Revista dos Pneus 62

apcomunicacao

SERVIÇO Alinhamento de direções

ATUALIDADE Nova etiqueta pneus

w

A revista n.º 1

dos profissionais

revistadospneus.com

62

Março 2021

ANO IX | 5 euros

Periodicidade: Trimestral

Entrevista Climénia Silva

Diretora geral da Valorpneu

Pneus UHP

Reis da

Estrada!


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Editorial

DIRETOR

João Vieira

joao.vieira@apcomunicacao.com

DIRETOR COMERCIAL

Mário Carmo

mario.carmo@apcomunicacao.com

GESTOR DE CLIENTES

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paulo.franco@apcomunicacao.com

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ARTE

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e prontidão

JOÃO VIEIRA, Diretor

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E CONTABILIDADE

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PERIODICIDADE

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CONSULTE O ESTATUTO EDITORIAL NO SITE:

WWW.REVISTA DOS PNEUS.COM

As atitudes, receios e preocupações

dos consumidores,

de um modo geral,

sofreram alterações com o

surgimento e ao longo da

evolução da crise pandémica. A expansão do

coronavírus desencadeou uma série de mudanças

e transformações que, naturalmente,

estão a ter impacto no seu comportamento.

Os hábitos de consumo estão a mudar de

forma radical e esta situação representa já

a maior mudança comportamental das últimas

décadas. A componente emocional está,

mais do que nunca, na origem das decisões

do consumidor. Tanto na compra quanto

no serviço, uma “nova normalidade” está a

surgir quando se trata de como os clientes

desejam comprar e fazer a manutenção de

seus veículos. Desta forma, o digital torna-se

cada vez mais importante ao longo de todo

o processo de compra, com os consumidores

cada vez mais interessados ​em serviços

online e sem contacto.

Os consumidores estão a exigir mais das

marcas e das empresas em que confiam e

no seu compromisso de estarem mais perto

delas e criarem uma diferença real nas suas

vidas, quer em termos de ligação emocional,

quer através de aspetos mais racionais, como

a proximidade e a prontidão no momento

de responder às suas necessidades. A nova

forma de vida que agora temos, tem impacto

direto na forma como passamos a consumir,

sendo mais exigentes com a disponibilidade

imediata da compra.

A sensação de incerteza associada à preocupação

com a saúde e as condições económicas

torna as pessoas mais conservadoras

na maioria das suas decisões. Mais do que

nunca, os consumidores pensam duas vezes

antes de gastar e estão mais motivados

para a poupança, devido à incerteza que este

contexto lhes traz. É por isso que a acessibilidade

se torna novamente essencial para

fidelizar o cliente.

Sendo impossível ignorar esta realidade, as

empresas que terão bons resultados serão

as que souberem escutar e se adaptar, de

modo a satisfazer este novo modo de consumo,

que procura uma oferta menor em

variedade, mas com mais valor acrescentado.

Será mais eficaz propor uma oferta limitada,

mas poderosa e significativa, do que uma

excessivamente sofisticada e diversificada

que dê resposta a necessidades que, neste

momento, não estão no topo das prioridades

das pessoas. As empresas devem dedicar-

-se a criar produtos e serviços de grande

qualidade e incentivar os consumidores a

comprarem menos coisas, mas melhores. Os

consumidores apreciarão as empresas que

percebam que é altura de fazer propostas

simples, significativas e de impacto, bem

como as que compreendam corretamente

o novo equilíbrio de prioridades imposto

pela situação global.

O que torna um produto melhor do que o

outro já não é apenas o preço ou a quantidade.

O impacto ambiental e social são cada

vez mais considerados na hora de comprar.

Existe uma oportunidade imediata para as

empresas combinarem os seus serviços com

boas práticas ambientais, sanitárias e de gestão.

E existe um novo papel a desempenhar

que inclui ir além da resposta às necessidades

funcionais e entender o que os clientes

realmente valorizam, para ir de encontro às

suas necessidades. ♦

www.revistadospneus.com | 03


Produto estrela

Pirelli Cinturato All Season SF2

Segurança todo o ano

Capaz de garantir boas prestações em todas as estações do ano,

o novo Pirelli Cinturato All Season SF2 é o pneu mais silencioso de todos,

com uma distância de travagem reduzida em piso molhado, seco e na neve

O

novo Cinturato All Season conta

com a mais recente tecnologia

de pneus, incluindo, pela

primeira vez, uma ‘banda de

rodagem adaptável’: um sistema que usa

o composto e o piso para maximizar a segurança

e a versatilidade na condução. Está

também disponível com as tecnologias Pirelli

Seal Inside e Run Flat, que permitem que os

condutores possam continuar a sua viagem

em caso de furo, e na versão Elect para veículos

elétricos e híbridos plug-in.

Está disponível em 65 tamanhos, de 15 a 20

polegadas, para carros de turismo e crossover

mais recentes. Conta com o símbolo M +

S juntamente com a marcação 3PMSF (floco

de neve em formato montanha com três

picos), que indica o excelente desempenho

do pneu em condições de inverno e

certifica a conformidade com a legislação

europeia. O mais recente membro da família

Cinturato é ideal para condutores que

fazem uma utilização citadina, em locais

de clima temperado, e percorrem cerca de

25.000 quilómetros por ano. O desenho e a

composição de um pneu All Season atinge

um equilíbrio preciso quando este oferece

um bom desempenho geral e um amplo

grau de versatilidade.

O Cinturato All Season SF2 garante uma das

melhores performances da classe em todas

as situações de condução que os condutores

enfrentam durante as quatro temporadas,

tal como destaca o renomado organismo de

testes alemão TÜV SÜD, que recentemente

atribiui ao novo Cinturato a “Performance

Mark”.

De igual modo, outra referência alemã, a

Dekra, certificou que o Cinturato All Season

SF2 oferece um controlo perfeito graças a

uma distância de travagem mais curta em

piso seco e uma melhor condução na neve,

em comparação os com seus concorrentes

diretos, bem como um excelente desempenho

de travagem em piso molhado e em

superfícies com neve. Em comparação com

o seu antecessor, o Cinturato All Season Plus,

a travagem em piso seco foi melhorada em

3,5 metros e a travagem em piso molhado

foi melhorada em cerca de 2 metros. O desempenho

em comparação com a versão

anterior do pneu também foi melhorado

na neve, tanto no que diz respeito à tração

como na travagem (com uma redução à

volta de 1 metro).

O perfil e a estrutura do Cinturato All Season

SF2, juntamente com a nova banda de

rodagem e uma área de contacto uniforme,

melhoram a condução e a vida útil do pneu

em cerca de 50% em comparação com o

Cinturato All Season Plus. Este resultado

impressionante foi obtido graças ao uso

de novos materiais nos compostos, e às

melhorias da rigidez localizada da banda

de rodagem.

A nova geração do composto adaptável

da banda de rodagem, oferece também

uma menor resistência ao rolamento em

comparação com os seus principais concorrentes,

tal como ficou demonstrado durante

os testes realizados pela Dekra. A menor

resistência ao rolamento significa um menor

consumo de combustível e uma maior

autonomia para os carros elétricos. Assim,

somam-se ainda os benefícios em termos de

sustentabilidade ambiental. Estas características

fazem com que a maioria dos pneus da

linha Cinturato All Season SF2 contenham,

no seu rótulo, a classificação B na categoria

de resistência ao rolamento. ♦

04 | Revista dos Pneus | Março 2021


Equipamento Mercado do mês

John Bean V2380

Rápida e

sofisticada

“John Bean Connected” é o nome da nova gama de alinhadoras 3D da John Bean,

equipadas com inovadoras câmaras de vídeo HRD de alta qualidade. Trata-se de uma

das máquinas de alinhar direções mais sofisticadas e rápidas do mercado

No seguimento do alargamento

da sua nova gama de alinhadoras

– John Bean Connected

Aligners – está, a partir de agora,

disponível para o mercado português a

John Bean V2380 com câmaras de leitura

de vídeo, de 5.1Mb e 60 fps (fotos por segundo).

Dotada de torre móvel, especificamente

desenvolvida para trabalhar em conjunto

com um elevador, a V2380 é a primeira

alinhadora John Bean com auto-tracking

(acompanhamento automático das câmaras

ao movimento de subida e descida do elevador)

com a configuração de duas câmaras

montadas numa barra única de alumínio.

Outra novidade, é a introdução nesta gama

das garras AC400, em magnésio ultraleves,

as quais prendem diretamente ao pneu,

não tocando na jante em nenhuma fase

do alinhamento, evitando assim eventuais

danos na jante do veículo.

Ao recorrer ao sistema Linux como suporte

do seu programa de alinhamento, a John

Dados Técnicos:

John Bean V2380

Software

Sistema Operativo

Monitor

Base de Dados

Câmaras

Tecnologia

Garras

New Generation Aligner

– Connected Family

Linux

22” (Wide Range)

OEM (Aprox. 20 anos)

5,1Mp / 60fps

Vídeo

AC400

Jantes 13” a 22”

Largura de Via 1,22m a 2,44m

Alimentação

230V/1Ph/60Hz

Bean evita assim a dependência de plataformas

informáticas comerciais, mantendo

assim a sua independência tanto no domínio

do software como do hardware.

Outra das inovações presentes nas John

Bean V2380, é o facto de se terem abolido

definitivamente as ligações entre os diferentes

módulos de controlo do tipo USB3,

passando a ser utilizados cabos de rede,

muito mais fiáveis e com um tráfego de

dados muito mais estável. Com este tipo

de solução, acabam-se os maus contactos,

e os problemas de transmissão de dados

daí resultantes.

Com tudo isto, podemos dizer – sem grandes

margens para erro – de que a John Bean

V2380 se trata, de uma das máquinas de

alinhar direções mais sofisticadas e rápidas

do mercado.

Se juntarmos a estas vantagens, a possibilidade

de efetuar as atualizações da base

de dados via Wi-Fi, então teremos em mãos

uma das mais sofisticadas alinhadoras

de sempre. ♦

06 | Revista dos Pneus | Março 2021


evistapneus_nankang_09.pdf 1 31/08/2020 11:56:05

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PURA PERFORMANCE

no seco e no molhado

255 617 480


Mercado

Início ano

em queda

No mês de janeiro de 2021, o mercado de pneus

novos de substituição em Portugal registou uma

queda de 13,9% relativamente ao mês homólogo

do ano anterior. Apenas o segmento RFT teve um

aumento de 2,5%


Europool

Segundo dados da Europool, em janeiro

de 2021, no que ao mercado

de pneus novos de substituição

disse respeito, venderam-se em

Portugal, no segmento Consumer (ligeiros

de passageiros, comerciais ligeiros e 4x4)

241.601 unidades, ou seja, menos 38.999

unidades comparativamente ao período

homólogo do ano passado. O que na prática,

traduziu-se numa queda de -13,9%.

Na divisão por categorias, em janeiro de

2021, venderam-se no mercado nacional

202.866 pneus para veículos ligeiros de passageiros

(-14,8% do que em janeiro de 2020,

que registou vendas de 238.186 unidades),

20.612 pneus radiais para veículos comerciais

ligeiros (-10,6% do que em janeiro de

2020, que registou 23.044) e 18.123 pneus

4x4 (-6,4% do que em janeiro de 2021, que

registou 19.370 unidades vendidas).

SEGMENTOS

Analisando os segmentos, no mês de janeiro

deste ano, a maior fatia de vendas pertenceu

aos pneus premium, com 111.617

(-16,9%, ou seja, menos 22.632 unidades

do que em igual período do ano transato).

Seguindo-se os pneus Mid com 66.504

(+5,0%, ou seja mais 3.188 unidades do

que no mês de janeiro do ano passado)

e os pneus budget, com 63.527 unidades

(+22,9%, ou seja, menos 18.841 unidades

do que em igual período do ano transato).

TIPOLOGIA

Quanto à Tipologia, em janneiro de 2021,

foram comercializados 79.546 pneus HRD,

ou seja, destinados a jantes de 17” para

cima (-10,5%, já que no mesmo mês de

2020 foram vendidas 88.886 unidades),

17.963 pneus SUV/4x4 (-7,3%, já que no

mesmo mês de 2020 foram vendidas 19.370

unidades), 18.494 pneus RTF (+2,5%, já que

no mês de janeiro de 2020 foram vendidas

18.050 unidades) e 3.324 pneus All Season

(-1,6%, já que no mesmo mês de 2020 foram

vendidas 3.379 unidades).

DIÂMETRO DAS JANTES

No que diz respeito ao diâmetro das jantes,

a maior fatia pertenceu às de 15” (66.400

unidades em janeiro de 2021 contra 71.009

em janeiro de 2020), seguindo-se as de 16”

(62.029 unidades contra 77.109 em janeiro

de 2020), as de 17” (37.866 unidades em

janeiro de 2021 contra 48.376 em janeiro

de 2020), as de 14” (26.590 unidades em

janeiro de 2021, contra 34.623 em janeiro

de 2020), e as de 18” (25.144 unidades em

janeiro de 2021, contra 25.678 em janeiro

de 2020). ♦

UNIDADES JANEIRO 2020 JANEIRO 2021 VARIAÇÃO

TOTAL 280.600 241.601 -13,9%

Passageiros 238,186 202.866 -14,8%

Comerciais 23.044 20.612 -10,6%

4x4 19.370 18.123 -6,4%

All Season 3.379 3.324 -1,6%

HRD 88.886 79.546 -10,5%

RFT 18.050 18.494 +2,5%

SUV/4x4 19.370 17.963 -7,3%

Budget 82.368 63.527 -22,9%

Mid 63.316 66.504 +5,0%

Premium 134.249 111.617 -16,9%

12” 62 22 -64,5%

13” 8.045 6.830 -15,1%

14” 34.623 26.590 -23,2%

15” 71.009 66.400 -6,5%

16” 77.109 62.029 -19,6%

17” 48.376 37.866 -21,7%

18” 25.678 25.144 -2,1%

19” 7.816 7.727 -1,1%

20” 4.114 6.275 +52,5%

21” 2.096 1.900 -9,4%

22” 793 560 -29,4%

23” 13 74 +469,2%

www.revistadospneus.com | 09


Destaque Mercado

Reis da

10 | Revista dos Pneus | Março 2021


Pneus UHP E UUHP

estrada!

Há uma tendência crescente para a montagem de pneus UHP, impulsionada não

só pelas viaturas de altas prestações que viram crescer o diâmetro das suas jantes até

às 20 e 21 polegadas, mas também pela proliferação de modelos SUV no mercado

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Reportagem Destaque

Condução no Inverno

Com uma utilização cada vez

mais exigente, os pneus UHP

são dos mais requisitados na

Europa e também em Portugal.

Uma parte significativa deste crescimento

tem sido impulsionado pelas dimensões

cada vez maiores dos pneus, estabelecidas

pelos fabricantes de veículos nos equipamentos

originais. Desde há anos que os

pneus de jantes maiores (17” e acima) mantêm

um ritmo de crescimento acima da

média, enriquecendo o mix de produtos.

Este crescimento da procura acompanha a

renovação do parque automóvel que vem

ocorrendo nos últimos anos. A vontade do

consumidor utilizar produtos com desempenho

extraordinário, principalmente em

termos de segurança, também não pode

ser descartada.

Apesar das vendas de carros ligeiros terem

diminuído em 2020, o segmento de pneus

de altas prestações aumentou as vendas e

continua em franco crescimento. O aumento

da procura de pneus UHP no mercado de

substituição está diretamente relacionado

com a evolução do Equipamento de Origem

das novas viaturas, que tem ocorrido nos

últimos anos. As marcas de automóveis, por

uma questão de performance e/ou estética,

têm optado por equipar os seus modelos

com jantes/pneus de grande dimensão.

FABRICANTES DITAM TENDÊNCIAS

Os fabricantes de automóveis ditam as

tendências do mercado de acordo com as

preferências dos consumidores e nos últimos

anos temos assistido a uma tendência

por veículos com aspeto cada vez mais

desportivo, mesmo que sejam familiares.

Trata-se de uma evolução natural das jantes

do parque automóvel como consequência

das matriculações dos últimos anos, que

leva à diminuição progressiva da jante 15”

e sobretudo 14”y- e a um incremento do

peso 17”y+.

A jantes 17” já representa para o mercado

português mais de 18% de peso e a jante

18”+ mais de 13%. A progressão deste segmento,

como seria de esperar, é mais evidente

no segmento premium, no qual 17”

pesa já mais que 15” e 18”+ supera os 27%.

No passado falar de pneus UHP era falar

de veículos com caraterísticas desportivas,

mas, hoje em dia, diversos modelos utilitários

vêm equipados de origem com medidas

de pneus de grandes dimensões. Em alguns

casos por questões de tendências de mercado,

em outros, por questões técnicas como

por exemplo alguns modelos elétricos que

precisam de pneus com maiores dimensões

como é exemplo o BMW i3.

O crescimento dos pneus UHP também se

deve às marcas de pneus que têm conseguido

desenvolver pneus cada vez mais

eficazes e seguros indo ao encontro das

necessidades dos construtores automóveis

e apresentando também novas soluções. O

Equipamento de Origem é de facto o grande

impulsionador do desenvolvimento de

pneus de alta performance (UHP).

E a indústria automóvel continua a desenvolver

novas tecnologias que exigem pneus

com melhores prestações. Quando um

veículo tem tanta eletrónica para ser mais

eficaz a curvar, acelerar, travar e amortecer,

é natural que aos pneus também se exija

melhores prestações e por isso é natural este

crescimento de pneus UHP. A indústria de

pneus, por sua vez, segue as características

do mercado automóvel, onde os veículos

são cada vez mais tecnológicos e exigem

muito mais do pneu.

CONDUTORES MOSTRAM-SE FIÉIS

À MARCA DE ORIGEM

A forma como se desenham e fabricam veículos

evoluiu, criando novos paradigmas de

O segmento que maior crescimento tem vindo a registar

nos últimos anos é efetivamente o dos pneus de alta

performance (UHP) que equipam jantes iguais ou superiores

a 17 polegadas. E é aquele que nos próximos anos continuará

a ter maior espaço de crescimento

12 | Revista dos Pneus | Março 2021


Pneus UHP E UUHP

Os carros desportivos, com jantes de dimensões

superiores, exigem pneus de alta performance,

reforçados e que proporcionem maior segurança

em condições que exigem maior capacidade de resposta

produtos e tecnologias no setor automóvel.

Esta crescente inovação tecnológica da indústria

automóvel trouxe novos desafios à

própria indústria do pneu, que tem vindo

a acompanhar a inovação tecnológica desenvolvendo

produtos que satisfazem as

necessidades cada vez mais exigentes do

mercado automóvel atual. Cada vez mais,

os fabricantes optam por equipar os seus

modelos, independentemente do segmento,

com pneus UHP e todas estas alterações

trouxeram um novo desafio que só as marcas

com capacidade tecnológica podem seguir o

que a indústria automóvel solicitar. E quanto

maior for o desafio tecnológico mais o segmento

UHP crescerá.

Verifica-se que no momento da primeira

substituição dos pneus UHP de origem,

os condutores acabam por seguir a escolha

do fabricante do automóvel, optando

por manter a mesma marca e modelo dos

pneus. Sentem que se o fabricante elegeu

estes pneus, eles devem ser de qualidade

e são garantia de segurança. A evolução

dos fabricantes de automóveis e pneus

estão a posicionar o mercado num sentido

diferente do que era há 10 anos até

pela pegada ecológica. O crescimento do

mix de produto nos últimos anos, tem sido

significativo devido à evolução do próprio

parque automóvel, que tanto a nível dos

turismos como dos SUVs, tem contribuído

de forma notável para este aumento de

vendas dos pneus UHP.

TENDÊNCIA GLOBAL DE CRESCIMENTO

Em toda a Europa, embora as vendas de

pneus de ligeiros tenham caído em mais de

10% devido ao efeito do Covid-19, os pneus

UHP tiveram reduções muito menores. Isso

significa que a percentagem dos pneus UHP

nas vendas totais de pneus de automóveis

aumentou quase 5%. Uma parte significativa

deste crescimento foi impulsionado pelo

Equipamento Original, com cada vez mais

modelos virem equipados de origem com

jantes de grandes dimensões. Além disso,

os fabricantes de automóveis precisam ter

emissões de carbono cada vez mais baixas,

mesmo em modelos de carros de alto desempenho.

Isso levou à criação de pneus de

baixo perfil montados em jantes de grandes

dimensões, que ajudam a ter menor resistência

ao rolamento. . u

www.revistadospneus.com | 13


Reportagem Destaque

Pneus UHP E UUHP

AVON

A evolução de vendas dos pneus Avon UHP

em Portugal tem sido positiva, mas para a

marca tem sido muito importante o feedback

por parte dos agentes CarExpert (a rede

portuguesa que dinamiza a marca em todo

o território nacional) que frequentemente

atribuem à gama Avon UHP uma conotação

premium e enorme satisfação na sua utilização

por parte do utilizador final.

A gama UHP da Avon é desenvolvida a partir

da experiência centenária que a marca tem

na competição automóvel. As tecnologias

dos pneus utilizados nas corridas de maior

prestígio vão diretamente para os pneus

standard. São fabricados com matérias-

-primas da mais alta qualidade, utilizando

os mais avançados processos e as mais recentes

tecnologias, sempre selecionados

em função da utilização do pneu. Graças a

isso, os pneus Avon UHP oferecem um nível

de desempenho superior, com extraordinária

aderência, excelente manobrabilidade

e resposta à direção, baixo nível de ruído

e baixa resistência ao rolamento. A Avon

incorpora nos seus pneus UHP compostos

ricos em sílica com materiais duráveis ​e de

alta qualidade, e a mais recente tecnologia

de polímeros.

Desde o seu início, a Avon tem-se destacado

pela busca da melhoria dos produtos.

O investimento em I+D permite-lhe uma

otimização constante dos seus pneus. Nesse

sentido, os pneus UHP da Avon incorporam

estruturas de amortecimento de ruído; ou

seja, orifícios projetados especificamente

para reduzir o ruído gerado pelo contato

do pneu com a estrada, o que aumenta o

conforto e torna a condução mais silenciosa.

Resultado de um enorme processo de

pesquisa e desenvolvimento, o nível de

desempenho de pneus Avon UHP é significativamente

mais alto do que os pneus

convencionais. São pneus especialmente

concebidos para responder às mais exigentes

necessidades em termos de velocidade,

manobrabilidade, carga, desgaste

e segurança. O cliente de pneus Avon UHP

é um consumidor, que procura o máximo

desempenho a um preço acessível. Sabe

que os pneus Avon UHP oferecem uma qualidade

superior e confia no seu excelente

desempenho, confirmado por vários testes

independentes e pela reputação de longa

data da marca.

Graças aos seus compostos de última geração,

desenvolvidos para resistir ao desgaste

e ter um contacto uniforme, os pneus Avon

UHP oferecem uma vida útil consideravelmente

mais longa do que um pneu convencional

e portanto, maior quilometragem e

segurança, evitando a formação de irregularidades

na banda de rolamento.

Como regra, a Avon desenvolve pneus que

proporcionem boas prestações. Para isso, os

seus técnicos trabalham continuamente para

oferecer pneus com as melhores prestações,

assim como produtos para utilizações mais

específicas.

A Avon dispões de pneus UHP de verão,

como o ZX7 ou o ZV7, que respondem a

um alto padrão tanto em superfícies secas

como molhadas, como atesta a classificação

A para aderência em piso molhado na

etiqueta europeia de pneus. Além disso, a

marca lançou recentemente sua nova gama

de pneus para todas as estações, como o AS7

All Season para automóveis de passageiros

e SUVs ou o AS12 para vans, capazes de um

desempenho ao mais alto nível, independentemente

das condições meteorológicas.

Apesar das dificuldades causadas pela pandemia,

a Avon espera que 2021 seja um ano

em que começamos a ver a recuperação do

mercado, à medida que a vacinação avança e

as limitações de mobilidade são eliminadas.

BRIDGESTONE

A Bridgestone divide os pneus UHP em

pneus de jante 17” e pneus de jante ≥18”

aos quais designa UUHP. Segundo os dados

Europool, o segmento UHP representou até

Novembro 2020 uma queda de 8,7% e o

segmento UUHP um crescimento de 10,7%.

Se olharmos para o total UHP, vemos que

o segmento UUHP representou 44,3% das

vendas deste tipo de pneus. No caso da Bridgestone

registou até novembro em ambos

os segmentos crescimentos muito positivos

com especial incidência no segmento ≥18”

onde é claramente um dos principais players

no mercado.

A Bridgestone tem um forte legado de experiência

em pneus de alta-performance,

14 | Revista dos Pneus | Março 2021


ENFRENTE A ESTRADA

Elevado desempenho sem comprometer a durabilidade...

Driveways Sport é um pneu de “Elevado desempenho” desenvolvido para os utilizadores de veículos compactos,

Médios, de luxo e de veículos desportivos que apreciem um estilo de condução desportiva.

• Segurança e controlo

• Melhor manuseamento em todas as condições climatéricas

LISTA DE TAMANHOS

• Desempenho melhorado em piso molhado

Largura

TRAVAGEM EM PISO MOLHADO

DRIVEWAYS SPORT

MÉDIA DOS CONCORRENTES

70 80 90 100

6% desempenho a menos em travagem em piso molhado

ROBUSTEZ

DRIVEWAYS SPORT

CONCORRENTE 7

CONCORRENTE 6

CONCORRENTE 5

CONCORRENTE 4

CONCORRENTE 3

CONCORRENTE 2

CONCORRENTE 1

0 5 10 15 20 25 30 35 40

TRAVAGEM EM PISO SECO

DRIVEWAYS SPORT

MÉDIA DOS CONCORRENTES

70 80 90 100

4% lh addeosempenho a menos em travagem em piso seco

Driveways Sport é o pneu com maior durabilidade que perde ar na velocidade mais elevada entre os

concorrente no Teste de Utilização Intensiva TÜV

*Relatório do Teste TÜV (Relatório Nº: 713085909-DS-BM, Julho - Setembro 2016, tamanho 225/45 R17 94Y XL

Índice de Código de

Séries Jante

do rasto

carga velocidade

XL

255 40 20 101 Y XL E B 2 72

295 35 20 105 Y XL C B 1 72

255 35 20 97 Y XL E B 2 72

255 40 19 100 Y XL C B 2 72

245 40 19 98 Y XL C B 2 72

255 35 19 96 Y XL E B 2 72

235 35 19 91 Y XL E B 2 72

225 35 19 88 Y XL E B 2 72

245 50 18 100 Y XL C B 2 72

255 45 18 103 Y XL E B 2 72

235 45 18 98 Y XL E B 2 72

225 45 18 95 Y XL E B 2 72

245 40 18 97 Y XL E B 2 72

235 40 18 95 Y XL E B 2 72

225 40 18 92 W XL E B 2 72

225 40 18 92 Y XL E B 2 72

255 35 18 94 Y XL E B 2 72

245 45 17 99 Y XL C B 2 72

235 45 17 97 y XL E E 2 72

225 45 17 94 Y XL E B 2 72

215 45 17 91 Y XL E B 2 72

205 45 17 88 W XL E B 2 72

245 40 17 95 Y XL E B 2 72

+351 22 415 00 08 FB: /pneurama.lda Mail: geral@pneurama.pt www.pneurama.pt

Distribuidor Exclusivo


Destaque

graças à sua tradição em corridas de Fórmula

1 e às parcerias de longo prazo com fabricantes

de carros premium com modelos de

alta performance. No início deste ano lançou

uma grande novidade, o Potenza Sport, conseguindo

criar um pneu que atende às expetativas

dos condutores em relação a pneus

de alta performance, ao mesmo tempo que

garante a superação dos desafios diários que

enfrentam. O Potenza é um nome de peso,

numa gama com uma história vasta e uma

tradição histórica suportada por alguns dos

automóveis mais rápidos desenvolvidos até

hoje e não só. Trata-se de um pneu sempre

muito apreciado, tanto pelos fabricantes

automóveis como pelos condutores mais

exigentes que pretendem tirar o máximo

partido do seu veículo.

A tecnologia de desenvolvimento virtual de

pneus que economiza tempo e é amiga do

ambiente foi fundamental para o desenho

e criação do Potenza Sport. Com a aplicação

de várias tecnologias inovadoras no

desenho do piso, composto e construção.

Além disso conta ainda com lamelas 3D

inovadoras para aumentar a rigidez ao cisalhamento,

com benefícios na travagem e

resistência à abrasão. O composto, graças

a uma fórmula otimizada combinada com

tecnologia de mistura inovadora, melhora

o desempenho em piso húmido e seco, sem

esquecer novo reforço de coroa híbrida para

maximizar o desempenho da estabilidade

do pneu em alta velocidade. Um pacote de

carcaça desportiva também é aplicado para

aumentar o desempenho da estabilidade

e a resposta da direção, enquanto otimiza

a resistência ao rolamento. O resultado é

um pneu de elevado desempenho capaz

de maximizar a tração, manobrabilidade,

controlo e desempenho geral do veículo.

Para ultrapassar os problemas do ruído e

desconforto causado pelos pneus UHP, os

engenheiros da Bridgestone não são só

desenvolveram pneus mais eficazes como

também mais silenciosos e confortáveis sem

esquecer por exemplo serem cada vez mais

leves para contribuírem para as menores

emissões dos veículos. As tecnologias da

Bridgestone aplicadas nos produtos mais

recentes são exemplo disso, como são o

caso a tecnologia ENLITEN que reduz o consumo

e a emissão de CO2 como também a

tecnologia B-Silent que permite reduzir a

ressonância do pneu em contacto com a

estrada para o interior do habitáculo. Mas

há que considerar que dentro do segmento

UHP e UUHP a Bridgestone apresenta duas

gamas. A gama Turanza com o produto T005

vocacionado para uma utilização mais confortável

e silenciosa e a gama Potenza com o

S001 e o atual Potenza Sport vocacionados

para uma utilização desportiva.

É de salientar que foi realizada uma pesquisa

de mercado abrangente para iniciar o desenvolvimento

do Potenza Sport: a Bridgestone

entrevistou mais de 3.800 consumidores

finais em toda a Europa. Esta contribuição

importantíssima deu à Bridgestone as bases

para projetar um pneu que atenda às

necessidades e expetativas dos condutores

em relação ao controlo e confiança.

A questão da eficiência dos pneus UHP em

piso molhado foi uma das principais preocupações

ao longo do desenvolvimento

do Potenza Sport. Face ao seu antecessor

que já tinha credenciais bastante sólidas,

falamos do Potenza S001, o Potenza Sport

deu um salto qualitativo quando falamos

em travagem em piso molhado. Melhorou

os níveis de desgaste, conseguindo ainda

uma evolução em setores tão importantes

como curvar em piso molhado/hidroplanagem,

desempenho e travagem no seco. Com

todos estes atributos que tornam o Potenza

Sport num pneu-referência, garantiu-se a

classificação A do Rótulo UE para o Índice

de Aderência no Molhado. Os pneus UHP da

Bridgestone têm normalmente um símbolo

de velocidade W, Y ou até mesmo ZR. No

entanto há algumas medidas que também

têm um símbolo de velocidade V.

Para 2021, a Bridgestone deseja dar continuidade

ao que já fez em 2020 a crescer acima

do segmento. Para o efeito, o lançamento do

novo Potenza Sport virá trazer um grande

contributo assim como as diversas homologações

como equipamento de origem que

este pneu já tem assegurado.

CONTINENTAL

A Continental, em linha com o mercado, tem

registado uma tendência de crescimento

no segmento UHP. Tem aumentado vendas

e quota de mercado de forma consistente

na marca Continental e também nas outras

marcas do grupo. Exceção para o ano de

2020 onde, fruto da redução da mobilidade

por força da pandemia, o segmento registou

uma redução e a marca também.

A Continental possui uma vasta gama de

pneus UHP de forma a garantir uma solução

segura e tecnologicamente adequada a todo

o tipo de veículos – desde carros desportivos

até veículos familiares.

O Centro de Tecnologia de Alto Desempenho

(HTPC) desenvolve as principais tecnologias

e materiais para os pneus UHP da Continental.

Por exemplo, o composto de borracha

Black Chili proporciona distâncias de travagem

mais curtas em todas as condições

meteorológicas. O Black Chili baseia-se nas

descobertas mais recentes da investigação

relativa a polímeros e matérias-primas. A

inovadora formulação do composto de

borracha com grande capacidade de se

adaptar às micro e macro rugosidades do

pavimento, proporciona aderência máxima

e curtas distâncias de travagem, inclusive

em piso molhado. Mas o desenvolvimento

tecnológico vai para além dos compostos

do piso. Exemplo é a tecnologia Aralon 350,

desenvolvida em Portugal, na Continental

ITA - Indústria Têxtil do Ave, especializada em

têxteis técnicos para pneus. Esta tecnologia

consiste numa tela híbrida, que proporciona

o aumento da estabilidade dimensional do

pneu a velocidades elevadas até 350 km/h.

A Continental dispõe de uma vasta gama de

pneus UHP por forma a atender às caraterísticas

de diferentes veículos e às exigências de

diferentes condutores. Vale a pena destacar

a tecnologia ContiSilent: enchendo a cavi-

16 | Revista dos Pneus | Março 2021


Pneus UHP E UUHP

dade do pneu com materiais que absorvem

as vibrações e impedem a sua propagação

até ao condutor, bloqueando problemas

de conforto acústico ou mecânico (ruído,

vibrações no volante, etc.), consegue-se um

pneu com baixo nível de ruído interior, que

proporciona uma condução mais silenciosa

e confortável.

Os pneus Continental UHP têm um desempenho

ímpar na manobrabilidade e

segurança. As características de condução

mais diferenciadores são a estabilidade em

curva, a precisão da direção, a aderência

e a capacidade de travagem. A gama de

pneus Continental inclui os modelos ContiCrossContact

UHP, ContiSportContact 5 P

e SportContact 6, entre outros, com índices

de velocidade W – suportam até 270km e

Y, suportam até 300km/h.

Apesar da incerteza que está a dominar este

arranque de ano, a Continental está convencida

que a situação do país irá normalizar,

pelo que acredita que com o seu compromisso

e dedicação as vendas tenderão para

os níveis anteriores a 2020.

Diferenças entre pneus UHP e pneus tradicionais

Pneus tradicionais costumam ser utilizados em

carros de uso popular que não têm um

desempenho tão elevado, nem atingem

velocidades muito altas. Para estes casos, a

prioridade é a vida útil do pneu, que é mais longa.

Já os pneus UHP são normalmente colocados em

carros desportivos, que alcançam altas

velocidades. O deu fabrico visa priorizar o

desempenho em alta velocidade, que envolve

maior segurança e resistência na pista. No

entanto, devido ao desgaste mais acelerado, a

vida útil é menor.

Portanto, maior precisão da direção, aderência e

travagem, seja em piso seco ou molhado, são os

principais fatores que diferenciam pneus UHP dos

tradicionais. Para suprirem estes objetivos, os

pneus de alta performance são mais largos, têm a

parede lateral mais baixa e geralmente possuem

desenhos diferenciados nas fissuras. Isso significa

que o ombro externo do pneu é diferente do

ombro interno e do centro. Isto tem um efeito

particularmente positivo na direção e nas curvas,

fornecendo resposta rápida ao condutor.

A característica principal de um pneu com

desempenho Ultra-High Performance (UHP) não é

apenas o tamanho, mas também a sua

competência superior nas situações mais exigentes.

Quando os fabricantes desenvolvem um pneu UHP,

o objetivo é desenvolver um pneu de desempenho

ultra elevado numa ampla variedade de condições.

Como tal, estes pneus diferem em muitos aspetos

dos pneus tradicionais, seja no composto utilizado,

seja na própria estrutura do pneu.

Exemplo disso são os pneus de equipamento

original (EO) que os fabricantes de marcas

premium desenvolvem em conjunto com os

construtores de automóveis. O Equipamento

Original (OE) é, de facto, um grande impulsionador

do desenvolvimento de pneus de desempenho

ultra elevado, já que pode assegurar uma maior

estabilidade em curva, uma direção mais precisa,

categorias de velocidade exatas e distâncias de

travagem mais curtas, uma vez que é

especialmente concebido para potenciar as

características únicas da viatura e assim otimizar

o seu desempenho.

O principal fator distintivo dos pneus UHP é a

carga tecnológica, tanto ao nível dos materiais

como das tecnologias associadas. Tratam-se de

modelos de vanguarda, que incorporam parte de

uma carga tecnológica que, com o tempo, irá

abranger o resto da gama.

FALKEN

A evolução das vendas de pneus Falken UHP

em Portugal tem sido positiva, apesar deste

último ano ter havido um desregulamento

“natural”. A Falken é a marca em que o importador

exclusivo AB Tyres aposta mais em

stock, quantidade e gama. Face à conjetura

atual dos fabricantes de marcas premium, a

Falken tem ganho um destaque muito positivo,

uma vez que os clientes que montam

a primeira vez, depois repetem, o que é um

indicador muito positivo.

A Falken define o conceito de produto

como Smart Premium, e em UHP os pneus

FK510 e FK510SUV, oferecem um grande

compromisso com a categoria A na travagem

em toda a gama, assim como em ruído e

conforto de primeiro nível. Em termos de

desempenho, a marca é equipamento de

origem de alguns modelos de prestígio,

como o Porsche Macam e Mercedes G-Class

ou o novo Toyota Mirai, o que demonstra a

qualidade dos produtos.

A possibilidade do condutor desfrutar de

um desempenho seguro, desportivo, confortável

com grande performance no consumo

e quilometragem, juntamente com

um preço mais competitivo e mais valia da

garantia de 5 anos, faz o equilíbrio ideal e

coloca os pneus Falken ao mais alto nível.

Como principais características dinâmicas,

destacamos a mais recente tecnologia de

redução de ruído; elevados níveis de segurança

e controlo; estabilidade direcional;

comportamento excecional e estável em

curvas com velocidade mais elevada; resistência

extraordinária ao aquaplaning e

curtas distâncias de travagem.

A tecnologia “ADVANCE 4DNANO” utilizada

na construção dos Falken UHP, permite oferecer

produtos com maior equilíbrio nos seus

compostos para alcançar o melhor compromisso

de travagem, aderência, resistência

ao rolamento e consumo de combustível.

Esta tecnologia recebeu o prémio “Tire Technology

Expo 2017” como a mais avançada

do momento.

Utilizando tecnologias de última geração

4DNANO e ACP (Adapttive Constant Pressure)

a marca consegue alcançar índices de

ruído baixos entre 69/71db, desgaste regular

de rodagem e conforto superior em qualquer

condição, bem como um excelente resultado

em condições em piso molhado, tanto na

www.revistadospneus.com | 17


Destaque

travagem ou na estabilidade e tração, não

esquecendo a categoria A em travagem em

toda a gama. Os compostos e a tecnologia

4DNANO oferecem um excelente resultado

em condições de piso molhado e seco, tanto

na travagem quanto na estabilidade e aderência

do pneu.

Os pneus Falken UHP aplicam as tecnologias

mais avançadas que a equipa interna

da marca, tem feito ao longo do anos através

do seu Centro Em Kobe ( Japao ) e são

fabricados para corresponder às necessidades

dos veículos mais exigentes e potentes,

combinando desempenho, conforto e

sustentabilidade.

Todos os pneus Falken UHP têm garantia de

5 anos para defeitos de fabrico, o que comprova

a confiança e qualidade no produto.

O melhor exemplo da vida útil dos pneus

Falken UHP é o alto nível de satisfação dos

seus clientes, que repetem a sua experiência

com a Falken, uma vez que testaram pela

primeira vez o equilíbrio que os nossos produtos

proporcionam.

Os pneus Falken UHP têm como índice de

velocidade Y e códigos ZR para carros de

Turismo e W,Y na gama SUV.

2021 será um ano que continuará com a

desconfiança e incerteza de 2020 devido à

pandemia e os danos económicos e sociais

que vai gerar. Neste cenário, a estratégia

clara e a disponibilidade de um produto de

confiança com preço equilibrado e competitivo

é uma ótima ferramenta num mercado

onde as pessoas procuram ajustar seus

orçamentos sem descurar a qualidade. A

expetativa da AB Tyres é continuar a crescer

junto com os parceiros (AB Partners), com

base na estratégia de proteção e proximidade

que tem vindo a desenvolver ao longo

dos últimos anos.

GOODYEAR

As vendas globais da Goodyear, tal como

aconteceu com todo o mercado, foram

impactadas pelas restrições introduzidas

em 2020 para fazer frente à Covid-19. No

entanto, devido à dinâmica do mercado e

ao foco da marca em segmentos de elevado

valor, onde se incluem os pneus UHP, o seu

desempenho tem sido melhor do que noutros

segmentos de menor valor.

Os pneus Goodyear UHP são inspirados na

competição, mas concebidos para serem

utilizados dentro e fora dos circuitos. O objetivo

dos engenheiros não é outro senão a

perfeição na criação de um pneu de desempenho

superior. Para isso, são considerados

todos os aspetos da condução: desempenho

e potencial do carro, condições da estrada

e do clima e, claro, situações de condução

desafiadoras como aceleração, travagem e

curvas. Para os desenvolver, a marca tem em

consideração tudo o que aprendeu com os

seus pneus de competição e procura aplicar

esses ensinamentos desenvolvendo soluções

técnicas que vão ao encontro das exigências

dos veículos mais potentes. Algo que

a marca destaca no seu lema “Da competição

para a estrada”.

Para conceber os seus pneus UHP, a Goodyear

inspira-se na sua experiência em

competição e nos diversos fatores que lhe

permitiram acumular inúmeras vitórias.

Como resultado consegue fabricar pneus

adequados, tanto para circuito como para

estrada, com um excelente desempenho que

permite aumentar a segurança sem perder

a experiência de condução nem o conforto.

Na construção destes pneus UHP são utilizados

​materiais que ajudam a melhorar a

aderência à estrada, como sílicas e resinas especiais.

Por exemplo, o Eagle F1 Supersport

R tem compostos de resina que melhoram

o atrito, ou o material de sílica adicionado à

borracha que permite que o Eagle F1 Asymmetric

5 controlar a temperatura em todos

os momentos graças à tecnologia Impulse

Control Compoud. Para o Eagle F1 Asymmetric

5, a mistura de borracha permite

versatilidade e facilita a aderência em piso

molhado.

Um pneu UHP não significa necessariamente

pior conforto devido ao ruído e ao amortecimento.

Na verdade, os pneus Goodyear

UHP são montados de origem em muitos

carros elétricos (Porsche Taycan, Jaguar I-

-PACE, Audi e-tron, etc.) em que o som de

rolamento é mais importante, pois na ausência

de ruído mecânico poderia tornar-se um

ponto crítico. Mesmo assim, a marca conta

com uma tecnologia denominada Sound-

Comfort que proporciona uma condução

muito mais silenciosa e confortável, reduzindo

até 50% o nível de ruído dentro do

veículo. Os pneus com SoundComfort são

projetados com uma barreira de som integrada.

Como se fosse uma almofada para

os pneus, esta barreira acústica reduz as vibrações

do ar e amortece o ruído interior do

veículo durante a condução. Esta tecnologia

está disponível em pneus UHP de verão e

inverno, para automóveis de passageiros

e modelos SUV.

A Goodyear/Dunlop equipa de origem diversos

segmentos de veículos, desde o BMW

Série 5 e Mercedes E-Class, a grandes SUVs

como o Audi Q7, Jaguar E-PACE ou BMW X3,

entre outros. Num patamar acima estão os

carros de muito altas prestações, como o

Volkswagen Golf ClubSport, Mercedes C63

S-AMG, BMW M4 CS, Porche Taycan ou Porsche

911 GT3 RS, para os quais o Eagle F1

SuperSport RS foi homologado como equipamento

de origem. Também são pneus

projetados para a competição, e este mesmo

modelo, o Eagle F1 SuperSport RS, é o pneu

oficial da WTCR (FIA World Touring Car Cup),

que a Goodyear irá fornecer em todas as

suas corridas para todas as especificações

até 2022.

Tanto os pneus UHP, como os UUHP, são

concebidos como pneus adequados para

pista e que atingem o melhor desempenho

em pisos secos. No entanto, isso não significa

que não sejam adequados para pisos molhados.

Especificamente, o modelo Eagle F1

SuperSport foi projetado como um pneu de

alto desempenho para estrada e, portanto,

as três zonas centrais foram otimizadas para

garantir desempenho e segurança em piso

molhado, permitindo ao condutor levar o

carro um pouco mais ao limite quando

curva, garantindo travagem em piso molhado

acima da média. Este pneu foi classificado

como o melhor entre os UUHPs pela

revista Tyre Review em 2019, destacando o

seu comportamento em piso molhado em

comparação com a concorrência.

Embora ainda existam muitas incertezas

para 2021 e muitas incógnitas que podem

impactar significativamente a evolução do

mercado, a Goodyear tem um foco claro nos

pneus UHP e UUHP, pelo que a sua ambição

é ganhar quota de mercado.

HANKOOK

A Hankook possui uma vasta gama de pneus

UHP, onde se incluem os pneus de verão UHP

Ventus S1 evo 3 SUV e os pneus de inverno

i *. Cept evo 2 SUV.

18 | Revista dos Pneus | Março 2021


Pneus UHP E UUHP

A construção de pneus UHP para veículos de

altas prestações é particularmente exigente.

É por isso que a resistência da estrutura do

pneu é de particular importância. A Hankook

também presta especial atenção às características

de desempenho destes pneus em

piso molhado e seco. O Ventus S1 evo 3 SUV

aumentou significativamente a resistência

da parede lateral em comparação com os

produtos padrão, graças ao uso de “bead-

-packing”, um material de nylon especial na

área da parede lateral. A carcaça de duas

camadas e o uso de um material composto

de aramida reduzem a expansão indesejada

da circunferência de rolamento a altas velocidades

em até 60 por cento em comparação

com os perfis anteriores. Por isso, os

pneus Hankook UHP têm estabilidade de

condução e precisão de direção muito altas,

bem como maior durabilidade devido ao

menor aquecimento geral. O desempenho

dinâmico e desportivo em condições secas

e molhadas foi aprimorado por um novo

composto de piso que usa resinas naturais

de alto desempenho. Como resultado, o

Ventus S1 evo 3 SUV atinge um nível consistentemente

alto de desempenho numa

ampla gama de temperaturas e condições.

O multipremiado Hankook Winter i * cept

evo 2 com um design de piso assimétrico é o

pneu de inverno opcional para o Audi RS Q8.

O lado externo da banda de rodagem com

seu padrão de bloco largo oferece melhores

características de condução, especialmente

em condições de piso seco, enquanto o lado

interno da banda de rodagem com seu maior

número de blocos e bordas lamelares garante

excelente desempenho de travagem

e tração na neve.

Para atingir o equilíbrio entre desempenho

de direção incrível e adequação para o uso

diário, a Hankook fornece pneus de alta

qualidade para um segmento de veículos

particularmente exigente e em crescimento.

Para clientes exigentes

Cada vez mais, os condutores estão

conscientes da importância dos pneus que

têm na sua viatura. Se há uns anos, o perfil

se situava na questão do preço dos pneus, agora

dão mais atenção à segurança, ao ruído, à

resistência ao rolamento, ao conforto e à pegada

ecológica. Para atingir esse equilíbrio entre

desempenho e adequação para uso diário, as

marcas oferecem os pneus UHP de altas

prestações destinados a esta tipologia de

condutores particularmente exigentes.

Os pneus UHP são especialmente desenvolvidos

para carros de média a alta gama e são ideais

para quem pretende obter elevadas prestações.

Garantem uma excelente estabilidade em curva a

velocidade superiores e a melhor aderência, tanto

em piso seco como molhado, para distâncias de

travagem mais curtas.

A principal vantagem para o condutor é a

segurança proporcionada por estes pneus, que

apresentam prestações desportivas, estabilidade

em curva, precisão da direção, aderência e

capacidade de travagem, fatores muito valorizados

pelos condutores, uma vez que afetam diretamente

a manobrabilidade e o prazer de condução.

Todos os pneus UHP tiveram a questão do conforto

em consideração, mas, o tipo de automóveis e

utilizações a que cada um se destina, elevam

certas exigências de construção de modo a que

cada produto satisfaça as necessidades de cada

condutor. Por exemplo, quem adquire um

automóvel com jantes 18” ou 19” super desportivo

não coloca o conforto como caraterística

fundamental na sua escolha. Um perfil mais baixo

é sempre mais rígido e, portanto, é verdade que se

perde um pouco de conforto, mas a principal

exigência de um proprietário de um veículo

desportivo ou superdesportivo é a aderência,

sobretudo em curva e na travagem, duração e

conforto são deixados mais num segundo plano.

Mas o condutor de um automóvel com jantes

também em 18” ou 19”, mas de turismo, já terá o

conforto e silêncio de rolamento como fator

principal. Por isso as marcas disponibilizam vários

modelos dentro da gama UHP para terem soluções

para diferentes tipos de clientes.

Os pneus UHP, acima de tudo, são produtos

pensados e desenvolvidos para irem ao encontro

de veículos super exigentes em termos de

potência, comportamento em curva, aceleração,

travagem e dinâmica global. Quanto mais potente

é um veículo, mais exigente se torna o papel do

pneu. No fundo os pneus UHP são aqueles onde a

marca aplica a tecnologia mais desenvolvida e as

matérias-primas mais dispendiosas que lhe

permite fazer face à potência, ao torque dos

motores (quer sejam de combustão ou elétricos), à

maior necessidade de capacidade de aceleração e

travagem e no final serem ainda mais eficientes

em termos de resistência ao rolamento e peso

final. Digamos que os pneus UHP para serem

suficientemente eficazes precisam também de um

maior investimento de pesquisa e

desenvolvimento. Pelas suas grandes

performances, os materiais utilizados no seu

fabrico são de última geração e mais sofisticados.

Há que ter em conta que estes pneus são levados

muitas vezes a situações limite.

KORMORAN

A gama de pneus UHP da Kormoran apresenta

mais de 50 medidas e foram adicionadas

novas medidas ao portefólio ainda

durante o ano de 2020. Apresentam uma

oferta dedicada para jante 17” ou superior e

combinam segurança e performance. Estes

pneus apresentam canais longitudinais e

transversais para uma drenagem eficiente

da água e o design específico da banda de

rodagem proporciona uma excelente aderência.

Graças ao design do pneu, a zona de

contacto está otimizada e a incorporação de

sílica traduz-se na redução do consumo de

combustível. Os índices de velocidade vão

de V 240 km/h a Y 300 km/h.

Relativamente às suas principais vantagens,

os novos pneus Kormoran UHP apresentam

equilíbrio na aderência em piso seco e molhado,

graças ao padrão assimétrico, melhor

rendimento e redução do consumo de combustível,

beneficiando de todo o know-how

do maior fabricante de pneus francês.

Os pneus Kormoran UHP são fabricados com

compostos de borracha de alta qualidade

em que se adicionou um maior teor de sílica.

Este composto diminui a resistência ao rolamento

e aumenta a tração em piso molhado

e é também responsável por uma maior durabilidade

do pneu. Todos os pneus de alta

performance como o Kormoran UHP, para

www.revistadospneus.com | 19


Destaque

Pneus UHP E UUHP

desenvolver todas as suas potencialidades,

precisam de um perfil baixo ou série (altura

do flanco) de 60 a 35. A maioria tem um

perfil menor ou igual a 55, o que se traduz

em alta performance. Os pneus Kormoran

UHP estão em conformidade com os atuais

regulamentos europeus de rotulagem (labeling)

em termos de ruído e mostram níveis

entre os 71-73 dB.

Os pneus Kormoran não deixam os seus créditos

por mãos alheias. O cliente tipo dos

pneus Kormoran UHP é um cliente que valoriza

desempenho e segurança, mas também

valoriza a relação qualidade-preço. Quem

experimentou os pneus Kormoran, afirma que

encontrou poucas diferenças comparando

com anteriores experiências com marcas

mais conceituadas. O justo equilíbrio entre

a qualidade final de produto, a segurança,

performance e durabilidade parecem ser os

fatores decisivos para quem opta por estes

pneus. “Melhores do que os outros mais baratos,

tão bons quanto alguns dos mais caros,

excelentes, os pneus Kormoran surpreendem

pela positiva”, são algumas das opiniões entre

os utilizadores dos pneus Kormoran.

A S. José Pneus, distribuidor estratégico

da Kormoran em Portugal, está confiante

no crescimento de vendas de pneus UHP

nos próximos anos, uma vez que há cada

vez mais modelos de carros equipados de

origem com jantes de 17” e superiores.

LASSA

Na marca Lassa Tyre o modelo UHP é o Driveways

Sport que tem tido um forte crescimento

no mercado nos últimos 4 anos. A

partir de 2019 houve um aumento significativo

de medidas neste segmento da marca,

um crescimento que está diretamente ligado

ao aumento na procura de veículos dos segmentos

intermédio e de luxo. O pneu UHP

Driveways Sport beneficia da última geração

de tecnologia Lassa com uma nova carcaça,

novo piso e novo composto. No processo de

fabrico todas as características de um pneu

UHP foram otimizadas, com o objetivo de

melhorar a condução a alta velocidade, o

controle em curva e o manuseamento em

piso seco e molhado.

Os blocos de ranhuras dos ombros estão

interconectados fazendo com que os movimentos

entre os blocos sejam mais limitados,

reduzindo assim a resistência ao rolamento e

os níveis de ruido. As ranhuras interconectadas

contribuem para a absorção da pressão

em travagem e curva fazendo com que esta

pressão seja mais bem distribuída pelo pneu,

melhorando a performance em travagem e

curva. Outra tecnologia usada neste pneu é

chamada “Frequency Modulation” em que

podemos observar que as ranhuras do piso

são diferentes umas das outras, produzindo

assim ruído em frequências diferentes que

acabam por se cancelar entre si, o que gera

uma redução dos níveis de ruído.

O Driveways Sport é construído com uma

carcaça mais leve, parede mais fina e talão

mais pequeno sem nunca comprometer a

durabilidade e segurança do pneu. Os condutores

que usam pneus UHP preferem uma

experiência de condução desportiva com automóveis

do segmento intermédio e de luxo.

O Driveways Sport UHP está preparado para

uma condução estável a alta velocidade,

forte controle em curva e manuseamento

perfeito em piso molhado e seco.

O composto utilizado no fabrico do Driveways

Sport beneficia da última geração

tecnológica da Lassa. Nesse composto existe

a tecnologia Nano Protect em que as moléculas

do piso se mantêm a uma distância

igual e constante, resultando num melhor

manuseamento em estrada e redução de

resistência a rolamento.

Os pneus UHP são construídos com um enfoque

na performance. Melhor condução a

alta velocidade, melhor controle em curva e

manuseamento perfeito em piso molhado

e seco. Aspetos como ruido e economia são

menos importantes neste segmento. Os

pneus UHP, devido às suas características,

têm naturalmente uma menor quilometragem

quando comparados com os outos segmentos.

No entanto, o modelo Driveways

Sport da Lassa é construído também com

o enfoque de não comprometer a durabilidade.

Os índices de velocidade são W e Y.

Partindo do pressuposto que a partir de abril

2021 tenhamos um ano normal, a perspetiva

da Pneurama, importador da Lassa para Portugal,

é que a vendas do modelo Driveways

Sport (UHP) continuem a ter um crescimento

superior ao resto dos segmentos da marca

no nosso país. Existe uma enorme retenção

nos clientes Lassa em todos os segmentos

da marca e o UHP não é exceção. Sendo

um pneu de alta gama a implementação no

mercado tem sido mais lenta mas sempre

em crescimento.

MICHELIN

A Michelin é marca líder de mercado e isso

tem reflexo obrigatório no segmento UHP,

onde de maneira mais natural as prestações e

qualidade do produto são mais valorizadas. A

evolução das nossas vendas neste segmento

tem sido muito positiva, com ganhos em vendas

e quota de mercado em todas as jantes.

A gama da Michelin de Ultra Altas Performances

(UHP) é constituída por três produtos:

Michelin Pilot Sport 4; Michelin Pilot

Sport 4 S; Michelin Pilot Sport Cup 2, com

duas versões, o Pilot Sport Cup 2 Connect

e o Pilot Sport Cup 2 R. Os pneus Michelin

UHP, são os primeiros que beneficiam de

toda a experiência que a Michelin obtém

no melhor laboratório que é a competição

e, portanto, a sua principal característica

é que são pneus desportivos oriundos da

competição, para veículos desportivos de

altas performances ou superdesportivos de

muito elevadas performances.

O Pilot Sport 4 é um pneu 100% utilização

estrada, concebido para durar, com um único

composto na sua banda de rolamento. Um

pneu muito preciso na sua condução e com

uma excelente reatividade. Também contribui

para uma máxima segurança em estradas

molhadas.

O Pilot Sport 4 S, é um pneu 100% estrada

que em 20% da sua utilização pode rodar em

circuito. Na sua banda de rolamento, a tecnologia

deste pneus é Bi-Compound, tem dois

compostos, um na parte exterior da banda

de rolamento, incorpora um novo composto

híbrido que favorece a aderência em solo seco

e reforça o apoio em curva, enquanto que a

parte interna dispõe de um novo composto

que permite ao pneu oferecer uma excelente

tração e aderência em solo molhado.

O Pilot Sport Cup 2 Connect, é o primeiro

pneu conectado que permite explorar ao

máximo as suas excelentes performances

em circuito. É o pneu mais radical, para superdesportivos,

em utilização circuito que

permite alcançar os melhores tempos por

volta, batendo todos os recordes no circuito

de Nürburgring. Estes pneus também dispõem

da tecnologia Bi-Compound na sua

banda de rolamento e são semi-slick, o mais

próximo a um pneu de competição, para

uma utilização em circuito e homologados

para circular por estrada.

Toda a gama Michelin UHP tem um design

Premium, com um acabamento Premium

Touch que proporciona um efeito aveludado

no flanco do pneu que realça a imagem do

veículo. Também toda a gama UHP tem um

20 | Revista dos Pneus | Março 2021


C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K


Destaque

cordão de protetor de jante.

A Michelin utiliza produtos e compostos de

última geração oriundos da competição que

é onde o pneu está submetido a máximas

exigências, esforços e performances sob todas

as condições. O objetivo é ser o pneu

mais rápido e o que mais quilómetros ou

voltas faça, mantendo as máximas performances

até ao final da sua vida útil.

Um dos objetivos da Michelin é assegurar a

mobilidade das pessoas e mercadorias. Em

assegurar a mobilidade das pessoas e mercadorias

entra, como não pode ser de outra

forma, a segurança quer seja em solo seco

ou solo molhado, sendo que no molhado a

condução é algo mais complicada e requer

ainda mais atenção à estrada.

Dito isto, os pneus Michelin UHP são extremamente

eficientes e seguros em solo

seco e em solo molhado. Referir que ao nível

da rotulagem de pneus que categoriza os

pneus pela sua eficiência energética, nível

de ruído e aderência em piso molhado, 75

% dos pneus Michelin UHP têm máxima

categoria (A) em aderência em molhado e

o resto são categoria B.

Relativamente ao código de velocidade, 81%

têm código de velocidade (Y) para uma velocidade

superior a 300 km/h; 14% têm código

de velocidade Y para uma velocidade até 300

km/h; 5% têm código de velocidade W para

uma velocidade até 270 km/h.

A nível das vendas, a Michelin tem perspetivas

muito otimistas para o segmento de

pneus UHP, de acordo com a evolução do

parque de veículos com jantes de 17” e superiores,

pelo que este ano continuaremos

a ver crescimentos de UHP superiores do

resto dos segmentos.

NEXEN

A Nexen, seguindo a tendência do próprio

mercado, tem crescido significativamente

na gama UHP. A enorme abrangência da sua

gama neste segmento, tem uma cobertura

quase total a nível de gama dimensional e

a excelente relação qualidade-preço, são

os principais fatores que explicam este

crescimento.

A gama UHP da Nexen está em constante

evolução e atualização e neste momento

disponibiliza nos pneus de turismo os

pisos N Fera Primus e N Fera Sport e nos

de 4x4-SUV o N Fera Sport SUV (lançado

em Janeiro). São pneus de última geração,

feitos na Europa, na fábrica da Republica

Checa, que é uma das mais modernas e

automatizadas do mundo.

A Gama N Fera Sport destaca pelo seu alto

desempenho em molhado e pelo seu baixo

nível de ruido. Os N Fera Primus e N Blue

S (Equipamentos de origem) obtiveram

etiquetas energéticas de classificação AA

em resistência ao rolamento e aderência

em piso molhado. Destacam-se pelas suas

excelentes performances e sensações desportivas

durante a condução.

O pneus Nexen UHP destacam-se pela excelente

performance e nível de prestações,

não inferior a qualquer marca premium,

acompanhado de um preço competitivo,

o que lhes confere uma das melhores relações

qualidade-preço do mercado. O

cliente tipo dos pneus Nexen UHP é um

consumidor exigente, preocupado com o

seu carro e a sua segurança e que gosta e

valoriza o prazer da condução pagando

um preço justo.

A Nexen, como já referido anteriormente,

tem um conjunto de fábricas das mais

modernas do mundo, e para além disto

também utiliza os compostos da máxima

qualidade, para dar como resultado um

pneu que consegue estar à altura de

qualquer fabricante Premium. A marca

está sempre a evoluir para adaptar-se a

todas as necessidades, sejam elas legais

(regulação), dos fabricantes de automóveis

e dos consumidores. Devido a tudo isto e

ao know how e capacidade tecnológica

adquirida ao longo dos anos, conseguiu

que na emissão de ruído, grande parte da

gama atual tenha uma classificação de 1

(a melhor disponível).

Os pneus Nexen UHP tem índices de velocidade:

ZR, W e Y. A nível de medidas a gama

cobre até jante 22 e em termos de perfil

vai até a serie 25. Dentro da gama Nexen,

dependendo do tipo de viatura e estilo de

condução o cliente pode encontrar o pneu

que se ajuste melhor a cada necessidade.

O distribuidor exclusivo RS Contreras, espera

conseguir crescer de uma forma constante

e sustentável, pois sabe que pode

contar com um produto de topo, estando

completamente focados na gama UHP.

NOKIAN

Tendo em conta as circunstâncias do ano

de 2020, a Nokian não poderia estar mais

contente com a evolução da marca em

Portugal, pois teve um crescimento a nível

geral, incluindo a gama UHP, com o novo

modelo Powerproof que é realmente um

caso de sucesso.

A gama UHP da Nokian é constituída pelo

modelo Powerproof para viaturas ligeiras

de passageiros e pelo Powerproof SUV para

viaturas SUV. Ambos são caracterizados

por um comportamento preciso e estável

a alta velocidade, excelente agarre em piso

molhado e a alta resistência das fibras de

Aramida existentes na parede dos pneus

SUV, que as protegem contra danos provocados

por impactos.

São pneus altamente fiáveis em piso seco,

mas sobretudo em molhado (classificação

A), condução altamente precisa (o pneu

“obedece” a qualquer ação do condutor),

durabilidade e conforto, para mencionar

alguns aspetos. Como a marca costuma

dizer “Tranquilidade em todas as condições”.

A evolução deste tipo de pneus tem sido

muito elevada. Os pneus Nokian UHP

pautam-se por um excelente compromisso

entre performance e conforto. Os

modelos para turismo e SUV, além de terem

uma estrutura altamente resistente, têm

características que os tornam altamente

confortáveis, principalmente a nível do

ruído de rolamento. Uma das inovações é

o “Design Silent Groove” ou “Sulcos Silenciosos”.

São umas reentrâncias hemisféricas

que existem nas paredes das nervuras

longitudinais que diminuem a resistência

do ar que passa pelas ranhuras do pneu.

Reduzem o ruído de rolamento e consequentemente

o ruído no interior da viatura.

Os modelos Nokian são todos classificação

A em molhado, pois uma das principais

preocupações dos Finlandeses, é que os

pneus sejam o mais eficiente possível nas

piores condições de circulação. A Nokian

quer continuar a crescer neste segmento

de mercado e revela que o seu objetivo é

bastante ambicioso.

22 | Revista dos Pneus | Março 2021


Pneus UHP E UUHP

PIRELLI

A Pirelli tem verificado uma tendência crescente

na venda de pneus UHP, tendo fechado

o ano 2020 com um aumento de 15%, e a

previsão para 2021 é um crescimento na

ordem dos dois dígitos.

A gama de pneus Pirelli UHP é focada em

três vertentes: performance, segurança e

tecnologia. São modelos que concentram

as aprendizagens derivadas do mundo da

competição e do trabalho com os fabricantes

mais prestigiados. Esta concentração tecnológica

contribui para que estes produtos

ofereçam o mais alto desempenho sem

afetar o meio ambiente, devido ao foco na

redução da resistência ao rolamento. Por fim,

não podemos esquecer que grande parte da

gama de pneus Pirelli UHP nasce com uma

homologação específica para um determinado

modelo, o que os torna o equipamento

ideal para aquele carro, como se fosse um

fato feito à medida.

A principal vantagem para o condutor e

a mais importante é a segurança, foco essencial

em todas as criações da Pirelli. De

seguida, são os benefícios que auxiliam

o condutor no que à manobrabilidade,

aceleração e travagem diz respeito. Existe

também a possibilidade de associar a este

tipo de pneus certas componentes tecnológicas,

como o PNCS, que reduz o ruído no

habitáculo, ou as tecnologias de mobilidade

estendida, tais como o Seal Inside e o Run

Flat, que nos permitem esquecer vários problemas

que um simples furo pode criar. E,

finalmente, no caso de conduzir um modelo

elétrico ou híbrido plug-in, a Pirelli incorpora

a tecnologia Elect nos seus pneus UHP, que

se traduz num conjunto de medidas destinadas

a reduzir ainda mais a resistência

ao rolamento para aumentar a autonomia,

reduzir o ruído e aumentar a resistência do

A vida útil de um pneu UHP

Existem múltiplos fatores que determinam a

vida útil do pneu e que passam pela própria

condução. Por exemplo as forças de atrito

entre o pneu e o asfalto provocam desgaste do

pneu. E quanto maior o deslizamento, maior é o

desgaste. Quanto maior for a velocidade

circunferencial do pneu e quanto menor for a

velocidade real do veículo, maior e mais rápido

será o desgaste dos pneus. Um tipo de condução

mais dinâmica, manobras bruscas, acelerações e

travagens constantes limitam a vida útil do pneu.

Entendemos que um pneu UHP, ao proporcionar

uma performance superior, permite ao condutor

uma condução mais desportiva. Neste caso, o uso

intenso dos pneus resultará num aumento do

desgaste. O que as marcas priorizam é a elevada

performance garantindo que todos os quilómetros

de vida útil serão efetuados com qualidade e

segurança.

Dito isto, é consensual que a vida útil de um pneu

UHP é menor que a de um pneu standard. A média

de vida de um pneu standard num veículo utilitário

é de 40- 50.000 kms, enquanto que um pneu UHP

equipado num desportivo ou superdesportivo é de

20 - 30.000 kms. Tudo depende das

características do automóvel, com mais ou menos

potência, a forma de conduzir e o tipo de estrada

por onde circule.

É uma questão complexa porque os pneus UHP

vão desde medidas em jante 17” até jante 21” ou

superior como já acontece com alguns

fabricantes. Neste intervalo tão grande de

medidas torna-se complexo dizer que um pneu

UHP dura x quilómetros porque isso vai sempre

depender de vários fatores. O mais simples de

responder será dizer que quanto maior for um

pneu em termos de largura maior será a superfície

de contato com a estrada, logo maior atrito e

automaticamente maior desgaste, mas mesmo

esta situação não é linear porque há condutores

que mesmo com pneus em jantes 19” conseguem

fazer quilometragens mais elevadas. Há também

um outro elemento que convém referir. Quanto

mais tecnologia de segurança tiver o veículo,

maior será o compromisso do pneu no

comportamento global fazendo com que o mesmo

esteja sempre a ser solicitado e isso é mais um

fator que vai determinar a durabilidade do mesmo.

pneu face ao maior peso deste tipo de carros.

Os pneus UHP incorporam materiais de novas

tecnologias. O alto teor de sílica, une-se

aos nano-materiais especificamente projetados

e a componentes do pneu derivados

da competição. Tudo isto sem renunciar à

sustentabilidade, uma exigência estratégica

da Pirelli como empresa.

O capítulo do ruído é um aspeto fundamental

para todos os pneus UHP, uma exigência

que crescerá com a chegada de novos veículos

elétricos. Nesse sentido, a Pirelli possui

uma tecnologia específica denominada de

PNCS (Pirelli Noise Canceling System), que

consegue mitigar o ruído do rolamento

que é filtrado para o habitáculo, através da

utilização de um material específico localizado

no interior do pneu. A utilização deste

www.revistadospneus.com | 23


Destaque

material tem aumentado exponencialmente

nos últimos tempos, principalmente em modelos

de alta performance dos principais

fabricantes mundiais.

O público alvo para os pneus Pirelli UHP conduz

carros de turismo ou SUV, com pneus de

18” ou superior, e manifesta uma inclinação

para um equipamento feito à medida do

carro que conduz, ou seja, para marcações

específicas, ou para um pneu que melhor

se adapte ao seu estilo de condução. Trata-

-se também de um perfil de cliente que é

sensível às tecnologias associadas aos pneus

(antifuros ou antirruído).

O foco na aderência em piso molhado é essencial

e é um apartado que tem verificado

grandes avanços nos últimos tempos, algo

comprovado com o atual modelo P Zero,

bandeira UHP da marca. O progresso tecnológico,

em particular com a aplicação de

novos materiais, como o aumento do teor de

sílica no composto, e as novas tecnologias

na banda de rodagem, têm ajudado neste

capítulo, tal como evidencia os valores do

rótulo do produto.

A Pirelli é tradicionalmente uma marca que

se distingue pelos códigos de alta velocidade.

Para a atual linha UHP da Pirelli, o

código que mais vezes foi atribuído é o Y.

Embora a situação de pandemia dificulte

as previsões no que às vendas diz respeito,

a Pirelli quer continuar a trabalhar para o

crescimento da marca neste segmento de

alto valor, em linha com a proposta da marca

a nível mundial.

TOYO

A missão da Toyo Tires é fornecer produtos

que entusiasmem os seus utilizadores e que

ultrapassem as suas expetativas. Em nenhum

lugar isto é mais evidente do que no setor

UHP. Utilizando tecnologias proprietárias

como a Nano Balance, a Toyo Tires repensa

os materiais e a construção dos pneus UHP

para proporcionar níveis cada vez melhores

de aderência, manuseamento e precisão

de direção. A Toyo Tires cresceu entre os

entusiastas dos carros pelo excelente desempenho

e por ter ampla gama de ajustes,

incluindo dimensões de nicho. Nas exposições

de tuning, quando estas aconteciam,

uma grande parte dos pneus nos carros

dos visitantes eram Toyo.

A Toyo Tires oferece um excelente desempenho

lado a lado com o estilo individual. A

tecnologia própria de simulação “T-Mode”,

permite modelar o comportamento do veículo

e dos pneus de forma dinâmica para

garantir que, além de afinar as características

UHP exigidas pelos condutores desportivos,

o desenho do pneu complementa os veículos

onde estão montados.

O desenvolvimento do composto tem sido

um diferenciador chave para a Toyo Tires. A

implementação da tecnologia Nano Balance

permitiu que a relação entre os componentes

fosse afinada ao nível molecular. O ajuste

dos parâmetros de conceção em apenas um

bilionésimo de metro de tamanho, permite

a criação de materiais altamente otimizados

para a função pretendida. O design T-Mode

e a tecnologia Nano Balance são combinados

para produzir designs que minimizam o

ruído de rolamento e reduzem a resistência

ao vento enquanto asseguram que os materiais

são otimizados.

O novo centro europeu de investigação e

desenvolvimento na Alemanha irá elevar

ainda mais o desenvolvimento dos compostos.

O laboratório de materiais no novo

centro está fortemente focado nesta área. Os

pneus UHP têm um enfoque particular uma

vez que a marca tem uma forte reputação

junto dos entusiastas do setor automóvel,

que precisa de ser cuidada e aumentada com

a melhoria do ciclo de desenvolvimento.

A performance é a prioridade no desenho

dos pneus UHP, apesar da marca compreender

que a quilometragem também seja um

fator decisivo no processo de fabrico, por

isso está confiante que os seus pneus UHP

oferecem uma boa vida útil e um teste independente

recente feito pela revista DECO

Proteste confirma-o. A Toyo Tires ficou em

segundo lugar no que diz respeito à quilometragem

entre vários pneus testados.

As vendas de pneus Toyo UHP em Portugal

têm sido especialmente fortes, graças à força

do distribuidor, a Dispnal Pneus, em conjunto

com a participação da marca no desporto

motorizado, como as séries Super 7 by

Toyo Tires e a Kia Ceed GT Cup. Isso permitiu

a Toyo ganhar uma maior quota de vendas

de pneus UHP em Portugal do que na Europa

em geral. Embora os pneus UHP da Toyo

Tyres sejam desenvolvidos principalmente

para fornecer um desempenho excecional,

também oferecem um excelente valor, pois

normalmente têm preços abaixo das marcas

premium. Não contando com as incertezas

derivadas da situação a pandemia, a Toyo

Tires está muito confiante que as vendas

de pneus UHP possam subir no mercado

português e ajudar a marca a manter a atual

posição que granjeia e que dê apoio a um

crescimento maior no futuro.

YOKOHAMA

Em termos estratégicos e de abordagem ao

mercado, a Yokohama manteve sempre um

foco muito forte no segmento UHP o que lhe

permitiu alcançar um market share acima

do índice ibérico. Por outro lado, a própria

evolução do mercado neste segmento foi

decisiva para a crescente notoriedade, situação

refletida nas vendas diárias e no preço

médio de faturação e que foi fundamental

na consolidação dos resultados líquidos da

marca no nosso país em 2020.

Todas as particularidades do segmento UHP

da Yokohama estão representadas de forma

perfeita no produto bandeira Advan, um

verdadeiro pneu “Ultra Sport”. Nos centros de

Investigação e Desenvolvimento da marca,

não só em Tóquio mas noutros espalhados

pelo mundo, como é o caso do mítico circuito

de Nurburgring, equipas dedicadas de

engenheiros submetem os pneus Yokohama

24 | Revista dos Pneus | Março 2021


Pneus UHP E UUHP

aos mais rigorosos testes, que avaliam todos

os seus aspetos, desde a velocidade máxima

até ao nível de ruido e conforto, de forma a

garantir aos pneus todas as características

dos pneus de altas prestações utilizados

nas competições oficiais. Os pneus UHP

que saem das fábricas da Yokohama Rubber

Co, para além da sua fiabilidade, design

moderno e segurança que pressupõem, são

igualmente reconhecidos pela sua aderência

excecional e orientados para os condutores

particularmente exigentes. Referência

mundial no segmento UHP, o Advan Sport

V105 enfatiza o equilíbrio entre desempenho

e conforto. É um pneu de design padrão

assimétrico, de forma a proporcionar uma

aderência extrema tanto em superfícies

secas como molhadas. Tem tecnologia exclusiva

da Yokohama, com compostos ricos

em sílica bem misturados e dispersos, que

conferem a este pneu uma menor distância

de travagem em piso molhado, bem como

um excelente desempenho em aquaplaning.

E por último, mas não menos importante,

destaque para a recém desenvolvida Matrix

body-ply na construção da carcaça do Advan

Sport V105 que confere a este pneu uma

robustez estrutural superior, aumentando a

precisão da direção, sem diminuir o conforto.

A Yokohama possui uma vasta gama de pneus

UHP, concebidos para potenciar as características

únicas de cada viatura e assim otimizar

o seu desempenho. Porque os carros não são

todos iguais e existem tamanhos, marcas,

e modelos muito diferentes (Desportivos,

Berlinas, Compactos, etc.), com um conjunto

variado de objetivos de condução (Ultra desportiva,

desportiva, conforto ou standard).

Só depois de escolher o modelo que mais se

adapta à sua viatura, o condutor poderá disfrutar

do pneu eleito, sempre com a garantia

que a tecnologia japonesa oferece.

A Yokohama utiliza grandes concentrações

de borracha natural que garantem uma aderência

extrema. O composto certo tem, de

facto uma grande influência nas funções do

pneu. Por exemplo, a aderência em superfície

molhada, ou a distância de travagem

sobre piso molhado que influi claramente

na segurança. Se analisarmos a etiqueta

europeia dos pneus, verificamos que dos

3 critérios considerados, a aderência em piso

molhado é aquele que tem um impacto direto

na segurança. E é exatamente neste

critério que o Advan Sport V105 obteve a

qualificação classe A .

Adicionalmente são utilizados diferentes

tipos de componentes de sílica e micro sílica,

que se combinam nos misturadores a

baixas temperaturas, conferindo ao composto

homogeneidade e uniformidade no

processo produtivo. A aplicação de “Cap-Ply”

Quais as diferenças entre pneus UHP e UUHP?

UHP quer dizer Ultra High Performance e nos

últimos anos, esta designação passou a estar

mais segmentada passando a existir UHP e

UUHP, que quer dizer Ultra Ultra High Performance.

Dentro das diferentes categorias de pneus, a

diferença entre UHP e UUHP reside numa

aplicação mais radical focada em condução

dinâmica e ultra desportiva.

No caso do UUHP, o seu uso é essencialmente

direcionado para o circuito. Este tipo de pneus é o

que mais se aproxima do produto de competição.

Possuem carcaças muito rígidas, para responder

às exigências dos circuitos, de forma a oferecer a

máxima aderência em sacrifício da durabilidade

dos compostos.

Os pneus de Ultra Ultra High Performance (UUHP)

- são um subsegmento do UHP (jantes iguais ou

superiores a ≥ 18”) e trata-se de um nicho

exclusivo, destinado a segmento dos

superdesportivos ou de luxo. Os pneus UUHP são

desenvolvidos principalmente para lidar com

velocidades e cargas muito elevadas.

Esta diferença corresponde à adequação dos

pneus UHP em veículos superdesportivos, daí a

sua designação UUHP (Ultra-Ultra High

Performance), concebidos para suportar cargas e

velocidades muito superiores às habituais e

destinados à utilização em circuitos fechados,

ainda que não se tratando de pneus de

(capas têxteis de rayon/nylon/poliéster) sob

a banda de rolamento, proporcionam níveis

particularmente elevados de estabilidade

direcional e suavidade de rodagem.

O Advan Sport V105, possui características,

tanto a nível de composto e desenho assimétrico

na banda de rodagem, como a nível

da construção da carcaça, que proporciona

ao condutor uma condução desportiva e

segura, tanto em superfícies secas como

molhadas. A prioridade é garantir a máxima

segurança em diferentes pisos ou situação

climatérica extrema.

A gama UHP, denominada na Yokohama por

Advan, conta com índices de velocidade W

(até 270Km/h), Y (até 300 Km/h) e (Y) (acima

dos 300 Km/h). Adicionalmente, e sempre

competição.

Os pneus UUHP destinam-se a veículos

superdesportivos, os quais pelas suas

características de utilização necessitam de pneus

com especificações superiores às habitualmente

exigidas para circulação em vias públicas. O que

se pretende com estes pneus UUHP é conseguir

colocar na estrada o máximo de potência da

viatura, em detrimento de conforto ou

durabilidade. Um pneu UHP, é um produto que

procura o balanço perfeito entre a performance e

o conforto. É o pneu indicado para viaturas

familiares de altas prestações.

Os pneus UUHP são pneus de estrada que foram

primariamente otimizados para uma utilização em

pista. Ou seja, o foco principal é o asfalto seco.

Um pneu UUHP não tem o mesmo nível de

performance em piso molhado que um pneu UHP.

São pneus com uma utilização muito focada em

pista. Quando utilizados num circuito, as suas

caraterísticas específicas de piso seco permitemlhes

uma prestação superior a um pneu UHP.

São pneus para utilizar num segundo carro, que

passa a maior parte do tempo parado e é

conduzido ao fim-de-semana quando o tempo

está de feição. Há um considerável número de

veículos que não são conduzidos quando chove ou

quando o piso está molhado, e são precisamente

esses os ideais para montar um pneu UUHP.

que solicitado por fabricantes de veículos,

a marca certifica a homologação em código

ZR (acima dos 240 Km/h).

Pode parecer complexo apostar em crescimento,

num cenário de pandemia que trava

de forma transversal e à escala mundial toda

a cadeia de produção. Os desafios de hoje

são invariavelmente distintos. Ainda assim, a

Yokohama acredita num crescimento sustentado

das vendas em 2021, redirecionando a

crise para oportunidades de negócio. Apesar

das medidas de contenção no 1º trimestre

de 2021, é convicção deste fabricante que

a partir do 2º trimestre exista uma retoma

da atividade económica com maior intensidade,

permitindo ampliar o mercado de

pneus UHP. ◆

www.revistadospneus.com | 25


Mercado

Nova etiqueta de pneus

Ajuda ao

consumidor

Em maio de 2021 vai ser introduzida no mercado europeu, a nova etiqueta

dos pneus, que vem fornecer mais informações aos consumidores

O

novo rótulo inclui alterações nas

escalas das diferentes categorias

de desempenho dos pneus,

designadamente na eficiência

energética e na aderência em piso molhado.

A nova etiqueta inclui alterações, enquanto

que o ruído exterior de rolamento é agora

indicado pelo número de decibéis e pelas

letras A, B ou C. Os consumidores podem

descarregar mais informações sobre cada

pneu, digitalizando o código QR que aparece

no canto superior direito da etiqueta

do pneu. O código QR fornece um endereço

para uma base de dados EPREL (European

Product Registry for Energy Labelling), que

contém a ficha informativa do produto.

O consumidor fica com acesso a todos os

valores da rotulagem para o pneu específico,

bem como o início e o fim da produção

do respetivo modelo. A nova etiqueta foi

desenvolvida para ajudar os consumidores

a escolher pneus mais eficientes com base

no consumo de combustível, ao mesmo

tempo que obtém informação sobre distâncias

de travagem em pavimento molhado.

Outra novidade consiste em dois pictogramas,

onde um deles indica se é um pneu

para utilização em condições de neve extremas

e outro indica se é um pneu com

aderência em gelo. A partir de Maio de

2021, a informação da nova etiqueta de

pneus deve também ser disponibilizada

para a categoria de veículos comerciais

pesados (Classe C3).

Na nova etiqueta, as classes de A a C permanecem

inalteradas. Para as categorias

de veículos C1 (turismo) e C2 (comerciais

ligeiros), que anteriormente integravam a

classe E para eficiência energética e aderência

em pavimento molhado pertencerão

agora classe D, que anteriormente estava

vazia, ao passo que os que pertenciam às

classes F e G serão integrados na classe E.

Isto torna as escalas das classes da nova

etiqueta dos pneus mais clara e fácil de

interpretar.

CARACTERÍSTICAS NOVA ETIQUETA

l Novo desenho do rótulo que inclui alterações

nas escalas das diferentes categorias

de desempenho dos pneus: eficiência energética,

aderência em pavimento molhado

e ruído exterior de rolamento

l A informação da rotulagem em cada

pneu pode ser consultada através de um

código QR

l Informações sobre o desempenho dos

pneus especificamente concebidos para

utilização em condições extremas de neve

e gelo. u

Nova Nova rotulagem rotulagem dos dos pneus pneus | Nova | | Nova classificação:

classificação:

Reorganização nas escalas das classes

Reorganização nas escalas das classes de

Reorganização de desempenho nas da escalas eficiência das energética classes de

Reorganização desempenho da eficiência energética e distância de

desempenho e distância nas escalas de da travagem das classes

eficiência em de

energética pavimento e distância de

desempenho travagem molhado, da eficiência em enquanto pavimento energética que molhado, o ruído e distância exterior enquanto de que o

travagem em pavimento molhado, enquanto que o

travagem ruído em de rolamento pavimento exterior de é molhado, agora rolamento indicado enquanto é agora pelo indicado número que o pelo

ruído exterior de rolamento é agora indicado pelo

ruído exterior número de de de rolamento décibeis décibeis e é e pelas agora pelas letras letras indicado A, A, B e B pelo Ce C

número de décibeis e pelas letras A, B e C

número de décibeis e pelas letras A, B e C

(EG) No. 1222/2009 (EU) 2020/740

(EG) No. 1222/2009

(EG) No. 1222/2009

(EU) 2020/740

(EU) 2020/740

não usado

não usado

não usado

Antigo Antigo rótulo Antigo de rótulo

rótulo Pneus de

de

pneus

Antigo rótulo de pneus pneus

) ))))))))))) A A B B C

) )) ))) A B C C

* Valores limite reajustados

* valor limite reajustados para para a * categoria Valores

a categoria

limite

C2

reajustados

* Valores limite reajustados (comerciais

C2 (comerciais ligeiros) para

ligeiros)

a categoria C2 (comerciais

ligeiros)

para a categoria C2 (comerciais

ligeiros)

Novo Novo rótulo rótulo de de Pneus pneus

Novo rótulo de pneus pneus

A nova rotulagem foi desenvolvida para ajudar

os consumidores a escolher pneus mais eficientes em termos

de consumo e ao mesmo tempo obter informação sobre

distâncias de travagem em pavimento molhado

26 | Revista dos Pneus | Março 2021


Entrevista Mercado

A Valorpneu está

A reinventar-se

Atenta às transformações que estão a ocorrer no mundo a nível da nova

mobilidade, das evoluções tecnológicas e das novas tendências que vão

influenciar também o sector dos pneus, a Valorpneu está a reinventar-se para

acompanhar estas transformações, que são inevitáveis

A

Valorpneu tem sido um elemento

dinamizador para o desenvolvimento

de novas soluções para

os destinos a dar aos pneus em

fim de vida. Porque não basta falar em economia

circular para que tal suceda, é necessário

dar passos nesse sentido e a Valorpneu

é um exemplo nessa matéria. Em entrevista

à Revista dos Pneus, Climénia Silva, diretora

geral da Valorpneu, faz o balanço de quase

duas décadas de atividade desta entidade

gestora que tem por objetivo organizar e

gerir o sistema de recolha e destino final de

pneus usados, em Portugal.

Dado o contexto pandémico, a Valorpneu

realizou a última Convenção num

ambiente digital. Que balanço faz do

evento realizado nestes novos moldes?

A Valorpneu realizou o 18.º Encontro da

rede de operadores no passado dia 25 de

novembro, o primeiro em formato digital.

Seguramente fica na história, não apenas

pelo facto de ter sido realizado remotamente

e com a moderação do jornalista Pedro Pinto,

que muito contribuiu para o sucesso do

evento, mas pela partilha de conhecimento,

sobretudo no debate sobre a adaptação e

as oportunidades do setor a uma nova realidade,

no qual se falou sobre a mobilidade

e a importância da descarbonização, do

pacto ecológico europeu e do novo plano

de ação para a economia circular, e ainda

no novo pacote legislativo de resíduos. Os

habituais momentos de descontração destes

encontros também não foram esquecidos e

desta vez tiveram de ser reinventados. Foi

muito divertido para os 102 participantes

no evento juntarem-se ao “Jogo da Raquete”,

com questões relacionadas com pneus e

ao Quizz “Memórias de outros Encontros”.

No último ano a Valorpneu reforçou a sua

rede de Centros de Receção com 10 novos

centros. A que se deve este reforço?

Na realidade, em 2020 a rede de recolha

da Valorpneu contou com a abertura de 10

novos centros de receção, dos quais 7 em

resultado do concurso realizado no próprio

ano, com início em julho, mas também se

verificou o encerramento de 5 centros por

razões que se prenderam essencialmente

com o objeto da sua atividade, focada nos

resíduos urbanos. O concurso foi lançado

no seguimento do trabalho de avaliação

da Valorpneu às conclusões do estudo da

GFK, realizado em 2019, no âmbito da ação

“Circuito Portugal Valorpneu” que inquiriu

mais de 3.000 estabelecimentos de venda de

pneus, incluindo oficinas, estações de serviço,

casas de pneus, entre outros. A insatisfação

verificada em alguns destes agentes, evidente

no estudo, levou a Valorpneu a efetuar uma

avaliação detalhada da sustentabilidade da

sua rede de recolha que considerou a produção

de pneus usados nos diversos concelhos

do país e a capacidade de armazenagem dos

pneus nas diferentes regiões, tendo identificado

zonas carenciadas nos distritos em que

ocorreu o concurso.

Quantos centros fazem parte atualmente

da rede de recolha da Valorpneu?

Atualmente, existem 53 centros de receção

de pneus usados, dos quais um na Madeira

e oito no Açores. No concurso realizado em

julho de 2020 a Valorpneu identificou a falta

de operadores licenciados para a armazenagem

de pneus usados, pelo que algumas

zonas reconhecidas como carenciadas relativamente

a espaços de armazenagem não

foram satisfeitas em resultado do concurso.

Esta situação foi reportada às entidades responsáveis

pelo licenciamento de operadores

e a Valorpneu encontra-se a trabalhar no

sentido de ultrapassar este constrangimento.

Que tipo de acompanhamento e apoio a

Valorpneu tem prestado aos centros de

receção da rede?

Os centros de receção de pneus usados são

operadores contratados pela Valorpneu,

mediante o pagamento de uma remuneração,

para a receção, registo e armazenagem

temporária dos pneus usados, bem como

para a carga dos pneus nos transportes disponibilizados

e a cargo da Valorpneu para a

sua expedição, sendo por esta via os pneus

encaminhados para os destinos finais de valorização,

também contratados pela Valorpneu.

A Valorpneu está muito próxima destes operadores

e o acompanhamento é praticamente

diário. Quando da abertura de um operador é

realizada formação, disponibilizado o manual

de normas e procedimentos a aplicar e é-lhes

atribuído o acesso ao sistema de informação

da Valorpneu, na sua área reservada. A Valorpneu

acompanha a atividade dos operadores

e disponibiliza um relatório semestral sobre

o desempenho de cada um, bem como a

sua posição face aos outros operadores.

Anualmente é distinguido o operador que

apresentou melhor desempenho. São igualmente

realizadas pela Valorpneu auditorias

de acompanhamento aos centros de receção,

sendo ainda os operadores sujeitos a auditorias

efetuadas por entidade independente,

em resultado das disposições estabelecidas

na licença da Valorpneu, enquanto entidade

gestora do fluxo.

E relativamente aos produtores, também

houve aumento de adesões ao SGPU?

Embora o contexto adverso de pandemia e

as dificuldades sentidas pelos agentes económicos,

o número de aderentes ao SGPU

28 | Revista dos Pneus | Março 2021


Climénia Silva, diretora geral da Valorpneu


Reportagem Entrevista

a incertez associada à pandemia, com a consequente falta

de visibilidade, obrigou a valorpneu a rápidas adaptações,

forte flexibilidade nas ações tomadas e à gestão do

imediato, em função das circunstâncias do momento

aumentou existindo mais 127 aderentes à

Valorpneu no final de 2020, comparativamente

ao final do ano anterior.

Quantos produtores estão atualmente

registados no SGPU? Todos têm em dia

as suas obrigações de pagamentos do

ecovalor?

No final de dezembro de 2020 existiam 1.972

produtores registados na Valorpneu e em

2021 já foram realizadas algumas dezenas de

contratos de adesão. Embora a percentagem

de produtores que cumprem com as suas

obrigações para com a Valorpneu também

tenha aumentado em relação a 2019, o certo

é que ainda há uma larga fatia de incumpridores,

cerca de 41% do total de aderentes,

a maior parte por falta de pagamento do

ecovalor.

Como têm decorrido as auditorias aos

produtores, comerciantes e operadores

do sistema? Têm detetado muitas inconformidades?

As auditorias têm um papel não só de verificação

dos dados reportados à Valorpneu e da

conformidade das operações, mas também

de informação e sensibilização de procedimentos

corretos. Em relação às auditorias aos

produtores verifica-se na maioria dos casos

desvios nas quantidades declaradas que em

algumas situações pontuais até podem ser

contra o produtor. Ainda assim, nas auditorias

realizadas em 2020 existiram 5 produtores,

dos 41 auditados, que não apresentaram diferenças

nas suas declarações face ao apurado

em sede de auditoria. Nos comerciantes são

recorrentes as inconformidades relativas ao

detalhe do ecovalor na fatura e à falta de

evidência de medidas de autoproteção das

instalações. Esta última inconformidade

também sucede nos operadores.

E as várias ações de sensibilização, comunicação,

educação e prevenção, realizadas

ao longo do ano. Como decorreram e qual

foi a recetividade do mercado?

A concretização das ações neste domínio,

ficaram muito condicionadas devido ao

período de confinamento, às medidas de

distanciamento social e à crise sentida pelos

diversos agentes, entre outros, prestadores

de serviços que desenvolvem a sua atividade

no âmbito das ações previstas pela

Valorpneu, pois, em alguns casos chegaram

a suspender temporariamente a atividade.

Tendo em conta estes acontecimentos, a

Valorpneu esforçou-se para adaptar as ações,

de forma a conseguir dar-lhe seguimento,

embora com atrasos ou com ações substituídas

por outras.

Finalmente, acabou por realizar diversas

iniciativas, com retorno muito positivo,

desde o lançamento de uma nova campanha

nos mass media, a presença em várias

publicações da imprensa especializada e

em websites, o lançamento do microsite

dedicado à recauchutagem e a organização

e participação em webinares que ajudaram

os intervenientes no SGPU a ficarem

mais esclarecidos sobre as suas obrigações.

Manteve igualmente a distribuição da sua

webletter mensal, veículo privilegiado de

informação para o sector e entidades que

se relacionam com a Valorpneu, procedeu

à renovação da sinalização dos centros de

receção com vista à correta identificação dos

locais de depósito de pneus usados, formou

os novos operadores da rede, e ainda patrocinou

alguns eventos e iniciativas, que

permitiram que a sua mensagem chegasse

a uma franja de público mais alargada, incluindo

o público jovem.

Que efeitos está a ter a pandemia na atividade

da Valorpneu? Têm conseguido

manter o nível de recolha e tratamento

dos anos anteriores ou houve um decréscimo

da atividade?

A evolução da atividade da Valorpneu reflete

o mercado do sector dos pneus, dos veículos

e de outros equipamentos que contêm

pneus. Desta forma, sendo a pandemia

um fator com impacto nestas atividades,

também, só por si, este aspeto tem efeito

na atividade da Valorpneu. Para além dessa

situação, os diversos estados de calamidade

e de emergência do país obrigaram a um

modo diferente de trabalhar, com recurso

ao teletrabalho, contexto ao qual a Valorpneu

se adaptou rapidamente, mas tiveram

consequências no desenrolar das operações

do sistema, exigindo da rede de recolha um

esforço adicional para responder à necessidade

das oficinas e casas de pneus e ainda às

contingências dos valorizadores. Por outro

lado, a incerteza associada à pandemia, com

a consequente falta de visibilidade obrigou

30 | Revista dos Pneus | Março 2021


Climénia Silva

a adaptações rápidas, forte flexibilidade nas

ações tomadas e à gestão do imediato, em

função das circunstâncias do momento.

Acompanhando a evolução negativa do

mercado, a recolha de pneus usados registou

um decréscimo em 2020 de quase

-8%, ainda assim menos acentuada que a

evolução ocorrida na colocação de pneus

no mercado que se situou em quase -14%.

A Valorpneu lançou o programa NextLap.

Em que consiste este programa e quais

os seus objetivos?

O NextLap é um programa de inovação

colaborativa, promovido pela Valorpneu

e a Genan, recicladora multinacional de

pneus, com o apoio técnico e de gestão

da consultora Beta-i. Este programa vem

desafiar centros de investigação e startups

de todo o mundo a colaborar na criação de

projetos piloto com vista a dar um novo uso

aos materiais derivados de pneus em fim

de vida, para que estes possam voltar a ser

integrados na indústria como matéria-prima

na produção de novos produtos.

Esta iniciativa, lançada no final de setembro

do ano passado, teve de ser adaptada ao

contexto de pandemia em que vivemos, e

desenvolve-se remotamente. Conta ainda

com parcerias de renome para o desenvolvimento

dos projetos piloto, a selecionar

de entre os apresentados por cerca de 40

inovadores selecionados. São parceiros do

projeto a Decathlon, Houdini Sportswear,

Extruplás, Mobinov, Procalçado, Opway,

Pragosa e IP-Infraestruras de Portugal.

Em que fase se encontra o programa

NextLap?

O programa desenvolve-se durante 9 meses

e passa por diversas fases, estando neste

momento a terminar o Bootcamp, etapa que

consistiu num conjunto de reuniões de trabalho,

assentes numa metodologia própria,

e na partilha de informação entre os inovadores

e os parceiros da indústria, para serem

definidas as variáveis importantes para se

desenvolver os projetos piloto. O Bootcamp

é uma etapa crucial deste programa, uma

vez que nesta fase inovadores e parceiros da

indústria são postos à prova, criando ou não

sinergias entre si, sendo que o resultado determina

quem poderá passar à fase seguinte

de apresentação de pilotos. Assim, ainda não

existem projetos realizados dentro do programa,

embora exista grande potencial de

inovação a ser explorado e grande interesse

das diferentes partes envolvidas.

A Genan e a Biogoma estão a apostar em

Portugal no aumento da sua capacidade

de produção de granulado de borracha.

3,5 voltas à terra

Desde a entrada em funcionamento da

Valorpneu, há cerca de 19 anos, já

foram reutilizados e valorizados perto

de 140.000.000 de pneus usados, de

todas as tipologias: pneus que equipam veículos

ligeiros, pesados, motociclos e até pneus de

equipamentos agrícolas e de engenharia civil,

tantos que permitiriam dar 3,5 voltas à terra. No

total registam-se mais de 1.560.000 toneladas de

pneus usados tratados. Os benefícios são visíveis,

evitando-se os efeitos nefastos que estes pneus

teriam para o ambiente se deixados ao abandono,

mas também o aproveitamento do potencial e de

valor que geraram ao serem reintroduzidos na

economia. Através da recauchutagem os pneus

Qual a importância deste projeto para o

futuro da reciclagem dos pneus usados

no nosso país?

As duas atuais empresas de reciclagem de

pneus com fábricas em Portugal, a Genan,

em Ovar, e a Biogoma, no distrito de Santarém,

não só estão a apostar no aumento

da capacidade de produção, como também

na sua eficiência e na qualidade dos materiais

que produzem. Este desafio é muito

relevante a nível do encaminhamento de

pneus usados no nosso país que nos permite

dar um destino adequado aos pneus

quando chegam ao fim de vida e estar em

linha com a ambição dos diversos países

da União Europeia na construção de uma

sociedade mais sustentável.

Que impacto vai ter o novo “Pacote de

Resíduos” na atividade da Valorpneu?

O novo “Pacote de Resíduos”, como é conhecido

o DL 102-D/2020, publicado no final

do ano passado, vem alterar o regime geral

da gestão de resíduos, o regime jurídico da

deposição de resíduos em aterro e altera o

regime da gestão de fluxos específicos de

resíduos sob a responsabilidade alargada do

produtor, transpondo as últimas diretivas da

União Europeia. Este diploma, que entrará

em vigor no próximo dia 1 de julho, vai ter

têm sido reconstruídos e voltado à circulação

poupando recursos naturais. Também, a

reciclagem dos pneus permite substituir materiais

e matérias-primas virgens. Os pneus têm sido

transformados nas suas principais componentes:

borracha, aço e têxtil, componentes estas que são

incorporadas na fabricação de pavimentos, no

enchimento dos relvados sintéticos, nas misturas

betuminosas para as vias rodoviárias e ainda na

indústria de artefactos de borracha e de

isolamentos. Para além disto, os pneus em fim de

vida, quer inteiros, quer fragmentados, substituem

fontes energéticas tradicionais com alta

performance, sendo um combustível alternativo

muito utilizado na indústria cimenteira. u

um forte impacto na atividade dos operadores

de resíduos e outros agentes económicos,

e consequentemente da Valorpneu.

No que se refere particularmente ao sector

dos pneus usados o diploma mantém os

objetivos de gestão e metas atuais, mas vem

clarificar que a recauchutagem, enquanto

operação de preparação para reutilização

de pneus usados, realizada num estabelecimento

industrial, está sujeita ao procedimento

de licenciamento previsto no regime

geral de gestão de resíduos, e alarga o leque

de isenção de licenciamento a determinadas

atividades de valorização de pneus usados.

Em relação ao processo de licenciamento

das entidades gestoras dos diversos fluxos

específicos é expectável que durante este

ano surjam ainda alterações a este diploma

com novas disposições sobre o assunto.

A Valorpneu lançou no final de 2020 uma

campanha institucional denominada “E os

seus pneus, estão para as curvas?” Quais

foram os objetivos desta campanha e que

balanço faz da iniciativa?

Esta campanha veio dar a conhecer o destino

seguido pelos pneus usados, a recauchutagem,

reciclagem e a valorização energética,

sensibilizando para a importância da

atividade da Valorpneu, mas também veio

comunicar a importância do cuidado a ter

com a pressão dos pneus, garantindo a sua

correta utilização, de forma de prevenir que

cheguem rapidamente ao fim de vida. Esta

campanha que passou no mês de novembro

em vários órgãos de comunicação social,

nomeadamente na SIC, SIC Notícias, RTP1

e RTP3, em spots de rádio na TSF, RFM e

Rádio Renascença e em meios digitais, atingiu

em televisão 82% do público-alvo, uma

percentagem bastante significativa, pelo que

consideramos que os objetivos da campanha

até foram superados. u

www.revistadospneus.com | 31


Entrevista Mercado


Kenta Kuribayashi, Presidente da Toyo Tires Europa

Queremos exceder

as expetativas

dos clientes

Kenta Kuribayashi, presidente da Toyo Tires Europa, concedeu

à Revista dos Pneus uma entrevista onde fala sobre a marca desde

o nascimento até aos nossos dias, e da parceria de sucesso que mantém

com a Dispnal, importador da marca para Portugal desde 2009

Com 75 anos de vida, a Toyo Tires

está mais focada do que nunca

no futuro do setor, com tecnologias

próprias que lhe garantem

um lugar relevante nas escolhas dos

apaixonados por carros.

Como caracteriza os pneus Toyo Tires?

A nossa estratégia é o desenvolvimento e

fornecimento de produtos feitos à medida

das necessidades dos consumidores em

cada mercado. O caráter distintivo da nossa

marca é o facto de oferecermos entusiasmo

e desempenho que exceda as expectativas

dos utilizadores. Conquistamos pela

inovação e pelo desenvolvimento de tecnologias

próprias como o design T-Mode

ou a produção A.T.O.M..

Produzimos pneus para veículos de passageiros,

automóveis maiores - como os

SUV - e para comerciais ligeiros, assim

como para camiões e autocarros de alguns

mercados. A gama inclui pneus de verão,

inverno, «all-season», e pneus específicos

para condições extremas de inverno, como

as da Rússia ou da Escandinávia.

Os segmentos SUV e UHP são os mais fortes,

onde a excelente gama de produtos

da Toyo Tires está associada a pneus tecnicamente

avançados, que vão ao encontro

das necessidades dos condutores destes

veículos de performances complexas.

A Toyo Tires vendeu cerca de 40 milhões

de pneus em 2019. O lucro em 2019 foi

de 377,5 mil milhões de Yen, o que ronda

os 3 mil milhões de euros.

No que toca à procura, quais os

segmentos de maior e menor

crescimento?

As vendas dos SUV continuam a crescer em

força, tal como dos pneus «all season». A

gama da Toyo Tire para SUV conta agora com

os Proxes Sport SUV para veículos de maior

desempenho, complementada pelos Proxes

CF2 SUV. Os novos Proxes Confort, a lançar

em 2021 serão desenvolvidos em medidas

SUV, de maneira a oferecer um a gama mais

ampla no segmento. As vendas em pneus de

inverno para SUV também estão a crescer e

as gamas Observe e Snowprox oferecem aos

condutores destes veículos, alternativas de

performance onde as capacidades invernais

são exigidas. Mais novidades na gama «all

season» estão previstas para 2021, para refletir

esta procura dos consumidores. Vamos

anunciar novidades em breve.

As medidas pequenas dos veículos de

passageiros têm cada vez menos procura.

Com as medidas de equipamento original

a serem cada vez maiores, as vendas de

pneus de reposição refletem-no. O negócio

da Toyo Tires assenta cada vez menos nas

dimensões mais pequenas e em 2021 esta

tendência deve acentuar-se.

Dos pneus produzidos atualmente, que

percentagem está no equipamento

original e no aftermarket?

O equipamento original ocupa apenas cerca

de 17% das vendas do grupo no mundo.

Isto acontece principalmente no Japão e

nos EUA, onde as nossas fábricas estão

próximas do mercado, indo ao encontro

dos requisitos dos fabricantes de equipamento

original. Foram feitas algumas

medidas específicas para equipamento

original na Europa, de forma a responder

a requisitos específicos de desempenho

e medidas OE para modelos importantes.

Pode ser o nosso próximo desafio assim

que a produção comece na Sérvia.

O aumento constante do preço das

matérias primas tem afetado os lucros

da empresa?

Os preços das matérias primas são um problema

transversal a toda a indústria dos

pneus e a Toyo Tires também sofre estas flutuações.

Sem comprometer a qualidade da

matéria prima, a empresa considera que há

outras formas de alcançar competitividade

de custos, que são continuamente utiliza-

www.revistadospneus.com | 33


Reportagem Entrevista

A ambição da toyo tires em portugal não é apenas alcançar

uma determinada quota de mercado. Embora tenha uma meta

a alcançar, também quer aumentar o reconhecimento da

marca toyo pela qualidade e desempenho oferecidos

das de maneira a que os produtos tenham

valor acrescido e possam ser vendidos com

lucro. Inevitavelmente, os aumentos de preços

das matérias-primas que não podem

ser compensados com reduções noutras

áreas, como ganhos de produtividade, vão

eventualmente ter reflexo no mercado. Contudo,

não há nenhuma ligação linear entre

os preços das matérias-primas e os preços

dos pneus para os retalhistas.

A pandemia de Covid-19 condicionou

a atividade da Toyo Tires?

Houve uma disrupção considerável global

do lado dos fornecedores muito cedo, devido

à rápida reação dos negócios e dos governos

à pandemia, no sentido de introduzir

políticas para combater a sua disseminação.

O volume de vendas da Toyo Tires em geral

e na Toyo Tires Europa em particular, recuperou

na maioria dos mercados, apesar

de inicialmente ter sido bastante afetadas

pelas restrições governamentais à liberdade

dos cidadãos. Trabalhámos com nossos parceiros

para minimizar qualquer disrupção

causada pela pandemia. Em larga escala

temos sido bem-sucedidos e isto refletiu-

-se na forte recuperação dos volumes na

segunda metade de 2020.

Qual é a filosofia e objetivos da Toyo Tires?

A filosofia de empresa da Toyo Tires é esforçarmo-nos

para continuar a melhorar continuamente

os nossos produtos e criar valor

para todos com quem trabalhamos. A nossa

missão primária passa por criar produtos

que excedam as expetativas dos clientes

e que enriqueçam a sociedade. Estes objetivos

globais são um processo contínuo

conduzido pela inovação tecnológica e espírito

empreendedor. Monitorizamos vários

indicadores para assegurar que estamos a

evoluir e melhorar constantemente. A total

compreensão das expectativas de todos

os nossos clientes, tal como dos produtos

sustentáveis ou com reduções reduzidas

de dióxido de carbono é a chave para criar

produtos que responderão às suas necessidades

do futuro.

Quais são as principais inovações no

fabrico de pneus na Toyo Tires,

especialmente no que toca a matérias

primas e compostos?

A Toyo Tires criou um novo Centro de Pesquisa

e Desenvolvimento na Europa para

realizar uma investigação maior e mais

Crescimento constante

A

Toyo Tires é uma empresa japonesa,

fundada a 1 de agosto de 1945. Possui

atualmente 7 fábricas de pneus. 2 no

Japão (Sendai / Kuwana) 2 na China (Zhucheng

/ Zhangjiagang) 2 na Malásia (amboas em

Taiping, estado de Perak) e 1 nos EUA (Atlanta).

Uma nova fábrica europeia, na Sérvia, está

programada para iniciar a produção em 2022.

Tem cerca de 13.000 funcionários em todo o

grupo e os pneus Toyo são colocados à venda

em mais de 100 países.

A empresa foi listada na Bolsa de Valores de

Tóquio em maio de 1955 e estabeleceu a sua

primeira filial no exterior, Toyo Tire Corporation,

nos Estados Unidos em julho de 1966. Mais

recentemente, em 2004, foi criada uma fábrica

nos Estados Unidos, que tem sido o catalisador

para um crescimento substancial nas

Américas e, após várias fases de expansão, a

fábrica da Toyo North America em White

County, Geórgia, é agora a maior do grupo.

A Toyo Tyres chegou à Europa em setembro de

1975 com o estabelecimento da Toyo Reifen

GmbH na Alemanha. Filiais de vendas no Reino

Unido e na Holanda foram estabelecidas em

julho de 2005, quando a Toyo Tire Europe

GmbH foi criada como a sede para a Europa.

Um ano depois, a Toyo Tire Italia foi adquirida e

34 | Revista dos Pneus | Março 2021


Kenta Kuribayashi

detalhada sobre materiais e tecnologias

de alta performance, em particular. Utilizamos

a nanotecnologia para investigar

estruturas moleculares e as propriedades

dos compostos. As estruturas nos materiais

usados têm uma relação intrínseca que

cria a performance do pneu. Para desenvolver

materiais otimizados, utilizamos a

simulação ao nível Nano (1 nanómetro =

1 bilionésimo de metro), criação de funções,

controlo de precisão e investigação.

O processo completo é conhecido como

tecnologia Nano Balance.

De que forma é que a Toyo Tires dá

apoio e formação técnica aos clientes?

A Toyo Tires tem um portal online sofisticado,

disponível em várias línguas, que

providencia formação tanto sobre pneus,

explicações sobre danos acidentais, como

sobre os benefícios dos produtos. O programa

de formação vai recompensando

os utilizadores com ofertas por aulas

completadas. Todos os cursos ministrados

são certificados. O sistema está a ser

gradualmente implementado, à medida

que as novas línguas são introduzidas, de

maneira a que cada vez mais colaboradores

formados estejam disponíveis onde quer

que os pneus Toyo Tires sejam vendidos.

Quais são as expectativas de volume

de mercado para 2021?

É difícil fazer uma previsão certa para 2021,

tendo em conta as constantes alterações às

respostas políticas à pandemia em cada país.

Os nossos objetivos de negócio tiveram em

conta este enquadramento de acordo com

o potencial levantamento das restrições, à

medida que as vacinas vão sendo tomadas.

A Toyo Tires está cautelosamente otimista

com 2021 e antecipa alcançar os objetivos

que estabeleceu para o ano. u

tornou-se a terceira empresa europeia a

operar como parte do grupo Toyo Tire Europe.

A Toyo Tire Deutschland, que agora administra

as vendas em toda a área DACH, foi formada

como uma subsidiária da Toyo Tire Europe

para se especializar em vendas para a região

de língua alemã.

A criação de um centro europeu de pesquisa e

desenvolvimento na Alemanha em 2019 foi o

precursor para o desenvolvimento da pegada

ambiental da produção na Europa. A cerimónia

de inauguração da nova fábrica ocorreu em

dezembro de 2020 na Sérvia. A planta está

programada para ser concluída e iniciar a

produção em 2022.

“A Dispnal é o parceiro ideal,

alcançando objetivos excecionais”

Desde 2009 que a Dispnal Pneus é o

importador oficial da Toyo Tires em

Portugal, apesar da marca ter entrado no

mercado nacional alguns anos antes. Para Kenta

Kuribayashi, Presidente da Toyo Tires Europa “A

Dispnal é o parceiro ideal, alcançando objetivos

excecionais. Tem uma presença forte em

Portugal, pelo que o conhecimento do mercado é

muito grande. Esta força permite-lhes dar maior

apoio à marca do que um simples importador

daria. Como um verdadeiro parceiro de

distribuição, apoiando a Toyo Tires a gerir a

marca em Portugal, a influência da Dispnal tem

tido uma importância enorme para nós e

esperamos que assim continue no futuro”.

Portugal é um mercado sofisticado, com muito

mais apaixonados e conhecedores do setor

automóvel do que alguns outros países

europeus. Estas qualidades tornam-no um

mercado muito atrativo para a marca. Tem sido

difícil ganhar terreno no mercado, devido às

restrições de armazenamento e longas cadeias

de distribuição desde as fábricas no Japão e na

Malásia. Com a construção da fábrica europeia,

estes problemas serão ultrapassados e a marca

vai aproveitar as vantagens de estar mais

próximo do consumidor final. “A Dispnal, com o

conhecimento que tem no mercado, e com a

força logística em Portugal, terá um valor

inestimável à medida que crescermos no futuro.

Ao longo dos próximos meses vamos preparar

esta mudança com a Dispnal, para podermos

aproveitar ao máximo as oportunidades

apresentadas por este aumento na nossa

produção”, assegura este responsável.

A curto prazo, os efeitos da pandemia vão

afetar o mercado português, mas olhando mais

para a frente, os problemas macroeconómicos

vão ter um maior efeito no consumo. O

crescimento real previsto do PIB na zona euro

para 2021 é de cerca de 6%, o que não

compensará totalmente a contração causada

pela pandemia em 2020, mas superará o

crescimento dos EUA no mesmo período. Todas

as previsões atuais de PIB são incertas, pelo

que o crescimento económico terá de ser

cuidadosamente monitorizado ao longo dos

próximos meses.

“A nossa ambição em Portugal não é apenas

alcançar uma determinada quota de mercado.

Embora tenhamos uma meta interna para isso,

também queremos aumentar o reconhecimento

e o destaque da marca Toyo Tires pela

qualidade e desempenho oferecidos. Apesar de

termos fortes perspetivas para futuros negócios

em Portugal, não tomamos nada como

garantido. Reconhecemos que temos que

oferecer produtos atraentes que ofereçam um

excelente desempenho para conquistar

consumidores”, conclui Kenta Kuribayashi.

www.revistadospneus.com | 35


Entrevista Mercado

A pandemia

deu-nos

muita força

Veja o vídeo


Rui Chaveca, gerente da Chaveca & Janeira

Com a inauguração de uma nova sede

em S. Brás de Alportel, a Chaveca & Janeira inicia

nova etapa no seu já longo percurso empresarial,

com mais de seis décadas sempre ligada

ao comércio e serviço de pneus no Algarve

As novas instalações recentemente

inauguradas, são fruto

da vontade e querer de Rui

Chaveca, atual gerente da

empresa, que assim dá continuidade ao

projeto criado há 64 anos por seu pai, Sebastião

Chaveca, e Joaquim Janeira. Com

esta aposta, a empresa ganha um novo fôlego

para enfrentar o mercado cada vez

mais competitivo, mas que não assusta Rui

Chaveca, que tem transformado as dificuldades

em oportunidades reais de negócio.

Porque decidiram investir em novas

instalações?

Já tínhamos necessidade de novas instalações

há algum tempo. No novo armazém

com 4.800 metros quadrados conseguimos

concentrar o stock que estava espalhado

por três armazéns em zonas diferentes do

Algarve. A grande capacidade de armazenagem

vai permitir-nos aumentar o stock

e melhorar os serviços ao cliente.

Qual a zona geográfica atualmente

coberta pela Chaveca & Janeira?

Temos carros próprios que vão às zonas

de Sines, Lagos e Vila Real de Santo António

diariamente. Todas as zonas restantes

contamos com empresas distribuidoras.

Liderança

familiar

mantém-se

A

liderança da empresa tem sido

sempre familiar, e assim vai continuar.

Rui Chaveca, filho do atual gerente

com o mesmo nome, está a seguir as pisadas

do pai, e conforme revelou à Revista dos

Pneus “Estou atualmente a fazer um curso de

gestão de empresas no Reino Unido, para

adquirir conhecimentos que ajudem a

Chaveca & Janeira a evoluir e a conquistar

novos mercados e clientes. Acredito que

posso ser uma mais valia para a empresa,

trazendo novas ideias e projetos que

acrescentem valor ao negócio”. u

Como tem sido o desempenho das

vossas lojas de Faro e Portimão?

Têm tido desempenhos distintos. Faro

abrimos em 1998 como uma oportunidade.

Portimão abrimos em 2004, devido

à necessidade de cobrir aquela zona, onde

tínhamos muitos clientes que eram de lá.

Tanto uma loja, como a outra, ultrapassam

os objetivos.

Como é atualmente constituída a

Chaveca & Janeira a nível de recursos

humanos?

Para além de mim e do meu sócio temos

46 pessoas a trabalhar na empresa. Em

2020 tive muita dificuldade em arranjar

pessoal competente para a área oficinal.

Não havia técnicos para trabalhar e tivemos

de contratar pessoal estrangeiro, que até

então nunca tínhamos tido. Esta situação

verificou-se mais em Portimão, mas tem

sido uma agradável surpresa, pois são trabalhadores

competentes e responsáveis.

Possuem algum equipamento inovador

que queira destacar?

Para mim o principal, para além dos equipamentos,

são os recursos humanos. A sua

experiência e conhecimentos têm grande

influência no sucesso de qualquer empresa.

Posso ter o melhor equipamento, mas se

não tiver um bom operador não me serve

de nada. Nesta empresa há uma diferença:

não preciso andar atrás de ninguém para

que o trabalho seja bem executado. Todos

os funcionários sabem perfeitamente o que

têm de fazer. O principal fator de sucesso da

Chaveca & Janeira passa sem dúvida pelas

pessoas dedicadas à empresa.

Quais as marcas de pneus que

comercializam?

Comercializamos todas as marcas de pneus

existentes no mercado e temos três marcas

que representamos em exclusivo: A KingRun,

para automóveis ligeiros, a RoadCruza para

veículos 4x4 e a Cater para pesados.

Está prevista a introdução de novas

marcas?

Sim. Pretendemos comercializar numa

www.revistadospneus.com | 37


Reportagem Entrevista

marca de pneus agrícolas em exclusivo.

Tenho esta ideia desde 2013, já visitei várias

fábricas de pneus agrícolas na China,

mas ainda não houve nenhuma que me

tenha oferecido confiança. Infelizmente

com esta situação da pandemia ainda não

consegui regressar à China ou à India para

rever esta situação.

Quais são os segmentos que têm

vindo a registar maior crescimento e

quais aqueles em que a procura tem

diminuído?

O ano 2020 foi muito atípico, pois vendemos

mais marcas premium e de grandes dimensões.

Esta tendência não é muito usual.

Devido à pandemia, muitas empresas ligadas

ao turismo, designadamente transfers

e rent-a-car, viram a sua atividade reduzir

drasticamente e passaram a comprar menos

pneus. Como houve uma quebra nestes

segmentos, destacaram-se mais ou outros.

Atualmente, a venda de pneus para os

camiões subiu, apesar de ter caído o segmento

dos autocarros. Tivemos de reagir

e fomos obrigados a ir à procura de outros

nichos de mercado, como é o caso das entidades

públicas e algumas instituições,

que antes não trabalhávamos.

Para além da montagem de pneus,

que outro tipo de serviços

disponibilizam?

Fazemos diversos serviços de mecânica e

temos o serviço de assistência 24 horas.

Temos um acordo com a A22, e prestamos

assistência a problemas que ocorrem com

pneus na auto estrada.

Fiel às raízes

A

tentação de deslocalizar a sede da

empresa para a capital de distrito é

para Rui Chaveca impensável,

destacando que a empresa decidiu construir a

nova sede em São Brás de Alportel, com o

objetivo de dar resposta aos seus clientes

mas também para criar mais postos de

trabalho e criar riqueza no concelho. “Foi em

São Brás que tudo começou. Os maiores

investimentos sempre foram feitos em São

Brás, o poder de decisão da empresa sempre

foi em São Brás. Ao falarmos em Chaveca &

Janeira associamos a São Brás de Alportel,

apesar de já estarmos em Faro há 20 anos e

em Portimão há 14 anos. Por toda a história e

tradição que a empresa tem nesta localidade,

a nova sede só podia ser construída em São

Brás de Alportel”, afirmou Rui Chaveca. u

O cliente continua a dar maior

importância ao preço do que à

qualidade do produto?

Não é bem assim, nós é que temos que

incentivar o cliente. Muitos clientes visitam

as nossas oficinas para montar pneus, mas

não têm conhecimentos do produto e somos

nós que temos de o informar sobre os

pneus mais indicados para o seu veículo.

Na Chaveca & Janeira o mais importante

é a honestidade com cada cliente, e ir ao

encontro do que pretendem.

Qual o vosso stock médio de pneus e

quantos vendem por ano?

Temos um stock na ordem de 1 milhão de

euros. Há dois anos, em 2019, vendemos

cerca de 80 mil pneus, destes 30 mil foram

para o retalho e os restantes para a distribuição.

Em percentagem, a venda de pneus

ligeiros representa à volta dos 60% a 70%,

os comerciais e 4x4 cerca dos 20% a 25%

e o restante para as máquinas agrícolas.

Como encara a Chaveca & Janeira a

venda de pneus usados?

Eu não concordo e não é por vender pneus

novos. Não concordo porque no pneu

usado não se conhece qual o tratamento

que já teve anteriormente. Se fosse um

pneu certificado, possivelmente sim, agora

como as coisas se fazem, não concordo.

Possuem plataforma para venda

online de pneus?

A primeira empresa portuguesa deste

setor a vender pneus online fomos nós,

em 2003. No B2B vendemos cerca de 30%.

Atualmente todos os funcionários têm a

internet ligada nos telemóveis para consultar

preços, contas correntes, etc. De março

2020 para cá tivemos uma evolução enorme

Na Chaveca & Janeira o mais importante é a honestidade

com cada cliente, e ir ao encontro do que pretendem

38 | Revista dos Pneus | Março 2021


Rui Chaveca

Breve história da Chaveca & Janeira

Sebastião de Sousa Chaveca tinha uma

empresa de camionagem onde

transportava cortiça, animais e outros

produtos e sentia diariamente dificuldade em

arranjar pneus novos. Esta necessidade deu

origem a uma ideia de montar uma empresa de

recauchutagem de pneus de camião que foi

fundada em 1957 por Sebastião de Sousa

Chaveca e pelo seu sócio Joaquim Guerreiro

Janeira: a Chaveca & Janeira.

A partir dos anos 70, a empresa começa

também a vender pneus novos. Em virtude da

evolução económica nacional e atenta às

tendências do mercado, a Chaveca & Janeira

deixa em 1990 de recauchutar pneus e dedicase

exclusivamente ao comércio, venda a retalho

e distribuição. Em meados dos anos 90

começou a importar pneus e a trabalhar com

marcas em exclusividade. Atualmente tem

várias marcas de pneus que distribui em

exclusivo para todo o país.

Ao longo de 64 anos, a empresa tem vindo a dar

passos seguros na sua afirmação junto dos

clientes, a nível regional e a nível nacional e dá

trabalho a meia centena de funcionários. Nos

dias de hoje é a maior empresa de pneus na

província do Algarve e zona sul de Portugal e

das principais a nível nacional no comércio,

serviços e distribuição de pneus alargando as

suas vendas no sul de Espanha.

Cumprindo todas as normas sanitárias

aprovadas pelas entidades competentes, dispõe,

atualmente de equipas especializadas nos três

postos da região: S. Brás de Alportel, Faro e

Portimão, apetrechados com equipas de

profissionais dedicadas aos pneus, mecânica

rápida, mudanças de óleo, baterias,

amortecedores, pastilhas de travões entre

outros serviços.

Em S. Brás de Alportel dispõe de um espaço

próprio para dar assistência a veículos pesados,

industriais e agrícolas, nomeadamente

autocarros, separando assim os veículos ligeiros

dos pesados. É uma empresa certificada pelo

ISO 9001 desde Dezembro 2008. u

o nível do online e passámos o verão inteiro

a investir no digital, pois é o futuro.

Como está a Chaveca & Janeira a

reagir à pandemia da Covid 19?

A pandemia deu-nos muita força. Tudo o que

é um obstáculo para a Chaveca & Janeira, é

um desafio. Março e abril de 2020 para nós

foram meses complicados. Fizemos de tudo

para não fechar e para não parar, e agora

estamos a fazer exatamente a mesma coisa.

Focámo-nos nas vendas online, fomos obrigados

a dinamizar o B2C e quisemos passar

mais informação aos nossos clientes através

das plataformas digitais.

Realizaram vários passeios TT e BTT.

Está prevista a realização de mais

iniciativas do género?

Com a situação pandémica que vivemos

não conseguimos prever, mas temos tudo

idealizado para logo que seja possível vol-

tarmos a realizar estas iniciativas. Eu tenho

um lema: “Não somos nem melhores, nem

piores, somos diferentes”. Temos esta parte

social que nos diferencia. Ou seja, todos

os participantes neste tipo de iniciativas

não pagam inscrição, mas trazem donativos

alimentares que são doados a instituições.

A última vez que fizemos este evento conseguimos

arranjar 600 kg de rações para

animais.

Que avaliação faz do desempenho da

Chaveca & Janeira durante o ano

2020?

Em 2020 baixámos a faturação em cerca de

17%, mas conseguimos reduzir as despesas

na ordem dos 20%, por isso conseguimos

fechar o ano com lucro.

Que objetivos se propõe atingir este

ano 2021, a nível de vendas?

Pretendemos que seja melhor que 2020

e vai ser garantidamente, porque 2020

apanhou-nos desprevenidos. Para 2021

já estamos preparados, quer continue o

confinamento, quer não. Temos uma carteira

importante de clientes que mantêm a

sua atividade normal, como as instituições,

polícia, INEM e câmaras municipais. Antes

eram empresas que nos passavam ao lado

e agora fazem parte dos nossos principais

clientes.

Qual a sua visão de futuro a médio e

longo prazo do comércio de pneus em

Portugal?

Este negócio tem que passar por profissionais.

Temos que ter pessoas que trabalhem

bem o pneu, com conhecimentos técnicos e

comerciais. Os carros estão constantemente

em evolução e necessitam que estejamos

sempre muito bem informados. Nos postos

é necessário ter técnicos formados e dar

formação aos colaboradores u

ChaveCA & Janeira

Gerente Rui Chaveca | Morada Rua do Colégio Nº 16; 8150-132 S. Brás de Alportel | Telefone 289 840840

Email info@chaveca-janeira.pt | Site www.chaveca-janeira.pt

www.revistadospneus.com | 39


Entrevista Mercado

A COIP quer ser

um garante DE

RENTABILIDADE PARA

OS SEUS CLIENTES

A COIP é uma empresa recém-criada que, no âmbito nacional e internacional,

terá como uma das principais e mais nobres missões, a comercialização

e distribuição, em regime de exclusividade, da marca CAMAC. Luís Martins,

diretor geral de mercados, explica os objetivos da nova empresa

Através da COIP – Companhia

Internacional de Pneus, a CA-

MAC vai passar a estar mais

próximo e em contacto permanente

com os clientes do mercado

nacional e internacional. Para além desta

marca bandeira, a COIP pretende vir a ser,

a curto prazo, um Importador/Distribuidor

de pneus de “A a Z”. Quer isto dizer, que a

empresa pretende introduzir no mercado

nacional e não só, uma variedade de produtos

e marcas que cobrirão todo o espectro

do mercado dos pneus, no sentido lato.

Qual a oferta que a COIP vai

disponibilizar ao mercado?

A nossa oferta começará nas Câmaras-de-

-Ar e será preenchida com os pneus de Turismo,

SUV-4x4, Van, Empilhador, Agrícolas,

Agroflorestais, Florestais, Agroindustriais,

Industriais e de Engenharia Civil, Obras Públicas,

Minas e Portos. O nosso foco será

dirigido aos segmentos Quality e Budget.

Para além de um fabricante Europeu, com

quem já temos contrato firmado, estamos

a ultimar os acordos de importação/distribuição

com mais alguns fabricantes, que

nos permitirão ter uma gama de produtos

completa e verdadeiramente interessante

para o negócio dos nossos clientes.

Queremos ter uma oferta e uma estratégia

diferenciadora. Na nossa ótica, este negócio

terá que se transformar num negócio

“H2H”, “Human to Human”, de pessoas para

pessoas. Pessoas que querem ter negócios

prósperos, rentáveis e com futuro. Por contraponto,

o B2B, Business to Business, de

negócio para negócio, é para quem quer

continuar a matar o negócio que tanto

amamos, não dando tréguas às guerras

de preços que acabam por transferir para

o negócio dos seus clientes, com a consequente

degradação das margens para

todos os intervenientes no negócio. No

final, ninguém ganha dinheiro, o que é

de facto caricato e absurdo. A COIP quer

ser um garante de rentabilidade para o negócio

dos seus clientes, parceiros e amigos.

Queremos garantir margens de lucro aos

nossos clientes. Acho que nos últimos anos

nos esquecemos que isto não tem a ver

com vender muito, seja de que maneira

for. Isto tem a ver com ganhar dinheiro a

servir bem o cliente final.

Quais as suas funções dentro da

empresa e que objetivos pretende

atingir?

Assumi funções de Direção Geral de Mercados

e, como sempre ao longo da minha

carreira, tenho por objetivo gerar valor para

o acionista, clientes e demais agentes económicos

com quem temos que nos relacionar.

Não abdicando nunca de valores como a ética

profissional, a honestidade, integridade e a

defesa intransigente dos produtos, empresa

e clientes. A determinação, a vontade de

aprender sempre, o gosto pela reinvenção,

o espírito colaborativo, a pró-atividade, e

a paixão pelo negócio, são características

pessoais das quais nunca abdico. Os clientes,

ex-colegas e demais parceiros de negócio,

que me conhecem, sabem que sempre foi

e continuará a ser assim.

Como define a sua forma de estar no

mercado? Que princípios e regras

defende?

Pretendo sempre ser um verdadeiro parceiro,

que está ao lado do cliente a entregar

resultados e, na COIP, acredito que temos

as capacidades end-to-end - definição, implementação

e operação - para o fazer. Em

segundo lugar, mais do que faturar pelos

produtos que vendo, gosto de ser remunerado

pelos clientes em função dos resultados

efetivamente conseguidos com essas vendas/compras,

ou seja, parte do valor gerado

terá que ser entendido como a nossa remuneração.

Em terceiro lugar, colocar sempre a

inovação no centro do nosso negócio. Sou

alguém que ama este mercado e acredito

que o fator diferenciador das empresas é

serem capazes de inovar mais rápido do

que a concorrência. E inovar implica experimentar

um conjunto de ideias, lado a lado

com o cliente, até chegarmos àquela que

vemos que tem potencial, que o feedback

é positivo e que deve escalar.

Esta tem que ser a grande mudança também

na forma como abordamos o mercado

e será desta forma que a COIP potenciará o

negócio dos clientes do mercado nacional

e não só. Há também um ou dois fatores

muito relevantes que advêm dos anos e

da experiência de mercado. Em primeiro

lugar, a capacidade de nos relacionarmos

com todas as organizações. Com os anos

ganhamos a confiança e o respeito dos nossos

clientes. Depois, é só juntar o talento

fantástico dos nossos clientes e encontramos

a fórmula do sucesso colaborativo.

40 | Revista dos Pneus | Março 2021


Luís Martins, diretor geral de mercados da COIP

www.revistadospneus.com | 41


Reportagem Entrevista

Qual foi o seu percurso profissional até

chegar a diretor geral de mercados da

COIP?

Estudei Gestão de Marketing e os primeiros

passos no mundo dos pneus foram dados

na Michelin em Portugal. A minha formação

técnica, comercial, metodologia e organização,

foram adquiridas na formação de seis

meses em Madrid, no CEFAM. Como Inspetor

de Vendas da Michelin, aprendi o mercado

e o produto. Depois seguiu-se a Continental

em Portugal e mais tarde em Espanha, como

Director de Marketing e, na reta final, como

Diretor de Mercado em Portugal.

Da Continental, transferi-me de armas

e bagagens para o Grupo Império, mais

concretamente para a Hiperpneus onde

fui Administrador com responsabilidades

ao nível da coordenação comercial e de

marketing dos diferentes negócios, Importação

e distribuição de Pneus, Importação

e distribuição de Equipamentos Oficinais (e

consumíveis) com a respetiva assistência

técnica, Venda a Grandes Frotas e Rede de

Retalho Próprio. Aqui conheci também o

negócio da recauchutagem.

Seguiu-se um novo desafio, de fazer o

start-up, lançamento e desenvolvimento

da Gripen Wheels (especialista em pneus

OTR) em Portugal, tendo mais tarde assumido

a liderança da Gripen Wheels Espanha

e da Gripen Wheels França como Diretor

Geral Comercial destes mercados. Tive uma

passagem de um ano e meio pela Dispnal

Pneus/Dispnal Iberia, que me deu muito

prazer e aqui estou para mais um desafiante

projeto inteiramente novo.

Que conhecimentos trouxe para a COIP,

da sua experiência profissional noutras

empresa do setor?

Tendo começado a minha caminhada nos

pneus como Inspetor de Vendas, ter passado

pela Direção de Marketing e Vendas

de uma grande multinacional como a

Continental, em Portugal e em Espanha,

onde participei em diversos projetos internacionais,

ter experiência no mercado

da recauchutagem, no mercado de retalho

dos pneus (postos de venda e assistência),

experiência nos mercados Espanhol e Francês,

entre outros, no mercado da importação

e distribuição Independente e em

fabricantes, penso que é todo um aplicar

e desenvolver experiências atuais e futuras,

tirando proveito dos conhecimentos

e experiências acumuladas.

Qual a sua estratégia para chegar ao

máximo número de clientes possível?

A nossa estratégia de comunicação assentará

em pilares paralelos: uma ferramenta

eletrónica de interação e atendimento ao

cliente, disponível 24 horas por dia, 365 dias

por ano. Uma força de vendas constituída

por elementos experientes, íntegros e competentes.

Um serviço de atendimento telefónico

eficaz e informativo. E, finalmente,

recorrer a diferentes materiais e ferramentas

de apoio às vendas dos nossos clientes,

colaboração com os meios de comunicação

do sector e participação em eventos. u

COIP – Companhia Internacional de Pneus, Lda.

Diretor Geral de Mercados Luís Martins | Morada Rua Parque Industrial, 1300 – Apartado 29; 4784-909 Santo Tirso

Telemóvel 915 237 500 | Email luis.martins@camac.pt | Site www.camac.pt

42 | Revista dos Pneus | Março 2021


Luís Martins

A nova vida da CAMAC

Vista aérea dos armazéns da CAMAC

A CAMAC TEVE QUE SE ADAPTAR,

ESTRATEGICAMENTE, AOS DESAFIOS

DOS NOVOS TEMPOS. NÃO SENDO

FÁCIL CONCORRER COM OS

GRANDES FABRICANTES

GENERALISTAS E, MUITO MENOS,

COM OS FABRICANTES ASIÁTICOS, A

CAMAC TRANSFORMOU-SE NUM

FABRICANTE ESPECIALIZADO EM

NICHOS DE MERCADO E EM NICHOS

ESTRATÉGICOS DE NEGÓCIO

É

disto exemplo o facto de a CAMAC

produzir, para um fabricante de renome

mundial, pneus de competição para

viaturas clássicas, que pretende que os

pneus continuem a ser fabricados à luz das

antigas técnicas de construção que envolvem

mão de obra intensiva e especializada na

confeção do pneu. Na mesma linha de

raciocínio estratégico, a CAMAC especializouse

também no fabrico de pneus para viaturas

clássicas, onde consegue ombrear com os

grandes e tradicionais fabricantes mundiais,

em gama, qualidade e espírito “vintage” da

engenharia de produto.

Continua a fabricar pneus 4x4 de grande

qualidade e procura no mercado, como

é exemplo o CAMAC TERRA, uma gama

de pneus comerciais de grande

competitividade e pneus específicos

para algumas atividades económicas como

a agricultura, silvicultura, etc.

A gama de pneus de turismo, atualizada

e de qualidade (segmento quality), continua

competitiva sempre e quando o cliente

procura exclusividade e rentabilidade para

o seu negócio, uma vez que não havendo

mercado paralelo, a marca garante

a exclusividade a 100%, como poucos

o podem fazer.

Está previsto o lançamento de novos

modelos?

Sim, estamos neste preciso momento a

lançar, no mercado mundial, uma gama

estupenda de pneus clássicos com faixa

branca na parede lateral. Existe uma grande

procura, nos diferentes mercados mundiais,

por este tipo de pneus. A CAMAC, para além

de produzir um pneu de altíssima qualidade,

fabricado com máquinas, equipamentos e

procedimentos de época, consegue ter

preços bastante competitivos. Esta gama

começa na medida 5.20-12 e estende-se até

à medida 5.60-15, passando por medidas

como o 7.25-13 e o 7.50-14.

Como é feito o desenvolvimento dos

produtos e os ensaios dos pneus?

A CAMAC possui um Laboratório de Ensaios

de Pneus (LEP), que iniciou a sua atividade

em Setembro de 1993 e tem vindo,

progressivamente, a aumentar o seu nível

qualitativo, obtendo a concessão da

acreditação em Fevereiro de 1998.

Atualmente, o laboratório encontra-se

acreditado pelo IPAC para aplicação dos

regulamentos 30 e 54 CEE/ONU, destinados a

pneus novos e o 108 e 109 CEE/ONU para

pneus recauchutados. O Laboratório de

Ensaios de Pneus (LEP) da CNB/Camac, é

uma entidade que aposta na qualidade dos

seus serviços, possuindo uma equipa

dinâmica e com formação adequada, tendo

como lema a integridade, imparcialidade e a

satisfação das necessidades dos clientes. O

LEP possui dois dinamómetros de roda e todo

o equipamento necessário à aplicação dos

pontos dos regulamentos para os quais se

encontra acreditado. Para além da aplicação

dos métodos regulamentares, o laboratório

encontra-se capacitado para realizar ensaios

mediante métodos sugeridos pelos seus

clientes, desde que exequíveis. Neste âmbito,

a sua principal atividade é a execução de

ensaios estendidos, ou seja, ultrapassando o

tempo de ensaio regulamentar. Estes ensaios

são particularmente importantes em estudos

de desenvolvimento.

Quais os mercados de exportação mais

fortes para a Camac?

A CAMAC tem uma presença forte na Europa,

no Médio Oriente e em África. No entanto,

temos presença nos quatro continentes,

Europa, África, Ásia e América. Estamos

presentes em mais de 50 países.

Qual a importância do mercado português

para a Camac?

Sendo a CAMAC uma empresa

eminentemente exportadora, até pela

dimensão do mercado português,

pretendemos dinamizar também a CAMAC no

mercado nacional, que nunca deixou de ter e

demonstrar um enorme “carinho” pela marca.

Recordo que a CAMAC é o único fabricante de

pneus nacional e a única marca 100%

portuguesa, utiliza mão de obra e tecnologia

100% nacional!

Qual a importância da gama Camac Racing,

para as vendas da marca?

A CAMAC tem toda uma tradição e uma

história rica no desporto automóvel nacional. É

disso exemplo, o recém realizado Troféu Abarth

500, com todas as viaturas equipadas com

pneus de competição CAMAC. Por altura do

desenvolvimento do produto, fizemos testes e

ensaios comparativos com os mais

prestigiados produtos do mercado e não

ficámos atrás nos principais indicadores como

a performance pura, a durabilidade, etc. u

www.revistadospneus.com | 43


Empresa

Distribuidor

de referência

Lassa Tyres

Desde que a Pneurama se tornou distribuidor

exclusivo da Lassa para o mercado português em 2014,

o crescimento da marca tem sido notável. O objetivo

a médio prazo é consolidar a notoriedade da marca

em Portugal e tornar-se o melhor distribuidor

da Lassa na Europa

A

Brisa, empresa por detrás da

marca Lassa, foi fundada em

1988. A Brisa Bridgestone

Sabanci Tyre Manufacturing

and Trading Inc. está baseada na Turquia,

conta com mais de 2.700 colaboradores e

está neste momento presente em 80 países

com mais de 6.000 pontos de venda.

Considerada marca premium no seu mercado

interno, a Lassa tem como principal

prioridade crescer no mercado europeu,

e a Pneurama faz parte desse projeto. A

produção dos pneus da marca Lassa é feita

em duas fábricas na Turquia, supervisionada

por uma equipa de engenheiros que desenvolvem

os pisos, definem as melhores

práticas de fabrico e selecionam a melhor

qualidade de matérias primas. O processo

de engenharia da produção é europeu e

beneficia do know-how do maior fabricante

de pneus do mundo.

STOCK FORTE E ESTABILIDADE DE PREÇOS

A marca Lassa Tyre produz pneus de turismo,

4x4, comerciais e camião médio.

A qualidade do produto é muito importante

para o compromisso da Pneurama

de oferecer pneus com melhor relação

preço/qualidade. O Driveways para veículos

do segmento médio/alto, Driveways

Sport para veículos do segmento médio,

de luxo e desportivos, e Competus H/P2

para veículos SUV, são os 3 modelos da

última geração tecnológica da marca.

Pneus como Greenways (ECO), Transways

(Comerciais) e Maxiways (Camião médio)

são produtos preparados para fazerem

muitos quilómetros.

Nos últimos anos nos segmentos premium

e quality tem havido uma redução

de vendas em jantes menores R13 e R14

e aumento nas jantes iguais ou superiores

a R17. A Lassa Tyre em Portugal tem

acompanhado esta tendência, e a jante com

maior crescimento no mercado Português

da marca é mesmo a R17.

A marca tem acordos de equipamento original

na Turquia com diversos fabricantes de

automóveis, designadamente a Mercedes,

Renault, Toyota, Ford, Hyundai e Honda,

entre outros. De notar que a Lassa na Turquia

é uma marca com grande notoriedade

sendo vendida a preços semelhantes aos

dos premium. O regulamento do mercado

de pneus turco segue as normas europeias

logo, todo o fabrico está preparado para o

mercado europeu, onde a marca tenciona

crescer bastante.

Em Portugal, onde o mercado está focado

nos pneus de verão, os modelos Greenways

e Driveways são os mais populares.

Nos últimos anos tem havido uma enorme

pressão sobre os custos dos pneus em todas

as marcas premium e quality. No final do

ano passado, o fator mais relevante foi o

aumento dos preços das matérias-primas

que impactou o custo dos pneus.

A crise pandémica que começou em 2020

teve impacto claro na venda de pneus,

mas também no fabrico, com todos os

fabricantes a reduzir a sua capacidade de

produção. Os que reagiram mais rápido

foram os chineses, também pelo facto da

crise pandémica ter tido um impacto mais

curto na China.

Relativamente à marca Lassa, que é o produto

bandeira da Pneurama, será feito o

máximo esforço para que o aumento de

preços seja o menor possível e será mantido

um stock elevado

44 | Revista dos Pneus | Março 2021


Pneurama

“Na Pneurama consideramos que para servirmos

melhor os nossos clientes e parceiros

devemos ter um stock forte. O nosso

objetivo é ter sempre em stock equivalente

a 6 meses de vendas. Durante este período

pandémico esta nossa postura de valorização

do stock foi importante e permitiu-nos

servir o mercado no pico de vendas que

houve em Agosto e Setembro”, afirma José

Azevedo, gerente da Pneurama.

TECNOLOGIA DE PONTA

A fábrica da Brisa em KentSA na Turquia

tem um centro de investigação & desenvolvimento

equipado com tecnologia de

ponta em ambos as divisões: design de

piso e qualidade de produção. Na marca

Lassa a tecnologia está em constante evolução

e os modelos de última geração são

o Driveways (Conforto; Touring), Driveways

Sport (Desportivo) e Competus HP/2 (SUVs).

Estes 3 modelos têm uma nova carcaça,

um novo conceito de piso e um novo mix

de compostos. A nova carcaça mais leve,

a parede mais fina e o talão mais pequeno

providenciam menor resistência ao rolamento

sem comprometer a durabilidade

e segurança do pneu. O desenho do piso

inclui interconexão das ranhuras para melhor

manuseamento em curva e travagens e

diminuição do ruído. No mix do composto

é usado a tecnologia Nano-Protech que faz

www.revistadospneus.com | 45


Reportagem Empresa

Vista aérea da fábrica da Brisa

Pneurama

Em 2019 a Pneurama teve

o melhor ano de vendas de sempre

e uma performance entre os melhores

distribuidores da marca Lassa na

Europa

com que as moléculas estejam o máximo

possível distantes entre si para que o composto

fique mais suave e melhore as performances

em piso seco e molhado. A menor

fricção molecular trazida pela Nano-Protech

torna o composto mais suave reduzindo o

consumo de combustível e aumentando a

durabilidade. Todos os modelos Lassa são

fabricados para terem segurança, conforto

e maior quilometragem.

OBJETIVOS DE CRESCIMENTO

BEM DEFINIDOS

O ano 2020 foi negativo para todas as marcas

de pneus por razões ligadas à pandemia

e a consequente quebra circulação de viaturas

na estrada. “Neste momento estamos

a preparar-nos para voltar à normalidade

assim que o confinamento acabar. Um fator

decisivo é sempre a abertura das escolas.

Quando voltarmos a ter um ano completo

normal temos o objetivo de termos um volume

de vendas superior a 2019, que foi o

nosso melhor ano até ao momento”, afirma

José Azevedo.

O mercado Europeu é o mercado principal

da Lassa Tyre, logo Portugal tem prioridade

principal para a marca, cuja política

de distribuição nacional é feita em regime

de exclusividade pela Pneurama.

Em termos gerais, existem dois fatores que

estão a condicionar o mercado de pneus

em Portugal. Neste momento a fraca mobilidade

dos condutores devido ao confi-

namento, e no futuro, um menor poder de

compra pode traduzir-se em aumento da

procura dos pneus budget em substituição

de premium e quality.

“Portugal tem tido um crescimento bastante

moderado no que diz respeito à

dimensão do mercado dos pneus, aliás

em linha com a economia nacional. Este

período de pandemia e consequente confinamento

tiveram um impacto temporário,

mas na nossa opinião voltaremos a valores

de 2019 quando acabarem os processos de

confinamento”, refere José Azevedo, que

acrescenta: “A Pneurama tem uma política

comercial que inclui exclusividade regional

aos seus clientes. O nosso maior foco é reter

os nossos clientes e melhorar as vendas

dos nossos pneus. Especialmente na marca

Lassa devido á enorme retenção que existe

juntos do consumidor final. O objetivo a

médio/longo prazo é tornar as marcas que

representamos como referências no mercado

português em cada segmento.” u

Gama diversificada

e abrangente

A

Pneurama tem como objetivo afirmar-se

como o distribuidor nacional com as

marcas de pneus com a melhor relação

preço/qualidade para cada segmento, e com uma

postura de enorme sentido de ética nos negócios,

valorizando o seu legado de mais de 30 anos de

experiência. A Lassa Tyre é a marca exclusiva de

pneus turismo com maior valor, que embora não

tendo a notoriedade das premium, tem qualidade

equivalente. Estes dados podem ser verificados

nos testes TUV referidos no catálogo. A Pneurama

tem uma política comercial muito própria e

pretende que os clientes sejam seus parceiros

negócio, fazendo da marca Lassa uma referência

no mercado Português.

A CST Tyre é a marca exclusiva da Pneurama

para o segmento de 4x4. Este que é o 9º maior

fabricante do mundo tem uma gama cada vez

maior em A/T, M/T e mesmo pneus de

competição de trial, os Land Dragon. O

fabricante Chen Shin Tyre é também fabricante

da marca Maxxis.

A Saferich é a marca exclusiva da Pneurama

para o segmento budget. Este fabricante da

China usa a melhores práticas de fabrico

Europeias e Japonesas e o pneu tem ganho uma

reputação de confiança.

A Emrald é a marca exclusiva da Pneurama para

Pneus Maciços e Pneumáticos. É o maior

exportador de pneus maciços da Índia. O pneu

tem uma grande capacidade de aguentar muitas

horas de trabalho e está preparado para vários

tipos de utilização. Finalmente, tem uma gama

bastante completa de câmaras de ar com mais

de 70 referências.

A Pneurama comercializa também todas as

marcas premium tendo uma relação comercial

privilegiada com a Cooper Tire (representada em

Portugal pela Pneurama desde 1990) e

Continental no segmento industrial.

“Na Pneurama, seguimos com muito interesses

toda a inovação tecnológica aplicada no

desenho dos pisos, nas qualidades dos

compostos e nos processos de fabrico. Num

mercado cada vez mais específico procuramos

encontrar os pneus certos para as utilizações

dos consumidores”, refere José Azevedo. u

Pneurama

Gerentes José Azevedo e Hugo Azevedo | Morada Rua Dr. Mota Pinto, 158; 4585-228 Gandra – Paredes | Telefone: 22 415 00 08

Email geral@pneurama.pt | Site www.pneurama.pt

46 | Revista dos Pneus | Março 2021


toyo_revistadospneus_12-comfort.pdf 1 30/11/2020 15:43:15

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Mercado Empresa


Servipneus

Temos aproveitado

a pandemia para nos

restruturarmos

Com seis lojas espalhadas pela região sul – Boliqueime, Loulé, Faro, Olhão, Tavira

e Portimão – a Servipneus é hoje a maior rede de retalho de pneus do Algarve,

mas há muito que deixou de viver apenas desse negócio. Atualmente faz

todos os serviços de mecânica, tendo-se transformado numa empresa global

e vocacionada para a mobilidade

Já lá vão 43 anos desde que a porta

da Servipneus se abriu pela primeira

vez, em Boliqueime, corria

o ano de 1977. A primeira oficina

aberta pela empresa mantém-se de pedra

e cal, ainda hoje no mesmo local, que demonstrou

ser uma opção certa desde o

primeiro minuto. Em plena estrada nacional

125, onde o nó da A22 vem convergir,

segundo Luís Rosa, diretor comercial e de

marketing “não há melhor sítio para se estar”.

A loja, que vai sofrer obras de beneficiação

em breve e receber a nova imagem da

Serrvipneus, foi o pontapé de saída para o

crescimento de uma rede líder no Algarve.

“Depois desta primeira loja, a empresa foi

crescendo e abriu uma segunda oficina em

Faro, no sítio do Besouro. Essa loja pertencia

ao dono da Servipneus, Francisco Vidal, e

fazia recauchutagem, passando depois a

ser também Servipneus”, conta Luís Rosa.

A partir daí, o crescimento e abertura de

novas lojas foi gradual. “Nunca houve um

plano estratégico. As oportunidades foram

surgindo e a Servipneus foi abrindo lojas.

A Olhão, seguiu-se Loulé, Portimão e por

fim Tavira. Atualmente conta com seis lojas

- Boliqueime, Loulé, Faro, Olhão, Tavira

e Portimão”, ressalvou o diretor comercial

e de marketing da empresa.

Hoje, a Servipneus emprega um total de 33

funcionários, em seis lojas muito distintas

umas das outras. O responsável analisa o

desempenho de cada uma de forma individual,

distinguindo os diferentes mercados

nas várias localidades onde se implementaram.

Esclarece que não é um objetivo atual

da empresa crescer em número de postos,

mas sim “estabilizar e crescer em determinamos

mercados que estão consolidados”. E

deixa o exemplo de Portimão, “que é muito

competitivo e onde acreditamos que conseguiremos

encontrar mais quota de mercado.

Em Loulé temos performances muito

variáveis. Já em Faro estamos bastante bem

consolidados, temos a nossa capacidade de

trabalho quase no limite e Tavira também

tem vindo a correr bem”.

Por conta da tão característica sazonalidade

das vendas no Algarve, janeiro e fevereiro

são, por norma, os meses mais fracos da

Servipneus. Tudo agravado, agora, com a

pandemia e com o confinamento que, já

em 2020 fizeram estragos nas contas finais.

Apesar de nunca ter fechado – “com assistência

a empresas, pequenas frotas locais,

viaturas do INEM, etc.” – a empresa fechou

o ano com vendas inferiores às de 2019. A

retoma, sublinha Luís Rosa, “foi boa” e junho

foi mesmo “o melhor mês de sempre da história

da empresa”, mas não foi suficiente para

deixar saldo positivo face ao ano anterior.

Para já, 2021 ainda não significou um virar

de página, devido ao novo confinamento,

que trouxe uma quebra de 29% na faturação,

“especialmente na venda de pneus,

não tanto nas manutenções e reparações

mecânicas”. Quase um ano depois de termos

entrado na chamada «nova realidade», Luís

Rosa é cauteloso no que toca a perspetivas

de futuro: “as minhas não são muito animadoras.

Já estamos numa crise económica.

O desemprego no Algarve está num nível

altíssimo, as grandes cadeias hoteleiras estão

fechadas desde o verão. Turismo, transfers

e rent-a-cars representam uma boa fatia do

parque automóvel circulante no Algarve e

sem eles há muita gente no desemprego.

Temos estado a aproveitar este tempo

para nos restruturarmos, tanto nos pneus

como na mecânica. Estamos a reformular

a oferta para o que vem a seguir, porque

só trabalhávamos peças premium e vamos

começar a oferecer também uma gama mais

económica, para fazer face a esta perda do

poder de compra que já é uma realidade.

Nos pneus, estamos a tentar reformular o

nosso stock para não perder vendas de stock.

É navegar à vista”, remata.

SERVIÇOS DE MECÂNICA

Os pneus sempre foram o «core business»

da empresa a par das mudanças de óleo. Um

negócio que se manteve inalterado até há

cerca de dez anos, em que a Servipneus passou

também a realizar os chamados serviços

entre pneus para ligeiros, 4x4, suv e agricultura, a

servipneus tem mais de 300 mil euros em stock, tendo vendido

9.239 pneus entre fevereiro e dezembro do ano passado

www.revistadospneus.com | 49


Reportagem Empresa

DIVULGAÇÃO VIRTUAL

Sendo uma realidade que as novas tecnologias

têm um peso cada vez maior nos negócios

atuais, os serviços da empresa são,

hoje em dia, divulgados pelo site, que será

reformulado em breve, e pela loja online.

Luís Rosa admite que as vendas na página

da Servipneus “são ainda muito diminutas”,

o site é “um ponto em que o cliente toma

contacto com o nosso nível de preços.

Depois, ou telefona, ou passa na loja e há

muitas vendas que são canalizadas diretamente

para a loja”. A Servipneus também

está presente no Facebook, onde “temos

uma interatividade muito boa e com bons

resultados”.

Todas estas estratégias substituíram os antigos

métodos de publicidade, como flyers e

outdoors que eram muito mais dispendiosos

e que não atingiam tão satisfatoriamente os

objetivos pretendidos. O cartão de fidelização

físico deixou de existir, no entanto, a

empresa continua a garantir os descontos

e o acompanhamento em proximidade do

cliente de forma «virtual», com um software

de gestão oficinal e uma base de dados comhoje

a servipneus emprega um total de 33 funcionários, em

seis lojas muito distintas umas das outras. Não é objetivo da

empresa crescer em número de postos, mas sim estabilizar e

crescer em determinados mercados que estão consolidados

rápidos, pastilhas, rótulas e por aí fora. Desde

que entrou na empresa, há oito anos, Luís

Rosa tem “visto sempre crescimento, ano

após ano”. Com as ferramentas nas mãos,

e com a aposta na contratação de pessoal

qualificado, avançar para a mecânica completa

era o passo lógico, “claro que comprámos

novas ferramentas, mais elevadores e

apostámos na formação”, explica o diretor

comercial. Atualmente, só não trabalham

chapa e pintura, mas se for preciso subcontratam.

O grande objetivo é ser uma oficina

onde o cliente deixa a viatura e resolve todas

as necessidades da mesma, sem se deslocar

a outras oficinas. No âmbito da mecânica

fazem “tudo! Reparações de motores, reparações

de caixas, carroçamentos” e até

serviços mais específicos, “como rever os

sistemas de oxigénio das ambulâncias, por

exemplo”, conclui Luís Rosa.

Transversal ao setor, é também um problema

da Servipneus a grande dificuldade em arranjar

bons técnicos, mão de obra com ou

sem qualificação. “Para os pneus ainda se

consegue, mesmo sem experiência, mas

para a área da mecânica é dificílimo. Temos

dado formação, criámos uma sala no nosso

centro em Loulé, que devia estar a funcionar

melhor do que está, mas com a pandemia

não é possível”. Assim, “o nosso recrutamento

tem sido essencialmente procurar os bons

técnicos e tentar convencê-los a vir trabalhar

connosco. Não temos outra alternativa”,

queixa-se Luís Rosa.

Trabalham com todas as marcas sob encomenda,

mas só fazem stock daquelas que

realmente vendem. Estrategicamente,

deixaram de apostar no segmento «quality»,

tendo decidido fixar-se nas marcas

«budget» como a Rotalla, complementada

nas falhas pela Nankang. Nas «premium»,

a Hankook lidera as vendas na Servipneus,

sendo complementada com a Goodyear e,

mais recentemente, com a Bridgestone. Se

o cliente quiser outra marca, em 24 horas

tem o pedido satisfeito. O grande fornecedor

de pneus da Servipneus é a Dispnal,

empresa com a qual tem uma relação de

longa data, que já vai muito para além da

parceria comercial. Para além da Dispnal, a

Aguesport e a Tirso Pneus são os outros dois

fornecedores da empresa algarvia.

50 | Revista dos Pneus | Março 2021


Servipneus

pleta que permite promoções direcionadas

individualizadamente para cada um.

Outro serviço que diferencia a Servipneus

são as carrinhas de serviço móvel, que

já existem desde a origem da empresa.

Atualmente, são três as viaturas em pleno

funcionamento, sendo que uma delas está

equipada com máquina de montagem e

desmontagem de pneus e, por isso, mais

vocacionada para pneus de ligeiros. As

outras duas estão mais viradas para os

tratores agrícolas, o foco essencial destes

veículos.

Apesar de ter encontrado nos tratores agrí-

colas um nicho que importa manter, desde

a crise de 2008 (e os consequentes créditos

malparados) a Servipneus tem optado por

trabalhar apenas veículos pesados de alguns

clientes chave.

MUDANÇA DE PARADIGMA

À Revista dos Pneus, o responsável revela que

as duas medidas mais vendidas são a 205/55

R16, com uma boa fatia de pneus «budget» e

195/65 R15, aqui com uma enorme tranche

em «premium». Duas medidas que devem

representar praticamente 30% das vendas de

2020: “Isto só não evolui mais rapidamente

porque a idade do nosso parque automóvel

tem vindo a aumentar, todavia presumo que

se vá alterar a breve trecho, até porque os

carros elétricos já trazem rodas grandes, e

não aquelas mais finas que os equipavam

logo no início”, frisou Luís Rosa.

Os pneus semi-novos há muito que deixaram

de fazer parte do «menu» da empresa,

uma vez que “não compensam, face à

oferta budget que temos”. Como referiu

inicialmente, o diretor comercial destaca

as diferenças entre as diferentes lojas:

“Por exemplo, temos um ponto de venda

que é muito forte em budget, mas se nos

deslocarmos 20 km para o lado, em Tavira,

é um ponto de venda em que o budget

representa pouco e a marca Hankook representa

bastante. Faro, por exemplo, anda

nos 50/50. Não nos interessa muito o cliente

que quer o pneu mais barato, porque assim

é impossível estabilizar uma marca com qualidade.

Sim, temos uma fatia importante de

budget, mas maioritariamente os nossos

clientes não são budget. Até são premium”,

concluiu. Quanto aos recauchutados, Luís

Rosa acredita que num futuro não muito

longínquo deixarão de ser residuais e têm

tudo para somar pontos perante os consumidores,

em todas as gamas e segmentos,

por todas as vantagens acrescidas.

Se, até há 3 ou 4 anos, as compras eram centralizadas

na loja de Faro, agora cada oficina

funciona como um centro independente

responsável pelo seu stock. Entre pneus para

ligeiros, 4x4, SUV e agricultura, a Servipneus

tem perto de 300 mil euros em stock, tendo

vendido, entre fevereiro a dezembro do ano

passado 9.239 pneus.

No que diz respeito a ligações a redes de

oficinas, apenas a loja de Portimão faz parte

da Confortauto. Há dois anos que serve de

teste ao conceito e será, daqui em diante,

preciso ponderar se valerá ou não a pena

ter uma loja afeta a uma rede oficinal e as

outras lojas não. Luís Rosa considera que

“os retalhistas de pneus não se têm sabido

agrupar tão facilmente como na mecânica.

Tínhamos muito a ganhar, todos, se estivéssemos

em rede”, comenta, acrescentando

que “um cliente daqui pode reparar um

pneu no Porto ao abrigo do seguro, uma

espécie de negociação coletiva. Já se têm

dado passos importantes nesse sentido. Já

tenho visto situações muito positivas, mas há

muito a fazer. Já fomos abordados por outras

redes e até é recorrente. No Algarve temos

alguma importância, mas a nível nacional

somos pequenos”. u

Comércio de pneus em Portugal

O futuro das oficinas de

pneus é o associativismo

Sobre o estado atual do comércio de

pneus em Portugal, Luís Rosa

carateriza-o como um mercado maduro,

com diversas empresas pequenas e familiares,

à semelhança da Servipneus. Sendo uma

empresa familiar, significa que o dono da

empresa e os quadros de gestão estão

envolvidos no dia-a-dia da mesma, “na

montagem dos pneus, à procura do pneu que

não se encontra” e acaba por faltar tempo

para pensar o negócio. Temos muito por onde

crescer, quer seja na organização interna das

empresas, quer seja na aposta das novas

tecnologias, isso é transversal ao setor

automóvel. Estamos a anos luz atrás daquilo

que se pode fazer. E o associativismo pode

desempenhar um papel importante, por

exemplo, na formação dos gestores destas

empresas para as ter melhor preparadas.

Outra lacuna apontada é a falta de formação

de quem trabalha os pneus. “As marcas já

começam a ter formação de produto, mas há

muita gente a trabalhar pneus que nunca teve

uma formação. Há muita gente a equilibrar rodas

que nunca teve uma formação de montagem.

E essa oferta formativa é importante. O

associativismo sério e responsável iria permitirnos

negociações coletivas”, defende.

E será que existe uma solução para resolver

a redução das margens? No entender de Luís

Rosa passa sempre pela mecânica: “O cliente

vem trocar os pneus e nós identificamos deficiências

mecânicas. Este acompanhamento

do cliente acaba por ser muito importante para

conseguir compensar o decréscimo das margens,

faturando serviços”, explica. “É preciso

valorizar os serviços e competências que temos.

É possível ganhar mais no serviço do que

no pneu”, pelo que o futuro da oficina de pneus

passa, na sua opinião, pela diferenciação, até

porque cada vez mais as pessoas compram

pneus online e aparecem na loja só para montar,

“mas depois gostam do serviço e na vez

seguinte já vêm cá comprar. É preciso estar

preparado para tudo”. u

Servipneus

Director Comercial e Marketing Luís Rosa | Morada Zona Industrial de Olhão, Lote 64; 8700-281 Olhão

Telefone 289 816 271 | Email luisrosa@servipneus.pt | Site www.servipneus.pt

www.revistadospneus.com | 51


Full Tyre

SEMPRE A CRESCER

COM A MARCA FALKEN

A Full Tyre foi fundada em 2014, e desde o início que mantém

uma parceria com a AB Tyres para a comercialização dos pneus Falken.

Paulo Carvalho, gerente, faz um balanço muito positivo desta relação

comercial já com sete anos de sucesso

Paulo Carvalho entrou no mundo

dos pneus ainda novo e fez desta

profissão o seu modo de vida,

primeiro como funcionário num

retalhista de pneus e mais recentemente

como proprietário e gerente da sua própria

casa de pneus.

Com cerca de 250 m 2 de área, a Full Tyre

conta com 3 colaboradores e dispõe de

um stock ajustado à necessidade do dia a

dia. Possui equipamentos de topo adquiridos

recentemente, onde se inclui uma

máquina de alinhar direções, equilibradora

de rodas e máquinas de montar e desmontar

pneus para ligeiros e pesados, tudo da

marca Corghi.

Paulo Carvalho não pretende diversificar

a atividade para outras áreas, nomeadamente

a mecânica, porque considera mais

importante ser reconhecido como um verdadeiro

especialista em pneus. “Ao longo

da minha carreira profissional, acumulei

muitos conhecimentos sobre pneus, quer

a nível técnico, quer comercial, e penso

que ainda posso evoluir mais nesta área,

nomeadamente no segmento dos pesados

e também com a oferta de um serviço

móvel de montagem e manutenção de

pneus. Vou por isso continuar a apostar

num serviço cem por cento dedicado aos

pneus”, refere.

A Falken é a marca de eleição desde que

abriu a oficina, já lá vão sete anos. Tem

um vasto stock da marca, com praticamente

todas as medidas mais pedidas

pelos clientes. “Prefiro investir num bom

stock de pneus, para conseguir ter sempre

o produto disponível na altura que o

cliente pede. Principalmente porque temos

a oficina aberta aos sábados, e como nesse

dia as transportadoras não fazem entregas,

tenho de ter pneus disponíveis em stock

para satisfazer as necessidades dos clientes

que nos visitam”, refere Paulo Carvalho.

Apesar da situação da pandemia, a Full

Tyre mantém a atividade, cumprindo as

regras sanitárias de distanciamento físico e

uso de máscara. A atividade desenvolve-se

com normalidade e mesmo em período

de confinamento, todo os dias são abertas

várias folhas de obra e montados pneus. Os

segmentos mais vendidos são pneus para

jantes de 15 a 17 polegadas, enquanto os

pneus para jantes pequenas já pouco se

vendem.

Na zona onde a Full Tyre se encontra, o

cliente continua a dar muita importância ao

preço, conforme refere Paulo Carvalho: “Na

nossa zona, por causa da crise que estamos

a passar devido à pandemia, os clientes

52 | Revista dos Pneus | Março 2021


Publireportagem

FULL TYRE / AB TYRES

PARCERIA

DE SUCESSO

FULL TYRE

Gerente Paulo Carvalho

Morada Zona Industrial de Penela,

Lote 2 3230-347 Penela

Telefone 967 950 324

Email comercial.fulltyre@gmail.com

A AB Tyres faz parte da vida da Full Tyre desde

o início da atividade da empresa. Foi no início

de 2014, quando Paulo Carvalho decidiu abrir

a empresa, que contactou a AB Tyres para ser

fornecedor da oficina e logo se proporcionou

ficar como Parceiro Falken.

“Tenho contado com o apoio da AB Tyres

desde o início da atividade. Sempre me

apoiaram em tudo o que precisei e a

possibilidade de trabalhar com a marca Falken

é uma grande vantagem para a oficina”, refere

Paulo Carvalho, que acrescenta “Comecei a

vender só pneus Falken para ligeiros, mas

atualmente também comercializo a marca

para pesados e tem corrido muito bem.”

Para este responsável “Os clientes que

compram pneus Falken valorizam o seu

desempenho e segurança, e por isso voltam a

adquirir a marca quando precisam de trocar

pneus. São os melhores embaixadores da

marca no mercado, pois recomendam-na

aos seus amigos e familiares. Tenho pessoas

fora do concelho a virem montar pneus

Falken à Full Tyre, porque sabem que somos

representantes e garantimos um bom serviço.”

Sobre as características dos pneus Falken,

Paulo Carvalho refere que “O produto está

melhor do que nunca e tem havido uma

grande evolução nos pisos. São pneus com

uma excelente relação qualidade/preço. Não

tenho quaisquer reclamações e quando surge

alguma questão, a AB Tyres está sempre

disponível para esclarecer e apoiar.”

procuram pneus mais económicos e até

usados, mas eu não vendo pneus usados e

explico os perigos da sua utilização. Aconselho

sempre a melhor opção dentro das

possibilidades do cliente, mas sempre

salvaguardando a qualidade dos pneus.”

Paulo Carvalho faz sempre questão de explicar

as características do produto que está

a vender, e também considera importante

conversar com o cliente para conhecer melhor

as suas necessidades. “O modo honesto

e aberto com que me relaciono com os

clientes faz parte da minha maneira de ser.

São eles que divulgam a minha oficina aos

amigos e familiares que se tornam também

clientes da Full Tyre.”

Mari Lúcia, sócia gerente e esposa, reforça

o bom ambiente que se vive na oficina: “O

Paulo proporciona um ambiente familiar

que é muito valorizado pelos clientes. Ele

dedica muito do seu tempo à oficina que

é o seu projeto de vida, que abraçou com

muito carinho e dedicação, e consegue

transmitir o seu entusiasmo aos clientes. As

pessoas gostam de ser bem aconselhadas

e ouvir uma palavra honesta e sincera. O

Paulo transmite essa confiança e os clientes

ficam satisfeitos”.

PAIXÃO PELA MOTOS

Paulo Carvalho é também um grande entusiasta

das motos todo-o-terreno, correndo

atualmente no campeonato nacional de

Enduro. “As motos são uma paixão e fazem

parte da minha vida. Tenho as minhas

motos de competição e também preparo

motos para outos pilotos. É uma atividade

paralela aos pneus que me dá muito prazer

e possibilita momentos de convívio e confraternização

inesquecíveis”, refere.

Quando a oficina foi remodelada com a

imagem da marca japonesa Falken, Paulo

Carvalho aproveitou para colocar na fachada

algumas fotos suas a pilotar motos,

identificando assim a vertente do serviço da

oficina dedicado às motos de competição.

Face ao problema que estamos a passar,

com a pandemia e crise económica instaladas,

Paulo Carvalho prefere não fazer

prognósticos relativamente às vendas para

este ano. “O início do ano tem sido atípico,

com um mês de janeiro mais fraco que o

habitual, mas o mês de fevereiro bastante

melhor, por isso não consigo fazer previsões

de vendas. Vamos ter de trabalhar mês a

mês. Vou continuar a apostar na consolidação

do negócio, sempre na área dos pneus.

Tenho os pés bem assentes no chão e sei

que os próximos tempos são de contenção

e cautela”, conclui u

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Mercado Atualidade

Testes de

última geração

O novo centro de testes da Nokian Tyres em Espanha permite que pneus de verão,

inverno e quatro estações sejam testados ao longo de todo o ano. O investimento de

60 milhões de euros é um reflexo claro do compromisso da empresa com a inovação

Após três anos desde o lançamento

da primeira pedra,

este novo centro de testes,

construído ao longo de 300

hectares, conta com uma pista oval de

7,2 quilómetros de comprimento, o que

permite que sejam feitos testes a pneus de

verão, inverno e quatro estações, muitos

deles de alta velocidade. Possui ainda pistas

menores para estudar o comportamento

dos pneus em termos de aquaplaning,

travagem e manobrabilidade em piso

molhado, bem como desenvolver as propriedades

de segurança de cada produto

ao longo do ano. As pistas também serão

usadas para a realização de testes de homologação

de pneus, como testes de ruído.

As novas instalações aumentam a compe-

titividade, permitindo o teste de produtos

de qualidade premium, especialmente projetados

para os mercados em crescimento

da Europa Central e dos Estados Unidos

ao longo do ano. Além do centro de testes,

as instalações também abrigam uma

área para visitantes, onde serão realizados

lançamentos de novos produtos e treinos

internos e externos.

54 | Revista dos Pneus | Março 2021


Nokian Tyres inaugura novo centro testes em Espanha

Segundo Daniel Rodríguez, diretor do

centro de testes da Nokian Tyres Espanha

“O investimento no novo centro de

testes está totalmente alinhado com os

objetivos que tínhamos a longo prazo de

desenvolvimento de novos produtos que

irão promover o nosso crescimento nos

mercados europeus. É um verdadeiro marco

para nós. Este investimento em testes é o

maior de todos os tempos na história da

empresa”, afirma.

MARCO FUNDAMENTAL

A Nokian Tyres contou com a colaboração

das autoridades locais para a construção

das novas instalações. O ato simbólico de

lançar a primeira pedra ocorreu em maio

de 2018. O local de 300 hectares com 10

pistas está localizado em Santa Cruz de la

Zarza, uma pequena cidade em Toledo a

uma hora de carro de Madrid. Este centro de

testes representa um marco fundamental

não só para a empresa mas também para

o setor em geral, pois contribui para concentrar

um maior nível de infraestruturas

e recursos em Espanha.

O foco principal da Nokian Tyres são os

pneus de verão e quatro estações de alto

desempenho. Outra área de interesse para

o centro de testes é desenvolver as propriedades

de segurança de cada produto ao

longo do ano. A pista oval de 7 quilómetros

com curvas inclinadas, na qual os pneus

podem ser testados a uma velocidade de

300 km/h ou mais, é sem dúvida a parte

mais impressionante do centro de testes

da Nokian Tyres Espanha.

Além do centro de testes, as instalações

também abrigam uma área para visitantes,

onde serão realizados lançamentos

de novos produtos e formações internas

e externas. Para celebrar a herança nórdica,

a empresa construiu uma típica sauna de

madeira tradicional finlandesa.

O novo centro de testes será o terceiro da

Nokian Tyres no mundo e complementa a

atual rede de testes de pneus da empresa,

que consiste num local de 700 hectares

em Ivalo, Finlândia, e outro próximo à sede

finlandesa, em Nokia. u

Explorando novas

matérias-primas verdes

A

Nokian Tyres investiga o uso da planta de

guayule como possível matéria-prima

para pneus. Atualmente, está a ser

plantada e estudada em conjunto com

universidades e parceiros locais como uma

possível fonte de borracha natural de alta

qualidade. A plantação é administrada por

agricultores locais. “Guayule é um tipo de

planta que produz látex natural. Pode ser

extraído para produzir alguns dos compostos

necessários aos pneus. Estamos estudando a

adaptabilidade desta planta ao clima do centro

da Espanha para podermos cultivá-la em larga

escala. Os resultados até agora são muito

promissores”, explica Daniel Rodríguez.

A empresa também preservou 25 hectares de

terras para a proteção da fauna. Isso inclui a

construção de uma casa de nidificação para

gaviões e corujas e a construção de fontes de

água para as aves, que serão estudadas nos

próximos 3 anos. u

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Mercado Notícias

Empresas

Hankook termina 2020

com vendas globais de 4,794 bilhões €

O

fabricante de pneus Hankook anunciou os seus resultados financeiros face a

2020 e relata vendas globais de KRW 6,454 bilhões (€ 4,794 bilhões) com um

lucro operacional de KRW 628 bilhões (€ 466 milhões). Apesar da pandemia

COVID-19, a Hankook melhorou o desempenho do seu lucro operacional global, aumentando

15,5% ano a ano. Houve um crescimento qualitativo adicional com vendas

de pneus iguais ou superiores a 18 polegadas, que aumentaram três pontos percentuais

e representaram cerca de 35% das vendas totais. Europa, América do Norte e

China foram as regiões que mais contribuíram para o aumento das vendas no segundo

semestre. Além disso, a Hankook Tire expandiu as suas parcerias com fabricantes de

automóveis premium e já se tornou numa pioneira no mercado de pneus eletrónicos

para veículos. A importância dos resultados financeiros de Hankook em 2020 é especialmente

notável tendo em consideração a pandemia global e o seu impacto económico.

Mesmo durante o primeiro semestre de 2020, quando se esperava que o desempenho

dos negócios sofresse significativamente devido à queda acentuada na compra

global de pneus, a Hankook conseguiu registar um aumento operacional graças aos

esforços conjuntos da empresa.

Sumitomo Rubber Industries abre

novo centro de testes

A empresa que controla a Falken Tire, Sumitomo

Rubber Industries Ltd. (SRI), abriu um novo centro

de testes nas suas instalações de desenvolvimento

de pneus de inverno, Nayoro Tire Proving Ground,

em Hokkaido, no Japão. Com aproximadamente

3.000 m2, o Nayoro Indoor ICE Field (NICE) é uma

das maiores instalações de teste de pneus de gelo

interno no Japão. Possui pista de travagem de 100

metros, além de pista de 30x30 m para testes de

manuseabilidade. Este novo centro permite testes

de alta precisão no gelo, independentemente das

condições climáticas, permitindo que a Falken e as

outras marcas da SRI melhorem o desempenho e

acelerem o processo de desenvolvimento dos seus

pneus de inverno. “A adição do NICE ao centro de

testes de pneus de Nayoro ajudará a melhorar o

desempenho e a competitividade da oferta de

pneus de inverno da Falken”, disse Markus Bögner,

presidente e COO da Falken Tire Europe GmbH. “A

SRI tem algumas das instalações de teste mais rigorosas

do mundo e esta nova pista de teste de

gelo coberta permitirá o desenvolvimento contínuo

dos pneus de inverno ao longo do ano”, acrescentou

Markus.

Prémios “Trator do Ano 2020” atribuídos

Graças à parceria com o TOTY (Tractor of the Year), a BKT olha para o futuro

da mecanização agrícola através da perspetiva privilegiada do seu

apoio ao galardão para os melhores tratores europeus. No dia 18 de dezembro

de 2020 foram atribuídos os galardões para os vencedores do

Trator do Ano (TOTY) 2020, com a BKT como principal patrocinador. Os

vencedores por categoria são: Tractor of the Year MASSEY FERGUSON

com o modelo MASSEY FERGUSON 8 S.265; Best Utility VALTRA com o

modelo VALTRA G 135; Best of Specialized FENDT com o modelo FENDT

211 V VARIO; Sustainable TOTY CLAAS com o modelo CLAAS AXION 960

CEMOS. Um júri de 26 especialistas estudou as melhores tecnologias e

soluções propostas pelos mais importantes fabricantes do mercado para

atribuir o prémio Tractor of the Year (TotY) ao melhor trator europeu do

ano. A parceria entre este prestigioso galardão e a BKT surge com o intuito

de disseminar os conhecimentos e know-how sobre mecanização agrícola.

Com a atribuição oficial do prémio, o trator do futuro ganha uma

identidade própria. No seu primeiro ano como principal patrocinador, a

BKT desejava contribuir para o sucesso da iniciativa ao centra-se na participação

das pessoas através de diversas eventos online.

56 | Revista dos Pneus | Março 2021


Vipal amplia parceria com Vaculug

A Vipal Borrachas tem muito orgulho das parcerias

sólidas que construiu ao longo dos anos. Entre elas,

está a aliança formada com a inglesa Vaculug, empresa

situada na cidade de Grantham e que se destaca

como a maior recauchutadora de pneus independente

do mercado europeu. Já são 12 anos de uma relação

comercial de muito sucesso entre as duas companhias

e que se amplia ainda mais este ano com uma

novidade. Dois camiões da frota da Vaculug passaram

a levar pelas estradas britânicas o logo da Vipal Borrachas

com bastante destaque nas suas carroçarias.

A identificação dos camiões levará o nome da Vipal a

diversos pontos do Reino Unido, demonstrando toda

a confiança da empresa nos produtos e serviços da

marca e evidenciando a forte parceria entre as duas

companhias. A empresa britânica é um dos principais

clientes europeus com relação ao volume de utilização

de compostos de borracha e bandas de rodagem

pré-moldadas da marca Vipal para a recauchutagem

de pneus. Além disso, são proprietários da Grumac,

braço da Vaculug que distribui com exclusividade os

produtos Vipal para todo o Reino Unido.

Salão THE TIRE COLOGNE 2021 cancelado

A edição do salão de pneus THE TIRE COLOGNE 2021 foi cancelado devido aos

ainda grandes desafios envolvidos na realização de eventos de feiras de negócios

e as restrições de viagens como consequência da pandemia corona. O salão

volta a acontecer em maio de 2022. A organização acompanhou intensamente

o desenvolvimento da pandemia e as medidas políticas atuais e, em particular,

analisou as consequências potenciais para os participantes. Infelizmente, não

houve uma melhoria significativa da situação na Alemanha, na Europa e em todo

o mundo, como se esperava. Como consequência da situação atual, a edição extra

de THE TIRE COLOGNE de maio será cancelada e voltará ao ritmo uniforme e

cíclico, focando agora a atenção no evento do próximo ano, a fim de posicionar

novamente a THE TIRE COLOGNE como a feira comercial líder global da indústria

e pneus. O Salão manter-se-á no seu ritmo habitual, pelo que o evento terá sempre

lugar nos anos pares de Maio / Junho em Colónia. Esta data do início do verão

está firmemente ancorada na indústria internacional de pneus há décadas, em

estreita coordenação com as necessidades da indústria, e também foi adotada

com a mudança para Colónia em 2018 por desejo expresso da indústria.

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Notícias

Empresas

Goodyear celebra 70º aniversário

fabrico 1º pneu na Europa

Em 1948, a Goodyear decidiu abrir um centro de produção

no continente europeu, para estar mais próxima

deste mercado com grande potencial de crescimento. A

marca escolheu o Luxemburgo como melhor localização,

devido à sua estabilidade política e social, à geografia favorável,

à estabilidade da moeda e à disponibilidade de

mão de obra. A empresa “Goodyear S.A.” foi registada em

Colmar-Berg a 27 de julho de 1949, e foi a 31 de janeiro

de 1951 que o primeiro pneu Goodyear saiu da linha de

produção. “No início da produção, em 1951, a nossa fábrica

era a 35ª da Goodyear no mundo, e a primeira na

Europa continental. Empregávamos 330 pessoas locais, e

produzíamos cerca de 500 pneu por dia,” refere Josy Blum,

diretor de produção. “Os investimentos permanentes

permitiram-nos aumentar significativamente a nossa capacidade

desde o início, e o resultado são os mais de 125

milhões de pneus que ali foram fabricados nos últimos 70

anos”. A empresa também ampliou significativamente as

suas operações gerais no Luxemburgo, com, por exemplo,

o Centro de Inovação da Goodyear, criado em 1957, a

fábrica de moldes e o circuito de testes, em 1970, o centro

europeu de planificação, em 1997, e uma nova fábrica de

pneus automatizada, em Dudelange, que está previsto

seja inaugurada em 2021.

ACM desenvolve programa de gestores para Tiresur

Num mercado extremamente competitivo e em profunda transformação, a

Tiresur Portugal desafiou a ACM para o desenvolvimento de um Programa

de Capacitação de Gestores Center´s Auto. O desenho deste programa foi

iniciado em 2020 com visitas aos associados nas suas empresas (continente

e ilhas), para aferir das suas dificuldades como empresários e das suas expectativas

como associados Center´s Auto. Apesar do momento de grande incerteza

que vivemos, mas também, por tal, a Tiresur decidiu dar continuidade a

este Programa em 2021, estando agendado o próximo módulo de Gestão de

Recursos Humanos para abril. Estão ainda previstos mais 3 módulos que terão

lugar em maio, junho e setembro. “Na ACM gostamos de assumir desafios

e este que a Tiresur nos lançou é efetivamente muito estimulante, porque

estamos em presença de empresas que na maioria dos casos tem o mesmo

modelo de negócio e gestão faz muitos anos e, procuram desenvolver mais

e melhor a sua atividade. Encontrámos pessoas fantásticas nos módulos que

ministrámos e, só nos orgulha poder estar ao lado de quem quer mais, mas

que também tem muito para partilhar com as suas experiências regionais e

de vida”., afirmou Dário Afonso, Managing Director da ACM.

MINUTO VERDE VALORPNEU

Publireportagem

PRODUTORES ADERENTES À VALORPNEU MAIS CUMPRIDORES

E

m 2020, a Valorpneu registou um aumento

da adesão dos produtores ao

Sistema Integrado de Gestão de

Pneus Usados (SGPU). Em termos líquidos (entre

novas adesões e contratos terminados)

este aumento resultou em mais 127 produtores

aderentes, totalizando os 1.972 produtores.

Simultaneamente, e apesar de todas as

situações adversas provocadas pela pandemia

Covid-19 e todas as suas consequências económicas

e sociais, a Valorpneu constatou que

os produtores que fazem parte da sua rede

estão também mais cumpridores das suas

obrigações, nomeadamente no que diz respeito

à entrega das declarações de colocação de

pneus no mercado nacional e ao nível de pagamentos

do ecovalor, verificando-se um

acréscimo dos aderentes que têm em dia as

suas obrigações, passando de 57% em 2019

para 59% em 2020. De acordo com a entidade

gestora, esta evolução deve-se a diferentes fatores,

tais como as auditorias realizadas e as

várias ações de comunicações e sensibilização

que a Valorpneu desenvolveu ao longo do

ano. De relembrar que de acordo com o DL

152-D/2017 de 11 de dezembro, que veio unificar

o regime de gestão de fluxos específicos

de resíduos, o produtor transfere para a entidade

gestora a sua responsabilidade pela gestão

dos resíduos, neste caso dos pneus usados,

através do pagamento do ecovalor. Esta

transferência de responsabilidade é objeto de

contrato escrito que determina a obrigatoriedade

de transmissão de informação periódica

e da sua certificação. A entrega da declaração

de colocação de pneus no mercado nacional é

obrigatória, mesmo que não tenham sido colocados

pneus no mercado nacional no período

a que a declaração diz respeito. A declaração

trimestral deverá ser submetida até 15

dias a seguir ao fim de cada trimestre. Já a declaração

anual deverá ser submetida e enviada

conjuntamente com a certificação até 31 de

maio do ano seguinte ao que se refere.

58 | Revista dos Pneus | Março 2021


Alejandro Recasens de volta à Pirelli

Alejandro Recasens regressa à Pirelli como novo responsável pela

região da Europa Ocidental, que inclui Espanha, Portugal, França

e Benelux (Bélgica, Países Baixos e Luxemburgo). Recasens, que

substitui Laurent Cabassu, sublinhou: “Estou feliz por regressar

àquela que sempre foi a minha casa e por assumir um cargo que

me permite estar em contacto direto com mercados que conheço

bem devido ao meu trajeto profissional. O difícil 2020 colocou-nos

todos à prova, mas vejo a empresa e as equipas que a compõem

mais fortes do que nunca. A partir de agora, mais do que nunca,

temos que trabalhar mais próximos dos nossos clientes para enfrentar

os desafios e oportunidades do futuro”. Alejandro Recasens

ingressou na Pirelli em 2001 e ocupou cargos diretivos de grande

importância na empresa, em Itália, França, Portugal e Espanha. Na

sua última etapa, exerceu o cargo de Country Manager da Pirelli,

na Península Ibérica.

Continental reduz número de autocolantes

nos pneus

Desde janeiro de 2021, na região EMEA (Europa, Médio Oriente e

África), que a Continental deixou de utilizar um dos dois autocolantes

exibidos, anteriormente, nos pneus novos. Com esta mudança,

o fabricante de pneus evitará a utilização de aproximadamente 110

toneladas de resíduos plásticos por ano, necessários para a produção

dos autocolantes e da folha de suporte. No total, as folhas de suporte

e os autocolantes teriam um comprimento de cerca de 6,4 km

- três vezes mais o comprimento da Avenida dos Champs-Élysées,

em Paris. Os autocolantes que vão ser removidos contêm o logótipo

do fabricante. As informações necessárias à comercialização, tais

como a marca, o tamanho, o número do artigo e outros dados, estão

disponíveis na rotulagem de pneus que é exigida por lei na União

Europeia e em alguns outros países. No passado, os autocolantes

com a marca do fabricante ajudavam os colaboradores das oficinas

a localizar mais facilmente os pneus no armazém. “Ao dispensar estes

autocolantes estamos a dar um passo importante para alcançar o

objetivo definido pela empresa do ponto de vista da sustentabilidade

ambiental e a reduzir a utilização de plástico de origem fóssil nas

nossas unidades de produção a nível mundial”, afirma Claus Petschick

que chefia o departamento de Sustentabilidade da Continental.

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Notícias

Empresas

Portal Digital da Continental

expande vendas online

A Continental expandiu o seu portal digital de revendedores

online ContiOnlineContact. O portal agora lista todo o portfólio

de pneus off-the-road (OTR) e agrícolas. Isso permite que revendedores

e clientes dos setores agrícola, industrial, de terraplenagem,

portuário e aeroportuário, entre outros, façam pedidos de

pneus de maneira flexível e sob demanda. Com a expansão do

portal do revendedor para incluir pneus OTR e agrícolas, o desempenho

do serviço será continuamente melhorado e os pedidos

de pneus atenderão às necessidades individuais dos clientes.

Os novos produtos estão disponíveis como pedidos ad-hoc com

entrega direta dos armazéns regionais e como remessa direta

das fábricas. Através do ContiOnlineContact, os revendedores e

clientes podem pesquisar a linha completa de pneus e acessórios

especiais comerciais da Continental e aceder a informações

sobre produtos e documentação técnica de maneira confortável

e a qualquer momento. Depois de selecionar um pneu para a

aplicação individual, o portal pode ser usado para verificar a disponibilidade

e para rastrear um pedido.

Tiresur fecha 2020

com EBITDA de 6,5 milhões €

O Grupo AM Tiresur fechou o ano 2020 com um EBITDA que superou

os 6,5 milhões de euros, o que supõe um forte crescimento

relativamente a 2019. 2020 foi um ano não isento de problemas.

A crise pandémica trouxe grandes complicações às empresas. O

setor da reposição de pneus teve que enfrentar o fecho de oficinas,

limitações de atividade, restrições à mobilidade, excesso

de stocks num primeiro momento e problemas à posteriori no

abastecimento. Uma montanha russa constante de mudanças no

meio envolvente, que causaram e continuam a causar, problemas

na gestão e sobrevivência de várias empresas. Não obstante

e apesar da inevitável diminuição do volume de faturação que

esta situação provocou no Grupo AM Tiresur, a empresa reforça

os esforços efetuados para otimizar os seus processos, reinventando-se

com a procura de soluções alternativas. Um grande

êxito tendo em conta o exercício tão complicado como o que

vivemos. Não é mais do que uma manifestação clara da força, fiabilidade

e solidez de um grupo como a Tiresur.

Bridgestone alcança

Prémio Cinco Estrelas nos Pneus

A

Bridgestone

venceu pela 4.ª vez consecutiva o Prémio Cinco Estrelas

na categoria Marca de Pneus. Depois dos Inquéritos de satisfação,

a análise das respostas de 1211 consumidores e onde

estiveram em avaliação seis marcas diferentes de pneus, a Bridgestone

conquistou a melhor classificação de entre os vários concorrentes. Face

a anos anteriores, a Bridgestone conseguiu apresentar uma classificação

superior na maioria dos critérios de avaliação, com destaque para a

Satisfação pela experimentação e a Confiança na Marca. Para André Bettencourt,

Diretor de Marketing da Bridgestone Europe NV / SA - Sucursal

em Portugal: “Para além de ser um motivo de orgulho voltarmos a receber

o Prémio Cinco Estrelas na categoria Marca de Pneus, é uma honra

continuar a contar com a confiança dos consumidores. A Bridgestone

retira daqui aprendizagens sobre a forma como chegamos aos nossos

clientes e qual o seu grau de satisfação em relação à marca, produtos

e serviços. Este é mais um barómetro do trabalho feito ano após ano, e

os resultados mostram que estamos no bom caminho, o que reforça a

nossa ambição de moldar um futuro de mobilidade sustentável”.

Yokohama revela nova identidade YOHT

A Yokohama anunciou que consolidará os seus vários negócios fora

de estrada numa única entidade denominada Yokohama Off-Highway

Tires (YOHT). Isso inclui os negócios de pneus off-the-road (OTR)

da Yokohama em todo o mundo e o Alliance Tire Group (ATG) com

suas marcas de pneus Alliance, Galaxy e Primex, que Yokohama comprou

há quatro anos. A YOHT lançou uma nova identidade corporativa

e um novo logotipo corporativo, que se baseia no legado de mais de

100 anos de Yokohama, ao mesmo tempo que reforça o seu posicionamento

no segmento off-road. YOHT terá uma presença global com

a equipa de liderança baseada em Tóquio, Boston, Amsterdão e Mumbai.

A nova entidade global unificada oferecerá uma gama completa

de pneus OTR (incluindo Alliance, Galaxy, Primex), desde pneus para

empilhadores pequenos até pneus OTR (radiais fora de estrada) ultra-

-grandes, para atender a uma ampla gama de necessidades dos clientes

para veículos de construção e industriais, bem como máquinas

agrícolas e florestais. A YOHT terá o suporte da rede global de produção

de pneus fora de estrada do Grupo Yokohama com oito fábricas

em quatro países e três instalações de P&D no Japão, Índia e EUA.

60 | Revista dos Pneus | Março 2021


Primeira fábrica

de reciclagem de pneus Michelin

A Michelin deu início à construção da sua primeira fábrica

de reciclagem integral de pneus, no Chile. O seu verdadeiro

foco industrial permitirá reciclar a totalidade de cada pneu

no final da sua vida útil. Para tal, foi estabelecida uma joint-

-venture com a Enviro, empresa sueca que desenvolveu e

patenteou uma tecnologia especial para recuperar o negro

de carbono, o óleo, o aço e o gás no processo de reciclagem

dos pneus usados. A fábrica de reciclagem, localizada na região

de Antofagasta (Chile), terá uma capacidade de reciclagem

anual de 30.000 toneladas de pneus de maquinaria de

obras; ou seja, praticamente 60% dos pneus deste tipo que

chegam ao final da sua vida útil, a cada ano, naquele país. O

investimento previsto é de mais de trinta milhões de dólares,

e as obras de construção da fábrica iniciam-se em 2021, com

o objetivo de iniciar a produção em 2023.

Easypneus aposta na distribuição

de marcas Mitas e Cultor

Daniel Mestre, proprietário da empresa Easypneus, é o novo distribuidor

das marcas Mitas e Cultor, pertencentes ao grupo Trelleborg Wheel Systems,

para o Sul de Portugal. Após vários anos no estrangeiro, onde esteve

ligado ao mercado dos pneus para motos, e inspirado pelo seu pai, que

se dedicava ao comércio de arte na Suíça, Daniel Mestre regressa a Portugal

e, em 2007, inicia o seu negócio. “Detetei uma lacuna que existia em

Beja e quis inovar com a criação de um serviço de pneus distintivo e com

um apoio próximo e atento às necessidades da agricultura da região”, refere

Daniel. A parceria com a Trelleborg surgiria 10 anos depois, em 2017.

Após dois anos de trabalho em conjunto, com o intuito de apresentar

as diversas marcas do Grupo Trelleborg Wheel Systems, nomeadamente

Trelleborg, Mitas e Cultor, a Easypneus viria a realizar um encontro com

vários agricultores nas suas instalações – local que acabaria por se tornar

no ponto de referência para falar sobre a agricultura e pneus, na zona de

Beja. Nessa ocasião, o agora distribuidor Mitas e Cultor para o Sul de Portugal

não poupou nas palavras para descrever essas marcas: “Qualquer uma

das marcas é de alto rendimento e de alta qualidade”. Não deixou ainda

de referir a experiência e a especialização da Trelleborg no sector: “É uma

marca que faz pneus há mais de um século e que, contrariamente a outras

marcas, é especializada e virada para a agricultura, a 100%.”

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Notícias

Empresas

Pedro Fernandes é o novo

embaixador da Continental

No ano em que a Continental celebra 150 anos, o apresentador Pedro

Fernandes foi o rosto escolhido para se associar à marca em Portugal

e estar presente, ao longo do ano, em vários momentos de comunicação.

Nuno Rebelo, diretor de marketing da Continental Pneus Portugal,

justifica a escolha de Pedro Fernandes pela comunhão e partilha de

valores. “Estamos convictos que a associação da Continental ao Pedro

Fernandes será extremamente interessante e vai ajudar-nos a transmitir

de uma forma assertiva, e ao mesmo tempo “divertida e descontraída”,

os valores que a marca preconiza e que são partilhados pelo novo Embaixador:

segurança, confiança, sustentabilidade e tecnologia, tendo

como pilar central a família”, explica. O mais recente reforço da equipa

Continental partilha, com a marca, o gosto pelo desporto e sobretudo

pelo running, eleita a principal plataforma de comunicação com os

consumidores. “O Pedro Fernandes será um elemento central na nossa

equipa neste que será um ano desafiante para todos os portugueses”,

refere Nuno Rebelo.

AB Tyres representa

pneus Infinity em exclusivo

A AB Tyres entra em 2021 como a nova representante exclusiva

da marca Infinity em Portugal, reforçando, assim, o seu

posicionamento e aposta na representação exclusiva de marcas

de referência internacional, como são exemplos a Falken,

Davanti, Aptany, Runway, Torque, Uniroyal, Sumitomo, Fulda

Truck, Golden Crown, entre outros. Já presente há vários anos

no mercado nacional, a Infinity é uma marca com uma grande

notoriedade, junto das casas de pneus e cliente final, resultado

da sua excelente relação qualidade-preço e da gama alargada

em todos os segmentos de pneus. Segundo Filipe Bandeira,

Administrador da AB Tyres, “o desafio lançado pelo Grupo Al

Dobowi, para sermos o novo representante exclusivo da Infinity

em Portugal, é resultado do excelente trabalho que temos

vindo a desenvolver no mercado de distribuição de pneus, em

especial no que diz respeito à nossa reconhecida capacidade

para construir e implementar novas marcas no mercado nacional.”

Para Riccardo Costa “Europe General Manager”. do Grupo

Al Dobowi, “acreditamos que a AB Tyres é o parceiro certo para

trabalharmos a marca Infinity em Portugal. O trabalho que têm

vindo a desenvolver com outras marcas, bem como os resultados

alcançados, dão-nos as garantias de que a Infinity voltará

rapidamente a ser uma das marcas líderes no segmento budget

em Portugal.”

Guia Michelin Espanha & Portugal 2021

apresenta nova seleção de estrelas

Numa exclusiva gala digital, transmitida a partir da porta do sol de Madrid,

a Michelin revelou a seleção de 2021 do guia Michelin Espanha &

Portugal, a qual inclui 3 novos restaurantes com duas estrelas Michelin,

e 21 que conquistam a sua primeira estrela, além de incorporar uma

nova distinção, a estrela verde Michelin. Os 3 novos restaurantes que

acederam à categoria de duas Estrelas Michelin são: Bo.TiC, em Corçà,

liderado pelo chef Albert Sastregener; do Cinc Sentits, em Barcelona,

dirigido pelo chef Jordi Artal; e do restaurante Culler de Pau, em O Grove,

onde o chef Javier Olleros deixa a sua marca atrás dos fogões. Ao

mesmo tempo, 21 estabelecimentos recebem a sua primeira Estrela,

53 são acrescentados aos restaurantes que contam com a distinção Bib

Gourmand, e 21 recebem a nova Estrela Verde Michelin. A nova seleção

foi desvendada na Gala do Guia Michelin, evento digital transmitido em

direto, e em sinal aberto, a partir da Real Casa de Correos, na Porta do

Sol de Madrid.

Continental oferece

seguro para pneus

A

Continental Pneus Portugal oferece seguros Tire Protect,

na compra de pneus Continental destinados a viaturas

ligeiras e após registo e adesão no site www.continental.

pt. Após a adesão, o cliente irá receber os dados da apólice diretamente

no seu email, assim como as condições gerais, as Informações

Pré-Contratuais do Seguro de Pneus e o Documento de

informação sobre produtos de seguros. Após o registo, a garantia

está ativa para os pneus novos pelo período de 12 meses. A Garantia

Tire Protect, consiste numa proteção extra para os pneus

da marca Continental, que visa garantir aos automobilistas as

possíveis perdas pecuniárias que estes possam ter em consequência

exclusiva de furo, impacto acidental com uma pedra ou

qualquer objeto que danifique o pneu e o torne inutilizável, atos

de vandalismo ou rebentamento do pneu.

62 | Revista dos Pneus | Março 2021


Antonio Crespo

novo Diretor Comercial

Michelin Espanha e Portugal

Desde o passado mês de novembro, António Crespo é o novo

responsável pela Direção Comercial de Espanha e Portugal da

Michelin. Sucede a Rebeca Nieto, que exerceu este cargo de 1

de março de 2018 até à data, e assume, agora, outras responsabilidades

dentro do Grupo a nível europeu. Na sua nova função, Antonio Crespo

contribuirá para dinamizar o crescimento da Michelin, dando continuidade

à estratégia da empresa, que coloca os clientes no centro das

atenções. Nascido em León, Antonio Crespo conta com uma larga experiência

no seio do Grupo, onde vem desempenhando a sua carreira profissional

desde 1984. Na Michelin ocupou diversos cargos de direção,

nos quais desenvolveu importantes funções comerciais, graças a sua

ampla visão de negócio, à frente de diferentes departamentos, tanto

em França como em vários países de América Latina. A sua anterior função,

antes de regressar a Espanha, foi a de Diretor Comercial B2B para a

América do Sul. A propósito da sua nomeação, Antonio Crespo declara:

“Depois de muitos anos em cargos de direção comercial na América do

Sul, é um grande prazer para mim voltar à Europa e, especialmente, a Espanha,

onde tenho as minhas raízes. Como muitos outros países, Espanha

e Portugal estão a passar por um momento muito difícil com a crise

da COVID-19, mas a nossa equipa demonstrou saber adaptar-se para

enfrentar estas dificuldades. Espero manter essa dinâmica para aproveitar

as oportunidades que se vão apresentar quando a situação melhore”.

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Notícias Mercado

Produto

Novo Porsche 911 GT3 com Michelin Pilot Sport Cup 2

Os pneus Michelin Pilot Sport Cup são os escolhidos pela Porsche

como equipamento de série para a nova geração do Porsche 911

GT3 (992). Os clientes que desejem explorar ao limite a performance

em circuito do novo desportivo da marca alemã poderão montar,

como opção de concessionário, os pneus Michelin Pilot Sport Cup 2 R

Connect. Durante os testes realizados no traçado de 20,8 quilómetros do

circuito de Nürburgring Nordschleife, na Alemanha, o automóvel equipado

com pneus Michelin Pilot Sport Cup 2 R Connect registou a volta mais

rápida com um tempo de 6 minutos e 59,927 segundos. O tempo, considerando

o traçado de referência mais utilizado, na sua extensão de 20,6

quilómetros, foi igualmente impressionante: 6 minutos e 55,2 segundos.

Tripulado pelo piloto de testes da Porsche Larns Kern, o 911 GT3 estava

equipado com pneus Miche lin Pilot Sport Cup 2 R Connect na medida

255/35 ZR 20 no eixo dianteiro, e 315/30 ZR 21 no eixo traseiro. O veículo

de produção montará de série pneus Michelin Pilot Sport Cup 2 nestas

mesmas dimensões.

Tiresur lança novo pneu ConneX Van TV701

A Tiresur lançou para o mercado português e espanhol, o novo pneu

ConneX Van TV701. Trata-se da última aposta da marca de pneus comerciais

para Van e Furgão comercial deste grande fabricante, que

vem completar o seu portfolio, um dos mais completos do mercado,

assim como a sua nova gama, Generation X. O forte investimento da

Triangle no seu departamento de Investigação e Desenvolvimento,

com mais de 360 patentes disponíveis, não termina de lançar novos

produtos, cada vez mais avançados e tecnológicos, na vanguarda das

últimas tendências em Engenharia. Os seus Centros de Investigação

de Weihai (China) e Akron (Estados Unidos), converteram-na numa

das marcas com maior número de lançamentos no seu segmento. O

novo ConneX TV701 é o pneu ideal para os profissionais que procuram

aumentar a quilometragem do seu Furgão ou Van.

Jantes AKO disponíveis na Rodrigues Tyres

A Rodrigues Tyres iniciou a distribuição de toda a gama de camião

das jantes da marca AKO, em Portugal. A gama inclui todas

as medidas das jantes 17,5”, 19,5” e 22,5” para comerciais e

camião. As jantes em questão, são fabricadas na Europa com as

mais inovadoras tecnologias, e passam a ser mais um produto à

disposição de toda a rede de clientes do projeto de distribuição

da empresa com sede em Braga. A AKO foi fundada em 1998 em

Ancara dentro da empresa Abdulkadir Özcan Otomotiv. A partir

de 2013 a empresa desenvolve a sua atividade na fábrica construída

num espaço total de 120.000 m2 dos quais 23.500 m2 são

de área interior. A AKO produz jantes para veículos comerciais,

agrícolas e industriais com a mundialmente conhecida tecnologia

Flow Forming.

64 | Revista dos Pneus | Março 2021


Nexen Tire fornece pneus para novo Audi A3

A Nexen Tire irá fornecer com os Pneus N’FERA SPORT, N’Blue S e WINGUARD

Sport 2 a quarta geração do Audi A3. O N’FERA SPORT da Nexen Tyre define-

-se por ser um pneu desportivo premium de estilo europeu que ostenta um

excelente desempenho em estradas molhadas e secas. Caracteriza-se pela

excelente manuseabilidade, aderência e poder de travagem. Já o N’Blue S,

é um pneu adequado para veículos ecológicos e de alto desempenho, que

minimiza a resistência rotacional em resposta ao CO2. A Nexen também melhorou

o ruído e a eficiência de combustível do N’Blue S em conformidade

com as normas ambientais europeias, ao mesmo tempo que reduziu o ruído

de rolamento. Por fim, o WINGUARD Sport 2 é um pneu alpino premium que

oferece alta estabilidade de desempenho nas capacidades de manuseabilidade

e travagem em condições de estrada molhada e seca. Foi desenvolvido

para fornecer uma experiência de direção estável, mesmo em gelo e em

superfícies com neve. O N’FERA SPORT é instalado no tamanho 225 / 45R17

91Y, o N’ Blue S no 205 / 55R16 91V e o WINGUARD Sport 2 em 205 / 55R16

91H.

Michelin aumenta gama

X MULTI ENERGY

A Michelin acaba de lançar para o mercado os novos

pneus Michelin X MULTI ENERGY Z e D 315/80 R

22.5, que complementam a gama formada pela medida

315/70 R 22.5, lançada em 2018. O Michelin X MULTI

ENERGY constitui a primeira gama de pneus dedicada

ao transporte regional que melhora a eficiência em

termos de consumo de combustível e das emissões de

CO2, ao mesmo tempo que oferece um elevado rendimento

quilométrico e uma ótima segurança, destacando-se

pela sua polivalência de utilização. A baixa

resistência ao rolamento destes novos pneus permite

uma poupança no consumo de combustível de até 0,7

litros por cada 100 km por comparação com a gama

Michelin X MULTI, assim como uma redução das emissões

de até 1,82 kg de CO2 por cada 100 km. A eficiência

em termos de consumo, combinada com o elevado

rendimento quilométrico, proporciona às frotas uma

redução da pegada ambiental e permite otimizar os

custos, ao mesmo tempo que responde às expetativas

dos fabricantes de camiões, sujeitos à norma VECTO relativa

ao nível de emissões.

BKT lança gama V-FLEXA

para atrelados agrícolas

A

gama V-FLEXA da BKT está a estrear três novos tamanhos. VF 600/65

R 26.5, VF 650/55 R 26.5 e VF 560/60 R 22.5 são as soluções que fazem

parte desta gama de pneus radiais desenhados para os atrelados agrícolas.

Mas não se trata apenas de novos tamanhos. A expansão desta gama representa

mais um passo em direção a uma agricultura mais sustentável, condição

necessária e essencial para o futuro do setor. Apresentado na Agritechnica

2019, o V-FLEXA é um pneu radial dedicado aos atrelados agrícolas. O produto

Flotation da última geração inclui um piso com três camadas de lonas de cima

em aço HD (heavy duty) que oferece mais força à lona de carcaça e, por conseguinte,

maior resistência a ataques. A marca extra grande do pneu permite a

distribuição perfeita da carga, embora possibilite o trabalho delicado quando

necessário. Desta forma, evita-se a compactação do solo e mantém-se o valor

das culturas. Autolimpeza, durabilidade e baixa resistência ao rolamento são

as restantes qualidades dos produtos nesta gama.

Estes novos pneus enriquecem o catálogo da BKT, onde já se incluem mais

de 2700 produtos. A meta da empresa é encontrar soluções que satisfaçam

todas as necessidades e aplicações, desenvolvendo o pneu certo para todas

as ocasiões e, assim, permitindo aos utilizadores poupar tempo e recursos e

reduzir o consumo.

www.revistadospneus.com | 65


Notícias Mercado

Produto

Bridgestone lança pneu de

alta performance Potenza Sport

A

Bridgestone

tem um forte legado de experiência em pneus de alta performance,

graças à sua tradição em corridas de Fórmula 1 e às parcerias de

longo prazo com fabricantes de carros premium de alta performance. Com

base nessas experiências, a Bridgestone desenvolveu um novo produto de alta

performance de ponta: o Bridgestone Potenza Sport. Este pneu da próxima geração

representa um novo padrão em desempenho desportivo premium e de ponta,

proporcionando o melhor desempenho da classe em piso seco, apoiado por um pacote

premium para piso molhado. Testado pela TÜV SÜD, um dos institutos independentes

de testes automóveis mais respeitados da Europa, o Potenza Sport atinge o

melhor desempenho tanto em travagem em piso seco (distância de travagem mais

curta em piso seco) como em curvas e estabilidade em linha reta (mantendo a estabilidade

do veículo ao viajar em linha reta e através de curvas) versus concorrentes

no segmento premium. Os pneus Potenza Sport desenvolvidos sob medida já foram

selecionados como equipamento original por algumas das marcas de automóveis

mais prestigiosas do mundo, incluindo a Maserati para o seu super carro MC20, a

Lamborghini para o Huracán STO, a BMW para o série 8 e muitos outros que virão.

Pneus BFGoodrich

com alto desempenho no Dakar

BFGoodrich voltou a impor-se na corrida off-road

mais dura do mundo: o Rally Dakar. Os três primeiros

classificados da edição de 2021 confiaram nos

pneus BFGoodrich, que soma um total de 17 triunfos

absolutos numa competição que a marca utiliza

como laboratório de testes. Com partida e chegada

na cidade de Jeddah, os participantes na edição de

2021 do Rally Dakar tiveram que cumprir mais de

7,500 quilómetros que colocaram à prova, ao longo

de duas semanas, pilotos, navegadores, veículos e

pneus. Com um percurso totalmente novo relativamente

ao do ano passado, com zonas repletas

de rochas, o Dakar foi um desafio absoluto para a

BFGoodrich, fornecedor de pneus das principais

equipas participantes, e a sua experiência voltou

a ser determinante para alcançar os melhores resultados.

Stéphane Peterhansel (MINI JCW Buggy),

acompanhado de Edouard Boulanger, voltou a fazer

história no Rally Dakar. O duo francês foi líder da

classificação geral desde a segunda etapa.

Downforce distribuidora oficial da Arceo Valencia

A Downforce, distribuidora de jantes e acessórios, está no mercado português

através da marca Arceo Wheels. As jantes instaladas num carro têm contribuições

para fazer mais do que imagina. Não existem apenas pela estética, mas também

para contribuições relacionadas com a segurança e o equilíbrio do desempenho.

A escolha do tipo de jante terá importância no desempenho e na condução do seu

veículo e também na aparência total do mesmo. Neste sentido, chegam as Arceo

Valencia a Portugal, de modo a responderem, precisamente, àquilo que os consumidores,

que valorizam a beleza e alta performance, pretendem. Estas jantes leves

e com uma beleza extrema têm feito sucesso em todo o mundo, tendo sido o

modelo da marca Arceo Wheels mais

vendido em 2020, em países como

Arábia, Holanda, Rússia, Turquia e Polónia.

Esse peso menor é bom para o

condutor, pois obtém uma aceleração

mais rápida e um movimento mínimo

de travagem. O modelo mais popular

de Arceo Wheels possui detalhes técnicos

e cores da cidade de Valência.

Por ser caracterizada por uma cidade

que aposta no urbanismo, especialmente,

com a criação de jardins e parques

públicos, ou seja, lugares puros,

únicos e com muitas cores, este modelo

da marca Arceo Wheels revela-se

muito distinto e com grande variedade,

de modo a transparecer os ideais

que a cidade valenciana transpira.

VW ID.3 estabeleceu recorde

mundial com pneus Hankook

A Hankook contribuiu para o sucesso do “ID.3 Germany

Tour” ao instalar o novo pneu Winter i * cept

evo 3 no VW ID.3. Depois de conduzir por 65 dias e

mais de 28.000 quilómetros pela Alemanha, a equipa

estabeleceu um recorde mundial para a mais longa

viagem contínua com um veículo elétrico através de

um único país. A viagem começou em setembro em

Oberstdorf, um dos principais locais de desportos de

inverno da Alemanha. O organizador Rainer Zietlow

e seu co-piloto Dominic Brüner passaram 65 dias viajando

pela Alemanha para testar as capacidades de

longa distância do Volkswagen ID.3 e a infraestrutura

de carregamento em toda a Alemanha. Após 28.198

quilómetros, eles chegaram ao seu destino final no

norte de Sylt, a ilha mais ao norte do país. Apesar das

restrições da Covid-19, a equipa estabeleceu um recorde

mundial de condução contínua mais longa por

um país num veículo elétrico. Durante a viagem, eles

carregaram o veículo em 652 estações de carregamento

rápido e utilizaram novos painéis instalados

em várias concessionários Volkswagen que visitaram.

O novo pneu de inverno Hankook Winter i * cept evo

3, de ultra-alto desempenho, foi classificado como

‘Exemplar’, a pontuação mais alta no teste de desempenho

independente da revista automóvel líder na

Europa, Auto Bild.

66 | Revista dos Pneus | Março 2021


Continental lança novo pneu

com índice de carga “HL”

Os novos pneus continental com a sigla “HL” têm

uma capacidade de carga um quarto mais elevada

do que os pneus normais. Os veículos de grande

volumetria e elevada potência, elétrico ou híbridos,

são mais pesados que os seus homólogos de combustão

interna. Ao mesmo tempo, estes veículos

mais pesados têm possibilidades limitadas, no que

diz respeito a dimensões alternativas com maior capacidade

de carga. Em resposta, a Continental iniciou

o fabrico do primeiro pneu para ligeiro de passageiros

com o novo código de índice de carga “HL”.

A capacidade de carga extra deste pneu HL situa-se

nos 825 kg (índice de carga 101), o que equivale a

um aumento de 10 por cento em relação à norma

XL familiar de 750 kg (índice de carga 98). Os pneus

de passageiros deste tamanho, construídos segundo

a norma SL, adequados para muitos carros, até

modelos de gama média, inclusive, podem suportar

uma carga máxima de 670 kg (índice de carga 94).

Isto torna a capacidade de carga dos novos pneus

HL quase um quarto mais elevada do que os pneus

normais. Quanto ao futuro, a Continental prevê uma

procura crescente por parte dos construtores automóveis

de pneus com o novo código HL.

Falken Tyres expande

linha de pneus verão

A

Falken Tyres anunciou a expansão da sua linha de pneus de verão e todas as

estações para automóveis de passageiros, SUVs, vans e camiões a partir da

próxima primavera. Este aumento cobrirá tanto a oferta de primeiro equipamento

quanto a oferta de substituição. Entre as novidades estão dez novas dimensões

para o FALKEN AZENIS-FK510, além de duas outras atualmente em desenvolvimento.

Oferecendo um excelente manuseio em piso molhado e seco, este pneu

silencioso agora está disponível em tamanhos de 205 / 50ZR17 93Y XL a 255 / 35ZR

18 94Y XL. Além disso, quatro novas dimensões já estão disponíveis para a versão

SUV do pneu AZENIS-FK510SUV, ao qual o tamanho 215 / 50R 18 92W está planeado

para ser lançado na primavera. Com 22 novas dimensões, o Falken estende a oferta

do extraordinário pneu para todas as estações FALKEN EUROALL SEASON-AS210.

Este pneu versátil para todas as condições meteorológicas, que incorpora a marca do

símbolo do floco de neve (3PMSF) que o identifica claramente como um pneu seguro

para o inverno, estará posteriormente disponível numa gama de tamanhos muito

maior. Todas as novidades levarão a identificação XL (carga alta) e incluirão medições

de 175/65 R15 88H XL a 255/45 R20 105V XL.

Pirelli equipa topos de gama BMW

A mais recente colaboração técnica entre a Pirelli e

o BMW Group é impulsionada pelos mais altos níveis

de desempenho e segurança. Um total de 78

homologações para equipamento original foram

criadas à medida para as versões mais recentes do

BMW Série 8 Coupé, Gran Coupé e Cabrio: incluindo

os modelos M Sport. Os topo de gama da Série

8 vão equipar pneus Pirelli P Zero e Cinturato P7,

com medidas entre as 18 e as 20 polegadas, desenvolvidos

especificamente para extrair o máximo

desempenho na estrada e projetado para fornecer

os melhores níveis de segurança, controlo e manuseabilidade.

Os pneus foram criados em linha com a

filosofia ‘Perfect Fit’ da Pirelli e homologados como

equipamento original para a luxuosa linha grand

touring do BMW Group, e vão permitir que os ocupantes

beneficiem do máximo conforto a bordo e

apreciem na totalidade o desempenho do carro em

cada situação.

McLaren Artura com novos pneus inteligentes Pirelli

A Pirelli acaba de lançar os primeiros pneus inteligentes com sistema Cyber Tire.

Este sistema permite ao McLaren Artura “falar” com os pneus. Esta opção permite

que o veículo capte informação diretamente da estrada para tomar decisões

com maior segurança. Pela primeira vez, a Pirelli equipa pneus capazes de “falar”

com o carro. Trata-se do sistema Pirelli Cyber Tire, e funciona graças a um sensor

localizado dentro de cada pneu que coleta dados essenciais para uma condução

segura e está diretamente ligado ao software da unidade de controlo do veículo.

O primeiro modelo a incorporar esta novidade mundial, que tem como objetivo

oferecer uma condução mais completa e segura, será o McLaren Artura, um supercarro

híbrido equipado com uma significativa carga tecnológica. A tecnologia

Cyber Tyre proporciona uma grande quantidade de dados úteis tanto para o carro

como para a pessoa sentada ao volante.

www.revistadospneus.com | 67


Mercado Serviço


Alinhamento da direção

Condução

mais leve

e exata

A direção de um automóvel e o alinhamento

da mesma são dois conceitos que se encontram

intimamente ligados entre si. A direção é o sistema

responsável pela mudança de trajetória das rodas,

enquanto o alinhamento permite a coordenação

das rodas sob um determinado ângulo, o que facilita

o controlo da direção

Embora com frequência se faça

referência simplesmente a um

“alinhamento” ou “alinhamento da

direção”, são ângulos da suspensão

muito complexos que estão a ser medidos

e uma diversidade de componentes

da suspensão que estão a ser ajustados. Isto

torna um alinhamento numa importante

ferramenta de afinação da suspensão que

influencia profundamente o funcionamento

das rodas dos veículos.

As condições de desalinhamento ocorrem

quando a suspensão e os sistemas da direção

não estão a funcionar nos respetivos

ângulos pretendidos. As condições de desalinhamento

são geralmente provocadas

pelo enfraquecimento das molas ou pelo

desgaste da suspensão (rótulas esféricas,

casquilhos, etc.) num veículo mais antigo.

Também podem ser o resultado de um impacto

num buraco ou contra um passeio, ou

de uma alteração da distância ao solo do

veículo (reduzida ou aumentada) em qualquer

veículo, independentemente da idade.

Por norma, configurações de alinhamento

incorretas resultarão num desgaste mais

rápido dos pneus. Assim sendo, o alinhamento

deve ser verificado sempre que são

instalados novos pneus ou componentes da

suspensão, e em qualquer altura que surjam

padrões anormais de desgaste dos pneus.

O alinhamento também deve ser verificado

após o veículo ter embatido num grande

obstáculo rodoviário ou num passeio.

ALINHAMENTO DIANTEIRO, DO ÂNGULO

DE IMPULSO E DAS QUATRO RODAS

Os diferentes tipos de alinhamento disponibilizados

atualmente são o dianteiro,

do ângulo de impulso e das quatro rodas.

Durante um alinhamento dianteiro, apenas

os ângulos do eixo dianteiro são medidos

e ajustados. Os alinhamentos dianteiros

são bons para alguns veículos equipados

com um eixo traseiro estável, mas confirmar

que os pneus dianteiros estão posicionados

diretamente à frente dos pneus traseiros

também é importante.

www.revistadospneus.com | 69


Reportagem Serviço

Alinhamento da direção

Num veículo com um eixo traseiro estável,

isto exige um alinhamento do ângulo de

impulso que permite ao técnico confirmar

que todas as quatro rodas estão “niveladas”

umas com as outras. Os alinhamentos do

ângulo de impulso também identificam

os veículos que seguem estrada fora com

a traseira desfasada da dianteira. Se o ângulo

de impulso não for zero, no caso de

muitos veículos de eixo traseiro estável é

necessária uma ida a uma oficina de retificação

de chassis para repor o eixo traseiro

na respetiva posição original.

Em todos os veículos com suspensões independentes

nas quatro rodas, ou em veículos

de tração dianteira com suspensões traseiras

ajustáveis, o alinhamento adequado

é um alinhamento das quatro rodas. Este

procedimento “alinha” o veículo como um

alinhamento do ângulo de impulso, e também

inclui a medição e ajuste dos ângulos

do eixo traseiro, bem como do dianteiro.

Nem todos os veículos são facilmente ou

totalmente ajustáveis. Alguns veículos requerem

kits do mercado pós-venda para

permitir um ajuste suficiente para compensar

danos de acidentes ou a alteração no

alinhamento devido à instalação de molas

de rebaixamento.

Ao realizar-se o alinhamento num veículo é

conveniente que o mesmo esteja carregado

com a sua carga “habitual”. Isto é importante

para os condutores que transportam continuamente

cargas nos respetivos veículos,

como por exemplo representantes comerciais

que transportam amostras ou literatura

na bagageira. Adicionalmente, quando

um veículo é utilizado para provas de pista,

alguns pilotos irão sentar-se no respetivo

automóvel, ou permitir que a oficina de

alinhamento aplique “lastro” ao veículo,

de modo a incluir a influência do peso do

condutor nos ângulos da suspensão.

Os principais ângulos de suspensão estática

que precisam de ser medidos e ajustados

são o ângulo de avanço, o ângulo de sopé,

o ângulo de convergência/divergência e o

ângulo de impulso. Eis uma definição de

cada ângulo e a respetiva influência num

veículo e nas suas rodas.

ÂNGULO DE SOPÉ

O ângulo de sopé identifica o quanto a roda

se inclina em relação à vertical quando vista

diretamente a partir da frente ou de trás

do veículo. O ângulo de sopé é expresso

em graus, e diz-se ser negativo quando a

parte superior da roda está inclinada para o

centro do veículo e positivo quando a parte

superior se inclina para fora em relação ao

centro do veículo.

Uma vez que as suspensões de estrada não

conseguem compensar completamente a

inclinação da parte externa do pneu para o

exterior quando o veículo se inclina numa

curva, não existe uma configuração mágica

do ângulo de sopé que permita às rodas

permanecerem na vertical ao circular a direito

na estrada (para um desgaste mais

uniforme) e permanecerem perpendiculares

à estrada nas curvas apertadas (para

uma melhor aderência).

Diferentes estilos de condução também

conseguem influenciar de igual modo o

ângulo de sopé pretendido. Um condutor

mais vigoroso que curve mais rápido do que

um condutor mais calmo conseguirá mais

aderência em curva e uma vida útil mais

longa dos pneus ao ter as rodas alinhadas

com um ângulo de sopé mais negativo. No

entanto, com o ângulo de sopé negativo

mais pronunciado, as velocidades em curva

mais reduzidas de um condutor mais calmo

farão com que os rebordos interiores dos

pneus se desgastem mais rápido do que

os rebordos exteriores.

Procedimentos

de alinhamento

O alinhamento de direção é um processo que

visa ajustar os diversos ângulos das rodas de

um carro aos valores originais estabelecidos

pelo fabricante, com recurso a medições e

correções de grande precisão.

Durante a operação, que pode demorar cerca de

30 minutos, são colocados sensores em cada

uma das rodas e, através de um computador,

torna-se possível comparar os ângulos às

especificidades do veículo. É dessa comparação

que resulta a formatação dos valores,

concretizada por um técnico qualificado. O

objetivo é colocar as rodas de cada eixo

paralelas entre si e perpendiculares ao

pavimento.

O alinhamento da direção envolve o ajuste dos

ângulos das rodas, de modo a que elas

tenham a convergência/divergência e o sopé

especificados. Os três principais ajustes que

podem ser feitos em termos de alinhamento

são o sopé, o avanço e a convergência/

divergência.

Que parâmetros são corrigidos?

l Convergência e divergência. Teoricamente, as

rodas de um carro deveriam estar paralelas

quando são observadas de frente. Porém, esse

paralelismo vai-se perdendo, devido a folgas

nos componentes que interagem com a

direção. Daí resultando um desvio convergente

(fecho para o interior) ou divergente (abertura

para o exterior) dos pneus.

l Inclinação. Também denominado camber,

trata-se do ângulo de inclinação das rodas em

relação ao plano vertical. A queda é positiva

se a parte superior do pneu pender para fora,

sendo negativa se pender para dentro.

Qualquer dos cenários pode provocar um

desgaste irregular da banda de rodagem.

l Avanço. Consiste no ângulo formado pela

inclinação do eixo de direção em relação ao

plano vertical. O avanço é positivo se o topo

estiver inclinado para trás, negativo se estiver

inclinado para a frente. Este elemento tem

uma enorme influência na estabilidade do

carro, podendo fazer com que uma das rodas

o ‘puxe’ para um dos lados.

70 | Revista dos Pneus | Março 2021


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Reportagem Serviço

se incline para a dianteira.

Um exemplo muito visual do ângulo de

avanço positivo é a forquilha dianteira

da direção de um motociclo. A forquilha

aponta para a frente em baixo e inclina-se

para trás no cimo. Esta inclinação para trás

faz com que o pneu da frente se mantenha

estável ao circular a direito e se incline para

o interior da curva quando se curva.

As configurações do ângulo de avanço permitem

ao fabricante do veículo equilibrar

o esforço da direção, a estabilidade a alta

velocidade e a eficácia da frente em curva.

QUAL É A DESVANTAGEM DO

ÂNGULO DE SOPÉ NEGATIVO?

O ângulo de sopé negativo inclina ambas

as rodas do eixo para o centro do veículo.

Cada roda desenvolve uma força de compensação

idêntica de “impulso de inclinação”

(o mesmo princípio que faz com

que um motociclo vire quando se inclina),

mesmo quando o veículo é conduzido a

direito. Caso o veículo encontre um ressalto

que faz com que apenas uma roda

perca alguma aderência, o ângulo de sopé

negativo das outras rodas irá empurrar o

veículo na direção da roda que perdeu

aderência. O veículo pode sentir-se mais

“nervoso” e tornar-se mais suscetível a “seguir

o carril”. O ângulo de sopé excessivo

também reduzirá a aderência disponível em

reta necessária para acelerações rápidas e

paragens bruscas.

Configurações adequadas do ângulo de

sopé que tenham em conta o veículo e a

agressividade do condutor irão ajudar a

equilibrar o desgaste do piso dos pneus

com o desempenho em curva. Para veículos

de estrada, isto significa que o desgaste dos

pneus e os requisitos de condução têm de

ser equilibrados de acordo com as necessidades

do condutor. O objetivo é utilizar

suficiente ângulo de sopé negativo para

proporcionar bom desempenho em curva,

não exigindo em simultâneo ao pneu que

coloque muita da sua carga sobre o rebordo

interior ao circular em linha reta. Menos

ângulo de sopé negativo (até a roda estar

perpendicular à estrada com um ângulo de

sopé nulo), por norma, reduzirá a capacidade

de curvar, mas resulta num desgaste

mais uniforme.

Embora tenham algumas das suspensões

mais sofisticadas do mundo, a próxima vez

que vir uma foto frontal de um automóvel

de Fórmula 1 preparado para uma corrida,

repare no ângulo de sopé negativo que as

rodas da frente apresentam. Embora este

seja certamente um exemplo em que o

desgaste não é tão importante como a

aderência, o ângulo de sopé negativo ajuda

ainda assim estes sofisticados automóveis

de competição a curvar melhor.

ÂNGULO DE AVANÇO

O ângulo de avanço identifica a inclinação

para a frente ou para trás de uma linha

desenhada através dos pontos de rotação

superior e inferior da direção quando vista

diretamente a partir da lateral do veículo.

O ângulo de avanço é expresso em graus

e é medido comparando uma linha que

atravessa os pontos de rotação superior e

inferior do sistema de direção (por norma

as rótulas esféricas superior e inferior de

um modelo de suspensão tipo braço em A

ou “wishbone”, ou a rótula esférica inferior

e a fixação da torre do amortecedor de um

modelo de amortecedor McPherson) a uma

linha desenhada perpendicular ao solo. Diz-

-se que o ângulo de avanço é positivo caso

a linha se incline para a traseira do veículo

na parte superior e negativo caso a linha

Quando fazer

o alinhamento

da direção?

l É aconselhável alinhar a direção uma vez por

ano ou 20.000 km após o último alinhamento.

l Sempre que montar pneus novos ou substituir

peças da suspensão ou da direção.

l Quando detetar um desgaste irregular dos

pneus ou o consumo excessivo de

combustível.

l Caso o automóvel bater em algo (por exemplo,

um lancil ou numa grande irregularidade da

estrada).

Se sentir problemas na direção ou no

comportamento, como: o veículo puxa ou

desloca-se para um lado; o volante não se

recentra facilmente após uma curva; o volante

permanece virado ao conduzir em linha reta.

Aumentar o valor do ângulo de avanço

positivo irá aumentar o esforço da direção

e o controlo em linha reta, assim como

melhorar a estabilidade a alta velocidade

e a eficácia em curva. O ângulo de avanço

positivo também aumenta a inclinação dos

pneus ao curvar (quase como ter mais ângulo

de sopé negativo) à medida que o

ângulo da direção é aumentado.

QUAL É A DESVANTAGEM DO

ÂNGULO DE AVANÇO POSITIVO?

Caso o veículo não possua direção assistida,

será sentido um aumento notável no

esforço da direção à medida que o ângulo

de avanço positivo for aumentado. Para

além disso, os efeitos do ângulo de avanço

positivo são bastante “positivos”, especialmente

ao aumentar a inclinação dos pneus

quando o veículo está a curvar, repondo-

-os simultaneamente numa posição mais

vertical quando se conduz a direito.

ÂNGULO DE SOPÉ CRUZADO E

ÂNGULO DE AVANÇO CRUZADO

A maioria dos alinhamentos de automóveis

de estrada requerem que as configurações

do ângulo de sopé e do ângulo de avanço

dianteiros sejam ajustados com especificações

ligeiramente diferentes no lado direito

do veículo comparativamente ao lado esquerdo.

Estas ligeiras diferenças entre os

lados são denominadas ângulo de sopé

cruzado e ângulo de avanço cruzado.

Para veículos configurados para circular

no lado “direito” da estrada, o lado direito

72 | Revista dos Pneus | Março 2021


Alinhamento da direção

é alinhado com um ângulo de sopé um

pouco mais negativo (cerca de 1/4 de grau)

e com um ângulo de avanço um pouco mais

positivo (de novo, cerca de 1/4 de grau)

para ajudar o veículo a resistir à influência

das estradas com declive lateral, que fariam

com que os mesmos derivassem “pela descida”

para a berma direita. Uma vez que a

maioria das estradas têm declive lateral,

o ângulo de sopé cruzado e o ângulo de

avanço cruzado são úteis na maioria das

vezes. No entanto, farão com que um veículo

derive para a esquerda numa estrada

perfeitamente plana ou numa estrada com

declive para a esquerda. A utilização do

ângulo de sopé cruzado e do ângulo de

avanço cruzado não é necessária para automóveis

de utilização exclusiva em pista.

ÂNGULO DE CONVERGÊNCIA/DIVERGÊNCIA

O ângulo de convergência/divergência

identifica a direção exata para onde os

pneus apontam comparativamente à linha

central do veículo quando visto diretamente

de cima. O ângulo de convergência/divergência

é expresso em graus ou

frações de uma polegada e diz-se que um

eixo tem convergência positiva quando as

linhas imaginárias que passam pela linha

central dos pneus se intersetam à frente do

veículo e tem divergência negativa quando

as mesmas divergem. A configuração do

ângulo de convergência/divergência é habitualmente

utilizada para ajudar a compensar

a conformidade dos casquilhos da

suspensão, de modo a melhorar o desgaste

dos pneus. O ângulo de convergência/divergência

também pode ser utilizado para

ajustar a condução do veículo.

Um veículo de tração traseira “empurra” os

pneus do eixo dianteiro enquanto rolam ao

longo da estrada. A resistência dos pneus

ao rolamento provoca um ligeiro arrastamento

que resulta num movimento para

trás dos braços de suspensão contra os

respetivos casquilhos. Por este motivo, a

maioria dos veículos de tração traseira usam

algum ângulo de convergência positivo

para compensar o movimento, permitindo

que os pneus funcionem paralelamente

uns aos outros em velocidade.

Inversamente, um veículo de tração dianteira

“puxa” toda a sua estrutura através

do eixo dianteiro, resultando num movimento

para a frente dos braços de suspensão

contra os respetivos casquilhos.

Portanto, a maioria dos veículos de tração

dianteira usam algum ângulo de divergência

negativo para compensar o movimento,

permitindo, uma vez mais, que os pneus

funcionem paralelamente uns aos outros

em velocidade.

O ângulo de convergência/divergência

também pode ser utilizado para alterar as

características de condução de um veículo.

Um maior ângulo de convergência resultará

habitualmente numa sobreviragem reduzida,

ajudará a estabilizar o automóvel e

aumentará a estabilidade a alta velocidade.

Um maior ângulo de divergência resultará

habitualmente numa subviragem reduzida,

ajudando a soltar o automóvel, especialmente

durante as viragens iniciais ao entrar

numa curva.

Antes de ajustar o ângulo de convergência/

divergência de forma diferente das configurações

recomendadas pelo fabricante do

veículo para controlar a condução, tenha

em conta que configurações do ângulo de

convergência/divergência irão influenciar

a condução com tempo húmido e também

o desgaste dos pneus.

Configurações excessivas do ângulo de

convergência/divergência provocam frequentemente

problemas de condução,

especialmente em condições de chuva

intensa. Isto acontece porque a passagem

diária de semirreboques em muitas estradas

deixa sulcos que se enchem de água. Uma

vez que um ângulo de convergência/divergência

excessivo significa que cada pneu

aponta numa direção que não é exatamente

para a frente, quando o veículo passa por

uma poça que faz com que apenas um

pneu perca alguma aderência, o conjunto

de ângulos de convergência/divergência

dos outros pneus irá empurrar (ângulo de

convergência excessivo) ou puxar (ângulo

de divergência excessivo) o veículo para o

lado. Isto poderá fazer com que se sinta o

veículo instável e muito “nervoso”.

Quais as vantagens

de alinhar a direção?

l Maior aproveitamento dos pneus. O desgaste

da banda de rodagem acontece

harmoniosamente e a um ritmo inferior. Já um

desarranjo mínimo do paralelismo de uma

roda influencia o consumo prematuro dos

pneus e o fim antecipado da sua vida útil.

l Melhor desempenho. O comportamento do

veículo é otimizado e equilibrado. A aderência

à estrada é mais efetiva e a direção torna-se

mais leve e fácil de manipular, proporcionando

maior controlo e conforto.

l Mais segurança. A estabilidade assegurada

pelo alinhamento de direção tem eco na

segurança rodoviária, pois os riscos de

acidente diminuem. Além disso, permite ao

automobilista focar-se na condução e não em

tentar ‘segurar’ o carro por causa dos desvios

de trajetória típicos de uma direção

desalinhada.

l Economia de combustível. Manter a direção

alinhada também significa poupar

combustível, dado que permite minimizar a

resistência ao rolamento. Um depósito dará

para mais quilómetros.

l Menos despesas de manutenção. Um carro

com as rodas coordenadas evita avarias e

prolonga a vida dos seus componentes de

direção e suspensão. Nesse sentido, também

a vida útil do veículo aumenta.

www.revistadospneus.com | 73


Serviço

Alinhamento da direção

Além disso, o ângulo de convergência/

divergência do veículo é uma das configurações

de alinhamento mais críticas em

relação ao desgaste dos pneus. Uma configuração

do ângulo de convergência/divergência

que seja apenas um pouco diferente

da respetiva configuração adequada pode

fazer uma enorme diferença no desgaste

dos pneus. Considere que, se a configuração

do ângulo de convergência/divergência for

de apenas 1/16 de polegada diferente da

configuração adequada, cada pneu nesse

eixo irá friccionar cerca de dois metros de

lado a cada quilómetro e meio, aproximadamente!

Expanda isto e irá descobrir que

em vez de funcionarem paralelamente um

ao outro, os pneus dianteiros irão friccionar

mais de 400 m de lado a cada 160 quilómetros

de condução, aproximadamente!

Um ângulo de convergência/divergência

incorreto irá retirar vida útil aos seus pneus.

ÂNGULO DE IMPULSO

O ângulo de impulso é uma linha imaginária

desenhada perpendicularmente à linha

central do eixo traseiro. Compara a direção

para onde o eixo traseiro está orientado com

a linha central do veículo. Também confirma

se o eixo traseiro está paralelo ao respetivo

eixo dianteiro e se a distância entre eixos

de ambos os lados do veículo é a mesma.

Caso o ângulo de impulso não esteja correto

num veículo com um eixo traseiro estável,

isso exige frequentemente uma ida à oficina

de retificação de chassis para reposicionar

corretamente o eixo traseiro.

Um veículo com eixos traseiros independentes

pode ter um ângulo de convergência

ou divergência incorreto em ambos os

lados do eixo, ou pode ter um ângulo de

convergência num lado e um ângulo de

divergência no outro. A suspensão de cada

lado do veículo tem de ser ajustada individualmente

até ter atingido a configuração

adequada do ângulo de convergência/divergência

para o respetivo lado do veículo.

Um ângulo de impulso incorreto é frequentemente

provocado por um eixo fora da posição

ou configurações incorretas do ângulo

de convergência/divergência. Assim, para

além das peculiaridades da condução, que

são o resultado de configurações incorretas

do ângulo de convergência/divergência,

os ângulos de impulso também podem

fazer com que o veículo se comporte de

forma diferente ao virar numa direção em

oposição à outra.

INTERVALOS DE ALINHAMENTO

As especificações de alinhamento dos

fabricantes de veículos identificam habitualmente

um valor “preferencial” para os

ângulos de sopé, de avanço e de convergência/divergência

(sendo sempre o ângulo de

impulso preferencial igual a zero). Os fabricantes

também disponibilizam os ângulos

aceitáveis “mínimo” e “máximo” para cada

especificação. As especificações do ângulo

de sopé e de avanço mínimo e máximo

resultam num intervalo que se encontra

entre mais ou menos 1 grau em relação

ao ângulo preferencial.

Caso, por qualquer motivo, não seja possível

ao seu veículo encontrar-se dentro

do intervalo aceitável, será necessário

substituir peças arqueadas ou um kit de

alinhamento do mercado pós-venda. Felizmente

existe um kit para quase todos os

veículos populares, devido à necessidade

de as oficinas de carroçaria e chassis fazerem

reparações de automóveis acidentados

e de os entusiastas do volante adaptarem

as suspensões dos respetivos automóveis.

RECOMENDAÇÕES

Um alinhamento da direção rigoroso é

essencial para equilibrar o desgaste e o

desempenho proporcionados pelos pneus

de um veículo. Os alinhamentos de direção

regulares permitem ao condutor poupar

o respetivo valor em desgaste de pneus

e deverão ser considerados manutenção

preventiva de rotina. Uma vez que existem

intervalos “aceitáveis” disponibilizados nas

recomendações do fabricante, o técnico

deve ser incentivado a alinhar o veículo de

acordo com as configurações preferenciais

e não apenas dentro do intervalo. Caso seja

se trate de um condutor mais calmo, é conveniente

alinhar o veículo de acordo com as

configurações preferenciais do fabricante

do veículo.

Caso seja um condutor mais agressivo que

gosta de conduzir no limite nas curvas e

nos nós das vias rápidas, é conveniente um

alinhamento de alto desempenho para o

seu automóvel. Um alinhamento de alto

desempenho consiste em utilizar o intervalo

das especificações de alinhamento

do fabricante do veículo para maximizar o

desempenho dos pneus. Um alinhamento

de alto desempenho exige o máximo ângulo

de sopé negativo, o máximo ângulo de

avanço positivo e as condições preferenciais

do ângulo de convergência/divergência do

fabricante. Ao permanecerem dentro das

recomendações do fabricante do veículo,

estas configurações de alinhamento irão

maximizar o desempenho dos pneus.

Caso seja um piloto de competição que

participa frequentemente em provas de

pista ou estrada, por norma irá querer o

máximo ângulo de sopé negativo, o máximo

ângulo de avanço positivo e as configurações

mais agressivas do ângulo de

convergência/divergência disponíveis no

automóvel e permitidas pelas regras da

competição. Caso as regras o permitam,

placas do ângulo de sopé do mercado pós-

-venda e ajustes do ângulo de avanço são

bons investimentos.

Muitas das máquinas de alinhamento

atuais estão equipadas com impressões

que comparam os ângulos de alinhamento

do “antes” e do “depois” com as especificações

dos fabricantes. Uma impressão

posterior ao alinhamento pode ajudar a

oficina a confirmar o rigor do técnico de

alinhamento e a guardar um registo das

configurações pretendidas para o veículo

no caso de um embate com um obstáculo

rodoviário que danifique a suspensão. u

74 | Revista dos Pneus | Março 2021


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