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Revista +Saúde - 10ª Edição

APENDICITE APENDICITE

APENDICITE APENDICITE 16, A apendicite aguda continua sendo a causa mais frequente de abdômen agudo cirúrgico. Aproximadamente 7% dos indivíduos vão apresentar apendicite em alguma época de sua vida. Ela é mais frequente em adultos jovens, entre 16 e 25 anos, do sexo masculino. A mortalidade varia de 1,3% nos processos localizados, a 13%, nos casos de infecção generalizada. As complicações estão diretamente relacionadas com o diagnóstico tardio, com a perfuração do apêndice, idade dos pacientes (as idades extremas são as que apresentam maior mortalidade) e doença grave concomitante. O apêndice tem um comprimento médio de 8 cm, sendo relativamente mais estreito e mais longo em crianças do que nos adultos. Localiza- -se na região inferior do abdômen, mais comumente no lado direito, e raro no lado esquerdo. Na maioria dos casos, há obstrução da luz apendicular com crescimento bacteriano secundário a essa oclusão. As causas mais frequentes de obstrução são: fezes, tumor, corpo estranho (sementes de frutas), vermes e virose. O quadro clínico do paciente é típico, e inicia-se com dor de média intensidade localizado em região do umbigo ou estômago, que em poucas horas migra para a região inferior direita. A dor é seguida de náuseas e vômitos. O hábito intestinal é normal, porém em crianças podem aparecer diarreia. Em mulheres é comum a quei-

APENDICITE xa de dor ou dificuldade para urinar. A febre é discreta, e quando se eleva, já é um sinal de gravidade. O diagnóstico é clínico, e no exame físico, observa-se uma dor a palpação em região inferior direita. Como confirmação diagnóstica, os exames complementares evidenciam alteração no hemograma, com aumento do número de leucócitos. O exame de urina geralmente é normal. O Rx de Abdome é importante para o diagnóstico de perfuração. Hoje em dia, o ultrassom abdominal tem se mostrado um excelente meio de ajuda no diagnóstico de apendicite. Feito o diagnóstico, o procedimento cirúrgico deve ser feito de imediato. O uso de antibióticos deve ser iniciado no pré-operatório, para controle dos níveis de infecção. As complicações podem ocorrer tais como: hemorragia, fístulas, abertura dos pontos e o mais comum é a formação de abscessos (Coleções de pus). O tratamento é a retirada dos pontos da pele e drenagem do abscesso com fechamento da ferida por segunda intenção. Visite sempre o Coloproctologista!!! MAIS INFORMAÇÕES CONSULTE NOSSO GUIA NAS PÁGINAS 06 E 07 ,17

Revista +Saúde - 2ª Edição
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