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Pesquisas FAU 2007/2008 - fauusp

Pesquisas FAU 2007/2008 - fauusp

Coordenador(a) Título

Coordenador(a) Título da pesquisa Agência Vigência Resumo Ana Lúcia Duarte Lanna São Paulo: os estrangeiros e a construção da cidade FAPESP 2007-2011 Esta pesquisa vem integrar a ampla literatura disponível sobre São Paulo, mas o faz a partir de um recorte temático preciso. Trata-se de estudar a cidade transformada desde finais do século XIX, tendo como fio condutor as presenças estrangeiras, fundamentais nos processos de transformação física, demográfica, econômica, social e cultural da cidade. O objeto desta análise é, portanto, a cidade de São Paulo, incompreensível em suas dinâmicas sem estes personagens. Presentes nas mais diversas situações, os estrangeiros não devem ser, na perspectiva da análise adotada, reduzidos aos imigrantes, ainda que a situação particular da imigração deva ser tratada. O intuito é pensar a categoria do estrangeiro de maneira mais ampla, considerando as diferentes modalidades que a constituem: grupos migrantes que aqui se estabelecem e se fixam; viajantes ocasionais; outros que permanecem um tempo determinado na cidade. O estrangeiro será considerado em relação ao universo do trabalho: o do trabalho livre, operário e fabril (para o qual a categoria do imigrante é praticamente superposta); também o do trabalho intelectual, das práticas artesanais, das profissões liberais, da instituição de campos de saberes e profissionais, e ainda da construção de instituições públicas ou privadas. Como sabido, a condição do estrangeiro define sempre um “outro”, um estranho de tipo particular: estranho e distante de modo mais geral pelo simples fato de não ter pertencido, desde o começo, ao mundo em que chega. É justamente a heterogeneidade de inserções e experiências - assim como as marcas que esses diversos estrangeiros deixaram impressas na cidade e as imagens e reflexões que produziram sobre ela - que este projeto visa apreender e analisar. A pesquisa assume como proposta revelar uma cidade que se faz compreensível pela articulação de sua materialidade, de suas redes de sociabilidade e dos processos de construção de identidades e alteridades. Ao mesmo tempo, propõe compreender o estrangeiro num quadro de construção e de problematização da questão da nacionalidade como um “outro” relacionado aos diversos universos e qualificações do trabalho. Nesta perspectiva deve-se compreender a materialidade como resultante e ao mesmo tempo como vetor de redes de sociabilidade, construindo identidades e alteridades. Analisar a cidade significa refletir sobre seus territórios e lugares; seus valores e formas de uso; significados e também sobre as representações elaboradas por diversos grupos e atores sociais. Nesse sentido, esta pesquisa alinha-se com abordagens que procuram compreender as transformações ocorridas a partir de finais do século XIX, refletindo numa escala que permita estabelecer uma correspondência direta entre espaço social e organização material da cidade. Trata-se, portanto, de recuperar processos que consigam relacionar, em escalas adequadas, a questão do território com as sociabilidades nele instituídas a partir da presença e da atuação dos estrangeiros. Os temas de investigação estão articulados em duas linhas de pesquisa: “ “ “A “ transformação dos bairros centrais, a construção de territórios, redes e identidades” e “A transformação dos campos profissionais: práticas, redes, atores e circulação de saberes”. A realização do projeto proposto pressupõe a realização de pesquisa em fontes documentais disponibilizadas para consulta em acervos de várias instituições e a elaboração de um banco de dados disponível via web. Entretanto, parte significativa desta documentação não se encontra em condições adequadas de higienização e catalogação limitando e, por vezes, inviabilizando seu uso e ampla divulgação. Este projeto pretende, ao higienizar e catalogar estas fontes e acervos pertencentes à USP, contribuir também para equacionar estes problemas da pesquisa acadêmica, ao menos naquilo que diz respeito aos nossos recortes, temas e problemas. A equipe é composta pelos professores Ana Lúcia Duarte Lanna, Maria Ruth Amaral de Sampaio, Maria Cristina da Silva Leme, José Tavares Correia de Lira e Fernanda Fernandes da FAUUSP; Sarah Feldman da EESC USP/São Carlos; Fernanda Peixoto da FFLCH/USP e Solange Ferraz Lima e Paulo César Garcez Marins do Museu Paulista/USP. Pesquisadores nacionais e internacionais de diversas instituições são parceiros neste projeto, que também integra alunos nos diferentes níveis de formação, da Iniciação Científica ao Pós-Doutoramento. AUXÍLIO À PESQUISA – NACIONAL – PROGRAMA TEMÁTICO 193

Coordenador(a) Título da pesquisa Agência Vigências Resumo Coordenador(a) Título da pesquisa Agência Vigência Resumo Nestor Goulart Reis Filho Urbanização Dispersa e Mudanças no Tecido Urbano. Estudo de Caso: Estado de São Paulo FAPESP, CNPq 2003-2008 Pesquisa com múltiplos financiamentos. Ver resumo na página 185 Regina Maria Prosperi Meyer A nova etapa do percurso metropolitano de São Paulo (As dinâmicas urbanas, as novas territorialidades e a dimensão urbano-ambiental da metrópole de São Paulo) FAPESP 2006-2010 O tema do Projeto Temático “A nova etapa do percurso metropolitano de São Paulo” é a reestruturação física, espacial e funcional da metrópole de São Paulo frente às condicionantes que vêm sendo introduzidas na relação entre o território urbanizado e as novas estruturas econômicas e produtivas. Desde a década de 1990 temos apontado a existência e as características desse processo, vivido intensamente pela metrópole de São Paulo, identificado inicialmente como a dimensão urbana da globalização. Reiterando neste ponto o que já foi dito antes, o território metropolitano, assim como o espaço construído de uma forma geral, é assumido nesta pesquisa como agente ativo dos processos e de forma alguma o simples reflexo de dinâmicas sociais e econômicas. Embora reconheçamos que se trata de um fenômeno mundial relacionado à nova etapa produtiva, as análises e as propostas estratégicas organizadas para analisar e oferecer proposições tem sido distintas. Após um longo período de abandono sistemático, em favor de uma liberalização das ações privadas no território urbano (laissez-faire urbano), assistiu-se a partir da década de 1990 um restabelecimento por parte do poder público, de suas prerrogativas de condutor das políticas públicas urbanas. É claro que essas atitudes variaram muito, de país para país, e que os objetivos de cada situação também foram bastante distintos. Porém, na essência e na prática, o planejamento urbano como um instrumento de desenvolvimento voltou a ser uma premissa de trabalho para o poder público, na medida em que se tornou uma necessidade clara para o desenvolvimento econômico e social das 194 A FAU PESQUISA NOS SEUS 60 ANOS

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