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Rolf Neubarth Dissertacao Defesa FINAL REVISADO

90 Ainda dentro da

90 Ainda dentro da condução de uma análise de resultados qualitativos em um estudo de caso múltiplo, segundo Yin (2014), existem claras fases dentro de um ciclo de revisão de um estudo qualitativo que, segundo o autor, é dividido em quatro fases distintas. A primeira fase da condução da análise visa, primeiramente, organizar e compilar as informações obtidas por meio da análise dos dados secundários obtidos com as instituições que caracterizam as unidades-caso deste estudo, somando-se o resultado que o instrumento de entrevista de pesquisa comportou na condução da investigação de campo. Adicionalmente a esses dois contextos, foi possível avaliar a opinião de especialistas no assunto de risco operacional e continuidade de negócios. A coleta de dados para esta pesquisa envolveu submeter-se às disponibilidades de horário dos entrevistados e muito do protocolo aplicado foi devidamente guiado por meio das perguntas previamente estruturadas, sendo essencial ter um bom planejamento e se estar em condições de abertura para os pontos colocados, elaborando uma dinâmica roteirizada tanto com os profissionais entrevistados nas instituições quanto com os profissionais especialistas. As informações coletadas foram recompostas e arranjadas de forma a criarem uma “massa crítica” de informação, tornando possível uma avaliação de informações em três níveis: o referencial teórico utilizado, a ação investigativa de campo, utilizando um instrumento de pesquisa semiestruturado para as unidades pesquisadas, e a validação do entendimento do escopo da pesquisa, com dois dos maiores especialistas, no Brasil, em gestão de risco operacional. Este último fator é crucial para o terceiro ciclo na condução de uma análise de resultados, que abrangeu interpretação das informações obtidas nesses três níveis. Finalmente, o quarto ciclo segue, com a conclusão da combinação dos resultados de uma maneira linear. Devido à necessidade de globalizar e convergir plataformas tecnológicas, as empresas de capital estrangeiro e multinacionais passam a expor as operações, que estão globalizadas, a problemas de ordem global, como exposição a incidentes de ordem mundial, maior risco quantitativo de interrupções de causas naturais que não existem no Brasil e uma demanda de seguimento de padrões de processos e tecnologia, que podem ser custosas à franquia no país. A instituição A possui parte da sua operação de contingência de algumas plataformas em países da américa latina e américa central, que, conhecidamente, possuem problemas com a ocorrência de desastres naturais. De acordo com o Disaster Recovery Insternational Institute, há uma análise de risco chamada TVA ou Threat Vulnerability Analysis, que avalia qual o risco da natureza na localidade em que se encontra a empresa e quais as chances daquele risco de fato trazer um impacto para o local avaliado. Trata-se de avaliação das disciplinas de gestão de risco operacional e esse ponto foi visto como uma situação de alto risco para esse site, que faz o host desta operação subir o risco das operações, não só da franquia no Brasil, mas de outros

91 países da América Latina que fazem parte da estratégia de consolidação informada pelo entrevistado da empresa. Outra empresa pesquisada passa pelo mesmo problema em relação a riscos de ataques terrorismo, pois possui parte dos seus sistemas de produção alocados nos Estados Unidos, país que, reconhecidamente, possui altíssimo risco de ataques dessa natureza, como, por exemplo, o que ocorreu em 2001, no ataque do 11 de Setembro, data na qual um atentado terrorista sem precedentes abateu a nação e impactou de forma muito significativa empresas e a sociedade americana como um todo. Ainda dentro da análise das instituições A e B, que são bancos de capital estrangeiros, há um dado que deve ser levado em consideração, que são as chamadas plataformas legadas. Devido a uma necessidade de estar compatível com sistemas que se conectam globalmente, a instituição A, por exemplo, ainda utiliza, em sua operação de tecnologia da informação, plataformas mainframe, ou as chamadas plataformas altas que hoje, apesar de se conectarem à rede por meio de uma placa de rede padrão ethernet que trafega TCP/IP, possibilita a utilização de emuladores de terminais, o que permite a entrega de pontos de acesso por meio de microcomputadores. O suporte, as empresas de prestação de serviço e a mão de obra especializada para manter essa plataforma operativa são custos altíssimos e não há um contingenciamento total dos módulos que se encontram nessa plataforma, devido a todos os pontos elencados aqui. Já a instituição B possui o mesmo nível de maturidade que a empresa A em todos os aspectos, e, por conseguinte, sua situação se assemelha bastante ao alto nível de resiliência operacional conferido pela análise de seus pontos críticos. Mesmo que a indústria financeira possua uma regulamentação sobre gestão de risco operacional, com órgãos reguladores atuantes e com revisões e auditorias recorrentemente demandadas, é visível que o apetite ao risco no âmbito operacional que essas empresas assumem é acima do que se deveria esperar, afinal, as estratégias de continuidade de negócios estão diretamente focadas na disponibilidade de transações aos processos críticos ao negócio, como no caso das corretoras de seguros e de valores, nos quais os sistemas de transação de liquidação financeira são a prioridade para essas empresas, mas que apresentam determinados pontos de baixa maturidade em seus processos de gestão. Este é o caso da instituições C, D e E, nas quais não há um processo de replicação das plataformas críticas para o site alternativo. Há somente uma replicação de dados com informações em sua natureza de base de dados, assumindo-se, assim, um risco alto no caso da necessidade de uma manobra de recuperação de ambiente full produtivo no site alternativo, podendo incorrer em perdas de transações críticas, liquidez e impacto financeiro.

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