*Outubro/2019 - Referência Industrial 212

jota.2016

a garantia e o

conceito de qualidade

da plaina moldureira

no brasil!

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distingue no mercado, tornando possível

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INDUSTRIAL

50

2019

34

44

SUMÁRIO

40

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Abimci 33

Abpm 31

Alca Máquinas 02

AWK Máquinas 25

Cipem 11

Codornada Florestal 65

Contraco 23

DRV Ferramentas 15

Dudi Máquinas 61

Engecass 17

Fezer 57

Formóbile 19

Impacto 59

Linck 09

Máquinas Águia 67

Mendes Máquinas 04

Metalcava 49

Mill Indústrias 29

Mill Indústrias 63

Mill Indústrias 68

MSM Química 13

Omil 43

Picoloto 53

Rotteng 47

Siempelkamp 07

Vantec 21

SUMÁRIO

06 Editorial

08 Cartas

10 Bastidores

12 Coluna Flavio C. Geraldo

14 Notas

20 Prêmio

22 Aplicação

24 Frases

26 Entrevista

32 Coluna Abimci Paulo Pupo

34 Principal Estudo Setorial Abimci 2019

40 Construção Civil

44 Marcenaria

50 Especial De olho no futuro

54 Madeira Tratada

58 Artigo

64 Agenda

66 Espaço Aberto

OUTUBRO 2019 03


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EDITORIAL

NA CAPA

PROTAGONISMO

O

Brasil está de volta aos trilhos e deve retornar

ao caminho do crescimento nos próximo

anos - com a aproximação do governo

brasileiro e dos EUA (Estados Unidos da

América) isso deve ocorrer naturalmente, e

a indústria será uma das maiores beneficiadas por esse

movimento. Otimistas, nós, da REFERÊNCIA INDUS-

TRIAL, trazemos nesta edição reportagens e matérias

que mostram o protagonismo da indústria da madeira

em diversos setores - desde a construção civil (com o

exemplo do ousado Metropol Parasol, em Sevilha) até

a nobre arte da marcenaria. Além disso, conversamos

com o economista Jackson Bittencourt para traçar um

panorama do setor e, em nossa reportagem de capa,

abordamos o já tradicional estudo setorial da Abimci.

Uma ótima leitura a todos!

ESTAMPA A CAPA DESTE

MÊS MONTAGEM ALUSIVA

AO ESTUDO SETORIAL

DESENVOLVIDO PELA ABIMCI

EXPEDIENTE

ANO XXI - EDIÇÃO 212 - OUTUBRO 2019

06

PROTAGONIST

B

razil is back on track and should return to

the path of growth over the coming years;

with the approximation of the Brazilian government

and that of the United States, this

should occur naturally, and the Sector will be

one of the biggest beneficiaries from this movement.

Optimists that we are, in this issue, REFERÊNCIA INDUS-

TRIAL provides stories and material that show the Forest

Sector as a protagonist in its various segments, from civil

construction (with the example of the daring Metropol

Parasol in Seville) to the noble art of woodworking. In

addition, we talked to economist Jackson Bittencourt to

outline a panorama for the Sector and, in our cover story,

we cover the traditional Abimci Annual Sectoral Study.

Pleasant reading!

referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

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Colunista / Columnist

Flavio C. Geraldo

Paulo Pupo

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fone: +55 (41) 3333-1023

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Tradução / Translation - John Wood Moore

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consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

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CARTAS

CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 211 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE SETEMBRO DE 2019

URBANISMO

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXI • N°211 • Setembro 2019

FOCO NO

ATENDIMENTO

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EMPRESA RESPONSÁVEL PELA

VENDA DE PRODUTOS PARA

TRATAMENTO DE MADEIRA

SE DESTACA NO MERCADO AO

OFERECER CONSULTORIA

DIFERENCIADA AO CLIENTE

FOCUS ON

SERVICE

MARCENARIA

Por Jorge Pinho -

Curitiba (PR)

Tenho dois filhos

pequenos e sei como é

difícil encontrar móveis

infantis no mercado.

A reportagem sobre a

Linha Noss realmente

mostra como iniciativas

revolucionárias podem

ditar as novas regras do

mercado. Parabéns pelo

conteúdo.

Por Marília Santos -

Presidente Prudente (SP)

Fiquei maravilhada com a iniciativa da cidade

de Poznan. As plataformas móveis de madeira

podem ser usadas de várias formas - e em

várias cidades. Espero que as gestões públicas

brasileiras adotem essa prática.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

ACORDO

Por Dionísio Raulino -

Londrina (PR)

MINHA CASA, MINHA VIDA

Por Marlos Tavares -

Manaus (AM)

Tirei muitas das minhas

dúvidas sobre o acordo

Mercosul-Europa com a

entrevista do professor

João Alfredo Lopes

Nyegray. Acredito que

o Brasil e a indústria da

madeira tem muito a

ganhar com essa medida.

Obrigado pelo conteúdo!

Excelente notícia sobre as mudanças no

programa de habitação que devem aquecer

o mercado da construção civil. O setor

aguarda ansiosamente!

08

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

revistareferencia@revistareferencia.com.br

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ALTA

INCERTEZA

O Indicador de Incerteza da

Economia, medido pela FGV

(Fundação Getulio Vargas),

subiu 2,7 pontos na passagem

de agosto para setembro deste

ano. Com o resultado, o indicador

chegou a 116,9 pontos, em

uma escala de 0 a 200 pontos,

e se mantém elevado em termos

históricos. O indicador é

calculado com base em dois

componentes: mídia (baseado

na frequência de notícias com

menção à incerteza na imprensa)

e expectativa (construído a

partir das previsões de analistas

econômicos).

BAIXA

INDÚSTRIA

A produção industrial brasileira

cresceu 0,8% na passagem de

julho para agosto. Com a alta, a

indústria recuperou parte da perda

de 0,9% acumulada de maio

a julho. O dado é da Pesquisa

Industrial Mensal, divulgada pelo

Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia

e Estatística). Apesar da

alta na comparação com julho,

a indústria teve quedas de 2,3%

na comparação com agosto do

ano passado e de 1,7%, tanto no

acumulado do ano, quanto no

acumulado de 12 meses. A alta da

taxa de julho para agosto foi puxada

exclusivamente pelos bens

intermediários, isto é, os insumos

industrializados usados no setor

produtivo, que cresceram 1,4% no

período.

10 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


COLUNA

DE BEM COM O FUTURO

CURITIBA FOI O CENTRO DAS ATENÇÕES DO SETOR INDUSTRIAL MADEIREIRO DA AMÉRICA LATINA

Flavio C. Geraldo

FG4 MAD - Consultoria em Madeira

Contato: flavio@fg4mad.com.br

DOS SEGMENTOS DE MERCADO

ABORDADOS, MERECEU

ESPECIAL ATENÇÃO O SETOR

DA CONSTRUÇÃO, QUE DEFINITIVAMENTE

PARECE ESTAR ENTRANDO EM UM NOVO E

ESPECIAL MOMENTO

U

ma vez mais, Curitiba foi o centro das atenções

do setor industrial madeireiro da América

Latina. Entre os dias 10 e 13 de setembro

último, a capital paranaense recebeu a III SIM

(Semana Internacional da Madeira), além de

ter sediado a Lignum Latin America, a mais importante feira

da cadeia produtiva da madeira.

O evento foi um sucesso, proporcionando, a oportunidade

para que os visitantes pudessem agregar valor à

sua visita à Curitiba através da participação nos encontros,

envolvendo palestras com temas técnicos, além de

apresentações e discussões a respeito de oportunidades

de mercados. Encontros dessa natureza proporcionam

oportunidades de estabelecer novos relacionamentos de

negócios, além de permitir o reforço de relacionamentos já

existentes, oferecendo aos participantes a oxigenação necessária

para se planejar o futuro dentro do setor industrial

madeireiro.

Ao contrário da versão anterior, ocorrida em 2017,

quando o setor de Proteção de Madeiras esteve presente

com a realização de um evento específico da área, o Wood

Protection, desta vez não foi possível reunir as forças necessárias

à continuidade da presença desse setor em evento

específico, o que poderia ter garantido sua futura permanência

no calendário dos eventos da Semana Internacional

da Madeira. O fato merece uma profunda reflexão pelos representantes

desse setor. De qualquer forma, o tema relacionado

à proteção de madeiras esteve presente no evento

Foto: divulgação

ProWood, com a apresentação da palestra ocorrida no dia

13 de setembro, intitulada: Madeira Tratada-Oportunidades

e Desafios Diante de Novas Fronteiras de Mercado.

A palestra contemplou informações objetivas a respeito

da situação atual do mercado de madeira tratada, com

seus desafios e oportunidades dentro dos segmentos elétrico,

ferroviário, rural e construção. Vale ressaltar que sob

a ótica do autor, dentro de cada segmento de mercado da

madeira tratada a imediata mudança no ambiente de negócios

é sugerida como necessária. Esse convite à mudança

no ambiente passa por uma necessidade de se conduzir

um planejamento estratégico muito bem elaborado, além

de ser comum a recomendação referente à adesão ao programa

de autorregulamentação Qualitrat.

Dos segmentos de mercado abordados, mereceu especial

atenção o setor da construção, que definitivamente parece

estar entrando em um novo e especial momento. Não

é novidade que a construção industrializada/modular vem

ganhando uma dimensão significativa ao redor do mundo,

em especial graças a forte expansão observada nos últimos

anos quanto à utilização de elementos baseados no CLT

(Cross Laminated Timber). No Brasil, além das perspectivas

de consolidação dos sistemas base woodframe, cujo texto

normativo deve ser concluído nos próximos meses, há notícias

concretas a respeito de novos investimentos em instalação

industrial voltada à produção de CLT.

No tocante à proteção de madeiras, processos e produtos

destinados a esses tipos de componentes estão em

franca discussão em nível mundial, havendo já indicações

de possíveis soluções. A Awpa (American Wood Protection

Association) tem comitê específico para o assunto, indicando

que muito em breve publicará texto normativo a respeito.

O assunto é merecedor de toda a atenção do setor

de proteção de madeiras no Brasil, pois, aí reside a maior

oportunidade futura para o alcance de uma nova fronteira

representada por mercados muito mais profissionalizados

e por produtos de maior valor agregado. Dentre os vários

caminhos sugeridos para serem adotados, um deles passa

pela implementação de um programa: Cross-Border; que

sugere uma forte interação entre as indústrias do setor com

as instituições de ensino e pesquisa tecnológica brasileiras,

em conjunto com instituições internacionais, que têm se

destacado no desenvolvimento de programas específicos

voltados à utilização de sistemas construtivos baseados na

madeira engenheirada, CLT, woodframe, Glulam, LVL, entre

vários outros.

Não por acaso, nos EUA (Estados Unidos da América), a

produção de madeira tratada chega a ser dez vezes maior

que a do Brasil, com praticamente o mesmo número de

plantas de tratamento, sendo estimado que as vendas de

madeira tratada naquele país alcance a cifra de US$ 4,5

bilhões anuais.

12 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


NOTAS

MERCOSUL/

UNIÃO EUROPEIA

O acordo comercial entre o Mercosul (Mercado Comum do

Sul) e a UE (União Europeia), fechado no fim de junho, deve

impactar a economia brasileira em US$ 79 bilhões até 2035.

A estimativa é da CNC (Confederação Nacional do Comércio

de Bens, Serviços e Turismo). Considerando a redução de barreiras

não tarifárias, o impacto pode chegar a US$ 112 bilhões

no período, segundo o órgão. Os números estão um pouco

abaixo dos divulgados pelo governo brasileiro, de US$ 87,5

bilhões e US$ 125 bilhões incluindo as barreiras não tarifárias

em 15 anos. “Mercado exterior é comércio, então nós estamos

inseridos neste contexto. Não só na relação de trocas como

também no que diz respeito a turismo, serviços, então esta é

a casa para tratar desses assuntos e das relações internacionais”,

observou o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

TABELA DE FRETE

Em vigor há pouco mais de um ano, a tabela obrigatória do

frete levou as empresas da indústria a buscarem alternativas

viáveis para o transporte de suas cargas. A solução mais

comum, como mostra consulta inédita da CNI (Confederação

Nacional da Indústria), foi o aumento de uso de frota

própria. Das empresas consultadas, 18% disseram ter aumentado

o uso de veículos próprios, em comparação com o

cenário pré-greve dos caminhoneiros,em maio de 2018. Apenas

3% disseram ter reduzido, o que resulta em um saldo

positivo de 15 pontos percentuais. Para as empresas, em um

cenário de tabelamento, a utilização de caminhões próprios

acabou significando redução de custos e de insegurança jurídica.

As conclusões estão na Consulta Empresarial: Impactos

após um ano de tabelamento do frete, realizada pela CNI,

que contou com a participação de 685 empresas industriais.

Foto: divulgação

PIB 2019

Diante do cenário de recuperação gradual econômica,

a CNI (Confederação Nacional da Indústria) manteve

a previsão de crescimento de 0,9% do PIB (Produto

Interno Bruto), soma de todos os bens e serviços produzidos

no país. Também foi mantida a estimativa de

expansão de 0,4% do PIB industrial em 2019, segundo

o Informe Conjuntural do terceiro trimestre. Segundo

a entidade, o fraco desempenho da atividade econômica

e industrial é explicado por dois fatores: “o sentimento

crescente de que o processo de aprovação das

reformas indispensáveis ao crescimento da economia

será mais demorado e complexo do que inicialmente

percebido e os poucos avanços na agenda de redução

do Custo Brasil”, descreve o estudo.

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14 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


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NOTAS

MDF

BRASILEIRO

A produção brasileira de Medium Density Fiberboard,

o famoso MDF, continua entre as oito maiores do

mundo. É o que afirma o recente levantamento da Ibá

(Indústria Brasileira de Árvores), em seu relatório de

mercado 2019. O mercado interno continua sendo o

principal consumidor desse material, representando

84% das compras na indústria de painéis, devido ao

enfraquecimento do real diante do dólar e da ainda

tímida recuperação econômica nacional. Ao todo, a

produção de painéis de madeira reconstituída foi de

8,2 milhões de metros cúbicos em 2018, um aumento

de 2,8% comparada ao ano anterior.

DESONERAÇÃO

DA FOLHA

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que

espera uma nova proposta para manter a arrecadação

e desonerar a folha de pagamentos. Segundo o ministro,

a intenção da equipe econômica era um imposto

sobre as movimentações financeiras, que acabou recebendo

diversas críticas e comparado à extinta Cpmf

(Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira).

“Queremos erradicar o imposto mais cruel que

existe no Brasil, que marginalizou dezenas de milhões

de brasileiros, que são os encargos trabalhistas”, enfatizou

Guedes, em palestra no Fórum de Investimentos

Brasil. “Quando falamos, um tempo atrás, sobre colocar

imposto sobre movimentações financeiras, era trocar

o cruel pelo feio. Era colocar um imposto feio que

é melhor do que o cruel”, acrescentou o ministro, ao

explicar o raciocínio que norteou a proposta.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

MISSÃO

ALEMANHA

O Sindmóveis Bento Gonçalves (RS) está promovendo

uma missão empresarial à IMM Cologne

2020 (Feira Internacional De Móveis De

Cologne), que se realizará na Alemanha, em janeiro

do próximo ano. A proposta é reunir um

grupo de empresas que terá acesso a contatos

exclusivos e uma agenda ampliada durante o

período do evento. O presidente do Sindmóveis,

Vinicius Benini, salienta que se trata de

uma oportunidade única para as empresas do polo e expositoras da Movelsul Brasil – especialmente em virtude das reuniões

e visitas técnicas previstas. “Consideramos que a maior competitividade mundial do móvel brasileiro na atualidade advém

dos atributos de design e inovação. Estar presente nos eventos do circuito é crucial para entender o clima mundial do setor

e trocar experiências com outras empresas”, destaca. Situada entre as principais feiras europeias de design de interiores, a

IMM Cologne reúne lançamentos de todo o mundo, além de apresentar tendências futuras para o segmento.

16 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


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NOTAS

INFORMAÇÃO

E NEGÓCIO

Informação é o caminho para o sucesso de qualquer

negócio. Com essa filosofia, a Movergs (Associação das

Indústrias de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul)

realizou em outubro uma palestra para profissionais do

ramo sobre o Siscoserv, o Sistema Integrado de Comércio

Exterior de Serviços. Para esclarecer dúvidas relacionadas

ao sistema, Rafael Vanin Pinto, gerente de Comércio

Exterior na empresa Efficienza Negócios Internacionais e

gestor certificado pela Latin American Quality Institute do

Panamá, analisou o foco em qualidade e boas práticas de

administração. Durante o bate-papo sobre o Siscoserv, Rafael

abordou temas como legislação, obrigações, módulos

do sistema, NBS, prazos, penalidades, cases, atos legais

relevantes e estatísticas.

Foto: divulgação

MODALIDADE

DE CRÉDITO

O governo federal lançou, em Brasília (DF), o

Finep Inovacred 4.0. Elaborada pela Finep (Financiadora

de Estudos e Projetos) em parceria

com o ME (Ministério da Economia) e o Mctic

(Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações

e Comunicações), a ação visa estimular o aumento

da produtividade da indústria no Brasil.

Inicialmente, serão disponibilizados R$ 200

milhões na modalidade de crédito. A ideia é

apoiar a formulação e implementação de Planos

Empresariais Estratégicos de Digitalização

que abarquem a utilização, em linhas de produção,

de serviços de implantação de tecnologias

da Indústria 4.0. Podem ser beneficiadas empresas

de pequeno a médio grande porte, com

faturamento anual de até R$ 300 milhões.

Foto: divulgação

PRODUÇÃO

GAÚCHA

O relatório: Conjuntura e comércio externo do setor

de móveis no Brasil; com dados de julho e agosto,

produzido pelo Iemi (Inteligência de Mercado) e encomendado

pela Movergs (Associação das Indústrias

de Móveis do Estado do Rio Grande do Sul) aponta

que o mês de julho registrou o melhor desempenho

do ano na produção de móveis no Rio Grande do Sul.

No total, foram 7,5 milhões de peças no mês de julho,

o que representou aumento de 33,6% em relação ao

mês anterior. No acumulado do ano, comparado com

o mesmo período do ano anterior, a produção industrial

no Estado cresceu 3,4%, resultado superior ao registrado na indústria nacional no mesmo período. O bom resultado

se repetiu no acumulado nos últimos 12 meses, quando a indústria gaúcha cresceu 4,9%, enquanto a indústria nacional se

retraiu no mesmo período, de acordo com números do Ibge (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Foto: divulgação

18 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


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PRÊMIO

PRÊMIO

2

19

VENCEDORES

DA TRADICIONAL

PREMIAÇÃO DO

MERCADO DA MADEIRA

SERÃO DIVULGADOS EM

EVENTO EXCLUSIVO

Fotos: Marcos Mancinni

Aelite da cadeia produtiva da madeira se reúne

em Curitiba (PR) no mês de outubro para o

tradicional PRÊMIO REFERÊNCIA, que chega

a sua 17ª edição em 2019. A iniciativa da

REVISTA REFERÊNCIA reconhece o trabalho

desenvolvido no setor.

“A REVISTA REFERÊNCIA retribui ao mercado, reconhecendo

os trabalhos bem feitos, as empresas que investem,

que buscam novas tecnologias, inovações. É uma forma de

incentivar o crescimento do nosso mercado da madeira”,

comenta o diretor comercial da REVISTA REFERÊNCIA, Fábio

Machado.

As 10 empresas selecionadas e que vão receber a premiação

atuam em toda a cadeia produtiva da madeira, desde

a base florestal, a indústria, o ramo de celulose e papel,

de biomassa até os produtos em madeira. “O foco é sempre

para quem realmente movimenta, que fomenta o mercado”,

completa Fábio, que diz ainda que “sente o carinho

do mercado” com esta que é a única premiação relevante e

reconhecida do setor.

20 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


APLICAÇÃO

Foto: divulgação

PEÇAS

CORINGAS

A Fort House, especialista em móveis de alto padrão que

desde 1991 tem feito parcerias com marcas reconhecidas,

como a Sierra Móveis, Dell Anno e Natuzzi Editions,

desenvolveu três modelos de puffs para a decoração de

ambientes: o Puff Mexerica, o Puff Petrópolis e o Puff

Campos do Jordão. Estiloso, com design diferenciado, o

Puff Mexerica é um ícone na decoração. Os pés são produzidos

em madeira natural, nas cores branco, marrom

e preto. O Puff Campos do Jordão é ideal para deixar o

ambiente mais convidativo, elegante e confortável. Puff

estofado em pele sintética. Pés em madeira natural clara

de perfil arredondado, disponível nas cores preta e marrom

mesclado. Cada um desses modelos tem suas características

e podem ser adicionados aos ambientes de forma

com que sejam absorvidos pelas cores de décor sem

que destoem do resto da sala. A empresa possui seis

lojas localizadas em São Paulo, nas regiões do Morumbi,

Campos do Jordão, Cotia e Granja Viana.

O mais novo exemplo de mesa

de centro inovadora é a Mesa

Bonete, recente lançamento da

designer Monica Cintra, que

valoriza ainda mais a sala de

estar ao manter as características

naturais e as imperfeições da madeira.

Com design único, a peça é feita

em madeira de reaproveitamento de Imbuia

despigmentada, com bases de aço carbono na cor

latão. Para valorizar ainda mais os espaços, a designer levou

em conta o aspecto natural da madeira sem deixar de lado o design e a funcionalidade. A criação de Cintra, uma das

mais influentes e inovadoras mentes do design de móveis no Brasil e no mundo, vai de encontro com a sua filosofia

de produção desde a sua inserção no mercado, quando impactou o setor ao propor uma nova tendência: transformar

peças orgânicas em mobiliários sofisticados. “Mostrava para os clientes as madeiras encontradas, de várias regiões

do Brasil e com características próprias da nossa indústria florestal, mas eles não conseguiam imaginar o design bruto

da natureza na ambientação da casa”, relata a designer. Como solução, projetou um ateliê amplo, naturalmente iluminado

e composto por linhas limpas, onde pudesse morar, trabalhar e ambientar suas criações. Foi nesse contexto

que surgiram peças criativas e únicas, como a própria Mesa Bonete, com o nome inspirado em uma das mais belas

praias do litoral paulista.

22 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


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FRASES

“EXISTE UM GRANDE POTENCIAL PARA AS EXPORTAÇÕES

E MUITAS EXIGÊNCIAS DE PREPARAÇÃO E INVESTIMENTO

PARA REALIZAR NEGÓCIOS COM O MERCADO EXTERNO,

MUITO EM FUNÇÃO DA ALTA CONCORRÊNCIA E EXIGÊNCIA DE

COMPETITIVIDADE INTERNACIONAL”

VINICIUS BENINI, PRESIDENTE DO SINDMÓVEIS, SOBRE O

AUMENTO DAS EXPORTAÇÕES DO POLO MOVELEIRO DE

BENTO GONÇALVES (RS)

“NOSSA

EXPECTATIVA É

QUE A ATIVIDADE

COMECE A SE

RECUPERAR MAIS

CLARAMENTE EM

OUTUBRO, NOVEMBRO

E DEZEMBRO, NO

ÚLTIMO TRIMESTRE DO

ANO. PORQUE AÍ VOCÊ JÁ

COMEÇA A TER IMPACTOS

DA MELHORA DO CENÁRIO

COM AS REFORMAS E AGORA

JÁ COMEÇA A INTRODUZIR A

REDUÇÃO ADICIONAL DA TAXA

DE JUROS, QUE DEMORA MAIS A

TER IMPACTO”

PAULO GUEDES,

MINISTRO DA

ECONOMIA, SOBRE

A RETOMADA

DA PRODUÇÃO

INDUSTRIAL

BRASILEIRA

“O QUE ESPERAMOS DA REFORMA É SIMPLIFICAÇÃO

E MELHOR DISTRIBUIÇÃO DA CARGA PELOS SETORES DA

ECONOMIA. ENTRE OS EMPRESÁRIOS, COM A INDÚSTRIA

VOLTANDO A CRESCER E A CONSTRUÇÃO CIVIL DANDO

SINAIS DE RECUPERAÇÃO, COMEÇAMOS A VER COM

MAIS OTIMISMO O FUTURO DO BRASIL. ESTAMOS NA

DIREÇÃO CORRETA PARA COLOCAR O BRASIL NA ROTA

DO DESENVOLVIMENTO”

Foto: divulgação

ROBSON BRAGA DE ANDRADE, PRESIDENTE DA CNI (CONFEDERAÇÃO

NACIONAL DA INDÚSTRIA), SOBRE A REFORMA TRIBUTÁRIA

“NÓS DEVEMOS ESTUDAR UM

PROJETO, NÃO O MEU PRIMEIRO

EMPREGO, MAS O MINHA PRIMEIRA

EMPRESA. (...) NÓS QUEREMOS DAR

MEIOS PARA QUE AS PESSOAS SE

ENCORAJEM, TENHAM CONFIANÇA,

UMA GARANTIA JURÍDICA DE QUE

O NEGÓCIO, SE DER ERRADO LÁ NA

FRENTE, ELE DESISTA E VAI LEVAR SUA

VIDA NORMALMENTE, E NÃO FUGIR DA

JUSTIÇA PARA NÃO SER PRESO”

JAIR BOLSONARO, SOBRE MEDIDAS

DO GOVERNO PARA INCENTIVAR O

EMPREENDEDOR NACIONAL

24 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


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ENTREVISTA

EVOLUÇÃO

CONSTANTE

CONSTANT

EVOLUTION

Aindústria perde cada vez mais participação no PIB

(Produto Interno Bruto) brasileiro, mas esta mudança

não precisa ser um problema. Por outro lado, o

setor industrial enfrenta desafios no país, como a logística

e a escassez de pesquisa e desenvolvimento.

O panorama é explicado pelo economista Jackson Bittencourt,

coordenador do Curso de Economia da PUC (PR). Em entrevista,

ele fala sobre as mudanças na representatividade da indústria na

economia, os maiores desafios do setor e as expectativas para a

indústria madeireira.

ENTREVISTA

M

anufacturing’s share of Brazilian GNP keeps

falling, but this does not have to be a problem.

On the other hand, Manufacturing faces many

challenges in Brazil, such as logistics and scarcity

of research and development. The panorama

is explained by economist Jackson Bittencourt, Economics Course

Coordinator at PUCPR. In this month’s interview, he talks about

the changes in Manufacturing representativeness in the economy,

Manufacturing’s biggest challenges, and expectations for the forest

industry.

JACKSON

BITTENCOURT

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: ECONOMISTA, DOUTOR EM

ECONOMIA REGIONAL PELA UFPR (UNIVERSIDADE FEDERAL

DO PARANÁ)

CARGO: COORDENADOR DO CURSO DE ECONOMIA DA

PUC-PR (PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ)

Foto: divulgação

PROFESSIONAL EDUCATION: ECONOMY, PHD. IN REGIONAL

ECONOMICS, STATE OF PARANÁ FEDERAL UNIVERSITY (UFPR)

FUNCTION: ECONOMICS COURSE COORDINATOR AT STATE OF

PARANÁ PONTIFICATE CATHOLIC UNIVERSITY (PUCPR)

26 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


A INDÚSTRIA TEM CADA VEZ MENOS REPRE-

SENTATIVIDADE NO PIB BRASILEIRO. O QUE ISSO

SIGNIFICA E COMO MUDAR ESSE CENÁRIO?

Nas últimas décadas a participação relativa do

setor industrial no PIB vem caindo de forma significativa.

O mesmo ocorre com a participação do emprego

industrial. Vários motivos explicam este fenômeno. De

uma perspectiva positiva, é que passamos por uma

revolução no setor terciário, comércio e serviços. O

setor terciário, como software, por exemplo, tem um

potencial de gerar mais valor adicionado que a própria

indústria, logo, gera mais renda e empregos melhores.

Nas economias avançadas este setor tem uma

participação em torno de 80% do PIB, ou seja, é um

processo natural que as economias enfrentam, denominado

compensação setorial. Mas isso não significa

que a indústria não é importante, ao contrário, muitos

destes serviços são para aumentar a produtividade do

setor industrial. Entretanto, no caso brasileiro, não é

exatamente este o motivo. A indústria brasileira vive

um processo de desindustrialização, mas não uma

compensação setorial. O início do Plano Real (1994)

promoveu um ajuste macroeconômico muito rígido

para acabar com a inflação alta, que marcou a década

de 80 e meados de 90. A rigidez foi marcada por uma

elevada taxa de juros (Selic) e um câmbio ancorado em

“um pra um”. Isso deu início a um fenômeno denominado

“doença holandesa” – o câmbio supervalorizado

desestimulou a exportação e a alta taxa de juros, o

investimento. A busca pela estabilidade macroeconômica

custou caro para a indústria. Políticas públicas

voltadas para o setor industrial, a partir do ano 2000,

não melhoraram a produtividade; além disso, uma forte

instabilidade institucional. A indústria tem um papel

chave no crescimento econômico, retomar seu potencial

depende de políticas público-privadas, com foco

na produtividade e na inserção nas cadeias globais de

produção.

EM GERAL, QUAIS SÃO AS MEDIDAS QUE DE-

VEM SER ADOTADAS PELA INDÚSTRIA BRASILEI-

RA PARA QUE RETOME OS PATAMARES PRÉ-CRI-

SE ECONÔMICA?

A estabilidade macroeconômica é fundamental, e

isso já ocorre desde 2018; o problema é a instabilidade

política, pois ela interfere na expectativa e na confiança

dos agentes econômicos. Enquanto a expectativa e a

confiança de empresários e consumidores estiverem

comprometidas, será mais lenta a recuperação.

COMO O SUBDESENVOLVIMENTO DA LOGÍS-

TICA NO BRASIL ATRAPALHA O SETOR INDUS-

TRIAL?

Os clientes estão cada vez mais exigentes, o que

imprime uma lógica de transportes altamente eficiente.

Mas nosso país, apesar de sua extensão territorial,

ainda está desatualizado nesse quesito. Isso gera um

MANUFACTURING HAS INCREASINGLY BECO-

ME LESS REPRESENTATIVE IN BRAZILIAN GDP.

WHAT DOES THIS MEAN AND HOW CAN THIS SCE-

NARIO CHANGE?

In recent decades, the relative share of Manufacturing

in GDP has fallen significantly. The same occurs

with the participation of manufacturing employment.

Several reasons explain this phenomenon. From a positive

perspective, we have gone through a revolution in

the tertiary sector, Services. Services, taking software as

an example, has the potential to generate more value-

-added than manufacturing itself, thus generating more

income and better jobs. In advanced economies, this

sector has a stake of around 80% of GDP, i.e., it is a natural

process that economies face, called sectoral compensation.

But that does not mean that manufacturing is not

important; on the contrary, many of these services are to

increase the productivity of the Manufacturing Sector.

However, in the Brazilian case, this is not exactly the reason.

Brazilian manufacturing is experiencing a process of

deindustrialization but does not have a sectoral compensation.

The beginning of the Real Plan (1994) promoted a

very rigid macroeconomic adjustment to end high inflation,

which marked the decades of the 80’s and mid-90’s.

The rigidity was marked by high interest rates (Selic) and

anchored on a “one-to-one” exchange rate. This initiated

the so-called “Dutch Disease” phenomenon – the

overvalued exchange rate discouraged exports and the

high interest rates, investments. The search for macroeconomic

stability has dearly cost Manufacturing. Public

policies focused on the Manufacturing Sector, from 2000

onwards, did not improve productivity; but rather, increased

institutional instability. Manufacturing plays a key

role in economic growth, resuming its potential depends

on public-private policies, focusing on productivity and

insertion in global production chains.

IN GENERAL, IN YOUR OPINION, WHAT ARE

THE MEASURES THAT MUST BE ADOPTED FOR

BRAZILIAN MANUFACTURING TO RETURN TO THE

PRE-ECONOMIC CRISIS LEVEL?

Macroeconomic stability is fundamental, and this has

begun to take place in 2018; The problem, now, is politi-

A INDÚSTRIA BRASILEIRA

VIVE UM PROCESSO DE

DESINDUSTRIALIZAÇÃO, MAS NÃO

UMA COMPENSAÇÃO SETORIAL

OUTUBRO 2019 27


28 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


30 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


Há 50 anos a

entidade que

representa e trabalha

para o crescimento

do mercado de

madeira tratada,

seus associados e o

futuro do setor.

MT

MS

Associados

RIO GRANDE DO SUL

Flosul

Jimo

Madem

Postes Mariani

RTN

SANTA CATARINA

Ekomposit

Florestal

Koppers

Terra Sol

PARANÁ

Ecoline

MSM Química

TWBrazil

Revista Referência

MATO GROSSO DO SUL

Coimmal

Coimor

Tramasul

ESPIRITO SANTO

Torabras Tratamento de Madeira

GOIÁS

Matha Florestal

MATO GROSSO

Companhia do Vale do Araguaia

BAHIA

CM Venturoli

Paraíso Madeira

PR

GO

SP

SÃO PAULO

Alpina Eucaliptos

Canteiro

Dulcidio Ramires Macedo

Humberto Tufolo Netto

Icotema

Ipel Itibanyl

Ivaldo Pontes Jankowsky

Lanxess

Lonza

Madereira Mantiqueira

Madetram

Madtrat

Matra

Montana Química

Pemad

Prema

Roberto José Falcão Bauer

Rossin

Setrama

STWood

Teca Madeiras

Tramal Tratamento de Madeira

Transportes Topcargo

MINAS GERAIS

Campo Alegre

CBI Madeiras

Lua Madeira Imunizada

Reallogs

S&d Madeiras

SEAP

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COLUNA ABIMCI

BRASIL TERÁ NORMA

TÉCNICA PARA PELLETS DE MADEIRA

UM MARCO SIGNIFICATIVO PARA A MELHORIA DA QUALIDADE DOS PRODUTOS E O DESENVOLVIMENTO

TÉCNICO DA INDÚSTRIA BRASILEIRA

Paulo Pupo

Superintendente da Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

O OBJETIVO DESSE TRABALHO

É DESENVOLVER UMA NORMA

TÉCNICA PARA PELLETS PRODUZIDOS

COM RESÍDUOS DE MADEIRA

partir do trabalho de articulação e repre-

institucional, a Abimci (Associação Asentação

Brasileira da Indústria de Madeira Processada

Mecanicamente) obteve a aprovação

da Abnt (Associação Brasileira de Normas

Técnicas) para a instalação da CE (Comissão

de Estudos) para o desenvolvimento da norma técnica de

pellets. A CEE-242 passa a ser o fórum oficial de discussão

de todas as partes interessadas no tema - representantes

de universidades, laboratórios, institutos de pesquisas,

órgãos do governo, produtores e consumidores.

A ação vem pouco tempo após a criação do Comitê

de Pellets e Biomassa na estrutura organizacional da

Abimci, reafirmando o compromisso da associação em

colocar em prática iniciativas que atendam as demandas

apresentadas pelas empresas associadas. A Abimci, é a

entidade gestora do CB-31 (Comitê Brasileira de Madeira

da Abnt), responsável pela elaboração das normas técnicas

do setor de madeira, e terá um papel fundamental

neste trabalho, que começa com o desenvolvimento do

projeto de norma, que posteriormente passa por uma

consulta nacional e a análise de comentários. Somente

Foto: divulgação

depois disso a norma pode ser validada e publicada pela

Abnt.

O objetivo desse trabalho é desenvolver uma norma

técnica para pellets produzidos com resíduos de madeira,

entre outras matérias-primas, e a aplicação como biomassa,

no que se refere à terminologia, classificação, requisitos,

métodos de ensaio e generalidades. Com excelente

grau de envolvimento e contribuições das empresas produtoras,

a primeira reunião da Comissão de Estudos deve

acontecer ainda este ano.

A criação da CE vem ao encontro de um momento

positivo para o segmento. O crescente uso no mercado

interno de pellets como uma alternativa sustentável para

geração de energia no Brasil se mostra uma janela de

oportunidade para as empresas. O mercado está em franca

expansão, com aumento da capacidade instalada e de

novos investimentos fabris, o que justifica a definição de

padrões de qualidade técnica para atender as diferentes

demandas de uso dos produtos. O agronegócio é o principal

mercado de pellets, principalmente a avicultura.

Em 2018, estima-se que a produção de pellets no

Brasil tenha atingido 506 mil toneladas. Entre 2012-18, a

produção nacional cresceu 43,9% ao ano, resultado do

aumento das importações por parte de países europeus

e asiáticos do produto brasileiro, além do aumento do

consumo interno. Atualmente, as indústrias brasileiras

que exportam pellets seguem parâmetros de legislações

europeias e americanas.

Essa ação será um passo importante para o desenvolvimento

e a consolidação do segmento de pellets no Brasil.

Um marco significativo para a melhoria da qualidade

dos produtos e o desenvolvimento técnico da indústria

brasileira.

Para conhecimento, as demais Comissões de Estudos

que atualmente compõem o CB-31 são madeira serrada,

chapas de madeira compensada, painéis de fibra de

madeira, madeira para carretéis, mourões de madeira

preservada, portas de madeira, pisos de madeira maciça,

madeira tratada, preservação de madeira, cruzeta roliça

de eucalipto tratado, postes de eucalipto preservado,

painéis de partículas de madeira e chapa dura de fibra de

madeira.

Para acompanhar o andamento desse trabalho e participar

das comissões é necessário entrar em contato pelo

e-mail cb31@abnt.org.br.

32 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


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A VOZ DA

INDÚSTRIA

DA MADEIRA

BRASILEIRA

abimci@abimci.com.br

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PRINCIPAL

ESTUDO SETORIAL

ABIMCI 2019

TRAZ PANORAMA DA INDÚSTRIA

BRASILEIRA DE MADEIRA

DOCUMENTO APRESENTA AS PRINCIPAIS DEMANDAS

DEFENDIDAS PELA ASSOCIAÇÃO PARA QUE SETOR ALCANCE

SUSTENTABILIDADE NOS NEGÓCIOS E SEJA MAIS COMPETITIVO

Fotos: divulgação

34 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


THE 2019 ABIMCI SECTORIAL STUDY

DEPICTS A PANORAMA OF THE BRAZILIAN

TIMBER INDUSTRY

THE DOCUMENT PRESENTS THE MAIN SUBJECTS DEALT WITH BY THE ASSOCIATION

TO ACHIEVE SECTOR SUSTAINABILITY IN BUSINESS AND BE MORE COMPETITIVE

U

m documento robusto e completo que traça

o perfil do setor industrial madeireiro. O

novo Estudo Setorial Abimci 2019, recém-

-lançado pela Associação Brasileira da Indústria

da Madeira Processada Mecanicamente

na Semana Internacional da Madeira, apresenta o panorama

mais atualizado do segmento com dados socioeconômicos

e as contribuições para a economia brasileira.

A publicação chega ao mercado, empresas associadas,

institutos de pesquisa, universidades, imprensa, agentes financeiros

e de investimentos, órgãos de governo, poderes

executivo e legislativo e outras entidades representativas

em um momento oportuno, de planejamento das atividades.

O capítulo Floresta apresenta aos leitores uma visão

geral sobre a cobertura florestal mundial, bem como, o

perfil e as perspectivas da base florestal brasileira quanto

à área, principais grupos de espécies e as contribuições

do setor de base florestal na geração de renda, emprego,

diversidade de fauna e flora, pesquisas, proteção do solo,

nascentes e mananciais. O levantamento mostra dados

macros e por região dos tradicionais plantios de eucalipto

e pinus, além de outras espécies florestais. A partir dessas

informações é possível identificar o potencial industrial

existente na diversidade da base florestal brasileira, composta

por áreas nativas e plantadas.

De acordo com o levantamento, a área plantada com

pinus no Brasil (20% do total de plantios florestais do país)

vem decrescendo em pequena escala. Isso se deve à

substituição parcial do pinus pelo eucalipto, e por outros

Arobust and complete document that outlines

the profile of the Industrial Timber Sector.

The new 2019 Abimci Sectorial Study, recently

released by the Brazilian Association for the

Mechanically Processed Timber Industry during

International Timber Week, presents the most up-to-

-date panorama of the segment with socio-economic data

and the contributions to the Brazilian economy.

The Study is aimed at the market, associated companies,

research institutions, universities, press, financial and

investment entities, government agencies, executive and

legislative powers, and other representative entities at an

opportune time, that of planning for the future.

The chapter on the Forest presents the readers with an

overview of the global forest cover, as well as the profile

and perspectives of the Brazilian forest base, as to area,

main groups of species, and contributions of the Forest-

-based Sector for the generation of income, employment,

diversity of flora and fauna, research, and soil, water source

and stream protection. The Survey provides macro data by

region for traditional eucalyptus and pine plantations, as

well as that for other forest species. From this information,

it is possible to identify the existing industrial potential of

the diversity of the Brazilian forest base, consisting of native

and planted areas.

According to the survey, the area planted with pine

in Brazil (20% of the total planted forests in the Country)

has been decreasing on a small scale. This is due to the

partial substitution of pine by eucalyptus, and other soil

uses, in some areas of Brazil’s Southern Region, such as for

OUTUBRO 2019 35


38 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


OUTUBRO 2019 39


CONSTRUÇÃO CIVIL

40 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


OUSADIA

URBANA

MAIOR ESTRUTURA DE MADEIRA DO MUNDO

BUSCA REMODELAR CENTRO URBANO DA

QUARTA MAIOR CIDADE DA ESPANHA

Fotos: divulgação

OUTUBRO 2019 41


CONSTRUÇÃO CIVIL

C

om aproximadamente um milhão e

quatrocentas mil pessoas, a cidade de

Sevilha, na Espanha, é um dos pontos

culturais mais visitados da Europa. Lá, foi

desenvolvido nos últimos anos um projeto

de reorganização urbana de diversos pontos do

município, buscando retratar a aliança entre a rica história

da região e a modernidade cultural de seu povo.

Entre as principais regiões turísticas de Sevilha

se encontra o Metropol Parasol, centro comercial e

cultural que pretende “explorar todo o potencial da

Plaza de la Encarnación”, onde está situado, como

explica o criador do arrojado desenho da construção,

o arquiteto Jurgen Mayer.

O projeto surgiu após vencer um concurso realizado

pela prefeitura de Sevilha, que visava substituir

o antigo mercado de la Encarnación, demolido em

2009.

“O Metropol forma um novo ponto de encontro

em Sevilha: um lugar de interação, no qual o antigo

está conectado com o presente. A estrutura construída

em grade, artifício amplamente utilizado pelos

romanos para layouts urbanos, é aqui transformada e

contrastada pelas formas curvas do dossel”, afirma o

profissional alemão.

Além da estrutura vazada, as linhas curvas usam

e abusam da ousadia ao se integrarem à paisagem

espanhola, sendo o ‘movimento’ palavra de ordem

para o Metropol: suas sinuosidades sugerem um movimento

constante, atraindo a curiosidade de quem

passa.

INOVAÇÃO

Todo o centro comercial é construído com placas

verticais de madeira laminada, seguindo um padrão

de corte de 1,5 por 1,5. Essas peças montadas formam

um ‘grillage’, nome dado ao estilo gradeado

romano. O local possui lojas, centro de convenções,

bares e até um restaurante, sendo este último o único

que utiliza uma plataforma de aço em seus ambientes,

por motivos de segurança. Além disso, o Metropol

conta com um terraço panorâmico visitado por

pessoas de todo o mundo.

De acordo com Mayer, foram utilizadas cerca de 3

mil peças de madeira. A estrutura total – que conforma

seis quebra-sóis em forma de cogumelos – mede

aproximadamente 150 m (metros) de extensão, 75 m

de largura e 28 m de altura.

“Como o cálculo estrutural necessitava de uma

análise em três dimensões de grande complexidade,

desenvolvemos um programa interativo capaz de

determinar a espessura dos elementos de madeira

em cada uma das uniões da estrutura para sua otimização

adequada. Finalmente, os dados do modelo

42 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


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OUTUBRO 2019 43


MARCENARIA

44 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


O MDF

NA MARCENARIA

IMPORTANTE NA CONSTRUÇÃO DE MÓVEIS, O MATERIAL É VERSÁTIL

E TEM ALCANÇADO CADA VEZ MAIS ESPAÇO NO MERCADO

Fotos: divulgação

OUTUBRO 2019 45


MARCENARIA

V

árias inovações tecnológicas ajudaram

o exercício da marcenaria a ser atrativo

novamente. Antes vista como uma

profissão em extinção, ela tem crescido

cada vez mais – seja como forma de

sustento ou até mesmo como um hobby para muitos

brasileiros. O MDF (Medium Density Fiberboard),como

é mais comumente conhecido, tem ajudado esse movimento

a se desenvolver e já se transformou em uma

ferramenta que caiu no gosto dos trabalhadores da

madeira.

Surgido no final da década de 1970 em produções

de grande escala e popularizado no Brasil a partir da

década de 1990, por ser extremamente versátil, sendo

um composto leve, resistente e de fácil manuseio, o

MDF ganhou espaço também entre as marcenarias de

garagem e os pequenos negócios de produção de móveis

que valorizam a prática da marcenaria fina.

O QUE É O MDF?

Formado a partir de um material de fibras de madeira

aglutinadas juntas em uma única peça plana

e sem fissuras, originárias de árvores como pinus e

eucalipto, essa matéria-prima também é considerada

sustentável e amiga da natureza.

Para o profissional que opta pelo seu uso na hora

de fabricar os móveis, outra vantagem é a economia

O MDF É FORMADO A

PARTIR DE UM MATERIAL

DE FIBRAS DE MADEIRA

AGLUTINADAS JUNTAS EM UMA

ÚNICA PEÇA PLANA

46 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


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pneumáticos da Rotteng flexibilizam e otimizam os cortes de

madeiras, diminuindo o desperdício e aumentando a

produção com mais qualidade e precisão nas medidas, além

de atender as normas legais que garantem a segurança dos

colaboradores. Esta parceria perdura há mais de 6 anos.

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ESPECIAL

DE OLHO

NO FUTURO

COMPLETANDO 50 ANOS, ABPM SE FORTALECE

COMO ENTIDADE REPRESENTATIVA DO SETOR

Fotos: divulgação

50

referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


U

ma das entidades mais relevantes do setor

madeireiro no Brasil, a Abpm (Associação

Brasileira de Preservadores de Madeira)

completa 50 anos de fundação em 2019.

Com uma trajetória pautada pela defesa

dos direitos e interesses dos associados e do mercado

de madeira tratada, a entidade completa meio século

de atuação como fórum nacional do setor de proteção

de madeiras e na representação do segmento industrial

madeireiro junto aos órgãos reguladores e Poderes Legislativo

e Executivo.

“Os caminhos da preservação de madeiras no Brasil

seguem os passos da atuação da Abpm, de seus associados

e de seus parceiros técnicos, destacadamente

o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) do Estado

de São Paulo”, afirma o presidente da Abpm, Gonzalo

Lopez.

Desde a fundação, a entidade visa garantir a qualidade

necessária para a consolidação do seu uso, trazendo

um legado de credibilidade e de confiança adquirida

junto aos mercados da madeira tratada; a Abpm tem

como um de seus grandes feitos a criação do convênio

IPT-Abpm, em 1972, inicialmente como Convênio Ibdf-

-IPT-Abpm. A parceria foi estabelecida com a finalidade

de dar suporte técnico e fazer o controle de qualidade

da madeira preservada no Brasil, convênio mantido e

utilizado pelos associados até hoje.

“Sem a existência de normas técnicas certamente

não teríamos referenciais de qualidade mínima exigível,

principalmente levando em conta as características de

nosso território”, destaca Lopez.

INTERNACIONALIZAÇÃO

A entidade deu um passo importante para a internacionalização

com a produção de um evento internacional,

com a parceria direta da FG4Mad Consultoria em

Madeiras e da Malinovski, o “Wood Protection – Conferência

Sul-Americana de Tecnologias de Proteção de

Madeiras”. Realizado em Curitiba em 2017, como parte

da SIM (Semana Internacional da Madeira), o evento

possibilitou uma nova dimensão aos eventos da Abpm,

pela primeira vez com um evento internacional.

“Todas as nossas ações partem de demandas do

próprio setor e foram desenvolvidas por membros e colaboradores

de todas as Diretorias anteriores ao longo

destes 50 anos”, enaltece Lopez.

Manter um canal de diálogo com o mercado é uma

forma não apenas de fortalecer o setor madeireiro,

mas também a própria atuação da Abpm. “Quanto

mais fortes e mais representativos do mercado, mais

prontamente poderemos enfrentar e estar prontos para

os próximos desafios e demandas advindas de novas

OUTUBRO 2019 51


52 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


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PONTE PARA

O PROGRESSO

54 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


XX

GOVERNO DO PARANÁ INVESTE EM PONTE DE MADEIRA

PARA MELHORAR O TRÁFEGO PARA MORADORES E EMPRESAS

PRODUTORAS DE BANANA EM MUNICÍPIO DO LITORAL

Fotos: Gilson Abreu

OUTUBRO 2019 55


MADEIRA TRATADA

Antes encarado como um material ultrapassado

e inferior ao ferro e ao concreto,

a madeira volta a ter protagonismo

na construção civil, seja ela da iniciativa

privada ou de prefeituras e governos

de Estado. No Paraná, a nova administração não é

diferente. Desde agosto deste ano, moradores de

Guaratuba (PR) e empresários do ramo alimentício

passaram a ter mais segurança e rapidez para atravessar

o Rio Cubatão, com a reforma da ponte que

passa pela região.

Essa estrutura foi inaugurada pelo governador

Ratinho Júnior, com a presença de políticos locais e

representantes das comunidades que serão beneficiadas

pela obra. A nova ponte liga a comunidade

do Cubatão com a Limeira, que faz divisa com o município

de Morretes (PR).

A antiga construção, erguida há quase trinta anos

pelos próprios moradores, mostrou danos estruturais

irreparáveis após uma enxurrada na região, problema

frequente em Guaratuba. Por isso, prefeitura

e governo do estado se dispuseram a pagar uma

quantia de cerca de R$ 1,3 milhão na ponte que irá

facilitar a vida da população litorânea.

“Esta ponte vai atender as comunidades diminuindo

distâncias e facilitando a vida de quem

produz. É uma das regiões que mais produz banana

no Brasil e as pessoas que vivem dessa vocação

precisam ter transporte e logística eficientes para o

produto chegar com preço acessível nos mercados e

indústrias”, afirmou o governador, que foi o primeiro

no cargo a visitar a comunidade.

De acordo com o prefeito de Guaratuba, Roberto

Justus, a ponte é utilizada pelas duas comunidades

e por outras adjacentes. Segundo ele, toda a produção

agrícola do município passa pela ponte, com

carretas que chegam a pesar 30 t (toneladas).

“Essa obra melhora a vida das pessoas direta e

indiretamente. Facilita para quem mora na região e

utiliza o transporte escolar e também melhora o escoamento

agrícola. A qualidade da banana depende

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É DE MADEIRA DE

LEI, DA ÁRVORE DE JATOBÁ,

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56 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


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OUTUBRO 2019 57


ARTIGO

EFICIÊNCIA DA COLAGEM

DE MADEIRA TRATADA DE

EUCALYPTUS CLOEZIANA

F. MUELL

PARA PRODUÇÃO DE MLC (MADEIRA

LAMINADA COLADA)

58 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019

Fotos: divulgação


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SEGUNDINHO

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VINÍCIUS PEIXOTO TINTI

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FLORESTAIS E DA MADEIRA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

FABRICIO GOMES GONÇALVES

SABRINA DARÉ ALVES

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FLORESTAIS E DA MADEIRA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS FLORESTAIS E DA MADEIRA

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO

GEANINE COSTA GAVA

ADAIR JOSÉ REGAZZI

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ARTIGO

RESUMO

O

s setores da construção civil, indústria

moveleira, indústria de papel e celulose

buscam novas alternativas para uma

utilização mais racional da madeira que

possam diminuir as limitações de seu

uso, a exemplo da produção dos painéis reconstituídos

dessa matéria-prima, como compensados, aglomerados

de partículas, sarrafos, MLC (Madeira Laminada

Colada), entre outros. No presente trabalho buscou-se

avaliar a eficiência da colagem em taliscas de madeira

de Eucalyptus cloeziana preservadas quimicamente

com CCA (Arseniato de Cobre Cromatado).

Foram utilizados seis adesivos: MUF (Melamina

Ureia Formaldeído); PVA (Poliacetato de Polivinila); RF

(Resorcinol Formaldeído); TF (Tanino Formaldeído);

UF (Ureia Formaldeído); PUR (Poliuretano à Base de

Mamona); e foram realizadas avaliações da interface

madeira-adesivo por meio de fotomicrografias, da resistência

ao cisalhamento, da porcentagem de falhas

na madeira e mensuração da espessura da linha de

cola. Para a visualização da interface madeira-adesivo

retiraram-se cortes anatômicos de cada posição, plano

transversal e plano longitudinal da junta colada, após

amolecimento em água quente.

Apenas nas taliscas unidas com TF não foi possível

avaliar a interface. O CCA contribuiu de forma negativa

nas propriedades físicas e mecânicas da madeira. O

MUF apresentou os melhores resultados, representados

por maiores penetrações do adesivo no material

utilizado e consequentemente maiores valores de

resistência ao cisalhamento e menores valores de delaminação.

INTRODUÇÃO

A madeira é um material de origem biológica que

apresenta propriedades físicas e mecânicas variáveis

entre as espécies e dentro de uma mesma espécie,

sendo matéria-prima indispensável em aplicações na

construção civil, indústria moveleira, indústria de papel

e celulose, dentre outras. Na sua forma maciça e em

dimensões maiores, a madeira tomou-se, ao decorrer

dos anos, um material difícil de ser encontrado devido

à constante supressão de florestas nativas e à legislação

ambiental vigente. Assim, os setores que a utilizam

buscaram novas alternativas para um aproveitamento

mais racional e que pudessem diminuir suas limitações

de uso, a exemplo da produção dos painéis reconstituídos

de madeira, como compensados, aglomerados de

partículas, sarrafeados, MLC, entre outros.

Associado a essa alternativa, tem-se o aproveitamento

de resíduos madeireiros na produção destes

painéis, desde que um estudo técnico do material seja

realizado. Em empresas de imunização de madeiras,

após seu efetivo tratamento com preservantes, os

resíduos gerados apresentam em sua composição

substâncias químicas tóxicas. Para o uso de madeira

que passou ou não por um tratamento preservante,

alguns estudos foram realizados em relação a sua colagem

como forma de aproveitamento de resíduos, a

exemplo de Abreu et al.. Pereira et al., Bertolini et al. e

Boa et al

A maioria dos painéis de madeira requer adesivos

durante a produção para um melhor aproveitamento

de suas pequenas peças. Segundo Carneiro et al., os

mais utilizados pelo setor madeireiro e moveleiro são

aqueles à base de poliacetato de vinila, ureia-formaldeído,

fenol-formaldeído, poliuretano, colas à base de

água, entre outros.

Conforme Brady e Kamke, a região de interface é o

volume que contém as células de madeira e o adesivo.

De acordo com Albino et al., é importante conhecer

essa interface em função da utilização crescente de

produtos à base de compostos da madeira. Os mesmos

autores afirmam que a adesão entre a madeira e o

adesivo depende das características de cada um deles

e do processo adotado para a colagem. Existem poucos

estudos sobre como ocorre essa interação, apenas

sobre a resistência ao cisalhamento na linha de cola.

No Brasil, os painéis são produzidos principalmente

por peças de madeira das espécies obtidas por reflorestamentos

dos gêneros Eucalyptus e Pinus. Essas

apresentam matéria-prima com boas características

e são de rápido crescimento, segundo Iwakiri et al.,

quando comparadas com espécies nativas do Brasil.

No gênero Eucalyptus, com características físicas e

mecânicas e excelente potencial para diferentes usos,

pode-se destacar o Eucalyptus cloeziana F. Muell.

Dentre esses usos potenciais encontra-se a MLC,

considerada um produto estrutural formado pela associação

de lamelas de madeira selecionadas, dispostas

de forma que as fibras fiquem paralelas, e unidas com

AS PEÇAS DE

MADEIRA FORAM

UNIDAS COM ADESIVO DE

GRAMATURA 150 G.M −2 , A

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60 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


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OUTUBRO 2019 61


62 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


OUTUBRO 2019 63


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AGENDA

2019/2020

OUTUBRO

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64 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


A Codornada Florestal está

de volta em sua 13ª Edição!

O evento promove o ponto de encontro do

setor florestal, através de um jantar voltado

às empresas e profissionais do setor de base:

madeireira, florestal e de celulose.

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ESPAÇO ABERTO

ECONOMIA CIRCULAR

REPRESENTA UMA NOVA OPORTUNIDADE

O

crescimento populacional, a escassez dos

recursos naturais e a destinação inadequada

dos resíduos exigem a adoção de

padrões de produção e de consumo cada

vez mais sustentáveis. Hoje, a quantidade

e a qualidade de políticas públicas que incentivam o

uso eficiente dos recursos naturais estão sob escrutínio

geral.

Nesse cenário, a economia circular aparece como

alternativa desejável ao modelo tradicional, que envolve

produção, consumo e descarte, pois defende o uso dos

recursos naturais com menos desperdício. Além disso,

permite que as empresas reduzam custos e perdas, gerem

fontes alternativas de receita e diminuam a dependência

de matérias-primas virgens.

Muitos países já avançaram no tema da economia

circular e têm implementado políticas públicas que promovam

a passagem do atual para o novo modelo. Em

2009, a China publicou uma lei baseada no uso eficiente

dos recursos a partir de incentivos fiscais, apoio financeiro

e regulações. Na União Europeia, foram concedidos

mais de 650 milhões de euros em crédito para financiar

projetos inovadores nesse segmento de atuação.

O Brasil ainda não tem uma estratégia nacional definida

para a economia circular, mas há instrumentos que

tratam, mesmo que de modo ainda desarticulado, de

práticas circulares. A Pnrs (Política Nacional de Resíduos

Sólidos) é um exemplo, pois aborda a gestão de resíduos

e a responsabilidade compartilhada.

Nos últimos anos, a política energética brasileira

também vem contribuindo para diversificar a matriz

energética – principalmente com fontes renováveis,

BRASIL AINDA NÃO TEM UMA

ESTRATÉGIA NACIONAL

DEFINIDA PARA A ECONOMIA CIRCULAR,

MAS HÁ INSTRUMENTOS QUE TRATAM,

MESMO QUE DE MODO AINDA

DESARTICULADO, DE PRÁTICAS

CIRCULARES

POR

ROBSON BRAGA

DE ANDRADE

EMPRESÁRIO E

PRESIDENTE DA CNI

(CONFEDERAÇÃO

NACIONAL DA

INDÚSTRIA)

como biomassa, eólica e solar – a partir de incentivos e

linhas de crédito. Energias renováveis já compõem 80%

da matriz elétrica brasileira, índice mais de três vezes superior,

por exemplo, ao de países integrantes da Ocde

(Organização para a Cooperação e Desenvolvimento

Econômico), hoje em 23%.

Na área da logística reversa, é necessário equacionar

bem os problemas existentes a partir da criação de

documento simplificado e isento de tributação no transporte

de resíduos. É preciso, ainda, aproximar academia

e empresas para garantir que as boas ideias geradas se

transformem em desenvolvimento tecnológico e inovação,

que é o fator-chave para dar escala à economia

circular.

Práticas circulares são de fundamental importância

para uma economia de baixo carbono. No momento em

que os países desenvolvidos e os demais emergentes

acordam para esse fato, o Brasil não pode ficar para

trás, principalmente porque possui algumas vantagens

comparativas: 20% da biodiversidade do mundo, 12%

das reservas de água doce, 8,5 milhões de quilômetros

quadrados de território, e 3,6 milhões de quilômetros

quadrados de zona marítima, além da proximidade entre

o mercado produtor e o consumidor.

Nosso grande objetivo é, de maneira ambientalmente

sustentável, transformar as nossas vantagens

comparativas em vantagens competitivas, garantindo

um panorama favorável aos negócios, com regras claras

e com segurança jurídica. A indústria brasileira tem potencial

enorme para ser protagonista no uso eficiente de

recursos naturais, visando a sua inserção na economia

de baixo carbono e aumentando a sua participação nas

cadeias globais de valor, com mais produtividade, eficiência,

e geração de emprego e renda. Essa é a indústria

forte, limpa e competitiva que todos queremos.

Foto: divulgação

66 referenciaindustrial.com.br OUTUBRO 2019


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