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edição de 10 de outubro de 2022

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AOs 35 ANOs, cdN

sE REpOsiciONA

Fabio Santos, CEO da

agência, fala que o

movimento é a consolidação

das transformações

ocorridas

na empresa nos últimos

anos. pág. 42

fEstivAis hOmENAgEiAm bRAsiLEiROs

O El Ojo e o Fiap fazem homenagens neste

ano a Marcello Serpa e Luiz Sanches, ambos

com longa carreira na AlmapBBDO. pág. 46

diA dAs cRiANçAs

mOvimENtA mERcAdO

Previsão dos lojistas

é de aumento das

vendas. Tais Martins,

da Globo, conta

as novidades do

mês no Gloob para a

criançada. pág. 40

propmark.com.br ANO 58 - Nº 2915 - 10 de outubro de 2022 R$ 15,00

Freepik

Eventos presenciais reaquecem

o setor de live marketing

A consistência dos eventos presenciais impulsiona a retomada financeira do

segmento de live marketing, um dos mais afetados pela pandemia. Realizado em

setembro, o Rock in Rio recebeu em sete dias de shows 700 mil pessoas e mostrou

a importância do presencial para a ativação das marcas. Lideranças chamam a

atenção para o fato de que há eventos lotados por todo o país. Especial nesta edição

apresenta análises e reportagens com as principais agências do trade. pág. 26


editorial

Armando Ferrentini

aferrentini@editorareferencia.com.br

Para as lideranças do setor, o retorno dos eventos presenciais B2C

traz novamente visibilidade. “Os eventos B2C têm ampla visibilidade,

mais do que os B2B, que durante a pandemia continuaram ocorrendo

virtualmente. Os B2C ficaram paralisados. Abriram as portas

com o SXSW, em Austin, e escancararam com o Rock in Rio. Ou seja,

os presenciais agregam com magnitude de investimentos e quantidade

de marcas coparticipantes. É só ver a quantidade de anuneventos

presenciais

Mesmo para quem não foi ao Rock in Rio, considerado um dos

maiores festivais de música do mundo, que recebeu neste ano

700 mil pessoas em sete dias de shows, basta ir a eventos em geral

para notar que a maioria está lotada. A volta dos eventos presenciais

puxou a movimentação e a retomada dos negócios no setor

de live marketing, um dos mais afetados pela pandemia, que praticamente

teve suas atividades paralisadas e precisou se reinventar

com o desenvolvimento de ações no ambiente digital.

Nesta edição, o PROPMARK traz um especial do segmento de live

marketing, com reportagens e análises do cenário junto às principais

empresas e agências. O retorno dos eventos presenciais e a ativação

das promoções para a Copa deram um novo ânimo ao setor.

“Tem evento presencial espalhado por todo o Brasil e isso fortalece

expressivamente o setor. E a pandemia mostrou novas formas

de realizar eventos, criando, assim, trilhas que podem começar no

digital/virtual, passam pelo presencial e podem continuar no universo

digital”, ressalta Heloisa Santana, presidente-executiva da

Ampro (Associação de Marketing Promocional).

Obviamente, ainda vai levar tempo para o setor retomar os números

anteriores, como em 2019, antes da pandemia, quando registrou

faturamento de R$ 50 bilhões nas disciplinas de trade marketing,

incentivo, eventos, promoções e ativações. Porém, a estimativa é

de que já há crescimento neste ano, contra 2021, que foi quase zero.

ciantes que se envolveram em ativações no Lollapallooza e no RIR.

E não tem evento B2C vazio agora. É o ‘efeito champagne’. Depois

de dois anos na garrafa, a rolha sai com pressão altíssima. No ano de

2023, as coisas voltam a uma curva mais normal, na minha opinião”,

observa Paulo Otavio de Almeida, vice-presidente da Ubrafe (União

Brasileira de Feiras de Negócios).

E se o Rock in Rio reforçou a importância do presencial para a ativação

das marcas, o Itaú foi o destaque no festival. Patrocinador

master, a presença do banco no evento foi construída pela agência

Todos, que assinou o Palco Itaú e levou um carrossel vintage que

teve público superior na comparação com a roda-gigante do RIR.

Mas o que chamou a atenção no projeto da Todos para o Itaú foi um

simples boné oferecido como brinde. O cantor e compositor inglês

Chris Martin, do Coldplay, pegou o bucket hat da cabeça de um espectador

que estava no gargarejo do show e o colocou na cabeça.

Tudo gravado e transmitido ao vivo.

O resultado é que o Itaú liderou as conversas nas redes sociais, segundo

dados da BrandWatch. Apenas no Twitter e Instagram, o

share of voice do banco foi de 52% durante o festival. No TikTok, foram

1,6 bilhão de visualizações no pré-evento e 3,7 bilhões no total.

Dobradinha de talentos

Nesta semana, dois dos principais festivais de criatividade da América

Latina, o El Ojo e o Fiap, anunciaram homenagens simultâneas

a Marcello Serpa e Luiz Sanches, respectivamente, ambos com longa

carreira na AlmapBBDO. Sócio da agência até 2015, Serpa foi um

dos grandes responsáveis por alçá-la ao topo, enquanto Sanches

deu sequência ao seu legado criativo e hoje se tornou também CCO

North America BBDO. Vale lembrar que, por três anos, a Almap foi

eleita Agency of the Year de Cannes, que também deu a ela, em

2020, o título especial de Agência Global da Década.

as Mais lidas da seMana no propMark.coM.br




Marcello serpa será homenageado

no el ojo de iberoamérica

Marcello Serpa passará a integrar o Salão de Honra do Talento

Latino, por todo o seu trabalho no mercado. O espaço foi criado

como parte das comemorações de 25 anos do El Ojo.

botiverso: nova plataforma do boticário

quer ajudar creators no tiktok

O Botiverso, plataforma do Boticário, tem como objetivo valorizar

o potencial criativo de nano e micro creators do TikTok no Brasil.

A marca também quer estreitar relacionamento com influencers.

os vídeos com influenciadores

geram mais vendas?

Estudo da plataforma VidMob revelou que vídeos de creators

chegam a gerar até 7.033% mais vendas. O levantamento mostrou

ainda que o UGC aumenta o número de visualizações em

cerca de 10%.


A Dojo anunciou Juliana Muncinelli para o cargo de diretora de

creators. A executiva é especialista no relacionamento entre creators

e marcas, planejamento de ações e estratégias com influenciadores.


dojo tem nova

diretora de creators

electrolux tem nova agência

de digital para américa latina

A Electrolux escolheu a Live para ser a sua agência de digital na

América Latina. A conta estava, até então, sob responsabilidade

da Soko.

4 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


Índice

Live marketing é

impulsionado por

grandes eventos

A consistência dos eventos

presenciais, que voltaram com

força após a onda da Ômicron,

tem influenciado diretamente

na retomada financeira do setor.

cAPA

26

Fotos: Divulgação

Freepik

AGênciAS

cP+B projeta

aumento de 30%

Agência entra no seu oitavo ano

de história. Equipe une estratégia,

dados e mídia para encontrar

soluções de comunicação integradas

independentemente dos meios. pág. 45

enTReViSTA

The Group fala sobre

experiência do ao vivo

CEO da agência, Fernando Guntovitch

afirma que o retorno dos eventos

presenciais trouxe novo ânimo para o live

marketing. “O ao vivo, com relacionamento,

não tem comparação”, diz ele. pág. 22

MARcAS

Vivara completa 60

anos e reforça verba

Com investimento em marketing de

R$ 89 milhões, joalheria celebra 12 anos

de parceria com Gisele Bündchen.

A diretora Marina Kaufman (foto) fala

sobre a estratégia da empresa. pág. 39

AGênciAS

Ginga se reposiciona

como dAO no mercado

Empresa dos sócios Pedro Del Priore,

Marcos Brabo e Paulo Martinez formou a

Gira.DAO, posicionada como a primeira

organização autônoma descentralizada

do setor de propaganda no país. pág. 44

editorial ................................................................4

conexões ...............................................................8

curtas ..................................................................10

Mídia ...................................................................11

Quem Fez ............................................................14

Pesquisas ............................................................15

inspiração ..........................................................16

Opinião .......................................................18 e 20

entrevista ...........................................................22

especial Live Marketing ...................................26

Marcas .................................................................39

Mercado ..............................................................40

Agências .............................................................42

Prêmios ...............................................................46

We Love MKT ......................................................47

eSG no MKT .........................................................48

Supercenas .........................................................49

Última Página ....................................................50

6 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


conexões

as melhores, mais criativas e, finalmente,

mais disruptivas práticas

do marketing em nosso país.

Luiz Calainho

última Hora

LinkedIn:

Post: Isabella Zakzuk, Laura

Chiavone e Caio Carvalho: os

novos nomes do Hall da Fama

do Marketing

Salve, Abramark! Imenso orgulho

pela indicação. Amplifica ainda

mais meu desejo de contribuir para

dorinHo

Post: Webedia apresenta novo

diretor-comercial gaming

Parabéns, Alessandro Sassaroli!

Khalil Yaghi

Post: Dojo tem nova diretora de

creators

Juliana Muncinelli, parabéns pelo

cargo, que o mundo publicitário te

receba superbem novamente!

Eliane Melo

Eu me inspiro muito em você como

profissional. Sucesso, Juzão!

Tatiane Ramires Nicocelli

Post: Electrolux tem nova

agência de digital para América

Latina

Bem-vindo, time da Live!

Sheila Pessoa

Bom demais ver isso acontecendo

de pertinho!

Guilherme Almeida

CONQUIsTA

A Greenz foi confirmada pela Raízen no pitch realizado no

mês de setembro como agência de comunicação para sua

divisão de energia sustentável. A Greenz já está trabalhando

performance e planejando a primeira campanha, que deve

ser veiculada em janeiro de 2023. A conquista se encaixa

no perfil da agência, que se posiciona como aceleradora de

negócios. A Raízen é a maior empresa privada de energia do

país. Na foto acima, PH Gomes (Greenz), Fernanda Gimenez e

Vivian Reis (Raízen) e Fabio Meneghati (Greenz).

CONVÊNIO

A FilmBrazil renovou o

convênio com a ApexBrasil

por mais dois anos. A

parceria tem vigência até

2024. Com orçamento

previsto de R$ 7 milhões,

o novo compromisso tem

como mercados-alvo

Estados Unidos, Reino

Unido e Alemanha. Cannes

Lions, D&AD e Ciclope

estão entre os festivais

que serão o foco do

acordo. No Cannes Lions,

segundo Marianna Souza

(foto abaixo), presidenteexecutiva

da Apro

(Associação das Produtoras

de Audiovisual), que abriga

a FilmBrazil, deve retornar

com o big banner que a

entidade ocupa na fachada

do Palais des Festivals.

desempeNhO

A Marketdata completa 22

anos nesta semana e tem

motivo extra para celebrar.

A empresa, do WPP e do

portfólio da VMLY&R, foi

eleita, pela 10ª vez em sua

história, como a Melhor

Empresa de CRM/Loyalty

do Brasil no Prêmio Abemd

(Associação Brasileira

de Marketing de Dados).

Comandada pela CEO Fabia

Juliasz (foto abaixo), a

Marketdata levou o GP da

competição com o projeto

dedeos Personalizados

para Mobilize; três Ouros,

com os clientes Mobilize

e Volvo; seis Pratas, com

Nissan, Renault, Óticas

Carol e Mobilize; e dois

Bronzes, com Claro e

Dexco.

8 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


curtas

aBa Lança Livro eM são pauLo

aBraMark reveLa haLL da FaMa

BoLd anuncia diretoras

Presidente-executiva Sandra Martinelli organiza obra

Mobilizando o marketing para transformar

os negócios e a sociedade é o título do

livro que a Associação Brasileira de Anunciantes

(ABA) lançará na Livraria Cultura

instalada no Conjunto Nacional, em São

Paulo, no dia 20 de outubro. Com 16 coautores,

o livro coordenado pela presidente-

-executiva Sandra Martinelli reúne discursos

e artigos assinados pelas lideranças da

associação para contar a história, desafios,

lutas e conquistas do mercado publicitário,

além de levar reflexões sobre temas

relevantes para a sociedade brasileira.

A obra tem prólogo da presidente Nelcina

Tropardi e prefácio de Sergio Pompilio.

dojo traz juLiana MuncineLLi

Lista elenca 10 nomes do marketing brasileiro

Caio Carvalho (Grupo Bandeirantes de

Comunicação), Isabella Zakzuk (P&G),

Ítala Herta (DIVER.SSA), Laura Chiavone

(Meta), Luiz Calainho (L21 Corp.), Marcia

Esteves (Lew’Lara\TBWA), Raquel Virgínia

(Nhaí), Ricardo Cavallini (Makers), Romeo

Busarello (ESPM, Insper, FIA e StartSe) e

Washington Theotonio (Americanas S.A.)

são os novos integrantes do Hall da Fama

indicados pela Academia Brasileira de

Marketing (Abramark) por trabalharem

para construção e fortalecimento do marketing

no Brasil. A Abramark é de propriedade

intelectual do MadiaMundoMarketing,

idealizado no fim dos anos 1990.

GLoBo FiLMes Ganha nova Marca

Priscilla, Carolina, Luciane e Júlia

A Bold acaba de contratar as diretoras

Milena Dominguez (negócios), Carolina

Crastechini (mídia) e Priscilla Altoé

(operações). Enquanto Milena e Priscilla

retornam à agência, Luciane Vieira foi

promovida ao cargo de diretora de negócios

e Júlia Vianna assumiu a liderança da

área de planejamento estratégico. “Temos

uma cultura de sempre olhar pra dentro

antes de qualquer movimentação e promover

talentos de casa. Anunciar promoções

traz uma satisfação grande, que é a de ver

quem está ao nosso lado há mais tempo

crescendo com a empresa”, afirma Rodolfo

Campitelli, CEO da Bold.

Leo Burnett receBe Leticia Meira

Profissional será diretora de creators

Espaço para um trabalho estratégico

de marketing de influência que vá além

de um post e três stories. A visão da nova

diretora de creators da Dojo, Juliana

Muncinelli, ajudará a agência a se destacar

em um mercado que “ainda carece de

qualificação, não só dos profissionais, mas

também entre os próprios creators”, frisa

a profissional, que atuou principalmente

como content manager e head de creators.

Trabalhou no Twitter e Amazon, onde era

responsável por localizar a personalidade

da assistente de voz Alexa no Brasil a partir

de ações e conteúdo nos canais digitais,

offline e no próprio dispositivo.

Símbolo da Globo substitui imagem do filme 35mm

A nova identidade visual da Globo

Filmes reforça a importância do cinema

brasileiro e a integração com outras

plataformas Globo. Com quase 25 anos,

a Globo Filmes passa a utilizar o símbolo

da emissora em substituição à imagem do

filme 35mm. Desenvolvido pelo departamento

de marca e comunicação da Globo,

o design destaca a presença em todas as

telas. Em 2022, já foram lançados 15 longas

de ficção e quatro documentários. Ainda

neste ano estreiam seis documentários

em coprodução com a GloboNews e seis

filmes de ficção. Fundada em 1998, a Globo

Filmes soma mais de 400 filmes.

Executiva comandará área de creative business

Leticia Meira é a nova VP executiva

de creative business da Leo Burnett TM.

A executiva, que responderá aos co-CEOs

Marcelo Reis e Marcio Toscani, começa no

dia 24 de outubro o desafio de comandar

mais de 50 profissionais empenhados no

desenvolvimento dos negócios de marcas

como Abbott, Bradesco, Club Social, Fiat,

NIVEA, Oreo, Samsung e Trident no Brasil

e na América Latina. Com mais de 25 anos

de carreira, Leticia atuou como chief growth

officer e head de atendimento e novos

negócios na VMLY&R nos últimos quatro

anos, e tem passagens por Lew’Lara\TBWA

e AlmapBBDO, entre outras agências.

Diretor-presidente e jor na lis ta

res pon sá vel

Ar man do Fer ren ti ni

Editora-chefe: Kelly Dores

Editores: Neu sa Spau luc ci, Paulo

Macedo e Alê Oliveira (Fotografia)

Editores-assistentes: Janaina

Langsdorff e Vinícius Novaes

Editor especial: Pedro Yves

Repórter: Carolina Vilela

Revisor: José Carlos Boanerges

Edição de Arte: Adunias Bispo da Luz

Diagramador Pleno: Lucas Boccatto

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Ferrentini

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10 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


mídiA

WhatsApp e TV empatam entre os

canais mais consumidos no Brasil

Pesquisa feita pela Marco mostrou que a TV lidera como o meio usado

de forma mais frequente para 73%, enquanto o WhatsApp registrou 72%

Uma pesquisa realizada pela

Marco, que aponta as mudanças

nos hábitos de consumo provocadas

pela digitalização, revelou

que o WhatsApp se aproximou da

TV quando o assunto são os canais

mais consumidos no país. Segundo

os dados, a TV lidera como o canal

usado de forma mais frequente

(73%), enquanto o WhatsApp

registrou 72% dos apontamentos.

Nesse quesito, o aplicativo ficou

acima do Instagram (68%) e de

canais tradicionais como jornais

online (61%), rádio (44%) e jornais

impressos (15%).

Fora da região Sudeste, considerando

as médias das outras

regiões brasileiras, o estudo apon-

Unsplash

WhatsApp ficou acima do Instagram (68%) e de canais tradicionais como jornais e rádio

tou que o WhatsApp concentra

75% das notas máximas em frequência

de uso, enquanto o Instagram

possui 69%. Nesse recorte

geográfico, ambos já ultrapassaram

a TV (com 67%). No Sudeste,

o canal continua sendo o mais

utilizado, com 78% contra 69% do

WhatsApp. No contexto geral do

país, Instagram (68%), Facebook

(59%) e outras redes sociais (51%)

também mostraram força entre os

canais mais consumidos. Os podcasts,

que vêm cada dia ganhando

mais destaque, concentram 42%

das maiores notas em frequência

de uso no Brasil. Cerca de 70,26%

dos entrevistados afirmaram que

ouvem podcasts.

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jornal propmark - 10 de outubro de 2022 11


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Paulo Macedo paulo@propmark.com.br

AGRO

Os laços com o campo estão presentes na campanha

da picape cabine dupla 4x4 Mitsubishi

L200 Triton Sport. O filme conta com cinco

versões e destaca a tecnologia, o conforto e a

segurança do veículo. “Desde sempre, o agro

e as novas tecnologias estão intrinsecamente

ligados”, argumenta Flavio Waiteman, que

comandou a criação do projeto.

TeCH AnD SOUL

MitSubiShi MotorS

Fotos: Divulgação

Título: Nossa história; CCO: Flavio Waiteman; ECD:

Alexandre Prado; criação: Rodrigo Passos e Gabriel

Mascarenhas; CSO: Fernando Amino; produtora:

Sanfona Filmes; diretor: Thiago Moreira;

aprovação: Leticia Mesquita Andrade Oliveira,

Marcelo Benaci e Luísa Galhardo.

DATA

Do grupo holandês SHV, o Makro Atacadista

está completando cinco décadas de

atividades no país. Campanha relativa à

data explora o conceito Tem cheirinho de

carro novo e conta com a atriz Fabiana Karla

como estrela. “Precisávamos reforçar a

relação que a marca já construiu com seus

clientes”, justifica Lucas Maia, da Bold.

BOLD

MAKro

Título: Aniversário 50 Anos; CCO: Daniele Marques;

diretor de criação: Lucas Maia; head of

art: Leandro Lemos; diretores de arte: Ricardo

Tinoco e Laura Colovatti; produtora: Otcho; diretor:

Martin Toro; aprovação: Filipe Corlatti,

Carla Arruda, Erica Neves e Raí de Jesus.

EMPURRÃOZINHO

Empreendedores individuais, como o personagem

vivido pelo ator Marco Luque nos três

filmes da maquininha Ton, contam com taxa

diferenciada para ter maior rentabilidade

nas transações. O lado histriônico de Luque

aparece na composição do motoboy “Jackson

Faive”, do taxista “Silas Simplesmente” e do

hippie “Mustafary”.

Greenz

Stone

Título: Greenz – aceleradora de negócios; produto:

Ton; CCO: PH Gomes; CEO: Fábio Meneghati;

diretores de criação: Tiago Moralles e Tiago Valadão;

produtora: LadyBird; diretora de cena: Gabi

Brites; som: Comando S; aprovação: Caio Fiuza,

Rodolfo Luz, Luiza Dias e Amanda Ranieri.

14 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


pesquisas

deos de creators geram até 7.033%

mais vendas, mostra estudo da VidMob

Levantamento da plataforma de inteligência criativa revelou que o User

Generated Content aumenta o número de visualizações em até 10%

Estudo da plataforma de inteligência

criativa VidMob

revelou que vídeos de creators

geram até 7.033% mais vendas.

O levantamento mostrou ainda

que o User Generated Content

(UGC), ou conteúdo gerado

pelo usuário, em português,

aumenta o número de visualizações

em cerca de 10%. Além

disso, os anúncios gerados por

creators conseguiram reter

mais audiência e alcançaram

custos menores, reduzindo em

98% o custo por pedido, conhecido

também como custo por

compra. No entanto, de acordo

com a pesquisa, não basta ape-

Cores quentes nos vídeos desencadeiam gatilhos que aumentam a taxa de vendas

Unsplash

nas se unir aos creators para

alcançar bons resultados de

marketing e vendas nas redes

sociais. A VidMob mostrou

ainda que existem alguns elementos

que contribuem para o

sucesso dos vídeos. Peças com

presença humana, especialmente

quando a pessoa olha

para frente, são mais eficientes,

pois criam proximidade com

o público. Outra conclusão foi

que cores quentes desencadearam

gatilhos que aumentam a

taxa de vendas, enquanto a utilização

de caixa de texto gerou

queda de 23% no CPM (custo

por mil impressões).

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jornal propmark - 10 de outubro de 2022 15


inspiração

a hora e a vez da arte urbana

Fotos: Arquivo Pessoal

“A série Muro das Memórias, do muralista Eduardo Kobra, cria

um ambiente de reflexão e promove uma mensagem importante”

Rafael de faRias aRaújo

especial para o PRoPMaRK

Independentemente da linguagem, o propósito

da arte urbana é promover uma

aproximação que produza significados ao

público, que interage e participa da proposta

do artista. Vale ressaltar que essas manifestações

artísticas ainda são uma prática

social, uma apropriação estética do espaço

urbano que pode promover mudanças sociais,

interligar e modelar a construção coletiva

de uma cidade.

Espaços de interesse coletivo atuam

como a principal ferramenta de expressão

artística desse movimento, pois eles

preservam as histórias do passado. A série

Muro das Memórias, do muralista Eduardo

Kobra, cria um ambiente de reflexão e promove

uma mensagem importante sobre a

preservação do nosso patrimônio histórico.

Um outro exemplo é a empena cega, que

fica no prédio em frente ao Mercado Municipal

de São Paulo, feita pelo artista Mundano.

O mural é uma releitura da emblemática

obra Operários, de Tarsila do Amaral, e foi

pintado com lama tóxica que ainda não foi

retirada de Brumadinho. A pintura, de 800

metros quadrados, é uma forma de lembrar

e pedir justiça todos os dias.

Em tempos de tantas incertezas, catástrofes

naturais, mudanças climáticas, crises

sanitárias e atentados aos direitos humanos

é o momento em que a arte floresce trazendo

esses diálogos ao público e nos faz refletir

sobre nosso papel neste cenário. Espaços

de interesse social capazes de resgatar memórias

negligenciadas, de conscientização,

compreensão e manifestação passam a desempenhar

um papel ainda mais importante

para o futuro de nossa sociedade.

De acordo com um estudo divulgado

pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

(IBGE) no fim de 2019 e dados contidos

no extenso painel lançado em 2020

pelo Observatório Itaú Cultural a respeito

do panorama econômico dos setores cultural

e criativo brasileiros, fica comprovada

a rentabilidade da cultura, demonstrando

que existem 5 milhões de pessoas no país

que vivem de arte.

A street art e o grafitti são manifestações

artísticas que ganham vida nos espaços públicos.

A produção é materializada em muros

e paredes que compõem o ambiente das

cidades através de técnicas diversas, como

o uso de sprays, tinta acrílica, colagens,

stencil, e por aí vai.

Os artistas urbanos expressam narrativas

das cidades, questões diversas que atravessam

a realidade social, propondo críticas e

reflexões por meio das formas, cores e traços

variados. Junto a outras expressões artísticas,

a street art ganhou força também

por fazer parte da cultura popular do hip

hop, que traduz as vivências das ruas por

meio da arte. Um dos primeiros trabalhos

de desenhos escritos em muros na capital

paulista foi do icônico artista Alex Vallauri.

A obra intitulada como Boca de Alfinete

evidenciou a censura da ditadura militar

demonstrando o poder e a importância da

arte urbana como ferramenta de comunicação

e transformação do ambiente público.

É incrível pensar que, nas ruas de São

Paulo, há desde obras consagradas de Burle

Marx e Tomie Ohtake e também trabalhos

fantásticos de artistas que continuam na

ativa escrevendo seus nomes na história,

como Os Gêmeos, Speto e tantos outros

talentosíssimos artistas que temos vivos e

ativos no nosso país.

Para mim, é surpreendente observar um

mural e tentar entender os motivos e as

mensagens por trás das obras que vemos

nas ruas. Isto faz com que eu me sinta mais

próximo do espírito da criatividade e, por

tabela, dos artistas que foram os autores

das respectivas artes. Esta experiência foi

um dos motivos que me levaram a trabalhar

com esta área. Todo o diálogo urbano

fez com que eu construísse dentro de mim

a necessidade de, não só tentar compreender

este movimento, mas também ser um

agente para que esta movimentação cresça

cada dia mais.

Rafael de Farias Araújo é head de produção da

Dionisio.Ag,

16 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


Dizem que estamos lançando um podcast.

Preferimos dizer que estamos abrindo diálogos

sobre o futuro da publicidade.

Chegou CenpCast. O podcast pelo futuro da publicidade.

No CenpCast, a diretora-executiva

do Cenp, a jornalista Regina Augusto,

recebe convidados para falar sobre

as transformações do ecossistema

da publicidade e debater os rumos do

futuro do setor. A primeira temporada

do CenpCast terá 11 episódios com diálogos

de especialistas de diversas áreas

da publicidade sobre a Gestão da Mudança.

Toda quinta-feira um novo episódio

será publicado nas principais plataformas

de áudio e no canal do Cenp no YouTube.

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cenp.com.br


opinião

Divulgação

Um prédio,

uma história

Flavio Conti

Quem passar pela Cidade Jardim com a

9 de Julho ou pela Gumercindo Saraiva

vai se deparar com um prédio no chão,

demolido, e imediatamente se lembrar que

naquele lugar existiu uma das maiores, senão

a maior, agência de propaganda de todos

os tempos.

A DPZ. Sim três letrinhas que, por mais

simples que sejam, significam a mais criativa

união dederes já surgidos na história

da publicidade brasileira: Roberto Duailibi,

Francesc Petit e José Zaragoza conseguiram

construir e reunir os maiores talentos

da propaganda em seus vários setores: criação,

atendimento, mídia e administração,

área esta a principal responsável pela aquisição

do novo prédio, tornando

a DPZ a primeira agência a ter

sua operação em sede própria.

Não citarei nomes para não

cometer nenhuma injustiça,

mas o grupo de profissionais

que por lá passou representou

a nata da propaganda brasileira.

Independentemente das pessoas,

temos de ressaltar o clima,

a alma e a união que pairavam

naquele prédio em prol do melhor

trabalho para seus clientes.

Um clima de alegria e orgulho com cada

campanha que surgia. Um gosto exemplar

pelo trabalho cada vez melhor e uma

ansiedade de sempre achar que o bom era

inimigo do ótimo. Assim surgiram as maiores

e mais duradouras campanhas e personagens

da publicidade mundial. Também

não vou citá-las por questão de obviedade e

também por entender que o mercado sempre

vai lembrar da criatividade delas. Prefiro

discorrer sobre o ambiente de trabalho.

Amizade e respeito entre os colegas!

“Vai o

prédio, mas

fica a alma

indeléVel da

trajetória

da maior

e melhor

agência de

propaganda”

empenho em sua área de atuação. A alegria

sempre presente em tudo que rolava na

agência. A competição interna para apresentar

ao cliente a melhor ideia chegava a

ser engraçada.

Um relacionamento ímpar com os sócios,

que simplesmente se misturavam

e trabalhavam com seus colaboradores e

dando a eles a importância que cada um tinha

no desenvolvimento do trabalho.

Nos divertíamos muito e a satisfação da

missão cumprida permanecia intocável.

Nascia, dessa forma, além do mútuo respeito,

uma amizade imensa entre clientes e

agência. Um relacionamento que transcendia

a normalidade. A admiração recíproca

e o valor pelo melhor trabalho.

Não foi à toa que o nome DPZ

se destacava no mercado publicitário

causando uma certa

inveja para quem estava de fora

e orgulho e prazer dos que lá estavam.

Eu mesmo fiquei por lá durante

42 anos e, sabem de uma coisa,

parece que se passaram alguns

dias apenas, tamanho era o prazer

de pertencer àquele grupo de

profissionais. O tempo passa, mas

fica a história de uma agência cujo

nome permanece até hoje em novo formato.

Pertencente a um dos grupos de comunicação

mais importantes do cenário

mundial, o Publicis Groupe deverá estar

honrando suas tradições de ter sido a agência,

sem nenhuma dúvida, mais charmosa,

criativa, ética e uma das mais premiadas

do planeta.

Vai o prédio, mas fica a alma indelével

para todos que participaram da trajetória

da maior e melhor agência de propaganda

de todos a tempos.

Uma certa anarquia no dia a dia, que

delegava a cada profissional uma responsabilidade

única de realizar o seu melhor

Esse texto é uma singela homenagem

aos meus queridos amigos Roberto, Petit e

Zaragoza.

Flavio Conti é publicitário

18 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


opinião

Amélie Mourichon/Unsplash

os desafios

do novo CMo

sandra martinelli

marketing vem passando por profundas

transformações, não só para acom-

O

panhar as novas tecnologias que vieram

com o avanço do digital, mas também para

se conectar com o consumidor que foi profundamente

transformado nesses últimos

três anos. E é sobre isso que proponho refletirmos:

a transformação não é somente

sobre o digital, sobre novas ferramentas e

tecnologias, mas sobre as pessoas que as

usam. Essas pessoas também estão mudando:

os consumidores, porque enxergaram

um mundo novo do ponto de vista do

consumo, e os profissionais, ou melhor, os

CMOs, que nunca precisaram se capacitar

tanto em tão pouco tempo para acompanhar

todas essas transformações.

Esses profissionais precisam

aprofundar seus conhecimentos

numa velocidade luz com

relação ao âmbito tecnológico,

fazendo uso das novas ferramentas

que são caminhos para

melhores resultados ou mesmo

para a medição deles, como inteligência

artificial e big data,

ao mesmo tempo em que vivem

o desafio de equilibrar a demanda

por inovação e criatividade

com resultados, conseguindo

persuadir esse novo consumidor, muito

mais consciente, autônomo e pragmático.

Este ano, Marcelo Tripoli, fundador e CEO

da Zmes, liderou uma iniciativa de extrema

relevância para o mercado, em parceria

com a Exame, o Clube CMO, o mais influente

clube de marketing do país, que tem

apoio da ABA. Em um momento em que

os profissionais de marketing são testados

diariamente, o Clube CMO nasce com a importante

missão de conectar esses líderes

e fomentar networking, encontros de learning,

palestras e discutir tendências e soluções,

como as novas habilidades que eles

precisam desenvolver. Recente pesquisa

da WFA revelou uma enorme desconexão

entre os profissionais de marketing do lado

do cliente entre aqueles que reconhecem a

“os

profissionais

de marketing

precisam se

concentrar

para

aumentar seu

desempenho

criativo”

criatividade como uma ‘superpotência’ de

marketing e o número muito menor que a

considera crítica para os negócios. Enquanto

82% reconhecem a criatividade como a

arma mais poderosa do marketing, apenas

28% a consideram fundamental para o sucesso

de seus negócios. Clientes e criatividade

é o primeiro estudo global do mundo

focado especificamente nas funções dos

clientes e no papel que eles podem desempenhar

no combate ao declínio da criatividade

em marketing e publicidade.

Segundo o estudo, os profissionais de

marketing precisam se concentrar para aumentar

seu desempenho criativo por meio

de melhor instrução, ficar confortável em

estar desconfortável, capacitação constante,

cultura forte, pensar no valor

da marca, considerar que o

alinhamento pode ser a morte

da criatividade, não descartar

prêmios e entender que as agências

não são “fornecedores”,

mas, sim, parceiros vitais que

aprimoram seu mix de marketing.

Vale lembrar que em um

mercado cada vez mais competitivo,

Cannes este ano nos mostrou

que o caminho para resultados

mais efetivos, escaláveis e

de impacto social positivo, como

se espera das marcas, é a colaboração.

A ABA, em apoio aos profissionais

deste ecossistema, realiza e apoia iniciativas

que fomentam os debates construtivos

e o diálogo com o mercado, seja por meio

dos nossos comitês, reuniões de lideranças,

em nossos eventos e, agora, no Clube CMO.

Uma das principais reflexões trazidas pelo

ENA 2022, realizado em 31 de agosto, foi que

a velocidade da transformação e a evolução

da comunicação fizeram com que as marcas

tivessem a necessidade de ter cada vez mais

parceiros e não apenas fornecedores. Acreditamos

que a cocriação, por reunir uma

diversidade de olhares e pensamentos, se

torna propulsora da criatividade, esta que

ainda é o motor de crescimento dos negócios

e, portanto, é um dos grandes desafios

atuais para os CMOs.

Sandra Martinelli é presidente-executiva da ABA

sandramartinelli@aba.com.br

20 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


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OS NOSSOS

RELACIONAMENTOS

DURAM?

PORQUE TÊM

O QUE MUITOS

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Seja com pessoas ou com marcas, construir, fortalecer e manter

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entrevista

fernando guntovicht

CEO da The Group

a retomada

dos eventos

presenciais

foi algo

importante

São 28 anos de atividades e constante busca por

inovação para dar suporte às necessidades de

negócios de clientes como Basf, Claro e LATAM,

por exemplo. O fundador e CEO Fernando

Guntovitch acredita que a The Group se manteve

entre as principais agências de live marketing do país

devido à sua capacidade de se adaptar às mudanças,

como aconteceu durante a pandemia. “O retorno

dos eventos presenciais trouxe novo ânimo para

o mercado. Não há datas nos espaços de feiras.

O ambiente híbrido é irreversível. O faturamento

do setor está crescendo”, diz Guntovitch.

Paulo Macedo

Como está sendo o comportamento

do negócio em 2022?

O ano de 2022 está sendo de

aprendizado, pois adotamos o

formato híbrido e estamos implementando

e aperfeiçoando

alguns processos na agência.

Está sendo um grande aprendizado

nas relações com clientes

e colaboradores. Após o final da

pandemia, estamos nos reconectando

com a vida social e profissional.

A retomada dos eventos

presenciais foi algo importante

também, mantendo o online no

escopo. O próximo passo é a utilização

dos dados que a tecnologia

pode nos proporcionar para analisar

os resultados dos eventos e

nos dar subsídios para o planejamento

dos próximos anos. Os

investimentos no último trimestre

têm crescido de uma forma

pontual, pois temos importantes

acontecimentos como a Copa do

Mundo em uma época completamente

inusitada, juntamente

com as festas de fim de ano.

Evoluiu em relação a 2021?

Houve claramente uma evolução

na maneira de trabalhar,

principalmente nas relações

agência/colaborador e agência/

cliente. As apresentações e reuniões

pelas plataformas digitais

se mantiveram na sua totalidade,

o formato híbrido desde o planejamento,

criação até a produção

é algo que alterou o formato de

se trabalhar. Através da utilização

de ferramentas de controle

e processos, fica cada vez mais

transparente a evolução de cada

área e de cada profissional. Sem

dúvida nenhuma, estamos mais

profissionais nas avaliações das

estruturas e remunerações x demandas

de trabalho.

A retomada dos eventos presenciais

está tendo que tipo de efeito no negócio?

Acreditamos que as pessoas

estão carentes de relações presenciais.

E isto tem se provado

no decorrer deste ano, com o aumento

de experiências ao vivo.

As empresas têm a necessidade

de demonstrar seus produtos e

serviços através de experiências.

E, de verdade, a única maneira de

ter uma experiência em que utilizemos

os cinco sentidos é a presencial.

A tecnologia nos auxilia

para incrementar experiências e

medir resultados. Mas o ao vivo,

com relacionamento, não tem

comparação. Para o fim do ano,

restam poucos lugares disponíveis

para realização de eventos.

Isto é uma prova deste raciocínio.

Como encara essa mudança de paradigma?

Com naturalidade. Porque

com a retomada presencial transparece

a alegria do brasileiro de

festejar. O isolamento mostrou

que há responsabilidade quando

é necessário. Este ano, por

exemplo, o sinal de atenção foi

acionado com a Ômicron. Muita

coisa programada ficou na sala de

espera. Como a ciência deu aval,

grandes eventos presenciais foram

acionados, como o Rock in

Rio. Agora temos Black Friday,

Copa do Mundo e Natal. E tudo

que pode ser gerado para as marcaa

durante o verão.

A expectativa de faturamento cresceu?

O faturamento tem crescido

em determinados segmentos e

diminuído em outros. Na média,

imagino que chegaremos ao fim

de 2022 com o mesmo volume de

faturamento. O que houve, sem

dúvida alguma, foi o incremento

nos eventos ao vivo, presenciais.

E as contratações de profissionais?

A demanda está crescendo?

Sim. Neste ano voltamos a contratar

mais profissionais no modelo

híbrido. O desafio está em

reter os talentos que acabaram

achando outras oportunidades

em diversas áreas que não o live

marketing. Isto é uma realidade

para toda a cadeia produtiva.

O setor, de uma maneira geral,

foi profundamente afetado e, o

que lá no início da pandemia era

para durar alguns meses, levarou

praticamente dois anos. Muito

tempo para um profissional ficar

parado. Agora estamos sentindo

o reflexo. Por outro lado, novos

profissionais chegaram ao mercado,

mas ainda não têm a experiência

necessária para fazer girar

na velocidade que estávamos na

pré-pandemia.

Por que a migração para outros segmentos

está atraindo esses profissionais?

É muito difícil fazer uma ponderação

exata. Mas acredito que

as novas gerações estão mais

propensas a desafios e a experimentar.

Outros mercados estão

de olho na versatilidade de quem

sabe trabalhar com publicidade

e promoções. No caso do live

marketing, até mesmo agências

de publicidade estão fazendo

ofertas para eles.

Por quê?

Devido à mentalidade híbrida

que faz parte do live marketing.

Que cuida dos seus afazeres de

praxe, mas não ignora a necessidade

da publicidade no mix

de comunicação dos clientes. A

comunicação 360º exige que as

ideias gravitem por várias plataformas.

O digital contribuiu para isso?

Sem dúvida! O digital não tem

fronteiras. Seu território envolve

ativação, branded content, influencers,

incentivo, trade marketing,

promoções, CRM e publicidade.

Na The Group, claro,

focamos na nossa expertise, mas

o atendimento ao cliente não fica

restrito ao nosso universo de negócios.

Mesmo que não façamos

a execução, podemos recomendar

um parceiro com a expertise

necessária para o projeto. O conhecimento,

porém, precisamos

ter dentro de casa.

Quais aprendizados da pandemia

serão agregados ao ecossistema de

live marketing?

O formato híbrido sem dúvida

alguma. A melhor utilização

do online, incluindo a análise de

dados e informações que antes

da pandemia não eram consideradas

relevantes por falta de

ferramentas. De qualquer forma,

22 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


acredito que estamos em um processo

de entendimento da experiência

que passamos. Ainda teremos

mudanças e acomodações

nas relações de um modo geral.

As promoções ganharam uma nova

roupagem? Estão mais tecnológicas?

Poderia citar exemplos?

As promoções estão ainda

mais ágeis, desde o seu processo

de regulamentação até a

sua produção. A tecnologia continua

sendo um diferencial para

facilitar a participação do consumidor

e também para medir os

resultados.

Quais campanhas se destacaram

nesses anos?

Nesses 28 anos de atividades

tivemos tantas campanhas memoráveis

que não dá para destacar

apenas algumas. O interessante

é que a criatividade é um

asset que vai além da regra estética.

Ela tem relação íntima com

o projeto da marca, normalmente

relacionado com o ambiente

de negócios. O live marketing é

uma disciplina que está 100%

atrelada ao fomento de negócios.

Ela tem relação íntima com o projeto

da marca, normalmente relacionado

com o ambiente de negócios.

Se a criatividade estiver

alinhada à estratégia de vendas

e aferir os resultados desejados,

ela será percebida como um diferencial.

Mas, caso contrário, não

terá reconhecimento algum. A

TG busca a criatividade em tudo.

Desde um brinde que estará no

quarto de hotel de alguém que

participa de uma convenção, no

translado etc.

O modelo híbrido veio pra ficar?

Sim. Mas ainda estamos aprendendo

a trabalhar e medir resultados.

Existem interesses diversos

que precisam ser acomodados e

viabilizados financeiramente. A

precificação está atrelada à eficiência

tão exigida pelos clientes

nesse cenário híbrido e de tantas

demandas. O ROI é preponderante

nessa era de cobranças por

cada centavo investido e com a

concorrência tentando abrir espaço

para mostrar seu trabalho.

“As pessoAs

estão

cArentes

de relAções

presenciAis”

Divulgação/Marçal Neto

O modelo híbrido vai muito além

de o trabalho ser parte home office

e outra parte presencial. Tudo

é híbrido. Se a energia é renovável,

o live marketing e tudo que

se refere à comunicação também.

O phygital é irreversível?

Com certeza! As compras e

consutas online tendem a crescer,

mas tem hora que sair de

casa e olhar uma vitrine faz mais

sentido para o consumidor. Os

e-commerces ganharam maturidade

e credibilidade. Por isso investem

na experiência para propiciar

algo memorável. A compra

pode ser na internet, mas a entrega

é física. O que ninguém pode

esquecer é que a experiência será

cobrada.

Como gestão de dados, tecnologia e

inovação vão fazer a diferença?

Não são todos os clientes que

estão consolidados com a gestão

de dados. Ainda é muito departamentalizado,

assim como a

tecnologia e a inovação. Os insights

gerados em uma determinada

área não estão disponíveis de

uma forma única para as demais

áreas. Falta comunicação, por

mais absurdo que seja. Algumas

empresas chegam a ter 20 mil engenheiros

trabalhando com dados.

Mas como eles podem contribuir

para o discurso da marca?

Como extrair informações para

gerar as conexões tão desejadas.

Não é um setor específico, mas

um passo rumo à inteligência

mercadológica.

Experiência, ativação, engajamento

e outros recursos de aproximação

com o público são chaves para o

novo live marketing? Embora isso já

estivesse na pauta?

Sem dúvida alguma. É o que

buscamos. Medir o resultado

das nossas ações x vendas. E

demonstrar a efetividade do nosso

trabalho e entrega. Fazemos

“o desAfio

está em

reter os

tAlentos”

desde os tempos do CRM clássico

o monitoramento do que realmente

interessa para o consumidor.

Quais suas expectativas?

São 28 anos de atividades, mas

a The Group mantém a mesma

energia. Acredito na retomada. O

trabalho aumentou, mas não diminuiu

o nosso entusiasmo.

24 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


especial livE markEting

Eventos presenciais trazem fôlego

para setor e novas oportunidades

Ampro está otimista com as possibilidades de ativação das marcas

nesse cenário pós-pandêmico e na recuperação econômica do trade

Divulgação

Carrossel do Rock in Rio foi uma das ativações mais celebradas da edição 2022 do evento, que atraiu mais de 100 mil pessoas por dia no espaço olímpico do Rio de Janeiro

Paulo Macedo

retomada dos eventos presenciais

após hiato superior

A

a dois anos está sendo celebrada

pelos players do segmento

de live marketing. Negócio que

em 2019 contabilizou faturamento

de R$ 50 bilhões nas disciplinas

de trade marketing, incentivo,

eventos, promoções e

ativações. O crescimento desde

2013 foi de 130%, mas houve um

baque sintomático a partir de

2020, com a pandemia.

Dados compilados pela Ampro

(Associação de Marketing

Promocional) mostram que a

amplitude do live marketing é

muito maior. “É um dos setores

que mais movimentam a economia

brasileira. Somente a indústria

de eventos impacta mais de

50 setores da economia e movimenta,

anualmente, no país,

mais de R$ 930 bilhões (dados

de 2019), o que representa quase

13% do PIB – índice maior que

o das indústrias automobilística,

farmacêutica e petrolífera –,

com a geração de 25 milhões de

empregos diretos e indiretos. O

Brasil organiza e recebe cerca de

590 mil eventos anuais”.

Para as lideranças do setor, o

retorno dos eventos presenciais

recarrega as energias, traz novo

ânimo e vislumbra um futuro

promissor. “Traz novamente visibilidade.

É dizer que os eventos

B2C têm ampla visibilidade,

mais do que os B2B, que durante

a pandemia continuaram

ocorrendo virtualmente. Os B2C

ficaram paralisados. Abriram as

portas com o SXSW em Austin

no Texas e escancararam com

o Rock in Rio. Ou seja, os presenciais

agregam além da óbvia

visibilidade com magnitude de

investimentos e quantidade de

marcas coparticipantes. É só ver

a quantidade de anunciantes

que se envolveram em ativações

no Lollapallooza e no RIR. Além

do que a própria realização

destes eventos B2C nos ajuda a

criar a percepção de uma volta à

realidade pré-pandêmica. E não

tem evento B2C vazio agora. É o

“Os B2C fiCaram

paralisadOs.

aBriram as pOrtas

COm O sXsW e

esCanCararam COm

O rOCk in riO”

26 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


Foos: Divulgação

Paulo Otávio de Almeida, da Ubrafe, lembra que não há espaço vazio para evento B2C

A presidente da Ampro, Heloísa Santana, nutre boas expectativas para o segmento

‘efeito champagne’. Depois de

dois anos na garrafa, a rolha sai

com pressão altíssima. No ano

de 2023 as coisas voltam a uma

curva mais normal, na minha

opinião”, observa Paulo Otavio

de Almeida, vice-presidente da

Ubrafe (União Brasileira de Feiras

de Negócios).

A Ampro concorda. “A volta

dos eventos presenciais ‘puxou’

a movimentação e a retomada

dos negócios. Tem evento presencial

espalhado por todo o

Brasil e isso fortalece expressivamente

o setor. E a pandemia

mostrou novas formas de realizar

eventos, criando, assim,

trilhas que podem começar no

digital/virtual, passam pelo

presencial e podem continuar

no universo digital. Isso faz

com que a experiência fique

mais tempo com o consumidor

e, consequentemente, a marca

mais ativa. Porém, percebemos

que, com essa retomada,

também veio a oportunidade

de melhoria na relação anunciante

e agência, deixando os

processos com mais equilíbrio

– exemplos são redução de processos

concorrenciais; prazos

de execuções mais equilibradas

e relações comerciais mais sustentáveis.

Vimos um 2022 com

prosperidade, mas estrangulado

para os fornecedores. Esse crescimento

não foi proporcional a

alguns reajustes, como mão de

obra e insumos, mas, sim, houve

aumento de faturamento”,

destaca Heloisa Santana, presidente-executiva

da Ampro.

Paulo Otavio diz ainda que

muitos acreditavam que os

eventos virtuais iriam substituir

os presenciais. “Mas e a experiência

física?”, ele pergunta. “A

proibição dos eventos presenciais

só tornou eles mais atraentes

e relevantes. A realização

de eventos híbridos (presenciais

com extensões digitais) é

o grande aprendizado do setor.

Não usar essas extensões digitais

será um grande equívoco.

Aumenta a abrangência da audiência

e oferece aos participantes

a opção de escolha de

como prefere estar presente.

Pode ser presencial. Pode ser

virtual. Pode ser on demand depois.

As técnicas de gestão dos

cinco sentidos humanos para os

presenciais e a capacidade de

entender os analytics nos virtuais

são as mais relevantes nesse

‘zeitgeist’ (espírito do tempo)

pós-pandêmico”, adverte Paulo

Otavio.

O retorno dos eventos presenciais

reforça a crença no desempenho

financeiro do trade,

não só no universo Ampro, mas

na abrangência da Ubrafe. Há

expectativa de crescimento?.

Heloisa responde: “Comparado

com 2021, que foi quase zero,

sim”. A executiva acrescenta

destacando dois aspectos: contratações

e aprendizados pós-

-pandemia. “Percebemos uma

movimentação de entrada e

“tem eventO

presenCial

espalhadO pelO

Brasil e issO

fOrtaleCe O setOr”

saída: algumas profissões migraram

para outras atividades

durante a pandemia e um expressivo

aumento de vagas para

o setor. Olhando esse esvaziamento,

vemos uma oportunidade

de colocar à disposição para

o mercado, via Comitê de Conhecimento

e Academia e Comitê

de Relações Humanas, capacitações

para novos entrantes

no mercado, assim como também

retomamos a divulgação

do serviço de profissionais de

live marketing, o Mural de Talentos

– onde empresas podem

anunciar suas vagas na plataforma,

assim como profissionais

também colocam seus perfis”, .

Segundo a presidente da Ampro,

foram vários aprendizados.

“Entendemos que eles serão

perenes, passando por: formato

de trabalho sem as operações

das empresas associadas, que

na maioria adotaram o sistema

híbrido; novos players de digital

e inovação; as trilhas de conteúdo

para os consumidores e um

ponto importante: os eventos e

capacitações para os profissionais

do setor de live marketing”.

A presidente-executiva da

Ampro conclui que a inovação

foi perseguida e solidificada. “As

promoções deram um salto na

pandemia e trouxeram características

com inovação, desde os

temas (associados à conjuntura),

como também mecânicas mais

simples de aderir (participações

por meios digitais, WhatsApp

etc.) e as recompensas, como

pagamentos com carteiras digitais,

PIX etc. Percebemos uma

evolução que busca levar a melhor

experiência para que o consumidor

participe, de forma inusitada,

divertida e, em algumas

marcas, com olhar social para

participar. E para as marcas, percebemos

também uma relevância

que ajuda no ecossistema do

marketing, para ativar seus produtos

e serviços em patrocínios

e/ou lançamento de produtos”.

jornal propmark - 10 de outubro de 2022 27


especial live marketing

todos supera pandemia e se projeta

com ativação e conteúdo para itaú

No Rock in Rio, hub criativo viu boné criado como brinde ser usado

durante show da banda inglesa Coldplay, maior atração do festival

Divulgação

Banco usou mais de 100 influenciadores, entre os quais o apresentador Marcos Mion e Podpah, para gerar conteúdos durante o RIR, que determinaram grande fluxo nas redes sociais

Paulo Macedo

Após a frustração no início

de 2022 com a chegada da

Ômicron, que motivou o adiamento

do Carnaval e de outros

eventos, o Rock in Rio deu o

tom da importância do presencial

para as ativações das

marcas. A agência e hub criativo

Todos decidiu ultrapassar a

fronteira do óbvio para marcar

a presença do Banco Itaú no

RIR, em que foi patrocinador

master da atração. Os sócios

Iron Neto e Ana Paula Pimentel,

junto com a equipe de planejamento

e criação, desenvolveram

ativações e conteúdos

que contribuíram para que o

Itaú garantisse liderança das

conversas nas redes sociais,

segundo dados contabilizados

pela BrandWatch. Apenas no

Twitter e Instagram o share of

voice do Itaú foi de 52% durante

o festival. No TikTok foram

1,6 bilhão de visualizações no

pré-evento e 3,7 bilhões no total,

também de acordo com a

BrandWatch. A Todos assinou o

Palco Itaú e levou um carrossel

vintage que teve público superior

na comparação com a roda

gigante do RIR.

Mas o que chamou a atenção

no projeto da Todos para o Itaú

foi um simples boné oferecido

como brinde. O cantor e compositor

inglês Chris Martin, do

Coldplay, pegou o bucket hat da

cabeça de um espectador que

estava no gargarejo do show e

o colocou na cabeça. Tudo gravado

e transmitido ao vivo. “Tivemos

recorde de audiência no

TikTok”, disse Thaiza Akemi,

superintendente de marketing

do Itaú. “De certa forma, democratizamos

o acesso a um

dos festivais de música mais

importantes do mundo”, ela

acrescenta fazendo referência

aos mais de 100 desenvolvedores

contratados para cobrir o

evento. Incluindo celebridades

como o apresentador Marcos

Mion e Podpah.

A Todos está otimista. “O

primeiro semestre de 2021 ain-

“Democratizamos

o acesso a um

Dos festivais

De música mais

importantes

Do munDo”

28 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


Fotos: Divulgação

O cantor Chris Martin, lead vocal do Coldplay, usa bucket hat promocional no seu show

Iron Neto e Ana Pimentel abriram a Todos no início da pandemia e superaram desafio

da foi cheio de incertezas. Pelo

medo de novas ondas e novas

variantes do coronavírus, alguns

projetos foram postergados.

Já no segundo semestre de

2021, o mercado entendeu que

se comunicar seria inadiável”,

diz Ana Paula.

“Uma grande demanda tomou

o mercado, que vinha se

recuperando, só quem estava

preparado conseguiu performar

e se destacar com projetos

diferenciados, como o esperado

pelos clientes. Este ano de 2022

tem sido especialmente produtivo

para todos, o mercado tem

nos procurado porque precisa

de uma empresa que entende

os novos comportamentos do

consumidor e do público final,

que entende como as marcas

devem se apresentar e o que

elas devem transmitir neste

momento em que estamos vivendo,

que é único”, afirma.

A metodologia de cocriação

da Todos traz mais agilidade e

assertividade ao processo e resultado

final. “Preferimos agregar

cliente e agência na mesma

mesa, assim o processo de desenvolvimento

reúne de maneira

mais produtiva a expertise

do como fazer, criatividade

e conhecimento do produto e

objetivos a se perseguir. Fazer

junto nos diferencia. A Todos

foi fundada em um momento

adverso, no primeiro ano da

pandemia, em agosto de 2020.

Assim, para nós, o ambiente

sempre foi altamente volátil,

cheio de ansiedade, não linear

e incompreensível, e aprendemos

a lidar com isso. De lá para

cá, só temos evoluído em volume

e receitas. Nascemos no

mundo BANI (Brittle, Anxious,

Nonlinear, Incomprehensible),

então, se conseguimos bons resultados

em momentos de crise,

imagine o que fazemos em

qualquer outro momento”, disse

mais a fundadora da Todos.

A Todos tem previsão de

crescer 50% e elenca suas atividades.

Criou a Expo Magalu:

100% online, com 4 palcos e

mais de 40 palestrantes, entre

eles Magic Johnson, Ricardo

Amorim, Natália Arcuri e Jovem

Nerd”; Amazon Prime Vídeo:

“Ativação do Lançamento

Cinderela Amazon Prime Vídeo.

Como seria o sapato da

Cinderela se ela vivesse hoje?

Com essa pergunta, convidamos

estilistas e designers para

interpretar vários sapatos gigantes

que foram espalhados

pela cidade de São Paulo”.

Já em relação ao Rock in

Rio, “Desenvolvemos a nossa

Arena dentro da Cidade do

Rock, com uma parceria inédita

com o TikTok, trouxemos para

o palco nomes da cena musical,

com shows inéditos reunindo

Pedro Sampaio e João Gomes,

Juliete e Baco do Exu do Blues,

entre outras 15 atrações. Criamos

brindes desejáveis como o

inesquecível copo, estilizados

por 4 grafiteiros, e o bucket hat

de milhões, usado por todo Coldplay,

em uma das ações mais

valiosas e inesperadas da história

do live marketing. Além disso

tivemos nossa Roda Gigante

e o Carrossel Italiano Vintage”,

elenca Ana Paula.

Em relação ao composto do físico

com digital, Iron Neto acredita

que o online democratizou

a informação e o acesso nas empresas.

“Até então, era impossível

você ter 100% dos colaboradores

em um evento, fosse uma

convenção ou festa. A partir do

online, isso se tornou possível.

Pela primeira vez, repositores,

caixas, puderam ouvir seus líderes

falarem para toda a corporação,

ao vivo. Esses foram incluídos

na narrativa de emoção que

faz parte do evento e isso não

tem preço. E não tem volta, esse

é um dos grandes pontos positivos

do online, o acesso até então

inexistente a alguns níveis hierárquicos”.

Além disso, “hoje se respeitam

muito mais contextos onde

nem todos podem estar presenciais

no evento, por questões

de deslocamento, de saúde ou

agenda, mas a informação deve

chegar a eles. Existe o foco e

a necessidade de emocionar a

quem está presente e no online,

isso é um desafio, a experiência

deve ser igualmente recompensadora

em ambos os casos,

mesmo que sejam totalmente

diferentes”, esclarece Iron Neto.

“Uma das coisas que nos

move é a curiosidade. Vivemos

para tirar proveito dos avanços

tecnológicos, mas não vivemos

em função deles, pois

a tecnologia só fará sentido se

emocionar. E é a emoção provocada

por cada uma de nossas

ações que nos estimula a fazer

cada vez mais e melhor. É isso

que todos nós queremos, em

todas as pontas, desde a grande

marca até o consumidor final”,

acrecenta o sócio da Todos.

jornal propmark - 10 de outubro de 2022 29


especial live marketing

Holding Clube faz ativações para

Hyundai e Coca-Cola para Copa

Projetos tiveram foco em tecnologia e fidelização dos clientes que

contribuiram para a agência ter um ano positivo e de superação

Paulo Macedo

Os eventos com presença de público fazem

a diferença. Durante a pandemia,

as lives ganharam espaço, produziram experiência

e supriram as necessidades dos

clientes. Mas realizações com tête-à-tête

exercem dinâmica envolvente e com a possibilidade

de buzz instantâneo pelos canais

sociais. Juliana Ferraz, diretora de negócios

e relações públicas da Holding Clube,

que abriga agências como Banco de Eventos,

Croos Network, Roda Trade e Samba,

por exemplo, está otimista.

“O ano tem sido extremamente positivo

para a Holding. Estivemos à frente de projetos

grandes e especiais, que permitiram

uma experiência de fidelização com nossos

principais clientes, principalmente os

que já vinham sendo trabalhados durante

a pandemia. Sentimos uma evolução em

muitos sentidos, começando pela fidelização

dos clientes que trabalhamos em 2021,

alinhado a uma procura grande para projetos

de novos parceiros pelo histórico de

ações dos dois últimos anos. Acredito que

a volta de grandes festivais foi um dos motivos

que aceleraram essas oportunidades”,

reconhece Juliana.

Um desses momentos ocorreu no mês de

abril, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo,

para seu cliente Cimed, o Fly Now – Meu

Sangue Amarelo. O interesse era mostrar

o plano de gestão da empresa para empreendedores,

vendedores e personalidades,

entre as quais a atriz Larissa Manoela e

Kondzilla.

“Esse evento é um compartilhamento

da cultura Cimed para o público interno e

externo. O mundo mudou, e o live marketing

nada mais é que uma grande forma e

ferramenta de as marcas se aproximarem

de seus consumidores. A pandemia trouxe

comportamentos que precisaram ser absorvidos,

para serem aplicados nas experiências

na volta oficial e grande aquecimento

do mercado de experiências. Hoje não podemos

pensar em um evento sem ter em

mente a responsabilidade que inclui segurança,

saúde e bem-estar, além de alimentação

de qualidade, um ambiente limpo,

olhar para as práticas de impacto positivo,

que criam esse ecossistema do que imaginamos

como uma experiência de fato segura”,

argumenta Juliana.

Dentre as principais promoções realizadas

pelo grupo, elenca Juliana, estão projetos

com foco na Copa do Mundo, “sendo

Ação desenvolvida pela Holding Club para seu cliente Cimed aconteceu no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo

A executiva Juliana Ferraz comanda a Holding Clube

Fotos: Divulgação

um para Coca-Cola e outro para Hyundai,

com grande foco em tecnologia e fidelização.

Além disso, tivemos ativações no

Lollapalooza com a Coca-Cola e a Vivo”.

Juliana enfatiza ainda que o modelo híbrido

veio para ficar, citando como exemplo

o evento da Cimed. “É o nosso novo

normal, se fazendo parte do nosso cotidiano

por meio das telas de celular e computadores.

Hoje, não é possível fazer um evento

sem a utilização da tecnologia e transmissão

in loco para quem está dentro de casa,

ou em outra localização. Eu acredito e gosto

muito desse formato, pois hoje existe um

público que quer viver essas experiências

presencial, assim como tem uma parcela

que as prefere digitalmente. E se queremos

um alcance amplo e com um público diverso

e plural, esse é o caminho para essa aproximação

e fidelização”, finaliza Juliana.

30 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


especial live marketing

Hands aposta na conexão sensorial

para gerar experiência às marcas

Agência venceu concorrência para liderar projeto Ray-Ban Ocupa com

campanha e show da cantora Gloria Groove para as vendas do verão

PaulO MacedO

branded content já faz parte da essência

da Hands, agência liderada por Mar-

O

celo Lenhard que teve reconhecimento do

Prêmio Live como Agência do Ano dessa

disciplina.

A aderência do BC na estrutura da empresa

não é recente. Já em 2013 foi a responsável

pelo projeto Heineken Up On the Roof,

que permaneceu na agenda da marca até

2016. Agora, retoma com essa linguagem

no centro da estratégia de comunicação da

Ray-Ban após vencer concorrência. O Festival

Ray-Ban Ocupa vai envolver ações multidiscliplinares,

de sorteios e veiculação de

quatro filmes produzidos pela Cabeça Amarela

estrelados pela cantora e influencer

Gloria Groove. O shooting envolveu 40 profissionais

e 12 horas de gravações no Stúdio

Cine Vídeo, em São Paulo.

O ápice do Ray-Ban Ocupa será em dezembro,

com shows de Gloria marcando

o encerramento desse brand experience,

nas palavras de Lenhard. “É um projeto

parrudo, cujo propósito é fazer a marca ser

a mais lembrada do verão após o período de

sazonalidade. Os consumidores vão concorrer

a viagens para grandes festivais de

música, entre os quais o Coachella, em abril

de 2023. Estamos muito atentos às mudanças

que exigem mais provocações”, esclarece

o executivo.

Vencer o pitch de Ray-Ban também foi

considerado um prêmio para a Hands. Em

2019, a agência desenvolveu o Ocupação

Ray-Ban, que levou arte e música para quatro

andares de um antigo casarão da região

central de São Paulo reformado em 2017

pelo empresário Houssein Jarouche. Foi a

materialização local da campanha global

#ProudToBelong (Orgulho de Pertencer).

“A Hands hoje está mais próxima do resultado

de negócios do que nunca. A pandemia

acelerou esse processo iniciado desde a

fundação. Ser contundente na geração de

negócios é a nossa meta. Somos uma agência

‘no briefing’. Investimos em ações proprietárias

inspiradas na nossa cultura provocativa,

com atitude de buscar narrativas

que estão no dia a dia. Ou seja, nossos projetos

nascem do comportamento do consumidor”,

diz Lenhard, lembrando da ação Beco

das Garrafas, criada para a Heineken, que

fez renascer o local que marcou época no

Rio de Janeiro nas décadas de 1950 e 1960.

Ter uma cultura forte possibilita à Hands

não aceitar projetos que não se adequam ao

Vencer a concorrência para realizar o projeto Ray-Ban Ocupa foi considerado um prêmio; Gloria Groove é a estrela

Marcelo Lenhard comanda operação da agência Hands

Fotos: Divulgação

seu perfil disruptivo, que combina diversão

com desafio. “Estamos fazendo a Black

Friday do Google sob o guarda-chuva Commerce

Conections. É um cliente que exige

o modelo que adotamos. Isso também vale

para YouTube, O Boticário, Eudora, Banco

ABC, Amstel e Bumble, por exemplo”, enfatiza

Lenhard, que afirma que 2022 é o melhor

ano da história da Hands.

“O mercado voltou superaquecido depois

desse período de demanda reprimida

provocado pela pandemia. Estamos maiores

do que em 2019, com expectativa de

seguir crescendo. Porque não há nada que

substitua a experiência ao vivo. Pessoas

precisam encontrar pessoas e as marcas

precisam encontrar pessoas. O que foi o

Rock in Rio deste ano? A conexão sensorial

é que produz experiências memoráveis às

marcas. É o que propomos e vamos seguir

assim”, contextualiza Lenhard.

jornal propmark - 10 de outubro de 2022 31


especial live marketing

Score e BFerraz usam criatividade

para marcas da Diageo e Samsung

Os executivos Britto Jr. e Enricco Benetti destacam a retomada

em 2022, que vem superando as expectativas com crescimento

Divulgação

A BFerraz usou criatividade para a cerveja Becks, do portfólio da Ambev no país, para desenvolver a House of Tomorrowland no festival homônimo de música eletrônica

Paulo Macedo

origem do B&Partners.

A co, hoje identificado como

uma brandtech network, foi no

live marketing. Mas, apesar de

o empresário Bazinho Ferraz

ter diversificado as operações

da holding com empresas de

conteúdo como Snack (branded

content), Vitreo (performance),

Eixo (insights) e, por exemplo,

New Vegas (interactive), a gênese

permanece viva, agora

com o valor agregado da tecnologia,

inteligência de dados

e criatividade. O suporte das

expertises do grupo contribui

para a definição de soluções.

Pelo lado de retail, o grupo tem

a Score como fortaleza e nas

promoções a BFerraz.

A pandemia já ficou para trás

e os negócios ficaram energizados

por uma vontade de superar

demandas represadas. A

Score, por exemplo, está antenada

com o momento e investe

em projetos que fazem a interação

das marcas com seus clientes

nos pontos de venda.

“Em agosto lançamos a primeira

loja My Experience Bar,

da Diageo, dentro do Pão de

Açúcar. A ideia traz um novo

conceito de compra de destilados

por meio de experiências

interativas e sensoriais, o espaço

conta com mobiliário customizado,

conteúdos educativos

e inspiracionais, além de

tecnologia digital para guiar o

consumidor na escolha da sua

bebida e drinque ideal. Ainda

para Diageo, abrimos uma loja

exclusiva no supermercado

Verdemar, em Belo Horizonte

(MG), a Spirits Experience, que

oferece uma nova experiência

de compra trazendo educação,

degustação e experiências sensoriais.

Para a Shell, na promoção

Junte e Troque da Shell, lançamos

a Coleção Movimento,

inspirada nas tendências do esporte”,

pondera o CEO da Score

Group, o executivo Britto Jr.

“Idealizados e produzidos

pela Global Products, nossa

empresa de special products,

“Criamos um elo

de Conexão que vai

além do ponto

de venda”

32 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


Para a Samsumg, a BFerraz produziu a House of Experience para o público que marcou presença no festival de música Lollapalooza

Score Group ativa experiência para Diageo no supermercado mineiro Verdemar

dar os hábitos dos consumidores

porque esse é o futuro

do varejo. O ponto de venda,

que antes tinha papel único de

conversão, agora cada vez mais

tem papel de construção de

marca, de gerar experiências e

criar elos. Falamos na Score de

uma era do entretenimento,

seja ele imersivo, com estímulos

sensoriais e atividades para

entreter; funcional, que está

relacionado a tarefas, simplificação,

eficiência e praticidade;

ambiental, que refere-se a luz,

som, texturas, aromas, em que

nelas vale tudo, inclusive aquilo

que o shopper não consegue

experienciar (ainda) no online;

e emocional, que é sobre recepcionar

bem, valor percebido,

interações e descobertas”.

Segundo Britto, ao mesmo

tempo em que o mercado está

em busca de evolução, também

está sempre em busca de emoção

e conexão social. E essa

busca cresceu mais ainda nos

últimos dois anos. “É através

das emoções que retemos as ex-

“Costumo dizer

que 2022 está

sendo um ano de

9 meses, pois os

primeiros 3 foram

impaCtados pela

onda da ÔmniCron”

Fotos: Divulgação

a Shell apostou em uma nova

era dos brindes promocionais,

trazendo modernidade e estilo.

Acontece que, como o shopper

tem uma busca constante

por experiências em todos os

momentos de sua vida, pensamos

em uma coleção moderna

com produtos utilitários e funcionais

para qualquer pessoa.

Criamos um elo de conexão

que vai além do ponto de venda”,

afirma Britto Jr.

“Não podemos deixar de

falar da plataforma Jeep Experience,

a maior ferramenta de

construção de marca e vendas

da empresa no país, que acabou

virando uma plataforma

completa que tem conversão,

interação e, principalmente,

construção de marca, através

da experiência. Um projeto que

tem na sua essência os valores

que comungamos e estimulamos

na agência”, prossegue.

Com 310 colaboradores, a

Score Group opera no Brasil e

também em alguns países da

América Latina. Segundo Britto,

a tecnologia, assim como o

modelo híbrido, são indissociáveis.

“No ano passado escrevi

um artigo em parceria com

Denys Fehr, CEO da Just a Little

Data, que fala justamente sobre

varejo e inteligência artificial

como novos melhores amigos.

Demonstrar produtos no ponto

de venda é tão necessário

quanto uma promoção gigante

ou uma ativação cheia de experiência,

porque ali é onde

você pode mapear problemas e

oportunidades, públicos e suas

necessidades”. afirma.

“Neste artigo, falamos sobre

a importância de fazer protótipos

e testá-los por no mínimo

30 dias usando inteligência artificial.

Através de câmeras é possível

coletar o olhar das pessoas

e medir a atratividade do display

como: quem está olhando?

Houve interação? É uma forma

simples de gerar dados valiosos

para recomendar como a estratégia

deve ser implementada.

É mais simples do que parece,

quanto mais dados, melhores

decisões podemos tomar para o

roll out das campanhas”, explica

o CEO da Score Group.

De qualquer modo, reforça

Britto Jr., não adianta ter à

disposição ferramental tecnológico

se não houver “a intenção

da experiência” no projeto.

“Estamos sempre pensando

em ambientes capazes de muperiências

na memória, entretenimento

que gera emoções,

engajamento, mais relacionamento

e maior fidelização”.

Enricco Benetti, co-CEO e

CCO da BFerraz, atesta que o

comportamento do live marketing

evoluiu em 2022 em relação

a 2021. “Costumo dizer

que 2022 está sendo um ano de

9 meses, pois os três primeiros

foram impactados pela onda da

Ômnicron. Mas, o mercado de

entretenimento puxou a retomada

e, a partir daí, as marcas

se sentiram confiantes em voltar

para o espaço da experiência

física sem deixar de lado o

digital”, afirma.

Nesse sentido, existe uma

série de impactos/evolução de

como se pensa na experiência,

tem a visão da tecnologia,

do universo digital, como trabalhar

o ESG, a diversidade e

como mirar na Web3. “E como

grande desafio de futuro tem o

pensamento de usar a experiência

física como encontro de

comunidades, de brand community.

Um bom exemplo é o

universo game, onde um evento

físico mistura a disputa com

música e traz a proposta da galera

que está sempre atrás da

tela se encontrar, aumentando

as comunidades”, diz Benetti.

“Campanhas para Samsung,

como o unpacking para a linha

Galaxy, e a ativação House of

Experience, para a marca coreana

no Lollapalooza; e o collab

party com Alok para lançar o

novo produto Blonde, de Johnnie

Walker, são bons exemplos”,

finaliza.

jornal propmark - 10 de outubro de 2022 33


ESPECIAL LIVE MARKETING

Agências se reinventam no pós-Covid

e projetam crescimento para 2022

Bullet, MarkUp, Casa 96, be.Comunica!, M Checon, Eagle, MM, Solutionoff,

Netza, IntegerOutPromo, Sherpa42, Smollan e AKM apostam na virada

Fotos: Divulgação

Projeto desenvolvido pela The Grouo para seu cliente Basf confirma que os eventos presenciais têm sido fator positivo para os players que atuam nas feiras do agronegócio

Paulo Macedo

Para muitas marcas, a solução para o período

da pandemia foi tirar o pé do acelerador

dos investimentos em marketing.

Logo perceberam que sem consultoria

especializada teriam mais problemas do

que imaginavam. Havia jeito! Logo a inércia

foi transformada em motivação para se

enfrentar a Covid, que tirou de circulação

as pessoas; trouxe as forças de trabalho para

o home office; congelou eventos – inclusive

jogos de futebol sem plateia e o adiamento

das Olimpíadas – feiras, convenções

e shows. O show das marcas não podia

parar, mas os orçamentos caíram verticalmente.

O setor foi nocauteado e literalmente

à lona.

Lives e eventos pelo Zoom cumpriram

seu papel e deixaram o legado do modelo

híbrido. Mas não deixaram saudades.

O momento é de retomada. E 2022 parece

ter dado um ippon na crise, como atestam

lideranças. “Clientes nunca estiveram tão

satisfeitos com a performance e a entrega

na Bullet. Até agosto, a agência cresceu em

revenue 71%, comparado com 2021; 84%,

comparado com 2020; e 32%, se comparado

aos níveis pré-pandemia de 2019. Fee based

representa hoje 70% do negócio, contra

30% de anos anteriores. Isso tudo somado

a uma estrutura muito mais otimizada, que

reflete em um resultado histórico. Sobre

novas receitas, produtos-proprietários já

representam 19% do total”, celebra Fernando

Figueiredo, o Feof, que elenca na

sua carreira negócios como Mercado Livre,

Mercado Pago, Coca-Cola Regional, Cargill,

Stanley, Visa, Bauducco e Estee Lauder.

“Clientes que privilegiam relações e não

jobs, que vibram junto com a agência por

todos os resultados conquistados dia após

“Live marketing

é arrepio, é Lágrima,

é sensação, e o ao vivo é

imprescindíveL pra isso”

34 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


Fotos: Divulgação

Denise de Cassia é sócia-diretora da Casa 96 Chris Bradley é CEO da agência promocional Batux Deza Abdanur é sócia-fundadora do Estúdio Panda

dia. Clientes que incentivam a agência

a inovar e a ir além das quatro linhas. E,

também, clientes que estão começando,

como start-ups. Para elas, criamos a Bullet

4 Equity, um modelo mais econômico, que

troca serviço por equity”, detalha Feof.

“Enfrentamos a pandemia de cabeça erguida,

recriando o nosso negócio, os produtos

e a criação do nosso marketplace.

Podíamos ficar reclamando do mercado,

dizendo que estávamos esgotados com concorrência

e coisa e tal, mas entendemos que

éramos novos e podíamos e devíamos fazer

diferente. E nos aproximamos de empresas

complementares ao nosso negócio, como,

por exemplo, a Mynd, especializada em influencers,

música, entretenimento e cultura

digital; a Digital Reef, que é uma data driven

company que conta com mais de 300

milhões de devices conectados em nível

global; a TD (Transformação Digital), de

produção, tecnologia, metaverso e eventos

proprietários como o CMO Summit; a Daxx

mídia, que é um modelo atraente e sofisticado

de planejamento e compra de mídia; e

a Omelete, que dispensa apresentações. O

residual da pandemia, para mim, se resume

nisso: ‘Mais leves somos mais corajosos e

decidimos o nosso caminho. Agora temos

o poder de escolha e decidimos com quem

trabalhar’”, define o CEO da Bullet.

As promoções estão repaginadas e absorveram

o requinte da tecnologia. “Promo-

Silvana Torres é fundadora e CEO da agência Mark Up

“as burocracias estão

sendo deixadas de

Lado. Hoje aprovamos

promoções em 24 Horas”

ções estão cada vez mais completas, a atuação

da agência vai além da mecânica, do

KV e do prêmio. Hoje a Bullet pensa o todo.

A régua de influenciador. Todos os touch

points. O filme, o digital e também a experiência.

Meu papel é otimizar o funil de

conversão. A utilização de métricas de engajamento

é a espinha dorsal de qualquer

promo. As burocracias estão sendo deixadas

de lado. Hoje aprovamos promoções

em 24 horas e, em alguns casos, estamos

atingindo 500 participações por hora. Pensamos

também em como manter o cliente

conectado o tempo todo, criando apps e

plataformas always on. Alguns exemplos?

A plataforma Descontaço, para o Mercado

Livre, ou a plataforma always on, para a

Bauducco, através do Bauducco todo dia”.

Wagner Zaratin, sócio da Solutionoff,

afirma que a Expo Mundo Pixar abriu

fronteiras internacionais para a agência.

“Atingimos todos os resultados em 2022.

Estamos vindo em uma crescente, somos

novos, nascemos no meio da pandemia,

fortes, corajosos e provocadores. Já crescemos

100%, considerando setembro. Atingimos

o que planejamos no início do ano

e não vamos parar por aí. A retomada dos

eventos veio como um tsunami, impulsionou

muitos, mas também desestabilizou

alguns que quiseram surfar nessa onda

gigante sem se preparar. Live marketing é

arrepio, é lágrima, é sensação, e ao vivo é

imprescindível pra isso. Para nós, foi fundamental

para esse nosso crescimento tão

rápido”, reconhece Zaratin.

Os eventos estão na pauta do dia. Porque

são determinantes para a volta dos níveis

pré-pandemia. “A volta dos eventos presenciais

significa o reaquecimento de todo um

ecossistema que permaneceu praticamente

adormecido durante quase dois anos. Não

só a expectativa como a realidade do faturamento

cresceu. Mas esse crescimento é

fruto de uma demanda que estava reprimida

durante o período da pandemia. Por

essa razão, resta saber o quanto esse crescimento

é sustentável, até quando ele vai

ocorrer e em que patamar esse mercado vai

se estabilizar. Já é possível observar uma

desaceleração, mas não se pode saber ainda

se trata-se de uma acomodação dos investimentos

ou apenas de um momento de

cautela transitório em função das incertezas

tanto do mercado internacional quanto

doméstico”, se posiciona Ricardo Franken,

managing director da Integer\OutPromo.

O mercado mudou. Essa constatação é

da executiva Luciana Barbosa, business

leader da Martech Agency Netza. Ela esclarece

a evolução: “Está mais diversificado e

tende a ver uma antiga separação de conteúdo,

digital e físico como algo totalmente

superado: essas barreiras caíram. Então, é

possível dizer que isso é uma evolução, pois

possibilita que o live marketing gere experiências

em todas as frentes e seja ao vivo

mesmo para quem se encontra digitalmente

com a marca, tendo o momento físico

como parte do todo, seja antes, depois ou,

ainda mais, um relacionamento em que não

se coloca um ponto final”.

Após dois anos difíceis para quem trabalha

com eventos presenciais, Edinho Potsch,

der da Sherpa42, aproveitou o Rock

Stenio Souza é CEO da Smollan iTrade no Brasil

jornal propmark - 10 de outubro de 2022 35


ESPECIAL LIVE MARKETING

Fotos: Divulgação

Fernando Figueiredo ressalta performance da Bullet

in Rio para realizar ativações para Doritos,

C&A, Ipiranga e Red Bull. Estar em um dos

maiores e mais relevantes festivais do mundo

é motivo de orgulho e satisfação. É uma

oportunidade de mostrar a nossa capacidade

e criatividade”, destaca Edinho, que

acrescenta: “Já ativamos outros sponsors

nas últimas edições, o que nos dá know-

-how e experiência para hoje ter a capacidade

de trabalhar e gerir ativações de quatro

marcas patrocinadoras”.

Presente em 18 estados e com 120 colaboradores

em várias disciplinas, a AKM tem

previsão de encerrar 2022 com 40 promoções,

com tecnologia, performance e BI. “A

pandemia deixou sequelas e aprendizados.

Foram anos difíceis e de muita superação.

Encontramos um grande equilíbrio de negócio

entre as disciplinas de live marketing

que já entregávamos com excelência (promoções,

eventos, ativação, incentivo, PDV

e conteúdo) com o digital, performance e

dados. Esses dois anos mostraram que a

criatividade extrapola meios e canais. A experiência

que queremos desenvolver para

os nossos clientes deve impactar o consu-

Wagner Zaratin, da Solutionoff, celebra Mundo Pixar

Luciana Barbosa é business leader da martech Netza

“Fomos surpreendidos

com as indústrias

buscando soLuções

consuLtivas e

de estratégias

go-to-market”

midor de diferentes maneiras, formatos e

canais. Além disso, desenvolvemos uma

nova gestão para um processo remoto que

nos permitiu ter uma capilaridade maior

de contratação de pessoas por todo o Brasil,

buscando mais diversidade e inclusão”,

garante Eduardo Andrade, co-CEO da AKM.

Se a pandemia teve efeito paralisante na

maioria do segmento, especificamente no

trade marketing as coisas se desenrolaram

devido à necessidade de as marcas estarem

mais próximas dos consumidores no único

ponto de contato disponível: os PDVs. Mesmo

assim, foi um período tenso.

“Os anos de 2020 e 2021 foram de crescimentos

acima da nossa média – realmente

fomos surpreendidos com as indústrias

buscando soluções consultivas e de estratégias

go-to-market, que estávamos totalmente

preparados para atender. No ano

de 2022, muitas das estratégias já estavam

reduzidas por conta da pandemia e falta de

previsibilidade. As ações que foram desenhadas

e implementadas acabaram sendo

de menor impacto e abrangência, e os investimentos

deste ano praticamente não

existiram como nos anos anteriores. Houve

uma parada estratégica, olhando para o

futuro. Muitas indústrias aproveitam este

período para se reorganizar internamente,

buscando novos serviços (principalmente

digital) e novos fornecedores. Com esta

estrutura arrumada em 2022, a expectativa

é de que todos venham acelerando no próximo

ano”, aguarda Stenio Souza, CEO da

Smollan iTrade.

Ricardo Franken é diretor da agência Integer\OutPromo

Deza Abdanur, sócia-fundadora do Studio

Panda – empresa focada em design de

entretenimento – e sócia da Guilt, escritório

de estratégia criativa e design de experiência,

aproveitou o tempo ocioso para estudar

o mercado, entender as novas tendências e

reorganizar o formato de trabalho. “Os profissionais

se especializaram mais em tecnologia

(captação, formatos virtuais e híbridos).

As empresas de conteúdo evoluíram

absurdamente. Em contrapartida, aqueles

que estavam com ‘muita sede’ da retomada

dos eventos físicos, voltaram exatamente

como eram antes”, ela afirma.

Auli De Vitto é responsável pela Brazil

Promotion, especializada em brindes, um

mercado de R$ 7 bilhões/ano, que absorveu

o impacto da paralisação. “Com a retomada

dos eventos, o setor evoluiu muito bem,

com feiras lotadas e grande participação de

expositores e do público. Algumas empresas

de brindes já tiveram um bom desempenho

no primeiro semestre. Estamos otimistas,

porém, já que os eventos corporativos e

ações de branding ainda não atingiram todo

o seu potencial”, afirma De Vitto.

Dani Helena Sanzone e Flavia Morizono, sócias da Joia

36 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


18 a EDIÇÃO

Festival Internacional de Criatividade

5-6

NOV

2022

NA ARCA

24

WORK SHOPS

pixel art | processo criativo | craft design | aquarela

diagramação | estamparia | muralismo | escultura

video | desenho | colagem | stop motion e muito mais!

USE O PROMOCODE

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no acesso basic, black

ou workshops

2022 | O PIXEL SHOW do Abraço

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Ministério do Turismo, Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, a 3M e a Zupi apresentam:

APRESENTA

PATROCÍNIO

APRESENTA PATROCÍNIO CO-PATROCÍNIO

CO-PATROCÍNIO

APOIO REALIZAÇÃO

APOIO

REALIZAÇÃO


ESPECIAL LIVE MARKETING

A Batux experimentou elevação de negócios

em 2020. E no início de 2022 o processo

se consolidou com as conquistas de Unilever

e JBS. A agência deixou de lado os eventos

corporativos e investiu nas festas regionais.

“Levamos a Maggi para o São João de Campina

Grande, o maior do Brasil, e a ação foi

um grande sucesso! No Rock in Rio, que, recentemente,

foi a edição com mais ativações

de marcas de todas, fomos responsáveis por

uma das maiores promoções do festival: a

promoção para a KitKat, Let’s Rock the Break”,

detalha Chris, que também desenvolveu

novas soluções nos últimos dois anos.

“Investimos em novas tecnologias, como

a plataforma de pagamento de prêmios via

PIX, que temos orgulho em sermos pioneiros.

A primeira promoção nacional a ter

pagamento com PIX foi em janeiro de 2021,

logo após o lançamento do novo meio de

pagamento. Hoje, já foram mais de 30 promoções

de cashback com pagamento via

PIX para clientes como Brastemp, Consul e

Danone”, orgulha-se Chris.

Para a Joias Eventos Estratégicos, das

sócias Flavia Morizono e Dani Helena Sanzone,

o Phygitalive foi a virada de chave.

“A busca por soluções às necessidades dos

clientes foi um dos pontos que fizeram a

agência crescer no setor de live marketing,

além de investir em novas tecnologias”,

afirmam.

Fundadora e CEO da Mark Up, Silvana

Torres observou amadurecimento veloz do

mercado diante do cenário caótico. “O mercado

todo passou por um processo muito

rápido de amadurecimento em relação aos

eventos híbridos e passaremos por uma

nova onda em que engajamento, interação

e KPIs serão o novo desafio, em vez de streaming,

plataforma e conexão”, diz Silvana.

“Também este ano, pudemos voltar a ampliar

nossa atuação em relação às viagens de

incentivo. Ainda enfrentávamos um período

receoso até o ano passado, mas em 2022 estamos

tendo mais autonomia para elaborarmos

viagens de incentivo com mais opções

de destinos. As viagens representam parte

muito importante do setor de live marketing,

“programas de viagens de

incentivo adequadamente

projetados e executados

podem aumentar a

produtividade de vendas

em 18% e roi de 112%”

A ARC Brasil promove experiências para a bebida Tanqueray durante o festival de música Lollapalooza deste ano

A M Checon obteve destaque no Rock in Rio com o elogiado estande desenvolvido para promover a banda 5G da TIM

já que programas de viagens de incentivo

adequadamente projetados e executados

podem aumentar a produtividade de vendas

em 18% e gerar um ROI de 112%, segundo dados

da Incentive Research Foundation. Além

disso, dados da Aberdeen Research mostram

que 100% das empresas Best-in-Class

(aquelas com maior retenção de clientes e

crescimento de vendas) oferecem esse tipo

de premiação para reconhecer o sucesso do

trabalho no fim do ano”, ressalta Silvana.

O ano de 2022, apesar da Ômicron, contribuiu

para o crescimento de 25% da Eagle,

da CEO Brenda Maia. “Neste ano, foram 187

jobs aprovados e executados de quase 20

clientes ativos, sendo 11 novos desde janeiro.

A nossa estimativa é de um crescimento

de 90% até o fim do ano. Chegamos num

momento em que dados, tecnologia e inovação

viraram parte inerente dos resultados

que entregamos. Aqui, na Eagle, acreditamos

no entendimento profundo de cada

cliente, do seu negócio e seu mercado”.

A movimentação setorial é visível, mas o

respiro mais aliviado ainda depende de outros

fatores, na visão de Denise de Cassia, sócia-diretora

da Casa 96. “Embora o volume de

trabalhos esteja caminhando para o normal,

os investimentos dos clientes estão menores

e os processos de concorrência mais acirrados.

Assim como os consumidores que, hoje,

fazem suas compras olhando basicamente

para preço, o critério decisivo para a escolha

de uma agência, na grande maioria dos processos

de concorrência, também é este. Portanto,

precisamos realizar muito mais jobs

para nos aproximarmos dos patamares de

faturamento do pré-pandemia. E ainda não

chegamos lá. Mas estamos confiantes. Fazendo

o exercício de olhar ‘o copo meio cheio’,

podemos dizer que aprendemos com os novos

desafios que o mercado nos coloca. Depois

da pandemia, estamos atuando de maneira

mais eficiente. Tivemos de aprimorar

nossos modelos de gestão comercial, organizacional

e operacional para que o negócio

continue sendo saudável e esta é uma parte

boa de toda esta história”, relata Denise.

“A realização de planos de comunicação

digitais passou a ser amplamente explorada

durante a pandemia devido ao aumento dos

eventos digitais. Canais como Instagram,

LinkedIn, TikTok e outros se tornaram uma

extensão da comunicação dos eventos, explorando

linguagens e formatos adaptados

a cada um deles”, observa Morgana Lima –

CEO da Tração Live Marketing.

Essencial nos eventos, a cenografia garantiu

à M Checon diferencial em projetos como

o estande da TIM 5G no Rock in Rio. Na feira

supermercadista Apas, incrementou o espaço

da Piracanjuba e estande da BRF em parceria

com a MMfullexperience. “Para nosso business,

a retomada foi fundamental. Os eventos

digitais não exigem grandes investimentos

em cenografia, pela sua natureza própria, o

que implica em, na maioria dos casos, anular a

necessidade de uma empresa de cenografia”,

pondera Marcelo Checon, CEO da empresa.

Marília Queiroz, diretora de negócios da

ARC Brasil, absorveu aprendizados e nutre

expectativa. “Estamos todos sedentos por experiências,

por bons conteúdos, por diversão

e aprendizado. O novo live marketing está no

poder de usar toda tecnologia que temos disponível

para gerar o bem, construir ações que

façam a diferença na vida das pessoas e despertem

o interesse em gerar mais assuntos relevantes

para as marcas. O diálogo entre marcas

e clientes está cada vez mais poderoso e

verdadeiro. Temos de gerar sempre a melhor

experiência, seja em casa ou nas ruas, onde

o cliente optar! Quanto mais oportunidades

para o mercado, maior a nossa responsabilidade

em promover momentos de qualidade e

afinidade”, finaliza a executiva da ARC Brasil.

38 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


maRcas

Vivara investe R$ 89 milhões em

marketing para expandir negócio

Aporte feito nos últimos 12 meses fortalece a joalheria brasileira,

que chega aos 60 anos com uma operação que fatura R$ 2,1 bilhões

Janaina Langsdorff

Vivara ostenta uma das

A estratégias de negócios

mais bem-sucedidas do mercado

brasileiro de joalherias.

Tem quase 300 lojas instaladas

em shopping centers de todo

o país, lança mais de 30 coleções

ao ano e fechou 2021 com

uma produção estimada em 2,6

milhões de unidades, cerca de

80% vinda da Zona Franca de

Manaus (AM).

Nos últimos 12 meses encerrados

em junho de 2022, registrou

R$ 392,1 milhões de lucro

líquido e investiu cerca de R$

67 milhões em novas unidades.

Foram abertas 50 operações,

expansão equivalente a 3.192

metros quadrados de área de

vendas. A previsão é repetir a

marca neste ano.

O marketing também brilha.

Com aporte de R$ 89 milhões

no mesmo período, a marca celebra

12 anos de parceria com

Gisele Bündchen, que acaba de

divulgar a coleção Icona, em

homenagem ao aniversário de

60 anos da marca.

Criada pelo imigrante romeno

David Kauffman na Rua Sete

de Abril, no centro da cidade

de São Paulo, a Vivara - nome

que remete a uma ilha italiana

habitada por pássaros - passou

de um ateliê de dez metros quadrados

para um negócio que

hoje fatura algo em torno de R$

2,1 bilhões.

“Gisele é considerada uma

das maiores estrelas da história

da moda. É uma mulher inspiradora,

com valores que têm sinergia

com a Vivara”, comenta

Marina Kaufman, diretora de

marketing e sustentabilidade

da Vivara.

A nova edição comemorativa

traz anéis, pulseiras, brincos e

colares com tanzanita, turmalina

verde e rosa, além de diamantes.

O shooting da coleção

foi dirigido por Giovanni Bianco,

outra parceria longeva da

marca ao lado da agência TV1.

Joalheria produz cerca de 2,6 milhões de peças ao ano, que abastecem 300 lojas espalhadas pelas principais cidades brasileiras

Marina Kaufman, diretora de marketing e sustentabilidade da Vivara: valores e sinergia

Cauã Reymond, Grazi Massafera,

Mariana Ximenes e Sabrina

Sato também já posaram para a

marca.

Entre ouro, prata, relógios e

acessórios, a companhia democratizou

o acesso do brasileiro a

joias com design moderno e de

qualidade. Da aliança de casamento

ao anel de formatura, a

marca testemunha “diferentes

fases da vida, o que nos permite

aproveitar o crescimento

do varejo do país, independentemente

da classe social”, diz

Marina. Vivara abrange clientes

Divulgação

Gisele Bündchen

lança a coleção

icona e celeBra 12

anos de parceria

com a marca

neste ano de 2022

acima dos 30 anos, enquanto

Life by Vivara, lançada em 2011,

atrai o público jovem com peças

colecionáveis, que inauguraram

a febre das pulseiras com

pingentes.

“Contamos com mais de 3,9

milhões de seguidores no Instagram,

consolidando os perfis

Vivaraonline e Lifebyvivara”,

conta Marina. A estratégia de

comunicação regional ainda

soma mais de 30 microinfluenciadores,

superando o volume

de 68,5 milhões de impactos.

jornal propmark - 10 de outubro de 2022 39


merCaDo

Varejo está otimista com as

previsões para o Dia das Crianças

As vendas este ano devem ultrapassar R$ 13,68 bilhões, de acordo

com a CNDL; em 2021, o valor movimentado ficou em R$ 10,93 bilhões

Racool Studio/Freepik

Dia das Crianças se consolidou como uma das datas mais importantes para as vendas do comércio no Brasil; este ano, o tíquete médio do presente deve ser de R$ 241,60

Pedro Yves

Dia das Crianças é uma

O das datas mais importantes

para as vendas do comércio

no Brasil. Comemorado no dia

12 de outubro, este ano deve

movimentar R$ 13,68 bilhões

no comércio, aponta pesquisa

realizada pela Confederação

Nacional de Dirigentes Lojistas

(CNDL) e pelo Serviço de Proteção

ao Crédito (SPC Brasil) em

todas as capitais. O valor estimado

para este ano é maior do

que o do ano passado, que foi

de R$ 10,93 bilhões.

De acordo com o levantamento,

73% dos consumidores

brasileiros devem ir às compras

para presentear as crianças.

Em média, os consumidores

pretendem comprar 2,2

presentes e gastar cerca de R$

241,60 na compra, um aumento

de R$ 42 em relação a 2021.

De acordo com o levantamento,

entre os entrevistados que

vão comprar presentes, mais

de um terço (44%) pretende

gastar o mesmo valor que no

ano passado e 17% têm a intenção

de gastar menos. Já 29%

pretendem gastar mais do que

no Dia das Crianças de 2021.

Uma característica comportamental

já observada em outros

anos mostra que o público

infantojuvenil vem, a cada dia,

se distanciando das tradicionais

brincadeiras da idade, preferindo

conectar-se a conteúdos

virtuais. Pesquisa TIC Kids

Online Brasil, divulgada em

agosto e realizada com 2,6 mil

pessoas na faixa etária entre 9

e 17 anos, mostrou que 93% das

crianças e adolescentes abordados

utilizam a internet no dia a

dia com o smartphone.

Especializada na criação de

estratégias, formatos, conteúdo

e gestão de planos de mídia digital

para crianças e adolescentes,

a multinacional Kids Corp

lançou recentemente um guia,

através do seu braço de dados

e insights Askids, desenvolvido

para orientar o mercado

anunciante sobre os diferentes

público infantil

busca cada vez

mais estar

conectado a

conteúdos

virtuais

40 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


subsegmentos que compõem

o público infantil, com dados

comportamentais e de consumo

de mídia.

O estudo abrangeu as diversas

faixas etárias do público infantil

e adolescente, desde 0 a 3

anos até 16 anos. Na conclusão,

fala que esses públicos “diferem

em gostos, influências, categorias

favoritas e comportamento

com o passar dos anos.

A mudança, que representa um

ou dois anos, é significativa.

Por essa razão, torna-se essencial

que anunciantes e agências

de publicidade saibam identificar

os subgêneros para realizar

uma estratégia de sucesso”.

Demian Falestchi, cofundador

e CEO da Kids Corp, fala

que “com as crianças não se

pode generalizar, seus gostos

e hábitos estão em constante

desenvolvimento, por causa da

digitalização, e, graças à internet,

eles têm acesso universal a

conteúdo. O fato de poder acessar

a essa informação ilimitada,

a uma idade muito menor, também

lhes permite desenvolver

interesses, paixões e fanatismos

muito variados e distintos,

dependendo de sua idade

e gênero. Este é um momento

em que as marcas começam a

construir a relação de lealdade

com crianças e adolescentes,

por isso é muito importante

que possam compreender as

diferenças que existem entre os

distintos subsegmentos, a fim

de tomarem decisões mais eficientes

em seus negócios”.

Lançamentos

O APP Giga Gloob lançou,

no último dia 1º, campanha

promocional de marketing

multiplataforma anunciando o

desconto de 28% para aqueles

que aderirem ao plano anual

de assinatura entre os dias 1º e

16 de outubro, com a possibilidade

de parcelamento do valor

total em 12 vezes de R$ 5,90. “A

promoção do Mês das Crianças

é uma grande oportunidade de

garantir a diversão dos pequenos

ao longo de todo o ano com

um investimento de baixo custo

mensal. Outra novidade é que,

além de toda a oferta que o Giga

Gloob já disponibiliza, com um

conteúdo construído a partir

de uma rica curadoria integralmente

dedicada às crianças,

outubro ainda reserva a chegada

de lançamentos incríveis,

incluindo projetos originais”,

revela Tais Martins, head de

produtos digitais kids da Globo.

E a The Walt Disney Company

Brasil lançou a campanha

Dia de Todas as Crianças - É

Brincando que a Gente Cresce.

Nela, além de oferecer uma

linha completa de produtos

licenciados para o período, a

companhia apresenta quatro

jogos digitais educativos das

franquias Mickey & Amigos,

Pixar, Marvel e Disney Princesa,

desenvolvidos especificamente

para a campanha. Voltados

para o público infantil e

famílias, alguns jogos ensinam

Língua Brasileira de Sinais e todos

contam com acessibilidade

para crianças com condições

como daltonismo, visão baixa,

dislexia, surdez e mobilidade

reduzida, entre outras.

Os jogos já estão disponíveis

de forma gratuita, e ficarão no

ar até o dia 13 de outubro, no

site Dia de todas as criancas,

sem a necessidade de baixar nenhum

tipo de aplicativo. Também

serão disponibilizados QR

codes para acesso ao site nos

mais de 3.500 pontos de venda

Divulgação

Faleski afirma que os gostos e hábitos das crianças estão mudando por causa do digital

lançamentos

infantis este

ano trazem

preocupação

com diversidade

e inclusão

físicos e digitais que fazem parte

da campanha. Além disso,

a cada acesso aos jogos, a Disney

doará R$ 1 ao Instituto Serendipidade

(até o limite de R$

141.000), uma associação sem

fins lucrativos que atua com a

inclusão de pessoas com deficiência

intelectual. A ONG tem

como propósito transformar o

olhar da sociedade para o tema

inclusão.

Para o Dia das Crianças deste

ano, O Boticário lançou, em

parceria com Pantera Negra, da

Marvel, o Hino da Coragem, um

manifesto pensado para inspirar

o sentimento de confiança

existente dentro de toda e qualquer

criança. Com criação da

AlmapBBDO, o projeto integra

os lançamentos das linhas infantis

Quasar Next Wakanda e

Sophie Wakanda, além de ser

estrelado pela cantora, compositora

e atriz Negra Li.

A Mattel, uma das maiores

fabricantes de brinquedos no

mundo, aposta num ícone infantil

voltado para as meninas:

a boneca Barbie. Entre as novidades,

as bonecas apresentam

conceitos de diversidade e de

inclusão. Já para os meninos,

itens nostálgicos com a coleção

do He-Man and the Masters of

The Universe junto ao lançamento

da nova temporada da

animação do personagem na

Netflix. O espírito de adrenalina

e competição fica com os lançamentos

de Hot Wheels, desenvolvidos

e testados no laboratório

da marca, o Play Lab. A

campanha da Mattel para a data

está sendo veiculada ao longo

da programação da Globo desde

o dia 1° de outubro. A ação

multiplataforma também reúne

ampla distribuição digital.

A Cartago, marca de sandálias

da Grendene, lançou no fim de

setembro, sua campanha para

o Dia das Crianças, com vídeos

e peças divulgadas em redes

sociais. Ela tem como protagonistas

os irmãos Gil (@belagil e

@bemgil) e a família da influenciadora

Natasha Freitas (@diariodefamilia).

Ambas têm forte

presença da natureza no seu dia

a dia, com histórias verdadeiras

e genuínas, abordando a importância

do brincar ao ar livre no

desenvolvimento das crianças.

Tendo como foco pais e filhos,

a ação visa a chamar a atenção

para a necessidade por tranquilidade

e reconexão com a natureza,

trazendo o sentimento

de “calma para a alma”. Com

o tema Ser Criança é Brincar,

a Cartago criou uma narrativa

em que o analógico é mostrado

como o principal apoio para um

escape do mundo online.

A marca entende que o universo

infantil é movido pelo

imaginário e os pais devem incentivar

a diversão, de forma

educacional. Na campanha, a

Cartago estimula a realização

de atividades na natureza com

os filhos. Dessa forma, a criança

pode ser ela mesma, da maneira

mais genuína, brincando

e entendendo o ambiente em

que está inserida, se sentindo

em casa, mesmo não estando

dentro dela.

jornal propmark - 10 de outubro de 2022 41


agêNCias

CDN faz 35 anos e se reposiciona

para acompanhar transformações

Adquirida pela Omnicom em 2016, empresa tem novo board e, segundo o

CEO, continua fazendo o PR clássico, mas avançou em outras disciplinas

Divulgação/Léo Pinheiro

Fabio Santos (à esquerda) e o novo board, que trabalha sob o conceito The pR powerhouse; agência aposta no crescimento principalmente da área de inteligência de dados

Neusa spaulucci

CDN faz 35 anos de atividade nesta segunda-feira

(10) e promoveu reposicio-

A

nando, incluindo renovação da logomarca.

Fabio Santos, CEO da empresa, afirma

que esse movimento é a consolidação das

transformações que ocorreram na companhia

desde que ela foi adquirida pela Omnicom,

em 2016, e aceleradas nos últimos

dois anos.

“Embora tenha preservado sua vocação

de construir relacionamentos potentes, a

agência evoluiu e se modernizou em diversos

aspectos nesse período. Continuamos

fazendo com excelência o PR mais clássico,

com todas suas entregas, mas avançamos

muito em disciplinas como mensuração,

comunicação digital, influencer marketing

e branded content, além de outras”, afirma.

Segundo ele, também foi investido no

crescimento da área de inteligência de dados

e na atualização e criação de produtos.

“E a renovação do fator humano tem sido

fundamental para toda essa transformação,

claro. Metade do nosso board e 70%

dos profissionais da CDN, de maneira geral,

integraram e reforçaram o nosso time nos

últimos dois anos”, declara o executivo.

Para ele, a mudança é uma percepção sobre

o contexto de mercado. “No mundo, em

especial nos Estados Unidos, o PR, como diz

a expressão condensada na sigla (public relations),

sempre foi muito mais do que imprensa.

No Brasil, em um passado não muito distante,

houve a cisão: assessoria de imprensa

é coisa de jornalista; relações públicas só

pode ser praticada por quem fez a faculdade

de RP; marketing é para quem cursou publicidade”,

relata Santos, acrescentando: “No

novo mundo, o digital embaralhou tudo e o

mercado se transformou. O que faz sentido

dizer, hoje, é que o PR é uma disciplina de

comunicação transversal e ampla, apoiada

nos relacionamentos com os públicos de interesse,

sejam eles quem for e estejam eles

onde estiverem. É exatamente o que fazemos

e entregamos para os nossos clientes”.

Quando perguntado se a assessoria de

imprensa foi engolida e ampliou sua atuação

para outros campos da comunicação,

ele simplesmente fala que a assessoria de

imprensa continua tão importante quanto

sempre foi, mas ela não se dá mais apenas

pelo contato com os jornalistas. “Esse público

também é impactado pelas ações no

“O que faz sentidO

dizer, hOje, é que O Pr

é uma disciPlina de

cOmunicaçãO transversal

e amPla, aPOiada nOs

relaciOnamentOs”

42 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


digital ou pelo chamado ‘PR stunt’, aquele

tipo de ação, em geral surpreendente, que

gera interesse em quem é impactado diretamente,

mas se espalha porque vira notícia e

é compartilhada nas redes sociais”.

Para ele, em ambiente tão complexo,

multiplataforma e dinâmico como o atual,

nenhuma disciplina, sozinha, consegue dar

conta de atender todas as demandas das

marcas. “Por isso, nosso entendimento e

nossa prática de PR são abrangentes, versáteis,

dinâmicos e transversais”.

Santos explica ainda o conceito The PR

Powerhouse, adotado pela agência, que destaca

a capacidade da empresa em atender

grandes marcas com grandes demandas,

combinando a fortaleza do relacionamento,

produzindo diálogos relevantes e eficazes

com os públicos os clientes. “Isso fica claro

quando mencionamos alguns dos nossos

clientes: Pfizer, Samsung, Latam, SuperVia,

Warner/Universal, Pacaembu e Braskem.

Traduz também o fato de que temos talentos

multidisciplinares, trabalhando orientados

por dados, apoiados em tecnologia,

com monitoramento e mensuração de resultados.

Tudo para elaborar estratégias

efetivas de construção de reputação”.

Segundo o executivo, é um meio de mostrar

que eles são confiáveis e sólidos (tem

vários clientes que estão na agência há mais

de dez anos), mas também versáteis e multidisciplinares,

com produtos e serviços

para atender as mais diversas demandas de

comunicação, seja qual for o meio, o formato

ou a plataforma.

A CDN terá campanha publicitária criada

pela DM9, que, segundo ele, evidencia a

capacidade de construção de diálogo. “Porque

acreditamos que um impacto relevante

na sociedade e nos negócios só pode ser

alcançado quando as marcas se abrem para

a troca. Sendo assim, a CDN é a agência capaz

de ajudar essas empresas e instituições

a navegar nesse contexto pela via mais poderosa:

a do relacionamento”.

Ele revela que a campanha conta com

anúncio em mídia impressa e um enxoval

de peças para os meios digitais, incluindo

um vídeo institucional que deve ajudá-los

a contar a história desse reposicionamento.

Hoje, dados são fundamentais para qualquer

área e ele sabe que pesquisa e mensuração

direcionam as estratégias de earned,

paid, owned e shared media. E que dados

de performance são constantemente traduzidos

em criação e conteúdo ao mesmo

tempo em que nos guiam em mudanças

e ações táticas em cada canal e com cada

público. “Temos, na CDN, o IQEM, um índice

de mensuração da qualidade de exposição

das marcas em earned mídia. É uma

metodologia exclusiva e proprietária que

combina inteligência artificial e inteligência

humana para mensurar a exposição das

marcas, o impacto em sua reputação e dar

valor monetário aos resultados de comunicação”,

conta.

Para ele, hoje, o PR, mais que nunca, é

uma ferramenta de marketing. “Quando

Nova identidade visual da CDN, que adotou o conceito The pR powerhouse

“nO nOvO mundO, O digital

embaralhOu tudO e O

mercadO se transfOrmOu”

digo isso, não significa abandonar a ideia de

que o PR sempre foi uma das principais ferramentas

de construção de reputação. Mas,

sim, que hoje não há marketing sem reputação.

Além disso, num mundo multipolar,

com diversificação de vozes (hoje somos

todos mídia e somos todos fontes de informação

e opinião), a ideia de que é possível

‘dominar a narrativa’ por meio de ações de

marketing e comunicação é um equívoco”.

Santos afirma que um mundo confuso,

complexo e instável pede hoje diálogo. “É

a capacidade de ouvir e entender o que os

públicos de interesse precisam, é a capacidade

de responder com fatos, dados e argumentos

fundamentados a essas demandas.

Ora, a isso se chama relacionamento. Essa

é a praia do PR, que, portanto, é essencial

para a comunicação”, conclui.

jornal propmark - 10 de outubro de 2022 43


AGênciAs

Ginga se apresenta como a primeira

DAO do mercado de comunicação

Com modelo de organização autônoma descentralizada e regras

inscritas na blockchain, objetivo do grupo também é atrair novos talentos

kelly dores

Agência criada na mesma

época da febre do Second

Life, a Ginga sobreviveu ao

modismo do ambiente virtual,

amadureceu e chega aos 20

anos com uma estrutura ágil,

independente e moderna. O posicionamento

é de uma agência

nativa digital que trabalha com

outras mídias de uma forma

“natural”. “Na verdade, é mais

fácil trabalhar com a mídia

offline”, avalia o sócio Pedro

Del Priore, que tem ao seu lado

na sociedade Paulo Martinez e

Marcos Brabo.

A última novidade do trio é

a formação da Gira.DAO, posicionada

como a primeira organização

autônoma descentralizada

do setor de propaganda

e marketing do Brasil, que tem

sob o seu guarda-chuva quatro

unidades de negócios: além da

Ginga, existem a Diva, consultoria

de estratégia, inovação,

transformação digital e CX

(Customer Experience); a Signa,

consultoria de branding,

design estratégico e UX (User

Experience); e a Trespontozero.

IO, especializada em educação,

estratégia, criação e execução

de projetos na web 3.0.

“Colocamos todas essas empresas

em blockchain. Todos

os nossos colaboradores têm

a carteira digital e estamos começando

a trabalhar de uma

forma em que todos participam

de determinadas decisões.

Esse ecossistema moderno vai

também atrair mais talentos. A

gente fala que somos a primeira

DAO de marketing e comunicação

no Brasil. A gente sabe

que isso é de fato o futuro em

termos de gestão de operação”,

diz Del Priore.

O publicitário destaca que

a adoção da DAO, construída

utilizando blockchain, com dados

abertos, é uma evolução do

modelo da Ginga, que já atuava

de forma horizontal em squads.

Paulo Martinez vai além e

Os sócios Pedro Del Priore, Marcos Brabo e Paulo Martinez, que buscam modelo de gestão mais moderna e participativa

“Eu pErcEbo quE

os jovEns não

sE vEEm só como

publicitários”

sificação de receitas, tirando o

foco da dependência financeira

da mídia e adotando um modelo

de trabalho colaborativo com

os clientes, contribuiu muito

para o resultado financeiro.

“A Ginga sempre foi ágil, independente

e acabamos nos beneficiando

desse momento de

Divulgação

afirma que o modelo de gestão

participativa, que já estava sendo

estudado há algum tempo

por eles, é uma forma também

de atrair novos talentos.

“Eu percebo que os jovens

não se veem só como publicitários.

Eles se dizem músico,

dançarino, mixologista, professor

de inglês e também criador

de conteúdo e publicitário. As

pessoas têm uma cena de atuação

mais ampla. A gente percebeu

que a publicidade tende

a enjaular as pessoas. Muitas

vezes elas não fazem bem o

trabalho porque estão encaixotadas.

Para nós, essa é também

uma tentativa de dar voz

a essas pessoas e desbloquear

o potencial delas com projetos

distintos”, completa Martinez.

Declarando ter sido o melhor

ano da história da Ginga, que

deve fechar 2022 com crescimento

de mais de 50% sobre

2021, o grupo afirma que o modelo

de operação fluida e diverbusca

dos clientes por grupos

independentes”, afirma Marcos

Brabo.

Com cerca de 80 colaboradores

fixos, a carteira de clientes

da Ginga inclui marcas como

Mercado Livre, Burger King,

Popeyes, Brasil Cacau, Animale,

Polenghi, Frescatino, Club

do Molho, Ile de France e Praia

da Grama. Para a Campari, por

exemplo, desenvolveu recentemente

um programa de loyalty

usando NFTs.

Na Diva, foi criada uma

metodologia, com um questionário

para os clientes, que

gera para as marcas um índice

de maturidade digital. “Com

isso, conseguimos ver como

a marca está em relação aos

concorrentes. A partir disso, o

time de estratégia estuda vários

territórios do universo de

transformação digital”, conta

Del Priore. “Queremos ajudar o

mercado a tirar proveito com as

oportunidades da web 3.0”.

44 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


agênCias

CP+B espera crescer 30% com

modelo de trabalho integrado

Negócio mira expansão baseada no respaldo do Stagwell Group

e atuação integrada desde o início do processo estratégico

Janaina Langsdorff

derrubada de muros entre

A os universos digital e físico

é recorrentemente defendida

pelo mercado da comunicação.

Mas barreiras resistem. Não

adianta mais ter apenas campanhas

integradas. A sinergia

deve começar no processo.

Esse direcionamento guia o

plano de expansão da Crispin

Porter+Bogusky, que espera encerrar

2022 com crescimento de

30% ante o exercício anterior. A

agência entra no seu oitavo ano

de história com a chancela do

Stagwell Group e a ambição de

alçar voos globais.

O grupo criado por Mark

Penn em 2015 se fundiu no ano

passado com a holding canadense

MDC Partners, que era

a controladora da CP+B e de

redes como Anomaly, 72and-

Sunny e Forsman & Bodenfors.

No último mês de agosto, o grupo

Stagwell anunciou aumento

de 16% na receita orgânica. Já

o resultado líquido alcançou R$

3 bilhões.

“O mercado de capitais enxergou

algo diferente nessa

fusão, que junta agências do

MDC já percebidas pela sua

criatividade com empresas de

inovação, tecnologia, mídia,

ciência de dados e transformação

digital. É uma fórmula que

ainda não existia”, atenta Vinicius

Reis, CEO da CP+B Brasil.

O executivo conduz o negócio

ao lado dos sócios e CCOs André

Kassu e Marcos Medeiros,

além de presidir a Stagwell Brasil,

que fincou raízes no país em

abril deste ano.

EntrosamEnto

A potência do pensamento

integrado transborda em conquistas

que vão desde a conta

de Lenovo ao merchandising

comestível no programa Mais

Você, da TV Globo, feito para a

Delícia. A marca de margarina

está no portfólio da Seara, do

Grupo JBS. “Sempre tivemos

Equipe une estratégia, dados e mídia para encontrar soluções de comunicação integradas independentemente dos meios

muito respeito entre as áreas,

mas, muitas vezes, isso significava

isolamento. Subvertemos

essa ordem e, hoje, chegamos

com uma estratégia integrada

independentemente do meio”,

conta Renata Serafim, head de

estratégia e dados.

Realizada no dia 19 de agosto,

a ação de Delícia mostrou a

apresentadora Ana Maria Braga

comendo bolos confeitados em

forma de objetos pertencentes

ao cenário do programa. Tampo

de mesa, pratos, embalagens da

margarina e até o Louro Mané

se transformaram em bolos

para comunicar a versatilidade

da margarina no preparo de sobremesas.

Do Digital Para a tV

A ideia surgiu quando a equipe

de dados descobriu o interesse

das pessoas por bolos realistas

nas redes sociais. Veio daí

a iniciativa do time de conteúdo

em levar um insight digital para

“SomoS uma

agência voltada

para o negócio do

cliente e com foco

em criatividade

a TV. “Foi uma ação de conteúdo

veiculada na TV aberta, mas

sabíamos que ainda daria caldo

no social”, lembra o head de

mídia e dados Tony Arbex.

Segundo Arbex, escolha de

meios é uma consequência.

“Essa é a graça de estarmos

juntos desde o começo sem

enxergar fronteiras entre planejamento,

mídia e estratégia”,

exemplifica. “Vivemos situações

em que não sabemos mais

onde termina o planejamento e

começa a mídia. Nem tudo são

flores, mas estamos no processo

de educação para quebrar

vícios”, acrescenta Renata.

Divulgação

Além de Delícia e Lenovo, o

trabalho tailor made da CP+B

ainda se estende a marcas

como Stella Artois, Bauducco,

Petlove, McCain, Dasa, Amazon,

Activision e 99. “Somos

uma agência voltada para o negócio

do cliente e com foco em

criatividade desde a estratégia

de pensamento envolvida em

cada frente do processo”, define

Vinicius Reis.

A atuação integrada conta

com o alinhamento global

da Assembly, agência de mídia

omnichannel da Stagwell,

presente em mais 20 países.

“Dados são insumos para construirmos

ideias inovadoras, que

mudem a cultura. Para nós, o

integrado começa na raiz”, frisa

Vinicius Reis. A expectativa

é trazer novas ferramentas para

acesso a dados regionais e globais.

“Há uma série de convergências

positivas acontecendo.

Estamos só arranhando a superfície”,

avisa Reis.

jornal propmark - 10 de outubro de 2022 45


prêMiOS

El Ojo e Fiap homenageiam Marcello

Serpa e Luiz Sanches paralelamente

Luiz Sanches entrou para o Hall da Fama do Fiap

CONHEÇA O

Marcello Serpa está no Salão de Honra do El Ojo

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Fotos: Alê Oliveira

Ambos com longa

carreira na Almap

foram escolhidos

pelos festivais

Dois dos maiores festivais de criatividade

da América Latina, o El Ojo e

o Fiap homenageiam simultaneamente

dois dos principais nomes da propaganda

brasileira, que já atuaram juntos, lado a

lado, durante vários anos na mesma agência,

a AlmapBBDO. Marcello Serpa, que

foi sócio da Almap (onde ficou de 1993 a

2015) e um dos grandes responsáveis por

alçar a agência ao topo, passará a integrar

o Salão de Honra do Talento Latino, iniciativa

criada pelo El Ojo de Iberoamérica.

Já Luiz Sanches, CCO North America

BBDO & chairman e partner da Almap,

é o novo nome do Hall da Fama do Fiap,

que reconhece a obra de personalidades da

indústria publicitária ibero-americana.

Para Sanches, as homenagens simultâneas

mostram a relevância da criatividade

brasileira na América Latina, um dos maiores

mercados criativos do mundo, e atestam

que a Almap é uma grande ideia. “São dois

nomes representando o Brasil. Por acaso,

os dois nomes representando a Almap, o

que comprova que a grande ideia Almap é

acreditar em criatividade. E que a criatividade

impacta positivamente o negócio dos

clientes, independentemente da época em

que ocorra. Das mudanças que aconteçam

em termos de consumo e de conteúdo, o

que importa é a criatividade. Isso diferencia

as marcas, as agências, os profissionais

e essa crença da criatividade. Ou seja, a

Almap é uma grande ideia”, afirmou Sanches,

que está na agência há 28 anos.

Serpa vai ser homenageado em 9 de novembro,

durante uma cerimônia de premiação

do primeiro dia do festival, que será

realizado até 11 de novembro, em Buenos

Aires. O criativo foi eleito nove vezes o Melhor

Diretor Criativo no El Ojo, além de ter

levado a Almap a ser Agency of the Year, em

Cannes, por duas vezes – em 2010 e 2011.

Em 2016, já sob a gestão de Luiz Sanches,

o troféu foi novamente para a agência, que

foi eleita ainda em 2020 por Cannes a Global

Agency of Decade.

A homenagem a Sanches ocorreu durante

cerimônia online da 51ª edição do Fiap,

no último dia 6, em Miami. Desde que se

tornou diretor de criação da Almap, conquistou

sete vitórias seguidas como Agência

do Ano no Fiap, além de ter repetido o

feito nas edições 2017 e 2018, já como CEO.

46 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


we

mkt

Nathan Dumlao/Unsplash

Quando morrer

for opcional

“Nunca desista de seu sonho. Se ele

acabou numa padaria, procure em outra.”

Barão de Itararé

Francisco alberto Madia de souza

Acredito que em algum momento, mais

adiante, existirá a possibilidade de as

pessoas viverem para sempre. Assim como

imagino que, nesse momento, existirá, de

rotina, as pessoas decidirem, livremente,

se querem continuar vivendo ou se preferem

partir. Esse assunto, a cada dia que

passa, entra na pauta de diferentes plataformas.

A principal razão decorre das conquistas

da medicina corretiva, que permite

a correção, muitas vezes até no útero da

mãe, de um bebê que nasceria com desafios

que o impediriam de ter uma vida longa.

Como decorrência, e nunca como antes,

o chamado suicídio assistido – legalizado

em alguns países como a Suíça e desde 1942

– hoje é um dos assuntos mais comentados

nas redes sociais. Semanas atrás quem manifestou

sua vontade formalmente por essa

forma de partida foi o ator Alain Delon, hoje

aos 86 anos...

Ainda entre nós, Alain Delon, um dos

atores mais amados de todos os tempos

pelas mulheres de diferentes idades, com

uma série de problemas decorrentes e

inerentes, por enquanto, à velhice, disse,

depois de um duplo AVC no ano de 2019:

“Envelhecer é uma merda! E você não pode

fazer nada sobre isso. Você perde o rosto,

perde a visão. Você levanta e, caramba, seu

tornozelo dói...”

Anthony Delon, filho do ator com a atriz

e modelo Nathalie Delon, começa agora a

divulgar o documentário que fez sobre o

tema, A melhor maneira de partir.

legado uma forte e orientadora mensagem.

E, dentre muitas, separei para fechar este

artigo, a de um gênio dos tempos modernos.

Steve Jobs.

“Você tem de encontrar o que você gosta.

E isso é verdade tanto para o seu trabalho

quanto para seus companheiros. Seu trabalho

vai ocupar uma grande parte da sua vida,

e a única maneira de estar verdadeiramente

satisfeito é fazendo aquilo que você

acredita ser um ótimo trabalho. E a única

maneira de fazer um ótimo trabalho é fazendo

o que você ama fazer. Se você ainda

não encontrou, continue procurando. Não

se contente. Assim como com as coisas do

coração, você saberá quando encontrar. E,

como qualquer ótimo relacionamento, fica

melhor e melhor com o passar dos anos.

Então continue procurando e você vai encontrar.

Não se contente.”

E disse mais: “Seu tempo é limitado, então

não percam tempo vivendo a vida de

outro. Não sejam aprisionados pelo dogma

– que é viver com os resultados do pensamento

de outras pessoas. Não deixe o barulho

da opinião dos outros abafar sua voz

interior. E, mais importante, tenha a coragem

de seguir seu coração e sua intuição.

Eles de alguma forma já sabem o que você

realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário.”

E, concluiu: “Seu trabalho vai preencher

uma parte grande da sua vida, e a única

maneira de ficar realmente satisfeito é fazer

o que você acredita ser um ótimo trabalho.

E a única maneira de fazer um excelente

trabalho é amar o que você faz”.

Nathalie, assim como Alain, optou pelo

suicídio assistido, mas, partiu antes

de concretizar a sua decisão. Morreu aos

79 anos de idade, em janeiro de 2021. Assim,

enquanto a morte não é opcional,

todos mais que, recorrendo aos que nos

antecederam, partiram, e deixaram como

Vivendo intensamente e já, amigos.

Ou, como é o positioning statement da

plataforma de mentoria de negócios do

MadiaMundoMarketing, Perennials, e enquanto

não formos convocados para a partida,

forever young, sempre!

Francisco Alberto Madia de Souza

é consultor de marketing

famadia@madiamm.com.br

jornal propmark - 10 de outubro de 2022 47


ESG NO MKT

Unsplash

Fórmula para 2023:

17 ODS + 5 C’s

Não importa quem seja eleito, os desafios

de fazer os negócios prosperarem chegarão

Alexis Thuller PAgliArini

processo de eleições continua. Teremos

O 2º turno e as promessas de campanha

devem ser ampliadas, em meio ao tiroteio de

acusações pra todo lado. Tranquilizo você:

não usarei este nobre espaço para tratar de

política. Já bastam as redes sociais, os horários

políticos e os seus grupos de WhatsApp,

não é mesmo?

Tratarei da atitude pragmática que os gestores

de empresas devem ter, independentemente

do processo eleitoral. Não se trata de

alienação, mas da necessidade de se preparar

para o ano que vem.

Não importa quem seja eleito, o ano de

2023 chegará e, com ele, os desafios de fazer

os negócios prosperarem. É preciso muita

concentração para não se deixar levar pela

avalanche de informações desse período eleitoral

e focar no planejamento para 2023.

De ano pra ano, muitas são as mudanças

e é preciso determinação e coragem para

praticá-las. E assim, meio que parecendo um

candidato com suas fórmulas mirabolantes,

eu quero trazer para este artigo uma equação

que não deve ser desprezada no seu planejamento.

A fórmula está aí, no título deste artigo:

17 ODS + 5 C’s. É claro que estou falando da

implementação de ações em sintonia com os

princípios ESG. Defendo fortemente que ESG

esteja nos seus planos, independentemente

do momento da sua empresa.

Para isso, é preciso, antes de mais nada, conhecer

os 17 ODS – Objetivos de Desenvolvimento

Sustentável – estabelecidos pela ONU

na COP 21, realizada em Paris, em 2015. Os objetivos

têm como data limite 2030. Sabemos

que parte deles não será alcançada, mas todo

e qualquer avanço será muito bem-vindo.

Não à toa, as empresas mais conscientes

já têm apresentado relatórios de ações não financeiras

tendo como base os ODS.

Então, nunca é demais expormos novamente

aqui os 17 ODS: 1. Erradicação da Pobreza;

2. Fome Zero; 3. Saúde e Bem-Estar;

4. Educação de Qualidade; 5. Igualdade de

Gênero; 6. Água Potável e Saneamento; 7.

Energia Limpa e Acessível; 8. Trabalho Decente

e Crescimento Econômico; 9. Indústria,

Inovação e Infraestrutura; 10. Redução das

Desigualdades; 11. Cidades e Comunidades

Sustentáveis; 12. Consumo e Produção Responsáveis;

13. Ação Contra a Mudança Global

do Clima; 14. Vida na Água; 15. Vida Terrestre;

16. Paz, Justiça e Instituições Eficazes e

17. Parcerias e Meios de Implementação.

Quais desses objetivos têm mais fit com

o seu negócio e com a sua consciência? Para

completar as variáveis da fórmula, eu apresento

agora os 5 C’s, que são fundamentais

para a efetivação de planos – não somente os

relacionados à agenda ESG.

São eles: Convicção; Consistência, Coerência,

Coragem e Criatividade. Convicção, no

sentido do entendimento de que tais práticas

serão boas para a empresa, independentemente

dos rumos dos governantes do país.

Consistência, aplicando planos concretos

e contínuos, e não somente ações pontuais,

oportunistas.

Coerência, no sentido de praticar o que

apregoa (Walk the talk); Coragem para realizar

o que nem sempre agrada a todos; e Criatividade,

que deve permear todas as ações da

empresa, sempre.

Não se engane, não é uma fórmula fácil.

Para aplicá-la e resolver a equação, é preciso

dedicação e firmeza. No caso da agenda ESG,

é preciso também aprofundar os conhecimentos

de cada vertente que compõe o acrônimo.

O que podemos fazer quanto ao E (Environmental),

relacionado ao meio ambiente?

E em relação ao S, de Social, como podemos

contribuir com Diversidade, Equidade e Inclusão,

além de beneficiar pessoas desassistidas?

E quanto ao G, de Governança? O que fazer

para garantir uma gestão ética, justa e transparente

nos nossos negócios?

Será com a aplicação dessas fórmulas que

criaremos um ambiente de negócio mais amigável

e produtivo, independentemente da escolha

dos governantes do nosso país ou estado.

Bora aplicar as fórmulas do bem em 2023?

Alexis Thuller Pagliarini é sócio-fundador da ESG4

alexis@criativista.com.br

48 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


supercenas

Paulo Macedo paulo@propmark.com.br

Fotos: Divulgação

Com participação ativa do chairman Hugo Rodrigues, projeto de mentoria da WMcCann promoveu encontro com profissionais negros da agência, 28% da sua força ativa de trabalho

HÍBRIDO

A partir do Projeto Goma, hub de mentoria criado pelo conselho de clientes da Meta (Facebook,

Instagram e WhatsApp) e a EmpregueAfro, mentores e mentorados da WMcCann

se reuniram no mês passado para o primeiro encontro híbrido para profissionais negros da

agência. Esse contingente já responde por 28% dos contratados, dos quais 12% ocupando

cargos de liderança. Hugo Rodrigues, chairman do McCann Worldgroup para WMcCann,

Craft Brasil e Aldeiah, e integrante do board do Facebook Client Council, teve participação

ativa no projeto lançado em 2021. “O primeiro encontro foi bastante inspirador. Estamos

orgulhosos de dar esse passo importante e certos de que acelerar carreiras de pessoas

negras é essencial também para sustentabilidade do nosso negócio”, destaca a executiva

Mirtes Reis, especialista em diversidade & inclusão da WMcCann.

TURISMO

O turismo corporativo está no cerne do

Travel Connect 2022, que será realizado

no dia 17 de outubro. O jornalista e

viajante Zeca Camargo será o âncora do

evento da Voll. “O desenvolvimento pessoal

e profissional depende das viagens

e, por isso, elas são tão importantes”,

afirma Fernão Loureiro, da Voll, que vai

dividir o palco com Camargo, que vibra

com o retorno dos encontros presenciais

devido ao engajamento e experiência.

Zeca Camargo será o apresentador do Travel Connect

FASHION

Presente em 90 países e prestes a completar

40 anos, a Carrano lança coleção

de calçados impulsionada pelo collab

com a RK, marca da atriz e influenciadora

Rafa Kalimann. A coleção Carrano

+ RK para o verão 2023 aposta em sexy

appeal, brilho e minimalismo, elementos

do lifestyle da influencer. A campanha

digital first foi desenvolvida pela WT.AG,

com direção de Dudu Rodrigues.

A influencer Rafa Kalimann firma collab com a Carrano

jornal propmark - 10 de outubro de 2022 49


última página

Marco Oriolesi/Unsplash

O negócio

da política

stalimir vieira

Muitos anos no marketing eleitoral me

fazem um sujeito cada vez mais cético

e relativista. Por isso, sempre que assisto a

uma cena de passionalidade, envolvendo

política, identifico pelo menos um ingênuo.

Alguém que acredita em ideais, sejam

à esquerda, sejam à direita. Menos mal que

ainda exista gente assim, sinal de que há

esperança para a humanidade.

Mas, de fato, o que move toda essa engrenagem

institucional é o dinheiro. Em

nome de bandeiras partidárias,

se constituem negócios de todos

os tamanhos, negócios distritais,

municipais, estaduais e

federais. Negócios que se associam

uns com os outros, compondo

conglomerados poderosos

para disputas acirradas com

outros conglomerados poderosos.

Não por acaso, repetem-se

nomes de patriarcas em filhos,

netos e bisnetos, a fim de que

famílias mantenham seus domínios

inabalados.

Entes federativos são loteados entre parentes,

amigos e aliados, como se terras

particulares fossem. Nenhum objetivo político

avança sem algum tipo de acordo com

esses proprietários. Mas, o voto não é livre?

Claro que não. Liberdade implica em independência.

E a imensa maioria do eleitorado

brasileiro é totalmente dependente de

algum cacique político.

“Em nomE dE

bandEiras

partidárias,

sE

constituEm

nEgócios

dE todos os

tamanhos”

O sistema está montado assim e não há

como escapar dele. O povo tem consciência

disso e joga o jogo. As eleições são como um

natalzinho, e todo mundo ganha o seu quinhão.

Posar para as câmeras de uma candidatura,

fazendo o V da vitória, pode ser um

bom negócio. Imagina se levar a família inteira.

Colocar o carro na carreata é garantia

de tanque cheio. Parece pouco? Pense que

são meses de campanha, muitos candidatos

e uma luta ferrenha para ganhar. Tem gente

que vive disso o ano todo, mantendo acesa

a chama do potencial de votos de certos

nomes. Os eleitos passam a ser detentores

de verdadeiras preciosidades, os chamados

cargos de confiança.

Centenas, milhares, de vagas com gordas

remunerações, nas câmaras municipais, assembleias

estaduais e no Congresso Nacional.

E os contratados, muitas vezes, nem

precisam sair de casa, nem abandonar

os seus negócios. Está aí

a Wal do Açaí que não nos deixa

mentir. Todos recebem a compensação

por seu empenho na

campanha, sem esquecer de fazer

a rachadinha, claro, e se mantêm

a postos para promover permanentemente

o nome contratante.

Enfim, um meio de vida sustentado

com dinheiro público, e improdutivo

para a sociedade.

Trata-se de um modelo tão

enraizado e há tanto tempo, que já não causa

escândalo. Pelo contrário, quem tentar

mexer nele corre o risco de ser apedrejado.

Funciona como um sistema de vasos comunicantes,

interdependentes, irrigando um

padrão de democracia suficiente para alimentar

discursos democratas e fundamental

para manter uma desigualdade social

conveniente e absurda.

Sem uma massa eleitora mergulhada na

miséria e na ignorância o modus operandi

da política brasileira perde o sentido. Seria

o protagonismo do mérito genuíno das candidaturas,

em detrimento dos sobrenomes

e das negociatas.

Sem chance.

Stalimir Vieira é diretor da Base de Marketing

stalimircom@gmail.com

50 10 de outubro de 2022 - jornal propmark


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de 25 anos.

Nathália Lopes, primeira paciente

símbolo da campanha

Teleton, em 1998.

Foto: Sergio Luiz Jorge

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Telefone móvel: R$ 0,71/minuto + impostos

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