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16 padrão de

16 padrão de moralidade, ou seja, “dois pesos e duas medidas” quando o assunto é comportamento sexual, um para mulheres e outro para homens. Muitas vezes, pais, mães e profissionais que lidam com crianças e jovens podem pensar que estão protegendo as meninas seguindo esses padrões estabelecidos, afinal, uma “moça de família” deve ser bem comportada e “se dar ao respeito” (como se uma garota não merecesse respeito pelos simples fato de existir, como todos os seres humanos!). Entretanto, por trás desse pensamento está uma estrutura de sociedade extremamente machista e opressora, sobre a qual acabamos não refletindo, uma vez que “sempre foi assim”. Apesar das mudanças, persiste uma dinâmica de gênero tradicional no modo como se desenrolam as relações sexuais, especialmente para os/as jovens (mas não só para eles/as): os homens pedem, as mulheres respondem de diversas maneiras ao ceder, recusar ou temporizar os desejos do parceiro. As convenções culturais internalizadas pela socialização de gênero e as atitudes prescritas na esfera sexual tornam difícil para as mulheres se prepararem para uma primeira relação sexual protegida, pois isso implicaria um tipo de previsão e, portanto, uma postura ativa diante do sexo, podendo deixar entender que elas são “experientes”, o que levantaria suspeitas quanto à sua moralidade. Tendo em vista esses padrões de gênero, podemos concluir que vivemos numa sociedade heteronormativa, ou seja, o ideal é a heterossexualidade, e os diversos aprendizados pelos quais passamos durante a vida têm como objetivo que nosso desejo afetivo-sexual se dê em direção ao sexo oposto. Nesse cenário definir-se em qualquer identidade não heterossexual traz consequências simbólicas (e muitas vezes físicas!) bastante violentas.

¹SANDRINE. Paula Machado. O sexo dos anjos: um olhar sobre a anatomia do sexo (como se fosse) natural. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ cpa/n24/n24a12.pdf 17 No processo de escolarização do corpo e na produção de masculinidades e feminilidades, percebemos como a escola (e outros espaços que atendem crianças e jovens) pratica a pedagogia da sexualidade (Louro, 2009) e o disciplinamento dos corpos. Tal pedagogia é às vezes sutil, discreta, contínua, mas, quase sempre, eficiente e duradoura. Nesse processo, esses espaços têm uma tarefa bastante importante para a sociedade heteronormativa: de um lado, deve incentivar a sexualidade “normal”, e, de outro, simultaneamente, contê-la – uma vez que, principalmente para as meninas, a sexualidade deve ser vigiada. Porém, é importante ressaltar que a experiência de trânsito entre os gêneros demonstram que não estamos “condenados/as” à genitália. Travestis e transexuais desobedecem às normas de gênero e ao mesmo tempo revelam a possibilidade de transformação dessas normas. Desse modo, embaralham o sistema binário (feminino X masculino, homem X mulher), o qual se sustenta a partir de atributos biológicos (vagina X pênis). A sociedade contemporânea é muito fluida em diversos aspectos, não temos mais certeza de muitas coisas, assim, o gênero e a sexualidade se tornam uma espécie de tábula de salvação, uma esfera na qual as certezas seriam irrevogáveis, e essa é uma das razões para que as pessoas que transitam e não confirmam o sistema binário serem tidas como “párias”¹. No que diz respeito a gênero e sexualidade há diversos termos que podem gerar certas confusões. De acordo com o Conselho Nacional de Combate a Discriminação, reconhece-se como identidade de gênero a dimensão da identidade de um sujeito que diz respeito a como ele/a se relaciona com as representações de masculinidade e feminilidade presentes em cada cultura e momento histórico, e como isso se traduz em sua prática social. Em outras palavras identidade de gênero seria o gênero com o qual uma pessoa se identifica, que pode ou não concordar com seu sexo biológico. Portanto, identidade de gênero é diferente da sexualidade da

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