Views
6 months ago

Revista Apólice #208

entrevista | CNseg

entrevista | CNseg Continuando a João Francisco Borges da Costa (FenSeg), Marco Barros (FenaCap), Solange Beatriz Palheiro Mendes (FenaSaúde), Marcio Coriolano (CNseg), Edson Franco (FenaPrev) CNseg e federações de seguros empossam novas diretorias e, ao mesmo tempo que pretendem dar continuidade ao trabalho das gestões anteriores, querem mudanças para alcançar a modernização Amanda Cruz APÓLICE: Todos os setores da economia procuram se aproximar de processos de modernização. Como a CNseg pretende fazer isso? Marcio Coriolano: A modernização da CNseg significa, principalmente, dar estabilidade para o quadro de colaboradores. E auxiliar na formação, capacitação e treinamento dos servidores da entidade. 6

mudar Precisamos privilegiar os servidores de nosso quadro e ter capacidade de contratar estagiários e pessoas que possam fazer carreira dentro da entidade. Outra perspectiva em curso é a área de estudos e projetos, que vai agregar à expectativa que temos de fornecer estatísticas para o mercado. O terceiro pólo de modernização, que talvez seja hoje o mais importante, é a Central de Serviços da Confederação, que são diversos bancos de dados estruturados. Essa Central é fonte de renda e já representa uma etapa da modernização da CNseg. APÓLICE: Para manter o processo de continuidade almejado, o que precisa ser mudado? Marcio Coriolano: Não vamos inventar a roda, o mercado segurador já sabe o que quer. A questão é saber priorizar diante de um cenário de dificuldade econômica grave que nós temos hoje. Foi um ano difícil e vai ser mais difícil ainda em 2016. Precisamos unir mais as federações para acelerarmos aquilo que está na Susep, no parlamento, e também na ANS. As mudanças se darão em propor a melhoria do DPVAT, do DEPEN e do Seguro Rural. Temos que captar quais são as melhores oportunidades nesse cenário sem descuidar do futuro. APÓLICE: Os cuidados serão mais com os produtos que já estão saindo ou a criação de novos? Marcio Coriolano: Fundamentalmente, focaremos aqueles que estão prontos. Em período de dificuldade não podemos economizar esforços. Evidentemente, acreditamos que os outros produtos vão acontecer também, mas acho que a principal mensagem que queremos passar é organizar e ir mais forte naquilo que for mais importante no curto prazo. APÓLICE: Como a CNseg e o mercado, em geral, podem conversar com o governo para se posicionar como um auxílio para esse momento? Marcio Coriolano: O plano de curto prazo é a estruturação de nosso escritório em Brasília. Vamos colocar mais gente capacitada para poder acompanhar os processos legislativos, unir forças com o poder executivo e ter interlocução com o judiciário, como existe em outras confederações. Acredito que estejamos um pouco atrasados nesse aspecto, mas já tomamos a primeira medida. Temos que nos aproximar mais desses três poderes com informações. Meu diagnóstico é que eles não entendem ainda muito bem o mercado de seguros e o quanto ele produz e favorece a sociedade. Toda nossa linha será de produção de 7