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a historia de israel no antigo testamento

neste povoado a somente

neste povoado a somente 5 km ao nordeste da capital, Jeremias foi muito versado nas pessoas correntes que circulavam por toda Jerusalém. Josias chegou ao trono à idade de 8 anos, quando Amom foi morto (640 a.C.). Oito anos mais tarde, ficou evidente que o rei de dezesseis anos já estava preocupado com a obediência a Deus. após quatro anos mais, Josias tomou medidas positivas para purgar sua nação da idolatria. Santuários e altares de deuses estranhos foram destruídos em Jerusalém e em outras cidades desde Simeão, ao sul da capital, até Naftali, no norte. Durante seus primeiros anos, Jeremias deve ter ouvido freqüentes discussões em seu lar a respeito da devoção religiosa do novo rei. Durante o período desta reforma a escala nacional, Jeremias foi chamado ao ministério profético, por volta do 627 a.C. Onde estava ou quando o recebeu, não está registrado no capítulo 1. Por contraste com a majestosa visão de Isaias ou a elaborada revelação de Ezequiel, o chamamento de Jeremias é único por sua simplicidade. Não obstante, ele se viu definitivamente chamado pela divina Potestade para ser um profeta. Em duas simples visões, este chamamento foi confirmado. A vara de amendoeira significa a certeza do cumprimento da palavra profética, enquanto que a panela a ferver indica a natureza de sua mensagem. conforme se fez ciente de que encontraria muita oposição, também recebeu a divina certeza de que Deus o fortificaria e o capacitaria para suportar os ataques, e que o livraria em tempos de dificuldades. Pouco é o que se indica nos registros escriturísticos que concernam às atividades de Jeremias durante os primeiros dezoito anos de ser ministério (627-609). Tanto se participou ou não nas reformas de Josias, publicamente, que começaram no 628 e culminaram com a observância da Páscoa no 622, não está registrado pelos historiadores contemporâneos nem pelo próprio profeta. Quando foi descoberto no templo "O livro da lei", era a profetisa Hulda e não Jeremias quem explicava o conteúdo ao rei. Contudo, a simples declaração de que Jeremias chorou a morte de Josias no 609 (2 Cr 35.25) e o comum religioso de ambos, tanto o profeta como o rei, garantem a conclusão de que ele apoiou ativamente a reforma de Josias. É difícil determinar quantas mensagens de Jeremias registradas em seu livro refletem os tempos de Josias. O cargo de que Israel era apóstata (2.6) está geralmente datado nos primeiros anos de seu ministério 469 . Incluso apesar do renascimento nacional não ter chegado à massa, é muito verossímil que uma aberta posição a Jeremias acontecesse em sua mínima expressão nos tempos de Josias e seu reinado. Embora o problema nacional da interferência assíria tinha diminuído, de forma que Judá gozava de uma considerável independência sob Josias, os acontecimentos internacionais na zona Tigre-Eufrates chegaram até Jerusalém e foram observados com o maior interesse. Sem dúvida, qualquer temor de que o ressurgir do poder babilônico no leste tivesse serias implicações para Jerusalém, estava moderado pelo otimismo da reforma de Josias. As notícias da queda de Nínive no 612, seguramente foram muito bem recebidas em Judá, como a certeza de não sofrer mais interferências da parte da Assíria. O temor da reativação do poder assírio fez que Josias se aprestasse com prontidão a bloquear os egípcios em Megido (609 a.C.), evitando uma ajuda dos assírios que se estavam retirando ante o avanço das forças da Babilônia. A súbita morte de Josias foi crucial para Judá, igual que para Jeremias pessoalmente. Enquanto que o profeta lamentava a perda de seu piedoso rei, sua nação era lançada num redemoinho de conflitos internacionais. Joacaz não reinou senão três meses antes que Neco, do Egito, o tomasse prisioneiro e colocasse a Jeoiaquim sobre o trono de Davi em Jerusalém. Não somente fez esta súbita mudança dos acontecimentos que Jeremias ficasse sem o apoio político piedoso de seu povo, senão que inclusive foi abandonado às malandragens dos chefes apóstatas que gozavam do favor de Jeoiaquim. 469 para um arranjo cronológico do livro de Jeremias, ver Eimer A. Leslie, Jerermiah (Nova York: Abingdon Press, 1954). Neste arranjo, ele assume (p. 113) que Jeremias permaneceu silencioso desde o 621 até o 609 a.C. 230

Os anos 609-586 foram os mais difíceis, sem paralelo em todo o Antigo Testamento. Politicamente, o sol descia para a existência nacional de Judá, enquanto que todo tipo de conflitos internacionais lançaram suas sombras de extinção, que por último deixaram Jerusalém reduzida a ruínas. Em questões religiosas, a maior parte dos velhos malvados que tinham sido banidos por Josias, retornaram no governo de Joacaz. Os ídolos cananeus, egípcios e assírios foram abertamente instaurados, após o funeral de Josias 470 . Jeremias, sem temor e persistentemente, advertia seu povo do desastre que se aproximava. Já que ministrava a uma nação apóstata com um governo ímpio, estava sujeito à perseguição de seus mesmos concidadãos. Uma morte pelo martírio sem dúvida teria sido um alívio comparado com o constante sofrimento e a angústia que suportava Jeremias, enquanto continuava seu ministério entre um povo cuja vida nacional estava em processo de desintegração. Em lugar de obedecer a mensagem de Deus, entregada pelo profeta, perseguiam o mensageiro. Uma crise após a outra levaram Judá a uma mais próxima destruição, ao tempo que as advertências de Jeremias continuavam ignoradas. O ano 605 a.C. marcou o começo do cativeiro da Babilônia para alguns dos cidadãos de Jerusalém, enquanto Jeoiaquim solicitava uma aliança com os invasores babilônicos 471 . Na luta do Egito e a Babilônia durante o resto de seu reinado, Jeoiaquim cometeu o fatal erro de rebelar-se contra Nabucodonosor, precipitando a crise do 598- 7. não somente a morte acabou bruscamente com o reinado de Jeoiaquim, senão que seu filho Joaquim e aproximadamente 10.000 cidadãos destacados de Jerusalém foram levados ao exílio. Isto deixou a cidade com uma fraca aparência de existência nacional, ao tempo que as classes restantes mais pobres controlavam o governo sob o mando do rei marionete Zedequias. A luta política e religiosa continuou por outra década conforme as esperanças nacionais de Judá iam esfumando-se. Às vezes, Zedequias se preocupava a respeito do conselho de Jeremias; porém, com maior freqüência cedia à pressão do grupo pró-egípcio em Jerusalém, que favorecia a rebelião contra Nabucodonosor. Em conseqüência, Jeremias sofria com seu povo enquanto agüentavam o assédio final de Jerusalém. Com seus próprios olhos, o fiel profeta viu o cumprimento das predições que os profetas anteriores a ele tinham apregoado tão freqüentemente. Após quarenta anos de pacientes advertências e avisos, Jeremias foi testemunho do horrível resultado: Jerusalém foi reduzida a um fumegante montão de ruínas, e o templo, destruído por completo. Jeremias encarou com maior oposição e encontrou mais inimigos que qualquer outro profeta do Antigo Testamento. Sofreu constantemente pela mensagem que proclamava. Quando quebrou a botija de oleiro diante da assembléia pública dos sacerdotes e dos anciãos no vale do Hinom, foi arrestado no átrio do templo. Pasur, o sacerdote, bateu nele e o pôs no cepo durante toda a noite (19-20). Em outra ocasião, proclamou no átrio do templo que o santuário seria destruído. Os sacerdotes e os profetas se levantaram contra ele em massa e pediram sua execução. Enquanto Aicão e outros príncipes se uniram na defesa de Jeremias, salvando sua vida, Jeoiaquim derramou o sangue de Urias, outro profeta que tinha proclamado a mesma mensagem (26). Um encontro pessoal com um falso profeta chega na pessoa de Hananias (28). Jeremias aparece publicamente descrevendo o cativeiro da Babilônia, levando um jugo de madeira. Hananias o tirou, o quebrou e negou a mensagem. após uma breve reclusão, Jeremias apareceu uma vez mais como porta-voz de Deus. De acordo com sua predição, Hananias morreu antes de acabar o ano. Outros profetas se mostraram ativos em Jerusalém, o mesmo que entre os cativos na Babilônia, opondo-se a Jeremias e a sua mensagem (29). Entre estes, estão Acabe, filho de Colaías, e de Zedequias, filho de Maaséias, os que excitam os cativos a neutralizar o aviso de Jeremias de que deveriam permanecer 75 anos em cativeiro. Semaías, um dos cativos, inclusive 470 Ver Caiger, op. cit., p. 194. 471 D. J. Wiseman, Chronicles of Chaldecm Kings, p. 26. 231