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8 months ago

Revista Apólice #204

evento | 19º Congresso

evento | 19º Congresso Agradáveis surpresas Evento organizado na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, reuniu corretores de seguros de todo o Brasil para discutir os rumos da profissão e as possíveis saídas para a crise econômica brasileira Kelly Lubiato e Amanda Cruz, de Foz do Iguaçu Ficar três dias em apenas um lugar, entrando e saindo de palestras e circulando pela feira de seguros é uma tarefa árdua. Mas várias coisas motivaram corretores de seguros, seguradores, autoridades e prestadores de serviços a frequentarem os corredores do Centro de Eventos do Hotel Rafain, em Foz do Iguaçu. O primeiro motivo foi a busca pelo conhecimento. As palestras mantiveram- -se lotadas em todos os momentos. Na hora do sorteio havia a superlotação, com corretores em pé no fundo do auditório (só tinha a chance de concorrer aos carros zero km quem estivesse presente). Tudo isso com a concorrência desleal das belezas naturais de Foz do Iguaçu e da tentação de fazer compras em Ciudad Del Este (Paraguai) e Puerto Iguazu (Argentina). O segundo motivo foi o relacionamento. Um evento deste porte é uma oportunidade única para corretores encontrarem os líderes das seguradoras. Há ainda um terceiro motivo: os atrativos que os seguradores colocaram em seus estandes. Havia de tudo, desde os tradicionais brindes até show de música sertaneja, tinha sorvete à vontade e balinhas de todos os tipos. Comida e bebida então, nem se fale. Aliás, a comida do evento foi uma das agradáveis surpresas. Era saborosa e de muito boa qualidade, características difíceis para um acontecimento deste porte. Outra surpresa foi trazida pelo superintendente da Susep que, logo na abertura, sacou do bolso o novo modelo da carteira de identidade profissional dos corretores de seguros. Uma característica deste evento foi o uso de uniformes. A começar pela equipe da Revista Apólice, que estava devidamente identificada, vários grupos de empresas e sindicatos mostraram a sua força através de camisas e camisetas. Teve executivo brincando que a sua camisa podia não ser a mais bonita, mas era a mais bem passada... Algumas novidades também circularam pelos corredores do Rafain, grupo que possui vários empreendimentos em Foz do Iguaçu, como hotéis e restaurantes. A Lojacorr anunciou a fusão com a União Nacional dos Corretores de Seguros para ampliar a sua capilaridade no Estado de São Paulo. Por parte das seguradoras, a Porto Seguro disse que preparava o lançamento de um seguro para automóveis ‘Premium’. A Axa, que há pouco chegou ao Brasil, estuda entrar para o mercado de seguro saúde, carteira na qual opera em outros países. Outra novidade apresentada pela Fenacor neste evento foi um aplicativo para smartphones, com toda a programação e avisos sobre o seu andamento. Ficou mais fácil saber quando as coisas começavam e terminavam. Apenas o sinal de wifi variou muito de intensidade. Na avaliação do presidente da Fenacor, Armando Vergilio, apesar do pouco tempo, o evento tentou cobrir o maior grau de assuntos possível. Ele também fez um anúncio: “Goiânia irá receber o próximo Congresso, em 2017”. Vergilio também anunciou que a Federação dos Corretores vai realizar um Prêmio de Jornalismo no ano que vem. 52

“Não ter seguro de vida é negligenciar a própria família. O corretor é capaz de mudar o futuro de uma família. A magia da profissão é essa” Josusmar de Sousa, coordenador de Vida, Previdência e Capitalização do Sincor-SP ❙❙Gilberto Luz Amaral, do IBPT, e Francisco Galiza, da Rating Estudo socioeconômico das empresas de seguro Apresentado por Francisco Galiza, consultor da Rating Seguros, análise respondida por cerca de 2 mil corretores, a maioria da região Sudeste, mostrou que 65% das empresas que praticam a corretagem de seguros são microempresas, formadas por pessoas físicas e que 80% delas conseguem renovar mais de 80% das suas carteiras anualmente. “É muito importante a oportunidade de ver o antes e depois. O Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributos - IBPT foi um instituto que fomentou os estudos para a extensão das categorias no Supersimples e o estudo da Fenacor é um case de sucesso”, destaca Gilberto Luz Amaral, presidente do Conselho Superior do IBPT. Vida e benefícios Longevidade é o anseio de todas as pessoas, mas será que elas pensam no quanto estão preparadas para lidar com uma vida longa e fazer com que seja saudável? A preocupação com o futuro começa apenas para pessoas em torno dos 50 anos. Enquanto isso, os aposentados gastam com saúde em cinco anos a mesma coisa que gastaram a vida toda. Luciano Snel, presidente da Icatu Seguros, acredita que o papel do setor que se ocupa dessas carteiras é mostrar a importância de obter uma proteção que pode solucionar problemas tão graves. Para Ricardo Iglesias Teixeira, diretor presidente da Centauro-ON, o corretor de seguros é quem pode desenvolver esse papel, mas para isso o profissional precisará estar focado e preparado, inclusive psicologicamente, para estar perto de seus clientes. Já para Alaor da Silva Junior, as entidades do mercado, como Fenacor e CNseg, devem investir no rejuvenescimento do mercado, que serão capazes de acompanhar as mudanças tecnológicas. “Há um oceano de oportunidades que deixa claro que o setor de seguros em geral é o mais resiliente à crise. Em particular, o setor de saúde privada é mais resistente ainda. O padrão recente do Brasil de aumento do emprego e do rendimento médio da população permitiram o acesso aos planos de saúde” Marcio Coriolano, presidente da FenaSaúde Saúde suplementar e ajuste fiscal - As oportunidades do Momento Ter um plano de saúde faz parte do desejo de boa parte da população brasileira. Segundo dados da FenaSaúde, ele é o terceiro anseio brasileiro, ficando atrás do acesso à educação e à casa própria. A crise existe, mas regiões como Norte, Nordeste e Centro-Oeste continuam angariando novos beneficiários. Esse processo de interiorização do País configura novas possibilidades. José Cechin, diretor Executivo da FenaSaúde, destacou que metade dos quatro milhões de estabelecimentos no País tem até quatro funcionários, o número de empresas com mais de 100 funcionários no Brasil é igual ao número de corretores. “O País perdeu 400 mil empregos, mas a região Centro-Oeste ganhou 600 mil”, comemorou o executivo. Para Maurício Lopes, presidente de Saúde e Odonto da SulAmérica, “esse país é heterogeneamente brilhante, não cresce ou diminui de maneira geral, 53

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