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Pesquisas FAU 2007/2008 - fauusp

Pesquisas FAU 2007/2008 - fauusp

Nome do pesquisador(a)

Nome do pesquisador(a) Título da pesquisa Agência Vigência Resumo Ricardo Marques de Azevedo Preceptivas artísticas CNPq 2006-2010 Deflagrada em helênica Antigüidade, a cogitação acerca de alguma teoria da Arte (poética) é messe tardia, pois nem o fogo épico de Hesíodo e Homero, nem o lábaro lírico dos aedos órficos ou o flamante ardor dos enredos trágicos dela careceram. É certo que, embora de modo ainda aforístico e episódico, indicações a respeito das téchnai tenham antecedido aos escritos de Aristóteles, é com os livros sobre Retórica e Arte Poética que pela vez primeira se formulam e ordenam criteriosamente preceitos pelos quais cabe produzir, apreciar e aquilatar as obras que reivindicam para si o valor de Arte. Contrastando o anátema de Platão aos sedutores artistas, acusados de copistas de simulacros, o Estagirita vê o impulso imitativo humano como modo lídimo de apreensão das coisas e como próprio aos misteres poéticos: épicos, líricos ou trágicos. Assim, assinala ele, é pelas veredas da mímesis que se vai à verossimilhança e esta conduz à catarse pela qual a platéia partilha da purgação ensejada pela ação dramática que se desenrola na cena e reconhece os valores e costumes da pólis na peripécia e na laceração dos protagonistas. Quanto à téchne mesma do orador, Aristóteles assinala-lhe as partes, os recursos e os fins que lhes são inerentes. De tais inícios sucede-se a cogitação e a disputa dos preceitos sobre as artes vistas e faladas. Vitrúvio e seus 10 livros De Arquitetura, Cícero, Horácio, Longino, Quintiliano e outros tratadistas das artes do discurso constituem, com seus antecedentes gregos, as fontes nas quais se dessedentam os oradores e retores que, a partir dos versos de Petrarca e Dante e das tintas de Duccio e Giotto, pleiteiam, pela restituição de procedimentos que aspirem à perfeição e, emulando a Antigüidade, que se restaure a decorosa dignidade nas Artes. É o erudito Leon Battista Alberti que, atento a velhos alfarrábios, redige os tratados fundadores acerca Da Pintura, Da Coisa Edificatória e Da Estátua. Outros seguem a vereda aberta pelo latinista e, nos séculos XV e XVI, estabelece-se copiosa literatura sobre preceptivas artísticas, quer na forma de analecto, quer na de conjunto articulado de preceitos pelos quais se oriente a produção das obras de Artes e delas se avaliem os méritos peculiares. Tal perfeição que a Arte almeja é imago daquela que se idéia no próprio cosmo se encerre. Entretanto, em fins do século XVI já claudica esta figuração de ponderada coreografia de esferas e, simultaneamente, disputam-se com ferocidade questões dogmáticas. Há, pois, então, que se buscar em outros alicerces as bases da doutrina da Arte. A Natureza e, nela, o Homem, os Autores ou mesmo a Revelação contam entre tais possíveis fundamentos, mas não há mais voz unânime. Agora a autoridade em Arte também emana do Soberano e de suas instituições e é atribuída às Academias Reais a incumbência de avaliar e instituir o inteiro corpus disciplinar de cada uma das Belas-Artes (e também das Belas-Letras). A reunião de savants e experts, no entanto, não alcança consenso e o grupo dos poussinistas disputa com o dos rubenistas sobre a precedência da linha ou da cor na Pintura. No campo da Arquitetura, querelam os partidários dos antigos contra os dos modernos. Defendendo que o que segue à perfeição só pode ser decadência, os antigos proclamam o valor de paradigmas imarcescíveis. Retrucam os modernos que o que se diz belo não resulta de propriedade e inerência do objeto, pois belo é o que se afirma como tal e, portanto é apenas um juízo e, assim, subjetivo. Claude Perrault professa que, a par das belezas absolutas, há as arbitrárias, defluentes do costume e suscetíveis à idiossincrasia. Com isto, concita-se o cultivo da excelência no gosto e tematizam-se as idéias do sublime e do gênio. E, em finais do século XVIII, Kant assinala que o gênio é a inata disposição de ânimo (ingenium) pela qual a Natureza dá a regra à Arte. Se esta sentença é tida como verdadeira, é então lícito se negligenciam as preceptivas e os romantismos apregoam a autarcia do artista. Mais, empolgando o pendão da estetização da vida, militam pela originalidade e a espontaneidade na Arte e subsumem seu valor ao compromisso com uma vivência que seja ela mesma artística. Então, parece iminente o esgotamento das preceptivas artísticas. O que manara em veios arcaicos desaguava enfim nos pélagos dos românticos. Contudo, passados incertos arroubos iniciais, remanescem as questões acerca da distinção (se houver) entre os territórios da Arte e da mera coisa e os debates a respeito dos referentes para a apreciação e a valoração da obra de Arte. BOLSA PRODUTIVIDADE 171

Nome do pesquisador(a) Título da pesquisa Agência Vigência Resumo Sheila Walbe Ornstein Guia para a avaliação da qualidade arquitetônica habitacional de empreendimentos de grande porte situados na cidade de São Paulo – G-QUALIARQ CNPq 2006-atual PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS Desenvolvimento de relação de indicadores voltados à avaliação da qualidade arquitetônica e urbanística coletados em legislação e em literatura técnica do país e do exterior. Estes indicadores são preliminarmente analisados e comentados à propósito de seus potenciais para compor o “guia de avaliação” a que se propõe esta pesquisa. Aspectos funcionais, de acessibilidade, ergonômicos, construtivos, de conforto ambiental e de segurança à unidade habitacional até a vizinhança próxima (em termos qualitativos e em termos quantitativos) poderão fazer parte deste Guia. Atualização metodológica dos procedimentos para aplicação da APO, direcionados à avaliação da qualidade arquitetônica de empreendimentos habitacionais e de outros ambientes construídos complementares, incluindo: (a) avaliações feitas por especialistas com pessoaschave relacionadas à manutenção e à recuperação de grandes empreendimentos, vistorias técnicas a partir de checklists, incluindo sistemas construtivos, segurança contra incêndio, simulações em software e medições em termos de conforto ambiental (térmico, iluminação, acústica e ergonomia), aspectos funcionais e de acessibilidade. Os especialistas também realizam observações sistêmicas de comportamentos dos usuários nos ambientes e contagens de fluxos; (b) aferição dos níveis de satisfação dos usuários/moradores/ comerciantes incluindo: entrevistas, questionários aplicados em amostra representativa de moradores e grupos focais observadores de atividades e de comportamentos; (c) desenvolvimento de ferramentas, tais como os mapas de descobertas para demonstração amigável e ágil dos diagnósticos e das recomendações em planta, por pavimento; (d) elaboração de recomendações para a manutenção e a recuperação dos empreendimentos e de diretrizes para outros projetos semelhantes e, finalmente, insumos para os indicadores de avaliação da qualidade arquitetônica e urbanística objeto desta pesquisa. RESULTADOS JÁ ALCANÇADOS E DESDOBRAMENTOS FUTUROS Os resultados desta pesquisa apresentam, já no decorrer de seu próprio desenvolvimento, desdobramentos de impacto positivo na comunidade acadêmica em geral e espera-se que o mesmo ocorra junto aos projetistas e nos setores públicos e privados envolvidos com as tomadas de decisão relacionadas à qualidade arquitetônica de novos empreendimentos habitacionais verticalizados e daqueles a serem recuperados e suas vizinhanças próximas. a) No ensino da arquitetura e do desenho urbano, demonstrando aos docentes e aos estudantes procedimentos para a concepção de projeto preocupados com a qualidade arquitetônica e urbanística, até mesmo como mecanismo para ampliação de alternativas de atuação do arquiteto e do urbanista. b) Contribuir, com base na realização de reuniões temáticas de trabalho, workshops e mesas-redondas, com maior aproximação e intercâmbio entre o meio acadêmico no país voltado ao tema da qualidade no processo de projeto (por exemplo: EPUSP, EESC-USP e EE- UFMG, dentre outras), entidades de classe e os agentes decisores do mercado mobiliário de tal forma que o Guia proposto, consiga introduzir melhoria na construção civil, a partir da produção arquitetônica praticada para o mercado habitacional atualmente em curso (independentemente da faixa de renda que se pretende atingir). c) Contribuir com procedimentos para a requalificação / revitalização de centros urbanos históricos, notadamente o de São Paulo, com a formulação de procedimentos fornecendo aos tomadores de decisão e aos projetistas, subsídios para a recuperação de edifícios de grande porte existentes para fins habitacionais, em harmonia com a sua vizinhança próxima, no sentido de “habitat sustentável”. d) Contribuir para o estabelecimento de critérios e procedimentos para a avaliação de qualidade arquitetônica de novos empreendimentos habitacionais e de sua vizinhança próxima, novamente em consonância com os princípios contemporâneos de “habitat sustentável”. 172 A FAU PESQUISA NOS SEUS 60 ANOS

Seleção de prioridades de pesquisa em Saúde, 2008.
Pesquisa Fapesp edição 149 julho 2008 - Revista Pesquisa FAPESP
Pesquisa Fapesp edição 149 julho 2008 - Revista Pesquisa FAPESP
destaques do relatório global de competitividade de 2007 – 2008 do ...
2008 - Abril - Relatório Anual de 2007 - AbrilPREV
Cadernos de Ética em Pesquisa - Conselho Nacional de Saúde
Pesquisa "Retrato do Varejo" 2008 - Apas
UCBC Informa - Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro
Confira a íntegra da pesquisa - Rede Nossa São Paulo
Profetas e Reis (2007) - Centro de Pesquisas Ellen G. White
66 DEZEMBRO DE 2007 PESQUISA FAPESP 142 - Revista ...
Relatório de Sustentabilidade 2007-2008 [PDF] - Abreu Advogados
Fé e Obras (2008) - Centro de Pesquisas Ellen G. White
O Desejado de Todas as Nações (2007) - Centro de Pesquisas ...
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O IMPÉRIO DO - Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro
Inventário de Pesquisas e Estudos em DST/AIDS - Programa ...
MUSAETEC CEFET-MG Grupo de pesquisa e estudos em ...
Balanço Social 2007 - Instituto Nacional de Aviação Civil
educação popular em saúde no recife - Centro de Pesquisas Aggeu ...
Atos dos Apóstolos (2007) - Centro de Pesquisas Ellen G. White
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a essência das moléculas - Revista Pesquisa FAPESP
ii teU tuinhl - Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro
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