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Revista Newslab Edição 166

Revista Newslab Edição 166 - Julho 2021

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Editorial

Ano 28 - Edição 166 - Julho 2021

Prezado leitor,

Apesar da queda considerável nas

estatísticas durante as últimas semanas,

o número de óbitos por dia em nosso país

segue alto e por vezes superando o que é

registrado em continentes inteiros.

Especialistas em saúde pública seguem

defendendo estratégias essenciais para

controlar a pandemia e para que os

números não voltem a subir.

A vacinação de todos os brasileiros,

ao que tudo indica, ajudará a evitar os

casos mais graves e reforçar as medidas

como o distanciamento físico, o uso de

máscaras ao sair de casa, os cuidados

com a circulação de ar pelos ambientes e

a higiene das mãos.

Então vamos manter nossa esperança

seguindo com as medidas de segurança

que nos permitirá não apenas lidar com o

atual cenário da pandemia, mas também

nos deixaria mais preparados para o que

pode vir pela frente, especialmente a partir

da chegada ou da descoberta de novas

variantes.

Nesta edição trazemos uma revisão de

literatura sobre os Principais Marcadores

Tumorais Usados na Clínica Médica e um

artigo sobre A Importância da Aplicação

de Novas Metodologias no Diagnóstico da

Toxoplasmose em Pacientes Imunossupressos.

Além do vasto conteúdo abordado

por nossos colunistas e as novidades

anunciadas por nossos clientes.

No ano passado somamos a marca de

1 milhão de acessos e este ano, somente no

primeiro semestre já estamos perto deste

número, a você querido leitor, nosso muito

obrigada!

Nós da equipe Newslab desejamos

vacina para todos e um mundo melhor

quando tudo isso passar.

Tenham uma excelente leitura!

Luciene Almeida

Editora Chefe

*Com informações de BBC News Brasil

Para novidades na área de diagnóstico e pesquisa,

acessem nossas redes sociais:

/revistanewslab

/revistanewslab

Ano 28 - Edição 166 - Julho 2021

Newslab Editora Eireli - Revista NewsLab

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110 - 01407-000 - São Paulo - SP

Tel.: (11) 3900-2390 - www.newslab.com.br - revista@newslab.com.br

CNPJ.: 35.678.385/0001-25 - Insc. Est.: 128.209.420.119 - ISSN 0104 - 8384

/revistanewslab

@revista_newslab

EXPEDIENTE

Realização: NEWSLAB EDITORA EIRELI

Conselho Editorial: Sylvain Kernbaum | revista@newslab.com.br

Jornalista Responsável: Luciene Almeida | redacao@newslab.com.br

Assinaturas: Daniela Faria (11) 98357-9843 | assinatura@newslab.com.br

Comercial: João Domingues (11) 98357-9852 | comercial@newslab.com.br

Produção de conteúdo: FC Design | contato@fcdesign.com.br

Impressão: Gráfica Hawaii | Periodiciade: Bimestral

0 2

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


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revista

Ano 28 - Edição 166 - Julho 2021

Normas de Publicação

para artigos e informes de mercado

A Revista Newslab, em busca constante de novidades em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas para

publicação de artigos, aos autores interessados. Caso precise de informações adicionais, entre em contato com a redação.

Informações aos Autores

A Revista Newslab, em busca constante de novidades

em divulgação científica, disponibiliza abaixo as normas

para publicação de artigos, aos autores interessados. Caso

precise de informações adicionais, entre em contato com

a redação.

Informações aos autores

Bimestralmente, a Revista NewsLab publica editoriais,

artigos originais, revisões, casos educacionais, resumos de teses

etc. Os editores levarão em consideração para publicação toda e

qualquer contribuição que possua correlação com as análises

clínicas, a patologia clínica e a hematologia.

Todas as contribuições serão revisadas e analisadas pelos

revisores. Os autores deverão informar todo e qualquer

conflito de interesse existente, em particular aqueles de

natureza financeira relativo a companhias interessadas

ou envolvidas em produtos ou processos que estejam

relacionados com a contribuição e o manuscrito apresentado.

Acompanhando o artigo deve vir o termo de compromisso

assinado por todos os autores, atestando a originalidade do

artigo, bem como a participação de todos os envolvidos.

Os manuscritos deverão ser escritos em português, mas com

Abstract detalhado em inglês. O Resumo e o Abstract deverão

conter as palavras-chave e keywords, respectivamente.

As fotos e ilustrações devem preferencialmente ser

enviadas na forma original, para uma perfeita reprodução.

Se o autor preferir mandá-las por e-mail, pedimos

que a resolução do escaneamento seja de 300 dpi’s, com

extensão em TIF ou JPG.

Os manuscritos deverão estar digitados e enviados

por e-mail, ordenados em título, nome e sobrenomes

completos dos autores e nome da instituição onde o estudo

foi realizado. Além disso, o nome do autor correspondente,

com endereço completo fone/fax e e-mail também

deverão constar. Seguidos por resumo, palavras-chave,

abstract, keywords, texto (Ex: Introdução, Materiais e

Métodos, Parte Experimental, Resultados e Discussão,

Conclusão) agradecimentos, referências bibliográficas,

tabelas e legendas.

As referências deverão constar no texto com o sobrenome

do devido autor, seguido pelo ano da publicação, segundo

norma ABNT 10520.

As identificações completas de cada referência citadas no

texto devem vir listadas no fim, com o sobrenome do autor em

primeiro lugar seguido pela sigla do prenome. Ex.: sobrenome,

siglas dos prenomes. Título: subtítulo do artigo. Título do livro/

periódico, volume, fascículo, página inicial e ano.

Evite utilizar abstracts como referências. Referências

de contribuições ainda não publicadas deverão ser

mencionadas como “no prelo” ou “in press”.

Os trabalhos deverão ser enviados ao endereço:

Revista NewsLab

A/C: Luciene Almeida – redação

Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110

CEP 01407-000 - São Paulo-SP

Pelo e-mail: redacao@newslab.com.br

Ou em http://www.newslab.com.br/publique/

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Contato

A sua opinião é muito importante para nós. Por isso, criamos

vários canais de comunicação para você, nosso leitor.

REDAÇÃO: Av. Nove de Julho, 3.229 - Cj. 1110 - 01407-000 - São Paulo-SP

TELEFONE: (11) 3900-2390

EMAIL: redacao@newslab.com.br.

Acesse nosso site: www.newslab.com.br

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@revista_newslab

Esta publicação é dirigida aos laboratórios, hemocentros e universidades de todo o país. Os artigos e informes

assinados são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião da Newslab Editora Eireli.

Filiado à:

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Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


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Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021



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Ano 28 - Edição 166 - Julho 2021

ANUNCIANTE PÁG. ANUNCIANTE PÁG.

ALTONA DIAGNOSTICS BRASIL 03

ALVARO APOIO 06-07

AMAMEDICAL 19

BECKMAN COULTER - DIVISÃO LIFE SCIENCE 09

BIOMEDICA 93

BIOTECNO 109

BUNZL SAÚDE 05

CELLAVISION 87

DB DIAGNÓSTICOS

4ª CAPA

DIAGNO 160-161

DIAGNOBEL 27

DIAGNÓSTICA CREMER 95

ELBER MEDICAL 51

EQUIP DIAGNÓSTICA 97 | 113

ERBA 111

EUROIMMUN 141

FIRSTLAB 91

GREINER 137

GRIFOLS 23

GT GROUP - BIOSUL 61

HORIBA 2ª CAPA | 147

J. R. EHLKE&CIA 64-65

JORNADA MULTI RM E TC 163

KOLPLAST 107

LABOR LINE 11

LABORATÓRIO SODRÉ 12-13

LABTEST 115

LUMIRADX 39 | 83

MGI AMERICA 131

MINDRAY 47

MOBIUS 77

MP SYSTEMS 15

NEWPROV 119

NIHON 69

NIHON DISTRIBUIDORES 42-43

PENSABIO 99

PMH PRODUTOS 127

PNCQ 165

PRIME CARGO

3ª CAPA

RENYLAB 123

SARSTEDT 145

SBPC 166-167

SIEMENS 79

SNIBE 33

TBS - BINDING SITE 103

VEOLIA 153

VIDA BIOTECNOLOGIA 57

VYTRA DIAGNÓSTICOS 72

WAMA 129

Conselho Editorial

Prof. Humberto Façanha da Costa filho - Engenheiro, Mestre em Administração e Especialista em Análise de Sistemas | Dr. Dan Waitzberg - Associado do Departamento de Gastroenterologia da Fmusp. Diretor Ganep Nutrição

humana | Prof. Angela Waitzberg - Professora doutora livre docente do departamento de patologia da UNIFESP | Prof. José de Souza Andrade Filho - Patologista no hospital Felício Rocho BH, membro da academia Mineira

de Medicina e Professor de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas do Minas Gerais | Fábia Regina Severiano Bezerra - Biomédica. Especialista em Gestão de Contratos pela Universidade Corporativa da Universidade de São

Paulo. Auditora em Sistemas de Gestão da Qualidade: ISO 9001:15 e NBR ISO 14001:15, Organização Nacional de Acreditação (ONA). Auditora Interna da Divisão de Laboratórios do Hospital das Clínicas da Faculdade Medicina da

Universidade de São Paulo | Luiz Euribel Prestes Carneiro – Farmacêutico-Bioquímico, Depto. de Imunologia e de Pós-Graduação da Universidade do Oeste Paulista, Mestre e Doutor em Imunologia pela USP/SP | Dr. Amadeo

Saéz-Alquézar - Farmacêutico-Bioquímico | Prof. Dr. Antenor Henrique Pedrazzi – Prof. Titular e Vice-Diretor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto - USP | Prof. Dr. José Carlos Barbério – Professor Emérito da

USP | Dr. Silvano Wendel – Banco de Sangue do Hospital Sírio-Libanês | Dr. Paulo C. Cardoso De Almeida – Doutor em Patologia pela Faculdade de Medicina Da USP | Dr. Zan Mustacchi – Prof. Adjunto de Genética da Faculdade

Objetivo/UNIP | Dr. José Pascoal Simonetti – Biomédico, Pesquisador Titular do Depto de Virologia do Instituto Oswaldo Cruz - Fiocruz - RJ | Dr. Sérgio Cimerman – Médico-Assistente do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e

Responsável Técnico pelo Laboratório Cimerman de Análises Clínicas.

Colaboraram nesta Edição:

Morgana Holtermann Fritzen, Allyne Cristina Grando, Amanda Sardeli Alqualo Assa, Stela Macedo Munareto, Allyne Cristina Grando, Humberto Façanha, Fábia Bezerra, Gilson Azevedo, Américo

Moraes Neto, Maria Elizabeth Menezes, Gleiciere Maia Silva, Jorge Luiz Silva Araújo-Filho, Luiz Arthur Calheiros Leite, Brunno Câmara, Lisiane Cervieri Mezzomo, José de Souza Andrade-Filho.

0 8

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


Palavra do Leitor

revista

Ano 28 - Edição 166 - Julho 2021

Muitas mensagens de carinho e reconhecimento chegam até nós. Então resolvemos compartilhar

com vocês, através da nossa agora Palavra do Leitor.

Você tem algum elogio, sugestão ou crítica, gostaria de sugerir algum tema ou falar sobre algum artigo?

Envie um e-mail com o título “Palavra do Leitor” para redacao@newslab.com.br

"Parabenizo a editora chefe, Luciene

Almeida, e toda equipe, pela excelente

condução da revista NEWSLAB. Recheada

de novidades, assuntos atuais, reportagens

interessantíssimas a revista traz o que a há

de melhor para o meio laboratorial."

Marbenha Linko

Farmacêutica Bioquímica ; Presidente OFAC Brasil ; Vice Presidente do CRF-MA;

Especialista em Citologia Mestrado em Gestão Pesquisa e Desenvolvimento em

Tecnologia Farmacêutica; Pós Graduanda em MBA Gestão Laboratorial.

"Gosto da revista Newslab porque aborda temas muito relevantes para

nossa área. Aprecio também as apresentações

das inovações de mercado e suas opções de

compra. Sigo também a rede social, que

sempre me mantem muito bem informada,

como se fosse um jornal. Enfim, fico muito

satisfeita que tenhamos no Brasil, uma mídia

laboratorial com tanta qualidade!"

Fábia Bezerra, Biomédica

Gerente Nacional da Qualidade da Hapvida Diagnósticos.

"Gostaria de parabenizar o corpo editorial da Newslab, que tem

nos brindado com excelentes publicações de

artigos científicos da medicina laboratorial/

diagnóstica, além conteúdos diversificados,

interessantes e atualizados que envolvem a

área médica e a saúde de uma maneira geral,

feitos por diversos médicos colaboradores. A

qualidade excepcional da revista é percebida

tanto em sua forma impressa quanto em suas

versões eletrônicas."

José de Souza Andrade-Filho

Patologista no Hospital Felício Rocho - BH; membro da Academia Mineira de Medicina

e Professor de Patologia da Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais.

"O grupo *DIAGNOBEL CTS* está orgulhoso por estar em um dos

maiores meios de informação da área da saúde do Brasil, a revista

Impressa e digital *NEWSLAB*, tendo como parte do sonho

realizado. Fazer parte deste importante canal de informações, nos

deixa também lisonjeados, pois só confirma todo nosso empenho

e dedicação ao longo destes *15 anos* por distribuir produtos de

qualidade, equipamentos que facilite a rotina dos laboratórios de

análises clínicas e por oferecer serviços com seriedade, qualidade,

rapidez e precisão."

Fabricio Franco e Jair Oliveira - Diretores

Grupo Diagnobel Cts – Soluções tecnológicas em saúde

Um abraço! "

Uma revista altamente conceituada,

atual e moderna, que reúne os melhores

profissionais da área e empresas inovadoras

das Análises Clínicas, além de ser acessível

a todos os públicos. A revista Newslab é a

melhor opção para quem deseja se manter

bem informado a respeito dos últimos

acontecimentos e atualizações do nicho

laboratorial. A toda equipe, meus parabéns

pelo belíssimo trabalho!

Glazielly Fagundes Sabino, Goiânia, Goiás.

Bacharel em Biomedicina, Faculdade Anhanguera de Anápolis.

Fale conosco!

Será um prazer ter essa interação com você.

Luciene Almeida

Editora Chefe

0 10

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


ACREDITAÇÕES CONQUISTADAS:


ÍNDICE

revista

Ano 28 - Edição 166 - Julho 2021

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MATÉRIA DE CAPA

VYTTRA DIAGNÓSTICOS

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VYTTRA DIAGNÓSTICOS SE MANTÉM COMPETITIVA

HÁ 30 ANOS E APRESENTA GRANDES NOVIDADES

AO MERCADO BRASILEIRO.

capa-newslab-ed-166.indd 6 13/07/2021 14:28:19

02

10

76

78

86

94

100

108

116

124

126

128

130

132

133

169

- Editorial

- Palavra do Leitor

72

- Radar Científico - Merck Life Science

- Radar Científico II - Siemens Healthineers

- Radar Científico III - Beckman Coulter Life Sciences

- Minuto Laboratório

- Medicina Genômica

- Virologia

- Lady News

- Biossegurança

- Análises Clínicas

- Hematologia

- Logística Laboratorial

- Citologia

- Informe de Mercado

- Pathocordel

16

ARTIGO CIENTÍFICO I

A IMPORTÂNCIA DA APLICAÇÃO DE

NOVAS METODOLOGIAS NO DIAGNÓSTICO

DA TOXOPLASMOSE EM PACIENTES

IMUNOSSUPRESSOS

30

ARTIGO CIENTÍFICO II

COLONIZAÇÃO RETOVAGINAL POR ESTREPTOCOCO

Β-HEMOLÍTICO DO GRUPO B EM GESTANTES

ATENDIDAS EM UM HOSPITAL DE REFERÊNCIA

OBSTÉTRICA NO RIO GRANDE DO SUL.

44

ARTIGO CIENTÍFICO III

PRINCIPAIS MARCADORES TUMORAIS

USADOS NA CLÍNICA MÉDICA: REVISÃO DA

LITERATURA

56

GESTÃO LABORATORIAL

QUALIMETRIA DA GESTÃO ECONÔMICA EM

LABORATÓRIOS CLÍNICOS NO BRASIL

108

VIROLOGIA

RISCO DO SARS-COV-2 EM ANIMAIS, NOVAS

MUTAÇÕES E INOVAÇÕES TERAPÊUTICAS

Autoras: Stéfani Werlang Sacon,

Allyne Cristina Grando.

Autores: Eduardo Langorte Toledo,

Carolina Mallmann Wallauer de Mattos,

Silvia Bock de Matos.

Autoras: Jéssica Balverdu da Silva,

Allyne Cristina Grando.

Autor: Humberto Façanha da Costa Filho.

Coautor: Paulo Vinicio Estivalett Prestes.

Autora: Dra. Rachel Siqueira de Queiroz Simões.

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


ARTIGO CIENTÍFICO I

A IMPORTÂNCIA DA APLICAÇÃO

DE NOVAS METODOLOGIAS NO DIAGNÓSTICO DA

TOXOPLASMOSE EM PACIENTES IMUNOSSUPRESSOS

THE IMPORTANCE OF THE APPLICATION OF NEW METHODOLOGIES IN THE DIAGNOSIS OF

TOXOPLASMOSIS IN IMMUNOSSUPRESSED PATIENTS

Autoras:

Stéfani Werlang Sacon 1 , Allyne Cristina Grando 1

1

Universidade Luterana do Brasil (ULBRA)

Canoas RS Brasil

* Imagem ilustrativa

Resumo

A detecção da toxoplasmose com as técnicas de

imunoensaios padronizadas no mercado nem sempre se

mostra eficaz no diagnóstico dos imunossupressos, das

gestantes e dos neonatos, uma vez que esses pacientes

possuem uma capacidade reduzida de geração de

anticorpos detectáveis nestes métodos. Com a falha no

diagnóstico precoce e preciso da doença diversas sequelas

podem ser registradas nos pacientes afetados, sequelas

que acabam gerando diversos gastos para a saúde pública.

Este artigo de revisão visa mostrar as técnicas promissoras

no diagnóstico destes pacientes, principalmente as

moleculares utilizando a reação em cadeia da polimerase,

bem como apresentar as vantagens e desvantagens da

implementação destas técnicas na rotina clínica.

Palavras-chave: Toxoplasmose, Toxoplasma gondii,

imunossupressos, reação em cadeia da polimerase,

diagnóstico.

Abstract

The detection of toxoplasmosis with the market

standardized techniques do not always prove effectiveness

in the diagnosis of immunosuppressed, pregnant and

neonates, once those patients have a reduced ability

for creation of antibodies that are detectable through

these methods. With failure of early and precise disease

diagnosis, several sequels can be registered in the

affected patients, sequels that end up creating several

expenses for public health. This review article intends

to show the promising techniques for diagnosis of those

patients, mainly the molecular, using the polymerase

chain reaction, as well as showing the advantages and

disadvantages of the implementation of techniques on

clinical routine.

Keywords: Toxoplasmosis, Toxoplasma gondii,

imunossupressed, polymerase chain reaction,

diagnosis.

0 16

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


Introdução

O Toxoplasma gondii é um

protozoário intracelular obrigatório

que infecta mundialmente cerca de

um terço da população humana¹.

Foi descoberto por acidente em

1908 por Nicolle e Manceaux na

Tunísia enquanto os pesquisadores

buscavam estudar casos de

Leishmania sp, neste mesmo ano

o parasita foi encontrado no Brasil

por Splendore². O T. gondii está

diretamente ligado aos felinos,

uma vez que o seu ciclo biológico

se completa no intestino delgado

dos mesmos³, os tornando os

hospedeiros definitivos do parasita.

Um gato que está infectado pode

liberar milhões de oocistos em

suas fezes sem apresentar qualquer

sintoma da doença, estes oocistos

irão sobreviver no meio ambiente

por meses se as condições de

temperatura e umidade forem

favoráveis².

Quando os gatos ingerem animais

contaminados, como por exemplo

os ratos, os bradizoítos serão

liberados no intestino do felino,

irão infectar as células da mucosa

e se diferenciarão em gametócitos

masculinos e femininos; os

gametas vão se fundir e formar os

oocistos que serão excretados nas

fezes dos gatos, contaminando o

solo, a água e os alimentos; animais

e humanos que consumirem estes

alimentos ou esta água poderão

ser infectados, completando

assim, o ciclo do T. gondii4.

A infecção nos humanos começa

quando há o consumo de carne

mal-cozida contaminada com

os cistos ou quando há contato

direto com as fezes dos gatos

contaminados5. No intestino há a

ruptura dos cistos, que invadem

a parede intestinal, são ingeridos

pelos macrófagos para então

se tornar taquizoítos que se

multiplicam rapidamente, estes

matam as células onde estão e

infectam outras. Quando há a

resposta do sistema imunológico,

os parasitas entram nas células

dos tecidos e se diferenciam em

bradizoítos, que é uma forma de

multiplicação lenta4.

O consumo de carne mal-cozida

seria um dos possíveis motivos pelos

quais o Rio Grande do Sul possui uma

prevalência alta de toxoplasmose

ocular, principalmente no

Noroeste do estado. Isso poderia

ser explicado pela colonização

europeia expressiva e junto com

ela alguns hábitos de criar porcos

e consumir sua carne, nem sempre

bem cozida, assim como salames

e outros defumados, por exemplo.

Os descendentes destes imigrantes

que mantiveram estes hábitos

de vida e alimentares estariam,

teoricamente, mais expostos à

doença6. No Brasil a prevalência

do parasita em humanos possui

uma ampla gama que vai de 64,9%

a 91,6% dependendo da região

estudada7.

Em indivíduos imunocompetentes

a toxoplasmose raramente causa

sintomas ou outros problemas

sérios, apenas entre 10 e 20% dos

casos são sintomáticos e relatam

linfadenopatia cervical. Os mais

afetados pelo parasita são as

gestantes, os recém-nascidos

de gestantes contaminadas e

os imunossupressos, uma vez

que seu sistema imunológico

está depreciado¹. Como a

gestação é apontada como uma

forma de imunossupressão8, as

complicações nestas pacientes

também serão abordadas neste

artigo de revisão. Em gestantes,

a infecção com o parasita

pode causar aborto ou trazer

complicações severas ao feto

como, por exemplo, coriorretinite

e retardo no desenvolvimento.

Em imunossupressos pode causar

encefalite e infecções sistêmicas,

levando à morte¹.

ARTIGO CIENTÍFICO I

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Autoras: Stéfani Werlang Sacon, Allyne Cristina Grando

ARTIGO CIENTÍFICO I

Gestantes e Recém-Nascidos

As gestantes que já tiveram

contato com o parasita antes

de engravidar e que já tenham

desenvolvido imunidade não irão

transmitir a infecção ao feto, a não

ser que haja uma reativação da

doença durante a gestação, o que

é comum em pacientes com o Vírus

da Imunodeficiência Humana (HIV),

em mulheres que estejam recebendo

corticóides, que possuam alguma

outra doença hematológica maligna

ou estejam recebendo qualquer

outro tipo de imunossupressor. Os

danos causados irão depender da

virulência da cepa do parasita, da

integridade do sistema imune da

gestante e do período gestacional

em que a mulher está9,10. O fato

de que os sintomas na mãe sejam

brandos não significa que isso se

aplica ao feto e, quanto mais cedo na

gestação a mãe se contaminar com o

T. gondii ou reativar a doença, mais

graves serão os danos causados ao

feto 1,10 .

Caso a infecção ocorra no primeiro

trimestre da gestação as chances

de contaminação do feto são baixas

(15%), pois a placenta possui

dimensões pequenas tornando mais

difícil o acesso do T. gondii a esse

tecido, entretanto, caso a infecção

se estabeleça as consequências

podem ser gravíssimas uma vez que

é nesse período gestacional que

ocorre a organogênese, podendo

ocorrer inclusive a morte fetal. No

segundo trimestre com o aumento

da placenta, a chance de infecção

fetal também aumenta (30%), mas

como a organogênese já ocorreu

as consequências serão menos

graves, nesse caso poderá ocorrer a

Tétrade de Sabin (retinocoroidite,

calcificações cerebrais, retardo

mental e hidrocefalia com macro ou

microcefalia). Já no terceiro trimestre

a chance de infecção fetal é de 60%

mas as consequências causadas não

são tão graves, a criança poderá

nascer normal e em alguns dias

ou meses após o parto existe a

possibilidade de que ela desenvolva

febre, manchas pelo corpo e

cegueira 8,10 . O Ministério da Saúde

(MS) preconiza que o tratamento

seja realizado com espiramicina,

alternada ou não com sulfadiazina,

ácido folínico e pirimetamina

dependendo da idade gestacional

e infecção fetal 11 . É importante

salientar que este tratamento,

mesmo com a reposição do ácido

folínico, pode causar teratogênese,

mostrando a importância de iniciar

o tratamento apenas quando se

tem certeza de que há realmente

uma infecção ativa8. Em 2010 foi

aprovada a lei estadual n° 13.592

onde, no Estado do Rio Grande do

Sul, tornou-se obrigatório o exame

de toxoplasmose em gestantes

e recém-nascidos dos hospitais

públicos e privados que dispõem do

Sistema Único de Saúde (SUS) 12 .

Um artigo de Quadros et al. (2015)

mostra que na França, em 8 anos

houve uma redução da prevalência

de toxoplasmose de 10,5% com a

implantação de medidas de higiene

e mudança dos hábitos alimentares

das gestantes 13 , isso mostra que

se o SUS investir em políticas de

prevenção e de conhecimento da

toxoplasmose por parte da população

a prevalência da doença tende a cair

com o passar dos anos. Em Londrina,

no Paraná, foi implantado no ano de

2006 o “Programa de Vigilância da

Toxoplasmose Congênita”, que em 4

anos reduziu em 63% o número de

gestantes infectadas e em 42% o

número de crianças encaminhadas

aos serviços de referência,

aumentando a disponibilidade de

vagas para que pacientes com outras

doenças sejam atendidos 14 .

De acordo com o Manual Técnico de

Gestação de Alto Risco, do Ministério

da Saúde (2012), recomenda-se

a triagem por meio da detecção

de anticorpos da classe IgG e IgM

na primeira consulta de pré-natal,

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caso a gestante tenha sorologia

negativa para IgM e IgG no primeiro

exame deverá ser realizado um

acompanhamento sorológico a cada

dois ou três meses 15 . Estudos que

apontam que a gestação é uma forma

de imunossupressão não descartam

a reativação de infecção latente

também em gestantes 8 , e ainda

mostram a necessidade da utilização

de outras técnicas no diagnóstico,

pois a detecção de anticorpos tanto

na mãe quanto no feto atingem

um percentual de detecção de

apenas 89,9% devido às mudanças

hormonais na mãe e à imaturidade

do sistema imunológico do recémnascido

16 , nota-se também que a

sensibilidade e especificidade da IgM

não é de 100% como costuma-se

pensar, ela varia de 77,5% a 99,1%

e 93,3% a 100%, respectivamente8.

Outros estudos também mostram que

existem falhas na produção de IgM e

IgG nas primeiras semanas da infecção,

tornando difícil a correta detecção da

parasitemia tanto no feto quanto na

mãe 17 . Além disso, a detecção de IgM

também só se mostra eficaz em 75%

das crianças testadas 18 . A incerteza

no diagnóstico pode condenar o feto

a sequelas gravíssimas, que além de

afetar a família afetariam a sociedade

como um todo, pois os gastos gerados

ao sistema público de saúde são

indiscutivelmente elevados 8 .

Em Bernardino do Campo, no

estado de São Paulo, em um estudo

realizado com amostras de soro

de 308 gestantes, a prevalência de

anticorpos IgM foi de 5,84% e a de

IgG foi de 65,59%, sendo que 28,57%

das gestantes ainda corriam risco

de desenvolver a doença durante

a gestação e prejudicar o feto 19 . No

Paraná a prevalência de IgG positiva

foi de 51,7%. A positividade de IgM

foi detectada em 29 mulheres (1,3%)

sendo que 28 delas possuíam IgG de

alta avidez, indicativo de infecção

anterior à gestação, não oferecendo

riscos ao feto. Uma das gestantes

que possuía IgG de alta avidez teve

os anticorpos detectados apenas

após a 16ª semana de gestação, o

que não exclui a possibilidade de

que ela tenha se contaminado com

o parasita logo no início da gravidez

e que o feto possa vir a desenvolver

problemas 20 . No Noroeste do Rio

Grande do Sul, foram analisadas

amostras de 2.126 gestantes, sendo

que 74,5% apresentaram anticorpos

específicos anti-T. gondii, e 3,6%

foram IgM reagentes. Em 25,1% das

gestantes não foram identificados

anticorpos, o que as torna suscetíveis

à infecção durante a atual gestação

ou em gestações futuras 5 . Estudos

realizados na cidade de Santo Antônio

da Patrulha, também no Rio Grande

do Sul, apontam uma prevalência

de toxoplasmose em gestantes de

53,3% sendo que 46,7% estavam

suscetíveis à infecção, neste estudo

não foram detectados anticorpos

IgM 21 . Em Hong Kong, na Argélia

e na França foram encontradas

prevalências de toxoplasmose em

gestantes de 9,8%, 49% e 83%,

respectivamente 5 .

Transplantados e HIV Positivos

A infecção por T. gondii e suas

complicações em pacientes com

Síndrome da Imunodeficiência

Adquirida (AIDS) é considerada uma

das maiores causas de mortalidade e

complicações sistêmicas 17 . Embora

seja rara em pacientes que recebem

transplantes de órgãos sólidos,

quando se manifesta a toxoplasmose

disseminada é conhecidamente

mortal, quando se manifesta traz

complicações severas que em sua

maioria levam a óbito, principalmente

quando a terapia com cotrimazol é

iniciada mais tarde do que deveria 22 .

Nestes pacientes imunossupressos

a toxoplasmose pode causar graves

problemas, que serão fatais se não

forem reconhecidos e tratados

da forma correta e rapidamente.

Normalmente nestes pacientes a

infecção ocorreu antes de eles se

tornarem imunossupressos, ficando

em estado de latência e se reativando

com o comprometimento do sistema

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imunológico, uma vez que são

as imunidades celular e humoral

que irão diminuir a velocidade de

multiplicação do parasita (que

assume forma cística de resistência)

bem como sua ação patogênica nos

tecidos 9 . Com a baixa capacidade

de geração de anticorpos várias

complicações podem surgir 17 , e sem

o combate ao parasita cada vez mais

danos poderão ser causados pela

infecção 16 .

Um relato de caso feito por

Patrat-Delon et al. (2010) mostra

que um paciente que recebeu um

transplante de coração possuía

sorologias indicativas de infecção

passada, bem como o doador do

órgão, ambos possuíam IgG positiva

de alta avidez e IgM negativas. Ao

realizar o transplante foi feita uma

profilaxia padrão, que normalmente

é utilizada contra Pneumocystis

sp, antes do início da terapia de

imunossupressão. Essa terapia

padrão, ao ser interrompida para o

início da imunossupressão, facilitou

que o T. gondii se multiplicasse e

causasse uma infecção disseminada

no paciente. O paciente em questão

seguiu com inúmeras complicações

causadas tanto pelo T. gondii quanto

por outros patógenos e precisou

ficar internado em uma clínica de

reabilitação por mais de um ano 22 .

Normalmente os transplantes

de coração e coração-pulmão

associados estão mais ligados à

transmissão do T. gondii a receptores

de órgãos soronegativos 23,24 , já os

transplantes de medula óssea estão

associados à reativação da doença

passada, sendo estes os que possuem

uma maior taxa de mortalidade 22 .

A reativação da doença também pode

ocorrer em pacientes HIV positivos que

não seguem o tratamento corretamente,

e com pessoas recebendo quaisquer

terapias imunossupressoras. Existem

casos, embora raros, de infecção

primária após o transplante, sendo estes

os pacientes que não apresentavam

nem IgM e nem IgG positivas antes

da imunossupressão. No caso de um

transplante de órgão sólido, o órgão

pode estar contaminado com a forma

latente do parasita em forma cística,

o bradizoíto, que comumente fica em

forma de latência no coração, no cérebro

e no músculo esquelético 16,23 , após o

transplante o protozoário será carreado

pelo órgão até o receptor, que por estar

imunossupresso irá desenvolver sintomas

graves como, por exemplo, encefalite,

miocardite e infecção sistêmica, e em

raros casos pneumonia 25 . Um estudo

feito por Robert-Gangneux et al. (2015)

mostrou que a detecção do T. gondii em

imunossupressos foi muito maior nos

pacientes que não eram portadores do

vírus HIV, sendo estes pacientes os que

receberam algum transplante e estão

em tratamento com imunossupressor 24 .

De acordo com Weiss e Dubey (2009)

a incidência de toxoplasmose devido

a transplantes de órgãos é atualmente

desconhecida, pois não há um registro

definitivo feito destes casos 1,24 , mas

alguns estudos retrospectivos são

mostrados na Tabela 1. O número de

mortes por toxoplasmose vistos neste

estudo não são expressivos, mas como

diversos pacientes foram perdidos

para acompanhamento muitos casos

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ARTIGO CIENTÍFICO I

podem ter ficado sem o diagnóstico

final da doença e, como observado

anteriormente, não existe um registro

definitivo dos casos, tornando estes

números pouco fidedignos23. Como

o diagnóstico definitivo da encefalite

toxoplásmica nos imunossupressos se

dá através de técnicas histopatológicas

extremamente invasivas, a padronização

de novas técnicas seria de extrema

utilidade26.

De acordo com um estudo realizado

em 1990, o T. gondii causou

pneumonia em 5% dos pacientes

com AIDS em estágio avançado com

uma taxa de mortalidade de 35% 1 .

Em Pelotas, no Rio Grande do Sul,

um estudo com 250 pacientes HIV

positivos detectou uma prevalência

de anticorpos IgG de 80% entre os

mesmos, mas não foi detectada

positividade para IgM. Esta

prevalência foi mais alta do que a

encontrada em gestantes (54,8%)

e doadores de sangue (57,5%)

na cidade. A prevalência entre os

imunossupressos encontrada neste

estudo foi similar à encontrada no

Pará (82,9%) e na Bahia (77,3%) 27 .

Estes pacientes são provavelmente

aqueles que seguem o tratamento

do HIV de forma correta, e mesmo

que possuam a forma latente do

T. gondii, o parasita ainda não

achou o momento propício para

causar a reinfecção. Um problema

que os pacientes que já tiveram

toxoplasmose e foram tratados

enfrentam é que a maioria dos

medicamentos utilizados no

tratamento não são efetivos contra

as formas císticas do parasita, assim

os bradizoítos ficarão nos tecidos

em forma cística aguardando

o momento apropriado para se

multiplicar novamente e reinfectar o

paciente 28 .

Uma rápida detecção da doença faria o

tratamento ser iniciado precocemente,

evitando sequelas e aumentando a

sobrevida destes pacientes em até

60%25, diminuindo também seu

tempo de permanência no hospital e os

gastos desnecessários com internação

e tratamento 28 .

Diagnóstico

O diagnóstico da toxoplasmose é feito

principalmente com testes imunológicos

de pesquisa de anticorpos IgM (fase

aguda) e IgG (fase crônica) no soro

do paciente através das técnicas de

imunoensaio, como ELISA (enzyme

linked immuno assay), ELFA (Enzime

linked fluorescent assay) e as de

quimioluminescência, como CMIA

(chemioluminescent microparticle

immuno assay), menos comumente

também se pode pesquisar IgE e IgA 7 ,

a última costuma ser produzida antes

da IgM e pode durar por vários meses,

embora de maior custo 29 , a detecção

destes anticorpos em neonatos pode

indicar infecção ativa com a produção

de anticorpos próprios, uma vez que as

mesmas não atravessam a placenta 3 .

Quando apenas IgM e IgG são dosadas

é difícil distinguir infecção latente de

infecção recente, então se faz necessário

o uso de um teste de detecção de avidez

de IgG. A presença de IgG de baixa avidez

juntamente com a presença de IgM

sugere infecção primária. A presença de

IgG de alta avidez concomitantemente

com dosagens positivas de IgM sugere

uma reativação da infecção latente

ou da persistência de IgM no soro.

Entretanto avidez baixa não significa

necessariamente uma infecção recente,

pois estes anticorpos de baixa avidez

podem permanecer no soro do paciente

por alguns meses 7 e as IgMs residuais

podem permanecer por períodos de

até 12 meses 17 . Outras técnicas que

não são muito usadas frequentemente,

mas que podem ser utilizadas são as

de hemaglutinação (pode levar a falsopositivos

devido à reação cruzada),

imunofluorescência indireta (permite

a titulação das Ig’s, mas seu resultado

de IgM não é muito sensível devido

à competição com IgG’s, o que pode

causar resultados falso-negativos), e a

técnica de Sabin-Feldman (identifica

o parasita no sangue apenas durante a

fase aguda da doença) 7,19,29 .

0 22

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ARTIGO CIENTÍFICO I

Além destes métodos, outro que

chama atenção por seus resultados

sensíveis principalmente para

detecção de cistos em tecidos é

o bioensaio 23 , onde a amostra a

ser pesquisada é inoculada em

camundongos knockout que depois

são analisados para a identificação

do parasita em seu líquido

peritoneal ou em seus tecidos

através de técnicas histológicas e

de soroconversão. Entretanto esta

técnica consome muito tempo com

os animas, é consideravelmente

cara e expõe os funcionários ao risco

de contaminação 18 . Ela costumava

ser muito utilizada no início do

desenvolvimento e padronização de

novos métodos, como mostram os

estudos de Joss et al. e de Khalifa et

al., de 1993 e 1994 respectivamente,

para auxiliar na comparação

de resultados e avaliação da

sensibilidade e especificidade das

variações da técnica que estava

sendo testada e possuía resultados

considerados encorajadores 30,31 .

Métodos Moleculares

Inicialmente, por volta da década

de 90, os métodos moleculares

não apresentavam sensibilidade

e especificidade satisfatórias para

a detecção do T. gondii, pois os

laboratórios ainda não possuíam o

conhecimento necessário a respeito

do manejo das amostras e da

técnica específica para detecção do

parasita 32 . Após vários estudos em

diferentes países essas técnicas têm

despontado em vantagens, uma

vez que se baseiam na amplificação

enzimática in vitro de determinado

segmento de DNA do parasita,

possibilitando a execução do método

com quantidades pequenas de

amostras em um curto período de

tempo, sendo assim, hoje em dia,

muito específicas na pesquisa do T.

gondii. Sua elevada sensibilidade

jaz na sequência gênica correta a

ser amplificada, na ausência de

inibidores da enzima, e na amostra

de escolha para análise 29 .

Sabidamente o diagnóstico pelas

formas convencionais estabelecidas

pelo Center of Disease Control (CDC)

se encontra prejudicado nos pacientes

imunossupressos devido à baixa

capacidade para gerar os anticorpos

em títulos elevados o suficiente para

serem detectáveis 17, 28, 33, 34 . Os testes

que estão no mercado usam antígenos

direcionados especificamente aos

taquizoítos, que são menos antigênicos

que determinadas proteínas. Estudos

têm mostrado que algumas das

proteínas expressas pelo parasita

poderão induzir uma resposta imune

detectável também nos pacientes

imunossupressos 28 .

Proteínas recombinantes têm se

mostrado muito promissoras, e

acabam utilizando métodos que

necessitam de biologia molecular e

biotecnologia 29,35 . Um estudo feito

por Arab-Mazar et al. (2016) mostra

que a proteína GRA7 expressa pelo

parasita, possui maior antigenicidade

e expressão do que os antígenos

de superfície dos taquizoítos, pois

foi desenvolvida por métodos de

clonagem gênica, não possuindo

as impurezas que os antígenos de

mercado possuem, dessa forma

interagindo melhor com os anticorpos

anti-GRA7 do soro do hospedeiro

mesmo ele sendo imunossupresso,

pois seriam anticorpos produzidos

em grande quantidade e de longa

duração. Está se tentando padronizar

uma técnica de ELISA baseada na

detecção de anticorpos para esta

proteína purificada e os resultados se

mostram promissores 28 .

Diversos métodos moleculares

vêm sendo testados para chegar a

conclusões definitivas a respeito de

qual seria o mais adequado para a

detecção do T. gondii seja em amostras

de sangue, de lavado broncoalveolar

(LBA), de líquido amniótico (LA)

ou de líquido cefalorraquidiano

(LCR), sendo a reação em cadeia

da polimerase (PCR) convencional

um dos mais utilizados nos fluídos

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Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


iológicos citados anteriormente29.

Com a grande variedade de métodos

testados em diversos países, foram

testados no Brasil quatro métodos de

PCR que tiveram suas especificidade

e sensibilidade comparadas, como é

mostrado na Tabela 2.

Observando os resultados obtidos

pôde-se notar que a real-time

PCR se mostrou mais sensível

e específica que as outras três

técnicas testadas, isso pode ser

explicado pela diminuição de

etapas da técnica, evitando maior

tempo de manipulação da amostra

e assim, evitando possíveis erros

relacionados a isso 36 .

Na França foi observado que o T.

gondii é melhor detectado na PCR

quantitativa utilizando o gene REP-

529 ao invés do até então utilizado

gene B137, o primeiro se repete

cerca de 200 vezes no genoma do

parasita enquanto que o segundo

se repete apenas 35 vezes 23 , porém

estudos mostraram que há variações

no número de repetições de ambos

os genes dependendo da cepa do

parasita estudada 38 . Assim, devido

ao seu maior número de repetições,

o REP-529 tornaria possível detectar

precocemente uma baixa carga

parasitária nas amostras do paciente.

Entretanto, na América do Sul os

resultados não foram reprodutíveis,

acredita-se que as cepas de T. gondii

que possuímos aqui sejam diferentes

e mais patogênicas do que as

européias, sendo assim o gene B1

foi mais sensível e específico para

os casos daqui do que o gene REP-

52939, entretanto o gene B1 também

apresenta a desvantagem de

amplificar determinadas regiões dos

cromossomos humanos, tornando

necessária uma avaliação cuidadosa

dos resultados 17 . O gene B1 acabou

gerando duas vezes mais resultados

falso-negativos do que o gene REP-

529 em um estudo realizado por

Hierl et al. na Alemanha em 200434.

A grande diversidade de cepas já

isoladas do parasita (cerca de 1500)

acaba fazendo com que nem todas

as técnicas de PCR padronizadas e

testadas na Europa funcionem aqui e

vice versa, por esse motivo ressaltase

a importância dos trabalhos feitos

no Brasil29, nota-se também que

as altas sensibilidades encontradas

nas técnicas de PCR executadas aqui

no Brasil e em Cuba (de 69 a 83%)

podem estar relacionadas à alta

virulência do parasita 23 .

Devido à alta prevalência de

toxoplasmose na França, acabou

sendo criado um guia de controle de

qualidade para que as diversas técnicas

moleculares utilizadas nos laboratórios

sigam determinadas normas para

evitar resultados falso-positivos e

falso-negativos 40 . A grande dificuldade

de padronização das técnicas está no

fato de que a grande maioria delas é

desenvolvida in house e cada laboratório

adota uma metodologia diferente 41 . Na

Líbia, Gashout et al. (2016) conseguiram

padronizar uma técnica de seminested-PCR

que foi capaz de detectar

concentrações mínimas do T. gondii nos

fluídos corporais analisados, mostrando

especificidade e sensibilidade

elevadíssimas, fazendo com que a

realização de PCR na rotina clínica se

torne algo cada vez mais próximo 42 .

ARTIGO CIENTÍFICO I

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ARTIGO CIENTÍFICO I

Em um caso de reativação da

toxoplasmose em um paciente

que recebeu transplante de células

tronco, a PCR em tempo real (rt-

PCR) e a PCR associada ao ELISA

mostraram-se eficazes para

detecção precoce da doença e para a

avaliação da eficácia do tratamento,

os sintomas clínicos, neste caso,

apareceram uma semana depois

da positividade da PCR, mostrando

que estas técnicas podem ser

utilizadas no diagnóstico precoce

antes que haja complicações, no

acompanhamento da evolução de

casos de pacientes que estejam

em alto risco de desenvolver

toxoplasmose e na monitorização

terapêutica,

principalmente

quando o paciente precisa ter

um tratamento com baixas doses

dos medicamentos ou precisa

postergar o início das medicações

por complicações sistêmicas 43 . Isso

seria de extrema valia nos pacientes

que recebem transplante de órgãos

sólidos, pois não são todos os

medicamentos contra o T. gondii

que eles podem receber devido

à toxicidade que poderia levar à

rejeição do órgão transplantado,

ou até mesmo a complicações

hepáticas, sendo essa uma situação

extremamente delicada 22 .

Considerações Finais

Por enquanto parece ser

relativamente inviável tornar o

diagnóstico molecular o padrão

ouro para detecção de toxoplasmose

devido ao alto custo inicial para a

implantação na saúde pública, algo

que se sabe não ser possível. Em

2002, Bastien já defendia a ideia

de que o desenvolvimento de novas

técnicas deveria visar a utilização na

rotina hospitalar 44 . Numerosos testes

têm sido desenvolvidos desde então,

e muitos outros já se encontram

disponíveis no mercado, mas

nenhum deles foi validado com uma

quantia considerável de amostras

clínicas45, pois ainda não foi

estabelecido um consenso definitivo

a respeito da melhor técnica 17 .

O interessante é que conforme a

demanda aumente ao longo dos

anos, o custo destes métodos

diminuirá, tornando assim possível

a detecção precoce do T. gondii nos

pacientes imunossupressos e em

pessoas com perfil sorológico de

difícil interpretação, principalmente

nas gestantes que possuem IgM

positiva com IgG de alta avidez, pois

as técnicas permitiriam diferenciar

entre IgMs persistentes e reinfecção

recente 46 . A rt-PCR, embora

permaneça cara, se mostrou útil

para quantificar a carga parasitária 18 ,

mas parece se adequar melhor para

monitorar a eficácia do tratamento 43

e também auxiliar na detecção da

parasitemia nas gestantes, evitando

uma intervenção terapêutica

desnecessária 46 , a PCR quantitativa

também se mostra útil nestes

casos, uma vez que pode detectar

a parasitemia de forma bastante

precoce e ajudar na tomada de

decisões e manejo terapêutico 47 .

É de extrema importância que

cuidados sejam tomados tanto

para a padronização da técnica

quanto na análise das amostras

posteriormente, não podendo existir

inibidores da técnica, pois assim

muitos resultados falso-negativos

seriam encontrados 26 . É importante

lembrar que as amostras de sangue

nem sempre são a melhor escolha

diagnóstica, pois em sua maioria

elas irão detectar apenas se houver

uma passagem do parasita pelo

sangue, não sendo capazes de

detectar, por exemplo, pneumonia

e encefalite causadas pelo T. gondii,

sendo que nestes casos pode-se

utilizar como amostra biológica o

LBA e o LCR, respectivamente 17 . O

diagnóstico de toxoplasmose ocular

também pode ser feito utilizando

amostras de humor aquoso, uma

vez que o sangue total não fornece

a sensibilidade necessária nestes

casos 48 , podendo se observar

0 26

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ARTIGO CIENTÍFICO I

que a PCR não tem relação com

a presença de lesões oculares e o

grau de parasitemia, tendo uma

positividade baixa nas crianças com

menos de dois meses de vida 38 .

Ao implementar estas medidas se

evitariam procedimentos invasivos

em pacientes que, na maioria

das vezes, encontram-se em uma

situação de saúde muito delicada,

principalmente os que têm suspeita

de encefalite e de toxoplasmose

disseminada.

Com o surgimento do HIV e o

aumento do número de pacientes

portadores do vírus, bem como o

aumento de pacientes transplantados

e imunossupressos por diversas

outras doenças, ainda existe um

número grande de pessoas em

risco de desenvolver complicações

causadas pela toxoplasmose, e

novas técnicas moleculares se fazem

muito necessárias no diagnóstico

destes pacientes imunossupressos,

neonatos e gestantes, já que

uma detecção precoce e uma

resolução de casos sorológicos

complicados diminuem e muito a

morbimortalidade que o T. gondii

pode causar 17 .

Estudos mostram que a prevalência

de encefalite toxoplásmica pode

chegar a 40% em HIV positivos,

sendo que destes pacientes, entre 10

e 30% morrerão por complicações

da doença que não é diagnosticada

precocemente 28 , mesmo com o

advento da terapia antirretroviral

altamente ativa (HAART) e a

diminuição dos casos de encefalite

toxoplásmica, o número de casos

tem se mantido estável ao longo dos

anos 24 , novos métodos não devem

ser deixados de lado, visto que ainda

assim diversos pacientes optam

por não seguir o tratamento devido

aos efeitos colaterais causados por

ele 33,49 . O mesmo acontece em casos

de gestantes que têm um perfil

sorológico de difícil interpretação ou

que possuem resultados sorológicos

indeterminados ou duvidosos, um

diagnóstico mais fidedigno poderia

vir a reduzir as complicações

causadas ao feto caso sofresse

contaminação vertical.

O uso da PCR concomitantemente

com técnicas radiológicas e o

diagnóstico clínico seria de extrema

importância e utilidade 33 . Os custos

seriam altos, mas seriam facilmente

recuperados ao diminuir o tempo

de hospitalização e os gastos

prolongados com medicamentos.

Nos Estados Unidos, os gastos anuais

com o tratamento e hospitalização

de pacientes com toxoplasmose

chegam a 7,7 bilhões de dólares,

sendo que esta quantia é tão

grande principalmente devido às

complicações causadas ao feto

pela transmissão via placenta 8 .

Embora demorado, com certeza

haveria um retorno financeiro ao

evitar tratamentos e internação

prolongados dos pacientes em maior

risco 26 . Entretanto, para a utilização

faz-se necessário que os métodos

diagnósticos de ponta sejam

aprovados e liberados para o uso

pelo SUS e mão-de-obra qualificada

seja contratada para a realização das

técnicas.

Conflito de Interesses

Os autores declaram que não

existem conflitos de interesses.

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ARTIGO CIENTÍFICO I

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 29


ARTIGO CIENTÍFICO II

COLONIZAÇÃO RETOVAGINAL

POR ESTREPTOCOCO β-HEMOLÍTICO DO GRUPO

B EM GESTANTES ATENDIDAS EM UM HOSPITAL DE

REFERÊNCIA OBSTÉTRICA NO RIO GRANDE DO SUL.

Rectovaginal colonization by β-hemolytic Streptococcus of group B in pregnant women attended at an obstetric referral hospital in Rio Grande do Sul.

Autores:

Eduardo Langorte Toledo1,

Carolina Mallmann Wallauer de Mattos2,

Silvia Bock de Matos3.

1 - Biomédico graduado pela Universidade Luterana do Brasil (UL-

BRA), Hospital de Pronto Socorro de Canoas - Canoas-RS, Brasil.

2 - Biomédica, Mestre em Biologia Celular e Molecular, Docente do

Curso de Biomedicina na Universidade Luterana do Brasil (ULBRA)

- Canoas-RS, Brasil.

3 - Farmacêutica-Bioquímica, Especialista em Microbiologia Clínica,

Hospital Municipal de Canoas - Canoas-RS, Brasil.

Declaramos a não existência de conflitos de interesse e que não

houve financiamento ou benefícios recebidos de fontes comerciais.

Resumo

Introdução: O estreptococo β-hemolítico do grupo B de Lancefield

(EGB) ou Streptococcus agalactiae encontra-se de forma comensal da

microbiota humana, sendo o trato gastrointestinal o reservatório da

bactéria. Sua importância clínica está relacionada com a capacidade

de causar infecções em neonatos, incluindo sepse, pneumonia

e meningite. Objetivo: O objetivo deste estudo foi determinar a

prevalência de gestantes colonizadas pelo Streptococcus agalactiae

em um hospital de referência obstétrica no Rio Grande do Sul.

Método: Foram analisados 695 prontuários de gestantes atendidas

no ambulatório de gestação de alto risco e da internação do referido

hospital, entre julho de 2017 e dezembro de 2018. Resultados: Das

gestantes que receberam atendimento obstétrico com solicitação

de cultura para Streptococcus agalactiae no período proposto, 173

estavam colonizadas pelo microrganismo na região retovaginal,

perfazendo uma prevalência de 24,9%, resultado que corrobora

com dados da literatura. Conclusão: Estudos sobre a prevalência

de gestantes colonizadas pelo estreptococo do grupo B são de

grande relevância para a saúde pública, visto que o microrganismo

pode causar infecções graves em neonatos, destacando-se a real

necessidade do rastreamento durante o pré-natal em conjunto

com os demais exames preconizados pelo Ministério da Saúde,

minimizando os riscos de transmissão e infecção.

Palavras-chave: Streptococcus agalactiae; gestação; recém-nascido.

Abstract

Introduction: Lancefield group B β-hemolytic streptococcus

(EGB) or Streptococcus agalactiae is found in the commensal

form of the human microbiota, the gastrointestinal tract being

the bacterium's reservoir. Its clinical importance is related to

the ability to cause infections in neonates, including sepsis,

pneumonia and meningitis. Objective: The objective of this study

was to determine the prevalence of pregnant women colonized by

Streptococcus agalactiae in an obstetric referral hospital in Rio

Grande do Sul. Method: 695 medical records of pregnant women

attended at the high-risk pregnancy clinic and the hospitalization

of the referred hospital between july 2017 and december 2018

were analyzed. Results: Of the pregnant women who received

obstetric care with a culture request for Streptococcus agalactiae

in the proposed period, 173 were colonized by the microorganism

in the rectovaginal region, with a prevalence of 24.9%, a result

that corroborates with data from the literature. Conclusion:

Studies on the prevalence of pregnant women colonized by group

B streptococcus are of great relevance to public health, since

the microorganism can cause serious infections in neonates,

highlighting the real need for prenatal screening together with the

other tests recommended by the Ministry of Health, minimizing

the risks of transmission and infection.

Keywords: Streptococcus agalactiae; gestation; newborn.

0 30

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


Introdução

O rastreamento de gestantes colonizadas

pelo Streptococcus agalactiae na região

retovaginal baseia-se na capacidade do

microrganismo causar complicações

materno-fetal e neonatal graves, auxiliando

especialistas na tomada de decisões que

visam seu controle, sendo possível atuar

com medidas profiláticas eficazes que

minimizam a transmissão vertical da

bactéria, diminuindo as taxas de infecção,

morbimortalidade e sequelas nos neonatos

sobreviventes (Siqueira, 2017).

Na literatura científica, a prevalência de

gestantes colonizadas pelo Streptococcus

agalactiae variam largamente e

chegam a 40% no Brasil e de 10 a

30% em outros países, alterando de

acordo com fatores sociodemográficos,

localização geográfica, região anatômica

da coleta do material e das técnicas

bacteriológicas de isolamento utilizadas

(Função & Narchi, 2013; Nunes &

Oliveira, 2015). De acordo com a

Organização Mundial da Saúde (OMS), o

estreptococo do grupo B causa 150.000

natimortos e mortes de bebês em todo

o mundo, apesar da eficácia da profilaxia

antibiótica intraparto (WHO, 2017).

O Streptococcus agalactiae é considerado

um agente bacteriano patogênico à

saúde humana desde a década de 1970,

apontado como a principal causa de

infecção em recém-nascidos na época

(Barbosa et al., 2016; Nomura et al.,

2009). Trata-se de um coco gram-positivo

encapsulado, β-hemolítico, pertencente

à microbiota normal humana, sendo o

trato gastrointestinal baixo o reservatório

primário do microrganismo (Capellin

et al., 2018). Em sua parede celular,

apresenta um antígeno específico que

possibilita a denominação da espécie

como estreptococo do grupo B (EGB) do

sistema de classificação de Lancefield

(Capellin et al., 2018).

Durante a gestação, as alterações

hormonais causam um desequilíbrio

na população microbiana vaginal,

favorecendo a colonização de

microrganismos oportunistas que

podem levar a complicações na

evolução gestacional (Melo et al.,

2018). Em virtude da proximidade

anatômica entre o reto e a vagina,

a partir do trato gastrointestinal o

estreptococo do grupo B pode colonizar

de maneira crônica ou intermitente

a região genital de mulheres e, de

forma menos frequente, o trato

urinário (Nunes & Oliveira, 2015). A

colonização materna por Streptococcus

agalactiae na região retovaginal é

considerado o principal fator de risco

para o desfecho da infecção neonatal,

podendo manifestar-se como sepse,

meningite e pneumonia (Barbosa et

al, 2016; Capellin et al., 2018). Nas

gestantes, está associado a infecções

do trato urinário, endometrite,

corioamnionite, ruptura prematura de

membranas e parto prematuro, além

da possível ocorrência de aborto e

morte fetal intra-uterina (Senger et

al., 2016).

Em recém-nascidos, o Streptococcus

agalactiae pode causar quadros clínicos

distintos de acordo com o aparecimento

dos sintomas (Battistin et al., 2018). A

doença estreptocócica de início precoce

geralmente ocorre por transmissão

vertical da bactéria por via ascendente

ou intra-amniótica, através da ruptura

das membranas, aspiração do líquido

amniótico ou em contato com secreções

vaginais durante o parto, com instalação

nas primeiras horas ou até o sétimo dia

de nascimento e corresponde a 85%

das infecções neonatais (Senger et al.,

2016; Battistin et al., 2018; Paiva et

al., 2017). As manifestações clínicas

predominantes são sepse, choque

séptico, desconforto respiratório, apneia,

pneumonia e meningite, podendo

evoluir a óbito até o segundo dia de vida

(Função & Narchi, 2013; Capellin et al.,

2018; Senger et al., 2016; Battistin et al.,

2018). A prematuridade é considerada

um fator de risco para o desenvolvimento

de infecção precoce, onde a imaturidade

do sistema imunológico faz com que

ocorra uma rápida multiplicação do

microrganismo, aumentando de 10 a 15

vezes o risco de sepse (Paiva et al., 2017).

ARTIGO CIENTÍFICO II

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 31


Autores: Eduardo Langorte Toledo1, Silvia Bock de Matos3,

Carolina Mallmann Wallauer de Mattos2.

ARTIGO CIENTÍFICO II

A infecção neonatal tardia

desenvolve-se entre o sétimo dia de

nascimento até o terceiro mês, onde

o processo infeccioso pode ocorrer

pela transmissão do microrganismo

no momento do parto, pela aquisição

pós-natal a partir da mãe colonizada

ou através do ambiente hospitalar e

domiciliar. (Função & Narchi, 2013;

Senger et al., 2016; Battistin et al.,

2018). O quadro clínico predominante é

a meningite, que apesar de apresentar

uma menor taxa de mortalidade, mais

de 20% dos sobreviventes de meningite

provocada por Streptococcus agalactiae

têm sequelas neurológicas graves,

incluindo retardo mental e hidrocefalia,

além de infecções cutâneas,

osteoarticulares, surdez, cegueira

e deficiências no desenvolvimento

(Senger et al., 2016).

O método laboratorial para a

identificação do estreptococo do grupo

B na região retovaginal é fundamental

para detectar o maior número possível

de gestantes colonizadas no período

pré-natal. (Siqueira, 2017; Nomura

et al., 2009). Dessa forma, a pesquisa

de colonização por Streptococcus

agalactiae em gestantes possibilita a

realização de medidas preventivas que

minimizam desfechos desfavoráveis,

onde o Centers for Diseases Control

and Prevention (CDC) recomenda

a triagem pré-natal baseada em

cultura e uso de profilaxia antibiótica

intraparto, que resultou em reduções

na doença estreptocócica de início

precoce entre os recém-nascidos.

(Verani et al., 2010).

No Brasil, o rastreamento da

colonização pelo estreptococo do

grupo B não faz parte do protocolo

de assistência pré-natal proposto

pelo Ministério da Saúde e os dados

epidemiológicos no país não são bem

conhecidos (Battistin et al., 2018).

Devido à ausência de um programa de

vigilância e a falta de pesquisa sobre

a colonização materna no período

pré-natal, sua investigação torna-se

um componente importante para

minimizar as infecções causadas pelo

microrganismo (Barbosa et al., 2016;

Battistin et al., 2018). O objetivo deste

trabalho foi determinar a prevalência

de colonização retovaginal por

Streptococcus agalactiae em gestantes

atendidas em um hospital de referência

obstétrica no Rio Grande do Sul.

Métodos

Trata-se de um estudo transversal, de

caráter retrospectivo com abordagem

qualitativa. Foram incluídas no estudo

todas as gestantes submetidas à

pesquisa de estreptococo do grupo

B durante o período proposto. Como

critério de exclusão, não foram

utilizados os prontuários de gestantes

com dados incompletos.

Os dados foram coletados através dos

prontuários de gestantes submetidas

à pesquisa de estreptococo do grupo

B pela Unidade de Ginecologia e

Obstetrícia de um hospital de referência

obstétrica no Rio Grande do Sul, entre

julho de 2017 a dezembro de 2018.

Neste período, o laboratório analisou

717 amostras de 695 gestantes

atendidas pelo Sistema Único de

Saúde, com origem no ambulatório de

gestação de alto risco e internação.

A coleta de dados foi realizada entre

os meses de junho e setembro de 2019

a partir dos registros do Laboratório de

Microbiologia, que permitiu a seleção

das gestantes no período proposto

para a pesquisa. O software de

gerenciamento laboratorial deu acesso

a origem, Código Internacional de

Doenças (CID), idade e resultado para

a pesquisa de estreptococo do grupo B

das gestantes. Os dados coletados foram

arquivados em planilha eletrônica no

software Microsoft Excel®, versão 2016

e posteriormente realizada a análise

estatística dos resultados obtidos.

0 32

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


Autores: Eduardo Langorte Toledo1, Silvia Bock de Matos3,

Carolina Mallmann Wallauer de Mattos2.

ARTIGO CIENTÍFICO II

A metodologia laboratorial utilizada

no referido hospital para a identificação

de Streptococcus agalactiae se dá

a partir da coleta de swab vaginal,

retal ou retovaginal, corretamente

identificadas, armazenadas em meio

Stuart e encaminhadas para análise.

Esses swabs são semeados em meio

cromogênico seletivo para a detecção

de Streptococcus agalactiae (chromID

Strepto B - bioMérieux) e incubados em

estufa bacteriológica por 18-24 horas a

35±2°C. Em caso de teste negativo,

a placa é reincubada por 24 horas. O

crescimento de colônias com coloração

malva é submetido ao CAMP teste e

bile-esculina. CAMP positivo e bileesculina

negativo indicam resultado

positivo para Streptococcus agalactiae

na amostra analisada.

positivo, 10 (13,9%) continham ruptura

prematura de membranas como Código

Internacional de Doenças (CID), 12

(16,7%) parto precipitado e 50 (70,8%)

apresentavam outros motivos, incluindo

infecção do trato urinário.

Durante os 17 meses propostos para a

pesquisa (Julho de 2017 à dezembro de

2018), o Laboratório de Microbiologia

do referido hospital recebeu amostras

de 695 gestantes, com detecção do

estreptococo do grupo B em 173

mulheres, correspondente a uma taxa

de colonização de 24,9% (Tabela 2). A

frequência mensal de culturas positivas

para Streptococcus agalactiae variou

de 4,2% (Setembro de 2018) à 41,2%

(Setembro de 2017), com média de 9,6

resultados positivos por mês.

O presente projeto foi elaborado de

acordo com as diretrizes e normas

regulamentadoras e aprovado pelo

Comitê de Ética e Pesquisa em Seres

Humanos da Universidade Luterana do

Brasil no dia 29 de abril de 2019, sob o

parecer Nº 3.291.162.

Resultados

Durante o período em estudo,

395 gestantes foram atendidas no

Ambulatório de Gestação de Alto Risco

e 300 encontravam-se internadas no

hospital (Tabela 1), apresentando 25,6%

e 24% de colonização materna pelo

estreptococo do grupo B, respectivamente.

Das gestantes internadas com resultado

0 34

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


A idade das gestantes variou de

15 a 48 anos, com uma prevalência

de colonização maior naquelas

com idade entre 30 e 39 anos,

totalizando 27,7% (Tabela 3).

A média de idade das gestantes

colonizadas foi de 29 anos.

ARTIGO CIENTÍFICO II

Das 717 amostras analisadas no

Laboratório de Microbiologia, 21

foram swabs distintos das regiões

vaginal e retal, 5 de swab vaginal e

670 swabs combinados da vagina

e reto, ao passo que amostras

isoladas da região retal não foram

solicitadas. Dessas, 175 (24,4%)

apresentaram crescimento positivo

para o estreptococo do grupo B,

onde 3 (11,5%) de swab vaginal, 6

(28,6%) de swab real e 166 (24,8%)

pela coleta concomitante de swab

vaginal e retal (Tabela 4). Das 21

gestantes submetidas ao exame com

swabs coletados separadamente, 4

apresentaram positividade somente

em amostra retal, 1 somente

em amostra vaginal e 2 tiveram

resultado positivo para ambas. Das

5 gestantes que tiveram amostra

somente vaginal, nenhuma estava

colonizada.

Discussão

No Brasil, as taxas de colonização pelo

Streptococcus agalactiae em gestantes

tiveram os primeiros estudos na década

de 1980 na região Sul, com prevalência

de aproximadamente 25% (Paiva et

al., 2017). Neste estudo realizado em

um hospital de referência obstétrica

no Rio Grande do Sul, a prevalência de

gestantes colonizadas foi de 24,9%. Em

comparação a pesquisas similares, os

resultados deste trabalho evidenciaram

uma taxa de colonização semelhante

às encontradas por outros autores.

Das 173 grávidas que apresentaram

positividade para Streptococcus

agalactiae na região retovaginal,

101 (25,6%) manifestavam alguma

condição clínica que as classificavam

como de alto risco e 72 (24,0%)

encontravam-se na internação do

hospital, onde 10 (13,9%) continham

ruptura prematura de membranas e

12 (16,7%) parto precipitado como

Código Internacional de Doenças

(CID). Essas informações levantam a

hipótese de que o agente causador

das intercorrências citadas seja o

estreptococo do grupo B, visto que

são as duas principais complicações

provocadas pelo microrganismo na

gestante.

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 35


Autores: Eduardo Langorte Toledo1, Silvia Bock de Matos3,

Carolina Mallmann Wallauer de Mattos2.

ARTIGO CIENTÍFICO II

Nomura et al. (2009) realizaram

um estudo em Campinas associando

microrganismo na região retovaginal

em 7 delas (6,1%). Outras infecções

avaliaram a taxa de colonização

pelo estreptococo do grupo B entre

a colonização materna com parto

também foram observadas, como

mulheres grávidas infectadas e

prematuro e/ou ruptura prematura

a toxoplasmose (6,8%), o HIV

não infectadas com HIV, obtendo

de membranas. A prevalência

(4,8%) e a sífilis (3,9%). Mesmo

29,6% e 24,2%, respectivamente.

de gestantes colonizadas por

apresentando uma prevalência de

Linhares et al. (2011) ainda citam a

Streptococcus agalactiae foi de

colonização inferior a outros dados

rubéola como doença detectada com

27,6%, sendo 30% em mulheres com

nacionais, encontrou-se superior

frequência inferior à colonização

ruptura prematura de membranas

ao HIV e a sífilis nessa pesquisa.

materna pelo estreptococo do grupo

e 25% com trabalho de parto

Porém, esses dois exames são

B, além da sífilis.

pré-termo. Dois recém-nascidos

obrigatórios no acompanhamento

colonizados apresentaram sepse

pré-natal, ao contrário da pesquisa

No país, pesquisas sobre

precoce por Streptococcus agalactiae

do Streptococcus agalactiae.

a colonização materna pelo

e um foi a óbito por choque séptico

Streptococcus agalactiae têm

com 48 horas de vida. Sousa et al.

Em 2011, uma pesquisa realizada

apresentado resultados variáveis

(2019) determinaram a prevalência

por João et al. com gestantes

ao longo dos anos (Figura 1). Um

de microrganismos isolados em

soropositivas revelou uma taxa

aspecto importante na avaliação

hemoculturas na unidade neonatal

de 32,2% de colonizadas pelo S.

da prevalência do Streptococcus

de terapia intensiva de um hospital

agalactiae podendo o vírus ou

agalactiae é o habitat do

no Ceará, onde dos 88 achados

alguma condição relacionada à ele

microrganismo, onde a intermitência

bacterianos, 20 (21,5%) eram

ser considerado um fator de risco.

da sua colonização e a ausência de

gram-negativos e 68 (73,1%) gram-

Mitima et al. (2014) relataram a

sintomas são fatores que podem

positivos, estando o Streptococcus

ocorrência de infecção urinária e a

causar alterações no rastreamento

agalactiae em 1,1% das amostras.

presença do vírus HIV como fatores

bacteriano. Por esse motivo, os

significativamente

associados

valores de culturas positivas são

Barros et al. (2015) avaliaram a

à colonização por Streptococcus

mais relevantes quando detectados

colonização pelo estreptococo do

agalactiae, evidenciando a hipótese

no terceiro trimestre de gestação,

grupo B em 114 gestantes de alto

anterior. Na Bélgica, um estudo

pela possibilidade de transmissão

risco no Rio de Janeiro, detectando o

realizado por Dauby et al. (2018)

da bactéria no momento do parto.

0 36

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


Como o trato gastrointestinal

é o reservatório primário do

microrganismo e sua principal fonte

da colonização vaginal, hábitos de

higiene e práticas sexuais também

podem aumentar o risco de

colonização vaginal.

ARTIGO CIENTÍFICO II

Alguns autores relatam que essas

variações estão relacionadas às

diferenças em suas características como

idade, raça, nível socioeconômico,

localização geográfica, método de

isolamento utilizados, sítio de coleta

e idade gestacional (Função & Narchi,

2013). Barros et al. (2015) levantaram

uma hipótese sobre as diferenças

na frequência de colonização pelo

microrganismo, considerando o fato

de que, em diferentes épocas da

gestação, um elevado número de

gestantes desenvolvem infecções

bacterianas e são tratadas com

antimicrobianos, podendo o

tratamento levá-las à descolonização,

interferindo no rastreamento e,

consequentemente, nos resultados de

prevalência obtidos.

Figura 1 - Prevalência colonização por S. agalactiae em diferentes estados do Brasil

Neste estudo, a média de idade das

grávidas colonizadas foi de 29 anos,

apresentando uma frequência maior

(27,7%) naquelas com idade entre 30

e 39 anos. Krueger (2016) relatou que

56,6% das gestantes em seu estudo

possuíam entre 31 a 40 anos de idade,

28,6% de swab retal e 11,5% de swab

vaginal. Das amostras isoladas, a taxa

de positividade maior no material

coletado do reto é justificada pelo

fato de que o trato gastrointestinal é

o principal reservatório da bactéria,

podendo então, colonizar a região

semelhante aos dados encontrados genital. Porém, esse resultado

neste trabalho, enquanto Battistin

et al. (2018) encontraram 30,8%

de positividade naquelas com idade

inferior a 20 anos.

Na análise microbiológica realizada

neste estudo, 24,8% das amostras

positivas foram de swab retovaginal,

difere do encontrado por Barbosa

et al. (2016), que obteve 52,6% em

amostra vaginal, 10,5% retal e 36,9%

no combinado das duas regiões.

Dados como nível socioeconômico,

idade gestacional e raça não foram

avaliados neste trabalho, visto que

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 37


Autores: Eduardo Langorte Toledo1, Silvia Bock de Matos3,

Carolina Mallmann Wallauer de Mattos2.

ARTIGO CIENTÍFICO II

não foi aplicado questionário para as

gestantes. A idade gestacional pode ter

apresentado grandes variações devido

ao fato de muitas delas darem entrada

através da emergência obstétrica, sem

acompanhamento pré-natal prévio,

além daquelas que descobrem a gravidez

somente no momento do parto.

Senger et al. (2016), Dell’Osbel et al.

(2018), Melo et al. (2018) e Barbosa et al.

(2016) realizaram estudos similares sobre

fatores associados à colonização pelo

estreptococo do grupo B, encontrando

maior frequência de culturas positivas

entre a 30ª e 32ª semanas de gestação

(38,89%), ≥ 36 semanas (23%), 36ª

semana gestacional (31,16%) e 40ª

semana (29,2%), respectivamente.

Senger et al. (2016) e Dell’Osbel et

al. (2018) relataram maior frequência

de positividade em mulheres brancas

(22,97% e 20,7%), Melo et al. (2018)

em não-brancas (30,37%) e Barbosa et

al. (2016) em mulheres autodeclaradas

pardas (30,8%). Referente à renda,

relataram positividade em 23,61% nas

gestantes com renda inferior a 3 salários,

27,6% sem renda ou até 1 salário

mínimo, 36,46% acima de 2 salários e

21,3% entre 1 e 2 salários, nessa ordem.

Diferentes estudos internacionais

também indicam uma frequência

de colonização similar à encontrada

neste trabalho, onde Back et al.

(2012) relatam que cerca de 20% das

mulheres grávidas são colonizadas

pelo estreptococo do grupo B nos

Estados Unidos da América (EUA).

Na Austrália Ocidental, Furfaro et

al. (2019) realizaram o primeiro

estudo sobre a colonização prénatal

por Streptococcus agalactiae,

observando uma taxa de colonização

de 24% entre as gestantes. Com

o objetivo de avaliar a taxa de

colonização do estreptococo do

grupo B em mulheres grávidas e

identificar complicações obstétricas

e sepse neonatal precoce induzida

pelo microrganismo na Coréia, Kim

et al. (2018) encontraram 11,6%

de gestantes colonizadas, sem

aumento significativo observado nas

complicações relacionadas à gravidez

entre as gestantes colonizadas e

não colonizadas. Entre os neonatos

nascidos de mães colonizadas,

houve sepse neonatal precoce em

1,5%, porém, a complicação não

foi relacionada com o Streptococcus

agalactiae.

Em 2018, a administração das

recomendações profiláticas para

o estreptococo do grupo B foi

transferida do Centers for Disease

Control and Prevention (CDC) para o

American College of Obstetrics and

Gynecology (ACOG) e para a American

Academy of Pediatrics (AAP). Sendo

assim, em junho de 2019, o ACOG

publicou uma atualização que

substituiu as diretrizes propostas

pelo CDC em 2010 e atualizada

novamente em fevereiro de 2020.

As principais medidas profiláticas da

doença estreptocócica indicado pelo

ACOG continuaram sendo a triagem

pré-natal universal por cultura

retovaginal entre a 36ª e 37ª semanas

de gestação, teste de amplificação

de ácido nucleico (NAAT), realização

apropriada de profilaxia antibiótica

intraparto (a partir de cultura,

bacteriúria, histórico de colonização

e infecção neonatal entre outros

fatores de risco), e alinhamento com

profissionais de saúde (ACOG, 2020).

Em Agosto de 2019, a American

Academy of Pediatrics (AAP) publicou

um novo relatório clínico sobre o

“Manejo de Crianças em Risco de

0 38

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


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ARTIGO CIENTÍFICO II

Doença Estreptocócica do Grupo

B”, abordando a epidemiologia,

microbiologia, patogênese da doença

e estratégias de manejo para a

infecção neonatal precoce e tardia por

estreptococo do grupo B. O relatório

fornece aos profissionais informações

e recomendações atualizadas para

a avaliação de recém-nascidos em

risco de doença estreptocócica e para

o tratamento daqueles com infecção

confirmada (Karen et al., 2019).

Recentemente, em Março de 2020, a

American Society for Microbiology (ASM)

publicou uma diretriz provisória para a

detecção e identificação do estreptococo

do grupo B, com o objetivo de fornecer

recomendações específicas para a

coleta de material, armazenamento e

transporte ideal de amostras, detecção

e identificação de microrganismos, teste

de susceptibilidade antimicrobiana e

comunicação dos resultados (Laura et

al., 2020). Essas organizações colaboram

juntas na prevenção da doença

estreptocócica neonatal há muitos

anos, onde as últimas atualizações

representam o progresso e a dedicação

contínua entre os grupos de atenção à

saúde.

Conclusão

Estudos sobre a prevalência

de gestantes colonizadas pelo

estreptococo do grupo B são de grande

relevância para a saúde pública,

visto que o microrganismo pode

causar graves infecções em neonatos.

Considerando as elevadas taxas de

colonização materna encontradas na

literatura, destaca-se a real necessidade

de rastreamento do Streptococcus

agalactiae como procedimento de

rotina durante o acompanhamento

pré-natal, em conjunto aos demais

exames de igual importância, já

preconizados pelo Ministério da Saúde.

A triagem baseada em cultura segue

como a metodologia padrão-ouro

para a detecção do estreptococo do

grupo B na região retovaginal de

mulheres grávidas e o uso da profilaxia

antibiótica intraparto têm apresentado

resultados satisfatórios na prevenção

da transmissão vertical da bactéria,

considerada a estratégia mais eficaz

para minimizar o risco da doença

estreptocócica neonatal. No Brasil, o

rastreamento de gestantes colonizadas

pelo Streptococcus agalactiae e a

profilaxia antibiótica intraparto não

são preconizados como rotina no prénatal,

sendo praticado de maneira

não obrigatória em alguns centros de

assistência obstétrica.

As atualizações das diretrizes de

prevenção da doença esteptocócica

propostas recentemente visam otimizar

as práticas atuais recomendadas para

a triagem de gestantes colonizadas

pelo microrganismo, minimizando as

infecções causadas pelo Streptococcus

agalactiae em recém-nascidos,

possibilitando assim, detecção e

medidas profiláticas eficazes para uma

gestação e parto saudáveis, promovendo

a integridade e saúde da mãe e do bebê.

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0 40

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


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ARTIGO CIENTÍFICO II

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 41


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ARTIGO CIENTÍFICO III

PRINCIPAIS MARCADORES

TUMORAIS USADOS NA CLÍNICA MÉDICA:

REVISÃO DA LITERATURA

MAIN TUMOR MARKERS USED IN THE MEDICAL CLINIC: LITERATURE REVIEW

Autoras:

Jéssica Balverdu da Silva 1 , Allyne Cristina Grando 1

1

Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Canoas RS Brasil

Resumo

O câncer é um problema de saúde pública e acomete

o maior número de mortes mundialmente, perdendo

somente para as doenças cardiovasculares. Pesquisas

estão sendo realizadas sobre os marcadores tumorais

(MT), pois estes facilitam a detecção precoce e ajudam

no direcionamento do melhor tratamento. Portanto, a

literatura sobre os MT está em expansão. Por este motivo,

esta revisão bibliográfica teve como objetivo trazer

artigos atuais caracterizando os principais MT sorológicos

utilizados na clínica médica. Atualmente, os principais

MT sorológicos são: AFP (alfa-fetoproteína), CA 15-3

(Antígeno do câncer 15-3), CA 19-9 (Antígeno do câncer

19-9), CA 125 (Antígeno do Câncer 125), Calcitonina, CEA

(Antígeno carcinoembrionário), Cromogranina A (CgA),

hCG (Gonadotrofina coriônica humana), PSA (antígeno

prostático especifico) e Tiroglobulina. A partir desta revisão

de literatura, foi possível verificar a importância dos MT na

clínica médica, mesmo estes sendo usados apenas como

exame complementar devido às suas inconsistências.

Palavras-Chave: Marcadores Tumorais, tumor, neoplasia, diagnóstico.

Abstract

Cancer is a public health problem and affects the

largest number of deaths worldwide, second only to

cardiovascular diseases. Studies are being made on

tumor markers (TM), because they facilitate early

detection and help guide the best treatment. Therefore,

the literature on TM is expanding, for this reason

this literature review aimed to bring current articles

characterizing the main serological TM used in the

medical clinic. Currently the main serological TMs are:

AFP (alpha-fetoprotein), CA 15-3 (Cancer Antigen 15-

3), CA 19-9 (Cancer Antigen 19-9), CA 125 (Cancer

Antigen 125), Calcitonin, Carcinoembryonic Antigen

(CEA), Chromogranin A (CgA), hCG (human chorionic

Gonadotrophin), PSA (prostate specific antigen)

and Thyroglobulin. From this literature review, it

was possible to verify the importance of the TM in

the medical clinic, even these being used only as

complementary examination due to its inconsistencies.

Keywords: Tumor markers, tumor, neoplasm, diagnostic.

0 44

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


Introdução

Diariamente, todas as células que

formam os tecidos do corpo humano

multiplicam-se milhares de vezes, sendo

essa multiplicação um processo natural

do organismo. Alguns tipos de células

não se multiplicam; porém, grande

parte das células do organismo humano

segue o mesmo processo contínuo:

crescer, multiplicar e morrer (1) .

ARTIGO CIENTÍFICO III

Câncer é o nome dado a um conjunto

de mais de 100 doenças, onde estas

possuem em comum uma divisão celular

desordenada. Estas células dividem-se

de forma veloz e enérgica e essa divisão

invade outros tecidos orgânicos do corpo

humano acarretando em transtornos

funcionais (1) .

O início da proliferação das células

cancerígenas, processo que recebe o

nome de carcinogênese, possui três

etapas. A primeira é a iniciação, onde

uma das células de um tecido que estão

se multiplicando normalmente passa

por uma modificação em algum gene

causada por agentes cancerígenos ou

carcinógenos. A segunda etapa é a

promoção, onde a célula já com o gene

modificado sofre efeitos por contato

contínuo dos oncopromotores, sendo

neste momento que a célula torna-se

maligna. E a terceira e última etapa é a

progressão, onde ocorre a multiplicação

sem controle e sem retorno da célula

com o gene alterado, ou seja, da célula

maligna. É nesta etapa que o câncer

começa a evoluir e as manifestações

clínicas iniciam-se (1,2 ).

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 45


Autoras: Jéssica Balverdu da Silva 1 , Allyne Cristina Grando 1 .

ARTIGO CIENTÍFICO III

O câncer é um problema de saúde

pública e acomete o maior número

de mortes mundialmente, perdendo

somente para as doenças cardiovasculares.

Em 2012, estima-se que surgiram 14,1

milhões de casos novos e 8,2 milhões

de óbitos ao redor do mundo devido ao

câncer. Os tipos de câncer relacionados

com desenvolvimento e urbanização

são os que mais aparecem em países

desenvolvidos. Já em países de baixo

e médio desenvolvimento, os tipos de

câncer que mais aparecem são os de

origem infecciosa (3,4) .

De acordo como Ministério da Saúde

e o Instituto Nacional do Câncer (INCA)

no Brasil, estima-se que surgirão 600 mil

casos novos para os anos de 2018 e 2019.

Há 70% da ocorrência de novos casos

nas regiões Sul e Sudeste, no Rio Grande

do Sul e Porto Alegre. Em homens, a

predominância é a de câncer de próstata,

e em mulheres a predominância é a do

câncer de mama; porém, em ambos os

sexos a predominância é do câncer de

pele não melanoma, conforme tabela 1,

tabela 2 e tabela 3 (3, 4, 5) .

A Organização Mundial da Saúde

(OMS) recomenda focar no diagnóstico

precoce de tumores para lidar com o

aumento da incidência de casos novos

de câncer diagnosticados. Por este

motivo, muitos marcadores tumorais

estão sendo estudados, pois a utilização

destes marcadores na caracterização e

quantificação do câncer tem se mostrado

muito importante para o prognóstico e

evolução do tratamento (3, 4, 5) .

0 46

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


Fluxo de

trabalho ideal


Autoras: Jéssica Balverdu da Silva 1 , Allyne Cristina Grando 1 .

ARTIGO CIENTÍFICO III

Marcadores Tumorais

Os Marcadores Tumorais (MT) ou

marcadores biológicos são macromoléculas

(proteínas, antígenos de superfície celular,

proteínas citoplasmáticas, enzimas e

hormônios) que são produzidas pelo tumor

e estão presentes na corrente sanguínea ou

em outros fluidos biológicos, ou ainda em

tecidos. Estas macromoléculas podem ser

produtos endógenos de células altamente

ativas metabolicamente ou produtos de

genes recém-ativados, que podem ter

permanecido sem serem expressos no início

da vida, ou antígenos recém-adquiridos em

níveis celulares e subcelulares (6,7,8) .

Os MT datam de 1847, onde surgiram

as primeiras descobertas a respeito

dessas macromoléculas. É importante

saber sobre o histórico dos MT (Tabela

4), pois, desta forma, torna-se possível

verificar que, precedentemente à

descoberta sobre os MT, os pesquisadores

já possuíam o entendimento de que

algumas substâncias eram originadas

do tumor (11) .

Como cada MT possui seu intervalo de

referência, quando estes valores estão em

elevação ou elevados, isto deve ser visto

como um sinal alarmante a ser investigado,

pois os marcadores estão ligados

diretamente à resposta de oncogênese

e ao crescimento de células neoplásicas.

Portanto, isto pode ser indicação de que

há uma neoplasia recorrente ou em

progresso; porém, estes marcadores podem

apresentar-se em baixas concentrações em

pessoas que não possuem um processo

neoplásico. Assim, é importante verificar o

histórico do paciente (6, 7, 8, 9) .

Para um MT ser considerado ideal, o

mesmo deve ser produzido por todas as

neoplasias da mesma linhagem e seus

níveis devem ser detectados, mesmo

se estiverem em baixas concentrações.

O valor da concentração do MT no

organismo deverá refletir com precisão

a evolução clínica e a regressão da

neoplasia no organismo do paciente.

Todavia, não há nenhum MT estudado

até o momento que se encaixe em todas

as características citadas que o façam

um MT ideal, pois alguns pecam na

falta de especificidade e outros na falta

de sensibilidade. Há ainda aqueles onde

ambos os parâmetros não se mostram

satisfatórios. Portanto, na maioria das

vezes eles, são utilizados como uma

análise complementar para o diagnóstico

e, quando usados para diagnóstico, seus

valores são analisados considerando

um painel de MT e o histórico de cada

paciente individualmente (7) .

Os MT são importantes na

clínica médica devido ao auxílio

principalmente no diagnóstico e no

controle de neoplasias. Além disso,

eles podem ser úteis na verificação

de como o organismo do paciente

está respondendo ao tratamento e

facilitar a busca da melhor terapia

para combater a neoplasia. Auxiliam

ainda no prognóstico, na localização de

metástase, na detecção de recorrência

e de recidivas (6, 9) .

0 48

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


São utilizadas metodologias de

imuno-histoquímica para detectar estes

marcadores em tecidos, facilitando

a diferenciação das neoplasias no

diagnóstico. Já no sangue, os MT

podem ser dosados através de técnicas

de biologia molecular, como, por

exemplo, o teste da Reação em Cadeia

da Polimerase (PCR), Southern blotting

e Northern blotting e imunoensaios (7,10) .

Devido à importância dos MT, a literatura

sobre eles está em expansão; porém, até

o momento, o último artigo de revisão

bibliográfica compilando e detalhando

os principais MT sorológicos utilizados na

clínica média foi publicado no ano de 2007.

Portanto, esta revisão bibliográfica

abordou artigos, mostrando as

características mais relevantes dos

principais MT sorológicos utilizados na

clínica médica, como eles podem ser

usados e bem como a sua importância.

Metodologia

Para a realização do presente trabalho de

revisão de literatura, foi feita uma pesquisa

de artigos científicos nas plataformas

Scielo e PubMed nos idiomas português

e inglês. Foram utilizados os seguintes

descritores: marcadores biológicos,

marcadores tumorais, tumor, os quais

foram usados em conjunto com o nome

de cada marcador tumoral.

Para que tivéssemos uma revisão

bibliográfica atualizada e completa

referente ao assunto analisado, foram

selecionados materiais no intervalo

de 10 anos; porém, em casos em que

foi necessário, utilizamos materiais

anteriores ao ano de 2008.

Principais Marcadores Tumorais

Utilizados

Na clínica médica, entre os principais

marcadores tumorais sorológicos utilizados

atualmente, são: AFP (alfa-fetoproteína),

CA 15-3 (Antígeno do câncer 15-3), CA

19-9 (Antígeno do câncer 19-9), CA 125

(Antígeno do Câncer 125), Calcitonina,

CEA (Antígeno carcinoembrionário),

Cromogranina A (CgA), hCG (Gonadotrofina

coriônica humana), PSA (antígeno

prostático especifico) e Tiroglobulina,

conforme demonstrado na tabela 5.

Alfa-Fetoproteína

A Alfa-fetoproteína (AFP), que

também pode ser chamada de alfa-

1-fetoproteína ou α-fetoglobulina,

é o único marcador tumoral com

significado clínico fundamentado. É

uma molécula de glicoproteína com

massa molecular de 69 a 70kDa, com

590 aminoácidos e 4% de resíduos de

carboidratos. Ela pode ser detectada

no soro. A AFP é sintetizada no saco

vitelino e, posteriormente, pelo fígado.

Suas propriedades químicas são

parecidas com a albumina. Além de ser

a primeira e dominante alfa-globulina

a aparecer no soro no início da vida

embrionária (7,12, 13, 14) .

Os intervalos de referência da AFP na

população sadia são baixos, entre 5ng/

mL e 15ng/mL. Concentrações acima de

500ng/mL são imensamente indicativas

de processo neoplásico no organismo,

e valores acima de 1000ng/mL são

indicativos de presença de neoplasia (7) .

A AFP é o MT mais usado para

o rastreamento e segmento de

carcinoma hepatocelular em pacientes

com doença hepática crônica. Suas

concentrações estão acima de 20ng/

mL em cerca de 60% a 95% no

carcinoma hepatocelular, mas somente

valores acima de 500ng/mL podem

ser considerados pertencentes de

carcinoma hepatocelular

(13,15,16)

.

Porém, de acordo com o Foodand Drug

Administration (FDA), a AFP é utilizada

também para avaliar a extensão da

disseminação do tumor do câncer

testicular não seminomatoso (17) .

Porém, a concentração da AFP pode

estar alterada não somente quando

há algum processo neoplásico no

organismo. Outros distúrbios podem

alterar sua concentração, como, por

exemplo, cirrose, necrose hepática

maciça, hepatite crônica. A AFP

também é solicitada para gestantes,

pois a AFP detecta igualmente casos

de fetos com síndrome de Down,

além de defeitos do tubo neural fetal,

como anencefalia e espinha bífida, e

sofrimento ou morte fetal (12,13) .

Antígeno do Câncer 15.3

O Antígeno do Câncer 15.3 (CA 15.3)

é uma glicoproteína da superfície

celular, classificado como mucina,

a qual é sintetizada pelas células

epiteliais glandulares. O CA 15.3 possui

ARTIGO CIENTÍFICO III

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

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Autoras: Jéssica Balverdu da Silva 1 , Allyne Cristina Grando 1 .

ARTIGO CIENTÍFICO III

massa molecular em torno de 400kDa,

podendo ser quantificado através

do soro sanguíneo. Seu intervalo de

referência para concentrações normais

é até 25U/mL (7, 17, 18,) .

O CA 15.3 é o marcador tumoral

elementar do câncer de mama devido a ele

possuir alta sensibilidade e especificidade

a esse tipo de tumor. Sua concentração

sérica elevada é variável, pois depende do

estadiamento dos pacientes, sendo de 5%

a 30% no estádio I, 15% a 30% no estádio

II, 60% a 70% no estádio III, e de 65% a

90% no estádio IV. Quando há aumento

da concentração sérica superior a 25%,

é correlacionada à progressão da doença

em 80% a 90% dos casos. E quando há

diminuição de sua concentração sérica, é

associada à regressão em 70% a 80% (7, 19) .

De acordo com European Groupon

Tumor Markers (EGTM) e FDA, o CA

15.3 deve ser usado clinicamente

para o monitoramento de pacientes

com câncer de mama. Porém, a

American Society of Clinical Oncology

(ASCO) afirma a importância de

não usar somente o CA 15.3 para o

monitoramento do câncer de mama,

mas utilizar em conjunto a ele exames

de imagem e o histórico do paciente

em questão (17,20) .

Além do câncer de mama,

concentrações elevadas de CA 15.3

podem ser encontradas na superfície

estrutural de tumores pulmão,

intestino, colo uterino, ovário, fígado e

linfomas. As concentrações de CA 15.3

também podem estar elevadas em

doenças benignas, como em hepatite

crônica, tuberculose, sarcoidose e lúpus

eritematoso sistêmico (7, 19) .

Antígeno do Câncer 19.9

O Antígeno do Câncer 19.9 (CA 19.9)

é um carboidrato de superfície celular,

tem peso molecular de 210Kd. Este

antígeno é sintetizado usualmente pelas

células ductais pancreáticas e biliares,

mas também pode ser sintetizado

pelas células epiteliais do estômago,

cólon, endométrio e glândulas salivares

(7, 21, 22)

. Pode ser quantificado pelo soro

sanguíneo e seu intervalo de referência

para concentrações normais é de até

37U/mL (7,17) .

Concentrações de CA 19.9 aparecem

elevadas na maioria dos pacientes

com câncer de pâncreas, mas seu

desempenho deixa a desejar para a

detecção precoce devido a um número

substancial de leituras de falso-positivo

e falso-negativo (23) .

Portanto, o CA 19.9 elevado é um

indicador para o câncer de pâncreas,

pois este MT apresenta sensibilidade

de 81% e especificidade de 90% para

este tipo de câncer. Por este motivo, o

CA19.9 é o MT aprovado pela FDA para

diagnóstico de câncer de pâncreas.

Porém, suas concentrações podem

estar elevadas em outros tipos de

câncer, como no de biliar, hepatocelular,

colorretal e gástrico. Concentrações

acima de 1,000 U/mL geralmente

indicam câncer digestivo (23, 24) .

O CA 19.9 pode estar elevado em

doenças benignas, não ultrapassando o

valor de 120 U/mL, como cirrose hepática,

pancreatite, doença inflamatória intestinal

e doenças autoimunes (11) .

Antígeno do Câncer 125

O Antígeno do Câncer 125 (CA 125)

é uma glicoproteína de peso molecular

entre 200 a 2000kDa com subunidades

menores. Ele não é produzido somente

pelas células tumorais do câncer de

ovário, mas também pelas células da

pleura, peritônio e epitélio mülleriano

(25, 26)

. Essa glicoproteína pode ser

quantificada através do soro sanguíneo,

e seu intervalo de referência é de 35U/

mL. Porém, quando o objetivo é ter uma

maior especificidade, pode-se considerar

o intervalo de referência 65U/mL (11,17) .

O CA 125 é o MT mais avaliado para

detecção precoce de câncer de ovário,

além de ser usado para monitorar as

recorrências deste câncer. Antes de

qualquer sinal clínico de uma recorrência,

leva em torno de dois a 12 meses para

(11, 25,

os níveis do CA 125 aumentarem

27)

. Porém, atualmente, o CA 125 é mais

usado para possibilitar a continuação da

reposta bioquímica ao tratamento; e, em

casos de câncer epitelial de ovário, prever

a recaída (28) .

Para o diagnóstico de câncer de

ovário, sua sensibilidade é de 80% a

85% no tipo epitelial. Este valor pode

variar, pois depende do estadiamento

do câncer, sendo 50% no estádio I,

90% no estádio II, 92% no estádio

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Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


Autoras: Jéssica Balverdu da Silva 1 , Allyne Cristina Grando 1 .

ARTIGO CIENTÍFICO III

III e 94% no estádio IV (28) . Há estudo

que demonstra que, se o CA 125 for

combinado com a proteína epidídimal

humana 4 (HE4), o qual também é

um MT, o nível de prognóstico é maior,

mostrando sensibilidade para detectar

doença maligna de 76,4% com

uma especificidade de 95%; e, além

disso, não há aumento em doenças

ginecológicas benignas (29) .

O CA 125 pode estar elevado, porém,

não é comum, em casos de câncer

de mama ou colorretal. Também há

elevação do CA 125 em mulheres

grávidas, em casos de endometriose,

cistos de ovário, ou fibroides. A elevação

também pode ocorrer em pacientes

com cirrose, hepatite ou pancreatite (28) .

Calcitonina

Calcitonina é um hormônio peptídico

com heterogeneidade molecular. Pode

existir em formas bioativas e imaturas no

soro. Este hormônio é sintetizado pelas

células C parafoliculares da glândula da

tireóide e tem como principal função inibir a

reabsorção óssea pela regulação do número

e atividade de osteoblastos. E tem como

função fisiológica antagonizar o hormônio

paratiroidiano. Possui como intervalo de

referência até 19pg/mL para homens e até

14pg/mL para mulheres (11, 30,31) .

Devido à calcitonina ser sintetizada,

sobretudo, nas células C da glândula

da tireóide, seus níveis no sangue

representam a atividade das células

C, e por este motivo ela é usada como

um MT para o carcinoma medular

da tireóide. Os níveis de calcitonina

refletem a extensão do tumor.

Possui sensibilidade de 90% de

detecção para carcinoma medular de

tireóide para pacientes que possuem

histórico na família e/ou também em

pacientes com síndrome de neoplasia

endócrina múltipla tipo II. E ela passa

a ter sensibilidade de 100% para este

tipo de carcinoma quando os níveis

basais são maiores que 100pg/mL

ou quando os níveis estimulados

com pentagastrina aumentam para

maiores que 1000pg/mL (11, 30) .

Os níveis de concentração de

calcitonina no sangue podem estar

normais ou moderados em casos

de metástase, sendo indicado

solicitar a quantificação dos níveis

juntamente com os níveis do Antígeno

Carcinoembrionário (CEA), para que

então seja possível a detecção de uma

metástase ou recorrência da doença

mais precocemente (30).

A Calcitonina pode estar elevada

também em casos de doenças

benignas, como: hiperplasia benigna

de células C, nódulos tireoidianos

benignos, carcinoma diferenciado de

tireóide e tireoidite de Hashimoto (30).

Antígeno Carcinoembrionário

O Antígeno Carcinoembrionário

(CEA) é uma proteína de massa

molecular 200kDa com funções

desconhecidas até o momento, sendo

produzido normalmente durante

o desenvolvimento pré-natal. Este

antígeno é encontrado na superfície

da membrana celular e, também,

normalmente, nos tecidos do aparelho

digestivo e intestinal embrionário (7,32) .

Pode ser quantificado através do soro

sanguíneo, e seu intervalo de referência é

até 3,5ng/mL em pessoas não fumantes

e até 7ng/mL em pessoas fumantes

(7,17)

. Os níveis do CEA são muito baixos e

indetectáveis após o nascimento (32) .

O CEA possui baixa sensibilidade e

especificidade para ser usado com

uma ferramenta de diagnóstico. Por

este motivo, deve-se evitar usar este

antígeno para triagem. Porém, em casos

de pacientes recém-diagnosticados

com câncer colorretal, os níveis do CEA

correlatam-se com a carga da doença;

portanto, neste caso, o CEA tem valor

para ser usado no prognóstico. Após

a cirurgia de remoção do tumor, a

persistência de níveis elevados de

CEA indica que há algo ainda no

organismo do paciente. Portanto, como

ferramenta de vigilância, o CEA tem

uma sensibilidade significativa. Por este

motivo, as diretrizes atuais recomendam

que o CEA seja quantificado no momento

do diagnóstico, antes e após a cirurgia (33) .

Níveis aumentados do CEA podem estar

ligados à presença de neoplasia maligna.

Geralmente, é aumentado em cânceres de

cólon e reto, pois 90% do CEA é produzido

por estes cânceres (7, 34) . Porém, os níveis

de CEA podem estar elevados em outros

tipos de neoplasias, como: pulmão,

pâncreas, trato gastrintestinal, trato biliar,

tireoide, cérvice e mama (7) .

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Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


Em doenças benignas o nível de CEA

não passa de 10ng/dl. Ele pode estar

presente em doenças como cirrose

alcoólica e doença de Crohn (7, 34) .

Cromogranina A

A Cromogranina A (CgA) é uma

glicoproteína ácida de massa molecular

de 49kd. É produzida principalmente por

células neuroendócrinas. Ela participa de

um dos componentes mais abundantes

dos grânulos de secreção. Quando um

tumor progride em um tecido endócrino,

este tecido torna-se a principal fonte

de CgA circulante. A CgA pode ser

quantificada no soro sanguíneo e é

fisiologicamente excretado por exocitose

(35)

. Tem como intervalo de referência no

soro de 10ng/mL a 50ng/mL (11) .

Os níveis de CgA podem estar

elevados em diferentes tipos de tumores

endócrinos, incluindo tumores carcinóides

do estômago, pulmão, intestino, próstata

e fígado; feocromocitomas (tumor

secretor de hormônio que pode ocorrer

nas glândulas adrenais); carcinomas de

paratireóides; carcinomas medulares da

tireóide; tumores da hipófise anterior;

tumores pancreaticoduodenais; tumores

neurais; e câncer do pulmão de pequenas

células. Porém, os níveis de CgA podem

estar elevados também em tumores não

neuroendócrinos (36) .

A CgA possui sensibilidade em torno

de 60 a 100%; porém, possui como

limitação sua especificidade muito

baixa, que é em torno de 10-35%,

pois, conforme relatado anteriormente,

seus níveis podem estar elevados em

tumores não neuroendócrinos (36) .

Há elevação em doenças benignas,

como em doenças gastrointestinais,

cardiovasculares, renais, doenças

inflamatórias e endócrinas (hipotireoidismo

e hipertireoidismo) (36) .

Gonadotrofina Coriônica Humana

A Gonadotrofina Coriônica Humana é

uma glicoproteína hormonal composta

por duas subunidades, a alfa e beta,

onde a alfa consiste em 92 aminoácidos.

Essa subunidade é dividida entre outros

hormônios hipofisários, como, por

exemplo, o hormônio luteinizante (LH),

hormônio folículo-estimulante (FSH) e

hormônio estimulante da tiroide (TSH).

Já a subunidade beta consiste em 145

aminoácidos e é específica para cada

hormônio em particular. Pode ser

detectada no soro (17,37, 38) .

A fração beta (ßhCG) é empregada

para ser realizada a monitorização

e prognóstico de casos de pacientes

com tumores de células germinativas

(testículo e ovário) (28) . Concentrações

elevadas de ßhCG podem ser um sinal

prévio e alarmante de tumores de

células germinativas seminomatosas

e não seminomatosas recorrentes, até

mesmo em casos de pacientes onde

inicialmente a concentração de ßhCG era

baixa (39) . Além disso, haverá elevação da

concentração do hCG em todos os casos

de pacientes com coriocarcinoma contra

40% a 60% dos casos de pacientes com

carcinoma embrionário (28) .

A ßhCG, além de ser secretada nos

tecidos da placenta, é secretada por

outros tecidos, como os tecidos dos

testículos, cólon, fígado, pulmão e

estômago. Portanto, devido a ela ser

secretada pelos tecidos destes órgãos,

quando há um tumor crescendo no

tecido desses órgãos, ele poderá

secretar ßhCG também (38) .

A ßhCG é usada também para

diagnosticar gravidez, uma vez que há

elevação da sua concentração, sendo

possível então detecta-la após sete dias

da fixação do óvulo (11) .

Antígeno Prostático Específico

O Antígeno Prostático Específico

(PSA), que recebe o nome também

de Proteína Específica para o Tecido

Prostático, é uma protease da família

da calicreína. Possui massa molecular

de 33kDa e é sintetizada pelas células

epiteliais da próstata e secretada

no lúmen dos ductos prostáticos, a

qual possui como função liquefazer o

coágulo seminal (7, 40, 41) .

Pode ser quantificado através do

soro sanguíneo, e uma próstata

saudável libera níveis menores

que 4ng/mL de PSA na circulação;

portanto, este é o intervalo de

referência para o PSA. Porém, como

há mudança no epitélio prostático

com a idade, há um aumento dos

níveis de PSA no sangue. Por este

motivo, o intervalo de referência

muda para até 5ng/mL para homens

acima de 50 anos (11, 40, 41) .

ARTIGO CIENTÍFICO III

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

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Autoras: Jéssica Balverdu da Silva 1 , Allyne Cristina Grando 1 .

ARTIGO CIENTÍFICO III

Para se determinar o estadiamento

do paciente com câncer de próstata, o

valor das concentrações do PSA é de

extrema importância. Em torno de 80%

de casos com concentrações menores

do que 4ng/mL o tumor estava restrito

à próstata. Na metade dos casos, a

concentração do PSA é maior que

10ng/mL. Já há uma extensão extracapsular

e, na maior parte dos casos

em que o PSA está acima de 50ng/

mL, o paciente possui metástase para

linfonodos pélvicos (40) .

O PSA usado em conjunto com o

exame de toque retal aumenta a

sensibilidade para diagnóstico de

câncer de próstata para 96%. E quando

há concentrações maiores de 10ng/

mL relacionadas aos sinais clínicos, é

recomendada a realização da biópsia.

Com este procedimento é confirmado o

diagnóstico de tumor primário (7) .

As concentrações do PSA podem ser

elevadas também em outros casos,

como: prostatite, hiperplasia prostática

benigna (HPB), manipulação prostática

e atividade sexual (7) .

Homens a partir de 50 anos devem

realizar o exame de PSA anualmente,

pois desta forma há como diagnosticar

precocimente a neoplasia prostática (7) .

PSA Livre

O PSA divide-se em três formas

no plasma humano, sendo elas:

PSA livre, PSA conjugado à a-1-

antiquimotripsina e PSA conjugado

à a-2-macroglobulina, porém uma

porcentagem menor, permanece em

sua forma livre. Quando há o uso

do PSA total junto com o PSA livre,

há aumento da especificidade sem

haver prejuízo da sensibilidade. Isso

faz com que o número de biópsias

desnecessárias, em casos de doenças

benignas, seja diminuído. Portanto,

quando se faz utilização da relação PSA

total com o PSA livre, o diagnóstico é

mais eficaz (42,43) .

Tiroglobulina

A Tiroglobulina (Tg) é uma

glicoproteína homodimérica. Esta

glicoproteína possui peso molecular

de 660kDa sintetizada e liberada

unicamente pelas células foliculares

tiroidianas. A Tg é essencial para o

armazenamento e síntese do hormônio

tiroidiano (7, 31) .

As concentrações de Tg podem estar

elevadas em várias doenças de tiróide,

sendo elas malignas ou benignas.

Todavia, a Tg ainda é usada como uma

ferramenta de diagnóstico, porém,

não específico para o câncer de

tireóide. Geralmente, os níveis séricos

da Tg estão ligados ao tamanho

da massa tecidual tireoidiano. Por

este motivo, as concentrações de Tg

mantêm-se indetectáveis na maioria

de casos de pacientes onde a terapia

escolhida é a ablativa, em comparação

aos pacientes que são tratados de

maneira mais cautelosa (7) .

As concentrações de Tg ficam entre

1 a 5ng/mL em 26% dos pacientes

diagnosticados e valores maiores de 10ng/

mL é associado a metástases distantes (7) .

Considerações Finais

Com esta revisão de literatura

sobre os principais marcadores

tumorais utilizados na clínica médica,

pode-se concluir que, mesmo os

marcadores sendo importantes para

os diagnósticos de cânceres, eles

devem ser utilizados somente como

um exame complementar, sempre em

conjunto a outros exames e sempre

verificando o histórico do paciente.

Este cuidado deve ser tomado, devido

os marcadores tumorais podem não

só aparecerem em altas concentrações

em casos de câncer, mas também em

patologias benignas.

Porém, quando os marcadores

tumorais aparecem em casos de

neoplasias malignas, eles podem ser

úteis em inúmeras formas, como, por

exemplo, no auxílio para encontrar

um melhor tratamento para o câncer

em questão, auxilia a verificar o

estadiamento do câncer, auxilia no

diagnóstico precoce e auxilia ainda

no prognóstico, na localização de

metástase, na detecção de recorrência

e de recidivas. Em um futuro próximo,

com mais pesquisas e com mais

conhecimento sobre os marcadores

tumorais, eles poderão ser ainda

mais importantes no diagnóstico de

neoplasias malignas.

0 54

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


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ARTIGO CIENTÍFICO III

PRINCIPAIS MARCADORES TUMORAIS USADOS NA CLÍNICA

MÉDICA: REVISÃO DA LITERATURA

MAIN TUMOR MARKERS USED IN THE MEDICAL CLINIC: LITERATURE REVIEW

Autoras:

Jéssica Balverdu da Silva 1 , Allyne Cristina Grando 1

1

Universidade Luterana do Brasil (ULBRA). Canoas RS Brasil

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 55


GESTÃO LABORATORIAL

QUALIMETRIA DA GESTÃO ECONÔMICA

EM LABORATÓRIOS CLÍNICOS NO BRASIL

ARTIGO CIENTÍFICO SOBRE GESTÃO LABORATORIAL NO BRASIL

O autor, agradece a Dra. Marbenha Linko e o Grupo OFAC Brasil pela colaboração na mobilização da

categoria das análises clínicas em responder o questionário padrão sem o qual não haveria a pesquisa.

Trata-se de uma inestimável ajuda à geração de novos conhecimentos para a área no país.

Humberto Façanha da Costa Filho 1 – Autor

Paulo Vinicio Estivalett Prestes 2 – Coautor

Resumo

O objetivo do estudo é medir a qualidade da gestão

econômica (identificação, quantificação, diagnóstico das

deficiências e plano de ações) em laboratórios clínicos no

País. A perda na qualidade da gestão implica na redução

da produtividade, competitividade e aumento no risco

de insolvência. Normalmente os gestores laboratoriais se

envolvem mais com as questões técnicas, em função da

formação acadêmica, contudo, ao se tornarem gestores ou

empresários, surge a necessidade imperiosa de conhecer

os fundamentos da ciência econômica para a tomada de

decisões profissionais com eficiência. O estudo é composto

por vinte e quatro laboratórios localizados em onze Estados

da Federação e quatro regiões. Resultados: a “Qualidade

média da gestão econômica em laboratórios clínicos no

Brasil”, no estudo representada pela letra “Q”, evidenciou

o valor de -36,88%. O melhor resultado obtido foi de

-4,71% (benchmark) e o pior resultado -79,71%. O valor de

-36,88% significam que em média, os gestores laboratoriais

percebem que a qualidade da gestão econômica dos seus

laboratórios está 36,88% aquém do esperado. Portanto,

em síntese, isto mostra uma oportunidade de melhoria

potencial nos resultados operacionais, de mais de um terço

dos seus valores atuais, somente com aporte de gestão

econômica, sem exigência de novos investimentos. O

estudo identificou a existência de problema, materializado

por: carência significativa de gestão econômica profissional

nos laboratórios clínicos.

Palavras-chave: Laboratório. Gestão econômica.

Qualidade. Qualimetria.

Summary

The aim of this study is to measure the quality of economic

management (identification, quantification, diagnosis of

deficiencies and action plan) in clinical laboratories in

the country. The loss in management quality implies a

reduction in productivity, competitiveness and an increase

in the risk of insolvency. Usually laboratory managers

become more involved with technical issues, due to

academic training, however, when becoming managers

or entrepreneurs, the imperative need arises to know the

fundamentals of economic science for making professional

decisions efficiently. The study consists of twenty-four

laboratories located in eleven States of the Federation and

four regions. Results: the "Average quality of economic

management in clinical laboratories in Brazil", in the

study represented by the letter "Q", showed the value

of -36.88%. The best result was – 4.71% (benchmark)

and the worst result – 79.71%. The value of – 36.88%

means that on average, laboratory managers realize

that the quality of the economic management of their

laboratories is 36.88% lower than expected. Therefore,

in summary, this shows an opportunity for potential

improvement in operating results, of more than a third of

its current values, only with the contribution of economic

management, without requiring new investments. The

study identified the existence of a problem, materialized

by: significant lack of professional economic management

in clinical laboratories.

Key words: Laboratory. Economic management. Quality.

Qualimetry.

0 56

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


GESTÃO LABORATORIAL

Introdução

A qualidade em serviços atualmente

é considerada como um dos mais

relevantes diferenciais competitivos

do ambiente de negócios na área das

análises clínicas (FAÇANHA, H.C.F.;

PRESTES, PVE.; FAÇANHA, V.C., 4). A

gestão econômica dos laboratórios é um

serviço prestado internamente para a

organização, pois impacta diretamente

na competitividade e no risco de

insolvência. Então, se serviços com

qualidade são importantes para o cliente

externo, não deixarão de ser para os

clientes internos, neste caso, em última

análise, o próprio laboratório clínico. Seu

método de gestão econômica irá definir

o futuro: perene ou com alto risco de

insolvência. Portanto, faz todo o sentido

um estudo para metrificar a situação da

gestão econômica em laboratórios do

Brasil, com o objetivo de identificar se a

causa fundamental dos elevados riscos de

insolvência já quantificados (FAÇANHA,

H.C.F.; PRESTES, R.M.; PRESTES, PVE.;

FAÇANHA, V.C., 1), não se origina em

deficiências na gestão econômica

dessas empresas. Os laboratórios são

do ponto de vista de seus proprietários,

em essência, uma alternativa de

investimento de risco (SANTOS, 2),

portanto, avaliar o maior risco que é o da

insolvência constitui, no mínimo, uma

atitude preventiva fundamental para

não só preservar o valor investido, como

para buscar o devido retorno esperado

(PIMENTEL, ALEX, 3). A avaliação do

risco faz parte do método de gestão

econômica adotado pelos laboratórios,

donde se conclui que a metrificação

(identificação, quantificação, diagnóstico

das deficiências e plano de ações)

desta é de suma importância para a

estimativa das perspectivas futuras das

organizações. A qualimetria da gestão

econômica auxilia os gestores das

organizações a tomarem decisões com

maior nível de informações qualificadas,

aprimorando as vantagens estratégicas

(DAMODARAN, 5). A identificação

das causas raízes que podem levar

a insolvência devem proporcionar

aos executivos os fundamentos para

estabelecer um plano de ações visando

o controle do risco (OLIVEIRA, ERNANI

TADEU, 6). Mas só um plano não resolve,

é necessário implantar e monitorar os

resultados, corrigindo eventuais desvios.

O objetivo final está acima da luta pela

sobrevivência da empresa, a meta é

torná-la mais competitiva, assegurando

lucratividade para os acionistas. A

perda para os laboratórios significa

prejuízo, lucro menor ou redução de

ativos. As variáveis produção/vendas,

receitas e custos são determinantes

para estabelecer o risco de insolvência

(BRUNI, ADRIANO LEAL; FAMÁ, RUBENS,

7), sendo fundamental estarem

presentes na qualimetria da gestão

econômica. Neste estudo, que envolveu

laboratórios de diversas regiões do País,

foi utilizada uma ferramenta basilar para

viabilizar a pesquisa. Esta ferramenta, a

Escala Qualigest, por nós desenvolvida,

correlaciona em uma matriz aquilo que

convencionamos chamar “7 Dimensões

da qualidade” englobando variáveis da

produção/vendas, receitas, custos fixos

e marginais, adequação das instalações

frente à demanda, competitividade

empresarial e risco de insolvência,

com um conjunto de “46 Declarações”.

Estas declarações são em última

análise, asserções integrantes de um

questionário padrão que foi respondido

pelos gestores e proprietários dos

laboratórios integrantes da amostra do

estudo. Isto permite a padronização da

coleta de dados, tornando os resultados

comparáveis entre si. As variáveis

produção/vendas, receitas, custos e

margem operacional são informações

chaves em simulações utilizadas para

examinar os efeitos de riscos contínuos

(DAMODARAN, 5), e foram empregadas

no presente estudo, através dos

conceitos contidos nos indicadores de

desempenho que constituem o critério

para avaliar o risco de insolvência e a

competitividade, fatores fundamentais

em qualquer estudo de qualimetria da

gestão econômica. Os cálculos destes

indicadores levam em conta as seguintes

variáveis: número de exames realizados,

valor/preço dos exames, produção,

receitas à vista e faturada, custos fixos

e variáveis, inadimplência e receita

recebida (DA COSTA FILHO, DA COSTA,

8). Portanto, o critério estabelecido

para avaliar qualidade da gestão

econômica de laboratórios clínicos

através deste conjunto de indicadores,

tem a capacidade de atingir diversas

dimensões do negócio dos laboratórios

clínicos, quais sejam: volume do mercado

(número de exames), qualidade do

mercado (valor/preço dos exames),

ineficiência do parque produtivo

(custo unitário variável – marginal

0 58

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


dos exames), controle dos custos fixos

(produtividade ou ineficiência dos

custos fixos) e relação receita produzida

x receita recebida (inadimplência,

glosas, eficiência do faturamento

e prazo médio) (SCHMIDT, PAULO;

SANTOS, JOSÉ LUIZ DOS; MARTINS,

MARCO ANTONIO, 9). Concluindo,

considerando o conjunto do elenco de

variáveis levadas em conta, bem como

a padronização do método da pesquisa

e o tamanho da amostra, estes fatores

devem assegurar a possível acuracidade

inerente a esse tipo de estudo, contudo,

respeitando as limitações inerentes

ao método. Esta pesquisa pode ser

classificada como não-experimental, expost

facto, KERLINGER (1980: 130) que

cita: “... na qual não é possível manipular

variáveis ou designar sujeitos ou

condições aleatoriamente” (KERLINGER,

FRED NICHOLS, 10). Uma segunda

classificação é de pesquisa quantitativodescritiva,

subtipo estudo de relação

de variáveis, enfoque de TRIPODI et

alii (1981: 38) os quais explicitam:

“Com respeito aos métodos empíricos

empregados, os estudos quantitativodescritivos

diferem dos estudos

experimentais na medida em que não

usam escolha aleatória para designar

sujeitos aos grupos experimental

e de controle. Além disso, eles não

empregam a manipulação experimental

de variáveis independentes.” (1981: 40)

“O investigador colhe sistematicamente

informações sobre uma variedade de

variáveis, as quais são suficientemente

definidas para que possam ser

medidas” (TRIPODI, TONI et alii.,

11). Esta classificação adapta-se ao

presente estudo, na medida em que

serão trabalhados dados existentes, os

quais vinculam-se às variáveis definidas

por indicadores de desempenho

devidamente relacionados a

competitividade e ao risco de insolvência,

tornando válidas as conclusões sobre a

qualimetria da gestão econômica em

laboratórios clínicos no Brasil. Esta é a

essência do propósito deste artigo.

Material e Métodos

As atividades de pesquisa foram

desenvolvidas em laboratórios de

análises clínicas totalizando vinte e

quatro eventos. Estes laboratórios

estão localizados e distribuídos no País

da seguinte forma: Região Sudeste

com 62%; Região Nordeste com 17%;

Região Centro-Oeste com 13% e Região

Sul com 8%. A distribuição por Estado

ocorre desta maneira: Minas Gerais

com 9; São Paulo com 3; Espírito Santo

com 3; Rio Grande do Sul com 2 e Bahia,

Ceará, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio de

Janeiro, Mato Grosso e Goiás todos com

1. Em cada laboratório foi utilizada uma

ferramenta que permite a padronização

da coleta de dados e a comparação dos

resultados das variáveis integrantes do

estudo, monitoradas por indicadores

de desempenho. As variáveis são

subjacentes às declarações (asserções)

que compõem a ferramenta usada para

coletar os dados. Esta é um questionário

integrado por 46 declarações

distribuídas em 7 dimensões da

qualidade da gestão econômica

em laboratórios clínicos, que são:

1. Qualidade da receita – situação

econômica. 2. Qualidade da

receita – situação financeira. 3.

Adequação do volume da receita.

4. Adequação dos custos fixos. 5.

Adequação dos custos variáveis.

6. Rentabilidade da produção. 7.

Estratégica. Competitividade e

risco de insolvência. A ferramenta

que permite a coleta padronizada dos

dados usa uma escala tipo Linkert

de sete pontos. Desenvolvemos

um método para a metrificação da

qualidade da gestão econômica

em laboratórios clínicos. Criamos a

Escala Qualigest que possibilita

avaliar a discrepância entre os

valores máximos teóricos possíveis

de qualidade da gestão econômica e

os valores percebidos pelos gestores

laboratoriais. Quanto menor for

a discrepância entre esses

valores, maior será a qualidade

percebida da gestão econômica

e maior será a competitividade

dos laboratórios, com menores

riscos de insolvência. A “Percepção”

é o processo em que os gestores

laboratoriais selecionam, organizam

e interpretam as informações para

formar uma imagem (avaliação – nota

– grau) da qualidade dos sistemas

de gestão econômica dos seus

laboratórios. Em síntese, os valores

da qualidade da gestão econômica

são determinados pelas respostas dos

gestores laboratoriais ao longo de uma

escala tipo Linkert de sete pontos, para

as 46 declarações componentes da

Escala Qualigest.


GESTÃO LABORATORIAL

Cálculo da qualidade da gestão

econômica em laboratórios

Algebricamente:

Onde:

• “Qx” representa a qualidade da

gestão econômica percebida pelos

gestores dos “n” laboratórios, calculada

por laboratório da amostra.

• “Pi” representa a percepção dos

gestores laboratoriais em relação ao

item “i” da Escala Qualigest.

• “100%” representa o valor teórico

máximo possível da qualidade

econômica em laboratórios.

Para avaliar o escore geral da

qualidade da gestão econômica em

laboratórios clínicos no Brasil, utilizamos

a média aritmética de todos os “n”

laboratórios participantes da amostra.

Algebricamente:

Onde:

• “Q” representa a “Qualidade média

da gestão econômica em laboratórios

clínicos no Brasil”.

• “Qx” representa a qualidade da

gestão econômica percebida em cada

laboratório participante da amostra.

• “n” representa o número de

laboratórios participantes da amostra.

A existência de resultado negativo

na avaliação da qualidade da gestão

econômica é identificada na Escala

Qualigest em função de que a

percepção dos gestores nem sempre

é 100% daquilo que é desejado, ou

seja, o máximo possível. Isto implica

na mensuração e identificação precisa

de onde ocorre determinada situação

não desejada. A quantificação de

forma abrangente é obtida pelo próprio

instrumento. Um maior aumento

da precisão, seja na quantificação

ou na localização das deficiências,

bem como das ações corretivas e

preventivas, somente é possível

mediante análise mais aprofundada

de cada participante da amostra,

utilizando as devidas ferramentas de

tecnologia da informação, tais como as

encontradas no PROGELAB – Programa

Nacional para Profissionalização da

Gestão Laboratorial (FAÇANHA, H.C.F.;

PRESTES, PVE.; FAÇANHA, V.C., 4).

Independente disto, a Escala Qualigest

viabiliza, segundo a percepção dos

próprios gestores laboratoriais, avaliar o

nível da qualidade da gestão econômica

nos laboratórios, permitindo identificar

deficiências, por definição do próprio

instrumento, onde essas deficiências

são classificadas em função das suas

origens conforme as 7 dimensões da

qualidade. A etapa seguinte, uma vez

identificadas as deficiências na gestão

econômica, é a elaboração do plano de

ações corretivas e preventivas, fechando

o ciclo PDCA de gestão.

A Escala Qualigest

Para atingirmos o propósito do estudo,

desenvolvemos a Escala Qualigest, cuja

base é uma escala tipo Linkert de sete

pontos, com extremos legendados de

“Discordo plenamente” (Posição 1) e

“Concordo plenamente” (Posição 7). As

demais posições intermediárias são:

2. Discordo

3. Discordo parcialmente

4. Nem concordo/Nem discordo

5. Concordo parcialmente

6. Concordo

A essência inovadora da Escala

Qualigest está na matriz que relaciona

“Dimensões x Declarações”. Criamos

“7 Dimensões” e “46 Declarações”

correlacionadas entre si, que

possibilitam a qualimetria (metrificação

da qualidade) da gestão econômica

de laboratórios clínicos, viabilizando

sua identificação, quantificação,

diagnóstico das deficiências e plano

de ações. A matriz “Dimensão x

Declaração” emerge dos conceitos de

qualidade e de gestão econômica. Após

vinte anos trabalhando, observando

e desenvolvendo produtos nesta

0 60

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


GESTÃO LABORATORIAL

área para laboratórios de todas as

regiões do País, podemos perceber

as nuances das relações existentes

entre as diversas variáveis presentes

na gestão econômica dos laboratórios

clínicos. Pesquisamos e desenvolvemos

diversos produtos já testados na prática

(FAÇANHA, H.C.F.; PRESTES, PVE.;

FAÇANHA, V.C., 4) que consolidaram as

premissas apoiadoras das correlações

entre variáveis, fundamento da matriz

“Dimensão x Declaração”.

Relação entre as dimensões (da

qualidade da gestão econômica)

e as declarações

Dimensão 1 Qualidade da

Receita - Situação econômica

Indicador: Valor médio dos exames

(Ticket médio)

Declarações:

1. O laboratório precifica os seus exames

de forma correta sob o ponto de vista

econômico, visando assegurar a devida

rentabilidade sem perda de mercado.

2. O laboratório conhece os valores dos

exames praticados pela concorrência.

3. O laboratório sabe avaliar se os

exames vendidos são competitivos no

seu mercado de atuação.

Dimensão 2 Qualidade da

Receita – Situação financeira

Indicadores: Diferença entre o

produzido e o efetivamente recebido;

Inadimplência; Receita à vista

Declarações:

4. O percentual da receita recebida

à vista pelo laboratório é satisfatório,

comparado com a concorrência.

5. O valor da inadimplência dos convênios

para com o laboratório é aceitável se

comparado com a concorrência.

Dimensão 3 Adequação do

Volume da Receita

Indicadores: GAO – Grau de

alavancagem operacional; Produtividade

dos colaboradores; Produtividade dos

custos fixos; Ponto de equilíbrio; Custo final

total com mão de obra própria; Eficiência

do modo de produzir

Declarações:

6. O laboratório avalia quantitativamente

se a capacidade instalada para recepcionar,

coletar, produzir, entregar e faturar é

adequada a demanda dos exames.

7. Comparado com a concorrência,

o efetivo de recursos humanos é

adequado ao porte do laboratório.

8. O laboratório avalia se a

remuneração da equipe é pertinente a

praticada pela concorrência.

9. O laboratório controla de forma

eficiente os seus custos fixos,

comparando com a concorrência.

10. O laboratório calcula sistematicamente

quantos dias por mês produzem os lucros.

11. O laboratório projeta as margens

de lucro e as rentabilidades para

diversos cenários de vendas.

12. O laboratório calcula sistematicamente

o Ponto de Equilíbrio.

13. O laboratório, em caso de expansão

ou abertura de novos negócios, sabe

como calcular os lucros esperados.

14. O custo específico da mão de obra

própria do laboratório, comparado com

o da concorrência é compatível com os

de mesmo porte.

15. O laboratório calcula o custo de

produção dos exames para assegurar

que sejam compatíveis com o seu porte.

16. O laboratório controla o custo

de produção dos exames para

assegurar que seja menor do que o da

concorrência.

17. O laboratório terceiriza exames

mediante avaliação econômica e

financeira da relação custo x benefício,

quantificando os ganhos.

Dimensão 4 Adequação dos

Custos Fixos

Indicadores: todos os integrantes dos

custos fixos de um laboratório

Declarações:

18. O laboratório, se comparando com

a concorrência, avalia se o que gasta com

aluguel está adequado ao seu porte.

19. O laboratório, se comparando

com a concorrência, avalia se o que

gasta com água, energia elétrica e

comunicações, está adequado ao seu

porte.

20. O laboratório, se comparando com

a concorrência, avalia se o que gasta

com marketing, material de uso comum

e serviços de terceiros, está adequado

ao seu porte.

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Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


21. O laboratório, se comparando com

a concorrência, avalia se o que gasta

com investimentos e capital de giro,

está adequado ao seu porte.

Dimensão 5 Adequação dos

Custos Variáveis

Indicadores: todos os integrantes dos

custos variáveis de um laboratório

Declarações:

22. O laboratório, se comparando com

a concorrência, avalia se o que gasta

com reagentes, controles e calibradores,

está adequado ao seu porte.

23. O laboratório, se comparando com

a concorrência, avalia se o que gasta

com descartáveis, manutenção de

equipamentos e material de escritório,

está adequado ao seu porte.

24. O laboratório, se comparando

com a concorrência, avalia se o que

gasta com laboratórios de apoio está

adequado ao seu porte.

25. O laboratório, se comparando com

a concorrência, avalia se o que gasta

com impostos está adequado ao seu

porte.

Dimensão 6 Rentabilidade da

Produção (Parque Produtivo)

Indicadores: os de custos variáveis

associados aos perfis de demanda

dos clientes junto aos equipamentos e

setores (Áreas) de um laboratório

Declarações:

26. O laboratório calcula o custo de

produção dos exames mais vendidos

e avalia sua competitividade se

comparando com a concorrência.

27. O laboratório calcula a

rentabilidade dos exames para os

principais convênios.

28. O laboratório calcula a rentabilidade

dos equipamentos e setores (áreas)

para os principais convênios.

29. O laboratório calcula a viabilidade

dos principais convênios em função das

suas rentabilidades.

30. O laboratório determina limites

mínimos para os valores globais que

podem ser aceitos em negociações,

para não colocar em risco a operação

do negócio.

31. O laboratório identifica quais

exames dos convênios devem ser

negociados.

32. O laboratório identifica os valores

mínimos individuais para os exames,

adequados para cada negociação

específica.

33. O laboratório identifica o nível

máximo de desconto que pode ser

concedido por exame e convênio.

34. O laboratório calcula com base

na ciência econômica, os exames que

devem ser terceirizados para obter a

máxima rentabilidade.

Dimensão 7 Estratégica.

Competitividade e Risco de

Insolvência

Indicadores: Margem de segurança

(%); Margem líquida de lucro em

relação ao produzido (%); Dia do mês

em que atinge o ponto de equilíbrio;

Razão operacional (%)

Declarações:

35. O laboratório avalia sua

lucratividade com base na concorrência.

36. O laboratório avalia sua

competitividade com base na

concorrência.

37. O laboratório avalia seu risco de

insolvência com base na concorrência.

38. O laboratório identifica de forma

sistemática os problemas econômicos e

financeiros, bem como suas causas.

39. O laboratório implementa de

forma sistemática ações corretivas

e preventivas para sanar e prevenir

problemas econômicos e financeiros.

40. O laboratório analisa de forma

sistemática, as repercussões nos lucros

causadas por problemas econômicos e

financeiros.

41. O laboratório avalia a correta

alocação dos recursos físicos,

financeiros e humanos para atingir

metas desejadas.

42. O laboratório estabelece seu

planejamento estratégico com base

nos resultados da concorrência,

assegurando desta forma, que a

organização seja competitiva e com

baixo risco de insolvência.

GESTÃO LABORATORIAL

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 63


GESTÃO LABORATORIAL

Tabela 1: Regiões do Brasil integrantes do estudo.

Figura 1: Regiões do Brasil integrantes do estudo.

Figura 6: Curva da Qualidade Média da Gestão Econômica

por Declaração.

Figura 7: Curva da Qualidade Média da Gestão Econômica

por Declaração (Radar).

Figura 12: Curva da Qualidade Média da Gestão Econômica

por Declaração.

Figura 13: Curva da Qualidade Média da Gestão Econômica

por Declaração (Radar).

Tabela 2: Estados do Brasil integrantes do estudo.

Figura 8: Curva da Qualidade Média da Gestão Econômica

por Declaração.

Figura 14: Curva da Qualidade Média da Gestão Econômica

por Declaração.

Figura 2: Estados do Brasil integrantes do estudo.

Figura 9: Curva da Qualidade Média da Gestão Econômica

por Declaração (Radar).

Figura 15: Curva da Qualidade Média da Gestão Econômica

por Declaração (Radar).

Figura 3: Curva da Qualidade Média da Gestão Econômica

Percebida pelos Gestores

Figura 10: Curva da Qualidade Média da Gestão Econômica

por Declaração.

Figura 16: Curva da Qualidade Média da Gestão Econômica

por Declaração

Figura 4: Curva da Qualidade Média da Gestão Econômica

por Dimensão.

Figura 11: Curva da Qualidade Média da Gestão Econômica

por Declaração (Radar).

Figura 17: Curva da Qualidade Média da Gestão Econômica

por Declaração (Radar).

Figura 5: Curva da Qualidade Média da Gestão Econômica

por Dimensão (Radar).

0 66

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


43. O laboratório mensura e compara

com a concorrência seus índices de

eficiência gerencial.

44. O laboratório participa de ranking

de competência gerencial.

45. O laboratório sabe a forma e o

momento de mudar a operação do

negócio.

46. O laboratório avalia periodicamente

qual o seu valor de mercado.

Resultados

Recapitulando: 1) “Qx” representa

a qualidade da gestão econômica

percebida pelos gestores dos “n”

laboratórios, calculada por laboratório

da amostra. 2) “Q” representa a

“Qualidade média da gestão econômica

em laboratórios clínicos no Brasil”

ou “Escore geral da qualidade da

gestão econômica em laboratórios

clínicos no Brasil”. Nesta fase é

realizada a identificação de problemas

(Diagnóstico). 3) A Escala Qualigest

viabiliza, segundo a percepção dos

próprios gestores laboratoriais, além

de avaliar o nível da qualidade da

gestão econômica nos laboratórios,

investigar deficiências (Possíveis causas

dos problemas), por definição do

próprio instrumento. Estas deficiências

são classificadas em função das suas

origens conforme as 7 dimensões da

qualidade. 4) A etapa seguinte, uma

vez investigadas as deficiências na

gestão econômica, é a elaboração das

soluções (Plano de ações corretivas e

preventivas), fechando o ciclo PDCA

de gestão. Uma vez feitas estas

considerações iniciais, apresentamos

a seguir o conjunto dos resultados do

estudo, começando pela estatística

geral seguida pelos resultados

propriamente ditos, conforme figuras e

tabelas devidamente identificadas.

Discussão e Conclusões

A essência deste estudo, em última

análise, busca avaliar o volume das

perdas econômicas/financeiras e sua

repercussão na competitividade e

risco de insolvência dos laboratórios

de análises clínicas. Perdas estas

decorrentes da carência na qualidade da

gestão econômica dessas organizações.

A metrificação da qualidade da gestão

econômica viabiliza, pelo menos, uma

quantificação aproximada das perdas,

pois mensura o gap (DELTA) entre a

qualidade percebida pelos gestores

laboratoriais e o máximo teórico possível

(DELTA = Q = Pi -100%). “Q” representa

a “Qualidade média da gestão econômica

em laboratórios clínicos no Brasil” ou

“Escore geral da qualidade da gestão

econômica em laboratórios clínicos no

Brasil”. Decorre do gráfico na figura 3.

• Diagnóstico (Identificação do problema):

o estudo mostrou Q = -36,88%. O

melhor resultado obtido foi de -4,71%

(benchmark) e o pior resultado -79,71%.

Um valor de Q = -36,88% significam

que em média, os gestores laboratoriais

percebem que a qualidade da gestão

econômica dos seus laboratórios está

36,88% aquém (abaixo; pior) do esperado,

do desejado, do máximo possível. Dito de

outra forma, numa escala de 0 a 100%,

a qualidade da gestão econômica dos

laboratórios, segundo seus gestores,

está, na média em 63,12%. Isto mostra

de forma indubitável a necessidade que

laboratórios brasileiros têm de aprimorar,

de profissionalizar a gestão econômica.

Nesta fase, o estudo identificou a existência

de problema (Diagnóstico), materializado

por: CARÊNCIA SIGNIFICATIVA DE

GESTÃO ECONÔMICA PROFISSIONAL NOS

LABORATÓRIOS CLÍNICOS.

• Investigação das possíveis causas

(Observação e análise): o estudo da

origem das deficiências na gestão

econômica é conduzido nas 7

Dimensões da qualidade, junto às

Declarações (asserções). Utilizando o

método dedutivo vamos analisar quais

Dimensões têm problemas (causas

do problema maior já identificado no

diagnóstico) para somente, então,

investigarmos quais as Declarações

são responsáveis, em última análise.

Ainda, para cada etapa, serão utilizados

dois tipos de gráficos (barras e radar),

pois, são complementares, permitindo

perceber nos resultados, detalhes e

volume em cada processo estudado.

GESTÃO LABORATORIAL

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 67


GESTÃO LABORATORIAL

O critério geral para identificar os

problemas nesta fase (que são

as possíveis causas do problema

maior) é quando qualquer Dimensão

ou Declaração (que representam

indicadores de desempenho dos

diversos processos econômicos e

financeiros dos laboratórios), for pior

que a “Qualidade média da gestão

econômica em laboratórios clínicos no

Brasil” ou “Escore geral da qualidade

da gestão econômica em laboratórios

clínicos no Brasil”, representada por “Q”.

Analisando as figuras 4 e 5, fica evidente

que as Dimensões 2,3 e 7, ou seja: 2 –

QUALIDADE DA RECEITA – Situação

financeira; 3 – ADEQUAÇÃO DO VOLUME

DA RECEITA e 7 – ESTRATÉGICA.

COMPETITIVIDADE E RISCO DE

INSOLVÊNCIA, são as responsáveis

pelos problemas. Aprofundando a

análise, figuras 6 e 7, denota-se que na

Dimensão 2, a Declaração 5 (O valor da

inadimplência dos convênios para com

o laboratório é aceitável se comparado

com a concorrência.) com -41,67%,

fica registrada como a primeira causa

do problema maior anteriormente

identificado. Ou seja, os gestores

laboratoriais reconhecem que a

inadimplência de fontes pagadoras está

prejudicando a qualidade da gestão

econômica dos seus laboratórios.

Continuando o estudo com a Dimensão

3, nas figuras 8 e 9, denota-se as

seguintes Declarações como causas de

problemas: 10. O laboratório calcula

sistematicamente quantos dias por

mês produzem os lucros. (-51,39%);

11. O laboratório projeta as margens de

lucro e as rentabilidades para diversos

cenários de vendas. (-50,69%); 12. O

laboratório calcula sistematicamente

o Ponto de Equilíbrio. (-51,39%); 13. O

laboratório, em caso de expansão ou

abertura de novos negócios, sabe como

calcular os lucros esperados. (-45,14%);

15. O laboratório calcula o custo de

produção dos exames para assegurar

que sejam compatíveis com o seu

porte. (-40,28%). Ou seja, os gestores

laboratoriais percebem deficiências na

qualidade da gestão econômica com

menor ênfase nos custos de produção

dos exames e maiores dificuldades na

área do conhecimento que envolve

o ponto de equilíbrio, margens de

contribuição (fato confirmado na

Dimensão 6 - RENTABILIDADE DA

PRODUÇÃO (PARQUE PRODUTIVO),

produtividade dos colaboradores e

eficiência do modo de produzir, que

envolve o adequado equilíbrio entre

a produção própria e a terceirizada

com laboratórios de apoio. Seguindo

na análise das causas, observando as

figuras 14 e 15 relativas a Dimensão 6,

que está melhor que a média do setor das

análises clínicas, contudo, constatamos

que apresenta duas Declarações piores:

28. O laboratório calcula a rentabilidade

dos equipamentos e setores (áreas) para

os principais convênios. (-46,53%);

29. O laboratório calcula a viabilidade

dos principais convênios em função

das suas rentabilidades. (-39,58%).

Isto pode ser entendido como a

constatação dos gestores laboratoriais

de que existem deficiências na gestão

da qualidade econômica, na medida

em que desconhecem a rentabilidade

dos equipamentos da produção nas

diversas áreas ou setores (hematologia,

bioquímica, microbiologia etc.), bem

como a viabilidade de exames, quando

se associa aos custos de produção,

relativamente conhecidos, os valores

pagos pelos clientes (convênios etc.)

e seus respectivos perfis de demanda.

Finalizando a investigação das causas,

analisamos as figuras 16 e 17, onde

fica evidente causas de problemas

nas seguintes Declarações: 35. O

laboratório avalia sua lucratividade

com base na concorrência. (-56,25%);

37. O laboratório avalia seu risco de

insolvência com base na concorrência.

(-41,67%); 40. O laboratório analisa

de forma sistemática, as repercussões

nos lucros causadas por problemas

econômicos e financeiros. (-44,44%);

41. O laboratório avalia a correta alocação

dos recursos físicos, financeiros e

humanos para atingir metas desejadas.

(-38,19%); 42. O laboratório estabelece

seu planejamento estratégico com

base nos resultados da concorrência,

assegurando desta forma, que a

0 68

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


O Celltac G reporta 33 parâmetros

em 40 segundos usando apenas

40μL de amostra. Conta também

com novos parâmetros que

ajudam a acelerar o diagnóstico

através de resultados precisos.

- Os recém adicionados RDWI e Índice Mentzer adicionam valiosas informações

clínicas para diferenciar os traços de uma possível Beta-talassemia de anemia

ferropriva, nos casos de anemia microcítica.

- Os parâmetros P-LCR e P-LCC reportam plaquetas gigantes, plaquetas

agregadas ou células fragmentadas.

- Faz a separação dos neutrófilos em Segmentados (# %) e Bastonetes (# %);

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1-31-4 Nishiochiai, Shinjuku-ku, Tokyo 161-8560 - Japan

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GESTÃO LABORATORIAL

organização seja competitiva e com

baixo risco de insolvência. (-39,58); 43.

O laboratório mensura e compara com

a concorrência seus índices de eficiência

gerencial. (-40,28%); 44. O laboratório

participa de ranking de competência

gerencial. (-62,50%); 45. O laboratório

sabe a forma e o momento de mudar a

operação do negócio. (-47,92%); 46. O

laboratório avalia periodicamente qual

o seu valor de mercado. (-52,78%).

Chama a atenção a Declaração 36. O

laboratório avalia sua competitividade

com base na concorrência. (-33,33%),

cujo valor ficou melhor que a média

do setor (-36,88%). O motivo é que

esta asserção colide frontalmente

com praticamente todas as asserções

da Dimensão 7, na medida em que

se ela for verdadeira, as demais são

falsas, na proporção de 9 para 1, o

que é estatisticamente improvável.

Creditamos este viés à possibilidade de

os gestores não terem levado em conta

a própria definição econômica para a

“Competitividade”, que impõe a melhor

relação de saídas x entradas (receitas x

custos), avaliada em processo formal

de benchmarking competitivo, para

validação, do contrário, não existirá

o conceito de “Competição”. Uma

vez feita esta ressalva, o essencial

resumido das causas identificadas pelas

Declarações da Dimensão 7 pode ser

o seguinte: os gestores laboratoriais

reconhecem deficiências na qualidade

da gestão econômica no tocante a falta

da prática de ações na importantíssima

área do planejamento estratégico e

sua efetivação e controle (Ciclo PDCA

de gestão), com base em processos de

benchmarking, onde as ações sejam

identificadas com fundamento nos

resultados da concorrência. Ainda, a

competitividade empresarial e o risco

de insolvência dos laboratórios não são

usualmente calculados e corretamente

avaliados por processos competitivos

de comparação com a concorrência.

Nesta situação, nem sempre lucros altos

significam competência gerencial. Altos

valores do ticket médio podem gerar

lucros fáceis, em mercados isolados e

privilegiados, contudo, nem sempre

esses laboratórios serão competitivos,

pois administrar na abundância de

recursos pode induzir falsa segurança.

Atualmente os laboratórios raramente

operam em ambientes isolados,

portanto, funcionam em mercados cada

vez mais disputados por concorrência

aguerrida, exigindo a prática de

benchmarking. “Não basta medir, é

preciso comparar” (FAÇANHA, H.C.F.;

PRESTES, PVE.; FAÇANHA, V.C., 4).

• Solução (Plano de ação): cada

laboratório apresenta uma realidade

própria, única, que lhe distingue dos

demais. Problemas específicos exigem

soluções específicas. São inúmeras as

variáveis que constituem o universo

da gestão econômica, impossibilitando

individualizar soluções em um estudo

amplo, genérico e abrangente, como

é este o caso. Aqui, a solução possível

é necessariamente “lato sensu”. O

problema que atualmente assola

o mercado das análises clínicas no

Brasil, pode ser sintetizado por:

“Risco crescente de insolvência dos

laboratórios clínicos decorrente da

queda na competitividade” (FAÇANHA,

H.C.F.; PRESTES, PVE.; FAÇANHA, V.C.,

4). Então, qualquer plano de ação para

ser bom, deve ter no seu escopo um

capítulo com ações preventivas para

avaliar e controlar a competitividade e

o risco de insolvência. Isto só é possível

se comparando com a concorrência em

processos de benchmarking, pois não

existe competição sem comparação.

Simples assim. O segundo aspecto de

um bom plano de ação é dotar a gestão

laboratorial de suporte científico às

decisões. A utilização de um Sistema

de Apoio à Decisão (SAD) decorre,

fundamentalmente, da competição

cada vez maior entre as organizações,

bem como da necessidade de obter

de forma rápida, informações cruciais

para a tomada de decisões. Um SAD

é responsável por captar e elaborar

informações contidas em uma base

de dados, transformando-os em

vantagem competitiva, pela tomada

de decisões de forma inteligente. Os

gestores laboratoriais precisam decidir

0 70

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


fundamentados em indicadores que

envolvem pelo menos as variáveis

de receitas, as quais dependem dos

preços de centenas de exames, que

por sua vez são determinados pelo

perfil de demanda, sendo feitos em

diversos equipamentos em múltiplos

setores, que demandam milhares de

componentes de custos com reagentes,

controles, calibradores, descartáveis

etc. Tudo suportado por uma estrutura

de custos fixos formada por centenas de

itens. Enfim, são variáveis vinculadas a

receitas dependentes do volume e perfil

de demanda, a custos variáveis bem

como fixos, gerando a possibilidade de

infinitas combinações. E, os gestores

devem decidir pela combinação

mais otimizada. Atualmente, com a

complexidade que os laboratórios

apresentam, por produzirem de forma

industrial informações e serviços,

exigem competência extraordinária

para enfrentar tal combinação

desafiadora. Sem algoritmos

matemáticos, as chances para decisões

otimizadas reduzem drasticamente.

Finalizando, o plano de ação “lato

sensu”, pelo exposto, deve contemplar

um aspecto de suma importância:

cada vez mais se torna imperiosa a

necessidade de gestão profissional

na área econômica e financeira dos

laboratórios brasileiros. Não existe mais

espaço para a gestão amadora, baseada

somente na intuição. Esta não deve ser

desprezada, entretanto, não pode ser

o leme das decisões nessa importante

área. Existem diversas ferramentas para

auxiliar os gestores laboratoriais. Por

exemplo, os já referidos Sistemas de

Apoio à Decisão (SAD), que hoje são

altamente necessários para o devido

suporte racional, matemático, visando

contribuir na construção de um futuro

perene para os laboratórios clínicos. São

vários sistemas de TI com finalidades

específicas, todavia, o grande desafio

não é decidir por esta ou aquela

ferramenta, é sim, a conscientização

da alta direção da real necessidade

de efetivamente praticar de forma

profissional, a gestão econômica dos

laboratórios clínicos.

REFERÊNCIAS

1. FAÇANHA, H.C.F.; PRESTES, R.M.; PRESTES, PVE.;

FAÇANHA, V.C. Tratado de Gestão Aplicada a Laboratórios

Clínicos. 1. Ed. São Paulo, Editora Eskalab Eireli, 2014, 548p.

2. SANTOS, PAULO SÉRGIO MONTEIRO DOS. Gestão de riscos

empresariais. 1. Ed. São Paulo, Novo Século Editora, 2002, 109 p.

3. PIMENTEL, ALEX. Curso de empreendedorismo. 1. Ed.

São Paulo, Editora Digerati Books, 2008, 128p.

4. FAÇANHA, H.C.F.; PRESTES, PVE.; FAÇANHA, V.C.

PROGELAB – Programa Nacional para Profissionalização

da Gestão Laboratorial. Gestão Econômica Aplicada Para

Laboratórios Clínicos. 1. Ed. Ampliada São Paulo, Editora

DenDabenj Editora News, 2019, 330p.

5. DAMODARAN, ASWATH. – Gestão estratégica do risco:

uma referência para a tomada de riscos empresariais. 1.

Ed. Brasileira. Porto Alegre, Editora Bookman, 2009, 384 p.

6. OLIVEIRA, ERNANI TADEU. Planejamento financeiro para pequenas

empresas. 1. Ed. Porto Alegre, SEBRAE/FAURGS, 1997, 36p.

7. BRUNI, ADRIANO LEAL; FAMÁ, RUBENS. Gestão de custos

e formação de preços: com aplicações na calculadora HP

12 C e Excel. 3. Ed. São Paulo, Editora Atlas, 2004, 551p.

8. DA COSTA FILHO, HUMBERTO FAÇANHA; DA COSTA,

ROSA MAYR PRESTES. Cálculo dos custos e análise da

rentabilidade em laboratórios clínicos – Modelo Custo

Certo. 2. Ed. São Paulo, Editora Eskalab Ltda., 2008, 144p.

9. SCHMIDT, PAULO; SANTOS, JOSÉ LUIZ DOS; MARTINS,

MARCO ANTONIO. Avaliação de empresas: foco na análise

de desempenho para o usuário interno: teoria e prática. 1.

Ed. São Paulo, Editora Atlas, 2006, 169p.

10. KERLINGER, FRED NICHOLS. Metodologia da Pesquisa

em Ciências Sociais. Tradução de Helena Mendes Rotundo.

São Paulo: EDUSP, 1980.

11. TRIPODI, TONI et alii. Análise da pesquisa social. 2a Ed.

São Paulo: Francisco Alves, 1981.

GESTÃO LABORATORIAL

Desafios econômicos durante e pós pandemia?

Humberto Façanha

TEMOS A SOLUÇÃO AO ALCANCE DOS LABORATÓRIOS:

Sistema de gestão profissional para

identificar problemas, causas e soluções

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

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GESTÃO PROFISSIONAL ACESSÍVEL

PARA PEQUENOS E MÉDIOS LABORATÓRIOS!

*Humberto Façanha da Costa Filho

Professor e engenheiro, atualmente é articulista e consultor financeiro

da SBAC, professor do Centro de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas

(CEPAC) da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC) e professor

do Instituto Cenecista de Ensino Superior de Santo Ângelo (IESA),

curso de Pós-Graduação em Análises Clínicas.

www.unidosconsultoria.com.br

0 71


MATÉRIA DE CAPA

VYTTRA: UMA GIGANTE BRASILEIRA DE

DIAGNÓSTICO MUNDIAL

Reconhecida como uma das principais empresas a fornecer equipamentos e reagentes para

laboratórios, hospitais, bancos de sangue, farmácias e drogarias de todo o País, a companhia

tem como diferenciais a qualidade de seus produtos, o investimento contínuo em inovação e a

proximidade na prestação de serviços.

Orientação ao cliente e implementação de novas

tecnologias são os dois pilares da estratégia

de atuação e crescimento acelerado da Vyttra

Diagnósticos, empresa brasileira especializada

na fabricação e distribuição de equipamentos

e reagentes para os mercados nacional e

internacional de diagnóstico in vitro (IVD). Todos

os seus profissionais assumem este desafio com

paixão pelo que fazem e senso de propósito,

já que visam, acima de tudo, a contribuição

e o impacto social que seus testes e exames

diagnósticos assertivos oferecem a pacientes,

especialistas em saúde e ao público em geral.

A Vyttra, que tem expertise de mais de 30

anos no mercado de diagnósticos, sustenta a

segunda posição nacional em hematologia e

possui participação relevante em bioquímica,

VHS, imunologia, genética, citologia líquida,

biologia molecular e microbiologia. Além disso,

mais recentemente, passou a oferecer também

soluções de Point of CareTesting (POCT), mercado

no qual tem crescido de forma exponencial.

“Disponibilizamos um portfólio completo em

IVD, tanto em automações de grande, médio ou

pequeno porte, quanto em produtos de Point of

Care. Ao todo, são mais de mil itens em termos de

equipamentos, reagentes e consumíveis, os quais

tangibilizam a nossa missão de proporcionar, por

meio de exames e testes diagnósticos, o que

há de mais precioso às pessoas: bem-estar e

qualidade de vida. Aqui tudo o que fazemos –

100% – tem senso de propósito. É por isso que

trabalhamos”, completa Rubens.

Foto: Rubens Freitas, CEO da Vyttra Diagnósticos

Nossa história junto aos laboratórios, hospitais, bancos de sangue

e clínicas é de longa data e nos orgulhamos do destaque que

conquistamos nesse ecossistema. Mas, estamos em busca de muito

mais ao evoluir em qualidade de atendimento e proximidade aos

clientes, bem como na capacidade de antecipar suas necessidades,

trazendo as melhores soluções e tecnologias disponíveis no mundo.

É por esta razão que, logo após a minha chegada à companhia, em

abril deste ano, a reorganizamos para que a jornadado cliente estivesse

sempre no centro de todas as decisões. Como parte desse momento,

criamos uma diretoria de Customer Experience (CX), a qual inclui não

apenas as áreas de Assistência Técnica e Assessoria Científica, mas

também todo o Supply Chain da empresa. É uma visão de atendimento

total ao cliente, de ponta a ponta, potencializada, também, pela

chegada de novos executivos nas áreas Comercial e de Marketing e

pelo investimento intenso em inovação, seja via o desenvolvimento

e fabricação próprios na nossa planta em Bragança Paulista, seja via

parcerias com grandes players globais de IVD,

enfatiza Rubens Freitas, CEO da Vyttra Diagnósticos, que conta com uma

experiência de mais de 20 anos em aquisições de empresas e condução de

projetos transformacionais em organizações dos mais diversos setores.

0 72

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


MUITO MAIS QUE UMA FÁBRICA, UM HUB DE

TECNOLOGIA, INOVAÇÃO E SUSTENTABILIDADE

MATÉRIA DE CAPA

Foto: Eduardo Castro, diretor de Marketing e Inovação da

Vyttra Diagnósticos

Para atingir seu compromisso com agilidade

e excelência, a Vyttra Diagnósticos dispõe de

instalações modernas e seguras em sua fábrica

localizada em Bragança Paulista (SP). Com mais

de 8mil m², a estrutura é composta por células

de Pesquisa e Desenvolvimento de novos

produtos, fabricação própria de equipamentos e

linhas produtivas de hematologia, bioquímica,

microbiologia, testes rápidos, entre outras.

Esta versatilidade fabril propicia uma produção

simultânea robusta e suficiente para atender à

demanda por milhões de testes a cada mês.

Nosso olhar para a operação vai além da questão produtiva. Estamos sempre voltados a pensar na

inovação, tecnologia e sustentabilidade do processo. O trabalho em melhoria contínua é realizado de

maneira ampla. Tanto que há tempos contamos com o tratamento de efluentes, reuso de água e escolha

de insumos alinhados com o alto padrão de qualidade requerido pelo mercado

Explica Eduardo Castro, Diretor de Marketing e Inovação da Vyttra Diagnósticos.

Legenda: Fábrica da Vyttra Diagnósticos em Bragança Paulista (SP).

Legenda: Área de estoque de produto acabado opera

com tecnologia e organização.

Legenda: Atenção aos mínimos detalhes em todas as áreas,

principalmente naquela dedicada ao envase de reagentes.

Legenda: Produtos final reflete todo o cuidado da

equipe na montagem de kits.

Legenda: Área branca ampla e alinhada com as normas

de segurança para a manipulação de grandes envases.

* Fotos: Disponibilizadas pela Vyttra Diagnósticos.

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021 0 73


MATÉRIA DE CAPA

CLIENTE SEMPRE EM

PRIMEIRO LUGAR

Não apenas de ambiente fabril e tecnologia

de ponta a Vyttra Diagnósticos é feita. Um

dos principais ativos da empresa é a equipe

formada por mais de 250 colaboradores, que

buscam a excelência diariamente.

“Rumo à tendência de se mover rapidamente

em prol das necessidades do mercado,

oferecemos um suporte multicanal,

chamado Vyttra Digital Care. Nossos clientes

podem nos acionar por telefone, e-mail

e via WhatsApp Business. Contamos com

especialistas treinados, com um sistema

preventivo e preditivo de acompanhamento

de base instalada de equipamentos e, em

breve, lançaremos uma plataforma de

treinamentos com vídeos para autosserviço

ou acompanhamento da equipe de

atendimento técnico. Estamos prontos para

qualquer tipo de interação e ficamos felizes

em solucionar dúvidas em prol da melhor

performance”, afirma Eduardo.

Toda essa dedicação na prestação de

serviços é aferida na prática, principalmente

por clientes como o Tecnolab, o mais

completo centro de diagnóstico da

região do ABCD, Mauá e Ribeirão Pires.

“Ao longo da parceria de mais de duas

décadas com a Vyttra, construímos uma

relação equilibrada, de confiança e de

compartilhamento de uma visão justa

para ambos. Afinal, temos a cultura de

nos preocuparmos em oferecer o melhor

aos nossos clientes, sendo a qualidade em

produtos um atributo inquestionável e que

não abrimos mão. Nosso objetivo é estarmos

próximos daqueles que necessitam de

um diagnóstico preciso e acreditamos

que a detecção precoce de quaisquer

enfermidades seja a chave para o sucesso

de tratamentos. Por isso, a nossa motivação

é contar com parceiros que tenham o

mesmo compromisso e nos suportem no

fornecimento de informações capazes

de impulsionar a promoção da saúde e o

melhor direcionamento da conduta médica

junto aos pacientes”, destaca, Dr. Cristiano

Perini, supervisor técnico do Tecnolab.

PIONEIRISMO EM MEIO

À URGÊNCIA

Atenta ao cenário nacional e às questões de

saúde pública, a Vyttra, desde 2020, passou

a atuar também na linha de frente no

combate à pandemia do novo coronavírus

no Brasil, como a primeira empresa a

disponibilizar testes imunológicos de

Covid-19 para laboratórios.

COVID-19: ATÉ O MOMENTO MAIS DE 6 MILHÕES DE TESTES REALIZADOS

“Dado o nosso relacionamento com marcas de qualidade, inicialmente, priorizamos a importação de testes rápidos, que pudessem

respaldar a população ávida por identificar a doença e adotar os protocolos indicados, como uma forma de ação coletiva e que pudesse

salvar o maior número de vidas. Entretanto, dado o know-how em diagnósticos, em 2021, investimos na autonomia brasileira para

a produção interna de testes rápidos, os disponibilizando às principais redes e reiterando o nosso compromisso com o País e com

aqueles que buscavam essa solução”, conta Daniel Rocha, diretor de Point of Care da Vyttra Diagnósticos.

Atualmente, a empresa tem uma capacidade de produção de 800 mil testes

rápidos por mês e a previsão é dobrar esse número em um curto prazo.

Esse movimento responde à demanda de testagem contínua e, também, à

retomada econômica, provendo empregos e desenvolvimento local.

Novos produtos da divisão de Point of Care devem ser lançados nos

próximos meses e a companhia se mostra confiante em seu potencial,

uma vez que vem conquistando cada vez mais novos clientes e Market

Share na categoria.

0 74

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


UM NEGÓCIO QUE SE RENOVA EM RITMO ACELERADO

Compreender a jornada do cliente em

profundidade diz muito sobre a cultura

da Vyttra Diagnósticos. Tanto que, em um

movimento de renovação direcionado ao

cuidado integral dos processos e seus impactos

– do Planejamento de Demanda ao Pós-

Vendas -, a Diretoria de Customer Experience

(CX) acaba de ser criada. O executivo escolhido

para liderar esta missão é o Fábio Marins, que

há cinco anos ocupa a posição de diretor de

Operações da companhia. Com domínio

sobre a cadeia de suprimentos do negócio e

conhecimento profundo dos equipamentos e

soluções ofertadas, o profissional agregará às

suas responsabilidades as áreas de Assistência

Técnica e Assessoria Científica, garantindo

que a espinha dorsal da organização esteja

totalmente orientada ao cliente. O executivo

é engenheiro de produção elétrica pela

Universidade Federal de Santa Catarina

(UFSC) com MBA Executivo pelo Inspere

especialização em Supply Chain pelo

Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Ele atuará alinhado com a área Comercial

para promover o diálogo, o fluxo constante

de informações, um contato ainda mais

próximo com os clientes e o sincronismo entre

vendas e atendimento. “Ao longo de minha

trajetória profissional tive o privilégio de

desenvolver competências voltadas à visão

sistêmica do negócio, senso de urgência,

capacidade de diálogo, estruturação de

times, processos e sistemas. Acredito que

esses sejam atributos essenciais para a

construção e sucesso da nossa estrutura

de Customer Experience. Em conjunto com

uma equipe talentosa chegaremos ao nosso

objetivo de garantir um alto nível de serviço

e atendimento”, destaca Fábio.

Foto: Fábio Marins, diretor de Customer Experience

da Vyttra Diagnósticos

MATÉRIA DE CAPA

FORTALECIMENTO DAS ÁREAS COMERCIAL E MARKETING

Com a meta de estabelecer um trabalho

contíguo com esta nova área, Lucas Veloso

chega à empresa para comandar a Diretoria

Comercial. Formado em Administração de

Foto: Lucas Veloso, diretor Comercial da Vyttra Diagnósticos

Empresas pela Universidade Federal de Minas

Gerais (UFMG) e em Marketing pela Pontifícia

Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-

MG), com MBA pela Fundação Vanzolini e

especializações em Modelagem Financeira

e de Negócios pela faculdade de Wharton e

em Processos de Vendas pela Kellogg School

of Management, ele dará continuidade ao

crescimento da Vyttra de forma sustentável

em clientes de todos os portes e com as mais

variadas necessidades.

“A Vyttra está em um momento único. Temos

um portfólio de soluções de excelência

e padrões reconhecidos globalmente.

Adicional a isso, uma gestão de alto nível

está sendo aportada na companhia e os

clientes podem esperar muita proximidade,

relações comerciais transparentes e a melhor

experiência, com rastreabilidade de suas

demandas”, afirma Lucas, que já esteve à

frente das áreas Comercial e de Marketing de

diversas empresas investidas por fundos de

Private Equitye Venture Capital.

Mirella Amorim também se une à companhia

para dar ainda mais propulsão e visibilidade

ao portfólio da empresa. Bióloga graduada

pela Pontifícia Universidade Católica de

Campinas (PUC-Campinas) e com MBA em

Marketing e Planejamento Estratégico pelo

Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais

(IBMEC), será responsável pela gerência

executiva de Marketing da Vyttra.

“Atuo no mercado de IVD há 22 anos. Entre

rotinas laboratoriais e multinacionais, tive

a oportunidade de desenvolver projetos e

trabalhar em áreas de grande relevância,

como na gestão de Key-Accounts, canal

de distribuição e implementação de

novas linhas. Nesta nova etapa de minha

carreira, assumo a responsabilidade de

realizar uma movimentação ambiciosa de

redirecionamento da posição da empresa

no mercado. Os clientes podem esperar

muito empenho e um time unido para dar

o seu melhor!”, complementa Mirella, que

reúne experiências prévias nas empresas

Eurolmmun, Werfen, Beckman Coulter, além

de consultorias a multinacionais do segmento

de saúde.

Foto: Mirella Amorim, gerente executiva da

Vyttra Diagnósticos.

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021 0 75


RADAR CIENTÍFICO

COMO PROTOTIPAR E VALIDAR

SEUS TESTES RÁPIDOS NO BRASIL?

Por Misael Silva, Novel Application LATAM – Merck Life Science

Raw Materials Technical Support CMO Prototyping Hub

• LFA

• PCR/LAMP

• Biosensor

• ELISA/CLIA

• Molecular NAP

• Consultoria de design ensaio

• Troubleshooting

• Guia de usuário

• Suporte regulatório

• Custom packages

• Custom Formulations

• Custom manufacturing

• Custom CoA

• Conjungação/anticorpos/

proteínas

• Prova de conceito

• Otimização de protótipo

• Escala-piloto

• Registro sanitário

• Transferência de tecnologia

A pandemia da COVID-19 deixou em exposição

a alta dependência de insumos críticos externos

para a saúde da população, e o processo de

desindustrialização acelerada do Brasil não

poupou as empresas pertencentes ao Complexo

Industrial da Saúde.

Particularmente, os testes rápidos para COVID-19

– os primeiros a terem o registro aprovado

pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária

(Anvisa) – eram em sua maioria importados, o

que dificultou a implementação de estratégias

de testagem em massa por diferentes razões: a

limitação do acesso a esses insumos, o aumento

exponencial do custo de aquisição, e ainda, as

dificuldades logísticas e regulatórias.

Em vista disso, como é possível recuperar

o potencial de manufatura de dispositivos

diagnósticos de testes rápidos no Brasil? A

realidade atual torna evidente a urgência de

uma estratégia que conduza à trajetória de

desenvolvimento econômico e social, e garanta

soberania ao país em uma área tão relevante,

como a dos cuidados com saúde – com o risco de

afetar a competitividade de setores econômicos

díspares, ceifando seu potencial de crescimento.

Diante desse cenário, a Merck Life Science, como

líder mundial no fornecimento de matériasprimas

para produção e desenvolvimento de

testes rápidos, uniu-se aos melhores profissionais

da área acadêmica e industrial para criar um

Centro de Inovação que permita que as empresas

possam rapidamente expandir seu portfólio de

testes rápidos e usufruir da demanda comercial

dessa tecnologia em nosso país.

O Centro de Inovação em testes rápidos da

Merck possui: validação de prova de conceitos,

validação e otimização de protótipos, apoio ao

registro sanitário e à transferência de tecnologia,

serviços técnicos especializados e treinamento

de mão de obra especializada.

Quais são os principais benefícios de prototipar

seu projeto no Centro de Inovação da Merck?

1. Redução de investimento em R&D

• Conectamos os principais projetos de prova de

conceitos validados pelo setor acadêmico;

• Fazemos a curadoria das provas de conceitos

para redução do risco de falhas em etapas

posteriores.

2. Redução do risco de fabricação

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não escalonáveis;

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performance e segurança em produção.

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0 76

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


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RADAR CIENTÍFICO II

ESTERASE LEUCOCITÁRIA URINÁRIA COMO

UM INDICADOR DE INFECÇÃO DO TRATO URINÁRIO - AVALIAÇÃO

COMPARATIVA DA SENSIBILIDADE ANALÍTICA EM TIRAS REAGENTES

Rheinheimer G1, Boone J1, Fox J1, Stradinger J1, Clarke K2, Bethoney C2. Siemens Healthcare Diagnostics Inc., Elkhart, IN, U.S.1 and Norwood, MA, U.S.

Resumo

Os avanços na tecnologia levaram ao desenvolvimento de soluções analíticas e

de gerenciamento de dados que automatizam o processamento e os resultados

do exame de urina. Esses sistemas padronizam o processo, eliminando

variabilidade do operador e possível risco de erros de transcrição.

O estudo relatado neste artigo fez uma comparação das tiras reagentes de

urinálise de quatro fabricantes e seus dispositivos e, quando disponíveis, a

determinação de Esterase Leucocitária (EL) em grupo controle de indivíduos

aparentemente saudáveis e em amostras clínicas de urina de pacientes que

atenderam aos critérios de caso suspeito de Infecção do Trato Urinário (ITU).

Os resultados com as tiras de reagentes Multistix 10 SG demonstraram mais

sensibilidade analítica para EL com amostras de indivíduos do grupo controle

do que as outras tiras testadas neste estudo quando usadas em um ambiente

laboratorial. Testes com amostras de urina de pacientes que abrangeram

um intervalo comum de EL confirmam mais sensibilidade analítica em

comparação com as outras tiras quando as amostras clínicas foram testadas.

Estes achados têm implicações no ambiente de point-of-care (POC), onde

decisões de tratamento e resultados clínicos são altamente dependentes da

precisão da triagem diagnóstica inicial.

Palavras-chave: urinálise, point-of-care, tiras reagentes e esterase leucocitária.

Abstract

Advances in technology have led to the development of instrumentation

and data-management solutions that automate the testing and reporting

of results in urinalysis. These systems standardize the process by eliminating

operator variability and possible risk of transcription errors.

The study reported in this white paper made a comparison of four manufacturers’

urine reagent strips and their reading devices, if available, targeting LE

determination on both nonclinical controls and clinical urine specimens.

Results demonstrated that Multistix 10 SG Reagent Strips exhibit

greater analytical sensitivity for LE with nonclinical control samples

than the other strips tested in this study when used in a laboratory

environment. Testing with patient urine specimens encompassing a

common LE reporting range confirmed this greater analytical sensitivity

compared to the other strips when clinical samples are tested. These

findings have implications in the point-of-care (POC) setting, where

treatment decisions and clinical outcomes are highly dependent on the

accuracy of initial diagnostic screening.

Key words: urinalysis, point-of-care, reagent strip and leukocyte esterase.

Introdução

As Infecções do Trato Urinário (ITUs) são definidas

pela presença de microrganismos patogênicos nas

estruturas inferiores ou superiores do aparelho

urinário. As ITUs são mais prevalentes em três

faixas etárias: crianças com até 6 anos de idade,

principalmente recém-nascidas do sexo masculino,

mulheres jovens com vida sexual ativa e idosos com

mais de 60 anos de idade. 1

A piúria, presença de leucócitos na urina em

número significante, é um indicativo frequente

de ITU 2 . Neutrófilos presentes na urina podem ser

resultado de EL, gerada por uma ITU que pode ser

facilmente diagnosticada em pacientes utilizando

tiras reagentes.

Uma tira reagente de urina para o teste de EL

relata semi quantitativamente uma quantidade da

enzima na urina proporcional a concentração de

leucócitos, representada pela intensidade da cor no

teste. Os resultados para o teste de EL na tira reagente

geralmente variam de negativo para diferentes

níveis de positivo, incluindo 1+, 2+ e 3+; o último

corresponde a aproximadamente 500 células/μL.

Amostras de urina normais geralmente geram um

resultado negativo com um valor de EL inferior a

10 células/μL. 3 Outros fabricantes podem utilizar

diferentes indicadores de resultados.

A triagem para uma ITU com uma tira do teste

é considerada como o recurso inicial do médico

para a avaliação do paciente. A tira para urinálise

fornece um resultado imediato, preciso e confiável,

permitindo acelerar o caminho para o diagnóstico e

tratamento adequados. 4 Para a triagem, é necessária

uma tira de urinálise confiável de EL, comumente

em paralelo com nitrito, na primeira avaliação do

paciente quando há suspeita de ITU.

0 78

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


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RADAR CIENTÍFICO II

Alguns relatos sugerem que nem toda tira de

urinálise de EL comercialmente disponível pode

ser um preditor robusto e sensível de ITU, com

resultados subestimados e até falso-negativos

sendo encontrados. Tais resultados podem levar

a diagnósticos incorretos e à falta de tratamento

imediato, resultando em posterior piora da

condição do paciente. Além de afetar a qualidade do

atendimento e bem-estar do paciente, resultados

imprecisos da tira de urinálise podem contribuir para

um custo para a organização se a hospitalização for

subsequentemente necessária para uma condição

mais avançada do paciente, como, por exemplo, a

pielonefrite aguda (PNA).

Para permitir a comparação dos resultados do teste de EL lidos por analisadores, as informações

dos resultados derivadas de impressões do analisador foram relacionadas em uma escala de 0-4.

Comparando os resultados visuais do teste

de EL de diferentes fabricantes

Existem desafios ao correlacionar os resultados

de leitura visual entre diferentes tiras reagentes

de testes de EL de diferentes fabricantes, como os

diferentes sistemas analíticos utilizados. Para leituras

visuais, nem todos os frascos de tiras dos fabricantes

fornecem as mesmas informações. A Tabela 1

padroniza os níveis de resultados de leitura visual

em uma escala comum de 0 a 4 para informações

retiradas de frascos de tiras de teste da Siemens

Healthineers, do fornecedor A, do fornecedor B e

do fornecedor C. Isso inclui indicadores de escala, o

sistema Plus e em células/μL.

As tiras reagentes da Siemens Healthineers utilizam

indicadores de escala, o sistema Plus e em células/

μL, dependendo dos requisitos do país, para reportar

seus resultados. O fornecedor A utiliza células/μL e o

sistema Plus. O fornecedor B fornece os resultados

utilizando as três medidas. O fornecedor C utiliza

apenas células/μL e não oferece um equivalente ao

nível de cor 2+ (moderado) no frasco.

O analisador CLINITEK Status+ pode ser

configurado para relatar a escala do indicador de

escala, células μL ou o sistema Plus, dependendo

dos requisitos do país. O analisador B utiliza células/

μL e o sistema Plus. O analisador C utiliza células/

μL e o sistema Plus, entretanto, o analisador C não

oferece um nível equivalente a 2+. Dois níveis do

analisador C (10 e 25 células/μL) estão na faixa de

rastreamento dos outros tipos de tiras reagentes

(Tabela 2).

Deve-se notar que os resultados da tira reagente

exibindo variância de um nível ou equivalente, seja

lida visualmente ou pelo analisador, são considerados

indicadores equivalentes da quantidade real de EL

em um controle ou amostra clínica. 3

Um block shift de mais de um nível é destacado

nas tabelas a seguir.

*Block shift é um termo utilizado quando a

intensidade da cor observada no teste é menor ou

maior do que o esperado, correspondendo a resultado

de nível menor ou superior na escala de resultados.

Métodos

Grupo controle de indivíduos aparentemente

saudáveis

Tiras reagentes Multistix 10 SG Siemens

Healthineers e de outros três fabricantes foram

avaliadas tanto visualmente, quanto em seus

respectivos analisadores, quando disponíveis, para

determinação semiquantitativa para EL usando

controles contendo quantidades conhecidas

de esterase leucocitária. Soluções controle de

concentrações conhecidas de EL foram preparadas

de acordo com os procedimentos internos usados

para a liberação do produto do analisador CLINITEK

Status+. Cada tipo de tira foi testado em duplicata

com controle negativo e com controle positivo,

contendo EL correspondente a um resultado positivo

2+ de acordo com as instruções dos fabricantes.

Amostras Clínicas

62 amostras clínicas de urina inalteradas

foram testadas. Amostras obtidas na Clínica

Elkhart (Elkhart, Indiana) 10 foram verificadas

como contendo EL em intervalos comuns por

meio de relatórios de ensaio de tiras reagentes.

As amostras negativas foram obtidas de um

pool de doadores locais. Todos os quatro

tipos de tiras reagentes foram testados em

uma única replicata. O teste foi realizado

visualmente, comparando intensidade de cor

das almofadas dos testes de EL após mergulhálas

no diagrama de cores das garrafas dos

respectivos fabricantes. Os resultados das

tiras reagentes também foram lidos pelos

analisadores† dos respectivos fabricantes. As

tabelas de concordância foram montadas a

partir de resultados interpretados como níveis

0 80

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


de 0–4. Os resultados não foram comparados

com o método relatado usado na Clínica Elkhart

devido a potencial instabilidade da amostra no

momento em que foram utilizadas no estudo.

Além disso, cinco amostras clínicas de urina

positivas para EL foram sujeitas a titulação por

diluição com amostras de urina EL-negativa

para avaliar ainda mais a capacidade analítica

de cada tira reagente, tanto visualmente

quanto em seus respectivos analisadores.

Cada tipo de tira foi testado em duplicata para

todas as diluições, com exceção da amostra

EL-negativa, na qual apenas uma replicata

foi realizada. Curvas de características de

operação do receptor (ROC) foram geradas

para cada fabricante para resultados visuais

e automatizados, bem como curvas ROC

comparativas.

RADAR CIENTÍFICO II

†O analisador do fabricante B não foi

disponibilizado para esse estudo.

Resultados 5

Grupo controle de indivíduos aparentemente

saudáveis

Quando lidas visualmente, todas as tiras reagentes dos

quatro fabricantes relataram a solução controle negativa

de forma aceitável. Similarmente, todos os tipos de tiras

reagentes relataram uma variação de controle positivo

2+ dentro do aceitável de um nível, com as tiras

reagentes Multistix 10 SG relatando um 2+ e todas as

outras tiras relatando um nível abaixo (Tabela 3).

Quando lidas nos analisadores, todas as tiras de

reagentes testadas relataram o controle negativo

com precisão. As tiras reagentes Multistix 10 SG

e do fabricante A relataram a solução de controle

2+ dentro dos limites aceitáveis. As tiras reagentes

do fabricante C lidas no seu respectivo analisador

subestimou o controle positivo 2+ por dois níveis,

relatando como ±, equivalente ao nível 1, ao invés

vez da meta 3 da escala padronizada (Tabela 4).

Resultados das amostras clínicas lidas

visualmente

As amostras clínicas, quando lidas visualmente, os

resultados das tiras reagentes dos fabricantes A, B e

C mostraram concordâncias gerais exatas de 85,4%,

24,1% e 48,3%, respectivamente, com os resultados

da tira reagente Multistix 10 SG (Tabelas 5–7).

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 81


RADAR CIENTÍFICO II

A concordância do resultado da leitura visual

da amostra clínica no teste do fornecedor A com

os resultados da tira reagente Multistix 10 SG foi

relativamente boa, demonstrando conformidade com

os resultados evidenciados com as soluções controle.

Os resultados das leituras visuais das tiras

reagentes do fornecedor B sugeriram mudança do

nível negativo, indicativo de EL subestimada nos

níveis 1 a 4 nos relatórios de escala padronizada.

No nível 2 da escala padronizada (equivalente a 1/

pequena quantidade), três amostras de urina de

paciente foram reportadas como negativas pelas

tiras reagentes do fabricante B. Quatro amostras

de pacientes foram subestimadas pela fita reagente

do fabricante B em nível padronizado 3/moderada

quantidade, relatando como 1/traço (ver tabela 4).

Da mesma forma, os resultados da leitura visual

da tira reagente do fabricante C foram sugestivos

de mudança do nível negativo para os níveis

padronizados 1 e 2.

Resultados de amostras clínicas lidas por

analisadores

Resultados das leituras feitas em analisadores

utilizando tiras reagentes do fornecedor A no

analisador A e da tira reagente C no analisador C

para as amostras clínicas, mostraram concordâncias

exatas de 58,0% e 12,9% respectivamente com os

resultados da tira de reagente Multistix 10 SG lidos

no analisador CLINITEK Status + (Tabelas 8 e 9).

Em contraste com os resultados da leitura visual,

os resultados da leitura no analisador A exibiu uma

mudança do nível negativo para níveis 1/traço e

2/pequena quantidade em comparação com o

analisador CLINITEK Status +, resultando em 0% de

concordância no nível 1 com todas as 10 amostras

relatadas como negativo e duas amostras de

paciente com leitura de 0/negativo em 2/ pequena

quantidade. Além disso, uma mudança de nível

positivo 2/ pequena quantidade de duas outras

amostras de pacientes indica baixa consistência

nesse nível.

Resultados de leitura no analisador C indicou

baixa concordância com os resultados no analisador

CLINITEK Status +, mostrando níveis substanciais

e consistentes de mudança de nível negativo em

1/traço (concordância de 10,0%), 2/pequena

quantidade (0,0% de concordância) e 4/grande

quantidade (7,6% de concordância). Doze amostras

foram consideradas negativas no nível 2/pequena

quantidade e uma amostra foi considerada negativa

no nível 3/moderada quantidade quando testadas

usando tiras reagentes do fornecedor C lidas no

analisador C.

Resultados da titulação das amostras clínicas

Cinco amostras clínicas adicionais positivas

para EL foram obtidas e cada uma foi diluída

com amostras de urina EL-negativas para

atingir um painel de concentrações variando

de 0%, 12,5%, 25%, 37,5%, 50%, 62,5%,

75%, 87,5% e 100%. As diluições foram

analisadas visualmente nas tiras reagentes de

cada fabricante e também em seu analisador

correspondente.

O desempenho diagnóstico foi avaliado

através das características do receptor de

operação (ROC). Medidas comparativas de

desempenho para resultados visuais versus

leitura de resultados nos analisadores de

cada fabricantes são fornecidas na Tabela 10,

especificamente as áreas sob curva (AUC),

juntamente com suas diferenças e valores de

p associados a um teste de significância. Uma

AUC de 1 indica que o teste pode diferenciar

com precisão as amostras positivas e

negativas, enquanto um valor de p > 0,05

indica que não há diferença estatística entre

os valores de AUC das condições que estão

sendo comparadas. Todos os valores de p

para comparações entre as determinações

visuais utilizando as tiras reagentes Multistix

10 SG, do fornecedor A e do fornecedor C

versus os analisadores CLINITEK Status +,

do fornecedor A e do fornecedor C eram


Resultados rápidos e precisos em

uma única plataforma.

LumiraDx

SARS-CoV-2 Ab Test

• Tipos de amostra: Sangue capilar em ponta de

dedo, sangue venoso (EDTA), plasma (EDTA) ou soro

• Concordância clínica (punção em ponta de dedo)

em amostras coletadas a mais de 8 dias após o

teste de RT-PCR

• 100% concordância positiva

• 100% concordância negativa

• Desempenho obtido através da confi rmação da

infecção por Covid-19 por PCR

• Determinação de hematócrito obtido por amostra de

sangue venoso, garantindo um intervalo de 25 a 55%

• Tempo até o resultado: 11 minutos

• Armazenamento em temperatura ambiente

O LumiraDx SARS-CoV-2 Ab Test é um ensaio microfl uídico

de imunofl uorescência para detecção qualitativa dos

anticorpos totais para SARS-CoV-2 e para identifi cação

de indivíduos com uma resposta imune adaptativa a

COVID-19, indicando infecção recente ou anterior.

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SARS-CoV-2 Ag Test

• Tipo de amostra: swab nasal e nasofaríngeo

• 97.6% de concordância positiva – verifi ca a infecção

rapidamente*

• Concordância clínica em pacientes testados em até

12 dias do início dos sintomas

• 99.3% de concordância negativa em pacientes

assintomáticos – possibilita a triagem de populações

assintomáticas e de baixa prevalência

• Desempenho com referência em RT-PCR

• Limite de detecção – 32 TCID50/mL

• Tempo até o resultado: 13 minutos

• Armazenamento em temperatura ambiente

O LumiraDx SARS-CoV-2 Ag Test é um ensaio microfl uídico

de imunofl uorescência para a detecção de antígeno da

proteína do nucleocapsídeo em espécimes coletadas por

swab nasal e nasofaríngeo de indivíduos com suspeita de

COVID-19 ou indivíduos assintomáticos.

* Swabs nasais. Referência em cobas® SARS-CoV-2

Teste no Sistema cobas® 6800.

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RADAR CIENTÍFICO II

Discussão e Conclusões

Os resultados das tiras reagente para urinálise

para EL servem como orientação para tratamento

e/ou como testes adicionais em casos de

suspeita de infecção do trato urinário. Dada a

importância da triagem feita com tira reagente

na primeira avaliação do paciente, o teste de

tira EL empregado por profissionais de saúde

deve demonstrar boa exatidão e precisão para

apoiar uma tomada de decisão confiante e eficaz.

Resultados imprecisos podem afetar a qualidade

do atendimento ao paciente e o bem-estar.

Os resultados observados neste estudo

confirmam relatos sugerindo que nem

todas as tiras reagentes para urinálise para

EL disponíveis comercialmente oferecem a

mesma sensibilidade analítica, o que gera

um impacto negativo na tomada de decisão

clínica eficaz quando há suspeita de ITU.

Resultados de tiras reagentes que exibem

um nível ou variância equivalente, sejam

lidos visualmente ou por analisadores, são

considerados indicadores equivalentes de

verdadeira EL em amostras controles ou

clínicas.3 No entanto, os resultados dos

controles lidos visualmente na Tabela 1

parecem sugerir que as tiras dos outros

fornecedores reportam num intervalo inferior

ao aceitável – uma mudança de nível inferior

quando comparadas com as tiras reagentes

Multistix 10 SG e o alvo 2+/controle moderado.

As amostras clínicas de urina são, por

natureza, mais complexas do que os controles

padronizados, que são cuidadosamente

fabricados. Isso pode explicar por que as

amostras clínicas apresentam mais variações

dnos resultados da tira reagente Multistix 10

SG para EL em todas as plataformas testadas

em comparação com a solução controle.

Enquanto a concordância entre os

resultados de leituras visuais das amostras

clínicas na tira reagente do fornecedor A e

os resultados da tira reagente Multistix 10

0 84

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


SG foram relativamente bons, há uma maior

ou menor subestimação observada com

as tiras reagentes dos fornecedores B e C.

Uma preocupação foram as três amostras

clínicas relatadas como negativas por tiras

do fornecedor B lidas visualmente, mas

que eram um nível 2 na escala padronizada

quando testados usando a tira reagente

Multistix 10 SG, mais sensível.

O uso de dispositivos analisadores

automatizados na urinálise é uma tendência

crescente, pois tem muitas vantagens,

incluindo padronizar o processo eliminando

a variabilidade do operador.

Resultados da leitura do analisador do

fornecedor A exibiu uma mudança de nível

negativo para níveis 1 e 2 em comparação

com o analisador CLINITEK Status +,

resultando em duas leituras de amostras

de pacientes como 0/negativa no nível 2/

pequena. Além disso, uma mudança no nível

positivo 2/pequena de duas outras amostras

de pacientes indica baixa consistência e

diminuição da confiança de resultados no

nível 2/pequena.

Os resultados da tira reagente do fornecedor

C lidos por analisador mostraram mudança

significativa e consistente do nível negativo em

comparação com o analisador CLINITEK Status

+, com 12 amostras consideradas negativas no

nível 2/pequena e uma amostra considerada

negativa no nível 3/moderada.

Das 62 amostras clínicas testadas, havia

um total de 18 resultados reportados como

negativos para a presença de EL quando eles

deveriam ter sido relatados em um padrão 2

ou acima em comparação com os resultados

da tira reagente Multistix 10 SG lidas

visualmente ou com o analisador CLINITEK

Status +. Isso indica que as tiras reagentes

Multistix 10 SG têm melhor sensibilidade

analítica na detecção de EL em menores

concentrações do que as outras tiras

reagentes usadas neste estudo, conforme

confirmado pelo desempenho da titulação

e, portanto, oferecem o potencial para um

diagnóstico e tratamento mais rápido da ITU.

O desempenho diagnóstico foi avaliado

a partir da titulação de cinco amostras

clínicas. Os resultados das curvas ROC

visuais demonstraram bom desempenho de

todos os fabricantes, com AUC ≥0,931. Ao

comparar as curvas ROC de cada analisador,

o CLINITEK Status + teve a AUC mais alta,

indicando maior sensibilidade analítica do

que os analisadores dos outros fabricantes

disponíveis. A AUC para amostras lidas pelo

analisador em comparação com o visual

diminuiu em todos os casos, com a menor

diferença observada para as tiras reagentes

Multistix 10 SG da Siemens Healthineers,

demonstrando o melhor desempenho para

alcançar o mesmo resultado quando lido

visualmente ou pelo analisador CLINITEK

Status +. A AUC do analisador CLINITEK

Status + é maior do que o do analisador do

fabricante A, indicando menos instâncias

de amostras perdidas e diagnóstico mais

rápido de pacientes com EL de baixo nível

pelo analisador CLINITEK Status + em

comparação com o analisador do fabricante

A. As tiras reagentes do fabricante C

mostraram baixo desempenho ao usar o

analisador C, indicando o potencial de perda

de detecção de EL em pacientes com ITU. O

desempenho dos analisadores para detecção

de EL deve ser preciso, para o paciente

obter tratamento correto, e confiável para

automatizar o processo para o operador.

Quaisquer resultados falso-negativos

podem resultar em um paciente que não

recebe os tratamentos necessários e assim

colocá-los em risco de desenvolver novas

infecções mais graves, como PNA. Bem como

o impacto no paciente, a carga de custo de

PNA não é insignificante: cerca de US$2,14

bilhões a cada ano.6 Qualquer oportunidade

de reduzir resultados falso-negativos deve

ser seriamente considerada.

O exame de urina fornece uma grande

variedade de informações clínicas

indispensáveis na área da saúde moderna.

A Siemens Healthineers continua a inovar

soluções de testes de urinálise de POC

confiáveis que podem ampliar a visão

clínica da saúde do paciente. O portfólio

de produtos de análise de urina POC da

Siemens Healthineers oferece suporte

à detecção precoce, monitoramento e

gerenciamento de vários estados de doença

com a mais ampla gama de soluções de

urinálise confiáveis do mercado.

Referências Bibliográficas

1. Masson, L.C., Martins, L.V., Gomes, C., & Cardoso, A.

Diagnóstico laboratorial das infecções urinárias: relação

entre a urocultura e o EAS (2020).

2.www.healthline.com/health/pyuria#cause (accessed

March 9, 2018).

3. Multistix 10 SG Reagent Strip package insert,

Siemens Healthcare Diagnostics Inc.

4.www.gpnotebook.co.uk/simplepage.

cfm?ID=x20090216205332749131 (accessed March 15, 2018)

5. Internal Study Report: DX013715 Leukocyte, Esterase

Reagent Pad Comparison Report, Revision 01.

6. Brown, et al. Acute pyelonephritis among adults.

Pharmacoeconomics. 2005;23(11):1123-42.

Siemens Healthineers Diagnósticos LTDA

Av. Mutinga, 3800 4º e 5º andar – Pirituba 05110-902 – São Paulo – SP

siemens-healthineers.com/br/

Tradução da versõa publicada por Siemens Healthcare Diagnostics Inc. · Order No. 30-21-DX-528-76 · 01-

2021 · © Siemens Healthcare Di-agnostics Inc., 2021

RADAR CIENTÍFICO II

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 85


RADAR CIENTÍFICO III

MINIATURIZAÇÃO EFICAZ DE PREPARO

DE BIBLIOTECAS ILLUMINA NEXTERA XT PARA APLICAÇÕES

DE SEQUENCIAMENTO MULTIPLEXADO DE GENOMA

COMPLETO E DE MICROBIOMA DISCOVERY IN MOTION

Entenda como o equipamento Echo 525 pode proporcionar a redução de custos para o pesquisador e maior rendimento possível com a

mesma quantidade de reagentes fornecidos.

Por Jefferson Lai, John Lesnick, Noël Ruppert

Resumo

O custo do sequenciamento por nucleotídeo vem

diminuído por ordens de magnitude durante

os últimos 10 anos; no entanto, o preparo de

amostras para o sequenciamento da próxima

geração permanece um componente caro do

processo. Na biologia sintética, o sequenciamento

de genomas microbianos completos está se

tornando um processo rotineiro para validar a

edição de genomas, deconvoluir campanhas

de mutagênese, confirmar construção de DNA

de alto rendimento, e pesquisar amostras de

microbiomas. Aqui detalhamos um método

para miniaturizar volumes de reação utilizados

no kit de bibliotecas de DNA Illumina Nextera

XT, reduzindo assim o custo global por

reação e mantendo dados equivalentes ao

protocolo padrão. Testamos então este método

miniaturizado em uma variedade diversificada

de micróbios para mostrar que o método é

eficaz entre as amostras. Finalmente, aplicamos

este método a um estudo de microbioma e

descobrimos que ele mantém a diversidade, as

proporções e identificação da amostra.

Introdução

O custo do sequenciamento por nucleotídeo vem

diminuído por ordens de magnitude ao longo dos

últimos 10 anos devido à melhoria contínua nas

tecnologias de sequenciamento de próxima geração.

No entanto, o preparo da bibliotecas permanece um

gargalo para reduzir os custos de sequenciamento.

Na biologia sintética, o sequenciamento de

genoma completo está se tornando um processo

rotineiro para validar a edição de genomas,

deconvoluir campanhas de mutagênese,

confirmar a construção de DNA de alto rendimento

e pesquisar amostras de microbiomas.

Os esforços atuais para sequenciar genomas

pequenos (bacterianos, fúngicos) usando um

fluxo de trabalho baseado no Illumina Nextera XT

são restritos pelos volumes mínimos de trabalho

necessários para o processamento manual e, uma

vez processados, somente uma pequena fração

da biblioteca gerada é usada para a rodada de

sequenciamento.

Utilizando o Manipulador de Líquidos Echo 525

com o kit Nextera XT, realizamos as reações em

escala miniaturizada que reduz o excesso de

geração de bibliotecas, assim economizando custos

com reagentes caros. Além disso, rodar reações

de tagmentação de menor volume também

reduz a quantia de amostra de gDNA necessária.

Demonstramos que as reações de tagmentação e

amplificação podem ser reduzidas até 20 vezes.

Essas bibliotecas foram multiplexadas em uma

rodada de sequenciamento de extremidade

pareada de Illumina MiSeq e ficou demonstrado

que produzem métricas equivalentes. A precisão de

nanolitro e a velocidade do Manipulador de Líquidos

Echo 525 permite miniaturização exata do preparo

da biblioteca de Nextera XT e medidas de QC tais

como o ensaio de quantificação Quant-iT Picogreen

e a análise de fragmentos Agilent TapeStation

2200, reduzindo assim o custo e aumentando o

rendimento e, ao mesmo tempo, oferecendo dados

de sequenciamento de alta qualidade. Além disso,

o Manipulador de Líquidos Echo 525 nos permitiu

normalizar e centralizar nossas bibliotecas para

sequenciamento a uma velocidade sem precedentes

em comparação com qualquer outro manipulador

de líquidos baseado em ponteira.

Métodos e Discussões

Miniaturização de Reações de Tagmentação

e Amplificação Em um esforço para lidar com

limitações volumétricas com fluxos de trabalho

manuais, realizamos um experimento com o

Manipulador de Líquidos Echo 525 para testar

um painel de volumes de reação com o objetivo

de reduzir o custo por amostra, mantendo a

qualidade do sequenciamento. O genoma E. coli

K-12 foi selecionado para este estudo, devido ao

seu uso generalizado em ambientes acadêmicos e

industriais. Além disso, seu tamanho representativo

de “genoma pequeno” permite um alto grau

de multiplexação das condições de preparo da

biblioteca em uma rodada de MiSeq. Todas as

amostras foram rodadas em três réplicas técnicas.

Utilizou-se o Manipulador de Líquidos Echo 525

para transferir diferentes quantias da mesma

amostra de gDNA em uma variedade de volumes de

reação de tagmentação; depois também foi usado

0 86

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


Este é o próximo

grande acontecimento

em hematologia.

Apresentamos o CellaVision ® DC-1

Um novo analisador CellaVision que processa uma lâmina por vez, permitindo laboratórios

de pequeno porte implementarem as melhores práticas em morfologia digital para contagens

diferenciais em sangue periférico. Mesmo compacto, apresenta o mesmo conjunto de vantagens

na implementação operacional e clínica dos nossos analisadores maiores.

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O CellaVision DC-1 não se encontra disponível em todos os mercados

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RADAR CIENTÍFICO III

para dispensar os volumes adequados de tampão

TD + ATM, exceto para o controle manual de 25

µL. Realizou-se incubação de tagmentação a 55°C

no termociclador ProFlex da ThermoFisher. Usou-se

uma placa de PCR diferente para cada tamanho

de volume de reação para explicar as diferenças

no aquecimento. Para neutralizar a tagmentação,

dispensou-se tampão de NT usando o Manipulador

de Líquidos Echo 525. Realizou-se amplificação

PCR de bibliotecas tagmentadas a vários volumes.

Primers de Indexação e Nextera PCR Mix (NPM)

foram dispensados em volumes variados pelo

Manipulador de Líquidos Echo 525. Rodouse

amplificação em base de volume de reação

seguindo as condições de PCD do Nextera XT. Em

seguida as bibliotecas foram limpas manualmente

usando limpeza de bead de SPRI a uma proporção

de 0.6x. Cada biblioteca foi então quantificada

por meio de ensaio Picogreen. O Manipulador de

Líquidos Echo 525 foi usado neste ensaio para

dispensar as amostras, bem como os reagentes

Picogreen para uma reação miniaturizada de 20 µL

em placa Greiner de 384 poços e os resultados foram

lidos no BMG PHERAstar. Cada biblioteca também

sofreu análise de tamanho de fragmentos por

TapeStation 2200. O Manipulador de Líquidos Echo

525 foi usado para dispensar amostra e reagente

na placa de ensaio. Usando uma combinação de

dados de quantificação e dados de tamanho médio

de fragmentos, geramos uma lista de trabalho de

normalização. O Manipulador de Líquidos Echo

525 conseguiu então normalizar simultaneamente

e centralizar as bibliotecas transferindo quantias

pequenas e exatas de bibliotecas em um poço.

Essa biblioteca centralizada foi então quantificada

por Qubit, normalizada para 4 nM, desnaturada

por hidróxido de sódio, e depois carregada em

um instrumento Illumina MiSeq para leituras de

300bp de extremidade pareada. Os dados foram

então analisados no software Biomatters Geneious,

em alinhamento com o genoma de referência do

E. coli K-12 MG1655 do NCBI usando o alinhador

Geneious. A tabela abaixo apresenta um resumo

dos resultados.

0 88

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


Durante o experimento, descobrimos que a

fragmentação contínua é eficaz em volumes

de reação miniaturizados. Embora certamente

menos biblioteca seja gerada em uma reação

de amplificação de volume menor e limpeza

subsequente do PCR, isso pode ser mitigado

utilizando a capacidade do Manipulador de

Líquidos Echo 525 de normalizar rapidamente

as concentrações com base nos dados de

quantificação Picogreen. Durante o QC da

biblioteca, verificamos que todos os volumes de

tagmentação produziram distribuições médias

semelhantes de comprimento e tamanho

de fragmentos. Depois do sequenciamento,

observamos que não há efeito significativo na

cobertura, desvio padrão e Q-Score quando se

compara o fluxo de trabalho manual com os

fluxos de trabalho miniaturizados melhorados

pelo Manipulador de Líquidos Echo. Isso

possibilita redução nos volumes de reação

sem comprometer os dados, resultando em

economia de custos com reagentes e DNA de

input. Este experimento nos deu confiança para

utilizar volumes de reação de tagmentação/PCR

de 2.5 µL/5 µL para o experimento de produção

seguinte. Esses volumes foram selecionados

por sua facilidade de compatibilidade com os

nossos equipamentos de laboratório.

RADAR CIENTÍFICO III

Preparo de Biblioteca de Alto Rendimento

e Multiplexação de Sequenciamento de

Genoma Completo

Para representar uma situação de produção

acadêmica/industrial, escolhemos nove

organismos diversos e comumente estudados e

uma amostra de microbioma para rodar juntos em

um MiSeq. Com base nos tamanhos de genoma

e no output disponível de um Kit de Reagente

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 89


RADAR CIENTÍFICO III

MiSeq v3, estávamos confortáveis multiplexando

essas amostras e produzindo cobertura com forte

confiança estatística. Queríamos testar a robustez

do fluxo de trabalho miniaturizado com uma

variedade de tamanhos de genoma, conteúdo

GC e organizações de genomas. Além disso, a

amostra de microbioma continha 10 organismos

comumente testados nessa aplicação.

Procuramos determinar se a identificação do

organismo e da cepa era possível nessa escala, e

se as frequências do organismo eram preservadas

durante todo o processo. A amostra de gDNA para

cada organismo foi primeiramente normalizada

manualmente a uma concentração de 5 ng/

μL. Em seguida, o procedimento de preparo

da biblioteca foi realizado como descrito no

experimento acima, agora utilizando volumes

de reação tagmentação /PCR de 2.5 μL/5 μL. As

bibliotecas foram então limpas manualmente

utilizando a limpeza de beads SPRI em uma

proporção de 0,6x, quantificadas por ensaio

Picogreen, e analisadas por TapeStation

2200. Usando uma combinação de dados de

quantificação e dados de tamanho médio de

fragmentos, geramos uma lista de trabalho de

normalização. O Manipulador de Líquidos Echo

525 foi então capaz de normalizar e centralizar

simultaneamente as bibliotecas, transferindo

quantias pequenas e precisas de bibliotecas em

um poço. Essa biblioteca centralizada foi então

quantificada com Qubit, normalizada até 4 nM,

desnaturada por hidróxido de sódio, depois

carregada em instrumento Illumina MiSeq para

leituras de 300pb de extremidade pareada. Cada

amostra foi alinhada com seu respectivo genoma

de referência ou parente próximo de NCBI, e os

dados de sequenciamento foram calculados

usando-se o software da Biomatters Geneious e

o alinhador Geneious.

Para três das amostras, as cepas /serovar específicos

sequenciados não tinham sequência de referência

NCBI disponível; nesses casos, utilizou-se uma

cepa próxima relativa, o que explica os valores

mais baixos no mapeamento de leituras pela

referência (Alinhamento a RefSeq). Essas amostras

são Salmonella enterica, Pseudomonas aeruginosa

e Listeria monocytogenes. Caso contrário, quase

todas as leituras estão mapeando conforme sua

respectiva referência, o genoma está bem coberto

e as notas de confiança são altas. Isso é verdade

em vários tamanhos de genoma, conteúdo

de GC e organização de genomas. É esperada

uma flutuação em cobertura entre amostras.

A cobertura é uma função tanto do número de

leituras alocadas à amostra (Representação de

Índice de MiSeq) como do número de pares de

base que precisam ser cobertos

0 90

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


Mais segurança na coleta

de sangue a vácuo.

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RADAR CIENTÍFICO III

(tamanho de genoma). Pode-se fazer mais

otimização e normalização para unificar

ainda mais a cobertura entre as amostras. Em

resumo, demonstramos que o fluxo de trabalho

miniaturizado aperfeiçoado pelo Manipulador de

Líquidos Echo pode produzir sequenciamento de

genoma completo de alta qualidade em vários

micróbios, reduzindo input e custos com reagentes.

Microbioma

O objetivo da amostra de microbioma no experimento

anterior era determinar se um fluxo de trabalho de

preparo de bibliotecas aperfeiçoado pelo Manipulador

de Líquidos Echo 525 preservaria a capacidade de

identificar organismos e se preservaria a proporção

em que eles são inicialmente fornecidos. Para testar

isso, obtivemos um padrão de DNA de comunidade

microbiana da Zymo Research e o processamos

em conjunto com as outras amostras durante o

experimento anterior. A amostra de microbioma

recebeu código de barras usando-se um par de

índices. Depois de desmultiplexação, obteve-se a

contagem total de leituras dessa amostra e as leituras

foram alinhadas com cada um dos organismos

que supostamente foram incluídos no microbioma

usando-se o alinhador Geneious no software Geneious

da Biomatters. Os alinhamentos bem sucedidos foram

calculados como uma proporção do todo, e depois

comparados com as abundâncias de gDNA dadas.

Concluímos que, após preparo de biblioteca

miniaturizada e sequenciamento da amostra de

microbioma, as leituras são mapeadas até seus

respectivos organismos, em proporções que refletem

sua abundância inicial. Para fins de identificação

de microbioma e levantamento de população, o

preparo da biblioteca miniaturizada não introduz

viés significativo apesar das reações enzimáticas

tipicamente influenciadas por GC. Esse método

pode ser usado para estudos com microbioma e

mapeamento metagenômico para diversidade e

população de organismos e genes de interesse.

Conclusão

Detalhamos aqui um método para miniaturizar

volumes de reação utilizados no protocolo para o

preparo de bibliotecas de DNA do Illumina Nextera

XT e o aplicamos em uma variedade de pequenas

amostras de genomas bem como uma amostra de

microbioma. Também descrevemos protocolos para

medidas de QC associadas tais como o ensaio Quant-iT

Picogreen e a análise de fragmentos Agilent TapeStation

2200. Finalmente, destacamos o impacto de utilizar o

Manipulador de Líquidos Echo 525 na normalização e

centralização de bibliotecas. A capacidade de entregar

volumes baixos de até 25 nL proporciona uma redução

óbvia nos volumes de reagentes, levando a redução

de custos para o pesquisador e maior rendimento

possível com a mesma quantidade de reagentes

fornecidos. Neste caso, vimos uma redução de 20

vezes nos volumes para tagmentação e reações PCR

sem impacto significativo na cobertura, em desvios

padrão ou nas notas de confiança quando comparados

aos volumes de reação do protocolo manual. Além da

redução de custos, a flexibilidade e capacidades de

passagem de qualquer poço para qualquer poço da

série Echo dos manipuladores de líquidos também

possibilita fácil otimização de ensaios, permitindo que

o pesquisador teste uma ampla variedade de condições

com frequência de uma única placa de origem. Com

a miniaturização dos protocolos de amplificação e

tagmentação, conseguimos executar com facilidade

uma série de experimentos com uma faixa definida de

volumes que levaram à determinação de um volume

de reação de tagmentação/PCR otimizado de 2.5 µL/5

µL. A transferência altamente precisa de incrementos

de 25 nL permitiu normalizar e centralizar amostras em

uma única etapa, proporcionando economia de tempo

impossível de alcançar com a manipulação padrão de

líquidos baseada em ponteiras.

O Manipulador de Líquidos Echo 525 melhora a

miniaturização do preparo de bibliotecas em uma ampla

variedade de organismos, proporcionando resultados

consistentes e de alta qualidade para sequenciamento

completo de genomas apesar de diferentes filos,

conteúdo de GC, tamanho do genoma e organização

dos genomas. Este método também pode ser aplicado

a aplicações metagenômicas e microbiomas, já que

o processo miniaturizado preserva a diversidade,

proporções e identificação de amostras.

Beckman Coulter Life Sciences

Saiba mais: www.mybeckman.com.br

Contato: mkt@beckman.com

0 92

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


MINUTO LABORATÓRIO

O PAPEL DA ESTATÍSTICA

NO CENÁRIO DE ANÁLISES CLÍNICAS

Por Jesiel Assis.

Até precisarem desta ferramenta,

acredito que muitos colegas nunca

mensuraram sua importância. Hoje, é

impossível imaginar um processo de

validação sem Estatística da Qualidade.

Convidei um Consultor em Estatística,

o Biomédico Jesiel Assis - que é uma

das minhas referências se tratando do

assunto - para falar um pouco deste

universo – ainda não muito explorado

por todos da área, porém, os grandes

laboratórios já estão investindo alto e

esta tendência, veio para ficar.

“A Estatística é uma ciência que faz

inferência sobre um conjunto de dados,

sejam eles quantitativos ou qualitativos.

Com o advento do Big Data, a estatística

vem ganhando corpo por representar a

ciência dos dados, pois além de estruturálos

ela também analisa e faz inferência

sobre eles. Acredita-se que os dados serão

o novo petróleo e vendo isso com uma

tendência, as empresas que se capacitarem

na arte de minerar, estruturar e analisar

esses dados, conseguirá migrar em direção

a novas perspectivas de ganhos em seus

negócios.

O Laboratório Clínico é uma

verdadeira fábrica de dados.

Conseguir enxergar o potencial

desses elementos possibilitará

novas pontes de relações,

além de colaborar com a saúde

coletiva de sua comunidade. Nós,

quanto profissionais atuantes em

laboratório, tratamos diariamente

com muitas informações, e dentro

de uma pequena parte geramos

indicadores que ajudará a gerenciar

os processos, entretanto, nem

sempre estamos preparados

para operar grandes volumes de

materiais que são produzidos

constantemente, e esta será uma

habilidade necessária que este

segmento de negócio terá que lidar.

As metodologias estatísticas sempre

foram nossas aliadas nas validações

técnicas, nas análises de tendências e

nas pesquisas diversas que realizamos

no laboratório. Somos capacitados

em várias ferramentas de análises de

controle de qualidade utilizando a

estatística descritiva, embora possamos

usufruir destes aparatos, saber

interpretar e inferir baseado no output

não é uma tarefa simples. Muitos

softwares de fácil uso estão disponíveis

para facilitar a nossa caminhada,

compreender o seu funcionamento

e os algoritmos utilizados não é o

nosso foco, já que para nós o mais

0 94

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


MINUTO LABORATÓRIO

importante são as saídas que ele nos

dar de acordo com nossas necessidades

momentâneas. Várias empresas

coletiva. Neste sentido, muitas empresas

dedicadas ao diagnóstico laboratorial se

movimentaram na busca dos melhores

Em um estímulo prático, muitos

trabalhos de consultores e de profissionais

envolvidos na tomada de decisão são

investem robustamente em softwares

ensaios para promover um diagnóstico

provocados nesta condução, e saber

sofisticados que atendem e muitas

seguro com melhores probabilidades de

usar as ferramentas certas para sermos

vezes superam as necessidades,

acertos, entretanto, algumas variáveis e

objetivos e não perdermos tempo é

entretanto nem sempre há profissionais

a própria constituição biotecnológica

crucial. O R Studio é uma linguagem

qualificados no mercado para o

de cada kit agem de forma particular e

de programação muito utilizada por

trabalho da engenharia de mineração e

dependendo do estágio viral poderemos

estatísticos, o interessante aqui é que

da ciência dos dados.

ter sensibilidades diferentes na captura

podemos ter acesso a diversos códigos

viral e também no processo sorológico

abertos, onde o programador conseguirá

Os avanços nas áreas tecnológicas,

em especial a soro conversão. Nas

permear por muitos algoritmos que

na utilização da inteligência artificial

incertezas que nos assolam a estabelecer

o ajudará a melhorar seus processos

que tem como subproduto, por

critérios, por exemplo na imunologia,

e implantar melhorias no mesmo.

exemplo, o machine learning, vem

inúmeras plataformas surgiram com

As bibliotecas “rpart” e o “rpart.plot”

trazendo ganhos substanciais ao

excelentes capacidades de detecção

que são códigos de programação que

cotidiano de muitas empresas. Muitas

do IgG, entretanto muitas delas não

poderemos criar árvores de decisão

bibliotecas com algoritmos poderosos

possuem uma resposta pareada no

baseado em um dataset a ser utilizado

utilizando as linhas de programação

perfil da imunoglobulina, isto porque

para diversos fins, tanto para áreas

do python, linguagem R entre outros,

utilizam regiões de epítopos distintos

administrativas, financeira e de estudos

vem progredindo consideravelmente

ocasionando diferentes sensibilidades

aplicados. Uma árvore de decisão

e com isso facilitando a manipulação,

e especificidades. Uma saída para

seria interessante, por exemplo, no

as análises e a tomada de decisão na

aumentar o poder probabilístico

estudo probabilístico de concordância

volumetria da grande quantidade de

preditivo seria conjugar plataformas,

entre plataformas para detectar IgG

dados que são gerados.

mas esta não é uma tarefa trivial no

em resposta ao SARS-CoV-2. Caso o

olhar do cotidiano, necessitamos de

laboratório tenha algumas plataformas

Toda transição vem sempre

ferramentas que nos ajude estabelecer

implantadas dos fornecedores A, B,

acompanhado de um fenômeno, como

esses critérios probabilísticos para

C, D e E e gostaria de aumentar a sua

na atualidade, o SARS-CoV-2 que vem

tomada de decisão, pois nem sempre

capacidade de detecção, mas não

impulsionando a ciência a se desafiar

teremos recursos disponíveis para uma

saberia como fazer este alinhamento, um

na confecção de soluções prol saúde

implantação maciça de tecnologias.

programador utilizando o “rpart” no R

0 96

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


Analisadores

de Coagulação

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MINUTO LABORATÓRIO

Studio conseguirá delinear. A plataforma

do fornecedor A foi escolhida como

referência de dosagem inicial, por ser de

menor custo frente as demais. Fizemos

representa a menor entropia, sendo

assim, todos os resultados obtidos na

plataforma D que são não reagentes se

faz necessário confirmar na plataforma

CoV-2. Este é um modelo de árvore de

classificação e podemos defini-la como

indutiva. Usamos neste laboratório

hipotético uma validação metodológica

uma demonstração simples no R Studio

E, se a plataforma E nos retornar um

de 5 plataformas que temos disponíveis

como segue abaixo:

resultado não reagente poderemos

no setor técnico ou as mesmas estão

dizer com segurança que este resultado

em um processo de validação para

Observe na árvore que o 1º nó foi

é um verdadeiro negativo, por outro

futuras negociações, portanto, este

construído pela plataforma D, isto

lado, se o resultado na plataforma E

algoritmo de aprendizado de máquina

significa que esta plataforma representa

for reagente tendo um não reagente

supervisionado nos ajudou a inferir

a menor entropia nos dados e caso a

na plataforma D, do 1º nó, faz-se

sobre uma problemática simples,

dosagem nesta plataforma seja reagente

necessário uma terceira plataforma,

porém de forma significativa na decisão

poderemos dizer com segurança

outra divisão, que neste caso é a C e se

do direcionamento dos recursos.

que este resultado é um verdadeiro

esta plataforma nesta sequência indicar

positivo. Na divisão da esquerda

um resultado não reagente poderemos

A medicina laboratorial sempre se

obtivemos a 1ª folha que é a plataforma

dizer com segurança que este paciente

associou com os avanços tecnológicos

E, ela conjugada com a plataforma D

é negativo para IgG contra o SARS-

e nós quanto profissionais ativos neste

bloco é indispensável continuarmos com

o ânimo versátil para novos aprendizados

na construção de novas conexões. “

Autor

Jesiel Assis

Graduado em Estatística e Biomedicina.

Consultor da qualidade e Estatística da empresa Data Science Analytics.

jesiel_assis@yahoo.com.br

0 98

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


pensabio oferece Série Educacional de

Tipificação de HLA por NGS

A portaria 684, da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde - Ministério da Saúde,

altera de maneira significativa como os laboratórios farão as tipificações de HLA, a partir

de 05 de julho de 2021.

Os testes em alta resolução, passam a ser exigidos em todos os laboratórios que

realizam a 1ª e 2ª fase para transplante de medula óssea, e também, em tipificações para

transplante de rim, além de continuar sendo exigida a alta resolução para doadores

aparentados e receptores de medula óssea.

Os testes de alta resolução são os mais efetivos no mercado, tanto em custo quanto em

qualidade do dado obtido. Eles utilizam o método de sequenciamento de nova geração,

o famoso NGS.

O método de NGS é relativamente novo no mercado brasileiro, especialmente para aplicação

de tipificação de HLA, e apresenta particularidades que o técnico de laboratório

precisa estar ciente para que a rotina seja fluida e assertiva.

A Pensabio trabalha há sete anos com tipificação de HLA por

NGS, portanto, nossos especialistas são altamente preparados

e qualificados para ajudá-los a enfrentar todos os desafios da

implementação do NGS em seu laboratório.

Desta forma, a Pensabio lançou uma Série Educacional de

Tipificação de HLA por NGS, e é com muita satisfação que

convidamos você para assistir aos webinários da série

acessando nosso site ou as redes sociais da Pensabio.

Sobre a Pensabio

A Pensabio foi criada para atender as mais exigentes

demandas em Life Sciences adentrando também

os mercados diagnóstico e industrial no Brasil

com o compromisso de oferecer soluções

high-end, suportadas por atendimento e serviços

de alto nível.

Conheça nosso catálogo de soluções Pensabio

para entender como nós podemos lhe ajudar em

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MEDICINA GENÔMICA

SÍNDROME DE DOWN:

O DISTÚRBIO EM CROMOSSOMOS AUTOSSÔMICOS MAIS

COMUM DO MUNDO

Estima-se que, no mundo, 1:1000 nascidos tenha Síndrome de Down, um distúrbio cromossômico que envolve

a presença em dose tripla do cromossomo 21.

Por: Américo Moraes Neto

No Brasil, aproximadamente 13

milhões de pessoas possuem o

diagnóstico de alguma doença

rara. Para efeito de comparação, as

populações do estado do Rio Grande

do Sul e da Bélgica correspondem

a, aproximadamente, 12 milhões

de habitantes. Segundo estimativas

atuais, a maior parte das doenças

raras são de causa genética, cerca

de 80%. Ou seja, em cada 10

diagnósticos de doenças raras

apenas 2 não tem distúrbio genético

envolvido.

Existem milhares de doenças

genéticas descritas atualmente.

O termo doença, nesse contexto,

se refere a uma condição clínica

estabelecida por um erro ou

distúrbio genético, uma mutação.

Mutações regularmente são

encontradas nos seres vivos e têm

sua relevância em variados aspectos

biológicos, incluindo em humanos.

Estas, de forma geral, podem ser

classificadas como de ordem gênica

ou cromossômica.

Uma mutação de ordem gênica

ocorre dentro de um gene e sua

detecção é feita, exclusivamente, por

testes específicos de DNA. A anemia

falciforme e a adrenoleucodistrofia

são exemplos de doenças causadas

por distúrbios gênicos. Uma

mutação de ordem cromossômica,

no entanto, afeta parte ou todo

um cromossomo, logo, envolve

vários genes; sendo seu diagnóstico

confirmado via análise cariotípica

do paciente. Como exemplo, podese

citar as síndromes de Down,

Patau e Edwards.

Distúrbios em cromossomos

O ramo da genética que estuda

os cromossomos e os problemas

0 100

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


inerentes a eles é a citogenética.

Através de técnicas citogenéticas

é montado o cariótipo com

os cromossomos do paciente.

O cariótipo (descrição das

características do conjunto

cromossômico de uma espécie) será

analisado pelo profissional médico

antes de informar o parecer técnico.

Existem dois tipos de mutações

cromossômicas, as que envolvem

alterações no número de cromossomos

– euploidia aberrante e aneuploidias

– e as com alterações na estrutura

cromossômica - basicamente são

deleções, translocações, inversões

e duplicações. Seja envolvendo

cromossomos sexuais ou cromossomos

não-sexuais, chamados autossômicos.

Se tratando de distúrbios envolvendo

cromossomos autossômicos, há

somente três distúrbios cromossômicos

bem-determinados e compatíveis com

a sobrevida pós-natal, nos quais existe

um cromossomo autossômico inteiro

em dose tripla:

Figura 1: Cromossomos metafásicos humanos e seu respectivo cariótipo. Grupo A (1-3): 3 pares cromossômicos grandes, sendo A2

submetacêntrico, A1 e A3 metacêntricos. Grupo B (4-5): 2 pares cromossômicos submetacêntricos grandes. Grupo C (6-12+X): 7 pares

submetacêntricos médios mais o cromossomo “X”. Grupo D (13-15): 3 pares cromossômicos acrocêntricos médios (satélite). Grupo E (16-18):

3 pares cromossômicos pequenos, sendo 16 metacêntrico, 17 e 18 metacêntricos. Grupo F (19-20): 2 pares cromossômicos metacêntricos

pequenos. Grupo G (21-22+X): 2 pares cromossômicos acrocêntricos (satélite) pequenos mais o cromossomo “Y”. Em destaque estão os pares

cromossômicos relacionados as síndromes de Down (em vermelho), Patau (em azul) e Edwards (em amarelo).

MEDICINA GENÔMICA

Síndrome de Down ou trissomia do 21

(47; XX+ 21 ou 47, XY+21)

Síndrome de Patau ou trissomia do 13

(47; XX+ 13 ou 47, XY+13)

Síndrome de Edwards ou trissomia do 18

(47; XX+ 18 ou 47, XY+18)

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 101


MEDICINA GENÔMICA

Tais síndromes envolvem uma trissomia

cromossômica, na maioria dos casos.

Mas uma parcela menor envolve uma

translocação – alteração na estrutura

cromossômica – que reproduz o efeito

de uma trissomia. Em cerca de 1%

dos casos dessas trissomias ocorrem

indivíduos mosaicos, os quais tem

problemas de saúde atenuados.

Em cada uma das síndromes trissômicas

citadas estão envolvidas múltiplas

anomalias congênitas, retardo

mental e de crescimento. De modo

simples, Síndrome é um conjunto de

sinais, ou sintomas médicos os quais

correlacionam-se e podem associarse

a uma enfermidade ou distúrbio

específico.

Síndrome de Down

Entre os distúrbios cromossômicos,

a síndrome de Down é de longe o

mais comum e o mais bem estudado.

Em cerca de 95% dos pacientes, tal

síndrome envolve a presença em dose

tripla do cromossomo 21 (Figura 2).

Resultado da não-disjunção meiótica

do par cromossômico 21 na meiose

1 materna (predominantemente em

90% dos casos) e em 10% dos casos

na meiose paterna (geralmente na

Figura 2: Cariótipo de paciente do sexo masculino portador de trissomia do cromossomo 21.

meiose 2). O risco de ter um filho com a

trissomia do cromossomo 21 aumenta

com a idade materna, especialmente

após os 30 anos.

Cerca de 4% das pessoas com

a síndrome de Down têm 46

cromossomos, entretanto, um deles

é um cromossomo translocado,

portanto são 45 cromossomos

saudáveis. Trata-se de uma translocação

robertsoniana entre o cromossomo

21 e o braço longo de um dos demais

acrocêntricos, cromossomos 14 ou 22,

geralmente (Figura 1). O cariótipo desse

paciente é representado por: 46, XX ou

XY, rob(14;21),+21.

Ao contrário da síndrome de Down

padrão, em que há 3 cromossomos

21, a síndrome por translocação

robertsoniana não tem relação com

a idade materna. Mas há um risco

de recorrência nas famílias quando

um genitor, a mãe, em especial, é

portadora da translocação. Logo, a

cariotipagem dos pais e familiares

próximos é necessária antes que seja

dada uma consulta genética precisa.

0 102

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


MEDICINA GENÔMICA

Optilite ® melhora a eficiência

Fluxo de trabalho

Segurança dos resultados

Menu de testes

Gamopatias Monoclonais

Freelite (cadeias leves livres kappa

e lambda), Hevylite (cadeias

leves+pesadas)

Sistema Imune

IgA, IgM, IgG, IgD e IgE, Suclasses de

IgG e IgA, Sistema Complemento (CH50,

C1 inativador, C1q, C2, C3c e C4)

Sistema nervoso central

Albumina, Freelite Mx, Cistatina e

Imunoglobulinas no líquor.

Nefrologia

Cistatina, Microalbumina

Beta-2-Microglobulina, Transferrina

Proteínas Específicas

PCR, ASO, Fator Reumatóide, Ferritina,

Transferrina, Pré-Albumina, Ceruloplasmina,

Haptoglobina, Alfa-1-Antitripisina,

Alfa-1-Glicoproteína Ácida, Lipoproteína(a),

entre outras.

Freelite ® é marca registrada da empresa The Binding Site Group, Birmingham, Reino Unido

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 103


MEDICINA GENÔMICA

A incidência mundial da síndrome

de Down é estimada em 1:1000

nascidos vivos. Anualmente nascem,

aproximadamente, 3000 a 5000

crianças portadoras da síndrome.

Estima-se que, no Brasil, 1:700 (ou

800) nascidos a tenha. Algo hoje

em torno de 270 mil pessoas (quase

a população da Guiana Francesa).

Duas características notáveis da

sua distribuição são: distribuição

peculiar dentro do histórico familiar

– a concordância em gêmeos

monozigóticos, mas quase total

discordância em gêmeos dizigóticos

e outros membros da família – e

idade avançada da mãe.

Além de ser isolada, a causa genética

mais comum é o retardamento

mental moderado. Muito embora

no início da lactância a criança

possa não aparentar atraso de

desenvolvimento, ao fim do primeiro

ano de vida se torna mais nítido.

No entanto, crianças com síndrome

de Down comumente são alegres,

responsivas e autoconfiantes. Apesar

de uma das características desta

síndrome ser a senilidade prematura,

a expectativa de vida atinge em

média 50 anos.

Figura 3: Comparação entre as pregas palmares das mãos de pessoas normais e das pessoas portadoras de síndrome de Down.

O diagnóstico em caso de síndrome

de Down, geralmente, ocorre ao

nascimento ou logo após, por suas

características dismórficas, que variam

de paciente para paciente. Apesar disso,

expressam um fenótipo típico. Além

das características faciais distintas, a

hipotonia pode ser a primeira anomalia

notada em pacientes neonatos (entre

o 1º e o 28º dia de vida). O pescoço

é curto e grosso em cerca da metade

dos indivíduos, enquanto a pele da

nuca é frouxa. Os membros são, em

geral, curtos e costumam expressar

sinais relacionados à síndrome, sendo

eles mãos encurtadas e largas além

de quinto dedo curvado e muito

pequeno. Na palma das mãos pode-se

encontrar uma prega transversal única

(linha simiesca), uni ou bilateralmente

(Figura 3). Os pés apresentam um

amplo espaçamento entre o primeiro e

segundo dedo, com sulco estendendose

proximamente na face plantar.

A estatura dos pacientes portadores da

síndrome de Down é baixa. A cabeça,

além de apresentar braquicefalia,

apresenta orelhas de implantação

baixa com um aspecto dobrado

0 104

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


distinto. Em cerca de 70% dos casos

o nariz é curto e achatado, a boca é

pequena e geralmente entreaberta,

mostrando uma língua grande e cheia

de sulcos. As pregas epicânticas e as

fendas palpebrais elevadas inspiraram

o termo, inadequado, “mongolismo”

(em referência a aparência dos nativos

da região da Mongólia).

MEDICINA GENÔMICA

No que tange à sobrevida dos

portadores da síndrome de Down,

devemos apontar que cerca de três

quartos dos conceptos perdem-se

por aborto no primeiro trimestre. Os

pacientes com menores chances de

vida são aqueles com cardiopatias,

sendo conveniente checar a ocorrência

destas no exame do precárdio, visto

que mais de 40% dos indivíduos

portadores da síndrome de Down

demonstram defeitos septais.

Figura 4: Artigo publicado na revista científica Archives of Disease in Childhood (ADC), sobre John Langdon Down, médico do Hospital

londrino John Hopkins. Langdon Down foi o primeiro a descrever clinicamente o problema, batizando de “idiotia mongólica”. Por causa da

expressão mongoloide dos pacientes caucasoides a doença se popularizou como mongolismo. Tal designação, entretanto, foi descartada pela

sua carga preconceituosa e pejorativa.

A primeira descrição clínica da

síndrome de Down aconteceu há 155

anos, em 1866, quando o pediatra

Langdon Down (Figura 4) fez menção

a ela como um quadro clínico com

identidade própria. Esse foi o primeiro

estudo sobre a síndrome. O fenótipo

dos pacientes acometidos foi descrito

como: portadores de pálpebra

oblíqua, nariz plano, baixa estatura e

déficit intelectual.

Desde então tem-se avançado em

seu conhecimento, embora exista

muito a se descobrir. Em 1958, 92

anos depois de Langdon Down, o

francês Jérôme Lejeune (Figura 5)

e a inglesa Pat Jacobs descobriram

de maneira independente a origem

cromossômica da síndrome. Foi

quando ela passou a ser considerada

uma síndrome de origem genética.

Criada pela Down Syndrome

International e comemorada desde

2006, a data de 21 de Março

(21/03), representa a singularidade

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 105


MEDICINA GENÔMICA

da triplicação do cromossomo

21 (trissomia) que causa esta

ocorrência genética. A campanha

de 2019 com o tema “não deixe

ninguém para trás”, foi chamada de

“razões para celebrar” e trouxe para

a sociedade a clara mensagem de

que está mais do que na hora de dar

para cada pessoa com Síndrome de

Down a oportunidade de usufruir

dos mesmos direitos de todos os

outros – somente quando isso

acontecer, pessoas com Síndrome

de Down ou outras deficiências,

realmente terão “razões para

celebrar”.

A luta pela inclusão social tem

crescido, e dado cada vez mais voz aos

portadores de distúrbios genéticos.

Em 2019 a seleção brasileira de futsal

Down foi campeã mundial da categoria

e foi destaque em vários programas

esportivos da TV nacional. Em 2013 foi

lançado o longa metragem “Colegas”

que conta a história de três amigos

Figura 5: O médico pediatra Jérôme Lejeune descobriu a existência de um cromossomo 21 a mais depois do exame dos cromossomos de uma

criança portadora de síndrome de Down. Pela primeira vez na história da medicina genética se estabelece um elo entre um índice de capacidade

mental e uma anomalia cromossômica. Lejeune descobre, em seguida, com a ajuda de seus colaboradores, o mecanismo de outras moléstias

cromossômicas, abrindo assim a via para a citogenética e para a genética moderna. Em 1963, Lejeune foi o primeiro a descrever a Síndrome

Cri-du-Chat, conhecida como Síndrome do Miado de Gato, conforme um ponto de vista científico.

com a síndrome de Down que decidem

correr atrás de seus sonhos. Márcio,

um dos personagens principais, é

interpretador por Breno Viola que foi o

1º faixa preta de judô com síndrome de

Down das Américas.

Referências

BROWN, T. A. Genética: um enfoque molecular. 3ª ed. Rio de

Janeiro: Guanabara Koogan, 1999.336p.

NUSSBAUM, R.L.; McINNES, R.R.; WILLARD, H.F. Thompson &

Thompson. Genética Médica. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2014.

“NÃO DEIXE NINGUÉM PARA TRÁS”: DIA INTERNACIONAL DA

SÍNDROME DE DOWN 2019. Disponível em:


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VIROLOGIA

RISCO DO SARS-COV-2 EM ANIMAIS,

NOVAS MUTAÇÕES E INOVAÇÕES TERAPÊUTICAS

RISK OF SARS-COV-2 IN ANIMALS, NEW MUTATIONS AND THERAPEUTICS INNOVATIONS

Por: Dra. Rachel Siqueira de Queiroz Simões

* Fundação Oswaldo Cruz.

Resumo

Ao longo dos estudos de evolução filogenética e monitoramento

das cepas circulantes do SARS-CoV-2 comprovou-se que o vírus

pode ser classificado como uma antropozoonose ou zoonose

reversa. Em media, 70% das doenças zoonóticas são de origem

infecciosa emergente responsável por fatores determinantes

causando o desequilibrio ambiental frente ao comércio illegal de

práticas ilícitas como a caça aos animais silvestres que ameaça a

integridade do ecossistema. A adaptação do vírus proveniente do

hospedeiro natural para o hospedeiro intermediário alcançando

o homem pode ser explicado pelo fenômeno Spillover. Elevada

taxa de recombinação genômica propiciou altas taxas de

mutações com possíveis alterações, deleções ou substituições

de aminoácidos atingindo diversas espécies animais algumas

mais susceptíveis à infecção viral e outras consideradas menos

susceptíveis pela não detecção do RNA viral em amostras

clínicas. O objetivo do artigo é traçar um paralelo entre os

riscos de infecção do novo coronavírus nas diferentes espécies

de animais domésticos e silvestres, descrever as principais

mutações documentadas por modelagem computacional por

meio dos softwares PyMOL e PDBePISA e nomear os anticorpos

terapêuticos e fármacos antivirais recentemente investigados no

tratamento da COVID-19.

Palavras-Chave: Animais, anticorpos monoclonais,

coronavírus, fármacos antivirais e mutações.

Abstract

Throughout the studies of phylogenetic evolution and

monitoring of circulating strains of SARS-CoV-2, it was proved

that the virus can be classified as anthropozoonosis or reverse

zoonosis. On average, 70% of zoonotic diseases are emerging

infectious origin responsible for determining factors causing

environmental imbalance in the face of illegal trade in illicit

practices such as a hunting wild animals that threatens the

integrity of the ecosystem. The adaptation of the virus from

the natural host to the intermediate host reaching man can

be explained by the phenomenon called Spillover. High rate

of genomic recombination provided high rates of mutations

with possible changes, deletions or substitutions of amino

acids reaching several animal species, some more susceptible

to viral infection and others considered less susceptible due

to the non-detection of viral RNA in clinical samples. The

objective of this paper is to design a parallel between the

risks of infection of the new coronavirus in different species of

domestic and wild animals, to describe the main mutations

documented by computer modeling through PyMOL e

PDBePISA software and to name the therapeutic antibodies

and antiviral drugs recently investigated in the treatment of

COVID-19.

Key Words: Animals, monoclonal antibodies, coronavirus,

antiviral drugs and mutations.

0 108

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


Introdução

Os coronavírus tem sido classificado na

Ordem Nidovirales, família Coronaviridae,

Subfamília Orthocoronavirinae. São

divididos em quatros gêneros alfa (α),

beta (β), gama (γ) e delta (δ-CoV).

Entre os alfacoronavirus (α-CoVs)

encontram-se o vírus da peritonite

infecciosa felina (PIF) e a coronavirose

canina. No gênero betacoronavirus

(β-CoVs) encontram-se o SARS-CoV

(Síndrome Respiratória Aguda Grave,

do inglês Severe Acute Respiratory

Syndrome Coronavirus), MERS-

CoV (Síndrome Respiratória do

Oriente Médio, do inglês Middle East

Respiratory Syndrome Coronavirus), e

SARS-CoV-2, subgênero Sarbecovirus

(Guo et al., 2020, Simões, 2020).

As partículas virais são esféricas e

envelopadas medindo cerca de 100 a

160 nm de diâmetro e o genoma viral é

RNA de fita simples polaridade positiva.

Cerca de 2/3 do RNA viral está presente

a região aberta de leitura ORF1a/b

(open Reading frame) que codifica 16

poliproteínas não estruturais (NSPs) e

1/3 do genoma viral codifica as quatro

proteínas Spike (S), envelope (E),

membrana (M) e nucleocapsídeo (N).

A glicoproteína S liga-se aos receptores

da célula hospedeira denominada

enzima conversora de angiotensina-2,

do inglês angiotensin converting

enzyme 2 (ACE-2) (Coronaviridae study

group of the International Committee

on Taxonomy of Viruses, 2020, Simões

et al., 2020).

O grande potencial de transmissão

entre espécies diferentes e a rápida

adaptação com o salto de uma espécie

para outra foi descrito como fenômeno

Spillover e depende de alguns fatores

como alta taxa de mutação, elevada

taxa de recombinação genômica e o

tamanho do genoma (Nunez et al.,

2020; Rodriguez-Morales et al., 2020).

O alinhamento múltiplo de sequências

de ACE2 de 410 espécies de vertebrados

incluindo mamíferos, aves, peixes, répteis

e anfíbios foi investigado quanto ao

potencial de conservação nessas espécies

por meio da análise de 25 aminoácidos

essenciais na ligação entre o receptor

ACE2 e a glicoproteína Spike do novo

coronavírus (Damas et al., 2020).

VIROLOGIA

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 109


VIROLOGIA

Ensaios experimentais foram

realizados para identificar quais

espécies são mais susceptíveis ou

não à infecção por SARS-CoV-2.

A análise genômica realizada na

Universidade da Califórnia classificou

o risco do SARS-CoV-2 em diferentes

níveis: muito alto, alto, médio, baixo e

muito baixo. Esse estudo sugere que

algumas espécies de primatas nãohumanos

são as mais vulneráveis

apontando que gorila-ocidentaldas-terras-baixas

e o orangotangode-sumatra,

podem ter mais risco de

terem células infectadas pelo SARS-

CoV-2 através da ACE2. O hamsterchinês

e alguns animais marinhos,

como a baleia-cinzenta e o golfinho

do gênero Tursiops podem ter mais

risco de terem uma infecção de SARS-

CoV-2 (Damas et al., 2020).

Na Espanha ocorreu o abate de

quase 100 mil visons em uma

fazenda de criação de mustelídeos

para a produção de casacos de pele.

Os animas foram positivos para

SARS-CoV-2 (87% infectados). Os

visons infectados apresentaram

sinais clínicos respiratórios e

gastrointestinais e infectam outros

mustelídeos por meio do contato

direto ou indireto. A eliminação do

vírus ocorre pela via retal e orofaríngea.

Os animais infectados desenvolvem

anticorpos neutralizantes. Os visons

são mamíferos mustelídeos que se

assemelham às doninhas. E inclusive

na Dinamarca e na Holanda milhões

de visons criados em cativeiros foram

abatidos para evitar a disseminação

do SARS-Cov-2 uma vez que esses

animais carream uma mutação

do vírus que é transmissível ao

ser humano. Após funcionários

agrícolas terem sido infectados pelo

vírus comprovou-se a possibilidade

de antropozoonose reversa.

Experimentalmente, os animais

foram infectados pela via intranasal e

foi comprovado que não desenvolvem

doença pulmonar na reinfecção viral.

A Covid-19 foi detectada em três

dos 11 gatos em uma fazenda de

visons na Holanda levantando um

alerta sobre a transmissibilidade e

possibilidade de reservatório viral

(Boklund, et al., 2021).

Nos caninos foi constatado que são mais

resistentes à infecção do SARS-CoV-2

por apresentarem pouca expressão de

ACE 2 no trato respiratório. Assim, o

estudo apontou que o risco do novo

coronavírus se conectar à ACE2 é baixo

para cachorros. Após detecção do RNA

viral em amostras de swabs retais

de animais infectados naturalmente

comprovou-se a presença de

anticorpos neutralizantes contra o

vírus. O primeiro caso de SARS-Cov-2

em canino foi identificado em um Spitz

Alemão de 17 anos e um segundo caso

ocorreu em um pastor alemão que

testou positivo para o novo coronavírus,

ambos na cidade Hong Kong. Nos EUA,

o primeiro caso ocorreu em um cão da

raça pug, que pertence a uma família

que contraiu a COVID-19 (Damas et

al., 2020). No Brasil, o SARS-CoV-2 foi

confirmado em dois cães de Curitiba,

um da raça buldogue francês e um

sem raça definida. Ambos os tutores

também testaram positivo para a

infecção viral. Os animais apresentaram

secreção nasal e espirros.

Diversos registros foram documentados

nos felinos domésticos em gatos

(Felis catus) e silvestres em tigre

(Panthera tigris) e em leões (Panthera

lion) sinalizando que o risco do

novo coronavírus se conectar à ACE2

é médio para os felinos (Damas et

al., 2020). Os animais apresentaram

clinicamente sinais respiratórios e

gastrointestinais e desenvolveram

anticorpos neutralizantes. O vírus é

eliminado pela via nasofaríngea e retal.

Nos estudos experimentais constatou-se

que são assintomáticos e a reinfecção

ocorre em média 28 dias após a primeira

infecção. No Brasil, o primeiro caso foi

comprovado em outubro de 2020 em

um felino fêmea da cidade de Cuiabá,

Mato Grosso que foi infectada por seus

tutores ao contraíram o vírus em uma

festa de família. Um segundo gato e um

cachorro de pessoas que também foram

à festa também testaram positivo.

Amostras de swab nasal e orofaríngeo

foram coletadas de um tigre siberiano,

fêmea de 4 anos do Zoológico de

0 110

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


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Bronx em Nova York confirmando o

primeiro caso do novo coronavírus

em felinos silvestres. Esse foi um

caso de transmissão zoonótica

reversa (antropozoonose) uma vez

que o tratador estava infectado

assintomaticamente. O SARS-CoV-2

foi detectado por meio ensaios

de biologia molecular RT-PCR

(transcriptase reversa em reação da

cadeia da polimerase em tempo real)

e pelo sequenciamento do genoma

parcial ou completo do vírus pelas

plataformas de sequenciamento

de nova geração (next generation

sequencing - NGS). Com relação

aos animais de produção e grandes

animais, o risco do novo coronavírus

se conectar à ACE2 é médio para

ovinos e bovinos, e é de baixo risco

para suínos e equinos (Damas et al.,

2020).

Novas mutações

Desde o início da pandemia já foram

registradas 4.000 mutações virais,

inclusive mutações de humanos para

animais. Cerca de 80% das mutações

são chamadas de sinônima, ocorre

a troca do último nucleotídeo não

alterando o aminoácido; e mutações

não-sinônima consideradas mutações

perigosas onde ocorre a substituição

ou deleção de aminoácido. A primeira

mutação D614G foi descrita em janeiro

de 2020 na China no aminoácido 614

com a substituição de um aspartato

(D) por uma glicina (G). Em maio de

2020, 20% das sequências analisadas

no Brasil apresentavam essa mutação

D614G. Em outubro de 2020 foi

identificada uma nova variante no

Reino Unido (UK) denominada B.1.1.7

(501Y. V1), na qual o aminoácido

asparagina N foi substituído por uma

tirosina Y na posição 501 da proteína

S. Modelagem computacional pelas

ferramentas de software PyMOL

(https://pymol.org/2/) e PDBePISA

(https://www.ebi.ac.uk/pdbe/pisa/)

comparando interações moleculares

sugere ao menos 17 mutações

identificadas com alterações em 23

nucleotídeos no genoma viral (Santos

& Passos, 2021).

Em dezembro do mesmo ano, surgiu

uma nova variante documentada na

África do Sul (AZ) designada B.1.351

(501Y.V2) que possui tripla mutação no

receptor do domínio ligante (do inglês

receptor-binding domain - RBD). Essa

linhagem B.1.351 foi neutralizada pelo

plasma de indivíduos convalescents e

pelo soro de indivíduos vacinados com

Pfizer-BioNTech BNT162b2. Ambas as

mutações, do Reino Unido e África do

Sul (UK/AZ) (501Y.V2, 501Y, E484K)

apresentaram mutação no aminoácido

484 que mudou de um glutamato E para

uma lisina K. Em dezembro de 2020

surgiu uma nova variante detectada

na cidade de Manaus, Amazonas (BR)

denominada linhagem P1 (B.1.1.28)

com tripla mutação (K417N/E484K/

N501Y) e alta transmissibilidade.

A linhagem P1 (mutação 501Y.V3)

carrega alterações em 17 aminoácidos,

3 deleções, and 4 mutações sinonímias.

Essa nova variante já foi identificada

em diferentes países entre eles Japão,

EUA, França e Itália. A eficácia de

* Imagen ilustrativa

0 112

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


anticorpos terapêuticos Casirivimab

e Bamlanivimab foi reduzida pelas

linhagens B.1.351 e P1 (Hoffmann

et al., 2021). Em janeiro de 2021

ocorreu nova mutação detectada no

Rio de Janeiro chamada P2 (E484K)

e considerada menos agressiva que

a linhagem P1. Em fevereiro de 2021,

100% das sequências brasileiras

possuíam a mutação D614G (Faria

et al., 2020). Recentemente,

nova variante foi identificada no

Japão e denominada EeK possui

mutação E484K, e apresenta forte

resistentência às vacinas disponíveis.

Além da variante indiana B1.617, que

possui 13 mutações em especial uma

dupla mutação na proteína Spike do

(E484Q and L452R) classificada como

“variante de preocupação” (do inglês

"variant of concern" – VOC) por seu

alto índice de transmissibilidade

(Cherian et al., 2021).

Inovações terapêuticas

Soro para o tratamento da

Covid-19 chamado hiperimune

ou gamaglobulina hiperimune foi

desenvolvido por pesquisadores

brasileiros da Universidade Federal do

Rio de Janeiro (UFRJ) que inocularam

experimentalmente a proteína S

recombinante do novo coronavírus.

Após três semanas, foi coletado o

plasma de cinco cavalos do Instituto

Vital Brazil (IVB), Rio de Janeiro. O soro

hiperimune anti-SARS-CoV-2 contendo

os anticorpos produzido a partir do

plasma dos equinos imunizados é

capaz de neutralizar o vírus em até 100

vezes mais (Cunha et al., 2020).

Outra inovação terapêutica é a produção

de nanocorpos (anticorpos de baixo

peso molecular e forte capacidade

de neutralização viral) em tubarões

e camelídeos - camelos, llhamas,

alpacas, vicunhas, dromedários - que

são capazes de neutralizar a proteína

S do vírus. A produção escalonável em

laboratório está sendo desenvolvida

por biofarmacêuticas e instituições

nacionais e internacionais. Antivirais

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tratamento da hepatite C demonstraram

capacidade de inibir a ativação viral do

SARS-CoV-2 (Sacramento et al., 2021).

Testes clínicos em animais

experimentais da vacina Carnivak-CoV

iniciaram em outubro de 2020. Todos

os animais vacinados desenvolveram

anticorpos contra o novo coronavírus

e estima-se que essa resposta

imunológica dure pelo menos cerca

seis meses. A agência reguladora da

Rússia informa que o imunizante é de

vírus inativado e é capaz de impedir

mutações virais. O imunizante foi

testado em cães, gatos, visons e raposas

mas o seu principal alvo são os animais

criados em fazendas para produção de

casacos de pele. Países como Grécia,

Polônia e Áustria já estão interessados

em comprar a vacina Carnivac-Cov.

Considerações Finais

Estudos experimentais em animais

pela via intranasal avaliaram o

desenvolvimento de anticorpos

neutralizantes e uma possível reinfecção.

Tais estudos são capazes de detectar a

pouca expressão da enzima conversora

de angiotensina 2 (ACE2) em diferentes

espécies no trato respiratório mostrando

maior resistência à infecção pelo SARS-

CoV-2. Amostras biológicas têm sido

constantemente analisadas pelos ensaios

moleculares de transcriptase reversa em

reação da cadeia polimerase em tempo

real e pelo sequenciamento do genoma

parcial ou completo do novo coronavírus

pelas plataformas de sequenciamento

de nova geração (next generation

sequencing - NGS). Enquanto novos

testes clínicos são realizados em animais

de laboratório para o desenvolvimento

de novas vacinas utilizando diferentes

plataformas tecnológicas contra o SARS-

CoV-2, é primordial a conscientização

do papel do ser humano por meio da

interface homem-ambiente-animal e

sua intervenção no ecossistema e na

saúde única.

Referências

Boklund,A., Gortazar, C., Pasquali, P. Monitoring of

SARS-CoV-2 infection in mustelids. EFSA Journal

2021;19(3):6459, doi: 10.2903/j.efsa.2021.6459

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Nature Microbiology: 5536-544, 2020.

CHERIAN, S., POTDAR, V., JADHAN, S et al. Convergent

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DAMAS, J., HUGHESB, G, M., KEOUGH, K.C et al. Broad

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increased interaction force between Spike-ACE2

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org/10.1101/2020.12.29.424708

SIMÕES, R.S.Q. Coronavírus: SARS-CoV, MERS-CoV e

SARS-CoV-2. In: Saúde do Ensino à pesquisa. Ed. Pasteur

- vol.1, p:191-203, ISBN:978-65-86700-07-7. https://

doi.org/10.29327/522782, 2020.

SIMÕES, R.S.Q. Animal and Human Coronavirus Disease. COJ

Technical & Scientific Research, 2 (5), COJTS.000547.2020, 2020.

SIMÕES, R.S.Q. et al. Computacional modeling in virus

infections and virtual screening, docking and molecular

dynamics in drug design. Networks in systems biology -

applications for disease modeling, Ed. Springer. https://

doi.org/10.1007/978-3-030-51862-2_12, 2020.

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Dra. Rachel Siqueira de Queiroz Simões

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0 114

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


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INOVAÇÃO NÃO VEM DA TECNOLOGIA,

VEM DAS PESSOAS.

VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA IMPLANTAR A CULTURA

DA INOVAÇÃO NO SEU LABORATÓRIO?

Inovação significa criar algo novo.

A palavra é derivada do termo latino

innovatio, e se refere a uma ideia,

método ou objeto que é criado e

que pouco se parece com padrões já

estabelecidos anteriormente.

Hoje, a palavra "inovação" é mais

usada no contexto de ideias e invenções

assim como a exploração econômica

relacionada, é o novo que chega no

mercado.

Em tempos de pandemia e concorrência

multisetorial a inovação está diretamente

ligada a todo bom profissional e

empreendedor, é necessário se reinventar.

Com o consumidor dos nossos

serviços tendo mais poder para decidir,

isso deixou de ser secundário para se

tonar uma questão de sobrevivência.

Na prática, vemos poucas empresas

inovadoras e essa particularidade se

deve a ideias equivocadas, como a de

que a inovação depende de grandes

investimentos em tecnologia, que é

apenas uma ferramenta de trabalho, cada

vez mais forte e acessível, porém o que faz

a inovação acontecer são as pessoas.

A inovação depende de dois

patamares básicos, a criatividade e a

liberdade.

A primeira das duas é o que transforma

necessidades em idéias, em produtos

ou serviços, foi assim que vimos surgir

a Uber, que veio da dificuldade de se

conseguir um táxi nos grandes centros.

Essa criatividade se tornou uma operação

multimilionária, a partir da necessidade

simples, que todos nós temos, que foi

concebida a partir da liberdade de se

tentar, e vejam aonde chegaram!

Todos nós temos necessidades o

tempo todo, basta entendermos como

nosso negócio pode virar uma solução,

a partir de uma inovação!

Existe uma cultura errada sobre a

nossa zona de conforto, um espaço

em que temos a sensação de que

dominamos todas as variáveis e onde

não podemos ser ameaçados, muito

pelo contrário, a nossa zona de conforto

é uma vulnerabilidade real, pois não

observamos o que está acontecendo

ao nosso lado e perdemos a chance

de identificar novas tendência, novos

concorrentes, novos horizontes.

Quando percebemos, talvez seja tarde

demais, a ponto de comprometer a

nossa sobrevivência no mercado. Isto

é fato, tanto para pessoas ou empresas,

já que a zona de conforto inibe a

capacidade de promover a inovação, ou

seja, em time que está ganhando não

se mexe!

Profissionais e empresas que adotam

esse pensamento estão condenadas

a desaparecer, pois a concorrência

aliada ao capital financeiro, está cada

vez mais se mexendo, e nosso próximo

concorrente, pode estar muito próximo

a nós, sejam colegas ou funcionários

que perceberam nichos de mercado

que desprezamos.

Esse novo concorrente, inovador e

disposto a correr riscos, chegará ao

mercado com potencial de crescimento

e ocupar o lugar de empresas com

negócios consolidados há décadas,

0 116

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


LADY NEWS

pelo uso da tecnologia e modelo de

negócio baseado em criatividade,

conhecimento e liberdade de atuação.

Temos que estar prontos o tempo

todo, pois o mercado já não comporta

quem quer ficar sempre igual, viver de

sobrenome, quantos gestores ainda

insistem em bater nessa tecla?

O nosso instinto de autopreservação

instaura o medo de inovar e correr riscos,

porém o mercado exige que pensemos

coisas novas e olhar diferente para o

que já está consolidado em nossas

empresas, isso se chama liberdade, um

conceito nobre e inovador!

Liberdade é a garantia de poder ser

criativo, sem que possíveis atropelos

no percurso da inovação sejam fatores

de impedimento para alcançar metas e

resultados propostos e/ou atingíveis a

curto e médio prazo.

Muitas empresas ou gestores não

permitem aos funcionários a liberdade

de criar, esse é o jeito de colocar a

inovação dentro de quatro paredes,

bem controlada, que se traduz em um

equívoco que poderá custar a própria

sobrevivência do seu modelo de

negócio, bem como a saúde financeira

e operacional.

A inovação não pode e não deve ser

controlada, não pode ser parametrizada

e nem restrita, todos os nossos

colaboradores devem ser incentivados

a inovar, eles possuem a percepção do

cliente, pois tem a liberdade de utilizar os

serviços na maioria das vezes, do nosso

concorrente, ao contrário de nós gestores

comprometidos com a nossa bolha, que

nos impede de olhar para a frente, pois o

passado de sucesso é um norte a seguir,

mesmo que equivocadamente.

Vivemos hoje em um mundo em que

a tecnologia digital se transformou em

uma ferramenta de trabalho inovadora

e de baixo custo operacional, gestores

que conseguem absorver esse conceito

com criatividade e liberdade, podem

vir a ser o novo e redefinir padrões de

mercado, basta olhar para fora e corrigir

o que precisar ser feito internamente.

Como implementar essa cultura

em nossas empresas?

O conceito de cultura da inovação é algo

muito complexo, pois envolve a aplicação

constante de melhorias em processos,

produtos, serviços e tecnologia.

É um processo gradativo, pois envolve

mudanças em conceitos e forma de

trabalhar e até mesmo no organograma

de uma empresa, incluindo seu principal

aliado, os colaboradores.

Implementar uma cultura de inovação

na gestão de pessoas é fundamental

para o alinhamento das ideias e na

liberdade de ação por cada colaborador

envolvido, dar autonomia significa

garantir a liberdade para exercer a

criatividade sempre observando os

níveis hierárquicos e atribuições.

Treinamentos e capacitações

são a base inicial para promover a

capacidade criativa dos colaboradores

envolvidos, bem como é fundamental

o uso da tecnologia como facilitador

dos processos.

Quando pensamos em inovação,

sentimos a velocidade da mudança externa

que o mercado exige, consumidores cada

vez mais exigentes e formadores de

opinião, nessa etapa o processo produtivo

deve receber atenção redobrada, pois

você terá que promover um diferencial

há mais para que os usuários dos seus

serviços sejam fidelizados e sempre que

necessitarem, você seja a primeira opção

e casualmente a única.

A gestão das empresas requer

constantes tomadas de decisões

que podem ser adequações simples

ou complexas, como a reavaliação

de situações que estejam causando

receitas negativas na empresa.

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 117


LADY NEWS

Reavaliar unidades de coleta que não

tem impacto financeiro e operacional

em um laboratório, é corrigir o rumo do

seu negócio e canalizar esforços para

outras unidades operacionalmente

rentáveis. Antigamente tinha-se a

cultura de que abrir unidades seria um

caminho seguro para o crescimento,

porém existem muitas variáveis que

devem ser analisadas, entender do

seu negócio é que te capacitará para

manter seu crescimento sustentável.

Hoje, empresas mal geridas

operacionalmente tem sua saúde

financeira comprometida e vivem

de aporte de recursos para manter

o negócio. Sem uma mudança de

conceito e comportamento de gestão,

a fórmula padrão não se sustentará

e comprometerá o crescimento e

evolução do seu negócio.

Hoje temos ferramentas de

inteligência (Business intelligence)

que lhe auxiliarão a tomar decisões

acertadas, baseadas em protocolos

operacionais já testados e aprovados

pelo mercado.

O atendimento ao cliente talvez seja

a área que mais demande inovação

em nossas empresas, antes os canais

de comunicação eram mais restritos e

o contato era quase que unidirecional,

ou seja, a empresa falava, porém

não tinha como receber um retorno

por parte da sua maior fonte de

sustentabilidade, que adquire seus

serviços.

Hoje temos uma gama de canais

diferenciados que se tornou um

desafio utilizá-los da melhor forma,

e assim o marketing de conteúdo

vem evoluindo para acompanhar

as mudanças no comportamento

dos nossos clientes, concorrentes e

mercado. Essa ferramenta quando

bem utilizada, focada no seu cliente,

atrai mais consumidores. Marketing

institucional não atrai clientes que

procuram serviço, o que atrai é você

mostrar a ele a solução que ele precisa

e corresponder a todas as expectativas

que estava procurando.

Como iniciar um processo de

Inovação?

Não é fácil para nós gestores e

empreendedores conquistar e fidelizar

clientes, criar uma marca e aliar a ela

uma imagem que transmita inovação,

tecnologia e confiança.

Entre todas as dificuldades

enfrentadas, a principal seja se superar,

reconhecer que o que deu muito certo

em algum momento hoje pode não ter

mais espaço na gestão moderna e de

resultados.

Para fugir dessa estatística,

repense os seguintes conceitos:

- Reconheça as mudanças:

O mercado consumidor está em

constante mudança, por isso cabe a

nós gestores olhar para fora e detectar

as necessidades expressas por nossos

clientes, principalmente os consumidores

de serviços, nosso principal público.

Tenha um diferencial que aponte para

o tripé, conhecimento, inovação e

tecnologia, mostre ao mercado que

você é comprometido e está atento às

mudanças do mundo moderno, que são

cada vez mais rápidas.

- Estude o mercado, a

concorrência e seu público-alvo:

Sempre que você olhar para fora da

sua bolha (zona de conforto), verá

que não está sozinho, há muita gente

pensando em formas de inovar e

compreender o que o mercado procura

e exige de uma empresa.

É preciso conhecer muito bem a

concorrência, explorar os nichos de

mercado que estão descoberto bem

como identificar o que não está dando

certo na concorrência e no seu negócio,

exerça a autocrítica e estabeleça as metas

em busca dos resultados que fará com

que você abandone definitivamente

a zona de conforto. Seja criativo, seja

ousado, arrisque um pouco mais!

0 118

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


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Identificar o que o consumidor espera

de nossos serviços é despertar o instinto

de sobrevivência do nosso negócio.

Oferecer uma solução diferenciada para

o problema do seu cliente é mostrar

que você está em constante evolução,

sair do normal é ser diferente!

- Investimento em processos que

produzirão soluções inovadoras:

Saiba identificar quais processos

precisam ser melhorados, atualizados

ou até mesmo extintos, para que você

tenha eficiência, produtividade e saúde

financeira.

É importante e relevante saber quais

são os processos que a concorrência está

utilizando, para identificar o que pode

estar dando certo ou errado, afinal isso

significa economia de tempo e dinheiro.

Aplicar metodologias que se

completam no processo de construção

de um serviço, desde o atendimento,

produção e finalização, geram eficiência

e lucratividade.

Saber funcionar essa engrenagem é a

conquista que todos queremos para nossas

empresas, portanto, o desafio é grande!

- Investimento em atendimento:

Automatização dos processos nas

empresas têm se mostrado como

opção eficiente, diminuindo custos e

tempo de execução dos serviços.

Os gestores devem ter o cuidado

para não cair no erro, ao confundir

automatização com impessoalidade.

Investir em atendimento personalizado,

seja por plataforma digital ou presencial

é fundamental para fidelizar clientes,

fazer o marketing do dia-dia por parte

do cliente funcionar, pois ele utilizou e

aprovou a solução que você apresentou.

Personalizar um atendimento tem

relação com entender o perfil do

cliente, mostre a ele as intenções e

objetivos da empresa.

Um atendimento realizado com

sucesso significa muitos retornos diretos

ou indiretamente, já que nosso formador

de opinião passará por uma experiência

única, utilizará nossos serviços.

- Saiba criar mecanismos e metas

que possibilitem resultados

positivos:

Se temos poucos recursos para investir

em inovação, temos que viabilizar o

primeiro passo a ser dado, analise o que

você tem e o que pode ser feito, depois

é preciso criar metas.

Ser inovador significa correr riscos,

mas também conhecer limites.

Ao criar metas, não envolva o sacrifício

da qualidade, ela é a sustentabilidade

da sua credibilidade e do seu negócio.

A meta atingível estimula os

colaboradores em buscar a próxima

etapa e assim sucessivamente, a

engrenagem da inovação começa

a rodar.

Compreender que a inovação é um

percurso e não um ponto de chegada

é fundamental para atingir o sucesso,

continue nadando, o horizonte é

distante.

- Importância de manter o foco

na inovação:

Inovação é uma particularidade

que deve sempre estar enraizada nos

pilares de sustentação de qualquer

seguimento de mercado. Empresas que

inovam pontualmente, estão sempre

correndo atrás do prejuízo e não são

capazes de se posicionar à frente dos

concorrentes.

Quando a melhoria contínua faz parte

dos valores do negócio, a inovação é

algo natural e, portanto, tem um papel

fundamental no sucesso do negócio.

0 120

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


Se o gestor ou sua empresa não tem

ainda essa preocupação, a hora de

mudar é agora.

Inovação é um processo contínuo que

proporciona benefícios excepcionais e

reconhecimento profissional.

- Crie uma marca pessoal na sua

empresa:

Se você pretende apresentar sua

empresa ao mercado como algo novo

e inovador, é preciso criar uma marca, é

preciso ser reconhecido em um mundo

onde todos querem reconhecimento.

Em um mundo abarrotado de

semelhantes, é preciso se destacar para

sair na frente.

Poucos gestores percebem que isso

não é uma obrigação somente de

grandes marcas, hoje os pequenos e

médios empreendedores precisam

também solidificar a sua marca, é

preciso ter competência para vender

uma imagem, posicionar uma marca.

Hoje em dia, qualidade e habilidade

não são mais suficientes, você lida com

expectativas pois se propõe a entregar

uma demanda que lhe foi confiada.

Como ser o escolhido para executar os

serviços em um universo de semelhantes?

Uma boa gestão de marca não é

simplesmente fazer propaganda, mas

elaborar um planejamento inteiro do

seu marketing pessoal. Não confunda

marketing com branding pessoal.

O termo branding, vem da palavra em

inglês to brand que significa marcar.

Mesmo derivando da prática de

marcar algo de forma permanente, o

sentido atual, processo de estabelecer

um nome e uma reputação para algo é

relativamente novo.

Sendo uma filosofia de gestão, ou

seja, uma maneira de agir e pensar

sobre a marca, o branding coloca a

marca no centro de todas as decisões

da empresa.

Dessa forma, tudo que envolve a

empresa, envolve o processo de branding.

A intenção do branding é administrar

uma dinâmica de relacionamento com

todos os públicos envolvidos, sejam eles

internos ou externos, visando que esse

público consiga entender e decodificar a

mensagem passada pela marca.

Assim, permitindo que a marca

ultrapasse a sua natureza econômica,

e passe a fazer parte de uma cultura

que influencia o comportamento

das pessoas e consequentemente,

fortalecendo um processo de

construção da imagem da marca.

Por ser relativamente novo no mercado,

o branding ainda é confundido com

marketing, identidade visual, publicidade

e até mesmo com comunicação.

Isso ocorre porque ele é considerado

um sistema de ações vindas de várias

áreas de conhecimento, que buscam

uma unidade na manifestação de

identidade da marca.

LADY NEWS

Não existe mais a possibilidade de

ficar esperando pelas oportunidades,

é preciso ir em frente e mostrar ao seu

cliente seus produtos ou serviços.

Assim, estabelece um diferencial no

mercado, por meio de observações

e construções subjetivas que

transformam e solidificam o

relacionamento da marca com o cliente.

É importante que você perceba que

sua marca precisa tanto ser trabalhada,

criada e estabelecida, e quando

divulgada tenha destaque dentro de

um mercado competitivo.

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 121


LADY NEWS

Se você está preocupado em criar

uma identidade própria, cuide da

sua marca e isso significa passar pela

apresentação, primeira impressão,

simpatia e executar um serviço que

seja aquilo que você se comprometeu

com o mercado.

Seja apaixonado por aquilo que você

se propôs a fazer, acredite, quem está

do outro lado percebe isso em você

quando você faz a demonstração do

seu produto ou serviço.

Autoconhecimento é fundamental

para solidificação da sua marca, é o

cartão de visitas da sua empresa, às

vezes você precisa estar do outro lado

do balcão, sentir as necessidades do

seu cliente, apontar as soluções que ele

precisa e atender suas expectativas.

Cada pessoa percebe uma marca de

maneiras distintas. Essas percepções

são baseadas nos contextos sociais,

culturais e econômicos de cada um,

e principalmente, na experiência que

tiveram com o produto e/ou serviço,

à medida que identificam quais

satisfazem suas necessidades e quais

são insuficientes.

Marcas que transmitem confiança,

transparecendo nível de qualidade,

em geral satisfazem consumidores

facilmente, a ponto de optarem

novamente pelo produto e/ou serviço.

Quando a empresa inclui a Inovação

no seu DNA, os processos se tornam

naturais, e você pode criar o novo sem

impactar no que já está funcionando,

mas lembre-se, em time que está

ganhando também se mexe!

O fracasso também faz parte do

processo de inovação, pois ele demonstra

que você procurou o novo, e a única

maneira de não fracassar em algo é não

tentar e continuar na zona de conforto!

Finalizando, alguns conceitos

precisam ser renovados ou

melhor, inovados!

- Não comemore a venda de seu

produto e/ou serviço;

- Não celebre quando o cliente lhe paga;

- Celebre quando ele é transformado

por aquilo que você executou;

- Quando você vende um produto e/ou

serviço para alguém, seu trabalho não

terminou;

- Vai apenas começar o mais

importante, a experiência dele com seu

produto e/ou serviço;

- Um cliente satisfeito é ótimo, mas um

apaixonado é muito melhor;

- Um cliente satisfeito, volta;

- Um apaixonado, volta trazendo mais

clientes para seu negócio;

- Se importe mais com sua empresa!

A questão que fica é, você estará no

grupo INOVADOR?

Luiz Antonio Doles

• Farmacêutico-Bioquímico, especialista em Toxicologia - UFG

• Administrador de Empresas - Universidade Mackenzie (SP)

• Sócio - Laboratório Jarbas Doles, Goiânia - Go

• Consultor Técnico - Laboratório Oswaldo Cruz, Goiânia – Go

• Consultor Técnico - Quality Consultoria Laboratorial, Goiânia - GO

• Membro da comissão de Análises Clínica - CRFGO

• Associado SBAC – Sociedade Brasileira de Análises Clínicas

• Membro do Grupo OFAC Business / OFAC VIP

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Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


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0 123


BIOSSEGURANÇA

MEDIDAS DE BIOSSEGURANÇA

NA PREVENÇÃO DA MUCORMICOSE

Por: Gleiciere Maia Silva e Jorge Luiz Silva Araújo-Filho.

Mucormicose trata-se de uma infecção

fúngica invasiva causada por fungos

hialinos de várias espécies da ordem

Mucorales que podem levar o indivíduo

a óbito. A maioria dos casos ocorre por

fungos do gênero Rhizopus spp, Mucor

spp, Lichtheimia spp, Cunninghamella,

dentre outros. Não é uma doença recente,

entretanto ela vem ganhado destaque

mundialmente pelo número de casos em

pacientes que tiveram COVID-19.

Os gêneros dos fungos causadores

da mucormicose são onipresentes,

ou seja, são amplamente distribuídos

na natureza como alimentos em

decomposição (Figura 1), solo, água,

plantas e ambientes.

Os fatores para o desenvolvimento

nessa micose em humanos está mais

relacionada a fatores do hospedeiro

do que do agente fúngico. Os esporos

podem ser adquiridos por via inalatória

e eventualmente colonizar as vias

aéreas. Entretanto, nota-se a predileção

desses fungos pelo sistema vascular,

que podem causar um processo

inflamatório extenso, ocasionado

trombose e necrose tecidual. Por essa

razão ele é erroneamente conhecido

por “fungo negro” em virtude do

aspecto das lesões enegrecidas

decorrente da necrose (Figura 2), no

entanto os fungos desses gêneros são

hialinos.

As manifestações clínicas podem

ser pulmonares, gastrointestinais,

cutâneas ou disseminadas. A forma

mais comum é a forma rinocerebral

que acomete os seios da face e cérebro.

O fungo em geral inicia sua invasão

pela mucosa nasal, com acometimento

dos seios da face, seguido de erosão do

palato duro, órbita e cérebro Trata-se

de uma doença rara, mas que a taxa

de mortalidade geral pode ultrapassar

50% dos pacientes.

Os pacientes mais predispostos a

desenvolver mucormicose são pacientes

com diabetes descompensada que

entram em estado de cetoacidose

ou pessoas em condições de

imunossupressão, principalmente os

neutropenicos seja por uma doença

de base (neoplasias e transplantes) ou

por medicações que reconhecidamente

diminuem a resposta imune, tais como

quimioterapia ou uso prolongado com

doses elevadas de corticosteroides.

Acredita-se que a terapia a base de altas

doses de corticosteroides em pacientes

com COVID-19 para reduzir a inflamação

nos pulmões, associado a diabetes

descompensada desses pacientes

tenham ajudado na disseminação

fúngica causando a doença.

Figura 1 - Imagem macroscópica do Mucor sp, um dos principais

agentes da mucormicose, crescendo em pão envelhecido

Fonte: Pulmonary Mucormicose: risk factord, radiology findings and

patology correlation: Rishi Agrawal , Anjana Yeldandi, Hatice Savas,

Nishant D. Parekh, Pamela J. Lombardi, Eric M. Hart.

0 124

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


BIOSSEGURANÇA

As principais formas de contaminação

por fungos filamentosos são por

contato com os esporos nos ambientes,

portanto umas das principais medidas

de Biossegurança na prevenção desses

fungos no ambiente são:

• Corrigir a umidade do ambiente e

higienizar com frequência componentes

de climatização para eliminar fungos

contaminantes;

• Utilizar filtros G-1 na renovação do ar

externo;

• Limpeza frequente de superfícies para

minimizar a dispersão de poeiras nos

ambientes hospitalares;

Fungos são considerados patógenos

oportunistas, portanto, condições que

favoreça o desenvolvimento desses

patógenos deverão ser observados. As

principais medidas de Biossegurança

na prevenção dessas infecções nos

pacientes vulneráveis são:

• Controlar os níveis de glicemia e

observar os pacientes diabéticos, uma

vez que o excesso de glicose favorece a

proliferação desses patógenos;

• Controlar os fatores indutores de

imunossupressão. Pacientes portadores

de leucemias ou submetidos a

transplantes de células troncos devem

ser alojados em quartos com filtros

HEPA e pressão positiva;

A infecção cutânea quando há um

rompimento da pele ocasionado por

queimaduras ou traumas, também

pode ocorrer. Logo, procedimentos

invasivos contaminados com fungos e

que os pacientes entrem em contato

pode atuar como ferramenta de

disseminação fúngica. Para garantir

a sobrevida dos pacientes com

mucormicose são necessárias ações

combinadas como o controle imediato

da descompensação da doença de base,

desbridamento cirúrgico na tentativa de

eliminar o fungo alojados nos tecidos e

a utilização de antifúngicos tais como

Anfotericina B lipossomal.

Diante do exposto, a mucormicose

deve ser considerada uma doença

grave e potencialmente fatal.

Figura 2 - Área de necrose na face.

Fonte: Mucormicose rinocerebral em alta? O impacto da epidemia

mundial de diabetes. Erick Martínez-Herrera, Angélica Julián-Castrejón,

María Guadalupe Frías-De-León, Gabriela Moreno-Coutiño.

Medidas de Biossegurança na

prevenção dessa micose são

necessárias, sobretudo no contexto

da pandemia. O diagnóstico precoce

quando existe uma suspeita clinica

nos pacientes de riscos bem como

instituição da terapia combinada são

imprescindíveis para o bom desfecho

clínico e sucesso terapêutico.

Gleiciere Maia Silva

(@profa.gleicieremaia)

Biomédica, Especialista em Micologia, Mestre em Biologia

de Fungos e Doutoranda em Medicina Tropical.

Contato: gleicieremaia@gmail.com

Jorge Luiz Silva Araújo-Filho

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Biólogo, Mestre em Patologia, Doutor em Biotecnologia;

Palestrante e Consultor em Biossegurança.

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0 125


ANÁLISES CLÍNICAS

COMO DIFERENCIAR

LEUCEMIAS DE LINFOMAS

Por: Brunno Câmara.

A grande diferença entre leucemias e

linfomas é que, geralmente, as leucemias

têm início na medula óssea, enquanto que

os linfomas começam nos linfonodos (e

tecidos linfoides).

A partir daí, cada doença pode se

disseminar para outras partes do corpo.

As leucemias podem eventualmente

envolver os linfonodos, e os linfomas

podem infiltrar-se na medula óssea.

Nesses casos, a distinção entre as doenças

fica mais complexa e desafiadora.

A primeira coisa a fazer é estabelecer onde

as células neoplásicas estão.

Se for no sangue, avalie as células e procure

por blastos. Se a quantidade estiver em

20% ou mais dos leucócitos totais (MO

ou SP), então você provavelmente está

lidando com uma leucemia aguda.

Você pode procurar também nos blastos

por características específicas das linhagens

mieloide ou linfoide, como os bastões de

Auer (blastos seriam mieloides).

Outras abordagens seriam a

imunofenotipagem por citometria de

fluxo, para identificar os marcadores de

superfície das células, e citogenética, para

procurar por rearranjos cromossômicos.

Se as células no sangue periférico estão

mais maduras, então provavelmente

trata-se de uma leucemia crônica, que

também podem ser de origem mieloide

ou linfoide, como a LMC e a LLC.

Atenção! Em alguns tipos de linfomas,

podemos encontrar células circulantes no

sangue como no linfoma folicular, linfoma

de Burkitt, etc.

Se o tumor está localizado em um

linfonodo, então podemos praticamente

excluir um processo mieloide, já que

neoplasias mieloides são raras no

linfonodos.

Então você está lidando com um linfoma

ou uma leucemia de origem linfoide.

A Leucemia Linfocítica Crônica, por

exemplo, é considerada como sendo a

mesma doença que o Linfoma Linfocítico

de células pequenas. O que diferencia é

a localização das células neoplásicas. No

sangue, leucemia; no linfonodo, linfoma.

No caso dos linfomas, para o diagnóstico

é importante analisar sua estrutura e

organização celular por meio da histologia e

imunohistoquímica de linfonodos retirados

por biópsia excisional (retira do linfonodo

inteiro, não somente de um fragmento).

Do mesmo modo, é necessário

fazer exames complementares para

chegar ao diagnóstico final, como

imunofenotipagem, exames de imagem,

citogenética e biologia molecular.

Autor:

Brunno Câmara

Biomédico, CRBM-GO 5596, habilitado em patologia clínica e hematologia. Docente do Ensino Superior. Especialista em Hematologia e Hemoterapia

pelo programa de Residência Multiprofissional do Hospital das Clínicas - UFG (HC-UFG). Mestre em Biologia da Relação Parasito-Hospedeiro (área

de concentração: virologia). Criador e administrador do blog Biomedicina Padrão. Criador e integrante do podcast Biomedcast.

Contato: @biomedicinapadrao

0 126

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


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HEMATOLOGIA

COAGULOPATIA NA COVID-19

Por: Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite

As anormalidades da coagulação

na COVID-19 ocorrem devido

ao processo inflamatório, e

consequente lesão microvascular

dos vasos sanguíneos, gerando

ativação de monócitos e liberação do

fator tecidual pelo endotélio e pelas

células, ativação dos complexos

tenase e protombinase com geração

de trombina e formação de trombos.

Os pacientes acometidos pela

COVID-19 cursam com tromboses

venosas, artérias e embolia pulmonar,

que podem ocorrer mesmo em

pacientes oligoasssintomáticos ou

nos casos graves. Nestes casos há

uma coagulopatia de consumo com

microangiopatia trombótica e sinais

de fragmentação eritrocitária, tais

como esquizócitos, policromasia ou

esferócitos.

A anormalidades na coagulação

do sangue tem alta associação

com os óbitos em pacientes com

COVID-19. Para tanto, faz-se

necessário determinar de forma

precoce o risco de trombose

e embolia pulmonar. Nestes

pacientes a dosagem dos níveis

de Dímero-D é o melhor teste

para predizer tromboembolias

venosas. Os níveis de Dímero-D

apresentam-se elevados em até

46% em pacientes com COVID-19,

sugerindo que as complicações

tromboembólicas podem ter

relação direta com a rápida

deterioração respiratória.

Valores de Dímero D superiores a 500

mg/dL geram um sinal de alerta, pois

pacientes admitidos com suspeita ou

confirmação de COVID-19 e níveis de

acima do valor de referência devem

ser anticoagulados até a normalização

do teste. Assim, os níveis de dímero D

devem ser determinados do dia 1 ao

dia 14 após a admissão em intervalos

de dois dias.

Referências

Luiz Arthur Calheiros Leite e Maria de Lourdes Lopes

Ferrari Chauffaille. Alterações hematológicas em

processos infecciosos. Fleury Medicina e saúde. 1 º

Edição, 2021.

John L Frater, Gina Zini, Giuseppe d’Onofrio and Heesun

J Rogers. COVID-19 and the clinical hematology

laboratory. IJLH, Apr 2020 (pre-pub).

Evangelos Terpos Ioannis Ntanasis-Stathopoulos

Ismail Elalamy et al. Hematological findings and

complications of COVID -19. A J Hematol, Apr2020.

Gina Zini, Silvia Bellesi, Francesco Ramundo and

Giuseppe d’Onofrio. Morphological anomalies of

circulating blood cells in COVID-19. Am J Hematol. 2020.

Giuseppe Lippi and Mario Plebani. Laboratory

abnormalities in patients with COVID-2019 infection.

Clin Chem Lab Med 2020.

Marcel Levi, Jecko Thachil, Toshiaki Iba, Jerrold H Levy.

Coagulation abnormalities and thrombosis in patients

with COVID-19. The Lancet Hematol May, 2020

Ning Tang, Dengju Li, Xiong Wang Sun and Ziyong

Sun. Abnormal coagulation parameters are associated

with poor prognosis in patients with novel coronavirus

pneumonia. J Thromb Haemost. 2020.

Autor

Dr. Luiz Arthur Calheiros Leite

Biomédico, especialista em Hematologia e Hemoterapia, UNIFESP/EPM. Mestrado em Ciências, Hematologia, UNIFESP/

EPM. Doutorado em Bioquímica e Fisiologia, UFPE. Coordenador da Escola Brasileira de Hematologia, LahematoEAD.

Consultor em Hematologia, Horiba Medical Brasil e Nihon-Kohden Brasil.

0 128

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


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O conceito de boas práticas tem como

pilar o treinamento e capacitação das

equipes, rastreabilidade de produtos e

processos, medição e monitoramento,

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práticas da ANVISA não somente

por estar cumprindo com a legislação

vigente más também para

garantir a qualidade dos produtos

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O grande desafio das Boas Práticas é a

manutenção e controle de seus requisitos

devido aos inúmeros processos

envolvidos no armazenamento ou na

distribuição dos produtos, contando

com diversas variáveis envolvidas nos

procedimentos.

Implementar corretamente as Boas

Práticas de Armazenagem e manter o

nível de qualidade dos serviços é um

desafio diário.

Tâmisa Barbosa de Lima

Farmacêutica/Coordenadora de Qualidade

0 130

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


CITOLOGIA

O MICROBIOMA CERVICOVAGINAL

PODE INFLUENCIAR A PROGRESSÃO DA INFECÇÃO PELO HPV

Já está bem documentado na literatura que

a infecção persistente pelo papilomavírus

humano (HPV) oncogênico é necessária,

mas não suficiente para o desenvolvimento

do câncer cervical. Por outro lado, os fatores

que promovem a persistência viral e que

desencadeiam as vias carcinogênicas, não

estão completamente compreendidos até o

momento.

Dados mais recentes mostram que fatores

da mucosa cervicovaginal como integridade

da superfície epitelial, secreções e regulação

imunológica desempenham um papel na

persistência do HPV e na progressão da

infecção viral para o câncer. Neste contexto,

recentemente o microbioma cervicovaginal

surgiu como uma nova variável, e hipotetizase

que ele pode influenciar tanto a história

natural das infecções por HPV quanto seu

impacto clínico.

Estudos tem demonstrado que o

microbioma cervicovaginal interage

com o microambiente local, mantendo a

homeostase do tecido. Entretanto, a sua

composição pode influenciar a resposta

imune local e desempenhar um papel

funcional tanto protetor quanto prejudicial

na infecção e persistência do HPV e no

desenvolvimento subsequente do câncer:

quando esse equilíbrio é rompido, predispõe

a uma condição conhecida como disbiose,

que pode desencadear diversos processos

patológicos, incluindo a quebra da barreira

epitelial, a proliferação celular anormal, a

instabilidade do genoma, angiogênese,

inflamação crônica e desregulação

metabólica. A hipótese de que a inflamação

crônica pode promover a carcinogênese

é sustentada pelos níveis aumentados de

citocinas inflamatórias encontrados em

pacientes com câncer cervicovaginal ou seus

estágios pré-malignos precursores.

As alterações no microbioma vaginal têm

sido detectadas em mulheres infectadas

pelo HPV, em mulheres com lesões

associadas ao HPV e também nas mulheres

com câncer, embora o seu papel específico

no desenvolvimento, progressão, prevenção

e regressão de patologias associadas ao HPV

não esteja ainda bem compreendido.

Dados tem demonstrado que o predomínio

de certas espécies de lactobacilos pode

ter efeito protetor contra infecções

oportunistas e por isso podem representar

um novo alvo terapêutico. A predominância

de L. crispatus, responsável pela produção

de grandes quantidades de ácido lático

e a secreção de proteínas protetoras no

microambiente da mucosa cervicovaginal,

foi associada a um microbioma saudável.

Ainda, há relatos na literatura sobre a

abundância de L. iners estar associada

à eliminação de infecções por HPV de

alto risco. Em contraste, a presença da

bactéria Gardnerella foi relatada como um

biomarcador dominante para a progressão

do HPV de alto risco em alguns trabalhos.

O efeito de Gardnerella parece ser mediado

pelo aumento da diversidade bacteriana

cervicovaginal que precede diretamente

a progressão de uma infecção persistente

para uma lesão pré-maligna. Os resultados

sugerem que o monitoramento da presença

de Gardnerella e a elevação subsequente da

diversidade microbiana podem ser usados

para identificar mulheres com infecção

persistente por HPV oncogênicos em risco

de progressão para estágios pré-malignos.

Outros estudos recentemente associaram

o papel do microbioma com a história

natural de outras infecções virais em uma

variedade de cânceres, incluindo ainda a sua

influência nas respostas aos tratamentos.

Neste contexto, alguns autores tem sugerido

que intervenções que abordam a modulação

do microbioma vaginal, por meio da

administração de probióticos específicos

ou do uso de antimicrobianos direcionados

(antibióticos, bacteriófagos), poderiam ser

consideradas como ferramentas potenciais

para aumentar a taxa de resultados positivos

após o tratamento cirúrgico de lesões préneoplásicas,

abrindo caminho para possíveis

intervenções terapêuticas futuras.

Prof. Dra. Lisiane Cervieri Mezzomo

Farmacêutica Bioquímica, Especialista em Citologia Clínica.

Mestre e Doutora em Patologia.

0 132

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• Interface bi-direcional por HL7

• Monitoramento das curvas de reação em tempo real

• Monitoramento do volume de reagente em tempo real

• Leitura das Reações por meio de canais individuais

de fibra ótica

Especificações técnicas:

Tipo de equipamento: acesso randômico totalmente

automatizado com sistema de reagentes aberto e

fechado (opcional). Prioridade para amostras de

emergência. Velocidade de processamento: 200

testes/hora constantes (mono ou bireagente).

Princípio de Medição:

Fotometria e Turbidimetria.

Tipos de método: ponto final, tempo fixo, cinético

mono/bi reagentes, monocromáticos, bi-cromáticos

Tipos de calibração: multiponto linear e não linear.

Programação: Sistema aberto, com perfis e testes

calculados definidos pelo usuário.

Reagentes e Amostras

Bandeja de Amostra: 40 posições de amostra para

tubo primário (12x75mm e 12x100mm e 13x100) e

cubetas e microcubetas de reação.

Frascos de amostra: cubeta de amostra ou tubo primário.

Bandeja de reagente: 80 posições para sistema aberto

ou 40 posições para sistema dedicado/fechado.

O sistema de refrigeração do equipamento mantém

a temperatura próxima de 8oC por 24 horas

enquanto a temperatura da sala for 25oC.

Volume de amostra: 2-30μL ± 0.1μL.

Volume de R1: 20-300 μL ± 1μL

Volume de R2: 10-150 μL ± 1μL

Sistema de pipetagem com seringa de cerâmica de

alta precisão

Sonda de reagente a amostra com detecção de nível

de líquidos, verificação do inventário e proteção

contra colisão.

Lavagem interna e externa da sonda de aspiração.

Arraste (carry-over) < 0,1%

Diluição automática de amostra: Pré diluição e pós

diluição com razão de até 150

Sistema de Reação:

Rotor de Reação: de círculo único, com um total de

44 cubetas de plástico semi permanentes.

Lavagem de cubetas de reação: automática de 12

passos (3*4).

Volume de reação: 150-350μL.

Caminho ótico de 6mm.

Controle de temperatura: tipo peltier (37oC ± 0.1oC).

Sistema de mixer independente.

Tempo de reação: 10 minutos.

Sistema ótico:

Fonte de luz: Lâmpada de halogênio

Fotômetro: ótica reversa com fibra ótica

Filtros: 340, 405, 450, 505, 546, 578, 630, 700

Intervalo de Absorbância: 0.1 a 4.0 Abs.

Resolução: 0.0001 Abs

Controle e Calibração:

Modos de Calibração: Linear um ponto, dois pontos

e multipontos, Log-Logit 4, Log-Logit 5, Spline,

Exponencial, Polinomial e Parábola.

Controle de Qualidade: Levey-Jennings, X-R, Regras

de Westgard

Unidade de Operação:

Sistema Operacional: Windows 10

Interface: LAN e RS-232

Condições de Funcionamento:

Energia necessária:

AC 220V ± 10%, 50-60 Hz ± 3 1000W

Temperatura de operação: 10-30 C

Umidade: 30-80%

Consumo de Água: 4 L/ H de água deionizada

Dimensões: (comprimento*largura*altura):

745mm*540mm*530mm.

Peso: 65Kg

Quer saber mais sobre o equipamento?

Entre em contato com a nossa equipe e tire

todas as suas dúvidas.

Tel.: (31) 3589-5000

E-mail: sac@gtgroup.net.br

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Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


COMO OS TESTES GENÉTICOS AJUDAM NA

VIGILÂNCIA EPIDEMIOLÓGICA DO CORONAVÍRUS

DB Molecular apresenta exame que detecta as variantes de preocupação do SARS-CoV-2

INFORME DE MERCADO

Após ter se alastrado pelo mundo e

causado vítimas por todas as partes, o vírus

SARS-CoV-2 sofreu mutações genéticas.

Assim como qualquer outro vírus, essas

alterações são muito comuns e algumas

delas podem gerar uma nova linhagem

do vírus, que passa a circular com novas

particularidades. É comum, também, que

ocorram processos de microevolução e

pressões seletivas sobre os vírus, havendo

assim, mutações adicionais, das quais

nascem as novas linhagens.

O gerente-geral do laboratório DB

Molecular, Dr. Nelson Gaburo, explica

que é a partir desse momento que o

vírus se caracteriza como uma variante.

“Algumas dessas mutações podem ocasionar

alterações clínicas relevantes, como maior

transmissibilidade ou maior gravidade da

doença”, diz. Nesses casos, a variante é

intitulada VOC (Variant of Concern), ou seja,

as famosas variantes de preocupação.

Devido à capacidade de mutação dos

vírus, aqui no Brasil, desde o ano 2000,

o Ministério da Saúde orienta que seja

feito o sequenciamento genético de parte

das amostras coletadas para os exames

dedicados aos vírus respiratórios. “Essa

parcela de amostras que analisamos por

sequenciamento são as que apresentaram

resultado já positivo por RT-PCR e faz

parte da rotina de vigilância. Dessa forma,

conseguimos quantificar e qualificar a

diversidade genética viral circulante do

Brasil. As mutações genéticas encontradas

no SARS-CoV-2 podem trazer informações

importantes sobre o decorrer da pandemia,

já que pode ser indicativo de maior potencial

de infectividade”, complementa o Dr. Nelson.

Os exames de vigilância não são métodos

que podem ser utilizados para o diagnóstico

confirmatório laboratorial, em casos

suspeitos da infecção. Ou seja, para que o

indivíduo possa saber se está ou não com

Covid-19, a melhor recomendação ainda é o

exame molecular, padrão ouro, RT-PCR.

Mais recentemente, com as informações de

possíveis variantes do SARS-CoV-2, o Ministério

da Saúde recomenda que estados e municípios

ampliem o sequenciamento de rotina. “Aqui no

DB Molecular, temos dois principais exames que

colaboram com esse controle junto ao Ministério

da Saúde. O exame de Sequenciamento Genômico

do Vírus SARS-CoV-2 (SGCOV), que avalia se o

vírus tem mutações em seu material genético

que caracterize uma cepa variante. E o teste

de Identificação das Variantes de Preocupação

e da Variante P2 (IVAR), que identifica as

VOCs. Ambos são realizados em amostras com

resultado de RT-PCR positivo”, explica o gerente.

O Dr. Nelson reforça também que os cuidados

tomados como distanciamento social, uso

de máscara e higienização das mãos, devem

continuar. “É fundamental que todos entendam

que o sequenciamento genético não modifica o

diagnóstico. Isto é, o tratamento ou qualquer

medida adotada diante da Covid-19 deve ser

mantida. O sequenciamento do vírus é uma

estratégia utilizada para monitoramento do

genoma de micro-oganismos circulantes e como

estes interagem com o seu hospedeiro”, finaliza.

O DB Molecular é um laboratório especializado

em exames genéticos e molecular. Desde o início

da pandemia, atende à demanda social com

exames de diagnóstico e vigilância, colaborando

para o enfrentamento da pandemia.

DB Molecular

R. Cardoso de Almeida, 1460

Perdizes - São Paulo/SP

www.dbmolecular.com.br

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

0 135


INFORME DE MERCADO

GREINER BIO-ONE ETRACK: UM APLICATIVO DE

RASTREABILIDADE QUE AGREGA CONFORMIDADE E

CONTROLE AO PRÉ-ANALÍTICO.

GARANTIA DE RASTREABILIDADE PARA ASSEGURAR TOTAL CONTROLE DOS MATERIAIS

Grandes avanços e várias inovações

tecnológicas estão relacionadas com o

nosso dia-a-dia e presentes nas relações

sociais, ambientes de trabalho, lazer e rotina

contemporânea, que na maioria das vezes

nem percebemos. Visando convergir estas

tecnologias para oferecer total assistência à

saúde, a Greiner Bio-One vem desenvolvendo

aplicações e sistemas dedicados a atender

todas as necessidades de nossos parceiros.

A norma ISO 15189, prevê a rastreabilidade

total dos insumos e materiais utilizados nos

processos de exames médicos de pacientes,

estando os procedimentos pré-analíticos de

coleta de amostras biológicas inserido nesta

exigência de rastreabilidade.

Devido à está exigência normativa ao

setor da saúde, foram avaliadas todas as

tecnologias existentes e, como nenhuma

delas apresentava uma solução prática e

eficaz que suprisse tal necessidade dos

nossos parceiros, a Greiner Bio-One, como

parceira e provedora de soluções tecnológicas

integradas, desenvolveu o Greiner Bio-One

eTrack, um aplicativo com conceito simples,

que visa o baixo custo de implementação e

facilidade no uso, em total conformidade e

atendimento a norma.

Disponível para o uso em qualquer dispositivo

móvel, torna sua implementação mais fácil,

uma vez que seu download pode ser efetuado

das lojas virtuais disponíveis nos sistemas

operacionais de qualquer smartphone ou tablet

comercializado no mercado.

Sendo seu desenvolvimento voltado para o

uso na rotina de coleta, o aplicativo Greiner

Bio-One eTrack é autoexplicativo e intuitivo

ao usuário, com uma interface simples

sem gerar grandes impactos na rotina de

coleta, além da redução dos custos por nãoconformidades,

proporcionando total gestão

do processo e uso dos materiais.

Dentre suas funcionalidades estão o

monitoramento do item utilizado, com lote e

validade, não permitindo o uso de materiais

com prazo de validade expirado, pois informa ao

usuário no instante de sua leitura. O aplicativo

também pode gerar automaticamente a

sequência da ordem de coleta, de acordo com

os exames solicitados para o paciente, evitando,

assim, possíveis problemas nos resultados

devido a interferência ou contaminação

cruzada da amostra. O gestor também pode

verificar o quantitativo de materiais utilizados

em cada processo de coleta, controlando assim

sua eficácia.

Com a flexibilidade de várias configurações

de fluxo de trabalho utilizando dispositivos

móveis, o Greiner Bio-One eTrack pode rastrear

até as coletas domiciliares, padronizando todo

o processo, independentemente do local.

O uso do Greiner Bio-One eTrack na

rotina de coleta, resulta na implementação

das melhores práticas e atendimento

normativo, redução significativa dos desvios

de qualidade e possibilidade da gestão

completa de todo o processo.

Leia o QR Code para saber mais sobre o

aplicativo, ou entre em contato pelo e-mail:

info@br.gbo.com

Para mais informações:

Departamento de Marketing

T: +55 19 3468 9600

E-Mail: info@br.gbo.com

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INFORME DE MERCADO

PENSABIO E MGI

UMA PARCERIA CRIADA PARA O SUCESSO

A MGI está presente em 50 países e concentra

seus esforços no desenvolvimento de tecnologias

para automação e sequenciamento de DNA e RNA,

atuando em diversas áreas do conhecimento e nos

mais variados mercados, desde pesquisa científica,

agricultura até diagnóstico molecular e medicina

de precisão. Suas plataformas incluem sistemas

robotizados para automação de diversas rotinas de

laboratório, extração e preparo de bibliotecas, além

dos sequenciamento de DNA de nova geração.

A MGI iniciou sua parceria com a Pensabio no

final de 2020 e trouxe para o mercado brasileiro

as novidades tecnológicas da MGI, além de novas

possibilidades de negócios. Desta forma, já contamos

com um significativo parque instalado e 2 equipes de

especialistas e engenheiros no Brasil para atender a

diversificada demanda do mercado brasileiro.

Os sequenciadores G50 e G400 estão rodando

em laboratórios pelo Brasil e têm sido usados como

ferramenta para o diagnóstico e determinação de

novas variantes de SARS-CoV-2. Com soluções

adaptáveis e flexíveis, os equipamentos podem

ser usados para sequenciamento de baixo, médio

e alto volume de amostra, e aplicados para

transcriptoma, exoma, genoma, sequenciamento

de microrganismos, painel germinativo ou somático,

análise de NIPT e de CNV, entre outras.

Entre em contato conosco para conhecer

mais e melhor sobre as soluções da MGI.

Site: www.pensabio.com.br

E-mail: comercial@pensabio.com.br

Telefone: +55 (11) 3868-6500

NA BUNZL SAÚDE VOCÊ ENCONTRA TUDO QUE PRECISA

PARA O SEU LABORATÓRIO

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PARCEIRO

EXCLUSIVO

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A Bunzl Saúde oferece ampla variedade de

produtos para o mercado diagnóstico: Linha

completa para coleta de sangue, coleta e

análise de amostras, curativos e antissepsia,

manipulação de líquidos, descartáveis, testes,

microscopia e equipamentos que atendem a

rigorosos padrões de qualidade.

Com atendimento diferenciado, coloca

à disposição dos clientes uma equipe de

consultores de vendas especializados, que

prezam por um atendimento personalizado

e humano. Além disso, conta com soluções

digitais, permitindo que os compradores

interajam de forma rápida e segura, seja via

WhatsApp ou diretamente pelo Portal de

Compras Bunzl Saúde.

Dispõe de um moderno Centro de Distribuição,

com ampla capacidade operacional e eficiência

nas entregas para todas as regiões do Brasil.

Conheça agora todos os nossos produtos e

benefícios! Acesse bunzlsaude.com.br

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0 138

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MOBIUS LANÇA TESTE MOLECULAR PARA SARAMPO

O sarampo é uma doença viral, infecciosa

aguda, transmissível e extremamente

contagiosa. É uma doença grave principalmente

em crianças menores de cinco anos de idade,

pessoas desnutridas e imunodeprimidas.

Desde 2018 o sarampo voltou a ser motivo de

preocupação no Brasil, quando ocorreram dois

surtos nos estados de Roraima e Amazonas. Em

2020, 21 estados brasileiros tiveram casos de

sarampo. Destes, 17 interromperam a cadeia de

transmissão, mas quatro mantém o surto: Pará,

Rio de Janeiro, São Paulo e Amapá.

A baixa cobertura vacinal é apontada como

principal causa para a doença ter retornado

ao país: a meta de vacinação contra o sarampo

é de 95%, mas em 2017 a cobertura foi de

apenas 84,9% na primeira dose e de 71,5% na

segunda, de acordo com o Ministério da Saúde.

Kit Master XGEN Sarampo

Atenta aos últimos surtos apresentados no

país, a Mobius Life Science está lançando o kit

XGEN Master Sarampo (Anvisa: 82020460001),

teste molecular que realiza a identificação

quantitativa do vírus do sarampo.

Por meio de amostras de soro e urina, é

realizada a detecção do material genético do

vírus do sarampo pela metodologia de PCR em

tempo real. O kit é compatível com automações,

consulte a equipe comercial da Mobius para

mais detalhes.

Contato:

comercial@mobiuslife.com.br

0800 710 1850

mobiuslife.com.br/kit-master-sarampo/

INFORME DE MERCADO

LOGCARE COM MAIS DE 20 ANOS NO MERCADO DE

SISTEMAS DE RASTREIO, ATUA COM EXCELÊNCIA NO

AUXÍLIO DO TRANSPORTE DE MATERIAIS BIOLÓGICOS

Os percursos realizados pelo material biológico

retirado de clínicas e laboratórios são requeridos de

avaliações extremamente restritas, é neste momento

em que as coletas se tornam mais sensíveis pelo

tempo da viagem e até mesmo por meio das

oscilações de temperaturas nos compartimentos

durante todo o transporte entre o ponto de coleta

inicial até o ponto final de análise. O processo de

transporte do material biológico sem a devida

responsabilidade pode gerar diversos erros, entre

eles a falha da análise, interferindo no resultado

apresentado futuramente ao paciente.

Os transportes de amostras de materiais

biológicos fazem parte da fase pré-analítica,

é neste momento em que se inicia a análise

das amostras. O cuidado com a escolha da

embalagem, acondicionamento do material e

cumprimento das cautelas necessárias para o

deslocamento são imprescindíveis para que o

transporte seja concluído com excelência.

É de responsabilidade dos laboratórios garantir

qualidade e segurança nestes processos, para

isso podem contar com a ajuda com serviços

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

auxiliares como o LogCare, disponibilizado

pela MPSystems do Brasil, que oferece uma

plataforma extremamente qualificada, através

desta excelência operacional, é possível realizar

acompanhamento em tempo real de solicitações

de coleta de material biológico, rastreamento do

percurso do consultório ao centro de análises,

obter informações sobre o transporte, além da

redução de custos operacionais.

Estamos disponíveis em nosso site:

www.mpsystems.com.br,

tels.: (11) 2985-7041, (11) 2979-6654, (11) 2973-1970 e

e-mail: suporte@mpsystems.com.br

Não deixe de nos contatar.

0 139


INFORME DE MERCADO

A EFICÁCIA DO ELISPOT NO DIAGNÓSTICO DA

TUBERCULOSE LATENTE

Somente em 2018, 10 milhões de pessoas

desenvolveram a tuberculose (TB) mundialmente,

sendo que aprox. 1,3 milhão de pessoas morrem

anualmente devido a doença. Estima-se que em torno

de um quarto da população mundial está infectada

por Mycobacterium tuberculosis (MTB) – tornando-o

o agente infeccioso número 1 do mundo.

Apesar da dificuldade na detecção, para combater

a TB com eficiência, não é suficiente tratar apenas os

pacientes com a doença ativa, mas é fundamental,

detectar e tratar a TB invisível, a infecção latente por

tuberculose (ILTB).

O sistema imunológico retém o MTB após

a infecção dentro de um granuloma – sendo

praticamente impossível detectá-lo sem o teste

correto. No entanto, é possível produzir uma

resposta imune contra o MTB e assim detectar

quem tem a doença.

Atualmente, há dois tipos de testes de

ILTB que se baseiam na resposta imune para

detectar a presença de MTB: a Prova Cutânea da

Tuberculina (TST; também conhecida por Prova

de Mantoux ou Derivado Proteíco Purificado =

PPD) e o Ensaio de Liberação de Interferongama

(IGRA).

No método de IGRA, o diagnóstico da ILTB é feito

por meio da identificação das células T efetoras

especificas do MTB a partir da amostra de sangue

in vitro. Os testes são feitos no laboratório, o paciente

necessita comparecer apenas uma vez e o resultado

não é afetado pela vacinação BCG.

Para garantir a eficiência na detecção de ILTB,

a EUROIMMUN disponibiliza o novo kit T-SPOT.

TB. É o único IGRA que utiliza um método

simplificado ELISPOT (Ensaio de Imunoadsorção

Ligado a Enzima em Pontos).

Ao contrário dos ELISAs, os resultados do teste de

T-SPOT.TB podem ser visualizados diretamente, sem

ter que recorrer a interpretação de curvas padrão,

garantindo a máxima segurança dos resultados. Um

número pequeno de células, que libera uma grande

quantidade de IFN-gama, não produz um resultado

falso positivo, e mesmo pontos (spots) fracos (p.ex.

em caso de diminuição da função da célula) podem

ser contados. Além disso, o teste apresenta menor

variabilidade, pois a amostra é coletada em um

único tubo padrão.

O teste T-SPOT.T padroniza o número de células

e elimina fatores séricos que podem afetar

negativamente o resultado dos testes, tornando-o,

assim, o mais sensível e o mais específico teste

para detecção da TB.

O teste possibilita um diagnóstico rápido e

confiável e um tratamento precoce da infeção em

qualquer grupo de pacientes, inclusive pacientes

imunossuprimidos.

Por equipe EUROhub,

Hub de geração e disseminação do saber

científico da EUROIMMUN Brasil

0 140

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INFORME DE MERCADO

DIGITALIZAÇÃO E REVISÃO REMOTA DE ASPIRADOS DE

MEDULA ÓSSEA: CELLAVISION DC-1

O novo analisador da CellaVision DC-1 conta

com todos os recursos dos já consagrados

analisadores digitais CellaVision DM9600 e

DM1200: pré-classificação da série branca e

pré-caracterização dos eritrócitos utilizando

a inteligência artificial no reconhecimento

morfológico destas células.

Uma função ainda pouco explorada destes

analisadores é a função scan, capaz de digitalizar

campos selecionados de uma lâmina para

sua posterior análise. Sua utilidade merece

destaque, sobretudo quando a utilizamos para

a análise remota de preparados de aspirados de

medula óssea, onde uma lâmina é escaneada

em um laboratório, mas sua análise é realizada

remotamente, permitindo a revisão e a colaboração

entre colegas em laboratórios afiliados.

Embora a função scan ainda não realize

a pré-classificação dos tipos celulares

da medula óssea, ela digitaliza os campos de

interesse em altíssima resolução, permitindo

sua análise remota com detalhes incríveis de

morfologia, tais como detalhes de cromatina,

contorno nuclear e de cromasia. Esta função é

particularmente interessante para laboratórios

que possuem diferentes filiais espalhadas pelo

país ou até mesmo aqueles que terceirizam o

serviço para laboratórios parceiros.

Todos os analisadores CellaVision já

possuem a função scan instalada como

padrão, incluída no software de fábrica e é

capaz de digitalizar qualquer tipo de lâmina,

seja ela de sangue periférico, aspirado de

medula, Gram, biópsias ou citologia oncótica

de raspados ou líquidos biológicos.

Para maiores informações acesse:

www.cellavision.com

Contato:wagner.miyaura@cellavision.com

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SMART COLORAC MATCH: OTIMIZANDO A

PRODUTIVIDADE DO SEU LABORATÓRIO

INFORME DE MERCADO

O equipamento Celltac G (MEK-9100) da Nihon Kohden conta com o Sistema “Smart ColoRac

Match”, que auxilia na rápida localização de amostras clinicamente alteradas e tubos cujo código de

barras não pôde ser lido, usando a exclusiva codificação através de racks coloridas que são associadas ao

programa gerenciador de dados do Celltac G.

Após finalizar a análise e eliminar a rack através da bandeja de saída, estas são espelhadas no sistema

do equipamento, favorecendo a rápida identificação e localização do tubo, para posterior ação por parte

do usuário (Figura 1):

Este sistema exclusivo “Smart ColoRac Match” orienta o usuário, aumentando a eficiência do

laboratório sem investimento extra, sem aumento de espaço e sem necessidade de treinamento especial

para o operador. O Smart ColoRac Match definitivamente maximiza a produtividade do seu laboratório,

proporcionando resultados mais rápidos e precisos.

Opte pela melhor tecnologia

para o seu laboratório!

Opte por Equipamentos

Hematológicos Celltac

da Nihon Kohden!

NIHON KOHDEN DO BRASIL LTDA

Rua Diadema, 89 1° andar CJ. 11 a 17 - Bairro Mauá

São Caetano do Sul - SP - CEP 09580-670, Brasil

Contato: +55 11 3044-1700 - FAX: + 55 11 3044-0463

E-mail: fabio.jesus@nkbr.com.br

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0 143


INFORME DE MERCADO

GASOMETRIA SARSTEDT: CONFIABILIDADE NO APOIO

DO TRATAMENTO CLÍNICO DE COVID-19

Durante a pandemia da COVID-19, o time da

SARSTEDT se viu diante do desafio de intensificar

ainda mais a qualidade de suas logísticas de

produção e venda, no intuito de aproveitar as

O produto Gasometria ganhou força, e ainda

mais espaço, uma vez que é utilizado como apoio

diagnóstico do paciente com COVID-19.

O treinamento de distribuidores e clientes, a

persistência e agilidade no atendimento, assim

como o comprometimento da produção na matriz

alemã, foram alguns dos pontos essenciais para o

oportunidades surgidas diante este momento

desafiador para todo o mundo.

De uma perspectiva positiva, o desenvolvimento

de novos negócios se mostrou frutífero, e um grande

trabalho dedicado, junto aos hospitais e laboratórios

brasileiros, especialmente os que ainda não eram

clientes da empresa no Brasil, foi realizado.

“Desenvolvemos um grande trabalho,

especialmente nas empresas e institutos onde

não tínhamos tanta penetração, e o resultado foi

um sucesso, uma vez que conseguimos suprir as

necessidades emergenciais dos clientes”, conta

a executiva de vendas da SARSTEDT Brasil,

Michele Fachini.

êxito desta missão.

Converse com a gente:

Assessoria Científica

Email: suporte.br@sarstedt.com

Assessoria Comercial

Email: vendas.br@sarstedt.com

Tel: (11) 4152-2233

VIDA BIOTECNOLOGIA, SOLUÇÃO EM POINT OF CARE

A qualidade e pioneirismo da Vida Biotecnologia

é constantemente ressaltada pelas

ações que demonstram sua força e seu posicionamento

no mercado.

E mais uma vez a empresa que atua no seguimento

de diagnóstico sai na frente, ampliando

seu portfólio e levando para o mercado

soluções em testes rápidos para auxiliar

o diagnóstico médico.

Esse lançamento se baseia nos produtos conhecidos

como Point Of Care, testes no ponto

de atendimento em um português claro.

A Vida Biotecnologia conta hoje com 16

parâmetros já autorizados pela Anvisa, que

inclui: PCR, Procalcitonina, PSA, Troponina

I, NTproBNP, CKMB, Mioglobina, D-Dímero,

TSH, T4, BHCG, Covid IgG / IgM, Covid Antígeno,

Influenza AB, RSV, HbA1C.

Mas diante do seu compromisso, a empresa tem

a perspectiva de registrar mais 37 parâmetros para

ainda este ano, dentre eles: FOB , Dengue IgG, Dengue

Ns1, Strep, Vitamina D, HIV entre outros.

A empresa reforça a relação com seus clientes e

parceiros pensando sempre a frente, levando soluções

que auxiliam e contribuem para a saúde de todos.

Para mais informações sobre a linha Point of care,

procure os distribuidores autorizados em sua região

ou entre em contato diretamente com a Vida Biotecnologia

pelo número (31) 3466-3351.

0 144

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


Eficácia e praticidade,

da coleta ao resultado

NOVO

Apoio no Diagnóstico COVID19

Desde a coleta até o transporte seguro das amostras,

temos tubos estéreis com solução salina em diferentes volumes.

Durante a fase analítica

Pipetas, ponteiras de baixa retenção, adesivos e placas PCR.

Nas fases sensíveis e críticas

Além das seringas de gasometria, oferecemos

possibilidades de coleta capilar e POCT.

Acesse aqui para cotações


INFORME DE MERCADO

A HORIBA MEDICAL APRESENTA O YUMIZEN G1500 / G1550,

MAIS UM MEMBRO DA FAMÍLIA YUMIZEN G.

Expandindo seu campo de especialização

em doenças do sangue, diretamente

ligada à hematologia, a HORIBA Medical

oferece agora aos seus clientes soluções

específicas e dedicadas para investigação

de hemostasia.

Yumizen G1500 / G1550

Atendem essas expectativas diárias devido aos seus recursos exclusivos:

• Versão de tubo fechado opcional e identificação positiva do tubo durante a

amostragem para um gerenciamento mais seguro do tubo.

• Controle de volume contínuo para gerenciamento de reagente ideal

• Controle dinâmico da curva de medição e alarmes analíticos para resultados

verificados, proporcionando facilidade de operação e atendendo às demandas de

saúde e segurança

Possuem ainda:

• Software em português

• Interface amigável

• Status de exibição em tempo real

• Reagentes pré-calibrados e prontos para uso.

• Oito canais de medição

• Três metodologias de análise iguais aos equipamentos semiautomatizados

• Capacidade de carregamento de 158 amostras

• Velocidade de até 170 TP/hr.

• Manutenção mínima

• Rastreabilidade total de amostras e reagentes

• Cubetas descartáveis de reação única (compatível com toda linha)

• Contempla todo perfil de testes de hemostasia.

• Mesmo reagentes e consumíveis que os equipamentos semi-automatizados.

• Compatível com QCP Horiba. Controle de qualidade Horiba dando

maior confiabilidade ao teste.

HORIBA Medical Brasil

Tel.: (11) 2923-5400 - E-mail: marketing.br@horiba.com

0 146

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


INFORME DE MERCADO

CONHEÇA O EC 90 - A PRÓXIMA GERAÇÃO DE

ANALISADORES ELETROLÍTICOS

O EC 90 é um analisador de eletrólitos

de última geração que combina uma

nova tecnologia de biossensor livre de

manutenções com uma interface amigável,

gerenciamento de dados avançado e

excelente precisão.

O cartucho do biossensor de polímero

substituível do analisador EC 90 possui uma

longa durabilidade que torna este instrumento

o sonho de todos os laboratórios clínicos.

O analisador é de fácil utilização e seu

software integrado ajuda a eliminar qualquer

um dos erros cometidos por analisadores de

eletrólitos tradicionais.

O EC 90 é um analisador compacto que

se adapta a qualquer laboratório clínico e é

capaz de medir íons de sódio (Na +), potássio

(K +), cloreto (Cl-) e cálcio ionizado (iCa2+)

Os cartuchos “all-in-one” atendem a

qualquer tamanho de laboratório, uma vez

que eles incluem os reagentes e o biossensor

e estão disponíveis em três tamanhos de kit

diferentes: pequeno, médio e grande, capazes

de realizar 500, 1.000 e 3.000 medições de

amostra, respectivamente, com uma vida útil

após a sua abertura de três meses.

POR QUE ESCOLHER ERBA MANNHEIM

A linha de Eletrólitos foi projetada para

ser fácil de utilizar, eficiente na operação e

extremamente confiáveis.

Todas estas características se unem para

oferecer a você a melhor experiência em

tecnologia, custo e design!

MUDE COM A ERBA

Fale com a nossa equipe e saiba como levar o

melhor da tecnologia ao seu laboratório!

brazilsales@erbamannheim.com

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Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021


BC-20 – EQUIPAMENTO HEMATOLÓGICO MINDRAY

É possível trabalhar com hematologia de 3 partes

com qualidade e segurança.

INFORME DE MERCADO

O BC-20 da Mindray é compacto, eficiente e com

um sistema de rastreabilidade preciso que garante a

alta confiabilidade dos resultados.

Software inteligente e intuitivo que detecta e

remove erros operacionais automaticamente e

executa manutenções com apenas um clique,

trazendo sua produtividade para um novo nível.

Incrível capacidade de armazenamento de 100.000

dados oferece uma solução sem preocupações para

o gerenciamento de dados dos pacientes.

Especificações técnicas:

• 20 parâmetros + 3 histogramas (WBC, RBC e PLT);

• Volume de amostra: 9µL (sangue total) e 20µL

(pré-diluição) - Ideal para pediatria;

• Apenas 2 reagentes de uso e 1 reagente de manutenção;

• 40 amostras/hora;

• Impressora térmica com diversos formatos de impressão;

• Dimensões: 410 x 300 x 400 (mm);

• Peso: ≤20kg;

• Tela colorida sensível ao toque de 10,4 polegadas;

• 4 portas USB - para impressora externa, atualização de

software, upload de informações de CQ e calibradores,

leitor de código de barras, teclado e mouse;

• Porta LAN suporta protocolo HL7;

• LIS Bi-direcional

Desempenho:

Parâmetro Faixa Linearidade Precisão (CV%) Arraste

WBC (10/L) 0-100 ≤3.5% (4.0-6.9) ≤0.5%

≤2.0% (7.0-15.0)

RBC (10/L) 0-8.00 ≤2.0% (3.5-6.5) ≤0.5%

HGB (g/L) 0-280 ≤1.5% (100-180) ≤0.5%

VCM (fL) ≤1.0% (70.0-110.0) ≤0.5%

PLT (10/L) 0-1000 ≤5.0% (100-500) ≤1.0%

Contato: Roney Caetano

Gerente de Vendas - IVD

E-mail: r.caetano@mindray.com

Mobile/WhatsApp: +55 11 96403 2821

Revista NewsLab Edição 166 | Julho 2021

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INFORME DE MERCADO

ESCOLHA A CÂMARA IDEAL PARA O SEU LABORATÓRIO

A escolha da câmara de armazenamento ou

transporte para o seu laboratório é essencial, e o

equipamento correto pode tornar tudo mais fácil, e

até mesmo automatizado.

Além de variações na temperatura, oscilações de

energia, o laboratório também pode sofrer outros Meio Rugai Modificado

contratempos. Por O isso, meio opcionais de identificação específicos com presuntiva de bacilos intestinais gram negativos, atualmente

tecnologia da Elber conhecido Medical foram como criados Rugai, para foi inicialmente proposto por Rugai e Araújo em 1968 com a intenção

atender suas necessidades de eliminar e manter falhas a câmara existentes com nos meios similares até então utilizados. O meio baseava-se nas

temperatura homogênea. reações de produção de Indol, L-triptofano desaminase (LTD), ácido ou ácido e gás de glicose e

sacarose, uréase, produção de H2S e aspecto bacteriano.

- Elber SIS: com Em este 1972, sistema Pessoa você pode e Silva acessar desenvolveram

- Sistema de

um

emergência:

meio que

Bateria

possibilitou