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7 months ago

Revista Curinga Edição 18

Revista Laboratorial do Curso de Graduação em Jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto.

Vai e olha o céu A

Vai e olha o céu A dança dos satélites, signos e constelações em nossas vidas Texto: Anna Flávia Monteiro e Luísa Rodrigues Foto: Gabriela Ramos Arte: Lucas Campos

A posição da Lua naquela hora representa a energia que você carrega, seu estado de humor. Cada planeta do sistema solar significa algo dentro de nós. Depois de uma sessão de imprevistos técnicos que deixaram tensa toda uma equipe da Nasa, a sonda Voyager 1 ganhava os ares na manhã de 5 de setembro de 1977, dando os primeiros passos de uma longa viagem. Até hoje, trata-se do objeto lançado que está mais longe de casa, sem previsão de retorno à origem. As sondas Voyager 1 e Voyager 2 foram lançadas para alcançarem os perímetros de Saturno e Júpiter, e depois Urano e Netuno. Em 39 anos de sua jornada, entre os tantos resultados alcançados, o mais grandioso deles foi atingir o espaço interestelar, a zona para além do nosso Sistema. Ainda em 1977, o astrônomo Charles Kowall descobriu o asteroide 2060 Quíron. Essa descoberta, assim como a de alguns planetas, como Urano, Netuno e Plutão, teve relação com eventos mundiais importantes. Quíron foi descoberto em dezembro, mesmo mês em que ocorreu uma reunião entre Anwar Sadat, então presidente do Egito, e Menachem Begin, primeiro-ministro de Israel, para discutir a paz entre os dois países. O resultado do encontro foi o isolamento do Egito em relação aos demais vizinhos árabes e, mais tarde, o assassinato de Sadat. Segundo se acredita, o conflito de egos entre pessoas representaria as projeções enérgicas de Quíron. O movimento dos astros é parte do anseio pelo conhecimento desde muito cedo na história, orientando-nos em tempo e espaço. A astronomia, por exemplo, surgiu com as primeiras civilizações, partindo de estudos simples como observações do céu. Se os devaneios sobre os astros se desenrolassem no cenário da literatura, estariam nas linhas do realismo fantástico, onde brincar com o tempo é a primeira regra para melhor entendê-lo. Na astrologia, os aspectos pessoais de alguém podem ser esclarecidos por meio da relação do ser humano com o cosmos. A partir dele, interpreta-se o universo interior, existente em nossa vida e jeito de ser. O tempo de cada um começa com o céu. No princípio era a luz A relação do claro e escuro imposta com a alternância de Lua e Sol construiu comportamentos, como o aproveitamento da luz para atividades diversas e a falta dela para quietude e descanso. Essa forma mais básica de entendimento do tempo foi se aprimorando, unindo o fator contemplativo ao teor matemático, na região da antiga Mesopotâmia, atual localização do Iraque. Os estudos na área da astronomia fizeram toda a diferença na contagem do tempo como temos hoje, como a divisão da hora em 60 minutos compostos por 60 segundos e o conceito de semana. Aos poucos a percepção do tempo é afinada e toma forma, numa tentativa de se entender melhor o mundo. Nas primeiras civilizações, a observação dos astros já crescia com o conceito de previsão inserido em seu âmago, ao passo que ganhava nuances mitológicas. Eclipses, fases da Lua, o deslocamento dos planetas, cometas e estrelas cadentes. Em todo acontecimento cabia um sentido divino. “Registros históricos sugerem que as pedras de Stonehenge, além de serem usadas para acompanhar o movimento dos astros, eram também associadas a cultos religiosos e à previsão de eventos futuros”, conta o professor de Física Leonardo Gabriel, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG), em Ouro Preto. A própria palavra desastre, num primeiro momento, denominava o fato que contrariava os astros. A ideia de constelação foi desenhada relacionando a aparência das linhas com objetos e figuras heroicas. A linha tênue entre os estudos dos astros e a astrologia levou a acreditar, por vezes, que ambas nasceram juntas. O ponto de partida é compartilhado: anseio por orientação. “A astrologia estuda como as posições dos astros interferem na vida das pessoas. É muito importante demarcar que ela não pode ser considerada ciência”, aponta Leonardo. Para o professor, “não ser uma ciência não é necessariamente uma coisa ruim. O sentimento do amor, por exemplo, não é visto a partir de um método científico.” Segundo o mapa da Curinga, ela teria traços como vaidade, liderança, personalidade explosiva e segurança de si. Confere? Saiba mais na página virtual da Revista.

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