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Almanaque2

Almanaque número 2, com o conteúdo completo das edições nº 7 a nº 12 da Revista Mensal Peripécias Contendo as Seções Destaques, Túnel do Tempo, Sociais, Turismo, Literatura, Sala de Leitura, Teatro, Arte, Personalidades, Poesias, Atualidades, do Fundo do Baú, Fotografia, Formaturas, Humor, Culinária, Esportes, Curiosidades, Aniversariantes, Classificados, Biblioteca, História de Família e Espaço do Leitor.

mão nos bolsos da

mão nos bolsos da calça dele para puxar por dentro a camisa e ficar “engomadinho”... Outra paixão dele era a fotografia, desde criança tinha uma Kodak Super Six-20 Brownie Junior, dessas de caixote e esse hobby nos permitiu resgatar imagens do passado. As fotos eram em preto e branco, então decidi colorizar uma foto dele. O Júlio foi para a Escola Argentina e eu fui para alfabetização na escolinha da tia Neuza. Depois também fui para a Escola Argentina, onde fiz todo o primário. Eu sempre aprontei muito, acho que puxei ao meu pai. Na casa da rua Santa Luiza tinha um porão em toda a extensão da casa e na parte que ficava embaixo da sala de jantar era mais alto. Ali era uma adega que meu bisavô mandou fazer quando construiu a casa para guardar os vinhos que trazia de Portugal.

A entrada era por uma portinha que ficava depois da escada da varanda. Ali era meu reduto, tinha até luz elétrica. Eu, o Júlio e o José Mauro fizemos uma boa limpeza no porão depois de uma enchente que tinha inundado tudo. Resolvi fazer ali um clube, tipo clube do Bolinha, eram só meninos. Não que proibíssemos as meninas de entrar, pelo contrário, até gostaríamos, mas as meninas não davam bola pra gente. Minhas primas, filhas da tia Nilda e filhas do tio Nilson, que eram da minha idade eram muito reservadas e só nos falávamos na escolinha. Bem, decidimos em assembleia que o clube seria um Clube de Viagens. Fizemos até carteirinha para os sócios, mas não tínhamos retratos para colar nas carteiras. Eu pegava retratos do meu pai quando era estudante e colava na carteirinha como se fosse meu, afinal, todos diziam que eu me parecia com ele! Nas reuniões do Clube programávamos grandes eventos, chegamos a realizar alguns. Um deles foi um passeio de bonde até o antigo Jardim Zoológico, na rua Visconde de Santa Isabel. Os outros passeios fazíamos a pé mesmo, indo até a praça Saenz Peña ou ao colégio Batista no final da rua Desembargador Izidro. Nossa viagem mais audaciosa seria ir até Paquetá, mas não conseguimos os fundos necessários para esta empreitada. Quando conseguíamos juntar algum dinheiro o “seu” Gomes, o padeiro aparecia e acabávamos gastando o dinheiro com guloseimas! A propósito desta atividade de arrecadar fundos eu me lembro de duas peripécias que deixaram o Ney furioso, quase ele me deu uma surra! A primeira: Ele começou a guardar um monte de garrafas vazias de cerveja (não sei a origem) na nossa sede social. Passou o garrafeiro e eu

Almanaque nº 1
Peripecias 11