos níveis de colesterol LDL,

melhora o trânsito intestinal, tem ação

diurética e diminui a fome, mostrando-

-se excelente coadjuvante nas dietas de

emagrecimento. Colabora ainda na redução

do ácido úrico no organismo que, em

excesso, pode provocar dores nas articulações

(artrite e reumatismo).

BOLDO (Coleus barbatus): Poderoso

digestivo e estimulante das funções

hepáticas, com propriedades tônicas e

estimulantes, ativa a secreção salivar,

biliar e gástrica em casos de dispepsias.

Muito utilizado em hepatite crônica e

aguda. Atua como antiespasmódico (diminui

a cólica), além de aumentar e favorecer

o fluxo biliar, sendo indicado em

casos de distúrbios da função digestiva

e em queixas suaves do trato gastrintestinal

(má digestão, gases, intolerância à

gordura).

BORRAGEM (Borago officinalis):

Planta medicinal e alimentícia que tem o

aroma do pepino, por isso se torna uma

salada muito nutritiva. Possui vitamina

C e alcalóides. Considerada antiinflamatória,

expectorante, adstringente e

altamente diurética. Na medicina popular

é indicada em casos de inflamações

de bexiga e pedras nos rins ou bexiga,

para auxiliar na eliminação de toxinas e

melhoria da pele. Flores, folhas e caules

apresentam as mesmas propriedades. A

Borragem pertence à Família das Boragináceas,

é uma planta originária da zona

Mediterrânea da Europa e da Ásia menor.

O óleo de borragem é um óleo vegetal

extraído desta planta e assim como

o óleo de Prímula (Oenothera Biennis)

constitui-se numa ótima fonte de Ácido

Gamalinolênico (GLA) pois possui na sua

composição ácidos graxos poliinsaturados.

Por ser um ácido graxo essencial,

o GLA deve ser necessariamente obtido

da alimentação, pois o organismo não é

capaz de produzi-lo. A deficiência de ácidos

graxos essenciais, nos seres humanos,

resulta em condições anormais da

pele, tais como dermatites, escamações

e ressecamentos; redução na regeneração

dos tecidos e aumento da suscetibilidade

a infecções. O óleo das sementes

da Borragem, rico em Ácido Gamalinolênico

(GLA), vem sendo usado com sucesso

por mulheres que sofrem de tensão

pré-menstrual (TPM) e com os sintomas

da menopausa.

ATENÇÃO: Estas informações apresentam apenas

finalidades informativas e não devem ser

usadas para diagnosticar, tratar, curar ou prevenir

qualquer doença e muito menos substituir cuidados

médicos adequados.


32 Lusitano de Zurique Tecnologia

Junho 2016

O inventor do telemóvel

revela a próxima tecnologia

Dispositivos eletrónicos do futuro vão alimentar o nosso corpo

Joana Araújo (*)

Energous apenas recebeu a aprovação

da Comissão Federal de Comunicações

dos EUA WattUp miniatura para o

transmissor em miniatura, que é capaz

de alimentar aparelhos auditivos, dispositivos

médicos e outros dispositivos

sem fio minúsculo, mas até agora

tem que estar em contato direto com

eles.

Mas Energous CEO, Steve Rizzone, disse

que a aprovação da autoridade é apenas

a primeira fase de desenvolvimento,

o que permitirá uma tecnologia que

cobram pequenos dispositivos dentro

de poucos centímetros de distância.

Embora não se sabe quando ele vai lançar o segundo produto Energous fase, é muito provável que a

empresa procurar parceiros potenciais para começar a incorporar a tecnologia em seus dispositivos

Energous. Isto significaria que a carga remota está no horizonte.

Para isso, os esforços de outras empresas que estão desenvolvendo suas próprias soluções para

energia sem fio, como Wi-Charge, que estuda os dispositivos que utilizam lasers de recarga, e U-

-Beam, que investiga o campo de ondas sonoras somar.

aplicação preferida em

quase todos os países...

Excepto em Portugal

O Whatsapp é a app Android de mensagens instantâneas

mais utilizada em 109 países, mas não está no topo das

preferências em Portugal.

Em Portugal a app “vencedora” é… o Messenger. O sistema

de chat do Facebook domina as preferências dos

utilizadores de Android em Portugal no que diz respeito a

mensagens em movimento.

O Facebook Messenger é o aplicativo do género mais utilizado

em 49 países (EUA, Canadá e Austrália, além de Portugal…),

mas o estudo que serve de base a este ranking

mostra que é o Whatsapp que reúne mais preferências nos

tops de downloads Android em 109 territórios, correspondendo

a mais de 55% do mercado global.

A app adquirida pelo Facebook em 2014 é assim apresentada

como a líder mundial neste mercado e, além de superar

largamente o Messenger, arrasa por completo outras

opções com o WeChat, o Telegram e o Viber, por exemplo.

Esta última surge em 3º lugar, sendo a mais popular em

15 países.

https://www.whatsapp.com/download/

“Cookies”

para todos

Mesmo sem conta, o Facebook vai segui-lo

por toda a Internet

O Facebook anunciou que vai passar a

usar cookies, mesmo com utilizadores

de internet que não têm uma conta na

rede social.

Os cookies são programas de software

instalados no browser do utilizador.

Servem para registar a sua actividade

online e permitem às marcas compilar

informação sobre hábitos e preferências,

com o objectivo de direccionar a

publicidade que mostram a cada internauta

em função dessa actividade.

Convém recordar que no ano passado a

rede social de Mark Zuckerberg alegadamente

já estava a usar cookies para

monitorizar a actividade de quem não

tinha uma conta activa no serviço, mas

na altura o Facebook reagiu à notícia

dizendo que era falso.

(*) c/ tek sapo


Junho 2016

Carneiro

Este mês pede ao signo Carneiro

a reflexão sobre os seus valores

e prioridades, sobre o que é considerado

essencial e também

sobre como estão lidando com o

dinheiro e os seus recursos pessoais.

Afectivamente, é um mês em

que se destaca a necessidade de

haver uma maior sintonia de valores,

pode ocorrer de situações

financeiras acabarem influenciando

na vida amorosa.

Touro

Neste mês, vários planetas estão

transitando no seu signo,

indicando um período muito importante

de novas iniciativas e

empreendimentos. Entretanto,

teremos a movimentação retrógrada

no planeta Mercúrio no

seu signo, o que indica a necessidade

de paciência, de reflexão

e de reavaliação de várias situações.

Afectivamente, é um período

de boas novas, já que temos o

movimento do planeta do amor

e do relacionamento, Vénus, no

seu signo, onde se sente naturalmente

à vontade. Teremos

também a finalização do movimento

retrógrado de Júpiter no

sector amoroso, o que, sem dúvida,

indica crescimento e uma

maior maturidade emocional.

Gémeos

Um dos meses mais desafiadores

de 2016 para o signo Gémeos,

assim pode ser definido

este mês, em que teremos vários

planetas transitando o signo

anterior ao seu e também o

movimento retrógrado do seu

planeta regente, Mercúrio. É um

tempo de interiorização, reflexão,

autoconhecimento e valorização

da espiritualidade.

Afectivamente, o mês contém

fortes lições de auto-estima,

amor-próprio, e da necessária

superação de antigas mágoas

e ressentimentos emocionais,

que tanto têm-lhe feito mal.

Caranguejo

Amizades, vida social, projectos

em equipa são alguns dos temas

enfatizados ao longo deste

mês para o signo Caranguejo. É

um mês em que poderá haver

a colheita do que foi empreendido

nos últimos meses e você

poderá se sentir mais apoiado

nos seus intentos e objectivos.

Horóscopo

É um período também significativo

para você reavaliar as suas

prioridades e projectos para o

futuro.

Afectivamente, o mês valoriza o

companheirismo, a amizade e o

fortalecimento da auto-estima

e da sensibilidade. É um período

em que tende a sentir mais

empatia pelas pessoas e isso

pode aproximá-lo mais emocionalmente

de quem você ama e

admira.

Leão

Este mês pede que você reflicta

sobre a carreira, sobre os seus

propósitos mais significativos,

sobre a importância do trabalho

na sua vida e também de como

tem lidado com as questões financeiras.

É um mês significativo

para se sentir mais valorizado

e para aprimorar contactos e

conhecimentos.

Afectivamente, deve haver cuidado

com o apego, o ciúme e o

autoritarismo. É um mês importante

para reflectir se há uma

sintonia de propósitos de vida

com quem você ama.

Virgem

Uma boa nova marca este mês.

Teremos a finalização do movimento

retrógrado do planeta

Júpiter no seu signo, o que traz

uma energia mais expansiva e

uma confiança maior nas suas

atitudes. É um período que pode

acentuar a necessidade de ampliar

horizontes por meio de

conhecimentos, viagens e trabalho,

mas este mês é também

o mês em que teremos o movimento

retrógrado do seu regente

Mercúrio, pedindo reflexão,

reavaliação e paciência.

Afectivamente, é um mês importante

para você reflectir sobre

a filosofia de vida que tem

regido as suas atitudes emocionais,

sobre o significado de um

relacionamento amoroso em

sua vida e, também, se há identidade

e sintonia espiritual com

quem você ama.

Balança

Este mês traz grandes desafios

ao signo Balança, já que teremos

vários planetas transitando

o sector de transformações

emocionais. É, sem dúvida, um

período de eliminações, de finalização

de situações e de uma

intensa metamorfose, sentida

principalmente no âmbito emocional,

mas que pode também

ter um impacto sobre as questões

financeiras e espirituais.

Afectivamente, há uma intensificação

dos sentimentos e emoções,

da necessidade de intimidade

e de questões importantes

relacionadas à sexualidade.

Você deve ter muito cuidado

com atitudes ciumentas, possessivas

e apegadas.

Escorpião

Relacionamento é o tema mais

importante deste mês para o

signo Escorpião, já que teremos

vários planetas transitando o

sector de relação e parceira. Há

um foco na relação afectiva e

todo tipo de contacto e parceria

que você pode estabelecer

com as pessoas. É um momento

também muito significativo

para reavaliar o modo com que

você lida com seus talentos e finanças.

Afectivamente, poderá haver

uma maior necessidade de estabilidade,

de continuidade num

relacionamento amoroso. Mas

é necessário superar apegos,

ressentimentos e possessividade,

algo que pode atrapalhar a

naturalidade de expressão dos

sentimentos e a confiança de

uma relação amorosa.

Sagitário

Saúde e trabalho são alguns

dos temas mais significativos

ao longo deste mês para o signo

Sagitário. É um momento de

investir em uma mudança de

hábitos que traga mais bem-estar

e qualidade de vida. É também

uma fase importante para

aprimorar o modo como você

trabalha e organizar melhor o

seu quotidiano. Lembrando que

Saturno e Marte estão actuando

retrógrados no seu signo, o que

pede mais paciência e foco para

o signo Sagitário, e a percepção

que não devem ter pressa e impaciência,

pois estão lutando

consigo mesmos na superação

as suas dificuldades.

Afectivamente, você vem passando

por uma série de aprimoramento

e de ajustes, e o foco

está no amor-próprio e numa

atitude mais serena no seu relacionamento

e também na expressão

de sentimentos.

Capricórnio

Questões afectivas que envolvem

crianças e expressão da

sensibilidade e criatividade ganham

força ao longo deste mês

Lusitano de Zurique

33

para o signo Capricórnio. É um

mês importante para você reflectir

se está tendo prazer nas

actividades do dia-a-dia e é hora

de colocar mais o afecto e o coração

naquilo que você faz.

Amorosamente, é um período

de grande destaque, já que teremos

a movimentação do planeta

do amor e do relacionamento,

Vénus, exactamente no sector

afectivo do signo Capricórnio,

mas deve haver cuidado com

ressentimentos, com o apego

e com os ciúmes. A intimidade

emocional e sexual é um factor

importante para a sintonia com

quem você ama.

Aquário

Família, privacidade e emoções

são características essenciais

deste mês ao signo Aquário. É

um momento de se interiorizar,

de reflectir e de perceber o que

deve ser finalizado. É um mês

muito significativo para questões

domésticas, familiares e

imobiliárias. Entretanto, como

teremos o movimento retrógrado

do planeta Mercúrio, é um

mês em que você não deverá

assinar contractos ou tomar iniciativas

relacionadas a imóveis,

é melhor deixar isso para outro

momento e investir no aprimoramento

dos vínculos familiares.

Afectivamente, há fortes lições

de amor-próprio e de centralmente

emocional. É um mês

que pede reflexão sobre o que

é, de facto, valioso para você no

amor. É uma fase muito significativa

para se amar mais e para,

a partir dessa atitude, atrair

mais sintonia com quem você

ama.

Peixes

Observe mais a beleza que está

ao seu redor. Estabeleça um

maior contacto com a natureza

e com actividades prazerosas e

criativas. Este mês traz a oportunidade

de novos aprendizados,

contactos e do desenvolvimento

de valores mais sintonizados

com a alma.

Afectivamente, é um mês que

pede mais diálogo e compreensão.

Poderá haver algumas dificuldades

e mal-entendidos na

comunicação, e você precisa ser

paciente e empático para que

haja uma maior sintonia emocional

no relacionamento.

Coordenação: Joana Araújo


34 Lusitano de Zurique Humor/Passatempo (*)

Junho 2016

“Quem não sabe rir, não sabe viver...”

BREVES

O professor para o aluno :

- Menino, eu vou, tu vais, ele vai à praia...

; Que tempo é ?

- Verão com certeza, senhor professor.

————

- A minha mulher é muito poupada, faz

economia em tudo.

- A minha também, sempre que faz anos

põe dez velas a menos no bolo. ————

Debaixo de uma árvore de natal, toda iluminada,

diz um cão ao outro:

- Finalmente, puseram luz na casa de banho

!!

————

A mulher diz ao marido : -É inútil ires

pescar, hoje é 6ª feira . Não sabes que é

dia de azar ?

- Precisamente por isso, espero que seja

um dia de azar para os peixes.

————

Entre amigos :

- Então Manuel, andas a lavar o chão ?

Será que despediste a mulher a dias?

- Não, casei-me com ela.

————

Mãe, amanhã é a festa do meu namorado,

aconselha-me uma surpresa...

- Experimenta dizer-lhe a tua verdadeira

idade.

————

Pergunta: Qual é a diferença entre um

psicótico e um neurótico?

Resposta: Um psicótico pensa que 2+2

são 5.

Um neurótico sabe que 2+2 são 4 mas

isso perturba-o

————

Um casal interrompeu as férias para ir ao

dentista.

-Quero que arranque um dente e não

quero anestesia, porque estou com muita

pressa.

Tire só o dente o mais depressa possível

para irmos embora - disse a Mulher

O dentista estava bastante impressionado.

- A senhora é muito corajosa - disse ele. -

Qual é o dente?

A mulher virou-se para o marido e disse

- Mostra-lhe o dente, querido.

————

- Admite que é culpado ? - pergunta o

juiz?

- Não Sr. Dr. Juiz.

- Tem um álibi ?

- O que é um álibi?

- Bem, alguém que o viu cometer o acto ?

-Ninguém, graças a deus.

————

Um dia, estava com tanta fome que comi

o meu papagaio

- Contou o explorador ao amigo.

- E a que sabia ?

- Peru, Ganso, Tordo ... aquele papagaio

era capaz de imitar tudo. ————

- Podia-me dizer quanto demora um voo

para Nova Iorque?

-Um momento.

- Muito obrigado. (E foi-se embora)

————

- A tua namorada está apaixonada pelo

teu maior amigo

- Pelo meu cão ??

————

- O senhor ainda é parente do Sr. Francisco?

- Sou, mas um parente um pouco afastado:

- Então o que é ele ao senhor?

- É meu irmão.

- E chama a isso parente afastado?

- É que, entre nós, há mais 13 irmãos.

————

- Num cruzeiro, o imediato examina o bilhete

do passageiro e diz-lhe:

- O senhor vai pagar duas multas!

- Porquê?

- Porque o seu bilhete é para viajar em 3ª

classe, porém, vai instalado em 2ª classe

e está abraçado a uma miúda de primeira.

O Professor:

- Quantos corações temos nós?

O aluno:

- Dois, senhor professor.

- Dois!?

- Sim, o meu e o seu!

————

- Doutor, a minha vaca não gosta de touros.

- Então leve-a ao futebol.

————

Dois micróbios encontram-se e conversam

um com o outro:

- Encontro-me um pouco abatido.

- É que estou doente.

- O que é que tens ?

- Apanhei ... penicilina.

————

- Sabe onde mora o sr. Fonseca, que é

electricista?

- Sim, senhor. Vá em frente por essa rua,

volte à esquerda e depois à direita, e é

logo na primeira travessa.

- E não sabe o número?

- Não, mas está por cima da porta.

————

Dois amigos encontram-se e diz um:

- Hoje tive uma sorte dos diabos:

- Então porquê?

- Ia a passar por debaixo de uma obra

e caiu-me um saco de cimento em cima.

- E não te magoaste?

- Não: é que o saco vinha vazio.

————

Conversa entre dois homens:

- Amigo, você tem carro?

- Sim, não ... mais ou menos ...

- Mas homem, o que é isso?

- Olhe, é da minha mulher quando vai às

compras, é do meu filho quando vai ter

com a namorada, é da minha filha quando

vai à discoteca e é meu quando não

tem gasolina !!

(*) O humor é um estado de ânimo cuja intensidade representa o grau de disposição e de bem-estar psicológico e emocional de cada indivíduo a cada momento.


Junho 2016

Júnior

Lusitano de Zurique

35

Coordenação: Joana Araújo


36 Lusitano de Zurique Literatura

Junho 2016

O cúmulo da pouca-vergonha!

Que o suicídio seja a causa de muitas mortes em Portugal, penso que certamente

incomoda as mentes livres e sãs.

Mas duvido que alguma vez, uma vez que seja, perturbe o silêncio nos sonhos das

mentes comprometidas, corrompidas e vendidas.

Em 2010 foi calculado uma média de duas mortes por dia. Nos últimos tempos

ouve-se falar em seis.

Carmindo de

Carvalho

Algumas causas são conhecidas. A crise e seus efeitos. E também devido à gula

desenfreada de alguns caçadores de lucros, à base do despojamento e esvaziamento

dos bolsos de muitos desgraçados. Tudo isto se passa sob o olhar cúmplice

da pouca-vergonha!

Mas os escribas da imprensa e da comunicação em geral, fielmente, cegamente

obedecem às regras ditadas pelos manda-chuva dos grupos, e isso leva a que

servilmente imitem os casos mais sonantes e omitem muitos outros, e omitindo

automaticamente tornam-se cúmplices da farsa.

Numa descarada defesa dos governantes, dos decisores, eles que têm poderes

para algo fazer no sentido de reduzir estes números.

E todos cospem pró lado. E todos fingem nada ver, nada saber. E todos adormecem.

E quando adormecem, aí sim, é verdade, nada vêem! Nada podem ver.

13 de Fevereiro 2013

Gastos e “Likes”

Se tens uma mãe a quem amas muito.

Se gostas do lacinho do cão. Se gostas

de passarinhos. Se vês animais a

serem esfolados vivos. Se vês focas a

serem mortas à dúzia, à cachaporra a

tingirem a água do mar e só por tradição

para a canalhada marcar posição

na passagem do estado ou condição

de adolescentes para adultos. Um atleta

deficiente heroicamente a correr só

com uma perna sã. Um cão aos saltos

com uma pata empanada, etc.

Nisto e mais naquilo, alguns até são lógicos

com muita utilidade em recados

e em mensagens. Mas outros são desprovidos

de lógica, sem pés nem cabeça,

horrendos ou cómicos.

Coisas e mais coisas em pedidos para

colares no teu mural. Para quê?

Vejo gostos a rodos! Mas afinal gostam

de quê? Da coragem, da luta pela

sobrevivência, da miséria que as fotos

mostram, ou da denúncia dos actos?

Usem as palavras, elas não mordem.

Comentem, exponham o que sentem.

Mas explicitem do que realmente gostam.

Por favor expliquem-me como se

eu fosse muito burro. Ou talvez seja

mesmo...

Esta coisa do Facebook a cada dia que

passa, com tanta porcaria, tanta palavra

escrita com pontuação errada!

Tanta coisa adulterada! Repito: A cada

dia que passa, sinto-me um pouco mais

aparvalhado.

Já cheguei a pensar:

Afinal o outro tinha muita razão quando

disse:

“Quanto mais sei que sei, mais sei que

pouco sei.”

Mas por aqui não me safo, penso.

E por vezes fecho a loja e vou dar banho

ao, cão e lustro ao cágado. Lustro sem

usar graxa, não vá eu começar a gostar

do cheiro e passar a engraxar os meus

chefes! Aldra! Antes que seja gago,

marreco e perneta!…

Do livro, “Crematório de consciências”


Junho 2016

Poesia

Lusitano de Zurique

37

Cadência da Vida

Os dias são simplesmente a contagem

Do tempo que nos falta p’ra viver

Na terra, nesta tão curta passagem

Onde o tempo está sempre a decrescer.

Compreende esta fórmula tão prática

Apenas uma breve operação

Não carece ser mestre em matemática

Ou nutrir doutras artes propensão.

Euclides Cavaco

www.euclidescavaco.com

Cada hoje é sempre o primeiro dia

Do resto que nos faltam p’rà partida

Que avançam em constante correria.

E cada dia é fracção subtraída

Deixando sempre menor a quantia

Do resto dos dias da nossa vida !...

Este Povo Que Nós Somos

Nós somos de Viriato, o Lusitano

Descendentes de heróis e heroínas.

Nós somos de Afonso, o soberano

Herdeiros da Pátria das cinco quinas.

Nós somos dinastias duma história

Que encerra oito séculos de epopeias.

Nós somos das batalhas, a glória

E Homeros de outras tantas Odisseias.

Nós somos oceanos e as marés

Onde ousado navegou o nosso Gama.

Nós somos marinheiros e as galés

Que deram ao Império a grande fama.

Nós somos a aventura e a coragem

Sem medo de qualquer Adamastor.

Nós somos o padrão dessa viagem

Que passou para além do Bojador.

Nós somos os heróis de mil facetas

Descobridores do mar sem fim, a majestade.

Nós somos a voz desses poetas

Que rimaram génio Luso com saudade !…

Nós somos as estrofes de Camões

Orgulhosos do presente e do passado.

Nós somos o eco das gerações

Que com alma deram vida e berço ao fado.

Nós somos as memórias do Infante

De Eanes, Magalhães e de Cabral.

Nós somos Este Povo Fascinante…

Desta Pátria que se chama Portugal !…

Rádio Voz da Poesia

http://goo.gl/NAwpZD

Euclides Cavaco


38 Lusitano de Zurique Últimas

Junho 2016

“Não se pode servir a Deus e às riquezas”

Na Missa que celebrou na Capela da Casa

Santa Marta, o Papa Francisco meditou

sobre a Carta de São Tiago e advertiu que

quem acumula riquezas por causa da exploração

das pessoas comete um pecado

mortal e são como sanguessugas.

O Papa disse que erra quem segue a chamada

“teologia da prosperidade”, segundo

a qual “Deus mostra que você é justo

se lhe dá tantas riquezas”. “Não se pode

servir a Deus e às riquezas”, disse o Pontífice,

pois estas podem se tornar “correntes”

que tiram “a liberdade de seguir

Jesus”.

“Quando as riquezas são feitas explorando

as pessoas... aquela pobre gente

torna-se escrava”. O Papa explicou que

no mundo actual sempre acontece de

pessoas que chegam e dizem “quero trabalhar”,

então são contratadas de Setembro

a Junho e, depois, em “Julho e Agosto

deve se alimentar de ar”. “Quem faz isso

são verdadeiras sanguessugas”, pois vivem

da exploração das pessoas, de escravizá-los.

O Papa Francisco recordou o que lhe disse

uma jovem que encontrou um emprego

em que pagavam 650 euros por 11 horas

diárias de trabalho. E disseram-lhe: “Se

quiser, o emprego é seu, caso contrário,

pode ir embora. Há quem queira, há uma

fila atrás de você!”.

O Pontífice criticou essa situação trabalhista

e denunciou que hoje existe “uma

verdadeira escravidão”. Não é algo do

passado, que ocorre em lugares afastados.

“As pessoas não vão mais buscá-los

na África para vendê-los na América: não.

Mas estão em nossas cidades. E existem

esses traficantes, estes que tratam as

pessoas com trabalho sem justiça”.

“Isto é pior”, “é pecado mortal”, enfatizou

Francisco. “É mais importante um copo de

água em nome de Cristo que todas as riquezas

acumuladas com a exploração das

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