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Revista Curinga Edição 12

Revista Laboratorial do Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

Opinião Texto: Thaís

Opinião Texto: Thaís Corrêa Arte: Joyce Mendes Seria possível explicar o comportamento imaturo e a dificuldade de se relacionar e encarar as obrigações da vida adulta que algumas pessoas têm? Segundo o psicólogo Dan Kiley, sim. Ele é autor do livro Síndrome do Peter Pan, de 1983, que explica que não se trata exatamente de uma doença, mas sim de um desvio de comportamento. Essa questão já foi abordada sob os mais diversos focos por jornalistas e curiosos, que fizeram, na maioria das vezes, de adolescentes rebeldes, homens imaturos em seus relacionamentos e astros da música, as maiores vítimas. Não que eu questione essa hipótese, aliás, a considero bem fundamentada, inclusive acredito que cada caso desses tenha sua especificidade e seu agravamento. Vejamos, por exemplo, Michael Jackson. O ícone do pop dizia viver na “Terra do Nunca” e chegou a construir um parque de diversões no quintal de sua mansão com esse nome, sem falar dos demais conflitos pessoais pelos quais passou durante a vida toda e se tornaram escândalos públicos, que provavelmente são frutos confrontos mal resolvidos. No entanto, acho necessário questionar o que há de mais profundo nesse universo de transtornos comportamentais e dar a devida importância para o assunto. Para mim, muito menos desdobrado na mídia, é a síndrome do Peter Pan, incorporada às crianças comuns, que poderiam ser nossos sobrinhos, filhos, conhecidos, e que em silêncio são reféns de pais e familiares desequilibrados e carregam para sempre verdadeiros traumas, consequência da violência doméstica. Acredito que seja preciso desmistificar o tabu criado em volta desse assunto e que faz de nossas crianças futuros adultos solitários, imaturos e infelizes. Se já temos uma explicação em mãos para entender pelo menos como essas crianças se comportarão para o resto de suas vidas, precisamos abrir os olhos e não deixar que apenas psicólogos, pediatras e pedagogos tratem desse tema tão delicado e que é latente em nossa sociedade. Abrindo os olhos para uma história real

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