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a historia de israel no antigo testamento

auditório ao qual

auditório ao qual Isaias dirige as severas palavras de advertência e repreensão em 28-29. Acaz e os que o apóiam, sem dúvida, chegam à conclusão de que o espantoso açoite da invasão assíria (28.15) não afetará a Judá, porque tem sido feito um tratado com aquela poderosa nação. Tanto se os primeiros capítulos desta passagem refletem uma aliança com a Assíria ou com o Egito, a advertência é clara, de que tais propósitos acabarão no fracasso. Onde o Egito está especificamente identificado (30.2), a advertência explicitamente estabelece que a dependência da ajuda egípcia não está nos planos de Deus. a humilhação e a vergonha serão seu destino. Em 31.1-3 se traça um vivido contraste entre os egípcios, com seus cavalos e carros de combate, e o Senhor, a quem Judá deveria consultar. Quando o Senhor estenda sua mão contra eles, tanto os egípcios como aqueles aos que ajudem, perecerão. Assíria, igualmente, será sacudida pelo terror (30.31) e esmagada (31.8-9). Isto não se cumprirá pelos esforços do homem, nem pela espada, senão pelo decreto do Senhor de Sião. Os ferozes assírios serão destruídos e se converterão nas vítimas da traição (33.1). por último, a ira e a vingança de Deus se executará sobre todas as nações do mundo (34.1ss). em conseqüência, a confiança em qualquer nação mediante uma aliança não pode nunca servir como adequado substituto de uma simples fé em Deus. A antítese a esta advertência contra as alianças políticas, é a admoestação para confiar em Deus. A provisão em Sião e a promessa relacionada com seu estabelecimento estão feitas de tal forma que aqueles que exerçam a fé, não terão necessidade de estar ansiosos (28.16) 459 . O plano de Deus para Sião, como está desenvolvida nesses capítulos, permite uma base razoável para a fé dos outros, os que desejam depositar sua fé no Senhor. Duas simples ilustrações sugerem que Deus tinha um propósito eterno em suas ações com seu povo (28. 23-39). Um agricultor não deve roçar seu campo repetidamente sem ter um propósito. O ara com o objeto de semear, para que ao seu devido tempo possa recolher a colheita. Tampouco o grão é trilhado nem chacoalhado numa ação sem fim. O propósito do trilhado é separar o grão da palha. O propósito de Deus não é destruir Israel, senão evitar o juízo para a purificação de seu povo, separando as pessoas justas das más. Jerusalém, chamada Ariel, estará sujeita a juízo, porém o Senhor dos Exércitos intervirá e proporcionará sua rápida recuperação (29.1-8). Embora Israel somente tem uma religião formal, honrando a Deus com os lábios antes que com o coração (29.9-24), Deus trará uma transformação. Como um oleiro, Deus cumprirá seu propósito. Israel será mais uma vez abençoado, voltando a ganhar prestígio, prosperando e multiplicando-se entre todas as nações. Ainda que seja um povo rebelde (30.8-14), tem a seguridade da restauração da fé em Deus (30.15-26). A justiça prevalecerá sob o justo rei de Sião (32.1-8), e esta futura esperança não oferece escusa para a complacência. O povo de Jerusalém está advertido de que o juízo e a destruição precederão essas bênçãos até que o Espírito se manifeste desde o alto (32.9-20). A oração do sofrimento e a dos aflitos (33.2-9) não ficará sem recompensa. Os pecadores serão julgados, enquanto que o restante justo gozará das bênçãos do Senhor (33.10-24). A seu devido tempo se produzirá a reunião de todas as nações para um juízo do mundo e a restauração de Sião (34-35). Previamente já foi indicado que Deus peneiraria as nações na peneira da destruição (30.27-28). Incluso os exércitos dos céus responderão quando o juízo seja executado. Edom, que representava uma avançada civilização desde o século XIII ao VI a.C. 460 , e era extremamente rica nos tempos de Isaias 461 , é apresentada após todas as nações do mundo sujeitas a juízo. Sião e Edom representam respectivamente o lugar geográfico para as bênçãos de Deus e seus juízos. Já que o dia da vingança é um tempo de recompensa para a causa de Sião, este 459 "Precipitar-se" é o significado usual deste verbo. Os gregos o lêem como "não será envergonhado", e assim está anotado em Rm 9.33. (N. da T.: nas versões portuguesas de Almeida se utiliza o termo "apressar-se"). Um nome substantivo da mesma raiz utilizado em Jó 20.2, significa "ansiedade". Ver Kissane, op. cit, como referência. 460 Ver Nelson Glueck, The Other Side of the Jordan (New Haven, Conn.: 1940). pp. 145 e ss. 461 Ver Pritchard, op. cít., pp. 291-292. 222

juízo poderia ser dificilmente restringido a Edom. Muitas outras nações foram culpáveis de ofenderem a Sião. A glória de Sião, como está desenhada em 35, permite um esperançador contraste com os horríveis juízos de Deus sobre as nações pecadoras. Os que restem voltarão à terra prometida, que tem sido transformada de um deserto num país de abundância. Deus tem remido seus justos das garras dos opressores e os retornará a Sião para que gozem de uma felicidade imperecível. Sião triunfará sobre todas as nações. VI. O juízo de Jerusalém demorado Is 36.1-39.8 Miraculosa liberação da Assíria Is 36.10-37.38 A recuperação de Ezequias e salmo de louvor Is 38.1-22 Predição do cativeiro da Babilônia Is 39.1-8 Estes capítulos 462 têm sido várias vezes etiquetados com o nome de "O livro de Ezequias". O rei de Judá é confrontado com o ultimado de render Jerusalém aos assírios. Oralmente assim como por escrito, Senaqueribe, trata de desconcertar a Ezequias e seu povo, acossando-os a respeito de confiarem no Egito ou em Deus para sua libertação. Sarcasticamente, o rei assírio oferece a Ezequias dois mil cavalos se ele tem cavalheiros para montá-los. Fazendo uma lista com a série de cidades conquistadas cujos deuses não ajudaram em nada, Senaqueribe afirma que ele está enviado por Deus, e que a oração pelo restante de Judá é ridícula. Ezequias se refugia na oração, estendendo literalmente a carta diante dele, conforme apela a Deus para sua libertação 463 . Isaias anuncia decididamente e com valentia a seguridade de Jerusalém. Inclusive quando a presença dos assírios tenha entorpecido a ceifa das safras para sua próxima colheita, os invasores serão expulsos a tempo para ceifar o que tenha crescido da semeadura. A terrível doença de Ezequias acontece, aparentemente, durante este período de pressão internacional. Quando Isaias o adverte que se prepare para a morte, Ezequias ora seriamente, recebendo a seguridade de parte de Isaias de que sua vida será estendida a quinze anos mais. A liberação da ameaça assíria chega simultaneamente. O sinal confirmatório é o miraculoso retorno da sombra sobre o relógio de sol que Acaz tinha obtido provavelmente da Assíria, mediante seus contatos pessoais com Tiglate-Pileser 464 . Em sinal de gratidão por sua liberação pessoal e a recuperação de sua saúde, Ezequias responde com um salmo de louvor. As felicitações por seu restabelecimento lhe chegam desde sua embaixada na Babilônia, enviadas por Merodaque-Baladã. A cordial recepção de Ezequias dos babilônicos é a ocasião para uma significativa predição. A indagação de Isaias implica esperanças de que os babilônicos ajudariam a Judá a desprender-se da supremacia assíria. Em simples, embora firmes palavras, o profeta adverte a Ezequias que os tesouros serão levados à Babilônia e que seus filhos servirão como eunucos nos palácios babilônicos. Inclusive no apogeu do poder da Assíria, Isaias prediz o cativeiro da Babilônia para Judá, 75 anos antes dos dias da supremacia da Babilônia. Ainda que a situação internacional (por volta do 700 a.C.) possa ter garantido um prognóstico da capitulação de Judá ao poder da assembléia, Isaias especificamente prediz o exílio de Judá na Babilônia. Seu cumprimento não está datado além da declaração de que aconteceria subseqüentemente ao reinado de Ezequias. VII. A promessa da divina liberação Is 40.1-56.8 462 Embora Kissane, op. cit. Vol. I, p. 395, mantém a unidade de Isaias, os capítulos 35-39 foram originalmente compilados pelo autor de Reis. Ele anota a J. Benbauer, Commentarius in Isaiam Prophetam, ed. F. Zorrell, 1922 e N. Schlogl, Das des Propheten Jesaía (Viena, 1915), como os eruditos que apóiam a origem destes capítulos como de Isaias, que são sobre Ezequias, mais tarde incorporados em 2 Reis. 463 Para uma provável seqüência cronológica dos acontecimentos registrados aqui, ver páginas 208-210. 464 Ver Kissane, op. cít., e como referência, Is 38.7-8. 223

Old Testament Times at a Glance, Booklet