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a historia de israel no antigo testamento

egípcia estivesse

egípcia estivesse influenciada pelos israelitas 426 . A dívida de Amen-en-opete aos Provérbios parece mais verossímil, se Griffith está no certo ao datar em aproximadamente o 600 a.C., quando os sábios já tinham sido ativos em Israel por vários anos. Pode muito bem ser que os Provérbios 1-24 sejam, seguramente, dos tempos salomônicos, e proporcionem uma base para a adição de outros provérbios pelos homens de Ezequias (25-29) 427 . Aqueles homens, provavelmente, editaram a coleção inteira nos capítulos precedentes. A identidade de Agur e Lemuel e a data para a adição dos dois capítulos finais, permanecem desconhecidas ainda em nossos dias. Uma variedade de formas poéticas e ditados cheios de sabedoria são aparentes nos Provérbios. Os primeiros nove e os dois últimos capítulos são extensos discursos, enquanto que as seções restantes contêm versos curtos, constituindo cada uma, uma unidade. O paralelismo, tão característico na poesia hebraica, se usa efetivamente nestes provérbios 428 . Em paralelismo "sinônimo", o pensamento é repetido na segunda línea do dístico 429 , exemplificado em 20.13: "Não ames o sono, para que não empobreças; abre os teus olhos, e te fartarás de pão". Freqüentemente, a segunda línea será "antitética" 430 , expressando um contraste. Note-se o exemplo de 15.1: "A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira" Num paralelismo "sintético" ou "ascendente", a idéia expressada na primeira línea está completada na segunda. Esta progressão do pensamento está competentemente ilustrada em 10.22: "A bênção do SENHOR é que enriquece; e não traz consigo dores" Enquanto muitas partes dos Provérbios estão completas em si mesmas, o livro como unidade merece uma séria consideração para o leitor principiante. Isto conduz por si à perspectiva seguinte: I. Introdução Pv 1.1-7 II. Contraste e comparação da sabedoria e da insensatez Pv 1.8-9.18 a. O anelo da sabedoria Pv 1.8-2.22 Ela guarda de más companhias Pv 1.8-19 É desprezada pelos ignorantes Pv 1.20-23 Libera do mal a homens e mulheres Pv 2.1-22 b. A bênção prática da sabedoria 2.1-35 Deus faz prosperar o sábio Pv 3.1-18 Deus protege o sábio Pv 3.19-26 Deus abençoa o sábio Pv 3.27-35 c. Os benefícios da sabedoria na experiência Pv 4.1-27 d. As advertências contra os caminhos da insensatez Pv 5.1-7.27 Evitar a mulher estranha Pv 5.1-23 426 Ver R. O. Kevin, The Wisdoin of Amenemopt and its Possible Dependence upon Hebrew Book of Proverbs (Filadelfia, 1931). Amen-en-opete está datado durante o período 1000-600 a.C. Para ulterior estudo, ver Pritchard Ancient Near Eastern Texts, pp. 421-424 e D. Winton Thomas, Documenls from Old Testament Times, pp. 172-186. 427 Ver E. J. Young, op. cit., pp. 301-302. 428 Ibid., pp. 281-286. 429 Dístico: trata-se de uma composição poética ou estrofe de dois versos que expressam um conceito cabal. Resulta sinônimo de "pareado", ainda que este último termo seja mais utilizado em poesia moderna, enquanto que se utiliza o termo "dístico" em versificação antiga. (N. da T. Fonte: Enciclopédia Encarta de Microsoft). 430 Antitético,a: que denota antítese. Antítese: figura poética que consiste em contrapor duas palavras ou frases de significação contrária, por exemplo: "os livros estão sem doutor e o doutor sem livros". (N. da T. Fonte: Enciclopédia Encarta de Microsoft). 206

Evitar tratos e negócios desatinados Pv 6.1-5 Os perigos da preguiça e do engano Pv 6.6-19 O desatino do adultério Pv 6.20-7.27 e. A personificação da sabedoria Pv 8.1-9.18 A sabedoria tem grandes riquezas Pv 8.1.31 Bênçãos asseguradas ao possuidor da Sabedoria Pv 8.33-36 O convite ao banquete da sabedoria Pv 9.1-12 O convite da insensatez Pv 9.13-18 III. Máximas éticas Pv 10.1-22.16 a. Contraste do reto e o incorreto na prática Pv 10.1-15.33 b. Admoestação para temer e obedecer a Deus Pv 16.1-22.16 IV. As palavras do sábio Pv 22.17-24.34 a. Os caminhos da sabedoria e da insensatez Pv 22.17-24.22 b. Advertências práticas Pv 24.23-34 V. Coleção dos homens de Ezequias Pv 25.1-29.27 a. Reis e súbditos temerão a Deus Pv 25.1-28 b. Advertências e lições morais Pv 26.1-29.27 VI. As palavras de Agur Pv 30.1-33 VII. As palavras de Lemuel Pv 31.1-31 O título deste livro em sua maior parte se aplica em forma de curtos aforismos em 10.1-22.16, que estão caracterizados como provérbios. A introdução em 1.1-7, contudo, inclui a inteira coleção em sua declaração de propósitos. Embora projetado como guia para a juventude, tais provérbios oferecem a sabedoria para todos. sua nota predominante é "o temor de Deus", e a sabedoria tem como clave uma reta relação com Deus. o conhecimento pessoal de Deus é o fundamento para um reto viver. Uma reverência para Deus no diário viver é a verdadeira aplicação da sabedoria. Um conceito de discussão entre a sabedoria e a insensatez é resumido em 1.8-9.18. está disposta na relação entre mestre e aluno ou pai e filho, com o que escuta ao que freqüentemente se dirige como "meu filho". Da escola da experiência procedem palavras de instrução à juventude,que se adentra nos misteriosos e desconhecidos caminhos da vida. A sabedoria está personificada. E fala com uma lógica irrefutável. Discute com a juventude para considerar todas as vantagens que oferece a sabedoria, e adverte a gente jovem contra as sendas da estultícia, ressaltando realisticamente os perigos dos crimes sexuais, más companhias e outras más tentações. Numa chamada final, a sabedoria se estende e convida à mesa de um banquete. A ignorância conduz à ruína e à morte; porém os que se decidem pela sabedoria têm assegurado o favor de Deus. Os provérbios de Salomão preservados em 10.1-22.16 consistem em 375 versos, cada um dos quais normalmente constitui um dístico. A imensa maioria são antitéticos, enquanto que alguns são comparações ou declarações complementares. Vários aspectos da pauta da conduta do sábio e do ignorante situam-se em primeiro plano. A riqueza, a integridade, a observância da lei, o discurso, a honestidade, a arrogância, o castigo, as recompensas, a política, o suborno, a sociedade, a família e a vida nela, a reputação, o caráter; quase todas as frases da vida estão situadas em sua adequada perspectiva. As palavras da sabedoria em 22.17-24.34 contêm aforismos instrutivos, a maior partes dos quais são maiores que os dísticos da seção precedente. Os perigos da opressão, a etiqueta na mesa real, a insensatez de ensinar aos tolos, o temor de Deus, as mulheres, as bebedeiras e os benefícios da sabedoria recebem consideração neste discurso entre mestre e discípulo. Os provérbios coletados pelos homens de Ezequias estão agrupados juntos em 25-29. provavelmente a derrota de Senaqueribe e o reavivamento religioso nos dias de Ezequias 207