*Outubro/2019 - Revista Biomais 35

jota.2016

Entrevista: governo lançará o Plano Decenal de Eficiência Energética

CONECTANDO

EFICIÊNCIA

SOLUÇÕES MODERNAS

DE AÇO INOXIDÁVEL

REVOLUCIONAM O

MERCADO

9 77 2 359 4 58108 0 0 0 3 5

US$ 2.500 BILHÕES

DE INVESTIMENTOS EM

ENERGIAS RENOVÁVEIS

ENERGIA EM MOVIMENTO

PARANÁ PROJETA NOVAS USINAS


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SUMÁRIO

04 | EDITORIAL

Novos momentos

06 | CARTAS

08 | NOTAS

14 | ENTREVISTA

18 | PRINCIPAL

24| ECONOMIA

Mercado em expansão

32| PELO MUNDO

Oriente consciente

38 | CASE

Maçã verde

44| INOVAÇÃO

50 | ARTIGO

56 | AGENDA

58| OPINIÃO

Novo Tratado de Itaipu: riscos e

possibilidades

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

03


EDITORIAL

Estampa a capa desse mês imagem

alusiva aos serviços oferecidos pela

empresa Inox Conexões

NOVOS

MOMENTOS

E

m uma nova fase da matriz energética brasileira, onde a busca por tecnologias limpas para

geração de energia se faz urgente para garantir o futuro e o crescimento do país, nós, da REVISTA

BIOMAIS, buscamos diariamente trazer conteúdos que estejam em conexão direta com a realidade

de você, leitor, que vive o dia a dia de um setor em constante mudança. Por isso, nesta edição,

abordamos os investimentos em energia eólica, biomassa, hidrelétrica e solar, que chegaram a mais US$

2.500 bilhões nesta década. Falamos também sobre o estado de Paraná, que pretende construir 11 novas

mini hidrelétricas, além de um parque eólico e abordamos o cenário de países asiáticos, que caminham

para se tornar parte da economia global e podem ser decisivos para os próximos passos do desenvolvimento

sustentável no cenário mundial. Uma excelente leitura!

EXPEDIENTE

ANO VI - EDIÇÃO 35 - OUTUBRO 2019

Diretor Comercial

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(fabiomachado@revistabiomais.com.br)

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(bartoski@revistabiomais.com.br)

Redação

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jornalismo@revistabiomais.com.br

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Dep. Comercial

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Fone: +55 (41) 3333-1023

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ASSINATURAS

0800 600 2038

A REVISTA BIOMAIS é uma publicação da

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A REVISTA BIOMAIS - é uma publicação bimestral e independente, dirigida aos

produtores e consumidores de energias limpas e alternativas, produtores de resíduos

para geração e cogeração de energia, instituições de pesquisa, estudantes universitários,

órgãos governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/

ou indiretamente ligados ao segmento. A REVISTA BIOMAIS não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos, anúncios ou colunas assinadas, por entender

serem estes materiais de responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução,

apropriação, armazenamento de banco de dados, sob qualquer forma ou meio, dos

textos, fotos e outras criações intelectuais da REVISTA BIOMAIS são terminantemente

proibídas sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais, exceto para fins

didáticos.

REVISTA BIOMAIS is a bimonthly and independent publication, directed at clean alternative

energy producers and consumers, producers of residues used for energy generation and

cogeneration, research institutions, university students, governmental agencies, NGO’s, class

and other entities, directly and/or indirectly linked to the Segment. REVISTA BIOMAIS does

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authorial rights, except for educational purposes.

04 www.REVISTABIOMAIS.com.br


Caldeiras Alfa Laval Aalborg para

queima de biomassa


CARTAS

INFORMAÇÃO

Esclarecedora a reportagem sobre a certificação Enplus, necessária para entrar no mercado

europeu de pellets de madeira. Parabéns a toda a equipe!

Márcio Bayol – São Paulo (SP)

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BATE-PAPO

Excelente entrevista com o agrônomo Bruno Laviola, que contou um pouco mais sobre as iniciativas da Embrapa

Agroenergia – uma entidade conectada com o setor e sempre em busca de uma evolução.

Eloi Quege – Goiânia (GO)

TECNOLOGIA

Bom saber que novas soluções para descarbonizar os diversos setores da economia são impulsionadas pelas startups.

São as novas empresas sempre alinhadas com aquilo que a sociedade espera!

Heloísa Santos – Niterói (RJ)

PELO MUNDO

A editoria Pelo Mundo é uma de minhas favoritas – sempre com exemplos que podem

(e devem!) servir de inspiração para iniciativas semelhantes em nosso país. Parabéns!

Thiago Alonso – Ituiutaba (MG)

Foto: divulgação

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NOTAS

MAIS INVESTIMENTOS

O Banco Europeu de Investimento aprovou financiamento

de 150 milhões de euros para o desenvolvimento

de usinas eólicas e solares no Brasil. O crédito

será emitido através da EDP Renováveis e aumentará o

seu portfólio para 1,8 TWh (Terawatt/hora) por ano até

2023. A expectativa é que o financiamento contribua

para o Brasil diminuir suas emissões de carbono,

diversificar o portfólio de energia renovável do país,

acelerando a transição energética, e oferecer aos consumidores

energia acessível. Além disso, os projetos

deverão reduzir os custos de importação de energia no

país e gerar até 1.900 novos empregos durante a fase

de implementação.

Foto: divulgação

BIOGÁS DE EUCALIPTO

Estudo desenvolvido na Universidade Federal de Viçosa

aponta vantagens no uso da gaseificação para transformação

da biomassa em biocombustível. As vantagens incluem

a adequação da tecnologia já existente para o uso do gás

combustível gerado, bem como o armazenamento e transporte

mais eficiente em relação à biomassa sólida. Para o estudo, os

pesquisadores utilizaram um gaseificador de biomassa de leito

fixo de fluxo concorrente e a biomassa de discos de eucalipto.

Em seguida, eles analisaram propriedades como o teor de água

e o poder calorífico superior e inferior. O experimento constatou

que a gaseificação permite uma grande viabilidade técnica

com a produção de um gás com um bom poder calorífico e que

pode ser utilizado em aplicações energéticas.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

ENERGIA NOTURNA

Pesquisadores americanos desenvolveram um novo método para aproveitar

a noite para obter energia renovável. A inovação aproveita o calor

que sobe para a atmosfera durante a noite para gerar energia acessível a

populações que não têm acesso confiável a energia. O método aproveita o

resfriamento radiativo do céu, um fenômeno natural no qual uma superfície

exposta ao céu expele seu calor no ar como radiação térmica. Parte

desse calor sobe para a atmosfera superior e depois para áreas mais frias do

espaço. O resultado é que os objetos são mais quentes que a atmosfera, e

a tecnologia aproveita essa diferença de temperatura capturando parte do

calor do ar circundante e convertendo-a em eletricidade. A inovação tem a

possibilidade de ser adaptada para reduzir os custos, o que poderia influenciar

a vida de mais de 1 bilhão de pessoas no mundo que não têm acesso

confiável à eletricidade, segundo a Agência Internacional de Energia.

08 www.REVISTABIOMAIS.com.br


INTERVENÇÃO URBANA

A intervenção urbana: Caçambas; realizada em São Paulo a partir do dia 31

de agosto, está recebendo apoio da Klabin, maior produtora e exportadora de

papéis para embalagem do Brasil. O objetivo é sensibilizar a população para

a temática da gestão de resíduos sólidos. A intervenção consiste em 15 esculturas

criadas pelo artista visual Eduardo Srur, que remetem a uma caçamba -

objeto utilizado para descarte de resíduos e cada vez mais presente no espaço

público. As obras são expostas nas regiões de Pinheiros e Butantã, na capital

paulista. A iniciativa está em concordância com a Política de Sustentabilidade

da Klabin, na qual a temática de resíduos sólidos está amplamente inserida.

Além da adoção de práticas sustentáveis relacionadas ao processo produtivo,

a empresa realiza ações de conscientização nas comunidades onde atua para

conscientizar a população sobre o tema.

Foto: divulgação

BIOMASSA DE

ARAUCÁRIAS

Um estudo desenvolvido no município

catarinense de São José do Cerrito mostra

que produção de biomassa florestal a partir

de grimpas de Araucárias é uma boa oportunidade

dentro do setor para gerar energia

limpa. O uso das grimpas também contribui

para melhorar a qualidade de saúde dos

bovinos nas fazendas, que aspiram as grimpas

na pastagem e correm risco de morte

ou eutanásia por problemas respiratórios. A

pesquisa aponta que a produção de biomassa

de grimpas de Araucárias corresponde

a 23% da produção de biomassa florestal

total em Santa Catarina, sendo os meses de

janeiro e fevereiro os mais produtivos com

160Kg de grimpas recolhidas. A produção

das grimpas é maior nos dias chuvosos e

menor durante a primavera.

BIOGÁS NA EUROPA

O vice-governador do Paraná, Darci Piana, visitou a Europa em busca de trazer

mais conhecimento e parcerias comerciais ao Paraná. Acompanhado de um grupo

de especialistas paranaenses, Piana realizou visitas técnicas a indústrias e estabelecimentos

de diversos setores da economia europeia. Um dos destaques foram as

visitas a usinas de tratamento de água e de transformação de dejetos em gás. O objetivo

foi levar os projetos para o estado, de acordo com o secretário da Agricultura

e Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara. “Foi uma semana intensa, em que

aprendemos muito. Tenho certeza que abrimos a porta do Paraná, mas também a

porta do mercado local para um intercâmbio mais intenso”, ressaltou Ortigara.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

09


NOTAS

POTENCIAL NO PARANÁ

Prospecção realizada pelo Parque Tecnológico Itaipu aponta que as regiões

norte e oeste do Paraná têm grande potencial para geração de biogás. O potencial

está ligado aos rebanhos suínos, que estão entre os maiores do país e geram

uma grande quantidade de esterco que pode ser utilizado para a geração de

biogás. A entidade analisou características como critérios físicos e aspectos da

legislação para a escolha do local de implementação de usinas de biogás. Após

vários levantamentos e processamento de dados geográficos, a prospecção

chegou a conclusão que o estado conta com uma extensa área disponível para

esse tipo de empreendimento. Os destaques são o norte central e a região oeste

do Estado, com 62,6% de área disponível.

Foto: divulgação

ENERGIA SOLAR

A Renner, maior varejista de moda do

Brasil, começou a abastecer lojas a partir de

energia solar fotovoltaica. A fonte renovável

já é utilizada em quatro lojas do Rio de

Janeiro, sendo três lojas de rua localizadas em

Ipanema, Copacabana e Largo do Machado e

uma loja no Shopping Madureira. A operação

segue as normativas da Aneel (Agência

Nacional de Energia Elétrica) para geração distribuída,

com a energia sendo produzida em

uma fazenda solar localizada no município de

Vassouras, a 120 km (quilômetros) da capital

fluminense. A iniciativa é parte das metas de

sustentabilidade da empresa, que incluem o

suprimento de 75% do consumo corporativo

de energia a partir de fontes renováveis de

baixa emissão e a redução de 20% das emissões

de CO2 (Gás Carbônico) em relação ao

nível registrado em 2017.

BIOGÁS COREANO

A cidade de Changwon, na Coréia do Sul, receberá nos próximos

meses a construção de uma usina de biogás produzido a partir de resíduos

orgânicos de alimentos e dejetos de animais descartados na região.

Localizada perto de fazendas, a usina de biogás terá um ponto específico

para receber o lixo orgânico vindo da cidade. O empreendimento será

construído pela fabricante Biogest em parceria com a HC Energy, com

apoio do governo municipal e do centro de tecnologia agrícola da cidade.

A usina será capaz de gerar eletricidade e energia térmica, além de

melhorar a qualidade do ar em uma região de fazenda de suínos.

Foto: divulgação Foto: divulgação

10 www.REVISTABIOMAIS.com.br


FENASUCRO BATE

RECORDE EM

NEGÓCIOS E PÚBLICO

A XXVII Fenasucro confirmou o cenário positivo do

mercado com a expectativa em relação ao RenovaBio

e alcançou volume de negócios em torno de R$ 4,2

bilhões, que se iniciaram durante a feira e serão concretizados

nos próximos seis meses. O público final foi

de 41 mil visitantes/compradores.

Somente as rodadas de negócios, que atraíram

compradores de 11 países e do Brasil, contaram com

mais de 600 reuniões e têm previsão de negócios em

torno de R$ 99 milhões. No estande de startups do

Sebrae, nove empresas ofereceram soluções, gerando

aproximadamente 1,5 mil atendimentos e R$ 100 mil

em negócios também firmados a partir da feira.

O diretor Paulo Montabone afirma que o evento

representou um divisor de águas em razão do otimismo

do setor e de novas perspectivas. "A Fenasucro é

palco das transformações e inovações necessárias para

o crescimento do mercado de bioenergia no país há

27 anos”, ressalta o diretor da feira.

“Nos próximos anos o Brasil passará a produzir

48 bilhões de litros de etanol/ano (15 bilhões a mais

do que é produzido hoje) e, mais do que isso, terá

possibilidade de reduzir cerca de 600 milhões de toneladas

de CO2 (Gás Carbônico) da atmosfera, o que irá

gerar R$ 23 bilhões só em crédito de descarbonização

(Cbio). Com esse contexto promissor, podemos afirmar

que, no mínimo 10% de todos esses investimentos

que serão injetados no mercado a partir do Renovabio,

circularão pela feira nos próximos anos", completa.

Luis Carlos Jorge, presidente do Ceise Br, destaca

a força do RenovaBio para os resultados da feira.

"O sucesso da Fenasucro 2019 é reflexo do cenário

positivo em torno do funcionamento, a partir de 2020,

do RenovaBio – programa que reconhece e amplia a

participação dos biocombustíveis na matriz energética

brasileira, o que pode gerar, em 10 anos, R$ 1,4 trilhão

em investimentos para expansão da oferta, por exemplo”,

afirma Jorge.

“E essas boas perspectivas se confirmaram também

pelo nível dos visitantes – um público ainda mais

qualificado, propenso a negócios efetivos, já visando

as oportunidades e demandas da tão esperada retomada

do setor bioenergético", conclui o presidente do

Ceise Br.

Fotos: divulgação

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

11


NOTAS

BIOMASSA EM PORTUGAL

Um novo programa de incentivo do governo de Portugal

pretende alavancar a construção e operação de usinas de

biomassa no país. As novas usinas serão localizadas próximas

a áreas florestais de alto risco de incêndio para minimizar o

problema no país. As novas medidas do governo português se

concentraram principalmente no apoio às usinas térmicas de

biomassa. O objetivo da iniciativa é descarbonizar o consumo

térmico existente e promover a eficiência energética na região

através da produção renovável. Os empreendimentos, combinados,

produzirão 60 MW (Megawatts) de energia no continente.

Foto: divulgação

ENERGIA DE BAMBU

Um estudo desenvolvido por pesquisadores na

Uninter aponta que o uso de bambu para geração de

energia limpa favorece a agricultura familiar. O estudo

destacou o potencial de duas espécies de bambu

adaptadas ao Brasil, Hatiku e Mossô. A pesquisa aponta

que o potencial energético do bambu torna-o uma

alternativa viável e com diversos benefícios, como o

desenvolvimento econômico e exploração sustentável.

O estudo destaca ainda as melhores condições nos

custos logísticos dessa biomassa florestal e reforça o

seu potencial para a geração de energia com aplicação

na agricultura familiar.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

BIOCOMBUSTÍVEL DE MADEIRA

O governo do Canadá anunciou investimentos na produção de

biocombustível produzido a partir de resíduos agrícolas e de madeira.

O investimento de 4,7 milhões de dólares vai para a Woodland

Biofuels, companhia canadense de gás com sede em Toronto que visa

ampliar sua instalação de etanol celulósico. Do total US$ 1,9 milhão

serão investidos no desenvolvimento de uma tecnologia de resíduos

para biocombustível que usa resíduos de madeira e agrícolas. Os

outros US$ 2,8 milhões irão para a expansão comercial da planta de

demonstração de etanol celulósico da empresa, em Sarnia, Ontario,

que produz etanol a partir de resíduos florestais e resíduos de construção

e demolição de madeira.

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A Codornada Florestal está

de volta em sua 13ª Edição!

O evento promove o ponto de encontro do

setor florestal, através de um jantar voltado

às empresas e profissionais do setor de base:

madeireira, florestal e de celulose.

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1º DIA

04/12

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Realização:


ENTREVISTA

Foto: Saulo Cruz (MME)

ENTREVISTA

REIVE

BARROS

Formação: Engenheiro Elétrico graduado

pela Escola Politécnica de Pernambuco

e Mestre em Engenharia de Produção

pela Ufpe (Universidade Federal de

Pernambuco)

Cargo: Secretário de Planejamento e

Desenvolvimento Energético do MME

(Ministério de Minas e Energia)

CONSERVANDO

A ENERGIA

O

governo lançará, no fim de 2019, o primeiro Plano Decenal de Eficiência Energética, com indicadores,

ações, custos e prazos para garantir o uso racional deste insumo essencial para a economia

e o bem-estar da sociedade. O lançamento, marcado para o início de dezembro, foi antecipado à

Agência CNI de Notícias pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério

de Minas e Energia, Reive Barros. O plano reforçará as iniciativas que visam à conservação e o combate

ao desperdício da energia no Brasil. “O uso racional reduz a demanda, permite a postergação de investimentos

e reduz os impactos ambientais da geração de energia”, orienta Barros. Para ele, é importante que a sociedade

busque informações e as tecnologias disponíveis para reduzir o consumo de energia. Ao governo cabe criar

condições para que os regulamentos e as normas incentivem o desenvolvimento e o uso de equipamentos

mais eficientes. “Muitas vezes, uma mudança concreta de hábitos da sociedade reduz os custos das famílias

com a energia, sem prejudicar o conforto. Isso contribui para a conservação da energia no país”, observa o

secretário.

14 www.REVISTABIOMAIS.com.br


REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

15


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Conexões tem como objetivo atender a toda e

qualquer necessidade de seus clientes nos mais

diversos segmentos: Indústria química, alimentícia,

farmacêutica, papel e celulose, óleo e gás. Para tanto,

dispomos em nosso portfólio e fabricação a comercialização

de flanges, conexões, acessórios e projetos especiais em aço,

bem como a distribuição de tubos, válvulas e acessórios

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técnico experiente e equipamentos de última feração,

trabalhamos visando a satisfação de nossos clientes

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REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

19


PRINCIPAL

D

e acordo com recente levantamento do Ibge

(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no

Brasil, uma em cada quatro empresas fecha antes

mesmo de completar dois anos de atividade.

Os números mostram que cerca de 25% da força inovadora

brasileira é derrotada antes mesmo de seu produto ganhar o

consumidor e ter seu trabalho reconhecido pelo mercado. A

árdua tarefa de empreender em um país burocrático cobrou

a conta durante os anos mais difíceis da crise econômica, a

partir de 2014: poucos foram os gestores que conseguiram

driblar as dificuldades geradas pela queda do consumo

nacional.

Em um mercado competitivo como o de conexões e de

peças em inox, uma companhia se diferenciou das demais

e criou um modelo a ser seguido: a Inox Conexões, empresa

com sede na capital paulista, que há 24 anos fornece soluções

no ramo de conexões tubulares, flanges, curvas, reduções,

pestanas, área de alta pressão, válvulas e tubulações.

“Surgimos para atender indústrias e comércios exigentes,

tanto na produção de material quanto na importação de

produtos tecnológicos. Hoje, também nos dedicamos a essa

vertente, pois muitos clientes partiram para negociações

pautadas por produtos do exterior. Mais que uma empresa

fabricante de conexões, somos uma companhia parceira,

ao primar pelo relacionamento de longo prazo e, acima de

tudo, trabalhar com responsabilidade e respeito aos nossos

parceiros”, garante o diretor da Inox Conexões, Ademir

Nunes.

Fortalecida e estabelecida em todo o Brasil, a Inox

Conexões hoje conta com um parque fabril de aproximadamente

4 mil m2 (metros quadrados), em São Paulo, com uma

moderna estrutura e tecnologia de última geração para a

produção dos mais eficazes produtos em seu mix.

De acordo com Nunes, entre os fatores preponderantes

para o sucesso da empresa, está o casamento entre preço

atrativo e qualidade, duas linhas fundamentais para que o

grupo Inox alcance atualmente toda a extensão territorial

brasileira.

“O custo-benefício é o grande diferencial da empresa.

Sempre tratamos nosso cliente como prioridade, então

buscamos aliar peças com o mais alto padrão e preços que

possam facilitar a compra para diversos setores, desde a

indústria farmacêutica, química, alimentícia, de óleo e gás,

papel e celulose e biomassa”, relaciona Nunes.

20

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ECONOMIA

MERCADO

EM EXPANSÃO

FOTOS DIVULGAÇÃO

24 www.REVISTABIOMAIS.com.br


INVESTIMENTOS EM ENERGIA EÓLICA,

BIOMASSA, HIDRELÉTRICA E SOLAR

CHEGARAM A MAIS US$ 2.500 BILHÕES

NESTA DÉCADA

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

25


ECONOMIA

A

energia de fontes renováveis cresce no

mundo e tem potencial de aumentar ainda

mais sua participação na geração total

de energia global. A capacidade global

de geração de energia renovável quadruplicou nos

últimos dez anos, segundo informações do relatório

anual da Escola de Finanças e Administração de

Frankfurt e do Bnef (Bloomberg New Energy Finance)

com o Pnuma (Programa das Nações Unidas para o

Meio Ambiente).

Os investimentos em energia eólica, biomassa,

hidrelétrica e solar chegaram a mais US$ 2.500 bilhões

nesta década. O crescimento foi impulsionado,

principalmente, pela redução de custos, segundo

o relatório. No período, 30 países investiram mais

de US$ 1 bilhão em energia solar. Esta fonte tem a

maior capacidade instalada da década, com 2.300

GW (Gigawatts), maior que a capacidade instalada de

recursos fósseis.

Em 2018, a capacidade total de geração de

energia renovável chegou a 2.351 GW. Este total

inclui hidrelétricas (1.172 GW), energia eólica (564

GW), energia solar (4810 GW), bioenergia (121 GW),

energia geotérmica (13 GW) e energia marinha (500

MW). Um dos destaques é a energia solar, que cresceu

24% entre 2017 e 2018. O maior crescimento foi

na Ásia, com China, Índia, Japão e Coreia com maior

contribuição. Também foram registrados aumentos

em outras regiões, como EUA (Estados Unidos da

América), Austrália e Alemanha, além de expansões

significativas no Brasil, Egito, Paquistão, México,

Turquia e Holanda.

A participação das fontes renováveis tende a

aumentar: estimativas projetam que, até 2050, 49%

da geração global de energia elétrica será de fontes

renováveis. Hoje, a participação das fontes renováveis

é de 28% do total gerado - destas, 96% são

produzidos a partir de energia hidrelétrica, eólica e

solar.

CENÁRIO ATUAL

Em 2019 a capacidade mundial de produção

energética de fontes renováveis deverá registrar a

maior subida desde 2015, segundo dados da AIE

(Agência Internacional de Energia), organização

dependente da Ocde (Organização para a Coopera-

A participação das

fontes renováveis tende

a aumentar: estimativas

projetam que, até 2050,

49% da geração global de

energia elétrica será de

fontes renováveis

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REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

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REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

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PELO MUNDO

ORIENTE

CONSCIENTE

FOTOS DIVULGAÇÃO

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ÁSIA CORRE ATRÁS

DE UM FUTURO MAIS

SUSTENTÁVEL

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

33


PELO MUNDO

C

om dois dos países mais populosos do

mundo e algumas das economias mais

promissoras, a Ásia caminha para se tornar o

maior polo da economia global e poderá ser

decisiva para os próximos passos do desenvolvimento

sustentável no cenário mundial.

Sustentabilidade e desenvolvimento são dois lados

da mesma moeda - um não pode ser alcançado significativamente

sem o outro. Estima-se que o continente

represente 50% do PIB (Produto Interno Bruto) global e

40% do consumo de matéria-prima até 2040, segundo

estimativa da consultoria McKinsey. Então, as decisões

dos países asiáticos sobre a maneira como os recursos

naturais são gerenciados, produzidos e consumidos terá

um impacto significativo para o mundo se tornar mais

sustentável. Diversos países da Ásia já começam a corrida

pela sustentabilidade. A Indonésia está começando a

demonstrar que mudanças positivas são possíveis após

atrair críticas nas últimas décadas por desmatamento e

emissões de carbono. As mudanças acompanham o desenvolvimento

econômico do país, hoje a décima maior

economia do mundo em termos de paridade do poder

de compra, de acordo com o Banco Mundial. O PIB per

capita tem aumentado constantemente nos últimos 20

anos e a taxa de pobreza caiu para o nível mais baixo de

todos os tempos no ano passado.

O governo e empresas da Indonésia estão trabalhando

para fazer parte da solução ambiental, ao mesmo

tempo em que atendem às necessidades mais amplas

de desenvolvimento econômico de uma população de

260 milhões de pessoas. Como reflexo desses esforços, o

país se voltou significativamente para o desenvolvimento

sustentável, enquanto continua a atingir taxas de crescimento

econômico de mais de 5% ao ano.

O país continua a enfrentar desafios na redução

do desmatamento, reduzindo as emissões de gases de

efeito estufa, melhorando a infraestrutura e garantindo a

melhoria contínua do acesso à educação de qualidade e

aos cuidados de saúde fundamentais. Em uma iniciativa

para a preservação ambiental, a Indonésia anunciou uma

proibição permanente de novas licenças de concessão

florestal.

INICIATIVAS

Na iniciativa privada, a Restorasi Ekosistem Riau, criada

pelo Grupo April (Asia Pacific Resources International

Limited), em parceria com a Fauna & Flora International,

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CASE

MAÇÃ

VERDE

GIGANTE TECNOLÓGICA INVESTE EM

SUSTENTABILIDADE

FOTOS DIVULGAÇÃO

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CASE

A

Apple avançou seu projeto de promover

energia renovável em 2018. Primeiro, a

gigante de tecnologia inseriu o modelo

energético em todas as lojas, centros de

dados e escritórios da empresa. Em seguida, anunciou

um fundo de investimento de energia limpa na China,

em parceria com mais dez fornecedores, com cerca de

US$ 300 milhões.

Neste ano, o China Clean Energy Fund inaugurou

três parques eólicos no país. Dois deles estão localizados

no condado de Dao, na província de Hunan. Os

parques eólicos Concord Jing Tang e Concord Shen

Zhang Tang geram, cada um, 48 MW (Megawatts)

de energia limpa. Já o parque de Hubei, na província

limítrofe de Hubei, gera 38 MW de energia - este,

desenvolvido pelo Fenghua Energy Investment Group

Co.

O China Clean Energy Fund é um fundo de investimento

pioneiro na China que conecta fornecedores

a projetos de energia renovável. A Apple e 10 de

seus fornecedores na China investirão cerca de US$

300 milhões até 2022 para desenvolver projetos de

geração de energia totalizando 1 GW (Gigawatt) de

O China Clean Energy

Fund é um fundo de

investimento pioneiro

na China que conecta

fornecedores a projetos

de energia renovável

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INOVAÇÃO

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ENERGIA EM

MOVIMENTO

PARANÁ PRETENDE

CONSTRUIR 11 NOVAS

MINI HIDRELÉTRICAS,

ALÉM DE UM PARQUE

EÓLICO

FOTOS DANIEL CASTELLANO / SMCS

REVISTA + BIOMASSA + ENERGIA

45


INOVAÇÃO

O

Estado do Paraná inovou neste ano,

com a inauguração de uma mini central

hidrelétrica no Parque Barigui, em Curitiba

(PR), a CGH (Central Geradora Hidrelétrica)

Nicolau Klüppel. A central, que foi resultado de uma

doação da Abrapch (Associação Brasileira de Pequenas

Centrais Hidrelétricas), é capaz de abastecer metade

do consumo mensal de energia do parque, com

geração de cerca de 21.600 Kwh/mês (kilowatt/hora).

Agora, o Estado pretende expandir a construção de

mini hidrelétricas em outras regiões do Paraná.

O governo do Paraná pretende conseguir aprovação

da Assembleia Legislativa para a construção de 11

novas mini hidrelétricas, além de um parque eólico.

O projeto de lei 567/2019 foi enviado em agosto pelo

Executivo para análise dos parlamentares e está perto

da votação do plenário.

Os novos empreendimentos serão localizados

em Palmeira, Boa Ventura de São Roque, Pitanga,

Santo Antônio do Sudoeste, Nova Tebas, Jacarezinho,

As novas geradoras vão

consolidar a posição

do Paraná entre os

Estados brasileiros com

maior número de mini

hidrelétricas

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ARTIGO

DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DE

UM CÂMPUS UNIVERSITÁRIO

COMO ESTRATÉGIA PARA PROPOSTA

DE PRÁTICAS SUSTENTÁVEIS

FOTOS DIVULGAÇÃO

ELAINE NOLASCO RIBEIRO

Universidade de Brasília

RAYNAN LIMA CARNEIRO

Universidade de Brasília

OLGA PORTO DA SILVA GALDINO

Universidade de Brasília

PEDRO HENRIQUE VIEIRA DURAES

Universidade de Brasília

DULCE MARIA SUCENA DA ROCHA

Universidade de Brasília

MARIA CRISTINA DE OLIVEIRA

Universidade de Brasília

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Foto: shutterstock.com

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51


ARTIGO

RESUMO

A

s universidades, direta ou indiretamente,

causam impacto no ambiente através do consumo

de água, energia, geração de resíduos e

ocupação de áreas verdes. Este estudo teve por

objetivo realizar um diagnóstico do consumo de água e

energia; geração de resíduos e manejo de áreas verdes no

câmpus da Faculdade UnB de Planaltina/Distrito Federal,

para propor uma estratégia de gestão sustentável. Para tal,

foram analisados os consumos de água e energia (período

de 2006 a 2017), a caracterização quali-quantitativa dos

resíduos sólidos (2015-2016) e estudo fitossociológico das

áreas verdes do câmpus. Os resultados obtidos indicaram

que os consumos de água e energia estão aumentando

desde a inauguração do câmpus, em 2006, devido à ampliação

do quadro de servidores, alunos e áreas edificadas.

Dos resíduos sólidos produzidos, 67% são recicláveis. O

estudo fitossociológico indicou alta diversidade biológica

do Cerrado sentido restrito. Dentre as estratégias indicadas

para gestão, indica-se a adoção de programas de

uso eficiente da água e de energia elétrica e implantação

da coleta seletiva com destinação da fração reciclável a

cooperativas de catadores. Nas áreas verdes, recomenda-se

sua preservação e conservação, além da expansão do câmpus

em áreas mais degradadas do Cerrado sentido restrito,

para reduzir a supressão da cobertura vegetal.

Palavras-chave: Câmpus universitário; Universidades

sustentáveis; Resíduos; Água; Energia.

INTRODUÇÃO

As universidades desempenham várias atividades que

causam impactos ambientais potencialmente significativos,

que até recentemente foram amplamente ignorados

em termos de responsabilidade social e ambiental. Uma

IES (Instituição de Ensino Superior) pode influenciar direta

ou indiretamente o ambiente onde está localizada, devido

ao seu tamanho e população (Gallardo et al. 2016; Lukman

et al. 2009). Ao requerer serviços e infraestrutura na escala

de uma pequena cidade (Geng et al. 2013; Gallardo et al.

2016; Tangwanichagapong et al. 2017), as universidades

demandam acomodação, transporte, lojas, lazer, alimentação,

gerenciamento de resíduos (Zhang et al. 2011; Vagnoni

& Cavicchi, 2015), abastecimento de água (Marinho et al.

2014) e energia (Petersen et al. 2015).

A sustentabilidade nas IES tornou-se uma temática de

preocupação global para os seus gestores, como resultado

dos impactos causados no ambiente local (Zhang et al.

2011; Gallardo et al. 2016). Além disso, as universidades devem

assumir o compromisso de educar os alunos sobre o

impacto que seu comportamento tem no meio ambiente e

na sociedade (Mikulic & Babina, 2009; Marinho et al. 2014)

Universidades, direta ou

indiretamente, causam

impacto no ambiente através

do consumo de água, energia,

geração de resíduos e

ocupação de áreas verdes

Foto: divulgação

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AGENDA

NOVEMBRO 2019

OIL & GAS CHEMISTRY

Data: 4 a 5

Local: Houston (EUA)

Informações: www.macroproworks.org

DESTAQUE

FORO INTERNACIONAL DEL GAS Y ENERGÍA

Data: 7 e 8

Local: Tarija (Bolívia)

Informações: http://figas.org/v10/

SNPTEE

Data: 10 a 13

Local: Belo Horizonte (MG)

Informações: www.xxvsnptee.com.br/

EMART ENERGY

Data: 12 a 14

Local: Paris (França)

Informações: http://bit.ly/2MKr1ps

POWERGEN

Data: 19 a 21

Local: Nova Orleans (EUA)

Informações: http://bit.ly/2MIMDCz

ABRIL 2020

CONGRESSO BRASILEIRO

DE GERAÇÃO DISTRIBUÍDA

Data: 13 a 14 de novemebro

Local: Recife (PE)

Informações: www.cbgd.com.br/site

Imagem: divulgação

FIEMA BRASIL

Data: 14 a 16

Local: Bento Gonçalves (RS)

Informações: www.fiema.com.br

OUTUBRO 2020

O Congresso Brasileiro de Geração Distribuída é

um evento anual que conta com o apoio das principais

associações e entidades ligadas ao setor da Geração

Distribuída no Brasil. Em sua IV edição, o congresso

tem papel fundamental nesta nova fase da Matriz

Energética Brasileira, onde a busca por tecnologias

limpas para geração de energia, se faz urgente para

garantir o futuro e o crescimento do país.

BWEXPO

Data: 6 a 8

Local: São Paulo (SP)

Informações: www.bwexpo.com.br/

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OPINIÃO

Foto: divulgação

NOVO TRATADO

DE ITAIPU: RISCOS E

POSSIBILIDADES

H

á um erro epistemológico quanto ao assunto revisão

do Tratado da Itaipu: o Tratado não está sendo

revisto, o que está em discussão são os termos do

Anexo C, que disciplina as bases financeiras de

prestação de serviço de eletricidade da Itaipu. O Tratado é

permanente, até que seja firmado outro que o revogue.

O Anexo C indica os critérios de amortização da dívida do

Paraguai oriundos da construção da usina, o regime paritário

de consumo da energia e outras regras. Foi estabelecido que

após 50 anos da entrada em vigor do tratado, precisamente

em 2023, o anexo seria revisto.

Segundo o Tratado, cada país recebe 50% da energia gerada

pela Itaipu, sendo que o preço correspondente ao Paraguai

tem como adicional os encargos da amortização da construção

da usina, ou seja, a energia adquirida pelo país vizinho é

mais cara do que aquela adquirida pelo lado brasileiro. Fato

que gerou o debate: por que o consumidor brasileiro paga

mais caro pela energia do que o consumidor paraguaio?

Foi então realizado um comparativo do sistema elétrico

entre os dois países, identificando grandes diferenças de infraestrutura.

A Itaipu não comercializa energia diretamente com

o mercado de cada país, apenas realiza o repasse às empresas

Eletrobras e à paraguaia Ande, que por sua vez desempenham

a função de comercializar a energia nos mercados dos

respectivos países.

A partir do ingresso na Eletrobras, a energia sujeita-se a

uma complexa cadeia regulatória e burocrática até chegar ao

consumidor final – diferente do Paraguai, que não possui um

sistema regulatório tão complexo quanto o brasileiro. E é essa

cadeia burocrática que explica o paradoxo do valor da tarifa

de energia brasileira.

Outro fator que contribui com o alto valor da tarifa de

energia brasileira é o repasse do excedente da energia não

consumida pelo Paraguai. O tratado estabelece também

que, caso não haja consumo de toda a energia correspondente,

50% para cada país, o excedente será vendido

exclusivamente para o outro país. Estimou-se que o Paraguai

consome em torno de 10% da parte que lhe é condigna, a

parte excedente de 40% é vendida ao Brasil.

O problema, porém, está no fato de que o Paraguai

vende a energia excedente com o valor cheio, ou seja, o

preço da energia mais o valor da amortização da dívida,

encarecendo ainda mais a tarifa de energia brasileira. Na

prática, quem pagou a dívida da construção da Itaipu foram

os consumidores brasileiros, pois consomem a maior parte

da energia paraguaia.

O pagamento do valor cheio traz consigo uma repercussão

ainda mais lesiva: a amortização da dívida associada

ao custo da energia, quando ingressam no sistema elétrico

brasileiro, sofrem um efeito cascata de tributos e encargos

setoriais que exponenciam o custo da energia, onerando de

forma significativa o consumidor.

Para 2023, quando os termos do Anexo C serão revistos,

existe a expectativa que ocorra uma considerável redução

no valor da tarifa de energia para o consumidor final, em

virtude da extinção do encargo da amortização paraguaia e

o subsequente repasse ao mercado brasileiro. Seja, porém,

quais forem os novos termos estabelecidos, é preciso não

ceder às pressões e encontrar alternativas benéficas para

ambos os lados – como Itaipu sempre fez ao longo de sua

história.

Por Eduardo Iwamoto

Advogado, mestre e doutorando em Direito pela PUC-PR (Pontifícia Universidade Católica do

Paraná) e professor de Direito de Energia e Direitos Fundamentais da PUC-PR

Foto: divulgação

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