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a historia de israel no antigo testamento

O apoio popular à

O apoio popular à verdadeira religião alcançou uma nova altura sob a influência de Joiada, com a restauração do templo. Pouco tempo depois, o juízo divino caiu de novo sobre Judá. Após a morte de Joiada, a apostasia surgiu novamente, conforme os príncipes de Judá persuadiam a Joás de voltar aos ídolos e aos aserins. Embora os fiéis profetas advertiram o povo, este ignorou as admoestações dos santos varões. Quando Zacarias, o filho de Joiada, advertiu ao povo que não prosperaria se continuavam desobedecendo aos mandamentos do Senhor, foi lapidado no átrio do templo. Joás nem sequer se lembrou da bondade de Joiada, podendo ter salvado a vida de Zacarias. Hazael já havia estendido seu reino sírio-palestino para o sul, a expensas do Reino do Norte. Após a conquista de Gate, na planície filistéia, se encarou com Jerusalém, somente a 53 km terra adentro (2 Rs 12.17-18). Para evitar uma invasão deste rei guerreiro, Joás despojou o templo dos tesouros que tinham sido dedicados desde os tempos de Josafá, e os enviou a Hazael juntamente com o ouro do tesouro do palácio. A causa deste sinal de servidão, Jerusalém ficou livre da humilhação de ter sido sitiada e conquistada. Presumivelmente deve ter sido o falho em pagar tributo o que empurrou o rei arameu a enviar um contingente de tropas contra Jerusalém, algum tempo depois (2 Cr 24.23-24) 242 . Devido a que o "rei de Damasco" não está identificado pelo nome, é altamente provável que Ben-Hadade II já tivesse sido substituído por Hazael sobre o trono da Síria. Desta vez, o exército sírio entrou em Jerusalém 243 . Após matar alguns dos príncipes, e deixando a Joás ferido, voltaram a Damasco com o botim. Os servidores do palácio aproveitaram-se da situação para vingar o sangue de Zacarias, assassinando seu rei. Joás foi sepultado na cidade de Davi, mas não no túmulo dos reis. Nesse ínterim, Asa tinha derrotado um grande contingente armado com seu pequeno exército, porque se colocou ao serviço de Deus, depositando nEle toda sua fé. Joás tinha sido destruído por uma pequena unidade armada inimiga. Aquilo foi um claro juízo de Deus. após a morte de Joiada, Joás permitiu a apostasia que se infiltrou em Judá, e inclusive tolerou o derramamento de sangue inocente. Amasias – Vitória e derrota Com a brusca terminação do reino de Joás, Amasias foi imediatamente coroado rei de Judá. Embora reinou um total de vinte e nove anos (796-767 a.C.), foi o único governante somente durante um curto período. Após o 791 a.C., Uzias, seu filho, começou a reinar como co-regente sobre o trono de Davi. Tanto Judá como Israel tinham sofrido muito seriamente sob o agressivo poder de Hazael, rei da Síria. Sua morte na virada do século marcou o ponto crucial na fortuna dos reinos hebraicos. Joás, que ascendeu ao trono de Samaria no 798 a.C., organizou um forte exército que em seu momento desafiou o poder sírio. Amasias adotou uma política similar para Judá, capacitando sua nação para recuperar-se da invasão e do sangue real vertido. Um dos primeiros atos de agressividade de Amasias foi recuperar o Edom. Jorão tinha derrotado os edomitas, porém havia falhado em submetê-los a Judá. Embora Amasias dispunha de um exército de 300.000 homens, se fez com uma tropa mercenária de outros 100.000 homens procedentes de Joás, o rei de Israel. Um homem de Deus veio adverti-lo que se utilizasse tais soldados israelitas, Judá seria derrotado na batalha. Em conseqüência, Amasias descartou os contingentes do Reino do Norte, ainda quando tinha pagado por seus serviços. Com seu próprio exército, derrotou os edomitas e capturou o Seir, a capital. Ao voltar a Jerusalém, Amasias introduziu os deuses edomitas em seu povo e lhes prestou culto. Sua idolatria não ficou impune, 242 Enquanto que E. L. Curtis, "International Critical Comrnentary", interpreta esta passagem como uma diferente versão do acontecimento mencionado na citada passagem, Unger, em "Israel and the Arameans of damascos", pp. 79-80, advoga por dois diferentes acontecimentos em seqüência. 243 A data da morte de Hazael e o acesso ao trono de Ben-Hadade II não estão definitivamente determinadas, além do 800 a.C. 144

já que um profeta anunciou que Amasias sofreria a derrota por seu extravio no reconhecimento de Deus (2 Cr 25.1-16). Amasias, com uma vitória sobre o Edom em seu Haber, se confiou tanto em seu poder militar que desafiou Joás à batalha. As tropas israelitas, que tinham sido rejeitadas sem realizar o serviço militar, foram tão provocadas que rapinaram as cidades de Judá desde Bete-Horom até a Samaria (2 Cr 25.10-13). Isto pôde ter sido a causa da deliberada decisão tomada por Amasias de romper a paz que havia existido entre Israel e Judá por quase um século. Joás acusou bruscamente a Amasias de ser demasiado arrogante e o advertiu de que o cardo, que tinha realizado uma presunçosa demanda ao cedro do Líbano, seria esmagado por uma besta selvagem. Amasias não prestou atenção que persistiu em confrontar seu exército contra o do Reino do Norte. Na batalha de Bete-Semes, Judá foi completamente derrotado. Os vencedores derrubaram parte da muralha de Jerusalém, rapinaram a cidade, e tomaram cativo a Amasias (2 Rs 14.11-14). Com reféns reais e um grande botim, Joás retornou jubiloso a Samaria. Quão desastrosa pôde ter sido esta derrota para Amasias, é algo que não se detalha na Sagrada Escritura. o ato de abrir uma fenda na muralha sanguinária uma total submissão na linguajem do mundo antigo. Thiele data a invasão de Israel em Jerusalém no 791-790 a.C. 244 Isto coincide com o tempo em que Uzias, com dezessete anos de idade, começou a reinar. Com a captura de Amasias, que tinha realizado tal fanfarronada em seu estúpido desafio a Israel, os líderes de Judá fizeram a Uzias coregente. O fato de que Amasias vivesse até quinze anos após da morte de Joás (2 Rs 14.17), sugere que possivelmente o rei de Judá foi retido como prisioneiro no trono de Judá, enquanto que Uzias continuava como co-regente 245 . Naquele tempo, Jeroboão II, que já tinha sido co-regente com seu pai desde 793, assumiu o mando total da expansão do Reino do Norte. A liberação de Amasias pôde ter sido parte de sua política de boa vontade para com Judá, conforme dirigia seus esforços a recuperar o território que tinha sido perdido para a Síria. A íntima associação de Israel e Judá nos dias de Joás e Amasias, verossimilmente conta pela mudança no sistema de datas. O sistema do ano de não acessão tinha sido usado em Israel desde os tempos de Jeroboão I, e em Judá desde o reinado de Jorão. Então ambos adotaram o sistema do ano de acessão. Se Judá for tributária de Israel, segue-se logicamente que ambas adotassem o sistema de calcular que se fez comum na Ásia Ocidental sob a crescente influência da Assíria 246 . Embora a princípios de seu reinado Amasias tinha abrigado esperanças de melhorar a fortuna de Judá, seus propósitos para o êxito da empresa foram desfeitos com sua captura por Joás. Quando foi restaurado no trono de Davi em Jerusalém, bem fosse no 790 ou no 781, deve ter sido completamente ineficaz em conduzir sua nação para um lugar de supremacia, como anteriormente tinha sido. Por todo o resto de seu reino, Judá foi escurecida pela expansão israelita. Amasias, finalmente escapou a Laquis, onde foi vítima de assassinos que o perseguiram. Uzias ou Azarias – Prosperidade Sobressalente na história de Judá figura o reino de Uzias (791-740 a.C.). Inclusive ainda quando sucederam diversos acontecimentos durante seu governo de cinqüenta e dois anos, o relato bíblico é relativamente muito breve (2 Cr 26.1-23; 2 Rs 14.21-22; 15.1-7). É notável o fato de que durante este longo período, Uzias foi o único governante só por dezessete anos. tão eficaz foi em levantar Judá da vassalagem, até convertê-la num poder nacional forte, que é reconhecido como o mais capaz dos soberanos do Reino do Sul que se conhece desde Salomão 247 . A ordem dos acontecimentos durante esta parte do século VIII pode apreciar-se na seguinte tábua: 798 Joás começa seu reinado em Israel. 797-96 Amasias sucede a Joás em Judá. 244 Ver Max Vogelstein, "Jeroboam II- The Rise and Fall of his empire" (Cincinnati 1945, p. 9). 245 Thiele, "The Mysterious Numbers of Hebrew Kings". Pp.68-72. 246 Ibid , p. 41. 247 Mould, "Essential of BMe History", p. 243. 145

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