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a historia de israel no antigo testamento

A queda

A queda de Damasco teve as subseqüentes repercussões na Samaria. Peca, que tinha cegado ao poder como o campeão da política antiassíria, ficou humilhado. Com Síria prostrada ante o poder assírio, as oportunidades de sobrevivência de Israel eram quase nulas e carentes de toda esperança. Peca se converteu na vítima de uma conspiração executada por Oséias, o seguinte rei. Sem dúvida, foi a supressão de Peca o que salvou a Samaria da conquista naquela ocasião. • Oséias (731-722 a.C.). Ao converter-se em rei do Reino do Norte no 731 a.C., Oséias tinha pouco que escolher em sua política inicial. Foi simplesmente um vassalo de Tiglate-Pileser, quem se jactava de tê-lo colocado sobre o trono da Samaria. O domínio de Oséias foi confinado ao território das colinas de Efraim. Galiléia e o território ao leste do Jordão tinham estado sob o controle assírio desde a campanha do ano 734. Tiglate-Pileser III pôde ter conquistado Megido durante esta série de invasões desde o oeste, e utilizado como capital administrativa para as províncias galiléias 239 . No ano 727 a.C., Tiglate-Pileser III, o grande rei da Assíria, morreu. Esperando que Salmaneser V não estaria em condições de manter o controle de seu extenso território, Oséias dependeu do apoio do Egito, ao interromper seus pagamentos tributários à Assíria. Não obstante, não foi assim o caso. Salmaneser V pôs em marcha seus exércitos contra o Israel, pondo cerco à cidade mais fortemente fortificada da Samaria no 725 a.C. Durante três anos, Oséias foi capaz de suportar a tremenda pressão do poderoso exército assírio, porém finalmente se rendeu no 722 240 . Comércio aquilo, terminou o Reino do Norte. Sob a política assíria de deportação, os israelitas foram levados às regiões da Pérsia. De acordo com os anais assírios, Sargão, sucessor de Salmaneser, afirmava ter feito 28.000 vítimas 241 . Os colonos da Babilônia foram estabelecidos na Samaria, e o Reino do Norte ficou reduzido à situação de uma província assíria. Durante dois séculos, os israelitas tinham seguido a pauta estabelecida por Jeroboão I, fundador do Reino do Norte. Inclusive na mudança de dinastia, Israel nunca se divorciou da idolatria que era diametralmente oposta à lei de Deus, como estava prescrito no Decálogo. Ao longo de todo este período, os fiéis profetas proclamaram a mensagem de Deus, advertindo os reis tanto como o povo acerca do juízo divino que pendia sobre eles. Por sua grande idolatria e o fracasso em servir a Deus, os israelitas ficaram sujeitos ao cativeiro em mãos dos governantes assírios. 239 Ver Wright, op. cit., p. 161. 240 Embora Sargão II ganhou fama pela conquista de Samaria, Salmaneser V era ainda rei da Assíria. É possível que Sargão fosse general do exército e estivesse a cargo do cerco. Para mais detalhes na discussão do particular e datas, ver Thiele, op. cit. 241 Thomas, op. cit. pp. 58-62. 142

• CAPÍTULO 13: JUDÁ SOBREVIVE AO IMPERIALISMO ASSÍRIO O governo de noventa anos da dinastia davídica em Jerusalém foi bruscamente terminado com a acessão ao poder de Atalia no ano 841 a.C. A fruição da política praticada de forma ímpia por Josafá levou a malvada filha de Acabe e Jezabel ao trono de Judá, menos de uma década depois da morte de Josafá. De acordo com a divina promessa feita a Davi, a linhagem real foi restaurada após um interlúdio de sete anos. Durante este período, quando oito reis da dinastia davídica governaram sobre Judá, a etapa religiosa mais significativa foi a do reino de Ezequias. O relato histórico de esses dois séculos está registrado em 2 Reis 11.1-21.26 e 2 Crônicas 22.10-33-25. contemporâneo de Ezequias foi o grande profeta Isaias, que também proporciona uma informação suplementar. Atalia – Um reinado de terror Com o sepultamento de seu filho Acazias, Atalia se encarregou do trono no Reino do Sul no 841 a.C. Para assegurar sua posição como governante, ordenou a execução de todos os descendentes reais, iniciando assim um reinado de terror. Aparentemente não escapou nenhum dos herdeiros ao trono, exceto Joás, o menino filho de Acazias. Durante o reinado de sete anos de Atalia, Jeoseba, irmã de Acazias, escondeu o herdeiro real no templo. Uma drástica mudança no clima religioso se seguiu à morte de Josafá. Sendo uma fanática seguidora de Baal, como o foi sua mãe Jezabel, Atalia promoveu este culto idolátrico para ser praticado em Jerusalém e por toda Judá. Os tesouros e objetos do templo foram tomados e aplicados ao culto de Baal. Matã serviu como sumo sacerdote em Jerusalém. Sem dúvida o derramamento de sangue e a perseguição do baalismo no Reino do Norte, sob Jeú, fez que Atalia empreendesse com mais ardor o estabelecimento do culto à fertilidade naquela época de Judá. Joiada, um sacerdote que tinha sido testemunho do ressurgimento religioso na época de Asa e Josafá, foi o instrumento na restauração da linhagem real. A seu devido tempo, assegurou o apoio da guarda real e Joás foi coroado rei na corte do templo. Quando Atalia ouviu as aclamações, tentou entras, porém foi detida, arrestada e executada no interior do palácio. Joás – Reforma e reincidência Joás não era senão um menino se sete anos quando começou seu longo reinado (835-796 a.C.). Devido a que Joiada instigou a coroação de Joás, a política de estado foi formulada e dirigida por ele enquanto viveu. Com a execução de Atalia, o culto de Baal também ficou destruído. Os altares de Baal foram destroçados e Matã, o sacerdote, morto. Joiada iniciou uma aliança na que o povo prometeu servir a Deus. enquanto viveu, o interesse geral prevaleceu no verdadeiro culto a Deus, embora alguns dos lugares altos ainda ficaram em uso. O templo e seus serviços tinham ficado grandemente abandonados durante o reinado do terror, e Joás, de acordo com o conselho de Joiada, apoiou a restauração dos holocaustos. Como o templo devia ser utilizado novamente, e de forma oficial, ficou obvio que devia ser reparado. Para tal propósito, os sacerdotes foram instruídos para coletar fundos por toda a nação, porém seus esforços foram infrutíferos. No vigésimo terceiro ano do reinado de Joás (cerca de 812 a.C.), se adotou um novo método para obter fundos. Foi colocada uma caixa no átrio, ao lado direito do altar. Em resposta a uma proclama pública, o povo dava com entusiasmo no princípio, como o havia feito quando Moisés pediu donativos para construir o tabernáculo. Artesãos e artistas puseram mãos à obra, reparando e embelezando os lugares escolhidos. Do ouro e da prata que ainda restavam, fizeram os ornamentos apropriados. A liberalidade do povo para este propósito não diminuiu as contribuições regulares em favor dos sacerdotes. 143

Old Testament Times at a Glance, Booklet