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dissertação parcial r1 11042018 formatacao igor rev02

TÍTULO DA HORA COM

TÍTULO DA HORA COM MUITAS LINHAS! mais elevadas da população, apresentando estrutura técnica e profissional estabelecida Os programas de rádio com participação de público eram eventos diários e atraíam multidões para seus teatros e salões, havendo certas distinções no que diz respeito ao conteúdo programático e o tipo de plateia permitida. Programas de maior apelo popular eram assistidos por plateias mais barulhentas e animadas. Já as rádios novelas e programas com orquestras tinham público mais restrito e silencioso. Com o aumento no número de estações radiodifusoras e do número de aparelhos receptores nas casas das pessoas, a programação deixa de ter um cunho apenas educacional e começa a se popularizar. O crescimento do número de programas de auditório, em especial os programas de calouros, como o “Calouros Kolinos” 8 , transmitidos pelo rádio faz com que ganhem grande popularidade na cidade durante os anos 30, levando ao ar predominantemente música brasileira. Moraes 8 Segundo Moraes (2000), a maioria dos programas de calouros dos rádios eram patrocinados por empresas do setor privado, que variavam sua divulgação de acordo com a programação e apelo popular do programa. Programas mais voltados para o público feminino, por exemplo, eram acompanhados de reclames ligados ao setor de moda e artigos para casa. Quando a programação era para toda a família, assim também eram seus anunciantes, como no caso citado, o “Calouro Kolinos”, programa que foi ao ar na Rádio Record e que ajudava a revelar vários talentos do rádio nacional. Adoniran Barbosa participou de várias edições até não ser mais “gongado” no final de 1933, em um programa de calouros da rádio Cruzeiro do Sul, interpretando “Filosofia” de Noel Rosa. ◊ 80 ◊

sinfonia paulistana: uma imagem do progresso (2000) ainda destaca que a ligação da música popular urbana com as rádios paulistanas era muito forte e proveitosa para ambos os lados. Nesse sentido, Moraes (2000) destaca: A preferência pela música nacional nesses programas se explica, porque era nesse momento que o cidadão comum podia ver ou rever de perto seus ídolos, cantores ou cantoras, interpretando suas canções favoritas. (MORAES, 2000. P. 79) Dentro desse contexto de popularização do rádio e de seu diversificado conteúdo, Moraes (2000) cita a figura de Mário de Andrade, principalmente no período em que o mesmo esteve a frente do Departamento de Cultura de São Paulo no final dos anos 1930 e início dos anos 40. Moraes (2000) ainda relata a respeito de um “[...] menosprezo de Mário de Andrade pela música “popular” produzida e divulgada na grande cidade pelos aparelhos eletrônicos, qualificada de inferior e sem importância [...]”; o que pode levar a considerações sobre o modo como a música popular era vista na cidade por determinado grupo da “elite intelectual”. Mário de Andrade defendia questões relacionadas à uma música popular que fosse de fato “nacional” e estivesse relacionada ao “folclore”, e não concordava com as canções popularmente difundidas pelos rádios, e acabava por apresentar uma postura que parecia “[...] menosprezar a música urbana e seu ambiente[...]” (MORAES, 2000. P.110) e valorizava certos artistas escolhidos ◊ 81 ◊

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