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Caderno de Resumos (PDF) - Sociedade Brasileira de Estomatologia

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família e ter mais

família e ter mais três filhos, sem alterações perceptíveis. Ao exame extra-bucal, observou-se craniosinostose, exoftalmia, hipertelorismo, maxila hipoplásica e alteração nasal (“nariz em bico de papagaio”). Ao exame intra-bucal, observou-se macroglossia, oligodontia e alterações de oclusão. A criança apresentava ausência de deficiência mental. A partir da anamnese e das características clínicas, o diagnóstico foi de síndrome de Crouzon. Orientação genética foi realizada aos pais e o paciente encontra-se em tratamento multidisciplinar. 102-Título: LÍQUEN PLANO RETICULAR DISSEMINADO EM LÁBIO E MUCOSA BUCAL: RELATO DE CASO CLÍNICO. Autores: Roberta Targa STRAMANDINOLI; Lúcia Fátima de Castro ÁVILA; Fernando ZANFERRARI; Acir José DIRSCHNABEL; Marina de Oliveira RIBAS Paciente do sexo feminino, 29 anos de idade, parda, procurou o Serviço de Estomatologia com queixa de “manchas brancas por toda a boca, e ardência à mastigação”. Durante anamnese a paciente relatou que as manchas apareceram em lábio inferior aproximadamente quatro meses, e que foram se estendendo por toda a mucosa bucal. Detectou-se também instabilidade emocional e irritabilidade decorrente do aparecimento das lesões. Ao exame físico extrabucal observouse placas brancas reticulares em lábio superior e inferior. O aspecto intrabucal era de placas brancas em mucosa jugal e fundo de vestíbulo bilateral, com áreas avermelhadas de ulceração entremeadas. A paciente não apresentava nenhum comprometimento sistêmico relevante. Foram solicitados exames hematológicos, porém todos se apresentaram dentro dos padrões de normalidade. Realizou-se biópsia incisional na região de mucosa jugal do lado esquerdo, cujo diagnóstico foi de líquen plano. A paciente foi encaminhada para médico dermatologista para acompanhamento clínico e tratamento, porém não apresentou nenhuma lesão em pele e em outras mucosas. Após o tratamento com psicotrópico a paciente apresentou melhora da sintomatologia e regressão parcial das lesões, sugerindo a relação do estado emocional com o aparecimento de lesões de líquen plano bucal. 103-Título: REGRESSÃO ESPONTÂNEA DE UM HEMANGIOMA CONGÊNITO Autores: Cinthya Araujo LOBO*; Vângela Rúbia Alves NUNES*; Tâmara Jussara de Lima SILVA; Sonia Maria Soares FERREIRA; Fernanda Braga PEIXOTO Os hemangiomas são considerados tumores benignos da infância que se caracterizam por uma fase de crescimento rápido com proliferação de células endoteliais, seguida pela involução gradual. São os tumores mais comuns da infância, ocorrendo de 5 a 10% das crianças com um ano de idade. A maioria dos hemangiomas não pode ser reconhecida ao nascimento, porém surgem subsequentemente durante as oito primeiras semanas de vida. São mais comuns nas mulheres do que nos homens na relação de 3:1. Esse trabalho tem como objetivo fazer uma rápida revisão da literatura, e apresentar a evolução de um caso clinico em criança de dois anos e meio, que apresentou uma lesão de hemangioma em face localizada no lábio inferior desde o nascimento, o qual vem regredindo sem tratamento. 104-Título: CARCINOMA DE CÉLULAS ESCAMOSAS (CCE) EM MULHER JOVEM SEM FATOR DE RISCO: UMA NOVA PREOCUPAÇÃO! Autores: Lyziane Cristina Malta BITAR*; Cinthya Araújo LOBO; Vângela Rúbia Alves NUNES; Janaína de Sena GOMES; Sonia Maria Soares FERREIRA O câncer bucal representa 3 a 5% de todas as neoplasias malignas, sendo que 90% desses tumores são CCE. A maioria dos casos ocorre em homens com mais de 40 anos, fumante e etilista. Casos em mulheres, sem fator de risco, XV Congresso Brasileiro de Estomatologia 42 têm sido publicados sugerindo que outros fatores podem estar relacionados com a sua etiologia. O objetivo deste é relatar um caso de CCE em mulher jovem e sem fator de risco, atendida no serviço de estomatologia. S.L.A., sexo feminino, 40 anos, leucoderma, compareceu com queixa de ferida no palato. A lesão havia aparecido há 4 meses aumentando rapidamente. Ao exame bucal observou-se lesão nodular na região anterior do palato duro, superfície ulcerada e granulomatosa, limites definidos, dolorido ,a palpação. As hipóteses diagnósticas foram de granuloma piogênico e CCE. O diagnóstico clinico de CCE foi confirmado pelo histopatológico. A paciente foi encaminhada para tratamento especializado, encontra-se sob controle e sem indícios de recidiva. Esse caso chama a atenção por ser em mulher, jovem, sem fatores de risco e de localização atípica. O cirurgião dentista deve ter o compromisso de examinar atentamente a boca e atentar para possibilidades de mudanças na epidemiologia e patogênese das lesões malignas de boca. 105-Título: MELANOACANTOSE DIFUSA EM BOCA: UM CASO CLÍNICO RARO Autores: Rebeca FABRE e FABRE*; Camila de Oliveira RODINI; Suzana Catanhede Orsini Machado de SOUZA; Ricardo RAITZ* A melanoacantose representa uma proliferação benigna do melanócito dendrítico. É uma lesão rara que acomete a pele, tendo havido poucos casos relatados em boca. Apesar de não serem conhecidas as causas, acredita-se que sua origem seja reacional, sendo que em 50% dos casos, um trauma está relacionado e com reversibilidade das lesões. A duração varia de semanas a meses; a idade média é de 28 anos;90% em raça negra e mulheres na proporção 2,1:1; e normalmente solitária. Este relato tem o objetivo de mostrar um dos únicos casos de melanoacantose difuso e múltiplo em mucosa oral. A paciente negra de 74 anos de idade, sem queixas, desconhecia o momento do surgimento das lesões e relatava o usa de próteses totais há vários anos. Não foram encontrados fatores traumáticos diretamente relacionados. Ao exame intraoral, foram encontradas manchas fortemente acastanhadas e enegrecidas de contornos irregulares e difusas em toda a mucosa bucal e língua, sem elevação superficial. Perante a distribuição das lesões, nossa hipótese diagnóstica foi de hiperplasia melânica, porém julgou-se necessária a biópsia incisional, já que as lesões eram intensamente coradas e em padrão heterogêneo. Histologicamente, foram observados numerosos melanócitos dendríticos repletos de melanina por todo o epitélio. Na lâmina própria, além do moderado infiltrado inflamatório mononuclear, foram observados inúmeros melanófagos imediatamente abaixo do epitélio. Uma vez estabelecido o diagnóstico, nenhum tratamento foi necessário. A paciente continua sob acompanhamento e após 9 meses, as lesões continuam idênticas. 106-Título: MELANOMA BUCAL Autores: Cinthya Araujo LOBO*; Milkle Bruno Pessoa SANTOS; Vanessa Rodrigues LESSA; José de Amorim Lisboa NETO; Sonia Maria Soares FERREIRA O melanoma bucal é uma lesão rara, acometendo cerca de 1% dos melanomas de cabeça e pescoço, ocorrendo mais frequentemente na sexta década de vida. O objetivo deste trabalho é apresentar um caso clínico de melanoma envolvendo gengiva e palato. A.E.S., sexo feminino, 78 anos, melanoderma, foi encaminhada ao serviço com queixa de “Uma carne crescente entre os dentes”. A paciente relatou que a gengiva começou a ficar preta, doer e sangrar ao escovar há mais de 6 meses o que a levou a buscar atendimento. Na anamnese a paciente revelou ser fumante de cachimbo durante 60 anos. No exame intra-oral, observamos: lesão pigmentada macular em gengiva e mucosa alveolar, e lesão nodular no palato, estendendo-se

da região de canino a molares do lado direito; pobre higiene bucal e dentes em péssimo estado de conservação, mobilidade dentária e raízes residuais. O diagnóstico clínico de melanoma bucal foi confirmado pela análise anatomohistopatológica. A paciente foi orientada e encaminhada para o serviço de cabeça e pescoço. A paciente foi submetida a tratamento cirúrgico, mas foi a óbito onze meses após a consulta inicial. A publicação deste caso justifica-se pelo fato de ser uma lesão rara e ilustrar seu pobre prognóstico, especialmente quando tardiamente diagnosticado. Muitas vezes o diagnóstico de melanoma é feito pela presença de lesão pigmentada pré-existente de origem desconhecida frequentemente encontrada no palato duro e na mucosa alveolar da maxila, sendo o diagnóstico precoce fundamental para a sobrevida dos pacientes. 107-Título: FIBROMA DESMOPLÁSTICO DE MANDÍBULA: RELATO DE CASO Autores: Lyziane Cristina Malta BITAR*; Cinthya Araújo LOBO; José de Amorim Lisboa NETO; Edmundo Melo JUNIOR; Sonia Maria Soares FERREIRA O Fibroma Desmoplástico é um tumor raro, localmente agressivo, que acomete geralmente pessoas abaixo de 30 anos e frequentemente acomete os ossos gnáticos. O caso relatado é de paciente do sexo feminino 30anos, feoderma, encaminhada ao Serviço de Estomatologia com queixa de caroço que surgiu após exodontia dos molares inferiores lado esquerdo. O procedimento havia sido realizado há um ano e meio evoluindo com falta de cicatrização e crescimento tecidual. A paciente procurou vários profissionais que prescreveram antibióticos e antiinflamatórios, sem resultados. Não havia na história médica nada relevante para o caso. Foi observada discreta assimetria facial do lado esquerdo. Ao exame bucal, observou-se uma lesão tumoral, de cerca de 5 cm, indolor, de consistência firme, coloração da mucosa, com endentações, envolvendo a região de corpo de mandíbula esquerda. A análise das imagens, radiografia convencional e tomografia computadorizada evidenciaram uma extensa imagem radiolúcida, com pontos radiopacos, expansiva, com adelgaçamento de corticais e reabsorção óssea estendendo-se desde 2º pré-molar até o 3º molar, com deslocamento do feixe vásculo-nervoso alveolar inferior. O diagnóstico clínico foi de fibroma ameloblástico, ameloblastoma, e tumor epitelial calcificante. Realizou-se biópsia incisional com resultado histopatológico de Fibroma Desmoplástico. Foi realizada enucleação cirúrgica e a paciente encontra-se bem. O relato deste caso justifica-se pela natureza incomum da lesão e pela dificuldade que a paciente encontrou para elucidação do caso, aumentado a morbidade. 108-Título: DISPLASIA FIBROSA ÓSSEA E A FORMAÇÃO DE SEQÜESTRO ÓSSEO. RELATO DE CASO CLÍNICO. Autores: Roberta Targa STRAMANDINOLI; Ana Cáudia dos Santos de Azevedo IZIDORO; Lúcia Fátima de Castro ÁVILA; Andressa M. SEMPREBOM; Marina de Oliveira RIBAS As lesões fibro-ósseas constituem um grupo de patologias caracterizadas pela substituição de tecido ósseo normal por tecido fibroso benigno contendo quantidades variadas de material mineralizado. A displasia fibrosa óssea (DFO) é um processo malformativo benigno, que acomete principalmente ossos craniofaciais, constituído de tecido fibroso com trabéculas de osso imaturo, não lamelar, podendo ser encontradas esférulas calcificadas. As DFO acometem com maior freqüência mulheres negras de meia idade, podendo envolver um ou mais quadrantes dos maxilares. Caracterizase radiograficamente pela presença de massas radiopacas de cemento e osso, com aumentos de volume clinicamente, muitas vezes causando assimetrias faciais com comprometimento estético. Normalmente são XV Congresso Brasileiro de Estomatologia 43 assintomáticas e descobertas em radiografias de rotina. A complicação mais comum da DFO é a infecção secundária, em função da escassa irrigação sangüínea do osso afetado e conseqüente formação de seqüestros ósseos. Será relatado um caso típico e bem definido de DFO, em mulher negra, 67 anos, com presença massas radiopacas envolvendo os quatro quadrantes dos maxilares. Na região posterior da mandíbula, lado direito, a lesão apresentava-se exposta à cavidade bucal, com presença de seqüestro ósseo presença de secreção purulenta. Foi realizada remoção cirúrgica dos seqüestros ósseos para recobrimento mucoso da área displásica, e acompanhamento clínico-radiográfico. A análise histológica dos fragmentos confirmou o diagnóstico de DFO. O pós-operatório de um ano mostra mucosa íntegra sem nenhuma área de exposição óssea. 109-Título: XEROSTOMIA: TRATAMENTO INTEGRADO ENTRE ESTOMATOLOGIA E PSICOLOGIA Autores: Cinthia Maria BUZZÁ*; Gustavo VICOLA; Mirian Aparecida ONOFRE O objetivo deste estudo é relatar o tratamento integrado entre a estomatologia e a psicologia na melhora dos sintomas de pacientes com xerostomia. Cinco pacientes, do sexo feminino, foram inicialmente atendidos pelos cirurgiõesdentistas que realizaram exame clínico, aplicação do questionário XI de Thomson et. al, da Escala Analógica Visual (EAV) de Pai et. al e do questionário clínico elaborado especificamente para avaliar essa doença. Após a instituição do tratamento clínico específico para xerostomia, as pacientes foram encaminhadas para atendimento psicológico e submetidas a atendimento individual com um mínimo de oito sessões, utilizando-se o método de atendimento breve com orientação psicanalítica. Os psicodiagnósticos das pacientes foram: distimia, transtorno hipocondríaco, transtorno depressivo recorrente com episódio atual moderado, transtorno de adaptação e ansiedade generalizada. O tratamento psicológico confirmou, a partir da história pessoal, que havia indícios das pacientes estarem desenvolvendo uma doença bucal de caráter psicossomático. Observou-se que todas as pacientes apresentavam algum grau de insatisfação com suas vidas e grande dificuldade em lidar com conflitos emocionais. Além disso, havia agravamento dos sintomas bucais em momentos de forte tensão ou tristeza. As pacientes responderam bem ao tratamento estomatológico e psicológico integrados, havendo melhora dos sintomas relacionados à xerostomia e a autoestima. Concluímos que o acompanhamento psicológico pode auxiliar no tratamento e elevar os índices de sucesso no tratamento dessa doença. 110-Título: SÍNDROME TRICO-DENTO-ÓSSEA OU AMELOGÊNESE IMPERFEITA COM TAURODONTISMO? Autores: Estela KAMINAGAKURA; Lêda Maria DAHER*; Cléber Dias de CASTRO; Leandro Faria de MATOS; Luciano José PEREIRA A síndrome Trico-dento-óssea é uma desordem autossômica dominante rara, caracterizada por hipoplasia do esmalte, alargamento das câmaras pulpares, taurodontismo, aumento da densidade óssea e cabelos anelados ao nascimento. Diferenciação entre esta síndrome e a amelogênese imperfeita com taurodontismo é muitas vezes difícil. Sugere-se que amelogênese imperfeita seja alélica à síndrome Trico-dento-óssea com mudanças dos vários domínios no gene DLX3 que resultam em manifestações clínicas diferentes nos cabelos, ossos e dentes.O propósito deste estudo é apresentar dois irmãos com esmalte hipoplásico, dentes com taurodontismo, mas sem alterações ósseas. Paciente de 9 anos de idade, apresentou clinicamente esmalte hipoplásico, rugoso e de coloração marrom-amarelada nos dentes permanentes. Ao exame

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