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Revista Apólice #209

serviços ❙❙Ricardo

serviços ❙❙Ricardo Gimemez, da Auto Reg plataformas de aplicativos e seus próprios websites, foram a maior evolução das duas últimas décadas”. Martin Faller, CEO da inTrust, lembra que há sempre a possibilidade de melhora por meio de negociações, parcerias e aumento de rede de atendimento, consequentemente, redução de custos, conforme a carteira vai se tornando mais sólida. “Nosso principal objetivo é a redução de custos através de parcerias com fornecedores e oficinas. Futuramente, o plano é fazer vistorias por meio de vídeos, com o intuito de reduzir ainda mais o tempo da regulação e elevar a qualidade de atendimento para que o reclamante tenha uma boa experiência através dos serviços recebidos, após um momento não desejado”, pontua Faller. Outro desafio importante será reduzir, com acordos, os casos acionados na justiça, pois ao tomar uma decisão rápida sobre a responsabilidade do ocorrido os custos caem automaticamente. Recentemente, a empresa desenvolveu e implantou um sistema de gerenciamento online de ocorrências que possibilita executar diversos estudos e fazer diferentes levantamentos e comparativos para atuar com mais ênfase nas regiões onde há maior demanda. Vale destacar que, neste mercado, a competitividade também engloba as estruturas e suporte de atendimento ao segurado, como a expansão das vendas dos seguros para regiões interioranas. Por isso, as empresas precisaram investir mais em estruturas localizadas nessas regiões. As seguradoras criaram 26 ❙❙Alexandre Massao, da Fox Reguladora centros de atendimento nas capitais e cidades relevantes em vários estados. As reguladoras por sua vez, passaram a sediar seus técnicos em diversas cidades, para que o atendimento seja rápido. “Os prestadores de serviços estão muito atentos para investirem em tecnologia, logísticas regionais físicas e recursos humanos qualificados para atenderem a necessidade das seguradoras”, completa Gimenez. O que esperar Alexandre Massao, da Fox Reguladora, acredita em uma evolução ainda maior na oferta de serviços agregados às apólices, como serviços na residência do segurado e uma melhora no atendimento a terceiros – o que algumas seguradoras já praticam a fim de cativar o usuário como futuro cliente. “Com a concorrência acirrada, o desafio das seguradoras será o constante aprimoramento dos canais de atendimento ao cliente e a busca de maior sinergia com as equipes terceirizadas, pois a agilidade e qualidade nestes quesitos serão fatores determinantes para que as companhias possam angariar e cativar novos clientes”, afirma. Já Mario Cassio Mauricio, da Dekra, declara que mesmo em um cenário político e econômico complexo, no qual as empresas buscam a revisão de estruturas de custo, modelos de operação e ganho de eficiência, é grande a expectativa em torno do seguro popular, que recentemente teve suas normas aprovadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). Na visão do executivo, a real ❙❙Martin Faller, da inTrust possibilidade de aumento da frota segurada trará um novo enfoque para todo o segmento de regulação e vistoria. Para os próximos anos, Mauro Schenekenberg, da MS Vistoria, espera uma evolução ainda maior na tecnologia com o surgimento de novas ferramentas que possam auxiliar na melhoria da agilidade e qualidade dos serviços, além de um aquecimento do mercado de seguros. Isenção de vistoria A isenção de vistoria, praticada pelo mercado desde os anos 2000, assume equivocadamente o aceite sem vistoria de veículo já segurado em outra congênere, está se exaurindo e vai trazer sérios problemas operacionais para as seguradoras. É o que aponta Paulo Pinna Teixeira, proprietário da Boné Vistoria. Segundo ele, o custo operacional da vistoria mostra que mesmo as gigantes do setor não estão conseguindo ficar sem a terceirização. “Muito pouco ou quase nada foi feito para agilizar o atendimento aos clientes, devido principalmente ao desafio de conciliar atendimento eficiente com baixa remuneração pelo serviço”, argumenta. Para o executivo, a redução do lucro mostra de forma panorâmica o que ocorre no segmento. “As pessoas estão fugindo do custo no lugar de ficar de frente com ele e estudar uma estratégica racional de resolver o problema, mesmo que seja romper com os paradigmas”. Teixeira defende que a remuneração seja repensada e que o atendimento ao cliente seja aprimorado.

artigo Joaquim Mendanha de Ataídes* Sindicatos: pilares institucionais dos corretores de seguros Emprego, renda e estabilidade econômica. São esses os pilares que se erguem, no Brasil, da sólida atividade de corretagem de seguros. Gigantesco em todas as suas dimensões, esse ramo concentra diretamente no País 153,6 mil profissionais, entre pessoas físicas e pessoas jurídicas. Mais do que produtividade e eficiência, esses números traduzem lutas encampadas por décadas pelos sindicatos da categoria, como o Sincor Goiás, que completa 30 anos de atuação em maio deste ano. No nosso Estado, o número de empresas corretoras de seguros chega a quase 1,9 mil, alavancando milhares de postos de trabalho, além da arrecadação tributária, em todas as suas esferas. Ao olhar para trás e avaliar onde chegamos, podemos afirmar ser uma honra para todos os líderes sindicais da história da corretagem goiana representar punjante categoria. Fundado em 1986, o sindicato chega à terceira década com a missão de prover condições e ferramentas para expansão dessa força produtiva, que alcança, em Goiás, junto com os corretores pessoas físicas, cerca de 3 mil empreendedores. Ao lado dos Sincor’s das 27 unidades da federação, o nosso sindicato se engaja diariamente no desafio de engrenar esse imenso motor chamado mercado de seguros. Com essa determinação, o Sincor-GO superou, já nos primeiros anos de atuação, uma barreira legislativa no Congresso Nacional ao conquistar, em 1988, o direito de se organizar como sindicato patronal. Na década de 1990, uma nova vitória foi conquistada em âmbito nacional, com a Fenacor, quando realizamos, em Goiânia, o Congresso Brasileiro dos Corretores de Seguros. O fato nos rememora com alegria a conquista da eleição, no ano passado, para sediar a vigésima edição desse grande evento, marcado para 2017. Outro importante marco institucional para sindicatos e cada profissional da área foi o ingresso dos corretores, em 2014, no regime tributário do Simples Nacional, que é fruto da articulação das entidades junto ao Congresso Nacional, com apoio do deputado federal por Goiás, à época, Armando Vergílio, hoje presidente da Fenacor. Além de evidenciarem o potencial econômico dessa atividade, as marcas superadas pelos corretores de seguros sintetizam o esforço institucional em buscar as melhores soluções para o desenvolvimento do setor, inclusive alavancando a economia brasileira. Basta analisar os números. Segundo estudos realizados pela CNseg, o negócio próspero dos corretores de seguros ajudou o segmento a atingir, entre janeiro e setembro de 2015, o volume de R$ 11,1 bilhões em arrecadação tributária, com média diária de R$ 41 milhões em recolhimento de impostos. Neste cenário, o Sincor-GO, cuja trajetória foi marcada pelo diálogo institucional, celebra com a comunidade do mercado de seguros esses 30 anos. A entidade reunirá, além de profissionais da categoria, seguradores e prestadores de serviço em atividades alusivas à data. A principal delas ocorrerá no próximo 5 de maio com o lançamento do selo especial que marcará a comemoração. Preparamos ainda mais para os dias que seguem. Lançamentos da 17ª edição da maior premiação do setor em Goiás, o 17º Prêmio Bandeirante, e do 2º Prêmio Sincor Goiás de Jornalismo; capacitações e o 3º Circuito Vida Segura, evento de corrida e caminhada aberto à população, fazem parte da programação. Muito mais que uma comemoração classista, os 30 anos do Sincor Goiás representam o amadurecimento de um grande setor da economia goiana. * Joaquim Mendanha de Ataídes é corretor de seguros e presidente do Sindicato dos Corretores e das Empresas Corretoras de Seguros, Capitalização e Previdência Privada no Estado de Goiás (Sincor-GO). 27