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2 months ago

Revista Apólice #213

especial centro-oeste/MG

especial centro-oeste/MG | mato grosso Despertando para o mercado Os gaps de cobertura não assuntam o setor de seguros no Mato Grosso. Estado procura expandir a proteção dos patrimônios Amanda Cruz O tamanho do Brasil faz com que ele abrigue diversas particularidades, com pluralidade. Sotaques, hábitos, gostos, tudo isso muda de acordo com a cultura geografia de cada região. Com o mercado de seguros não é muito diferente. Cada estado tem suas necessidades mais latentes no que diz respeito à proteção de bens e vidas. O Mato Grosso é um estado que vem apresentando uma economia crescente, principalmente por causa do agronegócio, que é uma das principais atividades econômicas da economia brasileira e isso tem se refletido na compra de produtos de seguro, especialmente para os riscos patrimoniais, fazendo com que esse seja um ramo muito promissor no Estado. “O empresário inteligente sabe que precisa se precaver contra quaisquer possibilidades de risco envolvendo o seu patrimônio, tanto para a pessoa física quanto para a jurídica”, comenta José Cristóvão Martins, presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros do Mato Grosso – Sincor-MT. ❙❙Stela Maris Thomé, da HSG Corretora 38 Stela Maris Thomé, proprietária da HSG Corretora de Seguros, também acredita que os riscos patrimoniais não só possam ser promissores para o Estado como aposta no crescimento da carteira nos próximos anos, juntamente com benefícios, seguro rural e o seguro para equipamentos. No entanto, ela chama a atenção para o fato de que ainda precisa ser trabalhada a mudança na cultura em relação a esse ramo de seguro. “Enfrentamos algumas dificuldades a respeito do seguro, principalmente quanto a cultura e o valor do produto”, afirma a executiva. O gap de coberturas ainda pode ser muito grande e isso significa espaço para crescer, mas a crise dificulta um pouco esse processo, pois os atrasos que ela causa podem provocar perdas capazes de acionar as apólices de lucros cessantes, impactando bastante o mercado. “No mercado segurador existem produtos por meio dos quais é possível se prevenir contra todos esses riscos patrimoniais. Não tenho dúvidas, portanto, de que esse é um nicho promissor em Mato Grosso”, afirma Martins. O problema, contudo, fica por conta das dificuldades de distribuição que Mato Grosso enfrenta por conta de sua extensão territorial, dificultando que corretores de seguros e até mesmo o próprio sindicato cheguem a todos os cantos de forma abrangente. É preciso parceria com as seguradoras, e uma união da categoria de corretores para chegar a todo o Estado se faz necessária. “Dessa forma, também estamos atuando pela consolidação da cultura do seguro em Mato Grosso”, pontua o presidente. O Estado é, portanto, bastante ativo. O presidente do Sincor-MT afirma que a entidade realiza constantes palestras, ❙❙José Cristóvão Martins, do Sincor MT cursos de habilitação para formação de novos corretores, entre outras iniciativas, geralmente em parceria com a Escola Nacional de Seguros, além do Sindicato das Seguradoras da região. “Creio que essas parcerias, através das quais pontuamos de forma espontânea nas mídias regional e nacional, também geram uma aproximação e uma simpatia entre os corretores”, comemora. Mas, para o presidente do Sincor-MT, o destaque continua naqueles seguros que caracterizam “o ser humano cuidando de si”. Para ele, explorar o ramo de benefícios deve ser a principal aposta para os corretores da região, com produtos como os seguros de vida, a previdência privada e o seguro saúde. “Com a expansão da cultura do seguro, o corretor que se dedicar a esses produtos estará direcionado para um futuro econômico mais viável”, afirma o presidente. Os corretores precisam estar atentos à situação de mercado que vem implicando em constantes mudanças e evoluções. Mas é importante destacar que o seguro rural, que vem passando por constantes alterações, e devido às características da força econômica do estado, é um setor que precisa ser estudado e explorado com mais atenção por todos os corretores de seguros de Mato Grosso.

especial centro-oeste/MG | minas gerais Entre os três maiores Minas Gerais ocupa o terceiro lugar em prêmios de seguros no Brasil. Das carteiras que se destacam na região está o seguro residencial, com evolução e aceitação por parte dos clientes locais Lívia Sousa Famoso pelas artes coloniais e monumentos que contam sua própria história, o Estado de Minas Gerais também se apresenta como uma peça importante para o mercado segurador nacional. A região é um grande polo da indústria de extração mineral, de transformação e uma das maiores produtoras de commodities agrícolas como café, milho e carne vermelha. Outro destaque é o setor de serviços, considerando o entreposto entre as regiões Sul e Sudeste com as regiões Norte e Nordeste. Em 2013, o mercado de seguros mineiro detinha uma participação de 7,8% do mercado nacional, número que no ano seguinte evoluiu para 8,2%, com produção de R$ 16,6 bilhões em prêmios. Em 2015, já com a condição econômica desfavorável do País, a fatia de participação aumentou para 8,4%, apresentando produção de R$ 18 bilhões. E até o primeiro semestre deste ano, enquanto o mercado nacional expandia 3,4% com produção de R$ 114 bilhões, o Estado aumentava sua presença para 8,6% e registrava crescimento acumulado de 5,7%, produzindo algo próximo a R$ 10 bilhões. “Minas está entre os três maiores Estados na participação de seguros produzidos no Brasil e isso demonstra o potencial que possui e reflete no crescimento real a cada ano. Mesmo com a crise, o mercado segurador mineiro reage ao contrário”, afirma Ronaldo Pesso, superintendente da Wegman Seguros. Os mineiros despertaram para a necessidade de resguardar seus bens e patrimônios. Inversamente ao que se observa com a economia do Brasil, no Estado a crise aponta oportunidades para a expansão do segmento. “No entanto, vale ❙❙Maria Filomena Branquinho, do Sincor-MG 39