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a historia de israel no antigo testamento

como um

como um suborno, fazendo uma aliança com ele e contra o Reino do Norte. Embora isto fez com que se cumprisse o imediato propósito de Asa e fosse relevada da pressão militar procedente de Baasa, em realidade deu à Síria a superioridade, de tal forma que os dois reinos israelitas foram com o tempo ameaçados de invasão desde o norte. Tomando possessão de uma parte do reino de Israel no norte, Ben-Hadade esteve em condições de controlar as rotas das caravanas à Fenícia, que proporcionou uma imensa riqueza a Damasco, reforçando assim o reino da Síria. A supremacia da Síria como poder militar e comercial foi moderada pelo Reino do Norte, quando a dinastia de Onri começou a governar no 885 a.C. Onri quebrantou o monopólio comercial com a Fenícia, ao estabelecer relações amistosas com Etbaal, rei de Sidom. Isto resultou no matrimônio de Jezabel e Acabe. O crescente poder da Assíria no leste serviu como outra prova para a Síria nos dias de Acabe. Durante os anos em que Assurnasirpal, rei da Assíria, ficou tranqüilo sem passar pela Síria para o norte, estendendo seus contatos no Mediterrâneo, Acabe e Ben-Hadade freqüentemente se opuseram um ao outro. No curso do tempo, Acabe ganhou o equilibro do poder. No 853 a.C., contudo, Acabe e Ben-Hadade uniram suas forças na famosa batalha de Qarqar, no vale do Orontes, ao norte de Hamate 196 . Embora Salmaneser III afirmou haver obtido uma grande vitória, resulta duvidoso que isso for verdade, já que não avançou sobre Hamate nem sobre Damasco até vários anos mais tarde. Imediatamente após isto, a hostilidade sírio-efrimítica continuou, sendo morto Acabe numa batalha. Como a Assíria renovou seus ataques contra a Síria, Ben-Hadade não pôde ter o apoio de Jorão. Quando morreu Ben-Hadade, aproximadamente por volta do 843 a.C., a Síria foi fortemente pressionada pelos invasores assírios, assim como sofreu a falto de apoio do Reino do Norte. Hazael, o seguinte governante, usurpou o trono e se converteu em um dos reis mais poderosos, estendendo o domínio da Síria até a Palestina. Embora Jeú, o novo rei de Israel, se submeteu a Salmaneser III pagando impostos (841 a.C.), Hazael resistiu a invasão deste rei assírio com suas únicas forças. Em poucos anos, Hazael esteve em condições de expandir seu reino, quando os assírios retrocederam. Se anexou um extenso território do Reino do Norte a expensas de Jeú. Após o ano 841 a.C., Joacaz, rei de Israel, estava tão debilitado que os exércitos de Hazael passaram através de seu território e tomaram possessão da planície filistéia, destruindo Gate, exigindo tributo ao rei de Judá em Jerusalém. Ben-Hadade (cerca de 801 a.C.) fracassou em manter o reino estabelecido por seu pai Hazael. Durante os últimos anos de seu reinado, Hadade-Nirari III da Assíria submeteu a Damasco o bastante como para exigi-lhe um forte tributo. Além de tudo isso, Ben-Hadade deveu enfrentar-se com uma hostil oposição procedente dos estados sírios do norte. Isto deixou Damasco numa condição tão fraca que quando a pressão assíria continuou, Joás reclamou para Israel muito do território tomado por Hazael. Nos dias de Jeroboão II (793-753), Síria inclusive perdeu Damasco e "os acesso de Hamate", restaurando a fronteira norte amparada por Davi e Salomão (2 Sm 8.5-11). Damasco teve uma vez mais uma oportunidade para afirmar-se quando o poderoso Jeroboão morreu em 753 a.C. Rezim (750-732 a.C.), o último dos reis aramaicos em Damasco, voltou a ganhar a independência síria. Com a acessão ao trono assírio de Tiglate-Pileser III (745 a.C.), tanto a Síria como o Israel estiveram sujeitas à invasão e a um pesado tributo. Enquanto Tiglate-Pileser (Pul) estava lutando na Armênia (737-735 a.C.), Rezim e Peca organizaram uma aliança para evitar o pagamento do tributo. Embora Edom e os filisteus se uniram à Síria e ao Israel numa espécie de aliança anti-assíria, Acaz, rei de Judá, enviou tributo a Pul, rogando-lhe uma aliança. Em resposta a este convite, Pul executou uma campanha contra os filisteus, estabelecendo contato com Acaz, e em 732 tinha já conquistado Damasco. Samaria foi salva nesta época, quando Peca foi substituído 196 O rei da Síria identificado como Ben-Hadade nos registros bíblicos desde 900-843 a.C., pode referir-se a dois diferentes governantes com o mesmo nome. De ser assim, é verossímil que o segundo Ben-Hadade começasse a governar aproximadamente no 860 a.C. para por ponto de vista de que deveriam designar-se 57 anos a um rei, ver M. F. Unger, "Archaeology and the Old Testament", pp. 240-41. 118

por Oséias, quem voluntariamente pagou tributo como um rei marionete. Com a morte de Rezim e a queda de Damasco, o reino da Síria chegou a seu fim, para não voltar a levantar-se jamais. O grande império assírio No canto noroeste do Crescente Fértil, estendendo-se por uns 563 km ao longo do rio Tigre, e com uma largura aproximada de 322 km, se encontrava o país da Assíria. O nome provavelmente se deve ao deus nacional, Assur, e uma de suas cidades foi assim chamada. A importância da Assíria durante o período do reino dividido fica imediatamente aparente pelo fato de que no topo de seu poderio absorveu os reinos da Síria, Israel e Judá, e inclusive o Egito, até Tebas. Por aproximadamente dois séculos e médio exerceu uma tremenda influência sobre os acontecimentos da terra de Canaã, e daqui que com tanta freqüência apareça nos registros bíblicos. Embora alguns eruditos traçam os começos da Assíria a princípio do terceiro milênio, se conhece pouco da época anterior ao século XIX, quando os agressivos estabelecimentos comerciais desta zona estenderam seus interesses comerciais na Ásia Menor. Nos dias de Samsi- Adã I (1748-1716), Assíria gozou de um período de prosperidade, com Assur com sua cidade mais importante. Durante vários séculos a partir de então, Assíria foi escurecida pelo reino heteu na Ásia Menor e o reino mitanni que dominava a zona superior do Tigre-Eufrates. A verdadeira história da Assíria tem seus começos aproximadamente no ano 1100 a.C., com o reinado de Tiglate-Pileser I (1114-1076 a.C.). De acordo com os anais próprios, estendeu o poder de sua nação para o oeste no mar Mediterrâneo, dominando as nações menores e fracas existentes naquela zona. Não obstante, durante os seguintes dois séculos o poderio assírio retrocede, enquanto que Israel, sob Davi e Salomão, surge como um poder dominante no Crescente Fértil. Começando com o século IX, Assíria emerge como um poder crescente. As listas epônimas assírias desde aproximadamente o 892 a.C. ao 648 a.C. fazem possível correlacionar e integrar a história da Assíria com o desenvolvimento de Israel, como se registra no relato bíblico. Assurnasirpal II (883-859 a.C.) estabeleceu Calá como sua capital. Após ter desenvolvido um forte poderio militar, começou a pressionar para o oeste, aterrorizando as nações que se opunham com dureza e crueldade cruzando o Eufrates e estabelecendo contatos comerciais sobre o Mediterrâneo. Freqüentes contatos com os sírios no sul, tiveram com resultado a batalha de Qarqar, sobre o rio Orontes, em 853 a.C., nos dias de se filho Salmaneser III (858-824 a.C.). Na coalizão encabeçada por Ben-Hadade de Damasco e Acabe, rei de Israel, se uniram 2000 carros de guerra e 10.000 soldados, constituindo a maior unidade neste grupo. Embora o rei assírio afirmou sua vitória, resulta duvidoso que assim fosse, já que Salmaneser III evitou o contato com os sírios durante vários anos após a batalha. Em 848 e de novo em 845 a.C., Ben-Hadade resistiu duas invasões sírias mais, mas não se faz menção de qualquer força israelita que ajudasse os sírios nessas ocasiões. Jeú, quem usurpou o trono na Samaria (841 a.C.), fez proposições de subordinação a Salmaneser III, enviando-lhe tributo. Isto deixou a Hazael, novo rei de Damasco, com o problema de resistir a agressão assíria. Embora Salmaneser acossou a Síria durante uns poucos anos nos dias de Hazael, voltou sua atenção às conquistas de zonas no norte apor o ano 837 a.C., proporcionando a Canaã um respiro da pressão assíria durante várias décadas. Por quase um século, o poder assírio se perde nas neblinas do fundo histórico. Samsi-Adã V (823-811 a.C.) se manteve muito ocupado suprimindo revoltas em várias partes de seu reino. Hadade-Nirari III (810-783 a.C.) atacou Damasco antes de terminar o século, capacitando os israelitas para obterem um respiro da pressão Síria. Salmaneser IV (782-773 a.C.), Assurdão III (772- 755) e Assur-Nirari (754-745) mantiveram com êxito a importância da Assíria como nação poderosa, mas não foram o suficientemente fortes como para expandir seus domínios como tinha feito o precedente governante. 119