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4 months ago

Rolf Neubarth Dissertacao Defesa FINAL REVISADO

92 As empresas

92 As empresas multinacionais, que foram refletidas nesta pesquisa pelas instituições A e B, por não se considerar suas plataformas de e-mail como missão crítica em seus escritórios principais, assumem que e-mail não é missão crítica em suas franquias no Brasil e, por conseguinte, não estabelecem claramente um plano de recuperação de desastres, ou seja, criam uma dependência de conectividade com seus backbones internacionais operacionais fortíssimos. Em nenhum dos BIAs avaliados, ficou claro que a plataforma de mensagem era uma aplicação crítica para o negócio, o que é um ponto negativo sob a perspectiva de análise de risco operacional. Mesmo sendo os servidores considerados críticos, apresenta-se que o nível de hot swap no contingenciamento é médio. No Brasil, e-mail é considerado, para fins legais, como documento válido de formalização de negócios, mas, de acordo com esta pesquisa e com o acesso a dados secundários, somente as empresas de capital nacional consideram fortemente uma atribuição de impacto financeiro à plataforma de e-mails. Outro aspecto verificado na análise das informações foi o baixo nível de opção pelos novos “flavors” de tecnologia disponíveis no mercado. Opções como cloud computing, ambientes já integrados com aplicações em nuvem, utilizando DevOps ou PaaS, aparecem apenas sendo utilizadas pontualmente, em alguns ambientes das empresas, suportando plataformas de negócios específicas nas instituições B e C. Não há, mesmo por grandes empresas do mercado, uma adoção completa ou em larga escala pela indústria, seja para suportar o ambiente produtivo, seja para sustentar o ambiente de contingência desses modelos computacionais e de governança de TI. Segundo informação do CIAB Febraban, a utilização destes processos ainda não está 100% aprovada pelas empresas. A nova equação está relacionada ao uso cada vez maior, por exemplo, de soluções em cloud computing. Na prática, ao migrar um servidor ou desenvolver aplicativos diretamente na nuvem, os investimentos em software e hardware caem e as despesas aumentam. Uma conclusão semelhante à da Gartner para explicar a desaceleração nos investimentos globais em sistemas de datacenters. “As empresas estão migrando, da compra de servidores de fabricantes tradicionais, para alugar o serviço em nuvem, de companhias como Amazon, Google ou Microsoft”, disse a consultoria na apresentação do relatório “Isso explica a redução nos gastos com servidores.” (CIAB FEBRABAN, edição 69 de maio de 2017). O documento traz ainda que: O cenário mostra que a nuvem tem se tornado parte integrante da transformação digital das corporações mundo afora e os bancos, que, em um passado recente, mostraram maior resistência ao cloud computing, sobretudo por conta de aspectos ligados à privacidade dos dados e à segurança dos negócios, aos poucos derrubam esse tabu. A menor necessidade de investimento em servidores próprios e a adoção de um modelo de pagamento por uso de infraestrutura (número de servidores virtuais,

93 quantidade de dados trafegados e dados armazenados, por exemplo) implicam diretamente em redução de custos e explicam a migração de infraestruturas de desenvolvimento e de canais digitais para plataformas em nuvem” (CIAB FEBRABAN, edição 69 de maio de 2017). As tecnologias de cloud computing e a adoção de desenvolvimento de plataformas em nuvem ainda são utilizadas de forma quantitativamente pequenas, ou seja, são poucas plataformas tecnológicas em que essas opções de estratégia foram utilizadas e, no que tange ao recorte deste estudo, durante o assessment realizado com as empresas, nenhuma das opções de computação em rede – ou suas variações – fazem parte da estratégia de contingência da empresa. A seguir, o Quadro 7 apresenta as principais opções tecnológicas existentes no mercado, segundo duas das maiores referências de TI no Brasil e no mundo. A primeira opção é o CIAB, organizado pela FEBRABAN - Federação Brasileira de Bancos, que é a principal entidade representativa do setor bancário brasileiro. Trata-se de uma associação sem fins lucrativos, que tem o compromisso de fortalecer o sistema financeiro, contribuindo com todos os seus associados, visando, principalmente, o aperfeiçoamento do sistema normativo, a melhoria continuada dos serviços e a redução dos níveis de risco. Também busca concentrar esforços que favoreçam o crescente acesso da população aos produtos e serviços financeiros. A segunda opção é centro Gartner, que é um dos maiores centros de pesquisa, focando em Pesquisa, Execução de Programas, Consultoria e Eventos. Fundada em 1979, a empresa mantém sua sede em Stanford, Connecticut, Estados Unidos, e tem mais de 5700 (cinco mil e setecentos) associados, incluindo analistas, pesquisadores e consultores, em mais de 85 países pelo mundo. Quadro 7 – Resumo de novas metodologias e tecnologias utilizadas no meio corporativo no Brasil

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