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5 months ago

Revista Apólice #209

eventos corretores 2 a

eventos corretores 2 a Convenção Nacional Após um ano de operações, o Grupo A12 realizou, nos dias 11 e 12 de março, a sua 2ª Convenção Nacional. O evento, promovido em São Paulo, reuniu todos os 95 sócios das corretoras que integram o Grupo e os principais executivos das companhias seguradoras parceiras da A12. No primeiro dia do encontro, as seguradoras puderam apresentar seus produtos e abordaram as estratégias, oportunidades de mercado, assim como questões voltadas à parceria com a A12. Já o segundo dia da Convenção foi destinado, exclusivamente, aos sócios do Grupo, que analisaram o primeiro ano de operação e definiram o planejamento estratégico para os próximos dois anos. A programação foi encerrada com uma palestra exclusiva do Professor Gretz. Para 2016, a A12 terá como prioridade a expansão comercial de suas operações e a implementação de operações de centralização de back- -office, central de renovações e sinistro. seguro de pessoas Capacidade de reinvenção A visão empreendedora do corretor de seguros deverá ser sua salvaguarda em momentos de dificuldade. A expansão dos negócios para novas carteiras deverá ser uma boa aposta, mas é preciso achar soluções. Por isso, o CVG-SP convidou Alexandre Camillo para discursar durante o almoço da entidade. O presidente do Sincor-SP ministrou uma palestra otimista, prezando a importância do seguro de vida para o desenvolvimento do mercado. “O corretor de seguros precisa se reinventar. Nós [corretores dos anos 80] somos uma geração que envelheceu, que está há 30 ou 35 anos no mercado, estando ou não realizados o oxigênio vai diminuindo, então esse é o momento de se buscar coisas novas”, apontou. Para Camillo, o mercado exigirá posicionamento e novas soluções e entre o que deverá ser observado está a cadeia sucessiva, que já dá sinais de evolução. “Hoje você exige que o jovem [que trabalha na corretora] esteja cursando faculdade, antigamente muitos nem tinham essa condição, essa possibilidade”, afirmou. Mesmo assim, o presidente do sindicato não enxerga de maneira negativa aqueles que têm outro pensamento de negócios. Segundo ele, o importante é o que foi bem feito durante todos os anos. “Buscamos as melhores práticas. A instabilidade é momentânea e o legado da crise é se reinventar. Isso é ganho que não se perde nunca”, afirmou. 38

evento | longevidade Melhor idade: estamos preparados? Especialistas debatem as consequências sociais, econômicas e as soluções que deverão permear o envelhecimento da população brasileira Lívia Sousa Se em 1955 a expectativa de vida da população brasileira era de apenas 52,9 anos, em 2015 já alcançou 75,4 anos. O País soma 47 milhões de pessoas acima dos 50 anos, número que em três décadas mais que dobrará. Com o objetivo de discutir os desafios da população 50+, a Mongeral Aegon reuniu especialistas para debater as consequências sociais, econômicas e as soluções que deverão permear o envelhecimento deste público. Realizado em São Paulo, o encontro marcou o lançamento do Instituto de Longevidade Mongeral Aegon, que terá como primeira frente de trabalho o Movimento Real.Idade. A iniciativa busca reunir apoiadores em todos os segmentos da sociedade em torno do tema e incentivar a requalificação e reinserção dos longevos. “Os brasileiros com mais de 50 anos não enxergam na saúde pública uma contrapartida dos impostos pagos, têm medo de perder o emprego e já sofreram algum tipo de preconceito por serem mais velhos”, traçou Renato Meirelles, CEO do Instituto Data Popular. Por outro lado, estão mais conectados quando o assunto é tecnologia, contam com uma vida social ativa, acreditam que há sempre um lado positivo independente da situação e estão dispostos a experimentar novidades a todo o momento. O consumo desta faixa-etária também surpreende: R$ 1,58 trilhão, valor Bradley Schurman, Wesley Mendes, Mara Luquet, Hélio Zylberstajn, Sergio Valente e Fabio Coelho maior do que o registrado por toda a classe média brasileira. “O poder aquisitivo deles tende a crescer, visto que as famílias passaram a ter menos filhos, mas o mercado ainda não enxergou essa oportunidade”, destacou a jornalista Mara Luquet. Trabalho flexível Os longevos são produtivos, criativos, aumentam a eficiência das empresas e tendem a melhorar conflitos no meio corporativo. Ao passo que pretendem continuar trabalhando, porém, se vêem excluídos do mercado pela dificuldade de recolocação e requalificação profissional. “Há um desemprego oculto. Eles sabem que é difícil encontrar trabalho formal depois da aposentadoria”, disse o professor da FEA-USP, Hélio Zylberstajn, um dos responsáveis pela redação do projeto de lei que cria o Regime Especial de Trabalho do Aposentado (RETA). A proposta prevê relações trabalhistas mais flexíveis e incentivos para empresas que contratarem profissionais aposentados e com mais de 60 anos. Mais da metade dos aposentados (55%) trabalha em casa, em jornada parcial, e é neste contexto que a tecnologia pode se tornar uma boa aliada. Presidente do Google Brasil, Fabio Coelho declarou que há espaço para os 50+ também na mídia digital, inclusive em plataformas de vídeo e startups. “Diferente de outras disciplinas, a tecnologia muda rapidamente e os longevos precisarão acompanhar as modificações nesta área”, acrescentou o executivo. Conteúdo Na indústria do entretenimento e do jornalismo, há produto para quem tem mais de 50 anos. No entanto, é necessário reinventar a classificação. “Os primeiros 50 anos de vida são estratificados em quatro grupos e o comportamento do consumidor é estudado com base nisso. Não podemos tratar a faixa-etária de 50 a 100 anos como um só grupo”, pontuou Sergio Valente, diretor de comunicação da TV Globo. “Para construir produtos e entender como se relacionar com este consumidor, é necessário um olhar sobre os eixos do trabalho, do amor às coisas, da condição da interatividade (digital e social) e da maneira como o público se relaciona com a capacidade de variar”, disse ele. Metrópoles As cidades não estão preparadas para absorver a população longeva. É preciso atender as necessidades específicas e soluções inteligentes para solucionar esta lacuna e a tecnologia tem papel importante neste sentido. “O bem-estar torna as cidades mais competitivas e é preciso que haja interesse no assunto”, concluiu Wesley Mendes, professor da FGV-EAESP. 39

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