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BALCONISTA S/A - Edição 29

Está no ar a 29ª edição da revista Balconista S/A! Nela, você vai conferir o balanço das recentes paralisações na indústria automotiva em função da pandemia. Quais foram os impactos no mercado, nas fábricas, nas oficinas e nos balcões? Contamos também a história de um Fusca Azul Placa Preta, conhecemos um pouco mais sobre a Eco-Industry, carros elétricos, e atendemos ao pedido de um balconista insistente e bom de papo. Tudo isso e muito mais. Boa leitura!

Está no ar a 29ª edição da revista Balconista S/A!

Nela, você vai conferir o balanço das recentes paralisações na indústria automotiva em função da
pandemia. Quais foram os impactos no mercado, nas fábricas, nas oficinas e nos balcões? Contamos também a história de um Fusca Azul Placa Preta, conhecemos um pouco mais sobre a Eco-Industry, carros elétricos, e atendemos ao pedido de um balconista insistente e bom de papo.

Tudo isso e muito mais.
Boa leitura!

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UM PROJETO DE:

As várias faces da paralisação

na indústria automotiva:

Como a pandemia impacta

o setor

ECO-INDUSTRY

Sustentabilidade e indústria

automotiva

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3


DIRETOR DE PLANEJAMENTO:

FABIO LOMBARDI

DIRETOR DE CRIAÇÃO:

GABRIEL CRUZ

22 38

CONSULTOR EDITORIAL:

CLAUDIO MILAN

DIRETOR DE ARTE:

PEDRO GUILHERME

EDITOR-CHEFE:

LUCAS CAETANO

JORNALISTAS:

LUCAS CAETANO

JULIA MACIEL

DANIELA SOARES

RENAN NIEVOLA

“CHAMA EU”

O balconista pediu, e

nós atendemos

ECO-

INDUSTRY

Sustentabilidade e

indústria automotiva

EQUIPE DE ARTE:

VICTOR ROLIM

EQUIPE SK:

CEO:

GERSON PRADO

DIRETOR DE VENDAS E

COMUNICAÇÃO CORPORATIVA:

FLÁVIO PRADO

6CARROS

ELÉTRICOS

48

AS VÁRIAS FACES DA PARALISAÇÃO NA

INDÚSTRIA AUTOMOTIVA

58

PLACA

PRETA

GERENTE DE MARKETING :

FERNANDO OLIVEIRA NETO

Perspectivas para o futuro

Como a pandemia impacta o setor

Fusca Azul Pavão

4

5


A VEZ DELES

O FAVORITISMO AOS CARROS ELÉTRICOS E A

PERSPECTIVA PARA O FUTURO DOS NOVOS

MODAIS DE TRANSPORTE

Apesar do lançamento do primeiro carro elétrico no Brasil ter

sido em 1969, só agora esses modelos vêm ganhando força

com as recentes demandas sustentáveis.

A realidade dos carros

elétricos circulando

por todos os cantos do

país infelizmente ainda

é está bem distante,

embora, ao contrário do

que muitos possam imaginar,

o surgimento deles

no Brasil já vem de

algumas décadas.

Em 1º de setembro de

1969, na região centro-sul

de São Paulo, o

engenheiro mecânico e

eletricista João Augusto

Conrado do Amaral Gurgel

inaugurou uma fabricante

de automóveis

100% nacional, chamada

Gurgel.

Entre tantas inovações,

o empresário criou o primeiro

carro 100% elétrico

nacional e da América

Latina: o Itaipu E150.

O modelo pequeno tinha

capacidade para apenas

dois lugares e um design

bem geométrico. Pesava

460 kg, sendo 320 kg

apenas das baterias de

3,2 kW que entregavam

o equivalente a 4,2 cv.

Atualmente, seu preço

seria algo em torno de

R$60 mil. A velocidade

máxima dos primeiros

modelos chegava a 30

km/h – os últimos atingiam

60 km/h.

ITAIPU

E150

Passados 52 anos desde o

seu lançamento, com tamanha

demanda por um futuro mais

sustentável, os carros do futuro

não poderiam ficar de fora,

certo? Afinal, os chamados “zero

emissão” não são movidos a

combustão.

Atualmente, em alguns países da

Europa, além de Estados Unidos e

Canadá, grandes concessionárias

como BMW, Volkswagen e

Chevrolet já aderiram à tecnologia

dos carros elétricos.

No Brasil, embora em número

bem menor, os carros elétricos

já circulam por aí. No entanto, o

alto valor de aquisição ainda é

um dos fatores que impedem um

impulsionamento nas vendas.

Além do custo, há que se resolver

questões de infraestrutura nas

cidades, dada a necessidade de

instalação de pontos de recarga. A

BMW, por exemplo, implementou

200 deles em shoppings,

estacionamentos e postos de

combustível pelo Brasil. Mas, para

se atingir o ideal, ainda restam

muitos quilômetros de estrada.

6

7


Em entrevista ao Estadão

Mobilidade, Davi Bertoncello,

presidente da Tupinambá

Energia, destaca que o Brasil

enfrenta, por enquanto, um

déficit no abastecimento de

energia. “São 25 donos de carro

elétrico para cada posto de

recarga, enquanto nos Estados

Unidos a proporção é de

quatro para um”, ressalta.

Davi acredita que o cenário

deverá mudar por aqui entre

cinco e sete anos, quando

essa transição estará acelerada,

a ponto de haver quatro

carregadores para cada bomba

de combustível fóssil.

Enquanto isso, a experiência

de ser proprietário e dirigir

um carro elétrico todos os dias

ainda fica restrita a poucas

pessoas. Uma delas é Leonardo

Celli, dono de um BMW i3

Range Extender e membro da

ABRAVEI (Associação Brasileira

dos Proprietários de Veículos

Elétricos Inovadores).

Para Leonardo, tais desvantagens

são pequenas se comparadas

aos benefícios. Na

verdade, desde que adquiriu

o seu carro elétrico em 2016,

Leonardo viu sua qualidade e

autonomia de vida melhorarem.

Depois de algum tempo circulando

com o seu BMW i3

Rex, Leonardo percebeu que

não havia tanta diferença na

condução de um elétrico em

relação a um modelo convencional.

“Claro que você nota a ausência

de poluição sonora, o torque

imediato, porque o carro

é eficiente a partir dos 3.000

rpm e entrega uma velocidade

de 50km/h ou 60 km/h muito

rapidamente”, afirma.

Ao contrário do que muita

gente supõe, essa característica

não torna o

motorista mais propício

a acidentes, o que, entretanto,

também não

significa carta branca

para o relaxamento no

volante. Para Leonardo,

“isso te leva a ter um

pouco mais de cuidado

na condução dentro de

cidades, é necessário

uma condução mais suave,

cuidadosa”.

Além disso, ele relata

que, mesmo após 5 anos

com o seu BMW i3 Rex,

a capacidade de regeneração

de energia do veículo

ainda o surpreende.

“A transformação da energia

do seu deslocamento de

volta para a bateria do carro.

O carro elétrico gera energia

pra ele mesmo; isso parece

mágica, mas não é.”

De acordo com relatório

da Bloomberg New

Energy Finance (BNEF),

espera-se que, até metade

do ano que vem,

o custo dos veículos

elétricos passem a ser

menores em relação aos

convencionais não apenas

no preço de compra,

como também no valor

das manutenções.

Isso porque os elétricos

possuem menos peças

móveis e, portanto, seu

reparo demanda menos

dinheiro.

“Os custos de manutenção

preventiva são

muito menores do que o

carro a combustão, porque

o carro elétrico tem

um terço da quantidade

de peças mecânicas

que sofrem atrito e vibrações

do que o carros

convencionais”, diz Leonardo.

8

9


Porém, nem tudo são flores.

O membro da ABRAVEI também

elenca pontos negativos

de se ter um carro elétrico,

ainda que de modo bastante

ponderado:

“Ainda faltam oficinas me-

meça a ganhar uma perspectiva

vantajosa para o futuro

é com relação ao fim da vida

útil da “alma” do carro elétrico:

a bateria de íon-lítio. Durante

muito tempo, não houve

uma resposta precisa para

culos elétricos nas ruas, não

há demanda suficiente para

a reciclagem do componente.

Mas o cenário poderá ser

outro já em 2025, segundo

a OnTo Technology.

A reciclagem dessas bate-

Movidos por

CONFIANÇA

cânicas especializadas em

essa dúvida; mas, agora, a

rias é fundamental, já que os

carros elétricos fora das con-

indústria vem se preparando

metais usados para sua fa-

cessionárias, mas isso acaba

para dar um destino correto

bricação – como níquel e co-

não sendo tão crítico porque

às baterias: a reciclagem.

balto, além, é claro, do lítio

esses carros tem longa ga-

Estima-se que elas durem,

- causam danos à natureza e

rantia e não costumam dar

em média, de oito a dez

à saúde pública, caso sejam

problemas”, afirma Leonardo.

anos. Como o Brasil ainda

descartados de forma incor-

Outro fator crítico que co-

vive o primeiro ciclo de veí-

reta.

EVOLUÇÃO ANUAL DA FROTA DE VEÍCULOS ELÉTRICOS NO BRASIL

TIPO DE VEÍCULO 1 HIBRIDO 2 HIBRIDO PLUGIN 3 ELETRICO TOTAL

FONTE:NEOCHANGE

44.048 45.095

40 mil

7.884

8.424

TOTAL

20 mil

0 mil

3.148

2015

7.784

4.607

6.880

3.952

24.666

11.916

20.834

10.442

2016 2017 2018 2019

33.945

34.329

2020 2021

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VEÍCULOS

ELÉTRICOS NO

BRASIL

ELÉTRICO 2.342 (5,2%)

HIBRIDO PLUGIN 8.424 (18,7%)

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FONTE:NEOCHANGE

HIBRIDO 34.329 (76,1%)

/autopecasbosch

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10

11


EVOLUÇÃO MENSAL DA FROTA DE VEÍCULOS

FONTE:NEOCHANGE

ELÉTRICOS NO BRASIL

é um desafio considerável,

apesar de ter evoluído nos últimos

anos”, relata Leonardo.

o que constituiria mais da metade

da frota de veículos no

mundo.

TIPO DE VEÍCULO 1 HIBRIDO 2 HIBRIDO PLUGIN 3 ELETRICO TOTAL

Apesar das dificuldades para

Enquanto isso, as vendas dos

TOTAL

40 mil

20 mil

26.488

28.639

3.076

30.256 30.010 30.525 32.009

4.285

3.513 3.742 3.986

33.617

4.627

35.682

5.088

38.239

5.844

40.281

42.253

6.503 7.156

44.048 45.095

7.884 8.424

emplacar mais veículos elétricos

no Brasil, o futuro deles

não está perdido. Segundo a

Bloomberg New Energy Finance

(BNEF), os elétricos devem

automóveis convencionais

apresentam tendência de queda

de 85 milhões para 42 milhões.

No Brasil, essa realidade

não será diferente, mesmo

22.357 22.357 22.357 24.674 24.893 26.024 27.245 28.786 30.474 31.754 32.997 33.945 34.329

passar de 2 milhões para 56

que demore um pouco mais se

0 mil

2020 JANEIRO 2020 FEVEREIRO 2020 março 2020 abril 2020 maio 2020 junho 2020 julho 2020 julho 2020 setembro 2020 setembro 2020 novembro 2020 dezembro 2021 janeiro

milhões de unidades até 2040,

comparado a outros países.

A boa notícia é que todos esses elementos

têm capacidade de ser reciclados infinitamente,

permitindo sua reintrodução na cadeia

produtiva como recursos para a fabricação

de baterias novas.

Dessa forma, até 40% de lítio e cobalto poderão

ser obtidos no processo de reciclagem, de

modo a evitar impactos ambientais; fechar o

ciclo de utilização, e contribuir com a economia

circular.

“Eu até poderia, mas não enxergo a vida útil

das baterias de íon-lítio como um problema,

porque isso já vem melhorando e tende a melhorar

ainda mais no futuro”, afirma Leonardo.

Por mais que a criação de uma infraestrutura

para reciclar baterias de carros elétricos ainda

enfrente dificuldades, uma coisa é certa:

em breve, os componentes serão reciclados

e reutilizados, e não descartados de maneira

inapropriada.

No entanto, além do quesito baterias, a falta

de infraestrutura de recargas nas rodovias

segue chamando a atenção de quem possui

um carro elétrico.

“O híbrido plug-in demanda um deslocamento

muito grande para quem mora mais longe das

grandes cidades para recarregar o carro. Enfrentamos

filas em pontos de recarga nas rodovias,

isso quando não encontramos o ponto

vandalizado ou sem fiscalização. Então, esse

“É multifacetado esse assunto, né? O

plano de fundo é mais amplo do que só o

carro elétrico, pois envolve a questão da

mobilidade sustentável. Precisamos de

políticas públicas que incentivem esse

modal, mas também depende da mudança de

visão do cidadão”, conclui Leonardo.

FROTA DE VEÍCULOS

ELÉTRICOS POR ESTADO

FONTE:NEOCHANGE

RANKING DE VEÍCULOS ELETRICOS POR ESTADOS

RANKING DE VEÍCULOS ELETRICOS POR CIDADES

12

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OS CARROS MAIS VENDIDOS

AO REDOR DO MUNDO

BRASIL

Em território nacional, o Onix

Em 2015, a GM (General

consagrou-se como o carro Motors) resolveu aprimorar o

mais vendido pelo sexto ano custo-benefício, com inovações

consecutivo, com mais de tecnológicas, como a central

135 mil unidades emplacadas multimídia, porém sem

em 2020. Considerando a alteração do preço.

concorrência, o grande espaço

interno chamou a atenção do

Ao longo dos anos, a fabricante

focou em manter o modelo

público, que pode adquirir um atualizado e obteve êxito

hatch compacto - com valores

apropriados - mas com muita

amplitude no interior.

tanto em parâmetros técnicos,

quanto visuais.

Ainda, o próprio título de “mais

vendido do Brasil” contribuiu

para a extensão do seu

tempo no topo, assegurando

a confiança do brasileiro na

marca. Entretanto, em 2021 é

possível que o resultado seja

diferente. Com sua produção

interrompida para atualizações,

aconteceu uma raridade: o Onix

caiu da primeira para a terceira

posição no ranking de vendas

de março, ficando atrás do Fiat

Strada e do Hyundai HB20.

Um carro pode ser líder de vendas em um continente, mas circular pouco

pelas ruas do outro lado do oceano. Obviamente, os números vão de

acordo com o perfil do público, que varia muito de um país para outro.

E você? Sabe quais os carros mais vendidos nos maiores mercados

automotivos?

16

17


USA - FORD F-SERIES

Os veículos da linha F-150 da Ford

não só dominam as vendas nos

EUA, como também no seu vizinho,

Canadá. O modelo combina com

o perfil estadunidense, sendo

robusto, espaçoso, com amplo

espaço de armazenamento e boa

mecânica, permitindo aguentar

trajetos longos e, se necessário,

também em ambientes rurais.

As atualizações para 2021

garantiram mais conforto e

tecnologia, sendo que o valor

inicial, do menor e mais básico

modelo, parte de U$30.635.

Atualmente, a picape continua

no topo do mercado norteamericano

após ter comercializado

aproximadamente 787 mil

unidades no ano passado.

Em resposta aos ambientes

pequenos dessa região asiática,

com pouco espaço destinado

para estacionar e dirigir, o líder

de vendas é um tipo compacto. O

Toyota Yaris garantiu a primeira

posição entre os modelos

clássicos no final do ano fiscal

local (março de 2021). O destaque

é da sua versão lançada em 2020,

que teve pouco mais de 150 mil

itens vendidos no país.

Os dados apontam que os

residentes japoneses priorizam

marcas nacionais, pelo preço e

confiança, enquanto enxergam

exemplares estrangeiros como

um sinal de status - já que o

custo para obter um veículo de

fora é alto.

Além disso, no Japão há uma

série de modelos, feitos

exclusivamente para uso local,

sobretudo os “carros kei” ou

“K-cars”. Nesse segmento

especial, o destaque é da

Honda, com seus modelos N-Box,

totalizando cerca de 196 mil

unidades vendidas no último

ano. Números que superaram,

com folga, o convencional da

Toyota.

TOYOTA YARIS

E HONDA N-BOX

JAPÃO


O Golf não é apenas o líder

no território alemão, como na

Europa em geral. O primeiro lugar

no continente é desse modelo há

13 anos. O CEO da Volkswagen

afirma que o carro está onde

merece, tendo em vista,

também, os seus oito derivados

apresentados na segunda metade

de 2020. As atualizações para o

mercado incluem, dentre outros

fatores, um maior destaque para

a opção híbrida.

No ano passado, cerca de 312

mil unidades do modelo foram

emplacadas no continente

europeu, sendo cerca de 134

mil na Alemanha. Apenas em

março de 2021, foram vendidas

11.713 unidades do Golf no país

germânico. Tudo indica que ele

será o líder por um bom tempo,

agradando público e críticos

especializados.

VOLKSWAGEN

GOLF

MARUTI SWIFT

ÍNDIANo mercado indiano, outro dos maiores Em março deste ano, o Swift seguiu como

do mundo, o destaque vai para a Maruti campeão, com 21.714 unidades vendidas

Suzuki India Ltda, uma subsidiária da no mês, mas com vantagem pequena em

marca japonesa, baseada na Índia no relação ao segundo colocado, o Baleno, da

século passado. Em 2020, o top 7 foi mesma marca. O terceiro e quarto lugares

todo dessa montadora, incluindo modelos também foram de exemplares Maruti:

variados (sedãs, SUVs, hatchbacks), mas o WagonR e o Alto, respectivamente,

com a liderança do compacto Maruti Swift. seguidos pelo Hyundai Creta.

ALEMANHA


“CHAMA EU”

150% 450

horas

70 m

a mais

Entre os comentários sobre o lançamento da edição passada nas redes

sociais, estava o pedido de Matheus Siqueira, 25 anos, balconista da

Celinho Autopeças, em Pouso Alegre. Solicitação atendida.

E o resultado é uma conversa sobre carreira, vida pessoal, família,

pandemia e o papel central dos trabalhadores na sociedade. Confira!

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“Chama eu”. Este era um dos

própria rede social, fomos

adiante. Até que, enquanto

comentários da publicação de

lançamento de nossa edição

passada, no Facebook. O

autor: Matheus Siqueira, 25

anos, balconista da Celinho

Autopeças, em Pouso Alegre

(MG). Imediatamente, pela

atrás do requerente; porém,

sem obter resposta.

Parecia um flerte, no qual

Matheus, ao provocar, faziase

propositalmente de difícil,

testando até onde iria nossa

disposição para seguir

vasculhávamos seu perfil,

encontramos os dados da loja

onde trabalha.

Matheus garante que

comentou “por comentar”;

jogou a isca para ver o que

acontecia, sem realmente

*No trânsito somos todos pedestres

philips.com.br/auto

22


vislumbrar um retorno. Mas será?

Atitudes assim não costumam ser

obra do acaso.

“Eu consumo esse conteúdo, para ficar

por dentro. Mas também por um pouco

de confete, porque gosto muito de

falar, comentar, aproveitar o espaço”,

assume, também reconhecendo que

não esperava nosso contato.

O balconista de Pouso Alegre afirma

ler diversas publicações relacionadas

à sua área, sempre buscando ampliar

o conhecimento. Em relação à

Balconista S/A, Matheus se imagina

no lugar dos entrevistados, traçando

paralelos com situações semelhantes

vividas no cotidiano.

“Sabe quando você está acompanhando

uma situação engraçada, e pensa:

‘putz, isso já aconteceu comigo’? É

muito legal ter essa sensação; saber

que tanto as coisas boas, como as

ruins que a gente passa, são vividas

por outras pessoas, e o quanto é bom

a gente compartilhar”, conta.

Mas, afinal, quem é Matheus Siqueira,

além de um balconista curioso e

proativo? Ele não só narrou para

nós a sua trajetória, como também

mergulhou em reflexões sobre a

profissão, a vida e a pandemia de

Covid-19.

“Desde que eu me entendo por gente,

estou em oficina. Meu pai é mecânico,

meu irmão também. Então, desde

os 10 anos eu já ajudava meu pai.

Trabalhei com ele entre 2005 e 2012”,

recorda Matheus.

Dali, migrou para a Celinho Autopeças,

onde começou como estoquista,

até chegar ao atual cargo. Sua vida,

portanto, se resume ao universo da

mecânica e da reposição automotiva,

o suficiente para constatar que existe

um tempo considerável de experiência,

a ponto de afirmar qual a fórmula

certa para ser um bom profissional.

“Olha… não se tem ao certo uma

fórmula. É muito particular. Mas a

questão do conhecimento vem tanto

da prática, como da teoria. Algumas

coisas a gente aprende no agito do

balcão; outras, temos que pesquisar.

Acho muito importante estar atento

às novidades da indústria automotiva,

e na forma como os mecânicos

gostam de ser atendidos. Todos

clientes são diferentes um do

outro; então, a chave para você

atender bem é ser maleável. O que

faz da pessoa um bom profissional

é a vontade de aprender, e não

sentar em cima do que já sabe”,

reflete Matheus.

Por envolver uma constante troca

de informações somada ao contato

olho no olho, a profissão de

balconista pressupõe a evolução

da capacidade de ouvir e de

manter a atenção. É um processo,

e tudo isso vem sendo positivo

para Matheus.

“Acho que o atendimento no

balcão, cara a cara, faz com que

nos tornemos pessoas melhores,

porque passamos a ser ouvintes

melhores, mais atentos. Eu,

particularmente, sou muito

desatento; então, trabalhar assim

nesses anos todos me fez um bem

em relação a isso. Mas, resumindo,

o mais importante é ter senso

de adaptação, tanto ao mercado,

como à clientela”, afirma.

Pelo que vimos até aqui, ao

contrário do que diz, Matheus não

parece nada desatento, embora

isso também possa revelar uma

virtude indispensável aos bons

profissionais: a humildade.

24

25



Pandemia: aprendizado e a

importância dos trabalhadores

Estamos diante do maior desafio

do século XXI. Dizer que o novo

coronavírus atingiu em cheio a

indústria e o comércio é chover no

molhado. Até mesmo essa entrevista,

que poderia ocorrer presencialmente,

aconteceu de forma virtual, tirando um

pouco da essência olho no olho, tão

cara também aos jornalistas.

Matheus nos conta como tem sido

o trabalho nesse período, um ofício

que jamais se interrompe, mas que

fatalmente desacelerou.

“A gente atende por delivery, por

WhatsApp e redes sociais aqueles que

dependem do mercado automotivo:

dono de oficina, mecânico e

revendedor. Mas a gente sente falta

daquele cliente final, um dono de carro,

curioso, que quer fazer uma revisão e

dar uma recauchutada no carro. Esse

deixou de vir. E o comércio é um ciclo,

uma corrente. No final, todo mundo

depende de todo mundo”, lamenta.


Outra coisa que eu percebi: o quão nossa

economia é frágil e nosso sistema depende

do trabalhador. E mesmo que eu me sinta um

privilegiado por atuar numa empresa que olha

pro funcionário como pessoa, a gente vê outras

olhando pra sua mão de obra como se fosse

só um número. Então, mesmo que o lucro seja

importante nesse sistema, a gente precisa

preservar a humanidade, pensar nas pessoas

em primeiro lugar. Essas são algumas coisas

que eu trago de aprendizado com a pandemia, e

que eu creio que vou repensar muitos conceitos

quando isso acabar.

26

27


Recentemente, a Celinho Autopeças

organizou uma distribuição de

cestas básicas para a população

mais carente em Pouso Alegre, em

atividade que congregou outras

lojas do ramo. Segundo Matheus,

isso prova que “quando tem um

inimigo em comum, a gente mostra

que é um aliado do outro”.

As transformações estimuladas

pela pandemia não se restringem

às relações humanas no ambiente

de trabalho. Elas também exercem

poder sobre instâncias mais

particulares, íntimas, fazendo

algumas pessoas olharem para o

que sempre esteve ali, debaixo do

nariz, mas que por certa razão não

despertavam o devido cuidado.

“Olha… eu não sou um cara muito

família. Sou um cara meio distante,

e não dava muito valor a isso. Mas

fui percebendo, principalmente

com os familiares mais velhos,

como o contato humano é preciso.

E faz muita falta. Meu pai chegou a

contrair a Covid e até ser internado.

É uma tensão muito grande. A

partir do momento em que a

gente precisa ficar isolado, quem

é mais novo talvez não entenda o

quão precioso é proteger quem a

gente ama. E quando isso acabar,

também vamos tirar coisas boas do

que aconteceu. Lembrar de coisas

que não deveria ter esquecido,

aprender coisas que deveria ter

aprendido”, reflete Matheus.

Em Pouso Alegre, o Grupo Celinho

promove anualmente o Encontro dos

Mecânicos, evento tradicional que

teve de ser cancelado pela segunda

vez consecutiva devido à pandemia.

Lamentando a impossibilidade de

reunir profissionais do seu setor,

Matheus destaca a importância da

atividade.

“Era uma grande reunião,

confraternizando com outros

mecânicos, tomando cerveja,

comendo tira-gosto, assistindo

a uma palestra proveitosa. E a

pandemia também tirou isso da

gente. A gente pensa na boa

relação; por isso, sempre estamos

promovendo palestras para os

balconistas e, principalmente, aos

mecânicos”, explica.

O balconista também aproveita para

reforçar o binômio teoria e prática,

que, segundo ele, devem caminhar

lado a lado, complementando-se

mutuamente. .

28

29




Minha experiência foi adquirida na prática

mesmo, no aperto, na pressão do cliente;

até na parte de logística, por exemplo, de ir

atrás de uma peça que não tem, de conseguir

contato. Mas a lapidação, o refinamento,

tanto do atendimento como do conhecimento

de qualquer profissional, vem de palestra e

de curso de capacitação teórica. E eu adoro

quando meu pai vem assistir a uma palestra do

meu lado. É muito gratificante

Portanto, podemos concluir que

o Encontro dos Mecânicos é uma

oportunidade para apertar os laços

entre os dois lados do balcão. Na edição

passada desta revista, expusemos

a visão dos mecânicos sobre os

balconistas; agora, embora não seja o

foco central da matéria, Matheus traz

um pouco da ótica inversa.

“Acho que, de uns 10 anos pra cá, tem

tido mecânicos mais ‘estudantes’. Ainda

tem aquele ranço – tanto do balconista

quanto do mecânico – de que ‘o que

eu sei tá bom’ ou ‘eu aprendi assim,

então é assim’, mas o número desses

profissionais mais conservadores vem

caindo bastante. A gente fica até

surpreso. Os mecânicos estão cada

vez mais procurando ferramentas que

facilitam o serviço, capacitação de

certos nichos como câmbio automático,

airbag, essas coisas que requerem uma

mão de obra mais específica. É legal

ver como setor que você trabalha tem

evoluído, e as pessoas têm evoluído

junto com ele”, avalia.

Novas aplicações, qualidade original

Schaeffler

A Schaeffler continua oferecendo as melhores e mais completas soluções em

reparação e agora traz novas aplicações de embreagens LuK RepSet e LuK

Repset Pro, ampliando seu portfólio para trazer variedade e o melhor custobenefício

para os clientes. Com este lançamento, passa a atender cerca de

80% dos modelos mais vendidos na atualidade em circulação no país.

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/SchaefflerBrasil

/Company/Schaeffler

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Faça revisões em seu

veículo regularmente.


PUBLIEDITORIAL

CONHEÇA AS PEÇAS DE REPOSIÇÃO

MOTORCRAFT E OMNICRAFT

F U T U R O

Projetar o futuro não é tarefa fácil;

durante uma pandemia, então, parece

definitivamente um tiro no escuro.

Viver o agora, um dia de cada vez, muitas

vezes já significa algo extraordinário.

Diante desse questionamento, Matheus

começa pela via do aprendizado.

coisa que meu irmão já vem fazendo.

Óbvio que a gente tem pretensões. Eu

estou num lugar muito bom, trabalhando

com uma galera muito legal, com um

pessoal que é realmente unido, nobre

e competente. Então agora penso em

evoluir aqui nessa área, com outros

cargos. Durante muito tempo deixei

“Com 25 anos, me acho jovem, apesar isso de stand-by pra pensar no meu

de estar há bastante tempo nesse noivado, mas penso, sim, em trabalhar

segmento. E não me vejo fazendo outra para uma grande marca.

coisa tão cedo, porque além de ser um

ciclo, eu não sinto que aprendi tudo o Conclusão: Matheus tem seus ideais,

que posso. Eu sempre quero aprender embora considere-se uma pessoa

mais. Tenho essa gana de querer mais “objetiva” e “não tão sonhadora”.

conhecimento, de me sentir capacitado,

completo.”

Porém, em meio ao cenário de incerteza

que domina o mundo em tantas frentes,

essa objetividade passa a significar,

No entanto, à medida que avalia os

planos, o raciocínio passa a dar voltas,

mais do que nunca, pé no chão. Nesse

caso, não existem respostas prontas.

sem apontar para um norte definido.

“A dinâmica que se estabelece nesse

“Tenho a ideia de ser dono do meu

próprio negócio, talvez nem no ramo de

autopeças. Eu penso muito em ajudar

segmento me permite ter diversas

possibilidades, então a gente pode

correr pra qualquer lado. E a gente

meu pai a ampliar o negócio dele, também não sabe o dia de amanhã”,

garantir uma renda para ele na velhice, arremata.

Há mais de 50 anos, a Motorcraft oferece uma ampla

variedade de peças para os veículos Ford, seguindo

os rigorosos padrões homologados pela engenharia

da montadora. O portfolio é formado por 20 linhas de

produto de alta demanda, como amortecedor, bateria,

disco de freio, embreagem, óleo e aditivo, palheta,

pastilha, vela de ignição, entre outros.

Além desta marca, a Ford atua também com a Omnicraft

que possui a versatilidade de peças aplicáveis à

veículos de outras montadoras. Atualmente, a oferta

de portfolio contempla bateria, disco e pastilha de freio,

filtro, óleo para veículos e motocicletas e muito mais.

Para saber mais sobre ambas as marcas, basta se

cadastrar no site Reparador Ford (reparadorford.

com.br) para ter acesso à promoções, informações e

vídeos técnicos sobre os veículos da montadora. Para

adquirir as peças, vá a uma Concessionária Ford ou aos

Distribuidores de Peças parceiros e ofereça qualidade,

segurança e confiança para os seus clientes.

Para conferir a linha completa de produtos, clique no link abaixo:

www.reparadorford.com.br

33


35


FATOS E

BOATOS

Ponto morto

“Descer na banguela”. Quantas vezes você já não ouviu

– ou usou – essa expressão? Realmente, trata-se de uma

prática ainda muito comum no Brasil, principalmente com

o intuito de poupar combustível ou reduzir o desgaste de

algumas peças do veículo. Sob tal crença, de forma até

automática, vários motoristas deixam o câmbio em ponto

morto enquanto se está em movimento. Há problema

nisso? No que podemos acreditar?

PUBLIEDITORIAL

PIVÔ, AXIAL E TERMINAL:

SAIBA MAIS SOBRE AS LINHAS CERTIFICADAS DA PERFECT

Aumenta o risco

de acidentes

F A T O S

Um veículo que está com a

marcha desengatada leva mais

tempo para diminuir a velocidade

e, por consequência, para parar

completamente. Isso porque, ao

tirar o pé do acelerador com o

câmbio engatado, o efeito do freio

motor imediatamente auxilia a

desaceleração. Não é à toa que, no

início de descidas de serra na estrada,

vemos a placa “desça engrenado”,

justamente para evitar acidentes.

As linhas de pivô, axial e terminal

da Perfect possuem a certificação

IATF 16949, uma importante norma

de gestão de qualidade mundial

que permite atender montadoras.

Contamos com a equipe de

pino esférico antes da instalação para

liberar a tensão interna entre a bucha

de Poliacetal e o pino.

AXIAL - As barras axiais de direção

têm a função de transmitir as forças

axiais provenientes da caixa de

caixa de direção (e anteriormente

coluna de direção e volante) às rodas,

possibilitando o movimento angular

para a realização de manobras. Seus

principais componentes são carcaça

forjada (“cachimbo”), pino esférico,

Engenharia da Perfect para explicar

direção para os terminais de direção

bucha de Poliacetal, coifa de proteção

É infração

de trânsito

o que é cada um desses itens, e

também dar algumas dicas relevantes

para mecânicos de oficinas ou centro

e consequentemente para as rodas

do veículo. Isso garante segurança,

conforto e o perfeito funcionamento

(guarda-pó) e anéis de vedação

da coifa. Dicas para troca: Antes

da instalação, realize movimentos

Andar em porto morto não só é perigoso, como também ilegal. Segundo o artigo 231, inciso IX, do Código de Trânsito Brasileiro

(CTB), trafegar “desligado ou desengrenado em declive” configura infração média, com perda de quatro pontos na Carteira

Nacional de Habilitação (CNH) e multa de R$ 130,16, além de possível retenção do veículo como medida administrativa.

automotivos realizarem a troca das

peças.

PIVÔ - Os pivôs de suspensão ou

nos movimentos angulares das rodas,

até mesmo em solos irregulares. Seus

principais componentes são haste

angulares no terminal para liberar a

tensão interna preexistente. Antes

da troca verifique a posição inicial do

B O A T O S

pinos esféricos possuem a função de

forjada, copo

terminal a ser

36

Auxilia na

refrigeração

do motor

Na verdade, o que acontece é o contrário. E

o item acima já explicou por quê. Se, mesmo

com o veículo desengatado, o sistema

continua injetando combustível, é sinal de

que o motor se mantém aquecido. Ou seja,

não há refrigeração.

Economiza

combustível

Com o veículo rodando, não. De certa forma, essa máxima até

valia em determinada época. Mas hoje, com a predominância

dos modelos a injeção eletrônica, ela entrou definitivamente

para a mitologia automotiva. Esse sistema consegue monitorar

constantemente o comportamento do motor, buscando otimizar

o consumo de combustível. Até aí, tudo bem. No entanto, se o

veículo descer “na banguela”, a central de injeção eletrônica

interpreta a ação da seguinte maneira: “se está em ponto morto,

ele irá morrer; então, preciso injetar combustível”. Ou seja, gastase

mais. A única exceção é quando se está parado no trânsito.

Nesse caso, o recomendável é mesmo deixar o câmbio no neutro.

ligar o chassi e carroceria com a

manga de eixo e telescópio

de suspensão, permitindo a

movimentação angular do sistema em

seu próprio eixo, e contribuindo na

recepção das forças provenientes de

acelerações,

frenagens e irregularidades do solo.

Seus principais componentes são

a carcaça forjada (housing), pino

esférico, bucha de Poliacetal, coifa

de proteção (guarda-pó) e anéis de

vedação da coifa. Dicas para a troca:

Realize movimentos angulares no

(housing) e bucha de Poliacetal.

Dicas para troca: Utilize as

ferramentas corretas para sacar e

apertar os axiais, para que a caixa

de direção do veículo não seja

danificada. Antes da instalação,

realize movimentos angulares

no axial para liberar a tensão interna

preexistente.

TERMINAL - Os terminais de direção

têm a função de fazer a ligação entre

as barras axiais e a manga de eixo do

veículo. Isso contribui na transmissão

das forças axiais provenientes da

substituído, pois isso proporciona

uma menor correção no alinhamento

do veículo. As oficinas

mecânicas e os centros automotivos

devem trabalhar com marcas

certificadas, seguir os

procedimentos técnicos de aplicação

e as orientações do certificado de

garantia.

37


CO-

NDUSTRY

COMO A

SUSTENTABILIDADE

SE INTEGRA

À INDÚSTRIA

AUTOMOTIVA

Após séculos de

degradação ambiental,

o mundo agora se

volta para medidas

sustentáveis em

diversos setores da

sociedade, inclusive

dentro das indústrias

automotivas e de

autopeças.

Não faz muito tempo desde que

a sustentabilidade virou pauta

nos mais diversos setores da

sociedade e da economia. As

preocupações ambientais começaram,

especialmente, após

as Revoluções Industriais, em

cujos processos de fabricação

geravam grandes impactos ao

meio ambiente.

Desde então, ligado o sinal

amarelo, tais práticas passaram

a contar com medidas mais sustentáveis,

isto é, menos danosas

à natureza.

No setor automotivo e de autopeças,

essa necessidade também

se impôs. Com o advento

da atual Constituição Federal,

em 1988, foram criadas novas

regras para a Legislação Ambiental

Brasileira, que as indústrias

deveriam seguir nos processos

de produção e descarte

dos seus objetos fabricados.

As preocupações com os processos

produtivos de automóveis

dentro das fábricas, bem

como seu descarte adequado,

começaram após a ISO 9000.

Esse termo se refere ao conjunto

de normas que visam a

ajudar as empresas a implantar

procedimentos e gestão de

qualidade.

No entanto, foi só a partir da

ISO 14000 que a gestão ambiental

nas empresas e fábricas

passou a ser, de fato, discutida;

consequentemente, vieram normas

ambientais mais rígidas.

38

39


No caso das montadoras,

adotados pelas indústrias,

carte; no entanto, o custo

para que haja esse pro-

uma delas diz respeito ao

desde o processo de pro-

desse processo é elevado

cesso nas indústrias, o

cumprimento da Pegada

dução de automóveis até o

para empresa, já que é ne-

proprietário do automóvel

de Carbono, sistema que,

descarte.

cessário dobrar a área de

deverá levá-lo até o local.

basicamente, contabiliza a

“Uma montadora de auto-

produção e transformá-la

Porém, não é preciso ir

quantidade de CO2 emiti-

móveis vai se preocupar

em uma área de tratamento

muito longe para ver qual

do tanto na construção do

com a sua emissão de car-

do automóvel que será des-

o destino de veículos e pe-

espaço - incluindo árvores

bono desde a montagem

cartado”.

ças automotivas: basta ir

desmatadas no terreno -

do veículo, mas também

Ainda que esse proces-

ao ferro velho mais próxi-

como durante seu funcio-

vai trabalhar junto com o

so seja ao mesmo tempo

mo, onde viram sucata.

namento, e até mesmo no

transporte de cargas. Assim,

de alguma maneira, a

montadora precisa compensar

o que lançou na atmosfera.

De acordo com o engenheiro

mecânico e professor da

Universidade de São Paulo

(USP), Marcelo Augusto

Leal Alves, a partir da ISO

14000, quem descumprisse

as regras passaria a estar

fornecedor dos pneus para

garantir que o processo de

fabricação dele, desde a

borracha, seja mais limpo.

Toda a cadeia vai trabalhar

em conjunto para reduzir a

emissão de gases de efeito

estufa”, destaca.

Além disso, o engenheiro

afirma que o descarte

do veículo se tornou uma

grande preocupação das

montadoras. Agora, elas

positivo para o planeta e

à reputação da empresa,

Marcelo Augusto considera

que, devido ao custo elevado,

esse valor acaba direcionado,

na maioria das

vezes, para o consumidor

de carros novos.

No caso da reciclagem das

peças e do veículo ao término

da vida útil, trata-se

de uma visão um tanto romantizada.

Isso porque,

“Essa questão

precisaria ser

resolvida entre o

poder público em

conjunto com as

indústrias, porque

acaba se tornando

um problema

ambiental”,

reflete Marcelo

Augusto.

sujeito a multa.

estudam como o automóvel

“Existe uma Legislação Am-

pode ser reutilizado após o

biental para descartes de

fim de sua vida útil.

materiais, resíduos, fluidos e

“As indústrias passaram a

precisa ser seguida”, afirma.

ser responsáveis pelo des-

Somando-se isso à crescente

exigência por parte da

sociedade em prol de uma

produção mais sustentável

na medida do possível,

Marcelo Augusto cita alguns

exemplos desse tipo

40

41


Dentro da ISO 14000, estão

vários itens, entre eles a

ISO 140001, que especifica

os requisitos do Sistema

de Gestão Ambiental (SGA),

ajudando a fortalecer qualidades

para que a empresa

desenvolva uma estrutura

de proteção à natureza.

Algumas montadoras seguem

tais normas - entre

elas Fiat, Nissan Toyota. O

mesmo

ocorre

em relação

a

determinadas

indústrias

de autopeças,

Alejandra

como a Schaeffler.

Zanella,

gerente

de Recursos Humanos &

SEHS da Schaeffler, reitera

que a empresa adota medidas

sustentáveis para além

do processo de fabricação

das peças, o que lhe garante

um lugar entre as 50 líderes

em Sustentabilidade e Clima

na ONU.

“Trabalhamos com metas de

curto, médio e longo prazo,

implementando

medidas

para eficiência energética

e aquisição de energia de

fontes renováveis até 2024.

Também buscamos ser neutros

em carbono até 2030,

com base no Programa

Schaeffler de Proteção ao

Clima para redução de emissões

de CO2 na produção,

visando reduzir em 20% o

abastecimento de água doce

até 2030”, enumera.

Além dos objetivos acima, a

Schaeffler aplica em seu cotidiano

as medidas sustentáveis

citadas pelo nosso

outro entrevistado, como a

reciclagem.

“Os resíduos gerados na produção

passam por um processo

de separação interna,

levando em consideração e

avaliando

“Cada colaborador é parte deste

processo; por isso, incentivamos

constantemente a separação correta

dos resíduos para reciclagem, o uso

consciente da água, a doação do óleo de

cozinha, entre outras boas práticas do

dia a dia”, salienta.

continuamente

os 6R’s da sustentabilidade

(reduzir, reutilizar, reciclar,

reparar, repensar e reintegrar)

e buscando a melhor

forma de aplicar a economia

circular em nossos resíduos.

A Schaeffler também desenvolve

parceiros que trabalham

para o retorno dos resíduos

à cadeia sustentável,

atuando em conjunto com

humanos.”

as

indústrias

automotivas

(seus clientes)

garantindo

a

sustentabilidade

no produto

final”,

declara

a gerente de

recursos

Além disso, Alejandra enfatiza

que nenhum lixo

ou resíduo produzido pela

Schaeffler é enviado ao

aterro sanitário da cidade,

pois todo o material tem

uma destinação sustentável:

são encaminhados para

reciclagem, coprocessamento

ou incineração.

Acompanhando o crescimento

das práticas sustentáveis

dentro das indústrias

automotivas e de

autopeças, Marcelo Augusto

acredita que, mesmo com

os percalços econômicos de

cada país, trata-se de uma

tendência consolidada.

“Eu diria que esse processo

hoje é irreversível, por conta

do que temos visto no

cenário internacional, com

vários países entrando em

acordos para investir em

sustentabilidade. A tendência

é que isso se torne

cada vez mais importante

e se torne um padrão em

todas as indústrias, não só

do setor automotivo”, assevera.

Alejandra segue a linha do

engenheiro mecânico, ressaltando

a evolução em

curso.

“Não há como pensar em

futuro sem pensar em sustentabilidade,

pois toda e

qualquer ação do nosso dia

a dia, seja em âmbito profissional,

como na vida pessoal,

impactam no nosso

amanhã, além do uso de

42 43


PUBLIEDITORIAL

fontes renováveis que deve sempre

ser considerado em todas as

iniciativas.”

O prognóstico de Marcelo Augusto

está diretamente relacionada

a um estudo global da consultoria

KPMG, com mais de 1,1 mil líderes

do setor automotivo. A pesquisa

apontou que 98% dos executivos

que atuam em trinta países apontam

a sustentabilidade como um

fator que direcionará os negócios

da indústria automotiva nos próximos

anos.

Diante disso, ainda que a sustentabilidade

já esteja integrada a

boa parte das ações das montadoras,

resta um longo caminho a

ser percorrido, especialmente no

Brasil. No entanto, como bem disse

Marcelo Augusto, a tendência

é que essa prática ganhe força na

medida em que a discussão ambiental

aumenta sua relevância.

Por outro lado, o nível de exigência

requer certa pressa; afinal, “aumenta

a cada dia o número de consumidores

conscientes que optam

por produtos que garantem a sustentabilidade”,

conclui Alejandra.

MANN-FILTER LANÇA NO

MERCADO KIT DE FILTROS

Kits de filtros do ar, óleo, combustível e cabine com De acordo com o Diretor de Vendas Aftermarket e

mais conveniência e praticidade na hora da troca. Marketing MANN-FILTER, Fabio Moura:

A MANN-FILTER, marca premium de filtros do grupo “Os kits originais MANN-FILTER visam oferecer

MANN+HUMMEL, disponibiliza ao mercado este mês o soluções inovadoras para novas e desafiadoras

KIT de filtros automotivos linha leve necessários para demandas de filtragem com maior conveniência e

uma revisão completa.

praticidade na hora da troca, onde em um só kit é

possível ter uma linha premium completa (ar, óleo,

Os produtos estão para os seguintes veículos de combustívele cabine) recomendados para o melhor

passeio: GM (Onix e Prisma); Hyundai (HB20); desempenho do veículo”.

Volkswagen (Polo e Virtus); Fiat (Mobi, Argo, Uno e

Strada); Toyota (Etios);Ford (Ka).

Divulgação: Schaeffler

Para saber mais sobre os lançamentos e onde encontrar, acesse o site da

MANN-FILTER – área de lançamentos - ou o Catálogo Online para detalhes de

ano e motor dos veículos.

44

45


WIKIPEÇAS

A

iela

Qual a função?

A principal responsabilidade da peça é ligar o pistão ao

virabrequim, o que é possível graças à movimentação feita

de forma lateral pela parte de baixo, e vertical realizada

pela parte de cima do componente.

biela é uma parte não fixa

encontrada no motor do veículo

que possui um orifício em cada

uma de suas extremidades. O

que se situa na parte inferior

apresenta maior diâmetro e

é ligado ao virabrequim. Já

o superior, de menores

proporções, possui um

pino afixado ao pistão.

O tamanho da biela

varia de um motor

para o outro, e

depende do projeto

do propulsor no qual

ela se encontra.

Do que

é feita?

Por serem muito exigidas pelo

motor, as bielas precisam ser

resistentes. Para garantir

essa condição, elas são

fundidas em ferro-gusa ou

feitas de aço forjado.

Quando é

recomendável

trocá-la?

A atenção em relação a este item

é fundamental. Se a biela estiver

danificada, pode causar uma trinca

no bloco do motor, prejudicando

seu funcionamento. O principal

indicativo de que o componente pode

estar com problemas é a aparição de

um barulho estranho vindo do motor,

semelhante a batidas.

46 47


As várias faces da paralisação na indústria automotiva:

COMO A PANDEMIA

IMPACTA O

SETOR

7,8

MILHÕES

Esse é o número de

postos de trabalho

fechados no Brasil

em um ano da

pandemia do novo

coronavírus, segundo

o Instituto Brasileiro

de Geografia e

Estatística (IBGE).

Ainda que uma parcela

desse encerramento

de vagas não tenha

acontecido por

responsabilidade

direta dos efeitos do

vírus na economia, é

inegável o impacto

que a doença de

proporções globais

teve em terras

brasileiras.

Antes da Covid-19 assolar

o mundo, o nível de ocupação

dos cidadãos em idade

de trabalhar (com mais de

14 anos) no Brasil girava

em torno de 55%. Agora,

48,6% se encontram sem

emprego ou fora do mercado

de trabalho, também de

acordo com último levantamento

divulgado pelo IBGE,

em 30 de abril deste ano.

Os mais variados setores do

mercado automotivo sentiram,

sentem e sentirão os

impactos devastadores da

pandemia, que atingiram,

inicialmente, as grandes

empresas e montadoras.

Em entrevista exclusiva à

Balconista S/A, a Toyota

citou algumas das ações

realizadas para conter o

avanço dos efeitos econômicos

da pandemia:

“Nos primeiros meses, tomamos

diversas medidas,

tanto de saúde, para proteger

nossos colaboradores,

como de busca pela competitividade

dos nossos

negócios. Algumas dessas

medidas foram antecipação

de férias, aplicação de

dias de compensação, aplicação

da MP936, além de

atividades de redução de

custo”.

48

49


Com os impactos nas

montadoras de automóveis,

um setor que,

consequentemente,

também sentiu efeitos

negativos foi o de

fabricantes de autopeças,

cuja produção

é voltada, de 80 a

90%, às fábricas de

carros. O ramo passou

a trabalhar diante de

uma escassez completa

de produtos.

Os semicondutores e

microchips, por exemplo,

foram alguns dos

principais itens que

estiveram em falta no

mundo todo.

Quando a disseminação

e o número de

mortes da Covid-19

estavam começando a

dar indícios de queda,

ocorreu uma segunda

onda da doença

Fábrica da Toyota em Sorocaba

Foto: divulgação

no Brasil, o que dificultou

um processo

de retomada que, no

Entre 24 de março e

21 de junho de 2020

- momento em que o

vírus da Covid-19

começou a ser disseminado

mais intensamente

na maior

parte do Brasil - a

montadora japonesa

agiu de forma imediata,

suspendendo

a produção em todas

as suas quatro

plantas industriais.

A ação teve como

objetivo tentar atenuar

os riscos à saúde

de seus colaboradores

e familiares,

evitando ao máximo

aglomerações e circulação

de pessoas.

Também foram justificativas

para a

suspensão o quadro

de incerteza do mercado

brasileiro naquele

momento, bem

como as dificuldades

na cadeia logística e

de suprimentos.

Ao final de 2020, a

Toyota havia tido

cerca de 135 mil

unidades comercializadas,

o que representou

uma queda

de 37% em comparação

com 2019. A

redução nas vendas,

no entanto, foi menos

acentuada do

que se esperava no

início da pandemia.

Como referência, o

mercado automotivo,

de forma geral,

recuou 26%.

final de 2020, parecia

iminente, como

explica Flávio Portela,

diretor de vendas

e comunicação da SK

Automotive.

Os números do mês

de março deste ano,

por exemplo, indicam

como o setor automotivo

foi atingido

pela segunda onda da

pandemia. Mais de 14

montadoras foram

paralisadas, o que envolveu

30 fábricas

e 65 mil profissionais.

Flavio Portela também

aponta como o

setor de autopeças

vem se comportando

diante desse cenário:

“O mercado está muito

mais preocupado

e trabalhando essencialmente

com os

veículos que chegam

às oficinas e às autopeças.

As trocas das

peças estão sendo

feitas sem elevados

estoques. Estão tra

50

51


alhando apenas com

tem contribuído para, ao

o essencial nesse mo-

menos, atenuar o pano-

mento, e esperando

rama de dificuldades.

uma nova adaptação

“A situação ficou bem

do mercado para a

ruim, estamos de mãos

continuidade e a ela-

atadas. O atendimento

boração de um plano

caiu em 50%. Também

a curto e médio pra-

tem muita falta de pe-

zo”.

ças; muitos fornecedo-

Como se não bastasse

res estão fechando. E,

o cenário atual – mar-

quando encontramos as

cado por persistente

peças, o preço vai lá em

resistência à retoma-

cima. Subiu entre 30%

da e recuperação da

e 60%. Mas, apesar de

indústria -, o anúncio

tudo, não podemos per-

do aumento conside-

der a esperança. Aqui,

rável no preço do aço,

entre os trabalhadores,

feito pela Compa-

a gente precisa se unir

nhia Siderúrgica Na-

para sair dessa. Não es-

cional,

representou

perava que a pandemia

mais um motivo para

duraria tanto tempo.

o agravamento da si-

Mas, como aprendizado,

tuação econômica do

a lição é que devemos

tendo apresentado uma

algumas coisas, peças

setor automotivo.

nos preocupar mais uns

queda de 15 a 20% de

simples, e tinha muita

Com a produção de

com os outros, nos ape-

seu movimento. A re-

coisa em falta. Várias lo-

autopeças impactada,

garmos mais às peque-

dução na fabricação de

jas ainda não estão com

as lojas que compram

nas coisas do dia a dia,

peças afetou diretamen-

o atendimento presen-

das grandes fabrican-

à família, aos amigos,

te esses estabelecimen-

cial, só por WhatsApp.

tes também sentem

nos unirmos cada vez

tos. O atendimento, por

Isso atrapalha bastante,

efeitos negativos. Em

mais e nunca perder a

ter deixado de ser pre-

porque existem lojas em

Santos (SP), na Sebbá

fé. Eu acordo todos os

sencial em diversas lo-

que você entra, olha na

Autopeças, loja onde

trabalha o balconista

Luiz Fernando de Almeida,

os atendimentos

passaram a ser

por “delivery”, sem

previsão de retorno

para a modalidade

presencial nesse momento.

O profissional

conta que sua atividade

vem sendo muito

prejudicada pela

pandemia, mas que o

sentimento de união

no estabelecimento

dias agradecendo, sempre

otimista”.

Parte integrante de

toda essa cadeia de processos,

produtos e pessoas,

as oficinas mecânicas

foram outro ramo

impactado pelos efeitos

do novo coronavírus,

jas, também complicou a

compra de mercadorias

específicas no setor automotivo,

como afirma

Marcelo Pazos, mecânico

com formação em Engenharia

Mecatrônica.

“Senti dificuldade. Teve

vez que saí para comprar

prateleira, pega, põe no

carrinho e vai embora.

Mas, quando é por WhatsApp,

o funcionário que

te responde, e você

fica refém disso. Então,

olha, está bem complicado,

bem chato de

comprar atualmente.”

52

53


PUBLIEDITORIAL

NOVAS LÂMPADAS PARA FARÓIS PHILIPS ULTINON PRO5000

COMBINAÇÃO ENTRE DESEMPENHO E DURABILIDADE

Dirigir no escuro exige mais do

condutor; por isso, os motoristas

devem confiar nos faróis. As lâmpadas

Philips Ultinon Pro5000 aumentam a

visibilidade de longo alcance para a

condução noturna com até 160% de

luz mais brilhante em comparação

com o padrão mínimo legal para

lâmpadas halógenas (lâmpadas

convencionais). Seu padrão de

feixe, uniforme e preciso, permite

que os motoristas vejam e sejam

vistos com mais clareza. Graças ao

posicionamento perfeito dos chips

de LED e o recurso SafeBeam, os

condutores têm luz exatamente onde

precisam na estrada, sem ofuscar os

veículos que se aproximam.

A temperatura de cor ideal

evita cansaço ou esforço visual,

proporcionando uma direção noturna

mais confortável e segura.

Tecnologia LED confiável em

um design compacto tudo-em-um:

As luzes LED geram calor que deve

ser gerenciado. A tecnologia AirBoost

é um sistema de resfriamento

inteligente que desvia o calor dos

componentes críticos da lâmpada. A

maior resistência ao calor permite

maior durabilidade em relação aos

produtos concorrentes atualmente no

mercado. Portanto, a Philips Ultinon

Pro5000 dura até 3.000 horas de

operação.

Espaço mínimo dentro do

farol: Seu design de peça única e

eletrônica integrada também tornam

o encaixe mais fácil. As lâmpadas são

compatíveis com uma ampla gama

de modelos de automóveis, e podem

ser facilmente instaladas pelos

próprios motoristas ou mecânicos

especializados.

Compatível com veículos de 12 e

24 V: A linha Philips Ultinon Pro5000

é adequada para a maioria dos tipos

de veículos. Os produtos Automotive

Grade Quality são projetados e

desenvolvidos seguindo rigorosos

processos de controle de qualidade,

que garante o reconhecimento da

Philips na indústria automotiva há

mais de 100 anos. As lâmpadas

LED Philips Ultinon Pro5000 estão

disponíveis para faróis H1, H3, H4,

H7, H11,HB3 / HB4, HIR2 e FOG

(neblina) [ ≈H8 / H11 / H16].

‘‘Lembrando que, no Brasil, após a

entrada em vigor da Resolução do

Contran nº 667, em janeiro de 2021,

o uso do LED é permitido somente

para o uso fora de vias públicas,

como locais Off-road ou em circuitos

fechados.’’

Vista de uma

fábrica da

Toyota

O profissional conta ainda como

mas estatísticas podem fazer

Foto:

divulgação

a falta de peças o atrapalha a

com que se vislumbre um cená-

realizar projetos em seu dia a

rio diferente em breve. As ven-

dia no trabalho: “Teve uma vez

das de automóveis cresceram,

que eu fui à loja porque estava

em média, 5,5% no 1º trimes-

reconstruindo um carro e preci-

tre de 2021. Já a produção de

sei de um material super comum

carros teve um aumento de 2%,

em loja de fibra de vidro, mas

o que possibilita certa retoma-

tinha muita coisa em falta. Por

da da confiança dos donos de

causa disso, eu tive que mudar

veículos em relação à troca de

o serviço do meu funcionário,

automóveis, à compra do carro

porque não consegui comprar

zero e à venda do carro usado.

um material para ele fazer o

Esta última continua em grande

trabalho que estava previsto”.

movimentação, tendo crescido

Em meio aos números que indi-

13% no 1º trimestre deste ano,

cam, muitas vezes, não haver

em comparação ao mesmo pe-

Para obter mais detalhes, acesse: www.philips.com/auto.

motivos para otimismo, algu-

ríodo de 2020.

54

55


OU

Quando pensam em deixar o veículo mais atrativo visualmente,

muitas pessoas recorrem a técnicas de tratamento de pintura.

Afinal, quem não gosta de andar em um carro bonito?

Porém, uma das dúvidas mais comuns dos que aderem a esses

procedimentos é, especificamente, sobre qual dos dois a

seguir deve ser utilizado: polimento ou cristalização. Você

Adiciona uma camada

extra de proteção

Menor eficácia na

remoção de falhas

sabe quais são as diferenças entre eles?

Menos danosa

à pintura

P

O

L

I

M

E

N

T

O

Indicado para

manchas

superficiais

na lataria

Recupera o brilho

da pintura

Deve ser feito,

no máximo,

3 vezes

C

R

I

S

T

A

L

I

Z

A

C

O S

57

A técnica de polimento automotivo é recomendada a veículos que apresentam

queimaduras de sol, alguns riscos não profundos, restos de excrementos

de pássaros, manchas na pintura e mudanças nítidas em seu brilho.

Massa abrasiva, lixas de água fina e politrizes são os materiais

utilizados nesse tipo de tratamento, que deve ser realizado, no

máximo, três vezes no carro, pelo fato de forçar demais a sua pintura. O

preço do serviço, em geral, fica na casa dos R$400,00.

A cristalização se caracteriza pela aplicação de uma substância parecida

com a resina, cujo principal objetivo é proteger a pintura do carro,

prolongando sua duração e realçando o brilho. Os itens usados nessa

técnica não provocam reações com o verniz da lataria do veículo.

Embora menos sujeita a desgastar a pintura, a cristalização é não é

tão efetiva na remoção de falhas de continuidade e arranhões. Com

valor médio de R$500,00, a técnica pode ser feita mais vezes que a de

polimento, por ser menos danosa à pintura.

57


PRETA

PLACA

FUSCA AZUL

Carro: Fusca Azul Pavão 1500

Ano: 1971

Instagram: @fuscaazulsp 12.6k seguidores

Proprietário: Miguel Savalho

O Fusca é, de longe, um dos carros mais

conhecidos do mundo. A maioria dos

brasileiros consegue se lembrar de uma

história com o modelo, ou de, pelo menos,

tê-lo observado na rua em vários

momentos.

Esse foi o primeiro carro da Volkswagen

e, considerando seu início em 1938, foi

produzido por mais de seis décadas. Ao

todo, foram fabricadas mais de 21 milhões

de unidades, o que rendeu o título

de “mais vendido” do planeta ao tão

querido Fusquinha.

No Brasil, a produção começou em 1959

e impactou gerações, tendo sido a primeira

aquisição automotiva de muitas

famílias. Em uma de suas cores mais famosas,

temos o Fusca Azul, que acumula

admiradores e é o centro de uma famosa

brincadeira que persiste até hoje.

Ao olhar um fusca azul passando pela

rua, a pessoa dá um tapa no amigo.

Mas, se houver engano, sendo o veículo

de outra cor, leva-se dois tapas como

revide. Quem nunca?

58

59


Nesta matéria, contamos a história

de amor e dedicação de Miguel Savalho

para com o seu lindo exemplar

de cor azul pavão, mantido em

sua casa, na cidade de Alfredo Marcondes,

interior de São Paulo.

Usado apenas para passeios ocasionais,

o carro vive protegido da

rotina cotidiana, de modo a preservá-lo

pelo maior tempo possível.

Essa trajetória pessoal com o modelo

teve início desde muito cedo

para o nosso entrevistado.

“Minha família toda aprendeu a dirigir

no Fusca, sempre teve uma

história muito bonita nesse carro.

Eu tive o prazer de comprar o último

Fusca do meu pai (que teve

três), hoje ele é do meu cunhado.

Só que o meu sonho sempre foi ter

um do ano que eu tenho”, recorda

Miguel.

O proprietário do fusca

azul pavão explica que

apenas em 1971 e 1972

foram fabricadas unidades

com o painel de jacarandá,

que sempre chamou

sua atenção; e, por

isso, foi atrás especificamente

dessa versão.

“Tinha um senhor aqui em

Marcondes, cidade que

eu moro, ao lado de Presidente

Prudente, e ele

tinha esse Fusca, aí com

muito custo eu consegui

comprar dele. Só que o

Fusca era usado no sítio,

então tive que restaurar

ele inteiro, não teve um

parafuso que não tive

que trocar.”

Se você é daqueles que,

ao adquirir um veículo,

passa a acompanhar bem

de perto o processo de

restauração do modelo,

certamente irá entender

Miguel no seguinte: caso

ele tivesse comprado seu

fusca já pronto, não seria

a mesma coisa.

“Demorei dois anos para

restaurar o Fusca. Nesses

dois anos, 10 dias ao mês

eram dedicados 100%,

ao carro. A gente (Miguel

e seu amigo mecânico)

trabalhou bastante, e foi

bem gratificante ver ele

todo só no chassi e, depois,

a evolução.”

60

61


MOMENTOS MARCANTES

Sobre alguns dias inesquecíveis

que viveu com seu Volkswagen,

o proprietário relembra

quando o carro estava em

chamas.

“Duas semanas depois de ficar

pronto, o Fusca pegou

fogo, acredita? Ninguém sabe

como, eu fiz tudo que poderia

AXIAL

PIVÔ

TERMINAL

ter feito para evitar isso.”

Era época de Páscoa, e Miguel

precisou sair com o Fusca,

pois seu outro carro havia

tido pane elétrica.

“No meio do caminho, olhei

para trás e… um monte de fumaça.

Tá pegando fogo! Encostei,

peguei o extintor e

não saiu nada! No desespero,

depois de dois anos dedicados

ao carro, entrei na rodovia

para pedir ajuda. Três veículos

pararam para me ajudar,

dois antigos, e nenhum dos

extintores funcionou. Então,

comecei a pegar terra do chão

para abafar, eles também, e

só danificou mesmo o motor.

Tive que refazer tudo. Isso

porque eu tive o cuidado de

colocar uma mangueira lonada

(normalmente eles colocam

aquela transparente)

preta, bem reforçada, que

queimou e impediu o fogo de

se alastrar mais”, relembra.

Além disso, ele não deixa de

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ISO9001

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incluir a diversão proporcionada

pela famosa brincadeira

do Fusca Azul.

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62

63


“ A minha casa é bem próxima a

uma escola, que inclui desde

criancinhas até o Ensino Médio.

Às vezes, no intervalo, que eu sei

exatamente quando é, passo lá

na frente só para ver os meninos

se debatendo.


64

65


PUBLIEDITORIAL

CURIOSIDADE: VOCÊ SABE

NAS REDES SOCIAIS

Essa imersão nas redes so-

COFAP LANÇA AMORTECEDORES

SUPER RALLY PARA USO OFF-ROAD

COMO SURGIU A BRINCA-

DEIRA DO FUSCA AZUL?

O mais comum relato, em

especial sobre a cor, alega

que ela teve início na Ford.

Isso porque, na década de

1910, a montadora produzia

apenas veículos pretos e,

por um erro, uma das levas

saiu com um tom azulado,

desagradando o fundador da

empresa, que deu um tapa

na pessoa responsável pelo

equívoco.

Os modelos azuis tornaram-

-se posse dos empregados,

que transformaram o tapa

em brincadeira, adaptando-a

às situações em que se via

um nas ruas.

Já o Fusca entra nesse esquema

quando, nos Estados

Miguel Savalho marca presença

ativa no Instagram.

Após incentivo dos amigos,

ele criou o perfil @fuscaazulsp,

que tem se destacado

significativamente na

plataforma.

“O meu perfil tem dez meses.

Não usei nenhuma estratégia

de crescimento,

foi extremamente orgânico.

Postando bastante, interagindo,

e, com seis ou sete

meses, já tinha 10 mil seguidores.

Aí foi crescendo”,

conta.

A partir desse mundo digital,

algumas coisas - em plano

real - marcaram o dono

do veículo:

“Já aconteceram diversas

coisas, desde o celular vi-

ciais permitiu a Miguel colocar

o seu Fusca Azul Pavão

ainda mais em evidência. O

conteúdo postado é amplo e

variado: compartilhamento

de informações; experiências

pessoais; fotos no estilo

“antes e depois”; memes;

curiosidades, e fatos importantes

sobre o carro.

“Procuro dar muita atenção

para quem entra em contato,

responder por áudio, fazer

chamada de vídeo, acho que

faz a pessoa se sentir valorizada.

Todo dia recebo uns 20

ou 30 directs e é muito bom,

você vê que querem interagir”,

ressalta.

Líder no mercado brasileiro de

amortecedores e comprometida em

disponibilizar ao motorista brasileiro

um vasto catálogo de autopeças, a

Marelli Cofap Aftermarket apresenta

uma nova família de amortecedores:

Super Rally Cofap. Destinada para

uso fora de estrada, a linha conta,

inicialmente, com 10 códigos para

picapes Chevrolet, Ford e para o Jipe

Troller.

Os amortecedores Super Rally Cofap

possuem como principais diferenciais

cargas mais elevadas em relação às

peças convencionais e guarda-pó

expansível produzido com borracha

termoplástica.

Com maiores cargas na tração e

na compressão, os amortecedores

Super Rally Cofap proporcionam

melhor dirigibilidade em situações

off-road. As coifas em termoplástico,

um material de elevada resistência

química e também a altas

temperaturas, promovem uma

melhor vedação contra detritos,

protegendo haste e retentores dos

amortecedores contra pedras, lama

e produtos químicos, conferindo

maior durabilidade a um amortecedor

destinado ao uso mais severo, em

linha com o conceito off-road. Além

disso, na cor laranja, o guarda-pó

confere uma aparência moderna e

mais esportiva aos amortecedores da

linha Super Rally Cofap.

Os novos códigos são destinados

às seguintes aplicações: GL13778

(Chevrolet S10 & BLAZER 1995/2011,

4x2 Diesel 2.5L / 4.3L / 4x2 Gas. 2.2L

– dianteiro); GL13779 (Chevrolet Blazer

1995/2011, 4X2 / 4x4 - todos - traseiro);

GL13780 (Chevrolet S10

1995/2011, 4x4, cabine simples e

dupla / Blazer 1995 em diante, 4x4

Diesel / Gasolina - dianteiro); GL13781

(Chevrolet S10 1995/2011, 4x2 / 4x4,

cabine simples e dupla -

traseiro); GL13782 (Ford Ranger

1996/1997, XL / XLT - dianteiro);

GL13783 (Ford Ranger 1996/1997, XL

/ XLT - traseiro); GL13784 (Troller T4

1998/2000 - traseiro) / Troller T4 2001

em diante - dianteiro/traseiro); GL13785

(F-1000 1997/1998, XL / XLT - 4.9i /

Turbo Diesel - dianteiro); GL13786 (Ford

F-1000 1992/1998, XL / XLT - 4.9i /

Turbo Diesel - traseiro); GL13787 (Ford

F-1000 4x4 até 1998 - XL / XLT Turbo

Diesel – traseiro).

Unidos - onde é chamado de

brando porque alguém mar-

Beetle (besouro, em inglês) -

cou a página, quando vou

as pessoas batiam no braço

ver a pessoa tirou a foto no

de quem estivesse por per-

carro de trás - porque tem o

to, para “matar o inseto”.

endereço da página do Fus-

No Brasil, houve uma junção

ca na parte de trás do carro

desses aspectos. O primeiro

e na lateral. Tem também

a avistar um Fusca Azul deve

algo que aconteceu esses

apontar para ele e dar um

dias, muito engraçado. Uma

leve tapa (ou soco) no amigo

seguidora tem um filho que

próximo que não tenha nota-

gosta muito de Fusca, aí ela

do o veículo. Por esse moti-

falou que fez no quarto do

vo, para muitos, o exemplar

filho quadros do meu carro,

dessa cor é tão procurado

como se fossem pôsteres.

nas ruas.

Muito legal.”

67


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