18.09.2018 Views

Analytica 96

Artigo científico Florações de cianobactérias e cianotoxinas: levantamento de risco à saúde Nova seção: Espectrometria de massas O professor Oscar Bustillos apresenta as relações entre a espectrometria de massas e a química analítica Microbiologia Uma revisão sobre o bacilo Cronobacter Complemento normativo Agora, ao fim de todos os artigos, um complemento com as normas vigentes sobre o tema E muito mais.

Artigo científico
Florações de cianobactérias e cianotoxinas: levantamento de risco à saúde
Nova seção: Espectrometria de massas
O professor Oscar Bustillos apresenta as relações entre a espectrometria de massas e a química analítica
Microbiologia
Uma revisão sobre o bacilo Cronobacter
Complemento normativo
Agora, ao fim de todos os artigos, um complemento com as normas vigentes sobre o tema
E muito mais.

SHOW MORE
SHOW LESS

You also want an ePaper? Increase the reach of your titles

YUMPU automatically turns print PDFs into web optimized ePapers that Google loves.

REVISTA

Mídia oficial da Instrumentação e

Controle de Qualidade Industrial

Ano 16 - Edição 96 - Ago/Set 18

R$25,00

ARTIGO 2

Florações de cianobactérias e cianotoxinas:

levantamento de risco à saúde

NOVA SEÇÃO: ESPECTROMETRIA DE MASSAS

O professor Oscar Bustillos apresenta as relações entre a

espectrometria de massas e a química analítica

MICROBIOLOGIA

Uma revisão sobre o bacilo Cronobacter

COMPLEMENTO NORMATIVO

Agora, ao fim de todos os artigos, um complemento

com as normas vigentes sobre o tema

E muito mais.


SABEMOS COMO É IMPORTANTE

GARANTIR A PUREZA DA ÁGUA

NO LABORATÓRIO E QUE VOCÊ

PRECISA SE CONCENTRAR

EM RESULTADOS PRECISOS

E CONFIÁVEIS, ENTÃO DEIXE SEU

REAGENTE MAIS IMPORTANTE

PARA A ELGA - ESPECIALISTAS

EM ÁGUA DE LABORATÓRIO.

ELGA

A ELGA Veolia tem sistemas de tratamento de água que

fornecem desde água grau primário para simples

lavagem de rotina até água ultrapura para as aplicações

científicas e analíticas mais críticas.

ELGA. DIVERSAS OPÇÕES DE QUALIDADE DE ÁGUA

PARA SUAS APLICAÇÕES.

WATER TECHNOLOGIES

elgabrasil@veolia.com

www.veoliawatertech.com/latam


REVISTA

REVISTA

Ano 16 - Edição 96 - Ago/Set 18

Ano 16 - Edição 96 - Ago/Set 18

ÍNDICE

EDITORIAL

Artigo 1 10

05 Editorial

06 Agenda

Não há conhecimento

que não tenha valor

Determinação de cádmio

em rochas utilizando um sistema

homogêneo de solventes e

espectrofotometria UV-VIS

16 / 30 / 59

Autores:

Karina da Silva Alves1

Alex Magalhães de Almeida2

Frederico de Oliveira Silva3

Anísio Claudio Rios Fonseca4

Complemento

Normativo

Artigo 2 18

Florações de cianobactérias e

cianotoxinas: levantamento de risco à saúde

Autores:

Marcelo da Luz Santos¹,

Luciano Procópio da Silva²,

Renata Cristine Manfrinato Reis³

Um dos princípios da Analytica é que o conhecimento nunca é demais e informação é base

fundamental para isso. Por esse motivo, nessa edição anunciamos duas novas seções para alegria

de nossos leitores.

Primeiramente, iniciamos na Analytica 96 uma parceria com a Arena Técnica, em que será

fornecido para os leitores, as principais normas vigentes que se relacionam aos artigos publicados

por nós. Nessa área chamada “Complemento normativo”, os leitores poderão contar com as

normas publicadas pelos principais órgãos internacionais. Isso facilitará e muito os profissionais

dessa área em suas pesquisas e na obtenção de mais informações sobre o tema.

Além disso, nessa mesma área, a Analytica, via Arena Técnica, a cada edição irá oferecer

as normas atualizadas para acreditação de laboratórios. Muito importante para a manutenção e

atualização das normas vigentes nacionais e internacionais.

Nossa segunda novidade é a seção “Espectrometria de Massas”. Assinada pelo pesquisador e

físico Oscar Vega Bustillos, o espaço tem como objetivo esmiuçar essa técnica e, a cada edição,

oferecer para nossos leitores conceitos e casos, de como pode ser aplicada nas mais diversas

áreas industriais. Imperdível.

Não deixe de conferir nossa seção de microbiologia, com uma revisão interessantíssima

acerca do Cronobacter.

31 Em foco Científico

Boa leitura.

32 Microbiologia

38

Arena Técnica

Análise de Minerais 40

34

Metrologia

36 Espectrometria de Massas

48 Em foco

Esta publicação é dirigida a laboratórios analíticos e de controle de qualidade dos setores:

FARMACÊUTICO | ALIMENTÍCIO | QUÍMICO | MINERAÇÃO | AMBIENTAL | MÉDICO | COSMÉTICO | PETROQUÍMICO | TINTAS

Os artigos assinados sâo de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente a opinião da Editora.

Fale com a gente

Comercial | Para Assinaturas | Renovação | Para Anunciar: Daniela Faria | 11 98357-9843 | assinatura@revistaanalytica.com.br

11 3900-2390 | Dúvidas, críticas e ou sugestões, entre em contato, teremos prazer em atendê-lo.

Expediente

Realização: DEN Editora

Conselho Editorial: Sylvain Kernbaum | revista@newslab.com.br

Jornalismo: Paolo Enryco - MTB nº. 0082159/SP | editoria@revistaanalytica.com.br

Assinaturas: Daniela Faria 11 98357-9843 | assinatura@revistaanalytica.com.br

Comercial: Daniela Faria 11 98357-9843 | assinatura@revistaanalytica.com.br

Coordenação de Arte: HDesign – arte@hdesign.com.br

Produção de conteúdo: Hdesign Comunicação – arte@hdesign.com.br

5


agenda

U.S. Pharmacopeia

Agenda 2018

43º Congresso da Sociedade Brasileira de Biofísica (SBBf)

Data: 27 e 30/09/2018

Local: Mendes Plaza Hotel - Santos / SP

Informações: sbbf.org.br/xliiisbbf2018/

InnoPharma Conference

Data: 18/10/2018

Local: Rio de Janeiro / RJ

Informações: innopharma.com.br

V Congresso Brasileiro de Metrologia das Radiações Ionizantes

Data: 26 a 28/11/2018

Local: Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD) - Rio de Janeiro / RJ

Informações: cbmri.org.br

BrMass 2018 | 7ª Conferência de Espectrometria de Massa

Data: 08 a 12/12/2018

Local: Hotel Windsor Barra - Rio de Janeiro / RJ

Informações: congresso2018.brmass.com

7º Simpósio Internacional de Mecânica dos Sólidos

Data: 15 a 17/04/2019

Local: Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP - São Carlos / SP

Informações: eventos.abcm.org.br/mecsol2019/

6

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

7th Latin American Pesticide Residue Workshop (LAPRW)

Data: 05 a 09/05/2019

Local: Foz do Iguaçu / PR

Informações: contato@laprw2019.com.br | (55) 3220 9458

Analitica Latin America

Data: 24 a 26/09/2019

Local: São Paulo Expo - São Paulo / SP

Informações: analiticanet.com.br

CURSOS

Sociedade Brasileira de Metrologia - Cursos EAD

03/09 a 14/09 - Avaliação da conformidade

10/09 a 24/09 - Análise e interpretação da Norma ABNT NBR ISO 15189

17/09 a 25/09 - Fundamentos da metrologia

24/09 a 10/20 - Incerteza da medição

01/10 a 16/10 - Sistema de gestão da qualidade laboratorial NBR ISO / IEC 17025

08/10 a 15/10 - Indicadores de desempenho da qualidade

22/10 a 01/11 - Auditoria interna

Mais informações em: metrologia.org.br

Comprometidos

com a vida

USP. Há 10 anos ajudando

a construir um Brasil mais saudável.

Nós, da United States Pharmacopeia, prevemos um mundo

em que todos tenham acesso a medicamentos e alimentos de

alta qualidade, seguros e benéficos. Abordamos essa visão com

senso de urgência e propósito, fortalecidos pela nossa equipe

de voluntários especialistas, colaboradores e parceiros, que

trabalham em conjunto para ajudar a construir um Brasil e um

mundo mais saudáveis.

Saiba mais: www.usp.org/usp-brazil


Las do Brasil 31

REVISTA

Ano 16 - Edição 96 - Ago/Set 18

PUBLIQUE NA ANALYTICA

Índice remissivo de anunciantes

ordem alfabética

Anunciante

pág

Analitica Lab 27

Air Products 23

Arena Técnica 25

BCQ 60

BRMASS 57

Bruker do Brasil 17

Greiner 51

Anunciante

pág

Las do Brasil 49

Nova Analítica 33 | 59

U.S Pharmacopeia 7

Prime Cargo 15

Vacuubrand 53

Veolia 2 - 3

Waters 47

Normas de publicação para artigos e informes assinados

A Revista Analytica, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas

para publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato

com a redação.

Informações aos Autores

Bimestralmente, a revista Analytica

publica editoriais, artigos originais, revisões,

casos educacionais, resumos

de teses etc. Os editores levarão em

consideração para publicação toda e

qualquer contribuição que possua correlação

com as análises industriais, instrumentação

e o controle de qualidade.

Todas as contribuições serão revisadas

e analisadas pelos revisores.

Os autores deverão informar todo e

qualquer conflito de interesse existente,

em particular aqueles de natureza

financeira relativo a companhias interessadas

ou envolvidas em produtos

ou processos que estejam relacionados

com a contribuição e o manuscrito

apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o

termo de compromisso assinado por

todos os autores, atestando a originalidade

do artigo, bem como a participação

de todos os envolvidos.

Os manuscritos deverão ser escritos

em português, mas com Abstract detalhado

em inglês. O Resumo e o Abstract

deverão conter as palavras-chave

e keywords, respectivamente.

As fotos e ilustrações devem preferencialmente

ser enviadas na forma

original, para uma perfeita reprodução.

Se o autor preferir mandá-las por e-

-mail, pedimos que a resolução do

escaneamento seja de 300 dpi’s, com

extensão em TIF ou JPG.

Os manuscritos deverão estar digitados

e enviados por e-mail, ordenados

em título, nome e sobrenomes completos

dos autores e nome da instituição

onde o estudo foi realizado. Além disso,

o nome do autor correspondente, com

endereço completo fone/fax e e-mail

também deverão constar. Seguidos

por resumo, palavras-chave, abstract,

keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais

e Métodos, Parte Experimental,

Resultados e Discussão, Conclusão)

agradecimentos, referências bibliográficas,

tabelas e legendas.

As referências deverão constar no

texto com o sobrenome do devido autor,

seguido pelo ano da publicação,

segundo norma ABNT 10520.

As identificações completas de cada

referência citadas no texto devem vir

listadas no fim, com o sobrenome do

autor em primeiro lugar seguido pela

sigla do prenome. Ex.: sobrenome, siglas

dos prenomes. Título: subtítulo do

artigo. Título do livro/periódico, volume,

fascículo, página inicial e ano.

Evite utilizar abstracts como referências.

Referências de contribuições ainda

não publicadas deverão ser mencionadas

como “no prelo” ou “in press”.

Esta publicação é dirigida a laboratórios analíticos e de controle de qualidade dos setores:

FARMACÊUTICO | ALIMENTÍCIO | QUÍMICO | MINERAÇÃO | AMBIENTAL | MÉDICO | COSMÉTICO | PETROQUÍMICO | TINTAS

Os artigos assinados sâo de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente a opinião da Editora.

Observação: É importante frisar que a Analytica não informa a previsão sobre quando o artigo será publicado.

Isso se deve ao fato que, tendo em vista a revista também possuir um perfil comercial – além do técnico cientifico

-, a decisão sobre a publicação dos artigos pesa nesse sentido. Além disso, por questões estratégicas, a revista é

bimestral, o que incorre a possibilidade de menos artigos serem publicados – levando em conta uma média de três

artigos por edição. Por esse motivo, não exigimos artigos inéditos – dando a liberdade para os autores disponibilizarem

seu material em outras publicações.

8

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

Conselho Editorial

Carla Utecher, Pesquisadora Científica e chefe da seção de controle Microbiológico do serviço de controle de Qualidade do I.Butantan - Chefia Gonçalvez Mothé, Prof ª Titular da Escola de Química da

Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro - Elisabeth de Oliveira, Profª. Titular IQ-USP - Fernando Mauro Lanças, Profª. Titular da Universidade de São Paulo e Fundador do Grupo de

Cromatografia (CROMA) do Instituto de Química de São Carlos - Helena Godoy, FEA / Unicamp - Marcos Eberlin, Profª de Química da Unicamp, Vice-Presidente das Sociedade Brasileira de Espectrometria

de Massas e Sociedade Internacional de Especteometria de Massas - Margarete Okazaki, Pesquisadora Cientifica do Centro de Ciências e Qualidade de Alimentos do Ital - Margareth Marques, U.S

Pharmacopeia - Maria Aparecida Carvalho de Medeiros, Profª. Depto. de Saneamento Ambiental-CESET/UNICAMP - Maria Tavares, Profª do Instituto de Química da Universidade de São Paulo - Shirley

Abrantes Pesquisadora titular em Saúde Pública do INCQS da Fundação Oswaldo Cruz - Ubaldinho Dantas, Diretor Presidente de OSCIP Biotema, Ciência e Tecnologia, e Secretário Executivo da Associação

Brasileira de Agribusiness.

Colaboraram nesta Edição:

Aldoney Freire Costa, Alex Magalhães de Almeida, Alisson Cruz, Anísio Claudio Rios Fonseca, Bruno Castro, Claudio Kiyoshi Hirai, Eduardo Melo,

Frederico de Oliveira Silva, Karina da Silva Alves, Luciano Procópio da Silva, Marcelo da Luz Santos, Oscar Vega Bustillos e Renata Cristine

Manfrinato Reis

ENVIE SEU TRABALHO

Os trabalhos deverão ser enviados ao endereço:

A/C: Paolo Enryco – redação

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 412 - 01407-000 - São Paulo-SP

Ou por e-mail: editoria@revistaanalytica.com.br

Para outras informações acesse: http://www.revistaanalytica.com.br/publique/

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

9


artigo 1

10

Determinação de cádmio

em rochas utilizando um sistema

homogêneo de solventes e

espectrofotometria UV-VIS

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

Resumo

O cádmio é um elemento que origina de materiais rochosos

e apresenta grande importância para a indústria, possuindo

também um aspecto toxicológico grave para os seres

vivos, pelo fato de ser acumulativo ao longo da cadeia alimentar,

semelhante ao mercúrio, prejudicando assim o homem,

que se encontra no topo desta cadeia. Este aspecto torna o

desenvolvimento de metodologias para monitoramento e determinação

de cádmio de suma importância. Este trabalho

objetiva a identificação de cádmio em rochas do tipo galena, e

baseia-se em reações de complexação e no uso de espectrofotometria

UV-VIS. O método desenvolvido utiliza um sistema

ternário de solventes para promover a formação do composto

coordenado constituído pelo metal e o reagente 8-hidroxiquinolina.

O sistema reacional é constituído por água, acetona

e álcool n-butílico nas proporções %m/m de 29,41: 36,03:

34,56 respectivamente. O complexo formado apresentou um

máximo absorvância em 370nm e uma curva de calibração

caracterizada pela equação: ABS = 0,0572[Cd] + 0,059,

com R²= 0,9859. As amostras analisadas em triplicata apresentaram

um percentual de 1,26% do metal na rocha.

Palavras-chave: espectrofotometria UV-VIS, Sistema

ternário de solventes, complexo metálico.

Autores:

Karina da Silva Alves1

Alex Magalhães de Almeida2

Frederico de Oliveira Silva3

Anísio Claudio Rios Fonseca4

1 - Acadêmica do curso de Bacharelado em Engenharia Química,

Centro Universitário de Formiga-MG.

2 - Professor e pesquisador do Centro Universitário de Formiga-MG.

alexmalmeida42@yahoo.com.br Avenida Doutor Arnaldo de Senna,

328 - Bairro Água Vermelha – Formiga-MG. CEP: 35570-000

3 - Acadêmico do curso de Bacharelado em Engenharia Química,

Centro Universitário de Formiga-MG.

4 - Professor e pesquisador do Centro Universitário de Formiga-MG.

Abstract

Cadmium is an element that originates from rocky materials

and is of great importance to industry. It also has a serious

toxicological aspect for living beings, because it is cumulative

along the food chain, similar to mercury, thus harming the

human being is at the top of this chain. This aspect makes

the development of methodologies for monitoring and

determination of cadmium of paramount importance. This work

aims at the identification of cadmium in rocks of the galena

type, and is based on complexation reactions and the use of UV-

VIS spectrophotometry. The developed method uses a ternary

system of solvents to promote the formation of the coordinate

compound constituted by the metal and the 8-hydroxyquinoline

reagent. The reaction system consists of water, acetone and

n-butyl alcohol in the proportions %w/w of 29,41:36,03:34,56

respectively. The formed complex presented a maximum

absorbance at 370 nm and a calibration curve characterized by

the equation: ABS = 0,0572 [Cd] + 0,059, with R² = 0,9859.

The samples analyzed in triplicate presented a percentage of

1,26% of the metal in the rock.

Keywords: UV-VIS spectrophotometry, solvent ternary

system, metal complex.

Imagem ilustrativa

Introdução

A galena é a principal fonte de

extração de chumbo, sendo este

metal facilmente identificado por

ser um mineral de cor cinzenta, de

baixa dureza e possuidor de brilho

metálico. Diversos elementos podem

ser encontrados neste mineral

associados ao chumbo, entre eles

o cádmio. Historicamente, essa rocha

teve uma aplicação marcante

nas telecomunicações onde foi

usada como retificador para modulação

de sinal nos primeiros receptores

de rádio (ROCHA, 2012).

O cádmio é um elemento químico,

normalmente encontrado em

minas de zinco e sua toxicidade é

similar ao mercúrio, ou seja, possui

alta toxicidade, este elemento

é também encontrado em associação

com o chumbo, e neste caso,

na rocha galena. Algumas das diversas

aplicações para o cádmio

são as utilizações em pigmentos,

ligas metálicas e semicondutores.

Apesar das diversas aplicações

na vida do ser humano, de cunho

industrial, este elemento pode provocar

diversos danos ambientais

e agravar a saúde dos seres vivos

(ROSA, 2013). O elemento metálico

aqui estudado, apresenta características

de ser maleável, dúctil e

funde a 321°C. Dissolve-se lentamente

em ácidos diluídos, com

liberação de hidrogênio (VOGEL,

1981). Os elementos metálicos na

sua forma catiônica, podem formar

compostos coordenados que permitem

a sua identificação por técnicas

espectrofotométricas.

A espectrofotometria é utilizada

para avaliar a presença qualitativa

e quantitativa de metais em

uma solução e determinar a sua

concentração a partir de padrões

conhecidos. A espectrofotometria

UV-VIS consta entre os métodos

mais utilizados nas determinações

analíticas em diversas áreas. Sendo

aplicada para determinações de

compostos orgânicos, inorgânicos

e para a determinação quantitativa

de compostos contendo grupos

absorventes. A região ultravioleta

do espectro é geralmente considerada

na faixa de 200 a 400 nm,

e a região do visível entre 400 a

800 nm (SEAMUS, 2009). Segundo

Vogel (1981), em uma análise

qualitativa inorgânica, utilizam-se

amplamente as reações que levam

à formação de complexos: um íon

complexo (ou molécula) consta de

um átomo central (íon) e vários ligantes

intimamente acoplados a

ele na região de coordenação do

íon central, estes complexos absorvem

energia na região do espectro

no ultravioleta-visível.

A reação de complexação utilizada

neste trabalho, ocorre entre

o elemento cádmio solubilizado em

meio aquoso e o reagente complexante

8-hidroxiquinolina que foi

preparado em álcool n-butílico. O

complexante 8-hidroxiquinolina, é

um composto orgânico de fórmula

molecular C9H7NO, com massa

molar igual a 145,16g/mol e densidade

1,03g/cm3, ponto de fusão

74ºC e ponto de ebulição 267ºC. É

amplamente utilizado na identificação

de metais e em presença de

luz sofre reação de decomposição,

porém sua solubilidade em água

é pequena sendo mais solúvel

em solventes orgânicos (SAPELLI,

2006). Para promover a interação

entre o elemento e o reagente

complexante fez-se uso de um

sistema homogêneo de solventes,

constituído por três componentes.

Pode-se representar um sistema

ternário empregando uma representação

geométrica de um triângulo

equilátero escalonado em

valores percentuais. Desta forma,

representa-se sistemas formados

por misturas homogêneas de solventes,

denominados fase única,

no formato triangular, onde os vértices

representam os valores percentuais

dos componentes (CHA-

GAS; CORRÊA; ALMEIDA,2014).

Segundo Almeida (2003) os

pontos localizados abaixo da curva

binodal apresentam duas fases

e os localizados acima da curva

compõem a mistura homogênea

de solventes. Os pontos localizados

sobre a curva apresentam como

característica uma solução turva,

chamado de ponto de opalescência.

Uma representação genérica

de um sistema ternário pode ser

Figura 1

observada na Figura 1.

Sistema Ternário

Figura 1: Representação de um sistema

ternário homogêneo de solventes

evidenciando a curva binodal que

divide as regiões de fase única e de

duas fases.

Fonte: Autores do trabalho, 2018.

Fonte: Autores do trabalho, 2018.

Os sistemas fase única são utilizados

na obtenção de compostos

coordenados formados por metais

em meio aquoso e o complexante

em meio orgânico. Tal interação é

realizado por um terceiro solvente

denominado consoluto. Neste trabalho

a determinação de cádmio

será realizada com um sistema

ternário homogêneo de solventes e

espectrofotometria UV-VIS.

Materiais e Métodos

Os procedimentos analíticos

adotados para o desenvolvimento

deste trabalho estão subdivididos

no estudo do sistema de solventes

e o estudo das condições de reação

para a formação do complexo, que

serão descritos a seguir. Salienta-

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

11


12

artigo 1

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

-se que todos os reagentes e soluções

utilizados apresentam grau

analítico ou superior, sendo empregado

água deionizada em todas as

etapas de preparo e diluições.

Estudo das composições de

solventes

Inicialmente estudou-se a possibilidade

de usar o sistema de solventes

composto por água, álcool

n-butílico e acetona. Para tanto

empregou-se o estudo de titulação,

onde os pares de solventes miscíveis

entre si foram titulados com um

terceiro solvente usado como titulante

até o ponto de opalescência.

Os pares constituíram se de porções

definidas de água e acetona,

que foram tituladas com n-butanol,

e de porções definidas de acetona e

álcool n-butílico titulados com água

deionizada. Isto foi realizado visando

obter o diagrama de Roozeboom

para um melhor entendimento da

região de fase única em que a mistura

de solventes pode ser utilizada.

O diagrama foi obtido com o uso

do software ORIGIN e a avaliação

da figura obtida, permitiu definir a

composição do sistema a ser utilizado,

em %m/m dos componentes na

região monofásica.

Estudo da complexação

Obtendo-se o diagrama de Roozeboom,

escolheu-se um ponto de

mistura homogênea para iniciar

os estudos reacionais. O ponto

selecionado apresenta-se com

proporções em %m/m, e estas foram

convertidas em volumes para

facilitar o procedimento de análise.

Com os volumes definidos, foi

preparada uma solução do agente

complexante, 8-hidroxiquinolina

em álcool n-butílico na concentração

de 1,12x10-4 mol/L. E dando

continuidade ao trabalho, utilizando

de uma solução fase única composta

por 4,0 mL de água, 6,0 mL

de álcool n-butílico e 6,0 mL de

acetona, obteve-se os espectros de

absorbância em um espectrofotômetro,

com cubeta de quartzo de

1,0 cm de caminho óptico.

Para a obtenção do max do

complexo, realizou-se uma varredura

entre 320 e 600 nm, empregando

a solução homegenea

que continha o complexo formado

e outra contendo apenas o agente

complexante. Utilizando o software

Microsoft Excel confeccionou-se os

gráficos com os valores de absorbância

obtidos, e estes foram responsáveis

por auxiliar na obtenção

do comprimento de onda onde o

complexo formado emitiu melhor

sinal analítico.

Curva de calibração

Utilizou-se a solução fase única

composta por 4,0 mL de água, 6,0

mL de álcool n-butílico e 6,0 mL de

acetona, para elaboração da curva

de calibração. Esta foi elaborada a

partir de seis soluções com teores

do metal que vão de zero a vinte

mg/L. Após se efetuar a leitura de

absorvância confeccionou-se a

curva com a utilização do software

Microsoft Excel, onde os valores de

absorbância confrontados com os

valores de concentração do metal

permitiram a obtenção da curva

analítica e da equação da mesma.

Estudo dos Interferentes

Alguns elementos promovem

interferência na determinação do

cadmio, especialmente no caso de

rochas. Para avaliar os interferentes

presentes na rocha, elaborou-se

um procedimento estatístico para

verificar o comportamento dos elementos

cobre e chumbo presentes

na amostra, frente a determinação

de cádmio por espectrofotometria

UV-VIS. Neste estudo foi utilizado

um planejamento fatorial estrela

em dois níveis com duas variáveis,

possuindo o mesmo, replicatas no

ponto central.

Autores:

Karina da Silva Alves1

Alex Magalhães de Almeida2

Frederico de Oliveira Silva3

Anísio Claudio Rios Fonseca4

Os valores de concentração

empregados no estudo para os

íons Cu2+ e Pb2+ são: nível inferior

10mg/L; superior 40mg/L, os

pontos extremos 0,25-50mg/L e

os pontos centrais 25mg/L. A concentração

de cádmio é constante

em todos os casos, assim como a

composição de solventes. Após a

leitura dos pontos empregou-se o

software Statistica para obter uma

superfície de resposta e através

desta, verificar a interferência.

Análise das amostras

de rocha

As análises foram efetuadas

para amostras de rochas galena

obtidas na região de Pains-MG.

Estas amostras foram trituradas

em moinho de bola, para reduzir o

tamanho das partículas e em seguida

pesou-se 1,0000 g da rocha

em balança analítica. Este material

foi transferido para béqueres

a estes acrescentou-se 10,0 mL

de HCl concentrado, aquecendo

o material até ebulição, mantida

durante 5 minutos. Na sequência

acrescentou-se 10 mL de água

destilada, aqueceu novamente até

a fervura, aguardou-se o resfriamento

da solução e filtrou-se com

papel de filtragem lenta para balão

volumétrico de 50 mL, que teve seu

volume completado e homogeneizado

com agua destilada. Utilizou-

-se o sistema de solventes para a

determinação do metal, sendo o

componente água substituído pela

amostra processada. Em todos os

casos utilizou-se de triplicatas para

as determinações. O sistema de

leitura foi montado utilizando 4,0

mL de amostra; 6,0 mL de solução

álcool n-butílico contendo o reagente

8-hidroxiquinolina (1,12x10-

4 mol/L) e 6,0 mL de acetona,

procedendo as leituras a 370 nm, e

após esta etapa realizou-se os cálculos

para a obter o valor do metal

presente na matriz.

Figura 2

Resultados e Discussão

Estudo das composições de

solventes

De posse dos resultados das

titulações de pares de solventes,

obteve-se o diagrama ternário de

Roozeboom, onde as massas dos

solventes utilizados foram convertidas

em valores percentuais.

A Figura 2 exibe o delineamento

para o sistema água-cetona-

-álcool Sistema n-butílico. Ternário Água-Cetona-

Alcool n-butilíco

Figura 2: Diagrama ternário para

o sistema água-cetona-álcool

n-butílico, obtido a partir da

titulação de pares de solventes.

Fonte: Autores do trabalho, 2018.

Fonte: Autores do trabalho, 2018.

Realizando uma análise no diagrama,

na região de fase única,

escolheu-se de forma aleatória

um ponto acima da curva binodal,

definido pelas proporções em

%m/m em 29,41: 36,03: 34,56,

que correspondem aos volumes

utilizados neste trabalho: 4,0 mL

de água, 6,0 mL de acetona e 6,0

mL de álcool n-butanol. Este ponto

foi escolhido por se encontrar distante

da curva binodal, apresentando

uma margem de segurança

para o trabalho.

Estudo da complexação

Realizando-se a leitura para os

comprimentos de onda na região

do UV-VIS, com um sistema ternário

contendo o reagente complexante

8-hidroxiquinolina, e um

outro constituído pelo complexo

do metal e o complexante, obteve-

-se valores de absorbância que

permitiram a obtenção do gráfico

que evidencia o comportamento

dos compostos em relação a absorvância.

Este delineamento é

exibido na Figura 3.

O gráfico exibido na Figura 3,

apresenta a curva descrita pelo

reagente complexante sem o elemento

metálico no sistema água-

-acetona-álcool n-butílico, e com a

presença do elemento cádmio no

mesmo. Os comprimentos de onda

abordados foram entre 320 e 600

nm. Neste intervalo é possível observar

que o λ característico para o

complexo formado ocorre por volta

de 370 nm. Neste comprimento de

onda realizaram se todos os demais

estudos envolvidos na determinação

do elemento cádmio.

Construção da curva de calibração

Elaborou-se uma curva de calibração

para o complexo metálico,

utilizando-se os valores de zero a

vinte mg/L do metal. A leitura das

soluções foi realizada em triplicata

no comprimento de onda de 370

nm em espectrofotômetro UV-VIS.

Forma obtidos valores de absorbância

que permitiram confeccionar

a seguinte curva ilustrada na

Figura 4.

Pela Figura 4, é possível notar

que, a curva apresenta linearidade

até 20 mg/L, sendo esta consistente

para valores nesta faixa de

determinação e excede as expectativas

relativas ao trabalho

em andamento. O coeficiente de

correlação (r2), descreve quanto

o conjunto de dados obtidos se

aproxima de uma linha reta perfeita,

sendo o seu intervalo de 0 a 1

(VOGEL et al, 2002).

Estudo dos Interferentes

Empregando um planejamento

estatístico do tipo fatorial estrela,

Figura 3

Figura Figura 4

Complexo Cd-8HQ em n-butilico

Absorvância

2

1,75

1,5

1,25

1

0,75

0,5

0,25

Complexo Cd-8HQ em n-butilico

0

300 350 400 450 500 550 600

comp onda

Figura 3 - Sobreposição do espectro

Fonte: Autores do trabalho, 2018.

da 8-hidroxiquinolina com o

espectro do complexo formado

no sistema água-acetona-álcool

n-butílico.

Fonte: Autores do trabalho, 2018.

Curva de Calibração [Cd]

Absorvância

Curva de Calibração [Cd]

Curva de Calibração [Cd]

Fonte: Autores do trabalho, 2018.

Figura 4 - Curva Fonte: de calibração Autores do trabalho, para 2018.

o elemento cádmio complexado com

8-hidroxiquinolina no sistema águaacetona-álcool

n-butílico.

Fonte: Autores do trabalho, 2018.

com duas variáveis em dois níveis

e replicata no pronto central, verificou-se

a interferência dos elementos

cobre e chumbo na determinação

do cádmio. As medidas

realizadas forneceram resultados

que permitiram modelar estatisticamente

o planejamento e obter

uma superfície de resposta para

o estudo. Através desta superfície

foi possível verificar as potenciais

interferências dos elementos cobre

e chumbo e suas associações.

O modelo matemático obtido está

descrito na Equação 1.

ABS= 2,262+0,4626×[Cu]-

0,3598×[Pb] (Equação 1)

ABS S/metal

ABS C/metal

1,4

1,4

1,2

ABS = 0,0572[Cd] + 0,059

ABS = 0,0572[Cd] R² = 0,9859+ 0,059

1,2

R² = 0,9859

1

1

0,8

0,8

0,6

Abs

0,6

Abs

Linear (Abs)

0,4

Linear (Abs)

0,4

0,2

0,2

0

0 0 5 10 15 20 25

0 5 10 15

[Cd]

20 25

[Cd]

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

13


artigo 1

Autores:

Karina da Silva Alves1

Alex Magalhães de Almeida2

Frederico de Oliveira Silva3

Anísio Claudio Rios Fonseca4

14

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

Observando os contornos da

superfície, verificou-se que em

função da variação das concentrações

dos metais cobre e chumbo,

ocorreram alterações nas leituras

do cádmio nas condições estudadas.

Nota-se que a determinação

de cádmio foi mais prejudicada na

presença de cobre em relação a

presença de chumbo, como pode

ser visualizado nas Figura 5.

Figura Fonte: Autores 5 – Superfície do trabalho, de resposta 2018.

obtida a partir do planejamento

fatorial utilizado no estudo de

interferência dos elementos cobre e

chumbo na determinação de cádmio.

Fonte: Autores do trabalho, 2018.

Análise das amostras

de rocha

As determinações realizadas

nas rochas forneceram valores

de absorbância que possibilitaram

o cálculo do teor de cádmio nas

mesmas. Para tanto utilizou-se

o valor da média das massas de

rocha submetidas a análise e os

dados da curva de calibração.

A porcentagem de cádmio encontrada

em amostras de rochas

galena é da ordem de 1,26%

(m/v). O valor encontrado é condizente

com outros estudos realizados

e evidenciados na literatura

(MACHADO, 2018), onde estudos

demostraram que o mineral Galena

é um minério de chumbo,

porém é associado a sulfetos de

zinco, prata, ferro, cobre e outros,

que podem interferir nas determinações,

como mostrou o nosso

estudo de interferência.

Considerações finais

Atualmente busca-se desenvolver

métodos analíticos economicamente

viáveis e eficientes, para

elementos considerados tóxicos.

Na análise do cádmio, foram obtidos

resultados que atendem aos

anseios mencionados, pois o método

utilizado é eficaz e de baixo

custo. O emprego da mistura homogênea

de solventes água-acetona-n-butanol

(4,0:6,0:6.0 v/v) e

8-hidroxiquinolina com detecção

espectrofotométrica UV-VIS pode

ser empregado para a determinação

de íons cádmio em rochas.

Agradecimentos

Os autores agradecem à FAPE-

MIG pela concessão da bolsa de Iniciação

Científica, ao UNIFOR-MG e

ao CEPEP pelo uso dos laboratórios.

Referências

ALMEIDA, A. M. Determinação voltamétrica

de molibdênio(vi) utilizando um sistema

ternário homogêneo de solventes. 2003. Tese

(Doutorado em Química) -Universidade Estadual

de Campinas, Campinas, 2003.

CHAGAS, J. O.; CORRÊA, S.; ALMEIDA, A. M.

Uso de sistema ternário homogêneo de solventes

e espectrofotometria uv-vis no desenvolvimento

de método para a determinação

de cobre em amostras de açúcar. Conexão ciência,

2014. Disponível em: .

Acesso em: 09 Jan. 2018.

ROCHA, L. Galena. 2012. Disponível em:

.

Acesso

em: 17 Jan. 2018

ROSA, G. N. Cádmio, suas aplicações e risco.

2013. Disponível em: < http://biotera.

blogspot.com.br/2013/11/cadmio-suas-

-aplicacoes-e-riscos_117.html>. Acesso em:

08 Jan. 2018.

HIGSON, S. P. J. Química analítica. São Paulo:

McGraw-Hill, 2009.

MACHADO, F. B. Galena. Disponível em:

.

Acesso em: 23

Jan. 2018.

SAPELLI, E. Parâmetros físico-químicos das

reações de Zn2+ e Cd2+ com 8-hidroxiquinolina

acompanhado por espectrofluorimetria

em meio micelar. 2006. 60 f. Dissertação

(Mestrado em Química) - Universidade Federal

de Santa Catarina-UFSC, Florianópolis,

2006.

VOGEL, A. I. Química analítica qualitativa. 5°

Edição. São Paulo: Mestre Jou,1981.

VOGEL, A. I. et al. Analise química quantitativa.

6. ed. São Paulo: LTC, 2002.

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

15


Complemento Normativo

Referente ao artigo:

Disponibilizado por Analytica em parceria com

Arena Técnica

artigo 1

Determinação de cádmio

em rochas utilizando um sistema

homogêneo de solventes e

espectrofotometria UV-VIS

INVENIO R

Novo e intuitivo

espectrômetro

FTIR para P&D.

ISO 4620

Cadmium pigments - Specifications and methods of test

Norma publicada em: 1986/05. / Status: Vigente.

Classificação 1: Pigmentos e extensores.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: Determinação de cádmio em rochas utilizando UM SISTEMA HOMO-

GENEO de solventes e espectrofotometria UV-VIS.

Entidade: ISO.

País de procedência/Região: Suiça.

Abstract: Specifies three types of pigment consisting predominantly of cadmium

sulfide or of mixed crystals of cadmium sulfide and cadmium selenide;

the cadmium may be partially replaced by zinc. Type 1, concentrated

pigments, contain not more than 30 % (m/m) of extenders: type 2, extended

pigments, contain not more than 70 % (m/m) of extenders: type 3, these are

essentially pure and do not contain any extenders and are mainly suitable for

use in ceramics.

https://www.iso.org/standard/10567.html

16

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

BS ISO 19976-2 (DRAFT)

Copper, lead, and zinc sulfide concentrates. Determination of cadmium.

Part 2. Acid digestion and inductively coupled plasma atomic

emission spectrometric method

Projeto publicado em: 24/04/2018 / Status: Vigente.

Classificação 1: Outros minerais metálicos.

Classificação 2: DRAFT publicado recentemente; em andamento.

Artigo: Determinação de cádmio em rochas utilizando UM SISTEMA HOMO-

GENEO de solventes e espectrofotometria UV-VIS.

Entidade: BSI.

País de procedência/Região: Reino Unido.

https://shop.bsigroup.com/ProductDetail?pid=000000000030327557

ISO 19976-1 (DRAFT)

Copper, lead and zinc sulfide concentrates -- Determination of cadmium

-- Part 1: Flame atomic absorption spectrometric method

Projeto publicado em: 2018/03 / Status: Vigente.

Classificação 1: Outros minerais metálicos.

Classificação 2: DRAFT publicado recentemente; em andamento.

Artigo: Determinação de cádmio em rochas utilizando UM SISTEMA HOMO-

GENEO de solventes e espectrofotometria UV-VIS.

Entidade: ISO.

País de procedência/Região: Suiça.

https://www.iso.org/standard/66779.html

ISO 19976-2 (DRAFT)

Copper, lead, and zinc sulfide concentrates - Determination of cadmium

-- Part 2: Acid digestion and inductively coupled plasma atomic

emission spectrometric method

Projeto publicado em: 2018/03 / Status: Vigente.

Classificação 1: Outros minerais metálicos.

Classificação 2: DRAFT publicado recentemente; em andamento.

Artigo: Determinação de cádmio em rochas utilizando UM SISTEMA HOMO-

GENEO de solventes e espectrofotometria UV-VIS.

Entidade: ISO.

País de procedência/Região: Suiça.

https://www.iso.org/standard/69334.html

DIN 38406-16

German standard methods for the examination of water, waste water

and sludge; cations (group E); determination of zinc, cadmium, lead,

copper, thallium, nickel, cobalt by voltammetry (E 16).

Norma publicada em: 1990/03. / Status: Vigente.

Classificação 1: Exame de água para substâncias químicas.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: Determinação de cádmio em rochas utilizando UM SISTEMA HOMO-

GENEO de solventes e espectrofotometria UV-VIS.

Entidade: Beuth.

País de procedência/Região: Alemanha.

https://www.beuth.de/en/standard/din-38406-16/1527764

Dimensões otimizadas para sua bancada de laboratório

Opção de painel touch integrado com novo software OPUS TOUCH R&D

Tecnologia MultiTect para 5 detectores selecionáveis por software

Posição para detectores DigiTect intercambiáveis pelo usuário

Interferômetro RockSolid com intercambio de ótica fácil e precisa

Exclusiva tecnologia FM para aquisição continua de IR médio a distante

Facilmente expansível para faixa espectral de IR distante a UV/VIS

Canal Transit dedicado para medições rápidas por transmissão

Novo desenho óptico e eletrônica poderosa para um performance superior

Diversas portas de feixes para extensões e experimentos sofisticados

Contate-nos para mais detalhes: www.bruker.com/invenio

optics.br@bruker.com

Innovation with Integrity

INVENIO R é o mais novo produto

da linha FTIR P&D da Bruker. Sua

tecnologia inovadora e desenho

inteligente e elegante vem definir

os padrões para a próxima geração

de espectrômetros FTIR.

FTIR


artigo 2

18

Florações de cianobactérias e

cianotoxinas: levantamento de

risco à saúde

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

Resumo

Objetivo: Indicar os principais riscos de intoxicação por meio

das cianobactérias produtoras de toxinas em reservatórios de

abastecimento de águas para consumo humano, relacionando

as principais toxinas e suas cepas. Métodos: Estudo elaborado

a partir de uma revisão bibliográfica de pesquisas relacionadas

às cepas de algumas cianotoxinas que representam

risco à saúde pública, baseados em livros, artigos científicos,

dissertações, teses, portarias e resoluções de órgãos públicos

de regulamentação e controle da qualidade de água, nas bases

de dados eletrônicas. Desenvolvimento: As cianobactérias

são microrganismos aeróbicos fotoautotróficos e fotossintetizantes,

crescendo nos mais diferentes meios ou habitats,

entretanto, ambientes de água doce são os mais favoráveis

para o crescimento devido à alta concentração de nutrientes,

principalmente nitrogênio e fósforo. Eutrofização é a principal

fonte desse enriquecimento, identificadas como as descargas

de esgotos domésticos e industriais dos centros urbanos e a

poluição difusa originada nas regiões agricultáveis. As toxinas

possuem potencial hepatotoxicos e neurotoxicos, de ação rápida,

por possuírem mecanismo especifico intracelular causando

a morte ou promovem uma desorganização do citoesqueleto

dos hepatócitos, causando lesões. Conclusão: Conscientizar da

importância da monitoração desses mananciais para promover

uma saúde da população e ou minimizar os riscos decorrentes

de intoxicação, adotando medidas e metodologias para reduzir

ao máximo a quantidade de toxinas e promover pesquisas no

que diz respeito ao tema para uma qualidade de vida de uma

população em risco eminente.

Palavras chave: cianobactérias, cianotoxinas, microcistinas,

eutrofização, saúde pública e controle de água.

Autores:

Marcelo da Luz Santos¹,

Luciano Procópio da Silva²,

Renata Cristine Manfrinato Reis³

1- Acadêmico do curso de Biomedicina da

Universidade Estácio de Sá.

2- Biólogo, Doutor em Ciências– Universidade Federal do Rio de

Janeiro. Docente da Universidade Estácio de Sá e Coordenador do

Laboratório de Corrosão Microbiana.

3- Biomédica, Doutora em Química Biológica –Universidade Federal

do Rio de Janeiro. Docente da Universidade Estácio de Sá.

Abstract

Objective: To indicate the main risks of intoxication through

the toxin-producing cyanobacteria in water supply reservoirs for

human consumption, relating the main toxins and their strains.

Methods: A study was carried out based on a bibliographic

review of studies related to the strains of some cyanotoxins

that represent a risk to public health, based on books, scientific

articles, dissertations, theses, ordinances and resolutions of

public agencies regulating and controlling water quality, in the

electronic databases. Development: Cyanobacteria are aerobic

photoautotrophic and photosynthetic organisms, growing in the

most different environments or habitats; however, freshwater

environments are the most favorable for growth due to the high

concentration of nutrients, mainly nitrogen and phosphorus.

Eutrophication is the main source of this enrichment, identified

as domestic and industrial sewage discharges from urban

centers and diffuse pollution originating in agricultural regions.

The toxins have potential hepatotoxic and neurotoxic, of fast

action, by possessing specific mechanism intracellular causing

the death or promote a disorganization of the cytoskeleton of the

hepatocytes, causing injuries. Conclusion: To raise awareness

of the importance of monitoring these sources to promote

the health of the population and / or minimize the risks of

intoxication, adopting measures and methodologies to reduce

the amount of toxins to the maximum and promote research on

the subject for a quality of life of a population at eminent risk.

Keywords: cyanobacteria, cyanotoxins, microsystems,

eutrophication, public health and water control.

Imagem ilustrativa

Introdução

A utilização de fertilizantes na

agricultura, a descarga de esgotos

industriais e domésticos sem

tratamento adequado, a destruição

da mata ciliar dos mananciais, a

alta taxa de urbanização e a falta

de saneamento básico provocam

o enriquecimento artificial de nutrientes

como nitrogênio e fósforo

encontrados abundantemente em

fezes de humanos, nos ecossistemas

aquáticos, processo conhecido

como eutrofização. A água

enriquecida faz com que proliferem

bactérias, grande parte delas

produtoras de toxinas, dentre elas

as cianobactérias, microrganismos

procariontes, capazes de fixar carbono

através da fotossíntese (ZA-

GATTO et al,1997).

As florações de cianobactérias

estão relacionadas com eventos

de eutrofização e alteração no

equilíbrio entre os nutrientes da

água. A ocorrência de florações

de cianobactérias em mananciais

de abastecimento para consumo

humano tem sido frequente devido

aos inúmeros fatores associados

(CARVALHO et al., 2013).

A eutrofização é o principal processo

que altera a qualidade da

água e aumenta a incidência de

florações de algas e cianobactérias,

que representam sérios riscos à

saúde da população devido a produção

e liberação de toxinas hidrossolúveis

(CARVALHO et al., 2013).

O efeito tóxico ocorre pelo bloqueio

dos canais de sódio eletro-dependente,

interrompendo a formação do

potencial de ação nas membranas

dos axônios e, consequentemente, a

atividade neuronal. Dependendo da

dose e do organismo, podem causar

a morte por parada respiratória

após poucos minutos de exposição.

Os níveis de atenção devem ser

prioridade de órgãos competente,

para se ter um monitoramento dessas

florações de cianobactérias e

cianotoxinas (ARAOZ et al., 2010;

CARMICHAEL, 1994).

Os dados mostram que esta região

vem apresentando intensas

florações de cianobactérias, principalmente

da espécie Microcystis

aeruginosa, e que há presença

no pescado. Os valores encontrados

no pescado excederam, em

até cinco vezes, o limite máximo

recomendado pela Organização

Mundial de Saúde (BRASIL, 2004).

Estes dados levaram à tomada de

decisão da Secretaria Estadual de

Meio Ambiente em proibir a pesca

e a comercialização de peixes

oriundos do complexo lagunar de

Jacarepaguá no início do ano de

2007 devido aos riscos potenciais

das microcistinas para a saúde da

população (GOMES et al, 2009).

Vários estudos demostraram que

as tecnologias de tratamento de

água são adequadas para remoção

de cianobactérias, mas sem

a remoção completa das toxinas.

Por isso, destaca-se a importante

tarefa conjunta entre diversos órgãos

para se monitorar e fiscalizar

as tecnologias adequadas no tratamento

e remoção dessas toxinas,

objetivando uma qualidade de vida

da população tendo em vista que a

água é o solvente natural que compõe

90% dos seres vivos, também

maior responsável pela homeostase

celular, inclusive utilizada em

tratamentos de doentes crônicos

renais. Para tanto espera-se que as

águas disponibilizadas para consumo

humano atendam requisitos

primordiais de qualidade para tais

fins (FERRÃO- FILHO, 2009).

Dos 3.220 municípios que captam

água de mananciais superficiais

(57,8% dos municípios do

país), 1.222 municípios (37,9%)

monitoraram a ocorrência de cianobactérias,

no ano de 2012, segundo

dados inseridos no Sisagua (SECRE-

TARIA DE VIGILANCIA EM SAÚDE-

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2014).

De um modo geral, é demonstrada

a necessidade de maior atuação

dos responsáveis pelos sistemas

de abastecimento de água

em diversos municípios do país,

visando à implementação das diretrizes

preconizadas pela legislação

vigente (PORTARIA GM/MS nº

2.914/2011). Dessa forma é uma

questão prioritária de atenção dos

órgãos competentes de vigilância

dos municípios brasileiros garantir

uma qualidade dessa água a quem

se destina.

Toda água fornecida coletivamente

deve ser submetida ao processo

de desinfecção, concebido

e operado de forma a garantir o

atendimento ao padrão microbiológico

desta norma. Toda água

para consumo humana suprida

por manancial superficial e distribuída

por meio de canalização

deve incluir tratamento por filtração

(Art.21, 22,23 PORTARIA MINIS-

TÉRIO DA SAÚDE,2004). Nota-se

que o monitoramento e tratamento

adequado de mananciais são medidas

preventivas ao crescimento

de cianobactérias produtoras de

toxinas que tem potencial de ação

hepatotóxicas e neurotóxicas (LEAL

et al, 2004).

No Brasil, a Portaria 2914/2011

do Ministério da Saúde dispõe os

procedimentos e responsabilidades

relativos ao controle e à vigilância

da qualidade da água para consumo

humano e seu padrão de potabilidade

estabelecendo os limites

para as diferentes cianotoxinas,

sendo 3,0 µg/L a concentração

máxima permitida para as saxitoxinas.

A Resolução CONAMA n° 357

contempla o monitoramento destes

organismos.

Esse levantamento bibliográfico

foi elaborado com o objetivo de

apresentar alguns dos estudos toxicológicos

como importante ferramenta

na avaliação dos riscos das

toxinas para a população humana.

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

19


20

artigo 2

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

Objetivando demostrar que essas

bactérias e suas cepas produtoras

de toxinas presentes nos

reservatórios de água para consumo

de populações são encontradas

com frequência após análise de

água, pois além de ser utilizada no

consumo via oral que é a principal

fonte de contaminação, também

é utilizada em tratamentos de pacientes

que fazem hemodiálise, outra

ocorrente via de contaminação

como relatado pelo centro de documentação

e informação da FAPESP

( CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E

INFORMAÇÃO DA- FAPESP, 1996).

Metodologia

Este estudo constitui-se de uma

revisão de literatura, baseada em

livros, artigos científicos, dissertações,

teses, portarias e resoluções

de órgãos públicos de regulamentação

e controle da qualidade de

água, nas bases de dados eletrônicas

Scientific Eletronic Library

online Brasil (SciELO, PubMed,

Google Acadêmico), no período de

junho de 2017 a janeiro 2018, com

publicações de no mínimo 5 anos,

exceto algumas publicações cujo

objetivo fora apontar dados históricos

de prevalência. Utilizando-se

como palavras chaves: “Cianobactérias”,

“Cianotoxinas”, “microcistina”

e “Cianobactérias toxinas na

água para consumo Humano”.

Desenvolvimento

As cianobactérias são microrganismos

aeróbicos fotoautotróficos,

organismos fotossintetizantes que,

portanto, obtêm energia para suas

atividades metabólicas a partir de

matéria orgânica sintetizada por

esse processo (SILVA et al, 2014;

CARVALHO, et al.,2013). Seus processos

vitais requerem somente

água, dióxido de carbono, substâncias

inorgânicas e luz. A fotossíntese

é seu principal modo de obtenção

de energia para o metabolismo.

Autores:

Marcelo da Luz Santos¹,

Luciano Procópio da Silva²,

Renata Cristine Manfrinato Reis³

Entretanto, sua organização celular

demonstra que esses microrganismos

são procariontes e, portanto,

suas cepas são semelhantes bioquimicamente

e estruturalmente.

(SILVA et al, 2014). A capacidade

de crescimento nos mais diferentes

meios é uma das características

marcantes das cianobactérias,

que caracteriza o desenvolvimento

adaptado nos ambientes aquáticos,

explicando que se desenvolvem

em diversos habitats, resultando

em várias cepas ou tipos existentes.

Entretanto, ambientes de água

doce são os mais favoráveis para

o crescimento de cianobactérias,

visto que a maioria das espécies

apresenta um melhor crescimento

em águas neutroalcalinas (pH 6-9),

temperatura entre 15ºC a 30ºC

(mesófilas) e alta concentração de

nutrientes, principalmente nitrogênio

e fósforo (SILVA, 2012).

A crescente eutrofização, por resíduos

orgânicos por meio de avanços

industriais, do crescimento de

grandes cidades e do aumento do

agronegócio propicia naturalmente

ou artificialmente, com o aumento

da concentração de nutrientes

orgânicos e inorgânicos e consequentes

alterações nas comunidades

aquáticas, ou seja, causando

um enriquecimento artificial desses

ecossistemas (FREITAS et al

2014). As principais fontes desse

enriquecimento têm sido identificadas

como as descargas de esgotos

domésticos e industriais dos

centros urbanos e a poluição difusa

originada nas regiões agricultáveis.

Essa eutrofização artificial produz

drasticamente várias mudanças

na qualidade da água incluindo:

a redução de oxigênio dissolvido,

ou morte progressiva de peixes e

o aumento da incidência de florações

de microalgas e cianobactérias,

com consequências negativas

sobre a eficiência e custo de tratamento

da água em algumas regiões

do país, quando se trata de

manancial de abastecimento público

(REBOLÇAS et al 2006; BARRE-

TO et al, 2013; FAPERJ, 2018).

De acordo com NOGUEIRA et al

(2011), a espécie Microcystis aeruginosa

apresenta a distribuição

mais ampla no Brasil e Anabaena

é o gênero com o maior número de

espécies potencialmente tóxicas.

Vários gêneros e espécies de cianobactérias

que formam florações

produzem toxinas. De acordo com

a literatura, grande parte delas

são potencialmente nocivas para

os seres humanos. As toxinas de

cianobactérias, que são conhecidas

como Cianotoxinas, constituem

uma grande fonte de produtos naturais

tóxicos produzidos por esses

microrganismos, embora ainda não

estejam devidamente esclarecidas

as causas dessa produção (COLVA-

RA, 2012).

Valores de referências

aceitável para consumo

oral humano

Os valores de referência de dosagem

de cianotoxinas foram estabelecidas

mundialmente conforme

tabela 1. De tal maneira o Brasil

foi um dos primeiros países a estabelecer

um valor de referência

no limite de 1,0 µg/l como concentração

máxima aceitável para

consumo oral humano diário das

cianotoxinas (BRASIL, 2004).

As instituições fiscalizadoras

dentre elas as Secretarias Municipais

e Estaduais de Vigilância

Sanitária, Agencia Nacional de Vigilância

Sanitária e Agencia Nacional

de Águas são responsáveis pela realização

do monitoramento de cianobactérias

nas águas de mananciais.

Segundo o capítulo VI (dos

planos de amostragem), artigo 40º,

§1º, o monitoramento de cianobactérias

deve identificar os diferentes

gêneros no ponto de captação

e segundo o Anexo XI, do mesmo

texto, deve obedecer à frequência

mensal quando o número de cianobactérias

não exceder 10.000

células/mL e semanal quando o

número de cianobactérias exceder

este valor, acompanhadas de análises

de cianotoxinas. O capítulo V

(do padrão e potabilidade) do artigo

37°, define que a água potável

deve estar em conformidade com

o padrão de substâncias químicas

que representam risco à saúde

(BRASIL, 2011).

Cepas de Cianobactérias

toxigêncicas

As cianotoxinas produzidas pelas

cepas: Microcystis, Anabaena,

Planktothrix, Nostoc, Hapalosiphon,

Synechocystis, Aphanocapsa, Oscillatoria

Aphanizomenon, Lyngbya,

Cylindrospermopsis e também

algumas espécies de dinoflagelados:

Oscillatoria, Cylindrospermum,

Aphanizomenon, Microcystis. Têm

ação rápida, por possuírem mecanismo

especifico intracelular causando

a morte de mamíferos por

parada respiratória após poucos

minutos de exposição. Elas têm sido

identificadas como alcaloides ou organofosforados

neurotóxicos, sendo

chamadas de neurotoxinas. Outras

atuam mais lentamente e são identificadas

como peptídeos ou alcaloides

hepatotóxicas (CARMICHAEL,

1992; REBOLÇAS et al 2006). De

acordo com as cianotoxinas, suas

ações farmacológicas produzidas

podem-se classificar em: neurotoxinas

e hepatotoxinas (OLIVEIRA-FI-

LHO et al, 2013; VIEIRA et al, 2015;

BRENTANO et al, 2016).

Além dessas cianobactérias,

existem alguns subtipos ou gêneros

que também podem produzir

toxinas irritantes ao contato. Essas

toxinas são classificadas e identificadas

simultaneamente em membranas

fosfolipídicas de parede celular

de bactérias Gram negativas.

São endotoxinas pirogênicas, como

lipopolissacarídeos que através

de estudos confirmam que são

conformidade com o padrão de substâncias químicas que representam risco à saúde (BRASIL,

2011).

Tabela 1: Valores das concentrações de diferentes cianotoxinas adotados

Tabela 1: Valores das concentrações de diferentes cianotoxinas adotados para o monitoramento em diversos países (BRASIL,

para o monitoramento em diversos países (BRASIL, 2011).

2011).

Brasil

África do Sul

Austrália

Canadá

País

MC

Fonte:


BORTOLI

microcistina;

& PINTO. Laboratório

MCs – microcistinas

de Toxinas e Produtos

(refere-se

Naturais de Algas,

à

Faculdade

somatória

de Ciências

das

Farmacêuticas,

variantes

encontradas); Universidade de São Paulo, STX São - saxitoxina

Paulo, Brasil. 2015.

Fonte: BORTOLI & PINTO. Laboratório de Toxinas e Produtos Naturais de Algas,

Faculdade de Ciências Farmacêuticas, Universidade de São Paulo, São Paulo,

Brasil. Cepas de 2015. Cianobactérias toxigêncicas:

menos tóxicas que os de outras

bactérias como, por exemplo, na

Salmonella. (SAMPAIO et al, 2011).

Anatoxina-a

É um alcaloide neurotóxico que

age como um potente bloqueador

neuromuscular pós-sináptico de

receptores nicotínicos e colinérgicos.

Esta ação se dá porque a anatoxina-a

liga-se irreversivelmente

aos receptores de acetilcolina, por

não ser degradada pela acetilcolinesterase

(ARAOZ et al., 2010).

Estudos experimentais mostram

que a DL50 o valor da dose de toxina

letal a 50% dos animais expostos.

Representada por µg de toxina/Kg de

peso corpóreo por injeção intraperitoneal

em camundongos, para a toxina

purificada, é de 200µg/Kg de peso

corpóreo, com um tempo de sobrevivência

de 1 a 20 minutos (CARMI-

CHAEL, 1992). Os sinais de envenenamento

por esta toxina, em animais

selvagens e domésticos, incluem:

desequilíbrio, fasciculação muscular,

respiração ofegante e convulsões. A

morte é devida a parada respiratória

e ocorre de poucos minutos à poucas

horas, dependendo da dosagem e

consumo prévio de alimento. Doses

orais produzem letalidade aguda em

Cianotoxina

1 µg/L MCs

3 µg de equivalente de STX/L

0 – 0,8 µg/L MC

1,3 µg/L MC-LR ou equivalente

1,5 µg/L MC-LR

China, Coréia, França, Japão, Noruega, Polônia e República 1 µg/L MC-LR

Tcheca

1 µg/L MCs

Espanha

0,84 µg/L MCs

Itália

6 µg/L anatoxina; 1 µg/L anatoxina-a (S);

Nova Zelândia

1 µg/L cilindrospermopsina; 2 µg/L homoanatoxina-a; 1

µg/L MC-LR ou equivalente; 1 µg/L nodularina e 3 µg/L

STX ou equivalente.

MC – microcistina; MCs – microcistinas (refere-se à somatória das variantes encontradas); STX - saxitoxina

concentrações muito maiores, mas a

toxicidade das células mesmo assim

é alta o suficiente para que os animais

precisem ingerir de poucos mililitros a

poucos litros de água da superfície

das florações para receber uma dose

letal, conforme tabela 2 (CARMICHA-

EL, 1994; ARAOZ et al, 2010).

As cianotoxinas produzidas pelas cepas: Microcystis, Anabaena, Planktothrix, Nostoc,

Hapalosiphon, Synechocystis, Aphanocapsa, Oscillatoria Aphanizomenon, Lyngbya,

Cylindrospermopsis e também algumas espécies de dinoflagelados: Oscillatoria,

Cylindrospermum, Aphanizomenon, Microcystis. Têm ação rápida, por possuírem mecanismo

especifico intracelular causando a morte de mamíferos por parada respiratória após poucos

minutos de exposição. Elas têm sido identificadas como alcaloides ou organofosforados

neurotóxicos, sendo chamadas de neurotoxinas. Outras atuam mais lentamente e são

identificadas como peptídeos ou alcaloides hepatotóxicas (CARMICHAEL, 1992;

REBOLÇAS et al 2006). De acordo com as cianotoxinas, suas ações farmacológicas

Anatoxina a (s)

produzidas podem-se classificar em: neurotoxinas e hepatotoxinas (OLIVEIRA-FILHO et al,

2013; VIEIRA et al, 2015; BRENTANO et al, 2016).

É um organofosforado natural

(N-hidroxiguanidina fosfato de metila)

e tem um mecanismo de ação

semelhante à anatoxina a, pois

inibe a ação da acetilcolinesterase,

impedindo a degradação da

acetilcolina ligada aos receptores.

Em virtude da intensa salivação

observada em animais intoxicados

por esta neurotoxina, ela foi denominada

Anatoxina-a (s).

Essas neurotoxinas inibem a

condução nervosa por bloqueamento

dos canais de sódio, afetando

ou a permeabilidade ao potássio

ou a resistência das membranas.

Os sinais clínicos de intoxicação

humana incluem tontura, adormecimento

da boca e de extremidades,

fraqueza muscular, náusea,

vômito, sede e taquicardia. Os

sintomas podem começar cinco

minutos após a ingestão e a mor-

6

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

21


artigo 2

Autores:

Marcelo da Luz Santos¹,

Luciano Procópio da Silva²,

Renata Cristine Manfrinato Reis³

22

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

te pode ocorrer entre 2 a 12 horas.

Em casos de intoxicação com

dose não letal, geralmente os sintomas

desaparecem de um a seis

dias conforme demonstra tabela 2

(CARMICHAEL, 1994).

Toxinas produzidas pelas

Saxitoxinas

A síndrome de PSP (Paralisia Supranuclear

Progressiva) é causada

por um grupo com mais de vinte

substâncias hidrossolúveis, tais

como: saxitoxina (STX), neosaxitoxina

(neoSTX), goniautotoxina-1, 2,

3, e 4 (GTX-1, 2, 3 e 4) e substâncias

análogas, sendo causadoras

de uma síndrome de intoxicação

extremamente perigosa, por inibir a

condução nervosa, bloqueando os

canais de sódio sem afetar a permeabilidade

para o potássio, assim

como permeabilidade ou bloqueio

do potencial transmenbranar ou

a resistência da mesma. (CARMI-

CHAEL, 1992).

Hepatotóxicas

Essas hepatotoxinas chegam aos

hepatócitos por meio de receptores

dos ácidos biliares e promovem

uma desorganização do seu citoesqueleto.

Como consequência,

o fígado perde sua arquitetura e

desenvolve graves lesões internas

(REBOLÇAS et al, 2006).

A perda de contato entre as células

cria espaços internos que são

preenchidos pelo sangue que passa

a fluir dos capilares para esses locais,

provocando uma hemorragia intra-

-hepática. Seu mecanismo de ação

se dá por inibição da síntese proteica

e já têm sido observados danos

severos também em células renais,

pulmonares e cardíacas dos animais

testados. (REBOLÇAS et al, 2006).

Toxinas produzidas pelas

microcistinas

Muitos espécies de cianobactérias

produtoras de cianotoxinas,

incluídas nos gêneros Microcystis,

Anabaena, Aphanizomena, Nodularia,

Nostoc, Oscíliatoria, Cylindrospermopsis,

Coelosphaeriuni,

Fisóherella, Gloeotrichia, Gomphosphaeria,

Hapaiosiphon, Microcoleus,

Schizothrix, Scytonema, Symploca,

Tolypothrix e Trichodesmium,

são responsáveis pelo aparecimento

de intensas florações tóxicas

em corpos d’água eutrofizados em

várias regiões do país, causando

muitos casos de envenenamento

animal e mesmo humano, quando

não adotados métodos de fiscalização

e tratamento adequado para

esses mananciais de abastecimento

público, ocorridos após a ingestão

de água ou alimentos contendo

células tóxicas ou toxinas por elas

liberadas (CARVALHO et al, 2013).

Essas cianotoxinas também podem

ser separadas em dois grupos:

neurotoxinas que afetam o sistema

nervoso, atuando como fatores de

morte rápida e hepatotoxinas que

afetam o sistema hepático, atuando

como fatores de morte lenta

(CARMICHAEL, 1992).

Influencias das florações

de cianobactérias na

saúde pública

A toxicidade de florações de cianobactérias

pode apresentar uma

variação temporal, desde intervalos

curtos de tempo até diferenças

sazonais e também espaciais,

provavelmente decorrentes de

alterações na proporção de cepas

tóxicas e não tóxicas na população

(OLIVER&RIBEIRO, 2014).

Medidas de prevenção

e controle da toxicidade

das cianobactérias

A Organização Mundial de Saúde

determina que seja adotada uma

gestão de qualidade incorporando

metodologias de prevenção e controle

de florações potencialmente

tóxicas para garantir uma eficácia

na proteção de saúde pública. A

gestão das causas de contaminação

implicará na minimização de

floração de cianotoxinas em fontes

naturais de abastecimento público

e investimento em processos de

tratamento (COMPANHIA AMBIEN-

TAL DO ESTADO DE SÃO PAULO-

CETESP, 2013).

Sabendo que o processo de eutrofização

é a principal causa de

contaminação de mananciais de

água doce para consumo humano,

destacam-se várias ações de

prevenção que irão diminuir o enriquecimento

artificial nos corpos

d’agua: regulamentação do uso e

ocupação do solo na bacia hidrográfica;

ordenamento da ocupação

territorial; Adoção de boas práticas

na agricultura e pecuária; Controle

da erosão e do uso de fertilizantes

e herbicidas; Preservação das matas

ciliares; Tratamento em nível

terciário do esgoto doméstico e

efluentes industriais brutos; Avaliação

do regime de operação de

reservatórios, como o tempo de

residência e o fluxo da água, que

podem influenciar as condições

hidrodinâmicas (COMPANHIA AM-

BIENTAL DO ESTADO DE SÃO PAU-

LO- CETESP, 2013).

Vide Tabela 2 na página 24.

O monitoramento preventivo de

cianobactérias e cianotoxinas deve

ser avaliados por órgãos competentes

dentre eles: Secretarias Municipais

e Estaduais de Vigilância

Sanitária, Agencia Nacional de Vigilância

Sanitária e Agencia Nacional

de Águas mas também seu importante

papel na estrutura e funcionamento

dos ecossistemas aquáticos

como produtores primários,

fixadores de nitrogênio atmosférico

e bioindicadores de qualidade da

água, tais ações tem importância,


artigo 2

Autores:

Marcelo da Luz Santos¹,

Luciano Procópio da Silva²,

Renata Cristine Manfrinato Reis³

24

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

Tabela 2: Relação das cianotoxinas, sua classe química, organismos 10

Tabela 2: Relação das cianotoxinas, sua classe química, organismos produtores, mecanismo de ação, toxicidade e

sintomatologia da exposição aguda (CHORUS; BARTRAM, 1998; FALCONER, 2005; VAN APELDOORN et al., 2007;

2007; JAMES et al., 2008; PEGRAM et al., 2008)

JAMES et al., 2008; PEGRAM et al., 2008)

Toxina

Microcistinas

Saxitoxinas (PSPs)

Anatoxina–a

produtores, mecanismo de ação, toxicidade e sintomatologia da exposição

aguda (CHORUS; BARTRAM, 1998; FALCONER, 2005; VAN APELDOORN et al.,

Organismos

Produtores

(Gêneros)

pois estes organismos se multiplicam

no ambiente e podem concentrar-se

em determinadas porções

de lagos e reservatórios pela ação

do vento. Os programas de monitoramento

podem incluir: avaliação

dos perigos à saúde causados por

cianobactérias/cianotoxinas; identificação

de áreas suscetíveis; desenvolvimento

de regulamentações

em relação aos locais destinados

Mecanismo de ação DL50 * Sintomatologia a

exposição aguda

Inibição das proteínas

fosfatases 1 e 2ª

Bloqueio dos canais de

sódio

Agonista nicotínico

irreversível.

50 - >1200 μg/Kg i.p.

ratos

10 μg/Kg i.p. rato

200 – 250 µg/Kg i.p.

ratos.

Prostração ao, pilo

ereção, anorexia,

vômitos, dor

abdominal, diarreia,

choque hipovolêmico

e hemorragia intrahepática.

Paralisia progressiva

dos músculos,

diminuição dos

movimentos,

exagerada respiração

abdominal, cianose,

convulsão, parada

respiratória e morte.

Paralisia progressiva,

forte respiração

abdominal, cianose,

convulsão, morte por

asfixia.

Anatoxina-a (S)

Inibição

da 20 μg/Kg i.p. ratos Paralisia progressiva,

acetilcolinesterase

fraqueza muscular,

diminuição da

frequência respiratória

e convulsões.

Salivação intensa.

Morte ocorre por

falência respiratória.

* A DL50 representa o valor da dose de toxina letal a 50% dos animais expostos. Representada por µg de toxina/Kg de peso

corpóreo. (i.p. – via de administração intra peritoneal).

Fonte: BORTOLI & PINTO. Laboratório de Toxinas e Produtos Naturais de Algas, Faculdade de Ciências

Farmacêuticas, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. 2015.

* A DL50 representa o valor da dose de toxina letal a 50% dos animais expostos. Representada

por µg de toxina/Kg de peso corpóreo. (i.p. – via de administração intra peritoneal).

Fonte: BORTOLI & PINTO. Laboratório de Toxinas e Produtos Naturais de Algas, Faculdade de

Ciências Farmacêuticas, Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. 2015.

ao abastecimento e recreação;

Informação e educação para o público;

Desenvolvimento de um programa

de controle de poluição por

nutrientes, entre outros (COMPA-

NHIA AMBIENTAL DO ESTADO DE

SÃO PAULO- CETESP, 2013).

Os relatos clínicos dos danos

para a população humana, pelo

consumo oral de toxinas de cianobactérias

em águas de abastecimento,

indicam que eles acontecem

como consequência de acidentes,

desconhecimento ou deficiência

na operação dos sistemas de tratamento

da água, como resultado,

são parcialmente estimados e as

circunstâncias originais são frequentemente

de difícil definição.

Em muitos casos, as cianobactérias

causadoras dos danos desaparecem

do reservatório antes que

as autoridades de saúde pública

considerem uma floração como o

possível risco, pois são geralmente

desconhecedoras dos danos possíveis

resultantes da ocorrência de

florações de cianobactérias e, portanto,

assumem que os processos

de tratamento da água usuais são

capazes de remover qualquer problema

potencial (MEREL, 2014).

Entretanto, várias toxinas de cianobactérias,

quando em solução,

são dificilmente removidas por um

processo convencional de tratamento,

sendo inclusive resistentes

à fervura. Essa exposição prolongada

deve ser considerada como

um sério risco à saúde uma vez

que, como já descrito anteriormente,

as microcistinas, que são o tipo

mais comum de toxinas de cianobactérias,

são potentes promotoras

de tumores e, portanto, este consumo

continuado de pequenas doses

de hepatotoxinas pode levar a uma

maior incidência de câncer hepático

na população exposta. Como

consequência, é importante que os

efeitos crônicos de exposições prolongadas

por ingestão oral de baixas

concentrações de cianotoxinas

sejam avaliados tanto do ponto de

vista epidemiológico, como toxicológico

(SANCHES, 2012).

No que diz respeito às cianotoxinas

propriamente ditas, também

referenciada como cianotoxina dissolvida

ou cianotoxina extracelular,

o que se observa, a partir dos

dados levantados na literatura, é

que os processos que envolvem a

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

25


artigo 2

280

Autores:

Marcelo da Luz Santos¹,

Luciano Procópio da Silva²,

Renata Cristine Manfrinato Reis³

A RDC nº 234, de 20 de Junho

de 2018 autoriza as Indústrias

Farmacêuticas a terceirizarem as

análises de MATÉRIAS-PRIMAS

26

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

coagulação química não são capazes

de efetivamente removerem

esses compostos isso porque os

coagulantes não são eficazes na

desestabilização e precipitação das

cianotoxinas, não sendo possível a

separação das mesmas nos processos

de separação sólido-líquido

que se seguem. Assim, pode-se

concluir que a sequência convencional

de tratamento, que consiste

na coagulação, floculação, sedimentação

e filtração rápida, não é

eficaz na remoção de cianotoxinas

(CAMACHO, 2012). Similarmente,

a adoção de uma etapa de flotação

no lugar da sedimentação pode

acarretar a melhoria da eficiência

de remoção de microalgas e cianobactérias,

porém não deve ter efeito

positivo na remoção de toxinas

dissolvidas. A pós-ozonização pode

apresentar eficiências de remoção

de toxinas muito elevadas, chegando

à completa destruição desses

compostos. A dosagem necessária

dependerá da concentração e tipo

de cianotoxina e da presença de

outros compostos orgânicos (CA-

MACHO, 2012).

São apresentadas várias maneiras

de remoção de cianobactérias,

porém a maior preocupação é a

remoção das toxinas, com base em

estudos experimentais nos quais a

dosagem, tempo de contato e, principalmente,

o pH foram otimizados.

No processo de pós-cloração, os

resultados apresentados sugerem

que há uma interação envolvida

com o pH, da concentração de

cloro livre e do tempo de contato.

Importante lembrar que a oxidação

com cloroaminas, com peróxido

de hidrogênio e com radiação ultravioleta

não se mostrou efetiva

na remoção de cianotoxinas. Dois

processos são considerados efetivos

na remoção de cianotoxinas:

a adsorção em carvão ativado e a

pós-oxidação, ou seja, a oxidação

realizada após a remoção das células

viáveis de cianobactérias. Dos

pontos levantados, verifica-se que

a questão de remoção de cianobactérias

e cianotoxinas é complexa

(CARVALHO, 2010).

Apesar de haver essa complexidade

em relação as cianobactérias

às cianotoxinas, a adesão de medidas

preventivas e de avaliação

revelam eficiência para o controle,

dentre elas:

I. Medidas de monitoramento

- intensificando o monitoramento,

com frequência semanal de coleta

de amostragem; - avaliação

de amostras adicionais para estabilizar

a variabilidade; - coletar

amostras da água bruta para testes

de toxicidade por bioensaios;

- confirmar a identificação das

cianobactérias em laboratório de

referência.(fomentando pesquisas

científicas) - Coletar amostras

da água tratada para análise

química de cianotoxinas, caso os

testes de toxicidade tenham apresentado

resultados positivos.

II. Medidas de prevenção de

risco à saúde - promover reunião

entre o responsável pela operação

do sistema e autoridades de

saúde pública, para informação

de riscos potenciais à saúde; -

informar outras instituições, se

apropriado (MORAES, 2012).

Segundo Benhardt e Clasen

(1991), a remoção de alguns tipos

de cianobactérias pode alcançar até

99,9% quando o tratamento é realizado

pelos processos de floculação-

-flotação-filtração; porém, caso a

água tratada apresente concentração

de 105 -106 células por ml

(cel/ml). No entanto esse processo

mostra-se eficaz em remover as

cianobactérias, porém não se mostra

a mesma eficiência na remoção

de cianotoxinas neste caso acredita-

-se que as melhores vias são a utilização

de outras tecnologias incorporadas

ao tratamento.

No experimento desenvolvido

por Hart et al. (1998), verificou-se

que, para remover 85% de toxinas

presentes na água, era necessário

adicionar 20 mg/L de CAP (carvão

ativado em pó). Entretanto, para

calcular a dose de CAP, deve-se

verificar a concentração de compostos

orgânicos na água, pois

estes são competidores pelos sítios

de adsorção dos CAPs, ou seja, reduzem

a eficiência da adsorção. A

adsorção utilizando carvão ativado

em pó (CAP) pode ser uma outra

opção incorporada ao tratamento.

Mas ainda é uma resposta desfavorável

85% tendo em vista que

não são todas as variações de toxinas

iguais em seu peso molecular

(ALMEIDA et al, 2015)

Um marco histórico, ocorrido

no ano de 1996, em decorrência

de intoxicação por cianotoxinas

exemplifica um desses casos, que,

embora menos frequentes, têm

grande importância na saúde pública.

Em uma clínica da cidade de

Caruaru (PE), 110 pacientes renais

crônicos, após terem sido submetidos

a sessões de hemodiálise

passaram a apresentar um quadro

clínico compatível com uma grave

hepatotoxicose. Destes, 54 vieram

a falecer até cinco meses após o

início dos sintomas, as análises

laboratoriais possibilitaram o isolamento

e a detecção da cianotoxina

Microscitina-LR no sistema

de purificação de água da clínica,

bem como amostras de sangue e

fígado dos pacientes intoxicados

(CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E

INFORMAÇÃO DA FAPESP, 1996).

A referente revisão priorizará uma

análise sistemática do controle das

cianobactérias e suas variações,

com objetivo de prevenir toda uma

população de níveis de intoxicação

como descrevem os dados analisados

posteriormente. A falta de

padrões de calibração coerentes

com a realidade, tem dificultado a

Terceirize suas análises com o laboratório Reblas

de maior escopo de ensaios específicos em

matérias-primas do país.

Contamos com profissionais qualificados, estrutura

de mais de 1.600m² de área útil de laboratórios e um

parque de mais de 280 equipamentos para atuação

em análises Físico-químicas e Microbiológicas com

área limpa.

Análises Físico-químicas e Microbiológicas:

- Efluentes e águas tratadas.

- Alimentos.

- Ambientais.

- Cosméticos.

- Correlatos.

- Medicamentos.

Estudos de Equivalência Farmacêutica para Registros

de Produtos.

Estudos de Estabilidade de Medicamentos de Uso

Humano e Veterinário para Registros de Produtos.

Centralize suas Rotinas em um Laboratório com

Capacidade de Analisar as monografias por

Completo. Ganhe em Segurança, Prazo e Preço.

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

27

75

50

100

95

75

0

25

5

0

100

100 95

95 75

75

100

25

25 5

95


artigo 2

Autores:

Marcelo da Luz Santos¹,

Luciano Procópio da Silva²,

Renata Cristine Manfrinato Reis³

28

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

implementação destas técnicas em

monitoramento de rotina das cianotoxinas

(WATANABE, et al, 2011;

RUBIO, et al, 2015).

É importante observar que, de

acordo com o Artigo 18, Parágrafo

5°, da Portaria MS n. 1.469/2000,

sempre que o número de cianobactérias

na água do manancial,

no ponto de captação, exceder

20.000 células/ml (2mm3 /L de

biovolume), durante o monitoramento

que trata o § 1º do artigo 19,

será exigida a análise semanal de

cianotoxinas na água na saída do

tratamento e nas entradas (hidrômetros)

das clínicas de hemodiálise

e indústrias de injetáveis. Esta análise

pode ser dispensada quando

não houver comprovação de toxicidade

na água bruta por meio da realização

semanal de bioensaios em

camundongos. Em outras palavras,

se o bioensaio em camundongo

revelar toxicidade ou se o responsável

pelo controle da qualidade da

água não tiver condições ou não

desejar realizar os bioensaios em

camundongos, ele obrigatoriamente

deverá fazer a análise semanal

de cianotoxinas na água tratada.

Caso o número de células mostre

uma tendência de aumento em

três coletas sucessivas, os testes

de toxicidade indiquem a presença

de cianotoxinas e o tratamento

utilizado não seja suficiente para

remoção dessas toxinas, então

se deve assumir o nível de alerta.

Essas condições indicam um risco

acentuado para a saúde pública

caso o sistema de tratamento de

água seja ineficiente para a remoção

de cianotoxinas. (PORTARIA DO

MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2005).

Conclusão

O presente estudo demonstrou

as principais causas da eutrofização

de rios, lagos e reservatórios,

em muitas regiões brasileiras,

principalmente pela ação humana,

pela constante descarga de esgoto,

efluentes industriais e chorume de

fertilizantes agrícolas favorecendo

o alto crescimento e prevalência

de cianobactérias e toxinas liberadas

por estas, que também são

conhecidas como cianotoxinas.

Logo, pode-se observar que várias

espécies ou cepas são produtoras

de toxinas como descritos anteriormente,

apresentando um potencial

neurotóxicos e hepatológicos. Para

quê observa-se que essas cianobactérias

possuem grande preferência

por água doce, o que deixa

os órgãos de vigilância em estado

de alerta quanto o monitoramento

em reservatórios ou mananciais de

abastecimento público.

Fomentar um conhecimento

aprofundado do assunto e suas

implicações na saúde pública para

que os gestores municipais, estaduais

e federais comecem a planejar

um plano de monitoração e

preservação de reservatórios que

capitam água para consumo público.

E para reduzir a quantidade de

lagos e rios eutrofização buscar recursos

para o saneamento básico,

e buscar formas tecnologias para

tratar dejetos de esgotamento doméstico

e industriais.

Atualmente os métodos convencionais

de tratamento removem

as cianobactérias, porém não removem

as toxinas, necessitando

portanto buscar os métodos que

possam ser acoplados com os

preexistentes para ampliação da

eficiência na remoção de grande

parte de toxinas, também fomentar

uma conscientização dos

gestores municipais, estaduais e

federais(Secretarias Municipais e

Estaduais de Vigilância Sanitária,

Agencia Nacional de Vigilância

Sanitária e Agencia Nacional de

Águas) sobre a importância de monitoração

desses mananciais para

promover uma saúde da população

e ou minimizar os riscos decorrentes

de intoxicação, adotando medidas

e metodologias para reduzir

ao máximo a quantidade de toxinas

em mananciais superficiais de

abastecimento público.

Referências

ALMEIDA, L.C; JORGE, T.B.F; PINTO, R.; CANEVARI,

G.C. Cianobactérias e cianotoxinas fatores de risco

para o abastecimento de água. Revista Científica

Univiçosa - Volume 7 - n. 1. Faculdade de Ciências Biológicas

e da Saúde – UNIVIÇOSA. Viçosa – MG. 2015

AZEVEDO, F.A.; CHASIN, A.A.M. As bases toxicológicas

da Ecotoxicologia. Ed. Rima. São Paulo: InterTox.

2003.

ARAOZ, R.; MOLGÓ, J.; TANDEAU DE MARSAC, N.

Neurotoxic cyanobacterial toxins. Revista Elsevier. V.

56. Paris- França. 2010.

BRENTANO, D. M.; HETTWERGIEHL, E.L.; PETRUCIO,

M.M. Abiotic variables affect STX concentration in a

meso-oligotrophic subtropical coastal lake dominated

by Cylindrospermopsis raciborskii (Cyanophyceae).

Revista Elsevier V 56. Florianópolis –SC. 2016.

BORTOLI, S. & PINTO, E. Cianotoxinas: Características

gerais, histórico, legislação e métodos de análise.

Laboratório de Toxinas e Produtos Naturais de Algas.

Capitulo 21. Faculdade de Ciências Farmacêuticas,

Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. 2015.

BENHARDT, H.; CLASEN, J. Flocculation of microorganisms.

Journal Water SRT–Aqua; v.40. 1991.

BARRETO, L. V.; BARROS, F.M.; BONOMO, P.; ROCHA,

F.A.; AMORIM, J.S. Eutrofização em Rios Brasileiros.

ENCICLOPÉDIA BIOSFERA, Centro Científico Conhecer

– Goiânia- GO. v.9. Universidade Estadual do Sudoeste

da Bahia, UESB, Itapetinga-BA, Brasil.2013.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria n° 518/2004,

de 25 de março de 2004. Estabelece os procedimentos

e responsabilidades relativas ao controle de vigilância

da qualidade da água para o consumo humano e

seu padrão de potabilidade, e dá outras providências.

Diário Oficial da União, nº 59, 26 de março de 2005.

BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria nº 2914 de 12

de dezembro de 2011. Brasília: Ministério da Saúde,

Brasília, 2011.

CARVALHO, M.C; AGUJARO, L.F; PIRES, D.A; PICOLI,

C. Manual de Cianobactérias Planctônicas: Legislação,

Orientações para o Monitoramento e Aspectos Ambientais.

CETESB – Companhia Ambiental do Estado

de São Paulo. São Paulo- SP. 2013. Disponível em:

http://cetesb.sp.gov.br/laboratorios/wp-content/

uploads/sites/24/2015/01/manual-cianobacterias-2013.pdf.

Acesso em: 25/05/2018.

COLVARA, W.A. Purificação de saxitoxinas partir de

extratos da cepa de Cylindrospermopsis sp. isoladas

no Brasil-RS, (Ciências Exatas da Terra), Revista Thema,

v. 13. Rio Grande do Sul-RS.2016.

CARVALHO, M. C.; AGUJARO, L. F.; PIRES, D. A.; PI-

COLI, C. Manual de Cianobactérias Planctônicas Legislação:

Legislação, Orientações para Monitoramento e

Aspectos Ambientais. São Paulo. CETESB, 2013.

CAMACHO, F. P.; STROHER, A. P.; MORETI, L.; SILVA,

F. A.; WURZLER, G. T.; NISHI, L.; BERGAMASCO, R. Remoção

de cianobactérias e cianotoxinas em aguas de

abastecimento pela associação de flotação de ar dissolvido

e nanofiltração. E-xacta, v. 5. Editora UniBH.

Belo Horizonte. 2012.

CARVALHO, R. P. M. Remoção de saxitoxinas por

meio de oxidação com cloro.2010. Dissertação (Doutorado

em Tecnologia Ambiental e Recursos Hídricos).

Faculdade de Tecnologia- Departamento de Engenharia

civil e Ambiental. Universidade de Brasília. (UnB).

2010.

CARMICHAEL, W.W. Cyanobacteria secondary metabolites-

the cyanotoxins. Journal of Applied Bacteriology.

V. 72. Department of Biological Sciences, Wright

State University, Dayton, Ohio, USA. 1992.

CARMICHAEL, S.T.; PRINCE, J. L. Architectonic Subdivision

of the orbital and Medial Prefrontal Cortex in

the Macaque Monkey. THE JOURNAL OF COMPARATIVE

NEUROLOGY Department of Anatomy and Neurobiology,

Washington University School of Medicine, St.

Louis, USA. 1994.

COLVARA, W.A. Estudo de florações de cianobactérias

paralisantes e desenvolvimento de metodologias

de purificação das toxinas. 2012. Dissertação (doutorado

em oceanografia física, química e geológica)

Instituto de oceanografia. Universidade Federal do

Rio Grande (FURG). Rio Grande-RS. 2012.

CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO DA FA-

PESP. Toxina causou a tragédia da hemodiálise. Publicado

em: O Globo (Nacional) em 12 de abril de 1996.

Disponível em: http://www.bv.fapesp.br/namidia/

noticia/20945/toxina-causou-tragedia-hemodialise.

Acesso em 13/08/2017.

FERRÃO-FILHO, A.S.; SOARES, M.C.; ROCHA, M.I.A.;

MAGALHÃES, V.F.; AZEVEDO, S.M.F.O. Florações de cianobactérias

tóxicas no reservatório do Funil: dinâmica

sazonal e conseqüências para o zooplâncton. Oecologia

Brasiliensis, Rio de Janeiro, v.13, n. 2, p. 346-365,

2009.

FREITAS, R. S.; BOIJINK, C.L.; MUNIZ, A. W.; DAIRIKI,

J.K.; INOUE, L.A.K.A. Qualidade da água e perspectivas

para gerenciamento ambiental dos cultivos de tambaqui

no município de Rio Preto da Eva -AM. Scientia

Amazônia, v. 3. Manaus- AM. 2014.

FUNASA. Cianobactérias Tóxicas na Água para Consumo

Humano na Saúde Pública e Processos de Remoção

em Água para Consumo Humano. Brasília: Ministério

da Saúde: Fundação Nacional de Saúde, 2003.

FAPERJ-Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo

à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro. Pesquisa investiga

os riscos de contaminação em reservatórios

de água. (2018). Disponível em: http://www.faperj.

br/?id=3530.2.0 acesso em: 12/03/2018.

HART, J.; FAWEL, J. K. e CROLL, B. Algal toxins in

surface waters: origins and removal during drinking

water treatment processes. Water Supply, v.16.1998.

LEAL, A.C; SOARES, M.C.P. Hepatotoxicidade da cianotoxina

microcistina. Revista da Sociedade Brasileira

de Medicina Tropical, v.37. Seção de Hepatologia do

Instituto Evandro Chagas, Belém, PA.2004.

MATTHIENSEN A.; BEATTIE, K.A.; YUNES, J. S.; KAVA,

K.G. Microcystin-LR, from the cyanobacterium Microcystis

RST 9501 and from a Microcystis bloom in

the Patos Lagoon estuary, Brazil. Phytochemistry, V.

55, 2000.

MEREL, S. Cianobactérias um risco à vida. Desafios

do Desenvolvimento, Instituto de Pesquisa Econômica

Aplicada. Ed. 81.Brasilia –DF. 2014. Disponível em:

http://desafios.ipea.gov.br/index.php?option=com_

content&view=article&id=3078&catid=29&Item

id=34. Acesso em: 12/03/2018.

MORAES, A. A. Avaliação de técnicas convencionais

de tratamento de água para consumo humano na

remoção de cianobactérias e cianotoxinas e processos

oxidativos para remoção de microcistina.2012. Dissertação

(Doutorado Engenharia Civil). Universidade

Federal de Viçosa. (UFV). Viçosa- MG. 2012.

NOGUEIRA, I.S.; JUNIOR, W.A.G.; D’ALESSANDRO,

E.B. Cianobactérias planctônicas de um lago artificial

urbano na cidade de Goiânia, GO. Revista Brasil. Bot.,

V.34.Goiania –GO. 2011.

OLIVEIRA-FILHO, E. C.; ZANCHETT, G. Cyanobacteria

and Cyanotoxins: From Impacts on Aquatic Ecosystems

and Human Health to Anticarcinogenic Effects.

Revista Toxins. Brasilia- DF. 2013.

OLIVER, S.L.; RIBEIRO, H. Variabilidade climática

e qualidade da água do Reservatório Guarapiranga.

Revista Estudos Avançados. V. 28. São Paulo- SP. 2014.

REBOLÇAS, A.C.; BRAGA, B.; TUNDISI, J.G. Águas Doces

no Brasil: Capital Ecológico, uso e conservação.3ª

edição. Ed. Escrituras. 2006.

RUBIO, D.P; ROA, L.G; SOTO, D.A; VELASQUEZ, F.J;

GREGORCIC, J.A; SOTP, J.A; MARTINEZ, M.C; KALERGIS,

A.M; VASQUEZ, A.E. Purification and characterization

of saxitoxin from Mytilus chilensis of southern Chile.

Toxicon. 2015.

SAMPAIO, J.; CARNEIRO, R. L.; PINTO, E. Potencial

tóxico e farmacológico de Cianobactérias. RevInter

Revista Intertox de Toxicologia, Risco Ambiental e

Sociedade. V. 4. São Paulo –SP. 2011.

SECRETARIA DE ESTADO DE SAUDE DE SÃO PAULO.

Centro de Vigilância Epidemiológica - CVE- Manual

das doenças transmitidas por alimentos. Toxina

de frutos do mar e pescado (2003). Disponível em:

http://www.saude.sp.gov.br/resources/cve-centro-

-de-vigilancia-epidemiologica/areas-de-vigilancia/

doencas-transmitidas-por-agua-e-alimentos/doc/

toxinas/frutos_mar.pdf. Acesso em 12/03/2018.

SANCHES, S. M.; PRADO, E. L.; FERREIRA, I. M.; BRA-

GA, H. F.; VIEIRA, E. M. Presença da toxina microcistina

em água, impactos na saúde pública e medidas

de controle. Revista de Ciências Farmacêuticas Básica

e Aplicada. Ituiutaba – MG. 2012.

SILVA, A.B. Avaliação do emprego da ultrafiltração

em membrana na remoção de células de cianobactérias

e microcistina para água de abastecimento. Dissertação

(mestrado) – Programa de Pós-Graduação

em Saneamento, Meio Ambiente e Recursos Hídricos

da Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte.

2008.

SECRETARIA DE VIGILANCIA EM SAUDE-MS. Boletim

Epidemiológico | Volume 45 – (2014). Disponível

em: http://portalarquivos.saude.gov.br/images/

pdf/2014/junho/11/BE-2014-45--1--Cianobact--rias.

pdf. Acesso em 09/09/2017.

SILVA, A.C.; SOUZA, A.M.; DUTRA, I.S. Ocorrência

de algas cianofíceas em água de dessedentação

de bovinos criados extensivamente. Pesquisa veterinária

Brasileira. Colégio Brasileiro de patologia

Animal- CBPA, v. 34 Araçatuba- SP. 2014. Disponível

em:https://repositorio.unesp.br/bitstream/handle/11449/109900/S0100736X2014000500005.

pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em

07/01/2018.

SILVA, P. R. N. Dinâmica espaço- temporal da comunidade

fitoplantictônica de reservatórios de cascata

na bacia do alto rio Paraíba. Universidade Estadual

da Paraíba. Departamento de biologia- centro de

ciências biológicas e da saúde. Campina Grande-

-PB.2012.Disponível em:http://dspace.bc.uepb.edu.

br/jspui/bitstream/123456789/4175/1/PDF%20-

-%20Paulo%20Roberto%20Nunes%20da%20Silva.

pdf. Acesso em 07/01/2018.

VIEIRA, P. C. S.; CARDOSO, M. M. L.; COSTA, I. A.

S.Vertical and temporal dynamics of phytoplanktonic

associations and the application of index assembly in

tropical semi-arid eutrophic reservoir, northeastern

Brazil. Revista Acta Limnologica Brasiliensia V. 27. Rio

Claro – SP. 2015.

WATANABE, R.; SUZUKI, T.; OSHIMA, Y. Preparation

of Calibration Standards of N1-H Paralytic Shellfish

Toxin Analogues by Large-Scale Culture of Cyanobacterium

Anabaena circinalis. Marine Drugs, 2011.

ZAGATTO P.A. Manual de Orientação em Casos de

Florações de Algas Tóxicas: um problema ambiental

e de saúde pública. Série Manuais, Cetesb, São Paulo.

1997.

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

29


Complemento Normativo

artigo 2

EM FOCO CIENTÍFICO

Referente ao artigo:

Disponibilizado por Analytica em parceria com

Arena Técnica

Florações de cianobactérias e

cianotoxinas: levantamento de

risco à saúde.

30

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

ABNT NBR 15784

Produtos químicos utilizados no tratamento de água para consumo

humano — Efeitos à saúde — Requisitos.

Norma publicada em: 07/04/2017. / Status: Vigente.

Classificação 1: Produtos químicos para a purificação da água.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: florações de cianobactérias e cianotoxinas: levantamento de risco à

saúde. Entidade: ABNT. País de procedência/Região: Brasil.

Resumo: Esta Norma estabelece os requisitos para o controle de qualidade

dos produtos químicos utilizados em sistemas de tratamento de água para

consumo humano e os limites das impurezas nas dosagens máximas de uso

indicadas pelo fornecedor do produto, de forma a não causar prejuízo à saúde

humana. - http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=369144

ABNT NBR 16570

Isocianuratos clorados - Aplicação em saneamento básico - Especificação

técnica, amostragem, métodos de ensaio e requisitos.

Norma publicada em: 16/01/2018. / Status: Vigente.

Classificação 1: Produtos químicos para a purificação da água.

Classificação 2: Norma publicada recentemente.

Artigo: florações de cianobactérias e cianotoxinas: levantamento de risco à

saúde. Entidade: ABNT. País de procedência/Região: Brasil.

Resumo: Esta Norma estabelece a especificação técnica, amostragem,

metodos de ensaio e requisitos toxico¬lógicos dos produtos de isocianuratos

clorados para utilização no tratamento de água para consumo humano e

efluentes. http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=384573

ABNT NBR 12216

Projeto de estação de tratamento de água para abastecimento

público – Procedimento.

Norma publicada em: 30/04/1992. / Status: Vigente.

Classificação 1: Sistemas públicos de abastecimento de água / Sistemas

de abastecimento de água. Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: Florações de cianobactérias e cianotoxinas: levantamento de risco à

saúde. Entidade: ABNT. País de procedência/Região: Brasil.

Resumo: Esta Norma fixa as condições exigíveis na elaboração de projeto de

estação de tratamento de água destinada à produção de água potável para

abastecimento público. http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=2898

ISO 5667-5

Water quality -- Sampling -- Part 5: Guidance on sampling of

drinking water from treatment works and piped distribution systems.

Norma publicada em: 2006/04. / Status: Vigente.

Classificação 1: Análise da água em geral / Água potável.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: Florações de cianobactérias e cianotoxinas: levantamento de risco à

saúde. Entidade: ISO. País de procedência/Região: Suíça.

Abstract: ISO 5667-5:2006 establishes principles to be applied to the techniques

of sampling water intended for human consumption. For the purposes

of ISO 5667-5:2006, water intended for human consumption comprises:

all water either in its original state or after treatment, intended for drinking,

cooking, food preparation, or other domestic purposes, regardless of its

origin, plus all water used in any production undertaking for the manufacture,

processing, preservation or marketing of products or substances intended for

human consumption unless the competent national authorities are satisfied

that the quality of the water cannot affect the wholesomeness of the foodstuff

in its finished form. https://www.iso.org/standard/36694.html

ISO 24523

Service activities relating to drinking water supply systems and wastewater

systems -- Guidelines for benchmarking of water utilities.

Norma publicada em: 2017/02. / Status: Vigente.

Classificação 1: Serviços para consumidores / Água potável.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: Florações de cianobactérias e cianotoxinas: levantamento de risco à

saúde. Entidade: ISO. País de procedência/Região: Suíça.

Abstract: ISO 24523:2017 provides guidelines on good benchmarking

practice of drinking water and wastewater utilities. It describes the basic

framework and methods associated with benchmarking in the water sector.

The guidelines are intended primarily for voluntary benchmarking. Specific

objectives set forth by the authorities and which are to be achieved by the

water utility are not covered by this document.

https://www.iso.org/standard/59814.html

ISO 14592-1

Water quality -- Evaluation of the aerobic biodegradability of organic

compounds at low concentrations -- Part 1: Shake-flask batch test

with surface water or surface water/sediment suspensions.

Norma publicada em: 2002/11. / Status: Vigente.

Classificação 1: Análise das propriedades biológicas da água.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: FLORAÇÕES DE CIANOBACTÉRIAS E CIANOTOXINAS: LEVANTAMEN-

TO DE RISCO À SAÚDE.

Entidade: ISO.

País de procedência/Região: Suíça.

Abstract: ISO 14592-1:2002 specifies a test method for evaluating the biodegradability

of organic test compounds by aerobic microorganisms in surface

waters by means of a shake-flask batch test with suspended biomass. It is

applicable to natural surface water, free from coarse particles to simulate a

pelagic environment (pelagic test) or to surface water with suspended solids

or sediments added to obtain a level of 0,1 g/l to 1 g/l dry mass (suspended

sediment test) to simulate a water-to-sediment interface or a water body with

resuspended sediment material.

https://www.iso.org/standard/24870.html

ISO 19250

Water quality -- Detection of Salmonella spp.

Norma publicada em: 2010/07. / Status: Vigente.

Classificação 1: Microbiologia da água.

Classificação 2: Norma recomendada.

Artigo: FLORAÇÕES DE CIANOBACTÉRIAS E CIANOTOXINAS: LEVANTAMEN-

TO DE RISCO À SAÚDE.

Entidade: ISO.

País de procedência/Região: Suíça.

Abstract: ISO 19250:2010 specifies a method for the detection of Salmonella

spp. (presumptive or confirmed) in water samples. It is possible that,

for epidemiological purposes or during outbreak investigations, other media

are also required.

https://www.iso.org/standard/43448.html

BS EN ISO 5667-3

Water quality. Sampling. Preservation and handling of water samples.

Norma publicada em: 26/06/2018. / Status: Vigente.

Classificação 1: Análise da água em geral.

Classificação 2: Norma publicada recentemente.

Artigo: FLORAÇÕES DE CIANOBACTÉRIAS E CIANOTOXINAS: LEVANTAMEN-

TO DE RISCO À SAÚDE.

Entidade: BSI.

País de procedência/Região: Reino Unido.

https://shop.bsigroup.com/ProductDetail?pid=000000000030349850

ISO 20950-1

Water quality -- Determination of available weak and dissociable

(WAD) cyanide -- Part 1: Method using ligand exchange, flow injection

analysis (FIA), gas-diffusion and amperometric detection.

Norma publicada em: 2018/05. / Status: Vigente.

Classificação 1: Determinação das propriedades químicas da água.

Classificação 2: Norma publicada recentemente.

Artigo: FLORAÇÕES DE CIANOBACTÉRIAS E CIANOTOXINAS: LEVANTAMEN-

TO DE RISCO À SAÚDE.

Entidade: ISO.

País de procedência/Região: Suíça.

Abstract: This document specifies operationally defined methods for the

determination of available WAD cyanide in various types of water such as

drinking, ground, and surface, waters, and metallurgical processing tailings

reclaim, heap leach barren, mill slurry tailings and leaching solutions, with

cyanide concentrations from 5 µg/l to 2 000 mg/l expressed as cyanide ions

in the undiluted sample. The range of application can be changed by varying

the operation conditions, e.g. by using a different injection volume, thicker

membrane, detector response, etc.

https://www.iso.org/standard/69533.html

DIN 19606

Chlorinators for water treatment - Equipment, installation and operation.

Norma publicada em: 2010/09. / Status: Vigente.

Classificação 1: Água Potável / Água de Esgoto.

Classificação 2: DRAFT em andamento

Artigo: FLORAÇÕES DE CIANOBACTÉRIAS E CIANOTOXINAS: LEVANTAMENTO

DE RISCO À SAÚDE.

Entidade: Beuth.

País de procedência/Região: Alemanha.

Abstract: This standard is a new edition. It applies to chlorinators for the treatment

of water intended for human consumption (drinking water, swimming

pool water and service water) and for the treatment of cooling water and waste

water. The standard is only applicable to chlorinators operating by the indirect

method. For chlorinators with chlorine evaporators it is applicable from

the regulator in connection with the evaporator assembly. Information has

been specified regarding the installation of chlorinators, chlorine withdrawal,

material and operation. The revision has become necessary because some

specifications in DIN 19606:2006-06 were proved to be too rigid or specific.

The standard has been prepared by Working Committee NA 119-04-02 AA

"Wasseraufbereitung" ("Water treatment") of NAW.

https://www.beuth.de/en/standard/din-19606/132448680

Confiabilidade e qualidade

no processo produtivo das

indústrias utilizando misturas de

gases especiais de alto padrão

Por Murilo G. Dallaqua¹

Revisão: Nícia Vofchuk²

Precisão e nível de incerteza definem

a qualidade de uma medição

e permitem que os usuários de uma

mistura de gases avaliem a confiabilidade

de suas análises a partir de

um padrão declarado.

Misturas de gases são caracterizadas

pela mistura de dois ou mais

componentes, podendo estes estarem

na forma líquida ou gasosa,

e são amplamente utilizadas nos

processos produtivos, controle de

qualidade de produtos e matérias

primas das indústrias químicas,

petroquímicas, automotivas, farmacêuticas

e prestadores de serviço.

São aplicadas como padrões de calibração

de sensores e analisadores

e em equipamentos analíticos como

por exemplo na cromatografia.

O processo de fabricação das

misturas de gases é composto por

diversas etapas que necessitam

seguir padrões específicos que garantam

a estabilidade e qualidade

dessas misturas. Para cada mistura

produzida, é necessário considerar

cilindro e válvula ideais, os melhores

tratamentos de superfície e técnicas

de preparação de cilindros. A medição

correta de cada componente é

feita por gravimetria, e a adição dos

balanços com gases de alta pureza

se torna fundamental para que não

seja adicionado níveis de contaminantes

que danifiquem a composição

necessária para a mistura.

Após o enchimento do cilindro são

realizadas análises específicas de

produtos para garantia do processo.

A estabilidade de uma mistura de

gases é definida de acordo com o

tempo que ela pode ser usada com

confiança após certificação do fabricante.

Tanto a informação de tempo

de validade da mistura como dos

componentes, nível de incerteza,

método de fabricação, data de fabricação

e demais itens devem estar

presentes no certificado de análise

que é feito individualmente para

cada cilindro e entregue ao consumidor.

Sempre que possuir dúvidas

quanto a composição da mistura é

importante consultar o certificado

ou até mesmo o fabricante.

A excelência de qualidade das

misturas é um ponto primordial

para que se obtenha uma análise

e calibração confiáveis, porém não

somente ela é responsável por este

processo. Ao realizar uma análise é

necessário que se verifique o cenário

como um todo, desde o cilindro

até o método de transferência do

gás, material utilizado, conectores,

inertização adequada da linha e

especificações do próprio equipamento.

Além da entrada de contaminantes

que podem alterar seu

resultado analítico, muitas misturas

são consideradas reativas contendo

componentes enxofrados, NOx e CO

que são suscetíveis a reação com

oxigênio e outros elementos.

A realização de uma boa análise

envolvendo gases depende de um

conjunto de componentes, e a indústria

de gases responsável pela

fabricação das misturas analíticas

com toda certeza tem grande participação

nela. Por isso, conte sempre

com um fornecedor confiável que

possua um time técnico de apoio

e um excelente processo de fabricação

para te auxiliar em qualquer

necessidade.

Murilo G. Dallaqua

é engenheiro de Aplicações

de Gases Especiais –

Air Products Brasil

Nícia Vofchuk é Supervisora

de Gases Especiais -

Air Products Brasil

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

31


Microbiologia

Cronobacter

O Cronobacter e um bacilo Gram negativo que pertence à família Enterobacteriaceae. Este microrganismo

era conhecido como o Enterobacter cloacae produtor de pigmento amarelo. Posteriormente, em 1980

a bactéria foi reclassificada como Enterobacter sakazakii.

Por Claudio Kiyoshi Hirai*





32

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

Bacilo Gram negativo Enterobacter sakazakii

Esta reclassificação foi o resultado

de vários estudos, aonde as cepas

de E. sakazakii foram separadas em

grupos a partir de perfis obtidos por

amplificação de fragmentos polimórficos

fluorescentes de DNA, perfis de

ribotipagem, análises de sequências

gênicas completas de 16S RNA e hibridização

DNA-DNA.

Desta forma foi proposto a sua

reclassificação, dentro da família Enterobacteriaceae,

como um novo gênero,

Cronobacter spp., com quatro

espécies, duas subespécies, e uma

genomoespecie, que são:

• Cronobacter sakazakii subsp.

sakazakii,

• Cronobacter sakazakii subsp.

Malonaticus,

• Cronobacter muytejensii,

• Cronobacter dublinensis,

• Cronobacter turicensis e;

• Cronobacter genomoespecies 1.

Em virtude de outros estudos que

foram publicados, atualmente o gênero

Cronobacter é composto de 7

espécies:

• C. sakazakii,

• C. malonaticus,

• C. dublinensis,

• C. turicensis,

• C. muytjensii,

• C. universalis e;

• C. condimenti.

Inicialmente foi reconhecido como

um patógeno oportunista devido ao

consumo de formulas infantis desidratadas.

E foi apontado como

causador de meningite e septicemia

neonatal.

Em 1961, foram descritos na literatura

os dois primeiros casos de

meningite causados pela bactéria.

Após esta data foram descritos,

novos casos de meningite, septicemia

e enterocolite necrotizante.

Muito embora a maioria dos casos

envolvam crianças, existem na literatura,

casos que descrevem infecções

em adultos idosos, sendo que

a maioria dos casos sejam devido a

infecção urinaria.

De maneira geral, a taxa de mortalidade

está na casa de 80%.

Muito embora a fonte do E. sakazakii

seja ainda desconhecida, o numero

crescente de relatos na literatura sugerem

que as formulas infantis desidratadas

sejam o veiculo para a infecção.

No Brasil, existem poucos relatos

de contaminação em formulas infantis

desidratadas comercializadas pelo

microrganismo, sendo que o primeiro

relato de surto ocorreu em 1997 na

Unidade de Neonatologia do hospital

de Clinicas da Universidade Federal

de Minas Gerais.

As amostras positivas para o Cronobacter

foram: Queijo Minas Frescal,

Queijo Prato, Alimento infantil a

base de Cereal de aveia, Alimento

infantil a base de cereais de milho,

Alimento infantil de cereais de arroz,

farinhas, temperos e condimentos,

formulas lácteas em pó, formulas

infantis, aveia em flocos, leite UHT,

amido em pó.

Os métodos atuais de detecção

e isolamento do Cronobacter spp.

utilizam o PCR e também metodologia

tradicional com o uso de meios

cromogenicos, para isolar e detectar

a bactéria, visto que o PCR ainda e

pouco utilizado pelos laboratórios.

A pesquisa de Cronobacter nas

formulas infantis em pó pode ser realizada

com alíquotas de 100 g. da

amostra, diluição em tampão peptonado,

centrifugação da amostra e

semeadura em um meio comercial

cromogênico (Agar R&F ou Agar

DFI), incubar as placas a 35 +/- 2 C

durante 18 a 24 horas verificando o

aparecimento de colônias características.

Realizar a confirmação bioquímica

utilizando os kits bioquímico scomo a

o API, Crystal ou outros ou ainda automatizados

como o Vitek, Biolog etc.

Referências bibliográficas:

• BAM Bacteriological Analytical Manual

Chapter 29 Cronobacter.

• Freitas, L. G., Risori, C.A., Jakabi, M., de Paula, A.,

M.,R., Rowlands, R,E.,G.. Ocorrência de Cronobacter spp.,

(Enterobcter sakazakii) em alimentos infantis adquiridos

em um hospital público.

Ver. Inst. Adolfo Lutz. 2011;70(4); 548-53.

• Hunter, C.,J.,Petrosvan, M., Ford, H.,R., Prasadarao,

N., Enterobacter sakazakii: A Emerging Pathogen in

Infants and Neonates, Sur. Infec, 2008Oct; 9(5):533-539.

*Claudio Kiyoshi Hirai é

farmacêutico bioquímico, diretor

científico da BCQ consultoria e

qualidade, membro da American

Society of Microbiology e membro

do CTT de microbiologia da

Farmacopeia Brasileira.

Telefone: 11 5539 6719

E-mail: técnica@bcq.com.br





























REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

33


METROLOGIA

Inmetro

debate

Indústria 4.0

Indústria 4.0 é o nome

usado para marcar a

4ª Revolução Industrial

que está por vir.

Indústria 4.0 é uma expressão que

engloba algumas tecnologias para automação

e troca de dados e utiliza conceitos de

sistemas ciber-físicos, Internet das Coisas e

Computação em Nuvem.

34

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

Em comemoração ao Dia Mundial

da Acreditação, a Coordenação Geral

de Acreditação do Inmetro, realizou

no dia 18 de julho de 2018 um

evento para se debater e apresentar

as perspectivas da instituição em

relação ao novo tema: Indústria 4.0

O evento foi realizado Centro de

Convenções da Firjan – Rio de Janeiro,

e teve como programação algumas

palestras que apresentaram

situações onde já se aplicam tecnologias

de automação aderentes

ao conceito da Indústria 4.0. Houve

uma participação de mais de 250

pessoas, representantes de organismos

de avaliação da conformidade,

órgãos regulamentadores, profissionais

independentes e associações

de avaliação da conformidade.

Cabe destacar a apresentação

do prof. James H. Lambert, P.E.,

F.IEEE, F.ASCE, F.SRA, D.WRE,

Ph.D – University of Virginia, com

o tema Compliance and Risk Management

in the 4th Revolution,

onde foi abordada a utilização das

ferramentas baseadas em sistemas

ciber-físicos, Internet das

Coisas e Computação em Nuvem

em análise riscos.

Seguiram-se as apresentações

Automação e Sociedade na Revolução

4.0: Um olhar para o Brasil

- Prof. Eduardo Mario Dias – USP e

Dr. Vidal Melo – GAESI/POLI Coordenador

do GAESI – Gestão em Automação

& TI; onde foi visto como as

tecnologias para automação podem

auxiliar na redução de acidentes; no

aumento da produtividade; na redução

de custos, na eliminação de

processos, entre outros.

A Fiat Chrysler Automobiles (FCA)

apresentou a palestra sobre Manufatura

Automotiva 4.0 – Experiência da

FCA - Marcelo Mendes Lima – Coordenador

de Engenharia de Manufatura

da FCA, onde foram apresentadas

as tecnologias atuais utilizadas na

FCA, onde se combinam a realidade

virtual e o real para adicionar informações

em tempo real; a existência das

fábricas conectadas e inteligentes, entre

outras coisas, isto proporciona que

as metas de qualidade alcançadas antes

do tempo e lançamento com zero

desperdícios e perdas.

Situação Atual da Indústria 4.0 na

Cadeia de Têxtil e Confecção, foi exposta

pelo SENAI/CETIQT - Robson

Wanka – Gerente de Educação, que

mostrou a 1ª Fábrica de Confecção

4.0 do Brasil –CETIQT/RJ, onde

foram apresentadas as principais

tecnologias adotadas: Manufatura

Acionada pelo Consumidor; Robótica,

Automação e Virtualização; Realidade

Aumentada; Realidade Virtual; Sistemas

de Visão; Sensores, Atuadores

e Interfaces Homem Máquina –IHM;

IoT(Internet das Coisas) & CloudComputing;

Big Data & Analytics; AI -Inteligência

Artificial; e Sistemas de

Integração Horizontal e Vertical.

Foi também apresentado um

Programa de Fortalecimento Têxtil

e Confecção, trabalho em conjunto

do SENAI CETIQT e ABIT (Associação

Brasileira da Indústria Têxtil e

de Confecção), que prevê um foco

no aumento da competitividade das

empresas dos setores têxtil e de

confecção, por meio de soluções

customizadas de Educação e Tecnologia,

com apoio da Rede de Institutos

SENAI Tecnologia.

A Agência Nacional de Transportes

Terrestres – ANTT, apresentou

ANTT 4.0 – Desburocratizando a regulação

de transporte - Thiago Martorelly

Quirino de Aragão – Especialista

em Regulação de Transportes,

onde a Agência expôs as ações que

estão em curso utilizando as tecnologias

para automação e troca de

dados on-line, que são as seguintes:

Fiscalização Eletrônica e Canal

Verde Brasil;

Documento de Transporte Eletrônico

(DTE);

Processo e Habilitação Eletrônica

do Transportador;

Compartilhamento eletrônico

de informações.

Estas ações propiciaram um aumento

de 11.000% na fiscalização

de veículos de cargas através do

CANAL VERDE BRASIL; além de

aumentar a eficiência no transporte

multimodal, com melhor gestão de

acessos portuários.

O Inmetro também apresentou

sua visão e ações para acompanhar

a necessidade de adequação

aos novos conceitos na atividade

de acreditação. As iniciativas do Inmetro

para esta área são chamadas

Acreditação 4.0.

O Coordenador Geral de Acreditação,

Marcos Aurélio Lima de Oliveira,

apresentou as iniciativas já

existentes na área de acreditação

utilizando-se de tecnologias como a

internet móvel, inteligência artificial,

automação de processos.

As principais iniciativas apresentadas

foram:

Validação de relatórios de avaliação

realizados por softwares utilizando

algoritmo validador;

Leitura de relatório de avaliação

realizado por inteligência artificial

(software com algoritmos que

aprende as palavras-chave de cada

requisito normativo);

Avaliação de organismos de

avaliação da conformidade de forma

remota.

“Acreditação é confiança e se não

acompanhar o dinamismo do mundo

sua confiança será inócua. ”, declarou

o Coordenador Geral de Acreditação

do Inmetro demonstrando

que se a acreditação não estiver

emparelhada com as tendências

mundiais não conseguirá cumprir

seu papel com a eficiência que a

sociedade exige de nossa atividade,

que é proporcionar confiança aos

serviços de avaliação da conformidade

oferecidos pelos organismos

acreditados.

Aldoney Freire Costa é

Pesquisador-Tecnologista do

Instituto Nacional de

Metrologia, Qualidade e

Tecnologia (Inmetro),

atuando como Coordenador

de Operações de Acreditação.

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

35


Espectrometria de Massas

A espectrometria de massas

e a química analítica

36

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

Por Oscar Vega Bustillos*

A espectrometria de massas é

uma técnica analítica que qualifica

e quantifica a matéria presente no

universo. Consiste em analisar os

átomos e moléculas por meio da relação

massa/carga (m/z) dos íons de

analitos no estado gasoso. A ciência

que explora a espectrometria de

massas é conhecida como “físico-

-química dos íons na fase gasosa”.

O estudo da espectrometria de

massas envolve três itens principais:

o instrumento analisador, denominado

“espectrômetro de massas”,

os resultados deste analisador, representados

pelos “espectros de

massas” e as “aplicações” em diferentes

áreas da ciência que este

analisador é utilizado.

O espectrômetro de massas é o

instrumento analítico composto de

um compartimento fechado à vácuo

para não ter interferência com a atmosfera.

Dentro do compartimento

existem três seções que caracterizam

o espectrômetro de massas: A

“Fonte de íons” em que a amostra

gasosa a ser analisada e convertida

em íons. O “Analisador” em que os

íons são separados e discriminados

em função da sua razão massa/

carga (m/z) e o “Detector de íons”

em que os íons são detectados e

transmitidos para um sistema de

processamento de dados, resultando

o espectro de massas. A Figura

1 apresenta as diferentes alternativas

utilizadas no espectrômetro de

massas. Estas alternativas dão a

característica de aplicabilidade do

espectrômetro de massas.

O espectro de massas consiste

em um gráfico bidimensional, cujas

coordenadas representam a razão

(m/z) na abscissa, com unidade Dalton

(Da), e na ordenada o número

de íons detectados, representada

em porcentagem (%) relativa ao íon

mais intenso do espectro, conhecido

como íon base. Por meio da leitura

correta dos íons fragmentos do espectro

de massas é possível deduzir

a molécula em estudo.

A técnica pode ser aplicada em

diversas áreas da ciência. Historicamente,

a descoberta da estrutura da

matéria, tais como a existência dos

elétrons e dos isótopos da maioria

dos elementos químicos da tabela

periódica, foi possível graças à sua

aplicação na ciência física e química,

analisando algumas centenas de

Daltons. Logo, com o desenvolvimento

de novos instrumentos, a sua

aplicação passou a ser explorada

na ciência biológica, especialmente

na medicina, analisando proteínas e

outras moléculas de massa molecular

acima de milhares de Daltons.

O desenvolvimento da espectrometria

de massas é interessante e

acompanha a evolução da inteligência

humana. Quem inventou este

analisador foi o físico inglês Joseph

John Thomson (1856-1940) no ano

de 1897. Certamente ele “subiu

nos ombros dos gigantes”, tal como

Newton sugere, para descobrir novos

avanços na ciência. Os gigantes

que J.J. Thomson “subiu” foram:

Otto von Guericke (1602-1686) físico

alemão que em 1650 descobre

novas maquinas para gerar vácuo.

Michael Faraday (1791-1867) e

James Maxwell (1831-1879) foram

outros gigantes que abriram o caminho

para compreensão do eletromagnetismo.

Faraday desenvolveu

a eletroquímica e definiu termos

importantes na espectrometria de

massas, tais como ânodo, cátodo e

íons positivos e negativos. Maxwell

formulou a teoria do eletromagnetismo,

fornecendo base da espectrometria

de massas, onde os íons,

no interior do analisador de massas,

são separados e discriminados em

função a sua razão m/z.

Mas um dos gigantes que impulsionou

o descobrimento da espectrometria

de massas foi o físico britânico

William Crookes (1832-1919)

Figura 1: Diagrama das diferentes técnicas alternativas

Figura 1: Diagrama das diferentes técnicas alternativas utilizadas no

utilizadas no espectrômetro de massas.

espectrômetro de massas.

que desenvolveu o “Tubo de Raios

Catódicos”. Este instrumento era

um tubo de vidro fechado à vácuo

com dois eletrodos metálicos, onde

era aplicada correntes elétricas positivas

e negativas. O efeito produzia

um feixe de luz visível esverdeada.

Várias experiências foram realizadas

pelos pesquisadores com este tubo.

Uma delas foi realizada pelos físicos

alemães Johann Hittorf e Julius Plucker,

em 1869, conseguindo deslocar

o feixe de luz visível esverdeada

por meio de um imã externo ao tubo

de vácuo.

Esta experiência com o Tubo de

Raios Catódicos empolgou o pesquisador

J.J. Thomson que, ao

modificar a geometria deste tubo,

desenvolveu o primeiro espectrômetro

de massas. As partes do

primeiro espectrômetro são equivalentes

às já enunciadas anteriormente:

fonte de íons, analisador e

detector. Como detector foi utilizado

uma placa fotográfica para registrar

o caminho ótico dos íons, obtendo

geometrias parabólicas. A matemática

na espectrometria de massas

está presente já que a geometria

do caminho dos íons é de suma

importância para interpretação dos

espectros de massas. Por meio do

primeiro espectrômetro de massas,

J.J. Thomson consegue medir

a relação massa/carga do elétron

que, então, não era conhecido, denominando

“partícula corpuscular”.

Naquela época, acreditava-se que o

átomo era uma partícula indivisível,

tal como o grego Demócrito formulou

no ano 400 a.C. (“a” significa

“sem” e “tomo” significa “divisão”

em grego). O físico inglês John Dalton

(1766-1844) reforçou esta teoria

postulando em 1803 que “Toda

matéria, sólida, líquida ou gasosa

consiste Referências de bibliográficas um grande número de

pequenas partículas denominadas

átomos. Nenhum processo químico

poderá criar ou aniquilar os átomos”.

Em homenagem a esta teoria

a unidade da razão massa/carga é

responde que o átomo era como um

pudim inglês, onde as uvas passas

estão localizadas no lado externo e

ao redor do pudim. Certamente a

resposta de Thomson foi pronunciada

Lopes; antes Fábio da hora Cesar do Gozzo; banquete Felipe

Ricardo Vessecchi; Norberto Peporine

da academia influenciando, desta

Augusto Dörr; Michael Murgu; Daniel Temponi Lebre; Renato Abreu; Oscar

forma, no primeiro modelo atômico.

Vega Bustillos; José Manuel Riveros. Pela “Nomenclaturas descoberta de dos espectrometria elétrons, J.J. de

chamada massas de em Daltons. língua portuguesa”. Quím. Nova Thomson vol.34 recebeu no.10 São o Paulo premio 2011. Nobel

Além do elétron, J.J. Thomson de Física de 1906.

e seu aluno Francis William Aston

(1877-1945) descobrem os isóto-

Referências bibliográficas

• Ricardo Vessecchi; Norberto Peporine Lo-

pos *Oscar 20Ne Vega e Bustillos 22Ne do gás Neônio.

Foi assim que na reunião da Real pes; Fábio Cesar Gozzo; Felipe Augusto Dörr;

Pesquisador do Centro de Química e Meio

Academia de Ciência na Inglaterra

Pesquisas no ano Energéticas de 1897, e J.J. Nucleares Thomson IPEN/CNEN-SP nato Abreu; Oscar Vega Bustillos; José Manuel

Michael Ambiente Murgu; CQMA Daniel do Temponi Instituto Lebre; de Re-

anuncia que o átomo é uma partícula

55 divisível. 11 3133 9343 Ele chegou a esta con-

Riveros. “Nomenclaturas de espectrometria

de massas em língua portuguesa”. Quím.

Nova vol.34 no.10 São Paulo 2011.

clusão após verificar que a massa

da partícula corpuscular descoberta

ovega@ipen.br

(elétron) era menor que a massa do

*Oscar Vega Bustillos

elemento www.vegascience.blogspot.com.br

mais leve da tabela periódica,

o Hidrogênio. Esta descoberta e Meio Ambiente CQMA do Instituto de

Pesquisador do Centro de Química

deixou eufórica à comunidade científica.

A primeira pergunta da plateia

IPEN/CNEN-SP

Pesquisas Energéticas e Nucleares

para o Professor Thomson foi: Como

55 11 3133 9343

ovega@ipen.br

ele concebia o modelo atômico? Ele

www.vegascience.blogspot.com.br

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

37


Arena Técnica

Gestão integrada e inteligente

Conheça o I.CONTROL, o mais novo produto da Arena Técnica, único sistema de gestão SGQ/SGI

do mercado que monitora automaticamente a atualização de normas técnicas referenciadas nos

documentos ou instruções internas.

O I.CONTROL permite a interatividade

entre os usuários na

própria plataforma, nos moldes

de uma rede social, agilizando

a comunicação entre equipes e

também o desígnio de funções e

tarefas. Além disso, também avisa

sobre prazos de validade de documentos

internos e de certificados

e licenças - documentos quase

sempre indispensáveis para o funcionamento

da empresa, evitando

a correria e gastos extras para renovação

de última hora.

38

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

Ferramenta praticamente indispensável

para empresas conscientes

e comprometidas com

seus clientes. Em um mundo

cada vez mais dinâmico e globalizado,

os sistemas de gestão da

qualidade (SGQ) e integrado (SGI)

eliminam os riscos de utilização

indevida de normas, organizam e

facilitam a implementação do controle

efetivo de políticas, objetivos,

procedimentos e instruções de

trabalho (práticas) - aumentando a

eficiência de suas operações.

No entanto, quando esses processos

internos estão vinculados

a normas técnicas de entidades

normalizadoras, existe a necessidade

constante de checagem por

atualizações – que, hoje, normalmente

é um processo manual e

ineficiente. Apesar disso, é um

trabalho fundamental, já que o

descompasso com a regulamentação

vigente pode ter implicações

legais que podem comprometer

a imagem da empresa, sua

produção e a comercialização de

seus produtos e serviços, chegando

até a gerar significativos

prejuízos financeiros.

Gestão Inteligente

O I.CONTROL possui a solução

que realiza, concomitantemente,

a gestão unificada de documentos

do SGQ/SGI da sua empresa

e o monitoramento automático de

normas e regulamentos de entidades

externas, vinculadas ao seu

sistema. É o único SGI que oferece

esta funcionalidade no mercado.

Na criação de novos procedimentos,

o I.CONTROL informa

qual norma ou regulamento deve

ser utilizado, a versão mais re-

cente e os adendos e/ou erratas

que estão disponíveis. E, para os

documentos internos já existentes,

são emitidos alertas sistemáticos,

avisando os usuários designados

quando há procedimentos

ou instruções que precisam ser

atualizados naquele mês, devido

a alterações.

Dessa forma, os gestores têm

sempre a certeza de estarem utilizando

a norma correta, devidamente

atualizada.

A eficiência dos funcionários também

é maximizada, uma vez que

a checagem manual não é mais

necessária e a atuação nos documentos

internos acontece somente

quando há, de fato, uma atualização

externa. Além disso, relatórios de

uso interno e/ou para auditorias são

gerados em poucos cliques, de forma

rápida e automática.

Como funciona

É no processo de cadastramento

dos documentos internos que

é feito o relacionamento com as

normas e regulamentos externos

- que a partir daí passam a ser

monitorados automaticamente. A

Arena Técnica coleta dados das

principais entidades para acompanhamento

da atualização de

seus acervos.

São mais de um milhão de normas

indexadas de entidades normalizadoras

e/ou regulamentadoras

como ABNT, ASTM, ASME,

BSI, CEN CENELEC, DIN, INME-

TRO, ISO, MTPS, NFPA, SAE, PE-

TROBRÁS, UNECE WP29 e muitas

outras. Além disso, também faz o

monitoramento sob demanda de

normas que não constem na sua

base de dados.

O cliente pode optar por gerenciar

e alimentar a plataforma

ou contratar também o serviço

de gestão do sistema, com o suporte

total durante todo o período

de contrato. Com essa opção, a

empresa não precisa se preocupar

em cadastrar normas, regulamentos

e procedimentos no

sistema - tudo será feito pelo administrador

da ARENA TÉCNICA.

Toda a organização do sistema,

de modo a possibilitar a geração

de relatórios para auditorias, pode

ser feito em até uma semana.

Sobre a Arena Técnica

Startup fomentada com o apoio

do Centro de Inovação, Empreendedorismo

e Tecnologia da Universidade

de São Paulo (Cietec

- USP), a Arena Técnica

(www.arenatecnica.com.br)

tem como missão prover informação

atualizada à indústria e

seus agentes para aumentar a

qualidade, segurança e competitividade

do seu produto final.

A Analytica e a Arena Técnica

firmaram uma parceria que tem

por objetivo informar, aos leitores,

as opções de normas ou projetos

de normas que possam estar

vinculados aos artigos publicados

- além de entregar opções

com mudanças muito recentes e

outras com recomendações que

manterão o leitor sempre informado

e em dia.

Entre em contato conosco, sem

qualquer compromisso, que será

um prazer nos reunirmos com

você e detalharmos todas as vantagens

que a nossa solução pode

trazer para a sua empresa.

Arena Técnica

+55 11 3862 1033

www.arenatecnica.com

info@arenatecnica.com

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

39


Análise de Minerais

(ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS) em nível n

(INTERNATIONAL ORGANIZATION FOR STANDARTIZATION) em nível

de produtos comercializados no mercado externo. Nesta norma estão presente

massa máxima que pode ser retida em uma peneira, sendo essa variável depen

densidade do material processado, além da área e abertura da peneira utilizada

Autores

Alisson Cruz1; Eduardo Melo2; Bruno Castro3

1- Estagiário de Engenharia Química, CSN Mineração;

2- Gerente de Desenvolvimento e Laboratório, CSN Mineração;

3- Analista de Garantia da Qualidade, CSN Mineração;

Para aberturas superiores ou iguais à 22,4 mm é utilizada a seguinte relaçã

40

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET JUN/JUL 18

Minério de Ferro

Análise da influência da densidade para

cálculos de massa máxima

retida em aberturas de

peneiras inferiores a 4 mm

em análises granulométricas

Resumo

Ter conhecimento a respeito da quantidade de massa

a ser utilizada em uma análise granulométrica é fundamental

para se obter uma melhor precisão e eficiência

na mesma, além de evitar sobrecargas de peso no equipamento

de peneiramento utilizado.

Um método para se estabelecer a massa a ser utilizada

é por meio do conhecimento da massa máxima

que pode ficar retida em uma peneira após a realização

do ensaio de peneiramento. Atualmente, a metodologia

de referência que define os parâmetros relacionados ao

ensaio granulométrico por peneiramento para minério

de ferro é a ABNT NBR ISO 4701:2008, sendo nela demonstrada

a forma de cálculo de massa máxima retida

em uma peneira após cessado o peneiramento, utilizando

relações que dependem do valor de abertura da tela,

o diâmetro da peneira utilizada e a densidade do material

processado.

Este estudo objetivou a análise do cálculo de massa

máxima retida para aberturas de peneiras inferiores à

4 mm, no qual, conforme a norma em vigor, as massas

são fixadas para uma densidade de 2300 kg/m³ e variam

com o tamanho de abertura da peneira. Este trabalho

avalia o efeito do uso desta para minérios com densidades

diferentes, tendo sido encontradas variações de até

38,48% ao utilizar densidades de minérios usualmente

encontrados no mercado.

Concluiu-se que a densidade do material possui grande

interferência nos cálculos de massa máxima retida

em peneiramento, e que um fator de correção de densidade

deve ser utilizado, principalmente, em análises granulométricas

de “sinter feed”. Desta forma, propõe-se o

uso de um fator de correção de forma a adequar a influência

da densidade na quantidade de massa utilizada na

análise granulométrica por peneiramento.

Palavras chaves: peneiramento, massa, densidade.

Abstract

Knowing the amount of mass to be used in a granulometric

analysis is fundamental to obtain better accuracy

and efficiency in the same and avoiding overloading of

weight in the screening equipment used.

A method of establishing the mass to be used is by

knowing the maximum mass that can be retained in a

sieve after the sieve test has been carried out. Currently,

the reference methodology that defines the parameters

related to the granulometric test by sieving for iron ore is

ABNT NBR ISO 4701: 2008, and it is demonstrated the

form of calculation of maximum mass retained in a sieve

after sieving ceased, using relations which depend on

the aperture value of the screen, the sieve diameter used

and the density of the material processed.

This study aimed at the analysis of the calculation

of the maximum mass retained for openings of sieves

below 4 mm, in which, according to the current norm,

the masses are fixed to a density of 2300 kg / m³ and

vary with the sieve opening size. This work evaluates the

effect of its use on ores with different densities, and variations

of up to 38.48% were found when using mineral

densities usually found in the market.

It was concluded that the density of the material has

great interference in the calculations of the maximum

mass retained in sieving, and that a density correction

factor should be used, mainly, in grain size analyzes of

sinter feed. Therefore, it is proposed to use a correction

factor in order to adjust the influence of the density on

the amount of mass used in the granulometric analysis

by sieving.

Key Words: sieve, mass, density.

Imagem ilustrativa

1. Introdução

m = 0,005+0,0004W*ρ b

*A

máxima que pode No ser caso retida de aberturas em Onde: inferiores a 22,4 mm e superiores ou iguais à 4 mm

uma peneira utilizada: após o processo de m é a massa máxima possível na

Conhecer o tamanho e a distribuição

de tamanhos das partículas

classificação granulométrica, a fim peneira, em gramas.

de determinar qual a massa de alimentação

do equipamento de pe-

b

W é a abertura da peneira, em mm.

m = 0,0007*W*ρ

é um pré-requisito necessário em

*A

é a densidade aparente do material

em kg/m³, determinada de

muitos processos industriais. Para

neiramento, tendo garantido, assim,

isso, o método comumente utilizado

a máxima eficiência Onde: para análise acordo com a ISO 3852.

é o peneiramento. O peneiramento

granulométrica.

A é a área da peneira, em m².

ou a classificação granulométrica é

O conhecimento • da m massa é a massa máxima

retida, além • de W ter é relevância a abertura da Para peneira, o caso em de mm. aberturas infe-

máxima possível na peneira, em gramas.

o estudo do comportamento de um

conjunto de partículas com diferentes

tamanhos, utilizando uma série

na análise de eficiência de peneiramento,

contribui

riores à 4 mm, o cálculo de massa


no

ρ cuidado

é a densidade

do máxima

aparente

é estabelecido

do material

com

em

valores

kg/m³, determinada de acord

de aberturas padronizadas, nas

equipamento utilizado • A é por a área evitar da peneira, fixos para em cada m². abertura, em uma

quais uma determinada classe de

sobrecargas de materiais e por densidade de referência (2300

tamanho passa ou fica retida.

contribuir na significativa Para o caso melhora de aberturas kg/m³). inferiores Para outras à densidades, 4 mm, o cálculo a de massa máxim

Portanto, o peneiramento é a técnica

utilizada para a determinação

da precisão valores do ensaio fixos de análise para cada referida abertura, norma em cita uma que os densidade valores de referência (2300

granulométrica.

devem ser alterados proporcionalmente,

da massa que cada faixa especificada

de tamanho de partículas

Atualmente,

densidades,

a metodologia

a referida

de

norma cita

o qual

que

não

os

está

valores

claramente

na descrito mesma. na Tais mesma. dados Tais estão dados presentes no anexo C da

devem ser alterados proporci

referência que está analisa claramente os fatores descrito

representa na massa total ensaiada,

fornecendo informações como

relacionados ao peneiramento para estão presentes no anexo C da

análise granulométrica 2. JUSTIFICATIVA é a ABNT norma.

tamanho máximo, mínimo e médio

NBR ISO 4701:2008, que é o método

aprovado pela Foi ABNT observado (ASSO- que em 2. faixas Justificativa de abertura com valores maiores que 4 mm h

das partículas, distribuição de frequência

e acumulativa destas. A

CIAÇÃO BRASILEIRA da densidade DE NORMAS no cálculo de Foi massa observado máxima, que em o que faixas pode ser observado por m

partir de tais informações, pode-

TÉCNICAS) em nível nacional; e

-se efetuar o ajuste de modelos de

pela ISO (INTERNATIONAL

(2). Para aberturas

ORGAinferiores

de abertura a mm com não valores há uma maiores

que 4 mm há uma influência

relação que demonstra isso

distribuição granulométrica a partir

NIZATION FOR apenas STANDARTIZATION) mencionado que

clara

os valores

da densidade

tabelados

no cálculo

no anexo

de

C da norma utilizada

de uma amostra, nos quais os parâmetros

são utilizados no projeto de

em nível internacional, proporcionalmente. no caso de massa máxima, o que pode ser

produtos comercializados no mercado

externo. Nesta Portanto, norma este estão estudo (1) objetivou e (2). Para a aberturas análise da inferiores influência de alterações de de

observado por meio das relações

diversos equipamentos de classificação

e separação, como peneiras

presentes formas de se obter a

Atualmente,

industriais, separadores magnéticos,

ciclones e hidrociclones.

massa máxima

a de metodologia valores de massa

que pode ser

de

retida

referência máxima a 4 mm que não analisa pode há uma ficar os relação retida fatores em que relacionados uma peneira ao em peneiram abertur

para análise Atualmente, em uma granulométrica peneira, estabelecer a metodologia sendo é essa a adequação

demonstra

ABNT vari-

referência NBR do ISO uso que por

isso

4701:2008, analisa meio

de

do

forma

os que emprego

direta,

fatores é o método relacionados de um aprovado fator (razão) ao peneira pela par

sendo apenas mencionado que os

A

Um importante fator a ser analisado

em um processo de penei-

(INTERNATIONAL

(ASSOCIAÇÃO para ável análise dependente granulométrica correções. BRASILEIRA de fatores Para é a como ABNT DE isso, NORMAS foram valores NBR realizadas ISO tabelados TÉCNICAS) 4701:2008, no análises anexo que em granulométricas C é da o nível método nacional; aprovado utilizando e pela

densidade do material

ORGANIZATION

processado,

(ASSOCIAÇÃO comumente FOR STANDARTIZATION) internacional, no

ramento é a eficiência da análise

além da área e abertura

BRASILEIRA encontradas

da peneira

DE norma NORMAS nos produtos utilizada TÉCNICAS) deverão disponíveis ser alterados

em comercialmente nível nacional; (“sinter e pelf

de (INTERNATIONAL produtos

granulométrica, sendo ela influenciada

por diversos fatores, tais de produtos comercializados no mercado externo. Nesta norma estão presentes formas de se

utilizada, comercializados como

fixando

a seguir: ORGANIZATION valores no mercado de diâmetro FOR externo. da proporcionalmente.

STANDARTIZATION) peneira Nesta norma utilizada. estão presentes em nível internacional, formas de se ob

Portanto, este estudo objetivou a

n

massa máxima que pode ser retida em uma peneira, sendo essa variável dependente de fatores c

como: escolha adequada do tipo densidade massa

Para

máxima do material aberturas 3. METODOLOGIA análise da influência de alterações

que pode processado, superiores

ser retida além ou

em da uma de área densidades peneira, e abertura sendo nos cálculos da essa peneira variável de valores

utilizada, dependente como a de seguir: fatores

e meio de peneiramento, o tempo

iguais à 22,4 mm é utilizada a seguinte

aberturas relação: do material processado, além densidade

em que as partículas estão submetidas

aos meios de peneiramento, a Para aberturas superiores granulométrica; ou iguais à

Para

da área

de massa

e abertura

máxima

da

que

peneira

pode

utilizada, como a seguir

superiores 3.1. Seleção ou iguais de minérios à 22,4 ficar mm retida a é serem utilizada em uma analisados a peneira seguinte em e relação: identificação de malh

aberturas

22,4 mm

inferiores

é utilizada

a 4 mm

a seguinte

e estabelecer

a adequação do uso por

relação:

quantidade de massa de material a m = 0,005+0,0004W*ρ b

*A

ser processado, o tipo e dimensões

meio do emprego de um fator (razão)

(1) m = 0,005+0,0004W*ρ

do equipamento utilizado, a limpeza

b

*A

No caso de aberturas inferiores a 22,4 mm

para

e superiores

se realizar eventuais

ou iguais

correções.

Para isso, foram realizadas

à 4 mm, a seguinte relaç

adequada dos meios de peneiramento,

entre outros. Como citado,

utilizada: No caso de a

a No caso de aberturas inferiores a 22,4 análises mm granulométricas e superiores ou utilizando iguais à 4 mm, a seguinte rel

22,4 mm e superiores ou iguais à 4

massa de minério a ser processado utilizada:

valores de densidades comumente

mm,

por ensaio é uma variável de processo

extremamente importante de m = 0,0007*W*ρ b

m = a 0,0007*W*ρ seguinte relação b

*A é utilizada: encontradas nos produtos disponíveis

comercialmente (“sinter feed”

*A

ser analisada. Nesse intuito, surge Onde:

e “pellet feed”), fixando valores de

(2)

o interesse em identificar a massa Onde:

diâmetro da peneira utilizada.

• m é a massa máxima possível na peneira, em gramas.

• • W m é a é abertura a massa máxima da peneira, possível em mm. na peneira, em gramas.

41

• • ρ W é a é densidade a abertura aparente da peneira, do em material mm. em kg/m³, determinada de acordo com a ISO 3852

• • A ρé a é área a densidade da peneira, aparente em m². do material em kg/m³, determinada de acordo com a ISO 38

• A é a área da peneira, em m².

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18


Análise de Minerais

Na tabela 2 estão presentes densidades desses produtos, no qual foram selecionados os valores

máximos, mínimos e médios dos valores de densidades catalogados. Essa forma de análise foi objetivou demonstrar a influência

adotada com o objetivo de estudar toda a faixa de densidades da utilização desse fator para uma

Após a identificação possível desses das densidades materiais. comuns para os produtos

ampla

de interesse

faixa de densidades.

de análise,

Como

foram

calculadas as massas máximas alterando proporcionalmente para o cálculo esses de valores massa de máxima densidades,

Tabela 2 – Valores de Densidades para o “sinter feed” e o “pellet feed”

possui

3. Metodologia

Tabela 2 – Valores de Densidades para conforme o “sinter feed” mencionado e o “pellet feed” na norma, tendo como referência os valores influência para direta a densidade da densidade 2300 do

kg/m³. Após a identificação das densidades comuns para os produtos material, de interesse área e abertura de análise, de peneiramento,

fixaram-se tamanhos Informações calculadas “Sinter as feed” massas “Pellet máximas feed" alterando proporcionalmente para esses valores de densidades,

foram

3.1 Seleção de minérios a

serem analisados e identificação

de malhas usadas na aná-

proporcional entre massa e densidade e com isto, criou-se um fator calculados de correção para casos que de efetuasse 200 mm a

Para análise da influência da densidade, admitiu-se uma diâmetros relação de linear peneira, e diretamente tendo sido

conforme mencionado na norma, tendo como referência os valores para a densidade de 2300

lise granulométrica;

Densidade máxima (Kg/m³) kg/m³.

alteração Após 3185

proporcional a identificação 2478 das massa densidades máxima para comuns qualquer para os valor produtos de e densidade. 300 interesse mm para de peneiras análise, redondas,

que são informados na norma

foram

Buscando atingir resultados para

calculadas

situações reais, primeiramente,

Para análise as massas da influência máximas alterando

Densidade mínima (Kg/m³) 2098 2225

ρ

da densidade, proporcionalmente admitiu-se uma para relação esses valores linear de e diretamente densidades,

foram identificados minérios que

conforme Fator de correção = b

ABNT NBR ISO 4701:2008. Os

proporcional mencionado entre massa na

2300 e norma,

kg/m³ densidade tendo e com como isto, referência criou-se os um valores

resultados fator de para correção a densidade

obtidos foram que efetuasse de 2300 (3)

relaciona-dos

densidade.

possuem em sua análise granulométrica

peneiras com aberturas

Onde 2655 ρ 2352

alteração kg/m³. proporcional de massa máxima para qualquer valor de

Densidade média (Kg/m³) em tabelas.

b

é a densidade aparente do produto de interesse. Na segunda etapa, foi analisada

inferiores a 4 mm. Com isso, foram

Para análise da influência ρ da densidade, admitiu-se uma relação linear e diretamente

Fator de correção = b

a influência das densidades em (3)

selecionadas amostras de minérios,

proporcional Dessa forma, entre os massa

2300

valores e densidade

kg/m³

massa e com máxima isto, criou-se para cada um abertura

comercialmente conhecidos como

cado de mineração, objetivando

situações fator de de correção com peneira valores que são reais, efetuasse obtidos utili-zando

densidade. os na valores norma encontrados para a densidade para

ingir resultados para situações reais, 3.3. primeiramente, Realização de foram cálculos identificados

massa máxima

“sinter feed” e o “pellet feed”, de

a análise da influência desta para multiplicando alteração retida fator de correção (3) pelos valores de

Onde

proporcional

ρ

o fator de de correção massa máxima (3) pelos para valores qualquer de massa valor fixados de

suem em sua análise granulométrica peneiras com aberturas

diferentes minas do Quadrilátero

cálculo inferiores de massa a máxima 4 mm. retida. massa fixados b

é a densidade aparente do produto de interesse.

de referência (2300 na norma kg/m³). para a densidade

Fator de referência correção (2300 = kg/m³). b

o “sinter feed” e “pellet feed”. Também

se utilizou somente o valor de

ρ

selecionadas amostras

Ferrífero

de minérios,

para realização

comercialmente

do estudo.

conhecidos Na tabela como 2 “sinter estão presentes Dessa forma, os valores 2300 kg/m³ de massa máxima para cada abertura de peneira são obtidos

(3)

feed”, de diferentes minas do Quadrilátero Ferrífero para densidades realização do desses estudo. produtos, no

multiplicando m' = fator de o fator correção*m de correção (2300(3) kg

diâmetro de peneira de 200 mm,

qual foram selecionados os valores

) m 3 pelos valores de massa fixados na norma para a densidade

por ser esse o mais utilizado em

(4)

Tabela 1 – Valores de abertura de

máximos, mínimos e médios dos

de (4) referência

Onde ρ b

é

(2300

a densidade

kg/m³).

aparente do produto de interesse.

s de abertura de peneiras ensaios de análise granulométrica.

peneiras (mm) utilizados (mm) utilizados na análise na análise granulométrica de “sinter feed” e

Sendo:

valores de densidades catalogados. Sendo:

o granulométrica “pellet feed” de “sinter feed” e o

Dessa forma, os valores de massa máxima para cada abertura de peneira são obtidos

Essa forma de análise foi adotada m': = massa fator de máxima correção*m na densidade (2300 kg

3.4 Realização de teste de

“pellet feed”

• multiplicando m': massa máxima

com o objetivo de estudar toda a aparente do

o

material

fator de na correção densidade

usado em

(3) aparente pelos ) valores do material de massa usado fixados em gramas na norma (g). para a densidade

(4)

m 3 análise granulométrica para o

Valores de abertura (mm)

faixa de densidades possível desses • de gramas referência m

Sendo:

(2300 (g). kg/m³): (2300 kg/m³). massa máxima na densidade de 2300 kg/m³ “sinter em gramas feed”. (g).

“Sinter feed” “Pellet feed” materiais.

m (2300 kg/m³): massa máxima

Foram obtidas informações de Figura 1 - Tabela com valores de massa máxima para um material com densidade de 2300 kg/m³

na

Também densidade = fator foram de correção*m realizados

2300 kg/m³ (2300 cálculos

em

kg de diferenças matemáticas entre os valores de massa com

12,500 1,00

massa retida em peneiras no ensaio

de análise granulométrica de

3.3 Realização de cálculos e sem gramas a aplicação (g). do fator de correção

) (4)

presente na ABNT NBR ISO 4701:2008 (Parte 1).

• m': massa máxima na densidade

maparente 3 do material usado em gramas (g).

6,300 0,500

• m (2300 kg/m³): massa máxima na densidade de 2300 kg/m³ em gramas (g).

de massa máxima retida Sendo: Também foram realizados cálculos

∆m Também de = diferenças m ' - foram m 2300 matemáticas realizados kg

en-

comparados com valores de massa

“sinter feed”. Os valores foram

4,750 0,150

Após a identificação das densidades

comuns para os produtos de • e sem

m3 cálculos de diferenças matemáticas entre os valores de massa com (5)

3,350 0,106

tre m': os

a massa aplicação

valores máxima de

do

massa

fator na com densidade e

correção

sem aparente do material usado máxima em gramas retida (g). analisando as diferenças

em de gramas massa resultantes com (g). da a utilização influência da do

2,000 0,075

interesse de análise, foram calculadas

as massas máximas alteran-

densidade.

• a Com m aplicação (2300 os valores kg/m³): do fator obtidos, massa de correção máxima foi calculada na densidade a variação de 2300 percentual kg/m³

1,000 0,053

fator

do proporcionalmente para esses

∆m de = correção. m ' - m 2300 Para isso, kg utilizou-se a seguinte relação:

Também foram realizados m3 (5)

cálculos de diferenças matemáticas entre os valores de massa com

0,500 0,045

valores de densidades, conforme

e sem (5)

%m = ∆m *100% (6)

0,300 -

mencionado na norma, tendo como Com

a aplicação

os m valores

do

obtidos,

fator de

foi

correção

calculada a variação percentual 4. de Resultados massa com a e utilização do

0,212 -

referência os valores para a densidade

de 2300 kg/m³.

culada

fator Com de correção. os valores obtidos, foi cal-

Discussão

Objetivando ∆m = m

a ' Para isso,

- m 2300

variação

estudar kg utilizou-se a seguinte relação:

percentual

a influência da densidade em cálculos de massa máxima em cada

0,150 -

Após a identificação das densidades comuns para os produtos de m3 (5)

interesse de análise, foram

Após a identificação das densidades calculadas

Após Para comuns a

as

identificação análise para massas os da produtos máximas

das influência densidades alterando interesse da comuns peneira

proporcionalmente de massa %m análise, para = com ∆m os foram aberturas *100% produtos a utilização para

de

esses

inferiores interesse do valores fator de a

de

4 análise, mm,

densidades,

foram a análise foi realizada 4.1 em Influência duas etapas: da densidade. inicialmente, (6)

0,106 calculadas as massas - máximas alterando calculadas

conforme densidade, proporcionalmente mencionado

as massas admitiu-se máximas norma, para uma esses alterando relação tendo valores utilizou-se proporcionalmente correção. Com

como de referência densidades,

os m

valores valores Para para isso, de obtidos, esses densidades utilizou-se valores foi calculada a teóricos de densidades, a entre variação os valores percentual máximos Como de massa e citado, mínimos com estão a dos presentes utilização produtos na do

os valores para a densidade de 2300

conforme mencionado na norma, tendo kg/m³.

conforme linear como e mencionado referência diretamente os na valores norma, proporcional para tendo a encontrados. como fator densidade seguinte Objetivando referência correção. de relação: 2300 Essa os estudar valores Para análise isso, para a objetivou influência utilizou-se a densidade demonstrar da a seguinte densidade 2300 a relação: influência em cálculos da norma utilização de as massa massas desse máximas fator para em retidas uma cada

Como aberturas com valores de

kg/m³.

kg/m³. entre massa e densidade e com

para uma densidade de 2300 kg/

com valores de 12,500, 12,500, 6,300 6,300 e 4,750 e 4,750 mm mm são superiores são

ampla peneira faixa para de densidades. Como o cálculo de massa máxima possui influência direta da

isto, Para a criou-se análise 4,000 um da mm, influência fator seus de correção da densidade, admitiu-se uma relação linear e diretamente

m³, com diâmetros de peneira de

áxima retida são realizados

superiores

utilizando

a 4,000 mm,

a relação

seus cálculos

proporcional de massa entre máxima massa retida e densidade são proporcional

Para análise da influência da densidade, densidade

%m = ∆m aberturas inferiores a 4 mm, a análise foi realizada em duas etapas: inicialmente,

admitiu-se do

*100%

material, uma relação área e linear abertura e diretamente de peneiramento, fixaram-se tamanhos de diâmetros

(6)

Para análise da influência de

(2), da proporcional densidade, e, que portanto, efetuasse entre admitiu-se não massa a alteração foram uma e densidade relação proporcional

e com proporcional de isto, massa criou-se máxima de um massa fator para máxima qual-

correção peneira, para encontrados. isto, que qualquer efetuasse criou-se tendo valor Essa sido um a de análise fator calculados densidade.

e linear com utilizou-se

(6) isto, e diretamente m

criou-se valores um fator de densidades de correção que teóricos efetuasse entre a os valores máximos e mínimos dos produtos

200 mm 300 mm.

alteração

entre massa e densidade e com

do.

de correção objetivou para que casos demonstrar efetuasse 200 a a mm influência e 300 mm da para utilização Figura

peneiras

1 e desse Figura

redondas, fator 2 para que uma são

realizados alteração utilizando proporcional a relação de massa (2),

Objetivando estudar a influência da densidade em cálculos de massa máxima em cada

máxima alteração proporcional massa máxima

quer para valor qualquer de densidade. valor densidade. informados para ampla qualquer

Objetivando faixa na valor de norma densidades. densidade.

estudar ABNT a influência

tabelas. da densidade em cálculos de (3)

Como NBR ISO o cálculo 4701:2008. de massa Os resultados máxima A partir obtidos possui de valores influência foram de relacionados

ρ massa direta máxima

retida na densidade de 2300

da

e, portanto, não foram analisados Fator de correção = b peneira para aberturas inferiores a 4 mm, a

ρ

de densidades comuns nesse dos estudo. produtos “sinter feed” e “pellet feed”

2300 kg/m³ em

análise foi realizada em duas etapas: inicialmente,

ρ

Fator de correção = b

Fator de correção = b

densidade do material, área e abertura de peneiramento,

(3)

fixaram-se tamanhos diâmetros de

utilizou-se valores

2300 kg/m³

2300 kg/m³

(3) de densidades teóricos entre os valores máximos e mínimos dos produtos

peneira, massa tendo máxima sido em calculados cada peneira para casos de 200 mm e 300 mm kg/m³, para peneiras foram calculadas redondas, massas que são

Onde ρ

das as densidades de “sinter 3.2. feed” Identificação e “pellet de feed” densidades

comuns b

comumente b

é a densidade aparente do produto encontrados.

encontradas no

para Na de segunda interesse. aberturas

Essa etapa, inferiores

análise foi analisada objetivou

a 4 mm, a demonstrar influência das a influência densidades da máximas em utilização situações para desse densidades com fator valores para abaixo reais, uma e

Onde ρ Onde ρ b

é a densidade aparente do produto de interesse.

é a densidade aparente do produto de interesse.

informados na norma ABNT NBR ISO 4701:2008. Os resultados obtidos foram relacionados

dos produtos

utilizando ampla a análise faixa os foi de valores realizada densidades. encontrados em Como duas para o cálculo o “sinter de feed” massa e máxima “pellet acima feed”. possui desse Também influência valor. Os se resultados direta utilizou da

ão, objetivando a análise influência desta para cálculo Dessa

“sinter feed” e “pellet feed” (4)

de forma, massa os máxima valores de massa em máxima tabelas. para cada abertura de peneira são obtidos

Dessa forma, os valores de massa Dessa forma, os valores de massa somente densidade máxima etapas: para o inicialmente, valor do cada material, de abertura diâmetro utilizou-se área de e de peneira abertura va-

são de obtidos peneiramento, 200 mm, por ser fixaram-se esse foram o mais tamanhos agrupados utilizado de nas em diâmetros ensaios tabelas 3 de

multiplicando máxima o para fator cada de correção abertura (3) de pelos peneira valores são de obtidos massa fixados na norma para a densidade

Foram identificadas as densidades

de “sinter feed” e “pellet feed” de referência sa máxima (2300 para kg/m³). cada abertura de os valores máximos e mínimos dos

de 200 mm e 300 mm, respecti-

multiplicando Dessa forma, o fator os de valores correção de (3) mas-

multiplicando o fator de correção (3) pelos análise valores granulométrica.

densidades massa fixados teóricos na norma entre para a densidade

e 4 para os diâmetros de peneira

de pelos referência valores (2300 de massa kg/m³). fixados na norma peneira, para Na a segunda densidade tendo sido etapa, calculados foi analisada para casos a influência 200 das mm densidades e 300 mm em para situações peneiras com redondas, valores que reais, são

presentes densidades

comumente

desses referência produtos, (2300

encontradas

no kg/m³).

informados na norma ABNT NBR ISO 4701:2008. Os resultados obtidos foram relacionados Figura 2 - Tabela com valores de massa máxima retida para um material com densidade de 2300 kg/m³

qual

no mer-

foram selecionados peneira são obtidos os valores multiplicando o

utilizando os valores encontrados para o “sinter feed” e “pellet feed”. Também se utilizou

m' = fator de correção*m (2300 produtos encontrados. Essa análise

vamente.

e médios dos valores de densidades catalogados. Essa m' forma = fator de correção*m análise foi (2300

42

kg

m kg3

) ) em tabelas.

(4)

(4)

presente na ABNT NBR ISO 4701:2008 (Parte 2).

m' = fator de correção*m (2300 kg

) somente o valor

m m

ivo de estudar toda a faixa de densidades possível desses 3 materiais.

3 (4) de diâmetro de peneira de 200 mm, por ser esse o mais utilizado em ensaios de

Sendo:

análise granulométrica.

A partir de valores de massa máxima retida na densidade de 2300 kg/m³, foram calculadas

Na segunda etapa, foi analisada a influência das densidades em situações com valores reais, as massas máximas para densidades abaixo e acima desse valor. Os resultados foram agrupados

Sendo:

Sendo:

utilizando os valores encontrados para o “sinter feed” e “pellet feed”. Também se utilizou nas tabelas 3 e 4 para os diâmetros de peneira de 200 mm e 300 mm, respectivamente.

abela 2 – Valores de Densidades para o “sinter feed” e • o “pellet m': massa feed” máxima na densidade aparente do material usado em gramas (g).

• m': massa máxima na densidade • aparente m':

m (2300

massa do kg/m³): material máxima

massa usado na densidade

máxima em gramas na

aparente

densidade (g). somente do material

de

o

2300

valor usado

kg/m³

de em diâmetro

em

gramas

gramas

de (g).

(g).

peneira de 200 mm, por ser esse o mais utilizado em ensaios de

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

Foram identificadas as densidades de “sinter feed” e “pellet feed” comumente encontradas no

mercado de mineração, objetivando a análise da influência desta para cálculo de massa máxima

retida.

Como citado, estão presentes na norma as massas máximas retidas para uma densidade de

2300 kg/m³, com diâmetros de peneira de 200 mm e 300 mm.


Análise de Minerais

Tabela Tabela 3 – Valores Valores de de massa massa máxima máxima para para valores valores de de aberturas aberturas de de peneiras peneiras e e ampla ampla faixa faixa de de

densidades densidades aparentes. aparentes. Peneira Peneira com com diâmetro diâmetro de de 200 200 mm. mm.

44

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

Tabela 4 – Valores de massa máxima para valores de de aberturas de de peneiras e e ampla faixa de de

densidades aparentes. Peneira com diâmetro de de 300 mm.

4.2.

4.2.

Análise

Análise

aplicada

aplicada 4.2. aos

aos Análise produtos

produtos aplicada “Sinter

“Sinter

feed” aos feed” produtos

“Sinter feed” e “Pellet para ambos os produtos.

e

e

“Pellet

“Pellet norma, feed”.

feed”. e representada na tabela 5,

feed”.

sidera o efeito da densidade sobre

Utilizando

Utilizando

as

as

relações

relações

(3)

(3) e

(4),

(4),

calculou-se

calculou-se

a

a

massa

massa

máxima

máxima Tabela retida

retida 5 utilizando

utilizando

os

os

valores

valores

de

de a massa, nos casos das peneiras

densidades presentes na tabela 2. Os resultados foram representados graficamente, onde a

densidades presentes Utilizando na tabela as relações 2. Os resultados (3) e (4), foram Essa representados variação de graficamente, massa também onde a de 3,35 e 0,150 mm, a massa

visualização da alteração de massa é perceptível pelos posicionamentos das curvas.

visualização da alteração calculou-se de a massa massa é perceptível máxima retida pelos posicionamentos foi representada das em curvas. termos de porcentagem:

utilizando os valores de densidades

presentes na tabela 2. Os resultados

foram representados graficamente,

onde a visualização da alteração

de massa é perceptível pelos

posicionamentos das curvas.

Figura 3

Foi realizada a análise quantitativa

da variação de massa em relação

à densidade de referência da

Tabela 6 (página seguinte)

Por meio do cálculo das variações

percentuais de massa máxima

para cada densidade, verificou-se

que essa alteração é independente

de dois fatores: abertura e área da

peneira, sendo, portanto, influenciados

pela densidade aparente do

material. Quanto maior a densidade,

maior o aumento percentual de

massa em relação a 2300 kg/m³,

assim como, para o caso de diminuição

de densidade em relação à

de referência, também ocorre diminuição

percentual de variação de

massa.

Para o ”pellet feed”, observou-se

que a densidade média desse tipo

de material é 2352 kg/m³, possuindo

densidades máximas e mínimas

de 2478 e 2225 kg/m³, respectivamente.

Como esses valores não

diferem de forma acentuada do

valor de densidade de referência

da norma, a variação causada pela

influência da densidade no cálculo

de massa máxima retida é desprezível,

portanto, não cabendo maiores

detalhamentos.

4.3. Realização da análise

granulométrica de “sinter

feed”.

Tabela 7 (página seguinte)

Observou-se que sem a utilização

do fator de correção, que con-

máxima retida foi ultrapassada,

algo que interfere na eficiência do

peneiramento. Com a utilização do

fator de correção para uma densidade

de 2900 kg/m³, observou-se

que a massa máxima não foi ultrapassada.

No caso, seria útil instalar

uma peneira de 4,000 mm e outra

e 0,180 mm, por apresentarem valores

de massa máxima retida após

peneiramento de 200 e 70 g para

esse caso, respectivamente.

Considerando a utilização do fator

de correção, o limite de massa

não é ultrapassado em nenhum

caso, não sendo necessário, portanto,

a adição de peneiras, mantendo

a combinação atual. Em

termos práticos, isso significa que,

para o caso da não utilização do

fator de correção pela densidade,

objetivando manter a eficiência

da análise granulométrica, seria

necessário, mantendo a massa

de alimentação, utilizar mais peneiras

com capacidades maiores

de massa máxima, o que gera um

maior custo relacionado a material

e energia, além de um tempo maior

de peneiramento. Isto posto, tal fato

pode, inclusive, levar a resultados

inconsistentes com os resultados

reais a serem obtidos.

5. Conclusões

Verificou-se que a densidade

possui grande influência nos cálculos

de massa máxima retida em

aberturas de peneira inferiores a

4 mm. Como o aumento na massa

máxima que pode ser retida

na peneira também possibilita um

aumento na massa de alimentação

ou uma diminuição do número de

peneiras utilizadas em um processo

de análise granulométrica,

percebe-se que o emprego do fator

de correção pela densidade do

minério de ferro possui extrema

importância em termos de aumento

de produtividade e qualidade do

peneiramento laboratorial. Como

observado nas análises realizadas,

ocorrem alterações significativas

de massa máxima para cálculos

Figura 3 – Representação gráfica do cálculo de massa máxima retida aplicando o fator de correção para

densidades de “sinter feed” e “pellet feed”.

Foi realizada a análise quantitativa da variação de massa em relação à densidade de

referência da norma, e representada na tabela 5, para ambos os produtos.

Tabela 5 - Valores de variação de massa (g) com a utilização do fator de correção para valores de

densidades comuns de “sinter feed” e “pellet feed”.

Essa variação de massa também foi representada em termos de porcentagem:

Tabela 6 - Variação percentual de massa máxima retida com a aplicação do fator de correção para as

densidades de “sinter feed” e “pellet feed”.

utilizando o fator de correção em

densidades reais, especialmente

para o caso do “sinter feed”, o

que leva a um peneiramento mais

eficiente e por consequência mais

preciso.

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

45


densidades comuns de “sinter feed” e “pellet feed”.

Análise de Minerais

SEUS MÉTODOS EXISTENTES.

SEUS OBJETIVOS FUTUROS.

CHEGAR EM QUALQUER LUGAR,

A PARTIR DAQUI.

Essa variação de massa também foi representada em termos de porcentagem:

Tabela 6 - Variação percentual de massa máxima retida com a aplicação do fator de correção para as

densidades de “sinter feed” e “pellet feed”.

sada pela influência da densidade no cálculo de massa máxima retida é desprezível, portanto,

o cabendo causada pela maiores influência detalhamentos. da densidade no cálculo de massa máxima retida é desprezível, portanto,

não cabendo maiores detalhamentos.

4.3. Realização da análise granulométrica de “sinter feed”.

4.3. Realização da análise granulométrica de “sinter feed”.

Por meio do cálculo das variações percentuais de massa máxima para cada densidade, verificouse

Tabela que essa 7 alteração – Valores é independente Massa máxima de dois e fatores: massa abertura retida em e área cada da peneira, no sendo, processo portanto, de análise

Tabela 7 – Valores de Massa máxima e massa retida em cada peneira no processo de análise

influenciados pela densidade granulométrica

aparente

de de do

“sinter “sinter material.

feed”, feed”, Quanto

para para um

maior um diâmetro diâmetro a densidade,

de 200 mm. 200 maior mm. o aumento

percentual de massa em relação a 2300 kg/m³, assim como, para o caso de diminuição de densidade

em relação à de referência, também ocorre diminuição percentual de variação de massa.

Para o ”pellet feed”, observou-se que a densidade média desse tipo de material é 2352 kg/m³,

possuindo densidades máximas e mínimas de 2478 e 2225 kg/m³, respectivamente. Como esses

valores não diferem de forma acentuada do valor de densidade de referência da norma, a variação

Referências

Bibliográficas

1 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉC-

NICAS – ABNT NBR ISSO 4701-1995 – Minérios

de ferro - Determinação da distribuição

granulométrica por peneiramento.

Apresentando o novo ACQUITY ® ARC , um sistema LC moderno e quarternário

para cientistas que trabalham com métodos estabelecidos e que buscam

versatilidade e robustez necessárias para preencher a lacuna entre os

métodos HPLC e UPLC. Aonde essa versatilidade pode levá-lo?

Escolha seu caminho em waters.com/arc

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

2 ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉC-

NICAS - ABNT NBR ISO 4701:2008 - Minérios

de ferro e pré-reduzidos – Determinação da

distribuição granulométrica por peneiramento.

3 NUNES DA COSTA, Evair. – Peneiramento de

Partículas Finas e Ultrafinas com Adição de

Dipersantes. Universidade Federal de Goiás

Observou-se que sem a utilização do fator de correção, que considera o efeito da densidade

–UFG, Catalão, 2014.

sobre a massa, nos casos das peneiras de 3,35 e 0,150 mm, a massa máxima retida foi ultrapassada,

algo 46 que interfere na eficiência do peneiramento. Com a utilização do fator de correção para uma

Observou-se densidade de 2900 que kg/m³, sem a observou-se utilização que do a fator massa de máxima correção, não foi que ultrapassada. considera No o caso, efeito seria da útil densidade

re instalar a massa, uma nos peneira casos de 4,000 das peneiras mm e outra de 3,35 e 0,180 e 0,150 mm, por mm, apresentarem a massa máxima valores de retida massa foi máxima ultrapassada,

o retida que interfere após peneiramento na eficiência de 200 do e 70 peneiramento. g para esse caso, Com respectivamente. a utilização do fator de correção para uma

PHARMACEUTICAL

n

HEALTH SCIENCES

n

FOOD

n

ENVIRONMENTAL

n

CHEMICAL MATERIALS

©2015 Waters Corporation. Waters, The Science of What’s Possible e ACQUITY UPLC são marcas registradas da Waters Corporation. Arc é marca registrada da Waters Corporation.

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

47


em foco

em Validação foco de limpeza - desafios e importância

VALIDAÇÃO DE LIMPEZA - DESAFIOS E IMPORTÂNCIA

48

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

A história A história da indústria da indústria farmacêutica farmacêutica

mundial

mundial

apresenta diversos

apresenta

casos de desvios

diversos

na qualidade

casos

do produto final em decorrência de contaminações

de desvios

cruzadas

na

durante

qualidade

o processo

do

de

produto

produção.

Um final exemplo em decorrência foi o caso ocorrido de contaminações

no cruzadas qual 20 pacientes durante vieram o a processo óbito após o

em Goiânia,

Goiás,

consumo de produção. do medicamento Um exemplo Celobar®, foi que o caso estava

contaminado com o subproduto carbonato de

ocorrido em Goiânia, Goiás, no qual

bário formado durante a síntese desse contraste,

e 20 que pacientes não foi removido vieram corretamente a óbito dos após equipamentos

consumo da linha do de medicamento produção. Em casos Celo-

como

o

este, bar®, nota-se que estava que a higienização contaminado de áreas com e

equipamentos é crítica para se evitar contaminações

e realizar a remoção de resíduos, garantindo

o subproduto carbonato de bário

assim formado a qualidade durante do produto a síntese final. desse

Atualmente contraste, um e que dos não maiores foi desafios removido das

indústrias corretamente brasileiras dos trata-se equipamentos do desenvolvimento da

de linha um procedimento de produção. padrão Em de casos limpeza como que seja

altamente

este, nota-se

eficiente

que

utilizando

a higienização

produtos

de

que

tragam bom custo benefício ao processo. Baseada

nas

áreas

normas

e equipamentos

da ANVISA e nas

é

Boas

crítica

Práticas

para

de

Fabricação se evitar (BPF), contaminações a validação de limpeza e realizar consiste

em a remoção procedimentos de e resíduos, metodologias garantindo documentadas

que assim comprovam a qualidade a eficácia do da produto limpeza industrial. final.

Ao se criar tal metodologia deve-se considerar

Atualmente um dos maiores desafios

fatores como volume produzido no lote, dosagem,

dados das indústrias toxicológicos, brasileiras solubilidade trata-se e a área do de

contato desenvolvimento do equipamento de um para procedimento

padrão de resíduos de limpeza presentes que nas seja superfícies alta-

verificar se a

remoção

encontra-se dentro de níveis pré-estabelecidos.

mente eficiente utilizando produtos

que tragam bom custo benefício ao

processo. Baseada nas normas da

ANVISA e nas Boas Práticas de Fabricação

(BPF), a validação de limpeza

consiste em procedimentos e metodologias

documentadas que comprovam

a eficácia da limpeza industrial.

Ao se criar tal metodologia deve-

-se considerar fatores como volume

produzido no lote, dosagem, dados

toxicológicos, solubilidade e a área

de contato do equipamento para verificar

se a remoção de resíduos pre-

As sentes impurezas, nas tanto superfícies químicas quanto encontra-se microbiológicas,

dentro são problemas de níveis continuamente pré-estabelecidos. encontrados

nas linhas de produção de indústrias farmacêuticas

e afins. Todos os produtos fármacos e seus

As impurezas, tanto químicas quanto

componentes, microbiológicas, ativos são e insumos, problemas podem continuamente

contaminações encontrados através dos nas reagentes linhas e

vir a

sofrer

solventes de produção utilizados, de pelos indústrias agentes farmacêuticas

e afins. Todos os produtos fár-

de limpeza,

microrganismos encontrados no ambiente, por

produtos degradados e até mesmo por subprodutomacos

formados e seus durante componentes, o processo de fabricação. ativos

Visando e insumos, a minimização podem desses vir a tipos sofrer de contami-

contaminações

e a qualidade através do medicamento dos reagentes produzido, e

a

solventes

ANVISA exige

utilizados,

o desenvolvimento

pelos agentes

de processos

de

de limpeza robustos e validados que deem foco na

eliminação

limpeza,

de

microrganismos

todo e qualquer resíduo

encontrados

indesejado.

A validação

no ambiente,

de limpeza

por

garante

produtos

que todos

de-ogradados

de lotes e até produtivos mesmo anteriores por subpro-

sejam

resíduos

minimizados dutos formados a níveis aceitáveis, durante no o entanto, processo para

comprovar de fabricação. a real Visando eficiência dos a minimização procedimentos

realizados deve-se efetuar o monitoramento

desses tipos de contaminações e a

analítico. Tal monitoramento irá verificar a porcentagem

qualidade remanescente do medicamento de produtos produzido,

a ANVISA de degradação, exige o excipientes, desenvolvimen-

conservan-

residuais,

produtos

tes, to de agentes processos de limpeza de e demais limpeza contaminantes, robustos

e então compará-los aos limites aceitáveis. Caso

e validados que deem foco na eliminação

de todo o lote e do qualquer produto deve resíduo ser enviado in-

quaisquer residuais ultrapassem os limites

estabelecidos,

para desejado. quarentena, A validação onde será reanalisado de limpeza e terá garante

decidido. que todos os resíduos de lotes

seu

destino

Tendo produtivos em vista anteriores a importância sejam do estabelecimento minimizados

a níveis aceitáveis, no entanto,

para comprovar a real eficiência dos

procedimentos realizados deve-se

efetuar o monitoramento analítico. Tal

monitoramento irá verificar a porcentagem

remanescente de produtos

residuais, produtos de degradação,

excipientes, conservantes, agentes

de limpeza e demais contaminantes,

e então compará-los aos limites aceitáveis.

Caso

quaisquer residuais ultrapassem

os limites estabelecidos, o lote do

produto deve ser enviado para quarentena,

onde será reanalisado e terá

seu destino decidido. Tendo em vista

a importância do estabelecimento de

uma metodologia confiável para garantir

um produto final de qualidade,

a cobrança dos órgãos regulamentadores

vem crescendo nos últimos

anos, tornando cada vez mais este

processo complexo, robusto e com

custos consideravelmente elevados.

A revisão dos processos submetidos

a ANVISA é cada vez mais rigorosa,

desta forma, é crucial que os solventes,

reagentes e agentes de limpeza

envolvidos possuam alta qualidade e

confiabilidade. O descontinuamento

de um detergente ou sanitizante

pode levar a uma revalidação forçada

e emergencial de todo o procedimento,

visto que a ANVISA não permiti

simples substituições de produtos na

metodologia de validação

LAS

de

do

limpeza.

Pelo exposto, nota-se +55 62 que 3085 é 1900 de

Brasil

fundamental importância www.lasdobrasil.com.br o emprego

de um método de limpeza validado

perante a ANVISA e que esteja de

acordo com as BPF para garantir a

qualidade do processo em si e bem

como a dos produtos finais. Assim

sendo, o departamento da Garantia

da Qualidade, Validação e Produção

devem atuar em conjunto para diminuir

os riscos, consequentemente

problemas relacionados a contaminações

químicas e microbiológicas.

LAS do Brasil

+55 62 3085 1900

www.lasdobrasil.com.br

de uma metodologia confiável para garantir um

produto final de qualidade, a cobrança dos órgãos

regulamentadores vem crescendo nos últimos

anos, tornando cada vez mais este processo

complexo, robusto e com custos consideravelmente

elevados. A revisão dos processos submetidos

a ANVISA é cada vez mais rigorosa, desta

forma, é crucial que os solventes, reagentes e

agentes de limpeza envolvidos possuam alta

qualidade e confiabilidade. O descontinuamento

de um detergente ou sanitizante pode levar a uma

revalidação forçada e emergencial de todo o

procedimento, visto que a ANVISA não permiti

simples substituições de produtos na metodologia

de validação de limpeza.

Pelo exposto, nota-se que é de fundamental

importância o emprego de um método de limpeza

validado perante a ANVISA e que esteja de acordo

com as BPF para garantir a qualidade do processo

em si e bem como a dos produtos finais. Assim

sendo, o departamento da Garantia da Qualidade,

Validação e Produção devem atuar em conjunto

para diminuir os riscos, consequentemente

problemas relacionados a contaminações

químicas e microbiológicas.

DETERGENTE ALCALINO CIP 100

AGENTE PARA LIMPEZA DE PROCESSOS

Detergente alcalino composto em sua

maioria por hidróxido de potássio, agentes

tensoativos, quelantes;

Disponíveis metodologias de teste de

remoção de resíduos por HPLC, TOC,

entre outros;

Penetra, dissolve e remove um largo

espectro de sujidades, orgânicas e oleosas,

utilizando de múltiplos mecanismos;

Baixa formação de espuma;

Atende grau farmacêutico.

www.lasdobrasil.com.br

comercial@lasdobrasil.com.br

Consulte nosso time de especialistas.


em foco

Venha se inventar e com o mais moderno espectrômetro de FTIR no

mundo: INVENIO®

VISITE-NOS NA IMMUNO

2018! De 1 a 4/10 em Ouro

Preto (MG)

O INVENIO®, como o nome indica,

acompanhará os usuários para

“inventar” e “descobrir” em exigentes

campos de aplicação analítica

e de pesquisa e desenvolvimento.

A tecnologia inovadora, design

inteligente e elegante estabelece

padrões para a próxima geração de

espectrômetros FTIR. O novo caminho

do feixe óptico fornece excelente

SNR (relação sinal-ruído), ampla

faixa espectral, abrangendo FIR

para UV / VIS e maior flexibilidade

para configurações experimentais

sofisticadas.

O painel de toque integrado opcional

permite um fluxo de trabalho

fácil e uma operação confortável. A

tecnologia exclusiva e pioneira do

detector MultiTect suporta até 5

detectores de temperatura ambiente

totalmente automatizados. Juntamente

com a posição do detector

DigiTect mais disponível e com

o canal Transit para medições

MIR rápidas, o INVENIO® pode ser

equipado com 7 detectores internos

automatizados para tornar o

seu trabalho diário mais agradável.

Venha se inventar com INVENIO,

Fone: (11) 2119-1750

Fax: (11) 2119-1772

Endereço eletrônico:

optics.br@bruker.com

www.bruker.com/invenio

Cultivo Celular em ampla escala

O sistema de cultura celular CELLdisc oferece até 10.000cm2 de área para cultivo e crescimento

de células, aumentando o rendimento da cultura

50

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

O CELLdiscTM é um sistema

multicamada desenvolvido para o

cultivo celular. Com uma ampla possibilidade

de superfície para crescimento,

que varia dos 250 cm2

até os 10.000 cm2, é ideal tanto

para pesquisa básica quanto para

o cultivo em escala industrial. Para

atender as diferentes demandas,

apresenta opções com 1, 4, 8, 16

ou 40 camadas.

O design inovador do CELLdisc,

em formato cilíndrico e único

no mercado, simplifica o fluxo de

trabalho e reduz o risco de contaminação

da amostra. A troca gasosa é

feita por um canal integrado e com

filtro, que possibilita a ventilação em

todas as camadas.

O sistema multicamada pode ser

utilizado no cultivo da cultura celular

em massa, como para produção de

anticorpos e vacinas e também na

produção de células para fins terapêuticos.

Para adequar-se à necessidade

da cultura celular, a superfície

do CELLdisc pode receber

diferentes tratamentos, como o TC

(para cultivo de células aderentes)

e o Advanced TCTM (para o cultivo

de células aderentes sensíveis ou

na ausência de soro fetal bovino no

meio de cultura).

O CELLdisc é de fácil manuseio,

basta preenchê-lo com a

suspensão celular, incliná-lo 90

graus, aguardar até que o fluido se

distribua uniformemente pelas camadas

através do canal de conexão,

retorná-lo para a posição original e

colocá-lo na incubadora.

Para saber mais sobre os produtos

de cultura celular da Linha

BioScience da Greiner Bio-One,

visite-nos na IMMUNO 2018 que

acontecerá de 1 a 4 de outubro em

Ouro Preto (MG).

Assessoria de Imprensa

Greiner Bio-One Brasil

info@br.gbo.com

www.gbo.com/

CELLdisc TM

Cultura celular em ampla escala

Ideal para pesquisa básica e produção industrial

Disponível com 1, 4, 8, 16 e 40 camadas

Compacto, oferece de 250 cm 2 até 10.000 cm 2 de

área para cultivo de células

Superfície tratada para otimizar a adesão celular (TC

e Advanced TC TM )

Ventilação através de um único canal integrado e

com filtro de ar

Fácil manuseio devido formato cilíndrico

Greiner Bio-One Brasil | Avenida Affonso Pansan, 1967 | CEP 13473-620 | Americana | SP

Tel: +55 (19) 3468-9600 | Fax: +55 (19) 3468-3601 | E-mail: info@br.gbo.com

www.gbo.com/bioscience


em foco

52

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

PRESS RELEASE 07/2018

Vácuo? – Simplesmente sob controle!

VACUU·SELECT® - o novo controlador

interativo da VACUUBRAND

oferece um novo conceito de operação

para todos os processos típicos

de vácuo em laboratórios de química

para resultados rápidos e garantidos,

com economia de tempo. A interface

gráfica com display moderno

touchscreen permite a entrada de

dados simples e intuitiva. Em combinação

com fontes de vácuo novas

vez.

e existentes, o VACUU·SELECT é o

parceiro perfeito para todas as suas

aplicações de laboratório.

Outra aplicação, outro

ajuste de vácuo

Dependendo do processo, as

configurações de cada aplicação de

vácuo podem ser muito diferentes.

O VACUU·SELECT oferece procedimentos

pré-definidos para todas

integrados.

as aplicações comuns de vácuo,

que podem ser iniciadas ou ajustadas

facilmente através da interface

intuitiva com a tela touchscreen. O

editor de aplicativos permite arrastar

e soltar programas facilmente para

Vácuo? – Simplesmente sob controle!

VACUU·SELECT ® - o novo controlador interativo da

VACUUBRAND oferece um novo conceito de operação para todos os

processos típicos de vácuo em laboratórios de química para

resultados rápidos e garantidos, com economia de tempo. A interface

gráfica com display moderno touchscreen permite a entrada de dados

simples e intuitiva. Em combinação com fontes de vácuo novas e

personalização e ainda inclui uma

ferramenta útil, permitindo que você

salve seus processos favoritos para

que você não precise começar do

início toda vez.

Robusto, mas sensível

A operação com produtos químicos

agressivos é o trabalho diário

das bombas de vácuo com resistência

química. O VACUU·SELECT

possui materiais resistentes a produtos

químicos, ainda assim, a tela

touchscreen de vidro é sensível o

suficiente para ser operada no laboratório

com luvas de segurança.

existentes, o VACUU·SELECT é o parceiro perfeito para todas as

suas aplicações de laboratório.

Outra aplicação, outro ajuste de vácuo

Dependendo do processo, as configurações de cada aplicação de

vácuo podem ser muito diferentes. O VACUU·SELECT oferece

procedimentos pré-definidos para todas as aplicações comuns de

vácuo, que podem ser iniciadas ou ajustadas facilmente através da

interface intuitiva com a tela touchscreen. O editor de aplicativos

permite arrastar e soltar programas facilmente para personalização e

ainda inclui uma ferramenta útil, permitindo que você salve seus

processos favoritos para que você não precise começar do início toda

Robusto, mas sensível

A operação com produtos químicos agressivos é o trabalho diário das

bombas de vácuo com resistência química. O VACUU·SELECT possui

materiais resistentes a produtos químicos, ainda assim, a tela

touchscreen de vidro é sensível o suficiente para ser operada no

laboratório com luvas de segurança.

Uma solução que

sempre funciona

O VACUU·SELECT está disponível

em várias configurações projetadas

para atender a todas as situações

de laboratório:

- O controlador autônomo completo

tem todas as conexões necessárias

para trabalhar imediatamente

com suas fontes de vácuo existentes

- A versão fornecida com uma

unidade de bombeamento é uma

Uma solução que sempre funciona

solução completa que inclui uma

das nossas bombas de diafragma

VACUUBRAND com resistência química

em conjunto com um controlador

e sensor integrados.

- A combinação mais eficaz,

no entanto, é o novo controle

VACUU·SELECT em conjunto com

nossa bomba VARIO de velocidade

controlada, oferecendo evaporações

totalmente automáticas, com o toque

de um botão, e os menores tempos

de processo sem formação de espuma.

Também não há necessidade de

qualquer ajuste manual ou supervisão

constante. Além disso, a bomba

com velocidade controlada significa

menor emissão sonora, menor con-

O VACUU·SELECT está disponível em várias configurações

projetadas para atender a todas as situações de laboratório:

- O controlador autônomo completo tem todas as conexões necessárias para trabalhar imediatamente com

suas fontes de vácuo existentes

- A versão fornecida com uma unidade de bombeamento é uma solução completa que inclui uma das nossas

bombas de diafragma VACUUBRAND com resistência química em conjunto com um controlador e sensor

sumo de energia e intervalos de manutenção

mais longos.

O VACUU·SELECT não trabalha

exclusivamente com bombas de

diafragma, mas com todas as fontes

de vácuo. Para aplicações como

liofilização ou linhas Schlenk, que

precisam de um vácuo superior a 1

mbar, existem soluções de pacotes

disponíveis para controle de vácuo

fino. Quer seja portátil ou instalado

no mobiliário de laboratório, o versátil

VACUU·SELECT oferece todas as

possibilidades para um espaço de

trabalho prático e ergonômico.

O novo controlador VACUU·SELECT

da VACUUBRAND também está preparado

e pronto para o futuro para

a integração em redes modernas

de laboratório e sistemas de geren-

- A combinação mais eficaz, no entanto, é o novo controle VACUU·SELECT em conjunto com nossa bomba

VARIO de velocidade controlada, oferecendo evaporações totalmente automáticas, com o toque de um

botão, e os menores tempos de processo sem formação de espuma. Também não há necessidade de

qualquer ajuste manual ou supervisão constante. Além disso, a bomba com velocidade controlada significa

menor emissão sonora, menor consumo de energia e intervalos de manutenção mais longos.

O VACUU·SELECT não trabalha exclusivamente com bombas de

diafragma, mas com todas as fontes de vácuo. Para aplicações

como liofilização ou linhas Schlenk, que precisam de um vácuo

superior a 1 mbar, existem soluções de pacotes disponíveis para

controle de vácuo fino. Quer seja portátil ou instalado no mobiliário

de laboratório, o versátil VACUU·SELECT oferece todas as

possibilidades para um espaço de trabalho prático e ergonômico.

O novo controlador VACUU·SELECT da VACUUBRAND também

está preparado e pronto para o futuro para a integração em redes

modernas de laboratório e sistemas de gerenciamento de dados.

Bem-vindo ao futuro do controle de vácuo.

VACUUBRAND GMBH + CO KG T +49 9342 808-5550

Vakuumtechnik im System F +49 9342 808-5555

Alfred-Zippe-Straße 4

info@vacuubrand.com

97877 Wertheim www.vacuubrand.com 04.07.2018

ciamento de dados. Bem-vindo ao

futuro do controle de vácuo.

Vácuo? - Simplesmente sob

controle com VACUU·SELECT®!

www.vacuubrand.com

Biofilme em sistemas de água pura

Biofilme é o termo genérico atribuído

a uma comunidade de microrganismos

delimitados por uma matriz

que se adere a uma superfície.

Podemos encontrar em qualquer

face em que esteja presente umidade,

mesmo em ambientes com condições

difíceis, em que os nutrientes

sejam extremamente limitados.

Surge um biofilme quando bactérias

livres (planctônicas) aderem

a uma superfície. Inicialmente pode

existir uma ampla variedade de

espécies bacterianas e a adesão à

superfície é fraca. É nesta ocasião

que a remoção pode ser feita facilmente.

Quando a colônia começa a

se estabelecer e a crescer, produz

estruturas de adesão celular, semelhantes

a pilosidades e torna-se

muito mais difícil de separá-las. Um

biofilme estável pode continuar a

desenvolver-se ao longo de vários

anos, durante os quais são libertadas

microcolônias e bactérias livres

para o ambiente.

Efeitos do biofilme em sistemas

de água pura

A presença de biofilme nos sistemas

de água laboratorial resulta

na contaminação contínua por bactérias

planctônicas. A libertação de

bactérias é esporádica e imprevisível,

levando a variações consideráveis

na potencial contaminação

bacteriana da água. A presença

de biofilme e de bactérias também

contribui para um aumento nas

partículas, produtos de eliminação

e fragmentos produzidos pelo metabolismo

e morte celular. Como

resultado, os níveis TOC podem

aumentar, assim como os níveis de

RNase e endotoxinas.

A chave da minimização da formação

e crescimento de biofilme

dá-se nas primeiras fases de desenvolvimento,

momento em que as

células estão mais vulneráveis a tratamento

químico e que os elos mais

frágeis podem ser quebrados ou enfraquecidos.

A sanitização regular

e a manutenção de um sistema em

recirculação ajudam a prolongar as

fases iniciais de desenvolvimento de

biofilme, momento em que o controle

pode ser mantido. A utilização

de filtros e UV contribui para manter

níveis mais baixos de bactérias sendo,

contudo, a contaminação dos

sistemas de água inevitável sem

um regime de sanitização completa

para retirar diretamente o biofilme.

Para mais informações

no e-mail:

watertech.marcom.latam@veolia.com

VÁCUO?

SIMPLESMENTE

SOB

CONTROLE!

O novo

controlador de vácuo

VACUU·SELECT ®

conhece suas aplicações.

Confira você mesmo:

www.thebettervacuum.com

www.vacuubrand.com


em foco

Pipetas Rainin

Simpósio Internacional marca 10 anos da United States Pharmacopeia

no Brasil

54

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

A Rainin, marca do grupo Mettler-

-Toledo, é líder no mercado de pipetas

nos Estados Unidos e, há mais

de 50 anos, referência no fornecimento

de soluções avançadas e

completas para movimentação de

líquidos, em todo o mundo.

As pipetas XLS+, nas versões

manuais ou eletrônicas, além do desempenho

preciso e exato na transferência

de volumes, oferecem ergonomia,

robustez e características

únicas para o cumprimento das normas

de BPL e BPF, indispensáveis

para laboratórios regulamentados.

Os 11 modelos manuais de diferentes

volumes, cobrem a faixa de

0,1 µL a 20 mL, e estão disponíveis

a para uso com as ponteiras Universais

ou ponteiras LTS, que reduzem

em 85% a força necessária para

ejeção das ponteiras, reduzindo o

risco de lesão por esforço repetitivo

e resultados imprecisos por fadiga

do operador.

A E4-XLS+ oferece muita versatilidade

e flexibilidade para aumentar

a produtividade de maneira muito

simples e intuitiva. Os diversos modos

de pipetagem e seus opcionais

tornam as rotinas complexas muito

mais rápidas, sem riscos para os

resultados.

A partir de outubro de 2017 a

Analítica passou a representar com

exclusividade a Rainin no Brasil,

assumindo a responsabilidade de

distribuir os produtos e prestar o

suporte técnico e de serviços, como

tem por objetivo principal nestes 26

anos de empresa.

Contate a Analítica

para solicitação de propostas e

outras informações

rainin@novanalitica.com.br

Waters ACQUITY Arc: Compatibilidade em métodos HPLC e UHPLC

O Sistema ACQUITY Arc é um

sistema LC quaternário para cientistas

que trabalham com métodos

estabelecidos e que buscam a versatilidade

e a robustez necessárias

para preencher a lacuna entre os

métodos HPLC e UHPLC e, ao mesmo

tempo, continuar oferecendo

suporte a métodos validados.

• Verdadeira compatibilidade

para alternar entre separações

HPLC e UHPLC com o pressionar

de um botão por meio da tecnologia

Arc Multi-Flow Path

• Obtenha detecção de massas

sem alterar a rotina do seu laboratório

com o Detector ACQUITY QDa

• Implemente os benefícios das

colunas de partículas de 2 μm para

impulsionar o desempenho cromatográfico

de seus métodos

• Preparo da fase móvel com a

tecnologia Auto●Blend Plus, eliminando

a abordagem complicada

e suscetível a erros da preparação

manual.

Obtenha transferências, ajustes

ou aprimoramentos perfeitos e

eficientes dos métodos a partir de

qualquer plataforma LC sem comprometer

a integridade do método

ou as alterações feitas nas tabelas

de gradientes validadas.

Saiba mais em:

www.waters.com/arc

Evento realizado em São Paulo

teve a participação de cerca de 250

pessoas e contou com a presença

de representantes da indústria, universidades

e agência regulatória

O Simpósio Internacional – Empowering

a healthy tomorrow, realizado

pela U. S. Pharmacopeia (USP)

Brasil, marcou a comemoração de

10 anos da organização no País. O

evento, realizado no Sheraton WTC,

em São Paulo/SP, contou com a

presença de cerca de 250 pessoas

e representantes internacionais e

regionais da área de saúde pública,

como a Anvisa, indústria farmacêutica

e universidades.

Em 3 dias de evento, foram abordados

temas que tiveram foco na

importância dos padrões farmacopeicos

para garantir a saúde pública

global. Na oportunidade, a USP também

apresentou a campanha “Meds

We Can Trust”, patrocinada pela organização

e por outros parceiros de

todo o mundo, que tem como principal

objetivo conscientizar o público

sobre a importância da qualidade

de medicamentos para a saúde das

pessoas.

O resultado do Simpósio foi considerado

um sucesso. “No evento

ficou muito clara a principal visão

da USP, que é proteger a saúde das

pessoas e possibilitar o acesso a

medicamentos seguros e de qualidade”,

destacou a Profa. Dra. Maria

Inês Rocha Miritello Santoro, da Faculdade

de Ciências Farmacêuticas,

da Universidade de São Paulo.

“O Simpósio Internacional da

USP pôde apresentar à sociedade

questões atuais e de preocupação

internacional, quais as medidas que

os órgãos governamentais têm adotado

e como as farmacopeias estão

inseridas nesse contexto”, comentou

Thiago Novotný, Coordenador do

Núcleo Técnico de Medicamentos,

Instituto Nacional de Controle de

Qualidade em Saúde (INCQS).

Para Nilton Tojar, diretor-geral da

USP, a realização do Simpósio foi

um marco importante na história de

10 anos da organização. “Estamos

contribuindo com a formação de

profissionais do setor durante esse

tempo. Para o futuro, vamos continuar

investindo nessa capacitação e

na importância do papel da parceria

com as agências regulatórias e com

os stakeholders, sempre comprometidos

com a melhoria da saúde

pública”, destacou.

O evento contou com apoio de

Sindusfarma, Anvisa - Agência Nacional

de Vigilância Sanitária, USP

- Universidade de São Paulo, ABIAD

- Associação Brasileira da Indústria

de Alimentos para Fins Especiais

e Congêneres, INCQS - Instituto

Nacional de Controle de Qualidade

em Saúde e ABIFISA - Associação

Brasileira das Empresas do Setor

Fitoterápico, Suplemento Alimentar

e de Promoção da Saúde.

U.S. Pharmacopeia

http://www.usp.org/usp-brazil

Avenida Ceci, 1600 –

Tamboré – Barueri/SP

(11) 3245.6400

uspbrasil@usp

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

55


em foco

8 -12 DECEMBER 2018 RIO DE JANEIRO

HOTEL WINDSOR OCEANICO

TH

7 BrMASS

BRAZILIAN CONFERENCE

ON MASS SPECTROMETRY

Novos Espectrofotômetros UV-Visível GENESYS da Thermo Scientific

A Analitica apresenta a nova linha de espectrofotômetros GENESYS da Thermo Scientific,

projetados para os laboratórios modernos e a nova geração de analistas.

Five days of Conference, more than 20 courses,

05 Plenary and 20 Keynote lectures. 50

Invited Guests.

Your chance to strengthen your networks and

deepen your understanding of Mass

Spectrometry - all of this in one of Brazilś most

beautiful landscapes.

56

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

Técnicos do controle de qualidade

industriais, instrutores e pesquisadores

universitários que buscam

um espectrofotômetro UV-Visível

robusto, automatizado, pronto para

uso em rede Wi-Fi e com custo

acessível agora podem escolher

entre uma ampla variedade de opções

com a chegada da nova série

de espectrofotômetros GENESYS

da Thermo Scientific. Reconhecidos

mundialmente por sua confiabilidade,

precisão e reprodutibilidade, os

novos GENESYS foram projetados

para atender às expectativas de

tecnologias avançadas da era moderna

em um pacote compacto e

robusto.

GENESYS 50: espectrofotômetro

UV-Vis que apresenta uma interface

ao usuário simplificada, com

ampla tela sensível ao toque colorida

e de alta resolução. A carcaça

externa é muito robusta, projetada

para ambientes que requerem uso

repetitivo e pesado, apresentando

superfícies inclinadas para prevenir

infiltrações e respingos. Possui

compartimento de amostras para

uma única cubeta, atendendo a

demanda de laboratórios que não

exigem alta produtividade, mas não

abrem mão da qualidade.

GENESYS 150: O espectrofotômetro

UV-Vis que inclui os mesmos

recursos do GENESYS 50,

acrescentando opção de uso com

carrossel automatizado para leitura

de até 8 cubetas e capacidade de

operação com a tampa do compartimento

de amostras aberto,

para medições com maior rapidez

e comodidade comparado aos instrumentos

da geração anterior.

GENESYS 180: O espectrofotômetro

UV-Vis GENESYS 180 inclui

todos os recursos do espectrofotômetro

GENESYS 150. Também

inclui um trocador automatizado

de 8 cubetas para ambientes de

maior produtividade e sistema óptico

de duplo feixe para experimentos

avançados com uma referência

variável.

Biomate 160: O espectrofotômetro

UV-Vis BioMate 160 também

inclui todos os benefícios do espectrofotômetro

GENESYS 150 com

adição de métodos pré-programados

para ajudar os pesquisadores

da área de Biociências a obter suas

respostas mais rapidamente.

Uma variada linha de acessórios

supermodernos, incluindo trocadores

de cubetas automatizados,

suporte termostatizado por Peltier,

acessório sipper para sucção semiautomática

das amostras e sonda

de fibra óptica, estão disponíveis

para simplificar a amostragem e

atender às necessidades dos mais

exigentes laboratórios.

Interessado em conhecer esses

novos instrumentos? Contate a

Nova Analitica.

Saiba mais:

www.analiticaweb.com.br

11 2162-8080

revista@novaanalitica.com.br

REGISTRATIONS

NOW OPEN

Visit our official website for

details on how to register

FULL LIST

OF SPEAKERS

Check our website for the

updated list of speakers.

CONGRESSO2018.BRMASS.COM


Complemento Normativo

Acreditação para Laboratórios

Disponibilizado por Analytica em parceria com

Arena Técnica

DOQ-CGCRE-008 (Revisão 7)

Orientação sobre validação de métodos analíticos.

Norma publicada em: 07/2018. / Status: Vigente.

Classificação 1: Alteração de revisão

Entidade: Inmetro - País de procedência/Região: Brasil.

Campo de Aplicação: Este documento aplica-se à Dicla, aos laboratórios acreditados ou postulantes à

acreditação e aos avaliadores e especialistas na área de laboratórios de ensaios.

http://www.inmetro.gov.br/credenciamento/organismos/doc_organismos.asp?tOrganismo=CalibEnsaios

NIT-DICLA-058 (Revisão 4)

Aplicação dos Requisitos da ABNT NBR ISO 17034.

Norma publicada em: 07/2018. / Status: Vigente.

Classificação 1: Alteração de revisão

Entidade: Inmetro - País de procedência/Região: Brasil.

Campo de Aplicação: Esta Norma aplica-se à Dicla, aos produtores de materiais de referência (PMR) acreditados

e aos postulantes à acreditação, bem como aos avaliadores/especialistas qualificados pela Cgcre para essa modalidade.

http://www.inmetro.gov.br/credenciamento/organismos/doc_organismos.asp?tOrganismo=PMR

NIE-CGCRE-140 (Revisão 21)

Preços dos Serviços de Acreditação de Organismos de Certificação e de Inspeção.

Norma publicada em: 07/2018. / Status: Vigente.

Classificação 1:Alteração de revisão

Entidade: Inmetro - País de procedência/Região: Brasil.

Campo de Aplicação: Esta Norma aplica-se à Dicor, Diois e Sesad.

http://www.inmetro.gov.br/credenciamento/organismos/doc_organismos.asp?tOrganismo=OVV

NIT-DICAP-001 (Revisão 3)

Advertência, suspensão e cancelamento do credenciamento de especialistas e avaliadores inspetores

BPL da Cgcre.

Norma publicada em: 07/2018. / Status: Vigente.

Classificação 1: Alteração de revisão

Entidade: Inmetro - País de procedência/Região: Brasil.

Campo de Aplicação: Esta norma aplica-se à Dicap e aos avaliadores, especialistas e inspetores BPL da Cgcre.

http://www.inmetro.gov.br/credenciamento/organismos/doc_organismos.asp?tOrganismo=AvalLAB

58

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

FOR-CGCRE-004 (Revisão 12)

Relação detalhada dos estudos conduzidos pela instalação de teste.

Norma publicada em: 07/2018. / Status: Vigente.

Classificação 1: Alteração de revisão

Entidade: Inmetro

País de procedência/Região: Brasil.

http://www.inmetro.gov.br/credenciamento/organismos/doc_organismos.asp?tOrganismo=BPL

REVISTA ANALYTICA - AGO/SET 18

59


DESDE 2000

Conceito de qualidade em Microbiologia

Novas e modernas instalações

Equipe capacitada e comprometida

Acreditações: REBLAS / INMETRO /ABNT NBR ISO/IEC 17025:2017

comercial@bcq.com.br - www.bcq.com.br - TEL.: 55 11 5083-5444

Hooray! Your file is uploaded and ready to be published.

Saved successfully!

Ooh no, something went wrong!