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Edição: novembro| dezembro de 2018

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Alinhando-se ao projeto de arquitetura, a iluminação artificial<br />

não deveria acontecer em excesso nem “ser exibicionista”, mas<br />

prezar pelo conforto visual e convidar as pessoas a participar<br />

dos espaços. Os lighting designers adotaram a temperatura<br />

de cor de 3.000 K para todas as soluções e tipologias de<br />

equipamentos, variando apenas a distribuição espacial da luz,<br />

desenhando uma iluminação geral uniforme para as áreas de<br />

trabalho e de atividades esportivas e modulando a iluminação<br />

de destaque pontual, para garantir os desejados contrastes de<br />

luz e sombra nos espaços abertos e de convivência. Essa ruptura<br />

visual na percepção de contrastes entre luz uniforme e pontual,<br />

de forma a destacar as diferentes atividades e funções dos<br />

espaços, foi intencional e, segundo os autores, inspirada nos<br />

conceitos de pontos nodais criados pelo urbanista Kevin Lynch.<br />

O projeto de iluminação também se ateve em especificar<br />

sistemas e adotar soluções com alta eficiência energética,<br />

levando-se em conta a vida útil, a manutenção e a operação dos<br />

equipamentos, privilegiando, seu custo-benefício e mantendo<br />

as fontes luminosas da base da iluminação geral por meio<br />

de lâmpadas fluorescentes T5, lâmpadas de vapor metálico<br />

para os pés-direitos mais altos e diversas luminárias com<br />

LED integrado.<br />

De acordo com Rosane e Altimar, entre o desenvolvimento<br />

do projeto e a obra concluída, foram anos de uma rica relação<br />

entre os lighting designers, os autores do projeto de arquitetura<br />

e o Sesc, sempre pautada por discussões de ideias e soluções ao<br />

longo de todo o processo. Esse vínculo contribuiu para que luz<br />

e arquitetura convivessem em harmonia no Sesc 24 de Maio.<br />

No teatro, foram utilizados projetores para lâmpadas<br />

PAR 30, LED 30°, 15 W em trilhos eletrificados sobre a<br />

plateia e luminárias embutidas nas paredes laterais para o<br />

balizamento de piso em tecnologia LED 9 W, 35°. Abaixo,<br />

vista para o Sesc, localizado na esquina das ruas 24 de Maio<br />

e Dom José de Barros. Suas fachadas, ao mesmo tempo<br />

reflexivas e permeáveis ao olhar, ora revelam seu interior, ora<br />

refletem seu entorno.<br />

Na cobertura, foram<br />

distribuídos postes para<br />

lâmpada vapor metálico com<br />

rebatedores de luz (Spiegel<br />

System), refletindo luz<br />

indireta na área do entorno<br />

da piscina. No jardim da<br />

varanda, ao lado, claro e<br />

escuro fazem a continuação<br />

do que ocorre na cidade e<br />

no entorno do Sesc. Trilhos<br />

eletrificados com projetores<br />

para lâmpadas PAR 30,<br />

LED 25°, 13 W fazem a<br />

distribuição dessas diferentes<br />

intensidades luminosas. Estes<br />

espaços são um convite à<br />

apreciação do skyline do<br />

centro de São Paulo.<br />

SESC 24 DE MAIO<br />

São Paulo, Brasil<br />

Projeto de iluminação:<br />

Rosane Haron e Altimar Cypriano (arquitetos titulares)<br />

Ana Cristina Bernardo, Giovanni Grigio, Moille Schug e<br />

Patricia Utiama (estagiários)<br />

Projeto de arquitetura e interiores:<br />

Paulo Mendes da Rocha<br />

MMBB Arquitetos<br />

Fernando Mello Franco, Marta Moreira e Milton Braga<br />

Fornecedores:<br />

Lumini, Osram<br />

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