*Julho/2019 - Referência Industrial 209

jota.2016

ACORDOS COMERCIAIS - abertura econômica e parcerias devem alavancar o setor industrial

QUALITY AND

CONFIDENCE

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QUALIDADE

E CONFIANÇA

EMPRESA OFERECE SOLUÇÕES

DE ALTO PADRÃO

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Chegou no Brasil

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tornando possível agora atender todos os tipos de indústria madeireira e moveleira.

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INDUSTRIAL

58

2019

32

48

SUMÁRIO

38

MADEIRA

ANUNCIANTES DA EDIÇÃO

Alca Máquinas 02

Cerumaq 31

Dallabona Máquinas 69

DRV Ferramentas 21

Engecass 19

Fenasucro 29

Fezer 43

Fort House 65

Gaidzinski 09

Impacto 51

Lignum 27

Linck 15

Máquinas Águia 75

Mendes Máquinas 07

Metalcava 57

Mill Indústrias 23

Mill Indústrias 71

Mill Indústrias 76

MSM Química 11

Omil 47

Rotteng 53

Siempelkamp 05

Unesa Máquinas 41

Vantec 17

SUMÁRIO

04 Editorial

06 Cartas

08 Bastidores

10 Coluna Flavio C. Geraldo

12 Notas

20 Aplicação

22 Frases

24 Entrevista

30 Coluna Abimci Paulo Pupo

32 Principal Qualidade e confiança

38 Construção Civil

44 Marcenaria

48 Economia Passaporte para o mundo

54 Madeira Tratada

58 Evento

66 Artigo

72 Agenda

74 Espaço Aberto

JULHO 2019 03


0 0 2 0

EDITORIAL

MATERIAL

DO FUTURO

NA CAPA

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

www.referenciaindustrial.com.br

ACORDOS COMERCIAIS - abertura econômica e parcerias devem alavancar o setor industrial

QUALITY AND

CONFIDENCE

A COMPANY OFFERS HIGH

STANDARD SOLUTIONS

QUALIDADE

E CONFIANÇA

EMPRESA OFERECE SOLUÇÕES

DE ALTO PADRÃO

A

madeira é o material do futuro. Com o

desenvolvimento das novas tecnologias

nas indústrias madeireira e construção civil,

o material voltou a ser a ‘bola da vez’ em

diversos setores industriais. Prova disso é

que o número de casas de madeira construídas nos EUA

(Estados Unidos da América) e na Europa tem crescido a

cada ano. Pensando nisso, na editoria Construção Civil,

trazemos as vantagens e características do uso da madeira

nas mais diversas residências. Já na entrevista desta

edição, conversamos com o professor José Portocarrero,

que contou sobre a disciplina de Arquitetura em Madeira

que ministra na Ufmt (Universidade Federal do Mato

Grosso). Além disso, trazemos reportagens exclusivas

nas tradicionais editorias de Marcenaria e Madeira Tratada.

Tenha uma ótima leitura!

A CAPA DESTA EDIÇÃO

TRAZ EQUIPAMENTO PARA

MANIPULAÇÃO DE MADEIRA

PRODUZIDO PELA CERUMAQ

EXPEDIENTE

ANO XXI - EDIÇÃO 209 - JULHO 2019

Ano XXI • N°209 • Julho 2019

9 77 2 3 5 9 4 6 6 0 7 3 9

Diretor Comercial / Commercial Director - Fábio Alexandre Machado

fabiomachado@revistareferencia.com.br

Diretor Executivo / Executive Director - Pedro Bartoski Jr.

bartoski@revistareferencia.com.br

W

ood is the material of the future. With

the development of new technologies

in the forest product and building

construction industries, wood has once

again become the “with-it” material in

various industrial sectors. Proof of this is that the number

of wood houses built in the United States and Europe

has grown each year. With that in mind, in the Building

Construction Section, we provide you with the advantages

and characteristics of the various uses of wood in

homes. In this issue’s interview, we speak with Professor

José Portocarrero, who tells us about the Wood in Architecture

discipline that he teaches at the Federal University

of Mato Grosso (Ufmt). Also, we have exclusive stories

in our traditional Woodworking and Treated Wood Sections.

Pleasant reading!

04

THE MATERIAL OF

THE FUTURE

referenciaindustrial.com.br JULHO 2019

Redação / Writing - Rafael Macedo / Editor

editor@revistareferencia.com.br

Colunista / Columnist

Flavio C. Geraldo

Paulo Pupo

Depto. de Criação / Graphic Design

Fabiana Tokarski e Fabiano Mendes / Supervisão

criacao@revistareferencia.com.br

Depto. Comercial / Sales Departament - Gerson Penkal, Jéssika Ferreira,

Tainá Carolina Brandão

comercial@revistareferencia.com.br

fone: +55 (41) 3333-1023

Representante Comercial - Dash7 Comunicação - Joseane Cristina Knop

Tradução / Translation - John Wood Moore

Depto. de Assinaturas / Subscription

Cassiele Ferreira - Supervisão

assinatura@revistareferencia.com.br

ASSINATURAS

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GARANTIDA GARANTEED

Veículo filiado a:

A Revista REFERÊNCIA - é uma publicação mensal e independente, dirigida aos produtores e

consumidores de bens e serviços em madeira, instituições de pesquisa, estudantes universitários, orgãos

governamentais, ONG’s, entidades de classe e demais públicos, direta e/ou indiretamente ligados ao

segmento madeireiro. A Revista REFERÊNCIA do Setor Industrial Madeireiro não se responsabiliza por

conceitos emitidos em matérias, artigos ou colunas assinadas, por entender serem estes materiais de

responsabilidade de seus autores. A utilização, reprodução, apropriação, armazenamento de banco

de dados, sob qualquer forma ou meio, dos textos, fotos e outras criações intelectuais da Revista RE-

FERÊNCIA são terminantemente proibidos sem autorização escrita dos titulares dos direitos autorais,

exceto para fins didáticos.

Revista REFERÊNCIA is a monthly and independent publication directed at the producers and

consumers of the good and services of the lumberz industry, research institutions, university students,

governmental agencies, NGO’s, class and other entities directly and/or indirectly linked to the forest based

segment. Revista REFERÊNCIA does not hold itself responsible for the concepts contained in the material,

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and other intellectual property in each publication of Revista REFERÊNCIA is expressly prohibited without

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MARKET, A COMPANY FROM THE

STATE OF SANTA CATARINA TAKES

AIM AT THE EUROPEAN MARKET

IMPOSTOS - Reforma tributária é fundamental para que o setor industrial retome crescimento

CARTAS

A Revista da Indústria da Madeira / The Magazine for the Forest Product

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INTERNACIONAL

APÓS CONQUISTAR MERCADO BRASILEIRO,

EMPRESA CATARINENSE AGORA MIRA NA EUROPA

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CARTAS

CAPA DA EDIÇÃO 208 DA

REVISTA REFERÊNCIA INDUSTRIAL, MÊS DE JUNHO DE 2019

CONSTRUÇÃO

www.referenciaindustrial.com.br

Ano XXI • N°208 • Junho 2019

MARCENARIA

Por Luciana Linhares -

Registro (SP)

Por Odete Miranda -

Londrina (PR)

Incrível a iniciativa da empresa canadense em

construir um edifício com madeira. Materiais

renováveis como esse precisam ser melhor

explorados por esse setor. Excelente reportagem!

Muito interessante o

texto sobre os desafios

para se vencer como

empreendedor. Meu

marido possui uma

marcenaria e é um

desafio diário, com

preços muito altos de

materiais e as margens

de lucro cada vez mais

baixas.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

Foto: divulgação

IMPOSTOS

Por Fábio Malaquias -

Poços de Caldas (MG)

QUALIDADE

Por José Carlos Vidor -

São Miguel do Oeste (SC)

Parabéns pela matéria

sobre os impasses da

Reforma Tributária no

Brasil. Esse é um assunto

fundamental para o

país, que não tem sido

tratado da forma com

que merece. Vamos torcer

para que isso mude nos

próximos anos!

Parabenizo a reportagem sobre a Contraco,

empresa que sempre forneceu produtos

de qualidade, publicada na edição 207 da

revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

Leitor, participe de nossas pesquisas online respondendo os

e-mails enviados por nossa equipe de jornalismo.

As melhores respostas serão publicadas em CARTAS. Sua opinião é

fundamental para a Revista REFERÊNCIA INDUSTRIAL.

E-mails, críticas e sugestões podem ser enviados para redação ou siga:

revistareferencia@revistareferencia.com.br

CURTA NOSSA PÁGINA referenciamadeira

06

referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


Mendes Máquinas, representante exclusivo

Nicholson no Brasil, Uruguai e Argentina

A Nicholson sempre foi a nossa referência mundial no desenvolvimento e fabricação de

descascadores e por esse motivo sempre buscamos levar seus produtos juntos às nossas linhas

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BASTIDORES

BASTIDORES

ENCAPP 2019

A REFERÊNCIA INDUSTRIAL PARTICIPOU DA IV EDIÇÃO DO ENCAPP

(ENCONTRO DA CADEIA PRODUTIVA DE PORTAS), EM CURITIBA (PR).

CONFIRA A COBERTURA COMPLETA NESTA EDIÇÃO.

Caetano Balvedi Neto, Valeria Brizola,

Daniel Pscheidt e Fábio Machado

Foto: REFERÊNCIA

Tainá Brandão do departamento de marketing da

REFERÊNCIA INDUSTRIAL, ao lado da equipe da Hagga:

Leandro Campos Hottz, Cleo Finetto e Ronaldo Frottê

Foto: REFERÊNCIA

ALTA

CONFIANÇA INDUSTRIAL

A confiança dos empresários na indústria

da construção apresentou melhora em

junho, após cinco meses de queda. De

acordo com levantamento recentemente

pela CNI (Confederação Nacional da

Indústria), o Icei-Construção (Índice de

Confiança do Empresário da Construção)

subiu para 57 pontos. Com a alta de 1,2

ponto em relação a maio, o índice está

3,7 pontos acima da média histórica, que

é de 53,3 pontos. Os dados constam

da Sondagem Indústria da Construção.

Com indicadores de confiança que variam

de zero a 100 pontos, esse índice,

quando acima de 50 pontos, demonstra

confiança por parte do empresariado. Na

avaliação da CNI, o aumento do otimismo

se deve à melhora das perspectivas

dos empresários em relação ao desempenho

das empresas e da economia nos

próximos 6 meses.

BAIXA

GÁS NATURAL

Amplamente debatido pelo

governo Jair Bolsonaro, o preço

do gás natural tem emperrado o

desenvolvimento da indústria nacional

na última década. O atual

valor do produto é o mais alto dos

últimos seis anos, quando o MME

(Ministério de Minas e Energia)

começou a definir valores para a

venda do combustível por parte

de distribuidoras. O crescimento

do preço do gás natural se deu

pela alta variação do câmbio, fator

preponderante também para o

valor da gasolina e do diesel. Mas,

no caso do gás, os reajustes são

trimestrais e baseados na variação

de trimestres anteriores, comprometendo

ainda mais o repasse da

queda das cotações internacionais

no último trimestre.

08

referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


COLUNA

CHAMA O SÍNDICO!

NÃO NEGAMOS NOSSOS PROBLEMAS, MAS É IMPORTANTE RECONHECER AS AÇÕES DO BRASIL EM PROL DA SUSTENTABILIDADE

Flavio C. Geraldo

FG4 MAD - Consultoria em Madeira

Contato: flavio@fg4mad.com.br

ALÉM DE TER UMAS DAS

MATRIZES ENERGÉTICAS MAIS

LIMPAS, COM ALTO APROVEITAMENTO

HIDRELÉTRICO, O BRASIL TEM VENTO E

INCIDÊNCIA DE LUZ SOLAR SUFICIENTES

PARA APROVEITAR AS FONTES

RENOVÁVEIS E SE LIVRAR DE VEZ DOS

COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS

D

urante a cúpula do G-20 em Osaka a chanceler

alemã, Angela Merkel, sinalizou que tinha a intenção

de chamar o presidente do Brasil na “xinxa”,

com o objetivo de cobrar algumas medidas

relacionadas às políticas ambientais no nosso

país. Deu a impressão que, por ser a Alemanha o segundo

maior doador do Fundo Amazônia, com aportes de R$ 192,6

milhões até o momento, a chanceler encarava o Brasil como

sendo ainda um país colonial submisso aos países mais desenvolvidos.

Claro que não negamos nossos problemas com o desmatamento

descontrolado e que devemos a cada dia nos preocupar

com medidas corretivas para o bem da conservação de

qualquer um dos nossos biomas. No entanto, a Merkel e seus

assessores deveriam antes saber que o Brasil mantém uma

área destinada à preservação e proteção da vegetação nativa

que corresponde a pouco mais de 66% do seu território, o que

equivale a mais de quinze vezes o espaço territorial alemão.

Na União Europeia, a vegetação nativa ocupa 0,3% do território,

além de apresentar baixa biodiversidade.

Antes de se arvorar como xerife do meio ambiente, a

Merkel deveria considerar que nossa matriz energética é 44%

renovável, graças à cana- de-açúcar, que é hoje a nossa segunda

maior fonte de energia, com 17% da oferta da energia primária,

menor apenas do que o petróleo. Além de ter umas das

Foto: divulgação

matrizes energéticas mais limpas, com alto aproveitamento

hidrelétrico, o Brasil ainda tem vento e incidência de luz solar

suficientes para aproveitar as fontes renováveis e se livrar de

vez dos combustíveis fósseis.

Por exemplo, as fontes renováveis seguem com ampla

participação na matriz de capacidade instalada de geração de

energia elétrica, representando 81,9% da capacidade instalada

de geração e 87,8% da produção total verificada no país. No

primeiro trimestre de 2019 o etanol utilizado puro ou em mistura

com a gasolina pela frota flex já substituiu mais de 45%

de toda a gasolina consumida no país, contribuindo de forma

significativa na redução de emissões danosas ao ambiente. E o

nosso biodiesel que hoje já substitui 10% do diesel base petróleo?

Isso não conta?

A Merkel poderia olhar com mais atenção alguns aspectos

da política ambiental alemã, que utiliza energia elétrica a partir

da queima de carvão e gás natural. Essa energia contribui para

o marketing ambiental de seu país quando se falam em frota

de veículos elétricos ditos limpos, omitindo também detalhes

do sistema de produção de suas baterias, que necessitam de

metais raros, cuja extração é bastante discutível do ponto de

vista da sustentabilidade. Isto para não falar das limitações

relacionadas ao descarte dessas baterias, verdadeiros lixos

tóxicos. Por outro lado, os baixíssimos níveis de emissões de

gases de efeito estufa pelos veículos que têm o etanol como

combustível, em momento algum foram considerados.

A Alemanha, assim como a França, cujo presidente também

se arvora como paladino na defesa do meio ambiente,

não estão dando ouvidos aos principais dirigentes das montadoras

de veículos de seus países, quando afirmam que até os

veículos movidos a diesel podem ser considerados mais limpos

do que os movidos por eletricidade, cujos projetos e produção

recebem subsídios altamente significativos desses governos.

Puro marketing que se preocupa em atender pseudoambientalistas

normalmente distantes do mundo real da engenharia e

do meio ambiente, além de passionais. Esse tipo de discussão

pode ir bem longe.

Enquanto isso, no condomínio Planeta Terra, Angela

Merkel atua como síndica, tendo o Emmanuel Macron como

subsíndico. Tentam constranger outros moradores durante a

assembleia dos condôminos, alegando que os mesmos estão

indo contra as regras desse condomínio sem, no entanto, aceitarem

que para chegar aonde chegaram muitas outras regras

foram atropeladas por eles no passado. Tentam transferir responsabilidades,

criando situações, nem sempre amparadas por

dados reais, relativas a um passivo cujos transgressores não

são os apontados por eles. E assim, fica a saudade do grande

Tim Maia, considerado por Jorge Ben Jor como o síndico, que

em uma interpretação inocente da letra da composição intitulada

“W/Brasil – Chama o Síndico”, foi solicitado a intervir na

remoção de uma escada, que aparentemente teria que ficar

guardada para fora de um determinado edifício. Esses incômodos

não ajudam em nada!

10 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


NOTAS

ABAIXO DA

INFLAÇÃO

O Incaf (Índice Nacional de Custos da Atividade Florestal)

cresceu abaixo da inflação no primeiro trimestre de 2019.

O Incaf subiu 0,5% no período, enquanto a inflação medida

pelo Ipca (Índice Nacional de Preço ao Consumidor

Amplo) ficou em 1,5%. No acumulado dos últimos 12 meses,

o Incaf registra alta de 5,8%, contra uma variação de

4,5% na inflação. Com o objetivo de mensurar a evolução

dos custos da atividade florestal no Brasil, o Incaf é calculado

pela Pöyry, multinacional finlandesa de consultoria e

serviços de engenharia, e é divulgado trimestralmente. “A

evolução dos custos da atividade florestal nesse início do

ano está relacionado, principalmente, ao custo da mão de

obra em função do reajuste anual do salário mínimo, ocorrido em janeiro”, explica Dominique Duly, gerente de consultoria

em Energia e Agroindústria da Pöyry no Brasil, e que coordena a elaboração do índice.

NOVO COMITÊ

A Abimci (Associação Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente) anunciou a criação do Comitê

de Pellets e Biomassa dentro da sua estrutura organizacional.

O anúncio foi feito durante um encontro promovido

pela entidade, que reuniu empresas do setor. O objetivo foi

apresentar as ações desenvolvidas pela Abimci e um cenário

macro das oportunidades para os fabricantes. De acordo

com empresários do setor, os principais destinos de pellets

são o agronegócio, principalmente a avicultura, alimentação

e indústrias de forma geral. De acordo com dados apresentados

pela Abimci e levantados com a FAO (Organização

das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), o Brasil

produziu em 2017 cerca de 470 mil toneladas de pellets. A

maior parte foi destinada para a exportação, enviada principalmente

para o Reino Unido, Itália, Dinamarca e França.

Foto: divulgação

EXPORTAÇÃO

FLORESTAL CRESCE

A exportação de produtos florestais cresceu 2,8% no

primeiro trimestre de 2019, alcançando R$ 2,5 bilhões

no período, segundo o Boletim Cenários Ibá, produzido

pela Ibá (Indústria Brasileira de Árvores). O valor

das exportações de produtos florestais subiu 2,3% em

comparação com o primeiro trimestre de 2018. Nos

primeiros três meses de 2019, as negociações no comércio

exterior atingiram US$ 2,8 bilhões. A representatividade

da balança do setor também cresceu e somou

5,2% do total das exportações brasileiras. No primeiro

trimestre deste ano, a China permaneceu como

principal mercado da celulose brasileira, recebendo

US$ 856 milhões do produto. Já a América Latina foi

o destino com maior compra de painéis de madeira

(US$ 44 milhões) e papel (US$ 292 milhões).

Foto: divulgação Foto: divulgação

12 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


SERRADA

TROPICAL CRESCE

Foto: divulgação

PADRÃO

EUROPEU

O Sisflora (Sistema de Comercialização e Transporte

de Produtos Florestais) de Mato Grosso será

analisado em estudo comparativo de acordo com

os padrões internacionais de sustentabilidade de

madeira nativa reconhecidos pelo mercado europeu.

O objetivo é analisar todos os aspectos dos

protocolos de controles mato-grossense e europeu

identificando semelhanças e diferenças e avaliando

a eficiência de ambos. Ao final, serão feitas recomendações

para que o Sisflora atenda aos requisitos

internacionais para a comercialização internacional

de madeira nativa. O estudo é a primeira etapa

de uma parceria firmada entre o Cipem (Centro das

Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira de

Mato Grosso) e a Iniciativa para o Desenvolvimento

Sustentável com o objetivo de promover e valorizar

o setor de base florestal de Mato Grosso.

As importações norte-americanas de madeira tropical serrada

aumentaram 22% em abril, recuperando o forte volume

de importação visto no primeiro bimestre do ano. Os volumes

de abril foram o segundo mais alto em mais de dois

anos, com 22.960 m 3 (metros cúbicos), atrás apenas de janeiro

deste ano. As importações de Acajou d’Afrique subiram

61% em abril e são mais que o dobro do volume no mesmo

período de 2018. As importações de Sapelli, teca, ipê, keruing

e virola também melhoraram em abril e estão superando

o total de 2018 no acumulado do ano. Já as importações

de balsa caíram 27% em abril e estão 4% atrás do volume

registrado no mesmo período em 2018.

Foto: divulgação

Foto: divulgação

PARCERIA

A Nicholson Manufacturing Ltda tem o prazer de anunciar

a nomeação da Mendes Máquinas como o representante

exclusivo da companhia no Brasil, Uruguai e Argentina. “Nós

aguardávamos por esse momento há muitos anos”, comemora

André Mendes Fabris, presidente da Mendes Máquinas.

“A Nicholson sempre foi nossa referência mundial no desenvolvimento

e fabricação de descascadores e por esse motivo

sempre buscamos levar seus produtos juntos às nossas linhas

de serrarias. Nossas empresas compartilham princípios como

qualidade superior e foco total no cliente. Essa parceria nos permitirá fortalecer nossa posição no mercado e melhorar ainda

mais a qualidade dos serviços que prestamos aos nossos clientes”, completa. Doug Jeffrey, presidente da Nicholson Manufacturing,

também reforça a importância da parceria. “A Nicholson está muito contente em ser representada pela Mendes,

uma das empresas de máquinas e equipamentos mais respeitadas da América do Sul. Através de sua rede no Brasil, Argentina

e Uruguai, a Mendes encontra-se bem posicionada para realizar vendas, serviços e prestar suporte às nossas soluções.

Com foco principal na entrega de produtos e serviços de qualidade superior ao cliente, a Mendes se alinha perfeitamente

com a filosofia e compromisso da Nicholson, de fabricar e prestar suporte aos melhores descascadores do mundo”, conclui.

JULHO 2019 13


NOTAS

SÃO BENTO DO SUL

EM ALTA

O polo moveleiro catarinense que reúne

as cidades de São Bento do Sul, Rio Negrinho

e Campo Alegre fechou o primeiro

semestre de 2019 em alta. Com um avanço

de 7,3% em relação ao mesmo período do

ano passado, o crescimento do mercado da

região superou os números de vendas internacionais

no Brasil, que teve uma elevação

de 0,8%, e no Estado de Santa Catarina,

com 4,6%. O avanço representou cerca de

US$ 74,160 milhões para a localidade, que é

responsável por 22% das exportações moveleiras

do Brasil.

Foto: divulgação

INDÚSTRIA

PARANAENSE

Em recente levantamento divulgado pelo Ibge (Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística), o Estado do Paraná foi

o que mais produziu no setor industrial durante os primeiros

cinco meses de 2019. O estudo apresenta um crescimento

de 10,4%, quando comparado com o mesmo período do ano

passado. O resultado é bastante superior à média nacional:

no período, a indústria brasileira acumula queda de 0,7%.

Além do Paraná, os outros dois Estados da região sul vêm registrando

crescimentos na contramão da tendência do país.

O Rio Grande do Sul teve aumento de 8,8% na produção industrial,

enquanto em Santa Catarina a alta foi de 6,1%.

ACORDO

BILATERAL

Foto: divulgação

Foto: divulgação

O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia

deverá injetar cerca de U$ 115 milhões de dólares

nos países componentes do bloco da América do Sul,

como Brasil, a Argentina, o Uruguai e o Paraguai. Foi

o que defendeu o cônsul honorário da Alemanha em

Curitiba (PR), Andreas Hoffrichter, em reunião mensal

da Fiep na capital paranaense. Ele afirmou que a iniciativa

irá criar ‘o maior bloco consumidor do mundo’.

“Esse acordo sinaliza que o Brasil está disposto a mudar,

já que é conhecido como um país protecionista.

Também dá maior grau de previsibilidade nas relações

econômicas entre os dois blocos, trazendo mais segurança

para o investidor alemão e europeu”, explicou.

14 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


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NOTAS

PLANO DE

FLORESTAS PLANTADAS

O Pndf (Plano Nacional de Desenvolvimento de Florestas

Plantadas) está previsto no decreto 4 nº 8.375, de 11 de

dezembro de 2014, foi aprovado pelo Ministério da Agricultura

em junho, visa mais 2 milhões de hectares plantados

com florestas comerciais até 2030. O Pndf estabelece

“os princípios e os objetivos da Política Agrícola para

Florestas Plantadas relativamente às atividades de produção,

processamento e comercialização dos produtos,

subprodutos, derivados, serviços e insumos relativos às

florestas plantadas.” O objetivo é definir linhas de ações

para todos os atores setoriais, de forma que florestas plantadas

gerem emprego e renda e também contribuam com

o desenvolvimento humano e a qualidade ambiental do

espaço rural brasileiro.

Foto: divulgação

BRASIL

NA LIDERANÇA

Com reflorestamento de espécies nativas e

aumento das vendas de madeira certificada, o

Brasil pode se tornar líder global de uma nova

economia florestal. Para este objetivo, representantes

de ONGs e empresas ligadas à exploração

comercial e à certificação de madeiras

estudam modelos de mercado que conciliam

exportações, lucro e preservação das florestas.

Uma vez restauradas, essas florestas também

podem ser exploradas comercialmente, desde

que haja um manejo adequado. “É preciso

promover investimento em reflorestamento de

florestas nativas que deem retorno financeiro”,

afirma Miguel Calmon, do WRI Brasil. O WRI

Brasil aponta que pelo menos trinta espécies

nativas com valor econômico vêm sendo estudadas

e que apresentam bom potencial para a

Mata Atlântica e a Amazônia. Entre elas estão a

castanha, o paricá, a araucária, o jequitibá rosa,

o pau-brasil, os ipês e o mogno.

Foto: divulgação

MADEIRA

NA CHINA

O comércio de produtos de madeira da China

continua a se expandir. O valor total do

comércio de produtos de madeira do país

subiu 6% em 2018, alcançando US$ 163,5 bilhões,

segundo dados da Alfândega da China.

Do total, o valor das exportações de produtos

de madeira subiu 3% para US$ 81,6 e

as importações cresceram 8% para US$ 83,7.

Do valor total do comércio no ano passado,

cerca de 27% foi de produtos de madeira

(US$ 45,2 bilhões). O valor das exportações

de móveis de madeira da China subiu 1%

para US$ 22,9 bilhões. O valor de outros produtos de madeira, como as exportações de pisos, cresceu 12% para US$ 6,9 bilhões.

As exportações de compensado da China foram 11,33 milhões de m 3 (metros cúbicos) no valor de US $ 5,546 bilhões.

Foto: divulgação

16 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


NOTAS

INDÚSTRIA

DE MÓVEIS

A produção da indústria de móveis aumentou em maio.

O nível de utilização da capacidade instalada cresceu

0,5%, índice maior do que o obtido em maio de 2018

que foi de 33,6%, segundo dados da pesquisa mensal da

CNI (Confederação Nacional da Indústria). O crescimento

acompanha a produção da indústria brasileira em geral:

o nível de utilização da capacidade instalada cresceu 1%

em relação a abril e ficou em 67%, índice maior que o

registrado no mesmo mês dos quatro anos anteriores. Já

a produção da indústria de móveis recuou 3,6% na comparação

com abril e 6,9% na comparação com maio de

2018. Ainda assim, a pesquisa da CNI mostra que houve

melhora na expectativa de demanda do industrial de móveis,

que subiu de 53,5% em maio de 2018 para 56,3% em

maio deste ano.

Foto: divulgação

PLANO AGROFLORESTAL

O Acre lançou o Plano Agroflorestal de 2019 para alavancar

a economia do Estado. O plano entregou em tempo recorde

171 licenças florestais que contemplam áreas como a agricultura,

agroindústria, manejo florestal madeireiro, suinocultura,

piscicultura, uso alternativo do solo, obras de infraestrutura,

transporte, serviços e indústrias madeireiras e de transformação.

As novas licenças deverão gerar mais de três mil postos

de trabalho. Segundo o diretor-presidente do Imac (Instituto

de Meio Ambiente do Acre), André Hassem, devido a

entrega de um esforço concentrado de toda a equipe do

Imac nos últimos cinco meses. “A presença de todos indica

que estamos no caminho certo. Tenho certeza que, juntos,

estamos elaborando aquilo que é o melhor para o nosso Estado,

vamos buscar o desenvolvimento e, ao mesmo tempo,

respeitar o meio ambiente porque isso é possível. Será desta

forma que vamos melhorar a vida da nossa população”, destacou

o governador Gladson Cameli.

Foto: divulgação

POLO MOVELEIRO

A Sepror (Secretaria de Estado da Produção Rural) do

Amazonas confirmou a construção do Polo Moveleiro

de Tabatinga. Localizado a 1105 km (quilômetros) de

Manaus, o polo vai possibilitar a agregação de valor à

madeira bruta comercializada pelo município e beneficiar

diretamente cerca de 200 produtores de produtos

de madeira de Tabatinga. A estrutura do polo inclui

inicialmente a construção de três blocos de 283 m 2

(metros quadrados), distribuídos em uma área total de

46 mil m 2 . A expectativa é que posteriormente sejam

construídas mais 12 estruturas, totalizando 15 galpões

destinados à produção de móveis feitos de madeira

manejada oriundas da região. Com orçamento de R$

597.878, a previsão é de que a obra seja concluída em

60 dias, a partir da assinatura da ordem de serviço.

Foto: divulgação

18 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


encantando


APLICAÇÃO

VOO

VIP

Foto: divulgação

Um dos mais modernos aeroportos do Brasil, o Afonso

Pena, em Curitiba (PR), criou um lounge exclusivo com

salas de espera, espaço para eventos e mostras de arte,

aliando o conforto da madeira em um design moderno

e despojado. Esse é o conceito do Break Travel Lounge,

empreendimento de um grupo de empresários paranaenses,

que traz uma estrutura inovadora na área do turismo

e aviação civil no Brasil, sendo um complexo composto

por salas VIPs, foyer de exposições e espaço de eventos,

com uma área total de 830 m² (metros quadrados). Com

mobiliário 100% desenvolvido pela Artefacto, o espaço

é completamente diferente das salas convencionais de

aeroportos espalhados pelo país. A arquitetura mais contemporânea

é expressa nas linhas puras e em tons neutros

de forma harmônica, usadas de forma inteligente e agradável.

A escolha do piso vinílico amadeirado veio para

oferecer conforto térmico e acústico e garantir a sensação

de bem estar. “Minha intenção foi criar um momento de

relaxamento antes do embarque com uma experiência revigorante,

onde o conforto traz a plena sensação de estar

em casa”, explica a arquiteta Talita Nogueira.

CASA

INTERLAGOS

Um refúgio da modernidade e do caos das grandes cidades, sem abrir

mão do conforto e da modernidade, embalado em ambientes aconchegantes

e ‘calorosos’, usando e abusando das mais diversas espécies de

madeiras: esse foi o objetivo do arquiteto David Bastos ao desenhar e

executar as obras da Casa Interlagos, um recanto de puro bom gosto

e ousadia, situado na praia de mesmo nome, um dos lugares mais paradisíacos

da Bahia, no Nordeste brasileiro. Formado em arquitetura

pela Universidade Federal da Bahia, David Bastos é um nome bastante

conhecido na área por desenvolver projetos que combinam objetos antigos

e modernos, criando ambientes únicos e cheios de personalidade.

Em suas produções, é sempre possível ver nitidamente sua forma de

pensamento: a informalidade, o respeito e o conforto. Na Casa Interlagos,

não foi diferente. Nela, Bastos priorizou o uso da madeira tanto no

interior da construção quanto na fachada, criando um ar de ‘pousada de

férias’ em um imóvel que valoriza cada experiência do morador ou visitante.

Com decks de madeira de pinus, pilastras e janelas de eucalipto,

a Casa Interlagos é uma imersão simples e ligada à natureza e a todos

os seus recursos.

Foto: divulgação

20 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


SERRAS E FACAS INDUSTRIAIS

PREPARADA PARA O CRESCIMENTO

DO MERCADO, A DRV INVESTE EM

QUALIDADE, ESTOQUE E DIVERSIDADE

DE PRODUTOS PARA TODo o SETOR

FLORESTAL E INDUSTRIAL

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dos diversos modelos e marcas

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FRASES

“COM A RETOMADA DO CRESCIMENTO ECONÔMICO E A LIDERANÇA

DO NOSSO BRASIL, O SÉCULO XXI TEM TUDO PARA SER O SÉCULO DA

AMÉRICA DO SUL. VAMOS MUDAR OS RUMOS DA NOSSA HISTÓRIA”

ESCREVEU VIA TWITTER JAIR BOLSONARO, SOBRE A MISSÃO DO

PRESIDENTE BRASILEIRO Á FRENTE DO COMANDO DO BLOCO

ECONÔMICO MERCOSUL, ASSUMIDO RECENTEMENTE

“ESTAMOS

DANDO UM

“O BRASIL TEM AMPLIADO SUA COMPETITIVIDADE NOS

CHOQUE DA

PRINCIPAIS MERCADOS MUNDIAIS GRAÇAS AOS INVESTIMENTOS

ENERGIA BARATA,

DA INDÚSTRIA EM DESIGN, TECNOLOGIA, SUSTENTABILIDADE E

QUEBRANDO UM

DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS CADA VEZ MAIS ARROJADOS

DUPLO MONOPÓLIO,

E INOVADORES. A PARTICIPAÇÃO DA INDÚSTRIA EM EVENTOS

TANTO NA EXTRAÇÃO

INTERNACIONAIS DE MÓVEIS E DESIGN, UM DOS PILARES DO

E REFINO QUANTO

PROJETO BRAZILIAN FURNITURE, TEM CONTRIBUÍDO DE FORMA

NA DISTRIBUIÇÃO

EXPRESSIVA PARA O REPOSICIONAMENTO DOS MÓVEIS NOS

DO GÁS. VAMOS

PRINCIPAIS MERCADOS COMPRADORES, EM ESPECIAL OS EUA

REINDUSTRIALIZAR O

(ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA”

PAÍS EM CIMA DE ENERGIA

BARATA. ESSA MAIOR

MARISTELA C. LONGHI, PRESIDENTE DA ABIMÓVEL, SOBRE AS

COMPETIÇÃO EM PETRÓLEO E

EXPORTAÇÕES DO SETOR

GÁS, ACELERAÇÃO DO RITMO

DE EXTRAÇÃO DESSES RECURSOS

NATURAIS VÃO ACABAR

CHEGANDO NO BOTIJÃO DE GÁS

“NÃO TEM NENHUMA MUDANÇA NA

DA FAMÍLIA, DIMINUINDO EM 30%,

POLÍTICA CAMBIAL, O QUE ESTAMOS

40%, ATÉ 50% O CUSTO DO GÁS LÁ

FAZENDO É SENDO MAIS ATIVOS NOS

NO FINAL DA LINHA”

DIFERENTES INSTRUMENTOS E REAGINDO

À DIFERENÇA DE PRECIFICAÇÃO. SE O

PREÇO NO FUTURO ESTÁ MUITO CARO EM

PAULO GUEDES,

MINISTRO DA

RELAÇÃO AO SPOT (À VISTA), É UM TIPO DE

ECONOMIA,

PROTEÇÃO. SE TEMOS UM PROBLEMA NO

SOBRE O

CUPOM (CAMBIAL) OU UM PROBLEMA DE

PREÇO DO

BOTIJÃO DE

LIQUIDEZ E ESTÁ PRECISANDO DE

GÁS

UMA LINHA PARA UMA ROLAGEM,

OU ALGO ASSIM, É UM OUTRO TIPO DE

INTERVENÇÃO.”

Foto: divulgação

ROBERTO CAMPOS NETO, PRESIDENTE DO

BANCO CENTRAL, SOBRE A INTERVENÇÃO

DO ÓRGÃO NO MERCADO DE CÂMBIO EM

CASO DE PROBLEMA DE LIQUIDEZ OU DE

DISTORÇÃO DOS PREÇOS RELATIVOS

22 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


ENTREVISTA

ENSINO

DA MADEIRA

TEACHING THE

USE OF WOOD

C

om a crescente demanda por profissionais com experiência

no manuseio e na inserção da madeira nos

setores de arquitetura e design, as universidades

brasileiras deverão investir nos próximos anos em

novas disciplinas que saibam preparar os futuros trabalhadores

para essa nova realidade. Esse é o caso da Ufmt (Universidade

Federal do Mato Grosso), que criou uma cadeira que

aborda a utilização desse material no mercado da arquitetura. A

REFERÊNCIA INDUSTRIAL conversou com o arquiteto e urbanista,

José Afonso Botura Portocarrero, responsável pelo projeto.

Professor da instituição e doutor em Arquitetura, ele explicou

como surgiu a ideia da disciplina e qual tem sido a reação dos

alunos. Confira:

ENTREVISTA

I

n the coming years, with the growing demand for professionals

with experience in the handling and use of wood in

Architecture and Design, Brazilian universities should invest in

new disciplines that prepare future professionals for this new

reality. This is the case of the Federal University of Mato Grosso

(Ufmt), which created a discipline which discusses the use of this

material in the architectural market. REFERÊNCIA Industrial talked to

José Afonso Botura Portocarrero, architect and urbanist, responsible

for the Project. Professor at Ufmt and Ph.D. in Architecture, he explained

how the idea of the discipline came about and the reaction of the

students. Check it out:

Foto: Luiz Carlos Sayão

JOSÉ AFONSO BOTURA

PORTOCARRERO

FORMAÇÃO PROFISSIONAL: DOUTOR EM ARQUITETURA PELA

FAUUSP (FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO DA

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO)

CARGO: PROFESSOR DA UFMT (UNIVERSIDADE FEDERAL DO

MATO GROSSO)

PROFESSIONAL EDUCATION: PHD. IN ARCHITECTURE, FACULTY OF

ARCHITECTURE AND URBAN STUDIES, UNIVERSITY OF SÃO PAULO (FAUUSP)

FUNCTION: PROFESSOR, FEDERAL UNIVERSITY OF MATO GROSSO (UFMT)

24 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


JULHO 2019 25


26 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


28 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


COLUNA ABIMCI

O MOMENTO PARA UNIR A

CADEIA PRODUTIVA DA MADEIRA

NA SEMANA INTERNACIONAL DA MADEIRA TEREMOS ACESSO A UMA PROGRAMAÇÃO INTENSA COM A

PARTICIPAÇÃO DE PALESTRANTES ALTAMENTE QUALIFICADOS EM RELAÇÃO AO MOMENTO DO SETOR

Paulo Pupo

Superintendente da Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente

Contato: abimci@abimci.com.br

CONTRIBUIR PARA AS

DISCUSSÕES É ALGO

FUNDAMENTAL PARA QUEM PENSA NA

LONGEVIDADE DO SETOR MADEIREIRO

E DE BASE FLORESTAL

O

s desafios que surgem a cada dia para o setor

produtivo são inúmeros, já que as barreiras

enfrentadas por quem está à frente de

uma empresa parecem infindáveis. Incluem

a árdua tarefa de gestão dos negócios,

passando pela conjuntura econômica e política do país,

até chegar ao complexo arranjo comercial dos mercados

doméstico e internacional.

E esse complexo ambiente de negócios exige cada

vez mais serenidade, confiança e indiscutivelmente, mais

conhecimento a cada dia que passa. Somos instigados

forçosamente a entender mais de tudo o que nos cerca

em nossas rotinas empresarias e de sermos mais participativos.

E são muitas as oportunidades existentes para

isso.

Em setembro, teremos uma grande oportunidade

para demonstrar a força do setor florestal e madeireiro.

A realização de dois eventos internacionais na capital

paranaense – a Semana Internacional da Madeira e o

XXV Iufro (Congresso Mundial da União Internacional de

Foto: divulgação

Organizações de Pesquisa Florestal) – promete fazer de

Curitiba o ambiente ideal para a troca de ideias, acesso a

conteúdos relevantes, oportunidades de negócios e uma

chance para fortalecer ainda mais a representatividade do

setor no Brasil e no mundo.

Na Semana Internacional da Madeira, de 10 a 13 de

setembro, teremos acesso a uma programação intensa

com a participação de palestrantes altamente qualificados

em relação ao momento do setor. Serão eventos técnicos

que unirão profissionais da silvicultura até a indústria de

transformação para a troca experiências, discussão dos

desafios, avaliação das tendências e proposição de soluções

para as atividades do setor.

Além disso, haverá um grande número de empresas

expositoras na Feira Lignum Latin America, um espaço

que irá reunir os decisores das empresas com fornecedores

dessa grande cadeia. Um dos eventos mais prestigiados

de toda a programação é o WoodTrade Brazil,

promovido pela Abimci, em parceria com a Malinovski e a

Fiep (Federação das Indústrias do Paraná), com o objetivo

de debater informações e avaliar o mercado, expectativas

e principais desafios, e que, nesta terceira edição, irá

apresentar os dados atualizados do Estudo Setorial 2019

da Abimci, que será lançado em breve.

Para complementar esse cenário de debates e construção

de novos caminhos, de 29 de setembro a 5 de

outubro de 2019, será realizado o Congresso Mundial da

Iufro, que acontece pela primeira vez na América Latina,

que irá debater “Pesquisa Florestal e Cooperação para o

Desenvolvimento Sustentável”. Uma oportunidade única

para pesquisadores brasileiros terem acesso a pesquisas

de todo o mundo.

Será um evento único, que acompanhará as principais

discussões contemporâneas que incluem a relação das

florestas com as pessoas, mudanças climáticas, produtos

florestais para um futuro mais verde, biodiversidade, serviços

ambientais e invasões biológicas, interação com o

solo e água.

Sabemos que a rotina muitas vezes nos impede de ter

uma visão macro do cenário no qual as empresas estão inseridas.

Assim, participar de eventos de peso como esses

traz uma nova ótica para problemas antigos. Contribuir

para as discussões é algo fundamental para quem pensa

na longevidade do setor madeireiro e de base florestal.

Precisamos estar unidos e fortalecidos para avançarmos.

30 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


PRINCIPAL

QUALIDADE

E CONFIANÇA

EMPRESA RIOSULENSE ALIA PRODUÇÃO PRÓPRIA

E TECNOLOGIA DE PONTA PARA CONQUISTAR

O MERCADO BRASILEIRO E INDÚSTRIA MUNDIAL

Fotos: divulgação

32 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


CLASSIFICADOR

DE TORAS

F

oi a partir da visão empreendedora de

Jorge Luiz Cerutti que em 1995 foi fundada

a Cerumaq Indústria de Máquinas.

A empresa de Rio do Sul (SC) chegou ao

mercado para oferecer soluções através de

maquinários e equipamentos de alto padrão, qualidade

técnica e segurança, superando as expectativas dos

clientes que procuram por um serviço personalizado.

Se inicialmente o empresário atuava com peças

de reposição para o segmento de mineração, outro

setor também era visualizado por ele, o madeireiro.

“Fornecia soluções para mineradoras em Rondônia,

Mato Grosso e Amazonas. E essa experiência me fez

ver que o ramo madeireiro no Brasil era carente e

necessitava de algumas melhorias, especialmente na

parte de automação”, lembra Cerutti.

QUALITY AND

CONFIDENCE

A COMPANY FROM RIO DO SUL IN THE STATE

OF SANTA CATARINA COUPLES PRODUCTION

AND STATE OF THE ART TECHNOLOGY TO

CONQUER THE BRAZILIAN AND WORLD

INDUSTRIAL MARKETS

I

t was from the entrepreneurial vision of Jorge

Luiz Cerutti, who, in 1995, founded Cerumaq

Indústria de Máquinas. The Company from Rio

do Sul/SC entered the market to offer solutions

through high standard machinery and equipment

with technical quality and security, surpassing

JULHO 2019 33


34 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


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JULHO 2019 37


CONSTRUÇÃO CIVIL

38 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


CASA DE

MADEIRA:

VALE A PENA!

IMPONENTES, ACONCHEGANTES E

ECONÔMICAS, AS CASAS DE MADEIRA VOLTAM

A MOSTRAR FORÇA NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Fotos: divulgação

JULHO 2019 39


CONSTRUÇÃO CIVIL

Antes vistas como ultrapassadas e de

difícil manutenção, a construção de

casas de madeira têm crescido no Brasil,

devido à volta da moda rústica e

retrô e à fuga da tradicional construção

de moradias de alvenaria. Muitos fatores também

contribuíram para que a madeira voltasse a ser maciçamente

usada nos projetos arquitetônicos residenciais.

O primeiro deles é baixo custo de construção

quando comparado ao concreto. Esse foi o principal

argumento para que o empresário Dirceu Tavares escolhesse

a madeira como matéria-prima de sua nova

casa.

“Após inúmeras pesquisas, descobri por acaso

que essa era uma opção viável. A qualidade do material

é ótima, sem contar a manutenção que é muito

mais barata. Colocando na balança, o custo-benefício

compensa muito”, explica Dirceu.

CUSTOS DE UMA

CASA DE MADEIRA

PODEM SER ATÉ

TRÊS VEZES MENORES QUE

DE UMA CASA DE

ALVENARIA

40 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


ROBÔ ALIMENTADOR/DESC. A VÁCUO E PINÇAS

Este equipamento foi desenvolvido para aumentar a capacidade produtiva do processo,

eliminando assim mão de obra repetitiva. Sua capacidade pode atingir até 6 ciclos por minuto,

camadas, peças ou fileiras. Neste processo as peças são seguradas (presas), lateralmente ou

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JULHO 2019 41


42 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


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MARCENARIA

44 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


GESTÃO

CONSCIENTE

COM A CRIAÇÃO DE UM SETOR ESPECÍFICO DE MARCENARIA,

PREFEITURA CATARINENSE DÁ PASSO PIONEIRO PARA A ECONOMIA

DE RECURSOS PÚBLICOS

Fotos: divulgação

JULHO 2019 45


MARCENARIA

TODO TIPO DE MADEIRA

É USADO, DESDE EMBUIA,

EUCALIPTO E PINUS

C

onhecida por seus altos prédios e pela noite

agitada de suas casas noturnas, Balneário

Camboriú tem agora um novo motivo para

orgulhar o estado de Santa Catarina.

Com uma população de pouco mais de

138 mil habitantes, a prefeitura se viu em uma encruzilhada:

manter a austeridade em suas contas públicas,

tendência em todo o país, e continuar expandindo seu

sistema educacional, com a construção de diversas escolas

e creches para a população.

Para driblar esse cenário, o poder público investiu

em maquinário e em profissionais para construir sua própria

marcenaria, que irá fornecer integralmente todos

os móveis para os educandários praianos. A oficina, que

atende às demandas das escolas funciona anexa à sede

da Secretaria de Educação, com dois marceneiros profissionais,

que trabalham de segunda a sexta-feira, das 13h

às 19h (horas).

MÃO NA MASSA

Mesas, armários, prateleira, gaveteiros e balcões,

além da manutenção das peças já existentes nos prédios

públicos, são desenvolvidos pelos profissionais da marcenaria

e depois encaminhados às unidades de ensino.

A confecção é feita por funcionários contratados pelo

Executivo, sob a coordenação do diretor administrativo

da Secretaria, José Olegário Bacca Júnior .

“É uma iniciativa muito inteligente e, acredito, inédita

no Brasil. Temos a oportunidade de produzir aqui no

próprio município todo o mobiliário, economizando recursos

públicos e gerando empregos para a população

de Camboriú. E, mesmo com a alta demanda, esses profissionais

trabalham com capricho e comprometimento”,

pontua Olegário.

O coordenador explica que todo o projeto foi desenvolvido

pela equipe de obras públicas, que pretende

expandir o projeto para os próximos anos. “Toda a

mobília é fabricada no CTC (Centro de Treinamento Comunitário),

da Secretaria de Desenvolvimento e Inclusão

Social, para ser direcionada, em seguida, às Unidades

de Saúde e outros setores da municipalidade. A equipe

de confecção e distribuição é composta por 10 pessoas,

46 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


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JULHO 2019 47


ECONOMIA

PASSAPORTE

PARA

O MUNDO

Fotos: divulgação

48 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


ACORDOS COMERCIAIS GLOBAIS SÃO

ESSENCIAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DO

SETOR. MAS É PRECISO CAUTELA

U

ma abertura econômica via acordos comerciais,

junto com a realização de reformas

estruturais, é a maneira mais adequada

de inserir o Brasil no mercado global,

defendem especialistas. Mas o país ainda

enfrenta problemas básicos como competitividade e

infraestrutura.

JULHO 2019 49


ECONOMIA

Foto: Alan Santos/PR - Agência Brasil

Em recente estudo da Abimaq (Associação Brasileira

da Indústria de Máquinas e Equipamentos), a instituição

defende que “a inserção do Brasil no comércio global

deve ser realizada via acordos comerciais, bilaterais,

regionais ou multilaterais”. No documento, a Abimaq

critica a falta de uma política estratégica, estruturada e

coordenada de inserção do Brasil no comércio global.

Na visão da entidade, uma abertura comercial unilateral

reduziria o poder de barganha do Brasil em mercados

onde há vantagem competitiva.

De acordo com a secretária executiva do Mdic (Ministério

da Indústria, Comércio Exterior e Serviços), Yana

Dumaresq, a questão não é se haverá uma estratégia

de abertura, mas como isso será feito. “O Mdic entende

que a forma é por meio de acordos comerciais. É um

instrumento eficiente e previsível para o Estado”, defendeu

durante evento promovido pela própria Abimaq.

Um aprofundamento da abertura comercial também

é defendido pelo vice-presidente da Fiesp (Federação

das Indústrias do Estado de São Paulo), José Ricardo

Roriz. Segundo ele, o aprofundamento da abertura comercial

deve ocorrer de maneira negociada com o objetivo

de promover o crescimento com maior agregação

de valor nas cadeias produtivas brasileiras. “Estamos

vendo, cada vez mais, uma primarização de nossas exportações”,

alertou.

CONEXÃO EUROPA

O acordo comercial com a UE (União Europeia) é

uma das expectativas para o aquecimento da balança

comercial brasileira. Em junho, a União Europeia e o

Mercosul selaram um tratado de livre comércio que vinha

sendo esperado ao longo das últimas décadas. O

acordo cobre temas tanto tarifários quanto de natureza

regulatória, como serviços, compras governamentais,

facilitação de comércio, barreiras técnicas, medidas sanitárias

e fitossanitárias e propriedade intelectual.

De acordo com estimativas do Ministério da Economia,

ele “representará um incremento do PIB brasileiro

de US$ 87,5 bilhões em 15 anos, podendo chegar a US$

125 bilhões”, considerando a redução das barreiras não-

-tarifárias e o aumento esperado na produtividade do

país. Ainda segundo a entidade, há previsão de um aumento

dos investimentos para o Brasil no mesmo período

na ordem de US$ 113 bilhões. Já as exportações para

a UE podem crescer quase US$ 100 bilhões até 2035.

Segundo especialistas, o Brasil estava isolado no

Mercosul, e com o acordo entre o Mercosul e a UE o

país volta a se reintegrar no mapa do comércio mundial.

“Nos últimos 20 anos, o Brasil negociou apenas três

acordos comerciais, com Israel, com a Autoridade Palestina

e com o Egito, quando o mundo inteiro, segundo

a Organização Mundial do Comércio, negociou mais

50 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


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JULHO 2019 53


MADEIRA TRATADA

MADEIRA E

LAZER

54 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


PREFEITURA DO

INTERIOR DE

SÃO PAULO

APOSTOU

NA MADEIRA

TRATADA

PARA A

CONSTRUÇÃO

DE PARQUE

Fotos: divulgação

JULHO 2019 55


MADEIRA TRATADA

I

naugurado recentemente pela prefeitura de

Franco da Rocha, no interior de São Paulo,

o parque Benedito Bueno de Morais foi o

grande presente para os mais de 120 mil habitantes,

durante as comemorações do 72°

aniversário do município.

No palco da cerimônia de inauguração, diversas

autoridades acompanharam a festa. O prefeito Kiko

Celeguim, o medalhista olímpico Diego Hypólito,

vereadores, secretários e moradores puderam conferir

as novas instalações de lazer.

A construção de uma área de entretenimento na

região era uma antiga reivindicação dos franco-rochenses,

que agora contam com playgrounds, pistas

de skate, área de caminhada e barracas de comércio.

“É uma conquista de toda a cidade. Há anos temos

destinando recursos para esse projeto tão bonito que

agora toma forma para se tornar um dos cartões-postais

mais visitados”, ressaltou o prefeito.

A Secretária Adjunta de Esporte, Silmara Ciampone,

também agradeceu a todos os presentes e aos

colaboradores da obra. “Esse evento marca uma nova

realidade na nossa cidade e fará a vida de muitas pessoas.

Franco da Rocha não é mais uma cidade-dormitório,

ela acordou, é a cidade da atividade física,

do esporte e do lazer. Agradeço a todos professores

do esporte que colaboraram para essa obra, aos secretários,

nosso prefeito Kiko e tantos outros que nos

ajudaram.”

A PRAÇA

SEDIARÁ A

PRÓXIMA EDIÇÃO DO

CAMPEONATO

BRASILEIRO DE SKATE

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56 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


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EVENTO

PORTAS

ABERTAS

AOS NEGÓCIOS

Fotos: REFERÊNCIA

O ENCONTRO DA CADEIA PRODUTIVA

DA PORTA REUNIU QUEM ENTENDE DO

ASSUNTO PARA DESENVOLVER AINDA MAIS

ESSE MERCADO NO BRASIL

58 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


F

abricantes de portas,

acessórios, serviços e equipamentos

para este setor

estiveram reunidos em

Curitiba (PR), entre os dias

12 e 14 de junho. O Encapp (Encontro

da Cadeia Produtiva da Porta), evento

promovido pela Abimci (Associação

Brasileira da Indústria de Madeira

Processada Mecanicamente), reuniu

arquitetos, engenheiros, construtoras

e consumidores finais. O objetivo foi

alcançado, durante os três dias de

encontro, foram apresentadas novas

soluções de produtos, além de materiais

e tecnologias para o produto em

madeira. A quarta edição da feira ainda

contou com roda de networking,

palestras e muito mais. Confira o que

as empresas expositoras comentaram

sobre o evento.

JULHO 2019 59


60 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


JULHO 2019 61


62 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


JULHO 2019 63


64 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


OPORTUNIDADE

INDÚSTRIA MADEIREIRA

São Paulo - Vale do Paraíba

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exportação pelo porto de Santos.

Área industrial com 9.000 m de área

coberta, 230.000 m de área de pátios,

pronta para operar, L.O Cetesb.

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instalados para venda ou parcerias com empresários experimentes:

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ARTIGO

PAINÉIS HÍBRIDOS

DE LÂMINAS E

PARTÍCULAS DE MADEIRA

PARA USO ESTRUTURAL

Fotos: divulgação

ANDRÉ LUIS CHRISTOFORO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

LAURENN BORGES DE MACEDO

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

FRANCISCO ANTONIO ROCCO LAHR

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

VINICIUS BORGES DE MOURA AQUINO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SÃO CARLOS

ANDERSON RENATO VOBORNIK WOLENSKI

INSTITUTO FEDERAL DE SANTA CATARINA

RESUMO

O

uso de painéis de madeira tem ganhado

destaque na indústria da construção

civil. Os painéis MDP não atingem

requisitos estruturais, ao contrário

dos painéis OSB e compensado. Uma

alternativa a fim de aprimorar o uso de painéis de

partículas de madeira consiste no reforço desses com

lâminas de madeira (painéis híbridos). Esta pesquisa

objetivou avaliar o potencial de uso de painéis híbridos

fabricados com partículas e lâminas de madeira

de Pinus sp. e com resina poliuretana bicomponente

à base de óleo de mamona, obedecendo à norma

Abnt NBR 14810-2.

Os resultados das propriedades físicas e mecânicas

foram comparados com os requisitos normativos

para painéis OSB (EN 300) e compensados (DIN

68792), e também com os resultados de painéis comerciais

OSB e compensado. Os painéis híbridos

atenderam os requisitos normativos para painéis

comerciais OSB e compensado, indicados para uso

estrutural.

A análise estatística indicou a superioridade das

propriedades físicas e mecânica dos painéis híbridos

quando comparados com os resultados dos painéis

OSB e compensado comerciais, resultado que

também foi justificado pelo uso da resina à base de

mamona.

66 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


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68 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


JULHO 2019 69


70 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


JULHO 2019 71


AGENDA

AGENDA

2019

JULHO

23 A 26

FIEE

LOCAL: SÃO PAULO (SP)

WWW.FIEE.COM.BR

AGOSTO

7 A 9

EXPOPAISAGISMO

SÃO PAULO (SP)

WWW.EXPOPAISAGISMO.COM.BR/

PT-BR

AGOSTO

14 A 17

TECNO MUEBLE

INTERNACIONAL

GUADALAJARA (MÉXICO)

WWW.TECNOMUEBLE.COM.MX/

AGOSTO

19 A 22

MERCOMÓVEIS

CHAPECÓ (SANTA CATARINA)

WWW.MERCOMOVEIS.COM.BR

LIGNUM BRASIL

11 A 13 DE SETEMBRO

CURITIBA (PR)

HTTP://LIGNUMBRASIL.COM.BR

AGOSTO

22 A 24

A LIGNUM LATIN AMERICA É UMA FEIRA FOCADA NA TRANSFORMAÇÃO,

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DA MADEIRA. A CADA EDIÇÃO APRESENTA SOLUÇÕES, LANÇAMENTOS E TENDÊNCIAS

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CIDADE DO MÉXICO

HTTP://MEXICO.FESPA.COM

SETEMBRO

11 A 13

BRASIL LOG

JUNDIAÍ (SP)

WWW.FEIRADELOGISTICA.COM

OUTUBRO

1 A 3

TUBOTECH 2019

SÃO PAULO (BRASIL)

HTTP://TUBOTECH.COM.BR/16

OUTUBRO

8 A 10

THE BUILD SHOW | UK

CONSTRUCTION WEEK

BIRMINGHAM (INGLATERRA)

WWW.UKCONSTRUCTIONWEEK.

COM/BUILD-SHOW

72 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


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ESPAÇO ABERTO

A REFORMA

E O PROFETA ISAÍAS

E

m 1936, Albert Jay Nock publicou um ensaio

intitulado A Missão de Isaías, no qual há uma

passagem que lembra a reforma da Previdência.

Durante o reinado do rei Uzias, século 7 a.C.,

Deus teria instruído Isaías para que fizesse uma

profecia a seu povo, nos seguintes termos: “Diga a eles o

que está errado e porquê. E o que lhes acontecerá se não

houver uma mudança profunda em sua maneira de agir

e de pensar. Fale francamente. Deixe claro que esta é a

última chance. Fale firme e insista até que eles compreendam”.

Isaías ficou apreensivo quando o Senhor acrescentou:

“Devo dizer-lhe que isto de nada adiantará. As elites e os

intelectuais desprezarão suas advertências; as massas não

lhe darão ouvidos e, provavelmente, você terá sorte se conseguir

sair vivo disso.”

Assustado, Isaías perguntou por que deveria dar-se

ao trabalho de fazer tal profecia, se ninguém lhe daria importância.

O Senhor respondeu: “Entenda bem: existem

sempre os remanescentes que você nem conhece e a respeito

de quem você nada sabe. Eles são humildes, desorganizados

e aparentemente desinteressados. Precisam ser

encorajados, porque quando tudo der errado serão eles

que retornarão e construirão uma nova sociedade e, até

que isso ocorra, sua pregação servirá para lhes manter vivo

o interesse e a esperança. Sua tarefa é cuidar desses remanescentes.

Agora vá e dê cabo de sua missão”.

A previdência social brasileira foi estruturada a partir

dos anos 1940, quando a expectativa média de vida ao nascer

era de 45 anos e apenas 1% dos trabalhadores tinham

registro em carteira de trabalho, que havia sido criada em

1932, por Getúlio Vargas. O mercado de trabalho e nos

anos 1960 havia oito trabalhadores contribuindo com o Inss

para cada aposentado. Hoje, a relação é de 1,8 trabalhadores

ativos para cada aposentado, e a expectativa média de

O TETO DO INSS EM 2019

É DE R$ 5,8 MIL, E ESSE É

O VALOR MÁXIMO DE UM

APOSENTADO DO SETOR PRIVADO,

MESMO QUE ELE GANHE R$ 30 MIL

DE SALÁRIO NA ATIVA

POR

JOSÉ PIO

MARTINS

ECONOMISTA

E REITOR DA UP

(UNIVERSIDADE

POSITIVO)

vida já passa dos 75 anos. Da forma como está, a previdência

dos empregados privados faliu estruturalmente.

O país criou um segundo regime previdenciário, diferente,

para os funcionários do setor estatal, nele incorporou

os defeitos do sistema previdenciário privado e adicionou

outros defeitos, como aposentadorias para servidores com

idade precoce e que irão viver 30 ou mais anos recebendo

salário integral, pensões por morte, como não há em quase

nenhum país adiantado do mundo e outros benefícios que

abocanham expressiva parcela dos tributos que deveriam ir

para a infraestrutura e para os serviços públicos.

Um amigo funcionário público aposentou-se recentemente,

aos 54 anos, recebendo o teto de R$ 33,7 mil. Eu

disse a ele: “A culpa não é sua, claro, afinal você fez concurso

e a legislação sobre aposentadoria do servidor público

aí está.” Ele pode viver mais 30 anos e receberá R$ 33,7

mil de salário pelo resto da vida, e esse foi o teto do salário

dele nos últimos cinco anos, pois ao ingressar na carreira o

salário era bem menor. Se ele fosse um trabalhador privado,

o valor máximo que receberia do Inss é de R$ 5,8 mil,

que é o teto de 2019.

O teto do Inss em 2019 é de R$ 5,8 mil, e esse é o valor

máximo de um aposentado do setor privado, mesmo que

ele ganhe R$ 30 mil de salário na ativa, tenha contribuído

com 11% ao Inss sobre R$ 5,8 mil e o patrão contribuído

com 20% sobre os R$ 30 mil.

A junção dos dois sistemas previdenciários – dos trabalhadores

privados e do funcionalismo estatal – tornou-se

um desastre em pleno fim da segunda década do século

21, tanto por seus defeitos quanto pelo fato de ter mudado

a pirâmide etária, pelas pessoas estarem vivendo muito

mais e porque ambas as previdências são compulsoriamente

geridas pelo setor estatal. Portanto, mesmo correndo o

risco atribuído por Deus ao profeta Isaías, é preciso falar

às massas que ou o país conserta esse problema agora ou

nossos filhos e netos pagarão a conta de nossa omissão.

Foto: divulgação

74 referenciaindustrial.com.br JULHO 2019


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