Analytica 91

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Artigo Reação do ácido clorídrico com alumínio por reatividade da cinética química Microbiologia Manutenção de culturas de referência Entrevista Aumento da atuação do Inmetro no final de ano E muito mais.

quadrupolo Ultivo

ODEROSO

Espectrômetro REVISTA de massas triplo quadrupolo Ultivo

PEQUENO

INCRIVELMENTE PODEROSO

Mídia oficial da Instrumentação e

EXTREMAMENTE Controle de Qualidade Industrial

PEQUENO

Ano 15 - Edição 91 - Out/Nov 17

Espectrômetro de massas triplo quadrupolo Ultivo

INCRIVELMENTE PODEROSO

EXTREMAMENTE PEQUENO

R$20,00

ARTIGO

Reação do ácido clorídrico com alumínio por reatividade

da cinética química

MICROBIOLOGIA

Manutenção de culturas de referência

ENTREVISTA

Aumento da atuação do Inmetro no final de ano

E MUITO MAIS.


REVISTA

Ano 15 - Edição 91 - Out/Nov 17

EDITORIAL

É com imenso prazer que apresentamos a penúltima edição da Analytica de 2017. E não

poderíamos deixar de lado esse período tão importante, de consumo exacerbado, de nossas

temáticas. Não por acaso, o grande volume de bens de consumo, traz também um aumento cada

vez maior na necessidade de um serviço de controle de qualidade cada vez mais rígido e eficiente.

Por esse motivo, na Analytica 91, compartilhamos a conversa que tivemos com o presidente

do Inmetro, Carlos Augusto de Azevedo, a respeito da atuação do Inmetro nessa época do ano, que

engloba tanto a Black Friday como o Natal. Mais que isso, conversamos também sobre o balanço

desse primeiro ano na gestão do instituto e os planos para 2018. Imperdível e de muito interesse

para os leitores da nossa publicação.

Também nessa edição, devemos destacar o excelente artigo sobre a reação do ácido clorídrico

com alumínio por reatividade da cinética química. De interesse, principalmente aos estudantes de

química, o trabalho elabora uma atividade experimental sobre cinética química a partir do estudo

dos fatores que afetam a velocidade da reação de oxidação do alumínio em meio ácido, utilizando

materiais simples e de baixo custo.

Por fim, devemos destacar a excelente seção de microbiologia do Dr. Claudio Hirai, que

abordará a manutenção de culturas de referência. Isso é muito importante, se levarmos em conta

que elas são necessárias para a avaliação do desempenho dos meios de cultivo como padrões de

identificação microbiana e para a validação dos métodos de ensaio.

Aproveite também e fique por dentro de nossa agenda, com os principais eventos do setor, além

das notícias de mercado.

Boa leitura.

Esta publicação é dirigida a laboratórios analíticos e de controle de qualidade dos setores:

FARMACÊUTICO | ALIMENTÍCIO | QUÍMICO | MINERAÇÃO | AMBIENTAL | MÉDICO | COSMÉTICO | PETROQUÍMICO | TINTAS

Os artigos assinados sâo de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente a opinião da Editora.

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Expediente

Ano 15 - Edição 91 - Out/Nov 17

DEN Editora - Revista Analytica - Av. Paulista, 2.073 - Ed. Horsa I - Cj. 2316 - 01311-940 - São Paulo-SP

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Realização: DEN Editora

Conselho Editorial: Sylvain Kernbaum | revista@revistaanalytica.com.br

Jornalista Responsável: Paolo Enryco - MTB nº. 0082159/SP | redação@newslab.com.br

Publicidade e Redação: Sylvain Kernbaum | 11 98357-9857 | revista@revistaanalytica.com.br

Coordenação de Arte: HDesign - arte@hdesign.com.br

Produção de conteúdo: Hdesign Comunicação - arte@hdesign.com.br

Impressão: Vox Gráfica | Periodicidade: Bimestral


REVISTA

Ano 15 - Edição 91 - Out/Nov 17

ÍNDICE

Espectrômetro de massas triplo quadrupolo Ultivo

INCRIVELMENTE PODEROSO

EXTREMAMENTE PEQUENO

iplo quadrupolo Ultivo

PODEROSO

E PEQUENO

Artigo 1 08

Reação do ácido clorídrico com aluminio

por reatividade da cinética química

Autores:

Nascimento, L. Melnyk, A., Rodbari, R. J., Jamshidi, A.L.C.L.

03 Editorial

05 Agenda

Artigo 2 14

Análise microbiológica em águas dos

bebedouros de um centro universitário do município de Maceió – AL

Capa 30

Autores:

João Paulo dos Santos, Eliane Costa Souza, Tatiana Almeida Omura

de Paula, Monique de Araújo Ramires Lima, Lúcia Helena Ferreira

Santos, Yáskara Veruska Ribeiro Barros, Luitgard Clayre Gabriel

Carvalho de Lima, Angela dos Santos Martinez Alzamora, Patrícia

Silva Batista, Regianne Dourado de Oliveira.

Artigo 3 20

Espectrômetro de massas triplo quadruplo Ultivo

Qualidade físico química e microbiológica

das principais coleções hídricas em zona urbana e rural de

morrinhos, Goiás

INCRIVELMENTE PODEROSO

EXTEMAMENTE PEQUENO

Autores:

Welershon José de Castro, Mara Lucia Lemke-de-Castro

Jaqueline de Oliveira Lima, Yan Lemke de Castro

Entrevista 36

34 Metrologia

4

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

Período entre Black Friday e Natal

aumenta a atuação do Inmetro

38 Instrumentação

e Normalização

40 Em foco


agenda

Agenda 2017

Metrologia 2017

Data: 26 a 29/11/2017

Local: Gran Mareiro Hotel – Fortaleza / CE

Informações: Tel.: (21) 2532 7373 / metrologia2017.org.br

sbm@sbmicrobiologia.org.br / sbmicrobiologia.org.br/29cbm/site/

3ª Escola Brasileira de Espectrometria de Massas

Data: 03 a 08/12/2017

Local: Hotel Serhs - Natal/RN

Informações: escola.brmass.com

FCE Pharma

Data: 22 a 24/05/2018

Local: São Paulo Expo - São Paulo / SP

Informações: fcepharma.com.br

Analitica Latin America

Data: 24 a 26/09/2019

Local: São Paulo Expo - São Paulo / SP

Informações: analiticanet.com.br

CURSOS

Sociedade Brasileira de Metrologia - Cursos EAD

06/11 a 27/11 - Incerteza de Medição

13/11 a 28/11 - Análise e Interpretação da norma ABNT NBR ISO 15189

20/11 a 30/11 - Validação de Métodos de Ensaio

27/11 a 11/12 - Sistema de Gestão da Qualidade Laboratorial (NBR ISO/IEC 17025)

04/12 a 13/12 - Fundamentos da Metrologia

11/12 a 15/12 - Indicadores da Qualidade

Mais informações em: metrologia.org.br

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

5


REVISTA

Ano 15 - Edição 91 - Out/Nov 17

Índice remissivo de anunciantes

ordem alfabética

Anunciante

pág

Agilent

capa

BCQ 52

Beckman Coulter Life Sciences 13

Cetal 19 | 27

Chemetric 35

Greiner 47

Ika 2

Anunciante

pág

Las do Brasil 7

Nova Analítica 41 | 43

Vacuubrand 39

Veolia 45

Vibra-Stop 49

Waters 29

Esta publicação é dirigida a laboratórios analíticos e de controle de qualidade dos setores:

FARMACÊUTICO | ALIMENTÍCIO | QUÍMICO | MINERAÇÃO | AMBIENTAL | MÉDICO | COSMÉTICO | PETROQUÍMICO | TINTAS

Os artigos assinados sâo de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente a opinião da Editora.

6

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

Conselho Editorial

Carla Utecher, Pesquisadora Científica e chefe da seção de controle Microbiológico do serviço de controle de Qualidade do I.Butantan - Chefia Gonçalvez Mothé, Prof ª Titular da Escola de Química da

Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Elisabeth de Oliveira, Profª. Titular IQ-USP - Fernando Mauro Lanças, Profª. Titular da Universidade de São Paulo e Fundador do Grupo de

Cromatografia (CROMA) do Instituto de Química de São Carlos - Helena Godoy, FEA / Unicamp - Marcos Eberlin, Profª de Química da Unicamp, Vice-Presidente das Sociedade Brasileira de Espectrometria

de Massas e Sociedade Internacional de Especteometria de Massas - Margarete Okazaki, Pesquisadora Cientifica do Centro de Ciências e Qualidade de Alimentos do Ital - Margareth Marques, U.S

Pharmacopeia - Maria Aparecida Carvalho de Medeiros, Profª. Depto. de Saneamento Ambiental-CESET/UNICAMP - Maria Tavares, Profª do Instituto de Química da Universidade de São Paulo - Shirley

Abrantes Pesquisadora titular em Saúde Pública do INCQS da Fundação Oswaldo Cruz - Ubaldinho Dantas, Diretor Presidente de OSCIP Biotema, Ciência e Tecnologia, e Secretário Executivo da Associação

Brasileira de Agribusiness.

Colaboraram nesta Edição:

Anastasiia Melnyk, Angela dos Santos Martinez Alzamora, Claudio Kiyoshi Hirai, Eliane Costa Souza, Jaqueline de Oliveira Lima, João Paulo dos Santos,

Lourdes Cristina L. Agostinho Jamshidi, Lúcia Helena Ferreira Santos, Luciano Nascimento, Luitgard Clayre Gabriel Carvalho de Lima, Mara Lucia Lemkede-Castro,

Mauricio Ferraz de Paiva, Monique de Araújo Ramires Lima, Patrícia Silva Batista, Regianne Dourado de Oliveira, Reza Jamshidi Rodbari, Tatiana

Almeida Omura de Paula, Welershon José de Castro, Yan Lemke de Castro e Yáskara Veruska Ribeiro Barros.


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(AFE) (AFE) e Autorização e Especial (AE), para suas atividades em em território nacional. Além Além destas destas são necessárias são necessárias

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Um fornecedor qualificado deve possuir:

Carta de distribuição USP USP anual; anual;

Autorização de Funcionamento (AFE) e e Autorização Especial Especial (AE); (AE);

Portaria 344/1998;

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artigo 1

Reação do ácido clorídrico

com aluminio por reatividade

da cinética química

Imagem ilustrativa

Autores:

Nascimento, L. 1

Melnyk, A. 2

Rodbari, R. J. 3

Jamshidi, A.L.C.L. 4

Cidade Universitária

Caixa Postal: 5008-CEP: 58059-900,João Pessoa-PB,Brasil.

2 - Programa de Pós-Graduação em Letras-PPGL,

Centro de Ciências, Letras e Artes-CLA/UFPB, Brasil.

Castelo Branco, Cidade Universitária-Campus I

CEP: 58051-970,João Pessoa-PB.

3-Programa de Pós-Graduação em Ciências de Materiais

-PPGCMTR, Centro de Ciências Exatas e da Terra- CCEN/UFPE.

Av. Prof. Moraes Rego, 1235 - Cidade Universitária,

Recife - PE - CEP: 50670-901,Brasil.

4Programa de Pós-Graduação em Engenharia Química-PPGEQ,

Centro de Tecnologia e Geociências-CTG/UFPE.

Av. Moraes Rego, 1235 – Cidade Universitária,

CEP: 50670-901, Recife – PE, Brasil.

1* e-mail: luciano.ufpe@gmail.com

8

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

Resumo

O presente trabalho tem como objetivo

utilizar a reação simples de ácido

clorídrico e alumínio para estudar os

parâmetros cinéticos (Ea e A). O alumínio

se mostra um metal ideal para

uma série de aplicações, entra delas

ligas leves para a indústria química

e dentre outras; já o ácido clorídrico,

HCl, é um ácido inorgânico forte, seu

pKa é de -6,3. Isso significa que, em

solução, o H+ dele é facilmente ionizável

ficando livre na solução, fazendo

com que o pH desta seja muito baixo..

Diante de ampla disponibilidade desse

metal em nosso dia-a-dia, foi elaborada

uma atividade experimental sobre

cinética química a partir do estudo dos

fatores que afetam a velocidade da reação

de oxidação do alumínio em meio

ácido, utilizando materiais simples e

de baixo custo. Verificou que a reação

é exotérmica, liberando calor e que as

duas constantes, A e Ea, são conhecidas

como parâmetros de Arrhenius da

reação, são encontradas experimentalmente

e são praticamente independentes

da temperatura, mas depende

da reação que está sendo estudada.

Palavras-chave: Alumínio; Ácido

clorídrico (HCl); Parâmetros de

Arrhenius;Cinética química.

Abstract

Title: Reaction of hydrochloric

acid with aluminum for reactivity by

chemical kinetics

This work aims to use the simple

reaction of hydrochloric acid and

aluminum to study the kinetic parameters

(Ea and A). Aluminum shown an ideal

metal for a number of applications, enter

them light alloys for the chemical industry

and among others; have hydrochloric

acid, HCl is a strong inorganic acid, its pKa

is -6.3. This means that, in solution, H+

is it easily ionizable being free in solution,

making the pH thereof is very low. Faced

with widespread availability of this metal

in our day-to-day, an experimental

activity on chemical kinetics from the

study of factors that affect the speed of

the aluminum oxidation reaction in acid

medium was prepared using simple and

inexpensive materials. It found that the

reaction is exothermic, releasing heat and

that the two constants A and Ea are known

as the Arrhenius reaction parameters,

are found experimentally and are almost

independent of temperature, but depends

on the reaction that is being studied.

Here, put the abstract of the your

contribution to Mens Agitat.

Keywords: Aluminum;

Hydrochloric acid (HCl); Arrhenius

parameters; Chemical Kinetics.

1 Introdução

O alumínio é um metal leve

(ρ = 2,70 g/cm3), resistente à

corrosão, bom condutor de calor

e eletricidade, possui brilho e tem

um baixo ponto de fusão – 658°C,

por suas excelentes propriedades

físico-químicas; entre as quais se

destacam o baixo peso específico,

a resistência à corrosão, a alta

condutibilidade térmica e elétrica,

possui baixa resistência à tração

(σr), cerca de 90 MPa, podendo

alcançar 180 Mpa. Apesar de ser

o metal mais abundante na crosta

terrestre, ele não se encontra

naturalmente na forma de metal,

mas na forma de óxido (Al2O3) no

minério da bauxita. O ácido clorídrico,

HCl, é um ácido inorgânico

forte, seu pKa é de -6,3. Isso significa

que, em solução, o H+ dele

é facilmente ionizável ficando livre

na solução, fazendo com que o pH

desta seja muito baixo (BRADY &

HUMISTON, 1986). Em sua forma

comercial é também conhecido

como Ácido Muriático, vendido

em concentrações de no mínimo

33%. Sua aparência é de um líquido

incolor ou levemente amarelado.

Altamente higroscópico, ou


seja, absorve água da atmosfera,

por isso o frasco deve permanecer

bem vedado para não variar a

sua concentração. A formação de

ácido clorídrico é bem reativa e

deve ser feita com muito cuidado.

No meio industrial essa obtenção

pode ser feita de duas maneias:

aquecimento a altas temperaturas

do gás hidrogênio com o gás cloro,

formando o HCl em sua forma pura

que é gasosa. Esse gás se dissolve

muito bem em água permitindo

a confecção da solução de HCl.

Ou então com a mistura de ácido

sulfúrico (H2SO4) com cloreto de

sódio (NaCl) formando o dito ácido

e sulfato de sódio (Na2SO4). A

maioria das reações químicas entre

um ácido (hidrácido ou oxiácido) e

um metal, irá liberar gás hidrogênio

(H2) e formar um sal correspondente

(RUSSEL, 1992). Algumas

reações também liberam outras

substâncias, em sua maioria tóxica.

O objetivo principal deste artigo

consiste em utilizar uma reação

simples de ácido clorídrico e alumínio

para estudar os parâmetros

cinéticos (Ea e A),contextualizando

com o ensino e aprendizagem da

química geral com outras disciplinas

e áreas de pesquisa de forma

sistemática, qualitativa e quantitativa

para o ensino de engenharia.

2 Fundamentação

teórica

A cinética é a área da química

que estuda a velocidade das reações

químicas e os fatores que a

influenciam. Os principais fatores

que influenciam numa reação são

a temperatura, concentração, superfície

de contato, catalisadores e

etc. A influencia que a temperatura

traz é que, quanto mais alta a temperatura

do sistema, maior será a

energia cinética média das moléculas.

E isso promove uma agitação

mais expressiva nas partículas,

ocasionando então uma frequência

maior de choques e com mais força

(USBERCO 2006).

Assim, um aumento na concentração

de reagentes, aumenta a

velocidade da reação porque as

colisões se tornam mais frequentes.

Um aumento de temperatura

aumenta a energia cinética das

partículas e consequentemente

a energia das colisões também

será maior. O aumento da superfície

exposta também aumenta

a velocidade da reação, pois um

maior número de partículas poderá

sofrer colisões (ATKINS, 2006).

Muitas reações, tais como, explosões

de misturas de hidrogênio e

oxigênio ocorrem tão rapidamente

que a determinação acurada de

suas velocidades se torna difícil.

Já outras reações, tal como a ferrugem

de algumas ligas, ocorre

tão lentamente que, novamente, é

muito difícil de medir a velocidade

de reação. Por outro lado, existem

muitas reações que ocorrem a velocidades

intermediárias, fáceis de

medir. Um desses casos é a reação

entre uma solução de ácido clorídrico

e alumínio. Segundo O indicador

responsável nesta reação de

ácido clorídrico com alumínio como

um experimento para o estudo cinético,

não é muito profundo, pois

envolve a investigação parâmetros

cinéticos dessa reação em nível de

segunda ordem. Na Figura 1, observamos

uma listagem de alguns

metais em ordem crescente de reatividade

de alguns metais que são

importantes para processos cinéticos

(FELTRE,2001).

Os metais ao final da lista são

extremamente reativos, ou seja,

a reação de oxidação acima tem

grande tendência a oxidarem,

tendo no topo da lista os que não

são reativos e os metais do meio

são moderadamente reativos. O

hidrogênio foi incluído nesta listagem,

apesar de não ser um metal,

pois sua posição na lista separa

os metais que reagem com ácido

daqueles que não reagem. Através

da equação na (1) que o alumínio

reage quimicamente com ácido

clorídrico, produzindo cloreto de

alumínio e liberando gás hidrogênio.

A reação pode ser caracterizada

como megativa, pois é uma

areação exortémica, apresenta

classificação como deslocamento,

e podem laboratorialmente serem

identificado pela inflamabilidade do

gás hidrogênio liberado. No estado

sólido, o cloreto de alumínio cristaliza

a segundo a estrutura padrão

YCl3 com íons Al3+ formando uma

face centrada cúbica (MAJIDI et

al., 2007). Uma análise minuciosa

desta equação (1), onde as s ligações

covalentes apolares mantém

os átomos de hidrogênio juntos

nas moléculas de hidrogênio. As

atrações do tipo íon-dipolo onde

os íons de hidrogênio positivos

são atraídos para o lado negativo

das moléculas de água e os íons

cloreto negativos são atraídos para

hidrogênio. O dipolo induzido por

atrações é do tipo fraco por agir

entre as moléculas de hidrogênio.

As atrações íon-dipolo, para os íons

de alumínio positivos são atraídos

para o lado negativo das moléculas

de água e os íons cloreto são atraí-

Figura 1- Reatividade de metais. Fonte: (Autor).

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

9


artigo 1

Autores:

Nascimento, L. 1

Melnyk, A. 2

Rodbari, R. J. 3

Jamshidi, A.L.C.L. 4

dos para a extremidade positiva do

átomo de hidrogénio nas moléculas

de água. Abaixo temos a Figura

2,mostrando a reação entre o ácido

clorídrico e o alumínio,onde há um

aliberação de calor incrível ( reação

exotérmica)

a constante de velocidade com a temperatura é chamada equação de

Arrhenius, que pode ser escrita como (MAHAN, 1978):

Onde A é o coeficiente de proporcionalidade, conhecido por fator pré-exponencial,

T a temperatura em Kelvin (K), R a constante universal dos gases,

(2)

(1)

10

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

Figura 2- Reação entre o ácido

clorídrico e alumínio.

Fonte: (Autor).

O cloreto de alumínio é um poderoso

ácido de Lewis, capaz de

reagir de acordo com as reações

ácido-base de Lewis com bases de

Lewis, como até mesmo as mais

fracas de benzofenona ou mesetileno.

Na presença de um ião cloreto,

reage de modo a formar AlCl4.

A hidrólise parcial na presença de

água forma ácido clorídrico e / ou

cloreto de hidrogênio. Soluções

aquosas de cloreto de alumínio se

comportam da mesma forma que

as soluções de outros sais hidratados

contendo íons Al3+. A principal

utilização de cloreto de alumínio é

na fabricação de compostos por

reação de Friedel como catalisador

em processos catallíticos. Os parâmetros

cinéticos podem ser determinados,

são determinados em

temperatura ambiente, variando-se

apenas a concentração de um dos

reagentes. A expressão matemática

da lei de velocidade relaciona

E a

é a energia de ativação. Representa

a barreira de energia que

deve ser vencida antes que os reagentes

se tornem produtos. E a

é

sempre positivo. Quanto maior o

valor de E a

, menor a velocidade de

uma reação a uma dada temperatura,

e maior será a inclinação da

curva (ln k) x (1/T). Uma energia de

ativação alta corresponde a uma

velocidade de reação que é muito

sensível á temperatura. O valor de

E a

não muda com a temperatura.

Geralmente esta equação pode

ser reescrita da seguinte forma:

(3)

No modelo proposto por Arrhenius

surge um parâmetro, denominado

energia de ativação, que

conecta o mundo macroscópico

com o microscópico. Esse parâmetro

foi interpretado como sendo

equivalente à altura da barreira

energética que deve ser alcançada

pelos reagentes através da energia

translacional. Entretanto, é sabido

que este conceito, nesta forma, é

bastante simplificado para descrever

esses fenômenos químicos,

uma vez que os processos reacionais

possuem uma descrição muito

mais complexa, dependendo de

fatores térmicos, de distribuições

de não equilíbrio dos reagentes,

tunelamento e configuração geométrica.

Estes fatores influenciam

diretamente na resposta

experimental (constante cinética)

levando a um comportamento

não linear no plot de Arrhenius e,

consequentemente, interferindo

no comportamento da energia de

ativação. Sendo assim, tornavase

necessário buscar uma definição

mais abrangente para a energia

de ativação. A definição mais genérica

para energia de ativação é

dada pela equação (4), definição

atualmente aceita pela IUPAC.

(4)

A equação de Arrhenius e de

argumentos baseados na termodinâmica

estatística, deu uma interpretação

física para a energia

de ativação. Segundo Tolman, a

energia de ativação seria a diferença

entre a energia média de todas

as entidades moleculares, com

energia suficiente para reagir, e a

energia média de todas as entidades

moleculares que reagissem ou

não. Em outras palavras, Tolman

atesta que o negativo do diferencial

do logarítimo da constante

cinética em relação ao inverso da

temperatura seria a energia média


das moléculas que reagem menos

à energia média de todas as possíveis

entidades do sistema.

3 Materiais e métodos

Utilizou-se, neste experimento,

os seguintes materiais:

• 01 pipeta de 10,0 mL;

• 01 béquer de 50,0 mL;

• 01 termômetro;

• 01 cronômetro;

• Ácido clorídrico

(ácido muriático) HCl 6M;

Primeiramente, foi colocados

pedaços de alumínio dentro do

béquer de 50,0 mL misturando

com ácido muriático do qual, foi

realizado medidas de temperatura

a ponto de verifica e observar

uma reação do tipo exotérmica e

liberando hidrogênio na forma gasosa

e depois do fim da reação o

surgimento do cloreto de alumínio.

Foram separados três tubos de

ensaios e marcados com as letras

A, B e C. Submetendo-os ao

que pede na tabela 1. As reações

aconteceram em temperatura ambiente

(25°C) e nas temperaturas

de 10-70°C. Ao observar as reações

nas diferentes temperaturas

e homogeneizando a solução com

uma leve agitação e acionando

o cronômetro em seguida. Para

cada tubo, foi medido o tempo necessário

para o alumínio ser consumido

totalmente.

4 Resultados e

discussão

A princípio, foram realizados

cálculos da concentração molar

do ácido clorídrico e do alumínio

presentes nos ensaios. Como os

tempos foram obtidos, calculamos

a velocidade média em que cada

ensaio que ocorreu, usando-se

para tanto a expressão da velocidade

média para o consumo de

alumínio descrito na equação (5)

(CHASSOT,1993),

Tabela 1- Ensaios experimentais com ácido clorídrico e alumínio.

(5)

Geralmente estes resultados,

podem ser visto na Tabela 2. Empregando

a equação da lei da velocidade

na equação (6), em seguida,

calcularam-se as ordens de reação

a e b.

(6)

A lei da velocidade obtida com

os dados foi esta reação é uma reação

de quarta ordem.

(7)

Visto que, são conhecidos os

valores de [HCl], [Al], a, b, e suas

as velocidades para cada ensaio,

é possível determinar o valor da

constante k em temperatura ambiente

ou qualquer outra temperatura.

Para cada temperatura

realizada, obteve uma constante

diferente, conforme se ver na Tabela

3. Para encontrar a energia

de ativação e o fator pré-exponencial

plotou-se um gráfico ln k x

1/T (em Kelvin), ilustrado na Figura

3. Pela equação 3, a inclinação

da curva é igual a - Ea/R, então,

o valor encontrado para a reação

do alumínio com ácido clorídrico é

igual a 3,46 kJ/mol e o fator A, é

o próprio coeficiente linear da reta,

cujo valor obtido foi 4,15.10-4

L3s -1 mol -3 . Com esta experiência

foi possível apresentar os parâmetros

cinéticos que influenciam na

velocidade das reações químicas.

Tabela 2- Velocidade de reação em Temperatura ambiente.

Tabela 3- Valores para construção do gráfico de Arrhinius: lnk versus 1/T.


artigo 1

Autores:

Nascimento, L. 1

Melnyk, A. 2

Rodbari, R. J. 3

Jamshidi, A.L.C.L. 4

Figura 3- Gráfico de Arrhinius: lnk versus 1/T.

Fonte: (Autor).

12

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

Conclusões

• O estudo da reação de oxidação

do metal alumínio em meio

ácido possibilitou a interpretação

do caráter anfótero desse metal,

bem como a sua iinfluência na

concentração do ácido clorídrico

sobre a velocidade da reação, observando

que a cinética química

obedeceu a equação de Arrhenius,

influenciada por fatores de velocidade

de uma reação química;

• A reação é altamente influenciada

pela temperatura, devidoa

forte influência da superfície de

contato do alumínio sobre a velocidade

da reação;

• Apresentação de parâmetros

cinéticos que influenciam na velocidade

das reações químicas,

observando uma reação do tipo

exotérmica e liberando hidrogênio

na forma gasosa e depois do fim

da reação o surgimento do cloreto

de alumínio, muito utilzado como

catalisador.

Agradecimentos

Agradecemos ao CNPq pelo o

suporte financeiro da pesquisa.

Referências

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Questionando a Vida Moderna e o Meio

Ambiente. Editora Bookman, 2006.

BRADY, J.E & HUMISTON, G.E. Química

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Técnicos e Científicos, 1986.

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São Paulo. 3ª Ed. Vol. Único. Moderna,

2001. LTDA, 1978.

MAHAN, B.H. Química: um curso universitário.

2ª Ed. São Paulo. Editora Edgard

Blücher

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QUAGLIANO, J.V. e VALLARINO, L.M. Química.

3a Ed. Rio de janeiro: Editora Guanabara,

Dois, 1985.

RUSSEL, J.B. Química Geral. Volume 1 e

2. São Paulo. McGraw-Hill, 1992.

USBERCO, João; Salvador, Edgard. Química

Geral. 12ª.Ed. São Paulo: Saraiva.

Pp.480-490 p,2006.


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artigo 2

Análise microbiológica em

águas dos bebedouros de um

centro universitário do município

de Maceió – AL

Imagem ilustrativa

Autores:

João Paulo dos Santos 1 , Eliane Costa

Souza 2 , Tatiana Almeida Omura de Paula 3 ,

Monique de Araújo Ramires Lima 4 , Lúcia

Helena Ferreira Santos 5 , Yáskara Veruska

Ribeiro Barros 6 , Luitgard Clayre Gabriel

Carvalho de Lima 7 , Angela dos Santos

Martinez Alzamora8, Patrícia Silva

Batista 9 , Regianne Dourado de Oliveira 10

1. Biomédico, Centro de Estudos Superíores de Maceió

- CESMAC, Especialista em Hemoterapia e Imuno-

Hematologia, Departamento de Oncologia Clínica e

Experimental, Disciplina de Hematologia e Hemoterapia

da Universidade Federal de São Paulo- UNIFESP – EPM,

Mestrando em Reumatologia, Universidade Federal de São

Paulo UNIFESP – EPM, Analista de Hemoterapia, Hospital

Israelita Albert Einstein-HMVSC.

14

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

Resumo

A água é um dos compostos mais

abundantes e importantes aos organismos

vivos, sua contaminação

representa um dos principais riscos

à Saúde Pública. Uma das formas de

utilização da água pela população é o

abastecimento público, devendo esta

ser considerada potável. As faculdades

pertencentes ao Centro Universitário

agregam um grande número

de docentes e discentes, que diariamente

fazem uso da água fornecida

pelos bebedouros. Sendo assim, faz-

-se necessário avaliar a qualidade

microbiológica, dessa forma de fornecimento

de água, para averiguar

se a mesma possui parâmetros microbiológicos

adequados. Foram escolhidas

04 faculdades pertencentes

a um centro Universitário. Em cada

Faculdade existem 05 bebedouros

localizados em diversos pontos, de

cada bebedouro foi coletada 01

amostra de água, sendo 05 amostras

por Faculdade totalizando 20

amostras de todo o Centro Universitário.

Foi realizada a enumeração dos

coliformes totais e fecais bem como

a pesquisa de Escherichia coli. 40%

das amostras apresentavam contagem

superior a 1,1 NMP/mL para coliformes

totais e fecais. A contagem

para coliformes totais e fecais variou

de < 1,1 a 6,9. Não houve isolamento

de Escherichia coli em nenhuma

das amostras analisadas. Na Faculdade

A houve ausência nas amostras

dos microrganismos pesquisados.

De acordo com os resultados obtidos,

recomenda-se a adoção de um

programa de educação sanitária para

a higienização dos bebedouros bem

como a manutenção dos mesmos.

Palavras-chave: Água. Coliformes.

Bebedouros

Abstract

Title: Microbiological analysis of

water fountains of a university center

of Maceió county - AL

Water is one of the most abundant

and important compounds to living

organisms, contamination is a major

risk to public health. One of the ways of

water use by the population is the public

water supply, which must be considered

potable. The faculties belonging to the

University Center add a large number of

teachers and students who daily make

use of the water supplied by the water

fountains. Therefore, it is necessary to

evaluate the microbiological quality of

this form of water supply, to ascertain

whether it has adequate microbiological

2. Nutricionista do Hospital Escola Dr. Hélvio Auto- UNCISAL.

Especialista em Qualidade na Produção de Alimentos.

Mestre em Nutrição Humana-Universidade

Federal de Alagoas (UFAL).

3. Bióloga, Especialista em Hemoterapia, SENAC-SP,

Coordenadora Hemoterapia,

Hospital Israelita Albert Einstein-HMVSC.

4. Nutricionista Graduada pelo Centro Universitário Cesmac.

5. Biomédica Graduada pelo Centro Universitário Cesmac.

6. Biomédica, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Professora assistente de Bioquímica na Universidade

Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas e de Microbiologia

no Centro Universitário Cesmac.

7. Farmacêutico Generalista pelo curso de graduação em

Farmácia da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).

Mestre em Nutrição Humana/UFAL.

8. Biomédica, Centro Universitário Lusíada, Especialista em

Hemoterapia, Senac - SP, Analista de Hemoterapia Pleno,

Hospital Israelita Albert Einstein-HMVSC.

9. Bióloga, Universidade Cruzeiro do Sul, Especialista em

Hemoterapia e Hematologia Clínica, IPESP, Especialista

em Biologia Molecular e Citogenética Humana, IPESP - SP

Analista de Hemoterapia Pleno,

Hospital Israelita Albert Einstein-HMVSC.

10. Farmacêutica, Uninove, Analista de Hemoterapia Pleno,

Hospital Israelita Albert Einstein-HMVSC

Instituição: Centro de Estudos Superiores de

Maceió-CESMAC. Rua. Cônego Machado, nº 918,

CEP 57051 -160 – Maceió-AL.Correspondência para: João

Paulo dos Santos. Rua Jornal de Alagoas, 41,

Farol. Maceió-AL, CEP: 57051-420.

joaobiome@hotmail.com. Tel. (11) 96473-7972.


parameters. 04 colleges were chosen

belonging to a university center. In each

Faculty there are 05 water fountains

located in different parts of each trough

was collected 01 water sample, with

05 samples per Faculty totaling 20

samples around the University Center.

enumeration was carried out of total

and fecal coliforms as well as research

of Escherichia coli. 40% of the samples

had a higher score 1.1 NMP / ml for

total and fecal coliforms. The count for

total and fecal coliforms ranged from


artigo 1

Autores:

João Paulo dos Santos 1 , Eliane Costa Souza 2 ,

Tatiana Almeida Omura de Paula 3 , Monique de

Araújo Ramires Lima 4 , Lúcia Helena Ferreira

Santos 5 , Yáskara Veruska Ribeiro Barros 6 ,

Luitgard Clayre Gabriel Carvalho de Lima 7 , Angela

dos Santos Martinez Alzamora8, Patrícia

Silva Batista 9 , Regianne Dourado de Oliveira 10

16

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

doenças de veiculação hídrica a

essa população.

Materiais e métodos

Este estudo foi desenvolvido

através de uma análise experimental

analítica nos bebedouros

de 04 Faculdades pertencentes

ao Centro Universitário Cesmac.

As amostras foram analisadas no

Laboratório de Microbiologia da

Faculdade de Ciências Biológicas

da Saúde (FCBS), localizado na

Rua Cônego Machado, 918, Farol,

Maceió - AL.

Em cada Faculdade existem 05

bebedouros localizados em diversos

pontos. De cada bebedouro

foi coletada assepticamente em

frascos estéreis com 0,1 mL de

tiossulfato de sódio a 10% 01

amostra de 200 mL água, sendo

05 amostras por Faculdade, totalizando

20 amostras de todo o

Centro Universitário.

As amostras foram acondicionadas

em caixas de isopor, em

seguida transportadas ao laboratório

de microbiologia do FCBS/

CESMAC para análise.

Procedimentos

As análises microbiológicas para

coliformes totais, fecais e Escherichia

coli seguiram a metodologia

do Manual de Análises Microbiológicas

de Água (SILVA ET al., 2000)

e os parâmetros de qualidade utilizados

para análise foram baseados

na Portaria nº 518, 25 de março de

2004 do Ministério da Saúde.

Para a analise microbiológica

dos coliformes totais e fecais na

água foi utilizada a técnica dos

tubos múltiplos, um método quantitativo

que permite determinar o

número mais provável (NMP) dos

microrganismos alvo na amostra,

através da distribuição de

alíquotas em uma série de tubos

contendo um meio de cultura di-

ferencial para crescimento desses

microrganismos.

Foram distribuídas 10 porções

de 10 mL de cada amostra em 10

tubos contendo 10 mL de Caldo

Lauril Sulfato Triptose (LST) em

concentração dupla, totalizando

100 mL da amostra. Após incubação

de 35ºC°/48h, todos os tubos

com reação presuntiva, com produção

de gás no interior do tubo de

Durhand foram subseqüentemente

sujeitos a testes confirmativos em

Caldo Verde Brilhante Lactose Bile

(VB) incubados em 35ºC/48h e Caldo

Escherichia coli (EC) 45ºC/24h,

para confirmação da contaminação

da água por coliformes totais e fecais,

respectivamente.

Para identificação da presença

de Escherichia coli, de cada tubo

com positividade de EC foi retirada

uma alçada e repicada em placas

de petri contendo Ágar Eosina Azul

de Metileno (EMB), em seguida as

placas foram incubadas a temperatura

de 35ºC/48h. A identificação

de E. coli foi verificada a partir do

crescimento de colônias características

em EMB (colônias pequenas,

sem tendência a confluir,

com brilho metálico esverdeado à

luz refletida e centros escuros). As

colônias típicas foram repicadas

em tubos SIM e Ágar Citrato de

Simmons, incubadas a 37 ºC/24

h. Após crescimento foi realizado o

teste do Indol (no tubo SIM) e observada

à reação. Resultado positivo

de Indol (formação de halo cor

de rosa) e crescimento negativo no

Ágar Citrato de Simmons (não utilização

do citrato como fonte única

de carbono) foram considerados

indicativos para presença de E. coli.

Resultados e

discussão

Das 20 amostras analisadas 8

(40%) apresentavam contagem

superior a 1,1 NMP/mL para coliformes

totais e fecais. A contagem

destes microrganismos variou de <

1,1 a 6,9. Não houve isolamento de

Escherichia coli em nenhuma das

amostras analisadas (Tabela 1).

Os resultados desta pesquisa

divergem dos encontrados por

Oliveira; Fai; Stamford (2007), que

obtiveram índice de contaminação

de 64% e 25% respectivamente

para coliformes totais e fecais nas

amostras analisadas.

100% das amostras de água

dos bebedores da Faculdade A e

80% dos das amostras de água

dos bebedores da Faculdade B,

apresentaram-se com padrões

microbiológicos adequados. Nas

amostras dos bebedouros da Faculdade

A não foram encontrados

os microrganismos pesquisados.

Na Faculdade B uma amostra de

um bebedouro teve contagem de

2,2 NMP/mL para coliformes totais

e fecais. Já as amostras de água

dos bebedouros da Faculdade C e

D, 60% e 80% das amostras respectivamente

estavam impróprias

para o consumo (Figura 1).

Resultados aproximados de Gomes

et al ( 2005), observaram em

água de bebedouros, que de quatro

amostras coletadas e analisadas,

nenhuma apresentaram coliformes

totais e fecais. Já divergências nos

resultados em relação a nossa pesquisa

foi encontrado por Azerêdo et

al (2001) que pesquisando coliformes

totais e fecais em 25 amostras

de água de bebedouros, instalados

em diferentes Centros e Setores

da Universidade federal da Paraíba

(UFPB) detectaram valores inferiores

a < 1,1 NMP/100 mL.

De acordo com Moura et al.

(2002) a contaminação da água na

maioria das vezes pode ter origem

na captação da água do sistema

público, nos locais de armazenamento,

má condição de higiene da

tubulação e tanques onde ocorre o

acondicionamento da água que ali-


Tabela 1 - Contagem de coliformes totais, fecais e isolamento de E. coli em bebedouros pertencentes

a faculdades de um Centro Universitário localizado em Maceió – AL.

Figura 1. Percentual de amostras de água imprópria para consumo

dos colhidas dos bebedouros pertencentes a Faculdades de um Centro

Universitário localizado em Maceió – AL.

menta bebedouros.

Foi observado durante a coleta

das amostras que todos os bebedouros

da Faculdade D apresentavam-se

em mal estado de

conservação, enferrujados e com

presença de limosidade esverdeada

na superfície do aço inox. Na

Faculdade C os bebedouros apresentavam-se

sem ferrugem, porém

com presença de limosidade esverdeada

superficial, sendo 02 deles

localizados perto de banheiros e 01

deles perto do Biotério.

A observação da presença de

ferrugem e limosidade esverdeada

na superfície de inox caracteriza

uma ausência de manutenção e

higienização regular destes bebedouros,

onde a localização da

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

17


artigo 1

Autores:

João Paulo dos Santos 1 , Eliane Costa Souza 2 ,

Tatiana Almeida Omura de Paula 3 , Monique de

Araújo Ramires Lima 4 , Lúcia Helena Ferreira

Santos 5 , Yáskara Veruska Ribeiro Barros 6 ,

Luitgard Clayre Gabriel Carvalho de Lima 7 , Angela

dos Santos Martinez Alzamora8, Patrícia

Silva Batista 9 , Regianne Dourado de Oliveira 10

18

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

instalação perto de banheiros e do

Biotério pode contribuir para contaminação

cruzada vinda destes

locais.

Conclusão

Tendo em vista os resultados

obtidos, faz-se necessário um programa

intensivo de monitoramento

constante dos bebedouros, em relação

ao controle microbiológico e

aos cuidados físicos destes, já que

muitos bebedouros encontravam-

-se em precárias condições de

conservação e manutenção. Uma

das faculdades apresentou isenção

de contaminação microbiana, sendo,

portanto possível estender este

parâmetro para as outras faculdades

visto que todas pertencem a

um mesmo Centro Universitário.

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REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

19


artigo 3

Qualidade físico química e

microbiológica das principais

coleções hídricas em zona urbana

e rural de morrinhos, Goiás

Autores:

Welershon José de Castro 1

Mara Lucia Lemke-de-Castro 1

Jaqueline de Oliveira Lima 1

Yan Lemke de Castro 2

1 - Programa de Pós Graduação Lato Sensu em Planejamento

e Gestão Ambiental – UEG Câmpus Morrinhos.

Rua 14, 625, Jardim América,

75650-000, Morrinhos – GO.

Tel.:(64) 3413-1097 | welershon@uol.com.br

2 - Graduando em Agronomia – PIBIC/IF GOIANO

Câmpus Morrinhos. Rodovia BR153, KM633 - Zona Rural,

Morrinhos - GO, 75650-000

Tel.: (64) 3413-7900

Imagem ilustrativa

20

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

Resumo

O uso e ocupação do solo estão

intimamente ligados a qualidade da

água nas bacias hidrográficas. Partindo

da hipótese de que a área urbana

estaria mais poluída que a área

rural e a nascente, a pesquisa teve

como finalidade fazer um diagnóstico

ambiental das águas que nascem

no Córrego Maria Lucinda, passam

pelo perímetro urbano e continuam

na zona rural, em Morrinhos/GO. O

diagnóstico foi baseado na qualidade

físico-química e microbiológica

de amostras de água em pontos

específicos. Foram realizadas três

campanhas de campo, nos meses

de setembro, outubro e novembro

de 2015. Foram avaliados oito pontos

de coleta desde a nascente do

Córrego Maria Lucinda, passando

pelo percurso urbano e seguindo

até a zona rural. E córrego Cordeiro,

o qual deságua no córrego Areias,

perfazendo 24 amostras. Foram realizadas

as seguintes análises: DBO5,

DQO, nitrogênio amoniacal, oxigênio

dissolvido, pH, temperatura, turbidez,

coliformes totais e Escherichia coli.

Os dados obtidos foram tratados no

programa Biostat 5.4 e obtidos dados

de estatística descritiva quantitativa.

A média aritmética de cada ponto foi

comparada com o padrão estipulado

pela Resolução Conama 357/05 para

classe 2. Para análise de variância

entre os pontos de coleta foi utilizado

o teste de Kruskal-Wallis ao nível

de 1% de significância. No geral, os

piores pontos avaliados encontram-

-se na zona rural ou na interface da

zona rural e urbana, demonstrando

que não é a contribuição da zona

urbana que causa maior impacto às

águas superficiais desta microbacia.

Palavras-chave: efluente, termotolerantes;

deflúvio; mata ciliar.

Abstract

Title: Quality physical chemical

and microbiological of significant

collections water in urban and rural

area of morrinhos, Goiás

The use and occupation are

closely linked to water quality in

watersheds. Assuming that the urban

area would be more polluted than

the rural area and the source of the

brook, the research aimed to make

an environmental diagnosis of waters

that are born in the brook Maria

Lucinda, pass through the urban

area and still in the countryside,

in Morrinhos / GO. The diagnosis

was based on physical-chemical

and microbiological quality of water

samples at specific points. Three

campaigns were carried out in the

months of September, October and

November 2015 were evaluated eight

collection points from the source

stream Maria Lucinda, through the

urban route and following up the

countryside. And Cordeiro stream,

which flows into the Areias stream,

totaling 24 samples. The following

analyzes were performed: BOD5,

COD, ammonia nitrogen, dissolved

oxygen, pH, temperature, turbidity,

total coliforms and Escherichia

coli. The data were processed in

5.4 Biostat program and obtained

quantitative descriptive statistics

data. The arithmetic average of

each point was compared with the

standard set by CONAMA Resolution

357/05 for Class 2. For analysis

of variance between the collection

points we used the Kruskal-Wallis

test at the 1% level of significance.

Overall, the worst points assessed

are in the countryside or in the rural

and urban interface, demonstrating

that it is not the contribution of urban

areas that cause greater impact to

surface waters of this watershed.

Keywords: effluent,

thermotolerant; runoff; riparian forest.


1 Introdução

A água doce é um recurso finito

que vem sendo contaminada por

diferentes fontes como: efluentes

domésticos, efluentes industriais

e deflúvio superficial. A qualidade

da água refere-se às características

físicas, químicas e biológicas

e conforme estas características

a legislação especifica diferentes

usos para a água (1). A resolução

Conama nº 357/05 dispõe sobre

a classificação e enquadramento

dos corpos hídricos e estabelece

padrões de lançamento de

efluentes (2).

O uso e ocupação do solo estão

intimamente ligados a qualidade

da água nas bacias hidrográficas.

Áreas ocupadas por matas e pastagens

favorecem a qualidade da

água, enquanto áreas habitadas,

agricultadas ou matas degradadas

reduzem a qualidade (3).

As bacias hidrográficas são sistemas

complexos que funcionam

como escoadouros naturais das

áreas de drenagem em que se encontram.

Vários fatores afetam este

sistema tais como: uso do solo, geologia,

tamanho e forma da bacia,

condições climáticas, entre outros.

O uso de indicadores de qualidade

da água consiste no emprego

de variáveis que se correlacionam

com as alterações ocorridas na

microbacia, sejam estas de origem

antrópica ou naturais. Cada sistema

lótico possui características

próprias, o que torna difícil estabelecer

uma única variável como

um indicador padrão para qualquer

sistema hídrico. Assim sendo, é importante

a busca em trabalhos de

campo para a obtenção de índices

de qualidade de água que reflitam

resumidamente e objetivamente as

alterações, com ênfase para as intervenções

humanas, como o uso

agrícola, urbano e industrial (4).

Vários tipos de agentes poluentes,

são capazes de alterar o meio

ambiente, principalmente a água.

Essa poluição é provocada pela

urbanização e pelo processo de

urbanização, em que são lançados

esgotos que poluem os rios,

lagos e córregos que se localizam

dentro do meio urbano ou rural (5).

Assim, a avaliação de parâmetros

físico-químicos e microbiológicos

são essenciais, pois são utilizados

como uma indicação de que o

corpo hídrico está ou não sofrendo

degradações advindas de atividades

poluidoras.

A temperatura desempenha um

papel importante de controle no

meio aquático, pois à medida que

a temperatura aumenta de 0 a 30°

C, a viscosidade e tensão superficial

diminuem, enquanto a condutividade

térmica e a pressão de

vapor aumentam (6). A turbidez é a

medida da capacidade da água em

dispersar a radiação solar, e sofre

influência direta da presença de

sólidos em suspensão, que impedem

que o feixe de luz penetre na

água (7). O pH quantifica os níveis

de hidrogênio da água e representa

a intensidade das condições ácidas

ou básicas do meio através da

medição da quantidade de íons de

hidrogênio (H+) (8).

A Demanda Bioquímica de Oxigênio

(DBO) representa a quantidade

de matéria orgânica presente na

água passível de degradação por

micro-organismos, quantificando

o consumo de oxigênio necessário

para esta degradação. A Demanda

Química de Oxigênio (DQO) representa

quanto de substâncias, presentes

na água que consumirão

quimicamente determinada quantidade

de oxigênio. O nitrogênio

amoniacal serve para comprovar

a presença de esgotos domésticos

lançados na água, e também

como um indicador de consumo

de oxigênio no processo de nitrificação

e possível crescimento de

algas. O oxigênio dissolvido (OD)

indica o grau de oxigenação da

água, e é um excelente indicativo

de qualidade (6).

Dentre as análises microbiológicas

os coliformes totais (CT) são os

indicadores de contaminação mais

usados para monitorar a qualidade

sanitária da água. Os grupos coliformes

são formados por bactérias

que incluem os gêneros como Escherichia

coli. Sua presença é um

dos indicadores de contaminação

fecal na água (9).

Partindo da hipótese de que a

área urbana estaria mais poluída

que a área rural e a nascente, a

pesquisa teve como finalidade fazer

um diagnóstico ambiental das

águas que nascem no Córrego Maria

Lucinda, passam pelo perímetro

urbano e continuam na zona rural,

em Morrinhos/GO. O diagnóstico foi

baseado na qualidade físico-química

e microbiológica de amostras de

água em pontos específicos.

2 Material e métodos

COLETAS

Foram realizadas três campanhas

de campo, nos meses de

setembro, outubro e novembro de

2015. Foram avaliados oito pontos

de coleta (Figura 1) desde a nascente

do Córrego Maria Lucinda,

passando pelo percurso urbano do

mesmo córrego, o qual passa a se

chamar córrego Areias após o lago

municipal e segue até a zona rural.

E córrego Cordeiro, o qual deságua

no córrego Areias, perfazendo 24

amostras. Foram realizadas as seguintes

análises em cada amostra:

DBO5, DQO, nitrogênio amoniacal,

oxigênio dissolvido, pH, temperatura,

turbidez, coliformes totais e

Escherichia coli. Os testes foram

realizados no Laboratório Bioygeo

ambiental LTDA.

Os dados levantados em campo

para cada ponto de coleta foram:

coordenadas geográficas, altitude,

temperatura ambiente e tempera-

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

21


artigo 3

Autores:

Welershon José de Castro 1

Mara Lucia Lemke-de-Castro 1

Jaqueline de Oliveira Lima 1

Yan Lemke de Castro 2

Figura 1. Imagem de satélite identificando os pontos de coleta.

Fonte: Google Earth (10)

22

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

tura da amostra. As amostras foram

coletadas com os devido cuidados

de preservação para cada

análise específica. A saber: DQO

– conservação com ácido sulfúrico

até pH menor que 2,0; Análises

microbiológicas – recipiente estéril;

Oxigênio dissolvido – fixação com

sulfato manganoso e iodeto alcalino

azida, em frasco específico; Demais

análises – frasco limpo. Todas

as amostras foram conservadas

em caixa isotérmica, com temperatura

inferior a 5°C até a chegada

no laboratório.

METODOLOGIAS DE ANÁLISES

As metodologias de análise

físico-químicas e microbiológicas

foram todas baseadas no Sthandard

Methods for the Examination of Water

and Wastewater (APHA), a saber:

pH: Análise Eletrométrica. O

princípio básico da medida do pH

eletrométrico é a determinação da

atividade dos íons H+ pela medida

potenciométrica usando um padrão

eletrométrico de hidrogênio e um

eletrodo de referência.

Temperatura: A temperatura

das amostras, foi quantificada

por meio de um termômetro de

mercúrio de bulbo seco inserido

no curso d´água por três minutos

e, anteriormente, mediu-se a

temperatura do ar. A metodologia

aplicada foi baseada em Lemke-

-de-Castro e Guerra (11).

DBO: Demanda Bioquímica de

Oxigênio. As amostras foram dissolvidas

com água de diluição e,

transferidas para frascos de DBO.

Mediu-se a diferença de oxigênio

dissolvido (OD) após a diluição da

amostra e depois de cinco dias

de incubação a 20 °C ± 1ºC, daí

obteve-se a quantidade de oxigênio

demandada (12).

DQO: Demanda Química de Oxigênio.

A amostra foi refluxada em

presença de uma solução de ácido

forte com um excesso conhecido de

dicromato de potássio (K2Cr2O7).

Após a digestão, o K2Cr2O7 que

foi reduzido. Foi lido em espectrofotômetro

num comprimento de onda

de 600 nm e o resultado foi expresso

em miligramas de O2 por litro (12).

OD: Oxigênio Dissolvido: Este

método é baseado na adição de

uma solução de manganês no estado

de oxidação 2+ (Sulfato Manganoso),

acompanhado de uma

base forte (Reagente Alcalino de

Iodeto Azida). O Oxigênio Dissolvido

rapidamente oxida o precipitado

de Hidróxido de Manganês (2+) a

Hidróxido de Manganês (4+). Na

presença do Íon Iodeto (contido no

Reagente Alcalino de Iodeto Azida)

num meio ácido (adição do H2SO4

concentrado), o manganês oxidado

(estado de oxidação 4+) volta ao

estado de oxidação divalente (2+)

liberando o Iodo (I2), equivalente ao

oxigênio dissolvido originalmente.

O I2 liberado é medido por meio de

uma solução padronizada de Tiossulfato

de Sódio e interpretado em

termos de miligramas de Oxigênio

Dissolvido por litro (12).

Turbidez: O Nefelômetro usa a

medida da luz refletida pelas soluções

turvas para a determinação

de turbidez. É um processo de

grande sensibilidade e precisão.

Consiste na comparação da luz


efletida pela amostra com a luz

refletida por uma solução padrão

de referência. Quanto maior a luz

refletida maior a turbidez. A unidade

de expressão usada é a Unidade

Nefelométrica de Turbidez (UNT ou

NTU) ou Unidade Fotométrica de

Turbidez (FTU) (12).

Nitrogênio Amoniacal: A amostra

previamente neutralizada foi tamponada

a pH 9,5 com o Tampão

Borato para reduzir a hidrólise de

cianatos e compostos orgânicos nitrogenados.

Em seguida foi submetida

à destilação. Na destilação, o

destilado foi absorvido em solução

de Ácido Bórico e posteriormente

titulado com solução padrão de

Ácido Sulfúrico. O ponto final da

titulação foi percebido com auxílio

do indicador misto (12).

As amostras microbiológicas

foram processadas em capela de

fluxo laminar com bico de Bunsen

para não haver contaminação. A

amostra foi aplicada com movimentos

a fim de cobrir toda superfície

da placa com meio Agar

padrão para contagem. A seguir a

placa foi levada para estufa e incubada

em temperatura de 35°C

com variação de ± 2ºC. Após 24

horas foi executada a leitura de

contagem de Unidades Formadoras

de Colônias (UFC) das bactérias

Coliformes totais e E. coli (13).

Os resultados das análises físico-químicas

e microbiológicas

foram comparados com os padrões

estipulados na Resolução

Conama nº 357/05 para classe II

(2), conforme prevê o enquadramento

no estado de Goiás.

ANÁLISE ESTATÍSTICA

Os dados obtidos foram tratados

no programa Biostat 5.4 e obtidos

os seguintes dados de estatística

descritiva quantitativa: mínimo,

máximo, média aritmética, desvio

padrão e coeficiente de variação

(CV). A média aritmética de cada

ponto foi comparada com o padrão

estipulado pela legislação vigente,

quando estipulado valor na Resolução

Conama 357/05 para classe

2. Para análise de variância entre

os pontos de coleta foi utilizado o

teste de Kruskal-Wallis ao nível de

1% de significância.

3 Resultados e

discussão

No Quadro 1 encontram-se as coordenadas

geográficas, altitude e local

de cada ponto de coleta. Em relação a

diferença entre as médias nos diversos

pontos de coleta, apenas turbidez

e E. coli apresentaram diferença estatística

(Figura 2). Os demais parâmetros

apresentaram igualdade estatística

entre os oito pontos avaliados, ao

nível de 1% de significância pelo teste

de Kruskal-Wallis.

A turbidez (Figura 2A) apresentou

diferença estatística entre o

ponto 1 e pontos 5 e 6. Entre o

ponto 3 e os pontos 5, 6 e 7. E por

fim, entre o ponto 4 e os pontos 5,

6 e 7. Os piores pontos em termos

de turbidez foram os pontos 5 e 6,

saída do lago e Vila Nova, respectivamente.

Apesar de apresentar diferença

estatística entre os pontos avaliados,

nenhum deles atingiu o limite

máximo permitido na Resolução

Conama 357/05 para classe 2,

que é 100 NTU, provavelmente

em função do período de coleta ter

sido em tempo seco. Avaliando as

águas do rio Ditinho em Xanxerê –

SC, Dorigon, Stolberg e Perdomo

(14) observaram turbidez acima

do máximo permitido pelo Conama

357/05, para classe 2, em três, dos

quatro pontos de coleta. Justificaram

este resultado pela incidência

de precipitação anterior a coleta e

alta declividade da microbacia associada

ao desflorestamento.

Já E. coli (Figura 2B) apresentou

diferença estatística entre o ponto

1 e os pontos 2, 6 e 8. Entre o ponto

5 e os pontos 2 e 8. Entre o

ponto 6 e os pontos 3, 5 e 7. Os

piores pontos em termos de E. coli

foram os pontos 6 e 8, Vila Nova e

Zona rural, respectivamente.

A Resolução Conama 357/05

estipula o máximo de 5,0 mg/L de

DBO para classe 2 (2). Verifica-se

que dentre os pontos avaliados

somente o ponto 1 (nascente) está

dentro do padrão, os demais pontos

encontram-se alterados (Quadro

2). Sendo que à medida que

o curso do córrego vai avançando

na zona urbana a DBO vai subindo,

com exceção do ponto 5. Justifica-

-se esta redução de DBO no ponto

5 em função dos afluentes que são

recebidos, como o Córrego Pipoca.

Quadro 1. Identificação geográfica dos pontos de coleta

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

23


artigo 3

Figura 2. Análise de variância entre os pontos avaliados para: A) Turbidez; B) E. coli

A) B)

Fonte: o autor, utilizando o programa Biostat 5.4

24

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

O ponto de DBO mais elevada é o

último, já dentro da zona rural, o

que indica que neste percurso avaliado

não está havendo autodepuração

do curso d’água.

O limite máximo de Nitrogênio

Amoniacal para classe 2, estipulado

na Resolução Conama 357/05 é

de 3,7 mg/L para pH inferior a 7,5

(2). No caso, todos os pontos apresentaram

pH inferior a 7,5 (Quadro

2). Verifica-se que os pontos 5 e 7

não atendem à legislação no parâmetro

Nitrogênio Amoniacal (Quadro

2). Dorigon, Stolberg e Perdomo

(14) não encontraram valores

de nitrogênio amoniacal acima do

permitido em seu estudo.

De acordo com Dorigon, Stolberg

e Perdomo (14) a amônia pode ter

origem nos fertilizantes nitrogenados,

que em solos ácidos, como

no caso da micro bacia em estudo,

o íon amônio sofre o processo de

nitrificação de forma lenta e sua lixiviação

é elevada após a aplicação

de uréia no solo. O ponto 5 recebe

contribuição de área agrícola pois

recebe como afluente o Córrego Pipoca,

que tem uso agrícola em boa

parte de seu percurso. Já o ponto

7 é justamente o Córrego Cordeiro,

que também possui intensa atividade

agrícola em suas margens.

A Resolução Conama 357/05

determina que o mínimo de oxigênio

dissolvido (Figura 3) para classe

2 seja de 5,0 mg/L (2). Observa-se

que os pontos 6 e 8 apresentaram

médias abaixo do padrão (Quadro

Figura 3. Análise de Oxigênio Dissolvido | Fonte: o autor

Figura 4. Ponto 1 - Nascente do Córrego Maria Lucinda | Fonte: o autor

2), também indicando redução da

capacidade de autodepuração. No

estudo de Dorigon, Stolberg e Perdomo

(14) os valores de OD foram

próximos ao ponto de saturação,

todos acima de 10 mg/L, porém

percebe-se que as temperaturas


eram inferiores (abaixo de 20°C)

as temperaturas registradas neste

estudo. E conforme descrito por

Lemke-de-Castro e Guerra (11) e

confirmado por Dorigon, Stolberg e

Perdomo (14) o aumento da temperatura

faz com que o OD dimua.

Na Resolução Conama 357/05,

para classe 2, é permitida uma

variação de pH entre 6,0 a 9,0 (2).

Observa-se que somente o ponto 1

não ficou dentro do padrão, apresentando

média de 5,7 (Quadro 2).

Porém, esta é uma característica

de solos de cerrado, pH ácido. Em

se tratando da nascente isso é normal,

uma vez que a característica

de pH dos solos da região é acida.

Portanto, o preocupante é que nos

demais pontos o pH está bastante

elevado em relação a nascente,

principalmente após o ponto 4,

com valores acima de 7,0.

Resultados semelhantes foram

encontrados por Dorigon, Stolberg

e Perdomo (14), que perceberam

que na nascente o pH era mais

baixo que os demais pontos avaliados.

Eles justificaram a acidez

pela característica natural do solo.

E a alcalinidade pela correção de

acidez do solo com calagem, para

plantio de soja, que em função da

ausência de mata ciliar propiciou o

carreamento para o rio.

O limite máximo de coliformes

termotolerantes para classe 2,

estipulado na Resolução Conama

357/05 é de 1.000 (mil) coliformes

por 100 (cem) mililitros (2). No caso

todos os pontos apresentaram contagem

acima do máximo permitido,

caracterizando contaminação fecal,

inclusive na nascente (Quadro 2).

Dorigon, Stolberg e Perdomo (14),

observaram coliformes termotolerantes

acima do máximo permitido

pela legislação em três meses de

coleta. Justificaram o resultado

pela presença de gado diretamente

em contato com o ponto de nascente

e ausência de mata ripária.

E também com a suinocultura na

região de drenagem da bacia em

outros pontos que apresentaram

contaminação fecal em período

chuvoso.

Avaliando cada ponto verifica-se

Figura 5. Ponto 2 - Genoveva | Fonte: o autor

Figura 6. Ponto 3 – Jardim Romano | Fonte: o autor

Figura 7. Ponto 5 – Saída do lago

que no ponto 1, nascente do Córrego

Maria Lucinda (Figura 4) somente

a contaminação microbiológica

(Quadro 2) é preocupante, porém,

por se tratar de uma área de mata

fechada é comum a contribuição

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

25


artigo 3

Quadro 2. Resultados de análise estatística descritiva quantitativa nos oito pontos de coleta.

26

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17


fecal por parte da fauna silvestre.

Porém, a área de mata está inserida

em meio a área urbanizada, podendo

sofrer contribuição fecal de

origem antrópia. Verifica-se que o

coeficiente de variação foi bastante

significativo (93%) e que o mínimo

estava no limite previsto na legislação,

demonstrando que resultados

exporádicos elevaram a média. No

geral, a qualidade da nascente está

boa, porém a contaminação fecal é

preocupante.

No ponto 2, Genoveva (Figura

5), observa-se uma brusca elevação

na DBO em relação a nascente

(Quadro 2), provavelmente causada

pela redução da mata ciliar e início

da zona urbana nas duas margens

do córrego. A contaminação fecal

(Quadro 2) também aumentou

bruscamente neste ponto.

No ponto 3, Jardim Romano (Figura

6), observa-se que a contaminação

fecal diminuiu bastante em

relação ao ponto anterior, somente

DBO e pH (Quadro 2) aumentaram.

Os demais parâmetros melhoraram

em relação ao ponto anterior, mas

não superaram a nascente. E este

ponto caracteriza bem o centro da

zona urbana avaliada.

O ponto 4, entrada do lago, é caracterizado

por uma pequena área

de preservação ambiental cercada,

onde as áreas de nascentes estão

sendo revitalizadas e a mata ciliar

está se recompondo. Verifica-se

que a DBO (Quadro 2) está fora do

permitido, porém se manteve igual

ao ponto anterior. A contaminação

microbiológica também existe

(Quadro 2), porém houve redução

em relação ao ponto anterior.

O ponto 5, saída do lago (Figura

7), é caracterizado pela contribuição

de várias nascentes que alimentam

o lago e um afluente de

vazão significativa que é o Córrego

Pipoca, o qual compõe a principal

fonte de captação para abastecimento

do município. Deste ponto

em diante o córrego passa se chamar

Areias. Neste ponto, os parâmetros

DBO, nitrogênio amoniacal

e E. coli (Quadro 2) estão fora dos

padrões exigidos pela legislação.

Porém verifica-se que dentre os

pontos avaliados, neste houve a

menor contagem microbiológica. E


artigo 3

28

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

uma redução da DBO em relação

ao ponto anterior.

O ponto 6, Vila Nova, é caracterizado

pela presença de um conjunto

habitacional recente, ao sul, e, ao

norte já se inicia a zona rural, porém

a montante encontra-se o matadouro

municipal. Verifica-se que

neste ponto a contaminação fecal

aumentou bruscamente, o oxigênio

dissolvido caiu bruscamente e

ficou abaixo do mínimo permitido e

a DBO, que já estava fora do permitido,

aumentou mais ainda (Quadro

2), caracterizando um dos piores

pontos avaliados.

O ponto 7 é no Córrego Cordeiro,

um importante afluente do Córrego

Areias em termos de vazão e possível

contaminação, pois a montante

este córrego recebe os efluentes

de um abatedouro de aves, áreas

de agricultura tencnificada e

uma micro empresa, que executa

a lavagem de bags de utilização

diversa. Este ponto caracteriza o

fim da zona urbana. Observa-se

que neste ponto ocorreu a maior

quantificação de nitrogênio amoniacal

(Quadro 2), possivelmente

oriundo de residuos de fertilizantes,

que podem ter vindo da área

agrícola e, ou, da lavagem de bags

com adubos nitrogenados. Como o

coeficiente de variação neste ponto

é o mais baixo dentre os avaliados,

entende-se que esta contribuição é

constante. DBO e E. coli (Quadro 2)

também ficaram fora dos padrões

exigidos pela legislação.

O ponto 8 é no Córrego Areias e

caracteriza-se por estar completamente

na zona rural, porém a montante

ele recebe os efluentes da

estação de tratamento de esgoto

(ETE) municipal. Observa-se que

a contaminação fecal foi reduzida

drasticamente em relação ao ponto

6, que é o ponto anterior do mesmo

córrego (Quadro 2), porém está em

desacordo com a legislação. O oxigênio

dissolvido também está abaixo

do mínimo permitido, e a DBO

(Quadro 2) demonstra o maior valor

dentre os pontos avaliados.

4 Conclusão

No geral, os piores pontos avaliados

encontram-se na zona rural ou

na interface da zona rural e urbana,

pontos 6, 7 e 8, demonstrando que

não é a contribuição da zona urbana

que causa maior impacto às águas

superficiais desta micro bacia.

O ponto da nascente (ponto 1)

demonstrou ser o mais preservado,

apesar de que, em alguns aspectos,

mesmo a nascente já está contaminada.

Provavelmente por se tratar de

uma nascente em área urbanizada.

5 Agradecimentos

A Bioygeo Ambiental LTDA por

ter financiado esta pesquisa. A

Bruno Lemke de Castro e Amanda

Aciely Serafim de Sá pela ajuda nas

coletas.

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MARÇO DE 2005. Dispõe sobre a classificação

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n

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©2016 Waters Corporation. Waters, Acquity UPLC, UPLC, UPC2, Acquity and The Science of What’s Possible são marcas registradas da Waters Corporation.


Matéria de Capa

Espectrômetro de massas triplo quadrupolo Ultivo

INCRIVELMENTE PODEROSO

EXTREMAMENTE PEQUENO

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REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17


ESPECTRÔMETRO DE MASSAS TRIPLO QUADRUPOLO

CONHEÇA O ULTIVO

É UMA PEQUENA POTÊNCIA

Décadas de inovação nos conduziram até uma nova era de espectrometria de massas com o design do

LC/MS triplo quadrupolo revolucionário da Agilent. Ultivo possui a mesma potência e precisão da versão

grande por uma fração do tamanho. Tem uma missão transformadora para remodelar expectativas,

reinventar capacidades e redefinir o que for possível quando o pequeno encontrar o poderoso.

Ultivo LC/TQ chegou para demonstrar que o pequeno é grande novamente,

com tecnologias chave que permitem:

Maior produtividade

de amostras

Melhores resultados

Eficiência avançada

A cela de colisão vórtex combina uma

varredura rápida com a confiança que

precisa para fazer mais e rapidamente.

O guia de íon de ciclone leva mais íons

ao detector. Mais íons significam mais

e melhores resultados reproduzíveis.

O portfólio da série de cromatografia

líquida de alto desempenho Infinity

II com eficiência otimizada é o

parceiro ideal para a espectrometria

de massas de alta produtividade.

Otimize a produtividade

do técnico de laboratório

O VacShield permite que o pessoal do

laboratório realize a manutenção do

MS de forma rápida e imperceptível,

liberando tempo para focar na ciência.

Reduza o tempo de

inatividade do instrumento

O diagnóstico inteligente utiliza

repetições intuitivas para detectar

problemas rapidamente.

MENOR

TAMANHO

Maximize o espaço

do laboratório

O tamanho do Ultivo LC/TQ é 70%

menor aos LC/TQs semelhantes, com

toda a potência das versões grandes.

Você pode triplicar a capacidade do

laboratório no mesmo espaço.

2

31


BEM-VINDO À NOVA ERA DA ESPECTROMETRIA

DE MASSAS

Durante anos, os laboratórios de análise ambiental e de alimentos têm se esforçado por fazer

mais com menos, e de forma mais rápida. O Ultivo LC/TQ fornece o desempenho e a confiança

para atender às exigências da produtividade das amostras, ampliar a capacidade analítica no

espaço atual e oferecer a qualidade de dados que os seus clientes esperam.

Abundância relativa (%)

100

50

11,767

Trifumizole: m/z 346,0 m/z 278,1 (íon quan, roxo)

Trifumizole: m/z 346,0 m/z 73,1 (íon qual, azul)

Trifumizole: m/z 346,0 m/z 55,0 (íon qual, marrom)

Realize ajustes para matrizes

complexas de alimentos

Ultivo LC/TQ está ajustado para

precisão e exatidão, com a seletividade

e sensibilidade necessárias para

monitorar e identificar com confiança

contaminantes, ajudando a manter

seguro o fornecimento de alimentos.

0

11 11,5 12 12,5

Tempo de aquisição (mín)

Análise quantitativa de resíduos de pesticidas em matriz de abacate. O trifumizole é exibido a

1,0 ng/g, demonstrando o excelente desempenho quantitativo do Agilent Ultivo LC/TQ.

Análise de alto desempenho para

novos poluentes

Novos contaminantes ambientais

surgem todos os dias, portanto, você

precisa de um sócio de laboratório que

possa se manter atualizado. Ultivo LC/

TQ se integra de forma imperceptível

com o software MassHunter para

habilitar ferramentas poderosas de

coleta de dados, processamento

e geração de relatórios e garantir

que esteja sempre preparado para a

próxima amostra.

Abundância relativa (%)

100

50

7,061

PFBS: m/z 298,9 m/z 80,0 (íon quan, laranja)

PFBS: m/z 298,9 m/z 98,9 (íon quan, azul)

32

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

0

6 6,5 7 7,5 8

Tempo de aquisição (min)

Agilent Ultivo LC/TQ fornece uma medição robusta e precisa do sulfonato de perfluorobutano em

níveis sub-ppb (0,5 ppb).

3


O compromisso Agilent:

Dez anos de desempenho garantido

A Agilent oferece a garantia exclusiva de fábrica de valor de dez anos. A partir da data de

aquisição, a Agilent garante, pelo menos, dez anos de uso do instrumento ou oferece um

crédito do valor residual deste sistema em relação a um modelo atualizado. Esta é a nossa

maneira de assegurar que a sua compra atual é segura e de proteger o seu investimento.

Saiba mais

www.agilent.com/chem/ultivo

Compre on-line

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Encontre um centro de atendimento ao cliente da Agilent

em sua região:

www.agilent.com/chem/contactus

Brasil

0800 7281405

chem_vendas@agilent.com

Europa

info_agilent@agilent.com

Ásia e Pacífico

inquiry_lsca@agilent.com

Essas informações estão sujeitas a alterações sem aviso prévio.

© Agilent Technologies, Inc. 2017

Impresso nos EUA segunda-feira, 22 de maio de 2017

5991-8146PTBR

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

33


Microbiologia

Manutenção de culturas de referência

Por Claudio Kiyoshi Hirai*

34

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

De acordo com os guias internacionais,

as culturas de referência

são necessárias para a avaliação

do desempenho dos meios de cultivo

como padrões de identificação

microbiana e para a validação dos

métodos de ensaio.

A rastreabilidade é necessária

no estabelecimento de desempenho

dos meios de cultura, na

validação dos métodos analíticos,

nos doseamentos microbiológicos

de antibióticos e na utilização nos

ensaios de desafio microbiano de

conservantes.

Com o objetivo de demonstrar

a rastreabilidade, os laboratórios

devem usar cepas de microrganismos

de referência obtidos

diretamente de uma coleção nacional

ou internacional reconhecidos,

como o Instituto Nacional de

Controle de Qualidade em Saúde

(INCQS) ou a American Type Culture

Collection (ATCC), entre outras

entidades reconhecidas.

Alternativamente podem ser utilizadas

culturas comerciais que o

laboratório tenha comprovado ter

propriedades equivalentes.

De acordo com a ISSO 11.133-1,

as cepas de referência podem ser

subcultivadas uma vez para fornecer

estoques de referência. Verificações

bioquímicas e de pureza devem ser

feitas em paralelo, conforme necessário.

Recomendamos guardar

estoques de referência em alíquotas

congeladas ou liofilizadas.

Culturas de trabalho, para uso

em rotina, devem ser subculturas

primárias do estoque de referência.

Uma vez descongelados, os estoques

de referência não devem ser

recongelados e reutilizados.

Estoques de trabalho não devem

ser subcultivados, a não ser que

isto seja estabelecido por um método

padrão ou que os laboratórios

comprovem que não houve nenhuma

mudança em qualquer propriedade

pertinente.

Os estoques de trabalho não

devem ser subcultivados em

substituição a estoques de referência.

Culturas comerciais somente

podem ser utilizadas como

culturas de trabalho.

As cepas de referência têm um

número máximo de gerações as

quais podem ser subcultivadas. São

cinco passagens a partir da cepa de

referência original. As cepas comerciais

derivadas da ATCC vendidas

no comércio informam no rótulo o

número da geração - por exemplo,

3a geração, deduzimos que poderemos

subcultivá-los mais duas

vezes até atingir a quinta geração.

A tabela apresentada abaixo

informa o tempo que as culturas

bactérias podem manter a

sua viabilidade:

Condição Temperatura Cº Tempo

Placas de agar 4 4 a 6 semanas

Tubos de agar inclinado 4 3 semanas até 1 ano

Freezer -20 1 a 3 anos

Super freezer -80 1 a 10 anos

Tubos liofilizados Menor igual a 4 + de 15 anos

Imagem ilustrativa


As culturas estoque de trabalho

podem ser repicados em placas

de agar e armazenados a 4ºC para

uso diário ou semanal. Estas placas

devem ser embrulhadas com filme

plástico ou parafilm e guardadas

invertidas para minimizar a contaminação

microbiana e manter a

hidratação do meio de cultura

Os tubos de agar inclinados devem

ser semeados e armazenados

em geladeira com tampas herméticas

como tampas de roscas.

Para a manutenção das cepas em

prazos maiores deve-se obter uma

densidade bacteriana de cerca de

107 células/ mL, preparar uma solução

de glicerol estéril a 20 -25%

e adicionar 1 mL da suspensão a 1

mL de glicerol, sendo que esta solução

pode ser mantida em freezer a

-20ºC ou superfreezer a -80ºC.

Para a liofilização das cepas, o

meio de liofilização recomendado

é o skim milk em concentrações

variáveis de 10 a 20%.

Fonte:

Habilitação para laboratórios de Microbiologica

Anvisa – séries Temáticas.

*Claudio Kiyoshi Hirai

Gerente Técnico Biolab

55 11 3573-2905

55 11 3573-6812

chirai@biolabfarma.com.br

www.biolabfarma.com.br


Entrevista

Período entre Black Friday e Natal

aumenta a atuação do Inmetro

Carlos Augusto de Azevedo, presidente do instituto, comenta também novidades e planos para 2018

36

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

Uma das épocas de maior consumo

no ano, que envolve o período

entre a Black Friday (24/11) e

o Natal, também gera preocupação

nos órgãos reguladores e certificadores

do controle de qualidade, tal

qual Instituto Nacional de Metrologia,

Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Isso se deve ao fato do grande

volume e contingente de bens em

circulação, que muitas vezes por

não respeitar as diretrizes legais,

pode colocar integridade física do

consumidor em risco.

Juntamente com os Institutos

de Pesos e Medidas (IPEMs) estaduais,

Carlos Augusto de Azevedo,

presidente do Inmetro, garante que

haverá grande atuação dos órgãos

– em avaliações que vão desde os

alimentos até brinquedos. Além

disso, em conversa com a Analytica,

Azevedo também revelou algumas

novidades para 2018, bem

como o que as empresas e instituições

de pesquisa devem esperar

para o próximo ano.

1. O que devemos esperar da

atuação do Inmetro nessa época

de bastante consumo, que envolve

o Black Friday e o Natal?

Essa época da Black Friday e o

natal é um período muito importante

para o Inmetro, e principalmente

para os IPEMs, que são órgão que

vão na ponta fazer o recolhimento

e verificação dos produtos, se eles

estão nos conformes, para que

haja a segurança do consumidor.

Então é uma época de grande movimentação

e de grande atuação

do Inmetro e dos IPEMs, que nada

mais são que os braços do Inmetro,

que estão por todo o Brasil, fazendo

que possamos verificar até a

balança dos Correios.

2. Se tratando desse período,

quais os setores têm tido mais

problemas em relação ao controle

de qualidade?

Isso é muito difícil em afirmar.

Porque a gente temos verificações

que vão desde a questão

do consumo, do peso e qualidade

dos alimentos até os brinquedos.

Então há um grande número de

produtos para serem avaliados,

haja vista ser uma época de muito

consumo. Há um grande número

de produtos na rua.

3. Já há uma atuação preventiva

por parte do Inmetro? Para

quais tipos de produtos, principalmente?

O Inmetro sempre faz uma atuação

preventiva. Brinquedos e objetos

infantis, por exemplo, estamos

sempre alertas. Além disso, devemos

levar em conta os produtos

que estão na moda. E isso é muito

regional, os IPEMs tem uma noção

do que deve ser mais fiscalizado,

de acordo com cada região.

4. Como é determinado o que

irá ser avaliado pelo Inmetro? É

uma atuação passiva (em que

se espera denuncia) ou ativa (há

uma metodologia por parte do Inmetro)?

A ação do Inmetro é determinada

por dois fatores: primeiro são

as denúncias, as questões sociais,

problemas principalmente trazidos

pela imprensa, que tem um papel

importante para termos noção do

que está acontecendo no mercado.

Outro fator, são os próprios técnicos

do Inmetro, que pela experiência,

anos de atividade, conseguem

identificar possibilidades de


O Inmetro sempre faz uma atuação

preventiva. Brinquedos e objetos infantis, por

exemplo, estamos sempre alertas. Além disso,

devemos levar em conta os produtos que

estão na moda. E isso é muito regional, os

IPEMs tem uma noção do que deve ser mais

fiscalizado, de acordo com cada região.

Carlos Augusto de Azevedo

problemas em determinado produto,

seja pela legislação que não está

atendendo, por produtos novos na

praça, pelo aumento da venda de

determinado produto – e isso vai

determinando a pauta do Inmetro.

5. Consolidado o primeiro ano

de sua gestão, quais resultados

são passíveis de serem compartilhados?

Podemos dizer que um grande

marco da gestão é a recuperação,

técnica e do ponto de vista de ação

dos IPEMs. Fizemos um grande

esforço para colocar a atividade

dos IPEMs em seu nível bom de

funcionamento, haja vista que eles

são os braços do Inmetro que alcançam

a sociedade para servi-la.

Exemplo disso, posso citar o barco

metrológico, o primeiro do mundo,

que possui todos os laboratórios

metrológicos – ganhamos inclusive

um prêmio com isso.

6. E para o ano que vem, teremos

novidades? Quais?

Para o ano que vem continuaremos

esse trabalho com os

IPEMs, melhorando a estrutura e

equipamentos. Pretendemos fazer

o mesmo no próprio Inmetro,

seja em equipamentos, prédios e

instalações com diversos projetos

internacionais de colaboração técnico

cientifica.

7. Em nossa última conversa

muito foi falado sobre a educação,

há resultados a atuação do

Inmetro em 2017? E quais as

perspectivas para 2018?

A questão de educação é muito

importante, porque você precisa

treinar o pessoal, tanto dos IPEMs

como do Inmetro, e mais: você

precisa formar novas pessoas nessas

áreas de metrologia, qualidade.

Precisa aumentar essa cultura no

País. Firmamos um convenio com a

USP e outros institutos do exterior

abordando o laboratório antifraude,

isso foi uma coisa que criamos

esse ano e teve bastante sucesso,

e pretendemos aprimorar ainda

mais isso ano que vem.

Devemos reforçar a colaboração

internacional para dar um salto

maior para a qualidade, até porque

as questões dos padrões metrológicos

devem ser mudadas. Quer

dizer, a massa vai deixar de ser

representada por um quilo padrão.

Isso será feito através das determinações

das constantes físicas que

não mudam.

E para isso a educação vai ser

fundamental. Estamos inclusive

pensando em um curso técnico e

de pós-graduação de segurança

cibernética. Esse deve ser o nosso

próximo passo para 2018.

8. Nossos leitores são em sua

maioria profissionais da área de

controle de qualidade industrial,

seja em metrologia, instrumentação

ou microbiologia. Como eles

podem contar com o Inmetro para

a próximo ano, haja vista que há

uma previsão de reaquecimento

da economia, bem como a fomentação

de novos investimentos

para a área.

Uma grande notícia é que estaremos

lançando no começo de janeiro

um edital para os laboratórios

multiusuários. Nós temos vários

laboratórios no Inmetro, de grande

porte, que estarão sendo abertos

para as empresas, para instituições

de pesquisa, que poderão fazer

suas medidas em nossos laboratórios.

Então as pessoas poderão,

por meio do edital, pedir tempo de

máquina e serem atendidas dentro

dos laboratórios do Inmetro.

Também, temos no Inmetro uma

incubadora de projetos, e quem tiver

interesse, basta entrar em contato

pelo nosso site.

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

37


Instrumentação e normalização

Os métodos de ensaio para a gaze em rolo

Os processos de fabricação da gaze em rolo, embora sejam condicionados pela natureza dos

equipamentos disponíveis pelo fabricante, devem assegurar aos produtos a conformidade com os

requisitos da norma NBR 14108:2017.

Por Mauricio Ferraz de Paiva

38

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

A gaze em rolo pode ser definida

como um tecido 100 % algodão

ou algodão misto e fibra artificial

derivada de celulose em até 50

%, de baixa densidade de fios,

inodoro e insípido, constituído por

uma faixa contínua, com ou sem

dobras, com uma ou mais camadas,

com dimensões específicas.

Os processos de fabricação,

embora sejam condicionados

pela natureza dos equipamentos

disponíveis pelo fabricante, devem

assegurar à gaze em rolo a

conformidade com os requisitos

desta norma.

A NBR 14108 de 09/2017 -

Produtos têxteis para saúde

— Gaze em rolo — Requisitos

e métodos de ensaio especifica

os requisitos e métodos de ensaio

da gaze em rolo, confeccionada a

partir do tecido de gaze conforme

a NBR 13841. A gaze em rolo deve

ser acondicionada de modo que sua

integridade seja assegurada, devendo

resistir aos manuseios normais, à

umidade e ao transporte.

A gaze em rolo deve ser fornecida

em rolo, isenta de manchas,

impurezas, fios soltos, rasgos e

quaisquer outros tipos de defeitos

que possam afetar seu desempenho

durante a aplicação. A gaze

em rolo pode ser apresentada

nas seguintes formas: sem dobras

(plana); com uma dobra e duas camadas;

com duas dobras e quatro

camadas; com três dobras e oito

camadas; e conforme acordo entre

as partes interessadas. Deve

ter dimensões mínimas conforme

especificado em sua embalagem e

as tolerâncias devem estar conforme

legislação vigente.

Para a inspeção, no recebimento

do lote da gaze em rolo,

compete ao comprador a responsabilidade

pela inspeção, ou

mediante acordo entre as partes.

A inspeção pode ser feita diretamente

pelo comprador ou por

entidade por ele autorizada. A retirada

de amostras para ensaios

e a avaliação das características

devem ser efetuadas conforme

as NBR 5426 e NBR 5429, ou


conforme acordo entre partes interessadas.

O lote deve ser aceito se os resultados

da inspeção atenderem

aos critérios determinados pelas

NBR 5426 e NBR 5429, para o nível

de quantidade aceitável (NQA)

previamente acordado entre as

partes interessadas ou pela aceitação

estabelecida em acordo entre

as partes interessadas. Como

métodos de ensaio, para a largura,

deve ser determinada conforme

a NBR 10589. O resultado obtido

deve ser igual ou maior ao indicado

na embalagem. O comprimento

deve ser determinado conforme

a NBR 12005. O resultado obtido

deve ser igual ou maior ao indicado

na embalagem.

A gramatura deve ser determinada

conforme a NBR 10591. O

resultado obtido deve ser igual ou

maior ao indicado na tabela abaixo.

A densidade deve ser determinada

conforme a NBR 13841. O resultado

obtido deve ser igual ou maior

ao indicado na tabela abaixo.

Características físicas do tecido plano para gaze

UM

OLHAr

PArA O

INVISÍVEL

VACUU·VIEW ®

Medição de vácuo

sem compromissos

+ compacto

+ preciso

+ resistente a químicos

Características Tipo I Tipo II Tipo III Tipo IV Tipo V Tipo VI

Densidade 8,8 10,8 12,8 15,7 17,6 19,6

fios/cm 2

Gramatura g/m 2 15,5 18,5 22,3 28,1 33,9 35,8

A gaze em rolo deve ser embalada

de maneira a assegurar a integridade

do produto, garantindo sua

proteção quanto à ação de agentes

externos. Cada embalagem de

gaze em rolo deve conter, de maneira

legível, fixada em seu corpo,

identificação conforme legislação

vigente e as seguintes informações

adicionais: número de dobras e número

de camadas; os dizeres: “Não

estéril”, “Produto de uso único” e

“Destruir após o uso”.

Para o transporte e armazenamento,

por se tratar de um produto

sensível à ação de agentes externos

(umidade, poeira, etc.), a gaze

em rolo deve ser transportada de

tal forma que não danifique sua

estrutura e integridade. Deve ser

estocada em local seco, arejado e

protegido de grandes variações de

temperatura e sujeira em geral.

Mauricio Ferraz de Paiva é

engenheiro eletricista, especialista

em desenvolvimento em sistemas,

presidente do Instituto Tecnológico

de Estudos para a Normalização e

Avaliação de Conformidade (Itenac)

e presidente da Target

Engenharia e Consultoria

mauricio.paiva@target.com.br

www.vacuubrand.com


em foco

Analisadores de TOC (Carbono Orgânico Total) em Efluentes

Aprimore o tratamento de seus efluentes com o monitoramento de TOC

40

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

Se o conteúdo orgânico de suas

águas industriais ou efluentes for

desconhecido ou altamente variável,

você precisa de um analisador

de TOC (carbono orgânico

total) que possa analisar uma

ampla variedade de matrizes de

amostras com baixa manutenção

ou tempo de parada.

Os analisadores de TOC Sievers

InnovOx* ajudam as empresas

a monitorar, medir e controlar

a qualidade de seus efluentes,

águas de processos industriais e

ambientais. Usando a tecnologia

de oxidação de água supercrítica

patenteada (SCWO) da SIEVERS,

os analisadores InnovOx são capazes

de atingir recuperações de

TOC excelentes, independentemente

dos compostos orgânicos

ou das partículas na amostra. Eles

lidam com matrizes de amostra

desafiadoras, incluindo salmoura,

ácido húmico e celulose, com facilidade

e uma manutenção mínima.

GE WATER agora é SUEZ Water

Technologies & Solutions. SUEZ

finaliza a aquisição da GE Water

& Process Technologies criando a

maior empresa de tratamento de

água ambiental do mundo.

Características do TOC

InnovOx Sievers

• Ampla faixa dinâmica e linear

de 50ppb a 50.000 ppm

• Mede NPOC (carbono orgânico

não purgável), carbono inorgânico

total (TIC), carbono total (TC) e carbono

orgânico total (TOC) pela diferença

(TIC-TC)

• Oferece uma rápida inicialização

e é de fácil operação por

meio de uma interface com tela

"touch" colorida

• Não necessita de muitas intervenções

do operador e os intervalos

de manutenção preventiva são

de seis em seis meses

• Permite um monitoramento

remoto por meio de uma interface

com navegador com base em

Ethernet na unidade do laboratório

• Permite que os operadores

configurem alarmes personalizados

e resultados on-line

• Versões Laboratório, On-Line 2

canais e On-line 5 canais.

Um novo portfólio de produtos

para distribuição, pela Analítica,

com a qualidade Sievers-Suez reconhecida

mundialmente.

Saiba mais

Tel.: (11) 2162-8080

marketing@novanalitica.com.br

www.analiticaweb.com.br


Milestone agora Anal’tica!

É com muita satisfação que nós, da Nova Analítica, informamos

que adquirimos da Anacom as operações da Milestone no Brasil.

ETHOS UP E ETHOS EASY

SISTEMAS DE DIGESTÃO POR MICRO-ONDAS

DE ALTA PERFORMANCE

• Maior cavidade do mercado

• Avançados sensores de temperatura e pressão

• Rotores versáteis

• Rotor de 15 posições para digestões

sob alta pressão

• Rotor de 44 posições para alta produtividade

• Interface amigável e funcionalidades

simplificadas

• Milestone Connect para controle remoto

de suas digestões

MICRO-ONDAS ETHO-X

• Extração de produtos naturais sem solventes

• Permite a extração rápida de óleos essências sem

a utilização de solventes

• O novo ETHOS X da Milestone, dedicado à extração de produtos

naturais por micro-ondas, aproveita o mecanismo exclusivo de

aquecimento seletivo por micro-ondas para liberar o óleo

essencial, que é evaporado “in situ” do material vegetal

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REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

41


em foco

RAININ, agora distribuída pela Analítica

É com grande entusiasmo que

nós da Analítica anunciamos

uma importante parceria com a

Mettler Toledo, para distribuição

no mercado brasileiro da linha

de pipetas e ponteiras RAININ.

A RAININ, empresa do grupo

Mettler Toledo, é líder no mercado

de pipetas nos Estados Unidos

e referência no fornecimento

de soluções avançadas para manuseio

de líquidos ao redor do

mundo por mais de 50 anos.

A linha de produtos conta com:

Pipetas manuais – modelos que vão do clássico ao que há de mais

moderno. Combinando engenharia de ponta e inovações tecnológicas

para produzir resultados consistentes com conforto excepcional.

Pipetas eletrônicas – modelos que proporcionam ganho de produtividade

e asseguram maior consistência nos resultados, eliminando o risco

de lesões por esforço repetitivo. Funcionalidades para tarefas simples ou

complexas.

Linha para manuseio especial de líquidos – dedicada à transferência

de líquidos especiais, como: viscosos e voláteis, ou aplicações especiais,

como: uso de pipetas volumétricas e sorológicas, dispensadores de

reagentes em garrafas, pipetagem de alíquotas e pipetagem em microplacas

de 96 ou 384 poços.

42

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

Ponteiras e acessórios – ampla variedade de modelos e apresentações

de ponteiras, nos moldes Universal, compatíveis com a grande

maioria de pipetas do mercado, e LTS (LiteTouch System) que reduz

drasticamente a força necessária para encaixe e ejeção das ponteiras.

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Rainin, agora distribuída pela Analítica!

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Estados Empresa Unidos grupo e referência Mettler Toledo, no fornecimento líder de mercado de soluções de pipetas avançadas nos

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em foco

Sistema de COT em tempo real

O carbono orgânico total (COT) é

um indicador universal da presença

de impurezas orgânicas, tal como

a resistividade. Medir e monitorar

esses indicadores garantirá a qualidade

de água adequada para as

aplicações laboratoriais.

Em um monitor de COT padrão, a

resistividade da amostra é medida

antes do processo de fotoxidação

da lâmpada UV,e o valor do COT é

uma função da diferença entre as

medições.

Processos envolvidos num monitor

de COT padrão:

44

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

A maior vantagem do monitoramento

do COT, em tempo real,

é a possibilidade de verificação

imediata da qualidade da água no

display do equipamento. Modelos

convencionais levam, em média,

de 6 a 8 minutos para apresentar

o resultado, pois analisam

uma alíquota da água, enquanto

os equipamentos da linha ELGA

PURELAB são atualizados instantaneamente.

Esse procedimento

dá mais segurança ao

processo e garante a qualidade da

água que está sendo utilizada nos

experimentos.

Processo de monitoramento online

dos sistemas ELGA PURELAB:

Para mais informações consultewww.veoliawatertech.com/latam

ou envie um e-mail para elgabrasil@veolia.com


em foco

Cultura Celular

Produtos de alta qualidade

para análises e pesquisas

46

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

A Greiner Bio-One desenvolve

e distribui Frascos, Placas e Microplacas

para a cultura, armazenamento

e separação de células,

voltados a aplicações específicas

da pesquisa médica, farmacêutica

e biotecnológica.

Os Frascos são ideias para cultura

de aderência ou suspensão, fabricados

em poliestireno com alta

transparência e tampas com ou

sem filtro. Possuímos frascos com

área de crescimento de 25 cm² a

175 cm², incluindo as opções com

revestimentos proteico (colágeno

tipo I, fibronectina, laminina, poli-

-D-lisina e poli-L-lisina), além de

garrafas roller com área de 850

cm² a 4.250 cm². Todos os produtos

são estéreis, livres de DNAse,

RNAse e não pirogênicos.

As Placas têm tampas que aperfeiçoam

as trocas gasosas e apresentam-se

com 35, 60, 94, 100 e

145 mm de diâmetro e áreas de

crescimento de 8,7 a 143 cm². As

Microplacas têm tampas que permitem

troca de gases com baixa

evaporação, disponíveis nas versões

de 6, 12, 24, 48, 96, 384 e

1.536 poços e nas cores transparente,

branca e preta, podendo ser

adquiridas sem tampa.

Portfolio completo, incluindo

superfície diferenciada que

possibilita a economia de reagentes

A linha de produtos CELLSTAR ®

oferece um amplo espectro de

frascos, Placas de Petri e microplacas.

Fabricados em poliestireno

de alta transparência, estéreis, de

design funcional – com superfícies

fisicamente modificadas para aderência

ou suspensão de culturas

celulares e revestimentos especiais,

possibilita o uso para as mais

variadas aplicações, incluindo: pesquisa

oncológica, diagnóstico viral,

engenharia genética, produção de

vacinas, entre outras.

O setor de produtos para cultura

celular expandiu com a modificação

de polímero inovadora denominada

Advanced TC. Os produtos

para cultura celular com este tratamento

têm superfície especial

que reforça a adesão e melhora a

cultura de células sensíveis ou com

condições de crescimento restritas

(ex: cultura de células-tronco, diferenciação

celular ou cultura de células

sem utilização de soro ou com

redução do mesmo).

Para microscopia de alta resolução

e análise de células vivas, a

Greiner Bio-One oferece a placa

CELLview. Produzida em poliestireno

com fundo de vidro, permitidindo

uma redução no background,

devido à baixa autofluorescência,

esta placa combina a conveniência

do plástico de 35 mm com a qualidade

ótica do vidro, proporcionando

imagens microscópicas de alta

resolução de culturas in-vitro. As

placas também estão disponíveis

com a superfície Advanced TC.

Outras características das placas

CELLview são a tampa plástica,

fundo com espaço de trabalho

consistente, planaridade máxima

e condutividade térmica ideal em

plataformas aquecidas, além de

uma versão exclusiva, subdividida

em quatro câmaras, permitindo

assim análises simultâneas com

economia de reagentes e grande

reprodutibilidade.

Com os insertos da linha Thin-

Cert, a Greiner Bio-One tem

uma plataforma inovadora para

testes de compatibilidade usando

modelos de pele nas indústrias

química e cosmética. Estes insertos

de cultura celular oferecem

um ambiente ideal para ensaios

de co-cultura, cultura de pele,


ThinCert

Insertos para cultura celular

Greiner Bio-One Brasil | Avenida Affonso Pansan, 1967 | CEP 13473-620 | Americana | SP

Tel: +55 (19) 3468-9600 | Fax: +55 (19) 3468-3601 | E-mail: info@br.gbo.com

A Greiner Bio-One oferece insertos para cultura celular

em placas de 6, 12 e 24 poços, com poros nos

tamanhos 0,4µm, 1,0µm, 3,0 µm e 8,0µm.

Facilidade de manuseio

Embalagens individuais que permitem usar a

quantidade de insertos necessárias

Membrana estável, de modo que, uma vez retirada

do inserto, a mesma se mantém com as

características originais (100% plana)

Troca do meio de cultura sem a necessidade de

remover o inserto da placa, minimizando as

chances de contaminação

www.gbo.com/bioscience


em foco

transporte e invasão celular. Sua

geometria de suspensão garante

que não haja contato entre a membrana

e a base. Além disso, o mecanismo

de auto elevação permite

o deslizamento para cima quando

uma pipeta é inserida no poço.

Vale ressaltar ainda os recipientes

de cultura CELLCOAT ® , revestidos

com proteínas (colágeno tipo I,

fibronectina, laminina, poli-D-lisina

e poli-L-lisina) para aderência celular,

que facilitam a adesão e eficiência

durante a cultura, melhorando

a proliferação e a confluência

celular. E o frasco AutoFlask, desenvolvido

em resposta à crescente

automação dos procedimentos

de cultura celular e compatível em

sistemas automatizados.

Cultura Celular 3D

A Cultura Celular 3D é uma tecnologia

inovadora para testes de

citotoxicidade, potencial de cicatrização

(Wound Healing) ou formação

de organoides em estrutura

tridimensional, mimetizando a realidade

do sistema biológico. Graças

à compatibilidade dos frascos e microplacas

para cultura celular com

superfícies que evitam a adesão

celular, a Greiner Bio-One oferece

a plataforma ideal para a tecnologia

Nano3D.

Desenvolvido em parceria com

a Nano3D Biosciences, o kit para

cultura celular simplifica e otimiza

o cultivo de células nas estruturas

tridimensionais. Os kits contém

placas para cultura celular CELLS-

TAR® com superfície repelente de

células, reagente para magnetização

celular (NanoShuttleTM-PL) e

os imãs apropriados, denominados

drivers magnéticos. Alguns

dos componentes dos kits também

estão disponíveis para venda

separadamente.

Assessoria de Imprensa

Greiner Bio-One Brasil

info@br.gbo.com

www.gbo.com/

Tecnologia “sem banho” Distek agora em um equipamento de baixo custo

48

REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

Após o sucesso do dissolutor

Symphony 7100 nos laboratórios

de pesquisa e desenvolvimento,

a Distek lança agora o Dissolutor

“2500 Select” um equipamento

com todas as vantagens da tecnologia

“sem-banho” voltado para a

pesada rotina dos laboratórios de

controle de qualidade. Essa tecnologia

não utiliza o antiquado banho

hidrostático, atingindo em até 15

minutos a temperatura programada

por meio de jaquetas térmicas,

economizando tempo, água e energia

elétrica. Sensores “wireless”

monitoram e registram continuamente

a temperatura dentro de

cada cuba onde está ocorrendo a

dissolução, eliminando a necessidade

de leituras adicionais.

Todos os recursos dos equipamentos

são operados a partir de

uma tela “soft-touch” colorida, por

meio de uma interface intuitiva e

de fácil operação, onde é possível

acessar o manual do equipamento,

armazenar e editar até 100 métodos,

guardar dados de qualificação,

imprimir resultados na sua impressora

de rede e muito mais, tudo

isso com níveis diferenciados de

acesso e protegidos por senhas. Há

mais de 15 anos a Distek se preocupa

com o meio ambiente e com

o uso da água do nosso planeta, e

a tecnologia “bathless” comprova

que a dissolução de comprimidos

pode ser mais rápida, prática, limpa,

econômica além de ecológica.

A Chemetric é a responsável pela

Distek no Brasil. Conheça a linha

completa da empresa que mais

apresenta inovações associadas a

dissolução de comprimidos em :

www.chemetric.com.br


A Vibra-Stop lança base antivibratória para equipamentos de laboratório

Após anos de pesquisa e desenvolvimento

em amortecedores,

a VIBRA-STOP conseguiu desenvolver

uma linha de amortecedores

que mescla a rigidez e estabilidade

das molas, associado ao amortecimento

e ductilidade da borracha.

Com uma ou mais molas em aço

carbono ou aço inoxidável, o amortecedor

VIBRA-STOP mola apresenta

uma excelente absorção de

vibração em diversas aplicações,

tais como: equipamentos rotativos

ou estáticos sobre laje e estrutura

metálica, instrumentos de laboratório,

metrologia, entre outros.

A empresa associa ainda, base

antivibratória em granito ou ardósia,

a fim de garantir a massa necessária

ao equipamentos leves,

eliminando as vibrações externas e

garantindo excelência na precisão

das medições.

As bases antivibratórias são

fabricadas sob encomenda com

medidas variadas, de acordo com

o dimensional do equipamento a

ser isolado.

Os laboratórios que já aplicaram

esta tecnologia obtiveram resultados

excelentes na estabilidade

dos instrumentos e eliminação das

vibrações. O custo é baixo comparado

às mesas com tampo de granito

desenvolvidas no mercado e o

resultado é superior.

Industria de Amortecedores de

Vibração VIBRA-STOP Ltda.

Tel.: 11 5562-9362

vendas@vibra-stop.com.br

www.vibra-stop.com.br

Desde 1956 em 1° lugar na fabricação de amortecedores de impacto e vibração

Base inercial em ardósia

ou granito associada com

amortecedores em molas.

Neutraliza as vibrações

externas provocadas por

equipamentos ou trânsito

de pessoas e veículos.

Tel.: (11) 5562-9362 / 5566-2975/ 5563-3950 - www.vibra-stop.com.br - vendas@vibra-stop.com.br


em foco

O ápice de anos de pesquisa e a união da engenharia

com a síntese: ElectraSyn 2.0

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REVISTA ANALYTICA - OUT/NOV 17

Wilmington, NC, EUA – Em uma

iniciativa única, o proprietário da

IKA, René Stiegelmann fez uma

parceria com o professor Phil S.

Baran do mundialmente reconhecido

Scripps Research Institute de La

Jolla, Califórnia (EUA). Nos últimos

três anos, engenheiros e químicos

trabalharam juntos para desenvolver

um produto que combinasse

duas divisões das comunidades

químicas: as comunidades Eletroquímica

e a principal, Comunidade

de química orgânica sintética, que,

normalmente, não têm nada em

comum.

“O ápice de anos de pesquisa e

a união da engenharia com a síntese”,

é como Phil Baran descreve

o desenvolvimento de um novo

produto cujas origens de desenvolvimento

remontam a um aparelho

patenteado e desenvolvido pela IKA

na década de 1920. O ElectraSyn

2.0 combina três produtos em um

e facilitará a adoção em massa da

eletroquímica para a síntese orgânica

preparatória. A sociedade é

sempre afetada de forma positiva

pelo desenvolvimento de procedimentos

de reação sustentável que

geram altos rendimentos, requerem

menos reagentes químicos

e, portanto, produzem menos resíduos

químicos. A eletroquímica

orgânica sintética é um campo

inerentemente sustentável e ecologicamente

correto, cuja adoção

disseminada foi limitada, principalmente,

por lacunas na engenharia,

em vez de por desejo ou potencial.

O ElectraSyn 2.0 oferece:

• Padronização

• Capacidades analíticas

• Modularidade

• Interface amigável para o usuário

• Capacidades de agitação

• Preparação para o futuro

• Tela líder da indústria

• Design estético

• Conectividade

• Aplicativo ElectraSyn 2.0

• Facilidade de transporte

IKA® Brasil

Rua Alfredo da Costa Figo, n°. 102,

Jardim Santa Cândida

Campinas – SP

CEP 13087-534 – Brasil

Telefone: +55 19 3772-9600

Fax: +55 19 3772-9601

sales@ika.net.br

www.ika.com


em foco

Waters - Família Acquity

Acquity ARC, o novo integrante da Família Waters.

O sistema Acquity ARC ajudará

você a aumentar a produtividade

do seu laboratório. A tecnologia

Multi-flow Path juntamente com

o gradiente smart start permite

que você, além de trabalhar com

metodologias oficiais, desenvolvidas

em sistemas HPLC convencionais,

também desenvolva

novas metodologias, utilizando

colunas modernas com diâmetros

de partículas e diâmetro

interno menores, resultando

em análises mais rápidas e eficientes,

aumentando também a

lucratividade do seu laboratório.

Com o sistema Acquity ARC é

possível alternar entre sistemas

HPLC e UHPLC sem intervenção

física devido a tecnologia Multi-

-flow Path, que permite que a

alteração seja realizada com

apenas um clique no Empower,

selecionando Path 1 ou Path

2. Este novo sistema pode ser

acoplados detectores ópticos e

espectrometros de massa.

Mais informações acesse:

www.waters.com/acquityfamily

Novo controlador de vácuo compacto para bombas de vácuo

O novo CVC 3000 detect é um

controlador de dois pontos compacto

para conexão em bombas de

vácuo já existentes no laboratório ou

em redes de vácuo. Possui válvula

de vácuo integrada com resistência

química, fácil de instalar e pronto

para usar no controle de vácuo.

O controle eletrônico avançado

de vácuo aumenta significativamente

a eficiência dos processos

no laboratório, tais como recuperação

de solvente em evaporadores

rotativos bem como na proteção

do meio ambiente. A função “detect”

identifica automaticamente a

pressão de evaporação do solvente,

minimizando assim a necessidade

de intervenção pelo usuário. Não

há necessidade de controle manual

pelo operador na identificação do

ponto de ebulição, mesmo quando

há complexas misturas de solventes.

A formação excessiva de espuma

e a perda de amostra podem ser

evitadas. O usuário economiza tempo

e pode se concentrar em tarefas

mais importantes. A programação

permite também a configuração

de perfis de tempo e de pressão,

de modo que as aplicações mais

complexas possam ser realizadas

Controlador de vacío CVC 3000 detect

como versión de mesa

automaticamente, com precisa reprodutibilidade.

O CVC 3000 detect

da VACUUBRAND está disponível na

versão para mesa, bem como para

a montagem personalizada.

VACUUBRAND GMBH + CO KG

Tecnología de vacíoAlfred-Zippe-Str. 4 - 97877 Wertheim / Alemania

T +49 9342 808-5550 | F +49 9342 808-5555 | info@vacuubrand.com

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