Views
6 months ago

a historia de israel no antigo testamento

seus pecados. Naquele

seus pecados. Naquele tempo, o povo já tinha sido testemunha da queda da Assíria e esta passagem lhes assegurava que Babilônia seria igualmente julgada. Embora a Babilônia esteja especificamente mencionada, o rei da Babilônia não está identificado. Os comentários diferem amplamente em relacionar isto a vários reinos e numerosos reis da Babilônia ou da Assíria. O princípio básico, vontade, é que qualquer nação ou indivíduo que se exalte a si mesmo por acima de Deus será destronado mas cedo ou mais tarde pelo Senhor dos Exércitos. As dificuldades de relacionar os detalhes desta passagem com a Babilônia, historicamente, e a falta de acordo em identificar este rei na história, pode sugerir que o que se implica é muito mais que um poder temporal ou um governante determinado. Este rei arrogante pode representar as forças do mal que se opõem a Deus, aparentes na raça humana desde a queda do homem (Gn 3). Este poder do mal implicará a indivíduos ou nações em oposição ao Onipotente até o juízo final, quando Deus atue de uma vez por todas. A destruição da nação do mal, representada por Babilônia, é igualada com a sorte corrida por Sodoma e Gomorra, que nunca voltaram a ser repovoadas. A deposição do tirano ou do malvado, representado pelo rei da Babilônia, indica que todos aqueles que estão associados com ele serão destruídos, suprimindo assim toda oposição. A finalidade da destruição é significativa. Em contraste, o tema da restauração de Israel e das esperanças de seu reino, aparece por toda esta passagem. A seguridade de que Israel terá um reino universal com Sião como capital, apresentada em 2, era o tema principal em 7-12, onde uma ênfase especial se coloca sobre o governante justo. Nestes capítulos, o tema das últimas esperanças de Israel não se esquece. É o Senhor dos Exércitos quem decretou a queda da Babilônia (21.10). Israel é ainda a herança de Deus (19.25), embora deva ser temporalmente julgada. Não somente será restaurada a nação de Israel (14.1-2), senão que permitirá aos estrangeiros que se refugiem nela. Sião foi fundada pelo Senhor (14.32), e será o recipiente das ofertas (18.7). ao tempo que outras nações e reis são julgados, um governante justo será estabelecido sobre o trono de Davi (16.5). tais foram as promessas sem paralelo de restauração repetidamente dadas a Israel para tranqüilidade e esperança nos períodos em que os israelitas foram submetidos aos juízos de Deus. IV. Israel numa posição mundial Is 24.1-27.13 A destruição de Jerusalém Is 41.1-13a O restante justo e o malvado informe ao Senhor dos Exércitos em Sião Is 24.13b-23 Canto de louvor pelos remidos Is 25.1-26.6 Oração do restante na tribulação Is 26.7-19 Seguridade de liberação e retorno a monte Sião Is 26.20-27.13 Nestes capítulos, o restante se converte no ponto focal de interesse. Por toda a extensão dos períodos de juízo, um restante fiel recebe a certeza de sobrevivência e se promete a restauração; poderá uma vez mais gozar das bênçãos de Deus sob o governante justo, sobre monte Sião. As mensagens de Isaias foram com freqüência relacionadas com acontecimentos contemporâneos. A condenação de Jerusalém tinha sido claramente anunciada em seu capítulo de apertura, e repetida enfaticamente em subseqüentes mensagens. Em 24.1-13a, Isaias desenha a ruína que espera a amada cidade de Judá. Jerusalém será desolada e suas portas reduzidas a ruínas. Isto virou realidade no 586 a.C. O restante, contudo, é reunido desde distantes terras da costa e dos confins da terra (24.13ss), enquanto que o malvado é castigado pelo Senhor dos Exércitos. As maravilhas do céu que contêm o sol e a lua estão associadas aqui, igual que em outras passagens, com este grande juízo que acontece assim que o Senhor reine em Sião 457 . O contexto desta passagem parece indicar um 457 Comparar Is 13.10; 34.4; Jl 2.10-11; Mt 24-29-30; At 2.19-20, e numerosas outras passagens. 220

alcance a escala mundial. O que aconteça àqueles que se oponham a Deus e ao estabelecimento do restante fiel de Sião num reino universal que não tem fim, dificilmente possa ficar limitado a uma situação local ou nacional. É muito apropriado o canto dos remidos que segue em 25.1-26.6, em que eles respondem com ações de graças e louvor, enquanto se gozam em sua salvação e desfrutam das bênçãos do Senhor. A repreensão, o sofrimento e a vergonha desaparecerão conforme Deus faça desaparecer todas as lágrimas e elimine a morte. A oração em 26.7-19 expressa o veemente desejo do povo em tempos de grande tribulação e sofrimento, antes que sejam reunidos novamente. Israel anela a esperança, enquanto está presa da angústia e espera sua libertação. Governada pelos malvados, como vítimas de injustiças prevalecentes, eles expressam sua fé em Deus e sua esperança, apelando a Ele para sua divina intervenção. A liberação está prometida na réplica (26.20-27.13). Israel, a vinha do Senhor, será uma vez mais frutífera. Purgada de sues pecados, a gente ser reunida, um a um, como o restante, para renderem culto ao Senhor em Jerusalém. V. Esperanças verdadeiras e falsas em Sião Is 28.1-35.10 Prevalece o plano de Deus Is 28.1-29.24 Futilidade de uma aliança com o Egito Is 30.1-31.9 Bênçãos para os que confiam em Deus Is 32.1-33.24 Nações julgadas. Israel restaurada em Sião Is 34.1-35.10 As alianças com estrangeiros eram um constante problema em Jerusalém durante os dias do ministério de Isaias. Por intrigas políticas e a diplomacia, os chefes de Judá esperavam assegurar sua sobrevivência como nação, ao alinhar-se com os vitoriosos. Acaz substitui seu pai Jotão sobre o trono de Davi quando o grupo pró-assírio ganha o controle sobre Judá no 735. Desafia as advertências de Isaias que faz uma aliança com Tiglate-Pileser nos primeiros anos de seu reinado. Ezequias, o seguinte rei, une-se em aliança com Edom, Moabe e Asdode para resistir a Assíria. Esta coalizão antecipa o apoio do Egito; porém Asdode cai no 711, enquanto que as outras nações oferecem tributo a Assíria para impedirem a invasão. Isaias adverte constantemente contra a loucura estúpida de confiar em outras nações. O profeta denomina essas alianças um "aliança com a morte". Por contraste, seu conselho é que deveriam depositar sua fé em Deus, o verdadeiro Rei de Israel. Tanto se for Acaz, o rei ímpio, ou Ezequias, o governante crente, o qual responde com amistosas promessas à embaixada babilônica, o profeta Isaias não deixa de chamar a atenção aos chefes de Judá por dependerem de outras nações em lugar de buscar a Deus para sua libertação. Nenhum destes capítulos nesta seção está especificamente datado. Já que a aliança com o Egito recebe tão proeminente consideração em 30-31, esta passagem inteira pode estar datada nos dias de Ezequias, quando Judá tinha esperanças de liberar-se a si mesma da dominação assíria 458 . Nos primeiros anos de Senaqueribe este interesse na ajuda egípcia sem dúvida apresentou um grave problema em Jerusalém. Reflete 28-29 o mesmo fundo histórico? Refere-se a "aliança com a morte" em 28.15 a uma aliança com o Egito nos dias de Ezequias, ou poderia referir-se, possivelmente, à aliança realizada por Acaz com Tiglate-Pileser no 734 a.C.? A última opinião merece alguma consideração. Acaz, em vez de depositar sua fé em Deus, ignora a Isaias, aliando-se com os assírios. O passo da crise da guerra sírio-efrimita e a sorte aparentemente venturosa de uma união judaico-assíria no 732, quando Acaz, pessoalmente, se encontra com Tiglate-Pileser em Damasco, pôde ter sido a ocasião de uma excessiva celebração em Jesus. Acaz e seus ímpios associados, que estão apoiados pelos sacerdotes e profetas na introdução do culto assírio em Jerusalém, provavelmente constituem o 458 Ver Kissane, op. cit., em discussão sobre os capítulos 28-29. 221