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Caderno de Resumos (PDF) - Sociedade Brasileira de Estomatologia

Caderno de Resumos (PDF) - Sociedade Brasileira de Estomatologia

Uma paciente

Uma paciente leucoderma de 17 anos de idade queixou-se de um “caroço” anteriormente à orelha do lado esquerdo. Relatou 3 episódios em 4 meses, e o último perdurava há 1 mês, assintomático. Ao exame físico observou-se tumefação em região parotídea esquerda sem sinais flogísticos. Intraoralmente observou-se mucosa bucal e dentes saudáveis. A radiografia panorâmica mostrou dentes, estruturas anatômicas e cavidades preservadas. A ultrassonografia mostrou área hipoecóica circunscrita e ovóide na parótida esquerda. A sialografia demonstrou sialectasia cavitária bem delimitada. O contraste mantevese no local 24 horas após a realização do exame. Realizouse uma biópsia por aspiração e o material colhido foi um líquido claro, viscoso e que formava filamentos. Na análise bacterioscópica havia apenas numerosos leucócitos polimorfonucleares. Não houve crescimento bacteriano na cultura e o líquido apresentou elevada concentração de amilase. O diagnóstico foi de Sialocele. A lesão involuiu espontaneamente mostrando cura total em 21 dias. A paciente está em acompanhamento sem sinais de recidiva há 1 ano. 41-Título: FIBROMA ODONTOGÊNICO CEMENTOSSIFI-CANTE PERIFÉRICO. Autores: Melissa Rodrigues de ARAUJO; José Humberto DAMANTE; Danielle Frota de ALBUQUERQUE; Alberto CONSOLARO Paciente melanoderma, 14 anos de idade, gênero feminino relatou “inchaço e dor ao morder a gengiva”. À inspeção observou-se um nódulo séssil, de cor rósea, superfície lobular, medindo aproximadamente 1,5cm envolvendo o dente 22 pela face palatina, e este dente encontrava-se rechaçado para vestibular. Em radiografia panorâmica, periapical e oclusal observou-se uma área radiolúcida circular circunscrita por um halo radiopaco envolvendo a raiz do dente 22. Havia espessamento do espaço periodontal deste dente e notava-se o dente 23 não-irrompido. Realizou-se uma biópsia excisional da lesão e os cortes microscópicos revelaram mucosa bucal revestida por epitélio estratificado pavimentoso paraqueratinizado hiperplásico. O tecido conjuntivo apresentava-se ora bem celularizado com grande quantidade de fibroblastos jovens, ora pouco celularizado e bem colagenizado. Havia áreas de tecido mineralizado cementóide, ilhotas e cordões de epitélio odontogênico e um moderado infiltrado inflamatório mononuclear difuso. Observou-se um bom pós-operatório. 42-Título: HISTIOCITOMA FIBROSO BENIGNO RECORRENTE NA MAXILA. SEGUNDO CASO RELATADO NA LITERATURA Autores: Victor Hugo Toral RIZO; Adalberto Mosqueda TAYLOR; Ronell Bologna MOLINA; Ramón Manuel Aleman NAVAS; Melaine de AlmeidaLAWALL O histiocitoma fibroso benigno (HFB) intra-ósseo tem características histológicas de um defeito metafisário comúm e vem sendo descrito na região oral e maxilofacial mas, na maioria das vezes, localizado em tecidos moles.1-5 Stout e Lattes1 em 1967, descreveram pela primeira vez o HFB como uma neoplasia bem definida de tecidos moles, contudo o conceito de tumor fibro-histiocítico em todas as localizações tem sido em desafio.1 O HFB é definido pela OMS1 como uma lesão benigna dos ossos, composta por fibroblastos fusiformes e organizados em padrão estoriforme, no qual se observam dispersas quantidades variáveis de células gigantes. Também podem ser observados macrófagos espumosos (células xantomatosas), células inflamatórias do tipo crônico, hemossiderina e hemorragia estromal. Apresentamos o caso de um paciente do gênero masculino com 23 anos de idade, que recebeu diagnóstico em outubro de 1995 de lesão central de células gigantes na região maxilar direita, e que em 2006 apresentou lesão na mesma zona com tempo de evolução de quatro anos. Foram realizadas XV Congresso Brasileiro de Estomatologia 28 radiografia panorâmica e TC que confirmaram a natureza intra-óssea da lesão. Os achados microscópicos e imunohistoquímicos confirmaram o diagnóstico de HFB. Realizou-se ressecção cirúrgica ampla com ostectomia periférica. Atualmente, 16 meses depois da cirurgia não há dados de recidiva. Este caso representa o segundo relato de um HFB originado nos ossos maxilares. 43-Título: OSTEONECROSE DE MANDÍBULA ASSOCIADO AO USO DOS BISFOSFONATOS EM PACIENTE DIABÉTICO: ABORDAGEM TERAPÊUTICA INTEGRADA Autores: Marco Antonio Trevizani MARTINS; Manoela Domingues MARTINS; Luís Marcelo SÊNEDA; Vanessa Chistina Santos PAVESI; César Angelo LASCALA Paciente masculino, xantoderma, 74 anos, foi encaminhado para avaliação de exposição óssea em mandíbula. Na história da doença atual o paciente relatava ter sido submetido a exodontia há 3 meses sem o reparo tecidual total.Na história médica o paciente referia diabete e uma neoplasia de próstata com metástase óssea, sendo tratado com cirurgia e quimioterapia. Fazia uso de Zometa® mensalmente há aproximadamente 1 ano.Ao exame intra-bucal notava-se em região anterior de mandíbula exposição de tecido ósseo necrosado, circundado por uma mucosa eritematosa, com presença de secreção purulenta e dor.A radiografia panorâmica mostrou imagem radiolúcida difusa, de limites imprecisos que media 3,0 x 1,5 cm.A TC mostrou imagem hipodensa associada a destruição da cortical óssea externa.A hipótese de diagnóstico foi de osteonecrose associado ao uso do Zometa.Após estabilização da diabetes, optou-se pela realização de um procedimento cirúrgico para remoção de tecido ósseo necrosado, seguido de utilização de fator de crescimento (PRP).Exame anátomo-patológico e cultura para bactérias e fungos foram realizados. Laser de diodo foi aplicado diariamente na área operada com finalidade de acelerar a reparação tecidual. O exame anátomo-patológico revelou a presença de tecido ósseo necrosado e a cultura foi positiva para actinomicose. Foi mantida cobertura com antibiótico por 9 semanas e o total reparo ocorreu após 3 mêses da cirurgia. Atualmente, 6 meses após o diagnóstico o paciente segue em rigoroso controle sem sinais de recidiva da lesão e está reabilitado com prótese parcial removível. 44-Título: TUMOR ODONTOGÊNICO EPITELIAL CALCIFICANTE (PINDBORG) COM COMPONENTE DE CÉLULAS CLARAS: RELATO DE CASO Autores: Ophir RIBEIRO JÚNIOR *; Fábio Luiz CORACIN; Marina Helena Cury Gallottini de MAGALHÃES; Fábio Daumas NUNES; Jayro GUIMARÃES JÚNIOR O tumor odontogênico epitelial calcificante (TOEC) foi descrito inicialmente por Pindborg em 1955 e a presença de células claras representa um achado raro. O diagnóstico diferencial deve ser feito com tumores que apresentam células claras, como o tumor odontogênico de células claras, metástases de tumores renais com células claras e o carcinoma mucoepidermóide intra-ósseo. O objetivo deste trabalho é relatar um caso de TOEC mandibular com componente de células claras. Paciente do gênero feminino, 43 anos, apresentou-se com queixa de aumento de volume gengival indolor observado há 2 anos. Clinicamente notou-se lesão nodular séssil de 2 cm na região anterior da mandíbula com expansão vestíbulo-lingual, apresentando consistência pétrea por vestibular e fibrosa por lingual. No exame radiográfico periapical foi observada imagem mista multilocular, com limites precisos e margens irregulares, entre os incisivos inferiores do lado esquerdo. Diante das hipóteses de fibroma ossificante central e TOEC, realizou-se biópsia incisional e o material foi enviado para exame anatomopatológico. O exame histopatológico revelou ilhas e cordões compostos por células epiteliais vacuolizadas

(células claras) em um estroma contendo material semelhante a amilóide e áreas de calcificação. A lesão foi tratada por curetagem e tratamento da loja cirúrgica com ostectomia periférica e solução de Carnoy. A paciente encontra-se em controle clínico e radiográfico após 60 dias da cirurgia, sem sinais de recidiva. 45-Título: HISTOPLASMOSE COMO PRIMEIRA MANIFESTAÇÃO DA AIDS. Autores: Fabiana Martins e MARTINS*; Marina Helena Cury Gallottini de MAGALHÃES; Brunno Santos de Freitas SILVA*; Décio dos Santos PINTO JR; Karem López ORTEGA A histoplasmose é uma doença fúngica que tem como agente etiológico o Histoplasma capssulatum que tem sido descrita em associação com a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS). Paciente do sexo feminino, 33 anos, feoderma foi encaminhada para diagnóstico de lesões de boca com sintomatologia dolorosa há 15 dias. A paciente declarou ser soropositiva para o HIV há 2 anos, porém sem acompanhamento médico desde então. Ao exame físico intrabucal foi constatada a presença de múltiplas lesões ulceradas em palato e rebordo alveolar superior do lado direito e esquerdo. Com a hipótese de diagnóstico de infecção fúngica foi executada biópsia incisional. O material foi fixado em formol a 10% e foi enviado para análise. Microscopicamente, a lesão apresentava intenso infiltrado inflamatório mononuclear predominantemente linfo-plasmocitário, apresentando alguns macrófagos esparsos, e em colorações especiais foram identificadas leveduras de Histoplasma capssulatum. Com o diagnóstico de histoplasmose, a paciente foi encaminhada para o infectologista. Iniciou terapia antirretroviral, e antifúngica com Anfotericina, seguida de itraconazol. Após 15 dias de tratamento, a paciente apresentou ótima resposta terapêutica com remissão total das lesões de boca. 46-Título: LESÃO RECORRENTE NO SEIO MAXILAR – RELATO DE UM CASO EM PROSERVAÇÃO Autores: Elen de Souza TOLENTINO; Erick Nelo PEDREIRA; Camila Lopes CARDOSO; Eduardo SANT’ANA; Luís Antônio de Assis TAVEIRA Paciente de 18 anos de idade, do gênero masculino, procurou a clínica de Pós-graduação de Estomatologia da Faculdade de Odontologia de Bauru-USP, com queixa de dor esporádica na região do seio maxilar esquerdo, parestesia ocasional nos pré-molares superiores do mesmo lado e aumento de volume na região, percebido há cerca de 18 meses, quando, após biópsia no seio maxilar, em outro serviço, o diagnóstico foi de Mucocele. Foi solicitado exame radiográfico do paciente, baseado na indicação de radiografia panorâmica e tomografia computadorizada em cortes coronais e axiais, com espessura de corte de 3 milímetros. Durante a avaliação dos exames imaginológicos, observou-se imagem hipodensa com aumento de volume na região de soalho e parede lateral de seio maxilar. Em razão dos limites anatômicos da lesão, e da aspiração de fluido seroso intra lesional, optou-se por uma abordagem conservadora, por meio da marsupialização, na qual seria obtido material significativo para exame anatomopatológico, além da descompressão da lesão. Os achados microscópicos revelaram o diagnóstico final de Queratocisto Odontogênico. O paciente apresentase sobre controle, sem queixas álgicas, sem queixas de novas tumefações e controles periódicos, devido ao fato de ser uma lesão com grande potencial de recidiva. 47-Título: ODONTOMA COMPLEXO ASSOCIADO A TERCEIRO MOLAR RETIDO: RELATO DE CASO Autores: Elen de Souza TOLENTINO; Osny FERREIRA JR; Reinaldo MAZZOTTINI; Alberto CONSOLARO; Ana Lúcia Álvares CAPELOZZA XV Congresso Brasileiro de Estomatologia 29 Odontomas são tumores odontogênicos mistos, diferenciados segundo suas apresentações anatômicas em odontoma composto e complexo. O odontoma complexo é mais raro e normalmente apresenta curso evolutivo assintomático, podendo ocasionar impacção, mau posicionamento dentário e aumento de volume local. A terapêutica inclui exérese completa da lesão. Avaliação histológica é importante, devido à rara possibilidade de se tratar de um odontoma ameloblástico. O presente trabalho apresenta o caso de uma paciente de 18 anos, encaminhada por um cirurgião-dentista para avaliação de uma lesão na mandíbula do lado direito. Na imagem radiográfica panorâmica, observou-se uma extensa área radiopaca irregular, de evolução indeterminada, com aproximadamente 5 cm de diâmetro, na região de corpo e ângulo mandibular direito. O dente 48 retido e rechaçado para a base da mandíbula, circunscrito por uma área radiolúcida e dente 47 ausente. Ao exame físico intrabucal, observamos uma tumefação dura à palpação na superfície lingual desta região. O diagnóstico presuntivo foi de odontoma complexo e cisto dentígero envolvendo o terceiro molar. O exame microscópico revelou presença de folículo pericoronário envolvendo o dente 48 e, no interior da massa removida, presença de conglomerado irregular de esmalte, dentina, cemento e tecido pulpar. O diagnóstico final foi de odontoma complexo. A paciente encontra-se em proservação de 5 anos, sem sinais clínicos e radiográficos de recidiva. 48-Título: FIBROMA AMELOBLÁSTICO: RELATO DE CASO CLÍNICO Autores: Mônica Diuana CALASANS-MAIA; Daniela OTERO Pereira da Costa; Ricardo CRUZ; Simone de Queiroz Chaves LOURENÇO; Eliane Pedra DIAS O fibroma ameloblástico é um tumor odontogênico benigno representando apenas 2% de todos os tumores odontogênicos. Essa entidade acomete predominantemente pacientes jovens, sem predileção por sexo e raça, com localização preferencial na mandíbula, na região de prémolares e molares. A lesão apresenta crescimento lento, contínuo, causando expansão óssea assintomática. Esse trabalho relata o caso de um paciente do sexo masculino, leucoderma, 8 anos de idade, sem sintomatologia, referido ao dentista para tratamento de rotina. Na anamnese, não foram constatadas alterações sistêmicas ou uso de medicamentos. Durante o exame clínico intra-bucal verificouse discreta tumefação na região do elemento 26, ausente ao exame, sendo solicitado exame radiográfico panorâmico. A radiografia revelou imagem radiolúcida bem delimitada associada à coroa do dente 26, sugerindo um cisto dentígero. O exame tomográfico também revelou as mesmas características. Realizou-se biópsia excisonal da lesão e o material foi submetido à análise histopatológica. Macroscopicamente, observou-se um fragmento circunscrito e encapsulado, medindo 2,5 x 1,5 cm. Ao exame microscópio, identificou-se a presença de tecido mesenquimal, lembrando a papila dentária, junto com a proliferação de epitélio odontogênico, caracterizando o fibroma ameloblástico. Atualmente, o paciente encontra-se em acompanhamento clínico-radiográfico não apresentando recidiva da lesão e com o dente 26 em processo de erupção. Esse caso se destaca pela sua raridade de manifestação, sua localização atípica e diagnóstico diferencial. 49-Título: PERIODONTITE APICAL CRÔNICA POR CORPÚSCULO DE RUSSEL- RELATO DE CASO Autores: Clarissa Araújo S. GURGEL; André FREITAS; Eduardo Antônio Gonçalves RAMOS; Iêda CRUSOÉ- REBELLO; Jean Nunes dos SANTOS Os Corpúsculos de Russel são acúmulos de imunoglobulinas no interior de células plasmáticas e linfóides

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