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Revista Apólice #212

tecnologia | ciab 2016

tecnologia | ciab 2016 Um mundo diferente daquele que conhecemos O mercado de seguros irá aceitar e absorver aos poucos as novidades que uma disrupção tecnológica apresentará ao setor. É só uma questão de tempo Kelly Lubiato 36

Não vai demorar para que o mercado de seguros repense a forma de distribuir seus produtos. Isso ficou muito claro durante o CIAB 2016, realizado pela Federação Brasileira de Bancos – Febraban, em São Paulo. A Trilha de Seguros mostrou que algumas iniciativas já começam a tomar forma em nosso setor, viabilizando as InsureTech (versão doméstica para as fintechs). Apesar de não estarem presentes no evento, este tipo de companhia já faz parte do cotidiano das companhias. Apenas para citar um exemplo, a Sompo Seguros já conta com uma empresa no Vale do Silício (Califórnia – EUA) e a Porto Seguro já apoia startups ligadas a tecnologia. Em agosto, a CNseg recebe propostas para o projeto MAR (homenagem ao ex-presidente Marco Antonio Rossi), através de uma aceladora de startups, a CNSpar. Marco Barros, diretor executivo da Confederação, afirmou, durante a abertura da Trilha de Seguros que na primeira fatia desse projeto, serão alocados R$ 1 milhão. “Entramos com algo entre R$ 50 mil e R$ 75 mil por empresa por seis meses”. Além do valor, os empresários receberão capacitação em contabilidade, administração, instrumentos societários, entre outros temas. O objetivo desta iniciativa é fomentar soluções disruptivas para a distribuição de produtos por canais digitais, principalmente para seguros inclusivos. “Os investimentos em novas tecnologias ampliam a eficiência das empresas, abrindo a possibilidade de criação de novos produtos em todos os setores do seguro, saúde, previdência e capitalização, fomentando a criação de soluções”, ressaltou Barros. Seguros inclusivos x Canais Digitais O termo seguros inclusivos substituiu o microsseguro, cujo nome não ‘pegou’ no Brasil. “Como o seguro sempre foi característico das classes mais altas, é difícil pulverizar esta cultura. E, claro, ninguém acorda pela manhã e pensa: hoje vou comprar um seguro”, constatou Eugenio Velasques, diretor da Bradesco Seguros, explicando que a distribuição dos seguros inclusivos depende muito do desenvolvimento tencológico para chegar até a ponta. Uma das barreiras enfrentadas pela carteira é o ‘otimismo’ do povo latino. No Brasil, o setor vinha bem até 2013, mas agora enfrenta um momento mais delicado. É fato que há uma correlação direta entre a expansão do crédito e o crescimento do seguro. “Quando as pessoas adquirem mais coisas elas se preocupam em proteger estes bens”, apontou Velasques. Para ele, é possível aproveitar os fornecedores de tecnologia do mercado financeiro para criarem meios de disseminar novos canais de distribuição. O consumidor acha o mercado de seguros burocrático e complexo. “A introdução da tecnologia é fundamental para colocar o seguro numa realidade sólida no País”, classificou o executivo. Ele ressalta que em um sistema regulatório fora da caixa, as seguradoras de nicho levariam vantagem na implantação de novas tecnologias, dado o seu tamanho. Entretanto, Velasques admitiu que foi positiva a discussão sobre o microsseguros durante vários anos no Brasil, porque acabou alavancando e desembaraçando a venda de seguros populares. A venda de seguros vai mudar A utilização de apps e dispositivos mobile é motivada a todo momento. As aplicações móveis estão mudando rapidamente, e de maneira radical, o mercado de seguros, criando oportunidades expressivas para empresas inovadoras, que estão repensando a maneira como os seguros são concebidos, vendidos e experienciados. Isso foi mostrado na palestra Novas Aplicações em Dispositivos Móveis, durante da Trilha de Seguros dentro do evento CIAB-Febraban. A utilização de aplicações tecnológicas já é uma realidade no mercado de seguros de outros países. Daniel Rocha, líder de Financial Service da Capgemini, apresentou um estudo da empresa que mostra a disposição dos consumidores em adquirir produtos e serviços através dos smartphones. “É importante ressaltar que a Geração Y não está satisfeita com o atendimento que recebe das seguradoras, tanto nos meios tradicionais quanto nos digitais”, assinalou. Outro ponto interessante é que, no Brasil, a pesquisa mostra que o cliente busca informações em vários canais antes de contratar um seguro. O corretor de seguros ainda é o canal mais procurado, apesar de se propor a adquirir produtos de seguro através de empresas de tecnologia. O cliente não pode mais ser colocado de lado. O produto precisa ser customizado, com transparência, inteligência artificial (sensores em casa, appliances nos carros) e conectividade (da casa, de si mesmo, do carro). A aplicação de mobile + IoT (internet das coisas) inclui a visão de uma casa inteligente habilitada por meio de parcerias com o primeiro fabricante de dispositivos conectados para proteção em tempo real contra invasões, incêndios, inundações, vazamento de gás, poluição e outras emergências. Rocha apresentou exemplos de empresas de seguros fora do País que já utilizam os dispositivos mobile. A United Health aperfeiçoou a experiência do corretor, agregando mais valor para o cliente, através de um app para retirar a burocracia da vida do corretor, que consegue cotar e emitir a partir de dispositivos móveis. “Isso implicou em maior agilidade para a venda”, explicou Rocha. A oferta futura da AXA para os seguros residenciais será acoplar a assistência 24/7, a fim de enviar ajuda se uma emergência é detectada na casa de um cliente, conectada à empresa com dispositivos de IoT. “Isso agiliza e reduz o custo do serviço”. As fintechs tem ditado o nível e o ritmo das aplicações para seguros. InsureTechs, como são chamadas nos Estados Unidos. Naquele país foram investidos US$ 16 bilhões em insuretech. Para Rocha, “as pessoas estão saturadas com a ideia de um tamanho único para todos”. Bought by Many é uma startup que busca grupos que geralmente não tem suas demandas atendidas pelas seguradoras. Através de grupos de afinidade, 37

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