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9 months ago

Revista Apólice #212

fórum | manaus Sem medo

fórum | manaus Sem medo de inovar No Amazonas, corretores e personalidades do setor discutem o comportamento e as oportunidades do mercado diante dos atuais consumidores, dos novos produtos e da tecnologia 32 Diante da instabilidade econômica, o tema inovação deve ganhar ainda mais fôlego nos negócios e também no mercado segurador. Realizado em junho passado, o VI Fórum Manaus Seguros teve como pauta “Inovar é o caminho” e levou cerca de 300 corretores, além de personalidades do setor, a refletir sobre as perspectivas do segmento para os próximos anos. Palco do evento, o município que abriga a Zona Franca se fortaleceu na última década. “Basta constatar a quantidade de sucursais de seguradoras que se instalaram no local. Muitas delas trouxeram oportunidades aos corretores que aqui atuam”, analisou o presidente da Escola Nacional de Seguros, Robert Bittar. No entanto, o presidente do Sincor- -AM/RR e anfitrião do evento, Jair Fernandes, acredita que a realidade não condiz com os números inexpressivos divulgados pela Superintendência de Seguros Privados (Susep). “Alguma coisa tem de errado na apuração dessa produção, que muito provavelmente não está sendo contabilizada para o Estado da Amazônia”, avaliou o executivo. Os corretores de seguros, aliás, serão um dos grandes responsáveis para a prosperidade do setor durante o período de retração. Assim, a necessidade de qualificação profissional se torna ainda maior entre a categoria, que para Armando Vergilio, presidente da Federação Nacional dos Corretores de Seguros (Fenacor), deve superar os obstáculos impostos em diferentes períodos e demonstrar capacidade de oferecer amplas proteções securitárias a uma sociedade insegura pelas incertezas econômicas. “Vivemos um momento de retração muito séria e profunda e isso exi-

ge mudança de comportamento e atitude. Acredito que os corretores estão tendo essa percepção” afirmou ele. Vergilio traçou ainda as inovações do setor as quais acompanhou e contribuiu, como a abertura do mercado de resseguro, em 2008, época em que atuava na Susep; e a autorregulação, um conjunto de normas de boas práticas estabelecido junto com a própria categoria. Citou ainda a Lei do Desmonte, reeditada quando era deputado federal para regulamentar a atividade e combater o comércio clandestino de peças; a inclusão do corretor de seguros na tabela 3 do SuperSimples, que diminuiu a carga tributária do profissional; além do PrevSaude e o Universal Life, que já caminham para serem aprovados. ❙❙Jair Fernandes realiza a abertura do evento Mais interessados e conectados A sociedade passou a demonstrar mais interesse pelas proteções securitárias, provando que os esforços do setor para disseminar a cultura do seguro já apresentam resultados significativos. Dos produtos que ganham a atenção dos consumidores está o seguro residencial, mercado que segundo o Sincor-SP deve crescer em torno de 9% ao longo de 2016. “Quantos corretores estão no seu processo e ciclo de vendas com seguro residencial incorporado?”, questionou o diretor da Porto Seguro, Mauro José, acrescentando que o cross-selling pode ajudá-los a ampliar resultados. Alternativa para quem deseja adquirir ou até mesmo trocar de carro durante a crise, o veículo usado é outro nicho a ser explorado. Muitas lojas que comercializam esses automóveis não contam com um corretor de seguros para administrar o segmento. Ao passo que o consumidor se interessa pelos seguros, demonstra ainda uma nova maneira de entender um pouco mais sobre o assunto: das palavras digitadas pelos internautas no buscador Google, “seguro” aparece 11 milhões de vezes. Por isso, é necessário que os corretores entendam essa nova realidade e, segundo o superintendente regional N/CO Corporate da Bradesco, Catulo Ribeiro Freitas, tenham as informações “na ponta da língua”. “O consumidor já vem com uma experiência e, quando vai comprar algum tipo de seguro, já obteve uma informação antes; pesquisou. E o corretor tem que estar preparado para entregar o melhor produto para o cliente”. Outras oportunidades Ao mesmo tempo em que é uma carteiras responsáveis pelo maior número de apólices contratadas, o seguro de automóvel ainda encontra muito espaço para crescer. No Brasil, apenas 30% da frota está segurada e, no Estado do Amazonas, somente 54 mil dos 778 mil veículos contam com algum tipo de proteção. O mesmo acontece no seguro residencial, em que 4,3% das 1,4 milhão de casas estão protegidas. No entanto, o seguro de automóvel não deve ser o foco principal dos corretores de seguros. “Há outras necessidades de proteção”, lembrou Izair Lazzarotto, diretor da Bradesco Seguros. Ele aposta na oferta de vantagens, benefícios e produtos diferenciados e que vão além do tradicional seguro de veículos. A criação de novos produtos voltados à longevidade também merecem atenção do mercado segurador e seus agentes, considerando o crescimento do poder aquisitivo nos últimos anos e o aumento da expectativa de vida, que passou de 74,9 para 75,2 anos entre 2013 e 2015. “Incorporar esses produtos e essa nova forma de atuar no dia a dia da corretora é uma inovação simples e totalmente eficaz”, destacou Lazzarotto. Seguro garantia Após a mudança na Lei 3.043, que incluiu o Seguro Garantia Judicial como opção de garantia às execuções fiscais, não demorou muito para que a carteira começasse a apresentar números mais expressivos. Depois das alterações, realizadas em novembro de 2014, dados preliminares divulgados pela Susep registraram alta de mais de 30% em prêmios de seguro garantia no primeiro semestre de 2015 ante o mesmo período do ano anterior. Ainda nos seis primeiros meses de 2015, o volume de prêmios emitidos em seguro garantia alcançou R$ 689,3 milhões, sendo cerca de 70% referente ao segmento judicial. Hoje, o mercado estima que o produto contemple 80% de todas as emissões de seguros garantia no Brasil. “O seguro garantia judicial é uma ferramenta fundamental para o atual momento que o País atravessa”, salientou o diretor jurídico da J.Malucelli, Roque de Holanda Melo. “Em meio à crise e à retração, no que diz respeito aos projetos de infraestrutura, podemos dizer que o seguro garantia judicial está movendo o seguro garantia no Brasil”. Na visão dele, a tendência é que este tipo de seguro conquiste ainda mais espaço, principalmente porque os juízes passaram a considerar o produto como um meio de se proteger. Com informações do jornalista Sérgio Carvalho. 33

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