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4 months ago

Revista Desporto&Sports ed 13 (versão gratuita)

A Premier League, só em

A Premier League, só em direitos televisivos, vai receber este ano cerca de 2,35 mil milhões; A Champions receberá 1,318.9 mil milhões em 2017/2018. Mercado maior O caminho que se tem seguido é, claramente, no sentido de haver uma liga europeia. Desportivamente faz sentido. A Lei Bosman, que permitiu quase a livre circulação de jogadores por toda a Europa, deu também um impulso fortes. Depois, os transportes são muito mais fáceis e devem continuar a evoluir nesse sentido, o povo tem conseguido aumentar os seus proventos (o que permite que seja cada vez mais caro ver um jogo na TV), as empresas alargam-se no mercado e têm interesse em chegar a uma audiência maior, globalizada até. A Champions já é uma prova global (os jornais da América do Sul ou da Ásia chamam regularmente às capaz os resultados da prova) mas ainda se pode aprofundar. Tem havido grandes empresas, nos últimos decénios, a tentarem levar os clubes a tornarem-se independentes da Uefa para fazer uma outra prova (no basquetebol já há um problema desses e a modalidade ainda não conseguiu organizar-se convenientemente). O movimento - desportivo, económico, até de abertura das pessoas – cada vez mais há espetadores a fazerem viagens para ver jogos, é mesmo no sentido de alargar horizontes. Já se ouviram propostas de Portugal se juntar à Escócia, e à Bélgica e fazerem um campeonato único, porque teria outras receitas. Estamos a chegar pontos em que a chamada AGFA (Amazon, Google, Facebook, Apple), os gigantes da nova economia, encaram seriamente a importância do mercado futebolístico, nomeadamente em algumas formas de retransmissão de imagens (já começou, lentamente). Essa é a nova fronteira do Mercado que também será um teste à estabilidade destas empresas, porque vão ter que se convencer que há mesmo negócio e que são capazes de o explorar. É que se começa a discutir, em certos meios, se os 90 e tal minutos de um jogo de futebol têm futuro. Grande parte dos jovens não aguenta estar a ver 90 minutos – vê bocados. O futebol terá que se adaptar?

“A identificação entre o público, as suas equipas e os seus campeonatos com uma dimensão própria é algo que se sente do Atlântico aos Urais, de Portugal à Roménia, de Moscovo a Londres, de Paris a Berlim. E continua a ter um valor económico muito relevante...” A Europa desunida O futuro vai depender de muita coisa. Por exemplo, grande parte disto tem sido gerado em países da União Europeia após a II Guerra Mundial, mas não sabemos como isto vai evoluir. O “Brexit” está a tornar-se um facto e com uma Europa desunida, menos estável, logo a crescer menos economicamente, não haverá liga europeia mais aprofundada. A UE é uma locomotiva em quase tudo e se o motor falhar o comboio pára. Só uma Europa em paz pode ter veleidades de aumentar a cadência. Acresce que se a dimensão regional se foi ficando por jogos de jovens, a dimensão nacional é um dos traços mais fortes do futebol e do desporto, é um território reconhecido, que os adeptos dominam, que tem meios de comunicação social que coerentemente transmitem uma mensagem para um grupo definido. A identificação entre o público, as suas equipas e os seus campeonatos com uma dimensão própria é algo que se sente do Atlântico aos Urais, de Portugal à Roménia, de Moscovo a Londres, de Paris a Berlim. E continua a ter um valor económico muito relevante, de que a Premier League é o caso mais evidente – de facto, caminha para se tornar uma espécie de NBA do futebol, que consegue ter todos os jogadores mais importantes do mundo pela sua capacidade financeira (e pelo seu ambiente mais calmo e alegre também, porque uma coisa não vai sem a outra). Claro que o Carcavelinhos ou o Académico do Porto já foram clubes muito importantes e foram ultrapassados inexoravelmente. Mas percebemos mal como os clubes médios se conseguiriam manter no balanço e eles representam, em Portugal e nos outros países, os interesses de muitos milhares de pessoas. Um futuro de clubes só de primeiras e segundas cidades de cada país pareceme pouco prometedor e, mais do que isso, empobrecedor para o movimento do futebol. Mais ainda, tem havido, em contraponto com a dimensão política da União Europeia, um regresso a valores locais, promovendo o antigo, na preservação das cidades antigas, na identificação de máximos denominadores comuns entre comunidades - a Catalunha, a Escócia, a Lombardia, são exemplos de regiões que têm movimentos de emancipação, mas em geral o valor da tradição está a ser relevado. A tradição precisa de tempo e a primeira grande alteração das competições precisou de quase 40 anos (a criação da Taça dos Campeões Europeus, por sugestão do jornalista do L’Equipe Gabriel Hanot, é de 1955, a Liga dos Campeões apareceu em 1992) e diria que lá para 2025, ou 2030 poderemos ver novas modificações importantes. Se a Europa estiver unida...

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