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Revista Criticartes 5 Ed

Revista Criticartes - Ano II, nº. 5 - 2016

ENTREVISTA

ENTREVISTA Revista Criticartes | 4º Trimestre de 2016 / Ano II - nº. 05 confrontar e criticar os sistemas, retornando-lhes a ‘força diametralmente oposta’. Mas é a única forma e meio de evolução. Não há evolução sem a otimização da cultura. Salvas aos nossos autores! Criticartes: Dentre seus livros publicados, quais os gêneros? Existe algum de poemas? Mário Carabajal: Imortal Rogério Fernandes Lemes, assim o trato por ser o nobre sociólogo e jornalista, também escritor, Membro Vitalício da ALB/MS - somente um entre os meus livros ‘Estado de Espírito’ ganhou traços poéticos. Não! Equivoco-me, também o quinto ‘Em Busca da Evolução’, utilizei-me da poética, para registrar, a priori, o que jamais pretendia publicar, mas por incentivos de amigos, acabei encorajando-me. Isto em 1993, se não me falha a memória! Antes de dormir eu sempre orava/rezava e, por achar muito interessante o que conversava com Deus, passei a registrar tais pensamentos, resultando no livro ‘Orações Filosóficas’. Outra excepcionalidade em minha linha de escrita ocorreu em 1995, quando a partir de um sonho, ao acordar, em um sábado, “trazia na mente um romance completo, com lugares, épocas, enredo, personagens, protagonistas” e o mais incompreensivo, interessante e impressionante, o sonho o qual transformei em livro, trazia minha esposa, Dinalva Pereira Barbosa, a qual só conheci/reconheci, identificando-a como a protagonista de meu sonho/livro alguns pouco anos depois, em 2001, confirmando matrimônio em dezembro de 2016, em igreja de Copacabana, no Rio de Janeiro. Este sonho/livro, o qual me apresentou a ‘Mulher da Minha Vida’, comecei a escrevê-lo em um sábado pela manhã, ao acordar, finalizando-o no dia seguinte, domingo à noite, quando coloquei o ponto final. Fora estas três exceções de gêneros literários, os demais livros são técnicos e científicos. Escrevi muito na área de psicanálise. Atualmente trabalho sobre aproximados 40 outros títulos de futuros livros. Criticartes: Quais os livros que o senhor indicaria para os novos escritores e poetas brasileiros, no sentido dessas leituras contribuírem para o aprimoramento intelectual e artístico, bem para manter e alimentar a musa, tão falada pelo Ray Bradbury, por exemplo. Mário Carabajal: O mato-grossense Manoel de Barros ou o alegretense Mário Quintana e o carioca Olávo Bilac, entre uma centena de outros excepcionais escritores de fascinantes obras referenciais, podem auxiliar na formação de valores iniciais dos seres. Estes foram àqueles que mais influência cultural exerceram sobre o meu ser em minha infância. Martha Barros, filha de Manoel de Barros, ilustrou o livro do pai ‘Poeminhas em Língua de Brincar’, de onde, pela união de palavras e ilustrações, resulta em um lindo mundo, atraente e recheado de simbologias para crianças. Bons livros (lidos ou adaptados para a TV e Cinema) moldam e auxiliam na importante formação de valores originais – por serem, após aos ‘mandados parentais – emitidos pela família’, os seguintes a serem interiorizados e validados pelos seres, passando a balizar condutas e comportamentos presentes e futuros de quem os lê ou assiste. “Um mundo sem maiores distorções e criminalidades, necessariamente, passa pelos humanos e criativos escritores de literatura infantil”. Os quais, aproximam os iniciantes leitores de um fazer construtivo, consciente e responsável de suas vidas, sob assertivas integradoras e harmônicas com a natureza. Ensinam a contemplar e melhor apreciar o belo, dócil, - 12 - rústico, humilde e verdadeiro. Revelam às crianças a arte de abstrair ensinamentos de suas experiências, ainda que de difíceis, inóspitas e por vezes dramáticas realidades. Não obstante, os escritores revelam ensinamentos até mesmo pinçados da tragédia. Meio aos atuais responsáveis por esta linda e magistral arte de levar às crianças e adolescentes os verdadeiros valores que dignificam e bem justificam o crescer e expandir horizontes, sonhar e contribuir à edificação de um mundo harmônico, próspero e humano, observam-se efervescentes especialistas, mestres e ‘doutos’ nessa mágica contribuição, como as escritoras Lorena Zago, Apolônia Gastaldi, Arlete e Júlio Cesar Bridon. Também, entre outras joias da ALB, a jovem Membro da A L B / S C – P r e s i d e n t e Getúlio/Mirim, Eduarda Gabriely Bairros, autora de ‘A gatinha de julinha’. Seriam incontáveis os escritores que fazem da literatura uma linda e verdadeira arte de iluminar mentes, irradiar e resgatar vidas, como o Imortal, Dr. Gustavo Dourado, da ALB/DF – o qual defendeu sua dissertação de Mestrado, utilizando-se da forma poética, mesmo abordando o difícil tema ‘Fome no Mundo’. Criticartes: Para aqueles que desejam fazer parte da ALB quais os critérios a serem atendidos? Mário Carabajal: Mestres e Doutores não necessitam comprovar serem escritores, por força de suas indispensáveis e obrigatórias produções cientificoliterárias à conquista de tais títulos. “O principal quesito de ‘imortalidade’ de um escritor é a sua obra”. Ainda que um escritor conte com o título Imortal, por pertencer a uma academia, poderá outro, sem esse mesmo título, ser imortalizado na perenidade de sua filosofia e obra. Não basta ‘estar’ Imortal. No entanto, por força de uma organização acadêmica, contarão seus Membros com grande atenção sobre suas obras e no- www.revistacriticartes.blogspot.com.br

ENTREVISTA Revista Criticartes | 4º Trimestre de 2016 / Ano II - nº. 05 Criticartes, com apenas um ano, dirigida por seu idealizador, o editor Rogério Fernandes Lemes, consegue tocar profundamente o âmago de quem entrevista. Base essencial a um retorno aos leitores sob máximas de exposição das mentes apontadas pela Revista. Assim senti-me, comprometido em oferecer aos leitores da Revista Criticartes a minha mais ampla e profunda impressão sobre os temas levantados e de questionamentos. Dessa forma, com o passar dos anos, inequivocamente a Revista Criticartes contará com uma verdadeira mostra do fazer literário brasileiro, constituindo-se em uma fonte de pesquisas, séria e comprometida, ao alcance de todos. Imprimir tamanho ritmo a um veículo de comunicação em seu primeiro ano, bem identifica aquele que o dirige – seus ideais e horizontes. Parabéns pelo primeiro ano da Revista Criticartes! Saio desta entrevista à ‘Aniversariante Revista Criticartes’, renovado, emocionado e infinitamente agradecido por tamanho privilégio que me foi concedido por seu Diretor Presidente, Fundador e Editor Chefe, Rogério Fernandes Lemes. Sobretudo por encontrar-me vivo e presente neste marco histórico da literatura brasileira, de comemoração do primeiro aniversário de um veículo Nacional e Internacional de Comunicação, com evidentes princípios, nobres propósitos e irrefutáveis proficuidades. “Em nome da Academia de Letras do Brasil, utilizando-me das prerrogativas estatutárias, para indicar a Revista Criticartes ao Prêmio ‘Causas Imortais/ALB/2016’, pelos relevantes serviços prestados à Cultura Literária Brasileira”. Outrossim, desejo êxito contínuo, sames, pela lembrança e ações acadêmicas, ano após ano, sem jamais cessar. Isto, por assumirem o status natural de Patronos ‘de novas Cadeiras’ quando de suas mortes. Logo, as academias influenciam no reconhecimento público dos escritores ‘imortalizados’ em Cadeiras Vitalícias. Não obstante, em vida, unidos em torno de academias, encontram caminhos e facilidades a uma maior visibilidade de suas obras, com naturais projeções pessoais. “A academia motiva, incentiva, fomenta e auxilia significativamente à editorialização do que é produzido por seus Membros”. Tanto pelo natural meio multiliterário ensejar trocas experienciais, quanto pela formação de elos entre autores e editoras, resultando em maiores facilidades de publicação. Os escritores necessitam fazer com que suas obras sejam lidas, propiciando reflexões e profundas mudanças comportamentais, políticas e sociais. Suas teses, ensaios, pesquisas, filosofias e dissertações científicas; e ainda contos, crônicas e poesias necessitam chegar ao grande público. Isto, em nossas visões, traduz-se como o mais importante, ao realizar pessoalmente àquele que produz, além de imprimir maior significado e sentido a sua obra. A conquista de uma Cadeira Vitalícia, em uma organização acadêmica, evidencia encontrar-se o escritor ou escritora que a ocupa, em um avançado estágio em sua carreira literária, devendo, esse importante marco, ser muito comemorado, em especial, por remeter ao escritor profissional, Imortal, pelo desígnio acadêmico. Certamente, isto se constitui em motivo de grande alegria pessoal, familiar e social. A diplomação e posse de um escritor (a) em uma academia de letras, em especial, se entende como o reconhecimento e comprovação pública daquele escritor haver consolidado seu espaço no mundo formal literário. Ou, minimamente, em franco caminho estabilizador do escritor profissional. A ALB, entre outras propostas, coloca-se ao lado de todo escritor à conquista desta nova fase em sua vida. No entanto, a ALB foge aos padrões estilizados apresentados pela Academia Francesa. A História da ALB remete diretamente a Ordem de Platão. Buscando-se na fonte, com o próprio precursor, sem estilizar, os exemplos a que deve a instituição fundamentar-se em sua trajetória e ideais, com propósitos organizacionais, procedimentais, filosóficos e normativos de Identidade Própria, como a não limitação de números de Cadeiras nas Seccionais da ALB ou, a n a l i s a d a s a p e n a s ‘ q u a l i - quantitativamente’ a obra dos Membros. Isto, por não haver razões que justifique a distinção entre àqueles que se dedicam à arte de escrever. O escritor que queira aderir à ALB exige-se tão somente comprovar ser escritor. Uma vez comprovado, será o escritor orientado ao processo de diplomação e posse em solenidade oficial da ALB aberta ao público. Vale ressaltar que a ALB não exige quaisquer contribuições mensais ou anuais para a outorga de seus diplomas e medalhas. Quaisquer exigências nesse tocante, em quaisquer instâncias da organização, distorcem e extrapolam os ideais e propósitos institucionais da Academia de Letras do Brasil. Criticartes: Por gentileza faça suas considerações finais sobre nossa entrevista. Mário Carabajal: Agradeço com veemência à Revista Criticartes pelo estimulante e motivacional convite. “A entrevista à Revista Criticartes propiciou-me um grande momento de reflexão sobre a trajetória da Academia de Letras do Brasil, seus ideais e metas” a serem perseguidas. A Revista - 13 - www.revistacriticartes.blogspot.com.br

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