JANEIRO-2020 - edição nº 260

araujomota

Cento Lusitano de Zurique

[ JANEIRO 2020 | Edição Nº. 260 | ANO XXVI | Direcção: Sandra Ferreira + Armindo Alves | Publicação mensal gratuita ]

AOS ASSOCIADOS, LEITORES, PATROCINADORES E AMIGOS

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UM MAGNÍFICO

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EDITORIAL

ESTATUTO

EDITORIAL

PÁGINA 3

DEPENDÊNCIA

QUÍMICA

PÁGINA 4, 5

SAÚDE

ACTUALIDADE

POBREZA NA

SUÍÇA

AUMENTA

PÁGINA 16


DezEMBRO 2019

Página 06

2

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Centro Lusitano de Zurique

Birmensdorferstr, 48

8004 Zürich

www.cldz.eu - info@cldz.eu

Bufete, reserva de refeições 077 403 72 55

Cursos de alemão 076 332 08 34

Direcção

044 241 52 60 / info@cldz.eu

Futebol armindo.alves@garage-mutschellen.ch / 079 222 09 14

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Publicidade 079 913 00 30/pub.lusitano@gmail.com

Rancho folclórico

076 344 15 40 / rancho@cldz.ch

incentro@cldz.ch

Vamos contar uma história 079 647 01 46

Consulado Geral de Portugal em Zurique

Zeltweg 13 - 8032 Zurique

Tel. Geral: 044 200 30 40

Serviços de ensino: 044 200 30 55

Serviços sociais: 044 261 33 32

Abertura de segunda a sexta-feira das

08:30 às 14:30 horas

Embaixada de Portugal

Weitpoststr. 20 - 3000 Bern 15

Secção consular: 031 351 17 73

Serviçoa sociais: 031 351 17 42

Serviços de ensino: 031 352 73 49

Serviços municipais de informação para

imigrantes - Zurique (Welcome Desk)

Stadthausquai 17 - Postfach 8022 Zurique

Tel.: 044 412 37 37

Polícia 117

Bombeiros 118

Ambulância 144

Intoxicações 145

Rega 1414

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L U S I T A N O

ANO XXV - Nº. 259 - DIRECÇÃO: Sandra Ferreira + Armindo Alves - Publicação mensal gratuita

Campeões!

Juniores D

sagraram-se

campeões de

Inverno...

d e Z u r i q u e

Aos associados, leitores, patrocinadores e amigos

BOAS FESTAS!

Missão Católica de Língua Portuguesa – ZH

Katholische Mission der Portugiesischsprechenden

Fellenbergstrasse 291, Postfach 217 - 8047 Zürich

Tel.: 044 242 06 40 7 044 242 06 45 - Email: mclp.zh@gmail.com

Horário de atendimento:

- segunda a sexta-feira das 8h às 13h00 e das 13h30 às 17h

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Janeiro 2020 | Lusitano de Zurique | www.cldz.eu


EDITORIAL

3

Estatuto editorial

A DIRECÇÃO: Sandra Ferreira

Armindo Alves

1 — O “Lusitano de Zurique” é um jornal de informação geral e é

propriedade do Centro Lusitano de Zurique, com sede Birmensdorferstr.

48 - 8004 Zurique - Suíça.

2 — O “Lusitano de Zurique” está essencialmente ao serviço

das Comunidades Lusófonas.

3 — O “Lusitano de Zurique” coloca o bem comum acima dos

interesses particulares e não privilegia ninguém, procurando, no

entanto, ser a voz dos sem voz.

4 — O “Lusitano de Zurique” rejeita quaisquer totalitarismos,

quer de direita quer de esquerda. Rejeita todas as formas de

violência e preconiza o diálogo como forma normal de resolver

os diferendos.

5 — Como instrumento ao serviço da pessoa humana, o “Lusitano

de Zurique” considera condenável tudo quanto se opõe à

vida humana, como seja toda a espécie de homicídio, genocídio,

pena de morte e tudo o que viola a integridade da pessoa

humana, como as mutilações, os tormentos corporais e

mentais e as tentativas para violentar as próprias consciências;

tudo quanto ofende a dignidade da pessoa, como as

condições de vida infra-humanas, as prisões arbitrárias, as

deportações, a escravidão, a prostituição, o tráfico de mulheres

e jovens; as condições degradantes de trabalho, em

que os operários são tratados como meros instrumentos de

lucro e não como pessoas livres e responsáveis.

6 — Como publicação periódica de informação geral destinada

às Comunidades Lusófonas, o “Lusitano de Zurique”

está ao serviço de uma informação verdadeira e objectiva,

diversificada e completa e está aberta ao pluralismo e à diversidade

de opiniões.

7 — O “Lusitano de Zurique” é uma publicação, onde se

procura distinguir a informação da opinião e actua de acordo

com o princípio, segundo o qual os factos são sagrados

e os comentários são livres. Vincula-se ao respeito pelos

princípios deontológicos e pela ética profissional dos jornalistas,

assim como pela boa-fé dos leitores.

8 — O “Lusitano de Zurique” é uma publicação independente

de qualquer poder político, religioso, desportivo, ou

económico.

EQUIPA REDACTORIAL

EMAIL: LUSITANOZURIQUE@GMAIL.COM

Sandra Ferreira

Armindo Alves

DIRECTOR A CC12 A

SUB-DIRECTOR CC15 A

Natascha D´Amore

Domingos Pereira

Maria dos Santos

Carmindo de

Carvalho

Lúcia Sousa

Euclides Cavaco

Zuila Messmer

Pedro Barroso

Joana Araújo

CC11 A

Carlos Matos

Gomes

Cristina F. Alves

CC 16 A

Manuel Araújo

jornalista 3000 A

Jorge Macieira

CC28 A

EDIÇÃO,

COMPOSIÇÃO

E PAGINAÇÃO

Manuel Araújo

Jornalista 3000 A

araujo@manuelaraujo.org

Tel.:(+351) 912 410 333

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Tel.: 079 913 00 30

Pedro Nogueira

IMPRESSÃO

Diário do Minho

Tiragem: 2000 exemplares

Periodicidade: Mensal

Distribuição gratuita

PROPRIEDADE

& ADMINISTRAÇÃO:

Centro Lusitano de Zurique

Birmensdorferstr. 48

8004 Zürich

Tel.: 044 241 52 60 - Fax: 044

241 53 59

Web: www.cldz.eu

E-mail: info@cldz.eu

Nuno

Brandão

Esta publicação não

adopta nem respeita o inútil

(des)Acordo Ortográfico

Apoios:

Daniel Bohren

Jurista

Pedro Nabais

CC14 A

Aragonez

Marquez

Ivo Margarido Jeremy da Costa Nelson Lima

NOTA: Os artigos assinados reflectem tão-somente a opinião dos seus

autores e não vinculam necessariamente a direcção desta revista

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4

SAÚDE

Dependência química

ZUILA MESSMER

A dependência química é uma doença crónica e progressiva,

ou seja, que piora com o passar do tempo, caso não seja tratada,

e que gera outras doenças. É considerada também um

transtorno mental e psicológico, caracterizando-se por um conjunto

de sinais e sintomas decorrentes do uso de drogas*.

A condição física e psicológica causada pelo consumo constante

de substâncias psicoactivas faz com que o corpo humano

se torne cada vez mais dependente das mesmas, tendo como

consequências sintomas que afetam o sistema nervoso.

Quando o indivíduo deixa de consumir, tem a sensação de ressaca

(indisposição), considerada um dos principais motivos que

impedem o abandono das drogas por parte da pessoa dependente.

A dependência varia conforme o vício, o tipo de substância usada

e a frequência de consumo do indivíduo. Uma das áreas mais

afectadas do dependente químico é a psicológica, pois altera

bruscamente a sua maneira de viver e a sua interacção com a

sociedade e a família.

O crack, por exemplo, é uma substância química que causa

muita dependência, porque tem um efeito mais imediato que

outras drogas, e por isso o seu consumo tem aumentado bastante

nos últimos anos. O consumo de crack e de outras drogas

pode levar à insanidade, à prisão e até mesmo à morte.

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Sintomas

Tríade do viciado: Tempo, dosagem e abstinência

É possível identificar se a pessoa é ou não dependente química.

Considera-se que um indivíduo está viciado quando não

consegue passar muito tempo sem consumir a droga em

questão, sob a consequência de acusar a abstinência. Todavia,

é importante salientar que, de um modo geral, o consumo de

drogas segue um padrão que, muito rapidamente, acaba por

levar à dependência química.

Um dos sinais que pode ajudar a identificar é quando o indivíduo

sente a necessidade de aumentar a dosagem da droga

para que esta continue a fazer efeito. O consumo torna-se cada

vez mais constante e, apesar de desejar consumir menos, esse

é o sinal mais explícito no que diz respeito a um dependente

químico.

Quanto ao processo de abstinência, quando a pessoa deixa de

usar a droga depois de um tempo de consumo, o seu corpo vai

acusar abstinência, cujos principais sintomas são:

- irritação, insónia, confusão mental, inquietação, alucinações,

convulsões, desejo muito forte de consumir a droga,

desespero, afastamento social, descuido consigo mesmo,

com a sua aparência e outros sinais.

Quando uma pessoa consome uma droga para relaxar, e esse

efeito passa, há um aumento da ansiedade e por isso os efeitos

de abstinência são imediatos, causando a necessidade de voltar

a consumir a droga para obter relaxamento.


SAÚDE

5

Tratamento

A dependência química é bastante difícil de ser tratada, porque

existe um elevado índice de reincidência, muito por culpa

dos efeitos da abstinência (ressaca). Por mais que a pessoa

queira parar de consumir, o seu corpo vai necessitar da substância,

causando um grande desconforto. Por isso, para se

recuperar, o consumidor necessita de muita força de vontade,

sendo importante uma estímulo constante para continuar

o tratamento.

O tratamento em si faz com que o indivíduo deixe de usar as

drogas, sendo preparado para enfrentar os sinais de abstinência.

Na maioria dos casos, a dependência é tão forte que

o paciente não pode deixar de imediato de usar as drogas,

tendo então o consumo de ser reduzido de forma gradual, até

que chegue a zero. O dependente é tratado de acordo com

a droga que consumia e com o grau de dependência em que

se encontrava.

O dependente deve ser acompanhado por um psicólogo e

ter sempre cuidados, sendo difícil poder afirmar que esteja

totalmente curado, devido às possíveis recaídas, que podem

acontecer de um momento para o outro, influenciado pelas

vivências do dia-a-dia, por alguns problemas ou situações

difíceis.

Diferentes tipos de medicamentos podem ser utilizados no

tratamento, mas sempre com acompanhamento médico, visto

que também estes podem causar dependência. O tipo de

ajuda mais adequado para cada pessoa varia de acordo com

as características pessoais, quantidade e padrão de uso de

substâncias, e se já apresenta problemas de ordem emocional,

física ou interpessoal decorrentes desse uso.

Para a reabilitação de um dependente químico, é essencial

ajudá-lo a encontrar actividades que substituam o prazer

proporcionado pela droga. Existem várias clínicas especializadas,

que têm como objectivo ajudar o paciente a construir

um novo estilo de vida e a reintegrar-se no meio familiar e na

sociedade.

A avaliação e tratamento do paciente envolve diversos profissionais

de saúde, como médicos clínicos e psiquiatras,

psicólogos, terapeutas ocupacionais, educadores físicos,

assistentes sociais, enfermeiros, bem como a família. Quando

diagnosticada, a dependência química deve contar com

acompanhamento a médio/longo prazo para assegurar o sucesso

do tratamento, que varia de acordo com a progressão

e gravidade da doença.

*Droga é o nome genérico dado a todo o tipo de substância,

natural ou não, que, ao ser introduzida no organismo, provoca

mudanças físicas ou psíquicas.

Eventos CLZ 2019-2020

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Centro Lusitano

de Zurique

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BOAS FESTAS!

Festa de Natal e

Festa das crianças

2019

Bom Ano 2020

7 + 8.12.2019

Início

das Janeiras

4.01.2020

Festa

dos Sócios

07.03.2020

Torneio

de Futebol

08.03.2020

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6

ESPECTÁCULO

António

Zambujo

em Zurique

SANDRA FERREIRA

No próximo dia 29 de Janeiro, o cantor António

Zambujo desloca-se a Zurique, em tourné, para

apresentar o seu último trabalho discográfico

„Do Avesso“, no ambiente íntimo do maior símbolo

de Zurique, a Igreja Reformista Neumünster.

O cantor, com uma voz incontornável, que consegue

respeitar a música de Amália Rodrigues

ao pormenor atingiu o seu sucesso com o álbum

“Quinto“, em 2012, que esteve mais de dois anos

em primeiro lugar nos “Charts“ portugueses,

transmite-nos um ambiente relaxante através de

uma mistura harmoniosa entre um Jazz moderno

e uma leve Bossa Nova.

Neste novo Álbum “Do Avesso“, o músico natural

de Beja, abraça novas abordagens à música

e evoca referencias até hoje pouco exploradas

no seu percurso. Para esta produção, António

Zambujo contou com uma equipa extraordinária,

reunindo três dos melhore músicos e produtores

nacionais: Filipe Melo, Nuno Rafael e Jãao

Moreira. Para o álbum contou ainda com a participação

da Orquestra Sinfonietta de Lisboa e do

maestro Vasco Pearce de Azevedo, entre várias

colaborações musicais.

Para este concerto em Zurique, António Zambujo

faz-se acompanhar de Bernardo Couto, na

guitarra portuguesa, Jose Miguel Conde no clarinete,

João Moreira no Trompete e por Ricardo

Cruz no baixo.

Os bilhetes encontram-se à venda nos locais habituais,

para um concerto que promete superar

todas as expectativas a que António Zambujo já

habituou os seus seguidores.

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Únicos concertos na Suíça!

COMUNIDADE

7

António

Zambujo

A nova voz

de Portugal

MARIZA

A diva do Fado:

«20 Years Jubilee Concert»

Quarta-feira 29.1.20 20.00 Kirche Neumünster Zürich

Terça-feira 7.4.20 20.00 Théâtre du Léman Genève

Quarta-feira 8.4.20 20.00 Samsung Hall Zürich

VENDAS ANTECIPADAS: allblues.ch ticketcorner.ch

Tel. 0900 800 800 (CHF 1.19/min.) • todos los Ticketcorner, La Poste, Manor ORGANIZADOR: AllBlues Konzert AG

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Escritório de Representação da CGD - Suíça

Rue de Lausanne 67/69, 1202 Genève

Tel: Genève - 022 9080360 I Tel: Zurique - 078 6002699 I Tel: Lausanne – 078 9152465

email: geneve@cgd.pt

A Caixa Geral de Depósitos, S.A. é autorizada pelo Banco de Portugal.

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www.andradefinace.ch

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C.L.Z. festeja Natal e

8

COMUNIDADE

SANDRA FERREIRA

No passado dia 7 e 8 de Dezembro a direcção

do Centro Lusitano deu um jantar de natal

a toda a sua equipa e departamentos, em

forma de agradecimento pelo trabalho realizado

por mais um ano consecutivo.

Como é habitual todos os anos, o C.L.Z. realiza

um jantar de Natal para todos os seus departamentos:

Futebol, folclore, Revista e direcção. O

jantar teve lugar no salão desportivo em Schlieren

e contou com a presença de toda a família

lusitano.

Um momento de convívio entre todos, que foi

ainda alegrado com a música de baile trazida

pelos “Nova Onda“.

Durante a noite a direcção do C.L.Z. teve a oportunidade

de agradecer a todos os presentes,

pelo trabalho e colaboração prestadas em prol

da associação, e foi esta também surpreendida

pelo agradecimento especial de uma equipa júnior,

que cresceu e foi vencedora nesta casa, e

que em forma de agradecimento ofereceu um

quadro da esquipa, ao presidente da associação,

Armindo Alves, que recebeu esta oferta de

uma forma muito emotiva.

No domingo, dia 8 de Dezembro, foi a vez das

crianças do C.L.Z. terem a sua festa de Natal.

Ao contrário dos anos anteriores, a festa das

crianças iniciou este ano pela manhã, com algumas

actividades, dando lugar a um almoço

de Natal para todos, numa mesa comum e terminou

com a habitual visita do Pai Natal. Um dia

divertido que de certeza os mais pequenos não

esquecerão.

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COMUNIDADE

9

m família

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10

ENTREVISTA

A mais

Rancho

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ENTREVISTA

11

jovem presidente do

folclórico de São Galo

MARIA DOS SANTOS

Melanie dos Santos é uma jovem portuguesa radicada

em São Galo. Nasceu na cidade de Flawil no

ano 2000.

Filha de portugueses originários de Chaves -Tabuaço,

distrito de Viseu. A Melanie sente-se portuguesa

acima de tudo, mas sabe partilhar com muita

inteligência emocional a cultura suíça.

É a mais jovem presidente de um grupo português

de folclore em terras Helvéticas.

Em plenos estudos e escolha de profissão, esta jovem

tem muitos sonhos e projectos para realizar.

Lusitano Zurique - Melanie, como é que vives o

teu dia a dia em terras de São Galo?

Melanie dos Santos - Trabalhando e estudando

para alcançar os meus sonhos.

Lusitano Zurique - Quais são as tuas prioridades

entre as duas culturas?

M.S.- Para mim a maior prioridade é respeitar as

duas culturas.

Lusitano Zurique - Como é que surgiu a oportunidade

de seres eleita presidente do mais

recente grupo de folclore formado na Suíça, o

Rancho Folclórico de São Galo?

M.S.- Sempre gostei do Folclore. Como estamos

longe do nosso país é importante não deixar morrer

as nossas tradições. Por isso, quando formámos

este grupo, os elementos do rancho acharam

que eu era a pessoa ideal para ser eleita presidente.

Lusitano Zurique - Como jovem que és, na flor

da idade, onde encontras motivação e força

para uma actividade como o folclore?

M.S.- Agradeço à minha família pelo apoio que me

estão a dar e por lutarem comigo. Também luto por

este rancho e tenho forças graças ao meu falecido

avô, porque sei o quanto ele adorava ver-me tocar

concertina. Por isso estou aqui, para que ele, mesmo

estando longe, se sinta orgulhoso de mim.

Lusitano Zurique - Quais são as tuas referências

folclóricas?

M.S.- Tenho um grande respeito pela senhora Maria

dos Santos, pela mulher que é e agradeço por

todo apoio que ela me dá.

Lusitano Zurique - Suponho que tens atrás de

ti um grande grupo de apoio. Como geres as

vossas saídas, reservas e tudo o que implica

uma actuação?

M.S.- Graças à minha mãe e à nossa direcção.

Porque unidos se vai longe. E queremos marcar

presença.

Lusitano Zurique - O vosso grupo foi formado

em 22 Setembro 2018. Que região de Portugal

representam?

M.S.- Nós representamos Portugal de Norte a Sul.

Lusitano Zurique - Que sonhos gostarias de

realizar, com o vosso grupo de folclore?

M.S.- Porque tudo o que fazemos é com amor e

força de vontade. Queremos fazer história e por

isso estamos aqui. Nós vamos até onde for preciso

para levar este grupo ao mais alto nível. Vamos

lutar para não deixar morrer as nossas tradições.

Porque foi esta a principal razão de nos juntarmos

em prol da cultura folclórica. : União!

Lusitano Zurique - Sei que no decorrer de 2020,

irá ser realizado o vosso primeiro festival! Queres

revelar a data e o local?

M.S.- Sim correcto. Este ano vamos ter o nosso

primeiro festival. A data ainda não posso dizer, mas

será realizado em Gossau ,no Cantão de São Galo.

Lusitano Zurique - Que mensagem gostarias

de deixar ao vosso grupo e a todos aqueles que

são fãs de folclore?

M.S.- Obrigada ao Rancho Folclórico de São Galo

por tudo! Estamos juntos e juntos iremos longe.

Obrigada a todas as pessoas que nos apoiaram

desde o primeiro dia. Sem vocês nada seria possível.

Estou muito contente por fazer parte deste

grupo que para mim é como uma segunda família.

Sou a mais jovem, mas, por isso mesmo, estou

aqui para dar o melhor de mim.

Um beijinho especial ao senhor Manuel Fernandes,

da Casa da Picanha de Zurique, por todo o apoio

que dá ao nosso grupo e que nunca se esquece de

uma palavra de motivação, para que siga na linha

folclórica traçada por todos nós.

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12

CRÓNICA

Do nosso cantinho para o vosso cantão

RETRATO DE UM VELHO DO

MEU MUNDO

ARAGONEZ MARQUES

Escorria-lhe do canto da boca,

baba viscosa que lhe molhava

a beata curta, apagada, enganadora

do vício que teimava em enganá-lo.

Nunca vi mãos que tremessem tanto,

mas as palavras eram seguras,

directas, eram palavras com força,

contendo uma história em cada letra.

- Sabe, Senhor? Nasci aqui, no

Alentejo, ainda fui à escola, sim senhor.

Pouco tempo, mas fui. Conhece

a Rosa do montado? Namorei-a

nove anos!... antes de conhecer a

minha patroa. Andámos juntos na

escola. O pai dela era merceeiro,

uma profissão muito boa naquela

altura. Tirou a quarta classe e foi

estudar para a cidade. Hoje é professora.

Mas, namorei-a nove anos,

sim senhor! É que… sabe? Ela nas

férias vinha à aldeia, e eu... gostava

dela, naquela altura... coisas de

gaiatos... (sorriu) era bonita,

muito bonita mesmo. Depois,

a cidade subiu-lhe à cabeça,

começou a dar aulas aos cachopos

e conheceu um qualquer

desses das Finanças,

que lhe deu um carro, uma

casa... encheu-lhe a barriga.

- Eu não podia, tirei só a terceira

classe. Andava pelo

campo a guardar catorze

ovelhinhas. Ganhava um tostão

por dia.

- Hoje, ela é uma senhora

fina, dona do montado.

- Se calhar já se nem lembra

de mim. Nem me olha na rua.

- Coisas de crianças, sabe?

Coisas de crianças...

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CRÓNICA

13

Alice Vieira foi

abandonada

(mas ofereceu ao mundo o que nunca teve)

LUÍS OSÓRIO

1.

Alice Vieira celebrou

neste ano o 40º aniversário

da edição

do seu primeiro livro,

“Rosa, minha irmã

Rosa”. Ela é o nome

maior da literatura

infantil e juvenil portuguesa

das últimas

décadas. E tantas e

tantas vezes deslocou-se

graciosamente

a escolas e a todos os

lugares onde existiam

crianças para a ouvir

falar sobre os livros.

2.

Alice foi abandonada

pela mãe quando tinha

15 dias. “Não era

pobre nem mãe solteira”

como no sábado

a Alice comentou na

minha página, a mãe

deu-a a quem melhor

pudesse cuidar dela.

E foi à sua vida. A Alice

ficou sem mãe, desamparada

de afetos.

Cresceu com tios-avós.

Sozinha na maior

parte do tempo. Sem

os abraços que merecia.

Que merecem

todas as crianças.

Sem a rede que todas

precisam tinha tudo

para falhar… mas não

falhou.

Mais do que isso, ofereceu

ao mundo o que

a si própria lhe faltava.

Dedicou-se à escrita e

a crianças a quem influenciou,

amparou e

ofereceu rede. A rede

que nunca teve. O afeto

e amparo que nunca

sentiu.

Ousou caminhar contra

o destino. Preferiu

construir-se rodeada

de pessoas por todos

os lados, de amigos,

de gerações de portugueses

que começaram

a ler por terem

caminhado nos seus

livros.

3.

Há pessoas assim.

Não tantas como

precisaríamos, mas

há. Passam pela vida

como se voassem acima

dos nossos pés.

Atrevem-se a fazer

tudo ao contrário do

que imaginávamos

ser possível. Mandela

saiu da prisão e em

vez de ódio ofereceu

ao mundo compaixão.

Alice Vieira nunca teve

uma mãe e em vez de

lhe terem nascido ervas

daninhas sobrou-

-lhe uma enorme vontade

de poder ser mãe

de todas as crianças.

Uma espécie de mãe

feita de palavras, feita

de perguntas para

perguntar e de sonhos

para serem sonhados.

Não há destino melhor

do que aquele

que tiveste, querida

Alice. Mesmo que

chores todos os dias

até à eternidade, não

podias querer melhor

destino.

Foto: Miguel Valle de Figueiredo

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14

AGENDA CULTURAL

DOMINGO 5.1.

PATINAR GRATUITAMENTE NO

GELO

Hoje a entrada na pista de patinação no

gelo de Heuried e Oerlikon são gratuitas.

Além disso, o aluguel dos patins de gelo

também é gratuito. 10:00-19:00.

Sportzentrum Heuried. Wasserschöpfi 71;

Kunsteisbahn Oerlikon. Siewerdtstr. 80.

Tram 9/14 bis “Heuried”; Tram 10/11 oder

Bus 781/787 bis „Leutschenbach”.

http://www.stadt-zuerich.ch/ssd/de/index/

sport/eislaufen/gratis_aufs_glatteis.html

TERÇA-FEIRA 7.1.

FESTIVAL DE MÚSICA (07.01.-18.01.)

Os estudantes de jazz e pop da Zürcher

Hochschule der Künste (ZHdK) apresentam

em seu semestre final uma programação

multivariada. Vivencie 30 bandas durante

11 dias. Programação: www.mehrspur.ch.

Entrada grátis.

Mehrspur, Musikklub Toni-Areal. Förrlibuckstr.

109.

Tram 4 bis “Toni-Areal” oder Tram 6/8/17

bis „Fischerweg”.

http://www.mehrspur.ch/label/jazz-pop-

-output-festival-zhdk

QUARTA-FEIRA 8.1.

BANHAR-SE AO AR LIVRE

Como todo inverno há banheiras à disposição

na “Werk-Brache” no “GZ Leimbach”.

As banheiras são aquecidas com fogo para

que a água fique suficientemente quente

para o banho. Quem se aventurar em

tomar um banho de inverno, receberá um

chá quente no bistrô. Levar: roupa de banho,

toalha de banho e calçados de banho.

14:00-17:30. Participação gratuita.

GZ Leimbach. Leimbachstr. 200.

Bus 70 bis „Sihlweidstrasse”.

http://www.gz-zh.ch/gz-leimbach

QUINTA-FEIRA 9.1.

VISITA GUIADA NO JARDIM

Uma especialista faz uma visita guiada no

jardim botânico e fala sobre “Leben unter

tropischen Bedingungen”. Ponto de encontro

no terraço da cafeteria. 18:00-19:00.

Participação gratuita.

Botanischer Garten. Zollikerstr. 107.

Bus 33/77 bis “Botanischer Garten”, Tram

11 oder Bus 31/33/77 bis “Hegibachplatz”,

Tram 2/4 bis „Höschgasse”.

http://www.bg.uzh.ch

SEXTA-FEIRA 10.1.

TEMPO DE HISTÓRIAS

Descubra com os seus filhos (2-3 anos) novas

e incríveis histórias. Uma animadora da

biblioteca conta as histórias para as crianças.

10:00. Entrada grátis, contribuição espontânea.

PBZ Schwamendingen. Winterthurerstr.

531.

Janeiro 2020 | Lusitano de Zurique | www.cldz.eu

Tram 7/9 oder Bus 61/62/75/79 bis „Schwamendingerplatz”.

http://www.pbz.ch/angebot/fuer-kinder-

-und-familien

SÁBADO 11.1.

ANDAR DE TRENÓ NO UETLIBERG

caminhadas no Uetliberg. Você pode descer

de trenó pela pista de 330 metros de

comprimento não só durante o dia como

também à noite. Informações sobre as condições

das pistas: Tel. 044 412 14 71 ou

www.uetliberg.ch/schlittelweg. Custos: Bilhete

de trem até a parada „Uetliberg”.

Bergstation Uetliberg.

S10 bis „Uetliberg”.

http://www.stadt-zuerich.ch/ted/de/index/

gsz/natur-erleben/freizeit-im-gruenen/

schlitteln.html

DOMINGO 12.1.

ARTE NA CIDADE DE ZURIQUE

A “Helmhaus” expõe obras contemporâneas

de artistas que moram na Suíça.

Atualmente você pode ver a exposição

“Kunstankäufe der Stadt Zürich 2011-2018”.

Ter-dom 11:00-18:00, qui 11:00-20:00. Entrada

grátis.

Helmhaus Zürich. Limmatquai 31.

Tram 4/15 bis „Helmhaus”.

http://www.helmhaus.org

SEGUNDA-FEIRA 13.1.

MUSEU RIETBEG

A exposição “Fiktion Kongo” expõe obras

do passado e da atualidade. A República

Democrática do Congo é conhecida pela

cena artística multifacetada, criativa e de

grande atualidade. Ter-dom 10:00-17:00.

Qua 10:00-20:00. Entrada grátis com

“N-Ausweis” ou KulturLegi (ao invés de

CHF 18.-).

Museum Rietberg. Gablerstr. 15.

Tram 7 bis “Museum Rietberg“.

http://www.rietberg.ch

QUARTA-FEIRA 15.1.

HISTÓRIAS PARA CRIANÇAS

Descubra com os seus filhos (a partir de

4 anos) livros ilustrados e viva aventuras

emocionantes. Hoje vocês escutarão a história

“Die Reise zu den Papageien”. 15:00.

Entrada grátis, contribuição espontânea.

PBZ Altstetten. Lindenplatz 4.

Tram 2 oder Bus 35/78/80 bis „Lindenplatz”.

http://www.pbz.ch/angebot/events/wundertueten

QUINTA-FEIRA 16.1.

CONCERTO

Hoje os músicos tocam todos os estilos e

formas do “Gypsyjazz”. Venha, desconecte-se

do cotidiano e mergulhe no universo

do “Swing”. 19:30. Entrada grátis.

Lebewohlfabrik. Fröhlichstr. 23.

AGENDA C

de Zu

O que acontec

(tempos livr

Tram 2/4 oder Bus 33 bis „Fröhlichstrasse”.

http://www.lebewohlfabrik.ch/monatsprogramme/2020/Jan20.pdf

QUINTA-FEIRA 16.1.

CURSO DE ELETRÔNICA PARA

CRIANÇAS

O curso destina-se a crianças a partir da

1a série que tenham interesse em aparelhos

eletrônicos. Somente com inscrições

até o dia 07.01.: gz-zh.ch. 16.01.-05.03., às

quintas-feiras. 16:00-18:00. Com KulturLegi

CHF 25.- por 6 vezes (ao invés de CHF 50.-).

GZ Leimbach. Leimbachstr. 200.

Bus 70 bis „Sihlweidstrasse”.

http://www.gz.ch/gz-leimbach

SÁBADO 18.1.

VISITAS GUIADAS À CIDADE

A associação “Free Walk” oferece diariamente

diversas visitas guiadas gratuitas

pela cidade de Zurique. Garantia de percursos

originais e divertidos com várias dicas

interessantes. Visitas em alemão ou inglês.

Por exemplo, a “Altstadtführung” começa

todos os dias às 11:00 na Paradeplatz. Ponto

de encontro: em frente do banco “Credit

Suisse”. As visitas guiadas duram 90 minutos.

Participação gratuita, contribuição

espontânea.

Paradeplatz.

Tram 2/7/8/9/10/11/13/17 bis „Paradeplatz”.

http://www.freewalk.ch/zurich/


AGENDA CULTURAL

15

ULTURAL

rique

e em Zurique

es e cultura)

DOMINGO 19.1.

COLECÇÃO DE PLANTAS SUCULEN-

TAS

Para escapar ao Inverno, mergulhe noutro

mundo. A colecção de cactos e outras suculentas

de Zurique é uma das maiores do

mundo. Seg-dom 09:00-16:30. Entrada gratuita.

Sukkulentensammlung. Mythenquai 88.

Bus 161/165 bis „Sukkulentensammlung”.

http://www.stadt-zuerich.ch/sukkulenten

TERÇA-FEIRA 21.1.

JOGAR PING PONG

Gosta de jogar ténis de mesa e deseja conhecer

outras pessoas? Então o seu lugar

é mesmo no “Ping Pong Lounge Zürich”.

Apareça e participe numa ronda “Rundlauf”.

Ter-sex a partir das 18:00. Entrada gratuita,

raquetes e bolas estão gratuitamente à disposição

(apenas na „Rundlauf”).

Ping Pong Lounge Zürich. Hardstr. 305.

Tram 4/6/8/11/13/17 oder Bus 33/72/83 bis

„Escher-Wyss-Platz”.

http://www.pingponglounge.ch

QUARTA-FEIRA 22.1.

ALEMÃO PARA PRINCIPIANTES

À quarta-feira realiza-se um curso rápido de

alemão para principiantes no centro comercial

Letzipark. Um(a) assessor(a) informa-o

sobre cursos de alemão em Zurique. Com

acompanhamento de crianças gratuito.

09:30-11:30. Participação gratuita.

Einkaufszentrum Letzipark. Baslerstr. 50.

Bus 31 bis “Letzipark” oder Bus 83/89 bis

“Letzipark West“.

http://www.aoz.ch/introdeutsch

QUINTA-FEIRA 23.1.

HISTÓRIA DO CANTÃO DE ZURIQUE

A “Zürcher Bibliographie” é ideal para todos

aqueles que se interessam pela história cultural

e regional de Zurique. Descubra livros,

artigos de jornal, DVDs e outros materiais ligados

a temas sobre o cantão de Zurique e

a sua história. 17:15-18:15. Entrada gratuita.

Zentralbibliothek, Seminarraum A. Zähringerplatz

6.

Tram 4/15 bis „Rudolf-Brun-Brücke”.

http://www.zb.uzh.ch

SEXTA-FEIRA 24.1.

ESTÁBULO DE PORTAS ABERTAS

O centro comunitário “GZ Wipkingen” abre

as portas do estábulo a todos os curiosos.

Dê uma ajudinha no estábulo ou sente-se

no recinto junto dos porquinhos-da-Índia e

observe os animais. Pode alimentar e fazer

festinhas a alguns animais. Há ainda uma

fogueira e a possibilidade de cozer pão

“Schlangenbrot”. Para crianças e adultos,

crianças até aos 7 anos apenas quando

acompanhadas. Não se realiza se chover.

14:00-15:30. CHF 2.- com KulturLegi (em vez

de CHF 4.-).

GZ Wipkingen. Breitensteinstr. 19a.

Tram 4/6/8/11/13/17 oder Bus 33/72/83 bis

„Escher-Wyss-Platz”.

http://www.gz-zh.ch/gz-wipkingen

SÁBADO 25.1.

TEATRO MUSICAL

Em parceria com “Gessnerallee Zürich”, o

artista de teatro suíço “Thom Luz” concebeu

uma noite musical para 5 afinadores

de piano. A peça de teatro aborda o tema

da busca da ordem no caos. Espectáculos

também a 26.01./27.01. 20:00. Entrada gratuita.

Reserva aconselhável.

Gessnerallee Zürich. Gessnerallee 8.

Tram 3/14 oder Bus 31 bis „Sihlpost”.

http://www.gessnerallee.ch

DOMINGO 26.1.

VISITA GUIADA SOBRE ALTERA-

ÇÕES CLIMÁTICAS

Em certos domingos o “Focus Terra”, o

Centro de Pesquisa e Informação da ETH

Zürich oferece visitas guiadas com temáticas

variadas. Tema de hoje: “Klimaänderungen:

Von Warm- zu Kaltzeiten”. 14:00-15:00.

Participação gratuita.

FocusTerra. Sonneggstr. 5.

Tram 6/9/10 bis „ETH/Universitätsspital”.

http://www.focusterra.ethz.ch/news-

-und-veranstaltungen/naechste-veranstaltungen/veranstaltungsdetails.

klimanderungen-von-warm-zu-kaltzeiten-ffentliche-sonntagsfhrung.50323.html

DOMINGO 26.1.

JOGO E DESPORTO

Crianças do jardim de infância até ao 6º Ano

passam uma tarde activa nos pavilhões deportivos

Hardau 10:00-13:00 e Buchwiesen

13:00-16:00. Há torneios de futebol ou de

unihóquei, além de diversos equipamentos

desportivos para descobrir. Participação

gratuita.

Sporthalle Hardau. Bullingerstr. 80; Sporthalle

Buchwiesen. Schönauweg 15.

Tram 8 oder Bus 33/72 bis “Hardplatz” oder

Bus 31 bis “Herdernstrasse”; Bus 75 bis

„Schönauring”.

http://www.sportamt.ch/spielundsport

TERÇA-FEIRA 28.1.

CONTO DE FADAS PARA ADULTOS

O teatro “Schauspielhaus Zürich” apresenta

o conhecido conto “Schneewittchen” e

estabelece uma ligação com o tempo presente.

Recomendado a partir dos 16 anos.

20:00. O teatro disponibiliza para cada espectáculo

um conjunto de bilhetes a CHF

20.- ou CHF 10.- com KulturLegi. Disponibilidade

limitada. O escritório da MAPS oferece

2×2 bilhetes para a sessão de hoje. Basta

ligar 044 415 65 89 ou enviar um mail para:

maps@aoz.ch. Fim do prazo de envio: 17.01.

Schauspielhaus. Spielort Pfauen. Rämistr.

34.

Tram 3/5/9 oder Bus 31 bis „Kunsthaus”.

http://www.neu.schauspielhaus.ch/de/

kalender/1558/schneewittchen-fr-erwachsene

TERÇA-FEIRA 28.1.

SOPA PARA TODOS

Apareça e saboreie uma sopa quente. Conheça

outras pessoas e troque ideias neste

ponto de encontro social. 18:00-19:00. Participação

gratuita.

GZ Wollishofen. Bachstr. 7.

Tram 7 oder Bus 70/184/185 bis “Post, Wollishofen”

oder Bus 161/165 bis “Rote Fabrik“.

http://www.gz-zh.ch/gz-wollishofen

QUARTA-FEIRA 29.1.

SALA DE TRABALHOS MANUAIS

Nas tardes de quarta-feira e de sábado (excepto

férias escolares) as crianças fazem

trabalhos manuais com diversos materiais:

barro, pedra, papel, têxteis, cores e pele.

Os adultos têm máquinas de costura à disposição.

Qua 14:00-18:00. Sáb 13:00-17:00.

Contribuição para as despesas CHF 2.-.

GZ Affoltern, Bodenacker 25.

Bus 62 bis „Unteraffoltern”.

http://www.gz-zh.ch/affoltern

Fonte: www.maps-agenda.ch/

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16

ACTUALIDADE

Pobreza na Suíça aumenta

10% em um ano

Embora a Suíça seja rica, a pobreza no país continua a aumentar,

diz um relatório divulgado pela Caritas Suíça.

A pobreza pode nem sempre ser visível, mas afeta cerca de 100 mil crianças na Suíça - © (Keystone)

POR, SWISSINFO

A pobreza afetou 675 mil

pessoas, incluindo 100 mil

crianças em 2017, um aumento

de 10% em relação ao

ano anterior, de acordo com

o relatório (em francês) da organização

não-governamental

Caritas.

Em 2014, a pobreza afetou

6,7% da população da Suíça,

mas aumentou para 8%

em 2017. O aumento ocorre

apesar de uma economia

saudável e de uma taxa de

desemprego (2,6%) que foi

para o seu nível mais baixo

dos últimos dez anos.

Mas, em 2018, havia 35.000

desempregados que tinham

utilizado os seus subsídios

de desemprego, um número

que se estabilizou em um nível

elevado, diz a Caritas. Havia

também 360 mil pessoas

que gostariam de trabalhar

mais, mas não conseguiram

encontrar uma oportunidade

adequada.

Isso afeta principalmente as

mulheres, que são três vezes

mais propensas a trabalhar

em tempo parcial do que os

homens. Como consequência,

as aposentadorias das

Janeiro 2020 | Lusitano de Zurique | www.cldz.eu

mulheres são, em média,

37% mais baixas do que as

dos homens.

As mensalidades dos planos

de saúde obrigatórios

estão também afetando os

rendimentos das pessoas.

Os convênios mais do que

dobraram nos últimos 20

anos, enquanto os salários

aumentaram apenas 14%

em termos reais durante o

mesmo período. Segundo a

Caritas, na maioria dos cantões

as pessoas pagam em

média 15% a 18% dos seus

rendimentos em seguros de

saúde, muito mais do que o

limite máximo de 8% inicialmente

fixado pelo governo.

Verificou-se que, na maioria

das cidades, o risco de dependência

das prestações

da assistência social aumenta

fortemente a partir dos 46

anos de idade. O risco aumentou

mais acentuadamente

para as pessoas idosas.

Perante o aumento da pobreza,

a Caritas faz um apelo por

uma reforma do sistema de

assistência social para proporcionar

uma melhor rede

de previdência pública.

Escrito em Portugês do Brasil

Unterstützt durch das Kantonale Integrationsprogramm

und die Integrationsförderung der Stadt Zürich.

Centro Lusitano de Zurique

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Mer

18

RECANTOS HELVÉTICOS

Janeiro 2020 | Lusitano de Zurique | www.cldz.eu


RECANTOS HELVÉTICOS

19

cado das cebolas em Berna

MARIA DOS SANTOS

Realizou-se, no passado dia 25 de Novembro, a tradicional

festa das cebolas, na cidade de Berna, que

chega a receber milhares de visitantes.

Bem cedo pela manhã, a cidade de Berna vestiu-se

de cor, música, movimento, alegria e muita animação

para receber os cerca de 100 autocarros e inúmeros

comboios que estão à disposição dos milhares de

visitantes desta tradicional festa.

Este mercado começou oficialmente no longínquo

ano de 1850 e sempre na última segunda-feira do

mês de Novembro. Criações inéditas feitas de cebolas

adornam as várias barraquinhas, a maior parte

construídas em madeira, que são o ponto principal

da festa.

O artesanato também faz parte das 648 casinhas miniaturas,

bem como vários confeitos.

Na gastronomia, encontramos a deliciosa tarte de

cebola e a tradicional sopa de cebola.

Esta tradição helvética está inscrita na lista das tradições

vivas da Suíça. Nela são vendidas cerca de

cinquenta e sete toneladas de cebolas. Este ano o

recorde de vendas ficou estabelecido em 70 toneladas

de cebolas vendidas.

Na principal artéria da cidade de Berne pôde-se

apreciar o desfile de bandas, cavaleiros da época

medieval, rigorosamente.

Curiosamente neste cortejo podemos ver cada ano

os grupos de Fribourg o que desperta certa curiosidade.

A participação está ligada ao profundo

agradecimento que Berne tem para com esta cidade.

Conta a história que no mês de Maio de 1405, a

fonte „Brunngasse“ se desfez em cinzas num devastador

incêndio, alimentado por um forte vento, destruindo

650 casas e originando a morte de cem pessoas.

Todas as povoações que rodeiam Berne se juntam

numa pinha solidária, limpando os destroços deixados

pelo incêndio e recolhendo donativos para

ajudar os lesados. Os homens de Fribourg limparam

a cidade e entregaram, a Berna, todos os objectos

de valor encontrados nos escombros. Berna, por

sua vez, e em forma de reconhecimento, concede

a Fribourg a possibilidade de vender os seus produtos,

nomeadamente as cebolas no seu mercado.

Desde então, a participação de Fribourg é apreciada

neste mercado que encanta todos os visitantes.

No próximo ano Berna recebe o mercado das cebolas

a partir das quatro da manhã, a 23 de Novembro.

Convido-o a deixar-se encantar pela fantasia decorativa

de „ Zibelemärit“ na capital Suíça.

Desejo a todos um ano pleno de saúde, muitos projectos

e fiquem sempre com a melhor parte da vida.

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20

SOCIEDADE

“Ano novo, vida nova...”

LÚCIA SOUSA

… e resoluções antigas! A chegada

do novo ano é um marco

importante no calendário, um

sinónimo de recomeço, sendo a

altura ideal para fazer o inevitável

balanço do ano anterior e

delinear metas para os 12 meses

seguintes.

A passagem de ano traz sempre consigo

uma grande expectativa e também

uma certa pressa em mudar, mas muitas

vezes estabelecemos objectivos demasiado

ambiciosos ou pouco realistas que

rapidamente acabamos por esquecer, o

que pode causar sensação de frustração

e fracasso.

Habitualmente, fazemos uma lista, por

escrito ou mentalmente, comemos de

forma determinada as passas ao som

das 12 baladas na noite de passagem

de ano, enquanto vamos somando as

nossas resoluções para os próximos 365

dias, brindamos aos desafios que nos

esperam, apreciamos o fogo-de-artifício,

dançamos, comemos, bebemos, divertimo-nos,

mas depois…

Bem, depois, o mais certo é passamos

os primeiros dois ou três dias de Janeiro

a curar a ressaca, a organizar as coisas

após o regresso de umas curtas férias

ou, simplesmente, a voltar a uma rotina

que decorre igualzinha à que levávamos

antes de o calendário virar.

Lembremos alguns dos prováveis objectivos/desejos:

“Fazer dieta/perder peso” - Mas como,

se durante a época festiva na casa de

familiares, a mesa está sempre posta e

repleta de iguarias irresistíveis? E com as

festas de família, do trabalho, os aniversários

ao longo do ano, pensamos: “Dieta?

Começo amanhã!” – seguindo o lema

do famoso e rechonchudo gato Garfield

que adora comer.

“Praticar (mais) exercício físico/frequentar

um ginásio” – Sim, mas quando?

Quando, se ao final do dia, após o trabalho,

o cansaço é enorme e ainda há uma

quantidade de coisas a tratar? O dia tem

apenas 24 horas!

“Ler (mais)” – Como, se os olhos se fecham

cheios de sono, ao pegar num livro,

já tarde? Daí a poucas horas já está

o despertador a tocar e começa mais um

dia a correr…

“Poupar/pôr algum dinheiro de parte” –

praticamente impossível, com o reduzido

ordenado/reforma que recebe? Tem

muitas despesas mensais, não lhe sobra

nada no final do mês?

“Deixar de fumar” – Há anos que promete

a si próprio acabar com este vício, que

prejudica a sua saúde e as suas finanças,

mas vai sempre adiando? Desta vez, experimente

fazer um plano sobre a melhor

forma de deixar o tabaco, tendo em conta

as suas próprias limitações. Tem força

de vontade para o fazer de forma radical,

ou no seu caso será mais adequado ir

deixando de fumar gradualmente? Poderá

recorrer a tratamentos específicos

com acompanhamento médico.

A lista pode ser mais ou menos longa,

mas quaisquer que sejam as suas resoluções

para o novo ano, há uma coisa de

que jamais pode prescindir – motivação.

Ao formular as suas resoluções, procure

ser realista e objectivo, e considere a

sua própria vontade, não o que os outros

esperam de si. É preciso saber o que é

uma boa decisão de fim de ano antes de

nos pormos a fazer juras a nós próprios.

Quantificar e estabelecer prazos. Uma

data. Um timing.

No que toca a objectivos pessoais também

se pode medir e quantificar o sucesso.

Se não definir de forma adequada as

suas metas, maior será a probabilidade

de falhar, porque a tendência é continuar

a agir como anteriormente e, claro, assim

não ocorre a desejada mudança.

O que fazer, então, para não voltar a fazer

tudo como antes? Como conseguir

que (algumas d)as metas que definiu no

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SOCIEDADE

21

arranque do novo ano passem do papel

para a realidade?

Por um lado, é necessário reconhecer

que a maioria das pessoas não consegue

cumprir as promessas feitas. E, verdade

seja dita, esse incumprimento também

não é assim tão dramático. Evite, portanto,

a ansiedade e o sentimento de culpa,

e não seja demasiado rígido consigo próprio.

Talvez tenha de reformular os seus

objectivos ou adaptar os prazos.

Por outro lado, se deseja realmente mudar

algo em concreto, experimentar alguma

coisa nova ou aumentar a sua qualidade

de vida, comece por definir um plano,

formule objectivos específicos, de início

simples, estabeleça prazos, acredite em

si mesmo e seja persistente. A meta de “Ir

ao ginásio às terças-feiras de tarde e aos

sábados de manhã” tem mais hipóteses

de êxito do que simplesmente decidir “Ir

mais ao ginásio”.

Procure apoio, pois contar com outras

pessoas que tenham os mesmos objectivos,

o compreendam e apoiem as suas

decisões pode ser uma óptima fonte de

motivação. Tal pode implicar comprometer-se

a ir a uma aula de yoga com um

amigo, por exemplo. Divulgar pelos amigos

e conhecidos os seus compromissos/

desejos também ajuda a que se sinta mais

empenhado em cumpri-los.

O factor motivação é crucial para resistir

firmemente à tentação, tal como manter-

-se focado: procure uma maneira de associar

uma coisa positiva que já faz sem

pensar, a uma outra que exige algum esforço

– por exemplo, use fio dentário depois

de escovar os dentes e não antes.

Quando surgirem dificuldades e falhar,

tire um momento para reavaliar a situação,

reconheça as suas potencialidades

e continue na sua demanda. Quais foram

os obstáculos que enfrentou? Que estratégias

se revelaram mais eficazes? Quais

foram menos? Seja honesto consigo mesmo,

supere o fracasso e celebre até o

mais pequeno sucesso.

O êxito de começar a cumprir as decisões

está em iniciá-las pelas mais simples e

que menos força de vontade exigem. E

porquê? Porque quando consegue activar

a força de vontade, está a usar uma

função do córtex pré-frontal, que deixa as

outras funções mentais esgotadas. Isto

também significa que a força de vontade

é como um músculo que deve ser treinado

regularmente. Ora aí está uma excelente

decisão de ano novo, seja qual for a faixa

etária em que se encontre: exercitar o

cérebro!

Todas as partes do nosso corpo envelhecem,

até mesmo o cérebro. Com o passar

do tempo, a memória começa a pregar-nos

partidas, o raciocínio vai ficando

cada vez mais lento e a capacidade de

compreender as informações e de estabelecer

relações também vai diminuindo.

Para retardar essa quebra a nível cerebral,

é muito benéfica a prática de certas actividades,

tais como ler por puro prazer,

tocar um instrumento musical, aprender

uma nova língua, praticar exercício físico,

fazer jogos, sopas de letras, palavras cruzadas,

quebra-cabeças, entre outras que

mantêm os seus neurónios ocupados.

E lembre-se: até as pequenas mudanças,

como fazer algo rotineiro de forma diferente,

podem conduzir a interessantes

experiências e ajudá-lo a aprender coisas

novas ou a descobrir perspectivas inesperadas.

Feliz Ano Novo!

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Tributo

22

COMUNIDADE

Janeiro 2020 | Lusitano de Zurique | www.cldz.eu


COMUNIDADE

23

a António e Olinda Teixeira

MARIA DOS SANTOS

Neste mês de Janeiro, o Centro Lusitano de Zurique

sai à rua para cantar as Janeiras. Uma tradição que já

vem de longa data. Porém, este ano irá fazê-lo sem

dois seres humanos muito apreciados pela comunidade

portuguesa e pessoas que deixaram um verdadeiro

percurso cultural. Podemos dizer que foram,

são e serão para sempre um desvelo do nosso património

folclórico. São eles António e Olinda Teixeira.

Nesta viagem de regresso a Portugal teríamos muito

para contar, mas a vossa história não cabe em nenhum

livro. Como amiga, arrisco a render-vos esta

singela homenagem, em nome próprio e representando

todos os que, ao longo dos anos, vos apoiaram

e estiveram incondicionalmente do vosso lado. Portugal

recebe-vos de braços abertos e nós, na Suíça,

sentiremos saudades.

A Associação Portuguesa de Wetzikon criou o rancho

folclórico que, no seu percurso de 25 anos, deixou

um testemunho ímpar no seio da comunidade

residente em terras helvéticas.

O seu fundador e primeiro presidente é o Sr. António

Teixeira. Homem humilde, generoso, tolerante,

respeitador - e muito mais poderíamos acrescentar.

Um ano após a criação deste rancho, a sua esposa

Olinda Teixeira junta-se ao grupo. Passados alguns

anos, são os filhos deste casal que dançam já no rancho

infantil: falamos do Leandro e do Nélio. Actualmente,

a terceira geração está presente com a neta

Eleonora.

Pioneira no percurso folclórico deste rancho, esta família

tem sabido transmitir todos os valores, técnicas

de canto, dança e coreografias de uma forma singular.

Passaram por momentos muito bons e também alguns

menos favoráveis, mas foi a sabedoria, nobreza

e grandiosidade do grupo que os tornou mais fortes

e, por conseguinte, mais firmes na defesa desta forma

de cultura popular.

Com o passar do tempo, outros presidentes tomaram

as rédeas deste grupo hoje conhecido em toda a

Suíça e além-fronteiras, sendo que esta família, ficou

e esteve sempre presente na bela trajetória que soube

delinear.

O mês de Dezembro foi escolhido por esta família

para dizer adeus a muitos anos de trabalho, esforço,

sacrifício e dedicação à nossa cultura. Despedimo-nos

de um homem e de uma mulher que nos deixam

um exemplo ímpar.

Recolheram muitos troféus e todos eles têm muito do

vosso suor. Desses fazem parte as vossas discussões,

sorrisos, abraços, emoções fortes, conquistas

exemplares e. sobretudo. os vossos serões de ensaios

a cada sexta-feira.

O Rancho Folclórico de Wetzikon agradece a vossa

modéstia e tenacidade. Foram uma lição, não só

para o rancho como para todos quantos privaram

convosco. No vosso olhar cabem todos os momentos

de folclore. Sois infinitos.

Fica-me o consolo que nos vossos corações existe

um espaço para mim.

Queremos que sejam felizes na escolha que fizeram

de regressar às raízes e ao sítio que vos viu nascer.

Janeiro 2020 | Lusitano de Zurique | www.cldz.eu


24

CRÓNICA

A universidade dos

quadradinhos

ALICE VIEIRA

Existe neste nosso mundo

uma universidade popular

e livre que, à margem

dos ensinos oficiais

e programados, enche

de uma especial sabedoria

as mais diversas

camadas da população.

Não dá diploma, não

assegura emprego nem

reforma—mas dá ao rosto

de quem a possui um

halo de beatitude que geralmente

só transpira do

coração dos iluminados.

Para além de, como afirma

a minha psicóloga,

dar uma grande serenidade

a quem está à procura

dela.

Refiro-me à sabedoria

das palavras cruzadas.

As pessoas que me vêem

a saudar um velho amigo,

que faz palavras cruzadas

para tudo o que é jornal,

abrem a boca de espanto

quando nos ouvem

dizer: “então, osculinhos

e amplexos”.

Estamos apenas a dizer

“beijinhos e abraços”

Com alguns meses de

prática, qualquer pessoa

ficará perfeitamente apta

a saber que ”arala” é novilha

de dois anos, que

“finfar” é vestir bem, que

“aru” é sapo do Amazonas

(não confundir com

”uro”, que é toiro bravo),

que “uta” é joeirar, e

“ciar” é remar para trás.

Com um pouco mais

de prática, conseguirá

em breve discernir entre

“Aar” (rio da Suíça), “aas”

(duna na Suécia) e “aal”

(antiga porcelana do

oriente) - coisas importantíssimas

para o seu

dia a dia.

(Aqui queria apenas recordar

a manhã em que,

estava eu na Suíça e passeava

com uma amiga

pelas ruas de Berna, à

espera de horas para ir

com ela à escola que me

esperava — e, de repente,

fico com cara de parva

a olhar para a pequena

placa sobre a ponte do

rio que passava ao nosso

lado.

“Aar??? Rio Aar??? Olha,

existe mesmo…”

Sim, porque apesar de

preenchermos tudo rapidinho,

uma coisa é ver no

papel, outra coisa é ver a

sério…)

Nos cafés que ainda não

fecharam, ainda vão aparecendo

alguns velhotes

maluquinhos que, dando

uns minutos de folga ao

telemóvel, abrem um jornal

e lá se vão movimentando

pelo labirinto dos

quadradinhos, rapidamente

escrevendo “cró”

em “nome de jogo”, “cós”

em “mealheiro”, “io” em

satélite de Júpiter, “tas”

em bigorna, ou “raer” em

“varrer o forno depois de

aquecido”.

Um cruzadista ferrenho

pode desconhecer o

“rosa-rosae” dos velhos

tempos do liceu, mas

sabe na ponta da língua

que “ea” é “a palavra latina

por que começam

muitos documentos de

interesse para Portugal”

(embora ignore que documentos

são esses…).

E uma dona de casa

pode ignorar a açorda de

coentros alentejana, mas

sabe que “apa” é “bolo

de azeite e mel feito na

Ásia”.

Num momento como este

que atravessamos, em

que o ensino anda complicado

e tanto alunos

como professores levam

as mãos à cabeça

sem saber que voltas dar

à vida, não tarda que o

ministro da Educação

se lembre desta nova

escola , capaz de suprir

muitas das deficiências

existentes—e que não vai

pesar no orçamento geral

do Estado.

O tipo de conhecimento é

capaz de não ser lá muito

aprofundado, pois não,

mas sempre se podem

ganhar uns euritos valentes

nos concursos da

televisão.

E de resto, digam-me:

há lá coisa mais útil para

o nosso dia-a-dia – em

casa, no trabalho, com

os amigos – do que saber

o símbolo químico do

césio, do bário ou do praseodímio?

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OPINIÃO

25

A política, a corrupção e a

demagogia

CARLOS ESPERANÇA

Nunca vi um estudo a provar que os

cidadãos que exercem funções políticas

sejam mais desonestos do que

qualquer outro grupo de referência.

Pelo contrário, são habitualmente mais

escrutinados os que chegam o poder,

quase sempre com remunerações inferiores

às que obteriam noutros empregos

e os incapazes acabam por ser

penalizados na eleição seguinte.

Acontece que nenhum cidadão, em qualquer

outra função, é tão enxovalhado e

agredido como os governantes e os deputados.

Os próprios autarcas passam incólumes,

não raro, a fazerem campanhas

negando ser políticos, o estigma de 48

anos ditadura. Salazar, um hábil e sinistro

ditador, passava a mensagem de que

a política não o cativava, apenas o bem

do povo, que manteve pobre, analfabeto

e domado pela censura, polícia política e

poder discricionário dos seus próceres.

Acusar todos os políticos de desonestos

é a prática dos desempregados políticos

e dos demagogos que, fingindo não ser

políticos, pretendem que os considerem

honestos.

Os ataques ao carácter dos políticos a

pretexto de opções, que raramente os críticos

têm preparação para analisar, não

passam de demagogia, que afasta os mais

capazes e lança o labéu sobre os mais honestos

e dedicados servidores públicos.

A ética republicana obriga-nos a distinguir

o comportamento crapuloso dos que lesam

o Estado deliberadamente dos que

tomaram opções, eventualmente erradas,

de boa fé, e que cabe aos eleitores julgar

em atos eleitorais.

Os ataques sistemáticos aos políticos,

de qualquer quadrante, a demagogia dos

ineptos e a inveja dos néscios levam às

suspeitas que antecedem uma qualquer

ditadura.

À medida que vai desaparecendo a memória

da guerra colonial, das prisões políticas,

da censura, do degredo, das cargas

policiais, da devassa da correspondência,

das torturas e perseguições, do regime

monopartidário, da religião imposta, e de

todas as afrontas que a ditadura fez ao

povo português, há cada vez mais saudosistas

que, no ódio vesgo aos políticos,

preparam as condições para o regresso a

um fascismo de coreografia diferente.

Nunca as ameaças à sobrevivência coletiva

foram tão grandes. A falta de água potável,

ar respirável, alimentos e paz ameaçam

os países mais ricos com a invasão

de multidões que fogem à fome e à guerra

impelidas pelo medo e desespero.

Quando os políticos precisam de tomar

decisões urgentes para salvar o Planeta,

decisões que mexem com o bem-estar e

hábitos das populações, a iliteracia política,

a inveja e o ressentimento encarregam-se

de impedir as soluções e inviabilizar

o futuro.

Quarenta e cinco anos de democracia,

acompanhados de níveis de riqueza, bem-

-estar e aumento notável de esperança de

vida, parecem exíguos a quem esqueceu

o passado e a quem não o conheceu.

Os reiterados apelos para a redução dos

vencimentos dos políticos, quando o próprio

PR tem numerosos titulares de cargos

do Estado muito mais bem remunerados,

é um iníquo desejo criado pela ignorância,

mesquinhez e, sobretudo, falta de cultura

democrática.

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26

CULTURA

Por mim y por ti, companero, solos

por nosostros e nadie mas!...

PEDRO BARROSO

Há pessoas que conhecemos cinco minutos

e já foi tempo demais. Outras que

conhecemos dezenas de anos e todos

os minutos e palavras que trocámos foram

de menos. Assim foi minha amizade

com o Patxi Andion.

Estreamo-nos ambos pela 1ª vez no histórico

Zip Zip. Encontrámo-nos uns anos

mais tarde - nos idos de 80, talvez - numa

iniciativa quase desconhecida que realizamos,

entre cantautores portugueses e

espanhóis, para subsidiar uma injecção

caríssima – holandesa, salvo erro. Ai estivemos

no “Eligeme” - que já não existe,

mas era um “Bar concerto” enorme - e

solidário nestas causas, que havia em

Madrid, onde fui com o Vitorino, o Janita,

creio, o Zé Mário e a Zélia Afonso e

nos juntamos ao Pi de la Serra, ao Luis

Pastor e a ele para um concerto de solidariedade.

A última e impensável vez, foi aqui, há

uns meses, em Lisboa, no Coliseu, para

gravarmos o programa de 25 de Abril; e

combinei nessa ocasião e concordaste

desde logo, em cantar e gravar comigo

um tema deste meu último CD “Novembro”.

Sim vai ser esse o título. Em Novembro

nasci; em Novembro acabei o

cd; e em Novembro me sinto.

Ontem, contudo, tornou-se num dia de

luto próprio por notícias de minha saúde

e por ti. Apesar de ocultada, por piedosa

amizade, tanto por minha mulher, como

pelo editor, vim, ao fim da tarde, a descobrir

a tua morte; ainda hospitalizado foi

duro roer sozinho ambas as notícias de

cujas ainda não estou em mim.

Resultado:- que se lixe o protocolo, os

direitos de autor, as caixas de notiícias e

exclusivos. Por mim y por ti, companero,

solos por nosostros e nadie mas!... – a

qui divulgo o que, de meu pouco génio

quiseste honrar com a tua voz, num diálogo

de amigos que sempre se quiserem

bem para lá de todos os improváveis

inesperados da vida e da morte.

G

https://www.facebook.com/transportes.fernandes

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CULTURA

27

45 años de estar juntos

JULIO ISIDRO

Foi uma noite épica,

prenúncio de que algo

estava para acontecer.

24 de Março de 1974 no

Coliseu de Lisboa, cantava-se

com coragem

porque se sentia no ar

um vento de mudança.

No palco por onde passaram

tantos trovadores

do mundo novo, o

basco Patxi Andion,

desta vez cantou até

ao fim e não foi expulso

do país como tinha

acontecido em duas

ocasiões.

Num camarote sobre

o palco, o Rádio Clube

Português transmitia

o espectáculo, justificando

o título que lhe

foi atribuído um mês

depois, Emissora da

Liberdade.Nos bastidores,

aconteceu-me a

entrevista com o cantautor,

maldito em Espanha

e mal recebido

em Portugal.Quando no

final da sua participação

Patxi cantou com

raiva e amor El maestro

e citou Federico Garcia

Lorca, a casa veio abaixo.

Voltei a pisar o palco

com Patxi na gala Vozes

de Abril há 10 anos

e este ano no mesmo

Coliseu na gala Retratos

de Abril iniciativa

da Associação 25 de

Abril.Coincidência ou

talvez não, o primeiro

álbum de Patxi em 1969

chamava-se Retratos e

foi no ZIP ZIP da RTP

que se estreou.Nesse

intervalo passou do

preto, branco e cinzento

para as cores.- Eu

também sou português

- dizia com orgulho,

o criador de Una, dos

y tres, La Jacinta ou

Samaritana.Tão português

que veio aqui

comemorar os seus

50 anos de carreira,

e apresentar a última

obra La hora del Lobican.Tão

português que

ostentava com orgulho

um cravo ao peito.Tão

atento ao mundo em

que sobrevivemos, que

afirmava que estamos

a pagar caro os bens

materiais. Quanto mais,

menos preocupações

sociais, menos tempo

e menos liberdade.Por

isso, as suas “Velhas”

canções foram ganhando

actualidade.Também

por isso se devesse

ouvir com atenção o

Despierta Niño.

Tive em Patxi um amigo

daqueles que valem a

pena, porque na distância,

ou nos eventuais

encontros, nos sentíamos

muito próximos

com respeito e partilha.Vamos

continuar a

ouvir Patxi e a entender

a sua luta pela liberdade

criativa e outras liberdades.Nos

cinquenta

anos de Abril, sei que

ele estaria, (ou estará?)

de viola na mão num

Coliseu, a cantar com

Toda la mar detras.Se

estivéssemos (ou estivermos?)

juntos, falaremos

de cosas de viejos.

Patxi

ANTONIO MANUEL RIBEIRO - (UHF)

Quando o estado totalitário

governava Portugal e os cantautores

lusitanos estavam banidos

da rádio, revelo aos mais

novos que era pela voz de Patxi

Andion, Paco Ibañez ou Juan

Manuel Serrat que seguíamos

as canções do despertar, onde

as palavras, mais do que flores,

tinham valor. A censura, com

os tiques costumeiros da burrice,

permitia a palavra espanhola

e escondia a de Camões.

Como aos sete anos já aprendia

espanhol (e bebia chá destemperado

com leite), o meu tio

e padrinho de baptismo, actor,

casara com a Mari das ilhas

Canárias que me revelava Cervantes,

deu-me jeito na adolescência

essa cultura do lado de

lá da fronteira.

Cruzei-me com o Patxi Andion

em Abril deste ano nos bastidores

do Coliseu, quando ali

fomos (muitos) gravar um especial

para o 25 de Abril; certamente

ele não sabia quem

eu era, mas eu reconheci o seu

vozeirão quente.

Nasceu em Madrid, mas era

um basco inteiro. Partiu ontem;

guardarei os teus discos,

incluindo o último, que me deliciou

há dias numa viagem solitária

até Leiria.

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MOTORES

Carros:

Caixas negras vão saber

consumo de combustível

e/ou energia elétrica

PEDRO PINTO (*)

O Parlamento Europeu aprovou a necessidade de instalação de um limitador de velocidade para carros

produzidos a partir de 2022. Além disso, os carros vão também passar a ter uma caixa negra

idêntica à dos aviões!

De acordo com informações, as caixas negras vão registar os consumos. Os

carros elétricos também terão.

É já a partir de 2022 que os carros vão ser obrigados a ter novos “mecanismos de segurança”.

O conjunto de medidas já tinha sido aprovado pela Comissão Europeia e foram aprovadas

pelo Parlamento Europeu – ver aqui.

O Regulamento da União Europeia 2018/1832 exige que os fabricantes instalem um sistema para

a medição constante do consumo de combustível e da energia elétrica nos novos modelos de

veículos homologados a partir de 1 de janeiro de 2020. A partir de 1 de janeiro de 2021 estas

medidas serão alargadas a todos os veículos novos matriculados a partir dessa data.

De acordo com o regulamento, a “Monitorização do consumo de combustível e/ou de energia

a bordo» («dispositivo OBFCM») é qualquer elemento da conceção, software e/ou hardware, que deteta e utiliza

os parâmetros do veículo, motor, combustível e/ou energia elétrica para determinar e disponibilizar pelo menos as

informações indicadas no ponto 3 e registar os valores do ciclo de vida a bordo do veículo”.

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MOTORES

29

Informação a determinar, registar e

disponibilizar

O dispositivo OBFCM determina vários

parâmetros e regista os valores do ciclo de vida

a bordo do veículo.

Para veículos NÃO OVC-HEV

• a) Combustível total consumido (ciclo

de vida) (litros);

• b) Distância percorrida total (ciclo de

vida) (quilómetros);

• c) Caudal do combustível do motor

(gramas/segundo);

Para OVC-HEV

• a) Combustível total consumido (ciclo

de vida) (litros);

• b) Combustível total consumido em

funcionamento de perda de carga (ciclo de vida)

(litros);

• c) Combustível total consumido

em funcionamento de aumento de carga a

selecionar pelo condutor (ciclo de vida) (litros);

• d) Distância percorrida total (ciclo de

vida) (quilómetros);

• e) Distância total percorrida em

funcionamento de perda de carga com o motor

desligado (ciclo de vida) (quilómetros);

• f) Distância total percorrida em

funcionamento de perda de carga com o motor

em funcionamento (ciclo de vida) (quilómetros);

• g) Distância total percorrida em

funcionamento de aumento de carga a

selecionar pelo condutor (ciclo de vida)

(quilómetros);

• h) Caudal do combustível do motor (gramas/

segundo);

• i) Caudal do combustível do motor (litros/

hora);

• j) Caudal do combustível do veículo (gramas/

segundo);

• k) Velocidade do veículo

(quilómetros/hora);

• l) Energia de rede total para a

bateria (ciclo de vida) (kWh).

Os OVC-HEV são veículos

híbridos elétricos carregáveis

do exterior, alimentados por

eletricidade.

O objetivo destes medições

traz duas vantagens. Por um lado,

permite detetar e criar um modelo

de avaliação quer poderá garantir

um “desconto” no ciclo de homologação

WLTP . Por outro lado, serve para que o

condutor ter uma noção real do consumo do

seu veículo.

Novos Sistemas Obrigatórios

• ISA (Intelligent Speed

Assistence): limitador de velocidade automático

que vai cruzar informações do GPS com

dados locais da via em que o condutor está, o

motorista será impedido de exceder os limites

de velocidade;

• Sistema de Câmaras de

Monitorização Interna: avalia o estado do

condutor através de câmaras internas. Avisar

o condutor no caso de sonolência e distração

(uso de telemóveis, por exemplo). Pode

bloquear o veículo se notar que o motorista não

está em condições de conduzir por causa de

drogas ou álcool;

• Gravador de Dados de Eventos

(EDR):Caixa negra do veículo, que regista o que

houve no caso de um acidente;

• Sistema de Câmaras e Assistência de

marcha atrás:passa a ser obrigatória para todos

os veículos, com recurso à câmara e sensores;

• Paragem automática de emergência:o

veículo reconhece o sinal vermelho;

• Lane-Keeping Assistance:sistema

automático que garante que o veículo não

sai da faixa de rodagem de forma abrupta;

• Travagem de emergência automática

(AEBS, em inglês):o radar mede continuamente

a distância entre os veículos, peões e ciclistas,

e faz a travagem de emergência se o motorista

não responder em tempo útil;

• Cintos de Segurança

otimizados:testados em simulações de choques

frontais;

• Vidros de segurança

otimizados:testados em simulações de choques

frontais;

• Barra de proteção de impacto

lateral:para melhorar a segurança dos

ocupantes dos veículos;

• Melhoramento da visão dos motoristas

de autocarro e camiões: objetivo é remover

pontos cegos dos condutores;

• Sistemas de aviso na frente e

lateral do veículo: para detetar e avisar aos

motoristas sobre peões e ciclistas na estrada,

especialmente nas curvas;

• Sistema automático de monitorização

da pressão dos pneus

• (*) com Jeremy da Costa

• Autor escreve segundo o Acordo Ortográfico

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NEUROCIÊNCIA

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O lado negro do envelhecimento

Muitos idosos já não temem nada que não seja o medo de morrerem

sem um abraço vivo e sentido dos filhos...

NELSON S. LIMA

Muitos idosos já não temem nada que não

seja o medo de morrerem sem um abraço

vivo e sentido dos filhos que um dia seguiram

porta fora para viverem os seus sonhos.

Recordo muitas vezes os tempos de infância e

de juventude em que a minha família formava

uma pequena comunidade.

Depois tudo foi mudando. Cresci, tornei-me

homem e os mais velhos (avós e pais) foram

ficando para trás e foram morrendo.

Chegou, depois, a minha vez. Homem feito, filhos

crescidos e uma sociedade disfuncional.

Os que de mim descendem seguiram os seus

destinos. Com a diferença de que, ao contrário

do passado, os filhos tornaram-se mais ausentes

e independentes das suas origens.A globalização,

as novas profissões e os novos lugares

para viver afastaram todos.

Os novos meios de comunicação não conseguem

substituir a presença de quem agora vive

e trabalha a milhares de quilómetros.No Natal

e nas férias de Verão há quem venha mas nem

sempre isso chega para preencher o vazio deixado.

As distâncias físicas podem tornar-se

cruéis. Os abraços das despedidas são preenchidas

com lágrimas. A solidão dos mais idosos

aumenta com o envelhecimento. O futuro é

curto. Já não há lugar para fazer grandes projectos.

Começamos a reparar nos que, tendo

a nossa idade, ficam severamente doentes ou

morrem.

As ligações familiares são intermitentes, espaçadas

no tempo e no espaço. Os pais tornam-

-se órfãos e solitários. As memórias pesam e

criam mais saudades. Muitos idosos já não temem

nada que não seja o medo de morrerem

sem um abraço vivo e sentido dos filhos que

um dia seguiram porta fora para viverem os

seus sonhos. E quando for a vez deles, quando

forem eles os velhos com os filhos do outro

lado do mundo? Como irão eles enfrentar essa

etapa, a última da sua vida?

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HUMOR

O Joãozinho chega em casa

e diz:

– Mãe, descobri que sou mais

inteligente que a professora.

– Porque dizes isso?

– Porque eu passei de ano e

ela continuou no mesmo.

A professora de inglês pede

ao Joãozinho:

— Joãozinho, formule uma

frase com a palavra “window”.

Diz o Joãozinho:

— Quando me chamam, eu

aviso: “Já estou window!”

Joãozinho chegou muito

atrasado à escola, e a professora

perguntou:

— O que aconteceu?

— Fui atacado por um crocodilo!

— Oh, meu Deus! E ficaste

magoado?

— Magoado não, mas o trabalho

de matemática ele comeu

todinho.

Certo dia, a professora pergunta

para o Joãozinho:

— O que queres ser quando

crescer, Joãozinho?

— Eu quero ser soldado.

— Mas corres o risco de ser

morto pelo inimigo.

— Então quando crescer quero

ser inimigo.

O Joãozinho pergunta à professora:

— Professora, um menino

como eu pode ter filhos?

— Claro que não Joãozinho,

tu só tens 10 anos!

— E uma menina como a Mariazinha

pode ter filhos?

— Também não meu amor, ela

só tem 9 aninhos!

Joãozinho vira-se para Mariazinha

e diz:

— Eu não disse que não tinha

perigo!

Um jovem vai à igreja confessar-se:

– Padre, eu toquei nos seios

da minha namorada.

– Você tocou por cima ou por

baixo da blusa dela?

– Foi por cima da blusa dela,

padre.

– Mas tu és muito idiota! Por

baixo da blusa, a penitência é

a mesma!

Na hora do almoço, a madre

superiora anuncia:

– Irmãs, hoje teremos bananas

de sobremesa!!

– Ehh!!!! Vibram as freiras.

– Em rodelas!!

E as freiras, dececionadas:

– Óhh!!!!

Joãozinho volta da aula de

catecismo e pergunta ao pai:

– Pai, por que é que Jesus,

quando ressuscitou, apareceu

primeiro para as mulheres

e não para os homens?

– Não sei meu filho! Se calhar

é porque ele queria que

a notícia se espalhasse mais

depressa!

Um cão vinha todo contente

de uma árvore de Natal, pergunta

outro:

– Porque está todo contente?

E responde o primeiro:

– Finalmente colocaram luz na

casa de banho!

Hoje aprendi que o Homem

tem quatro idades:

– Quando acredita no Pai Natal.

– Quando já não acredita no

Pai Natal.

– Quando assume o papel de

Pai Natal.

– Quando se parece com o

Pai Natal!

A professora pergunta ao

menino Joãozinho o que quer

ser quando for grande. O menino

responde:

– Quero ser o Pai Natal!

Espantada pergunta a professora:

– O Pai Natal?! Então mas

porquê?

Explica o Joãozinho:

– Ora! Ao menos assim só trabalhava

uma vez por ano…

Qual é a bebida preferida do

Pai Natal?

– É o Gin-Gobel

Joãozinho estava a brincar

com seu arco e flecha, que

tinha ganho no Natal.

De repente ele soltou uma

flecha que caiu no quintal da

Dona Maria.

— Dona Maria, posso apanhar

a flecha que caiu no seu

quintal?

— Não, diz-me onde está que

eu apanho!

— Er… Não, Dona Maria, deixa

que eu apanho.

— Diz logo onde está menino,

se não eu não apanho mais.

— Está bem… Está no seu

gato!

Pai Natal estava passando

na Serra Leoa, em África, e as

crianças gritaram:

– Pai Natal, Pai Natal… Presente,

presente…

– Ho ho ho! Só dou presente

a quem come direito ho ho ho

Porque é que o livro de matemática

se suicidou?

Porque tinha muitos problemas.

O que é que todos os bebés

fazem aos 12 meses?

1 ano.

Um amigo vira-se para o outro

e diz:

– Vamos à feira dos frutos secos?

-Quem?

-Nós.

O que diz um pato para outro

pato?

Estamos empatados.

Para que serve um Fiat Panda?

Serve pandar.

Uma criança vira-se para a

outra e diz:

– O meu pai é gay.

Pergunta a outra:

– Qual deles?

DATAS COMEMORATIVAS - Janeiro 2020

Feriados e Datas Comemorativas de Janeiro 2020

06 DOM Dia de Reis

06 DOM Epifania do Senhor

07 SEG Dia de São Luciano

08 TER Dia da Rotação da Terra

08 TER Dia de Santa Gúdula

09 QUA Dia de São Julião

10 QUI Dia de São Agatão

11 SEX Dia Internacional do Obrigado

12 SÁB Dia de Santo António Maria Pucci

13 DOM Dia do Velho Ano Novo

13 DOM Dia de Santo Hilário

14 SEG Dia de São Dácio

15 TER Dia Mundial do Compositor

15 TER Dia de Santo Amaro

16 QUA Dia Internacional da Comida Picante

17 QUI Dia de Santo Antão

18 SEX Dia Internacional do Riso

18 SEX Dia Internacional do Fetiche

19 SÁB Dia de São Bassiano

20 DOM Dia Mundial da Neve

20 DOM Dia de São Fabiano

21 SEG Dia Mundial da Religião

21 SEG Dia de Santa Inês

22 TER Dia de São Vicente

23 QUA Dia Mundial da Liberdade

23 QUA Dia da Escrita à Mão

24 QUI Dia de Santa Xénia

25 SEX Conversão de São Paulo

26 SÁB Dia de São Timóteo

27 DOM Dia Mundial dos Leprosos

27 DOM Dia Internacional em Memória das Vítimas

do Holocausto

27 DOM Dia Internacional do Vinho do Porto

28 SEG Dia Internacional da Privacidade de Dados

29 TER Dia Mundial do Puzzle

30 QUA Dia de Santa Martinha

30 QUA Dia Escolar da Não Violência e da Paz

31 QUI Dia Mundial do Mágico

31 QUI Dia de São João Bosco

31 QUI Dia ao Contrário

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A lógica deste desafio é simples, o último número corresponde a dezena,

e a somatória de todos os números é a unidade, a resposta correta então

é 79 -

PASSATEMPO

33

QUEBRA

CABEÇAS

- Solução: use um espelho

Observe que a letra “o” se repete em 2 vezes consecutivas.

- Solução: use um espelho

TESTE DE VISÃO - 2 A CADA 10 PESSOAS NÃO CONSEGUEM VER O

ELEFANTE - Solução: gire a imagem

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34

HORÓSCOPO

O Signo Capricórnio,

ambicioso e solitário

22/12

20/1

RV - JOANA ARAÚJO (*)

O Signo Astrológico Capricórnio (22/12 – 20/1) é o

décimo signo do Zodíaco e é influenciado pelo planeta

Saturno. Estas nativos são de caráter muito

complexo. Existe dois tipos de capricornianos, um

é muito ambicioso e com uma grande capacidade

de iniciativa enquanto que o outro nunca encontra

a a motivação certa para enfrentar a vida de uma

forma construtiva, pelo que passa a vida a queixar-se

de tudo e de todos e a encontrar culpados

nos obstáculos que o impede de ir mais além.

São pessoas solitárias e com uma enorme tendência

para estarem sempre a resmungar.

No amor

No campo amoroso, as suas emoções são sempre

controladas. Geralmente o que o capricorniano promete,

cumpre. Para se sentirem realizados no campo

do amor, precisam de se sentir relaxados.

Os Capricornianos precisam de algum tempo para

perceberem que estão apaixonados por alguém. Uma

vez apaixonado, irá comprometer-se profundamente

com o seu companheiro para o resto dos seus dias.

A sua forte intuição, não o engana e dá-lhe a certeza

da sua escolha, é essa a pessoa certa para si mesmo

que ainda não tenha assumido o compromisso.

Na família

Os nativos de Capricórnio gostam de impressionar

pelo que a sua casa será desenhada para impressionar

os outros. A sua personalidade será ajustada de

acordo com o estilo de casa escolhido para viver com

a sua casa.

É frequente terem necessidade de mudar de casa á

medida que a sua vida profissional e familiar vão se alterando.

Á medida que vão progredindo na sua carreira,

mudam de casa de acordo com o seu novo status.

Não gastam dinheiro sem ser estritamente necessário,

eles odeiam deitar dinheiro á rua. Esta característica

torna-se mais evidente no momento de escolher

as suas roupas, móveis para a casa e outros objetos

de utilização no seu dia a dia.

Atividades preferidas do Signo Capricórnio:

• Corrida: Os nativos de Capricórnio

adoram correr e conhecer pessoas

novas no seu jogging matinal.

• Geologia: Os seus assunto

preferidos são os acontecimentos da história

da humanidade e todas os assuntos

relacionados com o planeta Terra.

• Destinos: As Ilhas Órcadas,

as Ilhas Shetland na Inglaterra, México e

Índia.

Alimentos relacionados com o Signo Capricórnio:

• sal

• cravo

Simbolismo do Signo Capricórnio:

• Planeta: Saturno.

• Cores: Cinzento e verde escuro

• Erva: Não tem nenhuma erva

especifica.

• Metal: Chumbo.

• Animal: Cabra.

• Cristais: Turquesa e Ametista.

• Árvores: Pinho e teixo.

• Flores: Amor-perfeito e hera.

• Signo do Zodíaco Chinês

correspondente: Boi

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36

LITERATURA

Natal

Tanto, tanto Natal à solta!

Natal nas bocas das pessoas

No brilho das prendas

Que a tradição a muitos obriga.

Natal do 25 de amanhã que se avizinha.

Natal que a 26 ( costuma ser assim ) já foi, Já não é Natal.

Depois dos sorrisos

Depois dos olhos cheios

De espanto esbugalhados

Pelas prendas recebidas

Depois das panças cheias

Depois do repasto das guloseimas

Comidas, digeridas

E evacuadas

Já ninguém se lembra que houve Natal.

VCARMINDO

DE CARVALHO

Ghttps://www.facebook.

com/carmindo.carvalho

Eis o Natal de sonoras gargalhadas!

Pela - sem vergonha -

Pela gula

Pela ganância

Ao vento largadas.

Esquecidos que há outro Natal:

O Natal dos descamisados

Dos enjeitados

Dos desgraçados.

Natal, que é Natal

De lágrimas derramadas.

E eu penso:

“O que pensará disto tudo aquele sem abrigo que retorna à

sua casa de cartão, depois de obrigatoriamente ter despejado

a “carga” do jantar especial - jantar de Natal - cheio com mão

no lombo e afagos de presidente?”

24, Dezembro, 2018

Ano Novo

P’ra celebrar a passagem

Do ano, em todo o mundo

Faz-se do tempo a contagem

No fim segundo a segundo .

Um comum comportamento

Que apraz à sociedade

Sublimando o momento

Com pompa e solenidade .

VEUCLIDES

CAVACO

Ghttps://www.facebook.

com/euclides.cavaco

Há festas e euforia

Celebrações entre o povo

Na transição deste dia

Para mais um Ano Novo.

Esquecem-se as arrelias

Que se afogam na bebida

Entre galas e folias

Celebra-se enfim a vida.

Trocam-se saudações

Em êxtase de alegria

Tomam-se resoluções

Tão notórias deste dia.

Chega mais um Novo Ano

Que vivê-lo valha a pena.

Salutar prò ser humano

Nesta passagem terrena !...

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LITERATURA

37

O velório

AMÉRICO LISBOA AZEVEDO (*)

Esmeralda deliciava-se com o terno calor do

sol a a acariciar-lhe o rosto macio, com o intenso

odor das flores silvestres e das ervas bravias

a roçar-lhe as sensíveis narinas. Os seus

pés deslizavam pelo empedrado com tal leveza

que mais parecia que ela temia pisar as pedras.

Apesar disso, os seus passos eram cautelosos

e inseguros como se Esmeralda receasse encontrar

algum obstáculo que não conhecesse.

Tinha por hábito ir sentar-se num seixo junto

ao ribeiro. Ali se mantinha a escutar as águas

a correrem e a saltarem de pedregulho em pedregulho.

À sua volta havia árvores e arbustos

e um constante chilrear de pássaros inquietos.

"Como tudo isto deve ser lindo", pensava Esmeralda.

"E eu que nada mais vejo além deste

interminável vazio".

Esmeralda já há 20 anos que era cega. Assim

nascera e assim viveria todos os dias de sua

vida. O oftalmologista que desde muito cedo

acompanhara Esmeralda sempre dissera que a

medicina não tinha solução para casos como

aquele.

E as pessoas da aldeia já se tinham acostumado

à ideia que Esmeralda seria cega para

sempre.

Os rapazes e as raparigas gostavam muito dela

e não a queriam ver triste. Para eles Esmeralda

era alguém que protegiam como se ela fosse

um ser demasiado frágil. Estavam sempre

atentos se qualquer estranho se aproximava

de Esmeralda. Nada queriam que de ruim lhe

acontecesse.

Leandro era um dos seus amigos mais fieis e

ficava nervosamente a roer as unhas se via algum

outro jovem chegar perto dela. A verdade

é que Leandro amava Esmeralda em segredo,

mas nunca seria capaz de confessar o seu amor

por uma mulher que não enxergasse. Complexos

que grande parte do nosso povo ainda não

soube ultrapassar, até porque em pleno final de

século XX muita gente continua a desconhecer

as reais capacidades das pessoas cegas.

Por seu turno, Esmeralda nem sequer queria

sonhar com essas belas histórias de amor que

lia nos livros em braille. Tudo aquilo devia ser

lindo demais para ela um dia poder experimentar.

"Que homem atraente e inteligente quereria

viver ao lado duma cega como eu!?", reflectia

Esmeralda.

Mas D. Gervásia, uma anciã da aldeia, não partilhava

dessa opinião e sempre que se encontrava

com Esmeralda lhe dizia:

- Ai menina, a alegria maior que eu podia ter

antes de morrer era vê-la bem casada.

- Ora.. - corava Esmeralda - Isso é impossível.

Eu nem homem conheço. E depois, quem ia

deixar-se apaixonar por uma cega?!

- A menina é cega, mas possui os olhos do coração

que enxergam melhor que os da cara.

Além disso, é muito bonita e versada. Sabe falar

de coisas tão lindas.

Decorridas algumas semanas após esta conversa,

uma triste notícia espalhou-se pela aldeia.

E o coração de Esmeralda encheu-se

de luto. Numa manhã pardacenta, D. Gervásia

despedira-se do mundo dos vivos.

Todo o povoado chorava e lamentava a morte

da anciã e todos se juntaram para lhe prestar as

últimas homenagens na noite do velório. Esmeralda

também lá esteve e de lá não arredou pé

até os primeiros alvores começarem a clarear

o dia.

Também durante toda a noite, um dos jovens

netos da defunta não desviara o olhar de Esmeralda.

"Quem seria aquela donzela que irradiava uma

beleza ofuscante?", perguntava-se Nuno. E

mordendo-se de curiosidade, fez a pergunta a

Vicença, sua tia predilecta.

- É Esmeralda, a moça mais amada neste pedaço

de terra. E bem que merece todo o nosso

amor. Nunca conhecemos menina mais simpática.

- Tem um jeito tão estranho de nos olhar! É que

mal nos olha; é como se nem nos quisesse ver.

- observava Nuno.

Vicença pigarreou e um pouco desconfortável,

disse:

- Esmeralda é cega.

De súbito, Nuno lembrou-se de outros cegos

que conhecia na cidade e de como lhes admirava

a alegria de viver e o espírito de inter-ajuda.

Em todo o tempo em que Nuno estivera de

olhos postos em Esmeralda sobressaíra-lhe a

extraordinária discrição das suas atitudes e serenidade

das suas feições.

Após um longo período duma pertinente hesitação,

Nuno decidiu abordar Esmeralda:

- Olá, Esmeralda.

- Olá. Quem está aí? - perguntou ela, ligeiramente

sobressaltada.

- Sou Nuno, o neto da falecida.

- Sinto muito a morte da tua avó. Foi uma grande

mulher.

- Vejo que gostavas muito da minha avó. Já

quase todos se recolheram a suas casas e apesar

dos primeiros alvores tingirem já a longa

noite, tu não arredas pé.

- Sim, malgrado a grande diferença de idades

entre as duas, éramos grandes amigas. D. Gervásia

compreendia bem a juventude.

E continuaram a falar disto e daquilo e quando

estavam prestes a se separarem, Nuno indagou:

- Onde te poderei encontrar?

- Vou sentar-me todas as tardes num dos seixos

da margem do ribeiro.

- Amanhã vou lá ter contigo.

- Mas não tens que regressar à cidade?

- Mesmo que a minha avó não morresse, estava

previsto vir para cá passar um período de

férias.

E a partir dessa altura, Esmeralda passou a ter

a companhia de Nuno nas tardes junto do ribeiro.

Os laços afectivos depressa se estreitaram entre

ambos.

- Esmeralda, como é que tu imaginas o meu

rosto?

Esmeralda nem sequer pensou duas vezes.

Tacteou-lhe as faces, a cabeça, os ombros.

- És muito elegante.

- E as tuas mãos parecem de veludo.

- Gostava de poder ver os teus olhos. - disse

Esmeralda.

- Muitíssimo mais belos são os teus

- Mas falta-lhes a luz do sol.

- No entanto, transmitem u calor da vida. - explicou

Nuno.

- A tua avó dizia-me o mesmo.

- Como vês não exagero.

De repente fizeram um curto silêncio.

- Porque me olhas assim? - perguntou Esmeralda.

- Como sabes que estou a olhar para ti? - sobressaltou-se

Nuno.

- Nem eu te sei explicar. São coisas que sinto.

A tua avó dizia que eu vejo com os olhos do

coração.

- E que mais conseguem ver os olhos do teu

coração?

Esmeralda baixou a cabeça. Tinha vontade de

lhe dizer que já descobrira que Nuno a amava

e que ela também o amava. Porém, temia que

Nuno a considerasse ridícula e troçasse dela.

Afinal, era cega e na tal cidade haveria por certo

moças mais graciosas e prendadas e que

fariam a felicidade dus homens que as elegessem

para suas esposas.

"Não, Nuno não pode sequer sonhar que o

amo. É melhor que me vá embora e que nas

próximas tardes eu deixe de vir aqui.", reflectia

Esmeralda.

- Não te estás a sentir bem? - reparou Nuno.

- É uma ligeira indisposição. É melhor que...

- Julgo ter o remédio para essa indisposição.

- e dizendo isto, Nuno procurou-lhe os lábios.

Esmeralda ainda tentou resistir, mas o seu esforço

era em vão, porque depressa perdeu o

domínio. Porque havia de negar que estava

cega de desejo!

Quando o beijo terminou e Esmeralda pôde

pensar de novo, ficou muito nervosa e insegura

e gritou:

- Vai-te embora! Vai-te embora, para sempre!

Porém, Nuno estava dono da situação:

- Agora já é tarde. Nunca mais ficarei longe de

ti.

- Sou cega!

- Nunca ninguém ficou famoso por amar com

os olhos. - tentou Nuno gracejar.

Esmeralda estava confusa. Realmente, Nuno

tinha razão. Ninguém precisava dos olhos para

amar.

- Esmeralda, unamos as nossas vidas. Juntos

veremos melhor. Eu serei a luz dos teus olhos

e tu serás um bom guia para o meu coração.

(*) https://www.facebook.com/jorge.tomas.3975

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38

OPINIÃO

Os movimentos neofascistas:

os onanistas da política!

foto: aideia.blog

CARLOS MATOS GOMES (*)

De onde vêm movimentos como

o Chega ou o Zero dos polícias?

Vêm do que podemos designar como o

Mal! Da parte do Mal que existe na natureza

e que na sociedade dos humanos se

opõe à Moral.

A noção do mal? Nas nossas línguas modernas

não há um sinónimo para a palavra

“mal”. Mas a palavra latina malum deriva

da grega mêlon, que corresponde a maçã

e a mêlas, negro.

Estes movimentos como o Chega e o Zero

dos polícias são a maçã que, através da

serpente, representa o primeiro mal bíblico,

a primeira imoralidade: a traição. Eles

são traidores dos valores da humanidade.

Provocam a escuridão onde vale tudo.

Não por acaso, os seus símbolos são predominantemente

negros.

São portadores da mais desumana qualidade

do mal: a intolerância. A intolerância

que é a sua marca não é fruto da estupidez,

é fruto da cobardia. Do medo do

outro. Por isso a sua ação é por natureza

violenta. O brasão dos cobardes.

Os movimentos neofascistas deste tipo

representam o mal enquanto ato político.

As sociedades europeias, a duras penas,

desenvolveram e criaram o atual Estado-

-nação para promoverem as três condições

propostas na Revolução Francesa:

Liberdade – Igualdade – Fraternidade. E

promoveram a nova noção de cidadão.

Estes movimentos são contra civilização

que criou a cidadania, contra o conceito

de cidadão, do ser humano portador

de direitos iguais a todos os outros, são

contra a liberdade, são contra a ideia de

Estado promotor da igualdade e de redistribuidor

de recursos e bens comuns.

Veja-se o programa do Chega de negação

de serviços públicos, incluindo o de previdência

social! São, obviamente, contra a

fraternidade e a igualdade. São racistas e

xenófobos.

Como não se assumem nem na qualidade,

nem no género, iludem a violência,

a xenofobia e o racismo chamando-lhes

“fatores identitários”. Um travestismo até

na linguagem.

Estes movimentos contêm e promovem

uma violência que eles querem fazer parecer

como natural e o seu sucesso é obtido

pela proposta encantatória da “satisfação

de si”. São movimentos do tipo onanista.

Apresentam-se como superadores de

frustrações individuais.

Ao ler e ao ouvir os chefes destes movimentos

é clara a ideia que tentam transmitir

de superioridade. Eles afirmam-se

superiores aos outros por medo de não

serem como os outros. E a sua propaganda

tem conseguido projetar uma imagem

de força e de razão. Há cúmplices nesta

mistificação do mal!

Em termos políticos estes movimentos

também realizam uma inversão – são invertidos

por natureza – pois promovem a

ausência de valores enquanto atacam os

valores essenciais. Os valores são substituídos

pela agressão, pela recusa de

qualquer relativização, ou compreensão.

A razão é substituída, como nos toiros,

pelo instinto: marram contra o que mexe

e eles entendem tudo o que mexe à sua

volta como uma ameaça.

À primeira vista e atendendo apenas ao

modus operandi, este fenómeno de que o

Chega é uma frente política e o movimento

Zero a milícia armada, lembram a relação

que se estabeleceu na República com

a “Formiga Branca”. Tal como o movimento

Zero, a Formiga Branca esteve sempre

pronta para o trabalho sujo que permitisse

um reforço das posições de Afonso Costa

e do seu partido. Com uma diferença

essencial, Afonso Costa tinha um pensamento

e o partido Republicano tinha um

projeto político, enquanto o Chega é um

vazadouro de frustrações e o seu chefe

um videirinho. O Movimento Zero, esse

sim, mantem a caraterística de fornecer

caceteiros de serviço da Formiga Branca.

Uma outra inversão do Chega é a de os

seus chefes se apresentarem como defensores

da Ordem, quando são eles os

fatores da desordem. Um caso clássico

de atribuir o mal a um outro para justificar

a violência. Nada de novo. Aqui em Portugal

a Inquisição praticou essa artimanha

e na Alemanha e em Itália os nazis e os

fascistas também.

Os relativistas do mal que pululam pela

Comunicação Social tendem a justificar a

emergência de fenómenos como o Chega

ou o Movimento Zero com o descontentamento.

Não. Estes movimentos não

são fruto do descontentamento, são movimentos

que arrebanham frustrados. Daí

o sucesso que por vezes obtêm em zonas

desfavorecidas que noutras circunstâncias

votaram comunista, por exemplo. O

aproveitamento político do antigo lúmpen

proletariado é um truque também muito

conhecido e com os dramáticos resultados

que se sabe.

Os elementos das forças policiais são

particularmente vulneráveis à frustração e

ao aliciamento para grupos e milícias radicais.

Frustração porque na sua maioria

exercem a atividade fora do seu meio, seja

o familiar, seja o de enquadramento, são

desenraizados e buscam nestes gangues

a compensação para as suas frustrações

– ausência de laços familiares, afetivos,

sociais, são relativamente mal pagos e

sentem pouco reconhecimento social. Um

terreno propício à demagogia.

O dramático não é a existência do Chega

e do Movimento Zero, o dramático para o

nosso futuro enquanto sociedade é a atitude

de aparente aceitação deles, como

se fosse normal promover a violência, a

desigualdade, a destruição dos serviços

que redistribuem bens como a educação,

a saúde, a reforma, que amparam os cidadãos

nos momentos de doença, de

desemprego, que promovem a censura, a

perseguição do outro. Há jornais e televisões,

grupos de “fakenews” a lavar a cara

a estas matilhas e aos seus chefes.

O dramático é a sociedade aceitar como

normais os portadores destas taras.

(*) Autor escreve segundo o Acordo Ortográfico

Janeiro 2020 | Lusitano de Zurique | www.cldz.eu


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Janeiro 2020 | Lusitano de Zurique | www.cldz.eu


Pedro Barroso despede-se

Devido a doença prolongada, cessa actividade como músico e lança novo CD

ÚLTIMA

MANUEL ARAÚJO

Pedro Barroso, de 69 anos,

homem de música e palavras,

que gravou mais de 30 discos,

actuou no passado dia 21 de

Dezembro em Torres Novas,

no Teatro Virgínia, onde festejou

o 50.º aniversário de carreira

e que foi também a sua

"despedida das canções".

Nesta última aparição em palco

como músico, no Teatro

Virgínia, Pedro Barroso esteve

acompanhado dos músicos,

Miguel Carreira, David Serrão,

David Zagalo, Luís Sá Pessoa e

Susana Santos, Manuel Rocha,

e ainda do seu filho Nuno Barroso,

Francisco Fanhais, João

Chora, António Laranjeira, Teresa

Tapadas, o Coral Phidelius, e

o grupo “Os Camponeses”, de

Riachos. A apresentação esteve

a cargo de Armando Carvalheda,

com quem conversou

sobre a sua carreira. No final do

espectáculo, ofereceu flores e

um caloroso beijo à sua esposa

Manela, que na sombra apoia-o

sempre, nos bons e maus momentos.

Pedro Barroso, tem um novo

disco pronto, já está na Editora.

Será lançado muito brevemente

e chama-se Novembro, mês em

que foi terminado e é o mês do

nacimento do autor.

O novo trabalho inclui um tema

Que Rumos, cantado em parceria

com o Patxi Andión, músico

espanhol que faleceu dias

antes deste último espectáculo,

num acidente de viação. (Ler páginas

26 e 27 desta edição)

Para Pedro Barroso, que se

estreou no programa televisivo

Zip Zip de Júlio Isidro em 1969,

Novembro constituirá a sua

despedida das canções.

A condição física, após mais

um ano de tratamentos médicos,

impede-me de tocar; e,

mesmo na parte de canto, canso-me

ao fim de minutos, disse

Pedro Barroso, que mantém a

firme disposição de um adeus

aos palcos em Torres Novas, no

Ribatejo.

Pedro Barroso, maestro, escritor,

poeta, autor, compositor,

pintor, pensador, libertário, republicano,

agnóstico, epicuro,

pai, avô e sobretudo músico,

actuou por todo o mundo; Espanha,

França, Croácia, Canadá,

Estados Unidos, Brasil,

Países Baixos, Bélgica, Suécia,

Suíça, Luxemburgo, Hungria,

Alemanha e China.

Pedro Barroso fez o curso de

Educação Física do Instituto Nacional

de Educação Física (actual

Faculdade de Motricidade

Humana) (1973) e foi professor

no Ensino Secundário, durante

mais de vinte anos.

Mais tarde obteve um diploma

pós-graduado em Psicoterapia

Comportamental (1988), tendo

trabalhado na área da Saúde

Mental e Musico-terapia durante

alguns anos. Foi, neste campo,

pioneiro no ensino de crianças

surdas-mudas, numa escola de

ensino especial de Lisboa. É

co-autor de um tema “Afrodite”

com poema de José Saramago

- prémio Nobel da Literatura e foi

distinguido com vários prémios

nacionais e estrangeiros e recebeu

a Medalha de Honra da Sociedade

Portuguesa de Autores.

O anúncio do fim de carreira,

provocou uma onda de pesar

e de tristeza, no seio dos seus

fieis seguidores e amigos.

© Cláudia Sardinha

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