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1 week ago

PROJETO_DIGITAL_09-01-2018a

Tecnologia A Vale

Tecnologia A Vale instalou na sua sede de Águas Claras, em Nova Lima (MG), o Centro de Operações Integradas (COI) dotado de tecnologias digitais para sincronizar e otimizar a cadeia de valor do minério de ferro, com potencial de ganho anual de mais de US$ 600 milhões ao identificar economias potenciais e rotas otimizadas, segundo a mineradora. A empresa explica que o motivo da empresa ter investido no centro de operações deriva da instabilidade do preço do minério de ferro, onde a tomada de decisão tornou-se mais difícil, numa cadeia produtiva longa e complexa. O projeto é dividido em etapas (duas delas já implementadas) e a primeira define mix de produtos para atender as demandas dos clientes, dos planos de estoque e de blendagem nos portos da Ásia, e otimiza a alocação de navios. A segunda fase trabalha na coordenação das ações entre as equipes de programação e as salas de controle, promovendo melhorias em possíveis desvios; e a terceira e última avalia todo o processo da mina à entrega ao cliente, analisando os caminhos críticos, acompanhando a performance e interagindo com as operações. Um dos pilares para alcançar os objetivos é o uso intensivo de tecnologia digital para promover a colaboração entre as equipes. Além disso, sistemas foram aprimorados e outros foram desenvolvidos para agilizar o processo de planejamento e distribuição da produção. A Alcoa, na sua planta de bauxita em Juruti (PA), a inovação está também presente. No decapeamento e preparo da área para lavra, a mineradora otimizou a produtividade cálculos, testes em campo e simulações, possibilitando padronizar o início e final da rampa de corte dos tratores de esteiras, aumentando a produtividade da frota em 3%. 7º Anuário Mineral do Pará • 2017 120

Além disso, o desgaste do revestimento das lâminas dos tratores também foi estudado, visto que apresentavam material agregado gerando perda de produtividade. O volume morto calculado após cinco anos de uso representava 4% do volume da lâmina. Com a simples manutenção constante do revestimento houve um ganho de quase 250 mil m³/ano de estéril movimentado. Houve ainda uma análise de transporte até o britador através de caminhões basculantes. O estudo de padronização da carga nesta etapa proporcionou aumento de 2,47% no volume da carga média transportada. Esta padronização também reduziu o consumo de combustível em 2,53%, com menor número de viagens dos caminhões. Enfim, são exemplos de como nos últimos tempos a busca por redução de custo avançou em meio à queda de preço de commodities. Por certo, há outros projetos desse tipo nas muitas outras mineradoras. O fato é que essas melhorias estabelecem novos modelos e parâmetros para a indústria mineral no que se refere ao custo e à produtividade – e mais do que nunca, merecem ser compartilhados não somente pela excelência, mas para a sustentabilidade do próprio setor. Ressalta-se ainda que todo esse avanço tecnológico pode ser inútil se a mineração não zelar pela manutenção da sua licença social para atuar — um trabalho que precisa ser renovado todo dia junto às comunidades nas regiões de influência das minas. Isso significa contribuir para melhorar o padrão de vida da população, capacitando-a em novas fontes de geração de renda que extrapolem os empregos. Investir mais do que as exigências legais em preservação ambiental e recuperação de áreas exauridas — por que fazer apenas o que manda a lei já não basta. 7º Anuário Mineral do Pará • 2017 121