Jornal das Oficinas 168

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EM QUALQUER AMBIENTE. EM QUALQUER DESAFIO.

O MÁXIMO DESEMPENHO

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jornaldasoficinas.com | JORNAL INDEPENDENTE DA MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DE VEÍCULOS LIGEIROS E PESADOS | DIRETOR | João Vieira

168

Novembro 2019

PERIODICIDADE | MENSAL

ANO XV | 3 EUROS

VEÍCULOS ELÉTRICOS

REALIDADE

ELETRIZante

PÁG. 6

EQUIP AUto

PÁG. 12

A 25.ª edição do certame francês

dedicado ao aftermarket exibiu o

bom momento de forma do setor

entrevista

PÁG. 38

A rede Checkstar, da Magneti

Marelli, entrou numa nova fase de

vida. Juan Santos explica porquê

mcoutinho Peças

PÁG. 66

A celebrar 20 anos, a empresa

nasceu no universo de um grupo

de concessionários de automóveis

perda de brilho

PÁG. 90

A aplicação correta do verniz

determinará, em grande medida,

o aspeto final da reparação

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SUCESSO

GERA SUCESSO

O

novo ano está à porta e nunca, como antes, foi tão importante planificar o negócio. Dedique algum

tempo a analisar o que está a fazer bem e o que está a fazer mal. Comece por elaborar um

orçamento anual que abranja tanto as operações a realizar na oficina como os meios de produção

de que dispõe. É um exercício fundamental que o ajudará a planificar o lucro que espera obter com

a sua atividade de manutenção e reparação de veículos. Invista num bom software de gestão que

permita medir e monitorizar todas as áreas do negócio. Graças a esta ferramenta, poderá rastrear facilmente os

processos, as tarefas e o desempenho da equipa, o que significa melhor e maior controlo sobre os trabalhos e a

organização da oficina.

Pense igualmente na forma como os seus clientes o veem. Referimo-nos à imagem das suas instalações e à sinalética

exterior, mas, também, e não menos importante, à imagem interior, à limpeza das instalações, à seleção

de material de leitura e à qualidade do chá e do café que disponibiliza. Todos estes fatores criam uma perceção

do seu negócio para os clientes. Mantenha-se atualizado com a tecnologia automóvel em constante mudança e

perceba a forma como o conceito de propriedade do veículo está a mudar para novas

formas de mobilidade. É importante perceber o impacto destes fatores

no seu negócio e planear antecipadamente as ações necessárias.

Deixe que os clientes o conheçam melhor. Aumente a comunicação

com eles, mas apenas quando tiver algo útil para lhes transmitir.

Explique o que lhes pode proporcionar que seja do seu interesse,

destaque novos investimentos feitos por si que os beneficiem

diretamente ou quaisquer ofertas apropriadas relacionadas com

eles: Por outras palavras, ao enviar uma carta, um email ou fazer

um post, certifique-se que a informação transmitida é interessante

para os clientes, para que estes leiam a comunicação e não

a considerem “lixo”.

Defina os seus preços de forma a refletir o valor do produto e do

serviço que presta e não tenha receio de explicar o real valor

da relação custo/benefício dos seus serviços. Promova a diferença

entre preço e custo. Procure acrescentar valor à sua

oferta. Costuma dizer-se que a qualidade de uma empresa

reflete a qualidade dos seus colaboradores. Portanto,

contrate pessoas com as melhores qualificações para posições

chave. Analise as atividades do seu negócio e assegure

que as funções mais cruciais são controladas pelas

pessoas mais qualificadas que conseguir empregar.

Irá surpreender-se com a rapidez com que pequenas

mudanças podem fazer uma grande diferença. Cause

impacto junto da sua comunidade, convide a imprensa

local, os clientes e fornecedores para um evento especial

e explique às pessoas por que motivo o seu negócio

é tão bem sucedido. Sucesso gera sucesso! l

João Vieira | Diretor


FOLHA

DE SERVIÇO

IPSIS

VERBIS

JOÃO CALHA, KEY ACCOUNT

MANAGER & TRAINING CENTER

LEADER DA AXALTA COATING

SYSTEMS PORTUGAL

SE QUEREMOS UM

FUTURO DO SETOR

SUSTENTADO,

SERÁ PRIMORDIAL

TORNAR A PROFISSÃO

DE PINTOR DE

AUTOMÓVEIS

ATRATIVA

MÊS DE COMPETIÇÕES

Novembro é o mês das Grandes Finais das competições Melhor Mecatrónico e Challenge Oficinas,

organizadas pelo Jornal das Oficinas em parceria com a ATEC e Polivalor, respetivamente. A primeira

realizar-se-á nos dias 15 e 16 de novembro, nas instalações da ATEC, em Palmela, e contará

com a participação de oito concorrentes. A competição volta a ter como principal objetivo promover a

profissão de mecatrónico automóvel e, ao mesmo tempo, desafiar os profissionais no ativo a colocarem à

prova os seus conhecimentos e competências nesta área.

Na semana seguinte, nos dias 23 e 24 de novembro, será a vez da competição Challenge Oficinas conhecer

o seu desfecho, que irá pôr à prova os conhecimentos das três oficinas finalistas. Esta competição

decorrerá num espaço próprio dentro do Salão MECÂNICA, em Lisboa, e visa desafiar a eficiência dos

colaboradores das oficinas em diferentes situações. Mas, para além da vertente competitiva, esta iniciativa

promove a partilha de conhecimentos e experiências entre todos os participantes, permitindo uma

visão estratégica diferente sobre os modelos de gestão oficinal que, atualmente, existem no mercado.

Convidamos os leitores a assistirem a estas duas competições, estando mais informação disponível nos

sites www.melhormecatronico.pt e www.challengeoficinas.pt.

PAULO SANTOS,

BRAND MANAGER DA VALVOLINE

EXISTE DEMASIADA

OFERTA PARA

LIMITADA PROCURA

NO SETOR DOS

LUBRIFICANTES,

QUE CARECE DE

REGULAÇÃO E

FISCALIZAÇÃO

SEMÁFORO

BREXIT SEM ACORDO

USADO ACAP

EQUIP AUTO 2019

JOSÉ FRAZÃO,

DIRETOR DO SALÃO MECÂNICA

A GRANDE NOVIDADE

DA EDIÇÃO DESTE

ANO DA MECÂNICA,

SERÁ A PRESENÇA

DE MAIS DE 50

EMPRESAS DA CHINA

Líderes de 23 associações da indústria

automóvel europeia juntaram-se para

dizer não ao “No Deal Brexit”, naquele

que foi um apelo conjunto ao Reino

Unido e à União Europeia para evitar um

Brexit “sem acordo”. O nosso Semáforo

Vermelho, de protesto, vai para o impacto

que este desfecho terá, caso se concretize,

sobre um dos ativos económicos

mais valiosos da Europa: a indústria

automóvel.

Numa altura em que as vendas de

automóveis usados representam

cerca de 2,5 vezes o mercado de veículos

novos, a associação relança o Programa

Usado ACAP, com novos parceiros e mais

vantagens para os clientes das empresas

associadas. O nosso Semáforo Laranja,

de expectativa, vai para a eficácia desta

ação no combate às práticas ilegais que

denigrem a imagem pública do comércio

profissional.

A edição deste ano do Salão Equip Auto

mostrou que o aftermarket se encontra

de boa saúde e recomenda-se. Durante

cinco dias, passaram pelos três pavilhões

do certame francês 100 mil visitantes

profissionais e 1.200 empresas, entre

expositores e marcas. O nosso Semáforo

Verde, de aplauso, vai para a organização,

Comexposium, que conseguiu elevar

a fasquia desta importante feira do

pós-venda europeu.

4 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


DESTAQUE

VEÍCULOS ELÉTRICOS

VIAGEM

ELETRI

ZANTE

O MERCADO DOS VEÍCULOS ELÉTRICOS ESTÁ

EM CONSTANTE CRESCIMENTO E TEM VINDO A

TORNAR-SE NUM NICHO PARA ALGUMAS OFICINAS,

OBRIGANDO A ESPECIALIZAÇÃO E A CUIDADOS

REDOBRADOS EM MATÉRIA DE SEGURANÇA. A

SOCIEDADE PARECE CADA VEZ MAIS PREOCUPADA

COM O AMBIENTE E AS MARCAS ESTÃO A

RESPONDER AO CHAMAMENTO. MAS SERÁ ESTA

VIAGEM ASSIM TÃO ELETRIZANTE? por Joana Calado

Quando, em 2010, o Governo de José Sócrates implementava a rede

Mobi.E, estávamos longe de imaginar as repercussões que tal poderia

ter na nossa sociedade e, principalmente, no posicionamento

de mercado das marcas. Estas têm vindo a responder à procura por parte

do público e, hoje, contamos com muitos mais modelos do que à data de

implementação da rede. Prova disso, são os dados disponibilizados pela

ACAP, que indicam que, no período de janeiro a setembro desde ano, foram

comercializados 5.552 veículos elétricos ligeiros e 16 pesados.

Formação: o primeiro pASSo

A manutenção e reparação de veículos elétricos parte de vários pressupostos.

Quando falamos neste tipo de automóveis, falamos em grandes

tensões de energia e diversos componentes que não estarão presentes

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 7


VEÍCULOS

ELÉTRICOS

“AS FORMAÇÕES MINISTRADAS PELA Atec PARA VEÍCULOS ELÉTRICOS

DIVIDEM-SE EM TRÊS NÍVEIS, DESIGNADAMENTE INICIAção, INTERMÉDIO E

AVANÇADO”, REFERE JOSÉ PENICHE, GESTOR DE PROJETOS DE FORMAção

em veículos de combustão. Por isso,

aconselha-se que, antes de efetuar

qualquer tipo de intervenção, os profissionais

da oficina tenham formação

nesta área. Devido ao aumento

significativo da procura destes veículos,

a ATEC tem feito uma forte

aposta nesta tipologia de formação.

De acordo com José Peniche, gestor

de projetos de formação, “as ações de

formação dividem-se em três níveis,

designadamente, iniciação, intermédio

e avançado”.

As oficinas independentes têm vindo

a ganhar consciência de que o consumidor

continua a recorrer às marcas

para a manutenção e reparação

dos seus veículos elétricos, quer pela

especificidade, quer pela relação

de confiança com a marca. Havendo

mesmo marcas, como o caso da

BMW, que aconselham os seus clientes

a manter este hábito. José Peniche

afirma que “a adesão por parte das

oficinas tem sido grande, essencialmente

as oficinas que estão ligadas a

grupos de aftermarket. Também aumentou

o número de participantes a

título individual, que têm solicitado

este tipo de formação”. Devido a este

aumento, a ATEC passou a disponibilizar,

também, uma formação em

horário pós-laboral.

As formações ministradas pela ATEC

têm um total de 42 horas, divididas

por diferentes módulos, os quais correspondem

aos níveis acima mencionados.

A iniciação é um módulo de

sete horas, que, apesar de curto, contempla

aquela que será a parte mais

importante de uma manutenção ou

reparação de veículos elétricos: a segurança.

O nível intermédio, lecionado

em 14 horas, está associado ao

funcionamento e reconhecimento

dos componentes associados aos sistemas

híbridos e elétricos. Por fim, o

módulo avançado, de 21 horas, totalmente

destinado a máquinas elétricas,

módulos de baterias e módulos

de potência.

Formar pessoas para efetuar manutenções

e reparações em veículos elétricos

tem as suas dificuldades, principalmente

“devido ao número de

marcas e modelos que estão presentes

no mercado neste momento. Por

outro lado, os sistemas encontram-

-se em constante aperfeiçoamento

e modificação, o que faz com que os

técnicos estejam, constantemente,

em formação e aperfeiçoamento dos

seus conhecimentos” explica José Peniche.

Sobre os equipamentos, o formador

da ATEC alerta para a importância

da aquisição de equipamentos

de segurança, nomeadamente luvas,

capacete, viseira, ferramentas devidamente

isoladas e cadeado para

bloqueio do sistema de alta tensão.

Depois, à medida que vão aprimorando

os seus conhecimentos, os profissionais

deverão ir adquirindo mais

equipamentos.

As marcas e a “eletrificação”

Se, em 2014, se falava em cerca de

nove modelos de veículos elétricos,

hoje falamos em muitos mais, com

a maioria das marcas a apostar neste

(ainda) nicho de mercado. Por isso, a

opinião das marcas é unânime: querem

continuar a apostar nesta forma

de mobilidade. Até porque o mercado

para este segmento continua a crescer

a olhos vistos, sendo que a venda

de veículos elétricos duplicou face a

2018, apesar de ainda não atingir 3%

de quota de mercado. No entanto,

verificámos junto das marcas que as

suas vendas em relação a veículos de

combustão estão acima da média. A

Hyundai, por seu lado, já atingiu os

12% do total do que vende, mantendo

a tendência de subida. Também a

BMW se aproxima destes dados, com

10% de vendas, e a Mercedes-Benz

acompanha a tendência, com 13%.

8 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


VEÍCULOS

ELÉTRICOS

AS OFICINAS INDEPENDENTES TÊM VINDO A GANHAR CONSCIÊNCIA DE

QUE O CONSUMIDOR CONTINUA A RECORRER ÀS MARCAS PARA EFETUAR A

MANUTENÇÃO E REPARAÇÃO DOS SEUS VEÍCULOS ELÉTRICOS

AS MARCAS RECOMENDAM

O Jornal das Oficinas perguntou a várias marcas

de automóveis presentes em Portugal qual

era a principal recomendação que fariam a

um cliente que quisesse adquirir um elétrico.

Apenas algumas aceitaram o nosso desafio. Para

a Hyundai, a mudança de paradigma existente

na sociedade faz com que o cliente comece

a valorizar mais critérios, como segurança,

ecologia, conectividade e eficiência, em

detrimento da potência, design e até do preço.

Por isso, Jorge Costa recomenda “que os clientes

procurem perceber, junto das marcas, qual é a

melhor solução para si em função do tipo de

utilização que darão à viatura”. Já Vasco Figueira,

não hesita e a única recomendação que faz é:

“Tirem o máximo partido dos vossos veículos

elétricos como fariam com um veículo equipado

com motor de combustão interna”. Para Ricardo

Oliveira, em partilhar, e para a Renault, em geral,

também é importante desmistificar e “encarar

um automóvel elétrico como encaramos um

automóvel de outro segmento”.

Já a Renault, encontra-se abaixo na

média, com 4,5%. A liderar a percentagem

de vendas de veículos elétricos

estão as marcas Jaguar e Land Rover,

com 57% e 51%, respetivamente.

Se verificarmos a rede de carregamento

para veículos elétricos existente

em Portugal, podemos concluir

que existem ainda algumas lacunas

a resolver. Por isso, quisemos perceber

se as marcas consideram que a

dificuldade de carregamento poderá

ser uma condicionante para a aquisição

de automóveis deste segmento.

Ricardo Oliveira, diretor de comunicação

e imagem da Renault, confirma

que “a dificuldade de acesso a

pontos de carregamento ou os tempos

de carregamento, fazem parte

das condicionantes e das ideias pré-

-concebidas em torno deste tipo de

mobilidade”. Para Vasco Figueira,

fleet manager da Jaguar Land Rover

Portugal, “o desafio já não reside nos

carregadores privados, mas sim nas

redes ou infraestruturas de carregadores

rápidos nas vias interurbanas.

É verdade que avançámos muito nesse

aspeto, se bem que ainda temos

um longo caminho pela frente. Por

isso, é importante ter carregadores

domésticos e veículos com maior autonomia”.

João Trincheiras, corporate communications

manager do BMW Group

Portugal, considera, por seu turno,

que “os consumidores dispõem de

perfis muito específicos e definidos,

o que faz com que procurem uma

oferta personalizada. A mobilidade

elétrica é uma das tendências da próxima

década que não pode, por isso,

ser ignorada quando pensamos em

novos compradores ou, inclusive, em

novas aquisições por parte de clientes

atuais”. As marcas têm vindo a

tentar preencher as lacunas da rede

de carregamento, considerando sempre

o perfil de cada consumidor. Por

isso, é recorrente adaptarem os seus

modelos para disporem das maiores

autonomias ou adaptar a velocidade

de carregamento, podendo, também,

apostar em diferentes modelos

orientados para um estilo de vida

mais citadino ou para viagens mais

longas.

Para preencher estas lacunas, a Mercedes-Benz,

após a comercialização

do smart elétrico, aposta agora no

lançamento de uma gama com maior

autonomia. Também a Hyundai tem

vindo a fazer este esforço, apostando

nas unidades de carregamento rápido,

como, por exemplo, “o KAUAI

Electric, que, em apenas 54 minutos,

carrega 80% da sua bateria”, afirma

Jorge Costa, diretor de vendas e logística

da Hyundai Portugal. Sobre

a questão da manutenção, as marcas

confirmam que os proprietários continuam

a realizar a revisão e manutenção

das suas viaturas elétricas no

canal oficial, atribuindo esta opção

à falta de conhecimento que ainda

existe nas oficinas independentes.

Vasco Figueira alerta para as diferenças

entre um veículo de combustão e

uma viatura elétrica: “No caso dos

elétricos, é muito importante conhecer,

a fundo, o veículo e as suas características

técnicas. As baterias não

podem, sob pretexto algum, serem

manuseadas por pessoas não autorizadas.

É uma questão de segurança,

quer para os colaboradores da oficina,

quer para o cliente”. l

10 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


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SALÃO

EQUIP AUTO 2019

SUPERBE

AMBIANCE

A EDIÇÃO DESTE ANO DO SALÃO EQUIP AUTO MOSTROU QUE O AFTERMARKET

SE ENCONTRA DE BOA SAÚDE E RECOMENDA-SE. DURANTE CINCO DIAS,

PASSARAM PELOS TRÊS PAVILHÕES DO CERTAME FRANCÊS QUASE 100

MIL VISITANTES PROFISSIONAIS E MARCARAM PRESENÇA MAIS DE 1.200

EXPOSITORES. O JORNAL DAS OFICINAS NÃO FALTOU A ESTA IMPORTANTE FEIRA

DO PÓS-VENDA EUROPEU

por Bruno Castanheira e João Vieira

Ainda que, tal como em 2017, se tenha realizado

num ano onde ocorrem três importantes feiras

europeias dedicadas ao aftermarket internacional,

uma vez que, em março, teve lugar a Motortec Automechanika

Madrid e, em maio, a Autopromotec, em

Bolonha, a edição de 2019 do Salão Equip Auto, que decorreu

de 15 a 19 de outubro, em Paris, superou a edição

de há dois anos e demonstrou o superbe ambiance (ambiente

fantástico, em português) que envolve o setor. E as

razões para tal, são diversas. Desde logo, a localização do

certame, que, tal como em 2017, deixou o Parc des Expositions

de Paris (Nord Villepinte) e passou para o Paris

Expo (Porte de Versailles). Uma zona mais central, com

maior dose de glamour e bem servida por uma eficaz rede

de transportes. O facto de o parque de exposições se encontrar

bem no coração da capital francesa ajudou, também,

a criar uma atmosfera de maior convívio durante os

cinco dias do evento, tendo facilitado, tanto expositores

como visitantes, a realizar atividades paralelas no centro

da cidade, como foi disso exemplo a Gala de entrega dos

Grandes Prémios Internacionais de Inovação Automóvel.

Ainda que, em bom rigor, o layout desta 25.ª edição (é

verdade, o Salão Equip Auto já recebeu as bodas de prata...)

não tenha diferido muito da anterior, a verdade é

que as opiniões recolhidas junto de expositores e visitantes

profissionais, bem como da imprensa e de várias

personalidades influentes no mercado, têm-se revelado

cruciais para a organização (Comexposium) levar a cabo,

em conjunto com a FIEV (Fédération des Industries des

Equipements pour Véhicules) e a FFC (Fédération Française

de Carrosserie Industries et Services), uma das feiras

mais importantes do aftermarket internacional, ainda

que muito direcionada para os mercados francófonos,

com França e a região do Magrebe à cabeça.

Setor em peso

Se dúvidas houvesse acerca da importância do Salão

Equip Auto no panorama do aftermarket internacional,

atente-se nos números da edição deste ano. Com quase

100 mil visitantes profissionais, muitos oriundos, essencialmente,

da Europa e do Norte da África (a região do

Magrebe esteve em evidência, ou não tivesse ela grande

importância para o mercado francês), a feira contou com

a presença de mais de 1.200 expositores, entre empresas

e marcas representadas. Curiosa foi, também, a presença,

em número elevado, de players de origem asiática (com

China e Taiwan no topo da lista) e de organizações provenientes

de Marrocos e da Turquia. Ou a partilha de um

stand por parte de cinco empresas holandesas, naquela

que foi apelidada como a “Casa da Holanda”, decorada

com um túlipa e demonstrando que não é apenas no futebol

que a “laranja mecânica” dá nas vistas...

Estando o pós-venda automóvel (e os serviços de mobilidade)

a atravessar um autêntico processo de transformação,

impulsionado pela massificação da era digital e pela

disrupção tecnológica que afeta toda a indústria, a organização

do Salão Equip Auto abordou a edição deste ano

com uma mentalidade orientada para toda a cadeia de

valor: fabricantes, distribuidores, retalhistas e oficinas. O

programa de atividades incluiu novas formas de celebrar

a inovação e de incentivar quer o networking quer o ambiente

de convívio. Objetivos que foram atingidos.

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 13


EQUIP AUTO 2019

Com uma área de exposição de

100.000 m 2 , dividida por três pavilhões,

a distribuição dos diferentes

setores de atividade representados

no Salão Equip Auto 2019 foi concebida

para otimizar a circulação em

qualquer uma das zonas, potenciando

o número de contactos entre expositores

e visitantes profissionais.

Tal como em 2017, as peças para

veículos dividiram o Pavilhão 1 com

equipamentos e produtos para repintura

e carroçaria, ferramentas, estações

de lavagem, equipamentos de

área de serviço, lubrificantes e aditivos,

serviços para profissionais, sistemas

de tecnologia de informação e

redes de distribuição. Já o Pavilhão

2, concentrou peças para veículos,

pneus, jantes, acessórios, serviços rápidos

e redes de centros auto. Quanto

ao Pavilhão 3, esteve dedicado aos

fornecedores de peças para veículos,

equipamentos oficinais, ferramentas,

oficinas de mecânica, equipamentos

e serviços de diagnóstico.

5dias de feira

2empresas

portuguesas

78

start-ups

presentes

100.000 m 2

área total de exposição

60%

horas diárias

de encontros

profissionais

9

Equip Auto

em números

35

países

representados

3pavilhões

alocados ao

certame

1.200

expositores presentes

100.000

visitantes

56%

novas empresas e

marcas

4

empresas

estrangeiras

250

jornalistas de 27 países

elementos

do Jornal

das Oficinas

Programa recheado

O Salão Equip Auto 2019 foi concebido

como um observatório abrangente

dos desafios que se colocam

à indústria automóvel. As pedras

angulares em torno das quais a feira

deste ano foi projetada, disseram

respeito aos eixos motrizes e ao seu

impacto no setor do pós-venda, à

manutenção e reparação de sistemas

eletrónicos (como, por exemplo,

o ADAS) e ao ecossistema de pneus.

Estas pedras angulares foram abordadas

na oficina conectada, na “eletrificação”

de veículos, na formação e

no emprego na indústria. Tudo temas

que foram desenvolvidos e apresentados

em demonstrações nos stands

dos expositores e em áreas criadas,

especificamente, pela organização e

pelos parceiros. Mais concretamente,

através de debates, mesas redondas

e palestras com os inúmeros especialistas

que passaram pela área

de conferências do Pavilhão 2.2. No

fundo, contribuições que estiveram

em sintonia com o propósito da exposição,

“Preparar o Presente, Preparar

o Amanhã”, que girou em torno

de três temas principais, que colocaram

a inovação no centro da discussão

e ofereceu uma prévia visão sobre

as novas tendências futuras.

Os eventos dedicados abordaram a

reutilização, a lavagem, a formação e

o emprego para esclarecer e orientar

os profissionais. Um fórum de formação

básico e contínuo sobre tecnologia

e serviços mostrou as novas

habilidades necessárias, tendo em

vista as mudanças que ocorrerão no

emprego. Esta área, localizada na

“Pont des Expositions”, foi projetada

em conjunto com a GNFA (organização

francesa especializada em

formação e educação). Além disso,

os visitantes tiveram a oportunidade

de seguir as pistas temáticas sugeridas

e de reunir-se com expositores

que oferecem produtos e serviços

relacionados, como manutenção eletrónica,

formação, pós-venda HGV,

pneus, Economia Circular e remanufatura.

A inovação colocou o seu foco

nos vencedores dos Grandes Prémios

Internacionais de Inovação Automóvel

2019. O ênfase, este ano, foi dado

ao setor dos pneus. Na “encruzilhada”

de temas da feira, a indústria dos

pneus destacou-se como um espetáculo

dentro do espetáculo, reunindo

todo o ecossistema, desde fabricantes

a empresas de reparação.

Capital do aftermarket

Durante cinco dias, mais do que a

capital de França, mais do que a Cidade

Luz, Paris foi a capital do aftermarket.

Tudo porque o Salão Equip

Auto 2019 atraiu, sobretudo, profissionais

do pós-venda automóvel e

profissionais de serviços que representaram

os diferentes setores desta

indústria, incluindo importadores,

distribuidores, proprietários de

oficinas, redes de serviços rápidos e

de centros auto. Mas, também, fabricantes

de veículos e de peças, assim

como fornecedores de peças, que

procuraram capacidades de produção

em regime de outsourcing.

As atividades relacionadas com a

distribuição e importação representaram

cerca de 30% das diferentes

C

M

Y

CM

MY

CY

CMY

K

14 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


atividades exibidas. Sendo uma das

localizações chave da indústria automóvel

na Europa, dispondo de vários

fabricantes de automóveis e fornecedores

de primeira linha, França também

concentra um enorme número

de start-ups e empresas inovadoras,

que, agora, operam na indústria automóvel.

A edição deste ano contou

com a presença de 78 start-ups, que

mostraram tecnologias disruptivas

bastante inovadoras. Portanto, Paris

foi, durante cinco dias, a “meca” do

aftermarket internacional.

O Salão Equip Auto 2019 não foi

apenas um dos principais pontos europeus

de contacto para networking

entre fabricantes, distribuidores e

indústria da reparação na procura

de novos produtos, serviços ou parceiros.

Foi, também, uma montra de

inovação, reconhecida como tal pelos

profissionais do setor. Dos mais

variados quadrantes que compõem

o pós-venda. A edição deste ano foi,

por isso, projetada em consonância

com a evolução e colocou-se no centro

dos desafios. Pena que a participação

de empresas portuguesas como

expositoras tivesse sido inferior a

2017. Veneporte e Valente & Lopes,

Lda. (a Indasa e a Car Repair System

estiveram presentes através das

filiais que dispõem em França) foram

as duas empresas que representaram

as cores da bandeira nacional no certame

francês (em 2017, foram seis),

que contou com nada menos do que

players oriundos de 35 países. Até

2021! l

“PREPARAR O PRESENTE, PREPARAR O AMANHÔ. FOI ESTE O MOTE

DO SALÃO EQUIP AUTO 2019, O EVENTO MAIS IMPORTANTE DO

AFTERMARKET QUE SE REALIZA EM TERRITÓRIO FRANCÊS

Untitled-3.pdf 1 06/09/18 15:38

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www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 15


EQUIP AUTO 2019

GRANDES PRÉMIOS INOVAÇÃO

ANO RECORDE

COM 35 PROJETOS PRÉ-SELECIONADOS ENTRE AS 153 CANDIDATURAS RECEBIDAS, OS GRANDES PRÉMIOS INOVAÇÃO

EQUIP AUTO 2019 BATERAM O RECORDE DE PARTICIPAÇÃO DAS MARCAS. OS VENCEDORES FORAM: ITALCAN (CMC), ZF,

SOGEFI, PROVAC, MAHLE AFTERMARKET, GROUPE LACOUR E KÄRCHER

A

votação final indicou o vencedor de cada uma das sete categorias. A

entrega oficial dos prémios foi realizada durante a noite de gala do

Salão Equip Auto, a 15 de outubro, na presença de personalidades do

aftermarket e da imprensa especializada.

Entre eles, o Jornal das Oficinas, que, este ano, voltou a ser membro do júri.

Com a organização dos Grandes Prémios Internacionais de Inovação Automóvel,

o Salão Equip Auto 2019 colocou a inovação no topo das suas prioridades.

Como um recurso valioso para promover o reconhecimento da marca

e gerar novas atividades, estes prémios prestam homenagem às tecnologias

emergentes no pós-venda. Os prémios estão abertos a todos os expositores

da feira, em todos os setores de atividade representados, desde o design à

manutenção.

CARROÇARIA E PINTURA

Na área da carroçaria e pintura, o vencedor foi a Raptor, da Italcan (CMC), uma cabine de pintura com infravermelhos nas paredes, que

dispõe de ecrã sensível ao toque e vários programas que otimizam a secagem. O fabricante da cabine pode realizar, remotamente, o

diagnóstico do equipamento sem a necessidade da presença física de um técnico.

PRIMEIRO EQUIPAMENTO

A Sogefi, empresa pertencente ao Grupo CIR, recebeu o Gold Award na categoria Primeiro Equipamento. Pioneira constante em

pesquisa e desenvolvimento, a Sogefi fabricou, em colaboração com o Grupo PSA e a Solvay Technyl, o filtro de combustível com um

novo composto de plástico 100% reciclado a partir de resíduos de airbag. A Sogefi está a avaliar a possibilidade de expandir o uso de

plásticos reciclados nas suas diferentes gamas de produtos aftermarket e está disposta a trabalhar em estreita colaboração com todos

os fabricantes de automóveis para aplicar esta solução.

PEÇAS, EQUIPAMENTOS PARA VEÍCULOS E PEÇAS DE SUBSTITUIÇÃO

A pastilha de travão TRW Electric Blue conquistou o Prémio de Inovação na categoria Peças, Equipamentos para Veículos e Peças de

Substituição. A pastilha de travão para veículos elétricos e híbridos, que foi lançada pela ZF Aftermarket em setembro 2018, reduz,

significativamente, o ruído no interior do veículo e a poeira de travagem. O programa TRW Electric Blue oferece uma cobertura de 92%

para veículos híbridos e de 97% para veículos elétricos na Europa.

PNEUS, EQUIPAMENTOS E SERVIÇOS

Na categoria Pneus, Equipamentos e Serviços, o mais votada foi a Provac, graças à sua desmontadora Hunter Revolution Walkaway,

completamente automática e com um dos ciclos mais rápidos do mercado.

REPARAÇÃO, MANUTENÇÃO E EQUIPAMENTOS OFICINAIS

No que diz respeito à Reparação, Manutenção e Equipamentos Oficinais, o vendedor foi a Mahle Aftermarket, com o seu sistema de calibração

@DAS - Digital ADAS. Ao contrário dos equipamentos já existentes no mercado, a Mahle penas utiliza um painel de calibração

digital, o que torna esta opção mais versátil e inovadora quando comparada com a concorrência, que necessita de diferentes painéis em

função dos diferentes veículos e dos diferentes ADAS. Relativamente à atualização do sistema e software destes produtos, estes serão,

continuamente e automaticamente, atualizados, por forma a acompanhar todos os desenvolvimentos tecnológicos desta área e todos

os novos modelos de veículos introduzidos no mercado.

SERVIÇOS PARA PROFISSIONAIS

Na categoria Serviços para Profissionais, foi galardoado o Grupo Lacour, pela SERI, sistema que faz um scan do veículo e que permite

analisar todos os danos do mesmo, assim como os custos da reparação.

PRODUTOS DE MANUTENÇÃO E LAVAGEM

Na categoria Produtos de Manutenção e Lavagem, o vencedor foi a Kärcher, graças ao pórtico de lavagem automático CWB 3

Klean!Star iQ, que oferece excelentes resultados de lavagem e secagem e adapta-se à crescente complexidade do design das jantes

e das carroçarias. Dispõe de muitos recursos inovadores baseados em 13 soluções patenteadas. Melhora a satisfação dos clientes e

aumenta a rotatividade e o retorno do investimento.

16 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


em Foco

V GALA TOP 100

VOZ AOS VENCEDORES

O DIA 13 DE SETEMBRO DE 2019, UMA TÓRRIDA SEXTA-FEIRA QUE FOI TUDO MENOS DE AZAR, FICARÁ

GRAVADO NA MEMÓRIA DOS MAIS DE 150 CONVIDADOS QUE SE DESLOCARAM À QUINTA DO MONTE

REDONDO, EM MONTEMOR-O-VELHO. COM UM PROGRAMA DIFERENTE, NUM FORMATO, TAMBÉM ELE,

DIFERENCIADOR, A V GALA TOP 100 DISTINGUIU 25 DISTRIBUIDORES DO AFTERMARKET, DIVIDIDOS POR

QUATRO CATEGORIAS. NESTAS PÁGINAS, DAMOS VOZ AOS VENCEDORES por Bruno Castanheira


CATEGORIA EQUIPAMENTOS | 1.° LUGAR LUSAVOUGA

AGRADEÇO À ORGANIZAÇÃO O FACTO DE

NOS TER DISTINGUIDO COM ESTE TROFÉU

CATEGORIA PEÇAS PARA LIGEIROS | 1.° LUGAR VIEIRA & FREITAS

A EXCELÊNCIA É (E SERÁ SEMPRE)

O NOSSO GRANDE OBJETIVO

Presente em mais de 30 países, a Lusavouga, fundada em 1967, é um fornecedor de referência em todo

o tipo de equipamentos para metalomecânica, sistemas de fixação, produtos químicos para a construção

e indústria, ferramentas elétricas, equipamentos e consumíveis para soldadura, ferramentas de corte,

equipamentos de proteção individual, ferramenta manual, equipamentos de ar comprimido, óleos e

lubrificantes, equipamentos de aspiração e limpeza, sistemas de stock e logística e equipamentos para

oficina. Foi a empresa vencedora da categoria “Equipamentos” na V Gala TOP 100.

Em declarações ao Jornal das Oficinas, José Santos, administrador, refere: “Tenho de agradecer

à organização o facto de nos ter distinguido com este troféu. E sobre isso está tudo dito”. Para o

responsável, “uma distinção é sempre uma distinção. Até pelo local que escolheram para a realização

desta gala, que é excelente. Se me perguntam se estou satisfeito? Obviamente que sim. Quando vemos

que o nosso trabalho é reconhecido pelo mérito, isso é bom”.

Referência incontornável na área da distribuição de peças elétricas e eletrónicas para automóveis, a

Vieira & Freitas, que conta com quase 40 anos de vida, foi a empresa vencedora da categoria “Peças para

Ligeiros” na V Gala TOP 100. Paulo Torres, administrador, dá conta que “o primeiro lugar nesta categoria é,

sem dúvida, uma distinção muito importante, que nos surpreendeu e nos motivará a prestar um serviço

ainda melhor aos nossos parceiros”. E não esconde o seu contentamento: “É com grande satisfação que

recebemos esta distinção. Estamos conscientes que é um troféu que se baseia em fatores quantitativos

mas é, também, o fator qualitativo que nos move cada vez mais rumo ao reconhecimento dos nossos

parceiros, a quem identificamos o mérito desta relação. Esta distinção é uma homenagem em forma de

prenda antecipada pelo nosso 40.° aniversário, que será celebrado em dezembro de 2019”.

Qual foi o “segredo” para a conquista deste troféu? “Não há mistérios. O ‘segredo’ é manter a humildade

no trabalho e poder contar com uma equipa de colaboradores e parceiros de grande qualidade”, conclui.

CATEGORIA REPINTURA | 1.° LUGAR CENTROCOR

MAIS DO QUE UM FORNECEDOR, SOMOS

UM PARCEIRO PARA OS CLIENTES

CATEGORIA PEÇAS PARA PESADOS | 1.° LUGAR MOTORBUS

É UMA HONRA RECEBER ESTA

DISTINÇÃO PELA TERCEIRA VEZ

Fundada em agosto de 1995, a Motorbus, com sede em Vila Nova de Gaia e filial em Castanheira do

Ribatejo, é um dos players de renome no setor das peças para camiões e autocarros. Foi a empresa vencedora

da categoria “Peças para Pesados” na V Gala TOP 100. Joel Lebre, administrador, refere que, “antes de

mais, agradecemos a presença e a participação na vossa gala. Para a Motorbus, é um motivo de orgulho

e de satisfação ter obtido esta distinção pela terceira vez consecutiva, o que nos enche o coração e nos dá

vontade de continuarmos o bom trabalho que temos desenvolvido”.

Se existe algum “segredo” para a conquista deste troféu? Joel Lebre responde que tal “passa pelo

muito trabalho e dedicação de todos os colaboradores da Motorbus, assim como de todas as marcas e

fornecedores que representamos”. Acrescentando, de seguida, que “só assim conseguimos ter a fórmula

de sucesso para oferecer aos nossos clientes”. E quanto à Gala TOP 100, que, este ano, adotou um novo

formato, numa época do ano, também ela, diferente? “Em nossa opinião, este novo formato, na altura do

ano em que foi, tornou-se mais agradável em função da estação e permitiu, como foi o caso, um convívio

mais informal, que penso ter sido, de resto, da opinião de todos”.

Fundada em 1982, a Centrocor, que se dedica ao comércio de tintas, máquinas e ferramentas, estando

especialmente direcionada para o ramo automóvel e indústria ligeira, foi a empresa vencedora da

categoria “Repintura” na V Gala TOP 100. Agostinho Matos, administrador, destaca que “este troféu veio

reforçar o bom trabalho realizado por parte da nossa equipa nos últimos anos, facto que nos permitiu

chegar a este patamar na área da repintura automóvel”. De acordo com o responsável, “este prémio

também demonstra que temos conseguido acompanhar todas as novidades e inovações que vão

surgindo ao longo do tempo, o que nos permite estar sempre na vanguarda nesta área”.

O “segredo” que está por detrás da conquista deste troféu? “Deve-se ao excelente trabalho que os nossos

colaboradores têm feito junto dos clientes. Cada vez mais, os clientes sabem que, mais do que um

fornecedor, somos um parceiro para os seus negócios”, afirma. E quanto à Gala TOP 100? “Antes de mais,

a altura do ano em que foi revelou-se a ideal para a realização da gala, com a correspondente aguardada

entrega dos troféus, já que foi quase no imediato à disponibilização pública das informações financeiras”.


OPINIÃO

JOÃO CALHA, KEY ACCOUNT MANAGER & TRAINING CENTER

LEADER DA AXALTA COATING SYSTEMS PORTUGAL

PINTORES DE AUTOMÓVEIS:

PORQUE FALTAM NO MERCADO?

PROCURA, EXISTE. ENTIDADES FORMADORAS, TAMBÉM. AFINAL, QUAL É O

VERDADEIRO PROBLEMA PARA A FALTA DE PINTORES DE AUTOMÓVEIS NO MERCADO?

Um dos temas atuais mais abordados

na área da repintura

automóvel é a falta de profissionais.

Hoje, numa conversa com um

gestor oficinal, é difícil o tema não

vir para “cima da mesa”. Este é um

problema real que as oficinas estão a

enfrentar: querer crescer ou substituir

um profissional e não encontrar oferta

no mercado numa classe com uma média

de idades cada vez mais elevada.

Por outro lado, também é um facto

que existem, em Portugal, diversos

centros de formação, públicos ou

privados, com excelentes condições

para ministrar cursos de repintura

automóvel. No entanto, deparam-se

com o problema de não conseguirem

candidatos para esses cursos, mesmo

sendo cursos gratuitos, alguns deles

com bolsas de formação, e com dupla

certificação (profissional e escolar).

Ou seja, temos uma necessidade de

profissionais no mercado, onde a

procura supera largamente a oferta e,

ao mesmo tempo, existem condições

criadas para formar profissionais.

Mas, apesar da pintura ser uma arte, ser

o “espelho” de uma reparação e ter profissionais

cada vez mais bem pagos, isto

não está, por si só, a ser suficiente para

atrair jovens para esta nobre profissão.

Então, porque há falta de pintores de

automóveis? Na minha opinião, o problema

reside na falta de reconhecimento

da profissão. A repintura automóvel

mudou muito nos últimos anos. Está

tecnologicamente muito evoluída. Conta,

agora, com ferramentas digitais para

o desempenho das suas tarefas, faltando

apenas ser valorizada. Esta valorização

SE QUEREMOS

UM FUTURO

DO SETOR

SUSTENTADO,

SERÁ PRIMORDIAL

TORNAR A

PROFISSÃO

DE PINTOR DE

AUTOMÓVEIS

ATRATIVA

e reconhecimento do profissional é primordial

num curto espaço de tempo e a

responsabilidade é de todos. Fabricantes

de produtos de pintura, centros de

formação, imprensa da especialidade,

associações do setor e oficinas têm de,

cada um na sua área de intervenção,

tomar consciência do problema e contribuir

para a sua resolução.

Se queremos um futuro do setor

sustentado, será primordial tornar

a profissão de pintor de automóveis

atrativa, não só pelo ordenado - que

já é aliciante – mas, também, pela

imagem e notoriedade – já que não é

(ou não deveria ser) uma profissão

suja e perigosa para a saúde. Ao

mesmo tempo, deve ser dado

o devido valor ao trabalho que

mais reflete a qualidade de uma

reparação/oficina. Temos de ser

mais exigentes nas formações dos

profissionais, nos acompanhamentos

às oficinas, nos artigos técnicos, na

imagem e organização das secções de

pintura e na divulgação da atividade.

Para o bem de um setor e de uma

profissão nobre com futuro. l

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20 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


OBSERVATÓRIO

Observatório

CONCEITOS DE MOBILIDADE

PEQUENAS EXPLOSÕES

DE... SEGURANÇA

Os veículos elétricos continuam

a afirmar-se um pouco por

toda a Europa. E o mercado

nacional não é exceção. Mas ainda

existem muitas dúvidas em relação a

este tipo de modelos. Nomeadamente,

em questões de segurança rodoviárias,

quando envolvidos num acidente

grave. A Bosch está determinada em

encarar de frente os novos desafios

para as equipas de resgate em caso

de sinistro com um veículo elétrico.

Nesse sentido, revelou uma forma de

controlar a alta tensão dos sistemas

elétricos em caso de acidente grave,

através de semicondutores que espoletam

pequenas detonações dos cabos

à bateria, de forma a cortar, de imediato,

a passagem da corrente.

A solução encontrada pela Bosch funciona

por intermédio de microchips

especialmente desenvolvidos para

desativar os circuitos de potência do

A BOSCH INVENTOU

UMA SOLUÇÃO PARA

FACILITAR A AÇÃO

DAS EQUIPAS DE

ASSISTÊNCIA EM

CASO DE ACIDENTE

GRAVE COM VEÍCULOS

ELÉTRICOS ENVOLVIDOS.

O SISTEMA RECORRE

A MICROCHIPS QUE

PROVOCAM PEQUENAS

EXPLOSÕES por Jorge Flores

veículo elétrico em meras frações de

segundo, permitindo, deste modo,

que as equipas de resgate possam

atuar imediatamente. Por outras palavras,

nem mesmo o facto de os sistemas

elétricos de nova geração terem

como desenvolvimento voltagens de

400 a 800 Volt constituirá um risco

para ocupantes e equipas de socorro,

em caso de acidente grave, uma vez

que a atuação desses microchips semicondutores

garantem que a bateria

de alta tensão será desconectada de

forma automática.

Interromper ligação

Os dispositivos semicondutores criados

pela Bosch integram, no fundo,

um sistema de segurança pirotécnica,

por via de um piro fusível. Desta

forma, os sistemas “explodem”

secções inteiras da conexão do cabo

à bateria de alta tensão, através de

cargas explosivas em miniatura,

interrompendo, de forma imediata

e eficaz, a circulação de energia.

Segundo a Bosch, caso o sensor do

airbag detete algum impacto, os

pequenos dispositivos (com apenas

10 mm e pesando apenas alguns

gramas) acionam o piro fusível. Um

processo que desencadeia, por si, pequenas

explosões que provocam uma

rutura no cabo de alta tensão entre a

unidade da bateria e o restante sistema

eletrónico, cortando o fluxo de

corrente. Com esta ação, elimina-se,

eficazmente, o risco de choque elétrico

ou de incêndio em caso de uma

ocorrência desta natureza. l

22 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


empresas


PLR - PEÇAS LAND ROVER

DÁ-ME UM PRAZER

IMENSO TER A PEÇA QUE

O CLIENTE NECESSITA

COM AS NOVAS INSTALAÇÕES, EM TORRES VEDRAS, A PLR – PEÇAS LAND ROVER GANHOU

UMA CAPACIDADE DE STOCK ÍMPAR, QUE LHE PERMITE ENVIAR, NO DIA, 98% DAS PEÇAS DE DESGASTE

DA LAND ROVER, A GRANDE PAIXÃO DE RUI PINTO. PARA BREVE, PODERÁ JUNTAR-SE

UMA SEGUNDA MARCA AO NEGÓCIO por Jorge Flores

De uma paixão antiga pela marca

Land Rover, Rui Pinto

construiu um negócio sólido

e dinâmico: a Peças Land Rover. Ou,

apenas, PLR, uma identidade simplificada

pela qual passa, agora, a responder

a empresa em futuros projetos,

que poderão ditar a adoção de

uma segunda marca. A época, de resto,

é de grandes mudanças. A começar

pelas novas e modernas instalações,

em Torres Vedras, que a empresa ocupa

desde março deste ano. Na sua totalidade,

o espaço dispõe de perto de

1.000 m 2 , repartidos por escritórios,

uma ampla sala de formação, uma

área que poderá vir a ser uma pequena

loja e, não menos importante, 700

m 2 de armazém.

“As novas instalações permitem uma

melhoria das capacidades de cada

interveniente do processo da venda.

Com esta maior capacidade de stock,

98% dos nossos produtos de desgaste

(pastilhas, embraiagens...) são enviados

no próprio dia. Mais: 81% de todas

as encomendas seguem no dia. E

esse número é porque também temos

certos pedidos pontuais, como, por

exemplo, acabamentos que se vendem

esporadicamente e que não se justifica

ter em stock”, admite. “A recente

remodelação permite-nos, inclusivamente,

ganhar uma maior penetração

no mercado. Durante vários anos,

todo o lucro da empresa foi reinvestido

em stock. Hoje, temos uma capacidade

permanente superior a 8.000

referências e mais de 40.000 itens armazenados.

Dispomos do maior stock

nacional de peças Land Rover. E temos

várias linhas de material, desde

original a aftermarket”, garante.

Dinamismo tecnológico

Rui Pinto é um amante da informática

e um profissional atento aos novos

tempos. “Gosto de basear a empresa

em boas tecnologias de informação.

Por esse motivo, temos um programador

nos quadros da empresa”, conta.

Com a mudança de casa, de resto, a

PLR tornou-se mais eficaz do que

nunca. Tudo funciona com a precisão

de um relógio suíço. Exemplo disso, é

o estúdio fotográfico criado numa zona

anexa ao armazém. “As peças são

quase todas fotografadas aqui. Fotografamos

em vários ângulos para que

os clientes possam ver, com rigor, se

PLR – PEÇAS LAND ROVER

Gerente Rui Pinto

Sede Zona Industrial do Pinhal de

Cascais, Lote 13, 2560 - 112 Ponte

do Rol (Torres Vedras)

Telefone 261 099 405

Email info@pecaslandrover.com

Site www.pecaslandrover.com

é a peça que pretendem. Aquilo que

veem no site é o que levam”, assegura.

De serviço no armazém, encontra-

-se João Marcelino. “Apesar da tenra

idade, tem muito bom gosto musical”,

brinca Rui Pinto, enquanto se

ouve, como pano musical de fundo,

Led Zeppelin. “E é muito competente”,

reforça, mostrando o sistema de

código QR com que são registados

todos os dados relativos às encomendas.

Na PLR, a informação do serviço

está sempre disponível para toda a

equipa. Muitas embalagens prontas

a seguir viagem para os clientes são

recicláveis, mostrando a forte preocupação

com a pegada ecológica do

responsável da empresa.

A equipa da PLR é, hoje, composta

por oito pessoas. Das quais cinco a

seis estão afetas ao call center. “Não

somos um site frio, daqueles em que

ninguém fala com o cliente. 75% das

pessoas que nos compram, contactam-nos

por telefone. Na maioria das

vezes, pouco sabem do site e não querem

perder tempo. Nesses casos, lançamos

a encomenda por eles. Queremos

facilitar-lhes a vida ao máximo”,

afirma Rui Pinto, que não esconde o

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 25


PLR

MAIS DO QUE LIDERAR O MERCADO, RUI PINTO QUER CONTINUAR

A CRESCER NA MARCA LAND ROVER, MANTENDO A QUALIDADE DO

SERVIÇO, DO ATENDIMENTO TELEFÓNICO E A CAPACIDADE DE STOCK

orgulho que tem na sua equipa. “Não

fui buscar ninguém à concorrência.

Vieram todos de outras áreas. Formei-os.

E são fantásticos. Acreditam

em mim. Por vezes, podem achar que

sou louco, mas, passado uns tempos,

percebem que tinha razão. Sinto-me

muito apoiado”, sublinha.

Primeiras peças

Para contar a história da PLR, importa

recuar até 2008, ano em que

Rui Pinto criou o primeiro site – esta

é a segunda geração – ainda antes

de fundar a empresa, o que aconteceria

dois anos depois. Mas a verdade

é que, para si, tudo teve início bem

antes. “Começou como uma brincadeira.

Estava a reconstruir um Land

Rover e sobraram-me muitas peças

usadas. Fui ter com um amigo que

tinha uma empresa de comunicação

e disse-lhe que queria faze um blogue.

Ele respondeu-me que eu tinha

era de fazer um site! E esta foi a primeira

versão do site, feita a custo zero,

com a inserção de publicidade de

empresas amigas”, recorda Rui Pinto

ao Jornal das Oficinas.

Não mais parou. “Comecei a andar

ao contrário do mercado. Hoje,

a maioria das empresas não faz stock

para não empatar capital. A PLR,

PLR em números

2008

Criação do primeiro site

30%

Percentagem de peças

originais vendidas

700 m 2

Espaço do novo armazém

98%

Percentagem de peças de

desgaste enviadas no próprio dia

pelo contrário, aumenta diariamente

o número de referências em stock e

a respetiva quantidade de cada referência.

Comecei logo a fazer stock para

ter capacidade de resposta. Quem

não tem, não vende”, afirma. “Sou um

amante da marca. Tenho vários Land

Rover. Já os tinha antes da criação do

8.000

Número de referências em stock

15%

Percentagem de

clientes profissionais

15.000

Número de clientes registados no site

40.000

Número de itens em stock

site. E sempre senti que os players

nacionais, muitas vezes, não tinham

as peças. E quando não as tinham,

também não sabiam quando teriam.

Acho muito importante explicar ao

cliente, quando não se tem uma peça,

quando será feita a reposição.

Dar uma data concreta. Foi graças

a esses parâmetros de confiança que

fomos ganhando clientes e crescendo.

Somos apaixonados pela marca

e temos uma simbiose perfeita com

eles”, explica o responsável da PLR.

Quando olha para trás e pensa no

que conseguiu construir, o sentimento

é forte. “Sinto uma grande

autoestima. O negócio foi criado

e desenvolvido, do zero, por mim.

Lembro-me de ter um móvel com

meia dúzia de peças. Transformei o

conhecimento que tinha num negócio”,

recorda.

“Mais do que liderar o mercado,

quero continuar a crescer na marca

Land Rover, de uma forma sustentável,

mantendo a qualidade do serviço,

do atendimento telefónico e a

capacidade de resposta e de stock”,

refere. E conclui: “Dá-me um prazer

imenso, quando falo com os clientes,

poder dizer-lhes que tenho a peça”.

Ou não saiba Rui Pinto o que é estar

do outro lado da linha. l

26 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


CORRIDA DE KARTS, PROVA DE CONDUÇÃO CEGA, TROCA DE

PNEUS DE VIATURAS EM BOX... MOMENTOS DE ADRENALINA

E PROVAS DE PERÍCIA NÃO FALTARAM NO EVENTO DA SKF


REPORTAGEM

ENCONTRO ANUAL DE CLIENTES SKF

EQUIPA VENCEDORA

A SKF REALIZOU, NO FINAL DE SETEMBRO, O SEU ENCONTRO ANUAL DE CLIENTES.

O LOCAL ESCOLHIDO FOI O AIA (AUTÓDROMO INTERNACIONAL DO ALGARVE),

ONDE MAIS DE 100 CONVIDADOS PUDERAM DESFRUTAR DE UM DIA REPLETO DE EMOÇÕES

por João Vieira

Grisélia Afonso, sales & marketing

unit manager do Vehicle

Service Market (VSM) da

SKF Portugal, deu as boas-vindas

aos participantes e agradeceu a presença

massiva de tantos clientes e o

interesse demonstrado na iniciativa.

Antes do almoço, a organização efetuou

um briefing com todos os participantes

para explicar as várias atividades

que iriam decorrer durante a

tarde. Após a refeição, deu-se início

às várias provas incluídas no programa,

que começaram com uma corrida

de karts por equipas de dois pilotos.

Após 10 minutos de treinos

cronometrados para apurar a grelha

de partida, realizaram-se, depois,

20 minutos de corrida, com troca de

pilotos durante a mesma. Um momento

de puro divertimento mas,

também, de competição, onde todos

puderam pôr à prova as suas habilidades

automobilísticas.

Seguiu-se uma prova de condução

cega, que consistiu num exercício de

team building, onde a organização, o

espírito de equipa, a comunicação e

a assertividade foram fatores essenciais

para o êxito. As equipas tiveram

de eleger um participante para conduzir

num percurso de olhos vendados,

enquanto os restantes membros

da equipa enviavam as instruções do

percurso via rádio a partir do exterior.

Outra atividade que pôs à prova o

espírito de equipa e a destreza dos

participantes foi a troca de pneus de

viaturas em box. Cada equipa, constituída

por oito elementos, tinha de

trocar os pneus de um veículo no

mais curto espaço de tempo e a tarefa,

aparentemente fácil, precisava de

muita concentração e uma boa coordenação

para tudo correr bem no

menor tempo possível.

Momentos de adrenalina

O evento terminou com uma experiência

de condução no AIA (Autódromo

Internacional do Algarve) ao

volante de superdesportivos da frota

Racing School, que proporcionou

aos participantes a oportunidade de

executarem técnicas de condução

avançada na exigente pista de Portimão.

Aqui, foi necessário empregar a

maior suavidade possível no controlo

do veículo, quer na gestão do ângulo

do volante, quer da pressão de

travagem ou acelerador. Outro aspeto

fundamental foram as trajetórias

desenhadas pelos participantes, que,

com a supervisão do instrutor, ditaram

o desempenho geral e o objetivo

fundamental, que era a redução do

tempo por volta.

No final, Grisélia Afonso agradeceu a

presença de todos e o contributo dado

para o desenvolvimento da marca

no nosso país. “O sucesso da SKF em

Portugal deve-se, em grande parte,

ao excelente trabalho da nossa rede

de distribuidores, que, ano após ano,

supera os objetivos de vendas e muito

contribui para o aumento da notoriedade

da SKF junto das oficinas e do

público em geral”, afirmou. Foi ainda

anunciada a nova Campanha de Kits

de Rolamentos de Roda, a qual, na

compra de cada kit, a oficina ganha

uma embalagem de chouriço ibérico

de bellota de Guijuelo de 100g.

O balanço desta jornada de convívio

e confraternização não podia ser mais

positivo, com todos os convidados a

elogiarem a excelente organização do

evento. Da parte da SKF, ficou a promessa

de realizar um Encontro Anual

de Clientes em 2020, fomentando,

assim, o espírito de equipa que tem

caracterizado estas iniciativas do fabricante.

l

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 29


ENTREVISTA

EDUARDO SANTOS, ADMINISTRADOR DA ROADY

ATÉ 2024,

PREVEMOS ABRIR

UMA DEZENA

DE NOVOS

CENTROS AUTO

A ESTRATÉGIA DE EXPANSÃO DA ROADY, ATÉ 2024,

PASSA POR ACRESCENTAR UMA DEZENA DE NOVOS

CENTROS AUTO AOS 33 JÁ PERTENCENTES À REDE.

EDUARDO SANTOS ACREDITA QUE O CRESCIMENTO

DO GRUPO É PARA MANTER por Jorge Flores


Com uma estratégia bem definida, os centros

auto Roady continuam a fazer o seu caminho

no mercado nacional. Os números continuam

positivos, reflexo da saúde do próprio Grupo

Os Mosqueteiros em que estão inseridos, mas o

foco principal está no futuro. Em entrevista ao Jornal

das Oficinas, Eduardo Santos, administrador

da rede no nosso país, levantou o véu dos objetivos

para os próximos tempos.

Qual o balanço da atividade dos centros auto

do Grupo Os Mosqueteiros, nestes primeiros

nove meses do ano, comparativamente ao ano

passado?

A Roady encerrou 2018 com 37,5 milhões de euros

de volume de negócios em Portugal, cerca de

um ponto percentual acima do valor alcançado no

ano anterior. Em relação a este ano, o crescimento

é notório, mas é ainda prematuro avançar com valores

definitivos.

O que pode adiantar sobre os resultados

financeiros do grupo?

O Grupo Os Mosqueteiros encerrou 2018 com um

volume de negócios global de 2,2 mil milhões de

euros, o que correspondeu a um crescimento de

10% em relação ao ano anterior. Em Portugal, o

grupo totaliza 320 pontos de venda, que representam

três insígnias: Intermarché, Bricomarché e

centros auto Roady.

Em abril deste ano, inauguraram mais um centro

auto, em Chaves. São já 33 as casas aderentes à

insígnia do Grupo Os Mosqueteiros. Existe algum

número ideal de centros autos previstos para

Portugal?

Para o corrente ano (2019), o Grupo Os Mosqueteiros

traçou como meta o aumento contínuo do

parque de lojas. A estratégia, integrada num plano

de expansão, até 2024, prevê a abertura de cerca

de uma dezena de novos centros auto, o que constitui

uma oportunidade para os empreendedores

e investidores portugueses que pretendem criar o

seu próprio negócio. Ou para aqueles que, já tendo

oficina própria, pretendem integrar a nossa rede,

que se insere no maior grupo de distribuição multi-insígnia

da Europa.

Que critérios deverá ter uma casa que pretenda

aderir ao grupo?

As condições de adesão ao grupo, válidas para qualquer

uma das insígnias, passam por ter disponibilidade

de capital, estar motivado a criar o seu próprio

negócio e ser uma pessoa dinâmica, ter boa capacidade

de gestão e liderança, não exercer outra atividade

profissional, ter disponibilidade geográfica e

ter disponibilidade para uma formação a tempo inteiro

de seis meses (com metodologias teórica e prática).

O capital necessário para integrar o grupo é de

200 mil euros para Intermarché, 105 mil euros para

Bricomarché e 75 mil euros para Roady.

A geografia é, também, uma questão a ter em

consideração no momento da adesão?

A localização dos centros auto é sempre definida

pela insígnia e mediante as oportunidades que surgem.

É um processo que obriga a uma avaliação

minuciosa de um conjunto de fatores, como a área

de venda, a área da oficina, o local e o número de

elementos da equipa, entre outros.

Que zonas do país falta cobrir?

Não existem propriamente zonas que estejam por

cobrir. Temos uma boa mancha, com opções de

norte a sul do país. A decisão de localização dos

próximos centros auto será baseada naquelas que

sentimos serem as necessidades dos clientes, associadas

a boas oportunidades que surjam.

Todos os centros auto do Grupo Os Mosqueteiros

têm loja e oficina?

Sim, todos. É uma característica dos nossos centros

auto Roady, que têm por norma uma área

de venda com cerca de 380 m 2 , onde podem ser

adquiridos produtos como lubrificantes, filtros,

pneus, equipamentos interiores (capas e tapetes),

escovas, produtos de manutenção, baterias e peças

técnicas. O conceito Roady apresenta-se no mercado

com um posicionamento de preço justo, dispondo

desde as gamas de primeiro preço aos produtos

das nossas marcas (PNM), passando pelas

premium. Na área reservada à oficina, é possível

encontrar sete boxes para os serviços de manutenção

preventiva e reparações mais complexas. Nas

oficinas, contamos com técnicos especializados e

com planos de formação anuais, que proporcionam

um atendimento especializado e eficaz. Nos

centros auto Roady, existe ainda a possibilidade de

realizar as várias operações, com e sem marcações

prévias, todos os dias, incluindo fins de semana e

feriados. O nosso foco é sempre o cliente.

Em termos de negócio, em média, quanto

representa a loja e a oficina?

A grande maioria dos nossos clientes procura os

centros auto Roady para as manutenções e reparações,

assim como substituições de equipamentos

de segurança ou conforto. 70% do volume de negócios

dos centros auto Roady é proveniente dos

serviços que requerem mão de obra, ficando os

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 31


EDUARDO SANTOS

A GRANDE MAIORIA DOS NOSSOS CLIENTES PROCURA OS CENTROS

AUTO ROADY PARA AS MANUTENÇÕES E REPARAÇÕES, ASSIM COMO

SUBSTITUIÇÕES DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA OU CONFORTO

restantes 30% atribuídos a todas as

ações que não necessitem da intervenção

de um técnico.

O que distingue, na sua opinião,

estes centros da concorrência?

As vantagens estão centradas no conceito

de centro auto desenvolvido sob

a marca Roady e que oferece um conjunto

alargado de serviços aos clientes,

em particular os de maior utilidade

para o dia a dia do condutor:

alinhamento, teste de diagnóstico,

revisões, substituição de amortecedores,

som, multimédia e navegação,

testes de pré-inspeções, mecânica

geral, mudança da correia de distribuição

e carregamento de ar condicionado.

Por outro lado, o facto de a

marca estar integrada no Grupo Os

Mosqueteiros, uma cadeia internacional

de distribuição, confere uma

vantagem competitiva aos empresários

aderentes. Além disso, nos centros

auto Roady, é possível encontrar

serviços rápidos sem marcação e

uma gama completa de produtos para

o automóvel em horário alargado

e com total garantia de que o mesmo

é tratado com profissionalismo e

segurança. De salientar que os centros

auto Roady têm uma excelente

relação preço/qualidade. Este binómio,

juntamente com a proximidade

que existe entre os nossos espaços e

a comunidade onde estão inseridos,

resulta na criação de uma forte relação

de confiança com os clientes.

Uma terceira vantagem decorre ainda

da gestão autónoma de cada ponto

de venda pelo seu aderente ou dono

de loja. Esta é uma das grandes

vantagens da estrutura do grupo: o

aderente, ao residir na localidade onde

a loja está implantada, tem maior

proximidade com os clientes e maior

sensibilidade para as suas necessidades.

Dessa forma, é mais fácil encontrar

soluções adaptadas às necessidades

específicas que forem detetadas,

pois tem autonomia para fazê-lo.

Como descreve o atual estado do

mercado oficinal em Portugal?

Nos últimos anos, houve uma recuperação

das vendas de veículos novos,

que tem levado os concessionários a

relançar a manutenção em garantia.

O parque automóvel está nitidamente

a alterar-se e o crescimento das frotas

fez com que apostássemos em novas

parcerias, pelo que, além da Arval,

estamos a trabalhar como reparadores

oficiais para as operações de manutenção

da LeasePlan. No mercado

oficinal, nota-se ainda uma crescente

associação entre as oficinas independentes,

centros auto e serviços rápidos.

Ao nível da qualidade de serviço,

notam-se grandes progressos no

setor, quer através da aquisição de

novos equipamentos e/ou através da

formação de colaboradores. Nestes

dois pontos, salientamos o trabalho

que tem vindo a ser feito nos centros

auto Roady, onde, de forma transversal

a todas as oficinas, se tem apostado

na formação profissional, um pilar

que consideramos estrutural na nossa

forma de trabalhar. Nos centros auto

Roady, a formação é, aliás, adaptada

às necessidades de cada colaborador

e à constante evolução tecnológica

do mercado. Em consequência,

dispomos de técnicos qualificados e

conseguimos disponibilizar preços

competitivos e transparentes (no final

da operação o cliente sabe o que

está a pagar por cada item). As equipas

fazem um diagnóstico completo

do problema e procuram a solução

mais adequada, sempre considerando

uma relação qualidade/preço equilibrada.

Para chegar a esta melhor relação

qualidade/preço procuramos,

também, estabelecer parcerias e acordos

com distribuidores, que nos permitam

aceder às melhores condições

comerciais. l

32 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


EMPRESA

MGM

QUALIDADE

CERTIFICADA

A MGM OBTEVE UMA NOVA CERTIFICAÇÃO DA CERTIF NA ÁREA DE SISTEMAS DE REFRIGERAÇÃO.

MANUEL GUEDES MARTINS, ADMINISTRADOR DA EMPRESA À QUAL “EMPRESTA” O SEU NOME,

ACREDITA QUE A QUALIDADE DOS EQUIPAMENTOS E DAS REPARAÇÕES DEVE SER ACOMPANHADA

DA FORMAÇÃO DOS SEUS TÉCNICOS ESPECIALIZADOS por Jorge Flores

A

MGM continua apostada em

garantir elevados índices de

qualidade. Não apenas dos

seus equipamentos mas, também,

dos recursos humanos que compõem

a empresa. A nova certificação

obtida, recentemente, na área de

sistemas de refrigeração, surge nesse

sentido. “Uma das áreas em que

a empresa atua, é a da reparação de

compressores de ar comprimido, aos

quais estão associados os secadores

por refrigeração. Neste contexto,

face às solicitações do mercado, a

MGM decidiu apostar na certificação

de três técnicos e, posteriormente, na

da própria empresa. A certificação

foi atribuída pela CERTIF”, explica

o administrador, Manuel Guedes

Martins. Este “era um objetivo que

tínhamos já há algum tempo, no sentido

de darmos uma resposta rápida

ao cliente e não termos necessidade

de recorrer, para o efeito, a outras

empresas qualificadas no mercado”,

acrescenta.

As vantagens decorrentes desta certificação

são várias. “As estações de

ar comprimido tratadas (sem humidade)

estão montadas com secadores

por refrigeração e os técnicos que

procedem a intervenções, em determinados

equipamentos contendo

gases fluorados com efeito de estufa,

têm, obrigatoriamente, de dispor de

qualificações técnicas de acordo com

o estabelecido pela regulamentação

europeia e legislação nacional”, explica

Manuel Guedes Martins ao Jornal

das Oficinas. E completa: “As empresas

do ramo automóvel e indústrias

que sejam detentoras destes equipamentos,

são obrigadas, por lei, a registarem

os relatórios das intervenções

técnicas na APA (Agência Portuguesa

do Ambiente). E os mesmos têm de

ser, obrigatoriamente, elaborados por

empresas certificadas”.

MGM

Administrador

Manuel Guedes Martins

Sede

Rua do Agro, n.° 150, 4410 – 089

Serzedo (Vila Nova de Gaia)

Telefones

227 642 722 / 914 068 071

Emails

geral@mgm.com.pt

mgm-assistencia@sapo.pt

Site www.mgm.com.pt

Reparações complexas

A reparação deste tipo de equipamentos

é bastante complexa. E a

formação dos técnicos que realizam

estes serviços assume uma importância

acrescida. “Além da formação/

certificação, é necessário proceder à

aquisição de vários equipamentos

específicos, assim como às respetivas

calibrações (anuais) para a área

da refrigeração. Estas intervenções

envolvem procedimentos de risco.

As manipulações têm de ser feitas de

forma consciente, de forma a não libertar

nenhum gás para a atmosfera,

sob pena de contribuir para o aumento

do efeito de estufa. O correto

é recolher e envazar este composto,

após a sua utilização em cilindros

apropriados, e, depois, enviar às empresas

certificadas pelos órgãos ambientais

para que seja dada a destinação

final segura”, afirma Manuel

Guedes Martins.

Mas será que este tipo de equipamentos

representa uma fatia grande

do negócio da MGM? “Não, é apenas

um complemento ao nosso serviço e

uma forma de assegurar que o cliente

não procura outras empresas para

o tratamento de assuntos relacionados

com ar comprimido”, garante o

responsável. Que, a concluir, faz um

balanço muito positivo da atividade

da MGM no terceiro trimestre deste

ano: “A empresa está em franco

crescimento, em várias áreas, destacando-se

o aumento significativo de

pedidos de assistência/comercialização

de compressores e secadores de

ar comprimido”. l

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 35


REPORTAGEM

NEXUSAUTO E PROFISSIONAL PLUS

PROJETO

AMBICIOSO

EMBORA JÁ SE ENCONTRASSEM A OPERAR NO NOSSO PAÍS DE FORMA

DISCRETA, OS CONCEITOS OFICINAIS NEXUSAUTO E PROFISSIONAL PLUS,

DA NEXUS AUTOMOTIVE INTERNATIONAL, FORAM, FORMAL E OFICIALMENTE,

APRESENTADOS NO PASSADO DIA 8 DE OUTUBRO, NUMA AÇÃO LEVADA A

CABO PELA KRAUTLI PORTUGAL NAS SUAS INSTALAÇÕES EM CONJUNTO COM

A SERCA. O PROJETO É, NO MÍNIMO, AMBICIOSO

por Bruno Castanheira


A

Nexus Automotive International

está presente

em todos os locais

onde existe vida,

à exceção do Ártico”.

Foi com esta frase curiosa que Marc

sua vez, integra a Nexus Automotive

International através da IDAP. Quer

isto dizer que, mesmo não fazendo,

diretamente, parte da estrutura da

Nexus Automotive International, a

KRAUTLI Portugal, acaba por tirar

muito mais “rígida”, na Profissional

Plus o aderente não necessita de ter

uma imagem corporativa exterior

uniformizada. Os requisitos para se

ser aderente não são, por isso, iguais

nas duas redes.

A NEXUSAuto É UMA REDE PREMIUM

QUE PROPÕE UM PAcote COMPLETO

DE SOLUÇÕES “CHAVE NA MÃO”. JÁ A

PROFISSIONAL PLUS, É MODULAR

Blanco, diretor de operações da Serca,

iniciou a sua apresentação. Para,

de seguida, frisar: “Apostamos num

modelo diferente de tudo o que existe.

A Serca, juntamente com outras

empresas que fazem parte da IDAP,

foi uma das fundadoras da Nexus

Automotive International, um grupo

jovem que faturou, em 2018, quase

19 mil milhões de euros”. O diretor

de operações da Serca elencou as

mais-valias do conceito NexusAuto,

enaltecendo a formação, os sites, o

call center técnico, a plataforma de

informação, a presença nas redes sociais,

o email direcionado e a Intranet.

Tudo em português. Já Carlos

Palancar, gestor ibérico da Serca,

que tem as redes sob sua alçada, afirmou

que “o conceito NexusAuto é o

futuro”. Segundo disse, “trata-se de

uma solução integrada que oferece às

oficinas tudo o que elas necessitam,

conforme elencou Marc Blanco”.

Dimensão internacional

Com cerca de 500 pontos a nível

mundial, dos quais quase 30 estão

na Península Ibérica (destes, sete

em Portugal), a NexusAuto é a rede

premium da Nexus Automotive International,

ficando a Profissional

Plus com o “papel” de rede modular.

A KRAUTLI Portugal, a Bragalis (a

outra empresa que se encarrega da

promoção destes dois conceitos oficinais

no nosso país) e a Cosimpor fazem

parte do Grupo Serca, que, por

partido das sinergias existentes no

grupo. Mas tudo isto tem a ver com

dimensão também. “Os sócios da

Serca têm uma dimensão superior

aquela que é necessária noutros grupos.

Nós somos um dos quase 80 sócios

da Serca que existem, três em

Portugal e a maioria em Espanha”,

explicou José Pires, diretor-geral da

KRAUTLI Portugal. “Do ponto de

vista legal e estrutural, a KRAUTLI

Portugal não é sócia da Nexus Automotive

International. Mas acaba

por sê-lo indiretamente. A KRAUT-

LI Portugal tem uma quota na Serca,

a Serca tem uma quota na IDAP

e a IDAP tem uma quota na Nexus

Automotive International”, detalhou

José Pires.

Já Carlos Silva, diretor de vendas e

marketing da KRAUTLI Portugal,

frisou que “esta é mais uma ferramenta

de fidelização que disponibilizamos

aos nossos parceiros e

clientes, que são os retalhistas de

peças. E, estes, conseguem, por seu

turno, fidelizar os seus: as oficinas”.

A NexusAuto é uma rede premium

que oferece um pacote completo de

soluções “chave na mão”. Já a Profissional

Plus, consiste numa rede

modular e muito mais flexível, uma

vez que o aderente pode contratar

apenas os serviços que entende serem

os mais adequados para valorizar

a sua atividade e não todos.

Além disso, ao contrário da NexusAuto,

que é, digamos, uma rede

Assegurar o futuro

O objetivo da NexusAuto não é massificar

o número de aderentes. Até

porque existem critérios de zona

(distância mínima de 1.000 metros

entre oficinas; não pode existir mais

do que uma em localidades com menos

de 15 mil habitantes), o que não

se verifica na Profissional Plus. “Não

estamos obcecados com a massificação

do número de oficinas NexusAuto”,

alerta Carlos Palancar, reconhecendo,

contudo, que “100 aderentes

em Portugal seria um bom número”.

Aquilo que a NexusAuto tem, a Profissional

Plus também pode ter, só

que de uma forma modular. Existe

um pacote base na Profissional Plus

que, depois, o aderente pode adquirir

isoladamente. Porquê a necessidade

destas duas redes? “Porque

queremos assegurar o nosso futuro.

E só tendo oficinas de qualidade, é

que podemos vender peças. O nosso

core business enquanto distribuidor

é vender peças. Mas, para isso, é

preciso fortalecer as oficinas, com as

quais não lidamos diretamente, mas

sim através dos retalhistas, que continuarão

a ser peças fundamentais

em toda esta equação”, alertou José

Pires.

A terminar, refira-se que, para o final

de 2020, a KRAUTLI Portugal prevê

que a rede NexusAuto chegue, pelo

menos, às 50 oficinas, número que

poderá ser superior a 100 no caso da

rede Profissional Plus. l

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 37


ENTREVISTA

JUAN SANTOS, GESTOR DE NEGÓCIOS DA BOMBÓLEO PORTO

E RESPONSÁVEL PELA REDE CHECKSTAR

PROCURAMOS PARCEIROS

QUE SE IDENTIFIQUEM

COM A MARCA

O ANO DE 2019 ASSINALA UMA NOVA FASE NA VIDA DA CHECKSTAR EM PORTUGAL, APÓS SEREM DEFINIDOS

NOVOS REQUISITOS POR PARTE DA MAGNETI MARELLI. TER PRESENÇA EM TODAS AS CAPITAIS DE DISTRITO É

UM DOS OBJETIVOS DA REDE PARA O NOSSO PAÍS por João Vieira

m entrevista ao Jornal das

Oficinas, Juan Santos, responsável

da rede Checkstar

Portugal, explica as razões da

mudança de estratégia e os objetivos

que pretende atingir.

O que mudou na estratégia da rede Checkstar em

Portugal?

Os novos requisitos da Magneti Marelli ajudaram

a que fizéssemos quase um ano “0” e começássemos

a trabalhar com uma base comum e transversal

a todos os parceiros. Só desta forma foi possível

começar a encetar contactos com potenciais clientes

e parceiros, de forma a dinamizarmos o negócio.

Também houve, ao longo deste tempo, uma

fase de adaptação de stocks nas variadíssimas gamas

de produto Magneti Marelli, de forma a conseguirmos

servir a rede com o produto da marca

que representam. Também aqui teve de haver um

trabalho de adaptação mútua, pois as oficinas retomaram,

gradualmente, a sua ligação aos produtos

da marca.

Qual tem sido o envolvimento do Grupo Bombóleo

com a rede de oficinas Checkstar?

Sendo a Bombóleo o único distribuidor para a rede

Magneti Marelli Checkstar em Portugal, o nosso

envolvimento tem ser a 100%. É esse o nosso

compromisso com os parceiros e com a marca. Tivemos

de fazer um trabalho de raiz, principalmente

de relacionamento com as oficinas, já que, na

grande maioria, eram oficinas que não tínhamos

qualquer relação comercial. Foi uma fase de conhecimento,

de adaptações mútuas e que, agora,

começamos a colher os frutos desse trabalho. Este

envolvimento vai desde o aumento da disponibilidade

da gama dos produtos Magneti Marelli Aftermarket

aos investimentos na assistência técnica

e à formação, que é assegurada por nós sem recurso

a serviços externos. Também iniciámos contactos

com algumas entidades de forma a trazer negócio

para dentro da rede, com o objetivo, não só,

de promovermos a venda do produto para a oficina

como, também, para que esta possa escoar esse

mesmo produto. Estamos, igualmente, a trabalhar

em novos projetos que apresentaremos, em primeira

mão, à rede na próxima convenção. Estamos

a criar ferramentas que dinamizem os parceiros

que fazem parte da rede.

Quantas oficinas fazem, hoje, parte da rede?

Atualmente, a rede tem 48 oficinas espalhadas de

norte a sul do país e, também, na ilha da Madeira,

sendo que, neste arquipélago, o desenvolvimento

da rede é feito em parceria com a Turbodiesel.

Tencionam alargar o número de oficinas aderentes

à rede?

Em 2019, gostaríamos de encerrar o ano com 50

oficinas. Temos alguns contactos feitos e, por isso,

achamos que chegar às 50 oficinas é um número

bastante interessante para a nossa rede.

Quais as zonas do país que falta cobrir?

Tencionamos ter presença em todas as capitais de

distrito, nomeadamente Coimbra, Castelo Branco,

Portalegre, Évora, Beja e Bragança, pois são cidades

onde não temos uma oficina. Existem, depois,

algumas cidades que, pela sua dimensão, são

também importantes para a rede marcar presença.

Exemplos de Guimarães, Maia, Matosinhos,

Almada, Odivelas, Amadora, Cascais, Gondomar

e Vila Franca de Xira. E, também, há espaço para

aumentar o número de oficinas nas cidades do

Porto e Lisboa.

Quais os critérios que a oficina deve cumprir para

integrar a rede Checkstar?

Os critérios definidos pela marca são simples.

Existe um pack de imagem standard (podendo ser

38 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


JUAN SANTOS

OS DESAFIOS DA REDE SÃO OS MESMOS QUE TODO O SETOR VAI

ATRAVESSAR. A NOSSA LIGAÇÃO DIRETA A UM FABRICANTE DE

PRIMEIRO EQUIPAMENTO COLOCA-NOS NUMA POSIÇÃO PRIVILEGIADA

adaptado ao gosto do cliente) e necessidade

de ter algumas ferramentas

de trabalho que a maioria das oficinas

já dispõe. Por isso, poderá nem

haver necessidade de investimento

desde que as organizações já incluam

essas mesmas ferramentas. No entanto,

para nós, o requisito mais importante

é o do empresário querer

integrar uma rede e estar preparado

para trabalhar com a ligação com a

marca, com tudo o que de bom e de

menos bom isso possa trazer. Não

tencionamos vender fachadas e farda

mentos. Não é o nosso negócio.

Nem é isso que se pretende. Procuramos,

sim, parceiros que se identifiquem

com a marca e que tornem a

rede mais forte, podendo esses parceiros

também beneficiar desse mesmo

reconhecimento.

Qual a importância do acordo

recentemente realizado com a

LeasePlan? Em que consiste e quais

as mais-valias e vantagens que traz

para a rede?

Esta parceria foi muito importante,

pois coloca-nos dentro de um tipo de

cliente que, hoje, é impossível descurar.

No caso da LeasePlan, estamos a

falar num universo superior a 100 mil

viaturas, o que também aumenta o nível

das nossas oficinas, porque trabalham

veículos com uma idade média

inferior a quatro anos. E, isso, ajuda

a que, quase desde início, as oficinas

comecem a trabalhar em viaturas que

só ao fim de seis ou sete anos começavam

a aparecer no mercado independente.

Isto coloca-nos à frente no

conhecimento. Também é importantíssimo

porque alguns parceiros perderam

clientes empresariais desde

que estes passaram a ter as suas frotas

através de renting. Agora, é possível

voltar a recuperar esses clientes.

Quais os aspetos diferenciadores da

rede Checkstar?

Uma das principais características

que destaco é o facto de ser das poucas

redes oficinais de um fabricante

de primeiro equipamento. Poucas redes

no mercado têm esta característica.

Outro dos aspetos que nos distinguem,

é a forte relação com a técnica.

Um dos pilares desta rede foi sempre

a sua forte ligação com a formação de

excelência e com um serviço de apoio

técnico dos melhores que existem no

mercado. Também algo que nos diferencia

de algumas redes, é o facto

de termos produto de marca própria.

Desde pastilhas e discos de travão,

filtros, velas, escovas, lâmpadas, máquinas

rotativas, kits de distribuição

de correia e correntes, elevadores de

vidro, iluminação, bombas de água,

correias, baterias e consumíveis de

oficina, entre outros. Destaco os lubrificantes

Checkstar que comercializamos,

em exclusivo, para a nossa

rede, tendo esta aqui um forte argumento

num produto que os pode distinguir

da concorrência.

Quais os principais serviços

prestados pelas oficinas da rede

Checkstar?

O conceito requer que os parceiros sejam

oficinas multimarca e multisserviços,

já que há, também, uma oferta

de produto para que possam utilizar

no seu negócio diário. Os parceiros

Checkstar, principalmente os mais

antigos, são reconhecidos pelo seu conhecimento

na área da eletricidade.

No entanto, com a evolução do negócio,

todas estão, neste momento, a

prestar serviços de manutenção, mecânica

e rápidos, entre outros.

Que ações têm desenvolvido para

promover as oficinas Checkstar

junto do consumidor final?

Existem duas campanhas anuais

(verão e inverno) desenvolvidas pela

Magneti Marelli direcionadas ao

40 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


PUB

automobilista. Há, no entanto, o

acesso a uma série de ferramentas

de marketing que o parceiro

pode personalizar e fazer as suas

próprias campanhas locais e regionais.

Destacamos, também,

a forte e ativa presença da Magneti

Marelli Checkstar nas redes

sociais, com publicações muito

peculiares e de enorme impacto

junto dos utilizadores.

O que tem sido feito a nível

de formação para as oficinas

Checkstar?

Existe um plano anual de formação

exclusivo para a rede Checkstar,

com duas ações selecionadas

pela rede. Esse plano de formação

é, depois, complementado com o

programa próprio da Bombóleo,

onde abordamos áreas diferentes

daquelas que foram selecionadas

no plano específico da Magneti

Marelli.

Que desafios se colocam ao

futuro da rede Checkstar?

Os desafios da rede são os mesmos

que todo o setor vai atravessar,

apesar da nossa ligação a um

fabricante de primeiro equipamento

nos poder trazer alguma

vantagem. No entanto, a curto

prazo, os desafios das nossas oficinas

serão a adaptação para a

intervenção em viaturas elétricas

e híbridas. Outro dos desafios é

a necessidade da utilização, cada

vez mais frequente, do PassThru e

de outras formas de ligação direta

ao fabricante. Fazer uma simples

intervenção numa viatura está a

mudar rapidamente e se a oficina

não estiver preparada, a viatura

não poderá ser assistida. Do ponto

de vista do distribuidor, continuará

a ser um desafio encontrar

os parceiros certos para fazer crescer

a rede em qualidade e em presença

no território nacional. l

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 41


REPORTAGEM

MAN TRUCK & BUS

VIAGEM AO FUTURO

A MAN TRUCK & BUS ESTEVE PRESENTE NO 19.° CONGRESSO DA ANTRAM, REALIZADO NO CENTRO

DE CONGRESSOS DE TRÓIA, PARA LEVAR OS VISITANTES NUMA VERDADEIRA VIAGEM AO FUTURO DO

TRANSPORTE DE MERCADORIAS por Joana Calado

O

ponto alto da presença da

MAN Truck & Bus no congresso

foi a apresentação

do novíssimo eTGE e o anúncio da

reestruturação do modelo de distribuição

da empresa pelo managing

director, David Carlos. O mote do

stand da marca especialista em veículos

pesados levou os participantes

numa total viagem ao futuro, distinguindo-se

dos restantes pelo visual

futurista. Até porque era impossível

não reparar nos dois imponentes tratores

e no recente MAN eTGE que

decoravam a entrada virada para a

marina de Tróia.

Deslocações sem emissões

Começou a ser produzido em série no

mês de julho do ano passado e assemelha-se

em tudo ao TGE “normal”.

Mas o segredo está debaixo do capot.

O eTGE é 100% elétrico e, por isso,

mais amigo do ambiente. David Carlos,

managing director da MAN Truck

& Bus Portugal, explica que “esta

é uma aposta na mobilidade elétrica,

que já é uma realidade no nosso mercado.

E viemos a Tróia mostrar aos

nossos clientes que é possível reduzir,

significativamente, as emissões

de CO 2 ”.

Direcionado totalmente para a distribuição

de mercadorias em meios

urbanos, o eTGE pode transportar

cargas de 950 kg, anunciando uma

autonomia de 173 km. Segundo a

MAN Truck & Bus, “cerca de 70%

dos veículos comerciais ligeiros utilizados

em áreas urbanas percorrem,

em média, menos de 100 km por

dia”. Por isso, a autonomia do eTGE

faz com que seja possível executar todo

o percurso normal de um dia de

trabalho na distribuição e recarregar

a bateria durante a noite, visto que

esta demora, dependendo do tipo

de carregador, entre 45 minutos e 12

horas para carregar totalmente.

Poderemos pensar que, para obter esta

autonomia, a MAN sacrificou alguns

sistemas de conforto, mas, na realidade,

tal não aconteceu. O eTGE continua

a estar equipado com sistema de

navegação, aquecimento de habitáculo

e ar condicionado, bem como todos

os sistemas de assistência do TGE, que

prometem tornar a condução numa

experiência bastante agradável.

“Eletrificar” a distribuição

Mas a inovação elétrica da MAN não

fica por aqui. Depois do eTGE, a marca

vai lançar, também, o eTGM e já

se prepara para atingir o auge com

a implementação de um veículo elétrico

em cada uma das suas gamas.

“O próximo passo é atingir o mix de

produtos. Vamos apostar nos chassis

cabine com as diferentes variantes

de medidas entre eixos, até porque,

com o lançamento do camião elétrico,

queremos ter uma oferta completa

de mobilidade elétrica”, afirma David

Carlos.

A MAN disponibiliza, também, um

serviço de consultoria a empresas de

logística que queiram optar por adquirir

veículos elétricos, nomeadamente

ajudando na redefinição de

rotas de forma a ajudar na integra-

ção das soluções na cadeia logística.

“Até porque não podemos passar de

um modelo de combustão para um

modelo elétrico sem reestruturar o

negócio propriamente dito”, alerta

David Carlos.

Reestruturar PARA aproximar

A partir do dia 1 de novembro, a

marca vai estar muito mais próxima

dos clientes, apostando na venda direta

no centro e sul do país através

do seu concessionário em Lisboa. “O

concessionário MAN Truck & Bus situado

em Lisboa vai transformar-se

numa organização dedicada única

e exclusivamente ao serviço de pós-

-venda”, anuncia o managing director.

Assim, a MAN Truck & Bus

Portugal passará a assegurar a comercialização

de veículos pesados e

ligeiros de mercadorias desde a zona

do Porto até ao Algarve. Desta forma,

os clientes passarão a estar em

contacto direto com a marca, não

havendo a necessidade de intermediários.

l

“VAMOS LANÇAR O CAMIÃO ELÉTRICO E, NUM FUTURO

PRÓXIMO, QUEREMOS TER UMA OFERTA COMPLETA DE

MOBILIDADE ELÉTRICA”, AFIRMA DAVID CARLOS

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 43


Oficina

do Mês

A OFICINA DO MÊS É PATROCINADA POR TOTAL ROC (RAPID OIL CHANGE)

MOVETEC

MOVIMENTO

E TECNOLOGIA

ESPECIALISTA EM REPINTURA DE LIGEIROS E PESADOS, A OFICINA MOVETEC, SITUADA EM MOREIRA,

NA MAIA, CELEBRA, EM 2019, 10 ANOS DE ATIVIDADE. O GERENTE, BRUNO SALGADO, ACREDITA QUE

OS SERVIÇOS DE CHAPA E PINTURA TÊM O FUTURO ASSEGURADO por Jorge Flores

Movimento e tecnologia. Da junção destas

duas palavras se faz o nome da “Oficina do

Mês” desta edição do Jornal das Oficinas:

Movetec – Centro de Reparação Automóvel. Nascida

há, precisamente, 10 anos, em Moreira, na zona

da Maia, esta casa é o concretizar de uma paixão

e de um sonho antigo de Bruno Salgado, que,

depois de vários anos a trabalhar para outras empresas,

decidiu que seria altura de aventurar-se por

sua conta e risco. Formou-se. E logo na faculdade

começou a desenhar a Movetec, através da elaboração

de um plano de negócios direcionado às

oficinas. “Avancei já com essa base”, revela. Atualmente,

Bruno Salgado gere os destinos da oficina,

juntamente com a esposa, Bruna Rocha, esta última,

dedicada à area de marketing e comunicação.

O balanço da primeira década de atividade? “Positivo.

Feito de trabalho árduo e de grande sacrifício

pessoal e familiar”, reconhece, “mas os números

têm estado no verde” desde que abriram

portas, em 2009. “Os primeiros três anos, foram

uma constante luta. O país vivia uma crise e houve

muitas insolvências de empresas”, recorda. Refira-

-se que a Movetec tem nas empresas perto de 85%

dos clientes. “As gestoras de frotas e empresas de

rent-a-car são o nosso core business”, adianta o responsável

da oficina que, recentemente, começou a

trabalhar com empresas estatais. “Temos vindo a

conquistar o nosso mercado”, afirma Bruno Salgado.

Com uma receita infalível, na opinião de Bruna

Rocha. “Através da publicidade boca a boca feita

MOVETEC – CENTRO DE REPARAÇÃO

AUTOMÓVEL

Gerente Bruno Salgado

Morada Rua Raimundo Durães Magalhães,

339, 4475 –189 Moreira

Telefone 229 260 697

Email movetec@movetec.pt

Site: www.movetec.pt

pelos nossos clientes, com quem mantemos uma

relação de proximidade”.

Chapa e pintura

Composta por uma equipa de 12 pessoas, a Movetec

assegura todos os serviços relacionados com

a reparação automóvel, ainda que recorra à subcontratação

em determinadas áreas. Mas o grande

foco é a chapa e a pintura de ligeiros e pesados.

“Representa cerca de 70% do negócio”, afirma. Tal

não foi por acaso. Antes uma estratégia definida

inicialmente. “A minha visão era a de que a mecânica

sofreria muitas alterações. Hoje, já se começam

a verificar. Mas os serviços de chapa e pintura

manter-se-ão por muito tempo. Pelo menos,

enquanto não chegar a condução autónoma. Mas,

mesmo nessa altura, continuará a haver pequenas

batidas”, preconiza Bruno Salgado, que olha para o

futuro com otimismo. “A nossa maior dificuldade é

a mão de obra. É muito difícil encontrar profissionais

para a repintura. Esse é o grande desafio para

criar uma equipa. Escasseia o conhecimento técnico.

Os jovens que seguem esta profissão preferem

todos ir para mecatrónica”, lamenta. l

44 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


DESDE QUE ABRIU AS SUAS PORTAS, A OFICINA

TEM CONSEGUIDO CRESCER SEMPRE, APESAR DAS

DIFICULDADES INERENTES AO INÍCIO DE ATIVIDADE


NOTÍCIAS // DINÂMICA DO SETOR ESCREVE-SE DE A A Z

Empresas

MANN-FILTER

SOLUÇÕES PARA O FUTURO NA EQUIP AUTO

A

MANN-FILTER expôs no certame parisiense as suas soluções para

a filtragem do futuro. Os visitantes profissionais da feira descobriram

as diversas respostas inovadoras aos desafios do setor automóvel

propostas pela MANN+HUMMEL. O filtro de partículas de pó de travagem,

o filtro de partículas finas móveis ou o filtro de óleo da transmissão

para eixos elétricos, foram alguns dos produtos MANN-FILTER expostos.

O filtro de partículas de pó de travagem remove até 80% das partículas

finas geradas na travagem e é compatível com todos os tipos de motores,

de veículos elétricos a veículos “convencionais” a gasolina ou Diesel e veículos

híbridos. O filtro móvel de partículas finas retém a poeira fina do ar,

incluindo as partículas de abrasão dos pneus e da estrada, além da poeira

da travagem. Quanto ao filtro de óleo da transmissão, garante a limpeza

do óleo para lubrificar e arrefecer as engrenagens e outros componentes da

transmissão interna de veículos elétricos.

46 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Readapt Portugal, Lda

NOVA SEDE E CONCESSÃO EM ALVERCA

Ford Trucks | Representada em Portugal pela OneShop, inaugurou, em Alverca do

Ribatejo, a sua sede e concessão, tornando-se na primeira nova marca de pesados a entrar

no nosso país em duas décadas. A abertura deste novo espaço resulta de um investimento

de quatro milhões de euros, que será aplicado no arranque da operação, e de dois milhões

de euros para desenvolver a rede de concessionários de pós-venda Ford Trucks no nosso

mercado. As instalações de Alverca do Ribatejo, além da sede do importador da Ford

Trucks para Portugal, serão a base da criação e expansão da rede comercial e de serviços

pós-venda da marca de norte a sul do país, devendo traduzir-se na criação de 25 postos

de trabalho em Portugal ao longo dos próximos dois anos. Para 2020, estão já em curso os

preparativos para o alargamento da rede de concessionários a Leiria e ao Porto.

NelsonTripa.pdf 1 10/10/19 12:46

EAATA JUNTA-SE À MECATRONICAONLINE

EAATA | No dia 1 de outubro, a EAATA, empresa líder no mercado de chaves auto,

com sede em Espanha, passou a integrar o Grupo MECATRONICAONLINE em Portugal,

ficando, assim, com um espaço físico no Edifício MECATRONICAONLINE, com showroom,

laboratório e escritório. Contando, também, com um técnico altamente especializado

em chaves auto e com dois formadores técnicos nas áreas da reparações e programações

de chaves e centralinas. A partir de agora, o pós-venda automóvel em Portugal ficou

mais enriquecido, não só em know-how técnico especializado, mas, também, com

maior diversidade de equipamentos para oferecer às oficinas. Assim sendo, neste

momento, a MECATRONICAONLINE e a EAATA disponibilizam as seguintes marcas:

Actia, Autel, Dimsport, Foxwell, Haynespro, Mecparts, Mecline, TEXA, WT Engineering

e XHORSE, entre outras. “Fico feliz que uma empresa de renome, como a EAATA,

escolha a MECATRONICAONLINE como seu parceiro para levar adiante os seus projetos

e futuros desenvolvimentos em conjunto no grupo”, referiu Sérgio Pinto, gerente da

MECATRONICAONLINE.

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Notícias

EMPRESAS

NOVO CATÁLOGO PARA VEÍCULOS PESADOS

FAE | A empresa lançou o seu novo catálogo para veículos industriais, onde agrupa

mais de 1.400 referências e abrange mais de 12.500 aplicações para veículos industriais.

O CVi2 da FAE combina categorias de produtos publicadas anteriormente em todos os

seus catálogos, facilitando a localização numa única

publicação das referências dedicadas ao veículo industrial,

camião, autocarro, trator e veículo leve, entre outros. Entre

as referências, podem ser encontradas sondas Lambda,

sensores de pressão, sensores de eixo de manivela,

sensores de árvore de cames, sensores de velocidade,

interruptores e sensores de temperatura. Também se

encontram fabricantes relevantes para aplicações, como

DAF, MAN, Mercedes-Benz, Volvo, Scania, Steyer, Iveco e

Neoplan. Todas as referências já estão disponíveis no TecDoc, onde a FAE é certificada como

fornecedor de dados “Classe A”, bem como no catálogo online da empresa.

APP VISA AMPLIAR PRESENÇA DIGITAL

Repsol | A aplicação Repsol Move, disponível na App Store e no Google Play, simplifica

o processo de registo e desmaterializa os cartões Repsol Move e de parceiros de desconto

imediato. A app Repsol Move tem como principais objetivos ampliar a presença digital da

petrolífera, simplificar o processo de registo e desmaterializar os cartões Repsol Move e de

parceiros de desconto imediato. O processo de registo, associação e utilização de cartões de

parceiros Repsol torna-se, assim, mais simples.

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FABRICANTE DO MÊS NA AUTO DELTA

MEYLE | Depois de durante o mês de Maio ter sido Fabricante do Mês na Auto Delta, a

verdade é que a MEYLE está de regresso ao “palco” da Auto Delta até final de Novembro. A

MEYLE é uma das marcas “bandeira” da Auto Delta. Detentora de uma gama de produtos

de substituição bastante abrangente, segue os mais exigentes padrões de produção e conta

com gamas de produto especialmente desenvolvidas que são, simplesmente, melhores do

que a peça original. Muito mais ainda haveria para dizer mas a verdade é que o mercado

nacional já conhece bem os produtos provenientes do fabricante de Hamburgo ou não

estaria, ano após ano, a aumentar a sua já de si muito interessante quota de mercado.


Notícias

empresas

AUTOZITÂNIA

CLÁSSICOS CITROËN

Apoiou, no passado mês de setembro, o desfile de Clássicos Citroën pelas ruas

da cidade de Odivelas, no âmbito do evento dos 100 anos da marca francesa.

Recordando os veículos do passado, a Autozitânia recebeu, nas suas instalações,

o evento da AVAMO (Associação de Veículos Antigos Motorizados de Odivelas),

com um desfile de cerca de 100 automóveis clássicos da marca Citroën. Foi com enorme

satisfação que a Autozitânia abraçou esta iniciativa “centenária”.

MUITO MAIS QUE

UM FORNECEDOR

DE CORREIAS

Na indústria automóvel global, a Gates destaca-se pelas suas peças de sistemas de correias de transmissão.

É por isso que praticamente todos os construtores de automóveis mundiais escolhem a Gates como

fornecedor de equipamentos originais. Mas, sabia que oferecemos uma vasta gama de outras peças para

automóveis com o mesmo padrão de alta qualidade? Os tubos, bombas de água e termóstatos da Gates são

fabricados para se adaptarem a aplicações específicas com especificações de qualidade OEM e permitem

que poupe o tempo, os custos e a energia de recorrer ao seu representante de equipamentos originais.

MUITAS RAZÕES DE PESO PARA ESCOLHER A GATES ®

GATES.COM

WORKSHOP MOTUL

Leirilis | Nos passados dias 17 e 18 de setembro, a

Leirilis realizou um workshop sobre lubrificantes Motul

para os seus clientes em Leiria e Lisboa, contando com

a presença de mais de 30 pessoas. O evento contou

com a presença do diretor técnico da Motul Ibérica:

Jordi Ribera. O objetivo desta ação organizada pela

Leirilis, em parceria com a Motul, foi apresentar aos

clientes a importância da identificação e utilização

do lubrificante indicado para cada automóvel e

aprofundar o conhecimento dos clientes em relação às

diferentes características dos lubrificantes.

30.º ANIVERSÁRIO

50 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

© Gates Corporation 2019 - Todos os direitos reservados.

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Centro Zaragoza | Comemorou o seu

30.º aniversário com a presença de representantes

de seguradoras parceiras, a equipa executiva da

CEOE Aragón e membros dos comités de indústria,

transporte e economia digital da confederação. Carlos

Arregui, diretor-geral, fez uma apresentação do

centro, explicando as atividades que são desenvolvidas

em torno da investigação e experimentação das

características, fabrico e reparação de veículos e

acessórios.


MARCAS REPRESENTADAS

ALMADA ALVERCA AVEIRO CASTELO BRANCO ESPOSENDE FUNCHAL LAMEGO LOURES MAIA MIRANDELA SANTARÉM VILA DO CONDE VILA REAL VISEU

T.: 210 534 808/210 534 809 | F.: 210 534 809 | E.: geral@afkt.pt | www.trustauto.pt


Notícias

empresas

ASER TEM NOVOS PARCEIROS

Samiparts e N Peças | Depois da Humberpeças,

a Samiparts e a N Peças juntaram-se à central de serviços

ASER Aftermarket Automotive desde o dia 1 de outubro. A

Samiparts, fundada por Samuel Nunes e Miguel Batista, é

um distribuidor localizado em Pombal, dispondo de quatro

pontos de venda: Leiria, Pombal, Soure e Ansião. Dispõe de

uma grande equipa de profissionais, que tem como missão

oferecer um excelente serviço às oficinas e contribuir para

o desenvolvimento dos seus profissionais. Já a N Peças,

trata-se de uma empresa localizada em Lisboa que dispõe

de dois pontos de venda: Lisboa e Montijo. Empresa jovem,

nascida em 2012, pela mão de João Marques e Carla

Marques, a N Peças têm como objetivo oferecer uma nova

maneira de trabalhar com as oficinas. O Grupo ASER dá,

com estas incorporações, um passo muito importante no

fortalecimento do seu projeto em Portugal, consolidando o

seu posicionamento diferente no mercado. “Na ASER, com

as empresas Samiparts e N Peças, estamos convencidos que

ambas as organizações sairão fortalecidas”, referiu José Luis

Bravo, diretor-geral da ASER.

EXPOMECÂNICA

FEIRA BIENAL A PARTIR DE 2020

Da próxima edição em diante, o Salão de

Equipamentos, Serviços e Peças Auto

passará a realizar-se a cada dois anos, alinhando

a sua periodicidade com os principais

eventos internacionais do setor. A novidade agrada

ao tecido empresarial português. E, igualmente,

aos expositores espanhóis. Tudo indica que a

expoMECÂNICA 2020 terá a maior participação

espanhola de sempre. A seis meses da realização

do salão, a planta já integra o mesmo número de

expositores espanhóis da edição anterior. E já há

confirmação de operadores económicos italianos

e belgas na edição do próximo ano, com reservas

de espaço feitas. Na grelha de partida da expo-

MECÂNICA 2020, deverá perfilar-se mais um

recorde de participação espanhola. E internacional,

provavelmente. Para o efeito, muito está já a

contribuir a decisão da Kikai Eventos, organizadora

do salão, de reposicionar a feira, alterando a

sua periodicidade. O salão vai realizar-se de dois

em dois anos a partir de 2020, alternando com a

Motortec Automechanika Madrid.

O acerto de calendário no próximo ano fará a 8.ª

edição do certame acontecer só em 2022. Desta

forma, a expoMECÂNICA alinha-se com as tendências

internacionais do setor, permitindo ainda

o seu crescimento no panorama dos principias

eventos europeus que espelham a atividade.

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52 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Notícias

empresas

LUBRIFICANTES

Transforma o motor do

seu veículo num atleta

incansável

FALECEU VALDEMAR NEVES

torrespeçAS | O setor da distribuição de

peças em Portugal ficou mais pobre. Valdemar

Neves, fundador da Torrespeças, faleceu no passado

dia 1 de outubro, aos 67 anos, vítima de doença.

Pioneiro na distribuição de peças em Portugal, a

sua visão e paixão pelo negócio fizeram com que

a empresa atingisse uma posição de destaque no

mercado, principalmente em Torres Vedras, onde se

localiza a sede. A sua atividade no setor foi muito

preenchida. Desde o início da Torrespeças, em 1980,

com mais dois sócios, mais tarde com criação da

Ribapeças e Granmotor, em conjunto com mais

sócios que se juntaram para a criação dessas duas

empresas. Leirimotor, em Leiria, no início da década

90, e Eurotorres, que surge em 1995, foram outras

das empresas às quais esteve ligado. Mas o maior

exemplo deixado por Valdemar Neves tem a ver com

a sua postura, simpatia e honestidade.

Os engenheiros da Total desenvolveram a Age Resistance Technology,

ART* para os nossos lubrificantes TOTAL QUARTZ. Esta tecnologia de

última geração garante um desempenho ideal para o seu motor,

melhorando até 64%** a proteção contra o desgaste mecânico, mesmo

sob condições extremas de temperatura e pressão. Escolher o TOTAL

QUARTZ com ART é escolher o lubrificante de motor que mantém o

motor mais jovem por mais tempo.

30 ANOS A FORMAR

polivalor | Desde 1989 que a Polivalor

desenvolve atividades de consultoria, formação e

marketing. Comemorar 30 anos de uma empresa,

não é para todos. Significa evolução, superação

e dedicação de uma equipa de profissionais.

Jorge Zózimo, diretor-geral, explica de que forma

a organização que lidera atingiu esta meta: “A

Polivalor orgulha-se muito destes 30 anos, por

tudo o que fizemos, pelos projetos que realizámos

e pelo contributo que sabemos termos tido para os

nossos clientes. Sentimos que a Polivalor, através da

partilha do conhecimento, a inovação nos serviços

e produtos, bem como o contínuo processo de

atingir a excelência, teve (e tem) um impacto muito

significativo no mercado. Quando implementamos

projetos de melhoria da produtividade e

performance nos nossos clientes, os resultados são

reconhecidos e, por vezes, os projetos são um case

study”.

** Tecnologia de Resistência ao Envelhecimento.

** Comparado com os limites oficiais da indústria.

54 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

www.total.pt

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Classificados

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PRODUTO

ANTICONGELANTE FEBI

PROTETOR DO

MEIO AMBIENTE

E DA CORROSÃO

A REFRIGERAÇÃO DO MOTOR É UM SISTEMA

MUITO COMPLEXO, FAZENDO MAIS DO QUE APENAS

ARREFECÊ-LO. A INSPEÇÃO DOS COMPONENTES

É IMPORTANTE, MAS O CONTROLO DO ANTICONGELANTE

É, SEM DÚVIDA, TÃO OU MAIS RELEVANTE PARA MANTER

O SISTEMA DE REFRIGERAÇÃO DOS VEÍCULOS

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SOLUTIONS

MADE IN GERMANY


O

anticongelante deve oferecer

proteção adequada contra o

sobreaquecimento, evitando

a solidificação quando as temperaturas

se encontram abaixo de zero. Os

modernos motores a gasóleo exigem

mais anticongelante do que nunca.

Estes motores têm vindo a tornar-

-se cada vez mais potentes, expondo

alguns componentes a temperaturas

de funcionamento mais elevadas,

com o intuito de haver uma redução

de emissões e uma maior eficiência.

Os fabricantes de veículos recorrem

a tecnologias e a materiais recentes,

o que significa maiores pressões de

injeção, como, por exemplo 250 bar,

exigindo proteção superior contra o

desgaste.

Lubrificação do sistema de

refrigeração

Os anticongelantes têm adicionalmente

propriedades lubrificantes,

permitindo que seja utilizado como

lubrificante para componentes do sistema

de refrigeração (por exemplo,

bomba de água, termóstato, válvulas

de aquecimento). Isto é particularmente

importante para o empanque

da bomba de água, que iria apresentar

desgaste após um curto período

de tempo sem anticongelante (Figura

1). Para garantir que a vedação do

veio funcione de forma constante ao

longo da sua vida útil, é necessário

que exista uma constante lubrificação

e refrigeração. Um pequeno fluxo de

anticongelante através do vedante garante

a lubrificação.

Proteção contra a corrosão

Os inibidores do anticongelante

também protegem contra a corrosão

e cavitação, assim como impedem

Anticongelante

Película

lubrificante

Vedante móvel

Vedante fixo

Figura 1: Fluxo esperado da bomba de água (1μm = 0.001mm)

depósitos e formação de espuma. O

silicato é um aditivo com excelentes

propriedades de prevenção contra a

corrosão. Se a proporção de mistura

de anticongelante para água for

incorretamente calculada, a quantidade

de inibidores pode ser bastante

reduzida. Isto pode levar à corrosão

de todo o sistema de refrigeração.

Neste caso, a ferrugem, o calcário ou

a sujidade podem destruir as superfícies

dos vedantes. Como resultado,

a vedação da bomba de água não poderá

ser assegurada.

Dica: é aconselhável limpar o sistema

de refrigeração quando se subs-

Folga do vedante

Vedante móvel

Zona

de evaporação

≈ 1-2μm

Anticongelante

Vedante fixo

Fluxo esperado

Exterior

tituir o líquido de refrigeração. Não

reutilizar o anticongelante que é drenado.

O anticongelante contém resíduos

perigosos.

Anticongelantes febi

Na gama de anticongelantes febi,

existem três com cor igual, em comparação

com os antecessores. Os três

anticongelantes que contêm um corante

roxo, são visualmente idênticos

e contêm MEG (monoetileno glicol)

como base, mas contêm diferenças

na percentagem de aditivos. O anticongelante,

na sua versão atual, consiste

em, aproximadamente, 70%

de glicol, 20% de glicerol e 10% de

aditivos. O glicerol tem propriedades

semelhantes ao glicol, mas é uma

opção mais amiga do ambiente e

que permite um menor consumo de

energia durante o seu fabrico. A proteção

contra a corrosão e a compatibilidade

de materiais foram aperfeiçoados

através de novos aditivos.

Dica: é essencial seguir as instruções

do fabricante sobre as especificações,

intervalos de manutenção e mistura.

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A força do

arrefecimento.

Gestão Térmica do

Motor da febi


produto

INSERIDA NO RHIAG GROUP DESDE 2014, A ERA TEM SOB SUA ALÇADA

AS MARCAS NIPPARTS (PEÇAS PARA VEÍCULOS ASIÁTICOS) E MESSMER

(ESPECIALISTA EM MÁQUINAS ROTATIVAS). O PORTEFÓLIO TEM AUMENTADO


ERA

LIDERANÇA ELÉTRICA

COM MAIS DE 35 ANOS DE EXPERIÊNCIA NA DISTRIBUIÇÃO DE COMPONENTES ELÉTRICOS E ELETRÓNICOS

PARA O AFTERMARKET AUTOMÓVEL, A ERA (ELETTRO RAPPRESENTANZE AUTOCOMPONENTI) É

RECONHECIDA NO MERCADO PELA SUA “LIDERANÇA ELÉTRICA”. A GRANDE VOCAÇÃO INTERNACIONAL DA

EMPRESA ITALIANA DEVE-SE AOS MAIS DE 80 PAÍSES ONDE ESTÁ PRESENTE por Bruno Castanheira

Qualidade, atenção, precisão.

São estas as três características

que definem a forma de

trabalhar da ERA. A qualidade dos

produtos, a atenção na escolha dos

fornecedores e na composição dos

catálogos, a precisão na entrega e

no atendimento ao cliente. A ERA é

uma referência entre os profissionais

do setor elétrico e desenvolve os seus

catálogos e serviços com o intuito de

reforçar a presença geográfica. O objetivo

da empresa italiana é oferecer

aos clientes um catálogo completo de

componentes para veículos de turismo

e comerciais.

Ao longo dos últimos anos, a ERA

tem adicionado novas linhas de produto

ao seu portefólio. Uma das novidades

da organização transalpina é

a disponibilização do sistema de ar

condicionado. Mas a escolha de novos

produtos não é fruto do acaso.

Para mais, sendo o conforto um fator

essencial para os clientes. O sistema

de climatização instalado no veículo

ajusta-se às condições do habitáculo,

atuando sobre a temperatura, a humidade

e a purificação do ar. Atualmente,

a oferta da ERA nesta área é

composta por condensadores, resistências,

ventiladores de habitáculo,

filtros desidratantes, válvulas de expansão,

radiadores de aquecimento,

compressores e acessórios. A empresa

dispõe de mais de 1.000 referências

no seu catálogo de climatização,

de modo a garantir uma elevada cobertura

do parque automóvel europeu

e asiático.

Incorporação da NippARTs

Os produtos da gama de climatização

da ERA estão preparados para

operar sob condições extremas e

em zonas com variações climatéricas

bruscas. Entre eles, destacam-se

os radiadores de aquecimento (75 referências

em catálogo), que asseguram

a produção de ar quente para o

sistema de climatização e aquecem

o ar que lhe chega através do ventilador,

podendo o ar quente ser enviado

ao habitáculo. Os separadores

de óleo (60 referências em catálogo)

também estão em evidência, pois

tratam-se de componentes fundamentais

do sistema de refrigeração,

já que controlam a temperatura do

óleo do motor.

Outra novidade importante que caracteriza

a história da ERA, diz respeito

à incorporação da marca Nipparts.

No segundo semestre de

2018, os produtos da Nipparts, distribuidor

holandês de peças de reposição

para veículos japoneses e sul-

-coreanos, transitaram para a ERA,

que, desde então, assume a distribuição

desta marca em todo o mundo.

Esta decisão permitiu à ERA fortalecer

ainda mais a sua oferta, propondo

uma gama completa e de qualidade

que, com rápida disponibilidade e

preço competitivo, é capaz de cobrir

mais de 95% do parque automóvel

asiático.

O catálogo da ERA chega, agora, às

30 mil referências e inclui produtos

elétricos e mecânicos, todos disponíveis

online e na plataforma de e-commerce,

atualizada constantemente

e em contacto com os clientes.De

facto, hoje, o serviço é essencial e a

ERA dispõe de um modo de atuação

excelente, rápido e fiável. No mercado

português, a empresa italiana

não tem presença direta, não dispõe

de uma delegação própria, nem

tem armazém logístico. No entanto,

está satisfeita com os sucessos que

tem obtido no nosso país. A força e

o apoio da ERA em Portugal devem-

-se à colaboração dos clientes e distribuidores,

que se encarregam de difundir

os produtos por todo o país.

Sempre atenta às novidades, a ERA

conta com distribuidores profissionais

do setor. Empresas sérias e confiáveis

que sabem adaptar-se às tendências

do mercado, ampliando os

seus catálogos e as suas ofertas para

os clientes. l

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 59


EMPRESA

PBS

ENERGIA À PROVA

A NOVA LINHA ENERGIA, PARA LIGEIROS, PESADOS E STOP&START, JÁ

DISPONÍVEL NO MERCADO, CUMPRE UM OBJETIVO DE RAIZ DA PBS:

COMERCIALIZAR UMA GAMA COMPLETA E DE MARCA COM IDENTIDADE

PORTUGUESA por Jorge Flores

Presente no mercado há mais de

10 anos, a PBS tem investido,

pouco a pouco, em várias

marcas, nomeadamente, a STECO.

Contudo, Daniel Monteiro, gerente

da empresa, sempre teve em mente,

desde o início, a criação de uma marca

portuguesa. “Era uma estratégia

que tinha quando vim de França para

Portugal”, conta. A marca já está

disponível no mercado e dá pelo nome

de ENERGIA. “O meu exemplo é

a Bosch. Também não é um fabricante

de baterias, mas sim uma marca. E

os profissionais sabem que encontram

sempre um elevado nível de qualidade

a preço competitivo”, exemplifica.

O objetivo da PBS é manter-se como

especialista em baterias e continuar a

importar produtos, recorrendo a acordos

com vários fabricantes para o efeito.

“Em relação à marca ENERGIA,

existe uma estratégia de gama”, afiança.

“Começámos com uma linha de ligeiros

completa, que vai dos 35 Ah até

110 Ah. Uma gama consolidada para

ligeiros, desenhada para cumprir os requisitos

do mercado, mas sempre com

o intuito de responder à qualidade do

primeiro equipamento. Depois, acrescentámos

a gama de pesados, também

ela consolidada. Vai dos 100 Ah até aos

240 Ah. Uma gama de descarga lenta

para barcos e autocaravanas e uma gama

completa para o setor das motos. E,

agora, mais recentemente, temos ainda

a gama Stop&Start. Dentro desta

linha, temos duas tecnologias (AGM e

EFB). Não queríamos lançá-la no mercado

sem ter a gama completa. Para

que os profissionais pudessem ter acesso

ao produto em toda a amplitude.

Ao todo, hoje, são 10 referências, que

abrangem 100% do que é necessário

para o mercado Stop&Start”, afirma.

Novos produtos

Dando provas de grande dinamismo,

a PBS criou ainda uma ferramenta

para oficinas e profissionais da revenda:

uma aplicação com uma base de

dados que permite identificar um veículo

por marca e modelo. “Da mesma

forma que existe para o parque com

mais de 10 anos, temos, agora, esta base

de trabalho que permite escolher a

PBS – PORTUGAL BATERIA

SERVIÇO

Gerente Daniel Monteiro

Sede Rua Miguel Bombarda, n.° 9,

2685 - 082 Sacavém

Telefone 211 927 482

Email geral@

portugalbateriaservico.pt

Site www.portugalbateriaserviço.pt

bateria adequada para todo o parque

Stop&Start”, realça.

Outra novidade é a parceria da empresa

com um fabricante francês, que,

entre vários produtos, desenvolve carregadores:

a Uniteck. Mais uma vez,

a PBS aposta numa gama completa.

Neste caso, para motos, ligeiros e camiões.

“Encontra-se já disponível para

distribuição às oficinas e casas de peças.

É uma área muito interessante. E

esta marca, que não é muito conhecida

por cá, tem um elevado grau de qualidade”,

garante Daniel Monteiro.

Balanço positivo

Com 2019 a caminhar para o fim, o

responsável da PBS faz um balanço positivo,

quando comparado com o ano

passado. “Faltam três meses importantes,

porque pesam muito na nossa

faturação. O inverno representa quase

1/3 das vendas. Outubro já está quase

a acabar, mas novembro e dezembro

são essenciais para a empresa”, adianta.

“Mas estamos a crescer face a 2018,

tanto na faturação como em volume”,

acrescenta. Na sua opinião, a grande

responsável por esta subida dos números

da empresa é a linha de produtos

Stop&Start. “Hoje, quase 70% dos veículos

trazem este sistema de origem”,

diz. E acrescenta: “Há cerca de 10 anos

que este sistema está presente no primeiro

equipamento dos veículos. E,

agora, começa a haver mecanicamente

resultados no aftermarket”. l

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 61


ENTREVISTA

CREIO QUE

SOMOS UMA DAS

MARCAS COM

MAIOR NÍVEL

DE SERVIÇO

E OFERTA EM

PORTUGAL


PAULO SANTOS, BRAND MANAGER DA VALVOLINE

A VALVOLINE ESTÁ COM UMA OFENSIVA DE PRODUTO SEM PRECEDENTES, TENDO OS REFRIGERANTES/

ANTICONGELANTES, A LINHA DE CAR CARE E OS ADITIVOS SIDO AS MAIS RECENTES ADIÇÕES AO SEU

PORTEFÓLIO. PAULO SANTOS, BRAND MANAGER, REFERE MESMO QUE, “NESTE MOMENTO, CREIO QUE

SOMOS UMA DAS MARCAS COM MAIOR NÍVEL DE SERVIÇO E OFERTA EM PORTUGAL” por Bruno Castanheira

Embora esteja presente no nosso país desde

1985, foi a partir de 2010, quando a KRAUT-

LI Portugal “pegou” na Valvoline, a pedido

desta, que a marca tem tido um desenvolvimento

sem precedentes. Agora, com a adição dos refrigerantes/anticongelantes,

da linha de car care e

dos aditivos, a oferta está mais completa do que

nunca. Paulo Santos, brand manager da Valvoline,

explica, nesta entrevista, as razões que levaram a

marca a aumentar o seu portefólio de produtos, em

que consistem as novidades e quais são as grandes

áreas de intervenção no mercado.

A Valvoline é, hoje, muito mais do que uma marca

de lubrificantes. Concorda com esta afirmação?

Em absoluto. Essa é uma realidade que está no

ADN da Valvoline, desde 1866. O grande objetivo

da marca passa por ser um parceiro global, com

uma oferta muito diversificada. Não só em termos

de lubrificantes mas, também, noutras vertentes,

como refrigerantes/anticongelantes, anticorrosivos,

produtos de car care e aditivos. O grande objetivo

da Valvoline é poder fornecer a um profissional

do setor automóvel uma gama de produtos que

tornam a marca numa forte aliada no seu dia a dia.

A que se deve o alargamento da oferta de

produtos ao longo dos anos?

Deve-se, essencialmente, às novas tecnologias adotadas

pelas viaturas. A “pressão” a que os construtores

de automóveis têm sido submetidos ao longo

dos últimos anos, tem levado a Valvoline a disponibilizar

uma gama muito mais alargada, não só de

lubrificantes como, também, de refrigerantes/anticongelantes

e aditivos. A sensibilização dos profissionais

do setor ao longo dos últimos anos, fruto do

elevado número de ações que temos levado a cabo

de uma forma muito consolidada, tem garantido

uma evolução na procura de produtos e soluções

adequadas as reais necessidades dos equipamentos.

Há quanto tempo está a marca presente no nosso

país e a partir de que altura “pegou” a KRAUTLI

Portugal na Valvoline? Com que intenção o fez?

A Valvoline iniciou-se no mercado nacional em

1985, tendo, depois, um interregno entre 2005

e 2010 sensivelmente, ano em que a KRAUTLI

Portugal, Lda. iniciou a distribuição da marca. A

KRAUTLI Portugal, Lda. “pegou” na Valvoline a

convite da própria, em 2010. Até então, já tinha tido

uma abordagem ao mercado dos lubrificantes com

a marca Motorex, de origem suíça, a qual não nos

permitiu, na época, singrar neste setor. Desde essa

altura que não estava no nosso “radar” de produtos

uma marca de lubrificantes. No entanto, a Valvoline

fez-nos reconsiderar e “pegámos” na marca de uma

forma mais adaptada. Desde o início que temos superado

as expectativas iniciais. Ano após ano, sentimo-nos

reconhecidos no mercado de uma forma

positiva e estamos muito satisfeitos com a marca.

Quais são os produtos mais recentes que

passaram a integrar o portefólio da Valvoline? Em

que medida vêm eles complementar a oferta ou

fazer crescer as vendas?

Os mais recentes produtos que estamos a integrar

no nosso portefólio, para além dos lubrificantes que

acompanham, em tempo real, as necessidades do

mercado, são os refrigerantes/anticongelantes, a linha

de car care e os aditivos. Estas renovadas gamas

estão cada vez mais completas e adaptadas as reais

necessidades do mercado, o que nos leva a marcar

posição num segmento em que não estávamos muito

ativos. Apesar de termos algumas soluções, não

as entendíamos de uma forma muito prioritária,

até porque alguns dos produtos já faziam parte da

nossa oferta de lubrificantes na gama Maxlife. Nesse

sentido, fomos percebendo que o mercado está

muito carente de produtos e soluções profissionais

nestes três setores, em especial no que toca a refrigerantes/anticongelantes.

Exemplo disso, é a forte

evolução que os refrigerantes/anticongelantes têm

vindo a sofrer de há uns anos a esta parte. Evolução

essa que tem levado a que a Valvoline olhe para

este mercado com maior atenção. Neste momento,

creio que somos uma das marcas com maior nível

de serviço e oferta em Portugal. A nossa gama de

produtos e soluções é composta por 10 referências

e está dividida em quatro grandes famílias. Produtos

desenvolvidos à base de etileno glicol com e sem

carga de silicato (OAT e SI-OAT) e produtos desenvolvidos

com a mais recente tecnologia Glysantine,

igualmente com e sem carga de silicato. Estas quatro

áreas estão disponíveis em cinco tonalidades:

azul, verde, cor-de-rosa, vermelho e amarelo. Esta

vasta oferta vai ao encontro da crescente necessidade

do mercado pela tecnologia SI-OAT, tecnologia

esta que faz parte das exigências da maioria dos

motores desde 2006 e que tem sido negligenciada

por parte dos profissionais do setor, tanto ao nível

de retalho como ao nível das oficinas. O mercado

nacional consome, em grande parte, anticongelantes

inorgânicos, pensados para aplicações em motores

com menor nível tecnológico, não salvaguardando

os componentes com os quais está em contacto,

com elevada ineficiência térmica em condições de

funcionamento extremo e incapacidade perante o

fenómeno da cavitação. Creio que os próximos anos

serão bastante importantes na sensibilização do

mercado no que toca a refrigerantes/anticongelantes,

até porque as estatísticas defendem que mais de

50% das avarias auto tem origem no sistema de refrigeração.

No que diz respeito aos aditivos, temos

uma renovada gama composta por 12 referências,

que visam cobrir quatro grandes áreas de intervenção:

Sistemas de Gasolina, Diesel, Arrefecimento e

Lubrificação. Por último, lançámos uma nova linha

de car care composta por 33 referências, que visam

cobrir seis grandes áreas: Proteção, Lubrificação,

Limpeza, Ferramenta, Montagem e Manutenção

Auto. É nestas três renovadas áreas de negócio que

a Valvoline passou a ter uma resposta mais adaptada

as reais necessidades do mercado nacional.

Durante os meses de verão de 2019, a Valvoline

exibiu os seus produtos em outdoors nas estradas

nacionais. Esta original campanha de aftermarket

contou com o apoio dos distribuidores da marca

e apontou ao cliente final. Que balanço faz desta

ação?

Esta ação de marketing teve início em 2018, tendo

sido 2019 o segundo ano. O balanço é muito positivo

e leva-nos a acreditar que estamos no bom

caminho. Como em tudo, existem sempre pontos a

melhorar, mas creio que, em 2019, atingimos um

nível muito elevado de visibilidade para a marca.

A alteração do site oficial da Valvoline, em 2019,

levou-nos a reconsiderar a imagem utilizada em

2018. Acreditamos, no entanto, que esta renovada

imagem foi mais impactante e o balanço é muito

positivo. Acredito que todos os envolvidos no prowww.jornaldasoficinas.com

Novembro I 2019 63


PAULO SANTOS

FOMOS PERCEBENDO QUE O MERCADO ESTÁ MUITO CARENTE DE

PRODUTOS E SOLUÇÕES PROFISSIONAIS EM DIVERSOS SETORES,

EM ESPECIAL NO QUE TOCA A REFRIGERANTES/ANTICONGELANTES

jeto nacional Valvoline, beneficiaram

com esta iniciativa.

Como olha a Valvoline para o

seu negócio com a proliferação

de veículos elétricos? Irá a

“eletrificação” do automóvel obrigar

a marca a mudar de paradigma,

acabando por reinventar-se?

Bom, este é, sem dúvida, um tema

muito atual, seguramente mais atual

do que uma grande parte dos operadores

do nosso setor julgam. A “eletrificação”

é uma realidade para a

qual a Valvoline já tem resposta, até

porque uma das principais marcas

de veículos elétricos já é cliente Valvoline

desde o início. Não será segredo

nem surpresa para ninguém que

a Tesla utiliza um método de refrigeração

das suas baterias com produtos

e soluções Valvoline da gama Zerex.

O refrigerante/anticongelante G48,

já faz parte desta realidade desde o

início da marca Tesla. O que nos leva

a brincar com o facto de a marca

Valvoline ter atingido uma dimensão

estratosférica, com o lançamento do

Model 3 no espaço. No entanto, não

só a Valvoline, como todas as restantes

marcas de lubrificantes vão sofrer

um forte impacto com a “eletrificação”

do automóvel. É esta “nova” realidade

que irá marcar um novo rumo

já em 2020, com a implementação

do CAFE (Corporate Average Fuel

Emissions).

Que análise faz do setor dos

lubrificantes em Portugal, sabendose

que a Valvoline dispõe de uma

rede de distribuição bem definida e

que não faz concorrência geográfica

entre ela?

A minha análise sobre o setor dos

lubrificantes em Portugal é bastante

alinhada com os restantes mercados:

demasiada oferta para limitada

procura. Este setor, à semelhança

dos demais, necessitava de ser regulado

e mais fiscalizado, por forma a

salvaguardar toda a cadeia de valor

e, em especial, o cliente final. Existe

uma forte fiscalização perante as empresas

que tendem a cumprir e um

facilitismo por parte de outras que

acabam por vender lubrificantes da

mesma forma que se vendem pasta

de dentes. Como se isso fosse possível,

não só do ponto de vista técnico,

como, também, do ponto de vista

ambiental. A nossa estratégia com a

Valvoline passa por trabalhar, preferencialmente,

o canal profissional,

capacitando todos os intervenientes

com ferramentas de identificação e

conhecimento técnico. A nossa visão

tem por objetivo criar cultura de

marca, assente na nossa gama de produtos

e soluções de elevada qualidade

e grande diversidade. A nossa missão

passa por nos tornarmos numa referência

positiva no mercado.

Quais são os maiores desafios que

se colocam, hoje, a um fabricante de

lubrificantes?

Capacidade de desenvolvimento e

de investimento, que permita acompanhar

as tendências da indústria.

Atualmente, um lubrificante é muito

mais do que um simples fluido. É

uma peça viva que liberta vários vapores/cinzas,

que podem influenciar,

de forma dramática, o bom funcionamento

da viatura, que está toda ela

pensada para poluir o mínimo possível.

Com base nisso, recorrem a vários

componentes/sistemas que um lubrificante

mal aplicado pode danificar,

não por falta de lubrificação, mas por

saturação/contaminação, como são o

caso dos filtros de partículas, válvulas

EGR, turbos… Um fabricante de

lubrificantes, atualmente, necessita

de uma gama de produtos tão vasta

que se não estiver muito próximo

de mercado, tende a criar inúmeros

problemas a quem aplica a sua gama

de produtos, tal como a quem tiver a

pouca sorte de não ter o seu veículo

em boas mãos. l

64 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


MÁQUINA

DO TEMPO

MCOUTINHO PEÇAS

ENTENDEMOS CEDO

QUE TERÍAMOS DE

ESTAR NA VANGUARDA

DA TECNOLOGIA

NASCEU NO UNIVERSO DE UM GRUPO DE CONCESSIONÁRIOS DE

AUTOMÓVEIS E AUTONOMIZOU O NEGÓCIO DE PEÇAS EM 1999.

PRIMEIRO, ORIGINAIS, DEPOIS (TAMBÉM) AFTERMARKET. NO INÍCIO, A

NORTE E, MAIS TARDE, A SUL. EIS A HISTÓRIA DOS PRIMEIROS 20 ANOS

DA MCOUTINHO PEÇAS, CONTADA POR MIGUEL MELO, ADMINISTRADOR

por Jorge Flores

Cumprir 20 anos de atividade obriga sempre a

olhar para o passado e para o caminho percorrido.

Mesmo numa empresa como a MCoutinho

Peças, cuja dinâmica aponta ao futuro. Para Miguel

Melo, tantos anos depois, continua a tratar-se de

“um negócio muito estimulante”, dadas as suas muitas

vertentes. “Desde a estratégia, passando pela logística,

pelo atendimento a clientes, pela tecnologia e

pelo próprio envolvimento da equipa, que se traduz

em resultados. É uma área muito rica”, adianta o administrador.

“A MCoutinho Peças surgiu em 1999, como um novo

player”, recorda. “Num grupo que tem na sua génese

concessionários de automóveis, o conceito foi o de

autonomizar o negócio das peças, tornando-o completamente

independente. Nessa altura, ainda apenas

na área das peças originais, com cinco ou seis

marcas. Fomos a primeira empresa, em Portugal, a

fazê-lo. Ainda hoje, não há muitos exemplos. Em simultâneo,

houve uma empresa com uma abordagem

semelhante, em Espanha. Não conhecemos, no resto

da Europa, outro modelo de negócio semelhante ao

nosso”, afirma. “Entretanto, fomos evoluindo e acrescentando

mais marcas. Atualmente, ao fim destes 20

anos, temos 32 marcas de peças originais”, acrescenta

Miguel Melo.

Expansão a sul

Precisamente há 10 anos, já com uma presença consolidada

no norte do país, a MCoutinho Peças decidiu

partir à conquista de uma cobertura nacional. “Resolvemos

investir e expandir o negócio. Decidimos ir

para o sul, por razões estratégicas. Já tínhamos grandes

clientes nessa região”, garante. Nesse mesmo ano,

houve outro momento igualmente marcante. “Decidimos

estar, também, presentes num mercado muito

importante: o aftermarket. Em 2009, avançámos

fisicamente para um armazém em Lisboa, na zona de

Camarate, e começámos a trabalhar com peças de aftermarket.

Uma área que temos vindo a desenvolver,

ao longo destes últimos anos, sob a insígnia AZ Auto e

cada vez com maior maturidade, conciliando sempre

com as peças originais”, sustenta Miguel Melo.

Filosofia única

Qual tem sido a chave do sucesso? “Desde logo,

estarmos muito próximos dos clientes. Temos

implementada uma cultura de flexibilida-

66 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


MCOUTINHO PEÇAS

de institucional, no sentido de nos adequarmos às

exigências de cada tipologia de cliente. Quer em

termos de atendimento, logística ou tecnologia.

Além do próprio acompanhamento que fazemos de

uma forma genuína. Uma orientação logística que

faz parte do nosso DNA. Não é fácil subcontratar

uma logística e conseguir o grau de refinamento que

nós conseguimos”, refere o administrador. Mas não

só.

“Existe um terceiro eixo que nos distingue: o desenvolvimento

tecnológico. Este é um negócio em que a

logística é determinante e está muito ligada à questão

tecnológica. Entendemos, desde cedo, que teríamos

de estar na vanguarda da tecnologia. Nos últimos

quatro anos, temos feito os nossos próprios

desenvolvimentos internos, o que nos permite desenvolver

soluções exatamente à medida. Soluções feitas

por profissionais que estão no negócio”, afirma.

Sistema integrado

Hoje, a MCoutinho Peças é uma empresa extremamente

dinâmica. Os clientes, dependendo da sua

tipologia, têm duas opções de peças: originais e aftermarket,

recorrendo, para o efeito, a um call center

composto por 30 profissionais especializados.

“Fazem o atendimento de peças originais e não originais,

com as insígnias MCoutinho Peças e AZ Auto.

O que entendemos como diferenciador é a complementaridade

entre as duas soluções. E, depois,

contamos com toda uma logística integrada”, afirma.

O resultado? Com 50.000 referências em stock, a

empresa entrega, todos os dias, cerca de 2.000 peças.

“Temos desenvolvido algoritmos que possibilitam a

gestão de stock. Usamos a Inteligência Artificial na

parte de compras e de devoluções. Cada gestor de

marca (todos com muita formação e altamente especializados)

está totalmente focado na qualidade dos

stocks e não tanto em processamento. Focados em

acrescentar valor e não no trabalho rotineiro”, diz.

Em relação à natureza dos seus clientes, Miguel Melo

explica que, em termos de volume de negócio, o

abastecimento às oficinas do grupo representa 30%.

“Os restantes 70% são vendas para clientes independentes.

E, aí, temos desde redes de oficinas ou redes

especialistas (focadas em produtos em concreto), independentes

e retalhistas, nomeadamente, no que

ao aftermarket diz respeito, embora também nas peças

originais os tenhamos”, garante o administrador

da MCoutinho Peças.

Próximas duas décadas

A médio prazo, a empresa prepara-se para amplificar

o seu espaço físico. “O armazém está já com algumas

dificuldades de espaço e procuramos uma nova

solução que seja próxima e tecnológica. Antes de

mais, um armazém provisório e, depois, um espaço

que seja definitivo”, revela o responsável.

Já projetar um futuro a 20 anos é mais complicado.

“Este é um clima de grande incerteza”, reconhece

Miguel Melo. Ainda assim, não deixa de registar

as disrupções que se começam a sentir no mercado.

Nomeadamente, a da mobilidade vs propriedade.

“Os clientes veem cada vez mais o automóvel como

um serviço. Até há 10 anos, o mercado seria 30%

empresas e 70% particulares. Agora, estará muito

mais invertido. Isto obriga a pensar qual será o

cliente com que vamos trabalhar no futuro”, preconiza

o administrador. l

240 CLIENTES EM PASSEIO

20 ANOS

COM VISTA

PARA O DOURO

Não haverá melhor forma de celebrar 20 anos de existência

do que reunir clientes, fornecedores e amigos numa subida

de barco ao rio Douro. Foram cerca de 240 convidados que

puderam apreciar a bonita paisagem e ouvir os responsáveis

da MCoutinho Peças fazerem um balanço positivo do passado

e perspetivarem o futuro, sempre em contínua inovação. O

ambiente, com várias surpresas, como atuações de ilusionistas,

foi de festa, desde o Porto até Régua, a bordo do Milénio do

Douro. Miguel Melo, administrador da empresa, não escondeu

a satisfação por tantos parceiros de negócio aceitarem o

convite. “Um momento que quisemos que fosse acolhedor e

intimista. Despretensioso, tranquilo. Um agradecimento e um

reconhecimento. São os clientes que nos fazem evoluir. Estamos

onde estamos, com crescimentos de dois dígitos, nos últimos

anos, porque os clientes assim o entenderam. Mais importante

do que estar no ranking das empresas que mais faturam, para

nós, é estar no ranking das opções dos clientes. Sermos uma

primeira opção, quer para os clientes de peças originais quer

para os de peças aftermarket”, assegura.

A MCOUTINHO PEÇAS É, HOJE, UMA EMPRESA EXTREMAMENTE

DINÂMICA. OS CLIENTES, DEPENDENDO DA SUA TIPOLOGIA,

TÊM DUAS OPÇÕES DE PEÇAS: ORIGINAIS E AFTERMARKET

68 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Get inside

Electrodo central mais pequeno (0.4mm)

Maior potência

Melhora o rendimento do motor

Até 5% de economia no consumo

de combustível

contribuem para uma melhor experiência de condução. Por essa razão, não surpreende que nove em cada dez automóveis sejam equipados de

origem com peças DENSO. Produtos como as nossas velas de iridium, que melhoram a acelaração e evitam falhas de incandescência.

Se os princi

aftermarket.iberia@denso-ts.it


REPORTAGEM

FORMAÇÃO FIAMM

BATERIAS, SISTEMAS

START & STOP E FORMAÇÃO

A POLIBATERIAS RUMOU AO CENTRO DO PAÍS PARA REALIZAR UMA FORMAÇÃO FIAMM, NA QUAL ESTIVERAM

PRESENTES CERCA DE 50 CLIENTES DA EMPRESA LIDERADA POR NUNO GUERRA E DOIS RESPONSÁVEIS DA

MARCA ITALIANA por Joana Calado

A

ação de formação, organizada pela Polibaterias,

no Hotel Palace Monte Real, perto

de Leiria, num edifício imponente de aspeto

mágico que se ergue na pequena vila de Monte

Real, contou com a presença de cerca de 50 clientes

da empresa da Margem Sul.

Em conjunto com Fausto Gregori e Sue Ellen Moro,

respetivamente responsável de produto e responsável

de exportação, ambos da FIAMM, Nuno Guerra,

administrador da Polibaterias, abordou os cuidados

a ter com os veículos equipados com sistemas

start & stop e deu a conhecer as especificações das

baterias AFB/EFB e AGM.

Micro híbridos: cuidados a ter

Quando falamos de veículos micro híbridos, falamos,

também, de automóveis com sistemas start

& stop, que poderão ter, ou não, sistemas de recuperação

de energia em travagem. Este tipo de veículos,

devido ao maior consumo de energia, uma

vez que o motor desliga-se e liga-se várias vezes ao

longo de uma viagem, necessitam de ter baterias

adaptadas às suas necessidades. É por isso que estão

equipados com baterias AFB/EFB e AGM.

Por disporem de baterias específicas, os profissionais

de oficinas que realizam uma manutenção ou

ação de substituição de uma bateria num destes veículos

deverão ter sempre em atenção qual o tipo de

bateria a instalar e nunca devem colocar baterias de

ácido livre tradicionais. “Mas... e se o anterior profissional

tiver colocado uma bateria errada?” Esta

foi uma das questões colocadas durante a formação

e Fausto Gregori, responsável de produto da

FIAMM, deu a resposta: “Em todo o caso, o profissional

da oficina deverá sempre consultar a especificação

da marca. O correto é que o veículo utilize

sempre o mesmo tipo de bateria. Trocar AGM por

AGM e AFB/EFB por AFB/EFB”.

BATERIAS AGM e AFB/EFB

Se ambas as baterias podem ser utilizadas em veículos

micro híbridos, porque devemos substituí-

-las sempre por baterias idênticas? Tem a ver com

a construção das mesmas e com o tipo de sistema

de carga que o fabricante automóvel utiliza, que é

adequado ao tipo de tecnologia da bateria, AGM

ou AFB. Uma bateria AFB/EFB é uma bateria de

ácido livre, com uma construção específica para resistência

aos ciclos start&stop. Ao passo que uma

bateria AGM consiste numa combinação de gases,

dispondo de uma válvula de libertação dos mesmos.

Veículos equipados com este tipo de baterias

dispõem, também, de um alternador inteligente,

pois carregam de maneira diferente das baterias

tradicionais. Um alternador inteligente divide a

sua carga por três diferentes fases: passiva, travagem

regenerativa e controlo de tensão. Além disso,

este tipo de alternador, associado ao sensor de

carga da bateria (IBS), faz uma leitura constante

do nível de bateria e apenas inicia a carga quando

há necessidade. Por isso, é possível que o veículo se

encontre em aceleração e o alternador não esteja a

carregar a bateria. Nuno Guerra, administrador da

Polibaterias, alertou para os cuidados a ter com este

tipo de alternador: “É necessário fazer uma leitura

de carga de, pelo menos, 15 minutos, pois o

facto de o alternador registar 12,5 Volt não implica,

necessariamente, uma avaria do componente”.

Todos estes veículos dispõem, também, de uma centralina

eletrónica, que faz a gestão de toda a energia

do veículo. Sue Hellen Moro, responsável de exportação

da FIAMM, explicou que “as centralinas eletrónicas

fazem um autodiagnóstico à bateria e a todos

os componentes elétricos do veículo. Por isso,

será mais fácil perceber, através de um equipamento

de diagnóstico, quais as anomalias do veículo”.

Os responsáveis da FIAMM e da Polibaterias alertaram

ainda os profissionais para o facto de, caso

o cliente pretenda colocar no seu veículo uma

bateria tradicional ao invés da recomendada, se

salvaguardarem, escrevendo na fatura uma nota

explicando que foi uma opção do cliente, fazendo

acompanhar este documento de uma assinatura

do mesmo. l

70 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


“O CORRETO É QUE O VEÍCULO UTILIZE SEMPRE O MESMO TIPO

DE BATERIA. TROCAR AGM POR AGM E AFB/EFB POR AFB/

EFB”, ACONSELHOU NUNO GUERRA, DA POLIBATERIAS


“A EMPRESA ESTÁ ASSENTE NO CONHECIMENTO. NÃO SÓ EM

VENDER EQUIPAMENTO. SOMOS INFORMÁTICOS. ESTUDAMOS

A VIDA INTEIRA”, REFERE JOÃO SILVA (AO CENTRO DA IMAGEM)


EMPRESA

LUZ DE AIRBAG

SINAL VERDE

PARA CRESCER

ESPECIALISTA EM ELETRÓNICA AUTOMÓVEL, A LUZ DE AIRBAG É DISTRIBUIDOR OFICIAL DA AUTEL E DA

LINHA MAXILM. HÁ QUATRO MESES, A EMPRESA MUDOU-SE PARA UMAS NOVAS INSTALAÇÕES, EM LEIRIA,

PARA PODER CONTINUAR A CRESCER por Jorge Flores

A

história da Luz de Airbag começou

a desenhar-se há seis

anos, quando João Silva se

deparou com um problema no sensor

de um banco de um BMW E46 de um

familiar seu. “Andei a ver e consegui

resolver”, conta o diretor de operações.

A partir desse episódio, a ideia

e o nome para a empresa estavam

encontrados. “Surgiu para colmatar

uma necessidade que identificámos

relacionadas com as luzes de airbag

dos automóveis”, explica. Os primeiros

passos da Luz de Airbag foram

dados em Leiria. “O projeto começou

com €20 numa das divisões do meu

apartamento”, recorda. “Hoje, faturamos

500 mil euros”, acrescenta.

A evolução foi grande. “A empresa

está assente no conhecimento. Não

só em vender equipamento. Somos

informáticos. Estudamos a vida inteira”,

garante. Pouco a pouco, os resultados

começaram a aparecer. E a

empresa a ganhar dimensão. “Começámos

a ter uma primeira máquina

de diagnóstico e, depois, já fazíamos

reparações um pouco mais elaboradas”,

adianta ao nosso jornal.

Novo edifício

Há cerca de quatro meses, a Luz de

Airbag mudou-se para umas novas

instalações. O edifício dispõe de perto

de 1.800 m 2 , distribuídos por três

pisos. A mudança explica-se pela simples

necessidade de a empresa continuar

a crescer. “Temos muito stock.

Ao contrário de outras empresas, para

sermos competitivos no mercado, somos

obrigados a comprar em grande

quantidade”, explica João Silva.

A Luz de Airbag é representante oficial

da marca de equipamentos de

diagnóstico Autel e da linha MaxilM,

exclusivo para Portugal. Mas a lista

de produtos comercializados pela

empresa é muito mais vasta: Autotuner

– Equipamento de programação

de centralinas; Gys – carregadores

e estabilizadores de bateria; chaves

para automóveis; máquinas de cortar

chaves; emuladores; CarLabImmo

– emuladores universais Julie;

vários componentes de eletrónica.

Próximos dos clientes

A equipa da Luz de Airbag é formada,

atualmente, por seis pessoas. Ainda

há pouco reforçaram-na com mais

um profissional para o departamento

de assistência técnica. E até ao final

do ano em curso, deverá entrar mais

um elemento. Trata-se de uma área

crucial que, segundo o responsável, os

distingue da concorrência. “Existem

muitos players no mercado a vender

máquinas de diagnóstico. Mas a diferença

é a nossa preocupação com o

cliente. Não nos limitamos a entregar

a máquina. Fazemos o acompanhamento

personalizado. Garantimos o

apoio. Coloco-me sempre nos sapatos

dos clientes. Se gastam €3.000 ou

€4.000 num equipamento, este tem

de ser rentabilizado. Não pode estar

LUZ DE AIRBAG

Diretor de operações

João Silva

Sede Estrada Nacional 113, km 6,

2410 - 478 Leiria

Telefone 244 238 014

Email info@luzdeairbag.com

Site www.luzdeairbag.com

parado. E quando têm um problema

precisam da nossa ajuda. Sentimo-nos

quase como responsáveis por garantir

que eles tiram partido do equipamento

que adquiriram. Mais do que vender

máquinas, temos de cumprir expectativas.

Temos de ir ao encontro da nossa

palavra”, sublinha. “Além disso”, reforça,

“sabemos muito bem o que estamos

a fazer. Conhecemos a gama Autel de

trás para a frente”.

Nos próximos tempos, a estratégia

passa por consolidar o negócio, procurando

crescer nos produtos “complementares,

mas sempre dentro das

nossas áreas de conhecimento”, conclui

o responsável. l

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 73


ENTREVISTA

JOSÉ FRAZÃO, DIRETOR DO SALÃO MECÂNICA

A GRANDE NOVIDADE SERÁ

A PRESENÇA DE MAIS

DE 50 EMPRESAS DA CHINA

DE 22 A 24 DE NOVEMBRO, PELO TERCEIRO ANO CONSECUTIVO, O SALÃO MECÂNICA REALIZA-SE

NA FIL, PARQUE DAS NAÇÕES. JOSÉ FRAZÃO, DIRETOR DA FEIRA, FAZ A ANTEVISÃO DO CERTAME

E REVELA QUE A GRANDE NOVIDADE SERÁ A PRESENÇA DE MAIS DE 50 EMPRESAS PARCEIRAS

DO GRUPO SINOMACHINT, ORIUNDAS DA CHINA por Bruno Castanheira

Este ano, pela terceira vez consecutiva na sua história, a Exposalão realiza,

na FIL, Parque das Nações, na capital portuguesa, o 9.° Salão Profissional

de Aftermarket, Equipamento Oficinal e Logística. A poucos

dias da realização da edição deste ano do certame, o Jornal das Oficinas falou

com José Frazão, diretor do Salão MECÂNICA, que nos revelou as novidades

introduzidas.

Que balanço faz do Salão MECÂNICA 2018, na FIL?

Durante os três dias do certame, sentiu-se a energia deste setor, onde a linguagem

específica da mecânica e dos automóveis dominou o ambiente, que

se pautou pelos contactos e parcerias. Estamos satisfeitos com o resultado

final e com o encontro dos profissionais, que potenciou, com certeza, a realização

de muitos negócios. Destacamos a afluência dos visitantes da região

sul (margem sul, Alentejo e Algarve), com uma presença muito significativa,

que veem na MECÂNICA a oportunidade ideal para contactar de perto com

os fornecedores do seu negócio.

Quantos expositores e visitantes são esperados este ano?

Teremos cerca de 100 expositores nacionais e mais de 50 internacionais,

oriundos de países como China, Holanda, Itália, Eslovénia e Espanha. Estes

expositores têm como objetivo principal a procura de distribuidores, não

só para o mercado ibérico mas, também, com perspetivas para a internacionalização

no Norte de África e PALOP (Cabo Verde, Moçambique, Angola).

Como tal, totalizaremos mais de 150 expositores este ano e esperamos cerca

de 20 mil visitantes nacionais e internacionais nos três dias de feira, tendo

em conta a campanha promocional no mercado externo que estamos a promover,

através das redes sociais e meios de comunicação digital (imprensa

especializada e rádios).

Quais as novidades para a edição de 2019?

A grande novidade será a presença de mais de 50 empresas parceiras do Grupo

SINOMACHINT, oriundas da China. Será a primeira feira realizada em

Portugal que contará com a presença de um grande grupo industrial e tecnológico

chinês, cotado como a 250.ª empresa mais poderosa do mundo,

proveniente da República Popular da China: SINOMACHINT. O aumento

substancial de empresas estrangeiras, pautado pela presença de fabricantes

internacionais de aftermarket, que pretendem apostar no mercado ibérico

para introduzir as suas marcas através da MECÂNICA, em Lisboa, veio aumentar

a qualidade e o número de expositores. Todo este processo se deve ao

forte desenvolvimento tecnológico proveniente da China, com apresentação

de grandes players desse país, que contarão, entre outras, com uma conferência

onde será abordado o tema da mobilidade elétrica e os seus equipamentos,

com algumas surpresas e apresentação de novidades. Também contaremos,

este ano, com empresas de Itália, Espanha, Eslovénia e Holanda.

Haverá programa de atividades paralelas? Que ações se desenrolarão?

Através de que entidades e associações?

Na edição deste ano, apostámos, também, no enriquecimento do progra-


JOSÉ FRAZÃO

A FINAL DA COMPETIÇÃO CHALLENGE OFICINAS SERÁ UMA MAIS-

VALIA DURANTE OS TRÊS DIAS DA FEIRA, POIS CRIARÁ MAIOR

DINAMISMO E COMPLETA O PROGRAMA DE ATIVIDADES ELABORADO

ma de atividades paralelas, onde propusemos

abordar temas dentro da (r)

evolução automóvel, da (r)estruturação

da mecânica automóvel, da (re)

invenção mecânica. Participarão nestas

atividades entidades como a AN-

CIA (Associação Nacional de Centros

de Inspeção Automóvel), ARAN (Associação

Nacional do Ramo Automóvel),

ANECRA (Associação Nacional

das Empresas do Comércio e da Reparação

Automóvel), EAATA, INOV-

FLOW, CeNTI (Centre of Nanotechnology

and Smart Materials), CEPRA,

Ricardo Oliveira, do WorldShopper, e

iremos contar, também, com um Pitch

Slam, da start-up Lisboa. Mas ainda

temos muitas atividades por confirmar.

Porque considera importante

os profissionais do aftermarket

(expositores e visitantes) marcarem

presença no Salão MECÂNICA?

A MECÂNICA será sempre um meio

de apresentação e divulgação de elevada

importância, que, durante três dias,

está ao dispor dos profissionais do setor,

para que possam estar atualizados

e a par do que se passa no meio em que

se movem, num mercado tão exigente

como é o automóvel, em constante

mutação e cada vez mais inovador.

É ainda uma oportunidade ímpar de

realizar negócios de importante relevo,

entre fabricantes e distribuidores,

tornando a MECÂNICA na ponte perfeita

para que esta interação ocorra.

O Grupo SINOMACHINT será

responsável pela dinamização de

uma conferência em espaço próprio.

Quer revelar-nos detalhes sobre este

evento?

O espaço conferência do Grupo SINO-

MACHINT terá três partes principais.

A primeira, será uma sessão de abertura

no dia 22, pela manhã, com entidades

oficiais chinesas e portuguesas,

isto tendo em consideração que será

a primeira atividade organizada pelo

Grupo SINOMACHINT em Portugal.

Na segunda parte, no mesmo dia, mas

pela tarde, haverá um painel de conferências

sobre energias renováveis, com

a participação de empresas chinesas e

portuguesas do setor automóvel, bem

como associações empresariais do ramo

que tenham especial foco nas tecnologias

de mobilidade renováveis. Finalmente,

a terceira parte, no dia 23,

consistirá na realização de uma sessão

de business matching. nesse mesmo

espaço, onde estarão presentes os expositores

chineses, que terão oportunidade

de dialogar com os expositores

e visitantes da MECÂNICA, em busca

de novas oportunidades de negócio

(fruto da parceria entre a Exposalão,

o Grupo SINOMACHINT e o Grupo

Perfeição, empresa de consultoria de

Macau). Este evento será, também,

importante tendo em conta a dinamização

dos negócios entre a China e

os PALOP, considerando ainda a importância

de Macau e a estratégia do

governo chinês para este setor. Será

um estreitamento das relações políticas

e económicas entre as duas partes,

criando chances para o aparecimento

de novas oportunidades na concretização

de negócios de alguma importância

e dimensão.

E quanto à realização da final da

competição Challenge Oficinas

2019, organizada pelo Jornal das

Oficinas, em pleno salão? Considera

uma mais-valia e uma forma de

engrandecer a feira?

Sim, será uma mais–valia para a feira

a dinamização do Challenge Oficinas

durante os três dias, pois criará ainda

maior dinamismo, que é algo fulcral, e

complementa o programa de atividades

que estamos a desenvolver, no qual

nos focámos para a edição deste ano.

É com todo o gosto que somos vossos

parceiros e que nos comprometemos a

colaborar na realização da Grande Final

da competição Challenge Oficinas

2019, na MECÂNICA, em Lisboa. l

76 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


REDEINNOV DISTRIBUI FERRAMENTAS SAM

ALIANÇA

DE FUTURO

ESTABELECIDA EM JANEIRO DE 2019,A PARCERIA ENTRE A REDEINNOV E

O FABRICANTE SAM APOSTA TUDO NA INOVAÇÃO. O OBJETIVO É ANTECIPAR

O FUTURO DAS FERRAMENTAS, QUE DEIXARÃO DE SER APENAS MANUAIS

E TERÃO SERVIÇOS ASSOCIADOS


PUBLIREPORTAGEM

Decorridos 10 meses sobre

a celebração da parceria, a

RedeInnov e o fabricante de

ferramentas SAM continuam

otimistas com o desenvolvimento

da atividade conjunta. “O balanço

é, claramente, positivo”, começa por

afirmar Nuno Wheelhouse Reis, CEO

da RedeInnov. “Quando decidimos

iniciar o trabalho comercial no segmento

das ferramentas, novo para nós, já

esperávamos enfrentar certas dificuldades

naturais. Mas os resultados estão de

acordo com as expectativas”, acrescenta.

Manuel Morales, diretor ibérico da SAM,

afina pelo mesmo diapasão. “Penso o

mesmo. Mais importante do que os

números, é ter uma relação de confiança.

Ter as ideias muito claras na nossa mente

e falar a mesma língua. É o que estamos

a fazer. A todos os níveis. Quando

lançamos um projeto, antes de tudo,

temos de fazer uma boa escolha. E não

temos dúvida nenhuma de que a escolha

da RedeInnov é absolutamente certa”,

garante.

Fabricante focado na inovação e na

tecnologia, a SAM encontrou um

parceiro para a distribuição das suas

ferramentas no mercado português,

também ele, na vanguarda destes temas.

“Fizemos um comparativo em Portugal.

E a RedeInnov é um projeto novo. De

futuro. Diferente dos outros. E tem algo

fundamental. A liderança. Conheço

Nuno Wheelhouse Reis há muitos anos,

sei a postura que tem e conheço a sua

forma de trabalhar. Facilita muito a

preparação de novos projetos. Sei o que

ele pensa e ele sabe o que eu penso. Isso é

fundamental”, enfatiza Manuel Morales.

Qual o feedback dos membros da

RedeInnov? “Tem sido muito positivo.

Quer em relação à qualidade da gama de

ferramentas que a SAM disponibiliza,

quer à proatividade na resolução de

pequenas questões que surgem no dia

a dia. Dá-nos conforto em relação ao

parceiro que encontrámos na SAM para

desenvolver um segmento novo”, diz

Nuno Wheelhouse Reis.

DISTRIBUIÇÃO NACIONAL

Para Manuel Morales, o objetivo não é

aumentar exponencialmente o número

de clientes. “Importante é que sejam

bons”, afirma. “Portugal é um país

com uma dimensão limitada. Outras

marcas, porventura, apostam em redes

de distribuição enormes. Na SAM,

preferimos focar-nos. Concentrar

os nossos esforços. Para isso, era

fundamental trabalhar com uma empresa

profissional e interconectada, como a

RedeInnov, muito vocacionada para as

novas tecnologias. Além disso, tem algo

que valorizamos: distribuição em todo o

país. Não é apenas forte no norte ou no

sul. É um projeto nacional”, salienta.

A gama de ferramentas SAM prima

pela qualidade. Mas estará o mercado

oficinal sensível a esta questão? Nuno

Wheelhouse Reis não tem dúvidas de que

sim. “Não é muito diferente do mercado

de peças. As oficinas são cada vez mais

profissionais. Têm, agora, mais cuidado

com o trabalho e com a peça com que o

fazem. E pensam exatamente o mesmo da

sua ferramenta. Não faz sentido estarem a

trabalhar de uma forma profissional com

ferramentas de bricolage – que têm o seu

segmento. Mas uma oficina, para realizar

os seus serviços, todos os dias, precisa

de outro nível de qualidade, que garanta

não apenas precisão (parte essencial) mas,

também, durabilidade”, reforça o CEO

da RedeInnov.

INOVAÇÃO CONSTANTE

A palavra de ordem é inovação. “As

ferramentas do futuro não serão apenas

manuais. Estarão ligadas. E é nessa

interconectividade que estamos a investir

e a trabalhar. Como fabricantes, temos

a vantagem de estar a antecipar o que

será o mercado do futuro”, avança o

diretor ibérico da SAM. Exemplos de

produtos inovadores e premium não

faltam. Casos do novo booster Kap SAM,

sem bateria (já na sua terceira geração),

e da nova ferramenta informática

SAM, que deverá chegar ao mercado

nacional até final deste ano, prometendo

revolucionar e facilitar a gestão dos

serviços oficinais. “As expectativas são

grandes. Já conhecemos a ferramenta e

é diferenciadora. Tem tudo para ser um

sucesso”, remata Nuno Wheelhouse Reis,

confiante nesta parceria, firmada com os

olhos no futuro. l

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 79


NOTÍCIAS // PEÇAS E EQUIPAMENTOS À MEDIDA DE CADA NEGÓCIO

Produto

C

M

Y

A

aplicação móvel criada para diagnosticar e

resolver problemas relacionados com a

suspensão, designada Suspension Solutions,

foi alvo de uma atualização por parte da

KYB Europe. A app dá, agora, de forma totalmente

gratuita, aconselhamento técnico pormenorizado

e específico acerca do trabalho relacionado com a

KYB SUSPENSION SOLUTIONS

NOVAS FUNCIONALIDADES

suspensão. O técnico da oficina pode indicar a marca

e o modelo do veículo em causa, o número de

chassis ou o número de registo. Depois, serão exibidas

as referências das peças KYB necessárias, bem

como o boletim técnico completo. Este inclui um

conjunto de ilustrações que mostra, passo a passo,

a instalação da peça, bem como as ferramentas necessárias

(e os binários de aperto correspondentes),

além de dar uma estimativa do tempo necessário

para concluir a tarefa. Se a KYB o tiver disponível,

fornecerá, também, um vídeo de montagem para

referência. A app da KYB está concebida para oficinas

e já foi descarregada mais de sete mil vezes

em toda a Europa.

CM

MY

CY

CMY

K

80 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


BOMBA DE VÁCUO ELÉTRICA PARA DIVERSAS APLICAÇÕES

Pierburg | A marca tem vindo a desenvolver, há décadas, bombas de vácuo para impulsionadores de travões. Com o atual modelo

EVP40, propõe uma opção elétrica que anuncia diversas vantagens. Opera sob requisito e estabelece elevados padrões em termos de

robustez, resistência à temperatura e ruído. A bomba de vácuo elétrica EVP40 pode ser utilizada em veículos híbridos e elétricos, bem

como em automóveis com motorizações convencionais. Para motores a gasolina modernos, a bomba de vácuo elétrica fornece sempre um

nível de vácuo suficiente para uma travagem fácil e segura, sem o desperdício permanente de energia de uma bomba mecânica. Ao tornar

a bomba independente do motor, o sistema permite ganhos de eficiência, variando do modo start&stop (sailing) ao modo totalmente

elétrico (EV). Ao requerer pouco espaço de instalação, contribui, significativamente, para reduzir as emissões de CO 2.

TITAN GT1 FLEX 34 SAE 5W-30

FUCHS | O novo óleo de motor para veículos ligeiros de

passageiros com aplicação flexível é o primeiro produto do

portefólio da marca a combinar as especificações ACEA C3

e ACEA C4. A dificuldade nesta combinação base deve-se

aos requisitos elevados da ACEA C4 para baixo teor de SAPS

de até 0,5% e aos requisitos crescentes em relação a perdas

por evaporação da ACEA C4 de ≤ 11%. Com a aprovação

da Mercedes-Benz, MB-APPROVAL 229.51, o perfil do Titan

GT1 Flex 34 SAE 5W-30 da FUCHS torna-se mais extenso,

aumentando, também, o seu campo de aplicação. Para

além dos motores Renault com sistemas de tratamento de

gases de escape seguirem a especificação Renault RN0720

e as versões integradas de acordo com a MB-APPROVAL

226.51, o produto pode, agora, ser utilizado numa vasta

gama de aplicações Mercedes-Benz com sistemas de

tratamento de gases de escape, de acordo com a MP-

APPROVAL 229.51.

Polibaterias_top100.pdf

PUB

1 13/11/18 15:47

TUDO EM ENERGIA, ENERGIA PARA TUDO

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 81


Notícias

Produto

COJALI

CALIBRAÇÃO ADAS

da JaltEST

O

Grupo Cojali, empresa distribuidora de componentes, software de diagnóstico e

tecnologia para gestão de veículos industriais, apresentou o Jaltest ADAS Calibration

Equipment, a sua solução de calibração do ADAS para veículos industriais.

Este equipamento de calibração, incluído na nova linha de ferramentas de oficina

da Jaltest Tools, consiste em duas estruturas móveis principais, duas ferramentas de

acoplamento central com ponteiros laser e três painéis intercambiáveis, dependendo da

marca e do tipo de veículo. Caracteriza-se pela montagem rápida e operação simples,

sendo compatível com a ferramenta de diagnóstico Jaltest, que completará o processo

de calibração. “Para as oficinas, é muito importante ter as ferramentas e os meios necessários

para atender a esses tipos de solicitações. Principalmente para os veículos que

exigem uma calibração profissional”, refere Fernando Rodríguez, responsável pela Divisão

de Equipamentos para Oficinas.

NOVas MÁQUINAS DE EQUILIBRAR RODAS

PCC | A empresa especialista em equipamento oficinal e industrial apresenta

as novas máquinas de equilibrar rodas da Ravaglioli, Série G2, que representam

qualidade profissional a um custo mais acessível. O sistema de medição

automático de distância e diâmetro, tal como o seu programa automático ALU

S, são fatores que permitem ao utilizador proceder à calibração rápida e eficaz.

Tudo em nome de um trabalho bem feito e célere.

SISTEMA DE TRANSMISSÃO ECOLIFE 2

ZF | O fabricante alemão deu a conhecer a última geração do seu comprovado sistema de transmissão automática

para autocarros. Diversas melhorias técnicas tornam o Ecolife 2 mais leve, mais eficiente, mais robusto e mais fácil de

manter. As melhorias mais significativas incluem uma economia de combustível possível até 3%, função start&stop

para todas as variantes de modelo e redução do desgaste graças a um conceito de refrigeração aperfeiçoado. Na

última geração do EcoLife, a ZF também melhorou ainda mais os níveis de conforto, com uma melhor qualidade das

passagens de caixa, por exemplo. A ZF manteve o princípio básico de uma engrenagem planetária de seis estágios

com conversor de binário e retardador primário, na segunda geração da transmissão EcoLife. Inúmeras modificações

técnicas otimizam a nova versão da transmissão Powershift, permitindo que os autocarros urbanos e interurbanos

se movam suavemente com um binário de entrada de até 2.000 Nm, permitindo passagens de caixa suaves. Um

conversor de binário com novo amortecedor de torção permite mudanças de velocidades suaves e rápidas.

AUMENTO DA OFERTA

NGK Spark Plug | O especialista em ignição e sensores tem incorporado

uma série de significativas novas referências nas suas linhas de produtos de

velas de ignição e de aquecimento, oferecendo aos clientes do aftermarket

oportunidades de substituições em mais de 2,2 milhões de veículos na

Europa. Com esta extensão, a NGK Spark Plug oferece excecional qualidade e

desempenho. Em agosto, foram lançadas três velas de aquecimento cerâmicas

de elevada qualidade, enquanto que, em setembro, a marca apresentou

outra vela de aquecimento cerâmica e três velas de ignição de metal precioso,

sendo cada uma igualmente fornecida aos fabricantes de automóveis como

equipamento original.

NOVO CATÁLOGO ONLINE

Hastings | O novo catálogo online fornece informações sobre os kits de

anéis de pistão, kits de desempenho e informação completa de aplicações

de motores, automóvel, pesados, agrícola, industrial, marítimo e motores de

elevado desempenho. O catálogo inclui toda a gama Hastings para aplicações

asiáticas, europeias e americanas. Este novo catálogo complementa a presença

no TecDoc e nos catálogos impressos, para facilitar e ajudar os clientes a localizar

o anel Hastings correto, utilizando a sua plataforma preferida. Existem vários

recursos de pesquisa no catálogo.

82 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


ESCOVAS LIMPA-VIDROS

DOGA | O novo modelo Lion’s City L, da

MAN Truck & Bus, foi redesenhado em estreita

colaboração com a DOGA, que teve a missão

de incorporar a mais recente tecnologia neste

autocarro. É o primeiro modelo urbano que faz

uso da nova geração de motores de 120 Nm, com

elevado nível de IP e um novo filtro EMC, que

garante o cumprimento das elevadas exigências

impostas pelas normas de compatibilidade

eletromagnética atualmente estipuladas pelo

mercado. O sistema de limpeza do para-brisas

panorâmico da DOGA adapta-se, perfeitamente,

ao vidro, dispondo de uma aparência mais

atraente e de uma maior eficiência de varrimento.

NOVA BATERIA YUASA

KRAUTLI Portugal | A empresa apresenta a nova bateria YT19BL-BS da YUASA,

indicada para motociclos da marca BMW. A bateria YT19BL-BS da YUASA é uma bateria

VRLA de alto desempenho dotada de tecnologia AGM com a maior potência inicial e a

mais elevada densidade de energia exigida pelas marcas de equipamento original, como

a BMW. Totalmente compatível com os modelos K1600GT e R1200 (RT, LT, GT, RS, S) da

BMW, é válida para modelos com ou sem sistema ABS. Ao contrário de outros modelos

de bateria no mercado, a YUASA YT19BL-BS, ao ser fornecida sem ser ativada na fábrica,

pode permanecer armazenada em stock por longos períodos. Com qualidade OEM, cumpre

totalmente as exigentes especificações dos fabricantes de motociclos. Esta bateria oferece

qualidade OEM, avançada tecnologia chumbo-cálcio AGM que aumenta a sua potência

inicial, design estanque que impossibilita o derramamento e retardador de sulfatação que reduz,

significativamente, a sulfatação das placas.

LUBRIFICANTE PARA MOTORES RENAULT E NISSAN

Galp | A empresa lançou no mercado o novo lubrificante Fórmula LS RN17 5W30, produto 100%

sintético, alinhado com o nível ACEA C3, destinado a motores de veículos ligeiros a gasolina e

Diesel. Este novo produto incorpora na sua formulação tecnologia especialmente desenvolvida

para cumprir os requisitos da nova norma Renault RN 17, solicitada em motores a gasolina e

Diesel da nova geração. Adequado aos veículos ligeiros mais recentes, de acordo com a norma

Euro 6, o Galp Fórmula LS RN17 5W30, com baixo teor de cinzas, é, também, apropriado para

veículos com sistema SCR-NOx (conversor catalítico de óxidos de azoto), que solicitem AdBlue.

Este lubrificante anuncia uma excelente fluidez, protegendo o motor logo após o arranque a frio,

com poupança adicional de combustível, logo no arranque.

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O FUTURO ESTÁ

NAS SUAS MÃOS

GESTÃO DIGITAL DA COR COM

O NOVO STANDOWIN IQ CLOUD.

Agora, todas as oficinas podem beneficiar da gestão digital

de cor da Axalta - com o Standowin iQ Cloud. O Genius iQ, o

mais avançado espectrofotômetro, juntamente com um banco

de dados baseado na Web com mais de 200.000 fórmulas

atualizadas constantemente, fornece instantaneamente leituras

altamente precisas.

Estes resultados são enviados diretamente para a balança

de mistura usando a tecnologia sem fios. Isso acelera

significativamente o seu processo de trabalho. E controlar tudo

a partir de um tablet, pode trabalhar com flexibilidade em

qualquer lugar. Escolha a solução Standowin iQ Cloud ideal

para o seu negócio - o caminho mais fácil para o futuro digital.

Para mais informações standox.com/iQ-cloud

© 2019 Axalta Coating Systems. All rights reserved.

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 83


Notícias

Produto

NOVA IMAGEM PARA BATERIAS ECOFORCE

FIAMM | Atualmente, os requisitos de energia dos veículos modernos exigem

baterias capazes de manter o seu desempenho por longo tempo. Numa tentativa

de reduzir as emissões de CO e cumprir as normas da UE, os fabricantes de

automóveis desenvolveram modelos micro híbridos equipados com dispositivos

como o start&stop, que requerem um uso muito mais intenso da bateria. A nova

gama de baterias ecoFORCE da FIAMM para veículos micro híbridos é a solução.

PROVIA

INSTALAÇÃO DA

MILIONÉSIMA PEÇA

A

ProVia, marca de peças de reposição para veículos comerciais, anunciou que a

sua milionésima peça foi instalada numa oficina independente, na Polónia. A

peça, um secador de ar com cartucho, assinala um marco importante na história

da ProVia, que, três anos depois do seu bem sucedido lançamento no mercado, quadruplicou

o número de produtos no seu portefólio em resposta à crescente procura global

de clientes. “A instalação da milionésima peça de reposição é um marco importante no

que só pode ser descrito como uma jornada de crescimento contínuo que tivemos com

os nossos clientes nos últimos três anos”, explica Aleksander Rabinovitch, responsável

pelo negócio de Peças de Reposição e Soluções de Reparação. Hoje, a ProVia está disponível

para os clientes através de 650 distribuidores independentes de peças em mais de

1.000 locais de 60 países em todo o mundo.

EMBRAIAGENS DA MARCA L.O.F

Motormáquina | Procurando sempre melhorar a sua oferta, a

Motormáquina apresenta uma nova gama de embraiagens que vem acrescentar

valor e preço/qualidade ao mercado. A L.O.F. Clutches aproveitou a experiência

de muitos anos de uma empresa de embraiagens para camião, assim como

de dois fabricantes de embraiagens em Inglaterra, para chegar ao seu

produto final. Os materiais e a tecnologia usados são de topo e, em conjunto

com o conhecimento e a paixão pela marca Land Rover, permitiu-lhes criar

embraiagens específicas e de reconhecida qualidade para a sua marca.

AJUDA PARA OS PROPRIETÁRIOS DE CLÁSSICOS

Eurol | Procura os lubrificantes certos para o seu clássico? A partir de agora, os carros clássicos também são

incluídos no guia de produtos da Eurol, podendo selecionar o segmento “carros clássicos”, onde encontrará várias

marcas e modelos. O guia de produtos da Eurol foi ampliado com base na necessidade crescente de aconselhamento

em lubrificação para carros clássicos. Além disso, a Eurol oferece uma ampla gama de produtos, incluindo vários

lubrificantes ideais para este tipo de veículos. O guia de carros clássicos da Eurol inclui cerca de 3.000 tipos de dados,

sendo que o veículo mais antigo é o Ford Modelo T (1909 – 1927), ao qual se juntam cerca de outros 500 veículos, na

sua maioria Ford. Já no que diz respeito aos modelos, a maioria das aplicações diz respeito a veículos Volvo 240.

TPMS DA ALCAR INTEGRA PORTEFÓLIO

Q&F, Lda. | O grupo alemão ALCAR, detentor das marcas de jantes AEZ,

Dotz, Dezent e Enzo, disponibiliza várias soluções que vão desde máquinas

de programação até sensores universais para programação e implementação

em sistemas TPMS. A máquina de programação VT56, para além de anunciar

a maior compatibilidade do mercado com os fabricantes de válvulas, dispõe

de uma interface extremamente simples e intuitiva, com atualizações que

acompanham o mercado automóvel. Já no que diz respeito às válvulas universais

diretas, a ALCAR conta com uma gama que consiste em três versões: T-Pro 0,

T-Pro 1 e T-Pro 2. Em conjunto, abrangem 96% do mercado.

84 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


ORGANIZAÇÃO

PARCERIA

BRIEFING COM FINALISTAS

OS CONCORRENTES DA GRANDE FINAL DA COMPETIÇÃO MELHOR MECATRÓNICO VISITARAM AS

INSTALAÇÕES DE ATEC PARA CONHECEREM, IN LOCO, O LOCAL ONDE VÃO REALIZAR AS PROVAS. CARLOS

ISIDRO, PRESIDENTE DO JÚRI, EXPLICOU COMO A COMPETIÇÃO ESTÁ ORGANIZADA

O

briefing de apresentação da

4.ª edição do Melhor Mecatrónico

possibilitou aos

concorrentes conhecerem o funcionamento

da competição e prepararem-se

para as várias provas e exercícios

que vão realizar nos próximos

dias 15 e 16 de novembro, nas oficinas

da ATEC – Academia de Formação.

As provas, elaboradas pela equipa

de formadores de Mecatrónica

Automóvel da ATEC, têm o carácter

de aferição de competências práticas

e teóricas. A avaliação é objetiva com

base no desempenho individual de

cada concorrente no desenrolar do

conjunto de provas aplicadas.

Para a realização das provas práticas,

serão introduzidas anomalias nos

veículos, que terão de ser detetadas

e resolvidas pelos concorrentes. As

anomalias introduzidas serão iguais

em todas as provas. Estarão à disposição

dos concorrentes os equipamentos

e ferramentas necessários

para a realização das provas, bem

como a informação técnica. Para conhecimento

dos leitores interessados

em assistir às provas da Grande Final

da competição Melhor Mecatrónico,

aqui fica o programa:

15 de novembro de 2019

(sexta-feira)

9h00 Receção dos concorrentes nas

instalações da ATEC

9h30 Briefing com os concorrentes

sobre as regras da competição

10h00 Início das provas/testes

sobre diagnóstico e

reparação de motores

11h00 Coffee break

11h30 Reinício das provas

12h30 Final das provas da manhã

13h00 Almoço nas instalações da

ATEC

14h00 Reinício das provas

18h00 Final das provas do

primeiro dia

21h00 Jantar convívio

com concorrentes,

patrocinadores, membros do

júri e organização

16 de novembro de 2019

(sábado)

9h00 Receção dos concorrentes nas

instalações da ATEC

10h00 Início das provas do dia 2

11h00 Coffee break

11h30 Reinício das provas

12h30 Final das provas do dia 2

13h00 Almoço nas instalações da

ATEC

14h00 Reunião do júri para

apuramento dos resultados

16h00 Anúncio dos vencedores da

4.ª edição da competição,

com distribuição de

diplomas de participação e

troféus aos oito finalistas l

86 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


ENTRADA

GRATUITA

INSCREVA-SE *

15 -16

NOVEMBRO

2019

ACADEMIA ATEC

PALMELA

COMPETIÇÃO

FINAL

Formações Técnicas

Demonstrações

Zona Exposição

* Inscreva-se em melhormecatronico.pt


ORGANIZAÇÃO

PARCERIA

AVALIAÇÃO CONCLUÍDA

COM A AVALIAÇÃO PRESENCIAL ÀS OFICINAS SELECIONADAS, OS TÉCNICOS DA POLIVALOR CONCLUÍRAM A 2.ª

FASE DA COMPETIÇÃO CHALLENGE OFICINAS, CUJA FINAL IRÁ REALIZAR-SE NOS DIAS 23 E 24 DE NOVEMBRO,

NO SALÃO MECÂNICA, EM LISBOA. NESTA EDIÇÃO, DAMOS A CONHECER AS RESTANTES TRÊS OFICINAS

PNEUFURADO

A Pneufurado, oficina da região de Rio de Mouro, com 32 anos

de atividade, aposta forte em maquinaria de topo e formação,

dispondo de técnicos habilitados para dar resposta em várias

áreas de reparação automóvel, desde a montagem de pneus até

serviços de mecânica geral. Dispõe de dois espaços comerciais: um

em Rio de Mouro, outro na Portela de Sintra. Com uma excelente

capacidade de resposta, fruto do grande stock, trabalha com as

principais marcas de pneus e peças. Inserida na Vulco há mais

de uma década, a Pneufurado aproveita as sinergias desta rede

de oficinas para dinamizar o negócio e aumentar a carteira de

clientes através dos acordos com gestoras de frotas e outras

entidades. Rui Carrasqueira, filho do fundador, é o atual gerente

da oficina.

CRAM

A CRAM – Centro de Recolha Automóvel da Madeira, é uma

oficina especializada na manutenção e reparação de veículos

da marca Porsche, mas efetua manutenção a todas as viaturas,

independentemente da marca, do ano de fabrico ou versão,

garantindo a mesma qualidade exigida pelas marcas. Conta com

todo o equipamento necessário para diagnóstico, informação

técnica e reparação. Pertence à rede AutoCrew e garante peças de

substituição com a qualidade Bosch. Dispõe de uma gama completa

de ferramentas e equipamento oficinal tecnologicamente avançado,

suportado por sistemas de software de informação técnica, logística

eficaz de peças, apoio e suporte técnico e empresarial e ainda ações

de marketing de forma a fidelizar e angariar novos clientes. Todos os

serviços são prestados por técnicos altamente qualificados.

FARMOTIVE

A Farmotive nasceu num ambiente familiar, com vasta experiência

no ramo automóvel, e profissionais de elevada qualidade para dar

resposta ao mercado da reparação automóvel. Especialista no Grupo

VAG (Volkswagen, Audi, Škoda e Seat), é uma oficina completa, no

sentido que presta todos os serviços de manutenção e reparação,

nomeadamente mecânica, eletricidade e diagnóstico. O percurso

evolutivo da Farmotive é um exemplo de boas práticas a nível de

serviço e relacionamento com os clientes. O principal fornecedor de

componentes é a Tisoauto, conseguindo ter o material disponível

sempre que necessário. E como trabalham com marcas premium,

oferece o nível de qualidade que os clientes procuram. Rui

Moreira é o gerente e dispõe de uma equipa com elevado grau de

conhecimentos técnicos.

88 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


y

ENTREGA

PRÉMIOS

24 NOVEMBRO

23 -24

NOVEMBRO

2019

salão MECÂNICA

FIL - Lisboa

COMPETIÇÃO

FINAL

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mais informações em challengeoficinas.pt


epintura

PERDA DE BRILHO

DESAFIOS PARA O PINTOR

DENTRO DO PROCESSO DE REPARAÇÃO E PINTURA DE UM VEÍCULO, A APLICAÇÃO CORRETA DO VERNIZ

DETERMINARÁ, EM GRANDE MEDIDA, O ASPETO FINAL DA REPARAÇÃO. PORTANTO, SERÁ UM DOS PRINCIPAIS

ASPETOS QUE O CLIENTE VAI ANALISAR QUANDO O VEÍCULO LHE FOR ENTREGUE

É

certo que o cliente pode não dispor de conhecimentos

técnicos sobre a pintura de veículos,

mas qualquer pessoa é capaz de identificar

uma superfície envernizada de forma irregular ou

com falta de brilho. Por conseguinte, ao ser pintado

um automóvel, o acabamento e o aspeto apresentado

pelo verniz depois de seco determinam, em

grande medida, a qualidade da reparação e, consequentemente,

a satisfação do cliente. Apesar desta

importância, convém realçar que qualquer camada

de pintura, seja de fundo ou de acabamento, pode

repercutir-se negativamente sobre a camada final

de verniz, motivo pelo qual não se deve descurar a

importância significativa da preparação de fundos.

Os fatores mais significativos que podem provocar

uma perda de brilho são explicados em seguida.

Qualidade ou escolha de produtos

1 INADEQuados

A gama de vernizes comercializados é muito variada.

De tal forma, que existem produtos de gama

baixa, intermédia ou alta. A utilização de um verniz

muito económico implica que o risco de perda

de brilho seja mais percetível após a secagem. Além

do mais, estes vernizes deixam uma camada seca de

menor micragem e são mais sensíveis a condições

climatéricas adversas. Por outro lado, a utilização de

vernizes em aerossol de 1K convencionais também

pode provocar as consequências referidas, pelo que

a sua utilização deve ser limitada na medida do possível

a pequenos retoques ou à pintura de componentes

auxiliares de pequenas dimensões.

Mau funcionamento dos equipamentos

2 de extração

As cabines de pintura são projetadas para que, no

seu interior, exista uma corrente de ar forçada que

permita afastar as neblinas geradas durante a pin-

90 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


tura. Desta forma, não permanecem em suspensão,

evitando o risco de se depositarem sob a forma de

uma fina veladura sobre as camadas de verniz aplicadas,

o que retiraria brilho à superfície. Para evitar

esta situação, é indispensável controlar, rigorosamente,

a manutenção da cabine, ou seja, controlar

as horas efetivas de funcionamento da cabine e rever,

periodicamente, o estado dos filtros. Uma saturação

excessiva dos mesmos leva a que a corrente

de ar perca eficácia, o que significa uma redução da

capacidade de aspiração da cabine face às neblinas

resultantes da aplicação com pistola aerográfica.

Outro fator que pode provocar perda de brilho, é a

presença de humidade excessiva na zona de pintura,

motivo pelo qual é recomendável realizar a aplicação

em cabines de pintura fechadas e secas que permitam

a regulação da temperatura.

Preparação inadequada de fundos

3 Sem esquecer a importância da limpeza e sopragem

do veículo no âmbito da preparação de fundos,

o fator que retira brilho à camada de laca é o aparecimento

de riscos ou imperfeições. Para evitar uma

perda de brilho provocada por estas circunstâncias,

é necessário lixar convenientemente as pinturas

de fundo depois de estas secarem completamente.

Além do mais, a utilização de grãos de lixa inadequados,

o incumprimento da sequência de lixamento

ou a aplicação de uma pressão de trabalho excessiva,

são alguns dos fatores que contribuem para o

surgimento de marcas ou “imperfeições” nas camadas

inferiores.

Mistura e dosagem incorreta de tintas

4 Uma vez que os níveis de temperatura e humidade

variam conforme a época do ano, é importante

selecionar o catalisador que mais se adeque a esta

circunstância, para evitar uma perda de brilho. Geralmente,

estes dividem-se em catalisadores lentos

adequados às temperaturas altas no verão, em médios

para temperaturas mais suaves na primavera

ou no outono e em rápidos para as temperaturas

baixa no inverno.

Aplicação incorreta de tintas

5 No que se refere à aplicação da tinta, a perda

de brilho pode ser consequência de uma aplicação

excessiva de camadas. Um exemplo claro de perda

de brilho por aplicação excessiva de produto é

o que acontece ao serem pintadas cores base água

com pouca capacidade de cobertura. Isto obriga o

profissional da oficina a realizar demasiadas passagens

com o risco de que a tinta não seque convenientemente,

o que, posteriormente, produz uma

condensação que retira brilho ao verniz. Para evitar

este problema, é conveniente utilizar aparelhos tintáveis,

se possível com tonalidade de cinzento mais

adequada à cor em questão, e efetuar uma boa secagem

da base de cor com a ajuda do infravermelho

ou do sistema de aumento de temperatura da

estufa. Também é comum que exista falta de brilho

por incumprimento dos tempos de evaporação entre

demãos. Por exemplo, um tempo de evaporação

demasiado curto pode provocar o aparecimento de

pequenas bolhas ou manchas.

Procedimentos incorretos

6 Por vezes, a pressa na oficina leva à tomada de

decisões que acabam por afetar as camadas de tinta

aplicadas. Um exemplo disso mesmo é a pressa

em retirar o veículo da estufa após o processo de secagem.

Este procedimento implica uma mudança

brusca de temperatura, especialmente no inverno,

o que provoca um embaciamento assinalável na laca,

retirando-lhe brilho de forma significativa. Para

evitar esta situação, é conveniente deixar entreabertas

as portas para acesso de veículos à estufa, de modo

a que a temperatura do interior se vá tornando

idêntica à do exterior. Outro exemplo de perda de

brilho resulta da execução de tarefas de correção de

defeitos ou de limpeza quando o verniz ainda não

está totalmente seco. Portanto, antes da correção de

qualquer defeito, é conveniente secar a camada de

verniz com infravermelho de onda curta. Também é

importante utilizar abrasivos e polimentos adequados

a cada situação de trabalho. No que respeita à

limpeza, convém evitar a limpeza com papel ou trapos

que risquem a superfície. De igual modo, durante

as duas semanas posteriores à pintura, não é

conveniente lavar o automóvel num equipamento

automático com rolos de cerdas agressivas.

7

Fatores externos e climatéricos

Fatores externos ou climatéricos, como excrementos

de ave, salinidade do ar, acumulação de sujidade

e lama ou ácidos, deterioram a camada de

verniz, geram perdas de brilho e, em alguns casos,

destroem esta camada. Por conseguinte, sempre

que se encontrar uma mancha ou um dano provocado

por estes fatores, deve ser limpa a superfície

ou ser encontrada uma solução para evitar o agravamento

do dano.

Conclusão

O verniz é a camada da pintura que fica à vista do

cliente. Portanto, devem ser tomadas todas as medidas

para conseguir que o seu aspeto e brilho sejam

perfeitos. Por conseguinte, utilizar produtos de qualidade,

seguir as instruções do fabricante referentes

à mistura de tintas e realizar processos de reparação

e aplicação adequados, são procedimentos fundamentais

para a concretização deste objetivo. l

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 91


Técnica

&Serviço

SECAGENS DE ALTA PRODUTIVIDADE

OTIMIZAR OS

recURSOS DISPONÍVEIS

NESTE ARTIGO, FOCAMO-NOS NOS PRODUTOS E PROCESSOS QUE PERMITEM SECAR E CURAR, DE FORMA

RÁPIDA E PROFUNDA, A ESPESSURA DE TINTA APLICADA, COM UMA APLICAÇÃO DE CALOR MÍNIMA OU NULA

92 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Colaboração Centro CESVIMAP

www.cesvimap.com

mínima ou nula. Tendo em conta os

elevados encargos com a eletricidade,

é uma boa altura para considerarmos

a utilização destes produtos.

Antigamente, as tintas que se aplicavam

nos nossos automóveis podiam

secar ao ar com total garantia

de sucesso. Referimo-nos às tintas

com nitrocelulose, sintéticas e, um

pouco mais recentes, às lacas e aos

esmaltes acrílicos convencionais e

MS. No entanto, a legislação sobre

os compostos voláteis contaminantes

da tinta sofreu alterações. Os

fabricantes desenvolvem produtos

menos contaminantes, como as resinas

acrílicas HS, UHS, para produtos

2K, e as bases bicamada aquosas

em substituição das bicamadas com

dissolvente.

Estas novas tecnologias, menos poluentes,

não proporcionam uma secagem

ao ar ideal e requerem a aplicação

de calor para a obtenção de uma secagem

adequada. Esta secagem pode

ser realizada com ar quente num forno

ou estufa de pintura, com painéis

infravermelhos ou, também, através

de painéis endotérmicos elétricos instalados

no interior das estufas.

aumentar a rentabilidade

Aumentar a rentabilidade da oficina

nem sempre implica investimentos

avultados. Também é possível reforçar

a eficiência e melhorar o rendimento

com pequenas inovações, já

que as oficinas dispõem de produtos,

processos ou ciclos de trabalho que

lhes permitem minimizar os tempos

de secagem e cura, manipular

as peças pintadas e, inclusivamente,

poli-las. As secagens de alta produtividade

são possíveis sem grandes

investimentos em equipamento de

oficina. Minimizando os consumos

energéticos e com recurso a meios

mais respeitadores do ambiente, permitem

reduzir a combustão das estufas,

aumentando, simultaneamente,

as capacidades de produtividade da

área de pintura.

Produtos e respetiva secagem

As massas de poliéster, bem como os

primários fosfatantes ou para plásticos,

permitiram sempre uma boa

secagem ao ar, embora, no caso das

massas, a secagem possa ser acelerada

através de equipamentos de

secagem por infravermelhos. Vamos

centrar-nos noutros produtos, os

2K, aparelhos e vernizes de última

geração. Em última análise, estes

produtos foram, em grande parte,

responsáveis pela evolução rumo a

uma secagem mais rápida, mais rentável

e mais ecológica para a oficina.

Aparelhos utilizados

A tecnologia utilizada nos novos

aparelhos é uma mistura de resinas

que permite obter ótimos resultados,

reduzindo os tempos de aplicação,

de evaporação entre demãos

e, sobretudo, de secagem. Podem

utilizar-se sobre praticamente todos

os suportes metálicos e plásticos do

automóvel, com ótimas garantias. A

sua aplicação é possível em diferentes

processos de trabalho, sejam peças

novas em cataforese ou reparadas

com danos de extensão variável. E de

forma rápida e simples, já que, após

a aplicação e evaporação da primeira

demão, as restantes demãos são aplicadas

consecutivamente, sem tempo

de evaporação entre elas. Cumprem

as normas COV e integram o conceito

de aparelhos em escala de cinzentos,

já que se podem encontrar em

três tonalidades diferentes (branco/

cinzento/preto).

A grande variação destes aparelhos

face aos convencionais reside, principalmente,

nos diferentes tipos ou

condições ideais de secagem.

l Secagem “ao ar” num período curto

de tempo (25 - 60 minutos), mas

tendo em consideração o número

de demãos aplicadas, a humidade, a

temperatura ambiente e o endurecedor

escolhido, entre outros;

AS SECagenS EFICIENTES AUMENTAM AS taXAS

DE PRODUTIVIDADE, MINIMIZAM OS CONSUMOS

ENERGÉTICOS E MELHORAM AS MARGENS DE LUCRO

Para otimizar os recursos disponíveis

na área de pintura, os

fabricantes estão em contínuo

processo de investigação e desenvolvimento

de produtos e processos inovadores

que proporcionem vantagens,

benefícios e melhorias na rentabilidade.

Existem diferentes fórmulas e

recursos para melhorar o rendimento

da pintura automóvel. Neste caso, vamos

focar-nos numa vertente muito

simples e económica: produtos e processos

que permitem secar e curar, de

forma rápida e profunda, a espessura

aplicada, com uma aplicação de calor

l Possibilidade de uma secagem ótima

(10 - 15 minutos) a temperatura

média, 40 - 45 °C, reduzindo o consumo

energético;

l Secagem extra rápida: apenas 5 -

10 minutos à temperatura máxima,

60 °C.

Vernizes aplicados

Os vernizes acrílicos 2K são os mais

utilizados nos sistemas de pintura

bicamada e tricamada, proporcionando

brilho, dureza e resistência

à reparação. Estes vernizes proporcionam

maior rentabilidade porque

permitem reduzir os tempos de

aplicação e têm tempos de secagem

muito curtos. Além do mais, permi-

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 93


Técnica

&Serviço

AUMENTAR A RENTABILIDADE DA OFICINA NEM SEMPRE

IMPLICA INVESTIMENTOS avULTADOS. POR VEZES, É POSSÍVEL

COM PEQUENAS INOVAÇÕES FAZER INÚMERAS MELHORIAS

tem secagem a baixas temperaturas,

inclusivamente secagem ao ar. A sua

aplicação é otimizada com uma demão

leve, seguida de outra densa.

Desta forma, as vantagens resultam

da eliminação dos tempos de espera

entre demãos e da redução dos consumos

com esta técnica de demãos

consecutivas.

Tecnologias eficazes

Dentro da ampla gama de vernizes

oferecidos pelas diferentes marcas de

tinta, destacamos aqueles que proporcionam

as secagens mais eficientes.

Os vernizes acrílicos polivalentes,

além de poderem ser aplicados

em diferentes processos e sobre diferentes

substratos, também apresentam

uma ampla janela de secagem.

A opção mais rápida de secagem

encontra-se entre 5 a 10 minutos,

a 60 °C, mas existem, também, outras

possibilidades de secagem muito

eficientes. Por exemplo, em estufas

antigas com pouco poder calorífico

ou em condições climatéricas muito

adversas, de muito frio, as secagens

serão muito eficientes mantendo a

temperatura de secagem entre 40 -

45 °C durante 15 - 20 minutos.

Os vernizes com resinas especiais

são soluções de última geração. Geralmente,

são uma mistura de diferentes

resinas. Entre elas, as poliaspárticas,

que permitem realizar uma

secagem, exclusivamente, ao ar ou

com aplicação de calor em estufa. A

grande vantagem destes vernizes é a

sua secagem extremamente rápida,

mantendo um ótimo nível de brilho

- talvez não o mais elevado dentro de

uma gama de vernizes - e obtendo

uma camada superficial uniforme e

com boa qualidade. Proporcionam,

também, uma excelente dureza e resistência.

Regra geral, este tipo de vernizes costuma

utilizar endurecedores específicos

ou aditivos aceleradores, em

substituição dos diluentes convencionais.

Permitem a possibilidade de

secagem com calor na estufa/forno

com tempos muito curtos (5 - 15 minutos)

ou, também, completamente

ao ar, entre 60 - 90 minutos.

Existem outros vernizes que secam

ao ar por absorção de humidade.

As condições ideais de temperatura

encontram-se entre os 20 - 25 °C e

as de humidade relativa do ar entre

50 - 60%. Estes vernizes apresentam

uma mistura certamente peculiar, já

que a sua proporção é de 1:1 com o

seu catalisador específico, sem necessidade

de diluente.

Como grande particularidade e de

cumprimento obrigatório, é necessário

ativar a base bicamada aquosa

com um aditivo específico numa proporção

de 5%. Desta forma, será possível

obter uma perfeita aderência

entre a base bicamada e este verniz.

Quando as peças estiverem isentas

de poeiras, aproximadamente aos 10

- 15 minutos, a 20 °C, devem ser retiradas

da estufa e, através da absorção

da humidade, terminarão a secagem.

Os tempos de secagem podem variar

entre 50 - 60 minutos, dependendo

da espessura aplicada e sobretudo,

das condições de temperatura e humidade

relativa.

Qualquer das três tecnologias anteriormente

referidas oferece excelente

resistência a raios ultravioletas, a riscos

superficiais e a diferentes agentes

químicos (ceras, gasolinas e óleos,

entre outros), que possam comprometer

as qualidades dos vernizes.

Aditivos de secagem ao ar

Alguns fabricantes de tintas oferecem

a possibilidade de utilizar aditivos de

secagem ao ar com o objetivo de otimizar

os processos de secagem tanto

nos aparelhos como nos vernizes. Estes

aditivos também permitem à oficina

a possibilidade de poupar energia

durante a secagem (além da configuração

de processos de trabalho mais

flexíveis e produtivos, libertando espaço

na estufa/forno para outros trabalhos

de pintura e, por conseguinte,

aumentando a sua produtividade).

Os aditivos de secagem ao ar também

são recomendáveis para processos

de pintura sobre peças de plástico,

garantindo a forma original das

peças plásticas, visto não existir calor

durante a sua secagem. A utilização

é muito simples: basta substituir o

diluente convencional pelo aditivo

específico de secagem ao ar, numa

mistura clássica de aparelhos ou

vernizes. O lixamento dos aparelhos

com este aditivo poderá ser realizado

após 40 minutos a 20 °C, embora

dependa da espessura aplicada e do

número de demãos, entre outros fatores.

l

94 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


TRAVÕES BATERIA REVISÃO MECÂNICA MUDANÇA ÓLEO CLIMATIZAÇÃO PNEUS PRÉ-CONTROLO

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NOTÍCIAS // A ÁREA MAIS COLORIDA DO AFTERMARKET

repintura

ROBERLO

CAMPANHA GRAND PRIX EM CURSO

A

Roberlo, empresa multinacional especializada no fabrico e venda de soluções

para o setor da repintura automóvel, deu início a uma nova campanha

de publicidade internacional, na qual os clientes assumem o verdadeiro

papel de líder. Desde 15 de outubro que a empresa está a realizar esta iniciativa

original, que entregará 40 prémios no valor de €100 ou equivalente na moeda do

país de residência dos vencedores. A campanha chama-se Roberlo Grand Prix,

como as corridas de Fórmula 1, e será vinculada a um dos principais produtos da

Roberlo, que se destaca pela sua rápida velocidade de secagem: o primer Multyfiller

Express. Esta massa acrílica espessa oferece uma grande cobertura, é fácil de

lixar e, acima de tudo, seca muito rapidamente. Uma propriedade que a transformou

no produto ideal para todos os tipos de reparações, combinando dois conceitos

chave no setor de repintura de hoje: velocidade e qualidade. Participar é muito

fácil. Só precisa de ter mais de 18 anos, trabalhar no setor de repintura ou reparação

e adquirir o produto diretamente ou através da empresa em que trabalha.

96 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


ZAPHIRO

NOVA PISTOLA

DEVILBISS

A

Zaphiro lança a mais recente novidade do catálogo

DeVilbiss, a pistola DV1 Clearcoat. Trata-se de uma

pistola especialmente projetada para aplicar todos

os tipos de vernizes, incluindo a última geração, que oferece

alta produtividade, desempenho e segurança. A série DV1,

da Zaphiro, começou, há um ano, com o lançamento da DV1

Basecoat para tintas à base de água, um produto desenvolvido

a partir do zero pela DeVilbiss, que revolucionou a indústria

graças ao desempenho otimizado. A nova Clearcoat, revestida

com um preto fosco de extraordinária elegância, aproveita

a plataforma DV1 e introduz modificações projetadas

especificamente para a aplicação de toda a gama de vernizes

no mercado. Desde vernizes HS (alto teor de sólidos) ou UHS

(ultra teor de sólidos) aos de média e baixa densidade e até

mesmo de compostos orgânicos voláteis, a nova Clearcoat DV1

oferece melhor desempenho, aplicação mais rápida e economia

significativa de produtos, garantindo um acabamento perfeito e

de alta qualidade.

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www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 97


Notícias

repintura

MOTA & PIMENTA

BETUMES SPRALAC

A

empresa de Vila Nova de Famalicão, especialista em repintura

automóvel, já fez saber que dispõe dos novos betumes

Ultralight e Light da marca Spralac. Respondem

pelo nome de SP7011 e SP7022 Betume Light as novas adições

ao portefólio de produtos da Mota & Pimenta. Mas vamos por

partes. Começando pelo SP7011 Betume Ultralight, produto que

anuncia excelente aderência na maioria das superfícies dos automóveis.

Segundo a Spralac, oferece uma capacidade de preenchimento

de alta construção, sendo muito fácil de lixar. Já o SP7022

Betume Light, leve e completo, foi projetado para ser lixado com

facilidade, de modo a obter-se um acabamento perfeito, usando,

progressivamente, os tipos de lixa P80, P120 e P240. De acordo

com a Spralac, o SP7022 Betume Light oferece boa aderência, especialmente

nos cantos, sendo multifuncional para todos os tipos

de reparações.

R-M E RIBEIRO & MARQUES

JUNTAS EM EVENTO

No passado mês de setembro, a R-M, em conjunto com o seu distribuidor

R-M Ribeiro & Marques, organizou mais um evento direcionado às oficinas

de reparação e repintura automóvel. No evento, foram apresentadas

algumas das últimas novidades aos mais de 50 clientes que marcaram presença

nesse dia. A R-M, enquanto marca de repintura premium representada pela Ribeiro

& Marques, não quis perder a oportunidade de poder apresentar, em primeira

mão, as suas últimas novidades, assim como partilhar com os presentes o seu

100.° aniversário, que está a ser celebrado ao longo de 2019. Através das demonstrações

realizadas pela equipa presente ao longo desse dia, os participantes do

evento puderam conhecer as vantagens do aparelho de secagem UV (ultravioleta)

– UV Light Filler Grey P2530 - lançado pela R-M, que constitui uma das grandes

inovações dos últimos tempos. O espírito de camaradagem e a competitividade

entre os participantes contribuiu, de forma decisiva, para o grande sucesso deste

dia de partilha e de convívio.

ASB

SERVIÇO ON THE ROAD

Foi no passado dia 21 de setembro, no âmbito do evento comercial

da ASB – Álvaro Sousa Borrego, que foi inaugurado o mais

recente serviço ASB on the road. Neste evento, estiveram presentes

os colaboradores da área comercial e técnica da empresa, que

contando ainda com um convidado especial, Alexandre Van De Vel

Sousa, que fez as honras de inaugurar a viatura ASB on the road e

desvendar a surpresa à equipa. A aposta neste serviço sobre rodas

prende-se com a crescente procura de formação direcionada, essencialmente,

às questões com as quais as oficinas se deparam todos os

dias. Com este novo serviço, a ASB está mais apta a responder localmente

e de uma forma mais célere às necessidades dos seus clientes.

98 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


Mundo

automóvel

KIA XCEED 1.6 CRDI TECH

FatoR X


DEPOIS DOS CEED, CEED SPORTSWAGON E PROCEED, EIS O XCEED.

A GAMA CEED ESTÁ CADA VEZ MAIOR E A KIA ESTÁ CADA VEZ MELHOR.

ESTE CROSSOVER UTILITY VEHICLE (CUV), QUE COMBINA O CARÁCTER

PRÁTICO DE UM SUV COM A ARQUITETURA DESPORTIVA DE UM

HATCHBACK, TEM TUDO PARA SER UM SUCESSO. A COMEÇAR PELO

DESIGN IRREVERENTE E A ACABAR NOS SETE ANOS DE GARANTIA

por Bruno Castanheira

Seria um hatchback (carroçaria de dois volumes

e meio com cinco portas) igual a

tantos outros, não fosse o “X” que lhe está

associado. O crossover urbano XCeed é produzido

na fábrica europeia da Kia, em Zilina, na Eslováquia,

tal como os Ceed, Ceed Sportswagon e

ProCeed. Segundo a marca sul-coreana, o XCeed

é um crossover por mérito próprio, tendo sido

concebido como um projeto autónomo dentro

da gama Ceed. E este é, precisamente, um dos

fatores que o torna único no mercado. Quer saber

porquê? Viaje connosco pelas linhas que se

seguem.

Desenvolvido na Europa

Concebido no centro europeu de design da Kia,

em Frankfurt, na Alemanha, os sinais de exclusividade

do XCeed são claros e demarcam-no

de outras propostas existentes no mercado, cuja

diferenciação se fica pelos arranjos estéticos ou

plásticos adicionais aplicados no exterior. A carroçaria,

estilo coupé, ainda que o cinzento que

reveste esta unidade não seja, em nossa opinião,

a que melhor resulta (amarelo, vermelho ou azul

são as tonalidades mais indicadas, estando a pintura

metalizada disponível por €430), é um dos

grandes argumentos do XCeed. Desenvolvida de

raiz (apenas as portas dianteiras foram extraídas

dos Ceed e Ceed Sportswagon), a carroçaria, com

uma altura ao solo de 184 mm, coloca o XCeed

ao nível de muitos SUV e confere-lhe real versatilidade.

As jantes de 18”, a grelha escura, as

inserções brilhantes e a dupla saída de escape

quadrangular, são elementos que resultam muito

bem.

O interior mantém a mesma tónica, ainda que,

diga-se em abono da verdade, seja bem mais sóbrio

do que o exterior. A qualidade de construção

situa-se num patamar bastante convincente,

o posto de condução é simplesmente ótimo e

quanto a espaço disponível para ocupantes e bagagem,

o XCeed cumpre a sua missão sem deslumbrar.

Anunciando 426 litros com os bancos

traseiros na posição normal (1378 litros com eles

rebatidos), a bagageira é 31 litros maior face à do

Ceed, o que reforça a singularidade e o carácter

prático da sua faceta de crossover.

O XCeed está disponível com o primeiro painel

de instrumentos totalmente digital da Kia: Supervision,

de 12,3”. Concebido para fornecer as

informações da forma mais clara possível, apresenta

um ecrã de alta definição (1920x720 pixels),

que substitui os mostradores convencionais.

O seu monitor, único e perfeitamente integrado

no tablier, incorpora mostradores digitais extremamente

claros para as funções de velocímetro

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 101


KIA XCEED

Embalagem e

conteúdo a condizer.

O XCeed foi

concebido como um

projeto autónomo

dentro da gama

Ceed. Argumentos

não lhe faltam

O XCEED É A QUARTA DECLINAÇÃO DA FAMÍLIA

CEED E ESTÁ DISPONÍVEL COM O PRIMEIRO PAINEL

DE INSTRUMENTOS TOTALMENTE DIGITAL DA KIA

e de conta-rotações. Um ecrã multifunções

entre os mostradores exibe

instruções de navegação e informações

áudio, para além de indicações

de bordo aprofundadas, alertas de

diagnóstico do veículo e notificações

instantâneas relacionadas com os diversos

sistemas de segurança.

Criado para o mundo

Equipado com inúmeros dispositivos

de assistência à condução, o

XCeed faz uso de uma vasta gama

de tecnologias: Sistema de Controlo

da Velocidade Inteligente, com função

Stop&Go, Sistema de Deteção

do Ângulo Morto, Aviso de Colisão

Frontal com deteção de automóveis e

de peões, Aviso de Limite de Velocidade

Inteligente, Sistema Inteligente

de Auxílio ao Estacionamento, Assistência

à Manutenção na Faixa de

Rodagem, Assistente de Máximos e

Gestão da Estabilidade do Veículo,

que aumenta a estabilidade na travagem

e em curva através da atuação

do Controlo Eletrónico de Estabilidade

(ESC). Já o Aviso de Atenção

do Condutor, aconselha a fazer uma

pausa se forem detetados sinais de

fadiga. E a Assistência à Circulação

na Faixa de Rodagem (LFA) consiste

na tecnologia de condução autónoma

de “Nível 2” da Kia, que controla

a aceleração, a travagem e a direção.

Contudo, o XCeed, na especificação

Tech, não dispõe de todos estes

dispositivos. Mas quase. Por €1.100

pode ser requisitado o Pack ADAS,

que inclui Alerta de Colisão Frontal

para Peões, Detetor de Ângulo Morto

e Alerta de Tráfego na Retaguarda.

Entre os cuidados especiais tidos na

elaboração deste modelo, encontra-

-se a suspensão, com uma afinação

exclusiva e batentes hidráulicos na

dianteira, que permitem uma melhor

absorção das irregularidades, resultando,

assim, num maior conforto

em pisos degradados. É a verdade é

que o XCeed é um CUV cómodo e

que dá gosto conduzir, ainda que o

comando da caixa manual pudesse

ser mais preciso. A direção é comunicativa

q.b., os travões cumprem o seu

papel com competência, o rolamento

da carroçaria em curva é pouco acentuado

e mesmo nas situações perto

dos limites da física este Kia lida bem

com a pressão. Os 136 cv e 280 Nm

do motor Diesel 1.6 CRDi, equipado

com filtro de partículas, quatro válvulas

por cilindro, injeção common

rail, sistema start&stop, turbo de

geometria variável e intercooler, proporcionam

uma condução agradável,

ainda que sem grandes motivos para

euforias.

O XCeed é, sem dúvida, dos modelos

mais interessantes e apelativos da

Kia, marca que tem sabido, aos poucos,

conquistar as preferências dos

consumidores portugueses. A versão

aqui em ensaio custa (sem despesas

nem extras) €34.647, mas a gama arranca

nos €26.747 da variante a gasolina

1.0 T-GDi Drive de 120 cv com

caixa manual de seis velocidades. l

MOTOR

Tipo

4 cil. linha Diesel, transv., diant.

Cilindrada (cc) 1598

Diâmetro x curso (mm)

77,0x85,8

Taxa de compressão 15,9:1

Potência máxima (cv/rpm) 136/4000

Binário máximo (Nm/rpm) 280/1500-3000

Distribuição

2 v.e.c., 16 válvulas

Alimentação

injeção common rail

Sobrealimentação turbo VTG + intercooler

TRANSMISSÃO

Tração

dianteira com ESC

Caixa de velocidades manual de 6+ma

DIREÇÃO

Tipo

pinhão e cremalheira

Assistência

sim (elétrica)

Diâmetro de viragem (m) 12,7

TRAVÕES

Dianteiros (ø mm) discos ventilados (288)

Traseiros (ø mm) discos maciços (272)

ABS

sim, com EBD+BAS

SUSPENSÕES

Dianteira

McPherson

Traseira

Multilink

Barra estabilizadora (diant./tras.) sim/sim

PERFORMANCES ANUNCIADAS

Velocidade máxima (km/h) 196

0-100 km/h (s) 10,6

Consumo combinado WLTP (l/100 km) 5,3

Emissões de CO 2 WLTP (g/km) 138

Nível de emissões Euro 6

DIMENSÕES, PESO E CAPACIDADES

Comp./larg./alt. (mm) 4395/1826/1495

Distância entre eixos (mm) 2650

Vias frente/trás (mm) 1575/1573

Capacidade do depósito (l) 50

Capacidade da mala (l) 426-1378

Peso (kg) 1472

Relação peso/potência (kg/cv) 10,82

Jantes de série

7 1/2Jx18”

Pneus de série 235/45 R 18

Pneus de teste Continental ContiSportContact 5

235/45 R 18 94V

GARANTIAS

Mecânica

7 anos ou 150.000 km

Pintura

5 anos ou 150.000 km

Anticorrosão

12 anos sem limite km

ASSISTÊNCIA

1.ª revisão 1 ano ou 15.000 km

Custo 1.ª revisão (c/ IVA) €35

Intervalos

1 ano ou 15.000 km

PREÇO (sem despesas) €34.647

Unidade testada €34.647

Imposto Único de Circulação (IUC) €158,92

102 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


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Mundo

Automóvel

NOTÍCIAS por Bruno Castanheira

VOLVO XC40 RECHARGE

O PRIMEIRO 100% ELÉTRICO

A Volvo apresentou o seu primeiro modelo 100% elétrico: o XC40

Recharge. Nos próximos cinco anos, a marca sueca lançará um novo

veículo com esta tipologia a cada ano. A Volvo Cars pretende que,

em 2025, metade das suas vendas mundiais seja constituída por

modelos elétricos, sendo a restante quota preenchida por híbridos.

Recharge será o nome que a marca atribuirá a todos os Volvo que

sejam recarregáveis (100% elétricos ou híbridos plug-in). O Volvo

XC40 Recharge, que chega a Portugal em 2021, terá 408 cv e uma

autonomia de 400 km (WLTP). Será possível carregar 80% das suas

baterias em 40 minutos através de um sistema de carga rápida. Para

ajudar a manter os passageiros seguros e as baterias intactas em

caso de colisão, a Volvo desenvolveu uma nova estrutura. Oito cores

exteriores, onde se inclui a nova “Sage Green metallic”, permitem

uma vasta personalização, sendo o teto preto de série. Estão,

também, disponíveis duas novas opções de jantes de 19” e 20”.

MERCEDES-BENZ

A MARCA AUTOMÓVEL MAIS VALIOSA

A

Mercedes-Benz foi, uma vez mais, considerada a marca automóvel de luxo mais valiosa do

mundo. No último ranking “Best Global Brands”, da consultora norte-americana Interbrand,

a marca alemã reafirmou o resultado alcançado no ano passado, ao ocupar o 8.° lugar. A

Mercedes-Benz continua a ser a única marca europeia a figurar entre as 10 primeiras posições. Em

comparação com 2018, o valor da Mercedes-Benz aumentou mais 5%, para 50.832 mil milhões de

dólares, naquela que é a continuação de uma história de sucesso ininterrupta, pois a marca tem aumentado,

continuamente, o seu valor desde 2009. A Interbrand, consultora dos EUA, avalia as 100

marcas mais valiosas do mundo de acordo com três aspetos: “Desempenho financeiro dos produtos

ou serviços da marca”; “Papel da marca no processo de decisão de compra”; “Força da marca visando

salvaguardar as receitas futuras da empresa”.

HYUNDAI

CAMPANHA COM NEXO EM ESPANHA

A

Hyundai Motor Espanha lançou uma campanha com a embaixadora da marca, Mireia

Belmonte, onde a atleta testa a tecnologia ecológica do modelo NEXO. A Campeã Olímpica

enfrentou o desafio de treinar dentro de uma bolha ligada ao tudo de escape de um NEXO,

respirando as emissões diretamente do veículo. Este é o primeiro modelo fuel cell a ser matriculado

em Espanha, revelando o compromisso da Hyundai para com a tecnologia de hidrogénio destinada a

utilização urbana. Além de não produzir emissões poluentes, este modelo reduz ainda a pegada ambiental

dos outros condutores. O NEXO é considerado uma peça chave na estratégia ecológica da

Hyundai, que pretende lançar 38 modelos “verdes” até 2025, acelerando o desenvolvimento da condução

com zero emissões. Com um design minimalista e fluido, o Hyundai NEXO conjuga a mais

recente tecnologia com o estilo SUV, sendo a ponte para o futuro da mobilidade.

FORD

PRODUÇÃO DO PUMA COMEÇOU

A produção em série do inovador e eletrificado Puma, a partir das

instalações de ponta da Ford em Craiova, na Roménia, já teve início.

Proposto com a avançada tecnologia mecânica eletrificada EcoBoost

Hybrid 48 Volt, o novo crossover compacto da Ford, de inspiração

SUV, é o primeiro veículo híbrido a ser fabricado na Roménia. Para

o efeito, a Ford contratou uma equipa adicional composta por

1.700 pessoas e investiu, aproximadamente, 200 milhões de euros

na unidade fabril de Craiova. O novo Puma é um dos oito modelos

eletrificados que a Ford está a trazer para o mercado europeu

em 2019. No início do ano em curso, a marca anunciou que cada

novo modelo seu de passageiros incluiria, na gama, uma opção

eletrificada – mild hybrid, full hybrid, plug-in hybrid ou 100%

eléctrica – disponibilizando, assim, aos clientes europeus um

dos mais abrangentes leques de opções electrificadas. ST-Line e

Titanium X serão duas das versões disponíveis.

104 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


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Mundo

Automóvel

EM ESTRADA

por Jorge Flores

RENAULT TWINGO LE COQ SPORTIF

CANTAR DE GALO

A

versão Le Coq Sportif do Renault Twingo é como um regresso ao passado. Ambas as marcas

têm uma história de relevo em matéria de popularidade e estilo. Com esta edição especial (a

mais elitista da gama), a marca francesa – ambas – procuram piscar o olho aos espíritos mais

saudosistas da década de 90. Mas será que o pequeno galo francês ainda sabe cantar? Dotada de uma

caixa automática de dupla embraiagem (EDC) e um motor a gasolina com 95 cv de potência, esta

versão especial custa €16.090, enquanto a proposta tradicional custa €11.760 (caixa manual de cinco

velocidades e motor de 75 cv). A diferença está nos detalhes que a versão Le Coq Sportif acrescenta.

Quais? Permite optar por três cores: branca (como a unidade ensaiada), azul e vermelho. Todas estas

opções de carroçaria exibem, no exterior e interior, emblemas com a imagem da marca de vestuário e calçado. Contempla ainda vários elementos

exclusivos, como, por exemplo, o ar condicionado automático, o sistema multimédia Easy Link com ecrã tátil de 7’’ compatível com Android Auto

e Apple Car Play, o regulador/limitador de velocidade, o banco do condutor regulável em altura, o sistema de ajuda ao estacionamento traseiro

com câmara de marcha-atrás, os sensores de chuva e luminosidade e os estofos com personalizações em vermelho.

Motor 3 cil. linha, transv., tras. Cilindrada (cc) 898 Potência máxima (cv/rpm) 95/5500 Binário máximo (Nm/rpm) 135/2500

Velocidade máxima (km/h) 165 0-100 km/h (s) 11,1 Consumo combinado (l/100 km) 6,0 Emissões de CO 2 (g/km) 105

Preço €16.090 IUC €94,42

FIAT TIPO SW 1.3 MULTIJET MIRROR

CONECTIVIDADE ACRESCIDA

De linhas discretas, mas elegantes, a carrinha Fiat Tipo ganhou uma nova versão:

Mirror (espelho, em inglês). Um reforço em matéria de conectividade e infoentretenimento,

imposição dos tempos modernos. Integra um sistema Uconnect HD

Live, com ecrã tátil de 7” e integração com Apple CarPlay e compatibilidade com Android Auto.

Permite, deste modo, aceder ao smartphone e às suas aplicações, a partir do posto de condução.

Em exclusivo para esta versão da carrinha Fiat Tipo, uma nova cor: azul “Venezia”, além de uma

série de elementos cromados, como os puxadores das portas, os frisos laterais, o contorno da grelha

inferior, as molduras dos faróis de nevoeiro e o revestimento dos retrovisores. Trunfo é, também, a

habitabilidade, que continua generosa, e uma bagageira a condizer, com 550 litros. O motor Diesel

de 1,3 litros com 95 cv não é um primor, sobretudo, em termos audíveis, mas compensa em termos de consumos: 3,7 l/100 km. Em termos dinâmicos,

esta carrinha não compromete. Mas também não entusiasma. Equipada com caixa manual de cinco relações, a carrinha Fiat Tipo cumpre o arranque

dos 0 aos 100 km/h em 12,5 segundos e alcança os 200 km/h de velocidade máxima.

Motor 4 cil. linha Diesel, transv., diant. Cilindrada (cc) 1248 Potência máxima (cv/rpm) 95/3750 Binário máxi mo (Nm/rpm) 200/1500

Velocidade máxima (km/h) 200 0-100 km/h (s) 12,5 Consumo combinado (l/100 km) 3,7 Emissões de CO 2 (g/km) 98 Preço €23.207 IUC €94,42

106 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


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tecnologia

FÁBRICA DA ŠKODA EM MLADÁ BOLESLAV

HUB DE PINTURA CHECO

A FÁBRICA DA ŠKODA NA CIDADE DE MLADÁ BOLESLAV PASSA A SER DAS MAIS MODERNAS DO MUNDO EM

TERMOS DE PINTURA DE AUTOMÓVEIS. DEPOIS DE UM AVULTADO INVESTIMENTO, A UNIDADE PASSOU A SER MAIS

LIMPA E ECOLÓGICA. CONHEÇA, EM DETALHE, A NOVA ALA DE PINTURA QUE SE RECICLA POR SI SÓ por Ricardo Carvalho

A

Škoda inaugurou uma ala de

pintura na sua fábrica de

Mladá Boleslav, na República

Checa. Nesta ala, está previsto que

sejam pintados, a cada ano, um total

de 168 mil carroçarias adicionais, o

que eleva a capacidade anual total

desta fábrica para 812 mil veículos. A

marca checa do Grupo VW investiu

um total de 214,5 milhões de euros

no novo edifício, que se transforma

num dos mais modernos e ecológicos

deste género na Europa. Ao mesmo

tempo, criou mais 650 novos postos

de trabalho.

Muitas das diferentes fases de produção

serão realizadas ou assistidas

por um total de 66 robots dotados de

tecnologia, todos de funcionamento

autónomo. A utilização de tecnologias

inovadoras permite que as

várias estações de trabalho dos colaboradores

da fábrica sejam particularmente

ergonómicas. As tecnologias

de pintura de última geração

utilizadas nesta nova ala da fábrica

da Škoda incluem um sistema totalmente

autónomo para transportar as

carroçarias individualmente durante

o pré-tratamento e a aplicação do

primário. Graças a este método de

transporte, os parâmetros do processo

de cada veículo podem ser selecionados

individualmente, numa personalização

que não é possível nas

linhas de pintura tradicionais.

Estratégia GreenFuture

Todos os dados do processo de produção

são coordenados de forma eletrónica

com a identificação de cada

veículo, sendo transmitidos, posteriormente,

por rádio, à estação de

trabalho. A Škoda Auto preocupou-se

em conseguir um consumo de energia

muito reduzido com este novo espaço.

Para isso, utiliza uma nova tecnologia

de secagem, que faz com que os recuperadores

centrais soprem ar quente

em certas áreas para reduzir até 20%

a energia empregue para secar as camadas

de pintura dos veículos. Graças,

também, a um inovador sistema de escovas

húmidas para limpar as carroçarias,

a selagem e a imprimação da tinta

são realizados ao mesmo tempo.

Os 66 novos robots de pintura dispõem

de um inovador sétimo eixo de

rotação no seu braço móvel, que lhes

permite pintar carroçarias de automóveis

com uma superfície total de

até 108 m 2 . As instalações da Škoda

Auto aplicam apenas as camadas à

base de água, com exceção da camada

transparente final. Não obstante,

nesta nova ala, 55% da camada superior

é feita com matéria sólida. Precisamente

por isso, cada veículo precisa,

aproximadamente, de menos 210

gramas de dissolvente e até mesmo a

quantidade da camada transparente

é reduzida em 17%.

A nova ala de pintura da fábrica de

Mladá Boleslav dispõe ainda de um

sistema que dá pelo nome de “separação

de secagem” e que absorve

os resíduos de pintura, bem como

de outro sistema, que se encarrega

de eliminar termicamente todas as

emissões. Assim, é possível reduzir

108 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com


A LINHA DE PINTURA MAIS avanÇada DA EUROPA

66

robots

Muitas das

operações passaram

a ser asseguradas por robots.

Graças à utilização de tecnologias

inovadoras, os locais de trabalho são

funcionais e ergonómicos

20 % menos energia

Tecnologia de secagem única diminuiu o consumo

de energia em um quinto

2 componentes de pintura

Dois novos e modernos componentes de pintura

reduzem o impacto ecológico durante a aplicação

da tinta

17% menos tinta

Um método de pintura mais preciso reduz o

conjunto de agentes dissolventes utilizados e o

desperdício de tinta que foi criado

17 tonalidades com e sem efeitos

metalizados e pérola

Ecológica

Novos métodos de aplicação da tinta

Secagem separada

Ao utilizar calcário, elimina o

desperdício na forma de lodo de tinta

Recicla até 80% de ar

Reduz a necessidade do seu tratamento

36%

Menos emissões de substâncias orgânicas

Poupança de energia

Eliminação de um dos estágios da pintura

Nova ala de pintura

em números

25.094 m 2

Área onde a oficina

de pintura foi

construída ocupada

equivale a três campos

de futebol

828.058 m 3

Volume de ar aproximado equivale ao

volume de água de 265 piscinas olímpicas

35 m de altura

A oficina de pintura com sete andares

é o edifício mais alto da fábrica checa

em 36% as emissões derivadas da

produção de compostos orgânicos

voláteis (VOC) gerados durante o

processo de pintura. Todo o investimento

no novo espaço de pintura

ecológico insere-se na estratégia

GreenFuture e constitui um pilar

importante do objetivo de sustentabilidade

da marca checa. l

O sistema de pintura inclui cinco camadas com uma espessura de cerca de 100 micrómetros

Camada exterior - 30 µm

Cor - 20 µm

Camada anti-corrosão - 18 µm

Fosfato - 2 µm

www.jornaldasoficinas.com Novembro I 2019 109


Mundo

Automóvel

USO PROFISSIONAL FORD TRANSIT ECOBLUE HYBRID

MECÂNICA MUITO PRÓPRIA

A FORD ADIANTA-SE À CONCORRÊNCIA COM UM SISTEMA MICRO-HÍBRIDO, ESTREIA NO

SEGMENTO, CAPAZ DE REDUZIR, EFICAZMENTE, O CONSUMO DE COMBUSTÍVEL SEM COMPROMETER

A SUA UTILIZAÇÃO, GRAÇAS À TECNOLOGIA DE BATERIAS DE 48V por Ricardo Carvalho

A

“hibridização” é mais uma

necessidade do que uma

moda passageira. Trata-se

de uma nova tecnologia de redução

de consumos e emissões que, agora,

faz mais sentido do que nunca no

segmento dos veículos comerciais

ligeiros. Por isso, a Ford colocou

“mãos à obra” e desenvolveu a sua

tecnologia micro-híbrida para a

Transit, paralelamente ao anúncio

da utilização da tecnologia híbrida

plug-in, presente na sua “irmã menor”,

a Custom. Voltando ao tema

deste artigo, o maior furgão da marca

da oval azul recorre, em opção, a

uma bateria de 48V, que proporciona

maior potência elétrica à rede,

permitindo novas funcionalidades

em elementos como o novo alternador,

que substitui o original, e que

também faz, por vezes, de motor

de arranque e gerador. Este recupera

energia nas desacelerações e

guarda-a na bateria, podendo ainda

reaproveitá-la nas fases de desaceleração.

O objetivo não passa por melhorar

as prestações (ainda que a resposta

ao acelerador seja mais rápida), mas

por aumentar a eficiência do motor

Diesel. Ao conquistar um extra de

binário em aceleração, o bloco Diesel

fica sujeito a menor esforço e, em

consequência, gasta menos combustível.

A Ford afirma que gasta menos

3% de combustível e que pode chegar

aos 8% em condução urbana,

precisamente no ambiente em que

mais se pode aproveitar esta componente

híbrida.

Elevada eficiência

A Ford propõe este sistema MHEV

nos seus motores Diesel combinados

com tração dianteira ou traseira.

Motores que recebem uma atualização

para estarem de acordo com as

novas normas anti-contaminação. A

gama, baseada no mesmo bloco 2.0

EcoBlue, recebe novos injetores, novas

soluções para reduzir as fricções

e uma nova bomba de óleo, que adequa,

de forma mais eficiente, o fluxo

de acordo com o que é pedido. São

três níveis de potência (105, 130 e 170

cv), aos quais se junta um novo patamar

com 185 cv e 415 Nm de binário.

Por outro lado, a Transit é proposta

tanto com transmissão manual como

automática, ambas de seis velocidades.

A partir da primavera de 2020,

vai passar a existir uma opção de caixa

automática de 10 relações (só para

as Transit de tração traseira).

Muito completa

Como vem sendo habitual, a gama da

Transit foi pensada para todo o tipo

de utilizações e utilizadores. Está

disponível em carroçaria furgão, com

três comprimentos e duas alturas,

que dão forma a uma caixa de carga

entre 9,5 e 15,1 m 3 . O peso bruto oscila

entre os 3.100 e os 4.700 kg. Os

que precisarem de um espaço de carga

mais versátil, têm na chassis-cabina

a sua melhor aliada, pois pode

servir de base a transformações com

até cinco comprimentos de chassis,

entre os 5,22 e os 7,57 m.

Por fim, as versões de passageiros

também foram contempladas pela

Transit. Primeiro, as Kombi e mistas

que oferecem até nove lugares e

ainda espaço de carga de acordo com

as necessidades. Depois, as Bus, desenvolvidas

para o transporte escolar

ou shuttle VIP, com capacidade entre

11 e 18 passageiros, ainda que, neste

caso, seja necessário carta de condução

de pesados de passageiros. l

110 Novembro I 2019 www.jornaldasoficinas.com

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