Revista Newslab Edição 164

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Revista Newslab Edição 164 - Março 2021

R$ 25,00


evista

Editorial

Estimado leitor,

Nesta edição, publicada no mês das

mulheres, gostaríamos de homenagear

e parabenizar todas as clientes, leitoras,

anunciantes, autoras e colaboradoras que

fazem parte da nossa história e reconhecer

todas as grandes mulheres que fizeram e

fazem parte de tudo que somos hoje no

universo da medicina diagnóstica.

Temos grandes nomes como Gertrude

Elion, a bioquímica americana que

ganhou um Prêmio Nobel de Medicina

em 1988 por desenvolver medicamentos

cruciais para o tratamento da leucemia. No

decorrer do seu trabalho, Elion descobriu

importantes princípios da quimioterapia.

Saudações também a Françoise

Barré-Sinoussi, a virologista francesa

que descobriu a existência do HIV.

Em 1983, ela publicou na revista

Science a descrição completa do

vírus da imunodeficiência adquirida

quando, até então, a doença ainda

não havia se tornado uma epidemia. O

reconhecimento chegou em 2008 com o

Prêmio Nobel de Medicina.

Nossos cumprimentos a todas as

mulheres, que com suas lutas marcam

posição na criação de novos caminhos

para a sociedade.

A edição 164 traz um artigo

fantástico escrito pela Dra. Rachel

Siqueira de Queiroz Simões onde

ela discorre sobre a emergência de

viroses zoonóticas através da interface

homem e as distintas espécies, sobre

a potencial transmissibilidade, taxa de

recombinação genômica e adaptação

em novo hospedeiro. Relata também, as

semelhanças das pandemias do passado

com o nosso presente.

Infelizmente ainda não temos

grandiosas notícias de melhora com

relação a pandemia no mundo, pior, há

um cenário de agravamento!

Pensei que evoluiríamos devagar

devido a morosidade da vacinação, mas

retroceder, jamais!

Continuo desejando fortemente que suas

esperanças não se esgotem, que possamos

Ano 28 - Edição 164 - Março 2021

seguir em frente nos protegendo e

protegendo todos ao nosso redor com

atos responsáveis, sempre firmes em

busca de dias melhores.

A vida não pode parar!

Continuem conectados a nossa

multiplataforma de comunicação para

ter acesso ao que há de melhor sobre o

diagnóstico laboratorial.

Luciene Almeida

Editora Chefe

Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa,

acessem nossas redes sociais:

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Ano 28 - Edição 164 - Março 2021

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0 2


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em produção

e vendas.


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Ano 28 - Edição 164 - Março 2021

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A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para

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assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Newslab Editora Eireli.

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0 4


Índice remissivo de anunciantes

ordem alfabética

revista

Ano 28 - Edição 164 - Março 2021

ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.

BECKMAN COULTER - DIV. LIFE SCIENCE 07

BIOCON 51

BIOTÉCNO 21

BUNZL SAÚDE 05

CELER 124-125

CELLAVISION 79

CEPHEID CAPA | 59

DB DIAGNÓSTICOS 4ª CAPA | 93

DIAGNO 122-123

DIAGNÓSTICA CREMER 31

EBRAM 107

EQUIP 73 | 83

EQUIPNET 121

ERBA 91

EUROIMMUN 135

FIRSTLAB 37

GREINER 71 | 137

GRIFOLS 11

GT GROUP 49

HERMES PARDINI 62-63

HORIBA 2ª CAPA | 139

J. R. EHLKE&CIA 08-09 | 40-44

KOLPLAST 47 | 95

LABORLINE 13

LABTEST 155

LUMIRADX 99

MEDLEVENSOHN 143

MGI AMERICA 147

MOBIUS LIFE SCIENCE 103

NEWPROV 117

NIHON KOHDEN 113

NIHON KOHDEN DISTRIBUIDORES 34-35

PMH PRODUTOS 87

PNCQ 161

PRIME CARGO

3ª CAPA

QIAGEN 141

RENYLAB 105

SARSTEDT 151

SIEMENS 109

SNIBE 27

TBS -BINDINGSITE 67

TG ENERGIA 89

VEOLIA 157

VIDA BIOTECNOLOGIA 03

VYTRA DIAGNÓSTICOS 16-17

WAMA 69

Conselho Editorial

Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição

humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Prof. José de Souza Andrade Filho - Patologista no hospital Felício Rocho BH, membro da academia Mineira

de Medicina e Professor de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas do Minas Gerais | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa da Universidade de São

Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da Faculdade Medicina da

Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Dr. Amadeo

Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da

USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética da Faculdade

Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e

Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.

Colaboraram nesta Edição:

Humberto Façanha, Fábia Bezerra, Suzimara Tertuliano, José de Souza Andrade Filho, Lisiane Cervieri Mezzomo, Jorge Luiz Silva Araújo Filho, Gleiciere Maia Silva, Regina Paula Soares Diego,

Alexandre Freire Rocha Gomes, Laila de Menezes Cardoso Vieira, Maria Soares, Caio Santos de Souza, Giovana Santos Caleiro, Camila Malta Romano, Diego Lasier Mendes, Eloir Dutra Lourenco,

Brunno Câmara e Luciana Chavasco.

0 6


ÍNDICE

revista

Ano 28 - Edição 164 - Março 2021

MATÉRIA DE CAPA

54

Sistema GeneXpert®

Simples, Rápidos e precisos.

A melhor escolha em diagnósticos

moleculares.

12

ARTIGO CIENTÍFICO I

PANDEMIAS E AS PLATAFORMAS

TECNOLÓGICAS VACINAIS

24

ARTIGO CIENTÍFICO II

ATENDIMENTO PEDIÁTRICO EM LABORATÓRIO

Autores: Mauren Isfer Anghebem; Geraldo Picheth;

Fabiane Gomes de Moraes Rego.

Autoras: Andreia Paula Lopes de Almeida; Janilce

Carvalho Negreiros; Kelen Cristina da Silva.

02

60

75

86

94

96

102

112

114

116

118

120

163

- Editorial

- Automação em Análises Clínicas

- Bancos de Sangue

- Medicina Genômica

- Logística Laboratorial

- Marketing em Saúde

- Lady News

- Hematologia

- Análises Clínicas

- Citologia

- Biossegurança

- Informe de Mercado

- Pathocordel

32

ARTIGO CIENTÍFICO III

PERFIL DA POPULAÇÃO SUBMETIDA A

ANÁLISE SERIADA DE ENZIMAS CARDÍACAS

COMO BIOMARCADORES DO INFARTO AGUDO

DO MIOCÁRDIO

45

GESTÃO LABORATORIAL

REFLEXÕES SOBRE OS IMPACTOS DA PANDEMIA

NOS LABORATÓRIOS CLÍNICOS

68

MINUTO LABORATÓRIO

VALIDAÇÃO DE ENSAIOS

EM ANÁLISES CLÍNICAS

Autores: Bruno de Souza Mayer, Carolina

Mallmann Wallauer de Mattos.

Autor: Humberto Façanha.

Autoras: Fábia Bezerra;

Mariana M. Zanotto de Araújo.


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ARTIGO CIENTÍFICO I

PANDEMIAS E AS PLATAFORMAS

TECNOLÓGICAS VACINAIS

PANDEMICS AND VACCINES TECHNOLOGICAL PLATFORMS

* Imagem ilustrativa

Autora:

Dra. Rachel Siqueira de Queiroz Simões 1

1 Fundação Oswaldo Cruz - Rio de Janeiro.

Resumo

Diversos estágios evolutivos para a emergência de

viroses zoonóticas e reemergência dessas enfermidades

são um ponto crucial na interface do homem com

distintas espécies. A introdução de um novo patógeno

de uma espécie para outra sinaliza o grande potencial

de transmissibilidade com elevada taxa de recombinação

genômica e uma resposta rápida de adaptação no

novo hospedeiro. Associado a esse contexto de transição

entre a história das pandemias e as plataformas tecnológicas

dos possíveis candidatos vacinais, em conjunto

com inúmeras biofarmacêuticas na pesquisa mundial,

descortinam antigas questões no âmbito da saúde pública.

O cenário das pandemias perpassando pela praga

de Justiniano, a peste negra do século XIV, a descoberta

da variolização, a gripe russa, espanhola e a gripe suína

são pandemias que deixaram legados históricos e

apresentam semelhanças ao coronavírus, SARS, MERS e

SARS-CoV-2.

Palavras-Chave: Coronavírus, Pandemias, Plataformas

Tecnológicas, SARS-CoV-2, Vacinas.

Abstract

Several evolutionary stages for the emergence of

zoonotic viruses and reemergence of these diseases

are a crucial point in the interface between man and

different species. The introduction of a new pathogen

from one species to another signals the great potential

for transmissibility with a high rate of genomic

recombination and a rapid adaptation response in the

new host. Associated with this context of transition

between the history of pandemics and the technological

platforms of possible vaccine candidates, together

with numerous biopharmaceuticals in world research,

they reveal old issues in the field of public health. The

scenario of pandemics passing through the plague of

Justinian, the black plague of the 14th century, the

discovery of variolization, the Russian Flu, Spanish Flu

and Swine Flu are pandemics that left historical legacies

and show similarities to coronavirus, SARS, MERS

and SARS-CoV-2.

Keywords: Coronavirus, Pandemics, Technological Platforms,

SARS-CoV-2, Vaccines..

0 12

Revista NewsLab | Março 2021


ARTIGO CIENTÍFICO I

Introdução

O termo imunidade de rebanho, do inglês

herd immmunity e a preocupação

rio da pandemia do novo coronavírus

com estratégias de autoconfinamento

voluntário motivado pelas condições

XIX, a Peste reapareceu e dizimou

entre 75 a 200 milhões de pessoas

(Rodrigues, 2020).

de disponibilidade de vacinas que da-

preventivas (Sanar, 2020).

tam do século XVIII transitam historica-

O impacto nas melhorias de hi-

mente sobre a saúde pública até os dias

Peste Bubônica (séc XIV)

giene e saneamento das cidades foi

atuais. O desenvolvimento tradicional

A Peste Bubônica, conhecida po-

diretamente proporcional a diminui-

e acelerado das plataformas clássicas

pularmente como Peste Negra, foi a

ção populacional de ratos urbanos. E

e de nova geração de vacinas contra o

primeira grande pandemia de que se

desse modo, acredita-se que a Peste

SARS-CoV-2 passando pelo escalona-

tem conhecimento. Não há consenso

Bubônica atingiu a curva descenden-

mento de doses, segurança e eficácia

quanto ao número de mortos, mas

te. A cidade de Veneza, na Itália foi

são tópicos que serão abordados no

estima-se que aproximadamente um

considerada o Epicentro Europeu da

decorrer do artigo. O objetivo central é

terço da população europeia foi dizi-

Peste Bubônica. E a origem do termo

revisitar o passado das pandemias para

mada pela peste em meados do sécu-

“quarentena” parece ter sido herda-

uma analogia com a pandemia presen-

lo XIV. Entre os anos de 1343 a 1353 na

do por inspiração bíblica pelo tempo

te no que tange às novas variantes e as

Idade Média, mais de 50 milhões de

de isolamento de 40 dias que Jesus

vacinas em desenvolvimento.

pessoas foram acometidas na Europa,

Cristo passou na sua travessia pelo

Ásia e Norte da África. Naquela época

deserto. Além de ter sido documen-

A praga de Justiniano

era comum os médicos utilizarem um

tado no Velho Testamento da Bíblia

Em 541-544 d.c surgiu no Egito uma

tipo de máscara similar ao bico de tu-

como tempo de isolamento para

enfermidade que um ano após o rei-

cano para se protegerem da transmis-

surtos de hanseníase na antiguida-

nado do bizantino Justiniano chegou

são e eram comumente chamados de

de. Outras linhas, acreditam que o

à capital do Império, Bizâncio (atual

médicos da peste. Os sintomas eram

termo quarentena foi originário da

Istambul), o qual deu-se o nome de

similares de uma gripe forte, com

prática de restringir a circulação livre

Praga de Justiniano. Responsável por

febre, calafrios e dores musculares,

de pessoas, não apenas por isolar os

assolar cerca de 5.000 a 10.000 víti-

também apresentavam inchaço dos

doentes daqueles sãos como tam-

mas por dia, o imperador Justiniano

gânglios linfáticos, e manchas pretas

bém impedir o desembarque de na-

superou a doença e continuou gover-

ao redor da pele. A epidemia medie-

vios ao porto (Sanar, 2020).

nando por mais uma década. É sur-

val foi causada por uma bactéria, a

preendente que cenas de uma pan-

Yersinia pestis, transmitida por meio

Gripe Espanhola (séc XX)

demia de 1.500 anos atrás se repetem

de pulgas que infestavam os ratos e

Com estimativa entre 17 e 100 mi-

até os dias de hoje remetendo o cená-

outros roedores. No início do século

lhões de mortos ao redor de todo o

0 14

Revista NewsLab | Março 2021


Autor: Dra. Rachel Siqueira de Queiroz Simões.

mundo, a Gripe Espanhola infectou

27% da população mundial e milhares

de pessoas no Brasil. O vírus

tinha procedência da Europa, e

chegara no Brasil a bordo do navio

Demerara, um transatlântico que

desembarcou em setembro de 1918

passageiros infectados no Recife,

Salvador e Rio de Janeiro (Rodrigues,

2020; Sanar, 2020).

Funcionários inspecionam limpadores de rua durante a gripe espanhola em Chicago em 1918.

Arquivo Bettmann / Bettmann

ARTIGO CIENTÍFICO I

No Brasil, mais de 35 mil pessoas

infectadas vieram a óbito inclusive o

próprio presidente da época Rodrigues

Alves se infectou e faleceu em

1919, antes de assumir a presidência

pela segunda vez. Sua notoriedade

de figura histórica deve-se ao fato

que Rodrigues Alves foi o governante

que mais combateu as epidemias

no Brasil. Esteve liderando o governo

de São Paulo, enfrentou a varíola e a

peste bubônica. Além disso fundou o

Instituto Butantan, pioneiro do país

em soros e vacinas com o médico Vital

Brazil na linha de frente. O líder

que esteve na Presidência da República

entre os anos de 1902 a 1906,

saneou o Rio de Janeiro, acabou com

a Febre Amarela e instituiu a obrigatoriedade

da vacina contra a varíola,

o que deu origem à Revolta da Vacina

em 1904 com cientista Oswaldo Cruz

no comando do Instituto Soroterápico

Federal, atual Fundação Oswaldo

Cruz (Rodrigues, 2020; Sanar, 2020).

Com a falta de medicamentos para

controlar a pandemia, anúncios de

remédios milagrosos começaram

a surgir desde a oferta a água tônica

de quinino a balas à base de

ervas, de purgantes a fórmulas com

canela. A procura era tão grande

que as farmácias se aproveitaram

da situação e levaram os preços às

alturas. A prefeitura da cidade do

Rio de Janeiro reagiu tabelando o

preço dos remédios. Em São Paulo,

a população recorreu a um remédio

caseiro de cachaça com limão e

mel. E segundo o Instituto Brasileiro

da Cachaça acredita-se que esse

episódio se deve ao surgimento da

caipirinha. Em 1918, ainda em São

Paulo, uma das peças de maior sucesso

no teatro paulista chamou-se

A Caipirinha (Rodrigues, 2020; Sanar,

2020).

Das marchinhas aos carros alegóricos,

o tema da festa: o “chá da

meia-noite” - que não bota medo

em mais ninguém, foi tema do

Carnaval de 1919 quando os cariocas

caíram na folia em blocos de

rua e bailes comemorando o fim

da gripe espanhola. Curiosamente,

houve a lenda do “chá da meia-

-noite” onde uma multidão morria

todos os dias, e começava a correr

a história de que a Santa Casa

de Misericórdia do Rio de Janeiro,

para abrir novos leitos, acelerava

Revista NewsLab | Março 2021

0 15


Autor: Dra. Rachel Siqueira de Queiroz Simões.

ARTIGO 01

a morte dos doentes em estado

terminal. Isso se daria por meio de

um chá envenenado administrado

primeira a ser documentada com

proliferação inicial de duas semanas

sobre o Império Russo, e chegando

reduzir as chances de o indivíduo

adquirir a forma grave e letal da varíola.

Em 1774, o fazendeiro inglês

aos pacientes na calada da noite.

até a cidade do Rio de Janeiro aon-

Benjamin Jesty inoculou a esposa

Os jornais apelidaram o hospital

de aproximadamente um milhão de

e filhas na tentativa de protegê-

de “Casa do Diabo” (Rodrigues,

pessoas morreram por conta de um

-las. Entretanto, em 14 de maio

2020; Sanar, 2020).

subtipo de Influenza A (Sanar, 2020).

de 1796 o fluido da ordenhadora

Sarah Nelmes foi inoculado por

Um dos marcos históricos depois da

Gripe Suína (séc XXI)

Edward Jenner no braço do menino

Primeira Guerra Mundial foi a criação

Foi denominada a primeira pande-

de 8 anos de idade chamado James

da Liga das Nações, com suas res-

mia do século 21. O vírus Influen-

Phipps. Dois anos mais tarde, em

pectivas áreas sanitárias. Em 1902,

za - uma variação do vírus H1N1,

1798, a descoberta foi publicada e

houve o surgimento da Organização

documentado em 2009 no México

houve resistência da comunidade

Pan-Americana da Saúde (OPAS),

foi identificado em suínos, e se es-

médica alegando que a população

que foi um passo importante para

palhou rapidamente pelo mundo,

se tornaria híbrido homem e parte

fundar a Organização Mundial de

matando mais de 18 mil pessoas. No

bovino. Assim, Louis Pasteur propôs

Saúde (OMS) em 1948.

Brasil, o primeiro caso foi confirmado

o termo “vacina” oriundo da palavra

em maio do mesmo ano e, no fim de

vacca e por esse feito, no século

Assim a gripe espanhola deixou um

junho de 2009, cerca de 627 pessoas

XVIII o médico inglês Edward Jen-

legado histórico com o nascimento

já estavam infectadas. A gripe suína

ner ficou conhecido como o Pai da

do Ministério da Saúde em 1930, an-

era transmitida a partir de gotículas

Vacinologia.

tigo Ministério dos Negócios da Saú-

respiratórias no ar e em superfícies

de e da Educação Pública, e o surgi-

contaminadas e apresentava sinto-

A varíola é uma das doenças mais

mento do Sistema Único de Saúde

mas equivalentes de gripe como fe-

antigas descrita por mais de 3 mil

(SUS), previsto na Constituição de

bre, tosse, dor de garganta, calafrio e

anos atrás. Relatos descrevem que

1988 (Rodrigues, 2020).

dor no corpo (Rodrigues, 2020).

o faraó egípcio Ramsés II morreu

vítima do vírus juntamente com

Gripe Russa (séc XVI)

Varíola

cerca de 300 milhões de pessoas

Em 1580 houve relatos da primeira

O termo variolização é designado

acometidas desde 1796 até 1980

pandemia de gripe, que se espalhou

aos fluidos provenientes de lesões

com a campanha de vacinação em

pela Ásia, Europa, África e Améri-

de pessoas doentes que eram ino-

massa para erradicação da doença

ca. Já em 1889, a Gripe Russa foi a

culados em pessoas sadias para

(Rodrigues, 2020).

0 18

Revista NewsLab | Março 2021


Coronavírus: SARS-CoV e MERS-CoV

Epidemias recentes datam de

2002/2003 quando foram identifica-

Nidovirales, subordem Cornidovirineae

com duas subfamílias, Letovirinae

e Orthocoronavirinae pertencentes à

demonstra que o primeiro registro

do novo coronavírus teve origem em

Wuhan, província da China especifica-

ARTIGO 01

dos os primeiros casos de infecção da

família Coronaviridae, presentes em

mente no mercado de peixes e maris-

Síndrome Respiratória Aguda Grave

quatro gêneros e 24 subgêneros que

cos, local do foco da epidemia (Sironi

(SARS-CoV) na China acometendo 650

acometem diversas espécies.

et al., 2020).

indivíduos levando ao óbito. O SAR-

S-CoV é um vírus recombinante que

Os membros da subfamília Orhtho-

Existem diversos estágios evolutivos

circulou em civetas (Paguna larvata) e

coronavirinae infectam mamíferos,

para a emergência das viroses zoonó-

adaptou-se em humanos. Em 2003, o

aves e peixes pertencentes a quatro

ticas e propagação entre a interface

SARS-CoV surgiu a partir de recombi-

gêneros: Alphacoronavirus (feline

do homem com espécies diferentes. O

nações entre o coronavírus de morce-

infectious peritonitis virus - FIPV,

grande potencial de transmissibilidade,

gos do gênero Phinolopus sendo o hos-

Rhinolophus bat coronavirus - HKU2)

a rápida adaptação em novos hospe-

pedeiro natural da transmissão viral.

e Betacoronavirus (SARS-CoV cepas

deiros, a alta taxa de mutação gênica,

GD02 da fase inicial da infecção em

a elevada taxa de recombinação e o

Em 2012 foi identificada pela primei-

humanos e SZ3 originário de civetas,

tamanho do genoma são alguns dos

ra vez na Arábia Saudita a Síndrome

SARS-CoV cepa hTor02 de humanos

fatores que caracterizam o fenômeno

Respiratória do Oriente Médio, do in-

durante as fases moderada e tardia da

conhecido como spillover do SARS-

glês Middle East Respiratory Syndrome

infecção viral, morcego SARS-asso-

-CoV-2, traduzido como “derrama-

Coronavirus - MERS-CoV. A partir de

ciado coronavírus (SARSr-CoV) cepa

mento” ou “salto” com a introdução de

morcegos, o vírus se adaptou a dro-

WIV1, MERS-CoV e vírus da hepatite

um novo vírus de uma espécie para se

medários e passou a infectar humanos

de camundongo (MHV) que aco-

adaptar em outra espécie hospedeira

ocasionando mais de 800 mortes no

metem os mamíferos, e os gêneros

(Rodriguez-Morales et al., 2020; Nunez

Oriente Médio (Barth & Simões, 2019).

Gammacoronavirus (vírus da bronqui-

et al., 2020).

te infecciosa (IBV) e Deltacoronavirus

Novo coronavírus: SARS-CoV-2

(bulbul coronavirus HKU11) que aco-

Biossíntese viral

metem as aves (Simões, 2020;, 2020).

Os coronavírus são partículas esféricas

Taxonomia e Filogenia

de 100 a 160 nm de diâmetro. O ge-

De acordo com Coronaviridae stu-

Os primeiros isolados de sequências

noma é um RNA de fita simples polari-

dy group do comitê internacional de

virais da árvore filogenética de máxi-

dade positiva (ssRNA +) com envelope

taxionomia viral, o coronavírus está

ma verossimilhança analisadas pelo

viral aonde 2/3 do seu genoma estão

classificado no reino Riboviria, ordem

Nextstrain (https://nextstrain.org/ncov)

situados na primeira região aberta de


ARTIGO 01

leitura, do inglês open reading frame

ORF1a/b, responsável por codificar 16

proteínas não estruturais (NSPs) e 1/3

permite que a spike interaja com outra

enzima, a TMPRSS2 e ocorra a fusão da

célula infectada com outra célula sadia

K), variantes com mutações em ambas

UK/AZ além de mutações de variantes

de humano para animais (Garry et al.,

do RNA viral é responsável por codi-

justificando sua alta transmissibilidade

2021). Um dos genes altamente vari-

ficar quatro proteínas (S, E, M, N). A

e virulência (Pohlmann, 2020).

áveis nos coronavírus é a região ORF 8

entrada do vírus ocorre principalmente

e acredita-se que esse gene evolui por

mediante a glicoproteína S (Spike) que

A estrutura tridimensional da prote-

meio de recombinação modular. Sabe-

se liga aos receptores da célula hospe-

ína spike no genoma de SARS-CoV-2

-se que a recombinação gênica ocorre

deira através da enzima conversora de

tem sido detectada por modelagem

no início e no final da ORF 8, onde as

angiotensina- 2 (ACE-2).

computacional usando técnicas de

sequências de ácido nucleico são idên-

microscopia crioeletrônica. Em simu-

ticas entre as sequencias analisadas

O SARS-CoV utiliza duas enzimas pre-

lações de dinâmica molecular, docking

(SARS-CoV e o grupo B batCoVs) (Li et

sentes em algumas de nossas células,

por computador do SARS-CoV-2 tem

al., 2020).

a serina-protease transmembranar 2

sido utilizado para a descoberta de no-

(TMPRSS2), do inglês Transmembrane

vos fármacos baseado na estrutura viral

Plataformas tecnológicas e

Serine Protease 2, e catepsinas. Já o

(Yan et al., 2020; Simões et al., 2020).

vacinas

vírus SARS-CoV-2 utiliza além dessas

Diversas plataformas tecnológi-

enzimas, mais uma outra enzima cha-

Mutação e recombinação genética

cas estão sendo utilizadas para o

mada furina, presente em grande quan-

Novas mutações na proteína spike do

desenvolvimento de possíveis can-

tidade em células humanas. O conjunto

vírus tem alarmado as entidades e pre-

didatos vacinais. Dentre elas des-

dessas três enzimas age como tesouras

ocupado as biofarmacêuticas quanto

tacam-se as vacinas de primeira

genéticas que cortam a proteína da

a eficácia das vacinas aprovadas para

geração (inativadas e atenuadas),

espícula para sua ativação e início do

uso emergencial, a seguir: variante do

as vacinas de segunda geração

ataque viral com a fusão da membrana

Amazonas (BR): (P1) B.1.1.28 (K417N/

caracterizadas pelos vetores virais

viral com a membrana celular (Simões,

E484K/N501Y), variante do Reino Uni-

replicantes e não replicantes, as

2020) e cerca de 12 nucleotídeos extras

do (UK): B.1.1.7 (N501Y – o aminoá-

vacinas de sub-unidades proteicas

do genoma viral geram uma nova re-

cido asparagina N foi substituído por

e as vacinas semelhantes a vírus,

gião de corte para a furina. Assim essa

tirosina Y na posição 501 da proteína

do inglês virus-like particles - VLP,

enzima faz um primeiro corte na região

S do vírus), variante da África do Sul

e as vacinas de terceira geração

spike dos novos vírus que saem das cé-

(ZA): B.1.351 (501Y.V2) e E484K (no

desenvolvidas em plataformas de

lulas humanas pré-ativadas facilitando

4840 aminoácido da proteína S houve

ácidos nucleicos, DNA e RNA (Van

nova invasão viral. Esse primeiro corte

a substituição do glutamato E por lisina

Riel & Wit, 2020).

0 20

Revista NewsLab | Março 2021


As vacinas de primeira geração

incluem diversas vacinas inativadas

que estão sendo desenvolvidas por

Institute of Biotechnology. A segurança,

taxa de tolerância e imunogenicidade

da vacina recombinante

University of Oxford em parceria com

a farmacêutica AstraZeneca (Folegatti

et al., 2020). A empresa Jansen

ARTIGO 01

distintas empresas farmacêuticas

quanto ao escalonamento de doses,

Pharmaceutical Companies of John-

como Beijing Institute of Biological

rótulo aberto, estudo não-randomi-

son & Johnson também desenvol-

Products em parceria com Wuhan

zado e triagem clínica em humanos

veu a vacina JNJ-78436735 que se

Institute of Biological Products, Si-

têm sido continuamente investiga-

encontra na fase III do ensaio clínico.

novac, Sinopharm e Bharat Biotech

das (Zhu et al, 2020).

Ensaios clínicos com a platafor-

(Gao et al., 2020).

ma tecnológica de adenovírus de

Estudos preliminares dos ensaios

chimpanzé (ChAd) utilizando veto-

As vacinas de segunda geração in-

clínicos randomizados foram rea-

res contra o vírus do HIV, influen-

cluem a plataforma tecnológica de

lizados em outra vacina AZD1222

za, hepatite C e Ebola foram bem

adenovírus humano tipo 5 como um

utilizando adenovírus de chimpanzé

toleradas em humanos e apresen-

vetor viral não replicante desenvolvi-

(ChAdOx1 nCoV-19), um vetor viral

taram boa imunogenicidade (Van

do pela CanSino Biological e Beijing

não replicante, desenvolvido pela

Doremalen et al., 2021). Os ensaios


ARTIGO CIENTÍFICO I

experimentais em animais de laboratório

da vacina testada para MERS

(ChAdOx1 MERS) gerou imunidade

tion Immunology em parceria com

GSK. Além do Instituto Alemão

Max-Planck-Gesellschaft e Serum

neutralizantes após a segunda dose.

Os efeitos colaterais locais e sistêmicos

foram maiores após a segunda

protetora em macacos rhesus (Van

Institute of India.

dose, porém, aceitáveis nas doses

Doremalen et al., 2021), anticor-

mais baixas utilizadas (Jackson et

pos neutralizantes e reposta imune

Um outro exemplo de vacina da se-

al., 2020). Outras biofarmacêuticas

celular em camundongos (Alharbi

gunda geração é a vacina russa Spu-

como a Genexine, Glaxo Smith Kline

et al., 2017), além de induzir res-

tinik V desenvolvida pelo Instituto da

(GSK) e Curevac também estão se

postas de células T e anticorpos em

Gamaleya National Center of Epide-

unindo para o desenvolvimento de

humanos (Folegatti et al., 2020).

miology and Microbiology que utiliza

novas vacinas de ácido nucleico.

A eficácia e segurança da vacina

uma estratégia de adenovírus huma-

AZD1222 foi analisada por quatro

no capaz de contornar o problema

Na plataforma de nova geração en-

ensaios clínicos randomizados no

na segunda dose, ao usar diferentes

contram-se as vacinas de células apre-

Brasil, África do Sul e Reino Unido

vetores virais, pois a composição an-

sentadoras de antígenos em fase de

(Voysey et al., 2021).

tigênica do adenovírus 26 é distinta

ensaios clínicos 1 e 2 como por exem-

daquela do adenovírus 5.

plo LV-SMENP - DC e COVID-19/aAPC

O primeiro ensaio clínico com

(do inglês, artificial antigen-presenting

vacina de nanopartícula recom-

As vacinas de terceira geração in-

cell) modifificadas com vetor lentivi-

binante da proteína spike foi de-

cluem a plataforma tecnológica de

ral expressando minigenes sintéticos,

senvolvida pela Novavax demons-

DNA e RNA. A vacina de plasmídeo

ambas ainda não estão licenciadas

trando segurança e poucos efeitos

de DNA com eletroporação foi desen-

para uso em humanos (Thanh Le et al.,

adversos, quando administrada em

volvida pela biofarmacêutica Inovio

2020). Essas células dendríticas e ma-

duas doses com um intervalo de

Pharmaceuticals enquanto o candi-

crófagos são capazes de disparar uma

14 dias. Seus resultados com anti-

dato vacinal mRNA (BNT162b1) foi

cascata de sinalização que culmina na

corpos neutralizantes foram muito

desenvolvido pela BioNTech e tes-

expressão de genes pró-inflamatórios

encorajadores com títulos mais al-

tada sua eficácia em adultos com

e estimulam os linfócitos T CD4+, lin-

tos mesmo com a dose mais baixa

18 a 55 anos de idade (Mulligan et

fócitos T CD8+ e células Natural Killer

produzida pelo fabricante (Keech

al., 2020). Além da candidata va-

(NK) que reconhecem o vírus através

et al., 2020). Outras biofarmacêu-

cinal mRNA da Empresa Moderna,

de receptores do reconhecimento pa-

ticas com vacinas de proteínas de

que demonstrou a capacidade de

drão (PRR), do inglês Pattern Recogni-

subunidade envolvem Clover Bio-

indução de anticorpos anti-spike

tion Receptor. Um dos principais tipos

pharmaceuticals, Dinavax Innova-

e níveis detectáveis de anticorpos

de PRR são os receptores TLRs, Toll like

0 22

Revista NewsLab | Março 2021


eceptors, que reconhecem diferentes

padrões moleculares associados à vírus

chamados de PAMPs, do inglês Pathogen

Associated Molecular Pathern

(Vabret et al., 2020).

Um ponto chave que merece ser

destacado é o desenvolvimento de

vacinas contra o SARS-CoV-2 em

instituições nacionais utilizando plataformas

tecnológicas de nova geração

como o RNA replicante, vacina

proteica recombinante e vacina sintética

em ensaios de fase pré-clínica.

Considerações Finais

Desde a antiguidade, o desenvolvimento

das vacinas de forma empírica

e atualmente com comprovação

científica remetem ao uso dos

animais de laboratório nas pesquisas

em seus ensaios pré-clínicos e

suas sucessivas etapas com grupos

controles e experimentais. A corrida

biotecnológica para o avanço de

novas técnicas possui um objetivo

único – de prevenir e controlar a

atual pandemia que assola a humanidade

e reporta cronologicamente

as condições sanitárias de épocas

históricas. O conhecimento adquirido

e aplicado evidencia a fusão

de ideias na tentativa de alcançar

a equidade vacinal no bem comum

da saúde coletiva.

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ARTIGO CIENTÍFICO I

Revista NewsLab | Março 2021

0 23


ARTIGO CIENTÍFICO II

ATENDIMENTO PEDIÁTRICO

EM LABORATÓRIO

Autoras:

Luísa Juppa, Nágila Da Cruz, Analú Lauffer.

Resumo

Estudo qualitativo com o objetivo de discutir a humanização do atendimento à criança

na visão de mães à luz da Política Nacional de Humanização. Os dados foram coletados

por meio de formulário aplicado à 10 mães acompanhantes; o profissional de qualidade

foi apontado como principal no atendimento a criança. A falta de paciência, o ambiente

inadequado para crianças e responsáveis são fatores que não contribuem para a

humanização do atendimento. Para as participantes alguns problemas identificados no

laboratório são de fácil resolução tendo por intuito humanizar o atendimento.

Palavras-Chave: Atendimento Pediátrico; Atendimento Laboratorial; Crianças.

0 24

Revista NewsLab | Março 2021


Introdução

Segundo alguns autores, existem

diversos modelos que medem a satisfação

do paciente nos serviços de

saúde, e enfatizam que todos têm

como pressupostos as percepções do

paciente em relação às suas expectativas,

valores e desejos (Linder-Pelz,

1982; Williams, 1994; De Silva,

1999).

Para tanto (Linder-Pelz, 1982) diz

que a satisfação do paciente pode

ser determinada como "avaliações

positivas individuais de distintas dimensões

do cuidado à saúde". Estas

avaliações expressariam uma ação,

ou seja, uma resposta real baseada

na crença de que o cuidado possui

certos atributos que podem ser avaliados

pelo próprio paciente (Sitzia &

Wood, 1997).

A descrição profissional “saúde e

paciente” é o foco principal para contribuir

na qualidade dos serviços de

saúde e divide-se em vários focos,

como a individualização da assistência,

a humanização do atendimento,

a comunicação entre os envolvidos,

o sofrimento do paciente e o direito

à informação.

A qualidade é vista, com frequência,

como aspecto central a ser considerado

para a avaliação em saúde.

E esta é constituída pela efetividade,

eficiência, adequação e qualidade

técnico-científica. Os benefícios dessa

qualificação incluem a capacidade

de transmitir maior confiança ao

paciente, maior segurança pessoal,

além da aquisição de conteúdos teórico-práticos

que melhorem a sua

atuação profissional diariamente

(Zanchetta MS, Leite LC, Perreault M,

Lefevre M, 2004).

Um atendimento humanizado é

aquele que está ligado ao cuidado,

a união entre a qualidade do tratamento

técnico e a qualidade do

relacionamento que se desenvolve

entre paciente, familiares e equipe.

No processo de atendimento

no laboratório, muitos são os desafios

que se enfrentam quando se

está em defesa da vida e direito à

saúde, principalmente o padrão de

acolhimento a criança, a postura

e a prática nas ações de atenção e

gestão nas organizações facilitam a

construção de uma relação de confiança

entre profissional e paciente

e mães responsáveis. Pesquisas indicam

que a prática do acolhimento

está ligada à atenção primária, e

que as modernidades e facilidades

da atualidade criam uma barreira

no relacionamento personificado.

(NewsLab, 2019)

Objetivos

Objetivo Geral

Analisar a visão das mães ou responsáveis

de crianças até 12 anos,

em relação ao atendimento pediátrico

para realização de exames

laboratoriais.

Objetivos Específicos

• Identificar quais as expectativas de

uma mãe/responsável em um atendimento

em laboratório

• Evidenciar o que a mãe/responsável

valoriza em um profissional de

atendimento pediátrico

• Identificar pontos de distração para

as crianças neste momento;

• Conhecer as técnicas utilizadas pelas

mães /responsável no preparo da

criança para uma coleta de exames.

• Saber como uma mãe/responsável

entende e comunica a criança caso

seja necessária uma segunda punção.

• Identificar os pontos críticos na melhoria

do processo do o atendimento

pediátrico em laboratório

Métodos

Aspectos Éticos da Investigação

O preenchimento do questionário é

feito de forma anônima, em que antes

do preenchimento do questionário, o

participante terá acesso as observações,

onde será deixado claro que nomes,

dados e informações serão apresentados

apenas em forma de estatística.

Tipo de Delineamento

A pesquisa deste trabalho, de acordo

com os objetivos do mesmo e a abordagem,

será classificada como descritiva

e qualitativa, de forma objetiva para

identificar as expectativas da mãe ou

responsável no atendimento da criança,

de acordo com as boas práticas no atendimento

pediátrico ao laboratório, identificando

os pontos a serem melhorados.

ARTIGO CIENTÍFICO II

Revista NewsLab | Março 2021

0 25


Autoras: Luísa Juppa, Nágila Da Cruz, Analú Lauffer.

ARTIGO CIENTÍFICO II

Participantes

Os participantes da pesquisa serão

os que tiverem contato com o link do

formulário online, via Whatsapp ou

por email. A amostra total (n) foi de 10

mães/responsáveis participantes.

Por critérios de exclusão, mães ou

responsáveis de maiores de 12 anos

ou pessoas que não possuem filhos,

não participarão do preenchimento

do formulário.

O perfil das pessoas participantes

correspondem a: uma mãe/responsável

de criança de 2 anos (10%),

uma mãe/responsável de criança de

4 anos (10%), uma mãe/responsável

de criança de 6 anos (10%), duas

mães/responsáveis de crianças de 7

anos (20%), duas mães/responsáveis

de crianças de 10 anos (20%), duas

mães/responsáveis de 11 anos (20%)

e uma mãe/responsável de criança de

12 anos (10%).

Coleta de Dados

A coleta de dados será realizada por

meio de um formulário eletrônico tabulado

no Google Forms e o acesso será

disponibilizado via email ou via link.

Os entrevistados terão sua identidade

preservada, uma vez que, a pesquisa é

de forma anônima. O formulário solicitará

a faixa etária da criança e outras cinco

questões de preenchimento obrigatório.

As questões aplicadas foram:

• O que você espera do atendimento

em laboratório?

• No atendimento pediátrico, o que

você valoriza num profissional?

• O que a mãe/responsável espera

que o laboratório oferte para distrair

a criança?

• Como a mãe/responsável prepara/

motiva a criança para a coleta em

laboratório?

• Caso seja necessária uma segunda coleta,

como a mãe/responsável entende

a repunção e como comunica a criança?

Resultados

As respostas, de forma específica para

cada pergunta, foram:

O que você espera do atendimento

em laboratório?

• Eficiência e rapidez;

• Confiança, agilidade, simpatia e atenção

à criança;

• Acolhedor e humanizado;

• Em se tratando de criança que já compreende

o processo, empatia, segurança,

explicação bem breve do procedimento

de coleta para a criança e acompanhante

para a colaboração, ética e em comentários

desnecessários. Quanto ao procedimento

em si, o uso dos EPIs, cuidados

com higienização, identificação das

amostras, boas práticas;

• Rapidez no atendimento e higiene;

• Rápido e seguro;

• Agilidade, carinho com a criança

e limpeza;

• Tenha informações necessárias e que

passe segurança no atendimento;

• Que seja rápido;

• Resultados confiáveis e profissionais

competentes e empáticos.

No atendimento pediátrico, o que

você valoriza em um profissional?

• Que além do tratamento da doença esteja

preocupado também com as causas,

para evitar que continue ocorrendo;

• A empatia com a criança e o conhecimento;

• Paciência e profissionalismo;

• Postura, conhecimento, descrição e

empatia em relação ao menor e aos pais;

• Atenção e paciência com a criança. Quando

tenta conquistar a confiança, sem pressa;

• Atenção e os cuidados que o profissional

passa a criança;

• Que receba a criança com atenção e que

converse sobre as preocupações da mãe;

• A delicadeza, atenção e o conhecimento

necessário para realizar todos os

procedimentos necessários;

• Paciência;

• Competência, empatia, ética e humanização.

0 26

Revista NewsLab | Março 2021


Autoras: Luísa Juppa, Nágila Da Cruz, Analú Lauffer.

ARTIGO CIENTÍFICO II

O que a mãe/responsável espera

que o laboratório oferte para distrair

a criança?

• Sejam calmos e tenham profissionais

que saibam lidar com a criança, tendo paciência

e diminuindo o máximo possível o

stress. Na coleta de sangue, por exemplo,

ter pessoas que tenham facilidade para

achar a veia sem causar muita dor;

• Jogos e livros;

• Jogos interativos;

• Nada que possa ser colocado na boca,

no caso dos menores, pode ser local

com cores ou adesivos de parede, e no

pós coleta um pequeno brinde como

lápis, adesivos divertidos;

• Brinquedos ou TV como programa

infantil;

• Brinquedos educativos;

• Atenção da equipe, qualquer objeto

lúdico ajuda neste momento;

• Um profissional bem atencioso é o

suficiente;

• Vídeos, brinquedos e jogos;

• Considerando a faixa etária, jogos educativos

e tecnológicos para distraí- los.

Como a mãe/responsável prepara/motiva

a criança para a coleta

em laboratório?

• Procuro falar o que realmente vai

acontecer, deixando claro que é necessário

e normal, que muitas crianças

fazem isso;

• Com uma boa conversa;

• Falando sobre a importância da realização

de exames, explicando o real

objetivo;

• Deixar ciente que o profissional é qualificado

e fará o procedimento da forma

mais tranquila;

• Explicando o que irá acontecer e que a

mãe estará junto;

• Procurar uma distração e explicar o

que irá acontecer. Falar que é só “uma

picadinha”;

• Conversa sobre a prevenção da doença;

• Oriento sobre a coleta, informando

que é necessário para melhorar o estado

de saúde. Que será rápido;

• Tento explicar como vai acontecer a

coleta, para não se assustar tanto;

• Explicando a importância do procedimento

e mostrando o quanto ele

é corajoso.

Caso seja necessário de uma

segunda coleta, como a mãe/responsável

entende esta repunção

e como comunica a criança?

• Já passei por isso. Comuniquei que era

normal e necessário. Mas não fiquei nem

um pouco satisfeita com o laboratório;

• Seja lá qual for o motivo, em caso de

repunção, o exame deve ser realizado,

comunico minha filha a explicando o

motivo. Isto já aconteceu com ela;

• Sempre falando a verdade, mas ficaria

com dúvidas sobre a recoleta;

• Neste caso, que será necessária coleta

de nova amostra para se ter certeza do

resultado, ajudando o médico e os pais

a garantirem sua saúde;

• Da mesma forma como foi feito da

primeira vez, mas sem muita explicação

para não parecer algo mais grave

do que é;

• Normal, o importante é realizar o exame;

• Eu fico péssima, mas para a criança

digo que temos que fazer novamente,

pois da primeira vez não deu certo, mas

que agora dará;

• Questiono sobre a real necessidade.

Mas entendo que se há necessidade,

precisa ser feito;

0 28

Revista NewsLab | Março 2021


• Se for necessária uma segunda coleta,

• Que seja rápido;

Discussão

ARTIGO CIENTÍFICO II

não vejo problema nenhum. Tento expli-

• Resultados confiáveis e profissionais

Na visão das mães, a humanização

car com calma e paciência o que será feito;

competentes e empáticos.

no atendimento à criança envolve a

• Como uma necessidade e inclusive

formação de vínculo entre profissio-

deve ser bem assertiva, pois não terá

No atendimento pediátrico,

nais e usuários, o estímulo à participa-

uma terceira coleta. Em relação a co-

o que você valoriza em um

ção dos pais/cuidadores na saúde da

municação, deverá ser bem criativa e

profissional?

criança, o acolhimento e a disposição

empática, relaxando a criança que será

• Que além do tratamento da doen-

de espaços com condições físicas e de

submetida a dupla dor.

ça esteja preocupado também com

pessoal adequadas ao atendimento da

as causas, para evitar que continue

criança. Contudo, para algumas, o en-

O que você espera do atendi-

ocorrendo;

tendimento sobre humanização ainda

mento em laboratório?

• A empatia com a criança e o conhe-

se encontra restrito ao ato de receber

• Eficiência e rapidez;

cimento;

atendimento no serviço de saúde.

• Confiança, agilidade, simpatia e aten-

• Paciência e profissionalismo;

ção à criança;

• Postura, conhecimento, descrição e

Vale a pena ressaltar que as respos-

• Acolhedor e humanizado;

empatia em relação ao menor e aos pais;

tas das mães em grande maioria foi

• Em se tratando de criança que já com-

• Atenção e paciência com a criança.

possível verificar o quanto em geral a

preende o processo, empatia, segurança,

Quando tenta conquistar a confiança,

humanização do atendimento emite a

explicação bem breve do procedimento

sem pressa;

idéia de dignidade e respeito a criança

de coleta para a criança e acompanhante

• Atenção e os cuidados que o profissio-

atendida no laboratório e, além disso

para a colaboração, ética e em comen-

nal passa a criança;

enfatizaram em suas respostas, a im-

tários desnecessários. Quanto ao proce-

• Que receba a criança com atenção e

portância e a dimensão ética na relação

dimento em si, o uso dos EPIs, cuidados

que converse sobre as preocupações

entre pacientes e profissionais.

com higienização, identificação das

da mãe;

amostras, boas práticas;

• A delicadeza, atenção e o conheci-

Foi possível identificar, segundo estas

• Rapidez no atendimento e higiene;

mento necessário para realizar todos os

usuárias, uma diferença de atitude entre os

• Rápido e seguro;

procedimentos necessários;

profissionais no atendimento ao laboratório

• Agilidade, carinho com a criança e limpeza;

• Paciência;

em relação a comunicação, pelo fato de

• Tenha informações necessárias e que

• Competência, empatia, ética e

nem todos acolherem e explicarem o aten-

passe segurança no atendimento;

humanização.

dimento de forma clara aos usuários.

Revista NewsLab | Março 2021

0 29


ARTIGO CIENTÍFICO II

Foi possível observar que a maioria

das mães/responsáveis valorizam um

atendimento humanizado, onde o pro-

a preocupação de seu responsável. Por

isso, atitudes são tomadas para que a

experiência se torne algo mais leve e

É notável que para existir um bom

trabalho e para que o objetivo seja concluído

com êxito e sem gerar traumas

fissional tem empatia e paciência com

confortável.

à criança, o preparo começa em casa,

a criança, e que ainda sim, realize o tra-

com a conscientização da criança e

balho com rapidez.

Para que essas atitudes possam ter

acaba apenas na saída do laboratório,

tomadas, é necessário o entendimento

com o exame concluído e ambas as

Em relação ao local da coleta, as

das preocupações da mãe/responsá-

partes satisfeitas.

mães/responsáveis se preocupam e

valorizam com as distrações oferecidas

pelo laboratório, como brinquedos e jogos.

Ainda se mostrou uma preocupação

com objetos pequenos que possam

ser colocados na boca das crianças.

De casa, as mães/responsáveis geralmente

fazem sua parte conversando

com a criança sobre a importância da

realização do exame e o quanto é comum

crianças de tal idade realizarem.

No caso da necessidade de uma segunda

coleta, ficou claro a preocupação de

algumas mães e a uma dúvida sobre a

real necessidade de uma repunção, mas

orientam seus filhos de forma tranquila,

para não passar uma impressão de

algo mais “grave” do que é.

Conclusão

O atendimento pediátrico em laboratório

é um assunto delicado por envolver

duas partes, a dor da criança e

vel e empatia, para entender como a

criança se sentiria mais segura em uma

situação em que é necessária ir até um

laboratório.

Na literatura já existente é possível

observar os diversos estudos feitos em

cima deste assunto e a importância de

existir um atendimento humanizado.

As necessidades encontradas são baseadas

em experiências positivas, com

atitudes que gostariam que se repetissem,

e negativas, com atitudes que

devem mudar, que mães ou responsáveis

já passaram ao levar a criança para

realizar alguma coleta em laboratório.

Dentre as necessidades mais encontradas

pela pesquisa, está a agilidade e

o conhecimento transparecido do profissional

que realizará a coleta, além do

bom preparo do laboratório para atender

a área pediátrica, com espaços diferenciados

e instrumentos para distração.

Referências

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da Silva. Acolhimento humanizado em saúde. p.

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- enferm., Florianópolis , v. 16, n. 4, p. 609-616,

Dec. 2007 . Access on 03 June 2020.

0 30

Revista NewsLab | Março 2021


ARTIGO CIENTÍFICO III

PERFIL DA POPULAÇÃO SUBMETIDA

A ANÁLISE SERIADA DE ENZIMAS CARDÍACAS COMO

BIOMARCADORES DO INFARTO AGUDO DO MIOCÁRDIO

Autora: Bruna Ferreira Pfeiffer.

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do

Sul (PUCRS)

Resumo

O infarto agudo do miocárdio é a cardiopatia mais acometida

pela população mundial, com alto índice de letalidade.

O eletrocardiograma é o principal exame de triagem,

entretanto, 50% dos pacientes não apresentam alterações

indicativas. Os exames como creatinofosfoquinase total,

creatinofosfoquinase MB e troponina I auxiliam a elucidar

o diagnóstico, com mais de 95% de sensibilidade e especificidade,

quando seriados. Estas enzimas demoram para

se demonstrarem alteradas, por isso a recomendação em

seriar as análises. Deste modo, os objetivos da pesquisa

foram avaliar o perfil da população submetida a análise

seriada das enzimas cardíacas e verificar a prevalência de

resultados alterados. Trata-se de uma pesquisa retrospectiva

e transversal, de outubro de 2018 a outubro de 2020,

em um laboratório de análises clínicas em Viamão, RS. Foram

avaliados 507 laudos de 219 pacientes. Dos 219 pacientes,

14,6% eram do perfil feminino entre 60-69 anos.

9,1% apresentaram resultados alterados ao decorrer das

análises, sendo prevalente o perfil masculino entre 50-59

anos, em 35,0%. A população masculina adulta e idosa

é prevalente nos casos de infarto agudo do miocárdio, o

que condiz com dados nacionais e internacionais, porém

há uma mudança neste perfil.

Palavras-Chave: Infarto Agudo do Miocárdio; Creatina

Quinase; Creatina Quinase Forma MB; Troponina I; Testes

Clínicos de Laboratório.

Abstract

Acute myocardial infarction is the heart disease most

affected by the world population, with a high mortality

rate. The electrocardiogram is the main screening test,

however, 50% of patients have no indicative changes.

Tests such as total creatinophosphokinase, creatinophosphokinase

MB and troponin I help to elucidate

the diagnosis, with more than 95% sensitivity and

specificity, when serialized. These enzymes take time

to show that they are altered, so the recommendation

to serialize the analyzes. Thus, the objectives of the

research were to evaluate the profile of the population

submitted to serial analysis of cardiac enzymes and to

verify the prevalence of altered results. This is a retrospective

and transversal research, from October 2018 to

October 2020, in a clinical analysis laboratory in Viamão,

RS. 507 reports from 219 patients were evaluated.

Of the 219 patients, 14,6% were female between

60-69 years old. 9,1% showed altered results during

the analysis, with a male profile between 50-59 years

old, in 35,0%. The adult and elderly male population is

prevalent in cases of acute myocardial infarction, which

is consistent with national and international data, but

there is a change in this profile.

Keywords: Myocardial Infarct; Creatine Kinase;

MB Creatine Kinase; Troponin I; Clinical Laboratory

Testings.

0 32

Revista NewsLab | Março 2021


Autora: Bruna Ferreira Pfeiffer.

Introdução

As cardiopatias são responsáveis

por altas taxas de óbitos no mundo,

sendo consideradas umas das principais

doenças não transmissíveis

do século (1) . Em 2015, mais de 17,7

milhões de pessoas foram a óbito

em decorrência das complicações

cardiovasculares (2) . Já no Brasil, mais

de 1100 mortes são registradas por

dia e, até a primeira quinzena de

dezembro de 2020, mais de 380 mil

pessoas foram a óbito (3) .

Fatores hereditários, conhecidos

como fatores não modificáveis, contribuem

para o desenvolvimento destas

patologias, entretanto, 90% dos fatores

são ocasionados pelo tabagismo,

elitismo, dislipidemia, hipertensão

arterial, obesidade, sedentarismo e

diabetes mellitus, conhecidos como

fatores modificáveis (1,2) . Distúrbios

secundários, como apneia obstrutiva

do sono, podem aumentar em mais

de 3% as chances (2) . Tais fatores modificáveis

podem ser reduzidos e, até

mesmo eliminados, através de hábito

alimentar saudável, prática de atividades

físicas, vida pessoal e profissional

livres de estresse, abandono do

hábito de fumar e de ingerir bebidas

alcoólicas e acompanhamento médico

regular (1-3) .

O infarto agudo do miocárdio (IAM)

é a cardiopatia mais acometida entre

a população mundial e se caracteriza

pelo processo de necrose de

parte do tecido cardíaco ocasionado

pela falta de oxigenação deste tecido.

Na maioria dos casos, a falta de

oxigenação é gerada pela presença

de placas de aterosclerose em veias

e artérias (1,2) . Na década de 50, foi

responsável por 30% dos óbitos hospitalares.

Ao decorrer das décadas

e dos avanços medicinais, os óbitos

reduziram em mais da metade, mas

ainda representa um sério problema

de saúde pública mundial (4) .

O IAM é classificado de acordo com

o resultado do eletrocardiograma em

com supradesnível de ST ou sem supradesnível

de ST. Apenas 50% dos

pacientes apresentam supradesnível

de ST e/ou o desenvolvimento de

onda Q, já os demais não apresentam

tais alterações, o que pode confundir

o diagnóstico com angina instável,

por isso, a necessidade de seriar o

eletrocardiograma (4,5) . Para elucidar

o IAM, são realizados exames laboratoriais

como creatinofosfoquinase

total (CK total), creatinofosfoquinase

fração MB (CK-MB), mioglobina e

troponinas C, I e T, enzimas liberadas

na corrente sanguínea em maior

quantidade na presença de lesão do

miocárdio (6) . Em rotinas laboratoriais,

é usual a análise de CK total,

CK-MB e troponina I por apresentarem

melhores resultados de sensibilidade

e especificidade, ambos

acima de 95%, quando seriados (6,7) .

Deste modo, os objetivos desta

pesquisa foram avaliar o perfil da

população submetida a análise seriada

de CK total, CK-MB e troponina

I e verificar a prevalência de resultados

alterados ao decorrer das análises

seriadas.

Material e Métodos

Pesquisa de caráter retrospectiva

e transversal. Foram avaliados 507

laudos de CK total, CK-MB e troponina

I de 219 pacientes submetidos

as análises seriadas, no período

de outubro de 2018 a outubro de

2020, em um laboratório de análises

clínicas localizado na cidade de

Viamão, Rio Grande do Sul. Entende-se

por análise seriada as repetições

em 2, 3 ou 4 vezes do mesmo

paciente em intervalos de 2 a 3

horas entre cada análise, e entende-se

por resultados alterados a

tríade CK total acima de 155 U/L,

CK-MB acima de 10% do valor da

CK total e troponina I reagente (7) . A

CK total e CK-MB foram analisadas

de modo automatizado, pela metodologia

teste UV, já a troponina

I foi analisada pela metodologia

imunocromatografia sensível.

Após avaliação dos laudos, as informações

foram compiladas em

planilha no software Microsoft Excel

versão 2019, a fim de obter os dados

pertinentes aos objetivos e resultados

desta pesquisa.

ARTIGO CIENTÍFICO III

Revista NewsLab | Março 2021

0 33


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Autora: Bruna Ferreira Pfeiffer.

ARTIGO CIENTÍFICO III

Resultados

A fim de traçar o perfil da população

submetida as análises seriadas

de CK total CK-MB e troponina I, foram

correlacionadas as informações

de intervalo de idade e sexo, como

mostra a Tabela 1.

Tabela 1. Caracterização da população submetida as análises seriadas de CK-total, CK-MB e

troponina I, no período de outubro de 2018 a outubro de 2020 em Viamão, Rio Grande do Sul

De acordo com os dados analisados

na Tabela 1, percebeu-se o

predomínio do perfil feminino de

60-69 anos, em 14,6% (n= 32) dos

casos. Em relação ao sexo, 54,3%

(n= 119) eram do sexo masculino

e 45,7% (n= 100) eram do sexo feminino.

Já em relação ao intervalo

de idade, houve o predomínio do

grupo de 60-69 anos, em 27,4%

(n= 60).

Dos 219 pacientes submetidos as

análises seriadas, 9,1% (n= 20)

apresentaram resultados das enzimas

cardíacas alteradas. Percebeu-

-se a prevalência do perfil masculino

de 50-59 anos, em 35,0% (n=

7) dos casos. Em relação ao sexo,

65,0% (n= 13) eram do sexo masculino

e 35,0% (n= 7) eram do sexo

feminino. Já em relação ao intervalo

de idade, houve a prevalência do

grupo 50-59 anos, em 45,0% (n=

9), como exemplifica a Tabela 2.

Tabela 2. Caracterização da população com os resultados de CK total, CK-MB e troponina I

alterados, no período de outubro de 2018 a outubro de 2020 em Viamão, Rio Grande do Sul

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Revista NewsLab | Março 2021


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ARTIGO CIENTÍFICO III

Em relação a quantidade de análise

seriada por paciente até as

alterações se tornarem evidentes,

60,0% (n= 12) foram evidentes

na segunda análise, 35,0% (n= 7)

foram evidentes na terceira análise

e 5,0% (n= 1) foi evidente na

quarta análise.

Observou-se também que 3,2%

(n= 7) pacientes apresentaram

alterações das enzimas cardíacas

na primeira análise e 3,7% (n= 8)

apresentaram resultados alterados

de CK total e CK-MB e troponina I

indeterminada.

Discussão

Apesar dos avanços medicinais e

vasto conhecimento sobre as cardiopatias,

a população mundial

ainda é acometida por tais doenças

pertencentes a este grupo.

De 2004 a 2014, as cardiopatias

estiveram em quarto lugar como

causa de óbito na população brasileira,

muito acima quando comparado

com demais países como

França, Espanha, Argentina, Japão

e Estados Unidos (8) . Com pandemia

da Covid-19, em março de

2020 houve um aumento de 31%

dos registros de mortes por doenças

cardiovasculares, quando

comparado com o mesmo período

em 2019, por conta das faltas nas

consultas médicas de acompanhamento.

Ressalta-se a importância

de procurar atendimento médico

na presença de sinais e sintomas,

principalmente indivíduos com

comorbidades e doenças pré existentes

associados, além de manter

os cuidados preventivos, como

comparecimento em consultas

médicas de rotina (9) .

As enzimas cardíacas CK total,

CK-MB e troponina I são ótimos

biomarcadores para elucidar o

diagnóstico de IAM, quando analisados

de forma seriada e em

conjunto. A CK total analisada isoladamente

não é indicada por ser

um biomarcador sensível, ou seja,

apresenta-se alterada por outras

razões além do IAM, como uso

de medicamentos, uso de drogas

ilícitas, constante prática de atividades

físicas e outras patologias. A

CK-MB e a troponina I são biomarcadores

mais específicos. Por conta

da lenta liberação no organismo,

que pode começar a aumentar

entre 4 e 6 horas, estas enzimas

precisam ser analisadas de forma

seriada, com intervalo de 3 horas

entre cada análise (10-12) .

No presente estudo, foi observado

que 9,1% dos pacientes apresentaram

alterações das enzimas

cardíacas somente a partir da

primeira análise seriada, por isso

existem diretrizes e referencias que

enfatizam a importância de seriar

tais enzimas, assim como o eletrocardiograma.

Devido a ausência

de pesquisas sobre análise seriada

de CK total, CK-MB e troponina I

para o diagnóstico de IAM, não foi

possível traçar uma estimativa em

relação a população estudada (4,5,7) .

Estudos sobre o perfil de indivíduos

acometidos pelo IAM no Brasil

demonstraram que houve o predomínio

de casos do sexo masculino

entre 60 a 80 anos, o que corrobora

com esta pesquisa, entretanto,

pesquisas relataram que idosas do

sexo feminino sofreram com maiores

taxas de IAM com letalidade.

Em comparação com esta pesquisa,

percebeu-se que as mulheres

do grupo de 60-69 anos procuram

atendimento médico na presença

de sintomas sugestivos, mas o perfil

masculino de 50-59 anos é o que

apresenta alterações laboratoriais

e confirma o IAM (13-15) . Outro estudo

realizado por regiões brasileiras

demonstrou que a região sudeste

0 38

Revista NewsLab | Março 2021


Autora: Bruna Ferreira Pfeiffer.

liderou com o percentual de óbitos,

em 47,9%, posteriormente a região

nordeste com 20,2%, a região sul

com 14,8%, a região centro-oeste

com 9,1% e a região norte com

8%. Os percentuais de cada região

estão intimamente relacionados a

fatores socioeconômicos e ambientais,

fatores que desencadeiam uma

má qualidade de vida causado pelo

sedentarismo, estresse, sobrepeso,

consumo de alimentos industrializados

e hábitos de fumo e ingesta

de bebidas alcóolicas (16) .

No mundo, 8,5 milhões de mulheres

morrem em decorrência das doenças

cardiovasculares e o risco de

óbito por IAM nas mulheres é 50%

maior quando comparado com os

homens. Fatores fisiológicos como

menopausa e fatores externos como

jornada de trabalho e cuidado com

os filhos e tarefas domésticas contribuem

para estas taxas (17) .

Em contrapartida, populações que

adotaram um estilo de vida saudável

e livre de vícios nocivos reduziram

a taxa de mortalidade na população

masculina de 30 a 64 anos,

como na Finlândia, com queda de

65%, e na Carélia do Norte, com

queda de 73% (18) .

Em relação aos casos com alteração

da CK total e da CK-MB e

troponina I indeterminada, seria

necessário maiores investigações

laboratoriais, como uma outra

análise seriada. A falta de outra

análise seriada pode ser justificada

pela presença de alteração do

eletrocardiograma seriado.

Conclusão

A população adulta e idosa feminina

procura atendimento médico na presença

de sinais e sintomas, o que se

explica pela quantidade de atendimentos

deste público, entretanto, o público

adulto e idoso masculino é acometido

pelas alterações laboratoriais indicativas

de IAM. Embora exista a prevalência

masculina correlacionada a esta

patologia, pesquisas apontam que há

uma mudança neste perfil. É necessário

que a população adquira hábitos

de vida mais ativa e saudável a fim de

evitar ou minimizar as cardiopatias e

patologias associadas.

Observou-se que 9,1% da população

analisada nesta pesquisa foi

acometida pelas alterações cardíacas

com o tempo, o que corrobora com

indicações de diretrizes e referenciais.

Entretanto, a ausência de pesquisas

nacionais e internacionais em

relação a análise seriada das enzimas

cardíacas não possibilitam traçar

uma estimativa de aumento ou diminuição

de casos quando comparados

com a presente pesquisa.

Conflitos de interesse: não há.

Financiamento por instituição financeira: não.

Referências

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SOCESP. 4. ed. Barueri: Manole; 2019: 2-4.

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out. 2020]. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/

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Universidade Federal de Campina Grande; 2016: 19-31.

12. Pestana JF. Principais marcadores bioquímicos no diagnóstico de

infarto agudo do miocárdio. [dissertação]. Londrina (PR): Universidade

Norte do Paraná; 2018: 17-20.

13. Troncoso LT, Oliveira NCC, Laranjeira NRF, Leporaes RCA, Eira TL,

Pinheiro VP. Estudo epidemiológico da incidência do infarto agudo

do miocárdio na população brasileira. Revista Caderno de Medicina:

2018; n 1, vol 1: 91-99.

14. Lima AEF, Lima LD, Sandes TKS, Neto JFO, Silva KMMD, Pereira RB. Perfil

na mortalidade do infarto agudo do miocárdio por idade e sexo no município

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15. Alves L, Polanczyk CA. Hospitalização por infarto agudo do miocárdio: um

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16. Medeiros TLFD, Andrade PCNSD, Davim RMB, Santos NMGD. Mortality

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17. Associação Beneficente Síria (HCor). Mulheres têm 50% de

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www.hcor.com.br/imprensa/noticias/mulheres-tem-50-de-probabilidade-de-infarto-maior-quando-comparada-aos-homens-2/

18. BBC News Brasil. Como a Finlândia deixou de ser o país do mundo

onde as pessoas mais morriam do coração. [internet]. 2016. [Acesso

em: 20 dez. 2020]. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/geral-36699060

ARTIGO CIENTÍFICO III

Revista NewsLab | Março 2021

0 39


REFLEXÕES SOBRE OS IMPACTOS

DA PANDEMIA NOS LABORATÓRIOS CLÍNICOS

GESTÃO LABORATORIAL

Continuo tratando do tema que envolve

a sobrevivências dos laboratórios

clínicos. A pandemia da COVID –

19 trouxe ameaças e oportunidades.

Em síntese, desde março de 2019

vimos por força da lei, laboratórios

sendo fechados, outros mantendo

portas abertas, contudo, sem clientes

e, praticamente todos, sofrendo

um colossal impacto no faturamento

nos primeiros meses da pandemia.

Foram tempos difíceis, angustiantes,

pois, apesar dos custos variáveis

terem despencados na proporção

da ausência de clientes, os CUSTOS

FIXOS permaneceram, gerando uma

inequação. Adicionalmente, muitos

custos fixos para reduzir, exigem

no início, um dispêndio maior, tal é

o caso da folha de pagamento, um

dos principais centro de custo. E,

de uma forma geral, o resultado de

qualquer ação para controlar custos

demanda tempo para as negociações

e o impacto nos resultados tarda

para aparecer no fluxo de caixa.

Entrementes, a produção de exames

caiu, reduzindo a receita consideravelmente,

piorando mais ainda,

o fluxo de caixa. Para laboratórios

com pequeno ou nenhum capital

de giro, a sinergia destes dois fatos

concorrentes, pode levar à necessidade

de captação de recursos

externos, por exemplo, em bancos.

Normalmente nestes, as taxas de

juros são leoninas, quiçá maiores

que a própria margem de lucro dos

laboratórios, podendo conduzir o

laboratório a uma espiral descendente

dos resultados operacionais.

Nestes tempos difíceis, muita atenção

é necessária para evitar a queda

na competitividade e o incremento

do risco de insolvência da organização.

Por outro lado, analisando

sob ao ângulo das oportunidades, é

inquestionável o aumento do menu

dos exames, com a chegada dos testes

relativos ao coronavírus. Estes

exames apresentam boas margens

de contribuição, ajudando de forma

notável para o reequilíbrio econômico

e financeiro dos laboratórios,

inclusive, em muitas situações gerando

rentabilidades superiores às

incorridas no período pré-pandemia.

Todavia, na contramão, temos

a inflação dos custos fixos controlados

ou não pelo governo (energia

elétrica, água etc.), bem como dos

custos variáveis, havendo casos excepcionais,

por exemplo, das luvas

descartáveis que atingiram algo em

torno de 700% de aumento. O Brasil

é um país de dimensão continental,

portanto, apresenta inúmeras realidades

de mercado, seja ele dos

fornecedores, dos produtores e dos

consumidores. O ticket médio dos

exames pode chegar fantásticos

600% entre extremos, então, disto

decorre uma miríade de situações

de rentabilidade e equilíbrio econômico.

Mas, de uma forma geral,

nossa experiência em consultoria

denota que o mercado das análises

clínicas não é mais propício para

gestão amadora das organizações

que militam na área, não obstante,

a existência de nichos privilegiados,

onde o alto ticket médio gera

lucros apreciáveis. A concorrência é

predatória, havendo uma abertura

de novos laboratórios sem o devido

estudo da necessária e suficiente

demanda para assegurar a prosperidade,

a precificação dos exames é

quase estática (vide tabela do SUS,

das Unimed’s e convênios em geral).

Esses fatores aliados socialização da

medicina e a produção industrial

proporcionada pelos equipamentos

automatizados de última geração,

causa uma verdadeira “carnificina”

por ocasião das negociações das tabelas

de preços dos exames. Existe

de tudo na luta pela sobrevivência,

desde a quebra ética pela redução

da qualidade intrínseca até as fusões

e aquisições, passando pela

prática de dumping. A vitória nesta

luta depende do ganho de escala e

ou algum diferencial competitivo na

prestação dos serviços. Entretanto,

vejo normalmente a carência de

gestão profissional nos laboratórios

clínicos como a causa que, se elimi-

Revista NewsLab | Março 2021

0 45


GESTÃO LABORATORIAL

nada, poderia mudar radicalmente

o futuro dessas organizações. Neste

caos em que está o mercado, os gestores

buscam culpados de todos os

jeitos, senão vejamos os resultados

que obtive em pesquisa informal

em várias regiões do Brasil, quando

ministrava cursos e conferências. Já

publiquei este texto em outra coluna

no passado, mas pela importância,

pertinência e validade atual, repito

a publicação. As manifestações

normalmente convergem e, sobretudo,

se repetem, exaustivamente

para os seguintes tópicos:

1. - Situação econômica e financeira

ruim, fato que aumenta o risco de

insolvência destas organizações. Isto

atualmente delimita o problema

comum dos gestores laboratoriais.

2. - Culpados que invariavelmente são

citados como responsáveis:

2.1 - Compradores dos produtos

(Convênios etc.).

2.2 - Médicos assistentes que

demandam os produtos (Serviços e

exames laboratoriais).

2.3 - Laboratórios de apoio.

2.4 - Governos (Federal, estadual e

municipal).

2.5 - Fornecedores de insumos.

2.6 - Colegas de profissão

(Empresários na área das análises

clínicas).

2.7 - Capital externo (Investidores

estrangeiros).

O que posso dizer sobre estes

tópicos? Quanto ao número 1,

temos uma constatação real,

tangível e inquestionável, com

raras exceções, seria negar uma

evidência. Este tópico define o

problema. Entretanto, com relação

aos demais tópicos, se me

permitem, vou externar minha

opinião pessoal, por decorrência,

sujeita às falhas inerentes ao ser

humano e a minha própria ignorância,

mas é o que penso. Todavia,

com muita vontade de mudar

perante a novas argumentações.

Sabemos que a verdade pertence

ao saber coletivo e muda de forma

permanente com a realidade

objetiva dos fatos e o saber da ciência.

Dito isto, passo a comentar

os tópicos citados.

2.1 - Culpar os clientes (Convênios),

ainda que atores intermediários

com o usuário final,

é culpar a “razão de existir” das

organizações humanas e, dentre

estas, os laboratórios clínicos,

cuja missão é fornecer serviços

e produzir informações (laudos/

exames) para os clientes! Cliente,

em qualquer negócio, é solução,

não problema. Enquanto houver

clientes, haverá esperança. Sem

eles, não existirá o negócio.

2.2- Os médicos que solicitam

os exames estão praticamente

no mesmo nível de importância

dos pacientes. Pois, é através do

médico que, tendo como uma das

fontes de informação os exames,

poderá elaborar o diagnóstico

para a solução do problema do

cliente. Sem o médico assistente,

praticamente, não existiria o

laboratório, portanto, este será

parte importante da solução, não

a causa de problemas! Se ocorrem

direcionamentos ou falta

disto, preferências e exigências

feitas pelos médicos, estas serão

oportunidades de melhorias para

os competentes. Ou será que os

médicos colocam condicionantes

ilegais, antiéticas, desonestas ou

desleais? E, somente para você?

2.3- Atualmente, face a logística

e principalmente a multiplicidade

e complexidade da tecnologia

que avança a taxas crescentes,

não mais é possível existir um

laboratório que não seja apoiado

por outros, em qualquer parte do

planeta. Então, torna-se inútil

“declarar guerra” aos laboratórios

de apoio, pois eles são uma

exigência para o sistema global

funcionar. O “cluster” das análises

clínicas não pode operar

0 46

Revista NewsLab | Março 2021


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GESTÃO LABORATORIAL

com eficiência sem o conceito

do “apoio”. São como os “impostos”,

não há o que discutir sobre

se devem ou não existir, contudo,

pode e se deve debater suas

formas de atuação. Finalmente,

hoje vejo eles mais como solução

do que como problema. Provavelmente,

sem eles, a grande

maioria dos pequenos e médios

laboratórios já poderiam ter se

encaminhado para a insolvência,

ou pelo menos, buscado uma

solução radical (?) para resolver

como produzir os exames complexos

exigidos pelo mercado

cada vez mais tecnológico, e sem

dispor de recursos financeiros

para tal desafio. A solução óbvia

para isto, é a união dos pequenos

e médios laboratórios formando

central única de produção,

que pelo porte teria a vantagem

competitiva das compras conjuntas

de insumos, proporcionando

ganho de escala para os participantes.

O custo de produção

(eficiência produtiva vinculada

ao custo variável unitário dos

exames) será baixo e o mesmo

para todos, definindo idêntico e

eficiente ponto de partida para

os laboratórios do empreendimento.

A concorrência continuará

existindo, negar isto seria

negar uma evidência, mas será

definida pela qualidade em serviços,

pela competência de cada

um em criar diferenciais competitivos

percebidos pelos clientes,

que serão fidelizados. Existe um

universo (de serviços) no qual as

possibilidades são inúmeras e

certamente classificarão os mais

aptos em melhores posições no

mercado. Então, por que esta

solução racional, inquestionável,

raramente (ou nunca) ocorre? A

resposta é simples: EGOÍSMO! Os

donos de laboratórios normalmente

preferem falir sozinhos a

prosperar juntos! O concorrente é

visto como um inimigo que precisa

ser destruído, nunca como

um parceiro para a solução do

problema. Vejo este obstáculo

como quase que intransponível,

pois remete para a “origem do

mal” que aflige a humanidade,

onde nos falta humildade, perdemos

a capacidade de perceber

a dependência universal entre

todos os seres de todos os reinos,

onde não sobrevivemos mais que

cinco minutos na falta de um

gás (oxigênio) e, para vivermos

um único dia, dependemos dos

produtos elaborados e serviços

prestados por milhões de outros

seres! Somos dependentes e frágeis,

então por que da prepotência,

da arrogância, da soberba,

da crença na superioridade do

indivíduo (EU/EGO)? Por que crer

que eu devo ser o primeiro a me

servir do buffet em um casamento?

Atendido numa mesa de restaurante?

No balcão do INSS? A

ser o primeiro a entrar no avião,

desde, é claro, que eu seja também

o primeiro a desembarcar?

Enquanto o egoísmo predominar

em detrimento da caridade, NÃO

HAVERÁ CENTRAIS DE PRODUÇÃO

fruto da união entre os pequenos

e médios laboratórios! É o que

penso. Não nos cabe a missão de

mudar o mundo, mudar os outros,

cabe sim, fazer a nossa parte

nesta cadeia de dependência,

devemos mudar a nós mesmos,

progredirmos espiritualmente,

moralmente, usarmos nosso livre

arbítrio na tomada de ações

balizadas por elevados padrões

de caráter, pela decência de procedimentos

e, se agindo assim,

servirmos para ajudar alguém, já

estaremos deixando um legado.

2.4- O Governo é o maior comprador

de exames, portanto,

seguramente um dos maiores

clientes, e como já vimos, cliente

é solução, não problema. Ainda, o

Governo detém o poder de regular

legalmente o funcionamento

de todo o sistema. Finalmente,

0 48

Revista NewsLab | Março 2021


GESTÃO LABORATORIAL

estipula os impostos. Com um

“stakeholder” desta magnitude,

em alguns pontos devemos acatar

(onde houver poder de polícia),

em outros se unir (greves

localizadas em comunidades com

poucos prestadores, por exemplo),

em outros influenciar via

Sociedades Científicas (regulação

técnica), bem como em outros

sermos mais competitivos, fazendo

mais com menos, mantendo

a qualidade exigida legalmente.

Finalmente, quando isto não

for possível, deixar de atender!

Ninguém, nenhum laboratório

que se preza, pode se submeter

a viver de um só cliente!

2.5- Os fornecedores de insumos

fazem parte do mesmo mercado

competitivo que os laboratórios

estão inseridos, portanto,

faça com que eles sejam parte

da solução e não do problema.

Tenha competência gerencial,

a gestão tem que ser profissional,

não existe mais espaço para

o amadorismo no universo das

análises clínicas!

2.6- Os colegas de profissão e

empreendedores nada mais são

do que um elemento indispensável

no mercado, sem eles, não

existiria o próprio mercado, lugar

onde todos nós atuamos! Seria a

utopia de ter um único fornecedor

ou um grupo com dois tipos

de fornecedores: os que reclamam

dos colegas e os que são os

“espertos”, egoístas, antiéticos e

desleais, que aviltam os preços,

complicam licitações, enfim, semeiam

a discórdia e fomentam

a desunião da classe, e por aí

vai. Pois bem, se isto for verdade,

porque não se unem, pelo

menos, os do grupo que quer a

união, que são éticos? Ou será

que em todas as cidades só têm

um destes, divididos de tal forma

que não existe a possibilidade

geográfica da união? Ou será que

existe a predominância implacável

dos “maus colegas”, por decorrência,

marcando inevitavelmente

a classe dos proprietários

de laboratórios clínicos, como

aética, com indivíduos carentes

de uma boa moral?

2.7- O capital externo veio para

ficar. O mundo globalizado é caracterizado

exatamente por isto:

intercâmbio de riquezas de toda

a espécie (commodities, investimentos

financeiros, conhecimento,

seres humanos, cultura...). Ele

traz consigo a concorrência internacional

à nossa porta, acompanhada

de ameaças, mas também

de oportunidades. Sejamos gestores

profissionais, competentes,

para aproveitá-las! A concorrência

é competitiva, aguerrida e

disputa com ferocidade toda e

qualquer fatia do mercado. Não

há espaço para “choro”, lamentação

ou reclamação, só existe

um objetivo: sobreviver e lucrar!

Não adianta argumentar que isto

não é justo, aliás, não existe para

quem reclamar.

Portanto, conclamo os colegas

gestores de laboratórios clínicos:

vamos mudar a percepção das

causas do problema (que, sem

dúvidas, existe) e das soluções!

Basta de reclamações. Ao invés

de buscar as causas somente

no ambiente externo, colocar a

culpa do problema nos outros,

bem como esperar que terceiros

apresentem soluções, vamos

voltar nossa atenção para dentro

dos nossos laboratórios, para as

nossas atitudes gerenciais, o que

de fato estamos fazendo além de

protestar? Que ações gerenciais

estamos adotando para aumentar

a produtividade, reduzir riscos,

incrementar competitividade

e lucros? Você está avaliando

a competitividade do seu laboratório?

Quantificando os custos

0 50

Revista NewsLab | Março 2021


GESTÃO LABORATORIAL

de produção? Metrificando a

rentabilidade de exames, clientes,

equipamentos e setores da

produção? Calculando o momento

certo para a terceirização mais

rentável? Você está se comparando

(processo de benchmarking)

com os seus concorrentes para

saber onde está pior e deve melhorar?

E como melhorar? E quanto

esperar de retorno? As metas

do planejamento estratégico são

estabelecidas com base na concorrência?

E ainda, o laboratório

é um negócio viável considerando

as características da região

onde opera? Caso tenha uma

única resposta negativa, poderá

não estar controlando adequadamente

os processos da sua organização,

ainda que hoje esteja

lucrando bem! A solução para todas

estas questões, virá somente

com gestão profissional.

No meu trabalho já vi de tudo

em gestão. Apreendi com os

meus clientes muito! Mas quem

sabe controlar os seus processos,

quem faz gestão profissional,

não está mal neste País.

Nem sempre um ticket médio

alto assegura sucesso e, muitas

vezes um ticket médio mais baixo

produz melhores resultados

financeiros, mantendo a qualidade

legal dos exames. Para

isto acontecer, tem que ser gestor

profissional, não tem mais

espaço para amadorismo. A luta

é por centavos. Os laboratórios

clínicos são uma alternativa de

investimento (além de uma paixão!),

portanto, como todos os

investimentos, têm que ser geridos

com cuidado, por profissionais.

Você faria uma cirurgia

nos olhos com um carpinteiro?

Um implante dentário com um

ferreiro? É óbvio que não. Então,

por que não tratar do seu investimento

com profissionalismo?

Não quer que ele prospere?

Quem não sabe calcular a sua

competitividade e avaliar o seu

risco de insolvência, não sabe

se localizar no "Mapa da concorrência

mundial". E quem não

sabe onde anda, está perdido!

Simples assim, quem não resolve

os problemas estruturais (internos),

não pode simplesmente

jogar a culpa nos agentes externos

(conjunturais). Quem não

mensura e compara os seus processos,

não gerencia, portanto,

fica ao sabor dos ventos (externos

ao barco), não ajusta as suas

velas, não comanda o leme. Qual

a consequência? Vai para onde o

vento levar. O capitão do navio

passa a ser os agentes externos,

o comandante não sabe aonde ir

e o leme está quebrado. Quem

quiser sobreviver vai ter que se

capacitar ou reavaliar a ética.

É o mercado impondo suas leis

naturais ou "artificializadas",

mas determinantes. Não é justo?

Não. Tem para quem reclamar?

Não. O cidadão mais honesto,

decente, sábio, humilde e caridoso

que existiu no mundo, foi

vilipendiado, torturado e crucificado!!

Foi isto justo? Não. Reclamou?

Não. Então quem somos

nós para reclamar de justiça?!

Vamos arregaçar as mangas, nos

capacitar, trabalhar, trabalhar,

trabalhar..., pois sendo leão ou

gazela, temos que correr para

sobreviver! “A vida é luta renhida,

que aos fracos abate, e aos

fortes, só faz exaltar.” (Canção

do Tamoio – Gonçalves Dias). Todos,

simplesmente, todos temos

que lutar, não há escolha para

o sucesso honesto!”. Em síntese

um fato é inquestionável: existe

um excesso de laboratórios em

relação à necessidade do mercado,

sendo a oferta muito maior

que a demanda, e, esta lei não

perdoa, portanto, laboratórios

fecharão suas portas queiramos

0 52

Revista NewsLab | Março 2021


ou não, sobreviverão os mais aptos,

os que tiverem sistemas de

gestão profissional estarão mais

capacitados, o resto são favas

contadas, não adianta buscar

culpados de forma disseminada,

somente quando a oferta for

equilibrada com a demanda, teremos

relações civilizadas, contudo,

o que vemos é a abertura

contínua de novas unidades,

logo, as falências persistirão.

Estamos fazendo a nossa parte,

buscando deixar um legado ao

universo das análises clínicas do

País, desenvolvendo produtos

de tecnologia da informação,

possibilitando o acesso de qualquer

laboratório à sistemas profissionais

de gestão econômica.

Criamos o PROGELAB – Programa

Nacional para Profissionalização

da Gestão Laboratorial,

que socializa a expertise do controle

para aqueles que mais necessitam

e que menos condições

de adquirir têm: os pequenos

e médios laboratórios do País,

entretanto, para isto acontecer,

tem que haver a iniciativa dos

gestores e proprietários. Nós

temos a solução do problema,

basta os responsáveis pelos

laboratórios decidirem o que

querem: continuar as lamentações

ou agir! Esperando termos

contribuído para os negócios na

área das análises clínicas, nos

despedimos até a próxima edição

da revista NewsLab.

Boa sorte e sucesso!

Humberto Façanha

51-99841-5153

humberto@unidosconsultoria.com.br

www.unidosconsultoria.com.br

*Humberto Façanha da Costa Filho

Professor e engenheiro, atualmente é articulista e consultor financeiro

da SBAC, professor do Centro de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas

(CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e professor

do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA),

curso de Pós-Graduação em Análises Clínicas.

www.unidosconsultoria.com.br

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Revista NewsLab | Março 2021

0 53


MATÉRIA DE CAPA

0 54

Revista NewsLab | Março 2021


Sistema GeneXpert® - Simples, Rápidos e precisos.

A melhor escolha em diagnósticos moleculares.

MATÉRIA DE CAPA

Desde 2005, a Cepheid vem liderando o processo

de inovação em diagnósticos moleculares, ao

apresentar para o mercado uma nova forma de

levar aos laboratórios o sistema GeneXpert® e

seu exclusivo sistema de cartuchos.

O sistema GeneXpert® é modular, permitindo

que qualquer laboratório realize testes de

diagnóstico molecular através da PCR em tempo

real, independentemente do tamanho, estrutura

e volume de amostras. Através de um sistema

randômico e de acordo com a demanda, é possível

realizar diferentes testes simultaneamente, sem

a necessidade de agrupar amostras em placas,

trazendo uma flexibilidade até então inviável à

rotina laboratorial.

A linha de testes GeneXpert® baseia-se em

uma tecnologia de cartuchos em cujo interior

ocorre toda a reação de PCR (da extração à

detecção). O processo de preparo de amostras

é simples, cerca de 1 minuto em média e o

equipamento faz todo o restante de forma

automatizada, com um tempo de resposta

significativamente mais rápido comparado às

tecnologias convencionais.

O sistema GeneXpert® oferece um vasto portfólio de testes nas mais

variadas áreas da medicina, como:

• Infecções Associadas à Internação Hospitalar: Carba-R, C. Difficile, MRSA,

Norovirus e outros.

• Doenças Infecciosas Críticas: Covid-19, Tuberculose, Influenza A, B e RSV

e Enterovirus

• Saúde da Mulher: CT/NG, HPV, Streptococcus do Grupo B, e outros.

• Virologia: Carga Viral HIV e HCV

• Oncologia: BCR/ABL (Monitoramento LMC)

• Genética: Fator II & V

Revista NewsLab | Março 2021 0 55


MATÉRIA DE CAPA

O Mercado de Diagnósticos no Brasil

O mercado diagnóstico no Brasil é extremamente dinâmico

e assim continuará sendo por muitos anos.

No Brasil, questões como desafios na economia e na

política definem as estratégias de todos os mercados e não

poderia ser diferente com o mercado de diagnósticos. Mas

o crescimento populacional, os movimentos migratórios

internos em um país de tamanho continental, diferenças

culturais, educacionais, no acesso à informação e à saúde

resultam em um grande desafio que a Cepheid está cada dia

mais preparada para enfrentar.

Outro ponto a se destacar é o fato de que a população

em geral vem se preocupando cada vez mais em buscar

qualidade de vida, praticar exercícios, alimentação mais

equilibrada e, muitas vezes, mesmo com o orçamento

apertado, não abre mão desses cuidados que, em algum

momento, irá se refletir no mercado de diagnósticos, como

na programação de um check-up anual, por exemplo.

Com isso, o Mercado de Diagnóstico segue se consolidando,

grandes redes avançando, redes regionais se expandindo

e se especializando, fazendo com que o mercado siga em

uma crescente evolução.

como é o caso do Teste Xpert® BCR/ABL Ultra, para o

monitoramento da Leucemia Mieloide Crônica. A tecnologia

trouxe e continuará a trazer cada vez mais avanços na área

de Controle de Infecção Hospitalar, reduzindo drasticamente

o índice de infecções hospitalares desde que adotadas

medidas de vigilância.

Assim como o HIV, a incidência de câncer de colo de útero, com

a infecção por HPV vem aumentando consideravelmente.

Com a crescente ocupação humana em busca de novos

espaços, doenças tropicais não param de evoluir e causar

epidemias, patologias antigas voltaram, e esse desequilíbrio

tende a estimular novas mutações virais, que demandam

o desenvolvimento de novos testes e metodologias. Neste

contexto, o Mercado de Diagnósticos precisa acompanhar

os avanços da tecnologia e disponibilizar novos testes que

atendam a estas demandas.

Covid-19 - Um desafio gigante e inesperado

A pandemia obrigou o mercado de diagnósticos a trabalhar

no desenvolvimento de testes confiáveis para a detecção do

vírus SARS-CoV-2 em tempo recorde. Os olhos do mundo

estavam voltados para as empresas fabricantes de testes,

aguardando uma rápida resposta.

O Futuro do Mercado de Diagnósticos

Em um mercado altamente tecnológico, as metodologias

seguem a tendência mundial de cada vez entregar um

diagnóstico mais rápido e mais eficaz, mas que consiga

atender as demandas das novas patologias, dos profissionais

de saúde e também das indústrias farmacêuticas, tanto do

ponto de vista do tratamento, quanto no monitoramento,

Já em março de 2020, a Cepheid apresentou os primeiros

testes rápidos do mercado para detecção qualitativa de

SARS-CoV-2 e obteve da Food & Drug Administration (FDA)

nos EUA a autorização para a sua comercialização.

Em junho de 2020, a Cepheid inovou ao apresentar ao

mercado um teste de próxima geração para auxiliar os

0 56

Revista NewsLab | Março 2021


O Sistema GeneXpert® e o futuro

esforços globais na luta contra a disseminação do COVID-19

durante a próxima temporada de vírus respiratórios. O teste

Xpert® Xpress SARS-CoV-2 / Flu / RSV quatro-em-um deve

fornecer detecção qualitativa de SARS-CoV-2, Flu A, Flu B e

RSV de uma única amostra de paciente.

Ainda há muito que se fazer na área de diagnósticos, seja

nos testes em si, na rapidez da entrega de resultados, na

confiabilidade, na simplicidade, processamento dos dados

e entrega dos resultados.

Tendo como meta central avançar no tratamento ao

paciente, a Cepheid tem como visão entregar os melhores

resultados nos menores prazos possíveis.

Se falássemos há 6 ou 7 anos atrás que fosse possível

utilizar esta tecnologia para a área de virologia por exemplo,

ninguém acreditaria. Hoje, esta realidade já se estende

a outros testes, inclusive na área de oncologia, em que

foram desenvolvidos testes para câncer de mama, bexiga e

pâncreas, ampliando significativamente o leque de opções.

MATÉRIA DE CAPA

A área de biologia molecular ou PCR já é uma realidade

no contexto dos diagnósticos, oferecendo respostas mais

sensíveis e mais rápidas. Com os avanços da medicina, novos

procedimentos, novos medicamentos, a área de diagnósticos

como referência, um balizador para o médico tomar uma

ação, também teria de evoluir impreterivelmente.”

A Cepheid conta com a vantagem de possuir um corpo

de profissionais da área de saúde constantemente

atualizado. Universidades de ponta, comunidade

acadêmica bastante ativa e guiada por publicações

científicas conhecem, utilizam e recomendam os testes

Xpert®, o que facilita o reconhecimento dos benefícios

Ampla linha de Sistemas Modulares projetada para atender pequenas ou grandes demandas.

Revista NewsLab | Março 2021 0 57


MATÉRIA DE CAPA

GeneXpert® e a área de saúde no Brasil

desta tecnologia. A percepção que

estes profissionais tem é muito

positiva, porém, ainda existe uma

grande distância entre a percepção

e a adoção e a Cepheid tem

concentrado seus esforços para a

redução desta distância, fazendo

um trabalho bastante consistente

junto aos convênios de saúde,

buscando um olhar para o resultado

como um todo, ou seja, mostrando

que um investimento inicial maior

pode significar um investimento

significativamente menor na cadeia

completa, com ganhos de eficiência,

processo, prevenção e recuperação

mais rápida do paciente. Muitos

convênios trabalham hoje com

foco na prevenção e o diagnóstico

precoce é um instrumento essencial

nessa nova visão.

GeneXpert®- uma tecnologia

que revolucionou o Mercado de

Diagnósticos

A tecnologia dos testes GeneXpert®

representa indubitavelmente uma

revolução no Mercado Mundial de

Diagnósticos. O teste Xpert® MTB/RIF

para tuberculose, foi endossado pela

Organização Mundial de Saúde - OMS e

revolucionou as políticas de diagnóstico

e tratamento de tuberculose no

mundo. Hoje, 13 anos depois desta

experiência, a situação de tratamento

de tuberculose no mundo todo mudou

de maneira radical - de até 7 semanas

para se obter um diagnóstico completo

de tuberculose, este prazo foi reduzido

para 1 hora e 50 minutos em média.

O impacto disso na saúde global é

imensurável.

Outro grande exemplo de revolução

são os testes para rastreio de agentes

que causam infecção hospitalar,

Xpert® MRSA e Xpert® C. Difficile, os

maiores responsáveis por casos de

infecção hospitalar e que, infelizmente,

podem levar pacientes a óbito. Com a

introdução destes testes, os médicos

já podem ter a exata ideia sobre a

necessidade ou não de administração

de antibióticos, evitando a resistência

da bactéria e economizando recursos

financeiros vitais ao hospital e ao

paciente.

E mais recentemente, o desenvolvimento

dos testes para Covid-19 em tempo

recorde, mostram que há um espaço

imenso para evoluir na tecnologia de

testes diagnósticos, melhorando a

qualidade e ampliando o acesso a saúde

em todo o mundo.

Para mais informações nos procure:

contato@cepheid.com

0 58

Revista NewsLab | Março 2021


AUTOMAÇÃO EM

ANÁLISES CLÍNICAS

A CONTRIBUIÇÃO DA AUTOMAÇÃO

NAS ANÁLISES CLÍNICAS E A DEFICIÊNCIA DO PROFISSIONAL

THE CONTRIBUTION OF AUTOMATION IN CLINICAL ANALYZES AND THE PROFESSIONAL'S DISABILITY

Por Francisco Eduardo Ferreira Alves 1 , Cícero Lasaro Gomes Moreira 2 .

Resumo

O cenário laboratorial dos últimos anos passou por mudanças

significativas no que diz respeito não somente à gestão

administrativa, mas também a diversos fatores que corroboram

com o aumento da eficiência dos processos, diminuição

de erros e, consequentemente, gestão de qualidade. A inclusão

da automação laboratorial se destaca como uma dessas

modificações, visando a otimização de cada um dos processos

laboratoriais juntamente com a avaliação de falhas em

cada uma das fases processuais dentro do laboratório, desde

a pré-analítica até a pós. Este artigo tem como objetivo levantar

uma observação sobre a importância deste processo,

suas etapas e vantagens e a forma como o profissional lida

atualmente com essa implementação e exigências.

Palavras-chave: Automação. Laboratório. Otimização.

Profissional.

Abstract

The laboratory scenario in recent years has undergone

significant changes with regard not only to administrative

management, but also to several factors that corroborate

with the increase in the efficiency of processes, reduction

of errors and, consequently, quality management. The

inclusion of laboratory automation stands out as one of

these modifications, aiming at the optimization of each

of the laboratory processes together with the evaluation

of failures in each of the procedural phases within the laboratory,

from pre-analytical to post. This article aims to

raise an observation about the importance of this process,

its steps and advantages and the way the professional

currently deals with this implementation.

Keywords: Automation. Laboratory. Optimization.

Professional.

Introdução

O laboratório clínico vem sofrendo

bruscas modificações e evoluções

nas últimas décadas. Com a

tecnologia, os métodos de diagnósticos

tornam-se cada dia mais

sensíveis e eficazes, o que gera

também um maior custo e uma

política de mercado mais competitivo.

Com isso, é necessário que os

profissionais da clínica laboratorial

também passem por um processo

de renovação, aprendendo a lidar

com todo a tecnologia na qual são

inseridos.

Automação vem do latim automatus,

que significa mover-se por

si. Em suma, pode-se definir a automação

como a aplicabilidade de

técnicas mecânicas – ou computadorizadas

– que possuam como

objetivo principal o resultado de

um processo mais eficaz, por meio

de um menor gasto de mão de obra,

tempo, valor e, também, com a finalidade

de obter maior segurança.

0 60

Revista NewsLab | Março 2021


História da Automação em

Análises Clínicas

O setor laboratorial pode ser considerado

pioneiro em relação à área

médica, pois foram os primeiros a

atuar na promoção do conceito de

qualidade. Nos laboratórios clínicos,

a automação teve seu ponto de evolução

na década de 1940, nos Estados

Unidos, quando em meio a uma

crise sanitária, o número de exames

solicitados cresceu exorbitantemente,

e os profissionais disponíveis para

o trabalho diminuíram bastante.

Acompanhando esse processo, naturalmente

os custos operacionais

também aumentaram consideravelmente,

o que trouxe a necessidade

imediata de uma atitude para amenizar

a situação atual. Inicialmente,

utilizaram-se de pipetas semiautomáticas,

calorímetros fotoelétricos e

fotômetros, porém não foi suficiente

para resolver o problema, apenas

proporcionar um paliativo para amenizar

a carga de trabalho dos profissionais

envolvidos.

Já na década de 1950, Leonard T.

Skeggs Jr., bioquímico dos Estados

Unidos, trouxe à tona a estimativa

de que em 10 anos os atuais 35 mil

exames realizados por mês no Hospital

Veterans Administraation de

Ohio chegariam a dobrar e que, assim,

seria praticamente impossível

conseguir manter a qualidade em

suas realizações e diagnósticos com

apenas quatro analistas, que era o

número de profissionais trabalhando

na época em seu laboratório. A partir

dessa necessidade, Skeggs construiu

um protótipo do equipamento que

viria a revolucionar a rotina laboratorial,

nomeado AutoAnalyzer. Por esta

criação o bioquímico é conhecido

como fundador das análises clínicas

automatizadas.

Já em 1990, houve a definição do

controle de qualidade, garantia e

gestão total da qualidade. Na década,

a evolução tecnológica ainda auxiliou

a implementação dos conceitos da

qualidade, sempre em busca de uma

melhoria mais eficaz e contínua, o

que solicitou diretamente uma maior

análise de cada um dos processos e

fases da realização de exames laboratoriais,

sejam aspectos técnicos,

administrativos ou organizacionais.

Modificações Laboratoriais

No século passado, ao mesmo

tempo em que a tecnologia surgia

rompendo barreiras e tornando-se

protagonista em todos os setores,

a área laboratorial teve a percepção

da sua importância para amenizar

a questão da propagação de doenças

infecciosas. A inserção da automação

na medicina laboratorial,

nas últimas décadas, foi reconhecida

como essencial para a busca

de eficiência das empresas do setor

e gerou uma expansão a todos os

setores e fases dos processos dos

laboratórios clínicos. A evolução

permitiu, ainda, que empresas de

distintos portes pudessem implementar

algum tipo de automação

em seus processos.

Os laboratórios trabalham divididos

em departamentos, organizados

por serviços como bioquímica,

endocrinologia, hematologia. Esse

modelo é considerado pouco eficiente,

porém a integração entre

as áreas gera redução de custos

laboratoriais e, portanto, tende a

aumentar com o uso da automação

na fase pré-analítica. A automação

laboratorial consiste em integrar

hardware e software e evoluiu de

uma operação baseada em aspectos

mecânicos, em 1970, para um sistema

orientado por informações mais

complexas na década de 1990.

AUTOMAÇÃO EM

ANÁLISES CLÍNICAS

Revista NewsLab | Março 2021

0 61


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AUTOMAÇÃO EM

ANÁLISES CLÍNICAS

Nas últimas duas décadas, os

laboratórios sofreram transformações

radicais, o que trouxe,

também, novas responsabilidades.

Essas transformações são consequências

diretas do aumento populacional,

assim como crescimento

de profissionais e técnicos de

laboratórios e uma grande demanda

de serviços. A automação, vindo

logo em seguida da mecanização,

é uma realidade atual em diversos

locais do mundo. Quando utilizado

da forma correta, o sistema de

automação pode trazer benefícios

desde a exatidão do processo, até

segurança e economia, conforme

na tabela a seguir.

Um sistema para a automação de

equipamentos gera uma possibilidade

de erros quase nula. Além disso,

a produtividade é muito superior.

Quanto mais bem estruturada

a empresa, organizada e mantendo

um bom relacionamento com o

mercado e com seus pacientes, mais

alto será seu grau de sucesso.

O Papel da Automação nas

Fases Operacionais

A inserção de um sistema de

automação laboratorial ocasiona

Tabela 1: Benefícios da automação para a clínica laboratorial

impactos positivos em todo o processo

operacional. Ronan Pereira

cita como exemplo que na fase

pré-analítica a automação pode

estar adotada em um cadastro do

paciente ou no preparo das amostras

até a distribuição das mesmas

para áreas analíticas. Com a utilização

de softwares é possível ainda

obter um banco de dados que

favoreça - e facilite - os processos

que virão na fase a seguir.

A fase analítica é o período onde a

automação está mais ativa e, dessa

forma, gera uma maior eficácia relacionada

a produção laboratorial. O

laboratório ganha não apenas tempo

na execução das tarefas, mas também

uma maior facilidade para os

profissionais envolvidos nos processos,

podendo depositar sua atenção

na interpretação dos diagnósticos.

Na fase pós-analítica, a automação

busca gerar melhorias no momento

da liberação de resultados

diretamente para o paciente. Neste

momento, há uma possível redução

de erros de transcrição, como

no momento de um resultado manual

o profissional está sujeito ao

equívoco; quando automatizado, o

0 64

Revista NewsLab | Março 2021


processo ganha uma maior precisão.

Outro ponto bastante positivo

da automação nesta fase é o tempo

que se economiza, aumentando

também a produtividade do processo.

Dessa forma, as vantagens

não se resumem apenas à clínica,

mas também ao paciente não somente

pela redução do tempo de

espera, mas também por receber

resultados mais confiáveis.

Diversos fatores foram os reais

motivadores para a rápida expansão

e evolução da automação no

ramo da medicina laboratorial,

como fatores de mercado, uma intenção

de gerar melhor assistência

à saúde pública ou privada, até fatores

internos próprios do ambiente

financeiro das instituições.

Em relação à operação, os fatores

internos motivadores que se pode

citar são maior segurança e planejamento

de capacidade de produção,

produtividade do processo

(throughput), possíveis com a eliminação

de atividades consideradas

como não necessárias, buscando a

simplificação e a padronização dos

processos, o que visa diretamente

à redução na quantidade de documentação

das atividades.

A Automação e o Profissional

Como cita Campana (2011), a medicina

diagnóstica é participativa

em 70% das decisões clínicas e o

crescimento na utilização de exames

laboratoriais é cada vez maior

diante da sua importância na área

da saúde. Essa atuação envolta em

novas tecnologias demanda uma

expectativa e pressiona o mercado

a buscar novas estratégias de atuação

dentro da área.

Diante disso, a pressão por mudanças

reais e práticas acontece em

cada um dos pontos do setor. Desde

o cliente, que cria uma expectativa

e exigência muito maior em relação

ao serviço oferecido; os fornecedores

e fontes pagadoras do serviço

em relação a custos e valores; a

comunidade médica que, de qualquer

forma, acaba, com o passar do

tempo e as evoluções constantes,

depositando cada vez mais confiança

nos exames laboratoriais e seus

respectivos diagnósticos; e, por fim,

toda dinâmica de mercado, que gera

uma tensão entre as empresas em

relação a concorrentes e competições

na busca de melhores soluções

e retornos para os clientes.

Em relação ao profissional da clínica

laboratorial, é importante que uma

maior atenção seja dedicada a todos,

pois a automação é um sistema de

implantação bastante cara e, se não

alinhada a um treinamento e capacitação

impecável para os operadores

do sistema, trará muito mais ônus do

que bônus à empresa. Plebani (2018),

descreve o atual cenário da medicina

laboratorial como promissor, onde os

profissionais têm a oportunidade de

dedicar seu tempo para a gestão de

qualidade, criando uma ampla rede

de dados de comunicação entre as

demais instituições e trazendo ainda

mais benefícios aos pacientes.

As maiores desvantagens envolvendo

o setor profissional da

automação estão relacionadas

ao treinamento adequado que é


AUTOMAÇÃO EM

ANÁLISES CLÍNICAS

necessário para o manejo de um

sistema de automação e a manutenção

que o equipamento necessita,

normalmente planejado e

cuidadoso - o que nem sempre é

possível. Qualquer que seja o grau

de automação de uma empresa, é

sempre preciso também que seja

mantido um laboratório que opere

manualmente, nunca somente

de forma equipada-automatizada,

principalmente porque os métodos

manuais são os com mais baixo

custo e ágeis de realizar um pequeno

número de distintos exames

urgentes que possam surgir fora de

horários comuns.

Considerações Finais

O processo de automação em

análises clínicas promoveu um

grande avanço no diagnóstico e

na prevenção de doenças, gerando

uma otimização na eficiência

dos laboratórios e buscando gerar

segurança para os pacientes. Com

isso, houve a expansão da gestão

de qualidade, pois diante de toda

modernização se faz necessário

profissional capacitado para transmissão

desses avanços no setor da

saúde - que vise não apenas vantagens

para o mercado da empresa,

mas também para atender às necessidades

da sociedade.

A efetivação da automação laboratorial

é muito forte para os próximos

anos, uma vez que visa atingir a diferentes

tipos de empresas, com o emprego

de novas ferramentas e modelos

diversos onde for mais necessário.

O sucesso de qualquer procedimento

como esse está na busca em alinhar

a estratégia da empresa ao bom funcionamento

e à realidade profissional

dos operadores e funcionários. Bem

como atingir aos maiores benefícios

do procedimento de automação, que

são a qualidade e objetividade dos

exames, atingindo totalmente às necessidades

dos pacientes.

Referências

ANDRIOLO, A. Breve história da automação em laboratórios

clínicos. Recomendação da Sociedade Brasileira

de Patologia Clínica. Medicina Laboratorial SBPC/ML.

Automação Laboratorial: histórico, seleção, implantação

e gestão. São Paulo: Manole, 2018, P.1-30.

ARMBRUSTER, D. et al. Clinical chemistry laboratory

automation in the 21st Century – amat victoria curam

(victory loves careful preparation). Clin Biochem Rev.

2014;35(3):143-53. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.

nih.gov/pmc/articles/PMC4204236/pdf/cbr-35-143.pdf

BURKE, D. Laboratory medicine in the 21st century. Am

J Clin Pathol, v. 114, n. 6, p. 841-6, 2000.

CAMPANA, G.A, et al. Tendências em medicina laboratorial.

Jornal Brasileiro de Patologia e Medicina Laboratorial.

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CARVALHO, J. P. P. Os laboratórios de saúde pública nos programas

de saúde. Departamento de Prática de Saúde Pública

da Faculdade de Saúde Pública da USP. São Paulo, 1976.

FELDER, R. Automation: survival tools for the hospital

laboratory. Second International Bayer Diagnostics.

Laboratory Testing Symposium, 1998.

LABEAU, K. M. et al. Clinical laboratory tests menu

changes in the pacific northwest: 1994 to 1996. Clin

Chem, v. 44, n. 4, p. 833-8, 1998.

LIPPI, G. PLEBANI, M. The add value of laboratory

diagnostics: the many reasons why decision-makers

should actually care. J Lab Precis Med 2017;2(100):1-4.

DOI: http://dx.doi.org/10.21037/jlpm.2017.12.07l

PLEBANI, M. Clinical laboratory: bigger is not always

better. Diagnosis. 2018;5(2):41-46.DOI: https://doi.

org/10.1515/dx-2018-0019.

SPEAR, S. J. Fixing healthcare from the inside, today.

Harvard Business Review, 2005.

STREITBERG, G. et al. Automation in clinical biochemistry:

core, peripheral, STAT, and specialist laboratories

in Australia. J Lab Autom. 2012;17(5): 387-94.

YOUNG, D. Laboratory automation: smart strategies and

practical applications. Clin Chem, v. 46, n. 5, p. 740-5, 2000.

VIEIRA, K. et al. A utilidade dos indicadores da qualidade

no gerenciamento de laboratórios clínicos. J Bras Patol

Med Lab. 2011;47(3):201-10. Disponível em: https://

www.redalyc.org/articulo.oa?id=393541960002

VILCHES, A. M. et al. Los laboratórios de salud. In: SO-

NIS, A. Medicina sanitaria y administración de salud.

Buenos Aires: El Ateneo, 1971.

Autores:

Francisco Eduardo Ferreira Alves 1 , Cícero Lasaro Gomes Moreira 2 .

¹Biomédico pela Faculdade Santa Maria; Mestre em Ciência e Tecnologia em Saúde pela UEPB;

Especialista em Hematologia clínica pela UNILEÃO.

²Biomédico pela Faculdade Santa Maria; Especialista em Hematologia Clínica pela UNILEÃO.

0 66

Revista NewsLab | Março 2021


AUTOMAÇÃO EM

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Freelite ® (quantificação de cadeias leves

e livres)

Sistema Imune

IgA, IgM, IgG, IgD e IgE, Suclasses de

IgG e IgA, Sistema Complemento (CH50,

C1 inativador, C1q, C2, C3c e C4)

Sistema nervoso central

Albumina, Freelite, Cistatina e

Imunoglobulinas no líquor.

Menu de testes

Nefrologia

Cistatina, Microalbumina

Beta-2-Microglobulina, Transferrina

Proteínas Específicas

PCR, ASO, Fator Reumatóide, Ferritina,

Transferrina, Pré-Albumina, Ceruloplasmina,

Haptoglobina, Alfa-1-Antitripisina,

Alfa-1-Glicoproteína Ácida, Lipoproteína(a),

entre outras.

Freelite ® é marca registrada da empresa The Binding Site Group, Birmingham, Reino Unido

The Binding Site Brasil Comécio de Produtos para Laboratório LTDA

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0 67


MINUTO LABORATÓRIO

VALIDAÇÃO DE ENSAIOS

EM ANÁLISES CLÍNICAS

Por Fábia Bezerra, Mariana M. Zanotto de Araújo.

A validação analítica é um processo

imprescindível para qualquer implantação

de um novo equipamento

analítico, teste e/ou metodologia a

ser processada em um laboratório.

Nos permite uma completa análise

considerando diferentes amostras,

equipamentos de medição, ensaio,

métodos e quaisquer outras possíveis

fontes de variação dos processos

analíticos. Desta forma, asseguramos

a confiança dos ensaios realizados

quanto aos resultados obtidos.

O objetivo de uma validação é demonstrar

ensaios exatos, precisos,

estáveis, reprodutíveis e flexíveis para

uma faixa específica de uma substância

que se espera identificar ou quantificar.

Em suma, esta validação significa

que iremos garantir que as análises

reproduzam valores consistentes se

comparadas a um valor de referência.

Antes do início de uma validação, é

preciso haver um bom planejamento, começando

pela segregação das amostras:

Selecione amostras biológicas

íntegras: com volume suficiente,

livre de hemólise, lipemia, fibrinas

e, nossa sugestão é que não sejam

de pacientes internados (pois sofrem

muita interferência de medicamentos).

Utilizem amostras

conhecidas com resultados baixos,

normais e altos do analito que deseja

validar e se não for possível,

faça um pool de amostras aleatórias

e envie para comparabilidade

em laboratório de Apoio. Se

atentem sempre a estabilidade das

mesmas frente ao exame que pretende

validar.

Para exames qualitativos, segregue

Reagentes e não Reagentes,

Positivos e Negativos. E no caso de

Classificação sanguínea, segregue

amostras aleatórias.

Exames de Coagulação, Hemograma,

Microbiologia e Urina, sugerimos utilizar

amostras do dia.

Executando a Validação:

- Segundo o protocolo do Colégio

Americano de Patologia Clínica

(CAP), a indicação é que a validação

de cada analito seja realizada

em 60 ensaios (20 resultados baixos,

20 normais e 20 altos).

Etapas:

De acordo com as referências pesquisadas,

as etapas a seguir são:

-Precisão Intraensaio (Repetibilidade):

A repetibilidade de resultados

corresponde à concordância entre

resultados de sucessivas medidas

do mesmo analito, obtidos sob

as mesmas condições de medida.

Serão analisadas 10 alíquotas, sequencialmente,

de valores baixos,

normal e elevado, em dois períodos

distintos, manhã e tarde, de

um único dia.

0 68

Revista NewsLab | Março 2021


MINUTO LABORATÓRIO

-Precisão Interensaio (Reprodutibilidade):

A reprodutibilidade é a maior diferença,

no nível de confiança de

95%, que pode ocorrer em resul-

Para o estabelecimento da sensibilidade

analítica, serão realizadas

4 diluições (1:2; 1:5; 1:10 e 1:20)

de uma amostra de valor baixo.

De cada uma das diluições, serão

dade preconizada pelo fabricante.

De cada uma das diluições, serão

realizadas 10 determinações. A

linearidade analítica será definida

como sendo a menor diluição da

tados obtidos em condições de re-

realizadas 10 determinações. A

amostra que apresente resultados

produtibilidade, ou seja, analistas

sensibilidade analítica será defi-

reprodutivos, ou seja, que apre-

diferentes, instrumentos diferentes

nida como sendo o valor de maior

sente o menor valor de CV entre

ou até laboratórios diferentes.

diluição da amostra que apresente

os resultados e cujo valor de CV

resultados reprodutivos, ou seja,

seja inferior ao CV aceitável para

Diferente da Repetibilidade a Re-

que apresente o menor valor de

o analito.

produtibilidade é a precisão do en-

CV entre os resultados e cujo valor

saio em condições mais variadas e

de CV seja inferior ao CV aceitável

-Verificação da Linearidade e

pode ser obtida através de um intra-

para o analito.

Acurácia:

laboratorial, onde analistas diversos

Para a verificação da linearidade

farão os testes em dias diferentes.

-Linearidade Analítica:

e acurácia, serão selecionadas duas

É a capacidade do método em

amostras, uma de valor baixo, pró-

A reprodutibilidade é a maior diferen-

gerar resultados linearmente

ximo à sensibilidade do método e

ça, no nível de confiança de 95%, que

proporcionais à concentração do

outra de valor elevado, próximo

pode ocorrer em resultados obtidos em

analito, dentro de uma faixa ana-

à linearidade do método. Serão

condições de reprodutibilidade.

lítica especificada. Para o estabe-

feitas diluições sequenciais das

lecimento da linearidade analítica,

amostras, de acordo com a tabela

- Sensibilidade Analítica:

serão realizadas 4 diluições (1:2;

abaixo(*Tabela 1), as quais serão

É a capacidade do método de distinguir,

1:5; 1:10 e 1:20) de uma amostra

processadas em triplicata e das

com confiança, concentrações mínimas.

de valor elevado, acima da lineari-

quais se obterá um valor médio.

Tabela 1: Diluições Sequenciais das Amostras

Amostra Diluição Valores Teóricos Esperados

D1 Amostra baixa pura Concentração conhecida da amostra

D2 4 partes da amostra baixa e 1 parte da amostra alta (4 x D1) + (1 x D6)/5

D3 3 partes da amostra baixa e 2 partes da amostra alta (3 x D1) + (2 x D6)/5

D4 2 partes da amostra baixa e 3 partes da amostra alta (2 x D1) + (3 x D6)/5

D5 1 parte da amostra baixa e 4 partes da amostra alta ((1 x D1) + (4 x D6)/5

D6 Amostra alta pura Concentração conhecida da amostra

Onde: D 1- D6 correspondem às diferentes diluições.

0 70

Revista NewsLab | Março 2021


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MINUTO LABORATÓRIO

AMR/CRR:

O Intervalo Analítico de Medidas

(AMR) é definido como o intervalo de

concentração no qual a quantificação

da amostra é realizada sem qualquer

modificação (diluição ou concentração).

O Intervalo de Relato Clínico

(CRR) estabelece quais as diluições

máximas aplicáveis a cada analito.

1- Três amostras baixas

2- Duas amostras altas

3- Uma amostra baixa

4- Duas amostras altas

5- Quatro amostras baixas

6- Duas amostras altas

7- Uma amostra baixa

8- Duas amostras altas

9- Uma amostra baixa

10- Duas amostras altas

Uma das etapas de Validação é a

CORRELAÇÃO CLÍNICA (Valor Diagnóstico)

– Análise aplicada para

ensaios de comparabilidade quantitativa

ou qualitativa.

Estes resultados são analisados

em comparação a Correlação clínica

estabelecida entre os resultados

dos Analitos em comparabilidade

O estabelecimento do AMR e do

CRR se dará através dos resultados

obtidos nos estudos para o estabelecimento

da sensibilidade e da

linearidade.

-Carryover:

É o carreamento de resíduo de um

ensaio inicial que pode ser levado

a outra reação, contaminando o

teste imediatamente seguinte, representando

um possível erro analítico.

Para compreender esta fonte

de erro nos sistemas analíticos e

garantir que eles estão dentro dos

limites permitidos deve-se cumprir

um protocolo de inspeções e verificações

periódicas.

No estudo do carryover serão utilizadas

10 alíquotas de uma amostra

com concentração de valor conhecido

baixo(B) e 10 alíquotas de

uma amostra com valor conhecido

alto(A), estas amostras serão analisadas

sequencialmente:

Calculam-se as médias das concentrações

de todas as amostras

baixas analisadas após uma amostra

baixa (B-B) e a média das concentrações

baixas após amostra

alta (A-B). É ainda calculado o DP

das leituras B-B e o carreamento é

obtido pela diferença entre as médias

de B-B e A-B.

Como critério de aceitação

adota-se um carreamento de

até três desvios padrões das

leituras B-B.

-Robustez:

É a capacidade do método em

resistir a pequenas e deliberadas

variações nas condições analíticas

como: condições ambientais,

fator humano, variações entre

lotes de reagentes ou materiais

empregados. O estudo de robustez

será realizado com a análise

de 10 amostras em duplicata por

três operadores diferentes.

para validação de exames, métodos,

kit, equipamentos e lotes,

sendo que os resultados correlacionados

precisam apresentar o

mesmo Valor Diagnóstico e demonstrar

conformidade acima do

estabelecido para a liberação na

produção.

A sua validação inicial neste caso,

deve demonstrar na tabela se os

resultados constam dentro da normalidade

ou se representam alterações

clínicas.

O cálculo é feito através da subtração

do resultado do equipamento

a ser validado com o resultado

do equipamento vigente. A Correlação

numérica entre resultados

obtidos para ensaios de Comparabilidade

Quantitativas, deve estar

dentro das Normas preconizadas

pela ANVISA e INMETRO:

0 72

Revista NewsLab | Março 2021


Correlação Clínica (Valor Diagnóstico)

- Análise aplicada para ensaios

de comparabilidade Qualitativa:

Os resultados correlacionados

precisam apresentar o mesmo Valor

Diagnóstico e demonstrar conformidade

acima do estabelecido

para a liberação na produção.

Demonstrar na tabela se os resultados

constam dentro da normalidade

ou se representam alterações clínicas.

Para as comparabilidades Qualitativas,

utilizar o padrão de Conforme/

Não conforme.

Antes ou após a validação do

analito, deve-se imediatamente

cadastrar uma amostra Teste – e

acompanhá-la até a liberação clínica

do laudo. Conferir exames que

precisam de cálculo, verificar valor

de referência e unidades de medida.

Imprimir e arquivar datado e assinado

pela Garantia da Qualidade,

Responsável Técnico e Tecnologia

da Informação (TI). Assegurando

assim que o exame será reproduzido

e Inter faceado de ponta a ponta.

Guardar os dados da validação

por cinco anos de forma rastreável.

E em caso de implantação, como

proceder?

- Verifique se há câmara fria e/ou

geladeiras para guarda de amostras

biológicas e outra para guarda

de insumos.

-Certifique-se que há fornecimento

elétrico que suporte Ar condicionado,

todos os equipamentos

ligados e sistema de água com autonomias

suficientes no local.

- Faça um pedido de insumos

que contemple o suficiente para

a validação (multiplique o número

de testes estimados que fará

MINUTO LABORATÓRIO

LANÇAMENTO

ANALISADOR

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MINUTO LABORATÓRIO

pelo número de ensaios de cada

kit), espelhamento de equipamentos

(backup) e primeiro mês

de rotina. Estes itens devem conter

o quarteto indispensável para

cada analito: Reagente, Calibrador,

Controle e consumíveis.

Segue exemplo da planilha de Validação inicial:

Se certifique que os itens acima

são compatíveis com a máquina que

irá validar.

- Todas as máquinas devem ter a capacidade

de emitirem dados brutos -

seja impresso, via sistema ou pen drive.

Referências:

.Brasil, Agência Nacional de Vigilância Sanitária; Resolução

RE nº 899, de 29 de maio de 2003, Diário Oficial da

União, 02/06/2003.

Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade

Industrial; DOQ-CGCRE-008, Orientações sobre

Validação de Métodos de Ensaios Químicos, março, 2003.

Swartz, M. E.; Krull, I. S.; Pharm. Technol. 1998, 2012.

Green, J. M.; Anal. Chem. 1996, 68, 305A.

.CLSI GP29-A Métodos alternativos de controle de Qualidade

.RDC 302 - Regulamento Técnico para funcionamento de

Laboratórios Clínicos

.Westgard Variação Biológica e especificações de Qualidade

Analítca

.www.westgard.com/biodatabase1.htm

.CLIA Proficiency testing criteria for acceptable analytical

performance

.www.westgard.com/clia.htm

.https://www.cap.org/

Autoras

Mariana M. Zanotto de Araújo

Biomédica, Supervisora da Qualidade do Grupo

São Francisco/Hapvida Diagnósticos.

Fábia Bezerra

Biomédica, Gerente Nacional de Qualidade da

Hapvida Diagnósticos.

0 74

Revista NewsLab | Março 2021


IMPORTÂNCIA DA FENOTIPAGEM DE

ANTÍGENOS ERITROCITÁRIOS DOS GRUPOS SANGUÍNEOS ABO,

RH E KELL NOS BANCOS DE SANGUE: REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

BANCOS DE SANGUE

IMPORTANCE OF PHENOTYPING OF ERYTHROCYTIC ANTIGENS OF ABO, RH AND KELL BLOOD

GROUPS IN BLOOD BANKS: BIBLIOGRAPHIC REVIEW

Vanessa dos Santos Feliciano 1 , Allyne Cristina Grando 1

Resumo

Na rotina dos bancos de sangue a determinação de antígenos

eritrocitários por meio de testes imunohematológicos pré-

-transfusionais como a fenotipagem eritrocitária garantem

que o processo de infusão de hemocomponentes seja o mais

seguro possível. Por meio desta técnica a equipe transfusional

é capaz de destinar seguramente aos pacientes bolsas de

sangue fenótipos compatíveis, evitando assim a formação de

aloanticorpos bem como reações hemolíticas pós transfusionais.

O mapeamento do perfil eritrocitário do doador e receptor

é essencial para evitar rejeições por incompatibilidade

dos sistemas ABO, Rh e Kell, uma vez que estão diretamente

ligados a Doença Hemolítica do Recém Nascido, no caso de

mulheres em idade fértil ou ainda gestantes. Das reações

transfusionais conhecidas, as que possuem maior incidência

são as de resposta imune aguda, tais como as Reações Febril

não Hemolítica e as Reações Alérgicas, havendo ainda

a Reação Hemolítica por Incompatibilidade ABO. Todas com

início de seus sinais e sintomas em até 24 horas pós transfusão,

sendo possível a reversão do quadro de rejeição das

duas primeiras, já a última podendo ser fatal. Assim sendo,

foi objetivo deste estudo ressaltar a importância da fenotipagem

de antígenos eritrocitários dos grupos sanguíneos ABO,

Rh e Kell nos bancos de sangue e descrever as reações pós

transfusionais de sangues não compatíveis através de uma

revisão bibliográfica.

Palavras-chave: Fenotipagem, antígenos eritrocitários,

ABO, Rh, Kell.

Abstract

In the routine of blood banks, the determination of erythrocyte

antigens by means of pre-transfusion immunohematological

tests such as erythrocyte phenotyping

ensure that the blood component infusion process is as

safe as possible. Through this technique, the transfusion

team is able to safely allocate compatible phenotypes of

blood bags to patients, thus preventing the formation of

alloantibodies as well as post- transfusion hemolytic reactions.

The mapping of the donor and receptor erythrocyte

profile is essential to avoid rejections due to incompatibility

of the ABO, Rh and Kell systems, since they are directly

linked to Hemolytic Disease of the Newborn, in the case of

women of childbearing age or pregnant women. From the

known transfusion reactions, the ones that have the highest

incidence are those of acute immune response, such

as Febrile Non-Hemolytic Reactions and Allergic Reactions,

and there is also the Hemolytic Reaction for ABO Incompatibility.

All with onset of signs and symptoms within 24

hours after transfusion, making it possible to reverse the

rejection of the first two. The latter, on the other hand, can

be fatal. Therefore, the aim of this study was to highlight

the importance of phenotyping of erythrocyte antigens

from blood groups ABO, Rh and Kell in blood banks and to

describe the post-transfusion reactions of non-compatible

blood through a literature review.

Keywords: Phenotyping, erythrocyte antigens, ABO,

Rh, Kell.

Revista NewsLab | Março 2021

0 75


BANCOS DE SANGUE

Introdução

Na área transfusional, a presença

de anticorpos no plasma do receptor

são os causadores do efeito

mais grave associado às transfusões

sanguíneas, resultando em hemólise

do sangue transfundido devido a

uma resposta do sistema imune. A

necessidade de identificação e pesquisa

de anticorpos irregulares (PAI)

em pacientes que já realizaram

múltiplas transfusões sanguíneas

(politransfundidos) motivou a realização

de diversas pesquisas acerca

da frequência da aloimunização em

diversas populações (1-3) .

A aloimunização caracteriza-se

pela formação de anticorpos em decorrência

da exposição do indivíduo

a antígenos reconhecidos como não

próprios, como ocorre, por exemplo,

na infusão de sangue não-compatível,

sendo uma das causas resultante

as disparidades genéticas

entre doador e receptor (4, 5). A

aloimunização também ocorre em

gestantes, uma vez que os antígenos

essencialmente paternos se

encontram presentes nos eritrócitos

dos embriões, os quais podem chegar

à circulação sanguínea da mãe

durante o período gestacional ou

então no momento do parto (6, 7) .

Estudos comprovam que anticorpos

irregulares ocorrem em aproximadamente

0,3 a 2,0% da população

em geral. Segundo Giblett

(8), a probabilidade de um indivíduo

saudável produzir um ou mais

anticorpos antieritrocitários é de

aproximadamente 1% por unidade

de sangue transfundido, porém, a

frequência da produção destes anticorpos

em pacientes politransfundidos,

portadores de hemoglobinopatias,

tais como, anemia falciforme,

β- talassemia ou doenças hematológicas

malignas, varia de 9 a 30%.

Os anticorpos com maior correlação

à reação transfusional hemolítica

tardia são os direcionados aos antígenos

D, K, E, Fyª e

(1, 8, 9, 10, 11, 12, 13)

Jkª

Atualmente, já foram detalhados

mais de 350 antígenos eritrocitários,

integrados em 38 sistemas sanguíneos,

de acordo com a International

Society for Blood Transfusion (ISBT)

(14). Em virtude disso, testes de fenotipagem

sanguínea, também conhecidos

como testes pré-transfusionais,

tornam-se fundamentais na

rotina transfusional, pois por serem

métodos profiláticos visam diminuir

os possíveis efeitos indesejados das

transfusões sanguíneas (1, 15) .

Este trabalho teve como objetivo

ressaltar a importância da fenotipagem

de antígenos eritrocitários

dos grupos sanguíneos ABO, Rh e

Kell nos bancos de sangue e descrever

as reações pós transfusionais

de sangues não compatíveis.

Para tal, foi realizada uma revisão

bibliográfica através de pesquisas

nas plataformas SciELO (Scientific

Eletronic Library Online) e Pubmed

(US National of Medicine National

Institutes of Health) utilizando os

seguintes descritores: sistema ABO,

sistema Rh, sistema Kell, antígenos,

anticorpos e doação de sangue, nos

idiomas português, inglês, espanhol

e francês.

Compatibilidade sanguínea

Antígenos eritrocitários são açúcares

ou ainda proteínas capazes de

desencadear uma resposta imunológica,

induzindo o sistema imune

a produzir anticorpos que por sua

vez são herdados geneticamente

de nossos pais biológicos. A frequência

do aparecimento destes

antígenos está diretamente relacionada

à variabilidade racial de uma

determinada população, implicando

complexidade à área hemoterápica.

Por isso, faz-se relevante conhecer

quais fenótipos estão presentes no

concentrado de hemácias (CH) a ser

utilizado, uma vez que através disso

é possível definir a real compatibilidade

pré transfusional entre doador

e receptor. O mapeamento destes

fenótipos possibilita uma seleção

adequada do hemocomponente

a ser transfundido. Diante disso,

é possível estimar a incidência de

doadores compatíveis em casos de

receptores aloimunizados, além de

contribuir com dados fidedignos

acerca da prevalência fenotípica da

região (9, 15, 16) .

0 76

Revista NewsLab | Março 2021


Desta forma, como medida de prevenção

a possíveis reações transfusionais,

são aplicados testes laboratoriais

imunohematológicos tal

como a fenotipagem eritrocitária.

A técnica é baseada na presença ou

ausência de hemaglutinação mediada

pela reação antígeno-anticorpo.

Para tanto, são usadas hemácias do

paciente e/ou da bolsa de sangue,

bem como antissoros comerciais específicos,

este último contendo em

sua formulação anticorpos (imunoglobulinas

M e G), da qual por meio

da reação de interação, torna-se

possível verificar a presença de antígenos

na superfície das hemácias.

O processo pode ser feito por meio

de tubos de vidro ou ainda por microplacas

em gel. É considerando

positivo os resultados dos quais seja

possível a visualização de aglutinação

ou ainda hemólise. A identificação

dos antígenos eritrocitários

é uma técnica valiosa na terapia

transfusional, uma vez que oferece

maior segurança às transfusões

sanguíneas. Por meio dela, é possível

obter a compatibilidade ideal e

melhor classificar o sangue que será

transfundido, visto que os antígenos

sofrerão diferenciação preliminar, já

os hemocomponentes por sua vez,

serão identificados de acordo com

o fenótipo eritrocitário (1, 9, 15, 17, 18, 19) .

Reações transfusionais

A transfusão de sangue é um procedimento

potencialmente benéfico,

fundamental principalmente

para indivíduos portadores de patologias

das quais torna- se necessário

receber múltiplas transfusões.

Ainda assim, é um processo que

expõe os antígenos do doador aos

anticorpos do receptor. Diante disso,

torna-se imprescindível considerar

a compatibilidade destas substâncias

por meio da aplicação de

testes pré transfusionais, para que

assim seja possível evitar reações

imunológicas de nosso organismo

(20). A Figura 1 demonstra dados

referentes a frequência de reações

transfusionais ocorridas e notificadas

entre os anos de 2002 e 2015. É

válido observar que somente entre

os anos de 2013 e 2015 houve um

incremento médio no número de

notificações de 14,0% (21) .

Essas reações quando não evitadas,

seja por indicação indiscriminada de

transfusão sanguínea, ou ainda administração

incorreta dos CHs, podem

ocasionar incidentes transfusionais.

Os incidentes transfusionais, ou ainda

reações imunológicas pós transfusão

sanguínea, são um conjunto de respostas

imunológicas do organismo

frente ao que este identifica como

‘agente invasor’. Estas reações podem

ser categorizadas como de grau leve,

moderado à grave. Podem causar

piora em quadros clínicos de pacientes

com patologias sanguíneas como

anemia falciforme, uma vez que 50%

dos pacientes portadores da doença

tendem a necessitar receber transfusões

sanguíneas com o objetivo de

anemizar um quadro grave isolado, e

BANCOS DE SANGUE

Figura 1: Frequência absoluta das notificações de reações transfusionais, segundo o ano da

notificação e o ano da ocorrência. Brasil, 2002 a 2015.

Fonte: Sineps (dados de 2002 a 2006, acrescidos das frequências no Notivisa) e Notivisa (dados de 2007 a 2015) (21).

Revista NewsLab | Março 2021

0 77


BANCOS DE SANGUE

5% a 10% destes necessita entrar em

esquema de transfusão crônica. Desta

totalidade, 5% a 25% dos pacientes

desenvolvem aloimunização (22). As

reações transfusionais podem ocorrer

durante a transfusão ou em até 24 horas

após o seu início, sendo denominadas

reações imediatas. Já as reações

das quais o início dos sintomas conhecidos

como típicos de rejeição iniciam

dentro de um período entre 24 horas,

podendo durar até cerca de 3 semanas

pós transfusão sanguínea, são denominadas

reações tardias (23, 24).

A Tabela 1 apresenta as principais

reações transfusionais imediatas

notificadas por ano de ocorrência

de acordo com o tipo de reação. As

reações febris não hemolíticas (RF-

NHs), bem como as reações alérgicas

(ALGs) demonstram ser as mais

prevalentes no período citado, com

taxas médias de 47,9% e 38,8%,

respectivamente. Tais taxas não diferem

do cenário internacional, que

também apresenta RFNHs e as ALGs

no topo dos índices, porém, é possível

observar nestes uma tendência

à queda gradual em âmbito internacional

e no Brasil, por sua vez, uma

situação de estabilidade. Dentre as

reações transfusionais tardias, pode-se

observar na Tabela 2 as principais,

sendo as reações sorológicas

tardias (aloimunização) e as reações

hemolíticas tardias (RHT) as de grande

prevalência neste cenário tardio,

apesar da doença do enxerto contra

o hospedeiro (DECH) apresentar uma

taxa de mortalidade de 90% (21, 25) .

Esses dados corroboram com os

achados de Macedo et al. (24) , que realizaram

um estudo avaliando 5.174

transfusões realizadas, das quais

1,39% desencadearam reação transfusional.

Houve prevalência de reação

alérgica leve (54,1%) e da RFNH

(34,7%). Os autores averiguaram,

ainda, que grande parte dos receptores

que apresentaram reação transfusional

era paciente politransfundido.

Grandi et al. (26) verificaram que dentre

1.548 casos de reações transfusionais,

as RFNH representaram 56,6% dos

casos analisados e as alérgicas 38,4%,

totalizando 95,0%. Foi constado pelos

autores, também que reações de grau

leve são mais frequentes nas RFNH do

que entre as reações alérgicas.

Sistemas Sanguíneos

A descoberta dos sistemas sanguíneos

ocorreu no início do século

XX, quando o médico e cientista

austríaco Karl Landsteiner observou

que as hemácias de alguns indivíduos

formavam aglutinação quando

combinadas ao soro de outros

indivíduos. Karl então, registrou a

presença de aglutinação conforme o

grau de intensidade, formando assim

uma escala, comprovando que o

sangue poderia ser dividido em grupos.

Isto possibilitou que mais tarde

fosse esclarecido que as reações de

aglutinação estavam relacionadas à

presença de marcadores nas hemácias

e de anticorpos no caso do soro

(27, 28)

. Os sistemas sanguíneos se

determinam pela presença de antígenos

na membrana eritrocitária.

Estes antígenos possuem características

polimórficas bem definidas,

podendo estar presentes em diversos

outros tecidos (29) .

Embora as funções biológicas dos

polimorfismos dos grupos sanguíneos

não sejam plenamente compreendidas,

sabe-se que muitos de seus

antígenos atuam como moléculas

importantes no reconhecimento do

processo de diferenciação precoce do

tecido embrionário, havendo também,

evidências que relacionam os

grupos sanguíneos à possível suscetibilidade

ou resistência a várias doenças

infecciosas e não infecciosas,

talvez por estas moléculas apresentarem

maior expressão dos carboidratos

ABO em secreções e tecidos

que tenham contato com o ambiente,

como na pele e nas membranas

mucosas dos tratos respiratório e

gastrointestinal, fato que serve de

reforço para esta premissa (30) .

Através do aumento da expectativa

de vida e das modernas aplicações

de novos conhecimentos

tecnológicos, é possível observar

uma notável elevação no número

de doenças crônico-degenerativas

e cirurgias de maior complexidade.

Em resposta a isso, há o crescimento

do número de transfusões

sanguíneas, resultando no aumento

da frequência de aloanticorpos antieritrocitários

não pertencentes ao

sistema ABO. Como consequência,

diminuem-se as chances de encontrar

sangue compatível, podendo

resultar em reações transfusionais

hemolíticas imediata ou tardia (31) .

0 78

Revista NewsLab | Março 2021


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BANCOS DE SANGUE

Tabela 1: Definição, etiologia, incidência geral e frequências absoluta (f) e relativa (%) das reações transfusionais imediatas notificadas, de acordo

com o tipo de reação e o ano da ocorrência. Brasil, 2011 a 2015.

Tabela 2: Definição, etiologia, incidência geral e frequências absoluta (f) e relativa (%) das reações transfusionais tardias notificadas, de

acordo com o tipo de reação e o ano da ocorrência. Brasil, 2011 a 2015.

0 80

Revista NewsLab | Março 2021


Dessa forma, ainda que a compatibilidade

para o sistema ABO e Rh (em

especial o antígeno D) seja crucial na

prevenção de tais reações hemolíticas,

torna- se necessário que outros antígenos

do sistema Rh sejam compatibilizados,

especialmente C, c, E, assim como

os principais antígenos dos sistemas

Kell. Isso evidencia a necessidade de

que ocorra um manejo adequado para

a determinação correta do grupo sanguíneo

na rotina da hemoterapia, não

apenas para prevenir resultados mal

sucedidos devido a transfusões incompatíveis,

mas também para otimizar um

melhor uso das unidades de hemocomponentes

que portem fenótipos menos

frequentes, uma vez que a frequência

dos grupos sanguíneos varia conforme

rea etnicidade da população (32, 33) .

ABO

Segundo Henry (34) , Landsteiner mostrou

que o fenômeno de hemaglutinação

ocorreu quando os antígenos

presentes na superfície das hemácias

foram ligados pelos anticorpos contidos

no soro. Assim, denominou como antígenos

A e B e enfatizou que, de acordo

com o antígeno expresso na hemácia, o

sangue pertencia ao grupo sanguíneo

A ou ao grupo sanguíneo B. Já o grupo

que não apresentasse reação de aglutinação,

pertencia ao grupo sanguíneo

O (palavra alemã “Ohne”, que significa

“sem”). No ano de 1902, seus colaboradores

von Decastello e Sturli descobriram

e descreveram o grupo AB, que foi

então adicionado ao sistema ABO. Por

apresentar expressão tanto de antígenos

do grupo A quanto do grupo B, este

foi descrito como raro. (27, 35, 36) .

O sistema de grupo sanguíneo

ABO é resultante de um traço genético

determinado por genes que

ocupam o lócus ABO no cromossomo

9. Os antígenos expressos nas

hemácias desse sistema (denominados

A, B e H) são moléculas

complexas de carboidratos localizadas

na superfície celular dos eritrócitos,

sendo composto também,

por dois anticorpos plasmáticos

(anti-A e anti-B) que aparecem

após o nascimento (30, 37) .

Este grupo sanguíneo é atualmente

considerado o mais

importante sistema de grupos

sanguíneos na medicina transfusional,

pois em virtude da alta

imunogenicidade de seus antígenos,

a incompatibilidade com

este sistema é a causa mais comum

de morte pós transfusão.

A reação imunológica transfusional

ABO é inerente de anticorpos

formados intrinsicamente

pelo indivíduo contra seus

grupos não compatíveis. Diferentemente

do fator Rh, cuja

formação dos mesmos depende

de prévia sensibilização. (27, 28, 38) .

Rh

Segundo Levine e Stetson (39, 40) ,

o primeiro registro de reação hemolítica

transfusional ocorreu no

ano de 1939, na cidade de Nova

Iorque, quando uma gestante, ao

dar entrada em um hospital local

apresentando hipotensão arterial

e traços de albuminúria, teve seu

quadro agravado após algumas

semanas, no qual resultou em

forte hemorragia e um parto com

óbito fetal. Ao analisar o feto, foi

identificado que ele se encontrava

com aspecto macerado, pesando

apenas 595 g, o que não era compatível

com o estado avançado da

gestação, que naquele momento

já havia completado 33 semanas

(8 meses). Após a retirada da

placenta e o sangramento devidamente

controlado, a puérpera

então, que era portadora do grupo

O, necessitou receber sangue

de seu marido, portador do mesmo

grupo sanguíneo, vindo ainda

assim, a apresentar uma reação

transfusional descrita como grave,

por haver comprometimento

renal, sendo necessário a adoção

de medidas terapêuticas como

diatermia renal e repetidas transfusões

de doadores profissionais

compatíveis, selecionados através

da Transfusion Betterment Association

of New York. Ainda que se

tenha realizado mais de 6 transfusões

consecutivas, por se tratarem

de doadores totalmente compatíveis

ao seu tipo sanguíneo,

a puérpera não apresentou mais

nenhuma intercorrência, o que

resultou em sua total recuperação

após algumas semanas (34, 41, 42) .

Em 1940, Landsteiner e Wiener (34)

produziram, por imunização com hemácias

de Macacus rhesus, um soro

contendo anticorpos que aglutinavam

com cerca de 85% das hemácias

humanas testadas. O anticorpo identificado

foi denominado de fator Rh

BANCOS DE SANGUE

Revista NewsLab | Março 2021

0 81


BANCOS DE SANGUE

e conforme a presença de aglutinação,

denominaram de Rh positivo e negativo

(34, 43) . Posteriormente, este anticorpo

foi relacionado ao relatado por Levine

e Stetson (39, 40) , e seus estudos indicaram

anticorpos similares nos soros de

muitas puérperas e que apresentavam

reações semelhantes ao soro de animal

anti-Rhesus. Porém, em 1942, estudos

de Fisk (44) mostraram uma diferença

entre o anti-Rh humano e animal, concluindo

que não se tratava do mesmo

anticorpo, porém a nomenclatura Rh

permaneceu (34, 39, 40, 44) .

Representando um dos sistemas

mais polimórficos do sangue humano,

o sistema do grupo sanguíneo Rh

é composto por mais de 50 antígenos.

Entretanto, na prática clínica, apenas 5

destes antígenos são particularmente

importantes, tendo em vista uma escala

de antigenicidade D> E> C> c> e.

Portanto, faz-se de extrema necessidade

de que o sistema antígeno-anticorpo

Rh entre doador de sangue e receptor

seja correspondente, caso contrário, a

chance desta transfusão ser mal sucedida

e apresentar reações transfusionais

como a reação hemolítica, a doença

hemolítica do recém-nascido (DHRN)

em caso de gestantes, ou ainda anemia

hemolítica auto-imune torna-se eminente

(45) .

De acordo com Baiochi et al. (6) , o

antígeno D quando pesquisado entre

etnias, pode ser encontrado em cerca

de 85,0% da população caucasiana, em

90,0% a 95,0% dos indivíduos da raça

negra e praticamente em 100,0% dos

amarelos e índios. Além disso, há evidências

de que na população americana

a presença deste antígeno atinge 9,2%

das uniões com incompatibilidade Rh

entre indivíduos brancos e 4,5% entre

negros. Este antígeno encontra-se bem

desenvolvido e expresso nas membranas

dos eritrócitos a partir da sexta semana

de gestação.

Kell

O grupo sanguíneo Kell foi identificado

em 1945 e herdou esse nome em

virtude de uma paciente na qual foram

identificados anticorpos anti-Kell e que

cujo bebê foi acometido pela doença

hemolítica do recém-nascido (DHRN)

ou a também chamada eritroblastose

fetal. Este é um sistema sanguíneo

complexo que atualmente contém 34

antígenos considerados altamente imunogênicos.

Tais antígenos dividem-se

ainda em dois grupos distintos, dos

quais k (celano), Kpa , Jsa , Ula , K17,

Kpc , K23, K24, VLAN, VONG, KYO são

classificados como antígenos de alta

frequência, e os antígenos K, Kpb , Ku,

Jsb , K11, K12, K13, K14, K16, K18, K19,

Km, K22, TOU, RAZ, KALT, KTIM, KUCI,

KANT, KASH, KELP, KETI, KHUL classificam-se

como antígenos de baixa frequência.

Alguns destes antígenos podem

ser organizados em cinco conjuntos de

alelos emparelhados e o restante deles

apresenta alta incidência (mais de 99%

da população), enquanto outros são

expressos independentemente. Os antígenos

Kell ocupam a terceira posição

dentre os mais imunogênicos, depois

dos antígenos dos grupos sanguíneos

ABO e Rh, ou seja, ao desencadear uma

reação imune a ligação antígeno-anticorpo

pode causar reações transfusionais

e DHRN (28, 34, 35, 46) .

Segundo Osaro et al. (47) , a eritroblastose

fetal causada pela imunização

por antígenos Kell (especialmente o

antígeno K1) é pouco frequente, entretanto

tende a resultar em anemia fetal

grave em neonatos, uma vez que as

células precursoras de glóbulos vermelhos

fetais são afetadas e sua produção

suprimida. A mesma doença, quando

causada pela incompatibilidade ABO

(anti-ABO materno) ou Rh (anti-Rh

materno) são mais comuns, tendendo

a primeira ser mais branda e a segunda

podendo ser totalmente evitada (28, 36, 47) .

Fenotipagem

A fenotipagem consiste no mapeamento

dos fenótipos eritrocitários clinicamente

significativos contidos nos

grupos sanguíneos, determinados por

meio de técnicas específicas aplicadas

em bancos de sangue, possibilitando

dados da frequência dos genes mais

imunogênicos de cada grupo sanguíneo.

Sua prática é importante pois

visa diminuir o risco de aloimunização

eritrocitária, uma vez que estima a disponibilidade

de bolsas de sangue com a

maior compatibilidade sanguínea possível

(48, 49) .

Atualmente na medicina transfusional,

em virtude do alto risco associado

às gestações futuras e transfusões

sanguíneas crônicas, tem-se procurado

minimizar as chances de um indivíduo

formar aloanticorpos antieritrocitários

por meio da identificação dos mesmos

por fenotipagem, essa técnica tanto

confirma aloanticorpos já existentes,

0 82

Revista NewsLab | Março 2021


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BANCOS DE SANGUE

quanto auxilia na identificação de anticorpos

que poderão se formar no futuro.

Uma vez identificada a presença de

anticorpos clinicamente significativos

em um paciente e, havendo a necessidade

de transfusão, a seleção de um

CH fenótipo-compatível, seja este fenótipo-estendido

ou não, é de extrema

importância (1, 9) .

O CH com fenotipagem estendida

consiste em um concentrado de hemácias

previamente testadas para outros

antígenos eritrocitários além dos já

convencionais sistemas ABO e RhD. É

indicado para pacientes que possuem

resultado positivo para a Pesquisa de

Anticorpo Irregular (PAI), necessitando

assim, receber o sangue do qual há a

certeza da ausência do antígeno eritrocitário

específico para o anticorpo existente

na amostra do receptor (50, 51, 52) .

A realização da imunofenotipagem

para os sistemas ABO, Rh (CDE) e Kell

(K) deve ocorrer perante algumas patologias

sanguíneas como a anemia

aplástica grave (AAG) ou anemia de

Fanconi; doença mieloproliferativa crônica

(Leucemia Mielóide Crônica, Leucemia

Mielomonocítica Crônica, Mielofibrose);

aplasia pura de série vermelha,

dentre outras; uma vez que estes pacientes

são candidatos a adentrar, ou já

fazem parte do esquema de transfusão

sanguínea crônica, já tendo sido ou não

expostos a uma aloimunização prévia

(anticorpos imunes e clinicamente significativos).

A mesma conduta é adotada

ao se tratar de receptores do sexo

feminino em idade fértil, com resultado

de P.A.I. negativo, e do qual sugere-se

caso necessário transfusão, a infusão de

CH negativo para antígeno K (K1), visto

sua alta imunogenicidade e relação direta

com a DHRN. Porém, ao se tratar de

um receptor com P.A.I. positivo, deve-se

realizar a transfusão de concentrado de

hemácias antígeno negativo para o anticorpo

correspondente (50) .

Ao se tratar de um paciente aloimunizado,

ou seja, aquele que possuir um

ou mais anticorpos contra antígenos

eritrocitários, a bolsa selecionada para

a infusão sanguínea deverá ser obrigatoriamente

fenótipo negativo para o

anticorpo identificado. Por outro lado,

em transfusões de caráter profilático,

como ocorre em casos de hemofilia

grave por exemplo, torna-se ideal que

a bolsa de CH selecionada seja com o

maior grau de compatibilidade disponível,

justamente para evitar a formação

de aloanticorpos. Todavia não seja possível

a compatibilidade ideal, seja por

ausência ou insuficiência de estoque de

bolsas sanguíneas, a transfusão é feita

respeitando a ordem do grau de imunogenicidade

antigênica > RhC > RhE

> Rhce > K >, que deve prevalecer perante

a quaisquer cenário dentro da rotina

pré transfusional, além de requerer

autorização do médico hemoterapeuta

responsável (50, 51, 53, 54, 55, 56) .

Ainda que a qualidade do processo

transfusional esteja em constante desenvolvimento

dado à fiscalização de

hemovigilância, no Brasil, a exatidão de

dados como prevalência e incidência de

intercorrências transfusionais ainda são

pouco conhecidas (24) .

Considerações Finais

Apesar dos esforços realizados pelas

unidades de hemoterapia em recrutar

o maior número possível de doadores

de sangue a fim de manter a disponibilidade

dos estoques sanguíneos, nem

sempre é uma tarefa fácil encontrar

um concentrado de hemácias 100%

fenótipo-compatível, principalmente

diante de quadros como hemorragias

inesperadas por complicações cirúrgicas

e demais transfusões de caráter

emergencial.

Portadores de fenótipos raros, como

Rh nulo ou ainda do grupo sanguíneo

hh (fenótipo Bombain/ falso O), torna

a seleção ainda mais complicada, pois

muitas vezes é necessário buscar em

bancos de sangue de outras cidades

ou ainda estados, bolsas compatíveis

para que assim se possa realizar uma

transfusão. Portanto, uma vez encontrado

um portador de sangue do tipo

raro, torna-se ideal a fenotipagem

eritrocitária, seja este doador ou ainda

receptor, pois além do risco já existente

acerca da incompatibilidade sanguínea,

a formação de aloanticorpos poderá ser

facilmente evitada.

O crescente aumento da demanda

de transfusões sanguíneas excede facilmente

a oferta de CHs disponíveis

rapidamente, tornando o manejo ideal

entre pacientes e bolsas de sangue

disponíveis uma missão complicada na

rotina dos bancos de sangue. O cenário

se torna ainda mais complexo quando

nos deparamos com pacientes aloimunizados

ou em esquema de transfusões

crônicas. Muitas vezes, pode-se

0 84

Revista NewsLab | Março 2021


até encontrar um CH com tipagem

sanguínea compatível, porém, caso

este não seja devidamente fenotipado,

o risco apresentado ao paciente em

desencadear reações imunes acabará

sobrepondo o benefício da transfusão,

visto que há a possibilidade do processo

de aloimunização logo nas primeiras

transfusões. Anticorpos de importância

clínica podem ser encontrados em mais

de 30% dos pacientes politransfundidos

tornando a transfusão de apenas

um concentrado de hemácia fenótipo-incompatível

um risco eminente.

Suas complicações podem ser graves,

aumentando significativamente as comorbidades

de doenças já existentes, e

em alguns casos podendo ser fatal.

O estudo dos fenótipos eritrocitários

em grupos sanguíneos, não apenas do

sistema ABO, mas em especial dos grupos

Rh e Kell, é de suma importância,

não somente por estarem fortemente

ligados a reações transfusionais graves

ou a doença hemolítica do recém-nascido,

mas também porque a determinação

da frequência destes antígenos na

população contribui para a prevenção

de possíveis aloimunizações, além ainda

de auxiliar na seleção de concentrados

de hemácias compatíveis.

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anaemia. BJH; 2004: 124: 712-71.

BANCOS DE SANGUE

Autoras:

Vanessa dos Santos Feliciano 1 , Allyne Cristina Grando 1

1

Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Canoas, RS, Brasil

Revista NewsLab | Março 2021

0 85


MEDICINA GENÔMICA

BIOLOGIA GERAL

DO CÂNCER

Por: Gilson Azevedo

O dia 04 de Fevereiro foi instituído

como o Dia Mundial de Combate

ao Câncer. A data foi definida pela

União Internacional para o Controle

do Câncer (UICC) e pela Organização

Mundial da Saúde (OMS). Essa

iniciativa, vem desde 2005, com o

objetivo conscientizar e mobilizar

a população mundial no combate

ao câncer. Uma ação conjunta entre

governos e população, poderia frear

impactos decorrentes da doença,

pois a maioria dos cânceres podem

sim ser evitados. Para saber porquê,

vamos falar um pouco sobre as bases

moleculares do câncer.

Tabela 1a. Alguns exemplos de proto-oncogenes, local de atuação dos seus produtos e função:

Obs: Defini-se como proto-oncogene a versão normal dessa classe gênica. Após a mutação, ele passa a

ser definido como oncogene.

Tabela 1b. alguns exemplos de genes supressores de tumor, local de atuação dos seus produtos e função:

Câncer: a doença dos genes

Podemos dizer que mutação é a matéria

prima da evolução. Elas podem

ser fundamentais para a adaptação

de um organismo, ou podem ser

prejudiciais causando até a morte do

indivíduo. Na maioria das vezes, as

mutações são eliminadas, passando

despercebidas. Em outros casos,

podem ativar oncogenes e inativar

genes supressores de tumor. Esses

genes, têm papel fundamental no

controle do ciclo celular, tanto na

mitose e meiose.

Proto-oncogenes atuam de forma positiva

no progresso do ciclo celular, enquanto

que genes supressores de tumor

atuam de forma negativa, parando o ciclo

celular para correções, caso haja erros

na replicação do DNA. Um supressor de

tumor que sofre mais mutação em caso

de câncer, é o gene TP53, em 50% dos

casos, o gene está alterado. O produto

desse gene, a proteína p53, está envolvida

na parada do ciclo celular, apoptose

e etc. A proteína p53 entra em atividade

em caso de estresse celular. Alguns

exemplos de proto-oncogenes e genes

supressores de tumor são mostrados nas

Tabelas 1a e 1b respectivamente.

0 86

Revista NewsLab | Março 2021


MEDICINA GENÔMICA

A literatura reporta que a formação de

tumor se origina quando essas classes de

genes sofrem alterações. São as chamadas

Drivers Genes mutations, pois elas promovem

vantagens adaptativas e a célula

cresce de forma desgovernada e sem a

atividade da p53, o tumor se instala.

Não custa relembrar que para a célula se

dividir, é preciso que o DNA se replique e

é na replicação do DNA, que erros podem

ocorrer. Tudo deve ser muito bem orquestrado,

pois são várias enzimas e proteínas

trabalhando em momentos específicos.

As células recebem sinais químicos para se

dividir e também para parar de se dividir.

Entre as etapas de divisão, existem pontos

de checagem, ou checkpoints e no caso de

células cancerígenas, esses mecanismos

são inexistentes.

A exposição aos agentes cancerígenos

ou os carcinógenos, aumentam as

chances de erros durante a replicação

do DNA. Substâncias químicas, podem

conter análogos de base que são

inseridas no DNA no lugar de nucleotídeos

ou podem também gerar outras

substâncias nocivas e que danificam

a estrutura do DNA. Raios αβγ, geram

Tabela 2. Fatores externos que influenciam mutação no DNA:

radicais livres que também danificam a

estrutura do DNA e fatores biológicos,

como os vírus que podem inserir seu

material genético no DNA humano,

inativar e ativar genes específicos. A

tabela 2 mostra alguns exemplos de

carcinógenos que podem ser evitados,

pois são fatores externos ou ambientais

agressivos ao material genético.

Mas…meu DNA possui 3 bilhões de

pares de base, como vou protegê-lo

dos eventos mutacionais?

Origem do câncer

Erros de replicação do DNA, não são tão

frequentes assim, as enzimas que adicionam

nucleotídeo tem uma taxa de

fidelidade alta. Também, no momento

da replicação uma das fitas do DNA

é usada como molde para a síntese

da segunda fita. Dessa forma, se não

houver a complementaridade entre os

nucleotídeos, o erro fica evidente e enzimas

de revisão detectam e corrigem o

possível erro. Ocorre que, com o passar

dos anos, esses mecanismos ficam menos

eficientes, além de ficarmos mais

expostos aos agentes cancerígenos.

0 88

Revista NewsLab | Março 2021


MEDICINA GENÔMICA

Câncer hereditário

O câncer hereditário, ocorre nas células

germinativas (espermatozoides

ou ovócitos) e pode ser passado

aos descendentes no momento da

fecundação. Relembrando que o ser

humano é um organismo diplóide,

portanto, os genes estão aos pares.

Na formação dos gametas, 23 cromossomos

estarão presentes, assim

sendo, se um dos gametas estiver

carregando um alelo mutado, o zigoto

recebe a herança defeituosa.

No caso, em que apenas um alelo

do zigoto é portador da mutação,

não quer dizer que o indivíduo que

o recebeu, desenvolverá câncer.

O indivíduo portador do alelo mutado,

tem uma susceptibilidade

maior em desenvolver o câncer,

quando comparado ao indivíduo

que não tem o alelo mutado. Essa

susceptibilidade irá variar em função

do alelo defeituoso, tipo de

mutação, extensão e o gene mutado.

Dependendo do gene, o alelo

funcional é suficiente para suprir as

necessidades da célula. Em outros

casos, um alelo mutado é suficiente

para desencadear o processo cancerígeno.

No caso dos oncogenes,

basta que um alelo esteja mutado

para o portador desenvolver câncer.

No caso dos supressores tumorais,

os dois alelos precisam estar mutados

para que o indivíduo desenvolva

o câncer.

Câncer hereditário responde por

apenas 10% dos casos de câncer,

considerando que temos aproximadamente

10 trilhões de células, não

é de se esperar que câncer hereditário

seja um evento frequente. Mas

os portadores de câncer hereditário,

tem 50% de chance de passar

a anomalia aos descendentes. Uma

outra característica desse câncer, é

que os portadores desenvolvem a

patologia em idades precoces, geralmente

até os 45 anos.

Câncer esporádico

Ocorre nas células somáticas do

corpo e representam aproximadamente

90% dos casos de cânceres

e ocorre de forma espontânea, influenciado

principalmente pelos

carcinógenos, como os mostrados

na tabela 2. Devemos mencionar

que o câncer pode ocorrer em qualquer

parte do corpo, mas alguns órgãos

são mais afetados que outros.

Estatísticas do Câncer

Em 2020, o banco de dados GLO-

BOCAN estimou mais de 19 milhões

de novos casos de câncer ao redor

do mundo. Desses casos, 49,3%

se concentram na Ásia; 22,8% na

Europa; 13,3% América do Norte;

7,6% América Latina e Caribe;

5,7% na África. Muitos aspectos

podem influenciar, mas esses dados

nos indica uma relação do câncer

com o ambiente. Culturas diferentes,

os hábitos de diferentes povos,

influenciam diretamente nas diferenças

observadas.

Para clarificar melhor essa relação

(fator externo e câncer), podemos

verificar no gráfico 1 que mostra os

12 tipos de câncer que mais acometeram

homens e mulheres em

2020, no Brasil.

Gráfico 1: Os 12 tipos de câncer que

foram mais incidentes entre homens

e mulheres no Brasil, em 2020.

Câncer de pulmão, estômago,

bexiga, esôfago, fígado são mais

incidentes em homens do que

em mulheres. Já a tireóide é mais

incidente em mulheres. Todas as

diferenças observadas, exceto

àquelas que diferem pela anatomia,

são em função de hábitos

adotados e isso nos mostra a influência

ambiental.

0 90

Revista NewsLab | Março 2021


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MEDICINA GENÔMICA

Políticas de conscientização e

o câncer

Os fatores ambientais ou fatores

externos, influenciam fortemente

no aumento dos casos de câncer.

Tendo isso em mente, uma ação

combinada com políticas públicas

de conscientização e prevenção, são

fundamentais para a redução dos

casos de câncer. Atitudes simples

e conscientes poderiam diminuir

muito do sofrimento humano direto

e indireto, além do mais, reduziria

também impactos econômicos associados

à doença.

Algumas medidas podem ser tomadas

para a contenção do avanço dos casos

de câncer, vejamos algumas delas:

1. Não fumar;

2. Dieta saudável, rica em frutas,

verduras, vegetais e leguminosas;

3. Manter o peso corporal adequado;

4. Praticar exercícios físicos;

5. Mulheres entre 25 a 64 anos, fazer

o exame anual, preventivo do câncer

de colo de útero;

6. Vacina contra HPV: Meninas de 9 a

14 anos e meninos de 11 a 14 anos;

7. Vacine contra a hepatite B;

8. Evite a ingestão de bebidas alcoólicas;

9. Evitar comer carne e outros alimentos

processados;

10. Evite a exposição ao sol entre

10h e 16h, e use sempre proteção

adequada, como chapéu, barraca e

protetor solar, inclusive nos lábios;

11. Evite exposição a agentes cancerígenos

no trabalho;

12. Exame de próstata com frequência,

em homens a partir dos 40 anos.

Testes genéticos

A detecção precoce é fundamental

para o sucesso de um tratamento

contra o câncer. Casos que existam

câncer familiar, um aconselhamento

genético pode ajudar. Nesse

caso, testes genéticos detectam

mutações específicas herdadas. Indivíduos

com casos de câncer precoce

na família, devem se cuidar

com mais rigor, uma vez que ele

pode ter a susceptibilidade aumentada

para a doença. Quanto antes

descobrir qual ou quais os genes

estão mutados, caso haja alguma

anomalia, maiores serão as chances

de prevenção, em função da escolha

das melhores estratégias a tomar.

Referências Bibliográficas:

Griffiths, A. J. F., Wessler, S. R., Lewontin, R. C., &

Carroll, S. B. (2006). Introdução a Genética. In Guanabara

Koogan.

Pon, J. R., & Marra, M. A. (2015). Driver and passenger

mutations in cancer. Annual Review of

Pathology: Mechanisms of Disease. https://doi.

org/10.1146/annurev-pathol-012414-040312

Simmons, S. &. (2013). Fundamentos da genética.

Journal of Chemical Information and Modeling.

Tomczak, K., Czerwińska, P., & Wiznerowicz, M. (2015).

The Cancer Genome Atlas (TCGA): An immeasurable

source of knowledge. In Wspolczesna Onkologia. https://doi.org/10.5114/wo.2014.47136

Vogelstein, B., Papadopoulos, N., Velculescu, V. E.,

Zhou, S., Diaz, L. A., & Kinzler, K. W. (2013). Cancer

genome landscapes. In Science. https://doi.

org/10.1126/science.1235122

https://www.inca.gov.br/

https://gco.iarc.fr/

Autor:

Gilson Azevedo

Graduado em Biotecnologia; MsC. Genética e PhD. Bioquímica Residente Pós doutoral em

Bioquímica e Imunologia pela Universidade de Minas Gerais.

0 92

Revista NewsLab | Março 2021


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de carga, fundada em 06

de janeiro de 2011, especializada em armazenar

produtos para a área da saúde,

contamos hoje com estrutura adequada

e disponível para a pronta utilização,

uma equipe de profissionais capacitados,

que nos permite o pronto atendimento

das necessidades de nossos clientes, se

compromete a garantir as boas práticas

da ANVISA em todos os processos de armazenagem

e distribuição.

A Prime Storage, procura melhorar continuamente

o serviço prestado de armazenagem

de produtos para saúde, tal como os

seus processos e métodos de controle com

o objetivo de corresponder e antecipar-se às

exigências de qualidade dos seus clientes,

os requisitos estatutários e regulamentares.

Recentemente a Prime Storage obteve

junto a ANVISA a certificação de Boas

práticas de Armazenagem e Distribuição

de produtos para a saúde.

A CBPDA – Certificado de Boas Práticas

de Armazenamento e Distribuição é

um conjunto de procedimentos obrigatórios

criados para garantir padrões de

qualidade, integridade e segurança dos

produtos nos processos de armazenagem,

transporte e comercialização.

O conceito de boas práticas tem como

pilar o treinamento e capacitação das

equipes, rastreabilidade de produtos e

processos, medição e monitoramento,

além de auditorias e autoinspeções.

É fundamental cumprir as boas práticas

da ANVISA não somente por estar

cumprindo com a legislação vigente

más também para garantir a qualidade

dos produtos para consumo.

O grande desafio das Boas Práticas é a

manutenção e controle de seus requisitos

devido aos inúmeros processos envolvidos

no armazenamento ou na distribuição dos

produtos, contando com diversas variáveis

envolvidas nos procedimentos.

Implementar corretamente as Boas

Práticas de Armazenagem e manter o

nível de qualidade dos serviços é um

desafio diário.

Tâmisa Barbosa de Lima

Farmacêutica/Coordenadora de Qualidade

0 94

Revista NewsLab | Março 2021


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MARKETING EM SAÚDE

AVALIAÇÃO DOS 4 ERROS MAIS

COMUNS DE CAPTAÇÃO DE CLIENTES NO SETOR DE

MEDICINA LABORATORIAL

Por: Fredson Costa Serejo 1

Você já parou para pensar se

é possível captar mais clientes?

Com certeza essa é uma necessidade

corrente de todo empresário

principalmente nesse momento

de pandemia que vivemos. Agora

fazer as mesmas coisas de sempre

e esperar por resultados diferentes

é que não dá. Foi pensando nisso

que decidi escrever nessa edição,

em um tom mais coloquial, menos

técnico para que você tenha

total liberdade de interagir e me

perguntar. Muitos pequenos e médios

donos de laboratórios, tem

perdido clientes e “dinheiro” para

a concorrência. Então espero que

você não cometa os erros a seguir

e qualquer dúvida é só mandar um

email e meus contatos estão lá no

final do artigo.

Vou dar um exemplo bem simples

que eu mesmo passei com

a minha Mãe que precisou fazer

alguns exames especiais. E o que

ela fez? Perguntou para o “Google”

qual laboratório ela deveria ir…

simples assim!

Vamos apenas contextualizar algumas

situações para você entender

melhor. Dados levantados na Pesquisa

Nacional de Saúde (PNS) pelo Instituto

Brasileiro de Geografia e Estatística

revelam que o acesso aos planos de

saúde ainda é bem pequeno. Apenas

28,5% tem algum plano de saúde,

médico ou odontológico. Isso equivale

a um terço da população, 59,7 milhões

de pessoas. Embora alguns Estados

como o Maranhão não chegue

nem a 5% da população com plano.

Outro dado interessante é que de

acordo com as informações levantadas,

se a situação é avaliada entre

pessoas com rendimento mensal de

até um quarto de salário mínimo,

somente 2,2% destas tinham plano.

Já na faixa de mais de cinco salários

mínimos, a porcentagem de pessoas

que tinham plano subiu para 86,8%.

Isso nos faz enxergar que temos

uma parcela da população que usa

o Sistema Único de Saúde (SUS),

não paga os planos que são caros,

algumas vezes até pelos valores

praticados de acordo com a faixa

etária, mas que tem condições,

pela renda de pagar de maneira

particular os exames laboratoriais.

E foi exatamente isso que aconteceu

com meus pais. Eles foram em

uma consulta no SUS, foi passado

vários exames, o laboratório público

não podia fazer naquele momento

porque estava com uma fila

enorme e eles optaram por fazer

no particular.

Até aqui tudo bem? Mas por

que os laboratórios estão perdendo

dinheiro?

Simplesmente porque o cliente

quando inicia essa busca de qual

laboratório particular ele deve ir,

ele opta por procurar na internet. Se

ele te encontra fácil e tem boas informações

para te avaliar, a decisão

será tomada em poucos minutos.

Assim, estar bem posicionado

nos mecanismos de buscas de

intenção e de atenção é fator es-

0 96

Revista NewsLab | Março 2021


tratégico para o seu negócio. Vou

explicar o que é isso! REDE DE

INTENÇÃO é quando uma pessoa

procura ativamente por algo, por

exemplo um exame e como ele

é feito. Assim a pessoa “joga” no

Google e Youtube e encontra a

informação que precisa, passa a

entender o procedimento e pega o

telefone para cotar preços.

MARKETING EM SAÚDE

Já na REDE DE ATENÇÃO, a pessoa

é “surpreendida”, não estava procurando

ativamente naquele momento,

mas viu um post bem feito

de um perfil de uma autoridade,

um vídeo viral que chamou a atenção

e/ou um anúncio de um tema

que ela tem interesse. Isso acontece

nas redes do Facebook e Instagram,

e também, pode aparecer na

introdução de vídeos do Youtube,

aplicativos e sites. Essa ação faz

ela salvar o post e até compartilhar

com algum colega e familiar

pela utilidade daquela informação.

Então vamos à parte prática, com

exemplo, dos erros que você não precisa

cometer, e se você comete que tal

começar a corrigir a sua estratégia?

Erro 1: Não Aparecer no Google

Vamos ao exemplo da minha Mãe. Ela

precisa fazer um exame de CA-125 que

não faz no SUS aqui do Município. Então

a primeira coisa que irá fazer, de maneira

mais intuitiva, é colocar no Google as

palavras “laboratórios” e a região “Volta

Redonda” que precisa de atendimento.

Então ela vai digitar dessa forma.

Reparem que embora a cidade de

Volta Redonda/RJ, seja um município

de 274 mil habitantes, com

inúmeros laboratórios, o Google

somente irá mostrar na sua 1a página

a localização do Google Maps

e mais 10 links dos principais sites.

Dificilmente alguém clica na 2a

ou 3a página. E já é comprovado

que os 5 primeiros resultados no

Google recebem 67% de todos os

cliques, então é fundamental estar

bem ranqueado.

Esse posicionamento depende

que o seu site tenha um bom SEO

(Search Engine Optimization) que

são informações rastreáveis pelos

robôs do Google que classificam

o seu conteúdo como relevante.

Caso o seu laboratório ainda não

esteja nesse topo é bom começar

a estudar sobre esse assunto

para criar um bom site recheado

dessas iscas de informação. Hoje

quem trabalha nessa área de

construção de sites é bem focada

no desenvolvimento dessas ferramentas

de otimização e você poderá

perguntar para o seu gestor/

desenvolvedor sobre isso.

Revista NewsLab | Março 2021

0 97


MARKETING EM SAÚDE

Erro 2: Não Criar um Google

meu Negócio

Sério, isso é uma ferramenta gratuita

do Google que qualquer conta

tem direito a fazer! E está salvando a

vida de muitos negócios locais. Então

é só clicar e configurar os dados

da empresa, colocar fotos do local,

configurar algumas informações de

funcionamento, localização do seu

laboratório e pronto! Você inclusive

já estará no Google Maps. E depois

disso é só estimular que seus clientes

avaliem o local e o atendimento

para ganhar umas estrelinhas! E

isso já te deixará na 1a página em

destaque.

Mas mesmo que seja tão simples,

muitos laboratórios simplesmente

ignoram isso e ainda não o fizeram.

As informações de alguns laboratórios

inclusive são incompletas. Dos

20 laboratórios pesquisados em

Volta Redonda, 8 (40%) deles não

tinham sequer um site. Isso é entregar

clientes para a concorrência!

Muitos dos sites que visitei são

bagunçados, tem muitas informações

desnecessárias, são modelos

antigos, com erros que devem ser

corrigidos para melhor otimização

e lentidão da velocidade de carregamento

da página. Existem muitas

ferramentas gratuitas e até o próprio

Google disponibiliza um site

para testar os erros que devem ser

corrigidos. Acesse e veja o que falta

no site do seu Laboratório:

https://developers.google.com/

speed/pagespeed/insights/

Erro 3: Não Estar nas Redes

Sociais

Pessoas compram de pessoas. Humanizar

uma marca hoje é fundamental

e estar mais próximo ao seu

cliente tem que ser o seu foco. Estar

nas redes sociais contribui muito para

o engajamento do público, tirando

dúvidas e gerando autoridade e reconhecimento.

Inclusive já foi tema

desta coluna em artigos anteriores.

As pessoas que entram no site

buscam informações e recomendações

reais. Nada adianta colocar no

rodapé do site “veja os depoimentos

que nossos clientes falam sobre

nós” ou algo semelhante com uma

frase criada com uma foto extraída

de um banco de imagens.

Pessoas querem escutar de outras

pessoas essas recomendações e isso

é real nas redes sociais. Visitei alguns

“famosos” laboratórios no Instagram,

tem clientes falando mal, reclamando

de atrasos em ligações, falta de

informação, preços caros, péssimos

atendimentos… e o pior sem feedback

da empresa há semanas. Isso é

descaso e queima a própria empresa.

Infelizmente, dos 20 primeiros laboratórios

daqui da região de Volta Redonda,

apenas 1 está presente no Facebook

e Instagram. Quando comparado por

exemplo a laboratórios, na Barra da Tijuca/RJ,

com 320 mil habitantes, com

alta competitividade e poder aquisitivo,

todos os 20 primeiros estão nas redes

sociais. Isso é uma estratégia necessária.

0 98

Revista NewsLab | Março 2021


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doenças através de metodologia simples e confiável, reduzindo o tempo de liberação de resultados,

auxiliando os pacientes e profissionais da saúde quanto a necessidade de uma conduta terapêutica.

Doenças Tropicais

• Malária P.f/Pan

• Dengue NS1

• Dengue IgG/IgM

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• Dengue NS1 + Dengue IgG/IgM +

Zika IgG/IgM

• Dengue NS1 + Dengue IgG/IgM +

Zika IgG/IgM + Chikungunya

Perfil Cardíaco

• Troponina I

• Painel Cardíaco (Mio/CK-MB/Tropo I)

Doenças Gastrointestinais

• FOB

• H. Pylori

• Rotavírus

• Rotavírus / Adenovírus

Doenças Respiratórias

• Influenza A + B

• Strep A

• COVID-19 IgG/IgM

• COVID-19 Ag

Doenças Infecciosas

• Rubéola IgM

• Toxoplasmose IgG/IgM

• HIV

• HCV

• Sífilis

• HBsAg

• Sífilis/HIV

• HCV/HIV/Sífilis

• HAV

• Tuberculose

Saúde da Mulher

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MARKETING EM SAÚDE

Além de estar na rede é preciso

também ter um perfil otimizado e

com frequência de publicações. De

nada adianta ter um perfil morto

sem movimentação. O ideal é

pelo menos uma postagem diária

variando no feed nos formatos de

imagem única, carrossel, IGTV ou

reels. E também diariamente postar

no mínimo três Stories e quem sabe

até LIVEs semanais com especialistas

na abordagem de algum tema.

Lembrando é fundamental para a

empatia ter um “alguém” fazendo

vídeos e sendo o “rosto” do laboratório.

Pode ser o dono ou um porta

voz da marca. Não se esconda atrás

de uma logo, tem que ter gente

vendendo pra gente! São os novos

tempos, chega de vergonha e inove

nesse “novo normal” use e abuse

dos vídeos pois eles já representam

80% do tráfego na internet.

A divulgação nas mídias sociais

precisa se tornar um hábito. Leve

para os seus clientes informações

sobre o seu bastidor, o dia a dia

do laboratório, informações sobre

prevenção de doenças e promoção

de saúde com a contextualização

do momento e datas especiais. Isso

gera credibilidade e autoridade na

cabeça da sua audiência e maior

nível de recomendação, captação e

fidelização com os clientes.

Erro 4: Não Investir em Anúncios

Digitais

Aqui está a chave do sucesso e

você está negligenciando há quanto

tempo? Você pode anunciar somente

para mulheres numa campanha

de diabetes ou atingir apenas homens

acima de 40 anos para fazer

um teste de câncer de próstata. Já

imaginou fazer anúncios por interesse,

quem já curtiu sua página,

ex clientes, ou para quem mora a

alguns quilômetros do seu laboratório

e até mesmo para quem está

fazendo aniversário naquele mês e

você lembrar de fazer um check up

anual para a pessoa se cuidar?

As possibilidades são múltiplas

quando você anuncia e o valor é insignificante

frente a quantidade de

pessoas específicas que você pode

atingir. Com uma verba de apenas

10 reais por dia você pode alcançar

mais de 10 mil pessoas.

Que fique bem claro, redes sociais

como o Facebook/Instagram, vivem

de anunciantes. Esse é o negócio

deles e eles mapeiam todos os

comportamentos da rede, para te

entregar a pessoa mais específica

possível, seja o curtidor ou o comprador!

Caso tenha curiosidade entre

no link https://www.facebook.

com/ads/library e digite o nome de

um laboratório que seja seu concorrente

e veja se ele já está anunciando.

E saia na frente!

Repita comigo: “Quem vive de orgânico

é verdureiro!” Se você é um

empresário não pode ficar desper-

0 100

Revista NewsLab | Março 2021


diçando seu tempo com postagens

100% orgânicas, não segmentadas,

para qualquer público. Curtidas

não pagam boletos e precisamos

de compradores, clientes pagantes

para o nosso negócio.

MARKETING EM SAÚDE

Basta você entrar no Instagram e

digitar a hashtag #novembroazul

e ver algumas publicações orgânicas.

Vemos curtidas e comentários

muitas vezes de mulheres ou de

homens fora da faixa etária ideal.

O que significa que por mais que a

sua publicação tenha ficado ótima

e engaje com seu público ela pode

não ter atingido o público certo e

você não teve visitantes presenciais

no seu laboratório para fazer um

exame específico.

Faça uma avaliação agora mesmo das

suas últimas publicações, verifique o

alcance e a qualidade das curtidas e

comentários. Foram clientes? Ou foram

curtidores aleatórios, estudantes, profissionais

ou até concorrentes?

Estar na internet é fundamental.

Todos os seus clientes estão neste

momento com um celular na mão

plugados em alguma rede social. É

mais fácil se comunicar com eles por

anúncios digitais do que por um carro

de som, panfleto ou outdoor (pode

ser que a pessoa certa não esteja naquele

local, naquele momento). Fora

que no digital o mapeamento das

informações se o cliente foi ou não

atingido é muito mais preciso.

Bem, espero que você tenha

refletido dentro desses 4 erros,

qual você mais tem cometido e

que talvez esteja comprometendo

a sua captação de clientes.

Tente melhorar o que estiver ao

seu alcance e pratique as correções

que julgar necessárias

e verá que mínimas mudanças

já irão impactar a sua captação

diária. Se gostou do artigo

e ficou mais interessado nesse

tema, mande um email, dê o

seu feedback, siga-me nas redes

sociais, fale que leu meu artigo

aqui na revista e poderei fazer

uma consultoria gratuita em seu

perfil. Topa? Fico por aqui e até a

próxima edição!

Fredson Costa Serejo

Doutor e Mestre em Biofísica – Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Especialista em Educação na Saúde para Preceptores do

SUS – Hospital Sírio Libanês/Ministério da Saúde. Especialista em Micropolítica e Gestão do Trabalho em Saúde – UFF. Biomédico – CRBM

15688 – Hospital Municipal São Francisco de Assis – Porto Real/RJ. Professor Adjunto Universidade Estácio de Sá - Volta Redonda/RJ.

Consultor em Marketing em Saúde e Empreendedorismo Digital.

Email: fcserejo@gmail.com

Instagram: @prof.fredsonserejo

Revista NewsLab | Março 2021

0 101


LADY NEWS

CONHEÇA A OFAC BRASIL

História da OFAC

A OFAC Brasil (Organização

Feminina de Análises Clínicas do

Brasil) foi fundada por Marbenha

Linko em 2018, inicialmente com a

ideia de juntar amigas e conhecidas

profissionais das análises clínicas,

a fim de promover discussões mais

informais sobre diversos assuntos

que faziam parte do cotidiano

de cada uma, o que acabou

fortalecendo o vínculo pessoal

entre alguns participantes.

O grupo OFAC Brasil é formado

atualmente por profissionais

das análises clínicas, gestores,

proprietários de clínicas e

laboratórios, representantes de

diretoria de sociedade e conselhos

de classe e estudantes da área

da saúde, entre estas – são

realizadas uma constante troca de

informações entre estes, sugestões

de uma boa gestão, ideias para

alavancar bons negócios, assim

como experiências da rotina

vivenciada em laboratório.

O começo desse projeto envolveu

cerca de 23 profissionais com

qualidades marcantes e um

objetivo em comum: a evolução

da OFAC Brasil. Hoje a OFAC é

composta por pessoas do Brasil

inteiro: tanto do sexo feminino

como masculino e é subdividida

pelos seguintes grupos: OFAC VIP,

OFAC Business e OFAC University.

Objetivo da OFAC

A principal proposta da OFAC é a

educação continuada, propagando

e discutindo diversos assuntos

das diferentes áreas das análises

clínicas. As interações são feitas

através de grupos oficiais no

WhatsApp, Instagram, Facebook

e YouTube. Mensalmente ocorre a

realização do OFAC Convida, um

evento virtual: o qual é ministrado

por palestrantes renomados e

profissionais das Análises Clínicas,

com a finalidade de proporcionar

atualização e incitar discussões

sobre temas que envolvem desde

a atuação do profissional analista,

inclusive a gestão da qualidade

de laboratório. Além do OFAC

Convida, também são realizados

eventos anuais como, a gincana

científica – GICOFAC e a Comenda

Scarpin Microscópio –.

Presidente, Gestoras, Membra

e Conselheiras

A Presidente, Gestoras, Membra

e Conselheiras, são de diferentes

estados do Brasil, elas são

empreendedoras, profissionais

técnicas, de cargos políticos de

órgãos ou sociedade de Análises

Clínicas, que resolveram expandir

seus horizontes para fazer o

diferencial no mercado. Nos dias

atuais, estas possuem funções

específicas, Marbenha Linko: (MA)

é a Presidente, representando e

liderando a OFAC Brasil. A gestão

é conduzida por Waldirene Nicioli:

(PR), Diretora de Marketing

Digital; Cláudia Gonçalves: (MG),

Diretora Tesoureira: Mônica Amaral

0 102

Revista NewsLab | Março 2021


MULTI HPV FLOW CHIP

Diagnóstico rápido e preciso para o tratamento preventivo das lesões precursoras do câncer de colo de

útero, anal, retal, peniano, de boca e garganta causadas pelo Papilomavírus humano.

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Uma amostra para detecção e genotipagem

de 35 tipos de HPV.

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52 - 53 - 56 - 58 - 59 - 66 - 68 - 73 - 82

BAIXO RISCO

6 - 11 - 40 - 42 - 43 - 44 - 54 - 55 - 61

62 - 67 - 69 - 70 - 71 - 72 - 81 - 84

Esta metodologia envolve a amplificação simultânea de

diferentes patógenos através de uma PCR seguida de

hibridização reversa (dot blot) utilizando sondas específicas

de DNA imobilizadas em uma membrana de nylon, o CHIP.

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(PI), Diretora Científica e Projetos;

Laiara Lemos: (MG), Diretora de

Relacionamentos e Estratégia,

Albany Nogueira: (BA) Membro

da Gestão, como Conselheiras,

Mauren Isfer (PR), Lenira Sousa:

(RN) e Gilcilene Chaer: (DF).

Os integrantes do TEAM OFAC são uma aposta para

o futuro, trazem consigo o desejo de se tornarem

profissionais competentes e assim prestarem

serviço de qualidade a população. O grupo chegou

em meio a pandemia para trazer esperança, alegria

e uma nova visão as Análises Clínicas.

Palavras de Marbenha Linko, Fundadora e Presidente da OFAC Brasil.

Team OFAC

O TEAM OFAC é formado por jovens

graduados e graduandos em

Farmácia e Biomedicina que atuam

ou possuem interesse pelas

áreas das Análises Clínicas, colaborando

de maneira voluntária

com a OFAC Brasil. A equipe foi

criada com o intuito de incumbir

o bom funcionamento do grupo

de WhatsApp OFAC University,

compartilhando informações inovadoras

voltadas para as áreas de

Análises Clínicas, como cursos

online gratuitos, congressos, lives,

especializações, mestrados,

oportunidades de empregos e

estágio, além de promover interação

entre os membros do grupo

por meio de gincanas científicas,

nas quais ocorrem discussões de

questões e casos clínicos de diferentes

áreas das Análises Clínicas.

Nas redes sociais, como Instagram

e Facebook o TEAM OFAC contribui

com ideias, postagens, conteúdos,

artes e o OFAC Divulga. Gerenciam

o canal “OFAC BRASIL” na

plataforma YouTube e auxiliam os

eventos e encontros online como o

OFAC Convida.

Para a construção e seleção dos

integrantes do TEAM OFAC, foram

determinadas características

necessárias que os integrantes

deveriam apresentar, objetivado

assim: a criação de um grupo

dinâmico, entre as atribuições

requisitadas estão criatividade,

ser interativo, ter iniciativa e

dispor de um espírito cooperativo,

além de estar na graduação ou

ser graduado em Biomedicina,

Farmácia ou Ciências Biológicas.

O ponto forte de cada integrante

é utilizado em tarefas essenciais

para a manutenção de todo o

grupo OFAC Brasil. A experiência

com o trabalho em equipe bem

coordenado é um aprendizado

que os prepara para o mercado de

trabalho.

Cada integrante do TEAM OFAC

representa um estado, atualmente

o grupo conta com, Andressa Facci

Villas Boas, representando o estado

de Minas Gerais: Celsa Karolayne

Silva Cruz, representando o Piauí:

Glazielly Fagundes Sabino: Goiás,

Mônica Odília Magalhães Dias:

Ceará, Gustavo Chagas Moreira: São

Paulo, Kassiely Pereira Guinsberg:

Espírito Santo, Vanessa Menezes

Pinheiro dos Santos e Doan da Silva

Madeira: representando o Maranhão.

0 104

Revista NewsLab | Março 2021


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T E C N O L O G I A

E M S A Ú D E .


LADY NEWS

OFAC University

O OFAC University é formado por

estudantes e profissionais das

alunos a lembrarem dos assuntos

que estão pesquisando ou

pesquisaram durante a trajetória

Esclarecendo dúvidas recorrentes

dos alunos graduandos de cursos da

saúde, sobre as áreas das análises. E

respectivas áreas, Biomedicina,

na carreira que ainda não sabem.”

interagindo com os participantes do

Ciências Biológicas e Farmácia.

grupo de WhatsApp do OFAC University

Diariamente são postados

A vantagem de ser integrante

com perguntas de casos clínicos, com o

assuntos voltados para o âmbito

do OFAC University é agregar e

objetivo de preparar esses estudantes

das Análises Clínicas, o qual,

compartilhar conhecimentos de

para futuras disciplinas clínicas da sua

os integrantes colocam casos

cada uma das áreas de Análises

graduação e, principalmente, para o

clínicos, propostas de estágio e

Clínicas. O propósito principal do

mercado de trabalho.

emprego em suas regiões. Realizam

grupo é orientar os estudantes

networking com os palestrantes,

da área da saúde, os preparando

Grupo VIP

proprietários de laboratórios,

para o mercado de trabalho,

O OFAC VIP surgiu através de

gestores e empreendedores do

objetivando assim a formação de

um encontro do OFAC Convida,

ramo laboratorial. No coletivo

futuros profissionais de excelência

sendo hoje composto por 250

também são divulgados artigos

no campo das Análises Clínicas.

profissionais biomédicos, biólogos

interessantes que contém suma

e farmacêuticos.

relevância para o ambiente de

Tios OFAC

estudo e trabalho, as matérias de

Os Tios OFAC desempenham

O grupo VIP foi o primeiro grupo da

divulgação científica são discutidas

funções como mentoria, apoio

OFAC, sendo este, um grupo social

por todos os integrantes do grupo.

e condução das discussões

técnico e científico, tendo como

do grupo OFAC University. As

objetivo promover interação e

Para alguns participantes, como

atuações aplicam-se em difundir

trocas constantes de conhecimentos

é o caso de Jordan do curso de

conhecimentos da área de

entre os profissionais. Nisso,

Biomedicina da Universidade do

Análises Clínicas, interagindo com

compartilham suas experiências

Distrito Federal, integrante do OFAC

os integrantes e compartilhando

diárias e novidades da área da

University: “o grupo está sendo

informações, como eventos e cursos

saúde, focado no setor laboratorial,

uma ótima plataforma de troca

da área, além de oportunidades

divulgando congressos, cursos,

de informações, especialmente

de empregos, especializações e

simpósios, oportunidades e

interações, que incentivam aos

mestrados.

palestras pelo Brasil.

0 106

Revista NewsLab | Março 2021


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HEMATOLOGIA

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principais bancos de saúde.

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determinados fragmentos C3d das células vermelhas, sem a necessidade

de adição de outros reagentes.

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de expressões antigênicas, diminuindo a quantidade de D(fraco), economizando

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ionicamente, para a perfeita aproximação das hemácias.


LADY NEWS

Nos últimos anos, alguns participantes

do conjunto de analistas

clínicos encontraram-se em con-

maior conhecimento em eficiência

e excelência, no qual, deve-se empregar

em todos os locais de tra-

e chamativos, com o objetivo de

chamar atenção do público alvo

da área da saúde, com foco em

gressos pelo Brasil, por exemplo, o

balho, inclusive em laboratórios e

Análises Clínicas. Divulgando

CBAC (Congresso Brasileiro de Aná-

também aos profissionais empre-

sempre nos meios de comunicação

lises Clínicas), esse ano não será

gados. Obtendo assim um melhor

os eventos da OFAC.

diferente, o encontro ocorrerá em

custo-benefício e resultados posi-

Fortaleza, em sua quadragésima

tivos, com excelência na satisfação

No momento atual, os meios de

sétima edição.

do cliente.

comunicação como as redes sociais,

são de extrema importância para

Grupo Business

São realizadas discussões com base

a difusão do conhecimento, por

O grupo Business, formado a

em compartilhar informações,

estarem presentes na rotina das

maioria por gestores e proprietários

arquivos e documentos. Nesse

pessoas, deste modo é relevante

de laboratórios, consiste em

agrupamento de profissionais são

que as informações repassadas

reunir pessoas capacitadas para

traçados planejamentos e metas

sejam baseadas em fatos, estudos

discutirem assuntos da área

para os laboratórios, com intuito

e pesquisas confiáveis e coerentes

laboratorial, com um objetivo

de alcançar os objetivos de uma

e além disso essas informações

em comum: promover maior

forma mais sucinta e prática.

devem ser transmitidas de forma

eficiência, agilidade e economia

clara e rápida. Sempre elaborando

na prestação dos serviços

OFAC Divulga

um plano de engajamento

laboratoriais, com total confiança

É uma ação desenvolvida pelo

para contemplar postagens no

na entrega, qualidade e exatidão

TEAM OFAC onde são divulgados

Facebook, YouTube e Instagram.

de seus resultados. Os gestores se

cursos, palestras e workshops

inserem em um local de confiança,

gratuitos, com a intenção de manter

Por esse motivo, usufruir das redes

onde dispõe de alternativas

os estudantes e profissionais

sociais de forma conveniente e

aderentes às suas necessidades,

das Análises Clínicas sempre

ativa reivindica uma combinação

incluindo riscos no contexto penal

atualizados. O tema é variado entre

de conhecimento aprofundado

dos órgãos regulamentadores.

todas as especialidades analíticas.

acerca do coletivo, criatividade,

pesquisas e percepção do interesse

A vantagem de fazer parte da

São postados nas redes sociais da

das pessoas a respeito de Análises

equipe Business é adquirir um

OFAC Brasil, cards informativos

Clínicas nas mídias sociais.

0 108

Revista NewsLab | Março 2021


Novos Reagentes para Automatização

de Ensaios de Agregação Plaquetária

A Siemens Healthineers lança os reagentes da Hyphen BioMed para

ensaios de Agregação Plaquetária nos sistemas automatizados Sysmex®

CS-2500 e CS-5100

• A metodologia para análise de Agregação

Plaquetária integrada aos analisadores de hemostasia

de rotina gera economia de espaço, tempo de

operação e custos com treinamentos, tornando o teste

todos os portes.

• A padronização dos ensaios de Agregação

problemas pré-analíticos através da tecnologia PSI®

dos analisadores Sysmex® CS-2500 e CS-5100,

reduzem a variabilidade e as repetições de testes.

• Os sistemas podem processar baixos volumes de

amostras, com resultados padronizados para amostras

geriátricas e pediátricas gerando melhores resultados

para os pacientes.


LADY NEWS

OFAC Convida

Com a necessidade de ampliar o

trabalho de forma externa, surgiu o

objetivo da gincana é difundir conhecimento

sobre a área de Análises

Clínicas, além de fornecer uma

Além da contribuição de desenvolver

e aperfeiçoar técnicas para formar futuros

profissionais de excelência, que

OFAC CONVIDA: com o propósito de

maior interação entre os integran-

irão contribuir com os desafios do ramo

convidar participantes e palestrantes

tes da OFAC, através de quiz de

laboratorial, assim os estagiários e

para exporem seus conhecimentos

casos clínicos, focados nas áreas

profissionais pré-formados serão mais

em uma interação virtual. Desta

de Bioquímica, Citologia, Hemato-

confiantes, terão o seu currículo e sua

forma, profissionais de Análises

logia, Imunologia, Microbiologia e

formação acadêmica mais enriqueci-

Clínicas se reúnem para realizarem

Parasitologia, além de muitas ati-

dos e completos, para enfrentarem o

apresentações online, abordando

vidades com intuito de interação e

concorrido mercado de trabalho. Sendo

algum tema das Análises Clínicas ou

brindes para os finalistas. Através

compartilhados aprendizados e expe-

Gestão, além das interações com os

da GICOFAC, são eleitos novos in-

riências com os integrantes da OFAC

participantes.

tegrantes TEAM OFAC.

University, aprimorando assim seus

conhecimentos, habilidades e compe-

A participação é totalmente

Banco de Talentos OFAC Brasil

tências para aplicarem no dia a dia e

gratuita e aberta ao público, que

O Banco de Talentos OFAC Brasil

em suas vidas profissionais, comple-

participam profissionais de todo

é uma ponte entre recrutadores

mentando a sua formação acadêmica,

o Brasil. O evento é divulgado por

e profissionais empregadores de

curricular e profissional.

grupo de WhatsApp, Instagram

todo o Brasil, estudantes e pro-

e Facebook da OFAC Brasil e

fissionais que estão a procura de

Comenda Scarpin Microscópio

transmitido pelo canal da OFAC

uma oportunidade de ingressar

O salto alto eleva a mulher, deixa

Brasil no YouTube. A Presidente,

no mercado de trabalho e cons-

poderosa, altiva, dona de si e

assim como as Gestoras da

truir carreira na área de Análises

capaz de enfrentar o mundo, mas

Organização e o TEAM OFAC se

Clínicas. Portanto, é um banco

é a auto- estima o ponto principal

reúnem para organizar esse evento.

de empregos e estágios, que tem

e foi com essa finalidade que

como finalidade ajudar os par-

o sapato vermelho se tornou o

GICOFAC

ticipantes da OFAC Brasil, que

símbolo da OFAC.

A GICOFAC é uma gincana cientí-

tenham uma visão corporativa e

fica organizada pelo TEAM OFAC

prática do segmento laboratorial,

Mais tarde as gestoras decidiram

com auxílio dos tios OFAC para os

a se ingressarem ao mercado de

aperfeiçoar a forma do símbolo e

integrantes do OFAC University. O

trabalho.

com a contribuição de Weverton

0 110

Revista NewsLab | Março 2021


Santos Almeida e Marcelo Rosário

Silva, foi substituído o salto por

um microscópio, instrumento

no banco da praça do centro de

convenções no Rio de Janeiro. A

entrega da 2ª Comenda Scarpin

Considerações Finais

A OFAC Brasil tem portanto, o

intuito de contribuir de maneira

LADY NEWS

de trabalho dos profissionais de

Microscópio foi em 2019, realizada

valorosa para a formação dos

Análises Clínicas. Estava pronto o

na cidade de Belo Horizonte.

futuros profissionais analistas

Scarpin Microscópio: nossa marca.

clínicos e proporcionar melhorias

No dia 23 de março de 2021 ocor-

aos já atuantes da área através

O Scarpin Microscópio foi

rerá a entrega da 3ª Comenda em

de atualizações constantes sobre

transformado em uma espécie de

um evento online, transmitido

temas relevantes. O projeto que

premiação em agradecimento aos

pelo canal YouTube, homenage-

teve início há quase 3 anos tem

que contribuem com o crescimento

ando os melhores de 2020 nas

a finalidade de se tornar ainda

da OFAC. Projetaram a entrega da

Análises Clínicas, com certeza

maior, com planos futuros para

1ª Comenda Scarpin Microscópio

mais um grande evento animado

a realização de eventos, como

em uma improvisada solenidade

pela OFAC Brasil.

simpósios e encontros presenciais.

Autores

Kassiely Pereira

Guinsberg

Glazielly Fagundes

Sabino

Celsa Karolayne

Silva Cruz

Graduanda em Biomedicina

Faculdade Multivix Vitória - ES

Email: kassielyguinsberg@gmail.com

Biomédica

Faculdade Anhanguera de Anápolis - GO

E-mail: glazi.sabino@outlook.com

Graduada em Farmácia

Cristo Faculdade do Piauí - PI

Pós-graduanda em Farmácia Clínica e

Prescrição Farmacêutica

E-mail: celsakarolayne@hotmail.com

Gustavo Chagas

Moreira

Andressa Facci

Villas Boas

Mônica Odília

Magalhães Dias

Graduando em Biomedicina

Universidade Federal de Alfenas - MG

E-mail: gustavo.moreira@sou.unifal-mg.edu.br

Graduanda em Biomedicina

Estágiaria no Laboratório Central de

Análises Clínicas (LACEN) - Universidade

Federal de Alfenas - MG

E-mail: andressa_facci@hotmail.com

Graduanda em Biomedicina

Centro Universitário Christus - CE

E-mail: monicaomdias@gmail.com

Vanessa Menezes

Pinheiro dos Santos

Farmacêutica

Pós graduanda em Análises Clínicas

Universidade Ceuma - MA

Email: vanessafarma18@gmail.com

Revista NewsLab | Março 2021

0 111


HEMATOLOGIA

INDICE DE GRANULÓCITOS IMATUROS

COMO MARCADOR PRECOCE DE SEPSE

Por: Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite

Há muitos anos o laboratório

clínico vem procurando um

marcador precoce e não invasivo

de sepse. A sepse é classicamente

conhecida como uma

infecção generalizada associada

a uma síndrome de resposta

inflamatória sistêmica, que

comumente leva a leucocitose

por neutrofilia por induzir o

recrutamento de neutrófilos e

granulócitos imaturos para a

circulação. Contudo por décadas

a medicina e o laboratório

utilizaram como parâmetro de

infecção o desvio a esquerda

(bastões >6%) baseado na

contagem relativa dos bastões.

Entretanto, os equipamentos

hematológicos eletrônicos não

contam bastonetes neutrófilos e

só emitem flags na presença de

neutrofilia, quando não nunca

notam. Já a contagem por microscopia

de bastonetes é falha

e pouco reprodutível, variando

entre analistas clínicos. Assim

na busca por um marcador fidedigno

de sepse fez com que os

fabricantes de aparelhos hematológicos

eletrônicos que possuem

tecnologia a laser começassem

a mudar este panorama

com a contagem de granulócitos

imaturos. Uma contagem de

percentagem de granulócitos

imaturos (IG%) superior a 3%

mostrou ser um indicador de

risco de sepse. Além disso, valores

de IG%


ANÁLISES CLÍNICAS

TGO E TGP

COMO BIOMARCADORES HEPÁTICOS

Por: Brunno Câmara.

A transaminase glutâmico oxalacética

(TGO) e a transaminase glutâmico pirúvica

(TGP) são enzimas importantes

para o metabolismo do nosso organismo

e alterações em seus níveis séricos

têm importante significado clínico.

Sinônimos:

TGO = aspartato aminotransferase (AST)

TGP = alanina aminotransferase (ALT)

Função enzimática

As enzimas transaminases (ou aminotransferases)

catalisam uma reação

de transaminação, que é a transferência

de um grupo amina de um aminoácido

para um cetoácido. Essa reação ocorre

para formar novos aminoácidos.

A enzima TGO/AST catalisa a seguinte

reação:

L-Aspartato + α-cetoglutarato ‹-›

oxaloacetato + L-glutamato

A enzima TGP/ALT catalisa a seguinte

reação:

L-Alanina + α-cetoglutarato ‹-› piruvato

+ L-glutamato

Atividade e localização

A TGO/AST é encontrada primariamente

no coração, fígado, músculo

esquelético, rins e hemácias.

É possível encontrar duas isoenzimas:

uma citoplasmática (cTGO) e uma mitocondrial

(mTGO).

A TGP/ALT é encontrada primariamente

no fígado e rins. Ela é exclusivamente

citoplasmática.

Significado clínico

Normalmente, essas enzimas são encontradas

em baixas concentrações no

soro, geralmente abaixo de 30 - 40 IU/L.

Tanto a TGO/AST quanto a TGP/ALT

são comumente utilizadas como biomarcadores

hepáticos, visto que doenças

hepáticas são a causa mais importante

do aumento das transaminases

séricas.

Como a maior concentração de TGP/

ALT é encontrada no fígado, a sua dosagem

é mais específica para revelar dano/

inflamação hepático do que a TGO/AST.

Na maioria dos tipos de doenças hepáticas,

a atividade de TGP/ALT é maior

que a de TGO/AST. Algumas exceções

são hepatite alcoólica, cirrose hepática

e neoplasia do fígado.

0 114

Revista NewsLab | Março 2021


Na hepatite viral e em doenças hepáticas

associadas com necrose aguda,

as concentrações séricas de TGP/ALT e

TGO/AST estão elevadas mesmo antes

das manifestações clínicas.

A magnitude da alteração dessas transaminases

pode ser classificada em:

Leve: aumento < 5 vezes o limite superior

de referência;

A ausência desse cofator, em pessoas

com deficiência nutricional devido ao

alcoolismo, tem um impacto muito

maior na produção de TGP/ALT do que

na de TGO/AST.

ANÁLISES CLÍNICAS

Os níveis séricos de TGO/AST podem

estar elevados em outras doenças

como infarto do miocárdio, pancreatite

aguda, anemia hemolítica aguda, doença

renal aguda, doenças musculoesqueléticas

e queimaduras graves.

Moderado: aumento de 5 a 10 vezes

o limite superior de referência;

Elevado: aumento > 10 vezes o limite

superior de referência.

Isso faz com que a razão TGO:TGP esteja

aumentada. Uma razão TGO:TGP

normal deve ser < 1,0.

Na doença hepática alcoólica, a razão

Historicamente, a TGO/AST foi por

muito tempo utilizada como o principal

marcador de infarto agudo do miocárdio.

Porém, atualmente, as troponinas

são muito mais específicas e sensíveis

para esse diagnóstico.

Razão TGO:TGP (AST:ALT)

É um parâmetro utilizado na diferenciação

de doença hepática

alcoólica de outras formas de doenças

hepáticas, particularmente

da doença hepática gordurosa não

alcoólica.

TGO:TGP está > 1,0 em 92% dos casos

e > 2,0 em 70% deles.

O aumento da razão reflete a gravidade

da doença hepática e não o alto

consumo de álcool.

Para uma melhor avaliação hepática

é importante que outros marcadores

sejam avaliados em conjunto, como

gama GT, fosfatase alcalina, albumina

sérica e bilirrubinas.

Tanto TGO quanto TGP precisam de

um cofator, piridoxal 5'-fosfato, que é a

forma ativa da Vitamina B6, para funcionar

normalmente.

Referências

Moriles KE, Azer SA. Alanine Amino Transferase. [Updated 2020

Jul 5]. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing;

2020 Jan-. Available from: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/

books/NBK559278/

Giannini EG, Testa R, Savarino V. Liver enzyme alteration: a guide for

clinicians. CMAJ. 2005;172(3):367-379. doi:10.1503/cmaj.1040752

Laboratório Hermes Pardini.

Burtis Burtis, Ted Burns. Tietz Fundamentals of Clinical Chemistry. Elsevier.

Hall P, Cash J. What is the real function of the liver 'function' tests?.

Ulster Med J. 2012;81(1):30-36.

Autor:

Brunno Câmara

Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior. Especialista em Hematologia e Hemoterapia

pelo programa de Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestre em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro (área

de concentração: virologia). Criador e administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.

Contato: @biomedicinapadrao

Revista NewsLab | Março 2021

0 115


CITOLOGIA

A MICROSCOPIA EM TEMPOS

DE PANDEMIA

Prof. Dra. Lisiane Cervieri Mezzomo

Considerado serviço essencial, a atividade

laboratorial permanece ativa durante as

restrições impostas pelo COVID-19, apesar

da pandemia ter levado ao cancelamento

de diversas outras relacionadas a análises

clínicas, como treinamentos e encontros

para discussão de casos e ensino presencial

em todos os níveis, especialmente por

essas atividades exporem os profissionais,

seus colegas e membros da família ao risco

de infecção. Durante esse período, o advento

da microscopia digital vem possibilitando

a implementação e a validação de novos

fluxos de trabalho digitais para uso remoto.

Os conhecimentos práticos e habilidades

de microscopia, necessários para atuação

em análises clínicas, classicamente são

adquiridos por meio do treinamento e uso

de microscópios convencionais. A transformação

digital da microscopia que vem

sendo implementada nos últimos anos,

permite a digitalização de lâminas microscópicas

para gerar imagens de laminas

inteiras (Whole slide imaging (WSI) ou

lâminas digitais), que podem ser manipuladas

pelo operador. As áreas laboratoriais

de implementação da microscopia digital

são as mais diversas: citologia, patologia,

técnicas imunoquímicas que requerem laminas

como a imunohistoquímica e imunocitoquímica,

histologia, hematologia,

parasitologia, microbiologia e outras que

utilizam microscópio cujas laminas possam

ser digitalizadas. Os principais componentes

de um sistema de microscopia digital

incluem um scanner de laminas, software

visualizador de imagens de laminas e monitor

de exibição.

Cabe destacar que a disponibilidade de

sistemas de microscopia digital pode facilitar

o diagnóstico microscópico remoto

por meio da consulta a outros profissionais,

utilização da ferramenta para discussão de

casos, controle de qualidade e treinamento,

embora a validação (baseada em casos)

do diagnóstico digital remoto não tenha

sido relatada até o momento.

Um exemplo de aplicação dessas ferramentas

inclui a prática desenvolvida pela universidade

Weill Cornell Medicine-Qatar durante

a pandemia do COVID-19, a qual substituiu

a instrução clínica da disciplina de patologia

dos alunos por novas disciplinas eletivas online.

Assim, foi implementado um currículo

inovador de patologia online e remota, ancorado

na microscopia virtual e videoconferências

na plataforma Zoom, ferramentas para

apoiar o ensino online. Essas práticas podem

ser perfeitamente aplicáveis a treinamentos

em áreas laboratoriais que utilizam microscopia

como ferramenta de aprendizado e

discussão de casos nesse periodo de restrições

devido a pandemia, e ainda, utilizadas como

ferramentas de apoio num possível retorno as

atividades presenciais.

A microscopia virtual tem vantagens

claras, e sua utilização já é bem aceita em

ferramentas de controle de qualidade, disponíveis

atualmente. No entanto, algumas

barreiras limitam a sua transição, especialmente

na educação e rotina laboratorial,

que incluem os altos custos de configuração

inicial, infraestrutura (incluindo hardware

de computador, software e internet de alta

velocidade), gerenciamento e armazenamento

de dados e o acesso e manipulação

das laminas digitalizadas pelos usuários.

A literatura científica acerca desse tema vem

sendo bastante amplianda ultimamente, especialmente

em tempos de ensino e aprendizagem

remoto devido ao COVID-19, com resultados

indicando que a microscopia virtual

não é apenas um método eficaz para discussão

de casos, troca de opiniões, e congressos,

mas é útil ainda para ensino de disciplinas

que utilizam microscopia, podendo inclusive

ser empregada como um método para medir

o desempenho do alunos e profissionais durante

avaliações online, de forma semelhante

aos programas de controle de qualidade já

disponíveis ha algum tempo.

Referências

Hanna, M.G., Reuter, V.E., Ardon, O. et al. Validation of a digital pathology

system including remote review during the COVID-19 pandemic.

Mod Pathol 33, 2115–2127 (2020). https://doi.org/10.1038/

s41379-020-0601-5

Guiter, G.E., Sapia, S., Wright, A.I. et al. Development of a Remote

Online Collaborative Medical School Pathology Curriculum with

Clinical Correlations, across Several International Sites, through the

Covid-19 Pandemic. Med.Sci.Educ.(2021). https://doi.org/10.1007/

s40670-021-01212-2

Prof. Dra. Lisiane Cervieri Mezzomo

Farmacêutica Bioquímica, Especialista em Citologia Clínica.

Mestre e Doutora em Patologia.

0 116

Revista NewsLab | Março 2021


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BIOSSEGURANÇA

MEDIDAS DE PREVENÇÃO

DA CANDIDÍASE VULVOVAGINAL

Por: Gleiciere Maia Silva e Jorge Luiz Silva Araújo-Filho.

A candidíase vulvovaginal é definida

como uma infecção na vagina

e vulva causada por um fungo do

gênero Candida, a maioria dos casos

é causada pela levedura Candida

albicans, entretanto existem outras

espécies desse gênero envolvidas.

Essa patologia é uma condição bastante

comum e afeta 70% a 75%

das mulheres em algum momento

das suas vidas. Ocorre quando há

um desequilíbrio entre os fatores de

proteção vaginal e a virulência do

fungo. Uma vez que essas espécies

fazem parte da microbiota normal

da vagina e não é considerada uma

infecção sexualmente transmissível

(IST), contudo pode ser transmitida

via sexual.

Entre as manifestações clínicas

mais comuns da candidíase citamos

a presença de secreção branca,

inodora e floculada podendo causar

prurido, escoriação, edema, eritema

vulvar e dispareunia.

Em geral, é uma condição fácil de

diagnosticar e na maioria das vezes

fácil de ser tratada, contudo a

grande problemática está na candidíase

vulvovaginal de repetição

(recorrente) que é definida com

episódios superiores a 4 vezes ao

ano. O diagnóstico correto é extremamente

necessário, sobretudo

nos casos de recorrência, sendo rápido

e fácil. É realizado pela coleta

de amostras de secreção vaginal

para realização de cultura a fim

da identificação correta do fungo,

bem como testes de sensibilidade

antifúngica para detecção de uma

possível resistência as drogas comumente

utilizadas no tratamento

da candidíase.

Para tanto, ressaltamos a importância

de uma abordagem multifatorial

e equipe multidisciplinar a fim de

solucionar o problema, entendendo

as causas bem como as medidas de

prevenção dessa micose.

Medidas de Prevenção e Controle

da Candidíase vulvovaginal:

0 118

Revista NewsLab | Março 2021


BIOSSEGURANÇA

• Manutenção dos níveis de glicemia

dentro dos valores adequados,

uma vez que os fungos usam como

fonte de energia a glicose. Logo, a

condição de excesso de glicose na

dieta favorece a proliferação dessas

leveduras e excesso de açúcares causam

desequilíbrio do pH vaginal;

• Realização de avaliação médica

para a troca de contraceptivos de

alta dosagem hormonal por outro de

dosagens menores, quando possível;

• Utilização somente de sabonete com

pH neutro e apropriado, uma vez que a

alteração do pH vaginal favorece a multiplicação

das leveduras;

• Orientação para evitar roupas apertadas,

sintéticas e quentes, uma vez

que essas roupas elevam a temperatura

da área genital e contribui para multiplicação

das leveduras;

• Erradicação do uso de talco, de desodorantes

e de perfumes na área intima

por alteração do pH;

• Evitar o consumo de bebidas alcoólicas,

pois atuam diminuindo a resposta

imunológica;

• Usar preservativos em todas as relações

sexuais;

• Realização da higiene íntima diária,

entretanto evitar o uso de duchas vaginais;

• Preferir calcinhas 100% algodão

pois esse tipo de material não eleva a

temperatura vaginal.

Os cuidados preventivos são medidas

importantes, e muitas vezes de baixo

custo, para prevenção desse problema

de saúde que acomete só no Brasil mais

de 2 milhões de casos todos os anos.

Gleiciere Maia Silva

(@profa.gleicieremaia)

Biomédica, Especialista em Micologia, Mestre em Biologia

de Fungos e Doutoranda em Medicina Tropical.

Contato: gleicieremaia@gmail.com

Jorge Luiz Silva Araújo-Filho

(@dr.biossegurança)

Biólogo, Mestre em Patologia, Doutor em Biotecnologia;

Palestrante e Consultor em Biossegurança.

Contato: jorgearaujofilho@gmail.com

Tel.: (81) 9.9796-5514

Revista NewsLab | Março 2021

0 119


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Revista NewsLab | Março 2021


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Revista NewsLab | Março 2021

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INFORME DE MERCADO

COMO INTERPRETAR A CONTAGEM DE RETICULÓCITOS

EM CÃES E GATOS

Por: Rossana Priscilla de Souza Figueira, Mariana Oliveira Silva, Fabiola de Oliveira Paes Leme - Laboratório de Patologia Clínica HV-EV-UFMG

Os reticulócitos são células eritróides imaturas que

contêm retículos com cadeias de RNA, mitocôndrias,

ribossomos, centríolos e restos do complexo de

Golgi e, apesar da diminuição da quantidade de organelas

citoplasmáticas, os reticulócitos podem ser

mais metabolicamente ativos do que os eritrócitos

maduros e, sintetizar até 20% da concentração final

de hemoglobina (COWGILL et al., 2003). A presença

das organelas citoplasmáticas, especialmente os resquícios

de RNA podem ser identificados através de

colorações especiais da classe dos supravitais, como

o novo azul de metileno (NAM) ou o azul cresil brilhante

(ACB) (STOCKHAM e SCOTT, 2008).

Na Medicina Veterinária observamos dois tipos de

reticulócitos: o agregado e o pontilhado (FELDMAN

& SINK, 2006). O reticulócito agregado é uma célula

eritróide mais imatura, maior e com coleções grosseiramente

agrupadas de retículo (COWGILL et al.,

2003). Na maior parte das espécies domésticas este

é o único tipo de reticulócito encontrado. Os gatos,

no entanto, apresentam mais de um tipo de reticulócito

(THRALL, et al, 2012), além do agregado, semelhante

a outras espécies, possui também o pontilhado

(figura 1). O reticulócito pontilhado é menor,

mais maduro e quando corado apresenta dois a seis

pequenos grânulos de retículos esparsos (VALLE et

al., 2019; COWGILL et al., 2003). É a fase seguinte

da maturação do reticulócito agregado (STOCKHAM

e SCOTT, 2008).

Figura 1: Reticulócitos pontilhados e agregado em

amostras de um gato doméstico com volume globular

de 21%. Azul cresil brilhante, objetiva óptica

de imersão (100x).

A contagem de reticulócitos é considerada o padrão

ouro na avaliação da resposta medular do animal à

anemia (BARGER, 2003), utilizada para classificar

as anemias em regenerativa (reticulocitose) e não

regenerativa (reticulocitopenia ou contagens basais

em anemias intensas). Além de auxiliar na classificação

da anemia, a contagem de reticulócitos também

é utilizada para avaliar a integridade da medula

óssea e para monitorar o efeito da terapia instituída

(COWGILL et al., 2003). A reticulocitose – aumento

do número de reticulócitos circulantes – ocorre em

animais anêmicos, com medula óssea funcional e

responsiva, como nos casos de perda de sangue, hemólise

ou em pacientes que estejam respondendo

a terapia. Entretanto, animais anêmicos, com distúrbios

medulares, apresentam eritropoiese deprimida

ou diminuição da concentração ou atividade de eritropoietina

(EPO) e, dessa forma, observa-se contagem

de reticulócitos normal ou diminuída (PEREIRA

et al., 2008).

Para executar a técnica corretamente o sangue

não pode estar hemolisado, deve-se coletar a

amostra em EDTA e a contagem ser feita em até

6h (COWGILL et al., 2003). Volumes iguais de

sangue devem ser adicionados ao NAM, misturados

e mantidos a temperatura ambiente por,

pelo menos 15 minutos (STOCKHAM e SCOTT,

2008), ou submetidos a 37º por 20 minutos

(DACIE et al., 2011).

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Revista NewsLab | Março 2021


Registra-se número de reticulócitos observados a

cada 1.000 eritrócitos maduros. Para gatos, alguns

laboratórios contam apenas reticulócitos agregados,

enquanto outros contam agregados e pontilhados

e registram ambos (STOCKHAM e SCOTT, 2008). O

número de reticulócitos observados a cada 1.000

eritrócitos resulta na contagem percentual (RP).

Alguns autores acreditam que a porcentagem de reticulócitos

corrigida (PRC) seja mais adequada para

a interpretação da resposta medular (STOCKHAM e

SCOTT, 2008). A PRC é obtida através da multiplicação

da PR pela razão entre o volume globular (VG)

do paciente e do VG médio da espécie (45% para

cães e 37% para gatos) (D’AVILA, 2011). O intervalo

de referência, indicativo de regeneração, para a PR e

para a PRC deve ser o mesmo: superior à 1% para

cães e 0,4% para gatos.

A concentração de reticulócitos (CR), também

chamada de contagem absoluta de reticulócitos

é expressa pelo número de reticulócitos por µL de

sangue, obtido pela porcentagem de reticulócitos

multiplicada pelo número de eritrócitos do paciente

e, é considerada por muitos autores, como

parâmetro preferido para a interpretação (COWGILL

et al., 2003). Valores acima de 60.000 reticulócitos

agregados/μL de sangue em cães e acima de 15.000

reticulócitos agregados/μL de sangue em gatos e

200.000 reticulócitos pontilhados/μL de sangue em

gatos indicam uma reticulocitose.

Por fim, o índice de produção de reticulócitos (IPR)

possui um cálculo que envolve a estimativa do tempo

de efeito da eritropoietina sobre a medula óssea,

até a liberação de reticulócitos, bem como o tempo

de maturação dos reticulócitos, que está correlacionada

com a gravidade da anemia (D’AVILA, 2011).

Referências

BARGER, A. M., The Complete Blood Cell Count: A Powerful

Diagnostic Tool. Vet Clin Small Anim, v. 33, p. 1207

- 1222, 2003.

COWGILL, E. S.; NEEL, J. A.; GRINDEM C. B., Clinical Application

of Reticulocyte Counts in Dogs and Cats. Vet Clin Small

Anim, v. 33, p. 1223 - 1244, 2003.

D´AVILA, A. E. R. Parâmetros hematológicos e classificações

de anemia em uma população de cães atendidos no LACVET

- UFRGS. 2011. Monografia (Residência Médica em Patologia

Clínica Veterinária) - Faculdade de Veterinária, Universidade

Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2011.

DACIE, J. V. et al. Pratical Hematology. 11. ed. [S. l.]: Elsevier,

2011. 650 p. ISBN 9780702034084.

FELDMAN, B.F. & SINK, C.A. Eritrócitos. In: Urinálise e Hematologia.

São Paulo: Roca, 2006. p.75 – 96.

PEREIRA, P.M.; SEKI, M.C.; PALMA, P.V.B., Contagem de Reticulócitos

de Cães Saudáveis ou Anêmicos pela Citometria de

Fluxo, Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., v. 59, n. 1, p. 66-70, 2008.

STOCKHAM, S. L.; SCOTT, M. A. Fundamentals of veterinary

clinical pathology. 2. ed. Ames, Iowa: Blackwell Publishing,

908p, 2008.

THRALL, M A.; BAKER D.C.; CAMPBELL T.W.; et al. Veterinary

Hematology and Clinical Chemistry. 2 ed, Wiley-Blackwell,

762p, 2012.

VALLE, S.F. et al. Correlações entre as contagens de reticulócitos

manual e automática em amostras de felinos

anêmicos. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., [s. l.], v. 71, n. 2,

p. 577-583, 2019.

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INFORME DE MERCADO

MÉTODOS DE RT-QPCR AUTOMATIZADOS COM

EQUIPAMENTOS DE PIPETAGEM ECHO 525, DE ALTO

RENDIMENTO E BAIXO CUSTO PARA TESTAGEM DE

VIGILÂNCIA E IDENTIFICAÇÃO DE SARS-COV-2

“O Equipamento de Pipetagem Echo 525

tem sido uma parte essencial de nosso

laboratório para testagem de vigilância de

SARS-CoV-2. Em uma comparação recente,

descobrimos que o Echo 525, que dispensa

o uso de ponteiras (tip-less) e é livre de

contato durantes as transferencias, fornece

dados muito confiáveis e sensíveis para o

prepraro de reações de RT-qPCR a 5 µL em

faixa de concentração de 2,1-200 cópias /µL."

Dr. Andrea Crisanti, Professor de Microbiologia

da Universidade de Pádua.

Introdução

A descoberta da doença do coronavírus 2019

(COVID-19), também conhecida como SARS-

CoV-2, em Wuhan,China, levantou um alerta

público global 1. Este vírus mortal e altamente

infeccioso fez com que o mundo tomasse

medidas sérias, visto que o número de casos

confirmados tem aumentado continuamente

desde que foi relatado o primeiro caso. O

governo chinês alertou que são necessários

esforços internacionais para superar esse surto.

A professora Andrea Crisanti 2, da Universidade

de Pádua, respondeu imediatamente a essa

pandemia iniciando um método de RT-qPCR de

alto rendimento, automatizado e de baixo custo

para testar milhares de amostras de RNA a partir

de swabs na área do Veneto, no norte da Itália.

Life Sciences e tem sido uma parte essencial desses eluídos em um volume final de 100 μL usando

estudos econômicos e de alto rendimento. Com alta um Sistema MagNA Pure 96. Realizou-se

precisão e exatidão o Echo 525 até 25 nL permitiu

que os ensaios de RT-qPCR fossem realizados com

sucesso em volumes reduzidos de 5 µL em placas de

formato de 384 poços em vez de 25 µL em placas

de 96 poços. Para a reação de 5 µL, utilizou-se 1 µL

de amostra extraída de RNA de swabs nasais e 4

µL de pré mix de RT-qPCR, incluindo os primers e

a detecção de RNA de SARS-CoV-2 por um

método in house de PCR em tempo real, que foi

desenvolvido de acordo com o protocolo, primers

e sondas projetadas por Corman et al.3 visando

os genes de RNA polimerase dependente de RNA

e envelope (E) (E_Sarbeco_F, E_Sarbeco_R,

E_Sarbeco_P1) de SARS-CoV-2 (RdRp: RdRp_

sondas. A redução de volume de reação de RT-qPCR SARSr-F, RdRp_SARSr-R, RdRP_SARSr-P1 e

tem sido essencial para se utilizar menos reagente RdRp_SARSr-P2).

mas manter um alto nível de detecção (LoD) de 2,1

cópias/µL para uma única amostra.

Usando-se este método, o grupo foi capaz

de estudar até 5.000 amostras por dia com

Ácidos nucleicos totais foram purificados a partir

de 200 μL de amostras de swab nasofaríngeo e

tempo de retorno rápido de 15 minutos

contra 3 horas para a configuração de reação.

Figura 1. Fluxo de trabalho da análise de carga viral de RNA no laboratório do Prof. Crisanti

O Echo 525 é um equipamento de trasnferência

de líquidos e pipetagem automática acústico que

dispensa ponteiras (tipless) da Beckman Coulter

0 126

Revista NewsLab | Março 2021


Testes de comparação entre o equipamento Echo 525 e equipamento de transferência de

líquidos automático que utiliza ponteiras

Foram testadas sete amostras de RNA de baixa concentração de extratos de swab nasal, em 10

repetições no Echo 525 e um pipetador automático utilizando ponteiras.

Tabela 1. Comparação de valores de Ct entre reações de RT-qPCR com configuração usando 2 métodos diferentes a 25 e 5 µL.

A comparação do LoD entre as reações de 25 e de

5 µL demonstrou:

• 0,82 cópias/µL para reação de 25 µL em placa

PCR de 96 poços e termociclador 7900HT Fast

Real-Time com input de 5µl de amostra de

RNA extraído.

INFORME DE MERCADO

• 2,1 cópias/µL para reação de 5 µL em

placa PCR de 384 poços e termociclador

QuantStudio 5 com1 µL de input de amostra

de RNA extraído.

Além disso, como o Echo é uma tecnologia

acústica que não emprega ponteiras, isso

reduz o uso de ponteiras descartáveis, o que

é extremamente importante devido à alta

demanda por ponteiras durante a pandemia

de SARS-CoV-2.

"Em nossas mãos, o Echo permitiu reduzir o tempo

de retorno e tempo de manipulação em 92% e 75%,

respectivamente; e diminuiu o custo de reagente para

RT-qPCR em 80%. Além disso, o fato de não se usar

ponteiras de plástico foi um divisor de águas em nosso

laboratório quando as ponteiras estão em grande

demanda devido à pandemia." Dr. Andrea Crisanti,

Professor de Microbiologia na Universidade de Pádua

O mesmo tipo de comparação entre os dois

equipamentos de pipetagem automática foi

estendido para quatro placas de 96 poços em

equipamento utilizando ponteiras (25 µL) versus

Echo 525 com amostras de 384 poços (5 µL).

Também foram incluídas quatro amostras de

controle positivo (RNA de Ribonuclease P humana)

e 25 amostras em branco. Os dados da comparação

do valor de Ct apresentaram o seguinte resultado:

• 15 amostras com carga viral de RNA semelhantes

nos dois sistemas, com Ct variando entre 17 e 35

• 13 amostras exibindo carga viral somente

quando analisadas com o instrumento Echo 525

em placas de 384 poços e com termociclador

QuantStudio 5. Dessas 13 amostras:

- Oito amostras foram confirmadas como tendo

carga viral usando-se outros métodos.

- Cinco amostras não foram monitoradas.

A comparação de dois conjuntos de dados

demonstra que configurar as reações de RT-qPCR

em 5 µL, usando o Echo 525 em placas de 384

poços não causa nenhuma perda de identificação

de amostras com carga viral.

O LoD foi avaliado testando 32 replicatas em 10

diferentes concentrações de amostras de RNA

com mais de 95% de positividade.

A sensibilidade do ensaio foi aperfeiçoada

usando o Echo 525 para configurar a reação

de 5 µL em placa de 384 poços e QuantStudio

5, em comparação com o uso de um pipetador

automático utilizando ponteiras descartáveis

para configurar uma reação de 25 µL em placa

de PCR de 96 poços e 7900HT PCR Fast Real-

Time. Esse resultado também pode ser atribuído

à combinação do uso de um termociclador

diferente com melhor transferência de calor para

volumes menores.

Figura 2. Curvas de amplificação para amostras de uma placa de 384 poços, com 2 controles positivos (destaque em verde) e uma

amostra positiva (destaque em amarelo), e as amostras negativas ou controles negativos (curvas em azul de linha de base).

• 327 amostras sem carga viral de RNA nos dois

sistemas

Revista NewsLab | Março 2021

0 127


INFORME DE MERCADO

Resumo

O aperfeiçoamento dos testes de vigilância e a

detecção precoce da transmissão do SARS-CoV-2 em

locais que ainda não foram afetados pelo vírus são

fundamentais para controlar sua propagação e reduzir

a substancial carga na saúde pública, econômica e

social imposta pela COVID-19 em todo o mundo.

Equipamentos como o Echo 525 permitem aplicações

rápidas, econômicas e de alto rendimento, como

estes estudos populacionais, tornando-os menos

trabalhosos e reduzindo os volumes de reagentes

e, portanto, o custo. Além disso, a tecnologia que

dispensa ponteiras permite programas de testes

mais sustentáveis e reduz ainda mais os custos,

reduzindo o número de ponteiras descartáveis

usadas em cada fluxo de trabalho.

Figura 3. Membros do laboratório do grupo do Dr. Crisanti na Universidade de Pádua, Itália.

As vantagens do fluxo de trabalho permitido pelo

Echo no laboratório incluem:

• Fácil de usar: A plataforma e o software do Echo

são fáceis de usar e operar.

A redução dos volumes de reação e o aumento da

velocidade de configuração de reação usando o

equipamento Echo também pode permitir uma

escala maior nos testes de ~1.300 amostras/dia

para até ~5.000 amostras/dia.

Destaques

No laboratório do Professor Crisanti, o método

padrão antes de ter um Pipetador Automático Echo

525 consistia em usar um Pipetador Automatico

com uso de ponteiras descartáveis e uma placa

de 96 poços em conjuneto com Sistema de PCR

7900HT Fast Real-Time. O Echo 525 foi adicionado

ao laboratório para tornar mais enxuta a

configuração das reações de RT-qPCR pós-extração

usando placa de 384 poços em conjunto com o

QuantStudio 5 Real-Time PCR.

• Redução do tempo de manipulação: 75% mais

rápido no Echo (de 8 horas para 2 horas)

• Redução do custo do reagente: 80% de economia

(de 25 µL RT-qPCR para 5 µL)

• Tempo de retorno mais rápido: tempo 92% mais rápido

da amostra até os dados (de 3 horas para 15 minutos)

• Diminuição do consumo de ponteiras de plástico,

contribuindo com a sustentabilidade e evitando

problemas com a cadeia de suprimento de ponteiras

• Baixa manutenção: Usuários não precisam fazer

calibração de líquido nem manutenção demorada

• Necessidade de menos termocicladores: Passando

de placas de 96 poços para 384 poços, são necessárias

menos termocicladores, o que também é importante

devido à alta demanda por termocicladores de 96

poços durante a pandemia.

Referências

1. World Health Organization. Novel Coronavirus (COVID-19)

Situation. covid19.who.int (2020)

2. Crisanti. A. et al. Suppression of COVID-19 outbreak in the municipality

of Vò, Italy. medrxiv.org/content/10.1101/2020.04.17.20053157v1

3. Corman. V.M. et al. Detection of 2019 novel coronavirus

(2019-nCoV) by real-time RT-PCR. Eurosurveillance Vol. 25 doi:

10.2807/1560-7917.ES.2020.25.3.2000045 (2020)

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Revista NewsLab | Março 2021


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ao processamento deste tipo de exame o Laboratório

IPOG possui um excelente prazo de

liberação, o RT-PCR para a Covid-19, muitas

vezes é liberado em menos de 24 horas.

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vantagens da coleta de RT-PCR pela saliva e eles

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uma amostra de 2ml de saliva do paciente;

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Revista NewsLab | Março 2021

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Revista NewsLab | Março 2021


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contínua. As metodologias são: difração

e laser combinada com coloração

química e avançada citometria de fluxo,

com exclusivo canal para contagem de

basófilos e impedância. Amostra de 20µl.

INFORME DE MERCADO

Os laboratórios clínicos buscam melhorias

e padronização nos seus processos

e fluxos de trabalho assim como nos resultados

dos exames. O aumento do nível

de automação e redução de erro humano

e dos riscos de contaminação, tanto dos

profissionais como das amostras. O BC-

5380 permite análise completa do hemograma

e liberação de até 80% da rotina

de hematologia sem a necessidade de

confecção de lâminas e microscopia. A

redução da mão de obra nos processos

permite realocar os recursos humanos

para situações que exijam: análise crítica

dos resultados ou controle de qualidade,

processos manuais e atuação comercial. O

resultado do hemograma com diferencial

leucocitário em 5 partes proporciona a

diminuição da confecção de lâminas e microscopia,

sendo uma economia não somente

em mão de obra como em material

(lâminas e corantes). O auto carregamento

diminui o tempo gasto em frente ao

equipamento, automatizando o processo

de amostragem, que é um processo repetitivo

de abrir e fechar tubos de amostras

e que pode proporcionar erros na identificação

das amostras ou trocas acidentais,

além do risco biológico. O BC-5380 traz

elasticidade no ganho de capacidade em

processar a rotina além de contar com o

aumento na segurança e economia dos

processos administrativos de transcrever

os resultados no sistema, se o equipamento

estiver interfaceado ao sistema de

informação do laboratório (LIS).

Para maiores informações, favor

consultar-nos.

J.R. EHLKE & Cia Ltda.

Av. João Gualberto, 1661 - Juvevê

Curitiba / PR - Brasil - CEP 80030-001

Tel + 55 41 3352-2144

www.jrehlke.com.br

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Revista NewsLab | Março 2021

0 131


INFORME DE MERCADO

EXAMES PODEM PREVER CHANCES DE

DESENVOLVIMENTO DO CÂNCER

DB Patologia apresenta testes que

fazem a detecção da Síndrome de

Lynch e tumores associados

A Síndrome de Lynch é uma doença hereditária

e se caracteriza pelos defeitos em genes

chamados de “genes de reparo”. É comum, no

corpo humano, que o DNA sofra agressões. Por

isso, é de suma importância que o sistema de

reparo seja eficaz. Esses genes são responsáveis

por identificar e reparar essas agressões. Porém,

se os genes responsáveis por essa função não

estiverem funcionando adequadamente, as

chances de uma célula com DNA não reparado

se multiplicar sem controle são altas, levando

ao surgimento de um câncer. Assim, a Síndrome

de Lynch aumenta as chances de o indivíduo ter

inúmeras neoplasias.

Essa síndrome está muito associada, em

grande parte, ao surgimento de câncer

colorretal, sendo considerada um fator de risco

de grande importância e está presente em 3%

dos casos dessa enfermidade. Essa neoplasia é

uma das mais incidentes no mundo. No Brasil,

segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA),

estima-se 41.010 novos casos diagnosticados

(no triênio 2020-2022), afetando, com maior

ocorrência, a população masculina com mais

de 50 anos.

Dr. Gregório Pereira, médico patologista e

coordenador do setor de Imuno-histoquímica e

Patologia Molecular do DB Patologia

Unidade do DB Patologia.

“O câncer colorretal já é uma doença muito

comum entre os cânceres. A maioria dos

casos não têm fator genético. Mas, há os

casos identificados na Síndrome de Lynch, em

que há o fator hereditário. As chances de se

desenvolver a doença, nesses casos, são altas,

chegando a 80%. Pode ocorrer também em

indivíduos mais jovens”, explica o Dr. Gregório

Pereira, médico patologista e coordenador

do setor de Imuno-histoquímica e Patologia

Molecular do DB Patologia.

Para esses casos, o mais recomendado é o

acompanhamento genético para indicação

de métodos de rastreamento ao paciente e

aos familiares próximos. A identificação da

Síndrome de Lynch funciona como um alerta

para o indivíduo diagnosticado e para todos

os familiares consanguíneos. Assim, é possível

tomar decisões mais assertivas em casos de

detecção de câncer precoce, aumentando

significativamente as chances de cura.

O Diagnóstico

A confirmação da Síndrome de Lynch pode ser

feita por meio de exames moleculares, como PCR e

sequenciamento, que têm como objetivo identificar

mutações em genes relacionados. Há também

o exame imuno-histoquímico, uma importante

ferramenta para a identificação da instabilidade de

microssatélites, presente nessa síndrome.

“O exame imuno-histoquímico identifica

a presença ou a ausência das proteínas

produzidas pelos genes de reparo,

determinando de maneira ‘indireta’ a

disfunção desses genes. Testes moleculares,

como o PCR, por sua vez, identificam a

sequência genética que apresenta a mutação

relacionada à síndrome. A utilização do teste

molecular é indicada no caso de resultados

indeterminados na imuno-histoquímica,

incluindo discordância, dificuldade de

interpretação ou perda da expressão

de apenas uma proteína do sistema de

reparação”, complementa o Dr. Gregório.

É importante ressaltar que existem muitos

outros tipos de câncer associados à Síndrome

de Lynch. Entre eles, estão: carcinoma de

ovário, carcinoma de endométrio, carcinoma

de bexiga urinária, carcinoma sebáceo da

pele e, até mesmo, leucemias.

0 132

Revista NewsLab | Março 2021


LANÇAMENTOS FIRSTLAB: AGULHAS HIPODÉRMICAS E

CURATIVO PÓS COLETA

INFORME DE MERCADO

A Firstlab é sinônimo de seu primeiro parceiro

quando se fala em soluções integradas para

Laboratórios. Garantimos maior tranquilidade

quanto à aquisição de um produto seguro para

os profissionais da saúde e para os pacientes.

Conheça nossos lançamentos.

As Agulhas Hipodérmicas¹ possuem calibres

ideais para aspirações, aplicações

de vacinas ou medicamentos e coleta de

sangue dentro das rotinas hospitalares e

laboratoriais. Nossas agulhas são estéreis,

atóxicas e apirogênicas. Permitem a

conexão segura com seringas de bico luer

slip e luer lock. Parede fina no tamanho

13 x 45 e extrafina para os demais tamanhos,

possibilitando um aumento na taxa

de fluxo com calibres menores. Identificação

por cores.

Os Curativos Pós Coleta² são indicados para

estancar pequenos sangramentos. Fabricados

em polietileno siliconado, fita microporosa e

não tecido e o tipo de cola é Hot melt. Principal

benefício: mais conforto e menos irritabilidade

na pele. Por não terem látex em sua composição,

possuem boa ventilação, facilidade de uso,

formato anatômico e mais confortáveis. Outro

diferencial é a composição do tampão (almofadinha).

É TNT, tecido e não tecido. É mais absorvente

e proporciona melhor suavidade e flexibilidade,

pois se moldam nas dobras da pele.

Prepare-se para ter em seu dia a dia, uma

nova concepção de produtos laboratoriais e

soluções integradas.

¹ Registro ANVISA: 10330669063

² Registro ANVISA: 10426950002

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Revista NewsLab | Março 2021

0 133


INFORME DE MERCADO

DOSAGEM HORMONAL PELO MÉTODO DE ELISA

O sistema endócrino é composto por um

grupo de glândulas e órgãos que regulam e

controlam várias funções do organismo por

meio da produção e secreção de hormônios.

Os hormônios, por sua vez, são substâncias

químicas que atuam como mensageiros, controlando

e coordenando atividades em todo o

corpo. Por isso mesmo, quando ocorrem alterações

hormonais, o organismo pode apresentar

alguns sintomas característicos, como

excesso de fome, sono, mudanças de humor

e até o crescimento desordenado de pelos. A

realização de testes para dosagem hormonal,

portanto, tem um papel fundamental para

garantir a qualidade de vida do paciente, possibilitando

a detecção precoce dos distúrbios

hormonais e apoiando o médico na tomada de

decisão sobre o melhor tratamento.

A dosagem hormonal pelo método de ELISA

de competição é capaz de detectar moléculas

muito pequenas, fazendo isso por meio do revestimento

dos poços das placas com anticorpos

específicos para o hormônio que se deseja

avaliar. Assim, o resultado do teste aponta a

quantidade de hormônios na amostra de forma

altamente específica e sensível.

A EUROIMMUN Brasil expandiu sua linha de

testes com foco em distúrbios de hormônios

sexuais e metabólicos, permitindo a identificação

e diferenciação com segurança a partir

de amostras de soro e/ou plasma humano.

Nosso portfólio inclui os seguintes testes para

alterações hormonais:

• DHEA - Dehidroepiandrosterona

Funciona como marcador útil da síntese de

androgênio adrenal. Alterações nos níveis de

DHEA podem ocorrer no hipo-adrenalismo e

em outras condições, incluindo adenoma e

carcinoma adrenal virilizante.

• T3 reversa

A T3 reversa é um valioso biomarcador do

metabolismo e função dos hormônios tireoidianos.

Sua dosagem pode ser útil para diferenciar

o diagnóstico entre pacientes com hipotireoidismo

central e aqueles com síndrome

de T3 baixo.

• 17-OH Progesterona

A dosagem de 17-OH progesterona possibilita

a diferenciação no diagnóstico da HAC e pode

ser dividida nas formas clássicas e não-clássicas,

com a quantidade de enzimas reduzidas.

• Estrona

Hormônio esteróide, da classe dos estrogênios,

responsável pelo desenvolvimento e função

dos órgãos sexuais femininos, além da regulação

do crescimento e da densidade óssea.

• DHT - Dihidrotestosterona (DHT)

5α-dihidrotestosterona (DHT) pertence à

classe dos andrógenos. Alterações nos níveis

de DHT podem estar relacionados à hirsutismo

idiopático e ovários policísticos e à aplasia de

células germinativas e azoospermia.

EUROIMMUN

Eurohub – Hub de geração e disseminação

do saber científico

0 134

Revista NewsLab | Março 2021


Identifique e diferencie

com segurança distúrbios

no equilíbrio de hormônios

metabólicos e sexuais.

A medicina diagnóstica tem um papel

importante na saúde hormonal.

O diagnóstico assertivo pode ser

realizado através de soluções pelo

método de ELISA.

Conheça nossos produtos e garanta

excelência no processo de dosagem

hormonal em seu Laboratório!

www.euroummun.com.br/hormonios

Código

Apresentação Nome registrado na ANVISA Registro

EQ 6154 9601 96 x 01 (96) Dehidroepiandrosterona (DHEA) ELISA 10338930241

EQ 6165-9601 96 x 01 (96) Estrona ELISA

10338930244

EQ 6163-9601 96 x 01 (96) 17-OH-Progesterona ELISA 10338930242

EQ 6152-9601 96 x 01 (96) Dihidrotestosterona ELISA 10338930240

EQ 1016-9601-9 96 x 01 (96) T3 Reversa

10338930243

ESCANEIE O QR CODE

PARA SABER MAIS


INFORME DE MERCADO

LINHA SAFETY VACUETTE®

GARANTIA DE SEGURANÇA PARA PROFISSIONAIS E PACIENTES

Americana, 25 de Janeiro 2021 – Estamos

expostos a acidentes diariamente, independente

do cenário ao qual fazemos parte. Na área da

saúde não é diferente, lesões por perfurocortantes

é um risco presente e uma das causas mais

frequentes de acidentes com profissionais da

saúde. O maior risco envolvido, é a contaminação

por contato com materiais biológicos ou

dispositivos contaminados.

Atualmente, existem mais de 20 patógenos

conhecidos que podem ser transmitidos pelo

contato direto com o sangue contaminado, sendo

os mais perigosos o HBV, HCV e HIV. Estudos

comprovam que é dez vezes mais provável

contrair esses vírus em ambientes hospitalares

do que em ambientes externos.

Implementar medidas de proteção à segurança

e à saúde desses profissionais é fundamental

e está previsto na NR-32, que estabelece as

normas para a prevenção de riscos de acidentes

com materiais perfurocortantes. Prevenir é a

forma de proteção mais eficiente e a linha Safety

VACUETTE®, da Greiner Bio-One oferece uma

ampla gama de produtos seguros e inovadores,

o que permite personalizar a coleta de acordo

com os diferentes tipos de acesso venoso. Veja

algumas das soluções disponíveis:

Os Adaptadores de Segurança QUICKSHIELD são

de uso único e contém um escudo de proteção

com rotação de 360°, que pode ser posicionado

em qualquer direção, facilitando para destros e

canhotos, sem alteração na técnica utilizada para

punção. Finalizada a coleta, basta pressionar o

escudo contra uma superfície rígida até ouvir

um clique, indicando que o sistema foi ativado e

permanentemente travado.

Os Escalpes com Trava de Segurança VACUETTE®

possuem um mecanismo de segurança que

reduz a taxa de lesões por agulhas em até 60%

quando comparado ao uso de um escalpe sem

mecanismo de segurança. A trava de segurança

com mecanismo manual, permite total controle

no momento da retirada do dispositivo, pois a

agulha desliza delicadamente junto a cânula de

proteção e um clique audível confirma que a

trava foi acionada. Além disso, o escalpe possui

uma antecâmara pela qual é possível visualizar o

fluxo sanguíneo assim que a punção é realizada.

O resultado é mais segurança para o profissional

e pacientes cada vez mais satisfeitos.

Ainda falando de prevenção, a linha PREMIUM

dos renomados Tubos VACUETTE® para coleta

de sangue à vácuo, trazem mais confiança e

segurança, pois possuem tampa com rosca,

garantia total para o transporte seguro das

amostras e evitam o efeito aerossol no momento

da abertura dos tubos.

Acesse o site da Greiner Bio-One para saber mais

sobre estes e outros produtos da Linha Safety, ou

entre em contato pelo e-mail: info@br.gbo.com.

Greiner Bio-One

Sediada em Kremsmünster, na Áustria, a Greiner

possui quatro divisões operacionais, a Greiner

Packaging, Greiner Bio-One, Greiner Foam e

Greiner Extrusion, atuando em vários setores

como na produção de espuma e processadores

de plásticos para os setores de embalagens,

móveis, esporte, automotivo, tecnologia médica

e farmacêutica. Também está entre os principais

fabricantes de linhas, ferramentas e plantas de

extrusão. Em 2017, a Greiner empregou mais

de 10 mil funcionários nas 139 subsidiárias

distribuídas em 33 países. www.greiner.com

Para mais informações:

Departamento de Marketing

T: +55 19 3468 9600

E-Mail: info@br.gbo.com

0 136

Revista NewsLab | Março 2021


NOSSO OBJETIVO

É A SUA SEGURANÇA

LINHA SAFETY VACUETTE

Greiner Bio-One

®

EVITE ACIDENTES. PROTEJA-SE.

A linha completa de acessórios VACUETTE®, oferece dispositivos seguros

pensando especialmente nos cuidados com o profissional da saúde e do paciente.

www.gbo.com

Greiner Bio-One Brasil / Avenida Affonso Pansan, 1967 CEP 13473-620 | Americana, SP

TEL +55 (19) 3468-9600 / FAX +55 (19) 3468-3601 / E-MAIL info@br@gbo.com


INFORME DE MERCADO

A HORIBA MEDICAL ENTENDE O PODER QUE UMA LINHA

TEM DE TRANSFORMAR O MUNDO E AGORA POSSUI UMA

NOVA FAMÍLIA DE ANALISADORES E REAGENTES PARA

HEMOSTASIA.

• Torne a vida do seu laboratório mais fácil

• Reduza o erro

• Garanta a confiança médica em seus resultados

• Envolva o laboratório em uma etapa adicional de qualidade

• Aumente a capacidade de diagnóstico do seu laboratório

Mude para nova geração de analisadores de

hemostasia Horiba Medical

Instrumentos de hemostasia compactos

projetados para pequenos laboratórios para

realizar testes de coagulação

Yumizen G200

• Dois canais de medição

• Três metodologias de análise igual aos equipamentos automatizados

• Sem manutenção

• Velocidade aproximada 30 testes por hora.

• Cubetas descartáveis de reação única (compatível com toda linha)

• Equipamentos com áreas de cubetas de

• pré-incubação e posicionamento de reagentes.

• Ampla gama de reagentes oferecidos.

• Contempla todo perfil de testes de hemostasia.

• Mesmo reagentes e consumeis que os equipamentos automatizados.

• Pode ser utilizado como back up dos equipamentos automatizados.

• Compatível com QCP Horiba. Controle de qualidade Horiba dando maior

confiabilidade ao teste.

HORIBA Medical Brasil

Tel.: (11) 2923-5400 - E-mail: marketing.br@horiba.com

0 138

Revista NewsLab | Março 2021


INFORME DE MERCADO

GASOMETRIA I15 LABTEST

Portátil, leve e de fácil operação, o sistema de

gasometria i15 Labtest é a solução ideal para

quem busca um sistema completo e versátil,

que permite realizar análises em ambientes

laboratoriais e hospitalares.

O sistema é automático e pode-se utilizar

amostras de sangue total arterial ou venoso,

coletadas em heparina lítica ou heparina

balanceada com cálcio, incluindo gasometria

capilar.

• Sempre pronto para realizar o teste, o sistema

utiliza apenas 140 µL de amostra e os resultados

são obtidos em 48 segundos, após a aspiração da

amostra. A bateria tem autonomia para 50 testes

contínuos.

• Até 34 parâmetros por amostra:10 parâmetros

medidos (pH, pCO2, pO2, Na+, K+, Ca++, Cl-,

Glu, Lac e Hct) e 24 parâmetros calculados.

• Cartuchos individuais e de uso único que

possuem microssensores para determinação dos

parâmetros por potenciometria, amperometria e

condutimetria.

• O sistema requer baixa manutenção: com

tecnologia inovadora de controle de líquidos, a

amostra fica confinada no cartucho e não entra

em contato com o sistema operacional interno.

• Garantia de exatidão e precisão nos resultados:

calibração automática a cada amostra, três níveis

de controle de qualidade e simulações internas.

• Com impressora embutida e software

configurável para melhor atender a sua rotina,

é capaz de armazenar até 10.000 dados de

pacientes e 5.000 dados de CQ.

Entre em contato e conheça a solução

Labtest para gasometria:

DDG: 0800 031 3411

E-mail: labtest@labtest.com.br

Site: labtest.com.br

/labtestdiagnostica

INFECÇOES INTESTINAIS – ADENOVÍRUS E ROTAVÍRUS

A gastroenterite é uma inflamação do trato digestivo

que atinge principalmente o estômago e o

intestino. Os principais sintomas incluem náuseas,

vômitos, diarreia aquosa, dor abdominal e cólicas,

muitas vezes são acompanhados de inchaço, febre

alta, calafrios, dor de cabeça e cansaço físico.

As causas mais comuns das gastroenterites

são agentes virais, bactérias, parasitas e as intoxicações

alimentares. Dentre as infecções virais,

podemos citar, rotavírus, norovírus, astrovírus,

adenovírus e sapovírus .

As gastroenterites acometem com maior incidência

os países em subdesenvolvidos ou em

desenvolvimento, devido as precárias condições

de saneamento básico, má qualidade da água

potável e fatores de riscos nutricionais. Embora

nos países desenvolvidos a morte por doença

diarreica seja relativamente baixa, a patologia

continua como um importante fator de morbidade,

demandando elevados custos.

Segundo dados da Organização Mundial da

Saúde (OMS), anualmente são registrados no

mundo 2 bilhões de casos de doença diarreica e

1,9 milhões de crianças com menos de 5 anos de

idade são levadas a óbito.

A LumiraDx possui em seu portfolio testes rápidos

para a detecção qualitativa de Rotavírus e

Adenovírus em amostras de fezes permitindo o

diagnóstico preciso e conduta terapeutica adequada

as infecções instestinais.

Para maiores informações, entre em

contato através do

e-mail faleconosco@lumiradx.com

ou (11) 5185- 8181.

0 140

Revista NewsLab | Março 2021


COM A APROXIMAÇÃO DA SEMANA DE LUTA CONTRA

A TUBERCULOSE, ESPECIALISTAS DESTACAM A

IMPORTÂNCIA DE EXAME QUE DETECTA A DOENÇA EM

SUA FASE LATENTE (ILTB)

INFORME DE MERCADO

A tuberculose (TB) é uma doença séria e

altamente contagiosa. Segundo dados do

Relatório Global da Tuberculose 2020, 10

milhões de pessoas foram infectadas pelo

Mycobacterium tuberculosis, com 1,2 milhão

de óbitos em todo o mundo, ao longo de

2019. No Brasil, foram registrados 96 mil

novos diagnósticos no mesmo período,

sendo 6.700 fatais. Em 2018, a OMS lançou

a campanha global “Unidos Para Acabar com

a Tuberculose”, com o objetivo de erradicá-la

até 2030.

Uma das maneiras mais efetivas de prevenir

a transmissão e erradicar a doença se dá pelo

diagnóstico e tratamento precoces da TB ativa

e da prevenção reativa da doença, através do

tratamento da (ILTB). “Embora a tuberculose

seja curável, quanto antes o tratamento for

feito, menor será o sofrimento do paciente,

assim como a taxa de disseminação da

doença. Para o diagnóstico da ILTB, hoje

existem testes mais precisos e assertivos”,

comenta a médica infectologista e diretora

clínica do Instituto Clemente Ferreira, Dra.

Denise Silva Rodrigues.

Entre os métodos para identificar a ILTB

recomendados pela OMS, está o teste IGRA

- QuantiFERON – TB Gold Plus. Desenvolvido

pela QIAGEN, o exame é feito com uma

amostra de sangue e requer apenas uma

visita ao médico, apresentando resultado

rápido e seguro.

Além disso, a testagem da ILTB é indicada

principalmente para pessoas que compõe

o chamado grupo de risco da doença,

como portadores de HIV positivo, pessoas

que recebam tratamento anti-TNF-alfa ou

imunossupressores, pessoas que tiveram

contato com portadores da enfermidade,

crianças abaixo de 5 anos, profissionais

da área da saúde, imigrantes e população

privada da liberdade.

Em breve teste IGRA QuantiFERON-TB Gold

Plus estará disponível em toda rede SUS

e também em todos os planos de saúde a

partir de 01/04/2021 com DUT.

QIAGEN Brasil

vendas.brasil@qiagen.com

Revista NewsLab | Março 2021

0 141


INFORME DE MERCADO

EM TEMPOS DE COVID-19, TAMBÉM É NECESSÁRIO

COMBATER A DENGUE

“Simultaneamente à guerra contra a Covid-19,

o Brasil não pode esmorecer na luta contra outra

inimiga da saúde pública, a dengue, que teve

cerca de um milhão de casos em 2020”, alerta

o médico sanitarista Alexandre Chieppe, diretor

médico da MedLevensohn, salientando: “No

combate e prevenção desta doença, cada brasileiro

pode e deve fazer sua parte, eliminando os

criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor

dos vírus causadores da infecção. Para isso,

não se pode deixar água parada em nenhuma

superfície das casas, terrenos e quintais. Também

se recomenda instalar telas de proteção em janelas

e portas, uso de produtos repelentes na pele

e roupas que protejam braços e pernas, em áreas

expostas ao inseto.

O boletim epidemiológico mais recente do

Ministério da Saúde revela que, entre janeiro e

novembro do ano passado, ocorreram 971.136

casos de dengue no País, com 528 mortes.

Maiores incidências verificaram-se nas regiões

Centro-Oeste (1.187,4 por 100 mil habitantes),

Sul (931,3/100 mil) e Nordeste (258,6/100 mil).

“Tais dados epidemiológicos podem parecer pouco

graves na comparação com os da Covid-19,

que já matou mais de 220 mil brasileiros, mas

são muito preocupantes, pois se trata de uma

enfermidade epidêmica em crescimento e para

a qual ainda não há vacina no sistema público,

com capacidade de acesso muito baixa”, explica

Chieppe.

De 2018 para 2019, o Brasil já havia registrado

aumento de 488% no número de casos de dengue.

Em 2020, como demonstram os números, a

expansão continuou, agravada pela simultaneidade

com o novo coronavírus. Um dos problemas

está na capacidade do sistema de saúde para

atender às demandas relativas a uma gravíssima

pandemia juntamente com uma epidemia nacional,

agravada no período de chuvas, no qual a

reprodução do mosquito é favorecida.

“Um aspecto complicador é que os sintomas

das duas doenças apresentam algumas semelhanças,

confundindo-se também com a gripe,

principalmente no início das duas infecções”,

lembra o diretor médico da MedLevensohn. A

dengue costuma apresentar febre alta, de até

40 graus, dor de cabeça, muscular e nas articulações,

cansaço, indisposição, enjoos e vômitos.

Essas manifestações passam entre cinco e sete

dias. Porém, há casos mais graves, hemorrágicos,

que exigem tratamento imediato e, na maior

parte das vezes, internação hospitalar. Os sintomas

congruentes mais comuns da Covid-19 são

febre, cansaço e dores no corpo. Tosse seca, dor

de garganta e perda de olfato e paladar são sinais

mais característicos da enfermidade pandêmica.

Para as duas doenças não há tratamento cientificamente

reconhecido como eficaz para a cura,

processada pela reação natural do organismo.

Em ambas, são tratados apenas os sintomas,

com medicamentos que variam de acordo com

as características dos pacientes e gravidade das

infecções. Os pacientes mais graves requerem

internação hospitalar. Os que são tratados em

casa não devem tomar remédios, nem mesmo

analgésicos, sem orientação médica. Em caso de

dengue, por exemplo, é imprópria a administração

de ácido acetilsalicílico (Aspirina, Melhoral e

AAS, por exemplo).

“Em caso de sintomas, é importante consultar

o médico, para que se identifique o mais rapidamente

possível qual doença está acometendo a

pessoa, para o devido tratamento”, orienta Alexandre

Chieppe, lembrando haver um teste rápido

da MedLevensohn (Dengue- anticorpos IgG e

IgM), que é um grande aliado no diagnóstico e

controle da enfermidade. “Temos de fazer todos

os esforços no sentido de vencer a dengue no

Brasil, da mesma maneira e ao mesmo tempo

em que enfrentamos a Covid-19”, conclui.

MedLevensohn

www.medlevensohn.com.br

Central de Atendimento: 4003-9021

Sac / Assistência Técnica: 0800 722 2393

e-mail: suporte.tecnico@medlevensohn.com.br

0 142

Revista NewsLab | Março 2021


INFORME DE MERCADO

A LABORLINE ESTÁ ON-LINE

A Laborline é uma empresa 100% brasileira, sua

credibilidade está relacionada à constante atenção

e dedicação no desenvolvimento de produtos

duráveis, buscando inovação e qualidade.

A marca apresenta ao mercado sua loja virtual

laborline.com.br, onde é possível encontrar

toda a linha de centrífugas e equipamentos para

laboratórios que buscam otimizar e ter maior

eficiência na sua rotina.

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TESTE MOLECULAR PARA SARS-COV-2 DA MOBIUS

DETECTA VARIANTES

A Mobius está sempre atenta as necessidades

de seus clientes e realiza constantemente pesquisa

e atualizações para oferecer sempre as

melhores soluções.

Em relação as novas variantes recém descobertas

do SARS-CoV-2, informamos que foram realizadas

análises in sílico em relação a interação

das novas variantes com o Kit XGEN MASTER

COVID-19 (ANVISA: 80502070088). Observamos

que as mutações abaixo não afetam a detecção

do vírus SARS-CoV-2 em nosso kit:

• Variante do SARS-CoV-2 VUI 202012/01 –

Reino Unido.

• Variante do Cluster 5 – Dinamarca.

• Variante com substituições de nucleotídeos

(GGG-AAC) nas posições do genoma 28881-

28883.

• Variante brasileira.

O Kit XGEN MASTER COVID-19 tem como alvo os

genes ORF1ab e N, áreas que não foram afetadas

nas mutações citadas acima. Portanto, não

há implicações deste novo variante no kit de

detecção de PCR em tempo real.

Estamos à disposição

para mais esclarecimentos.

suporte@mobiuslife.com.br

0 144

Revista NewsLab | Março 2021


CELLTAC-G – SEGURANÇA, QUALIDADE E TECNOLOGIAS

EXCLUSIVAS PARA SEU LABORATÓRIO

INFORME DE MERCADO

Walk Away System - O sistema “Walk Away

System” de acesso randômico e totalmente automatizado

atinge até 90 testes por hora, apenas inserindo

racks no carregador.

DynaScatter Laser - A tecnologia ótica ”DynaScatter

Laser” analisa e diferencia as células WBC em seu

estado “quase-nativo” com muita precisão. O inovador

sistema de detecção de espalhamento de laser com 3

ângulos provê uma melhor detecção de WBC realizando

uma medição precisa de luz dispersada. Obtendo a

informação do tamanho do WBC de um sensor chamado

“FSS”, as informações de estrutura e complexidade

das partículas do núcleo são coletadas por um sensor

chamado “FLS” e a informação da granularidade interna

e da lobularidade são obtidas através de um sensor

chamado “SDS”. Essa informação gráfica 3D é calculada

então por um algoritmo exclusivo da Nihon Kohden.

DynaHelix Flow - A tecnologia chamada “DynaHelix

Flow” alinha perfeitamente as células WBC,

RBC e PLT para uma contagem por impedância com

alta precisão usando um fluxo hidrodinâmico focado

antes de passar pela abertura de contagem. Somado

a isso, o “DynaHelix Flow” previne totalmente que a

mesma célula seja contada duas vezes (retorno) usando

o exclusivo “DynaHelix Flow stream”. Esse avançado

sistema recém desenvolvido, melhora expressivamente

a precisão e confiabilidade das contagens.

Smart ColoRac Match - O sistema “Smart

ColoRac Match” ajuda a localizar rapidamente

amostras clinicamente alteradas e tubos cujo código

de barras não pôde ser lido usando uma exclusiva

codificação através de racks coloridos que

são associados ao programa gerenciador de dados

do Celltac G. Isso aumenta muito a eficiência do

laboratório sem investimento extra, sem aumento

de espaço e sem a necessidade de treinamento

extra para o operador. O sistema “Smart ColoRac

Match” definitivamente maximiza a produtividade

do seu laboratório proporcionando resultados mais

rápidos e precisos.

Seamless information transfer - O sistema

de troca de dados baseado no protocolo HL7 permite

transferência de informação bidirecional sem

interrupção.

Reagent Management - O sistema de gerenciamento

de reagentes do Celltac G torna muito fácil

a manipulação destes. Contribuindo assim para resultados

com o mais alto padrão de qualidade.

Novos parâmetros – Os novos parâmetros

Índice de Mentzer e RDW-I adicionam valiosas

informações clínicas para que se possa diferenciar

os traços de possibilidade de uma Beta-talassemia

de uma possível anemia ferropriva nos casos de

anemia microcítica. E com os novos parâmetros

Band%, Band# e Seg%, Seg# sua análise diferencial

será muito mais precisa e confiável, já que o

equipamento separa a contagem de neutrófilos

em Segmentados % e # e Bastonetes % e #. E os

parâmetros P-LCR e P-LCC reportam plaquetas gigantes,

plaquetas agregadas ou células fragmentadas.

Estes novos parâmetros ajudam a acelerar o

diagnóstico através de resultados precisos.

Opte pela melhor tecnologia para o seu

laboratório!

Opte por Equipamentos Hematológicos

Celltac da Nihon Kohden!

NIHON KOHDEN

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Siga nossas redes sociais e fique ligado em todas

as novidades para 2021!

Revista NewsLab | Março 2021

0 145


INFORME DE MERCADO

RAPIDEZ A AGILIDADE PARA EXTRAÇÃO DE RNA DE

SARS-COV-2 COM O NOVO EQUIPAMENTO NE-384 DA MGI

Na MGI Tech Co., Ltd (MGI) temos sempre a melhor

solução para o workflow de detecção do Novo

Coronavirus (SARS-CoV-2). Mais uma vez a MGI

inova e traz ao mercado o MGISP-NE384, nossa mais

recente plataforma automatizada de alta capacidade

para extração de RNA na detecção de SARS-CoV-2.

O MGISP-NE384, utiliza o método de hastes magnéticas

para extração de ácidos nucléicos, contando

com a flexibilidade para extração de 96, 192, 288

ou 384 amostras em um workflow de 15 minutos

totais. Essa característica é alcançada devido seu

sistema de ajuste a diferentes módulos de extração

e otimização de reagentes. A eficiência da extração

também é outro ponto essencial, onde internamente

o termo-bloco garante a manutenção adequada de

temperatura durante todos os passos no workflow

de extração. Além de contar com essas duas características

muito importantes de flexibilidade e eficiência,

o MGISP-NE384 conta com um sistema de segurança

para descontaminação através de lâmpada UV.

Adicionalmente, todos os reagentes são compartimentalizados

de maneira individualizada, evitando

assim contaminação cruzada e contato do usuário

com a amostra biológica. Estudos comparativos

demonstraram excelente reprodutibilidade comparando

nossa plataforma com outros equipamentos

automatizados de extração, sem qualquer variação

quando comparados os valores de Ct durante a detecção

por PCR em tempo real.

Fernando Colbari Amaral

Regional Sales Manager - Latin America

Email: famaral@mgiamericas.com

Site: en.mgitech.cn

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CHIKUNGUNYA (IgM)

O teste rápido Chikungunya detecta anticorpos IgM

contra o vírus Chikungunya.

Por ter os sintomas clinicamente semelhantes ao da

dengue, é muito importante distinguir o tipo de infecção.

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• Sensibilidade: 90,3%

• Especifi cidade: >99,9 %

• Apresentação: 25 testes

• Formato: cassete

• Armazenamento: 2 a 30°C.

• Tempo do teste: 15 minutos.

DENGUE IgG/IgM

O teste rápido Dengue IgG/IgM proporciona uma detecção

diferencial de anticorpos IgG e IgM e pode ser

usado para a distinção presuntiva entre uma infecção

primária e secundária de vírus da Dengue.

• Amostras: Sangue total, soro ou plasma

• Sensibilidade: 95,7%

• Especifi cidade: >99,0%

• Apresentação: 25 testes

• Formato: cassete

• Armazenamento: 2 a 30°C

• Tempo do teste: 10 minutos

DENGUE NS1

O teste rápido Dengue NS1 detecta qualitativamente

o Antígeno NS1 do vírus da Dengue. O NS1 é uma das

7 proteínas não estruturais do vírus da Dengue que está

envolvida na replicação viral.

• Amostras: Sangue total, soro ou plasma

• Sensibilidade: 96,5%

• Especifi cidade: 99,5 %

• Apresentação: 25 testes

• Formato: cassete

• Armazenamento: 2 a 30°C

• Tempo do teste: 10 minutos

ZIKA IgG/IgM

O teste rápido Zika IgG/IgM proporciona uma detecção

diferencial de anticorpos anti-zika IgG e anti-zika IgM e

pode ser utilizado para a distinção presuntiva entre uma

infecção primária e secundária de vírus Zika.

• Amostras: Sangue total, soro ou plasma

• Sensibilidade: 98,11%

• Especifi cidade: 99,51%

• Apresentação: 25 testes

• Formato: cassete

• Armazenamento: 2 a 30°C

• Tempo do teste: 15 minutos

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0 146

Revista NewsLab | Março 2021


INFORME DE MERCADO

CROMOENDOSCOPIA

Hoje em dia há um grande avanço nas técnicas

de diagnóstico em Gastroenterologia. Entre elas

se destaca a Cromoendoscopia, uma técnica que

consiste na aplicação de corantes sobre a mucosa

digestiva para facilitar e melhorar a qualidade do

diagnóstico, sendo que a coloração da mucosa

também permite visualizá-la de forma mais

evidente, realçar as características das lesões já

detectadas, detectar mais rapidamente as lesões

anormais, já que os detalhes da sua superfície

sobressaem com a coloração, além de conferir

maior sensibilidade e especificidade no diagnóstico

de displasias, metaplasias ou carcinoma nos

vários segmentos do tubo digestivo.

A Renylab fabrica uma linha endoscópica de alta

Qualidade. Todos os corantes são registrados na

ANVISA e possuem Certificado de Boas Práticas de

Fabricação.

Corantes para Endoscopia

AZUL DE METILENO

Solução corante utilizada para realçar o epitélio

de Barret. O azul de metileno quando utilizado no

esófago, permite confirmar a presença de epitélio

intestinal especializado em pacientes com segmentos

curtos de mucosa colunar, levantar o mapa da

extensão e distribuição do epitélio de Barret, tornar

menos provável o diagnóstico do esófago de Barret,

quando o segmento de mucosa do esófago terminal

não se colore por essa metodologia e orientar

biopsias para zonas de maior risco de displasia e

adenocarcinoma.

ÍNDIGO CARMÍN

Solução corante utilizada em todo o tubo digestivo,

para destacar os contornos da mucosa, realçando

pólipos e pequenas lesões planas, preenchendo

pregas, criptas, erosões e ulceras. Pode ser

utilizado em múltiplas situações: para destacar o

caráter viloso da mucosa de Barret e identificar zonas

planas de displasia de alto grau ou carcinoma,

para destacar irregularidades da mucosa gástrica

correspondentes às áreas de metaplasia ou displasia

e no duodeno para destacar o aspecto atrófico

da mucosa. Deve ser utilizado na caracterização

pormenorizada de lesões macroscópicas e no estudo

de mucosas de alto risco neoplásico sem lesões

aparentes. Não há nenhum tipo de contraindicação

à sua utilização e não necessita de lavagem prévia

ou posterior à sua instilação.

TINTA DA CHINA

Solução corante utilizada usualmente em colonoscopia

para destacar os contornos da mucosa,

realçando pólipos e pequenas lesões planas e preenchendo

pregas, criptas, erosões e ulceras. É utilizado

para a demarcação de lesões pequenas e múltiplas

da mucosa como recurso pré operatório que facilita

o manuseio das mesmas. Não há nenhum tipo de

contraindicação à sua utilização e não necessita lavagem

prévia ou posterior à sua instilação.

LUGOL

Solução corante de particular interesse na detecção

precoce de adenocarcinoma epidermóide do esófago.

As zonas da mucosa que se tornam amareladas ou

rosadas após a instilação merecem particular atenção.

A instilação de Lugol é útil na detecção precoce

de carcinomas epidermóides na população considerada

de alto risco (indivíduos com carcinoma

de cabeça e colo, consumidores de álcool e tabaco

em grandes quantidades). Além disso, o Lugol

permite uma melhor definição das margens de

uma lesão conhecida, diagnosticar outros focos

lesionais na mucosa esofágica e avaliar a existência

de lesão residual após musectomia endoscópica.

Para alguns autores, a grande vantagem do

Lugol, não está no seu poder diagnóstico, mas

na sua capacidade de delimitar uma lesão. Outros

autores atribuem al Lugol uma capacidade

significativa de incrementar a sensibilidade de

detecção de displasia de alto grau ou carcinoma

(de 62% a 96%).

0 148

Revista NewsLab | Março 2021


O objetivo desse guia é esclarecer o mecanismo de

ação juntamente com as técnicas de aplicação de

corantes distintos e mostrar as várias aplicações clínicas

que os corantes endoscópicos possuem.

PROPRIEDADES

Os corantes usados em Cromoendoscopia possuem

características particulares e objetivos distintos,

classificando-se em corantes de absorção, corantes

de contraste e corantes reativos.

Corantes de Absorção

Os corantes que possuem essa propriedade tem a

capacidade de passar para o meio intracelular através

de absorção ou difusão, quando identificam células

epiteliais e seus constituintes. As propriedades

químicas do corante determinam sua fixação e sua

utilidade em diversas situações.

PREPARAÇÃO DA MUCOSA

Antes do procedimento de Cromoendoscopia

é comum fazer uma preparação da superfície

da mucosa, já que esta está recoberta por uma

quantidade variável de material mucoide. Para

isso, são utilizados agentes mucolíticos, que são

substâncias que quebram e rompem as ligações

peptídicas das proteínas que constituem o muco,

fazendo com que ele seja mais fácilmente eliminado,

pois se torna menos viscoso. Ex: Acetilcisteína,

dimetil-polisiloxano, n-acetilcisteína,

ácido acético.

Os corantes endoscópicos podem ser aplicados diretamente

pelo canal do endoscópio, com a utilização

de seringas ou catéteres ou através de spray, técnica

mais utilizada. A escolha depende do tipo de coloração

e a finalidade a que se aplica.

Referencias Bibliográficas

1- Fennerty MB. Tissue staining. Gastrointestinal endoscopy. Clin N

Am 1994;4:297-311.

2- Gostout C. Early lesions: staining magnifying scopes and mucosectomy.

Frontiers oftherapeutic endoscopy. Post graduate course.

Colonoscopy 1997; 63.

3- Kim C, Fleischer D. Colonic chromoscopy. Gastrointestinal Endoscopy

Clinics N.Am. 1997; 4(3): 423-37.

4- Misumi a , ETAL. Role of lugol dye endoscopy in the diagnosis of

early esophageal cancer. Endoscopy 1990; 22: 12-6.

5- Ratilal, P.0; Pires, E.C; Deus, J,R; Novais, L.A: Cromoendoscopia:

Porquê colorir? GE vol. 9 2002:340-346

6- Canto M. Methylene blue chromoendoscopy for Barrett's esophagus:

Coming soon to your lgl unit? \endoscopy 2001; 54:560-8

INFORME DE MERCADO

Corantes de Contraste

Os corantes de contraste tem a função de destacar o

contorno e a topografia da mucosa, já que não penetram

no meio intracelular.

Corantes Reativos

Os corantes reativos identificam as células gástricas

produtoras de ácido.

CONCLUSÃO

A utilização da técnica de Cromoendoscopia é

simples, segura, de fácil realização e barata. A

escolha cuidadosa dos corantes de acordo com

as situações apresentadas permite uma maior

sensibilidade e especificidade, tornando o

diagnóstico mais confiável, seguro e de maior

qualidade.

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SARS-COV-2 em até 2 horas.

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baseados no método TaqMan e com isto os resultados

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há 36 anos com produtos de alta qualidade,

vem se consolidando com uma grande força

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Molecular para o mercado Brasileiro.

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ao diagnóstico da Covid-19 pela metodologia

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Revista NewsLab | Março 2021

0 149


INFORME DE MERCADO

APRENDIZADO À DISTÂNCIA COM O E-LEARNING DA

SARSTEDT

É de conhecimento do time SARSTEDT que a

área dos estudos e aprendizagem educacional

foi diretamente afetada pela pandemia do

COVID-19, em boa parte do mundo, uma vez

que, do ensino infantil às mais distintas e

elevadas graduações, o sistema EAD (Ensino

À Distância) ganhou força e até mesmo maior

credibilidade neste período.

As salas de aulas foram para dentro

das casas. Um desafio e tanto para quem

desfrutava da rotina de deslocamento,

convívio com os colegas e outras tantas

vivências que só o presencial proporciona.

Pensando neste momento, a SARSTEDT

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Revista NewsLab | Março 2021


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INFORME DE MERCADO

SIEMENS HEALTHINEERS POSSUI PORTFÓLIO COM

DIFERENTES MARCADORES TUMORAIS QUE AUXILIAM

NO DIAGNÓSTICO, ESTADIAMENTO E MONITORAMENTO

DO TRATAMENTO DO CÂNCER

Mesmo num momento de pandemia em

que muitos atendimentos e procedimentos

estão sendo postergados, os pacientes com

câncer, não podem esperar. O diagnóstico

precoce é sempre um fator decisivo em se

tratando de cura ou sobrevida do paciente,

além do tratamento adequado e seu acompanhamento

constante.

Além disso, a unanimidade na classe médica é

que o diagnóstico precoce é sempre um fator

decisivo em se tratando de cura ou sobrevida

do paciente. Dependendo do estágio da doença,

das próprias características do tumor e

do órgão em que ele aparece é possível ter

alternativas capazes de diminui-lo ou eliminá-lo.

Para cada tipo de câncer, em termos de

diagnóstico, existem os exames de imagem e

também os de análises laboratoriais com seus

respectivos exames para detecção, eles podem

ser utilizados como prevenção porque caso

apresentem níveis alterados indicam que o

paciente deve ser submetido a testes complementares

e confirmatórios.

Entre os exames disponíveis para o manejo clínico

de pacientes com câncer, contribuindo no auxílio

do diagnóstico e estadiamento até na avaliação da

resposta terapêutica, como detecção de recidivas e

prognóstico, além de auxiliar na decisão da terapia

a ser utilizada e terapias adjuvantes estão os exames

de marcadores tumorais, que são moléculas

que podem estar presentes no tumor, no sangue

ou em outros líquidos biológicos.

Normalmente, na fase adulta, acima de 40 ou

45 anos, iniciam-se os checkups de prevenção

0 152

Revista NewsLab | Março 2021


e, de acordo com a conduta médica, o médico

poderá solicitar solicita estes exames de acordo

INFORME DE MERCADO

com as diretrizes médicas para a suspeita clínica.

Mas, quando há suspeita da doença pelo

médico ou devido ao histórico familiar do paciente

é indicado fazer estes tipos de exames,

sem muita relevância para a idade em questão.

Segundo dados do INCA – Instituto Nacional de

Câncer (2020)¹, a incidência estimada, conforme

a localização primária do tumor e sexo é:

Homens

Próstata

Cólon e Reto

Traqueia, Brônquio e Pulmão

Mulheres

Mama feminina

Cólon e Reto

Colo do útero

Entre os marcadores para detecção de diferentes

tipos de câncer, entre eles, os citados

acima pelo INCA como os de maior

incidência, estão:

Referência bibliográfica:

1. INCA (2020)

Siemens Healthineers

A Siemens Healthineers colabora para que

os profissionais da saúde em todo o mundo

alcancem melhores resultados, capacitando-

-os em sua jornada para expandir a medicina

de precisão, transformando o atendimento,

melhorando a experiência do paciente e

digitalizando a saúde. Líder em tecnologia

médica, a Siemens Healthineers está constantemente

inovando seu portfólio de produtos

e serviços em suas principais áreas de

diagnóstico por imagem, em diagnósticos laboratoriais

e medicina molecular. A Siemens

Healthineers também está desenvolvendo

ativamente seus serviços digitais de saúde e

serviços corporativos. No ano fiscal de 2019,

que terminou em 30 de setembro de 2019, a

Siemens Healthineers gerou receita de € 14,5

bilhões e lucro ajustado de € 2,5 bilhões e

possui cerca de 52.000 funcionários em todo

o mundo. Mais informações estão disponíveis

em www.siemens-healthineers.com.br

Contato para imprensa

SIEMENS HEALTHINEERS

Mabel Santos | +55 11 9 7639-1250

+55 11 9 9786-5033

mabel.santos@siemens-healthineers.com

Revista NewsLab | Março 2021

0 153


INFORME DE MERCADO

PARCERIA COM LABORATÓRIO AMPLIA AS POSSIBILIDADES

DE DIAGNÓSTICO DA ESCLEROSE MÚLTIPLA

Uma parceria entre a Binding Site e o laboratório

Neurolife vai ampliar as possibilidades de diagnóstico

da Esclerose Múltipla (EM). Especializado na Coleta

e Análise do Líquido Cefalorraquiano (Líquor), o

Neurolife ja tem em mãos os kits do exame Freelite®

Mx, específico para amostras de Líquor, a fim de

realizar os primeiros estudos clínicos e com os testes

na rotina para o diagnóstico da doença. A intenção

é oferecer sempre a melhor tecnologia para auxiliar

no diagnóstico mais rápido e proporcionar mais

qualidade aos pacientes.

“Temos pesquisado casos na Europa em que

os exames auxiliam muito no diagnóstico rápido

da doença. Se os nossos resultados aqui no Brasil

confirmarem o que temos visto nesses artigos, será

um grande salto no diagnóstico dessa doença tão

desafiadora”, explica Carlos Otávio Brandão, médico

responsável técnico do Neurolife.

Há 30 anos atendendo hospitais, clínicas

especializadas, operadoras de saúde e pacientes, o

Neurolife conquistou a confiança de seus clientes

ao garantir segurança e excelência no apoio ao

diagnóstico e tratamento médico de manifestações

neuropsiquiátricas de forma humanizada e inovadora,

promovendo saúde e qualidade de vida.

A decisão por firmar esta parceria com a Binding

Site, que desenvolveu o Freelite® Mx, foi justamente

pelo reconhecimento da eficácia que o teste pode

oferecer no diagnóstico da Esclerose Múltipla.

“Em geral, o diagnóstico envolve a utilização

de vários marcadores, até para descartar outras

doenças. Precisávamos de uma tecnologia mais

apurada, que justamente fosse capaz de oferecer

um diagnóstico rápido e preciso, o que vai bem ao

encontro da missão do Neurolife. E encontramos isso

no teste da Binding Site”, afirma Brandão.

A realização de estudos envolvendo o Freelite®

Mx será pioneira no Brasil, o que também animou

a equipe da Binding Site. “A colaboração científica

sempre foi nossa prioridade. Desta forma,

conseguimos tanto auxiliar diretamente o paciente,

quanto disponibilizar essa tecnologia de ponta para

os profissionais”, comenta Dra. Elyara Maria Soares,

Diretora Científica da Binding Site Brasil.

Tecnologia da Binding Site

Na vanguarda da pesquisa médica, a Binding

Site desenvolve testes laboratoriais para ajudar no

diagnóstico e monitoramento das doenças, bem

como para fornecer informações prognósticas em

várias condições diferentes.

Os ensaios de anticorpos da Binding Site utilizam

métodos de turbidimetria e Imunodifusão Radial

(IDR) para a detecção de gamopatias monoclonais

e a determinação do estado imune.

O Freelite®, já muito conhecido, tem importância

clínica demonstrada em mais de 3 mil publicações

científicas. É o único kit comercial recomendado

pelas Diretrizes Internacionais e Brasileiras

para a dosagem de Cadeias Leves Livres (CLLs)

Kappa (κ) e Lambda (λ) em soro. Os anticorpos

policlonais do teste reagem apenas com as

formas livres das cadeias leves proporcionando

uma medição quantitativa de κ e λ livres no soro,

cujo resultado pode ser utilizado para diagnóstico

e monitoramento de pacientes com Mieloma

Múltiplo e outras Gamopatias Monoclonais.

A detecção e quantificação de cadeias leves livres

no Líquor tem sido extensivamente estudada, e a

importância clínica do exame demonstrada também

no diagnóstico de doenças do Sistema Nervoso

Central, como na EM.

O Freelite® Mx, específico para amostras de

Líquor, pode auxiliar no entendimento de questões

relacionadas a outros métodos, contribuindo para

o diagnóstico preciso da EM. Com os estudos

realizados, o auxílio se dará não só na confirmação

dos diagnósticos suspeitos, mas também no

monitoramento da evolução da doença.

“Como o diagnóstico da EM envolve a utilização

de vários marcadores, muitas vezes, ainda restam

dúvidas. E a tomada de decisão tem que ser rápida,

porque os surtos são agressivos. Então, o quanto

antes for definida a linha do diagnóstico, maior a

chance de acerto, porque se o paciente tiver uma

doença infecciosa, você pode até levá-lo a outra

doença mais grave, caso tome a decisão errada. O

Freelite® Mx aponta um direcionamento que pode

ajudar no tratamento. Esse teste será um divisor de

águas que trará muito mais segurança para a equipe

médica”, enfatiza Brandão.

Saiba mais sobre o Freelite® Mx

O equipamento da Binding Site tem capacidade

de realizar os reagentes tanto para soro e urina,

como também para o Líquor, fazendo com que o

laboratório tenha à disposição um equipamento que

vai auxiliá-lo para a especificidade que necessita ou

em algum outro teste no soro.

Para mais informações sobre o Freelite® Mx

entre em contato com a Binding Site e converse

com os especialistas.

info@bindingsite.com.br

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0 154

Revista NewsLab | Março 2021


INFORME DE MERCADO

ANÁLISE FORENSE TOXICOLÓGICA DE CANABINOIDES

NO SANGUE

Os pesquisadores validaram um novo protocolo

para medir os níveis de traços de canabinóides no

soro e o usam para analisar amostras de pessoas

acusadas de dirigir sob a influência de drogas.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde,

cerca de 147 milhões de pessoas, 2,5% da população

mundial consomem cannabis. Devido ao seu

amplo uso, a análise de canabinóides em amostras

biológicas - principalmente de sangue - é de grande

importância para os laboratórios forenses.

Entre as centenas de canabinóides da cannabis,

o tetrahidrocanabinol (THC), que é o principal

composto psicoativo da cannabis, e seus metabólitos

THC – OH e THCA, estão entre os mais

frequentemente monitorados como marcadores

de consumo de drogas. O canabidiol (CBD) e o

produto de degradação menor canabinol (CBN)

também são frequentemente medidos para auxiliar

na interpretação forense dos resultados. Mais

recentemente, o cannabigerol (CBG) foi detectado

na urina e também é um marcador proposto

para o consumo de cannabis.

Mas a análise toxicológica das baixas concentrações

desses canabinóides em amostras biológicas

complexas apresenta desafios consideráveis

para os cientistas forenses.

Uma fonte alternativa de íons para cromatografia

gasosa

Uma variedade de métodos analíticos baseados

em cromatografia gasosa acoplada a espectrometria

de massa (GC-MS) têm sido tradicionalmente

empregados para a determinação de níveis de traços

de canabinóides em amostras biológicas. Entre a

variedade de fontes de ionização atualmente disponíveis,

a ionização química de pressão atmosférica

recentemente comercializada para cromatografia

gasosa (APGC) pode oferecer uma alternativa nova

e atraente - particularmente para medir compostos

que são difíceis de analisar usando outras fontes.

Em um novo estudo, publicado no Journal of

Chromatography A, os pesquisadores avaliam

o uso de APGC acoplado à espectrometria de

massa triplo quadrupolo (APGC-MS / MS) para a

determinação quantitativa simultânea de canabinóides

no soro humano.1

Os pesquisadores desenvolveram e validaram

uma nova metodologia de acordo com as diretrizes

internacionais, demonstrando que a técnica poderia

separar THC, THC – OH, THCA, CBD, CBDA e CBG em

menos de dez minutos. Seus limites de quantificação

(LOQ) foram 0,2 ng / ml para THC, 0,4 ng / ml

para THC – OH, CBD e CBG, 1,6 ng / ml para THCA e 3

ng / ml para CBDA. Eles então aplicaram com sucesso

o método para a análise de amostras reais de soro

coletadas de 15 pessoas que haviam sido acusadas

de dirigir sob a influência de drogas.

Para essas análises altamente sensíveis, os

pesquisadores usaram água ultrapura gerada a

partir de um sistema de purificação de água do

laboratório ELGA PURELAB® Chorus ANR para minimizar

o risco de introdução de contaminantes

que podem afetar seus resultados.

Análise Forense confiável

Embora vários métodos empregando a fonte

APGC tenham sido aplicados em análises de alimentos

ou ambientais, esta é sua primeira aplicação

em toxicologia forense.

Os resultados demonstram que o APGC – MS

/ MS pode quantificar satisfatoriamente o THC

e outros canabinóides em uma matriz biológica

extremamente complexa (soro humano) na qual

os analitos alvo estão presentes apenas em níveis

de traços.

O protocolo oferece uma alternativa válida, de

alto desempenho e inovadora para a produção de

dados forenses confiáveis usando cromatografia

gasosa, permitindo a determinação quantitativa

de canabinóides no soro mesmo nos limites

legais de THC mais baixos propostos para motoristas.

Por que escolher o ELGA LabWater?

No ELGA LabWater, nossos engenheiros, químicos

e cientistas especializados estão na vanguarda

da inovação tecnológica. Eles continuam a introduzir

recursos revolucionários para o mercado

de água de laboratório.

Veolia Water Technologies Brasil - Media Relations

Rafaela Rodrigues

Tel. +55 11 3888-8782

rafaela.rodrigues@veolia.com

0 156

Revista NewsLab | Março 2021


INFORME DE MERCADO

CELLAVISION VET: AUTOMAÇÃO DA CONTAGEM DIFERENCIAL

DE LEUCÓCITOS EM AMOSTRAS VETERINÁRIAS

A tecnologia CellaVision já é adotada em

muitos laboratórios de análises clínicas no

mundo. A utilização de redes neurais artificiais

para a pré-classificação de leucócitos e eritrócitos

ajuda profissionais de laboratórios a obterem

resultados mais precisos e padronizados,

garantindo maior eficiência e confiabilidade.

Agora, laboratórios veterinários podem

contar com a mesma tecnologia CellaVision

para amostras caninas, felinas, aviárias e outros

mamíferos. A plataforma de análise CellaVision é

a mesma utilizada para amostras humanas, mas

o software desenvolvido é totalmente dedicado

para amostras veterinárias. Assim, estes

laboratórios poderão obter os mesmos benefícios

que os grandes laboratórios de análises clínicas

possuem quanto ao aumento da produtividade,

eficiência, padronização e redução de resultados

falso-negativos.

Outra característica presente no CellaVision Vet é

o laudo personalizado, onde é possível gerar um

laudo que inclui imagens das células de interesse,

selecionadas pelo usuário, além de informações

adicionais e logotipo do laboratório. O laudo

personalizado pode ser salvo em formato pdf.

Assim como na versão humana, o CellaVision

Vet conta com o acesso remoto, onde é possível

analisar e assinar exames à distância, seja dentro

do próprio laboratório, em unidades diferentes

de onde o equipamento se encontra instalado

ou até mesmo em home-office. O acesso

remoto permite a colaboração entre colegas e

consultorias externas em tempo real para um

diagnóstico mais preciso, sobretudo para as

lâminas mais desafiadoras.

Para amostras caninas e felinas:

Para amostras aviárias:

O software de sangue periférico pré-classifica automaticamente os

leucócitos nas seguintes classes: Neutrófilos segmentados, bastonetes,

eosinófilos, basófilos, linfócitos, monócitos e outros.

Ainda, pré-classifica elementos não-leucócitos em eritroblastos,

trombócitos gigantes, agregação plaquetária, células esmagadas e

artefatos.

O software de sangue periférico pré-classifica automaticamente

heterófilos, eosinófilos, basófilos, linfócitos e monócitos. Além disso,

pré-classifica elementos não leucocitários em trombócitos gigantes,

agregação plaquetária e artefatos.

Contatos:

Cellavision.com

Wagner.miyaura@cellavision.com

0 158

Revista NewsLab | Março 2021


CONHEÇA A BYOGENE, BIOGENETIX E VITALAB:

EMPRESAS DA BU DIAGNÓSTICA DA VIVEO

As empresas Diagnóstica Cremer, Byogene,

Biogenetix e Vitalab formam uma

solução completa com venda de produtos

e prestação de serviços de excelência

para laboratórios de todo o Brasil. Entre os

principais estão produtos pré-analíticos

e analíticos, além de distribuição da Roche

Diagnóstica do Brasil para o interior

e grande São Paulo, Alto do Tietê, Baixada

Santista, Sorocaba, Rio de Janeiro e Distrito

Federal.

INFORME DE MERCADO

Com mais de 2.500 itens no portfólio

e 200 fornecedores parceiros, um atendimento

multicanal e especializado,

construímos uma experiência de compra

personalizada, com base na cesta de produtos,

histórico de compras e preferências

de cada cliente.

A Byogene está no mercado há mais de

20 anos com grande destaque nas áreas

de bioquímica, hematologia, imunologia,

alergia, biologia molecular e coleta. Trata-

-se do maior distribuidor da Roche Diagnóstica

no segmento de diagnóstico in

vitro, empresa suíça de biotecnologia líder

mundial em soluções para medicina diagnóstica

e medicina personalizada, para a

grande São Paulo, Alto do Tietê, Baixada

Santista, Sorocaba e Rio de Janeiro.

Com mais de 10 anos no mercado, a Biogenetix

é distribuidora autorizado da Roche

Diagnóstica para o interior do estado

de São Paulo. No ano de 2017 a empresa

recebeu o prêmio de “Distribuidor Master”,

sendo considerado o melhor distribuidor

do Brasil.

A Vitalab é distribuidora credenciada

da Roche Diagnóstica com atendimento

exclusivo e personalizado para todo o Distrito

Federal. São mais de 18 anos de compromisso

em atender bem os clientes com

respeito, credibilidade, confiança e ética.

Fazemos parte da Viveo, líder na América

Latina no mercado de distribuição de

insumos médico hospitalares. Somos um

ecossistema de produtos e serviços para o

setor da saúde. Nossa missão é de simplificar

o mercado com soluções ágeis, confiáveis

e inovadoras.

Saiba mais em

www.diagnosticacremer.com.br ou

www.viveo.com.br

Telefone: 0800 729 3090

WhatsApp: (47) 99264-1667

www.diagnosticacremer.com.br

@diagnosticacremer

Revista NewsLab | Março 2021

0 159


INFORME DE MERCADO

PNCQ OFERECE AOS LABORATÓRIOS PRODUTOS E

SERVIÇOS DE QUALIDADE CERTIFICADA!

Para garantir a exatidão dos seus laudos, os

laboratórios devem avaliar periodicamente

o desempenho dos seus sistemas analíticos,

participando de um Ensaio de Proficiência.

O Programa Nacional de Controle de

Qualidade (PNCQ), patrocinado pela

Sociedade Brasileira de Análises Clínicas

(SBAC), é Acreditado pelo INMETRO como

Provedor de Ensaio de Proficiência (ABNT

NBR ISO/IEC 17.043:2011), e como Produtor

de Material de Referência (ABNT NBR ISO

17034:2017); é Certificado pela ABNT como

Provedor de Ensaios de Proficiência, produtor

de amostras-controle e Material de Referência

para laboratórios clínicos, bancos de sangue,

organizações de diagnóstico in vitro e nos

segmentos alimentos, análise de água,

medicamentos e cosméticos (ABNT NBR ISO

9001:2015); é Certificado pela ANVISA em

Boas Práticas de Fabricação (BPF) e Habilitado

pela Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos

em Saúde (REBLAS).

O PRO-EX é o Programa de Controle Externo

da Qualidade (ou Ensaio de Proficiência)

do PNCQ, que oferece mais de 100 tipos de

programas. Aos Laboratórios Participantes é

disponibilizado, gratuitamente, o Gráfico de

Tendência para análise do Desvio Relativo à

Média (DRM), auxiliando os laboratórios na

análise de seu desempenho nas Avaliações

Mensais.

O PRO-IN é o Programa de Controle Interno

da Qualidade do PNCQ e oferece mais de

80 tipos de amostras-controle, em vários

níveis e constituintes, para que o laboratório

estabeleça suas próprias médias, de acordo

com a variabilidade analítica existente

em seu laboratório. Para facilitar a rotina,

o PNCQ disponibiliza, gratuitamente, a

ferramenta PRO-IN em Tempo Real que auxilia

na elaboração e avaliação do seu controle

interno com a preparação do Gráfico de Levey

Jennings, automaticamente.

Hoje o PNCQ atende mais de 5.600

Laboratórios Clínicos e Serviços de

Hemoterapia associados no Brasil, América

Latina, Europa e África, atendendo aos mais

rigorosos padrões de qualidade.

Conheça mais sobre o PNCQ em nosso novo

site: www.pncq.org.br

A RELEVÂNCIA DA ANÁLISE DE GRANULÓCITOS

IMATUROS NO HEMOGRAMA

Granulócitos imaturos (IG) são células encontradas

geralmente na medula óssea de pacientes normais

e podem estar presentes no sangue periférico devido

a alguma alteração fisiológica ou patológica do

organismo, ou de maneira habitual em gestantes e

crianças recém-nascidas.

A presença de granulócitos imaturos é uma informação

importante que evidencia a ativação da medula

óssea e que também auxilia na distinção entre

pacientes com neoplasias hematológicas e pacientes

em processo infeccioso bacteriano agudo.

Os analisadores automáticos de hematologia hoje

permitem, além da avaliação de parâmetros básicos,

a avaliação de parâmetros que auxiliam na identificação

de resultados de pacientes que requerem

estudos adicionais.

No caso dos equipamentos da linha BC-6000

(Mindray) a utilização da tecnologia de cubo SF

único, permite uma análise gráfica 3D, e revela com

grande acurácia a presença de células anormais

e traz informações sobre granulócitos imaturos

(IGM%).

A contagem automatizada do parâmetro IG reduz

sensivelmente o número de lâminas e esfregaços

sanguíneos realizados diariamente reduzindo a

carga de trabalho manual e a consequente variabilidade

de resultados, sem custos adicionais, e sem

segredos na interpretação dos resultados.

Tudo de maneira simples, automatizada e rápida,

para facilitar o trabalho do operador e para garantir

uma entrega de resultados cada vez mais ágil e confiável

à pacientes e médicos.

Anderson Carvalho

Assessor Científico

Vyttra Diagnósticos

www.vyttra.com

0 160

Revista NewsLab | Março 2021


INFORME DE MERCADO

DYNASCATTER LASER

TECNOLOGIA INTEGRADA DE LASER 3D, REAGENTES

OTIMIZADOS E NOVOS ALGORITMOS DE ANÁLISE.

O que é DynaScatter Laser?

A tecnologia ótica “DynaScatter Laser” analisa

e diferencia as células WBC em seu estado

“quase-nativo” com muita precisão. O inovador

sistema de detecção de espalhamento de

laser de 3 ângulos provê uma melhor detecção

de WBC realizando uma medição precisa

de luz dispersada. Obtendo a informação do

tamanho do WBC de um sensor de pequeno

ângulo frontal chamado “FSS”, as informações

de estrutura celular e complexidade das partículas

de núcleocromatina são coletadas por

um sensor de ângulo frontal chamado “FLS” e

a informação da granularidade e globularidade

são obtidas através de um sensor de ângulo

lateral chamado “SDS”. Essas informações gráficas

3D são calculadas pelo algoritmo exclusivo

do software Nihon Kohden.

Sem processamento químico de WBC

O reagente de classificação de leucócitos patenteado

pela Nihon Kohden provoca a hemólise

seletiva das hemácias, deixando os leucócitos intactos.

O núcleo, os grânulos e a celularidade são

preservados em seu estado original. As células

não são alteradas por coloração, retração ou lise

diferencial, desta forma não há distorção dos resultados

na medição. O Celltac ES (MEK-7300) e

Celltac G (MEK-9100) podem obter informações

morfológicas a partir de núcleos e grânulos de

WBC de forma natural e realizar contagens diferenciais

(5 diff) mais precisas.

Medição em um único canal

O Celltac ES (MEK-7300) e Celltac G (MEK-9100)

medem cada célula em um único citômetro de fluxo

e isso elimina drasticamente erros de medição.

Opte pela melhor tecnologia para o

seu laboratório!

Opte por equipamentos hematológicos

Celltac da Nihon Kohden!

NIHON KOHDEN

Rua Diadema, 89 1° andar CJ. 11 a 17 - Bairro Mauá

São Caetano do Sul - SP - CEP 09580-670, Brasil

Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463

E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br

Siga nossas redes sociais e fique ligado em todas

as novidades para 2021!

0 162

Revista NewsLab | Março 2021


PATOCORDEL

PATHOCORDEL: SALVO PELO GONGO

“Este caso é de neo

Cirurgia radical!

Mas a biópsia endoscópica

O que deu afinal?”

“Telefonista é urgente!

Me faça uma ligação

Chame logo a Cirurgia

Suspenda a operação!”

Não é tumor gástrico

Mas que diabo seria?

Estrongiloidíase grave

Simulando neoplasia

Acredite se quiser

Pergunte na Endoscopia

As lâminas estão guardadas

Lá na Patologia

Com tratamento adequado

O doente melhorou

15 quilos numa semana

Foi o que ele engordou

A comida do Hospital

Chegou mesmo a elogiar

Recuperação total

Melhora espetacular

Esta é toda a verdade

Deste caso singular

E o doente teve alta

Com o estômago no lugar!

José de Souza Andrade-Filho*

* Patologista no Hospital Felício Rocho-BH; membro da

Academia Mineira de Medicina e Professor de Patologia da

Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

* A propósito de um caso se estrongiloidíase grave gástrica e duodenal que ia ser gastrectomizado,

sendo a cirurgia suspensa no momento do exame da biópsia endoscópica. Caso do século XX.

Revista NewsLab | Março 2021

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01 DIA

NA PRAIA

Enquanto você tirou um dia

de descanso na praia,

recebemos mais de

102.300 tubos

de amostras.

MAIS DE

26.000

M 2 DE ÁREA

PRODUTIVA

MAIS DE

1.700

COLABORADORES

CAPACIDADE DE

15

MILHÕES

DE EXAMES

MENSAIS

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180.000

KM PERCORRIDOS

POR DIA PELA

NOSSA LOGÍSTICA

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