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Dezembro/2015 - Revista VOi 126

Grupo Jota Comunicação

• ENTREVISTA Vem de

• ENTREVISTA Vem de uma família de artistas, sempre quis trabalhar no meio? Na verdade foi uma consequência. Por mais que tenha nascido em uma família de artistas sempre prezei muito minha liberdade, isso desde nova. Sempre gostei dos bastidores. Fiz meu primeiro curso de teatro com oito anos e depois com 20 voltei a estudar. Foi aí que engrenou de verdade e vi que era realmente aquilo que queria para minha vida, não tinha mais escapatória. Era o que via como profissão, como objetivo, mas foi muito natural nunca foi forçado. Começou a carreira profissional em 2005. Como foi o primeiro trabalho? Em 2005 encaro como sendo meu primeiro trabalho profissional, porque já fazia teatro amador antes. Foi um espetáculo chamado: O Musical dos Musicais do Wolf Maia. Na época, estava fazendo o curso na escola dele e fiquei sabendo da audição. Resolvi fazer para saber como era e fui passando. Passei no teste de canto, dança, sapateado e quando vi o papel era meu. Foi incrível. Uma experiência muito importante. Fui picada pelo bichinho do teatro. Foi muito importante trabalhar com as pessoas incríveis. Tenho muito orgulho de ter o meu primeiro passo dirigido pelo Wolf que é um dos maiores diretores brasileiros. Comecei com o pé direito. Mudou com a família para os EUA (Estados Unidos da América), como foi a experiência? Fiquei dos 14 anos aos 17. Foi incrível. É muito bacana porque criei independência. Passei por um amadurecimento natural. Quando fui não falava muito bem o inglês e tive que me virar. Em decorrência da carreira do meu pai, minha mãe ia uma vez por mês nos visitar. Minha irmã voltou antes de mim e fiquei com meu irmão, me sentia responsável por ele. Quando se mora fora, nessa idade, acaba passando por coisas muito boas para criar independência. Ao mesmo tempo passei a You come from a family of artists, have you always wanted to work in their world? Actually it was more a consequence. As much as I was born into a family of artists, I have always loved my freedom, since a young child. I’ve always liked backstage. I took my first course when I was eight and, then at 20, I went back to study. That is when it became clear and I realized that it was what I really wanted for my life, and there was no longer a way out. It was what I saw as a profession, as a goal, but it was all very natural, I was never forced into it. You began your professional career in 2005. What was your first job? In 2005, I took on my first professional job, beforehand, I was doing amateur theater. It was a show called the Musical dos Musicais (Musical of Musicals) by Wolf Maia. At the time, I was taking a course at his school and I heard about the audition. I decided to take it to get to find out what it was like and I went on from one test to another. I passed singing, dancing and tap dancing and then the role was mine. It was amazing. A very important experience. I was bitten by the theater bug, and it was very important that I was working with amazing people. I’m very proud to have been able to have my first professional experience directed by Wolf, who is one of the biggest Brazilian directors. I started off on the right foot. You moved with your family to the United States, what was this experience like? I lived in the States from 14 to 17. It was amazing. It was very cool because I became more independent. I went through a natural maturing. When I went, I didn’t speak much English and had to do with what I had. As a result of my father’s career, my mom visited us once a month. My sister came back to Brazil before me and I stayed with my brother, I felt responsible for him. Tenho muito orgulho de ter o meu primeiro passo dirigido pelo Wolf Maia que é um dos maiores diretores brasileiros. Comecei com o pé direito 26

Resolvi fazer a audição para saber como era e fui passando. Passei no teste de canto, dança, sapateado e quando vi o papel era meu. Foi incrível. Uma experiência muito importante. Fui picada pelo bichinho do teatro dar mais valor para o que tinha ficado no Brasil: família e amigos. Sem contar que aprendi inglês e espanhol. Foi um momento muito importante, fomos meio que forçados pelas situações que estávamos passando no Brasil, mas foi uma mudança de capítulo fundamental na minha vida. Está no elenco do filme Travessia, no qual vive uma viciada em drogas. Como foi a preparação para a personagem? O filme já passou em algumas mostras, mas estreia em 2016. A preparação foi incrível. Pude vivenciar uma personagem totalmente diferente de mim, uma menina que ama raves e baladas e é usuária de drogas, mas daquelas que acha que não é viciada, que usa só por diversão. A Marina é super liberta, solar, ela é leve. Foi muito bacana poder difundir mais esse universo e até ver a diferença – que particularmente não conhecia - sobre essas drogas e aprender mais sobre isso, como se dá o processo de verdade para não fazer uma usuária de drogas generalizada. Por ela ser soteropolitana, tive que mergulhar por um mês no universo de Salvador e absorver a energia incrível das pessoas para poder dar veracidade para a Marina. Para mim foi um presente que o João Gabriel, que é o diretor, me deu. Teve que fazer cenas mais quentes. Sentiu vergonha? Faz parte do trabalho, mas quando se tem uma equipe bacana que respeita e que tem todo o cuidado com você é diferente. A cena tinha fundamento dentro do contexto do filme, não estava lá à toa. Então quando existe a preparação e o cuidado facilita bastante. O trabalho flui de forma bacana. Também canta. Pensa em gravar um CD ou prefere se dedicar aos musicais? Gosto de cantar. Considero-me uma pessoa musical. Cresci ouvindo música e sempre falo que sou a mais When you live abroad, at that age, you end up doing some very good things to create independence. At the same time, I started giving more value to what I had in Brazil: family and friends. Not to mention that I learnt English and Spanish. It was a very important moment in my life, we were kind of forced by the situation that we were passing through in Brazil, but it was a change in a fundamental chapter in my life. You are in the cast of the film Travessia in which you take on the role of a drug addict. What was your preparation for the role? The film has already been shown at several film festivals, but will only premier in cinemas in 2016. Preparation was amazing. I was able to experience a character totally different from me, a girl who loves raves and partying and uses drugs, but those that she doesn’t think are addictive, just used for fun. Marina is a super free spirit, solar, light. It was very cool to be able to assimilate this universe and to see the difference – because I knew nothing– about these drugs and learn more about them, and about how the real process works so as not to become a drug user in general. As the film was about Salvador, I had to immerse myself in the universe of Salvador for a month and absorb the awesome power of the people to be able to give veracity to Marina. For me it was a gift from João Gabriel, the Director. You had some hot scenes. Was there any problem with this? It was all part of the job, but when you’ve got a nice team that respects you and who takes care of you, it is different. The scene was fundamental within the context of the film; it was there for a reason. So when you take the necessary preparation and care, it becomes relatively easy. The work flows in a cool way. You also sing. Do you ever think about taping a CD or DEZEMBRO 27